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As dúvidas sobre a estratégia política de Dilma

Vamos tentar entender um pouco essa questão da presença da presidente Dilma Rousseff nos 90 anos da Folha.

O pós eleições mostrou claramente que o único polo remanescente de oposição radical reside em uma dobradinha mídia-PSDB paulista explorando preconceitos contra o governo Lula. Foram cinco anos de pauleira que não pouparam ninguém, nem Lula, nem Dilma, nem quem ousasse ficar na frente do blitzkrieg midiático.

A motivação da velha mídia não é ideológica. Busca posicionar-se politicamente, recuperar influência em um quadro de profundas transformações tecnológicas, políticas e sociais no decorrer do qual perdeu o cetro de poder político máximo do país.

Eleita, a estratégia de Dilma Rousseff foi similar à de Getúlio Vargas, após a derrota paulista em 1932: estendeu a mão aos vencidos. Praticamente desativou a Lei dos Meios, enfrentou a reação das centrais sindicais ao novo mínimo, não fez nenhum aceno até agora aos movimentos sociais e compareceu na condição de presidente ao aniversário de 90 anos da Folha de São Paulo.

Com a presença na solenidade da Folha, Dilma atacou as duas frentes: o pacto de 2005 da velha mídia e os resquícios (ainda fortes) de preconceito contra ela em São Paulo. No aniversário da Folha, foi estrela máxima, a presidente imbuída de toda solenidade do cargo. Nas fotos do evento, FHC parecia o súdito constrangido cumprimentando a soberana.

Portanto, um lance que enfraquece o último bastião no qual se escorava o que restou da oposição que perdeu as eleições. Ajuda, inclusive a abrir mais espaço para a nova oposição que emergirá no decorrer do ano.

O preço desse movimento são as dúvidas que trazem sobre a posição de Dilma nos próximos anos.

Próximos lances

O discurso de Dilma foi protocolar, educado, adequado ao momento. Externou princípios consagrados de defesa da liberdade de imprensa e do papel da imprensa na democracia. Mas despertou indagações de monta, sobre se essa aproximação seria tática, estratégica, se significaria uma ruptura com o modelo Lula – porque baseada no abandono na Lei dos Meios.

Vamos por partes.

Primeiro, não há a menor possibilidade de apostar em um rompimento dela com Lula. Ambos são suficientemente maduros e espertos para não embarcarem nessa falsa competição.

A sensação que passa é de uma estratégia combinada, na qual caberia a Lula manter a influência sobre movimentos populares, sindicalismo e PT; e a Dilma aproximar-se e desarmar os setores empresários e políticos mais refratários ao lulismo-dilmismo.

Do ponto de vista de estratégia política, conseguiram fechar o melhor dos mundos: o antilulismo está sendo carreado pela velha mídia para um pró-dilmismo, resultando um xeque- mate: se o governo Dilma for bem sucedido, ela é reeleita; se for mal sucedido, Lula volta.

Essa súbita paixão da velha mídia por Dilma não apenas tira Serra da parada midiática, como reduz o espaço de novas lideranças de oposição.

É evidente que não vai durar para sempre. Mas provoca um conjunto de indagações.

A primeira, o fato de Dilma ter ignorado a militância que se formou na Blogosfera para defendê-la da combinação de ataques difamatórios da velha mídia e do esquema montado por Serra. "Assassina", "terrorista", "assaltante", "poste", lésbica, foram apenas parte desse círculo de horrores.

Não cabe a uma presidente da República remoer mágoas. E seu papel, responsável, é o de baixar sempre que possível a fervura política.

Mas caberia muito antes do evento uma manifestação em relação à militância que a defendeu com unhas e dentes – nem me refiro aos jornalistas blogueiros, mas aos blogueiros que emergiram nessa batalha, a jovem militância que chegou de norte a sul para enfrentar o exército de assassinos de reputação de Serra.

O segundo ponto é sobre o desenho final do governo Dilma.

Até que ponto, para aproximar-se do pacto paulista, ela deveria se afastar dos movimentos sociais? Sua eleição não provocou nenhum rebuliço político por parte dessas forças, nenhum acerto de contas, nenhuma exorbitância maior mesmo dos setores mais radicais que a apoiaram. Esse afastamento gradativo não é boa política. Acumula mágoas que poderiam ser evitadas como acenos, pequenos sinais.

Fora os gestos políticos, o que se espera do governo Dilma – a partir de dois meses de avaliação – será um ímpeto gerencial maior, uma cobrança maior tornando o governo mais eficiente. Mas, ao mesmo tempo, nenhuma ousadia para enfrentar temas polêmicos, como a reforma fiscal, a lei dos meios, a reforma política. 

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cariocabrasileiro

Dilma!

Eu voto na Dilma! Bem, minha vida melhorou muito com a Dilma, eu não tenho envolvimento com nenhum partido, mas é nítida a minha percepção de qualidade de vida, não só minha, mas das pessoas ao meu redor! A internet esta sendo usada pelo PSDB de serra, FHC, aecio e companhia de uma forma absurda pra tentar ganhar as eleições e tirar do povo os benefícios conquistados, quem tem memória não vota em aecio

Os jovens de hoje não sabem como era antigamente. FHC foi o pior presidente na minha opinião por ter tentado implantar o estado minimo com as privatizações, por ter mexido na aposentadoria, tentar privatizar as universidades públicas e por não permitir investigações durante seu governo.

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Marcel Fleming Santos

O Brasil se resume a este maniqueísmo PT-PSDB?

Nassif.

Há muito tempo deixei de acompanhar sua coluna. Isso ocorreu quando percebi que você, em minha opinião, caiu no meio desse jogo barato, maniqueísta e besta, nessa guerrinha PT versus PSDB.

Será que passa pela cabeça de vocês que há pessoas no Brasil insatisfeitas com este governo, e que não é questão de ser tucano ou ser adepto de Serra?

Eu sou um representante do que vocês chamam de "velha classe média". Votei, quase minha vida toda, num desses dois partidos, ora num, ora noutro, sempre dependendo do nome em si.

Porém, para mim, o Brasil é hoje, pior que o de FHC. Pode ser para mim. Talvez por isso, vão dizer que sou reaça. Mas não é isso. O que digo que é pior no seguinte ponto: nós temos hoje um poder central e cada vez mais centralizador, que se aproveitou de uma crise do capitalismo para tentar, gradativamente, impor um modelo claramente estatizante.

Porém, o que esse governo tem dado em troca? Em especial para a "velha classe média"?

Você sabe responder Nassif.

Sinceramente, este seu artigo, que li  meio que sem querer, não leva a nada. Fala apenas do jogo de poder e confirma aquilo que os que ainda têm um pouco de imparcialidade percebem: tudo o que PT vem fazendo visa apenas e tão-somente, se perpetuar no poder.

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   Pisar no terreno adversário de cabeça erguida e dizer que respeita a "Liberdade de imprensa" não é de maneira alguma elogiar a coisa ruim. Militante verdadeiro sabe que a Sr: Dilma tem que jogar o jogo e cotinuara a postos para defende-la, sem duvida o PIG vai e está em campanha contra o LULA/DILMA permanentemente, senão a verdade aparece e a pouca credibilidade que eles tem vai pro LIXO.  

 

Na verdade,  Dilma vem agradando a gregos e troianos.  Ora atende ao grupo esquerdista, ora ao de direita e muitas vezes usando a velha e eficaz tática de atender aos pedidos feitos pelas massas, principalmente quando são feitos por entidades representantes no monto, como a AVAAZ.


Quem segura o governo continua sendo o ministro Mantega e sua equipe econômica.  É fato notório.

 

Nassif, este ano é um ano de ajuste fiscal,o bicho vai pegar ano que vem. Só quero ver como ficará o PAC, o povo está cansado de conversa fiada.

 

Tá todo mundo errado. Só eu que estou certo. :p

Pô gente é difícil enxergar que ela está fazendo igual ao nosso Lula? Acena com pacto da concórdia e implanta o bolsa-família. 

É impossível conseguir transformaçoes sociais no País sem ceder alguns pontos políticos. Nossas prioridades, lembrem muito bem disso, é reduzir a pobreza, a desigualdade e fincar um projeto desenvolvimentista que preze pelo humanismo nas relaçoes sociais. Isso está sendo feito.

Ademais, também não esqueçam que a eleição de Lula só foi possível depois que ele mesmo assumiu postura conciliatória. Nosso país, entendam, é razoavelmente conservador. Afinal, apenas a militância não elege ninguém.

E por fim, vamos parar de mendigar "acenos" da presidenta. Tenho certeza que ela pensa que seus militantes são maduros o suficiente pra não ficar pensando nessas mesquinharias. E é o jeito dela. Carisma mesmo, só o Lula.

Um abraço.

 

Embora tardiamente,pois só hoje li o texto-muito bom,por sinal-minha opinião é de que a presença

da Presidenta no tal aniversário foi correta.Foi como se dissesse àqueles idiotas todos:nada do

que vocês fizeram adiantou(ficha falsa,tentativa de ver o processo,mentiras,calúnias,nadica de na-

da mesmo),eu fui eleita e agora,por pelo menos quatro anos sou a Presidenta sim,de todos os bra-

sileiros,inclusive vocês...Corretíssima,por cima da carne sêca!

 

 

Já disse isso antes e volte a dizer: não cabe a chefe de Estado entrar em conflito com os setores sociais no início de governo. A presidente foi convidada e compareceu como infinidade de outras autoridades públicas. Gostando ou não, ainda estamos falando de um dos maiores jornais do país. 

 

E quanto a avaliação do governo: só poderei comprar a percepção de ruptura com os movimentos sociais quando da avaliação das políticas concretas, na distribuição de recursos, das conferências públicas, do financiamento de grupos e movimentos de intervenção. Antes disso, creio que a crítica exacerbada e primária ao governo Dilma é ceder lugar às forças conservadoras, fazer mais o jogo delas do que a presença de Dilma no aniversário de um jornal. 

 

Alguém aí já ouviu falar em diplomacia??? Talvez seja isso que a nossa Presidenta esteja fazendo, vocês não acham???

 

"Se colocarmos muito fermento na massa do bolo ele transborda pra fora da forma e faz uma sujeira danada."

 

Quando da eleição de 2014, se Dilma se candidatar, será novamente perseguida, caluniada e humilhada pelo PIG. Mas dessa vez duvido que a blogosfera a defenda como defendeu em 2010. Essa lambida nas botas da Folha custará a ela o apoio imprescindível da militância, que foi quem decidiu a eleição, desmontando todas as aberrações que os agora amiguinhos inventaram sobre ela.
R.I.P.

 

Nassif, seu artigo reforçou minhas crenças de que:

1)  Não é foco da presidenta Dilma Roussef mudar o marco regulatório das comunicações. Tudo indica que ela não quer mexer no vespeiro, tem outros alvos. Ela pode até investir em banda larga (o que seria uma contribuição de fôlego, se o serviço ficar barato para o povo, o que é algo que temos que ver acontecer para acreditar), mas não vai se mover para mudar regras do jogo. O vespeiro não é o foco dela.

2) Ela está se aproximando de seus algozes, sinalizando uma postura do tipo "Dilminha paz e amor". Tudo indica que Dilma deixa para pessoas como Luiza Erundina, criadora de uma frente parlamentar pela democratização das comunicações, entre outras, a tarefa de "colocar o bode na sala".

Compreendo que possa existir uma estratégia de não atrair o fogo cerrado do PIG para o governo e de deixar para outros a tarefa de confrontar o PIG, que precisa ser enquadrado, pois ninguém aguenta mais a pobreza informacional do Brasil, pautado por 1/2 dúzia de famílias, os chamados "barões da midia". Ninguém que tenha consciência aguenta mais a má qualidade da informação prestada pelo PIG (sem falar no português algumas vezes sofrível). Má, não, péssima. Entretanto, a presidenta não deveria se esquecer de quem a defendeu contra ataques ferozes e anti-éticos.  

Cobremos que a presidenta Dilma trate a "blogosfera suja" com a mesma deferência com a qual trata a Folha de São Paulo, veículo cuja influência maior é SP e que, a atacou de maneira infame (e se formos pensar, de forma desrespeitosa a todas as mulheres) durante a campanha. A presidenta e a senadora Martha Suplicy, na coluna de Josias de Souza, foram tratadas como "vadias e vagabundas". A Folha publicou uma ficha falsa da presidenta. A Folha tentou jogar nas coisas da presidenta maus feitos do governo FHC. Quem defendeu Dilma Roussef? A "blogosfera suja"!

Por um lado, um governo Dilma Roussef medíocre é 100 vezes menos danoso ao Brasil do que 1/2 governo Serra/Tucanos. Por outro, a presidenta precisar ficar atenta. Primeiramente, o povo pode não entender esses movimentos da mesma e a presidenta pode perder o grande apoio herdado de Lula. E em segundo lugar, se a presidenta ignorar aqueles que a defenderam, como os "blogueiros sujos", poderá ficar isolada, quando o amirstício do PIG cair, por que isso é mera questão de tempo. O mel do PIG pode ser doce e de boa aparência, mas pode causar estragos à saúde e ao coração depois (muitos). Presidenta, sem ilusões: o PIG não gosta do PT, não gosta de Lula, não gosta da senhora, não gosta da maioria dos brasileiros.

 

Nassif,

Sua análise, juntamente com a do Rodrigo Vianna, são as mais lúcidas no momento.

http://www.rodrigovianna.com.br/palavra-minha/pt-rumo-ao-centro-e-oposicao-na-uti.html#more-6813

O que me preocupa é exatamente esse jogo perigoso de tomar o espaço do centro, e o "povão" não conseguir compreender essa movimentação e votar no lado contrário. Como diz o Paulo Henrique Amorim: "A Classe C, sem Ley de Medios, vota no Berlusconi em 2014".

Embora a movimentação dela desagrade blogueiros e a blogosfera no geral - eu fui um dos militantes virtuais que apoiaram sua candidatura - ela vem atraindo a mídia para essa "ratoeira", vamos dizer assim.

Vamos pensar no fato que ela tem 50 e poucos dias de governo. No Distrito Federal, o governo de Agnelo Queiroz também está sendo visto como "morno". O que se vê aqui, a nível regional, é similar ao que Lula pegou em 2002: sucata. O Governo de Arruda e Companhia sucateou o DF e as contas estão no vermelho.

As três figuras que mais me irritam no governo Dilma são o Johnbim (Nelson Jobim, já pulverizado por Dilma); "Tony" (Antônio Palocci, petista de pantufas tucanas) e "ZeCa" (José Eduardo Cardozo, amigo do Dantas).

De qualquer forma, o maior derrotado em todo esse processo, com certeza é o José Serra: para o bem e para o mal, Lula e Dilma estão na boca da mídia. Lula deve estar se deliciando, imagino eu com meus botões.

O tempo dirá meu nobre Nassif, mas sua análise, juntamente com a do Rodrigo são instigantes. A conferir...

 

Do blog TUDO EM CIMA, http://tudo-em-cima.blogspot.com/2011/02/num-momento-em-que-muitos-blogueiros-de.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter&utm_campaign=%23LULA++%23DILMA+%23SERRA&utm_term=%23LULA++%23DILMA+%23SERRA:Histeria e sectarismo de alguns expõe a blogosfera ao ridículo

Num momento em que muitos blogueiros de esquerda perdem a cabeça por causa de sectarismos ou de surtos de estrelismo, reproduzo o texto abaixo do meu amigo Edgar Borges, o qual assino em baixo.

O necessário e a perfumaria. Ou: unidade, companheiros!

No momento, o inimigo joga em dois campos: aprecia os rumos iniciais do governo e se diverte com a nossa desunião perante o gesto simbólico da Presidenta ir a ao evento da Folha. Pra eles, é o melhor dos mundos: enquanto nos matamos pela ida da Dilma ao aniversário do jornal, esquecemos que os juros aumentaram, o corte de gastos atinge setores essenciais da economia, o salário mínimo não cresceu como poderia e a Lei dos Meios vai sendo esquecida

- por Edgar Borges, no blog Pitacos Genéricos

Dilma na Folha assusta alguns blogueiros,
que gritam: "É o fim do mundo!!!"

A ida da Presidenta Dilma Rousseff ao aniversário de 90 anos da Folha de São Paulo, na última segunda-feira, suscitou uma enorme polêmica entre os blogueiros progressistas. Uma parte se mostrou descontente e até indignada com essa atituda da Presidenta, uma vez que todos sabemos do papel muitas vezes nefasto desse jornal em nossa história, como o apoio a ditadura, ideológico e material, emprestando seus carros para o transporte disfarçado de presos políticos, e os inúmeros factóides por ela criado durante o governo Lula e a última eleição (culpar o Presidente Lula pelo acidente da TAM em Congonhas, ficha falsa da Dilma, menino do MEP e tantos outros). Em suma: a revolta dessa ala dos blogueiros é sim justificada pelos fatos. Dilma foi congratular com o antigo algoz.

Faço parte da outra ala, por assim dizer. Não é todo dia que um jornal de grande circulação completa 90 anos, e os números redondos sempre trazem maiores comemorações, hipocritamente ou não(vide as chamadas bodas de ouro, aos 50 anos de casamento, e tantos outros exemplos em que números redondos recebem mais atenção que uma data ou número quebrado). Assim, a Folha organizou uma grande festa na Sala São Paulo, repleta de líderes e autoridades, e convidou a Presidenta.

Já enfrentamos, injustamente, acusações de sermos contra a liberdade de imprensa, por querer regulamentar a mídia e por fim aos seus abusos. A não ida da Presidenta ao evento certamente traria essas críticas e muitas outras, por algo muito pequeno, perto do que realmente importa: a disputa de rumos deste novo governo. Por isso o título da postagem.

Esse início de governo, como explicitaram o Altamiro Borges, Rodrigo Vianna, Luis Carlos Azenha, entre outros, é preocupante: o receituário ortodoxo e liberal da economia voltou a ser plenamente aplicado. Um duríssimo ajuste nas contas, que atinge setores básicos da economia e do estado, como corte de verbas nas universidades federais e suspensão dos concursos públicos (alguém acha que o número de médicos e professores, atualmente, é satisfatório?). Aumento da taxa de juros, que traz ainda mais capital especulativo ao país, fazendo o real se valorizar e prejudicando nossas exportações e a nossa indústria, com a invasão de produtos chineses.

Outro tema, caro a todos nós da militância digital, onde o governo parece tergiversar, é a chamada Lei dos Meios de Comunicação. A concentração e monopólio das comunicações é a face visível e propagandística desse capitalismo selvagem e excludente que combatemos. Se queremos mudanças de fato no Brasil, passa necessariamente por democratizar os meios de comunicação e evitar que os grandes conglomerados façam vítimas em seu caminho, sem a punição devida. Sem isso, é impensável que teremos um povo mais consciente de sua cidadania e melhor preparado para a crítica necessária ao capital.

O Rodrigo Vianna escreveu há pouco, no Escrevinhados, uma boa análise dos rumos políticos deste governo. A Presidenta Dilma rumo ao centro do espectro político, e o ex-presidente Lula trata de segurar os sindicatos e movimentos sociais com seu enorme prestígio. A questão é que as atitudes efetivamente tomadas por este novo governo contrariam os interesses da grande massa da população. E o projeto, claramente, vislumbra deixar o PT o máximo de tempo possível no Planalto.

Temos que ficar atentos, e ver até onde o projeto do PT atende aos anseios do povo. As mudanças promovidas no governo Lula são apenas o início do que esperamos para o Brasil. Se isso for esquecido, em prol do projeto de um Partido, temos que esquecer os belos olhos do ex-presidente Lula e ir pra luta. Ir pro pau, movimentos sociais mobilizados, botando gente na rua em defesa dos interesses da população. Pelo que podemos perceber, os movimentos iniciais deste governo são para agradar a parte conservadora do país. Fiquemos atentos até onde vai esse chamego da Presidenta Dilma com os meios conservadores do país, e a contrapartida necessária aos anseios da população. É nessa gangorra que os rumos do país serão decididos.

Dilma ir ao aniversário da Folha é, portanto, o menos importante destes dias iniciais de seu governo. No momento, o inimigo joga em dois campos: aprecia os rumos iniciais do governo e se diverte com a nossa desunião perante o gesto simbólico da Presidenta ir a esse evento. Pra eles, é o melhor dos mundos: enquanto nos matamos pela ida da Dilma ao aniversário da Folha, esquecemos que os juros aumentaram, o corte de gastos atinge setores essenciais da economia, o salário mínimo não cresceu como poderia e a Lei dos Meios vai sendo esquecida.

Portanto, a hora é de cabeça fria, no lugar. Política é feita com a cabeça, não com o fígado. Vamos nos lembrar daquilo que nos une e que gerou o belo evento de juntar mais de 300 blogueiros em São Paulo: a democratização dos meios de comunicação, em especial. Nesse item, temos muito a oferecer e agregar.

Lendo o discurso protocolar da Presidenta Dilma na Folha, enxerguei de forma semelhante ao Stanley Burburinho: uma grande ironia e tiração de sarro pra cima da Folha. Todos os presentes sabiam que a Dilma falava aquilo tudo da boca pra fora, todos sabiam que era tudo falsidade. Deve ter constrangido o Otavinho e o pulha do Reinaldo Azevedo correu a se aproveitar do discurso.

Fico com a imagem que a Cynara Menezes descreveu no twitter: era a General Vitoriosa pisando no campo dos derrotados da guerra, a lembrá-los de sua humilhação.

 

Penso que devemos dar um pouco mais de tempo para o governo Dilma.

No fundo ninguém gostou de ver a Dilma na maldita festa da FSP, mas se isso faz parte de uma estratégia fico aguardando o término da quarentena do Lula que volta a falar depois do carnaval.

 

É muita discussão para saber se a presença dela na festa deveria occorer ou não. O que me interessa é o que ELA FARÁ no governo. Se vai melhorar a educação, a economia, se o desemprego continua em queda, etc. É isso que interessa.

 

Como bem disse alguém aqui, não gostei nada do que vi. Não gostei mesmo. A Folha é um jornal com tiragem em franca queda, cujos veículos foram usados para ajudar a prender pessoas perseguidas pela ditadura, e cujo destino é, quando muito, a internet, como o Jornal do Brasil. Por que prestigiar a Folha? Enviasse o Palocci (!) para representar, estaria de bom tamanho. Mesmo que fosse ao tal evento, a presidenta não precisava ter feito o discurso que fez, poderia ter adotado outro tom. A meu ver, não pareceu manifestação de mão estendida, mas de crença (errada) de que esse povo da Folha e do PIG vai "amaciar". Não vai acontecer nada disso, é doce ilusão. A presidenta precisa também demonstrar no mínimo deferência com quem a apoiou e a defendeu contra os brucutus do PIG, como é o caso da blogosfera "suja". Para os Frias, tudo, e para a blogosfera nada? Vai ser assim?    

 

Neste novo comentário vou procurar dar a minha percepção sobre sobre o que penso serão as, estratégias do Governo Dilma, isto é aquilo que ela vai procurar alcançar, dentro dos limites institucionais do Brasil, e coligação que está no governo, e das forças politicas que a apoiam.

E vou dar, também, a minha opinião pessoal sobre o que é indispensavel que o Brasil alcance nestes quatro anos, para que o governo Dilma possa se considerar um sucesso e se credencie a manter o seu projeto no poder.

Acredito que o Governo vai mirar em:

1. Manter o controle da inflação, e diminuir a relação divida publica/PIB

2. Manter ou aumentar o crescimento economico em termos de PIB

3. Manter ou ficar muito perto do pleno emprego

4. Manter as posições do Brasil no Comércio Internacional

5. Aprofundar a politica Sul - Sul, e o Mercosul

7. Implementar a exploração do Pressal, e a fundação de uma forte base industrial a isso ligada

8. Manter e aprofundar todas s medidas de combate à pobreza, de seguridade social

9. Manter e aprofundar a politica de distribuição de renda e melhora do Salário Minimo

10.Dar inicio efetivo ao reaparelhamento das forças armadas.

11 . promover medidas de criação de ciencia e tecnologia, e  atualização do Brasil nesses itens

12. Aprofundar os avanços em educação

13. Resolver os problemas de atendimento médico de qualidade, a todos, e de melhora no estado de saude

14. Aprofundar medidas de assistencia à pequena aricultura e agricultura familiar, como contraponto ao agro-negocio, o qual é voltado mais ao com. exterior

15 . Continuidade das ações da Policia Federal contra os crime organizado e os crimes de colarinho branco

        Como se vê, é uma longa lista de tarefas imensas.

Mas eu quero colocar aquí aquilo que, se não for feito, vai colocar a perigo a credibilidade do governo, e dará margem a uma recusa popular em 2014, pondo em risco a continuidde do projeto :

O QUE NÃO PODE DEIXAR DE SER FEITO -

A)  Disponibilizar atendimento médico rápido e de qualidade, inclusive com especiialistas, para a massa da população, especialmente nas afecções mais coriqueiras, e também em oftalmo, otorrino etc. Efetivar uma melhora realmene visivel no ramo Saude

B)  disponibilizar, a quem quiser estudar, e comprovar habilitação para tal (atenção, não vale o exeme de competição, tem de ser exame de habilitação), escola disponivel, e de graça. Universalisar, realmente o ensino fundamental e médio e técnico, de graça e o ensino pré-primário.

C) Manter em ascensão a renda do trabalho e o esforço de formalização. Manter o incremento eal do Salário Minimo. Manter o pleno emprego.

D) Influir no limite dos esforços do Governo Federal, para a melhora na segurança pública, e no controle e punição dos crimes de autroridades - Justiceiros, extrorsionistas, cumplices, etc

E) Pelo menos iniciar um esforço de melhor outorga de licenças de radio difusão de som e imagem, para quebrar o monopolio virtual hoje exsitente.

F) Apressar medids concernentes a saneamento básico e transporte público.

        No meu modesrto entender, um esforço real, com resultados visiveis nesses itens praticamente assegura a aprovação do governo e a continuidade do seu projeto.

Ebrantino

 

ebrantino

Ajuda, inclusive a abrir mais espaço para a nova oposição que emergirá no decorrer do ano.

Mas nessa hipótese ela estaria dando um tiro no pé. A última coisa que ela deve fazer é abrir espaço para a nova oposição.

Quanto a hipótese de que haja um acerto com Lula no qual ambos dividiriam tarefas aproveitando-se da maior liberdade de movimentação que Lula teria estando fora do governo oficialmente, acho altamente provável. Lula estará dentro desse governo quase tanto quanto no seu próprio governo. Os destinos políticos dele e de Dilma estão irremediavelmente amarrados um ao outro. De agora em diante eles serão irmãos siameses na política. Se um levar um chute na canela o outro vai sentir a dor onde quer que esteja. Se o governo Dilma se afundar levará Lula com ela.

 

Espero, do fundo da alma, que a Dilma não seja o nosso OBAMA...

 

Não gosto da FSP, não gosto do o Globo, tolero o Estadão, mas leio-os sempre (via internet, pois não gasto dinheiro com bobeiras) e assim vou sabendo o que eles publicam, como eles pensam e agem, e assim a Dilma deve se comportar. Por que não ir num evento importante (goste ou não) e dizer o que pensa da imprensa e da liberdade de expressão? Isto não quer dizer que ela não vai propor a lei de meios (acredito que, não no primeiro mandato, mas no segundo ela deverá fazê-lo). Ela tem sim de fazer as pazes com a imprensa e isto não significa que ela se rendeu, significa sim que ela tem uma estratégia, e quando for conveniente ela deverá propor a lei de meios. Nada como conhecer o seu inimigo para poder planejar a sua estratégia e com isso ganhar a guerra. Vamos dar um voto de confiança para a nossa Presidenta Dilma.

 

Que tal, para acabarmos com essa discussão sobre presidente ou presidenta, não mudamos a forma correta, presidente, para "presidento"? Aí ficaria tudo certo: masculido = presidento; feminino = presidenta. Perceberam como estão errados os que insistem em utilizar o "presidenta"?

 

Não entendo toda essa crítica ao fato de Dilma ter comparecido à festa da Folha de São Paulo.

E daí se o jornal só a criticou, do mesmo jeito que fez com Lula, durante todo esse tempo? Na minha visão, Dilma mostrou que é muito superior a todos aqui que estão reclamando. Ela simplesmente foi prestigiar um jornal que faz 90 anos de existência, o que não é pouco, sinceramente.

Elegemos Dilma para ser presidente do Brasil, não NOSSA presidente. E a Folha também faz parte do país, tem todo o direito de convidar e receber a presidente.

E não tem nada que pedir autorização pra quem a apoiou ou a reprovação de quem não votou nela.

Criticar esse ato de Dilma é muita infantilidade, a meu ver. Vamos ser racionais, como adoramos dizer que somos.

 

Apenas um recado para a Presidenta Dilma:

Obama já tentou esta estratégia alguns anos atrás nos EUA - a estratégia de, uma vez no poder, aliar-se aos seus inimigos, sem deixar de contar com o apoio incondicional dos seus apoiadores de primeira hora.

É uma conhecida estratégia maquiavélica, em princípio e a princípio muito astuta.

Mas na prática, parece que não funciona tão bem quanto na teoria.

Vai pagar pra ver, presidenta?

Contendo o entusiasmo

Paul Krugman

 

  • Presidente dos EUA, Barack Obama

    Presidente dos EUA, Barack Obama

Por que o governo Obama continua procurando amor em todos os lugares errados? Por que ele não mede esforços para alienar seus amigos, buscando atrair pessoas que nunca cederão em seu ódio? 

Essas perguntas foram inspiradas pelo atual suspense sobre se o presidente Barack Obama fará o obviamente certo e nomeará Elizabeth Warren para chefiar a nova agência de proteção ao consumidor financeiro. Mas o caso Warren é apenas o capítulo mais recente em uma saga em andamento. 

Obama foi conduzido à presidência por uma vasta onda de entusiasmo progressista. Esse entusiasmo estava fadado a ser seguido pela decepção, não apenas porque o presidente sempre foi mais centrista e convencional do que seus simpatizantes fervorosos imaginavam. Dadas as realidades da política, e acima de tudo a dificuldade de se fazer qualquer coisa diante de uma oposição republicana cerrada, ele não seria a figura transformadora que alguns imaginavam. 

Mas a desilusão progressista não é apenas uma questão de expectativas elevadíssimas se deparando com a realidade prosaica. As ameaças de obstrução não forçaram Obama a hesitar na questão da tortura; a aumentar o número de tropas no Afeganistão; a escolher, com um timing impecavelmente ruim, afrouxar as regras para exploração de petróleo em alto-mar no início deste ano. 

E há as nomeações. Sim, o governo precisava de mãos experientes. Mas todos os membros importantes da equipe econômica precisavam ser protegidos de Robert Rubin, o apóstolo da desregulamentação financeira? Era necessário colocar Ken Salazar no Departamento do Interior, apesar das objeções dos ambientalistas que temiam, com razão, que seus laços com as indústrias extrativistas atrapalhariam a limpeza de uma agência corrupta? 

E onde está o Frances Perkins deste governo? Como secretário do Trabalho de Franklin Delano Roosevelt, Perkins, um antigo defensor dos direitos dos trabalhadores, serviu como símbolo do compromisso do New Deal com a mudança. Eu não tenho nada contra Hilda Solis, a atual secretária do Trabalho –mas nem ela, nem qualquer outro membro importante no governo, é um progressista com estatura independente suficiente para exercer esse tipo de papel. 

O que explica o desdém consistente de Obama por aqueles que o tornaram o que ele é? Ele teme que seus inimigos usariam qualquer apoio a ideias ou pessoas progressistas como desculpa para condená-lo como sendo um extremista de esquerda? Bem, como você já deve ter notado, eles não precisam dessas desculpas: ele é retratado como socialista por ter aprovado o plano de reforma da saúde de Mitt Romney, como um inimigo virulento dos negócios por ter mencionado que as corporações às vezes se comportam mal. 

O fato é que as tentativas de Obama de evitar o confronto foram contraproducentes. Seus adversários continuam extremamente passionais, enquanto seus aliados, após não terem recebido nenhum respeito, carecem de convicção. E na eleição de novembro, onde o comparecimento será crucial, a “desigualdade de entusiasmo” entre republicanos e democratas poderá resultar em uma catástrofe para a agenda de Obama. 

O que me traz de volta a Warren. 

O debate em torno da reforma financeira, na qual o Partido Republicano ficou do lado dos bandidos, deveria ser um ponto positivo para os democratas. Mas grande parte da reforma é profundamente técnica: “Mantenha a exigência de que os derivativos sejam negociados em bolsas públicas!” não é algo que se vê em cartazes. 

Mas a proteção do consumidor, assegurar que não sejam vítimas de práticas financeiras predatórias, é algo que os eleitores podem entender. E escolher uma renomada defensora dos consumidores para liderar a agência que fornece essa proteção –alguém cujo conhecimento e trabalho foram em grande parte responsáveis pela criação da agência– é uma decisão natural, tanto na prática quanto politicamente. Enquanto isso, a alternativa –decepcionar os simpatizantes novamente ao escolher algum tecnocrata pouco conhecido– parece um erro óbvio. 

Então por que a questão ainda está no ar? Sim, os republicanos poderiam tentar obstruir a nomeação de Warren, mas essa é uma luta que o governo deveria abraçar. 

Ok, eu realmente não sei o que está acontecendo. Mas eu temo que Obama ainda esteja preso ao seu sonho de transcender o bipartidarismo, enquanto seus assessores não gostam da ideia de ter que lidar com vozes fortes, independentes. E o resultado final deste jogo é um governo que parece determinado a alienar seus amigos. 

Apenas para deixar claro, os progressistas seriam tolos em não votarem nesta eleição: Obama pode não ser o político de seus sonhos, mas seus inimigos certamente são aqueles de seus pesadelos. Mas Obama também tem uma responsabilidade. Ele não pode esperar forte apoio de pessoas que seu governo continua ignorando e insultando.

Tradução: George El Khouri Andolfato

 

http://noticias.uol.com.br/blogs-colunas/colunas-do-new-york-times/paul-...

 

 

PET - Programa de Erradicação dos Trolls. Não alimente os trolls no blog!

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Dúvidas sobre a estratégia política de Dilma

Nassif, você com os seus 30 ou 40 anos de pratica jornalística e, por que não, política, disse o necessário para nos provocar sutilmente, pautar, para ver o que sai. Diz pouco, para ouvir muito, assim penso. Nós outros, do nosso lado, não temos de economizar nem esconder nossas idéias, opiniões ou percepção do assunto.

1. Há a tática e as atitudes políticas. Neste quesito, por enquanto a Dilma parece ter sido correta. Ela precisava fazer gestos significando sublinhar a respeitabilidade, a dignidade e a seriedade do cargo. Para tanto, eram essenciais algumas atitudes firmes e coerentes, para mostrar que o governo não vai ficar fazendo zigue-zagues, em suas ações. Aí se enquadra a aparente "teimosia" sobre o Salário Mínimo. Se havia um acordo com as centrais, para incorporar as variações do Pib no cálculo, por razão de coerência, era preciso respeitá-lo, sob pena de dar a impressão de falta de rumo,  e firmeza. Também aí se enquadra a desabafo contra o apedrejamento da adúltera do Irâ - Quem não o faria? Está aberto o caminho para assentar o renome de firmeza da Presidenta, renome muito e muito necessário para dar fluidez a sua administração.

A presença e o discurso formal na inefável FOLHA, são uma cortesia, e, ao mesmo tempo demonstração de que não teme ir à Toca do Leão, e nem pensa em ser alvo de desfeitas. Tudo isto são apenas ATITUDES, e demonstração de TÁTICAS a ser firmadas.

2. Outra coisa, muito diferente, é, e será, enfrentar e tentar resolver aqueles assuntos que irão representar o sucesso ou o fracasso do seu governo . (definir a ESTRATÉGIA)

2.1  Rapidamente :  Para o empresariado, a classe média, os trabalhadores com carteira, de médio escalão, funcionários – O sucesso será a continuação do crescimento do PIB, algum incremento na renda média do trabalhador, inflação sob controle e confiança no futuro. Para os empresários, ainda, existência de financiamentos.

Para o trabalhador de baixo escalão, e os aposentados do INSS – O sucesso será o controle da inflação, o incremento razoável do Salário  Mínimo, reajuste honesto nas aposentadorias, pleno emprego, e melhoras substanciais na SEGURANCA, EDUCAÇÃO ( especialmente pré-escola, fundamental e técnica), e a resolução definitiva do ATENDIMENTO MÉDICO DE QUALIDADE. – Nada menos que isso.

Para os atuais alvos das ajudas sociais, o sucesso será a continuidade dos programas, e o incremento de suas atividades, honestidade e correção de malfeitorias eventuais, burocracias desnecessárias, enfim,  melhoras.

Para intelectuais, ativistas, professores, e observadores interessados , entre os quais os blogueiros sujos se encontram, o sucesso será atender todos os itens  acima, e mais :

Política externa propositiva e independente

Reafirmação da condição do Estado Laico

Manutenção de uma política nacionalista, de uma política de meio ambiente firme e sem corrupção, e VIAVEL.  Incluir o Saneamento, para parar com o emporcalhamento da águas.

Quanto à terra agrícola – parar a sua desnacionalização, algum avanço no acesso à terra, para frear a concentração, assistência aos assentados e pequenos.

Criação de uma política industrial, e de uma política de criação cientifica e tecnológica coerentes com o tamanho que o Brasil pretende

Vagas em universidades públicas para qualquer um que demonstre habilitação a cursá-las.

Estas seriam as principais ASPIRAÇÕES  dos diversos setores.

Em outro comentário vamos procurar decifrar o que seria vital alcançar para poder dar continuidade ao projeto Lula/Dilma.

 

ebrantino

A presidenta Dilma demonstrou uma pusilaminidade que preocupa a todos nós, que nela depositamos noss confiança. Além de comparecer ao evento, ao qual poderia muito bem ter mandado Michel Temer representa-la, enalteceu a Folha de São Paulo em seu discurso. Se tivesse mais pulso, citaria em sua fala, mesmo que de modo velado, as calúnias perpetradas pelo jornal contra a sua pessoa. Não teve coragem, apequenou-se de forma surpreendente. Passadoe ste triste episódio, como será o comportamento quando aqui desembarcar o ianque Barack Obama? Vai questiona-lo sobre as retaliações impostas aos produtos brasileiros? Irá pedir medidas mais justas e humanas por parte da imigração contra os brasileiros? Vai exigir que deixe de se meter em assuntos internos de outros países? Agora, lamentavelmente, tenho minhas dúvidas. Por isso, levanto a minha voz aos céus e grito: VOLTE LOGO, PRESIDENTE LULA!!!!

 

Irritante, caro Nassif. Assim, você não me deixa espaço para qualquer comentário.

 

Dilma não é Lula. Abandonar os movimentos sociais, ou seja, as ruas, no sentido simbólico da palavra, é suícidio político.
Não gostei do que ví e não me senti representado pela presidenta do Brasil neste ato.

 

Por essas e outras é que votei no Plínio (no primeiro turno). A choldra também precisar ter a sua "estratégia". As vezes é importante mandar um "recadinho" no 1o. turno.

Saravá!

 

Obama esteve recente na Fox New e elogiou a emissora com estas palavras, que lembram as usadas por Dilma, a entrevista começou assim:

BILL O’REILLY, ANFITRIÃO, “THE O’REILLY FACTOR”:   Sr. Presidente, obrigado por nos conceder esta entrevista. E preciso agradecê-lo em nome do canal Fox News  por ajudar Greg Palkot e o Sr. Wiig que foram maltratados no Cairo. Foi o senhor, foi Robert Gibbs (secretário de Imprensa) e o Departamento de Estado que realmente os salvaram e nos agradecemos muito.

"BARACK OBAMA, PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS: Olha, aqueles caras mostraram uma grande coragem, como muitos jornalistas pelo mundo afora. E assim não foi só importante para nós, assegurar que eles fossem salvos para eles e suas famílias, mas também assegurar o princípio básico do discurso livre e a liberdade da imprensa. Este é um valor universal que nós cuidamos. E eu sei que a Fox cuida disso. Então, estou feliz que estes caras…

http://claudiomafra.wordpress.com/2011/02/12/imperdivel-entrevista-de-obama-na-fox-news-video-e-traducao/.

Todo mundo sabe que Obama odeia a FN e, no entanto, a elogiou, embora já tenha criticado abertamente a emissora.
Aqui ou nos EUA, esta tensão cabe ao governo desencadear, muito pelo contrário, tem que haver distensão entre as duas partes.
Guerrear cabe a nós difundirmos e, sim, estamos fazendo isso, inclusive agora ao criticarmos o encontro.
Só espero que o tal encontro não signifique ruptura da nossa parte para com Dilma, isso sim, é o que a velha mídia mais quer.
Quanto a ida de Dilma à Folha vejo mais como orientação da Helena Chagas, Secretária de Comunicação da Presidência, do que coisa de Palocci ou José Eduardo Cardoso, ministros da presidente(a).
Um fato que me chamou a atenção a troca de fotografias no Blog do Planalto(link), e até nisso percebi que Dilma não quer mesmo guerrinha com a velha mídia: a primeira foto para ilustrar o artigo, esta abaixo, onde o Otavinho aparece de cara amarrada ao lado de uma sorridente Dilma,foi substituida por outra, onde Dilma aparecende discursando no evento.

Talvez a substituição não tenha sido feita por outro motivo qualquer, no entanto estou dando este significado à troca de imagens: Dilma não quer mesmo guerrear.



Obama já criticou e odeia a Fox News?
Sim.
A Fox News ama Obama?
Não?
No entanto o presidente americano teceu rasgados elogios à emissora.
Qual o problema?
Não cabe ao governo esta tensão, nem mesmo Lula quis isso, e se o ex-presidente gostava de ir aos eventos da Carta Capital, quando pode, também esteve na Globo, Folha, Estadão, enfim, o esforço dele(Lula) era grande no sentido da paz entre as duas partes, apenas não conseguiu, cabe a Dilma tentar.

Espero que o gesto de Dilma não nos leve a abandonar a trincheira, pois é isto o que a velha mídia quer.
Mesmo no período Lula, a Conferência da Comunicação foi realizada por causa da pressão popular, cabe a nós este lutarmos por mudanças no setor.
Esta tensionamento cabe a nós aprofundarmos.

 

Grato, Spin F

Do blog Os Amigos do Presidente Lula.

Link: Dilma, sem medo de ir ao pré-velório da Folha, toma a bandeira da liberdade de expressão do PIG

O jornalão Folha de São Paulo chega aos 90 anos em clima de velório: em decadência nas vendas, recentemente perdeu o posto de jornal de maior circulação do Brasil.

Ontem, na segunda-feira à noite, o jornalão resolveu fazer uma solenidade alusiva à data.

Tomou a Sala São Paulo emprestada do governo paulista, convidou diversas autoridades eclesiásticas em ato ecumênico para "benzer" o jornalão da decadência e, cortejando o poder, convidou políticos, juízes, banqueiros e personalidades dos mais variados segmentos, desde o Juiz Fausto De Sanctis, passando pelos presidentes do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, prefeito, governador, ministros, ex-presidentes da República, parlamentares, demo-tucanos com e sem mandato como FHC e Serra, e até a presidenta Dilma.

A presença da Presidenta gerou polêmica na blogosfera acostumada a combater o demo-tucanismo do jornalão do PIG (Partido da Imprensa Golpista).

A história é semelhante ao copo d'água pela metade. Os pessimistas dizem que o copo está meio vazio, e os otimistas dizem que o copo está meio cheio. Da mesma forma, os pessimistas vêem a Presidenta cedendo ao jornal, mas os otimistas tem confiança o suficiente para verem o contrário: o jornal se rendendo à Dilma, submetendo o curral eleitoral demo-tucano dos leitores do jornal, ao discurso dela.

Não que isso vá mudar a natureza dos donos do jornal e nem da grande maioria de seus assinantes, mas postura de estadista impõe respeito aos adversários e esvazia críticas sem fundamento e desarma o discurso golpista e lobista.

Com este gesto, Dilma respondeu à intolerância com a tolerância, combateu o preconceito ao não descriminar adversários preconceituosos; impôs a supremacia da razão e civilidade sobre o discurso do ódio. E desmentiu no próprio jornalão todo aquele noticiário da Folha que a demonizava como se fosse uma ameaça à democracia e a liberdade de expressão, entre as quais a liberdade de imprensa. Tomou essa bandeira perante os leitores do PIG, o que desarma as resistências lobistas contra um novo marco regulatório e democratização dos meios de comunicação.

O PIG precisará elevar o nível da discussão sobre liberdade de imprensa, para sair do jornalismo corrupto de lobismo empresarial por oligopólios, e submeter-se aos interesses republicanos da nação.

Além disso, se uma minoria dos leitores tiverem seus olhos abertos para verem que o discurso do ódio demo-tucano alimentado pelo PIG é tão falso como uma nota de 3 reais, já terá valido a pena.

É preciso lembrar que reacionários só se informam através do PIG, e mesmo os filhos mais novos destes, adeptos da internet, continuam se informando nos portais do PIG. Ao terem contato com uma imagem de Dilma que eles nunca quiseram enxergar, usando as flores da razão para vencer os canhões do PIG, os mais inteligentes e sensíveis acabam refletindo um pouco, passam a ler o PIG com olhar mais crítico, e acabam por buscar o contraditório quando a notícia vem embrulhada em plumagem tucana.

É preciso lembrar que, em São Paulo e Minas Gerais, o PIG ainda consegue ser influente. Nas últimas eleições em São Paulo, Alckmin não seria eleito governador no 1º turno, se poucos votos virassem. Por isso, mais importante do que sectarismos improdutivos, é conquistar terreno para abrir novos horizontes.

 

Grato, Spin F

Não sei porque este convescote da Folha me remeteu à "Revolução dos Bichos",de George Orwel.Uma pequena fábula política,que creio,a maioria dos seus leitores deve conhecer.

 

O texto do Nassif parte de uma visão de política eminentemente manipulatória, em que os protagonistas são, exclusivamente, os políticos e os poderosos e em que o povo e a militância servem para "apoiar" quando necessário (nos embates, na campanha eleitoral), mas não serve para opinar sobre o rito de governar (e de transigir, contemporizar, capitular), que segue o "protocolo" do "responsável" (segundo a definição do "status quo", tido como natural).

É uma visão que contempla, a política, simplesmente, como uma profissão técnica, com suas regras naturais e imutáveis, neutra e não ideológica (ou seja, paradoxalmente, não política!). Na fase da campanha eleitoral - momento exclusivo de participação da militância - pode-se ser "ideológico", ou seja, "irracional", "irresponsável", "partidário". Pode-se fazer o contraponto, a guerra, a disputa. Uma vez ganho o governo, é o momento da "responsabilidade", da composição com os poderosos. Não é mais o momento da militância.

É a hora da adaptação ao "status quo" aos limites do natural, que é a positividade do sistema que está aí.

É uma concepção que vê com naturalidade o conchavo com os detentores do poder e da riqueza no "status quo" para se manter no governo (não no poder, que está, sempre, nas mãos de quem detém o controle da produção da riqueza e o manejo das armas) - mas, se não é para desafiar o "status quo", por que, para a esquerda, estar no governo? E para a militância e o povo que a apoiaram? Basta um agradinho manipulatório, como simbolismo, para que não a deixem na próxima jornada eleitoral.

É uma visão que olha a imprensa - mesmo a mais raivosa e suja, que apoia ditaduras e torturas - como, incrivelmente, não ideológica (afinal, ideologia não faz parte da prática da responsabilidade, da racionalidade do "status quo" administrado, mas do momento-paixão da campanha política, o "carnaval da democracia").

Ausente desta visão estão os interesses de classe e a encarniçada disputa pelo controle da produção da riqueza e reprodução dos papeis sociais hierarquizados, que - se necessário - devem ser preservados a ferro e fogo, por meio de golpes, tortura e morte, como foi após 1964 ou, mais ilustrativamente, no Chile de Allende, onde tudo estava em jogo.

Se observamos por este outro ângulo, vemos que, ou um governo de esquerda se rende totalmente ao "status quo" e não implementa nenhuma mudança significativa, ou, não importa que agrado faça aos poderosos, será bombardeado por eles com todos os recursos, legais ou ilegais, pacíficos ou hostis, que esses poderosos dispuserem. E o único refúgio de um governo de esquerda que não se rende é a irrupção na arena política daquele mesmo povo, daquela mesma militância que o texto quer restringir ao carnaval da disputa eleitoral tão somente.

Mas, para que esse povo, essa militância possa se instrumentalizar para a luta política, é necessário à líder política de esquerda que não se dobra aos poderosos que fale claro, que preze o discurso verdadeiro, de princípio, que não tema analisar a realidade como ela é e dar nome aos bois (como Allende, por exemplo, fazia - acompanhem o documentário A Batalha do Chile, de Patricio Guzmán).

Este, aliás, é o último ponto em que, a meu ver, o texto do Nassif peca: a descrença da palavra, a desimportância dela, que pode ser manipulada ao bel-prazer das circunstâncias sem maiores consequências na consciência das pessoas, do povo, da militância. A presidenta pode fazer um discurso, no aniversário do jornal mais prestigiado da classe dominante, vindicando o discurso do inimigo e, ao mesmo tempo, desqualificando o discurso da própria militância em sua defesa, sem que isso seja mais do que um agrado, um aprochego manhoso à elite dominante (que, ingenuamente, pensa-se, vai desarmar essa elite cheia de interesses materiais em jogo), sem nenhum impacto na consciência das massas e no árduo processo de desmistificação que arma os setores dominados para as lutas (afinal, como disse Marx, "a arma da crítica não podia evidentemente substituir a crítica das armas, porque a força material não pode ser derrubada senão pela força material; mas, logo que penetra nas massas, a teoria passa a ser, também ela, uma força material").

Essa visão da política é um terrível obstáculo para o avanço da consciência e das lutas dos trabalhadores e oprimidos, mas é sintomático de uma esquerda que renunciou a essas lutas pelo caminho (ou beco sem saída!), aparentemente mais fácil dos acordos com os poderosos.

 

O problema é que muitos dos ditos 'progressista' - q já erram por aceitarem uma alcunha tão pretensiosa - escrevem bonito,mas,infelizmente,não têm uma visão que vá além do óbvio. Exemplo? Dia desses,o Lula falou que 'o fracasso da Dilma é o fracasso dele', numa clara alusão de que a sintonia entre ele e a Dilma continua forte. Pouquíssimo tempo depois, a mulher vai pro funeral,ôps,pra festa de 90 anos do decrépito tablóide paulistano, olhando seus algozes por cima e discursando sem mover uma vírgula do que falara a campanha inteira, com a exceção de um presidentE, que ela usara no lugar do tão - por aqui, estranhamente superestimado -  presidentA, talvez pela sua - ainda persistente - falta de traquejo com o ato de discursar.

Perguntas: Terá sido ela uma ingênua, ao capitular com jogo sendo jogado ainda nos  5min. do primeiro tempo, abandonando o prestigio seguro do padrinho de 96% (entre ótimo e regular) em troca de uns afagos bestas dos que agora estão de quatro,a pedir por tudo o que há de mais sagrado no mundo uma atençãozinha da chefona? E mais,será que não tem dedo do Lula,que deve ter trocado umas idéias com a Dilma e depois ter rido à beça da cara de bunda dos convidados com a entrada triunfante da ex-tudo-o-que-não-presta no salão da zelite paulista??? Até Zé ZERA e AnésCIO tavam lá, assistindo tudo, pra desmoralização geral da oposição. Tem um Q de estratégia fenomenal aí que dá até medo do  que acontecerá com esses que um dia já mandaram nos destinos do país.

P.s. : Aos exaltados,lembrem-se que,ainda bem,o PT não é um partido revolucionário de ultra-mega-power-extrema-esquerda,pois isso só dá em merda! Não foi e não será agora que eles darão prosseguimentos as mudanças através de rupturas radicais,portanto,coloquem seus ímpetos stalinistas de volta no armário!

 

Nassif, sua análise, como sempre, é excelente. Só discordo um pouco quando você insiste em defender a tese de que a motivação da mídia não é ideológica. Em análise periférica, parece não ser. Ou seja: você enxerga oportunismo puro e simples - como já disse em relação àquela revista semanal. Mas no todo, se você fizer um paralelo com a mídia internacional, perceberá o mesmo cheiro neocon (uns mais apimentados; outros menos). Um exemplo pode ser buscado na própria revista semanal que você tão bem esmiuçou: até determinado período, a revista atacava o banqueiro orelhudo; depois, por oportunismo, a partir de 2004 passou a defendê-lo. Claro que isto não tem nada a ver  com ideologia, mas é claro também que essa jogada de oportunismo se faz num nível abaixo da régia ultraconservadora. Uma boa medida para medir isso está na seção de cultura; nas críticas ou lançamentos de livros, filmes etc. Tal qual os "especialistas" eleitos pela mídia para falar o que os donos dos veículos querem que o povo ouça, a cultura segue a mesma tendência.

 

Michel, todos tem ideologia, a primeira coisa que as mamães fazem aos bebes, é dar-lhes a tetinha, onde vão os alimentos e os anticorpos, além daquela tremenda satisfação corporal, e ao mesmo tempo ir-lhes ensinado a expressar-se, a internar o mundo no seu cérebro, e a refletir alguma coisinha. Aí a mamãe ja começa a fabricação da ideologia que vai acompanhar o bebe por toda a vida, permanentemente recebendo novas "baixas" de programas e dados, e inserindo-os entre os já arquivados. É Claro que os Frias, concretamente, carregam toda a selvagem ideologia comum ao capitalista, e mais, ao capitalista brasileiro, e mais especificamente capitalista brasileiro e paulista, e, ainda, ex-adepto da ditadura, e hoje da direita.  Porem, o Nassif tem razão, business is business, e com isso não se brinca. Na hora de convidar a Dilma ou o Tiririca, ou o Chaves a ir ao aniversário, o que vale é o balanço custo/b eneficio. Se é positivo, convide-se. Ebrantino.

 

ebrantino

Um dia Dilma, ainda candidata, almoçou com Lily Marinho.

E fez muito bem.

Serviu muito mais para expor as contradições da família Marinho.

Qual o problema de comparecer agora à uma festa promovida pela Folha?

Amanhão Dilma poderá ir a uma festa promovida pelo MST. Assim como Lula foi  execrado pela imprensa por usar o boné do MST, Dilma também o será se e quando comparecer a um evento promovido pelo MST.

O que não pode acontecer é Dilma ficar engessada por patrulhamentos à esquerda e à direita.

 

Se ela NÃO fosse à comemoração da Folha seria criticada, por todos: oposição e situação.

A oposição diria: "Olha só ela diz uma coisa e faz outra. Diz que é a presidente/a de todos os brasilieros, mas na hora H, não cumpre o que diz."

A situação diria: "Se fosse o Lula, ele iria. Afinal, nada mais justo que ser recebida com glórias no território do adversário."  

E o PIG jamais ia perdoar esse deslize.

Portanto, não vejo outra alternativa, neste caso, que fosse diferente do que ocorreu: aceitou o convite. Que, cá entre nós, pode ter sido feito, até como provocação. (Vai saber o que passa na cabeça desses homens do PIG.) E, tendo ido, acabou desarmando qualquer  possibilidade de um ataque oposicionista desnecessário no momento.

Por outro lado, nâo vi a presidente Dilma, prometer algum tipo de benefício, aos milhares de blogeiros, ou internautas, que estiveram defendendo e trabalhando anonimamente, ou não, pela sua candidatura.  O que vi, foi um Brasil mais consciente de seu poder de comunicação, mostrando inclusive aos barões do PIG, que eles não podem mais manipular a informação sem medo de contradição. E só isso, já foi por si só, um grande salto de qualidade na nossa brasilidade.

Li,   em algum comentário do post, que seria interessante convidá-la para uma entrevista com os blogueiros. E concordo. Isso sim, seria muito bem vindo. Uma forma clara de demosntrar carinho e respeito ao trabalho realizado na net.

Por quê não se formula oficialmente, um convite?

 

 

 

Não gostei..... da análise do Nassif.

E ele não dirá: e daí?

Nada, uai.

O mesmo dirá Dilma... uai, também.

Gratidão aos blogueiros, ela tem, sim.

Mas não é hora de externar.. ou contratar.

Tudo a seu tempo, Honduras também é aqui!

Bem-vindo, Obama.

 

"Gratidão aos blogueiros, ela tem, sim.

Mas não é hora de externar.. ou contratar":

Eh, Lula e Dilma demonstram tanta "gratidao" com os blogueiros que seus governos milhoes e milhoes de dinheiro publico com a media e "investem" perto de nada na blogosfera.

Eles podem ficar com a gratidao entao, eu nao quero nenhuma.  Mas quero o dinheiro publico da falha de SP tirado dela.

 

Concordo com a análise do Nassif, mas...quanto ao discurso "protocolar"...!!!!

Dilma perdeu a oportunidade de "protocolarmente" distinguir crítica (as vezes,só a apenas irritante), de mentira, falsificação dos fatos, omissão, ocultação, e tudo mais que reduz a crítica a lixo jornalístico.

Dilma perdeu a oportunidade de apontar a responsabilidade histórica do jornalismo no Brasil, que é a fonte intelectual da formação da população média brasileira.

Dilma tocou de longe no heroísmo da profissão reporter, ao referir-se ao histórico Líbero Badaró e ao emblemático Vlado Herzog, ou seja, como e quando, e em que circunstâncias os jornalistas tornam-se realmente heróis.

E, decididamente, foi profundamente inconsistente ao referir-se a si própria, pela primeira e infeliz vez, publicamente, como PresidentE.

O cargo que ela ocupa neste momento, o que ela representa  para as forças progressistas no Brasil, na América Latina e até no mundo, a obriga a ir além, além do que ela pode representar neste dia 22 de fevereiro de 2011.

 

O que passa para a historia?

A humilhação da Folha, que lutou no mais baixo dos mundos para evitar a vitoria de Dilma, e que depois, derrotada, a fez convidada de honra em seu evento mais importante.

 

------------------

Dilma chutou mais um cachorro.

E vai chutar varios destes cachorros durante a campanha.

Enquanto isto dá continuidade a todos os programas socias do Governo Lula, do Pro-UNI ao Bolsa Familia, aumentando seus investimento, e mantem, sem qualquer inflexão, o PNBL, o Reuni, o acordo sobre os aumentos reais do salario minimo, etc... 

 

Sem dúvida que é um passo em falso. Assim como o foi o Lula abraçar o Sarney - um já foi, o outro ficou. Essa cerimônia do beija-mão é que marca quem serão os atores políticos. Desde o início a Folha está sendo colocada no patamar mais alto.

Concordo com a análise sobre o modo de se posicionar, e vário outros pontos, mas discordo da conclusão de que  cai o último bastião. Pelo contrário. Sai fortalecido quando já cambaleava. Essa expectativa de jantar com o rei é tudo que os barões precisam vender para manter seus negócios.

Não acho que deva ocorrer uma revolução bolivariana por aqui - ainda bem que não corremos esse risco. Mas para alterar estruturas precisa de tempo e consenso. Mas esse governo começa esquisito, se for para pensar a ideologia que os carregou até lá, e os atos nesses 60 dias:

 

- Sarney no topo. Vá lá. Precisa conquistar poder no Senado de alguma forma, seja qual for a coalizão.

- contra-revolução no direito autoral. Vá lá. Precisa conquistar o mercado e manter as coisas funcionando.

- salário mínimo. Vá lá. Precisa equilibrar o orçamento, respeitar acordos, e garantir o aumento real.

- beija-mão na Folha. Vá lá. Precisa garantir que os opositores se acalmem. Que ninguém sinta um clima de revolução chavista e de censura aos meios de comunicação.

 

Mas de "vá lá" em "vá lá" é que se faz o tal do governo neoliberal. 

 

Das duas, uma. Ou o PT mudou o jeito de pensar. Ou precisa organizar melhor a comunicação com a população. Porque todo mundo pensa que vai dar uma coisa, e sai outra. A sorte é que boa vontade da população com um governo direcionado à melhoria das condições da população é coisa que não falta.

 

Os que defendemos Dilma contra o escândalo da ficha falsa ficamos deserdados. A realpolitik tem tanto valor quanto a canalhice da mídia: zero.

 

Não acredito que blogueiros e comentaristas tão bem informados como nesse grande blog do Nassif possam se render a um sentimento pequeno e mesquinho de condenar a presença da Dilma na festa da folha. Ora, quem aqui perderia a oportunidade de comparecer a uma "festa" que tem um canalha de anfitrião, um incontável número de inimigos, na condição de Presidenta do Brasil?

Não por isso nós devemos achar que a Dilma mudou de lado e esqueceu os movimentos sociais que é a razão de estarmos aqui no blog, apenas por ter ido a uma festa como convidada.

Acho que a Dilma posou como mulher que é, foi à festa e se tornou, como era esperado, a personalidade mais importante. Isso que é ser POLÍTICO!

 

O Eduardo Guimarães agora em seu blog fala em desalento,para quem lutou,como ele,inclusive não dando a devida atenção a uma filha doente ,como ele diz,é desalentador ver os representantes dos 3 poderes se deslocarem de Brasilia para ir a uma comemoração de um jornaleco,voçe está expressando meus sentimentos Edú.

 

 

Eduardo e o mote de sua filha doente, que nojo!

Deixe-a em paz, cara!!!!!!!!!!!!!

 

Hehehehe… Governos são estranhos. O povo também é.

Há pouco tempo nossos ilustres representantes legislaram em causa própria e concederam a si mesmos um vultoso aumento de 60% (sessenta por cento!!!). Esse motivo não foi suficiente para reunir milhares de pessoas em praça pública como ocorreu no Egito aos olhos do mundo inteiro.

Partidos historicamente ligados com a luta dos trabalhadores passaram por uma saia justíssima com a polêmica do aumento de R$ 545,00. Deputados do Partido dos Trabalhadores (apenas 2!!!) que votaram a favor dos trabalhadores agora sofrem ameaça de retaliação do governo por apoiar a luta dos trabalhadores! Uma absurdo sem precedentes. O salário do governo foi aprovado e ainda assim os milhares de manifestantes não foram encontrados na praça.

Dilma lançou uma estratégia estranha de início de mandato, trancando-se em reuniões intermináveis, tratando os sindicatos com dureza e sorrindo para os golpistas de sempre. MESMO ASSIM, este governo ainda é melhor que os desgovernos do PSDB. Pensando de outra maneira, talvez isso seja um grande lance no tabuleiro do poder. Estou revoltado, mas vou aguardar o desfecho dessa história.

Sobre a blogosfera, ela é boa do jeito que é: questionadora, ousada, vigilante. Por mim, enquanto os blogs conseguirem manter em sua essência o jornalismo, tudo bem. No dia  em que a política contaminar a blogosfera (toc, toc), inclusive blindando o governo contra críticas, nesse dia estaremos perdidos.

Dilma agiu feio? Sim, ela ficou mal perante segmentos importantes da blogosfera, porém ao cumprir as promessas de campanha e ampliar as conquistas do pesidente Lula, ela será receibda de braços abertos para um segundo mandato.

 

A Folha é um jornal que já foi respeitável. Anda tem uma certa "aura" de simbologia de seu passado. Como faz 90 anos, convidada que foi, a presidenta esteve presente, como cabe ao rito do cargo. Fez discurso protocolar para a cerimônia. Nada de especial. Tão querendo ver muito mais do que isto. Acho que ela deverá ir à Fiesp, à Escola Superior de Guerra, e tantas instituições privadas e públicas, independente de posições políticas conservadoras ou reacionárias atuais ou do passado. O cargo tem seus ritos, e não cabe fazer beicinho e não ir a estes lugares. Aliás como o Lula, que esteve em todos eles. O mais é querer ver cabelo em ovo. 

Ah, como a Folha se autobadala com estes 90 anos! Que comemore, mas não precisa dedicar tanto espaço ao tema. É mais uma prova de seu autismo.

 

Eu ouvi e li frases muito parecidas com as que aqui estão, de decepção, etc. com o Lula no início do seu 1º mandato!

Quanto à militância, blogueira ou não, não me parece que tenha havido nenhum momento em que ela a tenha desprezado. E a gente milita por convicção e não por simpatia ou para merecer reconhecimento.

Mas acho que depois dos "100 dias", em março poderíamos tentar uma entrevista blogada como aquela do Lula. Tenho certeza de que Ela não se recusará!

 

Acho cedo para delinear o rumo do governo Dilma. Somente depois da visita do Obama e este expor sua proposta para o Brasil é que veremos o rumo da política exterior (inclusive os caças estão nesta espera). Somente após as primeiras aprovações do congresso e delineado o corte de 50 bi é que ela começará a apontar o rumo interno (vale a pena ver a reação do governo Dilma quando a preção dos preços dos alimentos amainar e, junto, a projeção da inflação).

 

Nassif se sua análise for correta o governo Dilma já era. Lula não vai aceitar o papel de pelego para controlar movimentos sociais ou sindicais que o valha. A questão do mínimo foi de outra natureza, o ex-presidente cobrou seriedade a um acordo firmado com ele para garantir aumento no salário até 2020, mas alguns oportunistas ligados a força sindical e a central do pcdob aproveitaram a onda midiática conservadora e a tentativa de ressureição tucana, para desgastar a nova presidente. E pode apostar que o empresariado seja ele de que cor for ainda mantém mais fé nas ações do ex-presidente.

 É certo que o esfriamento em relação aos movimentos sociais já foi detectado antes mesmo da posse em janeiro, durante conversas com os três porquinhos, mas até aí achar que Lula vai manter os descontentamentos debaixo do tapete é outra história. Foram justamente esses movimentos, somados à blogosfera progressistas, que seguraram os piores ataques da oposição durante os oitos anos do seu governo. Seria uma heresia achar que o ex-presidente vai aceitar acabar com sua biografia.

 

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Não há duvidas.

A Presidenta Dilma fez o que deveria fazer: estender a mão. É claro que de nada vai adiantar como já não adiantou. Vide o tratamento dispensado: 'PresidentE' e local ocupado. Mas isso ela sabe e, melhor, sempre soube.

Quanto a nós blogueiros, é claro, que a Dilma nada deve. É o que minimamente se espera de brasileiros medianamente informados e medianamente alfabetizados: um minimo de cidadania.

Se a Dilma mantiver: a)as politicas sociais, aprimorando e ampliando, b) a politica economica, aprimorando, c) implantar a escola em tempo integral, d) melhorar a segurança para diminuir a criminalidade e, ainda, combater as quadrilhas de corruptos ainda presente no serviço público, já será um bom governo.

Mas o mais grave e o que me preocupa é o receio, o medo, a vergonha do PT de ser governo. Se ele se omite, é claro que estará abrindo espaço para outros partidos se fortalecerem (PMDB,  PSB, não confiável, etc.).

Vide a votação do salário mínimo. Se o salário não é o ideal, é o melhor possível e tem recuperado o poder de compra do SM.

Só espero que o PT não apronte como aprontou no primeiro mandado do Lula, deixando-o com a broxa na mão.

É PREOCUPANTE.