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O enem/Haddad foi um fracasso total ? ! ! ! Por essa ninguém esperava...

stá em Notícias > EducaçãoInício do conteúdoMackenzie afirma que Enem é ‘tendência irreversível’Edital é voltado para 'público cada vez mais representativo', diz reitoria em nota13 de março de 2012 | 15h 03

 Cedê Silva - Especial para o Estadão.edu

 

Veja também:
link Alunos cobram explicação do Mackenzie por adoção do Enem 

Em resposta à polêmica provocada pela adoção do Enem 2011 para preencher parte das vagas do próximo vestibular, a reitoria do Mackenzie disse nesta terça-feira tratar-se de "uma tendência irreversível". O edital, diz nota, é "voltado para um público cada vez mais representativo de estudantes que prestam Enem e querem aproveitá-lo para ingresso nas maiores e melhores universidades, inclusive as públicas". O texto ressalta que parte das vagas (cerca de metade) ainda será oferecida pelo vestibular tradicional.

Ontem, o Centro Acadêmico do curso de Direito publicou carta informando ter solicitado reunião com a decana da universidade para esclarecer aos alunos o motivo da decisão. Segundo Rodrigo Rangel, estudante de 23 anos e presidente do C.A.,  a dúvida é se a nova medida vai trazer benefício para os estudantes ou é "apenas uma decisão de mercado". Rodrigo contou nesta terça que a decana disse não ter disponibilidade para a reunião; por isso, ele vai agora pedir um encontro com o reitor.

Um dos pontos polêmicos da decisão é que o edital, divulgado em 5 de março, prevê o aproveitamento de uma prova aplicada em outubro do ano passado. Muitos potenciais candidatos ao vestibular do Mackenzie não fizeram o Enem, e agora vão concorrer a apenas metade das vagas. No dia 9 de março, vestibulandos enviaram um abaixo-assinado à reitoria, solicitando revisão da decisão. A iniciativa foi de um cursinho pré-vestibular.

O Mackenzie já usou o Enem como vestibular, quando a prova ainda não tinha o formato atual, de dois dias e 180 questões. Em 2009, 20% das vagas de cada curso estavam reservadas a candidatos do Enem isentos do pagamento da taxa de inscrição e que tivessem obtido média de 50 pontos ou mais (quase 80%) nas provas de 2006, 2007 ou 2008. 

Leia a nota da reitoria na íntegra:

“A Universidade Presbiteriana Mackenzie goza de autonomia para definir os critérios e formatos do seu Processo Seletivo, desde que atendam ao princípio da universalidade de oportunidades.

O Edital recentemente publicado pelo Mackenzie diz respeito a um primeiro edital do Processo Seletivo, voltado para um público cada vez mais representativo de estudantes que prestam Enem e querem aproveitá-lo para ingresso nas maiores e melhores universidades, inclusive as públicas (federais e estaduais). Essa é uma tendência irreversível.

Contudo, para estudantes que não fizeram o último Enem, a Universidade Presbiteriana Mackenzie abrirá um segundo Edital, ainda neste semestre, divulgando nova oferta de vagas em todos os cursos que constam do primeiro Edital.

Assim, os candidatos ao ingresso no Mackenzie terão duas distintas e excelentes oportunidades de participar do processo seletivo 2012/2.”

** Atualizado às 17h13 para acréscimo das duas últimas frases do terceiro parágrafo

 

Olha o lucro Brasil ai geeente!!!


Olha que chique!!

Hotel cinco estrelas no Rio de Janeiro é o mais caro do mundo
Segundo pesquisa da Hoteis.com, diária na "cidade maravilhosa" é 21% mais cara que em hotéis de alto padrão em Nova York

iG São Paulo | 13/03/2012 16:25








Texto:

 



Foto: Divulgação Ampliar

A piscina do hotel Marina Palace, com vista para o morro Dois Irmãos


Os hotéis cinco estrelas do Rio de Janeiro são os mais caros do mundo. De acordo com uma pesquisa da Hoteis.com, site de reservas de hospedagem, a tarifa média cobrada pelos hotéis de alto padrão cariocas é de R$ 1.178,00 por noite. O valor é 21% mais caro do que o preço das diárias em Nova York, onde os hotéis cobram R$ 970 em média.


A cidade americana figura em segundo lugar na lista com as tarifas mais altas de hospedagem. 


Leia também: Maior parte das cidades da Copa tem hotéis de qualidade ruim


A cidade com os hotéis mais baratos é Lisboa. Uma acomodação de alto padrão na capital portuguesa custa apenas R$ 308 em média.


Segundo o levantamento da Hoteis.com, os hotéis no Brasil elevaram em 10% as tarifas em 2011. O aumento foi bem superior ao reajuste em outras partes do mundo. Globalmente, as tarifas subiram 4% no ano passado. Na América Latina, de forma geral, os hotéis subiram em 3% o preço das diárias.


Dos destinos brasileiros, Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, foi considerada a cidade mais cara para se hospedar no Brasil, cobrando R$ 430 mesmo com uma queda de 19%, em relação a 2010. Porém, entre as metrópoles brasileiras, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais cara no país, com 11% de aumento nos preços das hospedagens.


Na América Latina, as hospedagens que tiveram maior queda nos preços foram Iguazu, na Argentina, onde diária custa em média R$ 283, 10% menos do que o valor praticado em 2010. Em Riviera Maya, no México, os hotéis de R$ 287, 9% menor que em 2011.


Já Bariloche, na Argentina, apresenta diária de R$ 293, registrando decréscimo de 8%.


Copa do Mundo


Com os preparativos da Copa do Mundo em 2014, ainda deve haver um aumento significativo nos preços das diárias de hotéis no Brasil. Mas o estudo revela que nem sempre esses aumentos mostram capacidade de sustentação pós-evento. Na África do Sul, última sede da Copa, os preços das diárias na Cidade do Cabo sofreram queda de 28% em 2011, ano subsequente à Copa do Mundo.

 

Do VIOMUNDO

13 de março de 2012 às 10:25

 

Juíz@s Brasileir@s pela Comissão da Verdade

 

MANIFESTO DE JUIZ@S BRASILEIR@S PELA COMISSÃO DA VERDADE

 

Nós, juízas e juízes brasileiros, exigimos que o país quite a enorme dívida que possui com o seu povo e com a comunidade internacional, no que diz respeito à verdade e justiça dos fatos praticados pela ditadura militar, que teve início com o golpe de 1964.

 

A Comissão da Verdade, criada por lei, é mecanismo que deve contribuir para melhorar o acesso à informação e dar visibilidade às estruturas da repressão, reconstruindo o contexto histórico das graves violações humanas cometidas pela ditadura militar e promover o esclarecimento dos casos de tortura, mortes, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres.

 

Estamos certos, como decidido pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, que “as atividades e informações que, eventualmente, recolha (a Comissão de Verdade), não substituem a obrigação do Estado de estabelecer a verdade e assegurar a determinação judicial de responsabilidades“.

 

Manifestações que buscam cobrir as violações cometidas sob o manto da ignorância são um golpe para os direitos humanos e afrontam o patamar da dignidade humana estabelecido na Constituição Federal e normativa internacional. Todos e todas têm o direito de saber o que ocorreu em nosso país, tarefa que compete à Comissão da Verdade, a ser composta por pessoas comprometidas com a democracia, institucionalidade constitucional e direitos humanos.

 

Aguardamos que a Comissão da Verdade seja constituída o quanto antes, devidamente fortalecida e com condições reais para efetivação do seu mister.

 

Jorge Luiz Souto Maior – SP

 

João Ricardo dos Santos Costa – RS

 

Kenarik Boujikian Felippe – SP

 

Alessandro da Silva- SC

 

Marcelo Semer- SP

 

André Augusto Salvador Bezerra – SP

 

Gerivaldo Neiva – BA

 

Roberto Luiz Corcioli Filho – SP

 

Aluísio Moreira Bueno – SP

 

Carlos Frederico Braga da Silva – MG

 

Angela Maria Konrath – SC

 

Fernanda Menna Pinto Peres – SP

 

Adriano Gustavo Veiga Seduvim – PA

 

Rubens Roberto Rebello Casara – RJ

 

Mauro Caum Gonçalves – RS

 

Roberto Arriada Lorea – RS

 

Alexandre Morais da Rosa – SC

 

João Batista Damasceno – RJ

 

Marcos Augusto Ramos Peixoto – RJ

 

Lygia Maria de Godoy Batata Cavalcanti – RN

 

Luís Carlos Valois Coelho – AM

 

Dora Martins – SP

 

José Henrique Rodrigues Torres – SP

 

Andréa Maciel Pachá – RJ

 

Maria Coeli Nobre da Silva – PB

 

Ruy Brito – BA

 

Paulo Augusto Oliveira Irion – RS

 

Amini Haddad – MT

 

Geraldo Prado – RJ

 

Michel Pinheiro – CE

 

Alberto Alonso Muñoz – SP

 

Julio José Araujo Junior – RJ

 

Fernando Mendonça – MA

 

André Luiz Machado – PE

 

Grijalbo Fernandes Coutinho – DF

 

Fábio Prates da Fonseca – SP

 

Marlúcia de Araújo Bezerra – CE

 

Maria das Graças Almeida de Quental – CE

 

Rodolfo Mário Veiga Pamplona Filho – BA

 

Weliton M. dos Santos – MG

 

Célia Regina Ody Bernardes – MT

 

Oscar Krost – SC

 

Adriana Ramos de Mello – RJ

 

José Roberto Furquim Cabella – SP

 

Maria Cecília Alves Pinto – MG

 

Sergio Renato Domingos – SC

 

Mário Soares Caymmi Gomes – BA

 

Fábio Henrique Rodrigues de Moraes Fiorenza – MT

 

Jeferson Schneider – MT

 

Eduardo Vandré Oliveira Lema Garcia – RS

 

Lucas Vanucci Lins – MG

 

Douglas de Melo Martins – MA

 

Alberto Silva Franco – SP

 

Fernanda Souza P. de Lima Carvalho – SP

 

Cristiana de Faria Cordeiro – RJ

 

Umberto Guaspari Sudbrack – RS

 

Erico Araújo Bastos – BA

 

Edson Souza – BA

 

Amilton Bueno de Carvalho – RS

 

José Augusto Segundo Neto – PE

 

Salem Jorge Cury – SP

 

Rita de Cássia M. M. F. Nunes – BA

 

José Viana Ulisses Filho – PE

 

Milton Lamenha de Siqueira – TO

 

Maria da Graça Marques Gurgel – AL

 

Luiz Alberto de Vargas – RS

 

João Marcos Buch – SC

 

Ivani Martins Ferreira Giuliani – SP

 

Maria Cecilia Fernandes Alvares Leite – SP

 

Saint-Clair Lima e Silva – SP

 

Magda Barros Biavaschi – RS

 

Bernardo Nunes da Costa Neto – PE

 

Beatriz de Lima Pereira – SP

 

Rodolfo Mário Veiga Pamplona Filho – BA

 

Edvaldo José Palmeira – PE

 

Denival Francisco da Silva – GO

 

Maria Madalena Telesca – RS

 

Reginaldo Melhado – PR

 

Ana Claudia Petruccelli de Lima- PE

 

Albérico Viana Bezerra – PB

 

Carlos Eduardo Oliveira Dias – SP

 

Ana Paula Alvarenga Martins – SP

 

Theodomiro Romeiro dos Santos – PE

 

José Tadeu Picolo Zanoni – SP

 

Maria Sueli Neves Espicalquis – SP

 

Sandra Miguel Abou Assali Bertelli -SP

 

Luís Christiano Enger Aires – RS

 

Carmen Izabel Centena Gonzalez – RS

 

Rute dos Santos Rossato – RS

 

Reno Viana – BA

 

Orlando Amâncio Taveira – SP

 

André Luis de Moraes Pinto – RS

 

Norivaldo de Oliveira – SP

 

Eugênio Couto Terra – RS

 

Denise Oliveira Cezar – RS

 

Helder Luís Henrique Taguchi – PR

 

Sérgio Mazina Martins – SP

 

Eugênio Facchini Neto – RS

 

Gilberto Schäfer – RS

 

Rodrigo de Azevedo Bortoli – RS

 

André Luis de Moraes Pinto – RS

 

Paulo da Cunha Boal – PR

 

Laura Benda – SP

 

Joana Ribeiro Zimmer – SC

 

Bráulio Gabriel Gusmão – PR

 

Graça Carvalho de Souza – MA

 

Andrea Saint Pastous Nocchi – RS

 

Fernando de Castro Faria – SC

 

Dyrceu Aguiar Dias Cintra Junior – SP

 

Angélica de Maria Mello de Almeida – SP

 

Andréia Terre do Amaral – RS

 

Fabiana Fiori Hallal – RS

 

Maria Lucia Boutros Buchain Zoch Rodrigues – RS.

 

Laura Borba Maciel Fleck – RS

 

Luís Fernando Camargo de Barros Vidal – RS

 

Régis Rodrigues Bonvicino – SP

 

Luis Manuel Fonseca Pires – SP

 

Carlos Vico Mañas – SP

 

Mylene Gloria Pinto Vassal – RJ

 

Leia também:

 

Brasil de Fato: Os ataques à Comissão da Verdade

 

Cineastas brasileiros apoiam a Comissão da Verdade

 

Guilherme Scalzilli: Os carrascos da Comissão da Verdade

 

 

Kadafi pode ter financiado campanha de Sarkozy em 2007, diz 'Libération'

 

Para atual presidente francês, tese do jornal de esquerda é 'grotesca'

Do Estadão

 

 

Sarkozy durante campanha eleitoral - Philippe Wojazer/ReutersPhilippe Wojazer/ReutersSarkozy durante campanha eleitoral

 

PARIS - Um contrato de 2007 pelo qual a França vendeu ao regime líbio de Muamar Kadafi um sistema de espionagem pela internet pode ter servido para financiar a campanha eleitoral há cinco anos do atual presidente francês, Nicolas Sarkozy, segundo documentos publicados nesta terça-feira, 13, pelo jornal "Libération".

 

Sarkozy havia desqualificado nesta segunda-feira a tese - "grotesca", segundo ele - de que comissões do contrato da companhia francesa Amesys com a Líbia acabaram nas contas de sua campanha de 2007, depois que o site "Médiapart" antecipou alguns desses documentos.

 

Nesta terça-feira, o jornal de esquerda acrescentou alguns elementos de suspeita, em particular que o ex-ministro do Interior francês Brice Hortefeux, uma das personalidades mais próximas a Sarkozy, aparece identificado nas notas incriminadoras como quem participou da suposta montagem financeira das comissões.

 

Hortefeux criticou as insinuações de ter administrado 50 milhões de euros saídos da venda do material de controle online que serviu ao regime de Kadafi. Ele considerou "tudo absolutamente falso" e se negou a comentar em detalhe o conteúdo - "ridículo", em sua opinião.

 

A base das suspeitas são notas, agora em poder da Justiça, de Jean-Charles Brisard, responsável de uma empresa de espionagem e amigo do médico Didier Grosskopf, que tratou membros da família Kadafi.

 

Essas notas possuem anotações de Brisard que resumem conversas com Grosskopf no qual o médico lhe contava sobre as operações que testemunhou na Líbia, e em particular a participação da negociação com o intermediário, o franco-libanês Ziad Takieddine.

 

O "Libération" reconhece que há muitas dúvidas sobre o valor e o sentido dessas notas, já que as supostas comissões poderiam ser a remuneração de Takieddine, e inclusive tudo poderia ser uma montagem de Brisard contra o intermediário, sobretudo caso se descubra que a ex-mulher do franco-libanês, Nicola Johnson, entregou à Justiça muitos documentos em clara mostra de despeito.

 

Takieddine desmentiu as alusões sobre um suposto financiamento político e, além de desqualificar a veracidade de possíveis declarações de Brisard e Grosskopf, admitiu que as relações entre Líbia e França passavam por suas mãos naquele momento.

 

As diversas peças potencialmente incriminadoras estão no sumário de instrução do atentado de 2002 no Paquistão contra engenheiros franceses que trabalhavam em submarinos vendidos a esse país, algo suspeito de estar relacionado com supostas comissões para campanhas políticas na França.

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,kadafi-pode-ter-financi...

L’Elysée et la Libye, forts bruits de fondsLa campagne 2007 de Sarkozy est éclairée d’un jour trouble par les confidences qu’un médecin du clan Kadhafi aurait faites à un enquêteur.

 

 Par VIOLETTE LAZARD

 

Ce sont des confidences échangées entre deux amis. Le premier : Jean-Charles Brisard, patron d’une société de renseignements privée, n’arrête jamais vraiment de travailler. Il prend des notes, même au coin du feu. Le second : Didier Grosskopf, est un neurochirurgien au carnet d’adresses bien repli. Très proche de Jean-François Copé, il avait été dépêché en 2004 par l’actuel secrétaire général de l’UMP au chevet de Ziad Takieddine, l’intermédiaire en armement franco-libanais, qui venait d’être...

http://www.liberation.fr/politiques/01012395611-l-elysee-et-la-libye-for...

http://www.liberation.fr/politiques/01012395612-reperes

 

Demarchi

Bancos se antecipam e aumentam anuidade dos cartões em até 60%Fonte: Valor Econômico A menos de três meses de se verem obrigados a cortar drasticamente a quantidade de taxas cobradas da maior parte dos cartões de crédito em circulação no sistema, os bancos já se anteciparam e promoveram reajustes nas tarifas de anuidade. Levantamento da ProTeste Associação de Consumidores, antecipado para oValor, mostra uma forte elevação das tarifas de anuidade, em 2011, quando comparadas aos preços de 2010. O movimento ocorreu de forma generalizada nas diversas categorias de cartão de crédito. Foram analisados os dados de 46 cartões emitidos por 13 instituições financeiras. Na média, os cartões internacionais apresentaram o maior aumento de anuidade, de 60%, seguidos pelos cartões da categoria Gold, que sofreram reajuste de 37,4% (ver quadro). A partir de junho, as tarifas de cartão de crédito deverão ficar restritas a cinco, segundo determinação do Conselho Monetário Nacional (CMN). Para os cartões emitidos a partir de junho do ano passado, a determinação já está valendo.  Os bancos estão ainda obrigados a ofertar dois tipos de cartão: o básico, só para pagamentos, e o diferenciado, que pode ter acoplado benefícios como programas de milhagem. A tarifa de anuidade do cartão básico tem de ser, necessariamente, menor que a do diferenciado. A eventual perda de receita com serviços que deixarão de ser cobrados, como as taxas de recomposição antecipada de limite de crédito ou para resgate de milhas, entre vários outros exemplos, pode ter estimulado os bancos a transferirem esses custos para a tarifa de anuidade do cartão, segundo a economista da ProTeste Hessia Costilla. "Não posso afirmar com certeza, mas há indícios de que o aumento da anuidade tenha relação com a redução da quantidade de tarifas cobradas." Hessia chama atenção para o fato de praticamente não ter havido alteração de preço de anuidade em 2010 ante as tarifas de 2009, de acordo com o mesmo estudo da ProTeste.  "Desde o ano passado, grande parte dos bancos também deixou de oferecer gratuitamente a primeira anuidade", observa Hessia. "Em vez disso, as instituições passaram a dar 50% de desconto." Alexandre Rappaport, diretor da Bradesco Cartões, reconhece que houve elevação nos preços das anuidades, mas prefere qualificar o reajuste como um processo de reclassificação. "O que houve, na verdade, foi uma realocação dos serviços que antes eram cobrados à parte, além de reposição da inflação", explica. De acordo com a ProTeste, a anuidade do cartão American Express Blue emitido pelo Bradesco apresentou, entre 2010 e 2011, a maior variação de preço dentre todos os plásticos pesquisados, de 270,37% -saltando de R$ 27 para R$ 100.  O segundo maior aumento coube ao Reward emitido pelo Santander, que passou de R$ 60 para R$ 180, equivalente a um acréscimo de 166,67%. Apenas um cartão apresentou queda de anuidade: o Clássico International do Citi, cuja anuidade recuou de R$ 96 para R$ 66, queda de 31,25%. As tarifas cobradas dos portadores de cartões de crédito - sendo a anuidade a mais relevante delas - entram na composição da receita de prestação de serviço dos bancos. Os grandes bancos de varejo apresentaram aumento expressivo da renda de serviço com cartão entre 2011 e 2010. Ao mesmo tempo, a base de plásticos subiu pouco e, em algumas instituições financeiras, até caiu. Dos quatro maiores bancos com capital aberto no país, o Banco do Brasil (BB) foi o que apresentou o maior crescimento de receita com cartão em 2011 ante 2010, de 24,5% (ver quadro). Mas sua base de cartões de crédito, nesse mesmo período, recuou 17,7% (incluindo os de débito, a queda foi de 5,6%), em decorrência de um "processo de baixa de cartões não utilizados", informa o relatório de análise de desempenho do banco. O mesmo movimento foi observado no Itaú Unibanco. A renda com cartões subiu 15,6%, entre 2011 e 2010, enquanto o número de cartões de crédito caiu 8,3%. A análise de resultados de 2011 do Itaú também informa que houve uma "equalização de conceitos sobre ativação de contas", acrescentando que "essa queda não gerou quaisquer impactos sobre valor transacionado desses produtos". Vale lembrar que a taxa por falta de uso (inatividade) do cartão de crédito também foi proibida de ser cobrada pelo CMN. Procurados, nem BB nem Itaú atenderam à reportagem. A receita com cartão tem outro componente importante: a chamada taxa de intercâmbio, que é uma parte da tarifa paga pelo estabelecimento comercial para ter uma maquininha que aceite pagamentos eletrônicos e que vai para as instituições emissoras. A estimativa da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) é de que o volume de transações com cartões tenha crescido 23% em 2011 ante 2010, a R$ 668,5 bilhões. "A apropriação de parte da receita de serviços das credenciadoras e a participação do Bradesco na Cielo [de 28,5%] são os componentes mais representativos da renda com cartão", afirma Rappaport, da Bradesco Cartões. O Bradesco apresentou uma evolução de 18,5% da receita com cartão em 2011 ante 2010, que totalizou R$ 4,86 bilhões. A base de cartões de crédito e débito do banco cresceu 7,2% em igual período. A receita com cartão do Santander subiu 17,9% em 2011 ante 2010, e sua base de cartões de crédito e débito, 11,8%, totalizando 41,7 milhões. Se considerados somente os cartões de crédito, o crescimento da base foi um pouco menor, de 7,8%, para 12,4 milhões. O Santander esclarece, em nota, que a diferença entre o crescimento da base de cartões e da receita com o produto se deve a diversos fatores. "Dentre eles destacamos a intensificação do relacionamento com clientes de alta renda oriunda da oferta integrada de cartão e conta corrente Santander Van Gogh, que disponibiliza benefícios para o cliente e incrementa o uso do cartão. Entre as vantagens estão a oferta de duas bandeiras de cartões Platinum, que não têm cobrança de anuidade."  

 

Do Ig

Cidades brasileiras são "pouco competitivas", diz consultoria britânicaBBC Brasil

As cidades latino-americanas, incluindo as megaurbes brasileiras, Rio e São Paulo, são pouco competitivas comparativamente a outras cidades mundiais, indicou um relatório da consultoria britânica Economist Intelligence Unit.

Para a consultoria, o mau desempenho em um ranking de 120 cidades se dá pela falta de sustentabilidade e aspectos da qualidade de vida que podem ser obtidos mais facilmente em outras cidades mundiais, como as dos países desenvolvidos.

As cidades, que respondem por 29% da economia global, foram avaliadas a partir de oito categorias e analisadas em 31 indicadores individuais.

São Paulo e Rio foram classificadas, respectivamente, em 62º e 76º lugar no ranking, liderado por Nova York. E Buenos Aires, em 60º lugar, foi a única cidade latino-americana que terminou na primeira metade da lista.

"As cidades latino-americanas e africanas são as que mais deixam a desejar em termos de competitividade. Enquanto todas as regiões abrigam pelo menos algumas cidades pouco competitivas, a América Latina em particular tem mau desempenho em todas as categorias", afirma o relatório.

São Paulo e Rio ficaram empatadas em 47º lugar em termos de personalidade social e cultural – ranking no qual Zurique lidera, seguida por Sydney, Nova York, Los Angeles, Madri e Londres.

As duas cidades brasileiras também empataram em 50º lugar em maturidade financeira – lista encabeçada por Zurique, Toronto, Tóquio, Cingapura e Nova York.

Já no quesito apelo global São Paulo ficou em 38º, e o Rio, em 49º. As primeiras colocadas da lista foram Londres, Paris, Tóquio, Cingapura e Pequim.

Nenhuma das duas cidades brasileiras aparecem entre as 60 primeiras posições em capital humano, riscos ambientais e naturais, eficiência institucional, força econômica e capital físico.

"Investimentos em infraestrutura serão a principal causa do crescimento dos mercados emergentes, mas será necessário mais que isso para garantir a sua atratividade para os talentos de amanhã", afirma o relatório.

Para a consultoria, as cidades emergentes devem promover seu desenvolvimento "não apenas em arranha-céus, conexões ferroviárias e outras obras de infraestrutura", mas também "nos aspectos mais brandos que serão cruciais para sua capacidade de atrair e desenvolver os talentos de amanhã – incluindo educação, qualidade de vida e liberdade pessoal, entre outras coisas".

 

Rio de Janeiro e São Paulo estão empatadas em "maturidade financeira"

Sustentabilidade

As cidades asiáticas foram destaque no relatório, devido ao seu bom desempenho no quesito de força econômica.

Das 20 cidades mais bem colocadas nesse aspecto, 15 estão na Ásia e, segundo o relatório, as 32 maiores cidades do continente devem crescer em média 5% ao ano daqui até 2016.

Entretanto, a consultoria frisou que não existe correlação entre tamanho e competitividade. Tanto que entre as dez cidades mais competitivas da lista estão tanto Tóquio, com 36,7 milhões de habitantes, como Zurique, com 1,2 milhão.

"Competitividade é um conceito holístico. Enquanto o peso econômico e o crescimento são importantes e necessários, diversos outros fatores determinam a competitividade de uma cidade no sentido mais abrangente", afirmou o relatório.

"O ambiente de negócios e as regulamentações, a qualidade do capital humano e a qualidade de vida em si não só ajudam uma cidade a sustentar um rápido ritmo de crescimento, mas também a criar um ambiente social e de negócios estável e harmônico."

A EIU estima que as cidades de tamanho mediano, com população entre 2 milhões e 5 milhões de habitantes, é que liderarão o crescimento urbano no mundo: em média, crescerão 8,7% anualmente nos próximos cinco anos.

Enquanto isso, das 23 megacidades do planeta – com mais de 10 milhões de pessoas –, apenas nove figuram entre as 30 cidades com maior crescimento econômico.

Atração de talentos

A cidade de Nova York foi considerada a primeira do ranking da EIU, seguida por Londres, Paris e Cingapura. Das 30 cidades mais bem colocadas na lista, 24 estão nos EUA ou na Europa.

Apesar do impacto da crise econômica, essas cidades continuam atraindo mais negócios, capital, talentos e turismo, notou o relatório.

"A vantagem mais significativa que as cidades dos países desenvolvidos têm é sua capacidade de atrair o melhor talento do mundo. As cidades americanas e europeias dominam a categoria do capital humano no índice", observou a pesquisa.

"Isso se deve principalmente à qualidade dos sistemas educacionais e à mentalidade empreendedora de seus cidadãos. Mas outros fatores melhoram seu desempenho também, como as atividades culturais e a qualidade de vida geralmente boa."

 

 

 

 

Presidente sirio convoca a elecciones legislativas el 7 de mayo

 

El presidente sirio Bashar al Assad anunció este martes la realización de las elecciones legislativas el 7 de mayo, según la información difundida por la agencia oficial SANA.

"El presidente Assad firmó un decreto que fija las elecciones de la Asamblea Popular (parlamento) para el 7 de mayo próximo", indicó SANA.

El pasado 26 de febrero los sirios aprobaron un referendo constitucional en unas elecciones catalogadas como históricas por la población y en la que participaron el 57,4 por ciento de los llamados a votar.

El proyecto constitucional aprobado contempla que los legisladores serán elegidos también en sufragios nacionales y el período de la legislatura será de cuatro años.

El sistema del Estado aprobado en la consulta esta basado en el pluralismo político y que el poder sea ejercido democráticamente a través del voto, y define las funciones e independencia en su labor de las ramas del Gobierno, Ejecutivo, Judicial y Legislativo.

Estipula que el presidente en lo adelante será elegido en comicios universales y secretos cada siete años y sólo podrá aspirar a un segundo mandato, mientras los candidatos mayores de 40 años deberán registrarse ante la Corte Suprema y con el apoyo por escrito de al menos 35 diputados de la Asamblea Nacional.

Asimismo, dispone que la sociedad se base en la solidaridad y el respeto a los principios de justicia social, libertad, igualdad y preservación de la dignidad humana de cada individuo, y que los ciudadanos son iguales en derechos y deberes sin ninguna discriminación por razones de sexo, origen, idioma, religión o credo.

El Estado garantizará también la libertad de prensa, de impresión y publicaciones, así como la independencia de los medios de comunicación, en conformidad con la ley que rige este sector.

De igual manera, el Estado deberá proporcionar a la mujer todas las oportunidades que le permitan contribuir plena y efectivamente en la vida política, económica, social y cultural, así como trabajar para eliminar las restricciones que impidan su participación en la construcción de la comunidad.

Desde marzo de 2011, Siria ha sido escenario de violencia tras las manifestaciones a favor y en contra de Al Assad, donde las Fuerzas del Orden han tenido que enfrentarse a grupos armados que buscan conquistar el poder.

Según afirmaron fuentes militares sirias, unidades de operaciones especiales de Reino Unido y Qatar estarían operando encubiertos con grupos armados en Homs.

teleSUR - Sana / FChttp://www.telesurtv.net/articulos/presidente-assad-convoca-a-elecciones-legislativas-el-7-de-mayo

 

"Seja realista: exija o impossível"

Terras-raras: EUA, UE e Japão entram com ação contra a China na OMChttp://www.afp.com/afpcom/pt/taglibrary/thematic/economy

03/13 | 13:17 GMT

Área de extração de terras-raras no noroeste da China

WASHINGTON (AFP) - O representante de Comércio Exterior dos Estados Unidos, Ron Kirk, confirmou nesta terça-feira que Washington apresentou uma demanda contra a China na Organização Mundial do Comércio (OMC) por suas exportações "desleais" de metais denominados terras-raras, indispensáveis para produtos de alta tecnologia.

"A China limita cada vez mais suas exportações, o que provoca enormes distorções e interrupções que afetam a rede de abastecimento destes materiais no mercado mundial", afirma Kirk em um comunicado.

A OMC confirmou ter recebido a queixa apresentada contra a China por suas restrições às exportações das terras-raras, essenciais para a fabricação de produtos de alta tecnologia.

A União Europeia (UE) se uniu nesta terça-feira aos Estados Unidos e ao Japão na demanda contra a China.

Os dois países e o bloco europeu criticam as restrições da China à exportação de terras-raras, usadas em produtos de alta tecnologia.

"Junto aos Estados Unidos e Japão, a União Europeia levou sua divergência com a China formalmente à OMC", afirma a Comissão Europeia em um comunicado.

A nova ação segue uma disputa da UE com a China sobre a exportação de matérias-primas que terminou com decisão a favor dos europeus.

"As restrições da China sobre as terras-raras e sobre outros produtos violam as normas internacionais do comércio e devem ser suprimidas", afirma o comissário de Comércio da UE, Karel De Gucht, em um comunicado.

Terras-raras no porto de Lianyungang, ao leste da província chinesa de Jiangsu

A China é o maior produtor mundial de terras-raras, os 17 metais indispensáveis para fabricar produtos de alta tecnologia, utilizados dos mísseis aos telefones celulares, passando pelos veículos elétricos e usinas eólicas.

A vontade de Pequim de controlar as exportações de terras-raras provocou uma onda de protestos no exterior. Quase 97% da produção destes metais procede da China, que dispõe de um terço dos recursos mundiais e onde a extração provoca graves danos ao meio ambiente e aos moradores.

Esta não é a primeira vez que a OMC tem que decidir uma disputa sobre terras-raras com o gigante asiático, segunda maior economia mundial. Ano passado, a organização com sede em Genebra condenou a China por uma demanda apresentada em 2009 pela UE, Estados Unidos e México contra as restrições impostas às exportações de nove matérias-primas essenciais para a indústria europeia.

"Apesar do precedente, a China não fez nenhum esforço para suprimir as restrições à exportação. Isto não nos deixa outra escolha", destacou De Gucht.

Antes da apresentação oficial da demanda, o ministério chinês das Relações Exteriores alegou que as cotas impostas por Pequim às exportações cumprem as regras da OMC.

"As cotas foram estabelecidas para proteger o meio ambiente e permitir o desenvolvimento sustentável", afirmou o porta-voz do ministério, Liu Weimin.

 

 De Outras Palavras Como os holandeses venceram a ditadura do automóvelditadura do automóvelPublicado em 9 de março de 2012 por

Um vídeo de enorme importância para o Brasil mostra como é possível mudar mentalidades e sistemas de transporte.



Precisamente no período em que surge no Brasil uma forte mobilização em favor de outro sistema de transportes e mobilidade, ele mostra que esta luta pode ser vitoriosa. Está focado na Holanda, provavelmente o país que melhor superou a locomoção baseada no automóvel individual — substituindo-a por uma vasta r

 

Demarchi

Como os holandeses venceram a ditadura do automóvel

Matéria completa de Outras Palavras :

http://rede.outraspalavras.net/pontodecultura/2012/03/09/como-os-holandeses-venceram-a-ditadura-doautomovel/


 

Demarchi

 

Viu o Pelé na TV e queria conhecer o Brasil, 'onde seria possível 1 negro chegar ao topo'

09:20 Na Monica Bergamo hoje para assinantes - Sophie Chandauka, colaboradora da Sentebale, a ONG fundada pelo príncipe Harry para ajudar crianças no Lesoto, comemora - a partida de polo estrelada anteontem por Harry rendeu cerca de USD 600 mil à instituiçao. Mas ela deixa o Brasil decepcionada. Negra, nascida no Zimbábue, diz que, na véspera, funcionários do hotel do haras Larissa, onde estava hospedada, a olhavam com estranheza - "Quando eu tinha 7 anos, vi o Pelé na televisao e disse - 'Quero conhecer o Brasil, porque ali é possível um negro chegar ao topo'. Esse meu sonho ruiu ontem" 13/03 Blue Bus

 

Opera Mundi

Terça, 13 de Março de 2012FAÇA DO OPERA MUNDI A SUA HOME PAGE  AMÉRICA DO SUL13/03/2012 - 09h11 | Monica Yanakiew/Agência Brasil | Buenos Aires Argentina adota nova medida de controle de câmbio que pode afetar turismo no BrasilArgentinos não poderão mais utilizar seus cartões de débito no exterior para retirar moeda estrangeira em pesos 

 

O governo argentino decidiu nesta terça-feira (12/03) reforçar o controle de câmbio para evitar a saída de dólares do país. A partir do dia 3 de abril, os argentinos não poderão mais utilizar seus cartões de débito bancário no exterior para retirar moeda estrangeira de suas contas em pesos.

Ao viajarem para o Brasil, por exemplo, e retirar reais de suas contas em pesos, só poderão fazê-lo se tiverem uma caderneta de poupança em dólares na Argentina.

“A medida vai afetar o turismo argentino no exterior porque, mesmo que as pessoas ainda possam usar cartões de crédito, vão se sentir menos seguras, ao saber que não contam com outras formas de pagamento”, disse à Agência Brasil o economista Marcelo Elisondo. “E comprar dólares para viajar ao exterior tornou-se muito mais complicado”, completa.

Essa é a segunda medida de controle de câmbio adotada pelo governo argentino em menos de cinco meses. A primeira, em outubro passado, obrigou os argentinos que queriam comprar dólares (ou qualquer moeda estrangeira) a pedir autorização prévia à Afip, a Receita Federal local.

Nos bancos e nas casas de câmbio, os compradores de divisa estrangeira têm que apresentar provas de que têm suficientes pesos declarados para realizar a operação. Turistas que querem trocar os pesos que sobram de viagens podem fazê-lo, desde que apresentem provas de que trocaram moeda estrangeira por moeda local.

As medidas, em um país que, historicamente, está acostumado a calcular preços e a poupar em dólares, mostraram-se impopulares. Na Argentina, ao contrário do que ocorre no Brasil, aluguéis são calculados em dólares. E quem poupa prefere trocar pesos por dólares e guardá-los em casa do que colocá-los em uma caderneta de poupança no banco – não importa em que moeda.

Para o governo, o controle de câmbio é a única forma de impedir a fuga de capitais – a principal preocupação depois de inflação, que, segundo estimativas de consultorias privadas, chega a 20% ao ano. A primeira medida já deu resultados positivos: a saída de dólares por mês baixou de 2 bilhões para 500 milhões. Mas, segundo Elisondo, “são mecanismos artificiais que não darão resultados a longo prazo”.

Segundo fontes do Banco Central argentino, a nova medida simplesmente complementa a primeira e o objetivo é obrigar os argentinos a declararem o que ganham na Receita Federal. Tanto assim que quem tem cartão de crédito poderá continuar utilizando-o no exterior.

Para o economista, isso, no entanto, não é o suficiente para resolver o principal problema do governo: manter um superávit da balança comercial de 10 bilhões de dólares, em ano de crise internacional.

O PIB (Produto Interno Bruto) argentino, que vinha registrando uma média de crescimento de 7,5% desde 2003, deve crescer, no máximo, 3,5%, segundo economistas independentes. “E vamos exportar menos porque, por falta de competitividade, o governo está dificultando as importações e muitos produtos que exportamos dependem de insumos do exterior, como o setor automotivo”, conclui Elisondo.

 

JOSÉ PAULO KUPFER

Início do conteúdo

Janelas que se abrem

 

13 de março de 2012 | 3h 09

 

 

JOSÉ PAULO KUPFER - O Estado de S.Paulo

 

Os cortes promovidos pelo Banco Central na taxa básica de juros, que a estão levando para um inédito nível nominal de 9% ou 8,5% ao ano, começam a causar impactos variados na economia. Não é só nas cadernetas de poupança que a redução da taxa de referência brasileira (taxa Selic) faz emergir a necessidade de rearranjos. Essa é apenas a parte mais visível da questão.

 

Além das cadernetas, a eventual chegada da Selic a terrenos próximos daqueles mais baixos em que se acomodam os juros em outras economias tende a afetar um amplo leque de sistemas e áreas em cujo DNA é fácil localizar resistentes cromossomos dos tempos de hiperinflação. Se for possível conter os juros básicos por um período mais longo, abrem-se, portanto, janelas de oportunidade para livrar a economia de entulhos inflacionários, que estão na origem de diversas barreiras ao crescimento.

 

É variada a lista dos problemas alimentados por esses entulhos. A administração da dívida pública e as linhas de crédito direcionadas - públicas e privadas -, operadas a taxas diferenciadas e/ou subsidiadas, são dois dos melhores exemplos do que, com juros mais baixos, poderá ser mais facilmente revisto, para melhorar a administração da economia.

 

Juros mais baixos devem afetar também a composição dos portfólios de aplicação financeira, com estímulos ao deslocamento de parte dos recursos da renda fixa para renda variável - o que pode ampliar os espaços para o financiamento a custos menores, pela via da oferta de ações, de investimentos privados. Uma Selic menor obrigará ainda, por exemplo, a uma renegociação - com alívio fiscal para os devedores e, portanto, dando margem a sobras para investimentos - nos termos do acordo de refinanciamento pela União das dívidas estaduais e municipais, firmado há 15 anos, como parte do processo de regularização fiscal que culminou com a Lei de Responsabilidade Fiscal.

 

Dentre as distorções que uma taxa de juros mais baixa pode ajudar a dissolver, uma das mais emblemáticas é a elevada participação da Letra Financeira do Tesouro (LFT) na composição da dívida pública. Criadas em 1987 pelos futuros pais do Plano Real, na saída do Plano Cruzado II, as LFTs são atreladas à taxa Selic e conectam o mercado monetário com o mercado da dívida pública - esta conexão é um caso único no mundo.

 

O título, que nasceu em ambiente de hiperinflação, resiste bravamente à estabilização monetária, já tendo chegado a representar dois terços do total da dívida mobiliária, na passagem do segundo governo FHC para o primeiro de Lula. Ainda hoje responde por um alentado terço da composição da dívida pública. Com rendimento diário e riscos limitados, as LFTs são acusadas de serem elemento central no desestímulo à estruturação de linhas de financiamento de longo prazo pelo setor privado.

 

Agora, aproveitando o espaço que se abre com a queda dos juros, o governo decidiu acelerar o passo para reduzir o volume de LFTs a 10% do total da dívida mobiliária pública interna até 2015. No Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgado pelo Tesouro na quinta-feira, a meta é reduzir o estoque de LFTs, em 2012, de 30% para um mínimo de 22% ou um máximo de 26%. Para isso, o governo proibiu que fundos públicos e estatais adquirissem LFTs, reduzirá a oferta do papel e tentará acelerar a sua troca por títulos prefixados ou atrelados a índices de preços, uma vez que três quartos do estoque de LFTs vencem nos próximos quatro anos.

 

O caso da reforma nos termos do refinanciamento de dívidas estaduais e municipais, já em discussão no Congresso e no governo, como mostra o jornal Valor Econômico, é um exemplo de como as sombras do passado inflacionário estão vivas - e, infelizmente, ativas. Além da correção pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), calculado pela Fundação Getúlio Vargas -, Estados e municípios pagam à União de 6% a 9% de juros anuais nas parcelas refinanciadas de suas dívidas. Um contrato com indexação e juros reais acima daqueles que o próprio mercado considera como a "taxa neutra" do momento (5,5% ao ano, segundo a mediana das estimativas) parece coisa de um passado distante - e, sem dúvida, é mesmo.

 

A caderneta de poupança, no resumo da história, é só a ponta de um iceberg de estruturas corroídas pelo tempo, mas não inteiramente demolidas, que ainda atravancam o desempenho da economia brasileira. Será decepcionante se a oportunidade que agora surge para limpar de vez o terreno for desperdiçada.

 

Continua a campanha contra Paulo Henrique Amorin ( mais abaixo, a resposta de PHA em seu blog )

Da FOLHA.com

13/03/2012 - 08h49

Blog de Amorim recebe R$ 40 mil mensais da Caixa

DE SÃO PAULO

A Caixa Econômica Federal paga, desde março de 2011, R$ 40 mil mensais ao blog "Conversa Afiada", do jornalista Paulo Henrique Amorim, para veiculação de publicidade da estatal. O contrato deve se estender até dezembro deste ano. No total, o blog vai receber R$ 833 mil.

A informação saiu no blog do jornalista Fábio Pannunzio e foi confirmada pela Caixa.

Paulo Henrique Amorim se retrata por ter ofendido repórter

A Caixa afirmou à Folha que investiu R$ 14,6 milhões na internet no ano passado, sendo apenas R$ 155,5 mil em blogs, mas disse que não considera o "Conversa Afiada" um blog, e sim um site.

De acordo com o banco público, os veículos patrocinados são avaliados pela sua agência de publicidade. A Caixa disse também, sem citar a fonte, que o blog de Amorim teria 7 milhões de acessos por mês.

A Folha telefonou para o advogado de Amorim e enviou e-mail para o jornalista ontem, mas não obteve resposta.

 

Folha (*) não engole
o sucesso do Conversa Afiada

Publicado em 13/03/2012

 

 

Navalha

 

Sorry, periferia.

O Conversa Afiada, modestamente, é um sucesso comercial.

Ganha dinheiro para pagar os advogados e ir à ópera em Nova York, assistir a um magnífico Don Giovanni.

Este ansioso blogueiro vai poupar o amigo navegante da lista de anunciantes – entre empresas estatais, como Caixa – e privadas.

O Conversa Afiada tem este defeito: é altamente lucrativo (o que a Folha não pode dizer com a mesma ênfase).

O Conversa Afiada entrega a mercadoria.

No caso específico do cliente Caixa, todo mês, o Conversa Afiada entrega “carta de bonificação” – ou seja, entrega mais audiência que o cliente comprou.

E, num gesto comercial raro, não cobra mais pela veiculação, porque acredita que essa “bonificação” aumente a fidelização dos clientes.

A Caixa é um cliente antigo do C Af.

E o C Af se orgulha de tê-la como cliente, ela que é um dos maiores anunciante do país, e um dos mais profissionais.

Caixa não é a única a se beneficiar de uma entrega superior à compra.

Na verdade, isso aconteceu, nos últimos anos, à maioria esmagadora dos clientes.

(Não sabemos se a Folha pode dizer o mesmo…)

Aliás, como acontece na publicidade na internet, o cliente só paga pelas impressões efetivamente realizadas.

Ou seja, se ele compra cem impressões e o veículo só entrega 99, ele só paga 99.

Este é um dos motivos pelos quais a publicidade na internet só faz aumentar.

E a dos jornais …

Amigo navegante: se você tiver a infeliz ideia de anunciar na Folha: você tem certeza de que ela vai “entregar” o volume de exemplares e a leitura que ela vendeu ?

A Caixa não rasga dinheiro.

É uma instituição séria, que compra mídia através de três agências profissionais diferentes, que não rasgam o dinheiro do cliente – estatal ou privado.

As agências da Caixa compram de acordo com a audiência e relevância da mídia.

A Caixa anuncia na Globo, na Record e em outras redes de tevê.

Na Folha, no UOL, no Estadão e até na Veja.

Na internet, tem o bom senso de anunciar no Nassif.

Os clientes privados – e são a maioria dos clientes do Conversa Afiada – também não rasgam dinheiro.

Anunciar no Conversa Afiada é um excelente negócio – e o Conversa Afiada se orgulha de ser uma mídia que entrega a mercadoria.

E dá bonificação.

O Conversa Afiada não precisa que o governador Padim Pade Cerra compre assinaturas ou espaços para sobreviver.

Na verdade, o que se pode dizer é que, diante da “entrega” do Conversa Afiada, a Caixa – e os outros anunciantes – fazem excelente negócio.

Bem que a diretora-executiva Geórgia Pinheiro, tentou, na renovação deste ano, aumentar o valor dispendido pela Caixa no C Af, diante das sucessivas “cartas de bonificação”.

Mas, a Caixa foi irredutível.

É do jogo.

E, aqui, o cliente tem (quase) sempre razão.

Na eleição de 2010, a procuradora Doutora Sandra Cureau também quis saber quem anunciava no Conversa Afiada e por quanto.

A Justiça não lhe ofereceu esse direito.

É uma mania – e olha que nós não temos mania de perseguição.

Quem quiser ter um blog lucrativo, pode procurar a Geórgia.

Ela ajudará a montar um blog lucrativo.

Essa sugestão se estende aos múltiplos blogs (deficitários) pendurados no UOL, da empresa Folha.

Por que a Folha não pergunta à Globo quanto a Caixa veicula na Globo ?

A Globo dirá o mesmo que o Conversa Afiada: sorry, periferia !

 

A COBERTURA DO AMIGO

Olha que negocião. O cara compra uma linda cobertura na Barra da Tijuca, com vista para o Atlântico, por 720 mil reais (em 2002). Sete anos depois (2009) vende o mesmo imóvel para o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, pelos mesmos 720 mil...hehehe. Amigo é pra essa coisas né? Que tem amigão não morre pagão.

Aqui pra nós, todos os contratos firmados na gestão RTeixeira para Copa de 2014 não deveriam ser cancelados? Alguém duvida que não tem "mumunha" nestes contratos. Os caras, mesmo com a queda de RT vão ganhar a grana ilicitamente?

http://www.youtube.com/watch?v=AAZk0pUW5bk&feature=player_embedded#!

Depois de assistir o vídeo acima, vcs entenderão a "defesa do JN" ontem ao RT.

Mumunha da grossa.

 

13/03/2012 - 08h48

Petistas ainda alimentam sonho de ver Marta candidata em SP

 

FOLHA DE SÃO PAULO

Hoje na Folha Já passa pela cabeça de lulistas a ideia de Marta Suplicy (PT) voltar a ser candidata à Prefeitura de São Paulo, informa a coluna de Mônica Bergamo, publicada na Folha desta terça-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Há conversas discretas no partido sobre essa possibilidade. O tema, no entanto, é tabu, dada a resistência do próprio Lula em relação à senadora.

O pré-candidato do partido e aposta eleitoral do ex-presidente Lula, Fernando Haddad, ainda é desconhecido de grande parte da população e a intenção de voto em sua candidatura não evoluiu positivamente nas últimas pesquisas.

O Datafolha divulgou pesquisa no sábado (3) em que o ex-governador José Serra subiu nove pontos percentuais na pesquisa de intenção de votos para a Prefeitura de São Paulo após assumir que quer ser o candidato do PSDB na eleição de outubro.

Leia mais na Folha desta terça-feira, que já está nas bancas.

 Editoria de Arte/Folhapress Datafolha prefeitura de são paulo

 

de O GLOBO

Enviado por Míriam Leitão-11.03.2012|06h01m

Coluna no GLOBOCírculo militar

O país tem discutido, nos últimos dias, o passado do regime militar. É tarde, mas não tarde demais. A sociedade decidirá o alcance desse reencontro, mas o passado deve ser revisitado se o país escolheu jamais repetir aquele erro. Novas informações surgem sobre histórias antigas, novos caminhos jurídicos. Os militares repetem o velho enredo de vetar o debate. O governo ainda não nomeou os integrantes da Comissão da Verdade.

Vladimir Herzog foi morto há 36 anos, com apenas 38 anos, horas depois de entrar no DOI-Codi, no II Exército. Tinha endereço certo, dirigia o jornalismo na TV Cultura, não demonstrou qualquer intenção de fugir, apresentou-se para depor, nunca houve culpa formada, não se sabe do que foi acusado, não se sabe até hoje como o mataram.

Uma nova foto, omitida na época, mostra o que sempre soubemos e dá mais clareza à farsa montada para tentar esconder a verdade. Foi publicada nos últimos dias no site organizado pelo deputado Miro Teixeira (www.leidoshomens.com.br). Pelo ângulo se vê que se quisesse cometer suicídio ele amarraria a faixa na grade superior. O site mostra também uma carta do general Newton Cruz ao então chefe do SNI, João Figueiredo, revelando a luta intestina dentro do aparelho repressor.

Nestes 27 anos de democracia já deveria ter havido a busca da verdade sobre as circunstâncias das mortes e dos desaparecimentos políticos. Não é revanchismo. É uma obrigação do Estado para com as famílias e a História. Sempre que o assunto retorna, os militares calam a discussão. A fórmula é conhecida: os da reserva fazem notas com protestos e ameaças veladas, os comandantes da ativa fazem pressão por dentro, usando como prova da insatisfação da tropa as notas dos aposentados. Assim se forma o círculo do veto. O poder civil recua.

Herzog é uma das tantas feridas que não cicatrizam porque não é uma questão de tempo, e sim de prestar contas do crime que o Estado cometeu. O governo democrático não buscou os fatos com a diligência que a construção institucional exige. Essa falha permite que os militares mantenham sua versão. O general Luiz Eduardo Rocha Paiva afirmou na entrevista que me concedeu que “ninguém pode dizer que ele (Herzog) foi morto pelos agentes do Estado. Nisso há controvérsias. Ninguém pode afirmar”. O Instituto Vladimir Herzog reagiu com nota de repúdio.

Por que um general que estava até 2007 em postos importantes é capaz de levantar tal dúvida? Porque sempre que eles mandaram o país interromper a conversa sobre Herzog e qualquer outro foram obedecidos. Em outubro de 2004, o “Correio Braziliense” publicou fotos que supostamente eram de Herzog. Isso detonou uma crise militar. O serviço de comunicação do Exército publicou uma nota em que justificava torturas e mortes. “As medidas tomadas pelas Forças Legais foram uma legítima resposta à violência dos que se recusaram ao diálogo, optaram pelo radicalismo e pela ilegalidade e tomaram a iniciativa de pegar em armas e desencadear ações criminosas.”

O então ministro da Defesa, José Viegas, exigiu do comandante do Exército, Francisco Roberto de Albuquerque, uma nota de retratação. O general optou por uma nota na primeira pessoa em que dizia que aquela forma de abordar o assunto não era adequada. O Exército jamais se retratou. O ministro Viegas deixou o posto dizendo que o pronunciamento provava a persistência do “pensamento anacrônico” da “doutrina de segurança nacional” em plena vigência da democracia.

Esse não foi o primeiro nem o último evento em que os militares constrangeram o poder civil. Foi o mais explícito porque Viegas deu transparência aos fatos. Ele disse em sua saída que achava inadmissível que as Forças Armadas não demonstrem “qualquer mudança de posicionamento e de convicções”. Disse que considerava inaceitável que se usasse o nome do Ministério da Defesa para “negar ou justificar mortes como a de Vladimir Herzog”.

Lembrar esse episódio nos ajuda a ver como é persistente o veto militar a duas providências fundamentais: procurar as informações que à época foram negadas pela ditadura; promover uma renovação do pensamento das Forças Armadas sobre seu papel naquele período.

O general Rocha Paiva não é um ponto fora da curva; ele representa o pensamento majoritário dos militares da ativa e da reserva. Isso fica provado também no número de oficiais, que estavam no comando até recentemente, que assinaram a nota de protesto dos clubes militares contra a Comissão da Verdade. Eles pensam hoje o que sempre pensaram. Rocha Paiva disse, por exemplo, que não há provas do crime do Caso Riocentro (a transcrição na íntegra da entrevista está no post abaixo).

Como o pensamento das Forças Armadas não foi atualizado, novas gerações estão sendo formadas nessa convicção. O desvio tem se perpetuado. Eles ainda defendem como legítimo o que houve nos 25 anos de exceção, ainda cultuam os ditadores como heróis, ainda protegem os torturadores e sonegam informações. Se o governo se deixar intimidar na Comissão da Verdade estará capitulando diante da pressão do círculo militar.

 

 

A cada dia que passa minha certeza aumenta: a lavagem de dinheiro corre solta nos clubes brasileiros. Todos. Até o mundo mineral sabia que Adriano não daria certo. O jogador é maravilhoso, um craque. Mas tem problemas sérios de cabeça. Na época, a cartolagem corinthiana garantia que o Timão não gastaria um tostão com a contração do "Imperador". Agora, sabemos: o jogador não jogava por "n" motivos, ganhava seus 350 mil por mês, não comparecia à concentração e ainda tem R$ 1,5 milhão para receber. O Coringão deve esta trapalhada ao Fenômeno, hoje dono da R9. Que deve ter levado uma bolada legal. Na época, um amigo corinthiano roxo dizia: esse Fenômeno deve ter participação até no salário dos caras. Alguém duvida? ADRIANO DEIXA O CORINTHIANS AO CUSTO DE R$ 12 MIL POR MINUTO. CLUBE AINDA FICA DEVENDO r4 1,5 MILHÃO AO IMPERADOR

 

Carlos Padeiro
Do UOL, em São Paulo

 

A passagem de Adriano pelo Corinthians chegou ao fim na última segunda-feira, quando por telefone a diretoria avisou o empresário do jogador que o contrato, válido até o fim de junho, seria rescindido. No total, o Imperador ficou pouco mais de 11 meses no clube e faturou em salários cerca de R$ 4,2 milhões.

 

  

 

Como o atacante esteve em campo durante aproximadamente 350 minutos, distribuídos em oito partidas, um cálculo simples mostra que cada minuto custou, simbolicamente, R$ 12 mil aos cofres alvinegros.

 

E o pior é que ainda falta pagar mais quatro salários ao polêmico centroavante, referente aos meses de março, abril, maio e junho, num total que ultrapassa R$ 1,5 milhão.

 

A cúpula alvinegra, que evitou ao máximo a rescisão justamente para não ter de desembolsar esse valor, espera convencer Adriano e seu empresário a aceitarem uma redução. Segundo Blog do Perrone, o argumento é que o Timão pode ameaçá-lo de justa causa, pelas faltas cometidas, e negociar uma quantia menor pela quebra do vínculo.

 

“Ele não sai sem receber nada, vamos acordar em cima do que estamos devendo. Não existe multa, e sim um saldo do resto do contrato. Entregamos ao nosso departamento jurídico, que vai tratar com o empresário dele”, declarou o diretor de futebol Roberto de Andrade, em entrevista à Rádio Globo.

 

 

Mackenzie adota Enem 2011 como vestibular e alunos questionamEstudantes querem saber os motivos da mudança. Medida causou surpresa na comunidade acadêmica

AE | 13/03/2012 09:59

A adoção do Enem 2011 pelo Mackenzie para preencher parte das vagas do próximo vestibular tem causado polêmica entre os estudantes. Publicado na semana passada, o edital usará "como único instrumento de classificação e de convocação de candidatos" o desempenho na prova aplicada em 22 e 23 de outubro - exceto para os cursos de Arquitetura e Design, que também terão provas específicas. As inscrições estão abertas até 16 de abril, e no dia 18 deve ser divulgado o edital do vestibular convencional, para preencher as vagas restantes. Em cursos como Direito e Jornalismo, por exemplo, metade das vagas será oferecida via Enem.

 

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"Então o Mackenzie decidiu acabar com a várzea do seu vestibular e adotar a várzea nacional, também conhecida como Enem? Que beleza!", publicou um estudante da USP no Twitter. "Mackenzie é Enem agora? Aff, tô grilada!!", escreveu uma aluna. "Ainda bem que já tô lá dentro", twittou outra.

O Centro Acadêmico do curso de Direito publicou na última segunda-feira (12) uma carta aos professores da universidade, informando que solicitou uma reunião para esclarecer dúvidas dos alunos. Procurada pela reportagem na segunda, a assessoria de imprensa do Mackenzie informou que professores da comissão de processos seletivos só poderão dar entrevistas nesta terça-feira (13).

Segundo Rodrigo Rangel, estudante de 23 anos e presidente do CA de Direito, o edital com Enem foi uma surpresa. "Gerou grande repercussão, e queremos saber os motivos da mudança - se vai melhorar a seleção dos alunos, se houve algum estudo". A dúvida, diz ele, é se a nova medida vai trazer benefício para os estudantes ou é apenas uma decisão de mercado. Ele conta que o curso de Direito já está tendo problemas de infraestrutura. A criação de um laboratório de engenharia e de um novo banheiro já custaram algumas salas do prédio, e, mesmo assim, uma nova turma de manhã foi aberta no último vestibular. Um prédio novo deve ficar pronto só em 2015.

Para Rodrigo, a concorrência via Enem será menor, já que apenas quem fez a prova no passado estará autorizado a participar. "Já num vestibular, todos disputam contra todos". Ele ressalta que o CA não tomará posição sobre o assunto enquanto a questão não for esclarecida com a universidade. O Mackenzie já usou o Enem como vestibular antes. Em 2009, 20% das vagas de cada curso estavam reservadas a candidatos do Enem isentos do pagamento da taxa de inscrição e que tivessem obtido média de 50 pontos ou mais (quase 80%) nas provas de 2006, 2007 ou 2008.

 

 

Cidades

SP: gastos da prefeitura com publicidade crescem 11 vezes em sete anos

 

Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual

Publicado em 13/03/2012, 09:55

Última atualização às 09:55

 

São Paulo – Os gastos da prefeitura da capital paulista com publicidade cresceram nos últimos sete anos em ritmo muito maior que o Orçamento do município. Enquanto os investimentos na imagem do governo aumentaram 1.100% ou 11 vezes, o Orçamento da cidade cresceu  cerca de 150%, ou uma vez e meia. Levantamento realizado pela liderança do PT na Câmara Municipal aponta que a inflação acumulada do período, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de aproximadamente 43%.

“O Orçamento da prefeitura para propaganda se aproximou de R$ 9,8  milhões, em 2005, para R$ 126,5 milhões em 2011. Esse crescimento demasiado de um único item tem a ver com a necessidade de melhorar a imagem do prefeito Gilberto Kassab (PSD), uma vez que a gestão dele deixou de construir, entre outras coisas, creches e corredores de ônibus”, afirmou o vice-presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal de São Paulo, o vereador Francisco Chagas (PT). No mesmo período, o Orçamento destinado a toda a cidade passou de R$ 15,2 bilhões para R$ 38,7 bilhões.

GASTOS DA PREFEITURA PAULISTANA COM PUBLICIDADE

Ano Orçamento aprovado (R$)Orçamento atualizado (R$)Empenhado (R$)% empenhado/orçamento aprovado 2005  9.783.000 23.453.840 23.453.840 239,7% 200623.340.000 30.586.768 29.436.768 126,1%  200735.550.00068.450.000 66.915.000  188,2% 200836.500.00039.700.00039.700.000 108,8% 2009 30.951.000 90.187.000 90.182.743 291,4% 2010 126.300.000 115.218.599 115.190.000   91,2% 2011 126.496.685 126.293.710 104.057.776   82,3% 2012*
até fev 118.799.000 118.799.000 26.712.453   22,5%

Desde 2005, os gastos com a divulgação da prefeitura aumentam em relação ao Orçamento aprovado e aos gastos praticados nos anos anteriores. Chagas explicou que, embora a Casa Legislativa aprove a cada final de cada ano o Orçamento de secretarias, empresas municipais e subprefeituras para o ano seguinte, a prefeitura faz atualizações e eleva os gastos além do previsto.

Anualmente, a prefeitura vem gastando até três vezes mais do que o valor aprovado pela Câmara Municipal. Apenas em 2010, quando a previsão de investimentos foi de R$ 126,3 milhões e, em 2011, cujo orçamento foi de R$ 126,5 milhões, os gastos ficaram em 91,2% e 82,3%, respectivamente, da rubrica aprovada pelo Legislativo. Entretanto, o valor aprovado já era 12 vezes maior do que o de 2005. Em 2012, o valor do Orçamento para publicidade é de R$ 118,8 milhões, uma redução de R$ 8 milhões sobre o ano anterior, mas nos dois primeiros meses deste ano, a prefeitura já empenhou 22,5% - R$ 26,7 milhões.

Na visão de Chagas, a propaganda maciça da prefeitura é necessária para encobrir metas que o prefeito propôs, mas não cumpriu. “Em dois meses deste ano, a prefeitura já gastou mais do que o Orçamento e o valor empenhado em 2005. Por outro lado, o uniforme escolar sofreu atraso de um ano”, disse. Não estão inclusas na dotação orçamentária de publicidade, as despesas com propaganda de empresas públicas como SP Turis, SP Trans e Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Apesar dos altos investimentos em publicidade e comunicação com a imprensa, Chagas avaliou que São Paulo perdeu o protagonismo por “falta de visão e iniciativa política”. “Esses recursos servem para disfarçar tantas promessas não cumpridas”, alegou. Há nove meses de terminar seu mandato, Kassab cumpriu 62 metas (27,8%) das 223 propostas no início de seu mandato, de acordo com levantamento da Rede Nossa São Paulo de março deste ano.

 

 

Trabalho

Justiça manda Xerox indenizar trabalhadora por anotação indevida na carteira

Após ser processada, empresa fez o registro, mas acrescentou observação: "Conforme determinação judicial”; fato gerou nova indenização

Por: Estevan Elli Muniz

Publicado em 13/03/2012, 10:09

Última atualização às 10:09

  Justiça manda Xerox indenizar trabalhadora por anotação indevida na carteira

Ministro Horácio Pires, do TST, avaliou a medida da empresa como discriminatória (Foto: TST)

São Paulo – Depois de a vendedora Cirlene da Silva acionar a Justiça do Trabalho para cobrar da Xerox o registro na carteira de trabalho, deparou-se com um novo problema. Ao assinar o documento, a empresa acrescentou uma anotação observando que o registro havia sido feito "conforme determinação judicial”. Cirlene entrou com um novo processo, cobrando dano moral, e receberá indenização de R$ 5 mil da empresa, conforme julgamento do Tribunal Superior do Trabalho (TST).  

Segundo o advogado de Cirlene, Alessandro Paixão, a Xerox exigia que seus vendedores abrissem uma empresa para prestar serviço como pessoas jurídicas. A empresa tinha alguns vendedores registrados, mas Cirlene não era um deles. A Justiça reconheceu o caráter fraudulento desse vínculo de trabalho - que perdurou entre 1999 e 2003 - e exigiu o registro da trabalhadora, num processo que correu em 2004. Em 2008, ela entrou com uma nova ação, desta vez por danos morais.

O caso de Cirlene assemelha-se com as inscrições nas “listas sujas”, que procuram identificar o trabalhador que recorre à Justiça para o reconhecimento de seus direitos. Essa é a avaliação do ministro do Tribunal  Superior do Trabalho Horácio de Senna Pires, que deu voto contrário à da 4ª Turma do TST, que havia absolvido a empresa.

“Foi uma atitude discriminatória. Esse fato registrado dá a noção de que se trata de um trabalhador que já reclamou contra outra empresa, e isso constitui um obstáculo a novas colocações no mercado de trabalho”. Pires explicou que, por esse motivo, é proibido fazer qualquer outra anotação na carteira do trabalhador que não as previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O argumento da ação movida contra a Xerox foi o artigo 29, parágrafo 4º da CLT, que veta anotações desabonadoras na carteira de trabalho. O ministro Brito Pereira, ao manifestar seu voto na subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais (SDI-11), afirmou que a anotação feita pela empresa retratou a realidade de ter sido reconhecida pela via judicial. Para ele, a anotação não se configuraria como desabonador. O ministro Horácio Pires, entretanto, afirmou que a determinação judicial era que a empresa registrasse o contrato, e apenas isso. "Não havia nenhuma necessidade de se fazer aquela notação”, disse.  

Em nota divulgada no site do Tribunal Superior do Trabalho, o ministro Aloysio Corrêa da Veiga afirmou que a anotação é retaliativa, já que se cria um estigma no meio empresarial em torno do trabalhador que procura a Justiça do Trabalho, prejudicando sua imagem. Assumiu-se que a atitude da Xerox não foi ingênua e teve o objetivo de constranger a trabalhadora, de “passar recado”, disse o ministro Augusto César de Carvalho.

O processo não teve êxito na primeira instância, mas Cirlene recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (ES), que condenou a Xerox a pagar-lhe R$ 5 mil de indenização. A decisão, contudo, foi novamente reformada pela Quarta Turma do TST, que acolheu recurso da Xerox e a absolveu. A empregada interpôs, então, o recurso de embargos à SDI-11, do Tribunal Superior do Trabalho, que após longo debate, determinou a indenização a Cirlene.

O advogado de Cirlene, Alessandro Paixão, acredita que a indenização de R$ 5 mil é insuficiente. “Tanto por conta do prejuízo que a Cirlene sofreu, podendo não encontrar emprego, quanto por conta do tamanho da Xerox, que tem recursos para uma indenização mais adequada. É um valor muito baixo”, comentou.

A Xerox informou que espera comunicação oficial do resultado da Subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais (SDI-11) do Tribunal Superior do Trabalho para se manifestar sobre o caso.

 

Do Ig

Morre cientista que alertou sobre riscos do buraco da camada de ozônioSherwood Rowland tinha 84 e sofria de mal de Parkinson

iG São Paulo | 12/03/2012 17:01

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Foto: AP Ampliar

F. Sherwood Rowland em foto tirada em 1989

Morreu neste sábado (10) o cientista F. Sherwood Rowland , prêmio Nobel de química que alertou o mundo sobre o buraco da camada de ozônio. Rowland era professor da Universidade da Califórnia, tinha 84 e morreu em decorrência do mal de Parkinson.

 

Em 1995, juntamente com três cientistas ele foi laureado com o prêmio Nobel de química por explicar como a camada de ozônio é formada e como processos químicos na atmosfera proviocam a sua decomposição.

 

O prêmio foi concedido mais de duas décadas depois de Rowland e o pós-doutorando Mario Molina calcularem que se o uso humano de clorofluorocarbonos - um subproduto de aerossóis, desodorantes e outros produtos domésticos - continuassem, a camada de ozônio seria esgotada em questão de décadas. O trabalho foi desenvolvido a partir da descoberta feita pelo cientista Paul Crutzen.

O prognóstico da dupla de pesquisadores chamou muita atenção e foi duramente questionado, pois as propriedades não tóxicas do CFC eram consideradas benéficas para o meio ambiente. O trabalho só ganhou reconhecimento mais de uma década depois de sua publicação com a descoberta de que havia um buraco na camada de ozônio sobre as regiões polares.

 

http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2012/03/12/plataformas-pessoais-de-cloud-deverao-substituir-pc/

Plataformas pessoais de cloud deverão substituir PC

Por volta de 2014, nuvem pessoal vai liderar nova era de utilização do poder computacional, de acordo com o Gartner.

COMPUTERWORLD (PORTUGAL)13 de março de 2012 - 07h30

 

O reinado do computador pessoal como elemento principal de acesso à tecnologia parece caminhar mais rapidamente para o seu fim, segundo projeções do Gartner. De acordo com o instituto de pesquisas, o fenômeno daconsumerização, a virtualização e o aparecimento de dispositivos móveis deverão condenar o PC tradicional face aos novos ambientes materializados por meio de smartphones e em particular das plataformas de nuvem pessoal.

As cloud pessoais deverão suportar a emergência de um novo nível de flexibilidade associada a dispositivos utilizados para as atividades diárias, com o aproveitamento dos pontos fortes de cada terminal. Em última análise, permitirão novos patamares de satisfação dos usuários e produtividade no local de trabalho, considera o Gartner.

“Principais tendências na computação já colocam em foco o PC e assumem uma perspectiva mais ampla que inclui smartphones, tablets e outros dispositivos de consumo”, diz Steve Kleynhans, vice-presidente de Pesquisa do Gartner. “Os novos serviços pessoais de cloud computing vão tornar-se o elo entre os dispositivos usados pelos consumidores nos diferentes momentos de suas vidas", completa.

Mas esse não será um processo simples, por várias razões, indica o levantamento. Muitas tendências criaram um novo paradigma que as empresas devem se adaptar e que também vão beneficiar muito os consumidores. Entre as causas, a primeira e mais óbvia, é a consumerização. Os usuários, hoje, conhecem melhor a tecnologia do que as gerações anteriores.

Por outro lado, os consumidores modernos também têm expectativas diferentes, impulsionadas em grande parte pelos meios de comunicação e a internet, as redes sociais e os novos dispositivos móveis. Além disso, a partir da democratização da tecnologia, usuários de todos os tipos agora podem ter ao alcance tecnologias sofisticadas.

O Gartner indica que algumas tecnologias, como virtualização, aprimoraram a flexibilidade e disponibilizaram mais opções às empresas na adoção de ambientes móveis aos clientes internos. A virtualização também fornece uma maneira de mover as aplicações legadas do PC para um novo mundo emergente.

A terceira tendência que favorece o desenvolvimento de nuvens pessoais em relação ao PC tradicional é chamada de "app-fixação". Nela, os usuários observam atentamente a forma como as aplicações são concebidas, disponibilizadas e consumidas ou usadas.

E isso terá inevitavelmente um impacto drástico sobre todos os outros aspectos do mercado. Essas mudanças, aponta o Gartner, vão mudar a forma como as aplicações são desenhadas e implementadas em ambientes empresariais.

Self service e mobilidade
Serviços em cloud computing abrem um novo mundo de oportunidades. Cada usuário pode agora ter um conjunto expansível e quase infinito de recursos disponíveis. Os impactos sobre a infraestrutura são impressionantes. Mas quando se aplicam às pessoas, trazem algumas vantagens específicas ainda mais surpreendentes. As atividades digitais dos usuários de TI estão mais autodirecionadas do que nunca. 

Os usuários procuram tomar suas próprias decisões sobre as aplicações, serviços e conteúdos, com base em uma oferta online quase ilimitada. Isso promove uma cultura self service que os usuários esperam ter em todos os aspectos da sua experiência digital, incluindo o ambiente empresarial.

Por último, a mobilidade é o verdadeiro catalisador desse novo paradigma. Hoje, os dispositivos móveis, combinados com cloud computing, podem realizar a maioria das tarefas de computação. Ao mesmo tempo, proporcionam um grau de conforto e flexibilidade só possíveis com terminais móveis. O aparecimento de mais interfaces fazem com que esses aparelhos sejam mais práticos. Assim, de acordo com o instituto de pesquisas, usuários podem tirar proveito não só de recursos de detecção e leitura de toques, gestos, conhecimento contextual e reconhecimento de fala.

 

 

http://br.noticias.yahoo.com/inadimpl%C3%AAncia-consumidor-salta-18-3-em-fevereiro-diz-112151152.html

SERASA dizendo que inadimplência aumentou, em fevereiro. Não acredito uma vírgula do que dizem que Serasa diz.

Devemos sugerir ao governo que quem deve levantar dados sobre inadimplência tem de ser um órgão público, confiável, e não uma multinacional que se lixa para os cidadãos do país.

Para quem ainda não sabia, cada vez que Serasa diz que a inadimplência aumentou, os bancos aumentam as taxas para a concessão de empréstimos e os custos do dinheiro ficam maiores. 

 

 

Clipping do Dia (www.cloudnews.com.br)


Mauricio Dias: “Tropa” do PMDB é mais perigosa do que os generais de pijama
Sobre votos e canhões contra o governo

Analistas reduzem previsão da Selic para 9% - Diário do Grande ABC
Os diretores do Banco Central reduziram a taxa básica de juros nacional, a Selic, na semana passada. Como consequência, o mercado financeiro também alterou a previsão sobre como a base do custo do crédito no País encerrará o ano.

UE pede aos EUA que acabem com subsídios a Boeing após decisão da OMC
Bruxelas, 12 mar (EFE).- A Comissão Europeia pediu nesta segunda-feira aos Estados Unidos que coloque fim aos subsídios a construtora aeronáutica americana Boeing, depois que a Organização Mundial do Comércio (OMC) tenha confirmado que a empresa ...

Venda de micro e pequenas sobe 13,5% - Diário do Grande ABC
As vendas das micro e pequenas empresas do Grande ABC em janeiro foram 13,5% maiores do que as efetuadas no mesmo mês em 2011, o que significa R$ 170 milhões a mais. O desempenho foi superior à média do Estado, em que o faturamento cresceu 8,8% em 12...

Dilma manda recado à base: não aceita chantagem
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Israel confirma acordo sobre cessar-fogo na Faixa de Gaza - Terra Brasil
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Próxima mexida deverá ser na Câmara
O possível bloco PSB, PSD, PCdoB, PTB pode lançar um candidato à Presidência da Câmara, demolindo os planos do PMDB e de Henrique Eduardo Alves

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Eurogrupo aprova segundo pacote de resgate à Grécia
O chefe dos ministros de Finanças da zona do euro, Jean-Claude Juncker, disse que o novo programa financeiro para a Grécia foi politicamente adotado na noite de segunda-feira e, sob os termos do segundo pacote de resgate, a dívida soberana da Grécia ...

 

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Desenvolvimentismo, Estado-Nação e o resgate da política


Esta semana o governo deve anunciar uma série de medidas destinadas a proteger e impulsionar a indústria brasileira, cuja participação no PIB definha. Viável ou não, a retomada da agenda desenvolvimentista e o resgate do Estado-nação refletem uma tarefa incontornável, em relação à qual boa parte do pensamento progressista não alimenta dúvidas: é preciso repor a supremacia da política e da democracia sobre a hegemonia dos mercados e das finanças desreguladas.

Esta semana o governo deve anunciar uma série de medidas destinadas a proteger e impulsionar a indústria brasileira, cuja participação no PIB definha: caiu de 16,5% para algo como 14,3% entre 2010 e 2011; no final dos anos 90 essa fatia correspondia a 30% do PIB.

As causas desse declínio são objeto de debate entre correntes distintas do pensamento econômico. Grosso modo, neoliberais apontam o 'custo Brasil' como origem da falta de competitividade do manufaturado brasileiro. Para superar o estrangulamento industrial seria necessário, prioritariamente, segundo os expoentes desse credo, melhorar a infraestrutura do país, reduzir impostos (leia-se cortar gastos públicos e recuar o papel do Estado na economia) , bem como promover uma reforma trabalhista para cortar direitos e despesas da folha. O conjunto seria arrematado com u a queda dos juros (de novo, só possível, de acordo com essa visão, se o setor público reduzir a participação no mercado financeiro como tomador).

A escola de pensamento heterodoxa, a exemplo da esquerda, concorda que a infraestrutura do país precisa ser fortalecida e prescreve pesados investimentos públicos nessa direção, a exemplo do que se faz parcialmente com o PAC. Mas diverge que seja esse o ponto de urgência imediata. O torniquete a desatar imediatamente, no seu entender, seria a combinação perversa de desequilíbrio cambial e monetário (leia-se a endogamia entre juros altos e câmbio valorizado) que transformou o país num grande ralo do excesso de liquidez mundial. Essa drenagem indigesta desequilibra o câmbio e sufoca a indústria em duas frentes: pela concorrência devastadora dos bens importados e, simultaneamente, pela anemia exportadora da cadeia de manufaturados.

Em apenas seis anos, a balança comercial de manufaturados saiu de um superávit de US$ 5 bi, em 2006, para um déficit de US$ 92 bi em 2011.

O quadro tende a se agravar. O 'tsunami de liquidez', denunciado pela Presidenta Dilma Rousseff, forma por enquanto apenas as suas primeiras marolas nas praias tropicais. Teme-se que a 'solução' do impasse grego encoraje bancos e especuladores em geral a sacarem, a partir de agora e em ritmo crescente, a chuva de dinheiro barato que receberam das autoridades monetárias de seus países. Por enquanto, esse oceano da ordem de cinco trilhões de euros empoçado na zona do euro, por exemplo, está guardado nos diques do próprio BCE. Ao ser liberado, formará um jorro devastador em busca de operações lucrativas nos mercados ditos emergentes.

O debate sobre o que fazer guarda aparência técnica e não raro é tratado de forma tecnocrática, à direita mas também por setores da própria esquerda. Na realidade, porém, sua essência é visceralmente política.

A grande interrogação é saber se os Estados nacionais, amarrotados e jogados no fundo da gaveta da história pelo vagalhão neoliberal das últimas décadas tem sobrevida e nervura política para liderar a resistência ao imperialismo monetário emitido das burras dos mercados ricos, em benefício de seus bancos, do seu mercado de trabalho, dos fundos especulativos e corporações.

A dúvida remete a um subtexto de debate que de alguma forma já se trava na academia: existe desenvolvimentismo possível no mundo pós-neoliberal?

Um texto provocativo de autoria do professor José Luís Fiori sugere que não. Mas mereceu reparos no blog do economista Fernando Nogueira da Costa, professor da Unicamp, vice presidente da Caixa Economica Federal no governo Lula (2003-2007). As observações de Nogueira da Costa levantam questões interessantes para um debate necessário e oportuno. Outro contraponto provocativo vem do economista norte-americano Dani Rodrik que, recentemente, em artigo publicado no site Syndicate, defendeu a urgência de se retomar a agenda do Estado nação como única alternativa concreta à desordem gerada pela crise neoliberal.

Viável ou não, a retomada da agenda desenvolvimentista e o resgate do Estado-nação refletem uma tarefa incontornável, em relação à qual boa parte do pensamento progressista não alimenta dúvidas: é preciso repor a supremacia da política e da democracia sobre a hegemonia dos mercados e das finanças desreguladas. Esse é o tema de um valioso artigo do sociólogo italiano Franco Cassano, professor da Universidade de Bari, publicado originalmente no jornal La Repubblica, cuja tradução, feita pelo IHU, publicamos também nesta página.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19739&boletim_id=1146&componente_id=18332

 

Neto de Brizola será o novo ministro do Trabalho
A presidente Dilma, que ingressou na vida partidária no PDT de Leonel Brizola, já escolheu o deputado Brizola Neto (PDT/RJ) como o próximo nome de sua reforma ministerial; é uma homenagem ao seu passado e também ao trabalhismo no Brasil

12 do 03 de 2012 às 13:41

247 – A informação está na edição desta segunda-feira do jornal O Globo, na coluna Panorama Político. O novo ministro do Trabalho será o deputado Brizola Neto (PDT-RJ), que, como o próprio nome indica, é neto de Leonel Brizola, ex-governador do Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro e fundador do PDT. Dilma já teria consultado a bancada do partido e estaria aguardando apenas uma conversa com o ex-ministro Carlos Lupi para fazer o anúncio.

De certa forma, com a escolha a presidente Dilma presta uma homenagem a seu próprio passado. Depois da guerrilha, da clandestinidade e da prisão, ela ingressou na vida político-partidária no PDT gaúcho, ao lado do ex-marido Carlos Araújo. No Rio Grande do Sul, o brizolismo elegeu o prefeito Alceu Collares, na capital Porto Alegre, que deu a Dilma o primeiro cargo no Poder Executivo. E ela só deixou o PDT, migrando para o PT, quando Carlos Araújo não conseguiu a indicação do partido para ser candidato à prefeitura de Porto Alegre.

Na era Lula e também com Dilma, o ministério do Trabalho esteve nas mãos do PDT e, apesar do estilo polêmico de Lupi, os resultados são inequivocamente positivos. A taxa de desemprego é a menor desde o início da nova metodologia do IBGE e o Brasil criou mais de 2 milhões de empregos formais nos últimos dois anos.

Peso econômico

O Ministério do Trabalho é também um dos que contam com mais peso econômico na Esplanada dos Ministérios. Além de indicar representantes para o conselho curador do FGTS, o ministro influi na destinação do FI-FGTS, um fundo bilionário, capitalizado com recursos trabalhador, que tem sido usado para obras de infraestrutura e poderá também ser aplicado na Copa de 2014.

Desde o fim do ano passado, quando Lupi deixou o posto, o ministério vinha sendo comandado por um interino e Dilma havia cogitado até fazer uma troca de cadeiras entre PMDB e PDT. O primeiro entregaria a Agricultura a Osmar Dias e ficaria com o Trabalho. A escolha de Brizola Neto, no entanto, pareceu ser uma saída mais natural e menos traumática.

http://www.bahia247.com.br/pt/bahia247/poder/7040/Neto-de-Brizola-ser%C3...

 

Rússia reitera plano para Síria e críticas contra a OTAN

Nações Unidas, 12 mar (Prensa Latina) A Rússia reiterou hoje no Conselho de Segurança sua denúncia contra a OTAN pela morte de civis na Líbia e sua proposta conjunta com a Liga Árabe para uma solução ao conflito na Síria.

  •  Kofi Annan parte otimista da Síria, mas alerta sobre grandes desafios
  • Grupo armado dinamita importante ponte em Hama, Síria
  • China saúda acordo russo-árabe para solucionar crise síria

A postura de Moscou ante ambos casos foi ratificada nesta segunda-feira pelo ministro russo de Relações Exteriores, Serguei Lavrov, durante uma sessão desse órgão de 15 membros dedicada ao tema "Oriente Médio: desafios e oportunidades".

O representante do Kremlin criticou as tentativas de enganar à comunidade internacional e a manipulação das decisões do Conselho de Segurança como atos que afetam a credibilidade dessa instância e sua capacidade de ação no futuro.

Nesse sentido, lembrou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) se ofereceu para garantir a criação de uma zona de exclusão aérea na Líbia, mas na realidade lançou bombardeios massivos contra esse país.

É lamentável que ainda não tenha sido realizada uma investigação a respeito das vítimas civis causadas por esses ataques, disse Lavrov com respeito às informações sobre a morte de dezenas de líbios abatidos pela aviação da OTAN.

As organizações e países que executam os mandatos do Conselho de Segurança têm que prestar contas sobre seus atos, insistiu o chefe da diplomacia russa.

Com respeito à Síria, Lavrov recusou as exigências de mudança de regime, a imposição de sanções unilaterais, o estímulo à oposição em seu enfrentamento com o Governo assim como chamados ao confronto armado e à intervenção militar estrangeira.

O diplomata russo admitiu a responsabilidade das autoridades sírias na atual situação, mas afirmou que "o governo não luta contra homens desarmados, mas unidades de combate como o denominado Exército Sírio de Libertação e grupos extremistas, incluído Al-Qaeda, que tem cometido diversos atos terroristas".

Opinou que não se trata de falar sobre quem começou (o conflito), senão de discutir de maneira realista como atingir um cessar fogo na Síria.

Lavrov reiterou a proposta conjunta apresentada pela Rússia e a Liga Árabe, que exige o fim da violência desde todas as fontes, a criação de um mecanismo imparcial de monitoramento e o fim da interferência estrangeira.

Também mencionou a abertura da Síria à assistência humanitária e a necessidade de brindar um forte apoio à missão de mediação empreendida pelo enviado especial da ONU e da Liga Árabe à Síria, Koffi Annan.

Sobre esse processo, o chanceler russo destacou o propósito de iniciar um diálogo político entre o Governo e os grupos de oposição.

Na sessão desta segunda-feira do Conselho de Segurança participam também os ministros de Relações Exteriores da França e do Reino Unido, Alain Juppe e William Hague, respectivamente, e a secretária estadunidense de Estado, Hillary Clinton.

Também estão os ministro Exteriores da Guatemala, Harold Caballeros; de Portugal, Paulo Portas, e da Alemanha, Guido Westerwelle.

http://www.prensalatina.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id...

 

 
 

Crescimento? Entre Minas e o Brasil

Era esperado. Os rabiscos de Aécio (FSP, 12/03/2012) acusaram o valor “pífio” do PIB nacional. Ousa ele chamá-lo de “pibinho”. Se o crítico fosse qualquer outra pessoa, a crítica poderia ter até alguma legitimidade. Sendo Aécio, não.

A revista “Mercado Comum” há muito desmente a autoridade de Aécio Neves para falar em “pibinho”. É que a média do PIB mineiro, de 2003 a 2009, foi 3,3%, enquanto que a nacional foi 3,5%. Mesmo num quadro de exportações favoráveis de minério, Minas cresceu menos que o Brasil. Em 2010, quando festejaram o “PIB chinês” nas Gerais, foi o crescimento da demanda por ferro, na China, que puxou o tal crescimento. Ou seja, nem o subsolo do estado, nem a dinâmica da economia mineira dependiam da “mão de Midas” do pífio senador mineiro.

Saiu da FIEMG, em fevereiro de 2011, um diagnóstico dramático sobre a economia mineira. Reprimarização, ausência de infraestrutura estadual, de qualificação profissional, de política creditícia orientada estrategicamente e muito mais. Ou seja, os tucanos não fizeram – mais uma vez – o dever de casa.

Justiça seja feita: ele nunca se jactou da condição de diplomado em economia. E nem pode. Permanece o mistério sobre suas notas em seu histórico escolar e sobre sua frequência no curso. Mas, mesmo para alguém indigente em termos de teoria econômica, ao analisar o desempenho do PIB nacional, deveria citar o quadro de recessão e quebradeira na Europa, as dificuldades da China, do Japão, dos EUA etc.

Nesse sentido, não vamos polemizar com o besteirol de seus rabiscos hodiernos.

Apresentamos aqui um exemplo de ausência de projeto industrial e de desenvolvimento no estado pelo qual ele foi eleito governador e senador. Seu sucessor, diante de uma herança maldita (um estado quebrado e endividado), criou uma dita Taxa de Controle, Monitoramento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários (TFRM) para financiar projetos de recuperação ambiental nas áreas de mineração, monitorar e fiscalizar a atividade minerária.

O parecer do deputado estadual Sávio Souza Cruz (PMDB), rejeitado pela maioria governista, era claro: a “invenção” era inconstitucional, pois invadia prerrogativa da União; era antijurídica porque se criava um imposto e não uma taxa, que tem natureza distinta; uma taxa não pode variar segundo a tonelagem de minério extraído (se é para fiscalizar, independe da quantidade do que é retirado do solo); a preocupação ambiental já estaria contemplada na Taxa de Fiscalização Ambiental (TFA). E assim por diante.

Fora a estranha exclusão da incidência da “taxa” sobre ouro, nióbio, água mineral, grafite e areia. Qual o critério para essas exclusões?

Com tudo isso, o governo do tucano espera arrecadar 500 milhões de Reais. Só que a Confederação Nacional da Indústria e a própria União vão questionar no STF a constitucionalidade da invenção tucana. O atual governador, doutor em direito administrativo, despreza o direito constitucional. O economista Aécio só pensa em arrecadar.

Aparentemente, taxar mineradoras é algo progressista. Em muitos casos, é, porém, nesse não. Uma política industrial para mineradoras, num estado que leva o nome de Minas Gerais, não pode se apoiar apenas na “vocação” de três séculos: só extrair e exportar. Ou seja, depois de oito anos de governo Aécio/Anastasia nada foi feito para incentivar, pressionar ou impor às mineradoras, projetos industriais para a agregação de valor em território mineiro, pelo menos de parte dos que extraem para exportação; Em outras palavras, o nióbio, por exemplo, poderia ser usado em plantas industriais locais, destinadas a componentes de indústrias de ponta nas áreas da aviação, da indústria aeroespacial, de tubulações para transporte de gás etc. No entanto, esse mineral raro é exportado a preço de banana para, depois, comprarmos as turbinas e outros componentes que os usam, pagando um absurdo pela importação.

De pibinho Aécio entende. Estamos aguardando que Aécio cresça.

 

Me esqueci de citar a fonte: http://www.minassemcensura.com.br/conteudo.php?MENU=&LISTA=detalhe&ID=434

 

Da Carta Maior

Assim o indivíduo sem sociedade anulou a política Há cada vez menos lugares de formação das demandas coletivas e cada vez mais interesses privados. Por que as democracias estão perdendo força? E como eles podem reencontrá-la? Há a necessidade de superar a ideia de que só a afirmação do indivíduo é o que importa. A irresponsabilidade do capital financeiro tornou-se indecente, e a timidez com que ela é enfrentada pelos governos é cada vez menos aceitável. O artigo é de Franco Cassano.

Tudo começou quando as conquistas dos anos 1960 (direitos trabalhistas, consumo de massa e expansão do estado social) racharam o compromisso entre capitalismo e democracia nascido no Ocidente depois da Segunda Guerra Mundial. O Estado nacional, tendo-se tornado democrático, revela-se perigosamente exposto às pressões provenientes de baixo: a máxima "um homem, um voto" tem uma gramática igualitária dificilmente compatível com os imperativos da rentabilidade e do lucro. A contraofensiva capitalista que inicia nos anos 1970 segue, portanto, uma estratégia nova: ela não busca o choque frontal, mas esvazia a política, redimensiona drasticamente a sua esfera.

Os fluxos do capital financeiro se subtraem cada vez mais do controle dos Estados nacionais e, livres de qualquer vínculo, multiplicam desmedidamente sua própria força. A política, ao invés, permanece ancorada na velha casa do Estado nacional, obrigada a enfrentar, com orçamentos cada vez mais reduzidos e contestados, as pressões que vêm dos cidadãos. No novo quadro da economia globalizada, a sua tarefa principal não é o de dirigir, mas sim de garantir um certo grau de coesão social; ela não pode mais cultivar projetos ambiciosos, mas apenas remendar e tampar.

É então que a política e os seus intérpretes começam a perder autoridade e qualidade: as suas "desenvolturas" ética, que as ideologias haviam permitido resgatar e transformar, não podem mais se esconder debaixo da saia de uma grande justificação. E essa política degradada e improdutiva parece ser, ao senso comum, cada vez mais apenas o instrumento através do qual uma "casta" defende a sua própria autorreprodução. É uma espécie de crime perfeito: a decadência da política, que nasce sobretudo do fato de que o grande capital a abandonou à sua sorte, é tranquilamente imputada ao insaciável apetite dos seus protagonistas, enquanto o verdadeiro poder goza da máxima liberdade de movimento e de todos os privilégios.

Mas seria profundamente equivocado limitar-se a observar só o que acontece nas altas camadas da sociedade, o conflito entre as elites. Se a contraofensiva liberal tivesse ficado nas instâncias do novo poder não teria conseguido se afirmar, como aconteceu depois, e teria se encontrado diante de uma imensa massa de inimigos. Em vez disso, ela desbaratou o adversário porque se mostrou capaz de produzir uma forte e capilar hegemonia. A grande narrativa que ela propõe sabe falar também ao povo, porque colocou no centro do imaginário o tema da afirmação individual, do sucesso: para realizar os nossos sonhos, não precisamos dos outros, mas só de uma grande confiança em nós mesmos. O vínculo com os outros pode apenas nos bloquear, enquanto, se formos completamente indivíduos, um mundo inteiro está à disposição.

Não é por acaso que, precisamente nos anos 1970, esse mito conquistou o centro da cena: Rocky Balboa e Tony Manero são os protagonistas de dois filmes famosos, duas fábulas populares sobre o tema do sucesso e da redenção individual. Stallone e Travolta (testemunhas perfeitas enquanto filhos de imigrantes) se tornam estrelas porque os seus filmes falam de heróis que provêm das camadas baixas da sociedade. E, mesmo que seja verdade que apenas "um em cada mil consegue", são milhares que sonham em conseguir, especialmente quando as outras vias não parecem viáveis.

É essa irrupção do indivíduo que completa de baixo aquele redimensionamento da política ao qual o grande capital havia iniciado de cima. "A sociedade não existe, existem apenas os indivíduos", dizia Thatcher, e a única mediação possível entre indivíduos sozinhos diante do próprio destino é a do mercado. O primado do mercado une os capitais sem fronteiras e os sonhos dos indivíduos.

E uma sociedade assim, que não vê mais contradições sociais, mas só sucessos ou derrotas individuais, não parece precisar mais da política. Do Quarto Estado de Pellizza da Volpedo (imagem acima) passamos às solidões de Hopper (imagem ao lado). Os projetos e o coração dos homens se transmigraram para fora da política. A esta última cabe apenas a tarefa de garantir a liberdade de movimento dos indivíduos e das mercadorias, e um grau mínimo de ordem pública. A sociedade civil não é mais o lugar de formação das demandas coletivas, mas sim a trama dos interesses privados, não é a ágora, mas sim o mercado.

Mas, depois de três décadas de hegemonia incontestada, esse tratamento fundamentado na liberdade dos capitais e do indivíduo, começa a dar sinais de desgaste. A nossa sociedade é atravessada por dilacerações e por desigualdades crescentes produzidas em grande parte pelos jogos imprudentes do capital financeiro. Mas a hegemonia liberal começa a se desgastar também nas camadas baixas, porque a carta do individualismo não consegue mais suportar o peso que lhe foi descarregado em cima, não consegue mais subir mais o plano inclinado das desigualdades crescentes. Certamente, ela ainda consegue manter os homens longe uns dos outros, impedir que reconheçam o que eles têm em comum, mas remunera cada vez menos.

Também não será a ideologia fraca e ambígua da meritocracia que reparará o edifício. Certamente, ela pode lubrificar os canais da mobilidade social, mas se trata de muito pouco, já que tanto rigor comovido só serve para cooptar os melhores nas áreas mais fortes, enquanto deixa cair com a outra mão todo o resto, as Grécias do mundo. Mas são justamente as Grécias que desmascaram o jogo, que se joga só até quando apraz os mais fortes. Se tivermos a força de não deixá-las sozinhas, poderiam se tornar o início de uma outra história.

Por seu lado, o indivíduo, obrigado a viver em uma constante precariedade e incerteza, começou a suspeitar que não é mais aquele que consegue, mas sim um dos 999. Também por isso, de vez em quando, uma política difundida parece reaparecer na sociedade: por manchas, por ondas que, embora se dispersando, mostram que as rachaduras do edifício em que vivemos estão se ampliando, embora a orquestra tenha a ordem de continuar tocando.

No entanto, essas tensões fluem novamente muito frequentemente sobre si mesmas, não conseguem decolar e se expandir, não conseguem construir um quadro teórico e prático estável para a política, um novo paradigma de referência. E aqui voltamos ao que se disse no início: enquanto a política se confrontar com as tensões sociais permanecendo isenta de todo peso sobre as grandes decisões, não conseguirá produzir soluções e acabará se unindo à espiral de descrédito.

Se quiser iniciar novamente, a política democrática deve fazer com que todos entendam qual é o ponto crucial: ela deve voltar a ter poder, construir mecanismos de controle sobre os movimentos do capital financeiro, pôr fim à inação deste último com relação aos sofrimentos daquele planeta sobre o qual paira como uma ave predadora. Ela deve mudar a sua relação de força com a economia, reconstruir uma relação equilibrada entre capitalismo e democracia, entre consumidores e cidadãos, entre liberdade e igualdade, entre o presente e o futuro.

Trata-se de um passo nada simples: um paradigma em declínio, como se sabe, continua tendo influência e sendo popular, enquanto aquele que está em gestação é visível apenas a poucos, que é fácil de confundir com visionários. Mas a direção de marcha está traçada porque a irresponsabilidade do capital financeiro tornou-se indecente, e a timidez com que ela é enfrentada pelos governos do mundo é cada vez menos aceitável.

O que parece inegável é que confiar na política sem colocar a questão da sua reunificação com o poder é tempo jogado fora. Quem hesita e tem medo lembra aquela poesia de Brecht em que os habitantes de uma casa em chamas, ao invés de sair, demoram perguntando a Buda que tempo está fazendo lá fora, se está chovendo ou ventando. Para eles, responde Buda, não temos nada a dizer.

(*) Sociólogo italiano, professor da Universidade de Bari.

(**) Tradução de Moisés Sbardelotto para o IHU-Online/Unisinos.


http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19742

 

webster franklin

http://online.wsj.com/article/BT-CO-20120312-707722.html

 

Rousseff: Low Brazil Rates To Head Off Inflow 'Tsunami' -Report

SAO PAULO (Dow Jones)-Brazil President Dilma Rousseff said a reduction in interest rates is needed not only to spur growth, but to balance local rates with global ones to avert a "tsunami" of foreign speculative investment, according to an interview published over the weekend.

"The reduction of interest rates by the Central Bank isn't just to heat up the Brazilian economy," she said in an interview with journalist Luis Nassif published on his website on Sunday. "I compliment the central bank because the broader intention is to align the internal rate with the international [rate]."

Rousseff criticized the low rates and easy money in developed economies, part of the so-called quantitative easing process, because of the speculative bubbles they have created. Instead of going toward productive investment, the billions of dollars being injected into markets are seeking high growth and high interest rates, which Brazil has, Rousseff said.

Brazil's central bank last week cut rates for a fifth consecutive time, picking up the pace of reductions by slashing the benchmark Selic 75 basis points to 9.75%. The bank, which had been cutting rates by half a percentage point every time, is expected by many to cut rates by 75 points again next month.

The policy also artificially weakens currencies in more developed regions such as the U.S. and Europe, helping exports from those regions at the cost of "impoverish(ing) thy neighbor" in the developing world, she said.

"There's a huge bubble on the way," Rousseff warned, reiterating comments made earlier this month when she met with German Chancellor Angela Merkel.

That reality of massive inflows and weaker global currencies is the main challenge for Rousseff's government, she acknowledged in the interview.

"I can't reveal the measures we may take, but for the government that is the principal question," she said. "If you ask what the main concern of the government is, it's to see how Brazil will defend itself from these policies, that are clearly protectionist, carried out by governments of developed economies."

She cited as an example the recent attempt to renegotiate an auto trade accord with Mexico. The agreement, which exempts from taxes the auto trade between Mexico and Mercosur -- the trade block that includes Argentina, Brazil, Paraguay and Uruguay, was criticized by Rousseff after Brazil's auto trade deficit with Mexico widened in recent years.

The accord "was made in 2002, at a different juncture in time, during which the accord made sense. And it's in effect up to now, in conditions that are inadequate for Brazil," she said.

Brazil has asked Mexico to limit the value of annual exports to Brazil at $1.4 billion, which Mexico has reportedly rejected.

Rousseff added that the government will take measures to ensure that Brazil's strong domestic demand -- which has been driving the country's economic expansion even as the global economy slumps -- isn't "cannibalized." Though Rousseff recognized that the country's industry has suffered from high interest rates, a weak global economy and a flood of imports thanks to Brazil's strong currency, she said that it isn't too late for a turnaround.

"There's a slowdown in industry, but we can reverse that," she said. "We couldn't if we had let this continue for two or three years. But now we can, and we will do the possible and impossible to defend domestic industry."

 

-By Paulo Winterstein, Dow Jones Newswires; 55-11-3544-7073; paulo.winterstein@dowjones.com

 

Oswaldo Alves

http://portalimprensa.uol.com.br

Opinião: O cigarro mata. O resto é lobby, fumaça e aditivo Wilson da Costa Bueno | 12/03/2012 11:13

   

O jogo continua tenso em Brasília às vésperas da reunião da ANVISA que irá decidir sobre a exclusão definitiva de aditivos ao cigarro.

 

A proposta em discussão representa uma medida acertada, e foi encaminhada há um ano pela agência com a aprovação de associações, entidades e especialistas, que não duvidam (é pra duvidar?) da intenção da indústria de utilizar aditivos para mascarar o gosto ruim do tabaco e, com isso, estimular o vício prejudicando sobretudo crianças e jovens.

 

O lobby das tabaqueiras é poderoso. Como tem sido ao longo do tempo sua atuação no sentido de ludibriar a sociedade, primeiramente com a negativa recorrente de que o cigarro não fazia mal à saúde e depois com a tentativa deliberada de negar o prejuízo do fumo para os fumantes passivos.

 

A proibição de aditivos no cigarro representa mais uma etapa na luta contra uma verdade que, infelizmente para a indústria, é incontestável: o cigarro mata milhões de pessoas anualmente em todo o mundo e causa bilhões de dólares de prejuízo aos sistemas de saúde. Esta luta, que promete ser dura mas precisa continuar, se iniciou há um bom tempo e já percorreu várias frentes. Primeiramente provou-se (era óbvio, não?) que o cigarro provoca câncer e um montão de outras doenças fatais. Ele não poupa crianças, jovens ou adultos, idosos ou mulheres grávidas e tem a capacidade nefasta de prejudicar a saúde dos nenês contaminados pelo vício indesejável das mamães. O mundo  - e o Brasil também -, acertaram ao proibir a propaganda utilizada irresponsavelmente para estimular o consumo e que, cinicamente, associava tabaco a prestígio, sucesso profissional e pessoal e até (incrível!) à saúde, como está documentado na história da propaganda. Você não se lembra do homem do Marlboro, ícone emblemático da vilania empresarial?

 

Este luta teve sequência com a proibição do fumo em lugares públicos, outra medida acertada e que, felizmente, já está em vigor em todo o país, seguindo o exemplo de outras nações que se deram conta, ainda que tardiamente, de que em nome da qualidade de vida o vício deve ser combatido a todo custo.

 

O cigarro é uma droga como muitas outras, degrada a saúde dos seus usuários sem dó nem piedade e permanece liberado porque na prática governos míopes contemplam apenas os impostos que ele gera, sem uma correta contabilidade dos prejuízos incalculáveis que o fumo provoca nas contas públicas e no bolso dos fumantes. Se as contas fossem feitas corretamente, seria fácil perceber que os impostos apenas mascaram o montante do prejuízo que o fumo acarreta para o país, apesar do discurso grandiloquente da contribuição do tabaco para o PIB nacional e para o volume de exportações.

 

O aumento de aditivos no cigarro (você sabia que tem cigarro com gosto de morango e de chocolate?) tem uma única intenção: aumentar o consumo, favorecer sua utilização por pessoas (jovens e crianças sobretudo) e, com isso, garantir os lucros formidáveis de uma indústria poderosa.

 

A cadeia do tabaco tem reagido agressivamente à tentativa de entidades como a ANVISA de mudar suas posturas e de frear os seus lucros e se vale do lobby junto a autoridades, inclusive com a participação de parlamentares que gravitam em torno dela. Até aí nada demais porque o lobby, se legítimo (nem sempre é, como sabemos), faz parte do jogo democrático e, nesse embate, também há, do outro lado, entidades e parlamentares. E todos nós que sabemos que o fumo mata.

 

Os argumentos utilizados pela indústria do tabaco, em manifesto publicado dia 9 de março de 2012 no jornal O Estado de S. Paulo, são frágeis e incluem meias verdades.

 

O manifesto chega ao acúmulo de citar que “um cientista do FDA (que é agência reguladora americana) publicou recentemente um estudo cuja principal conclusão é que o risco de câncer de pulmão associado a cigarros mentolados é 41% menor do que o de cigarros não mentolados”. Mas não dá o nome do cientista, não menciona o estudo e, o que é pior, traz um dado meramente parcial e arbitrário daqueles que se extrai aleatoriamente para tentar reforçar uma posição que, evidentemente, não se justifica.

 

O manifesto insiste na tese de que a proibição dos aditivos reduzirá os impostos e, portanto a arrecadação. Mas fica a pergunta: se menos cigarros forem vendidos e as pessoas fumarem menos, certamente os prejuízos para a saúde pública não serão bastante atenuados? Mas essa conta a indústria não faz e não quer fazer e é obrigação da ANVISA, do Ministério da Saúde e dos Governos e de todos os brasileiros atentarem para ela porque, afinal a conta cai sempre no nosso colo.

 

Reconhecemos, no entanto, que as tabaqueiras têm razão quando se referem ao comércio ilegal de cigarros porque ele não tem sido combatido nem com rigor nem com competência, ainda que as autoridades saibam como e aonde ele acontece no país. Reconhecemos ainda que centenas de milhares de pessoas vivem à custa do tabaco no Brasil, mas duvidamos que o cenário se modificará com a proibição porque, perdida esta batalha (e esperamos que ela seja perdida), a indústria buscará outras formas de manter o consumo e os seus lucros. Ela tem se mostrado competente ao longo do tempo e buscado junto às classes menos favorecidas, sobretudo em países pobres e emergentes, compensar a perda causada pela redução do consumo por pessoas esclarecidas e que estão comprometidas com a sua qualidade de vida.

 

Temos dúvida (e como temos) se a reunião da ANVISA realmente acontecerá nesta próxima semana e  se a pressão sobre as autoridades não impedirá que esta medida fundamental seja tomada. Nem temos como aquilatar o que deve estar acontecendo nos bastidores porque a transparência costuma ser penalizada quando há grandes interesses em jogo.

 

A ANVISA fez tudo corretamente, seguiu todos os trâmites que orientam uma consulta pública transparente e precisa ter autonomia para decidir o que é, nesse caso, melhor para o país. O argumento de que a ANVISA recebeu centenas de milhares de manifestações e abaixo-assinados contra a decisão não convence porque todos sabemos que a maioria deles chegou na última hora e de que esse movimento não foi espontâneo, ainda que parecesse ser.

 

Como cidadão torço para que a proibição seja tomada, mas não sou ingênuo a ponto de ignorar o que poderá acontecer nesta semana com o objetivo de  favorecer novamente os grandes interesses empresariais. Não descarto a possibilidade de que a ANVISA seja impedida (isso já aconteceu outras vezes) de exercer o seu papel.  Sei que em períodos eleitorais candidatos se dirigem aos Estados produtores para buscar votos junto aos fumicultores.  Não desconheço que há, infelizmente, relações nem sempre transparentes entre o poder político e econômico e elas não estão restritas ao tabaco, mas se estendem para outros setores, como o da biotecnologia, da agroquímica, de bebidas e para a Big Pharma.

 

Espero que possa, como cidadão, continuar expressando livremente a minha opinião sobre esse e outros temas e não ignoro que setores poderosos costumam constranger os adversários, buscando sufocar-lhes a fala e o texto. Agradeço o envio de material a mim endereçado por representantes da cadeia do tabaco, com o objetivo de fazer com que eu reexamine a minha opinião, frontalmente contrária ao fumo.  Mas reitero a minha disposição de cerrar fileiras contra a tentativa de estimular o consumo do cigarro porque ele atenta contra a saúde de todos nós. O cigarro é uma droga, mata e deve merecer tratamento correspondente a esta sua condição.

 

O resto é lobby, fumaça e um montão de aditivos. Meu apoio incondicional à ANVISA.

 

Em tempo 1: meu respeito às centenas de milhares de famílias que são reféns do tabaco e que dependem dele para sobreviver. Sobretudo, minha solidariedade aos que padecem nas culturas do tabaco vitimados pelos agrotóxicos e pela doença da folha verde (há pesquisas da Fiocruz sobre ela e isso sim é ciência).

 

Em tempo 2: meu respeito aos fumantes que, dependentes do vício, precisam do nosso apoio. O Governo deve prover cada vez mais condições para que eles possam ser tratados adequadamente e que, quando possível (nem sempre é e a própria indústria sabe disso!), deixem este vício que poderá custar-lhes a vida.

 

Em tempo 3: Devemos aumentar vigorosamente o preço do cigarro – por aqui ele tem um preço barato demais – e sobretudo combater implacavelmente o contrabando porque ele, como o cigarro legal, fazem mal para a saúde e a cidadania.

 

Para ler outras opiniões do colunista, clique aqui.

 

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br

12.03.2012 - 12:47

A cibercensura da Santa Inquisição e a liberdade de blogar 

 

 

Celebra-se, nesta segunda (12), o Dia Mundial Contra a Cibercensura, com o objetivo de engajar por uma internet sem restrições e acessivel a todos. Em um momento em que manifestações sociais usam a rede mundial de computadores como plataforma, a luta por liberdade de expressão online é essencial.

 

Vira e mexe alguém pede a minha humilde e reles cabeçorra em público por conta do que escrevo. Ou acusa ela de algo subversivo. Sim, sou o mal encarnado na forma de um japonês de cabelo encaracolado e sorriso simpático.

 

Já tive o prazer de ser alvejado da tribuna do Senado por Kátia Abreu (PSD-TO), senadora e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária – quando defendi as equipes de fiscalização que combatem o trabalho escravo. Ou de ser criticado pelo então deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), que me chamou de “vaca holandesa” (hehehe – ninguém pode dizer que ele não tem senso de humor), devido às minhas críticas às mudanças no Código Florestal. Isso não limita a lista de ilustres. Particularmente, acho tudo isso instrutivo e não me incomodo. Afinal de contas estamos em uma democracia e o debate público, se não leva ao Nirvana, pelo menos ajuda a avançarmos na efetivação da cidadania por dar transparência às relações sociais e trazer informação ao público. Ou não.

 

De tempos em tempos, representantes de diferentes denominações cristãs também escrevem algo contra o meu blog. Dessa vez, foi na página de Luiz Bergonzini, bispo emérito de Guarulhos, e colega jornalista. Eles postou o texto que está no final deste post há alguns dias, fato que só chegou ao meu conhecimento hoje. Aliás, me coloco à disposição para um debate no Tuca sobre direitos humanos e religião se ele topar.

 

Desde que comecei a lecionar Jornalismo na PUC-SP, a frequência das reclamações têm aumentado. Há pessoas que acham um absurdo uma universidade católica ter, entre seus quadros, um professor que defende o direito ao aborto e à eutanásia, o Estado laico, a adoção de crianças por pessoas do mesmo sexo, o Palmeiras, enfim, o direito a ter direito.

 

A PUC e sua direção, pelo menos no que diz respeito ao uso que faço da minha liberdade de expressão, têm adotado um comportamento que se espera de uma universidade, garantindo o debate, o livre pensamento e a pluralidade de opiniões. Ou seja, não recebi até agora nenhum pedido para que não exponha posições ou divulgue informações, mesmo que em desacordo com o que prega a fé católica. Desde que a discussão que proponho fique no âmbito dos argumentos e não desqualifique o argumentador, não creio que tenha que temer qualquer censura. Não acredito que uma instituição, que foi resistência contra a ditadura, mude de posição.

 

Fico imaginando que certos sacerdotes não leram o Novo Testamento, ficando apenas com o resumo executivo. Estudei muito tempo em escola religiosa, noves fora o bico de coroinha na paróquia São Judas Tadeu, e posso dizer que conheço um pouco as escrituras cristãs. Por isso, creio que, ao pedir o silêncio, eles continuam não captando nadica de nada da idéia que está na origem de sua própria religião, da mesma forma que aqueles que vieram antes deles na Contra-reforma.

 

Sugiro, humildemente, que procurem a turma da Teologia da Libertação para entender que o espírito (seja isso o que for) não estará livre se o corpo também não estiver. Na prática, esses religiosos católicos realizam a fé que muitos temem ver concretizada ou não conseguem colocar em prática. Pessoas como Pedro Casaldáliga, Tomás Balduíno, Henri des Roziers e Xavier Plassat, que estão junto ao povo, no Brasil profundo, defendendo o direito à terra e à liberdade, combatendo o trabalho escravo e acolhendo camponeses, quilombolas, indígenas e demais excluídos da sociedade.

 

Como aqui já disse, imaginem se Casaldáliga fosse papa e, como primeiro discurso na Praça São Pedro, retomasse palavras que proferiu há tempos: “Malditas sejam todas as cercas! Malditas todas as propriedades privadas que nos privam de viver e amar! Malditas sejam todas as leis amanhadas por umas poucas mãos para ampararem cercas e bois, fazerem a terra escrava e escravos os humanos.”

 

Não creio. Mas se isso ocorresse, passaria a crer.

 

Segue, abaixo, o texto publicado no site do bispo.

 

Em tempo: Este blog foi indicado para o prêmio de cidadania digital da organização Repórteres Sem Fronteiras, concorrendo com outras experiências da China, Rússia, Vietnã, Síria, Egito – fato que deixou seu autor muito orgulhoso. Ele é dado a pessoas e grupos que ajudaram a promover a liberdade de expressão na internet.

 

Mesmo com muita gente rezando contra.

 

Graças a Deus, a PUC não é uma “progressista universidade comunista”!

Tempos atrás, a PUC quase foi palco de um movimento em favor da liberação da maconha. A reitoria foi obrigada a fechar o campus para impedir tão abjeto evento. Outro dia escrevemos o post sobre o professor da PUC, o jornalista Leonardo Sakamoto, que propaga a liberação do aborto. Depois disso, ele escreveu outro texto, defendendo a liberação da eutanásia.

Em razão daquele texto, um leitor que se diz aluno de uma PUC, nos escreveu dizendo que, dependendo do professor que está na sala de aula, a universidade parece uma “progressista universidade comunista”. Como dissemos naquele post, PUC significa Pontífícia Universidade Católica, que provém do Pontífice e a ele está subordinada, regida pela Constituição Apóstólica Ex Corde Ecclesiae.

Nesta semana, recebemos a notícia de um evento realizado na PUC-SP, provavelmente convocado pelo grão-chanceler, Cardeal Dom Odilo Scherer e pelo reitor Dirceu de Melo. Foram convidados para o evento todos os Bispos e todo o clero da Arquidiocese de São Paulo.

O reitor, Dirceu de Melo, e o grão-chanceler, Cardeal Dom Odilo Scherer, reuniram a diretoria, os bispos, párocos, vigários paroquiais, diáconos transitórios e permanentes da Arquidiocese de São Paulo,para declarar que “A PUC-SP é da Igreja Católica.” (matéria no final)

Se a PUC é da Igreja Católica, deve seguir o Evangelho e a Moral Cristã. Não pode ter em seu corpo docente professores contrariando os ensinamentos da Igreja Católica, dentro ou fora da sala de aula.

É um direito de cada pessoa ter e defender as idéias que quiser. Porém, as escolas e universidades católicas não são obrigadas a admitir empregados com posições contrárias aos seus ensinamentos.

Qualquer empregado, ao ser admitido, assina um contrato se comprometendo a trabalhar pelos objetivos da empresa e dentro dos princípios dela: “1. uma inspiração cristã não só dos indivíduos, mas também da Comunidade universitária enquanto tal; 2. uma reflexão incessante, à luz da fé católica, sobre o tesouro crescente do conhecimento humano, ao qual procura dar um contributo mediante as próprias investigações; 3. a fidelidade à mensagem cristã tal como é apresentada pela Igreja; 4. o empenho institucional ao serviço do povo de Deus e da família humana no seu itinerário rumo àquele objectivo transcendente que dá significado à vida. [17] ” (Ex Corde Ecclesiae) Os objetivos da Pontifícia Universidade Católica são de formar profissionais competentes, mas observando a Doutrina Cristã, em absoluta sintonia com o Papa Bento XV.

Os professores abortistas, defensores da eutanásia, da liberação da maconha, da ideologia homossexual ou comunistas podem procurar escolas que defendam essas ideias, por exemplo UnB, para lecionar nelas. Não podem lecionar numa escola católica, que é totalmente contrária a esses posicionamentos.

No caso dos alunos, em qualquer escola, no ato da matrícula, eles assinam um compromisso de obediência ao regulamento interno da escola, inclusive com seus princípios. Os alunos que prestam vestibular para a PUC já sabem que ela obedece os princípios do catolicismo. No ato da matrícula, eles assinam o compromisso de obedecer o regimento interno. A partir daí, eles estão obrigados a cumprir as regras da PUC. Eles não estão obrigados a cursar a PUC. Há inúmeras faculdades por aí. Se forem adeptos do aborto, da eutanásia, da ideologia homossexual, da liberação das drogas, do comunismo, podem procurar faculdades com essas ideias para estudar.

As afirmações do reitor, Dirceu de Melo, e do grão-chanceler, Cardeal Dom Odilo Scherer, que a PUC é da Igreja Católica, na presença de todo clero da Arquidiocese, tem um simbolismo importante.

POR COERÊNCIA, é preciso que, aqueles que têm autoridade, tomem as providências necessárias para que os princípios cristãos e o catolicismo sejam respeitados pelos professores e alunos.

Graças a Deus, a PUC não é uma “progressista universidade comunista.” Graças a Deus, a PUC é uma universidade da Igreja Católica!

 

Depois os católicos acham ruim quando se diz que a doutrina deles leva ao obscurantismo, às trevas e ao regresso à Idade Média...

 

No Brasil a única proposta política da Oposição é o golpe.

do LINK-Estadao

O país mais offline do mundo

Por Redação Link

Mianmar tem menos celulares por habitantes do que a Coreia do Norte e lá é ilegal ter um modem. O resultado é uma população carente de informação e tecnologia, apesar da recente abertura política

Jeremy Wagstaff, da Reuters

Mianmar (ex-Birmânia) é o país com a menor quantidade de telefones por habitante e também, provavelmente, o menos conectado à internet do mundo. Por trás das estatísticas, porém, há algo mais do que um mercado a ser explorado por empresas de tecnologia com água na boca.

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Mianmar foi governado por militares durante décadas. E isso provocou não só um atraso nos serviços de conexão como também deixou uma complexa rede de interesses.

Menos restrição. Depois da repressão a blogueiros, após a Revolução do Açafrão em 2007, governo dá sinais de abertura. FOTO: REUTERS

Um recente encontro de tecnologia em Rangum, antiga capital e maior cidade do país, ilustra as promessas, mudanças e problemas de Mianmar como a próxima fronteira dos investimentos. O encontro foi organizado por um grupo ligado a empresas, blogueiros e profissionais de tecnologia que deixaram o país atrás de oportunidades.

O encontro foi um “BarCamp” – um formato mais descontraído idealizado pelo pessoal da Califórnia cansado das reuniões exclusivas a portas fechadas, típicas do Vale do Silício. A ideia espalhou-se pela Ásia, mas em nenhum lugar ela pegou tanto como em Mianmar.

Em outubro de 2009, Emily Jacobi, fundadora do BarCamp, viajou a Rangum em parte para estimular o interesse. Blogueiros independentes e uma entidade empresarial abraçaram a ideia, mas não foi fácil superar as suspeitas. Os empresários estavam acostumados há anos a construir laços com o governo.

O primeiro BarCamp, em 2010, reuniu três mil pessoas – um recorde – e isso antes de qualquer sinal de mudança política. A líder da oposição Aung San Suu Kyi ainda estava em prisão domiciliar. Na época da terceira edição, no mês passado, ela já era uma mulher livre prestes a disputar uma eleição – e convidada de honra do encontro.

A popularidade da conferência também reflete o quanto a população local é privada de informação e de conexão. Para Thar Htet, um consultor de Cingapura que palestrou na primeira edição, ficou claro que a maioria dos participantes não compreendia tópicos relativamente básicos. “Dava para ver em seus olhos”, disse. Quando ele voltou neste ano, encontrou as coisas mudadas – um pouco. “As pessoas agora entendem melhor. Mas eu também simplifiquei as apresentações.”

Embora as lan houses tenham proliferado desde 2003, ajudando a criar uma geração de blogueiros e programadores autodidatas, há limites para o que eles podem fazer com conexões lentas e sem treinamento.

Quando Pyae Phyo Maung, por exemplo, frequentou a Universidade de Estudos da Computação, em Rangum, ele tinha de levar o seu próprio computador. Para aprender mais, os que podem vão para o exterior. Pyae Phyo Maung partiu para Cingapura em 2009, onde ele trabalha como consultor de informática. De sua classe de 10 alunos, apenas dois continuam em Mianmar.

Isolado. Até pouco tempo atrás, o governo restringia severamente o acesso às comunicações, tanto por telefone como na internet. A restrição aumentou após a Revolução do Açafrão em 2007, quando ativistas enviaram fotos, vídeos e reportagens dos protestos ao mundo exterior por telefones celulares e pela internet. Seguiu-se uma pronta repressão aos blogueiros.

Este é um país onde, como adverte o Departamento de Estado dos EUA, é ilegal possuir um modem e onde todos os computadores com conexão à rede precisam ser registrados no Departamento de Correio e Telecomunicações (MPT). Sem autorização, a pessoa está sujeita a multas e prisão de até 15 anos.

Em 2000, o MPT mudou seus termos de serviço e passou a filtrar todo o conteúdo online com a mesma rigidez que controla a mídia offline. Também passou a exigir permissão para qualquer um que quisesse criar um site.

O resultado é um setor cheio de gargalos. Por exemplo, não há uma fonte padrão para texto em birmanês. Isso significa que os usuários precisam instalar fontes especiais para ler páginas da internet. A taxa de uso de celulares está da ordem de 1% a 3% da população. Na Coreia do Norte, ela é de cerca de 4%.

As companhias que prosperam tendem a ser bem relacionadas com o governo ou parcialmente estatais. A primeira rede GSM do país foi construída por uma empresa que tinha laços com a família de um general.

Apesar de o setor móvel ser pequeno, ele é muito lucrativo. Os chips de celular são produzidos e vendidos por negócios do empresário Tay Za, segundo um telegrama da embaixada americana de julho de 2009 que vazou para o WikiLeaks. Embora os chips descartáveis sejam mais baratos que um celular CDMA (sem chip) de US$ 1.400, eles só valem por apenas dois meses e as ligações são caras. Tay Za está na lista negra tanto da União Europeia (UE) como dos EUA.

O acesso à internet é extremamente limitado. Só dois provedores têm permissão para operar. Um deles, Red Link Communications, pertence a dois filhos de Thura Shwe Mann, ex-número três na junta militar que governa o país e atual presidente da Câmara. Os três estão na lista negra de concessão de vistos da UE.

Transitar entre esta rede de interesses é vital para as empresas locais e estrangeiras. Organizar o BarCamp sob o nome da associação garantiu-lhe as autorizações necessárias e o patrocínio das principais empresas do setor. Seus dois parceiros principais foram o Ministério das Comunicações, Correios e Telégrafos e um dos principais bancos do país, o Asia Green Development Bank – que também pertence a Tay Za. Outro patrocinador foi o Red Link.

Mudanças. As companhias estrangeiras têm duas opções: ou seguem a mesma estratégia ou esperam por mudanças. Mas há sinais de que o governo está respondendo à demanda popular por conexões melhores.

Mais empresas em Rangum, que há anos têm lidado com blecautes parciais de energia, agora têm eletricidade por 24 horas. No mês passado, uma empresa começou a oferecer conexão WiMAX (com tecnologia sem fio) por US$ 30 mensais. “Há alguns anos ela custaria US$ 1.500 e teria demorado duas semanas para ser instalada”, disse Thaung Su Nyein, diretor da empresa de tecnologia Inforithm-Maze. “Hoje leva um dia.”

Se antes serviços de e-mail, Facebook e Skype eram bloqueados, agora até sites de exilados críticos ao regime podem ser acessados. Quando o exilado Aung Zaw, fundador e editor da revista online Irrawaddy, visitou o país pela primeira vez em 24 anos em fevereiro, ele percebeu que até agentes de imigração no aeroporto conheciam seu site.

Há ainda o caso de Nay Myo Zin, um soldado que virou ativista. Ele recebeu anistia no início do ano e foi declarado inocente em fevereiro da acusação de ter aceitado receber uma camiseta e um chaveiro com a imagem da opositora Aung San Suu Kyi enquanto estava preso.

Tão logo ficou livre, ele usou a fama recém-adquirida para criticar seu provedor por limitar a velocidade de conexão em sua pequena lan house em Rangum. “Eu disse a eles: se cortarem minha internet, vou denunciá-los ao mundo”, contou. “Eles ficaram com medo e devolveram minha conexão.” Ele agora pretende abrir um serviço WiMAX em seu bairro para fornecer conexões sem fio a casas próximas.

Onde é| No Sudeste Asiático, entre Bangladesh e Tailândia.
Qual o tamanho | São 676 mil quilômetros quadrados. Equivalente às áreas de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo somadas.
Quantas pessoas vivem lá | 54,6 milhões de habitantes, um pouco mais do que a população do Nordeste brasileiro (53,5 milhões em 2010, segundo o IBGE). A população é 69% birmanesa. E 89% é budista.

Mas há limites. Quando uma empresa se propôs, no começo deste ano, a vender chips para celulares a preços menores, o pedido foi rejeitado pelo MPT que alegou falta de infraestrutura. Segundo o site Irrawaddy, 11 pessoas foram brevemente detidas em Rangum no fim de fevereiro depois de fazer campanha por celulares mais baratos.

Não é que o governo não tenha uma estratégia para a tecnologia. É que ela parece distante das reais necessidades da maioria dos birmaneses.

Um exemplo claro está na chamada Cidade Cibernética Yatanarpon, uma área de cerca de 100 hectares erguida na selva em 2006 e projetada para ser o centro de tecnologia de Mianmar. Ela tem conexões de banda larga em toda a extensão, acomodação para 50 mil pessoas e uma universidade, mas até agora só atraiu um punhado de empresas – e nenhum dos investidores estrangeiros que prometia.

O consultor de empresas Zaw Min Htwe, que escreveu um trabalho sobre o parque empresarial no ano passado, diz que o governo não conseguiu oferecer incentivos além de espaço e telecomunicações. O lugar ficar longe de tudo. “A maioria das empresas não quer ir para lá por causa da falta de infraestrutura.”

As companhias que têm uma presença em Mianmar são na maioria chinesas, como ZTE e Huawei. Poucos nomes ocidentais têm presença no país.

Mas o Ocidente está afrouxando suas sanções em resposta às mudanças no governo e isso pode ser crucial para companhias que agirem rápido para estabelecer parcerias locais.

Muitos esperam que a chegada de empresas ocidentais forneça empregos para as legiões de trabalhadores de tecnologia desempregados e mal formados. Por enquanto, a maioria toca pequenos negócios, criando sites ou consertando computadores.

Mas também há certo receio sobre a competição com os estrangeiros. “Durante boa parte do século, Mianmar ficou praticamente isolado. Quando abriu as portas, só vieram para cá companhias chinesas e asiáticas. Portanto, as empresas de Mianmar sempre estiveram neste ambiente protegido”, diz Thaung Su Nyein da Inforithm-Maze.

/ TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

 

Para evitar que Kiribati 'suma do mapa', governo cogita mudar todo o país para Fiji

 

Do UOL, em São Paulo

 

  • Richard Vogel/AP

    Atol Tarawa, em Kiribati, em foto de março de 2004; elevação do nível do mar é preocupação

    Atol Tarawa, em Kiribati, em foto de março de 2004; elevação do nível do mar é preocupação

Para evitar que o arquipélago de Kiribati, no Oceano Pacífico, literalmente ‘suma do mapa’, o presidente do país, Anote Tong, está considerando deslocar toda a população para a principal ilha de Fiji, Viti Levu. Kiribati tem 103 mil habitantes.

“Não gostaríamos de colocar todo mundo em um pedaço de terra, mas se isso se tornar absolutamente necessário, sim, podemos fazer”, Tong disse à agência Associated Press. “Isso não seria uma medida para mim, pessoalmente, mas para a geração mais nova. Para eles, mudar não seria questão de escolha. Isso vai ser uma questão de sobrevivência”.

As autoridades de Kiribati estão considerando comprar uma área de 6.000 acres (24 km2) colocada à venda por um grupo religioso por cerca de US$ 9,6 milhões.  

Fiji, que tem uma população de 850 mil habitantes, fica aproximadamente 2.250 quilômetros ao sul de Kiribati. O governo local está estudando os planos do arquipélago vizinho para se manifestar oficialmente sobre o assunto.

Já o presidente de Kiribati espera a aprovação da compra pelo Parlamento do país – o que está previsto para ocorrer em abril – para discutir a mudança formalmente com as autoridades fijianas.

O governo kiribaitiano já considerou outras opções para contornar o problema, como escorar as ilhas com muros no mar ou mesmo construindo uma ilha artificial flutuante – alternativa considerada muito cara pelas autoridades locais.

O temor é que o aumento do nível do mar por conta do aquecimento global inunde todo o arquipélago, que fica cerca de 4.000 km ao sul do Havaí e tem área total de 811 km2. Quase a totalidade das ilhas de Kiribati são atóis.

Os efeitos da mudança no clima estão sendo sentidos não apenas pelos kiribatianos, mas também pelas populações de Tuvalu, Tokelau e Samoa. Alguns cientistas estimam que o mar esteja subindo cerca de dois milímetros por ano, ritmo que deve se acelerar.

À rede de TV do governo de Fiji, o presidente de Kiribati disse que se a mudança realmente ocorrer, será feita por etapas. Os primeiros a morar na nova terra seriam os mais qualificados, para que pudessem contribuir com a economia do país vizinho. O governo inclusive já lançou um programa educacional para migrantes.

“Não queremos 100.000 pessoas indo de uma vez só. As pessoas precisam encontrar emprego, não como refugiados, mas como imigrantes com conhecimento a oferecer, pessoas que têm um lugar na comunidade, que não devem ser vistas como cidadãos de segunda classe.”

Kiribati, que era conhecida como Ilhas Gilbert no período em que foi colônia britânica, tornou-se uma nação independente em 1979.

 

do DW-de

MundoRepórteres sem Fronteiras aponta 12 países como "inimigos da Internet"

A organização Repórteres sem Fronteiras divulgou relatório sobre censura e vigilância na internet. Barein e Belarus passaram a integrar a lista de censores. Países como França, Austrália e Egito estão em "observação".

Doze países fazem parte da lista de "inimigos da Internet". A organização Repórteres sem Fronteiras (RsF) divulgou nesta segunda-feira (12/03), Dia Internacional contra a Censura na Internet, uma lista de países que vigiam o acesso de seus cidadãos à Internet, controlando e censurando a informação. A quarta edição da lista contém 12 países: Barein, Birmânia, China, Cuba, Irã, Coreia do Norte, Arábia Saudita, Síria, Turcomenistão, Usbequistão, Vietnã e Belarus. Em comparação com a lista do ano anterior, foram incluídos Barein e Belarus, onde a organização detectou agravamento da situação.

A RsF prefere não estabelecer um "ranking da censura" entre os países da lista. As violações da liberdade na rede são muito distintas e divesas, o que dificulta uma comparação real entre os países em questão, disse Matthias Spielkamp, da diretoria da RsF,  em entrevista à Deutsche Welle.

 

Matthias Spielkamp, da organização 'Repórteres sem Fronteiras'

Entre os possíveis "líderes da censura" na internet, afirma Spielkam, poderia-se citar "no momento a China e a Síria. Mas se eu tivesse que apontar um terceiro país, teria dificuldades", completa. Muitos ativistas defensores da liberdade na rede foram mortos em 2011, especialmente no Barein, no México, na Índia e na Síria.

Sobretudo na China, no Irã e no Vietnã foram registradas detenções de 120 bloggers e ativistas online em todo o mundo. Países como o Barein e a Arábia Saudita acirraram seus mecanismos de censura à Internet.

China: mestre da censura

Principalmente na China investe-se muito dinheiro em vigilância, relata Spielkamp: "os chineses conseguem impedir o acesso a determinados sites e também impedem que, nos mecanismos de busca, apareçam alguns resultados quando se procura por determinados termos. Eles também podem tornar o acesso à Internet lento ou bloqueá-lo, e fazem isso de maneira local".

Suspender o acesso à Interent em todo o país, como aconteceu no Egito, em 2011, não é mais necessário na China. Quando ocorrem protestos no país, a Internet é censurada em esfera local, ou seja, ela se torna naquele lugar tão lenta, que fica impossível compartilhar fotos ou vídeos. "Trata-se de um alto nível de vigilância, controle e censura", fala Spielkamp, lembrando que muitos outros países não estariam em condições de utilizar as mesmas técnicas.

A RsF cita como exemplo algumas regiões da África. Embora o continente não apareça na lista dos "inimigos da Internet", isso não significa que ali esteja tudo bem. Países como o Zimbábue, por exemplo, tentam limitar a Internet, mas não são bem-sucedidos em seus propósitos, por não disporem do conhecimento necessário para tanto. Além disso, os torpedos enviados por celular desempenham em boa parte da África um papel mais importante do que a Internet, por isso o foco da censura ainda não está concentrado na rede.

Mais países atingidos

O Zimbábue não faz parte da lista de "inimigos da Internet", assim como muitos outros países que tentam censurar conteúdos indesejados na Internet. A organização RsF destaca que a lista não está de forma alguma completa, já que é impossível observar detalhadamente cada país. "Gostaríamos muito de poder fazer um relatório mais detalhado, mas é sempre uma questão de recursos", diz Spielkamp.

Para não perder de vista outros países importantes, a RsF elabora também uma lista de Estados que se encontram "em observação". Este ano são eles Austrália, Egito, Eritrea, França, Índia, Cazaquistão, Malásia, Rússia, Coreia do Sul, Sri Lanka, Tailândia, Tunísia, Turquia e Emirados Árabes Unidos.

E essa lista poderia ser ampliada. A RsF menciona a situação no Marrocos, Azerbaijão, Paquistão e Tadiquistão, onde há relatos de casos de censura e influência na internet.

 

Dia Internacional contra a Censura na Internet

O fato de um país não ter sido citado no relatório da organização não significa, porém, que a situação lá seja um mar de rosas. Países ocidentais supostamente democráticos encontram-se também na mira dos observadores. Eles utilizam filtros de rede, voltados, por exemplo, para a detecção de pornografia infantil e determinadas limitações para proteger direitos autorais. Supostamente, a segurança é mais valorizada do que a liberdade na Internet.

Mas apesar de todas as críticas, há também exemplos positivos. A Venezuela e a Líbia foram eliminadas da lista da organização. Na Líbia não há, no momento, nenhum governo em funcionamento e que pudesse vigiar qualquer coisa. E na Venezuela, o acesso à Internet é cada vez mais livre, apesar das leis de restrição aprovadas no último ano.

Censura made in China e Ocidente

A tecnologia usada para censurar conteúdos online vem com frequência da China, aponta Spielkamp. Mas há poucos detalhes sobre os caminhos pelos quais ela é disseminada. Empresas norte-americanas, francesas e alemãs estariam envolvidas, diz o respresentante da RsF. "Foi seriamente criticado o fato de a [alemã] Siemens, por exemplo, ter exportado tecnologia de vigilância de SMS para o Irã." De lá para cá, surgiram tanto nos EUA quanto na Europa iniciativas e projetos de lei para limitar a exportação de tais tecnologias.

Uma censura cada vez maior poderia, em breve, levar ao desaparecimento da "word wide web", a rede mundial de computadores, para dar lugar a redes apenas regionais. "As abordagens são distintas, mas existem em muitos países. Se os governos forem capazes, haverá uma situação em que as pessoas acreditarão que estão na Internet, mas de fato estarão em uma espécie de intranet nacional, que ainda por cima será controlada", prevê Spielkamp.

Vigiar em vez de censurar

 

Fim da internet como ela é hoje?

Censurar sites na internet , aliás, é apenas uma forma de influenciar o acesso à informação. É possível fazer isso de maneira muito mais pérfida e maliciosa. "Há uma tendência de menor censura e maior vigilância", acredita Matthias Spielkamp. Os governos acham que essa prática pode ser mais eficiente.

Na Síria, por exemplo, funcionários do governo tentaram chegar a senhas de redes sociais e blogs. "Se eles conseguem isso, podem espionar as amizades e contatos da pessoa em questão", fala o representante da RsF. Em casos mais avançados, os hackers a serviço do governo podem usar a identidade da pessoa para redigir notícias favoráveis ao governo. Isso seria uma retomada da "propaganda clássica, ou seja: combater a comunicação através da comunicação". A RsF, hoje em dia, descreve o contexto de vigilância e censura na internet como uma verdadeira corrida armamentista online.

Autor: Klaus Jansen (sv)
Revisão: Francis França

 

Unesco retira su respaldo a Reporteros Sin Fronteras

 

La Organización de Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura (Unesco) retiró la categoría de asociada a Reporteros Sin Fronteras (RSF), por considerar que los métodos utilizados por la agrupación son incompatibles con los valores de la Unesco en el campo del periodismo, razón por la cual se estimó conveniente su separación.

Este jueves 8 de marzo, el Consejo Ejecutivo del organismo internacional decidió ratificar la decisión que había sido tomada por el Comité sobre los Asociados No Gubernamentales el pasado 28 de febrero.

Este grupo, con sede en Francia, ha sido señalado de recibir patrocinios de agencias de inteligencia estadounidenses.

Su fundador y exjefe, Robert Ménard, reconoció que recibió financiamiento de la Center for a Free Cuba (Centro para una Cuba libre), una fundación manejada por el agente de la Agencia Central de Inteligencia (CIA) Frank Calzón, expresidente de la Fundación Nacional Cubano Americana (FNCA), organización gravemente implicada en el terrorismo contra Cuba, como señaló uno de sus exdirigentes José Antonio Llama.

Esta no es la primera vez que la Unesco sanciona a RSF, en 2008, el organismo internacional le retiró el coauspicio del Día por la Libertad de Internet, en virtud de sus propósitos por descalificar a un número determinado de países, informó Cubadebate.

RSF constantemente ha denunciado violación a libertad de prensa sólo en países en desarrollo. En América Latina ha fijado sus críticas a países de la Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (Alba).

 

http://www.telesurtv.net/articulos/unesco-retira-su-respaldo-a-reporteros-sin-fronteras

 

"Seja realista: exija o impossível"

do TERRA

Pelo 8º ano, bancos do País são mais rentáveis que os americanos
12 de Março de 2012 • 13h57 •  atualizado 14h50

 

 

Em 2011, os bancos do País de capital aberto tiveram rentabilidade sobre o patrimônio (ROE) superior ao registrado em instituições bancárias americanas, segundo a consultoria Economatica, que desde 1999 faz o levantamento. É o oitavo ano seguido que as companhias brasileiras têm melhor desempenho que as dos EUA.Os bancos de capital aberto brasileiros apresentaram no ano passado a primeira queda no ROE desde 2008, de 15,57% em 2010 para 13,97%, enquanto que os americanos avançaram de 6,06% para 7,63%, na mesma base de comparação, pelo segundo ano seguido de aumento.

 

 

 

Terra
 

http://colunas.revistaepoca.globo.com/brunoastuto

Revista de Niemeyer falará de Carnaval

 

12 de março de 2012 | 17:30 | Pessoas, Poderio | , ,

 

 

 


Eduardo Paes beijando a mão do mestre na Sapucaí /Foto: Kadu Niemeyer

A próxima edição da revista Nosso Caminho, editada por Vera Lucia Niemeyer, mulher de Oscar Niemeyer, será inteiramente dedicada ao Sambódromo. A publicação trimestral será lançada em abril, com fotos exclusivas de Kadu, neto do mestre, feitas durante a incursão do arquiteto na Avenida do Samba. “Oscar e eu há tempos pensamos num assunto especial para uma edição no quarto ano de existência da revista. E resolvemos contemplar o Carnaval carioca e sublimar a ampliação do Sambódromo e a sua memória”, diz Vera Lucia à nossa ÉPOCA desta semana.

“Foi a minha primeira vez e já estamos planejando estar na Sapucaí em 2013. Foi uma emoção única apreciar a criatividade do nosso povo. Uma experiência inesquecível”, afirma Niemeyer, que vai assinar uma crônica sobre os primórdios da festa de Momo, quando os desfiles ainda aconteciam na Avenida Rio Branco, no Centro da cidade. “Sempre gostei de Carnaval. Lembro de ver a passagem de blocos rivais em Laranjeiras, todos vestidos de índios, numa empolgação impossível de conter. Falei um pouco disso e de uma traquinagem de menino — com um lança perfume, tentaram, imaginem, apagar o charuto de um senhor que assistia ao antigo desfile na Rio Branco e o bigode do sujeito pegou fogo”, diz Niemeyer.

Constarão ainda na revista textos assinados por profissionais envolvidos no projeto, como João Niemeyer, sobrinho de Oscar, Jair Valera, arquiteto que trabalha há 30 anos no escritório do mestre, e o prefeito Eduardo Paes, que acompanhou de perto a empreitada. O inquieto centenário ainda tem alguns projetos engatilhados: o de uma grande biblioteca na Argélia e uma construção para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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Trailer de filme de Walter Salles é muito bem recebido pela crítica especializada

 

12 de março de 2012 | 11:20 | Internacional, Pessoas | , ,

 

 

 


Walter Salles - críticas positivas somente com trailer de "Na Estrada" /Foto: Reprodução

O primeiro trailer de Na Estrada – On The Road, versão cinematográfica de Walter Salles da obra-prima do escritor americano Jack Kerouac, foi muito bem recebido pela imprensa internacional. Todo mundo sabe que certas adaptações de livros são detonadas pela crítica especializada, mas, desta vez, os comentários são de que Salles teria conseguido capturar bem a atmosfera do marco da literatura beat.

O longa traz Sam Riley como o jovem escritor Sal Paradise, que sai numa jornada pela América, inspirado pelo amigo Dean Moriaty, interpretado por Garret Hedlund, além da musa adolescente Kristen Stewart (que filmou uma das sequências da saga Crepúsculo no Brasil) como a jovem e intensa mulher de Dean, Maryloy. O filme estreia no dia 15 de junho no país e sua première mundial será no Festival de Cannes, em maio.

http://youtu.be/-Iwd7ZXi3DM

 

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Thereza Collor, 20 anos depois10 de março de 2012 | 13:00 | Pessoas |  

Thereza Collor - linda e ativa /Foto: Lufe Gomes (Época)

Duas décadas depois de vir a público apoiar o ex-marido, Pedro Collor, nas denúncias que culminaram no impeachment do então cunhado, o ex-presidente Fernando Collor de Mello, Thereza Collor — ela não pensa em mudar o sobrenome (“Faz parte da minha história”) — continua linda e ativa, como conta a edição imprensa da nossa ÉPOCA, que chega hoje às bancas. Com os cabelos mais curtos (“Cortei recentemente e ainda não me acostumei. Muita gente não me reconhece”), ela é casada há 11 anos com o empresário Gustavo Halbreich e inaugura nesta terça-feira a exposição Joias do Deserto, na Galeria de Arte do SESI, em São Paulo. A mostra apresenta parte do acervo pessoal de Thereza e tem cerca de 2 mil peças, de vestimentas a acessórios de povos africanos e asiáticos, que acumulou nas muitas viagens que fez a regiões como o Saara e o Tibete.

Apesar do encantamento e propriedade com que fala sobre a cultura desses povos, ela não foge das perguntas sobre a época em que virou, involuntariamente, um dos personagens inesquecíveis da história política brasileira. “A gente pagou um preço muito alto, né? Depois do que vi acontecer, eu pensava que os políticos teriam mais sensibilidade e tratar a causa pública com mais seriedade e respeito com a população. Meu desejo é que essa geração saiba eleger melhor seus representantes e cobrar deles”, diz ela. Sobre a presidente Dilma Rousseff, Thereza diz: “Ela é uma pessoa séria, tem vontade de acertar. Mas é muito difícil, há muito resquício ainda, muitas composições e alianças”.

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Edison VeigaDO IMPRESSO12.março.2012 23:00:47Bauru, o lanche mais famoso do Brasil

Sanduíche foi inventado nos anos 1930 no Ponto Chic; bar comemora 90 anos de fundação com o lançamento de um livro
 RENATA AGUIAR/ AE

Pouca gente discorda que o bauru seja o sanduíche mais famoso do Brasil. A data de criação do lanche, entretanto, nunca foi um consenso. Até agora. Com o livro Ponto Chic – Um Bar na História de São Paulo (242 páginas, Editora Senac São Paulo, R$ 49.90), o jornalista ítalo-brasileiro Angelo Iacocca pretende encerrar essa discussão: para ele, a célebre invenção do estudante bauruense Casimiro Pinto Neto aconteceu em 1936. “Mais precisamente, em novembro de 1936”, frisa Iacocca. “E este é um esclarecimento definitivo do meu livro.”

 DIVULGAÇÃO

O livro será lançado no dia 24, em comemoração aos 90 anos do famoso bar da cidade – inaugurado no Largo do Paiçandu e hoje com unidades paulistanas também em Perdizes e no Paraíso, além de uma em Ribeirão Preto. Para escrever a obra, recheada de curiosidades históricas da boemia paulistana, Iacocca vasculhou, nos últimos anos, documentos históricos e entrevistou dezenas de antigos frequentadores, artistas políticos, jornalistas e escritores.

Com o passar do tempo, a receita do bauru ganhou diversas versões – o livro apresenta algumas dela. A original era apenas pão francês, queijo derretido, rosbife e tomate. A versão atual do sanduíche servido no Ponto Chic também leva pepino – mas o ingrediente só foi acrescentado nos anos 1950.

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De acordo com as pesquisas de Iacocca (foto acima), a invenção do lanche se deu em meio a um contexto de ebulição política. Pouco antes da implementação do Estado Novo do presidente Getúlio Vargas, os estudantes de Direito do Largo São Francisco se mobilizavam como força de oposição. “E o Ponto Chic era o quartel general deles, onde viravam as noites conspirando contra o governo, discutindo política, bebendo e jogando sinuca”, explica.

Entre os estudantes, Casimiro Pinto Neto. “Que gostava tanto de faculdade que ficou uns 10 anos cursando Direito. E nunca exerceu a profissão. Depois se tornou radialista”, conta. Conhecido pelo apelido de Bauru, por conta de sua cidade natal, orientou o chapeiro a criar o lanche em uma noite daquelas extensas vigílias estudantis. O sanduíche caiu no gosto popular e acabou batizado com o apelido de Casimiro. “Sem dúvida é o nosso carro-chefe”, conta o atual proprietário Antonio Alves de Souza, de 82 anos. “Vendemos cerca de 500 unidades por dia.”

Outros pratos. O prato-símbolo de São Paulo foi inventado muito antes do bauru. Trata-se do virado à paulista, que, conforme se calcula, é consumido por 500 mil paulistanos todas as semanas, principalmente às segundas-feiras, nos bares e restaurantes da cidade. A receita mais comum inclui couve, ovo, tutu de feijão, banana e bisteca.

Quando foi inventado, entretanto, o prato era um pouco diferente. Documentado pela primeira vez em 1602, o virado era apenas uma pasta de feijão, farinha de milho e pedaços de toucinho. Foi criado pelos bandeirantes que, em suas viagens, precisavam de um alimento que fosse facilmente transportável e pudesse ser consumido, nos dias seguintes, frio.

Bem mais recentes, também há invencionices paulistanas no campo da gastronomia italiana. Caso das pizzas doces. Atribui-se a A Tal da Pizza a primeira delas, ainda nos anos 1990: de banana.

Outro caso clássico é o do filé a parmegiana. Apesar do sotaque, o filé empanado que vai ao forno com olho de tomate e mussarela não é nada italiano. Tem DNA paulistano – seu “parente” europeu é, na verdade, berinjela assada com queijo parmesão.

O capelette alla romanesca também engana pelo nome. A receita, dos anos 1950, é atribuída ao cozinheiro italiano Giovanni Bruno, quando ainda trabalhava no restaurante paulistano Gigetto. Desde 1983, o prato é estrela do cardápio de seu próprio restaurante, o Il Sogno di Anarello.

Versão ampliada de reportagem publicada originalmente na edição impressa do Estadão, dia 13 de março de 2012

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Blog do Pannunzio Polí­tica, economia, cultura segundo o jornalista Fábio Pannunzio 12 Mar 2012 21 CommentsO lucro do governismo de PHA: R$ 832 mil só da CEF

O chefe da claque governista na internet, o blogueiro autoproclamado progressista Paulo Henrique Amorim, recebeu da Caixa Econômica Federal R$  833,28 mil reais em patrocínios para sua página eletrônica. O valor foi informado ao Blog do Pannunzio pela Assessoria de Imprensa da CEF e se refere a 20 meses de veiculação de banners em 2011 e 2012.

O valor mensal dos patrocínios arrecadados é equivalente ao que o Conversa Afiada recebeu dos Correios — R$ 40 mil mensais pela veiculação de uma campanha do Sedex entre outubro de 2011 e fevereiro deste ano. O contrato com os Correios foi suspenso, segundo a estatal em função do fim da campanha.

Outras empresas e autarquias também cedem patrocínio ao blog de Paulo Henrique Amorim. Consultado pelo Blog do Pannunzio, o Banco do Brasil prometeu, por intermédio de sua assessoria de imprensa, respoder ainda nesta segunda-feira o valor empenhado pela instituição na página eletrônica. Até o monento da publicação deste post, no entanto, anda não havia resposta.

Somente com os valores pagos pela CEF e Correios, seria possível ao governo retirar da miséria 8300 famílias, com o pagamento do benefício médio de R$ 115,00.

O editor do Conversa Afiada foi processado  várias vezes por injúria, inclusive racial. PHA foi condenado pela justiça paulista por ter chamado Paulo Preto de “Paulo Afro-Descendente”. Também foi obrigado a se retratar — obrigação ainda não integralmente cumprida –  diante do jornalista Heraldo Pereira, da Globo, e a pagar R$ 30 mil de indenização, dinheiro destinado pelo comentarista do Jornal da Globo para uma instituição de caridade, por ter utilizado a expressão “negro de alma branca” para tentar desqualificá-lo. Responde, ainda, a um processo criminal movido pelo Ministério Público do Distrito Federal para apurar e punir as mesmas injúrias.

Abaixo, reproduzo a responsta da Assessoria de Comunicação da CEF a um questionário elaborado pelo Blog do Pannunzio na semana passada.

Blog do Pannunzio: A CEF tem patrocinado o Conversa Afiada. Preciso saber quanto ele recebeu de patrocínio no ano passado, quanto está recebendo atualmente e qual a duração do contrato.

CEF – Investimento no Site Conversa Afiada em 2011: R$ 416.640,00. Período de veiculação 2011: Março a Dezembro de 2011.  Investimento no Site Conversa Afiada em 2012: R$ 416.640,00. Período de veiculação em 2012: Março a Dezembro de 2012.

Blog do Pannunzio: Como a CEF distribui esses patrocínios ? Qual é a verba destinada à internet, qual a participação dos blogues nessa verba, e qual a participação, em termos proporcionais, do Conversa Afiada nessa verba ?

CEF: Não entendemos que o site Conversa Afiada seja um blog, razão pela qual o valor destinado ao site não está incluído nas informações relativas a blogs.

Investimento em internet 2011: 14.602.428,43

Investimento em Blogs em 2011: foi de R$ 145.531,31, sendo que três blogs citados abaixo não são valorados e não estão incluídos nesse valor.

Participação em Blogs em relação ao total de internet em 2011: 1%

Participação do site Conversa Afiada em relação ao total de internet em 2011: 3%

Blog do Pannunzio:  Há outros blogues veiculando banners da CEF ? Quais são eles ?

CEF: Blog A Casa da Minha infância –Não valorado – pacote Casa.com; Blog Empreendedores–Não valorado – pacote Ed. Globo; Blog Luiz Nassif  

Blog do Pannunzio: Quais são os critérios da CEF para a escolha de quem receberá patrocínio do banco ?

CEF: Os meios e veículos são avaliados pelas agências de publicidade contratadas pela Caixa, que levam em conta as necessidades estratégicas da empresa na divulgação de sua marca, produtos e serviços.

Blog do Pannunzio: Como é feita a aferição dos resultados ? A CEF paga por clique, por pageview ou a verba destinada aos blogues não tem relação com o número de exibições dos anúncios veiculados ?

CEF: Blog A Casa da Minha infância: Mensuração: relatório de pageviews do blog; Blog Empreendedores (pacote Ed. Globo). Mensuração: relatório de impressões e cliques nos sites propostos (PEGN, Época e Época Negócios.); Blog Luiz Nassif. Mensuração: relatório de impressões.  O Blog Luiz Nassif é o único com entrega valorada e tem negociação por CPM, conforme tabela de preços que tem custo específico para o blog, e total calculado de acordo com quantidade de impressões propostas para cada formato no período.           

Blog do Pannunzio:  O banco tem algum tipo de reserva em relação ao conteúdo dos blogues patrocinados ?

Não, assim como não tem reserva quanto aos conteúdos das televisões, revistas, jornais, rádios e demais veículos que patrocina ou veicula publicidade e propaganda.

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do TERRA

Avassalador, Neymar inicia ano com melhor média da carreira
08 de março de 2012 08h07 atualizado às 14h55

 Reuters

Com três gols sobre o Internacional, Neymar aumentou sua média de 2012
Foto: Reuters

Dassler Marques
Klaus Richmond
Direto de Santos

Neymar hoje é o exato contraponto do companheiro Borges. Se o centroavante podia se orgulhar da artilharia do último Campeonato Brasileiro, com 23 gols, hoje amarga uma "seca", só amenizada por um pênalti convertido diante do Mirassol há cinco jogos, e vê o astro santista viver início de temporada avassalador. Ao todo, são 9 jogos e 9 gols.

» De curiosidades a destaques, saiba tudo da Libertadores 2012

A fase nunca foi tão boa para Neymar no clube alvinegro. Nem mesmo em 2010, sob o comando de Dorival Júnior, chegou a marca similar. Fez, com o mesmo número de partidas, 7 gols.

A atuação na vitória por 3 a 1 contra o Internacional, na quarta-feira, com três gols, sendo dois considerados dignos de placa, reafirmou o início acima do comum. No último ano, por exemplo, Neymar só marcou pela primeira vez na quinta partida da temporada. Dessa vez, precisou apenas de dois jogos, no clássico contra o Palmeiras.

"Ele é um fenômeno. Trabalhei e joguei com muita gente boa, mas igual ao Neymar nunca vi nada parecido. Ele constrói o improviso em cima do improviso", disse o técnico Muricy Ramalho.

Neymar mantém bons começos desde 2010. No último ano, por exemplo, apesar de ter demorado a engrenar boas partidas no Santos, longe do clube foi o artilheiro do Sul-Americano Sub-20 pela Seleção Brasileira com 9 gols em 7 partidas.

O atacante já tem certeza de que não jogará a partida deste sábado, contra o Mogi Mirim, pelo Campeonato Paulista. Muricy acredita que alguns jogadores podem ficar próximos de "estourar" (sofrer lesões musculares) caso não parem na próxima rodada.

O técnico ainda defende Borges: diz que o atacante "se sente incomodado pelos gols assim como ele quando não vence", e que voltará a marcar em breve. Enquanto isso, pode contar com Neymar em sua fase mais oportunista na carreira.

2012 (9 gols em 9 jogos)

02/02 - Santos 1 x 1 Oeste - Arena Barueri - Paulista
05/02 - Santos 1 x 2 Palmeiras - Prudentão - Paulista (1 gol)
09/02 - Botafogo-SP 1 x 4 Santos - Santa Cruz - Paulista (3 gols)
15/02 - The Strongest 2 x 1 Santos - Hernando Siles - Libertadores
18/02 - Mirassol 1 x 3 Santos - José Maria de Campos Maia - Paulista
22/02 - Santos 2 x 0 Comercial-SP - Arena Barueri - Paulista
25/02 - Santos 6 x 1 Ponte Preta - Arena Barueri - Paulista (2 gols)
04/03 - Santos 1 x 0 Corinthians - Vila Belmiro - Paulista
07/03 - Santos 3 x 1 Internacional - Vila Belmiro - Libertadores (3 gols)

2011 (3 gols em 9 jogos)

15/02 - Deportivo Táchira 0 x 0 Santos - Pueblo Nuevo - Libertadores
20/02 - Corinthians 3 x 1 Santos - Pacaembu - Paulista
26/02 - Santos 1 x 1 São Bernardo - Vila Belmiro - Paulista
02/03 - Santos 1 x 1 Cerro (PAR) - Vila Belmiro - Libertadores
09/03 - Santos 3 x 0 Portuguesa - Vila Belmiro - Paulista (2 gols)
12/03 - Santos 2 x 1 Botafogo-SP - Vila Belmiro - Paulista
16/03 - Colo Colo (CHI) 3 x 2 Santos - Manumental - Libertadores (1 gol)
19/03 - Bragantino 2 x 1 Santos - Marcelo Stéfani - Paulista
03/04 - Santos 0 x 1 Palmeiras - Vila Belmiro - Paulista

2010 (7 gols em 9 jogos)

17/01 - Rio Branco 0 x 4 Santos - Pacaembu - Paulista (2 gols)
20/01 - Santos 1 x 1 Ponte Preta - Vila Belmiro - Paulista
24/01 - Mogi Mirim 2 x 1 Santos - Papa João Paulo II - Paulista
27/01 - Santos 5 x 0 Barueri - Vila Belmiro - Paulista (2 gols)
30/01 - Santos 2 x 0 Oeste - Vila Belmiro - Paulista (1 gol)
04/02 - Santo André 1 x 2 Santos - Bruno José Daniel - Paulista (1 gol)
07/02 - São Paulo 1 x 2 Santos - Arena Barueri - Paulista (1 gol)
14/02 - Santos 2 x 1 Rio Claro - Pacaembu - Paulista
18/02 - Santos 6 x 3 Bragantino - Vila Belmiro - Paulista

2009 (3 gols em 9 jogos)

07/03 - Oeste 1 x 2 Santos - Pacaembu - Paulista
12/03 - Santos 1 x 1 Paulista - Vila Belmiro - Paulista
15/03 - Santos 3 x 0 Mogi Mirim - Pacaembu - Paulista (1 gol)
18/03 - Santos 4 x 0 Rio Branco-AC - Vila Belmiro - Copa do Brasil (1 gol)
22/03 - Corinthians 1 x 0 Santos - Pacaembu - Paulista
25/03 - Santos 3 x 0 Santo André - Vila Belmiro - Paulista (1 gol)
28/03 - Barueri 0 x 0 Santos - Arena Barueri - Paulista
02/04 - Santos 1 x 0 Portuguesa - Vila Belmiro - Paulista
05/04 - Ponte Preta 2 x 3 Santos - Moisés Lucarelli - Paulista

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Terra

 

Cientista critica pesquisas com vírus da gripe aviária   Em entrevista, químico Richard Ebright diz que estudos não levam em conta a segurança da população.por Redação Galileu   Getty ImagesCientista faz pesquisas com H5N1 na Indonésia. (Crédito: Getty Images)

A gripe aviária tem uma alta taxa de mortalidade - 60% dos casos já diagnosticados resultaram em morte. No entanto o vírus H5N1, responsável pela doença, sempre foi pouco transmissível entre humanos, impedindo uma epidemia. Agora, pesquisas feitas na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, e no Centro Médico Erasmus de Roterdã, na Holanda, criaram mutações do vírus capazes de se transmitir entre furões, animais com biologia semelhante à nossa.

A intenção dos pesquisadores era preparar o mundo para o aparecimento dessa nova mutação e ajudar órgãos de saúde a desenvolver tratamentos e vacinas com antecedência. Mas, segundo alguns críticos, eles teriam criado o vírus mais perigoso já visto. As críticas são as mais variadas. Terroristas poderiam copiar a pesquisa. O vírus poderia escapar do laboratório. Ele seria usado como arma.

Mesmo o governo americano e a Organização Mundial de Saúde encaram os estudos com cautela, e pediram para as revistas que publicariam as pesquisas que censurassem os detalhes do vírus. Para entender quais são os riscos envolvendo a mutação do H5N1, a GALILEU conversou com Richard Ebright, químico especialista em biodefesa da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos. Veja a entrevista completa:

- O que te preocupa mais: a possibilidade de alguém copiar o vírus mutante ou uma falha de segurança nos laboratórios?

A menos que a Organização Mundial da Saúde se mova rapidamente para fazer restrições quanto ao número de laboratórios autorizados a possuir esse vírus, é possível que ele seja distribuído para dezenas ou centenas de laboratórios ao redor do mundo. Nos Estados Unidos. No resto do Ocidente. Nos países do BRIC (incluindo o Brasil). Em outros lugares. Dentro de meses.

Cada novo laboratório autorizado a possuir o vírus será mais um ponto de liberação em potencial. O maior risco é a liberação acidental do vírus por meio da infecção de um trabalhador dos laboratórios (para o qual existem diversos precedentes) e a liberação intencional do vírus por um funcionário perturbado ou descontente (para o qual as cartas com Antraz enviadas nos Estados Unidos em 2001 são um precedente).

- Quantas pessoas já viram os detalhes da pesquisa com o H5N1?

Centenas de pessoas viram todos os detalhes do trabalho. De milhares a dezenas de milhares ouviram informações suficientes para reconstruir os detalhes mais relevantes. Mas a informação não é o perigo primário. O vírus é o perigo primário. As discussões deveriam estar voltadas para controlar o vírus, não para controlar a informação.

- Mas já aconteceu de um vírus escapar do laboratório onde estava sendo estudado?

Isso já aconteceu inúmeras vezes. O vírus do SARS já escapou de laboratórios de alta segurança em 4 ocasiões diferentes, infectando funcionários do local. Um estudo de 2010 feito pela Academia de Ciência dos EUA documentou 395 acidentes envolvendo armas biológicas e patógenos nos laboratórios americanos de 2003 a 2009.

>>>Crescimento da população não ameaça planeta, consumo sim
>>>Antigo remédio chinês pode combater o envelhecimento

- As pesquisas estão sendo feitas em laboratórios de segurança nível 3, embora o nível 4 seja o mais seguro. O que você acha disso?

É uma irresponsabilidade - uma irresponsabilidade grosseira - fazer esses experimentos sem seguir o maior nível de biossegurança possível. Os laboratórios nível 3 são apropriados para variedades naturais do H5N1, que são incapazes de se transmitir pelo ar entre mamíferos. Os laboratórios nível 3 são inapropriados para a nova cepa do H5N1 transmissível entre mamíferos.

O único argumento feito contra o maior nível de biossegurança é que seria “inconveniente” para os pesquisadores. Esse argumento não tem peso nenhum, a “conveniência” pessoal de pesquisadores não deveria ser mais importante que a segurança do publico.

- Você acha que esse tipo de pesquisa deveria ser feita?

A pesquisa não deveria ter sido financiada e não deveria ter sido feita. Infelizmente, agora que os novos vírus já foram criados, será necessário que as pesquisas com ele continuem, para desenvolver novas vacinas e drogas. É crítico que, conforme avançamos, o número de laboratórios autorizados a possuir o novo vírus seja restrito, que os maiores níveis de biossegurança sejam requeridos e que todos os experimentos vindouros passem pela aprovação internacional.

 

A entrevista de Haddad a Maria Inês Nassif na Carta Maior

Em entrevista exclusiva à Carta Maior, Fernando Haddad, pré-candidato petista à prefeitura de São Paulo não subestima o trabalho que terá para tentar romper a hegemonia do PSDB na capital paulista. “São Paulo tem um pensamento conservador muito consolidado (…). Se optar pela renovação, no entanto, irradiará rapidamente essa tendência para o país. O Brasil poderia mais, não fosse a âncora conservadora do PSDB de São Paulo. Tem uma bola de ferro no nosso pé que ainda segura muito o país”.Maria Inês NassifSão Paulo – Estreante nas lides eleitorais, o pré-candidato à prefeitura de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, entra na disputa com as vantagens e desvantagens de ser um nome novo. A vantagem óbvia é não apenas o apoio, mas o comprometimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com sua candidatura – Lula articulou intensamente para que o PT paulistano o assumisse como candidato e será fundamental no processo eleitoral. Isso, o ex-ministro reconhece, é o mais importante. “Lula é (…) uma personalidade que tem a força e a frequência de um cometa, aparece a cada 70 anos”.
Haddad tem também o apoio da presidenta Dilma Rousseff, e muito menos a perder do que o possível candidato do PSDB à prefeitura, José Serra. “A perda dessa eleição, no caso do nosso adversário, seria uma derrota dura”, afirmou Haddad, em entrevista exclusiva à Carta Maior.
As desvantagens de sua candidatura são óbvias: um nome desconhecido, para ser apresentado ao eleitorado da maior metrópole da América Latina, precisa contar com os meios de comunicação de massa – e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) subtraiu essa oportunidade do PT, ao punir o partido com a proibição de veicular o horário de propaganda partidária. O PT foi condenado por usar o programa partidário para propaganda eleitoral no ano passado. Os demais partidos terão horário no primeiro semestre; Haddad ficará de fora até o início oficial do horário de propaganda eleitoral gratuita, que começa apenas em agosto.
A outra dificuldade também é a amarração de apoios à sua candidatura. Haddad garante que o único interesse do ex-presidente Lula no apoio à coligação com o PSD foi a filiação de Henrique Meirelles. “Se o Meirelles tivesse ido para o PMDB, o Lula iria atrás”, afirmou. “A hipótese de uma chapa com dois ministros de seu governo o agradava”. Na avaliação do candidato, mais importante do que o apoio do PSD é manter o PT unido em torno de sua candidatura e fechar com os tradicionais aliados petistas – o PSB e o PSDB. A pesquisa eleitoral feita pelo Datafolha, divulgada no início do mês, que o colocou como lanterninha das pesquisas, dificultou as coisas. “As pesquisas foram mais importantes no jogo de barganhas do que propriamente no ânimo das pessoas envolvidas com a minha candidatura”, afirmou. “Aumentou o preço?”, pergunta a repórter. “Não é isso”, responde Haddad, rapidamente. Apenas os partidos postergaram as conversas, deixaram o acordo para depois, diz ele. “Mas nem sempre os apoios levam à vitória”, relativiza.
O pré-candidato petista não subestima o trabalho que terá para tentar romper a hegemonia do PSDB na capital paulista. “São Paulo tem um pensamento conservador muito consolidado (…) que sempre dá peso muito forte para qualquer plataforma do establishment”, analisa. Se optar pela renovação, no entanto, irradiará rapidamente essa tendência para o país. O Brasil poderia mais, não fosse a âncora conservadora do PSDB de São Paulo. “Tem uma bola de ferro no nosso pé que ainda segura muito o país”, concluiu.
Abaixo, a íntegra da entrevista do ex-ministro Fernando Haddad à Carta Maior:
CARTA MAIOR: O PT assimilou sua candidatura?
FERNANDO HADDAD: Acredito que sim. O processo foi muito bem conduzido e elogiado internamente. É curioso o argumento de que as prévias no PT não ocorreram por pressão. No PT, sempre teve pressão e sempre teve prévias. O Lula já perdeu prévias dentro do PT apoiando um candidato, já ganhou, ele próprio já enfrentou prévias. Isso é da cultura do partido. Óbvio que todo mundo sabe que isso tem consequências, mas ninguém abdica de disputar prévias quando entende ser o caso. A verdade é que, no final do processo, nós contávamos com o apoio da maioria dos militantes. Colhemos mais de 20 mil assinaturas para inscrição, quando eram necessária apenas 3 mil. Nós tínhamos o apoio de 7 dos 11 vereadores. O processo estava muito avançado.
CARTA MAIOR: O maior desconforto foi o namoro com o prefeito Gilberto Kassab?
HADDAD: Não chegou a ser namoro porque sequer houve uma aproximação formal. O que houve foram duas ou três conversas com dirigentes do PSD sobre uma remota possibilidade de o partido me apoiar – o que ocorreria se, e somente se, o [José] Serra [PSDB] não saísse e o PSDB se recusasse a apoiar o Afif, que era um cenário pouco provável. Eu sempre disse, desde que o assunto ganhou os jornais, que nós éramos a terceira prioridade do prefeito, que antes vinham o Serra e o Afif, e que a nossa prioridade é outra, são os partidos da base aliada do governo Dilma. Sempre ficou claro que ele [Kassab] iria caminhar para um lado e nós iríamos caminhar por outro.
CARTA MAIOR: O PT valorizava essa possibilidade, numa estratégia de romper a hegemonia do PSDB junto à classe média conservadora paulistana?
HADDAD: O interesse no PSD, ao meu ver, tem muito mais a ver com a filiação do [Henrique] Meirelles [ex-presidente do Banco Central], que foi ministro do governo Lula por oito anos. O presidente [ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva] considerou que essa seria uma chapa interessante, complementar. Desde a vitória de 2002, quando compôs a chapa com José de Alencar [empresário e então filiado ao PL], isso sempre contou nas reflexões de Lula sobre a composição de chapa. Ele entendia que o Meirelles tinha um perfil muito interessante. Se Meirelles tivesse se filiado ao PMDB, Lula também iria atrás de uma composição. Nas conversas que tive com o presidente, a hipótese de ter uma chapa com dois ministros de seu governo o agradava.
CARTA MAIOR: O Lula, então, não forçou a barra para uma aliança com o PSD?
HADDAD: Não, de forma alguma. Ele até recomendou cautela, com medo de que isso não fosse compreendido.
CARTA MAIOR: E o apoio dos pré-candidatos do PT que desistiram da prévia?
HADDAD: Acho que é muito importante o partido estar coeso em torno da campanha e nós todos em campo – o presidente Lula, Marta e todos do partido. Mas eu não reduziria a questão a isso. Há um conjunto de problemas a serem enfrentados. Nós fomos muito prejudicados pela questão da TV e praticamente não teremos inserção no primeiro semestre. Todos os outros partidos terão. Isso traz um prejuízo enorme para um estreante, que nunca disputou uma eleição, nunca teve programa de televisão. Nós temos que lidar com isso.
CARTA MAIOR: Como?
HADDAD: Nós estamos formulando programa de governo e circulando os bairros para colher subsídios. São dois dias de estudo fora do escritório, nos bairros, e três dias de estudo interno, em que eu recebo técnicos e acadêmicos para colher dados para a elaboração do programa – que, para a minha surpresa está indo bem demais. Acho que nós vamos chegar num diagnóstico e numa formulação para apresentar à cidade que seguramente até maio.
CARTA MAIOR: Você tem um diagnóstico preliminar da cidade?
HADDAD: Acho que os erros cometidos já estão diagnosticados. Por exemplo, no caso dos transportes, é evidente que não houve uma aceleração das obras do Metrô, apesar do aumento de investimento. Houve aumento de custos: o dinheiro adicional só serviu para pagar mais a mesma coisa, os mesmos dois quilômetros todo ano. Todo o sistema de transporte foi relegado a segundo plano: o Metrô está muito aquém do que o de qualquer outra metrópole, houve o abandono do sistema de ônibus e não se tem a compreensão de que São Paulo precisa de um sistema multimodal. E falta parceria com o governo federal. A adesão ao PAC Mobilidade traria muitos recursos para São Paulo, mas se dinheiro não chegou, foi por falta de interesse local.
CARTA MAIOR: A moradia de baixa renda hoje é um problema?
HADDAD: É um grande problema. São Paulo teve o pior momento nesse quesito. Nunca se produziu tão poucas moradias populares na cidade de São Paulo. Qualquer gestão, de direita ou de esquerda, não importa, produziu mais moradias do que as construídas nos últimos sete anos. Hoje a estimativa é de que 20 mil famílias estejam recebendo Bolsa Aluguel, mas sem perspectiva de casa própria, e logo deixarão de receber esses recursos porque existe um limite a partir do qual, por lei, a cidade não pode continuar pagando. Não há ofertas de moradias populares em São Paulo e a remoção de famílias de moradias precárias, em áreas de manancial e áreas de risco, deveriam ter sido combinadaa com um programa de construção de moradias, como o Minha Casa, Minha Vida. Isso não aconteceu.
CARTA MAIOR: Quais são suas vantagens em relação ao Serra?
HADDAD: Serra não fez uma reflexão sequer sobre a cidade quando disputou a prefeitura de São Paulo. Até porque estava de passagem, ele não se debruçou sobre as questões urbanas. Aliás, ele não tem reflexão sobre as questões urbanas. Como candidato que disputou cinco das últimas seis eleições, acho muito provável que ele tenha pretensões, se eleito, de disputar 2014. Estará de novo de passagem. E a cidade fica sempre como um degrau, um apoio para outras pretensões. São Paulo não suporta mais isso.
CARTA MAIOR: A questão é estar de passagem ou capacidade de pensar a longo prazo?
HADDAD: Na verdade, mesmo quando nós levamos em consideração a experiência do Serra no Ministério do Planejamento, nota-se que não se trata de uma pessoa que lida com facilidade com o planejamento. Ele não soube elaborar um plano plurianual. Isso era tarefa dele e quatro anos depois nós tivemos uma restrição de energia elétrica que foi a maior da história do país. Não houve planejamento de longo prazo lá e não haverá cá. Sem planejamento não se muda nada que é estrutural; muda-se a conjuntura, mas não a estrutura das coisas. É só comparar o que foi feito no setor elétrico por ele e pela Dilma [como ministra de Lula].
No caso do Plano de Desenvolvimento da Educação, que está até hoje em vigor, fizemos planejamento até 2021. Quando assumi o MEC, no segundo mandato do presidente Lula, lançamos um plano com metas delineadas até 2021 e dificilmente alguém vai revê-lo. Na cidade, não se sabe o que vai acontecer, não sabe sequer o que está acontecendo hoje [dia 5, segunda, início da greve de caminhões que terminou dia 8, quinta]. Durante a gestão de Marta Suplicy, eu trabalhava com [João] Sayad [na secretaria de Finanças]. Começamos a desenhar o que seria São Paulo dali algumas décadas: o sistema de transportes, a questão dos resíduos sólidos, iluminação pública, educação com os CEUS, tudo isso foi pensado estruturalmente, mas muitas dessas coisas foram abortadas a partir de 2004.
CARTA MAIOR: Como você interpretou a pesquisa Datafolha do início do mês?
HADDAD: Apesar de cientista político e acompanhar até com interesse as pesquisas, não consigo me sensibilizar com elas tanto tempo antes da eleição, sobretudo porque é a minha primeira eleição. Nessas alturas, elas têm muito mais impacto no jogo de barganha (o aliado pergunta, “o que garante que você vai estar bem daqui a seis meses?”) do que propriamente no ânimo das pessoas que estão envolvidas na minha candidatura.
CARTA MAIOR: As pressões aumentaram?
HADDAD: Não há pressão. Apenas as pesquisas postergaram alguns acordos.
CARTA MAIOR: O preço aumentou?
HADDAD: Não, não é isso. Na verdade, as pesquisas interditam as negociações por mais tempo. É um jogo de adiar, deixar as conversas para depois. Mas, enfim, o PT já concorreu sozinho, já concorreu coligado, já concorreu com chapa pura, já concorreu com um amplo espectro de apoio. E nem sempre o apoio leva à vitória. Em 2002, o presidente Lula não tinha tantos aliados e ganhou as eleições. Compôs depois com outros partidos, porque a democracia tem três turnos: o primeiro, o segundo e o governo. Em algum momento, ou nas eleições ou depois da posse, vai ser preciso fazer um acordo.
CARTA MAIOR: É uma tarefa possível quebrar a hegemonia do PSDB em São Paulo?
HADDAD: Aqui em São Paulo, essa é uma tarefa difícil em qualquer hipótese. Há aqui um pensamento conservador muito consolidado, historicamente saturado, que dá sempre um peso muito forte para qualquer plataforma do establishment. O candidato do establishment sempre vai ter muito apoio. É difícil romper o conjunto de forças midiáticas e econômicas que se une em torno do status quo.
CARTA MAIOR: Qualquer estratégia passaria pela sensibilização de parcela desse eleitorado?
HADDAD: Sim, e se isso acontecer abre-se caminho para a renovação. A conservação e a inovação sempre estão em jogo no Brasil. O governo do presidente Lula foi caracterizado pela inovação – teve erros e acertos, mas sempre inovou, em todas as situações: da política externa à política educacional, da moradia popular à reforma agrária, da política de crédito ao acúmulo de reservas cambiais, enfim, sempre fez coisas diferentes dos seus antecessores. Em São Paulo, o ritmo é sempre o da conservação. A metáfora dos dois quilômetros de metrô por ano dá a medida do que estou dizendo: serão necessários 65 anos para chegar ao que é hoje o metrô do México – mais de seis décadas para que cheguemos ao caos do México – no ritmo atual do governo do Estado. E não há uma indignação em relação a isso. As pessoas vão parando, demoram duas a três horas por dia se deslocando e as coisas vão sendo empurradas, sem que se discuta alternativas.
CARTA MAIOR: A quebra da hegemonia do PSDB em São Paulo mudaria muito o perfil político do Brasil?
HADDAD: Acho que mudaria. Primeiro, porque a alternância no poder é sempre boa – e nós não temos tido alternância. No Estado, o governo está com o PSDB há 20 anos. Isso não oxigena a máquina. Não é possível se reinventar o tempo todo. Outra coisa é que houve um sopro de renovação no Brasil que varreu boa parte do Nordeste, pensando em Jaques Wagner, Marcelo Déda, Eduardo Campos, Cid Gomes, para citar alguns; chegou ao Rio também: na minha opinião, Sérgio Cabral é uma boa novidade. É uma geração com ideias novas, com vontade de colocar o Brasil numa outra rota, de pensar o país grande. Aqui, o peso de uma renovação seria ainda maior. Se São Paulo irradiasse o novo, isso teria um efeito muito grande sobre o país. Hoje, São Paulo está estagnado. Se você pegar qualquer livro ou artigo sobre desenvolvimento nacional, o Brasil vai ser referência, mas se o livro for sobre metrópoles, São Paulo não é citado, a não ser pelos problemas que enfrenta.
Na gestão da Marta, as pessoas vinham conhecer o bilhete único, os CEUs, os corredores de ônibus. Estava começando um processo de rejuvenescimento da cidade, como Nova York, Santiago e Bogotá viveram, como Curitiba ao seu tempo, e como cidades na Ásia, sobretudo na Índia e na China, estão vivendo. Hoje, São Paulo tem pouco a ensinar, porque foram oito anos de muita calmaria, muito dinheiro arrecadado e pouco impacto na qualidade de vida da população. Da porta para dentro de casa o paulistano reconhece que sua vida melhorou, em função do que o governo Lula propiciou, mas da porta de casa para fora, onde o cara depende do poder local a vida ficou mais dura.
CARTA MAIOR: Qual a mensagem que você teria para todos os paulistanos? O que sensibilizaria a cidade como um todo? A questão da mobilidade?
HADDAD: A questão da mobilidade sem dúvida, que é onde o poder público está devendo demais. Há estagnação de investimentos. O ritmo de obra não vai dar conta. E a tendência, se o Brasil continuar crescendo, é piorar, porque as pessoas vão cada vez mais migrar para o transporte individual. Se o transporte público não responder, o cidadão vai dar a resposta, comprando um carro, uma moto, e resolvendo individualmente um problema que teria de ser resolvido de forma coordenada. É uma questão de vaso comunicante: melhorou a renda, comprou um carro. E vai tudo parando. O que está acontecendo do ponto de vista econômico é isso: as pessoas estão ganhando mais e saindo do transporte público por falta de anternativa. Isso vai continuar acontecendo se nada for feito e pouco está sendo feito na direção correta.
CARTA MAIOR: Este é o centro de seu programa?
HADDAD: Não. Considero que uma visão estratégica é fundamental. São Paulo não tem uma visão de longo prazo sobre si mesma. Nós temos um problema gravíssimo de centralização de serviços e oportunidades econômicas que não foi enfrentado até hoje. A cidade é uma megalópole com 31 subprefeituras esvaziadas do ponto de vista de poder resolutivo. A oferta de serviços públicos não é uniforme. Existe um problema de logística na cidade que não envolve só transporte, mas o investimento que está sendo feito. Não há uma política de descentralização e isso agrava o problema.
CARTA MAIOR: Que papel que o Lula vai ter nessa eleição? Você seria uma candidatura viável sem o Lula?
HADDAD: Essa pergunta é difícil de responder quando dirigida ao PT, imagina dirigida a mim. O Lula é um político único. Desde os meus 15 anos de idade, tudo o que vejo acontecer na política nacional está relacionado a ele: se vai ter eleição direta ou não, se vai ter constituinte exclusiva ou não, se vai ter reeleição ou não. A política toda gira em torno dele desde final dos anos 70 vai continuar girando. É a liderança em torno da qual orbitam os demais interesses. Falar do Lula é falar de uma personalidade que tem a força e a frequência de um cometa, é uma vez a cada 70 anos. Quem me convidou foi ele. Ele me sondou numa conversa em que eu disse que pretendia deixar o governo federal e voltar para São Paulo. “Olha, se você precisa renovar, vamos enfrentar São Paulo.” Lula me perguntou se eu queria – e respondi seria uma experiência extraordinária. Eu me encantei com a ideia de fazer uma gestão em São Paulo com a visão de longo prazo que São Paulo não tem, apesar de sua dimensão.
CARTA MAIOR: Você acha que os dois governos Lula serviram para quebrar aqui em São Paulo essa resistência ao prório Lula?
HADDAD: Nós temos que admitir: depois de oito anos de Lula a presidenta Dilma perdeu a eleição na cidade, mas ampliou em relação à eleição de 2008, em que a Marta teve 36%. Antes já havia ocorrido um refluxo. Nós ganhamos a eleição de 2000 na capital, ganhamos em 2002 e perdemos em 2004. Fizemos 39,5% em 2008, e em 2010, 46,5%. Se não fossem alguns episódios, a Dilma teria feito mais de 50%.
CARTA MAIOR: Você acha que existe uma medida preventiva contra uma onda conservadora? O episódio do kit gay foi um ensaio, não foi?
HADDAD: Esse é o típico não assunto: a liberação de uma emenda ao orçamento e a entrega de um material que foi considerado inadequado e não foi distribuído. Resume-se a isso o episódio. Escreveu-se mais do que isso do que o aumento da qualidade da educação no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), ou a expansão da educação profissional, ou a expansão da educação superior. Está tudo melhorando na educação, mas se passa meses discutindo um não evento. É incrível a capacidade da mídia de pautar não problemas, não assuntos, não eventos. A população não é informada do que é estrutural e realmente relevante.
CARTA MAIOR: É factível para o PSDB assumir um discurso agressivo, udenista, nessas eleições? O livro “Privataria Tucana” não pode inibir esse tipo de discurso?
HADDAD: O quanto a pessoa está disposta a perder o verniz é proporcional ao desespero de perder a eleição. E digamos que perder essa eleição, no caso do nosso adversário, representaria uma derrota dura. Eu não me surpreenderia se forças obscurantistas fossem mobilizadas, se o quadro lhe retirar o favoritismo que todos dizem que ele (Serra) tem. Daí o desespero bate. Nem todo mundo tem elegância ao participar do jogo eleitoral.
CARTA MAIOR: E você vai ser elegante?
HADDAD: Vamos pegar o caso do presidente Lula. Ele foi atacado várias vezes, teve material para pagar na mesma moeda e sempre abdicou disso. São conhecidas as histórias em que o presidente Lula foi sondado sobre se usaria determinada informação, e ele disse que não. Algumas são públicas. Por exemplo, quando se imaginava que o PT pudesse usar o suposto caso do filho do ex-presidente Fernando Henrique e o presidente Lula respondeu para o seu interlocutor que se dependesse disso ele preferia não ser presidente da República. E sofreu esse tipo de ataque em 1989, de envolvimento de assuntos de sua família na campanha, e nunca revidou. Existem perfis de candidatos. A presidenta Dilma também preferiu ir para o debate político.
CARTA MAIOR: Você acha que ganhar essa eleição é importante para a quebra da hegemonia do PSDB no Estado?
HADDAD: Eu entendo que o Brasil não vai voltar a ser o que era nunca mais depois dos oito anos do presidente Lula com a continuidade. A cada eleição se consolida um patamar de exigência diferenciado. Hoje o Brasil é um país mais crítico, mais democrático, mais reflexivo, mais exigente. O Nordeste nunca mais vai ser o mesmo, com a superação de uma realidade de poder daquelas oligarquias atrasadíssimas. Eu não tenho dúvida de que o Brasil poderia mais, se não fosse essa âncora conservadora [em São Paulo]. Tem uma bola de ferro no nosso pé que ainda segura muito o país. E nós já deveríamos ter perdido o medo de avançar, porque depois que você avança e vê que é bom, deveria querer mais, mas ainda tem gente indisposta com o progresso, com o desenvolvimento humano.
Está mais do que provado que quando há combate de desigualdade todo mundo ganha. A visão de que está tudo ruim porque agora todo mundo anda de avião, e os aeroportos estão lotados, é errada. O mesmo empresário que reclama dobra o seu lucro no seu negócio, porque as pessoas compram mais. E tem um despertar para várias coisas. As pessoas vão ter de se habituar com isso. O Brasil ultrapassou a China em taxas de escolaridade. A escolaridade média é similar aqui e na China, mas na velocidade de aumento foi diferente. Nos últimos 10 anos, o Brasil passou de 3,5 milhões de universitários para 6,5 milhões. E pessoas educadas são diferenciadas, não apenas porque ganham mais, mas porque se colocam de forma diferente em relação à sociedade.
Temos que nos habituar a isso. Hoje muitas pessoas até fazem trabalho doméstico, mas esse tipo de atividade é usado como uma escala para os que estão estudando, estão fazendo um curso técnico, uma faculdade, e dali a pouco já estarão em outra atividade. A transformação social é muito visível. Mudou o perfil do trabalhador. O problema não é lavar pratos, mas passar a vida inteira lavando pratos. Não pode um indivíduo pagar por toda a espécie.

 

Osvaldo Ferreira

http://revistagalileu.globo.com/Revista

Conexão palestina   Nos territórios palestinos, uma geração de empreendedores está criando uma indústria de inovação. Nossa reportagem foi conhecê-los, e ver como energia verde, internet e software podem construir um novo paíspor Guilherme Pavarin, com fotos de Fadi Arouri, de Ramallah, Cisjordânia

 

Editora Globo

“Está parado na fronteira?”, perguntou, por telefone, o engenheiro palestino Adi Asali.

Adivinhou, respondi.

Passava das 19 horas na divisa entre Israel e Cisjordânia.

A entrada na cidade de Ramallah parecia entupida. “Sem problemas”, respondeu Asali. “Eu aguardo.” A visita à sua empresa, a poucos quilômetros dali, deveria ter iniciado há uma hora. Mas não havia jeito de se movimentar. Garoava e, no único ponto de acesso, os carros se amontoavam numa fila dupla em formato espiral. Os motoristas estiravam os braços para fora da janela. Alguns ligavam os sons dos automóveis em volume alto, outros conversavam entre si. Havia algo de rotineiro naquele engarrafamento. Um taxista ao lado, parecendo adivinhar a presença de estrangeiros, falou, em bom inglês, para não deixar dúvidas: “Todo dia é esse caos”. Ele apontava para o muro que separa Israel da Palestina. Com blocos de concreto de 8 metros de altura, fossos e cercas eletrificadas, a parede espremia as pistas até chegarem aos postos de controle israelenses. Por lá, trabalhadores e turistas são obrigados a passar, um a um, todas as vezes que quiserem entrar ou sair de Ramallah. O trânsito, logo, era inescapável.

Quase duas horas depois do horário marcado, Adi Asali, um homem de baixa estatura e rosto jovial, deu as boas-vindas. Vestia um terno preto e tinha um sorriso amigável. Na recepção, num movimento cordial, estendeu as mãos para pedir desculpas pelo trânsito na sua cidade. “Eu poderia ter avisado antes”, lamentou. Aos 23 anos, ele é engenheiro e homem de negócios na MENA Geothermal, empresa que fabrica geradores de energia limpa, sediada no 3º andar de um moderno prédio em região comercial de Ramallah. Com mala em mãos, sugeriu, antes de subirmos ao escritório, uma visita ao subsolo do edifício, onde alguns dos equipamentos da companhia estavam em funcionamento. Chegando na garagem, mostrou uma sala protegida por janelas de vidros e com placas brancas redondas sobre o chão. “Aqui alimentamos todo o sistema de temperatura do prédio.”

Editora Globo

Segundo o engenheiro, aquele é o maior projeto geotérmico (que se aproveita da temperatura de dentro da Terra) de regulação de temperatura no Oriente Médio. Para funcionar, usa bombas de calor, bobinas e ventiladores colocados embaixo do solo, a 120 metros de profundidade. A partir das diferenças térmicas entre a superfície e o interior terrestre, provê um método ecológico de aquecimento e resfriamento. “Basicamente, aproveitamos ao máximo a energia do solo, que retém 50% da luz solar”, explica. Em dias frios, o sistema extrai o calor das profundezas do terreno e distribui por dutos, que aquecem o ar e a água dos estabelecimentos. No verão, há o processo reverso. O sistema retira o calor da superfície e o joga para dentro da terra, refrescando-a. A empresa estima que, por ano, a tecnologia poupe US$ 30 mil no edifício. Além dele, há 5 grandes projetos da MENA Geothermal em funcionamento: 4 em Ramallah, e outro na Jordânia, este último chefiado pelo jovem engenheiro.

Asali voltou há menos de dois anos dos EUA. De 2006 a 2010, estudou engenharia mecânica no MIT (Massachusetts Institute of Technology), uma das escolas mais respeitadas nas áreas de ciência e tecnologia do mundo. Filho de uma professora de artes e um importador, sempre foi excelente aluno. Ao terminar o colégio, prestou vestibular em uma faculdade local e, pela internet, inscreveu-se no processo seletivo da instituição americana. Passou com folga na faculdade palestina. No MIT, foi um processo mais demorado: provas teóricas, redações e cartas à distância. Também foi aprovado com boas recomendações. Durante o curso, manteve retrospectos exemplares. Quando terminou, como é costume entre os alunos da universidade, não faltaram ofertas de emprego. Ele, porém, preferiu voltar a Ramallah, lugar que nasceu e cresceu. “Eu estava decidido a voltar e usar o que aprendi para ajudar meu povo.”

“PARA FAZER UM ESTADO INDEPENDENTE, PRECISAMOS NOS LIVRAR DOS [COMBUSTÍVEIS] QUE NOS FAZEM DEPENDENTES” - Adi Asali, engenheiroEditora GloboPELA LIBERDADE: Assim que concluiu o curso no MIT, Adi Asali, 23 anos, rejeitou ofertas de emprego e promessas de carreira nos EUA para ajudar o povo palestino


Hoje, a missão diária do engenheiro na sua cidade natal é popularizar a tecnologia verde entre os palestinos. Busca potenciais clientes e, por várias residências locais, explica os benefícios da tecnologia. Diz, por exemplo, que os métodos usados para regular temperatura nas residências em Ramallah são muito prejudiciais. Nas casas da região, por causa das temperaturas que podem variar de 6 a 31 graus, são comuns aquecedores a diesel e os chamados water chillers, sistemas de refrigeração alimentados por eletricidade. As duas tecnologias, além de ecologicamente prejudiciais, são nada econômicas e colaboram para a dependência dos palestinos em relação a outros países. Aproximadamente 97% da energia consumida nos territórios palestinos é importada, sobretudo de Israel. Os outros 3% são produzidos pela única usina da Palestina, localizada em Gaza, e que depende de combustível importado. Para piorar, o consumo de energia, devido ao crescimento populacional, cresce de 7% a 10% ao ano, deixando a situação em estado alarmante. “Nossa proposta é um sistema sustentável, que pode economizar até 65% das contas de energia e nos tornar menos dependentes do vizinho”, diz Asali. “Estamos tentando nos tornar um estado independente, então precisamos nos livrar dos compostos que nos fazem dependentes.”

Asali faz parte de uma geração de palestinos que busca, a partir das inovações tecnológicas e dos conhecimentos aprendidos fora do país, ajudar sua terra natal a se tornar autossuficiente. Esse grupo de jovens empreendedores se engaja na criação de um sistema econômico viável que não dependa de mesadas internacionais. Hoje, com um dos piores PIBs do mundo — US$ 5,6 bilhões segundo a Autoridade Monetária Palestina —, o território tem economia que funciona à base de doações de outros países. Se a ajuda externa acaba, o sistema trava.

Khaled Sabawa, de 29 anos, o chefe de Asali e fundador da MENA Geothermal, é um dos pioneiros na luta pela nova economia. Filho de refugiados palestinos no Canadá, voltou à Palestina depois de concluir o curso de engenharia computacional na Universidade de Waterloo. Em 2007, aos 24 anos, analisando a desastrosa carência energética no povoado, abriu a sua própria empresa de geração alternativa de energia. Hoje ele é uma espécie de embaixador da tecnologia verde palestina: marca presença em encontros de empreendedores e faz conferências por todos os lugares do mundo para apresentar seu sistema geotérmico. Nas suas palavras, traz a Palestina para dentro do mapa. “Fui criado com o imperativo: se nós, os palestinos que tiveram a sorte de estudar nas melhores instituições do mundo, não voltarmos para ajudar a Palestina, quem irá?”

A tecnologia pula o muro

Com cerca de 30 mil habitantes, Ramallah é a capital virtual da Palestina. Virtual, pois o próprio estado palestino, hoje, não é reconhecido como legítimo. Se transportássemos para a geografia atual, o que as autoridades palestinas reivindicam como seu território estaria dividido em 3 blocos: uma parte de Israel — incluindo Jerusalém, que seria a capital —, a Faixa de Gaza e a Cisjordânia. As duas últimas deveriam, por determinação de lei da ONU de 1947, integrar um estado palestino. Na prática, diante dos conflitos com Israel desde à época, restou aos líderes da Palestina, enquanto buscam acordos internacionais, levar a administração, os ministérios e representações diplomáticas para Ramallah, na “Cisjordânia ocupada”, o lugar com menos tensão militar — e mais próximo de Jerusalém.

Na capital provisória, instalou-se, também, uma comunidade de empreendedores de tecnologia. Foi o que notou o engenheiro Saed Nashef, de 42 anos, ao voltar para a cidade depois de quase duas décadas morando nos EUA. Homem de negócios na área tecnológica e com aparência séria, sempre formal e com barba aparada, Nashef conta que fugiu aos 19 anos do Oriente Médio para estudar sem “as limitações impostas pela realidade política”. Depois de liderar por 7 anos a área de design de software da Microsoft e de abrir empresas em terras americanas, decidiu, em 2007, passar um tempo em sua região de origem. “Meus pais estavam muito velhos. Queria conviver mais com eles e reforçar a conexão de seus filhos com as raízes.” Nesse meio tempo, de volta às ruas de aparência desértica de Ramallah, Nashef conheceu alguns jovens talentos e viu oportunidades para investir.

“AS NOVAS COMPANHIAS DE TECNOLOGIA PODEM CONTRIBUIR PARA O DESENVOLVIMENTO DA PALESTINA, GERANDO EMPREGOS DE ALTO VALOR AGREGADO E RENDA” - Saed Nashef, investidorEditora GloboO EMANCIPADOR: Depois de carreira de sucesso no setor de tecnologia dos EUA, Saed Nashef, 42 anos, voltou à Palestina para investir em jovens empreendedores

Tudo começou com suas visitas a um encontro de apaixonados pela tecnologia chamado Thursday’s Geeks Night Out, organizado pelos tradicionais cafés de Ramallah. Espalhados por todas as regiões do município, esses locais dispõem de tapetes, mesas espaçosas de madeira e conexão Wi-Fi, sendo muito frequentados por grupos de jovens com laptops no colo. Quando soube que havia reuniões oficiais em alguns deles, Nashef passou a frequentá-los e a trocar conhecimentos com dois nomes conhecidos na região: Yousef Ghandour, o organizador do evento, e Andre Hawit, um experiente engenheiro de software. E foi apresentado a aplicativos que desenvolviam.

O de Hawit era uma espécie de secretária eletrônica digital chamada Monica. Capaz de reconhecer vozes e transformar textos em discursos, ela poderia responder aos comandos do usuário e também ler mensagens e e-mails. Ghandour, por sua vez, preparava um programa que era uma rede social para muçulmanos. Servia para conectar pessoas da mesma religião, localizar companheiros para orações nas proximidades por GPS e, usando um acelerômetro, conseguia informar se as rezas estavam na velocidade adequada, entre outros recursos. Nashef gostou das ideias, manteve contato com ambos e se preparou para buscar investimentos.

Em 2008, o palestino foi apresentado a Yadin Kaufmann, um empresário israelense que procurava parceiros para incentivar (e lucrar com) novas empresas no mundo árabe. Juntos, pouco tempo depois, encontraram parcerias de peso e anunciaram a formação da Sadara Ventures: o primeiro capital de risco voltado para o investimento em start-ups de tecnologia e de mídias digitais da Palestina. A verba inicial foi injetada pelo Banco de Investimento Europeu. Depois, no meio de 2011, receberam um fundo de US$ 28,9 milhões vindo de empresas como Google e Cisco. “Queremos incentivar de 10 a 15 empresas locais para se tornarem grandes potências mundiais”, diz Nashef, que finaliza o escritório nas proximidades de Ramallah. “Essas companhias podem contribuir bastante para o desenvolvimento da economia da Palestina, gerando empregos de alto valor agregado e criação de renda.”

Entre as start-ups que concorrem aos investimentos estão ideias promissoras. Uma delas, chamada imbox, é um aplicativo que cria listas inteligentes de músicas com base em grupos de amigos. O autor, Mohammad Khatib, um engenheiro de software de 24 anos, cabelos compridos e de passagem pelo Google, explica que o programa pode detalhar com precisão se os usuários gostarão de uma música escaneando tudo o que falam e dizem pela internet. “Estamos usando essa plataforma para entender como as interações das pessoas influenciam as outras”, diz. “Depois poderemos aplicar às áreas de notícias, artigos, e assim por diante.” Até o ano passado, Khatib chefiava a Bazinga!, um pequeno espaço em que se fornecia conexão, mesas e lousas para que empreendedores se reunissem e trocassem ideias. Devido ao custo do aluguel e poucos resultados durante os 12 meses de funcionamento, decidiram fechar. “Analisando agora, acho que a Palestina não estava pronta ainda para esse modelo”, diz. “O que precisamos são mentores e acesso à capital de verdade.”

Se conseguirem colocar empresas inovadoras no mercado global, os palestinos esperam também que mude a impressão do mundo sobre a indústria de tecnologia local. Hoje, 90% do setor na Palestina corresponde a outsourcing — a terceirização de serviços como gerenciar a TI de uma empresa ou armazenar dados —, uma prática considerada limitada, com poucas possibilidades de expansão e inovação.

A tradição vem de Israel

Às 19 horas de 17 de novembro, numa viela escura de Ramallah, entre edifícios em construção e bases com soldados armados, os funcionários da empresa ASAL Technologies começam a sair do expediente. O CEO Murah Tahboub, enquanto apresenta o salão de jogos de um dos 4 andares da empresa, decide lançar um desafio: “O que você conhece dos serviços de tecnologia que fazemos na Palestina?” Diante do silêncio, sorri, como se comprovasse a teoria. “Viu? Ninguém de fora sabe que somos um dos melhores em prestação de serviços.”

Fundada em 2000, a ASAL Technologies é a maior empresa de tecnologia da Palestina. Seu foco é o outsourcing. Empresas como Volvo e Intel, bancos locais e órgãos governamentais pagam para que ela gerencie rede, planeje infraestruturas e desenvolva softwares especializados. São 80 funcionários no total, todos da Palestina. “O serviço que o resto do mundo faz em 6 horas, o palestino faz em 3”, diz Tahboub, sentado em sua cadeira. E continua: “A instabilidade política fez com que nós aprendêssemos mais rápido. Acreditamos que somos subvalorizados, por isso, quando somos colocados à prova, superamos qualquer um”.

Para o ufanista Tahboub, o outsourcing pode ser algo restrito, como alguns de seus colegas acham. Mas ele deixa claro que se firmar nesse serviço é um passo importante, talvez o primeiro para que a Palestina evolua no setor com propriedade. O outsourcing, de acordo com ele, dá a oportunidade de você conhecer tudo de tecnologia, das melhores práticas às piores. “Você está dentro do sistema, basta filtrar!”

O orgulho de Tahboub sobre o conhecimento tecnológico dos palestinos não vem à toa: o território é um dos mais conectados do mundo árabe. E a razão para isso é simples: a ocupação de Israel fez com que os palestinos herdassem muitas tecnologias de ponta antes dos outros países do Oriente Médio. A internet no território palestino, por exemplo, chegou em 1996, enquanto a maioria dos árabes só tiveram a partir de 2001. Eles também têm mais acesso a lançamentos tecnológicos. Nas ruas de Ramallah, são muitas as pessoas que mexem em seus smartphones, tablets e laptops de última geração. Grande parte deles chega de Israel às lojas locais sem dificuldades.

“Você não pode negar que muito do desenvolvimento de nossas redes e de nossos equipamentos estão aqui por causa de Israel”, diz o empreendedor palestino Huthaifa Afanah, 26 anos. “Mas em nenhum momento podemos esquecer o que nos é renegado, que é algo muito maior que isso.” Dono da pequena empresa de consultoria de software Abbmatrix, ele vive desde a infância nos territórios palestinos e sente na pele a dificuldade de negociar com o lado ocidental. Na mesma manhã que deu entrevista num café em Ramallah, ele deveria entregar alguns documentos para um cliente que vive em Jerusalém, no lado de Israel. Só que não podia, pelo simples fato de seu cartão de identificação, usado para trafegar entre uma cidade e outra da região, ser verde, da Palestina, e não azul, de Israel. A solução que encontrou foi pedir para um amigo palestino que mora em Jerusalém — e, portanto, com cartão azul — ir em seu lugar.

A queixa de Afanah é que os palestinos são tratados por muitos israelenses como se fossem todos extremistas. Isso atrapalha os negócios que poderiam ser positivos para ambos os lados, já que há bastante trabalho na área de tecnologia em Israel e muita mão de obra qualificada na Palestina. “Se negociar com Israel traz benefícios para a economia de meu povo, por que não faria? Algumas organizações colocam isso no contexto político, muitas vezes de jeito distorcido, e isso é muito ruim para nós.”

O consultor americano e filho de palestino Sam Bahour, de 48 anos, um dos nomes mais respeitados quando o assunto é tecnologia na Palestina, tem opinião mais crítica. Sentado à mesa ao lado de Afanah, parece desconfiado e, quando ouve que a internet tem permitido driblar a ocupação israelense, logo diz: “Isso é impossível. É claro que a natureza das tecnologias de comunicação é virtual, mas não se vai muito longe sem infra-estrutura, e toda ela pertence a Israel”.

Para Bahour parece claro que só há um modo da Palestina se tornar economicamente forte com a tecnologia: tendo uma estrutura sem barreiras e sem vigilância. O progresso digital, diz, depende do espaço físico: é preciso que os setores privado, público e acadêmico funcionem bem.

“MUITO DO DESENVOLVIMENTO DOS NOSSOS EQUIPAMENTOS ACONTECE POR CAUSA DE ISRAEL. MAS NÃO PODEMOS ESQUECER O QUE NOS É RENEGADO, QUE É ALGO MUITO MAIOR QUE ISSO” - Huthaifa Afanah, empreendedorEditora GloboEDUCADORES DIGITAIS: Yousef Ghandour (esq.) e George Khadder (dir.) atuam como conselheiros na área tecnológica. Com experiência técnica e internacional, trazem palestrantes de fora e organizam ações nas universidades palestinasUm Vale do Silício no Oriente

Nos últimos meses, a atuação dos militantes digitais da Palestina tem se voltado a trazer as universidades para próximo do setor da tecnologia. Existem hoje 13 universidades no território palestino. A maioria delas possui tradição na engenharia, mas nenhuma aposta na pesquisa de campo. “Não há bom desenvolvimento sem estudos nas universidades, veja o caso do Vale do Silício: grande parte das ideias sai de Stanford. Eles têm pesquisas e apoio financeiro, não é à toa que saem coisas boas dali”, diz George Khadder, consultor palestino com experiência nos EUA, inclusive no Vale do Silício.

Khadder, que carrega modos americanos nas roupas e sotaque, é um dos líderes do Peeks, uma comunidade que visa, desde novembro de 2010, educar os empreendedores de tecnologia da Palestina. Uma de suas tarefas é fazer pontes com as instituições de ensino, patrocinando eventos e criando competições para os alunos. Junto a isso, ele e a comunidade também convidam grandes nomes da tecnologia para participar de debates e aconselhar os que estão começando. O último palestrante foi o descendente de palestino Walid Abu-Hadba, vice-presidente corporativo da Microsoft. “Estamos promovendo a cultura de inovação com base no conhecimento.”

O grupo se formou como uma evolução natural dos encontros despretensiosos que aconteciam entre desenvolvedores de tecnologia nos cafés de Ramallah. Yousef Ghandour, que comandava as antigas reuniões do Thursday’s Geeks Night Out, percebeu que aquelas reuniões poderiam servir para ajudar outros a montarem suas start-ups e chamou colegas com experiência internacional para serem conselheiros. Bem informados sobre os assuntos internos e externos, eles educam os jovens a, por exemplo, gerar dinheiro sem leis de incentivo. “Há um monte de desafios para empreendedores aqui: não há mentores, programas de aceleração, é difícil gerar renda”, diz Ghandour. “Nós tentamos mostrar o processo de desenvolvimento na área de tecnologia e procuramos trazer mais confiança a eles.”

Outra atuação dos membros do Peeks é conectar os palestinos entre eles mesmos. Há diversos empreendedores também fora de Ramallah, principalmente na região de Gaza. A locomoção dos palestinos que moram lá até a capital palestina, porém, não é das mais fáceis. Por causa dos postos de controle israelenses, é preciso permissões e uma série de documentos para que consigam trafegar de um lado para outro. O jeito encontrado pelo Peeks foi criar plataformas de comunicação à distância, via internet, para que pudessem trocar dicas e informações. A mais popular delas é um grupo fechado no Facebook, com mais de 1.300 membros. Lá eles compartilham links, comentam notícias do setor, respondem a dúvidas, falam de problemas como as taxas de importação de produtos e marcam encontros, virtuais ou não, para que possam discutir seus planos.

Em uma dessas sessões de conversa online, 3 meses depois de ter visitado Ramallah, perguntei a Ghandour, por curiosidade, como ele via o cenário tecnológico da Palestina em 2020. Uma visão realista, reforcei. E ele disse: “Vejo como uma pequena versão do Vale do Silício, onde governo, educação e indústria trabalham em conjunto para criar soluções de inovação regionais e mundiais”. Também falou que espera que pelo menos centenas de start-ups sejam formadas. “Isso fará muitas pessoas ricas e trará condições de vida melhores para todos da região, muito além do setor tecnológico”, disse. E concluiu: “A Palestina estará no mapa, e ninguém poderá negar isso”.

 

Conservadores russos pedem lei federal contra ‘propaganda gay’ Pastor ortodoxo diz que norma aprovada em São Petersburgo deve ser de âmbito nacional

O Globo

Com agências internacionais

Publicado: 12/03/12 - 16h04Atualizado: 12/03/12 - 16h24

MOSCOU — Uma semana após a aprovação de uma lei em São Petersburgo que proíbe propagandas de cunho homossexual, grupos conservadores na Rússia pressionam para que a lei seja levada a âmbito federal.

Nesta segunda feira, Dmitry Pershin, popular líder da Igreja Ortodoxa Russa, fez um apelo ao Parlamento de Moscou para que a norma seja adotada em todo o país. Segundo ele, a lei deve entrar em vigor “sem atrasos” para impedir a “promoção da homossexualidade a menores”.

— A lei aprovada em São Petersburgo vai ajudar a proteger crianças de informações manipuladas por minorias que querem promover a sodomia — disse Pershin. — A persistência dessas minorias indica que essa lei local é muito necessária e deve ser urgentemente aprovada em âmbito federal.

São Petersburgo é a quarta cidade a adotar a norma, quase 20 anos depois de a homossexualidade ter sido descriminalizada na Rússia, em 1993. Ativistas de defesa dos direitos homossexuais temem que a lei seja usada para proibir qualquer manifestação pública homossexual, promover a perseguição a grupos LGBTs e incentivar a intolerância.

De acordo com o texto da norma aprovada em São Petersburgo, ao apresentar a homossexualidade como algo normal, a saúde e o desenvolvimento moral dos menores podem ser prejudicados. Se a legislação for desrespeitada e houver condenação, a pessoa — física ou jurídica — será multada e deverá pagar um valor entre 50 mil e 500 mil rublos (US$ 1.700 a US$ 17 mil).



 

  

Jornal Nacional: após o silêncio de um dia inteiro sobre a renúncia de Ricardo Teixeira tanto no canal aberto quanto na Globo News, faz um Ode ao dirigente.

 

Mais uma vez a Globo de forma desafiadora e arrogante e na contramão de tudo o que pensa a população brasileira sobre a CBF,  faz a louvação de uma figura sinistra e odiada nacionalmente.  Neste Ode macabro, a Copa de 2014 no Brasil tornou-se obra de Ricardo Teixeira, as conquistas de 1994 e 2002 também. As inúmeras denúncias comprovadas contra este verdadeiro “capo” do futebol foram minimizadas com o intuito de levar às lágrimas o telespectador incauto. Tentaram pisar na garganta de milhões de brasileiros que pelas redes sociais e nas ruas há anos vêm protestando contra os desmandos e a vergonha nacional representados por Ricardo Teixeira na CBF.

Jogos de futebol depois da novela das 21 horas da Globo, com início às 22 horas, que são um acinte aos amantes do futebol e trabalhadores é o que estão defendendo. Contratos privilegiados de transmissão de eventos da CBF/FIFA/CONMEBOL é o que desejam manter monopolisticamente,  já alertando os sucessores do  ex “CAPO” amigo,  do seu poder de fogo contra tudo e contra todos. Quem vier, que tome tenência, este é o recado da principal empresa de telecomunicações do Brasil,  que nos afronta dia após dia com suas manipulações, mentiras, apoios a políticos odiados e tentativas descaradas, mas agora vãs de influir em resultados eleitorais nacionais.

A Globo no JN de hoje está desafiando a cidadania a desafiá-la, tamanha a arrogância, desfaçatez e descompostura do seu Ode a Ricardo Teixeira!

 

http://g1.globo.com/jornal-nacional/videos/t/edicoes/v/ricardo-teixeira-foi-o-presidente-que-passou-mais-tempo-no-comando-da-cbf/1853864/

 

Osvaldo Ferreira

Haddad aumenta tom das críticas e diz que Serra foi 'cruel' com as universidades

 

Ele também atacou a exoneração de cinco secretários de Kassab para se tornarem opções de vices

 

12 de março de 2012 | 17h 58

 

 

 

 

Fernando Gallo, de O Estado de S. Paulo

 

SÃO PAULO - O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, aumentou o tom das críticas ao pré-candidato do PSDB, José Serra, e ao prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (PSD), nesta segunda-feira, 12, em visita à região de Perus, na zona oeste da cidade. Haddad classificou Serra como "o mais cruel ministro do Planejamento" com as universidades públicas federais e, sem citar diretamente Kassab, afirmou que este promove "um concurso de vices" ao querer exonerar cinco secretários para colocá-los à disposição do tucano.

Veja também:
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Pré-candidato lamentou que o PT tenha perdido suas inserções na TV

 

Instado a comentar a versão segundo a qual o PCdoB se afastaria do PT e poderia eventualmente compor com Serra, Haddad afirmou: "Eu não tenho falado com o PCdoB ultimamente. Falei com o Orlando (Silva, ex-ministro) tem uns 15 ou 20 dias. Conhecendo a história do PCdoB e lembrando que talvez o Serra como ministro do Planejamento tenha sido o mais cruel do ponto de vista orçamentário com as universidades públicas federais e, conhecendo a história da luta do PCdoB em defesa das universidades públicas federais, cuja expansão nós patrocinamos, eu duvido que essa informação proceda", respondeu.  

 

Indagado sobre os motivos de Serra ser o mais cruel ministro do Planejamento, Haddad afirmou que o governo do PSDB "privatizou o ensino superior do País". "Foi o maior corte orçamentário. Começou em 1995 o período de arrocho do orçamento ao longo de todo o período plurianual que foi elaborado por ele. O PCdoB sabe disso melhor do que eu porque sentiu na pele. O presidente da UNE à época sentiu na pele o que é ser tratado por um governo que privatizou o ensino superior do País".  

 

O ex-ministro da Educação também disparou contra a administração municipal que, segundo ele, tenta "maquiar" os baixos índices de aprovação com um pacote de obras para a cidade. "Há um desconforto na cidade com os últimos oito anos, mesmo que nos últimos meses se queira maquiar o que está acontecendo. Acho que o prazo é curto para se reverter a percepção que foi-se tendo em oito anos de que o tempo foi em algumas áreas perdido", afirmou.  

 

Sem citar o atual prefeito, criticou o possível afastamento de parte do secretariado municipal. "Essa hipótese do afastamento de cinco secretários municipais é como se houvesse um concurso de vices, em vez de cuidar da cidade até 31 de dezembro. Você exonerar cinco secretários para fazer uma seleção é um descaso com a cidade", avaliou.  

 

Com baixos índices de intenção de voto apontados pelas pesquisas, Haddad jogou para o início do horário eleitoral na televisão e no rádio a alavancagem de sua popularidade. "Entendo que, em uma cidade como São Paulo, o único veículo que te dá condições de ser conhecido é a televisão. Nós infelizmente perdemos esse tempo de TV no primeiro semestre e vamos ter de conviver com essa realidade de que não será nessas visitas (semanais nos bairros) que vai aumentar a exposição das nossas ideias e dos nossos pleitos. Numa sociedade de massas, vamos ter de usar um veículo de massa. Vai ficar para a campanha", considerou.