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Breves considerações sobre a nova pesquisa Datafolha

 A pesquisa de intenção de voto para a prefeitura de São Paulo divulgada hoje pelo Instituto Datafolha é a primeira desde a oficialização das candidaturas. Traz um empate técnico entre os candidatos José Serra (PSDB) e Celso Russomano (PRB), com 30% e 26% das intenções de voto, respectivamente. Atrás de ambos vêm Soninha Francine, do PPS, e Fernando Haddad, do PT, ambos com 7%, Gabriel Chalita, do PMDB, com 6% e Paulinho da Força, do PDT, com 5%. Importante notar que quando se pergunta ao eleitor para que responda de forma espontânea em quem pretende votar, 61% não sabem apontar qualquer nome.

Apesar do alto desconhecimento dos eleitores em relação aos candidatos, poderíamos lançar duas hipóteses para refletir sobre aqueles que já apontam alguém quando questionados: a primeira seria a de que a liderança de Serra e Russomano, dois personagens bastante conhecidos do grande público, seria apenas reflexo do fato de que o paulistano ainda não estaria muito ligado à eleição e, ao ser instigado a pensar nela, cravaria como opções de voto os nomes que lhe são mais conhecidos. Em outros termos, os resultados apresentados pelas pesquisa de opinião até aqui seriam efeito daquilo que tantos especialistas chamam de recall, ou seja, a lembrança que as pessoas têm de uma marca, de um produto ou, neste caso, de um candidato. A outra hipótese seria a de que o eleitorado de São Paulo é majoritariamente conservador, e, portanto, uma polarização entre dois candidatos mais à direita já estaria surgindo e tenderia a se consolidar daqui para frente, num quadro praticamente irreversível até outubro. Apesar do alto índice de intenção de voto em Serra e da trajetória fortemente ascendente de Russomano desde o final de 2011, tendo a acreditar na primeira hipótese: neste momento o tema eleição, até porque a propaganda eleitoral na TV e no rádio ainda não começou, não está nas ruas, na boca do povo, e o que mais está pesando no até aqui é o efeito recall, para o bem (para os candidatos mais conhecidos do eleitor) e para o mal (para os candidatos mais rejeitados pelo eleitor). Daí porque, inclusive, Serra e Russomano, os líderes da pesquisa hoje, precisam redobrar esforços a fim de manter estes números até outubro e garantir passagem ao 2º turno.

José Serra é o candidato mais conhecido. Pode ostentar o currículo mais vasto entre todos os postulantes, já ocupou diversos cargos importantes e foi candidato à presidência da república em duas oportunidades. Das últimas cinco eleições, seu nome esteve na urna eletrônica em quatro (2002, 2004, 2008 e 2010), e estará novamente este ano. Apesar disto, ou talvez por conta disto, Serra aparece, nesta pesquisa Datafolha, com 37% de rejeição, taxa que vem subindo pesquisa após pesquisa. Qual a razão disto? Seriam tantas disputas eleitorais seguidas? Seria sinal de que o eleitorado anseia por nomes novos? Assim como outros nomes da política paulista com trajetória eleitoral semelhante, o tucano talvez possa estar enfrentando um fenômeno que já atingiu Paulo Maluf e Marta Suplicy em eleições passadas. Serra, tanto quanto Maluf e Marta, é conhecido por praticamente a totalidade do eleitorado, porém ostenta índices de rejeição que podem comprometer suas possibilidades de vitória. Segundo pesquisas do mesmo Datafolha, em junho de 2004, por exemplo, Maluf tinha 24% das intenções de voto, mas contava com 48% de rejeição. Um mês depois nova sondagem do instituto mostrava Marta na liderança da corrida eleitoral, com 38% das intenções de voto, mas com 30% de rejeição. Serra superou a ambos e acabou eleito naquele ano. Em 2008 o fenômeno repetiu-se. Em julho daquele ano, ainda segundo o Datafolha, Marta, novamente candidata, contava com 36% das intenções de voto e 34% de rejeição. A grande intenção de votos a levou ao 2º turno, mas seu alto índice de rejeição acabou sendo determinante para uma nova derrota, desta vez para Gilberto Kassab. O mesmo que hoje, aliado a Serra, pode lhe ser um peso, dada a insatisfação de parcela importante dos paulistanos com a atual gestão municipal. De fato, ainda de acordo com a pesquisa, 72% dos eleitores não votariam num candidato apoiado por Kassab. Como contraponto a este fator negativo, Serra será o candidato com o maior tempo (alguns segundos a mais que Haddad) no horário da propaganda eleitoral.

Celso Russomano, por sua vez, poderá ter grande dificuldade em manter o alto índice de intenção de voto que o Datafolha. Ainda que conte com uma parcela importante do eleitorado evangélico, que lhe deverá ser fiel ao longo da campanha, Russomano foi impedido, por conta da legislação eleitoral, de manter seu programa de televisão numa emissora bastante popular, o que certamente constituiu-se, nos últimos meses, num diferencial em relação a todos os demais candidatos até aqui. Mas mais do que isso, Russomano contará com menos de 1/3 do tempo de TV na propaganda eleitoral que Serra e Haddad, e também com menos tempo que Gabriel Chalita (PMDB), seus principais concorrentes. Sabendo-se que em grande medida eleições hoje no Brasil são decididas não apenas nas ruas ou nos debates, mas também no horário eleitoral, a campanha de Russomano terá de cortar um dobrado para não ver parte das atuais intenções de voto migrarem para outros candidatos.

Os demais candidatos encontram-se num segundo bloco, bastante distante dos dois líderes da pesquisa. Soninha, Haddad, Chalita e Paulinho, estão tecnicamente empatados, entre os 5% e 7% das intenções de voto. Destes, Paulinho e Soninha são os mais conhecidos do eleitorado. Seria de se esperar que tivessem intenções de voto maiores nesta altura da campanha, e se não têm isto talvez indique que não terão maiores possibilidades de crescimento nos próximos meses. Caberá saber que papel jogarão no pouco tempo de TV que terão a sua disponibilidade no horário eleitoral, bem como se colocarão nos debates, especialmente em relação aos demais candidatos.

Já Chalita e Haddad parecem ter um horizonte mais interessante nos próximos meses. Chalita, apesar de ser um dos recordistas de voto para a Câmara dos Deputados em toda a História eleitoral brasileira, ainda não é conhecido por 40% dos eleitores, segundo o Datafolha. E isto pode ser bom para ele, pois se para muita gente Chalita já foi opção de voto, para outros pode surgir como um nome novo numa eleição que tem potencial para ser polarizada entre tucanos e petistas, o que desagrada parcela do eleitorado já cansada da briga particular entre os dois tradicionais partidos paulistas. Chalita tende a cativar parte importante do eleitorado, com seu perfil ponderado e suas habilidades televisivas. Além disso, terá uma parcela de tempo de TV razoável, que lhe garantirá apresentar suas propostas para a cidade.

Fernando Haddad, por sua vez, é o menos conhecido de todos os principais postulantes à Prefeitura de São Paulo (apenas 55% sabem quem é ele, também segundo o Datafolha). Terá consigo o fato de ser jovem, ter experiência na máquina pública e contar com quatro trunfos bastante importantes: será, juntamente com Serra, o candidato com maior tempo no horário de rádio e TV; terá como cabo eleitoral o ex-presidente Lula, que segundo o Datafolha pode influenciar o voto de 60% dos paulistanos; terá a estrutura do PT, cuja militância provavelmente seja a mais ativa entre todos os partidos que disputam esta eleição; e terá, ainda, o apoio da presidente Dilma, que tem boa aceitação em São Paulo, apesar do anti-petismo muito pronunciado que existe na cidade.

Como revezes Haddad terá de lidar com alguns problemas ocorridos quando de sua gestão no Ministério da Educação, especialmente ligados ao ENEM, ou posteriores, como a greve nas universidades federais, e que certamente serão explorados à exaustão pelos seus adversários. E a aliança com Paulo Maluf, mal digerida por parte do tradicional eleitorado petista e um prato cheio para os adversários, ainda que, a bem da verdade, todos os candidatos, e não só Haddad, tenham disputado o apoio do veterano político.

 

Por fim, dois outros fatos, externos à eleição, poderão influenciar bastante o rumo da campanha daqui até outubro: o julgamento do Mensalão, pelo STF, e os trabalhos da CPI do Cachoeira, no Congresso Nacional. A depender dos resultados de ambos, com uma eventual condenação de alguns cardeais petistas ou com a extensão das investigações do esquema Cachoeira / Delta para as gestões tucanas em São Paulo, Haddad e Serra poderão ser prejudicados, direta ou indiretamente. Uma leitura rápida do que mostra a pesquisa Datafolha poderia apontar para a tendência de polarização entre um candidato consolidado e outro em notável ascensão. No entanto diversos elementos ainda entrarão na equação eleitoral paulistana e o jogo pode estar apenas começando. A ver.

 

Wagner Iglecias é doutor em Sociologia e professor do Curso de Gestão de Políticas Públicas da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP. 

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interessante é que os analistas tentam colocar dois lados, o direita e esquerda, colocando Russomano nesse balaio, fazem de tudo para defender o apadrinhado de lula. E mais que isso falam da militância petista como se ela fosse baba ovo e vive  dos mandos e desmandos de lula. Não param para pensar se a militância rachou, se  os martistas vão de protestos mesmos. Como se a militância fizesse parte da cúpula petista e que diz amém a tudo que lula faz e fala. Já se foi o tempo. O PT esta como a Igreja Católica, perdendo as bases.

Impressionante como distorcem as pesquisas a bem do Haddad, só ele pode crescer, só ele pode tudo etc

Falam do PRB como partido de aluguel como caso seja eleito não pudesse fazer alianças para governar a cidade, como se o PT naõ fosse apoia lo, como se o PMDB não apoiasse, o PSB não pudesse apoiar caso Russomano seja eleito etc

Duvido se Russomano vencer esses partidos não irão querer apoiar, oras

 

Vote no Serra e ganhe o vice de prefeito.

vote no Haddad e ganhe o Maluf de prefeito !!

 

Sinceramente o que sobra ...???

 

Bem: se essas são as "breves" considerações, como serão, então, as LONGAS? Não dá nem para imaginar.

 

Acho que essa pesquisa é muito mais importante no item rejeição. Conforme exposto no post, há muitos fatores futuros a serem considerados, o que torna o quadro atual muito volátil. Mas o fator rejeição pesa bastante. A rejeição não muda do dia pra noite, pois determina um posicionamento firme por parte do eleitor. E este eleitor tende a fazer campanha negativa em relação ao rejeitado, agravando-lhe a tendência de queda. E, na medida em que os candidatos menos conhecidos começarem a aparecer para o eleitor, os rejeitados cairão vertiginosamente e não poderão fazer nada modificar isso. Com novas possibilidades de escolha, os eleitores vão querer experimentar o novo. Por causa disso, acredito que Haddad e Chalita têm grandes chances de passar ao segundo turno. 

 

A consideração mais importante: ninguem deve esquecer  que SERRA ja está em campanha para presidencia de republica. Desde sua candidatura seu grupo politico ,  dentro do proprio PSDB sabe que não vencera esta eleição,e nem mesmo deve vencer para não ter que abandonar. Se ficar para segundo turno será melhor ainda.  Desmemoriza aquela imagem antipatica de Serra durante ultima campanha para presidencia da republica. Pode ser um bom laboratorio para proxima eleição. Provavelmente virá ,  e  é  necessaria grandes mudanças na maneira de tratar os eleitores.

 

Segundo o autor, pode tudo. Que bom! Acho ótima estas considerações.


 

 

Discordo. Talvez você ficou com essa impressão porque o texto chama atenção para muitas variáveis que podem interferir nessa eleição. Não dá pra dizer que "pode tudo": Serra pode se eleger com folga com uma rejeição grande e crescente? Haddad pode ostentar confortavelmente o apoio de um Paulo Salim Maluf? Russomano pode segurar 26% de intenção de voto tendo só 2 minutos de propaganda eleitoral? Soninha e Paulinho podem ser eleitos com indices tão baixos apesar de serem pessoas conhecidas?

 

Quando começarem os debates, a privataria tucana será tema obrigatório, e não adianta o Serra dizer que é trololó, elê terá que responder, portanto, o Serra não vai resistir.

Russomano não tem musculatura, partido pequeno, será atropelado pela turma do PT e PMDB.

A Soninha só terá chance se posar na play boy de novo, mas corre o risco da revista encalhar

Para o bem de SP o embate será Challita X Haddad, pela novidade, o que ganhar está ótimo.

 

Consagre os seus sonhos e projetos ao Senhor, e eles serão bem sucedidos, creia.

gAS

30 por cento... é muito pouco pra quem nunca deixou de ser candidato; quem não sai da mídia sob qualquer pretexto, inclusive o de ser candidato; e que nunca sofre o menor ataque da mídia, num lugar onde as pessoas são muito mais guiadas pela mídia do que em qualquer outra parte do país. A essa altura era pra estar num confortável 40 por cento. Ou 30, só que numa pesquisa espontânea.

 

O resultado desta pesquisa em SP reflete o conhecimento da população nos candidatos. Quando começar o pega prá capa [horário político e debates] é que o eleitor se manifestará de fato.

Acredito que será a mesma coisa que em Fortaleza.

http://blogdobriguilino.blogspot.com.br/2012/07/datafolha-pesquisa-em-fo...

 

Serra tem eleitorado para ir pro 2o. turno. Mas tem rejeicao cada vez mais alta, é um nome desgastado. Perde no 2o. turno pra Russomano, pra Haddad ou pra Chalita. Tchau Serra, viva a renovação no PSDB. 

 

Será que os demotucanos já aprenderam que podem ser atropelados por postes? ...

 

Calma que esta só começando:

É só começar a campanha política na TV, onde o PT é forte e esta com mais tempo, que a imagem de Serra vai ficar ainda mais ligada aos pedágios, ao Kassab, a Paulo Preto, e também que SERRA é o PAI da Privataria Tucana.

Dizem as más línguas que Serra vai se calar no debate quando perguntado sobre o famoso livro.

 Acredito que Serra caia ainda mais, conforme chegam o dia e mês da eleição.
Serra não vai nem para o 2° Turno podem ter certeza!!! quem vota em Lula em Dilma não vota no SERRA.

O PT tem 30% dos votos em todas as eleições em SP, sendo qualquer candidato. Isso é certo,
a pesquisa de intenção de voto não calcula isto.
Agora que Serra estacionou em 30% e sua rejeição dispara mais 7% em 15 dias, fica mais fácil prever um segundo turno onde 3 candidatos estão no páreo.

 

O que sera que é melhor para Haddad, ir com Serra ou com Russomano para o segundo turno ? Sei nao...

Ainda acredito em Serra x Haddad no segundo turno. Russomano nao tem grandes apoios, grande partido e nem muito tempo de tv. Sera importante para Haddad manter uma boa relacao com Russomano para um apoio no segundo turno. E a estrategia do Joao Santana desta vez deve ser diferente. Haddad deve atacar Serra desde o inicio, na minha opiniao.

 

Penso igual a você Daniel, deve dar Haddad X Serra no segundo turno, ou seja PT X PSDB/DEM, e também acho que o ataque ao Serra deve começar já, material para isso existe de sobra, de repente Serra pode se desgastar tanto e nem ir para o segundo round. Recém saído de uma eleição presidencial em que perdeu por poucos pontos percentuais, Serra está muito mal na foto.

 

"A história da humanidade é a história das lutas de classes". Karl Marx

Discordo profundamente da análise.

Há julgamento do Mensalão, CPI do Cachoeira e apoio do Maluf. Mas tudo isso pesa muito pouco numa eleição municipal.

Tanto a CPI quanto o Mensalão são uma novela muito da chata que o eleitor comum tem ogeriza de acompanhar em detalhes. O candidato que quiser explorar isso vai quebrar a cara.

Serra já tentou colar a imagem do Zé Dirceu na Dilma para queimá-la em 2010. Não deu em nada porque o eleitor de verdade não consegue sentir nada por Dirceu e por qualquer rosto sem participação real na sua vida.

Mesmo escandalos na Casa Civil e dossiês supostamente contra Serra tiveram impacto muitíssimo limitado na decisão do eleitorado. Bolinha de papel idem.

O que pesa é Kassab, Alkimin, Serra, Dilma e Lula. São eles que estão próximos do eleitor e que serão consultados pelo imaginário para o bem e para o mau.

 

o maior problema do serra é que toda a gente lembra que ele abandou a cidade quando foi candidato a governador e depois abandonou o estado para perder a eleição para presidente

certamente se houvesse uma perguntinha indiscreta sobre os saltos de trampolim do serra a sua rejeição seria bastante maior

 

Ou o Brasil acaba com os juízes e políticos corruptos ou os juízes e políticos corruptos acabam com o Brasil. Alguém aí sabe para que servem a Polícia Militar e o Senado?

E antes disso tudo, abandonou o Senado depois de ser eleito o senador com maior número de votos do país. Não cumpriu nem um terço do mandato de senador (saiu para ser ministro da Fazenda e da Saúde, para ser candidato a prefeito e perder para Celso Pitta e para ser candidato a presidente e perder para Lula).

 

Muito bem observado. O quadro do Serra atualmente é muito similar ao das últimas eleições de Maluf e Marta para cargos executivos. Seriam esses os últimos suspiros do Serra como quadro importante em eleições executivas? Creio que sim.

 

Bom lembrar que pela pesquisa 72% nao votariam no candidato apoiado por Kassab e 77% nao votariam no candidato indicado por Maluf. Mas esse dado realmente pesa? Porque se pesar alguma coisa, o Chalita tá feito. Não precisa carregar nem Kassab nem Maluf. Pior pro Serra e pro Haddad. 

 

E quanto vai ser o percentual de eleitores que votarão no candidato apoiado pelo Lula e pela Dilma ?????? Esqueceram disso ???


 


 


 


 

 

Os Tucanos e a Midia (PIG), estão escolhendo o adversario(Russomano) para o Serra.

 

Alô turma do PT.

Não caiam na tentação dos dossies.....O resulado pode ser catrastófico !!

 

Enquanto isso, você não caia na tentação de acreditar na mídia do Cachoeira... o resultado pode ser catastrófico, para as ideias e para a sua redação! Aproveite pra ler "A Privataria Tucana".

(Pessoal do Serra podia treinar melhor a redação dos trolls escalados pra escrever bobagenbs aqui!)

 

Primeiramente: FORA TEMER!

E pra encerrar: FORA TEMER!

Não li o post (de saída...), mas pelo título, gostaria de mencionar que não ficaria surpreso se este Russomano for parte da velha tática de dividir para conquistar...

 

"Chalita e Haddad devem crescer com propaganda", diz analista
21 de julho de 2012 19h38 atualizado às 19h45




    1.  A pesquisa Datafolha para a Prefeitura de São paulo, divulgada neste sábado, apontou um alto índice de desinformação sobre os candidatos Fernando Haddad (PT) e Gabriel Chalita (PMDB). Apesar do peemedebista ainda ser desconhecido por 40% dos eleitores e o petista por 45%, os candidatos tendem a crescer com o início da propaganda eleitoral na TV e no rádio, a partir do dia 21 de agosto, afirma um analista ouvido pelo Terra. "Os resultados de Chalita e Haddad são o reflexo de uma falta de visibilidade na mídia. São pessoas novas para a população que tendem a crescer com os programas de rádio e televisão", explica o cientista político Gaudêncio Torquato Rego, acrescentando que o desconhecimento "não causa surpresa".

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Neste sábado, pesquisa do Instituto Datafolha encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo apontou empate técnico entre os candidatos José Serra (PSDB) e Celso Russomanno (PRB) nas intenções de votos para a Prefeitura de São Paulo. Em um levantamento feito com 1075 eleitores, o tucano aparece com 30% de simpatizantes, contra 26% do outro candidato. A margem de erro é de 3 pontos.


Para Gaudêncio, os resultados se refletem no retrato anterior das pesquisas de intenção de voto que favorecem Serra e Russomanno. "Retrata a lembrança da população sobre Serra, o mais conhecido, ex-prefeito e ex-governador, e o Russomanno, aquele que até pouco tempo tinha um programa de televisão na Record", considera. Ele acredita que a segunda fase da campanha deve ter uma reviravolta com a visibilidade da propaganda eleitoral. "Acho difícil o Russomanno se sustentar na posição dele", completa.


O fator de maior surpresa na pesquisa, na opinião do cientista político, foi o aumento do índice de rejeição de José Serra, de 35% para 37%, sete pontos percentuais a mais do que o resultado obtido na intenção de voto. "Este fator acende a luz amarela para o Serra na medida em que os eleitores dizem: 'não vote de jeito nenhum nessa pessoa'". Se a campanha tucana não diminuir o índice para 15% ou 20%, acrescenta ele, há o risco de Serra cair nas intenções do eleitorado.


Serra não quis falar sobre o aumento da rejeição em torno de seu nome na capital paulista. "Ainda tem muita coisa para acontecer, nós vamos batalhar para manter a liderança e ganhar as eleições, mas falta debate, falta programa eleitoral. Com o programa de TV é outra dimensão", disse em referência a uma possível mudança no cenário da intenção de votos.


Votação espontânea
Gaudêncio Torquato Rego ainda vê uma indefinição no cenário eleitoral paulistano por causa do alto índice de eleitores que ainda não definiram o voto. Na votação espontânea, a pesquisa registrou um índice de 61%. "É um indicativo de que a campanha está indefinida e não significa absolutamente que teremos Serra e Russomanno no segundo turno. Ainda tem muito tempo para haver uma mudança de posições".

 


Terra