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O BC divulgou vídeo dda entrevista presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, reparem na existência

no aumento dos juros da selic pelo entrevistador.

anexo 1Entrevista do presidente Alexandre Tombini à Globo News(21:58 minutos)

Banco Central do Brasil... 10/04/2012 10:00:00
Brasília – Clique para assistir a entrevista concedida pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, para o Jornal das Dez da Globo News, na segunda-feira (9/4).

anexo 2

Jornal das Dez Globo News

Confira a íntegra da entrevista que Alexandre Tombini deu ao Jornal das Dez
O presidente do Banco Central afirmou que a taxa de juros vai continuar caindo. Para ele, a inflação está caminhando conforme o esperado e que, por isso, os números indicam que a política do BC para alcançar a meta deste ano está correta.
Jornal das Dez Globo News| Última atualização: 17 horas e 19 minutos atrás

 

2014---distribuição de renda

  

Emiliano: o crime organizado
se organiza no PiG (*)

Publicado em 09/04/2012



Reproduzido do Viomundo, do Azenha:

Emiliano José: O partido mídia e o crime organizadoO partido mídia e o crime organizado
por Emiliano José, deputado federal do PT-Bahia, via e-mail
Algumas análises sobre a velha mídia brasileira, aquela concentrada em poucas famílias, de natureza monopolista, e que se pretende dona do discurso e da interpretação sobre o Brasil, pecam por ingenuidade. Pretendem conhecer sua atuação orientando-se pelos cânones e técnicas do jornalismo, como se ela se guiasse por isso, como se olhasse os fatos com honestidade, como se adotasse os critérios de noticiabilidade, como se recusasse relações promíscuas com suas fontes, como se olhasse os fatos pelos vários lados, como se recusasse uma visão partidarizada da cobertura.
Essa velha mídia não pode ser entendida pelos caminhos da teoria do jornalismo, sequer por aquela trilha dos manuais de redação que ela própria edita, e que se seguida possibilitaria uma cobertura minimamente honesta. Ela abandonou o jornalismo há muito tempo, e se dedica a uma atividade partidária incessante. Por partidária se entenda, aqui, no sentido largo da palavra, uma instância que defende uma política, uma noção de Brasil, sempre ao lado dos privilégios das classes mais abastadas. Nisso, ela nunca vacilou ao longo da história e nem cabe recapitular. Portanto, as clássicas teorias do jornalismo não podem dar conta da atividade de nossa velha mídia.
Volto ao assunto para tratar da pauta que envolveu o senador Demóstenes Torres e o chefe de quadrilha Carlinhos Cachoeira. É possível adotar uma atitude de surpresa diante do acontecido? Ao menos, no mínimo, pode a revista VEJA declarar-se estupefata diante do que foi revelado nas últimas horas? Tudo, absolutamente tudo, quanto ao envolvimento de Carlinhos Cachoeira no mundo do crime era de conhecimento de VEJA. Melhor: era desse mundo que ela desfrutava ao montar o que lhe interessava para atacar um projeto político. Quando caiu o senador Demóstenes Torres, caiu a galinha dos ovos de ouro.
“Esqueçam o Policarpo”. Está certo, certíssimo, o jornalista Luis Nassif quando propõe que se esqueça o jornalista Policarpo Júnior que, com os mais de duzentos telefonemas trocados com Cachoeira, evidenciou uma relação profunda, vá lá, com sua fonte, e se ponha na frente da cena o, vá lá, editor Roberto Civita.
Este, como se sabe, constitui o principal dirigente do partido midiático contrário ao projeto político que se iniciou em 2003, quando Lula assume. Policarpo Júnior apenas e tão somente, embora sem nenhuma inocência, cumpria ordens de seu chefe. Agora, que será importante conhecer o conteúdo desses 200 e tantos telefonemas do Policarpo Júnior com Cachoeira, isso será. Até para saber que grampos foram encomendados por VEJA ao crime organizado.
Nassif dá uma grande contribuição à história recente do jornalismo ao fornecer um impressionante elenco de matérias publicadas por VEJA nos últimos anos, eivadas de suposições, sem qualquer consistência, trabalhadas em associação com o crime. Civita nunca escondeu a sua posição contra o PT e seus aliados. É um militante aplicado da extrema-direita no Brasil, e que se dedica, também, subsidiariamente, a combater os demais governos reformistas, progressistas e de esquerda da América Latina.
Importante, como análise política, é que o resto da mídia sempre embarcou – e com gosto – no roteiro, na pauta, que a revista VEJA construía. Portava-se, não me canso de dizer, como partido político. Não adianta escamotear essa realidade da mídia no Brasil. O restante da velha mídia não queria checar, olhar os fatos com alguma honestidade. Não. Era só fazer a suíte daquilo que VEJA indicava. Esse era um procedimento usual dos jornalões e das grandes redes de tevê.
Barack Obama, ao se referir à rede Fox News, ligada a Rupert Murdoch, chamou-a também de partido político, e tirou-a de sua agenda de entrevistas. Não é novidade que se conceitue a mídia, ou grande parte dela, como partido político conservador. Pode lembrar Gramsci como precursor dessa noção, ou, mais recentemente, Octavio Ianni que a chamava de Príncipe Eletrônico. No Brasil, inegavelmente, essa condição se escancara. A velha mídia brasileira sequer disfarça. Despreza, como já se disse, os mais elementares procedimentos e técnicas do bom jornalismo.
Na decisão da Justiça Federal em Goiás, ressalta-se, quase que com assombro, os “estreitos contatos da quadrilha com alguns jornalistas para a divulgação de conteúdo capaz de favorecer os interesses do crime”. Esses contatos, insista-se, não podem pressupor inocência por parte da mídia, muito menos da revista VEJA que, como comprovado, privava da mais absoluta intimidade com o crime organizado por Carlinhos Cachoeira e o senador Demóstenes Torres dada à identidade de propósitos.
Esse episódio, ainda em andamento, deve muito, do ponto de vista jornalístico, a tantos blogs progressistas, como o de Luis Nassif (vejam “Esqueçam Policarpo: o chefe é Roberto Civita”); o de Eduardo Guimarães, Blog da Cidadania (vejam “Leia a espantosa decisão judicial sobre a Operação Monte Carlo”); o Portal Carta Maior (leiam artigo de Maria Inês Nassif, “O caso Demóstenes Torres e as raposas no galinheiro”); o Blog do Jorge Furtado (“Demóstenes, ora veja”), o Vi o Mundo, do Azenha, entre os que acessei.
Resta, ainda, destacar a revista CartaCapital que, com matéria de Leandro Fortes, na semana que se iniciou no dia 2 de abril, furou todas as demais revistas ao evidenciar a captura do governo de Marconi Perillo pelo crime organizado de Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira. Em Goiânia, toda a edição da revista foi comprada aos lotes por estranhos clientes, ninguém sabe a mando de quem – será que dá para desconfiar?
A VEJA enfiou a viola no saco. Veio de “O mistério renovado do Santo Sudário”, tão aplicada no conhecimento dos caminhos do cristianismo, preferindo dar apenas uma chamadinha na primeira página sobre “Os áudios que complicam Demóstenes” e, internamente, mostrar uma matéria insossa, sem nenhuma novidade, com a tentativa, também, de fazer uma vacina para inocentar o editor de Brasília, Policarpo Júnior. Como podia ela aprofundar o assunto se está metida até o pescoço com Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira?
Impunidade do crime jornalístico
Há algumas perguntas que pairam no ar. O jornalismo pode ser praticado dessa maneira, em associação explícita com o crime organizado, sem que nada aconteça aos que assim procedem? Por menos do que isso, a rede de Rupert Murdoch, na Inglaterra, enfrenta problemas sérios com a Justiça, houve prisões, e seu mais importante semanário, o News of the World, que tinha 168 anos, e era tão popular quanto desacreditado, fechou.
E aqui? O que se fará? A lei não prevê nada para uma revista associada havia anos com criminosos de alto coturno? Creio que se reclamam providências do Ministério Público e, também, das associações profissionais e sindicais do jornalismo. Conivência com isso, não dá. Assim, o crime compensaria, como compensou nesse caso durante anos.
Há, ainda, outra questão, e de grande importância e que a velha mídia ignorou solenemente, e este foi um trabalho realizado primeiro pelo jornalista Marco Damiani, do Portal 247, e completado, de modo brilhante, pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, evidenciando a atuação do crime organizado de Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira na construção do que ficou conhecido como Mensalão.
A entrevista com Ernani de Paula (ex-prefeito de Anápolis) feita por Paulo Henrique Amorim é impressionante. Ele fora derrubado da Prefeitura numa articulação que envolveu a dupla criminosa, e agora revela o que sabe, e diz que tudo o que se armou contra o ex-chefe da Casa Civil do primeiro governo Lula, José Dirceu, e contra o governo Lula, decorreu da ação consciente e criminosa de Carlinhos Cachoeira, que se insurgia contra um veto de José Dirceu à assunção de Demóstenes Torres ao cargo de Secretário Nacional de Justiça do governo, depois que ele se passasse para o PMDB.
Em qualquer país do mundo que tivesse um jornalismo minimamente comprometido com critérios de noticiabilidade, ainda mais diante do possível julgamento do processo denominado Mensalão, ele entraria fundo no assunto para que as coisas se esclarecessem. Mas, nada. Silêncio.
É como se a velha mídia tivesse medo de que a construção da cena midiática em torno do assunto, construção que tem muito de fantasiosa e é obviamente contaminada por objetivos políticos, pudesse ser profundamente alterada com tais revelações e, inclusive, ter reflexos no julgamento que se avizinha. Melhor deixar isso confinado aos “blogs sujos” e às poucas publicações que se dedicam ao jornalismo. A verdade, no entanto, começa a surgir. Nós não precisamos mais do que dela, como dizia Gramsci. Insistamos nela. Se persistirmos, ela se imporá. Apesar do velho partido midiático.

 

Osvaldo Ferreira

http://www.leidoshomens.com.br/index.php/noticias/operacao_monte_carlo/

 

Cadê o pessoal do “inflacionismo”?

Não é possível que pessoas que previam, até seis meses atrás, uma explosão da inflação e o “estouro” da meta inflacionária continuam a dar palpites e a deitar lições sobre a condução da política econômica brasileira.

Não se vexam diante de notícias como a de anteontem – a de que a inflação acumulada no primeiro trimestre do ano foi, simplesmente, a menor dos últimos 12 anos.

Fosse a maior, não de doze, mas de apenas dois ou três anos, a edição dos jornais, nem é preciso dizer, seriam diferentes, e não as notinhas miúdas que você vê aí ao lado.

Falar em “explosão inflacionária” foi, desde o segundo semestre de 2011, apenas uma estratégia para combater o processo de redução dos juros.

E, com isso, manter uma ordem econômica em que nada, neste país, é mais lucrativo, seguro e compensador que aplicar os recursos disponíveis em aplicações financeiras.

Enquanto o Estado renuncia a parte da arrecadação fiscal para estimular investimentos, as empresas têm em caixa, tecnicamentente disponíveis para investir, nada menos de R$ 150 bilhões, como informou, semana passada,  o jornal Brasil Econômico, Dinheiro que está, no entanto, em aplicações financeiras, não na produção.

O sistema financeiro, que deveria ser uma alavanca para impulsionar a produção de riqueza real, no capitalismo brasileiro, passou a ser um fim em si mesmo, a búissola e a régua do pensamento econômico de uma subelite que pensa ser normal que o dinheiro é uma espécie de sesmaria,  tão intocável quanto a o Brasil colônia e com a vantagem de ser “produtiva”, porque dela se colhe, sem plantar, o farto  fruto dos jurque se aufere por direito divino.

De alavanca, o capital converte-se em freio à produção, ao emprego, ao progresso.

Um freio que faz o Brasil da roda-presa.

http://www.tijolaco.com/

 

Tudo bem que deu na Veja, mas alguém confirma Ou nega?

"

Benjamin Steinbruch, que acaba de comprar uma siderúrgica na Alemanha, fez as contas: proporcionalmente aos custos totais, aqui as despesas com folha de pagamento e energia elétrica superam as da Alemanha.

 

Não se imagine, no entanto, que isso pode animar o governo para atacar o custo Brasil.

 

Numa conversa duas semanas atrás com alguns interlocutores no Palácio do Planalto, Dilma Rousseff reagiu assim a uma eventual reforma trabalhista: “Com taxa de desemprego de 5,7%, vou mexer nisso para quê? A Europa é que precisa pensar nisso”.

Por Lauro Jardim"

 

G1 Chefe de gabinete - da Prefeitura de Goiânia - marcou reunião entre Cachoeira e vereadores, em GOIntegrante da prefeitura de Goiânia pediu encontro com oposição.
Em coletiva, vereadores disseram que Cairo de Freitas levou empresário.

Quatro vereadores de Goiânia revelaram, na tarde desta terça-feira (27), uma reunião sobre o caso do Parque Mutirama que contou com a participação do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso durante a Operação Monte Carlo como suposto chefe da máfia dos caças-níqueis. De acordo com os legisladores, o encontro entre eles foi intermediado pelo ex-presidente da Câmara Municipal, Wladmir Garcez, a pedido do chefe de gabinete do prefeito Paulo Garcia (PT), Cairo de Freitas.

 

Opositores da prefeitura na Câmara Municipal, Santana Gomes (PSD), Maurício Beraldo (PSDB) e Geovani Antônio (PSDB) e Elias Vaz (PSol) convocaram uma entrevista coletiva, nesta tarde, para divulgar o episódio após aparecerem em reportagem do site Brasil 247 como integrantes da suposta “bancada do Cachoeira” em Goiânia.

 

A reunião aconteceu na casa do vereador Santana Gomes, no fim de agosto de 2011. Segundo os vereadores, Cairo de Freitas queriam que eles desistissem de denunciar supostas irregularidades na reforma do Parque Mutirama, no Centro da capital. Elias Vaz (PSol) é autor das denúncias de superfaturamento na compra de brinquedos para revitalização do parque de diversões.

Diálogo com oposição
De acordo com o anfitrião, Santana Gomes, o chefe de gabinete da prefeitura manifestou, por meio do ex-presidente da Câmara, também preso durante a Operação Monte Carlo, o interesse de abrir um diálogo com a oposição, devido aos constantes ataques feitos à obra do parque na época.

 

"O Cairo ligou para o Wladimir e pediu essa reunião. Ele queria discutir as críticas feitas ao Mutirama pela oposição ", disse Gomes em entrevista ao G1. Segundo o vereador, o enviado do Paço Municipal queria uma relação mais amistosa com a bancada e pediu um prazo de 15 dias para solucionar os pontos debatidos, como a compra de brinquedos usados. No entanto, não nenhum retorno após o contato inicial e os oposicionistas acabaram por protocor uma denúncia no Ministério Público .

Questionado sobre o motivo da presença do empresário do ramo de jogos de azar no encontro, Gomes disse que Cachoeira acompanhava o chefe de gabinete e Wladimir Garcez. "Eu não sabia que ele ia participar. Os três chegaram juntos e Carlinhos defendeu um acordo para por fim à crise do Mutirama. Disse que obra é muito importante para a cidade", relatou.

 

Em nota Cairo de Freitas confirmou ter solicitado e participado da reunião na casa do vereador Santana Gomes. No entanto, ele não informou porque Carlinhos Cachoeira estava presente. "Seu único objetivo era colaborar com a administração da qual faz parte", diz o texto enviado pela assessoria de imprensa da prefeitura de Goiânia.

 

Cordialidade
Em entrevista ao G1 por telefone, o vereador Elias Vaz (PSol) confirmou ter participado da reunião, assim como ter se encontrado com Cachoeira em vários locais públicos. "Ele sempre me tratou com cordialidade", diz.

Apontado pela reportagem do Brasil 247 como "porta-voz da bancada do Cachoeira”, ele negou que o empresário tenha qualquer relação com as denúncias de supostas irregularidades na reforma do Mutirama. "É mentira. Eu protocolei a ação no Ministério Público Estadual e eles querem me relacionar com investigação da Polícia Federal", reclamou.

 

Segundo reportagem do Brasil 247, o suposto chefe da máfia dos caça-níqueis encomendou uma ação da Policia Federal para inviabilizar as obras do parque de diversões. A ligação, segundo o site, ocorreu supostamente no mesmo dia em que o deputado divulgou a suspeita de superfaturamento na compra de brinquedos.

Para Elias, trata-se de uma tentativa de envolver seu nome no escândalo porque ele tem aparecido bem nas pesquisas à prefeitura da capital, o que o tornaria um forte concorrente de Garcia, candidato à reeleição.

 

Fonte:http://g1.globo.com/goias/noticia/2012/03/novas-denuncias-ligam-cachoeira-ao-caso-mutirama-em-goiania.html

 

Agencia Brasil

Incra afasta superintendente que supostamente favoreceu Cachoeira

 

09/04/2012 - 16h10

 

Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Diário Oficial da União publica hoje a portaria estabelecendo afastamento por 30 dias do Superintendente Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) do Distrito Federal e Entorno, Marco Aurélio Bezerra da Rocha.

Rocha é citado em relatório da Polícia Federal por suposto favorecimento do grupo do empresário Carlinhos Cachoeira, preso após a Operação Monte Carlo, em processo de regularização fundiária da Fazenda Gama, próximo à Brasília.

Documento da PF, revelado pelo jornal Folha de S.Paulo, aponta Rocha como suposto “responsável pela agilidade do processo” ou como quem ocupava cargo que o colocava “na posição de apontar o responsável pelo processo no órgão que dirige”.

A decisão do afastamento do superintendente foi tomada na semana passada pela direção nacional do Incra. Em nota, o órgão informou que “desde setembro de 2011” tem conhecimento da “existência de processos de certificação de imóveis rurais com suspeitas de irregularidades no âmbito da Superintendência do Incra” e que “o imóvel está, inclusive, inibido no Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR) para fins de fiscalização cadastral”.

Além do afastamento, o Incra abriu processo de sindicância investigativa para apurar o caso. O afastamento de Marco Aurélio Bezerra da Rocha vale para o exercício do cargo efetivo de Agente de Portaria e do cargo em comissão de Superintendente Regional do Distrito Federal e
Entorno, “sem prejuízo da remuneração, como medida cautelar a fim de que não venha a influir na apuração das irregularidades”, conforme estabelece a portaria.

Edição: Fábio Massalli

Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-04-09/incra-afasta-superintendente-que-supostamente-favoreceu-cachoeira

*****

No blog foram postado mais detalhes do caso, que também envolve assessores de Sarney Filho e o diretor do IBRAM. O terreno de R$ 2 milhões está próximo ao aeroporto internacional de Brasília e parece conter uma área que deveria ser do IBGE.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-ibram-entra-para-a-pauta-de-e...

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-quadrilha-e-a-negociacao-de-t...

 

 

Belo Horizonte terá consulado americanoFonte: Estado de Minas Mineiros interessados em viajar para os Estados Unidos não vão precisar fazer escala obrigatória em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife ou Brasília pra obter visto. Belo Horizonte agora terá um consulado americano. A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, anunciou dois novos escritórios no Brasil: em Porto Alegre e na capital mineira. A informação foi dada durante o Seminário Brasil-EUA: Parceria para o Século XXI, na visita oficial da presidente, Dilma Rousseff (PT), e confirmada pelo Consulado Americano no Distrito Federal. Depois de bater recordes seguidos de gastos no exterior, tudo indica que os brasileiros vão invadir de vez a terra do Tio Sam. A emissão de vistos para os EUA cresceu 56% no Brasil com maior volume de gastos. A taxa de crescimento no primeiro trimestre é superior ao resultado obtido no comparativo entre 2010 e 2011. No ano passado, foram emitidos 820 mil vistos, crescimento de 42% em comparação com o ano anterior e, se mantido o ritmo até o fim do ano, o total de vistos deve ultrapassar a marca de 1,2 milhão. O consulado de São Paulo é o líder de emissões, com 136 mil vistos desde março; na sequência, vêm Rio de Janeiro (93 mil), Brasília (41 mil) e Recife (25 mil). 

 

 Do trezentos.blog.br

 

Por uma infância livre de consumISMO

A internet é realmente uma revolução. E quando usada para o bem, é maravilhosa. Existe um projeto de lei, que tramita há 10 anos, com o intuito de proibir a veiculação de publicidade direcionada ao público infantil. Parece radical, parece censura? Mas não é. Lembram-se da publicidade para cigarros? A propaganda de cigarro gerou a mesma polêmica e só ganhamos com a ausência das “caras de pau” das empresas e publicitários que insistiam em associar cigarro a esporte e vida saudável e bem sucedida. Uma reportagem com fumantes famosos confirma que a maioria fumou para ser moderno e se inserir no grupo social que desejavam. Hoje se arrependem pois não conseguem se livrar do vicio. Assim é a publicidade infantil. No futuro teremos criancas com a vida pautada na satisfação exclusiva pelo consumo. Comprar é viciante e a insatisfação compulsiva já se trata nos consultorios e com medicação tarja preta como antidepressivos e ansiolíticos, porque hoje, quem não consome, não faz parte da turma moderna, descolada e bem sucedida. Qualquer semelhança com o cigarro é mera coincidência?

Para completar ,  a Associação de Agências de Publicidade, criou uma ação que pretende parecer dizer que todos somos responsáveis pela infância.  À primeira vista, a gente entende que a intenção da campanha é chamar todos à reflexão mas não é isso. A campanha empenhou-se em culpabilizar exclusivamente os pais pelo controle do que os filhos assistem na TV, como se as empresas não tivessem responsabilidade nenhuma sobre o que fabricam, vendem e anunciam, e as agências de publicidade sobre suas ações de marketing para promover qualquer tipo de produto e serviço direcionado ao público infantil. Uma ação com título dúbio, com atitudes dúbias, com intenções dúbias, assim como é a publicidade voltada para crianças que não têm condições de distinguir o que é bom para elas, o que é realidade, o que é mentira e o que manipulação. Nós adultos somos ludibriados, imaginem as crianças!

Os pais ativistas da internet se uniram e reagiram na hora. E a ABAP tratou-os com um desrespeito e desprezo absurdo, apagando suas mensagens na página da campanha, manipulando os comentários, banindo comentaristas que se opunham ao que eles queriam propagar. E ainda dizendo que nós, pais, queremos censurar a propaganda e impedir a liberdade de expressão da pobre publicidade. Liberdade de expressão só deles, basta ver as regras de participacão do seu site que a gente vê a cara ditatorial e demagógica de suas intenções. Mas uma coisa importante de se tentar entender, é o que a publicidade espera dos pais quando os culpabiliza. Afinal, o que querem que façamos: ficamos em casa cuidando do lixo propagandeado excessivamente às crianças ou saimos para trabalhar como loucos para poder consumir o que eles anunciam? Fiquei confusa.

O que eles não esperavam , era encontrar pais instruídos, informados e prontos para defender o bem estar de seus filhos respondendo na mesma moeda: criaram um site para divulgar a importância de se botar um freio na farra da publicidade infantil. E o site dos pais, entitulado INFÂNCIA LIVRE DE CONSUMISMO, recheado de depoimentos, artigos técnicos, reportagens, charges e imagens  relacionadas ao tema, atingiu, em apenas 3 dias, o mesmo número de simpatizantes e apoiadores que o site da ABAP levou 1 mês para conseguir.

E em 5 dias, o site Infância Livre, conseguiu ultrapassar o site da ABAP, que vale lembrar, é mantido por uma agência de publicidade contratada, o que não acontece com a ação dos pais da internet. Isso nos leva a pensar em outras coisas. Por que a ABAP faria uma ação tão desastrosa? Por que usaria profissionais tão amadores? Por que não teria o menor constrangimento em agir com tão pouca ética com os usuários do site? Será que isso se resume em apenas uma questão: eles subestimam as famílias? Os pais? E acham que somos realmente uma massa tola e manipulável sem força nenhuma para reagir?

Hoje, a publicidade é autorregulamentada pelo CONAR – Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária e isso é péssimo para a nossa sociedade a começar pelo fato que o conselho de ética da entidade tem apenas 19 pessoas representam a sociedade civil, dentre eles, seis jornalistas, três advogados e apenas um médico, enquanto as outras 136 pessoas representam anunciantes ou veículos de comunicação. Isso prova, na base, o tamanho do problema que é o controle da publicidade brasileira que está longe de defender os interesses da sociedade.

Por isso, esse grupo de mães e pais, que defende a infância, convida a todos a conhecer e CURTIR  esta iniciativa no Facebook . Ela tem o intuito de informar e mostrar os argumentos que levam a ver essa necessidade tão grande de se proteger nossos filhos dos malefícios de uma propaganda que é estratégicamente pensada e elaborada para encantar, que não os respeita, que os engana, que os faz acreditar numa falsa sensação de alegria e determina o que se tem como fator primordial de status social desde a mais tenra idade.  E que ao repensar a publicidade, estamos pensando na forma como estamos consumindo o planeta, já que o consumismo está na contramão da educação para o futuro e da sociedade mais sustentável que buscamos.

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Por uma infância livre de consumISMO

A internet é realmente uma revolução. E quando usada para o bem, é maravilhosa. Existe um projeto de lei, que tramita há 10 anos, com o intuito de proibir a veiculação de publicidade direcionada ao público infantil. Parece radical, parece censura? Mas não é. Lembram-se da publicidade para cigarros? A propaganda de cigarro gerou a mesma polêmica e só ganhamos com a ausência das “caras de pau” das empresas e publicitários que insistiam em associar cigarro a esporte e vida saudável e bem sucedida. Uma reportagem com fumantes famosos confirma que a maioria fumou para ser moderno e se inserir no grupo social que desejavam. Hoje se arrependem pois não conseguem se livrar do vicio. Assim é a publicidade infantil. No futuro teremos criancas com a vida pautada na satisfação exclusiva pelo consumo. Comprar é viciante e a insatisfação compulsiva já se trata nos consultorios e com medicação tarja preta como antidepressivos e ansiolíticos, porque hoje, quem não consome, não faz parte da turma moderna, descolada e bem sucedida. Qualquer semelhança com o cigarro é mera coincidência?

Para completar ,  a Associação de Agências de Publicidade, criou uma ação que pretende parecer dizer que todos somos responsáveis pela infância.  À primeira vista, a gente entende que a intenção da campanha é chamar todos à reflexão mas não é isso. A campanha empenhou-se em culpabilizar exclusivamente os pais pelo controle do que os filhos assistem na TV, como se as empresas não tivessem responsabilidade nenhuma sobre o que fabricam, vendem e anunciam, e as agências de publicidade sobre suas ações de marketing para promover qualquer tipo de produto e serviço direcionado ao público infantil. Uma ação com título dúbio, com atitudes dúbias, com intenções dúbias, assim como é a publicidade voltada para crianças que não têm condições de distinguir o que é bom para elas, o que é realidade, o que é mentira e o que manipulação. Nós adultos somos ludibriados, imaginem as crianças!

Os pais ativistas da internet se uniram e reagiram na hora. E a ABAP tratou-os com um desrespeito e desprezo absurdo, apagando suas mensagens na página da campanha, manipulando os comentários, banindo comentaristas que se opunham ao que eles queriam propagar. E ainda dizendo que nós, pais, queremos censurar a propaganda e impedir a liberdade de expressão da pobre publicidade. Liberdade de expressão só deles, basta ver as regras de participacão do seu site que a gente vê a cara ditatorial e demagógica de suas intenções. Mas uma coisa importante de se tentar entender, é o que a publicidade espera dos pais quando os culpabiliza. Afinal, o que querem que façamos: ficamos em casa cuidando do lixo propagandeado excessivamente às crianças ou saimos para trabalhar como loucos para poder consumir o que eles anunciam? Fiquei confusa.

O que eles não esperavam , era encontrar pais instruídos, informados e prontos para defender o bem estar de seus filhos respondendo na mesma moeda: criaram um site para divulgar a importância de se botar um freio na farra da publicidade infantil. E o site dos pais, entitulado INFÂNCIA LIVRE DE CONSUMISMO, recheado de depoimentos, artigos técnicos, reportagens, charges e imagens  relacionadas ao tema, atingiu, em apenas 3 dias, o mesmo número de simpatizantes e apoiadores que o site da ABAP levou 1 mês para conseguir.

E em 5 dias, o site Infância Livre, conseguiu ultrapassar o site da ABAP, que vale lembrar, é mantido por uma agência de publicidade contratada, o que não acontece com a ação dos pais da internet. Isso nos leva a pensar em outras coisas. Por que a ABAP faria uma ação tão desastrosa? Por que usaria profissionais tão amadores? Por que não teria o menor constrangimento em agir com tão pouca ética com os usuários do site? Será que isso se resume em apenas uma questão: eles subestimam as famílias? Os pais? E acham que somos realmente uma massa tola e manipulável sem força nenhuma para reagir?

Hoje, a publicidade é autorregulamentada pelo CONAR – Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária e isso é péssimo para a nossa sociedade a começar pelo fato que o conselho de ética da entidade tem apenas 19 pessoas representam a sociedade civil, dentre eles, seis jornalistas, três advogados e apenas um médico, enquanto as outras 136 pessoas representam anunciantes ou veículos de comunicação. Isso prova, na base, o tamanho do problema que é o controle da publicidade brasileira que está longe de defender os interesses da sociedade.

Por isso, esse grupo de mães e pais, que defende a infância, convida a todos a conhecer e CURTIR  esta iniciativa no Facebook . Ela tem o intuito de informar e mostrar os argumentos que levam a ver essa necessidade tão grande de se proteger nossos filhos dos malefícios de uma propaganda que é estratégicamente pensada e elaborada para encantar, que não os respeita, que os engana, que os faz acreditar numa falsa sensação de alegria e determina o que se tem como fator primordial de status social desde a mais tenra idade.  E que ao repensar a publicidade, estamos pensando na forma como estamos consumindo o planeta, já que o consumismo está na contramão da educação para o futuro e da sociedade mais sustentável que buscamos.

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Do Valor

Empresário português entra na disputa
pela Cimpor com Camargo CorrêaPor Ivo Ribeiro | Valor

 

 DivulgaçãoPedro Queiroz Pereira, dono da Portucel, Secil e Semapa: de olho na Cimpor

 

SÃO PAULO – A cimenteira portuguesa Cimpor, alvo de uma oferta pública de compra das ações (OPA) do grupo brasileiro Camargo Corrêa, acaba de entrar na mira do empresário português Pedro Queiroz Pereira, dono de companhias como a Portucel (celulose), Secil (cimento) e Semapa. A informação é do “Jornal de Negócios”, de Lisboa.

Segundo a reportagem, Pereira lançou uma proposta alternativa à OPA da Camargo Corrêa, feita em 30 de março por meio da controlada InterCement Áustria. A oferta foi de 5,5 euros por ação, avaliando a Cimpor em 3,7 bilhões de euros.

A proposta do empresário, conforme a edição de hoje do “JN”, consiste em juntar as participações de acionistas portugueses na Cimpor em uma holding, que integraria, além da Secil, a Caixa Geral de Depósitos (CGD), que tem 9,6%, e o fundo de pensão do banco BCP (10%).

O outro a acionista é a Invesfino, holding de Manuel Fino, que detém 10,7% da cimenteira portuguesa. Segundo o jornal, Pereira e Fino têm um acordo. Tanto a CGD quanto o fundo do BCP já anunciaram adesão à OPA da Camargo Corrêa.

A proposta de Pereira, que procura preservar a Cimpor em mãos do capital português, já foi comunicada ao governo, informa o “JN”. Desde fevereiro de 2010, a Camargo Corrêa já detém 32,9% da cimenteira e o grupo Votorantim, 21,2%.

A OPA da Camargo visa obter o controle da Cimpor e tentar resolver o problema de concentração de mercado em análise no órgão antitruste brasileiro, o Cade. Isso se deve ao fato de a Cimpor Brasil ter 9% do mercado de cimento do país, enquanto Votorantim é a líder com 40% e a Camargo, a terceira, com 10%.

Se todos os acionistas da Cimpor aderirem à OPA da Camargo, o grupo terá de desembolsar 2,48 bilhões de euros. Porém, ao somar 67% do capital, já teria o controle da empresa, conforme a legislação de Portugal.

(Ivo Ribeiro |Valor) 

 

Gilberto .    @Gil17

do Bol Notícias

Novo plástico que 'sangra' se regenera sozinho

 

SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Um dia no futuro: você faz aquela baliza malfeita e fica com um arranhão no para-choque traseiro. De repente, o plástico cinza fica avermelhado na região do dano. Em alguns minutos, a mancha desaparece, assim como o risco. Problema resolvido.

Parece mágica? Bem, como dizia o saudoso escritor Arthur C. Clarke, qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de magia. E é bem esse o caso do trabalho do engenheiro de materiais Marek Urban, da Universidade do Sul do Mississippi em Hattiesburg, nos Estados Unidos.

Financiado pelo Departamento de Defesa americano, ele está desenvolvendo plásticos que imitam a pele humana --são capazes de "sangrar" e cicatrizar quando cortados ou arranhados.

O pesquisador apresentou seu trabalho numa reunião da ACS (Sociedade Americana de Química, na sigla em inglês) e deu uma ideia de como funciona a invenção.

Plásticos são polímeros --compostos baseados em longas cadeias de átomos de carbono enfileirados. O segredo do trabalho de Urban foi implementar, em meio às cadeias, pequenas pontes, elos moleculares, que se quebram e mudam de forma quando o plástico sofre dano.

A mudança de forma leva à troca de cor --uma mancha vermelha se forma ao redor da avaria. Dessa forma, ela indica de forma inequívoca o problema causado.

Só isso já é uma grande vantagem: a exibição clara da avaria pode impedir que inspeções rápidas deixem de vê-la -o que não é bom quando se fala de um componente de uma máquina que não pode falhar em plena operação, como um avião.

Mas o negócio vai além. Uma vez "marcado" o dano, uma mudança ambiental previamente escolhida -desde a incidência de luz solar até alterações na acidez ou temperatura- leva à restruturação das pontes quebradas. O plástico se autorrepara e a mancha vermelha some.

 Editoria de Arte/Folhapress 



REVOLUÇÃO

Plásticos que se regeneram são uma espécie de Santo Graal da ciência de materiais. Há outros modelos em desenvolvimento, mas o de Urban é o único que não precisa ser mergulhado em algum composto para eliminar o dano.

O pesquisador destaca que o autorreparo pode acontecer muitas vezes e que o material é mais amigável ao ambiente que outros plásticos, uma vez que o processo de produção é baseado em água, em vez de ingredientes tóxicos.

Embora o trabalho esteja no estágio da ciência básica, o pesquisador está entusiasmado com a possibilidade de vê-lo em aplicação em breve.

"Estamos trabalhando com grandes empresas para promover a comercialização", disse o pesquisador à Folha. "No campo da pesquisa, estamos explorando formas de combinar a capacidade de autorreparo com outros atributos. A meta é criar materiais amigáveis ao ambiente."

Os cientistas veem grande potencial imediato para o uso desses plásticos em componentes estruturais de aeronaves e em armamentos --não é à toa que a pesquisa é financiada pelos militares. Um dos próximos objetivos é criar materiais com essas características que sejam capazes de suportar altas temperaturas.

 

do site Inovação Tecnológica

 

Embrapa vai virar multinacional

 

Com informações da Agência Brasil - 09/04/2012

 

Sem fronteiras

 

O governo federal pretende lançar a Embrapa Internacional até o final deste mês.

 

Maior exemplo de sucesso na área de pesquisas científicas e tecnológicas no Brasil, a Embrapa já virou inspiração para a criação de uma entidade equivalente para a indústria, a Embrapii.

 

Agora a Embrapa recebeu autorização para se internacionalizar, exercendo " qualquer das atividades integrantes de seu objeto social fora do território nacional, em conformidade com o que dispuser seu estatuto social".

 

A lei originou que criou a Embrapa restringia sua atuação ao território nacional, mas isto foi alterado no final do governo Lula.

 

Busca de recursos

 

Pedro Arraes, presidente da empresa, disse que um dos objetivos é ajudar outros países com a experiência adquirida ao longo dos 39 anos de existência da Embrapa.

 

"Mas também é, e talvez esse seja o principal, trazer inovações dessas relações para o nosso país," acrescentou ele.

 

A Embrapa Internacional terá uma estrutura com capacidade de captar recursos de fontes do exterior, como Banco Mundial (Bird), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e agências de fomento, como a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e Fundação Bill Gates.

 

"A Fundação Bill Gates fez, recentemente, um aporte de US$ 2,5 bilhões para a Embrapa, e esse recurso, obviamente, não pode entrar na conta da Embrapa aqui no Tesouro, como arrecadação, porque eu vou ter que encaminhar para outros países", explicou Arraes.

 

Embrapa Internacional

 

A Embrapa Internacional estreará nos Estados Unidos.

 

"Dependendo da dimensão que esse negócio tomar, e as perspectivas são de dimensões imensas, talvez tenhamos que ter uma estrutura mínima lá, mas sempre mínima, porque a competência técnica vai estar sempre aqui, na Embrapa. Lá é simplesmente uma forma que a gente tem de agilizar essa captação de recursos internacionais", informou Arraes, acrescentando que pessoas físicas também poderão fazer doações para algum projeto específico, no qual tenham interesse.


Fonte:  Site Inovação Tecnológica- www.inovacaotecnologica.com.br URL: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=embrapa-multinacional

 

O assunto "Demóstenes" já foi praticamente extinto na Folha de S. Paulo. Exceto por duas pequenas notas na coluna Painel, com os sugestivos títulos de "Outra Pauta" e "Velório", a única outra menção ao caso é a coluna do Ruy Castro, como sempre bem humorada. Está lá no finzinho, no último parágrafo,  mas está.

O que me chamou a atenção é que na Folha, aparentemente, existe a proibição de se referir a Carlinhos Cachoeira como bicheiro, contraventor, bandido, etc. É sempre "empresário de jogos" ou, simplesmente, "empresário". A coluna do Ruy Castro não foge à regra, com um detalhe sutil: ateve-se ao termo "empresário" para se referir ao sócio de Demóstenes, porém tascou-lhe o adjunto adnominal "de caça níqueis".

Muito antes

Ruy Castro

RIO DE JANEIRO - No fim de seu reinado, que coincidiu com o fim do século 19, a rainha Vitória, da Inglaterra, foi apresentada ao projeto do submarino, um navio que viajava debaixo d'água e, de lá, disparava contra o inimigo. Vitória ficou chocada: "Quer dizer que o inimigo não verá nossa bandeira?". Era um golpe baixo e ela não quis saber. Mas isso, claro, foi muito antes dos aviões-robôs.

No Campeonato Carioca de 1913, Belfort Duarte, jogador do América, pôs a mão na bola dentro da própria área e impediu um gol do adversário. O juiz não percebeu. Belfort se acusou e exigiu que ele marcasse o pênalti contra sua equipe. E ele marcou, para desespero dos meninos Vicente Celestino, Lamartine Babo e Mario Reis, que já eram torcedores do América. Mas isso, claro, foi antes de Maradona, Messi e outros que acham normal fazer gols com a mão.

Até 1950, as rádios americanas não admitiam tocar a mesma gravação mais de uma vez a cada 24 horas. "Imagine o ouvinte perceber que já ouviu aquele disco há poucas horas!", eles alegavam. Mas isso, claro, foi antes do Top 40, da "payola" (jabá) e do roquenrol.

Nos anos 70, os clubes brasileiros não admitiam corromper seus uniformes com marcas comerciais. O que os torcedores diriam ao ver seus craques reduzidos a homens-sanduíche anunciando pneu, refrigerante ou óleo de carro? Mas isso, claro, foi antes de começarem a oferecer até o fundilho dos calções para imprimir marca de gilete ou de camisinha.

Em outros tempos, políticos e contraventores se mantinham a certa distância, sabendo que aquela intimidade era perigosa. Mas isso, claro, foi antes de o senador Demóstenes Torres (GO) e o empresário de caça-níqueis Carlinhos Cachoeira frequentarem as mesmas contas bancárias -e de, antes deles, muitos outros já terem feito o mesmo sem ser apanhados.

 

do Globo.com

Le Pen é a candidata favorita dos jovens franceses, diz pesquisa Segundo enquete, 26% afirma votar na líder da extrema-direita no 1º turno 

RIO — Apesar de ter caído nas últimas pesquisas presidenciais francesas, a candidata da extrema-direita, Marine Le Pen, parece estar crescendo entre os jovens. Segundo uma enquete do instituto CSA, 26% dos franceses de 18 a 24 anos afirmam que vão votar em Marine no primeiro turno.

A líder da extrema-direita aparece um ponto percentual à frente do socialista François Hollande entre os jovens. Hoje, Hollande teria 25% dos votos, contra 17% de Nicolas Sarkozy e 17% de Jean-Luc Mélenchon — uma das grandes surpresas destas eleições na França.

Até agora, a líder da Frente Nacional foi a que registrou o maior crescimento entre os jovens, afirma o jornal “Le Monde”. No último trimestre de 2011, Marine tinha apenas 13% da intenções de votos entre os franceses de 18 e 24 anos. No último mês, ela ganhou 13 pontos percentuais entre o segmento. O crescimento entre os jovens é considerado uma surpresa para analistas, já que entre todos os outros segmentos de faixa etária Marine mostra uma queda.

Outro fenômeno das eleições francesas deste ano é o candidato da extrema-esquerda Jean-Luc Mélenchon. No final do ano passado, ele aparecia apenas com 5% dos votos. Hoje, seu nome aparece com 16% nas pesquisas presidenciais.

 

R7 - Domingo EspetacularErnani José de Paula diz que vídeo do mensalão foi produzido por Cachoeira


 

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O vídeo, gravado há sete anos, deu origem ao escândalo que abalou o primeiro governo Lula. Em entrevista exclusiva, o ex-prefeito de Anápolis Ernani José de Paula revela detalhes da história intrigante que envolve uma operação da Polícia Federal, espionagem clandestina e um político enrolado com um bicheiro.

 

http://noticias.r7.com/videos/ernani-jose-de-paula-diz-que-video-do-mensalao-foi-produzido-por-cachoeira/idmedia/4f824473fc9b95f3dc516ab5.html

 

Matéria da Folha Online de cinco dias atrás:

04/04/2012 - 08h02

Concurso para gari tem questão sobre novelas e Michel Teló

LUIZ CARLOS DA CRUZ
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE CASCAVEL (PR)

Para trabalhar como gari em Cambé, no interior do Paraná, não basta ter o ensino básico completo. É preciso conhecer também o bordão de uma personagem do humorístico "Zorra Total" e saber o nome da atriz que interpretou Pereirão na novela global "Fina Estampa".

Essas questões fizeram parte de um concurso público que causou polêmica na semana passada ao testar conhecimentos dos candidatos sobre programas de TV e cantores populares.

A UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), responsável pela prova, elaborou também uma pergunta sobre o nome da música de Michel Teló que inspirou o craque Cristiano Ronaldo a dançar na comemoração de um gol.

As perguntas desagradaram os servidores públicos de Cambé, cidade a 385 km de Curitiba. "Vindo de uma universidade federal, é para ficar assustado", afirmou o presidente do sindicato dos servidores municipais, Carlos Aparecido de Melo. Para ele, o concurso subestimou a inteligência dos candidatos.

A cientista política Rosana Nazzari, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, disse que o teste foi uma afronta aos candidatos. "Existe uma cultura histórica no Brasil de achar que as pessoas mais pobres não têm capacidade intelectual."

Das 40 questões, 10 eram relacionadas a assuntos de TV e música popular.

Em nota, a UTFPR disse que as questões sobre "temas de determinada emissora televisiva foram extraídas com base em reportagens publicadas junto à revista Veja" [sic]. As demais questões, diz a nota, eram sobre "notícias de atualidade".

Coluna de Melchíades Filho, da sucursal de Brasília, em página nobre da Folha de São Paulo (caderno Opinião) de hoje:

Melchiades Filho

Tony Ramos está morto

BRASÍLIA - Nunca antes neste país houve novela tão lúgubre como "Avenida Brasil". A marca da maldade aparece toda noite, as cenas costuradas para afligir a audiência.

João Emanuel Carneiro já havia brincado com as fronteiras entre o "bem" e o "mal" no trabalho anterior. "A Favorita" demorou a esclarecer quem, afinal, era a vilã.

Mas ali o que surpreendeu, e virou marca-registrada do autor, foi o ritmo frenético. Cada capítulo abria e fechava um pedaço do enredo.

Desta vez, João Emanuel vai além na quebra de maniqueísmos. A ideia de pureza foi simplesmente suprimida logo na estreia da história, com a morte trágica do personagem de Tony Ramos.

O ator que durante décadas encarnou a honestidade na TV agonizou entre soluços de sangue, sob chuva torrencial, atropelado depois de constatar que a mulher era uma pérfida. O herói com caráter, vimos, não passava de um banana. Para piorar, no último suspiro ajudou a armar o novo golpe da algoz.

Adriana Esteves vive a vilã barra-pesada, antológica. Agride crianças, humilha o amante/comparsa, engana meio mundo enquanto planeja enganar a outra metade.

A novidade é que quase não há integridade nos demais personagens. Vide os galãs: o craque de futebol pulou a cerca no dia do noivado; o filho adotivo alterna pileques com rompantes machistas; o empresário boa praça faz rodízio de esposas.

A mocinha de doce só tem o rosto -Débora Falabella foi outra boa sacada de escalação. Para engatilhar a vingança, largou o namorado e se finge de amiga da cunhada da vilã.

Todos mentem e trapaceiam no subúrbio emergente e consumista que serve de cenário à trama. Vale o lema "os fins justificam os meios" (ou "rouba, mas faz", "rouba, mas pro partido", "todos roubam"...). "Avenida Brasil" nos convida, ou nos coage, a torcer por quem faz o mal. Testa nossa ruína moral. Dói.

melchiades.filho@grupofolha.com.br

 

da Folha.com

e se essa modalidade de protesto entrar na moda aqui também?

TE CUIDA, BONNER!!!

Apresentador grego é atacado ao vivo na TV com iogurte e ovos

 

Manifestantes de esquerda invadiram na sexta-feira à noite os estúdios de uma TV grega e atacaram o apresentador do programa com ovos e iogurte durante uma transmissão ao vivo.

Segundo a TV Epiros, o estúdio foi invadido por 17 manifestantes com os rostos cobertos por lenços.

O entrevistador Panagiotis Vourhas teve que interromper uma entrevista com um político local para se proteger do ataque. O entrevistado saiu do centro do estúdio sem ser atingido.

A motivação do ataque seria uma entrevista feita na semana anterior por Vourhas com membros de um partido neonazista.

O partido neonazista e anti-imigração Amanhecer Dourado aparece nas pesquisas com mais de 5% das intenções de voto para as eleições previstas para o próximo mês.

 

do CartaMaior

Justiça condena Monsanto por cobrança indevida de royalties

 

 

Juiz Giovanni Conti, de Porto Alegre, determinou a imediata suspensão, por parte da Monsanto, da cobrança de royalties, taxa tecnológica ou indenização sobre a comercialização da soja transgência, classificando como ilegal a incidência dessas cobranças sobre os produtores. A decisão foi motivada pela ação coletiva proposta por sindicatos de produtores rurais do Rio Grande do Sul e pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS.

 

 

Porto Alegre - O juiz Giovanni Conti, da 15ª Vara Cível, da Comarca de Porto Alegre, determinou a imediata suspensão, por parte da Monsanto, da cobrança de royalties, taxa tecnológica ou indenização sobre a comercialização da soja transgência, classificando como ilegal a incidência dessas cobranças sobre os produtores. A decisão foi motivada pela ação coletiva proposta pelo Sindicato Rural de Passo Fundo, Sindicato Rural de Sertão, Sindicato Rural de Santiago, Sindicato Rual de Giruá, Sindicato Rural de Arvorezinha e Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag) contra a Monsanto do Brasil Ltda e a Monsanto Technology LLC.

Em sua decisão, anunciada dia 4 de abril, o magistrado também reconheceu “o direito dos pequenos, médios e grandes sojicultores brasileiros, de reservar o produto cultivares de soja transgênica, para replantio em seus campos de cultivo e o direito de vender essa produção como alimento ou matéria-prima, sem nada mais pagar a título de royalties, taxa tecnológica ou indenização, a contar do dia 1º de setembro de 2012”. Conti também reconheceu o direito dos produtores que cultivam soja transgênica, de doar ou trocar sementes reservadas a outros pequenos produtores rurais, contando também a partir de 1º de setembro de 2010.

Além disso, determinou ainda que as empresas “se abstenham de cobrar royalties, taxa tecnológica ou indenização sobre a comercialização da produção da soja transgênica produzida no Brasil a contar da safra 2003/2004”. O juiz também condenou a Monsanto a devolver “os valores cobrados sobre a produção da soja transgênica a partir da safra 2003/2004, corrigida pelo IGPM e acrescida de juros de 1% ao mês, a contar da safra 2003/2004”.

Giovanni Conti concedeu, de ofício, a liminar para “determinar a imediata suspensão na cobrança de royalties, taxa tecnológica ou indenização, sobre a comercialização da produção da soja transgênica produzida no Brasil, sob pena de multa diária no valor de um milhão de reais”. As empresas também foram condenadas ao pagamento integral das custas e honorários advocatícios fixados em 500 mil reais.

A ação contra a Monsanto
Em sua ação coletiva contra a Monsanto, os produtores gaúchos contestaram os procedimentos adotados pela empresa, impedindo-os de “reservar cultivares transgênicas para replantio e comercialização, além da proibição de doar e trocar sementes dentro de programas oficiais e cobrar de forma arbitrária, ilegal e abusiva royalties sobre sementes e grãos descendentes da chamada soja Roundup Ready (RR)”. Os agricultores acusaram a empresa de violar a Lei de Cultivares (lei nº 9,456/97) que “permite a reserva de grãos para plantios subsequentes sem pagamento de nova taxa de remuneração à propriedade intelectual, sendo inaplicável a incidência da propriedade industrial (Lei nº 9.279/96), cujas patentes registradas são eivadas de nulidades”.

Os produtores também pediram (e conseguiram) o “reconhecimento do direito dos pequenos, médios e grandes sojicultores brasileiros, de reservar o produto de cultivares de soja transgênica, para replantio em seus campos de cultivo e o direito de vender essa produção como alimento ou matéria prima, sem pagar a título de royalties, taxa tecnológica ou indenização; garantia de cultivar a soja transgênica, de doar ou trocar sementes reservadas a outros pequenos produtores rurais”.

Em sua defesa, a Monsanto apresentou pareceres jurídicos assinados pelos juristas Paulo Brossard, Célio Borja, Araken de Assis e Ruy Rosado de Aguiar Jr. O juiz Giovanni Conti considerou que os pareceres “não esgotaram a matéria, em especial a análise das patentes que justificariam a cobrança de royalties pelas requeridas”.

 

Nassif olha a cara de pau do colunista da Época pedindo cadeia pra o povo (Pregando o golpe abertamente).

Cadeia para a opinião pública15:49, 8/04/2012 GMFIUZA GERAL TAGS: 

A popularidade de Dilma Rousseff bateu novo recorde, chegando a 77% de aprovação, segundo o Ibope.

Não dá mais para dourar a pílula. Num cenário como esse, só resta adotar a solução proposta certa vez pelo colunista Tutty Vasques: cadeia para a opinião pública.

E cadeia por vadiagem.

Os especialistas do instituto de pesquisa explicaram a principal causa do impressionante índice: a queda de ministros em série, como nunca antes na história deste país, foi entendida como uma ofensiva de Dilma contra a corrupção.

Tudo bem que a opinião pública, distraída, não tenha notado Dilma correndo atrás do próprio rabo;

Que não tenha se dado conta de que todos os esquemas podres emanavam do padrão Dilma/PT de ocupação fisiológica do Estado;

Que não tenha atinado para o fato de que o modus operandi nos Transportes, no Turismo, nos Esportes, no Trabalho e em todos os outros ninhos parasitários vinha do governo Lula – onde a “coordenadora de todos os projetos” era ela mesma, a chefe da Casa Civil: Dilma Rousseff.

Eleita presidente, o que fez Dilma? Partilhou seu governo entre esses mesmos donatários, seus velhos conhecidos.

Tudo bem que a opinião pública, muito atarefada, não tenha visto nada disso.

Curioso é que não tenha visto também figuras como Carlos Lupi, já afundadas na lama, sendo sustentadas publicamente pela dona dos 77%.

“O passado passou, gente!”, tentou encerrar Dilma, quando o caso Lupi já estava exposto em toda a sua obscenidade – inclusive com flagrante fotográfico do ministro não-governamental.

Lupi só caiu porque a Comissão de Ética da Presidência carimbou a palavra “suspeito” na sua testa. Dilma ainda tentava enquadrar a Comissão, quando surgiu a notícia de que seu protegido tivera duplo emprego público.

Nota da redação: Lupi caiu, mas a rainha da faxina jurou de morte a Comissão de Ética (da qual nunca mais se ouviu falar).

A mordaça foi providencial, porque o consultor Fernando Pimentel, por exemplo, continua tranquilo em sua vida vegetativa no ministério – sem nenhum carimbo na testa.

Nota da redação (2): quem pagou a milionária consultoria fantasma de Pimentel foi o mesmo contratante da pesquisa consagradora para Dilma.

Chega de impunidade: se a presidenta faxineira é inocente, cadeia para a opinião pública.

A alternativa é seguir a recomendação eufórica do ex-presidente petista José Eduardo Dutra, comemorando os 77% de êxito do esquema com um brado poético: “Enfia o dedo e rasga!”

Como se vê, o Brasil está em boas mãos.

 

Texto interessante do Paulo Henrique Amorim. Para quem não está habituado com o linguajar peculiar de PHA, algumas dicas: Farol de Alexandria - FHC, Nunca Dantes - Lula, Urubóloga - Miriam Leitão

Lula x FHC. A tabelinha.
Por que a Dilma se reelegerá

O Farol de Alexandria propaga que o Nunca Dantes só fez “surfar”.

Ele, o Farol, reinventou o Brasil e o Lula passou oito anos a se beneficiar dele e da maré montante da economia mundial.

Esqueceu-se do Tsunami da Urubóloga de 2008 !

E da Herança Maldita que deixou.

Por elas e outras, na eleição de 2002, nem o Padim Pade Cerra defendeu o Governo do Farol !

Para evitar dúvidas que o PiG (*) faz questão de difundir, aqui vai uma “tabelinha”, ou por que a Dilma vai se reeleger, ou por que nenhum tucano, tão cedo, sobe a rampa do Palácio do Planalto:

Extraído de “Economia Brasileira em Perspectiva” – 14ª Edição Especial – de fevereiro de 2012, do site do Ministério da Fazenda.

PIB
2002 – US$ 500 bilhões
2012 – US$ 2,6 trilhões, o que faz do Brasil a SEXTA economia do Mundo

PIB per capita
2002 – US$ 2,8 mi
2012 – US$ 13,3 mil
Ou seja, os dois casos, o Brasil se multiplicou por CINCO.

Produção de automóveis
2002 – 1,8 milhão de unidades
2011- 3,4 milhões de unidades, o que faz do Brasil o SEXTO maior produtor mundial

Safra de grãos
2002 – 96,8 milhões de toneladas
2011 – 163 milhões (campeão mundial na produção de cana e vie campeão mundial na produção de soja)

Taxa de investimento sobre o PIB
2002 – 16, 4%
2012 – 20,8%

Investimento Estrangeiro Direto
2002 – US$ 16,5 milhões
2011 – US$ 66,6 bilhões – 4o. Lugar emingressos de IED

Inflação – IPCA
2002 – 12,5%
2012 – 4,7%

Desemprego
2002 – 12,9%
2011 – 4,7 – entre 2002 e 2001 o Nunca Dantes criou 18 milhões de postos de trabalho

Formalização do trabalho
2002 – 45,5%
2011 – 53,2%

Salário Mínimo nominal
2002 – R$ 200
2012 – R$ 622 – ganho real : 66%

Coeficiente de Gini, que mede a desigualdade de renda (quanto mais perto de 1, pior)
2002 – 0,589
2011 – 0,541 – queda de 8,9%

Taxa de pobreza (Classe “E” no total da população)
2002 – 26,7%
2012 – 12,8%

Classe C sobre total da população
2002 – 37%
2012 – 50%

Número de matrículas no ensino profissional
2002 – 565 mil
2012 – 924 mil

Percentual da força de trabalho com 11 anos ou mais de estudo
2002 – 44,7%
2012 – 60,5%

Bolsas de Mestrado e Doutorado no Capes e CNPq
2002 – 35 mil
2010 – 74 mil
2013 – 105 mil

Títulos em doutorado
2002 – 6.894
2012 – 13.304

Dívida externa
2002 – US$ 165 bilhões
2011 – US$ – 79,1 bilhões

Reservas Internacionais
2002 – US$ 36 bilhões
2012 – US$ 353 bilhões

Exportacoes
2002 – US$ 60 bilhões
2011 – US$ 256 bilhões

Juros – taxa Selic
2002 – 25% aa
2012 (31 janeiro) – 10,50% (9,75% em março)

Taxa que o Brasil paga em título vendido no exterior
2002 – 12,6% aa
Janeiro de  2012 – 3,5% aa

Dívida do setor público sobre o PIB
2002 – 60,4%
2012 – 36,9%

% da divida indexada à taxa de cambio
2002 – 45,83%
dez 2011 – 21,89

Despesas de pessoal
2002 – 4,8% do PIB
2012 – 4,4% do PIB

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

 

Sandro Araújo

Militares egípcios que apoiaram revoltas são condenados

Ativistas de direitos humanos e membros do chamado Movimento Revolucionário 25 de Janeiro deploraram nesta quinta (05) as várias condenações contra oficiais do Exército por apoiarem as revoltas populares durante e após o derrocamento de Hosni Mubarak.

  Integrantes da Coalizão Juvenil Revolucionária (CJR) mostraram sua repulsa pela severidade das instâncias judiciais e do dirigente Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA) para o capitão e médico Amr Metwally e o major Ahmed Shoman.

Metwally foi sancionado na quarta-feira por uma corte militar a cinco anos de cárcere por "violar códigos da disciplina militar" quando se uniu em dezembro passado às manifestações em frente aos escritórios do premiê Kamal Ganzouri para exigir sua demissão.

Para ativistas sociais, carece de sustento o argumento da falha de que o médico vestia uniforme do Exército no momento de aderir às demonstrações, uma das mais violentas porque teve vinte mortos devido à repressão de policiais e soldados.

O tribunal, que também degradou a Metwally e lhe suspendeu a possibilidade de aspirar a alguma promoção dentro da instituição castrense, lhe condenou a três anos por se negar a obedecer ordens militares e se recusar a ir à sua unidade.

Ademais, a sentença argumenta que discutiu temas políticos e compareceu aos canais televisivos via satélites sem licença, usando uniforme do Exército fora de uma unidade militar.

O ex-capitão, que havia menos de um ano de integração junto ao órgão militar, depois de graduar-se na Faculdade de Medicina, purgará outros dois anos depois das grades por conduta militar indisciplinada, publicar em Internet parte de vídeos que o denigram vestindo uniforme e danar a moral do Exército.

A corte também condenou na terça-feira ao major Shoman a seis anos de prisão e trabalho forçado por se unir aos jovens que durante 18 dias de levantamento na Praça Tahrir (janeiro e fevereiro de 2011) fizeram renunciar a Mubarak, e reincidir em outro protesto em novembro.

Shoman foi detido no início do ano passado e depois indultado pelo chefe do CSFA, marechal de campo Mohamed Hussein Tantawi, como consequência de uma intensa pressão nas ruas com marchas de diferentes setores a favor de sua libertação.

O jovem oficial, ao que se lhe imputaram delitos similares aos de Metwally, repetiu sua solidariedade com a população que tomou a rua cairota Mohamed Mahmoud, onde morreram dezenas de rebeldes dias após a matança de 27 cristãos no distrito de Maspero.

Precisamente, um tribunal infantil de Assiut sancionou ontem à noite a três anos de cárcere a um adolescente copto daquela cidade por publicar em sua conta de uma rede social caricaturas ofensivas do Islã e do Profeta Maomé, e depois circular entre seus colegas de aula.

http://www.iranews.com.br/noticias.php?codnoticia=7883

 

Gilmar avalia processo estratégico para Cachoeira
Exclusivo: ação chegou ao gabinete do ministro Gilmar Mendes, do STF, no mesmo dia em que o contraventor foi preso; magistrado deve se pronunciar sobre recurso contra legalização dos caça-níqueis em Goiás; réus são a Gerplan, de Cachoeira, e o Estado de Goiás, no qual governador Marconi Perillo decretou o resgate da videoloteria à legalidade

08 de Abril de 2012 às 21:06

Marco Damiani _247 – O encontro em Berlim entre o senador Demóstenes Torres (GO) e o ex-presidente e atual ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, no final do ano passado – e o fato de uma enteada do ministro, Ketlin Feitosa Ramos, ter ocupado cargo de livre nomeação no gabinete do senador, entre setembro de 2011 e 2 de abril deste ano, quando foi exonerada --, têm, queira-se ou não, um felpudo pano de fundo jurídico. Está sob a responsabilidade de Mendes, no STF, um processo de maior interesse de Demóstenes e, especialmente, do contraventor Carlinhos Cachoeira, preso em Mossoró, pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, e do govenador de Goiás, Marconi Perillo.

É a Ação Cível Originária 767 (clique para acessá-la - é só digitar ACO 767 na pesquisa), iniciada no Estado. Tem como réus a empresa Gerplan Gerenciamento e Planejamento Ltda, que pertence a Cachoeira, e o Estado de Goiás, no qual o governador Perillo assinou decreto que, na prática, resgatou da ilegalidade as videoloteiras (máquinas caça-níqueis). Os autores são o Ministério Público de Goiás e o Procurador-Geral de Justiça do Estado de Goiás. No cabeçalho das atuais quase mil páginas está definido seu tipo: “Assunto: Direito Administrativo e Outros/Matéria de Direito Público/Atos Administrativos/Licenças/Jogos de Bingo e/ou caça-níqueis”. Trata diretamente da confirmação ou derrubada do decreto estadual de Perillo sobre o retorno à legalidade, no Estado, do negócio de exploração comercial de caça-níqueis.

O controle do jogo ilegal em Goiás é de Carlinhos Cachoeira. A decisão final sobre esse processo tende a gerar repercussão em todo o País, abrindo uma janela, em caso de ser favorável à Gerplan e a Goiás, para a volta dos bingos e das maquininhas caça-níqueis em outras unidades da Federação.

O processo chegou à mesa de Mendes, para um despacho que pode ser decisivo, no dia 29 de fevereiro, depois de uma longa e totalmente documentada tramitação no STF (confira aqui).

O dia 29 de fevereiro de 2012 também foi a data em que Cachoeira foi preso. Até a quinta-feira 5, o magistrado ainda não havia dado a sua decisão. Depois de dois anos de investigação, a data da prisão de Cachoeira pela PF coincidiu com o avanço da papelada no Supremo. Como se trata de uma decisão estratégica aos interesses do contraventor, de complexa reversão, caso venha a ser conferida a seu favor, a igualdade de datas pode ter sido bem mais que uma ironia do destino.

O processo sob o juízo de Mendes tem origem em Goiás. Um decreto do governado Perillo resgatou, na prática, a exploração da chamada videoloteria (as máquinas caça-níqueis) para a legalidade. O MP de Goiás e o Procurador-geral de Justiça do Estado entraram com um pedido de liminar para suspender a aplicação do decreto. A peça assinada por Perillo beneficiava diretamente a Gerplan - Gerenciamento e Planejamento Ltda, a empresa de Cachoeira que explorava casas de bingo e pontos de caça-níqueis. A 3ª Vara da Fazenda Pública do Estado concedeu o pedido de liminar, mas, mais tarde, essa decisão foi considerada improcedente. Diante da possível perda da causa, os promotores e procuradores de Goiás resolveram levar o caso à União, notificando a Advocacia Geral da União sobre a importância do assunto. A prevalecer o decreto, afinal, o jogo estaria legalizado em Goiás, o que potencialmente poderia levar a situações idênticas em outros Estados. Com a União na cena, o caso foi levado ao Supremo e, ali, foi distribuído a Mendes.

O ministro já anotou, sobre o mesmo processo, uma decisão digna de comemoração por Cachoeira e Perillo, além do senador Demóstenes. Ele negou provimento ao pedido feito pelo Ministério Público de Goiás para suspender a decisão da justiça estadual que permitia a exploração dos caça-níqueis. Ao negar o pedido de liminar, porém, o ministro Mendes tomou uma decisão que, necessariamente, seria igual a de qualquer outro juiz. Ele apenas observou que a data de entrada do recurso pelo Ministério Público de Goiás ultrapassou o prazo legal de trinta dias sobre a decisão da justiça estadual. Em complemento, Mendes aceitou o pedido da Procuradoria Geral da União para acompanhar, na condição de “assistente litisconsorcial ativo” a tramitação do processo.

A decisão está abaixo:

ACO/767 - AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA
Classe: ACO
Procedência: GOIÁS
Relator: MIN. GILMAR MENDES
Partes AUTOR(A/S)(ES) - MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES) - PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
RÉU(É)(S) - GERPLAN GERENCIAMENTO E PLANEJAMENTO LTDA
ADV.(A/S) - MARCELO JACOB BORGES
ADV.(A/S) - JEOVAH VIANA BORGES JUNIOR
RÉU(É)(S) - ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES) - PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
INTDO.(A/S) - UNIÃO
ADV.(A/S) - ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO

Matéria: DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO | Atos Administrativos | Licenças | Jogos de Bingo e/ou Caça-níqueis

Decisão: Trata-se de ação civil pública, com pedido de medida liminar, proposta pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP/GO) contra o Estado de Goiás e a GERPLAN – Gerenciamento e Planejamento Ltda. perante o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. O MP/GO sustenta, em síntese, que o Governo do Estado de Goiás instituiu, por meio de decreto, a modalidade de loteria instantânea e que a Lei 13.762/00, que alterou lei que dispõe sobre a exploração do serviço de loteria e congênere no Estado de Goiás, previu expressamente a possibilidade de exploração de videoloteria (caça-níquel). O juízo da 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual/GO proferiu decisão deferindo a liminar. Posteriormente, no entanto, a ação foi julgada improcedente (fls. 599-616). O MP/GO interpôs apelação, arguindo a nulidade da sentença (fls. 599-616). O Estado de Goiás e a GERPLAN apresentaram contrarrazões à apelação, alegando, em síntese, a intempestividade do recurso e, quanto ao mérito, a sua improcedência (fls. 738-742 e 711-726, respectivamente). A Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de Goiás ofereceu parecer no sentido do conhecimento e provimento do recurso (fls. 747-762). O TJGO determinou a remessa dos autos à Advocacia-Geral da União para manifestação acerca de possível interesse da União no feito. Devidamente intimada, a União requereu seu ingresso na relação processual na condição de assistente litisconsorcial ativo, bem como a remessa do feito ao Supremo Tribunal Federal, na linha do que dispõe o art. 102, I, “f”, da Constituição. Em atenção ao requerimento da União, os autos foram remetidos a esta Corte, abstendo-se o desembargador relator de apreciar o pedido de ingresso da União no feito. A Procuradoria-Geral da República apresentou parecer pelo deferimento do ingresso da União na relação processual, bem como pela procedência da ação cível originária. Decido. Em primeiro lugar, defiro o pedido de ingresso da União na relação processual na qualidade de assistente litisconsorcial do Ministério Público do Estado de Goiás, na forma do art. 54 do Código de Processo Civil, recebendo o processo no estado em que se encontra. Reconheço, portanto, a competência desta Corte para apreciar a apelação de fls. 623-640. Verifico que o recorrente foi intimado da sentença no dia 20 de agosto de 2002, conforme a certidão de fl. 622. No carimbo de protocolo do recurso, no entanto, consta a data de 25 de setembro de 2002, posterior ao término do prazo de trinta dias previsto nos arts. 508 e 188 do Código de Processo Civil. Notória, portanto, a intempestividade do recurso, tendo a sentença de fls. 599-616 transitado em julgado. Ante o exposto, nego seguimento à apelação (art.. 21, § 1º, RISTF). Publique-se. Int.. Arquive-se. Brasília, 2 de fevereiro de 2012. Ministro Gilmar Mendes Relator Documento assinado digitalmente

No longo tempo em que está atento a este processo, o ministro Mendes já deu decisões, também, francamente contrárias aos interesses da Gerplan e de Cachoeira. O recurso extraordinário 363130, por exemplo, teve seu seguimento negado por Mendes em decisão de 7 de novembro de 2002. Abaixo:

RE/363130 - RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Classe: RE
Procedência: GOIÁS
Relator: MIN. GILMAR MENDES
Partes RECTE.(S) - BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MÁQUINAS RECREATIVAS LTDA
RECTE.(S) - GERPLAN GERENCIAMENTO E PLANEJAMENTO LTDA
ADV.(A/S) - CRISTOVAM DO ESPÍRITO SANTO FILHO
RECDO.(A/S) - MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS

DECISÃO: Trata-se de recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, "a", da Constituição Federal, contra acórdão de Turma Recursal Julgadora da Comarca de Catalão-GO que, confirmando sentença, manteve a busca e apreensão de máquinas de Vídeo Loteria Off-Line, conhecidas por caça-niqúeis. As recorrentes sustentam que o acórdão violou os arts. 5º, II, XXII, XXXV, XXXVI, XXXVII; 170, II e IV e 195, III, da Constituição Federal. Observo que não houve, no órgão julgador a quo, debate e juízo prévios sobre as questões constitucionais tidas por violadas. Também, não foram interpostos embargos declaratórios. Dessa forma, não é de ser reconhecida a pretendida violação, por falta do indispensável prequestionamento. Incidem as Súmulas 282 e 356. Além do mais, mesmo que ultrapassado o óbice da falta de prequestionamento, o apelo não poderia subsistir. É que não há ofensa direta aos dispositivos constitucionais tidos por violados. A jurisprudência do STF exige, como pressuposto à admissão do recurso extraordinário, que haja ofensa direta pela decisão recorrida à norma constitucional, não podendo essa vulneração ocorrer por via oblíqua. Assim, com base no art. 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se. Brasília, 7 de novembro de 2002. Ministro GILMAR MENDES Relator

Dez anos depois, Mendes é outra vez senhor do destino da ACO 767.

Agora que se conhecem melhor os métodos de aproximação de Cachoeira aos seus alvos, com o uso de toda a influência do senador Demóstenes Torres para conseguir seus objetivos, pode-se acreditar que o encontro entre o senador e o magistrado em Berlim, e o fato de a enteada de Mendes ter exercido cargo remunerado de livre preenchimento no gabinete do senador, tenham sido resultado de uma estratégia recorrente. O certo, porém, é que todos estarão de olho na decisão do ministro sobre o réu Gerplan.

http://brasil247.com/pt/247/poder/52503/Gilmar-avalia-processo-estrat%C3...

 

Governo pode vencer queda de braço

A floresta na Câmara…


Muito anunciada, a derrota do governo na votação do Código Florestal pode não ocorrer. A base governista ganhou inesperadas adesões nesse caso. Líderes do PSDB, do PPS e do PSD se aproximaram das posições oficiais em defesa da proposta do Senado.

Inicialmente, no projeto aprovado pela Câmara, eles se uniram ao PMDB e votaram na Emenda 164, que dispensa agricultores, grandes e pequenos, de recuperar áreas de preservação permanente e autorizava desmatamentos para quaisquer atividades nas áreas de proteção permanente. Nessa votação Dilma perdeu por 91 votos.

… e no Senado
No Senado, foi aprovada uma proposta diferente, com apoio de todos os partidos, que deixou ameaçada a posição do PMDB na Câmara, liderada pelo deputado Henrique Alves. Radicais como Ronaldo Caiado (DEM-GO), Heinz Herwig (PMDB-PR) e Valdir Collato (PMDB-SC) se isolaram e sofrem pressão dos partidos e mesmo da frente parlamentar agropecuária.

Produtores já se preocupam com o radicalismo dos deputados ruralistas, que expõem as conquistas obtidas com os senadores. Com um pouco mais de articulação, o governo pode romper o cerco na batalha do Código Florestal.

Vespeiro
A ministra Maria do Rosário, dos Direitos Humanos, enviou ao Congresso projeto de lei prevendo visitas de surpresa nas prisões, inclusive nos quartéis. O Ministério Público Militar reagiu. Mas não deveria. Salvo exceções, é notória a timidez de promotores diante dos generais. A iniciativa traz à tona o descumprimento do Código Penal Militar. Ele determina que, com pena superior a dois anos, o condenado vá para prisão militar ou, na falta dessa, para prisão civil.

Acontece que só a Marinha tem presídio. Assim, os presos do Exército e da Aeronáutica deveriam ir para lá ou para um presídio civil. Estão espalhados, no entanto, pelos quartéis em condições impróprias.

Sem lei e sem alma
O atual ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, é neto do fazendeiro Enivaldo, acusado de mandar matar o trabalhador rural João Pedro Teixeira há exatos 50 anos e, também, na década de 1980, a sindicalista Margarida Alves, do sindicato dos trabalhadores rurais na Paraíba.

Mas, como diz João Pedro Stedile, do MST, “neto é neto, avô é avô”. Só que, Stedile acrescenta: “Em 2010, Daniela Ribeiro, a irmã, e Aguinaldo, o pai do ministro, fizeram ‘check-up’ no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. A conta de 180 mil reais foi paga pela prefeitura de João Pessoa”.

Os recursos teriam sido tirados do orçamento em rubrica destinada ao atendimento de pessoas necessitadas. A imprensa local alardeou o fato, mas o Ministério Público silenciou sobre ele.

Dilma em alta
Para tristeza da oposição e desespero de integrantes da base governista, a aprovação do governo, segundo pesquisa Ibope/CNI, aumentou.

Pulou de 72%, em dezembro, para 77% e atingiu o maior índice de aprovação. Superior a Lula e FHC no mesmo tempo de administração no primeiro mandato. Dilma, seguindo a trajetória de aprovação de Lula, encontra resistência entre os eleitores de maior escolaridade e os de renda mais alta.

Um dado curioso. Apesar da melhoria da aprovação, apenas três áreas de avaliação do governo (Meio Ambiente, Educação e Combate à Fome) têm aprovação positiva. Outras sete sofrem reprovação. Apoiado no atacado, o cidadão dá sinais de que confia nela para resolver os problemas.


Pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira 4

Contaminação
Um relatório sigiloso da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro, vazado há alguns dias, mostrou que policiais militares, em patrulhamento na Favela da Rocinha, já teriam se corrompido e estariam recebendo dinheiro do tráfico para não reprimir a venda de drogas.

Ocupada pelas forças policiais há quatro meses, a Rocinha, encravada na zona sul carioca e, portanto, próxima a consumidores com alto poder de compra, sempre foi o ponto mais rentável do comércio de drogas na cidade.

O mesmo problema surgiu com a tropa do Exército que ocupa o Morro do Alemão há mais de um ano. É um dos preços por usar o Exército como polícia.

Já existem muitos registros de contaminação de militares do Exército expostos ao alto poder de compra dos traficantes. Esse é o risco.

Nas circunstâncias da situação, a resposta aos traficantes com o uso das Forças Armadas, embora seja ilegal à luz da Constituição, foi aplaudida pela sociedade. É uma temeridade, mas
é preciso estar atento à relação entre o custo e o benefício.

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/governo-pode-vencer-queda-de-br...

 

Obama prepara os EUA para uma nova guerra

Comentamos a seguir uma notícia muito preocupante que recebeu escassa, para não dizer nula, atenção da imprensa mundial. Segundo revelou Kenneth Schortgen Jr., do jornal digital Examiner.com, o presidente Barack Obama assinou em 16 de Março de 2012 uma nova Ordem Executiva que amplia consideravelmente os poderes presidenciais conferidos pela Ordem Executiva para a Preparação diante de Desastres, emitida por Harry Truman em 1950. Graças a este novo instrumento legal, o presidente Obam está habilitado a assumir o controle absoluto de todos os recursos dos Estados Unidos em tempo de guerra ou emergência nacional. Dependerá dele escolher o momento em que decida fazer uso de tão enormes prerrogativas bem como os alcances específicos da mesma.

Segundo consta na documentação oficial, a nova ordem para a "Preparação de recursos para a defesa nacional" concede poderes imensos à Casa Branca. Através dele concede-se-lhe a faculdade de controlar e distribuir por decreto a energia, a produção, o transporte, a alimentação e inclusive a água caso a defesa e segurança nacionais estejam em perigo. Cabe notar que esta ordem não limita a sua aplicação a tempos de guerra, pois estende-se também a tempos de paz. Ficam também abrangidos pela mesma o controle sobre empreiteiros e fornecedores, os materiais, os trabalhadores qualificados e o pessoal profissional e técnico. Cada um dos secretários (ministros) do Poder Executivo (Defesa, Energia, Agricultura, Comércio, Trabalho, etc) encarregar-se-ia da execução da ordem.

Ordens Executivas deste tipo, criadas para preparar ao país perante catástrofes iminentes ou para assegurar a defesa nacional, não são novas na história dos Estados Unidos. Mas em dois casos muito significativos desencadearam uma crise constitucional, pelo facto de que mediante estes dispositivos jurídicos o Executivo passa a dispor de faculdades ditatoriais sobre os cidadãos, cuja implementação fica entregue à discricionariedade do ocupante da Casa Branca. Durante a Guerra Civil, o presidente Abraham Lincoln suspendeu as liberdades de palavra e de imprensa, revogou o habeas corpus e o direito a um julgamento justo sob a Sexta Emenda. Por ocasião da Primeira Guerra Mundial, o Congresso recusou conceder ao presidente Woodrow Wilson poderes novos e mais extensos sobre recursos de diverso tipo para colaborar no esforço da guerra. Wilson, como resposta, emitiu uma Ordem Executiva que lhe permitiu aceder a um controle completo sobre os negócios, a indústria, o transporte, os alimentos, assim como faculdades discricionárias para conceber e implementar políticas económicas. Segundo Schortgen Jr., foi só a seguir à morte destes dois presidentes que os poderes constitucionais foram devolvidos ao povo dos Estados Unidos.

Na mudança verificada no clima ideológico norte-americano, o avanço do belicismo e a subtil e persistente manipulação da opinião pública em favor da guerra descartam, salvo eventualidades inesperadas, a irrupção de um debate sobre a constitucionalidade, ou oportunidade, da nova Ordem Executiva.

Contudo, a decisão de surpresa do presidente Obama abre interrogações muito sérias, pois confirma o vigor da escalada belicista instalada em Washington. Segundo se informa no referido artigo do Examiner.com, aquela teria sido precipitada pela certeza de que os planos israelenses para atacar o Irão já teriam entrado numa contagem regressiva que Washington demonstrou ser incapaz de deter. O killer de Jerusalém já não obedece às ordens dos seus patrões e financiadores. Assim, Washington prepara-se, paradoxalmente arrastado por um dos seus peões, para participar de uma guerra que incendiará o Médio Oriente. Por isso Obama decidiu reforçar extraordinariamente os poderes presidenciais e adoptar as medidas para que, quando a conjuntura exigir, toda a maquinaria económica dos Estados Unidos seja posta ao serviço da nova, e mais grave, aventura militar. Não é um dado menor recordar que nem sequer durante a guerra do Vietname as sucessivas administrações norte-americanas apelaram a uma concentração de poderes tão fenomenal.

Já a bastante tempo Fidel vem advertindo acerca dos perigos que se aprofundam sobre a paz mundial. Numa "reflexão" escrita poucos dias depois de Obama emitir a nova ordem, "Os caminhos que conduzem ao desastre", o Comandante concluía a sua nota dizendo que "não tenho a menor dúvida de que os Estados Unidos estão a ponto de cometer e conduzir o mundo ao maior erro da sua história". Lamentavelmente, os factos parecem dar-lhe razão, mais uma vez.

 A nota do Examiner ncontra-se em:


http://resistir.info/eua/boron_nova_guerra.html

 

As distorções do financiamento de campanhas

 

Sistema adotado no Brasil compromete a equidade da disputa eleitoral e concentra recursos nas mãos de poucos partidos

Por Wagner Pralon Mancuso e Alexandre Sampaio Ferraz*

As discussões sobre o projeto de reforma política que tramita no Congresso Nacional trouxeram novamente à tona o debate sobre o financiamento das campanhas eleitorais. Pelas regras atuais, os recursos para as campanhas podem ser doados por pessoas jurídicas e físicas, pelos próprios candidatos, e também ser obtidos de outras fontes, tais como a comercialização de bens e realização de eventos, fundo partidário e rendimento de aplicações financeiras.

Embora a legislação preveja uma variedade de fontes de financiamento, na prática, a realidade é outra. Concentração é a palavra que mais bem descreve o que ocorre no sistema de financiamento eleitoral. Em primeiro lugar, as doações são concentradas pelas empresas. De acordo com dados do TSE, as pessoas jurídicas doaram cerca de 75% de todo o dinheiro que alimentou as campanhas eleitorais em 2010, para todos os cargos em disputa – nada menos que 2,2 bilhões de reais, num total de quase 3 bilhões.Em segundo lugar, as doações são concentradas por grandes empresas e grupos empresariais. De fato, mais de 19 mil pessoas jurídicas doaram para campanhas em 2010, mas metade das doações foi feita por apenas setenta empresas ou grupos. Dentre os quinze doadores mais pródigos, responsáveis por 32,5% de todas as contribuições empresariais, encontram-se seis construtoras (Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, OAS, Galvão Engenharia e UTC Engenharia); três grupos financeiros (Bradesco, BMG e Itaú); duas siderúrgicas (Gerdau e CSN); uma mineradora (Vale); uma indústria de alimentos (JBS); uma empresa de comunicação (Contax, do grupo Oi) e uma indústria de bebidas (Leyroz de Caxias, do Grupo Petrópolis).

Em terceiro lugar, os empresários concentram suas doações nos grandes partidos. Vinte e sete partidos políticos apresentaram candidatos às eleições de 2010, mas as contribuições empresariais destinaram-se, sobretudo, aos três maiores: o PSDB, que recebeu 23,3% das doações (incluindo as feitas a todos os diretórios, comitês e candidatos do país); o PT, que recebeu 22,5%; e o PMDB, que recebeu 18,1%.

Esses dados se referem exclusivamente ao “caixa 1”, isto é, às receitas devidamente declaradas à Justiça Eleitoral. Mas é unânime o consenso de que também há o “caixa 2” – ou seja, recursos não declarados que entram e saem das contas de partidos e candidatos –, embora seja muito difícil quantificar o montante.

A concentração do financiamento eleitoral traz vários problemas para nosso sistema político. Vamos nos deter aqui sobre dois deles: a desigualdade de influência política e o viés que essa desigualdade pode imprimir no comportamento dos representantes eleitos.

A igualdade política é um princípio fundamental para qualquer país democrático. No Brasil, o princípio da igualdade política é estabelecido pelo caput do artigo 14 da Constituição Federal, segundo o qual “a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos”. A concentração das doações eleitorais em grandes empresas, grupos empresariais e indivíduos abastados coloca em risco a igualdade política. Os grandes doadores têm o poder de exercer muito mais influência sobre os resultados eleitorais do que os eleitores comuns – a imensa maioria da população –, que contam apenas com seu voto.

No Brasil, não é impossível eleger-se a cargos nacionais importantes sem apoio financeiro do empresariado. Prova disso é a eleição para a Câmara dos Deputados de candidatos comparativamente pouco financiados, tais como celebridades da TV, líderes religiosos e candidatos fortemente apoiados por segmentos sociais circunscritos, mas relevantes. No entanto, essas candidaturas mal financiadas e bem sucedidas são exceções e não a regra.

Por outro lado, numerosos estudos mostram que existe forte associação entre o volume de recursos investidos na campanha eleitoral e o número de votos obtidos. Os estudos evidenciam também que a relação entre os dois elementos é de mão dupla: candidatos com potencial eleitoral elevado atraem financiamento farto e o financiamento farto amplifica o potencial eleitoral dos candidatos.

Depois que os resultados eleitorais são proclamados, surge o segundo problema. Representantes eleitos que foram financiados podem retribuir os favores recebidos. Com isso, mandatos públicos podem ser usados para tratar dos interesses particulares dos financiadores de campanha. Enquanto isso, os assuntos de interesse público são relegados a um segundo plano.

É importante ressaltar que as consequências desta deturpação da representação política ocorrem não somente quando o mandatário atua de forma ilícita, (por exemplo, fraudando concorrências para beneficiar financiadores), mas também quando atua de forma lícita, porém ainda assim enviesada, para defender os interesses de seus financiadores nos processos decisórios que lhes afetam.

Financiamento público

Como vimos, a desigualdade e o viés colocam um grande desafio para a arquitetura institucional brasileira. Uma saída frequentemente apontada tem sido o financiamento exclusivamente público das campanhas eleitorais. Neste caso, a única fonte lícita seria o orçamento da União, e à Justiça caberia punir doadores e recebedores de contribuições ilegais, como de resto já deveria fazer hoje.

Os defensores do sistema atual criticam essa proposta, alegando que os recursos públicos deveriam ser aplicados em outras áreas, dada a enorme demanda por serviços públicos no país. Críticos da mudança do sistema também temem que a distribuição dos recursos privilegie exageradamente os partidos dominantes – algo que, como mostramos, já vem ocorrendo no sistema atual, não apenas com o financiamento privado, mas também com os recursos públicos destinados às eleições – sobretudo com o fundo partidário e o horário gratuito de propaganda eleitoral.

Uma saída alternativa seria estabelecer tetos mais baixos, em valor absoluto, para as doações de pessoas jurídicas e físicas. Hoje em dia já há tetos para as doações, mas estes são estabelecidos em valores relativos – 10% dos rendimentos brutos auferidos no ano anterior à eleição, no caso de pessoas físicas; e 2% do faturamento bruto do ano anterior à eleição, no caso de pessoas jurídicas (Lei No. 9.504/97). O teto atual, bastante permissivo, viabiliza doações vultosas por pessoas jurídicas e físicas mais abastadas. A favor da adoção de tetos menores, inclusive para pessoas físicas, pesa o fato de alguns indivíduos milionários terem feito doações muito superiores à média das demais pessoas físicas. Entre estes destacam-se os empresários Guilherme Peirão Leal, candidato à vice-presidência na chapa de Marina Silva, que doou R$ 14.565.265,64 para campanhas do PV; e Eike Batista, que doou R$ 6.050.000,00 a diversos partidos, comitês e candidatos. O estabelecimento de tetos mais baixos para as doações eleitorais poderia combater os problemas da desigualdade excessiva e do viés, forçando os políticos a buscar apoio mais amplo e diversificado para suas candidaturas. Outra alternativa seria proibir a contribuição das pessoas jurídicas. Só quem vota poderia contribuir com as campanhas, e empresa não vota. Nesse caso, os empresários somente poderiam contribuir como pessoas físicas, dentro do limite estipulado pela lei.

Duas coisas, no entanto, estão claras. Qualquer medida para combater a desigualdade e o viés exigirá um esforço extra de fiscalização e de punição dos que agirem na ilegalidade. Envolverá também o barateamento das campanhas eleitorais, mantido ou não o número de candidatos que disputam as vagas. Isso significaria uma excepcional reversão de trajetória, pois nas mais recentes eleições brasileiras, o preço médio das campanhas bem sucedidas para cargos de nível nacional tem sido cada vez mais alto.

Wagner Pralon Mancuso é doutor em Ciência Política pela USP e professor da EACH-USP. Alexandre Sampaio Ferraz é doutor em Ciência Política pela USP e economista do Dieese

http://www.revistaforum.com.br/conteudo/detalhe_materia.php?codMateria=9...

 

Petróleo: Riscos globais no início do século XXI


O artigo assinado por Dean Fantazzini, Mikael Höök e André Angelantoni é extenso. Merece ser lido com muita atenção; vou reproduzir de modo reduzido, destacar alguns parágrafos e deixar ligação para o conteúdo na íntegra.

 

Sumário:

"O incidente do Deepwater Horizon revelou que a maior parte do petróleo que resta está a grande profundidade ao largo da costa ou em outros locais de difícil acesso. Além disso, a obtenção do petróleo ainda existente nos actuais reservatórios em produção exige equipamento e tecnologia adicionais que representam um enorme custo tanto em capital como em energia. Este facto realça as limitações físicas para a produção de quantidades cada vez maiores de petróleo, assim como a possibilidade de que o pico da produção ocorra esta década. Também se analisa aqui sumariamente a economia da oferta e da procura de petróleo, demonstrando porque é que a oferta disponível está basicamente fixada a curto ou médio prazo. Também se faz soar uma campainha de alarme visto que a recessão económica espreita quando a energia consome uma porção desproporcionada das despesas totais dos consumidores. Neste contexto, são indispensáveis práticas de mitigação por parte do governo e dos negócios. Quanto ao primeiro, uma educação precoce dos cidadãos quanto ao risco de contracção económica será uma política prudente para minimizar futura discórdia social. Quanto aos últimos, todas as operações de negócios devem ser examinadas com o objectivo de construir uma elasticidade e preparar um cenário em que o capital e a energia são muito mais caros do que no dos actuais negócios ordinários".

 

 

"O pico da produção do petróleo convencional é um importante ponto de viragem para o sistema mundial de energia porque há muitas questões difíceis que se mantêm sem resposta. Por exemplo: durante quanto tempo se manterá a produção de óleo convencional no seu actual nível de produção? Poderá a produção de petróleo não convencional compensar a diminuição do petróleo convencional? Quais são as consequências para a economia mundial quando a produção total de petróleo diminuir, como é inevitável que acabe por acontecer? Quais são os passos que o mundo dos negócios e os governos podem dar já para se prepararem"?

"O petróleo fornece mais de 90% da energia para os transportes mundiais (Sorrell et al., 2009). A sua densidade energética e portabilidade permitiram que muitos outros sistemas, desde a extracção mineral à pesca em águas profundas (dois sectores especialmente dependentes do gasóleo embora não sejam de modo algum os únicos quanto à sua dependência do petróleo) funcionem a uma escala global. O petróleo é também nevrálgico para todo o resto do sistema energético. Sem ele, a extracção do carvão e do urânio, a perfuração para obtenção do gás natural, e até mesmo a manufactura e distribuição dos sistemas de energia alternativa, como os painéis solares seriam significativamente mais difíceis e mais dispendiosas. Portanto, o petróleo pode ser considerado como um recurso "capacitante". Ou seja, permite-nos obter todos os outros recursos exigidos para manter em funcionamento a nossa civilização moderna".

"Há um factor adicional que desempenha um papel importante. Em ambos os modelos, independentemente da abundância de capital ou dos preços altos, a certa altura um poço de petróleo deixa de produzir energia que compense. Hubbert (1982) escreveu: "Há um custo diferente e mais importante que é independente do custo monetário. É o custo com a energia da exploração e da produção. Enquanto o petróleo for usado como fonte de energia, quando o custo da energia necessária para extrair um barril de petróleo seja maior do que o conteúdo energético do petróleo, a produção tem que parar qualquer que seja o seu custo monetário".

Estas tendências físicas conspiram para tornar a produção de petróleo sempre mais difícil e dispendiosa em termos monetários e energéticos. Os incentivos económicos e o avanço tecnológico podem atrasar essas tendências mas não podem fazê-las parar."

"Actualmente, mais de 60% da produção mundial tem origem numas poucas centenas de campos gigantescos. O número de descobertas de campos de petróleo gigantescos teve o seu pico no início dos anos 60 e desde então tem vindo a diminuir (Höök et al., 2009). Isto é semelhante a apanhar morangos num campo. Apanhamos primeiro os maiores e os melhores morangos (tal como os grandes campos de petróleo, são os mais fáceis de encontrar) e deixamos os pequenos para depois. Apenas 25 campos são os responsáveis por um quarto da produção global e 100 campos por metade da produção. Apenas 500 campos são responsáveis por dois terços de toda a produção (Sorrell et al., 2009a). Como assinala a AIE (2008), nada é menos certo do que a indústria petrolífera conseguir reunir o capital para explorar os campos restantes, de baixo retorno, suficientemente depressa para compensar a queda da produção dos actuais campos".


"Mas a produção de petróleo ultimamente tornou-se menos sensível aos tradicionais estímulos económicos. A primeira década deste século assistiu a um enorme aumento na exploração e produção petrolífera quando aumentou o preço do petróleo (Sorrell et al., 2009; 2009a). Infelizmente, conforme já assinalámos, a produção total mundial de petróleo parece ter chegado de vez a uma plataforma. Em grande medida isso deve-se a que o petróleo que resta é sobretudo petróleo não convencional, que é dispendioso e leva mais tempo a chegar ao mercado. Algumas das consequências de já se ter extraído grande parte do petróleo fácil são as seguintes:

a) O início da produção demora muito mais tempo, a partir da descoberta de um novo campo. Maugeri (2010) calcula que actualmente decorrem entre 8 a 12 anos antes de os novos projectos produzirem o primeiro petróleo. As condições difíceis de exploração podem atrasar consideravelmente o início da produção. No caso de Kashagan, a maior descoberta mundial de petróleo nos últimos 30 anos, a produção demorou quase 10 anos devido às difíceis condições ambientais.

b) Em regiões já exploradas, um esforço acrescido de perfuração resulta normalmente num pequeno aumento na produção de petróleo porque se encontraram e exploraram primeiro os campos maiores (Höök and Aleklett, 2008; Höök et al., 2009).

c) Como o custo de extrair o petróleo que resta é muito mais alto do que o da OPEP, fácil de extrair, ou outro petróleo convencional, se o preço de mercado se mantiver durante bastante tempo mais baixo do que o custo marginal, os produtores suspenderão a produção para evitar prejuízos financeiros".

"Finalmente, Hamilton (2011) sublinhou que 11 em 12 recessões americanas desde a II Guerra Mundial foram precedidas por um aumento dos preços do petróleo. Infelizmente, não há uma fonte de energia nitidamente alternativa que seja capaz de substituir cabalmente o petróleo (ver, por exemplo, Maugeri (2010) para uma análise não técnica recente dos limites de fontes alternativas de energia no que se refere ao petróleo). O petróleo possui uma combinação de densidade energética, de portabilidade e de EROEI historicamente muito alta que dificilmente as alternativas atingem".

"Mesmo que haja capital suficiente, a substituição tem sido feita até agora com fontes de combustíveis de EROEI alto e mesmo maior. Desde a transição do óleo de baleia, cada transição subsequente tem sido para uma fonte de energia com maior ganho líquido em energia. Foram os densos combustíveis energéticos que estamos a usar actualmente que nos permitiram construir a nossa civilização. Desta vez a dificuldade é que temos que mudar de fontes altamente lucrativas, em termos de energia, para alternativas de ganho mais baixo, como a energia solar e a eólica. Os investigadores já começaram a fazer as seguintes perguntas importantes: qual é o mínimo de ganho de energia que tem que ser sustentado para nos permitir continuar com a nossa civilização? E, partindo do princípio que as alternativas estão à altura da tarefa (o que ainda não foi provado), podemos completar o abandono do petróleo antes que o EROEI geral fique demasiado baixo"?

"Um outro desafio é que, estritamente falando, durante os últimos 150 anos não mudámos de fontes de combustível anteriores para novas – temos vindo a adicioná-las ao abastecimento total. Actualmente estamos a usar todas as fontes significativas (carvão, petróleo, gás e urânio) em alta escala. Assim, é vulgar, mas incorrecto, dizer que mudámos do carvão para o petróleo. Na verdade, estamos a usar mais carvão actualmente do que jamais fizemos (AIE, 2010). Nunca saímos da idade do carvão. O desafio de mudar para fontes de energia alternativas enquanto está em declínio uma fonte especialmente importante, neste caso o petróleo, não deve ser subestimado".

"Brown et al. (2010b) mostram como é significativo o espremer da produção bruta em declínio e como pode estar a aumentar o consumo dos países produtores, a que chamaram o Modelo da Terra Exportadora. O crescente consumo dos países produtores devido ao crescimento da população actua como um forte "factor de majoração" que retira muito rapidamente o petróleo do mercado de exportação. Usando os cinco principais países exportadores a partir de 2005 (Arábia Saudita, Rússia, Noruega, Irão e Emirados Árabe Unidos), constroem um cenário em que a produção conjunta declina a uns leves 0,5% ao ano durante um período de dez anos num total de 5%. O consumo interno de petróleo para estes exportadores continua a crescer à sua taxa actual (2010). Neste cenário as exportações líquidas de petróleo diminuem em 9,6%, quase o dobro da taxa de declínio da produção de petróleo".

"Se o pico de produção de petróleo ocorrer esta década, já não há tempo suficiente para impedir a contracção devido ao tempo necessário para a substituição da frota de veículos. Mesmo num cenário moderadamente agressivo, Belzowski and McManus (2010) calculam que, numa economia saudável, em crescimento, em 2050 apenas 80% da frota de veículos na Europa e nos EUA funcionarão com energias alternativas".

"Como a redução da pobreza está profundamente correlacionada com a disponibilidade do capital (Banco Mundial 2001), quando ocorrer a contracção devida ao declínio da produção do petróleo, alguns países podem ver regredir os ganhos da redução da pobreza feitos nas últimas décadas. Alguns governos também podem ter que enfrentar motins por alimentos e combustível tal como aconteceu em 2007 e 2008. Outras formas de comportamento de multidões, nomeadamente o açambarcamento de combustível e de alimentos, pode exacerbar a situação e os governos devem preparar-se para isso".


"Neste contexto, são indispensáveis as práticas de mitigação do risco, tanto a nível do governo como a nível das actividades empresariais para se prepararem para preços de petróleo altos e muito provavelmente voláteis. Os governos devem começar a educar os seus cidadãos para o risco da contracção a fim de minimizar uma possível discórdia social futura. Os empresários devem examinar as suas operações e balanço com o objectivo de aumentar a sua elasticidade. Também implica a preparação de um cenário em que o capital e a energia sejam muito mais caras do que nos negócios normais hoje em dia".

 

 Este documento encontra-se em http://resistir.info/ .

Ver também: A centralidade ignorada do Pico Petrolífero.

 

Almeida

http://planobrasil.com/2012/04/08/a-operacao-argus-1958-e-as-controversi...

A Operação “Argus” (1958) e as controvérsias sobre a ocorrência de testes atômicos no Nordeste brasileiro

 

 

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Tácito Thadeu Leite Rolim

 

Sugestão: Armando Rosário

 

Clique aqui para ver o Vídeo

 

O objetivo do artigo é discutir as conjecturas e especulações em torno de dois episódios ocorridos no Brasil no final da década de 1950. O primeiro deles foi uma explosão ocorrida nos céus de uma cidade do interior do Ceará, em julho de 1958, e o segundo a Operação “Argus”, conduzida pelo Departamento de Defesa estadunidense, entre agosto e setembro do mesmo ano. As apropriações feitas pelos sujeitos históricos de um e de outro episódio os levaram a associá-los a um possível teste atômico realizado clandestinamente no Nordeste brasileiro.
Palavras-chave: Guerra Fria – Operação “Argus” – Testes Atômicos

 

Clique aqui para ler Operação  ARGUS

 

Operation Argus

 

Lista de navios envolvidos na Operação

 

USS Tarawa (CV-40)

 

USS Bearss (DD-654)

 

USS Warrington (DD-843)

 

USS Courtney (DE-1021)

 

USS Hammerberg (DE-1015)

 

USS Neosho (AO-143)

 

USS Salamonie (AO-26)

 

USS Norton Sound (AVM-1)

 

USS Albemarle (AV-5)

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-77042010000100004&script=sci_a...

Tempo vol.14 no.28 Niterói June 2010http://dx.doi.org/10.1590/S1413-77042010000100004 

 

DOSSIÊ
1946 – 1964: A EXPERIÊNCIA DEMOCRÁTICA NO BRASIL

 

 

 

A Operação "Argus" (1958) e as controvérsias sobre a ocorrência de testes atômicos no Nordeste Brasileiro

 

 

 

Operation "Argus" (1958) and the controversies about atomic tests in the Northeastern part of Brazil

 

 

 

L'opération "Argus" (1958) et les controverses par rapport à la réalisation des tests atomiques dans le Nord-est du Brésil

 

 

 

 

 

Tácito Thadeu Leite Rolim

 

Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Fluminense. E-mail: rolimtacito@yahoo.com.br

 

 

 

 

 

 

RESUMO

 

O objetivo do artigo é discutir as conjecturas e especulações em torno de dois episódios ocorridos no Brasil no final da década de 1950. O primeiro deles foi uma explosão ocorrida nos céus de uma cidade do interior do Ceará, em julho de 1958, e o segundo a Operação "Argus", conduzida pelo Departamento de Defesa estadunidense, entre agosto e setembro do mesmo ano. As apropriações feitas pelos sujeitos históricos de um e de outro episódio os levaram a associá-los a um possível teste atômico realizado clandestinamente no Nordeste brasileiro.

 

Palavras-chave: Guerra Fria – Operação "Argus" – Testes Atômicos

(continua no link acima)

 

Nassif,


Sobre Educação, duas conversas distintas no final de semana.


Na primeira conversa, ouvi rumor a partir de fonte aparentemente confiável (a ocasião não me permitiu, de modo algum, aprofundar os detalhes do comentário) sobre um “incentivo” aos pais de alunos da rede pública de ensino no RJ para o comparecimento às reuniões promovidas pelas escolas, tradicionalmente com baixo índice de presença.


E aí, de que adianta o comparecimento de alguns pais às reuniões na escola, se tal interesse foi “turbinado”, ao invés de espontâneo, isto é, não foi motivado pelo sincero interesse em relação ao desempenho de seus filhos na escola?      


Se o índice de comparecimento às tais reuniões aumentar significativamente em curto espaço de tempo, informação que imagino ser de fácil conferência, é possível considerar que o tal rumor é, na verdade, um fato concreto. Como já disse, não pude detalhar o assunto, desconheço até mesmo a esfera da, caso verdadeira, tal “iniciativa”, se estadual ou municipal, mas não tenho dúvida que tal possibilidade merece um comentário.


Já na segunda conversa, com outra fonte, soube que filhos de bolivianos, paraguaios, etc... que passaram a viver no RJ, algumas destas crianças possivelmente não nascidas no país, estão frequentando as escolas municipais, uma providência oficial que, em minha opinião, é perfeita, aqui independendo se a família tem ou não o visto regular para permanência( provisória ou definitiva) no país, pois entendo que o desenvolvimento educacional de uma criança não deve ficar à mercê de um detalhe burocrático.


Isto posto, uma pergunta de quem desconhece os detalhes da legislação vigente, sobre o futuro destas crianças - como elas serão vistas pela sociedade, como uma “chicana” ou como uma brasileira (ao menos aquelas nascidas aqui)? Pergunto por que em alguns países (um deles, a França) a distinção é total, inclusive no momento de entrar no mercado de trabalho - prá serem considerados patrícios, só aqueles jovens nascidos de uma terceira ou quarta geração de família estrangeira, com todas as tais gerações nascidas no tal país.


A perspectiva de mais e mais estrangeiros virem trabalhar no país já é uma realidade, principalmente os provenientes de uma eurozona com altíssimo índice de desemprego, por isto não descarto a possibilidade de, em algum momento, me deparar com reações, dissimuladas ou não, da sociedade aos “intrusos chicanos” que estão a ocupar o lugar dos coitadinhos jovens brasileiros desempregados.     


Se alguém acredita que, por aqui, um espanhol ou francês é compreendido da mesma que um equatoriano ou paraguaio, não é o meu caso.

 

#Conversas estranhas envolvendo Marconi Perillo. Elas ocorreram no final do governo Alcides ainda, com toda a quadrilha já envolvida dentro da chefia da corporação.

*****

# GRAVAÇÃO 29/12/2010 11:31:05

   

REGINA: Eu esqueci de te falar, aqueles negócio que tava na pasta do PROFESSOR eram todos do SATEL que veio de GOIANIA e você não viu. Não pediu pra ver?

LENINE: Na realidade, ele não me mostrou. Até pedir, eu quis pedir. Ai, ele falou pra mim, que era tudo lá. Ai, falou que era aquele trem , lá, de 2,3 anos atrás e que tinha uns recente também. Mas aquilo ali, eu já tava sabendo o que era, né. E qual que era a posição. E que que... porque até que eles fizeram aquilo. Eles fizeram aquilo, pra limpar gaveta lá em GOIANIA.

(...)

REGINA: Não entendi. Fala de novo.

LENINE: Não, nós conversamos sobre isso.

REGINA:  Ah, então , tá bom. O CANDIDO já descobriu lá o GM [GABINETE MILITAR]

LENINE: É o NONATO  tá CG, COMANDO-GERAL

REGINA: Ele num fez nada, não, né, só falou. Mas o CANDIDO já subiu já. Já marcaram pra o pessoal vim e vistoriar a área, que o MARCONI  vai á dia primeiro, aqui na POSSE DA DILMA,né.

LENINE: Ah, então, excelente. Excelente. Bom, esse cargo pra ele é bom, porque ele sempre foi mais político né. Esse cargo, ele é mais político.

REGINA: Mas, ele vai ficar só até o MARCONI promover o ADAILTON. Quem vai ser o chefe do GM  é o ADAILTON. É o chefe do meu menino. Que é o que tirou licença pra trabalhar na campanha do MARCONI, ne´. Então, mas ele é TENENTE-CORONEL. Então ele vai ficar... o CANDIDO vai  ficar, com certeza, só até o ADAILTON ser promovido.

 

#

 TELEFONE              NOME DO ALVO

1623370411            Lenine - Monte Carlo 

 

INTERLOCUTORES/COMENTÁRIO

LENINE X MNI @@@

 

DATA/HORA INICIAL     DATA/HORA FINAL       DURAÇÃO

28/12/2010 15:46:10   28/12/2010 15:47:44   00:01:34

 

MNI: E o AREDES, aí?

LENINE: Tá falhando, tá falhando, aqui, né. Mas, aí, a política de ANÁPOLIS tá pleiteando também..., entrou na jogada. Cê sabe que o MARCONI, 75% (Setenta e cinco porcento) (???). Tá difícil pra ele recusar o (???).

MNI: É, eu sei. Não, o JOÃO FURTADO já tá garantido, que é o, o..., aquele lá, o..., o DELEGADO lá, como é o nome, CAMPOS não quis, a Secretaria de Segurança Pública. MARCONI deu pra ele e ele não quis. E deixa eu te falar, e o AREDES? Cê acha que vai ser o Dr. VALDESON, mesmo, o AREDES sair?

LENINE: Difícil o AREDES continuar também, né. Acho muito difícil. É..., mas o Dr. VALDESON também num tá certo, ainda, não, viu. Tem..., hoje pra você ter noção, tão falando forte o nome do TEIXEIRA.

MNI: Deus me livre e guarde! É, mas tem que ver o que é melhor, né. Tem que ver o que é melhor, né. Mas, o Dr. VALDESON tá sendo bem cotado, lá, muito bem. Eu falei com o Dr. JOVENAL hoje e ele me falou que ele tá sendo bem cotado, lá. Vamo vê, né. Vamo vê. Aí, eu vejo aqui e te ligo, tá. Mais tarde, pra ver que horas que dá pra amanhã.

 

# Pra quem ainda não viu outras matérias....

 O ESCANDALO DO IBRAM EM BRASILIA, ENVOLVENDO SARNEY FILHO E O INCRA

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-ibram-entra-para-a-pauta-de-escandalos

 

 

 

 

 

 

Como foi divulgado anteriormente é um caso onde Eduardo, assessor de Sarney Filho - que ajudou Nelson Bragatto a conseguir uma área no Amapá ilegalmente - negocia com Gleyb para entregar um lote de R$ 2 milhões de reais próximos ao aeroporto de Brasília, em tese contrariando o plano de organização do Distrito Federal. Nas conversas Gleyb disse que tinha fácil acesso ao superintendente do INCRA e ao diretor do IBRAM. 

 http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-ibram-entra-para-a-pauta-de-escandalos 

*

Agora com esses novos detalhes fica muito claro quem são as pessoas envolvidas no caso! Matheus Paiva Monteiro é dono da empresa PLASTILIDER e M E m Plásticos. No final das conversas a quadrilha afirma usar um terreno do IBGE.

*

Pra quem ainda não viu outras matérias publicadas:

# O relatório de Deuselino que revela o crime no Estado de Goiás nos últimos 14 anos.

 http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-quem-e-quem-do-esquema-de-cachoeira-por-deuselino

# Como Carlos Cachoeira tinha acesso a quase todas as secretarias do Estado de Goiás

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-inquerito-cachoeira-deuselino...

 

http://oglobo.globo.com/pais/agnelo-derrotamos-uma-organizacao-criminosa-4525819 Agnelo: ‘Derrotamos uma organização criminosa’


Governador do DF diz que denúncias envolvendo seu nome são velhas


 O Globo / Gustavo Miranda

Governador de Brasilia Agnelo QueirozO GLOBO / GUSTAVO MIRANDA

BRASÍLIA - O governador Agnelo Queiroz rechaça a ideia de que há uma intervenção branca em sua gestão, sustentando que ele próprio chamou os petistas para reforçar sua equipe. Sobre suspeitas de seu envolvimento em esquemas de corrupção, diz que são denúncias velhas.

 

VEJA TAMBÉM

 

O GLOBO: Seu governo está mal avaliado e o sr. tem sido alvo de denúncias. Como avalia esse quadro?

AGNELO QUEIROZ: Peguei um governo destruído, uma verdadeira tragédia administrativa. Áreas fundamentais de saúde, educação e segurança, todas abandonadas. Mudamos administrativamente o DF. Não há uma única denúncia consistente contra o GDF. Aponte uma única prática do passado que continue aqui. Aqui é rigor absoluto, porque este é um governo que não rouba e não deixa roubar.

E as denúncias contra o senhor?

AGNELO: O esquema de corrupção era generalizado e sistêmico. Enfrentamos isso e tenho vários adversários por ter feito isso. Os ataques que aconteceram foram pessoais, para me desestabilizar. Derrotamos uma organização criminosa, mas não tem ninguém preso, estão todos aí articulando, fazendo tudo no submundo, montam espionagem, dossiê, compram depoimento.

Tem conversado com Lula? O PT se preocupa com a situação de Brasília?

AGNELO: Quem me alertou que eu pegaria a pior situação do Brasil foi o Lula. Tenho relação pessoal com ele, carinho, não é só relação política. O partido tem preocupação e não seria diferente.

E com a presidente Dilma, tem se encontrado? O governo federal tem ajudado?

AGNELO: Eu me encontro sempre com ela. Se não fosse a Dilma e o governo federal, eu dificilmente estaria dizendo que superei as maiores dificuldades em um ano.

Há uma leitura entre petistas de que a ida de dois quadros do governo federal para sua equipe é uma espécie de intervenção branca...

AGNELO: Esse petista não é a Dilma, é absolultamentedissociado da realidade daqui. O Berger está vindo para cuidar da gestão do governo que estava junto com outra secretaria. Ele é um grande conhecedor da realidade local e meu companheiro de 30 anos. Fiz um grande esforço para trazê-lo, o que contradiz essa interpretação. O Luiz Paulo se tornou um grande amigo, é de Brasília. Jamais a presidente Dilma faria isso. Quem fez essa análise não a conhece. E seria inaceitável se eventualmente tivesse (a intervenção branca).




 

 ESTE COMENTARISTA PEDE QUE TODOS DISPOSTOS APERTEM "PRINT SCREEN", POIS TEME UM ATAQUE DE HACKERS EM SUA CONTA DE PUBLICAÇÕES DE FOTOS.

Francisco Vuolo foi pego na Operação Monte Carlo negociando uma área pública em Várzea Grande (MT) para criação de um loteamento. A polícia suspeita que o vereador de Cuiabá teria usado dinheiro do programa Minha Casa Minha Vida.

Francisco Vuolo (PR) é filho do falecido senador Vicente Vuolo (MS) e ocupa o cargo de secretário-extraordinário de Estado de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes no governo do Mato Grosso (PMDB). Ele é responsável por coordenar os programas de infra-estrutura do Governo Federal no Mato Grosso, especialmente do aeroporto para a Copa do Mundo.

Sua grande causa eleitoral é levar a Ferrovia Senador Vuolo até a capital do estado, onde é pré-candidato a prefeito em 2012 pelo PR. Atualmente está tentando convencer empresários sul-coreanos a investir nas ferrovias mato grossenses.

Quem é Acássio? É um advogado, um vereador ou trabalha no IBAMA?

A seguir, as fotos dos documentos comprometedores e reitera as perguntas que a Polícia deseja serem respondidas. 

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 Para quem não está atento ao teor das reportagens mostradas, aqui estão outras do mesmo autor. Algumas não divulgadas na mídia.

#O ENVOLVIMENTO DE ASSESSORES DE SARNEY FILHO, DE UM VEREADOR DE ANÁPOLIS, DO SUPERINTENDENTE DO INCRA, DE UM EMPRESÁRIO DO MARANHÃO E DE UM PRÉ-CANDIDATO A PREFEITO DE ACAILANDIA COM CARLINHOS CACHOEIRA E COMO ELES TERIAM FACILITADO A COMPRA DE UM TERRENO PRÓXIMO AO AEROPORTO DE BRASÍLIA.
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-ibram-entra-para-a-pauta-de-e...

#O RELATÓRIO DE DEUSELINO QUE REVELA QUE PRATICAMENTE TODOS OS CHEFES DA POLICIA DE GOIAS NOS ULTIMOS SAO NOMEADOS POR CARLINHOS CACHOEIRA
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-quem-e-quem-do-esquema-de-cac...

# O ESCANDALO ENVOLVENDO A NOMEAÇÃO DE UMA FUNCIONÁRIA NA ASSEMBLEIA DE ANAPOLIS E DE VÁRIAS PESSOAS NA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-inquerito-cachoeira-deuselino...

 

 

 

só uma pequena correção. não é uma área pública, os 35% do município seriam doados depois do loteamento pronto. mas é um loteamento envolvendo programas de habitação como o minha casa, minha vida. se puder tirar o "area publica" ficará melhor.

 

do Sul 21

Crise econômica é a maior ameaça à saúde no planeta, alerta Conselho Nacional de Saúde

Da Redação

A crise econômica internacional e a consequente diminuição de gastos públicos na saúde devem ser a principal preocupação da humanidade hoje (7), data que marca a passagem do Dia Mundial da Saúde. A avaliação é do presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Francisco Batista Júnior, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

“A maior ameaça [à saúde no mundo] é o momento político. Em função de uma crise estrutural, a saúde está cada vez mais ameaçada pela possibilidade de ser transformada única e exclusivamente em mercadoria e não tratada como direito do ser humano”, opinou Batista Júnior.

A crise econômica diminui a oferta de emprego em outros países e restringe as fontes de financiamento baseadas em descontos nos salários para custeio de seguridade social. O presidente do CNS diz que se preocupa, especialmente, com a situação dos países europeus que, em função de problemas de orçamento do Estado, estão diminuindo o alcance das políticas de bem estar social.

Para ele, o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), em tempos de crise internacional, é um trunfo brasileiro. “A reforma sanitária que levou ao SUS foi pensada na lógica da saúde sendo um direito universal das pessoas; como direito inalienável e inquestionável e não um bem a ser vendido do mercado”, defendeu.

De acordo com o especialista, o SUS “é o maior responsável pela melhoria da qualidade de vida do Brasil”. Antes do sistema (previsto na Constituição de 1988), o país padecia com “diversas moléstias” e hoje tem uma “situação sanitária de mais qualidade” e “com acesso a tecnologias de última geração”, ressaltou.

O presidente do CNS reconhece, no entanto, que o SUS não foi implementado integralmente. “Está em desacordo com o que diz a legislação e a Constituição Federal”, disse fazendo referência ao “subfinanciamento” e às “lacunas graves na prevenção”.

Com informações da Agência Brasil

 

Da Carta Maior

08/04/2012

 

Demóstenes não é Collor. Mas pode ser pior

Enganam-se os que equiparam o caso Demóstenes Torres ao revés sofrido pelo conservadorismo brasileiro no impeachment de Collor há quase duas décadas. O baque atual pode ser maior. Não pela importância intrínseca de Demóstenes, mas pelo entorno histórico que cerca o streap-tease ético do aspirante a novo savonarola das elites nativas.

Collor renunciou ao final de 1992. No ano seguinte Bill Clinton sucederia a Reagan na maratona desregulatória nos EUA. A retroescavadeira neoliberal sacudiria o legado de Roosevelt por quase dez anos (até 2001), sobretudo no sistema financeiro. A direita brasileira, portanto, estava amparada ideologicamente no ambiente internacional. Rapidamente ela se refez da queda do caçador de marajás que ajudara a eleger (e como!). Seu dispositivo midiático agiu em duas frentes. Reduziu o ex-herói à insignificância política de um personagem que não estava à altura do seu enredo. Mas preservou o enredo, encontrando um similar de Clinton para comandar as 'reformas' aqui: FHC

A gestão Democrata em Washington foi um lastro decisivo nesse processo. Clinton não apenas incorporou o legado de Reagan (que por sua vez havia replicado Tatcher), como aprofundou-o estendendo a desregulação e o Estado mínimo à esfera bancária para pavimentar a supremacia das finanças desreguladas. Não é retórica. A eliminação da lei Glass Stegall, em 1999, liberou a formação dos grandes conglomerados financeiros ao suprimir as barreiras criadas por Roosevelt, em 1933, que separavam bancos de investimentos da banca comercial. A fusão dos dois balcões num só permitiu aos financistas especularem com dinheiro alheio, sem contrapartidas equivalentes.

O afrouxamento da supervisão estatal gerou o fastígio do crescimento sem poupança, à base do crédito ilimitado. Foi um sucesso enquanto a corrente se ampliava. A coisa desmoronou em 2008, com o estouro das subprime. O resto é sabido. E o sabido foi tragicamente sintetizado no suicídio de um aposentado grego, na semana passada. Ao tirar a própria vida com um tiro, ele deixou um bilhete no qual exorta os jovens à luta armada e declara sua recusa à opção cada dia mais coerente com a persistência da lógica dos livres mercado: comer lixo. É nesse ambiente ideologicamente abafado dos interesses conservadores que se dá o streap-tease do aspirante a novo Collor dos Cerrados.

A mídia investia pesado na face do novo savonarola, lambuzando-o com o glacê da 'direita preparada e linha-dura'. Abandonado agora à sarjeta reservado aos que encerram elevado teor contagioso, o senador dublê de contraventor escancara a indigência ideológica do projeto conservador para o Brasil. Ao contrário do que se viu nos anos 90, hoje à crise moral personificada no centurião goiano superpõe-se a assustadora deriva de uma economia mundial em que o reiteração das ideias mercadistas tornou-se sinônimo de
recessão e desespero. A margem de manobra estreitou-se a olhos vistos.

Quem se habilita a preencher o hiato com um salto progressista de abrangência e profundidade equivalentes ao que representou o ciclo neoliberal, nos anos 90? Esse é o ponto.

Postado por Saul Leblon às 20:23

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=944

 

webster franklin

do Opera Mundi

 

Legalização do aborto na África do Sul não impede clandestinidadeO alto índice de estupro e a ignorância em regiões mais pobres explicam a profusão de clínicas ilegais    

 

Proibido na maioria dos países do mundo, o aborto é legalizado na África do Sul desde 1996. O procedimento é gratuito para as gestantes que não têm condições de pagá-lo. Porém, devido à desinformação, muitas mulheres – muitas delas estrangeiras -- ainda recorrem às clínicas ilegais.

De acordo com as autoridades locais, grande parte da população sul-africana mora em municípios afastados das grandes cidades, principalmente nas zonas rurais, onde há pouca instrução. Essas áreas concentram numerosos casos de abuso sexual de todos os tipos e negligência na saúde. Segundo estatísticas oficiais, uma mulher é violentada a cada 27 segundos na África do Sul.

Gleyma Lima/Opera Mundi

Anúncio em poste no centro da Cidade do Cabo promete fazer abortos "seguros e sem dor" por 300 rands

Para uma mulher que deseja abortar, há uma ampla oferta de clínicas clandestinas, todas facilmente encontradas em anúncios em postes e nas estações de trem no centro da Cidade do Cabo. Davi, médico que trabalha em uma delas, explica como funciona o procedimento: “fazemos o aborto em qualquer período de gestação. Até o quarto mês de gravidez cobramos 300 rands (cerca de 75 reais). Um remédio é ingerido e outro introduzido na vagina. Depois, a grávida aguarda 72 horas e, caso necessite, retorna à clínica para retirar o feto.”

A partir do quinto mês o procedimento é diferente. “Cobramos 600 rands (150 reais) para fazer a intervenção cirúrgica. A paciente toma uma anestesia geral para que possamos retirar o feto”, conta Davi.

Segundo o médico, a maioria das pacientes vem de países vizinhos e que há frequentemente menores de idade.  “Não temos restrições quanto à nacionalidade ou à idade da grávida. Apenas pedimos para que o pagamento seja feito em dinheiro e na primeira consulta”, diz.  Dr. Davi termina dizendo que o procedimento pode ser realizado até o oitavo mês e demora em média duas horas.

Segundo informações da Ong Marie Stopies, o principal risco apresentado neste último estágio da gravidez é a aplicação da anestesia errada, que causa a morte instantânea do bebê e da mulher.

Apesar de o tema ainda gerar polêmica no país,  mais de 100 mil mulheres abortam todos os anos na África do Sul. “Decidi fazer o aborto quando fui casada com um homem extremamente agressivo, que me batia e abusava de mim diariamente. Ele tinha um filho de um relacionamento anterior. A decisão foi difícil, porque eu não podia sustentar duas crianças com meu salário, e meu marido na época não trabalhava”, explica a vendedora sul-africana, Karen Kotze, de 30 anos, que abortou com nove semanas de gestação. “Sabia que aquele não era o momento e fiz o aborto. Não voltaria atrás na minha decisão, pois não tinha dinheiro para sustentar outra criança”, justifica.

Segundo a responsável pela área de marketing da ONG Marie Stopies , Leanne Visser,  médicos em clínicas ilegais não possuem registro médico, licença ou experiência para fazer um aborto. “Eles nunca trabalharam ou passaram por centros médicos designados pelo governo. Muitos introduzem uma infecção no útero para provocar um aborto espontâneo ou voluntária expulsão do feto. Não há tratamento médico para essas mulheres e os risco de morte só aumenta. Há prevalência de infecções, contaminação de HIV, abortos incompletos e grandes hemorragias”, relata a responsável pela organização, ligada ao governo.

A entidade ainda afirma que recebe muitas grávidas de outros países que buscam informações sobre aborto seguro. “Na maior parte das vezes elas alegam que a gravidez é indesejada e já querem abortar antes de voltarem para casa. Não fazemos isso, pois é contra a lei sul-africana. Mas sabemos que muitas mulheres de Lesoto, Zimbábue e Botsuana cruzam a fronteira”, afirma Visser.

“O Departamento Nacional de Saúde tem conhecimento da clandestinidade, mas isso não está na pauta neste momento. Entretanto, o centro Marie Stopes está trabalhando em parceria com formadores de opinião para sensibilizar sobre a questão e defender que os executores de abortos ilegais sejam presos”, ressalta.

Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), em média, 210 milhões de mulheres ficam grávidas todos os anos, sendo que 45 milhões dizem que a gravidez não foi planejada. Deste número, 22% farão aborto e cerca de 90%, de forma ilegal. Em 13% dos casos, as mulheres chegam ao óbito – em alguns países como Índia e Brasil este número salta para 90%. É estimado que este ano cerca de 19 milhões de mulheres farão um aborto ilegal e aproximadamente 60% delas estarão no continente africano e com mais de 25 anos. Para 2015, a estimativa da OMS é que 500 milhões mulheres façam aborto.

Dentro da lei

A Constituição sul-africana reconhece o direito de decisão quanto à reprodução e segurança, além do controle do corpo. Por isso, desde que o país começou o processo de democratização, em 1994, o aborto passou a ser permitido até a 20ª semana de gestação em centros especializados ligados ao Departamento de Saúde e também em hospitais particulares credenciados.

Ao optar pelo aborto, as grávidas passam por entrevistas, exames clínicos e aconselhamentos. São oferecidas algumas opções antes: liberar o bebê para adoção ou deixá-lo em orfanato provisório até que a mãe tenha condições financeiras de criar a criança. Também são mostrados os auxílios do governo durante a gestação.

O aborto só é possível quando há dados consistentes de que a gestação acarretará riscos à saúde física e mental da mulher e do feto, se existir um risco substancial do feto sofrer severa anomalia mental ou física, nos casos de estupro ou incesto e, por fim, se a continuidade da gravidez afetará significantemente a mulher em aspectos sociais e econômicos.

Até a 12ª semana de gravidez o aborto é realizado por meio de pílulas abortivas. Já entre a 13ª e a 20ª semana, a mulher precisa passar por um procedimento cirúrgico. As adolescentes não precisam do consentimento dos pais ou do parceiro para terminar a gravidez.

O Departamento Nacional de Saúde regula a lei e define quais clínicas públicas, privadas e hospitais são legalmente designados para realizar o serviço. 

 

Da Carta Maior

Meu amigo, o guardião da memória, o tecelão da justiça

 

Quando alguém dizia a Eduardo Luís Duhalde que era preciso virar a página do passado e olhar para o futuro num clima de conciliação, ele respondia que estava de acordo – desde que antes fosse lido e revelado o que aquela página continha. Não pode haver conciliação enquanto houver injustiça e impunidade, dizia. Sem memória não há verdade, dizia, e sem verdade não há justiça, e sem justiça não há nem dignidade, nem democracia, e muito menos futuro. O artigo é de Eric Nepomuceno.

Eu estava em Cuba, numa Havana ensolarada e de ventania, quando chegou a notícia da morte, lá em Buenos Aires, de meu amigo Eduardo Luís Duhalde.

Ele era advogado. Mas muito mais que isso, foi um eterno militante em defesa dos direitos humanos, da esperança e do futuro. Tinha 72 anos. Às vezes eu achava que tinha muito mais, pela vida vivida, pela experiência acumulada. Às vezes eu achava que tinha muito menos, pela fé no futuro, por uma espécie de esperança que se renovava, por uma espécie de ousadia quase ingênua – e que dava certo, dava resultados.

Nós nos conhecemos no velho café Ramos da avenida Corrientes, naquela sinistra Buenos Aires de maio ou junho de 1976. Ele havia acabado de cair de vez na clandestinidade. Havia contra ele uma ordem de prisão, que naquela ditadura argentina recém-inaugurada (o golpe havia ocorrido em março) significava morte certa: ninguém era formalmente preso, todos eram informalmente mortos. Havia contra ele um decreto desapropriando todos os seus bens, acumulados durante anos de uma vida de advogado de presos políticos, de perseguidos pela miséria humana, de militância sem fim: uma casa perto de onde eu morava, um par de contas bancárias mais magras que aquela gente que ele defendia.

Naqueles dias de turbilhão nos reuníamos numa Buenos Aires clandestina, eu sempre debaixo de uma nuvem de medo, ele sempre debaixo de um céu de confiança. Juntos escapamos de lá, juntos fomos para uma Madri tão idílica quanto traiçoeira – para a Espanha de agosto de 1976, menos de um ano depois da morte de Francisco Franco, generalíssimo, caudilho da Espanha pela graça de Deus. Madri continuava sendo uma cidade franquista, avara, embolorada.

Foi naquela Madri sombria, que nada ou quase nada tem a ver com a de hoje, que ele, em companhia de outros advogados militantes, criou a Comissão Argentina de Direitos Humanos – a CADHU que tanto fustigou a ditadura de seu país, divulgando suas atrocidades em todos os foros e espaços possíveis mundo afora. Foi a pertinácia de Eduardo Luís Duhalde, cruzando a Europa primeiro num Citroën mal ajambrado, depois num velho Volvo vermelho que vendi a ele por 400 dólares, que reuniu na CADHU gente como os escritores Julio Cortázar e David Viñas. Onde quer que houvesse alguém disposto a ouvir o assombroso relato de sequestros, torturas, desaparecimentos e assassinatos cometidos pela ditadura argentina, lá estava ele. E quando não aparecia ninguém disposto, ele corria até achar alguém, um só que fosse.
De um desses encontros surgiu um filme de Carlos Saura – ‘De olhos vendados’ – que marcou época. Qualquer expressão podia ser uma arma de denúncia.

Seu apartamento madrilenho era porto seguro para argentinos de todas as tendências e trajetórias. Nunca, em momento algum, mesmo nas noites mais sombrias daqueles tempo de breu, vi Eduardo Luis Duhalde perder o humor ágil e afiado, deixar-se sucumbir, perder um milímetro que fosse daquela sua fé infinita no dia em que se faria Justiça. E ele foi ferramenta essencial para que esse dia chegasse.

Tudo que a Argentina vive hoje – a vanguarda de um processo de busca da verdade, de resgate da memória e da realização da justiça – se deve à determinação do ex presidente Nestor Kirchner e de sua viúva e sucessora, Cristina Fernandez de Kirchner, é verdade. Mas de pouco teria valido essa determinação se não fosse a obstinada labor de Eduardo Luis Duhalde. Com seu trabalho levou a cabo a difícil tarefa de demonstrar que as leis de anistia eram inconstitucionais, que a impunidade contra crimes de lesa-humanidade ia contra acordos assinados pela Argentina, que as cortes e os tribunais internacionais exigiam o acionar da Justiça contra agentes públicos que implantaram o terrorismo de Estado. Antes, muito antes, lembro de quando começaram a chegar, na Europa, os primeiros relatos de roubo de bebês.

Muita gente boa duvidava que a cruel covardia da ditadura chegasse a esse extremo. Eduardo Luís Duhalde soube desde a primeira hora que aquilo podia muito bem ser verdade – como depois de confirmou.

Foi toda uma vida dedicada à defesa dos perseguidos. Defendeu, durante a ditadura que entre 1966 e 1973 antecedeu a volta da democracia e de Perón à Argentina, militantes dos grupos armados, tanto peronistas quanto marxistas. Teve um sócio que era ao mesmo tempo seu melhor amigo, Rodolfo Ortega Peña, a primeira vítima da Aliança Anticomunista Argentina, a tenebrosa ‘AAA’. Eram dos poucos, pouquíssimos, que se animavam a defender os militantes perseguidos. Ortega Peña pagou essa audácia com a própria vida. Duhalde, com o exílio.

Em 1983, quando a democracia voltou à Argentina, ele voltou junto. Escreveu um livro, ‘O Estado terrorista’, que é hoje um clássico soberano sobre as entranhas das ditaduras em nossos países, abordando um aspecto nem sempre lembrado: a confluência entre a defesa de interesses do grande capital e os horrores dos porões.

Passado o tempo, sua contribuição foi essencial para que os genocidas fossem levados aos tribunais e tantos deles tenham sido julgados e condenados. Como secretário de Direitos Humanos, atuou muitas vezes como advogado do Estado, abrindo processos e levando diante de juízes os que haviam sequestrado, massacrado e assassinato militantes da resistência à ditadura que imperou entre 1976 e 1983. Deu, a todos e a cada um, o que eles haviam negado às suas vítimas: o direito de defesa, de justiça.

Quando alguém dizia a ele que era preciso virar a página do passado e olhar para o futuro num clima de conciliação, ele respondia que estava de acordo – desde que antes fosse lido e revelado o que aquela página continha. Não pode haver conciliação enquanto houver injustiça e impunidade, dizia. Sem memória não há verdade, dizia, e sem verdade não há justiça, e sem justiça não há nem dignidade, nem democracia, e muito menos futuro.

Soube deixar sua marca entre adversários que divergiam de sua ideologia mas prestavam reconhecimento e respeito à sua luta permanente.

Fomos amigos durante 36 anos – a idade de meu filho. Em minha memória estará para sempre, para sempre, sua lembrança. Em meu baú de afetos haverá espaço permanente para a sua figura. Eduardo Luis Duhalde, guardião da memória, tecelão da justiça.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19926

 

webster franklin

da Rede Brasil Atual

 

Pesquisa mostra que Bolsa Família diminui o abandono escolar

 

Por: Lauany Rosa, da Rede Brasil Atual

Publicado em 08/04/2012, 15:15

Última atualização às 11:15

  

São Paulo – Pesquisa desenvolvida na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP) da USP constatou que alunos beneficiados pelo Programa Bolsa Família abandonam menos os estudos. O resultado foi obtido através do cruzamento de dados do Censo Escolar de 2008, realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Ensino e Pesquisas Educacionais (INEP), com os beneficiários do programa Bolsa Família.

O responsável pela pesquisa, Pedro Camargo, considera que o programa de distribuição de renda criado durante o governo Lula (2003-10) está sendo muito bem sucedido. "Exigir a frequência escolar das crianças é uma forma de acabar com o famoso discípulo da pobreza, que é a situação em que o pai analfabeto ganha pouco e precisa que o filho abandone os estudos para ajudá-lo a aumentar a renda da família", diz. Ele alerta, porém, que a qualidade do aprendizado das crianças beneficiárias ainda é mais baixo que a média nacional, o que exige atenção especial dos educadores. 

Confira a seguir trechos da entrevista com o pesquisador de "Uma análise do efeito do Programa Bolsa Família sobre o desempenho das escolas brasileiras".

O que o motivou a realizar essa pesquisa?

Desde a época da graduação eu gostava muito do tema educação no Brasil e vi em minha pesquisa de mestrado uma motivação para estudar de modo mais profundo o assunto. Analisando dados do setor, percebi que seria uma oportunidade para estudar mais profundamente o programa Bolsa Família e sua relação com a educação. Como esse era um assunto pouquíssimo abordado em artigos científicos, identifiquei nele uma oportunidade de fazer algo relevante e que se enquadrava perfeitamente dentro do setor da educação, que é algo que sempre gostei.

Qual a sua visão do programa Bolsa Família?

O programa é muito importante para o país. O objetivo principal do Bolsa Família é diminuir a desigualdade social e combater a pobreza, e nesse sentido ele está sendo muito bem sucedido. O Bolsa Família é muito benéfico, justamente por conseguir tirar uma parcela da população da pobreza. O programa contribui muito para que a próxima geração tenha melhores oportunidades de desenvolvimento econômico e social de que seus pais.

De que forma o programa contribui na criação de oportunidades para as famílias beneficiadas?

Para a família receber o beneficio do programa é necessário que os filhos frequentem o colégio, isso faz com que haja uma diminuição do número de crianças que abandonam os estudos. A ideia é manter as crianças nas escolas de modo que elas consigam terminar seus estudos e ter melhores oportunidades de emprego na vida adulta. Porém, em contrapartida, embora as crianças tenham uma frequência escolar maior do que as demais, elas não têm o mesmo desempenho escolar. As crianças que possuem o auxilio do Bolsa Família terminam o ano sabendo bem menos que as demais, não por uma conseqüência do programa, mas justamente pela realidade em que ela está inserida, onde muitas vezes as crianças que provêm de famílias muito pobres possuem pais com pouca ou nenhuma escolaridade.

Quais foram os principais fatores que você identificou durante a sua pesquisa?

A taxa de abandono reduziu por conta do Bolsa Família, mas as escolas com o maior número de alunos beneficiados pelo programa geralmente têm taxa de aprovação menor. Isso pode ser notado na questão de desempenho e proficiência através da Prova Brasil que é aplicada pelo INEP. Analisando dados desse exame, encontrei evidências de correlação negativa, ou seja, quanto maior o número de alunos beneficiados pelo programa, menor a média da escola na Prova Brasil. Esses dados demonstram que o Bolsa Família necessita de uma atenção especial por parte dos gestores de políticas públicas.

Como você avalia a influência do Bolsa Família na educação?

A influência do Bolsa Família é pouca. Reduzir abandono é inerente, o próprio beneficio do programa é ligado a isso, se o pai não matricular o filho na escola e não garantir a presença da criança, ele não recebe os benefícios do programa. A relação entre o Bolsa Família e a educação é de causa e efeito. O problema da educação não é culpa do desenho do programa. Exigir a frequência escolar das crianças é uma forma de acabar com o famoso discípulo da pobreza, que é a situação em que o pai analfabeto ganha pouco e precisa que o filho abandone os estudos para ajudá-lo a aumentar a renda da família. A ideia do programa em incentivar o estudo é boa, o problema é que não possuímos um ensino de qualidade. A grande vilã do ensino brasileiro é a progressão continuada que faz com alunos cheguem a oitava série sem saber nada. É necessário nivelar o ensino para que se possa garantir uma educação de qualidade de forma que todos consigam acompanhar e ter perspectivas melhores para o futuro.

Tendo em vista tudo o que foi dito, o Bolsa Família é um programa economicamente viável, compensa ser realizado?

Se formos pensar o governo gasta pouco com o programa, ele gasta pouco menos de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) com ¼ da população. Do ponto de vista social a porcentagem gasta do PIB com a educação deveria ser bem maior, tendo em mente que ela ajuda a retificar a miséria. Do ponto de vista econômico, o Bolsa Família é muito interessante para o Brasil justamente por impactar de uma forma positiva no crescimento econômico. Outro fator positivo é que o Programa Bolsa Família é barato no que diz respeito ao PIB 

 

da Agencia Brasil

 

Irã avisa que não vai desistir do programa nuclear08/04/2012 - 18h29

Da Agência Lusa

Brasília - O Irã vai prosseguir com o programa nuclear “mesmo que o mundo inteiro se oponha à República Islâmica”, disse hoje (8) o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, nas comemorações do Dia Nacional da Tecnologia Nuclear, segundo informou a agência oficial de notícias iraniana Irna.

Ahmadinejad disse que “o país resistiu às pressões inimigas sobre o seu programa nuclear para defender a sua dignidade”, considerando que essa “resistência é muito mais valiosa do que o acesso à tecnologia nuclear”.

O presidente do Irã fez ainda alusão aos cientistas nucleares iranianos assassinados, por cujas mortes responsabiliza Israel e Estados Unidos, advertindo que esses crimes “não poderão bloquear o progresso tecnológico e científico do Irã”.

Ahmadinejad assegurou que o “progresso da tecnologia nuclear pacífica pressupõe também progressos em outros campos”, como uma “locomotiva” que impulsionará dezenas de indústrias subsidiárias.

As declarações do presidente do Irã ocorrem a poucos dias da próxima reunião entre os representantes do país e do Grupo 5+1, composto pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Alemanha, para tratar da questão nuclear iraniana, que deverá acontecer em Istambul.

As duas reuniões anteriores do Irã com o 5+1, em dezembro de 2010 em Genebra e em janeiro de 2011 em Istambul, resultaram em fracasso.

Tanto as Nações Unidas como os Estados Unidos mantêm sanções ao Irã devido ao programa nuclear, sob a alegação de que se destina à fabricação de bombas atômicas, o que Teerã nega, assegurando que é apenas para uso civil e pacífico.

Israel, Estados Unidos e, em certa medida, o Reino Unido ameaçaram atacar o Irã para impedir o desenvolvimento nuclear, o que Teerã contestou assegurando que responderia de forma esmagadora em caso de agressão.

Alguns países, como a Rússia e a China, opõem-se às novas sanções ao Irã e alertam para consequências imprevisíveis e catastróficas para o mundo em caso de um ataque ao território iraniano.

 

 

da Rede Brasil Atual

Escracho, uma maneira de mostrar que a ditadura tem rosto – e vida

Atos organizados nos moldes da Argentina ganham força na tentativa de expor uma verdade que custa a vir à tona por iniciativa do próprio Estado

Por: João Peres, Rede Brasil Atual

Publicado em 08/04/2012, 08:40

Última atualização às 09:01

  Escracho, uma maneira de mostrar que a ditadura tem rosto – e vida

Os atos de escracho podem ajudar a romper o desconhecimento dos jovens sobre os fatos da ditadura (Foto: Marlene Bergamo. Folhapress)

São Paulo – Tornados famosos na Argentina, os escrachos contra colaboradores da ditadura vão ganhando força no Brasil. O segundo em quinze dias, realizado ontem (7) em São Paulo,denunciou Harry Shibata, médico legista que falsificava a causa da morte em laudos de pessoas assassinadas pela repressão, como o do jornalista Vladimir Herzog, o Vlado, morto em 1975.

Cá, como lá, este tipo de ato serve não apenas para mexer com os humores do passado, mas para mostrar que algumas páginas não foram viradas. “As atrocidades que foram cometidas no passado continuam sendo cometidas no presente”, lembra Fábio Pimentel, do Coletivo Quem, um dos organizadores de uma manifestação recente que mostrou as conexões de empresários com a ditadura. “Principalmente contra a população pobre, contra a população negra. Identificar os criminosos do passado e puni-los é o primeiro passo para punir os torturadores do presente.”

Ouça a reportagem da Rádio Brasil Atual sobre o ato de escracho a Harry Shibata

O escracho também vai aproximando do tema a população jovem, que poderia levantar a tradicional pergunta: “O que eu tenho a ver com isso?”. Na Argentina, as manifestações eram conduzidas por moças e rapazes que haviam perdido pais e tios para os centros de tortura e desaparecimento. Eram milhares as meninas e os meninos nesta condição, já que o regime levou a vida de 30 mil pessoas. Por aqui, com um número menor de vítimas (424, oficialmente), o escracho se transforma na possibilidade de mostrar que os assuntos do passado estão relacionados com o presente, ou seja, todos têm tudo a ver com aquilo. Inclusive os vizinhos, que no mais das vezes ignoram quem mora na porta ao lado, já que a maioria das identidades dos colaboradores do regime segue desconhecida.

Givanildo Manuel, do Tribunal Popular, compara as violações promovidas por Shibata, atualmente alvo de processo movido pelo Ministério Público Federal, aos crimes cometidos em maio de 2006 pela Polícia Militar de São Paulo como reação aos ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC). “Muitos legistas ainda têm esse mesmo padrão do Harry Shibata, como aconteceu com os Crimes de Maio, como têm acontecido contra vários jovens da periferia.”

Não por acaso, o ato anterior na capital paulista, realizado no último dia 26, teve como foco o delegado aposentado do antigo Departamento de Ordem Política e Social (Dops), David dos Santos Araujo. Hoje, dono de uma empresa de segurança privada, ou seja, utiliza o know how adquirido nos porões para lucrar. No Rio de Janeiro, jovens que decidiram protestar contra um ato organizado no Clube Militar para celebrar o aniversário da "revolução", maneira como chamam o golpe de 1º de abril de 1964, acabaram virando alvos de ameaças de morte difundidas pela internet. Como no passado, sem rosto e sem assinatura. “Se há impunidade, se não há memória, os crimes continuam”, resume a estudante de artes plásticas Cândida Guariba, neta de Heleny Guariba, ainda desaparecida.

Na Argentina, os escrachos cumpriram seu papel, e esgotaram-se após alguns anos. Porque deixavam de surpreender, porque a luta já ingressava em outro momento. Após fluxos e refluxos, em 2003 a possibilidade de punição penal dos agentes do Estado a serviço do regime autoritário ganhou fôlego com a revogação dos dispositivos de anistia. Hoje, o país vizinho tem 237 condenados e 778 processados, a ponto de já vislumbrar o esgotamento de mais uma etapa da transição. As vítimas estão cansadas de tantos testemunhos e a história, investigada a fundo, já revelou centenas de episódios, a ponto de se imaginar que o surgimento de novos casos seja menos frequente nos próximos anos. Além disso, a Justiça de transição argentina não atingiu apenas os níveis mais baixos: todos os ex-presidentes da Junta Militar foram sentenciados.

O Brasil, mais uma vez, mostra seu atraso em relação ao vizinho. O escracho, no momento em que vem, ajuda a levantar a crescente discussão sobre a necessidade de, ao menos, conhecer-se o passado antes de virar a página. “Essa impunidade é de um nível assustador”, lamenta a médica Elzira Vilela, presa política. “Nós, que sobrevivemos, é uma obrigação lutarmos pela Justiça. É um compromisso que temos com os companheiros assassinados.”

A punição penal segue caminho difícil no caso brasileiro. À diferença da Argentina, em que qualquer cidadão pode pedir a abertura de investigação criminal, aqui se trata de atribuição exclusiva do Ministério Público Federal, que apenas agora deixa de tratar o caso como exceção – ainda assim, em torno do trabalho de uns poucos procuradores, como no Pará, no Rio Grande do Sul e em São Paulo. 

Do lado do Judiciário, a possibilidade de sentença contra torturadores também parece complicada. Recentemente, a Justiça de primeira instância do Pará tardou apenas dois dias para rejeitar ação contra Sebastião Curió Rodrigues de Moura, coronel da reserva do Exército, ou simplesmente major Curió. A argumentação do juiz João César Otoni de Matos levou em conta decisão de 2010 do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou que a Lei de Anistia, aprovada por um Congresso sob intervenção, foi fruto de amplo acordo da sociedade. O magistrado desconheceu, para isso, o entendimento da Corte Interamericana de Direitos Humano, de competência que o Brasil reconhece espontaneamente, de que o desaparecimento forçado é um crime continuado e, portanto, ainda passível de punição.

A se esperar, agora, a nomeação dos integrantes da Comissão Nacional da Verdade. Sancionada em 18 de novembro, a lei que cria o colegiado para apurar violações de direitos humanos cometidos pelo Estado segue ritmo lento de execução. Depende de Dilma Rousseff a designação dos sete membros. “Temos de deixar claro à presidenta Dilma Rousseff que queremos esta comissão o mais rápido possível”, cobra o historiador José Luiz del Roio, exilado durante o regime. Enquanto a verdade não é revelada pelo Estado, o escracho é um dos instrumentos da sociedade.

 

do Vermelho.org

 

7 DE ABRIL DE 2012 - 14H52 

A imprensa transformou Demóstenes em figura nacional 

 

A imprensa operou uma mágica em Demóstenes Torres: transformou rapidamente um político paroquial e inexpressivo numa personalidade nacional.

Por Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo


Em 2009 Demóstenes foi celebrado em capa da revista Época


Demóstenes, para ganhar uma cobertura extraordinária de jornais e revistas, seguiu a receita clássica: falou o que os outros queriam ouvir. Basicamente, um discurso arquiconservador enfeitado por uma pregação moralista em que o governo era combatido pela ótica da corrupção.

Com isso, Demóstenes se tornou uma presença ubíqua, previsível e maçante na mídia. Ele se juntaria a um coral conservador do qual fazem parte articulistas como Merval Pereira, Ali Kamel, Marco Antonio Villa, Luiz Felipe Condé e Arnaldo Jabor. Todos eles falam, essencialmente, a mesma coisa, frases como que extraídas dos discursos de Ronald Reagan e Margaret Thatcher nos anos 1980. (Curioso que a nenhum deles ocorra fazer, já com a distância que vinte anos permitem, o balanço da obra que Reagan e Thatcher legaram aos Estados Unidos, ele, e ao Reino Unido, ela: declínio econômico acrescentado de uma elevação notável da desigualdade social. Cada um de seu lado do Atlântico, os dois criaram o que um economista americano chamou, num livro recente, de Nanny State ao contrário – Estados-Babás para os ricos.)

É vital que haja microfones para o pensamento conservador. Mas onde o contraponto para ajudar o leitor a formar opinião? Hoje, esse contraponto está praticamente confinado à internet no Brasil. Até por razões econômicas – o consumidor de notícias que não se sente representado é sinônimo de perda de circulação e de audiência – é imperioso para a indústria da mídia brasileira a retomada do equilíbrio perdido. O Deus Mercado, para usar uma expressão cara ao conservadorismo, demanda isso. Os leitores — eu incluído — ficarão felizes.

Demóstenes floresceu exatamente num ambiente de perda de pluralidade de idéias na mídia brasileira. Picaretas aparecem assim, porque a filtragem fica rala. Basta dizer coisas como as que Demóstenes dizia, e seu celular vai tocar, chamado por jornalistas que precisam de frases para preencher textos com idéias preestabelecidas. Das entrevistas telefônicas a convites para participar de programas na Globonews ou escrever colunas é um passo. (Numa rápida pesquisa que fiz, vi que Demóstenes tinha até uma coluna no blog de Ricardo Noblat, das Organizações Globo.)

Demóstenes pertencia claramente à categoria dos conservadores de conveniência. Espertalhões como ele sabem como atrair os holofotes, e se adaptam às circunstâncias. Se para conseguir espaço ele tivesse que adotar uma retórica de esquerda, com certeza Demóstenes andaria com um chaveiro de Marx no bolso e repetiria frases de Lenine. Homens como ele têm uma única ideologia: a do dinheiro.

Demóstenes usou a imprensa, com motivos pecuniários, para se promover. Foi usado por ela, por motivos ideológicos. E quem perdeu nisso foi o Brasil: é nociva para a democracia a crença de que todo político é corrupto. E é difícil fugir dessa conclusão ao ler a história de Demóstenes.

Há uma espécie de justiça poética no fato de que a notícia mais importante da política brasileira em muitos anos tenha nascido não da mídia — mas da Polícia Federal. Para a qual seguem aplausos de pé.

Clap, clap, clap.

 

A revistinha não só promoveu o demostenes, como toda a imprensa sem vergonha, mas SABIA quem ele era, trabalhou com ele e como o cachoeira (possivelmente assistindo o cachoeira dar ordens ao senador) e escondeu isto do país e dos seus pobres leitores. Era sócia dos dois.

Se isto não der cadeia...

 

da Agencia Brasil

 

Cargos do Conselho de Ética do Senado serão preenchidos esta semana para permitir análise do caso Demóstenes08/04/2012 - 18h03

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O PMDB irá indicar amanhã (9) o novo presidente do Conselho de Ética do Senado. A indicação virá acompanhada da decisão sobre o acatamento ou não da denúncia contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) por quebra de decoro parlamentar. Se o novo presidente do conselho decidir acatar a representação, um processo de investigação será aberto contra o senador.

Demóstenes Torres deve ser investigado por seu envolvimento com Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, suspeito de comandar o jogo ilegal em Goiás  e por se utilizar da condição de senador para favorecer o bicheiro. O assunto deve ser discutido com os outros membros do conselho na terça-feira (10).

A representação com pedido de abertura de processo contra Torres foi apresentada pelo PSOL em março, mas cabe ao presidente do órgão a decisão unilateral de acatar ou não o pedido. Como o Conselho de Ética vinha sendo presidido interinamente pelo senador Jayme Campos (DEM-TO), até então colega de partido de Demóstenes Torres, um nova eleição foi requisitada por ele, que se considerou impedido de decidir sobre o assunto.

Apesar de a indicação do presidente do Conselho de Ética caber ao PMDB por ser o partido com maior bancada no Senado, o PT sugeriu o nome do senador Wellington Dias (PT-PI). O líder do PMDB, Renan Calheiros (AL) ainda não decidiu se irá acatar a sugestão e divulgou apenas que tem ligado para alguns companheiros de partido oferecendo o cargo. No entanto, a decisão ainda não havia sido tomada até o início do feriado de Páscoa.

Antes mesmo de responder a qualquer processo por quebra de decoro parlamentar, no entanto, o senador já sofreu uma forte derrota na última semana. Pressionado pelo partido, que ameaçou abrir processo de expulsão contra ele, Torres decidiu deixar o DEM e segue, agora, sem legenda e sem apoio no Senado.

Após semanas de reclusão, se reunindo apenas com com advogados e evitando contato com a imprensa, Demóstenes Torres se pronunciou neste fim de semana. Publicou no blog que mantém na internet um artigo n qual se limita a criticar o pacote de incentivos à indústria anunciado pelo governo. Com o título Um Brasil Maior para os Pequenos, o senador reclama que o pacote de bondades não atinge micro e pequenos empresários. “São esses os que clamam no deserto da falta de financiamento, da ausência absoluta de condições de giro."

O senador, no entanto, não faz nenhum comentário sobre a própria situação, nem sobre as relações que tem com Carlinhos Cachoeira. A expectativa, no entanto, é que Demóstenes Torres quebre o silêncio sobre os próprios problemas esta semana, quando sair a decisão do Conselho de Ética sobre a abertura do processo porr quebra de decoro. Pelo menos, é que esperam os senadores.

Carlinhos Cachoeira está preso desde que foi deflagrada a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. A investigação também descobriu o envolvimento de cinco deputados, quatro Goiás, flagrados em conversas telefônicas suspeitas com o bicheiro.

Edição: Vinicius Doria