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Aventuras das duas Verônicas

Carta Capital: filha de Serra expôs sigilo de milhões de pessoas

A revista CartaCapital que está nas bancas nesta semana traz reportagem de Leandro Fortes que vai colocar em apuros o tucano José Serra. Segundo a reportagem, baseada em documentos oficiais, por 15 dias no ano de 2001, no governo FHC/Serra a empresa Decidir.com abriu o sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros. A Decidir.com é o resultado da sociedade, em Miami, da filha de Serra, Verônica Serra,  com a irmã de Daniel Dantas. Veja abaixo a reportagem de CartaCapital.

Extinta empresa de Verônica Serra expôs os dados bancários de 60 milhões de brasileiros obtidos em acordo questionável com o governo FHC

Em 30 de janeiro de 2001, o peemedebista Michel Temer, então presidente da Câmara dos Deputados, enviou um ofício ao Banco Central, comandado à época pelo economista Armínio Fraga. Queria explicações sobre um caso escabroso. Naquele mesmo mês, por cerca de 20 dias, os dados de quase 60 milhões de correntistas brasileiros haviam ficado expostos à visitação pública na internet, no que é, provavelmente uma das maiores quebras de sigilo bancário da história do País. O site responsável pelo crime, filial brasileira de uma empresa argentina, se chamava Decidir.com e, curiosamente, tinha registro em Miami, nos Estados Unidos, em nome de seis sócios. Dois deles eram empresárias brasileiras: Verônica Allende Serra e Verônica Dantas Rodenburg.

Ironia do destino, a advogada Verônica Serra, 41 anos, é hoje a principal estrela da campanha política do pai, José Serra, justamente por ser vítima de uma ainda mal explicada quebra de sigilo fiscal cometida por funcionários da Receita Federal. A violação dos dados de Verônica tem sido extensamente explorada na campanha eleitoral. Serra acusou diretamente Dilma Rousseff de responsabilidade pelo crime, embora tenha abrandado o discurso nos últimos dias.

Naquele começo de 2001, ainda durante o segundo mandato do presidente FHC, Temer não haveria de receber uma reposta de Fraga. Esta, se enviada algum dia, nunca foi registrada no protocolo da presidência da Casa. O deputado deixou o cargo menos de um mês depois de enviar o ofício ao Banco Central e foi sucedido pelo tucano Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais, hoje candidato ao Senado. Passados nove anos, o hoje candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff garante que nunca mais teve qualquer informação sobre o assunto, nem do Banco Central nem de autoridade federal alguma. Nem ele nem ninguém.

Graças à leniência do governo FHC e à então boa vontade da mídia, que não enxergou, como agora, nenhum indício de um grave atentado contra os direitos dos cidadãos, a história ficou reduzida a um escândalo de emissão de cheques sem fundos por parte de deputados federais.

Temer decidiu chamar o Banco Central às falas no mesmo dia em que uma matéria da Folha de São Paulo informava que, graças ao passe livre do Decidir.com, era possível a qualquer um acessar não só os dados bancários de todos os brasileiros com conta corrente ativa, mas também o Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF), a chamada “lista negra”do BC. Com base nessa facilidade, o jornal paulistano acessou os dados bancários de 692 autoridades brasileiras e se concentrou na existência de 18 deputados enrolados com cheques sem fundos, posteriormente constrangidos pela exposição pública de suas mazelas financeiras.

Entre esses parlamentares despontava o deputado Severino Cavalcanti, então do PPB (atual PP) de Pernambuco, que acabaria por se tornar presidente da Câmara dos Deputados, em 2005, com o apoio da oposição comandada pelo PSDB e pelo ex-PFL (atual DEM). Os congressistas expostos pela reportagem pertenciam a partidos diversos: um do PL, um do PPB, dois do PT, três do PFL, cinco do PSDB e seis do PMDB. Desses, apenas três permanecem com mandato na Câmara, Paulo Rocha (PT-PA), Gervásio Silva (DEM-SC) e Aníbal Gomes (PMDB-CE). Por conta da campanha eleitoral, CartaCapital conseguiu contato com apenas um deles, Paulo Rocha. Via assessoria de imprensa, ele informou apenas não se lembrar de ter entrado ou não com alguma ação judicial contra a Decidir.com por causa da quebra de sigilo bancário.

Na época do ocorrido, a reportagem da Folha ignorou a presença societária na Decidir.com tanto de Verônica Serra, filha do candidato tucano, como de Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity. Verônica D. e o irmão Dantas foram indiciados, em 2008, pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal, por crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal, formação de quadrilha, gestão fraudulenta de instituição financeira e empréstimo vedado. Verônica também é investigada por participação no suborno a um delegado federal que resultou na condenação do irmão a dez anos de cadeia. E também por irregularidades cometidas pelo Opportunity Fund: nos anos 90, à revelia das leis brasileiras, o fundo operava dinheiro de nacionais no exterior por meio de uma facilidade criada pelo BC chamada Anexo IV e dirigida apenas a estrangeiros.

A forma como a empresa das duas Verônicas conseguiu acesso aos dados de milhões de correntistas brasileiros, feita a partir de um convênio com o Banco do Brasil, sob a presidência do tucano Paolo Zaghen, é fruto de uma negociação nebulosa. A Decidir.com não existe mais no Brasil desde março de 2002, quando foi tornada inativa em Miami, e a dupla tem se recusado, sistematicamente, a sequer admitir que fossem sócias, apesar das evidências documentais a respeito. À época, uma funcionária do site, Cíntia Yamamoto, disse ao jornal que a Decidir.com dedicava-se a orientar o comércio sobre a inadimplência de pessoas físicas e jurídicas, nos moldes da Serasa, empresa criada por bancos em 1968. Uma “falha”no sistema teria deixado os dados abertos ao público. Para acessá-los, bastava digitar o nome completo dos correntistas.

A informação dada por Yamamoto não era, porém, verdadeira. O site da Decidir.com, da forma como foi criado em Miami, tinha o seguinte aviso para potenciais clientes interessados em participar de negócios no Brasil: “encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado”. Era, por assim dizer, um balcão facilitador montado nos Estados Unidos que tinha como sócias a filha do então ministro da Saúde, titular de uma pasta recheada de pesadas licitações, e a irmã de um banqueiro que havia participado ativamente das privatizações do governo FHC.

A ação do Decidir.com é crime de quebra de sigilo fiscal. O uso do CCF do Banco Central é disciplinado pela Resolução 1.682 do Conselho Monetário Nacional, de 31 de janeiro de 1990, que proíbe divulgação de dados a terceiros. A divulgação das informações também é caracterizada como quebra de sigilo bancário pela Lei n˚ 4.595, de 1964. O Banco Central deveria ter instaurado um processo administrativo para averiguar os termos do convênio feito entre a Decidir.com e o Banco do Brasil, pois a empresa não era uma entidade de defesa do crédito, mas de promoção de concorrência. As duas também deveriam ter sido alvo de uma investigação da polícia federal, mas nada disso ocorreu. O ministro da Justiça de então era José Gregori, atual tesoureiro da campanha de Serra.

A inércia do Ministério da Justiça, no caso, pode ser explicada pelas circunstâncias políticas do período. A Polícia Federal era comandada por um tucano de carteirinha, o delgado Agílio Monteiro Filho, que chegou a se candidatar, sem sucesso, à Câmara dos Deputados em 2002, pelo PSDB. A vida de Serra e de outros integrantes do partido, entre os quais o presidente Fernando Henrique, estava razoavelmente bagunçada por conta de outra investigação, relativa ao caso do chamado Dossiê Cayman, uma papelada falsa, forjada por uma quadrilha de brasileiros em Miami, que insinuava a existência de uma conta tucana clandestina no Caribe para guardar dinheiro supostamente desviado das privatizações. Portanto, uma nova investigação a envolver Serra, ainda mais com a família de Dantas a reboque, seria politicamente um desastre para quem pretendia, no ano seguinte, se candidatar à Presidência. A morte súbita do caso, sem que nenhuma autoridade federal tivesse se animado a investigar a monumental quebra de sigilo bancário não chega a ser, por isso, um mistério insondável.

Além de Temer, apenas outro parlamentar, o ex-deputado bispo Wanderval, que pertencia ao PL de São Paulo, se interessou pelo assunto. Em fevereiro de 2001, ele encaminhou um requerimento de informações ao então ministro da Fazenda, Pedro Malan, no qual solicitava providências a respeito do vazamento de informações bancárias promovido pela Decidir.com. Fora da política desde 2006, o bispo não foi encontrado por CartaCapital para informar se houve resposta. Também procurada, a assessoria do Banco Central não deu qualquer informação oficial sobre as razões de o órgão não ter tomado medidas administrativas e judiciais quando soube da quebra de sigilo bancário.

Fundada em 5 de março de 2000, a Decidir.com foi registrada na Divisão de Corporações do estado da Flórida, com endereço em um prédio comercial da elegante Brickell Avenue, em Miami. Tratava-se da subsidiária americana de uma empresa de mesmo nome criada na Argentina, mas também com filiais no Chile (onde Verônica Serra nasceu, em 1969, quando o pai estava exilado), México, Venezuela e Brasil. A diretoria-executiva registrada em Miami era composta, além de Verônica Serra, por Verônica Dantas, do Oportunity, Brian Kim, do Citibank, e por mais três sócios da Decidir.com da Argentina, Guy Nevo, Esteban Nofal e Esteban Brenman. À época, o Citi era o grande fiador dos negócios de Dantas mundo afora. Segundo informação das autoridades dos Estados Unidos, a empresa fechou dois anos depois, em 5 de março de 2002. Manteve-se apenas em Buenos Aires, mas com um novo slogan: “com os nossos serviços você poderá concretizar negócios seguros, evitando riscos desnecessários”.

Quando se associou a Verônica D. Na Decidir.com, em 2000, Verônica S. era diretora para a América Latina da companhia de investimentos International Real Returns (IRR), de Nova York, que administrava uma carteira de negócios de 660 bilhões de dólares. Advogada formada pela Universidade de São Paulo, com pós-graduação em Harvard, nos EUA, Verônica S. Também se tornou conselheira de uma série de companhias dedicadas ao comércio digital na América Latina, entre elas a Patagon.com, Chinook.com, TokenZone.com, Gemelo.com, Edgix, BB2W, Latinarte.com, Movilogic e Endeavor Brasil. Entre 1997 e 1998, havia sido vice-presidente da Leucadia National Corporation, uma companhia de investimentos de 3 bilhões de dólares especializada nos mercados da América Latina, Ásia e Europa. Também foi funcionária do Goldman Sachs, em Nova York.

Verônica S. ainda era sócia do pai na ACP – Análise da Conjuntura Econômica e Perspectivas Ltda, fundada em 1993. A empresa funcionava em um escritório no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, cujo proprietário era o cunhado do candidato tucano, Gregório Marin Preciado, ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), nomeado quando Serra era secretário de Planejamento do governo de São Paulo, em 1993. Preciado obteve uma redução de dívida no Banco do Brasil de 448 milhões de reais para irrisórios 4,1 milhões de reais no governo FHC, quando Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-arrecadador de campanha de Serra, era diretor da área internacional do BB e articulava as privatizações.

Por coincidência, as relações de Verônica S. com a Decidir.com e a ACP fazem parte do livro Os Porões da Privataria, a ser lançado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. Em 2011.

De acordo com o texto de Ribeiro Jr., a Decidir.com foi basicamente financiada, no Brasil, pelo Banco Opportunity com um capital de 5 milhões de dólares. Em seguida, transferiu-se, com o nome de Decidir International Limited, para o escritório do Ctco Building, em Road Town, Ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas, famoso paraíso fiscal no Caribe. De lá, afirma o jornalista, a Decidir.com internalizou 10 milhões de reais em ações da empresa no Brasil, que funcionava no escritório da própria Verônica S. A essas empresas deslocadas para vários lugares, mas sempre com o mesmo nome, o repórter apelida, no livro, de “empresas-camaleão”.

Oficialmente, Verônica S. e Verônica D. abandonaram a Decidir.com em março de 2001 por conta do chamado “estouro da bolha” da internet – iniciado um ano antes, em 2000, quando elas se associaram em Miami. A saída de ambas da sociedade coincide, porém, com a operação abafa que se seguiu à notícia sobre a quebra de sigilo bancário dos brasileiros pela companhia. Em julho de 2008, logo depois da Operação Satiagraha, a filha de Serra chegou a divulgar uma nota oficial para tentar descolar o seu nome da irmã de Dantas. “Não conheço Verônica Dantas, nem pessoalmente, nem de vista, nem por telefone, nem por e-mail”, anunciou.

Segundo ela, a irmã do banqueiro nunca participou de nenhuma reunião de conselho da Decidir.com. Os encontros mensais ocorriam, em geral, em Buenos Aires. Verônica Serra garantiu que a xará foi apenas “indicada”pelo Consórcio Citibank Venture Capital (CVC)/Opportunity como representante no conselho de administração da empresa fundada em Miami. Ela também negou ter sido sócia da Decidir.com, mas apenas “representante”da IRR na empresa. Mas os documentos oficiais a desmentem.

Fonte: CartaCapital

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People in the world get the mortgage loans in different creditors, just because it is simple and comfortable.

 

Faltou um pisco pra essa matéria chegar no B.O. Até "codinome" as duas flores arrumaram!

Enquanto isso, eu e o Brasil lembramos da cara de lamúria do candidato ao defender a filha no horário que nós pagamos: 'Ela, coitada, trabalha pra burro pra criar os seus filhos... '

Pois então. Agora se pode entender melhor que filhos a moça cria... e pra que burros ela trabalha. 

 

 

 

Desde que li a matéria acima fico indagando, o que levou o Governo LULA a não determinar uma profunda e completa investigação sobre todos os envolvidos em tais situações, ora, em todas as denúncias contra o governo ou seus aliados o presidente foi enérgico e exigiu que a Policia Federal e demais instituições responsáveis apurassem a verdade, doesse a quem doesse, pelo que sabemos nem seu irmão, o Vavá foi poupado, nenhum inquérito foi engavetado, todas as CPI propostas foram até o fim....

Por que então o Governo não agiu com a mesma presteza em relação aos indícios de corrupção e descalabro da gestão anterior e de seus apaniguados?

A resposta estaria no governo de transição chefiado pelo José Dirceu?

 

Desde o fim de semana passado, tenho recebido uma dezena de e-mails por dia que, invariavelmente, me perguntam sobre a razão de ninguém repercutir, na chamada “grande imprensa”, a matéria da CartaCapital sobre a monumental quebra de sigilo bancário promovida, em 2001, pela empresa Decidir.com, das sócias Verônica Serra (filha de José Serra, candidato do PSDB à Presidência da República) e Verônica Dantas (irmã de Daniel Dantas, banqueiro condenado por subornar um delegado federal). Juntas, as Verônicas quebraram o sigilo bancário de estimados 60 milhões de correntistas brasileiros graças a um acordo obscuro fechado, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, entre a Decidir.com e o Banco do Brasil, sob os auspícios do Banco Central. Nada foi feito, desde então, para se apurar esse fato gravíssimo, apesar de o então presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), ter oficiado o BC a respeito. Nada, nenhuma providência. Impunidade total.

Temer, atualmente, é candidato da vice na chapa da petista Dilma Rousseff, candidata do mesmo governo que, nos últimos dias, mobilizou o Ministério da Justiça, a Polícia Federal, a Controladoria Geral da União e a Comissão de Ética Pública da Presidência da República para investigar uma outra denúncia, feita contra a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, publicada na revista Veja no mesmíssimo dia em que a Carta trazia a incrível história das Verônicas e a quebra de sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros.

Justíssima a preocupação do governo em responder à denúncia da Veja, até porque faz parte da rotina do Planalto fazer isso toda semana, desde 1º de janeiro de 2003. É quase um vício, por assim dizer. Mas por que não se moveu uma palha para se investigar as responsabilidades sobre, provavelmente, a maior quebra de sigilo do mundo ocorrida, vejam vocês, no Brasil de FHC? Que a mídia hegemônica não repercuta o caso é, para nós, da Carta, uma piada velha. Os muitos amigos que tenho em diversos veículos de comunicação Brasil afora me contam, entre constrangidos e divertidos, que é, simplesmente, proibido citar o nome da revista em qualquer um dos noticiários, assim como levantar a possibilidade, nas reuniões de pauta, de se repercutir quaisquer notícias publicadas no semanário do incontrolável Mino Carta. Então, vivemos essa situação surreal em que as matérias da CartaCapital têm enorme repercussão na internet e na blogosfera – onde a velha mídia, por sinal, é tratada como uma entidade golpista –, mas inexistem como notícias repercutíveis, definitivamente (e felizmente) excluídas do roteirinho Veja na sexta, Jornal Nacional no sábado e o resto de domingo a domingo, como se faz agora no caso de Erenice Guerra e a propina de 5 milhões de reais que, desaparecida do noticiário, pela impossibilidade de ser provada, transmutou-se num escândalo tardio de nepotismo.

Enquanto o governo mete-se em mais uma guerra de informações com a Veja e seus veículos co-irmãos, nem uma palha foi mexida para se averiguar a história das Verônicas S. e D., metidas que estão numa cabeludíssima denúncia de quebra de sigilo bancário, justamente quando uma delas, a filha de Serra, posava de vítima de quebra de sigilo fiscal por funcionários da Receita acusados de estar a serviço da campanha de Dilma Rousseff. Nem o Ministério da Justiça, nem a Polícia Federal, nem a CGU, nem Banco Central tomaram qualquer providência a respeito. Nenhum líder governista no Congresso deu as caras para convocar os suspeitos de terem facilitado a vida das Verônicas – os tucanos Pedro Malan e Armínio Fraga, por exemplo. Nada, nada.

Então, quando me perguntam o porquê de não haver repercussão das matérias da CartaCapital na velha mídia, eu respondo com facilidade: é proibido. Ponto final. Agora, se me perguntarem por que o governo, aliás, sistematicamente acusado de ter na Carta um veículo de apoio servil, não faz nada para apurar a história da quebra de sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros, eu digo: não faço a menor idéia.

Talvez fosse melhor vocês mandarem e-mails para o Ministério da Justiça, a Polícia Federal, a CGU e o Banco Central.

http://brasiliaeuvi.wordpress.com/

 

 

 

Está difícil! Eu, sinceramente, não sei mais em quem acreditar. São muitas as "várias imprensas independentes", e de ambos os lados!!! E levando-se em conta o alto grau de aparelhamento das instituições públicas no país, das estatais, das para-estatais, dos 3 poderes, da mescla da oposição com a situação (e vice-versa) - muito parecidas, fica difícil acreditar na inocência ou na culpa de ambas as partes. Ao que parece, todos têm rabo preso a alguma "maracutaia". Acho que deveríamos (a população) nos despir de quaisquer ideologias e partidarismos, para simplesmente "passarmos o Brasil à limpo", doa a quem doer.

 

Por isso que não vou jogar meu voto em nenhum dos dois principais candidatos!

Já perceberam que metade do tempo que ambos tem no horário eleitoral gratuito é dedicado para um derrubar o outro? Proposta que é bom, quase nada! E depois que esse tal "escândalo" eclodiu, piorou tudo! É uma lavagem pública de roupa suja, é tão humilhante que chega a dar asco!

E agora essa! É por isso que há um ditado que diz: "QUEM TEM TELHADO DE VIDRO, NÃO JOGA PEDRA NO DO VIZINHO"!

Serra e Dilma se merecem! E ainda há quem pergunte o porquê do jovem não se interessar por política. TAÍ UM BOM MOTIVO!

 

A campanha da Dilma tem uma grande oportunidade de mostrar na tv esta reportagem do Leandro Fortes sobre as duas Verônicas, assim como fez o candidato do PIG hoje no seu programa de tv ao dar destaque à reportagem da Veja-fede sobre o suposto envolvimento do filho da Erenice da Casa Civil.

 

Gente, o Brasil está perdido se a Dilma ganhar. Aparelhamento do estado, das estatais, robalheira desandada. Nao dá pra aguentar mais 4 anos de PT. Nada funciona mais, aeroportos sucateados, correio desmantelado, agencias reguladoras apinhadas de petistas, embrapa que nao pesquisa mais nada. E o pior é que o Lula colheu os frutos do governo FHC, e fica vendendo a imagem que o governo do FHC foi um desastre. E ainda o povao nao percebe isso e acredita no que ele fala. E a educacao entao, que o PT nunca vai melhorar porque sabe que se melhorarem o povao nao vai votar no PT. O Brasil está perdido.

 

 

 

São 16:07...Nenhuma linha sobre esses  fatos no blog do ISENTO RICARDO NOBLAT!!

 

São 16:07...Nenhuma linha sobre esses  fatos no blog do ISENTO RICARDO NOBLAT!!

 

O cidadão não pode mais aceitar que todas as falcatruas dos tucanos e seus familiares quando caem na mão do pig virem "dossiês" de "petistas".

É um ultraje que não podemos mais aceitar. Sorte e competência do Leandro Fortes que isso foi parar  na capa da revista do Mino. Senão os barões do pig e seus jornalistas amestradas conseguiriam pegar esse flagrante de delito da filhinha do papai e tranformá-lo, sabe-se lá como, em mais um dossiê da maligna Dilma

 

Juliano Santos

Absurdo !!! e a reportagem da Veja em 2002 lembrada e reproduzida pelo "Comentador" nos Comentários (imperdível). 

 

E prejudicando diretamente o cidadão comum...(?)

talvez com o filão da recuperação de crédito

Se não me engano a proliferação de escritórios de cobrança vem daí, banco de dados para negociação de carteiras de cobrança a partir de arquivos e mais arquivos contendo nome de clientes em atraso e emitentes de cheques sem fundos, inadimplentes em geral, obtendo daí detalhes do contrato.

Quem nunca se revoltou por ser obrigado a pagar 140, podendo pagar 110, já incluídos os acréscimos legais, normais, diretamente com o credor?

Posteriormente foi legalizado, passou a constar nos contratos, mas, antes, muita gente deitou e rolou tendo em mãos a desgraça de milhões de brasileiros, repassada numa bandeja de ouro e de forma "oficial"

 

Fico embasbacado com a precocidade de determinadas pessoas. Alguém, hoje com 41 anos, tinha 32 anos há 9 anos, e menos de 30 nos anos 90; e apenas 24 anos em 1993. Pois é, mas desde cedo começam a lidar com dinheiro "graúdo". Muito capital, muitos negócios. Hoje devem estar milhardários, não? Quase um DD?

 

José Serra avisa: Vai fazer comício de protesto fora Dilma

Basstou eu perguntar para vocês leitores porque o candidato tucano José Serra não faz comícios, e hoje recebo a notícia de que Serra vai fazer um "grande comício" em Mauá, (São Paulo)

O PSDB escolheu Mauá como palco para promover, às 18h da próxima quinta-feira, um comício em tom de protesto contra a Receita Federal, que segundo Serra, por ter quebrado o sigilo de sua filha.José Serra, está pedindo aos militantes -- pagos--, convocados via e-mail e torpedos, que usem camisetas amarelas. A ideia é lembrar o movimento das Diretas. Com direito a fora Dilma e tudo mais.Então, eu gostaria de fazer mais algumas perguntas...José Serra, hoje, admite conhecer desde janeiro a quebra de sigilo, quando diz ter “alertado” Lula.Mas, somente agora Serra aperece na TV se dizendo indignado.Pergunta: Por que Serra não ficou indignado em janeiro quando soube?.Por que José Serra esperou 9 meses para ficar indignado e cobrar proviências?José Serra é oportunista que usa a própria filha em busca de votos?Serra é um político azarado.Em 2002, o povo queria mudança. José Serra queria a continuidade do governo FHC.Em 2010 o povo quer continuidade do governo Lula, José Serra quer mudança para o governo FHC.Há uma semana, 69% achavam que Dilma vence. Hoje, compartilham dessa idéia 72%.Com sigilo sem sigilo, com filha sem filha, Bye bye Serra

Por falar em filha, Veja o site da empresa de Verônica Serra e como ele "facilitava" a vida de seus clientes. http://bit.ly/bX3CkN

 

 

Grande reportagem. Mas ao contrário de Serra que usa reportagens, no caso "reportagens", na TV, não acredito que Dilma repercuta em seu programa. Agora, se Serra nos próximos debates vier com "gracinhas", Dilma já tem farta munição contra ele e sua quadri..., digo, família.

Quem poderia repercutir em seus programas seriam os, sempre,  indignados Plínio e Marina. Ou será que suas indignações são seletivas como as da velha mídia. Até o Serra tem fugido do caso, mas esses dois tem se esmerado nas respostas indignadas. É bom que nos próximos debates, ao invés de se portarem como linha auxiliar do Serra, o questionem.

 

Não é a toa que o BB ainda está sucateado e sangra muito !

 

Entao a DIREITA APARELHOU tudo em que encostou pra repetidamente roubar, caluniar, e desmontar?

Nossa...  deve ser novidade...

 

vou tentar ser mais objetivo. ao meu modo? qual a possibilidade de q a revista carta capital se transforme em uma...isto é (estou falando em alcance e em tiragem,não em linha editorial, evidentemente)? como estão projetos como caros amigos e forum? digo em termos de tiragens e alcance  de leitores.  como está o brasil de fato? aqui em santos, só encontro em uma banca do gonzaga, uma quadra da praia. esses parcos veículos q podem oferecer uma visão alternativa dos acontecimentos, estão funcionando? aquela revista do kotscho, os brasileiros, tb n vi mais. sou meio cético em relação ao uso e alcance da internet no curto prazo. qdo o blog do nassif atingir 300 mil pessoas começarei a achar q a coisa vai pegar. tem q fazer mta coisa p a internet atingir o povão. gostaria de pedir uma discussão o mais objetiva possível sobre as formas de criação de um espaço alterantivo de opinião q não seja só a internet. me entemdam , sei q ela é eficiente mas suspeito q nos próximos anos . a sociedade brasileira precisará de outras ferramentas p se defender.

 

Aguardo ANSIOSAMENTE  repercussão desta reportagem, e das outras aqui postadas, no blog do SENHOR RICARDO NOBLAT.  Lá permanecem a manchete "Receita escondeu violação do sigilo do genro de Serra" e a "frase do dia": Só falta o Lula dizer: 'Não votem mais em mim se a Dilma não governar bem.'José Serra, lembrando que Paulo Maluf disse a mesma coisa em relação a Celso Pitta, que se elegeu prefeito de S. Paulo.

Isso fora as fotos e videos do Lula com o pessoal do Amapá, que não mereceu o mesmo destaque(?) de Serra/Roriz e Serra/Arruda.

 

Eu tô ficando maluco, ou é verdade mesmo que sumiu o caso 'receitagate' dos grandes portais (uol, ig, g1, terra, etc), assim... como num passe de mágica! Estranho, não!?

 

"...enviou um ofício ao Banco Central, comandado à época pelo economista Armínio Fraga."

"  deputado deixou o cargo menos de um mês depois de enviar o ofício ao Banco Central e foi sucedido pelo tucano Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais..."

Aí, duas figuras que despontam como estrelas da nova oposição. Ninguém merece!

 

É por isto que o Serra tem medo da Dilma. A Dilma não o Lulinha paz e amor não.

A Dilma nos cem dias de governo tem que chamar o procurador geral

da república e mandar ele trabalhar, porque  vai ter muito serviço. Chamar o Ministro da justiça e ir construindo penitenciárias. O  ministro da justiça tem que chamar o diretor da PF e mandar fechar todos aeroportos antes que estes canalhas do PSDB fujam !

 

Dilma disse: "esquemas de corrupção tem que ser desmantelados, doa a quem doer"

Dilma Rousseff (PT) quando perguntada, comentou a operação mãos limpas da Polícia Federal que prendeu o governador do Amapá, Pedro Paulo Dias (PP), e o candidato ao senado Waldez Góes (PDT), sob a acusação de corrupção, nesta sexta-feira. Ambos são dos partidos da base de apoio.

"Em relação à Polícia Federal, à CGU [Controladoria Geral da União] e a todos os órgãos de investigação a seguinte orientação sempre foi a do presidente Lula: desmantele esquema de corrupção doa a quem doer", declarou Dilma, em sua primeira coletiva de imprensa após o nascimento de seu neto Grabriel, em Porto Alegre.

Feliz do povo brasileiro que tem um governo republicano como este, onde aliado não tem nenhum salvo conduto na Polícia Federal.

Se fosse no governo demo-tucano de FHC e Serra, a investigação passaria longe dos aliados, já estaria tudo engavetado, e a gente nem ficaria sabendo.

 

Isto prova que se a mídia golpista eleger o Serra como presidente eu posso pegar em armas e colocar quem eu quiser no lugar dele. Mas isto não vai acontecer. Portanto, eu quero o Serra na cadeia junto com a sua camarilha após o livro do Amary Jr ser puplicado. Atenção Dilma ! No ano que vem construa mais penitenciárias federais com o dinheoro do PAC para alojar todos canalhas que participaram desta farça montado com os canalhas do PIC.

 

Aqui a arma do crime:

http://web.archive.org/web/20010208124634/decidir.com.br/busquedas.asp

 

Nassif

O que me deixa mais triste nesta campanha é a cara de pau da "grande mídia", que é mais suja que pau de galinheiro e embarca nessas baixarias.

Que pauta maldita.

 

 

Mário Mendonça

Partindo do principio de que Jose Serra ficou indignadissimo com a quebra ilegal dos sigilos fiscais de seus parentes, e de se esperar que o mesmo va se portar da mesma forma em relacao a exposicao da vida fiscal de mais de 60 milhoes de brasileiros por uma empresa da qual uma filha sua era socia. No minimo ele vai chamar as falas as autoridades do Bacen e do BB a epoca dos governos demotucanos, e exigir das atuais providencias imediatas para esclarecer esse mega-escandalo. E como o Serra nao e de dar moleza a ninguem, e mostrar que o exemplo vem de casa, exigira que sua filha explique a todos os brasileiros e brasileiras, eleitores e eleitoras,  o ocorrido. Em seguida,  para que nao paire nenhuma duvida, vai pedir a PF a abertura imediata de investigacoes sobre essa verdadeira bomba atomica. Tudo em nome da transparencia e da coerencia, e da preservacao de um nome que nunca esteve relacionado a escandalos. E esperar pra ver.

 

Quanta hipocrisia!

A pá de cal na moribunda credibilidade tucana (partido e imprensa).

 

Pois é: quem tem telhado de vidro não joga pedra no telhado do vizinho! Foi mexer.... Agora eita que este Mino Carta é um homem porreta! Amanhã cedo já vou buscar a revista pra ler, aqui na província ela chega um tiquinho atrasada.

 

O que vai acontecer com a imprensa a partir dessa eleição? O chamado PIG, tem feito jus a esse nome ocultando informações, manipulando entrevistas e edições de declarações dos que eles consideram seus opositores- o atual governo e, apoiando ostensivamente o Serra e tchurma, inclusive atacando seus aliados-adversários - vide o "brilhante" artigo do ousado Mauro Chaves. Esse me  parece que se não tiver a certeza da impunidade não tem coragem sequer para tocar campainha e sair correndo. Por outro lado, os a favor, não são  ofensivos à inteligência mas são claramente alinhados à situação.

Isso é liberdade de imprensa? Vamos a partir da muito provável vitória da Dilma continuar por mais quatro anos tendo que aguentar ofensas- afirmações de que o presidente é bebado, ameaças de surra ao presidente , o presidente foi criminoso derrubou pessoalmente um avião e outras baixarias tais esperando um possível declinio da pujança economica para instalar no poder, novamente, as pessoas que tanto beneficiam os grandes grupos de imprensa do País?

Será possível após essa eleição e com dois lados tão declaradamente inimigos se constituir situação e oposição que ajam de maneira responsável na condução política do Brasil? A julgar pelo que estamos vendo  isso vai ser muito difícil , a menos que se realize uma reforma política no país, que certamente vai definir os limites para todos nós, incluida aí a imprensa.

 

O governo Lula esta de mãos atadas, não se faz, nada, não se mexe em nada até depois das eleições, para evitar justamente a midia golpista de plantão. Nada será investigado, nada.... alguns chamam isto estrategia politica, mas eu tenho outro nome, que não posso colocar aqui.....

 

Não deu tempo da equipe de campanha do Serra,de "recolher"(comprar)todas as edições da Carta Capital,das bancas,e o estrago está feito !

Como se comportarão os veículos de comunicação có-irmãos,Veja,Globo,Folha Estadão ?

Investigarão e darão suas versões oficiais,dourando a pílula,ou silenciarão ?

Como diria o Lula,nos tempos sindicais,"chegou a hora da onça beber água".

 

O preço da liberdade, é a eterna vigilancia.

Acho estranho esta berra de "sigilo" , somente quem deve, tem medo que seus dados caiam nas mãos das autoridades competentes, ou delegadas.......

O caso do Daniel Dantas, e a berra de todos os safados Senadores e Deputados de Brasilia, contra o monstro bisbilhotador Protogenes, é exemplar..... utiliza-se da berra quando aquilo lhes é favoravel, e na maior parte das vezes, para tentar esconder sonegações e peraltices com o dinheiro publico....

 

"A informação dada por Yamamoto não era, porém, verdadeira. O site da Decidir.com, da forma como foi criado em Miami, tinha o seguinte aviso para potenciais clientes interessados em participar de negócios no Brasil: “encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado”."

 

Segue o link comprovando a informação acima:

http://web.archive.org/web/*/http://www.decidir.com

Clique em> 2002 > Mar29, 2002 > Brasil > Licitações

 

O mundo maravilho da internet...

 

Pois Zé... E agora José?

E não falo do Zé carioca... e sim de outro malandro preguiçoso...

 

Lembro também que a gestão kassab/serra colocou na internet, disponível para todos, o nome de todos os servidores, a remuneração de cada um e o órgão em que trabalha, inclusive dos servidores aposentados com a justificativa de que o contribuinte que paga tem o direito de saber.  Faz se demagogia em nome da transparência expondo dados sigilosos de todos os servidores, dados íntimos, pessoais, conforme a CF. Nesse caso, não há indignação do candidato da oposição? Da filha de um homem público não pode, mas de todos os servidores municipais de SP podem?? Que coerência é essa?

http://deolhonascontas.prefeitura.sp.gov.br/priv/secretarias.htm

 

 

 

E ele era ministro do planejamento na ocasião. A midia financeira como sempre ajudou a jogar areia na caca, e ainda ajudou a esconder o cheiro.

Só assim para conseguirem postular a cargos publicos.  Contando com os cumplices "capitalistas de estado" que não vivem sem o estado para perpetuareem suas riquezas e que gostam de concorrência, mas somente para os outros.  

Os "Capitalistas de estado" são filhos ciumentos do estado, não querem compartilhar o pai, sofrem de dupla personalidade.  Na democracia enquanto o pai lhe protege ele é fã ardoroso do sistema.

Se a atenção dos governantes começam a pender para outros lados da sociedade eles ficam contrariados, não gostam de dividir o bolo, preferem esperar o crescimento eterno, para aí dividir.  Mas ele nunca chega ao ponto.  As vezes a "ditabranda" é uma saudosa inspiração se o papai estado não está ali lhes abraçando, lhes carregando no colo.

Acho que o governo FHC, foi um pai para os capitalistas de estado, que o Ministro Serra foi um estado para a filha.   

 

 

Nassif.

Quando digo que 8 anos "tucanos" tornaram essas aves de rapina milionárias. Foi um verdadeiro assalto ao poder comandada por uma quadrilha composta por políticos, professores universitários, economistas, banqueiros, etc., verdadeiros "trombadinhas" vestidos de terno e gravata e tailleurs como a elegante e bonita filha do José Serra.

Espero que um dia todas as vísceras destes anos de assalto ao patrimônio público sejam revelados. Ao meu ver, existe muita ética em relação a esses "assaltantes engravatados" diante do tamanho da roubalheira desta gente. Espero, ansiosamente que o livro do Amaury Ribeiro Junior revele o estado de corrupção dos anos tucanos. Também aguardo que algum jornalista paulista corajoso faça o mesmo sobre os governos do Paulo Maluf, do Quércia, do Fleury (lembram?), do Covas (pousava de santinho, mas seu filhinho tem livre transito nas licitações paulistas. É um "expertise"),  o cara de "chuchu", o Serra. Ninguém ousa a pesquisar e revelar estas quase 3 décadas de tráfico pesado de influência e corrupção. Fazer em todos os estado da federação é pedir muito, daria uma enciclopédia e seria fruto de anos de pesquisa.

 

Moral da história: Serra é que está quebrando os sigilos fiscais de inocentes cidadãos.A SRF , o governo, o PT estão sendo usados como bodes esxpiatórios.Ponto final.Cadeia para Serra. E daí? nada. O que  política partidária não faz?!

 

Como se diz aqui na Bahia: Misericórdia....

http://web.archive.org/web/20010606221453/www.decidir.com.br/default.asp...

 

Em 2002, a Veja repercurtiu notícia em que o PFL desconfiava que Serra tinha montado uma indústria de espionagem. Hoje, Veja e Serra estão juntos.

 

 

E as bruxarias andam soltas

Numa guerra suja, a "base aliada" se
engalfinha com grampos e dossiês

Felipe Patury e Marcelo Carneiro

Veja também Com a palavra, o eleitor É a vez de Serra E as bruxarias andam soltas A sétima mentira sobre o dinheiro O homem da máquina já incomoda O começo do fim das oligarquias Fórum: Dê sua opinião sobre a conduta dos presidenciáveis. É correto um fazer dossiês sobre a vida do outro? De onde vem o dinheiro das campanhas? Você se preocupa com a vida pregressa dos candidatos?

 

Ninguém esperava que fosse tão cedo, faltando ainda sete meses para o pleito presidencial, mas a guerra suja das campanhas eleitorais já deu o ar de sua graça. Na semana passada, no rastro da devassa policial no escritório da Lunus, empresa da governadora Roseana Sarney e de seu marido, Jorge Murad, Brasília foi tomada por aquela parafernália que traz à superfície o que há de mais subterrâneo: espionagem, grampos telefônicos e dossiês. No Congresso, o PFL protocolou uma denúncia contra o deputado tucano Márcio Fortes, do Rio de Janeiro. Acusam-no de contratar arapongas para espionar a governadora do Maranhão. O PFL também fez barulho com a notícia de que, sob o comando de José Serra, o Ministério da Saúde pagou uma bolada a uma empresa para detectar grampos telefônicos em suas dependências. Suspeita-se que, na verdade, a empresa poderia estar fazendo espionagem para Serra. Por fim, o PFL ameaça juntar-se ao PT para criar a CPI da arapongagem, com o objetivo de azucrinar o governo, investigando todos os casos de escuta clandestina ocorridos na gestão de Fernando Henrique.

Sérgio Lima/Folha Imagem

O deputado Márcio Fortes, acusado de arapongagem: denúncia no Congresso

 

Os pefelistas têm sido acusados de levantar a voz contra uma investigação legítima e legal, que começou em abril de 1997, bem antes da campanha presidencial. Afinal, não foi um tucano, nem um araponga, quem colocou 1,3 milhão de reais no escritório da Lunus. As versões mentirosas sobre o dinheiro também não foram criadas por adversários (veja reportagem). Não foram obra de tucano ou araponga as suspeitas que ligam Jorge Murad às fraudes contra a velha Sudam. Há que se reconhecer, no entanto, que a arapongagem sempre esteve solta, como prova o célebre caso do grampo no BNDES, até hoje não esclarecido, cujo suspeito número 1 ainda é Temílson Antônio Barreto de Rezende, o Telmo, um ex-araponga oficial. Para desencanto de quem esperava que essas práticas estivessem sepultadas, elas continuam em pleno vigor. E, por incrível que pareça, os bruxos da espionagem aparecem quase sempre voando nos céus do que até pouco tempo atrás se chamava de "base aliada do governo" – ou seja, tucanos e pefelistas.

O governador Anthony Garotinho conta que, em 18 de fevereiro, recebeu uma pessoa no Palácio das Laranjeiras, a residência oficial do governador do Rio. Garotinho se recusa a revelar a identidade do interlocutor, limitando-se a dizer que era "um político fluminense", mas relata o conteúdo da conversa. Seu visitante ofereceu-lhe um cardápio de denúncias contra a governadora do Maranhão. Era um calhamaço, com mais de 10 centímetros de altura e uma capa transparente sobre uma folha branca, em que se lia "Dossiê Roseana Sarney". Garotinho manuseou o material por uma hora e meia. Estava dividido em três partes. Uma falava da vida pessoal da governadora. Outra contava supostos casos de irregularidades no governo do Maranhão. A última versava sobre a família Sarney. "Aquilo foi coisa de profissionais", afirma o governador. "Existem detalhes como o valor de uma conta de restaurante que ela pagou, com quem estava e o cartão de crédito que usou", completa.

Ed Ferreira/AE

Bornhausen, presidente do PFL: batendo na tecla das investigações espúrias

 

Garotinho diz que não foi possível precisar o período em que o dossiê foi produzido porque constavam fotos e documentos antigos e atuais. No dossiê, lembra o governador, havia ainda transcrições de grampos telefônicos. Isso levou à suspeita no PFL de que a devassa da Polícia Federal no escritório da Lunus só foi realizada no dia 1º de março porque um grampo telefônico teria permitido aos policiais saber que, naquele dia, haveria mais de 1 milhão de reais em dinheiro vivo nos cofres da empresa, razão pela qual o diretor da PF, Agílio Monteiro, foi convidado a prestar explicações no Congresso nesta semana. Garotinho diz que não se importou em ficar com o material ou tirar cópia, mas quis saber qual era o interesse de seu interlocutor na divulgação do material. O "político fluminense" teria dito: "O mesmo seu, abalar a candidatura da Roseana". Garotinho, então, quis saber a mando de quem o "político fluminense" lhe oferecia o dossiê. "Do Márcio Fortes", ouviu. Encerrada a conversa, Garotinho ligou para José Sarney e contou o que vira. Sarney disse que já sabia de tudo. E que aquilo era obra "desse Márcio Fortes".

De fato, Sarney já sabia da história. Há dois meses, o ex-presidente procurou Fernando Henrique Cardoso no Palácio da Alvorada. Reclamou de duas coisas. Disse que arapongas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) estavam vasculhando a vida de sua filha. E que espiões contratados pelo deputado Márcio Fortes estavam fazendo o mesmo. Márcio Fortes não é um tucano qualquer. É secretário-geral do PSDB e membro do coração da campanha de Serra. A Sarney, Fernando Henrique esclareceu que jamais dera essa ordem para o general Alberto Cardoso, chefe da Abin, mas ficou de apurar o assunto. E ainda pediu ao general que ligasse para Sarney. Ocorreu o seguinte diálogo:

– Não existe nada disso, senador – garantiu o general ao telefone, referindo-se a sua turma da Abin.

– O Márcio Fortes – insistiu Sarney – contratou gente ligada à comunidade de informações no Rio. Estão fazendo dossiês contra Roseana.

– Ah, isso pode ser... Vou investigar – respondeu o general Cardoso.

O ex-presidente José Sarney nunca apresentou nomes, datas ou qualquer outro dado para reforçar suas acusações. O governador Garotinho recusa-se a dar o nome do interlocutor que levou o dossiê para ele examinar. O deputado Márcio Fortes nega qualquer envolvimento com o assunto. "Não conheço nem nunca tive qualquer contato com as pessoas apontadas como autoras de grampos", afirma Fortes. Mesmo com essas brechas todas, os ânimos se acirraram ainda mais na semana passada, quando se descobriu a história de uma empresa contratada pelo Ministério da Saúde para combater grampos telefônicos. Ela se chama Fence Consultoria Empresarial e pertence a um coronel da reserva, Enio Fontenelle. Até o ano passado, sua empresa tinha um contrato de 28.000 reais fixos por mês com o Ministério da Saúde para fazer varredura em linhas telefônicas e leitura eletromagnética de ambientes. Sua função era proteger o ministro José Serra e sua equipe de eventuais grampos. O contrato foi renegociado no fim do ano passado, com dispensa de licitação e em bases realmente extraordinárias, que deram novo alento à saúde financeira da empresa de Fontenelle. Com o novo contrato, a Fence pode ganhar até 150.000 reais por mês.

 

Fotos Moreira Mariz, Felipe Araujo/Folha Imagem, Sebastião Moreira/AE, Joedson Alves/AE

1. O deputado Moroni Torgan: aviso a Tasso sobre grampo telefônico
2. O governador Tasso Jereissati: sem acreditar que o tucano Márcio Fortes se envolveu em bruxarias
3. Paulinho, da Força Sindical: também avisou a Tasso sobre dossiês
4. O ex-presidente José Sarney: outro que alertou Tasso sobre arapongagens

 

A Fence tem sido procurada por vários órgãos públicos. Atualmente, mantém negócios com seis deles, num sinal de que seus serviços são muito populares na capital federal. Entre eles há órgãos que, antes do rompimento com o governo, eram comandados pelo PFL, como o Ministério do Esporte eTurismo e a Caixa Econômica Federal. A Fence também é a preferida dos tribunais. Hoje, tem contrato com o Supremo Tribunal Federal e com o Superior Tribunal de Justiça. A diferença gritante está nos preços. No fim do ano passado, renovou seu contrato com o Ministério da Saúde e abocanhou uma bolada de 1,8 milhão de reais. Dá 150.000 reais por mês. Nenhum outro contrato com órgão público é assim tão elevado. O maior deles foi com o Superior Tribunal de Justiça, mas não chegava a 16.000 reais por mês – ou quase um décimo do valor do contrato com o Ministério da Saúde.

O coronel Fontenelle justifica o aumento de sua carga de trabalho com os embates que o Ministério da Saúde teve nos casos de quebra de patentes de remédios para a Aids, do lançamento dos genéricos e da luta contra o cigarro. Como nada disso aconteceu neste ano, o coronel admite: "O volume de trabalho cresce de acordo com os riscos. Ser candidato a presidente da República é, sem dúvida, motivo de riscos maiores". Para ganhar os 150.000 reais expressos no contrato, a Fence tem de realizar até 600 incursões em busca de grampos no Ministério. Se no mesmo mês checar a linha do ministro 600 vezes, leva os 150.000. De 1º de janeiro até 28 de fevereiro, Fontenelle já faturou no Ministério da Saúde 211.000 reais. Isso significa que realizou nada menos que 840 varreduras em apenas 59 dias. Feita a conta, chega-se a catorze varreduras por dia.

Dida Sampaio/AE

O ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira: até agora, é o alvo principal dos pefelistas

 

O jogo sujo é arma conhecida nas campanhas eleitorais, mas costuma aparecer perto da reta final, e não com tanta antecedência. Na semana passada, não havia um ou dois dossiês circulando em certas rodas de políticos e empresários, mas vários – e sempre na tal "base aliada". Há quinze dias, o governador do Ceará, o tucano Tasso Jereissati, recebeu um telefonema de Sarney, alertando-o para a existência de um dossiê sobre seu governo. Dias depois, Jereissati recebeu outra ligação. Um emissário do deputado Moroni Torgan, do PFL, seu desafeto na política local, confirmou ao governador que havia um dossiê a seu respeito. Nessa versão, as acusações tratavam de operações bancárias consideradas estranhas feitas pelo Banco do Nordeste, cujo presidente foi indicado por Jereissati. Torgan nega ter falado em dossiê e diz ter feito um alerta sobre a existência de supostos grampos para investigar o governador do Ceará.

Em outubro do ano passado, o governador já recebera um telefonema do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. Ele contou que ouvira relato sobre um dossiê a respeito de operações descritas como irregulares das empresas da família da mulher de Jereissati, o grupo Edson Queiroz, o maior do Estado. Na última semana, Paulinho confirmou a VEJA que obteve a informação e deu ciência dela a Tasso Jereissati. Em pelo menos um dos três telefonemas, Jereissati foi comunicado de que a mão por trás do dossiê – olha ele aí de novo – era a de Márcio Fortes. "Os dossiês não passam de afirmações levianas organizadas por desocupados", afirma o governador. A respeito de Márcio Fortes, Jereissati declara: "Não posso acreditar, em hipótese alguma, que o secretário-geral do PSDB, impulsionador da campanha a presidente do nosso candidato, que é o Serra, possa estar fazendo qualquer coisa contra mim".

Quando se fala da existência de um dossiê, as pessoas podem ser levadas a acreditar que se trata de um compêndio encadernado e volumoso. Isso não é uma regra. Alguns dossiês podem até ser volumosos, mas entre os papéis em circulação nos últimos dias há até "dossiês" de uma folha só. Numa dessas folhas soltas há o relato de que um governador do PFL teria gasto 150.000 dólares numa viagem de dez dias a Paris. A viagem de fato existiu, mas o governador nega que tenha gasto tal quantia – e VEJA optou por não identificá-lo porque não há prova do esbanjamento. Outra característica ligada aos dossiês diz respeito à sua consistência. Por maior que seja o documento, em geral não apresenta prova alguma de irregularidade. Não se está falando de um aprofundado estudo a respeito de um personagem com o objetivo de listar a ocorrência de fraudes comprovadas associadas ao seu nome. Seu único propósito é difamar e levantar uma nuvem de suspeitas sobre o político em torno de quem se escreve. A idéia é sugerir que o alvo das investigações não passa de um vigarista, quando, na verdade, a vigarice confirmada é a do autor do dossiê.

Selmy Yassuda

Telmo, o ex-araponga oficial, suspeito no caso do grampo do BNDES

 

Esse tipo de dossiê costuma aparecer em períodos de eleição, mas muitos deles foram produzidos com bastante antecedência e ressurgem em fase de campanha. Boa parte dos papelórios surge como contribuição a um candidato, feita por um empresário amigo ou aliado político. É o caso de um dossiê que versa sobre alguns assessores e amigos de José Serra, principalmente o economista Andrea Calabi, ex-presidente do BNDES. Foi preparado por encomenda de um dos maiores bancos de investimentos do Brasil e realizado por uma empresa americana. O "documento", confeccionado no início de 2000, reapareceu agora, nas mãos de um político do PFL. Os dossiês têm em comum o fato de revelar episódios incríveis, denúncias monumentais, cobranças de propinas astronômicas. A grande maioria, no entanto, trabalha com fatos impossíveis de ser comprovados. Existe um dossiê, oferecido a um grande empresário brasileiro, que transcreve telefonemas trocados entre um ex-ministro do governo Fernando Henrique e um deputado federal. No telefonema, o ex-ministro oferece dinheiro ao deputado em troca da aprovação de um projeto de interesse do governo federal. A transcrição do diálogo impressiona, mas não há fita para comprovar sua veracidade.

Na semana passada, VEJA encomendou ao Instituto Vox Populi uma pesquisa para verificar a impressão dos eleitores sobre a campanha após os fatos dos últimos dias. Foram entrevistados 500 eleitores, por telefone, entre a quarta e a quinta-feira, em quinze capitais. Os resultados mostram que o eleitorado está descontente com os candidatos. Para 75% das pessoas ouvidas, os políticos estão dispostos a fazer qualquer coisa para ganhar o próximo pleito. Para 78% dos eleitores, as campanhas são financiadas com o dinheiro do caixa dois das empresas, e 95% declaram que o interesse dos empresários que financiam políticos é obter influência no governo e exigir vantagens em troca de favores. O Brasil está mal-humorado com o comportamento de seus políticos. E a guerra dos dossiês só contribui para piorar esse mau humor.

 

 

E falando em Veja (arrghh!), quem gostou da edição desta semana?
Não vi comentários...

abs

 

Para expor a filha do jeito que está fazendo, Serra deve confiar na impunidade mais do que recomenda o bom senso.

 

Já deu prá perceber o que todos esperam da nossa grande mídia falida: nada, o jogo puro e simples da corrupção jornalística, que só publica o que convém aos seus aliados. Santa Internet Batman!!

 

Como se diz aqui na Bahia: Ave-Maria....

http://web.archive.org/web/20010606221453/www.decidir.com.br/default.asp...

 

Parabéns pela dica! Fantástico esse site, que guarda velhas páginas da web!

 

Pois é,

Mais um caso nebuloso, dessa vez de matriz tucana da gema, para o Movimento dos Sem Mídia, hospedado no blog cidadania.com, do grande Eduardo Guimarães patrocinar em nome dos brasileiros dígnos e indignados!

Bem Nassif, se eles pensaram em uma bala de prata para atingir a Dilma no final da campanha,  posso admitir então que essa matéria da CartaCapital é a pá de cal que enterra de vez a do Serra.

 

Que seria de nós se não fosse esses jornalistas sérios, com visão ampla das mazelas do poder?

Coitada da "Santa" Verônica Serra! Como estão judiando dela. E do incosequente candidato, pai da vítima e formador da personalidade dela.

Que podridão! E tudo camuflado pela força do dinheiro.

E nós? Pobres mortais! Temos que aguentar a midia vendida até que as verdades apareçam. Ainda bem que pela estratégia de campanha do "dito"  o tiro saiu antes e está dando tempo das verdades aparecerem.

VIVA A INTERNET! O 5º poder.

 

Estou embasbacado. É até difícil de acreditar. Espero pelas negativas(se vierem).

 

Eu aposto que agora via diminuir essa farsa do dossie que gera manchetes iguais na Folha, no Estadao, no Globo.

Aposto que foi o Daniel Dantas que armou tudo isso com seus espioes.

Aposto que Dantas armou tudo para tentar blindar suas sacanagens com a Veronica Serra.

Aposto que, se colarem o Dantas no Serra, a Marina passa ele. Em 2002 o Antonio Britto ia ganhar a eleição para Governador do Rio Grande do Sul no primer turno. Quando apareceu a denuncia que o Britto era funcionario do Dantas, ele teve 7% dos votos, ficando em terceiro lugar. Ė o "efeito Dantas" que em 2002 ainda nao era tao famoso na bandidagem qto hoje.