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<p><em>"O ex-procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza afirmou, em entrevista à Agência Estado, que a Polícia Federal foi quem pediu para segurar a investigação da Operação Vegas em 2009."</em></p><p>Ex-procurador diz que PF pediu para segurar Operação Vegas</p><p>Delegado havia dito em CPI que apuração foi interrompida no momento em que apareceram conversas de Cachoeira com Demóstenes</p><p>AE &nbsp;| 10/05/2012 20:57:49&nbsp;&nbsp;</p><p>O ex-procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza afirmou, em entrevista à Agência Estado, que a Polícia Federal foi quem pediu para segurar a investigação da Operação Vegas em 2009.</p><p>Na terça-feira, o delegado Raul Alexandre Marques Sousa disse, em sessão reservada da CPI do Cachoeira, que a apuração foi parada no momento em que apareceram conversas do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) e os deputados Sandes Junior (PP-GO) e Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO).</p><p>Depoimento à CPI coloca em dúvida atuação de procurador-geral da República&nbsp;</p><p>A investigação foi enviada ao atual procurador-geral da República, Roberto Gurgel, em setembro de 2009. A mulher de Gurgel, a subprocuradora Cláudia Sampaio, foi designada por ele para avaliar o caso. Ela considerou na ocasião que não havia indícios suficientes para que sugerisse ao marido pedir a abertura de investigação contra esses parlamentares no Supremo Tribunal Federal (STF).</p><p>Ministros do STF saem em defesa do procurador-geral da República&nbsp;</p><p>Antonio Fernando, que deixara a chefia do MP em julho daquele ano, telefonou recentemente para Cláudia para saber dela se a investigação da Operação Vegas chegou ainda na gestão dele. A subprocuradora disse-lhe que não, mas detalhou a ele que foi a PF que pediu que a apuração não fosse encerrada. "A deliberação seria pelo arquivamento", afirmou.</p><p>O ex-chefe do MP classificou como uma "bobagem" a discussão que está sendo travada em relação ao caso. "Nada foi feito para postergar a investigação. O objetivo é fazer uma investigação que dê resultado. E a apuração deu. Se fosse arquivado lá atrás, nada teria sido revelado", disse. Ele ressaltou que Gurgel tem suas "razões de conveniência" para abrir uma investigação ou não e que não há nada de "ilegal" na decisão.</p><p>Gurgel rebate crítica sobre atraso de inquérito do caso Cachoeira&nbsp;</p><p>Ele saiu em defesa do trabalho de Cláudia, chamando-a de profissional "competente" e "dedicada". "É uma das pessoas mais preparadas da área criminal no Ministério Público Federal", afirmou.</p><p>Autor da denúncia do mensalão, Antonio Fernando não quis comentar se as críticas à atuação de Cláudia e de Gurgel tem relação com o julgamento do escândalo pelo STF, que deve ocorrer ainda este ano. "Não posso fazer essa avaliação. Eu estou aposentado. Mas as declarações do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, falam por si", disse.</p><p>http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2012-05-10/exprocurador-diz-que-pf-pediu-para-segurar-operacao-vegas.html?utm_source=twitterfeed&amp;utm_medium=twitter</p>

 

"O ex-procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza afirmou, em entrevista à Agência Estado, que a Polícia Federal foi quem pediu para segurar a investigação da Operação Vegas em 2009."

Ex-procurador diz que PF pediu para segurar Operação Vegas

Delegado havia dito em CPI que apuração foi interrompida no momento em que apareceram conversas de Cachoeira com Demóstenes

AE  | 10/05/2012 20:57:49  

O ex-procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza afirmou, em entrevista à Agência Estado, que a Polícia Federal foi quem pediu para segurar a investigação da Operação Vegas em 2009.

Na terça-feira, o delegado Raul Alexandre Marques Sousa disse, em sessão reservada da CPI do Cachoeira, que a apuração foi parada no momento em que apareceram conversas do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) e os deputados Sandes Junior (PP-GO) e Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO).

Depoimento à CPI coloca em dúvida atuação de procurador-geral da República 

A investigação foi enviada ao atual procurador-geral da República, Roberto Gurgel, em setembro de 2009. A mulher de Gurgel, a subprocuradora Cláudia Sampaio, foi designada por ele para avaliar o caso. Ela considerou na ocasião que não havia indícios suficientes para que sugerisse ao marido pedir a abertura de investigação contra esses parlamentares no Supremo Tribunal Federal (STF).

Ministros do STF saem em defesa do procurador-geral da República 

Antonio Fernando, que deixara a chefia do MP em julho daquele ano, telefonou recentemente para Cláudia para saber dela se a investigação da Operação Vegas chegou ainda na gestão dele. A subprocuradora disse-lhe que não, mas detalhou a ele que foi a PF que pediu que a apuração não fosse encerrada. "A deliberação seria pelo arquivamento", afirmou.

O ex-chefe do MP classificou como uma "bobagem" a discussão que está sendo travada em relação ao caso. "Nada foi feito para postergar a investigação. O objetivo é fazer uma investigação que dê resultado. E a apuração deu. Se fosse arquivado lá atrás, nada teria sido revelado", disse. Ele ressaltou que Gurgel tem suas "razões de conveniência" para abrir uma investigação ou não e que não há nada de "ilegal" na decisão.

Gurgel rebate crítica sobre atraso de inquérito do caso Cachoeira 

Ele saiu em defesa do trabalho de Cláudia, chamando-a de profissional "competente" e "dedicada". "É uma das pessoas mais preparadas da área criminal no Ministério Público Federal", afirmou.

Autor da denúncia do mensalão, Antonio Fernando não quis comentar se as críticas à atuação de Cláudia e de Gurgel tem relação com o julgamento do escândalo pelo STF, que deve ocorrer ainda este ano. "Não posso fazer essa avaliação. Eu estou aposentado. Mas as declarações do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, falam por si", disse.

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2012-05-10/exprocurador-diz-que-...

 

Juízo e Castigo! Tortura Nunca Mais!

da Folha.com

Dilma anuncia integrantes da Comissão da Verdade

 

KELLY MATOS
DE BRASÍLIA

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quinta-feira (10) os nomes das sete pessoas que vão integrar a Comissão da Verdade.

Os nomes devem ser publicados na edição de amanhã do "Diário Oficial da União" e a cerimônia de posse dos novos integrantes será no próximo dia 16.

Os ex-presidentes José Sarney (PMDB), Fernando Collor (PTB), Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já confirmaram presença na cerimônia.

Alan Marques/FolhapressGilson Dipp é ministro do STJ e do TSEGilson Dipp é ministro do STJ e do TSE

Farão parte do grupo: José Carlos Dias (ex-ministro da Justiça no governo Fernando Henrique), Gilson Dipp (ministro do STJ e do TSE), Rosa Maria Cardoso da Cunha (amiga e ex-advogada de Dilma), Cláudio Fonteles (ex-procurador-geral da República no governo Lula), Maria Rita Kehl (psicanalista), José Paulo Cavalcanti Filho (advogado e escritor), Paulo Sérgio Pinheiro (atual presidente da Comissão Internacional Independente de Investigação da ONU para a Síria).

Antes do anúncio oficial, Dilma esteve reunida no Palácio do Planalto com os integrantes da comissão e os ministros ligados ao tema.

Ainda hoje, os sete membros indicados serão recepcionados pela presidente em um jantar no Palácio da Alvorada.

A indicação dos integrantes ocorre quase seis meses após a lei que cria a Comissão da Verdade ser sancionada pela presidente Dilma Rousseff.

A Comissão da Verdade vai investigar e narrar violações aos direitos humanos ocorridos entre 1946 e 1988 (que abrange o período do Estado Novo, ditadura do governo de Getúlio Vargas, até a publicação da Constituição Federal).

Anja Niedringhaus - 28.nov.11/Associated PressPaulo Sérgio Pinheiro da Comissão da ONU para a SíriaPaulo Sérgio Pinheiro da Comissão da ONU para a Síria

O grupo apontará, sem poder de punir, responsáveis por mortes, torturas e desaparecimentos na ditadura e vai funcionar por dois anos. Ao final deste prazo, a Comissão deverá elaborar um relatório em que detalhará as circunstâncias das violações investigadas.

MILITARES

Em fevereiro, grupos de militares da reserva reagiram contra a Comissão da Verdade. Em nota, clubes das três Forças Armadas, que representam militares fora da ativa, criticaram a presidente Dilma Rousseff por ela não ter demonstrado "desacordo" em relação a declarações de ministras e do PT sobre a ditadura militar (1964-1985).

A reclamação tratava, entre outros temas, sobre uma declaração da ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos), segunda a qual a Comissão da Verdade pode levar à responsabilizações criminais de agentes públicos, a despeito da Lei da Anistia. O texto dos militares, que havia sido publicado na internet, acabou sendo retirado do ar após pressão do governo.

Dias depois, também em nota, 98 militares da reserva reafirmaram os ataques feitos por clubes militares à presidente Dilma e disseram não reconhecer autoridade no ministro da Defesa, Celso Amorim, para proibí-los de expressar opiniões. A nota, intitulada "Eles que Venham. Por Aqui Não Passarão", também atacava a Comissão da Verdade: "[A comissão é um] ato inconsequente de revanchismo explícito e de afronta à Lei da Anistia com o beneplácito, inaceitável, do atual governo", dizia o texto, endossado por, entre outros, 13 generais.

 

Todos os partidos descem menos a Coligação de Esquerda Radical

Primeira sondagem pós-eleitoral na Grécia dá vitória ao Syriza


Jornal PÚBLICO 10.05.2012 - 20:12 Por Maria João Guimarães

A primeira sondagem desde as eleições de domingo mostra um segundo sismo na política grega: o Syriza (Coligação de Esquerda Radical) surge como primeira força política com 27,7% dos votos (e, eventualmente, 128 deputados, com o bónus dado ao mais votado), o Nova Democracia com 20,3% (e 57 deputados), o PASOK com 12,6% (e, assim, 36 lugares).

O Syriza venceria com mais votos do que o primeiro classificado nas eleições de domingo passado, o Nova Democracia, que obteve 18,8%, segundo o inquérito do instituto Marc.

Tanto o Nova Democracia como o PASOK descem ainda mais num agravamento da verdadeira queda livre que sofreram estes partidos, que antes somavam 80% das preferências do eleitorado. Mais: é o único partido a registar uma subida. Todos os outros descem, mesmo que ligeiramente.

Os Gregos Independentes, partido da direita com laivos populistas (fruto de uma cisão do Nova Democracia) teria 10,2% (teve 10,6% no domingo), o Partido Comunista 7% (contra 6,9% no domingo), o Aurora Dourada (extrema-direita xenófoba, 5,7% contra 6,9% no domingo) e a Esquerda Democrática obteria 4,9% contra os 6,1% que conseguiu no domingo.

A Esquerda Democrática parece ser actualmente a chave para um possível Governo de coligação “pró-europeu”. O seu líder, Fotis Kouvelis, propôs “um Executivo ecuménico” que fosse o mais alargado possível, mas analistas vêem a possibilidade de que este Governo possa deixar de fora o Syriza se este for inflexível no declarar nulo o memorando de entendimento com a troika.

A ideia do novo Executivo seria renegociar o acordo assegurando, no entanto, que o país não arrisca a sair do euro.
Também há quem evoque a hipótese de uma coligação mais à esquerda sem o Nova Democracia.

 

2014---distribuição de renda

Espanha estatiza 3º maior banco do país

10 de maio de 2012

Folha de S.Paulo (SP)

Anúncio fez a desconfiança dos mercados contra o país aumentar; juros dos títulos ultrapassaram a casa dos 6%

Governo promete novas medidas para amanhã; outras instituições financeiras podem precisar de resgate

 

 RODRIGO RUSSO

DE LONDRES


O governo espanhol anunciou a estatização parcial do terceiro maior banco do país, o Bankia, e prometeu divulgar amanhã novas medidas para o setor financeiro.

O Estado agora será o maior acionista do banco, com 45% do capital, e na prática o controlará.

O anúncio fez a desconfiança dos mercados contra o país aumentar.

A Bolsa local fechou o dia em baixa e os juros dos títulos da dívida pública do país com vencimento em dez anos ultrapassaram a perigosa casa dos 6%, considerada por analistas como o limite para que a Espanha não tenha que recorrer a um empréstimo da União Europeia.

De acordo com o jornal "El Pais", a estatização envolve a conversão de um empréstimo de € 4,5 bilhões em ações. O Bankia tem mais de 10 milhões de clientes no país e € 306 bilhões em ativos.

As reformas no setor bancário devem fazer com que as instituições financeiras sejam obrigadas a contar com reservas maiores, de € 35 bilhões, nas linhas de crédito imobiliário -uma das áreas mais críticas dos bancos do país.

Com as mudanças, espera-se que o sistema bancário fique mais seguro.

Além disso, o governo espera que os bancos passem a emprestar mais recursos para outros setores e que os preços de imóveis caiam para níveis mais acessíveis, o que movimentaria o setor.

Como as instituições não dispõem desse dinheiro, é muito provável que o governo seja obrigado a usar verba pública para auxiliá-las.

 

RATING

A perspectiva de injeção de recursos nos bancos do país foi um dos motivos para que a agência de classificação de riscos Standard & Poor's rebaixasse a nota da Espanha.

Com essas medidas, a agência vê riscos consideráveis de que a dívida pública espanhola, já elevada, fique ainda maior. O país se comprometeu com a União Europeia a reduzir seu deficit orçamentário e sua dívida pública. Além disso, em abril, o governo havia garantido que não usaria dinheiro público para sanear bancos.

A Espanha recentemente confirmou que está em recessão econômica (dois trimestres seguidos de contração do PIB) e tem o maior índice de desemprego da zona do euro, acima dos 24% da população economicamente ativa.

Em fevereiro, o governo havia anunciado um plano para que as instituições financeiras aumentassem suas provisões em € 54 bilhões. Com o Bankia, são sete os bancos que sofreram resgate estatal na Espanha e quatro os que estão sob controle do Estado. Estima-se que as instituições financeiras tenham € 180 bilhões de créditos duvidosos no setor.

 

"[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]" - Mia Couto

Nassif, essa notícia dá uma boa polêmica aqui no blog. Ainda não fui atrás da notícia "seca", mas adianto o texto do Altamiro Borges.

Espanha estatiza banco. Cadê a mídia? 
Por Altamiro Borges 
  O governo espanhol anunciou ontem (9) a estatização do terceiro maior banco do país, o Bankia. O Estado será o maior acionista do grupo financeiro, com 45% do seu capital. Na prática, exercerá o controle sobre a instituição falida. A medida confirma a gravidade da crise econômica europeia, com o definhamento de várias corporações empresariais.  
O primeiro ministro espanhol, Mariano Rajoy, um neoliberal convicto, decidiu “estatizar” o Bankia para evitar que o seu colapso contagiasse o restante do bichado sistema financeiro do país. Com o dinheiro dos contribuintes – os mesmos que são demitidos e têm os seus direitos sociais e trabalhistas usurpados –, o governo injetará bilhões de euros para salvar os banqueiros.
 O silêncio da mídia rentista Segundo o jornal El Pais, a estatização envolve a conversão de um empréstimo de € 4,5 bilhõesem ações. O Bankia tem mais de 10 milhões de clientes e € 306 bilhões em ativos. O anúncio, porém, não acalmou o “deus-mercado”. A Bolsa local fechou o dia de ontem em forte baixa e os juros dos títulos da dívida pública do país voltaram a disparar. A Espanha caminha para a falência total! O curioso na estatização do terceiro maior banco da Espanha é que a mídia rentista não fez qualquer alarde. Ao contrário, alguns articulistas – que mais parecem porta-vozes dos banqueiros – até elogiaram a medida do governo neoliberal. Bem diferente da postura adotada diante da decisão da presidenta Cristina Kirchner de reestatizar a empresa petrolífera YPF na Argentina. Quando a estatização é para defender a soberania energética de um país, a mídia rentista cai de pau. Quando é para socorrer os “pobres” banqueiros, ela evita dar manchete e fazer escândalo. A mídia rentista não nega sua associação com o capital financeiro!  
Postado por Miro às 11:55 

 

"[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]" - Mia Couto

Foi publicado ontem no Diário Oficial da União a sanção presidencial à Lei 12.623/2012, que institui o Dia do Aniversário do Buda Shakyamuni, a ser celebrado anualmente no segundo domingo de maio, e o inclui no Calendário Oficial de Datas e Eventos Brasileiro.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12623.htm


As mães agora dividem seu dia com o Buda.


Até que não é má companhia...

;)

 

Do Presseurop

Angela Merkel saberá sair a tempo?


10 maio 2012Presseurop

Die Zeit

 

Die Zeit, 10 maio 2012

“Quanto tempo mais?”, pergunta Die Zeit, sobre a fotografia de uma Angela Merkel que já não tem muitos amigos na Europa e que se prepara para sofrer mais um revés eleitoral nas eleições da Renânia do Norte-Vestefália, a 13 de maio. Partindo da ideia de que quase todos os chanceleres alemães se retiraram demasiado tarde, o redator principal Bernd Ulrich faz o balanço dos anos Merkel.

Simples e sem a experiência dos belos discursos, esta protestante nascida na RDA acabou por cair nas boas graças de todos os alemães, sobretudo os do ocidente, de quem ela pensava serem “mimados, um pouco frouxos e preguiçosos”. Estes, por seu lado, “merkalizaram-se” votando um verdadeiro culto às suas pretensas fraquezas: a sobriedade e a falta de elegância. E foi a crise do euro que marcou o ponto de viragem desta transformação, segundo Ulrich:

Em 2005, Merkel pensava que tinha de dar um empurrão aos alemães. Hoje, tem de os convencer a ajudar os outros, a manter o sangue frio e, sobretudo, a continuarem a consumir sabiamente e com zelo. A sua política inverteu-se completamente. Terá ela terminado a sua missão na Alemanha; emigrou para a Europa? […] Sem a normalidade alemã, protegida por esta chanceler ultra normal, há muito tempo que a Europa tinha mergulhado no caos.

Longe de imaginar uma queda iminente da chanceler, Ulrich conclui:

Pode ser que a Merkel alemã tenha ultrapassado o seu zénite, mas a Merkel europeia vive atualmente o seu ponto mais alto. Talvez já não precisemos dela aqui [na Alemanha], mas sim na Europa. […] Tem apenas 57 anos. É, por isso, uma mulher política do futuro. Resta saber onde.

 

Gilberto .    @Gil17

Do Presseurop

 

DEBATE A petição da ingenuidade


10 maio 2012Presseurop

Aftonblade

 

“Não perguntem o que é que a Europa pode fazer por vós, mas sim o que é que vocês podem fazer pela Europa” – eis o tema do manifesto assinado por um grupo de intelectuais europeus, com o alemão Jürgen Habermas à cabeça, a que o diário sueco Aftonbladet reage, classificando a proposta como “completamente ingénua.

Numa altura em que “as reformas e o direito laboral estão a ser violados e quando as manifestações e os motins se sucedem, em cadeia, de um país membro para outro”, a única contribuição proposta pelo manifesto para reconstruir a União a partir de baixo consiste em “ter direito a um ano sabático para fazer trabalho voluntário num outro país da União”?, ironiza o diário, que pergunta:

A única resposta destes amigos da Europa, numa altura em que a União está tão periclitante com o Titanic, é que é preciso passarmos um pouco mais de tempo juntos para nos sentirmos europeus?

E o jornal conclui, no mesmo tom: “Não é com certeza por acaso que esta iniciativa é apoiada pelo grupo Allianz [seguradora alemã] – um dos principais credores da Grécia.

 

 

Petição por uma Europa dos cidadãos

3 maio 2012

A crise que atinge o Velho Continente, atinge sobretudo os jovens, muitos deles licenciados. É a esta geração que é feito o apelo por uma Europa dos cidadãos, lançado pelo eurodeputado Daniel Cohn-Bendit e pelo sociólogo Ulrich Beck. O documento, publicado em Die ZeitLe Monde e El País e La Repubblica, foi subscrito por sessenta intelectuais, dirigentes políticos e artistas europeus, entre os quais o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, Jacques Delors, os Prémio Nobel da Literatura, Imre Kertesz e Herta Müller, e por Adam Michnik e Joschka Fischer.

Parafraseando John Kennedy, os signatários do apelo pedem

à Comissão Europeia e aos governos nacionais, ao Parlamento Europeu e aos parlamentos nacionais que criem uma Europa "de cidadãos ativamente empregados", e também que criem condições financeiras e jurídicas para o estabelecimento de um "Ano europeu do voluntariado para cada um", como reação ao modelo "top-down" que prevalece atualmente na Europa, uma Europa de elites e tecnocratas. O objetivo é democratizar as democracias nacionais a fim de se reconstruir uma Europa com base neste toque a reunir: "Não perguntem o que a Europa pode fazer por nós, mas o que podemos nós fazer pela Europa – Façamos a Europa!"

Incentivando “a concentração de vulgares cidadãos europeus por iniciativa própria”, os promotores deste documento transformaram o seu projeto “num ato de autocriação graças ao qual a Europa será dotada de uma nova constituição 'por baixo'".


 

esseurop

 

 

 

Gilberto .    @Gil17

Brasil 247há 14 horasA verdadeira ameaça à livre expressão do pensamento

Ela não está em risco quando setores da sociedade pedem que uma publicação e seus jornalistas falem, mas sim quando um veículo é forçado a se calar; leia artigo de Leonardo Attuch, responsável pelo Brasil 247

Leonardo Attuch_247 – Nos últimos dias, nossos leitores têm acompanhado o esforço que vem sendo feito pela equipe do Brasil 247 para continuar publicando informações relevantes, mesmo num cenário de extrema adversidade. Nos últimos dois dias, disponibilizamos 40 giga de informações relacionadas à Operação Monte Carlo, na nossa página no Facebook. No dia 27 de abril, já havíamos também antecipado, com exclusividade, o inquérito contra o senador Demóstenes Torres, enviado pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, à CPI. Informações que, muitas vezes, contrariam interesses e forças poderosas da sociedade brasileira.

Como responsável direto pela publicação, compartilho com todos vocês – leitores, mas, sobretudo, amigos aqui no Facebook – as dificuldades que vêm sendo enfrentadas por nossa equipe e as soluções que já estão sendo encaminhadas. Tanto no tocante à infraestrutura, como também no que diz respeito à segurança. Hoje, nesta quarta-feira 9, registramos boletim de ocorrência na delegacia especializada em crimes eletrônicos da cidade de São Paulo para que se investigue a fundo o que está ocorrendo conosco. E pretendemos levantar as causas e apontar os responsáveis, custe o que custar.

É possível, sim, que tenhamos sofrido um ataque, como sugerem vários de nossos leitores. Afinal, a cada dia, o 247 se torna reconhecido como um espaço de liberdade plena onde todos os assuntos podem ser discutidos. Quem nos acompanha há mais tempo, especialmente o público de Goiás, sabe do papel que desempenhamos no escândalo Carlos Cachoeira. Fomos os primeiros a publicar, com coragem, informações que muitos veículos prefeririam manter sob o tapete. 

Nossos leitores também sabem que, parafraseando a jornalista Suzana Singer, ombudsman da Folha de S. Paulo, não há temas proibidos no 247. Um deles é a relação entre jornalistas e donos de empresas de comunicação com suas fontes de informação. É curioso que nós, nascidos como veículo independente, estejamos sendo obrigados a nos manter calados – ainda que tentemos resistir bravamente aqui nesta página no Facebook – num momento em que o Brasil discute a liberdade de expressão.

A liberdade de um país não está em risco quando parlamentares de uma CPI ou setores da sociedade pedem que uma publicação e alguns de seus jornalistas venham a público e falem. Ela está ameaçada quando um veículo é obrigado a se calar. Uma sociedade livre discute todos os temas, inclusive o poder exercido pelos meios de comunicação. E os jornalistas deveriam ser os primeiros a defender um debato amplo, aberto, geral e irrestrito.

Por que estamos enfrentando esta situação? Que interesses foram contrariados? São perguntas ainda em aberto, mas que serão respondidas. E este espaço no Facebook, que sabemos ser menos eficiente e agradável do que a nossa página anterior, é uma solução de emergência adotada para que pudéssemos continuar fazendo o nosso trabalho, apesar das adversidades.

Hoje cedo, tínhamos plena confiança de que a situação anterior seria restabelecida. Migramos nossa infraestrutura para o pacote mais rápido e seguro do País – o chamado “estado da arte” em hospedagem. Ainda assim, o serviço apresentou instabilidade e decidimos retornar ao Facebook, pelo que, novamente, pedimos desculpas aos nossos leitores.

Mas, se vale um consolo, não nos calaremos, em hipótese alguma. Hoje, a rede de informações 247 já é um movimento. Envolve mais de 40 profissionais, mas também muitos de nossos leitores, que, na era do jornalismo 2.0, são também nossos colaboradores, dedicados à busca da verdade. 

Continuamos subindo duas edições diárias no iPad, revistas semanais e permitindo ainda que todos os leitores publiquem livremente informações relevantes nesta nossa página.
Muito em breve, voltaremos a ter o website jornalístico mais ágil, mais rápido e mais seguro do Brasil. Estamos trabalhando 24 horas por dia nesta direção e mobilizando todos os recursos humanos e materiais necessários.

Nós não iremos desistir da nossa missão, que é informar, sem medo, sem censura e com total liberdade.70 · Comentar · 

 

Espanha nacionaliza quarto maior banco do país
O governo espanhol prepara-se para injetar até 10 mil milhões de euros no Banco Financiero e de Ahorros, que detém 45% do Bankia, um dos gigantes da banca espanhola. O custo da nacionalização será o equivalente aos cortes na educação e saúde promovidos pelo governo de Mariano Rajoy.
Esquerda.net .....Artigo | 10 Maio, 2012 - 14:30


No final de 2008, o grupo financeiro tinha conseguido uma ajuda do Estado espanhol no valor de 4.465 milhões de euros. Agora, o Ministério da Economia crê ser "improvável, em vista da situação da entidade e de seu grupo", que o Bankia possa devolver em cinco anos o dinheiro recebido.

A forte exposição do banco ao setor da construção e ao mercado imobiliário é apontada como a causa dos problemas financeiros do Bankia. No fim de 2011, os ativos tóxicos do Banco Financiero e de Ahorros (BFA)estavam avaliados em mais de 31 mil milhões de euros.

Segundo o diário El País, o BFA foi formado a partir da fusão de sete caixas de poupança, liderada pela Caja Madrid e Bancaja, ambas controladas por políticos do Partido Popular. O Bankia foi lançado em março de 2011, supostamente com os bons ativos do BFA. Entrou na bolsa no meio da tempestade da crise das dívidas na Europa e perdeu 42% da sua capitalização bolsista desde o início do ano.

Com a nacionalização do Bankia, sai o presidente Rodrigo Rato, que foi ministro da Economia e Finanças de Aznar e com a derrota do PP face ao PSOE Zapatero seguiu para a liderança do FMI até ser substituído em 2007 por Strauss Kahn. À frente do Bankia ficará José Ignacio Goirigolzarri, que saiu do BBVA com uma pensão vitalícia de 3 milhões de euros anuais.

 

2014---distribuição de renda

Do Blog Viomundo.

Dr. Rosinha: “Alguns segmentos da imprensa terão de ser investigados, sim”

por Conceição Lemes

Deu no Painel, da Folha de S. Paulo, dessa quarta-feira, 9 de maio.

O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), um dos “soldados” citados,  estranhou a nota.

“Eu não sei de nenhuma reunião secreta na liderança do PT do Senado. E se houve, não participei”, diz. “E não tendo participado, fui escalado, segundo a Folha. Só que até agora eu não fui avisado, a não ser pelo Painel.”

“O foco da CPI não será a mídia. O PT tem defendido que o foco seja a organização criminosa comandada pelo Carlos Cachoeira”, afirma. “E se a investigação revelar que essa organização tem tentáculos, braços, nós vamos investigá-los. Portanto, se tiver algum órgão de imprensa envolvido, esse tentáculo também será investigado.”

“Se alguém disse a frase ‘se a mídia quer guerra, ela vai ter guerra’, não saiu de ninguém do PT de reunião em que eu tenha participado. Até porque o nosso objetivo não é a imprensa, mas a organização criminosa do Cachoeira”, reitera. “Agora, se algum jornalista ou empresa de comunicação tiver algum problema identificado, será investigado como qualquer suspeito de crime.”

Nós entrevistamos o Dr. Rosinha no final da noite dessa quarta-feira 9. Ele é suplente da CPI do Cachoeira. O suplente, ao contrário dos muitos imaginam, pode fazer tudo — ter acesso aos documentos sigilosos, questionar os depoentes, se manifestar — , exceto votar, se o titular estiver presente. E quando o titular se ausenta, o suplente vota também....

 

 

"Se tem pé de porco, orelha de porco, rabo de porco, lombo de porco e costela de porco é porco! Mesmo que seja uma feijoada." (Por S.T.F)

Que tal focar no que realmente interessa na USP? VEJA AQUI, O valor deste contrato é o gasto previsto por ano da universidade com obras. . Além destes casos eu recomendo maior atenção a obra do Anfiteatro novo na portaria 3.

Do Estado

TCE suspende edital de R$ 62 mi da USP por suspeita de direcionamentoExigências no texto que previa a instalação de iluminação LED no câmpus do Butantã poderiam ser atendidas apenas por uma empresa, dizem representações protocoladas no TCE09 de maio de 2012 | 23h 27 Felipe Frazão e Paulo Saldana, de O Estado de S.Paulo

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo suspendeu na quarta-feira, 9, o edital para licitação do novo sistema de iluminação da Universidade de São Paulo (USP) por suspeita de direcionamento do certame a uma empresa. A licitação é referente à iluminação do câmpus do Butantã, zona oeste da capital paulista, e tem valor estimado de R$ 62 milhões.

 alunos reclamam da falta de iluminação e da insegurança - JF Diorio/AEJF Diorio/AECidade Universitária à noite: alunos reclamam da falta de iluminação e da insegurança

O TCE acatou em parte o argumento de cinco representações protocoladas no tribunal questionando o edital. As concorrentes reclamavam que as exigências do texto só poderiam ser atendidas por uma empresa.

Os envelopes seriam abertos nesta quinta-feira, 10, definindo a empresa responsável pela instalação de iluminação de lâmpadas com tecnologia LED (luzes brancas, que iluminam mais e consomem menos energia). A escuridão no câmpus é uma das principais reclamações de alunos e funcionários em relação à segurança no câmpus e antiga reivindicação.

Na manhã de quarta-feira, o conselheiro do TCE Antônio Carlos dos Santos julgou procedente o argumento segundo o qual o edital restringia a participação apenas a empresas que fabricam os equipamentos de iluminação. Dessa forma, aquelas que executam apenas instalação ficariam de fora. O edital vetava que esses profissionais fizessem o trabalho em parceria com fabricante desse equipamento, argumentaram as concorrentes.

"Não entendemos a exigência. Se a empresa faz oferta do serviço, não tem a exigência de ser fabricante do material", afirmou César Teixeira, diretor geral da Citéluz, uma das empresas que, inconformadas com o texto do edital, recorreram ao TCE.

"Tentamos a impugnação, mas a USP indeferiu nosso pedido. Como nesse recurso administrativo a resposta não foi convincente, acionamos o TCE."

Estado apurou que pelo menos 40 empresas já haviam confirmado interesse no processo. Como a abertura dos envelopes só ocorreria hoje, a universidade não pode confirmar.

Favorecimentos. Na qualificação técnica do edital, outros pontos indicavam direcionamento, segundo consta nas representações encaminhadas ao tribunal. Havia a exigência da empresa comprovar já ter colocado em via pública, no mínimo, 2,5 mil luminárias do tipo LED.

Além disso, também era cobrada uma comprovação do fornecimento de lâmpadas com sistema superior a 85 lm/Watt - potência considerada superior à utilizada no mercado. Essas duas exigências, por exemplo, só podiam ser acatadas por uma das empresas concorrentes - o que viola a Lei de Licitações (nº 8.666/93).

Na decisão do TCE, foi definido prazo de cinco dias para que a USP se posicionasse sobre o edital. Os demais pontos técnicos seriam analisados posteriormente, também com base nas explicações da universidade.

Mas a USP se antecipou. A universidade informou ontem à noite que decidiu revogar o edital. Segundo a universidade, a revogação do texto se deu após constatação dos "problemas no texto-base" da licitação.

Segundo a assessoria de imprensa da instituição, a revogação não foi por pressão da iminência do julgamento do TCE - apesar de a universidade ter negado os recursos administrativos. A universidade defende que já havia decido pela anulação do texto do edital na terça-feira, mas não houve divulgação por conta do horário.

A petição de revogação do edital teria sido protocolado no tribunal, de acordo com a USP, ontem às 9h30, apenas 1h30 antes da abertura da sessão do pleno do órgão. O ato não impediu que a matéria fosse julgada pelos conselheiros.

Segundo Alfredo Gioielli, advogado de uma das concorrentes, a decisão da USP foi uma manobra: "Ninguém sabia do cancelamento, eu fui informado pessoalmente por um engenheiro da universidade. Agora é simples, né? Eles vão dizer que cancelaram para não ter de responder ao TCE".

A revogação deve sair nesta quinta no Diário Oficial. Não há data para a publicação do novo edital.

 

Gilberto .    @Gil17

Indústria começa a dar sinais de recuperação
CNI - Confederação Nacional da Indústria...09/05/12 - 13h12 | Economia
Leia o documento completo da pesquisa Indicadores Industriais de março(PDF)

Brasília – Depois de um início de ano fraco, a indústria brasileira começa a dar sinais de recuperação. As horas trabalhadas na produção cresceram 0,4%, o emprego aumentou 0,3% e o faturamento do setor subiu 0,9% em março frente a fevereiro na série com ajuste sazonal, informa a pesquisa Indicadores Industriais, divulgada nesta quarta-feira, 9 de maio, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
“Apesar de um início de ano com dificuldades, ao analisarmos os dados de março, há uma expectativa de retomada gradual, mas moderada, da atividade do setor ao longo do ano”, destacou o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.

O único indicador que teve queda em março ante fevereiro foi o de utilização da capacidade instalada. Com uma redução de 0,5 ponto percentual no período, a indústria operou, em média, com 81,5% da capacidade instalada em março. Em fevereiro, esse percentual era de 82%.  “Esses dados refletem uma ociosidade na produção, que pode ser resultado da maturação de investimentos e também pelo nível de estoques ainda estar acima do planejado”, avaliou Castelo Branco.

Os salários dos trabalhadores da indústria aumentaram 6,3% em março na comparação com fevereiro, segundo dado sem ajuste sazonal. Foi a maior elevação do indicador para meses de março desde 2006. Segundo Castelo Branco, isso se deve, sobretudo, à alta no rendimento médio dos trabalhadores, que foi a maior para meses de março: 5,7% frente a fevereiro, sem ajuste sazonal. Conforme a pesquisa da CNI, o rendimento do trabalhador inclui salário, abonos, participação nos lucros, horas extras e outros ganhos, com exceção de indenizações e encargos trabalhistas.

“Além disso, a inflação vem se desacelerando, o que aumenta o poder de compra das pessoas. Isso deve se manter a demanda interna forte, mas que não necessariamente será canalizada para os produtos nacionais”, assinalou o economista.

PRIMEIRO TRIMESTRE – Com exceção do faturamento, que teve queda de 1,1% no primeiro trimestre deste ano ante os últimos três meses de 2011, descontados os fatores sazonais, os demais indicadores de atividade industrial tiveram alta no período. As horas trabalhadas cresceram 1,1%, o emprego teve elevação de 0,6% e a utilização da capacidade instalada aumentou 0,5 ponto percentual nos primeiros três meses do ano na comparação com o último trimestre de 2011, segundo dados dessazonalizados.

Castelo Branco prevê que a indústria terá um maior desempenho a partir do segundo semestre. “Os próximos meses devem ser  de recuperação gradual da atividade da indústria. No segundo semestre do ano, a atividade deve se intensificar, de forma moderada, pois é quando começarão a surtir efeito as medidas do Plano Brasil Maior e dos juros e câmbio mais favoráveis”, destacou. “Mas as dificuldades dos países desenvolvidos, que são os principais mercados para os produtos brasileiros, ainda se refletirão na fraca atividade da indústria no país.”

Re: Clipping do dia
 

2014---distribuição de renda

Nassif e amigos, alguns detalhes interessantes sobre a notícia relatada abaixo:

1. Anápolis é uma das cidades mais importantes do estado de Goiás. Ou a segunda, apenas atrás da capital, Goiânia.

2. É a origem e a base de operações de "Charlie Waterfall".

3. Teve um prefeito afastado no passado, Ernani de Paula, cuja agora ex-mulher foi suplente de Demóstenes Torres no primeiro mandato. Ernani recentemente fez uma série de acusações ao grupo de Cachoeira.

4. Anápolis é também a cidade de origem de Henrique Meirelles, ex presidente do Banco de Boston e do Banco Central do Brasil. Meirelles é atualmente presidente do conselho do Grupo J&F, que está assumindo o controle da Delta Construções.

5. Alguma dica sobre a origem do grupo J&F? Acertou quem pensou em Anápolis...

6. Anápolis possui o maior e mais estabelecido polo industrial do estado, o DAIA - Distrito Agroindustrial de Anápolis. É também lá que está implantado o maior número de laboratórios produtores de farmacêuticos, em especial os "genéricos".

7. O grande estímulo à produção de genéricos no país veio do então Ministro da Saúde, José Serra, no apagar das luzes do segundo governo FHC. A autorização veio a consolidar a indústria farmacêutica em Anápolis. Para avaliar a compatibilidade dos genéricos era necessária a realização de complexos exames/simulações. Uma das empresas criadas para tal era exatamente de propriedade de Ernani de Paula e hoje é de pessoas ligadas a Cachoeira. Uma das fábricas, Vitapan, é de propriedade da ex-mulher do Bicheiro.

8. O próprio crescimento do grupo JBS (que faz parte da holding J&F) foi bastante estimulado pelo Governo Federal, agora já sob a égide de Lula, com grandes investimentos do BNDES. Não foi uma exclusividade do grupo, já que o BNDES também financiou fusões e aquisições em outros setores (o caso da OI, na telefonia, é um dos mais emblemáticos).

9. Durante as investigações referentes ao grupo do Bicheiro, há grande questionamento sobre a possibilidade de Cachoeira ser um sócio oculto da Delta Construções. Em artigo escrito pelo Nassif, há inclusive a citação de financiamento por parte de Cachoeira para a construtora.

10. Diversas matérias publicadas na imprensa citam a Delta como "a maior construtora do PAC". Há quem cite a mesma inclusive como a "maior construtora do país". Na matéria copiada abaixo, do Globo Rural, é citada como a 5a. maior construtora do país. Independentemente da posição, é sim importante. E o fato de ter bastante contratos do PAC pode trazer grande impacto na consecução das obras. Daí a preocupação do Governo Federal em dar uma solução rápida à situação.

11. Agora, juntando os pontinhos... Notem que temos uma série de personagens (Waterfall, J&F, Meirelles, Ernani, Vitapan) todos baseados em Anápolis. Ao promover a rápida aquisição/incorporação da Delta pela J&F o Governo Federal pode estar entrando numa enrascada. Meirelles, apesar de ter sido leal a Lula nos 8 anos à frente do BACEN, foi eleito pelo PSDB, mesmo partido de Marconi Perillo (que apoiou Demóstenes nas duas eleições para o Senado Federal). Sendo todos os grupos de Anápolis, há que se crer em ligações entre ambos. E tais ligações podem ser tornadas públicas no futuro, colocando o Governo Dilma em maus lençóis. Trata-se apenas de uma tese, mas preocupante. É fato que tanto Lula quanto Dilma sofreram agruras nas mãos do grupo do Bicheiro. Hoje já se sabe que praticamente todas as denúncias de Veja foram alimentadas pelo esquema. Ao promover a fusão com um grupo da mesma cidade, Anápolis, é como criar um tigre, ou um leão, em casa, acreditando que, por ser domesticado, não irá atacar os nossos filhos.

A ver...

Sandro

Grupo que controla JBS deve anunciar compra da DeltaApós denúncias de irregularidades e envolvimento com o caso do bicheiro Carlos Cachoeira, Delta deve ser adquirida pela J&Fpor Globo Rural On-line com informações de agências

O grupo que controla o frigorífico JBS, deve anunciar a compra da Delta Construções, sexta maior empreiteira do Brasil, que se envolveu em denúncias de favorecimento ao bicheiro Carlos Augusto Cachoeira, acusado de chefiar um esquema de jogo ilegal. 

A J&F tem no portfólio o JBS, maior produtor de carne bovina do mundo; a Eldorado Brasil, do segmento de celulose; aFlora, de produtos de limpeza; e o Banco Original, com financiamento para o agronegócio. O grupo deve anunciar a compra da Delta nesta quarta-feira (9/5), segundo notícia veiculada na mídia nesta quarta-feira. 

A Delta divulgou, no dia 25 de abril, um comunicado em que assegurava que continuaria cumprindo “contratos, obrigações e compromissos assumidos com seus fornecedores e clientes, com a habitual regularidade". 

O ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, passou a ser presidente do conselho da J&F em março deste ano. O grupo é conhecido por fazer aquisições de baixo custo e formar grandes empresas. 

JBS

A JBS informou nesta quarta-feira que acertou a venda de forma definitiva de uma das suas unidades instaladas na Argentina, localizada em San José, na província de Entre Rios.

Conforme o comunicado, o negócio foi fechado com um consórcio formado por um grupo de cooperativas locais e o governo da província local, que assumirá toda a operação e gestão do ativo. 

A operação foi concluída por um valor equivalente a US$ 16,5 milhões, sendo US$ 15 milhões à vista e o saldo em até um ano. A unidade de San José foi adquirida pela JBS em 2006 e estava com as atividades interrompidas desde 2009. "A JBS vem se esforçando em viabilizar suas operações na Argentina buscando atender seus clientes no mercado interno e externo da melhor maneira dentro das regras fixadas pelas autoridades locais", afirma a companhia, no comunicado.

 

Sandro Araújo

do estadao.com.br

o Estadão, afinadíssimo com a Veja, até no vocabulário:

Falcão, o do PT, insisteO Estado de S.Paulo

Uma das obsessões do presidente do PT, Rui Falcão, relacionada com sua fervorosa admiração pelo regime cubano, é implantar no Brasil um "controle social da mídia" como o que existe há mais de meio século na ilha dos Castros. Para ele, imprensa boa é aquela que apoia o governo - desde que, é claro, os "trabalhadores" controlem também o governo. A mais recente bravata do preposto petista pega carona nos últimos ataques da presidente Dilma Rousseff aos altos juros bancários, na demagógica intenção de deixar claro que, quando estão em jogo os "interesses populares", não falta "coragem" ao governo lulopetista: "Este é um governo que tem compromisso com o povo e que tem coragem para peitar um dos maiores conglomerados, dos mais poderosos do País, que é o sistema financeiro e bancário. E se prepara agora para um segundo grande desafio, que iremos nos deparar (sic) na campanha eleitoral, que é a apresentação para consulta pública do marco regulatório da comunicação".

 

Falando durante reunião de dirigentes do partido realizada na semana passada em Embu das Artes, na Grande São Paulo, o Falcão do PT demonstrou mais uma vez que sua aversão à imprensa livre é exatamente a mesma que cultivava o Falcão da ditadura militar - o Armando. Com a diferença de que este, às vezes, se poupava de proclamar bobagens, recorrendo ao "nada a declarar".

No Embu, o Falcão petista deixou a imaginação correr solta e deitou falação, mais uma vez, contra essa mania que a mídia tem de falar mal de seu partido. Para esse destemido defensor da mordaça, a mídia "é um poder que contrasta com o nosso governo desde a subida do Lula", e também "ao fazer uma campanha fundamentalista como foi a campanha contra a companheira Dilma". E enfatizou: "O poder da mídia, esse poder nós temos de enfrentar". O que significa que, para Falcão, a imprensa ou apoia o governo ou está condenada à danação eterna. É exatamente o que pensava o Falcão da ditadura militar.

Com esse raciocínio tosco e totalitário, o presidente do PT coloca Dilma Rousseff numa posição delicada, uma vez que, desde que chegou à Presidência da República, ela tem manifestado reiteradamente seu repúdio às tentativas de, a pretexto da necessária implantação de um novo marco regulatório das comunicações, promover o cerceamento da liberdade de imprensa. Pode-se alegar que, nesse assunto, a posição do partido, pelo qual Falcão fala, não é, necessariamente, a do governo. Mas não é isso que o trêfego discípulo de José Dirceu quer dar a entender quando afirma com todas as letras que, depois de "peitar" os bancos, o governo "se prepara agora para um segundo grande desafio". Como são posições antagônicas, só a de um - Dilma ou Falcão - pode valer. Até por uma questão de credibilidade, tudo leva a crer que se pode confiar na posição claramente exposta pela presidente da República.

No fim do governo Lula, o então secretário de Imprensa, Franklin Martins, conseguiu fazer aprovar, num evento armado explicitamente para esse fim - a Conferência Nacional de Comunicação -, o anteprojeto do novo marco regulatório das comunicações, que incorporava um conjunto de disposições legais para atualizar as regras das atividades em áreas que dependem de concessão estatal, como a radiodifusão e a telecomunicação. Essas regras estão completamente defasadas, em função dos avanços tecnológicos das últimas décadas. Cumpre, portanto, modernizá-las. Mas Franklin Martins e seu grupo de esquerdistas radicais tentaram contrabandear, no bojo do projeto, medidas de "controle social da mídia" que permitiriam o cerceamento do direito de informação e opinião. Censura, enfim.

Alertada para a ameaça que o anteprojeto representava para a liberdade de imprensa, Dilma transferiu o assunto da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, órgão de caráter político, para o Ministério das Comunicações, eminentemente técnico, recomendando ao ministro Paulo Bernardo que passasse um "pente-fino" no projeto, para escoimá-lo do entulho autoritário. O resto é delírio do Falcão petista.

 

Ah, nao disse?  Eu disse isso ontem.  O "novo" discurso da media eh atacar preventivamente qualquer medida regulamentando o bordel deles.  Espionagem empresarial ta otimo, espionagem politica ta excelente, assassinato de reputacoes sem problema, dinheiro do governo sustentando os eh perfeito...  mas regulamentacao da media nao pode.  Entao ta.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

O PGR ou é burro ou mal-intencionado. O argumento dele é o de que por ter parado de investigar, investigou-se melhor. Desde o início tenta vincular a operação Monte Carlo ao fato de ter parado a investigação Vegas. Está mais do que claro que a segunda ocorreu APESAR do não prosseguimento da primeira.

"[...[ Ficam preocupadas com a opção que o procurador-geral, como titular da ação penal, tomou em 2009, opção essa altamente bem-sucedida. Não fosse essa opção, nós não teríamos Monte Carlo, nós não teríamos todos esses fatos que acabaram vindo à tona"

http://oglobo.globo.com/pais/gurgel-tem-gente-morrendo-de-medo-do-julgamento-do-mensalao-4854880

 

Conselho de Ética abre processo contra Protógenes por falta de decoro

 

Pedido de cassação, feito pelo PSDB, aponta relações suspeitas do deputado com araponga

O Conselho de Ética da Câmara abriu, nesta quarta-feira, 9, processo preliminar contra o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) por falta de decoro parlamentar. O pedido de cassação, apresentado pelo PSDB, aponta relações suspeitas mantidas por Protógenes e o araponga Idalberto Matias Araújo, conhecido por Dadá, preso na operação Monte Carlo da Polícia Federal. Dadá é acusado de ser um dos operadores da organização comandada pelo empresário do jogo, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

O presidente do conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA), indicará até a próxima semana um relator para o processo entre os três conselheiros sorteados nesta quarta: Amaury Teixeira (PT-BA), Jorge Corte Real (PTB-PE) e Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Caberá ao relator indicar ao conselho se deverá ou não abrir processo de cassação contra Protógenes. O ex-delegado é o primeiro alvo do Conselho. Apesar de responderem a inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por ligações com Cachoeira, os deputados Carlos Leréia (PSDB-GO) e Sandes Júnior (PP-GO) ainda não são investigados no órgão porque o PSOL encaminhou o pedido contra ambos à Mesa e ainda está sob análise da Corregedoria.

No pedido de abertura de processo, o PSDB afirma que o deputado mantém uma relação de cumplicidade com o operador do grupo de Cachoeira e orientou o depoimento de Dadá em inquérito da Polícia Federal, no qual é alvo, para assegurar impunidade ao araponga. O pedido do PSDB tem como ponto de partida reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, do dia 10 do mês passado, em que são publicados diálogos gravados pela PF durante a operação Monte Carlo.

As conversas foram gravadas em março e agosto do ano passado. Dadá esteve a serviço de Protógenes na Operação Satiagraha, que resultou na prisão do banqueiro Daniel Dantas. A corregedoria da PF abriu investigação para apurar suposto desvio no comando da operação, de 2008, que tratou de corrupção e lavagem de dinheiro.

"As circunstâncias deixam evidente que o representado (Protógenes) não só mantinha relações próximas e pessoais com o araponga, como também orientou seu depoimento na Polícia Federal", diz o texto da representação ao Conselho de Ética. Além disso, o PSDB argumenta que o parlamentar mentiu em público ao negar suas relações pessoais com Dadá.

"Tem-se um parlamentar flagrado em contatos espúrios com integrante do submundo do crime", afirma o documento. "Ao ocupante do cargo público não lhe é dado o direito de conviver com o crime e de auxiliar prováveis criminosos". Outro argumento apresentado no documento é que Protógenes, de acordo com os diálogos, tinha "consciência do caráter antiético" de sua conduta, tanto que evitava ser visto na companhia de Dadá, escolhendo locais de encontro longe da visibilidade pública.

"O teor das conversas publicadas revelam a existência de interesses comuns entre ambos e a clara intenção de auxiliar um investigado, e provável criminoso, a escapar à aplicação da lei", diz o documento. Protógenes esteve na reunião do Conselho na qual foi tratada do processo preliminar. Ele considera que o pedido de abertura de processo disciplinar não deve sequer ser admitido pelo colegiado.

"A reportagem é falsa, mentirosa, porque omite que os diálogos não correspondem à relação de Cachoeira", disse. Para ele, o PSDB foi induzido ao erro pela mídia ao tomar a iniciativa da representação. Protógenes fez referência ao depoimento do delegado Raul Alexandre Marques na CPI do Cachoeira, na terça-feira. O deputado afirmou que o delegado disse a verdade e que não houve constrangimentos.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,conselho-de-etica-abre-proce...

 

Do próprio texto:

...."Caberá ao relator indicar ao conselho se deverá ou não abrir processo de cassação contra Protógenes."...

 

"Pedido de cassação, feito pelo PSDB, aponta relações suspeitas do deputado com araponga":

E esta mentindo porque eh tudo canalha.  Protogenes estava a trabalho.

Alias, se Gurgel subitamente dissesse que nao levou a investigacao pra frente porque nao queria ser outro Lacerda, ele faria muito mais sentido.  Porque Gurgel nao confessa pro PSDB que sua carreira tem precedencia sobre o destino do Brasil?  Nao seria uma maravilha?

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

ENFIM, A CONEXÃO GLOBO-CACHOEIRA

As transcrições das conversas telefônicas travadas entre membros da gangue chefiada por Cachoeira e Demóstenes estão revelando, entre outras coisas, que a promiscuidade piguenta com o crime organizado não se restringe à revista Veja. Os trechos das gravações que este Cloaca News divulgou ontem, 8, (veja postagem anterior) fornecem elementos suficientes para explicar, por exemplo, o sprit de corps que permeou o inflamado editorial em defesa de Mr. Civita, o Murdoch da Marginal, publicado na terça-feira pelo jornalão O Globo.

Um leitor deste blog, que não quis revelar sua identidade, viu o relatório das escutas e observou:

“Repórter que migrou da Veja para a Época carregando a entrevista do Arruda: Diego Escosteguy - bolsista do Instituto Millenium.

"Albano" pode ser "Eumano": Eumano Silva, diretor da sucursal DF da Época, com quem conversava o Chico (Dadá)”.

E, quem seria o “Andrei” citado no resumo do relatório? Batata! Estão todos lá no expediente da revista Época, das Organizações Globo.

http://cloacanews.blogspot.com.br/2012/05/enfim-conexao-globo-cachoeira....


 

do IPHAN

 

Arqueologia revela hábitos pré-históricos no Ceará 09/05/2012Sitio Arqueologico Funerario Evaristo - Iphan Ceara

Quem eram as pessoas que habitaram o Ceará há muitos e muitos anos? Como elas viviam? Quais eram os seus rituais? O que celebravam? O que comiam, como se organizavam socialmente? Como tratavam seus mortos? Enfim, como esse povo contribuiu para a formação do patrimônio cultural do estado e do Brasil? Essas são algumas perguntas ainda sem respostas, mas que, em breve, poderão ser desvendadas em função do trabalho que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico no Ceará (IPHAN-CE) está desenvolvendo na região serrana do município de Baturité, a 90km de Fortaleza. Desde o dia 30 de março, equipes coordenadas pelos arqueólogos Igor Pedroza e Cláudia Oliveira, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) estão escavando o Sítio Funerário Evaristo, de onde já foi recuperado um conjunto de artefatos, com urnas funerárias, cerâmicas, contas de colares, machadinhos polidos, objetos de pedra lascada, entre outros. Esse material acrescentará novos dados sobre as práticas funerárias de grupos pré-históricos no Brasil.

Um dos destaques entre os artefatos encontrados é o esqueleto humano que, de acordo com as observações iniciais do professor da UFPE, Sergio Monteiro, consultor em arqueologia funerária, aponta para um “indivíduo adulto, com mais de 50 anos de idade, de constituição física relativamente robusta, depositado no interior de uma urna funerária em posição sentada e pernas flexionadas”. Arqueólogos explicam que a prática do sepultamento em urnas possibilitou a preservação. A arqueóloga do IPHAN-CE, Verônica Viana, ressalta que “com a descoberta de urnas funerárias bem preservadas, muitos dados sobre os modos de vida das populações que habitaram a área poderão ser recuperados, especialmente àqueles relacionados às práticas funerárias”.

Acompanhando o esqueleto estavam vários fragmentos de recipientes cerâmicos, ossos de animais, como tatus, lagartos, peixes, pequenos carnívoros e aves. Cinzas e carvões, associados a estes animais nos primeiros sedimentos presentes na urna, parecem indicar uma deposição intencional dos remanescentes de um ritual, possivelmente um banquete funerário. Pequenas panelas, circunscritas a um sepultamento são também indicativos da realização de rituais. Todo o material está sendo analisado em um laboratório improvisado na própria comunidade. Carvões bem preservados seguirão para o laboratório Beta Analytic, nos Estados Unidos, para que possam ser datados com o método do Carbono 14, o que possibilitará saber a época em que o grupo habitou a área. Também estão sendo colhidas amostras de polens para conhecer a paisagem do local e outros aspectos peculiares da relação do homem com o lugar em que habitava.

A participação da comunidade
Além dos arqueólogos e técnicos, as escavações no Sítio Funerário Evaristo contam com o trabalho dedicado de sete estudantes dos ensinos fundamental e médio. Eles são moradores da comunidade Quilombola do Evaristo e atuam nas atividades de pesquisa e socialização dos resultados. A participação dos alunos, previstas no edital publicado pelo IPHAN-CE, foi também motivada pela população local.

Entre as justificativas para a execução da pesquisa, conforme o projeto básico do IPHAN-CE está a da preservação in loco, diferente do ocorre com inúmeros vestígios funerários expostos e depositados em museus do Ceará, sem qualquer informação sobre suas procedências. No Sítio Funerário do Evaristo, a proposta é a construção de um museu, em regime de mutirão, para abrigar as peças encontradas no local.

 

Do Blog do Zé Dirceu.

Por que a mídia não publica todos os áudios do escândalo Cachoeira?Publicado em 09-Mai-2012Em seu comentário domingueiro sobre a própria Folha de S. Paulo e a mídia em geral, sob o titulo “Tema Proibido”, a Ombudsman do jornal, Suzana Singer, levanta corretamente algumas questões e coloca o dedo na ferida que continua sangrando enquanto a mídia não divulgar todos os áudios sobre as relações de Veja com Carlos Cachoeira-Demóstenes Torres.

Por que a Folha e outros veículos não publicam, então, os áudios envolvendo a revista, como já o fizeram com os diálogos que dizem respeito à Delta e a outros envolvidos no escândalo Cachoeira? Por que não cumprem plenamente sua missão jornalística, deixando o leitor formar sua própria opinião?

Há outras perguntas, formuladas pela ombudsman: Foram oferecidas vantagens à fonte? O jornalista sabia como as informações eram obtidas? Tinha conhecimento da relação próxima de Cachoeira com o senador Demóstenes? 

Como chefe da sucursal da Veja em Brasília, certamente o jornalista Policarpo Jr., de Veja, tinha conhecimento que seu subordinado tentou invadir meu apartamento no Hotel Naoum e que as imagens foram obtidas de forma ilegal. É publico e notório também que o jornalista sabia que o senador do DEM – ícone da luta contra a corrupção da própria revista e da maioria da mídia – tinha relações não políticas e ilegais com Carlos Cachoeira. 

Mais grave, ainda: o inquérito da Polícia Federal deixa claro o relacionamento de Cachoeira com Policarpo Jr. para troca de informações e interesses posteriormente estampados nas reportagens da revista, como por exemplo nas matérias do DNIT e do Ministério dos Transportes.  

Imagens em troca de reportagens

O próprio delegado responsável pelo inquérito da operação Monte Carlo afirma que Cachoeira obteve e liberou imagens ligadas à tentativa de invasão do meu apartamento no hotel em troca de reportagens favoráveis aos seus negócios ilícitos. Para favorecê-lo – a ele, Cachoeira, e a seu grupo –, e para a revista produzir capas com denúncias com objetivos políticos, não importando os métodos ilegais como foi o caso das matérias sobre o Hotel Naoum.

Nesse episódio, o jornalista pego em flagrante é réu confesso. Só não foi condenado porque o Juiz e o Ministério Público entenderam – acreditem se quiserem! – que não houve crime, mas apenas uma tentativa, já que a camareira impediu que o réu confesso invadisse meu apartamento. Imaginem se fosse o contrário!

Fica evidente o conluio entre Carlos Cachoeira-Demóstenes Torres e a citada revista para produzir matérias com o objetivo de desestabilizar o governo em troca de reportagens/notas favoráveis aos interesses da dupla agora acusada de vários crimes.

De qualquer forma concordamos com a ombudsman: cabe ao leitor e cidadão decidir. Que publiquem então todos os áudios e não apenas aqueles que resultem, de novo, da manipulação a serviço de interesses políticos, quando não criminosos, convenientes apenas aos que travam disputa sobre os rumos da CPI. Com todas as cartas na mesa os próprios leitores poderão chegar às suas próprias conclusões. Afinal, é este o papel da imprensa. Ou não é?

 

zanuja

Do Blog do Zé Dirceu.

Artigo - CPMI: princípios, métodos e produtos, por Odair Cunha "Asseguro que, no que depender do meu trabalho, não haverá pirotecnia nem convocações sem propósito"

Há menos de duas semanas, recebi da liderança do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados a tarefa de ser o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito destinada a apurar os crimes cometidos pelo senhor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e também por pessoas ligadas a ele, bem como as suas ramificações em corporações empresariais e no chamado aparelho de Estado, a partir dos inquéritos da Polícia Federal derivados das operações Vegas e Monte Carlo.

Na quarta-feira passada, eu e o presidente da comissão, o senador Vital do Rego (PMDB-PB), recebemos os autos do Supremo Tribunal Federal com a íntegra do inquérito da PF referente à operação Vegas. No mesmo dia, apresentei o plano de trabalho à comissão, e o texto foi debatido e aprovado.

O decorrer dos trabalhos, a execução do plano e o próprio relatório final, previsto inicialmente para novembro, provarão a seriedade e os princípios éticos que pautam os trabalhos de relatoria desta CPMI.

A lógica de investigação prevê, em um primeiro momento, a oitiva dos delegados da PF responsáveis pelos inquéritos das operações Vegas e Monte Carlo, de forma a dirimir quaisquer dúvidas dos autos, com o objetivo de municiar os integrantes da CPMI para inquirirem suspeitos e testemunhas.

Em seguida, serão ouvidos Carlinhos Cachoeira e demais integrantes da organização criminosa, bem como o ex-diretor da Delta para o Centro-Oeste. Também serão ouvidos, conforme o plano de trabalho aprovado, “testemunhas das ações dessa organização criminosa; autoridades públicas, servidores e representantes da sociedade civil; e especialistas nos temas conexos ao objeto de investigação desta CPMI”.

Teremos, assim, outros cinco meses de trabalho, tempo suficiente para tomarmos todos os depoimentos que forem considerados necessários. Apresentado o cronograma inicial e a metodologia de oitivas, vale ressaltar o norte ético que pauta esta relatoria.

A CPMI se destina a apurar os crimes cometidos pela organização de Cachoeira. Assim, é justo comunicar que autoridades públicas, empresários ou quaisquer pessoas sobre as quais haja indícios de que tenham sido corrompidas pela organização serão chamadas a prestar esclarecimentos.

À relatoria não interessa “blindar” este ou aquele governo, partido, empresa, servidor público ou parlamentar.

Também é necessário esclarecer que a relatoria não vai promover o desrespeito ao princípio constitucional de presunção de inocência.

Asseguro que, no que depender do meu trabalho, não haverá pirotecnia nem convocações sem propósito. Condutas individuais não serão generalizadas para partidos, governos ou corporações empresariais. E sempre haverá o respeito ao depoente e ao direito ao contraditório.

Dessa conduta de preservação do norte ético, devem surgir resultados sólidos, como se espera de uma CPMI: apontamento para a punição de quem houver cometido crimes e um rol de sugestões consistentes e aplicáveis destinadas a aprimorar a administração pública.

Odair Cunha é advogado, deputado federal pelo PT-MG

(Texto originalmente publicado na coluna Tendências/Debates do jornal Folha de S. Paulo de 09/05/2012)

 

zanuja

De toda podridão que exala da Veja e das Organizações Globo o Zé Dirceu é o mais injustiçado.

Do blog do Zé Dirceu.

Em depoimento à CPI do Cachoeira, delegado da PF faz declaração da maior gravidadePublicado em 09-Mai-2012

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Parlamentares durante os trabalhos da CPI Mista do Congresso

É da maior gravidade a declaração prestada à CPI Mista do Congresso pelo delegado da Polícia Federal (PF) Raul Alexandre Marques Souza, de que a investigação da PF que apurou o envolvimento de políticos com o grupo de Carlinhos Cachoeira ficou paralisada após ser encaminhada à Procuradoria Geral da República (PGR) em 2009.

Vejam como a Folha de S.Paulo registra hoje esse trecho do depoimento de Raul aos parlamentares: "O delegado disse que, após a entrega dos documentos, ele se reuniu com a subprocuradora-geral da República, Cláudia Sampaio, que lhe explicou, falando em nome do procurador-geral, Roberto Gurgel, que a Procuradoria não tinha encontrado elementos para processar o senador e os deputados. Claudia é mulher de Gurgel."

"Não foi feita nenhuma diligência, investigação, após a entrega dos autos", prosseguiu o delegado. A Operação Vegas investigou vazamentos de informações sigilosas para o grupo de Cachoeira e antecedeu a Operação Monte Carlo que levou o empresário-contraventor à prisão.

Agora, vários parlamentares querem ouvir a PGR na CPI


Em seu depoimento ontem o delegado contou aos parlamentares que no dia 15 de setembro de 2009, a PGR foi comunicada de que a operação identificara participação de parlamentares no esquema de Cachoeira, entre eles o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO, partido do qual foi líder e se desfiliou há três semanas).

As informações dadas pelo delegado em seu depoimento desmentem a declaração da PGR, de que não denunciaria o senador porque inviabilizaria a nova investigação policial, a Operação Monte Carlo. Daí a sua gravidade. E por isso, desencadeou os pedidos de vários parlamentares reivindicando a presença da PGR na CPI para novas explicações.

Diante disso, o delegado prometeu checar hoje se o material recebido pela CPI traz a íntegra de tudo o que foi apurado pela polícia na Operação Vegas. Senadores suspeitam que não. 

A propósito da CPI leiam os artigos publicados hoje pelo relator Odair Cunha (PT-MG): na Folha sob o título CPMI, princípios métodos e produtos; e, em O Globo, Compromissos na CPMI (para assinantes).

 

zanuja

*texto importantíssimo!fonte: http://revistaforum.com.br/idelberavelar/2012/05/09/yvonne-maggie-falsificacao-de-citacao-adulteracao-de-arquivos-e-desonestidade-intelectual/Yvonne Maggie: falsificação de citações, adulteração de arquivos e desonestidade intelectual09 de maio de 2012 às 4:48 9 Comentários

Este não será um texto sobre racismo nem sobre cotas. Escrevo sobre o tema há alguns anos mas, nos últimos tempos, tenho me limitado a divulgar, admirar e comentar os textos em que, com prosa cintilante, pesquisa histórica exaustiva e sensibilidade incomum, Ana Maria Gonçalves se dedica a esmiuçar os caminhos do racismo brasileiro. Não se tratará, aqui, portanto, do já conhecido rosário do negacionismo brasileiro. Distorções e omissões várias são sua matéria cotidiana, mas o tema aqui será algo bem mais grave, a falsificação de citações e a posterior adulteração de um arquivo para tentar encobrir dita falsificação, depois que a mentira foi denunciada, aqui mesmo na Revista Fórum. O caso é sério, especialmente porque sua autora é professora numa das instituições universitárias mais respeitadas do país, a UFRJ. Não se trata de um erro ou de um engano, como se verá adiante.

Em seu texto “A constitucionalidade das cotas raciais no Brasil”, publicado no portal d’O Globo no dia 23/04, Yvonne Maggie escreveu:

 

Em Thirteen ways of looking at a black man, de Henry Louis Gates Junior, professor de Harvard, há uma história reveladora do que se passou depois da lei dos direitos. Neste livro, Harry Belafonte conta que alguns anos depois de 1964 fora convidado para fazer um filme. O produtor, muito animado, lhe dissera: “Harry, será maravilhoso, vamos fazer um filme dirigido e estrelado por negros, produzido por negros, com música feita por negros e vai ser belíssimo”. Ao que o ator, nervoso, respondeu: “Não quero fazer parte disso, passei tantos anos lutando para sair do gueto, não serei eu a me enfiar de novo nele”. Gates conta que durante a entrevista, após esta declaração de Harry, seguiu-se um silêncio constrangedor, só quebrado com uma sonora gargalhada do entrevistado e a seguinte frase: “Eu não aceitei a armadilha, mas é claro que Sidney Poitier aceitou e ficou rico estrelando todos aqueles filmes”.


"Esse negócio de cota não é legal!", diz o Henry Louis Gates inventado por Maggie

Pois bem, tudo o que está nesse parágrafo é falso. Nada disso se encontra no livro Thirteen ways of looking at a black man, de Henry Louis Gates. Como está longamente explicado no texto de Ana, Yvonne Maggie simplesmente atribuiu a Henry Louis Gates Jr. algo que ele jamais escreveu. Colocou entre aspas, atribuída a “um produtor”, uma frase que jamais foi dita ao ator Harry Belafonte. Atribuiu ao próprio Belafonte, ativista dos direitos civis, uma frase que ele não pronunciou, e por cuja atribuição ele com certeza poderia processar criminalmente Yvonne Maggie. A suposta paráfrase que começa com “Gates conta que …” também é falsa, e tem como predicado algo que Gates nunca contou. A frase seguinte, entre aspas e atribuída a Harry Belafonte, também é uma fabricação de Yvonne Maggie.

As falsificações têm como objetivo manipular a voz de dois negros respeitados – ambos ativistas da luta pelos direitos civis e pela cidadania afro-americana – de forma a fazer parecer que eles tivessem corroborado a fantasia de Yvonne Maggie, de que a luta pelas políticas de ação afirmativa é uma forma de “se enfiar de novo no gueto” (expressão jamais atribuída a Harry Belafonte no livro de Henry Louis Gates). Daí a falsificação das datas: as duas histórias a partir das quais Yvonne Maggie constrói sua mentira (e que tem com esta pouquíssima relação) aconteceram por volta de 1959-60. Ela adultera a data para “depois de 1964” de forma que as declarações possam parecer uma recusa da “volta ao gueto” posterior à publicação da legislação dos direitos civis nos EUA. Caso você queira saber o que realmente está escrito no livro de Henry Louis Gates, basta ler o artigo de Ana. Como se verá lá, trata-se de dois episódios, nenhum dos quais tem o conteúdo sugerido por Yvonne Maggie ou contém as frases colocadas por ela entre aspas.

O parágrafo com as falsificações, que se encontra no texto de Yvonne Maggie … Opa! Peraí. O parágrafo já não está lá! Citado por Ana no texto publicado aqui na Fórum, o trecho foi posteriormente retirado, sem qualquer aviso, justificativa ou crédito a quem havia apontado o seu “engano”. A professora da UFRJ se esqueceu de que havia escrito na Internet, onde blogueiro véio não é bobo. Já acostumados com a desonestidade intelectual do negacionismo brasileiro, fotografamos a página antes da adulteração. Eis aqui o printscreen do texto de Yvonne Maggie com a falsificação agora ocultada. É só clicar e ampliar:

 

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A professora Yvonne Maggie, portanto, não apenas adulterou citações, falsamente atribuindo a líderes negros norte-americanos frases que eles jamais disseram. Quando pega na mentira, adulterou o arquivo que ela mesma havia escrito, sem qualquer reconhecimento da falsificação. Não deixa de ser uma estratégia comum do negacionismo brasileiro: apagar, “branquear” as marcas da barbárie.

 

De Ponto e Contraponto.

Não há saída honrosa para o PGR, Peça para sair Sr. Gurgel. Carlinhos CachoeiraPrivataria TucanaProcuradoria Geral da RepúblicaRoberto GurgelSerra Add commentsabr082012

 

A situação do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, se tornou insustentável após as revelações contidas no vazamento do inquérito da Operação Monte Carlo, quando o Brasil ficou sabendo que ele sentou em cima da investigação contra Cachoeira e Demóstenes desde 2009.

O Procurador Geral, que já está sendo chamado de a nova versão do Engavetador Geral da República (apelido anteriormente dado ao ex-PGR Geraldo Brindeiro, que no governo FHC abortou qualquer iniciativa de investivar os escândalos de corrupção), só encaminhou denúncia contra Demóstenes e demais parlamentares envolvidos em uma organização criminosa chefiada pelo contraventor Carlinhos Cachoeira, apenas após ser cobrado publicamente por parlamentares, mesmo tendo todas as informações sobre a quadrilha há quase três anos.

Roberto Gurgel desde que assumiu o cargo a que foi reconduzido recentemente, tem como costume agir apenas quando provocado pelo consórcio midiático composto pelos principais meios de comunicação do país, cujos participantes tem atuação político-partidária conhecida porém não assumida de aliança com os partidos de oposição ao governo federal: PSDB, DEM e PPS.

Com a manipulação do noticiário no sentido de direcionar as baterias apenas contra determinados grupos políticos, a proteção da sociedade fica sujeita a coloração partidária dos envolvidos.

Enquanto denúncias, na maioria das vezes inconsistentes, de ministros de Lula e Dilma recebiam atenção especial por parte do Procurador que batia recordes na velocidade de apresentação de denúncias, outros crimes que não frequentaram as páginas dos jornalões foram simplesmente ignorados por aquele que deveria ser o guardião da moralidade dos agentes públicos dos três poderes.

Foi assim com os envolvidos na Operação Monte Carlo, mas também em diversas ocasiões onde os denunciantes não foram jornalistas do consórcio mediático, como no recente caso das denuncias contidas no livro do jornalista (renegado) Amaury Ribeiro Junior, A Privataria Tucana, que revelou as entranhas dos processos de privatização no Governo Fernando Henrique Cardoso e o enriquecimento dos seus operadores, como o atual candidato a Prefeitura de São Paulo pelo PSDB, José Serra.

Os fatos, baseados em documentos que podem ser facilmente rastreados, narrados pelo jornalista, envolvem os denunciados em crimes de peculato, formação de quadrilha, enriquecimento ilícito, improbidade administrativa e lavagem de dinheiro, mas não provocaram nenhum tipo de reação por parte do P.G.R., que também em nenhum momento se manifestou nas manobras adotadas pela banqueiro Daniel Dantas, e seus prepostos na imprensa, para anular o inquérito e os efeitos da Operação Satiagraha, responsável pela prisão do mesmo.

O banqueiro, que tivera sido preso por duas vezes para não atrapalhar as investigações e pressionar testemunhas, recebeu dois Habeas Corpus do então presidente do STF, e pode exercer plenamente sua estratégia para inviabilizar as provas contra ele mesmo.

Enquanto abafa e engaveta casos envolvendo organizações criminosas com integrantes da oposição, podemos lembrar que o mesmo Procurador Geral carregou nas tintas no processo que a imprensa denomina como “Mensalão” que agora vamos descobrindo mais detalhes que apontam para uma estratégia para derrubar o presidente Lula, eleito democraticamente.

Diante dos fatos, e por não demonstrar em nenhum momento a isenção, imparcialidade e moralidade para desempenhar função de tamanha responsabilidade, o Conselho Nacional do Ministério Público precisa urgentemente apresentar denúncia de, no mínimo, prevaricação e abrir processo de perda do cargo, e só resta ao P.G.R renunciar ao cargo, correndo, para não destruir qualquer resquício de reputação da instituição que representa, já abalada por um histórico de proteção aos poderosos.

Por enquanto ele está sendo acusado apenas de prevaricação, mas devido a revelação da existência dos tentáculos de Cachoeira também no poder judiciário, eu não duvido de mais nada e não me surpreenderia se o ilustríssimo estivesse envolvido com a organização criminosa desmontada pela Polícia Federal, afinal o mesmo Cachoeira que desencadeou (e se beneficiou) do “mensalão” que revoltou o P.G.R é também um dos favorecidos pela falta de empenho e vontade de Roberto Gurgel em encaminhar denúncia ao S.T.F.

 

zanuja

da Opera Mundi

 

Espanha estatiza quarto maior banco do paísEstado será detentor de 45% do capital do Bankia, e terá seu controle    

 

O governo da Espanha decidiu nesta quarta-feira (09/05) estatizar o Banco Financiero y de Ahorros, e com isso controlará 45% do Bankia, quarta maior entidade financeira do país por ativos, e disponibilizará capital para sanear o grupo, informou o Ministério da Economia. O Bankia, possui cerca de 10 milhões de clientes e mais de 400 mil acionistas.

A pasta dirigida por Luis de Guindos impulsionará as negociações para transformar em ações o empréstimo de 4,465 bilhões de euros que o país concedeu ao grupo no final de 2008.

Como resultado desta conversão, o Estado, mediante o Frob (Fundo de Reestruturação Ordenada Bancária) será titular indireto de 45% do capital do Bankia, e terá seu controle.

O Ministério da Economia considera que a conversão da ajuda do Estado se faz necessária porque vê "improvável, em vista da situação da entidade e de seu grupo", que possa devolver em cinco anos o dinheiro recebido.

Portanto, com esta consideração, cabe ao Estado requerer que a ajuda se transforme em uma participação que, neste caso, representa a nacionalização do grupo e a tomada do controle do Bankia.

No entanto, a pasta afirma que isto não significa “intervenção”, apenas "um primeiro passo necessário para garantir a solvência, a tranquilidade dos clientes e para dissipar as dúvidas dos mercados sobre as necessidades de capital da entidade".

 

fonte: http://oglobo.globo.com/pais/senador-randolfe-rodrigues-diz-que-ha-setor...

BRASÍLIA - O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) assumiu o mandato no ano passado como o mais jovem integrante da nova legislatura. Rapidamente, tornou-se um dos mais atuantes parlamentares do Congresso. Combativo e crítico ao governo, tornou-se autor das principais representações contra autoridades, entre elas a que pede ao Conselho de Ética a cassação do mandato do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). Apesar do momento de glória em Brasília, o senador, de 39 anos, está em crise com seu partido. Filiado ao PSOL desde 2005, quando deixou o PT após 19 anos de militância - começou a militar ainda na adolescência - Randolfe se sente acuado por integrantes da legenda. E não nega que pode sair do partido.

- Eu de fato quero um partido de massas, que governe para milhões. O partido tem de avançar para isso. Às vezes, o PSOL se limita a dialogar apenas com um gueto. Esse é o meu incômodo. Vou aguardar as eleições municipais e espero que o partido saia bem. Depois delas, vou definir o que farei - diz.

Apesar de ter se projetado nacionalmente, são as questões locais que levaram o senador ao desconforto com a legenda. Segundo ele, a busca por investimentos nacionais e estrangeiros para desenvolver a infraestrutura de seu estado, o Amapá, foi criticada intensamente por correligionários:

- Isso foi tido por alguns como uma conversão ao capitalismo. É uma argumentação tosca, inadequada, e não é de esquerda. É fascista. Hitler e Mussolini defendiam a mesma ideia de realidades isoladas, sem diálogo com o mundo.

Outro fato que teria ensejado críticas internas foi sua sugestão de criar um museu sobre a luta dos aliados no combate ao eixo nazifascista. Assim como o Rio Grande do Norte, o Amapá abrigou durante a Segunda Guerra uma base aérea dos aliados para apoio ao combate em solo europeu. Randolfe defendia então que o museu fosse construído com recursos do governo do estado e do governo americano.

- Quando defendi a construção de um museu sobre a luta dos aliados no combate ao nazifascismo, afirmaram que eu tinha me convertido ao imperialismo. Existe uma lógica autofágica dentro do partido. Não há compreensão de muitos setores a esse espaço do Parlamento. Há uma conversão da idiotice em má-fé. Eles não leram uma obra básica do Lenin: Esquerdismo, a doença infantil do comunismo.

O senador diz que hoje não há qualquer partido em vista, mas reconhece que já foi cortejado:

- Sempre tem uma troca de charme, mas neste momento é uma resposta que não tenho amadurecida. Fora do PSOL, eu teria dificuldade de saber o caminho. Mas, no espectro político brasileiro, cabe a um partido mais à esquerda que dialogue com a social-democracia, e não que rompa com a social-democracia.

 

De Ponto e Contraponto.

PGR já tem elementos para enquadrar quadrilha VEJA/Cachoeira Carlinhos CachoeiraDemóstenes TorresFormação de QuadrilhaPolicarpo JuniorProcuradoria Geral da RepúblicaVeja Add commentsmai072012

 

Se honrasse o cargo que ocupa, o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, já teria encaminhado denúncia à Justiça Federal de Goiás contra Carlinhos Cachoeira, Policarpo Junior, Demóstenes Torres, Claudio Abreu, Idalberto Matias e Jairo Martins por crime de quadrilha ou bando, tipificada no Artigo 288 do código Penal que prevê pena de 1 a 3 anos de reclusão.

Falta de elementos para tipificar a formação de quadrilha não é, pois mesmo com a divulgação apenas parcial da Operação Monte Carlo da Polícia Federal já restaram provadas as acusações de que o jornalista Policarpo Junior, intimamente chamado pelo bicheiro de “POLI”, tinha conhecimento de práticas criminosas que não denunciou, se aproveitou deliberadamente de ato criminoso (o uso de imagens privativas obtidas ilegalmente no hotel Nahoum) e mantinha uma relação de troca ao atender demandas do crime organizado na publicação de notas e denúncias contra desafetos políticos que interferiam nos seus negócios.

 “Art. 288 – Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes:

Pena – reclusão, de um a três anos.

Parágrafo único – A pena aplica-se em dobro, se a quadrilha ou bando é armado.”

 Os requisitos para o enquadramento no artigo 288 estão todos preenchidos: mais de três pessoas envolvidas, com caráter de estabilidade, permanência, e a finalidade de praticar um indeterminado número de crimes, mas o que falta mesmo para a nova versão de Geraldo Brindeiro, é vontade e coragem.

A defesa de VEJA, e seus “advogados” na mídia, se apoia na tese do suposto interesse jornalístico, e compara a associação que participa com o bicheiro com a delação premiada, benefício ao réu usado pela justiça para que crimes sejam revelados em seus detalhes, mas em nenhum momento a VEJA denúncia algum crime que Carlinhos Cachoeira tenha participado para justificar se tratar de delação premiada.

Mesmo que Policarpo não tenha metido pessoalmente a mão na merda ou, que não seja obtida gravação em que ele seja flagrado orientando Cachoeira ou seus arapongas para a prática de crimes, ele pode ser enquadrado como integrante da quadrilha. Segundo o que apurei em análises jurídicas do Art. 288 CP, este tipo de crime é de consumação antecipada, mais precisamente no momento de adesão do quarto membro ao grupo, não sendo necessária a participação de todos no ato criminoso em si, podendo a participação se consumar até por omissão imprópria.

Se eu fosse diretor jurídico da Revista VEJA, já estaria movimentando os advogados da empresa para tratar da possível defesa de Policarpo Junior e Roberto Civita, porque o buraco parece ser bem abaixo do que imagina os “Pitbulls” ligados à revista.

Por mais que se repita a cantilena já desgastada da vitimização da “imprensa livre”, no mundo real não existem grupos inalcançáveis pelo Código Penal. Crime é crime, não importa se cometido pelo lixeiro ou pelo Presidente da República. A lei é igual para todos.

O PGR sentou no processo da operação Las Vegas, só se manifesta em denúncia de interesse da imprensa, mas um dado novo cria um foco de esperança. O barulho nas redes sociais e o furo de bloqueio da Record e Brasil 247 começam a pressionar o sistema desse status quo, que até hoje era garantia de impunidade para uma casta que mesmo sem ganhar as eleições, insiste em governar o país.

 

zanuja

Gurgel esta mentindo porque gosta de mentir.  Quem tem intencao de "enquadrar legalmente" a Abril nao corre pro jornal da rede golpe pra falar em mensalao.

Tou comecando a desconfiar eh do proprio Gurgel mesmo.  Ele tinha Nextel tambem ou era da esposa dele?

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

do Vermelho.org

 


8 DE MAIO DE 2012 - 14H54 

Brasil renova licenciamento compulsório de remédio contra Aids 

 

O governo brasileiro publicou, nesta segunda-feira (7), decreto que renova, por cinco anos, o licenciamento compulsório (suspensão temporária do direito de exclusividade) do antirretroviral efavirenz, utilizado no tratamento da Aids no Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento teve a sua licença compulsória implantada no Brasil em 2007, baseada no interesse público. 


Paralelamente, foi iniciado o desenvolvimento da produção nacional do efavirenz. A decisão do governo federal foi de desenvolver a formulação do medicamento e incentivar a produção do princípio ativo. Os laboratórios Farmanguinhos e Lafepe (Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco) estabeleceram uma parceira com as empresas privadas Globequímica (SP), Cristália (SP) e Nortec (RJ), que formaram um consórcio.

Para o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, essa decisão significa a reafirmação de que Brasil está garantindo acesso universal aos antirretrovirais. Após decretar o licenciamento compulsório, o Ministério da Saúde passou a importar da Índia genéricos pré-qualificados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa medida provocou um impacto imediato de US$ 31,5 milhões de economia para o país.

Desde 2009, a apresentação farmacêutica mais utilizada do efavirenz passou a ser produzida no Brasil, na forma de genérico. O laboratório indiano forneceu o medicamento até 2010, e seus estoques duraram até 2011. Com isso, a produção passou a ser inteiramente nacional. Em 2012, foram contratados 57 milhões de comprimidos de efavirenz junto ao laboratório Farmanguinhos, pelo valor de R$ 76,9 milhões ao Ministério da Saúde.

Atualmente, cerca de 104 mil pacientes no país utilizam o medicamento nos seus tratamentos, o que representa quase metade das pessoas em tratamento no Brasil.

Interesse público

O licenciamento compulsório é uma flexibilidade prevista no artigo 31 do Acordo sobre os Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionadas ao Comércio (TRIPS, sigla em Inglês). A prática é utilizada por países desenvolvidos, como Itália e Canadá para produtos farmacêuticos e também por países em desenvolvimento. No caso dos antirretrovirais, Moçambique, Malásia, Indonésia e Tailândia já se utilizaram do dispositivo.

No Brasil, o licenciamento compulsório pode ser implementado a partir de circunstâncias previstas na Lei de Propriedade Industrial Brasileira, tais como abuso do poder econômico, não-exploração local, comercialização insatisfatória, emergência nacional e interesse público.

No caso do antirretroviral Efavirenz, a licença compulsória se fundamentou no interesse público tendo em vista a necessidade de assegurar a viabilidade da resposta brasileira contra o HIV e Aids. Essa forma deve ser concedida para uso público não-comercial, sendo a licença não-exclusiva e temporária, podendo seu prazo de vigência ser prorrogado enquanto houver o interesse público. De qualquer forma, é assegurado o pagamento de royalties ao detentor da patente.

Com informações do Ministério da Saúde

 

 

do Ministério Público Federal

 

Justiça homologa acordos entre siderúrgicas e MPF/PA contra o desmatamento e trabalho escravo Imprimir9/5/2012 

Decisões em que Justiça Federal concorda com o acordo foram encaminhadas para publicação

 

A Justiça Federal encaminhou decisões para publicação no Diário Oficial da União nas quais homologa os acordos feitos entre o  Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) e as siderúrgicas Sidepar, Ibérica e Cosipar para regularização socioambiental das atividades das guseiras e do sistema de controle e monitoramento da cadeia produtiva da siderurgia no Estado.

No final de janeiro, antes da assinatura dos Termos de Ajuste de Conduta (TACs), o MPF/PA ajuizou ações pedindo a suspensão imediata das atividades das siderúrgicas e a indisponibilidade dos bens das empresas novalor do passivo ambiental apurado. Em fevereiro, a Justiça bloqueou um total de R$ 145 milhões das três siderúrgicas para garantir a recomposição dos danos à floresta amazônica.

Com a homologação do acordo, o bloqueio dos recursos das empresas é suspenso. Se os acordos forem descumpridos, o TAC será executado judicialmente, as empresas ou a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) serão multadas, as atividades das empresas voltarão a ser embargadas e o MPF/PA encaminhará recomendações aos compradores do produto para não mais adquirirem o ferro-gusa dessas siderúrgicas.

Detalhes dos TACs - Pela proposta, as indústrias e a Sema devem fiscalizar em campo todas as carvoarias para certificar a legalidade da origem do produto. As siderúrgicas também terão que apresentar o Plano de Suprimento Sustentável (PSS) e assumir o compromisso de implementar, até 2014, projetos de reflorestamento que garantam a cada uma delas a autossuficiência plena na produção de carvão, sem prejuízo da reposição florestal.

Enquanto a autossustentabilidade não for alcançada, as empresas se comprometeram a comprovar, antecipadamente, que apenas estão adquirindo insumos de origem legal, de acordo com a capacidade de produção da empresa, e consumindo somente carvão produzido a partir de fontes lícitas. Os fornecedores das siderúrgicas também não podem estar na lista suja do trabalho escravo nem na lista de áreas embargadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). 

As siderúrgicas terão ainda que recompor o passivo ambiental apurado e vão custear a realização de auditorias externas em caráter continuado, além de recuperar área equivalente em medida de extensão a 95% do dano ambiental apurado pelo Ibama ou adotar medidas de compensação ambiental proporcionais ao passivo apurado.

Os restantes 5% do dano, que correspondem a quase R$ 7,5 milhões, serão pagos em parcelas e investidos imediatamente em projetos de preservação ambiental e no financiamento de programas de inclusão social de trabalhadores resgatados em carvoarias pelas equipes do Ministério do Trabalho e Emprego.

Os acordos também estabelecem, entre outras outras obrigações e compromissos, que as siderúrgicas devem instalar e manter banco de dados atualizados e disponíveis sobre a origem do carvão consumido, com detalhes sobre as fontes de suprimento e seus fornecedores de carvão.

Além disso, as siderúrgicas terão que publicar todos os dados sobre a produção anual de ferro-gusa e se comprometerão a indicar permanentemente quais são os compradores do produto final, bem como informar detalhadamente a situação de seus projetos de reflorestamento e de reposição florestal, que também serão auditados.

A Sema também assinou acordo com o MPF/PA garantindo a legalidade da cadeia produtiva da siderurgia por meio de auditorias em campo, rastreabilidade, aperfeiçoamento dos sistemas de controle, regularização dos licenciamentos ambientais, além de outros compromissos.


Processo nº 0000582-49.2012.4.01.3901(Cosipar) - 2ª Vara da Justiça Federal em Marabá
Acesse aqui o relatório de acompanhamento processual
Veja aqui a íntegra do TAC

Processo nº 0000581-64.2012.4.01.3901(Ibérica) - 2ª Vara da Justiça Federal em Marabá
Acesse aqui o relatório de acompanhamento processual
Veja aqui a íntegra do TAC

Processo nº 0000583-34.2012.4.01.3901 (Sidepar) - 2ª Vara da Justiça Federal em Marabá
Acesse aqui o relatório de acompanhamento processual
Veja aqui a íntegra do TAC
 


Ministério Público Federal no Pará
Assessoria de Comunicação
(91) 3299-0148 / 3299-0177
ascom@prpa.mpf.gov.br
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da Agência Brasil

 

Ministério quer discutir com empresários e cientistas lei de compras e contratos públicos para pesquisa e inovação09/05/2012 - 16h47

Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai procurar empresários e cientistas para discutir a proposta do código de ciência, tecnologia e inovação, que está parada na Câmara dos Deputados e no Senado Federal desde o ano passado.

Segundo o ministro Marco Antonio Raupp, a intenção do governo “é dar contribuições para que possa melhorar” a proposta que chegou às duas casas do Congresso por meio da mobilização de 17 entidades, entre elas a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e o Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap).

Interessa especialmente ao MCTI a criação de um regime para compras e contratos públicos diferente da Lei 8.666/1993, conhecida como Lei das Licitações. “A [Lei] 8.666 faz exigências para contratações que não estão adequadas à natureza das atividades [de pesquisa e desenvolvimento]. Você não pode assumir riscos na 8.666”, observou Raupp. “O que a gente está querendo é criar um ambiente favorável, um ecossistema jurídico e que essas normas sejam adequadas”

De acordo com o ministro, a Lei 8.666 amarra contratações na área de pesquisa e desenvolvimento. “[A lei exige] que tem que contratar por um prazo determinado, por um valor determinado, um produto determinado. Mas, em uma parceria [público-privada] não é isso que acontece. Se for desenvolver um novo processo industrial sabe-se lá quanto tempo vai levar isso, quanto vai custar, quantas pessoas irá envolver. Muitas vezes, a previsão não acontece”, disse Raupp na saída de audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado.

Raupp calcula que o código dará mais respaldo e segurança jurídica a arranjos como o da recente sociedade entre a estatal Telebras e a empresa privada Embraer que formaram uma joint venture para desenvolver o Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), a ser lançado em 2014.

As discussões sobre o código dentro do governo começaram entre as agências e institutos ligados ao MCTI. Agora, serão convidadas as entidades científicas para entrar no debate e, depois, as representações empresariais, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Após esses debates, as propostas serão levadas à Casa Civil. A ideia do governo não é propor um projeto de lei substitutivo, apenas fazer ajustes pontuais.

O MCTI tem se esforçado para aproximar as empresas das universidades e, por isso, tem promovido debates com os dois setores. A intenção do governo é que o capital privado tenha mais participação em pesquisa e inovação. Hoje, para cada R$ 1 gasto pelo Estado, as empresas destinam R$ 0,80. Com a maior participação, o ministério espera que o gasto com inovação passe dos atuais 1,19% do Produto Interno Bruto (PIB) para 1,8% até 2015.

Além de facilitar contratos e aquisições pelas entidades científicas e estimular as PPPs, o governo quer que o código de ciência, tecnologia e inovação consolide dispositivos da Lei de Inovação, da Lei do Bem, do Plano Brasil Maior e da Lei de Informática. Nesta tarde, o MCTI debate internamente a nova política de software. Segundo Raupp, em cerca de um mês, a proposta deverá seguir para consulta da sociedade e realização de audiências públicas.

Edição: Lana Cristina

 

da Refe Brasil Atual

 

Negros adoecem mais e morrem mais cedo que os brancos

Dados da Unicamp mostram que a discriminação racial explica a desvantagem dos negros também no acesso aos serviços de saúde

Por: Cida de Oliveira, Rede Brasil Atual

Publicado em 09/05/2012, 16:40

Última atualização às 17:09

  

São Paulo – O risco de morte por desnutrição é 90% maior entre crianças negras do que entre brancas. Entre os adultos, as chances de morrer por tuberculose é 70% maior na população negra. E o número de consulta no pré-natal é quase 50% menor entre as gestantes pretas ou pardas. Os dados são do Núcleo de Estudos da População (Nepo), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que há 25 anos subsidia a implementação de programas e políticas públicas para reverter uma realidade em que nascimentos prematuros, mortalidade infantil, adulta e materna, entre outros agravos, apresentam altas disparidades quando relacionados à raça e cor.

Segundo a socióloga e demógrafa Estela Maria Garcia Pinto da Cunha, que coordena o núcleo, a discriminação racial presente na sociedade determina diferentes padrões de atendimento e tratamento de saúde para a população negra no país. Conforme afirmou, "existe uma posição de desvantagem da população negra com relação à branca justificada por uma condição social inferior, mas não somente por isso. Há um componente de discriminação racial também”. 

Outro indicador da desvantagem é a transição demográfica pela qual o Brasil vem passando, com a queda na taxa de fecundidade feminina. Um relatório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), feito com participação de pesquisadores do Nepo, mostra que a taxa de fecundidade total das mulheres brancas é 34% inferior à das negras. De acordo com o núcleo, a manutenção deste diferencial reflete as desigualdades no acesso aos serviços de saúde da mulher e a contraceptivos. Ainda segundo a pesquisadores da Unicamp, a histórica vulnerabilidade social da população negra, desde a época da escravidão, permanece sobretudo na saúde.

 Com informações do Jornal da Unicamp

 

da Agência Brasil

 

Gurgel diz que é criticado por gente que está “morrendo de medo do mensalão”09/05/2012 - 17h59

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Alvo de críticas por causa da postura que adotou diante das denúncias envolvendo as relações do empresário goiano Carlinhos Cachoeira com autoridades públicas, como o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse hoje (8) que há pessoas interessadas em desmoralizá-lo por causa do julgamento do mensalão. Para Gurgel, "é compreensível que algumas pessoas ligadas a mensaleiros tenham essa postura de querer atacar o procurador-geral".

O procurador-geral da República se referiu às criticas que recebeu por não ter apresentado, em 2009, denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o senador Demóstenes Torres, cuja relação com o empresário goiano Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi flagrada pela Operação Vegas, da Polícia Federal. Cachoeira é suspeito de comandar uma rede de exploração de jogos ilegais e de traficar influência.

“O que nós temos são críticas de pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do mensalão. São pessoas que, na verdade, aparentemente, estão muito pouco preocupadas com a questão do desvio de recursos e a corrupção”, disse Gurgel, no intervalo da sessão desta tarde no STF. “São desvios de foco que eu classificaria, no mínimo, como curiosos”, completou.

Gurgel acredita que está em curso uma tentativa de imobilizá-lo para que não possa atuar devidamente tanto no caso Cachoeira e como no julgamento do mensalão, que deve ocorrer ainda este semestre. “É compreensível que algumas pessoas ligadas a mensaleiros tenham essa postura de querer atacar o procurador-geral e, até como já foi falado, atacar também ministros do STF com aquela afirmação falsa de que eu estaria investigando quatro ministros do Supremo”, desabafou.

Embora tenha evitado citar nomes de supostos detratores do Ministério Público, Gurgel fez uma relação direta entre as acusações contra ele e o processo do mensalão. “Eu apenas menciono que há pessoas que já foram alvo do Ministério Público e que, agora, compreensivelmente, querem retaliar porque foram atacadas pelo MP e que têm notória relação com pessoas como réus do mensalão”.

Edição: Vinicius Doria

 

"Gurgel diz que é criticado por gente que está “morrendo de medo do mensalão"":

Tenho certeza que uma aposentadoria paga espera Gurgel, mas nao era o PT que tava com medo da CPI do Cachoeira?  Agora ta com medo do mensalao tambem?

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

da Agência Senado

 

09/05/2012 - 18h10 Comissões - Mudanças Climáticas - Atualizado em 09/05/2012 - 18h32

Debatedores defendem criação de fundo de proteção ao cerrado

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Paulo Sérgio Vasco

A criação de um fundo internacional de proteção ao cerrado foi defendida nesta quarta-feira (9) em audiência publica na Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas, que debateu o tema “Pagamento por serviços ambientais: Mecanismos de financiamento da proteção do meio ambiente”.

Embora seja o segundo maior bioma da América do Sul e concentre as nascentes das suas três maiores bacias hidrográficas (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), ocupando 22% do território nacional com enorme diversidade, o cerrado encontra-se extremamente vulnerável e ameaçado, alertou o diretor do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB), Saulo Rodrigues Filho.

Saulo disse que, com a Amazônia no centro dos debates e dispondo de um fundo internacional com participação da Noruega, é preciso trazer as atenções para o cerrado, bioma que ele classificou como o mais ameaçado do Brasil e cuja área contínua incide sobre Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, além de porções do Amapá, Roraima e Amazonas.

Com o crescimento da produção agrícola no Centro-Oeste, já se pode notar que o bioma requer atenção especial, destacou Saulo, para quem instrumentos de proteção como o pagamento por serviços ambientais teriam a oportunidade de corrigir as distorções de mercado.

Os serviços ambientais são atividades geralmente ligadas à manutenção da vida, como a produção de oxigênio; a estabilidade das condições climáticas e do ciclo hidrológico; a decomposição e a ciclagem dos dejetos; e a produção, manutenção e renovação da fertilidade do solo.

Conservação de nascentes

O pagamento por serviços ambientais, contou Saulo, surgiu em 1969, na Costa Rica, com a remuneração de produtores que promoviam a conservação de nascentes e de paisagens de interesse do turismo ecológico. Nos anos 70, nos Estados Unidos, surgiu o Tratado do Ar Limpo, para regular a emissão de dióxido de enxofre por termelétricas.

Saulo destacou como característica essencial desses instrumentos seu caráter voluntário, que o diferencia das demais ações utilizadas em gestão ambiental. Ele destacou ainda a adicionalidade, com o reforço de sistemas de monitoramento, acompanhamento e fiscalização para que de fato estejam promovendo o serviço que se espera desses projetos.

O representante da UnB ressaltou que o caráter voluntário está contido no projeto de lei do deputado Anselmo de Jesus (PT-RO), em tramitação na Câmara, que estabelece a criação de uma política de pagamento por serviços ambientais e um fundo para o setor, este último defendido de forma unânime durante a audiência pública.

O PL 792/07, relatado pelo deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), prevê ações de produção agrícola associada com conservação florestal, lembrou Saulo. Ele defendeu que haja regulação sobre esses mecanismos, que, sozinhos, não conseguem competir com atividades tradicionais da agricultura, muitas delas danosas ao meio ambiente.

- O pagamento por serviços ambientais tem potência enorme de promover não só a mitigação dos gases do efeito estufa, mas também a redução do desmatamento e da vulnerabilidade de populações socialmente desfavorecidas, sem tirar delas a possibilidade de produzir, gerar renda, riqueza e seu próprio bem estar - afirmou.

Para Roberto Brandão Cavalcanti, secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, é importante que o governo possa disponibilizar recursos a serem transferidos aos beneficiários, em todo o país. Ele disse que alguns estados já estão colocando em ordem programas de pagamento por serviços ambientais e que a União deve dividir esse tipo de desafio.

O secretário citou o lançamento recente, no Panamá, de um programa de bioclima, com a concessão de um inovador programa de biocréditos voltado a unidades de conservação particulares; à conservação de florestas para geração de carbono; à recuperação de áreas de matas ciliares e estratégicas; e à comercialização de crédito de carbono pelo setor industrial. Há também projetos em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

Remuneração

Albano Araújo, representante da organização The Nature Conservancy (TNC), presente no Brasil há mais de 20 anos, falou da experiência do primeiro programa de pagamento por serviços ambientais voltado a produtores de água, implantado em parceria com a Agencia Nacional das Águas (ANA) em Extrema (MG), município que elaborou a primeira legislação de conservação de água no Brasil.

Araújo defendeu o pagamento financeiro por serviços ambientais, por tornar mais fácil o engajamento na causa, citando ainda o ganho de autoestima pelo produtor rural, antes visto como ameaça e agora como protetor do meio ambiente. Ele lembrou ainda que muitas das áreas atualmente degradadas tiveram no passado apoio oficial para serem desmatadas.

O ambientalista também disse ser fundamental o apoio de prefeituras e secretarias locais de meio ambiente na implantação de projetos de pagamento por serviço ambiental. Ele acrescentou que a criação de um fundo federal daria oportunidade de pagamento a áreas de relevante interesse ecológico e social, já que as estruturas locais de parcerias dificilmente permitem a manutenção desses projetos.

Para Araújo, o pagamento por serviços ambientais não precisaria necessariamente ser feito em dinheiro, mas em forma de concessão de crédito maior para os agricultores, ou mesmo com a oferta de juros menores e prazos mais longos para quitação.

Código Florestal

Já o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, lamentou que o Código Florestal aprovado pela Câmara e encaminhado à sanção presidencial não tenha como objetivo expresso a proteção dos recursos hídricos do país, mas apenas da vegetação, “como se fosse possível dissociar” as duas questões.

No que se refere ao pagamento por serviços ambientais, Andreu disse que é preciso garantir a regularidade da prática, sob pena de gerar frustração em quem tem expectativa de receita em razão de adesão aos programas.

Para o relator da comissão, senador Sérgio Souza (PMDB-PR), o pagamento por serviços ambientais tem no seu bojo o incentivo à conservação e à preservação do meio ambiente, à medida que pode tornar uma área considera improdutiva em produtiva.

Para a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), é preciso diminuir o impacto do homem na natureza, com a adoção de medidas mais eficientes de desenvolvimento sustentável em favor da população.

Agência Senado

 

da Agência Senado

 

09/05/2012 - 18h35 Comissões - Código Penal - Atualizado em 09/05/2012 - 18h35

Participar de milícias pode passar a ser crime tipificado pelo novo Código Penal

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Gorette Brandão

A Comissão Especial de Juristas que prepara um anteprojeto de novo Código Penal poderá tipificar como crime específico as ações das milícias, normalmente integradas por policiais que se organizam para impor domínio sobre áreas carentes das grandes metrópoles, utilizando de seu poder para obter vantagens ilícitas. Esse é um dos temas da jornada adicional de votações desta semana, em reuniões nesta quinta-feira (10), às 10h, e na sexta (11), a partir das 9h.

Na segunda-feira (7), quando os juristas ampliaram em mais 30 dias o prazo final dos trabalhos, a comissão deliberou sobre novos pontos referentes aos crimes contra a administração pública e também sobre os delitos contra a incolumidade pública, os que trazem risco para a população em geral. Agora o anteprojeto deverá ficar pronto até o fim de junho, para em seguida tramitar como projeto de lei ordinária.

Situação do Rio

O desembargador José Muiños Piñeiro Filho, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro recebeu do presidente da comissão, ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STF), a missão de elaborar uma proposta para o tipo penal que deve enquadrar as milícias. Isto porque no Rio de Janeiro o poder das milícias se tornou notório, à medida que esses grupos, de feição paramilitar, foram tomando territórios antes dominados por traficantes de drogas.

- No Rio a questão das milícias apresenta peculiaridades, não somente por ser o estado de origem do fenômeno, mas também o lugar onde essa modalidade criminosa alcançou maior gravidade – comentou o desembargador.

No lugar de levar uma única proposta à comissão, ele optou por duas versões: um texto formulado por ele mesmo e ainda uma sugestão do deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL do Rio de Janeiro, que comandou na Assembléia Legislativa do Rio uma comissão parlamentar de inquérito que investigou a atuação das milícias no estado. Nos dois casos, a intenção é tipificar o delito como um subtipo do crime de organização criminosa, já aprovado pela comissão em reunião anterior.

O texto do desembargador classifica o crime como “prática de milícia”, com maior detalhamento das finalidades e formas de ação das milícias, como a exigência de bens (móvel ou imóvel) aos moradores, sob qualquer razão, ou de valor monetário periódico pela prestação de serviços: segurança, transporte alternativo, fornecimento de água, energia e a venda gás liquefeito ou qualquer outra atividades não autorizada.

A pena básica vai de quatro a doze anos, mas poderá subir para a faixa de oito a vinte se a organização for integrada por agentes ou ex-agentes do sistema de segurança pública ou das forças armadas ou ainda agentes políticos.

Como diferença fundamental, o crime de formação de “quadrilha miliciana” sugerido pelo deputado Marcelo Freixo inclui entre as finalidades que devem ser criminalizadas não apenas o domínio da área e seu controle para exploração de atividades de serviço público e econômica, mas também o objetivo de controle dos votos dos moradores em disputas eleitorais. Ele sugere pena de nove a dezoito anos, com aumento pela metade para agente público que integrar a quadrilha.

Conforme o desembargador Muiños Piñeiro, a decisão por qualquer das propostas oferecerá aos promotores e juízos meios para dispensar tratamento penal mais rigoroso às milícias. Normalmente, explicou Muiños, os integrantes dessas organizações são denunciados por associação para o crime, constrangimento ilegal ou extorsão, com penas mais brandas e que dependem da denúncia da vítima.

- As milícias são organizações mafiosas, o que significa dizer que se trata de muito mais do que mera associação para a prática do crime. É um delito contra a paz pública e assim deve ser tratado – comentou o desembargador.

Princípio da insignificância

Ainda nesta quinta-feira, os juristas devem examinar algumas inovações para a parte geral do novo Código Penal, entre as quais a incorporação ao texto do “princípio da insignificância”. Noção já consagrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), essa figura permite o entendimento de que não houve crime quando os fatos envolverem “mínima ofensividade, reduzidíssimo grau de reprobabilidade do comportamento e baixa expressividade da lesão jurídica provocada”, conforme esclarece o promotor Marcelo André de Azevedo, também membro da comissão.

Em escala onde o delito for um pouco mais grave, em que a pena aplicada seja até acima de dois anos de reclusão, ainda assim os juristas vão examinar sugestão que poderá permitir o enquadramento do delito como crime de menor potencial ofensivo se o conjunto das circunstâncias objetivas permitirem esse entendimento – o exame do caso concreto, na linguagem jurídica.

Se o crime é reconhecido como de menor potencial ofensivo o autor recebe pena de até dois anos de reclusão, mas com possibilidade de substituição dessa punição por prestação de serviço comunitário. Além disso, se vingar proposta já aprovada pelos juristas, a pena pode passar a ser transformada por acordo com pagamento de multa à vítima, se ela assim concordar.

Crimes contra a humanidade

Nesta quinta-feira, além de pontos sobre a parte geral do Código e da proposta para a tipificação das milícias, os juristas devem ainda examinar sugestões para o enquadramento no texto dos crimes contra a humanidade. Descritos em Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) assinada pelo Brasil, esses são os chamados crimes de lesa-humanidade envolvendo perseguição, violência ou assassinato de grupos de indivíduos. A lista inclui o genocídio e o desaparecimento forçado. Esses crimes são imprescritíveis, um enquadramento que os juristas querem também consagrar na parte geral do futuro Código Penal.

Agenda de sexta

Uma agenda extensa foi definida pela comissão para a sexta-feira, quando devem ser examinadas propostas relacionadas a quatro tipos de crime: delitos cibernéticos (atualmente sem regulamentação especifica), contra a relação de consumo, interceptação telefônica e de lavagem de dinheiro.

Agência Senado

 

Do Observatório da imprensa.

VEJA & CACHOEIRAA imprensa e o bicheiro

Por Luciano Martins Costa em 09/05/2012 na edição 693

Comentário para o programa radiofônico do OI, 9/5/2012

 

Aberto oficialmente por unanimidade, no Conselho de Ética do Senado, o processo disciplinar contra o senador Demóstenes Torres promete abrigar também um ajuste de contas entre um grupo de parlamentares e a chamada imprensa de circulação nacional.

O núcleo de senadores interessados em estender a investigação sobre o esquema do bicheiro Carlos Cachoeira às suas relações com jornalistas tem entre seus representantes mais ativos o senador Fernando Collor de Mello e integrantes do Partido dos Trabalhadores. Nesta quarta-feira, dia 9, os jornais fazem especulações sobre as motivações do ataque, e os leitores podem estar certos de que essa questão irá contaminar todo o noticiário sobre o escândalo daqui para a frente.

O jornal O Globo já havia se manifestado em editorial, na terça-feira, 8, antecipando-se à possibilidade de órgãos da imprensa serem citados nas sessões da comissão que irá julgar o senador goiano. Sob o título “Roberto Civita não é Rupert Murdoch”, o jornal carioca criticou a última edição da revista Carta Capital, que traz um artigo com a afirmação de que o bicheiro Cachoeira andou pautando a revista Veja durante muito tempo.

Já se sabe que o bicheiro trocou cerca de duzentos telefonemas com o diretor de Veja em Brasília e, segundo Carta Capital, alega ser o pai de todos os “furos de reportagem” da revista da Editora Abril. Ao chamar Roberto Civita de “o nosso Murdoch”, Carta Capital acendeu a ira do grupo Globo e colocou em alerta todos os demais conglomerados da imprensa nacional.

As razões para a indignação do grupo Globo superar suas históricas divergências com o grupo Abril são muito claras: praticamente todos os grandes órgãos da imprensa se utilizaram em alguma medida de sugestões e informações vazadas pelo grupo de Carlos Cachoeira durante os escândalos seguidos que fizeram a alegria das redações nos últimos anos.

Muito provavelmente, os vazamentos de trechos de conversas gravadas que municiaram a imprensa durante esse período tiveram origem no personagem conhecido como Dadá – o sargento da reserva da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, que oferecia serviços gerais de arapongagem ao esquema do bicheiro e outros clientes.

A hipótese de que muitas denúncias publicadas desde 2005 tiveram sua origem no grupo criminoso seria um golpe mortal para a credibilidade de toda a imprensa.

O fundo do poço

O “araponga” Dadá também era encarregado de contatar autoridades em nome de Carlos Cachoeira, o que o transforma em personagem importante no esquema do bicheiro.

Esse pequeno conjunto de evidências é mais do que suficiente para que Fernando Collor, Humberto Costa e outros parlamentares interessados em lavar em público a roupa suja da imprensa transformem a futura CPI Cachoeira-Demóstenes em um acerto de contas com as grandes empresas de comunicação do país.

A defesa da revista Veja, que alega ter apenas utilizado o bicheiro como informante eventual, não resiste à cotização com o senso comum: duzentos telefonemas representam um vínculo muito profundo e de plena confiança para se tratar apenas da relação eventual entre fonte e jornalista.

O editorial do Globo tem razão ao contestar o artigo de Carta Capital em defesa do dono do grupo Abril: Roberto Civita certamente não é Rupert Murdoch.

Rupert Murdoch criou um império de comunicação a partir de um jornal provinciano da Austrália. Roberto Civita está desmoralizando o império construído por seu pai, Victor Civita. Segundo o 247, o primeiro noticioso desenvolvido no Brasil para aparelhos móveis, o presidente do grupo Abril, Fábio Barbosa, estaria se preparando para deixar a empresa (ver em www.minas247.com.br). O motivo seria exatamente o envolvimento da revista Veja com o bicheiro Cachoeira e certas práticas que ele condena.

Saudado em agosto do ano passado como um choque de ética na empresa, Barbosa, que se destacou como presidente do Banco Real e teve rápida passagem pelo Santander, teria constatado que havia assumido uma missão impossível.

Que o grupo Abril tenha optado pelo suicídio ao permitir que sua principal publicação jornalística afundasse no jornalismo unilateral seria apenas uma opção de negócio. Mas a situação se torna mais interessante quando outros grupos de comunicação, ignorando seu dever de investigar as suspeitas de relações privilegiadas entre Veja e o bicheiro, tomam partido antes de iniciada a investigação.

O que já não se pode negar é que o jornalismo declaratório e alimentado por vazamentos de informações acabou envolvido e manipulado por um bicheiro de quinta categoria.

É o fundo do poço, ou ainda há mais a ser escavado?

 

 

 

zanuja

da Agência Brasil

 

Grupo Facilitador da Sociedade Civil na Rio+20 lança campanha Não à Economia Verde09/05/2012 - 16h54

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Movimentos sociais e ambientais que integram o Grupo Facilitador da Sociedade Civil na Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) lançaram hoje (9), no Rio de Janeiro, a campanha nacional Não à Economia Verde. Entre os motivos da campanha estão as faltas de conceito de economia verde, de posicionamento crítico ao atual modelo econômico e da análise sobre a mudança da matriz energética dos combustíveis fósseis para as energias renováveis no rascunho zero da Rio+20.

A campanha Não à Economia Verde faz parte do seminário internacional Outra Economia, Outro Desenvolvimento, Outra Cooperação: a Sociedade Civil Rumo à Rio+20/Cúpula dos Povos, que a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong) promove até amanhã (10), na capital fluminense. A campanha foi iniciada em abril deste ano, a partir do Fórum Social Temático realizado em janeiro, em Porto Alegre (RS).

As ONGs apontam que não existe, na verdade, uma definição do conceito de economia verde no rascunho zero (draft zero) apresentado pela Organização das Nações Unidas (ONU) no final do ano passado. Esse texto ainda se acha em negociação e serve de base para o documento oficial da Rio+20, programada para junho, no Rio de Janeiro.

De acordo com Ivo Lesbaupin, diretor da Abong, há um consenso de que a economia verde, tal como está sendo proposta pela ONU, não coincide com o que os movimentos sociais e ambientais consideram uma economia sustentável. “A gente acha que, como está sendo defendido no documento zero e em alguns estudos feitos pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o essencial, nessa proposta de economia verde, é utilizar os instrumentos do mercado para enfrentar a crise ambiental”.

O documento apela para as grandes empresas implementarem a chamada economia verde. Lesbaupin destacou, porém, que a participação de organismos multilaterais, como Banco Mundial (Bird) e Fundo Monetário Internacional (FMI), entre outros, representa, no fundo, “pintar de verde a mesma economia que nós conhecemos e que gerou o impacto ambiental. Não há nenhuma crítica no rascunho zero ao modelo produtivo e consumista que gerou a situação que vivemos hoje”, disse.

Lesbaupin disse ainda que o documento não traz nenhuma análise sobre a mudança da matriz energética dos combustíveis fósseis para as energias renováveis, considerada pelas ONGs um elemento essencial no enfrentamento ao desastre ambiental. “Esse tipo de economia verde, a gente tem que combater”.

O diretor da Abong denunciou que a proposta apresentada no rascunho da ONU visa a precificar, ou seja, colocar valor monetário, nos serviços ambientais e nos elementos da natureza. “Nós consideramos que isso é extremamente perigoso. É levar o mercado para onde ele não está ainda, para tornar isso fonte de lucro”.

Os movimentos sociais e ambientais defendem, ao contrário, que esses espaços não podem ser privatizados ou mercantilizados, porque são bens comuns de toda a humanidade. “E a maneira de defender, de não destruir, é fazer com que os governos e os estados façam respeitar esses elementos que são fundamentais na natureza e os serviços ambientais. Não pode privatizar o ar, a água, serviços ambientais em geral”. A intenção é lançar a campanha “Não à economia verde” também em nível internacional.

A expectativa de Lesbaupin é que os negociadores do conjunto de países membros da ONU deverão chegar a um texto comum para debate na conferência oficial, no Rio. O receio, enfatizou, é que a economia verde “talvez seja o principal tema dessa proposta. Por isso é que nós estamos fazendo essa campanha”.

O seminário será aberto oficialmente esta noite, com uma conferência preparatória à Cúpula dos Povos, evento organizado pela sociedade civil que ocorrerá em paralelo à Rio+20. A ideia é mostrar a importância e o significado dos dois eventos no atual cenário social, econômico e ambiental mundial. Amanhã (10), quatro mesas redondas debaterão, além da economia verde, a cooperação internacional, a economia que as populações desejam e a sociedade alternativa que está sendo proposta, com a participação de ONGs estrangeiras.

Edição: Fábio Massalli

 

do Brasil de Fato

 

Movimento “12M 15M” ocupará espaços públicos em todo o mundo  

Mais de 40 países e doze estados nacionais estarão reunidos de 12 a 15 de maio em espaços públicos para reivindicar melhorias, compartilhar experiências e propor mudanças para a humanidade

 

09/05/2012

 

José Neto

 

Mais de 40 países farão do dia 12 ao dia 15 de maio um protesto internacional denominado “Ocupa, Acampa – 12M#15M”. Sintonizados com o espírito de indignação e transformação social, grupos, redes, movimentos sociais e ativistas estão organizando através das redes sociais e de assembleias diversas atividades culturais conectadas com as manifestações internacionais, mas pautadas em temas nacionais.

No Brasil, doze estados participarão dos atos. Em São Paulo, as ocupações serão na capital, na Praça Charles Miller, em Ribeirão Preto e Bauru; em Goiás, o protesto será em Anápolis; no Paraná, Pernambuco, Santa Catarina, Bahia, Rio Grande do Sul, Ceará e Maranhão os manifestantes sairão às ruas em suas capitais; em Brasília se concentrarão na praça do relógio; no Rio de Janeiro em dois locais, na Praça Agripino Grieco, no Méier, e na Lapa. Por fim, em Minas Gerais, os protestos serão na cidade de Uberlândia e na capital, Belo Horizonte.

As ocupações também acontecerão na maioria dos países da Europa, América Latina, norte da África, Ásia e nos Estados Unidos.

O” 12M de 2012” surge um ano após o “12 de Março de 2011” - data histórica para a indignação mundial, quando em Portugal, surgiu de forma espontânea uma das maiores manifestações da história recente.

O “12 de Março de 2011” foi o rastilho de mobilização cidadã que incendiou várias cidades da Europa, culminando o “15 de Maio” na Espanha, seguindo também o impulso vindo das revoltas no mundo árabe.

O ano de 2011 ficou também marcado pelo protesto mundial, no dia 15 de Outubro, com a ocupação de Wall Street, em pleno coração do sistema financeiro global, dando origem ao movimento “Occupy”. Em paralelo, inúmeros coletivos locais, de transição, de bairro ou movimentos sociais tematizados organizavam-se propondo alternativas.

 

da Caros Amigos

 

Violência no campo aumenta em 2011, aponta CPT

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Total de casos passou de 1.186 em 2010 para 1.363

Da Redação

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Os conflitos no campo aumentaram em um total de 15% em 2011, em relação a 2010, segundo aponta relatório divulgado nessa semana pelo Comissão Pastoral da Terra (CPT). O total de ocorrências nas várias modalidades de violência passou de 1.186 para 1.363 em 2011, registrados na maioria dos estados brasileiro - em 17 dos 27 unidades. Os conflitos totais é a soma dos conflitos por terra, pela água e trabalhistas.

O aumento geral foi puxado mais expressivamente pelos conflitos por posse de terra (ocupações, retomada, acampamentos, que geram expulsões, ameaças, despejos e destruição de bens), que passaram de 835 em 2010 para 1.035 em 2011 - 24% de aumento. O número de famílias de agricultores que sofreram com a violência no campo teve aumento de 30,3%, passando de 70.387 para 91.735, sendo o Nordeste a região com o maior número de casos (369 conflitos envolvendo 31.952 famílias).

Nessa categoria, para o CPT, chama a atenção o número de famílias expulsas de terras, que cresceu em 75,7% - em 2010 foram 1.216 e, em 2011, 2.137 - e ameaçadas de morte por pistoleiros, que passou de 10.274 para 15.456.

Confira nas imagens abaixo alguns números do CPT. Para ler o relatório na íntegra, clique aqui.




CPT-conflito-quadroViolenciaTerra




CPT-Conflitos-violenciaPessoa

 

De BBC Brasil.

Governo manda 500 militares para socorro a vítimas de cheia na Amazônia

Luis Kawaguti

Da BBC Brasil em São Paulo

Atualizado em  9 de maio, 2012

 

 

Periferia de Manaus inundada

Periferia de Manaus inundada pelo Rio Negro. Cheias já deixaram 70 mil desabrigados

O governo federal determinou a mobilização de 500 militares das Forças Armadas, um hospital de campanha e três navios da Marinha para socorrer as vítimas de uma grande enchente no Amazonas, segundo o Ministério da Defesa.

O transbordamento dos rios Negro, Solimões e Madeira começou em março e já deixaram 70 mil famílias desabrigadas - sendo 10 mil só em Manaus.

Segundo o vice-governador do Amazonas, José Melo, 39 municípios estão em "situação crítica".

De acordo com o governo, essa pode ser a maior cheia da história do Estado. Até então, o último recorde havia sido registrado em 2009, quando o Rio Negro atingiu o nível de 29 metros e 77 centímetros.

Nesta quarta-feira, o nível do rio estava em 29 metros e 57 centímetros. A cheia, no entanto, ainda não chegou ao seu ápice e o nível das águas continua a subir cinco centímetros por dia.

Ajuda

Os 500 militares que participarão do socorro já estão na região amazônica, pois participavam desde a semana passada de uma operação de combate a traficantes e garimpeiros ilegais na fronteira com a Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa.

Eles começaram a ser deslocados para as regiões mais afetadas pela cheia nos últimos cinco dias, segundo o general José Carlos De Nardi, chefe do Estado Maior Conjunto do Ministério da Defesa.

"As tropas irão realizar três ações: resgate de população em área de risco, cadastramento de famílias que tiveram prejuízos com as enchentes e distribuição de medicamentos e mantimentos", disse De Nardi.

O contingente mobilizado é formado por 200 militares do Exército, 260 da Marinha e 40 da Força Aérea.

Hospital de campanha da FAB

Hospital de campanha da Força Aérea montado sobre uma balsa ajudará no socorro às vítimas

O hospital de campanha da Aeronáutica - que já atuou no Haiti e no México - foi montado sobre uma balsa, atualmente ancorada no município de Barcelos (a 490 km de Manaus).

Ele se deslocará para regiões afetadas ao longo dos 60 dias previstos para durar a operação de socorro.

Outras centrais de atendimento a feridos funcionarão nos navios de assistência hospitalar Soares de Meirelles, atualmente atracado em Santo Antônio do Içá (região do Alto Solimões) e Doutor Montenegro, em Tefé (Médio Solimões).

A terceira embarcação da Marinha, o navio patrulha Pedro Teixeira, já está em Manaus socorrendo moradores em áreas de risco.

Verba

O plano de mobilização dos militares para atuar no desastre foi apresentada nesta quarta-feira à presidente Dilma Rousseff pelo general De Nardi, em teleconferência.

O governador do Amazonas, Omar Aziz, participou da reunião. Também foi anunciada a liberação pelo Ministério da Integração Nacional de uma verba adicional de R$ 7 milhões para o governo do Amazonas.

Desde o início das cheias na região, a administração recebeu cerca de R$ 17,5 milhões. Porém, os prejuízos já chegam a R$ 33 milhões.

Os recursos são destinados ao socorro às vítimas e compra de produtos de higiene, limpeza, além de medicamentos e alimentos.


 

zanuja

Do Vi o Mundo

Cachoeira diz que lutou por Perillo e reclama recompensa

publicado em 9 de maio de 2012 às 18:42

por Luiz Carlos Azenha

Um dos grampos mais interessantes da nova batelada divulgada na internet me foi indicado por um colega.

Foi gravado em 02 de março de 2011, às 15:58 da tarde, pelo Guardião da Polícia Federal.

Nele, Carlinhos Cachoeira conversa com Edivaldo, provavelmente Edivaldo Cardoso, ex-presidente do Detran, que o próprio bicheiro tinha indicado para integrar o governo de Marconi Perillo em Goiás.

A transcrição já tinha sido divulgada anteriormente, pelo Globo, mas vale a pena ouvir.

Os dois discutem gastos de R$ 1,6 milhão em verbas publicitárias do Detran e Cachoeira diz que a fatia dele, de 5%, é pequena.

http://www.viomundo.com.br/denuncias/cachoeira-diz-que-lutou-por-perillo-e-reclama-recompensa.html

 

 

 

webster franklin

Mais um que defende a posição da FIFA contra o Brasil.

Do iG.

CBF perde poder na Copa e vê intervenção do governo

Ministério do Esporte terá representante no COL e, desde 2011, já trata direto com a Fifa organização do evento

Paulo Passos, iG São Paulo | 09/05/2012

Responsável pela maior parte dos gastos na Copa do Mundo (só em estádios são previstos mais de R$ 3 bilhões, segundo a CGU), o Governo Federal passou a ter voz no COL (Comitê Organizador da Copa do Mundo) desde a última terça-feira. A intervenção no órgão responsável pela organização do Mundial, com o anúncio do secretário executivo do ministério do Esporte, Luis Fernandes, indica um enfraquecimento ainda maior da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) em relação a temas ligados ao Mundial.

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Foto: Dilvugação

Luis Fernandes foi escolhido pelo governo para intervir no COL

O COL foi criado em 2007 e tinha como função, assim como aconteceu nos últimos Mundiais, fazer o elo entre o país sede e a Fifa. O principal dirigente era o ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira. Desde 2011, o órgão não consegue exercer a sua função, enfraquecidopelas denúncias de corrupção com envolvimento do cartola e pela falta de trânsito dele com a presidenta Dilma Rousseff 

A intervenção do governo no COL apenas oficializou o que já era uma realidade: o diálogo direto entre o Governo Federal e a Fifa na organização do evento. “Usando a linguagem do futebol, até aqui era um combinado, unindo jogadores de diferentes times. Agora, temos uma seleção integrada com governo, CBF, COL e Fifa, para fazer uma Copa capaz de mobilizar todo mundo em 2014”, afirmou Fernandes. 

O atual presidente da CBF, José Maria Marin, seguirá como mandatário do COL . O poder, entretanto, será divido entre Fifa e Governo Federal. “Enquanto pôde, o Ricardo Teixeira peitou a Fifa e impediu a interferência governamental no COL”, disse ao iG um funcionário do comitê local.

Durante o anúncio de intervenção, nesta terça-feira na sede da Fifa, em Zurique, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, defendeu a medida. "Na vida, às vezes você tem uma decisão errada no início. E depois toma uma decisão certa. Antes tarde do que nunca", disse o dirigente, que afirmou que na África do Sul havia sete ministros no COL. No Mundial da Alemanha não houve intervenção do governo no comitê organizador.

Perfil técnico e filiado ao PC do B
Até o dia 25 de janeiro deste ano, a única ligação de Luis Fernandes com o esporte era ser torcedor fanático do Vasco da Gama. O secretário-executivo do ministério do Esporte, escolhido para intervir no COL, jura ter visto o gol mil de Romário, em 2007, e o de Pelé, em 1969. “Fui um dos poucos felizardos que puderam assistir ao vivo os dois no estádio”, diz.

Tido pelos aliados como um homem de perfil técnico, Fernandes tem larga experiência acadêmica. Formado em Relações Internacionais pela Georgetown University, dos Estados Unidos, com mestrado e doutorado em Ciências Políticas, foi professor da PUC-RJ e UFRJ. Assim como o ministro Aldo Rebelo é filiado ao PC do B.

Antes de assumir a secretaria do ministério do Esporte esteve de 2007 a 2011 no Ministério de Ciência e Tecnologia. Durante esse período foi presidente do FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), empresa pública que financia projetos ligados à ciência, tecnologia e inovação em empresas e universidades

Foto: EFEMarin posa ao lado de representantes da Fifa, do COL e do Governo Federal no encontro em Zurique

 

zanuja

da Agência Brasil

 

PSDB pede ao Supremo fim do sigilo do inquérito sobre Cachoeira09/05/2012 - 21h07

Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O PSDB encaminhou hoje (9) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido para que o sigilo sobre os documentos da Operação Vegas, da Polícia Federal, seja revogado. O documento foi encaminhado ao relator do processo no STF, ministro Ricardo Lewandowski. O pedido é assinado pelos deputados Carlos Sampaio (SP) e Bruno Araújo (PE), líder do partido na Câmara.

Os deputados alegam o princípio da publicidade e argumentam que o interesse público deve se sobrepor a confidencialidade dos autos. Eles ressaltam que as interceptações telefônicas da Operação Vegas já foram amplamente divulgadas e reclamam das restrições a quem quer consultar os dados do inquérito em poder da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira.

“Todas as informações disponíveis para os parlamentares na CPI já estão nas redes sociais. É um inquérito sigiloso de informações notórias”, disse o deputado Carlos Sampaio.

Os tucanos ainda reclamaram de que a primeira audiência da CPMI foi secreta. Eles votaram contra o requerimento apresentado pela senadora Kátia Abreu (PSD-GO) e Luiz Pitiman (PMDB-DF) para que a audiência com o delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Marques Sousa, responsável pela Operação Vegas, de 2009, fosse secreta.

 

Edição: Rivadavia Severo

 

"Os tucanos ainda reclamaram de que a primeira audiência da CPMI foi secreta":

O PSDB pode reclamar que a sessao foi secreta OU pode vazar o audio da sessao para a falha de Sao Paulo.

Ambos nao!

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Pergunto: Qual moral o procurador-geral Roberto Gurgel tem para participar desse julgamento?

Resposta: Nenhuma.

Do iG.

Julgamento do mensalão deve durar entre três e quatro semanas, diz STF

Joaquim Barbosa apresentou nesta quarta-feira as regras para o julgamento; acusação deve ter no máximo cinco horas

iG Brasília 

 

O relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, confirmou nesta quarta-feira que o tempo de julgamento do caso deve durar entre três e quatro semanas. Na sessão de hoje, o Supremo Tribunal Federal definiu regras para as sessões. A expectativa é que o processo seja apreciado ainda neste primeiro semestre.

Uma das principais preocupações do relator é com o tempo. Ficou definido que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel , terá apenas cinco horas para fazer as acusações, em vez das 38 horas que, em tese, teria direito. Como o processo tem 38 réus, segundo a legislação penal tanto a acusação quanto a defesa têm direito a uma hora de manifestação oral para cada réu no dia do julgamento. Mas, a maioria dos ministros e o próprio procurador-geral da República entenderam ser mais sensato reduzir esse tempo. Joaquim Barbosa afirmou que o tempo é suficiente e, se maior, poderia inviabilizar o julgamento.

 

Para Gurgel, “[o período de cinco horas] não é suficiente para fazer uma acusação detalhada sobre as implicações de cada réu, mas é um tempo bom para que a acusação possa esboçar-se de forma satisfatória”. Ele também ressaltou a conveniência da definição sobre esse ponto para que a acusação possa se preparar adequadamente e não ter surpresas no dia do julgamento.

Barbosa quis debater a formatação do julgamento com antecedência porque, segundo ele, esse será um momento único na história do Tribunal. “Será um julgamento complicado e meu intuito é o de trazer questões que nos ajudem a facilitar esse julgamento”, disse o ministro.

Voto contrário

O único voto contrário à definição do tempo de acusação foi o do ministro Marco Aurélio Mello, apesar de entender que as 38 horas seriam um exagero. “Nem Fidel Castro, quando estava no auge dos discursos, chegou a tanto”. Ele defendeu que a própria acusação deveria definir o tempo que considera adequado.

Também com o intuito de otimizar o tempo do julgamento, os ministros decidiram que a leitura do relatório será resumida ao extremo, de 122 páginas para apenas três. O relatório final produzido por Barbosa descreve tudo o que foi incluído no processo até agora e, segundo ele, a leitura no formato original poderia tomar uma tarde inteira.

Barbosa argumentou que a leitura do relatório resumido só será possível porque todos -ministros, PGR e advogados dos acusados - tiveram acesso antecipado ao documento original, o que elimina a hipótese de cerceamento de defesa.

Apesar de definir esses dois pontos, os ministros não chegaram a debater se o julgamento ocorrerá em dias seguidos ou alternados. A questão foi levantada pelo ministro Gilmar Mendes, mas o presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, disse que esse assunto será abordado futuramente. “Essa é uma decisão do presidente Ayres Britto”, disse Barbosa.

*Com Agência Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

zanuja