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As fraquezas da economia brasileira, segundo a 'Economist'

Por Marco Antonio L.

De BBC Brasil

'Economist' alerta para perigos de 'fraquezas' do Brasil para a economia

 Plantação de soja no Brasil

Revista cita agribusiness como um dos setores em que há oportunidades no Brasil

Um artigo na edição desta semana da revista britânica The Economist diz que o Brasil tem pontos fortes "reais", mas que o governo deveria "se preocupar mais com as suas fraquezas".

Apesar de elogiar o desemprego baixo, o aumento dos salários e o investimento estrangeiro direto batendo recordes, o artigo diz que o governo é responsável por grande parte do "custo Brasil".

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"A carga de impostos não só subiu de 22% do PIB em 1988 para 36% hoje, mas o sistema tributário é absurdamente complexo. A maior parte do dinheiro vai para aposentadorias supergenerosas e para um pesado governo esbanjador, em vez de ser transferida para os pobres", diz o texto.

Segundo a revista, a presidente Dilma Rousseff vem trabalhando para lidar com alguns destes problemas - tentando eliminar o déficit fiscal, cortando impostos para alguns setores da indústria e apostando na modernização de aeroportos -, mas "seus esforços para baixar os custos são tímidos demais; ela foi responsável pelo tolo novo regime protecionista no setor de petróleo; e a impressão de que ela está preparada para aceitar um crescimento abaixo de 4%", o que, para a publicação, afastaria investimentos do Brasil, prejudicando seus eleitores mais pobres.

"Uma taxa de crescimento de 3,5% pode parecer generosa para padrões ocidentais, mas está abaixo tanto do que o Brasil precisa para dar continuidade aos recentes ganhos sociais quanto do que poderia ser", diz o texto.

Investidores estrangeiros

Uma outra reportagem sobre o Brasil publicada na mesma edição da revista afirma que investidores estrangeiros e aqueles que os aconselham demonstram uma abordagem nova e menos empolgada em relação ao país.

Como um dos exemplos dessa nova abordagem, o artigo cita texto recente de Ruchir Sharma, analista do Morgan Stanley, na revista Foreign Affairs, no qual afirma que o Brasil subiu com os preços das commodities e irá cair com eles.

Segundo a Economist, após ter conquistado estabilidade macroeconômica e redução da desigualdade de renda e registrado uma recuperação rápida da crise econômica mundial e crescimento de 7,5% em 2010, no ano passado o país cresceu apenas 2,7%, abaixo dos outros Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul).

A revista diz ainda que são necessários "ganhos de produtividade, mais poupança e investimento" para dar um novo impulso à economia brasileira. "Mas não há sinal disso", diz o texto.

A reportagem cita a recente desvalorização do real frente ao dólar e o fato de a taxa básica de juros estar em 9% e com perspectivas de baixar ainda mais como "vitórias há muito esperadas" pelo governo brasileiro.

"Nenhuma, porém, foi suficiente para reverter uma recente mudança de clima contra o Brasil", diz o texto.

Fraquezas

A revista diz também que, para alguns analistas, "intervenções políticas suplantaram uma moeda supervalorizada como o maior risco no Brasil", e menciona ainda o caso da nacionalização da YPF pela Argentina no mês passado e o fato de o Brasil não ter criticado publicamente o vizinho.

"Isso é arriscado", diz a revista. "O Brasil realmente é diferente da Argentina, mas estrangeiros talvez não percebam isso."

A reportagem cita ainda a recente ameaça de multas à Chevron e de prisão de seus executivos, após um vazamento de óleo, que teria provocado questionamentos de possíveis investidores sobre se no Brasil um deslize pode levar ao risco de ter seu passaporte confiscado.

No entanto a revista conclui que, apesar dos problemas e da previsão de crescimento modesto por alguns anos, há ainda muitas oportunidades no Brasil, como nos setores de agribusiness e mineração.

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Eu fico muito feliz com a preocupação do The Economist sobre os "perigos" das "fraquezas" do Brasil para a economia... a situação dos súditos de Beth II parece bem confortável...

 

Não é da noite para o dia que um país irá resolver os seus problemas. Um crescimento mesmo que pequeno, pode nao significar muito, mas já é um começo. Críticas servirão para fortalecer o país, e comprovar que aos poucos conseguiremos alcançar a média dos  BRICs.

 

Se a Economist critica é porque estamos indo bem...

 

Quem é o pseudo-jornalista (esta mais para matéria paga de petroleira européia) que assina essa reporcagem ( é assim mesmo reporcagem).

A crítica às aposentarias é insana. O autor deveria ser condenado a viver 30 dias em qualquer capital brasileira com 1 salário mínimo, e como se posiciona contra políticas redistributivas sem acesso a nenhum programa social.

Pavão olhe para seus pés! Bem estão os gloriosos súditos de sua majestade Elizabeth II, com Murdoch e Cameron!

 

Não sei de onde a The Economist tirou que 3,5% de crescimento afasta o investimento estrangeiro por aqui, me pareceu chute.

Em todo caso, Dilma baixa a Selic para o negativo, USA e Europa já o fizeram e estão nesta corrida para o fundo do poço, inescapável para os outros países do planeta, China e Brasil inclusos.

O Brasil não é solução, a solução é uma nova moeda de trocas internacionais acordada por todos. Enquanto ela não vêm, e virá, dançamos conforme a música.

Acorda, Dilma!

 

Follow the money, follow the power.

Sim, temos fraquezas. Algumas delas preocupantes e que se não trabalhadas de agora podem no futuro  tornarem-se periclitantes. 

Pulo os questionamentos de cunho ideológico, a exemplo dessa crítica acerca de termos não termos dado "umas palmadas" na Argentina pela nacionalização da YPF e essa baboseira de aposentadorias supergenerosas.

Aproveitando o gancho acerca de aposentadorias, claro que um dos problemas prementes a serem enfrentados é o da Previdência. A Seguridade Social no Brasil virou, desculpem a expressão "um autêntico saco de gatos". Um verdadeiro monstro em termos de racionalidade. 

O modelo atual é perverso e embute distorções e injustiças gritantes. E a raiz de toda a disfunção foi querer-se somar bananas mais maças, ou seja, colocar no mesmo balaio regimes previdenciários distintos, ou seja, sem isonomia contributiva e com benefícios indefinidos. O atual sistema além de desequilibrado é iníquo para os participantes da iniciativa privada. Ao contrário, é benevolente para os da área pública e absurdo para as chamadas "aposentadorias especiais", a começar pela rural.

Não que esta última seja dispensável. Nada disso. Se há uma inflexão marcante no nosso histórico de  políticas de assistência social, com certeza foi o da colocar sob o manto previdenciário os trabalhadores do campo. Só que a vilania e a esperteza do Estado no que tange à cobertura desses justíssimos benefícios foi de igual grandeza. 

Sim, porque o maior calote de todos os tempos perpretado pelo Estado brasileiro foi essa dado em cima dos contribuintes da Previdência. Simplesmente repassaram para estes a responsabilidade de arcar com o ônus à cargo da área social da administração pública, dado que os benefícios e auxílios pagos ao homem do campo não tem nenhum lastro em contribuições de cunho previdenciário. Este estelionato algum dia vai explodir. Outra injustiça que também gera desequilibrio é o pagamento de aposentadorias dos funcionários públicos com base no mesmo saco sem fundo da Previdência. 

Outra fraqueza visível é a questão da infraestrutura. Estamos talvez com defasagem de dezenas de anos com relação aos países mais desenvolvidos. Tirante aqui e ali as ilhas de excelência, as bases sobre quais se assentam o progresso economico e social, sejam de cunho material ou imaterial, carecem no nosso país de intervenções urgentes: saúde, educação, segurança, sistema de transportes, mobilidade urbana, meio-ambiente, são algumas áreas super super críticas. 

 

 

Um país que não respeita os valores democráticos, que não possui uma imprensa livre e que não tem um poder judiciário forte e independente não pode crescer sustentavelmente.


Com apenas um partido oficial e com repressão ao livre pensamento e manifestação de sua população, suprimindo movimentos separatistas de províncias que desejam a independência e com diferenças políticas gritantes em relação a seus vizinhos, este país está fadado ao fracaso.


Quem é esse país? É a China!


Queria ver a The Economist fazer um texto assim.


Esse texto é só parte de uma tentativa de desqualificar países com alternativas ao modelo neoliberal.


O sucesso do Brasil se deve entre outras coisas ao modelo próprio que construiu.


Quem segue o modelo deles é o México, não preciso falar mais nada.

 

Caros geonautas,

Sinais trocados: A fraqueza do lado de lá.

Se eles estão ficando, diria o Kid Vinil, "tic tic nervoso", seria esse um sinal trocado, um sinal bom do lado de cá?

Seria uma repetição do padrão, "business as usual", alertado pelos cepalinos, a relação centro-perifeira, ou "Master" alertando seu "slave", ou em outras palavras, faço o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

Muito interessante, "elementar meu caro Watson", diria o detetive mor dos reinos dos dois lados do  Atlântico Norte.

Quem viver verá!

Sds,

 

 

Menino de Engenho - engenharia de idéias e laços sociais. “A leitura do mundo antecede a leitura da palavra”. Quem sou e de onde vim?: http://www.advivo.com.br/blog/oswaldo-conti-bosso/quem-sou-e-de-onde-vim

Realmente, um artigo profundamente desonesto, senão vejamos:

a) A carga de impostos não só subiu de 22% do PIB em 1988 para 36% hoje, mas o sistema tributário é absurdamente complexo. Primeiramente, boa parte desse aumento foi provocado no auge do neoliberalismo, receitado por esses senhores.

b) No que tange a afirmação que a "maior parte do dinheiro vai para aposentadorias supergenerosas e para um pesado governo esbanjador, em vez de ser transferida para os pobres": primeiramente, aposentadorias são alimentadas de contribuições, e não de impostos.  A criação fernandina da Superreceita é que criou propositalmente essa mistura malandra e injusta. O dinheiro que vai para a posentadoria é alimentado pelas CONTRIBUIÇÔES, não por impostos.

c) As aposentadorias "generosas" não passam de 3000 reais para o setor privado, e passarão a esse patamar a partir de agora no setor público. Portanto, esse "dever de casa" já foi feito, sobre o que o artigo silenciou ao invés de fazer os devidos elogios. Mais do que isso é simplesmente roubar as aposentadorias, passar o trator e rasgar o contrato social, coisa que eles impõem à população,  sobretudo pela ditadura de Bruxelas aos paises mediterrâneos, mas não admitem que se cometa contra eles (ver o caso da Argentina).

b) "o tolo novo regime protecionista no setor de petróleo" versus"o Brasil subiu com os preços das commodities e irá cair com eles": Mas não é exatamente para fugir das flutuações especulativas dos commodities, realizados pelos "investidores" nas bolsas de commodities dos países deles,  que estamos construindo uma indústria de base nacional? Portanto, salvar e construir uma indústria é uma atitude tola? Realmente, não há chances para contentar esses senhores...

c) "A maior parte do dinheiro vai para aposentadorias supergenerosas e para um pesado governo esbanjador, em vez de ser transferida para os pobres" Como é que esses senhores vêm então os programas de transferência social: entra na conta do "esbanjamento" ou não? São, ou não, transferência para os "pobres", com os quais  aparentemente estão apenas retoricamente preocupados?

d) "a recente desvalorização do real frente ao dólar e o fato de a taxa básica de juros estar em 9% e com perspectivas de baixar ainda mais como "vitórias há muito esperadas" pelo governo brasileiro." Nenhum parabéns? Tudo isso já eram favas contadas e não merece nenhum elogio? Ora, não estavem apostando na incapacidade das ações voluntaristas de um governo enfrentar duras realidades do mercado cambial? A redução dos juros não foi uma grande luta política? Cadê o reconhecimento dessas vitórias consideráveis???

e) "nenhuma, porém, foi suficiente para reverter uma recente mudança de clima contra o Brasil", versus "há ainda muitas oportunidades no Brasil, como nos setores de agribusiness e mineração": porque esse anúncio de nossas oportunidades, se a pregação é que há um clima contra o Brasil???

f) O Brasil não criticou publicamente a Argentina...Não basta o Brasil não ter apoiado publicamente a Argentina, ainda por cima seríamos obrigados a criticá-la PUBLICAMENTE? QUerem que continuemos a ser meninos de recado dos interesses das empresas petroleiras deles, logo eles que emporcalham irresponsavelmente nosso ambiente marinho e não realizaram nenhum investimento na Argentina? Por acaso, eles são mais importantes do que a comunidade sul-americana, ao ponto de não poderem ser nem questionados?

g) "o país cresceu apenas 2,7%, abaixo dos outros Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul)": e quais as taxas de inflação desses países? Não foi para controlar a inflação, seguindo religiosamente a receita deles, que aumentamos os juros, brecando estupidamente o crescimento? E em vez de elogiar esse "dever de casa", usa o resultado para nos criticar? 

EM suma, não somos idiotas e sabemos que interesses a revista defende. Mas eu, particularmente, (desculpem-me tanta pretensão) gostaria de um pouco mais de profissionalismo e coerência nas críticas (eu mesmo tenho muitas, à condução da política econômica nacional),. Senão, reservarei a essa  essa revista, que em vez de quando ainda espio na minha visita semanal obrigatória na revistaria da Livraria Cultura, o mesmo destino da Veja: o do Dahlit intocável do jornalismo.

Embora eu veja o futuro imediato da nossa economia com certa preocupação, concluo que a única fraqueza que esse artigo realmente demonstrou é a da própria revista e de seus escrivinhadores!

 

 

 

 

Joaquim Aragão

Comentário no site Foreign Affairs:
http://www.foreignaffairs.com/node/134785/talk
Comments
13 comments on Bearish on Brazil by Ruchir Sharma
Submitted by Cesra L. (May. 4, 2012) on May 4, 2012 - 4:37pm.
I swear I tried to be polite with Mr. Sharma but it seems that he knows as much about Brazil as I know about his country. Although I have been to India once, I have never dared write about its economy.

1. He says: “”Yet this glowing image of Brazil rests on an extremely shaky premise: commodity prices.”

It is important to underscore that Brazilian trade flow (imports plus exports) is only 19 % of GDP, which means the country does not depend that much on trade. The author has included copper and oil within Brazil’s list of exports but they are not material. Brazil imported 36 billion dollars of oil and fuel in 2011 and exported 31 billion. Wonder why the author has not mentioned soya, meat, sugar? That is where I started doubting his knowledge on the country. The conclusion that Brazil has grown because of the global demand for commodities is not the whole truth. Basic products add to 47% of exports, indeed a figure we would love to see reduced to nothing. On the other manufactured and semi-manufactured add up to 53%.

2. He says “According to the logic behind this trend, as China continued to boom, consuming ever-increasing amounts of oil, copper, iron ore, and other raw materials, nations such as Brazil, a leading exporter of those commodities, would thrive.”

Brazil is not a leading exporter of oil and copper. I felt like quitting his text right here.

3. He says: “For a nation supposedly taking its place as one of the world's major economic powers, Brazil has proved strikingly cautious.”

Brazil is not “supposedly” taking its place as one of the major economic powers, Brazil is the sixth largest world GDP. It is true high interest rates reduces growth, but Brazilian Central Bank has been using other than interest rates tools for the first time in decades.

4. He says: “As a result, restaurants in São Paulo are more expensive than those in Paris, and office space is pricier there than in New York. Hotel rooms in Rio de Janeiro cost more than they do along the French Riviera, bike rentals are more expensive than in Amsterdam, and movie tickets exceed the price of those in Madrid.”

At his point I wanted to ask him if he is going to sell Brazil because movie tickets are expensive. Most probably he was running out of arguments to make his point? Anyway it’s true São Paulo and Rio are very expensive. Fortunately, poor Brazilians don’t have to go to fancy restaurants and hotels in such cities because monthly Bolsa Familia pension would not be enough for one meal. But we must take into account that real is too overvalued and the government has closed some doors for speculative dollars to come in Brazil, which has already taken the dollar up a bit. Hopefully lower interest rates will do the rest.

5. He says: Few developing nations have sustained rapid growth for even one decade, let alone two or three, and virtually all of those that have did so by expanding their share of global manufacturing, not riding the tides of commodity prices.

It is a mistake assuming such a dependence of Brazil on commodity prices.

6. He says: “Now, as the consequences of the 2008 credit crisis continue to unfold, the easy money is drying up.“

It will be a bless if investors stop pouring money into Brazil

7. He says: ‘The constitution, passed in 1988, guarantees free health care and university education, and the country's minimum wage is now so high that it applies to one in three workers.”

I wonder if he knows Brazil`s minimum wage stands at R$ 622 (US$ 325)? Is it that high? I understand it is very high from a Chinese point of vies, am I right?

8. He says: “In 2003, under Lula, Brasília expanded these income protections when it launched Bolsa Família, perhaps the most generous welfare program among emerging-market countries. The initiative offers conditional cash income support to the poor and unconditional support to the extremely poor. Such assistance has reduced Brazil's inequality, but at the expense of growth.”

I dare he knows how much a family receives from Bolsa Familia to say it is the most generous plan in humankind history. Net internal debt has come to 36% of GDP from 68% in 2002, does that mean Brazil is overspending? Brazil’s international reserves are over 350 billion dollars. Brazil will spend some 12 billion reais on Bolsa Família, less than 7 billion dollars. The money goes mainly to food and stimulates growth

9. He says: ‘The best way to see how a paralyzing fear of financial pain holds Brazil back is to compare it with China.”

China is not a democracy, economy is not free and there is plenty of uncertainty about its future. On the other hand, I am not sure we want growth at the cost of cheap labor. It is a mistake to compare any country with China, not only Brazil.

10. He says: “That is largely why for the last three decades, China has grown four times as fast as Brazil.

Any country compared to China lags long behind. Brazil is a democracy.

11. He says: “So much of Brazil's consumer boom has been driven by income from commodity sales that the domestic market will not provide much of a cushion in the event of such a slowdown.”

That’s just not true.

12. He says: ‘To avoid falling behind, Brasília needs to take risks and open up the economy.”

Brazil should do just like Mexico did following the advice of mainstream economists, right? Not that fast I should say.

13. He says: “It can begin doing so by …..”

Yes, there are many things Brazil should do. Democracy is time consuming.

 

Menino de Engenho - engenharia de idéias e laços sociais. “A leitura do mundo antecede a leitura da palavra”. Quem sou e de onde vim?: http://www.advivo.com.br/blog/oswaldo-conti-bosso/quem-sou-e-de-onde-vim

"No entanto a revista conclui que, apesar dos problemas e da previsão de crescimento modesto por alguns anos, há ainda muitas oportunidades no Brasil, como nos setores de agribusiness e mineração".

Ou seja, continuam querendo nos ver / manter como um provedor cultivo-extrativista. Se possível, sob controle e lucros deles.

E nós brasileiros em maioria continuaremos a "pagar aluguel" para viver neste berço esplêndido...

Tendo como capatazes-corretores a merdiocrelite que historicamente se aproveitou e ajuda a manter este enfoque.

Sem nunca sequer ter investido os dividendos desta riqueza no aprimoramento do recurso mais importante de uma nação: seu povo.

Lembrando que cada governo capataz-corretor neoliberal consegue destruir em alguns anos o que o país leva décadas para construir e conquistar (incluindo indústria e infra-estrutura e conhecimento)...

Além de amor próprio e auto-estima...

É fato que ainda falta bastante para estarmos "bem na foto". Mas NÃO por causa desse nhémnhémnhém neoliberal que só interessa a privilegiada merdiocrelite (nacional e internacional).

É porque faltam muitas dezenas de milhões de brasileiros para capacitar, dar competitividade, terem conhecimento com um mínimo de saúde e condições sócio-econômicas, para chgarmos lá.

Consciente de que capacitar GENTE toma uma a duas gerações, Lula iniciou o aproveitamento destas receitas (agro-extrativistas) para reinvestimento em nossa gente (além de investir um mínimo na recuperação da terra arrasada pelos neolibs da merdiocrelite).

Pois só ela (gente capacitada) poderá criar e competir em produtos, serviços, ciência e tecnologia no futuro com os demais jogadores deste planeta.

Com Lula e Dilma estamos portanto, recomeçando a investir no que mais importa: nossa GENTE!

 

"E menciona ainda o caso da nacionalização da YPF pela Argentina no mês passado e o fato do Brasil não ter criticado publicamente seu vizinho". O que esses caras estão pensando: que o Brasil é porta voz dos interesses dos países do primeiro mundo na América do Sul? 

"A reportagem cita ainda a ameaça de multas à Chevron e possibilidade de prisão de seus executivos, após um vazamento de óleo,..." O que eles queriam que cumprimentasse a empresa pelas falhas? Ou que o Brasil fizesse vistas grossas?

"afirma que o Brasil subiu com os preços das commodities e irá cair com eles". O Brasil é uma potência agrícola e mineral. Nunca fomos potência industrial, e provavelmente nunca venhamos a ser, depois do fator China aparecer na economia mundial.

Texto próprio de um aluno de 3º ano de Faculdade de Economia, um monte de obviedades e sugestões impossíveis de serem tomadas a curto prazo.

 

"A história da humanidade é a história das lutas de classes". Karl Marx

Qual o motivo da carga tributária ser alta? Paga-se tributos para se custear o Estado, certo? Certo. Qual o maior custo do Estado brasileiro? Deixe-me ver... Ah, o "jurão", a despesa conhecida como serviço da dívida, para ser "rolada" e pagar parte do "jurão" (só parte do "jurão") consome 47% (quarenta e sete por cento é quase metade) do Orçamento Federal de 2012. Ah, mas quando a carga tributrária irá reduzir? Quando a dívida cair e estivermos investindo o suficiente em infraestrutura e em saúde e educação (quem sabe a receita do Pré-Sal não ajuda nisso também). O "jurão" está caindo, falta remanejar parte dessa receita de tributos para educação, saúde, tecnologia, inraestrutura, etc. Está respondido ao "Economist".

Agora vai uma pergunta pra a "Economist". Dinamarca, Suécia, Austrália, Nova Zelândia, Noruega, Bélgica, Holanda, Finlândia, Canadá, Alemanha, países que notoriamente tem IDH alto tem carga tributária inferior ou superior ao Brasil? Creio que superior, né. Visões de mundo diferentes.

Ah, mas o Chile, o Peru, a Arabia Saudita, e mesmo a Austrália. Bem boa parte da receita deles vem de commodities minerais. Troca-se essa receita (e até receitas provenientes de royalties dessas commodities) por impostos, entendeu?  E quando acabar (ou estirem acabando) o minério ou o petróleo? Aí pergunta para os Emirados Árabes Unidos, e vira uma ilha da fantasia. Mas cá ente nós, não dá pra tudo mundo virar uma ilha da fantasia, dá? Pois senão algum tempo de crise surge, o turismo baixa e a economia local vai por água abaixo, como a Espanha e a Grécia. Ou já esqueceram que Abu Dabi teve de ajudar Dubai quando houve a crise de 2008?

 

O "papinho" sobre aposentadorias sempre se repete! Primeiro afirma que se paga aposentadorias milionárias, que até existem (e devem ser rastreadas), mas não são suficientes para "quebrar" o modelo brasileiro após a enxurrada de empregos com carteira assinada, depois insinua que "algo tem que ser feito", ou seja "rapar" a aposentadoria de todo mundo para sobrar caixa para "investimento", enquanto os ricos ganham "negócios" sem risco e sem botar dinheiro. Será que ao menos na cabecinha dos defensores desse lixo ideológico, não passa a noção que "aposentados" e os tais "pobres" que a reportagem fala sejam as mesmas pessoas?

Um abraço.

 

"[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]" - Mia Couto

Pois é Sérgio, evidentemente o texto não menciona que cerca de METADE do orçamento anual da União destina-se ao pagamento de títulos emitidos pelo governo, que se encontram nas mãos dos bancos e especuladores em geral. Isso não precisa ser combatido, na visão torta da Economist. Já a aposentadoria do sujeito que contribuiu a vida inteira (portanto o estado não está lhe fazendo nenhum favor), isso sim é problema para essa gente...

 

Pelo texto então o Brasil está indo no rumo certo.

O Brasil terá o seu jeito de ser, assim como a China fez.

 

Ora, ora.. querer dar um puxão de orelhas no Brasil porque não protestou contra a nacionalização da petroleira vizinha... Nós amamos petroleiras nacionais. Ou eles ou nós estamos em outro mundo. Que coisa, esses "economists" da vida... (no alemão que conheço, "mist" é m... mesmo).

 

"A carga de impostos não só subiu de 22% do PIB em 1988 para 36% hoje, mas o sistema tributário é absurdamente complexo. A maior parte do dinheiro vai para aposentadorias supergenerosas e para um pesado governo esbanjador, em vez de ser transferida para os pobres" (mas não te, o bolsa-esmola?)

"nacionalização da YPF pela Argentina no mês passado e o fato de o Brasil não ter criticado publicamente o vizinho."(BP e SHELL não gostaram!!!))

"ela foi responsável pelo tolo novo regime protecionista no setor de petróleo" (BP e SHELL não gostaram!!!)

Mas afinal é um artigo da revista exame ou da "Economist"?

Por que quando cita "Dilma...tentando eliminar o déficit fiscal" aí quem conhece os números das contas públicas brasileiras desde 2003 (antes foi o caos) só pode abandonar o artigo...

 

"A carga de impostos não só subiu de 22% do PIB em 1988 para 36% hoje, mas o sistema tributário é absurdamente complexo. A maior parte do dinheiro vai para aposentadorias supergenerosas e para um pesado governo esbanjador, em vez de ser transferida para os pobres", diz o texto.

A única parte que me pareceu correta! Nossas leis obsoletas, nosso Judiciário inerte ou corrupto, nossa mídia fascista e morta intelectualmente, que não promove um debate sério na sociedade, enferma que está em sua obsessão de perseguir a dupla Lula/Dilma e aliados, fazem com que a corrupção ainda "valha à pena", pensamento lógico na mente criminosa, ao saber, pelos exemplos de Dantas e Cachoeira, que o apoio da mídia é comprado ou conquistado se o inimigo for o PT. Como o Judiciário em suas altas esferas adora as bajulações dessa mesma mídia, temos um ambiente propício à formação de quadrilhas poderosas, que se imiscuem no Estado em todas as suas esferas.

Prefeitos e Governadores em todo o Brasil seguem o ritmo da roubalheira, a impunidade garantida para 99,9% deles, o gestor público com leis mornas a lhe tolher os passos, quem trabalha num órgão público qualquer sabe das barbaridades que se faz livremente.

A corrupção é o câncer do país, a impunidade seu pai e sua mãe, enquanto isso não acabar, não nos tornaremos democracia plena, país soberano ou justo socialmente. É, de longe, nosso maior problema!

 

O comentário supra, do Sr. Lionel Rupaud é, a exemplo de tantos outros publicados neste e em outros posts, semelhante aos proferidos pelo então queridinho da direita escrachada, o laureado Demóstenes Torres. Não aguento mais suportar essa catilena: custo Brasil, carga tributária extorsiva (veja-se,  a propósito, o descalabro "impostômetro" afixado na sede da Associação Comercial de São Paulo (só poida ser lá!), encargos trabalhistas desproporcionais    sem um mínimo de preocupação de quantificá-los etc. acompanhados do excrachável bordão: corrupção generalizada em todos os escalões públicos. Alguém aí ouviu falar em sonegadores tributários, corruptores e mais a fina flor do lácio? Abs.   

 

Pois é Rildo! Essa lamuriação é de doer minha cárie! Um grande amigo meu trabalha numa distribuidora da AMBEV e vive reclamando da carga tributária. Detalhe, a meta de lucro da empresa para 2012 é de mais de um bilhão de reais! E obviamente ele recebe um salário na carteira e outro por RPA!

 

Gostaria de pedir sinceras desculpas ao Sr. Lionel Ripaud, cujos comentários assino embaixo, visto que o meu comentário foi motivado pela despropositada postagem exposta acima, da lavra do Sr. Eduardo Ramos que, repito, semelhante a textos de teores equivalentes bastante difundidos em vários posts e blogs. Até admito que alguns autores repetem dizeres semelhantes por estarem influenciados por constantes teores de reportagens propagados pelos diversos meios de comunicação, sobretudo os que integram o PIG, isto é, almejam que esses malefícios perpetrados por alguns agentes políticos, e não a totalidade como apregoa, insistentemente, o PIG sejam eliminados da face da terra. Espero, sinceramente, que esta tenha sido a intenção do Sr. Eduardo Ramos. Abs. 

 

J. (José? João?), está desculpado lógico! Logo vi que vc não estava se referindo a minha reclamação..

 

Em outras palavras, estão dizendo que se quisermos entrar pro clubinho deles teremos de nos comportar como eles. Parece que estão nos tratando como um convidado a quem se deve ensinar boas maneiras à mesa do banquete.

Quer saber de uma coisa: eles que vão plantar batatas!

 

Caro Edson, apenas complementando, estes caras querem nos comparar com a China, India e Africa do Sul e o espetacular estagio de relações sociais e distribuição de riqueza nestes países. Sermos medidos apenas por nossas políticas economicas e de como de cuidarmos do nosso povo ao invés do "mercado" é o mínimo uma canalhíce!

 

julião

The Observer

“Nenhum país pode ser indiferente à propriedade de bens estratégicos, e portanto ao uso que deles se possa fazer. Sua primeira obrigação é com o bem-estar de seus cidadãos.Durante muito tempo as empresas e os ricos de todo o mundo, incitados pelos republicanos americanos e os tories britânicos, exploraram desavergonhadamente a tese de que só existe um relacionamento adequado entre eles e a sociedade: eles fazem o que querem em seus próprios termos. E a sociedade deve aceitar isso porque é o único caminho para a “geração de riqueza”. O capital existe acima do Estado e da sociedade.

Além disso, as empresas, especialmente as energéticas, precisam dos órgãos públicos para ajudar a mitigar o risco de realizar grandes investimentos em um mundo cujo futuro é uma incógnita. Em todo o globo, as empresas e os ricos insistem em negar essas verdades elementares.

A Argentina pode ter prestado um serviço a todo o mundo ao lembrar forçosamente as empresas globais que há consequências desagradáveis por negligenciar as responsabilidades econômicas e sociais"