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Não faço ideia do que esses rapazes fizeram para serem presos, porém, nada justifica a humilhação que foram submetidos.

Presos são obrigados a se beijar em PE

Da Folha

http://www.youtube.com/watch?v=F6Idqr3sGLg&feature=player_embedded

O governo de Pernambuco investiga os responsáveis por um vídeo publicado na internet em que dois homens, que parecem presos, são obrigados a se beijar. A filmagem teria sido feita em uma delegacia de polícia. Um homem com uniforme de policial está ao fundo, encapuzado.

Nas imagens, os dois homens, não identificados, são segurados pelos supostos policiais, que fazem comentários como "Que coisa linda" e insistem para que eles se beijem mais e digam que se amam. Os presos, que também são chamados de "macacos", obedecem às ordens constrangidos. Ao menos outros dois celulares gravaram a cena.

O secretário de Defesa Social de Pernambuco, Wilson Damázio, disse em entrevista coletiva que considera o vídeo "bastante constrangedor". Ele afirmou, no entanto, que no universo de policiais "um ou outro fato desagradável vai ocorrer". O secretário prometeu apuração do caso, identificando quem participou e quando e onde o fato ocorreu. Damázio disse ainda que os responsáveis podem ser punidos até com demissão.

O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Pernambuco, Henrique Mariano, disse em nota considerar "lastimável" que a polícia do Estado "dê exemplos de afronta aos princípios elementares de direitos humanos, de civilidade e de respeito à dignidade da pessoa humana". Ele afirmou que as cenas são de "abuso de autoridade baseado na certeza de impunidade" e que tipificam crime de racismo.

 

 

    TELEFONIA E TELECOMUNICAÇÕES       1 de Fevereiro de 2011  Idec defende uma internet livre, inclusiva e democrática       

Instituto é candidato a uma das vagas de representação do Terceiro Setor no Comitê Gestor da Internet. Eleições terminam na sexta-feira (4/2)

Termina às 17h desta sexta-feira (4/2) a eleição para a próxima gestão do CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil), na qual o Idec é um dos candidatos para as cadeiras relativas ao Terceiro Setor. Representado pela advogada Veridiana Alimonti, o Instituto faz parte da construção da Plataforma por uma Internet Livre, Inclusiva e Democrática, atualmente compactuada com mais de 70 entidades da sociedade civil.

Em sua campanha, o Idec conta com o apoio do diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, Ronaldo Lemos. Ele também é professor titular e coordenador da área de propriedade intelectual da Escola de Direito da FGV-RJ e diretor do Creative Commons Brasil.

Outro importante apoiador do Idec na campanha é o Fórum Nacional de Entidades Civis de Defesa do Consumidor, coletivo que congrega mais de 20 entidades civis de defesa do consumidor nas cinco regiões do País.

Quem vota para a representação do Terceiro Setor nestas eleições são entidades da sociedade civil previamente cadastradas em um colégio eleitoral do Comitê.

A importância da candidatura do Idec está no fato de a internet ser totalmente permeada por relações de consumo. Desde a conexão até a utilização dos serviços, redes sociais, comércio eletrônico e compartilhamento de conteúdos, os direitos dos consumidores e usuários da rede devem ser assegurados. O Idec se lança como candidato para lutar pela defesa da liberdade, da privacidade e da segurança na rede, pela universalização do serviço de banda larga no País e por uma internet acessível e de qualidade para todos. Além disso, o Instituto apresenta como representante uma advogada, tencionando ampliar a presença feminina no CGI.br, que atualmente não conta com nenhum membro titular mulher.

Confira nesse vídeo, os pontos mais importantes destacados por Veridiana para o próximo mandato do Comitê Gestor, diante da atual conjuntura das redes e como o Idec pretende trabalhar pela concretização dos princípios e compromissos assumidos na Plataforma por uma Internet Livre, Inclusiva e Democrática, juntamente com os demais candidatos que a assinam, sendo um interlocutor direto dos consumidores na principal instância de discussão da internet no País.

Atuação do Idec em Telecom
Traduzir para o cotidiano dos consumidores questões relativas à liberdade e responsabilidade na rede é uma das prioridades do Idec. O Instituto tem atuação internacional, como membro da Consumers International, na proteção à privacidade dos consumidores, no acesso universal ao serviço de banda larga e na defesa de políticas menos restritivas ao acesso de conteúdos na rede.

O Idec também representa os consumidores no diálogo direto com o Governo, integrando o Cdust (Comitê de Defesa dos Usuários dos Serviços de Telecomunicações), da Anatel. É membro do Fórum Brasil Conectado, que acompanha e discute a implementação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) no País, defendendo que a banda larga seja considerada serviço essencial a ser prestado em regime público, acessível e de qualidade para toda a população.

Dedica-se a fortalecer a participação dos consumidores nos processos de regulação, buscando ampliar a capacidade de intervenção e prevenir violações. Quando, porém, os espaços de diálogo não são suficientes, o Instituto não abre mão de se utilizar das vias judiciais para garantir a proteção de direitos. Em 2010, ingressou com uma importante ação civil pública contra os provedores de internet, que entregam velocidade menor do que ofertam em suas publicidades.

http://www.idec.org.br/emacao.asp?id=2584

 

 

 

Nassif, para entender um pouco o que se passa no Egito, sugiro a leitura do artigo "Why Egypt 2011 is not Iran 1979" (Por que o Egito de hoje não é o Irã de 1979) do historiador Juan Cole, da Universidade de Michigan e especialista (de verdade!) em assuntos do Oriente Médio.

Para quem não conhece Juan Cole, foi ele quem denunciou que a imprensa ocidental costuma deturpar (em traduções manipuladas) os discursos do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que, por exemplo, nunca pregou - como andou propalando a mídia - a destruição do Estado de Israel. Bom, Cole, além de dominar a língua persa, é um crítico feroz do governo de Ahmadinejad. Logo, é acima de qualquer suspeita e sabe o que está falando... Clique AQUI para ler o texto traduzido ou AQUI para conferir direto na página de Juan Cole.

No artigo sobre o Egito, Cole, ao fazer um paralelo entre os levantes atuais e a revolução no Irã (1978/79), desmonta as "teses viciadas" de vários "especialistas" de última hora que ora abundam na mídia velha de guerra. Pois com autoridade, Cole traça com precisão um apanhado dos vários fatores (religiosos, históricos, geopolíticos, econômicos etc.) que devem ser considerados para que vislumbremos algum futuro para o Egito, que hoje tem enorme dependência do mundo externo.

O artigo traduzido eu peguei do blog "Grupo Beatrice". Clique AQUI.

Para ler o artio original diretamente na página de Juan Cole, clique AQUI.  

 

 

Repórteres da TV Brasil e Rádio Nacional são maltratados e expulsos do Egito

Tá feia a coisa!!!

Repórteres brasileiros são detidos no Egito e obrigados a voltar para o Brasil

Plantão | Publicada em 03/02/2011 às 15h53m

http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2011/02/03/reporteres-brasileiros-sao-detidos-no-egito-obrigados-voltar-para-brasil-923728929.asp

Agência Brasil

BRASÍLIA - Enviados para o Egito para a cobertura da crise política no país, o repórter Corban Costa, da Rádio Nacional, e o repórter cinematográfico Gilvan Rocha, da TV Brasil, foram detidos, vendados e tiveram passaportes e equipamentos apreendidos. Desde quarta-feira à noite até esta manhã, Corban e Gilvan ficaram sem água, presos em uma sala sem janelas e com apenas duas cadeiras e uma mesa, em uma delegacia do Cairo.

- É uma sensação horrível. Não se sabe o que vai acontecer. Em um primeiro momento, achei que seríamos fuzilados porque nos colocaram de frente para um paredão, mas, graças a Deus, isso não aconteceu - afirmou Corban, que volta nesta sexta-feira com Gilvan para o Brasil.

Para serem liberados, os repórteres foram obrigados a assinar um depoimento em árabe, no qual, segundo a tradução do policial, ambos confirmavam a disposição de deixar imediatamente o Egito rumo ao Brasil.

- Tivemos que confiar no que ele (o policial) dizia e assinar o documento - contou Corban.

No caminho da delegacia para o aeroporto do Cairo, Corban disse ter observado a tensão nas ruas e a movimentação intensa de manifestantes e veículos militares nos principais locais da cidade. Segundo ele, todos os automóveis são parados em fiscalizações policiais e os documentos dos passageiros, revistados. Os estrangeiros são obrigados a prestar esclarecimentos. De acordo com o repórter, o taxista sugeriu que ele omitisse a informação de que era jornalista.

Há dez dias, o Egito vive momentos de tensão em decorrência de onda de protestos contra a permanência de Hosni Mubarak na presidência do país. A situação se agravou ontem, depois que manifestantes pró e contra o governo se enfrentaram nas ruas das principais cidades egípcias.

De acordo com as Nações Unidas, até agora, mais de 300 pessoas morreram nos confrontos e cerca de 3 mil ficaram feridas.

 

 

Joaquim Neiva - Direto da Capital Secreta do Mundo

CASO PANAMERICANO LEVANTA DÚVIDAS SOBRE PAPEL DO FGC

Aline Lima | De São Paulo

 

A engenharia financeira costurada pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para salvar da liquidação o PanAmericano, operação até então inédita no mercado, vem levantando uma série de questionamentos sobre o real papel da entidade. O FGC, afinal, foi criado para ressarcir depositantes ou salvar bancos? O dinheiro é realmente dos banqueiros ou de correntistas e poupadores? O socorro pode criar precedente para outros bancos fazerem o mesmo?

 

Vários executivos de bancos que não tinham exposição ao PanAmericano ficaram "mordidos" com o desfecho do episódio. "Como sócio, vou querer saber direitinho quem está arcando com esse prejuízo", reclamou um deles no dia seguinte ao fechamento da venda do PanAmericano para o BTG Pactual. Os grandes bancos de varejo, compradores das carteiras de crédito do PanAmericano, são também os principais cotistas do FGC e cabe a eles a decisão final sobre os assuntos do fundo. Não se sabe se, no caso do PanAmericano, a decisão foi unânime - mas o fato é que foi aprovada.

 

O debate ganha mais força depois do segundo socorro, com a "saída por cima" do empresário Silvio Santos, responsável em última análise pelo rombo como antigo controlador. Silvio saiu sem dívidas, com todas as empresas colocadas como garantia liberadas e R$ 740 milhões pagos pela Caixa em 2009 no bolso. Ele perdeu o banco, mas isso seria o mínimo esperado.

 

Apesar disso, bancos médios e pequenos reconhecem a importância de se ter evitado a liquidação. Uma eventual quebra enxugaria a liquidez do sistema e poderia provocar um efeito dominó. Esse, aliás, é o principal argumento do fundo para justificar o resgate.

 

O FGC foi criado em 1995 para garantir que poupadores e correntistas não saíssem de mãos abanando caso alguma instituição financeira viesse a quebrar. Desde 2001, porém, o Banco Central está proibido de conceder empréstimos a bancos quebrados por conta da lei de Responsabilidade Fiscal, que revogou o Proer, o programa de socorro aos bancos.

 

O FGC acabou assumindo, na prática, também esse papel de "saneador", estimulado pelo próprio BC. Tem sido, desde então, o principal articulador nas liquidações de bancos, tendo passado pelo fundo mais de 25 casos. Durante a crise financeira internacional de 2008, o fundo teve papel importante no restabelecimento da liquidez do mercado, por meio da compra de carteiras de crédito. "Nosso objetivo também é garantir a estabilidade do sistema", explica Gabriel Jorge Ferreira, presidente do FGC.

 

A postura de defesa do sistema bancário assumida pelo FGC suscita dúvidas, porém, sobre seu papel principal, que é o de prestar garantias de créditos a depositantes. No fim das contas, o socorro serviu mais aos depositantes ou aos acionistas dos bancos? O PanAmericano captava principalmente junto a investidores institucionais e bancos, não era um banco de conta corrente.

 

Segundo Antonio Carlos Bueno, diretor executivo do FGC, o risco de que o patrimônio do fundo tenha ficado comprometido com a operação de salvamento do PanAmericano não existe. O patrimônio do FCG é hoje de R$ 26 bilhões, já descontados os R$ 3,8 bilhões gastos para evitar a quebra do banco de Silvio Santos. "Arrecadamos R$ 150 milhões por mês, mais R$ 200 milhões de receita financeira com título público federal", afirma.

 

O patrimônio do FGC é formado por contribuições compulsórias dos bancos. Todo mês, as instituições financeiras calculam o saldo médio de todo tipo de depósito - à vista, a prazo, poupança, letras de câmbio, imobiliárias e hipotecárias - e depositam o equivalente a 0,0125% desse volume na conta do FGC. A contribuição feita pelos bancos é registrada no balanço como despesa, como qualquer outro gasto administrativo. A despesa reduz o lucro e o Imposto de Renda a ser pago também diminui.

 

Muitos correntistas devem também estar se perguntando se o dinheiro do fundo, no fim das contas, não sai do bolso deles. Não é difícil imaginar que esse custo está embutido no spread bancário ou nas tarifas ou numa remuneração menor da aplicação. "Se for assim, tudo no mundo quem paga é o consumidor. A Coca-Cola comprada no Pão de Açúcar, por exemplo, serviria para cobrir o gasto da rede com propaganda", rebate Bueno.

 

Ficou sem resposta, porém, se a solução inédita concebida pelo FGC para salvar o PanAmericano vai criar precedentes no mercado. O tempo, nesse caso, dirá.

 

http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/2/3/caso-panamericano-levanta-duvidas-sobre-papel-do-fgc

 

 

"A despesa reduz o lucro e o Imposto de Renda a ser pago também diminui."

Se diminui o Imposto de Renda, então tem dinheiro público no meio, sim senhor.

 

Cento e treze Municípios mineiros assinaram decreto de Situação de Emergência

CNM

Municípios de Minas Gerais enfrentam fortes chuvas desde o início de janeiro. Segundo a Defesa Civil do estado divulgou nesta quarta-feira, 2 de fevereiro, 113 Municípios já decretaram Situação de Emergência no período entre outubro de 2010 e janeiro de 2011. Mais de um milhão e trezentas mil pessoas foram prejudicadas.

Vendavais, inundações, enxurradas, deslizamentos, enchentes e tempestades são os fenômenos mais comuns que aconteceram nesses Municípios. Em alguns casos, choveu até granizo. Entre os habitantes dos 113 Municípios, 17.760 estão desalojados e 3.456, desabrigados. Os temporais já mataram 17 pessoas e deixaram 93 feridas.

O boletim da Defesa civil mostra a situação dos 113 Municípios um a um. Elas variam entre Reconhecido – pelo governo federal –; Homologado – pelo governo estadual –; em Análise pelo Centro de Controle de Emergência ou pela Diretoria Técnica da Defesa Civil; e, ainda, Arquivado, o mais comum dos casos.

Segundo a Defesa Civil, o decreto de situação de emergência é arquivado quando os técnicos da Defesa Civil vão ao Município e não constatam prejuízos causados em razão dos fenômenos.

O prefeito de Ouro Fino (MG), Luiz Carlos Maciel, é um dos gestores que assinaram o decreto de situação de emergência e tiveram o processo arquivado. Segundo Maciel, a ponte de acesso à cidade não suportou a força da água e caiu, mas não houve mais danos. “Nos Municípios vizinhos aqui a situação foi bem mais crítica, então eles disseram que não havia necessidade do decreto”, esclarece.

Já em Itamonte (MG), o assessor de comunicação, Sérgio Mendes, em conversa com a equipe da Agência de Notícias CNM, revelou que a situação é crítica. “Agora o sol até abre de vez em quando, mas foi bem difícil dias atrás. A zona rural do Município foi a mais afetada. Casas foram arrastadas”, desabafa Mendes, que revelou que a situação já foi homologada pelo governo do estado.

 

http://www.cnm.org.br/institucional/conteudo.asp?iId=193119

 

As prisões da língua e a verdade absolvida

Se um americano comete crimes que, no Paquistão, seriam atribuídos a um "fanático religioso" ou a um islâmico "fundamentalista": por que omitir o conceito a propósito de um jovem branco protestante (ou católico, ou judeu, ou, ou...), que certamente invocará seus princípios "patrióticos" para fazer o que fez?

Elias Canetti escreveu um livro chamado "A língua absolvida" - um dos volumes da sua autobiografia - cujo sentido talvez se preste a algumas reflexões, independentemente do que o escritor pretendia com o título. Somos, de fato, prisioneiros da língua: o jovem americano que alvejou várias pessoas nos Estados Unidos, matando alguns por não aceitar que se discutam as leis sobre a imigração, e sobre a saúde, já está preso e não faltará quem o chame de louco - um adjetivo aceitável, mesmo que os psicólogos ou psiquiatras não afiancem o diagnóstico. Fica a desconfiança, porém, que se não fosse americano e provavelmente cristão, mas árabe, paquistanês ou afegão e, sobretudo, muçulmano - não haveria língua suficientemente absolvida que o livrasse do epíteto de "fanático", bem antes que ocorresse a idéia de que fosse simplesmente um maluco. Não absolvemos a língua - todas elas - das peias dos preconceitos que as informam. Se a língua é a nossa pátria, como dizia Fernando Pessoa, fica por conta do patriotismo a escolha da palavra que nos convém, para não dizermos da Mãe Gentil que ela produz monstros. E que os religiosos só são "fanáticos" quando não professam nossas crenças. Ademais e a propósito, como se sabe, as palavras "louco", "psicopata", e "maluco" são sempre bem-vindas para qualquer lado.

Trata-se de uma prisão sui generis, essa da língua. Não é por a desconhecerem que os americanos impuseram ao mundo o conceito do "politicamente correto": seria, contudo, próprio da "língua absolvida" que distribuíssemos livremente os juízos pelo que nos induzem certos atos. Se um americano comete crimes que, no Paquistão, seriam atribuídos a um "fanático religioso" ou a um islâmico "fundamentalista": por que omitir o conceito a propósito de um jovem branco protestante ( ou católico, ou judeu, ou, ou...), que certamente invocará seus princípios "patrióticos" para fazer o que fez? Não é bem a "língua absolvida" que nos dará a resposta.

No entanto, vivemos cercados de prisões, principalmente na história, - não a que nos contam os vizinhos, mas a que lemos nos jornais e aprendemos nas universidades. Há exemplos recentes até no grande cinema. O filme "Apocalipse Now", de Francis Copola, hoje um clássico, ostenta a justa fama de ser uma reflexão indômita sobre a Guerra do Vietnã: o filme enfatiza o fanatismo reinante num conflito em que o que mais conta é o desvario generalizado. Mesmo os críticos mais progressistas julgaram-no corajoso, sem meias medidas para o morticínio comum a todas as guerras.

Mas Francis Copola, no julgamento que fez da guerra, deixou aos espectadores a idéia de uma loucura coletiva. Em nenhum momento o diretor dá aos invasores americanos o peso da responsabilidade que explicaria a sua loucura. Já do outro lado, o dos vietnamitas, a loucura é um dado resolutamente gratuito: eles não seriam malucos por terem o seu país injustamente invadido e a sua população covardemente massacrada.

Na fita, todos são ensandecidos, o que dilui o juízo sobre as responsabilidades. Ou seja, os americanos enlouqueceram - mas os vietnamitas, quem sabe, não teriam as suas razões de agredidos, por terem também a sua dose de loucura na resposta aos agressores. Mas é assim em quase tudo.

Quando a Inquisição estendeu suas tenazes sobre os hereges, os mouros, os judeus e os "livre-pensadores"pela Europa cristã, parte do mundo emudeceu: que fazer diante de padres dotados de poderes sobre a vida e a morte, inclusive de membros da nobreza? Os assassínios sob as mais torpes torturas, quase 400 anos depois, se contam hoje entre milhares - mas poucos se deram conta das segundas intenções muito bem aceitas pela hierarquia católica: havia riquezas de sobejo a serem seqüestradas. E sempre em nome da fé. Como lembrou o escritor uruguaio Eduardo Galeano, nas perseguições aos espanhóis que viviam na Andaluzia "retomada" pelos cristãos, quase não se contabilizam os pequenos proprietários - mouros ou não - que tiveram suas terras tomadas pelos "Reis Católicos" e seus cruzados, futuros latifundiários que assumiriam as pequenas propriedades, genericamente, dos "infiéis".

Como alerta Galeano, a retomada de Sevilha e Granada, é chamada de "reconquista": depois de quase setecentos anos, eis que os "legítimos herdeiros"(?) das terras invadidas, séculos antes pelos árabes e bérberes, teriam todos os direitos de as retomarem. Os trabalhos de séculos dos pequenos proprietários que as fizeram produtivas e férteis, não lhes valeram para nada perante as armas dos Reis Católicos. Quase não se menciona que na Andaluzia vicejava uma das mais requintadas civilizações, onde muçulmanos, judeus e cristãos viviam em perfeita harmonia, com indiscutível liberdade de culto para todas as religiões. E que foi com a "reconquista" que a Espanha se transformou num dos estados mais intolerantes da história ocidental. No caso, sequer se cogita da "absolvição da língua" para contar a verdade. E assim em tudo mais, inclusive na história contemporânea.

O horror dos horrores seria certamente a possibilidade concreta de que Hitler e suas hordas vencessem a Europa e o resto (entre eles o Brasil, já que também declaramos guerra à Alemanha). Parece não haver dúvida quanto a isso: o morticínio patrocinado pelos nazistas não apenas de judeus, mas de russos ( principalmente desses) além dos ciganos e outras etnias, foram inequívocos atos genocidas. Pouco a contestar. Mas o dirigente inglês da época da Segunda Guerra, Winston Churchill, sem palpos na língua (e ele os tinha muitos, como grande orador que era), prometeu matar quantos alemães pudesse, fossem ou não soldados. Os bombardeios sobre cidades desarmadas, como Leipzig e Dresden, redundaram, assim, em atos puramente vingativos, sem qualquer efeito sobre a guerra em si. O mesmo aconteceria do lado americano. Em quase todos os documentários sobre o desenvolvimento das armas atômicas, os grandes cogumelos coloridos a sobressaírem de Hiroshima e Nagasaki são descritos como "tragédias", e alertam sobre o "terror atômico" -uma lembrança oportuna.

Parece ser, porém, de uma língua literalmente "condenada" ou "trancada" ou antes, "censurada", a omissão sistemática de que quem governava os Estados Unidos era Harry Truman, um presidente ainda hoje respeitadíssimo em seu país. E que sequer interrompeu seu lauto jantar na noite de 5 de agosto de 1945, quando lhe informaram que Hiroshima não existia mais ( 85 mil mortos nas primeiras horas). É o que também se omite sobre a sua responsabilidade direta na operação seguinte, três dias depois, quando uma segunda bomba atômica foi despejada sobre Nagasaki ( 75 mil mortos quase que instantaneamente). Em ambas as circunstâncias, a palavra genocídio talvez ocorresse a qualquer língua absolvida - mas não é o que se propaga no "National Geographic" ou no "History Channel". Ao que fica sobre o assunto, nos dois mais populares programas de documentários de TV espalhados pelos quatro continentes, os cogumelos atômicos nasceram quase que por "geração espontânea" - uma flor de fogo e de morte que não vingou da ignomínia de alguns celerados, mas, quando muito, das conseqüências "trágicas", de um conflito, o qual - isso também não se diz, - estava no fim: o Japão já tinha se rendido, quando as duas bombas foram usadas.

Elias Canetti era judeu. Em sua trilogia autobiográfica a língua "absolvida" cuida-se de exercer o que é a prerrogativa dos homens de bem: ser isento inclusive com suas próprias pequenas mazelas. Há um episódio de sua infância em que conta, candidamente quase, como um empregado da casa de seus pais - um dos poucos aos quais o escritor reserva a palavra bondade para descrevê-lo - conseguiu arrancar um machado de suas mãos: era com ele que o pequeno Elias pretendia rachar a cabeça de uma priminha com a qual tivera uma briga de criança. Entre suas muitas lembranças, chama a atenção suas desavenças com Alma Mahler, viúva do grande Gustav Mahler. Sem se demorar em adjetivos como "egoísmo", "soberba" ou diagnósticos como "ninfomania", Canetti sugere isso e muito mais ao evocar seus anos em Viena na primeira metade do século XX. São poucos os indícios do livro que conduzem ao clima que favoreceu o nascimento do nazismo, à criminalidade na politica, à leniência com a selvageria assassina do anti-semitismo, mas, sobretudo, do racismo indiscriminado. Ficam em seus livros, no entanto, alguns alertas: ao não criminalizar alguns assassínios cometidos pela ultra-direita austríaca e alemã, entre elas os massacres de operários em greve, os governos dos respectivos países, deixaram à solta muitos marginais que se associariam a Adolf Hitler nas suas aventuras de morte, logo em seguida.

Escamotear a história, este o grande crime que Elias Canetti parece denunciar mais que tudo. Da sua decepção com o comunista Bertot Brecht, talvez o maior nome da dramaturgia do século XX (um homem a qual não regateia, apesar de tudo, uma admiração quase à reverência), à falta de sensibilidade de certos intelectuais e políticos, o escritor esforça-se em entender o homem. É de uma língua realmente absolvida que fica o melhor de sua experiência. Sobre o Brasil contemporâneo talvez se preocupasse com a desinformação deliberada da grande imprensa. Não lhe pareceria ser de seu repertório - da grande imprensa - justamente a idéia da "língua absolvida" reivindicada pelo grande escritor, mas continuará sendo dela, da grande imprensa, no fim das contas, a aceitação tácita de que o fanatismo religioso só existe no Oriente Médio, entre os muçulmanos. E que o rapaz que matou as pessoas no Arizona é diferente de qualquer coisa que cheire a fanatismo, uma vez que é cristão, americano, branco e sabe-se lá mais o quê.

Poder-se-ia relembrar, sobre o Brasil, o quanto nossa tolerância talvez nos custe, ao não arrolarmos entre os criminosos comuns, os torturadores da Ditadura que ainda ocupam seus escalões não apenas na hierarquia militar. Lembra-se que a palavra terrorismo ainda mobiliza parte da opinião pública que se esquece de quantos políticos tiveram de se exilar, por outrora serem "subversivos". Ou seja, a terminologia de uma língua travada ainda nos domina como nos anos de chumbo. Tomara não termos de pagar qualquer preço por nossa língua ainda não absolvida em nosso próprio País.

Enio Squeff é artista plástico e jornalista.

http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4944&boletim_id=819&componente_id=13464

 

"Ou o Brasil acaba com a mídia canalha, ou a mídia canalha acaba com o Brasil"

http://www.gterra.com.br/policia/policiais-militares-e-civis-se-enfrentam-38010.html

 

Pelo menos 50 políciais militares e civis tiveram um confronto agora há pouco em uma oficina mecânica que fica nas esquinas das ruas Japurá e Macapá, no Bairro Amazonas, em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A confusão começou após sete pessoas serem presas por agentes da Polícia Civil na Multipointer Oficina. os suspeitos teriam participado de um sequestro seguido de roubo de um gerente do banco Santander.
Segundo populares, policiais civis chegaram ao local em carros descaracterizados e prenderam os suspeitos que estavam dentro da oficina. No momento em que os presos eram colocados em um Astra e um Palio Weekend, uma viatura da Polícia Militar chegou ao local. Os três PMs questionaram os policiais civis e solicitaram as identificações. Os civis se irritaram e começaram a discutir.
Ainda de acordo com populares, sete agentes e militares sacaram as armas. Os dois lados solicitaram reforço. Um dos policiais civis foi ameaçado e agredido com pontapés e socos.
Pela manhã, outro incidente parecido aconteceu no Bairro Tropical, em Contagem. Dois agentes da polícia civil, que também prenderam suspeitos de participação no mesmo crime, foram parados pela PM. Houve apenas um princípio de briga.
Durante o trajeto até o Contagem, a reportagem do HOJE EM DIA contou 25 viaturas da Polícia Civil e 5 da Polícia Militar na Avenida Amazonas. Todas retornavam do local com as sirenes ligadas.
A assessoria de imprensa do Governo de Minas Gerais anunciou que as corregedorias das polícias vão investigar separadamente o que aconteceu.

 

Em tempo, será que nossas polícias um dia ainda serão uma só?

Será que vai haver alguma punição?

 

Uma fotógrafa teve seu perfil removido do Facebook por ter postado uma foto sua amamentando. Quem denunciou a cena e resolveu compará-la com pornografia? Será difícil saber, mas fica a dúvida sobre se essa não seria uma mostra da intolerância de autointitulados tolerantes. Não esqueçamos que há dementes neste mundo que veem o ato de amamentar como direito, e não obrigação de quem teve a criança (e quando vemos os mamíferos ditos irracionais amamentando suas crias, ficamos perguntando quem é mesmo racional). Já há comunidade no Facebook apoiando a fotógrafa e espera-se que as pessoas de bom senso suplantem os raivosos que querem justificar o que fazem com alguma teoria mirabolante:

02/02/2011 09h34 - Atualizado em 02/02/2011 10h07

Facebook desativa conta de mulher que postou foto sua amamentando Americana Sarah Lavigne publicou imagem com o filho recém-nascido.
Site pode retirar fotos de amamentação por não aceitar nudez, diz porta-voz.

Do G1, em São Paulo, com informações da AP

Facebook desativa conta de mulher que postou foto amamentandoSarah quer entender a razão por sua conta ter sido
desativada pelo Facebook. (Foto: Reprodução)

O Facebook desativou a conta de uma americana que postou fotos suas amamentando o filho recém-nascido. Sarah Lavigne, de 36 anos, afirmou que “a amamentação não é pornografia e não deveria ser tratada como se fosse”.

“Quando você tem um bebê e está presa em casa, o Facebook é uma ótima forma de se sentir conectado”, disse a americana de Vermont, nos Estados Unidos.

Em janeiro, Sarah teria violado os termos de uso do Facebook ao postar uma foto sua amamentando o seu filho. Simon Axten, um porta-voz da rede social, disse que a política do Facebook é de manter a nudez fora do site para que a rede social continue sendo um ambiente seguro e confiável.

"Em casos raros, o Facebook pode remover fotos de amamentação porque a mãe pode estar nua. Porém, na vasta maioria, a conta não é tirada do ar, mesmo quando as fotos são denunciadas, pois não envolve nudez”, completou.

Uma página dedicada a Sarah Lavigne foi criada no Facebook na terça-feira (1) pedindo para que seu perfil seja reativado. A página contém um link para o site de Sarah onde ela publica os seus projetos. Ela é fotografa e um dos seus trabalhos envolve fotografias de famílias, como mães amamentando.

 

Rastreado 24 horas/dia via patrulha ideológica

Nassif, não pode passar batido que 2011 foi declarado pela ONU o Ano Internacional das Florestas, lançado oficialmente ontem. O Brasil possui 20% de todas os remanescentes florestais do globo e um potencial enorme para um mercado sustentável de produtos e sub-produtos de origem florestal.

Seguem abaixo dois destaques, um da ONU e outro da ONG Conservation International.

Destaque meu: a Mata Atlântica era a segunda colocada na lista de floresta mais ameaçadas. Felizmente ou não, está hoje em quinto lugar, tendo sido ultrapassada por florestas localizadas no sudeste asiático, para onde foram as pressões do mercado da madeira, em parte em função do maior controle do desmatamento no Brasil.

ONU lança Ano Internacional das Florestas (link, em inglês)

A Organização das Nações Unidas declarou 2011 como o Ano Internacional das Florestas e a Assembléia Geral lançada hoje oficialmente.

O presidente desse órgão da ONU, Joseph Deiss, destacou a importância das áreas florestais para a subsistência humana.

“Centenas de milhões de pessoas, fundamentalmente nos países em desenvolvimento, dependem das florestas para sua vida cotidiana… são o pulmão do planeta; entretanto, cada minuto que passa desaparecem cerca de 25 hectares de floresta”, disse Deiss.

Os diferentes oradores destacaram a necessidade de um manejo más adequado das florestas para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas, e a necessidade de adotar medidas para frear o desmatamento.

Segundo a FAO, a taxa de desmatamento mundial foi reduzida em 37%, mas ainda tem avançado, fundamentalmente na América do Sul e África. 

As dez florestas mais ameaçadas do mundo (link) - Conservação Internacional do Brasil (CI)

No Ano Internacional das Florestas - lançado pela ONU no último dia 24 e cuja inauguração oficial está marcada para hoje (02/02) em Nova Iorque -, a Conservação Internacional chama a atenção para a necessidade de se proteger as florestas. 

Para marcar o início do Ano Internacional das Florestas, a Conservação Internacional (CI) lança hoje a lista dos dez hotspots florestais mais ameaçados do mundo. Os chamados ”hotspots de biodiversidade” são áreas de extrema riqueza biológica, com elevado índice de espécies únicas de animais e plantas, e que se encontram altamente degradados e sob risco de extinção. 

No caso dos dez hotspots florestais mais críticos, todos já perderam 90% ou mais de sua cobertura original e cada um abriga pelo menos 1.500 espécies de plantas endêmicas, ou seja, que só existem ali. Eles incluem florestas no sudeste asiático, na Nova Zelândia, nas montanhas do sudoeste da China, na região costeira da África Oriental e na ilha de Madagascar. O Brasil aparece na lista com a Mata Atlântica, da qual restam apenas 8% da cobertura original, e que abriga cerca de 20 mil espécies de plantas, 40% das quais endêmicas. (Veja no quadro abaixo a localização e detalhes de cada uma das florestas). 

“O Ano Internacional de Florestas deve chamar a atenção do mundo para a necessidade do aumento de proteção das florestas, pela sua vital importância para a conservação da biodiversidade, a estabilização do clima e o desenvolvimento econômico”, afirma Olivier Langrand, diretor de política internacional da CI. 

As florestas cobrem apenas 30% da área de nosso planeta e ainda assim abrigam 80% da biodiversidade terrestre do mundo. Elas também garantem o sustento de 1,6 bilhão de pessoas, que dependem diretamente de florestas saudáveis para sobreviver. As interações entre as espécies e os ecossistemas fornecem muitas das necessidades mais básicas para a sobrevivência humana na Terra, tal como ar puro, solos saudáveis, remédios, polinização de safras agrícolas e água doce. 

A função das florestas na estabilização do clima também deve ser reconhecida, visto que emissões resultantes da destruição de florestas representam aproximadamente 15% das emissões totais de gases do efeito estufa. Os dez hotspots florestais mais ameaçados do mundo armazenam mais de 25 gigatons de carbono, auxiliando na mitigação dos efeitos da mudança climática. 

“As florestas estão sendo destruídas a uma taxa alarmante para dar lugar a pastagens, plantações, mineração e expansão de áreas urbanas. Com isso, estamos destruindo nossa própria capacidade de sobreviver,” aponta Langrand. “As florestas não podem ser vistas apenas como um grupo de árvores, mas como fornecedores de benefícios vitais. Elas são importante fator econômico no desenvolvimento de diversas cidades, fornecendo madeira, alimento, abrigo e recreação, e possuem um potencial ainda maior que precisa ser percebido em termos de provisão de água, prevenção de erosão e remoção de carbono”. 

Em adição a sua relevância para a biodiversidade e a estabilização do clima, as florestas são os mais importantes reservatórios de água doce do planeta. Cerca de três quartos da água doce acessível do mundo vêm de vertentes florestais e dois terços de todas as maiores cidades em países em desenvolvimento dependem das florestas em suas cercanias para seu suprimento de água limpa. 

 “Visto que a população global está projetada para atingir o total de até 9 bilhões de pessoas nos próximos 30 anos, o acesso à água ficará mais difícil se milhões de hectares de florestas tropicais continuarem a ser queimados todos os anos”, explica Tracy Farrell, diretora do Programa de Conservação de Água Doce da Conservação Internacional. “Excetuando-se as instalações de dessalinização, que são economicamente muito caras, ainda não encontramos outra forma de manter nosso suprimento de água doce a não ser protegendo as florestas remanescentes ao redor do mundo”. 

“Durante este Ano Internacional das Florestas, encorajamos fortemente os países a realizar uma nova abordagem na proteção e preservação de suas florestas, que são ativos importantes globalmente,” adiciona Langrand. “Florestas saudáveis são uma parte importante do capital natural e nos oferecem os melhores meios econômicos para enfrentar os diversos desafios ambientais da mudança climática e a crescente demanda por produtos florestais”. 

Veja abaixo a classificação e os detalhes sobre os 10 Hotsposts Florestais Mais Ameaçados do Mundo, por percentual de hábitat original remanescente: 

1 - Regiões da Indo-Birmânia (Ásia-Pacífico)

2 – Nova Zelândia (Oceania)

3 - Sunda (Indonésia, Malásia e Brunei – Ásia-Pacífico)

4 – Filipinas (Ásia-Pacífico)

5 – Mata Atlântica (América do Sul)

A Mata Atlântica se estende por toda a costa atlântica brasileira, alongando-se para partes do Paraguai, Argentina e Uruguai, incluindo também ilhas oceânicas e o arquipélago de Fernando de Noronha. A Mata Atlântica abriga 20 mil espécies de plantas, sendo 40% delas endêmicas. Ainda assim, menos de 10% da floresta permanece de pé. Mais de duas dúzias de espécies de vertebrados ameaçadas de extinção – listadas na categoria “Criticamente em Perigo” - estão lutando para sobreviver na região, incluindo leões-marinhos e seis espécies de aves que habitam uma pequena faixa da floresta no Nordeste. Começando com o ciclo da cana-de-açúcar, seguido das plantações de café, a região vem sendo desmatada há centenas de anos. Agora, a Mata Atlântica está enfrentando pressão por conta da crescente urbanização e industrialização do Rio de Janeiro e São Paulo. Mais de 100 milhões de pessoas, além da indústria têxtil, agricultura, fazendas de gado e atividade madeireira da região dependem do suprimento de água doce desse remanescente florestal. 

6 – Montanhas do Centro-Sul da China (Ásia)

7 – Província Florística da Califórnia (América do Norte)

8 – Florestas Costeiras da África Oriental (África)

9 - Madagascar e ilhas do Oceano Índico (África) 

10 – Florestas de Afromontane (África Oriental)

 

Viver é afinar um instrumento...

A posição do MPF sobre a revisão do Código Florestal

Nassif, nas últimas semanas o debate sobre as causas das tragédias climáticas no Brasil foi intenso aqui e em outras mídias. E duas das principais linhas do debate foram a necessidade real de maior proteção ambiental (especialmente em áreas frágeis como encostas de morros e margem de rios, frequentemente e irregularmente ocupadas) e a revisão do Código Florestal, Lei 4771/65, que poderia trazer mais flexibilidade às ocupações em áreas naturais sensíveis.

Porém, muitas vezes nos faltaram análises mais profundas sobre a tal revisão do Código. Tive acesso à análise do Ministério Público Federal  sobre a revisão do CF e creio que ela traz mais luz ao debate e afasta os achismos e as opiniões apaixonadas.

Claro que deve haver contrapontos a serem feitos, mas pelo menos temos uma base contextual mais sólida para argumentos contra e a favor. Eu, biólogo que sou, acredito ser importante a revisão do CF, pois há muita contradição ao seguirmos a lei atual ao pé-da-letra. Mas sem um zoneamento econômico-ecológico por estado (ou bacia hidrográfica) é muito receoso propor qualquer flexibilização. Ao mesmo tempo, já passou da hora de vermos a questão ambiental como um conjunto de bens que nos prestam serviços de alto valor econômico e social.

Segue abaixo a introdução e as conclusões da nota técnica.

Link para o doc completo em PDF aqui.

* * *

 

Nota técnica que expede a 4ª Câmara de  Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal acerca do substitutivo ao Projeto de Lei nº 1.876/1999, apresentado pelo Deputado Aldo Rebelo à Comissão Especial destinada a proferir parecer sobre o referido PL, que altera o atual Código Florestal, Lei n.º 4.771/65. 

A presente Nota Técnica manifesta e fundamenta a posição contrária da 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal ao substitutivo ao Projeto de Lei nº. 1.876/1999 apresentado pelo Deputado Aldo Rebelo à Comissão Especial instituída para proferir parecer sobre projetos de lei que alteram o Código Florestal (Lei .771/65). 

Conforme será exposto ao longo dessa Nota as propostas de modificação da legislação fragilizam a proteção do meio ambiente, diminuindo drasticamente o padrão de proteção ambiental atualmente proporcionado pela legislação em vigor, contrariando as obrigações constitucionais impostas ao Poder Público para assegurar a efetividade do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. 

(...) 

6. Conclusão 

O projeto de lei altera por completo a sistemática vigente acerca das áreas de preservação permanente, das reservas legais e o sistema de responsabilização pela recuperação das áreas cuja vegetação foi suprimida ilegalmente. 

São excluídas categorias de áreas de preservação, diminuídas as faixas de proteção atualmente definidas e criada a possibilidade de autorização para a consolidação de ocupações irregulares em áreas urbanas e rurais, além da diminuição em até 50% dos percentuais de proteção definidos pela legislação federal. 

Quanto à reserva legal, deixará de ser obrigatória para propriedades com até 04 módulos fiscais, será permitida a inclusão das áreas de preservação permanente no computo do percentual a ser protegido, bem como sua recomposição com espécies exóticas. 

Para se ter idéia da magnitude dos danos ambientais associados à proposta, tratando do impacto de somente uma das modificações - a dispensa de reserva legal em propriedades com até 04 módulos fiscais - e em uma projeção apenas para os estados situados na região Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia e Roraima) poderá haver a redução de cerca de 71.000.000 há (setenta e um milhões de hectares) de área protegida10, área que é superior ao somatório de todas as unidades de conservação federais situadas na Amazônia Legal, de proteção integral e uso sustentável (61.598.042 ha)11. Se considerada a possibilidade de existência de uma infinidade de posses, não cadastradas pelo Incra, a redução da área protegida poderá ser ainda maior. 

Em prejuízo da segurança jurídica e demonstrando o total desprestígio aos milhares de agricultores que cumpriram a legislação vigente, o substitutivo propõe a suspensão de multas ambientais aplicadas e impede autuações para supressões ilegais de vegetação ocorridas até 22 de julho de 2008. Essa verdadeira anistia é desacompanhada de qualquer medida de recuperação ambiental, sendo vinculada apenas ao preenchimento de um cadastro ante ao órgão ambiental competente. 

O conjunto das modificações propostas e analisadas nessa Nota Técnica contrariam frontalmente as disposições constitucionais que tratam das obrigações do Poder Público para dar efetividade ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e, se aprovadas pelo Congresso Nacional, colocarão em risco não somente o equilíbrio ambiental, mas o bem estar da população, especialmente de sua parcela mais desprovida de recursos. 

Brasília, 28 de junho de 2010

 

Viver é afinar um instrumento...

 

 

 

Senhores Giorgio Napolitano e Silvio Berlusconi, Brasília não é Addis Abeba

EDITORIAL 

Brasil de Fato

 

 Finda a guerra fria, “o perigo comunista” já não mais funcionava como instrumento de submissão dos povos aos EUA. Logo, porém, fabricou-se um novo flagelo, o “terrorismo internacional”, cujo lançamento envolveu grande pirotecnia: no dia 11 de setembro de 2001, o Mundo amanheceu sob o impacto da derrubada das Torres Gêmeas, o que permitiu, já no mês seguinte, a invasão do Afeganistão; do Iraque, em 2003; as atuais ameaças ao Irã e uma série infindável de desmandos dos EUA mundo afora.

 Toda a diplomacia desenvolvida pela chefa do Departamento de Estado Condoleezza Rice, e hoje levada adiante pela senhora Hillary Clinton, tem como alicerce e jogo de cena “o combate ao terrorismo”.

 São considerados terroristas todos os que se oponham às regras do grande capital. Em nosso país, os desdobramentos mais visíveis dessa política são: a criminalização e massacre dos movimentos sociais e dos pobres em geral, e a ofensiva contra aqueles que resistiram ao golpe de 1964 e ao regime por ele implantado, antes que os liberais – na segunda metade dos anos 1970 – resolvessem desmontar a ditadura que eles próprios haviam construído.

Sim, somos todos “terroristas”.

Sobre Cesare  Battisti

 Em termos legais, as acusações contra Battisti e o pedido de sua extradição, já tiveram sua improcedência suficientemente comprovada. Battisti não cometeu os atos pelos quais Roma tenta condena-lo e execra-lo enquanto exemplo para todo o povo italiano e o mundo.

Está mais que certo, também, que nos anos 1960-1970 a Itália não era sequer uma democracia conforme entende e diz propor oficialmente o establishment capitalista – exceto se quisermos criar ad hoc o estatuto das “democracias excepcionais”, ou das “democracias emergenciais”.

No entanto, Battisti não é um inocente. É fundamental ficar claro: Battisti era sujeito de um projeto político que – com erros e/ou acertos – se batia contra as injustiças sociais, e no qual a igualdade entre os homens não se subordinava à liberdade. Toda sociedade em que a liberdade se construa às custas da negação da igualdade, será sempre uma sociedade onde a exploração e opressão dos mais fracos pelos mais fortes serão os alicerces da sua legalidade.

Ou seja, do nosso ponto de vista, mais que ilegal, é ilegítima a entrega de Battisti à Itália dos senhores Giorgio Napolitano e Silvio Berlusconi que, hoje, incapazes de invadir Addis Abeba, como o fizeram seus ancestrais políticos em 1935, tentam sitiar Brasília.

As condenações de Cesare Battisti, Alfred Dreyfus (1894), Mata Hari (1917), Ethel e Julius Rosenberg (1951) pertencem todas a uma mesma estirpe de crimes: a criação de bodes expiatórios (seguida de “punição exemplar”) que justifiquem os fracassos das políticas da direita. Os resultados perseguidos e induzidos são sempre as nacional-patriotagens, as ondas de xenofobia, de fascismos, etc.

Battisti não é apenas Battisti

Battisti nunca foi apenas Battisti.

Sua condenação e extradição, mais que necessidade do neofascismo italiano, será marco da ascensão da ultradireita em todo o mundo, espetáculo capaz de unificar e fazer crescer essa ultradireita que emerge dos escombros do neoliberalismo.

Extraditar Battisti ou não lhe conceder sua condição plena de asilado (com direito, portanto, à garantia da sua segurança), será mais um modo de legitimar todo esse vergar-se radicalmente para a direita que experimentamos hoje, e que nos traz sempre à lembrança, os anos 1930.

A xenofobia varre a Europa e os EUA, assumindo expressões aparentemente diferenciadas: seja através da aprovação pelo Parlamento italiano de rondas de cidadãos (milícias paramilitares) para denunciar e seqüestrar estrangeiros com entrada ou permanência ilegal no país e entrega-los em seguida à polícia; seja pelas medidas decididas na França, que permitem (ordenam e consumam) a expulsão dos ciganos; ou o muro construído pelos EUA em sua fronteira com o México. Em Portugal, Espanha, Grécia – como na Itália e em toda a Europa Meridional e EUA, a progressiva perda de postos de trabalho e de direitos sociais dos assalariados tem como contrapartida o ódio aos imigrados.

Mas não apenas de xenofobia se alimenta o neofascismo: há poucos anos, o Congresso dos EUA “flexibilizou” o conceito de tortura, e passou a indicar seu uso em “determinadas circunstâncias”.

Nas eleições suecas de 2010, pela primeira vez desde 1945, a ultradireita elegeu representação no Parlamento e, na Holanda, a mesma ultradireita ameaça formar maioria entre os parlamentares. A Itália, no entanto, segue na vanguarda: o Parlamento de Roma fez o senhor Silvio Berlusconi primeiro-ministro, provando que a Liga Norte, famosa pela sua origem fascista, mas hoje considerada de centro-direita (!), retoma seu antigo prestígio e rumo.

Na América Latina, apesar da euforia que despertam governos de centro-esquerda, o Haiti permanece ocupado há quatro anos; o golpe contra o presidente Manuel Zelaya, de Honduras, foi absorvido e naturalizado pela comunidade internacional, do mesmo modo que a não distante invasão do território do Equador por tropas do narco-estado colombiano; as tentativas de golpes contra os governos da Venezuela, Bolívia, Paraguai em anos recentes e, este ano, no Equador. Também a nova política de militarização da Zona do Canal, no Panamá, é “natural”.

Battisti não é apenas Battisti.

E só não enxerga, quem não quer.

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http://blogdadilma.blog.br/

 

Eu como Corintiano e Noroestino é só sofrimento. Os dois times conseguiram empatar em 1 x 1 por que o noroeste foi roubado pelo árbitro. Juro que um timinho deste não merece a pré- libertadores.

 
Quinta, 3 de fevereiro de 2011, 09h58 Atualizada às 11h10

 

Ronaldo é bombardeado por torcedores no Twitter EFE Jogadores do Corinthians deixam gramado após derrota para o Tolima Jogadores do Corinthians deixam gramado após derrota para o Tolima

Ana Cláudia Barros, Marcela Rocha e Luciano Borges

A estrela corintiana Ronaldo está sendo bombardeada pelos torcedores revoltados com a eliminação do clube da Taça Libertadores da América, na noite desta quarta-feira (02). Entre ameaças e grosserias contra o Corinthians e contra o atleta, algumas ironias: "Curintia na Libertadores é igual eclipse, tem que correr pra ver, pois só dura algumas horas".

O jogo mal havia terminado e as primeiras manifestações já constavam no Twitter de Ronaldo. A redação acompanhou por meia hora o microblog do jogador e mais de 240 mensagens - de teor ofensivo, provocador e crítico - foram direcionadas a ele.

O assunto ficou entre os mais comentados do Twitter. Os cinco primeiros tópicos de discussão do microblog no Brasil eram referentes ao tema: #Toliminado, #Centenada, #Pré-libertadores #Chupacorinthians, #Curintia.

"Vcs são pipoqueiros até na hora de sair do avião!!!", provoca um torcedor. Com a derrota para o Tolima em Ibagué (Colômbia), o time paulista se tornou o primeiro clube brasileiro a ser eliminado na Pré-Libertadores e o primeiro a não marcar gols na competição.

"Libertadores não tem juiz da CBF #toliminado", zomba um internauta com perfil AlvimKingdom, referindo-se à fama de que o Corinthias costuma ser beneficiado pela arbitragem. Em outro, identificado como "frasespalmeiras", mais deboche: "O pior de ser corintiano nessas horas, é que não se tem estádio pra pixar (sic) os muros".

O primeiro confronto entre Corinthians e Tolima, no Pacaembu, foi marcado pela atuação fraca da equipe da casa, o que aumentou a responsabilidade do Timão. Na Colômbia, como era esperado, o Tolima tomou a iniciativa do ataque, sendo coroado com dois gols.

Confira algumas das mensagens:
- Era um time muito engraçado, não tinha história, não tinha estádio. Libertadores não tinha não!
- Corinthiano (sic) é igual Dercy Gonçalves: 100 anos fazendo a gente rir.
- Ser eliminado na Libertadores é Humano. Ser eliminado na Pré-Libertadores é ser Corinthiano.
- Cúmulo do azar: um corintiano jogar War e tirar como objetivo "Conquistar a América".
- O Corinthians na Libertadores é que nem o Chaves. Todo mundo sabe o final, mas mesmo assim assiste para dar risada!
- "Alô é a Libertadores?" - Sim " O Corinthians está? - Não, Saiu! kkkkkkkkkkkkk...
- Agora sim podemos dizer que o Curintia (sic) tem algo que nenhum outro brasileiro conseguiu, ser eliminado na Pré-Libertadores.

 

 

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4927391-EI6583,00-Ronaldo+e+bombardeado+por+torcedores+no+Twitter.html

 

Nassif e colegas,

não falei q tinha algo errado ao não escolher entre os 6 indicados pela AJUFE ou 3 preferidos do público e critica (Fausto Martin De Sanctis, Odilon de Oliveira, Marlon Reis)?

Taí a resposta: Primeiro indicado de Dilma ao Supremo, Fux foi nomeado por FHC e julgará mensalão
http://noticias.uol.com.br/politica/2011/02/03/primeiro-indicado-de-dilm...

"O primeiro indicado pelo governo Dilma Rousseff ao STF (Supremo Tribunal Federal) terá um perfil moderno e técnico, aprovado pela magistratura e advocacia. Luiz Fux, hoje ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) nomeado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, é juiz de carreira e nunca escondeu a vontade de fazer parte da Corte máxima, mas, a exemplo de indicações passadas, já viu o nome envolvido em polêmicas"...

Poderia pedir uma gentileza aos membros da comunidade? Os membros da comunidade poderiam parar de elogiar o Fux à toa? Já tá dando muito na cara. Nunca comentam nada em outros assuntos; aí aparece uma crítica a alguém da comunidade e vem aquela enxurrada de membros da comunidade com elogios vagos e mostrando q é uma boa pessoa, blá blá blá... Sempre o mesmo modus operandi...

 

Fora do poder todo mundo tem reputacao excelente.

 

02/02/2011 - 09h02
Imigrantes protagonizam debate requentado

Por Emilio Godoy, da IPS

Cidade do México, México, 2/2/2011 – Embora os milhares de imigrantes ilegais que passam pelo México com destino aos Estados Unidos continuem expostos à insegurança, aos atropelos e a outros obstáculos, especialistas e ativistas começam a visualizar pequenas modificações no tratamento do tema. “As mudanças consistem em que a América Central tem outra atitude frente ao México, o que faz o governo reagir. Além disso, as autoridades locais também reagiram diante das novas demandas”, disse à IPS Leticia Calderón, acadêmica do estatal Instituto de Pesquisas Doutor José María Luís Mora.

Os assassinatos e sequestros de imigrantes, especialmente de Guatemala, El Salvador e Honduras, ocorridos em 2010 em território mexicano, levaram defensores de direitos humanos e acadêmicos a pressionarem as autoridades para garantir o respeito aos ilegais e combater o que se tornou uma máfia multinacional. Anualmente, cerca de 500 mil latino-americanos cruzam o México rumo aos Estados Unidos, segundo organizações não governamentais e especialistas. Esta viagem é marcada por abusos e outros atos violentos por parte de policiais e organizações criminosas.

“A questão está na mesa, isto não pode ser negado. Queremos ver como serão adotados os programas para proteger os imigrantes, queremos uma resposta na pesquisa de fatos, acesso à justiça e na proteção”, disse à IPS Fabienne Venet, do autônomo Instituto de Estudos e Divulgação sobre Migração. Em agosto, 72 imigrantes, na maioria da América Central, apareceram mortos no Estado de Tamaulipas, assassinados por membros da organização criminosa Los Zetas, que realiza sequestro de pessoas sem documentos. Em dezembro, outros 40 imigrantes ilegais foram sequestrados no Estado de Oaxaca, sem que até hoje se tenha indícios sobre seu paradeiro.

O caminho dos imigrantes latino-americanos passa pelos Estados de Tabasco, Chiapas, Oaxaca, Veracruz e Tamaulipas, entre o Sudeste e o Nordeste do México. O governo mexicano identificou, entre as fronteiras Sul e Norte, 25 municípios perigosos para os imigrantes. Os casos citados e as consequentes reclamações dos governos de Guatemala, El Salvador e Honduras levaram o governo do conservador Felipe Calderón, a realizar manobras diplomáticas para acalmar as vozes cada vez mais altas.

Após o assassinato coletivo em Tamaulipas, o governo lançou uma estratégia contra o sequestro de imigrantes, que inclui a elaboração de um mapa de crimes ao longo da rota das migrações, a agilização das investigações sobre sequestros, o acompanhamento do pagamento de resgates e atenção às vítimas. Com Honduras, o México criou uma mesa de segurança para abordar a imigração. E desde dezembro o Congresso tem em suas mãos o projeto de Lei de Migração, que reconhece os direitos de acesso a justiça, educação e saúde dos estrangeiros ilegais. Contudo, os especialistas ainda não veem os resultados dessas medidas.

“É preocupante a visão do processo migratório que o vincula com a segurança nacional”, disse Manuel Castillo, acadêmico do estatal Colégio do México. “É preciso mudar a visão de que os imigrantes são parte da delinquência e não suas vítimas”, destacou. A estatal, mas autônoma, Comissão Nacional de Direitos Humanos tem uma recontagem de aproximadamente 20 mil imigrantes sequestrados em 2010. Em torno desse crime, o governo norte-americano entregou informação a funcionários mexicanos com nomes, datas e valores de resgates transferidos por familiares das vítimas.

Um telegrama diplomático do governo norte-americano, divulgado pelo site Wikileaks, dizia que os agentes do Escritório Federal de Investigação (FBI) interrogaram no México imigrantes ilegais detidos para obter dados sobre ameaças terroristas em solo dos Estados Unidos. “As mudanças terão um impacto. A lei, fruto do trabalho de acadêmicos e funcionários governamentais, fará o governo reagir”, disse o presidente mexicano. Apesar de as migrações no México serem um dos fenômenos mais sérios no mundo, nenhum delegado desta nação latino-americana participará dos debates de três dias da Assembleia Mundial dos Migrantes, que começa hoje na ilha de Gorée, no Senegal.

Desse encontro sairá a Carta Mundial dos Migrantes, sobre os direitos à livre circulação de pessoas, à cidadania baseada na residência e não na nacionalidade, e a igualdade de direitos entre estrangeiros e nacionais do país de acolhida. A Carta foi discutida pela primeira vez no Segundo Fórum Social Mundial de Migrações, em 2006, em Madri, e na primeira Cúpula Mundial de Comunidades Migrantes Latino-Americanas, em 2007, na localidade mexicana de Morelia.

“Faltam políticas, profissionalização de funcionários, abrigo para as vítimas de sequestro. Podem ser propostas estratégias em diferentes níveis da administração pública, inclusive regionais”, sugeriu Fabienne. Defensores dos direitos dos imigrantes criaram um tribunal de consciência para julgar as políticas sobre o tema de países receptores, como Estados Unidos e México.

Apesar de este grupo ter se reunido em outubro, em Quito, e em novembro, na Cidade do México, o processo se rompeu por diferenças internas entre seus membros. Na fronteira Norte do México, morreram em 2010 mais de 400 emigrantes deste país que tentavam chegar aos Estados Unidos, segundo organizações de direitos humanos. Por outro lado, não há dados precisos sobre o número de latino-americanos ilegais mortos em território mexicano. Envolverde/IPS

(IPS/Envolverde)

http://www.envolverde.com.br/materia.php?cod=86306&edt=1

 

02/02/2011 - 10h02
A pena de morte é efetiva?

Por Wilbert Rideau*

Londres, Inglaterra, fevereiro/2011 – Quando tinha 14 anos, meu pai me levou à funerária para negros em Lake Charles, Louisiana, para ver o corpo de Robert Lee Sauls, executado na cadeira elétrica por ter matado um branco que o encontrara dormindo em um automóvel estacionado fora do caminho, no campo daquele homem.

Essa lembrança esteve completamente fora da minha mente de adolescente em 1961 quando uma tarde perdi o ônibus para casa e, desesperado por mudar minha vida no futuro, tomei a precipitada decisão de assaltar o banco do centro comercial onde trabalhava como porteiro. Minha torpe tentativa estava destinada a fracassar antes de começar e, quando os fatos saíram do controle, tomado pelo pânico matei a caixa, Julia Ferguson. Nunca imaginei, quando caminhava até o banco, a possibilidade de machucar alguém e muito menos que poderia matar alguém.

Passei 12 anos condenado à morte pela decisão de um júri integrado apenas por brancos em três sucessivos julgamentos, antes que a Suprema Corte dos Estados Unidos, em 1972, no processo Furman vs Georgia, aboliu a pena de morte, o que influiu decisivamente na revisão da minha sentença. Fui condenado novamente, mas à prisão perpétua, em 1973. Consegui um novo julgamento em 2000, e em janeiro de 2005 fui condenado por homicídio involuntário, o que implicava sentença máxima de 21 anos. Como já sofrera 44 anos de prisão, fui imediatamente libertado.

O Estado da Louisiana é muito duro com os criminosos. Não só os executa como também encarcera per capita mais pessoas acusadas de diversos crimes do que qualquer outro Estado do país, e as faz sofrer as mais longas penas de prisão do mundo. Se os castigos severos importassem realmente, a Louisiana seria o Estado mais seguro dos Estados Unidos. Porém, é um dos que sistematicamente têm maior quantidade de homicídios.

Entretanto, os políticos amam a pena de morte porque lhes permite tratar a questão do crime e da violência com rápida e fácil retórica, de modo a levar a um público temeroso e crédulo a falsa crença de que executando alguém “envia-se uma mensagem” aos criminosos de que seus atos não serão tolerados e que dessa forma deixarão de cometer crimes. Isto faz com que o público se sinta bem, mas não desestimula nem impede os crimes.

A dissuasão é o resultado final de um processo racional. Se pensarmos racionalmente, evitamos comportamentos que podem nos causar dor e sofrimento. Mas os crimes mais violentos não são cometidos por pessoas com pensamento racional, e sim por pessoas que são bombas de tempo devido a frustrações, raiva, desesperança e uma incapacidade para resolver seus próprios problemas vitais. Inclusive gente que é normalmente racional pode perder o controle de suas emoções e matar: há o marido ciumento que mata sua mulher, o empregado descontente que volta ao local de trabalho para matar o patrão ou colegas, ou a esposa maltratada que já não aguenta mais apanhar. Mesmo compreendendo que a maior parte dos atos violentos é produto da emoção, de modo algum isso pode livrar o culpado de responsabilidade, mas permite explicar o motivo de a pena de morte não servir como elemento dissuasivo.

O melhor exemplo que conheço para apontar a ineficiência da pena de morte como elemento de dissuasão é o caso de C. Murray Henderson, que foi prefeito da Penitenciária Estatal de Louisiana antes de ser designado Comissário para Penitenciárias do Tennessee, onde supervisionava o sistema de prisões do Estado. Se alguém podia ser dissuadido pela perspectiva da pena de morte, ninguém melhor do que este alto funcionário de 78 anos, extremamente instruído, que tinha um conhecimento íntimo da vida na prisão e do corredor da morte. Contudo, suas emoções venceram sua mente racional em uma manhã de 1997, quando disparou cinco tiros em sua mulher, Anne, quando ela estava sentada no quintal dos fundos de sua casa. Ela sobreviveu e Henderson foi enviado para a prisão, onde morreu vários anos depois.

A dissuasão é um mito com atrativo universal, mas em parte alguma fica melhor ilustrada a mentira do que no mundo do “mata ou te matam” das gangues e dos traficantes de drogas, onde a violência e a pena de morte são impostas pela comissão de transgressões dentro desses grupos. O verdugo encarregado dessas execuções não é um técnico médico da prisão que introduz a agulha letal no braço do condenado, mas um atirador que dispara de dentro de um carro, ou um sicário. De todo modo, a perspectiva de ser assassinado não desestimula em nada esses aspirantes a gângsteres que esperam ocupar o lugar do que caiu.

De todos os assassinos que encontrei durante meus 44 anos na prisão, nenhum havia pensado na pena de morte antes – ou durante – a prática do crime que os mandaram para a prisão ou para o corredor da morte. Esse tipo de previsão só tem lugar nas mentes de indivíduos reflexivos e com sangue frio, para os quais a ideia de castigar uma pessoa para assustar outras tem perfeito sentido. Porém, de modo algum se aplica à maioria dos comportamentos violentos, registrados em indivíduos presos por um torvelinho de emoções e insensíveis às consequências de suas ações. Envolverde/IPS

*Wilbert Rideau é autor do best-seller “No lugar da justiça: uma história de presídio e redenção”. Durante sua permanência no corredor da morte dedicou-se ao jornalismo e ganhou alguns dos mais destacados prêmios de jornalismo dos Estados Unidos.

(IPS/Envolverde)

http://www.envolverde.com.br/materia.php?cod=86306&edt=1

 

Mulheres são maioria entre jovens fora da escola e do mercado de trabalho

Por: Amanda Cieglinski, da Agência Brasil

Publicado em 02/02/2011, 11:20

Última atualização às 11:42

Brasília – Parte da população de 18 a 24 anos do país faz parte de um grupo que nem estuda nem trabalha. São cerca de 3,4 milhões de jovens que representam 15% dessa faixa etária. Um estudo divulgado nesta quarta-feira (2) do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostra que as mulheres são mais afetadas por esse problema, muitas vezes em função da maternidade e do casamento.

Do total de jovens fora da escola e do mercado de trabalho, 1,2 milhão concluiu o ensino médio, mas não seguiu para o ensino superior e não está empregado. A proporção de jovens nessa situação aumentou de 2001 a 2008, segundo o Inep, e quase 75% são mulheres. Uma em cada quatro jovens nessa situação tinha filhos e quase metade delas  (43,5%) era casada em 2008.

Para Roberto Gonzales, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o estudo reflete que a desigualdade de gênero ainda persiste não apenas na diferença salarial, mas no próprio acesso ao mercado de trabalho. “Isso tem muito a ver com a divisão do trabalho familiar, seja doméstico ou de cuidados com o filho. É uma distribuição muito desigual e atinge em especial as mulheres, por isso você tem tantas meninas fora do mercado e da escola”, diz.

Entre as mulheres de 18 a 24 anos que estão na escola e/ou no mercado de trabalho, o percentual daquelas que têm filhos é cinco vezes menor. Segundo o estudo, os dados comprovam que “existe forte correlação entre casamento/ maternidade e a saída, mesmo temporária, da escola e do mercado de trabalho observada para as mulheres”. 

Uma vez que o processo de escolarização foi quebrado, o retorno aos estudos é bem mais difícil. Para Gonzales, esse afastamento do jovem do mercado de trabalho ou dos estudos pode não ser apenas uma situação “temporária”, como sugere o estudo. Um dos fatos que corroboram essa teoria é a queda da matrícula entre 2009 e 2010 nas turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), segundo dados do último censo escolar.

“A baixa escolaridade não é uma barreira absoluta ao mercado de trabalho, mas é um problema porque há a possibilidade de criar-se um círculo vicioso. A mulher não terá acesso a bons empregos que dariam experiência profissional e poderiam melhorar sua inserção no futuro”, alerta.

Gonzales afirma ainda que as políticas públicas precisam ser mais flexíveis e acompanhar os “novos arranjos” da sociedade para garantir mais apoio a esse grupo de jovens mães. “As pessoas costumam ter uma ideia mais tradicional de educação em que os pais provêm o sustento para que o filho termine a escolaridade, depois ele segue para o ensino superior e entra no mercado de trabalho. E, na realidade, esses eventos não acontecem necessariamente nessa ordem. Assim como temos muitos jovens casais, também temos famílias monoparentais chefiadas por mulheres com filho e isso, muitas vezes, abre espaço para outras trajetórias de vida”, explica.

Uma das estratégias básicas para garantir que a jovem consiga prosseguir com seus estudos ou ingressar no mercado é a ampliação da oferta em creche. Atualmente, menos de 20% das crianças até 3 anos têm acesso a esse serviço no país. “Essa é uma das principais barreiras alegadas pelas mulheres inativas”, indica Gonzalez.

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2011/02/mulheres-sao-maioria-entre-jovens-fora-da-escola-e-do-mercado-de-trabalho

 

Quem vai cortar a cabeça da serpente?By Bruno Cava – 02/02/2011Posted in: Destaques

Por Pepe Escobar, do Asia Times (02.02.11) | Tradução: Coletivo VilaVudu

oa como pastiche de conto escrito pelo falecido, grande egípcio que recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1988, Naguib Mahfouz. O presidente dos EUA Barack Obama enviou um emissário “secreto” para dizer ao presidente Hosni Mubarak que se abstenha de candidatar-se ao sexto mandato nas próximas eleições – no mesmo dia em que quase dois milhões de pessoas gritam nas ruas, nada mais nada menos, que “Mubarak, vá-se para sempre”. O presidente do Egito então, obedientemente, vai à sua televisão estatal e anuncia exatamente o que o presidente mandou-o anunciar.

Como era de esperar, a rua explodiu em fúria. A rede Al-Jazeera (sim, a revolução será televisionada…) limitou-se a dividir a tela, sem comentários, deixando ao fundo o som da rua no Cairo e Alexandria, para que o mundo ouvisse. “Vá-se!”. “Vá-se, mostre alguma dignidade”. “Caia fora!” Assim, agora é oficial: trata-se de dignidade, orgulho e respeito – valores muito prezados na cultura árabe – de Mubarak, contra a dignidade, o orgulho e o respeito de 80 milhões de egípcios.

Chame de golpe da Casa Branca a favor da palavra de ordem do momento – “transição ordeira”. Como Obama aparecendo na TV global depois de Mubarak para repetir a mensagem que recebeu do mensageiro “O que está claro, como eu indiquei hoje ao presidente Mubarak, é minha crença de que a transição ordeira deve ser significativa, deve ser pacífica e deve começar agora.”

Ora, ora, como Mubarak preferiu divulgar, o que está claro é “o caos” (manifestantes manipulados por forças políticas”) contra “a estabilidade” (o próprio Mubarak e seu regime). Alguma coisa sumiu, perdida na tradução. Quem explicará a Mubarak o significado da palavra “agora”?

O agente secreto

O “mensageiro” de Obama na mais recente pantomima de Mubarak foi Frank Wisner, ex-diplomata e ex-executivo da AIG, íntimo da oligarquia do governo Mubarak, e cujo irmão Graham representava seus vastos interesses comerciais. Wisner tem operado ultimamente como lobbysta do regime de Mubarak nos contatos com especialistas em Oriente Médio em Washington – diferente, por exemplo, do Egypt Working Group bipartidário, liderado por Elliott Abrams, ex-membro do Conselho de Segurança Nacional, e Michele Dunne, do Carnegie Endowment. Sem nem traço de ironia, como se fosse coisa séria, o Departamento de Estado anunciou que Wisner pressionaria o sistema de Mubarak para que “abraçasse amplas mudanças econômicas e políticas” – exatamente as mesmas que ele jamais abraçou nos últimos 30 anos.

Quer dizer que o ditador recusou-se a fugir como o Xá do Irã fugiu na revolução em 1979. Compare-se a cena com uma Praça Tahrir no Cairo que faça um julgamento simulado de Mubarak e o condene à morte por enforcamento. Ou a praça, cantando “Oh Mubarak, covarde. Oh, agente dos americanos” – em árabe, rima.

Segundo Intrade, agência irlandesa de apostas especializada em riscos políticos, 73,5% dos analistas acreditam que Mubarak estará fora do Egito até o final do mês. Pode ser uma eternidade para a rua egípcia – que começa a farejar a presença por ali de vários ratos muito suspeitos.

Mohamed ElBaradei, Prêmio Nobel da Paz em 2005 e ex-presidente da Agência Internacional de Energia está sendo apresentado por todas as redes de mídia-empresa como o próximo homem. Egípcios-americanos obscuros estão sendo escaneados como possíveis membros de um comitê de sábios que governaria durante a transição pós-Mubarak.

Pode-se dizer que o aspecto mais entusiasmante da revolução egípcia é que não há grupo de poder tentando derrubar algum grupo rival. A rua, no momento, não está apontando para ninguém. ElBaradei talvez seja escolha popular, mas estritamente como líder de transição, para por nos trilhos o país que está paralisado e criar sistema transparente para eleições livres e limpas.

Plano A, no qual a multidão opera – e ponto não negociável – é que Mubarak saia imediatamente – não no final do ano, como ele prometeu – com toda a gangue que está no governo e, depois, um período de transição comandado por ElBaradei.

Plano B – possibilidade ainda não totalmente descartada – é o exército livrar-se de Mubarak num golpe de Estado autorizado pelo povo. O exército instala um governo militar de transição e marca data para eleições parlamentares e presidencial. Seria uma espécie de gambito “turco” (foi o que o exército turco já fez, há anos). Seria excelente para a imagem popular do exército.

E outra vez como o exército turco, o exército egípcio vê-se também como guardião da nação. Todos os presidentes egípcios desde que a revolta dos coronéis em 1952 despachou o rei Faruk foram militares: generais Mohammed Naguib, Anwar Sadat e Mubarak, e o coronel Gamal Abdel Nasser.

Adoro uma farda”[1]

O Egito é isso: tudo tem a ver com o exército, a instituição mais respeitada – pressuposta a menos corrupta – do país, a que mais se aproxima, na imaginação dos cidadãos, de estado de direito, que em parte reflete a dinâmica social e a diversidade geográfica do país. Mas o exército também produziu os oficiais mais bárbaros do Mukhabarat – os serviços de inteligência.

No pé em que estão as coisas, pode haver razões para crer que esteja acontecendo uma divisão interna no establishment militar. Basta analisar os quatro principais personagens do drama:

Tenente-general Omar Suleiman, chefe da inteligência militar, ‘suave torturador’ a serviço de Mubarak e que foi nomeado vice-presidente. É homem de saúde precaríssima. Em nenhum caso a rua o engolirá como reformador “democrático”.

Marechal do Ar Ahmed Shafiq, ministro da Aviação Civil, agora designado primeiro-ministro. Como Mubarak, é homem da Força Aérea, autoproclamada elite relativa. Zero de carisma popular.

Tenente general Sami Annan, comandante do estado-maior do exército. Comanda 468 mil soldados, misto de oficiais de carreira e oceanos de soldados alistados. É o ramo que mais se aproxima da rua egípcia. Vêm daí as declarações de que o exército não atirará contra o povo nas ruas.

Marechal de campo Mohammed Hussein Tantawi, ministro da defesa. Comanda 60 mil Guardas Republicanos. Querido do Pentágono. Na 3ª-feira, recebeu longo telefonema de Robert “O Supremo” Gates do Pentágono e secretário da Defesa dos EUA.

É razoável supor que a prioridade, para Annan, até agora, tenha sido preservar a relativamente boa imagem de seu grupo. Isso implicaria que, para ele, o destino da gangue de Mubarak seria questão secundária. O que o interessa é preservar a instituição do exército.

Ainda que só no momento, Suleiman é o homem mais poderoso do que já é uma junta militar de facto. Tem o apoio de uma elite militar, de toda a máquina de repressão, e de uma elite governante vacilante, apavorada (os que ainda não fugiram para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos). Embora remota, há ainda a possibilidade de que esses quatro principais atores cheguem à conclusão de que o chefe tem de partir, para que consigam salvar o regime.

O que ainda não se pode ver com clareza é o nó compacto que permite a uma ditadura controlar o poder: o laço de aço que une o exército e a máquina da repressão, a submissão sem reservas ao ditador, e a nenhuma dificuldade para atirar contra o próprio povo. Isso foi o que se viu em ação no Irã no verão de 2009; e a revolução verde foi esmagada.

Aqueles quatro comandantes podem também estar perdendo minutos de sono pensando no destino dos generais iranianos depois da queda do xá; fizeram um acordo com o aiatolá Ruhollah Khomeini, que depois foi esquecido; e os generais foram perseguidos, e Khomeini até criou seu próprio exército, o Corpo de Guardas Revolucionários Islâmicos. É possível que estejam pensando também sobre o exército turco – o qual, hoje, sob o governo de inspiração islâmica do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, é impedido de influenciar os ventos políticos na Turquia e o lado para o qual devem soprar.

A janela ainda está aberta para Annan, tanto quanto para Suleiman, Shafiq e Tantawi, se concluírem que o melhor para o exército será manter uma posição moral e o relacionamento privilegiado com o Pentágono, e derrubar o Faraó e, assim, manter o papel de atores-chaves para modelar um Egito pós-revolução.

Assim abrimos uma outra caixa de vermes. Nas últimas três décadas, o exército promoveu um virtual pogrom de islâmicos. Não se sabe, por hora, se os altos comandantes resignar-se-ão à função de parceiros da Fraternidade Muçulmana, em parceria política.

A diferença crucial é que o exército defende e a Fraternidade Muçulmana é contra os acordos de paz de Camp David com Israel – e o exército com certeza não quer outra guerra do Oriente Médio. Mas será que respeitarão a decisão de um referendo popular que, praticamente com certeza, decidirá pela revogação dos acordos?

Enquanto isso, a elite militar parece ser a única arma capaz de ensinar a Mubarak o significado da palavra “agora”. Até Abu Omar, um ex imã em Milão, Itália, acusado de terrorismo pela CIA-EUA, sequestrado, “retirado” do Egito e que depois voltou (vive hoje em Alexandria) acredita que “A única solução realista para o país no momento, é os militares tomarem o poder”. Agora.

Nota da tradução:
[1] Orig. I love a man in uniform, título de filme (1993, mais em http://en.wikipedia.org/wiki/I_Love_a_Man_in_Uniform_(film)). Em português “Adoro homens de uniforme”

 

Da Serie Seu Voto na Urna enche a Burra:

Metade de patrimônio declarado por novos congressistas está na mão de apenas dez parlamentares, diz site

 Qua, 02 Fev, 12h54

RIO - Os 567 parlamentares empossados nesta terça-feira na Câmara e no Senado declararam à Justiça Eleitoral ter um patrimônio total de R$ 1,6 bilhão. Do montante, R$ 792 milhões estão em nome de apenas uma dezena de congressistas. Ou seja: metade de todo o patrimônio declarado pelos deputados e senadores está nas mãos de apenas 2% dos eleitos em outubro para as duas Casas. ( Qual deve ser a prioridade do novo Congresso? Vote )

O site Congresso em Foco com base em informações prestadas pelos então candidatos à Justiça eleitoral. Cada parlamentar declarou possuir, em média, R$ 2,9 milhões em imóveis, empresas, fazendas, veículos, objetos de arte, dinheiro em espécie e aplicações financeiras, entre outros bens.

 

Alagoas, estado com pior índice de desenvolvimento humano (IDH) e com uma das menores rendas per capita do país, tem como representante o homem mais rico do Congresso: o deputado João Lyra (PTB-AL), que tem uma fortuna declarada de R$ 240,39 milhões.

 

Lyra é dono de um império que reúne mais de dez grandes empresas no estado - incluindo usinas sucroalcooleiras, fábrica de fertilizantes, empresas de táxi aéreo, de comunicação e concessionária de veículos.

 

O senador Blairo Maggi (PR-MT) fica em segundo lugar na lista, com um patrimônio de R$ 152,470 milhões. Ex-governador de Mato Grosso, o parlamentar é proprietário do Grupo Amaggi, um dos maiores exportadores de soja do Brasil. Chegou a ser considerado o maior produtor individual do produto no mundo, responsável por 5% da produção anual do grão brasileiro.

 

O terceiro mais rico também tem fortes ligações com o agronegócio. Reeleito para o segundo mandato consecutivo, o deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR) informou ter R$ 95,7 milhões em bens. Mais da metade da riqueza do paranaense tem como origem cotas da Diplomata Industrial e Comercial, uma das maiores produtoras de aves para abate do país.

 

Confira a lista dos dez mais ricos, segundo dados do Congresso em Foco:

 

1 - Deputado João Lyra (PTB-AL) - R$ 240.395.155,75

 

2 - Senador Blairo Maggi (PR-MT) - R$ 152.470.034,00

 

3 - Deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR) - R$ 95.728.260,00

 

4 - Deputado Newton Cardoso (PMDB-MG) - R$ 77.956.890,08

 

5 - Deputado Sandro Mabel (PR-GO) - R$ 70.992.163,06

 

6 - Deputado Paulo Maluf (PP-SP) - R$ 39.480.780,96

 

7 - Senador Eunício (PMDB-CE) - R$ 36.737.673,19

 

8- Deputado Reinaldo Azambuja (PSDB-MS) - R$ 31.907.723,00

 

9 - Senador Ivo Cassol (PP-RO) - R$ 29.874.832,00

 

10 - Senador Eduardo Braga (PMDB-AM) - R$ 16.487.003,64

http://br.noticias.yahoo.com/s/02022011/83/metade-patrimonio-declarado-novos-congressistas-na.html

 

frasista. Duro é que fico horas pra bolar um trocadilho e pensam que foi erro de digitaçâo. Ou dizem < ele repete os ditados errados>.Tuiteiro @wilsonyoshio. Desconfio que o Twitter foi inspirado nos irmâos Maia,Carlito e Hugo,e Dalton Trevisan&a

PanAmericano receberá R$ 14 bi da Caixa e do BTG

Instituições comprarão títulos e carteiras para que banco fique competitivo

Caixa vai adquirir R$ 10 bi, e BTG Pactual, R$ 4 bi, apesar de participação no ex-banco de Silvio ser semelhante 

MARIO CESAR CARVALHO
DE SÃO PAULO 

A Caixa Econômica Federal e o BTG Pactual vão comprar R$ 14 bilhões em títulos e carteiras de crédito do banco PanAmericano para que ele possa funcionar em condições competitivas, segundo a Folha apurou com executivos dessas instituições. 
A decisão foi endossada pelo conselho do PanAmericano em reunião anteontem. A injeção indireta será anunciada na segunda, em um comunicado ("fato relevante"). 

>A proporção que cada um dos sócios do PanAmericano colocará não será igual, apesar de terem praticamente o mesmo percentual de ações do antigo banco de Silvio Santos: a Caixa comprará R$ 10 bilhões, e o BTG Pactual, R$ 4 bilhões. 
Os R$ 10 bilhões da Caixa serão aplicados na compra de carteiras de crédito (R$ 8 bilhões) e em certificado de depósito interbancário (R$ 2 bilhões). Os R$ 4 bilhões do Pactual serão aplicados em CDI, um título similar ao CDB, mas que é comercializado só entre bancos. 
O BTG comprou na segunda-feira 37,64% das ações do PanAmericano por R$ 450 milhões. Em dezembro de 2009, a Caixa havia adquirido 36,56% do capital total por R$ 739,27 milhões. 
A Caixa diz que esses negócios não foram discutidos na reunião do conselho do PanAmericano. Nega também que haverá comunicado ao mercado. O BTG Pactual não quis se pronunciar. 
Executivos do PanAmericano ouvidos pela Folha, sob a condição de anonimato, dizem que não há um uso político da Caixa na compra em proporções tão distintas. 
A diferença, de acordo com essas avaliações, deve-se a dois fatores: 1) a Caixa tem ativos que valem mais de dez vezes os do BTG Pactual (R$ 400 bilhões, ante R$ 32,6 bilhões); 2) a Caixa tem mais interesse sobre o PanAmericano porque o banco faz operações que ela é proibida de fazer por ser um banco público. A mais interessante dessas operações é o leasing. 
As ações preferenciais do PanAmericano já subiram 54,9% desde a sexta-feira passada, resultado de dois dias de forte valorização na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). Após avançar 22,5% na segunda-feira, o papel galgou mais 26,4% na rodada de ontem. 
A valorização dos últimos dias é muito forte, mas ainda insuficiente para cobrir o desastre do ano passado, quando esse mesmo papel caiu mais de 60%, após a descoberta do rombo. A procura pela ação também continua bastante forte: ontem foram R$ 156,6 milhões em negócios, mais do que o giro das ações do Banco do Brasil e do Santander somados. 

 

Colaborou EPAMINONDAS NETO, de São Paulo

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me0302201121.htm

 

Futebol // Festa
Santa Cruz: amor que não se mede, que não se repete
Publicado em 02.02.2011, às 21h00
Wladmir Paulino Do JC Online
Festa tricolor começa às 6h com fogos e sirene
Festa tricolor começa às 6h com fogos e sirene
Ilustração: JC Online

Pudesse aquele escudo com as setras SCFC entrelaçadas falar, ele cantaria o trecho da música do Cidade Negra acima. Para quem? Para a torcida tricolor, óbvio. Dificilmente, em qualquer lugar do mundo, tamanha adoração é vista. Alguns sisudos podem lembrar dos mais de 120 mil sócios do Barcelona ou do bando de loucos do Corinthians. Mas seria bom ver isso em meia década de tanto sofrimento. Nesse período, o sentimento do simpatizante do Santa Cruz Futebol Clube extrapolou qualquer conceito de amor, chegando próprio de uma adoração religiosa.

Adoração essa intrinsecamente ligada ao nome e local de nascimento do clube. Foi no pátio da Igreja de Santa Cruz, que um grupo de garotos resolveu formar um time de futebol. O registro oficial data do dia 3 de fevereiro de 1914. A meninada decidiu que as cores seriam preta e branca. Porém, três anos depois foram obrigados a mudar, pois o Flamengo já utilizava tais cores e a Liga Sportiva Pernambucana, a "mãe" da atual Federação Pernambucana de Futebol, não permitia dois times iguais.

Foi acrescentado o vermelho, que daria origam à Cobra Coral e à "cara" definitiva do clube que iria arrebatar corações. Tantos que uma das suas alcunhas é Clube das Multidões. As origens humildes sempre marcaram um encontro do tricolor com o povo. Outra prova foi a abertura para jogadores negros. O mulato Lacraia (Teófilo Batista de Carvalho, atacante) foi o primeiro atleta "de cor" a atuar em Pernambuco. De quebra, ainda entrou para história como criador do escudo.

Orquestra da Bomba do Hemetério toca o frevo Vulcão Tricolor:

Dois anos depois de adotar as três cores o Santa voltou a brilhar. Foi ao Rio de Janeiro e venceu o Botafogo por 3x2, tornando-se o primeiro time do Nordeste a vencer uma agremiação daquele estado. Coincidência ou não, foi pelo mesmo placar e diante do mesmo Botafogo que os corais teriam seu grande momento em 2010, na Copa do Brasil.

O primeiro estadual, no entanto, demorou um bocado. Veio apenas em 1931. A demora foi tanta, que o tricolor tirou o atraso conquistando os dois subsequentes. À frente da equipe estava o lendário Tará, artilheiro máximo do clube com 207 gols. Na década seguinte, os dirigentes começaram a construir seu patrimônio com o aluguel de um terreno no bairro do Arruda.

Depois do título de 1947 seriam dez anos de jejum. E como acontece com os jejuns corais, novamente foi quebrado em grande estilo. Em 1957 o Campeonato Pernambucano parecia não querer acabar. A ponto de terminar apenas no ano seguinte com um ferrenho embate entre tricolores, rubro-negros e alvirrubros. Zequinha, Lanzoninho e Mituca eram alguns dos destaques do primeiro supercampeonato coral.

Torcida declara seu amor pelo Santa Cruz:

O segundo super veio com aquela que é considerada a melhor fase do clube, a década de 1970 - incluindo um quarto lugar no Campeonato Brasileiro de 1975. Some-se a isso a inauguração do Estádio José do Rego Maciel no dia 4 de julho de 1972. Em 1976, super outra vez. A terceira façanha aconteceu em 1983 numa eletrizante disputa de pênaltis com o Náutico. Ricardo Rocha e Zé do Carmo eram os líderes da equipe.

A década de 1990 viu o Santa oscilar em boas campanhas e resultados pífios. O melhor momento foi em 1993, quando o time virou o jogo final do Pernambucano contra o Náutico em menos de dez minutos e segurou o empate na prorrogação fazendo com que muita gente que já estava na Avenida Beberibe tomando o rumo de casa voltasse correndo ao estádio.

Esta última década pode ser considerada a mais obscura. Depois de uma nova quebra de jejum (nove anos) com um título incontestável, em 2005, onde ganhou os dois turnos, o Santa completou a felicidade da torcida conseguindo o acesso à primeira divisão. Um velho ídolo comandava o time: Givanildo Oliveira. E um pequeno artilheiro fazia a festa nas quatro linhas: Carlinhos Bala.

Depois disso, quedas para as séries B, C e a recentemente inaugurada D. Nesta, o atual elenco busca a classificação no Pernambucano. Nas duas decepcionantes participações anteriores, o que chamou a atenção foi o público. Com uma média de público próxima aos 50 mil virou notícia nacional. Falta apenas tanto amor ser reconhecido.

PROGRAMAÇÃO - O Recife vai acordar com uma salva de fogos e toques de sirene marcados para às 6h. A aurora coral é o aviso que o dia será de festa. Às 8h está marcado um culto ecumênico. O auge será às 20h30, com apresentação da Orquestra de Frevo da Bomba do Hemetério, sob a batuta do Maestro Forró.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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http://www.fazenda.gov.br/audio/2011/fevereiro/a020211.asp

Mantega diz que redução de gastos públicos abre espaço para corte na taxa de juros
O ministro afirmou que o déficit nominal 2,56% do PIB foi num dos menores do mundo no ano passado.
“Para 2011 estamos trabalhando com um déficit nominal de 1,8% do PIB, voltando, após a crise, para uma trajetória bastante benigna”, revelou.

Manutenção do desenvolvimento sustentável será prioridade, reforça Mantega
02/02/2011, Ministério da Fazenda/GAC-Grupo de Avanço da Competitividade

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, presidiu nesta quarta-feira a primeira reunião do Grupo de Avanço da Competitividade (GAC) do governo da presidenta Dilma Rousseff.  
O GAC, denominado no início de 2009 como Grupo de Acompanhamento da Crise, era um fórum de discussão formando por representantes do governo e do setor privado para discutir os impactos da turbulência financeira internacional e propor medidas para minimizar os efeitos na economia brasileira.

O novo GAC, conforme o ministro, deverá discutir formas de manter o desenvolvimento sustentável da economia, iniciado no governo anterior. Essa foi a prioridade colocada por Mantega nesta primeira reunião.
“O nosso eixo aqui agora não é mais combater a crise, que foi superada. Agora a questão central a ser discutida é dar continuidade à agenda do crescimento sustentável”.
Ele apresentou a empresários e a outros representantes da equipe econômica um relato de como o país enfrentou a crise financeira, com forte ação anti-cíclica do governo, e os principais desafios da nova agenda de desenvolvimento para os próximos quatro anos.

Afirmou que o corte de gastos de custeio do setor público, após o esforço do governo nos últimos dois anos para manter a atividade produtiva no período da crise, abrirá espaço para novas desonerações e para a redução das taxas de juros.
O ministro disse ao grupo que o país agora está numa fase de reajustamento fiscal e monetário.
“A política monetária tem que reagir a essa nova colocação. Redução de gasto público tem que resultar depois em redução de juros. Essa é uma lógica que é aceita por todos”.

Mantega também destacou a necessidade de manutenção dos investimentos. “É fundamental que o investimento cresça duas a três vezes do PIB, crescimento de qualidade. Essa é a marca”.
Lembrou que para manter um nível satisfatório de investimento na fase aguda da crise, governo e setor privado discutiram uma série de ações que resultaram em concessão de subsídios, desonerações, créditos especiais e mais ação do BNDES.
“No ano passado, só o governo central alcançou R$ 47 bilhões de investimento. Somando os investimentos das estatais são quase R$ 90 bilhões e contando com estados de municípios chegamos a 5,4% do PIB em investimento público”.
O ministro observou que com o resultado do setor industrial de 2010, que aponta crescimento do setor de bens de capital de 20,8%, é possível afirmar que o governo conseguiu estimular investimento.

Resultado Fiscal – Mantega comentou com os integrantes do GAC sobre o resultado fiscal do setor público consolidado, que apresentou superávit de 2,78% do PIB, sendo necessário utilizar o abatimento do PAC para atingir a meta fiscal de 3,1% do PIB prevista para 2010.
Estados, municípios e estatais ficaram aquém das metas estabelecidas, ao contrário do governo central, que superou as expectativas (a meta era de 2,15% e chegou a 2,16%).
O ministro refutou as críticas de analistas de que o governo central utilizou receitas extraordinárias para cumprir a meta fiscal de 2010. “De fato utilizamos receita de concessão da Petrobras, por exemplo, com a venda dos barris de petróleo, mas foi uma operação legítima prevista nas contas nacionais. Não tem distorção das contas”.
Mantega avaliou que o resultado fiscal foi bom, com melhoria do resultado nominal. Em  2010 houve o resultado nominal apresentou déficit de 2,56% do PIB, contra 3,34% em 2009.
O ministro afirmou que o déficit nominal 2,56% do PIB foi num dos menores do mundo no ano passado. “Para 2011 estamos trabalhando com um déficit nominal de 1,8% do PIB, voltando, após a crise, para uma trajetória bastante benigna”, revelou.
Ele comemorou a redução da relação dívida/PIB de 42,8% em 2009 para 40,4% em 2010. Para 2011, a relação deverá cair para 37,8%, conforme projeção do Banco Central. “Esse aqui é, a meu ver, o indicador mais importante para saber se houve melhoria fiscal ou não. A dívida caiu, portanto houve melhoria”.

A avaliação do titular da Fazenda é de que o Brasil continuará tendo a melhor situação fiscal do mundo. “Com 1,8% de déficit nominal nós estaremos, entre os países do G-20, com o menor ou segundo menor déficit nominal. Portanto não dá para reclamar”.  
Mantega voltou a dizer que o FMI (Fundo Monetário Internacional) se equivocou ao indicar, em seu relatório Monitor Fiscal, que havia uma deterioração das contas públicas brasileiras.
Ele qualificou a declaração do FMI de infeliz. “De 2009 para 2010 houve uma melhoria e para 2011 nós vamos cumprir as metas e continuaremos a registrar melhoria fiscal”, reafirmou.

Desafios – Para manter o crescimento sustentável da economia o ministro apontou três principais desafios:

  • melhorar as contas externas, estimulando o aumento das exportações em ritmo maior do que as importações, enfrentando a guerra comercial e a desvalorização cambial;
  • estimular a produção nacional, especialmente do setor de manufaturados, para evitar o risco da desindustrialização;

 

  • e a qualificação de mão-de-obra.

Ele citou ainda que é preciso aperfeiçoar a agenda de crédito. “Já começamos ano passado, com alongamento do crédito, redução do custo de captação, debêntures. Foram medidas que nós anunciamos no final do ano passado que ainda não tivemos tempo de colocar em prática e que ainda não surtiram efeitos”, ponderou.
O ministro sinalizou ainda que o governo trabalha com a possibilidade de promover novas desonerações. “Isso é importante para todos. Mas temos ainda desafios nesse campo. Temos que dar certa prioridade nessa agenda”, finalizou.

 

2014---distribuição de renda

R$ 40 bi em investimentos, contra R$ 195 bi pagos em juros, e ainda tem quem defenda a elevação da Selic.

 

Lula produzirá 5% do petróleo brasileiro

Previsão da Petrobras é que esse campo, antes chamado de Tupi, feche o ano com a marca de 100 mil barris/dia

Nova aposta da estatal é a sub-região chamada de Lula Nordeste, que terá capacidade para 120 mil barris em 2013 

PEDRO SOARES
DO RIO 

Descoberto em 2006 e em fase de testes até o fim de 2010, o campo de Lula (ex-Tupi) chegará ao final de 2011 com uma produção de óleo de 100 mil barris/dia, o que corresponde a 5% do volume de extração de petróleo da estatal no Brasil.
Lula é o maior campo já descoberto pela Petrobras, com reservas estimadas em 6,5 bilhões de barris.
Junto com a área contígua de Carnambi, tem uma jazida total de 8,3 bilhões de barris, cifra que fez crescer as reservas brasileiras em 60%.
O campo fica no pré-sal da bacia de Santos, mais promissora província petrolífera da companhia.
Hoje na faixa de 20 mil barris/dia, sua produção é limitada porque ainda precisam ser perfurados mais poços de produção de óleo, que se conectarão com a plataforma.
A produção é considerada piloto porque a plataforma definitiva ainda não foi instalada. A unidade que está em operação no campo atualmente é alugada.
No mesmo bloco de concessão de Lula, o BM-S-11, a nova aposta da Petrobras, porém, é a sub-região batizada de Lula Nordeste.
No próximo mês começa o teste de longa duração com uma plataforma que terá capacidade de extrair na casa dos 15 mil barris/dia (mesmo volume do teste em Lula).
Apesar de ser piloto, a produção tem destino comercial -será refinada no Brasil ou exportada.
O teste em Lula Nordeste servirá ainda para reunir dados mais precisos sobre a área, a serem usados, inclusive, para mapear melhor o tamanho do reservatório e as características do petróleo.
Após a declaração de comercialidade de Lula Nordeste, ao final dos testes, e caso a estatal conclua que se trata de um campo separado do de Lula, será alocada uma nova plataforma para a região, na etapa conhecida como piloto de produção.
A unidade, capaz de produzir 120 mil barris/dia, entrará em operação em 2013.
Para atingir tal volume, serão perfurados 15 poços -cada um tem custo médio de US$ 100 milhões.
Paralelamente, a Petrobras estuda fazer, até 2013, mais quatro testes de longa duração nas seguintes áreas: Carioca, Carioca Nordeste, Abaré e Iguaçu, todas no pré-sal da bacia de Santos.
A estatal já busca plataformas para serem alugadas e alocadas nessas regiões.
A empresa confirmou que lançará, em breve, uma licitação para alugar duas plataformas para as áreas do pré-sal de Guará e Cernambi Sul.

EXXON
A petroleira norte-americana Exxon registrou em seu balanço perdas com três poços no bloco BM-S-22 do pré-sal, no qual é responsável pelos trabalhos de exploração de óleo. Nos poços, foram investidos US$ 400 milhões.
A companhia nega, porém, que tenha abandonado a exploração daquela área.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me0302201130.htm

 

Com R$2,1 bi de saldo, Nota Fiscal Paulista tem fraude

A partir de denúncias de desvios, governo proíbe transferir crédito de um CPF para outro ou para entidades assistenciais

Volume de créditos não resgatados é o dobro do que já foi retirado em 3 anos e pode incentivar os fraudadores a agir 

CAROLINA MATOS
DE SÃO PAULO 

O programa Nota Fiscal Paulista, que permite a quem compra em estabelecimentos cadastrados em SP acumular créditos em dinheiro, chega ao fim de 2010 com saldo acumulado -e, portanto, não utilizado pelos consumidores- de R$ 2,1 bilhões.
O total é quase o dobro do resgatado desde que o programa começou, em janeiro de 2008: R$ 1,2 bilhão.
A grande quantia não retirada atiçou a cobiça de fraudadores. A Secretaria de Fazenda estadual informou que, em outubro, houve indícios de desvio de créditos. A instituição, no entanto, não revelou valores nem o número de pessoas prejudicadas.
A partir de denúncias, o governo alterou regras para resgate dos créditos. Não é mais permitido, por exemplo, transferir crédito de um CPF para outro ou para entidades assistenciais.
As instituições, cerca de 4.000 registradas na secretaria, podem continuar recebendo créditos por doações diretas, feitas pelo consumidor no ato de uma compra.
Mas a secretaria admite que o saldo acumulado no programa é alto -o valor de R$ 2,1 bilhões de novembro considera notas fiscais emitidas até agosto. E estuda mudanças para reduzi-lo, como diminuir o prazo para resgate, hoje de cinco anos.
"Podemos considerar que alguém que não resgatou os créditos depois de dois ou três anos não está se importando com isso ou nem sabe que tem esse dinheiro", diz Evandro Luís Freire, coordenador do programa.
Hoje, há cerca de 10 milhões de CPFs no cadastro do programa. Mas a secretaria calcula que outros 20 milhões de CPFs também tenham créditos vinculados, embora não estejam cadastrados para descontá-los.

SENHA
"O consumidor que faz o cadastro está livre de risco de fraude, pois recebe uma senha", diz Freire. "Todos os que têm créditos devem se cadastrar", afirma.
O procedimento pode ser feito em www.fazenda. sp.gov.br, nos campos "nota fiscal paulista" e depois "acesso ao sistema".
Mas a Proteste, associação de defesa do consumidor, diz que o caminho no site é "difícil e longo".
Além disso, Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste, avalia como "inadmissível" a proibição da transferência de créditos entre CPFs.
"Membros de uma família, por exemplo, não podem mais transferir os créditos entre si", diz Dolci.
"O consumidor não pode ser responsabilizado por uma falha do programa, em que houve falta de fiscalização", acrescenta.

 

 Diretor Financeiro da Petrobras dá entrevista à CNN Espanhol em Davos.

 

 

 

Em entrevista à CNN en Español, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o diretor Financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, falou sobre os planos da Petrobras. O executivo afirma que a Petrobras já explora, fora do país, poços mais profundos que o pré-sal, com até 10 mil metros.“Tecnicamente está tudo controlado. Temos a capacidade de produzir e não é extremamente profundo. Tecnologicamente não há restrição”, disse.
videoLeia mais.

http://todeolhomalandragem.blogspot.com/

 

A revolta egípcia: nas ruas de Suez, um forte cheiro de revanche social

 

Le Monde

 

Benjamin Barthe

O eco desse nome repercute pelas fachadas dos enormes centros comerciais da Avenida do Exército, artéria principal de Suez. Dez mil torsos inflamados o bradam, cospem, vaiam. “Saif Galal erhal” (“Saif Galal, saia!”). Na manifestação raivosa de terça-feira (1º), o governador da região de Suez foi ainda mais vaiado que o presidente Mubarak. “Ele é o símbolo local da corrupção do regime, da espoliação do povo”, diz Ghalib Mokled, figura muito estimada pela sociedade civil de Suez, candidato derrotado da oposição às legislativas em 2010.

Na véspera, segundo a população, Saif Galal teve a infeliz ideia de declarar, ao microfone da Nile TV (televisão pública), que a situação na cidade do canal, com seus 500 mil habitantes, era estável, e que a economia ali era próspera. “Mas em que mundo ele vive?”, lança um homem vestido com uma galabeya (túnica) bege. “Para seu bando, é claro que a vida é bela. Eles enriquecem com a venda de terras. Mas o povo nunca vê nem sinal de todo esse dinheiro”.

Após os sangrentos confrontos da semana passada, a manifestação teve um papel catártico. Homens, mulheres e crianças, jovens e velhos, de classe média ou popular, todos saíram às ruas para exprimir seu medo e sua raiva. Para resgatar uma cidade à beira de uma crise de nervos. Logo no primeiro dia da revolução, em 25 de janeiro, manifestantes foram baleados pela polícia. A recusa das autoridades em devolver os corpos às famílias, algo visto como um insulto à tradição muçulmana, que exige um enterro rápido, reforçou a fúria da população. Na Avenida do Exército, Ibrahim Farag, uma das fortunas de Suez, famoso por suas relações com a polícia, temia que manifestantes saqueassem uma de suas lojas. Ele abriu fogo, matando várias pessoas.

Soldados idolatrados

Uma onda de represálias varreu a cidade. A estação de polícia, a sede do Partido Nacional Democrata (PND, situação), a prefeitura e todas as possessões do clã Farag viraram fumaça. Segundo fontes, o número de mortos, nesses cinco dias de fúria coletiva, oscila entre 11 e 12. A cidade é controlada pelos blindados e os soldados, idolatrados pela população, intervêm ao menor sinal de confusão. Aqui, todo mundo se lembra de que o centro de Suez foi palco de uma luta acirrada durante a guerra de outubro de 1973 com Israel, e que o exército egípcio, exaltado pelo xeque Hafez Salama, uma celebridade local, conseguiu resistir aos blindados do general Ariel Sharon. Mas essa epopeia, enfeitada ao longo dos anos, não sustenta mais Suez. Pelo contrário, o rancor social e o sentimento de uma economia de dois pesos e duas medidas minam a cidade.

Claro, em torno do canal e do golfo de Suez, a atividade industrial não enfraquece. São muitas as usinas de aço, de cimento, de refinamento e de petroquímica. Mas a população tem a sensação de que seus investimentos só beneficiam uma minoria. “Em 2003, fui o segundo colocado da minha turma na Universidade do Cairo”, explica Mohammed Hemdan, um engenheiro. “Mas desde essa data, nunca consegui encontrar trabalho em Suez. A administração prefere importar mão de obra asiática a favorecer o recrutamento de locais. Tive de aceitar um posto no Cairo, onde moro durante a semana, e volto para minha família aos finais de semana”.

Segundo Ghalib Mokled, 85% dos jovens de Suez estão desempregados. Eles podem ser vistos perambulando ao longo das vitrines da Avenida do Exército, entediados. “Essas empresas que vêm nos poluir não trazem nenhum dinheiro à comunidade”, diz Mokled. Ele mesmo se juntou recentemente à legião dos desempregados, em novembro de 2010. Ele era executivo de uma empresa de produção de oleodutos. Mas, pouco depois do anúncio de sua candidatura às eleições, uma carta de demissão chegou à sua mesa.

Tradução: Lana Lim

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2011/02/03/a-revolta-egip...

 

Nassif

Entao...

Uma vez voce disse, respondendo a alguns internautas por causa de comparaçoes ou textos publicados, que o seu estilo com o de Paulo Henrique Amorin eram diferentes (neste momento me pareceu uma pequena critica a ele), num outro momento voce disse que nao tinha a mesma capacidade de inventar manchete criativas (nesta hora parecia un sincero elogio...) Entao veja este texto do Paulo henrique... está um primor de analisis y divertido.

Nessa discussao sobre estilo de trabalho na presidencia, eu particularmente creo que a Dilma y o PT (se quer ganhar a proxima eleiçao) vao ter que fazer curso intensivo de discurso. desafortunadamente ela é boa de texto melhor dizendo se ve dentro do que ela fala - especiialmente depois lendo  e aind assim exige certo esforço- coisas muito interesante y posso até dizer profundas mas... realmente as vezes muito dificil de entender... minhas duas irmas me chamaram a atençao para esto com as observaçoes do dia a dia. Además disputar com Marina, Aecio Neves ou mesmo Eduardo Campos que som bons de retorica nao será facil ...Porque  no nivel do desenvolvimento está claro que ela vai fará um bom governo mas si nao chegar no corazao do povo... a retorica vai levar...

Voltando para o Paulo Henrique Amorin... Taí uma que ele inventou que a Dilma y seus colaboradores podem  usar a vontade para ir chegando mais pertinho do povo... "JK de saia" quer dizer 50 en 5 ou melhor eu complementaria  100 anos en 8 ... uma sacada otima como markenting... penso que até o Lula vai morrer de inveja ... jejejeje

http://www.conversaafiada.com.br/economia/2011/02/02/jk-de-saias-tem-40-...

Talvez valha a pena prestar atenção aos números do discurso da presidenta Dilma Rousseff no Congresso.

Clique aqui para ler “JK de saias relembra compromisso com a erradicação da miséria”.

Os políticos talvez saibam ler números.

Jornalistas não sabem.

Especialmente os que praticam o jornalismo de Economia, que, como diz o Delfim, não é uma coisa nem outra.

(Mino Carta, quando dirigia a Veja, costumava dizer que a soma de percentagens sempre era superior a 100%.)

A presidenta anunciou que durante seu mandato gastará R$ 1 trilhão nas obras do PAC II.

Nem o Governo Nunca Dantes teve tanto.

O Eduardo Cunha – que se transformou na Paris Hilton sem fotógrafos – se considera um especialista em números.

Segundo o Garotinho, ele entende também de Casa e de Água.

O Padim Pade Cerra também acha que entende de Economia.

Mesmo sem diploma.

Os dois devem saber o que significa o discurso da Dilma.

O JK de saias vai gastar durante o mandato – só no PAC II – o equivalente a 40% do PIB brasileiro de hoje.

Mais ou menos assim: por ano de Governo, a JK de saias vai destinar 10% do PIB ao PAC II.

Isso é obra a dar com pau.

Encomenda, máquina, matéria prima, aço, cimento, engenheiro, arrecadação – uma beleza !

E, especialmente, isso é emprego.

Daqui a pouco começa a entrar o dinheiro do pré-sal.

Outra chuva de dinheiro para Saúde, Educação, Tecnologia, Pesquisa.

O pessoal da oposição talvez ainda não tenha percebido o tamanho da encrenca.

Quando a JK de saias avisou que não vai perder a oportunidade de fazer do Brasil uma Nação desenvolvida, isso está mais próximo do que pode parecer à urubóloga.

A Dilma sabe que isso é uma possibilidade está ali, depois da esquina.

Por exemplo: se o Minha Casa Minha Casa, por dez anos, financiar casa própria para quem ganha de 0 a 3 salários mínimos, acaba a favelização no Brasil.

Clique aqui para ler “Pezão e a reconstrução do Rio – vai dar certo”.

Trabalha aqui na maquiagem da Record uma mulher de seus 40 anos que acaba de se formar em Artes Plásticas.

Fez licenciatura também e pretende ser professora.

O marido é professor na rede pública estadual de São Paulo e sofre o pão que o Diabo amassou – ou melhor, recebe o Vale Coxinha.

Um filho é advogado e leitor diário do Conversa Afiada.

Outro estuda Gastronomia.

Ela acaba de me contar que vendeu um apartamento de 100 metros quadrados e trocou por uma casa de 300.

Financiou R$ 80 mil por 15 anos no Banco do Brasil.

E tomou mais R$ 20 mil num plano da Caixa para reforma da casa.

A família toda está correndo atrás.

Venderam até a bicicleta do mais novo.

Ela, coitada, faz biscate 48 horas por dia.

E está toda feliz !

Eu perguntei: mas, como é que você foi se endividar tanto ?

Ah, meu filho, quis aproveitar o Governo Lula.

Mas, a Dilma vai ser a mesma coisa, ponderei.

Eu não podia esperar. Me endivido com o Lula e pago com a Dilma – foi a resposta dela.

Como esse raciocínio se aplica à matemática financeira da urubóloga, não sei.

Se a oposição não entender a decisão da maquiadora nem o discurso da JK de saias não vai entender a assim chamada “conjuntura internacional”.

A China não vai parar de bombar.

A economia americana se recupera, embora não volte a empregar, tão cedo.

A Alemanha vai puxar a Europa (é o destino da Europa …).

Daqui a pouco dão ao Mubarak passagem só de ida para a Suíça e o preço do petróleo se acalma.

A economia mundial vai voltar a crescer, depois da crise de 2008.

Quer dizer, o quanto pior melhor não vai longe.

A oposição corre o risco de ficar de fora do grande pagode do PAC II.

E morrer abraçada ao Padim Pade Cerra.

Tudo isso, é claro, é uma remota hipótese.

Temos que aguardar o programa do PSDB na televisão.

Aquele em que o Farol de Alexandria fará o papel de Silvio Santos de tucanos.

Ali, tudo pode mudar.

O Sol pode voltar a girar em torno da Terra.

 

 

 

 

 

Por que os jornalistas não estão dizendo a verdade na história da Apple e Foxconn.

Na realidade não são só os jornalistas, todos temos parte neste pecado.

http://techcrunch.com/2011/02/01/the-real-story-apple-and-foxcon/

 

Na capa do NYTimes agora:

http://www.nytimes.com/

O video fala com falsissima preocupacao a respeito de apoiadores de Mubarak como se realmente eles fossem representativos de grande porcentagen da populacao.

 

Da série: pequenas ONGs, grandes negócios.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/869307-assembleia-de-sao-paulo-contrata-fundacao-ligada-a-diretor.shtml

02/02/2011 - 09h00Assembleia de São Paulo contrata fundação ligada a diretor

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FERNANDO GALLO
DE SÃO PAULO

A Assembleia de São Paulo contratou sem licitação e por R$ 15 milhões uma fundação que tem entre seus diretores o atual diretor da TV Assembleia, Alberto Luchetti.

A partir de meados deste mês, a Fundac (Fundação para o desenvolvimento das artes e da comunicação) atuará como operadora da TV Assembleia de SP.

Assembleia de SP tem 8 diretorias, mas emprega 70 diretores

No site da fundação, Luchetti é identificado como "consultor", mas ele próprio admite ser "diretor de conteúdo na área de televisão".

A contratação da fundação por um período de nove meses foi publicada ontem no "Diário Oficial" do Estado. Ela atuará em substituição à TV Cultura, atual responsável por essa operação.
Na Assembleia paulista, desde junho a não renovação do contrato com a Cultura já era dada como certa.

Diretor da Assembleia e da fundação contratada, Luchetti diz ser "administrador do contrato da Fundação Padre Anchieta com a Assembleia", embora não seja contratado da Assembleia.
Ele é apontado por funcionários da TV e pela diretoria do sindicato dos jornalistas como o número um na hierarquia da TV Assembleia.

As negociações pela manutenção dos atuais funcionários da TV pela nova operadora foram feitas com ele.

Luchetti diz que é um funcionário terceirizado e que é contratado por uma empresa da qual é dono: a allTV, com transmissão pela internet.

Pela Fundac, que se diz uma entidade "sem fins lucrativos", Luchetti gerencia outro contrato milionário, este com a Câmara Municipal de São Paulo: R$ 12,6 milhões por ano.

Luchetti está na Assembleia desde 2007 e diz ter sido convidado para estar à frente da TV do legislativo pelo então presidente da Casa, o tucano Vaz de Lima.

Ele, no entanto, é apadrinhado também por deputados do PT, partido que comanda a Primeira Secretaria da Assembleia, à qual está subordinada a TV.

Na internet, a Fundac afirma que "desenvolve e operacionaliza projetos de Indicadores, Economia e Estatística aplicados à cultura, comunicações e artes".

Na Câmara Municipal de SP, além de Luchetti, a TV foi dirigida por Fernando Lancha, que foi apresentador de programas na allTV, onde era funcionário de Luchetti.

A gestão da TV Câmara continua sob a responsabilidade da Fundac.

Em dezembro, o diretor de comunicação da Assembleia, Antonio Denardi, disse à Folhaque a Casa poderia contratar sem licitação pois eram poucas as instituições com "know how" de operação de canais legislativos.

OUTRO LADO

Luchetti diz não ver "nenhuma ilegalidade" na contratação da Fundac pela Casa.

Ele afirma também que não há inconveniente ético na troca da operadora ante sua condição de empresário do ramo, responsável pela TV Alesp e diretor da Fundac.

Sobre os contratos milionários da Fundac, disse não ser diferentes dos fechados com a TV Cultura.

A Assembleia, em nota, afirmou que a Fundac tem "expertise". Justificou a dispensa de licitação dizendo que a fundação "possui inúmeros contratos firmados com a administração pública, nos mesmos moldes do contrato que está sendo assinado", incluindo o STF.

A Casa não se pronunciou sobre a situação de Luchetti.

Na Fundac, a secretária afirmou que não poderia informar quem eram os responsáveis pela fundação.

 

O Corinthians é o primeiro clube brasileiro a ser eliminado em uma "Pré-Libertadores" e isso é bom para o Brasil.Ronaldo culpa gramado por eliminação do CorinthiansAtacante corintiano responsabilizou a Conmebol por permitir o uso do campo do Tolima na Libertadores

Bruno Winckler, enviado iG a Ibagué | 03/02/2011 00:19 - Atualizada às 00:56

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Veja também:

Ronaldo colocou a culpa no gramado pela eliminação do Corinthians. O castigado estádio de Ibagué foi o culpado. Sem conseguir fazer um gol no Tolima em dois jogos, o atacante responsabilizou também a Conmebol pela eliminação.

“É uma derrota que vai doer o resto do ano. Estou um pouco atordoado. Não jogamos bem, o gramado não ajudou nossa equipe. É inadmissível aceitar que a Conmebol aceite um campo desse, mas isso não é desculpa. Não fomos bem. Vamos esperar alguns dias, fazer uma análise melhor de cabeça fria. Nossos torcedores estão tristes vamos levantar a cabeça e buscar voltar ano que vem”, disse Ronaldo à "TV Globo". Ronaldo não estará no clube em 2012.

“Vamos sofrer este momento. É meu úlitmo ano mesmo. Infelizmente é”, disse o jogador, que já anunciou sua aposentadoria anteriormente.

Ronaldo disse ainda, à beira do gramado, que ele e seus companheiros estão cientes do que está por vir. “Não posso pedir nada pro torcedor, nós falhamos e estamos todos tristes. Foi o aconteceu e temos que arcar com as conseqüências”, disse Ronaldo, lamentando a seca de gols em 2011. Ele ainda não marcou em quatro jogos.

“Enfrentamos dificuldades, estávamos fazendo gols em todos os jogos do ano passado e no momento mais importante falhamos. Vamos tentar nos recuperar”, disse Ronaldo antes de descer para o vestiário.

 

Foto: AP

Ronaldo não conseguiu superar a defesa do Tolima nas duas partidas

 

3 mortos e 639 feridos nos últimos confrontos no Egito:

Confrontos deixam 3 mortos e mais de 630 feridos no Cairo
02 de fevereiro de 2011 13h45 atualizado às 19h59

 AP

Manifestante é socorrido após ser agredido durante os confrontos entre manifestantes na praça Tahrir
Foto: AP

Pelo menos três pessoas morreram e outras 639 ficaram feridas nesta quarta em confrontos violentos no Cairo entre partidários e adversários do presidente Hosni Mubarak, segundo balanço divulgado pelo ministro da Saúde egípcio.

Os embates se concentraram na praça Tahrir, que se tornou em um campo de batalha. Houve relatos de falta assistência médica e ambulâncias para socorrer quem estava em estado mais grave. Além dos confrontos com paus, pedras e coquetéis Molotov, apoiadores de Mubarak atiraram blocos de pedra sobre os manifestantes da oposição, do telhado de prédios que dão para a praça Tahrir, segundo informações da rede Al Jazeera.

Os enfrentamentos começaram depois que o exército não impediu que partidários de Mubarak, alguns em cima de cavalos e camelos, entrassem na praça. Recebidos a pedradas, alguns foram retirados de cima dos animais e espancados, e por fim expulsos da praça. A oposição acusou policiais à paisana de se infiltrar no protesto. Ao cair da noite, granadas de gás lacrimogêneo foram atiradas contra os manifestantes.

"O PND (Partido Nacional Democrata) pró-Mubarak e a polícia secreta vestida à paisana invadiram a praça para acabar com o protesto", afirmou o manifestante Mohammed Zomor, 63 anos, de acordo com a agência AFP. Uma testemunha citada pela agência Reuters viu dezenas de feridos sendo removidos do local, alguns com sangue escorrendo da cabeça.

Segundo imagens da rede Al Jazeera, manifestantes contrários a Mubarak tomaram as identidades dos apoiadores de Mubarak mostrando que tratavam-se, na verdade, de policiais à paisana. Já a rede CNN informou que o jornalista Anderson Cooper foi agredido por manifestantes pró-governo. "Anderson disse que ele foi socado dez vezes", relatou Steve Brusk, da rede americana.

Um repórter da Al-Jazeera que relatava os conflitos no Twitter afirmou que calçadas estavam sendo quebradas para que suas pedras fossem utilizadas nos confrontos. "Pessoas na minha frente estavam quebrando o pavimento em pedaços que pudessem utilizados como armas. Outros carregaram pedaços rudimentares de metal", relatou o jornalista Dan Nolan em seu perfil no serviço de microblogs.

Tensão
Havia milhares de partidários de Mubarak cercando os arredores da praça Tahrir, em alguns casos em barcos no rio Nilo. Em uma rua do bairro de Mohandesin, milhares de manifestantes que apoiam Mubarak se reuniram em frente a uma mesquita e bloquearam a região. Eles cantavam slogans como "Não à manifestação, não à destruição", "Abaixo os agentes" e "Mubarak, o piloto, não deixe o fogo se acender".

Só houve um momento de paz, em alguns locais da praça, coincidindo com o chamado à oração, na qual participaram fileiras muitos fiéis, olhando em direção a Meca. Mas em outros setores da praça a chamada à oração não se respeitou. É a primeira vez desde o início dos protestos no Egito que partidários de Mubarak entram na praça Tahrir.

Horas antes, o exército havia feito um apelo pedindo às pessoas que abandonassem as manifestações e voltassem para casa. "O exército pede aos manifestantes que retornem a suas casas para restabelecer a segurança e a estabilidade nas ruas", declarou o porta-voz militar. Durante os confrontos, os militares permaneceram em seus tanques.

Apesar da violência registrada hoje, a oposição egípcia vai manter a mobilização contra Mubarak. "Vamos protestar na sexta-feira, que foi batizado de 'Dia da Saída', e esperamos mais de um milhão de pessoas nas ruas de todo o Egito para exigir a queda do regime", disse à AFP Iman Hasan, de um grupo de apoio ao líder opositor Mohamed ElBaradei.

A situação no Egito é seguida com preocupação em todo o mundo. O país é um aliado do Ocidente, um dos únicos países árabes a assinar um tratado de paz com Israel, além da Jordânia, e controla o Canal de Suez, por onde passa a maior parte da provisão de petróleo com destino aos países industrializados.

Mas as capitais do Ocidente parecem cada vez mais resignadas a abandonar Mubarak à sua própria sorte, condenando a agressão aos manifestantes e pedindo ao presidente egípcio que inicie um verdadeiro período de transição que vá além do mero anúncio de que deixará o poder em setembro. A Casa Branca informou nesta quarta-feira que "deplora e condena" a violência contra "manifestantes pacíficos". Na véspera, o presidente Barak Obama havia pedido a Mubarak que iniciasse "agora" uma transição organizada.

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, reivindicou ainda a Mubarak que aja "o mais rapidamente possível" na "transição" política reivindicada pelos manifestantes. Mas o Egito rejeitou estes apelos.

"O que dizem as partes estrangeiras sobre um 'período de transição que comece de imediato' é rejeitado no Egito", afirmou o porta-voz da chancelaria, Hosam Zaki, em um comunicado. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, advertiu por sua vez que os protestos populares no Egito poderiam desencadear um período de "instabilidade e incerteza" na região por "muitos anos".

Protestos convulsionam o Egito
Desde o último dia 25 de janeiro - data que ganhou um caráter histórico, principalmente na internet -, os egípcios protestam pela saída do presidente Hosni Mubarak, que está há 30 anos no poder. No dia 28 as manifestações ganharam uma nova dimensão, fazendo o governo cortar o acesso à rede e declarar toque de recolher. As medidas foram ignoradas pela população, mas Mubarak disse que não sairia. Limitou-se a dizer que buscaria "reformas democráticas" para responder aos anseios da população a partir da formação de um novo governo.

A partir do dia 29, um sábado, a nova administração foi anunciada. Passaram a fazer parte dela o premiê Ahmed Shafiq, general que até então ocupava o cargo de Ministro da Aviação Civil, e o também general Omar Suleiman, que reinaugurou o cargo de vice-presidente, posto inexistente no país desde 1981. A medida, mais uma vez, não surtiu efeito, e os protestos continuaram. No domingo, o presidente egípcio se reuniu com militares e anunciou o retorno da polícia antimotins. A emissora Al Jazeera, que vinha cobrindo de perto os tumultos, foi impedida de funcionar.

Enquanto isso, a oposição seguiu se organizando. O líder opositor Mohamad ElBaradei garantiu que "a mudança chegará" para o Egito. Já os Irmãos Muçulmanos disseram que não iriam dialogar com o novo governo. Na terça, dia 1º de fevereiro, dezenas de milharesde pessoas se reuniram na praça Tahrir para exigir a renúncia de Mubarak. A grandeza dos protestos levou o líder egípcio a anunciar que não participaria das próximas eleições, para delírio da massa reunida no centro do Cairo. Apesar de os protestos de ontem terem sido pacíficos, a ONU estima que cerca de 300 pessoas já tenham morrido no país desde o início dos protestos.

AFP
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Rastreado 24 horas/dia via patrulha ideológica

Mais relatos de jornalistas presos pelo regime mubarakiano. Foram vítimas gente da BBC, CNN,  Al-Jazeer, Al-Arabiya e do jornal sueco Aftonbladet:

Jornalistas dizem ter sido presos por forças egípcias
02 de fevereiro de 2011 21h20 atualizado às 22h53

No nono dia de protestos no Egito, ao menos seis jornalistas estrangeiros disseram ter sido presos ou agredidos por forças policiais ou manifestantes. O repórter da BBC Rupert Wingfield-Hayes foi detido pela polícia quando voltava de uma visita a um bairro rico do Cairo, onde fora conversar com um conselheiro do presidente Hosni Mubarak.

"Na rua, fui confrontado por membros da elite governante egípcia - escolarizados, articulados e furiosos. Quando retornávamos de Heliópolis, nosso carro foi forçado a parar por outro grupo de homens bravos", contou o repórter. "Eles nos entregaram à temível Mukhabarat, a polícia secreta em suas jaquetas de couro marrom. Fomos algemados, vendados e levados a uma sala de interrogação. Três horas depois fomos soltos numa rua remota".

Anderson Cooper, jornalista da CNN, disse que sua equipe foi agredida enquanto passava por manifestantes pró-Mubarak. "Imediatamente regressamos, percebemos que a situação se deterioraria rapidamente. Voltamos a caminhar tranquilamente e então recebemos chutes e socos.

Tentamos ficar juntos e procurar um local seguro", disse Cooper. Segundo ele, os manifestantes tentaram quebrar a câmera da equipe. Também nesta quarta-feira, o jornal sueco Aftonbladet relatou que dois de seus repórteres foram atacados por uma multidão no Cairo e detidos por várias horas por soldados egípcios, que teriam os acusado de espionar para o serviço secreto israelense e ameaçado matá-los.

A rede de TV Al-Arabiya divulgou que um repórter da emissora que estava sumido reapareceu. Segundo a CNN, ele foi agredido por apoiadores de Mubarak e entregue a militares. A BBC relatou ainda que três jornalistas israelenses foram presos no Egito. Autoridades israelenses contataram o governo egípcio e pediu pela soltura dos três.

Além de denúncias de prisões e agressões, também houve relatos de revistas ocorridas em quartos onde jornalistas estão hospedados. Um produtor da TV Al-Jazeera disse que funcionários do Hilton Hotel estavam vistoriando quartos dos hóspedes e confiscando câmeras. Foram relatadas buscas em outros hotéis, inclusive em quartos de repórteres brasileiros.

 

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E a imprensa começa a ser atacada no Egito. Fala-se que a agressão parte de partidários de Hosni Mubarak, exército engrossado por membros das forças oficiais infiltrados:

Entidade acusa Egito de tentar silenciar imprensa com violência
02 de fevereiro de 2011 21h16 atualizado às 23h33  Reuters

Partidários do presidente Hosni Mubarak são acusados de agredir os jornalistas
Foto: Reuters

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ, na sigla em inglês) acusou nesta quarta-feira o governo egípcio de tentar "silenciar as testemunhas" com as agressões contra jornalistas cometidas por partidários do presidente Hosni Mubarak. A organização com sede em Nova York pediu ao Exército do país árabe que proteja os jornalistas que desde semana passada fazem a cobertura jornalística dos protestos populares que exigem uma mudança política nesse país.

"O governo recorreu à censura total, à intimidação e, hoje, a uma série de ataques deliberados contra jornalistas realizadas por multidões pró-governo", afirmou em comunicado de imprensa o coordenador do CPJ para o Oriente Médio e o Norte da África, Mohamed Abdel Dayem. A situação no Egito após os ataques é "espantosa, não só pelo sofrimento de nossos colegas, mas porque, quando se impede a imprensa de informar, perde-se uma fonte independente de informação crucial", opinou.

Em sua nota, o Comitê cita os casos de vários profissionais que foram agredidos ao longo da quarta-feira por supostos partidários de Mubarak, e em outros casos detidos pela Polícia. Entre eles, há o caso de Ahmed Bajano, correspondente da emissora "Al Arabiya" no Cairo, que teve de ser levado ao hospital por sofrer uma concussão, após ser golpeado por manifestantes pró-governo na praça Mustafa Mahmoud, na capital egípcia.

Também menciona as agressões contra o jornalista da cadeia CNN Anderson Cooper, dois da agência "Associated Press", entre outros. A entidade critica a prisão de quatro jornalistas israelenses por terem supostamente violado o toque de recolher e entrado no país com vistos de turistas.

Protestos convulsionam o Egito
Desde o último dia 25 de janeiro - data que ganhou um caráter histórico, principalmente na internet -, os egípcios protestam pela saída do presidente Hosni Mubarak, que está há 30 anos no poder. No dia 28 as manifestações ganharam uma nova dimensão, fazendo o governo cortar o acesso à rede e declarar toque de recolher. As medidas foram ignoradas pela população, mas Mubarak disse que não sairia. Limitou-se a dizer que buscaria "reformas democráticas" para responder aos anseios da população a partir da formação de um novo governo.

A partir do dia 29, um sábado, a nova administração foi anunciada. Passaram a fazer parte dela o premiê Ahmed Shafiq, general que até então ocupava o cargo de Ministro da Aviação Civil, e o também general Omar Suleiman, que reinaugurou o cargo de vice-presidente, posto inexistente no país desde 1981. A medida, mais uma vez, não surtiu efeito, e os protestos continuaram. No domingo, o presidente egípcio se reuniu com militares e anunciou o retorno da polícia antimotins. A emissora Al Jazeera, que vinha cobrindo de perto os tumultos, foi impedida de funcionar.

Enquanto isso, a oposição seguiu se organizando. O líder opositor Mohamad ElBaradei garantiu que "a mudança chegará" para o Egito. Já os Irmãos Muçulmanos disseram que não iriam dialogar com o novo governo. Na terça, dia 1º de fevereiro, dezenas de milharesde pessoas se reuniram na praça Tahrir para exigir a renúncia de Mubarak. A grandeza dos protestos levou o líder egípcio a anunciar que não participaria das próximas eleições, para delírio da massa reunida no centro do Cairo. Apesar de os protestos de ontem terem sido pacíficos, a ONU estima que cerca de 300 pessoas já tenham morrido no país desde o início dos protestos.

 

EFE
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Getting in line for a revolution 

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What is interesting about the tsunamis of change cascading through the Middle East this past month is that the "dumb, undeserving-of-democracy" Arab masses have turned out to be magnificently savvy, efficient, focused and determined in flipping over longstanding dictatorships. 

And it turns out they are polite too. Arab populations from North Africa, the Levant and the Persian Gulf have now, quite organically it seems, devised a wait-your-turn system for overthrowing the Middle East's iron-fisted leaders. 

Opposition groups and ordinary citizens have taken to the streets in Yemen, Jordan, Palestine, Bahrain and Algeria recently to air their grievances and demand change. But they are not going full throttle quite yet. First, they are waiting for their brothers and sisters in Egypt to finish, as Egyptians did when Tunisians were focused on overthrowing the 23-year-old dictatorship of now deposed president Zine El Abidine Ben Ali. 

Which leader is next is anyone's guess, but I bet that every subsequent uprising will be leaner and smarter than the last. The Arab masses are learning quickly: when the Egyptian security forces sent thugs onto the streets to foment chaos and turn folks against the protesters, Egyptian bloggers and commentators hit the media and social networks to warn about these tactics - quickly pointing out that Ben Ali's presidential guard had attempted the same a few weeks ago. 

When the inevitable US and Israeli warnings came about Islamic fundamentalists hijacking the protests, the moderate Muslim Brotherhood (Ikhwan) released statements to the contrary and aligned themselves behind Mohamed ElBaradei, a secular, Nobel Peace Prize-winning potential presidential candidate. 

When warnings came that Egypt's Coptic Christians - ten per cent of the nation's population - would be targeted by the "mobs", Copts spurned the rumours and formed human chains to protect their fellow Muslims from government forces during prayer time. 

It was literally just one week ago when American and mainstream Arab commentators were saying that what happened in Tunisia could not possibly happen in Egypt. That even if Egyptians hit the streets, it would take much, much longer to impact the entrenched government of Hosni Mubarak, if at all. 

Instead, in seven days, Egyptians of all stripes - young, old, male, female, religious, secular - have fundamentally rocked the 30-year-old regime of president Mubarak. They have sought to keep the revolt peaceful. When security forces became aggressive, protesters fell to their knees in prayer, evoking some of the most emotional pictures of this uprising yet. They have nipped rumours in the bud swiftly, they have sent their rank and file to speak to the world's media, they have put aside differences to speak with one voice. 

That voice - en masse - is not demanding lower taxes or higher subsidies as would be expected from a people whose per capita income amounts to less than two dollars per day. It is demanding the removal of their president, a fundamental change in the constitution and the reform and re-election of all political bodies. But wasn't this all about poverty and human rights? 

Yes and no. "Yes", in that the clever Arab masses realise the obvious: that good policies can only come from good governance. And "no", in that this is obviously not only about the individual and his/her needs: a closer examination of the governments under threat in the wider Middle East shows that they are all US allies - regimes that we have supported regardless of their human rights records or their ability to govern fairly and effectively. 

None of them are on the side of that famously maligned axis consisting of "Iran, Syria, Hezbollah and Hamas". Those state and non-state actors will not be directly touched by this gale of unified popular protest - and neither will Qatar, Oman, Iraq and Turkey. 

But don't be mistaken that the Arab masses are unleashing an anti-American revolution in the region. In fact, while they dislike US policy, there does not seem to be a specific rage directed at Americans at all. This smarter-by-the-second Arab Street realises full well the reasons for the US's rotten policies in the region - primarily its blind commitment to promote Israel's interests and "security" above all else, including its own. So while most American politicians and pundits remain "concerned" about the spiralling events in Egypt, it is Israel and its US allies who are really, truly splitting a gut. 

It turns out that the "we're the only democracy in the Middle East" crowd are eminently satisfied with the dictatorships around them. It is the only way they look good by comparison. And the only way they can control Arab masses and regional narratives, both. As news broke yesterday that Jordan's king Abdullah was dissolving his recently appointed government, you could practically see the realisation dawning on some of the region's most vociferous supporters of US and Israeli hegemony in the Middle East. 

Jordan has seen spurts of protests these past few weeks, primarily against prime minister Samir Rifai who, to be fair, didn't have much of a chance to prove his mettle, if indeed he had any. But alas, I think Abdullah's move to preempt Tunisia- and Egypt-style repercussions has just flipped the focus onto himself. 

The king of Jordan may now be the first monarch hit by the popular regional discontent. 

Which effectively means that with Lebanon's new "quiet" shift toward the opposition, Israel may soon be facing on all three borders its worst nightmare. Arab masses, fed up with repression, implementing democracy with the support of worldwide audiences…willing, able and experienced in righting injustices peacefully and responsibly.

And getting in line to help each other do it right. 

Sharmine Narwani is a commentary writer and political analyst covering the Middle East, and a Senior Associate at St. Antony's College, Oxford University. 

The views expressed in this article are the author's own and do not necessarily reflect Al Jazeera's editorial policy. 

http://english.aljazeera.net/indepth/opinion/2011/02/20112282246404549.html 

 

Follow the money, follow the power.

Faz anos que escuto sobre a tão "temida" chegada desse dia. E pouco se fez de concreto para garantir uma transição imediata ou até mesmo uma transição antes do problema acontecer. Pois bem, finalmente "aconteceu".  Mas felizmente ainda restam IPs localmente, o que irá garantir um tempo extra para resolver o problema.
Resta saber se o mundo será capaz de fazer uma transição antes do "fim da internet" ou se corremos riscos de enfrentar de fato uma escassez de IPs. O que poderia atrapalhar o desenvolvimento econômico ligado a web de alguma forma.

Com limitação de IPs não há como se falar na ideia de todo e qualquer aparelho ligado a internet com identificação própria, por exemplo.

Fora as novas falhas de segurança que certamente surgirão com a mudança para um sistema novo de forma apressada e não gradual.

Endereços internacionais disponíveis na internet chegam ao fim

Órgãos locais e provedores ainda dispõem de números IP.
Solução é a migração para a nova versão do protocolo de internet.

http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/02/enderecos-internacionais-disponiveis-na-internet-chegam-ao-fim.html

Altieres Rohr
Especial para o G1
 
A Autoridade de Internet para Nomes e Números (IANA, na sigla em inglês) alocou os últimos blocos de endereços IP disponíveis para a APNIC. Ainda restam cinco blocos na reserva, mas esses devem ser automaticamente distribuídos para cada um dos registradores locais (RIR), o que significa que, efetivamente, não há mais endereços disponíveis para atender solicitações específicas.

A IANA gerencia a alocação internacional de números IP. O protocolo usado atualmente, o IPv4, tem um limite total de quatro bilhões de endereços. Abaixo da IANA existem cinco autoridades locais (chamadas de Regional Internet Registries – RIR). A América Latina, por exemplo, é gerenciada pelo RIR LACNIC. Cada RIR pode solicitar endereços à IANA para, mais tarde, distribuir a cada país ou provedor que os solicitarem.

Isso significa que o fim da reserva internacional não esgota as reservas locais. No Brasil, o NIC.br solicita endereços à LACNIC, para depois distribuir aos provedores nacionais. Em entrevista ao G1 concedida em setembro de 2010, um diretor do NIC.br afirmou que a reserva nacional pode durar até dois anos depois do fim da reserva internacional.

Depois que provedores não puderem mais solicitar IPs, eles ainda terão reservas de IPs não utilizados para alocar a seus usuários. Quando os provedores também não tiverem mais IPs para fornecer aos clientes, o IPv4 estará realmente esgotado.

A única solução é a migração para a nova versão do IP, o IPv6. O IPv6 usa endereços muito maiores. No IPv6, cada internauta pode receber milhões ou até bilhões de endereços – o equivalente a todo o espaço do IPv4 – e ainda assim haverá endereços sobrando.

Embora seja chamado de um protocolo “novo”, o IPv6 existe desde 1996. Apesar disso, provedores não têm investido na adoção do novo protocolo. Especialistas acreditam que o atraso pode significar uma transição turbulenta para alguns usuários, que não conseguirão acessar sites fora da rede IPv4 até que a transição se finalize.

Um dos maiores problemas é a falta de suporte a IPv6 em aparelhos de comunicação de “ponta final”, como modems ADSL e roteadores caseiros.

Dia Mundial do IPv6
A Internet Society em conjunto com o Google e outros grandes websites lançaram o Dia Mundial do IPv6, um teste de 24 horas com o "salvador" da internet.

A ideia é que o fato de habilitar o IPv6 em sites grandes e famosos possa testar o protocolo em escala maciça. Assim, falhas (no original tava falham só para constar) seriam descobertas e isoladas, deixando o serviço mais "redondo" antes da inevitável transição global.

 

 

"Resta saber se o mundo será capaz de fazer uma transição antes do "fim da internet" ou se corremos riscos de enfrentar de fato uma escassez de IPs":

Acontece que nao estao confundindo os enderecos de IP com o endereco fisico ainda.  Ao invez de amarrar bilhoes de enderecos a bilhoes de computadores, nao seria o caso de GPS'izar o enderecamento?  Dessa maneira pouco interessaria a rota que qualquer mensagem tomasse desde que trafegasse de 'a' a 'b' sem problema.

Eh um enorme desperdicio gastar tantos bits por IP quanto a informacao de GPS usaria.

 

Meio AmbientePreservação florestal torna-se tema central da ONU em 2011 Diante do cenário ambiental crítico, o desafio da ONU é aproximar cidadãos do mundo todo em torno de um projeto comum: preservar a mata, que cobre só 31% das terras do planeta. Maior reserva verde ainda está no Brasil.

 

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,14811969,00.html

 

Nassif & Amigos, nova ferramenta google permite visitar museus. Abs.

Google oferece passeio virtual pelo acervo de 17 museus famosos Nova ferramenta possibilita visitas virtuais aos acervos de 17 museus de renome internacional com a mesma tecnologia do Google Street View. 

 

Em colaboração com 17 museus e galerias de nove países, o Google lançou nesta terça-feira (01/02) a plataforma Google Art Project, para o qual utilizou a tecnologia empregada anteriormente no mapeamento de cidades. O objetivo é permitir visitas virtuais ao seleto grupo de instituições participantes...

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,14811623,00.html