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As novas regras da ABNT

Autalizado às 12h05

Por Aldo Cardoso

Entra em vigor a nova NBR sobre elaboração de Trabalhos Acadêmicos.

Vejam a notícia completa no link abaixo (site da ABNT):

Do Blog Prática da Pesquisa.com.br

Entra em vigor a nova NBR sobre elaboração de Trabalhos Acadêmicos

A partir de hoje (17.04.2011) entra em vigor a terceira edição da NBR 14724 que disciplina a elaboração de Trabalhos Acadêmicos. Publicada pela ABNT em 17.03.2011, esta norma foi elaborada pelo Comitê Brasileiro de Documentação e Informação e pela Comissão de Estudos de Documentação. O projeto foi submetido à Consulta Pública Nacional no período de 08.10.2010 a 06.12.2010.

Como estamos na metade do semestre e muitos alunos estão elaborando os seus TCCs, é importante que as instituições de ensino superior estabeleçam regras de transição para aplicação desta norma.

Outro processo de revisão também está em trâmite. Trata-se da atualização da NBR 10520 que disciplina a apresentação de citações em trabalhos acadêmicos. A consulta pública está aberta até o próximo dia 29.04.2011 (veja aqui). O texto completo do projeto pode ser visualizado gratuitamente por meio de cadastramento no site.

Acompanhe as futuras matérias deste blog sobre as atualizações destas normas.

Prof. Alejandro Knaesel Arrabal

Por profarrabal

Para visualizar a consulta pública e o texto completo da norma é necessário o “ABNT Passaporte” que pode ser obtido gratuitamente no mesmo site da ABNT (http://www.abntonline.com.br/consultanacional/login.aspx)

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E quanto as modificações da NBR 10719 _2011? Já está em vigor e basicamente o que vai ser atualizado?

gracias

BB

 

Concordo que trabalho científico precisa ser normatizado, mas dizer que estas alterações que a ABNT faz rotineiramente, mudando, vírgula para ponto e vírgula, entre outras importantíssimas, com certeza só servem para professores incompetentes terem o que falar de tese que não leram mesmo. Teria a ANBt algum interesse financeiro nestas 'conceituais e importantíssimas' mudanças de normas?

 

Tem gente estúpida que acha que as nosmas da ABNT são inúteis e que cada um deveria realizar um trabalho como bem quisesse, não sabe os tôlos que as normas estão presentes em nossas vidas 24 horas por dia, seja em objetos, utensílios domésticos, vestimentas, alimentação, inclusive em elaboração de trabalhos acadêmicos. Sem as normas se instauraria o caos absoluto.

 

Como sempre, as normas da ABNT são de péssima qualidade. Prejudicam não somente a localização das referências, mas também de algo básico, como o índice do trabalho.

Espero que todos joguem essas normas no lixo, que é o lugar delas.

 

O que eu vejo muitas vezes é que há a adoção das regras, mas dificilmente os professores se encarregam se explicar seus motivos ou o raciocínio por trás delas. Aí a maioria dos estudantes ficam como participantes de um ritual secreto ou tradição e não são provocados a fazer um uso consciente dessas regras.

 

Não entendi essa revolta...se fosse na época em era necessário datilografar o trabalho, uma mudança nas normas até poderia ser criticada, mas hoje, quando se pode criar um modelo num editor de texto ? Não consigo entender.

Existe outro aspecto, que é o de uma pessoa querer publicar um trabalho científico, portanto resultado de um processo metódico e cuidadoso, mas essa mesma pessoa reclamar de algo simples e mecânico que são as normas de publicação...pra mim isso não faz sentido.

 

O problema acontece quando você recusa um trabalho bem elaborado por ele ter sido escrito em fonte "Verdana" ao invés de "Times New Roman", uma exigência estúpida que não muda em nada o valor do trabalho em si. E isso para ficar em apenas um exemplo. Que se entende a razão por exemplo de exigir-se que o trabalho tenha digamos sumário e índice, porquê esses recursos de fato são úteis dentro do trabalho. Mas porquê exigir espaçamento de uma linha e meia entre as linhas, o que só desperdiça papel? porquê se incomodar com detalhes insignificantes como se a margem do texto têm 2cm ou 1,5 cm? Essas coisas só fazem "sentido" para o imbecil burocrata em seu restrito mundinho onde ele é "deus" e todos têm que fazer as coisas da exata forma que ele manda, estando certo ou não.

E acredito que é reflexo da nossa maldita cultura do "colocar dificuldades para vender facilidades", mãe da corrupção.

 

[O problema acontece quando você recusa um trabalho bem elaborado por ele ter sido escrito em fonte "Verdana" ao invés de "Times New Roman", uma exigência estúpida que não muda em nada o valor do trabalho em si. E isso para ficar em apenas um exemplo. Que se entende a razão por exemplo de exigir-se que o trabalho tenha digamos sumário e índice, porquê esses recursos de fato são úteis dentro do trabalho. Mas porquê exigir espaçamento de uma linha e meia entre as linhas, o que só desperdiça papel? porquê se incomodar com detalhes insignificantes como se a margem do texto têm 2cm ou 1,5 cm? Essas coisas só fazem "sentido" para o imbecil burocrata em seu restrito mundinho onde ele é "deus" e todos têm que fazer as coisas da exata forma que ele manda, estando certo ou não.

E acredito que é reflexo da nossa maldita cultura do "colocar dificuldades para vender facilidades", mãe da corrupção.]

Eu não sou acadêmico, então posso estar falando bobagem, mas francamente, se você apresenta um trabalho em "Verdana" quando devia ser em "Times New Roman", me desculpe, o erro é seu. Eu volto a repetir, não faz sentido pra mim que o autor de um texto científico, portanto supostamento usuário de processos metódicos e cuidadosos, se revolte contra algo puramente mecânico e formal, e automatizável, como sejam as normas para a publicação de um trabalho científico. Enfim, como disse, essa é a visão que tenho olhando de fora.

 

É, meu xará José, deve ser por isto mesmo, por vc não ser acadêmico que não está nem aí para a porcaria que se inventa como se fosse uma disciplina chamada: "COMO DIFICULTAR A VIDA DO ALUNO"!... Ninguém tem que ditar regras porcaria nenhuma! A pessoa se mata estudando e, às vezes trabalhando ao mesmo tempo, por anos e um gaiato desocupado, inventa moda pra faturar ou simplesmente ferrar a vida alheia!... Tudo como aqueles criadores das teorias do absurdo, numa época em que nada se tinha para passar o tempo, e que vieram a se transformar no lixão ou aterro sanitário acadêmico... Como no acordo ortográfico, aqui também citado. Ou seja, todos os países do mundo que falam ou têm o inglês como língua oficial, não precisaram desta babaquice, mas aqui, a indústria do livro tem que continuar!... Por...! O mundo está se acabando e neguinho atracado ao seu poderzinho, vira a cara para o outro lado e pergunta se vai dar praia!... Ninguém está mais querendo ler ou estudar, e tem gente que ainda não tomou tenência da situação!...

CONCORDO, TODAVIA, que uma Monografia não pode ser um saco de gatos. Como já foi dito aí acima, o que vale é o CONTEÚDO! Mas tem que haver uma orientação para  pesquisas e informes sobre a mesma, não modismos de deslumbres, picuinhas minunciosas para alguns se locupletarem e fonte de Renda, NÃO!...

 

Você não entendeu. O problema está exatamente em "porquê diabos é um erro usar uma fonte de texto ao invés da outra". Que como exemplo é até mais fácil ler um texto em Verdana do que em Times. Tal norma é burra porquê não têm razão de ser, não há porquê ela existir. Todo mundo têm que escrever em "Times" só porquê algum burocrata em algum escritório obscuro gosta de ver todos os documentos "iguaizinhos"? E recusar um bom documento por causa de um "preciosismo" desses então é atestado de imbecilidade, dado que o que importa é muito mais o que está escrito do que a forma como foi escrito.

Quer um exemplo de como esta norma deveria ter sido escrita? Ao invés de exigir um determinado tipo de fonte que o autor pode nem ter (não há por padrão Times New Roman em Linux) em um determinado tamanho de letra, deveria simplesmente ser "O documento deve der escrito em letra que seja facilmente legível". Muito melhor, não? Cumpre a função primordial que é tornar o documento legível enquanto dá flexibilidade para o autor para escolher a fonte de texto que julgar melhor. Só que o burocrata é uma "criatura" por padrão imbecil e inflexível, de uma forma tal que poderia ser trocado por um programa de computador e ninguém notaria a diferença.

 

Se o burocrata é imbecil ou não é irrelevante. Mas submeter um trabalho em "Verdana" quando é pedido "Times New Roman" também não me parece uma coisa muito inteligente...

E quanto a uma especificação do tipo "O documento deve der escrito em letra que seja facilmente legível", me desculpe, mas isso não é suficiente. Isso é subjetivo.

Como disse, não sou do meio acadêmico, então posso estar falando besteira. Mas como um profissional de software eu entendo muito bem a necessidade de especificações precisas, mesmo que eventualmente possam parecer idiotas.

 

Eu sempre "criei" minhas regas qdo não existia alguma citação maluca: artigo cientifico apresentado em congresso de IC, e NUNCA segui as novas regras de foto, imagem, gráfico, diagrama serem diferentes - é imagem ou tabela, e pronto - apesar de usar a referencia automática no texto (pra facilitar) e deixsr tudo padronizado.

Mas, o que importa é o conteudo.

E achei um link interessante do blog do Prof. Eli Lopes fez uma tabela comparativa entre as duas edições da norma (2005 e 2001). Foram algumas modificações, que posto aqui. Para tabela completa, recomendo visitar o referido "sitio" (já que não pode estrangeirismos):

 

COMPARAÇÃO NBR 14724:2011 COM NBR 14724:2005

Fonte: Blog do Professor Eli Lopes. http://professorelilopes.blogspot.com/2011/03/comparacao-nbr-147242011-com-nbr.html. Acesso em 18/04/2001 (eu não poderia perder a piada)

  • Capa -  subtítulo, se houver; precedido de dois pontos.
  •  Capa - Local (cidade) da instituição (Nota: no caso de cidades homônimas, recomenda-se o acréscimo da sigla do estado)
  • Notas de Rodapé: Devem ser separadas do texto por um espaço simples de entrelinhas e por filete de 5 cm.
  • Os títulos de seções primárias devem começar em página ímpar (anverso).
  • Recomenda-se que os elementos textuais e pós-textuais sejam digitados no anverso e verso das folhas.

 

 

Ainda não li a nova norma, mas devemos entender que normatização é necessária, senão vira uma bagunça só. Mas antes de criticarmos devemos ler que mudanças foram feita, entrei no site da ABNT e a seguinte noticia:

"As normas são utilizadas por estudantes, professores e instituições de ensino para elaboração e apresentação de dissertações, teses, trabalhos acadêmicos e projetos. “As revisões são realizadas para adaptar as necessidades que surgem com a utilização da norma publicada. No caso da ABNT NBR 14724 e da ABNT NBR 15287, as alterações serviram para valorizar o conteúdo do trabalho ou do projeto ”, explica a gestora do ABNT/CB-14, Rosa Maria Corrêa.

Dentre as alterações, foram contemplados requisitos para não agredir o meio ambiente “Adicionamos a opção de impressão na frente e no verso do papel do trabalho ou projeto e, também, o uso do papel reciclável”, afirma Rosa.

Além das publicações, o Comitê disponibiliza para Consulta Nacional, até 11/04/2011, a revisão da norma ABNT NBR 10719 – Informação e documentação – Relatório técnico e/ou científico – Apresentação, que cancelará e substituirá a edição anterior do ano de 2009. Para participar da votação do projeto, acesse: http://www.abntonline.com.br/consultanacional/ "

Como falei temos(eu incluso) ler primeiro, mas só de permiti imprimir em frente e verso já é uma vantagem,  afinal quem já teve de seguir esta norma e usar margem de 3 cm  e espaçamento de 1,5, sabe o que é desperdicio de papel.

abs

 

O problema com as normas começa quando como um comentarista colocou acima, do estúpido avaliador recusar um trabalho acadêmico por estar 1mm fora da norma, sem nem se preocupar com o que realmente importa que é o conteúdo do trabalho. É uma tradição da nossa imbecil burocracia, a qual só se importa com ela própria e nunca com o que ela supostamente deve cuidar ou regular.

 

Prezado flaviolMjunior,

Considero suas palavras muito adequadas e pertinentes. Entendo que o conteúdo de um trabalho deve ser privilegiado sim e os aspectos formais devem sempre contribuir para isto. Ou seja, a forma é  sempre importante na medida em que valoriza e favorece a compreensão adequada do conteúdo. Do contrário, exigir padrões formais por simplesmente exigir é certamente um erro. Cito aqui uma analogia que aprendi com os meus alunos: as normas devem ser reconhecidas como "trilhas" a serem exploradas e não "trilhos" que limitam. Creio que as normas técnicas, assim como todas as demais regras devem ser interpretadas a partir de valores e diretrizes gerais. Infelizmente há uma tendência (que não está presente apenas no mundo acadêmico) de interpretar as normas de forma literal, sem avaliar seu sentido e aplicabilidade.  

abs

 

 

Prezado profarrabal

A analogia dos seus alunos é perfeita!

 

As regras da ABNT não servem pra nada, a não ser encher o saco dos alunos... e professor que não sabe nada, rejeitar monografia porque a margem tem 19 mm e não 20 mm (pode acreditar, ja aconteceu comigo).

Portanto, vale a regra: 'quanto mais rigorosa for a formatacao, pior é a faculdade!'. Em segundo lugar, pessoas que são capazes de fazer bons trabalhos, procuram fazer de maneira clara e bem apresentável, o que nos diz dá, por corolário que 'a formatacao faz juz ao trabalho (sendo que a recíproca não é verdadeira)'. Ou seja, um trabalho merdamente formatado, nada mais é que uma merda, o que é muito bom, que nos poupa tempo!

As regras da ABNT te ensinam, dentre outras coisas, como fazer a referência a uma estátua! Ademais, os professores nunca leram a merda da regra, que ninguém tem acesso (pode ser que agora haja acesso público, porque no meu tempo se a faculdade não tivesse de comprar, você teria), te cobram coisas absurdas, como fonte tipo "times new roman", que além de ser formato proprietário da Microsoft, não é obrigatória.

 

 

 

Nunca gostei dessas "normas para trabalho científico", me lembram a imbecil herança portuguesa de  querer enfiar burocracia em todo por mais absurdo que possa parecer para a pessoa comum com mais de dois neurônios dentro da cabeça.

Que o que realmente importa em um trabalho científico é o seu CONTEÚDO, não se ele está em fonte de texto "Arial" ou "Times New Roman", ou se têm espaçamento duplo ou simples entre as linhas. Quando eu vejo um avaliador ou alguma pessoa que ao ler um trabalho científico se preocupa mais com que tipo de letra foi usado do que compreender o conteúdo, vejo que estou diante de um imbecil. E invariavelmente depois eu descubro que eu estava certo sobre a pessoa.

 

Agora que mudou o ABNT, alguém teria o arquivo template para o Zotero (www.zotero.org) com as novas regras? :D

 

Não esqueçamos do pior: a cultura universitária está impregnada disso. A firulagens da ABNT são um verdadeiro dogma. O Vaticano não faria melhor.  Não bastasse que, como lamentava Milton Santos, o professor universitário somente escreva duas línguas - o facultês e o coleguês -, há vários anos, o aluno, coitado, é obrigado a escrever a monografia, a tese, a dissertação ou qualquer trabalho acadêmico-científico pautado pelo abnetês. Voltamos aos mosteiros medievais. E ainda se acham inteligentes.

 

 

  Nao exist nenhuma obrigação das universidades ou  escolas de seguirem essas normas.  Cada universidade pode ter suas proprias regras, se quiser.  Eu acho até melhor ter regras próprias, pois as da ABNT vivem mudando.

   O objetivo das referencias bibliográficas é permitir que o leitor possa encontrar a fonte original da citação.  Faz diferença se o nome do autor for escrita em caixa alta?  ou se o titulo do artigo estiver em negrito ou italico? 

  Eu nao sou contra a padronização,  mas existem publicações cientificas  que tem suas regras a décadas,  elas nao mudam a toda hora.

  Isso me lembrou a historia do escritorio de patentes que havia em Porto Alegre. O que mais funcionava lá era a RÉGUA !   Se o seu pedido de patente nao estivesse com as margens do tamanho especificado por eles, o seu pedido era simplesmente rejeitado.

 

¨Liberdade é a liberdade dos que pensam diferente¨ -- Rosa Luxemburgo

Que democrata é você meu caro, que não aceitou uma crítica no twitter e me deu bock. Se diz a favor da liberdade de expressão mas não suporta ouvir críticas, quando está errado. Esse é o Brasil, país democrata sem democratas.

 

"consulta pública está aberta até o próximo dia 29.04.2011 (veja aqui). O texto completo do projeto pode ser visualizado gratuitamente por meio de cadastramento no site":

Nao, nao esta aberta.  De fato o site nem abre na raiz, e nessa pagina especificamente ele pede senha.  Ora, se o site nao abre e se nao tem senha, nao ha consulta publica nem o texto do projeto pode ser "visualisado" (nuveau dork para "lido").

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Para visualizar a consulta pública e o texto completo da norma é necessário o “ABNT Passaporte” que pode ser obtido gratuitamente no mesmo site da ABNT (http://www.abntonline.com.br/consultanacional/login.aspx)

 

Esse cadastramento nao vai acontecer nem comigo nem com quem tivesse porventura algum interesse casual no texto.

Alias, eh tao  casual que eu ainda nao sei o que eh nem o que faz a ABNT.  Essas futuras consultas mediante cadastramento simplesmente nao vao acontecer, nao eh como a internet funciona, nao eh como as pessoas agem.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Paz e bem!

1 Há tranquilamente espaço para as intituições estabelecerem regras de transição, inclusive porque as Regras da ABNT na área de Documentação são de adoção voluntária (adota quem quer) (*).

2 Não vou negar que há questões problemáticas em algumas regras de documentação.

3 Contudo é necessário que periodicamente as regras sejam revisadas e postas em dia com a prática acadêmica.

(*) As regras pode ser:

  • De adoção voluntária.
  • De adoção obrigatória pelo governo (licitações têm de exigir seu cumprimento).
  • De adoção obrigatória (todos tem de seguir ou serão responsabilizados).
 

Concordo com o que disseram. Acho, sim, que normas devem ser estabelecidas, do contrário, vira uma zona e ninguém entende nada. Mas as normas devem ser apenas no sentido de fazer com que uma referência seja mais facilmente encontrada. Não vejo nenhum problema em não se seguir as normas, desde que o seu método seja claro. As referências em formato Chicago, por exemplo, facilitam infinitamenta o encontro de livros em uma bibliografia, sobretudo as mais extensas, enquanto a da ABNT só atrapalha, com o ano lá no final. Por isso, acho que deve haver uma padronização, mas não que se mude todo dia.

http://oopinativo.blogspot.com

 

As formas pelas formas! Empulhocracia pura.

As regras de formatação de um trabalho acadêmico não precisam mudar a cada três ou seis ou doze meses.

Como bem disse o comentarista acima, é algo semelhante à bobagem do acordo ortográfico. É bom para quem vende manuais e livros.

Trata-se da obsolescência progamada trasladada para as formas.

 

 

Você tem razão, empulhação pura. Alguém estabeleceu, num passado longíquo, que as regras da ABNT são norma fundamental, qualquer coisa feita fora disso não presta, independente do conteúdo. E a ABNT, que não é besta nem nada, cobra por essas normas técnicas...

 

- A população em geral não sabe o que está acontecendo, e nem mesmo sabe que não sabe (Noam Chomsky)

Que injustiça! Esta querendo tirar a boquinha deles? E aquela sensação de poder dada os medíocres de poder importunar aqueles que realmente trabalham.

 

Lá vem encheção de saco. Depois da reforma ortográfica, a reforma da ABNT. Um bando de gente estúpida reunida para fazer o Brasil ficar um pouquinho mais complicado do que já é. Ensinem a criançada a escrever bem. Normas da ABNT servem simplesmente para professores incompetentes terem o que dizer a respeito de teses que eles não leram. "Me desculpe, mas a citação não está feita conforme as normas." Ora, não me torrem a paciência!

 

Este tipo de opinião revela profunda ignorância sobre o que é Ciência e sua documentação e transmissão. Não acrescenta nada aos leitores da comunidade.

Se há algo a ser criticado na ABNT é a entidade clamar copyright sobre normas, o que está explicitamente fora do escopo da lei brasileira.

 

Que a ciência precise de normas técnicas para a elaboraçao de instrumentos, medidas, etc., OK. Mas para elaboraçao de trabalhos acadêmicos? Se eu uso itálico em vez de negrito no nome dos livros citados, ou uso 3 níveis de títulos em vez de 4, ou outras irrelevâncias parecidas, isso é um problema para a ciência? Pura burocracia.

Ainda por cima, já há normas. A ciência tb precisa que elas estejam sempre mudando?  eu uso itálico em vez de negrito no nome dos livros citados, ou uso 3 níveis de títulos em vez de 4, ou outras irrelevâncias parecidas, isso é um problema para a ciência? É só o que faltava. E sao cobradas! Disso eu nao sabia. Aí claro, para a ABNT se torna interessante que as normas mudem...

 

Também acho as regras um porre, mas o Meira tem plena razão: a ciência necessita de registros padronizados, não tem jeito.

O que o JV reclama tem mais a ver com a incompetência, arrogância e presunção de docentes e pesquisadores, do que probelma de normalização.

O que é sério mesmo é eu, como professor, ter que comprar a norma para poder me atualizar. A ABNT é órgão público, obtem receitas significativas como órgão certificador e de consultoria e deveria disponibilizar todas as normas gratuitamente ao povo brasileiro.

 

Viver é afinar um instrumento...

É um porre, sim! Hehe! Mas trabalhos chatos foram feitos para computadores. O sistema de código aberto Zotero facilita enormemente o trabalho com citações e referências bibliográficas. Ele trabalha como plugin do Firefox e do BrOffice. É um gerenciador de banco de dados bibliográfico que insere as citações e bibliografias já formatadas no editor de texto.

Mais detalhes em http://meiradarocha.jor.br/news/2010/09/03/estilo-abnt-para-o-zotero/