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O que faz então a Dilma?

1) Ora, Dilma está nadando num oceano inóspito, tentando articular vários níveis de ação. E percebe uma paisagem internacional complexa e ameaçadora. O que Dilma enfrenta é um capitalismo em processo de mutação, de contornos absolutamente indefinidos. Para onde ele vai ninguém sabe, só se advinha, só se intui. Tudo existe em esboço, tudo existe nas tendências, que, muitas vezes, mal se enxergam. Claro, o mundo se move, mas é como aquele filme de Hitchcock, “Um barco e nove destinos”, onde um bote de náufragos tenta encontrar um navio que os salve ou uma improvável costa para aportar. E os participantes desse barco, no mar contemporâneo, são variados e estruturais: uma crise das finanças, uma crise da produção, uma crise de Estados, uma crise social importante em muitos lugares, uma ameaça no comércio mundial das nações. Num certo sentido, o Brasil está bem. E está bem porque Dilma tem uma política, um norte, que se faz com dificuldades, e, no entanto, está se fazendo e está se construindo. E essa política é a busca de colocar o Brasil em vantagem, superando os soluços e as convulsões da crise.

2) Dilma tem procurado fazer até agora uma transformação estratégica no Estado brasileiro. Manobra na direção de dar-lhe uma unidade, para que tenha condições de encarar o leão da crise que saiu da jaula e está, há bastante tempo, nas ruas. Assim, toda a luta, no pós-tucanato neoliberal, visa à construção de uma nova política econômica, que deve ser a mais consistente possível num ambiente de antagonismos inquietantes. Significa, então, a imperiosidade de renovação das estruturas financeiras, produtivas e mesmo estatais da economia mundial. É o barco de náufragos que começa a enxergar o continente.

3) Qual é o jogo da Dilma? Pela primeira vez na história do Estado brasileiro dos últimos tempos, o presidente – no caso, a presidente – centraliza tanto a concepção da estratégia nacional como a definição de uma política econômica. Com essa postura, dá sinais evidentes da importância do momento. Ou seja, neste instante da ópera, a ária da questão da política econômica é tão decisiva que a presidente avoca a si a centralidade da concepção. E mesmo parte da execução. Uma dos maiores obstáculos é exatamente dar unidade a essa política, pois ela está se fazendo a quente, no calor da hora – a ebulição se exibindo – com contradições evidentes entre integrantes inclusive do mesmo lado. Ninguém sabe qual a trilha por onde vai se encaminhar o desmanche do que já era e os canteiros de obras da construção do mundo presente-futuro.

4) A Dilma, em minha opinião, percebe que a oportunidade para o Brasil está na ancoragem no porto do novo padrão de acumulação que vai se desenrolar, se estender e se ampliar nos próximos anos. Padrão baseado nas novas tecnologias de comunicação e informação, nos novos materiais, na biotecnologia, mas que tem outros pontos, outras camadas, como as da infraestrutura energética e alimentar, por exemplo, que também estão em processo de se materializar. Faz parte da visão brasileira a ordenação e a organização das atividades produtivas do Brasil para que o país possa, de fato, andar com certo destaque na nova carruagem.

5) O que é que faz, então, a Dilma? Primeiramente, o que disse acima, concebe e passa a executar uma política econômica de preparação para integrar esse novo padrão. Então, essa unidade da política econômica tem um ponto novo, peculiar, que se centra na presidência, mas que está apoiada pela Fazenda e pelo Banco Central. E aí está a grande conquista da presidente. Foi conseguir somar ao triunfo do governo Lula, de trazer a Fazenda para o lado da presidência, o alinhamento do Banco Central a uma política de Estado. Porque como falamos sempre, na hegemonia do capitalismo financeiro, o Estado nacional foi cindido numa parte econômica (geralmente, Fazenda e Banco Central) e num agregado dos demais Ministérios. Essa forma definia o modo de dominação das Finanças internacionais e dos bancos nativos. Detendo o controle do Estado, eles reduziam a política econômica global a uma política econômica restrita. Ou seja, abandonavam a política industrial, a política agrícola, a política trabalhista, as política sociais, etc., se dedicando apenas ao quarteto adorado das Finanças: política monetária, política cambial, política financeira e política fiscal. O Brasil começou lentamente a resgatar uma política econômica coerente e unitária que tende a ser tornar novamente global.

6) O jogo da Dilma, após conseguir uma unidade nuclear do governo em torno da Presidência, canalizou e conduziu a sua política e a sua estratégia econômica para a sustentação de três setores fundamentais. Energia, mineração e produtos agrícolas. Dito de outra maneira: Petrobrás, Vale e agrobusiness. É isso que constitui a base fundamental da política econômica do Brasil, porque é quem vai dar a integração nacional no contexto desse novo padrão de acumulação. É sobre a trindade em pauta que se fará a rede econômica do futuro do país.

7) Pois, o jogo da Dilma passa por essa integração. E ao trazer, em 2006, a Petrobrás para o centro estratégico do governo, a presidente – na época, chefe da Casa Civil – já tinha a ideia de fazer uma remodelação da estrutura industrial brasileira. Com isso, dava dois sinais: estender a inserção da petroleira nacional no espaço da mundialização e usar a Petrobrás, através de sua da cadeia produtiva, como motor da estrutura da produção do país. Porque ela movimenta fortemente a indústria, mas afeta também a agricultura. A concepção parte da ideia de inscrever a Petrobrás (veja-se a abundância que vai ser o pré-sal) no padrão de acumulação novo, mas, ao mesmo tempo, formar com ela um bloco de capital que organizaria uma grande parte da dinâmica da economia brasileira. Claro que essa articulação vai adiante, enlaça o encadeamento de indústrias de sondas, navios, plataformas, etc. Mas, não pára aí, não. Requer a renovação da infra-estrutura brasileira de transportes, estradas, portos, armazenagens, etc. Ora, com isso movimenta também o setor da construção civil. E funde essas demandas com outras demandas que surgem da realização da Copa do Mundo e das Olimpiadas, onde também se incluiria a questão dos aeroportos. O conjunto avulta, cresce, evidencia uma metamorfose na economia brasileira.

8) Está se reorganizando, com toda a precariedade, com toda a disputa, com toda crítica, etc., uma tentativa de formar um segundo polo dinâmico de acumulação do país. Claro que nesse itinerário da construção civil, estaria incluída uma outra área que não poderia deixar de estar, a construção habitacional, com o “Minha Casa, Minha Vida”. Naturalmente, um alargamento da moradia para a população brasileira. E nisso tudo temos um pouco da herança do JuscelinoKubitschek, o processo de acumulação em torno de dois polos: energia e construção civil.

9) Cabe entender que, para apoiar esse conjunto, o governo armaria o funcionamento de uma estrutura de financiamento partindo do orçamento público e dos bancos estatais (BNDES, Caixa e Banco do Brasil), que estaria forçando o crédito à produção, e financiando o longo prazo. Voltaríamos a um projeto de desenvolvimento, onde o investimento estaria sendo sublinhado como o elo entre o presente e o futuro. E o emprego iria, e já está indo, no bojo dessa caravana, dessa expansão.

PARÊNTESE CAMBIAL

O maior problema para o Brasil, ao menos no plano imediato, é exatamente a questão da taxa livre de câmbio e da taxa de juros. Num certo sentido, a política econômica do Brasil está caminhando para um câmbio sim, valorizado, mas se adaptando tanto a exigência de entrada de capital, como as necessidades de investimentos externos e de movimentos competitivos da indústria nacional. É uma sintonia fina. Claro que temos o efeito chamado de “desindustrialização”, clamado por algumas empresas de todo os setores, sejam de bens de consumo não-durável, sejam de bens de cosumo durável, seja de bens de capital da indústria. E aqui o jogo é complexo também, pois há que ver que temos duas vertentes, uma que precisa do câmbio para se ajustar às novas condições de competição financeira e produtiva mundial, e outra, que precisa do câmbio para se proteger da concorrência internacional. Isto sem contar as exigências do setor financeiro nacional. A saída tem sido, em grande parte, ir lentamente mudando a taxa de câmbio e realizar uma série de medidas fiscais, aduaneiras e mesmo legislativas, que possibilitem uma melhoria da concorrência das empresas nacionais. Não tem sido suficiente até agora, principalmente porque o nível de competição das indústrias brasileiras não é de ponta.

A TECNOLOGIA DO PADRÃO

Ora, isso nos encaminha para a questão tecnológica. O Brasil não é um país de vanguarda nas inovações nem na introdução da tecnologia na estrutura produtiva. Claro que temos empresas em boas condições, veja-se a própria Petrobrás. Temos nas universidades alguns nichos de bom e até grande nível. Mas não somos protagonistas, atores de envergadura nesses episódios. Ou seja, a liderança do processo tecnológico não está ao nosso alcance. O que não quer dizer que ela deve ser abandona. Há algumas boas fichas para se apostar nela.

TEMA FINAL

Então, queria colocar um tema final. Hoje, a política econômica brasileira tem que estar pensando nas mudanças do padrão da economia mundial para organizar as suas próprias mudanças. E embora a defesa do nacional é importante e decisiva, não basta ser somente nacionalista para se posicionar no quadro atual da economia. Há que pensar o dentro e o fora do país, a economia mundializada em itinerário, em alterações, e os possíveis reflexos disto na parte interna da nossa atividade econômica.

Resumindo, o que Dilma está falando à nação, aos empresários, aos trabalhadores é o seguinte: 1) precisamos, cada vez mais, de um Estado coeso e unitário, depois de termos tido um Estado esquartejado; 2) precisamos nos juntar à construção do novo padrão, que passará por uma mudança na relação das órbitas produtivas e financeiras; 3) precisamos dessa situação para desenhar uma estratégia nacional; inclusive a de defesa da nossa industrialização; 4) precisamos reorganizar a economia brasileira com base na Petrobrás e sua cadeia produtiva, mas inscrevendo no país numa transformação da infraestrutura pública, construindo um segundo pólo dinâmico, que será a indústria da construção civil; 5) precisamos perceber que o processo que tem que estar em pauta constantemente e que não há um rumo preciso, as coisas estão indeterminadas; 6) precisamos estar preparados no conflito dos capitais e dos Estados dentro de um quadro de uma economia chamada de “livre mercado”, mas que pode passar rapidamente para um protecionismo intenso (liquidez que fazem os Estados Unidos, a Europa ou a China, com o seu câmbio atrelado ao dólar, empurram o mundo nessa direção); 7) precisamos notar que o novo padrão de acumulação exige além de empresas para a base da economia, como energia, mineração, produtos agrícolas, requer corporações que liderarão o padrão por causa de negociarem com alta tecnologia. Neste ponto, estamos fora; 8) precisamos, a despeito da nossa fraqueza estrutural, de uma política de ciência e tecnologia.

Dilma, então, está nos dizendo que o capitalismo mudou, que ele está em andamento, que o Brasil tem política econômica para tal, mas que apesar do horizonte aparecer claro, nuvens podem toldar o clima. No entanto, há uma ideia de que está em marcha um processo de grande transformação do mundo e do Brasil. O tempo dessa mudança não tem definição, mas tudo isso vai se desenvolver intensamente nesta década, quem sabe se completando nos dez anos posteriores. O filme, que continua trepidante e cheio de dramas e percalços e adversidades, pode ser perigoso e doloroso, mas não será sem emoções. Estamos num processo de alta concorrência, num processo de concentração e centralização de capital. No meio dessas nuvens de pó, muitos capitais e muitos setores vão sofrer baixas, isso é inevitável. Mas, como diz meu amigo André Scherer, os capitais podem mudar de ramo e o trabalho também. O que significa isso? Que o dinamismo da economia brasileira pode ser mais contundente do que as quedas, embora as fricções possam causar escoriações e complicações temporárias, seja aos capitais, seja ao emprego.

Como nos antigos melodramas históricos, o filme que estamos vivendo, também poderia se chamar: Dilma na cova da energia, dos chips e dos leões.

Enéas de Souza é economista, crítico de cinema e ex-professor de Filosofia.

http://sul21.com.br/jornal/2012/03/o-que-faz-entao-a-dilma/

 

lidiaz

Novel Plasmonic Material DiscoveredWEST LAFAYETTE, Ind., March 30, 2012 — Titanium nitride, the first nonmetal to be added to the short list of surface-plasmon-supporting materials, could bridge the gap between optics and electronics. The advance could point the way to a new class of optoelectronic devices with unprecedented speed and efficiency. 

Until now, the best candidates for plasmonic materials were gold and silver. However, these noble metals are not compatible with standard silicon manufacturing technologies, limiting their use in commercial products. Silver also degrades when exposed to air, causing a loss of optical signal and making it a less attractive choice for plasmon technology. 

Now researchers at Purdue University are studying the plasmonic capabilities of titanium nitride, a ceramic material used to coat metal surfaces. Titanium nitride was chosen as a test material because it is easy to manipulate in manufacturing, and it can be easily integrated into silicon semiconductor devices. Titanium nitride can also be grown one crystal at a time, allowing it to form highly uniform, ultrathin films. 

a) Excitation by light of a surface plasmon-polariton on a thin film of titanium nitride. b) Atomic force microscope image of the surface of titanium nitride film. c) Scanning electron microscopy image of titanium nitride thin film on sapphire. (Image: Alexandra Boltasseva, Purdue University/Optical Materials Express)
“Titanium nitride is a promising candidate in the near-infrared and visible wavelength ranges. Unlike gold and silver, titanium nitride is compatible with standard semiconductor manufacturing technology and provides many advantages in its nanofabrication and integration,” said Alexandra Boltasseva, the lead researcher on this experiment. 

Boltasseva's team laid a very thin film of titanium nitride evenly over the surface of a sapphire to measure its plasmonic capabilities. The group found that titanium nitride transmits plasmons about as well as gold does, but not as efficiently as silver under ideal conditions. The researchers are now seeking to improve the performance of titanium nitride using a manufacturing technique called molecular beam epitaxy, which enables the crystal-by-crystal growth of superlattices. 

They believe that titanium nitride could outperform the noble metals in certain metamaterial and transformation optics devices such as, those based on hyperbolic metamaterials. 

“We have found that titanium nitride is a promising candidate for an entirely new class of technologies based on plasmonics and metamaterials,” said Boltasseva. "This is particularly compelling because surface plasmons resolve a basic mismatch between wavelength-scale optical devices and the much smaller components of integrated electronic circuits.” 

The research appears in Optical Materials Express

For more information, visit: www.purdue.edu 

 

Follow the money, follow the power.

http://saopaulotremjeito.blogspot.com.br/2012/03/transporte-desgovernado...

sábado, 31 de março de 2012

Transporte desgovernado

 

 

 


Pela 15ª vez neste ano, a malha de trens metropolitanos de São Paulo sofreu uma pane.
Agora, um problema no fornecimento de energia, segundo explicações oficiais, interrompeu o funcionamento da linha 7-rubi, que liga o bairro da Luz, no centro paulistano, ao município de Jundiaí, 58 km a noroeste da capital.
Passageiros revoltaram-se com a paralisação, e alguns, meia hora após o defeito, promoveram atos de vandalismo numa das estações.
As sucessivas falhas na rede da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) são causadas por fatores em geral associados à defasagem entre a expansão do sistema e a melhoria da infraestrutura. Nos últimos anos, a inauguração de novas linhas de metrô e a parcial modernização dos serviços ferroviários acarretaram um rápido acréscimo de usuários.
O número de passageiros transportados por metrô e trens aumentou em 1,2 milhão em 2011. Foi de 5,9 milhões para 7,1 milhões.
O ritmo de incremento, contudo, tem sido mais veloz do que a modernização da malha. Embora não seja o único aspecto a apresentar problemas, o sistema elétrico está defasado. Novas subestações, que aumentarão em 40% a potência instalada, só deverão estar concluídas em 2014 - em algumas linhas, as deficiências talvez sejam sanadas até o ano que vem.
A elevação no número de passageiros, que o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, compara a um tsunami, é fruto da demanda reprimida por transporte de qualidade na Grande São Paulo. E não bastam, para atendê-la, os investimentos previstos em trens e metrô.
É indispensável avançar em outras frentes, como os corredores de ônibus, que precisam ser ampliados e aperfeiçoados. Muitos passaram a usar as novas linhas sobre trilhos porque os trens, mesmo abarrotados, em tese cumprem horários. Já os ônibus são menos previsíveis, pois dependem das condições do trânsito.
Além de investir em corredores, é importante facilitar as conexões com outros meios, com a construção de estacionamentos e ciclovias.
O planejamento e a operação do transporte público na Grande São Paulo exige uma visão integrada. É preciso criar uma autoridade metropolitana que coordene as ações, de modo a tornar o sistema mais racional e eficaz.
Folha de São Paulo - 31/03/2012
Comentário do sindicato:
Demorou um “pouco”, mas parece haver, ao menos nos últimos dias, um reconhecimento que a questão do transporte em São Paulo anda, digamos, complicado. O que tem de gente falando e escrevendo sobre o óbvio é assustador.
Faltam mais transportes sobre trilhos e fim de conversa. Mais ônibus? Ajuda na questão do transporte, mas não reduz os altos níveis de poluição sonora e do ar. Precisamos empregar mais energia elétrica, e isso significa mais transportes sobre trilhos. Ao lado disso, é também interessante pensar na criação de usinas hidroelétricas para alimentar com exclusividade a rede metroferroviária, sob a pena de futuros apagões.
Chegamos nisso por conta de decisões equivocadas no passado. Não foi diferente com a malha ferroviária paulista, e não existem inocentes nessa história toda.
Sem fazer o que deve ser feito, políticos dos mais diversos matizes criam uma nova nuvem de fumaça: a tal “autoridade metropolitana”, um ente federativo que cuide das questões metropolitanas, ao lado das prefeituras e dos governos estaduais. Mais uma instância para dividir a responsabilidade com as eternas decisões equivocadas. Mais cargos, mais desculpas, mais empurra-empurra. O argumento é que a solução para o caos do transporte de São Paulo é grande demais para ser administrado e principalmente “bancado” por dinheiro apenas do município e do estado.
Tem seu fundo de verdade. Dinheiro de impostos de paulistas está sendo alocado para resolver problemas de paulistanos, da mesma forma que dinheiro de paulistanos e de paulistas está sendo destinado a “bancar” obras e serviços de outros estados. Tudo isso é verdade.
Não é mais fácil apostar na ideia que parte do dinheiro de impostos de paulistas e paulistanos, recolhidos para a união, fique condicionado a soluções de problemas de transporte dos paulistas e dos paulistanos? 

Postado por SINFERP 


 

Ex-presidente da Argentina será julgado por obstruir investigação de
ataque a centro judaico

Carlos Menem era o presidente da Argentina em 1994 quando o prédio da
Associação Mutual Israelita Argentina, em Buenos Aires, foi atacado
deixando 85 pessoas mortas e centenas de feridos. Em 2007, as
autoridades emitiram mandados de prisão da Interpol para cinco
iranianos e um libanês acusados de participação no atentado.

Por Haaretz e Reuters

O ex-presidente da Argentina Carlos Menem será julgado por obstruir a
justiça em uma investigação sobre o atentato terrorista que destruiu o
centro cultural judaico em Buenos Aires.

Menem era o presidente da Argentina na época em que uma explosão no
prédio da Associação Mutual Israelita Argentina, em Buenos Aires,
deixou 85 pessoas mortas e centenas feridas.

Menem, de 81 anos, serviu como presidente de 1989 a 1999, foi
inicialmente acusado em 2009 de ocultar e adulterar provas e de usar a
sua posição para encobrir o envolvimento da Síria e de um empresário
argentino, Alberto Kanoore Edul, no atentado terrorista. Edul era um
conhecido da família de Menem, que também é  sírio-argentina.

Em seu depoimento, o juiz federal Ariel Lijo, faz alusão ao que refere
como a "conexão Síria", de acordo com um relatório do jornal argentino
La Voz.

Segundo o jornal, também acredita-se que Menem e seus associados
tenham adulterado provas que apontavam para o envolvimento de Moshen
Rabbani, então adido cultural da embaixada iraniana em Buenos Aires.

Em um comunicado, Lijo disse que o ex-presidente foi a principal força
motriz por trás da obstrução das investigações contra Kanoore Edul,
bem como contra Moshen Rabbani e seus associados.

Lijo ordenou que Menem e uma série de outros ex-funcionários devam ser
levados a julgamento, incluindo o ex-juiz Juan José Galeano, que
estava encarregado de um inquérito inicial sobre o ataque. Os outros
funcionários indiciados foram: Hugo Alfredo Anzorreguy, ex-chefe do
serviço de inteligência sob Menem, seu vice, Juan Carlos Anchezar, e
dois ex-comandantes da polícia, de acordo com relatos na mídia
argentina.

Em 2007, as autoridades argentinas garantiram mandados de prisão da
Interpol para cinco iranianos e um libanês em conexão com o
ataque. Teerã negou ligações com o atentado, mas ofereceu colaborar
com a Argentina na investicação do caso.

Link: http://www.haaretz.com/jewish-world/ex-argentina-president-to-stand-trial-for-obstructing-investigation-into-jewish-center-attack-1.421798

 

Nassif, o Brasil finalmente parece ceder ao canto da sereia e legislar de forma vaga contra o terrorismo, crime que jamais tivemos motivo ou necessidade de praticar. Gilson Dipp fala quase se justificando:

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Legislação

Penas para terrorismo e jogatina

­­­Grupo de juristas responsável por propor mudanças ao Código Penal aprova a criminalização de atos praticados por extremistas e de jogos de azar

Gabriel Mascarenhas Correio Braziliense (edição impressa, 31 de março de 2012)

A Comissão Especial de Juristas formada para sugerir alterações ao Código Penal aprovou ontem a criminalização do terrorismo e da exploração de jogos de azar; esta última, hoje descrita como contravenção. Embora o terrorismo já conste na Constituição Brasileira, não há especificação de quais ações o caracterizam nem pena estipulada para quem o cometer. A proximidade dos grandes eventos que o Brasil vai sediar, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, serviu como estímulo para os especialistas proporem um aperfeiçoamento da legislação que alcance atos extremos de violência, cuja pena estipulada será de oito a 15 anos de prisão. Essas propostas estarão contidas no anteprojeto elaborado pelo grupo para ser entregue ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Os juristas aprovaram, na mesma sessão realizada ontem no Senado, a extinção da Lei de Segurança Nacional. Criada em 1983, durante a ditadura militar, era aplicada a crimes políticos e, até então, contra quem cometia ações tipicamente terroristas. O presidente da comissão, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp, admitiu que o grande número de delegações estrangeiras que circularão no País nos próximos anos impulsionou a mudança.

“Sempre fui contra a tipificação do terrorismo, mas agora o Brasil vive outro momento. O País fez muita força para conseguir sediar esses eventos. Teremos aqui [estadunidenses], espanhóis e ingleses, só para citar alguns que já sofreram com atos extremistas. De que adiantará investirmos em grandes aparatos se não tivermos uma legislação específica para aplicar? Sem lei, não há punição”, explicou Dipp, acrescentando que o texto da lei exclui ações promovidas por movimentos sociais, desde que tenham propósitos comprovadamente sociais e reivindicatórios.

No caso da exploração de jogos de azar, cuja pena será de um a dois anos de prisão, o verdadeiro alvo da alteração são os crimes que vêm a reboque da contravenção. “Jogo do bicho e caça-níqueis são dominados por grandes organizações criminosas, que cometem homicídios e lavagem de dinheiro. O jogo de azar é a mola propulsora da corrupção ativa”, concluiu o ministro.

Saiba mais

Confira o que caracteriza o crime de terrorismo na avaliação dos juristas que compõem a Comissão Especial formada para analisar e sugerir mudanças no Código Penal:

- Seqüestrar ou manter alguém em cárcere privado;

- usar, portar ou trazer consigo explosivos, gases tóxicos, venenos, conteúdos biológicos ou outros meios capazes de causar danos;

- incendiar, depredar, saquear, explodir ou invadir qualquer bem público ou privado;

- interferir em sistemas de informática e/ou bancos de dados, sabotá-los ou danificá-los;

- sabotar o funcionamento de sistemas de comunicação, serviços essenciais ou transporte ou apoderar-se de seu controle, incluídos portos, aeroportos, estações ferroviárias e rodoviárias, hospitais, casas de saúde, escolas, estádios, instalações públicas e locais onde funcionem serviços públicos, sem exceção a instalações militares.

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É o fim da picada. Embarcamos de vez na paranóia alheia. Sobre os itens cobertos pela proposta:

- Temos uma lei de seqüestro e cárcere privado muito boa.

- A legislação contra vandalismo traça bem a linha entre ocupações reivindicatórias e as agressivas.

- A lei de crimes virtuais contempla a agressão a sistemas de informática e bancos de dados.

- Os outros dois jamais aconteceram em nosso território e não convém legislar contra algo que ainda não ocorreu. Tenho certeza de que a leis atuais contemplam perfeitamente cada uma dessas ocorrências.

O problema maior é que a proposta não define terrorismo, ou melhor, deixa de lado um componente essencial da definição.

Terrorismo é o uso de táticas que semeiam o medo e a desordem como forma de alcançar objetivos políticos. Assim não fica de fora o terrorismo de estado. A parte em itálico não foi contemplada pela proposta da comissão. Assim, celerados não-políticos, criminosos comuns e formas de protesto que saiam do controle (e que, portanto, seriam cobertas pela legislação sobre vandalismo) passam a ser criminalizadas como terrorismo, o que é um absurdo.

Quer dizer que se uns bandidos resolverem seqüestrar uma autoridade simplesmente para pedir resgate - digamos, Jorge Gerdau, que é empresário mas também é interlocutor influente da presidência -, e não fizer reivindicação política de espécie alguma, isso passa a ser terrorismo? E mesmo que eles reivindiquem a soltura, digamos, do chefão do PCC - ou seja, nenhuma política envolvida, somente máfia pura e simples -, devemos tratá-los como se quisessem derrubar o estado?

O Brasil já tem a maior proteção possível contra o terrorismo: não nos metemos onde não somos chamados. Não temos movimentos secessionistas, não estamos em guerra com quem quer que seja, não oprimimos minorias étnicas, não aderimos a bloqueios econômicos, não temos sectarismo religioso. O Brasil tem uma população islâmica de meio milhão de pessoas, muitíssimo bem integrada (um xiita é até o diretor de jornalismo da maior emissora), pacífica e trabalhadora. Não venham nos impingir medos alheios.

Se o Congresso quiser promulgar disposições legais transitórias para tratar de eventuais ataques terroristas às delegações estrangeiras durante os jogos, que seja claro a respeito e não se esqueça do componente político da definição de terrorismo. Afinal, não é impossível que uma organização extremista resolva atacar a delegação estadunidense enquanto estão no Brasil, e seria uma vergonha para nós, anfitriões (como foi para os alemães ocidentais em 1974), se não estivéssemos preparados para isso. Porém, vai daí uma grande distância a criar uma lei definitiva contra um crime mal-definido que não tem o que ver com nossa realidade.

(Aliás, seria um grande erro de cálculo de qualquer extremista cometer o ataque no solo de um país que não se alia incondicionalmente aos EUA na questão do terrorismo. Afinal, a conseqüência imediata seria justamente o Brasil se aproximar de Washington na esteira de um atentado, que alteraria profundamente a consciência nacional e nossa atitude com relação aos estrangeiros e a diferenças religiosas. Que terrorista compraria de graça a hostilidade da quinta nação do planeta, que até hoje nunca interferiu nos assuntos do oriente médio senão para tentar obter a paz?)

Grande erro de Gilson Dipp. De resto, acabar com a Lei de Segurança Nacional é uma ótima idéia. Já temos entulhos da ditadura demais.

 

sei que é indigesto ao blogueiro, mas já postaram a tentativa de limpar o nome do policaropo por aqui?

quer dizer, assumi que seria isso pois não consigo nem chegar perto:

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/cachoeira-gravado-pela-pf-%...

 

Blogueiro da Veja: “Não vou me adaptar”Blog do Rovai

O blogueiro da Veja, Reinaldo Azevedo, era o candidato oculto de uma chapa de direita (o nome já diz tudo, Reação) que disputou o DCE em eleição que se encerrou ontem.  A chapa, inflada por seus  posts, numa ação que mostra em que nível a Veja chegou, o de ficar disputando eleição em DCE, teve apenas 2.660 votos de um conjunto de 13.134. Todas as outras chapas eram vinculadas a movimentos de esquerda, sendo que a vencedora, “Não vou me adaptar”, recebeu 6.964 votos.

A forma como a Veja e seu blogueiro “disputaram” a eleição foi o que motivou o recorde de votos neste processo eleitoral. Em média, participam de 7 a 8 mil alunos. Neste ano os votantes quase dobraram.

Como não há segundo turno nas eleições do DCE, houve um voto útil compreensível para derrotar a direita para a chapa “Não vou me adaptar”, onde boa parte dos integrantes têm vínculos com o PSoL e o PSTU.

 

Como Reinaldo ainda é jovem (deve estar com uns 50) ele tem tempo para aprender com a derrota. Este blog que já passou da fase de se envolver em disputas estudantis, parabeniza os vencedores e lhes deseja sucesso nas lutas que virão, pois o processo na USP da gestão Rodas não anda nada fácil. 
 
Mas parabeniza principalmente a comunidade acadêmica, incluindo professores e funcionários, que souberam se mobilizar pra derrotar nas urnas a direita da universidade  e seus propagandistas e “pensadores”.

Não sei o que está sendo pior para o Reinaldo, perder a eleição para o DCE da USP ou ver o que está acontendo com a dupla Demóstenes Torres e Policarpo Jr.

 

 

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30.03.2012 - 18:38

O 31 de Março deveria ser feriado nacional  10

Deveríamos transformar o 31 de Março em feriado nacional. Talvez assim possamos garantir que esse dia nunca seja encarado por nós e, principalmente, pelas gerações que virão como um grande Primeiro de Abril, como se o golpe de 1964 nunca tivesse existido.

Cicatriz que não deveria ser escondida mas permanecer como algo incômodo, à vista de todos, funcionando como um lembrete. Não vivemos três décadas de piada, apesar da elite militar e parte da elite econômica do país terem rido muito às custas de quem pedia liberdade e democracia nos Anos de Chumbo.

Pouco me importa o que pensam os verde-oliva da reserva que tomam seu uísque nos Clubes Militares enquanto, saudosos, lançam confetes ao Dia da Revolução (sic). Demonstrações de afeto a um período autoritário são peça de museu, então que fiquem, democraticamente, com quem faz parte do passado. Mas eles precisam saber que, desta vez, a História não vai ficar com a versão dos golpistas. E que o mundo que eles ajudaram a construir, mais cedo ou mais tarde, vai embora com eles. Não por vingança, mas por Justiça.

Em nome de uma suposta estabilidade institucional, o passado não resolvido permanece nos assombrando. Seja através de um olhar perdido da mãe de um amigo que, da janela, permanece a esperar o marido que jaz no fundo do mar, lançado de helicóptero. Seja adotando os métodos desenvolvidos por eles para garantir a ordem e o progresso.

Durante a ditadura, os militares armaram uma farsa para encobrir o assassinato do jornalista Vladimir Herzog. A explicação trazida à público, de suicídio na cela, não convenceu e a morte de Vlado tornou-se símbolo na luta contra o regime. Mas fez escola.

Tempos atrás, aqui em São Paulo, um homem de 39 anos foi encontrado enforcado pouco mais de duas horas depois de ter sido preso. Supostamente, era traficante e transportava cocaína. Supostamente, teria se enforcado usando um cadarço de sapato. Questionado por jornalistas se não é praxe da polícia retirar os cadarços de sapatos de presos, um policial afirmou que o acusado usou um pedaço de papelão para arrastar um cadarço que estava fora da cela. Seria cômica se não fosse ofensiva uma justificativa dessas.

Como aqui já disse, o impacto de não resolvermos o nosso passado se faz sentir no dia-a-dia dos distritos policiais, nas salas de interrogatórios, nas periferias das grandes cidades, em manifestações, nos grotões da zona rural, com o Estado aterrorizando ou reprimindo parte da população (normalmente mais pobre) com a anuência da outra parte (quase sempre mais rica). A verdade é que não queremos olhar para o retrovisor não por ele mostrar o que está lá atrás, mas por nos revelar qual a nossa cara hoje.

Lembrar é fundamental para que não deixemos certas coisas acontecerem novamente. Que o governo tenha a decência de instalar urgentemente a Comissão da Verdade que, mesmo esvaziada na versão em que foi aprovada, trará um pouco de luz às trevas. Que o Supremo Tribunal Federal considere que crimes contra a humanidade, como a tortura, não podem ser anistiados, nunca. Que a história dos assassinatos sob responsabilidade da ditadura seja conhecida e contada nas escolas até entrar nos ossos e vísceras de nossas crianças e adolescentes a fim de que nunca esqueçam que a liberdade do qual desfrutam não foi de mão beijada.

Mas custou o sangue, a carne e a saudade de muita gente.

 

Efeito dominó pode atingir Serra


Depois de cair Demóstenes Torres, senador do DEM, cai Agripino presidente do mesmo partido. Os dois maiores críticos do que chegaram a chamar de crise moral no governo Dilma viraram manchete de jornal e correm o risco de impeachment depois de abertos processos por desvio de conduta no Supremo Tribunal pelo Ministério Público Federal.  Com eles sucumbe o que restava dos escombros do edifício dos Democratas, trazido ao chão pelos filmes que mostravam o único governador eleito pela agremiação originada do extinto PFL, recebendo numerário de agente público incumbido da arrecadação de propinas. Foram escândalos diferentes, ainda que de divulgação concomitante, os que vitimaram um e outro dos próceres oposicionistas. Mas o de maior estrago foi o de Agripino, que ameaça arrastar consigo o candidato `a prefeitura de São Paulo pelo PSDB, José Serra. Serra, que insiste em São Paulo brigar como um cão velho pelo osso que pretende  saborear daqui a 2 anos em Brasília, tem gente graúda de sua confiança envolvida no escândalo que volta a atingir o último bastião moral do DEM, Agripino. O nome do homem, que até rima com o de Maia , é João Faustino.  O tucano potiguar de quem ninguém tinha ouvido falar até que fosse preso pela polícia federal por chefiar esquema de fraude nos serviços de inspeção veicular em seu estado, foi feito suplente de senador de Agripino Maia por indicação do paulista José Serra, no momento em que desfrutava de grande prestígio dentro de seu partido pelo fato de ser candidato a presidente da república. Estranho, não? O padrinho do prefeito paulistano Kassab, que teve os bens bloqueados pela Justiça por suspeita de fraude na inspeção veicular da cidade de São Paulo, patrocinou alguém do seu círculo com domicílio a quase 4.000 km de distância,  que, por sua vez, também ele envolveu-se em fraudes bilionárias nos serviços de inspeção veicular. Mas não se pense que por suas pretensões eleitorais em âmbito nacional, José Serra foi buscar amigos e apoios lá onde as necessidades de voto o exigiriam, vindo a conhecer casualmente o aliado Faustino. Não, José era chapa de João desde os tempos da UNE, quando o famigerado, diria Guimarães Rosa, presidiu a seção norte-riograndense da entidade. Mais, quando governador Serra abonou a ficha de filiação do amigo ao partido dos tucanos e abrigou-lhe na antessala de Aloysio Nunes, seu Chefe da Casa Civil com o pomposo título de Sub-Chefe da Casa Civil, cargo de que desfrutou por 2 anos e meio no Palácio dos Bandeirantes. Até 2010 Faustino recebia estipêndio do governo de São Paulo como conselheiro de empresas estatais.
A convivência entre Aloysio e João tampouco foi difícil, desde que um e outro trabalharam juntos no governo Fernando Henrique Cardoso: Faustino na condição de Secretário da Presidência para Assuntos Federativos e Aloysio na de Secretário Particular do Presidente. À aproximação da campanha eleitoral, Serra incumbiu seu “protegée” de levantar dinheiro no nordeste. Com uma boa ajuda de custo no bolso e uma idéia esplêndida na cabeça: reproduzir entre os nordestinos a bilionária experiência da inspeção veicular da cidade de São Paulo que ele, Serra, havia deixada prontinha para ser operada por seu  substituto e depois prefeito eleito com seu esforço pessoal, Gilberto Kassab. João Faustino, usando o nome do candidato presidencial, foi direto à governadora Wilma Maia para que baixasse, ainda antes das eleições presidenciais, lei estadual instituindo a inspeção veicular no estado. 

Os investigadores interceptaram mensagens eletrônicas entre os operadores do esquema e contatos seus dentro da Prefeitura de São Paulo que comprovam estreita colaboração de funcionários com a quadrilha na elaboração da lei que criou a inspeção veicular em Natal, no edital de concorrência publicado e até nos despachos que deveriam ser apostos em caso de recursos apresentados contra o fraudado certame. Agora Serra quer ser Prefeito e chama de inconsequente a proposta de seu jovem oponente Fernando Haddad de extinguir a taxa de inspeção veicular paga pelos motoristas paulistanos, mesmo depois de haverem já pago o imposto sobre veículos automotores, o IPVA, que tem cota-parte destinada ao município. Talvez não esteja mesmo bem avaliando o candidato do PT a importância que tem para o caixa de Serra as contribuições desse bilionário negócio São Paulo.

 

"Quantos já foram, rapaz. E tudo via Policarpo" Foto: Edição 247

Quem diz é Carlinhos Cachoeira ao araponga Jairo Martins. O grampo está nas páginas da própria revista Veja, que, acuada, tenta defender seu redator-chefe na edição desta semana; ontem, 247 mostrou reportagem da revista, de 2004, na qual Cachoeira, tratado como "empresário do setor de jogos", tem sua versão defendida contra um pedido unânime de 58 deputados fluminenses pela sua prisão; assinado, Policarpo

31 de Março de 2012 às 08:59

247 - A revista Veja está acuada. Mas não conseguiu manter o silêncio sobre suas relações incestuosas com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, com quem o redator-chefe da publicação, Policarpo Júnior, trocou 200 ligações recentes, segundo aponta o inquérito da Operação Monte Carlo.

Na edição desta semana, Veja se viu forçada a defender seu redator-chefe, que acaba de substituir Mario Sabino, outro que também caiu em desgraça desde a chegada de Fábio Barbosa ao comando da Abril. A defesa é tímida. E atrapalha mais do que ajuda. Veja publica um grampo entre Cachoeira e o araponga Jairo Martins, fonte contumaz de vários escândalos de Veja, em que ambos chegariam a um consenso sobre a independência do jornalista. Na conversa, Cachoeira diz que o "Policarpo nunca vai ser nosso".

Ok, isso talvez revele que Policarpo não se vendeu à quadrilha de Cachoeira.

Mas, no mínimo, se deixou usar. Em outro trecho do mesmo grampo publicado por Veja, Cachoeira diz que ele e Jairo "fazem um bem do c... para o Brasil", filmando corruptos. Sim, o bicheiro e o araponga acreditam que limpavam o Brasil da corrupção. "Quantos já foram, rapaz. E tudo via Policarpo".

Essa parceria produziu furos de reportagem, como o filme de Maurício Marinho, que deflagrou a CPI dos Correios, mas também reportagens que atendiam unicamente ao interesse da quadrilha. Como o caso revelado ontem pelo 247, que, através de Veja, impediu a prisão de Cachoeira em 2004 (leia mais aqui). Além disso, o ex-prefeito de Anápolis, Ernani de Paula, revelou que a denúncia inicial do mensalão foi tramada por Cachoeira e o senador Demóstenes Torres, com a utilização do araponga Jairo Martins e do jornalista Policarpo Júnior (leia mais aqui).

 

E a cachoeira também atingiu o PPS, do Roberto Freire...

Pegou mas devolveu? Fumou mas não tragou?

 Stepan Nercessian recebeu R$ 175 mil de Carlinhos Cachoeira

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DE SÃO PAULO

O deputado federal e ator Stepan Nercessian (PPS-RJ) recebeu R$ 175 mil no ano passado do empresário Carlinhos Cachoeira, acusado de chefiar uma quadrilha que explorava o jogo ilegal, informa reportagem de Filipe Coutinho, Leandro Colon e Fernando Mello, publicada na Folha deste sábado (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Stepan admitiu à Folha que recebeu o dinheiro, após ser informado de que as transações aparecem em grampos da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que levou à prisão de Cachoeira.

 

   Deputado Stepan Nercessian em sessão da Câmara; ele recebeu R$ 175 mil de Carlinhos CachoeiraDeputado Stepan Nercessian em sessão da Câmara; ele recebeu R$ 175 mil de Carlinhos Cachoeira

O valor de R$ 160 mil, segundo ele, seria usado na compra de um apartamento no Rio. O deputado devolveu o dinheiro, de acordo com extrato enviado à reportagem.

Outros R$ 15 mil, diz, foi usado para comprar ingressos do Carnaval carioca para Cachoeira.

 

Afinal, é cachoeira ou tromba d'água?...

 

Stepan Nercessian admite ter recebido R$ 175 mil de Cachoeira

O deputado federal e ator Stepan Nercessian (PPS-RJ) recebeu R$ 175 mil no ano passado do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de chefiar uma quadrilha que explorava o jogo ilegal. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Stepan admitiu que recebeu o dinheiro, após ser informado que as transações aparecem em grampos da Operação Monte Carlo da Polícia Federal, que levou à prisão de Cachoeira. O ator revelou que recebeu do empresário um depósito no valor de R$ 160 mil em 17 de junho de 2001. De acordo com Stepan, o dinheiro era para ser usado na compra de um apartamento no Rio de Janeiro, avaliado em mais de R$ 500 mil.

No dia 20 de junho, o deputado devolveu o dinheiro para a mesma conta de uma empresa de Cachoeira. "Estava fazendo o empréstimo (com o banco) e, na hora 'H', fiquei com medo de não sair o dinheiro e pedi para ele (Cachoeira), para não perder o negócio. Ele é um cara que eu sei que se eu pedisse ele emprestava. Acabou que o empréstimo saiu e não precisei do dinheiro". Stepan, que disse ser amigo de Cachoeira há muitos anos, disse ainda que recebeu outros R$ 15 mil do empresário. Segundo ele, o dinheiro foi usado para comprar ingressos do Carnaval carioca para Cachoeira. O deputado afirmou acreditar "completamente" que o dinheiro fosse legal. Stepan admite se licenciar do cargo caso seja necessário.

 

 

 

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/34392-deputado-recebeu-r-175-mil-de-cachoeira.shtml

Folha de São Paulo - 31/03/2012

Deputado recebeu R$ 175 mil de Cachoeira

Ator Stepan Nercessian admite ter pego empréstimo para comprar apartamento, mas diz que não suspeitava de empresário

Dinheiro, R$ 160 mil, foi devolvido, segundo extrato; mais R$ 15 mil foram para ingresso de Carnaval para Cachoeira

FILIPE COUTINHO
LEANDRO COLON
FERNANDO MELLO
DE BRASÍLIA

O deputado federal e ator Stepan Nercessian (PPS-RJ) recebeu R$ 175 mil no ano passado do empresário Carlinhos Cachoeira, acusado de chefiar uma quadrilha que explorava o jogo ilegal.

Stepan admitiu à Folha que recebeu o dinheiro, após ser informado de que as transações aparecem em grampos da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que levou à prisão de Cachoeira.

Ele confirmou que recebeu do empresário um depósito no valor de R$ 160 mil em 17 de junho no passado.

Segundo Stepan, o montante era para ser usado na compra de um apartamento no Rio, avaliado em mais de R$ 500 mil. No dia 20 de junho, o deputado devolveu o dinheiro para a mesma conta de uma empresa do grupo de Cachoeira, segundo extrato que ele enviou à Folha.

"Estava fazendo o empréstimo [com um banco para comprar o imóvel] e, na hora 'H', fiquei com medo de não sair o dinheiro e pedi para ele [Cachoeira], para não perder o negócio. Ele é um cara que eu sei que se eu pedisse ele emprestava. Acabou que o empréstimo saiu e não precisei do dinheiro", afirmou.

Stepan disse que é amigo de Cachoeira há muitos anos, já que os dois são de Goiás.

O deputado também admitiu que recebeu, em março do ano passado, outros R$ 15 mil do empresário investigado. O dinheiro, diz, foi usado para comprar ingressos do Carnaval carioca para Cachoeira.

O deputado diz que pode se licenciar. "Qualquer coisa que tenha que fazer, para esclarecer, a primeira coisa que farei é me licenciar. Mesmo eu estando tranquilo, o PPS não merece ser envolvido."

Na operação, a PF levantou conversas de Cachoeira sobre as transações.

"Carlinhos fala para Geovani mandar uma mensagem para o deputado federal Stepan Nercessian para ele depositar 160 numa determinada conta", diz a PF.

Um minuto depois, Cachoeira passa para o colega o celular de Stepan, usado pelo deputado até hoje, e "fala para Geovani que não é mais para usar o celular porque tem medo de estar grampeado".

Stepan disse que acreditava "completamente" que o dinheiro emprestado era legal.

"Juro que não sei as nuances, mas para mim ele era um empresário. Não estava pedindo um dinheiro 'dado'. Era para devolver", disse.

Cachoeira ficou nacionalmente conhecido em 2004, no primeiro escândalo do governo Lula -um vídeo mostrava pedido de propina que derrubou Waldomiro Diniz.

Na atual investigação, um homem relata como Cachoeira se gabava de ter relações com políticos. "O homem falou que tem o poderio na mão, tem governador, senador, deputado, é tudo."

 

"Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e plantas roseiras e faz doces. Recomeça. Faz da tua vida mesquinha um poema e viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir". Cora Coralina

Nunca fui assíduo cliente daquela esquina na rua Aurora. Contudo, quando estava na área, entrava e tomava dois ou três chopes sem muita conversa. Minha inteligência intuitiva (a mesma que no Lula é brilhante!), meu feeling beer gustativo mais meu scanner fisiognomônico detectava algo de suspeito no ar etílico... Um serviço cheio de empáfia, superioridade e pitadas de cinismo que meu intuitivo detector de mentiras rastreava algo de errado naquele chope brahmoso que descia com a íntima dedução de algo de podre no reino da lealdade.

Nunca comentei com ninguém... só sentia um gosto de que aquele chope Brahma caríssimo do notório bar tradicional paulistano de propaganda e marca midiática operante martelante no inconsciente coletivo de entusiastas tomadores de chope... não descia puramente redondo.

Claro que não supera a decepção, indignação, prejuízo com a fraude porcaria industrial anunciada da minha lavadora de roupa BRASTEMP Modelo BWL11A Ative! BCO 110V, aquela que não tem comparação, comprada com dinheirinho contado suado há menos de 1 ano na garantia de pós-venda do descaso. Iguala na fraude e falta daquela "cultura da vergonha" dos gregos clássicos, ao case demóstenes/cachoeira/mídia.

São marcas e mais marcas de prestigio e sucesso que desaparecem no mar de lama dessa vida para consumo sem vergonha nem valor moral, só a loucura do valor de mercado e da ganância corporativa. Isso não vai dar certo...

E está abaixo a triste notícia a  comprovar meu feeling beergustativofisiognomônico:

ÁGUA NO CHOPE BRAHMA (CARÍSSIMO) DO BAR DO LÉO

Estadão.com 30/03/2012

São Paulo, 30 - Agentes da Polícia Civil prenderam em flagrante na manhã desta sexta-feira, 30, o gerente do Bar do Léo, localizado no número 100 da rua Aurora, centro de São Paulo por vender chope Ashby como se fosse Brahma. Segundo informações do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), também foram encontrados no bar alimentos vencidos e sem rastreabilidade. Wilson França de Souza, 34 anos, vai responder por crime contra relação de consumo.

Bar cobrava R$ 9,40, como se fosse chopp Brahma.

O gerente do Bar Léo foi autuado após oferecer chope Ashby, que custa R$ 5,30, como se fosse Brahma, pelo valor de R$ 9,40. De acordo com o delegado titular do DPPC, Marcelo Jacobucci, no site do bar consta a informação de que o local é abastecido diariamente com chope Brahma, "e isso não condiz com a realidade", afirmou Jacobucci.

Madir Milan, de 77 anos, irmã da proprietária do local, também foi autuada e irá responder por crime contra relação de consumo.

O DPPC explica que a Coordenadoria de Vigilância Sanitária do Município de São Paulo já interditou o bar, mas que ainda não determinou por quanto tempo ele permanecerá fechado.

Fraude no chope: como jogar o nome na lama

A se confirmar a informação de que o tradicional Bar Léo vendia gato por lebre (o gerente foi preso acusado         de servir chope de preço e qualidade inferior no lugar do anunciado Brahma), uma instituição paulistana pode sofrer um baque irreversível em sua imagem.

O Léo é um lugar mítico do centro da cidade, embora há muito tenha perdido seu charme original por causa das multidões de bebedores que se aglomeravam nos diminutos espaços em torno do balcão e nas calçadas. Mesmo com preços nada populares e um cardápio restrito e simples, vivia tomado -  durante a semana, principalmente  por comerciantes da região e policiais do vizinho DEIC – e nos fins de semana por turistas e paulistanos de todas as regiões que se orgulhavam de estar bebendo “o melhor chope da cidade”.

Explicar para esse público porque uma fraude impensável estaria sendo praticada nas serpentinas embaixo do balcão será um desafio para a sobrevivência do septuagenário boteco.

No fim dos anos 90, uma outra instituição paulistana, na época com 140 anos de existência, conseguiu cometer um suicídio empresarial e jogar sua marca e credibilidade pelo ralo ao fraudar pílulas para tratamento de câncer de próstata. Depois disso, a botica Ao Veado d’Ouro sumiu da lista de orgulhos paulistanos.

O Estado de S.Paulo – 11/10/1994

Jornal da Tarde – 24/9/1998

Pesquisa e Texto: Carlos Eduardo Entini, Edmundo Leite e Rose Saconi

 

"Ganhe as profundezas, a ironia não desce até lá" Rilke. "A ironia é o pudor da humanidade" Renard. "A ironia é a mais alta forma de sinceridade" Vila-Matas.

  • O superávit primário do setor público consolidado alcançou R$9,5 bilhões em fevereiro,
  • No acumulado em doze meses o superávit atingiu R$138,6 bilhões (3,33% do PIB).
  • Os juros nominais acumulados no ano e em doze meses totalizaram R$37,9 bilhões (5,74% do PIB) e R$236,2 bilhões (5,67% do PIB), respectivamente,
  • O resultado nominal, que inclui o superávit primário e os juros nominais apropriados, registrou déficit de R$8,8 bilhões em fevereiro.
  • O resultado nominal, que inclui o superávit primário e os juros nominais apropriados, registrou déficit de R$8,8 bilhões em fevereiro.
  • A dívida mobiliária federal, fora do Banco Central, avaliada pela posição de carteira, totalizou R$1.760,2 bilhões (42,2% do PIB) em fevereiro,
  • A dívida líquida do setor público atingiu R$1.563,6 bilhões (37,5% do PIB) em fevereiro,
  • A Dívida Bruta do Governo Geral (Governo Federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) alcançou R$2.322,8 bilhões (55,7% do PIB) em fevereiro,

BC divulga Nota de Política Fiscal à Imprensa
 Banco Central...30/03/2012 10:30:00

Brasília - O Departamento Econômico do Banco Central divulgou a Nota à Imprensa de Política Fiscal, com os dados atualizados até fevereiro de 2012.  Clique para acessar a íntegra da nota à imprensa.
Política Fiscal
NOTA PARA A IMPRENSA - 30.3.2012....Política Fiscal      ZIP - 197 Kb(texto e planilha)
I - Resultados fiscais
O superávit primário do setor público consolidado alcançou R$9,5 bilhões em fevereiro, o melhor resultado para o mês desde o início da série, em 2001. O Governo Central registrou superávit de R$5,3 bilhões; os governos regionais, superávit de R$5,1 bilhões; e as empresas estatais, déficit de R$872 milhões.

No ano, o superávit atingiu R$35,5 bilhões (5,38% do PIB), 1,35 p.p. do PIB superior ao registrado no mesmo período de 2011. No acumulado em doze meses o superávit atingiu R$138,6 bilhões (3,33% do PIB).

Os juros nominais, apropriados por competência, alcançaram R$18,3 bilhões em fevereiro, comparativamente a R$19,7 bilhões no mês anterior. Contribuiu para essa redução o menor número de dias úteis no mês. Os juros nominais acumulados no ano e em doze meses totalizaram R$37,9 bilhões (5,74% do PIB) e R$236,2 bilhões (5,67% do PIB), respectivamente, registrando-se trajetória de queda quando comparados aos valores observados no primeiro bimestre de 2011 e em janeiro de 2012, naquela mesma ordem. Essas reduções foram influenciadas, sobretudo, pela trajetória de queda da taxa Selic e pela menor variação observada nos principais índices de preços, nos respectivos períodos.

O resultado nominal, que inclui o superávit primário e os juros nominais apropriados, registrou déficit de R$8,8 bilhões em fevereiro. No ano, o déficit acumulou R$2,4 bilhões (0,36% do PIB), comparativamente a R$12,7 bilhões no mesmo período de 2011. O resultado nominal, que inclui o superávit primário e os juros nominais apropriados, registrou déficit de R$8,8 bilhões em fevereiro. comparativamente a R$100,1 bilhões (2,41% do PIB) no acumulado até janeiro.

O déficit nominal do mês foi financiado mediante expansão de R$37 bilhões na dívida mobiliária, contrabalançada, parcialmente, pelas reduções de R$20 bilhões nas demais fontes de financiamento interno, que incluem a base monetária; de R$5,7 bilhões na dívida bancária líquida; e de R$2,5 bilhões no financiamento externo líquido.

II - Dívida mobiliária federal
A dívida mobiliária federal, fora do Banco Central, avaliada pela posição de carteira, totalizou R$1.760,2 bilhões (42,2% do PIB) em fevereiro, registrando acréscimo de R$35,9 bilhões em relação ao mês anterior. O resultado refletiu emissões líquidas de R$17,7 bilhões, decréscimo de R$0,2 bilhão em razão da apreciação cambial e incorporação de juros de R$18,4 bilhões.
Destacaram-se emissões líquidas de R$40,6 bilhões em LTN, de R$28,3 bilhões em NTN-B e de R$11,7 bilhões em NTN-F; e os resgates de R$62,2 bilhões em LFT e de R$0,2 bilhão em NTN-C.
A participação por indexador registrou a seguinte evolução, em relação a janeiro: a porcentagem dos títulos indexados a câmbio ficou estável em 0,4%; a dos títulos vinculados à taxa Selic caiu de 25,9% para 22,7%; a dos títulos prefixados evoluiu de 28,2% para 30,3%, dado as emissões líquidas de LTN e NTN-F; a dos títulos vinculados a índices de preços elevou-se de 25,1% para 26,3% em razão de emissões líquidas de NTN-B. A participação das operações compromissadas reduziu-se de 19,8% para 19,6%, mesmo apresentando vendas líquidas de R$1 bilhão no mercado secundário.

Ao final de fevereiro, a estrutura de vencimento da dívida mobiliária em mercado era a seguinte: R$251,9 bilhões, 14,3% do total, com vencimento em 2012; R$402,6 bilhões, 22,9% do total, com vencimento em 2013; e R$1105,7 bilhões, 62,8% do total, vencendo a partir de janeiro de 2014.

Em fevereiro a exposição total líquida nas operações reversas de swap cambial alcançou R$2,7 bilhões. O resultado dessas operações (diferença entre a rentabilidade do DI e a variação cambial mais cupom) foi desfavorável ao Banco Central em R$84 milhões, no conceito caixa, valor contemplado na apuração das necessidades de financiamento do setor público.
III - Dívida líquida do setor público
A dívida líquida do setor público atingiu R$1.563,6 bilhões (37,5% do PIB) em fevereiro, elevando-se 0,4 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.

No ano, a relação DLSP/PIB elevou-se 1,1 p.p. A apropriação de juros nominais, o efeito da valorização cambial de 8,9% no ano e o reconhecimento de dívidas contribuíram para elevar aquela relação em 0,9 p.p., 1,2 p.p. e 0,1 p.p. do PIB, respectivamente. Em sentido contrário, o superávit primário contribuiu para reduzir a DLSP/PIB em 0,9 p.p. e o efeito do crescimento do PIB corrente, em 0,2 p.p.

A Dívida Bruta do Governo Geral (Governo Federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) alcançou R$2.322,8 bilhões (55,7% do PIB) em fevereiro, elevando-se 0,7 p.p. do PIB em relação ao mês anterior, em função, principalmente, das emissões líquidas de dívida mobiliária e da apropriação de juros nominais.

Re: Clipping do dia
Re: Clipping do dia
 

2014---distribuição de renda

Os homens da lei que se achavam acima da lei


Alguns togados ainda se mostram surpresos e inconformados com o que está acontecendo. E reagem com ira a cada nova denúncia sobre as suas atividades pouco republicanas, agora tornadas públicas, ameaçando processar jornais e jornalistas.

Habituados a julgar os outros, certos da impunidade eterna de seres superiores, simplesmente não aceitam também ser investigados e julgados, a partir das iniciativas da ministra Eliana Calmon, que simplesmente colocou para funcionar a corregedoria do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e fazer o que sempre deveria ter feito.

Ao levantar o véu (ou as togas) da magistratura, Calmon mexeu num vespeiro. A cada dia surgem novas notícias de abusos, privilégios, benefícios pagos indevidamente, obrigando os próprios tribunais estaduais a tomar providências.

Esta semana, por exemplo, o Tribunal de Justiça de São Paulo mandou suspender o pagamento de verbas ilegais pagas a desembargadores a título de licença-prêmio.

Juízes indicados pela OAB na cota do quinto constitucional para compor as cortes estavam contando o tempo de exercício da advocacia para calcular o valor das licenças-prêmio a que os magistrados têm direito.

Só que tem um pequeno detalhe: na mesma decisão, o TJ-SP isentou os magistrados da obrigação de devolverem o dinheiro recebido ilegalmente durante anos_ o nosso dinheiro, é bom lembrar _ alegando que eles agiram de "boa-fé".

Como assim? Se por acaso a Receita Federal me pagar um valor de devolução de imposto de renda superior ao que teria direito, posso simplesmente embolsar a grana? Ou devo comunicar o erro e reembolsar o Tesouro Nacional?

Da mesma forma, o leitor acha justo que os homens da lei que recebem o teto salarial do funcionalismo público, algo em torno de R$ 26 mil por mês, tenham agora também direito a receber vale-refeição _ e ainda por cima com efeito retroativo?

Este vale, assim como o vale-transporte, foi criado para complementar a remuneração de trabalhadores de baixa renda, assim como o auxílio-moradia é pago para o funcionário público deslocado da sua cidade de origem.

No caso dos 300 e tantos desembargadores de São Paulo, que trabalham no Tribunal de Justiça de São Paulo e moram em São Paulo, que sentido faz o pagamento de auxílio-moradia?

Para que eles precisam de vales disso e daquilo com o salário que recebem? Chegam a ser humilhantes estes penduricalhos que aumentam a renda de quem já está no topo da pirâmide social.

A cada enxadada que dá a corregedora-geral Eliana Calmon, aparecem mais minhocas que estavam postas em sossego sob o solo dos tribunais, colocando em risco a imagem do nosso Judiciário, que deveria dar o exemplo do cumprimento da lei, teoricamente igual para todos, e do zelo com o dinheiro público.

 

Mélenchon: "estamos em uma revolução cidadã, que vai além das eleições"


Lamia Oualalou/Opera Mundi

Por muito tempo, o candidato da esquerda francesa Jean-Luc Mélenchon foi ridicularizado em programas de televisão, onde era chamado de “o fantasma de Georges Marchais”, ex-secretário geral do PCF (Partido Comunista Francês). Porém, assim como Marchais, o candidato da Frente de Esquerda fala alto e é apontado como o melhor orador na campanha pela Presidência da França.

Mélenchon não tem medo de assumir um discurso radicalmente esquerdista e de reivindicar valores “vermelhos”. Apesar de adorar gravatas de todos os tipos, ele decidiu usar essa cor para a campanha. É também o tom das bandeirolas que os apoiadores agitam nos comícios da Frente de Esquerda – os outros candidatos optaram por cartazes azul, branco, vermelho, as cores da bandeira nacional.

No entanto, segundo as pesquisas de intenção de voto, é Mélenchon quem melhor encarna a irmandade, um dos três valores da República francesa. Quando começa um discurso com "meus amigos, meus camaradas", a voz soa verdadeira. Os eleitores sentem, e até sabem que ele se incomoda com a desigualdade quando denuncia o “capitalismo selvagem, sanguinário de tanta miséria”.

Os defeitos, por sua vez, não faltam: o programa econômico não convence, faltam números. Mas, em uma campanha marcada por tecnocratas, ele ganhou um estatuto à parte. O candidato da Frente de Esquerda batalha pelo primeiro lugar, apesar de saber que é uma tarefa difícil. Aliás, após meses de ataque ao socialista François Hollande, ele mudou de estratégia, sabendo que seus eleitores vão escolher a esquerda no segundo turno. Agora, as críticas mais contundentes são concentradas sobre o presidente Nicolas Sarkozy, e especialmente sobre Marine Le Pen, a candidata da Frente Nacional, o partido de extrema-direita.

Marine continua atraindo mais operários do que a Frente de Esquerda, mas é Mélenchon que é qualificado nas pesquisas como “o maior defensor da classe trabalhadora”. Em entrevista exclusiva aoOpera Mundi, a primeira concedida a um veículo estrangeiro, Mélenchon sintetiza o objetivo da eleição: “Está na hora de acabar com o poder de Sarkozy e dos vermes fascistas”.

Como explicar 13% das intenções de voto no primeiro turno?
Não é uma surpresa. É o resultado de um trabalho minucioso. Não se engane, eu sou um ex-socialista, não um membro de um grupo pequeno acostumado a recolher 1% dos votos. Sempre participo das eleições para ganhar. Já perdi eleições, é claro, mas nunca começo com a mentalidade de alguém derrotado de antemão.

Estamos colhendo o resultado de um longo trabalho, apesar do que meus adversários dizem. Segundo eles, nossa campanha não passa de um “Mélenshow”, apontando meus talentos de orador. Mas não é bem assim. Não é porque eu falo bem que tantas pessoas pensam em votar na Frente de Esquerda. Na verdade, tudo começou em 2005, quando fizemos a campanha pelo “Não” no referendo sobre a Constituição da União Européia. Ganhamos, contra o projeto de Europa liberal, mas logo depois, a esquerda perdeu sua força. Então, construímos uma aliança entre o Partido de Esquerda, que eu criei em 2009, e o Partido Comunista Francês. Não foi fácil. Tivemos de superar a divisão e a resignação. Mas conseguimos. E agora podemos projetar nossa força.

Ainda nesse tema, como o senhor convenceu os militantes comunistas a apoiá-lo?
Foi muito difícil, demorou algum tempo, mas eles foram admiráveis. Renunciar a uma candidatura própria era para muitos uma tragédia. Esta é a primeira vez, desde 1974, quando François Mitterrand foi candidato comum do PCF e do PS. Nem todos estavam de acordo, eles discutiram e votaram. Mas quando a decisão foi tomada, o compromisso foi total.

A máquina comunista é útil na campanha?
É importante, claro, e os militantes têm uma energia tremenda. Mas o PCF sofreu muito nos últimos anos, ficou isolado, e isso causou fenômenos de desagregação. Agora, o movimento comunista está renascendo, mas isso leva tempo. É importante entender que o PCF não um aparelho monolítico, como muito pensam. Hoje, o PCF é mais diversificado do que o PS (Partido Socialista). Por isso, convencer os militantes comunistas não é simples. Além disso, tenho métodos pouco convencionais: a forma como ajo nas reuniões; meu pensamento, muito inspirado pelos situacionistas. É outra cultura. A primeira vez que me encontrei com os militantes, lhes disse: "Eu tenho uma ordem: não esperem nenhuma ordem”. Eles ficaram confusos no começo, mas acabaram rindo, e toparam. Afinal, nossa esquerda é educada, as pessoas não precisam ter ordens para se mover. É só ver como cresceu o apoio nas redes sociais, sem nosso controle. Na internet, a campanha é a mais dinâmica.

O senhor acha que a campanha se beneficiou da crise europeia?
Não há duvidas, é o contexto. Precisávamos de uma boa cristalização. No começo, todos tinham medo de acabar como a Grécia, mas os políticos europeus foram tão torpes, exageraram tanto, que as pessoas não têm mais medo. Agora, querem se rebelar.

Lamia Oualalou/Opera Mundi

"Retomemos a Bastilha! Marcha pela 6ª República" avisa cartaz da Frente de Esquerda em muro de Paris

O assassinato de sete pessoas na região de Toulouse por Mohammed Merah, um jovem francês de origem argelina, emocionou a todos. O senhor acha que o episódio pode influenciar a campanha?
Claro. Mas não acho que a extrema-direita pode explorar essa tragédia. A resistência dos franceses é notável, eles não compram o discurso de Marine Le Pen. Todos entendem que este não é um problema do Islã e sim a ação de um maluco. Talvez Sarkozy vá marcar pontos na direita, recuperando uma parte da confiança. Provavelmente haverá uma reorganização em cada campo, mas não entre os campos. Aqueles que votam na esquerda não vão para a direita. A Frente Nacional não vai capitalizar sobre as mortes, porque Marine Le Pen já está bastante enfraquecida. É por isso que ela nos odeia, porque a Frente de Esquerda acabou com os sonhos dela. Hoje, nas pesquisas, estamos iguais. Vamos impor à Frente Nacional a maior humilhação de sua história.

Se o senhor for eleito presidente em 6 de maio [segundo turno], o que fará para resolver a crise europeia?
A União Européia está gravemente doente por causa de sua organização liberal, e quanto mais coisas dão errado, mais eles exageram. Os liberais lançaram soluções para acabar com a crise, que claramente não funcionaram. A última ideia é emprestar um trilhão de euros para os bancos, três vezes o que a Grécia precisaria para pagar sua dívida. Para nós, a saída é o BCE (Banco Central Europeu) emprestar aos Estados à mesma taxa usada com os bancos, 1%. Hoje, o BCE empresta dinheiro aos bancos, que emprestam para a Grécia com taxas de 17%. Desse jeito, o país não tem nenhuma chance de escapar da falência.

Mas como convencer a Alemanha a segui-lo?
Primeiro, eu faria contrapropostas, o que Sarkozy não fez. Diz-se que a Alemanha se recusa a tomar outro caminho, sem fazer qualquer proposta real. Nossas ideias são sólidas e as dos liberais não deram certo. A recessão esta instalada em toda a Europa, é fato.

O projeto da Frente de Esquerda é tirar o país do Tratado de Lisboa. Pode ser que os outros não gostem, mas se o povo vota assim, eles vão ter que conversar, já que não dá para imaginar a Europa sem a França. Nós nos recusamos a trabalhar na base da contração dos gastos públicos. Temos uma demografia crescente, é preciso construir escolas, estradas, hospitais, criar empregos. É uma situação muito diferente da Alemanha, onde a população está envelhecendo.

Lamia Oulalou/Opera Mundi

Mélenchon sobre a crise: "a União Européia está gravemente doente por causa de sua organização liberal"

Como o senhor explica que seus antigos camaradas, os socialistas, não tenha aderido à “racionalidade”?
É típico do fim de épocas históricas. As elites não captam as mudanças profundas, elas não podem imaginar um mundo novo. Ao estudar a história, vemos claramente que Luis XVI poderia ter salvado seu poder, assim como Nicolas II. Mas eles não conseguiram enxergar a realidade. É a mesma coisa em qualquer revolução. Os atuais líderes socialistas capitularam, eles se alinharam com o modelo social democrata europeu. Este modelo entrou em colapso diante dos nossos olhos, na Grécia, com uma ironia, porque o primeiro-ministro era socialista e presidente da Internacional Socialista. Os socialistas franceses ainda estão nos cenários antigos da política de oferta. Ou seja, produzir qualquer coisa de qualquer maneira, vendê-lo por meio de publicidade, exportar quando for possível abaixando os custos de produção. O sistema descarrega todos os custos sobre a sociedade: os sociais, os ambientais e os de inovação.

Se o senhor não ganhar, qual será a estratégia?
Devemos, evidentemente, bater na direita. Mas a eleição é apenas uma etapa. Estamos em uma revolução cidadã, que vai muito além dos dois turnos. Queremos construir uma força que ultrapasse e substitua a social democracia. Após as eleições, vamos continuar em ambas as câmaras (Parlamento e Senado), pois pretendemos eleger muitos representantes nas eleições locais, em junho.

O senhor não teme que os comunistas abandonem a frente para entrar em um eventual governo de Hollande?
Se eu tivesse medo, não faria mais nada. Além disso, não faria sentido para eles. Costurar uma aliança agora com os socialistas seria um desastre para os comunistas. Eles já viveram isso.

 

Caso Policarpo-Cachoeira: será pior que Murdoch?

 

Silêncio de Veja, que ainda não se manifestou sobre as duzentas ligações grampeadas pela Polícia Federal entre o editor-chefe Policarpo Jr. e o contraventor Carlinhos Cachoeira, que está preso, desperta dúvidas; o Brasil assiste a um escândalo de tipo semelhante ao que levou ao fechamento do The News of the World, de Rupert Murdoch? Será possível encobri-lo?

247 – Relações incestuosas e, portanto, desvirtuadas entre jornalistas e fontes já causaram prisões e fecharam uma publicação secular. Na Inglaterra, ano passado. Diretora executiva da News Corp., o conglomerado de mídia do magnata Ruppert Murdoch, a jornalista Rebekah Brooks chegou a ser presa pela polícia inglesa, interrogada por 12 horas e libertada sob fiança somente após contar o que sabia a respeito do trabalho de apuração que incluía escutas ilegais sobre personalidades do país e aquisição de informações com policiais mediante pagamentos em dinheiro.

O jornal The News of the World, que veiculava o material obtido na maior parte das vezes por aqueles métodos, teve de ser fechado por Murdoch, depois de mais de cem anos de publicação, por força dos protestos dos leitores e do público em geral. Eles se sentiram ultrajados com o, digamos, jeitinho que a redação agia para obter seus furos. Os patrões Ruppert e seu filho James precisaram dar explicações formais ao Parlamento Britânico sobre as práticas obscuras. Ali, foram humilhados até mesmo por um banho de espuma a contragosto.

No Brasil, neste exato momento, a revista impressa de maior circulação do país está com seus métodos de apuração igualmente colocados em xeque. Afinal, o caso das duzentas ligações telefônicas grampeadas pela Polícia Federal, nas investigações da Operação Monte Carlo, envolve num circuito fechado, e privilegiado, um contraventor especializado em se infiltrar em grandes estruturas do establishment e o atual número dois da revista. O jornalista Policarpo Jr., que acumula o cargo de diretor da sucursal de Brasília, pode até ser visto como o número três ou quatro na hierarquia interna, à medida em que, em seu último arranjo de poder, o diretor de redação Eurípedes Alcântara estabeleceu o singular modelo de ter três editores-chefe na publicação. Mas com pelo menos quinze anos de serviços prestados à revista no coração do poder, Policarpo, reconhece-se, é “o cara”. Ele foi repórter especial e seu estilo agressivo de atuar influenciou a atual geração de profissionais de Veja. Eles são temidos por sua capacidade de levantar escândalos, promover julgamentos morais e decretar o destino de reputações. A revista, a cada semana, se coloca como uma espécie de certificadora da moral e dos bons costumes no País, sempre pronta a baixar a marreta sobre o que julga fora dos seus padrões.

O problema, para Veja, é que o jogo de mão entre Policarpo Jr. e Carlinhos Cachoeira pode ter sido pesado, apesar de ainda não estar claro. O silêncio da revista a respeito não contribui em nada para o seu esclarecimento. A aparente relação de intimidade pessoal entre editor-chefe e o contraventor não apenas não é um fato como outro qualquer, como pode ser a ponta do maior escândalo de mídia já visto no Brasil. A não publicação, na edição de Veja que está nas bancas, da surpreendente descoberta de ligações perigosas entre o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) – que na terça-feira 26, sob intensa pressão, renunciou ao posto de líder do partido no Senado – e Cachoeira acentuou a percepção generalizada de que o bicheiro e o jornalista tinham um ou alguns pactos de proteção e ajuda. Será?

O ex-governador José Serra, recentemente, foi apontado pelo ex-ministro em plena queda Wagner Rossi como um dos pauteiros (aquele que define os assuntos a serem abordados) de Veja. Pode ter sido um efeito de retórica do Rossi flagrado pela revista como dono de uma mansão incompatível com seu histórico de homem público. Mas jamais, como agora, houve a suspeita real de que um contraventor pudesse exercer o mesmo papel de, digamos, pauteiro externo da revista. A interrogação é procedente à medida em que, especialmente em Brasília, circulam rumores de que Policarpo comentaria abertamente com Cachoeira os assuntos que seriam abordados em edições futuras da revista e as angulações editoriais das reportagens.

Para qualquer um que trabalhe com informação, conhecer por antecipação o conteúdo de Veja é uma grande vantagem competitiva. Um assessor de imprensa, por exemplo. A posse desse tipo de ativo pode representar a diferença entre um bom contrato e nenhum contrato. Se se abre o espaço para a indicação de assuntos, então, ai o lobista entra no paraíso, passando a ter condições de posicionar seus interesses em espaços nobres que vão da capa à última folha do papel tipo bíblia de Veja, passando pela prestigiada sessão de entrevistas, as páginas amarelas. Será?

Na Inglaterra, em meio às primeiras informações sobre o real modo de agir dos jornalistas do The News of the World, a primeira reação da casa foi também a de silêncio. Em seguida, negativas. Mas os desdobramentos do caso, que incluíram o suicídio de um ex-alto funcionário do governo britânico, levantaram o véu da farsa e a verdade, finalmente, mostrou sua face. Na versão tupi, a suspeita é de que tenha ocorrido, entre Policarpo e Cachoeira, bem mais do que acontece num relacionamento normal entre jornalista e fonte de informação. Cachoeira, via Policarpo, talvez tenha se tornado um observador privilegiado da construção semanal da pauta política da revista, especialmente durante a eclosão do escândalo do mensalão, como afirmou ao 247 o ex-prefeito de Anápolis, Ernani de Paula.

Em nome de ter a notícia em primeira mão, é admissível, do ponto de vista ético, ao profissional da mídia manter relacionamentos privilegiados com quem ele considerar importante para este fim. Mas quase nunca é aceitável fazer com que esses relacionamentos derivem para a não publicação de notícias ou a divulgação parcial dos fatos.

Normalmente, o mundo político espera uma edição da revista Veja para conhecer o conteúdo que ela apresenta sobre os outros. Neste final de semana, o que se quer saber é o que Veja falará dela mesma.

http://brasil247.com/pt/247/midiatech/50178/Caso-Policarpo-Cachoeira-ser...

 

BC estima inflação em 4,4%, abaixo da meta do governo para 2012

 

A nova previsão do Banco Central, divulgada no Relatório Trimestral de Inflação, coloca o IPCA deste ano abaixo do centro da meta estabelecida pelo governo, que é de 4,5%. Já o dado para 2013 sinaliza deterioração. A nova estimativa é de 5,2%, ante os 4,7% anunciados anteriormente. Ainda assim, estaria abaixo do teto da meta, de 6,5%.

São Paulo - O Banco Central (BC) reduziu sua projeção de inflação de 2012 para 4,4%, 0,3 ponto percentual abaixo da previsão anterior. O dado consta no Relatório Trimestral de Inflação do órgão, divulgado nesta quinta-feira (29) e que usa como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE.

A nova previsão do BC coloca a inflação deste ano abaixo do centro da meta estabelecida pelo governo, que é de 4,5%. Já o dado para 2013 sinaliza deterioração inflacionária. A nova estimativa é de 5,2%, ante os 4,7% anunciados anteriormente. Ainda assim, estaria abaixo do teto da meta, de 6,5%.

A previsão oficial é próxima do apurado pelo próprio BC nas estimativas do mercado. As projeções nesse caso são de 4,5% em 2012, 0,3 ponto percentual abaixo do registrado no último relatório, e 5,3% em 2013, 0,1 ponto acima do dado anterior.

No que se refere ao balanço de riscos, o BC avalia que o cenário internacional continua a manifestar viés desinflacionário no horizonte relevante, ou seja, torna favorável o balanço de riscos para a inflação doméstica. A avaliação é que a economia dos Estados Unidos e, em especial, da Europa, continuarão patinando.

"Nos Estados Unidos, se por um lado existe percepção mais positiva em relação à atividade, ainda que para o curto prazo, por outro, há riscos originados, por exemplo, da recente alta nos preços do petróleo e de cenário de contenção fiscal neste e nos próximos anos. Na Zona do Euro, eventos recentes indicam postergação de uma solução definitiva para a crise financeira e fiscal e, assim, a região continua com perspectiva de redução ou de baixo crescimento da atividade", diz o relatório.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=198...

 

Dilma: Brics devem criticar política de países ricos 

A presidente Dilma Rousseff afirmou hoje, em seminário para cerca de 300 empresários brasileiros e indianos, que os países que integram os Brics - Brasil, Índia, Rússia, China e África do Sul - onde está concentrado o principal crescimento da economia do mundo, precisam levar "uma forte mensagem de coesão política" para a reunião de cúpula do G-20, em junho, no México.

Segundo a presidente, os países emergentes e particularmente Brasil e Índia, devem usar a oportunidade para criticar as políticas expansionistas dos países ricos e exigir deles que "tomem medidas efetivas para garantir a retomada da economia mundial".

No discurso, Dilma voltou a pedir a reforma nos organismos internacionais de crédito, como Banco Mundial (Bird) e Fundo Monetário Internacional (FMI), com o aumento da participação dos emergentes em suas decisões, e no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que, segundo ela é "carente de legitimidade e eficácia".

Para a presidente, Brasil e Índia têm "sólidas credenciais para lutar contra os efeitos das políticas monetárias expansionistas do mundo desenvolvido, que não têm tomado as providências necessárias para garantir a expansão de suas economias". Ela reconhece que já houve uma melhora na situação da crise que poderia ter sido mais aguda, mas reitera que são imprescindíveis medidas para garantir o crescimento para reverter a situação.

Dilma acrescentou que, embora a crise não tenha sido criada pelos países em desenvolvimento, os emergentes sofreram com o efeito dela, "tendo as nossas economias sofrido processo de desaceleração econômica derivada deste cenário internacional".

Depois de ressaltar o "enorme e inquestionável potencial" de perspectivas de ampliação dos negócios entre Brasil e Índia, que deve crescer de US$ 9,2 bilhões de hoje, para US$ 15 bilhões até 2015, Dilma lembrou que os dois países asseguraram seus crescimentos com ampliação do mercado interno.

A presidente desafiou os empresários, afirmando que apesar de o crescimento do comércio entre os dois países ter sido de 20%, de 2010 para 2011,ainda é muito pouco, diante do potencial. O comércio hoje, lembrou, está muito concentrado em petróleo e seus derivados e "precisa diversificar". Dilma endossou as palavras do ministro de Comércio indiano, Sharma Annad, de que este é o século dos Brics.

http://www.dgabc.com.br/News/5949717/dilma-brics-devem-criticar-politica-de-paises-ricos.aspx

 

Senado nos EUA protege interesses de grandes grupos petroleiros

Washington, 30 mar (Prensa Latina) Uma iniciativa governamental para eliminar subsídios a empresas petroleiras estadunidenses deverá ser reescrita pela Casa Branca depois de ser inabilitada por republicanos no Senado federal.

  Em um voto de procedimento, o Senado recusou a discussão do projeto do presidente Barack Obama por 51 a 47 votos, apesar dos dois congressistas opositores -Susan Collins e Olympia Snowe- terem respaldado a iniciativa do presidente.

Os correligionários do chefe de Estado não conseguiram superar as diferenças em suas filas e quatro democratas -Mark Begich (Alaska), Mary Landrieu (Louisiana), Ben Nelson (Nebraska) e Jim Webb (Virginia)- votaram nesta quinta-feira contra a medida.

Obama tinha pedido ao Congresso que pensasse para benefício dos contribuintes em um momento no qual os preços da gasolina dispararam nos Estados Unidos e os grandes consórcios petroleiros ganham milhões sem necessidade de privilégios fiscais.

O Executivo apontou como exemplo a corporação Exxon, que embolsa 4,7 milhões de dólares a cada 60 minutos e também é um dos grupos beneficiados com os mais de dois bilhões de dólares em isenções fiscais federais.

Segundo o governante, a fraude e a manipulação de valores fizeram disparar o custo da gasolina e são os causadores do mal-estar no cidadão médio deste país desde o início de 2012.

A tendência nos preços dos combustíveis é um processo fora do controle do Escritório Oval, mas para começar devemos diminuir os subsídios das grandes companhias petroleiras, remarcou.

Estas empresas estão ganhando mais dinheiro que nunca e o Congresso ainda lhes outorga milhões de dólares em contribuições a cada ano, isso é pouco compreensível, acentuou.

A representante republicana por Ohio, Cory Gardner, contestou que o chefe de Estado fala muito em um contexto de pouca ação, enquanto os valores do galão (3,78 litros) em vários estados alcançaram 4,05 dólares, o mais alto custo desde meados de 2011.

Gardner recordou que sete emendas legislativas para compensar os preços da gasolina esperam pelo voto de um Senado controlado pelos democratas, e Obama não moveu um dedo para agilizar o processo

http://www.prensalatina.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id...

 

Dilma condena a adoção de forma indiscriminada de sanções

A crise nos países muçulmanos virou tema do discurso da presidente Dilma Rousseff hoje (29), no encerramento da 4ª Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em Nova Delhi, na Índia. Dilma defendeu a busca pela paz na Palestina e na Síria e o direito de o Irã desenvolver seu programa nuclear, desde que com fins pacíficos. A presidente defendeu a ampliação do Conselho de Segurança das Nações Unidas, formado por 15 países, dos quais apenas cinco têm assento permanente.

Dilma condenou ainda a adoção de sanções de forma indiscriminada e repudiou a violência e as violações aos direitos humanos. A presidenta ressaltou que o caminho é o da diplomacia e do diálogo. Segundo ela, os países do Brics podem colaborar na busca pela paz. “Os olhos do mundo estão voltados para nós e somos, sem dúvida, a esperança”, disse.

Nas negociações sobre a definição territorial da Palestina, Dilma advertiu que a adoção de restrições econômicas e financeiras na região só agrava a situação como um todo. “[A adoção] indiscriminada de sanções tem provocado a deterioração das relações [como um todo]”, disse ela.

Em relação à onda de violência que domina a Síria há um ano, provocando pelo menos 9 mil mortos e denúncias de violações de direitos humanos, como estupros, torturas e agressões a crianças e adolescentes, a presidenta condenou os atos violentos.

Dilma lembrou que o Brasil apoia as negociações do enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe à Síria, Kofi Annan, que recomendou um plano de paz no país. Anteontem (27) o presidente sírio, Bashar Al Assad, indicou que pretende adotar o plano que prevê um cessar-fogo e a criação de um corredor humanitário, entre outros aspectos.

Para a presidente, é fundamental também que o Irã tenha o direito de desenvolver seu programa nuclear. Ela ressaltou que o Brasil é favorável às pesquisas nucleares com fins pacíficos. A comunidade internacional desconfia que os iranianos desenvolvam armas atômicas nas suas pesquisas.

Dilma chegou anteontem (27) à Índia, onde fica até o dia 31. também participaram das reuniões da 4ª Cúpula do Brics o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, e os presidentes Hu Jintao (China) e Dmitri Medvedev (Rússia) e Jacob Zuma (África do Sul). Todos concederam entrevista coletiva conjunta hoje.

http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2012/03/29/dilma-condena-a-a...

 

Herzog, símbolo da luta pela democracia e liberdade de expressão, projetado sobre o Clube Militar


Re: Clipping do dia
 

A Revista època vem de Demóstenes na capa

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da Agência Brasil

 

Primeira usina hidrelétrica do Rio Madeira entra em operação hoje30/03/2012 - 17h23

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A Usina Hidrelétrica Santo Antônio iniciou hoje (30) a geração comercial de energia, com a entrada em operação de duas turbinas do tipo bulbo que estão conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A usina é um dos principais empreendimentos energéticos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Cada turbina tem capacidade para gerar até 71,6 Megawatts, energia suficiente para atender a cerca de 350 mil residências. A hidrelétrica está sendo construída no Rio Madeira, em Porto Velho (RO).

A greve dos trabalhadores da usina não afetou o acionamento das turbinas, de acordo com a assessoria de imprensa da empresa, porque os testes já estavam sendo feitos desde dezembro do ano passado. Na tarde de hoje, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 14ª Região está promovendo uma audiência de conciliação com os sindicatos dos trabalhadores e as empresas encarregadas da construção das hidrelétricas Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira.

Até o final do ano, a usina terá 12 turbinas em geração comercial e, a partir de janeiro de 2016, com todas as 44 turbinas em operação, a usina irá gerar energia para abastecer mais de 40 milhões de pessoas em todo o país.

A expectativa inicial da empresa era de que o funcionamento da usina começasse em dezembro do ano passado, mas depois o prazo foi prorrogado para a segunda quinzena de março. Mesmo assim, o cronograma da obra ainda está adiantado em relação ao previsto em 2007, quando foi feito o leilão de Santo Antônio, que estabelecia o início da operação para dezembro de 2012.

A hidrelétrica terá capacidade instalada de 3,15 mil megawatts e custo de cerca de R$ 16 bilhões. Santo Antônio e a Usina Hidrelétrica Jirau formam o Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira.

A Santo Antônio Energia, concessionária responsável pela construção e operação da hidrelétrica por 35 anos, é formada pelas empresas Eletrobras Furnas (39%), Odebrecht Energia (18,6%), Andrade Gutierrez (12,4%), Cemig (10%) e o Caixa FIP Amazônia Energia (20%).
 

Edição: Rivadavia Severo

 

 

do Opera Mundi

AL e Caribe reforçam compromisso de erradicar fome antes de 2025

Países também se comprometeram a aumentar o apoio ao Haiti

 

 

 

A América Latina e o Caribe estão "bem encaminhados" para conseguir a meta de erradicar a fome na região antes de 2025, concluiu a 32ª Conferência Regional da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação), que fixou também entre suas prioridades fortalecer o apoio ao Haiti.

"Não estamos atrasados em nossa meta de erradicação da fome na região. Ao contrário, estamos em um bom caminho", destacou o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva.

"A América Latina e o Caribe já se apropriaram da iniciativa para erradicar este flagelo. Antes era apenas um projeto financiado pela Espanha", ressaltou o brasileiro.

Em 2005, quando a Guatemala e o Brasil impulsionaram a iniciativa, apenas um país (Argentina) tinha uma lei de segurança alimentar e atualmente são oito os que contam com legislação nesse campo, acrescentou.

Ao lado do ministro de Agricultura argentino, Lorenzo Basso, o diretor do organismo concedeu uma entrevista coletiva para apresentar as conclusões da 32ª Conferência Regional da FAO, realizada a portas fechadas desde a última segunda-feira (26/03) em Buenos Aires.

Graziano indicou que entre as prioridades para os próximos dois anos estará fortalecer o apoio ao governo haitiano para o desenvolvimento de projetos produtivos.

"O Haiti não é apenas um tema emergencial, mas de reconstrução de um país. É um caso exemplar da relação que há entre a segurança alimentar e a paz", afirmou.

Nesse ponto, o diretor-geral da FAO disse que o governo do Haiti declarou na conferência que o país caribenho não tem apenas um problema de recursos, mas de "coordenação" dos projetos.

"As iniciativas isoladas não servem. Devemos apoiar o governo haitiano em seus programas de segurança alimentar", enfatizou Graziano.

Entre os resultados da reunião, o brasileiro destacou que os 32 países participantes reafirmaram seu compromisso com a erradicação da fome antes de 2025 e definiram como prioridades de trabalho a segurança alimentar, a adaptação à mudança climática, o fortalecimento da agricultura familiar e a saúde e inocuidade agroalimentar.

Graziano disse ainda que houve avanços em outros cinco temas prioritários, como a cooperação sul-sul, a relação com organismos regionais, a descentralização e reforma da FAO, o compromisso para aumentar a produção de alimentos e o apoio à pesca, à agricultura e ao setor florestal.

O responsável da FAO destacou a "alta participação" registrada na reunião na capital argentina, à qual só faltou o Suriname, assim como a contribuição da sociedade civil nas deliberações de forma ativa pela primeira vez.

A pedido dos representantes da sociedade civil, apontou, a Conferência Regional acertou iniciar um processo de debate sobre a soberania alimentar, conceito que "já está incorporado em leis de diferentes países da região como o Equador, Nicarágua e Venezuela".

Basso, por sua vez, comentou que nos debates foi abordado o aumento e a volatilidade dos preços dos alimentos e foi iniciada também uma discussão sobre a "estrangeirização" de terras, assunto sobre o qual foi acertada a formação de um grupo que se encarregará de reunir as experiências sobre normas desse campo.

Nas deliberações, o Brasil se comprometeu fazer um investimento de 20 milhões de dólares adicionais em sua cooperação com a FAO e foi assinado um acordo de cooperação em segurança alimentar com a Aladi (Associação Latino-Americana de Integração).

A próxima Conferência Regional da FAO ocorrerá no Chile em 2014.

 

da Agência Brasil

 

Petrobras passará a usar gás produzido em aterro sanitário como combustível para refinaria30/03/2012 - 12h47

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A Petrobras vai começar a usar o gás metano produzido no aterro sanitário de Gramacho, localizado a 1,5 quilômetro de distância, como combustível na Refinaria Duque de Caxias (Reduc) a partir do final de abril. O convênio assinado com a empresa Gás Verde, responsável pela produção do gás, prevê o fornecimento de 200 mil metros cúbicos por dia.

De acordo com o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, o gás produzido a partir do lixo responderá por 70% do total consumido pela Reduc.

O mesmo volume de gás natural que era usado pela Reduc será vendido para a distribuidora CEG, que poderá destiná-lo a consumidores residenciais ou industriais do estado. Segundo a presidenta do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos, a compra do gás do aterro foi um compromisso da Petrobras para que a licença de operação fosse renovada.

“Isso foi uma compensação, para evitar que esse metano de Gramacho, como não tinha cliente e estava sendo queimado, gerasse gases de efeito estufa. Que ele passasse a ser aproveitado”, disse Ramos.

Edição: Graça Adjuto

 

do Vermelho.org.br

 

30 DE MARÇO DE 2012 - 10H58 

Assentados tem estimativa de produzir 300 mil sacas de arroz

 

Acontece, em 2 de abril, a 9° Abertura da Colheita do Arroz Ecológico de Rio Grande do Sul, no assentamento Capela, no município de Nova Santa Rita.


No evento, que acontece todo ano, as famílias estreitam os laços com a sociedade e celebram mais uma safra, mostrando alternativas saudáveis na produção agrícola.

O processo de produção do arroz é coordenado por famílias organizadas em cinco cooperativas de produção agropecuária de assentamentos do MST, que formaram um grupo gestor do arroz.

Mais de 1600 famílias, de 11 municípios, que vivem em 16 assentamentos, estão envolvidas, direta e indiretamente, na produção.

Veja vídeo sobre a produção de arroz no Rio Grande Sul: http://www.mst.org.br/producao-de-arroz-organico-coopat

A festa da colheita é organizada com apoio do MST, da Cooperativa de Prestação de Serviços Técnicos e da Cooperativa Central dos Assentados do Rio Grande do Sul.

A produção estimada na safra de 2011/2012 é de mais de 300.000 sacas de arroz orgânico, que superará em 25% a safra anterior.

De acordo com Emerson Giacomeli, da Cootap, a participação de famílias na produção de arroz dessas cooperativas cresceu 20% e a área plantada aumentou 30% (em torno de 3.600 hectares).

Celebração

Participarão da abertura da colheita autoridades regionais e estatuais, como o governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro (PT), deputados federais e estaduais e representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), além de outras entidades governamentais e organizações da sociedade civil.

O arroz ecológico é produzido em um sistema de cultivo que coloca todas as etapas da produção nas mãos dos agricultores. O manejo é realizado com técnicas que não agridem o meio ambiente, que tem vantagens de curto e longo prazo.

Os organizadores da colheita avaliam que esse sistema produz um arroz saudável, livre de substâncias nocivas, venenos e adubos químicos, preservando a fertilidade e biodiversidade do solo e valorizando a população camponesa.

 

do Brasil de Fato

E os pobres no meio do caminho?  

Cerco policial, repressão e especulação imobiliária em Curitiba são exemplos de um processo em curso no país sob o pretexto dos megaeventos

30/03/2012

 

Pedro Carrano

de Curitiba (PR)

 

 

450 integrantes das polícias de Curitiba participaram da

operação no bairro Uberaba - Foto: Felipe Rosa/Folhapress

Nas 12 comunidades e vilas do bairro do Uberaba, na periferia de Curitiba, trabalhadores e habitantes do local conheceram a experiência de uma “ocupação” de cerca de 450 policiais, um operativo denominado Unidade do Paraná Seguro (UPS), projeto piloto cuja comparação é inevitável com o modelo da contraditória Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), do Rio de Janeiro. Ao longo de uma semana de cerco policial no bairro – que prossegue até o momento – foram presas 17 pessoas, três delas no dia da invasão da PM, com o pretexto de combate ao tráfico e à violência. Mais de 2.500 abordagens foram feitas, para apenas 34 mandados de busca e apreensão cumpridos. Ao final, não houve apreensão de drogas e armas. Cerca de 300 policiais permanecem na área para a instalação da UPS.

Há suspeitas, por parte de pesquisadores do tema, de que esses fatos tenham relação com possíveis remoções futuras em áreas de ocupação irregular, tendo como foco a “higienização social” e o terreno limpo para a vinda de turistas durante a Copa do Mundo, uma vez que o bairro está no corredor entre o aeroporto e o centro da capital. Há locais em Curitiba com maior índice de violência, uma vez que Uberaba é a região considerada a terceira mais violenta de Curitiba. É certo que outras experiências como essa estão no horizonte do governo do Paraná. Até o final de 2012, Curitiba deve contar com 10 UPSs. No interior do estado, entre 20 e 25 cidades devem receber a experiência até 2014, de acordo com declarações do secretário de Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César.

 

Abusos

Entidades de direitos humanos repercutiram a denúncia de que o servente de pedreiro Ismael Ferreira da Conceição, jovem afrodescendente de 19 anos, foi preso sem motivo e torturado por policiais militares. O poder, por sua vez, esquiva- se e classifica que o caso não repercute na totalidade da UPS. Embora a divulgação tenha sido de uma suposta tranquilidade do operativo, como expressaram os veículos de mídia corporativa, entusiastas da ação, caso da RPC (filial da Rede Globo), as fotografias de fuzis apontados para moradores, em casas extremamente simples, deixam no ar a desconfiança sobre o método da ação. Denúncias de pessoas que realizam trabalho social no Uberaba apontam que moradores são usados para que a polícia chegue aos pontos de tráfico. “Na primeira semana, eles mostraram terror, apontando a metralhadora para todo mundo, intimidando no ônibus, inclusive o meu filho foi tratado como se fosse suspeito. Essa semana já houve um assassinato. Partem do princípio de que todos são bandidos”, descreve uma professora, moradora da região.

Ainda este ano serão implantadas mais 10 UPSs

em Curitiba - Foto: Giovani Santos/Polícia Civil/SESP

“Nossa leitura é de que há uma ‘policização’ das relações sociais e de polícia, relação social que não apresenta para a comunidade educação, saúde, não leva creches para a população. As políticas de assistência social não precisam de polícia, mas o discurso é como se fosse necessário primeiro esse tipo de ação”, reflete André Giamberardino, pesquisador do núcleo de práticas jurídicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Na análise dele, a criação de um contexto de medo interessa ao capital privado. “O medo do crime se tornou uma matéria- prima que dá origem a vários produtos, um deles é o voto. Apela para a emoção da pessoa e produz muito lucro, por meio do mercado da segurança privada, que representou o segundo maior lucro dos últimos anos de empresas privadas no Brasil”, afirma.

É preciso levar em conta nesses casos de repressão direta, ou então em ações de militarização de territórios comandados pelo Estado, como é o caso das UPPs, o fato de serem levadas a cabo principalmente por governos declaradamente direitistas, como é o caso de Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo, governados pelo PSDB ou por governadores da base conservadora do governo, como acontece no Rio. Outro fator decisivo, os interesses das imobiliárias financeirizadas têm peso grande em ações de despejo como a que foi feita na Cracolândia, em São Paulo, na mesma semana da repressão contra os moradores do Pinheirinho, na cidade de São José dos Campos, cujo terreno, pertencente ao mega-especulador Naji Nahas já está cotado em R$ 500 milhões após o despejo. “(...) tem-se em grande medida aumentado o espraiamento urbano, com consequências para o meio ambiente, os transportes e a infraestrutura, além da especulação imobiliária em curso, sem controle estatal algum. Os instrumentos do Estatuto da Cidade não têm sido quase utilizados, de modo que não há freios para a renda da terra crescer.

O mercado imobiliário tem uma particularidade, quanto mais se produz mais caro fica o produto, ao contrário da produção industrial de bens de consumo. Isso porque há escassez de terras. Se não houver uma regulação pública, a máquina de crescimento imobiliário vai se travar ou vai voltar a concentrar seu mercado. O que estamos assistindo é uma verdadeira anti-reforma urbana e a privatização da política habitacional”, afirma o arquiteto e urbanista Pedro Arantes, ao analisar o quadro atual dos programas de moradia e do acesso do povo a eles.

 

Eh so falar em puteiro que ele aparece, ta vendo?

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

do Opera Mundi

 

STEPHEN LERNER/OCCUPY WALL STREET |29/03/2012 - 13h20 | Charles Nisz | São Paulo
Segundo um dos mentores do movimento, Stephen Lerner, o Occupy Wall Street terá um papel forte depois das eleiçõesOccupy Wall Street critica Obama e diz que não apoiará ninguém nas eleições    

 

A camisa social de manga curta, a expressão simpática e o sorriso de Stephen Lerner não denunciam a fala enfática e a atuação num dos movimentos mais contundentes do início do século XXI. Entretanto, o norte-americano de 54 anos é um dos mentores do movimento Occupy Wall Street.

Desde 17 de setembro de 2011, os protestos têm ocupado as ruas de diversas cidades contra a crise econômica nos EUA e contra a crescente influência empresarial na sociedade norte-americana. Há três décadas Lerner atua na organização de movimentos trabalhistas por melhor remuneração, condições de trabalho e qualidade de vida.

Sind bancários/divulgação

Lerner: somos um movimento horizontal, disperso, e por isso não iremos declarar apoio a nenhum candidato

Em entrevista exclusiva ao Opera Mundi na sede do Sindicato dos Bancário, em São Paulo, Lerner disse que o Occupy Wall Street fará pressão durante e após a campanha presidencial de 2012, mas não apoiará nenhum candidato. Segundo ele, é uma ação necessária, pois “a direita questiona cada vez mais” os benefícios dados aos cidadãos norte-americanos menos favorecidos. “Se (Mitt) Romney for indicado para disputar a eleição contra Obama, vocês verão esses questionamentos”, afirma Lerner.

De acordo com ele, reintroduzir o debate sobre a desigualdade social foi uma das principais vitórias do movimento. “O poder e a riqueza estão cada vez mais concentrados nas mãos dos executivos financeiros de Wall Street”. Para Lerner, a solução é o aumento dos impostos sobre os rendimentos dos mais ricos. “Cada vez mais, o cidadão comum questiona a interferência das empresas na política norte-americana.”

Segundo ele, o Occupy Wall Street não irá apoiar ou condenar nenhum candidato. “Muitos já entenderam o nosso papel em criticar a política tradicional e até por conta de sermos um movimento horizontal e disperso em várias demandas, não iremos declarar apoio a nenhum candidato”, explica.

Obama

Apesar de se sentir desconfortável para falar em nome do Occupy sobre Barack Obama, Lerner admite que há descontentamento com o governo atual. “Para além do presidente, há ceticismo quanto ao sistema político nos EUA”, pontua. “Mesmo quando elegemos um político progressista como Obama, é difícil conquistar coisas”.

Segundo Lerner, o Occupy Wall Street terá um papel forte depois das eleições: “em 2008, elegemos Obama e ficamos parados enquanto a direita cumpria sua agenda. Não podemos deixar que isso se repita em 2012”.

Na opinião dele, o Occupy precisa se manter ativo para continuar pressionando contra os privilégios dos banqueiros enquanto a maioria da população sofre as consequências da crise econômica: “será nossa culpa, se não cumprirmos essa missão”, conclui.

Efe (29/02/2012)

Manifestantes do Occupy Wall Street protestam em frente à sede do Bak of America em Nova York 

Ocupar. E depois?

A falta de uma liderança definida e a ausência de “objetivos” são duas das críticas mais comuns ao Occupy Wall Street. Lerner minimiza esses ataques e diz que o movimento abalou os sindicatos tradicionais. “Em seis meses, o movimento cresceu muito e colocou em pauta uma questão (aumento da desigualdade nos EUA) de uma maneira que outros movimentos jamais conseguiram”.

Mas há desafios a serem vencidos na continuidade do movimento. “Temos muitas lideranças e uma lista imensa de demandas, mas não temos poder”, afirma Lerner. “Nosso desafio é utilizar essa energia e nos conectar com as organizações sociais tradicionais para sermos ainda maiores. Por outro lado, esperamos continuar a agir sem medo.”

“O Occupy Wall Street não é um movimento sem líder. São muitos líderes e muitas facetas, demandas”, explica o sindicalista. Segmentos do movimento adotaram demandas sociais diversas, diz. “Alguns foram lutar pelos direitos de quem perdeu suas casas com a crise dos títulos subprime (hipotecas); outros foram para as universidades protestar contra os crescentes custos da educação superior norte-americana; há aqueles que foram para os Occupy Work Places, ajudando a fomentar sindicatos e fortalecer a luta trabalhista”.

Resto do mundo

Para ele, “é difícil pensar em termos globais, pois cada país vive uma situação histórica e política diferente”. Mas Lerner tenta traçar alguns paralelos entre o Occupy Wall Street e outros movimentos sociais ao redor do globo. “As pessoas que tomaram a capital de Wisconsin tinham a Primavera Árabe como inspiração”. 

Segundo o ativista, os norte-americanos estão mais conscientes das mudanças sociais no resto do mundo e perceberam como estavam ficando desiguais economicamente. “Os EUA não têm uma tradição recente de protestos massivos, mas estávamos prestando atenção ao que acontecia no mundo”.

 

da Agência Brasil

 

30/03/2012 - 22h08

Paulo Virgilio
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Está disponível para consulta na internet, a partir de hoje (30), o livro Arquivo, Memória e Resistência dos Trabalhadores no Campo e na Cidade, lançado nesta sexta-feira, no salão nobre do Arquivo Nacional, no centro do Rio de Janeiro. Com versão apenas eletrônica, a obra pode ser acessada nos portais doCentro de Documentação e Memória Sindical da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do Arquivo Nacional e do Centro de Referência Memórias Reveladas.

A obra contém 18 artigos sobre experiências de organização de trabalhadores a partir de arquivos sindicais, arquivos rurais, da Justiça trabalhista, e sobre a memória da resistência ao regime de exceção que o Brasil vivenciou de 1964 a 1985. Os artigos resultam de comunicações apresentadas no 2º Seminário Internacional O Mundo dos Trabalhadores e Seus Arquivos, promovido pelo Arquivo Nacional e pela CUT, realizado no ano passado, no Rio de Janeiro.

“Essa coletânea é um verdadeiro testemunho da importância dos arquivos para a compreensão da história da luta da classe trabalhadora”, avalia, na apresentação da obra, um dos organizadores, Antonio José Marques. Ele dividiu o trabalho com a pesquisadora Inez Terezinha Stampa. Segundo Marques, o livro certamente será de interesse para arquivistas, historiadores, documentaristas, bibliotecários, cientistas sociais e demais pesquisadores e estudantes com atuação na área dos arquivos operários, rurais e sindicais.

Edição: Lana Cristina
 

 

Da Radio Nederland Wereldomroep

 

O promotor do TPI, Luiz Moreno Ocampo, e a atriz norte-americana Angelina JolieRetrato de Lauren ComiteauMapPare o genocídio, eu sou uma celebridade! Data de publicação : 29 Março 2012 - 12:03pm | Por Lauren Comiteau (Foto: ANP)
 

George Clooney testemunhando no senado norte-americano que o governo sudanês está atacando civis desarmados. Angelina Jolie na tribuna do Tribunal Penal Internacional (TPI) ao ser pronunciado seu primeiro veredicto – contra o ex-líder de milícias congolês Thomas Lubanga. E claro, P Diddy, Rihanna e Oprah Winfrey tuitando o líder rebelde ugandense Joseph Kony para a estratosfera das redes sociais com o vídeo ‘Kony2012’.

Qual a relação de celebridades com crimes de guerra? Elas merecem as críticas que recebem ou será que genuinamente ajudam a chamar atenção para conflitos pouco conhecidos?
“Sim, é uma regra geral”, diz Charlie Kaye, produtor executivo de rádio para a rede norte-americana CBS. Segundo ele, o foco de George Clooney no Sudão do Sul é o melhor exemplo da força das estrelas. “Forçou as emissoras a falar de temas que normalmente não receberiam nenhum tempo na mídia.”

Fotogênico
É exatamente o tipo de publicidade que as estrelas atraem que faz com que ONGs disputem seu apoio. “Clooney diz que, quando viaja, as câmeras o acompanham, que ele não pode escapar das câmeras. Mas muitas das pessoas que mais precisam de atenção, não importa o que façam, não conseguem nenhuma atenção da mídia”, diz Jonathan Hutson, diretor de comunicação do Enough Project, apoiado por Clooney. (O projeto tem como objetivo acabar com o genocídio e crimes contra a humanidade.)

“Então, a ideia dele é simplesmente ir a lugares onde as pessoas estão sofrendo violações dos direitos humanos e arrastar câmeras e microfones junto”, diz Hutson.

Assento VIP
Quando Angelina Jolie apareceu na tribuna do TPI para ouvir o primeiro veredicto contra o ex-líder de milícias congolês Thomas Lubanga, sua presença foi criticada por alguns observadores por tirar a atenção das vítimas dos crimes de Lubanga. Mas o porta-voz do TPI, Fadi El Abdallah, defendeu a presença da atriz. “Se ajuda a dar mais atenção às vítimas e crimes, não há razão para ser contra.”

O promotor do TPI, Luis Moreno Ocampo, é um defensor do apoio de celebridades para seu tribunal. Além de várias aparições públicas com Jolie, Moreno Ocampo aparece no vídeo ‘Kony2012’ – uma ação que ele apoia e que, Segundo ele, “mobilizou o mundo”.

Twitter
Joseph Kony é procurado pelo TPI por crimes contra a humanidade por usar crianças-soldado em sua guerrilha em Uganda, o Exército de Resistência do Senhor. Até hoje, o vídeo ‘Kony2012’, realizado pela ONG Invisible Children, foi clicado 85 milhões de vezes no YouTube, apesar das críticas que tem recebido sobre a não precisão da informação e modo de financiamento. Mas, preciso ou não, o impacto do vídeo – em grande parte iniciado pelos tweets de celebridades – é incontestável. Depois da repercussão no YouTube e no Twitter, diz Charlie Kaye, da CBS, as emissoras não tinham outra opção a não ser cobrir a história. “O Twitter está ajudando a pautar a mídia hoje em dia”, afirma Kaye. “Há um equilíbrio delicado entre o que as pessoas precisam saber e o que elas querem saber, e as celebridades entram nas notícias que elas querem saber.”

Diamantes e tribunais
Um exemplo é o caso da modelo Naomi Campbell. Relutante em aparecer no tribunal, ela foi intimada a testemunhar no julgamento do ex-presidente da Libéria, Charles Taylor, por supostamente ter recebido dele diamantes de sangue. Embora ela alegue que não sabia o que eram as “pedras de aparência suja”, sua aparição no tribunal (para contradizer o testemunho do próprio Taylor, que diz nunca ter possuído diamantes brutos, apenas jóias) trouxe consigo hordas de jornalistas e caminhões para transmissão ao vivo via satélite. Deu ao julgamento uma atenção sem precedentes, ainda que por apenas alguns dias no verão de 2010. E os jornalistas convenientemente permaneceram para as testemunhas seguintes – a atriz Mia Farrow e a ex-agente de Campbell, Carole White, que contradisseram o testemunho de Campbell.

 
Bom o suficiente  
Lisa Ann Richey, autora do livro “Brand Aid: compre bem para salvar o mundo”, diz que o envolvimento de estrelas em causas ou casos jurídicos pode, sim, ter um impacto amplo. “Talvez pessoas que não sabiam nada sobre a África ou sobre a história do Sudão possam, pelo fato de serem atraídas por George Clooney, começar a olhar com mais atenção e se informar sobre estas causas.”

Mesmo que os motivos das celebridades às vezes sejam suspeitos, no fim, talvez não faça diferença. Pessoas fazem coisas certas por motivos errados o tempo todo. E talvez às vezes isso seja bom o suficiente.

 

 

do  Vermelho.org.com

 

30 DE MARÇO DE 2012 - 15H45 

Após repercussão, STJ admite rever decisão sobre estupro 

 

Após repercussão negativa, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ari Pargendler, admitiu nesta quinta-feira (29), que a Corte pode rever o julgamento em que inocentou um homem que manteve relações sexuais com meninas de 12 anos. Pelo entendimento do tribunal, a relação sexual entre um homem e crianças menores de 14 anos de idade não configura necessariamente o crime de estupro.


"É um tema complexo. Foi decidido por uma seção do tribunal. É a palavra do tribunal, mas evidentemente cada caso é um caso. O tribunal sempre está aberto para a revisão de seus julgamentos. Talvez isso possa ocorrer", admitiu Ari Pargendler.

O resultado do julgamento recebeu crítica de vários setores – do governo, do Parlamento e dos Procuradores da República. A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos, criticou o resultado do julgamento e defendeu a reversão da decisão. "Quem foi julgada foi a vítima, mas não quem está respondendo pelo crime", afirmou revoltada.

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) classificou a decisão do STJ como uma afronta ao princípio da proteção absoluta de crianças e adolescentes. "O tribunal pressupõe que uma menina de 12 anos estaria consciente da liberdade de seu corpo e, por isso, se prostitui. Isso é um absurdo", afirmou o presidente da associação, Alexandre Camanho.

Já os integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que investiga a violência contra a mulher, aprovaram uma nota de repúdio à decisão do STJ. A presidente da Comissão, deputada Jô Moraes (PCdoB-MG) disse que a decisão abre um precedente que fragiliza pais, mães e todos aqueles que lutam para cuidar de nossas crianças e adolescentes.

E concorda com a decisão da ministra Maria do Rosário de encaminhar solicitação ao Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, e ao Advogado-Geral da União, Luiz Inácio Adams, para que analisem medidas judiciais cabíveis para reversão da decisão. 

De Brasília
Com agências

 

"Após repercussão, STJ admite rever decisão sobre estupro":

Porque?  Eles adoram puteiro.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Meu caro Ivan Moraes:

apesar de nao te conhecer, muito te estimo, dado a frequencia com que comentarios seus aqui no blog, ou  ao menos parecem expressar posicoes identicas aas minhas, ou me fazem refletir por uma perspectiva que eu ainda nao tinha imaginado.

Em respeito a essa estima, te peco: nao denigra a imagem das honestas trabalhadoras do sexo(http://www.youtube.com/watch?v=fuV9FCoi1z0), as associando com os deuses de toga do STJ. Eh verdade, os segundos tambem poe a venda algo intimo (suas convicoes, ideias, voz, imagem, consciencia, nome), mas ao contrario das primeiras, recebem da sociedade brasileira nada alem de respeito.

Nao creio que haja justica nessa atitude, e tenho certeza que um tribunal serio daria minha causa como ganha. Esse, com certeza, sabeira algo de direito/ justica, e tambem, infelizmente, com certeza, nao seria nem o STJ, nem STF.

Abracos fraternos,

 

Da Ansa

EUA E UE DENUNCIAM ARGENTINA NA OMC POR MEDIDAS PROTECIONISTAS

 

GENEBRA, 30 MAR (ANSA) - Os Estados Unidos e a União Europeia estão entre os 12 sócios da Organização Mundial de Comércio (OMC) que denunciaram a Argentina por aplicar diversas medidas protecionistas.
   
Os países que protestam contra o Estado argentino detalharam a natureza e os efeitos das medidas restritivas ao comércio exterior que o governo de Cristina Kirchner está aplicando em uma declaração conjunta apresentada durante a reunião do Conselho para o Comércio de Bens da OMC, em Genebra.
   
Também se somaram à reivindicação Austrália, Coreia do Sul, Israel, Japão, Noruega, Nova Zelândia, Panamá, Tailândia, Taiwan e Turquia.
   
Estes países se manifestaram contra o uso extensivo das licenças de importação não-automáticas, a necessidade de registrar previamente os produtos a serem comprados pela Argentina e a necessidade de aprovação prévia, ações praticadas desde 2008, denunciaram.
   
As restrições têm sido impostas para proteger a indústria nacional e evitar a fuga de capitais. Elas se aplicam principalmente a computadores portáteis, eletrodomésticos, químicos, automóveis, maquinarias, têxteis, papelaria, entre outros. (ANSA)

 

Do Publico.pt

 

Mulher do líder da Al-Qaeda prestou declarações às autoridades paquistanesas

Bin Laden teve 4 filhos e viveu em 5 casas após o 11 de Setembro

30.03.2012 - 19:35 Por Isabel Gorjão Santos, com agências

 Polícia paquistanesa guarda a casa onde Bin Laden foi morto, em AbbottabadPolícia paquistanesa guarda a casa onde Bin Laden foi morto, em Abbottabad (Aamir Qureshi)O líder da Al-Qaeda era um dos homens mais procurados do mundo, mas enquanto vivia clandestinamente teve mais quatro filhos e viveu em cinco casas nos anos que se seguiram aos atentados de 11 de Setembro de 2001, contou à polícia a mais jovem das suas mulheres.

Osama Bin Laden foi morto numa operação das forças especiais norte-americanas em Maio do ano passado, no Paquistão. Com ele estavam várias crianças e mulheres, entre elas a iemenita Amal Abdul Fateh, que contou às autoridades paquistanesas alguns pormenores sobre a vida do líder da Al-Qaeda nos anos que se seguiram aos atentados que derrubaram as Torres Gémeas de Nova Iorque.

Amal tem 30 anos, é a mais jovem das mulheres de Bin Laden e ficou retida pelas autoridades paquistanesas logo após a operação norte-americana em que foi tomada de assalto a casa onde o líder da Al-Qaeda vivia com a família na localidade de Abbottabad. O seu depoimento, ou parte dele, relata a fuga de Bin Laden do Afeganistão após a intervenção militar norte-americana em 2001, e conta também o nascimento de quatro filhos, dois deles em hospitais públicos.

No relatório da polícia a que a AFP teve acesso, com a data de 19 de Janeiro, Amal conta que entrou legalmente no Paquistão em Julho de 2000 e depois deslocou-se a Kandahar, no Sul do Afeganistão. Terá sido aí que casou com Bin Laden, a cidade era então um bastião dos taliban.

A família acabou por separar-se após os atentados de 11 de Setembro, quando Bin Laden se tornou no homem mais procurado do mundo. Amal diz ter-se refugiado em Carachi, no Paquistão, com Safia, a primeira filha do casal. Contou na altura com a ajuda do filho mais velho de Bin Laden, Saad, voltou a encontrar-se mais tarde com o líder da Al-Qaeda em Peshawar, também no Paquistão. Segundo o relatório da polícia citado pela AFP, não voltariam a separar-se até ao dia em que foram capturados.

Mantiveram-se naquela região entre 2002 e 2005, primeiro em Swat, depois em Haripur, a hora e meia de Islamabad, até que se instalaram em Abbottabad. Nesse tempo, já após o 11 de Setembro, Amal de Bin Laden tiveram quatro filhos. Dois nasceram em Haripur, uma rapariga em 2003 e um rapaz em 2004, ambos no hospital local onde Amal ficou apenas “duas ou três horas”. Já em Abbottabad nasceram outra rapariga, Zainab, em 2006, e um rapaz, Hussein, em 2008.

As autoridades paquistanesas já anunciaram que vão acusar Amal e outras duas mulheres de Bin Laden encontradas na casa de Abbottabad – bem como as filhas adultas de Bin Laden, Maryam, de 21 anos, e Sumaya, de 20 – de entrada ilegal no país. Nenhuma delas apareceu em público após a captura de Bin Laden, e só Amal aceitou colaborar com a polícia e prestar declarações.

A operação norte-americana aumentou a tensão entre os EUA e o Paquistão. As autoridades de Islamabad não foram informadas da operação e nos EUA questionou-se como foi possível o líder da Al-Qaeda viver tanto tempo em território paquistanês sem ter sido detectado pelos serviços de informação e sem qualquer espécie de conivência por parte das autoridades.

O depoimento de Amal foi também divulgado pelo jornal paquistanês Dawn e pelo The New York Times. Em Washington não houve comentários sobre o teor das declarações, mas responsáveis norte-americanos consideraram que condizem com as movimentações que se conhecem do líder da Al-Qaeda.

 

da Agêncial Brasil

 

TJSP rejeita recurso e mantém condenação de Palocci por improbidade administrativa30/03/2012 - 17h44

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) rejeitou recurso do ex-ministro Antonio Palocci (PT) e manteve sua condenação por improbidade administrativa. A decisão, tomada dia 26 de março e conhecida hoje (30), confirmou a sentença da 2ª Vara da Fazenda Pública de Ribeirão Preto (SP), que determinou que Palocci devolvesse aos cofres públicos R$ 413,2 mil que foram gastos em publicidade considerada irregular.

Para o relator do processo, desembargador Magalhães Coelho, a publicidade - que tinha um “P” estilizado, o nome do prefeito, em fundo vermelho, acompanhado pela frase Ribeirão Moderna e Humana - utilizada por Palocci na época em que era prefeito de Ribeirão Preto, não tinha qualquer caráter educativo ou informativo e utilizou dinheiro público apenas para promoção pessoal do ex-ministro. “Tem-se, objetivamente, que o material publicitário não apresenta cunho educativo ou de informação, fazendo, muito ao contrário, patente promoção da gestão do agente político”, diz o relator.

A defesa do ex-ministro disse que vai recorrer da decisão.

Edição: Fábio Massalli

 

Nassif, talvez essa aqui te interesse: Globo grava reportagem sobre corrpução na assembléia de mato grosso, que não vai ao ar no Fantástico...que na edição local, segundo o manifesto de uma ong contra a corrupção, é  recheada de propaganda...da assembléia de mato grosso:

 

http://paginadoenock.com.br/a-rede-globo-de-televisao-e-o-reporter-eduar...

 

A Rede Globo de Televisão e o repórter Eduardo Faustini devem uma explicação à sociedade matogrossense. Ong Moral quer saber por que o Fantástico escondeu reportagem sobre Geraldo Riva

 

O Movimento Organizado pela Moralidade Pública e Cidadania, mais conhecido como Ong Moral, divulgou nesta quinta-feira o seguinte comunicado:

CARTA ABERTA À REDE GLOBO DE TELEVISÃO

O Movimento Organizado pela Moralidade Pública e Cidadania – Moral, vem manifestar seu apoio à campanha da Rede Globo com denúncias sobre corrupção apresentadas no programa Fantástico.

A importância desse tipo de denúncia vem compensar a falta de atividade legislativa no país, onde em todos os níveis não existe fiscalização dos atos do executivo. Assim, as propinas azeitam as milionárias campanhas políticas e as trocas de favores por cargos são tão comuns que o povo vive desesperançado.

No estado de Mato Grosso a grande mídia faz um silêncio pavoroso quando o assunto são as denúncias de quem ordena despesas para campanhas publicitárias que são um escândalo. Só a Assembléia legislativa em 2010 usou de 18 milhões do erário para comprar o silêncio da maioria dos veículos.

Por isso vimos pedir que a Rede Globo esclareça ao povo de Mato Grosso e do Brasil, porque em dezembro de 2010 deixou de levar ao ar uma reportagem feita pelo “repórter sem rosto” Eduardo Faustini sobre os processos que envolvem o presidente da Assembléia Legislativa, deputado José Riva, acusado pelo Ministério Público de desviar, em valores atualizados, cerca de meio bilhão de reais dos cofres públicos.

O repórter da Globo, acompanhado de um militante da Ong Moral, com veículo locado pela entidade, foi a Campo Verde onde entrevistou os contadores que montaram as empresas fantasmas. No cemitério em Várzea Grande filmou o túmulo do homem que depois de morto assinou cheques  recebidos da Assembléia. O repórter conversou com promotores que promoveram as ações e reuniu-se também com um grupo de dirigentes do Moral, quando as informações foram complementadas.

Porém, na noite do domingo quando todos sentaram à frente da televisão para assistir a reportagem do Fantástico, o que se viu foram quatro inserções de propaganda da Assembléia Legislativa e nada sobre as acusações ao deputado. A reportagem nunca foi ao ar.

O repórter Faustini passou a não atender as ligações em seus telefones, não dando nenhuma explicação para o silêncio da Rede Globo ante as graves denúncias. Enquanto os boatos nos meios jornalísticos e políticos davam conta que a negociação do silêncio envolveu a soma de 10 milhões de reais.

Não acreditando nos boatos, a direção da Ong Moral enviou uma carta ao Diretor de Jornalismo da emissora no Rio de Janeiro, Carlos Henrique Schroder, sem obter resposta. A falta de esclarecimento é um  desrespeito inclusive aos profissionais sérios do jornalismo desta emissora que atuam  em todo o país.

Como é sabido, o deputado José Riva responde a mais de cem processos, entre ações civis públicas e ações penais, que patinam nos meandros do nosso Poder Judiciário. Para se manter no comando do legislativo local por 17 anos, gasta em média 1,5 milhão de reais por mês com propaganda, emprega fantasmas e loteia favores para acomodar a maioria do seus pares calados e acovardados.

A Rede Globo de Televisão e o repórter Eduardo Faustini devem uma explicação à sociedade matogrossense. O melhor seria a apresentação a reportagem guardada, cujo assunto continua atual. Se aqui em nosso estado uma reportagem sobre corrupção, carregada de provas robustas foi engavetada, quantas mais pelo Brasil terão o mesmo destino?

Cuiabá, 30 de março de 2012.

Assinam os diretores da Ong Moral:

Ademar Adams

Cláudio Fim

Roberto Vaz da Costa

Gilmar Brunetto


 

da Rede Brasil Atual

 

Passados 48 anos do golpe contra João Goulart, resta algo de ditadura

Educação elitizada, saúde privatizada, projetos de cultura abortados: o Brasil de 2012 não se livrou das heranças do golpe contra João Goulart em 1º de abril de 1964

Por: João Peres, Rede Brasil Atual

Publicado em 30/03/2012, 08:25

Última atualização às 19:01

  Passados 48 anos do golpe contra João Goulart, resta algo de ditadura

"Onde estão os mortos e desaparecidos?", questiona o rapaz a um antigo militar, no Rio. Pergunta pertinente. E atual (©Fernando Rabelo/Folhapress)

São Paulo – A instalação da Comissão da Verdade, as ações contra agentes do Estado envolvidos em torturas e sequestros, manifestações pró e contra a punição de militares: o Brasil de 2012 não tem as manifestações de massa das nações vizinhas quando se trata de direitos humanos, mas não se pode afirmar que impere o marasmo de outrora. 

Passados 48 anos do golpe contra o presidente constitucional João Goulart, a transição lenta, gradual e segura proposta pelos militares segue o curso do rio, com águas não tão mansas. É bem verdade que o regime autoritário que vigorou durante mais de duas décadas é um ilustre desconhecido para boa parte da população, ou um fato distante, mas quem desconhece os efeitos de uma educação de nível vexatório? Ou a dificuldade em contar com o serviço público de saúde?

Leia especial sobre os 48 anos do golpe de 1964:

A recente movimentação em torno do legado da ditadura ajuda a que o 1º de abril, data em que os militares deixaram a caserna – com apoio de parte da sociedade civil –, sirva à reflexão sobre os rumos do país, da mesma maneira que ocorre no 24 de março argentino. Enquanto saudosos defendem que se vire essa página da história, é razoável propor que, antes de virá-la, possamos lê-la. 

A educação que se recebe atualmente tem, e muito, ligação com aquilo que foi feito lá atrás, nos anos seguintes ao golpe. A filósofa Marilena Chauí, professora aposentada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), considera que o acesso exclusivo ao ensino superior, deixando de fora as classes baixas, foi o prêmio garantido a setores da classe média que formaram um certo esquadrão ideológico do regime. 

A transformação no currículo escolar e a orientação dos cursos universitários a uma formação técnica foram, para a professora, o caminho encontrado para a formação rápida de uma mão de obra “dócil”. "Além disso, eles criaram a disciplina de educação moral e cívica, para todos os graus do ensino. Na universidade, havia professores que eram escalados para dar essa matéria, em todos os cursos, nas ciências duras, biológicas e humanas. A universidade que nós conhecemos hoje ainda é a universidade que a ditadura produziu", relembra.

Nada mais exemplar neste sentido que a atual situação da USP, outrora de Chauí, Antonio Cândido, Aziz Ab'Saber, e que hoje tem um reitor que se vale de um Estatuto anacrônico, aprovado há 40 anos, para impor dificuldades à circulação do livre pensamento, tão caro ao ensino superior. João Grandino Rodas, persona non grata na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, transformou a Polícia Militar em frequentadora do campus, com o acúmulo de episódios de abuso de autoridade e de repressões gratuitas. 

Por falar em gratuita, na saúde o regime abriu caminho ao ingresso das empresas privadas e criaram-se novas formas de mau uso do dinheiro público. A unificação dos Institutos de Aposentadorias e Pensões no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) foi a maneira de dizer que o serviço, até então prestado pelos hospitais ligados a essas entidades, não tinha mais condições de ser ofertado a todos os segurados. Era necessário que o Estado repassasse recursos ao setor particular, que passaria a cuidar da administração das unidades de saúde. 

“Naquele momento, tudo o que é do Estado é visto como burocrático, lento, de baixa qualidade”, lamenta Sarah Escorel, pesquisadora titular da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “É uma lógica financeira revestida do que seria um aspecto de modernização. Apresenta-se um cálculo de custo-benefício e argumenta-se que os países avançados, em especial os Estados Unidos, não têm serviço público.”

E o que dizer das transformações no setor de cultura? O golpe dá cabo, de imediato, de uma série de iniciativas populares no teatro, no cinema, na literatura. É difícil mensurar aquilo que foi perdido, o que jamais foi retomado e o que deixou de ocorrer em termos de inovação e de difusão de novas ideias. Para o cineasta Silvio Tendler, acompanhado de perto pela censura, a arte incomodou muito o regime porque era a grande forma de contestação. “Jornais tinham de ser reescritos, piadas refeitas, porque imbecis determinavam o que a gente poderia falar ou não”, diz o diretor de Jango, que lamenta o estágio atual do Brasil na tarefa de passar a limpo sua história. “O Brasil é um dos poucos países no mundo onde não houve uma Comissão da Verdade e torturadores e canalhas continuam em liberdade. Cometeram os crimes e ficou por isso mesmo.”

Até agora. Crescem as ações do Ministério Público Federal (MPF) contestando a validade da leitura proferida em 2010 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de que a Lei de Anistia, aprovada em 1979, impede a punição penal de torturadores e sequestradores com base em um suposto processo de “reconciliação nacional”. Tomando como referência a condenação do Brasil na Corte Interamericana de Direitos Humanos, também em 2010, procuradores têm lembrado que os corpos não apareceram – ou seja, os crimes ainda estão por aí. 

O resumo da ópera está nas palavras de Aldo Corrêa, que perdeu irmão, irmã e cunhada entre 1973 e 1974 no episódio conhecido como “Guerrilha do Araguaia”. Elmo Corrêa, Telma Regina Cordeira Corrêa e Maria Célia Corrêa são três das pessoas apontadas pelo MPF no Pará como vítimas do coronel da reserva Sebastião Rodrigues de Moura, o major Curió, responsável pela repressão aos grupos de resistência à ditadura. “Não sei o que passa na cabeça deles de alegar que a Lei de Anistia considerou os desaparecidos como mortos. Isso é para eles. Para nós, familiares, não estão mortos. Se estão mortos, cadê o corpo? Como pode chegar a essa conclusão por mim?”, questiona.

No momento em que este texto é publicado, 237 repressores já foram condenados pelo Judiciário argentino, número que pode aumentar a qualquer momento porque há 778 processados. No Brasil, a esperança de abrir caminho para a punição reside novamente no STF, que tem nas mãos recurso da OAB contra a decisão tomada em 2010. O caso deveria ter ido a julgamento ontem (29), mas não foi. Aguarda-se agora nova data. Para quem quer que continue tudo como agora, é animador o resultado de levantamento divulgado em fevereiro pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Entre 924 entrevistados, 74,8% desconhecem a Lei de Anistia. Se a educação não tivesse sido desmontada durante a ditadura, quem sabe seria mais fácil lê-la.

 

Tem que expor a fotografia de todos os que compareceram ao encontro para comemorar o aniversario da dita 'revolucao de 64'. Sao esses caras que precisam ser mostrados. Eles querem defender e comemorar a revolucao? Sao herois para seus pares? Vamos celebra-los! Visivelmente, para toda a sociedade. Eh bem facil que se ache mais um ou outro torturador/ criminoso entre eles.

 

 

do  Pragmatismo Politico

 

Jornalista da Globo dá dica para advogado de Demóstenes: “Basta alegar que ele é louco”Postado em: 30 mar 2012 às 22:14 | CorrupçãoMerval Pereira foi ao psicanalista Joel Birman para tentar entender como o senador Demóstenes Torres, aquele homem tão puro, defensor da ética, rolou cachoeira abaixo

demóstenes ético cpi cachoeiraAntônio Mello, em seu sítio

Depois que a casa cai, aparecem os engenheiros de obras fracassadas. É divertido observar o comportamento acuado, quase infantil, da mídia corporativa diante da queda do senador Demóstenes Torres.

Completamente aturdido, Merval Pereira foi ao psicanalista Joel Birman para tentar entender como aquele homem tão puro, defensor da ética, rolou cachoeira abaixo:

Segundo o psicanalista Joel Birman, professor da UFRJ e da UERJ, o senador Demóstenes é um mitômano que acreditou na sua própria fantasia.

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Ele vestiu uma máscara e ela acabou se colando em seu corpo. Ao dizer “Eu não sou mais o Demóstenes”, está revelando uma personalidade psicologicamente quebrada, como se dissesse “Eu não sei mais quem é o Demóstenes”.

Está também se fazendo de vítima para seus pares, a fim de evitar um julgamento político na Comissão de Ética do Senado.

Essa vitimização é importante, ressalta Joel Birman, no sentido de revelar uma estratégia de defesa. Esse personagem que ele criou para si próprio não era uma mentira de Demóstenes, ele incorporou esse personagem e acreditava nele.

Podia acusar com veemência seus colegas senadores apanhados em desvios, como o senador Renan Calheiros, enquanto mantinha o relacionamento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira por que, como todo psicopata, não misturava as personalidades.

A de homem público era essa, criada por ele, para colocá-lo com destaque entre seus pares na defesa da ética na política, mesmo que tivesse no particular uma conduta antiética.

Portanto, Kakay (o advogado de Demóstenes) já tem uma boia de salvação, caso fracasse a tentativa de anular todo o processo com a história de que as gravações não poderiam ter sido feitas sem anuência do STF pelo fato de Demóstenes ser senador. É só dizer que o falso moralista é doido.

 

Incrível como tudo se transforma na mão do Merval. Hipocrisia em grau máximo além ligação umbilical com contraventores virou psicopatia.