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As facções do movimento feminista

Atenção: o post está aberto a contrapontos.

Por Elizeth Franco

Nassif,

Fernanda Estima é jornalista da Fundação Perseu Abramo, do PT. Trabalha na revista Teoria & Debate.

Tica Moreno é secretária da SOF (Organização Sempreviva Feminista), ONG que gerencia o escritório da Marcha Mundial de Mulheres (MMM) no Brasil, da qual Fernanda também é militante.

Ticiana Studart é assessora da Prefeitura de Fortaleza, também militante da MMM, uma das suas mais conhecidas ativistas, principalmente pelo seu estilo raivoso e fundamentalista.

A MMM é raquítica ao redor do mundo, sendo no Brasil o braço "feminista" da Democracia Socialista, tendência interna do PT a qual é ligada personagens como o senador eleito Valter Pinheiro, Raul Pont, e os ex-ministros do MDA, Miguel Rosseto e Cassel.  A DS compõe a Mensagem ao Partido, campo interno que é a terceira força do PT, liderada por Tarso Genro e pelo futuro Ministro da Justiça, Eduardo Cardozo.

A MMM é aquilo que Chico Buarque classifica de "feminismo radical", muito conhecido por opor homens e mulheres e questionar a paternidade. Menosprezam as políticas públicas de mulheres e acreditam que o centro da ação deve ser o "combate cultural", que na prática tem foco em "fiscalizar" e "patrulhar" piadas a respeito de mulheres.

São amplamente minoritárias no movimento de mulheres, tendo problemas, incusive para credenciar membros (por tê-los em escassez) na Conferência de Políticas para Mulheres, do GF, e na Conferência de Equidade de Gênero da CEF.

Reúnem nos estados em média cerca de 10 ativistas no máximo e não estão nos 27 entes federativos. Sua base é formado quase que exclusivamente por jovens com menos de 30 anos e sua líder maior é a sra Nalu Farias, esposa do assessor de relações internacionais da presidência do Paraguai, Gustavo Codas.

Pesquise na internet e vais ver que esse grupo merece sim é uma grande crítica qualificada.

Comentário

Alguns comentaristas reclamaram do uso das aspas, na menção à "esposa". Consideraram depreciativo. Tirei. Agora, uma outra comentarista (não a do post) mandou uma nota explicando como se usa esposa, companheira nas relações desses grupos políticos:

Só pra informar, já que também gerou polêmica, Nalu Faria e Gustavo Codas não preferem o termo, pra relação deles, esposa, seja com ou sem aspas, já que não se casaram nem na Igreja nem perante o Estado . O correto seria "Nalu Faria, companheira de Gustavo Codas", ou vice-e-versa.

Pode parecer meio estranho, já que os petistas chamam todos os colegas de partido de "companheiro" e "companheira", mas desde o princípio do partido existia a diferença entre chamar alguém assim, ou dizer "a minha companheira", "o meu companheiro" e "o companheiro/a de fulana/o", que indicava um casal. Esse costume se perdeu em alguma medida nos últimos anos, mas ainda é comum entre petistas mais velhos. Claro que nunca se aplicou a todos, só os que preferem esse tipo de denominação. Não sei dizer se já era comum antes da fundação do partido entre os grupos de esquerda.

E outra coisa, desde o começo do ano Gustavo Codas deixou de ser assessor do Lugo e passou para diretor-geral de Itaipu pelo lado paraguaio.

Por Lucio Uberdan

3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres
Por MULHERES 10/03/2010 às 16:41

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2010/03/466891.shtml

 

Do dia 8 e 18 de março, a Marcha Mundial das Mulheres organiza sua 3ª Ação Internacional no Brasil. Neste período, 3 mil mulheres de todas as regiões do país realizão uma caminhada entre dez cidades, de Campinas a São Paulo, para dar visibilidade à luta das mulheres brasileiras e reivindicar mudanças em suas vidas.

A Ação começou no Dia Internacional das Mulheres (8/3), em um grande ato público no Largo do Rosário, no centro de Campinas,onde percore mais de 10 cidades e termindo em São Paulo, no dia 18, em um ato na Praça Charles Miller.

Além da caminhada pela manhã, no período da tarde as mulheres participão de atividades de formação sobre diversos temas, entre os quais: saúde da mulher e práticas populares de cuidado; sexualidade, autonomia e liberdade; educação não sexista e não racista,... todas conduzidas pelas proprias marchantes.

O lema das mobilizações é "Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres", com reivindicações baseadas em quatro eixos que concentram temas chave para a vida das mulheres em todo o mundo. São Eles: autonomia econômica das mulheres, bens comuns e serviços públicos, paz e desmilitarização, e violência contra as mulheres.

A Ação faz parte de uma grande mobilização internacional que vai até o dia 17 de outubro. Estão programadas atividades em 51 países, entre eles Canadá, Colômbia, França, Espanha, entre outros. O encerramento será em Kivu do Sul, na República Democrática do Congo.

Por Elizabeth

Do site da revista Caros Amigos, com Nalu Farias na capa

http://carosamigos.terra.com.br/index/index.php?option=com_content&view=article&id=1250:entrevista-nalu-faria-qo-aborto-mal-feito-e-a-terceira-causa-de-morte-maternaq&catid=143:edicao-164

Entrevista Nalu Faria:
“O aborto mal feito é a terceira causa de morte materna”

"Psicóloga, coordenadora geral da Sempreviva Organização Feminista (SOF) e integrante da Secretaria Nacional da Marcha Mundial das Mulheres, Nalu Faria é um dos nomes mais importantes do Brasil na questão da luta das mulheres. Feminista e anticapitalista, ela discute, nesta entrevista à Caros Amigos, as principais bandeiras do movimento de mulheres no país, como violência doméstica, equiparação salarial, luta contra o machismo e o direito ao aborto. A falta de atendimento médico e hospitalar adequado tem sido responsável pela morte de mais de 500 mulheres por ano no Brasil, devido a abortos clandestinos. .São mortes que poderiam ser evitadas. O assunto é recolocado na perspectiva da luta histórica da sociedade, diferentemente das distorções que sofreu no último processo eleitoral. Vale a pena conferir o que Nalu Faria tem a nos contar"

Não entendi por que é qualificada pela autora do post, que não conheço --  seria interessante sabermos quem é - como, entre aspas,

"esposa" do assessor de relações internacionais da presidência do Paraguai, Gustavo Codas?

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+55 comentários

Quando a autora desse texto classificatório, bem ao gosto da ciência biologizante do século XIX, utiliza o termo "facções" para falar das correntes do movimento feminista, não o faz gratuitamente. A escolha das palavras não é neutra. Até pçorque o termo "facção" em nosso momento histórico, está vinculado a organizações criminosas, a disputas entre quadrilhas do crime organizado. Seria interessante e honesto que a autora, a quem não conheço, de quem nunca ouvi falar - talvez por ignorância - se apresentasse, dissesse qual é a sua filiação no movimento etc. 

Me causou espanto a forma leviana como expôs a companheira Nalu e seu companheiro, que não faz parte dess edebate e foi trazido de forma atravessada e maliciosamente venenosa. Nalu e Gustavo são casados, sim. Pra mim, isso é casamento. Ou pra ser casamento só com a autorização da igreja? Ou do juiz de paz? Sei lá em que mundo a autora do desastrado texto vive. Certamente não é feminista, porque feministas não se preocupam com esse tipo de formalismo nas relações. E hoje, se se vive com alguém por dois anos em união estável, diante da lei já tem todos os efeitos legais de um casamento. Já estamos nesse grau e ela se preocupa com isso? Ou era pra expor e de preferêncdia de forma vexatória para constranger feministas que não são da sua corrente ou da sua organização? São tantas perguntas que essa série de leviandades jogadas ao vento suscitam... Todas as pessoas citadas são pessoa públicas que assinam o que escrevem e que estão no debate público há decadas, muitas tem livros publicados sobre o assunto e não precisam dessa sanha classificatória que a sen hora Elizeth deu por fazer, como se tivesse descoberto a pólvora. Ah, me poupe!Sugiro lerem:

http://www.idelberavelar.com/archives/2010/12/a_busca_incansavel_por_um_...

E também:

"Heranças atávicas" em:

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17271

E este também:

http://cynthiasemiramis.org/2010/12/07/feminazi-ignorancia-a-servico-do-...

Terminado de ler, tenho certeza de que teremos aprendido algo mais sobre esse tema complexo, para além das simoplificações que o senso comum conservador tenta nos domesticar.

Grande abraço.

 

Prezada Janes,

esse rapaz, Idelber, narra em alguns dos seus escritos que pediu expressamente que fossem vetadas as moças da Marcha Mundial das Muolheres nas 48 horas de debates dos movimentos sociais pela Internet? Alegava que eram "toscas" intelectualmente. Sugiro que em lugar de tertúlias acadêmicas, indague dele as ações objetivas que tomou nesse episódio.

 

É mesmo lamentável ter que ler aqui que nós feministas opomos homens e mulheres, nós é que lutamos contra o sexismo, não o contrário. Nós é que recebemos menos, mesmo tendo maior escolaridade, nós é que somos responsáveis pelo único trabalho não remunerado(escravo?) que é o trabalho doméstico, nós é que morremos em abortos clandestinos...e por aí vai. A Marcha Mundial de Mulheres está na luta contra o machismo a muito tempo,a terceira ação internacional da qual fiz parte, contava com todos os tipos de mulheres do campo e da cidade, trabalhadoras e estudantes, e o sentimento mais forte entre nós era o de SOLIDARIEDADE, e continuaremos marchando até que todas sejamos livres.

E é só dar uma lida nesse post e em alguns comentários para vermos que mesmo com uma mulher eleita presidente da república o machismo ainda existe, e é forte.

"o feminismo NUNCA matou ninguém, o machismo mata todos os dias"

Viva a SOF e a MMM!

 

Eu acho que o que está sendo deixado à margem é que tachar de feminazi qualquer movimento feminista é um descompromisso histórico e político com o movimento social que mais transformações proporcionou à humanidade desde o século XIX. Acho que para iniciados ou leigos, para qualquer pessoa solidária à opressão de gênero e que consiga deixar os próprios preconceitos de lado ao longo de uma discussão, está bastante evidente que feminazi é um juízo de valor, uma forma de destratar e estigmatizar todas as feministas e, certamente, minimizar nossa luta por direitos iguais. Como já disseram: bom seria viver no mundo em que o feminismo não precisasse existir. Infelizmente atitudes de execração pública a todo um movimento como a que está sendo movida pelo Nassif atestam o contrário. Precisamos continuar lutando por um mundo igual, ainda que isto soe a radicalismo aos ouvidos daqueles que acreditam que está tudo muito bem como está.

Um último adendo: o termo feminazi ofende a todas as feministas, do mundo inteiro. é uma generalização, estigmatiza, cristaliza estereótipos. E a forma como o comentário tomado de empréstimo pelo autor deste blog critica a Marcha é deplorável, cheia de insinuações. Espero que as pessoas citadas tomem as devidas providências... 

 

Cabe algumas colocações:

QUANTO AO PT

1 - NÓS PETISTAS não temos problema algum em assumirmos nossas posições. Bradamos aos 4 ventos que somos PT, que somos DE ESQUERDA e de qual segmento social fazemos parte incluindo aí o movimento;

2 - Um bom jornalista pesquisa bem antes de passar informações erradas adiante: TARSO NÂO È DA DS! Você passou UMA INFORMAÇÃO ERRADA AOS SEUS LEITORES!

QUANTO A MMM

1- A MMM ém movimento internacional, não partidário, composto por militantes de partidos como PT, PMDB, PSB, PC do b etc.

2- Sou dirigente da MMM em Alegrete - RS. Aqui contamos com dezenas de companheiras de movimento, o que faz cair o seu cálculo por terra;

QUANTO AO FEMINISMO

1) Achar que nos dias de hoje homens e mulheres alcançaram a igualdade social é hipocrisia: continuamos ganhando menos que os homens nas mesma funções, funções consideradas femininas - a exemplo do magistério - são as menos remuneradas e sinceramente; não ouço muito falar de mulheres violentando ou espancando homens! Então, a menos que você seja a favor dessas desigualdades, você não pode considerar quem luta contra elas fundamentalistas. Caso contrário, o fundamentalista será você!

Sugiro a tão "conceituado" jornalista uma boa pesquisa sobre gênero.

 

Att,

 

Maria Carolina Soares

MMM Alegrete/RS

PT Alegrete/RS

 

Muitas coisas ja foram ditas aqui sobre o post que tece críticas vis ao movimento de mulheres, em especial a Marcha Mundial das Mulheres. Como jornalista espero sinceramente que você siga os conselhos dados e procure se informar sobre a SOF, a MMM...

Eu sou militante da MMM há 6 anos e não estou em nenhum partido. Sou uma feminista radical sim, mas isso nada tem a ver com querer iniciar uma guerra contra os homens. Alias, Nassif, o feminícidio já ta aí, na cara das pessoas, o papel que nos colocamos é de lutar contra isso!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Postura deprimente, Nassif.

Você deveria ao menos respeitar a luta histórica do movimento feminista, ao invés de publicizar visões tão deturpadas, gratuitamente. Pra isso, sempre tivemos a velha mídia.

 

Mais uma coisa, a Mensagem é a 2ª força do PT, basta ver o resultado do último PED!!!!

 

Nassif,

 

Lamentável dar voz a este tipo de comentário. Críticas à militantes com questões pessoais, como as que foram colocadas a respeito da Ticiane, comentários como "esposa" do Gustavo Codas. É evidente que isto tem viés de luta interna do PT. A DS participa da Marcha, mas não é nem a única corrente do PT, muito menos a única corrente da esquerda.

 

Se a MMM não é representativa, me diga então qualmovimento feminista o é? Tenho a plena convicção que entre os erros e acertos da MMM, este é o movimento feminista mais importante presente no Brasil e é sim internacional. Quem fala o contrário não tem conhecimento.

 

Algusn exemplos da MMM pelo mundo: http://www.hurriyetdailynews.com/n.php?n=european-women-march-for-their-...

 

http://www.catw-ap.org/2010/03/alab-ng-pakikilaban-puyos-sa-kaapihan/

http://www.uniterra.ca/uniterra/en/our_actions/events_in_canada/world_ma...

http://allafrica.com/stories/201010251298.html

 

Last and least, de minha parte  estranhei a qualificação, ou desqualificação da pessoa  por ser casada ou nao com fulano de tal.

 Isso não interessa á disucssão. Eu nao estava me referindo ao termo esposa 

 

Esse texto é um absurdo!

Não precisa muito pra perceber que o texto não tem pé nem cabeça. Não dá nem pra entender o que se quer com esse texto... mas acho que a tentativa é só atacar mesmo.

Então, acho mais valido entrar no site da SOF (www.sof.org.br) e dar uma vasculhada que vai ficar claro que a Marcha Mundial das Mulheres é um movimento sério, com lutas muito importantes e concretas para mudar a vida das mulheres.

Pra falar a verdade, esse tipo de texto não me incomoda, significa que tão dando visibilidade pra MMM e movimentos de mulheres (quando um movimento incomoda os outros é porque tá tendo resultado), mesmo que com essa critica terrivelmente falsaria e inutil(não construtiva), até pq quem tá ficando sujo aqui é o blogueiro e a dona Elizeth.

Ah, e diga-se de passagem, eu considero a Marcha um movimento radical sim, mas com motivo material para ser, assim como minha militancia.

Radicalidade nem sempre é sinonimo de algo negativo.

 

Esse texto é um absurdo!

Não precisa muito pra perceber que o texto não tem pé nem cabeça. Não dá nem pra entender o que se quer com esse texto... mas acho que a tentativa é só atacar mesmo.

Então, acho mais valido entrar no site da SOF (www.sof.org.br) e dar uma vasculhada que vai ficar claro que a Marcha Mundial das Mulheres é um movimento sério, com lutas muito importantes e concretas para mudar a vida das mulheres.

Pra falar a verdade, esse tipo de texto não me incomoda, significa que tão dando visibilidade pra MMM e movimentos de mulheres (quando um movimento incomoda os outros é porque tá tendo resultado), mesmo que com essa critica terrivelmente falsaria e inutil(não construtiva), até pq quem tá ficando sujo aqui é o blogueiro e a dona Elizeth.

Ah, e diga-se de passagem, eu considero a Marcha um movimento radical sim, mas com motivo material para ser, assim como minha militancia.

Radicalidade nem sempre é sinonimo de algo negativo.

 

 

É um texto absurdo.

Não precisa muito para perceber isso, basta entrar no site da SOF ( http://www.sof.org.br/) e  dar uma vasculhada pra perceber que a Marcha Mundial das Mulheres é um movimento sério, muito bem organizado e com lutas muito importantes para a vida das mulheres Brasileira.

Pra falar a verdade, ver uma critica dessa não me incomoda, segnifica que tao dando visibilidade ao movimento de mulheres, em especifico a MMM, mesmo que com uma critica terrivelmente falsaria e sem conteúdo, o que tb nao me incomoda pq quem tá ficando sujo aqui é o blogueiro e a dona Elizeth e nao o movimento que na minha opniao, é radical sim, mas com motivo material para ser.

 

 

Me admira que um canal de comunicação que até então parece ir em direção contrária ao pig insista em plantar informações tão abomináveis em relação às feministas. Feministas estas que desde sempre alçaram voz contra o patriarcado, o capitalismo, o sexismo, a homofobia, o preconceito, o racismo, a violência contra mulher. Femiistas estas que conquistaram o voto feminino, conquistaram o direito de serem gente, e seguem com suas lutas na rua.

Como diz a marcha mundial das mulheres: mudar o mundo para mudar a vida das mulheres!

Sou militante da MMM-RS e me indignou ver o nomes de companheiras de luta retratados de forma tão baixa, por uma pessoa que só esse tipo de informação tem para passar. Seria este veículo aqui um tablóide? Seria esse veiculo aqui uma revista "ti-ti-ti"? Nada foi averiguado pelo jeito.

Uma dica de blog http://mmm-rs.blogspot.com/

Não se buscou informações do que é a MMM, onde atua, como atua. Pelo jeito esta pessoa está desinformada que mais de 3mil mulheres marcharam 100km esse ano? AH, claro o pig não informou e pelo jeito nem esse veiculo aqui.

QUeremos mais respeito a luta das mulheres. Se for para externalizares teu machismo, me parece melhor ficar quieto, pois estamos sim atentas ao mundo online.

POr sinal, quem sabe vcs passam pela tag-twitter #FimDaViolenciaContraMulher e veja o ativismo online que conseguimos fazer. Não vi nassif falar linha sequer sobre isso...

Saudações feministas e libertárias

 

Parece que há muita desinformação num blog que se diz estar online. Uma rápida busca e de bom senso podemos achar

Cerca de 20 mil mulheres vão a marcha feminista na República Democrática do Congohttp://contramachismo.wordpress.com/2010/10/23/cerca-de-20-mil-mulheres-vao-a-marcha-feminista-na-republica-democratica-do-congo/

Esse tipo de notícia qualquer estagiário acharia.

 

Elizeth, e você faz o que? trabalha aonde? é casada com quem? não me interessa, nem me interessa saber isso das mulheres que vc citou no seu post, não contribui para essa discussão sobre o movimento feminista e suas conquistas no Brasil. Uma informação raquítica, sabe? carregada de ranço e sectarismo. E eu nem sou desses movimentos.
Respeito e admiro todas as mulheres que são guerreiras e lutam por um mundo onde mulheres e homens se respeitem, porque não é fácil não!
e vamos combinar... até Chico Buarque?

 

Elizeth, e você faz o que? trabalha aonde? é casada com quem? não me interessa, nem me interessa saber isso das mulheres que vc citou no seu post, não contribui para essa discussão sobre o movimento feminista e suas conquistas no Brasil. Uma informação raquítica, sabe? carregada de ranço e sectarismo. E eu nem sou desses movimentos. Respeito e admiro todas as mulheres que são guerreiras e lutam por um mundo onde mulheres e homens se respeitem, porque não é fácil não!!!

e vamos combinar... até Chico Buarque?

 

Quem é Elizeth Franco? 
E  Lucio Uberdan?No seio da Feminist Legal Theory, as várias correntes que se apresentam são geralmente agrupadas como:a) feminismo liberal que defende a superação das desigualdades experimentadas pelas mulheres mediante igualdade de tratamento, relutando admitir medidas diferenciadas por nelas vislumbrar a presença de uma ideologia de superioridade masculina que se traduz, por exemplo, em atitudes paternalistas, reforçadoras dos papéis tradicionais que inferiorizam mulheres diante de homens. Trata-se de uma postura tipicamente antidiferenciadora entre os sexos, tanto que algumas feministas liberais são chamadas de "feministas simétricas", numa referência ao modo de aplicação da igualdade entre homens e mulheres. Daí a crítica a suas posturas, comumente tachadas de "assimilacionistas", por implicar a aceitação do modelo masculino como norma universal em face da qual a igualdade de tratamento será verificada e à qual as mulheres devem se conformar.b) feminismo culturalista, também conhecido como relacional, tem como ponto de partida a postulação da existência de diferenças fundamentais entre homens e mulheres,  os quais apresentam diferentes processos de desenvolvimento moral. Enquanto os homens, ao depararem-se com conflitos morais, frequentemente organizam-se por meio de idéias de justiça e formulam raciocínios lógicos baseados em direitos individuais abstratos, as mulheres são mais inclinadas a uma ética de cuidado, preocupada na preservação das relações e preferindo soluções contextuais e particularizadas. Segundo as feministas relacionais, a voz diferente resultante deste processo diferenciado de desenvolvimento moral possibilitaria às mulheres maior capacidade de solução dos problemas, dada a ênfase em valores como cuidado com o outro, abertura, simpatia, paciência e amor. A denominação culturalista deve-se ao fato de visualizar a libertação feminina através da afirmação de uma contra-cultura centrada na realidade das mulheres. A afirmação dessa contra-cultura faria a realidade feminina inassimilável à norma geral de igualdade de tratamento, daí enfantizando que o tratamento como igual destas duas realidades diversas só é possível através de medidas diferenciadas. Neste sentido, as feministas culturalistas divergem da argumentação geralmente aceita pelas feministas liberais.c) O feminismo radical sustenta que a desigualdade sexual é resultado da sistemática subordinação social das mulheres, não simplesmente uma aplicação irracional e preconceituosa do princípio da igualdade. Denuncia a masculinidade como pano de fundo onde são forjadas as idéias de "neutralidade por motivo de gênero" ou "proteção jurídica especial a mulheres" - temas centrais, respectivamente, para feministas liberais e as feministas culturalistas. Em lugar das categorias igualdadeXdiferença, tensão sempre subjacente nos argumentos liberais ou culturalistas, as feministas radicais sugerem a abordagem da dominação, pois não aceitam de modo acritico a realidade da supremacia masculina entre os sexos que aceita o satus quo como standart.d) o feminismo pós-moderno é entendido como crítica radical às formulações essenscialistas e universalistas presentes nas demais correntes feministas. O feminismo pós-moderno enfatiza a inexistência de uma experiência feminina monolítica, salientando a diversidade racial, econômica, religiosa, étnica e cultural de cada mulher. A principal preocupação é a construção de respostas à discriminação sexual a partir da desvantagem estrutural experimentada pelas mulheres nas mais diversas posições, sugere uma abordagem diversa do ideal de "igualdade simétrica" das feministas liberais, da "desigualdade-essencial" das feministas culturalistas ou da "subordinação universal" das feministas radicais.Depois de tudo que acompanhei pelo twitter, do que acompanho pela vida, no cotidiano, fico pensando que são sinais de que há ainda muito por dizer, fazer, pois muito pouco do que as mulheres pretendem foi alcançado, no que diz respeito às mentalidades e representações. O feminismo ainda faz sentido, os espaços de liberdade não estão assegurados e nem ao menos sabemos como analisar esse fenômeno cíclico a que chamamos feminino, que vai e vem, que nos deu o voto e o direito à educação; a algumas deu o direito ao seu corpo, a outras a um pouco de dignidade ou à consciência de ser. E a todas talvez a unica satisfação de reconhecer-nos numa experiência ao mesmo tempo diferente e comum de viver no feminino.A sociedade patriarcal agoniza mas não morre.buenos dias chicas y chicos.lelex**lelex é elenara vitoria cariboni iabel é uma cidadã comum, feminista, produtora cultural, comunicóloga social, fundadora da Themis - assessoria juridica e estudos de genero, http://www.themis.org.br/index.php?info=3 colaboradora do des).(centro - nó emergente de ações colaborativas http://pub.descentro.org, fundadora da G2G http://www.interfaceg2g.org/; mãe do Cauã(21), da Inaê(15) e do Ariel(12) e conhecida pela quantidade de pessoas amigas que ama. Colabora no desenvolvimento da rede MetaReciclagem http://rede.metareciclagem.org/ encontros de Submidialogias http://submidialogia.descentro.org/ e com a Ciranda Internacional da Informação Independente http://www.ciranda.net/; é membro afetiva do conselho fiscal da Compas - Associação Internacional de Informação Compartilhada; presta consultoria em cultura digital para CEA - Centro de Educação Ambiental/Vila Pinto-POA apoia e promove programas de cultura digital/pontos de cultura do Minc-governo federal. Não gosta do sistema operacional windows, de violência e de machismo. 

 

Nassif,

de fato a polêmica descambou um pouco com comentários dos dois lados, mas acho que ainda assim você deveria refletir melhor que tipo de texto publica no seu blog, mesmo tendo em conta que ele é aberto pra debates. Vou por partes.

Sobre o tal post do "feminazi". Primeiramente, deixando o termo de lado, como o texto estava fora do contexto da discussão, na minha opinião é difícil avaliar se é machista ou não porque não dá pra saber a que tipo de comentário o tal do André estava respondendo, se era relevante os pontos que ele estava levantando ou se ele estava injustamente desprezando argumentos feministas.

Antes de entrar na crítica ao termo, alguns pontos. É evidente que podemos encontrar pelo Brasil e pelo mundo algumas/alguns indivíduos, e talvez também organizações (eu pessoalmente não conheço nenhuma), que se definam como "feministas" e tenham um discurso sem pé nem cabeça ou que possa ser classificado como "extremamente radical" ou "ultra-radical" (coloco assim para diferencial do radicalismo que seja considerado positivo), isso vale pra qualquer questão política. Como não existe uma verdade absoluta, vai depender de cada um definir o que considera "ultra-radical".

Para fazer um paralelo com outro tema. Tem gente no PSDB que se define como "esquerda moderna" enquanto o PT e outros partidos e grupos seriam "esquerda atrasada". Tem gente no PT que acha que o PSOL com seu radicalismo "faz o jogo da direita" ao mesmo tempo que tem petistas que, apesar de discordar da política do PSOL, acha que eles fazem uma política legítima de esquerda. No PSOL existem aqueles que consideram todo o PT de direita e todos os partidos mais a esquerda são "ultra" e existem os que tem uma visão mais ponderada. E por aí vai.

Pois bem, se esse tipo de debate é válido para qualquer tema político, para ele ser feito deve se direcionar a propostas específicas, assim como aos grupos que as defendem, sem ficar dando margem a generalizações que incentivem o preconceito. No caso dos movimentos sociais que lutam contra a discriminação de certos grupos isso é ainda mais importante.

Pela minha própria experiência, que desde criança convivi com militantes feministas, especialmente com uma em casa, vi como muitas vezes eu julgava certas críticas feministas  como "exageradas" depois passei a acreditar que eram muito justas, como o machismo existente é muito maior do que eu pensava. Imagino que o mesmo já tenha passado com você e com muitos leitores desse blog. Algo normal, já que o machismo, assim como o racismo e a homofobia, são preconceitos muito enraizados na nossa sociedade e é um processo lento e complexo para ser superado, tanto de forma individual como coletiva.

Estou falando isso porque, por mais que muitas pessoas se digam contra a discriminação, existe a tendência de desprezarem (e não apenas discordarem) todas (ou quase todas) as críticas ao machismo/racismo/homofobia que vão além da concepção que elas tem em dado momento, sem ponderar que, apesar de elas não serem obrigadas a concordar automaticamente, deveriam ao menos sempre ter um pé atrás antes de tirar qualquer conclusão, justamente porque o preconceito nunca é óbvio ou visível em um primeiro momento, e muito menos é superado de uma vez. De forma similar, muita gente (inclusive entre os que se definem como de esquerda ou progressistas) discrimina qualquer mulher que se declare feminista, ou militante feminista, por associar a um esteriótipo, quase inexistente, similar ao que essa tal de Elizeth Franco descreveu aqui pra atacar, de forma mentirosa, a Marcha Mundial das Mulheres. O ataque da Elizeth foi de má-fé, já que aparentemente ela conhece a Marcha e é fácil perceber que o que ela disse não é verdade (já indicaram aqui sites e entrevistas que deixam claro isso), mas só olhar entre os comentários desse tópico como alguns vêem as feministas dentro desse esteriótipo, apesar de nenhum comentário das feministas aqui ter dado margem pra esse tio de interpretação.

E apesar do texto do André não caracterizar todas as feministas assim, termos como "feminazi" só ajudam a difundir esse tipo de preconceito, ainda mais quando usados sem um alvo específico (como comentei anteriormente), e nada contribuem para balizar em que medida o feminismo deva estar entre o radicalismo e a moderação. Eu sei que você propõe que esse blog não expresse apenas a sua visão pessoal, mas que também seja um local para debate. Ainda assim, imagino que você não tenha intenção de abrir pra qualquer debate (como por exemplo, alguém defendendo que homens são superiores que mulheres). Portanto, se você algum filtro, acho que deveria evitar dar espaço pra certos conservadorismos (sem contar calúnias, como dessa Elizeth).

Sobre a Marcha Mundial das Mulheres, que cada um/a faça sua avaliação se a política delas é acertada ou não, na internet tem bastante material sobre o movimento, e pra quem se interessar mais sempre pode buscar o contato direto. Só tenham cuidado com comentários de pessoas mentirosas, como essa Elizeth Franco (deve ser um nome falso) que conseguiu chegar ao nível dos piores colunistas da imprensa conservadora do nosso país.

 

Acho que todos aqui concordamos em geral que as políticas pró-mulher são essenciais, e partilhamos também da crença de que o movimento feminista foi essencial para os ganhos que acumulamos até agora.

 

Dito isso, como o movimento feminista não tem humor. Céus. O movimento homossexual tem de lidar com um grupo muito mais vulnerável, de uma posição muito mais fraca, e mesmo assim tendem sempre à leniência com as piadinhas, os termos mais polêmicos. Essas batalhas comezinhas não levam a nada. E aposto que se medissem, descobririam que entre os movimentos de minorias (negros, homossexuais, etc) o feminista é o mais mal visto.

O blog sempre deu grande espaço para os temas relevantes como aborto, lei Maria da Penha, etc. Vai se criar toda essa perseguição por causa de um comentário não moderado?

 

Nassif, continue o bom trabalho, lutando como um progressista pelas maiorias e minorias, e sem perder o humor!

 

como de um lado temos aumento crescente de crimes de todas as ordens e graus contra mulheres e, de outro lado, um aumento de entidades, movimentos, lideres, delegacias, especializadas e etc etc etec, podemos concluir que quanto mais se faz para inibir tais crimes, mais eles acontencem! traduzindo: o que fazem para "proteçao" de mulheres nao passa de papo furado de enganadores que lucram, levam vantagens sobre indefesos(as) otarios(as) e desavisados(as) do Brasil! o que estao fazendo nao passa de aproveitarem e fomentarem esses crimes para "protegerem" e "ampliarem" seus negocios e interesses acima de tudo financeiros.

 

Santos, agora lutar por igualdade e respeito é ''afeminar'' os homens? Luta contra a violência doméstica, violência sexual, mortalidade materna (que ainda é muito alta), tráfico de mulheres, assédio no trabalho e na rua, salários desiguais, dupla jornada, falta de representatividade política... isso é proibir os homens de serem ''machos''? É uma luta de menor importância? Reflita. Lutar a favor da divisão das tarefas domésticas e dos cuidados com os filhos, do respeito a mulher no ambiente de trabalho (muitas não são respeitadas), de salários iguais, do parto humanizado (porque o parto muito frequentemente é extremamente desrespeitoso com a mulher, onde ela não pode nem escolher a posicão em que quer parir, a mulher é cortada e costurada muitas vezes sem necessidade, pois não esperam o tempo dela, etc), da equidade nos relacionamentos... se esses obejtivos fossem alcancados, os homens estariam afeminados? Me responda isso.

 

sem cedilha no teclado =/

 

Viemos de uma eleição onde os ataques a figura feminina em destaque tinha um forte componente machista. As desigualdades entre homens e mulheres são amplamente divulgadas e conhecidas pela sociedade em geral, não precisamos entrar em detalhes. Lamentável uma discussão pejorativa relacionada ao movimento feminista  alimentada em um blog progressista. Considero importante uma discussão ampliada sobre a atualidade do movimento feminista, suas diversas expressões, seus desafios. Inclusive, a discussão sobre os movimentos sociais é sempre atual e significativa para entender a dinâmica da disputa política. Porém, a desqualficação de nomes específicos de um determinado movimento deve-se a alguma intenção nítida de disputa política partidária.  (Devo dizer, equivocada, pois a Marcha Mundial das Mulheres é composta por militantes mulhreres de diversos partidos, anarquistas, militantes da consulta popular). Mas trata-se evidentenemten de uma tentativa de desqualificação do movimento. Exatamente no momento em que a Marcha Mundial das Mulheres teve grande expressão pública através da publicação das entrevistas de Nalu Faria e Tatadu Godinho em meios de comunicação progressistas.  A vitalidade da Marcha permacerá e acredito que esse blog abrirá o espaço adequado para uma discussão relevante sobre as questões do feminismo, não servirá, como o foi agora, como um instrumento de reverberação de amarguras colíticas completamente distantes do feminismo real.

 

Essa discussão toda remete a uma conclusão:

 

As futuras geração de pessoas do sexo masculino estarão proibidas de serem macho. Serão afeminados sob pena de, caso não o sejam, terem seus direitos políticos cassados.

 

Estou vendo o momento em que gostar apenas de mulheres será considerado atitude preconceituosa.

 

É a praga do coletivismo. É triste chegar a essa conclusão. No fim das contas, os ultra-liberais estão corretos. A VERDADEIRA MINORIA É O INDIVÍDUO.

 

Sobre o tema do post, às vezes me comprazo ouvindo Lennon berrando: Ev'rybody's talkin' 'bout Bagism, Shagism, Dragism, Madism, Ragism, Tagism, this-ism, that-ism, ism ism ism e, como ele, gostaria apenas que se desse uma chance à paz.

"Qualquer maneira de amar vale aquela... qualquer maneira de amor valerá" (Milton). O resto é resto. Na melhor das hipóteses, gente que tem medo de amar querendo aparecer.

 

Essa discussão aí me lembra o filme "A Vida de Brian", com os judeus brigando entre si para ver qual a nomeclatura mais adequada para o movimento... Também tem um episódio do South Park sobre um possivel futuro onde todos são ateus, mas a intolerÇancia religiosa é substituída por quem representa melhor o movimento...

DA wikipédia: "The 'People's Front of Judea' harangue their 'rivals' with cries of "splitters"; their rivals being The 'Judean People's Front', the 'Judean Popular People's Front', the 'Campaign for a Free Galilee,' and the 'Popular Front of Judea'. The infighting among revolutionary organizations is demonstrated most dramatically when the 'People's Front of Judea' attempts to kidnap Pontius Pilate's wife, but encounters agents of the 'Campaign for a Free Galilee,' and the two factions begin a violent brawl over which of them conceived of the plan first. When Brian exhorts them to cease their fighting to struggle "against the common enemy," the revolutionaries stop and cry in unison, "the Judean People's Front!" However, they soon resume their fighting and, with two Roman legionnaires watching bemusedly, continue until Brian is left the only survivor, at which point he is captured.

The reference to the minuscule membership of the Popular Front of Judea, "He's over there," also mocks the often tiny size of real Marxist revolutionary factions. Michael Palin says they were based on "modern resistance groups, all with obscure acronyms which they can never remember and their conflicting agendas"

 

http://www.southparkstudios.com/clips/104411/unfrozen-for-a-reason

 

 

ANTIFA!

 

Cara, este é um clássico do Monthy Python.

É assim mesmo a esquerda.

Hilário:

 

Valeeu, não havia conseguido achar esse vídeo... Muito bom!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 

ANTIFA!

Tratar o feminismo como facção, que coisa! Ser radical não é crime, nem vergonha para as militantes da gloriosa MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES. Mudar a vida das mulheres para mudar o mundo e mudar mundo para mudar a vida das mulheres. Esse é o lema e nunca foi segredo.

Qualquer comentário sobre guerra entre mulheres e homens é devaneio de quem não conhece nem a Marcha, nem o movimento das mulheres no país.  E mais, as baixarias políticas, explicitadas em post de uma senhora Elizeth Franco, ela pode usar em outros espaços, talvez nos partidários.

A sra. em questão conhece algumas militantes da MMM e assinamos embaixo o nosso histórico. Lutamos em várias frentes, inclusive na área da comunicação, de onde mais conheço Luis Nassif; lutamos no meio rural e urbano, a MMM faz várias ações e atividades, se articula mundialmente inclusive por meio do Fórum Social Mundial e a SOF, para quem não conhece, e onde também trabalhei orgulhosamente, fez e faz trabalho muito sério do campo da formação e articulação das mulheres. Descredenciar organizações e grupos políticos da forma como faz a senhora Elizeth, que coisa mais feia.

De qualquer modo, Nassif, encerro aqui nossa comunicação. Você não é pessoa com quem queira dialogar. Outras feministas, e também radicais, podem ter interesse nisso. Não é o meu caso. Ah, e só para falar em barra pesada, você, no seu desejo de defender-se de seu machismo explícito e repetido e reiterado, usou um post meu contra meu ex-marido, que nos mesmo dia mandava emails ofensivos e sem respeito. Disso você entende, né?

 

Queria entender a birra.

 

Vocês já venceram. Podem tirar a champagne da geladeira.

 

Seriados como a malhação e As cariocas. Bandas como Restart (saudades do tempo onde restart era botão do videogame), Cine, Hevo84, Hori... comprovam que já venceram.

 

Será proibido a existência de macho nas gerações seguinte. É só esperar a atual morrer de morte natural.

 

Tá brincando. Tirei aquela mensagem do Twitter. Desde quando coloca-se no Twitter informação reservada? Todos os twitters de vocês circulam em uma vasta rede. Só faltava essa, moça.

 

Acho engraçado como vários aqui propõem ação de censura pra tudo o que está desacordo com o seu pensamento. Você tá muito certo Nassif, bota aqui quem tem argumento e deixa o pau quebrar, talvez na marra aprendam a suportar o diferente.

 

http://carosamigos.terra.com.br/index/images/stories/Edicoes/capa164.jpeg

Entrevista Nalu Faria:
“O aborto mal feito é a terceira causa de morte materna”

Participaram: Cecília Luedemann, Gabriela Moncau, Hamilton Octavio de Souza, Lúcia Rodrigues, Otávio Nagoya e Tatiana Merlino. Fotos: Jesus Carlos

Psicóloga, coordenadora geral da Sempreviva Organização Feminista (SOF) e integrante da Secretaria Nacional da Marcha Mundial das Mulheres, Nalu Faria é um dos nomes mais importantes do Brasil na questão da luta das mulheres. Feminista e anticapitalista, ela discute, nesta entrevista à Caros Amigos, as principais bandeiras do movimento de mulheres no país, como violência doméstica, equiparação salarial, luta contra o machismo e o direito ao aborto. A falta de atendimento médico e hospitalar adequado tem sido responsável pela morte de mais de 500 mulheres por ano no Brasil, devido a abortos clandestinos. .São mortes que poderiam ser evitadas. O assunto é recolocado na perspectiva da luta histórica da sociedade, diferentemente das distorções que sofreu no último processo eleitoral. Vale a pena conferir o que Nalu Faria tem a nos contar.

Tatiana Merlino - Gostaria que você falasse um pouco da sua infância, até o início da sua trajetória no feminismo.

Hamilton Octavio de Souza - E nome completo.

Nalu Faria – Bom, meu nome é Nalu Faria Silva, eu nasci em Uberaba. Minha mãe morava na roça, e fui para Uberaba só para nascer e voltei. Eu vivi até os 9 anos em um sítio e depois a gente mudou para uma cidadezinha do lado, Água Comprida, onde vivi até terminar, na época, o ginásio.

Tatiana Merlino – Em que ano você nasceu?
Eu nasci em 1958 e vivi lá em Água Comprida até 1974. Aí fui para Uberaba, fiz o colegial, fiz a universidade lá, comecei a militar quando entrei na universidade, em 1978.

Lúcia Rodrigues – Que curso?
Fiz Psicologia. E vim para São Paulo. Tem exatamente 27 anos. Cheguei em São Paulo no dia 21 de outubro de 1983.

Tatiana Merlino - Por que você veio para São Paulo?
Acho que por duas coisas. Uma, porque estava militando em Uberaba. Era militante feminista no movimento estudantil lá. Estava num grupo de mulheres, no Partido dos Trabalhadores, as chamadas fundadoras do PT na cidade. E eu tinha muita vontade de militar. Então, eu achava que Uberaba era pequena. Queria militar e São Paulo aparecia como um bom lugar. Então, isso foi um dos motivos. Militante do PT e formada em Psicologia é difícil o acesso real ao emprego. Então vim para cá.

Tatiana Merlino – Em Uberaba você já começou a militar no movimento de mulheres?
Em Uberaba, a gente comemorou o 8 de março de 1980. Foi o primeiro contato com esse debate. Eu era do curso da Psicologia e lá tínhamos um bom grupo que naquela época estava aberto a esses temas da sexualidade, da discussão das mulheres, éramos briguentas. Nós escutávamos muito: “Pra quê vocês estão estudando se vão casar e ter filhos, pôr o diploma na gaveta, tudo isso”. Então, tinha muitos ataques machistas. O primeiro debate que eu fiz foi sobre aborto, um pouco antes de vir para São Paulo, 1983. Chegando em São Paulo, eu até brincava que tinha muita vontade de militar, mas com o desemprego em 1983, eu costumo dizer que a militância foi a última coisa que eu resolvi. Aqui, fiz várias tentativas de militância até que consegui achar um lugar no movimento de mulheres e, em 1985, eu comecei a militar no movimento de mulheres. E militando de forma cotidiana no PT nos últimos anos, em particular na secretaria de mulheres do PT. Eu fui da secretaria de mulheres do PT até 2004.

Hamilton Octavio de Souza – Antes disso, no final de 1979, a gente tinha aqui em São Paulo alguns jornais do movimento feminista: Nós, Mulheres, Mulherio, Brasil Mulher. Tinha vários grupos feministas. Quando você começou a militar, como era o movimento das mulheres em 1985?
Eu cheguei em um momento bem difícil do movimento de mulheres. Quando eu cheguei, não tinha um espaço de articulação do movimento, porque tinha tido aquilo no período da campanha eleitoral de 1982. A visão dos projetos políticos frente à transição da ditadura marcou dois campos no movimento das mulheres. O setor que era, na época, mais vinculado ao PMDB foi entrando mais para a política institucional, conselhos, e o outro campo de autonomistas, de reflexão, do Nós Mulheres, e outros, se desarticulou. A gente se juntava para organizar o 8 de março, e, justamente nessa época, a gente estava discutindo a importância de ter uma  coordenação do movimento de São Paulo para que funcionássemos para além do 8 de março. Mas, a partir de 1986, principalmente, o Encontro Feminista Latino-americano, que teve aqui em São Paulo, em 1985, deu um novo gás, e a partir de 1986 começaram a acontecer várias coisas no movimento de mulheres, para mim, que queria militar com os setores populares, que foi a articulação das mulheres da CUT, que foi em 1986. A gente começa a ir articulando outras coisas nos setores mistos.

Hamilton Octavio de Souza – Quais eram os pontos de luta?
Naquela época, tinha uma agenda forte com relação ao tema que se chamava planejamento familiar. Também tinha os temas da violência e da creche. A gente tinha vindo da campanha por creche, já tinha isso. E um tema genérico de “salário igual para trabalho igual”. Aí, com a Constituinte aparece o tema do aborto. A gente fez um processo de mobilização para colher 30 mil assinaturas, para entrar com uma emenda na Constituinte. Foi o momento que a gente colocou mais a cara na rua, com o tema do aborto. Conseguimos as 30 mil assinaturas e o que nós conseguimos na Constituinte, que o direito à vida, na Constituição, é desde o nascimento.

Hamilton Octavio de Souza - A diferença era entre a concepção e o nascimento?
No movimento das mulheres tinha prevalecido essa visão de não colocar o tema do aborto, porque se pusesse, ia apanhar. Como no anteprojeto vem essa questão do direito à vida desde a concepção, exige-se uma reação do movimento e aí aparece a emenda, a negociação, a mudança do artigo sobre o direito à vida. Depois começa a haver uma articulação das mulheres negras, com um primeiro encontro em 1988. Reaparece o grupo de mulheres lésbicas. A gente teve um Encontro Feminista em 1989, aqui em São Paulo, o 10º Encontro Nacional Feminista. Foi um marco: primeiro a gente saiu de lá com a ideia de fazer uma campanha nacional pela legalização do aborto, que era uma polêmica. Teve debates, oficinas amplas sobre a questão lésbica, do partido. Tinha coisas que também que, por um motivo ou por outro, no movimento feminista eram meio tabu, o partido não entrava, porque era movimento autônomo. Aí, depois nos anos 1990, o movimento de mulheres cai num processo de institucionalização, que a gente chama de aumento das Ongs, um momento que o movimento acompanha muito as agendas da ONU, que é essa idéia  do neoliberalismo, débâcle mesmo na discussão no movimento mais de esquerda.

Hamilton Octavio de Souza - Por que afetou? Em que aspecto?
Porque começa com um discurso no movimento de mulheres do impacto da globalização, do neoliberalismo. Primeiro uma ideia de que tinha perdido o papel dos Estados nacionais, que era uma agenda global da ONU e deveria inserir as questões dos direitos ali. Então, isso foi uma coisa que prevaleceu na América Latina e que significou uma profissionalização do movimento das mulheres, as pessoas começam a participar das conferências da ONU. Nossa avaliação, da Sempre Viva Organização Feminista (SOF), setor em que milito na Marcha Mundial das Mulheres (MMM) é que, embora não tenha grandes vitórias para o movimento de mulheres, na segunda metade dos anos 1990, as feministas que investiram nesse processo manejaram com um discurso triunfalista, de dizer que estava alcançando as vitórias; por exemplo, na Conferência do Cairo, que foi a conferência sobre população, entrou o tema do aborto, pela primeira vez, em 1994. Só no final dos anos 1990 que a gente consegue recuperar o fôlego, organizando um setor mais crítico ao neoliberalismo. Aqui no Brasil, nós identificamos como duas coisas: primeira, a vinda da campanha da Marcha Mundial das Mulheres para cá...

Tatiana Merlino - Como a campanha da Marcha chegou?
As mulheres do Quebec começaram a articular a Marcha. Elas tinham feito lá, em 1995, Pão e Rosas, já depois da assinatura do NAFTA, percebendo que ele ia trazer muitos retrocessos para as mulheres. E elas fizeram uma campanha, uma marcha mesmo, de 200 quilômetros e as principais reivindicações tinham a ver com o aumento do salário mínimo, coisas com relação à migração, a economia solidária, os direitos e documentação das imigrantes. E lá surgiu a idéia de ter uma marcha internacional em 2000. Aí elas começaram a articular e criaram essa coisa da internet para a gente aderir. E quem chamou a primeira reunião aqui para definir quem ia para o encontro internacional em 1998, onde a gente definiria a plataforma da marcha, foi a própria CUT, o setor de mulheres. Ela começou como uma campanha, em 2000, contra a pobreza e a violência. Fizemos a marcha em 2000, e teve grande impacto, já desde o seu lançamento, porque era algo articulado, uma campanha nacional que era também internacional. E, na avaliação da marcha, que foi lá em Nova York, depois de 17 de outubro, teve a proposta de continuidade, como um movimento permanente. Foram 163 países que participaram da primeira [marcha]. Hoje nós estamos em 70 países. Então, começamos a articular a marcha como um movimento permanente. A gente se vinculou muito ao processo do Fórum Social Mundial. Fizemos duas ações que ajudaram muito a articular a marcha aqui: o nosso envolvimento na campanha contra a Alca, e a campanha pela valorização do salário mínimo. Outra coisa que foi forte desde o início na marcha foi conseguir articular um movimento que junta mulheres da cidade e do campo.

Hamilton Octavio de Souza - Quais são os pontos de união entre as mulheres do campo e as mulheres da cidade? O que tem em comum de luta?
A gente está vendo mais pontos que unificam. No caso das trabalhadoras rurais, no início do ano 2000, depois de ter conquistado o direito à aposentadoria, o reconhecimento como trabalhadora rural, elas estavam cada vez mais reivindicando políticas em relação, vamos dizer assim genericamente, ao mundo do trabalho. Não só a posse da terra, crédito, e outras coisas que diferencia de movimento para movimento, mas tem uma pauta comum, aí. Mas, é impressionante como, por exemplo, para a trabalhadora rural também toca o tema da violência, o tema da saúde. E, na medida em que a gente está construindo um movimento que olha para esse geral do modelo de desenvolvimento, do modelo de sociedade, os pontos em comum são cada vez maiores. Então, ter uma opinião sobre a política econômica, ter uma opinião sobre a política previdenciária são coisas que nos juntam. A gente tem tentado mostrar que não se constrói soberania alimentar se não, por exemplo, se altera o que é a indústria da alimentação. Os temas que antes não pareciam ter tanto vínculo entre a mulher urbana e a rural, a gente vai mostrando como as coisas estão vinculadas.

Lúcia Rodrigues - Hoje, dá para se dizer que existe uma bandeira das mulheres?
Este é um dos problemas que nós temos no movimento de mulheres. Sempre foi difícil priorizar. O movimento de mulheres, depois foi se organizando muito por temas. Então, tinha a turma que trabalhava o tema da violência, turma da saúde, depois da moradia, sindical. Então, o leque foi se abrindo muito. E isso é uma das dificuldades que a gente tem de construir processos de articulação e mobilização mais ampla, porque tem uma plataforma muito ampla que não consegue definir prioridades por um período. Então, é um movimento multifacetado. Na verdade, nós não somos o movimento de mulheres, somos um setor do movimento de mulheres, no nosso caso da Marcha.

 

Para ler a entrevista completa e outras matérias confira a edição de novembro da revista Caros Amigos, já nas bancas, ou clique aqui e compre a versão digital da Caros Amigos.

 

Impressionante... Não satisfeito em permitir a disseminação do preconceito ao liberar post sobre "Feminazis", fez uma mea culpa ridícula, se colocando como vítima. Não importa que importantes feministas tenham criticado sua atitude, tenham dado as razões pelas quais "Feminazi" é ofensivo...

É o dono da verdade. Que provavelmente também censurará este meu post, como já fez antes (http://tsavkko.blogspot.com/2010/10/intolerancia-outra-doenca-infantil-d...), como vem bloqueando quem discorda no Twitter... É mesmo um democrata!

Não satisfeito, ainda começou uma cruzada contra as feministas, usando NAssifetes para atacar a Marcha Mundial!

A busca pelo ibope parece ter inebriado. Coisa mais ridícula e lamentável!

 

Nassif,

Devagar com o andor que o santo é de barro!

Não é assim, o SOF tem uma militância muito antiga. A luta por creches, na zona sul, no final dos anos 70 e início dos 80 era discutida e mobilizada no SOF da zona sul com militantes da igreja Católica, militantes feministas e de partidos de esquerda. Mudaram as lutas, a visão de mundo e as batalhadoras, mas respeito, e muito, o trabalho dessas feministas. Discordo (não é Maria Lucia?) do apoio que dão às ações do Via Campesina mas respeito essas batalhadoras. Na gestão da Marta, na Prefeitura de São Paulo, trabalharam muito, com debates, publicações cursos e capacitação contra a dicriminação das mulheres, sempre em conjunto com as demais secretarias, principalmente a de educação. Ve-se a importância dessa luta quando são divulgados os dados sobre emprego/desemprego na Gde São Paulo, Estado e no país, em que há pelo menos 15 anos,  as mulheres, com escolaridade maior ganham 30% a menos do que ganham, os homens, pelo mesmo trabalho executado..  

 

  

 

 

Antes que venha o fora de pauta deste fim de noite... bateu-me uma saudade danada dos tempos de guri quando por esta época minha mãe trazia todo o ano religiosamente os almanaques feitos por empresas, geralmente farmacêuticas, e o indispensável Almanaque do Pensamento, apesar de católica praticante e este estar no Index Librorum Prohibitorum da Igreja Católica. O do Pensamento era muto interessante pelas histórias de astronomia, principalmente; mas os outros, especialmente o do Biotônico Fontoura... esse eu devorava cada letra, mesmo das propagandas. Salvo lapso de memória, foi num deles que tive contato com minha primeira aula simultaneamente de higiene e prevenção, e de Monteiro Lobato com o seu Jeca Tatu. Deu um trabalhão danado pra encontrar alguma gravuras do dito cujo.

Não me lembro das "Estampas Eucalol" cantada pelo baiano Eugênio Avelino, o Xangai, mas seria interessante um levantamento sobre a qualificação da propaganda da época em contraposição a de mero consumismo de hoje.

 

E novamente vamos brincar de "o todo pela parte", é assim?

Então a ofensa original deve ser esquecida, perdoada, nem houve ofensa não é?, porque afinal algumas das mulheres que se sentiram ofendidas e atacaram o responsável pelo blog (observe que o que vai publicado na primeira página de um site chamado "Luis Nassif Online" possivelmente é de responsabilidade de Luis Nassif, não é?), eu dizia algumas das ofendidas podem ser identificadas como feministas radicais. Ah, então o uso do termo "feminazi" automaticamente ficou válido porque afinal, existem feministas radicais!!! Dada uma chance elas possivelmente internariam os homens em campos de concentração e os matariam em câmaras de gás, é isto que se está dizendo?

E todas as outras mulheres que se sentiram ofendidas. A Cynthia? A Barbara? A Lola? Não contam? Ou vão embora no mesmo saco das tem "necessidade de se valer da agressividade como ferramenta de auto-afirmação"?

Um blog "progressista" não deveria ter algum cuidado com as palavras? Ou estamos sob a égide de uma noção de progresso que exclue todo o pós-estruturalismo?

 

 

Existem piadas sobre mulher?=/

 

Acho que não é o caso de se atacar pessoas e sim ideias. Para quê expor as militantes colocando seus cargos, onde trabalham e criando tantas “sugestões” tão maldosas? Olha o peso dos termos empregados: “raivoso e fundamentalista”. E, além disso: o que se pretende? Colocar que as ideias das militantes advêm de partidos específicos? Associar tais ideias à corrupção e falta de ética, como sugere a referência a Daniel Dantas? E esse esposa entre aspas? Por fim, acho que a autora do post deveria se informar melhor sobre a Marcha Mundial das Mulheres antes de atacá-la: ela saberia que em 2010 marcharam 3000 mulheres no Brasil pelo movimento. Deveria também conhecer as bases da luta, o que propõe, e não estender os boatos que houve sobre comportamentos de algumas militantes ao grupo como um todo, criando um post de tamanho mau gosto. Já passou da hora de se abrir as portas no blog para textos esclarecedores sobre o que é o movimento feminista e sobre suas inúmeras vertentes – já que quem tem facção é criminoso.  

 

Você acha que a moça foi "denunciada" por pertencer à Fundação Perseu Abramo? De onde tirou isso? Quanto aos outros dois potnos, tem razão. Vou moderar.

 

 

Do site da revista Caros Amigos, com Nalu Farias na capa

 

http://carosamigos.terra.com.br/index/index.php?option=com_content&view=article&id=1250:entrevista-nalu-faria-qo-aborto-mal-feito-e-a-terceira-causa-de-morte-maternaq&catid=143:edicao-164

Entrevista Nalu Faria:
“O aborto mal feito é a terceira causa de morte materna”

"Psicóloga, coordenadora geral da Sempreviva Organização Feminista (SOF) e integrante da Secretaria Nacional da Marcha Mundial das Mulheres, Nalu Faria é um dos nomes mais importantes do Brasil na questão da luta das mulheres. Feminista e anticapitalista, ela discute, nesta entrevista à Caros Amigos, as principais bandeiras do movimento de mulheres no país, como violência doméstica, equiparação salarial, luta contra o machismo e o direito ao aborto. A falta de atendimento médico e hospitalar adequado tem sido responsável pela morte de mais de 500 mulheres por ano no Brasil, devido a abortos clandestinos. .São mortes que poderiam ser evitadas. O assunto é recolocado na perspectiva da luta histórica da sociedade, diferentemente das distorções que sofreu no último processo eleitoral. Vale a pena conferir o que Nalu Faria tem a nos contar"

 

Não entendi por que é qualificada pela autora do post, que não conheço --  seria interessante sabermos quem é - como, entre aspas,

"esposa" do assessor de relações internacionais da presidência do Paraguai, Gustavo Codas?

 

xiiiiii.

agora entendi menos ainda: no texto original  publicado por Elizeth, como cito acima, estava grafado entre aspas "esposa", agora não há aspas no texto  original. foi uma alucinação? não, porque copiei e colei a frase.

e estranhei o fato de se qualificar ou desqualificar uma pessoa por ser casada ou nao com fulano de tal.

 

Se ler os comentários, saberá.

 

Opa, eis que eu abro um link e me vejo citada por alguém que não conheço e que não pretendo responder agora.

Mas, aqui vai um link pra quem quiser saber o que é a Marcha Mundial das Mulheres.

http://migre.me/2TSR7

 

Mas olha que maravilha, você nem nos conhece mas graças a outra pessoa que nem você nem nós conhecemos agora sabemos que você "opõe homens e mulheres", "questiona a paternidade" (eu sei exatamente o que é, mas do jeito que está escrito fica até engraçado), "menospreza as políticas públicas de mulheres" e se dedica a  "fiscalizar e patrulhar piadas a respeito de mulheres" (é uma profissão, isto?). Não é linda a Internet?

 

 

Seu comentário é desqualificado, meu camarada. Já militou na vida ou fica fazendo comentariozinhos na internet?

 

3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres
Por MULHERES 10/03/2010 às 16:41

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2010/03/466891.shtml

 

Do dia 8 e 18 de março, a Marcha Mundial das Mulheres organiza sua 3ª Ação Internacional no Brasil. Neste período, 3 mil mulheres de todas as regiões do país realizão uma caminhada entre dez cidades, de Campinas a São Paulo, para dar visibilidade à luta das mulheres brasileiras e reivindicar mudanças em suas vidas.

A Ação começou no Dia Internacional das Mulheres (8/3), em um grande ato público no Largo do Rosário, no centro de Campinas, onde percore mais de 10 cidades e termindo em São Paulo, no dia 18, em um ato na Praça Charles Miller.

Além da caminhada pela manhã, no período da tarde as mulheres participão de atividades de formação sobre diversos temas, entre os quais: saúde da mulher e práticas populares de cuidado; sexualidade, autonomia e liberdade; educação não sexista e não racista,... todas conduzidas pelas proprias marchantes.

O lema das mobilizações é "Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres", com reivindicações baseadas em quatro eixos que concentram temas chave para a vida das mulheres em todo o mundo. São Eles: autonomia econômica das mulheres, bens comuns e serviços públicos, paz e desmilitarização, e violência contra as mulheres.

A Ação faz parte de uma grande mobilização internacional que vai até o dia 17 de outubro. Estão programadas atividades em 51 países, entre eles Canadá, Colômbia, França, Espanha, entre outros. O encerramento será em Kivu do Sul, na República Democrática do Congo.

 

A MMM é um movimento no qual as mulheres da Democracia Socialista estão engajadas, no entanto é um erro dizer que é um braço da DS, pois participam mulheres não só da DS mas do PT, e também de outros partidos como PCdo B, PSB entre outros...é um movimento radical sim em desfesa das Mulheres, pela igualdade de oportunidade no trabalho, na política ...na sociedade é contra discriminação das mulheres e a violencia. A marcha é feita anualmente para dar visibilidade a esta luta.. portanto nem é braço e nem é perna de nenhuma tendencia partidária

 

Só para constar nunca fui do MMM,, nem pretendo ser, nem sou ligada a nenhum movimento feminista, mas não desconsidero o papel histórico do movimento feminista, que aliás sempre foi tratado como uma coisa menor e desagradável no Brasil.

 

meu ridículo este post...a MMM não se resume a estas informações, e quanto ao ser radical, creio que muitos avanços devem-se a estes "radicalismos" e veja que ainda avançamos muito pouco nas discussões acerca da equidade. Quer dizer que se dizer feminista é ser radical ou raivosa? tudo isso prq conta da discussão no twittwe Nassif, pensei que vc fosse melhor que isto, mas ok..é bom ter vc no debate, mas no debate, não em desqualificações como estas.