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As obras de Portinari sobre a cultura brasileira

Por jns

PORTINARI

pintou o choro, o samba, o frevo, o carnaval, o bumba-meu-boi,

as festas juninas e de Iemanjá e outras manifestações populares 

Clarinetista MúsicosTocador de trombone 

 

 

Tela de Portinari,  

 Samba

Banda de Música Frevo

 

Baile na Roça

 

baile_na_roca.jpg (24830 bytes)

Portinari foi o pintor que mais retratou a cultura brasileira.

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PORTAL PORTINARI

 

O Ministério da Cultura, com patrocínio Queiroz Galvão – Exploração e Produção, está desenvolvendo o PROJETO PORTINARI em http://www.portinari.org.br/ anunciado para breve.

http://www.portinari.org.br

 

O imaginário do pintor, em excelente vídeo da TVescola, na sua cidade natal:

http://www.youtube.com/watch?v=y8krV92mV6w&feature=player_embedded#!

 

Mas vamos recuperar outros artistas brasileiros. Edú da Gaita, por exemplo. Quem lembra dele?


Revejam ou aprendam:


http://www.jaguarao.net/site/index.php/component/k2/item/645-edu-da-gaita


Respeitar a memória artística é respeitar nossa história.

 

Parabéns ao JNS pelo post. É o que eu penso também. Quando da exposição dos painéis Guerra e Paz aqui em São Paulo, no Memorial da América Latina, escrevi o seguinte aqui no blog:

PORTINARI, O PINTOR DA ALMA BRASILEIRA

Por José Antônio Araújo

 

Visitei quatro vezes a exposição que está à mostra no Memorial da América Latina sobre a obra desse extraordinário pintor que dedicou literalmente sua vida à essa arte, e que tem como ponto máximo a exposição dos painéis Guerra e Paz. Tive a felicidade de acompanhar meus três filhos, quatro dos meus seis netos, minha mulher e minha sogra, em tais ocasiões. Encontrei com o seu filho, o João Cândido, com quem pude trocar algumas palavras amáveis. Portinari pintou quase 5.000 obras, retratando sobretudo cenas simples da vida do povo brasileiro. Ao lado de Villa-Lobos, honrou a nossa índole legando para a eternidade a cultura brasileira.

Abaixo transcrevo trechos de alguns escritos que achei na internet e no catálogo distribuído na mostra por achar importantes os seus registros.

 

Do catálogo:

 

Nas páginas da história da arte, em que surgem incontáveis guerras datadas e localizadas, como as de Tróia e do Peloponeso, pintadas por Eufrônio, as Batalhas de San Romano e Anghiari, de Paulo Uccello e de Da Vinci, ou Guernica de Picasso, todas são narradas por cenas que as identificam, localizam e datam. Com os recursos próprios ligados ao tempo da pintura, cada uma delas participando da variada gama de conceitos que vai do heroísmo à dor e ao desespero ou defendendo um solo, uma idéia ou uma causa que as particularizavam.

A abordagem de Portinari é outra. Não identifica guerra alguma, como se afirmasse que em essência todas se equivalem no desencadeamento de horror e animalidade. Nenhuma arma identificável, em Portinari: a cavalgada apocalíptica que corta a cena em todas as direções com seu cortejo de conquista, guerra, fome e morte, não traz as cores bíblicas do fogo e do sangue, nem o preto, o branco ou o amarelo. É o azul que domina. Uma trágica e dorida sinfonia em azul, passando por toda sua escala. Os tons escuros, soturnos, ricos em variadas e profundas nuanças violáceas, desenham as cenas sobre fundo de claros azuis de reflexos verdátreos, tendentes aos leves citrinos.

Figuras em grupo compacto, genuflexo, braços levantados com as mãos espalmadas e rostos voltados para o céu, nesse cenário de morte deixam transparecer uma aragem de força e vida, de condenação à própria existência da guerra.

O que emana do painel Paz, nos enleva e encanta, mais que a idéia de paz, é a própria paz que nos invade ao contemplá-lo. É a sensação de penetrarmos num universo de paz, de comunhão fraterna no trabalho produtivo, num reino mágico de cores reluzentes, do som da ciranda de jovens num canto universal de fraternidade e confiança, ou da candura dos folguedos infantis.

 

 

 

Da internet:

 

O ‘Menino de Brodowski’, no interior paulista, tornou-se universal por justamente seguir a máxima deixada por Tolstoi: “Se queres ser universal , começa por pintar a tua aldeia”-  que escreveu “Guerra e Paz”, em 1869, ao falar das invasões napoleônicas à Áustria e à Rússia -  para dar sua versão por meio das pinceladas com cores diversas e vibrantes para a guerra e a paz. O período de sua vida que passou em meio a fazendas de café marca muito fortemente uma visão que mostra ao mundo o Brasil semifeudal diante de um mundo voltado para os avanços tecnológicos das grandes potências a serviço das 1ª e 2ª guerras mundiais.

 

Os cenários de guerras sangram ao retrato de um período clemente por paz. As mães desesperadas à espera dos filhos são a metáfora da guerra, enquanto as crianças brincando simbolizam tempos de harmonia vindoura.

 

O orgulho de ter Portinari como conterrâneo e amigo fica exposto em um painel reservado a depoimentos deixados por figuras proeminentes de nosso cenário cultural, como Jorge Amado, Antonio Callado – a quem se dedicou a escrever a biografia do pintor, Rachel de Queiroz, Otto Maria Carpeaux, Manuel Bandeira, entre outros.

 

Destaco o depoimento de Antônio Callado:

“Portinari marcou, com seus retirantes, seus meninos de Brodowski, seus quadros de lavradores o abismo que ainda existe entre a natureza brasileira, entre o País brutalmente grandioso que nos surge a mente quando dizemos, como se disséssemos a palavra mágica, “Obrasil”, é a vidinha que mostrou no Brasil, o homem imitador da Europa e dos EUA. Sua pintura daqueles tempos e em protesto contra essa falta de intimidade entre nós e aquilo que se chama realidade brasileira. É um clamor contra o fato de ainda estarmos tão superpostos à paisagem e não notoriamente fincados nela, como estão os pés dos pretos, dos cafuzos, dos curibocas e dos imigrantes”.

 

Finalizo com as palavras do próprio Portinari:

“Os painéis Guerra e Paz representam sem dúvida o melhor trabalho que já fiz... Dedico-os à humanidade...”

Cândido Portinari, 1957

 

 

 

 

José Antônio

"A arte existe para que a realidade não nos destrua" (Nietzsche). No caso desse post, a arte está na tela e naquilo que ela nos inspira, a música.

 

Portinari Genial!

 

Apenas pra registro e que fique documentado:


  Como pode no meio de uma encrenca dessa magnitude,colocar um post sobre Portinari?


    Não tem como,Nassa,desviar a atenção.


   Mas nem com vídeo dos gols do Pelé.


       Valeu o esforço.


     Valeu?


      Não sei.

 

Mas bem que você deu uma olhadinha né

 

Valeu !!!!!!