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http://www.cbsnews.com/8301-207_162-57411053/cbs-iconic-newsman-mike-wallace-dead-at-93/

O jornalismo mundial perde um de seus maiores e melhores, aos 93 anos de idade.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

O presidente Demóstenes em Nova York, por Elio Gaspari

Elio Gaspari, O Globo 

Setembro de 2015: Eleito presidente da República em novembro do ano passado, Demóstenes Torres chegou ontem a Nova York para abrir a Assembleia Geral das Nações Unidas. Reuniu-se com o presidente Barack Obama, de quem cobrou uma política mais agressiva contra os governos de Bolívia, Equador e Venezuela, “controlados por aparelhos partidários que sonham em transformar a América Latina numa nova Cuba”.

Antes de embarcar, Demóstenes abriu uma crise diplomática com o Paraguai, anunciando sua intenção de rever o tratado da hidrelétrica de Itaipu.

O presidente brasileiro assumiu prometendo fazer “a faxina ética de que o país precisa”. Para isso, criou um ministério com superpoderes, entregue ao ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes.

Numa reviravolta em relação a suas posições anteriores, o presidente apoiou um projeto que legaliza o jogo no país. Ele reestruturou o programa Bolsa Família, reduzindo-lhe as verbas e criando obstáculos para o acesso aos seus benefícios. Patrocinou projetos reduzindo a maioridade penal para 16 anos, e autorizando a internação compulsória de drogados. Determinou que uma comissão especial expurgue o catálogo de livros didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação.

Atualmente, percorre o país pedindo a convocação de uma Assembleia Constituinte. A oposição do Partido dos Trabalhadores denuncia a existência de uma aliança entre o presidente e quase todos os grandes meios de comunicação do país.

Ao desembarcar no aeroporto Kennedy, Demóstenes ironizou as críticas à presença de uma jovem assessora na sua comitiva: “Lamentavelmente, ela não é minha amante, porque é linda”.

À noite, o presidente compareceu a um jantar no restaurante Four Seasons, organizado pelo empresário Claudio Abreu, que até março de 2012 dirigia um escritório regional de relações corporativas da empreiteira Delta. Abreu é o atual secretário-executivo da Comissão de Revisão dos Contratos de Grandes Obras, presidida pelo ex-procurador geral Roberto Gurgel.

Chamou atenção na comitiva do presidente o fato de alguns integrantes carregarem celulares habilitados numa loja da Rua 46. Eles são chamados de “Clube do Nextel”.

Em 2012, a carreira do atual presidente foi ameaçada por uma investigação que o associava ao empresário Carlos Augusto Ramos, também conhecido como Carlinhos Cachoeira, marido da ex-mulher do atual senador Wilder Pedro de Morais, que era suplente de Demóstenes.

O trabalho da Polícia Federal foi desqualificado pela Justiça. O assunto foi esquecido quando surgiram as denúncias do BolaGate contra o governo da presidente Dilma Rousseff envolvendo contratos de serviços e engenharia de estádios para a Copa do Mundo cancelada em 2013.

A eleição de campeões da moralidade é um fenômeno comum no Brasil. Em 1959, Jânio Quadros elegeu-se montando uma vassoura. Em 1989, triunfou Fernando Collor de Mello.

O primeiro renunciou numa tentativa de golpe de Estado e terminou seus dias apoquentado por pressões familiares para que revelasse os números de suas contas bancárias no exterior.

O segundo deixou o poder acusado de corrupção e viveu por algum tempo em Miami, elegeu-se senador e apoiou a candidatura de Demóstenes. O tesoureiro de sua campanha foi assassinado.

Presente ao jantar do Four Seasons, o empresário Carlos Augusto Ramos não quis falar à imprensa. Ele hoje lidera o setor da indústria farmacêutica brasileira beneficiado pelos incentivos concedidos no governo anterior. Ramos chegou acompanhado pelo ministro dos Transportes, Marconi Perillo, que governou o estado do presidente e foi o principal articulador do apoio do PSDB à sua candidatura.

Uma dissidência do PT, liderada pelo deputado Rubens Otoni, também apoiou a candidatura de Demóstenes. O presidente anunciou que a BingoBrás será presidida por um ex-petista.

Abril de 2012: Quem conhece o tamanho do conto do vigário moralista de Fernando Collor e Jânio Quadros sabe que tudo o que está escrito aí em cima poderia ter acontecido.

 

Sandro Araújo

Excelente texto de Elio Gaspari sobre um hipotético e terrível futuro, que na verdade, repetiria nosso passado...

O presidente Demóstenes em NY

 

Setembro de 2015: eleito presidente da República em novembro do ano passado, Demóstenes Torres chegou ontem a Nova Iorque para abrir a Assembleia Geral das Nações Unidas. Reuniu-se com o presidente Barack Obama, de quem cobrou uma política mais agressiva contra os governos da Bolívia, do Equador e da Venezuela, ‘controlados por aparelhos partidários que sonham em transformar a América Latina numa nova Cuba’. Antes de embarcar, Demóstenes abriu uma crise diplomática com o Paraguai, anunciando sua intenção de rever o Tratado da Hidrelétrica de Itaipu.

O presidente brasileiro assumiu prometendo fazer ‘a faxina ética que o país precisa’. Para isso, criou um ministério com superpoderes, entregue ao ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. Numa reviravolta em relação a suas posições anteriores, o presidente apoiou um projeto que legaliza o jogo no país. Ele reestruturou o programa Bolsa-Família, reduzindo-lhe as verbas e criando obstáculos para o acesso aos seus benefícios. Patrocinou projetos reduzindo a maioridade penal para 16 anos e autorizando a internação compulsória de drogados. Determinou que uma comissão especial expurgue o catálogo de livros didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação. Atualmente, percorre o país pedindo a convocação de uma Assembleia Constituinte. A oposição do Partido dos Trabalhadores denuncia a existência de uma aliança entre o presidente e quase todos os grandes meios de comunicação do país.

Ao desembarcar no aeroporto Kennedy, Demóstenes ironizou as críticas à presença de uma jovem assessora na sua comitiva: ‘Lamentavelmente, ela não é minha amante, porque é linda’. À noite, o presidente compareceu a um jantar no restaurante Four Seasons, organizado pelo empresário Claudio Abreu, que até março de 2012 dirigia um escritório regional de relações corporativas da empreiteira Delta. Abreu é o atual secretário-executivo da Comissão de Revisão dos Contratos de Grande Obras, presidida pelo ex-procurador geral Roberto Gurgel. Chamou a atenção na comitiva do presidente o fato de alguns integrantes carregarem celulares habilitados numa loja da rua 46. Eles são chamados de ‘Clube do Nextel’.

Em 2012, a carreira do atual presidente foi ameaçada por uma investigação que o associava ao empresário Carlos Augusto Ramos, também conhecido como ‘Carlinhos Cachoeira’, marido da ex-mulher do atual senador Wilder Pedro de Morais, que era suplente de Demóstenes. O trabalho da Polícia Federal foi desqualificado pela Justiça. O assunto foi esquecido quando surgiram as denúncias do BolaGate contra o governo da presidente Dilma Rousseff envolvendo contratos de serviços e engenharia de estádios para a Copa do Mundo cancelada em 2013. A eleição de campeões da moralidade é um fenômeno comum no Brasil. Em 1959, Jânio Quadros elegeu-se montando uma vassoura. Em 1989, triunfou Fernando Collor de Mello. O primeiro renunciou numa tentativa de golpe de Estado e terminou seus dias apoquentado por pressões familiares para que revelasse os números de suas contas bancárias no exterior. O segundo deixou o poder acusado de corrupção e viveu por algum tempo em Miami, elegeu-se senador e apoiou a candidatura de Demóstenes. O tesoureiro de sua campanha foi assassinado.

Presente ao jantar do Four Seasons, o empresário Carlos Augusto Ramos não quis falar à imprensa. Ele hoje lidera o setor da indústria farmacêutica brasileira beneficiado pelos incentivos concedidos no governo anterior. Ramos chegou acompanhado pelo ministro dos Transportes, Marconi Perillo, que governou o Estado do presidente e foi o principal articulador do apoio do PSDB à sua candidatura. Uma dissidência do PT, liderada pelo deputado Rubens Otoni, também apoiou a candidatura de Demóstenes. O presidente anunciou que a BingoBrás será presidida por um ex-petista.

Abril de 2012: quem conhece o tamanho do conto do vigário moralista de Fernando Collor e Jânio Quadros sabe que tudo o que está escrito aí em cima poderia ter acontecido.

 

Para Marta Suplicy, São Paulo merece mais que “a mediocridade dos últimos oito anos”

Correio do Brasil

Prefeitura SP

A ex-prefeita Marta Suplicy critica atual prefeitura de São Paulo e lamenta que se tenha perdido a chance de melhorar a cidade em um contexto de crescimento econômico no plano nacional

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) divulgou artigo com críticas à falta de boas ações da prefeitura de São Paulo sob as administrações de José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (PSD).

Em texto publicado na Folha de S. Paulo neste sábado, a ex-prefeita lamenta que se tenha perdido a chance de melhorar a cidade em um contexto de crescimento econômico no plano nacional.

— São Paulo merece um governo que tenha capacidade de pensar coisas novas. Muito mais do que a mediocridade dos últimos oito anos!, diz a ex-prefeita, em um sinal de apoio à pré-candidatura do petista Fernando Haddad. Nas últimas semanas, veículos da mídia tradicional difundiam o que era considerada uma resistência de Marta a engajar-se na campanha do PT, atitude atribuída à mágoa por haver sido preterida pelo partido.

Agora, a senadora argumenta que São Paulo não tem, há tempos, um prefeito que queira de fato exercer o cargo, transformado em trampolim para diferentes aspirações eleitorais.

Ela aponta que a cidade perdeu, com isso, chances consideráveis de mudança. “Penso na implantação da banda larga gratuita tão bombardeada na última campanha como impossível e hoje realidade em outras cidades”, exemplifica, citando ainda o Bilhete Único e os Centros de Educação Unificada (CEUs) na periferia, projetos implementados em sua gestão (2001-2004) e que acabaram alterados.

— Antes não tinha recurso e agora tem!, diz a ex-prefeita, ironizando o slogan de Gilberto Kassab (“Antes não tinha, agora tem”). O texto lembra que o caixa da prefeitura ostenta R$ 20 bilhões a mais em relação a seu período de mandato.

http://correiodobrasil.com.br/para-marta-suplicy-sao-paulo-merece-mais-q...

 

Demarchi

Ela é funcionária de carreira do Ministério Público Federal e trocou esse cargo para ASSUMIR CARGO DE CONFIANÇA  de ninguém mais, ninguém menos que... DEMOstenes.

ALGUM PROBLEMA?????

Só se fosse o enteado do Lula...

 

 

São Paulo, domingo, 08 de abril de 2012PoderPoder Texto Anterior | Próximo Texto | Índice | Comunicar Erros

Enteada de ministro do STF deixa gabinete de senador

Parente de Gilmar Mendes trabalhava com Demóstenes Torres desde 2011

Exoneração foi feita a pedido da ex-auxiliar; congressista e ministro negaram conflito de interesses na nomeação

DE BRASÍLIA

A diretoria-geral do Senado exonerou, a pedido, a enteada do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que tinha cargo de confiança no gabinete do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO).

Como Folha revelou no dia 25 de março, Ketlin Feitosa Ramos ocupava desde setembro o cargo de assessora parlamentar de Demóstenes no Senado, posto de confiança e livre nomeação.

A enteada do ministro do STF é servidora de carreira do Ministério Público Federal, mas foi cedida para ser funcionária comissionada do gabinete do senador.

O ato de exoneração -publicado no dia 2 de abril no "Diário Oficial da União"- tem data de 30 de março.

No dia 27, o Procurador-Geral da República pediu ao STF a abertura de inquérito para investigar o envolvimento do senador Demóstenes Torres com o grupo do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de explorar jogo ilegal.

Por ter foro privilegiado, o senador só pode ser julgado pelos ministros do STF.

Seus advogados prometem recorrer ao Supremo nos próximos dias para pedir a anulação das provas colhidas contra Demóstenes na Operação Monte Carlo, que investigou a atuação de Carlinhos Cachoeira. Pressionado, ele pediu a desfiliação do seu partido, o DEM, e sofre ameaça de cassação de mandato.

OUTRO LADO

O senador e assessoria do ministro negaram qualquer conflito de interesse na nomeação de Ketlin Feitosa em setembro do ano passado.

"O fato de ser parente de uma figura importante da República não deve ser levado em conta para o ingresso de alguém no serviço público, não deve ser também motivo de impedimento", disse Demóstenes quando a Folha mostrou o caso. Segundo ele, a relação pessoal que tem com Gilmar não influenciou no emprego à enteada.

Já Ketlin afirmou que sua ideia inicial era ter contato com o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), mas acabou sendo convidada pelo senador de Goiás para trabalhar com ele. (LEANDRO COLON)

 

Vivi

Essa é boa: Mario Couto, senador do PSDB/PA, era banqueiro do jogo do bicho e porta-voz de uma associação de bicheiros, nos anos 80, no Pará:

http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2012/03/nos-tempos-da-bicharia.html

SEXTA-FEIRA, 16 DE MARÇO DE 2012Nos tempos da bicharia... O hoje senador Mário Couto Filho: entre os principais chefões do Bicho de Belém 
Olha ele aí, novamente! Ele mesmo, o senador Mário Couto Filho

As imagens (clique em cima delas para ampliar) são de um tempo que não volta mais... Um tempo em que os bicheiros de Belém até decretavam “assembleia geral permanente”, como se ameaçassem o distinto público com uma greve geral... Um tempo em que os bicheiros apareciam, com foto, nome e sobrenome na primeira página, aliás, nas manchetes dos principais jornais da cidade, a acusar a polícia de “corrupção”, porque ela insistia em, literalmente, quebrar a banca... Bicheiro, então, até convocava coletiva de imprensa e tinha – pasme-se! – porta-voz...  Tinha, aliás, direito até a charge, com campanha pela “liberdade” da Arca de Noé inteira... E mais: a jogatina, segundo afirmavam abertamente as suas “lideranças”, “contribuía” com o Governo do Estado, ao qual repassava mensalmente, religiosamente, uma polpuda quantia, para “obras de caridade”... Daí que não é de espantar que os chefões do Jogo do Bicho até ameaçassem a polícia com um pitoresco pedido de CPI... Tempos curiosíssimos aqueles, só possíveis mesmo em Belém do Pará... Tempos, aliás, nos quais já despontava a estrela do hoje senador tucano Mário Couto Filho, que, segundo os jornais da época, era o dono da banca “A Favorita”, além de porta-voz de uma inusitada Associação dos Banqueiros e Bicheiros do Estado do Pará...  POSTADO POR ÀS 04:22

 

- De poste em poste o Brasil vai se iluminando...

se na Argentina, que já tem sua ley de medios acontece isto, que dirá aqui!

do pagina12.com.ar

La tentación de pinchar mails

 

La jueza Sandra Arroyo Salgado, citó a declaración indagatoria al ex jefe de la SIDE y a columnistas de los diarios La Nación y Perfil en la causa que investiga el hackeo a los mails de los secretarios de la Presidenta y del titular de la Corte Suprema, entre otros.

Antes de tomarse unos días por el feriado de Semana Santa, la jueza federal de San Isidro Sandra Arroyo Salgado citó a declaración indagatoria a ocho imputados en la causa que investiga desde 2006 “la violación de secretos políticos y/o militares”. El ex titular de la Secretaría de Inteligencia del Estado durante el menemismo, Juan Bautista “Tata” Yofre, es uno de los que tendrá que desfilar entre el 16 de abril y el 5 de mayo para ser indagado como integrante del grupo que hackeaba y vendía información de mails de prominentes figuras políticas, empresariales y artísticas. Desde los secretarios de la presidenta Cristina Fernández de Kirchner hasta el titular de la Corte Suprema de Justicia, Ricardo Lorenzetti, pasando por Susana Giménez fueron víctimas de los espías informáticos. Los columnistas de La Nación Carlos Pagni y de Perfil Roberto García serán interrogados sobre el “origen ilícito de la información utilizada”; integran la pata de los consumidores y propaladores de esa data.

La causa por violación de secreto de Estado comenzó en agosto de 2006 por una denuncia de la Secretaría de Inteligencia. Los primeros identificados como autores materiales e intelectuales del hackeo fueron dos ex agentes de Inteligencia del Ejército, que trabajaron para la SIDE y luego recalaron en la Policía de Seguridad Aeroportuaria, Iván Velázquez y Pablo Carpintero; Yofre y el general retirado Daniel Reimundes, ex secretario general del Ejército durante los gobiernos de Fernando de la Rúa y Eduardo Duhalde. La vastedad de la información recabada, clasificada en más de cincuenta carpetas, y las sucesivas chicanas judiciales de los imputados que llegaron hasta recursos de queja ante la Corte Suprema, fueron demorando las definiciones. De hecho, el fiscal Sebastián Basso realizó los pedidos a indagatoria hace dos años y medio. Recién esta semana, la jueza envió las cédulas de citación para empezar a tomar declaración a partir del lunes 15 de abril.

La investigación cobró impulso en 2008, cuando el presidente de la Corte Suprema advirtió un intento de hackeo a su correo electrónico. Las sospechas desembocaron rápidamente en las trapizondas de Velázquez. Luego de numerosos allanamientos y de analizar el software incautado en casas y oficinas de los sospechosos, los investigadores detectaron que las víctimas podían ser decenas, y cientos los e-mails interceptados. Las propias personas hackeadas los fueron a reconocer al juzgado: desde el ex jefe de Gabinete Alberto Fernández y la ministra –por entonces a cargo de Defensa– Nilda Garré hasta el ex canciller Jorge Taiana, pasando por su sucesor, Héctor Timerman, dos secretarios de la presidenta Cristina Kirchner y el ministro Julio De Vido, y figuras como Susana Giménez, Celeste Cid y Pampita Ardohain.

Modus operandi

La hipótesis central en la causa es que Velázquez y Carpintero hacían el phishing (robo de datos) o el hackeo, pero quienes se ocuparon de comercializarlos y/o utilizarlos para facilitar “operaciones” –políticas o de otros ámbitos, a veces incluso difundiendo el contenido mismo de los correos– habrían sido otros. Yofre aparece como quien les daba órdenes a los espías. El delito de “violación de secretos políticos o militares” es excarcelable pero la reiteración lo agrava y puede llevar al imputado a prisión. En corrillos judiciales especulan que se los podría imputar por asociación ilícita, delito que no es excarcelable.

Los periodistas citados

Carlos Pagni –quien cobró notoriedad en las últimas semanas porque aludió al viceministro de Economía Axel Kicillof como “judío” “marxista”– , Horacio Alderete (responsable del portal Seprin), Edgard Mainhard, Roberto García y el empresario de medios santiagueño Néstor Ick, de estrechos vínculos con Yofre, son acusados por el fiscal de “sustracción de documentos destinados a servir de prueba y encubrimiento, por haber conocido el origen ilícito de la información y haberla utilizado a sabiendas de su ilegalidad, en beneficio propio y de terceros”.

Apenas trascendió en los medios la causa judicial, Yofre, cuyo rostro empapeló Buenos Aires en estas semanas a raíz de la difusión de su nuevo libro 1982-Los documentos secretos de la guerra de Malvinas/Falklands y el derrumbe del proceso salió a denunciar operaciones en su contra. Llegó a presentar un recurso de queja ante la Corte reclamando la nulidad del juicio. En noviembre del año pasado, los supremos rechazaron el planteo en la causa que se lo investiga como sospechoso de “revelar de manera ilícita y con ánimo de lucro la información contenida en correos electrónicos pertenecientes a funcionarios públicos”, según informó el propio tribunal en un comunicado. Los ministros Elena Highton de Nolasco, Juan Carlos Maqueda, Raúl Zaffaroni y Carmen Argibay consideraron que no les corresponde intervenir porque no está en juego una sentencia definitiva ni hay detenidos. Esa resolución habilitó la continuidad del expediente que ahora se reactivará con los llamados a indagatoria.

Los personajes

En el libro SIDE. La Argentina secreta, el periodista Gerardo Young cuenta que “si algo marcó la gestión del Tata (Yofre, designado por Carlos Menem en julio de 1989) fue que devolvió a La Casa a muchos de los militares a los que habían expulsado los radicales. Y a los duros. Nombró como director de la Escuela de Inteligencia al general de brigada Carlos Martínez, el mismo que había sido jefe de la SIDE durante los últimos años de la dictadura. (...) También nombró al teniente coronel retirado Carlos Doglioli como director de contrainteligencia y a Pascual Guerrieri como director de Planeamiento. Guerrieri era un tipo de verdad pesado. Oficial de Inteligencia del Ejército, en la dictadura había dirigido centros clandestinos de detención en Rosario, tenía las manos manchadas con sangre y ni una gota de culpa”. Durante los largos años de Menem, Yofre se desempeñó también como embajador en Portugal y en Panamá. En los últimos años volvió a despuntar su vicio por la escritura, Volver a Matar, el libro que llevó Alfredo Astiz a la primera audiencia oral del juicio por los crímenes en la ESMA, inauguró la saga en la que abunda la utilización de información hasta ahora secreta.

El espía Velázquez huyó de la Argentina a Uruguay apenas se activó la causa, allá por 2008 luego del hackeo a los correos electrónicos de Lorenzetti. Pidió asilo político en ese país pero terminó preso acusado también de violar mails de funcionarios uruguayos. Desde Montevideo le dieron una entrevista al diario Perfil en la que desmintieron su vinculación con al red de espionaje. “Nosotros desarrollamos para la SIDE en su momento un software de recepción de correspondencia electrónica orientado hacia la lucha contra el terrorismo y lo hemos ido perfeccionando. Y cuando decidimos irnos de la SIDE fuimos a la PSA, hemos aportado esa tecnología y la hemos utilizado”, explicaron. Velázquez fue extraditado a la Argentina al igual que su socio Carpintero. Velázquez tendrá que declarar nuevamente ante la jueza a partir del 15 de abril.

En los allanamientos a los domicilios de ambos hackers, de Yofre, de Reimundes y de Alderete (Seprin) que en su momento realizó la Justicia se incautó información que alimentó las sospechas sobre la utilización política de la información robada. Un e-mail que lleva como remitente el nombre pantalla “congregacionsaleciana” tiene como destinatario a Carlos Prieto. El texto es un ofrecimiento de información. Incluye un pedido de dinero a cambio y otro de “discreción”. El correo lo firma “Tata”, el conocido apodo de Yofre. El mail no sólo echaría luz sobre el modus operandi para el presunto tráfico de correos electrónicos, sino sobre los objetivos políticos que habrían perseguido algunos de los sospechosos.

Prieto es un abogado oriundo de Lomas de Zamora, que trabajó con Eduardo Duhalde en ese municipio y fue su lobbista en Estados Unidos en 2002. Entre las pruebas que maneja la Justicia, surgirían indicios que, además, vinculan a Yofre con el llamado proyecto “Negro el 29”, con el que Duhalde vaticinaba una crisis de gobernabilidad para Cristina Kirchner que él proyectaba capitalizar.

La jueza Arroyo Salgado suele eludir el contacto con la prensa. Durante seis años ha acumulado pruebas que dan cuenta de la violación de mails de funcionarios políticos y judiciales del más alto rango. Si no median nuevas chicanas procesales es de esperar que el testimonio de los imputados –quiénes proveían datos y quiénes los utilizaban– corra el velo sobre los manejos de una red afecta a aprovecharse de los secretos de otros.

Héctor Alderete, editor del servicio Seprin.
Roberto García, actual columnista de Perfil.
General RE Daniel Reimundes, ex secretario del Ejército.

 

Clipping do Dia (www.cloudnews.com.br)

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Gilson Caroni Filho: Demóstenes e o “duplipensar” da grande imprensa
O círculo do jornalismo de encomenda

China: jovens trabalhadores querem fim de jornadas exaustivas
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WASHINGTON - Foram criados 120 mil empregos nos Estados Unidos, em março, a menor quantidade nos últimos cinco meses, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento de Trabalho dos EUA. A geração de vagas caiu praticamente à metade do m...

http://www.cloudnews.com.br/


 

  Demóstenes e o ‘duplipensar’ da imprensa   

por Gilson Caroni Filho

 

Qualquer pessoa de bom senso, que tenha lido os articulistas da grande imprensa, desde o surgimento dos escândalos envolvendo o senador Demóstenes Torres, concluirá facilmente que os trabalhadores das oficinas de consenso, aturdidos com o que lhes parece um ponto fora da curva, uma desconstrução dispendiosa e extemporânea, são como aqueles motoristas que imaginam poder dirigir um veículo com os olhos presos ao retrovisor. Não enxergam a clareza da realidade. O círculo do jornalismo de encomenda, minúsculo e cego, está só, murado no seu isolamento.

 

A pedagogia dos fatos, inexorável nas suas evidências, parece passar ao largo das redações. O que se faz ali não é jornalismo, mas um simulacro de literatura de antecipação marcada por profundo pessimismo e cenários de devastação. Talvez George Orwell e seu clássico “1984”expliquem melhor o suporte narrativo da fábula que não deixa de trazer uma concepção de história autoritária e retrógada.

 

As delicadas relações do senador goiano com o bicheiro Carlinhos Cachoeira - e a possibilidade de que o governador tucano Marconi Perillo venha a ser o próximo alvo- pôs em operação o “duplipensar” orwelliano que, desde a posse de Lula, está incorporado aos manuais de redação. Como o objetivo é afastar o ex-varão de Plutarco de cena, para prosseguir atacando o governo da presidente Dilma, os “cães de guarda” cumprem a tarefa com afinco.

 

No reduzido vocabulário da “Novilíngua”, o  “duplipensamento” é assim explicado por um dos personagens de “1984”:

 

“capacidade de manter simultaneamente duas crenças opostas, acreditado igualmente em ambas(…). Saber que está brincando com a realidade mas, mediante o exercício de tal raciocínio, convencer a si próprio, que não está violentando a realidade. O processo deve ser consciente, pois do contrário não funcionará com a previsão necessária: mas, ao mesmo tempo, deve ser inconsciente para não produzir sensação de falsidade e culpa”.

 

Com esse trecho, cremos ter decifrado os sorrisos de Merval Pereira, Dora Kramer, Augusto Nunes, Eliane Catanhede, entre outros, quando confrontados com a palavra “ética”.

 

Para eternizar a ordem que defendem com unhas e dentes o cenário político, submetido ao pensamentoúnico, passa por processos de ocultamento e simplificação, visando a eliminar todas as possibilidades de pensar dos membros do Partido Imprensa.

 

Outra implicação do “duplipensar” da mídia corporativa é a constante alteração do passado. O registro – e consequentemente a memória – dos fatos ocorridos devem ser refeitos sempre, a fim de adaptarem-se ao presente. O trabalho de um “bom” editorialista é reescrever a visão dos veículos em que trabalha para que não contradiga a realidade de hoje. Assim, por exemplo, Folha, Globo e Estadão podem condenar o golpe de 1964, mesmo o tendo apoiado ostensivamente. Se um livro denuncia um líder político como Serra e outras figuras no seu entorno, a solução é simples: Ele nunca foi escrito e, portanto, jamais será resenhado, sendo passível de punição severa quem não entender como funcionam as “leis naturais”.

 

Além da eliminação do passado como elemento de desarmonia com o presente e como instrumento de verificação das afirmações do Partido Imprensa, este recorre a outros meios, bem mais convencionais, para moldar a consciência de seus filiados e simpatizantes (leitores e telespectadores): educação permanente assegurada pela propriedade cruzada dos meios de comunicação, atividade coletiva sem intervalos, o que pode ser obtido mediante ampla oferta de blogs, sites, jornais e redes que digam sempre o mais do mesmo . Para concluir, vem  a valorização do poder político como fim, não como meio.

 

O incômodo Demóstenes deve, após a sequência de denúncias, ter um diagnóstico clínico que despolitize o seu desvio. Merece, pelos serviços prestados, um roteiro que conte a tragédia do Catão caído, até que, finalmente, desapareça na lata de lixo reservada aos que fugiram da trama original. Assim agem os bons autores ao tomar como ponto de partida uma realidade familiar e palpável e transformá-la em espetáculo perecível. Em tempo: o DEM, assim como o PFL, nunca contou com o apoio das corporações midiáticas por um simples motivo: nunca existiu.

 

Vejam como operam nossos talentosos colunistas. Orwell ficaria tão contente que, com certeza, lhes arrumaria um lugar no Ministério da Verdade.

 

“Em um mês, o senador Demóstenes Torres passou de acima de qualquer suspeita para abaixo de qualquer certeza, num episódio que desafia os romances policiai s mais surpreendentes. Alem da atuação implacável contra a corrupção, ele tinha a cara, vestia o figurino e se comportava como um incorruptível homem de bem – e talvez seja mesmo sócio da holding criminosa de Cachoeira (Nélson Motta, 6/04/2012, o Globo)

 

“Demóstenes Torres não seria beneficiado pelo “vício insanável da amizade” – expressão usada pelo notório Edmar Moreira (o deputado do “castelo”) para definir o principal obstáculo a punições -, pois os amigos que fez ali estão entre as exceções e os demais confirmam a regra.Por terem sido alvos do senador na face clara de sua vida agora descoberta dupla, podem querer mostrar-se ao público em brios. O problema, porém, é a falta de credibilidade” (Dora Kramer, 6/04/2012, Estado de S. Paulo)

 

“Esse personagem que o senador criou para si próprio não era uma mentira de Demóstenes, ele incorporou esse personagem e acreditava nele. Podia acusar com veemência seus colegas senadores apanhados em desvios, como Renan Calheiros, enquanto mantinha o relacionamento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira porque, como todo psicopata, não misturava as personalidades “(Merval Pereira, reproduzindo argumento do psicanalista Joel Birman, 30/03/2012, O Globo)

 

 


 

Que pena que a Miss Febre Amarela e Rainha das Massas Cheirosas Eliane Tucanhêde não leu o comentário de ontem elevado a post pelo blogueiro com o título "Parece faltar agenda para justificar visita de Dilma aos EUA". Senão não teria cometido o desatino de contrariar o expoente-mor da direita espumante do blog. Como diria o líder espiritual de ambos, assim não pode, assim não dá. O comentarista corre o risco de ficar falando sozinho.

Eliane Cantanhêde

O emergente e a potência

BRASÍLIA - A beligerância verbal e as idiossincrasias entre o Brasil e os EUA esfriaram muito de Lula para Dilma. E os interesses continuam.

O Itamaraty está mais tímido, e Dilma não é tão bom produto de política externa quanto Lula era, mas ela também é altamente popular, tem o trunfo real de ser a primeira presidente brasileira mulher e é quem, de fato, dá a linha da diplomacia brasileira -para os EUA, "uma diplomacia de valores, não só de interesses".

É possível acrescentar: sem uma busca frenética por lideranças que ou são naturais, como na América do Sul, ou prematuras, como nas negociações de paz no Oriente Médio.

Poucas pautas de Dilma são tão ricas e importantes como a que ela leva para Washington. Há desde o "Ciência sem Fronteiras" (intercâmbio de estudantes que os dois lados enaltecem) até inúmeros entreveros comerciais, o foco em energia e as espinhosas questões de Síria e Irã. Os EUA insistem na tática de torniquetes financeiros, econômicos e comerciais, enquanto o Brasil contra-argumenta que isso só piora as coisas.

No caso da Síria, o Brasil tenta se equilibrar entre os EUA e a Rússia e a China -parceiros nos Brics que dão suporte ao regime assassino de Assad-, mas o embaixador Thomas Shannon (EUA) minimiza: "Brasil e EUA pensam quase igual, o vocabulário é que é diferente". (Cá para nós, vocabulário é tudo em diplomacia...)

Mas a questão mais delicada nem é Síria, é Irã. O Brasil teme que a política de sanções chegue a um resultado oposto, empurrando os aiatolás para a guerra. Já os EUA pressionam o Irã para evitar, por tabela, que Israel vá às armas. A ação do Ocidente seguraria os ânimos dos israelenses.

Portanto, o lado mais visível da visita de Dilma aos EUA será a economia, mas o que vai valer mais não será o dito em público, mas o não dito. Ou melhor, o dito entre Dilma e Obama, a portas fechadas, sobre os sólidos interesses bilaterais e as escorregadias questões internacionais.

 

Especial Privataria Tucana: Campanha já arrecadou R$ 18 mil

por Igor Felippe

O jornal Brasil de Fato lançou no dia 23 de março uma campanha para levar o Privataria Tucana a todos os recantos do Brasil.

A ideia nasceu do fato de que, mesmo com preços promocionais, o livro tem um custo alto para boa parte dos orçamentos: cerca de 30 reais. Além disso, por problemas de distribuição, o livro não chegou ainda aos lugares mais distantes dos grandes centros do país.

Até o momento, em duas semanas, foram depositados R$ 18 mil, doados por mais de duas centenas de brasileiros e brasileiras que querem que a população conheça as denúncias do livro.

A página do Brasil de Fato (www.brasildefato.com.br/node/9130) tem divulgado uma vez por semana o total recebido. Será publicada também a lista dos depósitos recebidos, sem expor o nome daqueles que depositaram.

A expectativa é encerrar a campanha até o final de abril para aproveitar o clima criado pelos escândalos em torno do senador Demóstenes Torres, a fragilidade do PSDB-DEM e pressionar pela instalação da CPI da Privataria.

Cotas para sindicatos

Queremos colocar na rua 1 milhão de jornais. O grosso dos recursos é para rodar na gráfica o jornal (em torno de R$ 60 mil reais), além do montante para a distribuição nacional via transportadora e do necessário para a produção do jornal.

A campanha é um sucesso, porque cidadãos e cidadãs brasileiros que não querem deixar barato os crimes das privatizações de FHC estão contribundo. Agora, o jornal quer envolver sindicatos, que tenham interesse em ajudar a rodar 1 milhão de jornais.

Para isso, estamos vendendo cotas de R$ 5 mil por 20 mil exemplares do jornal especial para distribuir para diversas categorias. Serão divulgados na página do Brasil de Fato o nome dos sindicatos que querem a CPI e ajudaram a rodar o especial.

Popularizar

A edição especial do Brasil de Fato servirá ao mesmo tempo para fazer propaganda do livro e matar a curiosidade de muitos leitores que não conseguem comprá-lo.

O jornal não vai, obviamente, reproduzir todo o livro. A ideia é uma edição que inclua alguns trechos, mais comentários, ilustrações e, provavelmente, uma entrevista com o autor.

Amaury Ribeiro Jr., consultado sobre a ideia, topou.

A ideia é usar a rede de distribuição dos movimentos sociais, a única capaz de rivalizar com as emissoras de televisão no Brasil: chegar aos bairros mais pobres das periferias das grandes metrópoles, ao interior do Nordeste e aos vilarejos da Amazônia.

Todo o trabalho será voluntário.

Para assegurar a lisura e transparência desta campanha, montamos uma comissão formada pelos jornalistas: Altamiro Borges (Barão de Itararé), Igor Felippe Santos (MST) e Nilton Viana (editor-chefe do Brasil de Fato).

Agora, precisamos de sua contribuição para pagar as despesas.

Quem quiser depositar via cartão de crédito, fique atento na página na internet do Brasil de Fato porque logo será possível.

Deposite qualquer quantia para:SOCIEDADE EDITORIAL BRASIL DE FATO (CNPJ 05.522.565/0001-52)

Banco: Bradesco

Agência: 0296 – 8

Conta Corrente: 67.621 – 7

ou

Banco: Banco do Brasil

Agência: 0383 – 2

Conta Corrente: 16.580 – 8

Leia também:

Ajude a levar o Privataria a 1 milhão de brasileiros

 http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/especial-privataria-tucana-campanha-ja-arrecadou-r-18-mil.html 

 

Parece que a estratégia do advogado de defesa do Demóstenes Torres, Merval Pereira, de apresentar o sócio do bandido Carlilhos Cachoeira como um sujeito de dupla personalidade vai se confirmando. Em seu blog, ontem, o próprio Demóstenes ressalta essa estratégia ao escrever mais uma de suas habituais críticas ao governo Dilma.

Como se não estivesse com a corda no pescoço por suas estripulias criminosas, faz cara de paisagem e desanca as medidas de estímulo à indústria anunciadas recentemente pela presidenta, num arrazoado de fazer inveja a qualquer parlamentar sério, honesto, de princípios e cheio de boas intenções.

Aliás, o título poderia ser bastante adequado para um artigo em sua defesa. Seria cômico se não fosse criminoso.

Um Brasil Maior para os pequenos

 enviado por Demóstenes Torres 07.04.2012 / 14:04
em Artigos

O governo apresentou nesta terça-feira mais um saco de bondades, com o slogan de “não abandonar a indústria brasileira”. O pacote é menos que o esperado, principalmente para quem sobrevive acossado pela concorrência nos próprios Brics.

A tática de tratar o essencial aos espasmos pode dar certo em outras áreas, mas na planta das fábricas é necessário respeitar o calendário anual. O empresário tem despesas a quitar em todos os 365 dias do ano e o funcionário depende do equilíbrio do mercado para garantir a carteira assinada.

A engrenagem é praticamente a mesma desde a revolução fabril, com o agravante de o sistema não se resumir mais a um embate entre trabalho e capital.

A era dos slogans de cartilha ficou no passado pré-computador. Estamos no século do empreendedorismo, em que qualquer pessoa deve receber a oportunidade de investir em seu talento para crescer.

O jovem tímido se revela craque em informática e logo gera chance de a habilidade com o mundo virtual transformá-lo num empresário. A dona de casa evita o caos do trânsito e transforma a sala de casa numa fábrica de roupas.

Assim acontece com os alimentos, a prestação de serviços e até o homem do campo esforçado que recebe a área e faz dela uma agroindústria.

São esses os que clamam no deserto da falta de financiamento, da ausência absoluta de condições de giro. O governo, que garante não abandonar a indústria, poderia completar a frase: “... não importa o tamanho”.

Evidentemente, os gargalos são abissais para grandes e pequenos, porém o poder de pressão dos micros se resume ao grito diante dos juros em empréstimos, em geral com agiotas clandestinos.

A esperança é que, mesmo aos sustos, a eles chegue a sacola de facilidades sacudidas pelo governo quando a quebradeira se avizinha.

A defesa dos empregos, parte do anúncio da presidente Dilma Rousseff, deve ser observada também a partir dos empreendimentos de fundo de quintal, das lojinhas sem registro, dos feirantes.

Sete em cada dez vagas são abertas pelos descapitalizados microempreendedores, número só não mais incontestável que o índice de fechamento: 90% baixam as portas antes do segundo aniversário, aí incluídas as que sequer chegaram às juntas comerciais para o cadastro oficial.

A redução de juros, que deveria ser generalizada e permanente, é uma das boas novidades, assim como um alívio no peso dos encargos trabalhistas, que esperam ser revistos com urgência. Ao menos, seria desejável que os 25 bilhões de dólares anunciados em reforço para o BNDES fossem direcionados para a turma do Simples.

Enquanto isso, rodovias, portos, aeroportos, ferrovias e a burocracia seguem seu curso, tragando sonhos de todas as extensões.

 

Aliás, a leitura do blog do Demóstenes, além de servir para desopilar o fígado (aba Biografia) mostra quais os meios de comunicação que mais levantavam sua bola (aba Na Mídia).

Curiosidade 1: no jornal Diário da Manhã de 20/2/2012, há uma coluna denominada Fio Direto asssinada por um tal Helton Lenine. Será o mesmo Lenine das escutas telefônicas?

Curiosidade 2: o blog do senador continua a estampar o selo "CPI DA CORRUPÇÃO. EU ASSINEI"

http://www.demostenestorres.com.br/posts/artigos/um-brasil-maior-para-os...

 

Periga estabilidade política do Iraque por crescente tensão sectária

Bagdá, 7 abr (Prensa Latina) A recriminação entre blocos políticos pelo cancelamento de uma conferência nacional, prevista inicialmente para a quinta-feira passada, aprofundou hoje o perigo de instabilidade no Iraque, no meio de tensões entre xiitas, sunitas e curdos.

  A reunião gerenciada pelo presidente iraquiano, o curdo Jalal Talabani, deveria ser celebrada a 5 de abril, mas a retirada de última hora da governamental Aliança Nacional (AN, xiita) avivou os atritos com a coalizão Al-Iraqiya (AI, com predomínio sunita).

Porta-vozes do bloco legislativo da AI reprovaram o primeiro-ministro, o xiita Nouri Al-Maliki, que ignora seus sócios no governo e concentra em suas mãos demasiado poder, ao controlar também os vacantes Ministérios de Defesa e do Interior, e as forças de segurança.

A Conferência Nacional foi concebida para solucionar ou, ao menos, aplacar divergências entre líderes políticos sobre a repartição do poder, impulsionar a reconciliação, revisar a política petroleira, particularmente no Curdistão, assuntos de segurança e outros.

Ademais, pretendia-se discutir a estrutura do sistema federal imperante no Iraque, mas às críticas da Al-Iraqiya acrescentou-se o agravamento dos vínculos com o bloco curdo.

A região petroleira e autônoma do Curdistão iraquiano difere com o governo central na política sobre seu principal recurso energético, além do atrito pela proteção dada ali ao vice-presidente sunita do país, Tareq Al-Hashemi, prófugo da justiça.

Autoridades da região nortenha do Curdistão anunciaram na semana passada que parariam a exportação do gás hidrocarburo devido ao não pagamento do governo federal de Bagdá a companhias internacionais por seu trabalho no Iraque, país carente de uma lei para gerenciar seu gás e seu petróleo.

Com o boicote de sunitas e curdos, e a percepção dos xiitas aliados de Al-Maliki na AN de que não tinha agenda consensuada, ficou virtualmente sepultada a possibilidade de realizar a conferência.

Outro assunto espinhoso que faz perigar a frágil estabilidade é a "campanha sistemática de perseguição" contra os árabes sunitas, segundo denunciou o vice-mandatário Al-Hashemi da Arábia Saudita, aonde viajou na última quarta-feira procedente do Catar.

Al-Hashemi, que de acordo com o governo saudita poderia ficar ali até que Al-Maliki fosse derrocado "por meios democráticos", afirmou que mais de 90 por cento dos detentos no Iraque são sunitas, e criticou o governo pela "corrupção disseminada no país".

A justiça iraquiana acusa a Al-Hashemi de financiar e dirigir esquadrões da morte que atentaram contra líderes e alvos xiitas entre 2005 e 2011, delitos que o afetado nega e considera obedecerem a "móveis políticos e sectários" alentados por Al-Maliki.

http://www.prensalatina.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id...

 

China: Cifras diferentes

Beijing (Prensa Latina) Depois de aprovar seu Plano de Desenvolvimento Social e Econômico para 2012, a China entra oficialmente numa etapa de novas projeções que em alguns casos chamam a atenção, sobretudo um crescimento do produto interno bruto (PIB) menor em relação à meta de outros anos.

  Desde seu anúncio no dia 5, a expansão de 7,5 por cento no citado indicador tornou-se tema de frequentes comentários e até de preocupação para alguns, acostumados a cifras superiores.

Cabe recordar que essa taxa é a menor desde 2005 e inferior em meio ponto percentual à de 2011, ainda que no XII Plano Quinquenal (2011-15) a meta anual se fixou em 7,0 por cento.

Realismo e sabedoria explicam a estratégia chinesa para este exercício, depois de registrar níveis de crescimento de 9,2 por cento em 2011 e de 10,4 no ano precedente.

As autoridades estão conscientes do complexo panorama internacional, mais difícil para esta economia pela crise da dívida na Europa, seu principal sócio comercial.

Um dado explica em parte essa situação. O investimento direto dos 27 membros da União Europeia neste país diminuiu 33,3 por cento no primeiro bimestre do ano em relação à igual etapa anterior, ao somar 906 milhões de dólares.

A cifra de 7,5 por cento reconhece-se diferente, mas não é baixa, segundo afirmou o premiê Wen Jiabao em conferência de imprensa ao concluir a sessão anual da Assembleia Popular Nacional na quarta-feira.

Especialistas coincidem que ainda assim é alta ao compará-la com as de outras grandes economias como a dos Estados Unidos, o bloco europeu e o Japão, ainda com problemas e concentradas na recuperação.

Tudo isso fundamenta o critério de que a economia chinesa enfrenta uma tendência à desaceleração devido ao impacto da mencionada crise e a uma menor demanda do exterior, como explicou Wen na referida ocasião.

Apesar destes fatores, o Fundo Monetário Internacional, entre outras instituições especializadas, prognostica um crescimento da segunda economia do mundo superior a oito por cento no fechamento de 2012.

Mas a China presta atenção também a outros indicadores como parte de sua estratégia.

No documento que estabelece os objetivos socioeconômicos para este ano se afirma que com a baixa projetada no PIB se procura conseguir um vínculo gradual com os objetivos do XII Plano Quinquenal.

Ademais, o governo propõe-se orientar os diversos setores para que concentrem seu trabalho na aceleração da mudança do modelo de desenvolvimento econômico e uma melhora efetiva de sua qualidade e rentabilidade.

Tudo responde ao objetivo de favorecer um desenvolvimento mais duradouro e de maior qualidade, que para além das cifras, beneficiará o meio ambiente e portanto a população.

Essa grande meta apoia-se em outras como a aceleração do avanço da ciência e da tecnologia, a poupança energética e a redução de emissões de gases contaminantes em áreas prioritárias como indústria, transporte, construção, entre outras.

Outra estatística diferente neste ano será a expansão do comércio exterior, que se estima que aumente 10 por cento. Em 2011 as exportações e importações da China aumentaram 22,5 por cento.

Também se prevê que o saldo favorável no intercâmbio de bens e serviços reduzirá, depois de cair 14,5 por cento, até 155,140 bilhões de dólares, no exercício anterior. Em 2010 esse balanço foi de 183,1 bilhões de dólares. Projeções importantes também são a criação de nove milhões de empregos em 2012 e o controle da alta dos preços ao consumidor em torno de quatro por cento, nível similar ao do ano passado, quando subiram 5,4 por cento.

Ademais, ante o adverso panorama internacional, a China propõe-se ampliar a demanda interna, incluído um aumento do consumo, considerada essencial para um desenvolvimento econômico em longo prazo, estável e sólido.

Todos estes planos devem contribuir à estratégia de continuar avançando na promoção da justiça social.

Para isso também se preveem ações como elevar a despesa em educação a quatro por cento do produto interno bruto, manter os esforços para regular os preços das moradias e aumentar o salário mínimo a fim de que os rendimentos aumentem em correspondência com o crescimento e a produtividade.

As diferenças nesses indicadores contam também a favor da luta contra a pobreza e como suporte da estabilidade.

*Corresponsável Chefe da Prensa Latina na China

http://www.prensalatina.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id...

 

Número de trabalhadores pobres nos EUA cresceu em 2010

WASHINGTON, 6 Abr (Reuters) - A quantidade de trabalhadores norte-americanos vivendo na pobreza atingiu 7,2 por cento da força de trabalho em 2010, maior índice em pelo menos duas décadas, disse o governo dos Estados Unidos na sexta-feira.

O Departamento de Estatísticas do Trabalho disse que entre as trabalhadoras mulheres 7,6 por cento são pobres, e entre os homens a cifra é de 6,7 por cento. Em 2009, o índice de trabalhadores pobres era de 7 por cento.

A educação faz uma enorme diferença. Entre os trabalhadores que não terminaram o ensino médio, 21,4 por cento vivem abaixo da linha oficial de pobreza, ao passo que isso afeta apenas 2,1 por cento dos trabalhadores com nível universitário. O maior porcentual - 35,1 por cento - é entre os desempregados que estavam procurando trabalho ao longo do ano.

A linha oficial de pobreza nos EUA em 2010 era uma renda anual de 10.830 dólares para uma pessoa sozinha, e de 22.050 dólares para uma família de quatro pessoas.

Em termos absolutos, os EUA tinham 46,2 milhões de pessoas vivendo na pobreza em 2010, ou 15,1 por cento da sua população total. Os pobres trabalhadores eram 10,5 milhões.

O Departamento de Estatísticas do Trabalho conduziu uma pesquisa especial em 2011 que foi usada para calcular as cifras, com base em pessoas incluídas na população economicamente ativa - ou seja, que passaram pelo menos 27 semanas do ano trabalhando ou procurando emprego.

O índice de trabalhadores abaixo da linha de pobreza era de 5,5 por cento em 1987, dado mais antigo incluído no relatório do Departamento de Estatísticas do Trabalho, e em 1999 havia caído para abaixo de 5 por cento.

http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRSPE83504C20120406

 

Carta a um senador do PcdoB

por Anita Leocádia Prestes

Rio de Janeiro, 4 de abril de 2012

Exmo. Sr. Senador Inácio Arruda.

Senado Federal – Brasília

Na qualidade de filha de Luiz Carlos Prestes e de sua colaboradora política durante mais de trinta anos, devo declarar minha repulsa e indignação com a proposta de sua autoria de que seja declarada nula a decisão do Senado que cassou, em 1948, o mandato do senador Luiz Carlos Prestes. Meu pai jamais aceitaria semelhante medida individualmente, isolada, sem que as centenas de parlamentares comunistas cassados (deputados federais, deputados estaduais e vereadores) juntamente com ele tivessem também devolvidos seus legítimos direitos constitucionais. Todos que o conheceram sabem o quanto Prestes, nesse sentido, era intransigente.

Na realidade, a proposta encaminhada ao Senado Federal por um representante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) revela, mais uma vez, algo que Prestes denunciou incessantemente durante os seus últimos dez anos vida:   o reformismo desse partido, sua adesão aos interesses das classes dominantes do País, seu compromisso espúrio com o Governo Sarney, nos anos 1980, compromisso confirmado no texto da mensagem ora encaminhada à apreciação do Senado. Luiz Carlos Prestes sempre deixou claro que a legalidade dos comunistas deveria ser conquistada nas ruas, pelo povo, e não através de conchavos de bastidores, como aconteceu, no caso do PCdoB, em 1985. Prestes também não aceitaria a anulação da cassação do seu mandato de senador através de manobra do PCdoB, cujo objetivo evidente é tirar proveito político do inegável prestígio do Cavaleiro da Esperança.

Atenciosamente,

Anita Leocadia Prestes

Nota do PCB:
O Comitê Central do PCB se associa à justa indignação da professora Anita Leocádia Prestes, diante de nova tentativa oportunista do PcdoB de sequestrar a história do PCB, usando despudoradamente o prestígio nacional e internacional de Luiz Carlos Prestes que, para nossa honra, foi durante décadas o Secretário Geral do PCB e o protagonista principal da divergência que deu causa à fundação do PcdoB, em fevereiro de 1962.http://resistir.info/brasil/carta_anita_prestes_05abr12.html

 

Grandes bancos da China emprestaram US$36,4 bi em março

PEQUIM, 7 Abr (Reuters) - Os quatro principais bancos estatais da China ampliaram no último mês a quase 300 bilhões de iuans (36,4 bilhões de dólares) em novos empréstimos em moeda local, informou neste sábado o jornal oficial, citando fontes não identificadas.

O diário estimou ainda que o total de novos empréstimos de todos os bancos chineses poderia superar os 900 bilhões de iuans em março, cerca de 30 a 40 por cento do que os quatro grande credores costumavam representar para o total de novos empréstimos.

Os bancos chineses emitiram 710,7 milhões de iuans em novos empréstimos no mês de fevereiro, valor inferior às expectativas do mercado. A queda poderia mostrar que é necessário um maior alívio para manter o aumento dos empréstimos, que evite uma forte desaceleração da economia.

Uma recente pesquisa da Reuters mostrou que o empréstimo bancário poderia ter aumentado em março para 800 bilhões de iuans, enquanto a China flexibiliza suavemente sua política monetária para impulsionar o financiamento de empresas, especialmente as menores, que possuem problemas de liquidez e para ajudar a economia.

O Banco Popular da China -o banco central- publicará os dados sobre o dinheiro e os empréstimos de março entre 10 e 15 de abril.

Os quatro principais bancos do país são o Industrial & Commercial Bank of China, Banco de Construção da China, Banco Agrícola da China e o Banco da China.

http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRSPE83600S20120407

 

Da Carta Maior

 

Demóstenes e o ”duplipensar” da grande imprensa

 

As delicadas relações do senador goiano com o bicheiro Carlinhos Cachoeira - e a possibilidade de que o governador tucano Marconi Perillo venha a ser o próximo alvo- pôs em operação o "duplipensar" orwelliano que, desde a posse de Lula, está incorporado aos manuais de redação.

Qualquer pessoa de bom senso, que tenha lido os articulistas da grande imprensa, desde o surgimento dos escândalos envolvendo o senador Demóstenes Torres, concluirá facilmente que os trabalhadores das oficinas de consenso, aturdidos com o que lhes parece um ponto fora da curva, uma desconstrução dispendiosa e extemporânea, são como aqueles motoristas que imaginam poder dirigir um veículo com os olhos presos ao retrovisor. Não enxergam a clareza da realidade. O círculo do jornalismo de encomenda, minúsculo e cego, está só, murado no seu isolamento.

A pedagogia dos fatos, inexorável nas suas evidências, parece passar ao largo das redações. O que se faz ali não é jornalismo, mas um simulacro de literatura de antecipação marcada por profundo pessimismo e cenários de devastação. Talvez George Orwell e seu clássico “1984” expliquem melhor o suporte narrativo da fábula que não deixa de trazer uma concepção de história autoritária e retrógada.

As delicadas relações do senador goiano com o bicheiro Carlinhos Cachoeira - e a possibilidade de que o governador tucano Marconi Perillo venha a ser o próximo alvo- pôs em operação o "duplipensar" orwelliano que, desde a posse de Lula, está incorporado aos manuais de redação. Como o objetivo é afastar o ex-varão de Plutarco de cena, para prosseguir atacando o governo da presidente Dilma, os "cães de guarda" cumprem a tarefa com afinco.

No reduzido vocabulário da "Novilíngua", o “duplipensamento" é assim explicado por um dos personagens de “1984”: "capacidade de manter simultaneamente duas crenças opostas, acreditado igualmente em ambas(...). Saber que está brincando com a realidade mas, mediante o exercício de tal raciocínio, convencer a si próprio, que não está violentando a realidade. O processo deve ser consciente, pois do contrário não funcionará com a previsão necessária: mas, ao mesmo tempo, deve ser inconsciente para não produzir sensação de falsidade e culpa". Com esse trecho, cremos ter decifrado os sorrisos de Merval Pereira, Dora Kramer, Augusto Nunes, Eliane Catanhede, entre outros, quando confrontados com a palavra "ética".

Para eternizar a ordem que defendem com unhas e dentes o cenário político, submetido ao pensamento único, passa por processos de ocultamento e simplificação, visando a eliminar todas as possibilidades de pensar dos membros do Partido Imprensa.

Outra implicação do "duplipensar" da mídia corporativa é a constante alteração do passado. O registro – e consequentemente a memória - dos fatos ocorridos devem ser refeitos sempre, a fim de adaptarem-se ao presente. O trabalho de um "bom" editorialista é reescrever a visão dos veículos em que trabalha para que não contradiga a realidade de hoje. Assim, por exemplo, Folha, Globo e Estadão podem condenar o golpe de 1964, mesmo o tendo apoiado ostensivamente. Se um livro denuncia um líder político como Serra e outras figuras no seu entorno, a solução é simples: Ele nunca foi escrito e, portanto, jamais será resenhado, sendo passível de punição severa quem não entender como funcionam as "leis naturais".

Além da eliminação do passado como elemento de desarmonia com o presente e como instrumento de verificação das afirmações do Partido Imprensa, este recorre a outros meios, bem mais convencionais, para moldar a consciência de seus filiados e simpatizantes (leitores e telespectadores): educação permanente assegurada pela propriedade cruzada dos meios de comunicação, atividade coletiva sem intervalos, o que pode ser obtido mediante ampla oferta de blogs, sites, jornais e redes que digam sempre o mais do mesmo . Para concluir, vem a valorização do poder político como fim, não como meio.

O incômodo Demóstenes deve, após a sequência de denúncias, ter um diagnóstico clínico que despolitize o seu desvio. Merece, pelos serviços prestados, um roteiro que conte a tragédia do Catão caído, até que, finalmente, desapareça na lata de lixo reservada aos que fugiram da trama original. Assim agem os bons autores ao tomar como ponto de partida uma realidade familiar e palpável e transformá-la em espetáculo perecível. Em tempo: o DEM, assim como o PFL, nunca contou com o apoio das corporações midiáticas por um simples motivo: nunca existiu.

Vejam como operam nossos talentosos colunistas. Orwell ficaria tão contente que, com certeza, lhes arrumaria um lugar no Ministério da Verdade.

"Em um mês, o senador Demóstenes Torres passou de acima de qualquer suspeita para abaixo de qualquer certeza, num episódio que desafia os romances policiai s mais surpreendentes. Alem da atuação implacável contra a corrupção, ele tinha a cara, vestia o figurino e se comportava como um incorruptível homem de bem - e talvez seja mesmo sócio da holding criminosa de Cachoeira" (Nélson Motta, 6/04/2012, o Globo).

"Demóstenes Torres não seria beneficiado pelo "vício insanável da amizade" - expressão usada pelo notório Edmar Moreira (o deputado do "castelo") para definir o principal obstáculo a punições -, pois os amigos que fez ali estão entre as exceções e os demais confirmam a regra.Por terem sido alvos do senador na face clara de sua vida agora descoberta dupla, podem querer mostrar-se ao público em brios. O problema, porém, é a falta de credibilidade". (Dora Kramer, 6/04/2012, Estado de São Paulo)

"Esse personagem que o senador criou para si próprio não era uma mentira de Demóstenes, ele incorporou esse personagem e acreditava nele. Podia acusar com veemência seus colegas senadores apanhados em desvios, como Renan Calheiros, enquanto mantinha o relacionamento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira porque, como todo psicopata, não misturava as personalidades “(Merval Pereira, reproduzindo argumento do psicanalista Joel Birman, 30/03/2012, O Globo).

Admiráveis funcionários de um jornalismo inqualificável.

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil.

http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5547

 

webster franklin

E o povo segue com seus protestos ordeiros e frouxos ante o caos completo...

é por isso que os caras, PSDB/DEM, deitam e rolam onde quer que governem

 

apresento minhas desculpas aos goianos, pela sinceridade, e alerto que a melhor peça de defesa da quadrilha certamente será o silêncio do povo

 

foi assim na Alemanha e a humanidade jamais esquecerá

 

IPCA de março indica que Tombini é um iluminado, diz Octavio de Barros 


Para ele, o bom desempenho do índice de preços no começo deste ano aumenta as chances de 10% para 40% de que a Selic encerrará 2012 abaixo de 9%.
05 de abril de 2012 | 12h 07...Ricardo Leopoldo/Estadão.com.br

 SÃO PAULO - O diretor do Departamento Econômico do Bradesco, Octavio de Barros, afirmou que o IPCA de março, que subiu 0,21%, abaixo da alta de 0,45% verificada pelo indicador em fevereiro e também da mediana de 0,37% apurada pelo levantamento do AE Projeções, indica que o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, "é um iluminado". "Todas as avaliações do BC sobre a tendência da inflação estão se comprovando", disse. Para ele, o bom desempenho do índice de preços no começo deste ano aumenta as chances de 10% para 40% de que a Selic encerrará 2012 abaixo de 9%.

"Não descarto que os juros fiquem menores do que 9% neste ano, especialmente devido ao bom comportamento da inflação", destacou Barros. "A ata da reunião de abril do Copom muito provavelmente vai abrir uma oportunidade para que o BC possa movimentar os juros para cima ou para baixo de 9%", destacou. Ele, por enquanto, trabalha com o cenário segundo o qual o BC reduzirá a taxa em 0,75 ponto porcentual neste mês, dos atuais 9,75% para 9%, e ficará estável até o encerramento do ano.

De acordo com Barros, o desempenho do IPCA no início do ano deve levar o Bradesco a revisar para baixo sua projeção de alta do indicador, de 5,4% em 2012. Outro fator que deve colaborar para tal alteração será a variação dos preços das commodities, que ele espera que ficará ligeiramente abaixo do que o registrado em 2011, de acordo com a variação do índice CRB.

Octávio de Barros acredita que o pacote de estímulo à indústria anunciado pelo governo e que envolve incentivos de R$ 60,4 bilhões deve aquecer, ao menos um pouco, o nível de atividade em 2012. Ele espera que o PIB brasileiro cresça 3,7% neste ano.

O executivo do Bradesco fez os comentários em intervalo do evento Macro Vision 2012, promovido em São Paulo pelo banco Itaú BBA.

 

2014---distribuição de renda

Após desgaste com saída de Demóstenes, DEM mira eleições de olho em possível fusão (com PSDB)Maurício Savarese

Do UOL, em Brasília

 

A oitava bancada da Câmara dos Deputados. Apenas quatro senadores. Somente uma governadora de Estado. Dois escândalos de corrupção recentes. Ex-todo-poderoso do Congresso, ainda sob o nome de PFL (Partido da Frente Liberal), o Democratas passa por uma crise de representatividade. Às vésperas de uma eleição municipal, que poderia redimir a legenda, não faltam integrantes mais ansiosos por uma eventual fusão com o aliado PSDB do que por crescer nas urnas. 

O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), um dos raros expoentes do DEM sem vínculo com famílias tradicionais, deixou o partido “com rumo frouxo” –nas palavras de um dos seus dirigentes. Pego em conversas suspeitas com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o senador tinha expectativas de ser candidato a presidente em 2014, o que poderia ajudar o partido a retomar dias melhores no Congresso por conta da exposição nacional.

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  • Arte UOL

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Agora, admitem membros do DEM, o cenário mais provável é de tentativa de fusão com o PSDB após as eleições municipais. “A diferença deve ser na forma”, disse um parlamentar da legenda que não quis se identificar. “Se o [deputado federal] ACM Neto ganhar a eleição em Salvador, se José Serra se eleger prefeito com um vice nosso, o cenário é um. Se isso não acontecer, as condições devem ser mais difíceis. Quando um partido fica muito maior que o outro, as condições para quem entra são piores.”

Para Luciano Dias, do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos (Ibep), os escândalos de Demóstenes e do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda –envolvido no esquema do mensalão do DEM–, deixaram a sigla “com uma marca difícil de apagar em tão pouco tempo”. “A justificativa de que o DEM expulsa seus corruptos não serve nas eleições. É uma estratégia errada na qual o partido apostou há tempos. E está pagando agora. As pessoas querem saber de gestão”, disse.

Ver em tamanho maiorDez frases de Demóstenes Torres, antes e depois da crise  

   Foto 1 de 10 - "É intolerável sob qualquer critério que o presidente utilize a estrutura funcional do Congresso para cometer crimes", afirmou o senador ao criticar o colega Renan Calheiros, acusado de cometer irregularidades, em 2007 Mais 09.out.2007 - Lula Marques/Folhapress

A saída de Demóstenes fez os principais líderes do Democratas repetirem o discurso feito na época de Arruda. “O partido não está acuado, está aliviado”, disse o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), nesta semana. “Os outros escondem debaixo do tapete. Veja o PT com o mensalão. Nós temos coragem de lidar de frente. Todo integrante que for pego em atos ilícitos será expulso. Pagaremos esse preço.”

Oficialmente, Maia não admite a fusão com o PSDB. Caso ela aconteça, o novo partido teria 80 deputados –menos apenas do que o PT. Pode não ser o suficiente diante de uma avassaladora base aliada da presidente Dilma Rousseff, mas pode criar um grupo mais coeso na tentativa de retomar o Palácio do Planalto em 2014.

Em 2011, em sua convenção nacional, o PSDB incumbiu Serra de liderar um processo que pode levar a fusão dos tucanos com o DEM e com o PPS, mais à esquerda. Desde então o projeto não evoluiu, à espera das eleições municipais deste ano.

AS ESCOLHAS DE DEMÓSTENESOPÇÕES PRÓ CONTRARenunciar ao mandatoSai do foco político, o que pode aliviar as enxurrada de denúncias contra elePode ficar inelegível até 2027 por conta da Lei da Ficha Limpa, perde o foro privilegiado no STF e passa a responder criminalmente na Justiça de GoiásPerder o mandato por infidelidade partidáriaSai do foco político, mas mantém a imagem de ter lutado por seu cargo até o final. Neste caso, não é enquadrado na Lei da Ficha Limpa, com isso, pode ser eleito já em 2014Perde o foro privilegiado no STF e passa a responder criminalmente na Justiça de Goiás. O Senado, porém, pode decidir continuar o processo de cassação de mandato por quebra de decoro parlamentar. Seria algo incomum, mas não inéditoLicenciar-se do mandatoSai do foco político por 120 dias, mantém o foro privilegiado e espera que as denúncias esfriem com a aproximação das eleições municipaisContinua respondendo processo no Conselho de Ética do Senado e, se cassado, pode ficar inelegível até 2027Responder ao processo no Conselho de Ética do SenadoMantém a imagem de que lutou pelo cargo e, mesmo que condenado no conselho, ainda pode escapar da cassação no plenário do Senado, onde a votação é secretaContinua no foco político e, se condenado, pode ficar inelegível até 2027 por conta da Lei da Ficha LimpaRenunciar e assumir o cargo de procurador de Justiça de GoiásSai do foco político e, mesmo perdendo o foro privilegiado no STF, passaria a responder às denúncias no Tribunal de Justiça de Goiás, foro mais qualificado que a Justiça comumPode ficar inelegível até 2027 por conta da Lei da Ficha Limpa

  • Fonte: "Folha de S.Paulo" e "Blog do Fernando Rodrigues"

Declínio antecipado

O professor Cláudio Couto, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), acredita que o declínio do Democratas já estava previsto desde antes dos escândalos. “Isso é ruim para o cenário político brasileiro. Falta uma direita orgânica, porque a que temos é a patrimonialista, que é predadora do Estado e vai do PMDB para a direita. O DEM poderia ocupar esse espaço. Mas não ocupa”, afirmou.

O partido que já teve o senador Marco Maciel (PE) como vice-presidente da República hoje sofre para emplacar um companheiro de chapa na provável composição com Serra para buscar a prefeitura de São Paulo. Em 2008, a sigla perdeu quase 40% dos seus prefeitos, ficando com 501. Depois do surgimento do PSD (Partido Social Democrático), criado por sua ex-estrela, o prefeito paulistano Gilberto Kassab, esse número ficou em 395, segundo dados da Frente Nacional dos Prefeitos.

A sigla, que na reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso somava 105 deputados, derreteu para 84 na votação de 2002. Quando Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente, em 2006, encolheu para 65 parlamentares na Casa. Ao longo do segundo mandato do petista no Palácio do Planalto, chegou a 56 –muitos deles migraram para siglas satélites do governismo como PR, PTB, PP e PMDB. 

Quase três décadas atrás, os fundadores do Democratas militavam no autointitulado “maior partido do Ocidente”, a Arena (Aliança Renovadora Nacional, sigla de sustentação do Regime Militar). Na fase democrática, a legenda tinha o vice-presidente e, em 1998, era a maior do Congresso, com 105 deputados e 18 senadores.

 

http://eleicoes.uol.com.br/2012/noticias/2012/04/07/apos-desgaste-com-saida-de-demostenes-dem-mira-eleicoes-de-olho-em-possivel-fusao.htm

 

 

Deuselino Valadares era um delegado da Polícia Federal encarregado de investigar a máfia do jogo. Agora, sabemos que o delegado era agente de Carlos Cachoeira. Era a raposa tomando conta do galinheiro. Em 2006 ele fez um relatório final dizendo que não prenderia ninguém para não atrapalhar futuras investigações, afinal Carlinhos Cachoeira estava envolvido com a máfia espanhola, americana e italiana.

No relatório ele faz uma afirmação chocante, de que têm provas do envolvimento do Senador Demóstenes Torres(DEM) e dos deputados Jovair Arantes (PTB), Carlos Leréia (PSDB) e Rubens Otoni (PT). Segundo ele os políticos ficavam com metade do dinheiro dos jogos e que os 30% dados da Demóstenes seriam usados na campanha para governador de Goiás em 2006.

Marcelo Siqueira era, até anteontem, procurador-chefe administrativo da Procuradoria-Geral do Estado. Segundo esse mesmo relatório Marcelo Siqueira tinha substituído Jailton Paulo Naves, que atualmente é presidente da Promotoria de Liquidação da SEGPLAN - Secretaria de Estado e Gestão e Planejamento. Jailton, quando fazia parte da máfia, era superintendente de Loterias do Estado de Goiás (LEG) - do Governo Marconi Perillo.

Marcos Martins Machado(PSDB) é 4° suplente à cargo de deputado estadual e espera ansiosamente as eleições para assumir na Assembleia Legislativa. Ele foi diretor da polícia civil durante todo o 1° mandato de Marconi Perillo e durante o governo Alcides.

Após a Operação Monte Carlo e sabendo que Marcos Martins Machado e Aredes Correia Pires eram funcionário de Carlos Cachoeira, como o goiano deve sentir ao olhar o quadro de Diretores Gerais da Polícia Civil do Estado? 

 

PRINCIPAIS PARTES DO RELATÓRIO DO DELEGADO DEUSELINO: 

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Eu acabei de criar o blog "CachoeiradeDados" e ontem foi postado dele o que deve ser o assunto de toda a semana que inicia. Trata-se do Escândalo do IBRAM.

 Aqui:http://cachoeiradedados.wordpress.com/2012/04/08/o-escandalo-do-ibram/

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Um das sequências de conversas mais interessantes na Operação Monte Carlo envolve o deputado federal Sarney Filho (PV-MA), ex-ministro do Meio Ambiente de Fernando Henrique Cardoso.

É muito provável que todo esse caso seja mostrado amanhã no Fantástico ou segunda-feira nas revistas. A Folha de São Paulo procurou Marco Aurélio Bezerra da Rocha, superintendente do INCRA no Distrito Federal, no dia 3 de abril. O que indica que provavelmente tem pleno conhecimento dos fatos aqui narrados e está apenas esperando o momento mais oportuno para divulgar.

Para entender melhor os diálogos é importante saber que:

# ZEQUINHA = Sarney Junior (PV-MA)

#NELSON BRAGATO = Nelson Bragatto, coordenador da campanha de Sarney Junior. Atualmente Nelson é pré-candidato a prefeito no município de Acailândia no Maranhão.

# JORGE = Andre Teixeira Jorge (DECA)

# GEOVANI = Geovani Pereira da Silva. Ele cuidava da contabilidade de Carlos Cachoeira e está foragido. No inquérito é registrado que ele recebeu um único pagamento, de várias fontes diversas, de R$ . 2.745.160,00. Ele está em posse dos videos e audios gravados pelos arapongas de Cachoeira.

# ROSSANE = Rossine Aires Guimarães. Supostamente o empresário dono da Vale do Lontra Ltda, empresa que recebeu R$ 89.799,344,00 do governo do Tocantins, sob o comando do então governador Carlos Gaguim (PMDB).

#PDOT = Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal. 

 A LONGA SEQUENCIA DE CONVERSAS SOBRE O IBRAM:

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Cadê a OAB? O MPF a pedir intervenção em Goiás? Cadê o Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo? As provas são contundentes. Vamos só ficar discutindo sem agir como cidadãos? Vamos esperar que o país inteiro seja contaminado por esta máfia que se apossou do Estado em Goiás? Nassif, que tal um editorial seu, você é um sujeito de prestígio. Penso que os milhares que leêm o blog estão esperando seu posicionamento com um editorial ou coisa parecida. Algo que possa mobilizar os leitores para exigir dos poderes constituídos que deixem de prevaricar diante da gravíssima situação no estado de Goiás.

 

Osvaldo Ferreira

   A cada dia está claro que é caso de intervenção federal. Os recentes relatos sobre a polícia goiana colocam os cidadãos de Goiás em situação de vulnerabilidade extrema e sem qualquer proteção, uma vez que o aparato de segurança pública está servindo de cabo a rabo ao crime organizado sob o beneplácito do Governador Marconi Perillo que é funcionário da máfia. Se os chamados blogs independentes não servirem em ocasiões como essas para mobilizar a opinião pública de modo a pressionar o poder constituido, não sei para que servirão. Qualquer cidadão que se depara dia a dia com essas barbaridades se sente impotente mas ao mesmo tempo deseja ação.

 

Osvaldo Ferreira

Do Estadão - 07/04/2012

 

" Entre tantas proezas, Millôr era o maior expert na obra literária de Sarney. Foi inspirado na magnum opus ficcional de sir Sarney ("Brejal dos Guajás e Outras Histórias") que Millôr nos legou uma de suas tiradas mais geniais: "É um desses livros que quando você larga não consegue mais pegar." "

 Da Hungria ao Brejal do Millôr 

Sérgio Augusto

Vários motivos podem levar um presidente da República a renunciar ao mandato, mas só na Hungria, que eu saiba, uma acusação de plágio tem o mesmo peso de um caso de corrupção. Após 19 meses como presidente da Hungria, o ex-esgrimista Pal Schmitt entregou o cargo na segunda-feira porque não suportava mais ser lembrado de que em sua tese de doutorado havia 16 páginas chupadas de um alemão e 180 de um búlgaro. A tese, uma análise do programa dos jogos olímpicos modernos, foi defendida em 1992 na Universidade de Semmelweis.

Coisas muito piores fizeram outros políticos húngaros, já no poder, e nem é preciso lembrar do preposto stalinista Mátyás Rákosi, sem crise de consciência ou qualquer punição. Por um remoto deslize, aparentemente irrelevante para sua ascensão política, Schmitt sujou o nome, perdeu o título de doutor e enterrou uma carreira. Aqui não precisaria ser tão escrupuloso; até discursos poderia ter plagiado, impunemente, no exercício do poder. Collor não assumiu como seus alguns textos de José Guilherme Merquior?

Ora, direis, que Merquior os escrevera para uso legítimo do presidente, que ghost writer todos os chefes de Estado têm, mas, concedido o aparte, pergunto: por que a Academia Alagoana de Letras elegeu Collor imortal, em 2009, já que os artigos e discursos que o alçaram àquele silogeu foram sabidamente escritos por Merquior? O presidente cassado poderia ter desistido da candidatura sem sequer mencionar a palavra plágio, invocando apenas seu ineditismo literário, mas, por não seguir o mesmo código de conduta de Schmitt, assumiu in absentia a cadeira de número 20 da AAL. Sim, in absentia. Principalmente de livros.

Seu antecessor no Planalto, José Sarney, não virou imortal por ter sido presidente. Tem redação própria e publicou duas dezenas de livros (prosa, poesia, discursos, crônicas). Antes tivesse-os plagiado de alguém; nem precisava ser do Merquior. Se o pegassem tungando obra alheia, não teria agido como o ex-presidente húngaro. Negaria tudo e não arredaria pé de seus feudos. Quem sabe se lançaria até ao Nobel.

Pensei muito no ocupante da cadeira 38 da ABL depois da morte de Millôr Fernandes. Entre tantas proezas, Millôr era o maior expert na obra literária de Sarney. Se não da obra completa de sir Ney, como preferia chamá-lo, ao menos do relato Brejal dos Guajás e Outras Histórias, editado em 1986.

Cabreiro com a enxurrada de elogios ao livro, vindos sobretudo de amigos, cupinchas acadêmicos e puxa-sacos, mas também de um crítico de peso (Leo Gilson Ribeiro), Millôr, àquela altura estarrecido com a jequice dos discursos do presidente, empossado meses antes, releu Brejal dos Guajás como Roland Barthes havia lido Sarrasine, de Balzac. O parâmetro, algo hiperbólico, reconheço, é de minha inteira responsabilidade.

"Mais uma vez fui enganado", proclamou no primeiro dos 11 curtos comentários que diariamente dedicou ao Brejal, em seu minifúndio no Jornal do Brasil, em janeiro de 1988, listando a seguir todos os encomiastas do livro. Que, aliás, segundo Millôr, só merecia ser assim qualificado porque a Unesco define livro como uma publicação impressa não periódica com um mínimo de 49 páginas, e Brejal chegou às livrarias com 50.

"Não se pode confiar o destino de um povo, sobretudo neste momento especialmente difícil, a um homem que escreve isso", ponderou o humorista, acrescentando que em qualquer país civilizado Brejal seria motivo para impeachment. "Não tendo no cérebro os dois bits mínimos para orientá-lo na concordância entre sujeito e verbo, entre frase e frase, entre ideia e ideia, como exigir dele um programa de governo coerente pelo menos por 24 horas?" Mais que uma indagação, uma presságio.

E teve início a implacável desconstrução, acompanhada com avidez e às gargalhadas pelos leitores do JB. Enredo inconsistente, tentativa poética lamentável, filosofia ridícula, personagens mais rasos que um pires, solecismos em penca, ideias que nunca se complementam e sempre se contradizem - não sobrou tijolo sobre tijolo na demolição executada por Millôr.

A cidade, nos cafundós do Maranhão, onde se desenrola a ação, não tem escola, mas tem professores e alunos; não tem telégrafo mas transmite e recebe telegramas; não tem edifícios públicos, mas tem prefeitura, câmara de vereadores, juizado de casamento, dois cartórios, afora mercado, lojas, igreja da matriz. Em suas duas únicas ruas, de apenas 120 casas, moram 12.683 pessoas (ou 105 pessoas por casa, pelas contas do Millôr), protegidas por uma força pública de 12 policiais (relativamente ao Rio teria que ter meio milhão de policiais). O realismo fantástico custou, mas chegou ao Maranhão.

"Errado da primeira à última frase", segundo o Saint-Beuve do Méier, nem o título de Brejal dos Guajás fazia sentido. Sir Ney confundiu as tribos dos Guajás com a dos Guajajaras.

Na antepenúltima exegese, o pândego crítico permitiu-se o luxo de copidescar toda a primeira página do relato respeitando o estilo do autor, mudando léxico e sintaxe só quando fundamental. Dá para conferir tudo no Millôr Online, hospedado no UOL, ou, parcialmente, no verbete Brejal dos Guajás de A Bíblia do Caos, editado pela L&PM. Foi inspirado na magnum opus ficcional de sir Sarney (Os Maribondos de Fogo era de poesia) que Millôr nos legou uma de suas tiradas mais geniais: "É um desses livros que quando você larga não consegue mais pegar."

 

Acho que raramente peguei um artigo do Edu na integra e postei aqui, mas esse merece!  Nassif, perdao, essas "indiretas" certeiras e fatais sao impagaveis!  (Requer alguma exposicao previa no primeiro paragrafo, que todos os leitores dele ja tem.)

 

http://www.blogcidadania.com.br/2012/04/escandalo-demostenes-cachoeira-e...

"Escândalo Demóstenes-Cachoeira expõe Brasil como país de otários"

Venho de uma maratona de três dias com a filha caçula (13 anos) na UTI de um hospital. Fui “rendido” na vigília ao lado dela por um acompanhante substituto e temporário – ficará com menina até à noite para que eu possa, por algumas horas, finalmente desfrutar do luxo de uma cama após três noites dormindo em uma poltrona.

Esta irrequieta veia de blogueiro, no entanto, não me deixa pegar no sono. Vim caminhando do hospital até em casa – são só quatro quadras – já fuçando a internet pelo celular e perguntando nas redes sociais quais eram as últimas sobre o caso Demóstenes-Cachoeira, que pôs o país perplexo ao desnudar alguns fatos que parecem oriundos de uma ficção policial ou de espionagem.

Amigos daquelas redes me mostraram que Hollywood não faria melhor. Primeiramente, descubro que não preciso mais da imprensa porque foi só de ontem para hoje que jornais como Folha de São Paulo e O Globo deram uma notícia da qual eu tomara conhecimento há quase uma semana: o governador de Goiás, Marconi Perillo, está envolvido no escândalo em tela.

Diálogos de assessores diretos do governador com o bicheiro Carlinhos Cachoeira que este blog e ao menos outros dois publicaram no meio da tarde do dia 29 último – portanto, há seis dias – através da reprodução do inquérito da Justiça sobre a Operação Monte Carlo já davam, então, acesso ao material que aqueles jornais parecem só ter notado na terça-feira (3) e que só realçaram em suas páginas na quarta (4).

Ainda não chegou à grande mídia outra notícia estupefaciente (venho querendo usar o adjetivo há dias, porque me surgiu do nada na cabeça). A maior revista semanal do país, a qual ganhou fama por publicar escândalos políticos, empreendeu uma epopéia denuncista contra um só lado do espectro político ao longo da década passada valendo-se de relações permanentes e profundas com uma quadrilha que se encontra (quase) toda presa.

Um jornalista e blogueiro de renome publica, em primeira mão, que a publicação que se relaciona com bandidos manteve centenas de ligações telefônicas com eles sem jamais ter notado que enquanto eles lhe forneciam informações sobre políticos aos quais essa publicação se opõe escancaradamente, cometiam graves crimes. Tão graves que foram flagrados pela Polícia Federal.

Em seguida, o mesmo jornalista divulga uma extensa lista de matérias de capa que a tal revista semanal publicou contra o governo do país e informa que todas elas derivaram de informações daquela quadrilha que está vendo o sol nascer quadrado em uma penitenciária de segurança máxima.

Enquanto isso, a mesma revista e outros grandes veículos tão distraídos que até agora não descobriram nada disso, tentam, desesperadamente, achar algum membro do partido do governo federal ou de algum partido aliado para envolver em um escândalo que mostra que o segundo maior partido de oposição não passa de um ajuntamento de criminosos que vai sendo flagrado ano após ano, obrigando esse “partido” a uma teatralização de “surpresa” com os crimes de mais um membro até então emérito.

Essa grande imprensa que se especializou em divulgar escândalos valendo-se de informações miraculosamente levantadas contra o governo federal não foi capaz de ver o que acontecia na oposição – ainda que, até 2003, vivesse descobrindo escândalos do partido que, então, era oposição e que, hoje, ocupa o Poder.

Ainda estou caminhando entre o hospital e a minha residência quando um amigo argentino, que também é jornalista, liga-me no celular e pergunta se é verdade que a tal revista publicou todas aquelas matérias contra o governo usando informações da quadrilha de Goiás, e revela que a imprensa internacional só espera a confirmação dessas informações para divulgá-las.

Para a nossa imprensa seria mais fácil. Os relatórios da Polícia Federal e o próprio inquérito que está na Justiça sobre a operação Monte Carlo permitem comprovar tudo. Porém, a imprensa brasileira fatalmente será furada pela estrangeira, pois as provas contra a tal revista são escandalosas.

Quando a imprensa internacional começar a discutir esse assunto, o mundo saberá que as instituições se mobilizaram para investigar denúncias que aquela revista publicou e que se originaram de uma quadrilha de criminosos (!) com a qual a tal publicação mantinha estreita relação. Também saberá que tais denúncias consumiram recursos públicos e nenhuma foi comprovada.

Detalhe: refiro-me às denúncias contra o governo federal que a revista fez baseada em informações da quadrilha que está no xilindró e que, nos grampos da Polícia Federal, os bandidos dizem que foram “todas” fornecidas por eles mesmos.

O que o mundo dirá do Brasil? O que você diria de um país que coloca polícia, toda a grande imprensa, a Procuradoria da República e até o Judiciário para correrem atrás de denúncias feitas por bandidos de forma a distraírem essas autoridades das próprias atividades criminosas? Você, leitor, não sei, mas eu diria que é um país de otários.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

   Nassif e leitores do blog, se estas informações sobre o domínio do crime nas instãncias do poder público em Goiás não servirem para uma intervenção federal no Estado, estamos todos perdidos. O pior é que o MPF e MP/GO continuam inertes. A gravidade do que está sendo revelado sobre Goiás indica um domínio completo e absoluto das instituições neste estado pelo crime organizado. O Ministro da Justiça continua em silêncio prevaricando. É caso de intervenção federal pois as instituições todas, inclusive a polícia estão contaminadas.

 

Osvaldo Ferreira

"se estas informações sobre o domínio do crime nas instãncias do poder público em Goiás não servirem para uma intervenção federal no Estado, estamos todos perdidos":

Com que judiciario?  O norte americano, talvez?

Uma lastima saber que ate isso teria mais validade do que o put...

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.