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A Terra está tremendo muito em abril. Famoso sismólogo da Romênia, Gheorghe Marmurean não encontra explicação

 

 

16.04.2012 – A terra treme muito! Os cientistas não encontram explicação para os 39 terremotos que abalaram o planeta em apenas dois dias. ”Algo está errado! Há muitos terremotos fortes “que, de acordo com um muito famoso sismólogo Roménia, Gheorghe Marmureanu, que é o mais recente terremoto da Indonésia é muito incomum.

A série de choques (8,6 e 8,2 graus na escala Richter) que abalou a Indonésia nos últimos dias e três terremotos horas depois, no México (7, 6,9 e 6,2 graus na escala Richter). Em seguida, dois outros terremotos menores ocorreram na Roménia – magnitude 3,5 sob a prateleira do Mar Negro e uma magnitude de 3,5 a Vrancea.

“Um evento extraordinário que não pode ser explicado pela ciência”

Segundo Marmureanu, não há relação entre os terremotos que abalaram o mundo nos últimos dias, mas o que aconteceu na Indonésia veio de forma inesperada, não pode ser explicado pela ciência. “As estatísticas mostram que na região da Ásia, há um grande terremoto a cada 500 anos ou mais. No entanto, desde 2004, já existiam três terremotos com magnitudes superiores a 8, e isso está fora de sismologia estatística. Algo está errado! Há muitos grandes terremotos na região da Indonésia, “avisa” o cientista.

Gheorghe Marmureanu que trabalha no Instituto Nacional de Física da Terra em Roménia, considera que o planeta entraria em colapso após uma série de terremotos que ocorreram em apenas 48 horas.

Fonte: Express-News

 

Follow the money, follow the power.

Real-time Earthquake Map

http://earthquake.usgs.gov/earthquakes/map/

 

Follow the money, follow the power.

Did N. Sumatra earthquakes set off a chain-reaction? Planet shaken by shocking number of tremors since April 11, 2012 April 17, 2012 - WORLD - The shocking number of earthquakes that have rattled the globe, especially along tectonic plate boundaries, since the double 8.0+ magnitude earthquakes struck off the coast of Northern Sumatra on April 11 could be early indication the planet may be shifting towards a new catastrophic model. Romania’ s top seismologist, Gheorghe Marmureanu, told the Bucharest Herald: “There is no doubt something is seriously wrong. There have been too many strong earthquakes.” I said in my book: “If you keep seismically shaking the Earth, like a bottle of soda, its structural integrity eventually will become compromised and it will start to fracture like an egg. In this case, the fracturing will be thermal dissipation by hyper-volcanism, mega-thrust earthquakes, and greater tectonic boundary plate agitation around volcanic arcs and subduction zones…if this is what’s indeed happening, the pressure will continue to build in the interior of the planet until it eventually destabilizes all tectonic plates in a spectral pattern of continous seismic oscillation. Every earthquake generates and emits enough kinetic energy through the earth to potentially trigger more seismic disturbances.”

 

Follow the money, follow the power.

Capitalismo, movimentos e a grande encruzilhada

 

 

Cartaz convoca mobilização mundial dos novos movimentos, em 12/5 próximo

 

Por Antonio Martins

 


Sobre o tema:

 

Leia entrevista com Paul Mason, autor de Por que tudo está começando, aqui

 

Inúmeras manifestações, sintonizadas com os movimentos de 2011, estão sendo organizadas no mundo todo, para 12 de Maio. Para uma pesquisa internacional (via Google), clique aqui. Para visitar uma das páginas brasileiras, aqui .

 

 

Saiu há semanas, na Inglaterra, um livro especialmente provocador, sobre os movimentos rebeldes de 2011. Seu título, em português, poderia ser Por que tudo está começando1. Seu autor, o jornalista britânico Paul Mason, cobriu quase todas as revoltas sociais que marcaram o ano passado: Cairo, Madri-Barcelona, Atenas, Londres, Madison, Nova York. Mas a obra vai muito além do relato factual. Mason é um estudioso incomum da história das revoluções e do movimento operário; das mutações do capitalismo; das teorias sobre redes, políticas horizontais e internet. Ao articular vivência real nas ruas rebeladas com ferramentas teóricas capazes potentes, ele pôde chegar a três grandes hipóteses – tão esperançosas quanto perturbadoras. Elas aparecem em duas entrevistas recentes: uma, ao site norte-americano Alternet; outra, à revista londrina Red Pepper, traduzida e reproduzida alguns parágrafos adiante.

 

A primeira hipótese de Mason está diretamente relacionada ao título do livro. Ele ressalta que, apesar de terem surgido em cenários políticos, sociais e culturais muito distintos – de um Egito empobrecido e governado com mão-de-ferro à opulenta e liberal Wall Street –, há uma identidade crucial entre as rebeliões de 2011. Todas elas foram deflagradas pelo “colapso” (aqui, não há meias palavras) do padrão de acumulação capitalista inaugurado no início dos anos 1980.

 

Mason julga que a crise devastou a capacidade do neoliberalismo para produzir algo sem o quê nenhum sistema se sustenta: esperanças e consensos. Até 2008, elas se mantinham, graças aos diversos aspectos que a financeirização das economias assumiu. O crédito fácil e barato mascarava a redução dos salários e o aumento das desigualdades. A perda de empregos industriais era amenizada por um setor de serviços vasto e, em alguns de seus segmentos, sofisticado e florescente. Os antigos vínculos com a empresa (“sou empregado da GM”), família e nação eram substituídos pela ideia de que, ao consumir produtos de uma determinada marca, garantia-se acesso a um mundo particular (“uso um Iphone”).

Leia mais :  http://www.outraspalavras.net/2012/04/17/capitalismo-movimentos-e-a-grande-encruzilhada-2/


 

Demarchi

A Bolívia pelos olhos do vicedo Outras Palavras 

 


Álvaro García Linera fala sobre êxitos do governo Evo Morales, conflito no Tipnis e modelos de desenvolvimento. Ele reivindica: “vivemos uma revolução social histórica”

Por Luis Hernández Navarro, do La Jornada | Tradução: Tadeu Breda

Além de exercer as funções de vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera é um dos pensadores de esquerda mais relevantes na América Latina. Na juventude, estudou matemática, mas se pode dizer que também conseguiu o título de sociólogo em sua militância diária e em sua passagem pela cadeia, nos anos 90, quando era membro do Exército Guerrilheiro Túpac Katari.

Com originalidade, profundidade e frescor intelectual, García Linera teorizou melhor do que ninguém o processo de transformação atravessado pelo país. E a experiência boliviana é hoje uma referência obrigatória — e cada vez mais influente — para o movimento popular latino-americano. García Linera conhece e domina o marxismo clássico, mas está longe de ser doutrinário: seu pensamento é muito influenciado pela obra do francês Pierre Bordieu.

Em entrevista ao diário mexicano La Jornada, o vice-presidente da Bolívia sinaliza que o fato de maior relevância na fase vivida pelo seu país é a mudança de status do grupo étnico que compõe a maioria da população boliviana: os indígenas, hoje, ocupam cargos de ministros, deputados, senadores, diretores de empresas públicas, magistrados, governadores — e, claro, o posto de presidente da República. Eis a maior revolução social e igualitária que a Bolívia já viveu desde sua fundação, avalia.

Nesta entrevista, García Linera caracteriza o modelo econômico de seu país como pós-neoliberal e de transição pós-capitalista. Um modelo que recuperou o controle dos recursos naturais, que estavam em mãos estrangeiras, para colocá-los nas mãos do Estado, dirigido pelos indígenas.

—Faz seis anos que vocês governam a Bolívia. Houve avanços rumo à descolonização do Estado?

Leia mais :   http://www.outraspalavras.net/2012/04/13/a-bolivia-pelos-olhos-do-vice/


 

Demarchi

Novelas passam imagem de Brasil branco, critica escritora"Para nós, moçambicanos, a imagem do Brasil é a de um país branco ou, no máximo, mestiço. O único negro brasileiro bem-sucedido que reconhecemos como tal é o Pelé"Alex Rodrigues, da inShare1  (0)Salvar notícia

Elza fiúza/ABr

A escritora de Moçambique Paulina Chiziane

Durante a bienal, foi relançado o livro Niketche, uma história de poligamia, de autoria da escritora moçambicana

Brasília - "Temos medo do Brasil." Foi com um desabafo inesperado que a romancista moçambicana Paulina Chiziane chamou a atenção do público do seminário A Literatura Africana Contemporânea, que integra a programação da 1ª Bienal do Livro e da Leitura, em Brasília (DF). Ela se referia aos efeitos da presença, em Moçambique, de igrejas e templos brasileiros e de produtos culturais como as telenovelas que transmitem, na opinião dela, uma falsa imagem do país.

Leia Mais

"Para nós, moçambicanos, a imagem do Brasil é a de um país branco ou, no máximo, mestiço. O único negro brasileiro bem-sucedido que reconhecemos como tal é o Pelé. Nas telenovelas, que são as responsáveis por definir a imagem que temos do Brasil, só vemos negros como carregadores ou como empregados domésticos. No topo [da representação social] estão os brancos. Esta é a imagem que o Brasil está vendendo ao mundo", criticou a autora, destacando que essas representações contribuem para perpetuar as desigualdades raciais e sociais existentes em seu país.

"De tanto ver nas novelas o branco mandando e o negro varrendo e carregando, o moçambicano passa a ver tal situação como aparentemente normal", sustenta Paulina, apontando para a mesma organização social em seu país.

A presença de igrejas brasileiras em território moçambicano também tem impactos negativos na cultura do país, na avaliação da escritora. "Quando uma ou várias igrejas chegam e nos dizem que nossa maneira de crer não é correta, que a melhor crença é a que elas trazem, isso significa destruir uma identidade cultural. Não há o respeito às crenças locais. Na cultura africana, um curandeiro é não apenas o médico tradicional, mas também o detentor de parte da história e da cultura popular", detacou Paulina, criticando os governos dos dois países que permitem a intervenção dessas instituições.

Primeira mulher a publicar um livro em Moçambique, Paulina procura fugir de estereótipos em sua obra, principalmente, os que limitam a mulher ao papel de dependente, incapaz de pensar por si só, condicionada a apenas servir.

"Gosto muito dos poetas de meu país, mas nunca encontrei na literatura que os homens escrevem o perfil de uma mulher inteira. É sempre a boca, as pernas, um único aspecto. Nunca a sabedoria infinita que provém das mulheres", disse Paulina, lembrando que, até a colonização europeia, cabia às mulheres desempenhar a função narrativa e de transmitir o conhecimento.

"Antes do colonialismo, a arte e a literatura eram femininas. Cabia às mulheres contar as histórias e, assim, socializar as crianças. Com o sistema colonial e o emprego do sistema de educação imperial, os homens passam a aprender a escrever e a contar as histórias. Por isso mesmo, ainda hoje, em Moçambique, há poucas mulheres escritoras", disse Paulina.

"Mesmo independentes [a partir de 1975], passamos a escrever a partir da educação europeia que havíamos recebido, levando os estereótipos e preconceitos que nos foram transmitidos. A sabedoria africana propriamente dita, a que é conhecida pelas mulheres, continua excluída. Isso para não dizer que mais da metade da população moçambicana não fala português e poucos são os autores que escrevem em outras línguas moçambicanas", disse Paulina.

Durante a bienal, foi relançado o livro Niketche, uma história de poligamia, de autoria da escritora moçambicana.

 

http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/livros/noticias/novelas-passam-...

 

Erick

Do Brasil 247:

Padrinho da Delta é lobista dos bingos no Brasil

 

Padrinho da Delta é lobista dos bingos no Brasil Foto: Edição/247 Jogador contumaz, deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) é autor do projeto de lei que legaliza os bingos no País; desde 2004 ele trabalha nessa direção; ele também é um dos políticos mais próximos a Fernando Cavendish, da Delta, que é ligada ao bicheiro Carlos Cachoeira; coincidência?

17 de Abril de 2012 às 14:21

Marco Damiani _247 – Mais de uma vez o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) já foi visto em mesas de casinos nos Estados Unidos, onde costuma exercitar sua paixão pelo jogo. No Brasil, ele é o autor do projeto de lei 2944/2004 que legaliza os bingos em todo o território nacional. Desde lá, acompanha de perto a tramitação de sua iniciativa. Em 2010, ele conseguiu aprovar, com grande maioria em plenário, o regime de urgência para a votação do projeto, que só não foi a voto em razão do encerramento prematuro da sessão (acompanhe aqui toda a tramitação do projeto).

Costa Neto também é o político que, no tempo em que o PR dava as cartas no Ministério dos Transportes, ou seja, até o ano passado, desenvolveu uma sólida amizade com o empreiteiro Fernando Cavendish, dono da Delta Engenharia, e hoje uma das maiores prestadoras de serviços do PAC – Plano de Aceleração do Crescimento. Em favor dos interesses da Delta já atuou o ex-araponga Idalberto Araújo, o Dadá, preso pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, por suas ligações com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Nesse circuito de relações amistosas – Costa Neto e Cavendish já assistiram juntos até mesmo a uma final do elegante torneio de Roland Garros, em Paris, confira --, nada soa a coincidência, tudo mais parece ser interesse.

Rei do jogo do bicho em Goiás, Cachoeira sempre buscou a legalização dos bingos, como forma de poder atuar à luz do dia, sem os sobressaltos que a atividade na contravenção costuma apresentar. Enquanto uma legislação nacional patina na Câmara, apesar dos esforços em contrário de Costa Neto, Cachoeira trava no Supremo Tribunal Federal, por meio da sua Gerplan, uma longa batalha pela prevalência da legislação estadual de Goiás, estabelecida por decreto na gestão do governador Marconi Perillo, que possibilita ali a exploração legal do jogo (aqui).

No ano passado, Costa Neto procurou desarquivar o PL 2944/2004, que ao longo do tempo foi ganhando acréscimos de outros projetos. Ele recebeu como resposta da Mesa Diretora, porém, a informação de que o texto continua em tramitação. A última vez que foi visto estava na Comissão de Finanças e Tributação.

 

A íntegra da matéria aqui:

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/54362/Padrinho-da-Delta-%C3%A9-lob...

 

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"Quem sabe faz a hora, não espera acontecer", Geraldo Vandré.

Do Observatório de Imprensa:

MÍDIA E CPI DO CACHOEIRA

 

Mal-estar: Dilma, Falcão e Veja

 

Por Mauro Malin em 15/04/2012 na edição 689

 

A revista Veja enfrenta um desafio inédito em sua longa trajetória: pode ter sido usada por Carlinhos Cachoeira como recurso extremo para resolver pendências com interlocutores de negócios. A hipótese se configuraria assim: primeiro ato, oferta de propina; segundo ato: ameaça de alijamento do esquema; terceiro ato: diante de rejeição às ofensivas dos dois tipos anteriores, sedução e chantagem, queimação. Por intermédio de veículos de imprensa, entre eles, destacadamente, a Veja.

“Os grandes furos do Policarpo [Júnior, da Veja] fomos nós que demos, rapaz. (...) Limpando esse Brasil, rapaz, fazendo um bem do c. para o Brasil, essa corrupção aí. Quantos já foram, rapaz”. Diálogo de Cachoeira com o ex-agente da Abin Jairo Martins. Em tópico anterior, “O senador só não enganou a polícia”, classifiquei a frase como expressão do que seria um “orgulho cívico” delirante. Eu estava errado. Era só uma maneira de embelezar a prática de represálias.

O velho denuncismo

Na história do Brasil pós-Constituição de 1988, o grande usuário do denuncismo como arma política foi o PT, calcado no “petismo das redações”, propensão ideológica que se desvaneceu na mesma proporção em que as práticas do partido no poder – desde os esquemas de lixo e de cobrança de atrasados em prefeituras até os nove anos no Planalto – se tornaram patentes em reportagens incontrovertidas.

Na história da República há muitos episódios e outras tantas fraudes, como a das Cartas Falsas de Artur Bernardes, estopim da mobilização de jovens oficiais do Exército que ganharia o nome de tenentismo e que faria Bernardes impor o estado de sítio durante toda a duração de seu governo (1922-1926).

A Veja teve destacada participação na derrubada do presidente Fernando Collor, mas a fonte, no caso da principal matéria, foi explícita: na capa da revista, em maio de 1992, lia-se: “Pedro Collor conta tudo. O vídeo e a entrevista com os ataques do irmão do presidente”.

No sábado (14/4), Veja foi às bancas com uma matéria pífia, na defensiva, em que acusa o PT de stalinismo, hitlerismo, mussolinismo. Demonização não tem nada a ver com bom jornalismo. Ao contrário.

Falcão vs Dilma

O PT também enfrenta um desafio inédito. Em vídeo colocado na internet, o presidente do partido, Rui Falcão, diz que “a bancada do PT na Câmara e no Senado defende uma CPI para apurar esse escândalo dos autores da farsa do mensalão”. Estaria em curso uma “operação abafa” montada por “partidos políticos e veículos de comunicação para impedir que se esclareça plenamente toda a organização criminosa” de Carlinhos Cachoeira.

Quem prestou atenção nas relações da presidente Dilma Rousseff com as bancadas do PT no Congresso constatou que na Câmara, onde o PT tem maioria relativa, saiu Cândido Vaccarezza, da corrente majoritária do PT, Construindo um Novo Brasil, à qual pertencem, além de Falcão, Lula, José Dirceu, Berzoini, José Eduardo Dutra e João Paulo Cunha, e entrou Arlindo Chinaglia, do grupo Movimento PT. Segundo observadores da política petista, Dilma enfrentava uma inversão de funções: em lugar de defender os interesses políticos do Planalto na bancada aliada, o líder deposto defendia os interesses da bancada junto ao Planalto.

A investida de Rui Falcão não foi contra a imprensa, indiscriminadamente. Foi principalmente contra a Veja, embora ele não tenha pronunciado o nome da revista. Que problema isso traz para o PT? O quadro mais importante do partido na instância máxima do poder é hoje a presidente Dilma Rousseff. Dilma tem sido protegida pela Veja (e, de modo geral, tratada com extremo carinho pelos principais veículos de mídia brasileiros) desde a sua posse, e principalmente após a demissão do então chefe da Casa Civil Antônio Palocci.

“Dilma Teflon”

Atesta-o o esquecimento do nome da presidente em todo o noticiário que vincula Carlinhos Cachoeira e a Delta Construções a obras do PAC, do qual, quando chefe da Casa Civil de Lula, Dilma assumiu a maternidade, por obra e graça da peculiar retórica do então presidente. José Roberto Toledo fala em “Dilma Teflon”.

A Veja já chegou a publicar um editorial dizendo que apoiar Dilma tinha importância equivalente a apoiar o Duque de Caxias na batalha de Itororó, durante a Guerra do Paraguai, quando bradou “Sigam-me os que forem brasileiros” (o texto pode ser lido no site do Exército brasileiro).  O texto termina com a inacreditável frase “Sigam-na os que forem brasileiros”.

Mas o ponto máximo do apoio a Dilma, e da validação desse apoio pela presidente, foi estampado na capa da Veja de 28/3, que traz uma entrevista onde ela não diz nada de relevante, mas que serve para ela “aparecer bem na foto” (literalmente) e para dar visibilidade à convergência de interesses entre a revista e a presidente. Veja aqui uma imagem da capa da revista. A entrevista pode ser lida no Acervo Digital da Veja. Essa proximidade não comoveu Rui Falcão.

Dilma, por sinal, foi a primeira a reagir ao vídeo de Falcão: como tem feito infalível e meritoriamente, defendeu a plena liberdade de imprensa no país.

Briga de foice

Em coluna no Estado de S. Paulo de domingo, o chefe da sucursal brasiliense do jornal, João Bosco Rabello, dá pistas a respeito da virulência dos conflitos no PT. Calma aí, leitor, vale a pena ler:

Tiro n’água. Uma semana antes da decisão de criar a CPI do Cachoeira, a ministra Ideli Salvatti era uma das mais entusiasmadas defensoras da investigação. Numa reunião na casa de Jilmar Tatto, ela pediu a CPI alegando que nada respingaria no governo. O encontrou reuniu petistas insatisfeitos com o afastamento de Cândido Vaccarezza da liderança do governo. Dias depois, o assessor da Presidência Olavo Noleto seria flagrado nos muitos grampos da Polícia Federal.”  

Ayres Britto começa bem

A confusão intrapetista é ancorada pela iminência do julgamento do processo do mensalão no STF. O futuro presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto, deu duas boas entrevistas publicadas no domingo (15/4). Em ambas, reafirma seu propósito de ver julgado o caso do mensalão até meados de julho, para que ele não corra paralelo ao processo eleitoral, quando seis juízes do STF estarão sobrecarregados com processos que correrão no Tribunal Superior Eleitoral.

A Fernando Rodrigues, da Folha de S. Paulo, disse que, quando assumir a presidência da Corte, na quinta-feira (19/4), levará ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a proposta de que os assaltantes de cofres públicos sejam condenados a ressarci-los. “O parágrafo 5º do artigo 37 é a cereja do bolo: para quem assalta o erário, a resposta mais severa do Estado é o ressarcimento”, especificou.

É algo que está faltando. Carlinhos Cachoeira não contratou Márcio Thomaz Bastos por R$ 15 milhões? E as atividades da quadrilha de Fernando Beira-Mar, encarcerado há anos em presídio de segurança máxima, não prosseguem sem maiores embaraços?

A Felipe Recondo, do Estado, Ayres Britto declarou:

“A liberdade de imprensa, quando em plenitude, insufla, estimula na população uma curiosidade pelas coisas do poder. E é o que está havendo. Todo mundo quer saber de tudo. E tudo está vindo a lume. É uma fase que entendo como riquíssima da história do Brasil. A cultura do biombo foi excomungada. Os jornalistas estão a mil para levantar tapetes, ver se há poeira debaixo deles e saber quem foi que a colocou lá. Isso é sinal dos tempos. As coisas estão mudando”.

Mais clareza, impossível.

Quem está vazando?

Por falar em clareza, quem está vazando trechos de gravações para os mais diversos meios de comunicação? O ministro José Eduardo Martins Cardozo diz que a Pasta da Justiça não tem nada a ver com isso. Se não é o Ministério da Justiça, ao qual se subordina a Polícia Federal, autora das gravações, com autorização judicial, quem é?

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/dois_conflitos_com_tr...

 

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1077159-proximo-prefeito-de-sao-p...

17/04/2012 - 09h19

Próximo prefeito de São Paulo terá dívida de R$ 72 bilhões

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DE SÃO PAULO

Hoje na Folha O próximo prefeito de São Paulo deve assumir o cargo em 2013 com uma dívida de R$ 72,8 bilhões. A previsão está na proposta de LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) enviada na sexta-feira passada pelo Gilberto Kassab (PSD) à Câmara.

A informação é da reportagem de José Benedito da Silva publicada na edição desta terça-feira da Folha. A reportagem completa está disponível a assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

Além da dívida de quase duas vezes o Orçamento anual, o próximo prefeito também terá a receita crescendo menos do que cresceu durante a gestão de Kassab. Ele também herdará um bom número de obras iniciadas pelo atual prefeito, mas que não serão concluídas.

"O que se vislumbra no momento é um cenário frágil, exigindo da administração ainda mais prudência na gestão fiscal, financeira e patrimonial da prefeitura", afirma o prefeito no texto da LDO.

 Editoria de Arte/Folhapress 

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Bravo Nassif,

CQC no dos outros é refresco. Mas justo nesse momento, em que a imprensa tupiniquim anda à beira de um ataque de nervos?

http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2012/04/17/jornalistas-ameac...

17.04.2012 - 11:26

Jornalistas ameaçam agredir repórter do “CQC” em Brasília 358

Famoso pelas confusões que costuma arrumar com seguranças, o “CQC” inovou nesta segunda-feira ao se meter numa encrenca com repórteres do primeiro time, no Itamaraty, em Brasília.

Credenciado para acompanhar o encontro de  Hillary Clinton com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, o repórter do “CQC” Mauricio Meirelles provocou a fúria dos jornalistas ao final da entrevista, ao se levantar e oferecer uma máscara de Carnaval à secretária de Estado americano.

O encontro estava sendo transmitido ao vivo pela Globo News quando ocorreu o incidente. Meirelles já havia causado irritação ao gritar “I love you, Hillary” enquanto cinegrafistas registravam, dentro do Itamaraty, a chegada da secretária.

Hillary e Patriota, deixando o local, ouviram espantados parte da troca de ofensas entre a equipe do “CQC” e jornalistas que se sentiram prejudicados pela intervenção de Meirelles. Houve até quem gritasse: “Isto não é palhaçada! O que a imprensa do resto do mundo vai dizer do Brasil?”

Em seu Twitter, Meirelles contou: “Um dos jornalistas me chamou pra porrada e ameaçou meu produtor. Foi onde tudo começou”. Quem estava perto ouviu o repórter do “CQC” responder: “Vamos lá fora então”.

Havia cerca de 100 jornalistas presentes na entrevista. Segundo o repórter Mauricio Savarese, do UOL, Claudia Bomtempo, da Rede Globo, disse aos colegas que fez “uma reclamação formal” contra Meirelles junto à assessoria do Itamaraty.

Savarese conta que Hillary não se incomodou com a oferta da máscara de Carnaval. “Alguém pega para mim”, ela pediu, deixando o evento. Na sequência, Meirelles pegou um charuto e ofereceu à secretária de Estado. “Vingança ao Bill Clinton”, gritou o repórter do “CQC”, numa referência ao caso extraconjugal do então presidente americano com a estagiária Monica Levinsky.

Por confusões semelhantes, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) parou de credenciar repórteres do “CQC” para seus eventos em 2010.

No programa exibido na segunda-feira, o “CQC” exibiu uma intervenção de Mauricio Meirelles durante entrevista concedida por Pelé. O repórter interrompeu o evento para entregar uma camisa da seleção da Argentina ao ex-jogador.

O programa possivelmente deve fazer referência ao episódio ocorrido no Itamaraty na próxima segunda-feira.

 

Bravo Nassif,

Após suas elogiosas participações nos episódios do Pinheirinho, USP e Cracolândia, dentre outros, o garboso e heroico pelotão de choque da PM paulista será brindado com um mimo como recompensa: motos Harley-Davidson Road King Police, com o dinheiro do orgulhoso contribuinte. Uma gracinha!

Talvez o próximo passo seja a cândida aquisição de blindados usados na guerra do Iraque. Uma autêntica Divisão Panzer a arrancar sorrisos do eleitorado.

http://g1.globo.com/carros/noticia/2012/04/conheca-harley-davidson-que-s...

Conheça a Harley-Davidson que será usada pelo Batalhão de Choque de SPRoad King Classic vem de fábrica com sirene e sistema luminoso.
Saiba as diferenças desse tipo de moto para as comuns. 

Rafael Miotto Do G1, em São Paulo

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A Harley-Davidson passará a equipar o Batalhão de Choque de São Paulo com a linha Police 2012, de motocicletas destinadas a atividades militares e policiais. Além da Road King Police, que será usada no estado, a marca também importa a Electra Glide Police. Apesar de compartilharem a base com modelos da linha tradicional, estas motocicletas são construídas especificamente para exercer este trabalho, por isso são mais pesadas e contam com acessórios que o consumidor comum não pode ter: sirene, megafone e giroflex. A Harley não divulga o valor da Road King Police, mas a versão Classic, que está à venda ao público, custa a partir de R$ 56.000.

“O nosso diferencial é que a moto é pensada do zero para exercer a atividade policial. Não há adaptações, é tudo original, o que traz mais robustez ao conjunto”, explica Rodrigo Moutinho, gerente de vendas especiais da Harley-Davidson Brasil. O principal diferencial das motos policiais da marca é uma bateria extra destinada ao sistema de alerta de sirenes e luzes. “Isto evita que a bateria principal da moto descarregue e, além disso, o policial pode deixar os dispositivos funcionando mesmo com o motor da moto desligado”, acrescenta Moutinho.

 Rafael Miotto/ G1)Harley-Davidson Road King Police 2012 (Foto: Rafael Miotto/ G1)

Além dessas mudanças, em relação ao modelo original, a marca deixou a moto mais confortável, com assento mais elevado e amortecimento do banco a gás, o que permite ao policial ou ao militar ficar muitas horas em cima da motocicleta. O sistema de amortecimento também tem outra calibração e ajuste a ar -as motos comuns nem costumam ter ajuste. E, mesmo não divulgando detalhes específicos da ficha técnica, a marca afirma que as motocicletas policiais têm motor mais forte.

saiba mais

“A moto possui mais potência e torque”, diz Moutinho. Esta robustez maior, segundo a marca, também está presente nos pneus, que são reforçados e podem rodar alguns quilômetros mesmo furados. Outro artifício empregado pela fabricante é a tecnologia que desativa o cilindro traseiro da motocicleta durante longas paradas, o que ajuda na refrigeração do motor.

 Compare a Road King convencional com a versão Police:

 

Entrando em ação
Ainda não há data para as primeiras 10 Road King começarem a rodar por São Paulo, com o 2º Batalhão de Choque da Polícia Militar. Em geral, as motos desse porte são usadas para escolta. O Exército brasileiro já utiliza a Road King Police, de versão anterior. "Fizemos a escolta do presidente americano, Barack Obama, durante sua visita ao Brasil no ano passado”, lembra o capitão Fernando César Tanure. Ele é um dos batedores, nome dado aos motociclistas que fazem as este trabalho.

Segundo Tanure, é preciso ter muita habilidade para conduzir com agilidade e precisão essas motos, que podem pesar mais de 300 kg. A Road King usada pelo Exécito tem peso seco declarado de 358,8 kg. “Os iniciantes passam por 8 semanas de treinamento e nosso corpo de instrutores já foi até Milwaukee (Estados Unidos) para fazer cursos”, acrescenta Tanure.

 

 Arquivo pessoal)Militar brasileiro em treinamento nos Estados Unidos (Foto: Divulgação/Exército)

“A vantagem da moto é que ela consegue se infiltrar e chegar na frente, assim, podemos fazer os bloqueios para que as autoridades passem”, explica o Tanure. “Apesar de ser mais pesada que as motocicletas pequenas, a Road King dá visibilidade e imponência ao comboio. Algo que não ocorre com as motos menores”, completa.

O Exército possui 193 Harley-Davidson Road King na frota e esta é a mesma motocicleta utilizada por diversas policias por todo o Brasil, como os batedores da PM do Estado de São Paulo e Polícia Rodoviária Federal (PRF). Segundo a Harley-Davidson, existem mais de 1.000 motocicletas da marca norte americana realizando este tipo de atividade pelo país. A marca tem longa tradição em motos policiais no mundo inteiro e fornece seus produtos à polícia norte-americana há mais de 100 anos.

 Divulgação)Patrulhamento da Polícia Rodoviária Federal (Foto: Divulgação)

Frota brasileira
De acordo com o Exército Brasileiro, a frota atual da organização é de 699 motocicletas, entre elas, as 193 Road King Police mencionadas e os restante são motos menores, como 307 Honda e 168 Yamaha. O restante do efetivo do exército são de motos mais antiga e marcas que nem existem mais, como, por exemplo, a Agrale. Já a PRF, informa que possui 309 H-D Road King e 62 Yamaha XT 660.

"Enquanto as Harley-Davidson, mais imponentes e fortes, são utilizadas nas escoltas. As XT 660 são ideais para o patrulhamento. Com sua configuração, a Yamaha pode superar obstáculos e chegar a locais de difícil acesso", explica o inspetor Rodrigo Suman, integrante do Corpo de Motociclistas da PRF. A Polícia Rodoviária Federal é responsável, assim como o exército, pelas principais escoltas do país. "Já estamos preparando para operações como a visita do Papa, a Copa do Mundo e as Olimpíadas", informa Suman.

 Rafael Miotto/ G1)Moto da Guarda Civil Metropolitana de
São Paulo (Foto: Rafael Miotto/ G1)

Modelos mais leves
A exemplo das XT 660 utilizadas pela PRF, existem modelo menores que estão na frota de diversas policias espalhadas pelo país. Desde mais antigas como a Falcon 400, até mais modernos como a Honda XRE 300 e Yamaha Lander 250. “Nosso trabalho está focado na escolta de autoridades, equipamentos eletrônicos e armamentos”, explica Daniela Lopes Cordeiro, da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo (GCM).“O grande benefício da moto é a agilidade”, acrescenta. A GCM utiliza motos Honda Tornado em sua frota para fazer as escoltas e rondas.

Ao contrário dos modelos H-D, estas motos são adaptadas e receberam sistema de sirenes e baú traseiro. As motos de 150 a 600 cm³ são mais leves e ágeis e ideais para deslocamentos em trechos urbanos e de bastante tráfego. Além disso, o segmento trail é o mais indicado para incursões em trechos de terra e mesmo nos locais de difícil acesso nas favelas. Apesar do foco principal deste tipo de motocicleta ser o patrulhamento, também pode ser utilizada por escoltas, como no caso da GCM de São Paulo.

 

Foi no Brasil, participando nas lutas do seu povo, que me descobri como revolucionário e me tornei comunista, me transformei, na aprendizagem da breve aventura da vida, no homem que sou” - Miguel Urbano Rodrigues

 


Em vibrante artigo, o escritor e jornalista português, aos 87 anos, deixa suas impressões sobre visita recente ao Brasil. Miguel Urbano Rodrigues viveu exilado em nosso país, por dezessete anos; fez aqui uma carreira destacada de jornalista, foi editor internacional da revista Visão e editorialista principal de O Estado de S. Paulo. Há uma breve nota de despedida; “ A convicção de que não atravessarei mais o Atlântico...”. Leiam.

 


Brasil redescoberto



No novelo de contradições que é o Brasil neste início do século XXI as assimetrias sociais são um obstáculo ao avanço da luta de massas. Existem condições objectivas muito favoráveis para a condenação da política actual. Mas faltam as subjectivas.

Esforcei-me, sobretudo no diálogo fraterno com camaradas do PCB no qual militei nos anos da ditadura para acompanhar o movimento da História e da vida no Brasil contemporâneo, em vertiginoso, permanente, quase alucinante processo de transformação.

A reflexão sobre o que vi, ouvi, estudei nestas semanas reforçou paradoxalmente o meu optimismo.

No início dos anos 30 do século passado, o escritor austríaco Stefan Zweig escreveu um livro polémico, "Brasil, país do futuro". Deixara a Europa enojado com a ascensão do nazismo na Alemanha. Ao desembarcar no Rio e viajar pelo interior, a paisagem humana e física que o envolveu produziu nele um efeito estranho. Não imaginava que pudesse existir uma sociedade como aquela no quadro tropical que o fascinou.

No Brasil em acelerado processo de miscigenação anteviu uma humanidade distante, fraterna, sem guerras, na qual o racismo teria desaparecido.

Essa visão romântica, retomada pelo historiador Sérgio Buarque da Holanda com o mito do "homem cordial brasileiro", foi rapidamente desmentida. Em plena fase da industrialização, uma cruel ditadura militar de duas décadas mergulhou o Brasil numa atmosfera de violência. Ali, como em qualquer outro país, no homo sapiens o apelo da barbárie coexistia com a capacidade de realizar prodigiosas conquistas civilizacionais.

A previsão de Zweig foi desacreditada pelo andamento da História. Os crimes da ditadura coincidiram com um aprofundamento da dominação imperialista e da desigualdade social. O fosso entre a miséria e a riqueza ampliou-se além do imaginável. O Brasil tornou-se um país de párias e milionários.

Em 1957, quando desembarquei em São Paulo, a cidade tinha 2,3 milhões de habitantes e uma única favela; ao regressar a Portugal em 1974, após um exílio de 17 anos, a área metropolitana da gigantesca megalopolis ultrapassara já os 10 milhões e um gigantesco cinturão de miséria alastrava pela periferia. Hoje são 18 milhões.

Finda a ditadura, ao revisitar São Paulo em 88, não foi fácil ambientar-me. O conflito entre a modernidade e o arcaísmo ampliara-se extraordinariamente. Recordei que Levy Strauss definira o Brasil como a terra da "decadência do inacabado", impressionado pelo ritmo das transformações capitalistas marcadas pela dicotomia construçao-desconstruçao. O novo ali envelhece vertiginosamente sem estar terminado.

A vida ofereceu-me a possibilidade de voltar ao Brasil com muita frequência no último quarto de século. Ali sinto-me brasileiro, ali deixei filhos e netos, na tradição da diáspora portuguesa.

Foi no Brasil, participando nas lutas do seu povo, que me descobri como revolucionário e me tornei comunista, me transformei, na aprendizagem da breve aventura da vida, no homem que sou.

O distanciamento físico, a partir do 25 de Abril, não afectou o amor pela terra e aqueles que a povoam.

Mas a mutação da vida nas grandes cidades brasileiras, nas selvas, sertões e cerrados do país é tão profunda e vertiginosa que em cada regresso sinto com força o choque do novo, do inesperado.

Voltei agora. A convicção de que não atravessarei mais o Atlântico terá contribuído para que sensações, imagens e ideias entrassem em mim ora em desarrumada invasão, ora reabrindo na memória alamedas que a poeira do tempo fechara. Joyce e Proust foram meus companheiros em três semanas de um reencontro com amigos e camaradas que se movem em cidades que, revisitadas, me tocam como seres vivos em diálogos imaginários.

Uma ausência, para mim longa, de quatro anos, imprimiu a estes dias brasileiros a marca de um tempo de revelações, porque o contacto com o real tido por íntimo era recebido e arquivado como novo.

Caminhando por São Paulo, ao levar a minha companheira a bairros e lugares que eu não via há décadas, senti-me muitas vezes numa cidade desconhecida. Aquilo era simultaneamente, repito, íntimo e novo.

MEGALÓPOLIS ALUCINATÓRIA

Por São Paulo circulam hoje 7 milhões de carros e camiões. A cada semana milhares de veículos novos aparecem nas ruas saídos das fábricas das grandes transnacionais do automóvel instaladas no país. O Brasil é actualmente o quinto produtor mundial de carros, com três milhões de unidades por ano.

Os táxis são caríssimos, os restaurantes também. O preço dos apartamentos de qualidade é três a quatro vezes superior ao de Portugal.

Um abismo separa na pirâmide salarial os de cima dos de baixo. O salário mínimo é inferior ao português, mas os parlamentares e os professores universitários de topo – dois exemplos – têm vencimentos muitíssimo superiores. Os banqueiros e gestores das grandes empresas também ganham muito mais.

O tráfego em São Paulo envolve a cidade numa atmosfera angustiante. O quotidiano é marcado pela imprevisibilidade de engarrafamentos monstruosos. Em algumas avenidas, os corredores reservados aos transportes públicos geraram esperanças ilusórias. Os rodízios também não resolveram os problemas de um trânsito infernal até porque muitas famílias têm três e quatro carros para fintar a proibição de circular em determinados dias. A dificuldade para estacionar, inclusive nos parques, é inimaginável para os estrangeiros, porque a dimensão do desafio supera muito a das grandes cidades europeias e norte-americanas.

O gigantesco caos de São Paulo, diferente do que modela o quotidiano das megalópolis africanas e asiáticas, assusta o forasteiro. A sensação de quem chega é a de que aquilo não pode continuar como está e que viver ali é um pesadelo.

Mas os bairros ricos de São Paulo superam pela modernidade e luxo, no Jardim Europa, no Jardim América, no Pacaembú, no Morumbi, o que no género conheço de Caracas, do México, de Nova Iorque e Paris. Porque a grande burguesia paulista, ao invés das europeias, gosta de exibir ostensivamente a sua prosperidade insolente, ao lado da miséria degradante que a envolve.

Mas, passados dias, o forasteiro repensa, medita nas contradições, hesita, tenta compreender e principia a assimilar o lado invisível da vida. É tocado pelo feitiço brasileiro.

Os absurdos perturbam. Na grande cidade, nos espaços verdes, há mais aves do que nas europeias. A violência, filha da desigualdade, indigna e intimida, mas as pessoas, nas ruas, nas lojas, nos transportes, são amáveis, cordiais. O desconhecido, ao contrário do habitual na Europa, surge, logo no primeiro contacto, com o perfil de um amigo potencial.

Em São Paulo como no Rio, a alegria de viver, mesmo nos bairros degradados, em favelas imundas, paira na atmosfera, brota dos sorrisos, dos gestos. Por mais sombrias que sejam as perspectivas do amanhã, o paulista, como o carioca, enxerga luz no fundo do túnel, cultiva o humor, o futuro próximo é para ele marcado pela esperança e não pelo medo.

O debate de ideias é não apenas efervescente, mas criador. Isso acontece no Teatro, no Cinema, na Pintura, na Arquitectura, na Literatura, nas Ciências Sociais.

CONTRADIÇÕES

No Rio, a cintura de praias, num cenário paradisíaco, deslumbra, é uma festa para os sentidos.

Mas à beira do Atlântico, quase subindo das areias, encastoadas em morros verdes, crescem como cogumelos gigantescas favelas misérrimas que exibem o rosto de uma desigualdade social afrontosa da condição humana.

Os media internacionais dedicaram milhares de palavras à ocupação pelo exército e pela polícia militar de algumas das favelas mais famosas para erradicar o crime organizado e o tráfico de droga. Houve quem acreditasse que essas operações tinham assinalado o fim de uma era. Engano. Muitos bandidos regressaram, o tráfico persiste com a cumplicidade dos militares.

O crime está enraizado no submundo das favelas, povoadas de gente boa, a dois passos dos esplendores de Copacabana e da Tijuca.

O governo de Dilma Roussef repete incansável, que a desigualdade social está a diminuir rapidamente no Brasil. Mente. Na estratificação de classes as clivagens são muito mais acentuadas do que na Europa. E aprofundaram-se nos últimos anos.

O estamento superior da classe média toma como modelo os EUA. Na sede de modernidade, na maneira de vestir, no estilo de vida, nos lazeres.

Na juventude com acesso ao ensino superior a obtenção de um diploma confere status, mas a maioria da classe média alta manifesta um interesse mínimo pela compreensão dos grandes problemas do país e da humanidade. Julga-se culta, mas está distanciada da cultura nas suas múltiplas vertentes.

Numa ronda pela noite paulista impressionou-me na Vila Madalena a transformação da área que eu conhecera há um quarto de século como bairro em que predominavam modestas casas de uma pequena burguesia anémica.

Agora exibe o rosto de um Soho brasileiro, um Greenwich Village paulista. Em bares, cafés e restaurantes, em galerias de arte onde transparece o bom gosto, desde a fachada à decoração, convive alegremente uma juventude para mim desconhecida.

Certamente é heterogénea. Mas, a avaliar pelo bairro e o que sobre ele li, o interesse da brilhante Vila Madalena pela transformação humanizada da sociedade brasileira será escasso, para não dizer nulo.

Não era possível, com o ruído do ambiente, formar sequer uma ideia do rumo das conversas. Porventura a crise de civilização que a humanidade enfrenta seria assunto em algumas mesas?

Consciente de que pertenço a outro mundo, senti que Marx, redivivo, se por ali passasse, concluiria que o conceito de alienação, por ele definido, mantém plena actualidade.

A LUTA DO MST

Tive a oportunidade retomar contacto com o Movimento dos Sem Terra.

Falei durante horas, num convívio familiar, com João Pedro Stedile e outros dirigentes do MST. Duas palestras sobre a conjuntura internacional, uma na Escola Florestan Fernandes, em Guararema, São Paulo, outra em Santa Tereza, no Rio de Janeiro, permitiram-me durante os debates avaliar a qualidade de quadros de diferentes Estados que demonstraram um nível de informação elevado sobre a crise global do capitalismo e disponibilidade para lutar contra o sistema de opressão imperial.

A consciência de classe nos militantes do MST é uma exigência das duras condições em que o Movimento luta pela Reforma Agrária. Sem ela não teria sobrevivido.

Mais de quatro milhões de camponeses têm fome de terra num país onde o latifúndio é responsável pela existência de dezenas de milhões de hectares de terras improdutivas.

Lula comprometeu-se no programa da campanha que o levou à Presidência em 2002 a levar adiante a Reforma Agrária. Mas logo esqueceu a promessa.

O latifúndio mais insolente e desumano do mundo permanece no Brasil como ofensa aos excluídos do campo. No Norte há empresas cujas fazendas têm a dimensão da Bélgica.

A destruição da floresta amazónica, pulmão da humanidade, prossegue com a cumplicidade dos governos do PT. No Estado de Rondónia a mata virgem quase desapareceu, devastada pelos plantadores de soja e os criadores de gado. No Mato Grosso, em municípios com o de Barra do Graças – duas vezes maior do que Portugal – a situação é similar. Há meio século, quando ali estive, era um paraíso verde; hoje a desertificação avança em amplas áreas da bacia do Rio das Mortes e do Araguaia.

O MST cresceu amparado pelas comunidades de base ideadas pela Teologia da Libertação.

A confiança que os seus líderes depositavam nos sentimentos cristãos de Lula era ilusória. Em 2011,apenas 22.021 famílias obtiveram lotes em assentamentos, o que representou 51% dos conquistados em 1995 no governo de Fernando Henrique Cardoso. O recuo acentuou-se com a chegada de Dilma Roussef à Presidência (menos 61% do que os lotes atribuídos em 2003, na época de Lula).

Diferentemente de Fernando Henrique, Lula e Dilma não desencadearam a repressão contra o MST. Mas ela prossegue através dos governos estaduais, de juízes e autarcas corruptos, aliados aos terratenentes.

A organização dos assentamentos assumiu facetas de epopeia nas vertentes social, económica e politica. O MST criou um movimento de massas com bases sociais em todo o país, instalou escolas, forma quadros, criou inclusive uma universidade popular.

Mas o avanço torrencial do agro-negócio, da agro-industria, estimulado pelos governos do PT, paralisou – é a palavra – a Reforma Agrária. O número de assentamentos caiu muito nos últimos anos. Sem ajuda oficial, hostilizado pelo grande capital e pela maioria dos partidos do sistema, o MST bate-se com a tenacidade dos gregos antigos cantados por Homero.

Uma das suas frentes de batalha é agora a luta contra o Código Florestal, aprovado pelo Congresso sob pressão dos grandes senhores do latifúndio. O MST, como milhões de brasileiros, exige que a Presidente Dilma Roussef vete esse diploma monstruoso que, a ser promulgado, reforçaria privilégios do latifúndio e deixaria as portas abertas para a destruição do que resta da mata amazónica.

O OUTRO BRASIL

Uma imagem distorcida da política de Lula corre mundo.

Com um estilo e um discurso diferentes, ele deu continuidade à política neoliberal de Fernando Henrique. É uma inverdade – repito – que a desigualdade social tenha diminuído durante os seus dois mandatos. Com as suas medidas assistencialistas reduziu a pobreza e a miséria, o que lhe garantiu uma enorme popularidade entre os excluídos. Mas o fosso entre os de cima e os de baixo não diminuiu, é hoje mais profundo. A estratégia neodesenvolvimentista de Lula e da sua sucessora, ao engavetar o programa social-democrata, favoreceu o grande capital e as transnacionais. Contou e conta com o apoio do imperialismo, não obstante alguns aspectos positivos da politica exterior.

O prestígio de Lula entre aquilo a que Marx chamou o lupemproletariado tem funcionado internamente como um anestésico. Dificulta extraordinariamente a luta contra a exploração de que os trabalhadores são vítimas. Lula foi um sindicalista corajoso que desafiou a ditadura, contribuindo para lhe apressar o fim. No poder neutralizou a combatividade do movimento sindical e passou a utilizá-lo como instrumento passivo da sua política. O controlo da principal Central Sindical, a CUT, é hoje uma arma que o PT utiliza bem, favorecido pelo baixo nível de consciência social da maioria dos trabalhadores, sobretudo no Nordeste e no Norte.

No novelo de contradições que é o Brasil neste início do século XXI as assimetrias sociais são um obstáculo ao avanço da luta de massas. Existem condições objectivas muito favoráveis para a condenação da política actual. Mas faltam as subjectivas.

À passividade dos excluídos soma-se a alienação da esmagadora maioria da pequena burguesia, sobretudo dos estamentos preocupados apenas a com a sua ascensão social.

Neste panorama confuso, os desafios enfrentados pelas forças revolucionários assumem extrema complexidade.

No Brasil surgiu uma intelligentsia brilhante. Das suas grandes universidades – a de São Paulo e a Unicamp, de Campinas figuram na lista das melhores do mundo – saíram nas últimas décadas sociólogos, economistas, historiadores e cientistas políticos que pelo valor e criatividade das suas obras conquistaram prestígio mundial.

No campo específico da política, a diversidade de formações ideológicas traduziu-se em discursos por vezes antagónicos e de assimilação difícil o que, semeando a confusão, sobretudo após o tsunami que implantou o capitalismo na Rússia, não contribuiu para a mobilização das massas contra o sistema.

Comunista, foi sobretudo no diálogo fraterno com camaradas do PCB no qual militei nos anos da ditadura que me esforcei para acompanhar o movimento da História e da vida no Brasil contemporâneo, em vertiginoso, permanente, quase alucinante processo de transformação.

A reflexão sobre o que vi, ouvi, estudei nestas semanas reforçou paradoxalmente o meu optimismo.

Aproveitei um fim-de-semana para rever Paraty, uma cidade colonial, no litoral fluminense, que não lembra qualquer outra por mim conhecida.

Ali era embarcado para Lisboa o ouro que descia em tropas de muares das serranias das Minas Gerais.

Caminhando sobre lajes musgosas em ruelas belíssimas entre casarões do século XVIII, com o pensamento navegando do passado ao presente e no sentido inverso, a meditação sobre as pontes que ligam o tempo morto ao tempo vivo fez-me subir à memória o polémico livro de Stefan Zweig. A Historia, creio, vai transformar em realidade a previsão que lhe valeu uma chuva de críticas. Antevejo o Brasil como um país que anuncia dramaticamente a humanidade futura.

Vila Nova de Gaia/ Abril/2012

O original encontra-se em http://www.odiario.info/?p=2447



 

Almeida

jn plagiou a Veja para
criar a CPI do Dirceu

 



 


Há um ano na Veja, a "manchete" de ontem do Jornal Nacional. A mesma história, o mesmo objetivo: usar José Dirceu para atingir o alvo: Lula

 

 

 

Saiu no Tijolaço, de Fernando Brito:

 

A água velha das fontes contaminadas

 


A “reportagem” de ontem do Jornal Nacional e manchete em vários jornais, curiosamente, já tinha sido matéria publicada há um ano.

 


Aliás, pela Veja.

 


Inclusive, com a transcrição literal do áudio levado ao ar pelo JN, onde o empresário Fernando Cavendish fala, jocosamente, sobre a corrupção dos políticos – aliás, grande novidade… – pelas empreiteiras.

 


O Jornal Nacional usa, porém, como fonte o blog do jornalista Mino Pedrosa, ex-assessor de Carlinhos Cachoeira.

 


Pedrosa foi acusado, na CPI da Assembleia do Rio de Janeiro (veja o documento, página 238) sobre o caso Waldomiro Diniz, de praticar extorsão contra o ex-diretor de loterias, em nome de Carlinhos Cachoeira.

 


Mais um fato: a fita é descrita como tendo sido gravada em uma reunião com diretores da empresa.

 


Portanto, não faz parte dos grampos telefônicos legais produzidos na Operação Monte Carlo.

 


Quem e com que fim se fez esta gravação, então?

 


A narrativa sobre as cisrcusntâncias da gravação sugere que possa ter sido Carlos Pacheco, o homem de Cachoeira nas gravações da PF.

 


Para que, para chantagear o empresário, como parece evidente? Quais são os crimes que ele tem escondidos?

 


Cavendish, certamente, é um que tem muitas explicações a dar na CPI, mas não as dará se persistirem os movimentos para criar empecilhos à instalação da investigação.

 


Porque foi esta a finalidade de se buscar água velha em fontes tão contaminadas.

 


A Globo não é de achar algo num blog e levar para o JN.

 


O objetivo, claro, foi o de dizer: devagar com a CPI.

 


Usando, como se diz no jargão jornalístico, um “gancho” para envolver o ex-ministro José Dirceu na história.

 


Porque Dirceu, assumiu de público, há um ano atrás, que prestou consultoria para a Delta, mum trabalho de quatro meses, pelo qual foram cobrados R$ 20 mil.

 


Era preciso, fosse lá como fosse, empurrar Dirceu – e portanto a Lula – para este escândalo novo.

 


Era, esta água servida, a forma de colocar José Dirceu no palanque eletrônico da Globo, e desviar as atenções para o período Lula.

 


É isso o que se busca.

 


Esta é uma história exibida com sinais contrários.

 


Denunciam-se pressões sobre o STF para pressionar o STF.

 


Fala-se em corrupção para encobrir corruptos.

 


Diz-se que a esquerda tem medo da CPI para ocultar o medo de que se exponha à luz os esquemas espúrios pelos quais a direita fabrica escândalos.

 

A resposta a isso só pode ser uma: abra-se tudo, investigue-se tudo, sem seletividade ou dirigismo.

 


Quem estiver devendo, que pague, seja oposição, empresário ou governista.

 


Mas não vamos deixar que nos vendam peixe velho como novo.

 


Até porque fede.

 

Sucessor de Kassab terá dívida de R$ 72 bi

Receita anual será de quase a metade (R$ 38,9 bi) e deverá crescer menos do que na atual gestão, segundo a LDO

Documento entregue pelo prefeito à Câmara também mostra que futura gestão terá de terminar várias obras

JOSÉ BENEDITO DA SILVA
DE SÃO PAULO

O próximo prefeito de São Paulo deve assumir o cargo em 2013 com uma dívida de R$ 72,8 bilhões -quase duas vezes o Orçamento anual- e uma receita crescendo menos do que cresceu durante a gestão de Gilberto Kassab (PSD).

Também herdará um bom número de obras iniciadas pelo atual prefeito, mas que não serão concluídas, apesar de algumas serem compromissos da Agenda 2012, o plano de metas deste mandato.

As previsões estão na proposta de LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para 2013 enviada na sexta-feira passada por Kassab à Câmara. O documento servirá de base para o Orçamento de 2013.

A receita chegará a R$ 38,9 bilhões em 2013, um aumento de 8,7% em relação à prevista para este ano. O crescimento fica muito abaixo da média de 13,5% na expansão da arrecadação verificada entre 2006 (quando Kassab assumiu a prefeitura) e 2011.

Pior: a projeção da LDO aponta que o aumento da receita será ainda menor em 2014 (6,4%) e 2015 (6,7%).

A questão, diz a prefeitura, é macroeconômica: as previsões de mais inflação, queda do consumo, redução da produção industrial e expansão menor da economia afetam a estimativa de receita.

"O que se vislumbra no momento é um cenário frágil, exigindo da administração ainda mais prudência na gestão fiscal, financeira e patrimonial da prefeitura", afirma o prefeito no texto da LDO.

Kassab se beneficiou do bom desempenho da economia em parte do governo Lula, como em 2010, quando a arrecadação municipal teve o aumento recorde de 20,6%.

Sobre a dívida, a gestão tenta acordo com o governo federal para mudar o indexador -o IGP-DI, mais alto que outros índices- e reduzir a taxa de juros, de 9% ao ano.

Quando Kassab assumiu, a dívida era de R$ 33,3 bilhões. Apesar do montante atual, com ele a dívida cresceu menos que a receita: enquanto a primeira aumentou 118%, a segunda evoluiu 158%. A Folha tentou ouvir o secretário de Planejamento, Rubens Chammas, mas ele não concedeu entrevista.

 

Protógenes Queiroz pede apoio através do abaixo-assinado

 

A CPI do Cachoeira vem aí!

 

Chegou a hora de sabermos a verdade dos mais de 1.000 áudios de negociatas e roubalheira na República. A velha mídia do Partido da Imprensa Golpista -PIG- e os corruptos envolvidos com o contraventor de Goiás estão com medo da minha participação na CPI, requerida por mim originalmente.

 

Conto com seu apoio: assine e compartilhe a petição abaixo e faça a sua parte. Vamos juntos lutar contra a corrupção!

 

Protógenes Queiroz

 

---

 

Segue o link para o abaixo-assinado:

 

Brasil, abril de 2012. 



Ao 
Excelentíssimo 
Senhor Deputado Federal Marcos Maia 
MD. Presidente da Câmara dos Deputados 
BRASÍLIA – DF 


Senhor Presidente, 


Os cidadãos e cidadãs brasileiros que subscrevem este documento, vem à público, solicitar a permanência do excelentíssimo Deputado Federal Delegado Protógenes Queiroz como presidente da “CPI DO CACHOEIRA”, tendo em vista os relevantes serviços prestados por esse exemplar parlamentar à nação brasileira como Delegado da Polícia Federal. 


Os signatários


http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N23400

 

 

A água velha das fontes contaminadas. 

Há um ano na Veja, a "manchete" de ontem do Jornal Nacional. A mesma história, o mesmo objetivo: usar José Dirceu para atingir o alvo: Lula

A “reportagem” de ontem do Jornal Nacional e manchete em vários jornais, curiosamente, já tinha sido publicada, há um ano.

Aliás, pela Veja.

Inclusive, com a transcrição literal do áudio levado ao ar pelo JN, onde o empresário Fernando Cavendish fala, jocosamente, sobre a corrupção dos políticos – aliás, grande novidade… – pelas empreiteiras.

Jornal Nacional usa, porém, como fonte o blog do jornalista Mino Pedrosa, ex-assessor de Carlinhos Cachoeira.

Pedrosa foi acusado, na CPI da Assembleia do Rio de Janeiro (veja o documento, página 238) sobre o caso Waldomiro Diniz, de praticar extorsão contra o ex-diretor de loterias, em nome de Carlinhos Cachoeira.

Mais um fato: a fita é descrita como tendo sido gravada em uma reunião com diretores da empresa.

Portanto, não faz parte dos grampos telefônicos legais produzidos na Operação Monte Carlo.

Quem e com que fim se fez esta gravação, então?

A narrativa sobre as cisrcusntâncias da gravação sugerem que possa ter sido Carlos Pacheco, o homem de Cachoeira nas gravações da PF.

Para que, para chantagear o empresário, como parece evidente? Quais são os crimes que ele tem escondidos?

Cavendish, certamente, é um que tem muitas explicações a dar na CPI, mas não as dará se persistirem os movimentos para criar empecilhos à instalação da investigação.

Porque foi esta a finalidade de se buscar água velha em fontes tão contaminadas.

A Globo não é de achar algo num blog e levar para o JN.

O objetivo, claro, foi o de dizer: devagar com a CPI.

Usando, como se diz no jargão jornalístico, um “gancho” para envolver o ex-ministro José Dirceu na história.

Porque Dirceu, assumiu de público, há um ano atrás, que prestou consultoria para a Delta, mum trabalho de quatro meses, pelo qual foram cobrados R$ 20 mil.

Era preciso, fosse lá como fosse, empurrar Dirceu – e portanto a Lula – para este escândalo novo.

Era, esta água servida, a forma de colocar José Dirceu no palanque eletrônico da Globo, e desviar as atenções para o período Lula.

É isso o que se busca.

Esta é uma história exibida com sinais contrários.

Denunciam-se pressões sobre o STF para pressionar o STF.

Fala-se em corrupção para encobrir corruptos.

Diz-se que a esquerda tem medo da CPI para ocultar o medo de que se exponha à luz os esquemas espúrios pelos quais a direita fabrica escândalos.
A resposta a isso só pode ser uma: abra-se tudo, investigue-se tudo, sem seletividade ou dirigismo.

Quem estiver devendo, que pague, seja oposição, empresário ou governista.

Mas não vamos deixar que nos vendam peixe velho como novo.

Até porque fede.

http://www.tijolaco.com/


 

17/04/201206h00

Governo de São Paulo entrega imóveis "alagados", sem Habite-se e com riscos aos moradores

Guilherme Balza

Do UOL, em São Paulo

“Foi um sonho, que está virando pesadelo. Estamos muito desanimados”. O desabafo da dona de casa Luciana Ferreira do Nascimento, 36, resume o sentimento dos moradores do conjunto habitacional Brasilândia B34, no Jaraguá, zona norte de São Paulo, entregues pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo) a 140 famílias em janeiro do ano passado.

Com pouco mais de um ano, os prédios acumulam vários problemas: rachaduras em colunas, infiltrações, falhas nos encanamentos que alagam os apartamentos, muros de arrimo que podem desabar a qualquer momento, barrancos completamente desprotegidos bem ao lado dos prédios, fiações expostas, falta de iluminação em áreas comuns, entre outros.

Ver em tamanho maiorDefeitos em prédios da CDHU em SPFoto 2 de 28 - Um problema no encanamento de um dos prédios do conjunto da CDHU Brasilândia B34, na zona norte de São Paulo, inaugurado há pouco mais de um ano, impede que a água utilizada pelas máquinas de lavar dos apartamentos escoe para o encanamento geral da rua. Resultado: a água acumulada volta pelo ralo da área de serviço de um dos apartamentos, alagando o imóvel Leandro Moraes/UOLEm nota, a CDHU afirmou que são usados materiais de boa qualidade na construção dos prédios e que tomará providências para resolver os defeitos que apareceram nos imóveis.

Os moradores do condomínio Brasilândia B34 viviam em favelas da região, que, segundo a Prefeitura de São Paulo, estavam em áreas de risco. Cada apartamento custa R$ 67 mil e foram financiados em 300 parcelas mensais --ou cerca de 25 anos. Caso deixe de pagar três parcelas consecutivas, o morador perde o imóvel.

LEIA MAIS
Defeitos atingem unidades da CDHU em todo o Estado de São Paulo
CDHU nega uso de material de má qualidade em casas populares e diz que corrigirá defeitos
Apesar de novos, os blocos estão com a tinta gasta, pintura descascando e vários remendos de massa corrida, o que lhes dá aparência mais velha. Nenhum dos prédios têm o Habite-se, documento pelo qual a prefeitura atesta que a construção está em acordo com a legislação e, portanto, pode ser habitada sem riscos aos moradores.

A reportagem do UOL visitou dois residenciais --o Brasilândia B34 e o Pari A1/A2-- acompanhada do engenheiro urbanista Vagner Landi, que analisou a parte interna e externa das edificações.

Apartamento alaga sozinho
A moradora Fernanda Pereira, 25, que vive com o marido, paga R$ 93 de mensalidade pelo imóvel. Desde que mudou para o conjunto, não teve sossego: um problema no encanamento do prédio impede que a água utilizada pelas máquinas de lavar dos apartamentos que estão acima do seu escoe para o encanamento geral da rua. Resultado: a água acumulada volta pelo ralo da área de serviço do seu apartamento, alagando o imóvel.

SAIBA MAIS SOBRE OS
IMÓVEIS DA CDHU
Quem tem direito?
Os imóveis da CDHU são destinados a famílias com renda entre um e dez salários mínimos; 80% dos mutuários da CDHU possuem renda familiar de até três salários mínimos.

Quanto custa?
Os custos dos imóveis e as condições de pagamento dependem do programa adotado no atendimento às famílias e da localização do empreendimento.

Como é o financiamento?
Na maioria dos programas, o prazo de financiamento habitacional é de 300 meses, com prestações subsidiadas pelo governo do Estado e calculadas de acordo com a renda. Famílias com renda de até três salários, por exemplo, pagam 15% dos rendimentos de prestação.

Como conseguir?
As famílias são beneficiadas por meio de sorteio público ou são atendidos grupos alvos previamente definidos, como moradores de áreas de risco, favelas e cortiços. No caso do sorteio, quando há oferta de empreendimento no município, é publicado edital de abertura de inscrição.

Qual o tamanho?
Os imóveis da CDHU não seguem tamanhos padronizados. Na cidade São Paulo, a legislação limita o tamanho de habitações de interesse social a 50 m² de área construída. Em 2011, foi aprovada lei que permite o incremento de, no máximo, 30%. As unidades têm de um a três quartos, dependendo do tamanho da família.

“Fico o dia inteiro tirando água do apartamento. Tive que deixar um emprego porque a casa não podia ficar vazia”, reclama. Ela e o marido retiraram todos os móveis do apartamento, depois que perderam sofá e colchão. Segundo Fernanda, o problema existe desde que mudou-se, mas se agravou nos últimos meses. No apartamento que fica abaixo do de Fernanda, as falhas no encanamento causam goteiras, que provocaram a queda de parte do teto da lavanderia.

A síndica geral do condomínio, Anara Costa, 51, diz que tentou desentupir o cano mais de uma vez, mas que o problema, aparentemente, é na própria tubulação. Para o engenheiro, a falha é resultado de um “erro de projeto ou de construção da tubulação”. Landi notou também que os canos de água e esgoto são muito estreitos para a quantidade de apartamentos dos prédios.

“Tragédia anunciada”
Em frente de cada prédio do Brasilândia B34, há barrancos de, em média, cinco metros de altura, sustentados na base por muros de arrimo. No topo de cada barranco também há uma mureta de contenção. No ano passado, uma das muretas desmoronou, mas, por sorte, ninguém ficou ferido. Em seguida, a construtora enviou operários para realizar reparos.

Um engenheiro enviado pela CDHU para analisar o local em novembro constatou uma série de defeitos na obra que provocaram a queda, entre os quais “falta de compactação do aterro e de muros de arrimo adequados, que provocam rupturas no maciço da terra e abertura de trincas no concreto, por onde a água entra e encharca o solo.”

No laudo encaminhado à CDHU, o engenheiro diz que a “integridade física dos moradores está ameaçada” e cobrou providências para evitar o que chamou de “tragédia anunciada”. Ele criticou, ainda, as obras de reparo feitas após a queda do muro, que, segundo ele, consistiam em tirar a mureta de proteção e cobrir o local com sacos plásticos.

Já neste ano, nova s obras de reparo foram realizadas, mas os moradores continuam ameaçados. Segundo o engenheiro Vagner Landi, rachaduras nas colunas que sustentam as muretas de proteção indicam que novos desabamentos vão ocorrer. Além disso, os muros de arrimo que seguram o barranco estão cedendo e também podem desabar.

“Para resolver o problema tem que fazer talude, cortar o barranco em um ângulo de 45º e colocar grama para segurar a terra. Isso é regra básica de engenharia”, afirma. Segundo a síndica geral, sempre que chove desce lama dos barrancos para a entrada dos prédios. “O barranco vem junto. Fica tudo alagado.”

Telhas ameaçam crianças
Em dois blocos do condomínio, as telhas dos prédios estão completamente soltas, colocando em risco a vida das crianças que brincam nos playgrounds, que ficam exatamente abaixo das telhas soltas. Por todo o conjunto há fiações elétricas expostas. À noite, segundo os moradores, as áreas comuns do condomínio ficam totalmente às escuras, por não haver iluminação nos postes.

Em um apartamento no quarto andar do bloco C, uma rachadura de dois metros se estende do chão ao teto por uma coluna. “Rachadura em coluna é grave. Pode ser infiltração e chegar até as ferragens”, afirma Vagner Landi.

DECLARAÇÃO E DEMISSÃO
A gente conhece o nível de educação [dos moradores]... O pessoal veio da favela. Não está acostumado a viver em casa

Milton Vieira de Souza Leite, ex-diretor regional da CDHU, ao comentar defeitos em casas recém-inauguradas em Ribeirão Preto (SP), em janeiro; ele pedou demissão após a declaraçãoPara completar, os moradores ainda não têm as plantas (métrica, hidráulica e elétrica) dos imóveis e, até agora, as famílias não puderam instalar linhas telefônicas, em decorrência de falhas na construção, segundo aponta laudo da Telefônica.

Problemas também no Pari
A 13 km do Brasilândia B34, os moradores do conjunto Pari A1 e A2, inaugurados em maio de 2010, enfrentam problemas parecidos. Os apartamentos custam R$ 50 mil cada e também foram financiados por 25 anos --nesse caso, o governo pagou subsídio de R$ 20 mil a cada família. Segundo o síndico do prédio, Josemar Mota Salles, dos 160 apartamentos, 120 têm algum problema.

A moradora Maria Conceição Gomes, 53, enfrenta no seu apartamento o mesmo problema do apartamento de Fernanda, do conjunto Brasilândia B34: seu apartamento alaga todos os dias, desde que ela se mudou, em julho de 2010. Da mesma maneira que no imóvel de Fernanda, a água de outros apartamentos invade a casa de Maria pelo ralo da área de serviço.

“Faz dois anos que vivo assim. Já entrei em contato com a CDHU por 25 vezes, mas nada mudou”, reclama. O engenheiro Vagner Landi afirma que o problema é “fácil de resolver”. “Nos dois conjuntos tem que fazer a mesma coisa: abrir a parede no primeiro e segundo andar e verificar o que está acontecendo com o encanamento.”

Natural de Itabuna, na Bahia, Maria se mudou para São Paulo aos nove anos. Desde então, morou em um cortiço --como muitos moradores do residencial-- no Belenzinho. Ela abriu mão de uma disputa judicial de usucapião, na qual podia conquistar a propriedade de sua casa no cortiço, para ir ao prédio.

Imóveis incompletos
Os moradores do conjunto no Pari receberam os imóveis sem azulejos nas paredes do banheiro e da cozinha e sem pisos. Eles afirmam também que as esquadrias das janelas vieram enferrujadas. O manual do proprietário, elaborado pela própria CDHU, diz que é obrigação da empresa entregar o imóvel com pisos, azulejos, pintura, janelas, entre outros, em perfeitas condições.

A ausência de piso e azulejos provoca infiltrações e buracos nos tetos dos apartamentos, já que, com o tempo, a água acaba penetrando no concreto.

Em vários apartamentos há registro de goteiras no teto, que provocam manchas escuras na pintura. É o caso do imóvel da dona de casa Irineia da Silva, 27. “Sempre que chove, forma goteira. Já protocolei documentos na CDHU avisando, mas eles dizem que isso é uma ‘mancha estética’ que não oferece riscos.”

Segundo os moradores, falhas na rede elétrica impedem que as áreas comuns dos cinco primeiros andares de cada prédio tenham iluminação. “Já trocamos as lâmpadas várias vezes, mas elas não duram nem uma semana”, afirma a auxiliar de produção Doriane de Aguiar, 37, que é proprietária de um apartamento no qual parte do forro do teto da lavanderia caiu por problemas de infiltração.

Garagem sem entrada e saída
De todos os problemas, o mais curioso está no subsolo: o prédio tem uma garagem ampla, que está pronta, mas não pode ser utilizada porque não há qualquer acesso para carros. Os residentes e visitantes são obrigados a deixar seus carros na rua Canindé, onde é proibido estacionar durante o dia.

Sem uso, a garagem virou local de desova de objetos roubados e de lixo trazido por pessoas de fora do condomínio. Isso porque o muro que separa o prédio do conjunto vizinho, que fica praticamente aberto para a rua, é baixo, permitindo o acesso de pessoas de fora.

HABITAÇÃO X SEGURANÇA
R$ 1,6 bilhãoé o que o governo de São Paulo gastou com habitação em 2011

R$ 12,2 bilhõesvalor gasto com segurança pública no mesmo período
Por conta disso, o sindico diz que extintores, hidrantes e outros equipamentos do prédio são constantemente furtados, deixando a maioria dos andares desprotegidos de incêndios. “É muito fácil entrar aqui. Temos muitos problemas de vandalismo e roubo”, lamenta o síndico.

Segundo contrato, os imóveis têm garantia de cinco anos após a entrada dos moradores. Nesse período, problemas na construção dos apartamentos devem ser reparados pelas construtoras contratadas pela CDHU que executaram as obras.

Na avaliação do engenheiro Vagner Landi, tanto no residencial Brasilândia B34, quanto no Pari A1/A2, o governo entregou imóveis “sem condições de higiene e habitabilidade”. “Usaram materiais de péssima qualidade. A parte hidráulica e elétrica foi mal executada. Esses problemas não são culpa dos moradores”, afirmou.

 

A Argentina contra o capitalismo espanhol

 

Do El Pais

Kirchner extiende su amenaza a otros grupos como “telefónicas o bancos”El negocio de las empresas españolas en Argentina abarca numerosos sectores 

 

 

 

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La expropiación de YPF puede ser solo el comienzo de una pesadilla para las empresas españolas. La presidenta de Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, en su anuncio de la nacionalización ha lanzado un aviso a las empresas extranjeras con intereses en el país, como “las telefónicas o bancos”, sobre l “necesidad” de que reinviertan en Argentina.

Tras hablar sobre Aerolíneas Argentinas y su desaparición, la presidenta pasó a comentar otros sectores en los que España tiene inversiones en Argentina. "Tengamos claro que las empresas que están aquí, aun cuando sus accionistas son de fuera, son empresas Argentinas", comenzó. Se refirió a "las telefónicas, alguna de ellas es española y nos sometió a un apagón recientemente y espero que el ministerio actúe pronto en consecuencia…", lanzó, en clara referencia a Movistar. "Y también bancos extranjeros… En fin, no tenemos problemas de rentabilidad, pero sí para que reinviertan en el país para seguir acompañando el crecimiento del país", zanjó Fernández.

La internacionalización de las empresas españolas que se inició en Latinoamérica y Buenos Aires fue uno de los primeros puertos de atraque para las entonces incipientes multinacionales. En los últimos años el peso de Argentina en los resultados de los grupos cotizados ha perdido terreno en favor de otras economías de la región (Brasil, México y Chile, principalmente), pero todavía sigue aportando recursos a sus cuentas. Con los datos del ejercicio 2011 esta es la exposición a Argentina de las principales compañías españolas.

- Repsol: YPF proporciona a la petrolera española el 17,42% de los ingresos de explotación (11.105 millones de euros) y el 25,61% del beneficio bruto (1.231 millones). El pasado año el país sudamericano recibió la mayor cuantía de las inversiones de Repsol (2.182 millones, el 33% del total). Los argentinos en nómina de Repsol son 15.119 personas, el 32%, y suponen la segunda nacionalidad de la plantilla tras los españoles.

- Telefónica: Kirchner, sin referirse explícitamente a la operadora española, ha mandado un mensaje a Telefónica al recordar el “apagón” al que algunas empresas “nos han sometido recientemente”. El pasado 2 de abril una avería en los sistemas de la filial argentina de Telefónica afectó a 16 millones de usuarios del servicio de telefonía móvil y a una porción menor de telefonía fija. Tras el apagón, el Gobierno argentino señaló que estudia imponer la “máxima” multa posible contra Movistar, que indicó su intención de resarcir a sus clientes en el país por el apagón.

Telefónica de Argentina tiene licencias que le permiten prestar servicios de telefonía fija, móvil e Internet. Estas licencias no expiran, pero como reconoce la operadora en su informe anual “pueden ser canceladas por el SECOM [secretaria de comunicaciones] como consecuencia de incumplimiento de los términos de las licencias”.

Telefónica tiene en Argentina 21,9 millones de clientes, principalmente de telefonía móvil (15,9 millones de usuarios) donde disfruta de una cuota de mercado del 29,8%. El importe neto de la cifra de negocios de la división en este país el pasado año fue de 3.174 millones, mientras el beneficio bruto de explotación (Oibda) alcanzó 1.085 millones. El capex (inversión) de Telefónica en Argentina durante 2011 se situó en 449 millones.

- Banco Santander: Santander Río es el primer banco privado del país con 358 oficinas, 2,5 millones de clientes particulares y 6.777 empleados. En 2011 la filial logró un margen bruto de 926 millones, un margen neto de 472 millones y un beneficio de 287 millones. Argentina contribuye con el 3% al beneficio atribuido del Grupo Santander.

- BBVA: La entidad controla el 76% del capital de BBVA Banco Francés. En 2011 la división argentina logró un margen neto de 315 millones y un beneficio atribuido de 157 millones, cantidad que representa en 5,2% de las ganancias totales del grupo. La plantilla del BBVA en Argentina es de 4.844 empleados, el 4,4% del total de los trabajadores de la entidad.

- Endesa: El negocio de generación y transporte de electricidad de la filial argentina de Endesa obtuvo un beneficio bruto de explotación (Ebitda) de 118 millones de euros en 2011. Además, a partir del mes de abril del pasado año las dos líneas de interconexión entre Brasil y Argentina comenzaron a recibir una remuneración regulada, lo que le permitió obtener un Ebitda de 127 millones de euros. Por su parte, en el negocio de distribución tuvo pérdidas operativas de 23 millones ya que los mayores costes fijos como consecuencia del repunte inflacionista en el país no pudieron ser repercutidos en la tarifa aplicada a los clientes.

- Gas Natural: El negocio de distribución de gas en Latinoamérica proporcionó a la empresa un Ebitda de 621 millones de euros en 2011. Brasil, Colombia y México son los principales mercados de Gas Natural en la región y Argentina solo aportó 27 millones al Ebitda del grupo.

- Mapfre: Argentina es el cuarto mercado en importancia de Latinoamérica para la aseguradora. En 2011 aportó en primas 457 millones (el 2,33% del total) y 18 millones al resultado bruto de Mapfre.

- DIA: El grupo de distribución facturó por valor de 11.123 millones de euros. Sus principales mercados son España, Portugal y Brasil. Argentina ocupa el cuarto lugar, aunque en 2011 fue el que más creció, y aporta el 7,8% de las ventas a la cadena (868 millones). DIA abrió 47 cuenta con 495 tiendas en el país.

- Prosegur: La compañía de seguridad logró unos ingresos de 500 millones de euros (el 17,7% de las ventas totales) en 2011 en lo que denomina Área Argentina, que incluye también a Paraguay y Uruguay.

- Codere: Codere Argentina es el mayor operador de salas de bingo de la provincia de Buenos Aires, con un total de 14 salas en funcionamiento y más de 5.000 máquinas recreativas instaladas. El país sudamericano es el que más aporta a los ingresos y Ebitda del grupo con 553 millones y 165 millones, respectivamente.

- NH Hoteles: A 31 de diciembre pasado el grupo hotelero tenía abiertos 13 hoteles (11 en propiedad y dos bajo gestión) en Argentina con un total de 2.049 habitaciones.

 

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/54290/Kassab-deixar%C3%A1-d%C3%ADvida-de-R$-72-bi-como-heran%C3%A7a.htm

Kassab deixará dívida de R$ 72 bi como herançaKassab deixará dívida de R$ 72 bi como herança Foto: Rahel Patrasso/Folhapress Sucessor também ficará com lista de obras inacabadas, como o anel de Guarapiranga, o prolongamento da Radial Leste e a duplicação da estrada do M' Boi Mirim

17 de Abril de 2012 às 07:17

Colunista

Pra não deixar de falar em Obama

Hélio Doyle

247 – Gilberto Kassab, que deu seu apoio ao pré-candidato à Prefeitura de São Paulo José Serra, do PSDB, deixará para seu sucessor uma dívida de R$ 72 bilhões - quase duas vezes o Orçamento anual. Além disso, o novo prefeito da capital herdará uma série de obras previstas em compromissos da Agenda 2012, mas que não serão entregues a tempo. Entre as construções inacabadas estão piscinões, hospitais, o anel de Guarapiranga, o prolongamento da Radial Leste e a duplicação da estrada do M' Boi Mirim. M belo desafio para o próximo gestor da cidade de São Paulo.

Leia na matéria da Folha:

O próximo prefeito de São Paulo deve assumir o cargo em 2013 com uma dívida de R$ 72,8 bilhões -quase duas vezes o Orçamento anual- e uma receita crescendo menos do que cresceu durante a gestão de Gilberto Kassab (PSD).

Também herdará um bom número de obras iniciadas pelo atual prefeito, mas que não serão concluídas, apesar de algumas serem compromissos da Agenda 2012, o plano de metas deste mandato.

As previsões estão na proposta de LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para 2013 enviada na sexta-feira passada por Kassab à Câmara. O documento servirá de base para o Orçamento de 2013.

A receita chegará a R$ 38,9 bilhões em 2013, um aumento de 8,7% em relação à prevista para este ano. O crescimento fica muito abaixo da média de 13,5% na expansão da arrecadação verificada entre 2006 (quando Kassab assumiu a prefeitura) e 2011.

Pior: a projeção da LDO aponta que o aumento da receita será ainda menor em 2014 (6,4%) e 2015 (6,7%).

A questão, diz a prefeitura, é macroeconômica: as previsões de mais inflação, queda do consumo, redução da produção industrial e expansão menor da economia afetam a estimativa de receita.

"O que se vislumbra no momento é um cenário frágil, exigindo da administração ainda mais prudência na gestão fiscal, financeira e patrimonial da prefeitura", afirma o prefeito no texto da LDO.

Kassab se beneficiou do bom desempenho da economia em parte do governo Lula, como em 2010, quando a arrecadação municipal teve o aumento recorde de 20,6%.

Sobre a dívida, a gestão tenta acordo com o governo federal para mudar o indexador -o IGP-DI, mais alto que outros índices- e reduzir a taxa de juros, de 9% ao ano.

Quando Kassab assumiu, a dívida era de R$ 33,3 bilhões. Apesar do montante atual, com ele a dívida cresceu menos que a receita: enquanto a primeira aumentou 118%, a segunda evoluiu 158%. A Folha tentou ouvir o secretário de Planejamento, Rubens Chammas, mas ele não concedeu entrevista.

HERANÇA

A LDO também confirma a previsão de que parte das obras iniciadas por Kassab será concluída pelo sucessor.

Entre elas estão obras de drenagem (como piscinões) e três novos hospitais. Também constam da lista intervenções viárias de grande porte, como o anel de Guarapiranga, o prolongamento da Radial Leste e a duplicação da estrada do M' Boi Mirim.

 

@DanielQuireza

Reforma agrária de qualidade


Autor(es): Nico GrazianoO Estado de S. Paulo - 17/04/2012  

 

O Brasil realizou a maior reforma agrária do mundo. Poucos, entretanto, acreditam nesse feito. Tal percepção negativa é influenciada pelo discurso que valoriza a quantidade em detrimento da qualidade dos assentamentos rurais. Idealismo irresponsável.

De 1994 a 2011, mostra com exatidão o Incra, foram assentadas no País 1.176.813 famílias, distribuídas numa área de 88 milhões de hectares. Para aquilatar a grandeza dos números basta citar que existem em São Paulo 227 mil estabelecimentos agropecuários (IBGE, 2006), explorando 16,7 milhões de hectares. Conclusão: a reforma agrária brasileira já é cinco vezes maior que a agricultura paulista.

Os processos históricos de reforma agrária foram distintos nos vários países, impedindo precisas comparações. Stalin expropriou as terras dos czares russos e coletivizou a agricultura ao custo de 6 milhões de mortes. O México perdeu 1 milhão de vidas na época revolucionária de Zapata, dividindo posteriormente 70 milhões de hectares para os ejidos cooperativos. Finda a 2.ª Guerra Mundial, em 1946 os norte-americanos tomaram as posses feudais japonesas e as dividiram em lotes de um hectare para os camponeses. Minifúndios.

Com territórios pequenos, Cuba, Chile, Peru, Bolívia promoveram reformas cujas dimensões ficam muito aquém da brasileira. A área distribuída nos assentamentos rurais do Brasil excede a própria área cultivada do País, de 70 milhões de hectares (excluindo pastagens). A França explora 30 milhões de hectares.

Se houvesse um ranking mundial da reforma agrária, o Brasil certamente o lideraria. Na dimensão. Porque na eficácia ocuparia os derradeiros lugares. Aqui mora o problema. A qualidade dos assentamentos rurais configura um fracasso na política pública. Fora as exceções de praxe, verdadeiras favelas rurais se espalharam pelo País.

Uma criteriosa pesquisa realizada pelo Incra (2010) coletou informações básicas sobre modo de vida, produção e renda das famílias assentadas. Questionários foram respondidos por uma amostra de 16.153 beneficiários, envolvendo 1.164 projetos de reforma agrária. Só 32,6% das moradias contam com iluminação elétrica regular, em 57% dos lotes as estradas de acesso são péssimas ou ruins, a saúde pública mal chega a 56% das famílias. Na média.

Números são chatos, mas necessários às vezes para convencer incrédulos. O drama das famílias assentadas começa cedo: 38% delas jamais receberam o apoio inicial para soerguer sua existência na roça. Despejadas no lote sonhado, viraram-se por conta própria. A assistência técnica (fomento) chegou apenas a um quarto dos assentados; metade deles nunca viu financiamento do Pronaf e, dos que receberam empréstimos, 38% estão inadimplentes no Banco do Brasil.

O relaxo, ou incapacidade, do governo em amparar os novos produtores, aliado à inaptidão da maioria das famílias assentadas, se reflete nos rendimentos. No Ceará 70% dos assentados auferem uma renda total mensal que não ultrapassa dois salários mínimos. Com um agravante: 44% do ganho familiar advém dos benefícios sociais do governo. Tragédia rural nordestina.

Sim, é verdade, a qualidade de vida dos assentados melhorou, quando se compara antes e depois do assentamento. Após anos de tutela do Estado, só faltava ter piorado sua existência material. Mas vejam os dados da pobreza agrária: apenas em 63% dos lares existe televisão, só em 45% deles se bate bolo no liquidificador, a 30% não chegou fogão a gás. Singelo lar, distante da cidade, longe dos amigos.

Nada, entretanto, mais surpreende o estudioso que descobrir o buraco negro da reforma agrária: ninguém sabe qual a produção agropecuária oriunda dos assentamentos. Por incrível que pareça, inexiste estatística agregada sobre o volume de grãos, das frutas ou dos rebanhos capaz de determinar sua contribuição à safra agrícola nacional. Parece mentira.

Existem bons trabalhos, notadamente realizados pelas universidades, enfocando casos específicos, às vezes generalizando estimativas. Faltam dados governamentais, de campo, que permitam avaliar o resultado produtivo da reforma agrária. Análise de custo/benefício nunca foi o forte do agrarismo populista, como se o simples acesso à terra fosse um passaporte para a felicidade eterna.

Tornar os assentamentos rurais viáveis ganhou destaque no discurso de Dilma Rousseff ao empossar recentemente o gaúcho Pepe Vargas no Ministério do Desenvolvimento Agrário, em substituição ao baiano Afonso Florence. Disse a presidente, com todas as letras, que "reforma agrária não é só distribuição de terra, mas garantia das condições de desenvolvimento para as populações que acessem essas terras". Foi mais longe: "De nada adianta distribuição de terra com permanência das populações rurais na extrema pobreza". Recado certo.

A troca do titular da pasta que comanda o Incra ocorreu em meio às críticas sobre o baixo desempenho nos assentamentos em 2011. Apenas 22 mil famílias receberam um quinhão da reforma agrária, o menor número dos últimos 16 anos. Na ótica da quantidade, péssimo. Na visão da qualidade, porém, o ministro demitido saiu injustiçado. Assentar pouco pode ser virtude, não defeito.

Mais que girar a rosca sem-fim importa garantir qualidade produtiva à reforma agrária. Deveria haver uma norma - lei da responsabilidade agrária - que obrigasse o poder público a emancipar os projetos antigos antes de iniciar os novos. Consolidado o assentamento, com moradia decente, transporte regular, assistência técnica, integração produtiva, os recém-"com-terra" seriam titulados.

Escritura na mão, alforria no campo.

 

Oswaldo Alves

Outros alvos

Autor: José Paulo Kupfer

O Estado de S. Paulo - 17/04/2012  

 

O governo voltou a se valer dos bancos públicos para tentar animar a produção. Repete o movimento bem-sucedido levado a efeito em 2008-2009, auge da primeira etapa da crise econômica global que ainda segue seu curso. Mas, agora, há outros objetivos na mira de Brasília, além de estimular a demanda e a concessão de crédito.

No epicentro do cataclismo deflagrado pela quebra do banco Lehman Brothers, o que se impunha era driblar o colapso que interrompeu os fluxos financeiros globais. Com isso, pretendia-se evitar que o ciclo do crédito também estancasse no mercado doméstico, a partir da paralisia, mais por medo do que por contágio, dos bancos privados.

Agora a aplicação da mesma estratégia parece apontar mais na direção do aproveitamento da oportunidade aberta pelo corte na taxa básica de juros para forçar os bancos privados a reduzir os spreads. Não se trata mais, como em 2008-2009, de ocupar um lugar deixado vago pelo setor privado. Trata-se de uma tentativa de aumentar a concorrência num mercado altamente concentrado.

O caráter do problema que se propõe agora resolver é diferente. O cerne da questão localiza-se no mundo microeconômico das estruturas de mercado. Em resumo, o que está em jogo é a concorrência - melhor dizendo, a falta dela - no mercado bancário. É isso o que determina os odiados spreads.

A história do mercado brasileiro, como é a de qualquer mercado bancário, é uma história de concentração. No Brasil, isso é verdade sobretudo nas últimas cinco décadas, quando se tornou irreversível o processo de urbanização - na esteira da qual avançou a industrialização. Aquisições ou fusões, muito mais do que crescimento orgânico, são a marca dessa evolução.

Com o Plano Real e o fim da hiperinflação - que dissolveu, quase instantaneamente, as receitas com o floating garantido pelos depósitos não remunerados -, esse movimento se acentuou ainda mais. De 1997 para cá, sem contar pequenos negócios ou compra de carteiras isoladas, ocorreram 35 operações de fusões e aquisições de bancos, que reduziram o número total de instituições, nos dias atuais, a menos de 130.

Muito mais do que o número relativamente baixo de estabelecimentos, chama a atenção o fato de que apenas seis deles - Banco do Brasil, Itaú-Unibanco, Bradesco, Caixa, Santander e HSBC - respondiam, há dez anos, por 62% dos depósitos e 48% dos empréstimos. Chama mais ainda a atenção que, hoje, respondam por mais de 80% dos depósitos e 77% dos empréstimos.

Até os caixas eletrônicos sabem o que tal concentração significa para quem depende ou se arrisca a buscar financiamento. Não é por outra razão que há forte rejeição aos bancos. Nem mesmo os bancos parecem discordar disso. Um deles, depois incorporado por um outro, não faz muito tempo, vangloriava-se de ser "um banco que nem parece banco".

Não seria necessário recorrer a estudos econométricos, embora eles existam, para saber que os spreads bancários são também função da concentração de mercado. E que só uma ação de governo poderá abrir espaços para estimular mais competição.

Uma ação indutora, como a determinação de que os bancos públicos operem taxas e prazos mais agressivos, pode ter algum impacto positivo, mas será insuficiente, pois esbarra no limite da capacidade de comprimir margens dos bancos oficiais - sem esquecer que metade do mercado já é ocupada por eles. Até mesmo um bate-boca com os bancos, como esse a que se lançaram a presidente Dilma e seu ministro Mantega, pode ter lá algum efeito. Se, no entanto, pretende, verdadeiramente, ir além da colheita de pontos nas pesquisas de popularidade, o governo - e isso inclui o Banco Central - terá de acionar outras armas. Alvos interligados: competição e transparência.

A concentração de mercado, que reduz a competição, é também a mãe da falta de transparência nas relações entre bancos e clientes. Muitas medidas já foram adotadas no esforço de abrir a caixa-preta das tarifas, das taxas de administração, dos índices de carregamento. Só que, como certas vacinas, quase nada pegou. Tentar mais e mais é obrigação do governo para com seus governados.

Para reduzir os spreads, os bancos pedem, entre outros benefícios, reduções de impostos e dos compulsórios. Não há garantia alguma, dada a ausência de competição verdadeira no mercado, que eventuais isenções não serão simplesmente aplicadas no aumento das margens operacionais. Por que, então, não atendê-los, desde que a cada unidade de corte de tributos ou nos depósitos compulsórios corresponda uma dada unidade de corte nos spreads? Quem sabe não esteja na hora de também formular uma espécie de "regime automotivo" para bancos.

 

Oswaldo Alves

Maluf pode apoiar a candidatura de Serra, mas impõe a ele uma condição: seja honesto, não minta.

Da coluna Poder Online / IG.

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Maluf coloca como condição para apoiar Serra que o tucano permaneça os quatro anos no mandato se eleito

 

No encontro que terá com José Serra (PSDB), Paulo Maluf (PP) pretende deixar claro que um dos pontos de honra para fechar uma coligação entre seus partidos é a permanência do tucano no cargo até o fim do mandato, se for eleito.

 

– Isso é ponto de honra para qualquer um (que o Maluf vá apoiar). O Maluf sempre deu o exemplo, sempre ficou no mandato pelos quatros anos. Então ele acha que deve haver esse compromisso – disse Jesse Ribeiro, secretário-geral do PP em São Paulo.

 

Maluf também apresentará algumas demandas para Serra relacionadas a obras na cidade.

 

Um delas é a respeito da interligação da Avenida Jornalista Roberto Marinho com a Rodovia dos Imigrantes.

 

Da Ansa

CELSO AMORIM ENCONTRARÁ HOMÓLOGO ARGENTINO EM BRASÍLIA

 

BUENOS AIRES, 16 ABR (ANSA) - Os ministros de Defesa da Argentina, Arturo Puricelli, e do Brasil , Celso Amorim, irão se reunir amanhã em Brasília a fim de discutir a agenda bilateral, informaram autoridades de Buenos Aires.
   
Puricelli e Amorim manterão um encontro de agenda aberta e as duas delegações participarão de uma reunião de trabalho para debater "temas de interesse mútuo", acrescentou o Ministério de Defesa argentino, por meio de um comunicado oficial.
   
A comitiva argentina ainda irá visitar uma fábrica da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) e o Centro Tecnológico Aeroespacial, na cidade de São José dos Campos durante a visita.
   
O ministro argentino virá ao Brasil acompanhado de uma delegação formada, entre outros funcionários, pelo chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, o general Jorge Chevalier. (ANSA)
16/04/2012 11:35

 

Dá pra confiar nessa turma?

O capitalismo vive do roubo e da mentira, o resto são discursos e migalhas.

16/4/2012 15h28

Brasil nega mais recursos sem avanço em reforma do FMI

Reuters

BRASÍLIA, 16 Abr (Reuters) - O Brasil não injetará mais recursos no Fundo Monetário Internacional (FMI) enquanto não houver sinais de avanço nas reformas da instituição, que poderiam aumentar a participação de países emergentes no processo de decisões, disse nesta segunda-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O G20 -grupo das 20 principais economias do mundo- reúne-se nesta semana na véspera da reunião semestral do FMI e do Banco Mundial para discutir a possibilidade de um aporte extra de 400 bilhões a 500 bilhões de dólares.

Mantega, porém, antecipou a discussão e jogou um balde de água fria nas intenções do restante do grupo. "Não vamos colocar mais recursos (no FMI) para beneficiar os países avançados caso não haja comprometimento para levar adiante as reformas já decididas", afirmou o ministro em entrevista coletiva. "(O FMI) dá sinais de que não vai cumprir a agenda que nós aprovamos", acrescentou.

A crítica de Mantega ao andamento das reformas no Fundo foi feita quando ele anunciou o apoio do governo brasileiro à ministra das Finanças da Nigéria, Ngozi Okonjo-Iweala, na disputa pelo comando do Banco Mundial (Bird, na sigla em inglês). Uma hora depois, no entanto, o conselho da instituição global de fomento anunciou a escolha do coreano-americano Jim Yong Kim, indicado ao posto pelos Estados Unidos.

Mantega afirmou que o principal obstáculo às reformas do FMI é a oposição de países europeus que estão mergulhados em turbulência econômica. "Sinto reticência dos países europeus. Eles querem o dinheiro mas não querem levar avante as reformas", disse.

O ministro sustentou que, como os europeus estão no epicentro da crise financeira, eles mesmos deveriam se antecipar e anunciar um aumento do aporte de recursos no Fundo Monetário Internacional. No ano passado, discutiu-se a possibilidade de um aporte extra de 600 bilhões de dólares no FMI para ajudar a combater a crise nos países ricos que sofrem com a desconfiança acerca da sustentabilidade de suas dívidas soberanas.

O montante discutido hoje está em cerca de 400 bilhões de dólares, podendo chegar a 500 bilhões de dólares, conforme mostrou a Reuters na última sexta-feira. O aporte de recursos no FMI deve ser um dos temas a ser discutido na reunião semestral da instituição e do Banco Mundial no final desta semana.

O governo brasileiro já fez um aporte de 14 bilhões de dólares para aumentar a participação societária na instituição. O problema é que até agora esses recursos não foram revertidos em aumento de cota.

BANCO MUNDIAL

Pouco antes de o Banco Mundial escolher o candidato dos EUA à presidência, Mantega explicou que o governo decidiu apoiar a candidata nigeriana por falta de comprometimento do coreano-americano em ampliar espaços dos emergentes na instituição. "Queremos participação efetiva e influenciar nas decisões. Como vai atuar, para quem vai emprestar dinheiro, como vai combater a pobreza."

Apesar de o cargo ter ficado com um candidato indicado pelos Estados Unidos -mantendo a tradição de a instituição ser comandada por um cidadão norte-americano desde sua criação, depois da Segunda Guerra Mundial-, essa foi a primeira eleição que não teve unanimidade.

"Os candidatos receberam apoio de diversos países-membros, o que reflete o alto calibre dos candidatos", minimizou o Banco ao anunciar a decisão do conselho.

Kim assumirá o posto em 1o de janeiro para um mandato de 5 anos.

(Reportagem de Tiago Pariz e Luciana Otoni)

 

Bom artigo do Wladimir Safatle sobre a necessidade de uma repactuação salarial no Brasil, a melhor forma de fazê-la e as condições necessárias para implementá-la.

Os limites do lulismo

Há alguns anos, o cientista político André Singer cunhou o termo "lulismo" para dar conta do modelo político-econômico implementado no Brasil desde o início do século 21.

Baseado em uma dinâmica de aumento do poder aquisitivo das camadas mais baixas da população por meio do aumento real do salário mínimo, de programas de transferência de renda e de facilidades de crédito para consumo, o lulismo conseguiu criar o fenômeno da "nova classe média".

No plano político, esse aumento do poder aquisitivo da base da pirâmide social foi realizado apoiando-se na constituição de grandes alianças ideologicamente heteróclitas, sob a promessa de que todos ganhariam com os dividendos eleitorais da ascensão social de parcelas expressivas da população.

O resultado foi uma política de baixa capacidade de reforma estrutural e de perpetuação dos impasses políticos do presidencialismo de coalizão brasileiro.

No entanto é bem possível que estejamos no momento de compreensão dos limites do modelo gestado no governo anterior. O aumento exponencial do endividamento das famílias demonstra como elas, atualmente, não têm renda suficiente para dar conta das novas exigências que a ascensão social coloca na mesa.

É fato que o país precisa de uma nova repactuação salarial. As remunerações são, em média, radicalmente baixas e corroídas por gastos que poderiam ser bancados pelo Estado. Por isso, é possível dizer que a próxima etapa do desenvolvimento nacional passe pela recuperação dos salários.

A melhor maneira de fazer isso é por meio de uma certa ação do Estado. Uma família que recebe R$ 3.500 mensais gasta praticamente um terço de sua renda só com educação privada e planos de saúde. Normalmente, tais serviços são de baixa qualidade. Caso fossem fornecidos pelo Estado, tais famílias teriam um ganho de renda que isenção alguma de imposto seria capaz de proporcionar.

Entretanto a universalização de uma escola pública de qualidade e de um serviço de saúde que realmente funcione não pode ser feita sob a dinâmica do lulismo, pois ela exige investimentos estatais só possíveis pela taxação pesada sobre fortunas, lucros bancários e renda da classe alta. Ou seja, isso exige um aumento de impostos sobre aqueles que vivem de maneira nababesca e que têm lucros milionários no sistema financeiro.

Algo dessa natureza exige, por sua vez, uma mobilização política que está fora do quadro de consensos do lulismo.Porém a força política que poderia pressionar essa nova dinâmica ainda não existe no Brasil. Ela pede uma esquerda que não tenha medo de dizer seu nome.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/37524-os-limites-do-lulismo.shtml

 

 

http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2012/04/17/lider-do-pt-no-senado-diz-que-associar-a-cpi-com-o-mensalao-e-erro-brutal-uma-estupidez/

da entrevista do walter pinheiro no uol:

 fazendo exatamente o que eles impõe ao publico

 

"- Parece inevitável que, nessa CPI, dois governadores sejam investigados. O PT sempre menciona o tucano Marconi Perillo, de Goiás, e não fala do petista Agnelo Queiroz, do DF. Não acha que estão tapando o Sol com a peneira? 

Quando começaram a aparecer as menções ao Agnelo, nós já tinhamos definido mais ou menos esse roteiro para cobrar, além da punição do Demóstenes, a apuração de tudo. Então, é impossível dizer agora que a apuração deve ser parcial. A gente não pode fazer isso. Não pode e não deve. Não defendo isso."

 

A vida é curta demais para se beber cerveja barata!!

A folha é contra a corrupção no pt, no psdb não!!!

 Frede69

O desafio brasileiro

 

O desafio brasileiro Foto: Divulgação Programa do governo federal, Ciência sem Fronteiras, quer levar mais de 100 mil pesquisadores para estudar fora do país. Momento é de oportunidades

16 do 04 de 2012 às 10:08

Luciana Rebouças_Bahia 247

Um programa que tem como objetivo desenvolver a pesquisa nacional através da capacitação dos estudantes brasileiros. Com esse foco, é consenso entre especialistas que o programa, Ciência Sem Fronteiras, é um dos maiores passos que o governo deu nos últimos anos. O investimento é de R$ 3,2 bilhões e a meta é distribuir 101.000 bolsas de estudos até 2015.

Sem dúvida é uma oportunidade única. Os estudantes saem do Brasil, para estudar por um ano em uma universidade estrangeira, com tudo pago, desde a escola até a acomodação e ganham U$$ 1 mil para comprar um computador. Para ter uma ideia da importância e do atraso do Brasil neste ponto, hoje há 9 mil estudantes brasileiros nos EUA, enquanto há 70 mil estudantes da Coreia do Sul, 100 mil da Índia e 160 mil da China.

Só participam da seleção estudantes de Ciências Exatas – engenharias, computação, matemática – e Biológicas – medicina, biologia -, áreas consideradas como profundamente deficientes na qualificação dos profissionais brasileiros. Essa escolha é feita considerando o desempenho acadêmico e as participações do estudante em prêmios e pesquisas.

Deficiência

Porém, um problema já reforça o grau de deficiência dos profissionais brasileiros. Dentre os 7 mil alunos inscritos para o programa, na fase de graduação, apenas 2 mil preenchiam os requisitos técnicos. Uma reportagem da revista Exame, desta quinzena, mostra que cerca de 25% deste quadro foi barrado pelo baixo nível de inglês. Para resolver mais este empecilho, o governo vai oferecer um curso de dois meses para os estudantes que ficarem abaixo no quesito da fluência em um segundo idioma.

Esforço

O programa é comparado a um esforço do governo na década de 70, quando se conseguiu multiplicar o número de estudantes brasileiros estudando no exterior por 20. No inicio da década, havia 70 estudantes fora do país; em 1978, esse número chegou há 1.200. O esforço teria sido fundamental para fundar empresas como a Embraer, hoje uma das maiores fabricantes de aviões do mundo.

Inscrições

As inscrições para o programa de graduação, por exemplo, vão até o dia 30 de abril. Caso esteja interessado, confira mais informações no site do programa: www.cienciasemfronteiras.gov.br

http://www.bahia247.com.br/pt/bahia247/outros/7735/O-desafio-brasileiro.htm

 

A nota de Marco Maia sobre a CPI do Cachoeira

Por que a Veja é contra a CPMI do Cachoeira?

Tendo em vista a publicação, na edição desta semana, de mais uma matéria opinativa por parte da revista Veja do Grupo Abril, desferindo um novo ataque desrespeitoso e grosseiro contra minha pessoa, sinto-me no dever de prestar os esclarecimentos a seguir em respeito aos cidadãos brasileiros, em especial aos leitores da referida revista e aos meus eleitores:

- a decisão de instalação de uma CPMI, reunindo Senado e Câmara Federal, resultou do entendimento quase unânime por parte do conjunto de partidos políticos com representação no Congresso Nacional sobre a necessidade de investigar as denúncias que se tornaram públicas, envolvendo as relações entre o contraventor conhecido como Carlinhos Cachoeira com integrantes dos setores público e privado, entre eles a imprensa;

- não é verdadeira, portanto, a tese que a referida matéria tenta construir (de forma arrogante e totalitária) de que esta CPMI seja um ato que vise tão somente confundir a opinião pública no momento em que o judiciário prepara-se para julgar as responsabilidades de diversos políticos citados no processo conhecido como “Mensalão”;

- também não é verdadeira a tese, que a revista Veja tenta construir (também de forma totalitária), de que esta CPMI tem como um dos objetivos realizar uma caça a jornalistas que tenham realizado denúncias contra este ou aquele partido ou pessoa. Mas posso assegurar que haverá, sim, investigações sobre as graves denúncias de que o contraventor Carlinhos Cachoeira abastecia jornalistas e veículos de imprensa com informações obtidas a partir de um esquema clandestino de arapongagem;

- vale lembrar que, há pouco tempo, um importante jornal inglês foi obrigado a fechar as portas por denúncias menos graves do que estas. Isto sem falar na defesa que a matéria da Veja faz da cartilha fascista de que os fins justificam os meios ao defender o uso de meios espúrios para alcançar seus objetivos;

- afinal, por que a revista Veja é tão crítica em relação à instalação desta CPMI? Por que a Veja ataca esta CPMI? Por que a Veja, há duas semanas, não publicou uma linha sequer sobre as denúncias que envolviam até então somente o senador Demóstenes Torres, quando todos (destaco “todos”) os demais veículos da imprensa buscavam desvendar as denúncias? Por que não investigar possíveis desvios de conduta da imprensa? Vai mal a Veja!;

- o que mais surpreende é o fato de que, em nenhum momento nas minhas declarações durante a última semana, falei especificamente sobre a revista, apontei envolvidos, ou mesmo emiti juízo de valor sobre o que é certo ou errado no comportamento da imprensa ou de qualquer envolvido no esquema. Ao contrário, apenas afirmei a necessidade de investigar tudo o que diz respeito às relações criminosas apontadas pelas Operações Monte Carlo e Vegas;

- não é a primeira vez que a revista Veja realiza matérias, aparentemente jornalísticas, mas com cunho opinativo, exagerando nos adjetivos a mim, sem sequer, como manda qualquer manual de jornalismo, ouvir as partes, o que não aconteceu em relação à minha pessoa (confesso que não entendo o porquê), demonstrando o emprego de métodos pouco jornalísticos, o que não colabora com a consolidação da democracia que tanto depende do uso responsável da liberdade de imprensa.

http://www.viomundo.com.br/politica/a-nota-de-marco-maia-sobre-a-cpi-do-...

 

Cuba Denunciou Roubo de Fundos Congelados em os EUA

Ao final de 2011 totalizou 245 milhões de dólares o valor dos fundos cubanos congelados pelos EUA, alguns dos quais desapareceram nos últimos anos devido às apropriações repetidas.

  As apreensões incluem dinheiro e bens pertencentes a cidadãos cubanos residentes no país e fora dele, além de para os nacionais de outros estados e empresas cubanas e estrangeiras, devido às leis do bloqueio econômico imposto pelos EUA, denunciou um artigo no journal Granma.

Entre os ativos congelados existem propriedades e contas bancárias do Estado, entidades e indivíduos em Cuba, transferências para Cuba por parte de instituições estrangeiras e propriedades, indivíduos e prêmios em dinheiro obtidos pelos cidadãos cubanos em competições ou eventos desportivos internacionais.

Segundo o texto, o início desse tipo de ação ocorreu em 8 de julho de 1963, a partir da emissão pelo Tesouro dos EUA, da chamada Regulação de Controle de Ativos Cubanos, que decretou a congelar os fundos da ilha.

Desde meados dos anos 90, Cuba sofreu uma nova forma de ataque, o roubo das propriedades do Estado e empresas cubanas por decisão unilateral da administração de Washington.

http://www.prensalatina.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id...

 

EUA reforçam interesse em investir no setor energético do Brasil

A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, e o secretário do Interior norte-americano, Ken Salazar, reforçaram nesta segunda-feira, em visita a Brasília, o interesse dos EUA em investir nas áreas de energia e petróleo no Brasil, em especial na exploração do pré-sal.

O país deseja pelo menos dobrar a participação de empresas do país que atuam na área de energia no Brasil, tanto no fornecimento de maquinário como na exploração de petróleo, segundo autoridades do governo norte-americano disseram à Reuters, sem projetar o volume dos recursos a serem investidos.

Hillary, que chegou na noite de domingo a Brasília, teve um encontro privado com a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster. O tema central da conversa foi o pré-sal, onde o Brasil conta com reservas gigantes de petróleo, com grandes áreas a serem exploradas.

Elas ainda chegaram a citar o projeto de distribuição dos royalties do petróleo -cujo texto aguarda aprovação no Congresso, o que tem colaborado para o Brasil adiar novos leilões de áreas de petróleo.

"Esta oportunidade traz embutida muitas responsabilidades", afirmou Hillary em discurso a empresários da CNI (Confederação Nacional da Indústria).

Ela afirmou ainda que os EUA e Brasil mantêm parceria estratégica em áreas de inovação tecnológica e citou o desenvolvimento de um biocombustível para aviões.

Salazar foi mais incisivo, afirmando que os EUA estão prontos para trocar experiências com o Brasil sobre exploração de petróleo em águas profundas.

Ele colocou a parceria nas áreas de óleo e gás entre os dois países como prioridade nas próximas décadas, assim como o turismo.

Tanto funcionários do governo norte-americano quanto representantes do ramo empresarial afirmaram que o caso Chevron preocupa, mas não deve afastar investidores.

A Chevron, segunda maior companhia de petróleo norte-americana, vem sendo alvo de investigações e processos judiciais após o vazamento de petróleo no campo de Frade, na bacia de Campos.

http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE83F0BV20120416

 

Do Vi O Mundo

 16 de abril de 2012 às 18:50  Walter Pinheiro: “Recuar é golpe. Por que não fizeram o título com isso?”


por Luiz Carlos Azenha

O senador Walter Pinheiro (PT-BA) estava irritado. Mas, apesar disso, nos ajudou a dar uma aula de “jornalismo-brasileiro-dos-dias-de-hoje” a nossos leitores.

Quem é nosso leitor reincidente (um dia ainda vão fechar essa tal de internet) sabe, a essa altura, como funciona certa mídia brasileira: existe uma tese e os repórteres saem à cata de dados para prová-la.

Se não der certo na rua, o editor cuida de fazer a notícia se adequar a seus objetivos.

“Não há mais como ser diferente”, disse Walter Pinheiro a respeito da convocação da CPMI do Cachoeira. Na quinta-feira passada começou a coleta de assinaturas. Amanhã, ao meio-dia, o bloco que Pinheiro representa terá ideia de quantas assinaturas foram recolhidas. Atingido o número necessário tanto no Senado quanto na Câmara, serão cumpridos os ritos necessários à instalação.

Mas e a reportagem de O Globo, publicada com o título Dilma se queixa, PT recua e ajora já fala em ‘rediscutir’ a CPI?, em que ele é citado como disposto a rediscutir a CPMI?

“A posição minha é a mesma posição de antes, a posição de coletar assinaturas e fazer a CPMI. Não há mais como ser diferente, até porque nós precisamos receber as informações que estavam, que estão em poder do Judiciário… só podem chegar ao Parlamento via uma comissão de inquérito”.

Quando citei a matéria do jornal:

“O jornal O Globo deu uma matéria que fala no título que pode não sei o que… mas dentro tem uma frase minha muito clara que eu digo… recuar é golpe… por que eles não fizeram o título com isso?”.

Observei que tinha lido apenas a versão da internet (não li no papel) e o senador disse que aparentemente o editor fez um título que não expressa a entrevista dada por ele.

Clique abaixo para ouvir o desabafo do senador:

http://www.viomundo.com.br/denuncias/walter-pinheiro-recuar-e-golpe-por-...

 

 

 

webster franklin

Do Vi O Mundo

16 de abril de 2012 às 20:41  Coincidências sobre a gravação de empresário que foi parar no JN 

Coincidências sobre a gravação de empresário [título original deste post]

 

por Luiz Carlos Azenha

Ao relatar o vazamento de um aúdio na internet, hoje, a Folha de S. Paulo entregou de leve o funcionamento do esquema que envolvia o senador agora sem partido Demóstenes Torres.

Disse a Folha, aqui:

Em conversa gravada, em dezembro de 2009, o dono da Delta Construções S/A, Fernando Cavendish, afirma que é possível ganhar contratos com o poder público subornando políticos. A Delta já recebeu mais de R$ 3,6 bilhões em verbas federais desde 2003 e está no centro das investigações da Polícia Federal envolvendo Carlos Cachoeira, preso pela Operação Monte Carlo por envolvimento em jogo ilegal. A PF chega a descrever Cachoeira como um sócio oculto da Delta, o que a empresa nega.

“Se eu botar 30 milhões [de reais] na mão de político, eu sou convidado pra coisa pra caralho. Se eu botasse dez pau que seja na mão dele… Dez pau? Ah… Não é que seja um monte de dinheiro não, mas eu ia ganhar negócio. Ô…”, diz Cavendish, que não se refere a um caso específico. “Estou sendo muito sincero com vocês: 6 milhões aqui, eu ia ser convidado. ‘Ô senador fulano de tal, tá aqui. Se convidar, eu boto o dinheiro na tua mão’”, continua o empresário.

A revista “Veja” já havia publicado trechos dessa conversa, em maio passado, sem divulgar o áudio da conversa.

Explicando. Em maio de 2011, a revista publicou reportagem acusando o ex-ministro José Dirceu de fazer lobby para a construtora Delta, do empresário Fernando Cavendish. Seria a explicação para a Delta, de um empresário próximo do governador do Rio, Sergio Cabral, ter ganho tantas licitações em todo o Brasil. Dirceu diz que recebeu R$ 20 mil da Delta como consultor, mas nega se tratar de tráfico de influência (explicação dada por ele em seu blog).

Chama a atenção a frase final da reportagem de Veja:

A compra da Sigma pela Delta, como foi dito, é motivo de uma intensa disputa judicial. Graças a essa contenda é que veio à tona a confirmação de que o consultor José Dirceu age como um intermediário de oportunidades dentro do governo. Ela mostra também o perfil de cliente que busca esse tipo de serviço. Em reunião com os sócios, no fim de 2009, quando discutia exatamente as razões do litígio, o empresário Fernando Cavendish revelou o que pensa da política e dos políticos brasileiros de maneira geral: “Se eu botar 30 milhões de reais na mão de políticos, sou convidado para coisas para ‘c…’. Pode ter certeza disso!”. E disse mais. Com alguns milhões, seria possível até comprar um senador para conseguir um bom contrato com o governo: “Estou sendo muito sincero com vocês: 6 milhões aqui, eu ia ser convidado (para fazer obras). Senador fulano de tal, se (me) convidar, eu boto o dinheiro na sua mão!”. Subornar pessoas com poder de decisão no governo é crime de corrupção ativa. Todo mundo sabe que isso ocorre a toda hora. Mas ouvir a confirmação da boca de um grande empresário do país, mesmo se for só bravata, é assustador.

Não há dúvida que Cavendish disse o que disse. Foi gravado. Ao ler a revista, ele deve ter se dado conta disso. Ou seja, sabe-se lá o que passou pela cabeça do dono da Delta, então. Existiriam novas gravações?

O curioso é a repercussão do fato.

Quem é que pediu que os empresários fossem chamados ao Congresso para se explicar?

Demóstenes Torres. Deu no Globo:

O líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), vai procurar o PSDB e o PPS para, numa ação conjunta da oposição, apresentarem requerimento de convite aos empresários. Para Demóstenes, caberia requerimento à Comissão de Constituição e Justiça ou à de Fiscalização e Controle.

A novidade? É que hoje sabemos que a gravação, tudo indica, é originária do esquema do Cachoeira, já que coincidentemente foi divulgada com acusações contra o dono da Delta, apesar de não fazer parte da Operação Monte Carlo, no momento em que são coletadas as assinaturas para instalar a CPI.

É uma forma de colocar gente para trabalhar os telefones e tentar convencer deputados e senadores a não assinar os requerimentos para a criação da CPI. Especialmente se Cavendish doou dinheiro para campanhas eleitorais ou colocou em prática o que disse que poderia fazer, na gravação.

O esquema de Cachoeira grava, Veja expõe e Demóstenes pede explicações. Cavendish fica refém.

O áudio vaza justamente no dia em que estão sendo recolhidas assinaturas para a CPI e merece destaque da Folha.

O Brasil não é para amadores.

Definitivamente, não vai faltar assunto para esta CPMI.

PS do Viomundo: E, agora à noite, a gravação que saiu em um blog na internet foi parar no Jornal Nacional! O JN não perguntou, obviamente, quem deu a gravação ao dono do blog, Mino Pedrosa.

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/coincidencias-sobre-a-gravacao-de-empresario.html

 

webster franklin


Tarso Genro: A luta contra a corrupção deve ser da esquerda

 

Neste artigo, quando me referir à "grande mídia", estou me reportando à direção que é hegemônica nas editorias dos principais canais de TV, nos jornais de grande circulação do país e à maioria dos colunistas econômicos e políticos destes órgãos de imprensa, que defendem - por convicção pessoal ou por contrato profissional - os valores econômicos, políticos e morais, do projeto neoliberal.

Por Tarso Genro*


Entendo este projeto como uma forma específica de desenvolvimento capitalista, pós-keinesiano, que baseia os seus controles em poderes localizados fora da estrutura estatal, com independência dos Bancos Centrais, que passam a ser super-organismos pautados pelas agências privadas de risco, pelos bancos e, predominantemente, pelo capital especulativo. 

O modelo baseia-se na desregulação aparente da economia financeira global, mas numa regulação concreta, pela esfera privada de caráter financeiro, que assim precisa reduzir as funções públicas do Estado. É um projeto que ainda demonstra ser hegemônico, mundialmente, através da força econômica e política dos governos de países que estão no núcleo orgânico do capitalismo global.

Não me refiro aqui, em termos morais ou profissionais, a qualquer jornalista em particular da grande imprensa. Conheço, dentro desta mídia, profissionais sérios e honrados, que trabalham com cuidado para não serem envolvidos nesta ação manipulatória das suas editorias, por convicção política ou por ética profissional. Conheço também, obviamente, os que são totalmente partidarizados, odeiam a esquerda em geral e qualquer "plebeização" da democracia, em particular. São os que estão imbuídos, ainda, de um profundo recalque, porque o PT "não terminou no mensalão", como gostariam, e porque Lula, afinal, foi um grande presidente. Estes é que vão a campo, com força e arrogância, para cumprir as tarefas das suas editorias da grande mídia.

Dito isso passo ao tema do artigo. A agenda da corrupção no Brasil, pautada de forma intensa pela grande mídia, após a eleição de Lula -uma agenda que sempre foi secundarizada enquanto ocorriam as privatizações selvagens e a integração subordinada do Brasil na globalização- é uma agenda importante. Embora ela tenha sido instrumentalizada, neste período histórico, ela não só deve ser acolhida, mas estimulada pela esquerda, para disputar com a direita e a própria grande mídia o sentido a ser dado à luta pela reforma do Estado.

O fato de ter ocorrido envolvimento de quadros, militantes ou dirigentes da esquerda, em fatos que possam ser comprovados na Justiça como caracterizadores de corrupção, não deve ser motivo de constrangimento. Ninguém é puro. Não existem partidos puros, instituições de Estado puras ou -até mesmo- como sabemos, religiões puras. A própria depuração moral, que pode decorrer do combate à corrupção, interessa à esquerda, em particular, e aos democratas republicanos, em geral. O problema é como conduzir esta luta sem cair na armadilha udenista de direita, que ela encerra, preparada pela grande mídia, sempre de mão dadas com o esquerdismo udenista dos pequenos partidos que se avocam como "puros" de esquerda e que, frequentemente, são solicitamente promovidos pela grande imprensa à condição de paladinos da moralidade.

Para a direita neoliberal, que se conecta com a "grande mídia" nestes momentos, trata-se de tirar da agenda do país o fracasso do neoliberalismo em escala mundial, que já estava evidenciado, nacionalmente, a partir do fim dos governos FHC, e assim mostrar que as coisas "não funcionam", porque o Estado é corrupto e a corrupção é que impede as coisas de "darem certo".

Não é gratuita a publicação permanente de cifras bilionárias astronômicas, totalmente inventadas, a respeito dos prejuízos que a corrupção causa a todos os países e a demonstração permanente que os "serviços públicos" e os seus agentes políticos são responsáveis por esta degradação. Omitem, sempre, que a corrupção sobre o Estado é organizada diretamente por agentes privados, por empresas privadas, que se vinculam a funcionários e políticos corruptos , estes financiados pelas empresas corruptoras, com o propósito de mais tarde servi-las. Não se trata de mero financiamento de campanha, transparente e legal, mas financiamento intencional e preparatório que, como sabemos, pode atingir todos os partidos.

Os escândalos das empresas privadas globais e os seus custos financeiros e sociais, estes sim gigantescos e permanentemente pagos por toda a sociedade, jamais são tratados de maneira crítica. Enron, os bancos do "sub-prime", os bancos globais que quebram países (com seus executivos e acionistas permanecendo cada vez mais ricos), a mancomunação de grandes grupos econômico-financeiros, que compartilham saques de territórios inteiros, inclusive através de ocupações militares diretas- são sempre equívocos secundários e nada disso interessa seriamente, nem é o predominantemente prejudicial: a culpa dos nossos problemas é da corrupção nas instituições públicas. Mais particularmente do Estado, onde sempre nasce, cresce e se desenvolve a corrupção, como se ela não fosse um elemento genético de acumulação do capital, em todos os seus períodos históricos de crescimento e expansão.

Os partidos de esquerda, que queiram efetivamente mudar a sociedade para melhor, não podem deixar de sustentar, em que pese o reconhecimento de que a corrupção é inextinguível (mas pode ser muito reduzida), que é necessário -política e moralmente- travar uma luta sem tréguas contra a corrupção. É preciso antecipar-se às agendas da mídia sobre o tema, investigando em profundidade quaisquer suspeitas de corrupção que atinjam os bens públicos -venham de onde vierem- expondo abertamente à sociedade todas as mazelas que encontrarmos e, ainda, organizando nos executivos que detemos, mecanismos de transparência e controle capazes de mostrar a diferença.

Se não se aceitam as razões morais e políticas que recomendam este comportamento que, pelo menos, se aceitem as razões pragmáticas: os erros da esquerda sempre serão expostos -sejam eles irregularidades ou crimes- de maneira total e superlativa pela mídia; os erros ou crimes da direita neoliberal, sempre serão relativizados ou escondidos, numa selva de informações manipuladas. 

Por quais motivos? Por razões políticas, ideológicas e programáticas: o projeto de nação dissolvida na globalização financeira, que a grande mídia defende, é o projeto da direita neoliberal. Não, obviamente, o nosso, de democracia plebéia, de combate frontal às desigualdades sociais, de inserção soberana na nova ordem mundial, que é incompatível com o modelo de crescimento pós-keinesiano, em vigor. No esforço de golpismo político, que eles encetaram para inviabilizar o projeto representado pelos dois governos do Presidente Lula, está a comprovação clara desta política.

O tratamento genial, que a mídia vem dando ao caso do senador Demóstenes Torres, cujas investigações começaram, ainda, quando eu respondia pelo Ministério da Justiça, é elucidativo. Não adianto,aqui, a minha opinião sobre se houve, ou não, conduta criminosa do referido senador, mas pode-se constatar que, num repente, a grande mídia percebeu que tinha ido longe demais contra quem representava toda a identidade moral do "anti-lulismo" na oposição demo-tucana. Aí ela deu um giro brilhante: Demóstenes passou a ser secundário e o governo do PT, em Brasília, passou a ser o principal; ou, pelo menos, um equivalente. 

Abriu-se, assim, uma clareira midiática para confortar a crise de "autenticidade" moral da honesta e altruísta oposição brasileira, para que os comentaristas políticos da grande mídia respirassem novamente aliviados. Novamente poderiam alvejar o PT e a esquerda, após os esforços heróicos que fizeram na caluniosa campanha contra o ex-ministro dos Esportes do PC do B, Orlando Silva. Afinal, o que passou a ser restaurado, a partir dali, foi a memória do PT no passado "mensalão", não a atualidade demo-tucana de um provável esquema de corrupção de caráter nacional.

Com este movimento, a grande mídia prosseguiu vitoriosa na sua regra de desmoralização da esfera da política como um todo, deixando a corrupção como exceção, no campo demo-tucano, mas mantendo a pauta da corrupção como a pauta principal da disputa política nacional. Ora, a pauta da corrupção é, sim, uma pauta estrutural da construção democrática do país e vai ser vencida, para chegar a patamares de redução razoáveis -a médio e longo prazo- se a pauta principal do debate político, hoje, forem as reformas que criarem as condições para que ela possa ser atacada de forma estrutural.

Falo da reforma política para fortalecer os partidos, da votação em lista para reduzir drasticamente o clientelismo, do financiamento público das campanhas para desvincular, legalmente, os partidos das empresas (cujo vínculo de financiamento, por si só, será criminoso depois desta reforma). Falo da necessidade da verticalização das alianças, que tornará os partidos organismos nacionais e não um somatório de interesses regionais menores. 

Falo, ainda, da necessidade de reduzir o número de partidos artificiais e vendedores de tempo de TV, da expansão dos Laboratórios Para Controle da Lavagem de Dinheiro e da necessidade de votar, rapidamente, o PL que criminaliza as empresas corruptoras (que já tramita há alguns anos no Congresso). Falo de simoplificar regras que obriguem o Supremo a processar e julgar processos criminais, que ali tramitam há muitos anos, contra figuras da república: como está, os inocentes permanecem em suspeição e os que são criminosos permanecem impunes.

Para não aceitar esta empulhação política que ilude a cidadania, a saber, que a pauta política principal do país deve ser as denúncias e as defesas, relacionadas com acusações de corrupção, a esquerda pensante deveria propor uma pauta estrutural de reformas para, de fato, combatê-la. Os partidos de esquerda poderiam começar se unificando para retomar os "Onze Pontos da Coalizão", formulados em 2007 , atualizá-los e chamar, publicamente, tanto os partidos aliados do governo como setores honrados da oposição, com o objetivo de extrair dali, uma agenda acordada de votações no Congresso. Votações em torno destes temas fundamentais para a construção democrática do país, a começar pela própria reforma política e substituir, assim, a tutela que a mídia faz, privadamente, da agenda política, pela tutela republicana dos partidos sobre a agenda mídia.

Caso isso não ocorra, à médio prazo o eleitorado de esquerda e progressista do país -que elegeu o novo modelo de desenvolvimento econômico, democrático e inclusivo, dos governos Lula- vai começar a se perguntar se a esquerda é mesmo necessária ou, o que é pior: se ela faz realmente alguma diferença para a construção de um Brasil soberano e verdadeiramente republicano.

*Tarso Genro é governador do Estado do Rio Grande do Sul.

Fonte: Carta Maior

 

zanuja

www.idec.org.br

 

Internet16 Abr 2012

Idec participa de audiência pública sobre Marco Civil da Internet

 

Aprovação do documento é essencial para a garantia dos direitos dos consumidores na rede

 

 

O Idec participa nesta terça-feira (17/4) de uma audiência pública para discutir o projeto de lei do Marco Civil da Internet. A iniciativa trata dos princípios, valores direitos e responsabilidades na web.  Essa é a primeira audiência pública da comissão especial que analisará o projeto. Até junho deste ano, estão programadas duas audiências públicas e seis seminários para discutir o tema. A audiência desta semana contará com a participação de especialistas, representantes do mercado e da sociedade.  Marco CivilO Marco Civil (PL 2126/11) está em tramitação na Câmara dos Deputados, em comissão especial, que tem como relator o deputado, Alessandro Molon. "Para o Idec,  o Marco Civil é essencial para a garantia dos direitos dos consumidores na rede. Como quase tudo na internet é permeado por relações de consumo, desde a conexão, até os serviços e produtos oferecidos, passando pela publicidade, conteúdos e informações, é imprescindível a compatibilização do texto com o Código de Defesa do Consumidor e com os princípios que o norteiam”, afirma o advogado do Idec, Guilherme Varella, que estará presente na audiência.  Ainda de acordo com o advogado, um dos principais pontos do texto que deve ser defendido está o princípio da neutralidade de rede. Com base nisso fica proibida  a discriminação dos usuários da internet e, assim, vedada a discriminação dos serviços que permite, por exemplo, que a rede tenha mais qualidade, velocidade e possibilidades para aqueles que podem pagar mais do que às classes mais baixas. “Com a neutralidade da rede, todos são iguais na internet e assim devem ser tratados”, acrescenta o advogado. UrgênciaAtualmente, com o crescimento do comércio eletrônico e o uso de dados pessoas na internet, é preciso esclarecer o dever de cada agente em caso de problemas: provedores de conexão, de serviços, empresas, intermediários e consumidores devem saber o que podem e o que não podem fazer na web. Desta forma, é possível garantir mais segurança jurídica nas relações estabelecidas na rede, especialmente nas relações de consumo. “O Idec, como representante da sociedade civil no Comitê Gestor da Internet, órgão responsável pela governança da rede no País, participa desse e de outros debates essenciais sobre o tema e acredita ser urgente a aprovação do Marco Civil, pois ele será uma espécie de Constituição da Internet, essencial para estabelecer direitos e garantias na era digital”, defende Varella.  Comunidade virtualNa terça-feira será inaugurada a comunidade virtual dedicada ao Marco Civil da Internet. No site serão oferecidos orientações referentes ao andamento do projeto de lei no Congresso Nacional. Antes de chegar à Câmara, o projeto passou por consulta pública aberta pelo Ministério da Justiça, responsável pelo texto. Durante esse período, a quantidade de contribuições de toda a sociedade civil foi imensa. O Idec enviou, na época, suassugestões para a defesa do consumidor na internet. Agora, os internautas também poderão contribuir enviando mais sugestões e comentários sobre o projeto. 

 

do MPF/MG

 

MPF/MG: Faculdade particular disponibiliza intérprete de línguas a aluna deficiente auditiva Imprimir16/4/2012 

Compromisso foi firmado com o MPF, que ressaltou a obrigatoriedade de o sistema educacional prever e adotar medidas efetivas de inclusão dos deficientes

 

O Instituto de Ensino Superior Presidente Tancredo de Almeida Neves (IPTAN), de São João del Rei, firmou compromisso com o Ministério Público Federal (MPF) de disponibilizar intérprete/tradutor da Língua Brasileira de Sinais a uma aluna portadora de deficiência auditiva, do curso de Pedagogia. Os serviços começaram a ser prestados na segunda-feira, 9 de abril.
 
O apoio, custeado pela faculdade, será contínuo e integral, ou seja, deverá vigorar em todas as atividades acadêmicas, incluindo aulas, exames e quaisquer outras das quais a estudante tenha de participar durante o curso. A própria metodologia de ensino deverá adaptar-se às suas necessidades, assim como o processo de aplicação e correção das provas e a realização de trabalhos, nos quais o intérprete de libras deverá ter participação fundamental, auxiliando os professores a encontrar a melhor maneira de transmitir o conhecimento e de aferir a aprendizagem da aluna.

O acordo também prevê que ela seja assistida em seminários, palestras, dias de campo, laboratórios e demais atividades extra-classe oferecidas pelo IPTAN.

“A integração das pessoas portadoras de deficiência no ambiente escolar, regulamentada pelos Decretos 3298/99 e 5626/05, é uma obrigação das instituições de ensino superior, sejam elas públicas ou privadas. Existem, inclusive, portarias do Ministério da Educação que obrigam à verificação do cumprimento de requisitos de acessibilidade por parte das escolas que oferecem cursos superiores no momento de credenciar, autorizar novos cursos ou renovar a autorização de funcionamento dessas instituições”, informa o procurador da República Antônio Arthur Mendes. 
 
Inclusão efetiva - Segundo ele, “o Decreto 3298/99 prevê que as escolas deverão oferecer adaptações de provas, bem como todos os apoios necessários, inclusive tempo adicional para a realização das provas, conforme as características da deficiência. O Decreto n. 5626/05, por sua vez, estabelece a garantia do atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos surdos em salas de aula. Já a Portaria n. 3.284, de 2003, também obriga que as escolas disponibilizem o intérprete de línguas sempre que solicitado pelo aluno”.

“A Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência visa assegurar ao deficiente uma modalidade de educação escolar voltada às suas necessidades especiais, com um processo flexível, dinâmico e individualizado, sob pena de restar inócua qualquer tentativa de inclusão. Esse perfil está em convergência com as previsões da educação especial contemplada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional”, diz.

O procurador da República ainda explica que tais medidas visam à efetiva inclusão social das pessoas com deficiência. "Por isso, o Iptan também se comprometeu a estimular ações de integração da aluna com a comunidade estudantil, docentes e funcionários, inclusive por meio da oferta de curso para o ensinamento da Linguagem Brasileira de Sinais, que já está sendo oferecido neste primeiro semestre de 2012, podendo ser repetido no futuro”.

Outra medida a ser adotada pelo Instituto Presidente Tancredo Neves será a inserção, nos formulários de inscrição para o vestibular, de um campo específico para que o candidato informe se é pessoa com deficiência, indicando também a natureza de sua deficiência e requerendo a disponibilização de mecanismos capazes de atenuar ou eliminar as barreiras enfrentadas por sua condição. A partir dessa informação o IPTAN deverá prover as condições adequadas para a realização das provas pelos deficientes, conforme suas necessidades peculiaridades.
 
Futuros alunos - Durante as apurações, o Ministério Público Federal identificou outro estudante surdo que solicitara formalmente ao IPTAN a disponibilização de intérprete e tradutor de Libras para apoiá-lo durante as atividades acadêmicas. Como o auxílio foi negado, o aluno preferiu transferir-se para outra instituição de ensino superior.
 
Diante das evidências de que o Instituto vem adotando como praxe a negativa de reconhecer direitos dos deficientes auditivos, o MPF recomendou ao Instituto que, nos próximos casos de matrícula de deficientes auditivos, seja disponibilizado o intérprete, sem necessidade de prévia avaliação pedagógica, ao contrário do que o IPTAN sinalizou nas discussões que antecederam a assinatura do termo de compromisso.
 
 
Assessoria de Comunicação Social
Ministério Público Federal em Minas Gerais
(31) 2123.9008
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No twitter: mpf_mg
 

 

da Agência Brasil

 

Poetisa angolana aponta pouco intercâmbio literário entre países africanos16/04/2012 - 16h14

Alex Rodrigues
Repórter Agência Brasil

Brasília - Convidada a participar do seminário A Literatura Africana Contemporânea, que integra a programação da 1ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, em Brasília, a poetisa e historiadora angolana Ana Paula Tavares cobrou hoje (16) que governos e instituições privadas assumam um papel mais ativo na divulgação da literatura africana, sobretudo a produzida em países de língua portuguesa.

Ana Paula admitiu que, devido à má divulgação da produção contemporânea, os próprios escritores africanos têm dificuldades para falar sobre o que é feito em outros países além dos seus. Segundo a poetisa, a falta de conhecimento de outras "línguas imperialistas" - conforme ela se refere aos idiomas impostos aos povos africanos a partir do século dezenove, quando o continente foi dividido entre as potências europeias - e questões de ordem econômica impedem que mais autores sejam traduzidos, o que dificulta a troca de informações.

"Há barreiras de todo o tipo que dificultam a divulgação da produção literária dos vários países africanos não só para outros continentes, mas entre nós mesmos, africanos. Há barreiras linguísticas, problemas ligados à atividade editorial e ao dinheiro, ao sistema capitalista", afirmou Ana Paula.

Ela ainda cobrou ações da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para estimular a circulação de livros de autores do idioma entre os países que compõem o grupo.

"Em Angola, por exemplo, não conhecemos a produção de Moçambique, de Cabo Verde, de São Tomé e Príncipe e dos demais. E o mesmo acontece com eles. Conhecemos os grandes nomes, mas não os mais jovens e os movimentos literários que estão surgindo", comentou a poetisa.

Segundo ela, durante muito tempo, os escritores angolanos foram mais influenciados por autores brasileiros do que pelos de países vizinhos.

Apesar das ressalvas, Ana Paula comemorou por autores angolanos – como, por exemplo, José Eduardo Agualusa, Pepetela e Mendes de Carvalho – terem conquistado mais reconhecimento no exterior, nos últimos anos, principalmente no Brasil.

A poetisa afirmou que são os poetas angolanos que, nas últimas três décadas, têm sido mais ousados na experimentação de novas possibilidades de temáticas e linguísticas. Segundo ela, essa experimentação está intrinsecamente ligada ao processo de independência do país, proclamada em 1975.

"Há um antes e um depois dos anos 80 do século passado para a literatura angolana. Essa ruptura é mais clara na poesia, nas escolhas feitas pelos poetas, do que nos romances. Embora haja muitos bons novos romancistas, os que continuaram a surpreender após esse período são os nomes já consagrados desde a década de 1960, ainda durante o período colonial", disse Ana Paula.

Autora de Ritos de Passagem (1985), O Lago da Lua (1999) e Dizes-me Coisas Amargas Como os Frutos(2001), Ana Paula nasceu em 1952, na província de Huila, "uma região pastoreira". Durante o seminário, em que dividiu a mesa com o cabo-verdiano Germano Almeida, contou ter sido criada por uma madrinha branca que a obrigava a só falar em português, por não considerar educado que "uma menina que foi a escola e usava garfo e faca" falasse qualquer um dos dialetos locais.

"Ainda hoje ouço aquelas vozes maravilhosas das mulheres falando numa língua que eu não entendia, mas que até hoje busco resgatar na minha poesia. Hoje, tento fugir dos estereótipos e falar das mulheres angolanas reais. Se possível, trazendo suas vozes para minha obra, porque desde sempre eu percebi que era diferente da grande maioria das mulheres angolanas pelo simples fato de ter conseguido ir à escola".

Edição: Carolina Sarres

 

do Blog da Redação Reporter Brasil

 

Embarque clandestino de meninos em trens da Vale

Publicado em abril 16th, 2012 - Vale 0 comentários

O embarque clandestino de crianças e adolescentes em trens da companhia Vale, na Estrada de Ferro Carajás, foi tema de audiência pública realizada na última sexta-feira, 13 de abril, na Assembleia Legislativa do Maranhão. Às denúncias de que crianças e adolescentes têm viajado sem autorização dos pais ou condições adequadas em vagões que carregam minério de ferro extraído pela empresa, somam-se às de exploração sexual de meninos e meninas às margens dos trilhos administrados pela empresa.


Foto: Jr Lisboa/Agência AL

Durante o encontro, o promotor Márcio Thadeu Silva Marques, da 1ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude, apresentou ao gerente de Relações Institucionais da Vale, Dogival Pereira, as bases para um Termo de Ajustamento de Conduta relativo a estes problemas e diversos outros relacionados à circulação dos trens. Em janeiro, manifestantes paralisaram as obras de duplicação alegando que a empresa não tem cumprido com termos acordados para minimizar os impactos provocados pela ferrovia. Os problemas causados nos 25 municípios e 94 comunidades do Maranhã e Pará afetados pela Estrada de Ferro Carajás estão entre os motivos de a Vale ter sido indicada para a votação de pior empresa do mundo, também em janeiro. A companhia foi a escolhida pelo público e terminou em primeiro lugar.

A Vale ficou de se posicionar em um mês e apresentar propostas de soluções para os graves problemas apontados. Nova audiência pública sobre o tema será realizada em Marabá (PA). Leia mais sobre a audiência pública nos sites do Ministério Público do Maranhãoda Assembleia Legislativa do Maranhão, e na agência Carta Maior, e siga acompanhando o assunto pela cobertura da Justiça nos Trilhos.

 

da Rede Brasil Atual

 

"Menina dos olhos" da ONU para a Rio+20, economia verde é vista com ceticismo por especialistas

 

Por: Virginia Toledo, Rede Brasil Atual

Publicado em 16/04/2012, 18:03

Última atualização às 18:06

  

São Paulo – Visto como um dos mais importantes conceitos a serem tratados na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, a economia verde é considerada também um modelo econômico que, se resultar de um consenso, poderá "sair do papel" durante a convenção. Especialistas mais céticos quanto ao conceito, porém, não veem de forma tão positiva a prioridade dada à economia verde, ou mesmo a grande importância a ela depositada.

Leia também:


Durante o seminário "Descontruindo a crise civilizacional. Um olhar sobre a Rio+20", realizado hoje (16), no Ministério Público Federal, em São Paulo, o economista e professor da Pontífice Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Ladislau Dowbor, afirmou que o termo economia verde é igual à economia sustentável ou desenvolvimento sustável, com a simples diferença de ser mais "simpático". Dowbor considera, contudo, que independente do que seja chamada, a transição para uma outra economia deve ser baseada não somente na produção, mas sim " no que realmente é necessário produzir", de maneira que não seja destrutivo para o planeta.

"Tanto em termo de esgotamento dos recursos naturais como em termos de impactos climáticos, se trata de produzir para o conjunto da população do planeta. Nós temos hoje 1 bilhão de pessoas que passam fome, 180 milhões são crianças. Pode chamar de verde, sustentável, ou o que for, mas tem que se ter uma visão integrada, de um desenvolvimento decente", ressaltou o professor.

Ainda de acordo com Dowbor, antes de discutir a aplicabilidade da chamada economia verde, a discussão de governança ambiental global deveria ser priorizada, "porque se não mudamos os mecanismos de apropriação dos recursos, que são profundamente injustos hoje, as coisas não avançam. Se a gente nao tem processos decisórios, o planeta será destruído pelos interesses de uma minoria, isso é absolutamnte inviável", pontuou.

A economia verde e o efeito paliativo

Em fevereiro deste ano, o Programa das Nações Unidas para Meio Ambiente (Pnuma) publicou um artigo sobre economia verde, destacando a importância do "esverdeamento" da economia. No relatório, o Pnuma ressaltou a economia de baixo carbono não apenas para países desenvolvidos, mas também como um catalisador-chave para o crescimento e erradicação da pobreza no mundo.

Durante o seminário desta tarde, o engenheiro e membro da Comissão Pastoral da Terra (CPT), frei Rodrigo Peret, foi mais taxativo. Ele criticou o documento do Pnuma, considerando que a economia verde, dita como ainda inexistente pela ONU, não é mais algo abstrato. Ele explica que mecanismos de desenvolvimento limpo, como créditos de carbono e o REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação), já desenham o que seria uma economia verde. "A discussão da economia verde é uma discussão perdida, assim como é o desenvolvimento sustentável, porque eles se tornaram políticas mitigatórias e compensadoras", defendeu.

“Neste sentido (da economia verde), a natureza é vista como capital natural, e os ecossistemas, um estoque desse capital, que vai criar lucro regulado pelo mercado”, lamentou. Peret afirma que o paradigma trazido por esse conceito de economia verde pode significar a posse da própria vida humana e da natureza.

 

da Agência Senado

 

16/04/2012 - 13h55 Comissões - Direitos Humanos - Atualizado em 16/04/2012 - 15h37

Ação contra direitos de quilombolas é 'reação conservadora', afirmam debatedores

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Gorette Brandão

A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra o Decreto 4.887/2003, que trata do reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades quilombolas, foi debatida em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) nesta segunda-feira (16). Para os debatedores, a ADI 3239 é o resultado de uma “reação conservadora” contra direito constitucional conquistado pelos quilombolas a partir de luta do movimento negro durante a elaboração da Constituição de 1988.

Nessa ação, o Partido da Frente Liberal (PFL), agora denominado Democratas (DEM), contesta junto ao Supremo Tribunal Federal o Decreto 4.887/03, que regulamenta dispositivo constitucional previsto no artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Segundo o partido político, o decreto invade esfera reservada à lei e disciplina procedimentos que resultam em aumento de despesa para os cofres públicos. O relator da matéria é o ministro Cezar Peluso, atual presidente do Supremo. O julgamento está previsto para esta quarta-feira (18).

- Essa reação ao Decreto 4.887 é, na verdade, um desrespeito à própria Constituição brasileira, na medida em que o ato apenas estabelece norma para que se aplique o dispositivo constitucional – argumentou Silvany Euclênio Silva, da Secretaria de políticas de Promoção da Igualdade Social.

Silvany, que representou a ministra-chefe da pasta, Luiza Bairros, disse que interesses privados e, em parte, também relacionados a empreendimentos do próprio governo, se opõem aos direitos das comunidades quilombolas. Ela destacou que, além da ADI proposta pelos Democratas, foi recentemente aprovada na Câmara dos Deputados uma proposta de emenda constitucional (PEC 215/200) que também dificulta demarcações de terras de comunidades tradicionais.

O presidente da Fundação Palmares, Elói Ferreira de Araújo, salientou que a discussão aberta pela ADI em exame no STF já se encontraria superada. Conforme assinalou, o Decreto 4.887 foi recepcionado pelo Estatuto da Igualdade Racial, norma que aborda o tema das terras das comunidades quilombolas, funcionando como legislação regulamentadora.

Fernando Prioste, Coordenador-Executivo da organização não governamental  Terra de Direitos, afirmou que o DEM, com essa ação, tentar reverter uma “perda” que o partido teve com a Constituição de 1988.

Resgate de dívida

Os expositores defenderam o ponto de vista de que a regularização das terras ocupadas por remanescentes de escravos é uma forma de resgate da dívida que o Estado brasileiro tem com o povo negro. Como salientado pelo presidente da Fundação Palmares, a abolição aconteceu em 1888 sem prever o acesso à terra para os ex-escravos, em contraste com o tratamento favorecido dado a partir daquele momento aos imigrantes europeus trazidos ao país.

- O fim da escravidão não foi uma concessão, mas o desfecho de um embate ferrenho. Mas foi só festa, pois a lei não acomodava a inclusão da população de ex- escravos nas oportunidades de acesso aos bens econômicos e sociais do capitalismo que já ganhava pujança e que foi assegurada pela população negra – criticou Elói Ferreira.

Elói Ferreira contestou ainda informações de que os quilombolas estão recebendo “terras imensas”. Segundo ele, o total das áreas não chega a 1% dos cinco maiores latifúndios do país.

Todos destacaram que um obstáculo anterior já havia sido posto pela Lei de Terras, de 1850. Isso porque essa norma possibilitou ao longo do tempo a expropriação de terras já ocupadas por comunidades quilombolas ao descaracterizar o direito natural de quem já havia se estabelecido nas áreas. Ivo Fonseca, que lidera a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), disse que o povo negro sempre foi cerceado por uma “legislação racista”.

- Mas não podemos desistir de lutar contra o esforço dos agem para que as comunidades fiquem de lado – disse Fonseca, denunciando que alguns setores estão empenhados em manter a exclusão dos quilombolas.

 

do Fazendo Media

 

QUEM PRECISA DOS CONSELHOS?Por Guilherme Scalzilli, 16.04.2012

 

 

 

 

Os conselhos profissionais são herdeiros distantes das guildas da Idade Média, oficinas que reuniam aprendizes e mestres para desenvolver técnicas e proteger interesses comuns. Ao longo dos séculos, as lojas corporativas transformaram-se em centros de influência política, tendo papel relevante na consolidação dos Estados modernos, nas lutas pela autonomia das colônias e nos movimentos republicanos.

 

Ao contrário dos sindicatos laborais, portanto, esses órgãos desfrutam de longeva e arraigada presença nas altas esferas do poder. Fortalecidos pelas ricas estruturas das corporações, seus representantes nos Legislativos construíram uma sólida base jurídica, amiúde com raízes constitucionais, que lhes garantiu privilégios eternos. No Brasil, apesar das liberdades consagradas aos ofícios remunerados, sua própria regulamentação foi submetida aos escritórios disciplinadores.

 

Autarquias independentes, monopólios arrecadadores em pleno capitalismo liberal, desfrutam os melhores privilégios das esferas pública e privada. Por um lado, amealham fortunas respeitáveis com as taxas impostas aos afiliados. Por outro, estão imunes aos princípios de transparência, publicidade e escrutínio que fundamentam as instâncias governamentais. Ou seja, arrecadam uma espécie de tributo, que, no entanto, se transforma em dividendo particular (algo muito parecido ocorre no multibilionário Sistema $).

 

Os profissionais recebem lá suas vantagens. Graças ao lobby protecionista, há leis exigindo que toda empresa do país adquira determinados serviços regularmente. Não importam as necessidades ou o tamanho da firma, os conhecimentos ou a experiência dos empregados e diretores: algumas triviais palavras inseridas no contrato social acarretam o ônus de arcar com honorários de pessoas eventualmente substituíveis. Desnecessário reforçar que a obrigatoriedade favorece os grandes empreendimentos, pois uma oferta numerosa dilui esses custos operacionais, acarretando preços mais baixos que os de concorrentes menores. Também estimula diversas irregularidades, ao trivializar o aluguel de rubricas e a distribuição de falsas garantias técnicas.

 

Não se trata de questionar competências genéricas, tampouco a óbvia necessidade da mão-de-obra especializada para funções que envolvem sérios riscos a terceiros. Acontece que na maioria dos casos esses riscos inexistem. As assinaturas de bacharéis em contabilidade ou em administração, por exemplo, são meros instrumentos coercitivos de prevenção a fraudes que o Fisco, a Previdência e o Judiciário podem coibir sozinhos, com os meios disponíveis. Aliás, tais endossos contribuem pouco para responsabilizar os verdadeiros malfeitores ou para sanar os prejuízos por eles causados.

 

O pretexto do bem coletivo serve apenas para que os escritórios afaguem seus associados e, claro, abocanhem as taxas compulsórias das empresas (sim, elas pagam também). A contrapartida “social” das guildas é perseguir inadimplentes e uns poucos falsários que alcançam notoriedade midiática. Iludidos com o troco fácil, os diplomados esquecem que boa parte dos seus benefícios retorna aos bolsos dos tutores, e assim deixam de contestar a natureza perniciosa do escambo. Mas uma questão permanece: por que o exercício profissional deve ser condicionado ao pagamento de anuidades?

 

A hegemonia dos conselhos é preocupante, pois realiza a silenciosa privatização dos deveres constitucionais do Estado e, com a nova Lei da Ficha Limpa, atinge até mesmo o desenvolvimento do processo eleitoral brasileiro. Eles furtam atribuições do Poder Executivo e do Ministério Público, enfraquecendo-os ainda mais e cobrando caro para atingir resultados igualmente pífios. Nem poderia ser diferente, já que se alimentam do vácuo institucional e não possuem recursos jurídicos, estruturais ou representativos para saná-lo. Os próprios fiscalizadores beneficiam-se dos problemas que afirmam combater. Às nossas custas.

 

 

(*) Guilherme Scalzilli é historiador e escritor. Blog: http://www.guilhermescalzilli.blogspot.com/. Texto publicado originalmente no Amálgama.

 

da Agência Brasil

 

Movimentos sociais querem incluir a felicidade na agenda da Rio+2016/04/2012 - 17h08

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Entidades da sociedade civil internacionais e brasileiras estão se mobilizando para inserir o tema felicidade na agenda de debates da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20,  que ocorrerá no Rio de Janeiro, em junho próximo.

Essa inserção, entretanto,  tem um propósito específico, segundo afirmou hoje (16)  à Agência Brasil o criador do movimento não governamental Mais Feliz, Mauro Motoryn. “Mais do que a medição de um índice, [queremos] é o estabelecimento de políticas públicas baseadas na felicidade do cidadão”, declarou.

O tema será abordado pelo Senado, no próximo dia 26, em  audiência pública a ser realizada pela Subcomissão Permanente de Acompanhamento da Rio+20 e do Regime Internacional sobre Mudanças Climáticas, que integra a Comissão de Relações Exteriores. Participarão do evento o Movimento Mais Feliz, a Fundação Getulio Vargas e representantes de entidades da sociedade civil envolvidas com a Rio+20.

A proposta de transformação da felicidade em política pública está tramitando no Congresso Nacional por meio da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 19/2010, cujo relator é o senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Mauro Motoryn acredita que a  PEC irá a plenário até o início de junho.

“A PEC tem plenas condições de ser aprovada. No começo, todo mundo questionava [o debate sobre] a felicidade, mas hoje é uma questão de editorial na mídia mundial,  [que está] nas articulações dos grandes pensadores da economia comportamental e em instituições de Harvard e na Fundação Getulio Vargas”, disse.

De fato, o tema da felicidade vem ganhando espaço nas pautas de vários países do mundo. O primeiro Relatório  Mundial sobre  Felicidade, divulgado este mês pela Organização das Nações Unidas (ONU), apontou a Dinamarca como o país onde os cidadãos se sentem mais felizes com a sua vida. Em seguida, vem a Finlândia. O Brasil aparece na 25ª colocação, entre 156 nações.

Mauro Motoryn explicou que o relatório privilegia os fatores sociais, nos quais o Brasil ainda apresenta “falhas gritantes”, a exemplo dos baixos índices em educação e saúde.

“A gente não pode confundir um país alegre com um país feliz do ponto de vista daquilo que recebe do Estado. Ou seja, nós temos deficiências graves na área da educação, de saúde, e isso influi decisivamente na colocação que ocupamos [no relatório]”.

Edição: Davi Oliveira

 

do Opera Mundi

 

Campanha incentiva adoção por casais gays usando fotos de candidatos franceses“Nicolas também poderia ter tido duas mães lésbicas. E teria sido feliz da mesma forma”, diz a legenda de uma das fotos    

 

Uma semana antes das eleições francesas, a ONG SOS Homophobie (SOS Homofobia) lançou neste sábado (14/04) uma campanha pelo direito de adoção de crianças por casais gays. A ação usa fotos dos principais candidatos nas eleições do próximo sábado (21/04) em montagens que os mostram como sendo filhos de casais homossexuais. As informações são da Rádio França Internacional.

Clique aqui ou no banner acima para conferir outras matérias do Especial das Eleições na França 

Em uma das montagens, uma criança com o rosto do atual presidente e candidato pela UMP (União por um Movimento Popular) Nicolas Sarkozy é abraçada por duas mulheres. “Nicolas também poderia ter tido duas mães lésbicas. E teria sido feliz da mesma forma”, diz a legenda da foto.

Divulgação


Montagem feita com o rosto de Nicolas Sarkozy

“Eva Joly, François Hollande, Jean-Luc Mélenchon, François Bayrou, Nicolas Sarkozy e Le Pen também poderiam ter duas mães lésbicas ou dois pais gays. E ainda assim seriam felizes”, afirma texto do site oficial da ONG.

Para justificar a campanha, a SOS Homophobie disse que a provocação é a melhor forma de chamar a atenção para o assunto, tratado de maneiras diferentes pelos candidatos.

Entre os candidatos, Marine Le Pen (extrema-direita) e Nicolas Sarkozy declararam abertamente durante as campanhas que são contrários à adoção por casais gays. Por outro lado, Bayrou (centro), Hollande (centro-esquerda) e Mélenchon (esquerda) se manifestaram a favor.

Para a ONG, a orientação sexual não deveria ser um critério para julgar a capacidade de uma pessoa de “educar e cuidar de uma criança proporcionando um ambiente adequado para o seu desenvolvimento”.

Ainda de acordo com os organizadores da campanha, os candidatos franceses deveriam se colocar na situação de famílias homossexuais que buscam adotar crianças, mas são impedidas legalmente. Para a organização, somente assim os candidatos seriam mais determinados a garantir os mesmos direitos para todos.

Efe


Em outra imagem, é Hollande quem aparece abraçado por duas mulheres

O primeiro turno das eleições presidenciais na França acontece neste sábado. A última pesquisa de intenção de votos, divulgada na semana passada, aponta para uma leve vantagem de Hollande sobre Sarkozy, com 29,5% contra 27% do atual presidente.

 

do MPF

 

Ritual sagrado e alimentação de indígenas estão sob ameaça por falta de peixe Imprimir16/4/2012 

Construção de complexo de hidrelétricas modificou a dinâmica dos rios da região da na Terra Indígena Enawene Nawe, em Mato Grosso

 

Um dos mais longos rituais indígenas da Amazônia brasileira, o Yaõkwa, inscrito no livro de registro das celebrações do Iphan e incluído na lista do Patrimônio Imaterial da Unesco, está sob ameaça. Uma carta do povo Enawene Nawe, protocolada no Ministério Público Federal no dia 30 de março, relata a falta de peixes no rio Juruena e nos demais rios onde estão instaladas as centrais hidrelétricas do Complexo Juruena, na região norte de Mato Grosso.

A oferta de peixes na Terra Indígena Enawene Nawe está ameaçada, entre outros fatores, pela construção de um complexo de hidrelétricas no rio Juruena, o que já modificou a dinâmica hídrica e reduziu a abundância de peixes, essenciais para os rituais sagrados e para a alimentação deste povo indígena que não consome carne vermelha.                                

Para que os rituais sejam realizados e para garantir a alimentação dos indígenas, o Ministério Público Federal expediu ofício ao presidente da Funai, Márcio Meira, e ao diretor de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável da Funai, Aloysio Guapindaia, pedindo providências imediatas para a doação de peixes. O ofício foi expedido no dia 3 de abril determinando o prazo de resposta de cinco dias, contados a partir do recebimento do ofício.

O MPF também recorreu à via judicial pedindo que a Justiça Federal determine a imediata doação de peixes aos Enawene Nawe. No pedido, o MPF defendeu a necessidade e a importância da intensificação do programa emergencial de doação de peixes para mitigar a falta de alimento e salvaguardar as práticas culturais indígenas até que se conheça com maior precisão os efeitos negativos dos empreendimentos hidrelétricos na alimentação dos indígenas, que são objetos de um estudo complementar, cuja conclusão ainda não foi apresentada pela Funai.

No dia 9 de abril, o juiz federal da 2ª Vara da Justiça Federal em Mato Grosso deferiu o pedido e determinou a intimação da Funai e das empresas Campos de Júlio Energia, Parecis Energia, Rondon Energia, Sapezal Energia, Telegráfica Energia para que antecipem a doação de peixes, a fim de assegurar o ritual sagrado da comunidade indígena.

Os indígenas realizam o ritual diariamente durante sete meses. O ritual envolve a pesca de barragem, com sofisticadas armações que configuram elaboradas obras de engenharia, feitas com matéria-prima da floresta amazônica. Inclui ainda música, dança e oferendas para os espíritos. O peixe pescado também é salgado de forma a se preservar para o consumo dos indígenas durante meses.


Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República em Mato Grosso
Tel: (65) 3612-5083 / 9286-2891
ascom@prmt.mpf.gov.br

 

da Agência Brasil

 

Em 2009 e 2010 ocorreram 964 greves no país, segundo levantamento do Dieese16/04/2012 - 17h41

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil
 

São Paulo - Nos anos 2009 e 2010 ocorreram 964 greves no país, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Foram 518 greves em 2009 e 446 em 2010. Os números são os maiores da última década, superando o total de greves ocorrido em 2008 (411 greves). Os dados foram divulgados hoje (16).

O Dieese utilizou a base de dados do Sistema de Acompanhamento de Greves, desenvolvido e mantido pelo próprio departamento e que reúne informações das greves desde 1978. O sistema é abastecido com notícias sobre greves veiculadas em jornais impressos e eletrônicos e da imprensa sindical.

Segundo o Dieese, o número de greves de trabalhadores em 2009 foi maior na esfera privada (266) do que na pública (251). Em 2010, o número de greve em empresas privadas (176) foi menor do que no funcionalismo público e nas estatais (269). Houve uma greve que envolveu os dois segmentos em ambos os anos.

Em 2009, o total de horas paradas chegou a 34.730, a maior parte delas na esfera pública (25.316 horas). Já em 2010, o total de horas paradas alcançou 44.910 horas, dos quais 38.085 horas no setor público. O Dieese disse que essa discrepância entre os setores público e privado se deve à ausência de regulamentação da negociação coletiva de trabalho no setor público e também ao fato de que, na esfera pública, as negociações são geralmente mais complexas, já que envolvem vários órgãos e instâncias de poder.

Em geral, a motivação para a paralisação foi por melhores salários com 266 greves em 2009 e 214 em 2010, seguida pela reivindicação de plano de cargos e salários e auxílio-alimentação. Para o Dieese, houve queda significativa no número de greves por causa de demissões, que passou de 41 paralisações em 2009 para oito, em 2010.

Segundo o estudo, o número total de greves ocorrido em 2009 pode estar na crise econômica mundial, que afetou principalmente a indústria. “O ambiente econômico adverso e marcado por grande incerteza ensejou greves de caráter mais defensivo contra demissões em massa e tentativas de flexibilização – ou descumprimento - de direitos e condições de trabalho”, diz o estudo. Em 2010, a recuperação da economia repercutiu na redução do número de greves, principalmente na indústria.
 

Edição: Rivadavia Severo

 

Dado interessante, interpretação discutível. Em principio, greve não tem muito a ver com crise, e sim ao contrário, com crescimento econômico!

Esse poderia ser mais equitativamente distribuído, mas não é esse o procedimento comum do capital, que primeiro repassa o ganho para os acionistas. A parcela que cabe ao trabalhador tem de ser arrancado mediante greves, que são justamente vitoriosas porque o capital tem o que repartir.

Quando há crise, o trabalhador recebe chute na bunda, e tem medo de reinvindicar.

O fato das greves terem se reforçado durante a crise, é apenas um efeito de atraso, uma mera ilusão ótica: leva uns dois anos para que a classe realmente se mobilize para  a greve. Até então existe negociações, onde os patrões não costumam ceder, para ganhar tempo em sua acumulação (assegurando até então balanços positivos para fazer os acionistas sorrirem).Além disso, a mobilização é difícil, os medos das famílias trabalhadoras têm de ser vencidos.

Assim sendo, essas greves de 2009 representam a luta pela repartição dos ganhos de 2007. A calmaria que vem depois não é resultado do crescimento e sim da satisfação pelos ganhos no ano anterior.

Nem trabalhador, nem sindicato, diga-se de passagem, gostam de greve. Elas representam um grande risco e um grande stress para famílias, e também os sindicatos podem sofrer multas pesadíssimas por juízes abusados.O que trabalhador gosta é de trabalhar, mas sendo tratado dignamente. Mas isso o capital nunca compreenderá...

 

Joaquim Aragão

Ex-senadora Marina Silva é ordenada pastora em Convenção das Assembleias de Deus do Distrito Federal

Ex-senadora Marina Silva é ordenada pastora em Convenção das Assembleias de Deus do Distrito Federal

 

A ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva foi consagrada a pastora em uma reunião da Convenção das Assembleias de Deus no Distrito Federal (CEADDIF), liderada pelo pastor Sostenes Apolos.

A possibilidade de mulheres serem consagradas ao ministério pastoral nas igrejas Assembleia de Deus foi aberta após aprovação do tema durante Assembleia Geral Ordinária realizada em Outubro de 2011 pela Convenção do Distrito Federal.

Na ocasião, a proposta foi votada por 1.500 correligionários, e aprovada com 70% dos votos. Segundo informações do Gprime, o entendimento dos líderes assembleianos, a decisão da CEADDIF abre caminho para que a CGADB também aprove o ordenamento de mulheres ao ministério pastoral. Em 2001, a proposta foi recusada durante Assembleia Geral da Convenção Nacional.

O reconhecimento da ordenação da ex-candidata à presidência da República Marina Silva ao ministério pastoral em todas as Assembleias de Deus ainda depende de homologação da CGADB. Em 2010, quando foi terceira colocada nas eleições presidenciais, com aproximadamente 20 milhões de votos, Marina Silva havia sido ordenada missionária.

http://noticias.gospelmais.com.br/marina-silva-ordenada-pastora-convencao-assembleias-deus-33250.html

 

da Agência Câmara de Notícias

 

Comissão exibirá documentário sobre morte de Manoel Fiel Filho 

Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça, ligada à Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, promoverá nesta terça-feira (17) a exibição do filme "Perdão, Mister Fiel", do diretor Jorge Oliveira, sobre a história do operário Manuel Fiel Filho.

Fiel Filho foi preso em 16 de janeiro de 1976 na fábrica onde trabalhava, ao meio-dia, por dois agentes do DOI-Codi/SP que se diziam funcionários da Prefeitura, sob a acusação de pertencer ao Partido Comunista Brasileiro. No dia seguinte, os órgãos de segurança emitiram nota oficial afirmando que Manuel havia se enforcado em sua cela com as próprias meias, naquele mesmo dia 17, por volta das 13 horas.

O corpo apresentava sinais evidentes de torturas, em especial hematomas generalizados, principalmente na região da testa, pulsos e pescoço.

Após a exibição do filme, haverá uma audiência pública com a participação do diretor e da viúva do operário, Thereza de Lourdes Martins Fiel.

A reunião será realizada às 14 horas, no Plenário 9.

Da Redação/WS

 

da Agência Brasil

 

"Chevron tem dificuldades em exploração de águas profundas, mas temos de vencê-las" diz Hillary16/04/2012 - 20h29

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil 
 

Brasília – Ao admitir que a empresa norte-americana Chevron tem dificuldades em atuar na exploração de petróleo em águas profundas, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse hoje (16) que o Brasil e os Estados Unidos devem manter a parceria na área. Segundo ela, há desafios que devem ser superados, mas que não podem impedir as negociações.

“Queremos ser um bom parceiro. Há problemas em águas profundas e sabemos os desafios que isso apresenta, mas sabemos também que é importante para o Brasil levar isso adiante”, disse a secretária, depois de se reunir por cerca hora de uma hora com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

 Hillary ainda afirmou que o trabalho de exploração de petróleo desenvolvido no Brasil é “muito caro e difícil”. A secretária não mencionou, todavia, o desastre ecológico provocado pela perfuração de um poço exploratório feito pela Chevron Brasil na área de Frade, na bacia de Campos, no Rio de Janeiro, em 2011. A empresa foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) por crimes ambientais e danos ao patrimônio público.

Edição: Carolina Sarres

 

Do ptjornal.com

Cofundador da Google diz que panorama atual da Internet “é assustador” Autor: Redação  Segunda-feira, 16 Abril 2012 14:53

Sergey Brin mostra-se bastante preocupado com políticas que empresas como a Apple e o Facebook estão a adotar, restringindo os seus serviços apenas a quem querem. Empresário nascido na Rússia diz que o futuro da Internet pode estar em causa.

Numa altura em que leis governamentais como a ACTA ou a SOPA são protestadas um pouco por todo o mundo, é o criador de site mais conhecido do mundo que vem criticar as políticas que estão a ser adotadas contra a liberdade que sempre imperou na rede.

Sergey Brin, cofundador da Google em 1998, acredita que “existem forças poderosas que estão a lutar contra a abertura da Internet”. Para o empresário norte-americano, o cenário “é assustador”, mas vai mais longe, apontando o dedo ao Facebook e à Apple, empresas que diz restringirem o acesso livre às plataformas, limitando dessa forma os conteúdos.

Em entrevista ao The Guardian, Brin afirma ainda que nunca antes tinha estado tão preocupado com o panorama da Internet, dando o exemplo de países como o Irão, a China ou a Arábia Saudita, locais onde há forte censura na rede por parte dos governos.

Sergey Brin criou, juntamente com Larry Page, em 1998, aquele que se viria a tornar o site mais conhecido do mundo, e consequentemente o mais visitado, o Google. Atualmente com 38 anos, a sua fortuna em 2011 foi avaliada em cerca de 20 mil milhões de dólares.

 

Do Sol.sapo.pt

Pulitzer para Associated Press e Huffington Post inShare
16 de Abril, 2012

A agência norte-americana de notícias Associated Press, o jornal The Philadelphia Inquirer e o sítio de notícias The Huffington Post foram distinguidos hoje com os Prémios Pulitzer de jornalismo da Universidade de Columbia, em Nova Iorque.

A Associated Press recebeu o prémio pela investigação sobre o programa de vigilância da polícia de Nova Iorque a cidadãos muçulmanos, na cidade, e The Philadelphia Inquirer, pela cobertura da violência nas escolas.

O sítio de notícias na Internet The Huffington Post recebeu o primeiro Pulitzer pelos trabalhos sobre veteranos de guerra do Iraque e do Afeganistão, no regresso à vida civil.

O jornal The New York Times foi distinguido com dois prémios Pulitzer na área da reportagem internacional.

O Pulitzer da melhor obra teatral foi para a escritora de origem portorriquenha Quiara Alegría Hudes, pela peça Water by the Spoonful, sobre um antigo soldado no Iraque.

O prémio de ficção literária, um dos mais aguardados no meio editorial, não foi atribuído.

Os prémios Pulitzer distinguem trabalhos de excelência na área do jornalismo, fotojornalismo, literatura e música, e são atribuídos desde 1917 pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

Lusa/SOL