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http://br.noticias.yahoo.com/poder-abrir-ag%C3%AAncias-caixa-tenta-derrubar-liminares-151000045--finance.html

A Caixa Econômica Federal (CEF) tenta derrubar as liminares expedidas pela justiça que a impede de abrir, neste sábado, 48 de suas agências bancárias. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região ganhou, na sexta-feira, ação pública contra a abertura das agências. A juíza do Trabalho Maria Eulália de Souza Pires, que expediu a liminar, fixou ainda multa de R$ 5 mil reais por funcionário caso a Caixa descumpra a medida.

 

Todas as 48 agências do banco abririam neste sábado, segundo a Caixa, para possibilitar à população tirar dúvidas sobre o programa de redução de juros Melhor Crédito. Durante toda a semana, as agências começaram a funcionar uma hora mais cedo por causa da grande procura de clientes por informações do programa.

 

De acordo com a assessoria de imprensa da Caixa, o banco agiu dentro da legalidade, garantindo o pagamento de horas extras aos funcionários e dando todos os benefícios previstos em lei. Para o Sindicato, no entanto, o banco infringiu a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) no que diz respeito à carga horária dos bancários.

 

Na argumentação levada à justiça trabalhista, o sindicato ressaltou que, de acordo com o artigo 224 da CLT, sábado não é dia de expediente bancário e que, conforme a Lei 4.178/62, o funcionamento nesse dia só seria possível em caso de trabalho extraordinário, com regras claras previstas no artigo 61 da CLT, que diz: "Para fazer face a motivo de força maior, seja para atender à realização ou conclusão de serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto".

 

A Caixa garantiu que está cumprindo as liminares e que está em contato com os gerentes gerais de cada agência para o caso de serem derrubadas. O banco nega ter exigido que os funcionários permaneçam em seus locais de trabalho, como disse o Sindicato dos Bancários. O Sindicato faz uma operação para discutir as liminares com os funcionários do banco.

 

No Espírito Santo, em Pernambuco, Porto Alegre, Sergipe, Santa Catarina e no interior de São Paulo, liminares impedindo a abertura de agências também foram conseguidas pelos funcionários da Caixa.

 

O fator Delta 

27 de abril de 2012 | 3h 09
Fernando Gabeira. jornalista - O Estado de S.Paulo

No princípio, alguns políticos queriam excluir a Delta da CPI do Cachoeira. Desistiram. Era como arrancar o delta do alfabeto grego. Depois se falou em concentrar as investigações no eixo Brasília-Goiás. Mas o delta é foz de um rio com muitos braços e canais. Acidente geográfico, a Delta está no Rio de Janeiro.

Da cachoeira à foz, deságua num imenso mar de dúvidas. Não se trata só de uma CPI para dissecar os laços da Delta com Carlos Cachoeira e seus tentáculos na política e nos governos. A ascensão fulminante da empresa e de seu dono, Fernando Cavendish, pode fornecer material para excelente estudo sobre o Brasil moderno. Como se fazem essas fortunas, como se entrelaçam com interesses políticos, como prosperam à sombra do governo e como driblam os frágeis mecanismos de controle? Eis algumas perguntas sobre a mesa.

Isso foi sempre assim, dirão alguns. Mas há algo de singular na meteórica carreira de Cavendish como empreiteiro. O vice de Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão, afirmou que o segredo do sucesso da Delta era sua agressividade, traduzida em preços mais baixos. Mas a tática da Delta, de acordo com quem entende de licitações, era vencer com preço baixo e correr atrás dos aditivos que eram acrescentados ao valor inicial do projeto. Em alguns casos, de 300%! Se isso era tão evidente para o mercado, como escapou aos experientes responsáveis pelos contratos do governo? Foram todos enganados por um jovem ambicioso?

Segundo algumas reportagens, Cavendish é simpático e bonachão, por isso se aproximou do governador do Rio e se tornou seu amigo íntimo. Os repórteres esqueceram alguns traços que podem trazer ruído à fotografia: ambos gostam de viagens, hotéis caros, cruzeiros de luxo. É possível que uma extraordinária empatia tenha movido a amizade desinteressada deles. Mas seria preciso outro ajuste de imagem. Cavendish diz em gravações que seu método para conquistar políticos é comprá-los. Como pode sair comprando políticos Brasil afora se no Rio, onde grande parte da sua fortuna foi conquistada, usou só seus belos olhos? Pode ser que Cavendish, como Demóstenes Torres, seja um caso de dupla personalidade: no Rio é um santo, fora do Rio, um tremendo predador.

Lendo o que foi publicado, noto outros sinais de pureza nos gestos de Cavendish no Rio. Ele reuniu suas empresas, segundo a imprensa, e as registrou em nome de uma tia, professora em Pernambuco. Havia um programa humorístico em que o ator Miguel Fallabela dizia: "Salvem a professorinha". Cavendish foi tão radical que pôs toda a sua fortuna na mão de uma delas.

Desde o desastre de helicóptero na Bahia em que morreram mulher e filhos de Cavendish, Cabral tenta explicar a amizade dos dois. O Ministério Público do Rio avaliou o caso e concluiu que não havia nenhuma ilegalidade, mas isso será revisto por um colegiado.

Cabral tende muito a proteger a privacidade de sua relação com Cavendish. Desmentiu logo que seria padrinho de um dos filhos dele: "Compadre, não. Somos só bons amigos". Na verdade, é uma proteção que estende a todos os seus amigos empresários. Indício dela é o fato de não divulgar quantas vezes e com quem viajou pelo mundo, o que deveria ser público para quem exerce o cargo de governador. Houve várias tentativas de obter a lista no Rio. Em vão. Novas tentativas foram feitas via Câmara dos Deputados. De novo em vão, o PMDB não abandona os seus. Como jornalista, é preciso reconhecer que a imprensa não se interessou pelas constantes viagens de Cabral, provavelmente com família, babás, caros hotéis no exterior. No meu tempo de jovem repórter, isso era notícia. Agora é só uma ironia aqui e ali, piada. Mas notícia mesmo, texto e fotos, nada apareceu ao longo dos seis anos em que Cabral descobriu o mundo.

Não questiono a amizade dos dois nem o que lhes parece uma boa vida em Paris. Mas a falta de transparência protegeu a Delta. Suas obras seriam julgadas sob outro crivo e suas vitórias nas concorrências, examinadas com lupa. Obras sem licitação após os temporais na Serra Fluminense? Nem pensar.

Cabral e Cavendish podem esconder os detalhes de sua relação em nome da privacidade. Mas ela é um pedaço do Brasil moderno. Merece estudo, pesquisa, quem sabe até novela ou filme: jovens simpáticos e bonachões que conquistaram o Rio, viveram tragédias, viajaram pelo mundo e, com os serviços profissionais do ex-ministro José Dirceu, exportaram sua energia positiva para o Planalto: a Delta transformou-se na grande empreiteira do PAC.

Em 2010, quando denunciei os laços de Cabral com Cavendish, o TRE-RJ tirou o programa do ar e mais tarde me condenou a pagar multa. Recorri, por meio do advogado do partido. Era só o que faltava, derrotado na eleição, não tinha como pagar multa. O caso caiu nas mãos do presidente do TRE, Luiz Sveiter, que se considerou suspeito para julgá-lo e o passou adiante. A gente vai perdendo tudo, mas o humor eles próprios não nos deixam perder. Uma grande ajuda que a CPI do Cachoeira dará à geografia política do Brasil é iluminar a Delta, com todos os seus braços e canais. E trazer um pouco de transparência ao complexo sistema de dominação fluminense, em que se entrelaçam todos os Poderes, muitas vezes até o quarto poder, com objetivo de nos ocultar parte da verdade.

Numa CPI tudo pode acontecer. Quem sabe Cabral e Cavendish vivem uma amizade desinteressada e o esquema de proteção que envolve o governador não é só uma conspiração do bem contra invasores da privacidade alheia? Como neste momento tudo é suposição, que tal começar pelas obras, seus preços e sobrepreços, maracutaias e maracanãs? Há uma história material a desvendar e só os fatos podem separar a realidade da fantasia.

Não sei se a CPI vai descobrir muita coisa. Na verdade, minha experiência mostrou que ela suscita mais descobertas do que propriamente as faz. De longe, só posso dizer que o Rio continua lindo, nada deveria impedir o Brasil de conhecê-lo melhor. O Rio de Janeiro, fevereiro e março, alô, alô, Cachoeira, aquele abraço.

 

  será que o cara está querendo o lugar do demostenes , vai ser parcial assim ao extremo , ele precisa lembrar que o cabral e o paes tem dna do psdb .

 

Presidente do Irã chama Israel de "mosquito"

"...O Irã respondeu que em caso de agressão dará uma resposta militar "arrasadora" e afirmou que é capaz de alcançar o território de Israel e todas as bases e navios dos EUA no Oriente Médio, Golfo Pérsico e Ásia Central."

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5769953-EI308,00-Presid...

MEU COMENTÁRIO: nunca vi um falastrão sair-se bem, antes, ele é sempre traído por seus atrevimentos e desaforos. Geralmente, o que sua verborragia e ameaças bombásticas significam é exatamente o oposto do que diz ser, ter e fazer.

Se algum dia o Irã vier a ser atacado por quem quer que seja, ele pode estar certo que não será sem cálculo e precisão: além de ser na sua pseudo capacidade de resposta vai reduzi-la ainda a pó de traque.

 

O futuro prefeito de SP, "presidente Serra".

 

DO ESTADÃO

 

PSD de Kassab oficializa apoio a PSDB de Serra nas eleições em SPEx-governador do Estado foi apresentado por Guilherme Afif Domingos, o atual vice-governador, como \"futuro prefeito, presidente Serra\"12 de maio de 2012 | 13h 46

 Guilherme Waltenberg

No evento que oficializou a aliança entre o PSD do prefeito Gilberto Kassab e o PSDB do pré-candidato José Serra, realizado neste sábado, 12, o ex-governador foi apresentado por Guilherme Afif Domingos (vice-governador de São Paulo) como "futuro prefeito, presidente Serra". De acordo com Afif, a cidade e o Estado de São Paulo necessitam de um verdadeiro "presidente para comandá-las".

Veja também:
link Haddad responsabiliza Serra e Kassab por ‘apagão dos transportes’

Durante evento, Serra focou discurso nas ações que realizou como prefeito e governador de SP - Alex Silva/AEAlex Silva/AEDurante evento, Serra focou discurso nas ações que realizou como prefeito e governador de SP

E enfatizou: "O resultado da disputa presidencial contra Dilma Rousseff (em 2010) foi favorável a José Serra em São Paulo, ganhamos na Capital e no Interior e vamos ganhar novamente", disse.

José Serra focou seu discurso nas ações que realizou como prefeito e governador de São Paulo. E citou cidades e Estados que copiaram suas ideias, dando como exemplo o programa Nota Fiscal Paulista e a Virada Cultural, além de outros. "Na vida pública, copiar não é plágio, copiar é virtude", disse, emendando: "Mas é preciso saber copiar. O Mãe Paulistana eu propus torná-lo nacional durante a campanha presidencial, como Mãe Brasileira, e minha adversária (a atual presidente Dilma Rousseff) propôs o Mãe Cegonha. Mais de um ano depois, não temos nada." E alfinetou a atual gestão federal, dizendo: "A cegonha voou."

O pré-candidato tucano afirmou que um dos principais pilares para administrar a cidade de São Paulo é a forte parceria com o governo estadual, exemplificando parcerias em áreas essenciais, como as da saúde, transporte, segurança, educação e saneamento. "Por isso, São Paulo tem dois prefeitos, o prefeito e o governador." Serra disse que os cinco principais tópicos de sua administração, caso seja eleito nas eleições de outubro deste ano, serão: ousadia, inovação, capacidade de trabalho, parceria e prestação de contas. "Quem não faz coisas novas vai para trás", frisou.

 

Alianças. O pré-candidato José Serra comemorou o leque de apoios em torno de sua candidatura, composto pelo PV, PSD e o DEM, que anunciará a adesão nesta semana. Ele não quis citar outros partidos com os quais está negociando. No entanto, afirmou que pretende formar uma aliança ampla. "Quero o maior número de partidos nos apoiando e o maior número de vereadores, que são os peões da campanha, os que verdadeiramente vencem a guerra."

O prefeito Gilberto Kassab comemorou a oficialização da aliança entre sua legenda e o PSDB, destacando que José Serra é "o mais preparado para assumir a cidade, um verdadeiro professor".

 

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,psd-de-kassab-oficializa-apoio-a-psdb-de-serra-nas-eleicoes-em-sp-,872142,0.htm

 

Nassif


Com o teu conhecimeto de finanças e bandidos financeiros coloque um post sobre:


Ascesa, crollo e fuga del "Woldemort" di Jp Morgan.

 

Do iG.


Tucanos tentam blindar Gurgel e pedem esclarecimentos por escrito
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Parlamentares da oposição, que chegaram a defender a convocação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, mudaram a estratégia.

Os deputados Fernando Francischini (PSDB-PR) e Carlos Sampaio (PSDB-SP) apresentaram requerimento à CPMI do Cachoeira solicitando explicações por escrito sobre a demora para investigar o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).

A orientação do PSDB é que em ano de julgamento do mensalão, o PGR não passe por constrangimento no Congresso, abalando a sua credibilidade.

 

zanuja

As casas mais absurdas do mundo. É cada uma!

Do Brasil247.

Casa de louco: você moraria em uma? você moraria em uma?Foto: Divulgação

COME PODE SER A SEDE DE UMA EMPRESA QUE PRODUZ CESTAS? EM FORMA DE CESTA, CLARO. E A CASA DO PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO MUNDIAL DOS PRODUTORES DE VASOS SANITÁRIOS... SIM, ELA É EXATAMENTE COMO DEVE SER. SÃO ALGUMAS DAS CASAS MAIS DOIDAS DO MUNDO

11 de May de 2012 às 20:45

Come pode ser a sede de uma empresa que produz cestas? Em forma de cesta, claro. E a casa do presidente da associação mundial dos produtores de vasos sanitários... Sim, ela é exatamente como deve ser. Pode ser vista entre as próximas fotos. São algumas das casas mais doidas do mundo, apresentadas na galeria abaixo.

1 Escritório em forma de cesta

A publicidade é a alma do comércio. Foi o que pensou o empresário Dave Longaberger quando, na metade dos anos 90, decidiu construir a nova sede da Longaberger Company. Fácil perceber que ela produz cestas. O edifício-cesta encontra-se em Newark, no estado de Ohio (EUA).
Foto: © Greg Gladman

 

 

2 Ele merece a casa que tem

Já Sim Jae-ducksi, presidente da World Toilet Association, a associação mundial dos produtores de vasos sanitários, mora numa casa em forma de privada. Ela fica na cidade coreana de Suwon, a 40 quilômetros da capital, Seul, e ocupa uma superfície de 420 metros quadrados. Curiosidade: bem no centro da construção existe um banheiro inteiramente transparente. Para proteger a privacidade de quem o utiliza, no momento da necessidade o local se enche de uma espessa neblina. A casa custou 1,6 milhão de dólares e pode ser alugada pela exorbitante cifra de 50 mil dólares por dia.

 

 

3 Casa de livros

Do Tao te King ao Senhor dos Anéis, passando pelo Homem Invisível, vários títulos de livros famosos foram escolhidos pela própria população da cidade norte-americana de Kansas City para compor a fachada da sua Biblioteca Municipal. Inaugurado em 2004, esse edifício possui um design absolutamente único no seu gênero. O inteiro complexo custou mais de 50 milhões de dólares, financiados em parte por entidades públicas e em parte pela iniciativa privada.
Foto: © davidking

 

 

4  Casa que dança

Dancing House, ou casa que dança, é o apelido de um edifício muito especial situado no centro de Praga, República Checa. Projetada pelo arquiteto checo Vlado Milunic e pelo canadense Frank Gehry, ele foi construído entre 1994 e 1996. O prédio originalmente se chamava Fred & Ginger, em homenagem a Fred Astaire e Ginger Rogers, devido a sua semelhança com um casal de bailarinos. Foi construído com 99 painéis de cimento armado, todos de forma e dimensões diversas. Também chamada "casa de bêbados", essa construção original é sede de numerosas multinacionais e de um refinado restaurante francês.
Foto: © Tančící dům

 

 

5 Casa de duendes

A Casa Torta está na zona comercial da cidade de Sopot, na Polônia. Foi criada pelo arquiteto polaco Szotynscy Zaleski e se inspira nos desenhos de Jan Marcin Szancer, ilustrador e escritor de fábulas para crianças. Com efeito, a Casa Torta parece saída de uma fábula: o formato das telhas de vidro lembram as escamas de um dragão, e suas linhas suaves lembram as casinhas de brinquedo das crianças. Construída em 2003, ela possui em seu interior um centro comercial de quatro mil metros quadrados.
Foto: © lostajy

 

 

6 Casa ao cubo

A Casa Cúbica surgiu em 1984 a partir de uma ideia do arquiteto Piet Blom. Foi construída ao final de uma longa passarela para pedestres no centro da cidade de Roterdam, na Holanda. Cada um dos 32 cubos que a compõem é um módulo residencial autônomo, subdividido em três andares: a zona diurna no térreo, a zona noturna no primeiro andar, um grande espaço no último. Segundo BLom, a Casa Cúbica representa uma floresta, na qual cada cubo representa uma árvore.
Foto: © e~s

 

 

7 Você se lembra da casinha pequenina...

Esse curioso edifício fica no centro da Chinatown de Vancouver, no Canadá, e é conhecido por ser o prédio comercial mais estreito do mundo. Sua largura é de apenas 1,83 metros. Construído em dimensões normais em 1903, foi reduzido ao tamanho atual em 1912, quando a prefeitura de Vancouver decidiu alargar a rua onde se encontrava o prédio e para isso expropriou 7,3 metros da construção. Mesmo assim, os proprietários decidiram salvar o que sobrou: uma estranha construção apoiada sobre um esqueleto de aço. Usada no início como casa de banho turco pela comunidade chinesa de Vancouver, ela ainda possui no seu interior um túnel secreto que permitia aos hóspedes fugir em caso de controles por parte da polícia.
Foto: © ms-kwang

 

 

8 Duo para piano e violino

Como se chega à casa-piano? Passando através da casa-violino. Essa original e estranha casa foi construída em 2007 na China, em An Hui, não distante de Xangai. Foi feita por iniciativa do governo local, para atrair o interesse do público e da mídia, com vistas ao relançamento imobiliário do bairro. Em seu interior existe uma exposição permanente de imagens das belezas da região.

 

 

9 De pernas para o ar

Quer explorar um mundo que existe de cabeça para baixo, como o de Alice no país das maravilhas? Quer ter a sensação de morar numa casa que parece estar sempre prestes a desabar? Visite então a Wonderworks, a casa revirada de Orlando, na Flórida.
Foto: © wcamlin

 

 

10 A verdadeira casa-robô

A casa-robô se encontra em Sathorn, no centro financeiro de Bangcoc, Tailândia. Abriga a sede do United Overseas Bank e foi projetada pelo arquiteto tailandês Sumset Jumsai. Foi realizada em 1986 para comemorar a informatização desse banco. Sua forma singular foi obtida graças à sobreposição de módulos de concreto de diferentes tamanhos. Com vinte andares, abriga 23 mil metros quadrados de escritórios e custou cerca de dez milhões de dólares.

 

 

11 A casinha lá nas nuvens

A casinha lá no alto não é uma casa: é um hotel, um dos mais estranhos da Inglaterra. Chama-se House in the clouds, casa nas nuvens, e foi construída a partir de uma antiga caixa d'água construída em 1923 nas imediações de Thorpeness, em Suffolck. Ela em seguida foi transformada em residência e, por fim, em hotel. Nos seus cinco andares estão cinco quartos que são alugados para o fim de semana ou para a semana inteira.

 

 

12 Casa da confusão

Na cidadezinha polaca de Szymbark, o empresário Daniel Czapiewski teve a ideia e financiou a construção da "casa da confusão". Ele queria com ela ressaltar a precariedade e a confusão da era moderna. No seu interior há móveis e utensílios presos ao teto, produzindo um efeito de ausência de força de gravidade. A construção dessa casa, destinada apenas às visitas turísticas, demandou um tempo cinco vezes maior que o tempo normalmente gasto para se construir uma casa do mesmo tamanho.

 

 

13 Casa ao contrário

Ver o mundo de cabeça para baixo e realizar uma inteira casa ao contrário, foi ideia de dois arquitetos polacos, Klaudiusz Golos e Sebastion Mikuciuk. Ela se situa em Trassenheide, no Mar Báltico, na Alemanha. Ao se entrar na casa, tem-se a sensação de caminhar sobre o teto, no qual se encontram camas, cadeiras, mesas, poltronas, cozinha e inclusive banheiros. O edifício, claro, não é habitado. Trata-se de uma atração turística aberta ao público, e é também usado como espaço para exposições e eventos. Muitos visitantes, no entanto, dizem que depois de passar algum tempo lá dentro, a pessoa experimenta certa desorientação.

 

 

 

zanuja

Do Brasil247.

Veja atribui a robôs e insetos protestos virtuaisVeja atribui a robôs e insetos protestos virtuaisFoto: Folhapress_Divulgação

NESTE FIM DE SEMANA, A REVISTA VEJA, DE ROBERTO CIVITA, DENUNCIA FRAUDES QUE TERIAM OCORRIDO NO TWITTER PARA COLOCÁ-LA, TRÊS VEZES, DE FORMA NEGATIVA, COMO O ASSUNTO MAIS COMENTADO DA REDE SOCIAL; TUDO SERIA FRUTO DA AÇÃO DE PERFIS FALSOS, ROBÔS E “PETISTAS AMESTRADOS”; ABRIL NÃO VÊ DANO DE IMAGEM

12 de May de 2012 às 10:18

247 – Neste fim de semana, a revista Veja chega às bancas com uma série de reportagens sobre a liberdade de imprensa e a suposta tentativa da CPI do Cachoeira de desmoralizar o jornalismo investigativo. Pela primeira vez, o diretor da publicação, Eurípedes Alcântara, citou o nome do redator-chefe Policarpo Júnior, interlocutor frequente de Cachoeira, e saiu em sua defesa.

Numa das reportagens da série, chamada “Falcão e os insetos”, Veja fala sobre os três momentos em que milhares de internautas colocaram a revista como um dos assuntos mais comentados do mundo, no Twitter, de forma pejorativa. Isso aconteceu com as hashtags #VejaBandida, #VejaGolpista e #VejaPodreNoAr.

De acordo a Editora Abril, de Roberto Civita, Veja não vem sofrendo uma crise de imagem, nem uma corrosão do seu patrimônio duramente construído ao longo das últimas quatro décadas. Os protestos no Twitter seriam fruto apenas da ação de “robôs”, “insetos” e “petistas amestrados”, que seriam liderados pelo presidente do PT, Rui Falcão. Curiosamente um jornalista que comandou e ajudou a implantar um dos maiores sucessos da Editora Abril: a revista Exame,  de economia e negócios.

Fraudes no Twitter

De acordo com Veja, diversas regras do Twitter teriam sido violadas nos tuitaços contra a revista. Robôs teriam sido programados para enviar tweets automáticos. No caso dos verdadeiros, eles teriam sido enviados por aquilo que a revista define como “insetos” ou “petistas amestrados”, comandados por Falcão, que teria criado, no PT, num núcleo chamado MAVs – “Militância em Ambientes Virtuais”.

Curiosamente, no dia em que um dos tuitaços contra Veja alcançou o Trending Topics (lista de assuntos mais comentados no Twitter), houve também um tuitaço organizado por leitores e defensores da revista chamado #VejaNelles. Neste caso, diversos internautas levantaram dados apontando também o uso de robôs.

O discurso da tolerância

Em sua reportagem, Veja também pregou um discurso da tolerância na mídia e mandou um recado aos que alguns, dentro da Editora Abril, consideram ser seus adversários na batalha da comunicação. Eis o que diz o texto:

“A internet aceita tudo. Chantagistas contrariados fazem circular fotos de atrizes nuas (vide o caso Carolina Dieckmann), revelam características físicas definidoras (“minocartaalturareal1m59cm”), apelidam sites com artigos do Código Penal (“171”, estelionato) e referenciam-se em doenças venéreas – por exemplo, na sífilis (grave doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum – para formar sufixos de nomes (...) Cidadãos que se sintam atingidos por epítetos como esses acima, que vagam pela internet, infelizmente não têm a quem recorrer.”

Veja fez uma referência à Carta Capital, de Mino Carta (1m59cm), ao 247 (171), e ao blogueiro Luís Nassif (Nassífilis), colocando todos que “infelizmente não têm a quem recorrer” como vítimas de “chantagistas contrariados”. Em relação ao 247, Veja afirmou ainda que enquanto não houver uma governança sobre a internet, predominará a “indecência” e empreendedores terão suas iniciativas associadas a artigos do Código Penal.

Na parte que nos toca, também lamentamos a “indecência” e somos gratos pelo reconhecimento dos erros cometidos pela Abril nos últimos anos. Afinal, alguns dos principais “cheer leaders” dos ataques a jornalistas têm sido figuras da própria Abril, como Diogo Mainardi, Mario Sabino e, sobretudo, Reinaldo Azevedo.

Será que o recado será compreendido internamente?

 

zanuja

De Carta Maior.

Depoimento de ex-executiva de Murdoch complica CameronO depoimento de Rebekah Brooks perante a Comissão Leveson, que investiga relações entre a mídia e o poder político britânico, constrangeu e complicou ainda mais a vida do ministro da Cultura, Jeremy Hunt, e do próprio primeiro-ministro David Cameron. Ela revelou que seu vínculo com Cameron incluía frequentes trocas de mensagens de texto e encontros natalinos em meio à polêmica desatada pela oferta da News Corp para adquirir 69% do pacote acionário da cadeia televisiva BSkyB. O artigo é de Marcelo Justo, direto de Londres.

Londres - A ex-diretora executiva da News Corp, Rebekah Brooks, abriu a boca e emudeceu o governo britânico. A ex-braço direito na Grã Bretanha de Ruppert Murdoch e seu império multidiático revelou ante a Comissão Leveson que seu vínculo com o ex-primeiro ministro David Cameron incluía frequentes trocas de mensagens de texto e encontros natalinos em meio à polêmica desatada pela oferta da News Corp para adquirir 69% do pacote acionário da cadeia televisiva BSkyB.

A Comissão Leveson teve servido na bandeja um dos melhores pratos desde que começou sua investigação sobre a relação entre os meios de comunicação e o mundo político britânico, em 2011, a partir do escândalo das escutas telefônicas. Um email enviado por um lobista do grupo Murdoch a Brooks, no dia 27 de junho de 2011, revelou que o atribulado ministro da Cultura Jeremy Hunt queria que a News Corp o “orientasse” em sua própria investigação sobre as escutas. “Ele me pediu que eu o assessorasse privadamente nas próximas semanas para orientar sua posição e a de 10 Downing Street (a residência oficial do primeiro ministro) sobre as escutas”, escreveu o lobista Frederic Michel.

Esta investigação era chave para a decisão que o governo devia adotar sobre se a oferta da News Corp para adquirir a BSkyB comprometia a liberdade e a pluralidade informativa. Segundo o email do lobista Frederic Michel, a decisão governamental já estava tomada. “JH (Jeremy Hunt) já deu o OK porque acredita que a escuta telefônica não tem nada a ver com o tema da pluralidade informativa”, escreveu ele a Brooks. O governo havia dito que seria um árbitro imparcial da oferta da News Corp. Na prática, informava ao grupo Murdoch com antecipação os passos que daria.

No dia 30 de junho – tal como havia antecipado o lobista no email – Jeremy Hunt declarou no Parlamento que “embora as alegações sobre as escutas telefônicas sejam muito sérias, elas não têm nenhuma relação com a aquisição da BskyB”. Uma semana depois, ocorreu a explosão que faria ruir todo o edifício. O jornal “The Guardian” publicou que o News of The World havia interceptado uma mensagem de voz de Milly Dowler, uma menina de 13 anos sequestrada e assassinada. A revelação foi devastadora para o grupo Murdoch que, em poucas semanas, fechou o News of The World, abandonou sua tentativa de adquirir todo o pacote acionário da BSkyB e aceitou a renúncia de Rebekah Brooks como diretora da News International, o braço britânico do grupo Murdoch.

A proximidade do grupo com o governo ficou evidenciada de modo menos complexo e mais reconhecível coletivamente, com as mensagens de texto que Brooks trocou com Cameron. Brooks negou informações que circularam durante a semana sobre uma troca de 12 mensagens de texto por dia, mas reconheceu que durante a campanha Cameron lhe enviada algumas mensagens semanas. “A maioria tinha a ver com questões organizativas, com temas sociais, com algum comentário pessoal sobre um debate televisivo”, disse Brooks.

Mais sugestivo ainda é o modo como o primeiro-ministro assinava suas mensagens: LOL. Cameron, pouco afeito à arte das mensagens de texto, pensava que LOL queria dizer “Lots of Love”, despedida muito carinhosa para amigos muito próximos. Na verdade, LOL é uma mensagem juvenil extremamente informal, que surgiu com as novas tecnologias para dizer“laugh out loud” (Ou seja, “ria de tudo isso que estou escrevendo). Quando Brooks esclareceu o ponto, Cameron deixou de assinar LOL, mas não se esqueceu de enviar a Rebekah uma mensagem de apoio logo depois que ela renunciou ao posto de diretora executiva da News International.

Mais substancial e comprometedor foram os três encontros que o primeiro ministro manteve com Brooks durante o Natal de 2010 quando o governo tinha acabado de substituir do comando da investigação sobre a compra da BSkyB o ministro de empresas, o liberal democrata Vince Cable, um declarado adversário de Murdoch, colocando em seu lugar Jeremy Hunt, um aliado de Murdoch. O primeiro-ministro assinalou que em nenhum momento havia feito algo “incorreto” nestes encontros, algo que também foi enfatizado por Brooks na Comissão. “Nunca tive uma conversa para influenciar o curso de ação do governo”, assinalou a ex-executiva da News International. Mas o momento em que se deram esses encontros, somado ao fato de que Cameron nomeara como seu chefe de imprensa a outro personagem chave do grupo Murdoch, o ex-editor de News of the World, Andy Coulson, hoje livre sob fiança pelo escândalo das escutas, põe sob suspeita o critério, as decisões e os motivos de fundo do primeiro ministro.

Tradução: Katarina Peixoto

 

zanuja

Do Vi o mundo

DenúnciasPaulo Teixeira: “Praticamente todo o governo de Goiás estava envolvido com quadrilha do Cachoeira”

publicado em 11 de maio de 2012 às 17:54

por Conceição Lemes

Nessa quinta-feira, o delegado da Polícia Federal Matheus Mella Rodrigues, coordenador da Operação Monte Carlo, prestou depoimento na CPI do Cachoeira.  Em sessão fechada, durante mais de oito horas, lançou luz sobre as relações da quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira com o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

“Praticamente todo o governo de Goiás estava envolvido com a organização criminosa comandada pelo Carlinhos Cachoeira”, relata-nos o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), membro da CPI. “Extremamente poderosa, essa quadrilha controlava o aparato repressivo do Estado. Impedia ações contra si e conseguia fazer ações contra os seus concorrentes. Aí, valia tudo, até cárcere privado… Coisa de filme de Hollywood.”

“A organização tinha na sua folha de pagamento o comandante da PM, o comandante da Polícia Civil, o delegado geral, o comandante da PM em Goiânia, o corregedor da Polícia Civil, o diretor do Detran e influenciava o secretário de Segurança Pública”, prossegue Teixeira. “No plano político, influenciava  os secretários de Educação, Ciência e Tecnologia e a chefe de gabinete do governador.”

Não à toa o delegado Matheus Mella disse durante a sessão: “Goiás era um Estado todo tomado pela organização criminosa. Era um Estado que estava apodrecido”.

O DEM forçou o senador goiano Demóstenes Torres – “envolvido até à cabeça com a quadrilha de Cachoeira” — a se retirar do partido. E o PSDB, como fica nessa história, já que as evidências das relações íntimas de Perillo e do deputado federal Carlos Alberto Leréia com a quadrilha não param de crescer?

“O PSDB tem tentado ampliar o escopo dessa CPI, de modo que fique tão amplo que resulte no esquecimento do que foi feito”, avalia Teixeira. “A tática de dizer que o Cachoeira financiou a humanidade inteira e, assim, tirar o foco de onde está realmente o problema, vai desgastar ainda mais o PSDB e não vai funcionar. Não foi a humanidade inteira que esteve na folha de pagamentos de Cachoeira. Foram determinados políticos, determinados agentes públicos, determinadas autoridades.”

Viomundo – Deputado, afinal, o que evidenciou o depoimento do delegado que comandou a Operação Monte Carlo?

Paulo Teixeira – Tanto o governo de Goiás como praticamente todo o Estado estavam comprometidos com a organização criminosa do Carlinhos Cachoeira. Era aí que ela tinha grande penetração e presença para exercício da sua atividade principal, que é a organização do bingo eletrônico, bingo de cartela e jogo do bicho.

Ali, ela conseguia ter liberdade não só para explorar esse tipo de atividade como também tinha muita tranqüilidade para exercê-la. Se um concorrente quisesse se instalar lá, não conseguia. E aquele que não pagasse o percentual combinado para a organização, tinha a sua atividade reprimida pela polícia. Todo o aparato repressivo de Goiás estava comprometido com o esquema do Cachoeira.

É uma organização com forte estrutura formal, porque o dinheiro do jogo ilegal é lavado em empresas constituídas em nome de laranjas. Essa organização tinha procuração para operar a conta dessas pessoas.

A partir da mobilização de recursos que o Cachoeira conseguia no estado de Goiás, ele alavancou empresas farmacêuticas, a sociedade com o diretor da  Delta do Centro-oeste, a sociedade com o delegado de polícia de uma empresa de segurança chamada Ideal. Alavancou uma empresa de bingo eletrônico sediada nas Ilhas Virgens, fazia negócios na área de imóveis, em Miami, EUA.  Portanto, tinha conexão internacional.

Pelo depoimento do delegado Matheus Mella ficou demonstrado também que aconteceram várias reuniões de Carlinhos Cachoeira com o governador Perillo e o senador Demóstenes.

Viomundo – Quer dizer que o governador e o senador eram íntimos do contraventor?

Paulo Teixeira – Exatamente. O delegado mostrou que o governador e o Demóstenes eram muito íntimos dessa organização criminosa.

O delegado também colocou às claras duas operações financeiras de Carlinhos Cachoeira que chegam próximas ao governador. Uma delas foi a entrega a um de seus assessores de caixa com R$ 500 mil reais, na sede do governo. A outra foi a venda da casa do governador que hoje é de Carlinhos Cachoeira. Segundo o delegado, o próprio Carlinhos Cachoeira participou da compra. Inclusive há cheques de membros da organização para aquisição dessa casa.

Essas operações precisam ter a investigação aprofundada, pois demonstram que, além de dominar o Estado, elas chegam muito perto do governador.

Viomundo – O senhor se surpreendeu com o esquema do Cachoeira?

Paulo Teixeira – Essa organização criminosa – a sua existência, o seu modus operandi, as pessoas envolvidas – parece coisa de filme de Hollywood.

Ela conseguia mover o Estado para proteger os seus membros. Foi o caso, por exemplo, de uma intervenção do Carlinhos Cachoeira junto ao procurador-geral do Estado de Goiás, pedindo para ele intervir no processo que apurava alguma irregularidade do delegado geral.  Há um telefonema em que Cachoeira pede ao Demóstenes para ajudar na transferência de policiais militares presos envolvidos com grupos de extermínio.

Logo, está muito longe do argumento de que era apenas jogo. Praticaram inúmeros crimes: cárcere privado, lavagem de dinheiro, remessa ilegal de dinheiro para o exterior e de corrupção ativa.

Não é uma organização ingênua. É uma instituição que prendia e arrebentava. Tentasse alguém deixar de pagá-los ou tentasse alguém montar um negócio perto, eles usavam o aparelho do Estado para reprimir as pessoas de maneira dura. E assim ficaram durante muitos anos com a proteção desse Estado.

Essa organização criminosa envolveu altas autoridades do Estado, operava com grande capacidade no Legislativo e no Executivo. Foi uma surpresa para todo o país.  A maior surpresa foi a de que aquele senador que vivia com dedo em riste em relação ao governo federal, que era o moralizador, está envolvido até a cabeça nesta organização.

Viomundo – O delegado Matheus Mella apresentou durante o seu depoimento uma lista com os nomes de 87 pessoas citadas em conversas grampeadas do Carlinhos cachoeira. Entre as citadas, a presidenta Dilma. Uma lista como essa não acaba se prestando aos interesses da quadrilha?

Paulo Teixeira – Não sei quem vazou essa lista, mas acho que foi um erro fazê-lo. Essa lista não deveria ter sido divulgada, pois mistura pessoas que foram apenas citadas – a presidenta Dilma, por exemplo, porque um membro da quadrilha sugeria ao senador Demóstenes se aproximar dela para entrar no Palácio do Planalto – com bandidos da quadrilha.

Viomundo – Mas o senhor não acha que o delegado se equivocou ao divulgar essa lista?

Paulo Teixeira – Era uma sessão secreta. Na minha avaliação, o erro foi de quem a divulgou. De qualquer forma, eu acho que a Polícia Federal terá de fazer uma segunda lista, corrigindo a primeira que saiu ontem na CPI, para separar o joio do trigo. Não podemos nos pautar por essa primeira lista divulgada.

O que nós temos de fazer agora é aprofundar as investigações e dar conta de que a democracia brasileira está fragilizada. O fato de essa organização ter todos esses tentáculos evidencia a fragilidade da democracia brasileira, porque o crime organizado, através de um processo de financiamento, conseguiu ir muito longe.

Viomundo – O delegado disse se há algum ministro do STF envolvido?

Paulo Teixeira – Ele não fez acusação a membros do STF nem do STJ.

Viomundo – Mas há pessoas do Judiciário citadas nessas operações?

Paulo Teixeira – Pelo que lemos e ouvimos até agora, servidores do Judiciário de Goiás foram mencionados.

Viomundo – E a presença na sessão de ontem dos advogados do senador Demóstenes e do Cachoeira, como é que o senhor explica?

Paulo Teixeira – Para nós, realmente foi uma surpresa. Nós não sabíamos da presença deles na sessão.

Agora vamos ter de analisar em que condições eles podem participar, porque o pior dos mundos, depois de todo esse trabalho até aqui, é a gente ter qualquer tipo de nulidade nesse processo.

Viomundo – Não é um paradoxo a sessão ser fechada à sociedade e aberta aos advogados do senador e do bicheiro?

Paulo Teixeira — Os advogados foram autorizados pelo presidente e pelo relator da CPI, que se escudaram numa decisão do Supremo que permite a presença do advogado de defesa nesses momentos. Apenas faltou a comunicação ao plenário.

Agora sabendo disso, nós temos de definir em que situações eles podem participar – para garantir o exercício do direito pleno de defesa – e em que situações não podem participar – porque isso enfraqueceria o processo. Mas isso é uma coisa que nós vamos tratar na próxima reunião administrativa.

Viomundo – Em relação a jornalistas e veículos, quais os delegados citou?

Paulo Teixeira – Ele mencionou um jornalista do Correio Braziliense e o Policarpo Jr., da Veja.

No caso da Veja, o delegado mostrou que o Policarpo sabia da relação do Cachoeira com o Demóstenes. Foram sete anos de relação entre o Policarpo e o esquema do Carlinhos Cachoeira. Uma coisa muito preocupante é que essa relação não era apenas de fonte, passou a ser uma relação digamos assim de cumplicidade.

Veja, via Policarpo, conseguia as informações que lhes interessava, que eram obtidas através de espionagem política… Ao mesmo tempo, a Veja dava  à organização o que ela pedia. Por exemplo, a organização estava com dificuldades no Dnit, porque ali os interesses da Delta estavam sendo contrariados.  A revista então fez a matéria que derrubou o ministro dos Transportes e o superintendente do Dnit.

Viomundo – Uma relação de mão dupla?

Paulo Teixeira – Isso mesmo. O Policarpo obtinha informações da organização que eram fruto de espionagem política. Em contrapartida, a Veja dava notícias que interessavam à organização criminosa.

O Policarpo, é bom que se diga, sabia da natureza e da atividade desse grupo criminoso. Tanto que, em 2005, ele foi depor numa Comissão de Ética sobre o caso do deputado André Luiz. Nessa Comissão de Ética, ele disse que o deputado André Luiz tinha tentado extorquir o Cachoeira. O Policarpo apresentou inclusive gravações, o que demonstra que, de longa data, ele conhecia a atividade que o Cachoeira tinha. Foi um casamento de longa duração que só acaba agora, espero eu, com a elucidação desses fatos.

Viomundo – O delegado mencionou o número de telefonemas entre o esquema do Cachoeira e Policarpo?

Paulo Teixeira – Disse que foram 42 na Operação Monte Carlo.

Viomundo – E somando os telefonemas da Monte Carlo com os da Vegas?

Paulo Teixeira – Eu não tenho esse número.

Viomundo – O Policarpo vai ser chamado a depor na CPI?

Paulo Teixeira – Na minha opinião, ele extrapolou a sua atividade profissional. Ele ficou muito além do que é permitido. E nós temos de fazer a defesa do sistema democrático. Ele impõe limites ao político, ao empresário e ao jornalista. Liberdade de imprensa não é liberdade de prática criminosa. Liberdade de imprensa é uma luta pela liberdade e não pela prática do ilícito.

 

zanuja

O assunto já pegou fogo aqui no blog. Agora vem essa matéria do Terra para jogar um pouco mais de lenha na fogueira.

 

DO TERRA

"Rio+20 é mamata e aquecimento, história pra boi dormir", diz professor
12 de maio de 2012  07h17

 

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 Ricardo Matsukawa/Terra

Professor da USP critica duramente ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore
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ANDRÉ NADDEO
Direto do Rio de Janeiro

 

 

A pouco mais de um mês para a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, o professor Ricardo Augusto Felício é a "água no chope" de qualquer tese ambientalista, a ponto de dizer que o aquecimento global é "história para boi dormir", que o protocolo de Kyoto "é uma grande besteira" e que Al Gore, o ex-vice-presidente americano que fez o documentário "Uma Verdade Nada Inconveniente", sobre os perigos da elevação das temperaturas no planeta, não passa de um "sem-vergonha".

O que mais intriga em Felício, e que serve como contraponto ao espírito de conservação ambiental e de políticas de sustentabilidade tão em voga, é que o seu discurso é muito bem embasado em estudos e, claro, na sua formação específica: é bacharel e mestre em meteorologia da Antártida, onde já esteve para duas temporadas de pesquisas, além de doutor em climatologia da Universidade de São Paulo.

Ele repudia a existência do efeito estufa e afirma, com toda a convicção, que buraco na camada de ozônio é algo equivocado, pois sem a incidência do sol, ela simplesmente não existe, é um estado transitório. Sempre com argumentos fortes. "Não é teoria da conspiração, é mentira mesmo. São vários os interesses. O discurso da mídia está sempre pautado no medo, na morte e no futuro. A gente fica evocando os maiores medos da humanidade", explica.

Vinte anos após a Eco92, o Brasil, e especificamente o Rio de Janeiro, volta a ser o centro das atenções em temas relacionados ao meio ambiente e suas políticas a partir do mês que vem. Para o professor, porém, tudo não passa de "uma grande mamata". "A cada 20 dias tem uma reunião num lugar exótico: você não adoraria viajar? Copenhague no Natal? Show!", afirma.

Confira a seguir a entrevista exclusiva do Terra com o climatólogo da USP.

Terra: Quer dizer que essa história toda de aquecimento global é pura balela? 
Ricardo Felício: É história para boi dormir. Primeiramente, pela hipótese que se utiliza: essa história toda de efeito estufa, que aí incrimina o gás CO2, aquele que alimenta toda a nossa vida, e está entre os que absorvem a radiação infravermelha, deixando a Terra ainda mais quente. Mas isso aconteceu sempre em toda a história do planeta. A taxa de CO2 é extremamente pequena, em torno de 0,033% a 0,035%. É tão ridículo! E estamos falando de todo o CO2 do planeta. Para você ter uma noção, a atividade humana é menor que a dos insetos. Não dá para engolir mais essa história. É uma física impossível. Se isso acontecesse os cientistas já teriam montado algum equipamento nesse sentido, justamente para captar essa energia extra, você não acha?

Terra: Sinceramente não sei, mas estou ouvindo sua tese. 
Felício: O climatólogo canadense Thimoty Ball (outro famoso por contrariar a tese coletiva do aquecimento global) dizia que nós confundimos essa ideia de green house (casa verde) com glass house (casa de vidro). Porque a energia entra naquela casinha de vidro, esquenta o ar, mas ele não sai lá de dentro. O efeito estufa é um efeito que diminui, ou até anula a dinâmica de fluído de atmosfera. Você está dentro do carro, com vidro fechado: você vai morrer porque você está com calor. Abriu o vidro, caem 20 graus quase que automaticamente.

Terra: E os outros gases, como os CFCs? 
Felício: Essa besteira que inventaram que foi o protocolo de Montreal, que antecedeu outra besteira chamada protocolo de Kyoto, fala que não pode ter. Criaram até delegacias no Canadá para não se usar CFC. Você torna o gás um vilão, que quem usa tem que ser preso para não destruir a camada de Ozônio. Chegou-se ao ponto de se confiscar produtos, como desodorantes, que usavam esse gás. Resumidamente, é queda de patentes: é um gás altamente benéfico para a indústria, não reage com nada. Quando ele cai no mar, as próprias bactérias o destroem, segundo o último artigo científico que li. A quantidade de CFC é irrisória.

Terra: Mas não causa buracos na camada de ozônio? 
Felício: Mudança climática não é ciência consolidada. Lá na Inglaterra já está saindo do currículo escolar. Mas para nós aqui, que somos país de terceiro mundo, continua se ensinando esta besteira. O que existe na atmosfera é nitrogênio e oxigênio. O tal do ozônio é um estado transitório quando a energia solar incide sobre a atmosfera. O ultravioleta categoria C, por propriedades da molécula, age sobre o O2. É bem simples o que eu vou dizer: ele reage, e gera o ozônio. Ele é transitório. Quando não tem energia, não forma. Sem sol, não tem camada de ozônio. É um ciclismo rápido. Quando não tem luz, não tem ozônio.

Terra: Você já viu, certamente, o documentário "Uma Verdade Nada Inconveniente", do ex-vice-presidente dos EUA, o Al Gore? 
Felício: Ele é um sem-vergonha! Ele é dono da bolsa climática CCX (que cuida de créditos de carbono), que está caindo por chão, porque sua história é irreal. O filme e o livro são proibidos de entrar nas escolas do Reino Unido. A alta corte britânica proibiu, você sabia disso? Porque tem pelo menos 10 inverdades ali. Aqui você vai a qualquer escola e tem gente ensinando e falando do filme daquele desgraçado.

Terra: Quais inverdades são essas? 
Felício: Uma é a do próprio efeito estufa, ao mostrar que os efeitos meteorológicos estão ficando severos. Poxa, gente de velha guarda dos Estados Unidos que estuda tornados há décadas mostra que isso não existe. É o processo da desinformação. Colocam um cientista político corrupto por trás, que vai na história que você quer escutar. Eu estudo há anos a Antártida e já estive lá duas vezes. Os anos de 2007 e 2009 foram os mais frios, quebrou-se recorde de 1941. Justamente no ponto em que eles dizem que mais se aquece, que é a península Antártida. O pessoal do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que trabalhava sério com as informações de meteorologia, nos últimos 15 anos mostrou que a temperatura estava baixando. Só que fecharam a estação deles! Quando a informação não convém, fecha-se.

Terra: Acho que algumas pessoas que lerem essa entrevista vão ter a impressão de que você fala de uma teoria da conspiração. 
Felício: Não é teoria da conspiração, é mentira mesmo. São vários os interesses. Você vai me desculpar, mas o discurso da mídia está sempre pautado no medo, na morte e no futuro. As pessoas vão morrer! A gente fica evocando os maiores medos da humanidade.

Terra: Você está dizendo, fazendo um comparativo, que a ideia de aquecimento global é igual a dos armamentos de destruição em massa que o ex-presidente americano George W. Bush usou como justificativa para invadir o Iraque? Ou seja, a teoria do medo? 
Felício: Exatamente. É o controle das pessoas. Você justifica qualquer ação governamental com isso. Esses caras estão passando por cima de tudo, estão legitimados porque estão salvando o planeta. Você está abrindo precedentes para se salvar o planeta. Passa por cima de lei, de controle de recursos naturais. O medo legitima a implementação de qualquer coisa, e ainda serve de desculpa que não deu para fazer algo que deveria ser feito. Teve enchente? Poxa, desculpa, quem mandou você usar o seu carro? Mudou o clima do planeta: se você não usar a sua lâmpada de led você vai ter um desastre de enormes proporções. Agora inventaram até essa história de proibir sacolinha plástica (a distribuição em supermercados) para obrigar as pessoas a gastar mais dinheiro.

Terra: Você também é contra isso? Mas o plástico demora mais de 100 anos para se degradar no ambiente. 
Felício: O planeta é muito mais sofisticado do que a gente acha. Já existem vários mecanismos na espreita aproveitando a oportunidade. Já ouviu falar das leveduras negras? São bactérias que comem até petróleo. Esse papinho que não pode usar plástico é bomba relógio elitista, porque os pobrezinhos não vão poder mais usar. Vai fazer as pessoas gastarem dinheiro para se comprar plástico? É uma sem-vergonhice! Daqui a pouco vão falar que o aquecimento global começou com as sacolinhas. Temos tecnologia para chegar no lixão e eliminar o plástico. Poxa, já temos bactéria que come até petróleo! É a velha máxima: 'Está com dor de cabeça? Corta a cabeça'.

Terra: Por que não usaram essa tal levedura no derramamento de óleo do golfo do México, então? 
Felício: É como eu disse: tudo uma questão de interesse. Sempre é assim. Já estou abstraindo dessas coisas. Não dá, cara.

Terra: O que você acha da Conferência das Nações Unidas para Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que ocorre agora no próximo mês de junho? 
Felício: Minha opinião é a pior possível: a (premiê alemã Angela) Merkel não vem, um monte de gente não vem. O que vamos deixar para os filhos? Rio+50, Rio+infinito? Isso é literalmente manter as colônias daqui sob o domínio europeu. Em 1492 vieram com o espelhinho vender para gente, agora vêm com essa mentira. É a 'mamata', meu velho. A cada 20 dias tem uma reunião num lugar exótico: você não adoraria viajar? Copenhague no Natal? Show! (sobre o último grande encontro climático mundial na capital dinamarquesa, em dezembro de 2009). Nunca vamos resolver esse problema porque é a 'mamata' e não precisa de nenhum cientista para falar isso. O mito tem poder porque as pessoas acreditam. Aí eu quero ver quem é que vai por o nomezinho para se responsabilizar. Em ciência, quem faz afirmação é que tem que provar. Isso é um princípio, o cético não tem que provar, a gente pede a prova. Não tem prova nenhuma, isso que é o pior.

Não tem medo de estar totalmente enganado? 
Felício: Nenhum mesmo. Não dá mais. O planeta vai fazer o que quiser e danem-se vocês seres humanos. Quando eu quiser fazer nevasca, vou fazer, e quando tiver tsunami vocês correm com os rabos no meio das pernas. Veja como é curioso: os cientistas sempre têm uma solução desde que você pague por elas. O cético fala para você não fazer nada, e não pagar nada. Não estou falando para você pagar algum produto meu.

Terra: E se daqui a alguns meses você escrever um livro falando sobre tudo isso? Não será também, de certa forma, por interesse? 
Felício: A pior coisa para um cientista é ter que fazer isso. Passo o bastão para quem quiser. Queria ficar no meu cantinho, fazendo minha pesquisa, trabalhando sossegado. Mas é muita patifaria. Sou humanista, não um marxista. É o destino da humanidade por outro viés. O planeta vai muito bem, obrigado. Vai continuar por aqui quando nós já tivermos desaparecido. Já tem um monte de livros aí na praça, gente muito melhor do que eu. Procura na internet. São 35 mil oceanógrafos, meteorologistas dos EUA. Muita gente que não aceita essa hipótese. Não tem mais o que falar: tem que encerrar esse assunto. São dois mil anos de assunto, chega! Temos que nos preocupar em resolver os assuntos da humanidade, como os recursos hídricos para resolver a condição das pessoas na seca.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/rio20/noticias/0,,OI5768714-EI19851,00-Rio+e+mamata+e+aquecimento+historia+pra+boi+dormir+diz+professor.html

 

Economia da China mostra sinais inesperados de fraqueza

A economia da China vacilou inesperadamente em abril, com dados industriais abaixo do esperado, desaceleração nas vendas no varejo e queda nos preços sugerindo que os ventos contrários à economia podem ser mais fortes do que o imaginado, exigindo medidas mais robustos para contê-los.

A produção industrial expandiu no ritmo anual mais lento em abril em quase três anos, enquanto o crescimento de investimentos em ativos fixos caiu para o menor nível em quase uma década.

O fraco crescimento em investimentos de ativos fixos sinalizou que o prolongado impacto da crise de crédito no setor imobiliário e a fraca demanda dos mercados internacionais foram mais severos do que o inicialmente imaginado.

De fato, os novos empréstimos em abril ficaram bem abaixo do que a maioria dos observadores de mercado esperava, ajudando a explicar as contínuas condições apertadas para empresários, apesar do afrouxamento promovido por Pequim.

"Os dados sugerem mais desaceleração da economia no início do segundo trimestre, com todos os segmentos com fraca demanda privada", disse o economista do Credit Agricole-CIB em Hong Kong, Dariusz Kowalczyk.

"Isso aumenta a pressão por estímulo político, tanto fiscal como monetário. Em particular, dada a baixa inflação, nós acreditamos que há espaço e necessidade para tais políticas de afrouxamento."

Os bancos chineses deram 681,8 bilhões de iuans em novos empréstimos em abril, bem abaixo da previsão do mercado de 800 bilhões de iuans.

A produção industrial subiu 9,3 por cento em abril, o menor nível desde maio de 2009, enquanto o crescimento das vendas do varejo desacelerou para 14,1 por cento, o mais fraco em 14 meses.

Os investimentos em ativos fixos cresceram 20,2 por cento nos primeiros quatro meses do ano, o nível mais lento desde dezembro de 2002.

ESCOPO PARA AFROUXAR A POLÍTICA

A longa batalha de dois anos da China com a inflação e com uma bolha imobiliária são os efeitos posteriores do programa de estímulo implementado para manter o crescimento na onda da crise financeira global de 2008 e 2009.

A queda na inflação potencialmente dá a Pequim mais escopo para afrouxar a política a fim de ajudar a economia a se recuperar da desaceleração do crescimento vista no primeiro trimestre.

A inflação anual ao consumidor caiu para 3,4 por cento em abril, ante 3,6 por cento em março, embora o preço de alimentos -que é a maior preocupação para o povo e os formuladores de política econômica da China- tenha subido 7 por cento, comparado com a alta de 7,5 por cento registrada em março.

A inflação de alimentos diminuiu consideravelmente este ano e continua com tendência de queda, mas a inflação que exclui esse setor pode se mostrar um risco, o qual o banco central não pode ignorar apesar de seu viés político de apoio à economia, afirmou o economista do Nomura em Hong Kong, Zhang Zhiwei.

A inflação da China tem caído de forma estável desde o pico de três anos de 6,5 por cento em julho de 2011, em resposta a uma série de passos políticos de aperto e enfraquecimento da atividade econômica.

A desaceleração do crescimento pesou sobre a demanda do setor manufatureiro da China, que sofre com supercapacidade em muitos setores. O índice de preços ao produtor de abril caiu 0,7 por cento, após uma queda de 0,3 por cento em março, superando expectativas.

http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE84A00A20120511?sp=true

 

EUA compram petróleo da Venezuela?

 

Clinton pede à Índia que pare de comprar petróleo do Irã

A chefa da diplomacia dos Estados Unidos, Hillary Clinton, afirmou hoje que como parte de suas obrigações com a comunidade internacional, a Índia deria suspender suas importações de petróleo iraniano.

  De visita à cidade de Kolkata (nordeste do país), Clinton reconheceu a postura indiana em diversos temas de relevo mundial, mas acrescentou que um de seus deveres pendentes é limitar as compras de petróleo do Irã já que "há outros produtores capazes de suprir suas necessidades energéticas", como o Iraque ou a Arábia Saudita.

Após ressaltar a necessidade de pressionar o regime de Teerã para que revise sua política nuclear - que o Ocidente considera ter fins militares-, assegurou que a posição de países como a Índia é chave para aquele objetivo.

"Pensamos que essa é parte do papel da Índia como membro da comunidade internacional", disse a secretária de Estado, citada aqui pela agência de notícias IANS. Clinton recordou que Washington está pedindo à China, ao Japão e a alguns países europeus que cortem seus negócios com o Estado persa.

O Irã satisfaz entre 10 e o 12 por cento das necessidades indianas de petróleo e é seu segundo principal provedor, atrás da Arábia Saudita.

O tema aparece como o de maior divergência entre Nova Déli e Washington e seguramente estará no mais alto da agenda durante os três dias da visita de Clinton à nação sul-asiática.

Da antiga cidade de Calcutá viajará hoje à capital indiana, onde se conversará separadamente com o premiê Manmohan Singh e com a presidenta da dirigente Aliança Progressista Unida, Sonia Gandhi.

No dia seguinte se reunirá logo cedo com o ministro de Assuntos Exteriores, S. M. Krishna, com o objetivo de ajustar a agenda da terceira rodada do Diálogo Estratégico Estados Unidos-Índia, programada para o dia 13 de junho em Washington.

Outros previsíveis temas serão o acordo bilateral de cooperação nuclear civil, a situação no Afeganistão, as eventuais contribuições da Índia à estabilização desse país, e outros assuntos associados à segurança regional.

http://www.iranews.com.br/noticias.php?codnoticia=8103

 

da Agência Brasil

 

Após reunião com o governo, hoteleiros devem diminuir em 20% os preços das diárias de hospedagem para a Rio+2011/05/2012 - 19h19

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Os preços das diárias de hotéis do Rio de Janeiro durante o período da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, vão cair em pelo menos 20%. A diminuição foi negociada entre o governo, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (Abih) e a operadora de turismo contratada pelo Ministério das Relações Exteriores para intermediar os contratos com as delegações estrangeiras.

O presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Flávio Dino, disse que a negociação será fechada na segunda-feira (14) e que o governo espera chegar a uma redução maior. “Fizemos o apelo pela redução e a indústria hoteleira, junto com a empresa contratada pelo Itamaraty, fez uma proposta de diminuição superior a 20%. O percentual final vai ser definido na segunda-feira. Queremos a máxima redução possível. Temos uma expectativa de ultrapassar os 20%, chegar a uma queda de 30%”, avaliou.

O governo decidiu fazer um apelo à indústria hoteleira depois que o Parlamento Europeu anunciou na última quarta-feira (9) que havia desistido de enviar uma delegação de eurodeputados para a conferência por causa dos preços abusivos da hospedagem. No mesmo dia, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), também informou que a Casa não pagaria diárias para os deputados durante a conferência por causa dos preços altos.

“Não há, neste momento, um quadro de cancelamento generalizado por causa dos preços. Foram casos isolados. A ação do governo foi no tempo certo, exatamente para que não houvesse um efeito multiplicador, o que poderia comprometer o sucesso da conferência ou mesmo a imagem do Brasil”, disse Dino.

O governo reuniu, para a negociação com os hotéis, um pelotão de ministros: a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; das Relações Exteriores, Antonio Patriota; da Justiça, José Eduardo Cardozo; e o advogado-geral da União, ministro Luís Inácio Adams, em uma reunião de mais de três horas no Palácio do Planalto.

A redução de preços será retroativa, ou seja, valerá para delegações que já contrataram hospedagem para o período. O acordo também prevê o fim da exigência de hospedagem mínima de sete dias, que estava sendo feita pelo setor hoteleiro. “Externamos a posição de não haver pacote mínimo de sete dias e tanto a indústria hoteleira como a operadora concordaram em abrir mão desse pacote mínimo”, declarou o presidente da Embratur.

Segundo Dino, a interferência do governo na questão não tem caráter intervencionista nem quer impor um tabelamento de preços à rede hoteleira. “O governo não pretende revogar a lei da oferta e da procura, o que estamos é fazendo um apelo à indústria hoteleira, para que, mesmo diante do aquecimento da demanda, cobrem preços mais compatíveis com o mercado de eventos”.

Apesar do provável acordo, o governo não descarta outras medidas para coibir abusos nos preços. “Se depois da negociação houver uma nova denúncia de abuso, o governo vai agir, seja negociando, seja pelos instrumentos de controle de que dispõe, a partir da ação, por exemplo, do Ministério da Justiça”, ressaltou o presidente da Embratur.

 

Edição: Aécio Amado

 

do Instituto Humanitas Unisinos

 

 Waimiri Atroari – a Guerra velada e revelada 

"Muita mobilização em torno da questão indígena nesses dias em Brasilia. Foi importante a presença massiva do movimento negro e indígena, com outros movimentos sociais, na Camara dos Deputados em ato de protesto contra aPEC do trabalho escravo. Além disso a Comissão da Verdade da Câmara propiciou uma inédita audiência pública para elucidar o ocultado exterminio de mais de 2 mil Waimiri-Atroari, por ocasião da construção da BR 174, Manaus-Boa Vista, pela ditadura militar. Vários depoimentos lançaram luzes sobre esses fatos, mostrando o quanto ainda precisa ser revelado sobre a violência e mortes no regime militar", escreve Egon Heck, CIMI-MS, ao enviar o artigo que publicamos a seguir.

Eis o artigo. 

Contra os Waimiri Atroari se  realizou uma “guerra relâmpago”. Ao citar essa frase., Egydio concluía seu depoimento na Comissão da Verdade, da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, em Brasília. Seus olhos começaram lacrimejar. Era um início de tarde agradável na capital federal.

No dia 9 o plenário 9 recebeu um curioso e indignado público.

Estava se começando a revelar um dos mais cruéis crimes cometidos pela ditadura militar contra um povo indígena. Existem indícios de que no período de   dez anos (1967 a 1977) no período da construção da BR 174, que ligaManaus a Boa Vista, foram exterminados em torno de 2 mil Waimiri Atroari. Esses povo resistiu bravamente contra a invasão de seu território.

A guerra santa do desenvolvimento a qualquer custo, ontem e hoje, continua fazendo milhares de vítimas, em sua grande maioria  anônimos, ocultados, enterrados pela história do colonizador, dos interesses dominantes. Foi o que expressou o secretário do Cimi, Cleber Buzatto, ao iniciar os depoimentos do massacre  e genocídio dos Waimiri Atroari. Fez menção à construção da hidrelétrica de Belo Monte, que está sendo construída às custas de enormes e irreversíveis impactos sociais e ambientais.

Egydio em seu depoimento de um pouco mais de meia hora trouxe inúmeros documentos e informações que mostram como o palco e desenrolar a guerra contra os Waimiri Atroari e sua resistência. Disse, em seu depoimento contundente: “Em junho de 1985, sentado em companhia de dois Waimiri-Atroari na calçada em frente ao prédio da FUNAI, aqui em Brasília, um deles me perguntou à queima-roupa: “O que é que civilizado joga de avião e que queima o corpo da gente por dentro?”. Teria sido napalm? Em aula, mais tarde, as perguntas se sucediam: “Por que kamña (civilizado) matou Kiña?” “O que é que kamña jogou do avião e matou Kiña?” Kamña jogou kawuni (de cima, de avião), igual a pó que queimou garganta e Kiña morreu”. “apiyeme-yekî”=por quê?”

Para ilustrar a forma bélica utilizada para vencer a resistência dos Kiñá trouce uma afirmação do sertanista Sebastião Amâncio, substituto de Gilberto Pinto, publicado em O Globo. “Os Waimiri-Atroari precisam de uma lição: aprender que fizeram uma coisa errada. Vou usar mão de ferro contra eles. Os chefes serão punidos e, se possível, deportados para bem longe de suas terras e gente. Assim, aprenderão que não é certo massacrar civilizados (...) Irei com uma patrulha do Exército até uma aldeia dos índios e lá, em frente a todos, darei uma bela demonstração de nosso poderio. Despejaremos rajadas de metralhadoras nas árvores, explodiremos granadas e faremos muito barulho, sem ferir ninguém, até que os Waimiri-Atroari se convençam de que nós temos mais força do que eles”.

De forma maquiavélica e cruel, o sistema foi invadindo o território, matando e subjugando seu povo, abrindo aos interesses do grande capital nacional e internacional. Ficam os monumentos à insanidade, como a hidrelétrica de Balbina, os buracos e rastro de destruição deixados pela mineradora Paranapanema e atual Taboca. Como dizia o sertanista Apoena Meirelles, quando coordenador da Frente de Atração Waimiri Atroari, em 1975 “Infelizmente um manto de silêncio se lançou sobre esse crime" . “A  FUNAI, como principal testemunha do desaparecimento dos Waimiri-Atroari, se mantém hoje estrategicamente à distancia dos novos acontecimentos, enquanto a empresa que alagou grande parte da Reserva, dirige o destino desse povo.”

Egydio nos relatou com emoção o tempo em que viveu com sua família entre os Waimiri Atroari, desenvolvendo um importante trabalho na área de educação “Foi o período mais feliz de minha vida”

O antropólogo da UNB, Stephen Baines, que também foi expulso da terra indígena Waimiri Atroari, não apenas confirmou os indícios da morte de aproximadamente 2 mil indígenas desse povo, por ocasião da construção da estrada, mas acrescentou vários elementos que corroboram essa denúncia. Outros depoentes expuseram fatos relacionados às políticas que levaram à morte milhares de indígenas por esse Brasil afora. A Funai e a Eletronortenão enviaram seus representantes.

Momento histórico

Todas as manifestações e depoimentos ressaltaram a importância dessa audiência pública, qualificando-o como “momento histórico”. Porém não pode ficar na denúncia. Teremos que fazer justiça, e principalmente evitar que se continue cometendo essas barbaridades contra os povos indígenas.

Ao começarmos a desvendar essa triste memória, não apenas daqueles que enfrentaram diretamente a ditadura, mas de todos os que foram vítimas do mesmo regime, como é o caso dos Waimiri Atroari.

A verdade continuará sendo revelada. Viva o heroico e resistente povo Kiñá!

 

Notícias STF

 

Sexta-feira, 11 de maio de 2012

Cachoeira pede para depor na CPMI somente após ter acesso a documentos

 

A defesa do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o “Carlinhos Cachoeira”, impetrou, no Supremo Tribunal Federal (STF), o Habeas Corpus (HC) 113548, contra decisão do senador Vital do Rego (PMDB-PB), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a relação do empresário com parlamentares e agentes públicos. O parlamentar indeferiu pedido de Cachoeira para ter “vista dos elementos informativos angariados pela CPMI e, mesmo sem lhe disponibilizar as provas a seu respeito, manteve a data de sua inquirição na qualidade de investigado”. O depoimento de Cachoeira na CPMI está marcado para o próximo dia 15. O relator do HC é o ministro Celso de Mello. 

A CPMI, que tem Carlos Cachoeira como um de seus principais investigados, tem por objeto investigar, no prazo de 180 dias, supostas práticas criminosas desvendadas pelas operações "Vegas" e "Monte Carlo", realizadas pela Polícia Federal, com envolvimento do empresário, e encaminhar ao Ministério Público as suas conclusões, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.

Acesso aos dados

No HC, os advogados de Cachoeira alegam que a CPMI quer ouvir a versão do empresário para “avaliar as provas que porventura ele pretenda apresentar, de forma a lhe assegurar o contraditório e a ampla defesa”.

Entretanto, segundo eles, como será ouvido na qualidade de investigado, “é imperativo que Carlos Augusto e seus advogados conheçam previamente todas as provas que poderão servir de substrato aos questionamentos que decerto lhe serão dirigidos pelos parlamentares”. E, de acordo com a defesa, “entre essas provas, nem é preciso destacar que, necessariamente, estão as colhidas nas referidas operações Vegas e Monte Carlo”. Além disso, a defesa menciona também, entre tais provas, as conversas telefônicas monitoradas na operação Monte Carlo pertinentes a autoridades detentoras de prerrogativa de foro.

Negativa

Os advogados de Cachoeira relatam ainda que, na última segunda-feira, requereram vista às provas e adiamento da oitiva de Cachoeira pela CPMI, porém ontem (10) o pedido foi negado pelo presidente daquela comissão de inquérito. Conforme os advogados de defesa, o empresário está “impedido de conhecer com inteireza o que pesa contra ele".

Assim, ainda segundo a defesa, “caso decida silenciar, perderá valiosa oportunidade não só de desconstruir as suspeitas que pesam sobre seus ombros, mas também de esclarecer fatos que tanto rumor têm causado”. Entretanto, ainda conforme os advogados, “de toda sorte, para decidir se fala ou se cala, ele precisa antes saber o que há a seu respeito”.

Liminar

Diante disso, os advogados de Cachoeira pedem liminar para que seja determinado ao presidente da CPMI que, até o julgamento do mérito do HC agora impetrado no STF, adie a oitiva do empresário, para que ele “não seja compelido, antes de ter ciência das provas a ele vinculadas, a permanecer em silêncio contra seus legítimos interesses, ou a apresentar versão sobre fatos e provas que não conhece apropriadamente”.

A defesa lembra que a autorização de não comparecimento de pessoas a CPIs já foi deliberada em outras oportunidades pelo STF, como ocorreu nos HCs 96549, 98685, 104098, 87230, 79441 e 80539.
No mérito, pede a concessão da ordem para que seja determinado ao senador Vital do Rego que permita aos advogados de Cachoeira, “em prazo razoável antes de sua oitiva, compulsar e copiar todo o material das Operações Vegas e Monte Carlo que se encontra na CPMI”.

 

do Opera Mundi

 

Justiça dos EUA proíbe abertura de arquivo sobre invasão da Baía dos PorcosQuinto volume sobre a fracassada tentativa de golpe nos EUA está livre de quebra de sigilo    

 

A juíza federal norte-americana Gladys Kessler negou nesta sexta-feira (11/05) o pedido para divulgar o último volume do informe oficial da CIA (agência de inteligência dos Estados Unidos) sobre a fracassada invasão do país à Baía dos Porcos, em Cuba, em abril de 1961. O NSA (sigla em inglês para Arquivos da Segurança Nacional) pediu em abril de 2011 (data do aniversário de 50 anos da tentativa de golpe), a abertura do quinto volume dos documentos, que não é atingido pela Lei de Liberdade de Informação, que autoriza a desclassificação de documentos de segurança antigos.

A NSA afirma que vai recorrer da decisão. O documento, escrito em 1981 por Jack Pfeiffer, historiador da agência, relata a investigação interna da operação secreta. Apenas os quatro primeiros volumes foram liberados. O quinto é protegido por um dispositivo conhecido como “privilégio do processo deliberativo”, ou seja, estão imunes da lei.

 

Leia mais

 

 

Em sua decisão de 13 páginas, a juíza justifica que a CIA conseguiu demonstrar “de forma firme e específica” que a divulgação deste volume “prejudicaria o processo deliberativo” e que “a revelação de um rascunho histórico conduziria ao risco de uma divulgação pública de uma informação histórica imprecisa”.

O diretor do projeto de documentação sobre Cuba do NSA, Peter Kornbluh, disse que a instituição ligada à Universidade George Washington “continuará a pressionar o governo Barack Obama para que este convença a CIA a aderir às normas de transparência” estabelecidas sob seu mandato (2009-2012). Kornbluh afirma que o quinto volume não contém assuntos que prejudiquem a segurança nacional, por ter sido escrito há mais de 30 anos.

Em 17 de abril de 1961, cerca de 1500 dissidentes cubanos, treinados e armados pela CIA, participaram de uma invasão na Baía dos Porcos para tentar derrubar os governo revolucionário que pôs fim à ditadura de Fulgêncio Batista dois anos antes.

O quinto volume, segundo Kornbluh, relata uma forte crítica à operação escrita pelo então diretor-geral da agência Lyman Kirkpatrick “que apenas demonstra o rancor da CIA em relação aos seus próprios oficiais (...) (A censura) tem por objetivo evitar a vergonha, a CIA não quer que o público tenha conhecimento deste volume”, protestou.

Com informações de agências de notícias internacionais

 

da Agência Brasil

 

 

Empresas gaúchas contratam haitianos que entraram no país com visto humanitário11/05/2012 - 16h33

Carolina Sarres
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Duas empresas do Rio Grande do Sul contrataram os últimos 27 dos 245 haitianos recebidos pelo estado do Acre desde que o país sofreu um terremoto, em janeiro de 2010. De acordo com o Ministério da Justiça, cerca de 5 mil imigrantes do Haiti foram autorizados pelo governo federal a entrar no Brasil desde então.

Inicialmente, os haitianos receberam visto brasileiro de caráter humanitário. A partir de 12 de janeiro, uma resolução interministerial - da Justiça; do Trabalho e das Relações Exteriores - criou um novo de canal de vistos, em que são concedidas cem permissões de entrada no país por mês, a serem emitidas pela embaixada brasileira em Porto Príncipe, capital do Haiti; sem necessidade de comprovação de vínculo empregatício.

Os haitianos recém-contratados no Brasil partiram do Acre terça (8) e devem chegar a Sarandi, no norte do estado gaúcho, por volta das 18h de hoje (11).

Segundo a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Acre (Sejudh), a maioria dos outros haitianos foram trabalhar, principalmente, em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

As duas empresas gaúchas responsáveis pelas contratações foram a Mirasul – de têxteis, que receberá 13 funcionários – e a Finger – indústria moveleira, que receberá 14. Ambas as empresas arcaram com todos os custos do transporte dos haitianos até o Rio Grande do Sul.

A Mirasul e a Finger explicaram que os principais motivos de terem contratado os imigrantes são a falta de mão de obra disponível e a solidariedade em relação ao grupo.

“Temos que ser humanos para fazer a parte da gente. A empresa não tem nenhum benefício, pelo contrário. Patrocinamos viagem, benefícios e cursos, porque eles não têm conhecimento do trabalho”, disse o diretor administrativo da Mirasul, Bruno Pedro Rech.

Rech informou que o maior desafio dos novos funcionários será aprender português. Depois de um período de adaptação, entre 30 e 90 dias, os recém-contratados receberão treinamento contínuo para as funções que irão exercer. Pela Mirasul, os haitianos terão salário de cerca de R$ 700, mais vale alimentação e transporte.

De acordo com o supervisor de Marketing da Finger, Servílio Luiz Geller, a experiência com a mão de obra de estrangeiros é positiva. Na empresa de móveis, os funcionários deverão receber aproximadamente R$ 900.

“Estamos sem trabalhadores e eles estão procurando emprego, então é uma opção. Já temos senegaleses trabalhando e a experiência deu certo”, explicou Geller.

Os haitianos redigiram uma carta ao governo brasileiro e às empresas que os contrataram, por meio de um porta-voz, em que agradecem o apoio prestado.

“De todo mi corazon, yo uso todas las bocas de los 245 haitianos para obligar [agradecer] por todo que fazer [fizeram]desde el primer dia hasta el ultimo”, escreveu o porta-voz, Edy Theodore.

Edição: Fábio Massalli

 

 

Notícias STF

 

Sexta-feira, 11 de maio de 2012

OAB questiona autorização para processar governador

 

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ajuizou três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI 4771, ADI 4772 e ADI 4773) no Supremo Tribunal Federal (STF) nas quais questiona normas das Constituições dos Estados do Amazonas, Rio de Janeiro e Goiás, respectivamente, que exigem e condicionam à prévia autorização da Assembleia Legislativa o julgamento do governador por crimes comuns e por crimes de responsabilidade.

Para a OAB, o juízo de procedibilidade para a instauração de persecução criminal contra governadores de Estado no âmbito das respectivas Constituições estaduais “revela incongruência sistêmica no ordenamento jurídico e manifesta ofensa ao princípio republicano (artigo 1º da Constituição Federal), à separação dos Poderes (artigo 2º da CF) e ao acesso à jurisdição (artigo 5º, inciso XXXV, da CF)”.

Nas ações, a entidade pede que o STF reveja a jurisprudência de que a competência originária do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para processar governadores por crimes comuns não implica a inconstitucionalidade da exigência, pelas Constituições estaduais, de autorização prévia das Assembleias Legislativas

“Não desconhece este Conselho Federal a jurisprudência desse Supremo Tribunal Federal sobre a questão de fundo, mas a indignação popular e as manobras imorais realizadas pelas Assembleias Legislativas para impedir que governadores possam ser processados e julgados pelo Superior Tribunal de Justiça em casos de robusta prova de culpabilidade, conforme recentes escândalos morais e éticos, justificam o revolvimento da questão e da jurisprudência desse Egrégio Tribunal”, argumenta o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, nas ADIs. Nas três ADIs, a OAB pede liminares para suspender a eficácia dos dispositivos até que o STF julgue o mérito da questão.

Os dispositivos questionados nas ADIs são os seguintes: 

- artigos 28, inciso XXI, e 56 da Constituição do Amazonas (ADI 4771)

- artigos 99, inciso XIII, e 147 da Constituição do Rio de Janeiro (ADI 4772) 

- artigos 11, inciso XIII, e 39 da Constituição de Goiás (ADI 4773)

 

 

da Agência Brasil

 

Composição da Comissão da Verdade mostra seriedade, diz parente de desaparecido político11/05/2012 - 10h46

Daniella Jinkings
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O perfil dos integrantes da Comissão da Verdade mostra que os trabalhos de apurar violações aos direitos humanos, ocorridas entre 1946 e 1988, serão feitos com seriedade, na avaliação da representante da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, Maria Amélia Teles. A composição da Comissão da Verdade foi anunciada ontem (10) pela presidenta Dilma Rousseff.

Maria Amélia espera que a comissão investigue o caso dos desaparecidos políticos no Brasil durante a ditadura militar (1964-1985). “Essa é uma situação antiga e que nunca nenhum governo esclareceu. Espero que essa comissão dê conta de tantas tarefas.”

Para ela, a comissão ainda tem uma estrutura frágil, pois precisa de mais integrantes e de maior tempo de trabalho. “Os nomes dão seriedade, acho que o problema da comissão é o da lei, que abrange um período enorme e com dois anos de funcionamento para apurar todos esses crimes. Não é compatível o período [que será apurado] com a quantidade de integrantes.”

A Comissão da Verdade é composta por juristas, ex-ministros e intelectuais. Entre os membros está a advogada Rosa Maria Cardoso da Cunha, que atuou na defesa de presos políticos, como a presidenta Dilma Rousseff. “A Rosinha foi minha advogada. Tenho por ela um apreço muito grande. Foi ela quem me salvou e me tirou daquela situação. Sei que ela é daquelas mulheres dedicadas”, disse Maria Amélia.

Não há nenhum militar na comissão. De acordo com Maria Amélia, a presidenta Dilma agiu corretamente ao não indicar um integrante das Forças Armadas. “No momento, os militares não têm idoneidade para apurar crimes que eles mesmos cometeram. É antiético.”

Em março, militares da reserva fizeram um manifesto criticando a presidenta Dilma Rousseff e algumas ministras por causa da Comissão da Verdade. Na ocasião, o ministro Celso Amorim disse que a lei que instituiu a comissão será aplicada integralmente, inclusive na observância, que ela própria estipula, da Lei de Anistia – editada em 1979, perdoando todos crimes políticos e de perseguição por motivos políticos à época da ditadura militar (1964-1985).

A Comissão da Verdade será instalada na próxima quarta-feira (16) e terá dois anos para apurar violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988, período que incluem as violaçãoes cometidas desde o governo do ex-presidente Getúlio Vargas até a promulgação da atual Constituição Federal. De acordo com o texto sancionado, a comissão tem o objetivo de esclarecer fatos e não terá caráter punitivo.

 

Tombini, do BC, diz que a meta deve ser flexível
O Globo - 11/05/2012

RIO e BRASÍLIA. O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse ontem, em seminário no Rio, que o regime de metas de inflação é o mais adequado para a condução de política monetária e lembrou que trata-se de "um arcabouço que combina um compromisso claro com a estabilidade de preços, mas com flexibilidade suficiente para absorver choques econômicos". O discurso pode ser entendido como um sinal de que, em algum momento, o Banco Central pode não mirar apenas o centro da meta, de 4,5% e "aceitar" um custo de vida um pouco maior, acomodado dentro da margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

O presidente do BC reconheceu que a inflação ficou acima das projeções em abril, mas que a tendência é de queda nos próximos três meses. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) triplicou em abril, para 0,64%:

- Esse é um processo de convergência e vamos ficar de olho nisso nos próximos meses.

Durante XIV Seminário de Metas de Inflação, Tombini também disse que a concessão de crédito no Brasil tem avançado mais lentamente do que o esperado. O BC projeta crescimento de 15% neste ano. O presidente do BC negou ainda que haja estudos sobre redução do compulsório.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem, em Brasília, que o governo vai continuar tomando medidas para estimular a atividade este ano. Mas evitou falar em ações específicas, ao ser perguntado sobre a possibilidade de a equipe econômica baixar o compulsório (parte dos depósitos bancários mantidos no Banco Central), para incentivar a concessão de empréstimos mais baratos ou reduzir o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de crédito.

- Não vou falar em medidas específicas. Várias delas podem ser tomadas.

https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/5...

 

Erick

Belo Horizonte: PM despeja com violência ocupação de sem-teto


do Portal Vermelho

Um forte aparato policial da Polícia Militar do estado de Minas Gerais, com cerca de 400 policiais, cumprindo liminar de reintegração de posse, despejaram cerca de 350 famílias sem teto da Ocupação Eliana Silva, em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. O despejo ocorreu a partir das 6 horas da manhã desta sexta-feira, dia 11 de abril de 2012. Apesar da brutalidade policial, as 350 famílias resistiram, pois não há alternativa digna para elas.

 

BH

350 famílias fazem parte da ocupação

Um forte aparato policial da Polícia Militar do estado de Minas Gerais, com cerca de 400 policiais, cumprindo liminar de reintegração de posse, despejaram cerca de 350 famílias sem teto da Ocupação Eliana Silva, em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. O despejo ocorreu a partir das 6 horas da manhã desta sexta-feira, dia 11 de abril de 2012. Apesar da brutalidade policial, as 350 famílias resistiram, pois não há alternativa digna para elas.

Com uma ação ilegal, truculenta e irresponsável, a Polícia Militar invadiu a Ocupação Eliana Silva e desmontou todos os barracos das famílias que ocuparam esta área desde o dia 21 de abril passado. A situação permaneceu por todo o tempo tensa, com os próprios moradores sob cerco policial dentro do local, não tendo acesso a seus pertences, que estão sendo todos jogados em um caminhão.

Os militares cercaram o acesso ao terreno e não permitem a saída dos ocupantes e nem mesmo a entrada de outras pessoas. São agentes do 41º Batalhão, Grupamento de Ações Táticas Especiais (Gate) e do Batalhão de Choque. Equipes do Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) também foram ao local para atender feridos, em caso de confronto. Alguns militares ocuparam as matas no entorno do terreno, fecharam a rua onde fica a entrada da comunidade enquanto um helicóptero da polícia sobrevoou a área o tempo todo.

O clima de revolta e indignação foi enorme. Pessoas se feriram no local e todo o processo ocorreu com muitas agressões e violência por parte da polícia. Um de nossos colaboradores no local informou, às 14h, que uma mulher foi brutalmente espancada por policiais e que estes continuam espancando arbitrariamente os moradores.

A prefeitura de Belo Horizonte não apresentou nenhum documento comprovando que a área pertence ao poder público municipal, porém, mesmo assim, a ação de despejo foi efetivada e não foi levado em conta nenhum dos critérios jurídicos para que a ação fosse legítima. Trata-se de uma ilegalidade e de uma arbitrariedade sem tamanho.

Apesar da brutalidade do aparato policial, as famílias continuaram resistindo montando fogueiras dentro do terreno, queimando pneus e gritando palavras de ordem e resistência. Os ocupantes alegaram a irregularidade da ação de despejo e resistiram à tentativa de retirada por parte dos policiais.

O coordenador do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas, Leonardo Péricles, questiona o exagero da Polícia Militar na ação. Pela manhã, Leonardo declarou à imprensa mineira que "está para acontecer um Pinheiro aqui em Belo Horizonte" se referindo à desapropriação do Bairro Pinheirinho, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, em São Paulo.

Enquanto a repressão contra os moradores se dava, a presidenta Dilma Rousseff esteve na região metropolitana de Belo Horizonte, em Betim, lançando unidades do Minha Casa, Minha Vida.

Fonte Diário Liberdade

 

"Seja realista: exija o impossível"

Haddad comemora apoio de Lula: "a partir do dia 15 ele é do Brasil"
11 de maio de 2012 20h25 atualizado às 21h10  Cesar Ogata/Divulgação

Fernando Haddad visita bairro da Casa Verde, na Zona Norte de São Paulo
Foto: Cesar Ogata/Divulgação

Thiago Tufano - Direto de São Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará mais presente ao lado do pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, a partir da próxima terça-feira. Lula está tratando um câncer na laringe, mas foi liberado pelos médicos para apoiar a candidatura de Haddad para as eleições municipais de outubro deste ano.

 

A popularidade de Lula deixou Haddad com um grande sorriso no rosto. No fim da tarde desta sexta-feira, após visita ao bairro da Casa Verde, zona norte de São Paulo, o petista comemorou o fato de poder contar com o ex-presidente para enfim alavancar seus números nas pesquisas, já que ficou apenas com o sétimo lugar no Ibope divulgado esta semana, com 3% das intenções de voto.

 

"A partir do dia 15, o Lula será do Brasil", disse Haddad. "Tivemos uma reunião com o diretório municipal e o diretório nacional para discutirmos a programação de maio. O presidente vai manter conversações com os presidentes dos partidos e nós vamos manter conversas com os presidentes municipais. Estamos em negociação permanente com partidos da base do governo federal e estamos fazendo uma programação com o presidente, que terá algumas atividades. Inclusive, ele já pediu a presença em algumas delas", completou Haddad.

A reunião a que Haddad se refere foi realizada no início desta semana. "Foi mais uma autorização da parte dele para elaboramos uma situação conjunta. Ele se colocou à disposição para apresentarmos um cronograma de atividades. Ele nos autorizou a apresentar, com todas as cautelas que a equipe médica recomenda, um plano de atividades conjuntas", disse o pré-candidato à prefeitura da capital paulista.

 

Cautela
Apesar de conversas bastante avançadas com PSB, PCdoB e PR, o pré-candidato à prefeitura de São Paulo Fernando Haddad ainda não confirma nenhuma aliança para as eleições municipais da capital paulista. O petista, inclusive, prevê mais três semanas de negociação antes de acertar as alianças para o pleito.

As negociações estariam mais avançadas com o PCdoB. Porém, o PT esbarra em um grande problema. Segundo o próprio Haddad, até segunda ordem, o partido comunista não abre mão da candidatura de Netinho de Paula.

"Tenho conversado com o presidente do PCdoB e tenho amizade antiga com o Orlando Silva (PCdoB), com quem falo com muita frequência. Na verdade não há notícia, a não ser as conversas de sempre. Estão evoluindo bem e o clima é muito bom entre nós, mas ainda não há uma conversa definitiva", afirmou Haddad.

Apesar de esbarrar no "problema" Netinho de Paula, Haddad está confiante, já que o PCdoB não descartou uma aproximação. No entanto, os comunistas também flertam com o PRB, já que o pré-candidato Celso Russomano rasgou elogios a Netinho e, inclusive, afirmou que quer o vereador como seu vice-prefeito caso mantenha os bons números nas pesquisas eleitorais.

Outro possível aliado que Haddad mantém conversas próximas é o PSB. Uma reunião na última terça-feira aproximou ainda mais o pré-candidato do PT de um acordo. Ele conversou com membros do Movimento em Marcha, um braço político do PSB e já havia demonstrado interesse em ter Luiza Erundina como vice em sua candidatura.

  1. Veja as fotos

 

Terra

 

 

Convocação de Gurgel tem potencial de chegar ao STF, diz Ayres Britto

Postado por em 11 maio, as 19:30 Em Brasil/Mundo

11/05/2012- 19h11

FELIPE SELIGMAN
DE BRASÍLIA

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Carlos Ayres Britto, afirmou nesta sexta-feira que não pode opinar sobre a viabilidade de uma possível convocação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pela CPI do Cachoeira, pois a discussão tem potencial para chegar ao tribunal.

Márcio Neves/FolhapressAyres Britto, presidente do Supremo Tribunal FederalAyres Britto, presidente do Supremo Tribunal Federal

“Não quero opinar sobre esse tema, pois ele tem um potencial de judicialização. Não posso dizer que é provável, mas que tem potencial [para chegar ao STF], isso tem, então eu prefiro não falar”, disse Ayres Britto.

Ontem, dois ministros do Supremo –Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa– defenderam a atuação de Gurgel e afirmaram que não cabe a ele ir ao Congresso explicar a motivação de seu trabalho, já que o procurador-geral tem a competência exclusiva para definir a estratégia de suas investigações.

Se o caso de fato chegar ao tribunal, portanto, ele já contará com o apoio de pelo menos esses dois integrantes do STF.

Convocação de Gurgel será votada no dia 17, diz presidente de CPI
Declarações de Gurgel ‘dão fogo’ à CPI, diz presidente da comissão

Gurgel é criticado por ter recebido, em 2009, escutas entre o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), e utilizado as informações somente três anos depois, quando requisitou a investigação contra o parlamentar.

O procurador-geral alega que as informações somente passaram a ficar consistentes para iniciar o inquérito quando se juntaram ao material da Operação Monte Carlo. Ele disse anteontem que sua estratégia se mostrou bem sucedida, pois se tivesse feito algo em 2009, as investigações não teriam se aprofundado e Cachoeira poderia não ter sido preso.

Sobre a possível convocação, Gurgel argumenta que o Código de Processo Penal o impede de depor na CPI. Segundo o procurador, se a comissão chegar a alguma conclusão relevante e ele tiver participado de seus trabalhos, isso o impossibilitaria de atuar no caso.

Ele cita os artigos 252 e 258 do Código de Processo Penal. O primeiro impede um juiz de participar de um processo se ele tiver sido testemunha no caso e o segundo diz que os membros do Ministério Público estarão sujeitos às mesmas razões de impedimento e suspeição dos juízes.



Fonte: Boainformacao.com.br http://www.boainformacao.com.br/2012/05/convocacao-de-gurgel-tem-potencial-de-chegar-ao-stf-diz-ayres-britto/ 

 

Chefe do TJ-SP quer abrir mais duas investigações de magristradosChefe do TJ-SP quer abrir mais duas investigações de magristrados Foto: Divulgação Eles são suspeitos de quebra de isonomia ao receberem, em dinheiro, antecipações extraordinárias de férias e licenças-prêmio não gozadas

11 de May de 2012 às 20:07

Fernando Porfírio _247 - O Tribunal de Justiça de São Paulo está em pé de guerra e a abertura da caixa-preta da corte promete um novo capítulo na próxima quarta-feira (16). O chefe do Judiciário paulista, desembargador Ivan Sartori, vai pedir a abertura de duas novas sindicâncias para investigar magistrados. Eles são suspeitos de quebra de isonomia ao receberam, em dinheiro, antecipações extraordinárias de férias e licenças-prêmio não gozadas.

O Órgão Especial – colegiado formado pelos 12 desembargadores mais antigos, 12 eleitos e o presidente do tribunal paulista – se reúne na próxima quarta-feira, primeiro em sessão secreta, depois em encontro público, para apreciar os pedidos. O colegiado também pode ampliar medida tomada em 18 de abril e decretar a suspensão dos pagamentos, em dinheiro, de férias e licenças-prêmios, a todos os 206 magistrados inspecionados pela corte.

O primeiro pedido de sindicância – referente ao Procedimento nº 21.168/2012, instaurado a partir da Portaria 02/2012 –, trata da antecipação de créditos a 41 magistrados. De acordo com o documento elaborado pela Diretoria da Folha de Pagamento da Magistratura (DFM) eles furaram a fila e receberam valores entre R$ 100 mil e R$ 436,4 mil, no período compreendido entre 2006 e 2010. No total, o erário desembolsou a favor desses juízes e desembargadores R$ 7,13 milhões.

A segunda inspeção – que trata do Procedimento nº 25.974/2012, criado a partir da Portaria 03/2012 –, investiga o desembolso de verbas excepcionais a 165 magistrados. Eles embolsaram valores abaixo de R$ 100 mil, pagos a título de créditos trabalhistas.

Em ofício encaminhado, na semana passada, à Diretoria da Folha de Pagamento da Magistratura (DFM), o desembargador Ivan Sartori pediu “urgência” na lista com os nomes dos magistrados que receberam “esse tipo de antecipação de crédito”. Ele também determinou que fossem apresentados os valores recebidos, o período da antecipação dos créditos e o nome da autoridade que determinou o pagamento.

Nesse segundo caso, o presidente Ivan Sartori ainda propõe ao Órgão Especial que trace diretrizes para que ele instaure a sindicância e possa, depois, apresentar ao colegiado um relatório sobre a investigação. A ideia seria encaminhar a sindicância na forma de questionário.

A linha-mestra do questionário teria três pontos a serem esclarecidos pela investigação: se os valores recebidos pelos magistrados devem ser descontados nos casos que receberam autorização do Conselho Superior da Magistratura; se os descontos incluiriam pagamentos feitos fora de despesas médicas; e também se os beneficiados que não apresentaram comprovantes de gastos estariam ou não liberados do desconto.

Nos dois casos, o presidente Ivan Sartori pediu que se encaminhassem aos desembargadores do Órgão Especial documentos da Diretoria da Folha de Pagamento da Magistratura (DFM) que tratam dos “pagamentos excepcionais realizados e os saldos de créditos remanescentes” e as defesas apresentadas pelos magistrados sob inspeção.

Sartori ainda mandou juntar ao processo cópias de processo C-30/2006, que tramita na Secretaria de Orçamento e Finanças, que trata dos ordenadores de despesas da corte paulista. O presidente do tribunal também mandou incluir peças de expediente da Diretoria Geral da Folha da magistratura (DGFM) que envolvem pagamentos excepcionais de férias.

O pagamento de verbas extraordinárias a magistrados está sendo investigado desde o ano passado, quando o Conselho Nacional de Justiça realizou inspeção na corte paulista. De acordo com o presidente Ivan Sartori, cinco desembargadores receberam um total de R$ 4,2 milhões a título de indenização por férias e licença prêmio não tiradas a seu tempo e pagas com atraso.

Segundo a investigação, o campeão é o desembargador Roberto Antonio Vallim Bellocchi, que presidiu o tribunal entre 2008 e 2009. Ele recebeu R$ 1,44 milhão. Em segundo lugar, na lista dos mais bem aquinhoados, aparece o desembargador Antonio Carlos Vianna Santos, que dirigiu a corte em 2010 e recebeu R$ 1,26 milhão. Viana Santos morreu em 26 de janeiro de 2011, em pleno exercício do cargo.

Em seguida aparece o nome do presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Alceu Penteado Navarro. Ele, de acordo com a investigação, ganhou R$ 640,3 mil, na época em que presidia a Comissão de Orçamento da corte paulista. Outros dois desembargadores da Comissão de Orçamento também receberam valores expressivos: Fábio Monteira Gouvêa (R$ 713,2 mil) e Tarcísio Ferreira Vianna Cotrim (R$ 631,6 mil). Em suas defesas, os cinco alegaram “critérios de necessidade”.

O desembargador Ivan Sartori, que defende abertura de processo disciplinar contra os cinco colegas, entendeu que “no caso concreto há notícia de formação dessa administração paralela, derivada de indícios de que os três membros da Comissão de Orçamento e os ex-presidentes do Tribunal de Justiça teriam se associado, de forma estável e permanente para a prática de uma série indeterminada de ilícitos administrativos”.

Outro grupo de magistrados, 41 ao todo, recebeu quantias superiores a R$ 100 mil. Sartori diz que a verba é devida, porque tem natureza alimentar e trabalhista. Além deles, outros 165 magistrados receberam verbas – a maioria entre R$ 20 mil e R$ 50 mil – foram contemplados com a liberação de créditos antecipados.

 

Nao vai pra frente.  Nunca aconteceu antes, muito menos em Sao Paulo, e nao vai ser agora que vai comecar.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

PSDB treme diante de Leréia Por Altamiro Borges
 Pelo jeito o deputado Carlos Alberto Leréia, amigo íntimo do mafioso Carlinhos Cachoeira, conhece bastante as sujeiras no ninho tucano. Algumas lideranças do PSDB até chegaram a defender o seu desligamento do partido, mas logo recuaram. Segundo a Folha de hoje, o partido que se dizia ético, a exemplo de Demóstenes Torres, “evita decidir o destino de deputado ligado a Cachoeira”.  
Votos de confiança
 O ex-senador Papeléo Paes, indicado para dirigir o Conselho de Ética do PSDB, já anunciou que “neste momento não vamos abrir nenhum processo contra Leréia. É preciso cautela para dar amplo direito de defesa”. Aécio Neves, o cambaleante presidenciável da sigla, prefere não se meter em encrenca. “Essa comissão de ética vai ouvir o deputado Leréia”, despistou. O governador Geraldo Alckmin, simpatizante do Opus Dei, fugiu do tema como o diabo da cruz. “É um debate exclusivamente do partido e deve ser tratado pela direção do partido”. E José Serra, o eterno candidato que rasga suas promessas, voltou a dar seu desastroso voto de confiança. “Li que ele [Leréia] está disposto a ir depor na CPI. Acho que deve se dar esse direito a ele”. Relações explícitas com o mafioso Sobre as ligações do deputado goiano com o mafioso, não há mais qualquer dúvida. Ele mesmo se jacta de ser amigo de Carlinhos Cachoeira há 25 anos. Vários grampos telefônicos da Operação Monte Carlo da Polícia Federal comprovam que as relações entre ambos eram realmente muito íntimas. Coisa de compadres – ou, para ser mais direto, de mafiosos. Num dos áudios, Leréia aparece em negociações com integrantes da quadrilha cobrando uma propina de R$ 100 mil. Ele também usava um cartão de crédito do mafioso. Na semana passada, em pleno rebuliço do escândalo, o deputado até provocou. Ele fez um pronunciamento no plenário da Câmara Federal parabenizando Cachoeira, que fazia aniversário. Deputado ameaça “soltar o verbo” Apesar das inúmeras provas, o PSDB treme diante do parlamentar. Uma notinha na mesma Folha, na semana passada, explícita as razões. “Leréia tem dito internamente que, se o caso dele for conduzido para licença ou expulsão, ele vai ‘soltar o verbo’ para que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) tenha o mesmo tratamento”.

Postado por Miro


 

11 de Maio de 2012 - 18h28 - No Vermelho

Dilma: creches diminuem desigualdades entre ricos e pobres

 

A presidenta Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira (11) que investir em creche é a chance que o país tem de enfrentar “na raiz” o problema da desigualdade entre ricos e pobres. Ela anuncia na segunda-feira (14), em cerimônia no Palácio do Planalto, ações nas áreas de saúde e educação, como vagas em creches, além da ampliação do Programa Bolsa Família.


“ Na creche você vai garantir acesso aos melhores estímulos. Lá, a criança vai ter estímulos pedagógicos, vai ser despertada nela a curiosidade, todas aquelas qualidades que depois vão ser impontantes para ela enfrentar a disputa no mercado de trabalho”, disse, em Betim (MG), durante cerimônia para inauguração de uma escola de educação infantil. No domingo (13), Dia da Mães, a presidenta fará pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV.

No discurso em Betim, Dilma destacou o papel das creches na criação de melhores oportunidades. “Um país tem que ser medido pelo que ele faz pelas suas crianças, dando oportunidades iguais a elas. O grande caminho da inclusão é a educação e ai a creche é o grande vestibular no qual a criança entra e garante uma vida de oportunidades maior.”

Além do lançamento de uma escola de educação infantil do Programa Nacional de Reestruturação e Aparelhagem da Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância), do governo federal, a cerimônia marcou também a entrega de 1.160 unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida. Ao falar sobre o Minha Casa, Minha Vida, Dilma disse que, sem o programa, as pessoas que ganham um salário mínimo não conseguiriam adquirir uma casa própria. "Era impossível alguém comprar casa nesse Brasil se ganha até um salário mínimo, porque a equação não fecha.”

O Proinfância tem como meta a construção de 6 mil creches até 2014. Segundo o Ministério da Educação, foram firmados mais de 1,5 mil convênios no ano passado, no entanto, as creches ainda não estão prontas. Atualmente, menos de 20% das crianças até 3 anos estão matriculadas em creches, sejam elas públicas ou privadas.

Fonte: Agência Brasil


 

11/05/2012 - Carta Maior

 

Nova lei laboral é trunfo de Chávez nas eleições de outubroNova lei trabalhista, que vigora desde terça (8) na Venezuela, reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas, estende a licença-maternidade de 12 para 20 meses, proíbe a terceirização e permitiu o aumento do salário mínimo para o equivalente a R$ 1310. Fedecamaras, principal associação empresarial, critica mudança e diz que legislação aumentará mercado informal, onde atuam hoje 41,3% dos venezuelanos.

São Paulo - Enquanto a Europa em crise aprova o corte de direitos laborais e até o Brasil pode aprovar uma lei que regulamenta a terceirização, a Venezuela caminhou no sentido contrário e dediciu ampliar os benefícios do trabalhador.

Desde a última terça-feira (8), vigora no país a Ley Orgánica del Trabajo, los Trabajadores y las Trabajadoras, mais conhecida como Lottt, que substitui a legislação anterior, de 1997, construída ainda sob o marco neoliberal.

De quebra, o presidente Hugo Chávez, em campanha pela reeleição, ganha um trunfo poderoso, capaz de compensar os efeitos eleitorais negativos de sua condição de saúde, debilitada por um tratamento de câncer na região pélvica.

A Lottt reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas, estende a licença-maternidade de 12 para 20 meses, concede a mesma licença de 26 meses para a trabalhadora que adotar um filho, e proíbe a terceirização.

Além disso, permitiu o aumento do salário mínimo para o equivalente a R$ 1310, incluindo aposentados e pensionistas, o maior valor da América Latina.

Em entrevista à Carta Maior, o embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Averlaiz, explica que a nova lei transmite ao campo laboral os princípios da Constituição Bolivariana, de 1999.

"Nossa constituição estabelece que o conceito de trabalho é uma atividade humana destinada à dignificação e ao desenvolvimento espritual, intelctual e material dos trabalhadores. A Lottt é uma resposta a isso", diz Averlaiz.

Críticas
Para a construção da versão final da lei, o governo realizou um processo de consultas públicas na sociedade venezuela. No entanto, a Fedecamaras, principal associação empresarial do país, contesta o processo e chegou a apresentar, em fevereiro, uma queixa à Organização Internacional do Trabalho (OIT).

"O fato de a comissão presidencial ter recebido milhares de propostas isoladas não garantiu um diálogo social efetivo para definir as melhores soluções para os problemas trabalhistas do país", afirmou Jorge Botti, presidente da Fedecamaras.

Para ele, a Lottt penalizará as pequenas e médias empresas, que terão seus custos aumentados. Com isso, a geração de novas vagas seria contida, assim como haveria um incentivo ao mercado informal.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estadistica da Venezuela, 41,3% dos venezuelanos estão no setor informal, o equivalente a 5,1 milhões de pessoas. Os dados são de março deste ano e registram que houve aumento da formalização em 12 meses - a informalidade atingia 43,3% dos trabalhadores em março de 2011.

Política
Para o embaixador venezuelano no Brasil, porém, a Lottt deve ser analisada a partir de seus efeitos no longo prazo. "A Fedecamaras tenta desqualificar a lei, mas é uma ferramenta que progressivamente vai ajudar a incorporar os trabalhadores informais", garante Averlaiz.

Para isso, ele conta com o crescimento econômico que o país vem registrando neste ano. "Entre 2008 e 2010 vivemos um período difícil para toda a economia mundial. Mas agora o cenário mudou para nosso país, estamos crescendo e com controle da inflação", sustentou ele, citando a alta de preços, um dos grandes problemas enfrentados pela economia local.

A nova lei também é um dos principais trunfos eleitorais do presidente Hugo Chávez, que tenta a reeleição em outubro. Segundo um integrante da campanha chavista ouvido pela Carta Maior, a oposição está numa situação delicada.

"Eles estão 'sinucados'. O assunto tem sido explorado como uma vitória pelos membros do governo, e a oposição não tem como ficar abertamente contra, pois estaria defendendo o interesse patronal", diz a fonte.

Hugo Chávez lidera a corrida presidencial. De acordo com sondagem da VOP Consultores, divulgada no último dia 4, o atual mandatário tem 63,7% das intenções de voto, ante 23,2% do opositor Henrique Capriles, que governa o Estado de Miranda.

 

 

10/05/2012 - Carta Maior

 Os encontros entre Policarpo, da Veja, e os homens de CachoeiraLevantamento feito a partir de documentos da Operação Monte Carlo indicam que o editor da revista Veja esteve, pelo menos, 10 vezes com o contraventor Cachoeira e membros de sua organização. Em geral, os temas dessas conversas acabaram se transformando em matérias da revista. Operação no Hotel Nahoum, que envolveu tentativa de invasão do quarto de José Dirceu, também foi tema dessas conversas. A reportagem é de Vinicius Mansur.

Brasília - Um levantamento do inquérito 3430, resultado da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal (PF), indica que o editor da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior, e a quadrilha do contraventor Carlinhos Cachoeira se encontraram presencialmente, pelo menos, 10 vezes. Só com Cachoeira foram 4 encontros.

O número pode ser maior, uma vez que a reportagem de Carta Maior teve acesso apenas ao apenso 1 do inquérito, com 7 volumes. Entretanto, existem mais dois apensos que, juntos, tem 8 volumes.

O primeiro destes encontros foi marcado para o dia 10 março de 2011. Em ligação telefônica no dia 9 daquele mês, às 22:59, Cachoeira diz ao senador Demóstenes Torres (então do DEM, hoje sem partido):

“É o seguinte: eu vou lá no Policarpo amanhã, que ele me ligou de novo, aí na hora que eu chegar eu te procuro.”

No dia 27 de abril, Cachoeira anunciou ao diretor da construtora Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, outro encontro com o jornalista. Sobre a ligação, interceptada às 07:19, o inquérito da PF relata:

“Carlinhos diz que vai almoçar com a prefeita de Valparaíso e com Policarpo da revista Veja”.

Às 09:02, o contraventor avisa a Demóstenes do almoço com Policarpo:

“Eu vou almoçar com o Policarpo aí. Se terminar o almoço e você estiver lá no apartamento eu passo lá.”

O senador respondeu:

“Ok... o Policarpo me ligou, tava procurando um trem aí. Queria que eu olhasse pra ele algumas coisas. Pediu até pra eu ligar para ele mais tarde, não quis falar pelo telefone”.

Nesta mesma conversa, Demóstenes pediu conselhos a Cachoeira sobre sua mudança de partido. Cachoeira afirmou que “esse DEM já naufragou” e disse:

“Tem que ir pro PMDB, até pra virar do STF né?”

O terceiro encontro: o alvo é Zé Dirceu, não a Delta

A partir do dia 7 de maio de 2011, aparecem conversas da quadrilha de Cachoeira sobre a reportagem “O segredo do sucesso”, assinada por Hugo Marques e publicada pela revista Veja na edição 2216, daquele mesmo fim de semana. A matéria relaciona o crescimento da empresa Delta com os serviços de consultoria de José Dirceu.

Em ligação do dia 8 de maio, às 19:58, Cachoeira diz a Cláudio Abreu que Demóstenes vai trabalhar nos bastidores do Senado para abafar a reportagem.
No dia 9, às 23:07, Cláudio pergunta ao bicheiro se ele irá “no almoço com aquele Policarpo” no dia seguinte. Cachoeira responde:

“Ah o Policarpo eu encontro com ele em vinte minutos lá no prédio, é rapidinho”.

No dia 10, às 14:43, Cachoeira conversa com Cláudio. O resumo da ligação feito pela PF diz: ”Carlinhos conta a Cláudio sobre a conversa que teve com Policarpo, da Veja, a respeito da reportagem que saiu na revista no último final de semana”.

Em outra ligação, no dia 11, às 09:59, Idalberto Matias de Araujo, o Dadá, tido pela PF como braço direito de Cachoeira, conta ao bicheiro que conversou com o repórter da Veja, Hugo Marques, que lhe revelou que o alvo de sua reportagem era “Zé Dirceu e não a Delta”.

O quarto encontro foi com Cláudio Abreu. No dia 29 de junho de 2011, às 19:43, Cláudio disse a Cachoeira que esteve com Policarpo e passou informações sobre licitação da BR 280. As informações foram parar na reportagem “O mensalão do PR
, publicada na edição 2224 da revista Veja, dando origem as demissões no Ministério dos Transportes.

No dia 7 de julho, às 09:12, Cláudio conta a Cachoeira que “o JR” quer falar com ele.

Cachoeira: “Que que é JR?”

Cláudio: “PJ, né amigo.”

Cachoeira: “PJ?”

Cláudio: “Pole.”

Cachoeira: “O que?”.

Cláudio: “Engraçado lá, Carlinhos. Policarpo, porra.”


No dia 26 de julho de 2011, Policarpo perguntou a Cachoeira, em telefonema às 19:07, como fazer para levantar umas ligações entre o deputado Jovair Arantes (PTB-GO) e “gente da Conab”.

No dia 28, às 17:19, uma ligação interceptada pela PF entre Jairo Martins, o araponga de Cachoeira, e uma pessoa identificada apenas como “Editora Abril” é sucintamente resumida pela palavra “encontro”.

No fim de semana seguinte a revista é publicada com a reportagem “Dinheiro por fora”, trazendo informações sobre o financiamento de campanha de Jovair e de outros políticos de Goiás por empresa favorecida pela Conab.

Invadindo o hotel Naoum
No dia 2 de agosto de 2011, às 10:46, Jairo Martins, marca encontro por telefone “no Gibão do Parque da Cidade” com “Caneta”, identificado inicialmente pela PF como alguém da Editora Abril. Às 12:04, Jairo informa a Cachoeira que irá almoçar com “Caneta” às “15 pra uma” para tratar “daquela matéria lá (...) que ta pronta”.

Às 14:30, o araponga informa ao bicheiro que “Caneta” quer usar imagens do hotel “pra daqui a duas semanas, que naquele período que ele me pediu, o cara recebeu 25 pessoas lá, sendo que 5 pessoas assim importantíssimas” (sic). Ele também se mostra preocupado e diz que o combinado era não usar as imagens. Cachoeira diz:

“Põe ele pra pedir pra mim”.

Às 21:03, Cachoeira revela a identidade de “Caneta”. O contraventor conta a Demóstenes:

“...o Policarpo vai estourar aí, o Jairo arrumou uma fita pra ele lá do hotel lá, onde o Dirceu, Dirceu, é, recebia o pessoal na época do tombo do Palocci”.
Segundo Cachoeira, Policarpo pediu para “por a fita na Veja online”.

No dia 4, às 17:18, Cachoeira fala com Policarpo ao telefone e pede para ele ir encontrar Cláudio Abreu, da Delta, que está esperando. Às 17:31, Cachoeira
diz para Claudio mandar Policarpo soltar nota de Carlos Costa.

Às 17:47, Cláudio pergunta onde a nota deve ser publicada. Cachoeira diz que no “on-line já ta bom”, mas “se for na revista melhor”. Às 18:37, o bicheiro informa ao diretor da Delta que Policarpo “está com um problema sério na revista”, pediu para desmarcar o encontro e receber a nota por email.

No dia 10 de agosto, às 19:11, Cláudio conta ao chefe da quadrilha que estará em Brasília no dia seguinte para falar com “PJ”. No mesmo dia, às 19:22, Jairo e Policarpo combinam por telefone um “encontro no churrasquinho”. Às 20:41, Jairo e Cachoeira falam sobre liberação das imagens.

No dia 11, às 08:58, Carlinhos fala a Demóstenes que almoçará com Policarpo. O resumo de uma ligação às 14:09, entre Cachoeira e Cláudio, afirma que “Carlinhos está no Churchill, possivelmente com Policarpo Júnior”. Às 20:05, em conversa com Demóstenes, Cachoeira conta que encontro com Policarpo foi para ele “pedir permissão para o trem lá do Zé”.

No dia 15, às 10:12, Cachoeira orienta Jairo para “matar a conversa com Policarpo”:

“Nós temos que pedir aquele assunto para ele.”

Às 19:04, Policarpo marca encontro com Jairo “em 10 minutos no espetinho”. O resumo de uma ligação entre os dois às 19:26 diz “encontro”.

O resumo de uma ligação às 12:45 do dia 16 descreve:

“Carlinhos diz que liberou, que só falta ele liberar. Jairo diz que falta pouca coisa. Acha que hoje ele libera.”

No fim de semana de 27 e 28 de agosto de 2011, a revista Veja deu uma capa com o título “O Poderoso Chefão”, em alusão a influência que o ex-ministro José Dirceu ainda tinha sobre o PT e o governo de Dilma Rousseff. A reportagem trouxe imagens de vários políticos visitando Dirceu dentro do Hotel Naoum, onde ele se hospedava em Brasília, afirmando que Dirceu articulou a queda do então ministro da Casa Civil, Antônio Palloci.

O repórter da Veja, Gustavo Ribeiro, foi acusado de tentar invadir o apartamento de Dirceu. A polícia também investiga como as imagens do circuito interno do hotel foram capturadas.

 

 

Num país com Ministério Público e Judiciário independentes, isso seria tratado IMEDIATAMENTE como crime.

 

DOUTOR LULA 
Por Rafael Patto Hoje pela manhã (4/5/2012) tive a honra e o prazer de participar, no Teatro João Caetano, no centro do Rio de Janeiro, da cerimônia de entrega do título de Doutor Honoris Causa, concedido por cinco universidades: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), e Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Estiveram presentes personalidades do mundo das artes além de autoridades políticas e acadêmicas.  Compareceram a Deputada Benedita da Silva, os atores Hugo Carvana e Paulo Betti, o cineasta Luiz Carlos Barreto (o Barretão), o Secretário e ex-ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o Senador Lindbergh Farias, o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, a quem saudei com um “bom dia, prefeito”, além do ex-ministro Franklin Martins, entre tantos outros.  Doutor Lula e DilmaAo entrar no teatro, enquanto procurava uma cadeira para me sentar, tive a minha grande surpresa do dia: ao pedir licença a quem já estava sentado para poder alcançar um lugar vago no meio da fileira, uma senhora muito gentilmente me ofereceu a cadeira onde ela havia colocado sua mochila, e que eu julgava estar já ocupado por alguma outra pessoa.  Agradeci o gesto e me sentei ao lado daquela senhora, que imediatamente me confessou: “eu não estou nem acreditando que eu estou aqui”. Ao me virar em sua direção para poder conversar com ela, percebi o quanto estava emocionada. Ela secava com uma toalhinha de rosto suas lágrimas que rolavam desenfreadamente.  Eu disse a ela: “o Lula merece todas as homenagens desse mundo”.  Ao que ela assentiu: “todas! É graças a esse homem que hoje minha filha está na universidade. Ela sonhava em fazer zootecnia, e com a nota que ela obteve no ENEM eu disse a ela, ‘você vai consguir’. Hoje ela estuda aqui em Seropédica, na Federal Rual do Rio de Janeiro”.  Doutor Lula e DilmaPor sinal, uma das instituições que homenageavam o ídolo daquela mãe orgulhosa da vitória de sua filha. Como é meu costume nessas ocasiões, procurei saber mais sobre aquela mulher que, só por estar ali manifestando tanto carinho por alguém a quem eu também tenho como ídolo, já havia conquistado minha simpatia.  Após finalmente termos nos apresentado pelos nossos nomes, fui sondar de onde ela vinha: “Peruíbe, litoral sul de São Paulo. Passei a noite toda num ônibus, e agora estou aqui. Não estou nem acreditando...” Me contou ainda muito emocionada, a incrédula Gisele.  Daí então pude concluir que aquela mochila que ela trazia consigo, e que agora estava colocada no chão entre os seus pés, para que eu pudesse me sentar, provavelmente guardava as provisões básicas de alguém que se aventurara a pegar estrada para poder, de algum modo, estar próximo de quem se admira. Hipótese que me deixou ainda mais tocado por aquela mulher tão emotiva que exalava, de uma forma absolutamente discreta, a gratidão mais sincera que eu já tinha visto na minha vida.  Quando Camila Pitanga, a mestre de cerimônia, falou ao microfone, as expectativas se assomaram. Muito descontraída (e linda, permitam-me), convidou aqueles que comporiam a mesa para que tomassem seus lugares: o presidente da UNE, os ministros de Estado da Educação, Aloizio Mercadante, e da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, o governador e o vice-governador do Rio de Janeiro e o prefeito da Capital, além dos cinco reitores.  Ao ser anunciada a entrada de Lula na companhia da presidenta Dilma, a platéia não se conteve. Embalado por aquela euforia, soltei meu grito de “olê-olê-olê-olá Lula, Lula!”.  Doutor Lula, Dilma e Camila (Veta Dilma!) PitangaNesse clima de descontração, Camila Pitanga pediu licença para quebrar o protocolo: “gente, eu não vou resistir. ‘Veta, Dilma!’”.  Gesto que, de tão espontâneo, arrancou risadas da presidenta e ganhou a adesão unânime da platéia.  Todo aquele entusiasmo só foi contrastado pela surpresa que tive ao ver que, hoje, Lula exibe uma silhueta mais esguia do que aquela a que meus olhos estavam acostumados. Efeito natural do tratamento a que teve de se submeter para vencer mais um dos incontáveis desafios que teve de transpor ao longo de toda a sua biografia.  O efeito ruim dessa surpresa se desfaria ao constatar a enorme disposição de Lula em sorrir e em evidenciar o seu bom-humor de sempre. Mesmo admitindo alguma fraqueza, Lula fez questão de mostrar sua satisfação em estar ali, sendo homenageado por cinco centros de excelência acadêmica do país, e sendo acarinhado por uma platéia composta por inúmeras giseles.  Ao ser convidado para ser investido nos trages talares, conforme protocolo cerimonial, ouviu-se uma emocionante interpretação da Bachiana nº 5 de Villa-Lobos.  Já devidamente composto, Lula voltou para sua posição ao centro da mesa, e todos fomos convidados a nos colocarmos de pé para a execução do Hino Nacional.  Estava aberta a cerimônia.  A partir dali, os cinco reitores se encarregaram de, por meio de seus discursos, expressarem a justiça daquela homenagem que se fazia ao maior presidente da história desse país.  O reitor da UniRio chegou a dizer que “Lula, diferentemente de outros presidentes letrados do passado, foi quem se comprometeu com a qualidade do ensino no Brasil”.  O reitor da UERJ, que se referiu a Lula como “Doutor da causa da Humanidade”, em um discurso maravilhoso, recordou a história da sua universidade, que foi a primeira do país a oferecer cursos noturnos, que criaram maiores oportunidades para os trabalhadores poderem estudar, e também a primeira instituição de ensino superior a praticar a reserva de cotas no Brasil.  O reitor da UFRJ, por sua vez, disse que se tivesse de oferecer ao Lula um título exclusivamente criado para o presidente, este serio o de “Campeão das utopias realizadas”, e ressaltou a realização utópica da própria trajetória de vida de Lula, um sertanejo de alfabetização tardia, que tendo se destacado na liderança sindical chegou à presidência de um país de 200 milhões de habitantes e se tornou reconhecido internacionalmente pela transformação social que operou neste país.  Todos os cinco reitores fizeram questão de mencionar o trabalho de Fernando Haddad, que estava na platéia, como fator fundamental para os progressos alcançados no campo da educação no nosso país.  O reitor da UFF reivindicou maior participação da educação no Orçamento nacional e enfatizou que as metas do governo Dilma, ainda mais ambiciosas do que as de Lula, serão sim alcançadas, “claro que em dois mandatos”, como ele fez questão de salientar.  O reitor da UERJ ainda se confessaria testemunha ocular de muitos episódios da atividade política de Lula, e se lembrou de uma ocasião em que presenciou Lula e Hélio Pellegrino travarem um debate intelectual na casa de Frei Betto.  Pelas palavras do reitor, “nem nos momentos mais elevados da minha vida acadêmica eu tive a oportunidade de presenciar um debate tão fecundo como aquele.”  Ao final de cada discurso, Lula recebia os diplomas e posava com cada um deles para fotos.  Já devidamente agraciado, foi a vez dele falar, matando a nossa saudade de sua voz. Iniciou se justificando que faria seu discurso sentado, diferentemente do seu costume. E alertou também para o risco de, no meio da leitura, vir a precisar de um “substituto”, como ele mesmo disse em tom de brincadeira, para terminar por ele o pronunciamento, caso sua garganta viesse a pedir descanso.  Não foi preciso.  Incansável como sempre, Lula foi até o fim. Com sua voz sensivelmente rouca, leu quase sem nenhum improviso o texto que havia preparado para o evento. Ressaltou os progressos do país a partir de seu governo e reafirmou seu compromisso com a educação do país. Enalteceu o governo de Dilma Rousseff e se disse confiante nas metas que o Brasil tem para o futuro.  Terminado o discurso do homenageado, Camila Pitanga encerrou o evento.  “Tico-tico no fubá” foi tocada por dois clarinetistas que se apresentaram no palco e a platéia de pé fazia a sua algazarra: cada um manifestava da forma como dava o seu carinho.  Gritos dos mais variados: “Lula, eu te amo!”, “Dilma linda!”, “Lula, guerreiro do povo brasileiro!”, e outras muitas declarações de amor que devem ter sido feitas silenciosamente, no íntimo daqueles que não gritaram porque só conseguiam externar sua emoção com lágrimas, como a Dona Gisele.  Gratificados por termos estado ali, nos demos um abraço de cumplicidade. Acho que é uma reação natural que ocorre a quem está muito emocionado e quer compartilhar com alguém tanto sentimento.  Eu disse para ela: “ainda bem que viemos”, ao que ela só me respondeu com um suspiro e o peculiar gesto de erguer a cabeça para cima no mesmo momento em que se fecham os olhos. Ao abri-los novamente, abriu-se junto um sorriso de indizível contentamento.  Foi de fato edificante.  Gisele MartensenAntes de nos despedirmos, arrisquei: “você tem Facebook?”. Contrariando minhas expectativas, ela me respondeu: “tenho sim. Gisele Martensen”. Fomos cada um para um lado, e eu lhe prometi que a procuraria para adicioná-la como amiga. Estou só aguardando que ela chegue novamente na sua Peruíbe, depois de visitar a filha universitária em Seropédica, para aceitar meu convite.  Gisele Martensen, minha mais nova amiga de infância com quem compartilhei um momento muito gostoso da minha vida, e que acabei de contar aqui para quem teve paciência e disposição de ler tudo isso. Enviado por Maria Rodrigues

Postado por Castor Filho


 

Carta CapitalCachoeiroduto11.05.2012 14:19Por que os argumentos de Gurgel são furados 

Os primeiros depoimentos na CPI do Carlinhos Cachoeira, dos delegados federais que investigaram os negócios do bicheiro Carlos Augusto Ramos, geraram críticas ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por ele não ter denunciado o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) ao receber, em 2009, denúncias contra ele. Na quarta-feira 9, Gurgel atribuiu as criticas aos réus do chamado mensalão, associando-se ao discurso de alguns veículos de mídia. Ele atuará como acusador no processo.

“O que nós temos são críticas de pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do mensalão. Pessoas que estão muito pouco preocupadas com as denúncias em si mesmo, com os fatos – desvio de recurso, corrupção etc. – e ficam preocupadas com a opção que o procurador geral tomou em 2009, opção essa altamente bem-sucedida. É um desvio de foco que eu classificaria como no mínimo curioso”, afirmou Gurgel.

É preciso listar três evidências que desmontam o raciocínio de Gurgel, que teme ser acusado de prevaricação:

1) Não foi Gurgel, mas Antônio de Souza, procurador-geral à época, quem apresentou a denúncia contra os réus do mensalão. Primeiro ponto para mostrar que a personificação não cabe neste caso;

2) A denúncia foi acolhida pelo STF, onde o processo agora tramita. Não há nenhum risco à continuidade da ação penal e a seu julgamento;

3) Caso se veja impedido de fazer a sustentação oral pelo Ministério Público no julgamento do mensalão, há vários subprocuradores capazes de conduzi-la de forma brilhante. Portanto, Gurgel tenta se confundir com a instituição de maneira tosca e ciente do apoio de parte da mídia, interessada em misturar os casos. O processo do mensalão não corre risco algum se o procurador-geral tiver de explicar sua inépcia na apuração do escândalo Cachoeira. Além do mais, quem apontou a falta de iniciativa do procurador-geral em investigar Demóstenes foi um policial federal, não um político.

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O diversionismo de Gurgel para não explicar sua ilegalidade

Segundo o delegado Raul Alexandre Marques de Souza, a investigação ficou paralisada após chegar à Procuradoria-Geral. “Não foi feita nenhuma diligência, investigação, após a entrega dos autos”, declarou. Em seguida, informou que desde setembro de 2009 o órgão foi comunicado de que a operação Vegas identificara a participação de parlamentares no esquema de Cachoeira. Entre eles, além de Torres, os deputados Carlos Leréia, do PSDB, Sandes Júnior, do PP goiano, e Rubens Otoni, do PT. O delegado chegou a se reunir com a subprocuradora-geral da República, Claudia Sampaio, mulher de Gurgel, que lhe explicou, falando em nome do procurador-geral, que não tinha encontrado elementos para processar o senador e os deputados.

Diferentemente do que argumentou o procurador, não foram “mensaleiros” os parlamentares que declararam que agora veem motivos para trazer, no mínimo, a subprocuradora à CPI. Do PSOL, o senador Randolfe Rodrigues anunciou a disposição de pedir a convocação da mulher de Gurgel. “Eu era contra, mas mudei de opinião com o depoimento do delegado.” Outros parlamentares se declararam ainda mais convictos da necessidade de convocar o próprio procurador. “Ele deve explicações ao País”, afirmou o deputado Rubens Bueno, do PPS, de oposição ao governo.

 

 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A nação quer respostas de Gurgel, e não carteirada moral Todos nós do povo brasileiro queremos um Ministério Público independente, que não se sujeite a pressões, e promova a justiça contra a corrupção doa a quem doer.
Quando o povo cobra explicações sobre o engavetamento da Operação Vegas da Polícia Federal, em 2009, o povo está defendendo o Ministério Público, pois não quer voltar ao tempo em que o Procurador-Geral era chamado de engavetador. Por isso o PGR Roberto Gurgel deve sim, explicações, pois o povo brasileiro que acompanha o assunto está entendendo que a instituição foi maculada ao se submeter a pressões ou corporativismo ou foi tendenciosa quando engavetou em 2009 a Operação Vegas, deixando as investigações paralisadas durante um ano, justamente no período eleitoral, enquanto a organização criminosa continuou operando sem ser importunada. O Procurador-Geral só tem duas escolhas razoáveis a fazer para preservar a imagem pública do órgão que chefia: ou explica de forma convincente e objetiva que não teve engavetamento, ou admite que errou. Quando ele se recusa a explicar, e responde com esquivas culpando terceiros que nada tem a ver com o engavetamento que ocorreu, ou dizendo ter prerrogativas para investigar como bem entende, ele está levando a Procuradoria-Geral da República a um processo de fritura perante o povo, com forte desgaste da imagem da instituição. Se não explica como foi que acertou, quando todo mundo está vendo um erro, e não admite que errou, fica parecendo aquelas pessoas que dizem só falar em juízo para não se incriminarem. O que passa no imaginário popular é uma das seguintes hipóteses: 1) Sua mulher, a subprocuradora designada para apreciar a Operação Vegas, teria errado na avaliação ou nos procedimentos adotados, e ele estaria tentando protegê-la; 2) Ele mesmo teria errado, e estaria ocultando o erro, em vez de admitir; 3) Ele teria tratado Demóstenes Torres com corporativismo, ao relativizar a gravidade de seu envolvimento, talvez pelo senador ser um quadro vindo do Ministério Público de Goiás, ou sabe-se lá o por quê; 4) Ele estaria tratando com menos rigor um senador do DEM por algum tipo de afinidade ideológica; 5) Haveria conchavos políticos por trás do engavetamento; 6) E há quem imagine coisas piores, que nem é bom falar. A Procuradoria-Geral da República deve à nação uma resposta contundente que afaste estes pensamentos do imaginário popular. "Carteirada" moral No entanto, no site do Ministério Público Federal o vemos é, em vez de respostas, notas de manifestação de apoio de associações de procuradores e outras entidades que, em vez de ajudar a preservar a imagem do órgão, só piora as coisas perante o povo, pois demonstra corporativismo, blindagem à apuração até mesmo de meras falhas humanas, falta de transparência, e falta de compreensão de que além de serem servidores de um órgão burocrático, são servidores do povo brasileiro, a quem devem prestar contas. O povo não está pedindo a cabeça de Gurgel (apesar de já haver quem peça), está pedindo respostas e explicações que provem não termos de volta um engavetador-geral da República e não termos um órgão sujeito a pressões, nem tendencioso partidariamente. Manifestos atestando bons antecedentes, testemunhos de amigos e colegas de profissão, carteiradas morais, não fazem o tempo voltar a setembro de 2009 para dar outro rumo que foi dado ao relatório da Operação Vegas. Se errou, contanto que não seja de propósito, errar é humano. Admitir e corrigir o erro é gesto de grandeza. Não admitir e não dar satisfação nenhuma é expor a instituição ao descrédito. Para o cidadão comum, um procurador do Ministério Público deve ser alguém que a gente vê, e diz que compra um carro usado dele. Por isso espera-se da instituição que não oculte os defeitos conhecidos do carro, quando existirem.  Por: Zé Augusto 0 Comentários  Do Blog Os Amigos do Presidente Lula.

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Indústria porca

Sex, 11 de Maio de 2012 13:28- No Outro Lado da Noticia

 Nas últimas décadas, a produção e o consumo de carne aumentaram à escala mundial. Os padrões de consumo, bem como os métodos produtivos pecuários mudaram radicalmente. Porém, quais os impactos sociais, no meio ambiente, no trabalho… da indústria pecuária? Quem ganha e quem perde nesse negócio? No presente artigo, abordamos ditas questões.POR ESTHER VIVASA revolução pecuária implica em um crescente monopólio e integração vertical do setor, onde umas poucas empresas controlam todo o processo de produção de carne, desde a criação até o abate e embalagem.

Do Esquerda.net

Uma revolução pecuária?

A partir dos anos 50 a produção de carne em âmbito mundial multiplicou-se por cinco. A produção de porco, seguida pela de frango e de vaca são as que registaram maiores aumentos1. O consumo de carne nos países do sul multiplicou-se por dois entre 1964-66 a 1997-99, no qual passaram de consumir 10,2kg anuais por pessoa para 25,5kg; e, para 2030, espera-se um incremento de até 37kg. Porém, esse crescimento tem sido desigual, registando-se um aumento significativo da demanda no Brasil e na China, enquanto que na África subsaariana as cifras permanecem estancadas. Nos países do Norte se prevê o consumo de carne por pessoa/ano de 88kg em 1997-99 para 100kg em 20302.

A indústria pecuária converteu-se em um elemento central do crescimento da agricultura em todo o mundo, apostando por um modelo de pecuária industrial e intensiva, que tem recebido o nome de “revolução pecuária”3. Esse sistema significa um incremento exponencial da produção e do consumo de carne e derivados, seguindo o mesmo padrão produtivista da revolução verde (uso intensivo do solo, produtos químicos, “melhoria” genética etc.) ao mesmo tempo em que modificou nossa dieta alimentar. Um modelo que tem promovido a concentração empresarial, deixando em mãos de um punhado de multinacionais do agronegócio a capacidade de decidir sobre que carne e derivados consumimos, quantos e como são elaborados.

Porém, se a revolução verde prometeu acabar com a fome no mundo e não conseguiu; ao contrário, as cifras de famintos não param de aumentar, superando 1 bilião, conforme indica a Organização das Nações unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO)4; o aumento na produção de carne tampouco significou uma melhora na dieta alimentar. Pelo contrário, e como analisaremos a seguir, o aumento do consumo de carne tem gerado maiores problemas de saúde e sua lógica produtivista tem tido um impacto negativo no meio ambiente, no campesinato, nos direitos animais e nas condições de trabalho. Aumentar a produção não implica em um maior acesso àquilo que se produz, como bem demonstra o fracasso da revolução verde e da revolução pecuária.

Planeta em xeque

Hoje, a pecuária representa 40% do valor bruto da produção agropecuária mundial, superando 50% nos países do Norte; e é a principal utilitária de terra agrícola, seja por via direta, mediante o pastoreio ou pela via indireta, pelo consumo de ração e forragem5. Geralmente, ambos usos são resultado do desmatamento de bosques virgens e de selvas tropicais, com a consequente degradação dos solos e dos recursos hídricos.

Devido a essas práticas, milhares de camponeses foram expulsos de suas terras, agora destinadas a monocultivos de cereais para a alimentação animal. A pecuária camponesa, diversificada, local e familiar está sendo substituída por um modelo intensivo, monopecuário, corporativo e exportador, com o qual os primeiros não podem competir.

Outro impacto reside na geração da mudança climática. Calcula-se que a pecuária industrial produz 18% dos gases de efeito estufa, superando o setor de transporte. Concretamente, é a responsável por 9% das emissões de CO2, devido ao uso intensivo da terra e ao desmatamento; por 65% do óxido nitroso, a maior parte procedente do esterco; por 37% das emissões de metano (muito mais prejudicial do que o CO2), originado pelo sistema digestivo dos ruminantes; e por 64% do amoníaco, que contribui significativamente para a chuva ácida6.

Apesar de que a revolução pecuária disse “melhorar” as raças de gado em resposta aos interesses do mercado e promovendo as mais produtivas, resistentes a enfermidades, de fácil adaptação ao meio etc., isso não significou um enriquecimento de nossa alimentação. De fato, a variedade de raças animais, bem como de espécies vegetais reduziu-se drasticamente nos últimos anos. Calcula-se que 30% das raças de animais domésticos estão em perigo de extinção, o que significa o desaparecimento de três raças domésticas a cada duas semanas7. A cada dia, nossa alimentação depende de menos variedades animais e vegetais, o que implica uma maior insegurança alimentar.

O uso intensivo e a contaminação da água é outra das consequências derivadas da revolução pecuária. Atualmente, a agricultura e a pecuária consomem entre 70 e 80% do total da água doce disponível, segundo dados do II Fórum Mundial da Água (Haya, 2000). Produzir um quilo de proteína animal na industrial pecuária requer 40 vezes mais água do que a produção de um quilo de proteína cereal ou 200 vezes mais do que um quilo de batatas8. Como bem assinala o filósofo e ecologista Jorge Riechmann: “Em um mundo finito, onde a escassez de água doce tem se convertido em um fator limitante essencial, consumir 1 é o mesmo que consumir 40?9 Plantar espinafres não é a mesma coisa que plantar comida para vacas. A mesma quantidade de terra produzirá 26 vezes mais proteínas para consumo humano se cultivarmos espinafres em vez de forragem10.

Os dejetos animais, os antibióticos, as hormonas, os produtos químicos, os fertilizantes, os pesticidas são os principais agentes contaminantes. A pecuária industrial, por exemplo, é a principal responsável pelas emissões de amoníaco que contaminam e acidificam águas e solos. E o sobrepastoreio impede a renovação dos recursos hídricos tanto da superfície quanto os subterrâneos.

Nossa saúde ameaçada

Trata-se de impactos que afetam as comunidades. “Os gases emitidos por uma granja suína em escala industrial são muito tóxicos. Há muitos gases voláteis misturados com pó, bactérias, antibióticos e formam uma mistura muito complexa de mais de 300 ou 400 substâncias as quais estão expostos os vizinhos, famílias, crianças”,afirma David Wallinga, do Institute for Agriculture and Trade Policy, no documentário Pig Bussiness (2009), de Tracy Worcester, com o consequente aumento de doenças de diferentes índoles que atingem os que vivem nas proximidades dessas instalações.

Nossa saúde é outra prejudicada por esse modelo pecuário. Somos o que comemos e está claro que se consumimos carne produzida com altas doses de hormonas, antibióticos, rações transgénicas etc. tem um custo para nosso organismo. As dietas excessivamente carnívoras geram problemas cardíacos, de hipertensão, câncer, obesidade, diabetes. Apesar de que esse é somente um elemento a mais de um sistema agrícola e alimentar que nos enferma, tal como analisa Marie-Monique Robin, em seu documentário Notre poison quotidien (2010), ou como demonstrou Morgan Spurlock, submetendo-se durante trinta dias a uma dieta a base de “comida lixo”, no Mc Donalds e que documentou em seu filme Super Size Me (2004) (A dieta do Palhaço, em português).

Direitos dos animais

Os animais converteram-se em matéria prima industrial e as granjas deixaram de ser granjas para converter-se em fábricas de produção de carne ou modelos de “pecuária não ligada à terra”, como é denominada no setor. A mesma lógica capitalista e produtivista que rege outros sistemas impera no modelo pecuário atual; porém, nesse caso, as mercadorias são animais. “aplicam-se à criação de animais sistemas industriais desenhados para fabricar carros e máquinas. É algo incrivelmente cruel que nenhuma sociedade deveria tolerar”, afirma Tom Garrett, do Welfare Institute, no documentário Pig Bussiness.

A prática produtivista converte aos animais em enfermos crónicos. Instalações que impedem seu movimento, má alimentação, isolamento, stress etc. são somente algumas amostras do maltrato animal. Para compensar seu estado de saúde recebem antibióticos para combater infeções crescentes, bem como hormonas reprodutores para compensar sua perda de fertilidade. Na Europa, a pecuária industrial utiliza a metade dos antibióticos comercializados. Desses, um terço são administrados preventivamente, junto com a ração11.

Smithfield Foods, un exemplo

A revolução pecuária implica em um crescente monopólio e integração vertical do setor, onde umas poucas empresas controlam todo o processo de produção de carne, desde a criação até o abate e embalagem.

Por exemplo, a multinacional norte-americana Smithfield Foods e a maior produtora e processadora de carne de porco, com ingressos de 11 mil milhões de dólares anuais, em 2010, contrata 48 mil pessoas e desde sua sede nos Estados Unidos expandiu-se para 15 países12. E para evitar as regulamentações do trabalho e do meio ambiente estritas, Smithfield Foods trasladou grande parte de suas operações para outros países com legislações mais flexíveis.

Entre 1990 e 2005, seu crescimento foi de 1.000%, aumentando seu controle sobre cada ponto da cadeia produtiva e ganhando novos mercados a custa de acabar com pequenos pecuárias13.

Smithfiels Foods é conhecida pelas inúmeras acusações e denúncias que tem recebido por contaminação ambiental. A mais importante, em 2009, quando Granjas Carroll, uma de suas empresas subsidiárias no México foi acusada de ser o epicentro do brote de gripe suína, Gripe A, que assolou o país e se propagou globalmente14.

A vulneração dos direitos do trabalho é outra de suas práticas habituais. Escalada no número de acidentes de trabalho, demissões, abusos verbais… são alguns dos casos recolhidos no relatório “Empaquetado con abuso”15, elaborado pelo Sindicato United Food and Commercial Workers Union (UFCW), que analisava as condições de segurança laboral no matadouro e planta de empacotamento de Smithfield Foods, em Tar Hell, Carolina do Norte, o maior do mundo, com 5.500 empregados. E onde a UFCW tentou durante mais de uma década organizar seus trabalhadores, com a oposição frontal da empresa, e que, finalmente, conseguiu em umas eleições sindicais no final de 2010.

Segundo um relatório de Human Rights Watch16, publicado em 2005-6, trabalhar na indústria da carne é o emprego fabril mais perigoso nos EUA. Esse informe assinalava o abuso sistemático da mão de obra imigrante sem documentos, a intimidação, a falta de indemnizações, as represálias e as ameaças de demissão contra os que denunciam abusos etc. Umas práticas que foram recolhidas à perfeição no filme Fast Food Nation (2006), de Richard Linklater Fast.

Definitivamente, um sistema de produção pecuário que nos adoece, acaba com a agrodiversidade, vulnera os direitos dos animais, contamina o meio ambiente, destrói a pecuária camponesa e explora a mão de obra.

Artigo publicado no Le Monde Diplomatique, tradução para português de Adital. Disponível emesthervivas.com

1 Nierenberg, D. (2005) Happier Meals. Rethinking the Global Meat Industry, World Watch Paper 171.

2 Bruinsma, J. (2003) World agriculture: towards 2015/2030. An FAO perspective, Londres, FAO y Earthscan Publications Ltd.

3 Delgado, C. et al. (1999) Livestock to 2020: the next food revolution, Food, Agriculture and the Environment Discussion Paper 28.

4 FAO (2011)The State of Food and Agriculture 2010-2011, Roma, FAO.

5 Bruinsma, J., Op cit.

6 Steinfeld, H. et al. (2006) Livestock´s long shadow, Roma, FAO.

7 Veterinarios Sin Fronteras (2007) La revolución ganadera:http://www.veterinariossinfronteras.org/mm/FICHA2,%20LA%20REVOLUCION%20GANADERA.pdf

8 Riechmann J. (2003) Cuidar la T(t)ierra, Barcelona, Icaria ed.

9 Ibíd. 418.

10 Ibíd.

11 Veterinarios Sin Fronteras, Op cit.

12 Smithfield Food (2010) Smithfield 2010 Annual Report:http://files.shareholder.com/downloads/SFD/1342712551x0x388379/4C7F88AE-3FD1-4C18-AC6B-E7F85BCE51E2/smi_ar_10.pdf

13 Hernández Navarro, L. (2010) Muchas caras de la crisis rural:http://www.grain.org/es/article/entries/4091-muchas-caras-de-la-crisis-rural

14 Ibíd.

15 Research Associates of America (2006) Safety and Health Conditions at Smithfield Packing’s Tar Heel Plant, Washington DC, UFCW.

16 Human Rights Watch (2004) Blood, Sweat, and Fear. Workers’ Rights in U.S. Meat and Poultry Plants, Washington DC, Human Rights Watch.

Sobre o autorEsther VivasEsther VivasActivista política e social, membro do Centro de Estudos sobre Movimentos Sociais na Universidade Pompeu Fabra em Barcelona e no Instituto de Governo e Políticas Públicas da Universidade Autónoma de Barcelona. 

 

sexta-feira, 11 de maio de 2012 - No Democracia e Política

NOVO PRESIDENTE DA FRANÇA DIZ QUE LULA FOI SUA INSPIRAÇÃO NA POLÍTICA François Hollande e Lula


LULA PARABENIZA PRESIDENTE ELEITO DA FRANÇA

“Na segunda-feira (7), o presidente Lula enviou mensagem de felicitações a François Hollande, vencedor das eleições para a presidência, na França.

Durante a campanha, Hollande, candidato do Partido Socialista, citou Lula como uma de suas inspirações na política, “por ter conseguido ser ele mesmo, fiel aos seus valores, a sua luta sindical e, ao mesmo tempo, ter feito do Brasil um dos países mais dinâmicos do mundo”.

Leia abaixo a carta enviada por Lula ao Presidente eleito da França:

Meu querido companheiro François Hollande,


Parabéns pela sua vitória. A sua chegada à presidência foi uma vitória da tradição francesa de defesa da igualdade, uma fonte de inspiração e força para todos nós que lutamos por um mundo mais justo e solidário.


Após tanto tempo, valeu a espera pela volta ao poder na França do Partido Socialista, do grande François Mitterrand.


Eu tenho certeza que sua liderança terá importante impacto em toda a Europa, em um momento onde são fundamentais a coragem e a ousadia para a população do continente retomar a esperança e a economia voltar a gerar empregos.


A juventude europeia olha com entusiasmo para Paris, em busca de novos caminhos para voltar a ter confiança no futuro. Não podemos nos contentar com planos de austeridade que propõem recessão, perda de direitos, corte de salários e desemprego.


A sua vitória significa a possibilidade da volta de um projeto europeu generoso, com crescimento e sem qualquer tipo de intolerância ou xenofobia. Porque a União Europeia, mais do que pertencer aos europeus, é um patrimônio de toda a humanidade, como um símbolo da paz e exemplo de cooperação para outras regiões do mundo.


Eu também tenho a mais plena confiança de que encontrará na presidenta Dilma Rousseff excepcional parceira da França, e que serão reforçados os projetos e os laços de amizade que unem nossos países.


Espero podermos nos encontrar em breve no Brasil.


Um forte abraço,


Luiz Inácio Lula da Silva

PRINCESA DA HOLANDA VEIO A SÃO PAULO E VISITOU LULA

Lula e a princesa Máxima, da Holanda


Na quinta-feira, foi a vez da princesa Máxima, da Holanda, visitar o presidente Lula em São Paulo. A princesa é assessora especial do "Secretário-Geral da ONU para o Desenvolvimento Financeiro Inclusivo" (UNSGSA) e presidente honorária da "Aliança Mundial do G20 para Inclusão Financeira".

No Brasil, ela cumpriu agenda que incluiu eventos de promoção ao microcrédito e produtos financeiros como seguros adaptados para a população de baixa renda e pequenos negócios.

A princesa comentou que o Brasil mudou muito desde sua última visita, em 2003. O ex-presidente falou sobre a ampliação de crédito no Brasil para 50% do PIB e comentou que “o milagre do crescimento está em fazer o dinheiro chegar na mão dos mais pobres”, com programas como o “Bolsa Família”, que melhora as condições de vida dos mais pobres e amplia o mercado consumidor. Lula também comentou que pretende trabalhar para que outros governantes do mundo adotem experiências bem sucedidas no Brasil para promoverem maior distribuição de renda em seus países.”

FONTE: blog “Os amigos do Presidente Lula”  (http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/05/lula-parabeniza-presidente-eleito-da.html) (foto do Google e reordenamento no texto inseridos por este blog ‘democracia&política’).

 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Código Florestal e os interesses dos especuladores do "agrobusiness" 
Entrevista especial com *Francisco Milanez  Sexta, 11 de maio de 2012  “Quem está promovendo a alteração do Código Florestal são os especuladores rurais do agrobusiness, que desobedeceram a Lei e praticaram crimes ambientais de todos os tipos, em particular, o desmatamento”, diz o ambientalista.  Com a justificativa de que era necessário alterar o Código Florestal para favorecer os pequenos agricultores, “os especuladores rurais do agrobusiness” aprovaram um texto substitutivo que prejudicará não só o meio ambiente, mas também a agricultura. “A aprovação do novo texto é um movimento para intensificar a exportação de grão, é um disfarce para exportar fertilidade e água”, assinala Francisco Milanez em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone.  Segundo ele, o texto aprovado pela Câmara dos Deputados comete vários equívocos ambientais que acentuarão ainda mais os efeitos das mudanças climáticas. Entre eles, destaca a redução das Áreas de Preservação Permanente – APPs.  “O clima já está desregulado e a tendência é que as secas e as chuvas sejam mais frequentes e intensas. As manifestações climáticas irão se inverter, e teremos chuvas de pedra no verão com mais frequência, calorão durante o inverno, e quando começar a brotação das culturas agrícolas irá esfriar e queimar a produção”.  A diminuição das APPs também causará impactos na agricultura, porque são elas as responsáveis pela proteção e a recarga dos mananciais.Para Milanez, um referendo é a única maneira de barrar a aprovação do novo Código Florestal.  “Não podemos deixar que os grupos econômicos controlem o país. O plebiscito é a única forma de fazer frente a modificações estruturais. Se houvesse um referendo e a população votasse a favor do Código, pelo menos perderíamos por conta da burrice nacional e não por causa da corrupção, como acontece hoje”, afirma. *Francisco Milanez é educador ambiental, arquiteto, biólogo e membro da Associação
 Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural – Agapan e da Fundação para o Desenvolvimento Ecologicamente Sustentado – Ecofund.Confira a entrevista: IHU On-Line – O que a aprovação do novo texto do Código Florestal representa em termos ambientais? Qual é o ponto mais polêmico do texto?  Francisco Milanez Em termos ambientais, representa a maior aberração que já assisti na minha vida de ambientalista, porque, com todas as discussões acerca das mudanças climáticas, podemos entrar em uma crise profunda, talvez sem volta. O Brasil está andando na contramão do planeta e diminuindo bruscamente as Áreas de Preservação Permanente – APPs. A redução de áreas florestais é um equívoco, porque são as florestas que regulam o clima. O clima já está desregulado e a tendência é que as secas e as chuvas sejam mais frequentes e intensas. As manifestações climáticas irão se inverter, e teremos chuvas de pedra no verão com mais frequência, calorão durante o inverno, e quando começar a brotação das culturas agrícolas irá esfriar e queimar a produção. Para a agricultura, os efeitos da diminuição de APPs serão terríveis. Outro impacto previsto para a agricultura diz respeito à falta de água, pois são justamente as APPs que protegem e fazem a recarga dos mananciais. Então, estão pondo em risco as bacias hidrográficas. IHU On-Line – É um texto que privilegia a produção agrícola? Francisco Milanez Pelo contrário, é um texto que destrói a produção agrícola, privilegiando os especuladores rurais. Por isso os mais prejudicados serão os agricultores. Quem está promovendo a alteração do Código Florestal são os especuladores rurais do agrobusiness, que desobedeceram a Lei e praticaram crimes ambientais de todos os tipos, em particular, o desmatamento. Agora, na hora de cumprirem as suas penas e pagarem as multas, mudam a Lei. Os agricultores, muito alienados, não estão se dando conta do quanto serão prejudicados com a nova legislação. Desmatamentos e queimadasIHU On-Line – Como o novo texto do Código Florestal trata os grandes e pequenos produtores? Francisco Milanez Os especuladores se utilizaram dos pequenos produtores para aprovar o novo texto. Eles alegavam que algumas propriedades rurais pequenas eram inviabilizadas pelo código vigente. Ora, se essas propriedades são inviabilizadas pela Lei, basta encaminhar um processo e pedir que o governo desaproprie essas terras, pois se o governo cria uma legislação que não permite ao agricultor produzir e viver da sua produção, ele tem de desapropriar a terra e oferecer outra.  Nós, ambientalistas, não queremos inviabilizar a pequena agricultura, porque é ela que sustenta 70% da alimentação brasileira e que ocupa grande parte da mão de obra rural. Mas o novo texto derruba a agricultura familiar ao determinar quatro módulos rurais. A aprovação do novo texto é um movimento para intensificar a exportação de grão. Trata-se de um disfarce para exportar fertilidade e água. O que o Brasil faz quando exporta a soja é exportar fertilidade e água para alimentar gado europeu: 40% da exportação de grãos brasileiros é utilizada para a ração de animais, e não para abater a fome no mundo, como dizem os defensores do novo Código Florestal.  IHU On-Line – O novo texto viola a legislação ambiental vigente? Francisco Milanez Viola a Constituição, porque vai haver uma destruição ambiental bárbara. Se for aprovado, o novo Código irá violar Tratados Internacionais, como a Convenção de Clima, que o Brasil assinou. Em plena Rio+20, o país vai passar a maior vergonha da história da humanidade.  IHU On-Line – Quais são as principais mudanças entre o Código Florestal vigente e o texto aprovado na Câmara dos Deputados em relação às APPs e às Áreas Reserva Legal? Francisco Milanez De acordo com o novo texto, as Áreas de Reserva Legal podem se sobrepor às APPs, o que não acontece na legislação vigente. Com essa mudança elas irão diminuir, o que causa perdas de área de preservação. Outro problema grave é a anistia das áreas destruídas até 2008. Quero ver como vão provar se a terra foi destruída antes ou depois de 2008. Muitos proprietários de terra desmataram no ano passado para dizer que sua área é consolidada. A mensagem do Código Florestal é: “Desrespeite a lei e depois conversamos”. Outra questão diz respeito às Áreas de Inclinação, que permitem usos maiores das áreas de preservação permanente por declividade. Isso é um absurdo, pois num solo plano já se perde toneladas de hectares do solo; num solo inclinado, se perde o solo todo. É um equívoco voltar atrás e permitir atividades em áreas de 30% de inclinação. A mudança climática está acelerada. Nosso planeta está aquecendo e o clima está sendo todo desregulado. Por isso seria fundamental aumentar as APPs para garantir a regulação climática e incentivar a agricultura. Entretanto, os defensores do Código Florestal dizem que, para aumentar a produtividade, é preciso aumentar a área plantada. Quem não sabe aumentar a produtividade, faz isso. Desmatamento indiscriminadoIHU On-Line – Entre as mudanças, foi derrubada a obrigatoriedade de recompor 30 metros de mata em torno de olhos nascentes de água nas APPs. Quais os impactos disso para as nascentes dos rios? Francisco Milanez A diminuição das matas ciliares é um equívoco, pois elas preservam os rios e as nascentes, evitando a erosão. Quanto maior for a mata ciliar, mais protegido está o rio. Ao diminuir a mata ciliar, estaria desprotegendo também os banhados e permitindo que as pessoas plantem nessas áreas. O que vai acontecer? Problema de produção e enchentes, porque os rios não serão mais amortizados e o nível da água subirá muito mais rapidamente. IHU On-Line – De acordo com o novo texto, as APPs passarão a ser determinadas pelos planos diretores e leis municipais de desocupação do solo. Como vê essa mudança? Francisco Milanez Isso é a pior coisa que existe. Quando eu trabalhei na Fundação Estadual de Proteção Ambiental – Fepam anos atrás, vários prefeitos me telefonavam pedindo sigilo e denunciando crimes ambientais. Eles não tinham e não têm poder nenhum contra um empresário local. Deixar o município responsável pela preservação ambiental é a mesma coisa que dizer: “joga a política ambiental no lixo”. A Federação existe justamente porque os estados não têm poder para definir algumas questões. O Rio Grande do Sul, que é um estado um pouco mais maduro, não consegue manter uma política ambiental eficiente, imagine os outros.  Quando quiseram permitir a expansão da silvicultura no Rio Grande do Sul, escolheram uma pessoa que a aprovaria para dirigir o órgão ambiental. Então, é assim. Esse é o Rio Grande do Sul, o estado mais ambiental do Brasil.  IHU On-Line – Que temas fundamentais não foram abordados no texto aprovado na Câmara? Área em processo de desertificação Francisco Milanez – Vários temas ficaram de fora e não foram avaliados. Infelizmente muitos cientistas ganham dinheiro para dar depoimentos favoráveis ao novo texto. Parte da academia está comercializada, por isso escutam somente os que têm interesse econômico. Tudo é feito em nome da ciência porque não existe mais ética, não existe mais cultura.  IHU On-Line – Qual a expectativa em relação à decisão da presidente de vetar ou sancionar o Código Florestal? Francisco Milanez A minha expectativa é de que ela vete tudo, que cumpra a sua palavra, embora os deputados possam derrubar o veto. De qualquer forma, ela cumpriria a sua palavra e se posicionaria ao lado da população brasileira.  IHU On-Line – A melhor opção seria realizar um referendo popular para decidir a aprovação ou não do novo texto?  Francisco Milanez Claro. E vou dizer mais: não há outra forma. Do jeito que o poder econômico está se aglomerando, somente um referendo pode impedir essa legislação. Não podemos deixar que os grupos econômicos controlem o país. O plebiscito é a única forma de fazer frente a modificações estruturais. Se houvesse um referendo e a população votasse a favor do Código, pelo menos perderíamos por conta da burrice nacional, e não por causa da corrupção, como acontece hoje. Enviado por Vanderley CaixeEntrevista realizada pelo pessoal do IHU – Instituto Humanitas Unisinos

Postado por Castor Filho


 

Eternos chapa-branca Por Mino Carta
Símbolo. Dos serviços prestados à ditadura, à "democracia" de Sarney e ACM, e de FHC, presidente da privataria tucanaO jornal O Globo toma as dores da revista Veja e de seu patrão na edição de terça 8, e determina: “Roberto Civita não é Rupert Murdoch”. Em cena, o espírito corporativo. Manda a tradição do jornalismo pátrio, fiel do pensamento único diante de qualquer risco de mudança.Desde 2002, todos empenhados em criar problemas para o governo do metalúrgico desabusado e, de dois anos para cá, para a burguesa que lá pelas tantas pegou em armas contra a ditadura, embora nunca as tenha usado. Os barões midiáticos detestam-se cordialmente uns aos outros, mas a ameaça comum, ou o simples temor de que se manifeste, os leva a se unir, automática e compactamente.Não há necessidade de uma convocação explícita, o toque do alerta alcança com exclusividade os seus ouvidos interiores enquanto ninguém mais o escuta. E entra na liça o jornal da família Marinho para acusar quem acusa o parceiro de jornada, o qual, comovido, transforma o texto global na sua própria peça de defesa, desfraldada no site de Veja. A CPI do Cachoeira em potência encerra perigos em primeiro lugar para a Editora Abril. Nem por isso os demais da mídia nativa estão a salvo, o mal de um pode ser de todos.

O autor do editorial 
exibe a tranquilidade de Pitágoras na hora de resolver seu teorema, na certeza de ter demolido com sua pena (imortal?) os argumentos de CartaCapital. Arrisca-se, porém, igual a Rui Falcão, de quem se apressa a citar a frase sobre a CPI, vista como a oportunidade “de desmascarar o mensalão”. Com notável candura evoca o Caso Watergate para justificar o chefe da sucursal de Veja em Brasília nas suas notórias andanças com o chefão goiano. Ambos desastrados, o editorialista e o líder petista.Abalo-me a observar que a semanal abriliana em nada se parece com o Washington Post, bem como Roberto Civita com Katharine Graham, dona, à época de Watergate, do extraordinário diário da capital americana. Poupo os leitores e os meus pacientes botões de comparações entre a mídia dos Estados Unidos e a do Brasil, mas não deixo de acentuar a abissal diferença entre o diretor de Veja e Ben Bradlee, diretor do Washington Post, e entre Policarpo Jr. e Bob Woodward e Carl Bernstein, autores da série que obrigou Richard Nixon a se demitir antes de sofrer o inevitável impeachment. E ainda entre o Garganta Profunda, agente graduado do FBI, e um bicheiro mafioso.Recomenda-se um mínimo de apego à verdade factual e ao espírito crítico, embora seja do conhecimento até do mundo mineral a clamorosa ignorância das redações nativas. Vale dizer, de todo modo, que, para não perder o vezo, o editorialista global esquece, entre outras façanhas de Veja, aquele épico momento em que a revista publica o dossiê fornecido por Daniel Dantas sobre as contas no exterior de alguns figurões da República, a começar pelo presidente Lula.Anos de chumbo. O grande e conveniente amigo chamava-se Armando FalcãoConcentro-me em outras miopias deO Globo. Sem citar CartaCapital, o jornal a inclui entre “os veículos de imprensa chapa-branca, que atuam como linha auxiliar dos setores radicais do PT”. Anotação marginal: os radicais do PT são hoje em dia tão comuns quanto os brontossauros. Talvez fossem anacrônicos nos seus tempos de plena exposição, hoje em dia mudaram de ideia ou sumiram de vez. Há tempo CartaCapital lamenta que o PT tenha assumido no poder as feições dos demais partidos.Vamos, de todo modo, à vezeira acusação de que somos chapa-branca. Apenas e tão somente porque entendemos que os governos do presidente Lula e da presidenta Dilma são muito mais confiáveis do que seus antecessores? Chapa-branca é a mídia nativa e O Globo cumpre a tarefa com diligência vetusta e comovedora, destaque na opção pelos interesses dos herdeiros da casa-grande, empenhados em manter de pé a senzala até o derradeiro instante possível.Não é por acaso que 64% dos brasileiros não dispõem de saneamento básico e que 50 mil morrem assassinados anualmente. Ou que os nossos índices de ensino e saúde públicos são dignos dos fundões da África, a par da magnífica colocação do País entre aqueles que pior distribuem a renda. Em compensação, a minoria privilegiada imita a vida dos emires árabes.

Chapa-branca a favor
 de quem, impávidos senhores da prepotência, da velhacaria, da arrogância, da incompetência, da hipocrisia? Arauto da ditadura, Roberto Marinho fermentou seu poder à sombra dela e fez das Organizações Globo um monstro que assola o Brazil-zil-zil. Seu jornal apoiou o golpe, o golpe dentro do golpe, a repressão feroz. Illo tempore, seu grande amigo chamava-se Armando Falcão.Opositor ferrenho das Diretas Já, rejubilado pelo fracasso da Emenda Dante de Oliveira, seu grande amigo passou a atender pelo nome de Antonio Carlos Magalhães. O doutor Roberto em pessoa manipulou o célebre debate Lula versus Collor, para opor-se a este dois anos depois, cobrador, o presidente caçador de marajás, de pedágios exorbitantes, quando já não havia como segurá-lo depois das claras, circunstanciadas denúncias do motorista Eriberto, publicadas pela revista IstoÉ, dirigida então pelo acima assinado.Pronta às loas mais desbragadas a Fernando Henrique presidente, com o aval de ACM, a Globo sustentou a reeleição comprada e a privataria tucana, e resistiu à própria falência do País no começo de 1999, após ter apoiado a candidatura de FHC na qualidade de defensor da estabilidade. Não lhe faltaram compensações. Endividada até o chapéu, teve o presente de 800 milhões de reais do BNDES do senhor Reichstul. Haja chapa-branca.Impossível a comparação entre a chamada “grande imprensa” (eu a enxergo mínima) e o que chama de “linha auxiliar de setores radicais do PT”, conforme definem as primeiras linhas do editorial de O Globo. A questão, de verdade, é muito simples: há jornalismo e jornalismo. Ao contrário destes “grandes”, nós entendemos que a liberdade sozinha, sem o acompanhamento pontual da igualdade, é apenas a do mais forte, ou, se quiserem, do mais rico. É a liberdade do rei leão no coração da selva, seguido a conveniente distância por sua corte de hienas.Acreditamos também que entregue à propaganda da linha auxiliar da casa-grande, o Brasil não chegaria a ser o País que ele mesmo e sua nação merecem. Nunca me canso de repetir Raymundo Faoro: “Eles querem um País de 20 milhões de habitantes e uma democracia sem povo”. No mais, sobra a evidência: Roberto Civita é o Murdoch que este país pode se permitir, além de inventor da lâmpada Skuromatic a convocar as trevas ao meio-dia. Temos de convir que, na mídia brasileira, abundam os usuários deste milagroso objeto.http://www.cartacapital.com.br/politica/eternos-chapa-branca/

 

"Se você quer saber o que Deus acha do dinheiro, olhe para as pessoas a quem

Emociona ler algo tão sólido, tão verdadeiro... Um texto histórico!

 

PT intervém nos municípios para fechar alianças e ajudar Haddad

Sex, 11 de Maio de 2012 15:42

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AddThis Social Bookmark ButtonCristiane Agostine | De São Paulo, no ValorMarlene Bergamo/Folhapress / Marlene Bergamo/FolhapressFalcão: comando petista controlará alianças em cidades com mais de 200 mil eleitores para atrair PSB e PCdoB

O PT nacional decidiu controlar a negociação sobre alianças nas cidades com mais de 200 mil eleitores e com retransmissoras de rádio e televisão. Nesses municípios, nenhum acordo será fechado sem o aval da cúpula petista. Com isso, o partido pretende facilitar a negociação com PSB e PCdoB e atrair as duas legendas à pré-candidatura de Fernando Haddad em São Paulo. Lanterninha na corrida eleitoral, com 3% das intenções de voto, Haddad ainda não conseguiu o apoio de nenhum partido.

A decisão foi tomada pela Executiva do PT, reunida ontem em São Paulo, e deverá ser referendada no dia 18, em Porto Alegre.

O PT nacional já tomou para si a negociação em Mossoró (RN) e Duque de Caxias (RJ) para tentar acelerar o acordo com o PSB. As duas cidades são consideradas prioritárias pelo PSB, na lista de municípios apresentados ao PT na negociação por apoio. A aliança deve ser anunciada em breve. "No momento devido, eventualmente vamos formalizar uma coligação com o PSB", disse o presidente nacional do PT, deputado Rui Falcão (SP). Outro aceno ao PSB foi feito em Macapá, onde os petistas desistiram de lançar candidato próprio. "Estamos abrindo mão disso em nome de uma aliança mais forte com o PSB", afirmou.

Falcão evitou o termo "intervenção" nos diretórios, apesar de o comando nacional ficar responsável pelas alianças nos municípios com mais de 200 mil eleitores. "Não há intervenção", afirmou.

O comando petista acompanha a negociação com o PSB em Recife e em Fortaleza. Na capital pernambucana a situação pode se resolver dia 20, quando o partido fará prévia. Se o escolhido for o secretário Mauricio Rands, petistas consideram que a situação estará resolvida com a sigla aliada. Rands é secretário do governo de Eduardo Campos, presidente do PSB. Em Fortaleza o PT deve controlar o acordo.

Em Boa Vista a negociação com o PSB avançou. Em Belo Horizonte os dois partidos estão juntos e em Cuiabá o acordo foi descartado porque "houve encaminhamento equivocado por conta do PSB".

Ao costurar apoio nessas cidades, o PT espera receber em breve o apoio do PSB a Haddad.

As negociações com o PCdoB também se intensificaram. Falcão reuniu-se com o partido aliado na quarta-feira. Não houve acordo em Porto Alegre, mas o PT disse que irá apoiar a legenda em Florianópolis. Em Fortaleza, além da possível candidatura do PSB, o PCdoB deve lançar candidato. "Mas não estão reivindicando que o PT abra mão de ter candidato".

O dirigente disse que a negociação com o PR também avançou. A presidente Dilma Rousseff fez um agrado ao partido, com a nomeação do ex-senador César Borges na cúpula do Banco do Brasil.

Falcão disse que se encontraria ontem com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para falar das negociações com aliados. Na quarta-feira, Lula esteve com Haddad e seu marqueteiro, João Santana.

O petista minimizou o fraco desempenho eleitoral de Haddad, segundo pesquisa Ibope divulgada na quarta-feira. O petista manteve os 3% registrados pelo Datafolha em março. "Ele não é conhecido por mais de 30% da população, ao passo que outros candidatos já têm o nível de 90%, 100% de conhecimento", disse. "Um crescimento agora seria inexplicável até, dado esse nível de desconhecimento que ele tem perante o eleitorado".

 

 

Já é hora de São Paulo resolver os seus próprios problemas, sem sacrificar os eleitores que apoiam Dilma nas outras regiões do país.

Belo Horizonte está entregue a Aécio Neves por conta do PT apoiar ao PSB do Márcio Lacerda.

Cada cidade tem o governo municipal que merece! Belo Horizonte, desde Patrus, está sem candidato popular.

 

E imaginar que o PT tinha tudo para continuar na prefeitura. O Patrus, o Célio de Castro e o Pimentel fizeram um bom governo. Mudaram a cara da cidade. Mas o Fernando Pimentel, achando que poderia ser governador com o apoio dos tucanos-  Aécio Neves - então governador, entregou a prefeitura para os tucanos via Márco Lacerda (PSB). O Aécio tem razão, a cria é dele. E imaginar que isso tudo foi feito com a aprovação do PT nacional, incluindo aí o apoio e incentivo do Presidente Lula. Santa inocência. Agora não tem jeito, é prejuizo sem recupração.

 

 

Política

11/05/12 | 14:20

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Líderes do Brics confirmam presença em atividades da Rio+20

 

Da Redação

 

Os presidentes Jacob Zuma (África do Sul) e Vladimir Putin (Rússia), além dos primeiros-ministros da Índia, Manmohan Singh, e da China, Wen Jiabao, confirmaram participação na Conferência Rio+20, de 20 a 22 de junho, no Rio de Janeiro. Todos pertencem ao chamado grupo dos países em desenvolvimento, os Brics. No começo desta semana, o presidente eleito da França, François Hollande, que elogiou a política social do Brasil, também confirmou sua vinda ao país para o evento.

 

Por enquanto, 116 chefes de Estado e de Governo informaram que estarão presentes às discussões. Muitos governos enviarão ministros e assessores para o evento por dificuldades com a agenda política interna. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por exemplo, está em campanha pela reeleição.

 

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse que o desafio da conferência é buscar o consenso, sem acentuar as diferenças.

 

“A proposta da Rio+20 é lançar um olhar crítico, com equilíbrio e [buscando resolver as] lacunas, mostrando as áreas que avançamos. Os países individualmente podem mostrar isso, mas existem outras áreas em que os avanços foram negligenciados”, disse o chanceler, definindo as dificuldades em alinhavar consensos.

 

Porém, segundo Patriota, os desafios não podem afetar a expectativa de que a Rio+20 consagrará um marco sobre preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e economia verde, definindo um novo padrão para o setor. “A diplomacia consiste em conciliar multiplicidade de interesses. O interessante nesses objetivos é que se dirigem a todos os países da comunidade internacional.”

 

O porta-voz do Itamaraty, embaixador Tovar Nunes, acrescentou ainda que, como anfitrião do evento, o Brasil tem o papel de ser promotor da busca de consensos. “Como anfitriões, os brasileiros devem servir como uma espécie de ponte entre as polarizações existentes, buscando a consolidação de uma agenda positiva”, disse ele.

 

Nos debates que antecederam a conferência e durante a Rio+20, os brasileiros destacarão a necessidade de conciliar as questões relativas à preservação ambiental, ao desenvolvimento sustentável e à economia verde com inclusão social. As autoridades querem mostrar que os avanços registrados no país credenciam o Brasil para a proposta.

 

Nas discussões, os brasileiros também defenderão a participação de populações excluídas nos debates. Graças a isso, haverá um espaço exclusivo para esses grupos e para as organizações não governamentais no Aterro do Flamengo, no Rio, denominado Cúpula dos Povos.

 

Com informações da Agência Brasil


 

 

China já usa yuan em 8% do seu comércio exterior

Sex, 11 de Maio de 2012 15:44

 Assis Moreira | De Genebra, no Valor

A internacionalização do yuan, a moeda chinesa, continua avançando, em meio a questionamentos sobre o dólar como moeda internacional de reserva e no rastro da fragilidade do euro, confirmam entidades bancárias.

No período espaço de apenas dois anos, 8% do comércio exterior da China passou a ser denominado em yuan, revelam dados do Instituto Internacional de Finanças (IIF), entidade que reúne os maiores bancos do mundo.

Em comparação, 30% do comércio exterior do Japão é em iene, apesar de a moeda japonesa ser, há muito tempo, uma das moedas internacionais de reserva, juntamente com o dólar americano e o euro.

Ao final de 2011, cerca de 10% das importações chinesas já eram faturadas em yuan. Ou seja, desde que investidores e companhias estrangeiras passaram a deter a moeda chinesa, importadores aumentaram os pagamentos a estrangeiros em Hong Kong na moeda chinesa, segundo o Deutsche Bank.

De apenas 3 bilhões de yuans em 2009, as transações comerciais pagas na moeda chinesa subiram para 35 bilhões de yuans em 2010 e 2,1 trilhão de yuans em 2011.

No entanto, as negociações entre Brasil e China para uso de moedas nacionais no comércio bilateral continuam sem prosperar.

Os chineses querem um sistema de compensações, pelo Banco Central, também nas moedas locais. Ou seja, quem tem superávit recebe na moeda do parceiro. Pequim tem esse acordo com a Rússia. Já o Brasil mantém acordo com a Argentina para os operadores pagarem em real ou peso, mas a compensação é feita ainda em dólar americano.

Como o Brasil tem um superávit elevado com a China, seu principal parceiro comercial, o Banco Central acumularia boa quantidade de yuan sem poder utilizá-lo para outras operações internacionais, e isso não é interessante, avaliam fontes brasileiras.

Autoridades de Pequim vêm aumentando a internacionalização de sua moeda, o que reflete sua presença maior do país na economia global.

O IIF mostra que 25% dos Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) na China foram realizados na moeda chinesa no primeiro trimestre deste ano.

Os depósitos estrangeiros denominados em yuan em Hong Kong alcançaram 600 bilhões de yuans. Também avança esse tipo de atividade em Londres. O mercado de bônus em yuan, os chamados Dim Sum Bonds, cresceu para 206 bilhões de yuans, com uma lista crescente de investidores.

Igualmente, vêm crescendo os esquemas de Qualified Foreign Institutional Investors (QFII), que autorizam instituições financeiras a criar fundos denominados em dólar e yuan em Hong Kong para investir no mercado chinês.

Para Michael Spencer, analista do Deutsche Bank em Hong Kong, em meio à "revolução financeira chinesa", autoridades precisarão "agir urgentemente para recapitalizar bancos [chineses] e, assim, enfrentar os desafios de um sistema financeiro mais competitivo".

Ao mesmo tempo, estima que as autoridades e os investidores deverão aceitar que, à medida que as taxas de juro domésticas subam, "possivelmente dobrando nos próximos anos", o reequilíbrio doméstico pode significar menor crescimento econômico, já que o subsídio para investimento será eliminado.

 

 

Por que os argumentos de Gurgel são furados 
 Os primeiros depoimentos na CPI do Carlinhos Cachoeira, dos delegados federais que investigaram os negócios do bicheiro Carlos Augusto Ramos, geraram críticas ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por ele não ter denunciado o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) ao receber, em 2009, denúncias contra ele. Na quarta-feira 9, Gurgel atribuiu as criticas aos réus do chamado mensalão, associando-se ao discurso de alguns veículos de mídia. Ele atuará como acusador no processo.“O que nós temos são críticas de pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do mensalão. Pessoas que estão muito pouco preocupadas com as denúncias em si mesmo, com os fatos – desvio de recurso, corrupção etc. – e ficam preocupadas com a opção que o procurador geral tomou em 2009, opção essa altamente bem-sucedida. É um desvio de foco que eu classificaria como no mínimo curioso”, afirmou Gurgel.É preciso listar três evidências que desmontam o raciocínio de Gurgel, que teme ser acusado de prevaricação:1) Não foi Gurgel, mas Antônio de Souza, procurador-geral à época, quem apresentou a denúncia contra os réus do mensalão. Primeiro ponto para mostrar que a personificação não cabe neste caso;2) A denúncia foi acolhida pelo STF, onde o processo agora tramita. Não há nenhum risco à continuidade da ação penal e a seu julgamento;3) Caso se veja impedido de fazer a sustentação oral pelo Ministério Público no julgamento do mensalão, há vários subprocuradores capazes de conduzi-la de forma brilhante. Portanto, Gurgel tenta se confundir com a instituição de maneira tosca e ciente do apoio de parte da mídia, interessada em misturar os casos. O processo do mensalão não corre risco algum se o procurador-geral tiver de explicar sua inépcia na apuração do escândalo Cachoeira. Além do mais, quem apontou a falta de iniciativa do procurador-geral em investigar Demóstenes foi um policial federal, não um político.
Segundo o delegado Raul Alexandre Marques de Souza, a investigação ficou paralisada após chegar à Procuradoria-Geral. “Não foi feita nenhuma diligência, investigação, após a entrega dos autos”, declarou. Em seguida, informou que desde setembro de 2009 o órgão foi comunicado de que a operação Vegas identificara a participação de parlamentares no esquema de Cachoeira. Entre eles, além de Torres, os deputados Carlos Leréia, do PSDB, Sandes Júnior, do PP goiano, e Rubens Otoni, do PT. O delegado chegou a se reunir com a subprocuradora-geral da República, Claudia Sampaio, mulher de Gurgel, que lhe explicou, falando em nome do procurador-geral, que não tinha encontrado elementos para processar o senador e os deputados.Diferentemente do que argumentou o procurador, não foram “mensaleiros” os parlamentares que declararam que agora veem motivos para trazer, no mínimo, a subprocuradora à CPI. Do PSOL, o senador Randolfe Rodrigues anunciou a disposição de pedir a convocação da mulher de Gurgel. “Eu era contra, mas mudei de opinião com o depoimento do delegado.” Outros parlamentares se declararam ainda mais convictos da necessidade de convocar o próprio procurador. “Ele deve explicações ao País”, afirmou o deputado Rubens Bueno, do PPS, de oposição ao governo.http://www.cartacapital.com.br/politica/por-que-os-argumentos-de-gurgel-sao-furados/

 

"Se você quer saber o que Deus acha do dinheiro, olhe para as pessoas a quem

 

Mapeando um mundo sem fome

Sex, 11 de Maio de 2012 15:46

 José Graziano da Silva, no Valor

Amanhã, o Comitê de Segurança Alimentar Mundial se reunirá para aprovar diretrizes voluntárias para melhorar a forma como governos administram os direitos de acesso à terra, recursos pesqueiros e florestais. Será um marco para a posse e uso de recursos naturais e para a construção de consensos internacionais.

A erradicação da fome depende, em grande medida, de como as pessoas e comunidades têm acesso e manejam a terra, bosques e recursos pesqueiros. A pressão sobre esses recursos e sobre formas de posse aumentam à medida que novas áreas são cultivadas para alimentar uma população que cresce rapidamente, à medida que as áreas urbanas se expandem e como consequência da degradação ambiental, mudança climática e de conflitos.

Um sistema de governança fraco prejudica o crescimento econômico e o uso sustentável dos recursos naturais: agricultores familiares e comunidades tradicionais tem menos incentivos para investir em melhorias se podem perder a posse a qualquer momento devido à falta de reconhecimento dos seus direitos consuetudinários ou registros incompletos.

Um sistema de governança fraco prejudica o crescimento e o uso sustentável dos recursos naturais

Por outro lado, a governança responsável possibilita o desenvolvimento socialmente, economicamente e ambientalmente sustentável que pode ajudar a erradicar a pobreza e a fome e encoraja investimentos responsáveis. "As Diretrizes Voluntárias sobre a Governança Responsável da Posse da Terra, Recursos Pesqueiros e Florestais em um Contexto de Segurança Alimentar Nacional" estabelecem mecanismos indispensáveis para resolver essas questões.

As diretrizes cobrem uma vasta gama de temas, incluindo a igualdade entre homens e mulheres no acesso à terra; a criação de sistemas de registro transparentes e acessíveis para a população rural pobre e o reconhecimento e a proteção de direitos informais e tradicionais de posse de terra, florestas e recursos pesqueiros.

Elas proveem um marco que governos podem utilizar para desenvolver suas próprias estratégias, políticas e legislação; entregam a investidores indicações claras de práticas aceitáveis.

As diretrizes voluntárias são o resultado de três anos de consultas e negociações que começaram na Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO na sigla em inglês) e, em seguida, foram assumidas pelo Comitê de Segurança Alimentar Mundial, o principal e mais inclusivo foro internacional e intergovernamental que lida com segurança alimentar e nutricional. Ao redor do mundo foram realizadas 15 rodadas de consultas e as negociações envolveram cerca de cem governos, organizações não governamentais e da sociedade civil, iniciativa privada, organizações internacionais, associações de produtores e instituições acadêmicas e de pesquisa.

Esse processo participativo e dinâmico foi crucial para alcançar um consenso entre interesses díspares e, às vezes, conflitantes, incluindo temas sensíveis como a busca por um equilíbrio entre a necessidade de atrair investimentos em agricultura e resguardar os direitos, meios de vida e bem estar de comunidades tradicionais, povos indígenas e agricultores familiares.

Uma vez aprovadas, o desafio será adaptar as diretrizes às características nacionais e implementá-las. Esse é um esforço no qual todos os setores envolvidos nas consultas e nas negociações terão um papel a desempenhar, contribuindo construtivamente a transformar essas diretrizes em políticas nacionais e melhorias concretas nas vidas de milhões de pessoas mundo afora.

A FAO está pronta para apoiar os países nesse processo, ajudando-os a desenvolver capacidades institucionais, prestando apoio técnico e orientações legais. A FAO também utilizará as diretrizes voluntárias como a base para nossas parcerias e fazemos um chamado a que todos nossos parceiros atuais e potenciais adotem-nas.

A erradicação da fome é um desafio complexo. Somente trabalhando juntos poderemos avançar. O resultado das negociações das diretrizes voluntárias mostra que é possível chegar a acordos sobre temas centrais à segurança alimentar e desenvolvimento econômico.

É nosso dever coletivo - de governos, ONGs e da sociedade civil, iniciativa privada, organizações internacionais, associações de produtores e instituições acadêmicas e de pesquisa - assegurar que o processo de colaboração construtiva que resultou na aprovação das diretrizes voluntárias dê frutos, promovendo uma governança consistente com as necessidades do século XXI e acesso equitativo aos preciosos recursos dos quais a segurança alimentar depende.

E enquanto o trabalho relacionado às diretrizes agora move-se em direção aos países, o nosso próximo desafio no nível global é claro: estabelecer princípios para investimentos agrícolas responsáveis.

É preciso um aumento substancial de investimentos agrícolas, revertendo uma tendência de queda acentuadas nas últimas décadas, para apoiar o setor nos países em desenvolvimento. Esses princípios ajudarão a assegurar que os investimentos atendam aos interesses e às necessidades de todos atores, contribuindo em vez de comprometendo a segurança alimentar.

O mesmo dialogo e processo colaborativo que culminará com a aprovação das diretrizes voluntárias deverá ser usado para debater os investimentos agrícolas e outros desafios relacionados à segurança alimentar e o desenvolvimento rural. O Comitê de Segurança Alimentar Mundial está bem posicionado para apoiar esse processo, oferecendo um foro no qual diferentes atores podem debater e alcançar consensos que o mundo precisa. Dessa forma, passo-a-passo estamos criando as bases para um mundo sem fome.

José Graziano da Silva é diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO)


 

The Economist Intelligence UnitThe Economist I. U.11.05.2012 16:33Inflação brasileira em alta 

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Estatísticas em 9 de maio mostram que a inflação dos preços ao consumidor acelerou 0,6% em abril, um índice ajustado sazonalmente mês a mês, depois de subir 0,3% em março. Esse foi o maior aumento mensal desde abril de 2011. A aceleração em abril deriva de um aumento marcante no custo de despesas pessoais, que aumentaram 2,2% no mês, contra 0,6% em março. Isto foi devido principalmente a uma alta de 15,4% nos preços dos cigarros, assim como 1,9% nos salários dos trabalhadores domésticos. Um salto nos custos de saúde também elevou a inflação geral, com alta de 1% por conta dos preços dos remédios. No entanto, em termos anuais, a inflação caiu de 5,2% para 5,1%, afastando-se ainda mais da meta de 6,5% do Banco Central, mas ainda longe da meta central de 4,5%.

A opinião da EIU

Os últimos dados confirmam nossa opinião de que o índice anual de inflação provavelmente não atingirá a meta central de 4,5% em 2012 e começará a crescer mais no final do ano. Os riscos de alta se acumularão especialmente para 2013, dado o estímulo monetário já no sistema e outro aumento futuro de 50 pontos básicos, ou possivelmente mais. A queda de 15% no valor do real desde o início de março também exercerá uma pressão ascendente nos preços. Além disso, por causa da alta indexação (incluindo aumentos do salário mínimo ligados ao PIB nominal), a persistente inflação nos preços dos serviços e políticas fiscais mais expansionistas no final do período da previsão, a inflação permanecerá acima da meta central (de 4,5%) em 2012-16. A inflação no Brasil também é vulnerável aos choques de abastecimento de alimentos (estes preços constituem cerca de um quarto da cesta de preços) relacionados a condições climáticas e preços dos combustíveis. No nosso cenário básico, esperamos que a inflação fique em média em 5,3% este ano, contra 6,6% em 2011.

 

 

Serra contrata em Sabino um espelho para si mesmoSerra contrata em Sabino um espelho para si mesmoFoto: Edição/247DEPOIS DE SER DEMITIDO DA REVISTA VEJA E ARMAR QUIPROCÓ NA COMPANHIA DE NOTÍCIAS, MARIO SABINO EMERGE EM NOVO CARGO DE VISIBILIDADE; ELE É O MAIS NOVO INTEGRANTE DO STAFF DA CAMPANHA DE JOSÉ SERRA À PREFEITURA DE SÃO PAULO; CRONÔMETRO GIRANDO PARA A PRÓXIMA CRISE?

11 de May de 2012 às 21:55

247 - O candidato a prefeito de São Paulo José Serra, do PSDB, está montando um staff que, realmente, é a sua cara, como se diz. Ele acaba de chamar para a campanha eleitoral, com amplas funções no staff e na área de comunicação, o ex-redator-chefe da revista Veja e ex-diretor da Companhia de Notícias Mario Sabino. De seus dois últimos endereços profissionais, o jornalista saiu debaixo de intensa polêmica. Agora, está batido o cronômetro para se medir em horas, dias ou semanas, ninguém sabe ao certo, a chegada da primeira crise.  

As desavenças com a CDN, por exemplo, foram criadas em menos de uma quinzena de convivência entre ele e os profissionais da agência especializada em relações públicas e de mídia. Depois de ser recebido em tapete vermelho, com efusiva carta do presidente João Rodarte, Sabino soube criar as condições para ameaçar a empresa com um significativo processo, situação que só pode ser resolvida após um acordo extra-judicial, no qual ele foi financeiramente contemplado. E isso em menos de 15 dias de, digamos, trabalho!

Em Veja foi diferente. Ali, ele só soube que perdera o cargo por meio de um e-mail endereçado à redação pelo diretor Eurípedes Alcântara. Era para parecer que ele iria se demitir, mas, ao tentar voltar atrás, Sabino foi atalhado pelo superior, que no gesto da demissão pública buscou uma chance para oxigenar a publicação.

O que Sabino pode fazer a favor de Serra? Ele tem relações muito próximas com o secretário de Comunicação do governo Geraldo Alckmin, Marcio Aith. Acredita-se que foi o próprio Aith que emplacou o nome do amigo na campanha tucana, de modo a tudo ficar ainda mais entre amigos. Candidato de temperamento difícil, pouco tolerante a opiniões alheias e sempre com um ordem na ponta da língua, Serra efetivamente pode ter em Sabino um espelho.

http://brasil247.com/pt/247/poder/58572/Serra-contrata-em-Sabino-um-espelho-para-si-mesmo-Serra-contrata-Sabino-espelho-para-si-mesmo.htm

 

"Se você quer saber o que Deus acha do dinheiro, olhe para as pessoas a quem

Ué!!! Em tempos de relações entre quem efetivamente manda na "mediona" fica deveras comprovado que esse senhor sabino está sendo pago pelos relavantes "serviços" prestados a um determinado partido político. Relamente não se abandonou o "amigo" ferido na estrada.

Vou ficar contando as horas quando o tal de policarpo for contratado como assessor de imprensa do marconi pirilo, ou o que restar dele...