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 Guerra contra o aumento de 60% na tarifa toma a dimensão de uma guerra mundial. Anonymous derruba site das Barcas S/A.
Anonymous derruba site das Barcas S/A em protesto á aumento da tarifa no RJ01 Mar 14:10 (14 horas atrás)
                                                 imagem

Mesmo com o adiamento do reajuste do preço dos bilhetes das Barcas S/A, de R$ 2,80 para R$ 4,50, para o próximo sábado, passageiros fizeram uma manifestação pacífica em frente à estação Araribóia, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Pelo menos 300 pessoas, munidas de carros de som e cartazes, protestaram contra o aumento da tarifa com gritos de ordem e esquetes teatrais. 

O Anonymous irá para as ruas ás 17:00 horas para protestar contra este absurdo, um abuso á quem necessita do transporte para trabalhar e ir pra estudar. 

Por enquanto seguidores da idéia revelaram pelo Twitter a derrubada do website da empresa "BARCAS S/A". Irá permanecer Off-line até a saída do grupo para as ruas, e logo em seguida irão derrubar novamente o website da empresa. 

A proposta da idéia, é que governantes do Rio de Janeiro desistam deste aumento abusivo. Eles contam com o sucesso desta operação, ligando a operação "OpGamer" na qual foi um sucesso. 

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 http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5641154-EI8139,00-RJ+professor+pode+pagar+multa+por+protesto+sobre+barcas.html  RJ: professor pode pagar multa por protesto sobre barcas01 de março de 2012  09h33  atualizado às 10h49


 

  1. Notícia
  2. Fotos

 Giuliander Carpes/Terra

O professor Henrique Campos está sendo acusado de apologia ao crime por vídeo na internet 
Foto: Giuliander Carpes/Terra

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GIULIANDER CARPES
Direto do Rio de Janeiro

A liminar que obriga o Psol a pagar R$ 5 milhões em caso de dano ao patrimônio das Barcas S.A. envolve também o nome de uma pessoa física. Henrique Campos Monnerat, professor de história da rede estadual, será responsabilizado na Justiça junto com o partido caso haja desordem no protesto que acontece na manhã desta quinta-feira na Estação Araribóia, em Niterói.

"É um absurdo. Estou sendo usado como bode expiatório", afirmou o manifestante, que postou um vídeo na internet contra o aumento dos serviços. "Eu ganho R$ 750 por mês e uso as barcas todo dia. Como o governador acha que vou poder pagar R$ 4,50 pelo serviço?", questionou.

Henrique foi intimado a depor na 76ª. Delegacia de Polícia e está sendo acusado de apologia ao crime. "É uma tentativa clara de intimidação dos movimentos sociais", classificou.

Durante todo o protesto, os líderes da manifestação tentaram conter os manifestantes mais exaltados. Como forma de precaução, pediram para ninguém entrar na estação. Todos ficaram reunidos apenas em frente ao local.

Os manifestantes consideraram o adiamento do aumento - que deveria ter entrado em vigor nesta quinta-feira, mas ficou para sábado - como a primeira vitória do protesto.

A manifestação de hoje de manhã ocorreu na praça Araribóia, em Niterói, e foi comandada pela presidente estadual do Psol e deputada estadual Janira Rocha, que se mantém postura contra o aumento após votação na Assembleia Legislativa do Rio. "A população vem sofrendo com as barcas. Ocorreram vários acidentes recentemente e o serviço é ruim", reclamou

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5641154-EI8139,00-RJ+professor+pode+pagar+multa+por+protesto+sobre+barcas.html

 

 

No mínimo vejo dois paradoxos neste texto, os quais  mostram que "o Governo de Dilma não discrimina militares ou age com revanchismo qdo constrói sua equipe de Governo - pois, há militares que estão na posição de gestores em vários orgãos de seu governo" .


Primeiro - a crítica do Senador faz referencia ao Dinit que tem o general Jorge Fraze na sua direção. Isso  é um paradoxo para aqueles que pensam que o Governo não indica militares para cargos de Gestão e Direção como quer fazer pensar os imbróglios de fundo ideológicos provenientes dos clubes militares em torno da Comissão da Verdade.


Segundo paradoxo - Ivo Cassol parece que enlouqueceu de vez fazendo referencia aos metodos do Regime militar, os quais deveriam ser aplicados nos dia de hoje para garantir mais eficiência no serviço público. Na realidade, a democracia confunde a mente dos políticos remanescentes da Ditadura. Querem atingir a Dilma, mas acabam confundindo alhos com bugalhos.


Fazendo uma leitura mais profunda, ao criticarem o modo de governar de Dilma, fica claro que - muitos políticos juntamemte com os setores conservadores da Midia ainda não se acostumaram com os paradigmas da democracia contemporânea brasileira.  

1/03/2012 - 19h52Senador do PP defende práticas da ditadura no governo

MÁRCIO FALCÃO

GABRIELA GUERREIRO
DE BRASÍLIA

O senador Ivo Cassol (PP-RO) defendeu nesta quinta-feira a adoção de práticas da ditadura militar (1964-1985) para garantir a eficiência no serviço público brasileiro. Em audiência da Comissão de Agricultura do Senado, Cassol disse que "tem hora que a democracia enche o saco e acaba atrapalhando", por isso práticas como "tiro e grito" devem ser implantadas no governo.

"De pessoas que só querem ganhar salário, não querem produzir, nós já estamos com o saco cheio. Então, por isso nós precisamos que vocês atuem, como atuavam na época da ditadura, e dê-lhe tiro e dê-lhe grito, mas com solução."

Tuca Vieira - 09.fev.2003/FolhapressO senador Ivo CassolO senador Ivo Cassol

A audiência foi realizada pra ouvir o diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), general Jorge Fraxe, sobre a situação da BR 364 - que liga o Mato Grosso ao Acre e à Rondônia. Cassol reclamou da situação das rodovias e da atuação do Dnit.

"Os caras que não derem para produzir, bota para correr, porque nós não temos como ficar aguardando a morosidade de tudo em nome da democracia. Eu respeito a democracia, mas tem hora que enche o saco, tem hora que acaba atrapalhando, porque é muitos direitos humanos, entendeu, para vagabundo, safado, sem vergonha, e é pouca cobrança daqueles que, na verdade, têm que ter o respaldo para poder corresponder", afirmou o senador.

O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), saiu em defesa da democracia. "O senador Cassol disse muitas coisas boas, mas eu não queria novamente voltar ao tempo da ditadura militar, nem quebrar a estabilidade de emprego. Mas o Cassol tem razão quando fala da morosidade, do descaso, das mazelas, dos malfeitos que têm que ser impedidos."

Raupp chorou na audiência lembrando da morte de políticos em acidentes na rodovia 364. O peemedebista também cobrou soluções do Ministério dos Transportes e do Dnit para tapar os buracos da estrada, responsáveis pelos principais acidentes na rodovia.

Aliado do governo, Cassol não poupou críticas ao departamento de transportes. "Nem tapar buraco o Dnit está conseguindo. A situação, cada dia que passa, se complica".

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1055943-senador-do-pp-defende-praticas-da-ditadura-no-governo.shtml

 

Olá Nassif,

O Itamaraty reagiu ao cancelamento da compra dos aviões Super Tucano da Embraer de maneira bastante dura. Segundo a agenda de hoje - 01/03/12 - da Presidenta (veja aqui: http://www2.planalto.gov.br/imprensa/agenda/agenda-da-presidenta-1/agenda-01-03-2012 ), houve um encontro com o ministro Patriota. Ao que tudo indica, a nota abaixo tem aval de Dilma Rousseff.

Nota nº 49

Suspensão do processo de compra de aeronaves da Embraer pela Força Aérea dos Estados Unidos

 

 

01/03/2012 -

O Governo brasileiro recebeu com surpresa a notícia da suspensão do processo licitatório de compra de aviões A-29 Super Tucano pela Força Aérea dos Estados Unidos, em especial pela forma e pelo momento em que se deu. Considera que esse desdobramento não contribui para o aprofundamento das relações entre os dois países em matéria de defesa.

O Governo brasileiro continuará a manter diálogo com as autoridades norte-americanas sobre o assunto.

http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/notas-a-imprensa/suspensao-do-processo-de-compra-de-aeronaves-da-embraer-pela-forca-aerea-dos-estados-unidos

 

Isto é que é campanha política de algo nível!

 

Loja online de Obama vende de roupa para cachorro a capa para IphoneFoi inaugurado hoje canal para venda de produtos do candidato a reeleição para a presidência dos EUA 

 

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tem uma nova estratégia de marketing para ajudar na sua luta pela reeleição. Isso sem abandonar a internet - a principal forma de propaganda utilizada na bem sucedida campanha de 2008. Nas eleições deste ano, Obama tem uma marca de produtos personalizados, que estão à venda em loja online.

Para ajudar na captação de fundos para a campanha, estão à venda ecobags, roupas para cachorro (incluindo uma bandana), pulseiras, pingentes de prata e ouro. Quando a lista parece estar acabando, ainda há capas para iPhone e espátulas e aventais para churrasco. Isso para citar os objetos mais curiosos.

Os produtos têm o rosto ou o nome do presidente estampado, seguidos de símbolos da campanha de 2012. Calças de ioga e roupas para bebê constam na seção de vestuário. O nome do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, também aparece em canecas e camisetas.

A seção Runaway to win tem produtos feitos por designers e nomes famosos – como Marc Jabobs e Beyoncé – especialmente para a campanha de Obama. Há esmaltes e também bolsas e camisetas estilizadas.

Capas para iPhone com símbolos da campanha de Barack Obama http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/20248/loja+online+de+obama+vende+de+roupa+para+cachorro+a+capa+para+iphone.shtml

 

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"Quem sabe faz a hora, não espera acontecer", Geraldo Vandré.

http://brasil247.com/pt/247/midiatech/45275/Sabino-seis-semanas-depois-c...

 

Sabino, seis semanas depois, cai da CDNSabino, seis semanas depois, cai da CDNFoto: DivulgaçãoEX-REDATOR CHEFE DA REVISTA VEJA NÃO DURA DOIS MESES NO CARGO DE VICE PRESIDENTE DE RELAÇÕES COM O GOVERNO DA EMPRESA DE JOÃO RODARTE (À DIR.); SAÍDA CONFIRMA 247, QUE ALERTOU O DESASTRE POLÍTICO QUE A CONTRATAÇÃO IRIA ACARRETAR; LEIA E RELEMBRE

01 de Março de 2012 às 17:49

247 – Não durou seis semanas a presença do ex-redator chefe da revista Veja Mario Sabino pelo cargo de vice-presidente para o Setor Público da Companhia de Notícias, uma das maiores agências de assessoria de imprensa e relações públicas do País. A dificuldade na convivência de Sabino com os interesses corporativos da CDN, como a empresa é conhecida, fora adiantada por 247 no texto que pode ser lido aqui, publicado em janeiro. Alertávamos que, na qualidade de principal desafeto dos governos Lula e Dilma Rousseff – e sem amigos na imprensa --, Sabino acarretaria à CDN um peso político negativo difícil de ser carregado pelo presidente da empresa, João Rodarte, e todos os seus colaboradores. Foi o que aconteceu, e com uma brevidade que só confirma o vaticíneo.

A CDN confirmou ao 247 a informação sobre a saída abrupta de Sabino, que havia sido saudado pelo próprio Rodarte, na data de sua entrada, menos de seis semanas atrás, repita-se, como a principal contratação da organização nos últimos tempos.

Jornalista sem ambiente de convívio na imprensa, onde coleciona desafetos e exibe apenas um amigo – o colunista Reinaldo Azevedo, da mesma Veja de onde foi defenestrado em dezembro --, Sabino, diz uma versão, abrirá sua própria empresa. Na CDN, porém, o que se informa é que ele aceitou um convite de trabalho anterior ao da própria CDN. Nesse caso, não se sabe porque, afinal, ele aceitara um cargo tão importante na CDN, com alto salário, para em seguida abandoná-lo. Houve um leilão?

Uma terceria versão, ventilada com força, dá conta, sim, da demissão pura e simples de Sabino, feita pelo comando da CDN em razão de trapalhadas cometidas por ele na coordenação da conta de assessoria de imprensa do Banco do Brasil. Para quem comandou, em Veja, uma reportagem que terminou numa delegacia de polícia, com o repórter suspeito de invasão de domicílio, também é plausível. Bem plausível.

Em meio a todas as obscuridades que cercam a carreira e as saidas de Sabino, o que fica claro é:

1 – O fim da carreira na CDN, agora, é a confirmação de que ele também fora demitido de Veja – e não pedira a própria saída, como tentou-se vender à mídia;

2 – Ele também foi exonerado da CDN, como fica claro pelo choque de versões entre aceitar um convite e abrir seu próprio negócio;

3 – À exceção do blogueiro de direita Azevedo, Sabino não tem interlocutores na imprensa, o que o impede de fazer o trabalho de relacionamento entre fontes e jornalistas, especialidade da CDN;

4 – Sua ausência da empresa de comunicação preencherá uma ampla lacuna;

5 – 247, como diz o ditado, na qualidade de amigo da CDN tentou avisar.

 

http://brasil247.com/pt/247/midiatech/45275/Sabino-seis-semanas-depois-c...

 

Sabino, seis semanas depois, cai da CDNSabino, seis semanas depois, cai da CDNFoto: DivulgaçãoEX-REDATOR CHEFE DA REVISTA VEJA NÃO DURA DOIS MESES NO CARGO DE VICE PRESIDENTE DE RELAÇÕES COM O GOVERNO DA EMPRESA DE JOÃO RODARTE (À DIR.); SAÍDA CONFIRMA 247, QUE ALERTOU O DESASTRE POLÍTICO QUE A CONTRATAÇÃO IRIA ACARRETAR; LEIA E RELEMBRE

01 de Março de 2012 às 17:49

247 – Não durou seis semanas a presença do ex-redator chefe da revista Veja Mario Sabino pelo cargo de vice-presidente para o Setor Público da Companhia de Notícias, uma das maiores agências de assessoria de imprensa e relações públicas do País. A dificuldade na convivência de Sabino com os interesses corporativos da CDN, como a empresa é conhecida, fora adiantada por 247 no texto que pode ser lido aqui, publicado em janeiro. Alertávamos que, na qualidade de principal desafeto dos governos Lula e Dilma Rousseff – e sem amigos na imprensa --, Sabino acarretaria à CDN um peso político negativo difícil de ser carregado pelo presidente da empresa, João Rodarte, e todos os seus colaboradores. Foi o que aconteceu, e com uma brevidade que só confirma o vaticíneo.

A CDN confirmou ao 247 a informação sobre a saída abrupta de Sabino, que havia sido saudado pelo próprio Rodarte, na data de sua entrada, menos de seis semanas atrás, repita-se, como a principal contratação da organização nos últimos tempos.

Jornalista sem ambiente de convívio na imprensa, onde coleciona desafetos e exibe apenas um amigo – o colunista Reinaldo Azevedo, da mesma Veja de onde foi defenestrado em dezembro --, Sabino, diz uma versão, abrirá sua própria empresa. Na CDN, porém, o que se informa é que ele aceitou um convite de trabalho anterior ao da própria CDN. Nesse caso, não se sabe porque, afinal, ele aceitara um cargo tão importante na CDN, com alto salário, para em seguida abandoná-lo. Houve um leilão?

Uma terceria versão, ventilada com força, dá conta, sim, da demissão pura e simples de Sabino, feita pelo comando da CDN em razão de trapalhadas cometidas por ele na coordenação da conta de assessoria de imprensa do Banco do Brasil. Para quem comandou, em Veja, uma reportagem que terminou numa delegacia de polícia, com o repórter suspeito de invasão de domicílio, também é plausível. Bem plausível.

Em meio a todas as obscuridades que cercam a carreira e as saidas de Sabino, o que fica claro é:

1 – O fim da carreira na CDN, agora, é a confirmação de que ele também fora demitido de Veja – e não pedira a própria saída, como tentou-se vender à mídia;

2 – Ele também foi exonerado da CDN, como fica claro pelo choque de versões entre aceitar um convite e abrir seu próprio negócio;

3 – À exceção do blogueiro de direita Azevedo, Sabino não tem interlocutores na imprensa, o que o impede de fazer o trabalho de relacionamento entre fontes e jornalistas, especialidade da CDN;

4 – Sua ausência da empresa de comunicação preencherá uma ampla lacuna;

5 – 247, como diz o ditado, na qualidade de amigo da CDN tentou avisar.

 

http://brasil247.com/pt/247/midiatech/45275/Sabino-seis-semanas-depois-c...

 

Sabino, seis semanas depois, cai da CDNSabino, seis semanas depois, cai da CDNFoto: DivulgaçãoEX-REDATOR CHEFE DA REVISTA VEJA NÃO DURA DOIS MESES NO CARGO DE VICE PRESIDENTE DE RELAÇÕES COM O GOVERNO DA EMPRESA DE JOÃO RODARTE (À DIR.); SAÍDA CONFIRMA 247, QUE ALERTOU O DESASTRE POLÍTICO QUE A CONTRATAÇÃO IRIA ACARRETAR; LEIA E RELEMBRE

01 de Março de 2012 às 17:49

247 – Não durou seis semanas a presença do ex-redator chefe da revista Veja Mario Sabino pelo cargo de vice-presidente para o Setor Público da Companhia de Notícias, uma das maiores agências de assessoria de imprensa e relações públicas do País. A dificuldade na convivência de Sabino com os interesses corporativos da CDN, como a empresa é conhecida, fora adiantada por 247 no texto que pode ser lido aqui, publicado em janeiro. Alertávamos que, na qualidade de principal desafeto dos governos Lula e Dilma Rousseff – e sem amigos na imprensa --, Sabino acarretaria à CDN um peso político negativo difícil de ser carregado pelo presidente da empresa, João Rodarte, e todos os seus colaboradores. Foi o que aconteceu, e com uma brevidade que só confirma o vaticíneo.

A CDN confirmou ao 247 a informação sobre a saída abrupta de Sabino, que havia sido saudado pelo próprio Rodarte, na data de sua entrada, menos de seis semanas atrás, repita-se, como a principal contratação da organização nos últimos tempos.

Jornalista sem ambiente de convívio na imprensa, onde coleciona desafetos e exibe apenas um amigo – o colunista Reinaldo Azevedo, da mesma Veja de onde foi defenestrado em dezembro --, Sabino, diz uma versão, abrirá sua própria empresa. Na CDN, porém, o que se informa é que ele aceitou um convite de trabalho anterior ao da própria CDN. Nesse caso, não se sabe porque, afinal, ele aceitara um cargo tão importante na CDN, com alto salário, para em seguida abandoná-lo. Houve um leilão?

Uma terceria versão, ventilada com força, dá conta, sim, da demissão pura e simples de Sabino, feita pelo comando da CDN em razão de trapalhadas cometidas por ele na coordenação da conta de assessoria de imprensa do Banco do Brasil. Para quem comandou, em Veja, uma reportagem que terminou numa delegacia de polícia, com o repórter suspeito de invasão de domicílio, também é plausível. Bem plausível.

Em meio a todas as obscuridades que cercam a carreira e as saidas de Sabino, o que fica claro é:

1 – O fim da carreira na CDN, agora, é a confirmação de que ele também fora demitido de Veja – e não pedira a própria saída, como tentou-se vender à mídia;

2 – Ele também foi exonerado da CDN, como fica claro pelo choque de versões entre aceitar um convite e abrir seu próprio negócio;

3 – À exceção do blogueiro de direita Azevedo, Sabino não tem interlocutores na imprensa, o que o impede de fazer o trabalho de relacionamento entre fontes e jornalistas, especialidade da CDN;

4 – Sua ausência da empresa de comunicação preencherá uma ampla lacuna;

5 – 247, como diz o ditado, na qualidade de amigo da CDN tentou avisar.

 

Por ser o Clipping fixo, como outras seções, não dava para deixar num lugar fixo, p.ex., lá em cima depois de Geral - Política - Economia - Cultura - Internacional ? Facilitaria as coisas. Às vezes é preciso navegar um bocado até achá-las.

 

 

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Do blog Projeto Nacional
Lobby não precisa de coerência

A ilustração ai de cima reproduz duas matérias de destaque em O Globo.
A primeira, no dia 15, para dizer que a gasolina brasileira – leia-se Petrobras – era das mais caras do mundo, custando 70% a mais que em Nova York.
Outra, hoje, dizendo que a nossa gasolina está 21%mais barata que nos Estados Unidos.
Como não houve, nem lá nem cá, nenhuma queda ou salto no preço da gasolina nos últimos dias, uma das duas é um disparate.
Ou, talvez, as duas.
Não há a menor importância na comparação, porque aqui e lá temos situações completamente diferentes em matéria de renda, tributação dos combustíveis e evolução dos preços.
Porque as matérias não são de jornalismo econômico, mas de lobby.
Em ambas, está o especialista em petróleo do Instituto Millenium, o ex-ANP Adriano Pires.
Adriano defende a carga tributária sobre os combustíveis, a mesma que o Millenium denuncia como extorsiva, promovendo eventos de venda de gasolina sem impostos, para atacar o Estado (e os estados). E a Petrobras, símbolo do Leviatã estatal.
Adriano quer aumento já no preço dos combustíveis. Mas não porque os Estados Unidos estejam nos fazendo o favor de elevar a tensão com o Irã e, com ela, os preços do barril de petróleo o que, se persistir, de fato obrigará a um reajuste..
Ele diz que é para ajudar o acionista da Petrobras e o equilíbrio da empresa. De fato, pode vir a ser indispensável.
Mas que há  gente que quer por outras razões, não se duvide.
Como, por exemplo, dar uma recrudescida na inflação, agora que ela está decepcionando o pessoal do “o caos está chegando”.
Como dar uma “queimada” na imagem da Petrobras, agora que mudou a gestão.
Como realizar lucros, com uma subida rápida do valor de seus ações, compradas na bacia das almas com a “desgraça” em que a empresa teria caído.
E, ainda, dar uma mãozinha aos usineiros, porque começa este mês a safra de cana, a demanda por etanol está fraca e os preços internacionais do açúcar, embora altos, estão ainda cerca de 20% mais baixos no mercado internacional. Gasolina mais cara talvez ajudasse o pessoal a lembrar que os carros são flex.
O que, considerando o tempo em que o álcool não está compensador, convenhamos, será um esforço de memória muito maior que o dos editores de O Globo, que não lembram do que publicaram 15 dias antes…

Por: Fernando Brito.

 

http://blogprojetonacional.com.br/lobby-nao-precisa-de-coerencia/

 

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Clipping do Dia (www.cloudnews.com.br)


O Brasil precisa de mudanças estruturais
Do Brasil de Fato: A presidenta Dilma afirmou que a meta prioritária de seu governo é o combate a desigualdade social. Todos concordam. Aliás, será a única forma de dar um passo mais a frente do que já foram as políticas de assistência social do gove...

Mantega diz que governo continuará tomando medidas no câmbio
BRASÍLIA, 1º Mar (Reuters) - No mesmo dia em que anunciou mais taxação para empréstimos no exterior, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quinta-feira que o governo continuará tomando novas ações para impedir a valorização excessiva do...

Déficit da Previdência Social supera R$ 3 bilhões em janeiro - Info Money
SÃO PAULO – O déficit da Previdência Social teve resultados significativos em janeiro, tanto no confronto mensal, quanto no anual. De acordo com balanço divulgado nesta quinta-feira (1), o saldo entre arrecadação e pagamento de benefícios fechou ...

Mantega teme que crise afete desempenho do BB e Previ
BRASÍLIA, 1 Mar (Reuters) - O ministro da Fazenda procurou nesta quinta-feira negar que haja uma situação de conflito entre a direção do Banco do Brasil eo comando da Previ, o fundo de pensão do banco. Mas ao minimizar os desentendimentos, ...

Hora de falar
Se eu pudesse fazer um pedido a Carlos Augusto Ramos, o "Carlinhos Cachoeira", seria este: abra a boca e conte tudo que sabe sobre o submundo da política

A dessacralização da toga
É impressionante a forma pela qual a mídia generaliza e procura emprestar qualificação incomum e singular à classe dos magistrados

DE NOVO???
"Não serei candidato a prefeito", dizia Serra em 2011. Em 2004, jurou que não largaria prefeitura. Homem de palavra. Serra é do bem!

Governo diz que não ignorará guerra cambial
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu nesta quinta-feira as medidas adotadas pelo governo para evitar uma valorização excessiva do real e disse que a equipe econômica não ficará assistindo à guerra cambial de forma impassível.

Desemprego na zona do euro atinge recorde - Diário de S.Paulo
Os índices referentes ao desemprego nos 17 países da zona do euro atingiram um percentual recorde de 10,7% em janeiro, superando os 10% registrados em dezembro de 2011. Nos dez países restantes da União Europeia (UE), a taxa de desemprego em janeiro ...

Taxa de desemprego em Portugal atinge 14,8% - Portugal Digital
Entre os jovens, com menos de 25 anos, a taxa já é superior a 35%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (1) pelo Eurostat, o centro de estatísticas da União Europeia. Bruxelas - O desemprego em Portugal atingiu 14,8% em janeiro deste ano e ent...

 

http://www.cloudnews.com.br/


 

Nassif,

Espetacular !!!


PHA processa Globo, Folha
e penduricalhos do PiG

Publicado em 01/03/2012


 

O Dr Cesar Marcos Klouri, advogado de Paulo Henrique Amorim, tomou nesta quinta-feira, 1o de março de 2012, as medidas para processar judicialmente instituições e articulistas diante do que publicaram sobre o acordo celebrado entre Paulo Henrique Amorim e Heraldo Pereira de Carvalho (clique aqui para ler “a verdadeira conciliação entre Paulo Henrique Amorim e Heraldo Pereira de Carvalho”).


Os processados judicialmente serão:


O Globo


O Globo online


G1


Folha


UOL


Estadão


Band


Blog do Noblat


Jornal do Commercio de Recife


A Tarde da Bahia


Reinaldo Azevedo


247


Demetrio Magnoli


E Conjur, membro destacado do Sistema Dantas de Comunicação.


Paulo Henrique Amorim



 


 


 

 

http://apublica.org/2012/03/confrontado-por-pistoleiros-governo-recua/

SUL DO AMAZONAS: CONFRONTADO POR PISTOLEIROS, GOVERNO RECUAAmeaças chegam a funcionários federais e governo adia regularização de terras em município considerado “prioritário”. Polícia não entra na região[+][-][*] 0  0 share0    

Em junho de 2010, durante vistoria no assentamento Gedeão, sul do Amazonas, a líder Nilcilene Miguel de Lima foi agredida na frente de uma funcionária do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Isso aconteceu enquanto ela mostrava um desmatamento dentro do assentamento. Surpreendida por um pistoleiro, Nilcilene levou socos, chutes e tapas no ouvido que lhe tiraram parte da audição. A funcionária do Incra tentou intervir e levou um soco no peito. As duas correram para o carro e fugiram. Nilcilene foi para a delegacia mais próxima fazer boletim de ocorrência e corpo delito. A funcionária do Incra voltou para Manaus e pediu transferência. O agressor e o desmatador nunca foram punidos.

No mesmo ano, uma funcionária do Terra Legal (programa de regularização fundiária do Ministério do Desenvolvimento Agrário) disse a um seringueiro que ele não tinha direito à terra onde nasceu e criou seus filhos. Segundo a funcionária do governo, a área pertenceria a um fazendeiro que mora em Rio Branco, Acre, e que é investigado por grilagem. A turma do “deixa disso” teve que intervir para evitar briga. O caso foi denunciado à Brasília por um membro da Comissão Pastoral da Terra e a funcionária foi exonerada. O programa nunca mais voltou ao local e, até hoje, o seringueiro não pode entrar na sua terra devido às cercas do grileiro.

Os dois casos são emblemáticos do modo como o governo federal conduz o combate aos crimes de grilagem e desmatamento na Amazônia. Quando confrontado pela truculência da quadrilha local, ao invés de voltar com mais força para enfrentá-la, o governo recuou. Movimento que fortalece os criminosos.

Foi exatamente o que aconteceu na condução do programa Terra Legal no sul de Lábrea. O município foi o primeiro da Amazônia a receber o programa, anunciado em 2009 pela presidente Dilma Rousseff como a maior ação para regularização fundiária do país. Lábrea é considerada prioritária por fazer parte do “Arco Verde” – cinturão que cerca a floresta nativa e onde mais avança a extração ilegal de madeira e a grilagem de terra. Três anos depois, porém, nenhum título foi entregue aos moradores do local.

“Foram muitas dificuldades e decidimos suspender o serviço”, explica Shirley Nascimento, secretária de Regularização Fundiária da Amazônia Legal. “A empresa contratada em 2009 para fazer o georeferenciamento achou que seria como trabalhar em São Paulo, tiveram dificuldade com os rios e ameaças. Havia pessoas perseguindo a equipe, querendo indicar onde deveriam medir”. O governo suspendeu o contrato e abriu nova licitação. Até hoje, o georeferenciamento não foi retomado.

Depois de iniciado o processo, porém, a corrida pela terra e pela madeira se intensificou. Nesse contexto, a demora do governo não só posterga a solução do problema, mas o agrava. “O Terra Legal precisa vir urgente desenrolar o trabalho que começaram. Depois que viraram as costas, piorou tudo. Ninguém sabe mais qual é a marca que tá valendo”, diz um pequeno agricultor que viu a casa de sua irmã ser queimada depois da intensificação dos conflitos.

Segundo os lavradores, uma nova leva de grileiros chegou depois que as medições foram adiadas. “Tem um grileiro novo aqui, chegou faz pouco mais de ano, que diz que pode verter sangue na canela que ele não vai abrir mão da terra que tomou”, afirma o mesmo produtor.

A imunidade é tanta que a máfia local não respeita nem os representantes dos órgãos federais. A coordenadora do Terra Legal na Amazônia Shirley Nascimento foi ameaçada de morte depois que indeferiu 21 títulos do sul de Lábrea. Juntos, eles somavam 30 mil hectares. Na gleba Iquiri, onde mora a líder Nilcilene e a maior parte dos produtores do local, 90% dos lotes inscritos têm menos do que 40 hectares cada.

A mesma coisa aconteceu com a superintendente do Incra do Amazonas Maria do Socorro Marques Feitosa. Ela voltou atrás de um voo para o sul de Lábrea, onde iria pagar créditos aos assentados acompanhada de dois policias, quando recebeu uma ligação de dentro do avião. “Eram os produtores dizendo que eu não fosse porque os pistoleiros estavam se reunindo para a minha chegada. Mandei outra pessoa”, afirma.

 

Abandonados pela polícia

Enquanto o governo federal adia os trabalhos, os moradores ficam sem ter a quem recorrer. São muitos os relatos de desconfiança em relação à polícia e justiça locais. A saga de um pequeno agricultor que resolveu buscar seus direitos depois de ter sido ameaçado e expulso da terra onde viva há mais de 10 anos ilustra a complexidade do problema:

“Fui no Ministério Público Federal em Rio Branco, disseram que tinha que pedir autorização, porque a terra aqui é do Amazonas. Se o Amazonas autorizasse, eles vinham investigar. Nunca vieram. Depois fui à Boca do Acre [cidade do Amazonas mas próxima], na Polícia Militar e na Civil. O delegado disse que esse grileiro é um homem muito bom. Que já tinham recebido não sei quantas queixas dele lá e, quando vinham averiguar, não tinha nada do que o povo reclamar. Ele nem registrou minha queixa. Fui no Ibama falar das árvores que tão derrubando, foi o mesmo jeito: ‘mas o homem é muito bom…’. Procurei o juiz, só tinha o escrivão. Me informaram que o escrivão pode receber no lugar do juiz. Quando falei que era daqui, ele virou as costas e disse que não podia fazer nada porque o juiz não estava lá. O único que ainda me deu uma dicazinha foi o moço do Incra. Ele disse bem assim: ‘Senhor, não adianta, nós já fomos lá nessa fazenda, não deixaram nem a gente entrar. Não passamos nem pelo mata burro’. Então, se o federal não entra, acabou-se”.

“Segurança aqui é só a de Deus mesmo”, diz outro pequeno produtor que não quer se identificar. “Se for registrar na polícia, os primeiros a saber são os pistoleiros. Aí eles somem com a pessoa, no ano passado sumiram dois aqui. A família foi pedir investigação e a polícia disse ‘sem corpo, não há crime’. Mas como, se os pistoleiros somem com o corpo? Dizem aí que eles jogam soda cáustica e socam os ossos em buraco de tatu”.

Como ele, muitos não pisam na delegacia local. Para colher o depoimento dos líderes Adelino Ramos e Nilcilene, o Ouvidor Agrário Nacional Gercino José da Silva convocou uma audiência separada. “Se não tiver esse tipo de apoio, eles nem comparecem às delegacias e com razão. Temos casos concretos de trabalhadores rurais que fizeram denúncias em delegacias e isso acabou se voltando contra eles”, afirma o ouvidor.

O posto policial mais próximo do sul de Lábrea fica na vila de Nova Califórnia, que pertence ao município de Porto Velho. Segundo o sargento Fábio Cabral de Lima, no último ano o posto recebeu mais de 20 registros de ameaças de morte feitas no sul de Lábrea, mas nada pode fazer, pois não é jurisdição de Rondônia. “Nós estamos de mãos atadas em relação a tudo que acontece lá. Agora, se a pessoa não tiver confiança para prestar informação para a polícia local, que procure a polícia do seu estado”.

A delegacia responsável pelo sul de Lábrea fica na sede do município, que é isolado da região pela floresta. Para ir até a sede, é preciso percorrer mais de 800 quilômetros de estradas, dando a volta por Rondônia.

Nos últimos quatro meses, três casas foram queimadas, uma produtora rural desapareceu e duas famílias foram expulsas de suas casas no sul de Lábrea. Nada mobilizou a equipe de Lábrea, nem de Nova Califórnia.

A mãe da agricultora desaparecida, que sumiu dia 17 de dezembro, ainda tentou localizar sua filha. Suspeitando de homicídio, ela foi até Boca do Acre, cidade amazonense mais próxima, para pedir o deslocamento da polícia. Depois de ouvir do delegado que eles não tinham dinheiro para deslocar uma viatura, ela fez uma vaquinha entre conhecidos, que cederam um carro e R$ 500 para o combustível. Foi assim que a polícia do Amazonas se deslocou até o sul de Lábrea, onde passou dois dias e não encontrou a vítima. Em janeiro, graças aos apelos de Nilcilene, com o apoio da Comissão Pastoral da Terra, uma equipe de Humaitá (Amazonas) foi até o local. Eles ficaram dois dias e, por falta de orçamento para alugar um barco, não foram ao local onde a produtora desapareceu. Até hoje ela não foi encontrada.

“Esse problema da jurisdição é em toda a região sul do Amazonas na fronteira com o Acre e Rondônia” diz Rosana Souza do Nascimento, da Central Única dos Trabalhadores do Acre. “Ano passado, um trabalhador rural foi assassinado no Amazonas a mando de um fazendeiro do Acre. O fazendeiro foi investigado e preso, mas foi liberado porque estava no Acre e o crime ocorreu no Amazonas. E olha que, pelo menos, ele foi preso. Na maior parte das vezes o delegado nem procura”.

Leia mais: Nilcilene, com escolta e colete à prova de balas: “eles vão me matar”

 

A política européia para o Irã colhe um tiro antecipado no próprio pé. Como se sabe, o regime iraniano resolveu antecipar em janeiro, o que os europeus anunciavam para daqui a meses; o cessamento de vendas de petróleo procedente do Irã para países europeus. O reflexo nos preços do barril agrava a crise européia. Vejam a matéria:

O preço do petróleo em euros marca um novo máximo histórico.

O barril Brent está mais caro do que nunca: supera os 93,40 e rebaixa a anterior marca de 2008.





A escalada de tensão entre Irã e a comunidade internacional, o temor de que as sanções impostas ao Irã ou, inclusive, um eventual enfrentamento bélico que afete o fornecimento de óleo, estão, há semanas, empurrando os preços do petróleo aos máximos de nove meses. Mas, ao pagar o barril em euros, a fatura sai mais cara do que nunca.

O preço futuro do barril Brent, referência na Europa, superou hoje os 124 dólares, marcando o máximo dos últimos nove meses, mas ainda longe do recorde histórico de 147,50 dólares, que se alcançou em julho de 2008. No entanto, o preço do barril em euros chegou ao seu máximo histórico, ao superar a cota de 93,40 euros, devido a debilidade da moeda única, frente à divisa estadounidense, em plena crise da dívida europeia.

Nâo se viam essse preços do Brent em euros, desde 7 de julho de 2008, quando superou ligeramente os 93 euros por barril, em plena bolha das matérias primas, motivada pela especulação; na ocasião, as greves de trabalhadores do setor na Nigéria e a tensão com Irã somavam pressão à cotação do ouro negro.

Naquele momento, a cotação do Brent marcava 146 dólares por barril, frente aos 124 dólares que marca hoje. Entretanto, a moeda única se encontrava num momento favorável de câmbio em relação ao dólar. Um euro valia 1,57 dólares, um nível próximo ao seu máximo histórico. Hoje, com a crise da dívida europeia, o euro vale apenas 1,33 dólares.

 

Continua aqui.

 

Almeida

01/03/2012 - 07:40h - No POPNEWS


 


STF libera investigação do CNJ sobre patrimônio de juízes

 

 


 


Gervásio Baptista/SCO/STF O ministro na sessão plenária de quarta-feira

Em despacho assinado na quarta-feira, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a retomar a investigação do patrimônio dos magistrados e servidores do Judiciário, por meio das folhas de pagamento e declarações de imposto de renda.

Fux não autorizou, no entanto, que sejam utilizadas informações de um levantamento feito pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda, a pedido da Corregedoria Nacional de Justiça. Seu uso foi contestado pelas associações de magistrados, que alegam quebra de sigilo dos juízes e servidores.

A apuração havia sido suspensa em dezembro de 2011, por meio de liminar do ministro Ricardo Lewandowski. A relatoria do caso, então, seguiu para Fux. A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, pediu o reinício do levantamento sob a alegação que o trabalho do CNJ estaria estagnado.


 

Da Redação


 

 

01/03/2012 11h41 - Atualizado em 01/03/2012 11h42

Empresa cria dispositivo que usa água para recarregar o iPhone'Powertrekk' usa porta USB para se conectar aos smartphones.
Dispositivo de US$ 225 foi mostrado na Mobile World Congress. 

Do G1, em São Paulo

   Josep Lago/AFP)A empresa sueca myFC criou um dispositivo portátil que recarrega smartphones, como o iPhone, apenas com água. Chamado 'Powertrekk', o carregador custa US$ 225 e deve ser conectado ao smartphone por meio de portas USB. Para recarregar o celular, o usuário deve inserir uma pequena quantidade de água em um dos compartimentos internos. No outro, deve ser inserido um pacote de combustível descartável, vendido por US$ 12. A companhia demonstrou o dispositivo durante a Mobile World Congress (Foto: Josep Lago/AFP)

 

Veja como a Apple enganou a empresa que detia os direitos do nome Ipad

Por em 1.03.2012 as 12:24

A Proview, antiga dona da marca iPad na China, está processando a Apple na Califórnia por “fraude de apresentação internacional enganosa, fraude por dissimulação, indução fraudulenta e competição injusta”. Eles estão certos? Veja como a Apple os enganou. O julgamento cabe a você:

- Primeiro, a Apple entrou em contato com uma empresa britânica chamada Farncombe International. O diretor da empresa é Graham Robinson.

- A Farncombe International então criou uma empresa, a Ip Application Developmente Limited (já consegue ver onde vamos chegar?) para negociar a compra da marca iPad.

- Cerca de um mês antes de lançar o iPad, Robinson entrou em contato com a Proview sob o nome de Jonathan Hargreaves, querendo comprar a marca IPAD deles. A Proview Electronics Company, Ltd. tem sede em Taiwan, e produz monitores de computador e sistemas portáteis de mídia, como smarhpones e tablets.

- A Proview perguntou a Robinson/Hargreaves porque a empresa queria comprar a marca. Sua reposta, por e-mail, de acordo com a Proview, foi: “é uma abreviação do nome da empresa, IP Application Development Limited”.

- A Proview pressionou Robinson/Hargreaves, perguntando qual a natureza dos negócios da empresa. Para isso, ele respondeu: “A [IPAD Ltd.] é uma empresa recém formada, e tenho certeza que vocês compreendem que não estamos prontos para divulgar a natureza dela, já que ainda não fez nenhum anúncio público”.

- Então ele adicionou: “Como disse em minha última mensagem, posso garantir que a empresa não vai competir com a Proview”.

A Proview argumenta – e se os e-mails apresentados na Corte Superior da Califórnia forem verdadeiros – que esses argumentos do agente da Apple eram falsos. Eles alegam que isso é todos os tipos de fraude citados no começo do texto.

Nós não sabemos se a corte vai concordar com eles ou não, mas isso com certeza parece estranho. Será que a Apple usou esse tipo de ação outras vezes, que não é incomum no mundo das grandes corporações?

A Apple deu uma declaração sobre o acontecimento: “Nós compramos os direitos da Proview sobre a marca iPad em 10 diferentes países, a vários anos. A Proview se recusa a honrar seu acordo com a Apple na China, e uma corte de Honk Kong já deu favor à Apple. Nosso caso ainda está pendente em Taiwan”. [GizModo]

 

da PIAUI

questões cinematográficas

  • Encontro com Werner Herzog 01/03/2012 11:10 | Autor: Julia Levy

    Encontro com Werner Herzog

    Foto acima: Hank Skinner, cuja pena de morte foi suspensa quando se encontrava deitado na cadeira letal, em entrevista para o filme Death Row, de Werner Herzog

    Depois do relato de Paola Prestes, publicado há um ano (21 e 25 de março de 2011), sobre a escola itinerante de cinema de Werner Herzog, a Rogue Film School, agora é a vez de Julia Levy dar seu depoimento sobre o encontro com Herzog, ocorrido na 62ª Berlinale (Festival Internacional de Cinema de Berlim), encerrado em 19 de fevereiro, ocasião em que ela fez a foto de Herzog no palco.

    Julia Levy é pós-graduada em cinema documentário pela Fundação Getúlio Vargas e atualmente é Superintendente do Audiovisual da Secretaria de Cultura do Governo do Estado do Rio de Janeiro. [EE]

    De passagem pela Berlinale, só consegui assistir a três filmes, um dos quais – Death Row, mais recente filme de Werner Herzog [foto ao lado] – era o que mais queria ver.

    Desde 2005, quando redescobri Herzog fazendo um trabalho sobre Grizzly Man (Homem urso), vendo e revendo o filme, me deparei com um labirinto de perguntas para tentar entendê-lo e sistematizá-lo em um texto. Aquilo me dera um certo desespero que acabou se transformando num enorme interesse por sua obra. Desde então persigo cada novo projeto dele.

    A versão de Death Row apresentada na Berlinale é formada de quatro episódios ou retratos (portraits) da série do mesmo nome produzida para a TV americana. O primeiro retrato narra a história de James Barnes, condenado por diversos crimes, incluindo um assassinato no qual queimou o corpo e a cama da vítima para não deixar vestígios. O filme investiga a história de sua família e a conturbada relação do acusado com seu pai. Localizado pelo diretor, recusou-se a gravar entrevista para o filme, mas mandou um recado ao seu filho por intermédio de Herzog.

    O segundo episódio apresenta a história de Hank Skinner, cuja pena de morte foi suspensa quando o acusado já se encontrava deitado na cadeira letal.

    O terceiro é dedicado a Linda Carty, afro-americana condenada pela morte de Joana Rodrigues. Embora seja tida como a mentora do crime, Carty não estava presente na hora do assassinato, sendo a única suspeita a receber uma sentença.

    Por último, o quarto episódio, narra as histórias de Joseph Garcia e George Rivas. O primeiro, condenado a cinquenta anos de prisão, e Rivas condenado quinze vezes à pena de morte. A dupla conseguiu fugir, de maneira espetacular, de uma prisão de segurança máxima. Pouco tempo depois, ambos foram presos e condenados novamente. Herzog narra como encontrou por acaso um deles, enquanto o condenado esperava ser retirado da cabine de comunicação com os visitantes.

    Cada episódio começa com a mesma sequência, mostrando a sala de execução da pena de morte, a cela onde o condenado passa seus últimos momentos de vida, um corredor, um banheiro e um telefone que pode ser acionado a qualquer momento cancelando a execução da pena. Narrando essas cenas, a voz de Herzog, com seu sotaque característico, explica que esse tipo de pena existe em mais de trinta estados americanos, dos quais dezesseis ainda a aplicam. Posicionando-se como alemão, considerando a história do seu país e o fato de, nos EUA, ser um estrangeiro, afirma discordar, respeitosamente, da pena capital.

    Todos os episódios acabam com legendas informando a situação atual de cada personagem – todos aguardando o dia em que sua pena será executada.

    Essa não é a primeira vez que Herzog investiga a pena de morte nos EUA (seu último documentário, Into the Abyss, aborda o mesmo tema). Por que essas historias foram selecionadas entre tantos casos de pena morte? Além das histórias dos entrevistados, chamam também atenção as paisagens fora das prisões, mostrando um EUA mais próximo da imagem de país em crise, falido, do que de uma potência. Na verdade, as paisagens se assemelham aos portraits e às histórias contadas, imagens de degeneração social e humana.

    A sessão na qual assisti Death Row fazia parte das projeções especiais dentro do programa Talent Campus da Berlinale (o programa reúne anualmente 350 jovem diretores e realiza diversas atividades durantes seis dias), num cinema distante do coração do festival na Potsdamer Platz. No final da exibição, Herzog conversou com o público por aproximadamente meia hora. Como era uma plateia formada por jovens diretores, ele se dispôs a dar dicas, e procurou levar os que estavam presentes a questionamentos que considera importantes.

    Ao responder uma das perguntas, Herzog [na foto ao lado tirada por Julia Levy] explicou como produziu as entrevistas, como padronizou a forma de filmar cada personagem, de abordá-los e interagir com eles, já que não poderia dispor de muito tempo – não mais do que meia hora para cada um.

    Para Herzog, entrevistas são uma questão de “casting” e para entrevistar é preciso alcançar o “coração do homem”. Exemplificando o que queria dizer, contou que em uma das entrevistas, o entrevistado se apresentou interpretando um personagem que criara de si mesmo. Começou a contar uma história e Herzog falou da sua dificuldade em “furar” a barreira colocada pelo entrevistado. Ouvindo o que estava sendo narrado sobre um esquilo, ele perguntou ao personagem “mas o que pensava o esquilo?”. Eis que viu o personagem desmoronar diante da câmera e pôde enfim, se aproximar dele. Foi nesse momento que lançou a pergunta à plateia: “quando numa escola de cinema vocês receberiam a dica de perguntarem numa entrevista sobre um esquilo? Isso jamais será ensinado numa escola”.

    Perguntado sobre a forma como realiza seus filmes e projetos para TV, o tempo que cada projeto demanda, Herzog disse que produz tudo de forma muito rápida. Em 2011, realizou seis projetos e ao falar do seu processo de montagem, disse que também costuma realizar essa etapa em pouco tempo, passando muitas horas na sala de edição – o que o fez voltar a fumar.

    Mesmo numa sessão de gala do festival, cheia de (curiosos) rituais de apresentação do diretor e momentos específicos para ele subir ao palco e interagir com o público, chamou minha atenção a simplicidade de Herzog diante das questões apresentadas pela plateia.

    As ambiguidades e contradições que Herzog assinala em seus personagens e nas histórias narradas, levam a pensar até que ponto são verdadeiras ou ficcionais; causam sentimentos contraditórios, e dúvidas se simpatizamos ou não com seus personagens.

    Foi emocionante a oportunidade de vê-lo tão de perto, falando de forma aberta e apaixonada sobre sua livre investigação da natureza humana.

     

    Leia também:

    Seminário Herzog – visto por dentro ( I )

    Seminário Herzog – visto por dentro ( II )

    Werner Herzog – contador de histórias

    Herzog e os répteis

 

do ULTIMO SEGUNDO

Nova política coloca Google e União Europeia em rota de colisãoNovos termos de uso para uso dos serviços do Google começam a valer hoje em todo o mundo. Entenda as mudanças

BBC Brasil | 01/03/2012 11:00

 

A Google disse que as novas mudanças podem produzir resultados de busca melhores para os usuários que levam em consideração o seu histórico de buscas. Já a União Europeia anunciou que pretende investigar a nova política de privacidade da empresa.

 

LEIA TAMBÉM:
Google ajusta termos de uso para integrar serviços
Google+ ganha força na batalha contra Facebook

 

O bloco europeu delegou à Comissão Nacional de Informática e Liberdade (CNIL), órgão que regula o setor na França, a tarefa de investigar o caso em nome do resto da Europa. A CNIL não adiantou quais seriam os pontos da nova política da Google que ferem a legislação europeia, mas disse que pretende mandar uma série de perguntas ao Google até meados de março, como parte da investigação.

 

 

Foto: Getty Images Ampliar

Google muda política de privacidade a partir de hoje (1)

O órgão francês fez um apelo à Google para que a companhia adie sua decisão de adotar as novas medidas. "A CNIL e as autoridades de informação da União Europeia estão muito preocupadas com a combinação de dados pessoais em diferentes serviços", afirma uma nota da entidade francesa. "Eles têm grandes dúvidas sobre a legalidade e a justiça destes processos, e se eles cumprem as leis europeias de proteção de dados."

 

Em resposta, o conselheiro de privacidade da Google, Peter Fleischer, disse que a empresa pretende responder a todas as preocupações da CNIL. "Como vimos diversas vezes na última semana, mesmo com nossa política de privacidade mudando a partir de 1º de março, nosso compromisso com princípios de privacidade continuam fortes como sempre", escreveu Fleischer, em um blog da empresa. A empresa não acatou o pedido do órgão francês de adiar a implementação das medidas.

 

Entenda as mudanças

 

O modelo de negócios do Google é baseado no uso de dados coletados junto a seus usuários. Com estas informações, a Google consegue exibir publicidade direcionada aos internautas de acordo com os seus hábitos de navegação. Até 1º de março, as informações dos usuários eram coletadas e mantidas separadamente por cada serviço Google.

 

Isso significa que qualquer pesquisa no YouTube não tinha impacto na publicidade que aparece nas páginas de buscas do Google ou no serviço de e-mails, Gmail. As novas regras de privacidade não são opcionais. A única forma de o usuário evitá-las é deixando de usar os sites da Google.

 

As mudanças provocaram uma enxurrada de análises e recomendações em sites especializados. Uma das sugestões feitas aos usuários que não querem ser afetados pelas mudanças é entrar na parte de históricos de pesquisa de cada um dos sites, e ficar constantemente apagando tudo o que estiver ali. No caso da página de pesquisas da Google, os dados estão em http://google.com/history.

 

A Google montou uma estratégia de comunicação para informar seus usuários sobre todas as mudanças. Vários serviços da empresa exibiram páginas detalhadas logo que o internauta entrava nos sites. No entanto, alguns grupos criticam que as mudanças não foram bem explicadas. Uma pesquisa de opinião da YouGov revelou que 47% dos usuários do Google na Grã-Bretanha não estavam cientes da mudança na política de privacidade.

 

Segundo a entidade que faz campanha por mais transparência na internet, a Big Brother Watch, apenas 12% dos entrevistados disseram ter lido as novas regras. "Se as pessoas não entendem o que está acontecendo com seus dados pessoais, como elas conseguirão tomar decisões informadas sobre o uso do serviço?", disse o diretor do Big Brother Watch, que ajudou a fazer a pesquisa da YouGov.

"A Google está colocando os interesses de seus anunciantes acima da privacidade dos usuários, e não deveria apressar essas mudanças antes de o público geral entender o que elas significam.

 

do TERRA

 

   

 

Temos que nos defender da guerra cambial, diz Mantega sobre IOF
01 de Março de 2012 • 11h12 •  atualizado 11h22

Luciana Cobucci
Direto de Brasília

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu nesta quinta-feira a medida tomada pelo governo de estender a vigência da alíquota de 6% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre empréstimos de curto prazo tomados em instituições internacionais. Na edição desta quinta-feira do Diário Oficial da União, o governo publicou uma medida que aumenta a vigência do IOF maior (de 6%) para empréstimos com prazo de pagamento menor que três anos.Segundo Mantega, a medida vai desestimular a tomada de empréstimo em bancos e empresas do exterior, o que gera um excesso de dólares no Brasil e prejudica o câmbio, pois desvaloriza a moeda americana. O dólar mais barato é ruim para a indústria brasileira, já que torna os produtos nacionais mais caros e menos competitivos no mercado externo."(A trajetória de queda do real) é ruim para a economia brasileira. Quando o real se valoriza, diminui nossa competitividade, as exportações brasileiras ficam mais caras e os importados mais baratos. É uma competição desleal com as empresas nacionais. É a chamada 'guerra cambial'. O governo não ficará assistindo impassível essa guerra cambial", afirmou Mantega.Para impedir o excesso de dólares no mercado brasileiro, o governo também vai continuar comprando a divisa. "O governo não ficará assistindo impassível essa guerra cambial, temos que nos defender e a defesa é comprar o excesso de dólar que existe hoje", destacou Mantega.Como medida para tentar sanear a crise financeira internacional, os países atingidos pelos abalos econômicos estão baixando juros e aumentando a oferta de crédito, que têm como destino investimentos mais seguros, principalmente nos países emergentes."Por que escolhem o Brasil? Porque é um dos países que dá mais solidez e segurança, e neste momento eles têm insegurança em relação a outros países. Nossos bancos e empresas estão tomando crédito barato lá fora. Se não quiser pagar esse tributo é só tomar crédito de mais longo prazo, que é mais saudável", disse. 

Terra

 

Urariano Mota: O lugar do escritor no Brasil

por Urariano Mota, no Blog da Boitempo

As notícias nos jornais, que fazem da história real um eterno fla-flu, não deixam dúvida: militares da reserva atacam a presidenta Dilma e a ministra Maria do Rosário, por atos e declarações sobre a ditadura. A presidenta reage, militares fingem um recuo, e o jogo segue, em aparente 1 a 1. Mas a notícia maior, que vem sendo construída há mais de uma geração, fala mais fundo além dos jornais: durante este ano o Brasil passa pela Comissão da Verdade, a partir do Congresso Nacional. Diante disso, o que dizem as vozes estéticas do Brasil, alheias à superfície das páginas do noticiário?  E os que usam a ferramenta exclusiva do verbo,  os escritores, o que temos com isso?

A julgar por suas intervenções públicas, até aqui, nada têm a ver. Entenda-se. Não se exige dos nossos criadores obras de engajamento nas questões de peso da pátria. Não, e seria abusiva e estúpida tal exigência, porque exterior à escrita mais pessoal, onde têm vez e voz o mais íntimo de cada um. Mas escritores escrevem artigos ótimos, crônicas cultas, dão palestras brilhantes, entrevistas maravilhosas, espetáculos do mais fino humor,   e entre uma exposição e outra do precioso ego, bem podiam dizer, falar, sugerir, recomendar algo como, por exemplo, “olhem, tem a ver conosco esta Comissão da Verdade. Ela é do interesse de todos os artistas”. E diante do silêncio de um entrevistador, cujas perguntas vêm antes da entrevista, o escritor perguntaria mais claro:  “Você não quer saber a razão?”. E o show continuaria, se não com mais graça, pelo menos com mais verdade.

Mas tal não se vê, nem mesmo nos lugares de aparência livre de suas colunas. Por quê? Certo não é covardia. Se apostamos no grau de altura moral dos nossos irmãos, poderíamos dizer que este assunto urgente, de esclarecimento dos crimes da ditadura, para eles não vem à tona por uma certa, digamos, acomodação estética. Talvez uma estética de não ferir a boa vontade do dono, não da sua pessoa, pois nosso escritor é livre, mas de não ir contra a corrente dominante no meio. Ou de respeitar o espaço, que não é gratuito por todas as justiças. Quem trabalha, recebe, é justo. Quem paga, cobra, o que também é justo. Ora vá o escritor famoso à custa do jornal, pelo que  o magnânimo editor acha, ora vá o dono da folha cair na fria de pagar para o que não lhe interessa divulgar. Um absurdo. Se assim fosse, não existiria justiça na terra.

Para que exista paz nas relações materiais do espírito, passemos a terrenos mais autônomos. Se o escritor nacional se ausenta do debate sobre a memória da ditadura nas aparições onde lhe pagam, onde o tema poderia causar no público um visível desconforto, e escritor, para a maioria no auditório, ou é um palhaço, ou um popstar  ou um bibelô?, passemos a outro campo. Passemos, mas de passagem imaginamos o desagradável que seria lembrar assassinatos, torturas e sua impunidade numa conversa educada. Imaginem a indelicadeza. Que assunto mais fora de tema, pois a concepção reinante de literatura se dirige mais para a excelência do criador que para o valor absoluto da realidade.

Passemos ao terreno mais pessoal, de conversas, de mensagens pessoais, de manifestações de escritores entre amigos. O desencanto é grande. Causa espanto a capacidade que têm os nossos romancistas, poetas, de se ausentar da vida brasileira. A maioria de todos, digamos maioria assim, para ressalvar as exceções, estão metidos na viagem e divulgação da própria criação. Pouco se lhes dá que não só os  séculos, mas o presente histórico, aquele que vai além deste minuto, lhes solte gargalhadas quanto à maravilha de suas crias. Aquela mesma gargalhada que um dia Balzac soltou, em um jantar entre seus pares, ao ouvir de um deles “nós, criadores…”. O magnífico Balzac não se aguentou:

- Nós, criadores?!

E a gargalhada soou da altura de A Comédia Humana. Assim, para os nossos criadores, pouco se lhes dá agora o riso de Balzac dos séculos. Importa mais estar na onda, numa feliz adaptação do funk, “sou feio, mas estou na moda”. Ora, quando falamos da sua ausência da vida brasileira, como se isso fosse uma qualidade extraliterária, e, acreditem, não o é (perdoem essa construção), queremos dizer: os nossos escritores se ausentam de tudo que não diga respeito à sua extraordinária pessoa. Eles não refletem como agentes sociais, como pessoas que são chamadas à liça, como homens que sentem na própria pele a dor de um semelhante. Perdão, dor de um longinquamente parecido. Mas se assim é no geral, no particular exibem uma descrença – ou ignorância – que chega à raia do absolu to em termos políticos. Aderem fácil, fácil a qualquer onda de descrença em um governo ou pessoa ou idéias de esquerda. Mas isso, essa derrocada,  para eles tem o nome de ironia, pose de mais altos estudos e vivências pós-muro de Berlim.

A esta altura sinto – mas não “sinto muito” – que o título do texto deu lugar a uma crítica negativa. Em outra oportunidade, espero sobressair mais o lugar do escritor do Brasil com os exemplos mais eloquentes de Lima Barreto, Joaquim Nabuco, Drummond, Machado de Assis, Graciliano Ramos…  Agora, prefiro constatar que todos escritores temos uma arma, que está empoeirada sem uso: o nosso talento e sensibilidade para o que os generais e os príncipes jamais ousarão. Pois jamais os poderosos conseguirão algo que remoto lembre um Dom Quixote, um Rosa do Povo, um levante de consciências de levar os nazistas à queima de livros, a ponto de um general de Franco gritar “Morte à Inteligência”.

No entanto agora, neste minuto, neste presente, a literatura, a poesia do futuro,  vem sendo construída à margem dos escritores. Logo, logo, esperamos, ela tomará o seu lugar, o lugar dela, que é seu por todos os direitos. Não por ora, que estamos cegos e distantes desta notícia:

“Maria Auxiliadora Lara Barcellos atirou-se nos trilhos de um trem na estação de metrô? Charlottenburg, em Berlim”? tinha sido presa sete anos antes, em 1969, no Brasil. Nunca mais conseguiu se recuperar plenamente das profundas marcas psíquicas deixadas pelas sevícias e violências de todo tipo a que foi submetida. Durante o exílio, registrou num texto”? ‘Foram intermináveis dias de Sodoma. Me pisaram, cuspiram, me despedaçaram em mil cacos. Me violentaram nos cantos mais íntimos. Foi um tempo sem sorrisos. Um tempo de esgares, de gritos sufocados, de grito no escuro”?’”

Por enquanto, essa breve tragédia ainda não fura a espessa couraça de nossos literatos.  É só uma nota na tela.

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http://boitempoeditorial.wordpress.com/2012/02/28/o-lugar-do-escritor-no-brasil/

 

O mundo da música  está de luto.

Morre aos 68 anos o cantor Lúcio Dalla 

Itália - Lúcio Dalla, um dos mais importantes cantores italianos, morreu nesta quinta-feira. Autor de sucessos internacionais como "Caruso", morreu em Montreaux (Suíça) de infarto aos 68 anos.A notícia foi divulgada pela imprensa italiana.

Cantor morreu vítima de infarto na Suíça | Foto: Reprodução Internet

Dalla, que além de cantor era escritor e músico, estava na Suíça para uma série de concertos. A última aparição do cantor na Itália, que em 4 de março iria completar 69 anos, foi na semana passada no Festival da Canção de Sanremo em um dueto com o jovem Pierdavide Carone, para quem havia composto a canção "Nani".

O fotógrafo e amigo Roberto Serra contou que falou com Dalla na quarta-feira, e que ele estava "bem, feliz e tranquilo" com a turnê europeia iniciada em Lucerna. Dalla deveria passar também por Zurique e Montreux. A turnê estava prevista para encerrar em 30 de março em Berlim.

Em 40 anos de carreira, emocionou com canções como "Gesù Bambino", com a qual participou de 1971 no Festival da Canção de Sanremo e foi o seu primeiro grande sucesso, embora a censura o tenha obrigado a mudar o título. Ele optou por "4/3/1943" (data de seu nascimento), e a música contava a história de uma mãe solteira.

Internacionalmente, seu grande êxito chegou ocorreu nos anos 80 pelas mãos de "Caruso", considerada uma das obras-primas da música italiana pela crítica. Ultimamente, Dalla havia protagonizado com seu amigo e cantor Francesco de Gregori uma turnê italiana de enorme sucesso.

As informações são da EFE

http://odia.ig.com.br/portal/mundo/morre-aos-68-anos-o-cantor-l%C3%BAcio-dalla-1.414119


 

 

 

Pois é, como postei ontem já muito tarde: alguém me explica.

Crivella toma posse na sexta no Ministério da PescaSenador foi anunciado nesta quarta como substituto de Luiz Sérgio.
Dilma decidiu entregar comando da pasta ao PRB, que não tinha ministério

 

Colegas do LN, essa serie tem video e fotos que nao permitem serem clipados, entao clique nos links.Agência PúblicaagenciapublicaAcuado por pistoleiros, governo recua01.03.12Por Ana Aranha

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Ameaças chegam a funcionários federais e governo adia regularização de terras em município considerado “prioritário”. Polícia não entra na região[+] [-] [*] 0  0 share0    

Em junho de 2010, durante vistoria no assentamento Gedeão, sul do Amazonas, a líder Nilcilene Miguel de Lima foi agredida na frente de uma funcionária do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Isso aconteceu enquanto ela mostrava um desmatamento dentro do assentamento. Surpreendida por um pistoleiro, Nilcilene levou socos, chutes e tapas no ouvido que lhe tiraram parte da audição. A funcionária do Incra tentou intervir e levou um soco no peito. As duas correram para o carro e fugiram. Nilcilene foi para a delegacia mais próxima fazer boletim de ocorrência e corpo delito. A funcionária do Incra voltou para Manaus e pediu transferência. O agressor e o desmatador nunca foram punidos.

No mesmo ano, uma funcionária do Terra Legal (programa de regularização fundiária do Ministério do Desenvolvimento Agrário) disse a um seringueiro que ele não tinha direito à terra onde nasceu e criou seus filhos. Segundo a funcionária do governo, a área pertenceria a um fazendeiro que mora em Rio Branco, Acre, e que é investigado por grilagem. A turma do “deixa disso” teve que intervir para evitar briga. O caso foi denunciado à Brasília por um membro da Comissão Pastoral da Terra e a funcionária foi exonerada. O programa nunca mais voltou ao local e, até hoje, o seringueiro não pode entrar na sua terra devido às cercas do grileiro.

Os dois casos são emblemáticos do modo como o governo federal conduz o combate aos crimes de grilagem e desmatamento na Amazônia. Quando confrontado pela truculência da quadrilha local, ao invés de voltar com mais força para enfrentá-la, o governo recuou. Movimento que fortalece os criminosos.

Foi exatamente o que aconteceu na condução do programa Terra Legal no sul de Lábrea. O município foi o primeiro da Amazônia a receber o programa, anunciado em 2009 pela presidente Dilma Rousseff como a maior ação para regularização fundiária do país. Lábrea é considerada prioritária por fazer parte do “Arco Verde” – cinturão que cerca a floresta nativa e onde mais avança a extração ilegal de madeira e a grilagem de terra. Três anos depois, porém, nenhum título foi entregue aos moradores do local.

“Foram muitas dificuldades e decidimos suspender o serviço”, explica Shirley Nascimento, secretária de Regularização Fundiária da Amazônia Legal. “A empresa contratada em 2009 para fazer o georeferenciamento achou que seria como trabalhar em São Paulo, tiveram dificuldade com os rios e ameaças. Havia pessoas perseguindo a equipe, querendo indicar onde deveriam medir”. O governo suspendeu o contrato e abriu nova licitação. Até hoje, o georeferenciamento não foi retomado.

Depois de iniciado o processo, porém, a corrida pela terra e pela madeira se intensificou. Nesse contexto, a demora do governo não só posterga a solução do problema, mas o agrava. “O Terra Legal precisa vir urgente desenrolar o trabalho que começaram. Depois que viraram as costas, piorou tudo. Ninguém sabe mais qual é a marca que tá valendo”, diz um pequeno agricultor que viu a casa de sua irmã ser queimada depois da intensificação dos conflitos.

Segundo os lavradores, uma nova leva de grileiros chegou depois que as medições foram adiadas. “Tem um grileiro novo aqui, chegou faz pouco mais de ano, que diz que pode verter sangue na canela que ele não vai abrir mão da terra que tomou”, afirma o mesmo produtor.

A imunidade é tanta que a máfia local não respeita nem os representantes dos órgãos federais. A coordenadora do Terra Legal na Amazônia Shirley Nascimento foi ameaçada de morte depois que indeferiu 21 títulos do sul de Lábrea. Juntos, eles somavam 30 mil hectares. Na gleba Iquiri, onde mora a líder Nilcilene e a maior parte dos produtores do local, 90% dos lotes inscritos têm menos do que 40 hectares cada.

A mesma coisa aconteceu com a superintendente do Incra do Amazonas Maria do Socorro Marques Feitosa. Ela voltou atrás de um voo para o sul de Lábrea, onde iria pagar créditos aos assentados acompanhada de dois policias, quando recebeu uma ligação de dentro do avião. “Eram os produtores dizendo que eu não fosse porque os pistoleiros estavam se reunindo para a minha chegada. Mandei outra pessoa”, afirma.

 

Abandonados pela polícia

Enquanto o governo federal adia os trabalhos, os moradores ficam sem ter a quem recorrer. São muitos os relatos de desconfiança em relação à polícia e justiça locais. A saga de um pequeno agricultor que resolveu buscar seus direitos depois de ter sido ameaçado e expulso da terra onde viva há mais de 10 anos ilustra a complexidade do problema:

“Fui no Ministério Público Federal em Rio Branco, disseram que tinha que pedir autorização, porque a terra aqui é do Amazonas. Se o Amazonas autorizasse, eles vinham investigar. Nunca vieram. Depois fui à Boca do Acre [cidade do Amazonas mas próxima], na Polícia Militar e na Civil. O delegado disse que esse grileiro é um homem muito bom. Que já tinham recebido não sei quantas queixas dele lá e, quando vinham averiguar, não tinha nada do que o povo reclamar. Ele nem registrou minha queixa. Fui no Ibama falar das árvores que tão derrubando, foi o mesmo jeito: ‘mas o homem é muito bom…’. Procurei o juiz, só tinha o escrivão. Me informaram que o escrivão pode receber no lugar do juiz. Quando falei que era daqui, ele virou as costas e disse que não podia fazer nada porque o juiz não estava lá. O único que ainda me deu uma dicazinha foi o moço do Incra. Ele disse bem assim: ‘Senhor, não adianta, nós já fomos lá nessa fazenda, não deixaram nem a gente entrar. Não passamos nem pelo mata burro’. Então, se o federal não entra, acabou-se”.

“Segurança aqui é só a de Deus mesmo”, diz outro pequeno produtor que não quer se identificar. “Se for registrar na polícia, os primeiros a saber são os pistoleiros. Aí eles somem com a pessoa, no ano passado sumiram dois aqui. A família foi pedir investigação e a polícia disse ‘sem corpo, não há crime’. Mas como, se os pistoleiros somem com o corpo? Dizem aí que eles jogam soda cáustica e socam os ossos em buraco de tatu”.

Como ele, muitos não pisam na delegacia local. Para colher o depoimento dos líderes Adelino Ramos e Nilcilene, o Ouvidor Agrário Nacional Gercino José da Silva convocou uma audiência separada. “Se não tiver esse tipo de apoio, eles nem comparecem às delegacias e com razão. Temos casos concretos de trabalhadores rurais que fizeram denúncias em delegacias e isso acabou se voltando contra eles”, afirma o ouvidor.

O posto policial mais próximo do sul de Lábrea fica na vila de Nova Califórnia, que pertence ao município de Porto Velho. Segundo o sargento Fábio Cabral de Lima, no último ano o posto recebeu mais de 20 registros de ameaças de morte feitas no sul de Lábrea, mas nada pode fazer, pois não é jurisdição de Rondônia. “Nós estamos de mãos atadas em relação a tudo que acontece lá. Agora, se a pessoa não tiver confiança para prestar informação para a polícia local, que procure a polícia do seu estado”.

A delegacia responsável pelo sul de Lábrea fica na sede do município, que é isolado da região pela floresta. Para ir até a sede, é preciso percorrer mais de 800 quilômetros de estradas, dando a volta por Rondônia.

Nos últimos quatro meses, três casas foram queimadas, uma produtora rural desapareceu e duas famílias foram expulsas de suas casas no sul de Lábrea. Nada mobilizou a equipe de Lábrea, nem de Nova Califórnia.

A mãe da agricultora desaparecida, que sumiu dia 17 de dezembro, ainda tentou localizar sua filha. Suspeitando de homicídio, ela foi até Boca do Acre, cidade amazonense mais próxima, para pedir o deslocamento da polícia. Depois de ouvir do delegado que eles não tinham dinheiro para deslocar uma viatura, ela fez uma vaquinha entre conhecidos, que cederam um carro e R$ 500 para o combustível. Foi assim que a polícia do Amazonas se deslocou até o sul de Lábrea, onde passou dois dias e não encontrou a vítima. Em janeiro, graças aos apelos de Nilcilene, com o apoio da Comissão Pastoral da Terra, uma equipe de Humaitá foi até o local. Eles ficaram dois dias e, por falta de orçamento para lugar um barco, não foram ao local onde a produtora desapareceu. Até hoje ela não foi encontrada.

“Esse problema da jurisdição é em toda a região sul do Amazonas na fronteira com o Acre e Rondônia” diz Rosana Souza do Nascimento, da Central Única dos Trabalhadores do Acre. “Ano passado, um trabalhador rural foi assassinado no Amazonas a mando de um fazendeiro do Acre. O fazendeiro foi investigado e preso, mas foi liberado porque estava no Acre e o crime ocorreu no Amazonas. E olha que ele pelo menos foi preso, na maior parte das vezes o delegado nem procura”.

Leia mais: Nilcilene, com escolta e colete à prova de balas: “eles vão me matar”

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A união homoafetiva e os planos de previdência complementar

“Muitos planos, seguindo as diretivas do STF e do STJ, já vêm adaptando as regras para pagamento da pensão por morte de forma a que figure dentre os beneficiários o companheiro do mesmo sexo”

  

Ana Paula Oriola De Raeffray*

A união entre pessoas do mesmo sexo é uma realidade em todo o mundo. O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em fevereiro de 2010, julgou o Recurso Especial nº 1.026.981, com a relatoria da Ministra Nancy Andrighi, no qual foi tratada a questão da união estável entre pessoas do mesmo sexo e o direito ao benefício da pensão por morte nos planos de previdência complementar. No primeiro parágrafo da ementa do acórdão proferido neste recurso está assim consignado: “Despida de normatividade, a união afetiva constituída entre pessoas de mesmo sexo tem batido às portas do Poder Judiciário ante a necessidade de tutela, circunstância que não pode ser ignorada, seja pelo legislador, seja pelo julgador, que devem estar preparados para atender às demandas seguidas de uma sociedade com estruturas de convívio cada vez mais complexas, a fim de albergar, na esfera da entidade familiar, os mais diversos arranjos vivenciais”.

Vale lembrar que o Supremo Tribunal Federal (STF), em 2011, reconheceu a união estável homoafetiva, quando julgou a ADI nº 4277, apontando que é objetivo fundamental da República Federativa do Brasil “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”, nos termos do disposto no artigo 3º, inciso IV, da Constituição Federal.

Toda a questão submetida ao Supremo Tribunal Federal surgiu, contudo, em virtude do fato de que no artigo 226, § 3º, da Constituição Federal está determinado que o Estado protegerá apenas a união estável entre o homem e a mulher come entidade familiar. Este mesmo preceito consta do artigo 1.723 do Código Civil Brasileiro e também, no que se refere ao casamento civil, no artigo 1.514 do mesmo diploma legal.

O plano de previdência complementar, como qualquer contrato, não é alheio à realidade e às modificações observadas na sociedade. Tanto é que pode ser notada a sua nítida adaptação quando houve o reconhecimento da própria união estável entre homem e mulher. Em muitos planos de benefícios, anteriores à Constituição Federal de 1988, os beneficiários da pensão por morte poderiam ser, além dos filhos, apenas o cônjuge, ou seja, exigia-se o casamento. A evolução das relações sociais determinou que passasse a figurar como beneficiário o companheiro ou a companheira, reconhecendo-se, assim, a união estável entre homem e mulher.

Da mesma forma, o contrato de previdência privada vem absorvendo a realidade social no que se refere à união estável entre pessoas do mesmo sexo, sendo que muitos planos, seguindo as diretivas do STF e do STJ, já vêm adaptando as regras para pagamento da pensão por morte de forma a que figure dentre os beneficiários o companheiro do mesmo sexo.

É evidente, todavia, que as formalidades previstas no contrato de previdência privada para a concessão do benefício terão que ser observadas. A primeira delas é a de que haja a indicação pelo participante de seu companheiro de mesmo sexo como beneficiário, seguindo-se da comprovação de que ambos conviviam em união estável, o que pode se dar mediante a apresentação de pacto de união estável particular ou público.

Essas formalidades do contrato de previdência privada visam trazer a segurança para a relação jurídica, respeitando-se a vontade do participante, e não inibir a concessão do benefício, haja vista que nesta espécie contratual vige a autonomia da vontade, ou seja, a pessoa pode decidir sobre a forma de pagamento do seu benefício em caso de morte dentro das hipóteses regulamentares e legais.

O próprio STJ na decisão acima citada reconhece que a união entre as pessoas do mesmo sexo precisa ser comprovada para que haja o correto pagamento do benefício da pensão por morte.

*Advogada, sócia do escritório Raeffray Brugioni Advogados e Doutora em Direito das Relações Sociais pela PUC de SP

 

Big Brother Google: Sob protestos, Google introduz nova "política de privacidade" e cria identificação única de usuários

 

Sob protestos, o Google faz valer a partir de hoje sua nova "política de privacidade". O assunto é candente, já que o Google é possivelmente a empresa que mais coleta, armazena e processa informações no mundo, além de estar em primeiro lugar de audiência na internet nos EUA e em muitos outros países, com seu amplo conjunto de serviços.

A empresa decidiu reunir sob uma mesma política cerca de 60 produtos diferentes. Na prática, vai fazer o que nem o governo federal norte-americano conseguiu: criar um identificador único para cada usuário, com o máximo de informações pessoais que puder coletar.

Larry Page, o co-fundador e principal executivo do Google, recebeu semana passada uma carta assinada por 39 procuradores federais. A carta afirma que a nova política "invade a privacidade do consumidor ao compartilhar informações pessoais automaticamente em outros serviços, quando o usuário insere a informação em um serviço específico".

Questionado pelo UOL se haveria alguma mudança na política prevista para começar neste 1o. de março, um porta-voz do Google respondeu que não. Disse também que essa nova política vem sendo ”amplamente” divulgada desde 24 de janeiro. (Leia aqui a íntegra da entrevista com um porta-voz do Google).

Privacidade em xeque

Os Estados Unidos vivem um período de grande preocupação com a privacidade online, dadas as recentes e surpreendentes descobertas de quantos dados pessoais certas empresas coletam, sem o cliente saber. O Google não é o único alvo das críticas. A Apple, entre outras, também está sob pressão pelas muitas falhas descobertas no seu processo de aprovação de aplicativos para iPhone e iPad.

As críticas vêm de todos os lados: do presidente dos EUA, Barack Obama, da Federal Trade Commission, do Departamento do Comércio, de várias instâncias do Poder Judiciário, de entidades de defesa do consumidor e de grupos de advogados. Vêm ainda de fora do país, em particular da Europa, tradicionalmente mais ciosa nessa questão.

Esta semana, a Comissão Nacional para Computação e Liberdades Civis da França se manifestou, dizendo que a nova política do Google não se enquadra nos padrões de proteção de dados da Europa e pediu o adiamento da implantação. A resposta do Google foi não.

Os sete direitos digitais

Num discurso, na semana passada, o presidente Barack Obama havia dito que "os consumidores americanos não podem esperar mais para ter regras claras que assegurem que suas informações pessoais estejam seguras online".

O governo Obama acaba de concluir um estudo de dois anos sobre como regular a coleta online de dados dos consumidores. O governo estabeleceu uma lista de sete direitos básicos que gostaria de ver assegurados aos cidadãos americanos. O governo também pressiona o Congresso a aprovar rapidamente uma lei de direito à privacidade.

Enquanto isto as grandes empresas de internet engordam suas equipes de advogados e lobistas, se unem para desenvolver sua própria autorregulamentação e tentam convencer o público que qualquer lei é nociva à liberdade geral. Na realidade, elas estão preocupadas em preservar sua própria liberdade de continuar criando e faturando, sem a transparência devida.

Essa não é uma opinião pessoal. É apenas uma constatação que parece consensual nos Estados Unidos hoje, exceto dentro da indústria da internet.

Minoria lê termos de uso

Uma pesquisa feita pela Universidade da Califórnia em Berkeley em 2006 constatou que apenas 1,4% das pessoas tem o hábito de ler regular e inteiramente as regras de uso de serviços online, textos geralmente longos e em letras miúdas, às vezes incompreensíveis para um leigo.

Isto significa que os 98,6% realmente não sabem quanta informação pessoal estão fornecendo para terceiros ao usar os seus serviços, muito menos como essas informações poderão ser usadas.

Uma pesquisa na Grã-Bretanha divulgada no último dia 28 pelo Big Brother Watch (www.bigbrotherwatch.org.uk) revelou que 9 entre cada 10 usuários do Google não leram a nova política. Revelou ainda que 47% das pessoas que usam regularmente serviços do Google não fazem ideia da mudança na política de privacidade.

O destaque dado pelo Google na véspera da mudança se limitou a um minúsculo link em vermelho, no pé da página inicial da busca, uma área que praticamente ninguém costuma olhar.

Muitas pessoas também não sabem que informações podem ser coletadas de seus computadores e telefones sem que elas tenham autorizado nada. Não quero fazer terrorismo, mas isto é um fato. Nos últimos meses, várias empresas tiveram de se desculpar ou mudaram de procedimento por conta desse tipo de prática, depois de vir a público que estavam copiando as agendas do celular dos clientes ou suas fotos, para citar os casos mais recentes.

O raio-x da questão

Afinal, o que o Google coleta e por que devemos nos preocupar com isso? E o que muda com a nova política?

O Google coleta muita, muita coisa. Mesmo que você jamais tenha dado seu nome ou e-mail para o Google, seu computador certamente está identificado e, no mínimo, suas atividades de busca no Google e sua navegação em sites do Google ou em sites que são parceiros de publicidade do Google estão sendo monitoradas. Exceto se você tiver se preocupado em reprogramar seu software de navegação para não aceitar "cookies".

Os velhos "cookies", que são pequenos códigos de programação inseridos no seu navegador (browser) enquanto você visita páginas na internet, são uma forma de monitorar as atividades de uma pessoa sem que ela perceba. Podem ser usados para o bem, como por exemplo para evitar que a pessoa tenha de fazer repetidos logins para usar um serviço, por exemplo.

Um grande número de empresas de internet usa "cookies" para obter estatísticas que vão afinar os seus serviços.
Mas "cookies" podem e são usados para outras coisas não previamente informadas aos navegantes, como para publicar propaganda "personalizada", por exemplo daquele produto que você andou pesquisando online. Você pode achar isso legal ou não.

Na semana passada, o Digital Advertising Alliance, que representa 400 empresas, enfim apoiou a proposta política e tecnológica chamada "Do Not Track" (http://donottrack.us), literalmente "Não Rastreie", e disse que "desejam alcançar entendimento com fabricantes de browsers para ter a solução de um só clique", defendida pelo governo Obama, "em cerca de nove meses". A prática da indústria sempre foi o chamado opt-out, isto é, permitir ao consumidor deixar de ser rastreado apenas depois que ele descobrisse que estava sendo e descobrisse também como deixar de ser.

Um login para todos acionar

Mas o Google vai muito além dos "cookies". Agora eles pretendem usar o nome que você colocou na sua conta Google em todos os serviços que requerem uma conta no Google. Ou seja, vão substituir antigos nomes ou apelidos que você usou pelo seu nome principal. E sua foto provavelmente estará lá, se você foi um dos que entraram no Google+ de junho para cá.

Notei que o Google+, feito para concorrer com o Facebook, facilita muito a publicação de fotos, por exemplo, mas não oferece recurso para se apagar algo ali. É apagar tudo ou nada.

Aqui vão mais exemplos do que o Google pode coletar:

1) Detalhes de como cada um usa seus serviços, a começar pelas buscas feitas no Google
2) Informações do seu celular, como seu número telefônico, o número das pessoas com quem você andou falando, dia, hora e duração de chamadas
3) Endereço IP (Internet Protocol Address), aquele número que se ganha quando se conecta à internet
4) Tipo de computador e navegador usados, idioma, atividades e erros ocorridos no seu computador e a que URLs (endereços de internet) eles se referem
5) Sua localização atual via sinais de GPS ou via sensores do seu equipamento que se conecta a redes Wi-Fi e/ou torres de celular.

Para os poucos que têm paciência e tempo de ler esse tipo de documento, como a nova política de privacidade do Google, está lá isso tudo.

Mas nas palavras do presidente do conselho de administração do empresa, Eric Schmidt, "quem tentar restringir a internet vai falhar". Num discurso em Barcelona no congresso Mobile World, esta semana, ele fez a defesa da "liberdade" na internet não apenas contra legislações nacionais, mas também contra a ONU. O Velho Oeste parece ter voltado a ser… o Velho Oeste!

"A internet é como água: vai achar o seu caminho", disse Eric Schmidt. Acho que ele tem toda a razão. Ainda mais nesta época em que "hackear" é sinônimo de ser inteligente e esperto, como de fato é. Mas o mesmo argumento vale para quem defende o direito à privacidade: que a sociedade ache o seu caminho como a água, sem que a internet trate o público como gado, massa de manobra ou como ignorante.

Google explica sua política

Nesta entrevista, feita por e-mail, um porta-voz do Google que preferiu não se identificar responde perguntas sobre a nova política de privacidade da empresa. Fala também do acordo feito pela Digital Advertising Alliance (representando 400 empresas, entre elas o Google) com a Casa Branca, o Departamento de Comércio e a Federal Trade Commision.

Pelo acordo, a DAA  se comprometeu a trabalhar para a inserção de botões, no topo dos browsers, permitindo aos consumidores bloquear o rastreamento de sua navegação na internet. A DAA "espera" que em nove meses isto esteja disponível, mas não assumiu compromisso com data.

UOL: Quando começa a valer a nova política de privacidade do Google? Neste 1o. de março?

Google: Correto, em 1o. de março.

UOL: O que o Google pensa ou fez com relação à carta recebida semana passada pelo CEO Larry Page, da parte da Associação Nacional dos Procuradores Federais, acusando a nova política de falhar em dar escolhas aos consumidores sobre como seus dados são usados?

Google: Nossa nova Política de Privacidade tornará mais fácil de entender nossas práticas de privacidade, e isto reflete nosso desejo de criar uma experiência de uso sem paralelo para o público que estiver usando uma conta Google. Nós realizamos o mais extenso esforço de notificação da história do Google, e nós vamos continuar a oferecer escolhas e controles sobre como as pessoas usam os nossos serviços. Claro que estamos felizes em discutir essa forma com reguladores mundialmente.

UOL: Alguma mudança será feita em função disto?

Google: Nós não planejamos mudança. Nós anunciamos em 24 de janeiro e nós fizemos a mais extensa notificação de nossa história para deixar nossos usuários saberem da atualização da Política de Privacidade em 1o. de março. Nós temos satisfação em falar com qualquer regulador que tenha questões sobre essas mudanças.

UOL: As informações pessoais que os usuários inserem em um serviço específico serão compartilhadas por outros serviços do Google automaticamente? Ou o público terá oportunidade de escolher impedir esse compartilhamento no momento em que usar cada um dos serviços?

Google: Nós continuamos a oferecer escolhas, de modo que as pessoas controlem como elas usam os serviços do Google.

Por anos, nossas políticas de privacidade nos permitiram combinar informação associada a uma mesma conta na maioria dos nossos serviços. Usuários logados normalmente esperam que os produtos deles trabalhem juntos de forma consistente. Por exemplo: nós usamos informação do seus contatos no Gmail para autocompletar um endereço de e-mail quando você começa a convidar alguém a colaborar no Google Docs.

Entretanto, nossas políticas de privacidade restringiam nossa habilidade de combinar informação de uma conta em dois serviços: YouTube e Web History (uma gravação das buscas que você realizou estando logado). Nossa nova e simplificada Política de Privacidade elimina essas inconsistências, de modo que nós podemos fazer mais para você, de sua informação disponível, quando você estiver usando nossos serviços.

Se você não pensa que compartilhar informações vai melhorar sua experiência, você não precisa fazer login para usar serviços como Busca, Mapas e YouTube. Se você estiver logado, você pode usar nossas ferramentas de privacidade e desligar a personalização. Você pode apagar ou desligar o histórico de buscas e seu histórico no YouTube, controlar a maneira com que o Google personaliza anúncios conforme os seus interesses e navegar na internet incógnito usando nosso navegador Chrome. Você pode separar sua informação em contas diferentes, já que nós não unificamos informações pessoais de contas Google diferentes.

UOL: Qual é a posição do Google sobre o conjunto de princípios sobre privacidade online que a nação deveria adotar segundo o divulgado pelo governo Obama na semana passada?

Google: Nós estamos satisfeitos em fazer parte de um amplo acordo da indústria em respeitar o cabeçalho "Não Rastreie" de forma consistente e significativa, que ofereça aos usuários escolha e explicação clara sobre os controles do navegador (browser). Você pode ler nosso texto completo no blog: http://googlepublicpolicy.blogspot.com/2012/02/google-welcomes-broad-ind....

Re: Clipping do dia
 

da TRIBUNA DA INTERNET

quinta-feira, 01 de março de 2012 | 05:02Charge do Alpino (Yahoo)

PR cogita lançar Tiririca para prefeito de São Paulo

 quinta-feira, 01 de março de 2012 | 05:00Pelo jeito, pior não fica

Carlos Chagas

Nos idos de 1978, com a candidatura João Figueiredo na rua, imposta pelo então presidente Ernesto Geisel, a oposição resolveu lançar um candidato militar alternativo, o general Euler Bentes Monteiro. Claro que não havia a menor chance de o candidato oficial perder a eleição no Colégio Eleitoral, mas Paulo Brossard produziu um dos mais profundos diagnósticos político-filosóficos da época: “O imprevisto é um Deus avulso que às vezes tem voto decisivo na assembléia dos acontecimentos”.

Vale adaptar o pensamento do ex-senador gaúcho à atualidade. O Partido Republicano confirmou ontem a chantagem explícita desenvolvida contra a presidente Dilma Rousseff: ou ela aceita a indicação de um de seus parlamentares para ministro dos Transportes ou lançarão o Tiririca como candidato à prefeitura de São Paulo.

É o imprevisto, sem tirar nem pôr, que dessa vez poderá ser decisivo na tertúlia travada por tucanos e companheiros pela cadeira de Gilberto Kassab. Porque votos, o Tiririca tem, e muitos. A candidatura dele prejudicaria sensivelmente Fernando Haddad, muito mais do que José Serra.
Mas passando o ex-governador e o deputado mais votado do país para o segundo turno, em quem o PT carregaria sua frustração? Sendo assim, o imprevisto tem nome e endereço. O que salta aos olhos é a desfaçatez com que o PR opera seu fisiologismo.

Acontecerá o que, caso a presidente Dilma ceda à pressão, hipótese ontem na pauta até porque mandou chamar o atual ministro, Paulo Passos, para uma conversa reservada? De um lado, a confirmação de que o governo federal é mesmo um balcão de negócios. De outro, mais uma oportunidade perdida para a presidente Dilma afirmar-se e botar para correr as quadrilhas que se apoderaram da base parlamentar aliada.

Para demonstrar que a moda costuma pegar, quem também pressiona o governo é o PDT, da mesma forma aproveitando-se das eleições paulistanas. Carlos Lupi encontrou-se com o governador Geraldo Alckmin, abrindo a hipótese de seu partido apoiar José Serra. Parece óbvio que se for nomeado ministro do Trabalho alguém indicado pelo presidente do partido, ficará o dito pelo não dito, com o PDT apoiando Fernando Haddad, do PT.

Convenhamos, a política habita um de seus patamares mais baixos. Pelo jeito, pior não fica…

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TEMPERATURA EM ELEVAÇÃO

Elevou a temperatura militar o manifesto assinado por 98 militares da reserva, entre eles 13 generais. Pelos regulamentos castrenses, eles estão proibidos de manifestar-se politicamente, em especial se for contra as autoridades. Devem ter meditado muito para comprometer-se, já que poderão ser punidos, até mesmo com prisão. Os signatários reabriram a questão iniciada pelos presidentes dos Clubes Militar, da Aeronáutica e da Marinha, que haviam protestado eletronicamente contra declarações das ministras dos Direitos Humanos e das Mulheres, favoráveis à Comissão da Verdade e à hipótese de revisão da Lei da Anistia, para a responsabilização judicial de agentes do estado envolvidos em crimes de tortura, durante o regime militar.

Dilma Rousseff exigiu do ministro da Defesa a retirada do site onde protestavam os presidentes dos clubes. Acionados, os três comandantes das forças cumpriram a determinação. Vem agora um grupo de oficiais da reserva e reitera os termos do primeiro manifesto, criticando a presidente da República e acusando as ministras de revanchismo. Citam até “o beneplácito inaceitável do atual governo”.

Estão, os signatários desse novo texto, desconfiados de que a Lei da Anistia poderá ser revogada no Congresso, permitindo a reabertura de velhas feridas. Alertam, inclusive, para o fato de estar o Brasil seguindo na mesma linha de outros países da América Latina, que depois de livres de regimes militares e apesar de leis de anistia, deram o dito pelo não dito e passaram a processar e punir antigos responsáveis por crimes de tortura. Aconteceria o mesmo entre nós?

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CONGRESSO PODE SER ULTRAPASSADO

Nos corredores do Tribunal Superior Eleitoral começa a circular a mesma conversa de anteriores anos eleitorais: já que o Congresso não resolve, deixando de votar mudanças e reformas necessárias ao bom andamento das eleições, o remédio é a Justiça Eleitoral preencher o vazio e estabelecer as normas tidas como imprescindíveis.

Por exemplo: se deputados e senadores vem empurrando com a barriga a proposta do financiamento público das campanhas, caberia ao TSE dispor sobre a questão. Pelo menos para limitar as contribuições particulares dadas aos candidatos. Por que não estabelecer regras mais rígidas para a cassação dos registros de quem for flagrado em ilícitos? Depois vem as queixas e reclamações a respeito da interferência da Justiça Eleitoral em temas da competência do Legislativo, mas como em política não há espaços vazios…

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UM EXEMPLO A SER SEGUIDO?

Em 1960 o major Ney Braga era candidato ao governo do Paraná. Sucederia a Moisés Lupion, de péssima imagem local e nacional, tido como esbanjador de recursos públicos, para dizer o mínimo. Sentindo que seria eleito, Ney começou a praticar um crime, nos palanques: exortava empresários e cidadãos em geral a não pagarem os impostos devidos, porque o dinheiro iria para os cofres e até para o bolso do governador. E prometia ampla anistia fiscal assim que empossado. Foi o que aconteceu.

Guardadas as proporções, e com todo o respeito, mas bem que o exemplo do Paraná podia pegar em Brasília. Pagamos religiosamente os impostos, mas a todo momento falta energia, bairros inteiros carecem de saneamento, o trânsito virou um caos, a segurança pública é uma lástima, os transportes coletivos andam sucateados e o desemprego reúne multidões de camelôs e de pedintes em torno dos semáforos. Será para isso que pagamos impostos?

Melhor seria não pagar, mas o problema é que eleições, aqui, só em 2014…

 

Seria o Daniel Dantas de Saia?
Comentário de

1.                              Gilson Garcia disse:

28 de fevereiro de 2012 às 22:37


A relativização do crime conforme a camada social do criminoso é um aspecto que precisamos mudar na sociedade. Pela militância da high society, Naji Nahas é considerado um “hábil financista”, Daniel Dantas e Eliane Tranchesi são “grandes empreendedores”, e por aí vai. O que precisamos entender é que figuras tipo Boris Casoy e muitos outros, nesses termos são um “jornalistas”. E que procuram injetar preconceitos prontos para o consumo de cabeças mais fracas.
E vejam os comentaristas que arremetem para argumentos tipo vômito de botequim dos amargurados, justificando pertencer à classe dos impolutos e dilacerando quem não tem nada a ver com essa história

 Sociedade - Carta Capital

 


Fernando Vives 


Brasil

28.02.2012 11:01


O ‘jeitinho brasileiro’ de Eliana Tranchesi comove alguns jornalistas


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Grande comerciante e espírito guerreiro, a quem a Receita Federal deve muito. Assim foi definida Eliana Tranchesi, condenada a 94 anos e meio de prisão por burlar o fisco brasileiro. Foto: Fernando Donasci/Folhapress


Vamos aos fatos: a empresária Eliana Tranchesi foi julgada e condenada a 94 anos e meio de prisão por formação de quadrilha, fraude em importações e falsidade ideológica. Dona da Daslu, megaloja de artigos de luxo, Tranchesi foi denunciada através da Operação Narciso, da Polícia Federal, em 2005. Vivia em liberdade por força de um habeas corpus até morrer na semana passada, vítima de um câncer no pulmão.


Não duvido que Eliana Tranchesi possa ter sido boa amiga, boa mãe, enfim, uma pessoa com qualidades. O problema é que, no Brasil, eventualmente a morte absolve e o câncer beatifica. A extensão da ficha criminal de Tranchesi causaria esgares de sobrancelhas a bicheiros obscuros de vários arrabaldes brasileiros, que poderiam enxergar na ascensão da dona da Daslu um plano de carreira a ser seguido. Mas houve quem, na mídia, preferiu suavizar, digamos, o jeitinho brasileiro da empresária para lembrá-la como uma espécie de Midas da moda e do comércio de alto luxo no País – mesmo que essas conquistas tenham chegado através de golpes na Receita Federal, conforme ressaltam seus processos.


Primeiro foi a jornalista e consultora de moda Glória Kalil, uma espécie de Milton Neves da etiqueta nacional, que manifestou-se impunemente chamando Eliana Tranchesi de “uma das melhores comerciantes que este país já teve”, assim, expandindo os horizontes do adjetivo “trambique”. Prossegue Kalil: “Uma pessoa que (…) nunca parou de olhar para a frente e de se esforçar para dar o melhor atendimento à sua clientela e de cercá-la dos mais delicados carinhos mandando flores, bombons e presentes superpersonalizados em todos os dias das mães, dos namorados, Natais e aniversários, sempre embrulhados em muitas fitas e um bilhetinho carinhosos escrito de próprio punho”. A consultora de moda não especificou se as tais fitas chegaram ao Brasil entre os pacotões contrabandeados pela Daslu.


O jornalista Guilherme Barros, da revista Istoé Dinheiro, divulgou uma carta de despedida de Tranchesi, ressaltando que nela a empresária manteve “o seu otimismo e seu espírito guerreiro, apesar de todo o sofrimento”. O otimismo e o espírito guerreiro de quem burlou o fisco por anos seguidos, ressalta-se, embora a introdução do jornalista não traga qualquer menção a isso.


A informação da morte de Eliana Tranchesi parece ter mexido também com os neurônios do jornalista Boris “Gari” Casoy, encostado como âncora de um jornal na madrugada da tevê Bandeirantes. Em editorial alucinógeno, culpou Luiz Inácio Lula da Silva e o mensalão pela morte da empresária. “O governo Lula viu em Eliana um instrumento para tentar desviar as atenções da população sobre a roubalheira do mensalão. O comércio de luxo de Eliana foi o alvo perfeito. (…) O governo montou um enorme circo de polícia e imprensa num episódio triste de utilização da Polícia Federal”, disse Boris, antes de encerrar a explanação com um espirro, valorizando o burlesco do editorial*. Ao menos, justiça seja feita, Boris endossou a culpa da empresária em quase todas as acusações a ela indicadas.



Porém, o ápice do frenesi deu-se no blog da colunista social Hildegard Angel no portal R7. Sob o título “Réquiem para Eliana Tranchesi”, a jornalista que se auto-intitula “uma das mais respeitadas do Rio de Janeiro” (foi bom ela avisar)  expeliu a lógica ao cravar: “…pois não me venham com pedras na mão os patrulheiros falar em débitos com o fisco, pois é à Eliana que a Receita do Brasil (negrito dela) deve muito mais”. E, fã, desanda a dizer como Tranchesi parou o que estava fazendo para recebê-la na Daslu, interrompendo sua rotina pesada. “Sei o que isso custa para uma pessoa realmente ocupada”, suspira.


Hildegard Angel não parou por aí e resolveu justificar os crimes contra o fisco da dona da Daslu: “Eliana colecionou e disseminou pioneirismos no comércio do luxo e no comércio da moda,  num país em que o emaranhado de leis e o labirinto burocrático travam, enclausuram, imobilizam, praticamente invializam qualquer voo diferenciado.  Não estou com isso tentando justificar o injustificável: o drible de leis. Mas quem é do ramo sabe que é praticamente impossível para um empreendedor visionário e sonhador, que pensa longe e pensa grande, sair do lugar, crescer, se expandir, submetido a essa armadura brasileira chamada conjunto de leis fiscais e trabalhistas, que muitas vezes só funciona se bem azeitado com um combustível chamado ‘molhar-a-mão’…”.


Ou seja, justificou, sim, o injustificável. E Hildegard ainda arremata: “Numa das suas poucas entrevistas sobre o assunto, Eliana reconheceu que cometeu o erro de vender luxo num país de agudas diferenças sociais…”. Quer dizer… a culpa é do povão, confere?


Como disse o amigo jornalista Mauricio Savarese, a morte de Eliana Tranchesi serviu para explicitar quem faz jornalismo de fato dos que estão na profissão pelo deslumbre de fazer parte das rodinhas do high society. Parece ser mais fácil fazermos ricos criminosos pagarem por seus crimes na cadeia que extirparmos o jeitinho brasileiro da sociedade.



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Pesquisa indica que maioria dos brasileiros é favorável ao emprego das Forças Armadas no combate ao crime

Alex Rodrigues
Repórter Agência Brasil

Brasília – A maioria dos brasileiros ouvidos por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) considera que as Forças Armadas devem ser empregadas no combate ao crime. É o que aponta a terceira edição da pesquisa do Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips), dedicada à defesa nacional, divulgada hoje (29), com o objetivo de avaliar a relação dos militares com a sociedade.

A pesquisa mostrou que 91,7% das 3.796 pessoas consultadas em todas as unidades da Federação consideram que Exército, Marinha e Aeronáutica devem colaborar com as polícias Militar e Civil, atuando também na segurança pública. Os entrevistados só se dividem quanto à frequência com que isso deve ocorrer. Quase metade (47%) diz que o emprego dos militares deve ser constante, enquanto os demais defendem que isso ocorra apenas em algumas situações específicas.

A ideia de que as Forças Armadas atuem cotidianamente contra os criminosos comuns é mais bem aceita entre as pessoas mais velhas, as de menor faixa de renda familiar e as com menor grau de escolaridade. Os resultados, no entanto, não divergem muito dos obtidos entre aqueles que defendem o uso de militares apenas em situações específicas.

A maioria dos entrevistados também respondeu considerar que os militares respeitam a democracia. Para 20,8% dos consultados, contudo, os integrantes das Forças Armadas têm pouco ou nenhum respeito pela democracia. Os demais se dividiram entre os que acreditam que o respeito é total (42,6%) ou razoável (35,3%). O percentual de entrevistados que percebem um respeito apenas razoável à democracia é maior entre os mais escolarizados.

Para 57,6%, é difícil apresentar uma reclamação ou denúncia contra um membro das Forças Armadas. Já para 12,8%, a dificuldade seria razoável. Para 23% seria fácil, enquanto 6,5% não souberam ou não responderam à questão. A percepção varia de região para região do país. No Sul, a soma entre os que consideraram a dificuldade como razoável e os que consideraram que não existe tal dificuldade, foi 46,7%. Já no Centro-Oeste, quase 70% consideraram difícil encaminhar uma reclamação ou denúncia contra militares.

Para a maior parte dos entrevistados, o serviço militar deve continuar sendo obrigatório. Mesmo entre esses, no entanto, mais de um terço (38,3%) defendem que o jovem deveria poder escolher entre a opção militar ou um serviço civil, como a prestação de serviços comunitários e de apoio a populações carentes.

Apenas 8,1% consideraram que as mulheres não deveriam ingressar nas Forças Armadas. Os outros se dividem entre os que concordam com o ingresso, inclusive participando de combates (51%), e aqueles que acham que elas só não devem participar de batalhas (40,4%).

Já no que diz respeito à participação de homossexuais nas Forças Armadas, 63,7% disseram não ver nenhum problema. A maior resistência é encontrada entre os homens. Além de estarem em menor número entre os que concordam com tal hipótese, são a maioria entre os entrevistados que discordam dela. Mais da metade (52%) dos que se dizem contrários vivem na Região Sul, enquanto 67,5% dos que concordam moram na Região Centro-Oeste.

Pouco mais de 41,2% dos entrevistados acreditam que os militares das Forças Armadas dispensam um tratamento igual a todos os cidadãos, sem efetuar discriminações de qualquer espécie. Trinta e nove por cento discordam dessa percepção, que é mais fraca nas regiões Sudeste e no Nordeste, nas quais menos de 40% dos consultados concordam que os militares não fazem nenhum tipo de discriminação.

Ao serem perguntados se a carreira militar, atualmente, é atrativa aos jovens, a maioria, 64,7%, disse que é, ao menos, razoavelmente atraente, enquanto 34,9% disseram se tratar de uma carreira pouco ou nada atraente.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-02-29/pesquisa-indica-que-m...

 

Fundos privados degradam serviço público

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Retrocesso na previdência do servidor

Por Altamiro Borges, no blog do Miro

Por pressão do Palácio do Planalto, poderá ser votado ainda nesta semana o projeto que cria o Funpresp (Fundo de Previdência Complementar do Servidor Público Federal). O DEM ameaça obstruir a votação e o PSDB diz que apresentará emendas. Os dois partidos concordam com a tese de “privatização” da previdência social, mas tentam criar embaraços e constrangimentos para o governo num ano eleitoral.

Na outra ponta, deputados mais vinculados ao movimento sindical resistem à pressa na votação por discordarem do conteúdo do projeto. Ele cria novas regras para os futuros servidores, que perdem a aposentadoria com salário integral e passam a receber os valores mínimos do INSS. Para complementar a renda, eles terão que contribuir para um fundo privado da previdência.

Servidor “pauperizado”, serviço “degradado”

Inúmeros estudos indicam que o Funpresp prejudicará os funcionários públicos e terá impacto negativo na própria qualidade dos serviços prestados à população. Sem a aposentadoria integral, várias carreiras despertarão menos interesse dos profissionais com maior formação. Experiências mundiais comprovam que os “fundos privados” degradam os serviços e beneficiam exclusivamente os banqueiros.

Segundo alerta o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), Pedro Delarue, “a criação da previdência complementar para o funcionalismo público vai retirar uma das poucas vantagens de se entrar para o setor. Ele vai ficar esvaziado e a população é que será prejudicada”. O servidor será “pauperizado” e o serviço será ainda mais degradado.

Máquina de capital para os banqueiros

Já para João Paulo Ribeiro, dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), o projeto é “privatizante”, retira direitos históricos dos servidores e beneficia apenas o chamado mercado. O Funpresp será “uma máquina do capital”, permitindo que a contribuição dos trabalhadores seja “usada pelos bancos e instituições financeiras em transações e especulações”.

A votação do projeto deve ser tensa. A Confederação Nacional dos Servidores Públicos (Condsef) agendou visitas aos deputados. Também foi criada uma Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público, que recebeu a adesão de mais de 200 deputados. Além disso, caso seja aprovado, a briga irá para a Justiça, já que o projeto tem “várias inconstitucionalidades”, segundo o Sindifisco.

A pressão da mídia rentista

Apesar da pressão, o governo federal não está disposto a negociar. Alega que o Funpresp é vital para reduzir os gastos e equilibrar as contas públicas. Nesta ofensiva, a presidente Dilma Rousseff conta com o apoio dos deputados ligados às entidades patronais e da mídia corporativa. Nas últimas semanas, os jornalões publicaram vários editoriais em defesa do projeto.

O jornal Valor, por exemplo, defendeu no seu editorial de sexta-feira passada (24) que o “Funpresp é prioridade para desarmar a ‘bomba relógio’” dos gastos públicos. Na mesma semana, outro editorial do diário das famiglias Marinho e Frias, mais voltado para os executivos, criticou o governo pela redução da taxa básica de juros. Bem coerente: mais juros para os rentistas, menos direito para os servidores!

http://www.viomundo.com.br/politica/altamiro-borges-fundos-privados-degr...

 

de O GLOBO

Gastos do governo com premiações crescem 900% em cinco anos Só Ministério da Cultura abocanhou 97% deste total, com média de R$ 316 mil por dia

Marcio Allemand

Publicado: 29/02/12 - 8h24Atualizado: 29/02/12 - 16h52

RIO - Os gastos do governo federal com premiações só aumentam e muito nos últimos cinco anos. Do pouco mais de R$ 12 milhões repassados em 2007 até os R$ 119 milhões desembolsados no ano passado, um crescimento de quase 900%. No total, durante esse período, o total de despesas soma R$ 334,5 milhões.

Se em 2007 os gastos não ultrapassaram os R$ 12,6 milhões, já no ano seguinte o total chegou a R$ 33,9 milhões, um acréscimo de 134,5%. Em 2009 foram R$ 68,9 milhões, e em 2010 atingiram os R$ 99,1 milhões. Os dados são do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) e publicados no site da ONG Contas Abertas.

É importante ressaltar que o total direcionado para este tipo de gasto é maior do que o orçamento anual de ministérios mais estratégicos. A Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, por exemplo, que desenvolve programas de combate à violência contra mulheres, desembolsou R$ 47,4 milhões em 2011, valor 60,1% menor que o empregado nas premiações.

O campeão de ‘premiações’, pelo sexto ano consecutivo, foi o Ministério da Cultura, que só no ano passado desembolsou R$ 115,5 milhões, ou 97% do total repassado pelo governo, o que dá um gasto diário de R$ 316 mil.

- Essas despesas são resultado da democratização da gestão pública de cultura no país - diz o secretário-executivo do Ministério da Cultura, Vítor Ortiz.

Segundo ele, a premiação nada mais é que distribuição de recursos por vias públicas, através de editais que são chamados de prêmios e são um importante instrumento da missão institucional da pasta.

- Este tipo de despesa faz parte da metodologia utilizada pela Cultura para garantir o acesso ao fomento de maneira democrática.

Vítor justifica os gastos dizendo que só com os chamados Microprojetos Mais Cultura, que abrangem regiões como a Amazônia e o semiárido do país - todas áreas de alta vulnerabilidade social - foram gastos cerca de 50% do total desembolsado pela pasta.

- Só na Região Amazônica foram agraciados 903 projetos com valores que variaram entre R$ 700 e R$ 19 mil, o que totaliza mais de R$ 15 milhões e revela o esforço do ministério para financiar ações nas localidades mais remotas do Brasil.

Existe ainda uma série de outras premiações, como Prêmio Cultura Hip Hop - Edição Preto Ghóez, que ano passado recebeu 1.084 propostas e agraciou 700 projetos. Em parceria com a Funarte, o MinC mantém ainda os prêmios Klaus Vianna (dança), Miriam Muniz (teatro) e Carequinha (circo), entre outros.

- A premiação nada mais é do que uma estratégia e um importante instrumento da missão institucional do Ministério da Cultura. Vale lembrar os prêmios da Ordem de Mérito Cultural, que é o reconhecimento do governo federal a personalidades, grupos artísticos, iniciativas e instituições que se destacaram e são reconhecidas - afirma Vítor.

Classe artística elogia programa

Por outro lado, a classe artística, que depende de editais para viabilizar seus projetos, considera positivo o total gasto com premiação pelo MinC. Para a produtora cultural Memeca Moschkovitch, que trabalha com artistas como o cantor Zé Renato e o grupo Boca Livre, os editais proporcionam a itinerância, o intercâmbio cultural interno e externo. Ela sente falta apenas de um pouco mais de transparência e diversificação, que considera um binômio essencial.

- Os editais do MINC, a meu ver, deveriam ter maior divulgação, tanto no seu conteúdo e objetivo como na fase de contemplação. Menos burocracia e adaptação aos diferentes nichos da cultura.

Para a produtora, com transparência, nenhum valor é passível de questionamento.

- Em um governo democrático e numa época de grande aplicação de tecnologia, quando a internet tem facilitado as discussões de classes, só não pratica transparência quem tem algo a esconder.

Ministérios da Defesa e da Educação também gastaram com premiação

Além do grande volume de prêmios distribuídos pelo Ministério da Cultura, outros órgãos da administração federal também apresentam gastos com este tipo de despesa. O segundo maior dispêndio com premiações é do Ministério da Defesa, que utilizou R$ 796,5 mil do total. De acordo com a assessoria de imprensa do ministério - que não soube precisar exatamente como foi utilizado o total gasto - no ano passado foram realizados os Jogos Mundiais Militares no Rio de Janeiro. A Defesa lembra ainda que dois dos maiores centros de pesquisa do Brasil, o ITA (Instituto tecnológico da Aeronáutica) e o IME (Instituto Militar de Engenharia), são ligados ao ministério e podem ter sido contemplados.

Já o terceiro colocado, Ministério da Educação, que desembolsou R$ 764,5 mil, garantiu que apenas 2,5% (R$ 19 mil) foram executados pela pasta. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, os demais 97,5% (R$ 736.611,26) foram executados pelas Universidades Federais, Institutos Federais de Educação Profissional, Ciência e Tecnologia, pelos Centros Federais de Educação Profissional e Tecnológica, pela CAPES e pela Fundação Joaquim Nabuco.

Quanto aos 2,5% (R$ 19 mil), executados pelo Ministério da Educação, a assessoria esclarece que R$ 16,5 mil foram executados pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica - SETEC, na ação orçamentária “6380 – Fomento ao Desenvolvimento da Educação Profissional, na natureza de despesa “33903103 – Premiações Científicas; e que os outros R$ 2,5 mil foram descentralizados pela SETEC para o Instituto Federal de Educação Profissional, Ciência e Tecnologia – Farroupilha – Campus Julio Castilhos, na ação orçamentária “6380 – Fomento ao Desenvolvimento da Educação Profissional, e executado na natureza de despesa “33903104 – Premiações Desportivas”.



 

Publicado em  01/03/2012 10:57 Parlamento japonês aprova redução no salário dos servidores públicosO primeiro-ministro receberá 30% menos - ipcdigital.com  

O parlamento japonês deu sinal verde a uma lei que estabelece uma redução no salário dos servidores públicos de 7,8% em média, informou a agência Kyodo. Dessa maneira, o governo garante cerca de 290 bilhões de ienes anuais para financiar os projetos de reconstrução das áreas atingidas pela catástrofe de 11 de março.

Com esta lei, que teve a aprovação dos partidos governista e de oposição, o governo de Yoshihiko Noda espera atrair o apoio da opinião pública para sua iniciativa de aumentar o imposto sobre consumo.

A remuneração do primeiro-ministro terá um corte de 30%, enquanto que ministros e vice-ministros sofrerão uma redução de 20%. O corte não afeta os membros das forças de autodefesa em reconhecimento aos seus esforços no trabalho depois da tragédia.

Por outro lado, Noda reafirmou seu compromisso de aumentar o imposto sobre consumo em 10% em 2015, mesmo com a oposição de alguns membros de seu partido. Além disso, o primeiro-ministro pediu ao líder do Partido Liberal Democrático (de oposição), Sadakazu Takagi, para trabalhar em conjunto para impulsar o aumento de impostos depois que ele reconheceu sua necessidade para manter o sistema de pensões do Japão.

 


Publicado em  01/03/2012 11:16-http://www.ipcdigital.comEscolas brasileiras de Nagano se unem para enfrentar redução de alunos e problemas financeirosColégios Logos e Desafio ocupam hoje um mesmo prédio, em Shiojiri, mas continuam com a administração separada / Maria de Lourdes Yokoya/JPTV  

Duas escolas brasileiras da província de Nagano resolveram juntar forças para enfrentar os problemas decorrentes da redução de alunos e custos de manutenção. Os colégios Logos e Desafio ocupam hoje um mesmo prédio, em Shiojiri, mas continuam com a administração separada.

A novidade mudou a rotina de Thiago Baio mais uma vez. Ele, que já passou por uma escola japonesa e três brasileiras, agora precisa viajar duas horas para continuar os estudos. O dia para o garoto de 16 anos começa às cinco da manhã. Às 6h, ele pega o trem em Iida e vai até Ijima.

“É triste porque não vai ninguém. Vai vazio”, relata. Uma professora se encarrega de levar o estudante de carro para completar a viagem até Shiojiri. “Chego na escola às 8h10. Acho que aí dá umas duas horas de viagem, já estou cansado, mas para estudar, eu faço isso”, diz perseverante.

Segundo o diretor do colégio Desafio, Eduardo Ijima, a mudança de endereço foi a saída para a crise. “A gente vê que com a atual situação econômica, ano a ano, a escola vem perdendo alunos. E não é perdendo para outra região, ou para escola japonesa, é porque estão indo embora mesmo para o Brasil”, aponta.

As escolas Desafio e Logos compartilham espaço físico e professores. Mas a administração continua separada. A ideia é somar um mais um, para virar três. “Mas nas atuais circunstâncias, está sendo muito importante o que uma tem e a outra não tem. Tendo essa união, acaba complementando”, diz o professor de inglês, Marcelo Misussi de Souza.

A escola unida passou a ter 69 alunos e cinco professores em tempo integral, além de dois contratados por dia. “O lado positivo que mudou é que tem mais colegas para fazer atividades juntos. Tem mais gente para perguntar as dúvidas, as coisas que você tem para responder e é mais divertido”, afirma Thiago.

Os alunos do ensino médio têm ainda aulas via internet, dadas por professores no Brasil. “Hoje, na realidade, ainda temos a questão do horário de verão no Brasil. Então, nossa aula no Japão começa às 8h30, e no Brasil, para os professores, às 21h30. E muitos ministram até meia-noite e meia, 1h30 para eles, em favor dos alunos que estão aqui, no Japão”, explica Paulo Goto do Colégio Logos.

As dificuldades são maiores para essa faixa escolar. Até para receber ajuda, os alunos do médio são prejudicados. Tanto a bolsa de estudos de até 20 mil ienes e a ajuda no material escolar do projeto Santa, mantido pelo governo de Nagano, não atendem estudantes do ensino médio.

Para a família de Thiago, tem mais outro custo pesando no orçamento. “A conta para pagar no trem em um dia já dá 1.140 ienes, caro para o bolso dos meus pais, juntando 20 dias”, lembra. Por estudarem em escolas não reconhecidas pelo governo japonês, os alunos ficam sem o passe escolar.

Os diretores enfrentam outro desafio. Manter os alunos animados e os pais seguros de que, apesar da mudança, a educação está garantida. “A gente sabe como a educação faz diferença na vida de uma pessoa. A gente fala, explica muitas vezes, que estudo é uma coisa que ninguém vai roubar de você”, diz Eduardo Iijima que no fim do dia, deixa a sala de aula para virar o motorista da turma.

 

23 de fevereiro de 2012   |  

Brasileiro suspeito de cometer 86 roubos é detido

Portal Web News


A polícia da província de Gunma prendeu na quarta-feira, 22, o brasileiro Cristiano Kenji Uemura, 33, morador do bairro de Shin-ei em Isesaki (Gunma), suspeito de cometer roubos em cinco províncias: Gunma, Saitama, Tochigi, Nagano e Shizuoka.

Ele estaria envolvido em pelo menos 86 crimes ocorridos entre janeiro e julho do ano passado, causando um prejuízo de mais de 30 milhões de ienes. O brasileiro nega as acusações.

Uemura faria parte de um grupo formado principalmente por brasileiros, segundo o jornal Mainichi. O motivo que o levou à prisão foi um roubo cometido no dia 22 de junho do ano passado. Uemura e três amigos teriam invadido o apartamento de um homem de 50 anos e levado um notebook, relógio de pulso e colar, totalizando nove itens avaliados em 120.000 ienes.

A polícia disse que o grupo agia na ausência dos moradores e depois vendia os objetos em lojas de produtos usados.

Além de Uemura, foram presos outros seis brasileiros com idades entre 22 anos e 33 anos e um japonês de 21 anos. Seis estão sendo julgados e um foi solto por falta de provas.

 

Comunidade

24 de fevereiro de 2012   |  

Rejeitada apelação de condenado por homicídio

Portal Web News


A Corte Alta de Nagóia rejeitou hoje, 24, o pedido de apelação do brasileiro Artemio Ferreira dos Santos, 43, condenado no ano passado a 14 anos de prisão por homicídio e lesão corporal envolvendo três brasileiro em Nagóia (Aichi), segundo a agência de notícias Jiji.

No primeiro julgamento realizado em junho de 2007, ele foi considerado inocente pelo homicídio e condenado pelos ferimentos em outros dois brasileiros, na Corte Distrital de Nagóia.

O processo foi enviado pela Promotoria para a Corte Alta e com as provas apresentadas invalidou a absolvição, e o processo retornou para o primeiro tribunal, A promotoria insistiu que “os depoimentos das testemunhas são confiáveis e (o brasileiro) pode ser reconhecido como culpado do homicídio”, mas por sua vez, o advogado de defesa refutou que “não há provas para o reconhecer como culpado do homicídio e os depoimentos das testemunhas não são confiáveis pela mudança de versão”.

No retorno do processo, a promotoria solicitou a condenação de 15 anos para réu e o advogado insistiu na inocência. Em agosto do ano passado, Santos foi condenado pelo homicídio. Ele apelou da decisão, mas o pedido foi rejeitado nesta sexta-feira, 24.

O caso

Em fevereiro de 2000, após uma briga na saída de uma disco no bairro Chikusa, Nagóia, o brasileiro Sidney Higa Junior, 26 anos na época, foi esfaqueado na barriga e faleceu, e outros dois ficaram feridos. Artemio Ferreira dos Santos que estava no local, retornou ao Brasil no dia seguinte e passou ser o principal suspeito do crime. Quando retornou ao Japão em 2005, foi preso no aeroporto porque era considerado foragido da polícia. Na época, Santos alegou legítima defesa.

 

Tenho conhecimento de uma testemunha, que pode confirma
que viu o artemus esfaqueando o sidney...
Se quiser mais informacoes me procurem

 

27 de fevereiro de 2012   |  

Brasileiro é preso sob suspeita de abandono

Portal Web News


A polícia de Hamakita divulgou que o brasileiro Abner Deigo da Silva Tame, 27, morador do distrito de Hamakita, em Hamamatsu (Shizuoka) foi detido sob a suspeita de abandonar o corpo da mulher, morta na semana passada.

No dia 22, ele e a mulher, Luciana Tame, 26, teriam discutido por causa da separação do casal. A brasileira teria ingerido uma grande quantidade de remédio para dormir e começado a perder a consciência, e de acordo com o jornal Mainichi, o marido não a socorreu e saiu no dia seguinte.

Na noite do dia 23, o brasileiro teria voltado para casa e chamado a ambulância, mas Luciana acabou morrendo no hospital. Segundo a polícia de Hamakita, o marido vem negando as acusações.

 

Doenças raras: Brasil tem cerca de 150 profissionais especializados

Agência Brasil
Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil


Brasília – O Brasil registra cerca de 150 profissionais especializados em doenças raras, segundo dados da Sociedade Brasileira de Genética Médica. Em entrevista à Agência Brasil, por ocasião do Dia Mundial das Doenças Raras, lembrado hoje (29), o presidente do órgão, Marcial Francis Galera, alertou que nos últimos anos o país registrou poucos avanços no campo da genética clínica. Ele lembrou que 80% dos casos de doenças raras têm origem genética.

Segundo Galera, em 2009 o governo brasileiro lançou a Política Nacional de Atenção Integral em Genética Clínica. “De lá para cá, a coisa andou muito pouco”. Para ele, seria necessária uma portaria normatizando o assunto. Este ano, acrescentou, o tema foi retomado, com uma reunião no início deste mês. “Mas, do ponto de vista concreto, nada saiu do lugar”.

Para o especialista, há certa “acomodação” por parte do governo, já que a maioria dos pacientes com algum tipo de doença rara só consegue atendimento em hospitais universitários. A verba utilizada para atender os casos é proveniente de investimentos em projetos de pesquisa.

Dados da associação mostram que os atendimentos a pacientes com doenças raras se concentram nas regiões Sul e Sudeste, sobretudo no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e em São Paulo. Outro problema, de acordo com Galera, é que poucos estudantes se interessam por uma especilização na área de genética clínica, já que não há estímulo por parte do governo. O cálculo é que o país precisa de pelo menos o dobro dos 150 especialistas com os quais conta atualmente.

Não há dados oficiais sobre o número de brasileiros atingidos por algum tipo de doença rara. A estimativa da associação é que entre 3% e 5% da população nasçam com algum tipo de problema genético. Há ainda a chance de que algo seja diagnosticado ao longo da vida adulta, o que eleva o índice para quase 10%, totalizando entre 15 e 20 milhões de pessoas que precisam do auxílio de um geneticista.

“As autoridades devem se conscientizar da importância desse problema. No conjunto, essas pessoas formam uma grande parcela da população”, ressaltou Galera.

O Ministério da Saúde informou que vem avançando na elaboração de diretrizes para o diagnóstico, o atendimento e o tratamento das pessoas com doenças raras. O Sistema Único de Saúde (SUS) conta atualmente com cerca de 26 protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas – 18 deles foram publicados nos últimos dois anos e envolvem a oferta de medicamentos e de tratamentos cirúrgico e clínico para reduzir sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

“A assistência aos pacientes com doenças genéticas é um grande desafio do SUS devido à complexidade do assunto – existem cerca de 5 mil alterações genéticas que podem levar a essas doenças. Grande parte dessas doenças não tem cura, tratamento estabelecido, nem estudos que comprovem a eficácia de diagnóstico e tratamento”, destacou a pasta, por meio de nota.

Edição: Graça Adjuto

 

29 de fevereiro de 2012   |  

Corte aceita pedido de pena mais rigorosa para brasileiro

Portal Web News


A Corte Distrital de Nagóia revogou a decisão do dia 15 e resolveu aceitar o pedido da família Mano, que exigia punição mais severa para o brasileiro Marco Aurélio Berton, 47, acusado de atropelar e matar o universitário japonês Takahito Mano, 19, em um acidente ocorrido em outubro do ano passado.

A mudança ocorreu na audiência do dia 28, depois do depoimento de dois homens que estavam no local na hora do acidente. Segundo uma das testemunhas, momentos antes do atropelamento, Berton esteve envolvido em outro acidente. Os veículos de ambos teriam se chocado e o brasileiro teria fugido.

De acordo com a emissora NTV, a testemunha afirmou que foi atrás de Berton e durante a fuga, o brasileiro não obedeceu as sinalizações e dirigiu em alta velocidade. Como não conseguia alcançá-lo e temendo outro acidente, a testemunha teria desistido da perseguição.

O brasileiro foi preso sob suspeita de condução perigosa e violação da lei de trânsito (atropelamento e fuga, sem prestar socorro e condução sem carta de habilitação).

Os pais da vítima recolheram assinaturas pedindo a mudança da acusação do processo de homicídio culposo para morte por direção perigosa e aumentar a pena de sete para 20 anos de prisão.

O acidente ocorreu na manhã de 30 de outubro do ano passado em Kita-ku, Nagóia, quando Berton dirigia em uma rua pela contramão e colidiu na bicicleta do universitário, que morreu no local. Berton, que não tem habilitação, não teria socorrido o rapaz.

O brasileiro teria confessado que bebeu seis copos de tequila e 3 copos de cerveja em uma discoteca no centro da cidade, cerca de 3 horas antes do acidente. No entanto, não havia evidências de estar sob influência de álcool após a prisão.

A decisão do julgamento está prevista para o dia 9 de março.

 

da NHK

Personagens de Osamu Tezuka são publicados no Brasil

Mauricio de Sousa, o artista criador da Turma da Mônica, publicou uma história em quadrinhos que apresenta personagens do falecido cartunista japonês, Osamu Tezuka, interagindo com os personagens que ele mesmo criou.

Essa é a primeira vez que um artista estrangeiro obteve a permissão de uso dos personages de Tezuka.

Mauricio de Sousa foi um amigo de longa data de Tezuka. Os dois haviam prometido colaborar na criação de uma história em quadrinhos, mas o projeto nunca foi concretizado devido à morte do artista japonês em 1989.

O cartunista brasileiro precisou de 4 anos para finalizar a história, após ter obtido a permissão concedida pela companhia de produção que detém os direitos autorais dos trabalhos do artista japonês.

A história apresenta as criações de Tezuka, o Astro Boy e a Princesa Safiri, juntando-se aos personagens de Mauricio de Sousa numa luta contra o desmatamento ilegal na Amazônia.

Na quarta-feira, mais de 100 fãs de quadrinhos, de diversas idades, concentraram-se numa livraria em São Paulo para obter um autógrafo do cartunista brasileiro.

No próximo mês, espera-se que uma sequência do trabalho seja publicada no Brasil.

 

29/02/201223h53

Alunos driblam proibição e vendem cerveja em festa de calouros da USP

Rafael Targino
Do UOL, em São Paulo

A organização da festa de calouros da USP (Universidade de São Paulo) conseguiu driblar a proibição de bebidas alcoólicas no campus e está vendendo cerveja na Calourada, que acontece na noite desta quarta-feira (29).

Ontem (28), pelo menos dois caminhões com cerveja para a festa foram barrados na entrada do campus Butantã. A reitoria afirmou que estava baseada numa norma da instituição.

"A única ficha que está sendo aceita no bar da Calourada é que tem escrito 'Fora PM'", avisou um dos organizadores da festa, de cima do carro de som utilizado como palco. A coordenação da festa pediu "compreensão" pelo "preço elevado" da cerveja -R$ 3,00, já que é o que "financia" o movimento estudantil.

Há cerca de 1.000 pessoas na Praça do Relógio, local onde acontece a festa e que fica a poucos metros da reitora da USP. A reportagem do UOL Educação não viu carros da Polícia Militar circulando no campus nesta noite -há somente o efetivo da Guarda Universitária.

Mais cedo, a direção da USP disse que não havia solicitado aumento da presença da PM no campus. A polícia, por sua vez, afirmou que não havia planejado nenhuma operação especial para a Calourada.

Doações bancam festa

A Calourada está sendo organizada pelo comando de greve dos alunos da USP, e não pelo DCE (Diretório Central dos Estudantes), como aconteceu em anos anteriores.

A festa foi financiada por meio de doações e não há dinheiro da reitoria envolvido. Além disso, a direção da universidade diz que a festa é de responsabilidade dos estudantes, por não ter sido avisada sobre o evento dentro de um prazo mínimo de 30 dias.

Na terça-feira (28), guardas universitários impediram a entrada de caminhões de cerveja para a festa. Segundo a reitoria, existe uma norma interna que proíbe bebidas alcoólicas no campus. Já nesta quarta, após a assinatura de um termo de responsabilidade por parte do comando de greve, veículos trazendo equipamentos de som e banheiros químicos foram liberados.

Os estudantes da USP estão em greve desde o dia 8 de novembro de 2011, após a prisão de 72 manifestantes que haviam invadido a reitoria da instituição. Os alunos ocupavam o local em protesto contra a presença da Polícia Militar no campus do Butantã e contra processos administrativos envolvendo funcionários da universidade.

Segundo o comando do movimento, os cursos parados são história, letras, geografia, ciências sociais, artes cênicas, artes visuais, audiovisual, relações públicas, publicidade e propaganda, jornalismo, educomunicação, biblioteconomia e arquitetura.

 

Opera MundiOpera MundiESTADOS UNIDOS29/02/2012 - 15h52 | Beatriz Bulla | RedaçãoPreso "chave" de Guantánamo se declara culpado após oito anosEm 2007, paquistanês Majid Khan, suspeito de ligação com mandante do 11/09, disse que tinha sido torturado 

 

 

Um dos prisioneiros mais famosos da base norte-americana de Guantánamo teria se declarado culpado por práticas terroristas nesta quarta-feira (29/02), segundo o tribunal militar local. O paquistanês Majid Khan é um dos presos considerados de “alto valor” na prisão, suspeito de relações com Khaled Sheikh Mohammed, apontado como o cabeça dos ataques de 11 de setembro. Khan enfrenta acusações de conspiração com a Al Qaeda, homicídio e tentativa de homicídio, e deve ter sua pena diminuída por assumir a culpa.

Desde 2003, o paquistanês está sob custódia dos Estados Unidos. Ele foi preso quando forças paquistanesas invadiram a casa de sua família, em Karachi, e o entregaram para a CIA. Até 2006, foi mantido em confinamento no exterior, até que fosse transferido para Guantánamo com outros prisioneiros. A aparição pública, nesta quarta-feira, é a primeira depois de quase nove anos de detenção.  

Em 2007, Majid Kahn disse ao tribunal militar que havia sido psicologicamente torturado e que tentou cometer suicídio duas vezes. Durante seus dez anos de funcionamento, Guantánamo se tornou conhecida como um local de livre desrespeito aos direitos humanos. As denúncias de tortura física e psicológica da prisão norte-americana localizada no sudeste de Cuba são muitas e não há como saber ao certo sob quais condições o paquistanês decidiu se declarar culpado. Quando foi ao tribunal, em 2007, ele negou ser um extremista e afirmou que não tinha relações com a Al Qaeda.

Na corte, ele permitiu que seu advogado falasse em seu lugar. “O Sr. Kahn se declara, para todas as acusações, culpado”, disse Jon Jackson, advogado militar norte-americano desginado para cuidar de seu caso. Quando questionado pelo tribunal se concordava com a declaração, ele teria dito que sim. Sua sentença foi adiada para 2016.

De acordo com a apelação apresentada pelo governo dos Estados Unidos, a sentença de Khan será diminuída em 25 anos em troca de sua confissão. Era esperado ainda que ele testemunhasse contra seus companheiros de prisão, mas os detalhes não foram revelados pela corte.

Um dos detentos contra quem Khan deveria testemunhar é justamente Khaled Sheikh Mohammed. O governo norte-americano disse que foi em seu retorno para o Paquistão, depois de passar uma temporada vivendo nos EUA, que os dois foram apresentados. Kahn é acusado de se encontrar com Mohammed e conspirar para explodir tanques de combustível nos EUA.

Os promotores alegam ainda que ele teria se voluntariado para assassinar o presidente paquistanês Pervez Musharraf e passado dinheiro – 50 mil dólares - para o grupo islâmico militante Jemaah Islamiah. O dinheiro teria financiado o atentado suicida de agosto de 2003, do hotel Marriott, em Jacarta, na Indonésia, que matou 11 pessoas e feriu pelo menos outras 81.

O acordo de Kahn faz dele o sétimo prisioneiro condenado pelo tribunal militar desde seu surgimento, em janeiro de 2002, e o primeiro da condenado da lista dos presos de “alto valor”. Atuamente, 171 detentos estão na base de Guantánamo e oficiais dizem que cerca de 35 enfrentam acusações de crimes de guerra.

Denúncias

Entre outras, uma entrevista à agência France Presse, do argelino Saber Lahmar, denunciou situações incompatíveis com o reconhecimento de direitos básicos dos indivíduos. Preso durante quase oito anos em Guantánamo, disse que sua comida continha drogas que o impediam de dormir. Além disso, o ex-prisioneiro tinha de ficar em uma cela de dois metros por 1,5, com um ar condicionado potente e sons derivados de material pornográfico.

 A promessa do presidente norte-americano Barack Obama, quando eleito, era de fechar a prisão em no máximo um ano. Quase três anos depois, Guantánamo continua em funcionamento, e não há expectativas que Obama encerre as atividades da prisão em ano eleitoral. De acordo com números de organismos internacionais, 775 prisioneiros já passaram pela prisão.

*Com informações da rede britânica BBC.

 

de O GLOBO

Ecad é condenado a ressarcir noiva por cobrança em casamento Entidade tem 15 dias para recorrer da sentença, que pode abrir precedentes para eventos semelhantes

Lívia Brandão

Publicado: 29/02/12 - 17h41Atualizado: 29/02/12 - 18h06  Berg Silva / Agência O Globo

Ecad foi condenado a pagar R$ 5 mil reais a casal de noivos Berg Silva / Agência O Globo

RIO - Depois de quase dez anos de uma união que gerou três filhos, a advogada Kadja Brandão Vieira e o ex-oficial da Marinha Renato José da Cunha Faria decidiram enfim celebrar o casamento. Para sediar a festa, marcada para o dia 27 de novembro de 2010, escolheram as instalações da Ilha Fiscal. Ao assinar o contrato de locação, a noiva foi informada de que deveria pagar uma taxa referente aos direitos autorais das músicas que viriam a ser trilha sonora do enlace. Além do vestido, bufê e todas as altas despesas geradas por uma festa deste porte, Kadja e o marido desembolsaram mais R$ 1.875, destinados ao ao Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, o Ecad. Passadas as comemorações, os dois decidiram entrar com um processo contra a cobrança do Ecad e, nesta terça-feira, segundo nota publicada na coluna de Ancelmo Gois, o juiz Paulo Roberto Jangutta, do 7º Juizado Especial Cível do Rio, condenou o Ecad a indenizar Kadja e Renato em R$ 5 mil, além de devolver a quantia paga pelo casal.

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Para o magistrado, o casamento é, por definição, "uma festa íntima, na qual inexiste intenção lucrativa, seja de forma direta ou indireta. Festas de casamento podem ser realizadas com fim religioso, como celebração de um ritual civil ou como mera comemoração de uma realização pessoal, porém, não lhes é inerente qualquer aspecto empresarial, ainda que se trate de um evento de alta produção", escreveu Jangutta em sua sentença, abrindo precedentes para que outros cônjuges também questionem o pagamento judicialmente. A partir de agora, o Ecad tem 15 dias para pagar o valor devido ou mesmo recorrer da sentença. Especialista em Direito marítimo, Kadja conta que em nenhum momento durante os preparativos para o casamento concordou com a cobrança.

- Quando soube da existência desta taxa, me senti lesada. Até pela forma como a cobrança é feita: me enviaram um formulário por e-mail, preenchi, mandei de volta para o Ecad com uma cópia do contrato do aluguel do espaço e recebi um boleto de pagamento. Não tive a oportunidade de negociar e nem mesmo de entender a que aqueles R$ 1.875 se referiam. - conta a advogada ao GLOBO, por telefone.

Relatos de festas que teriam sido interrompidas por decisão do Ecad intimidaram os noivos, que decidiram acatar a decisão.

- Quando você organiza uma festa de casamento, você tem mil coisas para decidir e resolver, brigar na Justiça não é uma opção. Só recebi o boleto de pagamento numa sexta-feira à noite, na vespéra do casamento e me desesperei, porque já não tinha como pagar àquela hora. Fiz minha mãe subir ao altar com um o talão de cheques na bolsa, estava tudo pronto para o caso de os fiscais do Ecad aparecerem. Felizmente isso não aconteceu, mas na volta da lua de mel precisei entrar em contato com eles novamente para pedir uma segunda via do boleto e então efetuar o pagamento. Se eu não pagasse, havia o risco de eles cobrarem da Marinha, responsável pela Ilha Fiscal.

Resolvida a questão, Kadja enfim decidiu entrar com um processo para reaver o dinheiro junto ao Ecad. Segundo a advogada, que representou a si mesma no processo, o valor cobrado foi calculado não com base nas horas ou na quantidade de músicas tocadas, mas em cima de uma porcentagem do valor pago pelo aluguel do salão.

- Se eu fizesse minha festa no playground do meu prédio ninguém iria me importunar, pois a lei discrimina que festas realizadas em domicílio ou mesmo em igrejas são familiares, mas o Ecad encontrou uma brecha para cobrar a taxa de casamentos realizados em outros locais. Ou seja, porque juntei dinheiro a vida toda para fazer a festa dos meus sonhos, eu teria que pagar um valor extorsivo e sem fundamento. Nem o DJ da festa recebeu cachê, foi um amigo que nos fez a trilha como um presente, os impostos acabaram saindo ainda mais caros.

Com a contestação da cobrança, os noivos esperam servir de exemplo para mais casais ou mesmo realizadores de eventos sem fins lucrativos e que, portanto, não estão ganhando com a execução de músicas durante o evento.

- Estou disposta a orientar quem precisar, minhas amigas que estão de casamento marcado já me procuraram pedindo ajuda. Faço questão de comprar essa briga porque não acho justo - completou a advogada, que esperou por três meses até a divulgação da sentença. Procurado pela reportagem de O GLOBO, o Ecad ainda não se pronunciou.

* Colaborou Eduardo Almeida



 

do JORNAL da TARDE

Kassab pesa mais que denúncia, diz analista

Categoria: Eleições 2012, Sem categoria

GILBERTO AMENDOLA

Nem o temor do eleitorado de uma possível renúncia para, novamente, concorrer à Presidência da República, nem a carga de responder às denúncias do livro A Privatária Tucana tendem a tirar de José Serra (PSDB) o favoritismo na eleição.

Para cientistas políticos, ouvidos pelo Jornal da Tarde, a candidatura do tucano deve se preocupar com outros temas no meio do processo eleitoral. Para o cientista político Rui Tavares Maluf, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Serra e PSDB precisam evitar a “nacionalização” da campanha municipal.

“Parece que essa é a tendência do Serra. Ele já fez declarações afirmando que a eleição de São Paulo tem importância no jogo nacional… Tem, mas o eleitorado da cidade vai estar muito mais interessado em questões concretas e locais”, diz. “A campanha tem que ser sobre a qualidade de vida na cidade: trânsito, creches e coisas do tipo. Ao nacionalizar o discurso, muitos eleitores podem enxergar uma insistência, sem procedência, numa candidatura Serra à Presidência”.

O cientista político e especialista em marketing Marco Iten segue o mesmo raciocínio de Tavares. “O curioso é que essa nacionalização começou do lado do PT, com a presença do Lula nas discussões pré-eleitorais. Mas, agora, devido à saúde do ex-presidente, quem está puxando a nacionalização é o PSDB. Acredito que o eleitor de São Paulo tem preocupações bem específicas – e sabe separar o jogo municipal da disputa nacional”.

Mas Tavares e Iten crêem que o antipetismo em São Paulo é forte o suficiente para absorver a desconfiança de que Serra interromperia o mandato e relativizar estragos do livro A Privataria Tucana – que levanta suspeitas sobre o ex-governador no processo de privatizações na era FHC; Serra nega acusações e chama o livro de “lixo”. Para eles, a obra não foi lida pelo eleitor médio.

O velho e os novos
Segundo o cientista político Orson Camargo, da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Serra enfrentará problemas se o eleitor estiver empenhado em uma “renovação política”. “Se a gente comparar Serra com outros candidatos já colocados, como Fernando Haddad (PT) e Gabriel Chalita (PMDB), ele será o representante mais velho. O Serra vai ser aquele que sempre esteve aí (disputando eleições e ocupando cargos)”, diz.

 “E claro que ser mais novo não significa ser mais moderno, cabeça aberta ou um político melhor. Mas o fato é que os outros nomes na corrida à Prefeitura são mais novos do que Serra. Pode ser uma questão meramente plástica, mas ela será importante”.

Efeito Kassab
O prefeito Gilberto Kassab (PSD) chegou bem perto de fechar um acordo com o PT, mas, com a entrada de Serra na corrida, voltou atrás. Numa analise mais apressada, o PSDB ganhou e o PT perdeu. Mas não é o que pensa o cientista político Sérgio Praça, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). “O ponto mais negativo numa campanha Serra será a ligação dele com o prefeito Gilberto Kassab”, diz.

Praça afirma que a “gestão Kassab foi desastre” e que “vai ser difícil convencer o eleitor de que o político que colocou o Kassab na Prefeitura (referindo-se ao fato de o hoje prefeito ter sido vice de Serra) fará algo diferente do que o atual tem feito”. Segundo Praça, a desconfiança sobre uma possível ida de Serra para o partido de Kassab em 2014 (para concorrer a presidência) adiciona mais problemas à candidatura tucana.

 

Do Observatório da Imprensa

ABORTO EM DEBATE

 

É preciso abortar a grande mídia

 

Por Eduardo Silveira de Menezes em 28/02/2012 na edição 683

 Nas últimas semanas, os jornais Folha de S.Paulo e Estado de S.Paulo reacenderam a polêmica discussão sobre a legalização do aborto. Segundo revela a cobertura realizada pelos representantes da mídia conservadora, é dispensável ter formação acadêmica e experiência comprovada na área para tratar do tema. Posição esta evidenciada pelo tratamento que está sendo dado à ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Eleonora Menicucci de Oliveira. Sob esta práxis político-comunicacional, cria-se uma cortina de fumaça, encobrindo pontos conflituosos e assegurando o discurso único, no qual apenas os interesses da bancada evangélica e dos setores conservadores da igreja católica ganham destaque.

Não se debate seriamente a questão. O assunto se dá por encerrado antes mesmo de ter começado a ser discutido. Esta lógica é facilmente aceita pelo conjunto da população. Afinal, neste caso, o pensamento comum determina: se a pessoa é a favor da vida, é contra o aborto e, logicamente, contra a legalização desta prática. Quem ousa discordar ou não aceita esta formulação na íntegra é porque não preza o direito à vida. Sendo assim, as poucas vozes dissonantes encontram-se na marginalidade. Estando no limbo, tais opiniões pouco importam e, no mais das vezes, são apenas manipuladas para reforçar a posição dominante.

Ora, um dos princípios fundamentais da concepção de uma boa reportagem é, justamente, o exercício do contraditório. Esta palavrinha, embora não goze de muita simpatia nos veículos hegemônicos, torna-se fundamental para evitar a perigosa formação do consenso. Não faltam exemplos, na historiografia nacional e internacional, de situações nas quais a ausência de pensamentos divergentes acabou refletindo em práticas autoritárias, ocasionando o cerceamento da liberdade de expressão. Ao não se deixar levar pelos preceitos despóticos que regem os editoriais da grande mídia, a ministra Eleonora Menicucci está desagradando, e muito, os grupos de comunicação dominantes, cujo papel primordial tem sido o de porta-voz de um moralismo exacerbado.

“Mal amada” e “irresponsável”

Recentemente, acuada pela perseguição midiática, a ministra, que assegura ser a favor da descriminalização do aborto, teve de dar uma resposta capaz de apaziguar os ânimos com as famílias Frias e Mesquita. Momento no qual preferiu enfatizar sua obediência às deliberações do governo de turno, e não mais os argumentos que tem sustentado ao longo de sua trajetória de militância. A presidente Dilma Rousseff, por sua vez, vem reforçando desde o período em que este assunto entrou em pauta, ainda na campanha presidencial, que é contrária à interrupção natural de uma gravidez.

Mas as duas declarações parecem não convencer a oposição e seus súditos da imprensa, os quais se utilizam de uma entrevista concedida à Folha de S.Paulo, em 2007, para reforçar a tese de que o atual discurso da presidente não seria confiável. Na época, a então ministra-chefe da Casa Civil disse ser a favor da descriminalização do aborto.

A sutil diferença entre defender a descriminalização e ser favorável à banalização do ato em si acaba sendo tendenciosamente escamoteada pelos meios de comunicação. No início de fevereiro, a Folha de S.Paulo descreveu a nova ministra de Dilma como sua “ex-companheira de prisão”, revelando objetivos sórdidos, escondidos por trás da suposta objetividade jornalística. Para não ficar atrás, ao tratar do mesmo tema, o Estadão deu destaque ao pensamento de fervorosos defensores do celibato como principal método anticoncepcional, deixando a informação inconclusa. Segundo estes últimos, a socióloga sanitarista – com passagem como docente pela antiga Escola Paulista de Medicina (EPM), hoje chamada de Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – não passa de uma mulher “mal amada” e “irresponsável”. Adjetivos que demonstram, além da falta de argumentos capazes de justificar a manutenção da atual legislação, o nível do debate que estão dispostos a fazer.

Cegueira oportuna

Não houvesse distorções na exposição das ideias contrárias à posição sustentada pelos jornais paulistas, seria possível diferenciar a defesa sobre a descriminalização da prática abortiva e o incentivo ao aborto como método contraceptivo. Argumentar que a legalização ocasionaria uma “carnificina” ou prejudicaria “programas de prevenção à gravidez indesejada”, como fez o então candidato à Presidência da República José Serra em 2010, é desconsiderar a possibilidade dessa medida emergencial ser capaz de reduzir o número de mortes ocasionadas pelo aborto clandestino. Não fosse assim, tal prática não ocuparia o quarto lugar no ranking dos principais motivos de morte materna, no Brasil. Sendo, além disso, a quinta causa de internação pelo SUS – conforme o próprio Estadão publicou, sem tanto destaque.

Embora o artigo 128 do Código Penal brasileiro assegure o direito ao aborto em pelo menos duas situações – quando não existe outro meio de salvar a vida da gestante ou caso a gravidez seja resultado de estupro – ainda são penalizadas as práticas previstas no artigo 124, seja pelo autoaborto ou pelo aborto consentido. No entanto, mais do que uma questão judicial, trata-se, conforme a ministra Eleonora tem procurado explicar, de um grave problema de saúde pública, o qual, se for reduzido apenas a questões de ordem moral, religiosa ou jurídica, certamente continuará contribuindo para mais mortes do que a cegueira oportuna da mídia oposicionista permite enxergar.

***

[Eduardo Silveira de Menezes é jornalista e mestre em Ciências da Comunicação, Pelotas, RS]

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed683_e_preciso_abortar_a_grande_midia

 

webster franklin

da EXAME

Crimes | 29/02/2012 12:15 Rússia promulga lei que condena pedófilos à castraçãoPara condenar o autor de um crime sexual à castração química, um tribunal deverá se basear em exames médicosinShare

Andrew Bardwell/Wikimedia Commons

Grade de uma prisão

A lei prevê também uma pena que pode chegar à prisão perpétua para os reincidentes

Moscou - O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, promulgou nesta quarta-feira uma lei que permite condenar à castração química os pedófilos considerados culpados de crimes sexuais contra menores de 14 anos.

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Esta medida foi adotada no dia 7 de fevereiro pela câmara baixa do Parlamento (Duma) e aprovada pelo Conselho da Federação (câmara alta) no dia 22 de fevereiro, segundo um comunicado publicado no site do Kremlin.

Para condenar o autor de um crime sexual à castração química, um tribunal deverá se basear em exames médicos.

Esta lei, que reforça as sanções contra os pedófilos, prevê também uma pena que pode chegar à prisão perpétua para os reincidentes.

Mais de 9.500 crimes sexuais foram cometidos em 2010 contra menores na Rússia, segundo as últimas estatísticas oficiais disponíveis.

 

 

 

Segredos do homem do gelo

 

Equipe internacional de pesquisadores completa o sequenciamento do DNA humano mais antigo já coletado de uma múmia. O genoma revela a origem genética e as características físicas de um homem da Idade do Cobre assolado por doenças atuais.

 

Por: Sofia Moutinho

 

Publicado em 29/02/2012 | Atualizado em 29/02/2012

 

Segredos do homem do gelo

Ötzi, o homem do gelo, teria tido olhos castanhos, saúde debilitada e deixado descendentes na região italiana onde hoje é a Sardenha. (foto: South Tyrolean Museum of Archaeology)

 

Um homem na casa dos 40 anos, de pele branca, cabelos e olhos castanhos, com problemas cardíacos, intolerância à lactose e uma doença provocada por um parasita do carrapato. A descrição, que poderia ser de qualquer indivíduo moderno, é resultado da interpretação do genoma de Ötzi, o homem do gelo, mais antiga múmia humana a ter seu DNA sequenciado. O código genético pré-histórico, de cerca de 5.300 anos, pode ajudar a compreender a evolução e a expansão do homem na Terra.

Ötzi, que viveu no período Calcolítico, ou Idade do Cobre (3000-1800 a.C.), foi descoberto em 1991 por um casal de alpinistas alemães na parte italiana dos Alpes Ötztal – daí o nome. Desde então, está em exibição no Museu Arqueológico do Tirol do Sul, em Bozano, Itália.

A equipe internacional de pesquisadores responsável pela análise do DNA do homem do gelo, iniciada em 2010 e publicada ontem (28/2) na revista Nature Communications, usou uma mostra recolhida do osso do quadril da múmia para destrinchar a sua história.

Para detectar características físicas e propensões genéticas do homem, os pesquisadores se basearam na análise de Snps. Esses marcadores genéticos são originados na troca de um par de base nitrogenada durante a transcrição do DNA – por exemplo, uma sequência que deveria ser ATCG, por erro, vira ATGG. 

Essas variações de base nitrogenada, que são passadas de geração para geração, nem sempre têm implicações para quem as carrega, mas podem determinar algumas características físicas, a presença ou risco de desenvolvimento de doenças e também a etnicidade, já que se tornam típicas de determinados grupos humanos que conviveram por muito tempo. 

Na análise do DNA de Ötzi, os pesquisadores identificaram marcadores relacionados ao risco de doenças coronarianas e à intolerância à lactose

Na análise do DNA de Ötzi, os pesquisadores identificaram Snps relacionados ao risco de doenças coronarianas e à intolerância à lactose. Uma tomografia feita na múmia confirmou: o homem do gelo tinha sinais de calcificação no coração próprios de quem sofreu de arteriosclerose. 

“A predisposição a doenças cardiovasculares é considerada uma característica do homem moderno e chamada de doença da civilização”, diz Albert Zink, líder da pesquisa e antropólogo molecular do Instituto do Homem do Gelo e Múmias. “Com o genoma de Ötzi, sabemos que as mutações genéticas que levaram a isso já estavam presentes há mais de cinco mil anos.”

A intolerância à lactose do homem do gelo também diz muito sobre a evolução e a saúde humana. Zink explica que a capacidade do homem de beber leite depois de adulto sem ter problemas só surgiu depois da domesticação de animais leiteiros na Europa. O período preciso da mudança ainda é incerto, mas o genoma de Ötzi oferece mais uma pista.

“Na época de Ötzi, era provável que as pessoas ainda fossem majoritariamente intolerantes à proteína do leite”, explica. “E essa evidência é mais uma das contribuições da pesquisa. É importante investigar o marcador genético associado a essa característica para entender como e quando essa mudança tão significativa ocorreu.”

Múmia do Homem do Gelo
O genoma de Ötzi é o mais antigo já sequenciado a partir de uma múmia. (foto: Wikimedia Commons/ Jacklee)

Junto ao DNA do homem do gelo, os cientistas encontraram ainda o material genético do parasita Borrelia burgdorferi, causador da doença de Lyme. Transmitida pela picada de carrapatos, a enfermidade, diagnosticada apenas no século 18, provoca desde sintomas leves, como irritação cutânea, até mais graves, como distúrbios neurológicos. 

Esse é o registro mais antigo da doença e pode ajudar a explicar estranhas marcas encontradas na pele de Ötzi. Alguns arqueólogos acreditam que as pequenas linhas tatuadas no homem eram uma forma antiga de tratamento, uma espécie de acupuntura pré-histórica ocidental, e a doença de Lyme poderia ser o alvo dessa terapia.  


Origem revelada

Depois de terminar o sequenciamento do genoma de Ötzi, os pesquisadores utilizaram bancos de dados e programas de computador para comparar o DNA da múmia com o de humanos modernos. 

O material genético do homem do gelo foi confrontado com amostras de mais de 1.300 europeus, 125 indivíduos de populações africanas e 20 pessoas do Oriente Médio. Mas só apresentou marcadores compatíveis com o DNA de europeus, mais especificamente de pessoas que vivem na ilha italiana Sardenha. 

O material genético do Homem do Gelo apresentou marcadores compatíveis com o DNA de europeus, mais especificamente sardenhos

Zink explica que os marcadores genéticos de ancestralidade compartilhados pela múmia e pelos sardenhos pertencem a um grupo de humanos que teve origem no Oriente Próximo, região que abrange o sudoeste asiático e os países mediterrâneos, e foi introduzido na Europa durante o período Neolítico (10.000-6.000 a.C.). 

“Hoje, esses marcadores genéticos são muito raros e só são encontrados em áreas isoladas como as ilhas de Córsega e Sardenha”, diz Zink. “Em outros lugares, esse grupo foi substituído por outras populações.”

A pista genética é compatível com as teorias arqueológicas correntes sobre o homem do gelo, segundo as quais ele teria vivido em algum povoado próximo ao Mar Tirreno – parte do Mar Mediterrâneo que se estende ao longo da costa oeste italiana – e depois migrado para os Alpes. 

Segundo o líder do estudo, a identificação da origem genética de Ötzi pode ser útil ainda para estudos mais aprofundados sobre a expansão do homem antigo na Terra.  

“Embora o genoma de um só indivíduo seja pouco para refazer a história demográfica humana, a presença desse grupo específico na Itália no início da Idade do Cobre traz novos elementos para futuras pesquisas que visem entender as migrações da época, especialmente o fluxo entre as comunidades alpinas e mediterrâneas.”


Sofia Moutinho
Ciência Hoje On-line

 

Instituto Ciência Hoje

A ressurreição de uma polêmica <br />
Você conhece Jesus Cristo? As pessoas enterradas em uma tumba me Jerusalém podem ter conhecido e, inclusive, estado entre seus primeiros seguidores. É o que mostra a descoberta de um grupo da Universidade de Huntington, nos EUA, que, se confirmadas, podem ser os registros arqueológicos mais antigos do cristianismo – datados, no máximo, do ano 70.   <br />
O túmulo encontra-se em um sítio arqueológico descoberto há 30 anos, mas vedado a estudos mais profundos devido à ação de grupos religiosos – hoje existe, acredite, um prédio construído sobre ele, dificultando bastante o acesso ao túmulo, que só foi possível com o auxílio de um robô com câmeras.  </a></p>
<p>O que mais chama atenção nas imagens divulgadas é um peixe esculpido em uma das urnas – o mais popular símbolo do cristianismo nos seus primeiros séculos. O animal aparece em um dos milagres atribuídos a Jesus e a tradução da palavra &#8216;peixe&#8217; para o grego clássico é “ichthys” - um acrônimo para “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”. A imagem também alude à história bíblica de Jonas, que teria passado três dias dentro de um peixe gigante, em um sinal do poder de Deus e da ressurreição de Jesus. </p>
<p>Um dos motivos do interesse dos pesquisadores pela tumba foi sua proximidade com outra polêmica câmara mortuária, o famoso túmulo perdido de Jesus, que foi tema de um documentário produzido pelo cineasta James Cameron, muito criticado pela comunidade científica e religiosa.  <br />
Os pesquisadores acreditam o local onde as câmaras mortuárias estão localizadas poderia ter pertencido a alguma família rica da época convertida ao cristianismo, como a de José de Arimateia, discípulo que, segundo a Bíblia, teria enterrado o corpo de Jesus.<br />
Leia mais novidades sobre arqueologia no site da Ciência Hoje On-line.

A ressurreição de uma polêmica 

Você conhece Jesus Cristo? As pessoas enterradas em uma tumba me Jerusalém podem ter conhecido e, inclusive, estado entre seus primeiros seguidores. É o que mostra a descoberta de um grupo da Universidade de Huntington, nos EUA, que, se confirmadas, podem ser os registros arqueológicos mais antigos do cristianismo – datados, no máximo, do ano 70.   

O túmulo encontra-se em um sítio arqueológico descoberto há 30 anos, mas vedado a estudos mais profundos devido à ação de grupos religiosos – hoje existe, acredite, um prédio construído sobre ele, dificultando bastante o acesso ao túmulo, que só foi possível com o auxílio de um robô com câmeras.  

O que mais chama atenção nas imagens divulgadas é um peixe esculpido em uma das urnas – o mais popular símbolo do cristianismo nos seus primeiros séculos. O animal aparece em um dos milagres atribuídos a Jesus e a tradução da palavra ‘peixe’ para o grego clássico é “ichthys” - um acrônimo para “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”. A imagem também alude à história bíblica de Jonas, que teria passado três dias dentro de um peixe gigante, em um sinal do poder de Deus e da ressurreição de Jesus. 

Um dos motivos do interesse dos pesquisadores pela tumba foi sua proximidade com outra polêmica câmara mortuária, o famoso túmulo perdido de Jesus, que foi tema de um documentário produzido pelo cineasta James Cameron, muito criticado pela comunidade científica e religiosa.  

Os pesquisadores acreditam o local onde as câmaras mortuárias estão localizadas poderia ter pertencido a alguma família rica da época convertida ao cristianismo, como a de José de Arimateia, discípulo que, segundo a Bíblia, teria enterrado o corpo de Jesus.

Leia mais novidades sobre arqueologia no site da Ciência Hoje On-line.

 

do EXTRA

‘Espumante’ infantil com desenhos da Disney vira alvo de críticas

A professora Roberta Carvalho não compraria espumante sem álcool para a filha Rebeca A professora Roberta Carvalho não compraria espumante sem álcool para a filha Rebeca Foto: Andréa Machado / Extra

Andréa Machado

A embalagem traz desenhos de personagens que atraem a atenção da garotada, como Princesas, Carros e Mickey. O gosto é de morango e não contém álcool. Mas o formato é idêntico ao dos espumantes, inclusive a rolha.

Lançado pela Cereser, em parceria com a Disney, o "spunch" — bebida gaseificada — gera polêmica entre gente grande. Em São Paulo, a Defensoria Pública pediu à empresa que recolhesse a mercadoria. No Rio, ela fica exposta entre as de teor alcoólico, num supermercado da Zona Norte.

Pai de Arthur, de 2 anos, o supervisor de manutenção Marcelo Souza, de 34, não compraria a bebida:

— O produto está associado à marca cujo carro-chefe é o espumante com álcool. É a mesma coisa que lançar uma cerveja infantil sem álcool.

 

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Com 10 anos, Rebeca Carvalho diz que uma amiga já provou a bebida. E confessa que, se a mãe, Roberta, deixasse, levaria o spunch.

— Acho que pode estimular a criança a beber no futuro — explica a mãe.

 

 

Produto é encontrado na mesma prateleira de bebidas alcoólicas nos supermercados Produto é encontrado na mesma prateleira de bebidas alcoólicas nos supermercados Foto: Andréa Machado

 

Em nota, a Cereser informou que o spunch "não é espumante para criança e trata-se de refrigerante para festa infantil com sabor de morango", que o contrato de licenciamento com a Disney acabou e o produto não é mais fabricado.

A secretária Joyce Barbosa, de 36 anos, também não compraria o produto:

— Acho uma péssima ideia! Não compraria para os meus filhos, de forma alguma. Estes produtos ajudam as crianças a beberem antes do tempo. Criança, além de ser um bicho muito curioso, gosta de experimentar tudo. Espero que não vire moda.


Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/economia/espumante-infantil-com-desenhos-da-disney-vira-alvo-de-criticas-4094821.html#ixzz1nphk0wTP

 

Em um caso de policia que nao vou detalhar, a menina de 14 anos disse aa policia que a mae servia campanhe o tempo todo dentro de casa.

Era a palavra brasileira pra "apple cider" espumante.  (Nao vou poder dar mais detalhes, mas foi um caso serio, de policia mesmo.)

Se o governo no Brasil deixa uma coisa dessas ir pra frente eu nao tenho mais nada a dizer.  Os desenhos das garrafas sao irrelevantes pra mim, alias.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.