newsletter

Brasil quer reduzir tropas no Haiti

Por raquel_

Do Valor  Online

Amorim quer a redução da missão militar internacional na ONU

BUENOS AIRES - O ministro da Defesa, Celso Amorim ,afirmou que o Brasil deverá propor na próxima reunião da Unasul, em Montevideo, nesta quinta-feira, a redução da missão militar internacional da ONU no Haiti ( Minustah), comandada pelo Brasil. De acordo com Amorim, que discutiu o tema esta manhã em Buenos Aires com o ministro da Defesa da Argentina, Arturo Puricelli, a diminuição do efetivo será o primeiro passo para o estabelecimento de um cronograma prevendo o fim da presença militar estrangeira.

"Os objetivos da missão eram estabelecer a paz e a democracia no País. As condições de segurança melhoraram e o Haiti já realizou a sua segunda eleição democrática desde o início da missão. Se fôssemos esperar, a situação ficaria perfeita, teríamos que permanecer lá para sempre", disse.

Amorim frisou que o desengajamento será gradual e o mandato da ONU no Haiti será renovado em outubro. O Brasil comanda a missão militar no Haiti, iniciada em 2004 e atualmente com 12,2 mil integrantes.

A missão praticamente dobrou de tamanho depois do terremoto de janeiro de 2011, que destruiu toda a infraestrutura haitiana. O ministro da Defesa está realizando a sua primeira viagem internacional desde que assumiu o ministério, no mês passado. Amanhã, Amorim irá ao Paraguai.

(Cesar Felício / Valor)

Sem votos
6 comentário(s)

Comentários

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.
+6 comentários

<!-- @page { margin: 2cm } P { margin-bottom: 0.21cm } A:link { so-language: zxx } -->

O Brasil está no Haiti por conta da ilusão da "esquerda" oportunista de que o Brasil ganharia uma vaguinha permanente no Conselho de Segurança da ONU se mandasse as tropas brasileiras renderem os invasores estadunidenses, liberando as tropas imperialistas para as suas invasões no Iraque e no Afeganistão.

Estão a fazer o trabalho sujo que normalmente fazem os estadunidenses (neste caso, reprimir e

impedir a participação política dos apoiadores do presidente de esquerda deposto e sequestrado pelos “marines”, Jean-Bertrand Aristide, o movimento Lavalas, e apoiar a elite haitiana e o imperialismo em seu projeto neoliberal).

 

Os EUA armaram a “oposição” a Aristide (formada por milícias de remanescentes dos “tontons macoutes”, os esquadrões da morte dos ditadores Papa e Baby Doc, e esbirros da ditadura de Raoul Cédras) para causar o caos no país e gerarem a desculpa para a intervenção das forças especiais, que, em 2004, sequestraram o presidente e, a ponta de fuzil, o retiraram do país (qualquer semelhança com a Líbia ou Honduras NÃO é mera coincidência!).

 

Como sempre, a ONU veio para limpar a sujeira do imperialismo e dar um verniz de legitimidade ao golpe imperialista. Aí entrou o Brasil de gaiato, com Lula pensando que, ao agradar Bush, ganhava o apoio do império para o pleito da cadeira no covil de ladrões do Conselho de Segurança. Como sempre, as capitulações da “esquerda” oportunista não tiveram contrapartida dos “parceiros” do outro lado.

 

Em cada uma das eleições “democráticas” a que se refere Amorim, o grande ausente é precisamente o setor político mais popular do Haiti: os seguidores de Aristide, presos, torturados, executados (inclusive pelas forças da ONU), proibidos de participarem das eleições.

 

http://www.haitisolidarity.net/article.php?id=126

 

http://www.counterpunch.org/2004/10/11/the-untold-story-of-aristide-s-departure-from-haiti/

 

http://www.counterpunch.org/2004/02/26/us-is-arming-anti-aristide-paramilitaries/

 

http://www.wsws.org/articles/2004/mar2004/hait-m01.shtml

 

http://www.historycommons.org/timeline.jsp?timeline=the_2004_removal_of_jean-bertrand_aristide

 

http://www.lrb.co.uk/v26/n08/paul-farmer/who-removed-aristide

 

http://www.haitisolidarity.net/article.php?id=126

 

http://www.counterpunch.org/2010/11/26/haiti-s-sham-elections/

 

http://www.counterpunch.org/2010/11/30/haiti-s-fouled-up-election/

 

http://www.counterpunch.org/2010/11/17/why-aristide-s-party-won-t-vote/

 

http://newsbelly.com/news/conspiracy/wikileaks-international-community-screwed-with-haitis-elections-again/

 

 

Engraçado!

Quando o boquirroto, que antecedeu o ilustre Celso Amorim, vociferava suas asneiras, Mario blaya e Andre Araujo, nunca se manifestaram querendo lhe mostrar quas eram suas funções.

Tenho a impressão que a inveja, a dor de cotovelo e o rancor, não apenas doem como parvoneiam as pessoas.

É mais do que evidente que, ao fazer tal afirmação, o ilustre Celso Amorim só o fez, com a devida autorização da Chefe da Nação e do seu Ministro de Relações Exteriores.

Ao contrário do arrogante, falastrão e sabotador do Governo a quem deveria servir, Celso Amorim sabe se comportar porque tem postura, dignidade e, acima de tudo, vive a favor do Brasil e dos brasileiros. Pra desespero de sujeitos como AA e MB.

 

 

isso não é da conta nem da responsabilidade do ministro da defesa, mas sim da presidente da republica ou do ministro das relações exteriores!  o senhor ministro Amorin que vá cuidar da sua pasta!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." MAX FRICH

A matéria obviamente é da area do Ministerio das Relações Exteriores, a presença brasileira é em função de acorodos com o Conselho de Segurança da ONU e a ação eficiente das tropas brasileiros construem um excelente capital diplomatico e estrategico para o Brasil.

Esse tipo de decisão é politicamente tomada pelo Chefe de Estado, não é decisão do Ministerio da Defesa, que é orgão executório. O Ministro da Defesa não deveria se manifestar publicamente sobre esse tema porque ele não é a instancia decisória e pode embaraçar desnecessariamente a Chabcelaria e a Presidência da Republica.

 

Não devemos abandonar os amigos Haitianos, mas ajuda não é forçada, se pedirem, ajudamos, senão vamos cuidar do nosso negócio.

 

Follow the money, follow the power.