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As medidas de prevenção, segundo o Coppe

Do Valor

Estudo mostra que medidas básicas de prevenção poderiam salvar muitas vidas 

Janes Rocha | Do Rio
14/01/2011 

"Uma vergonha nacional." Assim o professor Luiz Pinguelli Rosa, diretor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/RJ), define a catástrofe que abalou a região serrana do Estado, destruindo o centro de Nova Friburgo e bairros de Petrópolis e Teresópolis. "São recorrentes esses desastres", diz, resgatando da memória em alguns segundos pelo menos quatro grandes tragédias parecidas nos últimos 40 anos.

Para ficar só nos episódios mais recentes, Pinguelli lembrou dos temporais seguidos de deslizamentos de terra que causaram morte e destruição em Santa Catarina, em 2008. Atendendo o pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Coppe fez sugestões para prevenir e mitigar os efeitos das chuvas naquele Estado. Em meados de janeiro de 2010, pouco depois de calamidade parecida em Angra dos Reis, e novamente atendendo a pedidos, dessa vez do Estado do Rio de Janeiro, a Coppe entregou um documento com propostas semelhantes.

BasiBasicamente foi sugerido: mapeamento das áreas de risco em encostas e planícies sujeitas a deslizamentos e enchentes; criação de núcleos de profissionais em geologia; aquisição de radares meteorológicos; implantação de um programa permanente de educação ambiental e gestão de risco de enchentes e deslizamentos; definição de critérios técnicos para adaptação da legislação para uso e ocupação do solo; criação de um grupo de trabalho com especialistas para apoiar tecnicamente a implementação das medidas.

A adoção dessas medidas depende tanto do governo do Estado - a quem foi entregue o estudo - quanto dos municípios, aos quais estão atribuídas, por lei, algumas tarefas, como a definição dos critérios para uso e ocupação do solo. Segundo Pinguelli Rosa e o professor de Geotecnia do Coppe, Willy Alvarenga Lacerda, Angra dos Reis fez rapidamente a remoção de 500 casas e construção de um muro de contenção.

A avaliação de ambos é que a maior parte das medidas que dependiam do município foram tomadas, exceto as mais de fundo, que são a educação ambiental e adaptação da legislação de ocupação do solo. O risco de uma nova tragédia foi eliminado? "Não", responde Lacerda. "Mas pelo menos as medidas estão sendo tomadas."

Pinguelli critica a falta de medidas básicas, que não custam nada comparadas à quantidade de vidas que podem ser salvas em casos de temporais com enxurradas e deslizamentos de terra. Primeiro, a contratação de radares meteorológicos. Esse equipamento, que custa apenas R$ 2,5 milhões a unidade (com instalação), é capaz de prever e informar a aproximação de tempestades e outros fenômenos climáticos de grande intensidade com antecedência. No entanto, o Brasil tem apenas 11 deles, a maioria pertencente à Força Aérea, utilizados exclusivamente no controle do tráfego aéreo.

A recomendação do Coppe ao governo fluminense foi atendida em dezembro, quando a Fundação Instituto de Geotécnica do Município (Geo-Rio) começou a operar um radar no morro do Sumaré, no Parque Nacional da Tijuca. Há um radar da Aeronáutica no Pico do Couto, em Petrópolis, mas mesmo que estivesse a serviço da sociedade civil, não teria ajudado muito desta vez, porque ele quebrou na segunda-feira, uma noite antes da tragédia, disse Pinguelli.

De forma geral, diz o diretor do Coppe, não falta só prevenção, organização e política habitacional. "Aqui (no Brasil) não tem nem sequer um alerta", diz o diretor do Coppe, comparando com os Estados Unidos e Europa, em que sirenes, rotas de fuga e abrigos estão sempre à disposição da população que vive em áreas sujeitas a catástrofes naturais, e não apenas quando elas acontecem. "Os governos estaduais e municipais mantêm sistemas de alerta (climático), inclusive partilhado com as empresas, mas nada chega a população. Toda a sociedade deveria ser alertada, tem que haver uma organização social e política. Pelo menos teria que haver um alerta sonoro." 

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     Caro Nassif , não sei exatamente onde postar o assunto por isso coloco aqui. Ontem , por volta de 15:15, o Adalberto Piotto entrevistou um diretor da CEF na CBN sobre um programa da Caixa para financiamento de materiais de construção. Até ai tudo bem , mas o negócio degringolou e ele começou a tentar ligar o programa as ocupações desordenadas das encostas,dizendo que a CEF emprestava o dinheiro a qualquer um e não fiscalizava,veja bem não é o CONSTRUCARD,é um programa mais modesto, e que a Caixa demorou a por em prática,pois as lojas já tinham financiamentos de outros bancos,tudo isso explicado pelo diretor.Mas o Piotto não se deu por vencido.Falava em uma professora da USP que em 2009 acusava o programa de agravar o problema das ocupações,sem apresentar qualquer número ou pesquisa,só no chute,nenhuma preocupação com as vítimas,mas em ligar o problema ao governo federal.Provávelmente nunca entrou em uma dessas lojas e não conhece,por exemplo,a situação de Teresópolis,vítima a décadas do descaso dos governos municipais com a favelização e ocupação desordenada das encostas,a cidade é a mais favelizada do estado,percentualmente,além de ter problemas com chuvas fortes pela própria  topografia.Ao final o diretor desafiou a professora a apresentar números que comprovassem as afirmações,e então ele levaria em consideração.A atuação do Piotto foi patética e deprimente.

 

WBAST

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Amigos, 

 Aqui em Petrópolis a situação na região do Vale do Cuiabá está caótica. O sistema público, já no limite em situação normal, desaparece frente a tal catástrofe. O momento é de voluntariado e solidariedade. A saída futura para a reconstrução e até para um monitoramento,eficaz, como o orientado  pelos Planos da COPPE,  será a integração das prefeituras.  Não há estrutura para cada um dos 15 municípios da  Região manter um sistema de monitoramento e alerta.

Ontem, como se o tempo tivesse se dobrado e empilhado ,lembrei destas mesmas calamidades vividas quando era criança, adolescente, já adulta, pelo devir e pelo porvir de todos nós. Um medo, uma impotência que sempre chega nesta época do ano porque ficamos reféns de outros sistemas: as bolsas de ar, zonas de pressão  e rio aéreos que vem ou do mar, pela Baia da Guanabara, como o foi a maioria das vezes, afetando as  encostas nas quais há uma maior concentração de pessoas carentes ou, quando vem da região de São Paulo afetando os que residem próximos aos pequenos riachos e córregos, que no cotidiano são quase invisíveis e quando, ou seja um, ou outro sistema, escolhido no jogo dos Dados,  se unem à  umidade da Amazônia, e dependendo da altura  do encontro, é aqui, nas alturas da Serra dos Órgão,que param.

Não tenho palavras para descrever o que ocorreu no Vale do Cuiabá as águas da noite do dia 11 se uniram e chegaram ao Vale com um volume, velocidade e força jamais visto. Cobrindo e arrastando tudo no caminho. Não há plano de ação que cubra as perdas materiais, mas a perda de vidas seria muito menor.

O que me frustra como profissional cidadã da área é saber que projetos solicitados pelo sistema público para instituições de pesquisa renomadas como a COPPE não saiam do papel. E a palavra mágica citada pelo amigo Passos que nos remete a movimento, AÇÃO, não se faz de forma objetiva. Nassif falou da diferença de sistemas gestão e sistemas políticos. Para mim é na AÇAO que se constrói projetos transformadores. E esse só se dá com a participação popular que aqui na região carece e muito. Institucionalmente o povo não se faz presente.

O momento é de voluntariado e solidariedade. As crianças estão por demais traumatizadas. É de doer.. .Fraldas, mamadeiras, absorventes, roupas íntimas, material para higiene pessoal serão bem-vindo neste momento zero. Depois a reorganização e reconstrução pessoal e coletiva

Mas não só na dor que somos unidos, não é Fernando?

Precisamos reescrever a nossa história sob a ótica do nosso lugar. Essa região é filha de uma Tétrade Atlântica: a Mata,a Serra, as águas e o Mar. Nosso sistema sócio-ambiental é similar. Somos Atlânticos. Estes sistemas unidos  nos deram uma paisagem de fazer chorar de tão bela, com seus rios e cachoeiras, ora temporários, ora caudalosos, com suas cores vibrantes e seus granitos que apontam para o céu (Dedo Deus- Teresópolis -1692 m, Agulha do Diabo -2050 m (Teresópolis), Pico Maior de Friburgo(2.316). Cresci olhando estas montanhas. Abro a janela e sinto o cheiro desta mata patrimônio da humanidade. Ao fazermos, pelo menos uma vez ao ano,  a Grande Travessia, como Heróis  em direção ao céu (Petrópolis_Teresópolis), nos tornamos um povo só,  para lá em cima próximos ao ceú, em nossa mesa de oração (Pedra do Sino - 2.275m Teresópolis) Agradecer e Exaltar. (pedra do Garrafão). Pelo que veio  e pelo que virá (Pico da Caledônia 2255m, Pedra Riscada (1.325 - N. Friburgo) chamando a atenção, para quem nos olha lá de cima, que aqui embaixo é um lugar de oração e redenção.

Leonardo Boff nos fala de um Ethos Universal. O que eu  vos falei agora é  o  que eu concebo como um Ethos do meu lugar, o Ethos Atlantys,  e que como diz o pensador  é O ethos que procura, O ethos que ama, O ethos que cuida, O ethos que se responsabiliza, O ethos que se solidariza, O ethos que se compadece e O ethos que integra.


 

Região Serrana Fluminense:Vergonha!Vergonha!Vergonha!

Coloquei a íntegra no tópico do Brasilianas, mas vou deixar aqui também algumas informações sobre a experiência que aconteceu aqui em Beagá, uma atitude muito interessante. 

Após vários acidentes ocorridos nas encontas espalhadas pela cidade, a prefeitura comandada pelo Patrus adotou uma idéia para prevenir deslizamentos de terra.

Nas comunides, casas são preparadas para abrigar moradores durante as épocas de grandes chuvaradas.., quando o risco aumenta.

Hà envolvimento com líderes comunitários que cuidam do núcleo de defesa civil...

Nos períodos críticos os agentes da prefeituram alertar a população de alguns modos, entre eles a entrega de panfletos..

Ainda recebem ao longo do ano instruções e procedimentos de emergência..

(..chega-se ao ponto de retirar os moradores com força policial de suas casas quando o risco de aciedentas aumenta..)

Hà monitoramentos ao longo do ano todo, o município fornece materiais de construção para os moradores construírem suas casas em regiões estáveis..

Trata-se de uma idéia de 93, um trabalho muito bem feito e que merece elogios.

Depois que começaram com o projeto PEAR, já faz muito tempo que conseguem evitar tragédias..

Vale destacar, um grande legado da época do Patrus para a cidade.

Minha irmã, que distribuiu panfletos nas comunidades, diz que foi idéia de uma militante comunista, chefe dela na prefeitura.

O link..:

http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/comunidade.do?evento=portlet&pIdPlc=...

 

Interessante, outra boa alternativa.

 

Rafael Wüthrich Pepperland [http://www.advivo.com.br/blog/1376]

Como ex-aluno de Pinguelli, nos tempos da pós-graduação no Coppe, por conta da Nuclebrás, tomo a liberdade de discordar do querido mestre.

 

Avaliar riscos não pode ser tarefa restrita apenas ao Poder Público. Deve ser matéria lecionada desde o pré-primário a todos os brasileiros.

 

Agora, que trabalho na área de petróleo e gás, conheci de perto o que é Análise de Risco. A Petrobras exige, não só dos grandes projetos de instalação oferecidos por seus fornecedores multinacionais, mas de todos os operadores, desde os menos qualificados, até aqueles com maior responsabilidade, que avaliem diuturnamente os riscos de suas ações e do seu local de trabalho.

 

Enquanto os primos enxeridos do Norte derramam óleo a dar com um pau. Por aqui, mesmo com enorme atividade petroleira, não somos surpreendidos, com muita freqüência, por estas notícias calamitosas.

 

Acidentes acontecem. Sim. Mas podem e devem ser minimizados.

 

Para isso é essencial que, mesmo as pessoas simples saibam reconhecer os riscos de suas ações e decisões desordenadas e atabalhoadas.

 

Moro em Teresópolis e um pedreiro, que trabalhou em minha casa, que já tinha tido perdido uma irmã em um desabamento de encosta, invadiu uma encosta aqui perto e construiu uma nova casa. Perguntei ao mestre de obras se ele havia colocado a fundação na rocha. Nada! Fez uma “aguada” e levantou a casa por cima do barro mesmo! Veja bem, um pedreiro! O que podemos antever se as chuvas vierem com mais força e intensidade, de forma que o solo, sem vegetação, não resista? Certamente uma catástrofe.

 

Isso eu concordo, como a questão dos alarmes. Agora, culpar o prefeito, o governador, o ex-presidente e os pobres populares que não tem muitas opções para morar é muito fácil depois da tragédia. Faltam uma fiscalização mais técnica e um sistema de alarmes deste tipo de evento, na minha opinião.

 

Rafael Wüthrich Pepperland [http://www.advivo.com.br/blog/1376]

Sim, mas estes "sistemas de alarme" não caem do céu. Só existem se as autoridades "competentes" o fizerem.

Que tal se, mesmo após o mandato terminado, o prefeito (ou ex) pudesse ser criminalmente responsabilizado se tiver prevaricado e contribuído para estas tragédias, especialmente por não ter posto a fiscalização da ocupação irregular para funcionar? Sem prescrição e com inelegibilidade, de preferência?

 

Ah ah, ha ... que engraçado, quando o prefeito o governador e o Presidente fazem alguma coisa que beneficia o povo é uma festa só, agora quando, por omissão, descaso e roubalheira, deixam de atender os anseios da sociedade, a responsabilidade não é deles,é culpa do zé povinho.... que engraçado, que logica torta ... ha  ha ha

 

E o senhor como é um cidadão esclarecido e parte da sociedade, especialmente pelo fato de ser consciente dos problemas e soluções diferentemente do pedreiro; avisou a prefeitura do uso irregular do solo, da construção irregular solicitando providencias especialmente porque envolve vidas humanas?

 

Veja bem, não foi feito nenhum juízo de valor sobre o fato de milhares de pessoas, como formiguinhas carregadeiras, buscarem algo melhor para si. O que se lamenta é que desastrada e desgraçadamente estejam, por absoluta falta de capacidade de avaliar riscos, jogando morro abaixo seus próprios esforços, junto com a vida de seus familiares.

 

Não é preciso informar ao prefeito, nem aos seus moradores sobre o que vem acontecendo aceleradamente nas encostas devolutas de Teresópolis (e em muitas outras localidades) nas ultimas décadas. Ninguém é cego! Salta aos olhos.

 

A parte da cidade que não foi afetada fica no sopé do Parque Nacional da Serra dos Órgãos onde as encostas e a Natureza estão mantidas intactas. Se a Natureza é sábia, a ação deletéria do homem acaba por impor seu pesado ônus.

 

Temos muitos milhões de quilômetros quadrados para abrigar nossa população. Pena que todas estas terras devolutas tenham donos invisíveis e poderosos, que impedem a sua utilização. Pena que as populações de baixa renda não disponham de loteamentos onde possam construir suas residências. Pena que sejamos tão hipócritas que só nos toquemos quando ocorre uma tragédia desta monta.

 

Trabalho com medições hidrologicas (mas não sou funcionário da ANA, mas de outra empresa publica federal), e existe no Brasil um sistema de monitoramento fluvial via satelite, chamado de pltaforma de coleta de dados por telemetria, estas inseridas na rede Hidrometeorologica Nacional. São informações de dominio público, pois são geradas com dinheiro do contribuinte.

 

Tais estações são implantadas em rios de interesse federal, e nada impede que o estado tb adquira estações (onde não existam estações da ANA/CPRM) para que secretarias estaduais operem e insiram as informações no Banco de Dados do Sistema Nacional de Informações Hidrológicas (também disponivel no site http://hidroweb.ana.gov.br).

 

Então, feita a introdução, basta acessar o site http://www.ana.gov.br/telemetria e verificar a estação mais perto de sua região, incluindo gráficos temporais (3 meses) de chuva e nível dos rios. Com atrasos de algumas horas.

 

Mas, para isso, é necessário saber qual a sub-bacia da sua-região, ou a estação desejada. Como é dificil achar essa informação, é necessário visitar outro site:

  • http://hidroweb.ana.gov.br
  • Então selecione "Dados Hidrologicos>Estações"
  • Na janela que se abrir, vc pode digitar seu município (sem acento) ou rio principal de sua região para saber qual estação hidrológica mais perto de você
  • Não se esqueça de anotar o código de oito digitos que antecede o nome da estção, pois ele é o RG da mesma, e fica mais fácil identificar e obter informações com esse código

Infelizmente, na política (e para políticos e burocratas), o intervalo de tempo entre o SABER e o AGIR pode levar/custar uma vida, ou várias!

 

 Já notaram que não tem mais liderança neste pais que fale em reforma urbana, reforma agraria,nao existe liderança que vá na raiz,ficam ´so na moita. A dona Marina nem isso,some.

 

Vou pedir licença aqui para postar o que me vem do fundo, da parte mais negra do meu coração, mas não vou pedir desculpas:

 

"Espero sinceramente que entre as centenas de mortos na região serrana do Rio, se encontrem, vereadores, deputados, suas esposas, filhos e recem nascidos, aqueles que se locupletam no cabide de empregos do estado, seus agregados, acharcadores, apensos, amantes, putas e assemelhados... e toda a corja normalmente ligada aos governos municipais e estaduais..... espero que suas almas encharcadas de lama, pela roubalheira, apodreçam no inferno pela eternidade.... o povo que paga impostos e não tem o minimo de retorno das autoridades, para sequer um sistema de aviso de cabeças de agua, merece ser vingado...."

Não tem dinheiro para implantar um sistema de aviso de enchentes, mas nada-se em milhões de reais, para sustentar um cabide de empregos obsceno e absolutamente futil a administração municipal e estadual.... parentes e agregados que recebem fortunas e não tem qualquer função util a comunidade... espero que o cabide esteja lá, embaixo da lama...um lugar que lhes é apropriado....

 

´e a barbarie, as pessoas na sua grande maioria moram onde as suas condiçoes lhe permitem,a concentraçao de terras  tanto urbanas como rurais na mãos de poucos e´a grande responsavel pela situaçaõ das nossas cidades.

 

"Essa rua, sem céu, sem horizonte, foi um rio de águas cristalinas. Serra verde, molhada de neblina; olho d'água sangrava de uma fonte." Alceu Valença in Espelho Cristalino.

A proposta da moça, aquela que causou aquele frisson após o resultado das eleições, de matar nordestinos afogados é por conta da cultura de afogar imigrantes pobres, quase todos nordestinos, obviamente.

Grande e corajoso artigo!

 

O pessoal que me desculpe, mas chega a ser engraçado.

O professor Pinguelli Rosa não é exatamente um bastião da oposição ao governo federal, leia-se petista, muito pelo contrário.

Diga-se que foi uma das autoridades mais citadas pela turminha neste blog quando foi pra descer o porrete no governo fhc por conta da crise de energia e defender o governo lula quando dos blakouts.

Agora que se sabe que calamidade após calamidade seu instituto foi acionado e nada foi feito e o governo federal era o pt, o sentimento geral é contra o professor e suas opiniões.

Esse me parece é o assunto do post.

Depois de dois governos Lula, entrando no terceiro período petista, com o estado do rj nas mãos de um aliado entrando no segundo período, chega a ser cruel querer falar em heranças malditas ou pior ainda; a culpa do povão que insisti em conviver com o perigo.

Talvez estivesse na hora de deixar de lado a militancia partidária e começar a olhar os programas do governo federal e estadual no que tange ao assunto o que realmente saiu do papel, o que está só contratado, o que está só planejado. Por exemplo o programa minha casa...para a população com renda que a obriga a ir morar nessas áreas, qual foi o impacto real do programa o que poderia ser melhorado...

Sair do marketing da propaganda politica e analisar o real. Isso não é dar apoio a oposição nem deixar de gostar do lula, apenas ter bom senso.

 

  Parabéns por sua sensatez, por deixar óbvia a postura de "dois pesos e duas medidas" e, mais ainda, por indiretamente trazer a tona a importância da humildade política de reconhecer falhas e aprender com as críticas.  É lastimável este partidarismo do tipo "torcida de time de futebol", que torna o diálogo político tão pobre.

   O aspecto técnico é sempre preterido ao aspecto político e, na maioria das vezes, não é feito o que se deve, mas o que dá visibilidade política imediata. Se continuar assim, teremos outras prefeituras pavimentando ruas sobre lixões, só para fazer uma alusão a outra tragédia que ainda não caiu no esquecimento.

 

Prezado Nassif

Sabe-se que os Batalhões de Engenharia das Forças Armadas (especialmente dos Fuzileiros Navais!) em princípio são projetados especialmente  para atuar nestas situações de calamidade com eficiência .Onde estão estes batalhões ?. Tomando o lugar das Empreiteiras Civis ? (Rodovias e aeroportos-Cumbica ), ou será que  o "Mundo" de  dinheiro a ser gasto com programas de Transporte de tropas A jato (JKC),Programa Fx, ou Bases e Estaleiros para Submarinos Nucleares , etc.. não seriam melhor empregados na modernização dos Batalhões de Engenharia Militares brasileiros ?. A propósito, quando o Air bus da Air France caiu no Atlântico (Águas Internacionais) ,  praticamente toda a Marinha Brasileira e a FAB foi ao largo (com uma alta despesa ao erário público brasileiro!). E os esqudrões  de caríssimos helicópteros Militares do Exército (Taubaté/SP) , FAB (Santa Cruz) e Aviação Naval (Base de São Pedro da Aldeia/RJ).Eles também não são projetados para atuar em tais situações críticas ?.Agora quanta a prevenção .....,pura incompetência e descaso dos Governos Passados, tanto municipais , Federais e especialmente Estadual , tendo em vista as Tragédias já ocoridas  de São Luis do Piraí (inteiramente similar a da Serrana) , Angra dos Reis e de Niterói .Uma CPI Federal  faz-se preciso, em minha opinião de cidadão contribuinte-especialmente para esclareçer as verbas da Olímpiada , Copa e Royalties do petróleo (pasmém!-Angra dos Reis  é o Município Brasileiro  que mais exportou no ano Passado !) .É preciso parar de "Representar" papéis e começar a exerçer profissionalmente estes papéis !.

PS-E  a Engenharia Brasileira (COPE-CENPES, IME, e USP) em relação a este gravíssimo Problema Nacional ?.Arvoram-se de "tirar" Petróleo abaixo do Pré-Sal .Entretanto na contenção de Desastres Naturais , parecem os Físicos Brasileiros dos Programas de PósGraduação quando apareçe um problema real   : Chamem os consultores, Chamem os consultores, Chamem os Consultores .....O Barraco" está caindo!.

 

A questão é ambiental, mas também de cunho social. O uso do solo, a ocupação da terra não seguem o Estatuto das Cidades, que prevê a prevalência do uso social do solo urbano sobre a especulação imobiliária, no entanto, nada é feito neste sentido pelos diversos governos. Fala-se muito de reforma agrária, mas esquece-se da reforma urbana. Devemos observar como a propriedade imobiliária nas cidades está concentrada nas mãos de uns poucos, enriquecendo-os, enquanto, parcelas gigantescas da população vivem nos morros do  Rio de Janeiro, como se fossem cabritos, e em São Paulo, há distâncias tão grandes do centro, que gastam horas para chegar ao trabalho.

Reforma agrária? Muito mais séria é a questão da reforma urbana, e neste sentido, o acesso ao mercado formal de trabalho, e mesmo quando estando neste, o problema dos baixíssimos salários que recebem os trabalhadores, isso inviabiliza a sua entrada no mercado de compra e venda de imóveis e os empurra para a moradia ilegal e para a favelização. Na verdade, a cidade formal serve à especulação financeira. Este território não é para todos, mas sim para uns poucos apaniguados, capacitados financeiramente a terem acesso a todos os benefícios do capitalismo. Em uma fala da Maricato "É a terra urbana e rural. A terra está na essência da alma brasileira. A desigualdade no Brasil passa essencialmente pela questão fundiária. Campo e cidade. Só terminando a história dessa segregação, não tem nenhum mistério. Uma parte da população constrói as casas, constrói fora da lei e não tem lugar nas cidades. Às vezes os planos diretores não disseram onde os jovens iam morar, porque todo plano diretor é seguido de uma lei de zoneamento e a lei de zoneamento é lei para o mercado, e a nossa população tá fora do mercado." E porque está fora do mercado? Porque os salários pagos por nossa elite são irrisórios, mas garantem aos donos do capital altíssimos lucros. É como nos disse há muito tempo atrás o sociólogo Francisco de Oliveira, para garantir a acumulação de capitais  para nossa burguesia mantemos os trabalhadores vivendo em total ilegalidade, levando-os ao acesso irregular de todo e qualquer serviço: de energia elétrica, de telefonia, de internet, e inclusive, de moradia, ou seja, a favelização.

Para finalizar são estas as moradias mais fragilizadas nos momentos das grandes tragédias ambientais. mas enquanto tivermos esta estrutura habitacional pouco poderá ser feito.

 

Sergio J Dias

Penso que as críticas do Prof. Pinguelli são pertinentes, da mesma forma que diversos profissionais, e do CREA-RJ que também fez um trabalho sobre isso desde os acontecimentos em Angra o ano passado. Por outro lado, as críticas datam de muitos anos, como o artigo publicado por Lima Barreto no jornal Correio da Noite em janeiro de 1915, há 100 anos portanto e que está circulando na internet. Contudo penso que para garantir que o que tem que ser feito seja feito realmente é necessário permitir a intervenção direta da sociedade organizada nas priorizações de ações de governo. Isso se dá por meio dos Conselhos com representação de diversos segmentos sociais. Um exemplo é o Conselho das Cidades que existe em nível nacional ligado ao Ministério das Cidades, mas que encontra as maiores dificuldades de instalação em estados e municípios. Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, não têm Conselhos nem em nivel estadual nem em nível do município da capital. Os governos estaduais e municipais são eleitos e acham que podem a partir daí dispensar a participação da sociedade, centralizando internamente a priorização de ações cujos interesses são diversificados e contraditórios. Deviam seguir o exemplo do Governo federal que desde a eleição de Lula tem instalado diversos Conselhos, como o Conselho Econômico e Social, o Conselho Nacional de Justiça, para citar apenas alguns.

 

Desfiar críticas indiscriminadas agora, como fez o Prof. Rosa é, na minha opinião, de um oportunismo lamentável mas infelizmente típico em nosso país. Este tipo de comportamente também considero uma "vergonha nacional". Foi citado os EUA como exemplo de infraestrutura, mas ao que parece, nada funcionou em Nova Orleans onde morreram milhares num desastre climático que estava previsto há DIAS, pois vinha se deslocando através do mar. Infelizmente a maior parte dos brasileiros ainda prefere a simples atitude de culpar políticos a tentar, cada um, fazer algo para melhorar as coisas. Sugestões todos são pródigos em dar, mas AÇÃO é coisa mais rara, não só nas autoridades, como também em todos que se acham envolvidos nas questões.

 

O caso Katrina, foi comprovado, resultou de falta de manutenção em obras já mal-feitas e descaso com áreas habitadas por uma população de mais baixa renda. Não serve de contra-exemplo ao caso de São Paulo, apenas confirma que este tipo de atitude traz o mesmo resultado em qualquer hemisfério...

 

Vou discordar.

Pingueli Rosa fez críticas pertinentes e bastante sensatas.

As soluções emergenciais são simples e estão em vias de ser adotadas. Radares meteorologicos, sistemas de aviso, não sei se ele disse mas algum treinamento às crianças nas escolas e a adultos, sobre como agir em caso de risco iminente.

E, a medio prazo, obras de contenção.

Ele não disse que o governo não fez nada, muito pelo contrario.

 

 É muito mais facil criticar do que fazer algo.

Exemplo: Boechat ontem no Jornal da Band falava que se o helicopetro da Band chegou, o do governo deveria ter chegado antes. O Boechat se esquece que midia está ganhando dinheiro com o sofrimento das pessoas, não vi em nenhum momento a Bandeirantes ou outra emissora ou empresario ceder helicopteros ou doar sangue diante desta tragedia. Pelo contrario quando vi a reportagem fiquei espantada com a frieza da reporter em não tomar nenhuma ação efetiva para amenizar o sofrimanto da familia que não tinha agua, comida  e estava com corpos em decomposição isolados.

Mais incrivel ainda é a comparação do Sr Edmilson Avila no jornal Nacional com a chuva da Australia que caiu numa planicie e não em um vale.

As opiniões são fartas inclusive a de proibir moradias em encostas e margem de rio. Em resumo: acabaram com as cidades de Petropolis, Nova Friburgo e Teresopolis, cidades serranas.

Mais incrivel ainda é querer responsabilizar o estado, como se a cada cirurgia o estado tivesse que dar aval aos medicos.

É para isto que existem orgãos de classe e que nós profissinais de nivel superior podemos ser civilmente responsabilizados. Cada edificação tem um ou mais engenheiros responsaveis. Sondagens geologicas de terrenos são requisitos comuns para qualquer bom profissional.

Nesta tragedia foram afetados lugares considerados absolutamente seguros por todos, assim como a de Ilha Grande.

Gostaria de ver novamente uma situação rara que presenciei na ocupação do Morro do Alemão, uma cobertura de midia responsavel e participativa. 

Esta desinformação e este sensacionalismo de mostrar somente o sofrimento e sem proposta efetiva de participação de todos inclusive da midia  não é produtiva.

 

Concordo plenamente. Replico meu comentário em outro post:

Acho que alguns não entenderam. Não estou defendendo o prefeito de Teresópolis que, repito, é horroroso, omisso e demagogo. Estou dizendo que, do jeito que a cidade é e do jeito que a chuva caiu, a tragédia dificilmente teria sido impedida com medidas preventivas, no máximo minimizada. Alguns conhecidos dizem que jamais viram coisa igual, em lugar nenhum.

Aliás, que medidas? Remoção dos populares? Para onde? Muitos de vocês não conhecem Teresópolis, mas posso garantir que uma parte do Caleme, a Posse, Pessegueiros e o Golfe não são bairros de risco alto, pelo contrário. O que ocorreu é que a força e intensidade das chuvas levaram tudo pela frente, não importando se eram locais de risco ou não. Para se ter uma idéia, casas milionárias, que duvido que tenham sido feitas sem um planejamento de risco e estrutura, foram igualmente dizimadas junto aos casebres dos populares. Se há alguém a culpar somos nós mesmos, por degradarmos o meio-ambiente a tal ponto de exponenciarmos a força da natureza com a mudança drástica do clima. Hoje um repórter aqui (jpa estou em Teresópolis - depois conto a vocês como estão realmente as coisas aqui) disse que a lama desceu desde a montanha arrasando os bairros durante uma extensão de 15 km em linha reta, em forma de enxurrada, inclusive em áreas completamente seguras. Um agravante foi que uma quantidade muito grande de água caiu na nascente de um córrego, que transbordou, começou a trazer entulhos (terra e árvores, além de pedras enormes) e acabou mudando seu curso, atingindo muitas casas, inclusive fora dos morros. Isso é morar em áreas de risco?

Não é demais lembrar que as cidades da região serrana são todas vales. Ou seja, é impossível estastiticamente que 200 mil pessoas vivam simente em áreas planas e verificadas pelo poder público, livres de desastres. Agora, entendo que uma solução interessante, sugerida pelo engenheiro do Coppe/UFRJ me parece inteligente: a utilização de alarmes, tal como ocorre com os furacões nos EUA. Seria paliativo para pessoas que moram em barrancos, mas seria muito importante para pessoas que apenas moram próximas a essas áreas.

Quanto à demagogia e corrupção na administração do problema, concordo que há muito descaso e oportunismo, mas neste caso específico eu, mesmo a contragosto, retiro a responsabilidade dos governantes. Tanto é assim que, para efeito de comparação, a cisma com Serra é que enchente em SP já é até uma data comemorativa no calendário - ocorre todo ano graças à ausência de medidas contundentes dos governos. No caso da região serrana, talvez salvo alguns locais onde é evidente o risco e que o estado até poderia tomar certas providências, não há muito o que se fazer se a montanha simplesmente começa a desabar. Friburgo está aí para não me deixar mentir - creio que a Praça do Suspiro não era uma área de risco, ou era? O prefeito de lá também tem culpa? Acho que, antes de apontarmos o dedo, devemos saber o que poderíamos ter feito de efetivo no lugar dos prefeitos e das pessoas que moram em áreas de risco (me lembrei agora de um comentário ridículo usado por um repórter do "Goebbels" de hoje para responsabilizar Lula, Cabral e os prefeitos, dizendo que existem dilúvios no mar e ninguém sofre porque obviamente ninguém mora lá - como se 100% dessas pessoas morassem em áreas de riscos porque querem e como se morando em lugares seguros a pessoa estaria livre de enchentes - esse cidadão realmente não conhece a região serrana. Lamentável).

Há medidas como alarmes, remoção de algumas encostas mas, repito, essa quantidade de chuva e o horário que ela caiu foram imprevistos e diria que uns 75 a 80% causa da tragédia. Tanto é assim que boa parte da região rural plana e sem encostas também foi arrasada (6 bairros praticamente sumiram do mapa).

 

Rafael Wüthrich Pepperland [http://www.advivo.com.br/blog/1376]

Perfeito!

Não discordei do Pinguelli, mas do oportunismo midiátio, essa desgraça!

Falava com um canadense em Houston... como... falava?

Ele é que atendeu o telefone, uai?

Numa multi, enorme?

Peter... olha, JM, chove muito, a cidade está inundada (conheci depois) e ninguém veio trabalhar. Mas eu... já sou brasileiro!!!!

Chato, mas... a gente rala!!!!

Houston inundada... pois é, a chuva lá foi como em Tere e Fri, choveu MUITO!

Não vi o estrago do Peter, mas vi o meu, furacão Elaine.

Putz..... na chegada.... "estamos sobre o furacão, mas nosso avião é mais rápido..."

Hehe.... fio da.....

Caminhões gigantescos voavam como a bolinha de papel do Serra... "perdi o emprego..."

Não, o meu chegou bonito, dois caminhões sobre um caminhão, perfilagem de poços.

Ninguém reclamou do furacão, mas TODOS sabiam onde estava e qual seria sua rota provável.

Aqui, Estados e Municípios são os últimos a saber e remover gente que acha que telhado velho não cai com gente dentro de casa ......é soda.

Se quiserem, não saem da casa... apenas com remoção especial... Diretos humanos.....

Tudo precisa mudar, inclusive a legislação.

Mas, enfim, choveu muito demais, concordo com o post acima, foi a exceção da exceção.

Serra rezou muito, conseguiu a sua desgraça.

 

 

 

Nessas cidades serranas do RJ há também uma fortíssima especulação imobiliária. Terrenos ou casas em boas áreas sáo caríssimos. Onde é que o povo pobre consegue morar? Dependurado no morro ou na beira do rio, é claro!

 

    Como assim desfiar críticas indiscriminadas? O post aponta nitidamente para medidas concretas. E os governantes são responsáveis sim, pois cabem a eles a implementação de tais (ou outras) medidas. Caberia ao povo fazer o planejamento do uso do solo ou elaborar planos de evacuação em situação de risco?

    É certo que eles não são os únicos culpados, mas isso não os exime de tomar uma atitude daqui pra frente , e não ficar eternamente pondo o problema na conta do governo antecessor!

  Você acha que haveriam menos mortos em Nova Orleans se nada fosse feito? É claro que as medidas tomadas podem ter sido falhas, insuficientes, etc. mas é melhor sempre tentar previnir do que não fazer nada. Não dá para evitar tais catástrofes, mas dá para tentar se preparar o melhor possível para enfrentá-las, minimizar seus efeitos.

   Esperar que "cada um faça a sua parte", sem nenhum tipo de coordenação, não me parece suficiente para encarar uma catástrofe natural, apesar da importância da conscientização do povo. 

 

 

Pinguelli é bom, mas midiático.

E concordo contigo, o politico é sujo, a população não menos.

Áreas de risco, sim... por opção!

Ofereci um ap. em Copa para uma senhora que cuidara (muito) de minha jovem esposa, que faleceu (ela não tem nada, é "nelvoso", disseram os médicos).

Quis o ap??

Nada, barraco no Borel.... sua comunidade, seu povo!

Em Miguel Pereira, serra, o mesmo!

Eles relutam e a lei é frouxa, direitos humanos!

Prefiro os tigres!

 

"sua comunidade, seu povo!"

Achas que isso não vale nada?

Ela poderia sair da área supostamente de risco e morrer de males causados por depressão...

 

Julgas o Todo por Um

 

"Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e plantas roseiras e faz doces. Recomeça. Faz da tua vida mesquinha um poema e viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir". Cora Coralina

Faça isso, não!

Fui candidato a vereador, mudar impostos, gerar, administrar.

Ninguém pagava impostos, nenhuma empresa.. eu quis mudar!

Na campanha descobri que o povo não é menos sujo que aqueles que elege!

Egoísta, chantagista, imediatista, fraco.

DESISTI!!!!!

Arthur da távola... reclamava de sua cassação... disse-lhe que na próxima eleição seria candidato, pela direita.

Foi, não????

Expulso de seu carro fui!  Hehehe.....

Millani, vizinho meu, renuncoiu, um lixo a tal  gaiola das loucas, vereadores corruptos até o máximo!

Povo, infelizmente e por hábitos históricos, inclusive subserviência, busca a marginalidade, onde estão lotados 98% dos seus.

Não julgues sem conhecer, julgador!!!!

 

Você não conhece nada, precisa primeiramente conhecer um pouco da história do seu país e saber que essa elite política existente tem práticas muito antigas de apenas legislar em seu próprio favorecimento. Como culpar um povo que há seculos é carente de educação, trablha, alimentação?

Parceiro, não estamso na Suécia, acorda!

 

"Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e plantas roseiras e faz doces. Recomeça. Faz da tua vida mesquinha um poema e viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir". Cora Coralina

João Sabóia, não viaja, não detona.

Trabalhava com o Prefeito, o elegi!

Antes, com o tributarista do Roberto Marinho e com um cara do Cenimar, que me levava aos porões dos militares.

Fiz um drawback de 3, 5 bilhões de dólares, o inviabilizei.

Processei o sócio do Quércia em Campinas.

Importei sob furacão, ganhei 150 mil dólares com 15 anos na Bolsa.

Aloquei mais de 100 pessoas em Miguel Pereira, mas insistiam em voltar para área de grande risco, junto aos seus.. ESTUDE SOCIOLOGIA!

Salvei umas 05 da morte certa, uma delas me assaltou!

Perdi esposa com 30 anos.. 

Afirmei a meu primo que a URSS dissolver-se-ia...

Disse que Xstrata faliria com a Vale e provei e aconteceu. Ainda bem que os homens não deixaram a coisa acontecer.

Fez algo assim, Sabóia?

És economista, publicitário, especialista em ações e Comércio Exterior?

Não sabes de minhas dificuldades, de minhas opções.... poderia estar ..... ... junto com os aí de cima.... estou aqui, com prazer!

Conheço todos os caminhos... como conheço nosso povo e muito mais, nossos juízes.... 04 anos de Sahione... quer mais??

Nosso povo é fraco, há motivos, sim! Não importa!

É!!!

Sei, fiz pouco, sei sim!!!

Não sode, criança!

 

 

Nossos políticos.... vixe.. isso aí eu conheço de monte!

Não adianta eleger Cabral e ver o que ele irá fazer... nada!

Ou Prefeitos, acho que 98% já nem se lembram em quem votaram.

Prefeito, o elegi, junto com o único jornal forte da região.

O que o povo queria?

Festas, festas e .... festas!

"Faça, Roberto, prometa.... e faça, como auxílio dos comerciantes que não pagam lhufas em impostos e andam de BMW!

E reforme e construa suas novas escolas e TENTE tirar o hospital da mão dos médicos...." tinha uma coluna, escrevia sobre tudo...  tomate e preço e câmbio, inclusive.

Não levaram fé, "sempre foi assim", quebraram TODOS!

O Brasil é fraco, muito mais fraco que imaginas, João.

Desculpe, mas... sei lá.

Posso afirmar que não conheces o Brasil!

E seja mais educado, eu sou bastante mal educado, quando quero!

 

Caro João Sabóia Jr.:

Com certeza, de Suécia não temos sequer o cacoete, principalmente nos grandes centros.

Não sei em qual setor você atua, mas certamente não é daqueles que fica intrinsecamente ligado ao dia a dia do mundo das pessoas de baixa ou nenhuma renda.

O fato de o povo ser carente de tudo há séculos não justifica, nem de longe, o modo como a maioria delas reage no cotidiano; quando você vê aquela senhora que mora numa comunidade como a do Morro do Alemão, por exemplo, chorando no JN, muito cuidado, pois ao vivo a história é, normalmente, completamente diferente, inteiramente alinhada ao egoísta, chantagista, imediatista, fraco do colega JMP.

Esta sua percepção pode ser aplicada em algumas das cidades menores (que são maioria no país), onde os mais humildes são bem mais humildes, pois a distância dos grandes centros aliada à proximidade dos sinhôzinhos da região os sufocam completamente – não lêem nada (os jornais locais não passam de sopa de letras), a maioria deles é condenada, até hoje, ao “nasce, cresce, vive e morre”, o andar de cima local os considera, ou melhor, não os considera em forma literal e muito mais agressiva que nos grandes centros. Por lá, esta população não tem a quem reclamar, a imprensa local é alinhada ao prefeito da vez, em resumo, estão pela própria sorte.    

Nos grandes centros a conversa é outra, sempre tem uma associação de moradores por perto (imagino que você nunca teve que lidar diuturnamente com uma ou mais delas), é um mundo à parte, onde o tratamento da polícia é completamente diferente, onde sempre pode acontecer, de uma hora prá outra, um fato que seria inimaginável para uma pessoa ponderada como você – estão sempre prontos para te deixar falando sozinho, pois vivem de acordo com regras completamente diferentes da nossa, em alguns locais um autêntico mundo cão.

Há anos digo que na minha cidade, o RJ, cidade grande, em vinte minutos de carro qualquer um pode ir da Suíça a Bangladesh, e, por favor, não pense que estou dramatizando, é apenas a triste e crua realidade.

Com também costumo falar, quem não conhece tais localidades, inúmeras, não perde nada por isto.

Um abraço

 

Vou colocar esse texto aqui, pq eu não tô conseguindo abrir o clipping:

14/01/2011 - 10h01
Enchentes em São Paulo: os problemas da cidade não são culpa da natureza, 1890-1940

Por Janes Jorge*

São Paulo sempre conheceu os transbordamento dos seus rios na época das chuvas. Até fins do século XIX, o núcleo central paulistano, no alto de uma colina, ficava em meio às várzeas alagadas dos rios Tietê e Tamanduateí. As cheias causavam alguns inconvenientes, como bloquear caminhos mais curtos para certas localidades, mas, esperadas como as estações do ano, não provocavam grandes tragédias na cidade que evitava ocupar as baixadas e várzeas.

Em 1926, o renomado engenheiro-sanitarista Saturnino de Brito, lembrava em sua obra Melhoramentos do Rio Tietê em São Paulo, que as cheias nem sempre eram prejudicais aos humanos, sendo bastante conhecidos “seus efeitos benefícios para a lavoura, devido à fertilização natural que em certas condições pode ocorrer, como ilustra o famoso caso do Nilo, mas também o da Normandia e outras localidades, inclusive no Brasil, com destaque para Amazonas e Mato Grosso.” Para que as inundações fossem tidas como nocivas era preciso “que o homem insista em querer ocupar as várzeas inundáveis, ou que as enchentes diluvianas invadam localidades habitadas e nunca dantes inundadas.”

Infelizmente, em São Paulo, ocorreram as duas situações apontadas por Saturnino de Brito. Isso porque a cidade começou a se transformar radicalmente a partir de fins do século XIX. Ponto de articulação do território paulista integrou-se ao complexo agro-exportador cafeeiro como centro financeiro, mercantil e ferroviário, o que desencadeou um intenso crescimento demográfico: a cidade, que em 1872 possuía 31 mil habitantes, passou a contar 239 mil em 1900. No ano de 1920, quando São Paulo já se consolidara como importante pólo industrial do país, eram 579 mil moradores os moradores da capital paulista, número que em 1940 atingiria a marca de 1 326 261 pessoas.

A explosão demográfica, a especulação imobiliária e o desejo de segregação por parte das camadas privilegiadas locais, deram início à incontrolável expansão da mancha urbana, que ao mesmo tempo que engolia as áreas rurais paulistanas, mantinha em seu interior enormes vazios e terrenos ociosos a espera de valorização imobiliária. Surgiram bairros burgueses exclusivos, regiões predominantemente industriais ou comerciais, e, aos trabalhadores, relegou-se a periferia distante ou as terras baixas juntos aos rios e córregos, numerosos na cidade.

No bairro de Vila Maria famílias trabalhadoras ocupavam a várzea alagadiça de uma periferia distante. Ao longo do século XX, a relação pobres/área de risco/periferia somente aumentou. Nas áreas centrais da cidade, os pobres ocupavam as baixadas como a do córrego da Saracura, hoje recoberto pela Avenida 9 de Julho. O Saracura era afluente do Anhangabaú, o primeiro curso d´água da cidade a ser tapado, no ano de 1906.

Assim, entende-se por que o noticiário sobre enchentes se repetia quase todos os anos e retratava, principalmente, regiões proletárias da cidade. O Correio Paulistano, em março de 1902, noticiava que depois de fortes chuvas, no bairro do Bom Retiro, junto ao Tietê e ao Tamanduateí, “muitas ruas acham-se transformadas em canais que apresentam um aspecto pitoresco, lembrando as ruas dos bairros populosos de Veneza, com as suas canoas que as percorrem em todos os sentidos (...). Na rua Luiz Sérgio Thomaz todos os prédios estão inundados e dois deles ameaçam ruir. Numa dessas casas encontraram uma família, composta de Miguel Onarteri, de sua esposa Maria e de cinco filhos, Peppino de 15 anos, Giovanna de 12, Francisco de 7, Giacomo de 6 e Felippe de 3, que se acham quase sem recursos, e como a casa não é muito firme, o dr. Barros (subdelegado do Bom Retiro) deu providência para que sejam recolhidos provisoriamente ao posto policial.”

A partir da década de 1920, as enchentes ampliaram seu efeito perturbador sobre o espaço urbano, pois, nessa época, se consolidou a idéia de que “o plano geral das grandes artérias da cidade de São Paulo” se achava “traçado pelas linhas gerais dos seus cursos d’agúa”, conforme afirmava em seu relatório de 1926, o prefeito J. Pires do Rio. Dizia ainda que “já uma grande avenida existe ao longo do Tamanduateí, entre o Monumento do Ipiranga e a Ponte Pequena. Cogitamos atentamente, da grande avenida do Tietê. Serão desses, de futuro, os eixos da cidade, no mapa de sua vias de comunicação (...) Serão essas, cada vez mais acentuando-se o seu caráter, as grandes avenidas dos bairros industriais de São Paulo (...).”

Acreditava-se, então, que a montagem e a operação do sistema hidrelétrico da Light, empresa que detinha o monopólio da produção e distribuição de energia elétrica na região de São Paulo e a retificação dos rios Tamanduateí, Tietê e Pinheiros colocaria um fim nas cheias dos rios, hipótese que não se confirmou, muito pelo contrário. Ocorrem, sim, algumas “enchentes diluvianas” que invadiram localidades “nunca dantes inundadas.” Ao longo do século XX, as avenidas de fundo de vale se multiplicaram, bem como sua ocupação pelas águas.

As enchentes alcançaram a própria região central de São Paulo, o largo do  Riachuelo e em toda a baixada do Piques. Durante as chuvas mais fortes, na década 1930 e no início dos anos 1940,  o local era invadido pelas águas que afluiam das ladeiras ao redor, interrompendo o transito de bondes, danificando automóveis e carroças apanhados de surpresa, com os passantes fugindo apressados para lugares seguros, juntando-se a pequena multidão que então  se reunia para observar a fúria das águas.

Na verdade o largo do Riachuelo e a baixada do Piques eram o prenúncio de um tipo de enchente que somente aumentaria na cidade, àquela causada por uma drenagem urbana deficiente e pela impermeabilização do solo. Como explicava, Haroldo Paranhos, engenheiro da Repartição de Águas e Esgotos no artigo “O problema das enchentes no largo do Riachuelo e a suas solução”, de 1936,  no “largo do Riachuelo, reunem-se tres galerias pluviais, que conduzem as águas das baciais do Anhangabaú, Moringuinho e Jaceguay. Estas bacias compreendem toda a área limitada pelos divisores que correm pela Avenida Paulista, Consolação e ruas Vergueiro e Liberdade, com superfície de 415,50 hectares.” Do “largo Riachuelo, ponto de convergência das três galerias, já nomeadas, partem duas coletoras que se desenvolvem pelo Parque e rua Anhangabaú, desaguando no canal do Tamanduateí, nas proximidades do novo Mercado Municipal.”  Como “não se esperava no momento em que foram construídas o aumento de áreas pavimentadas, como depois se verificou ao longo dos três vales”,  havia “um excesso de vasão nas galerias existentes à jusante do largo do Riachuelo” com o refluxo das águas.

Para solucionar o problema, segundo o engenheiro, seria preciso retirar das galerias da rua Anhangabaú as contribuições do Moringuinho e Jaceguay”, que seriam desviadas e enviadas diretamente para o Tamanduateí. O que traria  a solução definitiva às enchentes do Piques, “que não só afrontam  a grandeza da cidade que é um justo motivo de nosso orgulho, como é uma fonte perene de críticas acerbas que ferem profundamente a capacidade técnica dos departamentos públicos que tem por dever evitar e corrigir os desmandos da natureza”.

Curiosamente, apesar de sua própria explanação provar o contrario, Haroldo Paranhos concluia o seu estudo colocando a culpa das enchentes na natureza. Ainda hoje, no coração da cidade, o vale do Anhangabaú sofre alagamentos.

*Janes Jorge é Professor de História - Unifesp e autor do livro: Tietê, o rio que a cidade perdeu (Alameda, 2006).

(Envolverde/O autor)

http://www.envolverde.com.br/materia.php?cod=85548&edt=1

 

Meio off topic, mas ainda sim relevante, pois tem a ver com o clima.

Gráfico mostrando o aumento das temperaturas no planeta ao longo dos anos.

Encontrei aqui:

http://www.huffingtonpost.com/peter-h-gleick/the-graph-that-should-be-_b...

Re: As medidas de prevenção, segundo o Coppe
 

Juan, ótimo, a temperatura está aumentando!

Mas o que está causando esse aumento? Processos naturais ou humanos? Acredito que no atual estado da arte não temos como responder com precisão essa pergunta. Mas me estranha muito ficar criando modelos matemáticos do clima com base em 500 anos de coletas de dados sendo que a terra tem 4,3 bilhões de anos. É o mesmo que você tirar uma foto de uma pessoa no momento que ela pisca o olho e concluir que ela passou a vida inteira de olho fechado.

Enfim acredito que temos que cuidar do meio ambiente, mas, enquanto cidadãos de um país em desenvolvimento temos quer ter cuidado para que o meio ambiente não torne um fator de restrição do nosso bem-estar.

 

TFP,

Baseado em quê, vc "acredita" que não há como responder esta pergunta? Porque você quer acreditar que não há como responder? Porque lhe agrada dizer que não há como responder?

Quem lhe disse que só temos 500 anos de dados? Quem disse que precisaríamos de dados de até 4bilhões de anos (quando nem havia exatamente uma atmosfera como a que temos)?

Já vi discussões aqui em que se trouxe dados de temperatura de muito mais tempo. Aí a discussão era se o efeito não era de origem solar. Quando se mostrou que estamos num mínimo de atividade solar, apelou-se para dizer que haveria outros efeitos "sazonais" indeterminados... Quando se mostra os dados da concentração de CO2, aí se diz que "há efeitos não compreendidos pela ciência" e que a correlação entre concentração de CO2 e temperatura global não é bem estabelecida (ugh!). Isso porque antes se dizia que este aumento da concentração não vinha da ação humana (ugh! ugh!).

O pessoal do Tea Party diz mesmo que é a vontade de Deus e pronto!

E não me venham dizer que há um ou outro pesquisador que diz que não está convencido totalmente (ele e mais uns 3% dos cientistas, ou menos, por motivos diversos...). Quer procurar uma certeza unânime entre cientistas? Espere sentado...

Tem gente que diz que, se os dados não se adequam à minha teoria, tanto pior para os dados.

Fala sério...

 

Caro TFP, me parece que nosso bem estar esta na razão direta do coservacionismo e um progresso baseado na sustentabilidade , pois com mais  hidroelétricas na Amazonia serão mais florestas devastadas as plantações de soja consomen enormes quantidade de terras,  sem contar que tudo quase tudo na vida moderna tem sustentação na queima de hidrocarboneto , que é segundo a maioria dos cientistas o vilão maior do aquecimento global ,  agora se te conssola concordo que tudo isso é ciclíco e independente da participação humana , caminhamos para o que era antes a terra , ou seja , inóspita , seca e assolada por tempestades magnéticas, aqui era pior que Marte .Foi tambem segundo os estudiosos neste periúdo intempestuoso que surgiu a vida por aqui , portanto ápos o fim de um ciclo tem se o inicio de outro, nada como um ciclo ápos o outro diria alguem por ai.

 

500 anos? Tem certeza disso? Uma coisa são relatos esparsos e pontuais sobre algum lugar da Terra; outra é o acompanhamento via satélite em sintonia com as milhares - talvez centenas delas - de estações de captação de dados sobre o clima. E isso é bem mais recente. Essa história do "aquecimento global" me parece o replicar do terrorismo do "bug do milênio". O que teve de otário gastando dinheiro por conta daquilo não foi brincadeira. Quando só era necessário alguns programinhas bestas pra atualizar os bancos de dados.

Em 1524 os padres se assustaram com a quantidade de índios de tribos interioranas que demandavam o litoral na região de Itamaracá, no Paranambuca, ou Pernambuco logo a seguir. Os motivos dos padres: o alvoroço que tal chegada causou e iminência de guerra entre os autóctones e os forasteiros, fugitivos da seca. Pode ser isso levado em conta no estudo do "aquecimento global"? Em 1761 um padre de minha cidade pediu ao Rei dinheiro pra construir em pedra a igreja matriz. Segundo ele, os moradores a haviam começado, mas, uma seca terrível empobreceu a todos e por isso não tinham dinheiro para concluí-la. Estaria esta seca, do mesmo modo, no tal estudo?