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MILAGRE!  MILAGRE!  EXTRA!  EXTRAAAA!

Acharam o culpado.  Era o caseiro, como todos nos suspeitavamos!  Quem jamais imaginaria?!?!

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,adolescente-confessa-que-deu-pa...

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Morre aos 74 anos o cantor Pery Ribeiro, filho de Herivelto Martins e Dalva de Oliveira

 

O cantor e compositor Pery Ribeiro, 74 anos, morreu na manhã desta sexta-feira (24), vítima de um infarto agudo do miocárdio, no Rio de Janeiro. Pery estava internado há 30 dias no Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, zona norte do Rio, para o tratamento de uma endocardite.

Segundo a mulher do cantor, a empresária Ana Duarte, Pery estava com alta programada para a próxima semana. O velório acontece na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, a partir das 17h.

Peri Oliveira Martins nasceu no Rio de Janeiro no dia 27 de outubro de 1937. Era filho de Dalva de Oliveira e Herivelto Martins. Tinha seis irmãos (quatro por parte de pai, um de pai e mãe, e uma irmã adotiva, por parte de mãe). Casado há mais de 20 anos com Ana Duarte, Pery deixa os filhos Paula, do seu primeiro casamento, e o produtor de comerciais Bernardo Martins.

Iniciou sua carreira artística aos três anos de idade, participando da dublagem de filmes de Walt Disney, ao lado de sua mãe Dalva de Oliveira, que interpretava Branca de Neve. Mais tarde, no anos 50, passou a adotar o nome artístico de Pery Ribeiro, por sugestão do radialista César de Alencar.

O primeiro disco foi gravado em 1960, mesmo ano em que estreou como compositor com a música "Não Devo Insistir", com Dora Lopes. Foi intérprete de "Manhã de Carnaval" e "Samba de Orfeu", ambas de Luiz Bonfá e Antônio Maria, além de ter registrado, em "Pery é todo bossa", a primeira gravação comercial de "Garota de Ipanema" (Tom Jobim e Vinicius de Moraes). Também lançou os sucessos "Samba de Verão", "Barquinho", "Rio" e "Você".

Nos anos 60, Pery estrelou os filmes “Essa Gatinha é Minha” com Jerry Adriani, Anik Malvil e Jece Valadão, e o “Vendedor de Linguiça”, com Mazzaroppi. Também participou de alguns filmes nos Estados Unidos, como “Vanish”, ao lado de Richard Widmark e E.G. Marshall. Em 1968, a convite de Sergio Mendes, integrou o Bossa Rio ao lado de Gracinha Leporace, Osmar Milito, Manfredo Fest, Otávio Bailly e Ronnie Mesquita, e excursionou pelos EUA e Europa, dividindo o palco com nomes do cenário internacional como Burt Bacharach, Johnny Mathis, Sérgio Mendes, Herb Alpert e Henri Mancini.

Manteve uma parceria de mais de quarenta anos com Leny Andrade, com os shows "Gemini V" e “Bossa Nova Legends”.

Em 2006, Pery lançou o livro “Minhas duas Estrelas”, em que relata sua vida em meio ao conturbado relacionamento dos pais, Dalva de Oliveira e Herivelto Martins.

Nos últimos meses, o cantor trabalhava para realizar um tributo aos pais, Dalva e Herivelto, em um show sinfônico com 42 músicos regidos por Amilton Godoy, no ano do centenário do nascimento de Herivelto.

 

Proof that War Is Bad for the Economy

http://www.washingtonsblog.com/2012/02/debunking-the-myth-that-war-is-good-for-the-economy-once-and-for-all.html

 

 

 

ECONOMIC,CONSEQUENCES of,WAR on the U.S. ECONOMY


Occasionally I hear talk that war is a good antidote for a bad economy.
Some people think that it was WW2 that pulled the U.S. out of the Great
Depression and set us on the path to long term prosperity. Recently this
wish is sometimes being combined with the fear of Iran getting nuclear
weapons. The offspring of this union is the idea that a war with Iran
would solve our major security problem in the world and our economic
problems as part of t! he same operation.


The Institute for Economics & Peace has recently completed a study that
makes clear that wars do not create prosperity. The report is in a PDF
which doesn't copy very well, so here is the link.

http://www.thereformedbroker.com/wp-content/uploads/2012/02/Economic-Consequences-of-War.pdf



 

Follow the money, follow the power.

Estudo americano : Cerca de 15% dos cirurgiões têm problemas com álcoolProblema foi associado a depressão e estresse; taxa na população geral é de 9%24 de fevereiro de 2012 | 14h 08 Reuters

 

 Cerca de 15% dos cirurgiões têm problemas com álcool, como abuso ou dependência, diz um novo estudo americano.
Os autores, que publicaram os resultados no Archives of Surgery, também disseram que os cirurgiões que mostraram sinais de alcoolismo tinham 45% mais chances de admitir que tinham cometidos erros médicos nos últimos três meses.  

A equipe, liderada por Michael Oreskovich, da Universidade de Washington, enviou questionários a mais de 25 mil cirurgiões, dos quais cerca de 7.200 responderam. As perguntas eram sobre trabalho, estilo de vida e humor, e várias foram usadas para checar abuso ou dependência de álcool.

Em média, 15% dos cirurgiões mostraram sinais de problemas com a bebida. Outros estudos haviam estimado que, entre a população geral, a taxa de problemas com álcool está em torno de 9%.

O estudo não determinou por que os problemas com álcool podem ser mais comuns entre cirurgiões, campo que é considerado particularmente demandante, mas mostrou que os problemas estavam associados a médicos que também declararam problemas de depressão e burnout - estresse típico do ambiente de trabalho.

"A quantidade de emergências, de horas extra e da agenda de trabalho exigem uma energia e concentração diferentes de várias outras especialidades", diz Oreskovich.    

Enre os cirurgiões, cerca de 14% dos homens e 25% das mulheres mostraram sinais de problemas com álcool, embora o estudo não explique por que as mulheres parecem correr mais riscos.

"Observações de estudos anteriores mostram que o estresse de ser um cirurgião, e equilibrar obrigações do trabalho e pessoais, é mais comum em mulheres do que em homens", acrescenta Oreskovich.

Entre 722 médicos que disseram ter cometido erros médicos nos últimos três meses, 77% tinham problemas com álcool. "A cirurgia é um negócio estressante. Há pessoas que se voltam ao álcool para ajudar a lidar com o estresse", diz Edward Livingston, da Universidade do Texas, que não participou do estudo. "Isso afeta o desempenho? Quem sabe?"

Em editorial que acompanha o artigo, Livingston disse que a taxa de resposta à pesquisa foi muito baixa.  "Se você tem uma taxa baixa, você não sabe se isso representa o universo das pessoas que você quer estudar", disse.

Oreskovich diz que é possível que a porcentagem de cirurgiões com problemas de alcoolismo seja subestimada no estudo porque as pessoas que têm problemas  com álcool podem ter mais vergonha e medo de responder a pesquisa. http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,cerca-de-15-dos-cirurgioes-tem-problemas-com-alcool,839987,0.htm 

 

Demarchi

Um artigo supreendente - pela qualidade e lucidez - da lavra do  Merval Pereira que destoa do tom costumeiro do articulista de O Globo. É claro que os argumentos-chaves são do Fábio Medina, mas ao divulgá-lo deduz-se que o jornalista com eles concorda, inclusive no que tange à ineficácia da denúnicia midiática sem consequência. 

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_post=433140&ch=n

GESTÃO PUNITIVA

Raramente, quando se trata de gestão pública, encontra-se quem venha a público chamar a atenção para possíveis abusos acusatórios do ponto de vista técnico, e não meramente político.

Em meio a tantas denúncias de corrupção nas diversas áreas da gestão pública, o advogado Fábio Medina Osório, doutor em Direito Administrativo pela Universidade Complutense de Madri, mestre em Direito Público pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e autor referenciado de vários livros sobre improbidade administrativa, introduz um novo elemento na discussão, aparentemente contramajoritário, mas no fundo um ponto positivo para o aperfeiçoamento de nossas instituições.

Ao questionar, em artigos e entrevistas, a pouca discussão que ele entende haver no Brasil sobre a medição da chamada “gestão punitiva”, apesar de sua brutal interferência na vida de todos os cidadãos e seu impacto direto nos direitos fundamentais, o advogado Fábio Medina Osório está ampliando o leque sobre a responsabilização dos erros na gestão pública.

O professor ressalta que, de um modo ou de outro, se trata de processos que produzem comoção na grande mídia e reflexos patrimoniais e morais aos acusados em geral, interferindo em complexas competições econômicas e, inclusive, políticas.

É necessário, segundo Medina Osório, medir a má gestão punitiva em nosso país, o que hoje é feito pela imprensa ou pelo volume de acusações que circulam pela mídia.

Segundo ele, essa é uma forma errada de medir a patologia, porque o volume de problemas pode aflorar a partir de uma atuação mais intensiva das instituições ou da própria liberdade de imprensa. Essa, aliás, é a tese do governo federal, que diz que não foi a corrupção que aumentou, mas a atuação repressora do Estado.

O advogado Fábio Medina Osório acha que a agenda de infraestrutura, por exemplo, depende, em grande medida, de segurança jurídica, o que envolve alguma uniformidade de critérios e certo grau de plausibilidade nos processos punitivos.

As estatísticas necessárias para medir a eficácia do sistema buscariam alcançar, fundamentalmente, dados a respeito das decisões judiciais definitivas envolvendo esses casos, pois os processos garantem direitos de defesa e podem culminar com o reconhecimento da inocência dos acusados.

A grande mídia pode medir num plano puramente político, mas não no plano científico-estatístico, diz Medina Osório.

Um crucial levantamento, portanto, que deveria ser discutido em todos esses processos é o padrão de eficiência acusatória atual: qual é o quantitativo de pessoas que são decretadas inocentes ao fim de um longo e penoso processo por improbidade ou determinados crimes contra a administração pública no Brasil?

Não raro, ressalta Fábio Medina Osório, debita-se ao Judiciário o tema da impunidade. Porém, uma pesquisa qualitativa poderia avaliar as causas reais das absolvições ou da improcedência das acusações ou das nulidades reconhecidas.

Pode haver falhas estruturais importantes, desde a própria etapa investigatória ou na formatação das ações. E, é claro, pode haver lacunas decisórias relevantes.

E esse tipo de levantamento, e discussão crítica, permitiria, diz ele, o aperfeiçoamento das próprias instituições fiscalizadoras, nos seus mecanismos repressores, um dado da maior relevância para qualificar nosso país em vista dos desafios das próximas décadas, que envolvem o combate à má gestão pública.

O que não se pode admitir, evidentemente, é o uso abusivo, e indiscriminado, do processo como antecipação da pena, ou até como penalidade autônoma, turbinado por sua divulgação midiática.

E tampouco se deveria tolerar inversão abusiva ou tumultuária de papéis entre as instituições. De outro lado, falhas estruturais do Estado acusador ou investigador não deveriam persistir se por acaso pudessem ser estancadas.

Um debate mais atualizado, e profundo, sobre o modelo de Estado acusador é necessário, ressalta Medina Osório.

O processo, e mesmo a investigação, acrescenta o professor, não pode ser visto como um conjunto de atos desprovido de consequências na vida das pessoas.

Ao contrário, o processo — e mesmo a investigação — acarreta efeitos nefastos no patrimônio moral e material de pessoas físicas e jurídicas.

Esse tipo de aperfeiçoamento tornaria o Estado brasileiro mais comprometido com a eficiência punitiva, o que revelaria postura republicana sintonizada tanto com os direitos fundamentais das vítimas dos atos de corrupção ou má gestão pública, quanto com os dos acusados em geral.

Uma medição sistemática como a proposta pelo advogado Medina Osório serviria também, acrescento, para que se tivesse uma ideia clara sobre como os acusados de desvios administrativos conseguem superar as denúncias sem às vezes nem mesmo responder a processos.

A desconfiança da maioria é que há nos trâmites legais atalhos e armadilhas que podem facilitar a vida de um acusado com bons advogados ou relacionamentos.

O mais comum é que, depois de um escândalo denunciado pelos órgãos de imprensa, a autoridade acusada deixe o cargo — às vezes até mesmo sob elogios do mandatário da vez — e nunca mais se fale sobre o processo a que deveria responder.

Muitas vezes, como ressalta o advogado Fábio Medina Osório, isso se dá porque as denúncias eram inconsistentes do ponto de vista jurídico, embora robustas politicamente.

Mas, em outros casos, seria possível constatar que o acusado contou com a boa vontade de seus pares para escapar do processo a que deveria ter sido submetido.

Esclarecer esses meandros jurídicos e estabelecer uma sistemática que pudesse abranger todos os casos de denúncias de má gestão pública seria fundamental para que a sensação de impunidade não permaneça como a principal consequência das denúncias.

E também para que as pessoas de bem que ainda se disponham a atuar como servidores públicos tivessem a proteção do sistema contra acusações de má-fé.

 

 

 

http://br.noticias.yahoo.com/youporn-vaza-informa%C3%A7%C3%B5es-1-milh%C3%A3o-assinantes-194917673.html

O site de conteúdo pornográfico Youporn vazou dados de seus assinantes. 

Segundo a Sophos, os dados incluem e-mail e senhas de todos os usuário solitários cadastrados. Os dados foram publicados na internet nesta quarta-feira (22) por hackers. O arquivo que circula na rede contém inclusive e-mails com ".br" no final, portanto, são provenientes de moradores do Brasil. 

Mais, lá no link

 

Do blog O Provocador

Globo esconde Olimpíadas até no meio do povo

Parecia o Pedro Bial escondendo suspeita de estupro no BBB. Assim foi a narração da constrangida Glenda Kozlowski durante o desfile de carnaval da União da Ilha. Um comovente esforço pessoal.

Tudo para não ter que falar da Olimpíada de 2012, citada no enredo - De Londres ao Rio: Era uma vez... uma Ilha - que buscava exatamente fazer uma contagem regressiva entre os Jogos deste ano, na cidade inglesa, e os de 2016, que ocorrerão no Rio.

Existem os realistas e os reis. No caso, duvido que a simpática apresentadora de Esportes da TV Globo tenha tomado a iniciativa da omissão por conta própria.

Assim como o Pan-Americano do ano passado, o que a Globo não transmite não é notícia. Nem merece ser citado. A arrogância de sempre. O tipo de ordem que vem de cima. Obedece quem tem juízo. Ou quem acha que audiência dura para sempre.

O momento mais ridículo, cretino até, foi quando as imagens mostravam bandeiras citando os Jogos de Londres e a moça, obediente, se superou: “Olha aí os anfitriões das Olimpíadas de 2016”. Assim, na cara dura.

Pobre Glenda. Não deve ter sido fácil engolir durante uma hora essa informação essencial para a compreensão do desfile. Os telespectadores que se danem: esse é o verdadeiro refrão do Carnaval na Globo.

http://noticias.r7.com/blogs/o-provocador/2012/02/22/globo-esconde-olimp...

 

 

Nassif, um artigo de Howard Davies  diretor da London School of Economics e da Science Po de Paris, sobre o tratamento dogmático dado à eficiência de mercado e à liquidez, que saiu no no Project-Syndicate. Traduzi no meia boca, mas acho que ficou melhor que google translator. Aí vai um excerto, depois o texto inteiro:

Tamanha facilidade e eficiência não é talvez combustível para instabilidades de mercado, e servir mais aos interesses de intermediários do que dos clientes? Frases como "areia na máquina" ou "grit in the oyster", que antes eram usadas de modo pejorativo no período pré-2006, são usadas agora para apoiar mudanças regulatórias ou fiscais que possam reduzir a velocidade e o volume das transações.


AREIA É BOM

PARIS - Os Estados Unidos são amplamente reconhecidos por ter o maior, mais eficiente e liquido mercado de capitais do mundo. O sistema financeiro norte-americano contribui para uma alocação eficiente do capital, desenvolvimento econômico e criação de emprego.

Esta e outras frases similares tem sido comuns entre reguladores, legisladores e financistas norte americanos por décadas. Mesmo com o advento da crise financeira de 2008, eles enviaram centenas de pedidos para impedir a aprovação da chamada Regra Volcker (que iria barrar bancos de fazer investimentos com capital próprio). O leitor casual acena e passa.

Mas existem sinais de que essas assunções estão sendo desafiadas. Antes da crise, autoridades reguladoras focavam principalmente em remover barreiras ao comércio, e geralmente favoreciam medidas que incentivavam transações mais rápidas e baratas de uma variedade cada vez maior de produtos financeiros. Não é mais o caso. Pelo contrário, hoje muitos questionam a afirmação de que uma maior eficiência de mercado é um bem público, sempre e em qualquer lugar.

Tamanha facilidade e eficiência não é talvez combustível para instabilidades de mercado, e servir mais aos interesses de intermediários do que dos clientes? Frases como "areia na máquina" ou "areia na ostra", que antes eram usadas de modo pejorativo no período pré-2006, são usadas agora para apoiar mudanças regulatórias ou fiscais que possam reduzir a velocidade e o volume das transações.

Por exemplo, a proposta da Taxa sobre Transações Financeiras da União Européia significa um imposto que pode gerar mais de 50 bilhões de euros por ano, que podem ajudar as finanças da UE e até mesmo salvar o euro. O fato de que 60%-70% da receita viria da City Londrina é uma atração aos políticos do continente. Opositores argumentam, num linguagem pré-crise, que a Tax reduziria a eficiência de mercado e espantar os investidores. "E daí?", indagam seus defensores: talvez grande parte dessas transações seja "socialmente inúteis", e nós estaríamos melhoer sem elas.

A Regra Volcker (que tem esse nome graças ao ex-presidente do FED, Paul Volcker) provoca reações similares. Críticos reclama que ela reduziria a liquidez em mercados importantes, como o da dívida soberana de outros países que não os EUA. Defendendo a sua, Volcker prega a volta à um estágio mais simples do mercado financeiro, e se faz alusões a um mercado de valores mobiliários liquidos demais e propensos à especulação. Sua mensagem é clara: ele não está preocupado com a queda das transações.

Tem mais. Numa analise compenetrante do "Flash Crash" de 6 de maio de 2010, quando o Dow Jones perdeu um US$ 1 trihão de valor de mercado em meia hora, Andy Haldane, do Banco da Inglaterra, afirma que, enquanto uma capitalização crescente do mercado de capitais pode ser associada com desenvolvimento financeiro e crescimento econômico, não há tal relação entre entre volume de negócios e crescimento.

O volume de transações do mercado norte-americano aumentou quatro vezes na década anterior à crise. A economia real se beneficiou disso? Haldane cita uma estatística avassaladora: em 1945, um investidor mantinha uma ação por quatro anos. Em 2000, esse tempo médio caiu para oito meses. em 2008,  eram dois meses.

Parece haver uma ligação entre essa diminuição do tempo que os investidores ficam com as ações e o fenômeno chamado "corporação de ninguém", onde os donos das ações tem pouco incentivo em impor disciplina à direção da empresa. A falta de accountability, por sua vez, tem contribuido para a vertiginosa alta das compensações dos executivos sêniors e, em firmas financeiras, de uma mudança de mentalidade que, em vez de dar altos ganhos aos donos de ações, premia agora seus funcionários com grandes bonus.

Mas a maior preocupação de Haldane é a estabilidade dos mercados, particularmente a ameaça imposta pela operações de alta frequencia. (HFT). Ele mostra que elas já respondem por metade do volume de transações em alguns mercados de dívida soberana e de câmbio, e é dominante no mercado norte-americano de ações, respondendo por mais de um terço do volume diário de transações, contra menos de um quinto em 2005.

A rápida e dramática preferência pelas HFT provavelmente continuará. Faz apenas uma década desde que a rapidez das transações caiu para menos de um segundo; elas estão agora tão rápidas quanto um piscar de olho. A tecnologia promete transações ainda mais rápidas no futuro.

De fato, empresas que operam com HFT falam de uma "corrida ao zero", o ponto em que as transações chegam à velocidade da luz. Devemos dizer boas vindas a essa tendência? A transação em velocidade da luz vai nos levar ao Nirvana do Livre Mercado?

As evidências são contraditórias. Parece que o spread do bid offer está caindo, o que devemos ver como positivo. Mas a volatilidade tem subido, e também o contágio entre mercados. Instabilidade em um mercado é repassada aos demais.

Quanto a liquidez, enquanto na superficie ela parece profunda, o relatório conjunto do Flash Crash  preparada pela US Securities and Exchange Commission e a US Commodity Futures Trading Comission mostra que operadores de HFT exageraram sobre o nível de liquidez, exacerbando assim o problema. A liquidez que eles aparentemente sofriam se mostrou inconfiável sobre estresse - ou seja, quando ela é mais necessária.

Há lições para reguladores. Primeiro, o monitoramento dos mercados requer um salto quantico em sofisticação e rapidez. Há também que se olhar novamente para a operação de circuit-breakers, e em criar novas regras e obrigações aos market makers.

Tais passos devem ser bem calibrados, já que muitas obrigações podem, por exemplo, afugentar market makers do mercado. Mas a conclusão de Haldane é que, no fundo, uma alta violenta do volume de transações torna os mercados menos estáveis, e que "areia nas rodas, como areia nas estradas, podem ajudar a evitar um novo crash.

Então a defesa tradicional dos EUA e UE dos mercados não é tão axiomática quanto parecia. Os participantes do mercado precisam ter mais compromisso, e não imaginar que a "eficiência de mercado" vai salvar o dia. Sem argumentos mais sofisticados, eles podem se encontrar submersos sobre uma pilha de nova regulação.

Howard Davies, a former chairman of Britain’s Financial Services Authority, Deputy Governor of the Bank of England, and Director of the London School of Economics, is a professor at Sciences Po in Paris.

http://www.project-syndicate.org/commentary/davies18/English

 

A música brasileira está de luto.

http://odia.ig.com.br/portal/rio/cantor-pery-ribeiro-morre-aos-74-anos-1.412006

 

 

Do UOL

"Brasileiros não trabalham tanto", afirma presidente da Foxconn

Marcelo Camargo - 13.out.2011 / Folhapress

24/02/2012 - 09h58

Brasil só oferece mercado local, diz Foxconn

DE PEQUIM

O presidente da Foxconn, o taiwanês Terry Gou, afirmou que o Brasil é uma "terra cheia de potencial", mas ressalvou que o país oferece "apenas" o mercado local e ainda exige transferência de tecnologia, informa reportagem de Fabiano Maisonnave publicada na edição desta sexta-feira da Folha.

A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

"Temos três fábricas no continente chinês, e cada uma ocupa 5 km²", disse Gou na terça-feira, durante programa de TV em que interagia com jovens de Taiwan.

"Tem gente que diz que é preciso dispersar os negócios. Também quero dispersar, mas o Brasil apenas me oferece o mercado local, de 190 milhões, e ainda é preciso transferir tecnologia."

Apesar da crítica, Gou, que vestia jeans, camisa polo e jaqueta de couro, mostrou-se otimista com o Brasil. Ao falar que é um país com "potencial", perguntou aos estudantes: "Quem daqui quer ir ao Brasil? Vocês podem se registrar comigo, sério. Vou lhes dar o meu e-mail".

O presidente da Foxconn afirmou ainda que os brasileiros "não trabalham tanto, pois estão num paraíso". E o país, em comparação com Taiwan, "não conta com tecnologia avançada": "Estou treinando os brasileiros, dando as tecnologias para eles".

 

 

Joe Tan/Reuters

 Candidatos a trabalhar na Foxconn, fornecedora da Apple, fazem fila em Shenzhen, na China

 

Candidatos a trabalhar na Foxconn, fornecedora da Apple, fazem fila para seleção em Shenzhen, na China

 

 blog bem que o blog poderia publicar esta notícia sintomática do que pensam os estrangeiros:

 

Brasil só oferece mercado local, diz Foxconn

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DE PEQUIM


Hoje na FolhaO presidente da Foxconn, o taiwanês Terry Gou, afirmou que o Brasil é uma "terra cheia de potencial", mas ressalvou que o país oferece "apenas" o mercado local e ainda exige transferência de tecnologia, informa reportagem de Fabiano Maisonnave publicada na edição desta sexta-feira da Folha.

A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1052729-brasil-so-oferece-mercado-local-diz-foxconn.shtml

 

Será que foi algo semelhante o que aconteceu com o prédio do ABC?

da Folha.com

24/02/2012 - 08h00Esfera de metal cai do céu no interior do Maranhão

GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO


A suposta queda do espaço de uma esfera de metal com cerca de 30 kg assustou moradores da cidade de Anapurus, no interior do Maranhão. Alguns falaram em invasão alienígena e até em indícios do fim do mundo, mas o mais provável é que se trate de lixo espacial.

O objeto caiu próximo a casas no município, que tem cerca de 13 mil habitantes, na manhã da última quarta-feira. Segundo moradores,antes de cair, a bola ainda teria atingido-e destruído- um cajueiro em uma fazenda.

 Max Garreto/Arquivo Pessoal A esfera caiu no município de Anapurus, no interior do Maranhão, que tem cerca de 13 mil habitantesA esfera caiu no município de Anapurus, no interior do Maranhão, que tem cerca de 13 mil habitantes

O comandante da Polícia Militar do município determinou que o misterioso objeto fosse levado à delegacia para averiguações.

O caso fez sucesso em vários blogs do Maranhão e levou uma legião de curiosos à pequena cidade para ver a "bola" misteriosa.

Por meio de sua assessoria, a Aeronáutica afirmou que pretende ir até o local do incidente e recolher o material para estudo.

O astrofísico da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) Gustavo Rojas acredita que a esfera metálica seja parte de um foguete Ariane 4, usado para o lançamento de cargas pesadas, pela ESA (Agência Espacial Europeia).

Ele consultou a base de dados do Centro de Estudos de Reentrada de Lixo Orbital e verificou que o objeto estava para cair em um local e área compatíveis.

Rojas comunicou a reentrada ao centro, que já entrou em contato com a agência europeia. O grupo agora pede mais informações, como o horário exato e a latitude e longitude da queda.

"O procedimento correto é chamar as autoridades locais e consultar um especialista para identificar o objeto. É importante fornecer os dados precisos da reentrada porque isso ajuda a previsão de futuras quedas de lixo espacial."

O lixo espacial é um problema crescente e há milhares de fragmentos orbitando a Terra. Muitos deles são destruídos na reentrada, mas alguns resistem e podem oferecer riscos. Até agora, no entanto, não houve vítimas fatais em acidentes.

 

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1052742-esfera-de-metal-cai-do-ceu-no-interior-do-maranhao.shtml

 

Olá,

Para não dizer que nunca concordo com o Merval Pereira, segue um artigo em que trata de uma questão importantíssima: Os prejuízos causados por denúncias juridicamente inconsistentes, embora robustas politicamente, reverberadas pela mídia.

 http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_post=433140&ch=n

Gestão punitiva

Merval Pereira, O Globo

Raramente, quando se trata de gestão pública, encontra-se quem venha a público chamar a atenção para possíveis abusos acusatórios do ponto de vista técnico, e não meramente político.

Em meio a tantas denúncias de corrupção nas diversas áreas da gestão pública, o advogado Fábio Medina Osório, doutor em Direito Administrativo pela Universidade Complutense de Madri, mestre em Direito Público pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e autor referenciado de vários livros sobre improbidade administrativa, introduz um novo elemento na discussão, aparentemente contramajoritário, mas no fundo um ponto positivo para o aperfeiçoamento de nossas instituições.

Ao questionar, em artigos e entrevistas, a pouca discussão que ele entende haver no Brasil sobre a medição da chamada “gestão punitiva”, apesar de sua brutal interferência na vida de todos os cidadãos e seu impacto direto nos direitos fundamentais, o advogado Fábio Medina Osório está ampliando o leque sobre a responsabilização dos erros na gestão pública.

O professor ressalta que, de um modo ou de outro, se trata de processos que produzem comoção na grande mídia e reflexos patrimoniais e morais aos acusados em geral, interferindo em complexas competições econômicas e, inclusive, políticas.

É necessário, segundo Medina Osório, medir a má gestão punitiva em nosso país, o que hoje é feito pela imprensa ou pelo volume de acusações que circulam pela mídia.

Segundo ele, essa é uma forma errada de medir a patologia, porque o volume de problemas pode aflorar a partir de uma atuação mais intensiva das instituições ou da própria liberdade de imprensa. Essa, aliás, é a tese do governo federal, que diz que não foi a corrupção que aumentou, mas a atuação repressora do Estado.

O advogado Fábio Medina Osório acha que a agenda de infraestrutura, por exemplo, depende, em grande medida, de segurança jurídica, o que envolve alguma uniformidade de critérios e certo grau de plausibilidade nos processos punitivos.

As estatísticas necessárias para medir a eficácia do sistema buscariam alcançar, fundamentalmente, dados a respeito das decisões judiciais definitivas envolvendo esses casos, pois os processos garantem direitos de defesa e podem culminar com o reconhecimento da inocência dos acusados.

A grande mídia pode medir num plano puramente político, mas não no plano científico-estatístico, diz Medina Osório.

Um crucial levantamento, portanto, que deveria ser discutido em todos esses processos é o padrão de eficiência acusatória atual: qual é o quantitativo de pessoas que são decretadas inocentes ao fim de um longo e penoso processo por improbidade ou determinados crimes contra a administração pública no Brasil?

Não raro, ressalta Fábio Medina Osório, debita-se ao Judiciário o tema da impunidade. Porém, uma pesquisa qualitativa poderia avaliar as causas reais das absolvições ou da improcedência das acusações ou das nulidades reconhecidas.

Pode haver falhas estruturais importantes, desde a própria etapa investigatória ou na formatação das ações. E, é claro, pode haver lacunas decisórias relevantes.

E esse tipo de levantamento, e discussão crítica, permitiria, diz ele, o aperfeiçoamento das próprias instituições fiscalizadoras, nos seus mecanismos repressores, um dado da maior relevância para qualificar nosso país em vista dos desafios das próximas décadas, que envolvem o combate à má gestão pública.

O que não se pode admitir, evidentemente, é o uso abusivo, e indiscriminado, do processo como antecipação da pena, ou até como penalidade autônoma, turbinado por sua divulgação midiática.

E tampouco se deveria tolerar inversão abusiva ou tumultuária de papéis entre as instituições. De outro lado, falhas estruturais do Estado acusador ou investigador não deveriam persistir se por acaso pudessem ser estancadas.

Um debate mais atualizado, e profundo, sobre o modelo de Estado acusador é necessário, ressalta Medina Osório.

O processo, e mesmo a investigação, acrescenta o professor, não pode ser visto como um conjunto de atos desprovido de consequências na vida das pessoas.

Ao contrário, o processo — e mesmo a investigação — acarreta efeitos nefastos no patrimônio moral e material de pessoas físicas e jurídicas.

Esse tipo de aperfeiçoamento tornaria o Estado brasileiro mais comprometido com a eficiência punitiva, o que revelaria postura republicana sintonizada tanto com os direitos fundamentais das vítimas dos atos de corrupção ou má gestão pública, quanto com os dos acusados em geral.

Uma medição sistemática como a proposta pelo advogado Medina Osório serviria também, acrescento, para que se tivesse uma ideia clara sobre como os acusados de desvios administrativos conseguem superar as denúncias sem às vezes nem mesmo responder a processos.

A desconfiança da maioria é que há nos trâmites legais atalhos e armadilhas que podem facilitar a vida de um acusado com bons advogados ou relacionamentos.

O mais comum é que, depois de um escândalo denunciado pelos órgãos de imprensa, a autoridade acusada deixe o cargo — às vezes até mesmo sob elogios do mandatário da vez — e nunca mais se fale sobre o processo a que deveria responder.

Muitas vezes, como ressalta o advogado Fábio Medina Osório, isso se dá porque as denúncias eram inconsistentes do ponto de vista jurídico, embora robustas politicamente.

Mas, em outros casos, seria possível constatar que o acusado contou com a boa vontade de seus pares para escapar do processo a que deveria ter sido submetido.

Esclarecer esses meandros jurídicos e estabelecer uma sistemática que pudesse abranger todos os casos de denúncias de má gestão pública seria fundamental para que a sensação de impunidade não permaneça como a principal consequência das denúncias.

E também para que as pessoas de bem que ainda se disponham a atuar como servidores públicos tivessem a proteção do sistema contra acusações de má-fé.

 

Ainda o carnaval.

 

Marchinha dos anos 1920 foi precursora do funk proibidão?

Muita gente reclama das letras dos funks cariocas por conta das letras cujo conteúdo abusa dos trocadilhos e insinuações sexuais. Mas você vai se surpreender com a letra da marchinha de carnaval Na minha casa não se racha lenha, sucesso nos festejos carnavalescos de 1920.

O Rio de Janeiro tinha passado por uma epidemia de gripe espanhola. Cerca de 65% da população ficou doente e quase 300 mil morreram. O carnaval daquele ano representou uma celebração sobre a doença, conforme explica este post e a letra de duplo sentido foi amplamente cantada:

Homens: Na minha casa não racha lenha
Mulheres: Na minha racha, na minha racha

Homens: Na minha casa não falta água
Mulheres: Na minha abunda, na minha abunda

Mulheres: Na minha casa não se pica fumo
Homens: Na minha pica, na minha pica

Ou seja, o fenômeno dos excessos musicais é histórico e se repete de forma cíclica. A sua bisavó também adorava um duplo sentido lá no carnaval do início do século passado. (vi no Facebook)

 

Do Estado

ELEIÇÃO DCE-USP 2012

 

 

23.fevereiro.2012 19:06:23

 

‘Fora, Rodas!’, diz militante grego

* Por Cedê Silva, especial para o Estadão.edu

SÃO PAULO – Em visita à Grécia, o ex-diretor do DCE da USP Thiago Aguiar, de 22 anos, colhe apoio para o movimento grevista que pede a saída do reitor, João Grandino Rodas. Vídeo publicado nesta quinta-feira no YouTube mostra dois jovens militantes identificados como Iasonas e Dimitris. O primeiro diz, em inglês com forte sotaque: “Nós apoiamos sua greve contra a polícia, nós apoiamos sua greve contra a Reação” (chapa de oposição candidata ao DCE, e única favorável à presença da PM no câmpus da USP).

O segundo diz apenas, em português: “Estamos juntos. Fora Rodas!”.

Histórico. Em 17 de novembro, uma assembleia de alunos decidiu adiar as eleições para o DCE, originalmente marcadas para os dias 22 a 24 daquele mês. Pelo estatuto do DCE, a decisão só poderia ser tomada pelo conselho de centros acadêmicos. No dia 26 – portanto, após a data para a qual as eleições estavam previstas – o conselho referendou a decisão da assembleia por 22 votos a 16, e marcou as eleições para os dias 27 a 29 de março de 2012. Como o mandato do DCE expirou em 10 de dezembro, as atividades políticas foram teoricamente entregues a uma comissão transitória, que ‘governa’ até a eleição.

Thiago publicou o vídeo na conta do movimento Juntos!, ligado ao PSOL. Em outro vídeo, ele diz que o Juntos! foi a Atenas “acompanhar a luta dos gregos em defesa dos seus direitos, contra os planos de austeridade da Uniao Europeia” e para recuperar o significado da ágora.

 

Gilberto .    @Gil17

Do Valor

HÁ 13 HORAS E 13 MINUTOS 1 Bradesco conclui captação de US$ 1
bilhão no exterior


Por Fernando Travaglini | Valor

SÃO PAULO - O Bradesco concluiu a captação de US$ 1 bilhão com a emissão de títulos no mercado externo com vencimento em dez anos. Os recursos serão utilizados para reforçar o capital do banco (Nível 2).

A instituição pagou uma taxa de 5,75% ao ano, abaixo do patamar definido inicialmente (6%). A redução foi possível pela forte demanda pelos papéis, que superou US$ 7 bilhões.

“O apetite por títulos brasileiros se mantém e o investidor continua com bastante liquidez”, diz Rodrigo Fittipaldi, diretor de mercado de capitais do BNP Paribas. O BNP liderou a operação ao lado de Bank of America Merrill Lynch, Bradesco BBI, BB Securities, J.P. Morgan e Standard Chartered.

“Bons nomes continuam a ser recebidos”, completou Fittipaldi. Outras empresas e bancos devem acessar os mercados internacionais nos próximos dias.

Apesar da boa receptividade pelos papéis do banco brasileiro, o mercado de renda fixa internacional passou por um período de instabilidade nas últimas duas semanas. A Gol, que pretendia vender bônus perpétuos, e o Grupo Farias cancelaram suas captações de recursos no exterior.

Colaborou para a dificuldade de colocação das duas empresas as incertezas que cercaram o acordo da dívida grega. Mas analistas consideram, também, que foi uma clara sinalização de que os investidores ainda preferem colocar recursos em empresas de melhor avaliação de risco.

(Fernando Travaglini | Valor)

 

Gilberto .    @Gil17

Do Valor

HÁ 7 HORAS E 27 MINUTOS
Pinheirinho divide petista e tucano no
Senado Por Raquel Ulhôa e Bruno Peres | De Brasília

Confronto verbal de conteúdo político, como há muito não havia no Congresso, entre os senadores paulistas Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) e Eduardo Suplicy (PT), marcou a audiência pública da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado destinada a debater as denúncias de atos de violência que teriam sido praticados pela polícia na desocupação da comunidade de Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), em 22 de janeiro.

Proposta por Suplicy, a reunião foi considerada pelo tucano "uma operação política" do PT para atacar o governo de São Paulo. "Um procedimento faccioso, unilateral, que terá como consequência a instrumentalização desta comissão por partidos políticos, no caso o PT e outros grupos em nome dos quais o PT terceiriza o seu radicalismo, o PSTU, por exemplo", disse.

Nunes Ferreira disse que a polícia se preparou para uma ação "sem traumas", mas, nos dias que antecederam à desocupação, líderes comunitários - que ele chamou de "parasitas"- teriam armado um "circo", preparando a comunidade para uma reação. "A Polícia Militar tomou todas as precauções, mas tinha ali gente querendo brincar de insurreição. Pseudorrevolucionários que descumprem ordens judiciais para levar à radicalização de um processo político com vistas a não sei o quê."

O tucano defendeu a discussão de outros episódios em que houve denúncia de violência policiais, em Estados governados por petistas ou seus aliados, como Acre, Distrito Federal e Piauí. Pelo fato de considerar a reunião unilateral e partidária, disse que o governo de São Paulo não havia enviado representantes e ele próprio não participaria da reunião.

"Houve muita mentira falada a respeito desse assunto, mortes que não ocorreram, pessoas que teriam sido feridas, mutiladas, mas de modo algum foram vitimadas por qualquer tipo de ação policial. A história contada pelo senador Suplicy no plenário [de abuso sexual contra moradores] foi relatada dez dias depois, perante testemunhas que eram funcionários do gabinete dele."

Com a voz alterada, Suplicy reagiu mostrando raro nervosismo. "Ele acha que nenhuma pessoa foi ferida. E aqui está o senhor David Furtado, que levou um tiro de policial da Guarda Municipal", disse o petista, ao lado de um dos moradores de Pinheirinho, atingido na coluna. E desafiou o tucano a assistir ao vídeo com cenas e depoimentos de vítimas. "Queira o senador Aloysio Nunes ter a dignidade de ver este filme com as cenas, demonstrando a violência ocorrida. E ele aqui veio dizer que funcionárias minhas fizeram declarações... Elas foram testemunhas da barbaridade ocorrida ali", disse.

"Eu não me intimido com os gritos do senador Suplicy", reagiu Nunes Ferreira. "O senhor quis se colocar como árbitro da minha dignidade, condição que eu não lhe reconheço, senador Suplicy", completou. O petista acabou tomando a iniciativa de cumprimentar Nunes Ferreira, que, por sua vez, ficou na reunião e - sozinho na defesa do governo paulista - debateu com políticos, líderes e moradores de Pinheirinho.

Um dos coordenadores do movimento, Waldir Martins de Souza, rebateu a crítica de Nunes Ferreira, que chamou os líderes de parasitas. "Eu acho que jamais alguém poderia chamar alguém de parasita sem conhecer a sua história, não é senador? (...) Trabalho desde os oito anos de idade. (...) Eu sou um cara trabalhador, com 35 anos de carteira fichada, e não sou nenhum parasita, certo? Parasita, você sabe muito bem o que é, e não sou eu, está bom?"

Conhecido como "Marron", o líder relatou a organização da comunidade e disse que o que houve em Pinheirinho foi um "massacre", um "estupro social". Foi, segundo ele, "o poder do Estado mostrando que pobre não tem vez no Estado de São Paulo".

No dia 22 de janeiro, 2 mil soldados da Polícia Militar de São Paulo foram executar uma decisão judicial de reintegração de posse em favor da massa falida do grupo Selecta S/A, do investidor Naji Nahas. Cerca de 1,6 mil famílias que ocupavam um terreno de 1,3 milhão de metros quadrados em São José dos Campos (SP), conhecido como favela do Pinheirinho, foram desalojadas.

 

Gilberto .    @Gil17

senador aloysio nunes ferreira,

quem te viu, quem te vê.......barbaridade, nem sei como foi eleito senador por SP.

 

 

Nova droga para atender a uma Grécia quebrada financeiramente

As “internacionais criminosas”, conhecidas pelo nome genérico de máfias, contam com uma incrível capacidade de adaptação ao mercado consumidor. Não tem tempo quente, para usar uma expressão popular.

Por redes flexíveis, cujos nós de abastecimento se espalham pelo planeta, as máfias controlam a geoeconomia e a geoestratégia com mais competência do que muitos chefes de blocos e ministros de economia e finanças, como, por exemplo, os da União Europeia (UE).

Não existem para as máfias crises econômicas capazes de zerar seus lucros ilícitos. Com efeito, elas sempre ofertam uma droga proibida que cabe no bolso do usuário. Jamais deixam o toxicodependente, e o usuário em geral, em abstinência ou passando vontade, quer na Grécia quer na Cracolândia paulistana.

Na quebrada Grécia, as organizações criminosas estão ofertando, e o país de origem ainda é desconhecido da Europol (polícia da União Europeia), uma droga composta de detergente e líquido de baterias. A nova droga tem consistência de pedra, como o crack. Mas, atenção: a pedra consumida na Grécia não contém coca como princípio ativo.

Os gregos chamam essa nova droga de Sisa e é aquecida e fumada com o emprego de cachimbos, como se vê na Cracolândia de São Paulo.

A Sisa custa dois euros, mas em certas zonas degradadas de Atenas é vendida a 0,50 euros. Numa comparação, o papelote de cocaína, para os helênicos, sai a 5 euros e cada picada de heroína, proveniente do Afeganistão e refinada na Turquia, custa de 20 a 30 euros.

Segundo o Observatório Europeu das Drogas e da Toxicodependência, com sede em Lisboa, os efeitos da Sisa são devastadores: “Comparável a 18 meses de consumo injetável de heroína”, informa nota do órgão.

As polícias europeia e grega trabalham com duas pistas, baseadas no princípio ativo. Isso para chegar à fonte de fornecimento e à origem do produto ilícito.

Uma das pistas é o Paquistão, país de escoamento da heroína do Afeganistão e ex-maior produtor de morfina básica. A segunda pista concentra-se na atuação da chamada Máfia Curda.

Pano rápido. Pela inexistência de coca ou derivados, os países andinos estão excluídos como produtores (Colômbia, Peru, Bolívia e Equador).

Wálter Fanganiello Maierovitch

http://maierovitch.blog.terra.com.br/2012/02/23/nova-droga-para-atender-...

 

Mudanças sutis nas gôndolas do supermercado

Da Carta Capital

Não há melhor laboratório, para economistas e curiosos dos assuntos do dinheiro, do que o supermercado. Minhas últimas incursões (mais por necessidade do que por interesse científico, diga-se) permitiram antecipar dois temas que terão espaço crescente na mídia. Ao primeiro: os produtores de laranja brasileiros estão preocupados, segundo manchete do Valor Econômico na sexta-feira 17, diante da possibilidade de a Pepsico – dona da marca de sucos Tropicana, quase onipresente nas gôndolas dos Estados Unidos – reduzir significativamente as importações da fruta. Simplesmente porque a concorrência não vende mais o produto 100% natural, e sim o chamado néctar, que preenche as garrafas com mais de 50% de água e açúcar, o que garante à empresa um lucro substancialmente maior.

Faz um bom tempo que o néctar, que na verdade é apenas o nome novo dado ao antigo refresco, dominou as prateleiras no Brasil. Desafio um consumidor a encontrar um suco integral na seção de “sucos de caixinha” dos grandes hipermercados. Pior imaginar que a maioria das donas de casa paga por aquela mistura de água, açúcar e conservantes e imagina que vai levar para casa um produto realmente saudável e nutritivo.

O curioso é ver um problema que até então poderia se restringir à seção de defesa do consumidor ganhar status de ameaça à balança comercial. Somente em 2010, as exportações de suco de laranja superaram 2 bilhões de dólares. Mas nas duas últimas safras a queda nas vendas, em volume, foi de 27%. Quem sabe o lobby dos citricultores, de olho em reforçar ao menos o mercado doméstico, não inicia uma campanha de orientação do consumidor sobre os benefícios do consumo do suco integral?

Sem deixar a seção de bebidas, o consumidor mais atento deve ter percebido um sintoma de um problema de escala planetária: já é mais barato comprar refrigerante do que água mineral. É claro que a vantagem de preço depende das marcas selecionadas, mas não chega a ser preciso comparar uma Perrier com a mais barata das colas. Não custa lembrar também que a água usada pelas fábricas apresenta, ou deveria apresentar, exatamente as mesmas propriedades básicas encontradas nas fontes dos Alpes suíços: o liquído deve ser incolor, inodoro e insípido.

Há cerca de duas décadas, senão menos, o consumo de refrigerante de uma família de classe média praticamente se resumia a uma garrafa (de vidro retornável) de um litro, a ser dividida por cinco pessoas no almoço dominical. Daí a bebida gaseificada continuar a ser considerada um item de desejo na pauta de consumo de parte da população, sobretudo a parcela que ascendeu para a classe C nos últimos anos.

Em que pesem as conseqüências (certamente negativas) para a saúde pública do consumo desenfreado de refrigerantes, o que mais choca o observador incauto é o processo de valorização da água mineral. Para os habitantes do país que detém as maiores reservas mundiais de água doce, é difícil avaliar o tamanho da sombra da escassez já percebida por quem vive nas regiões menos afortunadas pela natureza. Mas é fácil ver a proliferação de logotipos de multinacionais nos rótulos das marcas à disposição nos pontos de venda. Mais um movimento do mercado que, a exemplo do sumiço dos sucos 100% naturais, não deveria ficar de fora do radar das autoridades brasileiras – e nem dos consumidores.

http://www.cartacapital.com.br/economia/mudancas-sutis-nas-gondolas-do-s...

 

Os médicos e os planos de saúde

Da Carta Capital

Os médicos e os planos de saúde41

Por Flávia Lefèvre Guimarães*

Há poucos dias um amigo médico me procurou bastante angustiado. Fora intimado para responder a uma denúncia no Conselho Regional de Medicina. Motivo: negligência? Não. Segundo a empresa de plano de saúde que o denunciou, excesso de zelo. O médico está respondendo por ter prescrito muitos exames para uma paciente com quadro de suspeita de câncer.

É sabido que há muitos anos as empresas de plano e seguro de saúde vêm tratando a classe médica de forma aviltada. Pagam valores irrisórios por consultas e procedimentos cirúrgicos, incompatíveis com a importância que a profissão tem para a concretização do direito universal de acesso e garantia da saúde.

Foi a Constituição Federal de 1988 que instituiu o direito ao acesso universal aos serviços de saúde, estabelecendo que esta garantia passava a ser atribuição do Estado. Surgiu, então, o Sistema Único de Saúde – o SUS, voltado para o atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, desenvolvidas pela União, estados e municípios.

Mas todos sabemos da precariedade da rede pública, que termina por empurrar as classes média e alta para o enorme sacrifício financeiro de contratação de planos de saúde, na esperança de serem atendidos dignamente quando estiverem doentes.

A mesma Constituição autorizou que empresas privadas participassem de forma complementar ao SUS, seguindo as mesmas diretrizes. Entretanto, os planos e seguro de saúde vêm marcando sua atuação no mercado como se vendessem serviços supérfluos e não serviços públicos essenciais.

Apesar da clareza da lei, estas empresas são conhecidas pelas práticas desrespeitosas ao Código de Defesa do Consumidor, como tem sido comprovado nos tribunais do país, que têm tido o papel fundamental de impor a elas o dever de arcarem com as despesas relativas a consultas, internações, procedimentos, equipamentos e materiais correspondentes aos atendimentos médicos, ambulatoriais e cirúrgicos.

Considerando o entendimento dos nossos tribunais quanto às práticas muitas vezes abusivas das empresas de saúde, que inclusive tem revertido em condenações ao pagamento de danos morais aos consumidores, é possível que agora elas tenham passado a uma nova estratégia – o constrangimento dos médicos.

É inadmissível que os médicos, com as obrigações e ética a que estão obrigados, passem a orientar o exercício da profissão pelo temor de terem de responder junto aos conselhos de medicina.

O quadro claro de desrespeito que aflora nos tribunais e Procons do país revela que seria fundamental uma atuação mais forte da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no sentido de acompanhar e coibir práticas abusivas voltadas contra a classe médica e que têm significado uma barreira ao cumprimento de direitos dos consumidores de planos de saúde , e também uma violação ao princípio básico de tratamento digno aos doentes.

No entanto, sabemos que a ANS tem sido omissa, uma vez que fiscalizam de forma insuficiente as empresas, e, no processo regulatório, as posições das operadoras têm pesado muito mais do que a dos consumidores e da classe médica.

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/os-medicos-e-os-planos-de-saude/

 

fevereiro 23, 2012 · 10:44 pm↓ Jump to Comments80 anos do direito de voto feminino no Brasil

23 de fevereiro de 2012

80 anos do direito de voto feminino no Brasil

votomulhernegra_farrell_ae(José Eustáquio Diniz Alves*, para Agência Patrícia Galvão) No dia 24 de fevereiro de 2012, o Brasil comemora os 80 anos do direito de voto feminino. As mulheres passaram a ter o direito de voto assegurado pelo Decreto nº 21.076, de 24/02/1932, assinado pelo presidente Getúlio Vargas, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. Esta conquista, porém, não foi gratuita.

A luta pelos direitos políticos das mulheres começou ainda no século XVIII. No início da Revolução Francesa, o Marquês de Condorcet – matemático, filósofo e iluminista – foi uma das primeiras vozes a defender o direito das mulheres. Nos debates da Assembleia Nacional, em 1790, ele protestou contra os políticos que excluíam as mulheres do direito ao voto universal, dizendo o seguinte: “Ou nenhum indivíduo da espécie humana tem verdadeiros direitos, ou todos têm os mesmos; e aquele que vota contra o direito do outro, seja qual for sua religião, cor ou sexo, desde logo abjurou os seus”.

As ondas revolucionárias francesas chegaram na Inglaterra e os escritores progressistas Mary Wollstonecraft – no livro A Vindication of the Rights of Woman (1792) – e William Godwin – no livro An Enquiry Concerning Political Justice (1793) – também defenderam os direitos das mulheres e a construção de uma sociedade democrática, justa, próspera e livre.

Mas a luta pelo direito de voto feminino só se tranformou no movimento sufragista após os escritos de Helen Taylor e John Stuart Mill. O grande economista inglês escreveu o livro  The Subjection of Women (1861, e publicado em 1869) em que mostra que a subjugação legal das mulheres é uma discriminação, devendo ser substituída pela igualdade total de direitos.

Com base no pensamento destes escritores pioneiros, o movimento sufragista nasceu para estender o direito de voto (sufrágio) às mulheres. Em 1893, a Nova Zelândia se tornou o primeiro país a garantir o sufrágio feminino, graças ao movimento liderado por Kate Sheppard. Outro marco neste processo foi a fundação, em 1897, da “União Nacional pelo Sufrágio Feminino”, por Millicent Fawcett, na Inglaterra. Após o fim da Primeira Guerra Mundial, as mulheres conquistaram o direito de voto no Reino Unido, em 1918, e nos Estados Unidos, em 1919.

berthalutzNo Brasil, uma líder fundamental foi Bertha Maria Julia Lutz (1894-1976). Bertha Lutz conheceu os movimentos feministas da Europa e dos Estados Unidos nas primeiras décadas do século XX e foi uma das principais responsáveis pela organização do movimento sufragista no Brasil. Ajudou a criar, em 1919, a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher, que foi o embrião da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, criada em 1922 (centenário da Independência do Brasil). Representou o Brasil na assembleia geral da Liga das Mulheres Eleitoras, realizada nos EUA, onde foi eleita vice-presidente da Sociedade Pan-Americana. Após a Revolução de 1930 e dez anos depois da criação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, o movimento sufragista conseguiu a grande vitória no dia 24/02/1932.

carlotapereiradequeirosA primeira mulher eleita deputada federal foi Carlota Pereira de Queirós (1892-1982), que tomou posse em 1934 e participou dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte. Com a implantação do Estado Novo, em novembro de 1937, houve o fechamento do Legislativo brasileiro e grande recuo das liberdades democráticas. Na retomada do processo de democratização, em 1946, nenhuma mulher foi eleita para a Câmara. Até 1982, o número de mulheres eleitas para o Legislativo brasileiro poderia ser contado nos dedos da mão.

Somente com o processo de redemocratização, da Nova República, o número de mulheres começou a aumentar. Foram eleitas 26 deputadas federais em 1986, 32 em 1994, 42 em 2002 e 45 deputadas em 2006 e 2010. Mas este número representa apenas 9% dos 513 deputados da Câmara Federal. No ranking internacional da Inter-Parliamentary Union (IPU), o Brasil se encontra atualmente no 142º lugar. Em todo o continente americano, o Brasil perde na participação feminina no Parlamento para quase todos os países, empata com o Panamá e está à frente apenas do Haiti e Belize. No mundo, o Brasil perde até para países como Iraque e Afeganistão, além de estar a uma grande distância de outros países de lingua portuguesa como Angola, Moçambique e Timor Leste.

mulhervotandobynelsonjr_tsePortanto, as mulheres brasileiras conquistaram o direito de voto em 1932, mas ainda não conseguiram ser representadas adequadamente no Poder Legislativo. Até 1998 as mulheres eram minoria do eleitorado. A partir do ano 2000, passaram a ser maioria e, nas últimas eleições, em 2010, já superavam os homens em 5 milhões de pessoas aptas a votar. Este superávit feminino tende a crescer nas próximas eleições. Contudo existem dúvidas sobre a possibilidade de as mulheres conseguirem apoio dos partidos para disputar as eleições em igualdade de condições.

Nas eleições de 2010, a grande novidade foi a eleição da primeira mulher para a chefia da República. Neste aspecto, o Brasil deu um grande salto na equidade de gênero, sendo uns dos 20 países do mundo que possui mulher na chefia do Poder Executivo. Com a alternância de gênero no Palácio do Planalto, o número de ministras cresceu e aumentou a presença de mulheres na presidência de empresas e órgãos públicos, como no IBGE e na Petrobrás.

Nos municípios, as mulheres são, atualmente, menos de 10% das chefias das prefeituras. Nas Câmaras Municipais as mulheres são cerca de 12% dos vereadores. Mas, em 2012, quando se comemoram os 80 anos do direito de voto feminino, haverá eleicões municipais. A Lei de Cotas determina que os partidos inscrevam pelo menos 30% de candidatos de cada sexo e dê apoio financeiro e espaço no programa eleitoral gratuito para o sexo minoritário na disputa. Os estudos acadêmicos mostram que, se houver igualdade de condições na concorrência eleitoral, a desigualdade de gênero nas eleições municipais poderá ser reduzida.

As mulheres brasileiras já possuem nível de escolaridade maior do que o dos homens, possuem maior esperança de vida e são maioria da População Economicamente Ativa (PEA) com mais de 11 anos de estudo. Elas já avançaram muito em termos sociais e não merecem esperar mais 80 anos para conseguir igualdade na participação política.

eustaquio130
*José Eustáquio Diniz Alves
 é doutor em Demografia e professor titular do mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE/IBGE); apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal.
Contato com o autor: (21) 2142.4689 / 2142.4696 / 9966.6432 -jed_alves@yahoo.com.br

http://banhodeassento.wordpress.com/2012/02/23/80-anos-do-direito-de-vot...

Outras fontes:

Clara Araújo – socióloga e pesquisadoraDepartamento de Ciências Sociais da UERJ e Coordenadora do núcleo de estudos sobre desigualdade e relações (Nuderg) de UERJ(21) 2334-0933 / 8441-2719claramaria.araujo@gmail.com

 

Guacira de Oliveira – sociólogaCfemea (Centro Feminista de Estudos e Assessoria)(61) 3224-1791 / 9984-5616

guacira@cfemea.org.br

 

Maria Hermínia Tavares de Almeida – cientista política 
Professora da USP
(11) 3091-6029

mhbtdalm@usp.br

Silvia Camurça

SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia(81) 3087-2086 / 9937-8635silvia@soscorpo.org.br

 
Primeiro voto feminino

Celina Guimarães, primeira mulher mossoroense a tirar o título de eleitor, votando onde atualmente funciona a Biblioteca Municipal de Mossoró, em 1928.

Outro ato libertário considerado importante para toda a história de Mossoró foi o primeiro voto feminino, ocorrido em 1928. Na época, governava o estado do Rio Grande do Norte o senhor Juvenal Lamartine, pioneiro na introdução do voto feminino em todo o estado. Na época, a constituição brasileira, datada de 1891, permitia apenas aos ricos o direito ao voto. As mulheres, escravos, analfabetos e pobres não tinham esse direito.[25]

Mais foi em 1928, Celina Guimarães Viana, professora e juíza de futebol, que obteve o primeiro título eleitoral e o primeiro voto feminino. Isso levou mulheres potiguares e de outros nove estados brasileiros a fazerem um grande movimento nas ruas das cidades para reivindicarem o direito ao voto, que já havia sido conquistado no Rio Grande do Norte. Além do primeiro voto feminino, Celina Guimarães foi também a primeira mulher a ser eleita comodeputada estadual pelo Rio Grande do Norte. No Brasil, as mulheres só ganharam o direito ao voto somente seis anos depois, em 1934, durante o governo do presidente Getúlio Vargas.[25]

Além de ser um episódio considerado importante na história do município,do estado e do país, o acontecimento também é considerado como de grande revelância no mundo, uma vez que a maioria dos países também proibia o voto feminino.[25

 

“O que me amedronta, não é o grito dos maus, mas o silêncio dos justos” Martin Luther King

A difícil prática do bom jornalismo no Brasil se reflete nestas diferentes versões para um mesmo fato: a condenação do jornalista Paulo Henrique Amorin ao pagamento de indenização no valor de R$30.000,00 ao jornalista Heraldo Pereira, da Rede Globo. Na versão da Globo, PHA foi condenado a pagar a indenização por crime de racismo. "Paulo Henrique Amorim pagará indenização por racismo", diz a chamada de artigo de O Globo. Na Folha, o artigo diz que PHA terá de pagar por ofensa, e não por racismo, assinalando que as ofensas estão nos textos publicados por Amorim que "diziam que Pereira era "empregado de Gilmar Mendes" [ministro do Supremo Tribunal Federal] e fazia "bico" como jornalista na Rede Globo". Mas a Folha faz questão de assinalar que a indenização não decorre da condenação por crime de racismo, pois esta ação sequer ainda foi concluída: "Pereira também foi chamado por Amorim de "negro com alma branca", expressão que motiva uma ação penal por racismo e injúria racial na 5ª Vara de Justiça do Distrito Federal. Esta ação ainda não foi concluída". Por fim, o texto do próprio PHA, no seu site Conversa Afiada, onde ele diz que o próprio Heraldo reconhece que ele não é racista ou, mesmo, que tenha atacado sua honra: "Amorim não ofendeu a moral do autor da ação ou atingiu a sua honra com conotação racista, fatos esses reconhecidos por Heraldo Pereira de Carvalho, tanto assim que concordou e assinou o termo de audiência". Se atacou ou não a honra do jornalista e se o ofendeu ou não o certo é que PHS terá de pagar esta indenização por alguma razão. Não concordo com a prática do jornalismo pela maioria dos jornalistas da grande imprensa, mas também não concordo com o estilo sensacionalista usado por PHA para descredenciar a atuação profissional desses jornalistas, usando, sim, muitas vezes, designações ofensivas contra os mesmos. Continuo considerando o PHA um dos maiores jornalistas brasileiros e um dos mais importantes no enfrentamento do jornalismo golpista no Brasil, mas não avançaremos no bom debate democrático se usarmos uma prática de enfrentamento condenável contra uma prática execrável de jornalismo. Abaixo, as três reportagens.


No O Globo


http://oglobo.globo.com/pais/paulo-henrique-amorim-pagara-indenizacao-por-racismo-4052068


Paulo Henrique Amorim pagará indenização por racismo


Jornalista chamou Heraldo Pereira, da TV Globo, de “negro de alma branca” e pagará R$ 30 mil

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/paulo-henrique-amorim-pagara-indenizacao-por-racismo-4052068#ixzz1nGbK0blU
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BRASÍLIA – O jornalista Paulo Henrique Amorim, apresentador do programa Domingo Espetacular da Rede Record de Televisão, foi condenado a pagar indenização de R$ 30 mil ao jornalista Heraldo Pereira, da TV Globo, por ter afirmado em seu blog que Pereira é um "negro de alma branca", o que foi considerada uma manifestação racista em julgamento no Tribunal de Justiça do Distrito Federal. O valor será entregue a uma instituição de caridade escolhida por Heraldo Pereira. O processo por dano moral já vinha tramitando desde março de 2010, e no dia 15 de fevereiro, eles entraram em acordo.


Amorim também deverá publicar uma retratação nos jornais Correio Braziliense e Folha de S.Paulo, nos cadernos de política, economia ou variedades. O texto deverá dizer que ele "reconhece Heraldo Pereira como jornalista de mérito e ético; que Heraldo Pereira nunca foi empregado de Gilmar Mendes; que apesar de convidado pelo Supremo Tribunal Federal, Heraldo Pereira não aceitou participar do Conselho Estratégico da TV Justiça; que, como repórter, Heraldo Pereira não é e nunca foi submisso a quaisquer autoridades; que o jornalista Heraldo Pereira não faz bico na Globo, mas é empregado de destaque da Rede Globo; que a expressão 'negro de alma branca' foi dita num momento de infelicidade, do qual se retrata, e não quis ofender a moral do jornalista Heraldo Pereira ou atingir a conotação de 'racismo'", de acordo com decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.


No texto que deu origem à ação, veiculado no blog "Conversa Afiada", Amorim afirmava que Heraldo Pereira era funcionário do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que apenas fazia um bico na Rede Globo, além de chamar o jornalista de "negro de alma branca", o que foi considerada uma manifestação racista.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/paulo-henrique-amorim-pagara-indenizacao-por-racismo-4052068#ixzz1nGbT3azQ
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Na Folha


http://www1.folha.uol.com.br/poder/1052655-mosteiro-vai-receber-valor-de-indenizacao-de-paulo-henrique-amorim.shtml


23/02/2012 - 19h02


Mosteiro vai receber valor de indenização de Paulo Henrique Amorim
DE BRASÍLIA
DE SÃO PAULO

O jornalista Paulo Henrique Amorim, do site Conversa Afiada, terá que se retratar publicamente e pagar R$ 30 mil a uma instituição de caridade por ofender o repórter da Rede Globo Heraldo Pereira.


A decisão ocorreu por acordo entre os dois em audiência de instrução e julgamento no Tribunal de Justiça do DF, na semana passada.


Paulo Henrique Amorim pagará R$ 30 mil por ofensa a apresentador da Globo


Pereira entrou com uma ação cível contra Amorim em 2010 sob alegação de danos morais e danos a sua imagem.


Na ação, o jornalista argumenta que foi vítima de injúria e racismo reiteradas vezes em textos assinados por Amorim e publicados em seu site.

Folhapress

Os jornalistas Heraldo Pereira (esq), da TV Globo, e Paulo Henrique Amorim, do "Conversa Afiada"

Os jornalistas Heraldo Pereira (esq), da TV Globo, e Paulo Henrique Amorim, do "Conversa Afiada"

Inicialmente, Pereira pedia R$ 300 mil por danos morais, mas na audiência de conciliação, aceitou o valor fixado pelo juiz, de R$ 30 mil.


O valor foi acertado como uma "doação" a ser feita por Amorim em seis parcelas de R$ 5.000 a partir do dia 20 de março. A instituição beneficiada foi escolhida por Pereira, o Mosteiro São Bento, da Igreja Católica, em Brasília.


Além dos R$ 30 mil, Amorim terá que publicar anúncio na Folha e no jornal "Correio Braziliense", dentro de 20 dias, com um texto de retratação.
O texto foi produzido na audiência e aprovado por Pereira e pela Justiça.


Os textos publicados por Amorim e alvo da ação judicial diziam que Pereira era "empregado de Gilmar Mendes" [ministro do Supremo Tribunal Federal] e fazia "bico" como jornalista na Rede Globo.


Pereira também foi chamado por Amorim de "negro com alma branca", expressão que motiva uma ação penal por racismo e injúria racial na 5ª Vara de Justiça do Distrito Federal. Esta ação ainda não foi concluída.


Amorim também terá que tirar do ar todos os textos relacionados ao jornalista da TV Globo e manter no seu site, em local de destaque, o texto de retratação.


Paulo Henrique Amorim não quis dar declarações. Seu advogado, Cesar Marcos Klouri, disse que não houve uma condenação de seu cliente, mas uma "transação" entre as duas partes "homologada pelo juiz".


Klouri afirmou que a expressão "negro de alma branca" foi tirada de contexto e não teve conotação racista. O texto de retratação, segundo o advogado, deverá ser publicado nos dias 4 ou 5 de março.


PAULO PRETO


Em janeiro, Amorim foi condenado a indenizar em R$ 30 mil o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, por danos morais. Os dois já recorreram da decisão.


De acordo com Paulo Preto, o jornalista o ofendeu através do site com comentários feitos durante a campanha eleitoral de 2010.


Em um deles, Amorim chama o ex-diretor da Dersa de "Paulo Afro-descendente".


Paulo Preto reclamou ainda do fato de Amorim ter divulgado uma foto do prédio onde mora em São Paulo.


O valor da indenização pedida por ele foi de R$ 100 mil. Mas, foi reduzida em R$ 30 mil pelo juiz do caso, que negou dano moral para outras reclamações de Paulo Preto.


"Infeliz brincadeira com a alcunha do autor, em gracejo que denota, senão grave, um destemperado jogo de palavras com assunto de especial sensibilidade, pois nossa sociedade é ainda racista, e qualquer atitude discriminatória, como a acima indicada, deve ser condenada", diz o juiz Daniel Luiz Maia Santos, da 4ª Vara Cível de São Paulo.


O advogado de Amorim lembra que já recorreu da sentença e diz que não foi ele quem criou o apelido Paulo Preto. Segundo ele, a expressão "afro-descendente" não pode ser considerada ofensiva.


"Amorim não teve intenção de atingir a honra dele e praticar racismo", diz Cesar Marcos Klouri.


 


No Conversa Afiada


http://www.conversaafiada.com.br/pig/2012/02/23/heraldo-diz-que-pha-nao-e-racista/


Heraldo diz que
PHA não é racista


Publicado em 23/02/2012


Paulo Henrique Amorim não foi condenado pelo crime de racismo ou dano moral como pleiteado por Heraldo Pereira de Carvalho no montante de R$ 300.000,00. Na ação promovida por Heraldo Pereira de Carvalho, as partes em audiência designada para 15 de fevereiro de 2012, conciliaram perante o Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da 12ª Vara Cível da Circunscrição Especial de Brasília – DF, Daniel Felipe Machado, constando da sentença que homologou o acordo que o jornalista Paulo Henrique Amorim não ofendeu a moral do autor da ação ou atingiu a sua honra com conotação racista, fatos esses reconhecidos por Heraldo Pereira de Carvalho, tanto assim que concordou e assinou o termo de audiência. Em razão da conciliação levada a efeito, Paulo Henrique Amorim fará doação a instituição de caridade correspondente a 10% do montante pedido pelo jornalista Heraldo Pereira de Carvalho.


Paulo Henrique Amorim

 

do Radar Pop/Estadao

internet

23.fevereiro.2012 18:17:04Papa vai usar Twitter para atrair jovens ao Vaticano

O Papa está querendo ficar pop. Nesta Quarta-feira de Cinzas, a rádio do Vaticano anunciou a sua estratégia para atrair o público mais jovem às celebrações da Quaresma: Bento XVI será agora um usuário regular do Twitter, e publicará diariamente mensagens reflexivas no microblog.

O Papa escreveu hoje, no primeiro dia da quarentena: ‘A Quaresma nos oferece mais uma vez a oportunidade de refletir sobre a alma da vida cristã: a caridade’. Os tweets são publicados em quatro línguas, e, conforme explicou o secretário de comunicação da Igreja, “muitas mensagens do Evangelho cabem em 140 caracteres”. Irá segui-lo?

(Via O Globo)

 

Nassif, nesse caso abaixo o mais espantoso não é a decisão em si: é o óbvio ululante (direito do empregador de analisar a conduta pessoal do candidato a empregado) precisar ser declarado pelo TST. E isso não acaba por aí, tenho certeza que o Ministério Público do Trabalho ainda vai recorrer ao STF...

Empresa pode consultar SPC, Serasa e órgãos de polícia antes de contratar, decide TST

(Do Última Instância - http://bit.ly/xSjvcj)

A 2ª Turma do  TST (Tribunal Superior do Trabalho) rejeitou apelo do MPT (Ministério Público do Trabalho da 20ª Região), em Sergipe, para impedir que uma rede de lojas de Aracaju consultasse SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), Serasa (Centralização dos Serviços Bancários S/A), órgãos policiais e do Poder Judiciário antes de contratar funcionários.

Em decisão unânime, os minitros da 2ª turma consideram que as consultas não são fatores discriminatórios, e sim critérios de seleção de pessoal que levam em conta a conduta individual.

No recurso ao TST, o MPT alegou que a decisão regional violou os artigos 1º, inciso III, 3º, inciso IV, 5º, inciso X, da Constituição da República, e 1º da Lei 9.029/1995, sustentando que a conduta da empresa é discriminatória.

Ao examinar o caso no TST, o relator do recurso de revista, ministro Renato de Lacerda Paiva, frisou que os cadastros de pesquisas analisados pela G. Barbosa são públicos, de acesso irrestrito, e não há como admitir que a conduta tenha violado a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas. Destacou também que, se não há proibição legal à existência de serviços de proteção ao crédito, de registros policiais e judiciais, menos ainda à possibilidade de algum interessado pesquisar esses dados.

Nesse sentido, o ministro salientou que, "se a Administração Pública, em praticamente todos os processos seletivos que realiza, exige dos candidatos, além do conhecimento técnico de cada área, inúmeros comprovantes de boa conduta e reputação, não há como vedar ao empregador o acesso a cadastros públicos como mais um mecanismo de melhor selecionar candidatos às suas vagas de emprego".

Preocupado com a questão de que, quanto à análise de pendências judiciais pela G. Barbosa, houvesse alguma restrição quanto à contratação de candidatos que tivessem proposto ações na Justiça do Trabalho, o ministro José Roberto Freire Pimenta levantou o problema, mas verificou que não havia nada nesse sentido contra a empresa. O empregador, segundo o ministro, tem todo o direito de, no momento de contratar, apurar a conduta do candidato, porque depois, questionou, "como é que faz para rescindir"?

Prática discriminatória e dano moral coletivo

Tudo começou com uma denúncia anônima em 13/09/2002, informando que a empresa adotava a prática discriminatória de não contratar pessoas que, mesmo satisfazendo os requisitos para admissão, tivessem alguma pendência no SPC. Um inquérito foi aberto e, na audiência, a empresa se recusou a assinar TAC (Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta) para se abster de fazer a pesquisa.

O MPT, então, ajuizou a ação civil pública. Na primeira instância, a empresa foi condenada à obrigação de não fazer a pesquisa, sob pena de multa de R$ 10 mil por cada consulta realizada e, ainda, a pagar indenização de R$ 200 mil por dano moral coletivo.

A empregadora, conhecida pelo Supermercado GBarbosa, recorreu então ao TRT-20 (Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região) (SE), alegando que o critério utilizado leva em consideração a conduta do indivíduo e se justifica pela natureza do cargo a ser ocupado, não se caracterizando discriminação de cunho pessoal, que é vedada pela lei.

Além disso, a empresa afirmou que, apesar de atuar no ramo de varejo, com concessão de crédito, não coloca obstáculo à contratação de empregados que tenham seu nome inscrito no SPC, mas evita destiná-los a funções que lidem com dinheiro, para evitar delitos.

O TRT-SE julgou improcedente a ação civil pública, destacando que, na administração pública e no próprio processo seletivo do Ministério Público, são feitas exigências para verificar a conduta do candidato. Nesse sentido, ressaltou que a discriminação proibida pela Constituição é a decorrente de condição pessoal - sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar ou idade-, que teria origem no preconceito. Ao contrário, a discriminação por conduta individual, relativa à maneira de proceder do indivíduo em suas relações interpessoais, não é vedada por lei.

O Regional lembrou que a Constituição dá exemplos literais de discriminação quanto ao conhecimento técnico-científico (qualificação) e reputação (conduta social) quando exige, para ser ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) ou de Tribunais Superiores, cidadãos de notável saber jurídico e reputação ilibada. Essas exigências não são preconceituosas e se justificam pela dignidade e magnitude dos cargos a serem ocupados, porém, não deixam de ser discriminatórias.

O Regional concluiu que "não se pode retirar do empresário o direito de escolher, dentre os candidatos que se apresentam, aqueles que são portadores das qualificações técnicas necessárias e cuja conduta pessoal não se desvia da normalidade"

 

- A população em geral não sabe o que está acontecendo, e nem mesmo sabe que não sabe (Noam Chomsky)

de O GLOBO


 

Indústria gráfica diz que comercial do Itaú desestimula uso do papel Campanha do banco com bebê virou sucesso nas redes sociais

Lino Rodrigues

Flavia Pierry

Publicado: 23/02/12 - 17h49Atualizado: 23/02/12 - 20h55  Reprodução / Reprodução

Bebê da campanha do Itaú Reprodução / Reprodução

SÃO PAULO - Sucesso na internet, o comercial do "Bebê sem papel" do banco Itaú, que mostra o menino Micah gargalhando enquanto seu pai rasga folhas de extratos bancários, despertou a ira da indústria gráfica brasileira. Assinada pela agência África, o filme do Itaú invadiu as redes sociais e virou hit no canal do banco no YouTube, com mais de quatro milhões de visualizações. A insatisfação com o comercial fez a Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) encaminhar uma carta, no início de janeiro, à presidência do Itaú relatando os "equívocos" do comercial.

Segundo a entidade, o discurso sustentado na campanha não condiz com as características da produção de papel e celulose no país. Além disso, argumenta que nenhuma árvore é derrubada para a a produção de papel, e que 100% do insumo tem origem em florestas plantadas.

A Abigraf diz ainda que o filme do Itaú é um desincentivo ao uso do papel e que outras entidades ligadas ao setor também encaminharam cartas aos diretores do banco solicitando uma "revisão conceitual" da campanha.

- Não podemos aceitar que uma instituição do porte do Itaú preste esse desserviço à sociedade, transformando o papel de imprimir em vilão. Principalmente quando sabemos que o principal objetivo dessa campanha é a busca da redução de custos operacionais - argumentou o presidente da Abigraf, Fabio Arruda Mortara.

Já o Itaú respondeu que a mensagem do filme está alinhada com o posicionamento da instituição de incentivar o uso consciente e sustentável do papel. O banco alega ainda que o diálogo com a Abigraf tem sido "tranquilo, transparente e continua aberto", mas que que continuará a "incentivar e inspirar as pessoas a construírem relações mais sustentáveis".

- O Itaú Unibanco não desaconselha o uso do papel. A mensagem do filme está alinhada com o posicionamento da instituição de incentivar o uso consciente e sustentável, seja do dinheiro, do crédito ou do próprio papel - informou o banco, por meio de sua assessoria.

Para a diretora do Instituto GEA, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público que promove a cidadania e a educação ambiental, a defesa do setor industrial, de que o consumo de papel não pode ser o vilão na história já que esse papel vem de árvores reflorestadas, é equivocada:

- Isso não quer dizer que a gente tenha de gastar papel desenfreadamente. A gente está consumido, não só papel, mas uma série de riquezas naturais de uma maneira insustentável. O planeta não consegue repor. É como se a gente fizesse a compra para o mês e acabasse no décimo dia. Nós temos de reduzir o consumo, não só de papel, mas de tudo: de papel, de água, de carro. Tem de acabar com o desperdício – concluiu a diretora, Araci Musolino.

A campanha ainda foi alvo de uma brincadeira com a conturbada apuração dos votos do carnaval de São Paulo. Na internet, uma montagem associa a criança do comercial do Itaú com a imagem do integrante da Império de Casa Verde que rasgou os votos das escolas de samba. A brincadeira dizia: 'Ele cresceu'.


Leia

 

do Extra

Publicado em 22/02/12 13:12 Atualizado em 22/02/12 21:06   Lei dá desconto de 50% na conta do telefone para quem é gago

Arquivo. Arquivo. Foto: Agência O Globo / Agência O Globo

Extra OnlineTamanho do texto A A A

Os problemas que os gagos enfrentam para falar ao telefone fez com que o Estado do Mato Grosso do Sul criasse uma lei inusitada. Desde 2009, as operadores são obrigadas a dar um desconto de 50% nas tarifas de telefone celular para quem sofre desse problema. A questão é que a regra, que foi apelidada de "Lei do Gago" não agradou nem um pouco as operadoras de telefonia, que estão com uma ação na Justiça para que ela pare de ser seguida.

 

De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, as empresas reclamam da dificuldade de fiscalização desse tipo de benefício. O texto da lei determina que é preciso apresentar uma avaliação feita por um fonoaudiólogo para comprovar a gagueira e também que as operadores devem instalar bloqueadores para evitar o uso indevido por outras pessoas, mas as operadoras dizem que é impossível fiscalizar o uso do telefone.

 

Segundo dados da Associação Brasileira de Gagueira, há cerca de 2 milhões de gagos no país, sendo 20 mil em Mato Grosso do Sul.


Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/economia/lei-da-desconto-de-50-na-conta-do-telefone-para-quem-gago-4042526.html#ixzz1nGU7ToS4

 

do Jornal da Tarde

Turismo gay elege São Paulo como rota

Categoria: Turismo

FABIANO NUNES

Uma pesquisa feita pelo portal GayCitiescom, em parceria com a empresa de linhas aéreas American Airlines, apontou São Paulo como um dos melhores destinos gay friendly (receptivo ao público LGBT – lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) do mundo. A capital paulista aparece em quarto lugar, com 6% dos votos. Tel Aviv (43%), em Israel, ficou no topo da lista; Nova York (14%), nos Estados Unidos, ficou em segundo. Em seguida vem Toronto (7%), no Canadá. Madri e Londres ficaram em quinto lugar, com 5%.

A pesquisa também avaliou outros oito quesitos, entre eles melhor gastronomia, moda e vida noturna. São Paulo foi citada novamente no item Cidade do Orgulho Gay. Ficou em segundo lugar com 12%, atrás de São Francisco, nos Estados Unidos, que liderou a lista, com 29% das citações.

Para Fernando Quaresma, presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, o evento, que este ano terá sua 16ª edição, teve grande importância para a cidade ganhar esse destaque. “Além de trazer um grande número de turistas, a parada fez a cidade discutir um tratamento igualitário para a questão da homossexualidade”, comentou. “O ramo da hotelaria e de alimentação se preparam cada vez melhor para receber esse público. Só no ano passado, cerca de 4 milhões de pessoas estiveram na Paulista para acompanhar o evento.”

Segundo pesquisa do Observatório do Turismo da Cidade feito pela SPTuris, 49,8% dos participantes vieram de outros Estados e 2,1% são estrangeiros. Boa parte dos turistas de outros países, de acordo com a pesquisa, são dos Estados Unidos, Inglaterra, África do Sul e Itália. “A Parada Gay é um dos grandes eventos da cidade. A semana em que ela ocorre é quando as casas noturnas voltadas a esse público registram seu maior movimento. Isso deve ter influenciado na pesquisa”, disse o presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT.

Estima-se que durante a Parada estiveram em São Paulo cerca de 400 mil turistas. A Associação Brasileira de Turismo para Gays, Lésbicas e Simpatizantes (Abrat-GLS), acredita que o roteiro cultural de São Paulo também é um dos grandes atrativos. “A cidade é repleta de museus, teatros e cinemas. E o público gay tem uma ligação forte com essa vida cultural”, observou Douglas Magri, diretor financeiro da entidade. Ele citou algumas atrações para o público LGBT em São Paulo.

A pesquisa feita pela SPTuris, com o público da parada LGBT 2011, mostra que os turistas gays são atraídos principalmente pelo entretenimento e pelas compras. E apesar de São Paulo ainda não oferecer hotel exclusivo para o segmento LGBT, os participantes avaliaram que a rede hoteleira está bem preparada para recebê-los.

 

de O GLOBO

Enviado por Graça Magalhães-Ruether-23.02.2012|15h55m

Merkel pede perdão por crimes dos neonazistas

Mais de 21 anos depois da reunificação, os cargos mais importantes do país são ocupados por dois políticos da extinta República Democrática Alemã (RDA). Depois da chanceler federal Angela Merkel, de 58 anos, da União Democrata Cristã (CDU), que governa o país desde 2005, o ex-pastor protestante e ativista de direitos humanos Joachim Gauck, de 72 anos, acaba de ser indicado o candidato dos partidos do governo e da oposição para a Presidência.

Gauck será confirmado presidente, em sucessão a Christian Wulff - forçado a renunciar sob a suspeita de corrupção - no próximo dia 18. Mas não só os dois políticos chamam a atenção como uma herança do passado alemão. Há também os neonazistas, que começaram a cometer atos de violência contra imigrantes logo depois da reunificação.

Ao som da música de Johann Sebastian Bach, os alemães lembraram hoje as dez vítimas da célula terrorista nacional-socialista de Zwickau, que entre 2000 e 2007 matou nove imigrantes turcos e gregos e uma policial alemã. Ao falar para os parentes das vítimas, Merkel pediu perdão pelos crimes dos neonazistas e chamou a série de homicídios de uma “vergonha para a Alemanha”.

Segundo Semiya Simsek, filha de um turco que foi assassinado pelos terroristas em 2000, o pior para os parentes foi ter suportado a perda e a desconfiança da polícia, que no início interpretou a série de homicídios como uma ação da máfia da minoria estrangeira.

 

Do JT

Consultar SPC vale na hora de contratar

  • 23 de fevereiro de 2012 |
  • 23h12 |

Categoria: Empresas, Trabalho

MARIÂNGELA GALLUCCI
GISELE TAMAMAR

Uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) reconheceu o direito de uma empresa consultar os serviços de proteção ao crédito antes de contratar seus funcionários. O TST rejeitou um recurso do Ministério Público (MP) do Trabalho em Sergipe que tinha o objetivo de impedir as pesquisas pela G.Barbosa Comercial Ltda, de Aracaju. Para o MP, a conduta da empresa era discriminatória e havia um dano moral coletivo. A decisão, divulgada ontem, é do dia 8 e ainda cabe recurso.

Tomada pelos ministros que compõem a 2ª Turma do TST, a decisão vale só para o caso específico da G.Barbosa. No entanto, abre precedente para outros processos semelhantes que envolvam a consulta por empregadores de entidades como o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), a Serasa, órgãos policiais e do Poder Judiciário antes da contratação.

A origem da disputa judicial foi uma denúncia anônima feita em 2002 segundo a qual a empresa teria praticado discriminação ao não contratar pessoas com pendências no SPC. Um inquérito foi aberto. Na audiência, a empresa recusou-se a assinar um termo de compromisso de que não faria mais a pesquisa. Diante desse fato, o Ministério Público protocolou uma ação no Judiciário.

Na Justiça de 1ª Instância foi determinado à empresa que deixasse de fazer as consultas sob pena de multa de R$ 10 mil para cada pesquisa realizada, além do pagamento de indenização de R$ 200 mil por dano moral coletivo. A G.Barbosa recorreu ao TRT argumentando que não havia discriminação. Ao julgar o recurso, o tribunal ressaltou que a administração pública e o próprio processo seletivo do MP fazem exigências em relação à conduta de candidato a postos de trabalho. Os magistrados do TRT concluíram que no caso não ocorreu a discriminação que é proibida pela Constituição e está relacionada a condições pessoais, como sexo e etnia.

Já no TST, o relator do recurso, ministro Renato de Lacerda Paiva, afirmou que os cadastros consultados pela empresa são públicos e de acesso irrestrito. Segundo ele, o empregador tem direito de apurar a conduta do candidato à vaga oferecida na empresa.

“Se a administração pública, em praticamente todos os processos seletivos que faz, exige dos candidatos, além do conhecimento técnico, inúmeros comprovantes de boa conduta e reputação, não há como vedar ao empregador o acesso a cadastros públicos como mais um mecanismo de melhor selecionar candidatos às suas vagas de emprego”, disse o relator.

Na avaliação de Ricardo Pereira de Freitas Guimarães, professor de direito e processo trabalhista da Pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), a consulta dos serviços de proteção ao crédito no processo de seleção precisa ser amadurecida.

Isso porque muitas vezes o profissional desempregado está com o “nome sujo” por justamente estar sem emprego. “O profissional vai procurar um emprego e não consegue uma recolocação por causa dessa situação. Não é o fato do seu nome constar nos cadastros que ele tem uma índole duvidosa. Ainda haverá muita discussão em torno do assunto.”

 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012 - No Sem Juízo


....Sovina....
 

As piores dificuldades são aquelas que nem sequer conhecemos






Sovina




Pretos, pobres e prostitutas.

Costuma-se dizer que os três Ps são os clientes preferenciais da justiça penal no Brasil.

Confesso que passei uma tarde assistindo a audiências no Criminal Courts Building em Nova York e a situação não me pareceu muito diferente por lá. Só vi negros e latinos sentados no banco dos réus.

Não vai aí nenhuma desonestidade atávica de classe ou racial. Tudo isso tem muito mais a ver com as prioridades da lei e a ordem que se escolhe defender, como a gente aprende um pouco na escola, e outro tanto no dia-a-dia.

A propriedade é sem dúvida alguma a pedra de toque da tutela penal, e é mais protegida do que a liberdade, a saúde e, em muitos casos, do que a própria vida. E da fiscalização da polícia, difícil dizer que se distribua igualmente pela população.

A forma como cada um encara e lida com essa pouca neutralidade do sistema muitas vezes define o padrão de comportamento de um juiz criminal, mais rigoroso ou, como a gente costuma dizer, mais liberal. As interpretações da lei dificilmente são separadas do juízo que fazemos dela ou do prestígio que conferimos aos princípios humanitários.

Mas o certo é que todos nós nos acostumamos, uns mais outros menos, a lidar com um público preponderantemente carente e isso tem lá suas consequências.

Poucos dos nossos acusados chegaram a completar o ensino fundamental. Falam mal e compreendem menos ainda. Sem paciência, a comunicação é sempre deficitária. Quando pergunto a um réu se ele entendeu o que eu disse, nove entre dez respondem “entendeu”, sem que isso signifique muito mais do que um erro de concordância.

Presos são sempre trazidos aos fóruns com o uniforme da penitenciária e os indefectíveis chinelos de dedo. Mas, se soltos, não lhe são permitidos chegar às audiências de forma tão precária. Existe toda uma patrulha do pudor que impede o ingresso nos fóruns de chinelos, bermudas e outros adereços assim casuais, reputados como ‘desrespeitosos’.

Eu me lembro de um réu que passou a audiência toda com a mão no peito, o que me afligia enormemente. Ao final, indaguei a ele se estava com algum incômodo e se não era o caso, então, de fazer uma consulta no serviço médico. Ele me disse que estava se sentindo muito bem e respondeu coberto de vergonha:

-Minha camisa falta dois botões, doutor, sua secretária disse que não podia entrar com ela aberta.

Um mecânico, vindo direto do trabalho, recusou-se terminantemente a sentar na cadeira da sala de audiências, porque estava sujo de graxa e tinha medo de ser responsabilizado por estragá-la. Só concordou depois que a cobrimos de papel, e assim mesmo um tanto quanto ressabiado.

Mas as piores dificuldades são aquelas que nem sequer conhecemos.

A mais cruel é supor que o réu pode se ausentar de uma audiência, que muitas vezes provoca até sua prisão, por falta de dinheiro para o transporte ao Fórum. Quem vai nos dizer isso?

Fui apresentado ao problema por Orlando.

Um réu acabrunhado que negava o furto que lhe era imputado com uma dificuldade enorme de comunicação. Narrava como fora “abortado” pela polícia, levado à delegacia só porque tinha “passagens” e clamava de forma meio tosca pela inocência, implorando, enfim, para não ser condenado.

Após o encerramento da audiência, ele já estava na porta da sala, quando resolveu retornar. Olhou para nós por alguns momentos sem nada dizer, como se avaliasse a conveniência de sua pretensão, mas acabou soltando, sem jeito, seu pedido em forma de cobrança:

-E o dinheiro que me prometeram?

Eu não conseguia entender a que exatamente ele se referia, já que estava ali para responder a um processo, não para exigir qualquer crédito. Na situação em que veio, o máximo que podia querer era mesmo sair de mãos abanando, sem algemas.

Diante da incompreensão, demonstrada pela persistência do nosso silêncio, ele não teve outra alternativa, senão se explicar:

-O moço que me chamou para essa audiência. Eu disse a ele que estava sem dinheiro pra vir. Ele me deu a passagem de ida e falou que eu ia receber aqui a passagem de volta.

Foi só nesse momento que eu soube da prática discreta do solidário oficial de justiça, que era quem primeiro tinha contato com réus e testemunhas. Intimando-os em seu próprio habitat, ele devia ter condições de saber que aquilo não era apenas uma desculpa. Só achei estranho que não nos tivesse preparado para essa inusitada situação.

Eu perguntei ao réu quanto precisava para a condução, tirei uma nota de cinco reais e lhe entreguei. Ele ficou meio sem jeito de recebê-la diretamente de mim, mas agradeceu e se foi, para esperar em casa a sentença que viria em duas semanas.

O assunto foi o comentário do dia entre os funcionários, que se dividiram em um misto de respeito e pilhéria pelo oficial e mais ainda por mim.

Só no dia seguinte, o auxiliar judiciário, que tem mesa na porta da sala de audiências, percebeu que no fundo de sua gaveta havia um pequeno envelope com o nome do réu. Ele veio me trazer correndo e contou, displicentemente, que talvez tenha sido o oficial quem deixara, mas não lembrava muito bem.

Quando abri o envelope, estava lá uma nota de dez reais para ser entregue ao réu.

Fiquei com fama de sovina.
 

Postado por às 14:19
 

 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012 - No Democracia e Política


EMBRAER APRESENTA O VEÍCULO AÉREO NÃO-TRIPULADO HARPIA
 


O veículo aéreo não-tripulado Harpia, projeto da Embraer em parceria com a israelense Elbit. (Foto: Embraer)
“O site ‘DEW Line’  (http://www.flightglobal.com/blogs/the-dewline/2011/11/brazils-embraer-reveals-new-ha.html) divulgou a imagem do novo UAV (ou VANT- veículo aéreo não-tripulado) Harpia, que está sendo desenvolvido pela Embraer numa parceria com subsidiária da empresa israelense Elbit, a AEL de Porto Alegre, após contrato assinado em setembro do ano passado, no qual foi criado a empresa "Harpia S.A.," com sede em Brasília.

O modelo apresenta características similares ao UAV Heron, projetado pela concorrente da Elbit, a IAI (Israel Aircraft Industries).

A Força Aérea Brasileira já opera uma aeronave não-tripulada, o UAV Hermes 450, da Elbit, e a parceria com a Embraer visa, justamente, ampliar essa capacidade operacional tanto em autonomia de voo como alcance do radar e sensores embarcados no UAV destinado às necessidades da Força Aérea Brasileira.

A imagem foi divulgada pela Embraer na apresentação dos resultados do trimestre [4º trim. 11] e, segundo Stephen Trimble do site “DEW Line”, o UAV Harpia, caso seja fabricado, terá boas chances de conseguir vendas externas para competir com os UAVs Heron da IAI e o Predator A da General Atomics.”

FONTE: blog “Cavok”  (http://www.cavok.com.br/blog/?p=41461) [Postagem por sugestão do leitor Iurikorolev]
 

 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012


Síria: O fiasco dos agentes secretos franceses em Homs
 


por Boris Vian [*]
 

Enquanto Paris acusa Damasco de ter organizado o assassínio do jornalista da France-Télévisions, Gilles Jacquier, em Homs, uma equipe de jornalistas russos acaba de apresentar uma versão diferente dos fatos. Segundo inquérito, o senhor Jacquier comandava, sob a cobertura da imprensa, uma operação dos serviços secretos militares franceses que redundou em fiasco. As acusações francesas não passam de uma forma de mascarar a responsabilidade de Paris nas ações terroristas empreendidas para desestabilizar a Síria.
Réseau Voltaire / Moscou (Rússia) / 17 de janeiro 2012
 

Gilles Jacquier
O jornalista francês Gilles Jacquier foi morto quando fazia uma reportagem em Homs, na quarta-feira, 11 de janeiro. Tinha ido cobrir os acontecimentos na Síria para a revista Envoyé spécial.
 

Persuadido de que não havia grupos terroristas, mas uma revolução reprimida em sangue, tinha recusado proteção dos serviços de segurança e não usava capacete nem colete à prova de balas. Com outros colegas que partilhavam as suas convicções, alugaram três microônibus e encontraram “pontos fixos”, quer dizer, pessoas locais capazes de ajudá-los a encontrar pontos de referência, a marcar encontros e serviços de tradutores.
 
Todos em conjunto tinham pedido para encontrar-se com representantes alawitas antes de se dirigirem para os bairros revoltados de Bab Amr e Bab Sbah.
 
Chegados ao Hotel As-Safir, tinham reencontrado, por acaso, um capitão que lhes propôs acompanhá-los com o seu destacamento até ao bairro alawita de Najha onde eram esperados por um assistente do governo de Homs. Com a sua ajuda, os jornalistas puderam encontrar personalidades e interrogar as pessoas na rua.
 
Às 14:45 horas, a representante do governo tinha-lhes pedido que abandonassem o local o mais depressa possível, pois o cessar-fogo acabava, de fato, todos os dias às 15 horas precisamente. No entanto, os jornalistas da rádio televisão belga flamenga (VRT) tinham-se aventurado mais longe em casas particulares até ao bairro de Akrama, pelo que o grupo demorou mais tempo a sair de lá.
 
Membros da associação das vítimas do terrorismo que tinham previsto manifestar-se em frente de um carro alugado pelo Ministério da Informação para cerca de quarenta jornalistas anglo-saxões, mas que não os tinham encontrado, acharam que seria útil gritarem slogans pelo presidente Bachar em frente das câmaras de televisão que ali se encontravam. Às 15 horas, como todos dias, a batalha de Homs recomeçou.
 
Um projétil explodiu no terraço de um edifício, destruindo um reservatório de óleo lubrificante. Um segundo projétil caiu sobre uma escola, depois um terceiro sobre os manifestantes pró-Assad, matando dois deles.
 
Os jornalistas subiram ao terraço para filmar os estragos. Houve uma calmaria. Gilles Jacquier, pensando que os tiros tinham acabado, desceu com o seu ajudante para ir filmar os cadáveres dos manifestantes. Chegado ao vão da porta foi morto com seis militantes pró-Assad por uma quarta explosão, que o projetou sobre uma moça que lhe servia de guia. Esta jovem foi ferida nas pernas.
 
Na confusão geral, o morto e a ferida foram evacuados em carros para o hospital. Este incidente fez nove mortos no total e vinte e cinco feridos.
 
A batalha de Homs prosseguiu com numerosos outros incidentes durante a tarde e a noite.
 
À primeira vista, tudo era claro: Gilles Jacquier tinha morrido por acaso. Encontrava-se no lugar errado no momento errado. Sobretudo, as suas convicções sobre a natureza dos acontecimentos na Síria levaram-no a acreditar que só devia recear as forças governamentais e que não corria nenhum risco fora das manifestações antirregime. Por isso tinha recusado uma escolta, não tinha usado capacete e colete à prova de balas, não tinha respeitado a hora fatídica do fim do cessar-fogo. Definitivamente, não tinha sabido avaliar a situação, porque foi vítima da diferença entre a propaganda dos seus colegas e a realidade que ele negava.
 
Nestas condições, não se compreende muito bem o porquê, depois de uma primeira reação de cortesia, a França, que tinha legitimamente exigido um inquérito às circunstâncias da morte do seu cidadão nacional, insinuou subitamente que Gilles Jacquier tinha sido assassinado pelos sírios e recusou que a autópsia tivesse lugar no local em presença dos seus especialistas. Estas acusações foram publicamente explicitadas por um dos jornalistas que acompanhavam Jacquier, Jacques Duplessy.
 
Para a imprensa francesa os fatos não foram tão evidentes como parecia: persiste uma dúvida sobre a identificação dos projéteis mortais.
 
Segundo a maior parte dos repórteres, tratava-se de tiros de morteiros. O exército sírio confirma que esta arma é quotidianamente utilizada pelos terroristas em Homs. Mas segundo alguns testemunhos, foram foguetes atirados a partir de um lançador portátil e a televisão privada síria, Ad-Dúnia mostrou as asas do projétil. Há quem se apaixone por este assunto, não sem segundas intenções.
 
Na França, os anti-Assad acreditam no morteiro e acusam o exército sírio de tê-lo atirado. Enquanto que os pró-Assad acreditam no foguete e acusam os terroristas. Em definitivo, este detalhe não prova nada: é certo que o exército sírio utiliza morteiros, mas não deste calibre e os grupos armados utilizam lança-foguetes, mas nada impede cada campo de variar o seu armamento.
 
De resto, se é que se tratou de tiros de morteiro, os dois primeiros permitiram ajustar o tiro do terceiro e quarto para atingir os manifestantes que eram o seu alvo. Mas se se tratava de tiros de foguete, era possível visar com muito mais precisão e matar uma pessoa em particular. A tese do assassínio tornava-se possível.
 
O estudo das imagens e dos vídeos mostra que os corpos das vítimas não estão ensanguentados e crivados de estilhaços, como quando da explosão de um obus (morteiro) que se fragmenta. Pelo contrário, eles estão intactos, correndo o sangue, segundo os casos, pelo nariz e os ouvidos, como quando da explosão de um foguete termobárico, cujo impacto comprime os órgãos provocando hemorragias internas. Da mesma forma, os pontos de impacto sobre o passeio não indicam nenhum traço de fragmentação.
 
Note-se que certos testemunhos falam de granadas, o que não faz de modo nenhum avançar a nossa compreensão, porque existem granadas de sopro e granadas de fragmentação. Em definitivo, só a hipóteses de arma de sopro (RPG ou granada) é compatível com os elementos médico-legais visíveis nas fotos e vídeos. Acorrendo ao local, os investigadores sírios e os observadores da Liga Árabe encontraram caudas de morteiro de 82 mm e uma cauda de foguete de fabricação israelense.
 
Por consequência, as autoridades francesas têm razão para estudar a possibilidade do assassínio, mesmo quando se trata para eles de aproveitar um drama para instrumentalizar e justificar a sua ambição de guerra contra a Síria. Portanto, os diplomatas franceses, se tiverem por objetivo procurar a verdade, têm também manifestamente o objetivo de assegurar-se de que os sírios não a descubram. Assim, impediram todos os francófonos de se aproximarem da fotógrafa Caroline Poiron, companheira do jornalista Gilles Jacquier, que velava o seu corpo durante toda a noite. A jovem, em estado de choque, não conseguia dominar o seu comportamento e teria muito que dizer.
 
Depois, proibiram a autópsia no local e repatriaram o corpo o mais depressa possível. Qual é, portanto, a hipótese por que a França quer verificar sozinha, mas esconder do grande público?
 
Aqui começa o nosso mergulho no mundo dos serviços especiais ocidentais que conduzem na Síria uma “guerra de baixa intensidade”, comparável às que foram organizadas nos anos oitenta na América Central ou, mais recentemente, na Líbia, para preparar e justificar a intervenção da OTAN.
 
Gilles Jacquier era um repórter apreciado pelos seus colegas e premiado profissionalmente (Prêmio Albert Londres, Prêmio dos correspondentes de guerra, etc.). Mas não era só isto…
 
Numa carta com o cabeçalho de France-Télévisions , datada de 1 de dezembro de 2011 , as redatoras chefes da revista Envoyé spécial – a emissão política mais vista no país – tinham solicitado um visto do ministério sírio da informação [1] . Pretendendo querer verificar a versão síria dos acontecimentos segundo a qual “os soldados do exército sírio são vítimas de emboscadas e de grupos armados que grassam pelo país” elas pediam que Jacquier pudesse seguir o quotidiano dos soldados da 4.ª divisão blindada, comandada pelo general Maher-el-Assad (irmão do presidente) e da 18.ª divisão blindada, comandada pelo general Wajih Mahmud. As autoridades sírias ficaram surpreendidas pela arrogância dos franceses: por um lado, enquadram grupos armados que atacam as tropas leais, por outro pretendem infiltrar um agente da informação militar nas suas tropas, para informar os grupos armados das suas deslocações. Não foi dado seguimento a este pedido.
 
Assim, Gilles Jacquier tentou uma outra via. Pediu a intermediação de uma religiosa greco-católica de linguagem franca, estimada e por vezes temida pelo poder, Madre Agnès-Mariam de la Croix, com um cargo de direção no Mosteiro Saint-Jacques de l'Intercis. Ela tinha facilitado a primeira viagem da imprensa aberta aos jornalistas ocidentais. A célebre religiosa pressionou, portanto, o Ministério da Informação, até obtenção de vistos para Jacquier e acompanhante.
 
As coisas aceleraram-se em 20 de Dezembro – outros jornalistas pediram à Madre Agnès-Mariam que lhes obtivesse o mesmo favor.
 
Quanto a Gilles Jacquier, este solicitou outros vistos para a sua companheira, a fotógrafa Caroline Poiron e a repórter Flora Olive, representando, as duas, o Paris-Match. No total, devia ser um grupo de quinze jornalistas franceses, belgas, holandeses e suíços. Com toda a verosimilhança, os franceses e os holandeses eram na maior parte, ou todos, agentes da DGSE [2]. Havia urgência na sua missão.
 
Aqui, é indispensável fazer uma pequena retrospectiva:
 
Para enfraquecer a Síria, os grupos armados pela OTAN empreendem diversas ações de sabotagem. Embora o centro histórico da rebelião da Fraternidade Muçulmana seja Hama, e que só dois quarteirões de Homs os apoiem, a OTAN escolheu esta cidade para concentrar as suas ações secretas. Com efeito, ela está no centro do país e constitui o principal nó de comunicação e de abastecimento. Sucessivamente, os “revolucionários” cortaram o oleoduto, depois os engenheiros canadenses que dirigiam a central elétrica foram repatriados a pedido dos Estados Unidos. Enfim, cinco engenheiros iranianos encarregados de fazer voltar a funcionar a central foram retirados em 20 de Dezembro de 2011.
 

Violando o Direito Internacional a revista Paris-Match publicou
 esta foto dos reféns iranianos (engenheiros) sem cobrir seus rostos.
Este documento constitui “prova de vida” de quatro desses reféns.
Os jornalistas receberam uma reivindicação de uma misteriosa brigada contra a expansão xiita na Síria. Depois, a embaixada confirmou ter iniciado uma negociação com os raptores de reféns. Bastava que estes transmitissem uma “prova de vida”, por exemplo, uma fotografia datada dos reféns de boa saúde. Contra toda a expectativa, esta não foi enviada diretamente à República Islâmica, mas publicada pelo Paris-Match (edição de 5 de Janeiro). Um fotógrafo da revista, dizia-se, tinha conseguido entrar secretamente na Síria e realizar essa foto. Talvez os leitores franceses se tivessem interrogado se esse repórter era realmente humano para tirar fotografias de reféns sem lhes ter prestado auxílio. Pouco importa, a mensagem era clara: os engenheiros estão vivos e os raptores de reféns são controlados pelos serviços franceses. Nenhuma reação oficial nem de um lado nem do outro. Era, portanto, porque as negociações continuavam.
 
Chegados a Damasco, os jornalistas franceses e holandeses foram alojados pelas autoridades em hotéis diferentes, mas Jacquier reagrupou-os imediatamente no Fardos Tower Hotel. O diretor deste estabelecimento não é outro senão Roula Rikbi, a irmã de Bassma Kodmani, porta-voz do Conselho Nacional, com base em Paris. O hotel serve de esconderijo aos serviços secretos franceses.
 
Em resumo, um agente de informação militar, tendo por companhia um fotógrafo cujo colega conseguiu entrar em contacto com os reféns, formou um grupo de “jornalistas” com uma missão ligada aos reféns, provavelmente a sua entrega por franceses aos iranianos. Dirigiram-se a Homs depois de se terem desembaraçado dos serviços de segurança, mas o chefe da missão foi morto antes de poder estabelecer o contato previsto.
 
Compreende-se que, nestas condições, o embaixador da França se tenha tornado nervoso. Ele tinha o direito de considerar que Gilles Jacquier tivesse sido assassinado por membros dos grupos armados, inquietos com a deslocação da aliança militar França-Turquia, e extremistas de uma guerra da OTAN. Hostis à negociação em curso, teriam feito ir por água abaixo a sua conclusão.
 
O embaixador da França, que não tinha tido tempo de reconstituir os acontecimentos, esforçou-se, portanto, para impedir que os sírios o fizessem. Contrariamente às normas internacionais, recusou que a autópsia fosse realizada no local, em presença do especialista francês. Os sírios aceitaram infringir essa regra, com a condição de fazerem uma radiografia. Na realidade, eles aproveitaram para fotografar o cadáver sob todos os ângulos. Segundo as nossas informações, o corpo apresenta vestígios de estilhaços no peito e de cortes na fronte.
 
Depois, o embaixador levou nos seus carros blindados os “jornalistas” franceses e o holandês, além dos restos mortais de Jacquier. Partiu com eles acompanhado por uma forte escolta, deixando no local a Madre superiora estupefata e um jornalista da Agência France Presse: o diplomata apressado tinha recuperado os seus agentes e abandonado os civis.
 
Os carros blindados foram recuperar as bagagens de cada um ao hotel As-Safir de Homs, depois regressaram à embaixada em Damasco. O mais depressa possível, chegaram ao aeroporto, onde um avião especial fretado pelo Ministério francês da Defesa evacuou os agentes para o aeroporto de Paris-Le Bourget.
 
Os agentes secretos não fingiram mais realizar as reportagens na Síria, esqueceram-se de ter obtido um prolongamento do seu visto, e fugiram depressinha antes que os sírios descobrissem o arranjinho desta operação mal sucedida.
 
Chegado à Paris, o corpo de Jacquier foi imediatamente transferido para o instituto médico-legal e autopsiado, antes da chegada dos peritos enviados pela Síria. Violando os processos penais, o governo francês invalidou o relatório da autópsia, que cedo ou tarde seria rejeitado pela Justiça, e afastou definitivamente a possibilidade de se estabelecer a verdade.
 
A fim de impedir os jornalistas franceses (os verdadeiros) de meter o nariz nesta questão, os “jornalistas” (os falsos) que acompanhavam Jacquier, uma vez de volta à França, multiplicaram-se em declarações contraditórias, mentindo de maneira desavergonhada, para criar a confusão e mascarar a verdade.
 
Assim, embora oito manifestantes pró-Assad tenham sido mortos, Jacques Duplessy denuncia “uma cilada montada pelas autoridades sírias” para eliminá-lo com os seus colegas. Verificado isto, o senhor Duplessy trabalhou afincadamente para uma ONG, conhecida por ter servido de biombo …à DGSE!
 
Para os iranianos e sírios, a morte de Jacquier é uma catástrofe. Deixando circular o grupo de espiões franceses e vigiando-o discretamente, esperavam chegar aos raptores e, ao mesmo tempo, libertar os reféns e prender os criminosos.
 
Já há um ano, os serviços secretos militares franceses foram postos ao serviço do imperialismo estadunidense. Organizaram um início de guerra civil na Costa do Marfim. Em seguida, manipularam o separatismo da Cirenaica, para dar a ideia de uma revolução anti-Kadafi e apoderar-se da Líbia. Agora, enquadram os cadastrados recrutados pelo Qatar e a Arábia Saudita para semear o terror, acusar o governo sírio e ameaçar com a sua mudança.
 
Não temos a certeza que o povo francês gostaria de saber que Nicolas Sarkozy rebaixou o seu país ao nível de um vulgar sequestrador e que mantém reféns em cativeiro.
 
Não devemos admirar-nos se um Estado (França) que pratica o terrorismo em terra alheia, se venha a confrontar um dia com ele na sua própria terra.
 
13/Fevereiro/2012
 
Notas dos tradutores
[1] Este documento pode ser visto no final da página do sítio em referência
[2] Direção Geral da Segurança Exterior – serviço do Estado francês, sob a autoridade do poder executivo, que tem por objetivo a proteção dos interesses franceses, designadamente a proteção dos cidadãos franceses em qualquer parte do mundo.
 
[*] Correspondente do Komsomolskaya Pravda em Damasco
 
O artigo original, em russo, encontra-se em: “Французские репортеры в Сирии оказались агентами спецслужб” . A tradução para o francês pode ser lida no New Orient News (Líbano) e na Rede Voltaire em: “Le fiasco des barbouzes français à Homs”. 
A tradução para o português foi realizada por MT para o sítio Pelo Socialismo (em .pdf).

Esta tradução foi extraída do sitio Resistir e adaptada para o português do Brasil pela redecastorphoto
 

 
Postado por Castor Filho às 2/23/2012
 

 

Do JB

23/02 às 19h38- Atualizada em 23/02 às 20h10

Vaticano responde a acusações de corrupçãoJornal do Brasil

 

Representantes da Sala de Imprensa do Vaticano emitiram dois comunicados esclarecendo acusações de corrupção feitas pelos jornalistas italianos Gianluigi Nuzzi, no programa “Gli Intoccabili”; e Angela Camuso, autora do artigo “Riciclaggio, quattro preti indagati: I silenzi del Vaticano sui controlli”, publicado no último dia 8.  

Os jornalistas acusam o governo depois  terem acesso a uma suposta carta enviada pelo secretário geral de governança para o papa Bento XVI, reclamando de ações de corrupção e desperdício de dinheiro, que levaram a prejuízos nas contas públicas da cidade-estado.

A Sala de Imprensa negou todas acusações que, segundo a suposta carta, envolviam membros do governo e do IOR (Instituto para as Obras Religiosas), que fiscaliza e administra patrimônios doados à Santa Sé.

O comunicado afirma ainda que o artigo representa “uma notável falta de seriedade” e que “as informações divulgadas no programa não representam a verdade”. O documento esclarece cada ponto abordado pelos jornalistas, e responde apresentando dados e explicações já dadas à Justiça Italiana.

Segundo o documento, o “efeito difamatório das acusações é resultado do uso do termo ‘incriminado’ em relação ao Presidente da IOR, Ettore Gotti Tedeschi, e o Diretor Geral, Paolo Cipriani. Nem um, nem o outro jamais foram incriminados, apenas prestaram esclarecimentos perante a justiça italiana”, conclui. 

Leia parte do comunicado:

"Além disso, o artigo não diz que, a partir dos anos 2006-2007, o IOR está se esforçando com determinação na análise das contas e na verificação de seus clientes para acertar e descobrir a eventualidade de ações suspeitas. O artigo curiosamente preferiu ignorar este esforço do IOR.

A IOR tem cooperado repetidamente com às Autoridades Italianas em todos os níveis. Vale destacar que o IOR sempre forneceu as informações necessárias, até fora dos canais formais. Os fatos mostram que a transmissão (que acusa o Vaticano de corrupção) resulta parcial e não contribui para um quadro objetivo da realidade"

 

 


O poder do Carnaval - No Democracia e Política
 


 

 
Publicado em 23/02/2012 por Mair Pena Neto
 
É extraordinário o poder transformador do carnaval, mesmo para quem não pode brincá-lo. Os quatro dias de folia, que se estendem por quase uma semana numa saudável baianização que se alastra pelo país, são capazes de mudar totalmente qualquer estado de espírito. Até o início da festa, o Rio de Janeiro estava mergulhado num baixo astral causado pelo desabamento de três edifícios no coração da cidade, com mortos e feridos, sem falar nos bueiros voadores. Mas os blocos tomando as ruas, o colorido das fantasias e a magnitude do desfile das escolas de samba são capazes de irradiar o melhor do espírito carioca, contagiando de alegria a cidade.
 
Não é apenas o ópio, a ofegante epidemia a que se tinha direito em tempos tenebrosos. A manhã já renasceu e esbanja poesia e otimismo como no samba-enredo da Acadêmicos da Rocinha, comunidade que, antes escondida sob tapumes dos visitantes estrangeiros, se integra cada vez mais à cidade e atrai para suas ruas e vielas os próprios turistas de quem tentavam ocultá-la.
 
“Refúgio de selvas concretas
Pra mentes abertas, livros, paixões e xadrez
Heróis forjados em ferro, ases da história
As damas e reis
Pousei pra ver a meninada
Driblar a tristeza e jogar futebol
A melhor idade mantendo a forma
Um lindo domingo de sol
Voei pra Brasília, esperar não é saber
A voz do povo faz a hora
Rocinha não espera acontecer”.
 
Assim como a Rocinha, os blocos de rua também fizeram a hora e tomaram o carnaval nas mãos. Num tempo, página infeliz da nossa história, a maior festa do Brasil foi transformada, no Rio de Janeiro, num momento de exclusão da folia. Só havia os bailes nos clubes, caros e tendendo cada vez mais à pornografia, e o desfile na avenida, também voltado para o turismo, embora ainda feito pelo povo.
 
Os blocos foram nascendo aqui e ali, nos bairros, nos grupos de esquina, de praia e de bar e multiplicaram-se em expansão geométrica. O crescimento foi tamanho que exigiu um freio de arrumação para que a alegria continuasse sem destruir a cidade e prejudicar os moradores que, mesmo em tempos de carnaval, precisam se deslocar por emergência ou opção.
 
A ideia de organizar a festa causou pânico, pois ninguém quer corda no seu bloco, mas acabou sendo feita com bom senso. A zona sul foi esvaziada do excesso de agremiações, o centro da cidade foi ainda mais retomado e o Aterro revelou-se um lugar excelente para a passagem de grupos que já arrastam 50 mil a 100 mil pessoas. Nada disso tirou o caráter irreverente e antropofágico da festa, que agora engole, além de sambas e marchinhas, o brega, os Beatles, Raul Seixas e o rock’n roll devidamente digeridos e expelidos.
 
A festa no Rio, por muito anos reprimida, levando foliões a buscar as ruas de Salvador ou Olinda, não deve nada a ninguém. O tradicional cordão do Bola Preta leva a cada ano mais gente às ruas e o resto dos blocos faz a cidade cantar durante uma semana. Carnaval não se compara e nem se mede por grandiosidade. E o Rio de Janeiro é como a Vila Isabel, que não quer abafar ninguém, só quer mostrar que faz carnaval também.
 
Mair Pena Neto é jornalista e carioca. Trabalhou em O Globo, Jornal do Brasil, Agência Estado e Agência Reuters. No JB foi editor de política e repórter especial de economia.


Enviado por Direto da Redação
 

Postado por Castor Filho às 2/23/2012
 
 

 

 
 


A falta da voz brasileira na Globo
 


 
Publicado em 23/02/2012  por Urariano Motta
 
Recife (PE)- Mais de uma vez eu já havia notado que os apresentadores de telejornalismo têm uma língua diferente da falada no Brasil. Mas a coisa se tornou mais séria quando percebi que, mesmo fora do trator absoluto do Jornal Nacional, os apresentadores locais, de cada região, também falavam uma outra língua. O que me despertou foi uma reportagem sobre o trânsito na Avenida Beberibe, no bairro de Água Fria, que tão bem conheço. E não sei se foi um despertar ou um escândalo. Assistam em “Falta de sinalização em avenida traz perigo para pedestres”.
 
Na ocasião, o repórter, o apresentador, as chamadas, somente chamavam Beberibe de Bê-Bê-ribe. O que era aquilo? É histórico, desde a mais tenra infância, que essa avenida sempre tenha sido chamada de Bibiribe, ainda que se escrevesse e se escreva Beberibe.        
 
Ligo para a redação da Globo Nordeste. Um jornalista me atende. Falo, na minha forma errada de falar, como aprenderia depois:
 
- Amigo, por que vocês falam bê-bê-ribe, em vez de bibiribe?
- Porque é o certo, senhor. Bé-Bé é Bebê.
- Sério? Quem ensina isso é algum mestre da língua portuguesa?
- Não, senhor. O certo quem nos ensina é uma fonoaudióloga.
 
Ah, bom. Para o certo erram de mestre. Mas daí pude ver que a fonoaudióloga como autoridade da língua portuguesa é uma ignorância que vem da matriz, lá no Rio. Ou seja, assim me falou a pesquisa:    
 
“Em 1974, a Rede Globo iniciou um treinamento dos repórteres de vídeo... Nesse período a fonoaudióloga Glorinha Beuttenmüller começou a trabalhar na Globo. Como conta Alice-Maria, uma das idealizadoras do Jornal Nacional: “sentimos a necessidade de alguém que orientasse sua formação para que falassem com naturalidade”.
 
Foi nesta época, que Beuttenmüller, começou a uniformizar a fala dos repórteres e locutores espalhados pelo país, amenizando os sotaques regionais. No seu trabalho de “definição de um padrão nacional, a fonoaudióloga se pautou nas decisões de um congresso de filologia realizado em Salvador,em 1956, no qual ficou acertado que a pronúncia-padrão do português falado no Brasil seria do Rio de Janeiro”. (Destaque meu.)
 
Mas isso é a morte da língua. É um extermínio das falas regionais, na voz dos repórteres e apresentadores. Os falares diversos, certos/errados aos quais Manuel Bandeira já se referia no verso “Vinha da boca do povo na língua errada do povo/ Língua certa do povo”, ganha aqui um status de anulação da identidade, em que os apresentadores nativos se envergonham da própria fala. Assim, repórteres locais, “nativos”, se referem ao pequi do Ceará como “pê-qui”, enquanto os agricultores respondem com um piqui.
 
De um modo geral, as vogais abertas, uma característica do Nordeste, passaram a se pronunciar fechadas: nosso é, de “E”, virou ê. E defunto (difunto, em nossa fala “errada”) se transformou em dê-funto. Coração não é mais córa-ção, é côra-ção. Olinda, que o prefeito da cidade e todo olindense chamam de Ó-linda, nos telejornais virou Ô-linda. Diabo, falar Ó-linda é histórico, desde Duarte Coelho. Coisa mais bela não há que a juventude gritando no carnaval “Ó-linda, quero cantar a ti esta canção”. Já Ô-linda é de uma língua artificial,  que nem é do sudeste nem, muito menos, do Nordeste. É uma outra coisa, um ridículo sem fim, tão risível quanto os nordestinos de telenovela, com os sotaques caricaturais em tipos de físicos europeus.
 
Esse ar “civilizado” de apresentadores regionais mereceria um Molière. Enunciam, sempre sob orientação do fonoaudiólogo, “mê-ninô”, “bô-necÔ”, enquanto o povo, na história viva da língua, continua com miní-nu e buneco. O que antes era uma transformação do sotaque, pois na telinha da sala os apresentadores falariam o português “correto”, atingiu algo mais grave: na sua imensa e inesgotável ignorância, eles passaram a mudar os nomes dos lugares naturais da região.
 
O tão natural Pernambuco, que dizemos Pér-nambuco, se pronuncia agora como Pêr-nambuco. E Petrolina, Pé-tró-lina, uma cidade de referência do desenvolvimento local, virou outra coisa: Pê-trô-lina. E mais este “Nóbel” da ortoépia televisiva: de tal maneira mudaram e mudam até os nomes das cidades nordestinas que, acreditem amigos, eu vi: sabedores que são da tendência regional de transformar o “o” em “u”, um repórter rebatizou a cidade de Juazeiro na Bahia. Virou JÔ-azeiro! O que tem lá a sua lógica: se o povo fala jUazeiro, só podia mesmo ser Jô-azeiro.    
 

*Urariano Motta é natural de Água Fria, subúrbio da zona norte do Recife. Escritor e jornalista, publicou contos em Movimento, Opinião, Escrita, Ficção e outros periódicos de oposição à ditadura. Atualmente, é colunista do Direto da Redação e colaborador do Observatório da Imprensa. As revistas Carta Capital, Fórum e Continente também já veicularam seus textos. Autor de Soledad no Recife (Boitempo, 2009) sobre a passagem da militante paraguaia Soledad Barret pelo Recife, em 1973, e Os corações futuristas (Recife, Bagaço, 1997).
 
Enviado por Direto da Redação

 

Postado por Castor Filho às 2/23/2012
 
 

 

Beleza de texto.

Vamos perguntar aqueles que pronunciam "Pernambuco" como eles pronunciam "perna".

 

Rússia sai da letargia
 

Por Mauro Santayana, no JB Online
Enganam-se os que viram, na guerra fria, o conflito ideológico entre o sistema socialista e o sistema capitalista. Na verdade, todos os que examinam a história com cautela, sabem que as ideologias podem ser, em certas ocasiões, doutrinas de escolha para conduzir os projetos nacionais estratégicos, mas o sentimento de nação sempre prevalece sobre as idéias de caráter universal. Essa é uma das dificuldades do marxismo aplicado: não é fácil a união internacional dos trabalhadores contra o capital. Quando traduzida, a Internacional, mesmo mantendo a força de seus acordes, não tem o mesmo efeito da versão original de Eugéne Pottier, um participante da Comuna de Paris – nem mesmo em russo, ainda que tenha sido o hino oficial da URSS.
O homem, qualquer homem, é o centro de um universo que se amplia, mas que se distancia, ao ampliar-se. Assim, a percepção do mundo e de nossa existência nele encontra o limite ideal na comunidade cultural e em seu espaço geográfico – enfim, na pátria. A sobrevivência da comunidade nacional prevalece sobre os sistemas sociais que adotemos. Em razão disso, podemos considerar que as revoluções políticas atendem, em primeira urgência, à salvação do povo – a sua liberdade e soberania dentro dos limites nacionais. Sendo assim, podemos dizer que o marxismo foi uma doutrina de ocasião para que o Império Russo fizesse a sua revolução nacional, derrubando uma monarquia enfermiça e alienada e instituindo novo sistema político. A etapa kerensquiana da revolução nada prometia senão uma república tão conservadora quanto o regime dos Romanov – daí a ousadia de Lenine e seus companheiros.
A revolução se estagnou e retrocedeu com Stalin, para se perder com Gobartchev. Ela vinha se esvaziando, por não avançar rumo à utopia de uma sociedade sem classes, que fora a promessa de 1917. A tecnocracia substituíra a nobreza do Império e parcelas da sociedade se cansaram das restrições. Isso possibilitou a Gobartchev capitular, como capitulou, sem a habilidade para promover uma transição mais inteligente para a economia de mercado.
A queda do muro de Berlim foi um desastre para o mundo socialista e, especialmente, para a União Soviética, esquartejada e com sua economia dilacerada, com as empresas do Estado entregues aos favoritos de Ieltsin. As nações, no entanto, são capazes de soerguer-se em pouco tempo, desde que encontrem motivos para isso. Nos últimos 24 anos, com as dificuldades conhecidas, a Rússia vem recuperando a consciência de nação e sua força histórica. O complexo de derrota, que se seguiu à fragmentação do antigo Império e à arrogância dos Estados Unidos como a única potência hegemônica,  foi vencida. A aliança entre os países emergentes, que une o Brasil à Rússia, à Índia, à China e à África do Sul, é um novo espaço de influência na geopolítica, compartilhado por essas potências – e anima os russos.
Eles têm reconstruído seus exércitos, e, a duras penas na fase confusa da reorganização do núcleo mais poderoso do antigo Império, restaurado sua indústria pesada. Setores em que eles haviam sido, e durante muito tempo, superiores, como os da aviação militar e dos mísseis, foram recuperados. Seus aviões de caça, bem como seus foguetes intercontinentais, continuam a ser considerados do mesmo nível (e, em alguns casos, superiores) aos de seus rivais.
Putin pode ter, e tem, grandes defeitos, a par de sua vocação ditatorial, segundo seus desafetos, mas vem devolvendo aos russos o seu orgulho antigo. O nacionalismo russo apelou para a Revolução de Outubro, mesmo contra a opinião de Marx, que via pouca possibilidade de um movimento socialista em uma região geo-econômica que não se libertara de todo da visão medieval da economia e do poder. O nacionalismo russo de nossos dias, não só aceita como prestigia (conforme as pesquisas pré-eleitorais destas horas) o líder político que encarna a recuperação do orgulho do velho país.
A URSS – que ocupava a mais extensa região do globo, com seus quase 25 milhões de quilômetros quadrados – não mais existe, mas a Rússia continua sendo o maior território nacional do mundo (duas vezes o tamanho do Brasil), com seus 17 milhões de quilômetros quadrados.
Com essa presença poderosa, e mais de 1.200.000 homens em armas, a Federação Russa quer ser ouvida e acatada no mundo de hoje. E não há dúvida de que o seu projeto nacional é o de recuperar o espaço político que conquistara na Segunda Guerra Mundial, e que perdeu em 1991. A indústria militar, conforme explicou Putin, irá provocar a aceleração de toda a economia nacional.
Para isso, Putin anunciou que a indústria bélica irá produzir, nos próximos dez anos, mais 400 mísseis balísticos modernos, 8 submarinos estratégicos, 20 submarinos polivalentes, mais de 50 navios de superfície, cerca de cem veículos espaciais com função militar, mais de 600 aviões modernos, mais de 1.000 helicópteros e 28 baterias antiaéreas dotadas de mísseis terra-ar S-400.
 

 

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Exército agiliza obras no país e as empreiteiras se queixam

Qua, 22 de Fevereiro de 2012 12:47

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Na transposição do São Francisco os trechos a cargo da instituição estão quase concluídos
A eficiência e a rapidez do Exército na execução de obras de construção e reforma pelo país estão incomodando as empreiteiras, que se queixam de “concorrência desleal” por parte da corporação.
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, reclamou esta semana da participação do Exército Brasileiro em obras desenvolvidas pelo governo federal. “O setor da construção civil não vê com bons olhos a atuação do Exército em obras como duplicação de estradas e construção de aeroportos. Não há necessidade de os militares assumirem obras desse tipo”, disse. “O Exército é hoje a maior empreiteira do país”, reclama também João Alberto Ribeiro, presidente da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias. Segundo ele, poucas construtoras no país têm hoje uma carteira de projetos como a executada pelos batalhões do Exército. No PAC, há 2.989 quilômetros de rodovias federais sob reparos, em construção ou restauração, com gastos previstos em R$ 2 bilhões. Destes, 745 quilômetros – ou R$ 1,8 bilhão – estão a cargo da corporação. “Isso equivale a 16% do orçamento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes neste ano”, disse.
O general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, da Diretoria de Obras de Cooperação (DOC), do Departamento de Engenharia e Construção do Exército (DEC), rebateu as declarações dos representantes das empreiteiras e afirmou que “a atuação dos militares só ocorre quando é bom para o país e para a instituição”. O general declarou que “algumas das obras assumidas pelos militares eram consideradas prioritárias e estavam tendo problemas para serem tocadas pela iniciativa privada”. “A gente não pleiteia obras. Elas são oferecidas e aceitamos quando elas são importantes para o desenvolvimento do país e para nosso treinamento”, destacou. No auge das obras, 12 mil soldados atuaram na construção civil para o governo.
Ele lembra, por exemplo, que havia uma briga no consórcio vencedor da licitação para a duplicação da BR-101 e que as empresas fugiam do início das obras da transposição do São Francisco. A alegação para o retardamento do início das obras era que o canteiro ficava no polígono da maconha. O general conta que o Exército fez um trabalho social na área e que dois hospitais chegaram ser montados na região, para atendimento à população.
Em função de “dificuldades” desse tipo, apresentadas pelas empresas privadas, uma parte expressiva das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estão sendo conduzidas pelos militares. Graças a convênios com o governo federal, os militares receberam R$ 2 bilhões nos últimos três anos para executar duplicações de estradas, construção de aeroportos, preparar novos gasodutos e iniciar a transposição do Rio São Francisco. No total seriam 80 obras.
A transposição do São Francisco é o caso mais emblemático. Enquanto os trechos que ficaram sob a responsabilidade do Exército estão quase prontos, a parte que cabe às empresas privadas está atrasada ou paralisada. Tanto assim que em recente visita aos canteiros da obra a presidenta Dilma cobrou melhor desempenho e agilidade. Em Floresta (PE), onde a presidenta esteve, o percentual de execução não passa de 13%. Em outros lugares chega só a 16%. Nos trechos feitos pelo Exército, a obra avançou 3 vezes mais que os das empreiteiras no Eixo Norte (80% está concluída) e 5 vezes mais no Eixo Leste. Por sua vez as empresas privadas estão pedindo mais dinheiro para continuar as obras.
As empresas privadas, algumas delas organizadas em cartéis, depois de retardarem obras importantes para o país, de exigirem reajustes absurdos nos preços, criticam quando o Exército é acionado para garantir as obras prioritárias. Elas alegam uma suposta “concorrência desleal’. Segundo os empreiteiros, a participação expressiva dos militares “inibe o investimento e impede a geração de empregos”.
Para o general Fraxe, “as obras ajudam a formar um contingente de 2.000 a 2.500 rapazes que passam pelo serviço militar obrigatório e que voltam para a sociedade com um ofício, quando são utilizados pela Engenharia dos militares”. Ele diz que também são geradas novas tecnologias: “No fim do ano passado fizemos um boletim técnico que cedemos à Associação Brasileira de Pavimentação sobre novas técnicas na construção de pistas de concreto, que ficaram com qualidade das alemãs”, informou.
Ele diz que o assédio aos cerca de 600 engenheiros do Exército prova que a qualidade do trabalho é reconhecida. Entretanto, ele diz que não há uma debandada generalizada. Ele minimiza o medo das construtoras. “O Exército não é um construtor. Quem pensa que vamos concorrer com as empresas está equivocado. Só atuamos para treinar nosso pessoal”, disse o general, que afirma que contrata empresas privadas para a construção de pontes e viadutos.
Os militares também fizeram obras para estatais - como as clareiras na selva para a construção do gasoduto Coari-Manaus, e para outros níveis de governo, como a atual construção do Caminho da Neve, estrada que Santa Catarina quer abrir para unir Gramado (RS) a São Joaquim (SC), favorecendo o turismo de inverno.
Estima-se que, ao serem concluídas, as obras entregues ao Exército terão um custo até 20% menor para os cofres públicos. “A corporação não pode lucrar com os serviços que presta”. Como emprega os próprios oficiais e soldados, já remunerados pelo soldo, o custo da mão de obra deixa de ser um componente do preço final da empreitada. Por tudo isso, o Exército está desempenhando um papel fundamental na infraestrutura necessária para o Brasil sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

 

Acho isso muito bom para o Brasil!

As FFAA encontram aqui atividades das quais podem se orgulhar!

 

   

Censura partidária na Folha/UOL aos leitores/assinantes

 

 

 

Meu post na Folha UOL (http://carnaval.uol.com.br/2012/noticias/redacao/2012/02/23/com-fiancas-...):

 

Porque tanto espaço para uma matéria sobre apuração do carnaval em São Paulo? Porque o mesmo espaço a desocupação do Pinheirinho não teve aqui? Porque não comentam que o carnaval de rua voltou ao Rio de Janeiro e atraiu milhões de pessoas pela sensação de segurança após as UPPs? Porque não colocar matérias sobre o carnaval que sejam relevantes como esta do RJ?

 

    Quando criticamos mesmo indiretamente a cobertura da Folha /UOL, aparece sempre a mensagem que significa censura aos comentários dos leitores (leitores e assinantes da Folha/UOL):

 

 

“Atenção

O seu comentário não pode ser publicado automaticamente. Há palavras no seu texto indicando que uma moderação prévia será necessária. Caso queira publicar seu texto assim mesmo, clique em Confirmar. Caso queira editar o seu texto novamente, clique em Cancelar.”

 

 

 

A pergunta que faço é quais palavras no meu texto ofendem a moralidade pública? Sei que o espaço é público e há regras para isso. Mas em qual ponto o meu texto pode receber reparos em relação a esta regra que todo cidadão e leitor sensato conhece?

 

Penso que há um índex eletrônico na Folha/UOL, pois evidentemente a censura prévia não foi feita de forma manual. Este índex eletrônico renovado periodicamente não permite publicações dos leitores com palavras ou termos associados a ações do governo estadual, tais como polícia, pinheirinho, PSDB, Alckmin, Serra, São Paulo dentre outras.

 

Minha manifestação, pouco explorada neste blog, diz respeito a mecanismos partidários de censura vigentes não só na Folha/UOL, mas em todos os periódicos da Velha Mídia  que em tese, apenas em tese, abrem espaços à manifestação de leitores. No meu caso, sou assinante do UOL mais por conveniência em relação à manutenção do email do que por apreciar o nível do noticiário que há anos desce ladeira abaixo, ainda mais que cancelar minha assinatura, coisa que já tentei, é algo quase impossível. Mas a questão é a censura prévia sem razões que não as evidentemente partidárias por parte de um veículo de informação que esbraveja e estribucha quando se toca no tema mais que necessário da regulação da mídia brasileira.

 

Quais são seus critérios Folha/UOL?  É esta a questão fundamental...

 

 

 

 

 

Osvaldo Ferreira

Petrobras confirma petróleo leve no pré-sal
Petrobras confirma petróleo leve no pré-sal Foto: Divulgação
A descoberta foi feita em águas ultraprofundas da Bacia de Santos, no bloco BM-S-9 nos reservatórios do pré-sal

Por Agência Estado


23 de Fevereiro de 2012 às 21:10 Agência Estado


Colunista

Pra não deixar de falar em Obama
Hélio Doyle



A Petrobras afirmou hoje que comprovou a ocorrência de petróleo leve em águas ultraprofundas da Bacia de Santos, no bloco BM-S-9 nos reservatórios do pré-sal.


O novo poço, 3-BRSA-1023 (3-SPS-85), denominado Carioca Sela, localiza-se na área de avaliação do 1-SPS-50 (Carioca), a 4,5 Km do poço descobridor. Nesse novo poço, distante cerca de 270 km da costa do Estado de São Paulo, foi recuperado um óleo de 27 graus API, em lâmina d´água de 2.149 metros. A descoberta foi comprovada por amostragem de petróleo em teste, nos reservatórios localizados na profundidade aproximada de 5.250 m.


O consórcio formado pela Petrobras (45% - operadora), BG Group (30%) e Repsol Sinopec Brasil (25%), dará continuidade às atividades e investimentos necessários para a avaliação das jazidas descobertas nessa área, incluindo a perfuração de novos poços, conforme o Plano de Avaliação aprovado Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).


 

 

“Na Palestina há uma ocupação estrangeira” – Entrevista de Ualid Rabah, diretor de relações institucionais da Federação Árabe Palestina do Brasil
 
Por Pagina 13
Leia a seguir a primeira parte da entrevista que Ualid Rabah, diretor de relações institucionais da Federação Árabe Palestina, concedeu ao Página 13.
Se as forças políticas não-sionistas em Israel tiverem um papel importante na conquista da paz, elas poderiam vencer as eleições e fazer de Israel um país pacífico e integrado à sua região?
UALID RABAH. Indo ao ponto: o conjunto de forças progressistas que integram o tecido político israelense só será capaz de desempenhar este papel, em minha opinião, quando se livrar do pesado legado sionista. É que muitos dos homens e mulheres progressistas de Israel continuam se percebendo como os antigos judeus de esquerda que, embora não concordassem com a ala bárbara do sionismo, também, por outro lado, se viam como “libertadores civilizados” da Palestina, que para ali iriam para libertar os palestinos, e não só do colonialismo, mas de seu obscurantismo oriental e religioso, aí em clara depreciação do islamismo. Feito isto, estas forças não só salvarão a Palestina como espaço vital e democrático para todos que ali vivem, muçulmanos, cristãos e judeus, autóctones ou não, como salvarão o judaísmo do sionismo. E mais: o sionismo conseguiu de tal maneira seqüestrar o judaísmo dos judeus, tornando-os defensores cegos e acríticos de Israel e de seus crimes, que seus espaços religiosos estão, aos poucos, passando a ser sucursais deste Estado e não mais ambientes de orações e outros serviços religiosos. Neste momento a sociedade israelense verá o óbvio, do qual é propositalmente cegada pelo sionismo: do lado palestino e dos árabes em geral sempre houve parceiros para a paz. Mas, em resumo, acredito sim que uma mudança nos ares políticos israelenses, que supere as duas facetas do sionismo que se completam, Likud à direita e trabalhistas à esquerda, permitam uma janela para a paz na Palestina e na região.
O uso de atentados contra civis israelenses já foi repudiado como forma de luta por todas as forças políticas da Palestina. Existe verdade nos rumores de que os serviços secretos de Israel podem provocar atentados, utilizando-se de fanáticos fundamentalistas árabes para executá-los, de maneira a desmoralizar a causa palestina e impedi-la de ganhar apoio da opinião publica mundial e do eleitoral de Israel?
UALID RABAH. É flagrante que os atentados a que você se refere se deram em momentos cruciais, momentos em que a Israel não restava alternativa que não fosse aceitar de uma vez por todas o Estado Palestino, bem como, ao final, resolver os demais problemas, como o dos refugiados, que são perto de 5 milhões, o status de Jerusalém, as fronteiras, o acesso à água e muitos outros.Sem contar os postos de controle – mais de 700 ainda nos dias de hoje – que infernizam e inviabilizam a vida econômica e social dos palestinos, as invasões cotidianas de cidades e vilas palestinas, os massacres de Jenin em 2002, Gaza em 2006/2007 e 2008/2009, Líbano em 2006 etc. E caso alguém tenha alguma dúvida disto, pergunto: qual o governo sério que chegou ao poder em Israel desde então? Para coroar esta percepção, quem assassinou Ytzak Rabin?
O presidente Lula e a presidenta Dilma Roussef, por seu passado de lutadores contra uma ditadura militar, que alcançaram a Presidência da República pela via eleitoral, poderiam servir de exemplo aos povos e forças políticas de esquerda do oriente médio?
UALID RABAH – Bem, seguramente que sim, desde que sejamos capazes de distinguir o que há de diferente e de igual ou, no mínimo, parecido entre as situações. A diferença fundamental é a seguinte: na América Latina tínhamos ditaduras militares, via de regra alimentadas por um anticomunismo doentio que emoldurava o período da chamada guerra fria. Já na Palestina há uma ocupação estrangeira. Mas, há por outro lado, muitas coisas que podem ser tidas como comuns. A primeira delas é que o inimigo é o mesmo: o imperialismo estadunidense, que promoveu todos os golpes de estado na AL, todas as guerras civis do continente e todas as demais mazelas, entre elas a tortura e os milhares e assassinados e desaparecidos, e no Oriente Médio sustenta Israel e ditaduras infames que sufocam suas populações, em geral miseráveis. Uma coisa muito interessante demonstrada pelo Governo Lula, e também pelo atual, é que não há sucesso para a nação que se vergar aos desígnios dos EUA.
A entrada de Brasil, Índia e África do Sul, ou de algum deles, no Conselho Permanente de Segurança das Nações Unidas, poderia ajudar no processo?
UALID RABAH.Primeiro de tudo: se Oslo morreu, idéia já aceita em muitos círculos políticos e diplomáticos, a culpa é única e exclusivamente dos EUA, que perderam toda autoridade moral e ética na mediação do conflito ao apoiarem acriticamente Israel, especialmente em momentos de gravidade ímpar, como nos ataques ao Líbano em 2006 e a Gaza em 2008/2009, sem contar o obsceno cerco a Yasser Arafat, a Mukata, em Ramallah, pelas forças de ocupação de Israel. Foi tão vergonhosa a postura dos EUA que estes vetaram, no Conselho de Segurança da ONU, todas as resoluções que visavam salvaguardar os direitos palestinos. Já o Brasil e demais países citados precisam, para seus sucessos, de um novo mundo, multipolar e no qual os pressupostos e paradigmas sejam diferentes dos atuais. Se nos situarmos apenas no Oriente Médio teremos que este aí vigente, conflagrado, só interessa aos EUA e seus aliados europeus, que vivem da indústria da guerra e da expropriação indecente do petróleo desta região. Como vai o Brasil ter negócios e intercâmbios nesta região se ela é ocupada pelos EUA justamente para que ninguém entre? Por que o Brasil deveria se alienar de um mundo, o árabe, que tem mais de 400 milhões de habitantes e que necessita de muitas das coisas que só o Brasil pode oferecer? Por estas e outras o Brasil mereceria, sim, um assento no Conselho de Segurança da ONU. Seria um meio de equilibrar o cenário internacional, já insuportável sob as hegemonias de hoje, resultantes do pós-guerra.
 

 

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23/02/2012


A 10 dias das eleições, Rússia vê megacomício de apoio a Vladimir Putin
 
No Dia do Protetor da Pátria, 100 mil apoiadores do premiê e candidato à presidência lotaram estádio Por Efe

No dia em que a Rússia celebra o Dia do Protetor da Pátria, mais conhecido como Dia do Homem, e a apenas dez dias das eleições presidenciais, Moscou e outras cidades do país foram marcadas por uma intensa atividade política, principalmente em favor do primeiro-ministro e candidato à presidência Vladimir Putin.
O dia começou com uma passeata no sul da capital russa, organizada pelos movimentos que apóiam o premiê. A marcha teve a presença de aproximadamente 30 mil pessoas, muitos deles usando fitas brancas, azuis e vermelhas, as cores da bandeira russa. Os participantes carregavam cartazes com frases como "Escolha o caminho certo", "Nós escolhemos a estabilidade, nós escolhemos Putin", "A História é escrita por nós", "Putin - o nosso presidente”. Bandeiras do Império Russo também foram vistas.
Sandro Fernandes

Os participantes de passeatas em apoio ao ex-presidente costumam ser alvo de deboche na imprensa independente russa, já que muitos deles sequer sabem o significado das mensagens que exibem.
Um simpatizante de Vladimir Putin carregava um intrigante cartaz com o desenho do globo terrestre, de uma porta e de uma bola de futebol. Perguntado pela reportagem sobre o significado daquele cartaz, o jovem respondeu que o globo terrestre significa os desafios da Rússia no mundo e a porta simboliza as oportunidades que estão por vir. “E a bola de futebol?”, insistimos. “Por que você quer saber sobre a bola de futebol? Você não gosta de futebol?”, respondeu o jovem, pondo um fim à conversa.
Após a passeata, muitos manifestantes seguiram para o Estádio Lujniki, onde teve lugar o maior dos eventos do dia, com cerca de 100 mil pessoas. Na entrada do estádio, uma faixa com os dizeres “Nosso voto para Putin” dividia a atenção com uma estátua de Lênin.
O comício teve a presença de praticamente toda a liderança do partido governista Rússia Unida e incluiu um show de cantores russos populares, discursos de políticos, jornalistas, representantes de sindicatos e do prefeito de Moscou, Sergey Sobyanin. Nos telões, clipes de celebridades que apóiam o candidato Putin eram mostrados antes que o show começasse.
Medo do passado
O temor de que a Rússia volte à caótica situação dos anos 1990 foi ressaltada mais de uma vez durante os discursos. “Hoje temos uma Rússia forte”, repetiram alguns dos convidados. A eleição da Rússia como sede dos Jogos Olímpicos de Inverno, em 2014, e da Copa do Mundo, em 2018, também foi lembrada e houve poucas críticas à oposição.
Sergey Sobyanin, prefeito de Moscou, chamou Putin de “um cara real, um verdadeiro líder, um homem de palavras e ações" e pediu que as pessoas o apóiem nas próximas eleições.
O apresentador Mikhail Leontiev, por sua vez, disse que agora os russos "têm a oportunidade de escolher seu próprio futuro". E acrescentou que o país não precisa de uma revolução.
Os organizadores do comício alegaram que os artistas compareceram ao Estádio Luzhnik sem nenhum cachê. Entre o público, no entanto, especula-se que o partido Rússia Unida tenha mais uma vez pago a milhares de imigrantes da Ásia Central para que participassem do evento governista. Nos anteriores protestos pró-Putin, a oposição divulgou vídeo em que imigrantes faziam fila depois do protesto para receber o pagamento pelo serviço de “manifestante”.
Às 13h30, o candidato Vladimir Putin subiu ao palco e foi ovacionado pelo público, que gravava com suas câmeras digitais o homem que foi o centro da política russa nos últimos 12 anos e que, caso seja eleito e reeleito, pode assumir o poder por outros 12 anos. Putin foi presidente de 2000 a 2008, primeiro-ministro de 2008 a 2012 e, ganhando as eleições de março, assumiria de 2012 a 2018, podendo ser reeleito para ficar no cargo ate 2024.  já que o mandato presidencial na Rússia passou a ser de seis anos em 2008.
"Nós não permitiremos que ninguém interfira nos nossos assuntos internos e imonha sua vontade porque temos nossa própria vontade", disse Putin. "Pedimos a todos aqueles que consideram a nossa Rússia sua própria casa, que a apreciem e que acreditam nela. Estejam conosco, trabalhem para ela e seu povo, para amá-la, com todos os nossos corações”, concluiu.
Citando um poema do romancista Mikhail Lermontov, Putin acrescentou: "A batalha da Rússia continua e a vitória será nossa”. No entanto, ganhar as próximas eleições presidenciais em março não é suficiente, disse o primeiro-ministro. Segundo ele, “é preciso superar muitos problemas – a injustiça, a corrupção, a pobreza e a desigualdade".
Oposição
O Partido Liberal-Democrata (de tendência nacionalista) e o Partido Comunista também organizaram protestos nesta quinta-feira (23/02). Vladimir Jirinovsky, líder do Partido Liberal-Democrata reuniu 1,5 mil pessoas na cêntrica praça Pushkin, em Moscou e falou durante quase uma hora sobre a necessidade de proteger as fronteiras russas.
O Partido Comunista congregou 2,5 mil pessoas em frente ao mítico teatro Bolshoy, bem ao lado da simbólica estátua de Karl Marx e a alguns metros de uma das entradas da Praça Vermelha. Gennady Zyuganov, líder do partido, pediu aos militantes que garantam a presença de pelo menos cinco observadores do Partido Comunista em cada zona eleitoral.
O movimento "União do povo russo" reuniu 200 pessoas na praça Bolotnaya.
A oposição, apesar de muito fragmentada, espera reunir pelo menos 34 mil pessoas no próximo domingo (26/02), exatamente uma semana antes das eleições presidenciais na Rússia.
 

 

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“Responsabilidade de Proteger” X “Responsabilidade ao Proteger”

Qui, 23 de Fevereiro de 2012 21:55

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[ing. Responsibility to protectResponsibility while protecting]
Ministro Antonio de Aguiar Patriota, do Brasil 
21/2/2012, Nova York, Debate conceitual, ONU


Da Vila Vudu
http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/notas-a-imprensa/pronunciamento-do-ministro-das-relacoes-exteriores-antonio-de-aguiar-patriota-em-debate-sobre-responsabilidade-ao-proteger-na-onu-2013-nova-york-21-de-fevereiro-de-2012


Entreouvido na Vila Vudu:


Mas por quê, porra, isso não foi assunto do Jornal Nacional?! 
Por que o William Waack não faz um daqueles programas dele, no canal Globo News, 
QUE SE PAGA PARA ASSISTIR, sobre isso?!



“Minhas calorosas boas-vindas a todos para esta reunião em que, creio, estamos todos - países, organizações e indivíduos - genuinamente comprometidos tanto com o multilateralismo quanto com a proteção de civis. Tenho o prazer de convidá-los a este debate informal sobre a "Responsabilidade ao Proteger".

Como se sabe, trata-se de uma idéia mencionada pela primeira vez pela Presidenta Dilma Rousseff em seu discurso de abertura da Assembléia Geral da ONU no último mês de setembro. Em novembro, o Brasil circulou uma nota conceitual que discute a noção de que a comunidade internacional, quando exerce sua responsabilidade de proteger, deve demonstrar um alto nível de responsabilidade ao proteger. Ao longo dos últimos meses temos notado um apoio significativo a este debate. Creio termos hoje uma oportunidade de intercambiar de maneira franca e frutífera ideias sobre as várias dimensões desta questão.

As mudanças políticas de nosso tempo representam um desafio à comunidade internacional. A relação entre a manutenção da paz e da segurança internacionais e a proteção de civis evoluiu significativamente desde a criação das Nações Unidas em 1945. Novos marcos conceituais foram desenvolvidos para lidar com os desafios que enfrentamos.

O trabalho sobre a proteção de civis tem avançado consideravelmente desde os anos 1990, quando as discussões sobre essa questão começaram a receber mais atenção. O sofrimento de civis inocentes e a necessidade de evitar a impunidade dos autores dos crimes mais graves levaram a comunidade internacional a criar o Tribunal Penal Internacional.

Em seu sexagésimo aniversário, a Organização das Nações Unidas adotou o conceito da "responsabilidade de proteger". Este conceito estabeleceu a responsabilidade dos Estados de protegerem suas populações em casos de genocídio, crimes de guerra, limpeza étnica e crimes contra a humanidade. Decidiu-se também que a comunidade internacional deveria encorajar e ajudar os Estados a exercerem essa responsabilidade. Além disso, estabeleceu-se a responsabilidade da comunidade internacional de agir coletivamente, por intermédio da ONU, caso as autoridades nacionais deixassem de proteger suas populações.

O reconhecimento de que existe uma responsabilidade de proteger foi um marco. Ressalte-se que o mesmo Documento Final da Cúpula Mundial de 2005 que estabeleceu uma fórmula de consenso acerca do conceito da "responsabilidade de proteger" também afirmou claramente que essa responsabilidade deve ser exercida, em primeiro lugar, por meio do uso de meios diplomáticos, humanitários e outros meios pacíficos, e que apenas nos casos em que os meios pacíficos se revelam inadequados deveriam ser cogitadas medidas coercitivas.

Ao longo desse processo, é essencial distinguir entre responsabilidade coletiva - que pode ser plenamente exercida através de medidas não-coercitivas - e segurança coletiva - que envolve uma avaliação política caso-a-caso por parte do Conselho de Segurança.

Antes de se empenhar em uma ação militar, espera-se que a comunidade internacional realize uma análise abrangente e criteriosa de todas as consequências que daí podem decorrer. O uso da força sempre traz consigo o risco de causar mortes involuntárias e de disseminar violência e instabilidade. O fato de que ela seja utilizada com o objetivo de proteger civis não faz das vítimas colaterais ou da desestabilização involuntária eventos menos trágicos.

É por isso que, em nossa opinião, é necessário dar um passo conceitual adicional para lidar com a responsabilidade de proteger, e eu gostaria de aproveitar esta oportunidade para propor uma nova perspectiva sobre esta questão, uma perspectiva que acreditamos tornou-se essencial na busca de nosso objetivo comum.

A Presidenta Dilma Rousseff, em seu discurso na Assembléia Geral em setembro passado, se referiu a um fato preocupante: o mundo de hoje sofre as dolorosas conseqüências de intervenções militares que agravaram os conflitos existentes, permitiram ao terrorismo penetrar em lugares onde não existia, deram origem a novos ciclos de violência e aumentaram a vulnerabilidade das populações civis.

Na ocasião ela acrescentou: "muito se tem dito sobre a responsabilidade de proteger, mas muito pouco sobre a responsabilidade ao proteger”.

Como a Organização das Nações Unidas pode autorizar o uso da força, ela tem a obrigação de conscientizar-nos dos perigos envolvidos em sua utilização e de criar mecanismos que possam fornecer uma avaliação objetiva e detalhada de tais perigos, bem como formas e meios de evitar danos aos civis.

Nosso ponto de partida em comum deve basear-se no princípio de "primum non nocere" que os médicos conhecem muito bem. Em primeiro lugar, não causar danos - esse deve ser o lema daqueles que são obrigados a proteger os civis. Também seria lamentável, em última análise inaceitável, se uma missão estabelecida sob mandato das Nações Unidas com o objetivo de proteger civis causasse maiores danos do que aqueles que justificaram sua própria criação.

Temos de almejar um maior nível de responsabilidade. Uma vítima civil já é uma vítima em demasia.

Acredito que os conceitos da “responsabilidade de proteger” e da “responsabilidade ao proteger” devem evoluir juntos, com base em um conjunto acordado de princípios fundamentais, parâmetros e procedimentos, dos quais menciono alguns:

- prevenção é sempre a melhor política. É a ênfase na diplomacia preventiva que reduz o risco de conflito armado e os custos humanos a ele associados. Nesse sentido, saudamos a iniciativa do Secretário-Geral Ban Ki-moon de estabelecer o ano de 2012 como o ano da prevenção, que conta com o total apoio do Brasil. Outras iniciativas, como "Amigos da Mediação", podem ser vistas como parte do espírito de promoção do exercício da responsabilidade coletiva na busca da paz, por meio da diplomacia, do diálogo, da negociação, da prevenção;

- a comunidade internacional deve ser rigorosa em seus esforços para exaurir todos os meios pacíficos disponíveis nos casos de proteção de civis sob ameaça de violência, em consonância com os princípios e propósitos da Carta das Nações Unidas e conforme incorporado no Documento Final da Cúpula Mundial de 2005;

- o uso da força deve produzir o mínimo possível de violência e de instabilidade. Sob nenhuma circunstância podem-se gerar mais danos do que se autorizou evitar;

- no caso de o uso da força ser contemplado, a ação deve ser criteriosa, proporcional e limitada aos objetivos estabelecidos pelo Conselho de Segurança;

- são necessários procedimentos aprimorados no Conselho para monitoramento e avaliação da maneira como as resoluções são interpretadas e aplicadas, para assegurar a responsabilidade ao proteger.

O estabelecimento desses procedimentos não deve ser entendido como meio de impedir, ou atrasar indevidamente, a autorização de ações militares nas situações estabelecidas pelo Documento Final da Cúpula Mundial de 2005. A iniciativa do Brasil deve ser vista como um convite a um debate coletivo sobre a forma de garantir, quando o uso da força for cogitado como alternativa justificável e estiver devidamente autorizado pelo Conselho de Segurança, que seu emprego seja responsável e legítimo. Por essa razão, faz-se necessário assegurar a prestação de contas daqueles autorizados a fazer uso da força.

O Brasil iniciou uma série de discussões com países de todas as regiões, bem como com organizações não-governamentais e especialistas sobre o assunto. Queremos contribuir para um debate crucial para a comunidade internacional sobre a manutenção da paz e da segurança internacionais e a proteção de civis. Em recentes eventos sobre a "responsabilidade de proteger", tivemos a oportunidade de ampliar esse diálogo. O Brasil aprecia o fato de o Secretário-Geral da ONU dar as boas-vindas à iniciativa da "responsabilidade ao proteger".


O evento de hoje é uma oportunidade para o aprofundamento e a ampliação dessa discussão.

Deixe-me brevemente descrever o planejamento do debate informal de hoje. Estamos honrados em ter o professor Edward Luck como co-presidente do evento. O Assessor Especial do Secretário-Geral sobre a "responsabilidade de proteger" é um interlocutor-chave. Prezamos enormemente sua contribuição, em consulta com os Estados-Membros, para o desenvolvimento conceitual, político e operacional da "responsabilidade de proteger". Suas idéias serão muito bem-vindas hoje.

A discussão estará então aberta aos participantes. Convidamos todos os Estados-Membros, bem como ONGs e especialistas que trabalharam nesse tema. Gostaria de encorajar os oradores a serem concisos e a limitarem suas declarações a três minutos, para que possamos nos beneficiar da mais ampla participação.

Concluiremos o debate de hoje com as observações dos co-presidentes.

Dou a palavra ao Professor Edward Luck.”


 


 

 

 

Manipular a realidade é atacar a democracia

Qui, 23 de Fevereiro de 2012 21:56

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Lawrence Davidson, Consortium News
http://consortiumnews.com/2012/02/21/manipulating-reality-undermining-democracy/


Traduzido pela Vila Vudu


Entreouvido na Vila Vudu:

Fato é que os norte-americanos médios são MUITO dignos de pena. 
É como se os coitados vivessem dia e noite sob as metralhadoras de trocentas redes Globo!
Quem pensar que a Folha de S.Paulo é o pior jornal do mundo, não conhece o New York Times, o Wall Street Journal
(E os americanos médios, aqueles infelizes, sempre ameaçados de sem mandados morrer à toa 
no Vietnã, no Iraque, do Afeganistão, no Paquistão, no Irã...)



Em meados de fevereiro, alguns dos principais comandantes da inteligência dos EUA compareceram ante a Comissão de Inteligência do Senado para apresentar seu relatório anual sobre “ameaças mundiais atuais e futuras” à segurança nacional dos EUA. Depuseram naquela Comissão, dentre outros, o diretor da CIA David Petraeus, o Diretor da Inteligência Nacional James Clapper, o diretor da Agência de Inteligência da Defesa tenente-general Ronald Burgess e o diretor do FBI Robert Mueller.

O que disseram sobre o que é e não é ameaça real aos EUA e a reação dos senadores daquela Comissão revelou-se exercício de pensamento unidimensional. O que é fato? Ora, o que concorde com o ponto de vista deles. Aqui, dois exemplos daqueles depoimentos:

1. Sobre o “inimigo interno” – Indivíduos renegados que operam “dentro das fileiras” da comunidade de inteligência e das forças armadas são hoje grave ameaça à segurança dos EUA. Segundo o tenente-general Burgess, são “lobos solitários autorradicalizados”[1]. Falou sobre “vazamentos massivos pelo site WikiLeaks”. 

Todos os presentes envolvidos naquelas audiências concordaram, mesmo sabendo que é ideia baseada no pressoposto duvidoso, mas não questionado, de que o comportamento das forças do governo dos EUA seria modelo de comportamento aceitável normal de militares e agentes de inteligência. Os que trabalham para o governo, mas consideram inaceitável esse comportamento, os que o veem de fato como traição criminosa contra toda a decência humana, e, por isso, trabalham contra aquela pré-condenação, são perigos “autorradicalizados” à segurança nacional.

Mas e se o apoio a regimes opressores e racistas, a invasão de outros países baseada em mentiras, a matança de milhares e mais milhares de civis e o uso oficial de tortura e da prática das “entregas excepcionais” [prisioneiros entregues pelos EUA a outros governos, para serem torturados] for considerado comportamento radical e inadmisível? Nesse caso, os que denunciem esse extremismo não poderiam ser vistos como radicais. Seriam campeões da normalidade mais racional, seriam os heróis dos tempos que vivemos.

Entendo que se trate exatamente disso. A busca em que os EUA se empenham hoje por alegados interesses nacionais está sendo conduzida por uma gangue metida em ternos caros, que tomaram para eles a tarefa de definir como radicais os heróis cidadãos que denunciam aquela gangue e fatos conhecidos de muitos. A gangue teme que mais e mais norte-americanos vejam afinal a natureza bárbara das políticas da gangue e levantem-se contra ela e a acusem. Então, para impedir que assim seja, a gangue criminaliza (e demoniza) os que veem e dizem a verdade.

2. A ameaça iraniana – Segundo James Clapper, diretor da Inteligência Nacional, “apesar do alarido que cerca os movimentos do Irã em busca de tecnologia nuclear, é baixa a probabilidade de os líderes iranianos desenvolverem armas nucleares, se não forem atacados.” E além disso, disse também Clapper, dificilmente os iranianos iniciarão ou provocarão intencionalmente um conflito”. 

Como os senadores da Comissão de Inteligência receberam essa opinião de especialista? A maioria deles recusou-se a acreditar, fazendo eco ao que a maioria do Congresso diz e praticamente toda a imprensa dos EUA repete. A norma, nesse caso, é a que o Sen. Lindsey Graham, Republicano da Carolina do Sul respondeu a “Pessoalmente, estou convencido de que os iranianos estão a caminho de desenvolver uma bomba atômica.” 

Calma lá! Isso, só o senhor e sua gangue, Sen. Graham. Como?! O senhor e sua gangue não vivem dizendo que os serviços de inteligência dos EUA são os melhores do mundo e sabem do que estão falando? E, de repente, o senhor não acredita no que dizem?! Por que não?! Que outras fontes de informação os senhores têm sobre o Irã, que os autoriza a dizer o que dizem? E é fonte mais confiável de informação que a CIA, a DIA, a NSA, etc.?

Ah! É o lobby sionista! A fonte de informação de Graham e dos senadores que o seguem, sobre qualquer coisa que tenha a ver com Israel (e assunto iraniano é caso exemplar, sempre, da paranóia dos israelenses) é a cartilha das declarações do AIPAC (American Israel Public Affairs Committee).

Esses políticos jamais discordarão desse lobby, nem quando o que dizem contradiz o que diz a inteligência dos EUA. Isso, porque o lobby contribui com dinheiro para suas campanhas eleitorais e ameaça impedir que se reelejam, se os senadores não obedecerem. A comunidade de inteligência dos EUA simplesmente não consegue fazer-se ouvir, contra o lobby.

Assim, mais uma vez, somos todos obrigados a ouvir ‘notícias’ construídas para apoiar as ideias de um grupo. O que significa ser um perigoso “radical”? Ser um perigoso “radical” é denunciar os crimes do governo. E o que é “fato”, quando se trata de Irã? “Fato” será o que o comitê que financia a reeleição de um senador decida que seja “fato”.

E o que é “fato” para o resto dos norte-americanos?

Fato é o que cremos e vemos. E, em vários sentidos importantes, nós sabemos dos fatos. Sabemos que se alguém pula da janela de um prédio, a lei da gravidade cobra seu preço. Em termos gerais, muitos de nós conhecemos os fatos que nos cercam no ambiente imediato no qual vivemos todos os dias. O que quero dizer com isso?

Vivemos a vida de todos os dias em ambiente relativamente limitado, local. Nesse espaço temos experiências diretas, interativas, diárias, a partir das quais conseguimos saber razoavelmente o que esperar. Nossas experiências têm bom valor preditivo. Se alguém aparece dizendo sandices – que quem vive na cidade vizinha está fabricando uma bomba atômica que usará para nos explodir –, sabemos imediatamente que é sandice, loucura.

Mas e quando nos falam de gente que vive longe? Quem de nós conhece o Irã, quantos viveram lá, quantos conversam com iranianos? Nada, na nossa vida diária, nos habilita a emitir julgamentos sobre o que é real é o que não é real, do que se passa por lá.

Fazemos o quê, nesse caso? Em geral, vivemos como se aqueles lugares distantes não existissem, a menos que haja motivo próximo para crer que o que aconteça por lá venha a ter algum impacto em nossas vidas. Para isso, muitos de nós confiam cegamente nos que nos são apresentados como “especialistas”: praticamente sempre são funcionários do estado ou ‘especialistas’ de mídia, “cabeças falantes”.

Aí pode haver um grave problema. O que assegura que sejam especialistas e mereçam confiança? Como se pode saber que aqueles ‘especialistas’ do governo ou da imprensa não trabalham por agendas próprias que nunca nos são expostas e que modelam todos os seus julgamentos? Como sugerem os dois exemplos acima, políticos eleitos também podem perfeitamente trabalhar a partir de pressupostos que, se olhados a frio, são pressupostos anti-humanos. Qualquer deles, aliado a interesses especiais e que jamais se veem com clareza, é perfeitamente capaz de declarar que todas as informações dos serviços de inteligência dos EUA são falsas, não passam de bobagens. ‘Real’ é o que já tinham na cabeça antes de os serviços de inteligência porem-se a trabalhar. E quanto a nós, os que dependemos, para viver, da nossa experiência diária, imediata, acreditaremos em quê, em quem? 

Quando não se consegue saber o que é fato e o que é opinião, o que é fato e o que é ficção, talvez possamos usar algumas regras simples, para assim forçar os políticos a agir de modo a minimizar (em vez de multiplicar por mil) os erros. Por exemplo, em caso de dúvida quanto a em quem ou em que acreditar, os cidadãos podemos começar por:

1. Duvidar sempre, o mais possível, em tudo que digam os políticos e a imprensa. Lembremos os últimos desastres, nos EUA (o maior dos quais foi a invasão do Iraque), quando o que nos diziam sobre o que seria ‘fato’ não passou de mentiras e mais mentiras. Os cidadãos temos o dever, para conosco e para com nosso país, de buscar várias, muitas, fontes de informação.

2. Exigir que os políticos eleitos trabalhem a partir do melhor cenário possível, por mais que se preparem para o pior. Na maior parte das vezes, a opinião dos ‘especialistas’ sobre o que seriam ameaças externas contra nós é opinião ideologicamente distorcida; muitas vezes é exagerada; muitas vezes, também, é simplesmente errada (por exemplo, o que tantos ‘especialistas’ nos diziam sobre o Vietnã); ou é opinião que segue uma ou outra agenda específica, interesses especiais (por exemplo, no caso do Iraque, no caso do Irã e sempre que a imprensa fala sobre o “santificado” estado de Israel e o estado “terrorista” dos palestinos).

3. Exigir que, nas relações exteriores, tente-se primeiro e principalmente, a via diplomática. A guerra deve ser necessariamente o último recurso, recurso extremo, que poucos conhecem de perto e a maioria dos políticos só viu em livros ou no cinema. Se a conhecessem de perto, com certeza não seriam tão rápidos em mandar para o front, na imensa maioria das vezes, só os filhos dos outros.

4. Exigir punição exemplar aos que mintam sabendo que mentem e agridem leis internacionais e direitos humanos (como a Convenção de Genebra e as muitas leis que proíbem a tortura). Há várias boas razões para que aquelas leis existam. Atropelá-las é voltar ao estado de barbárie.

É estranho, mas, nas democracias, os que não se empenhem nas discussões políticas, que não se esforcem para influenciar o curso dos acontecimentos, acabam por ser responsáveis por tudo que seus governos façam. É assim, porque, nas democracias, quem não participa abdica do direito potencial de atuar no mundo. 

Ninguém pode recolher-se completamente à existência privada. Quem o faça, logo verá que a gangue dos ternos caros ganha novas chances de o derrotar. E afinal, a gangue dos ternos caros lá estará, agindo também em nome dos que abdicam do direito de participar e influir.


[1] 7/2/2012, BBC, em http://www.bbc.co.uk/news/mobile/uk-16920643


 


 

 

Do dinheirovivo.pt

Como estratégia para reduzir as importações de petróleo, o presidente americano quer desenvolver as energias eólica, solar e nuclearObama vai promover energias renováveis e pôr fim a "um século de subsídios" à indústria petrolífera23/02/2012 | 23:20 | Dinheiro Vivo

O presidente norte-americano, Barack Obama, apresentou  uma nova política energética que vai dedicar mais fundos às energias renováveis e que pretende pôr fim a "um século de subsídios" à indústria petrolífera.

Num ato público em Coral Gables, na Florida, Estados Unidos, um estado que será decisivo nas eleições de novembro, Obama recordou a importância de reduzir a dependência do país de petróleo estrangeiro, apesar de reconhecer que "não há soluções rápidas".

Como estratégia para reduzir as importações de petróleo, o presidente norte-americano propôs desenvolver as fontes energéticas disponíveis a nível nacional, como a exploração de reservas de hidrocarbonetos, a energia eólica, solar, nuclear ou ainda os biocombustíveis.

Barack Obama recordou que o país aumentou a exploração de petróleo e gás dentro das suas fronteiras e que reduziu a dependência de crude estrangeiro para menos de 50% em 2010, o que sucedeu pela primeira vez em 30 anos, quando também se aprovou a construção dos primeiros reatores nucleares em três décadas.

O presidente norte-americano referiu-se ainda à rápida subida dos preços do petróleo para máximos de um ano, uma situação que preocupa a sua administração pelas repercussões que pode ter na recuperação económica e na campanha eleitoral.

O governante reconheceu que o aumento dos preços dos combustíveis configura "um imposto que sai diretamente dos salários" e considerou que, entre as causas, estão "a instabilidade no Médio Oriente, em torno do Irão" e, a longo prazo, o aumento da procura de países como a China, a Índia e o Brasil.

Obama afirmou que, além de aumentar a extração de fontes energéticas como o gás, é preciso fomentar o investimento em energias renováveis para reduzir as emissões, mas também para que esta indústria compita a nível internacional com países com a China ou a Alemanha.

Para Barack Obama, está na altura de pôr fim a "um século de subsídios", a uma indústria petrolífera que já "não é tão lucrativa" e de apostar nas ajudas ao "promissor" setor das energias renováveis, que vai criar postos de trabalho.

 

23 de Fevereiro de 2012 - 18h08 - No Vermelho


Dilma recebe credenciais de 20 novos embaixadores

 


A presidente Dilma Rousseff recebeu nesta quinta-feira (23), em cerimônia no Palácio do Itamaraty, as credenciais de 20 novos embaixadores estrangeiros. Na solenidade, acompanhada pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, Dilma conversou com cada um dos embaixadores.

 

 Presidente Dilma recebe credencial de embaixador argentino

Presidente Dilma recebe credencial de embaixador argentino


Alguns dos cumprimentos foram mais demorados, caso do embaixador da Argentina, Luis Maria Kreckler, que recebeu condolências do governo brasileiro por causa do acidente ferroviário de ontem (22), em Buenos Aires, no qual morreram 50 pessoas e 676 ficaram feridas, 200 dessas, em estado grave.

Dilma também teve uma conversa mais longa com os novos representantes de Honduras, Ava Rossana Guevara Pinto, e da Guiana, Kellawan Lall, que chegou à cerimônia em cadeira de rodas.

Além dos novos embaixadores da Argentina, de Honduras e da Guiana, também entregaram credenciais à presidente os representantes da Hungria, Tunísia, Suécia, Síria, China, Ordem de Malta, Tailândia, Costa do Marfim, República da Guiné e Nova Zelândia, das Ilhas Fiji, de Israel, Burkina Faso, e do Sri Lanka, Irã, Gabão e Peru.

Fontes: Agência Brasil e Blog do Senado


 

 

De novo a Zara.

Do sol.sapo.pt

Zara Portugal acusada de 'intimidar' trabalhadores inShare
23 de Fevereiro, 2012

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) acusou hoje a Zara Portugal de «intimidar» os trabalhadores de três lojas do Porto a aceitarem reduções nos salários usando como «expediente» a diminuição da carga horária.

Em comunicado, o CESP afirma que, «num clima de intimidação e com ameaças de despedimento», foi proposto aos trabalhadores das lojas de Santa Catarina, Gaia Shopping e Dolce Vita «que solicitassem à empresa, por escrito, a redução dos horários de 40 horas para 35 horas e dos ‘part time de’ 25 horas para 20 horas, com a correspondente redução de salários».

Argumentando que o grupo Zara «tem apresentado lucros altíssimos nos vários exercícios ao longo dos anos e, ainda recentemente, adquiriu a Massimo Dutti por mais de 100 milhões de euros», o sindicato acusa-o de estar a «aproveitar-se da crise que atravessa o país para reduzir os custos com pessoal».

Para o CESP, a Zara estará ainda a «preparar a estratégia de, quando sair a nova legislação, poder despedir mais barato os trabalhadores mais antigos e, assim, mandar para o desemprego mais umas largas dezenas de trabalhadores».

Neste âmbito, o sindicato garante que irá «exigir» a intervenção do ministro da Economia e do Emprego e da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), «dado que a maioria dos trabalhadores foram coagidos para assinarem a carta a solicitarem a redução dos seus horários e salários, com a qual não estão de acordo».

A agência Lusa contactou a Zara Portugal, mas, até ao momento, não foi possível obter um comentário.

Lusa/SOL