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Após acidente, Soninha diz que Metrô está "sussa" e é criticada
16 de maio de 2012  12h09  atualizado às 16h49

 

  1. Notícia

 Diogo Moreira/Futura Press

Acidente entre dois trens na manhã desta quarta-feira deixou dezenas de feridos em São Paulo
Foto: Diogo Moreira/Futura Press

Comentar19 

Ao contrário dos internautas, que reclamaram do sistema público de transporte após o acidente entre dois trens na linha 3-Vermelha, próximo a estação Carrão do Metrô, nesta quarta-feira, a pré-candidata do PPS à prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, disse não ter notado nenhum problema no Metrô, e virou alvo de críticas no Twitter.

Lembre em fotos outros acidentes com trens no Brasil

"Metrô caótico, é? Não fosse a TV e Twitter, nem saberia. Peguei Linha Verde e Amarela 'sussa' #mtoloco (muito louco)", escreveu em seu perfil. Em seguida, dezenas de internautas ironizaram o comentário de Soninha, e levaram o assunto aos Trending Topics.

"Choque entre trens deixa 35 feridos na Linha 3 estação Carrão, mas para a Soninha está tudo #sussa! #mtoloco", ironizou @FarsaMensalao. "A Soninha devia andar de Metrô em cidades que eles funcionam, aí sim ela ia achar #Sussa e não #mtoloco", escreveu @gibamaguiver.

Após as críticas, a pré-candidata à prefeitura de São Paulo voltou ao Twitter e respondeu aos internautas. "Hello, Metrô zoadaço mas, apesar do Metrô Vila Madalena avisar "velocidade reduzida", estava normal quando peguei. O que eu posso fazer?", escreveu.

Veja os comentários sobre as declarações de Soninha no Twitter:

Soninha 

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5777200-EI8139,00-Apos+acidente+Soninha+diz+que+Metro+esta+sussa+e+e+criticada.html

 

Eu estava no metrô no período do acidente, no Brás. A informação para o atraso dos trens era que estava ocorrendo um problema operacional e os trens estavam circulando apenas a partir da estação Tatuapé no sentido Barra Funda , e o problema era o acidente. Foi correto dizer que foi um problema operacional para evitar um pânico generalizado. Agora dizer que o metrô estava "sussa" é demais da conta. A Soninha podia ficar quieta. 

 

Fraude é confirmada na melhor escola estadual de São PauloDenúncia do iG que mostrava interferência nas provas de escola com a maior pontuação do Estado foi comprovada por comissão

iG São Paulo | 16/05/2012 21:00:26

  •  

Texto:

O Secretário Estadual de Educação de São Paulo Herman Voorwald assinou a abertura de processo disciplinar contra funcionários da escola Reverendo Augusto da Silva Dourado, que obteve a maior nota do Estado no Saresp do ano passado. Após denúncia do iG de que os estudantes foram ajudados por professores que chegaram até mesmo a fazer as provas, uma comissão foi ao local e apurou que há indícios de autoria e materialidade para comprovar a fraude.
 

Foto: Marina Morena CostaFachada da escola Reverendo Augusto da Silva Dourado que é acusada de fraude no Saresp

 

A documentação agora será enviada à Coordenadoria de Procedimentos Disciplinares da Procuradoria Geral do Estado (PGE). Em nota, a Secretaria diz que a revisão das notas e do bônus dos funcionários da escola só ocorrerá após a conclusão do processo. “Os indiciados poderão exercer o direito constitucional à ampla defesa e ao contraditório”, informa.

No Saresp de 2011, todos os 27 alunos da escola tiraram 10 em matemática – fato raro e único na rede – e a média da turma em português foi 9,1. O desempenho garantiu à escola nota 9,3, a maior entre todas as unidades da rede estadual de São Paulo. A média do Estado de São Paulo para a série foi 4,24 e das escolas de Sorocaba, 4,61. O resultado também significou bônus de 2,9 salários aos profissionais da escola – o máximo possível.

Apesar dos dados fora do padrão, o caso não chamou atenção da Secretaria Estadual de Educação até que a reportagem fosse ao local. No dia 30 de março uma listagem com as notas do Saresp foi divulgada sem ressalvas. 

Em 2 de abril, o iG visitou a instituição e pais e alunos relataram que uma professora ajudou os estudantes que não sabiam responder algumas perguntas. Ainda assim, na primeira nota oficial sobre o caso, a Secretaria de Educação, informou que a denúncia não procedia, pois de acordo com seus registros, professores de outras escolas aplicaram o Saresp na Reverendo Augusto da Silva Dourado.

Após a publicação da matéria, a comissão foi instaurada no dia 4. Nova reportagem do iG em 11 de abril mostrou que professores que receberam os alunos em 2012 avaliaram seus desempenhos como incompatíveis com a nota obtida. Enquanto isso, pais comentaram que havia a ameaça de fechamento da escola se os boatos fossem confirmados. A Secretaria de Educação enviou texto em que chamou de "má fé" o veiculação destes fatos.

Na nota desta quarta-feira, a secretaria diz que “O Saresp é uma avaliação externa em larga escala da Educação Básica, aplicada anualmente desde 1996 pela Secretaria da Educação. Sua finalidade é produzir diagnósticos frequentes e comparáveis da situação da escolaridade básica na rede pública de ensino paulista, visando a orientar os gestores do ensino no monitoramento das políticas voltadas para a melhoria da qualidade educacional”. A pontuação obtida pelos alunos, no entanto, passou a ser utilizada como critério para o pagamento de bônus aos funcionários da escola – que pode variar de zero a 2,9 salários em função da nota obtida em composição com índices de repetência e evasão.

A secretaria defende ainda a segurança da prova: “Todo o processo da avaliação — coleta, sistematização de dados e produção de informações — é executado a partir de procedimentos metodológicos formais e científicos internacionalmente reconhecidos. Para garantir a idoneidade do Saresp, as provas do 5º ano são aplicadas por professores de outras turmas ou escolas. O sistema é composto por 26 modelos de provas diferentes em cada disciplina. Na fiscalização, participam não somente funcionários, mas também pais voluntários, que circulam pela unidade de ensino”, diz a nota.

A fiscal da Vunesp (empresa responsável pela elaboração e aplicação do exame) contratada para esta escola, no entanto, disse ao iG que não ficou na sala durante a aplicação do teste. Segundo ela, o treinamento dos fiscais determina que eles não devem permanecer em sala de aula, e devem fazer apenas duas visitas durante a prova. 

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2012-05-16/fraude-e-confirmada-na-melhor-escola-estadual-de-sao-paulo.html

 

 

Nassif, gostaria que você subisse à condição de post essa notícia pra lá de interessante: a ex-estudante de direito Mayara Petruso foi condenada a 1 ano e 5 meses de prisão pelas mensagens ofensivas de 2010, quando da vitória de Dilma nas eleições presidenciais. Em que pese a pena ter sido convertida em restritiva de direitos (multa de R$ 500,00 atualizada mais prestação de serviços à comunidade, além é claro do impacto da perda da primariedade e do próprio apelo psicológico - logo ela, na época estudante de direito), é muito alvissareiro saber que ainda temos fagulhas de justiça neste país - e falo isso na qualidade de operador jurídico.


Segue notícia para que o blog comente. Aproveito e anexo a decisão em PDF. Abraço


http://tecnologia.uol.com.br/noticias/redacao/2012/05/16/justica-condena-universitaria-por-preconceito-contra-nordestinos-no-twitter.htm


 


Imagem do perfil no orkut de Mayara Petruso; em 2010, a estudante foi alvo de protesto em redes sociais por comentários preconeituosos



  • Imagem do perfil no orkut de Mayara Petruso; em 2010, a estudante foi alvo de protesto em redes sociais por comentários preconeituosos


A estudante de direito Mayara Petruso foi condenada nesta quarta-feira (16) por postar mensagens preconceituosas contra nordestinos no Twitter na época das eleições de 2010. A justiça estabeleceu que ela ficasse presa por um ano, 5 meses e 15 dias. No entanto, a pena foi convertida em prestação de serviços comunitários e pagamento de multa.


Após a vitória de Dilma Rousseff no pleito realizado em 2010, a jovem postou “Nordestisto [sic] não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado”. Segundo a Vara Federal Criminal em São Paulo, a acusada confessou ter publicado as mensagens e que o verdadeiro motivo do conteúdo foi o resultado das eleições da presidente Dilma, que teve grande votação na região nordeste do país.


Apesar de toda repercussão, ela disse à justiça que não tinha intenção de ofender ninguém, que não é preconceituosa e que estava arrependida do que fez.“M. [a justiça não cita diretamente o nome da acusada] pode não ser preconceituosa; aliás, acredita-se que não o seja. O problema é que fez um comentário preconceituoso. Naquele momento a acusada imputou o insucesso eleitoral (sob a ótica do seu voto) a pessoas de uma determinada origem. A palavra tem grande poder, externando um pensamento ou um sentimento e produz muito efeito, como se vê no caso em tela, em que milhares de mensagens ecoaram a frase da acusada”, afirma Mônica Camargo, juíza federal responsável pelo caso.


Segundo a juíza, o MPF (Ministério Público Federal) denunciou a estudante por crime de discriminação ou preconceito de procedência nacional com base no artigo 20 da Lei nº 7.716/89.


Na transcrição da íntegra do julgamento (disponível em PDF), a acusada tentou se defender alegando que postou o comentário apenas por motivação política. "Eu tinha como candidato o José Serra, foi coisa do momento, como num jogo entre dois times, um jogador diz: 'Vou matar o Corinthians', é coisa de momento. Não sou preconceituosa, não faço discriminação."


Mayara alegou que após o ocorrido trancou o curso na faculdade de direito e que atualmente trabalha em uma empresa de telemarketing. (continua)

 

Rafael Wüthrich

Pepperland [[http://www.advivo.com.br/blog/1376]]

Jovem é condenada por mensagem contra nordestinos no TwitterEla vai prestar serviço comunitário e pagar multa de R$ 500.
Caso ocorreu em outubro de 2010, após resultado da eleição presidencial. 

A estudante Mayara Petruso foi condenada a 1 ano, cinco meses e 15 dias de reclusão pela Justiça de São Paulopor ter postado mensagens preconceituosas e incitado a violência contra nordestinos em sua página no Twitter, em outubro de 2010. A decisão é da juíza federal Mônica Aparecida Bonavina Camargo, da 9ª Vara Federal Criminal em São Paulo, e foi divulgada nesta quarta-feira (16). A pena, no entanto, foi convertida em prestação de serviço comunitário e pagamento de multa e indenização de R$ 500. A decisão é de 1ª instância e cabe recurso.

A equipe de reportagem do G1 tentou entrar em contato com Oswaldo Luíz Zago, advogado de defesa da jovem, mas não conseguiu localizá-lo por telefone.

Na época, ela admitiu ter publicado as mensagens como uma reação ao resultado da eleição presidencial, quando a candidata do PT, a hoje presidente Dilma Rousseff, venceu em todos os nove estados nordestinos (veja o mapa da votação). Durante o processo, ela alegou que não tinha a intenção de ofender os nordestinos e disse também que não é preconceituosa.

Mensagem causou revolta entre usuários
do Twitter (Foto: Reprodução)

A jovem foi denunciada pelo Ministério Público com base no artigo 20, § 2º, da Lei n.º 7.716/89, que trata do crime de discriminação ou preconceito de procedência nacional. “Reconheço que as consequências do crime foram graves socialmente, dada a repercussão que o fato teve nas redes sociais e na mídia [...]. O que se pode perceber é que a acusada não tinha previsão quanto à repercussão que sua mensagem poderia ter. Todavia, tal fato não exclui o dolo”, disse a juíza em sua decisão.

“[A jovem] pode não ser preconceituosa; aliás, acredita-se que não o seja. O problema é que fez um comentário preconceituoso. Naquele momento a acusada imputou o insucesso eleitoral (sob a ótica do seu voto) a pessoas de uma determinada origem. A palavra tem grande poder, externando um pensamento ou um sentimento e produz muito efeito, como se vê no caso em tela, em que milhares de mensagens ecoaram a frase da acusada”, completou a juíza.

Mônica Camargo rejeitou a alegação da estudante de que sua expressão foi uma posição política. “As frases da acusada vão além do que seria politicamente incorreto, recordando-se que o ‘politicamente correto’ geralmente é mencionado no que toca ao humor, hipótese de que não se cuida nesta ação penal.”

O caso
O caso começou em 31 de outubro de 2010, um domingo, no dia em que Dilma foi eleita. Irritados com a decisão das urnas, alguns usuários do Twitter começaram a insultar moradores do Nordeste. Entre as mensagens estava a da jovem.

Ao longo da semana seguinte, o Ministério Público Federal recebeu documentos da Ordem dos Advogados do Brasil de Pernambuco e da procuradora regional de São Paulo Janice Ascari pedindo a investigação do caso. O MPF preparou um laudo e a Polícia Civil também abriu inquérito sobre as mensagens.

Na ocasião, a jovem cursava o primeiro ano de Direito, residia na capital com duas amigas e estagiava em escritório de advocacia de renome. Após a repercussão do fato, perdeu o emprego, abandonou a faculdade e mudou-se de cidade com medo de represálias.

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/05/condenada-estudante-que-pu...

 

A divulgação dos votos dos membros do Comitê de Política Monetária (COPOM)

A divulgação dos votos dos membros do Copom

Enviado por Roberto São Pau..., qui, 17/05/2012 - 06:31

Banco Central altera regulamento do COPOM -

Banco Central do Brasil...16/05/2012 17:06:00
Brasília – A Diretoria Colegiada do Banco Central aprovou nesta quarta-feira, dia 16 de maio, alteração no Regulamento do Comitê de Política Monetária (COPOM), com o objetivo de adequá-lo às regras e diretrizes da nova Lei de Acesso a Informações.

As normas do regulamento até então vigentes já consagravam várias medidas de transparência, tais como:

(a) divulgação do calendário anual de reuniões com antecedência de seis meses;

(b) expedição de Comunicado imediatamente após cada reunião, indicando a decisão adotada;

(c) publicação de Ata, em até seis dias úteis após cada reunião, contendo fundamentação da decisão, diagnóstico e prognóstico do cenário econômico;

(d) registro quantitativo, no Comunicado e na Ata, dos votos proferidos por seus membros, no caso de eventual divergência; e

(e) edição trimestral de Relatório de Inflação, abordando a condução da política monetária e a avaliação prospectiva da inflação.

Com a entrada em vigor do novo marco legal e tendo em vista que o COPOM foi criado com o objetivo de conferir maior publicidade às decisões do Banco Central sobre política monetária, seu regulamento foi alterado para prever, adicionalmente, o registro nominal e a divulgação dos votos dos membros do Comitê, tanto no Comunicado quanto na Ata.

A Diretoria Colegiada também decidiu divulgar as informações, as apresentações e os documentos expostos como subsídios nas reuniões do Comitê, após decorridos quatro anos.

A divulgação dos votos e das informações constitui relevante aperfeiçoamento da sistemática de deliberação do COPOM e da tradição de transparência que marca sua atuação.

O novo regulamento vigora a partir da próxima reunião do Comitê.

Leia o novo Regulamento do COPOM, o Voto da Diretoria Colegiada e a decisão do Presidente do Banco Central sobre os critérios de divulgação das informações.

 

2014---distribuição de renda

Da Folha

16/05/2012 - 17h54 Estudante é condenada por ofensa a nordestinos no Twitter

 

DE SÃO PAULO

 

A estudante Mayara Penteado Petruso foi condenada a 1 ano, 5 meses e 15 dias de prisão pelo crime de racismo.

A ofensa, cometida contra os nordestinos, ocorreu pela rede de microblogs Twitter no dia 31 de outubro de 2010, logo após a vitória eleitoral da petista Dilma Rousseff sobre o tucano José Serra.

"Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a Sp: mate um nordestino afogado!", escreveu a estudante em sua página na rede social.

Justiça processa estudante que ofendeu nordestinos no Twitter
Polícia de SP abre inquérito para investigar suposto crime de racismo no Twitter
'Se ela escreveu aquilo, vai ter que pagar', diz pai de estudante acusada de racismo
Escritório de advocacia diz lamentar 'infeliz opinião' de ex-estagiária acusada de racismo

A pena contra ela foi convertida em prestação de serviço comunitário e pagamento de multa. A decisão foi tomada pela juíza da 9ª Vara Federal Criminal em São Paulo, Mônica Aparecida Bonavina Camargo.

Em sua defesa, Mayara admitiu a publicação da mensagem e disse que foi motivada pelo resultado das eleições presidenciais.

Ela afirmou que não tinha a intenção de ofender, que não é preconceituosa e que não esperava tamanha repercussão. De acordo com o processo, Mayara disse estar envergonhada e arrependida.

A reportagem ligou para o advogado dela, mas não foi atendida.

Estudante de Direito, Mayara perdeu o emprego em um escritório de advocacia após o episódio. Ela também teve que mudar de cidade e abandonar a faculdade.

"O que se pode perceber é que a acusada não tinha previsão quanto à repercussão que sua mensagem poderia ter. Todavia, tal fato não exclui o dolo", afirma a juíza na decisão.

A juíza estabeleceu a pena abaixo do mínimo legal já que Mayara sofreu consequências com a infração. "Foram situações extremamente difíceis e graves para uma jovem", diz Bonavina Camargo.

 

Gilberto .    @Gil17

Nassif e colegas do blog,

 

como todos sabemos, está instaurada a Comissão da Verdade. O que se espera é que ela se realize sem se deixar barrar por nenhum obstáculo. Daí ser válido não só o apoio do Estado brasileiro, mas o acompanhamento e atenção de todos nós.

Passados 28 anos, a questão da verdade pode ser agora encarada de forma ampla, e não apenas alvo de disputas por parte daqueles que quiseram ocultá-la àqueles que pagaram o preço de enfrentar o arbítrio. Nesse sentido, a própria trajetória da presidenta Dilma faz parte deste processo. Mais do que uma posição pró-Dilma em relação a questões que dizem respeito ao atual governo, este momento deve ser valorizado porque é direito de todos os brasileiros se apropriarem desta verdade. O discurso de Dilma, hoje, reconhecendo cada contribuição, mesmo que pequena, de cada um dos presidentes que a antecederam, no sentido de consolidar a democracia merece muito ser prestigiado. 

Aqui, as palavras finais de Dilma:

"Encerro com um convite a todos os brasileiros, independentemente do papel que tiveram e das opiniões que defenderam durante o regime autoritário. Acreditemos que o Brasil não pode se furtar a conhecer a totalidade de sua história. Trabalhemos juntos para que o Brasil conheça e se aproprie dessa totalidade, da totalidade da sua história.

A ignorância sobre a história não pacifica, pelo contrário, mantêm latentes mágoas e rancores. A desinformação não ajuda apaziguar, apenas facilita o trânsito da intolerância. A sombra e a mentira não são capazes de promover a concórdia. O Brasil merece a verdade. As novas gerações merecem a verdade, e, sobretudo, merecem a verdade factual aqueles que perderam amigos e parentes e que continuam sofrendo como se eles morressem de novo e sempre a cada dia.

É como se disséssemos que, se existem filhos sem pais, se existem pais sem túmulo, se existem túmulos sem corpos, nunca, nunca mesmo, pode existir uma história sem voz. E quem dá voz à história são os homens e as mulheres livres que não têm medo de escrevê-la. Atribui-se a Galileu Galilei uma frase que diz respeito a este momento que vivemos: “a verdade é filha do tempo, não dá autoridade.”

Eu acrescentaria que a força pode esconder a verdade, a tirania pode impedi-la de circular livremente, o medo pode adiá-la, mas o tempo acaba por trazer a luz. Hoje, esse tempo chegou."

 

Oswaldo Alves

Do e-boletim fundação abrinq + save the children

http://www.fundabrinq.org.br/portal/noticias/ano/2012/maio/ranking-dos-melhores-lugares-para-ser-mae.aspx

Organização apresenta ranking dos melhores lugares para ser mãe

Relatório da Save the Children classifica os melhores países para ser mãe e lista a Noruega no topo, a Nigéria no fim e o Brasil mantém-se na posição nº 12 entre os países em desenvolvimento

Em comemoração ao Dia das Mães, a Save the Children dos Estados Unidos publica o décimo terceiro Relatório Anual State of the World’s Mothers 2012, que compara o bem-estar de mães e crianças em 165 países – mais do que em qualquer ano anterior.Como representante da Save the Children no Brasil, a Fundação Abrinq disponibiliza o relatório para consulta, clique aqui.

O estudo é separado por três grupos principais: o dos países desenvolvidos, o dos menos desenvolvidos e o dos pobres. O Brasil aparece na 12.ª ­­ po­­sição no grupo dos paí­­ses menos desenvolvidos (80 países),­­ atrás­­­­ de nações como Cuba,­­ Argentina, Uruguai e­­­­ Colômbia, e à frente de Chi­­­­na e Índia. No entanto, o país­­ fica em 55.º na classifi­­ca­­ção geral, mesma posição que ocupava no ano passado. Na América do Sul, o Bra­­sil ocupa a 4.ª colocação, atrás da Argentina, Uruguai e­­ Colômbia.

Noruega, Islândia e Suécia estão no topo das listas desse ano. Os países top 10, em geral atendem a índices bem altos em saúde, educação e economia de mães e crianças.

Devido melhorias marcantes na saúde materna e infantil nos últimos anos, o Afeganistão subiu do último lugar para o segundo pior no mundo para ser mãe, o que demonstra que o país ainda tem um longo caminho a percorrer. A Nigéria aparece em último entre os 165 países pesquisados. Os países classificados como 10 últimos - oito da África subsaariana - são a imagem reversa dos top 10 da lista em todos os indicadores. As condições para mães e seus filhos nos últimos países são assustadoras. Em média, 1 a cada 30 mães morre por causas relacionadas à gravidez, e 1 criança em 7 morre antes de completar cinco anos, e mais de 1 criança a cada 3 sofre de desnutrição. Quase metade da população tem falta de acesso à água limpa e menos de 4 meninas, para cada 5 meninos, estão matriculadas no Ensino Fundamental. Quando comparados quanto à disponibilidade de serviços de saúde para mães e filhos a diferença é alarmante entre Noruega e Nigéria. No primeiro, 82% das mulheres usam algum método moderno de contracepção, e apenas 1, a cada 175, morre antes de completar cinco anos de vida. Do lado oposto temos a Nigéria, onde 5% das mulheres usam contracepção moderna, e 1 criança em 7 morre antes dos cinco anos.

Bem-estar infantil

O Índice de Mães também traz dados relacionados ao bem-estar infantil. A Islândia termina em primeira e a Somália em última, dentre 168 países. Enquanto quase toda criança recebe boa saúde e educação, crianças na Somália enfrentam o mais alto risco de morte em todo o mundo. Quase 1/3 das crianças somalis está desnutrido e 70% não tem acesso à água limpa.

Hoje são 170 milhões de crianças no mundo que não recebem a nutrição que precisam em seus primeiros 1.000 dias de vida – período que assegura o crescimento e desenvolvimento saudáveis. A desnutrição é uma das maiores ameaças à sobrevivência infantil e o cuidado deve começar desde a gravidez de uma mãe. Quando as crianças começam suas vidas desnutridas, os efeitos negativos são, em grande parte, irreversíveis.

A Save the Children ainda mostra seis soluções acessíveis e, relativamente, de baixo custo, que têm o maior potencial para salvar vidas (“Lifesaving Six”): aleitamento materno, alimentação complementar, Vitamina A, Ferro, Zinco e higiene.

Segundo a organização, o conjunto dessas seis intervenções são apropriados para todas as crianças em fase de desenvolvimento e podem ser entregues para mães e crianças mesmo nos lugares mais pobres e de difícil acesso.

Essas estatísticas vão muito além dos números. A realidade e as condições representadas nesses números exigem que mães, em toda parte, recebam as ferramentas básicas para quebrar o ciclo de pobreza e melhorar a qualidade de vida para si mesmas, seus filhos, e para as próximas gerações.

  


 

 

De Carta Capital


Sergio Lirio16.05.2012 11:09Os valores éticos da Globo mudaram? 

Como se sabe, o jornal O Globo publicou um comovente editorial em defesa de Roberto Civita, dono da editora Abril. Em matéria de delírio, o diário carioca da família Marinho só foi superado pela própria Veja de Civita, que neste fim de semana conseguiu unir em um mesmo texto aranhas, robôs e comunistas. Parecia um roteiro de terror B. Já o editorial de O Globo recorria ao surrado bordão imprensa chapa-branca vs. imprensa livre (livre de quem?) e tentava ressuscitar um animal extinto, os radicais do PT.

Em resumo: O Globo não viu nada de grave nas relações de Policarpo Jr., diretor da sucursal de Brasília de Veja, com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira. E afirmou existir uma “campanha” contra a revista dos Civita.

Outros tempos. Em 2001, a família Marinho demitiu sem pestanejar o jornalista Ricardo Boechat por considerar impróprias suas relações com uma fonte.

Boechat era um profissional celebrado e em ascensão nas Organizações Globo. Editava no jornal uma coluna de notas políticas e econômicas de muito prestígio e fazia comentários na tevê do grupo. Grampos atribuídos ao banqueiro Daniel Dantas, que disputava o controle de duas operadoras de telefonia com os canadenses da TIW, foram publicados pela Veja(coincidência!!!). Em alguns deles, Boechat conversa com Paulo Marinho, assessor do empresário Nelson Tanure, representante dos canadenses na disputa contra Dantas e dono do Jornal do Brasil.

A reportagem de Veja à época descreve: “Em um dos diálogos, ocorrido em 15 de abril, Boechat conta a (Paulo) Marinho os termos da reportagem que está escrevendo para revelar manobras do Opportunity e que seria publicada no dia seguinte em O Globo. Pela conversa, fica evidente que a direção do jornal não foi informada sobre o grau de ligação do jornalista com Nelson Tanure…” E por aí vai. Neste caso, Veja, ao acusar uma trama para favorecer um dos lados de uma disputa empresarial, agiu para favorecer o outro, o de Dantas.

Pelo que se viu até agora e pelo que se comenta a respeito do que virá, as relações de Policarpo Jr. com Cachoeira são muito mais profundas do que aquelas entre Boechat e Tanure. A começar por um fato: Tanure é um empresário controverso, geralmente odiado por seus funcionários, mas não é um contraventor como Cachoeira. Desconhece-se, por exemplo, o uso de expedientes sujos (arapongas, rede de prostituição etc.) por Tanure.

Uma década atrás, O Globo enxergou um problema ético suficientemente grave para demitir seu funcionário. Hoje, defende sem um átimo de dúvida, sem aquele saudável distanciamento de quem não estava presente no exato momento dos fatos, uma empresa na qual não figura entre os acionistas. Como a família Marinho pode ter tanta certeza a respeito da lisura do comportamento de Veja sem ter conhecimento do teor completo dos telefonemas entre Policarpo Jr. e o bicheiro? Nem sobre os métodos cotidianos da editora?

 

zanuja

 

Ex-editora do News of the World é acusada de obstruir a justiça

Em nenhum momento apelou para a "liberdade de imprensa"

 

 

Promotores acusaram nesta terça (15/5) Rebekah Brooks, ex-executiva-chefe da News International, unidade de jornais britânicos da News Corporation, e mais cinco pessoas, por obstrução à justiça, na primeira acusação criminal desde que foi reaberto, em 2011, o inquérito policial sobre os grampos telefônicos no tabloide News of the World. Os seis acusados devem comparecer à corte para uma audiência preliminar no dia 13/6. O julgamento completo só será realizado daqui a meses.

 

Rebekah é uma das personalidades do mais alto escalão da News Corporation apanhada na saga da escuta telefônica ilegal. Ela editou o News of the World de 2000 a 2002 e o Sun de 2003 a 2009, antes de se tornar executiva-chefe da News International. Promotores também condenaram seu marido, o treinador de cavalos de corrida, Charles Brooks, que é amigo de longa data do primeiro-ministro britânico David Cameron; sua ex-secretária, Cheryl Carter; seu motorista, Paul Edwards; o chefe de segurança da News International, Mark Hanna; e o assessor de segurança da News Corporation, Daryl Jorsling. Hanna e Edwards ainda são funcionários da News International, mas foram suspensos na terça (15/5), com remuneração, enquanto esperam o resultado do caso criminal.

 

A ex-editora do News of the World e Sun e seu marido criticaram as acusações. “Sempre respeitei o sistema de justiça criminal, mas tenho que questionar hoje se a decisão foi tomada a partir de uma avaliação própria e imparcial da evidência”, disse ela, que se mostrou enfurecida por pessoas próximas a ela terem sido acusadas.

 

A ex-executiva-chefe chegou a ser presa anteriormente, sob suspeita de corrupção e conspiração para interceptar comunicações – mas foi solta após pagar fiança. Nas acusações anunciadas esta semana, promotores alegam que a obstrução aconteceu do dia 6 a 19 de julho do ano passado. Estes foram os dias em que o escândalo transformou-se em uma crise, após um artigo publicado no dia 5/7 noThe Guardian que revelava que o News of the World invadiu, em 2002, a caixa postal de uma jovem de 13 anos desaparecida e encontrada posteriormente assassinada. Dias depois, a News Corporation fechou o tabloide, de 168 anos, e Rebekah renunciou.

 

Três acusações

 

Agora, Rebekah enfrenta três acusações de corromper o andamento da justiça. Na primeira, ela – sozinha - foi acusada de conspirar com cinco outros por “ocultar material” da polícia de 6 a 19 de julho. Na segunda, ela foi acusada com sua ex-secretária. Promotores alegaram que elas “conspiraram juntas para retirar sete caixas de material do arquivo da News International” entre 6 e 9 de julho. Já na terceira, ela foi acusada com o marido, Hanna, Edwards e Jorsling. Segundo promotores, os cinco conspiraram para “manter secretos documentos, computadores e outros equipamentos eletrônicos”.

 

A News Corporation disse estar cooperando com a investigação. A polícia fez 53 prisões desde que reabriu sua investigação sobre grampos em janeiro de 2011. Prejudicar o andamento da justiça implica uma penalidade máxima de prisão perpétua, embora na prática a penalidade deve ser de apenas meses ou anos, dependendo da seriedade do crime. Leis britânicas impedem que a imprensa divulgue informações que possam prejudicar as cortes em um julgamento criminal. Isto significa que informações relacionadas aos réus não devem ser divulgadas até a conclusão dos julgamentos.

 

As acusações contra Rebekah foram feitas em meio à crescente investigação parlamentar da suposta ligação entre a News Corporation, Cameron e seu governo. O primeiro-ministro é colega de faculdade – a Eton College – do marido de Rebekah e seu irmão mais novo. Ele também é muito próximo de Rebekah. Em testemunho ao Inquérito Leveson - investigação sobre a ética da mídia britânica - na semana passada, Rebekah disse ter trocado SMS com Cameron uma ou duas vezes por semana.

 

A unidade de tabloides da News Corporation está cooperando com dezenas de ações sobre supostas intercepções de mensagens pelo News of World. No começo do mês, a News Corporation disse ter gasto US$ 167 milhões (em torno de R$ 334 milhões) com acusações legais, investigações internas e acordos relacionados ao escândalo nos tabloides britânicos nos nove meses que culminaram no dia 31 de março.  Informações de Paul Sonne e Cassell Bryan-Low [The Wall Street Journal, 15/5/12].

 

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/rebekah_brooks_e_acus...

 

 

 

A versão do jornal o Estado é bem menos parcial que a da Folha. Fica a impressão que a Folha saiu atrás de Jobim para arrancar uma declaração.

do Estado

Comissão da Verdade inicia trabalhos com desaparecidos como prioridade


Pressão internacional e ‘questões humanitárias’ levam integrantes do órgão a buscar elucidar sobre os desaparecidos durante a ditadura militar brasileira 15 de maio de 2012 | 22h 29Roldão Arruda - O Estado de S.Paulo

A Comissão Nacional da Verdade, que será oficialmente instalada nesta quarta-feira, 16, pela presidente Dilma Rousseff, vai iniciar seus trabalhos voltada para os casos de desaparecidos políticos. De acordo com dados publicados no documento Direito à Memória e à Verdade, do governo, são 150 casos de opositores do regime militar que, depois de presos ou sequestrados por agentes do Estado, desapareceram. A prisão deles não foi registrada em nenhum tribunal ou presídio, os advogados não foram notificados e os familiares até hoje procuram esclarecimentos.

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Técnicos trabalham na localização de ossadas dos Guerrilheiros do Araguaia - Dida Sampaio/AEDida Sampaio/AETécnicos trabalham na localização de ossadas dos Guerrilheiros do Araguaia

Um dos casos mais famosos é o do deputado Rubens Paiva. Levado de sua casa, no Rio, por agentes de segurança, na noite do dia 20 de janeiro de 1971, ele nunca mais foi visto.

A principal preocupação da presidente, na cerimônia em que dará posse aos sete integrantes da comissão, será demonstrar que a instituição não surgiu da vontade dela, que é ex-presa política, nem de seu governo. Dilma quer evidenciar que se trata de uma iniciativa do Estado, aprovada no Congresso e apoiada por diferentes setores sociais.

Ao lado de Dilma, no Palácio do Planalto, deverão estar os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor e José Sarney. O Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos na América Latina deve enviar uma mensagem para ser lida especialmente na cerimônia.

Representantes de diferentes organizações de direitos humanos também participarão. Entre eles estará Margarida Genevois. Ligada à Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, ela foi uma das mais tradicionais colaboradoras do cardeal Paulo Evaristo Arns, coordenador do trabalho Brasil Nunca Mais, considerado precursor da comissão a ser instalada nesta quarta.

Pressão. A decisão de focalizar o trabalho inicial na questão dos desaparecidos está ligada a diferentes fatores. Um deles é a pressão das cortes internacionais sobre os chamados crimes continuados, como o desaparecimento forçado, com ocultação de cadáveres. Em 2010 o Brasil foi condenado na Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA em ação movida por familiares de mortos e desaparecidos na Guerrilha do Araguaia - ação armada desencadeada pelo PC do B, entre 1972 1974, na região de Marabá, no Pará.

A corte cobrou do Estado brasileiro o cumprimento do direito que os familiares têm a informações sobre os desaparecidos. O governo já promoveu duas incursões oficiais na região, na tentativa de esclarecer os fatos, mas sem resultados. Os militares que reprimiram a ação armada até hoje se negam a fornecer os locais onde os corpos foram deixados.

Outro motivo é a questão humanitária. Embora as famílias já tenham obtido do Estado o reconhecimento oficial, com as devidas indenizações, da morte dos opositores do regime, elas querem saber as circunstâncias em que eles morreram e o local.

De acordo com um dos sete integrantes da comissão ouvido pelo Estado, a ideia de iniciar os trabalhos pelos desaparecidos está de acordo com a Lei 12.528, de novembro do ano passado. Ele diz que um dos objetivos da comissão é "promover o esclarecimento circunstanciado dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres e sua autoria".

Na Comissão de Mortos e Desaparecidos, vinculada à Secretaria de Direitos Humanos, o seu presidente, Marco Antonio Barbosa, elogiou o foco da comissão. "Já existe um longo caminho percorrido, temos relatórios consubstanciados, processos julgados, que poderão servir de base para esse trabalho inicial", afirmou.

 

Gilberto .    @Gil17

A Fenix ressurge.

Da Folha

São Paulo, quarta-feira, 16 de maio de 2012PoderPoder Texto Anterior | Próximo Texto | Índice | Comunicar Erros

Houve acordo para apurar esquerda, diz ex-ministro

Para Jobim, acerto para comissão previu investigação sobre luta armada

Ex-secretário de Direitos Humanos nega ter aceito condição proposta durante negociações da lei

DIÓGENES CAMPANHA
DE SÃO PAULO

A Comissão da Verdade, que será instalada hoje, colocou em contradição dois ex-ministros que participaram das negociações para a criação do órgão.

A missão do grupo é investigar violações de direitos humanos cometidas entre 1946 e 1988 e seu foco inicial serão eventos ocorridos durante a ditadura militar (1964-1985).

O ex-ministro da Defesa Nelson Jobim, que deixou o cargo em 2011, disse que o acordo que viabilizou a criação da comissão previa que ações da esquerda armada também seriam investigadas.

"Esse foi o objeto do acerto na época da redação do texto da lei [que criou a comissão]", disse à Folha.

Ele afirma que discutiu o tema com o então ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Paulo Vannuchi, e que ficou acertado que seriam apuradas violações de direitos humanos "em todos os aspectos".

"A comissão não tem o objetivo de punir ninguém", afirmou Jobim. "É um levantamento da memória, então tem que ouvir todo mundo."

Vannuchi negou ter feito acordo com Jobim para que a comissão investigasse ações da esquerda também. "Reajo com indignação à declaração dele", disse. "Em 2010, eu chamava a ideia de bilateralidade sugerida por Jobim de monstrengo jurídico."

O projeto de lei que criou a comissão foi enviado pelo ex-presidente Lula ao Congresso em maio de 2010. A lei não é específica ao definir quem deve ser alvo das apurações.

Vannuchi afirma que o ex-colega de Esplanada queria agradar aos militares. Entre os integrantes das Forças Armadas havia o temor de que a comissão pudesse ser usada como instrumento de revanche pela esquerda.

O único acordo que Vannuchi admite ter feito é sobre o período a ser investigado. "Cedi na exigência dele de retroceder a 1946. A proposta inicial era que começasse em 1961." O Ministério da Defesa, comandado por Celso Amorim, não quis comentar as declarações de Jobim.

Nesta semana, integrantes da Comissão da Verdade também divergiram sobre qual deve ser o foco do órgão.

Na segunda, o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias disse àFolha que devem ser apuradas violações cometidas pelos dois lados.

Anteontem, a advogada Rosa Maria Carneiro da Cunha, ex-defensora de presos políticos, entre eles a presidente Dilma Rousseff, afirmou que o órgão surgiu para investigar crimes praticados por agentes do Estado.

Após a cerimônia de instalação, no Planalto, Dilma oferecerá almoço aos ex-presidentes da República no Palácio da Alvorada.

Colaborou KELLY MATOS, de Brasília

 

Gilberto .    @Gil17

CPI do Cachoeira enfrenta falta de depoimentos e informações

ANDREZA MATAIS
RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA

Além da falta de depoimentos, os membros da CPI do Cachoeira também enfrentam dificuldades para analisar os documentos que chegaram à comissão com informações sobre as investigações da Polícia Federal acerca dos negócios de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Segundo o relato de deputados e senadores, muitos arquivos pedem senha para serem abertos, alguns estão em branco e os documentos estão embaralhados.

CPI vai mandar questionário a procurador-geral da República
STJ adia julgamento sobre pedido de liberdade de Cachoeira
CPI volta a convocar Cachoeira e permite a defesa acessar provas
Sem Cachoeira, CPI tenta avançar com votação de requerimentos

"Está tudo bagunçado, sem ordem", afirmou o deputado Protógenes Queiroz (PC do B-SP). Ele contou que ouviu dos delegados que coordenaram as investigações sobre Cachoeira e seu grupo que a ordem dos documentos não é a mesma entregue.

O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), disse que pediu segunda-feira esclarecimentos ao STF (Supremo Tribunal Federal) sobre os documentos protegidos por senha.

"Aquela sala parece um labirinto de Creta. Frequentemente me deparo com pedido de senhas para acessar documentos que há dias estão lá", disse o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

O senador tucano pediu ainda ao presidente da CPI que destaque um grupo de funcionários para filtrar os diálogos interceptados pela PF. "Em 20 ligações que eu ouvi, 16 eram de caixa postal", afirmou. Rêgo não se manifestou sobre esse pedido.

Além das dificuldades, os congressistas também enfrentam o rigor do presidente da CPI. Há dois dias chegou à comissão a quebra do sigilo fiscal de Cachoeira, mas ontem os documentos não estavam disponíveis para consulta.

"Dei com a cara na porta", afirmou o deputado Rubens Bueno (PPS-PR). Cobrado, o presidente da CPI disse que vai colocar os documentos para consulta nesta quarta-feira. Cabe ao senador definir quando os papéis estarão disponíveis para leitura dos parlamentares e de seus assessores.

 

Nassif & Amigos, por decisão do TJ/SC o caso do suborno do ex-vice-governador tucano Leonel Pavan volta à baila. Há indícios de que o esquema, guardadas as devidas proporções, tinha o mesmo modus operandi do Sen. Demóstenes: usava o cargo para apaniguar bandidos. Abrs.

Do terra.com.br

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5775543-EI7896,00-SC+justica+acata+denuncia+de+corrupcao+contra+exgovernador.html

SC: justiça acata denúncia de corrupção contra ex-governador

Fabrício EscandiuzziDireto de Florianópolis

O Tribunal de Justiça (TJ) de Santa Catarina acatou a denúncia de corrupção ativa e passiva e tráfico de influência contra o ex-governador do Estado Leonel Pavan (PSDB). A decisão da 2ª Câmara Criminal do TJ foi unânime e engloba, além do líder tucano, outras seis pessoas - quatro servidores estaduais e dois empresários - envolvidas na "Operação Transparência", realizada pela Polícia Federal em 2009.

Nas investigações, Pavan foi acusado de buscar vantagens para a empresa Arrows Petróleo do Brasil. O grupo conseguiu manter o cadastro junto à Secretaria da Fazenda, mesmo possuindo dívidas que ultrapassavam os R$ 13 milhões.

Na decisão do TJ, o desembargador Volnei Celso Tomazini anotou que existem "indícios" que justificam a ação contra o ex-governador. A denúncia chegou a ser rejeitada e só foi acatada depois que o Ministério Público recorreu.

Pavan se pronunciou sobre o caso apenas através de sua conta no Twitter: "Agora, quem vai recorrer sou eu, e se não der, vou preparar minha defesa e provar minha inocência", afirmou.

http://www.youtube.com/watch?v=lOLmTwha494

 

 

Nossa Grande Mídia só defende a liberdade de imprensa " do bem " .

Blog sujo é " do mal " e não tem direito a liberdade de imprensa, opinião nem a preservar o sigilo da fonte.

Justiça é uma utopia.

http://brasil247.com/pt/247/midiatech/59355/Amorim-%C3%A9-condenado-por-tr%C3%AAs-vezes-a-indenizar-Daniel-Dantas.htm

 

Ah, eh, mas por outro lado, o judiciario disse que a espionagem contra Amorim e sua familia fez se a si mesma, igual a tentativa de invasao do quarto de Jose Dirceu.  Eh magica!

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

BOICOTE À DEMOCRACIA - GLOBO DIZ QUE NÃO EXIBIRÁ PROPAGANDA DO PT

A Rede Globo informou em nota, nesta terça-feira, 15, a pretensão de não exibir as propagandas partidárias do PT previstas para entrar no ar nas próximas horas. A concessionária de TV afirmou que cumpre “determinação da Justiça Eleitoral para que os partidos entreguem a documentação dos programas partidários com o prazo de 15 dias de antecedência a sua exibição”. O pedido do PT teria sido feito com seis dias de antecedência, o que embasaria a decisão da emissora de não veicular os programas.

Nas inserções a serem exibidas nas demais estações da capital paulista, Fernando Haddad aparecerá ao lado do ex-presidente Lula, em falas intercaladas. A presidenta Dilma Rousseff e o presidente do PT, Rui Falcão, também gravaram participações. O coordenador da campanha petista, Antonio Donato, afirmou que a veiculação era “uma questão de bom senso e de a Globo contribuir com a vida democrática do país”.

– Existe um direito de expressar uma mensagem partidária que foi garantido pela Justiça Eleitoral e por uma formalidade está sendo negado por uma emissora – afirmou o coordenador.

Segundo Donato, apenas a Globo mostrou resistência, e os programas devem ir ao ar nas demais emissoras abertas. O PT diz que não enviou a documentação a tempo porque a decisão que assegurou o direito às inserções foi tomada pela Justiça Eleitoral apenas na semana passada, já com o prazo estourado. O Tribunal Superior Eleitoral, no entanto, nega a versão petista e diz que a decisão da semana passada dizia respeito à propaganda de 2011.

Com tal atitude, os mafiosos da Vênus Platinada escancaram sua índole golpista e demonstram, de uma vez por todas, que são um verdadeiro cancro na vida brasileira.

 http://cloacanews.blogspot.com.br/2012/05/boicote-democracia-globo-diz-que-nao.html

 

CPI derrapa nas águas sujas do Cachoeira

Ricardo kotscho

Se o objetivo do PT com a criação da CPI do Cachoeira, como anunciou publicamente seu presidente, o deputado estadual paulista Rui Falcão, era denunciar a "farsa do mensalão" às vésperas do julgamento do processo, os últimos acontecimentos (ou falta de) em Brasília apontam para um tiro n´água, ou melhor, no próprio pé.

Até agora, aconteceu tudo ao contrário do planejado. Ao mirar na imprensa e no procurador-geral Roberto Gurgel, o autor da denúncia do "mensalão", os petistas e seus aliados conseguiram apenas unir os adversários, que formaram uma frente única para pressionar como nunca antes o Supremo Tribunal Federal. Querem agora não só apressar o julgamento como exigem a condenação dos denunciados.

Antes mesmo da instalação da comissão, alertei aqui no Balaio que, pela correnteza das águas do noticiário. se dependesse da imprensa, a CPI do Cachoeira seria transformada na CPI da Delta, a principal empreiteira das obras do PAC, mirando as investigações no governo federal.

Desde o início, a presidente Dilma e o ex-presidente Lula tinham visões diferentes sobre a oportunidade da instalação desta CPI, por iniciativa dos líderes governistas, um fato inédito, já que estas comissões geralmente são de interesse da minoria parlamentar.

O governo até agora manteve-se convenientemente distante dos embates no Congresso Nacional, e a impressão que se tem de fora é que a base governista, com ampla maioria na comissão, já não tem uma estratégia comum sobre que rumos tomar na CPI.

Por um momento, após a divulgação na TV Record das gravações feitas pela Polícia Federal mostrando as relações delicadas da maior revista semanal do país com a quadrilha de Cachoeira, para a produção de "reportagens investigativas", parecia que os trabalhos poderiam desaguar numa CPI da Veja.

Os chamados barões da mídia, no entanto, reagiram prontamente e em bloco, disparando editoriais em defesa da liberdade de imprensa, como se ela estivesse ameaçada, só porque um dos seus poderia ser convocado para prestar depoimento na CPI, a exemplo do que aconteceu recentemente com o magnata Rupert Murdoch no parlamento ingles.

A grande imprensa brasileira pode não mais ter o poder de eleger ou derrubar presidentes da República, como gostaria, mas ainda tem muita força no Congresso Nacional, e são poucos os parlamentares dispostos a comprar esta briga. A bancada da mídia, liderada pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), mostrou as suas garras e ganhou espaço na cobertura.

Da mesma forma, já não se pensa mais na convocação do procurador-geral Roberto Gurgel e da sua mulher, a sub-procuradora Cláudia Sampaio, responsáveis por interromper, em 2009, as investigações da Operação Vegas, que já mostrava as ligações de Cachoeira com o crime organizado, empreiteiras, o senador Demóstenes Torres e outros políticos de Goiás.

A polêmica agora se resume a versões diferentes da Procuradoria Geral da República e da Polícia Federal sobre o que aconteceu três anos atrás, na origem das denúncias que levaram à Operação Monte Carlo.

A sub-procuradora Cláudia Sampaio diz que resolveu, em comum acordo com o delegado da PF responsável pelo inquérito, Raul Alexandre Marques Souza, paralisar as investigações da Operação Vegas, por não haver "elementos suficientes para a instauração de investigação no STF". O delegado e a Polícia Federal negam o acordo.

Um dos dois lados está mentindo publicamente, o que é grave, e só uma acareação promovida pela CPI poderia mostrar quem está falando a verdade. Mas, a esta altura do campeonato, quem acredita que a CPI terá coragem de tomar esta iniciativa?

Para completar, o STF suspendeu o depoimento de Carlinhos Cachoeira marcado para esta terça-feira, atendendo a um pedido da defesa, que alegou falta de conhecimento das acusações que existem contra o contraventor. Só ele não deve saber... Como quase todos os dias vazam novas denúncias sobre o esquema criminoso, o mesmo argumento da defesa poderá ser utilizado indefinidamente.

Assim, a "CPI do submundo", que muda a cada semana de nome e objetivos, criada para passar o país a limpo e investigar todo mundo, vai derrapando nas águas sujas do Cachoeira, sem avançar um milímetro em relação a tudo o que já foi apurado nas investigações feitas pela Polícia Federal desde março de 2008

http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2012/05/15/cpi-derrapa-nas-...

 

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http://www.cloudnews.com.br


 

Nassif,

Logo este, o grupo de políticos que achou por bem ensaiar uma vaia para Dilma Rousseff.

 

Os 5565 municípios, com os seus 5565 prefeitos e, quase 60 mil vereadores, todos acompanhados pelos respectivos assessores, que junto à já histórica prática do empreguismo inconsequente, com seus milhares de cabos eleitorais contratados em regime temporário, grande parte deles sem qualquer especialização profissional (excluo os funcionários concursados), formam um gigantesco exército cuja principal característica é jogar dinheiro público no lixo durante as 25 horas do dia, é o maior saco sem fundo do país.

Nunca existirá $$ suficiente para agradar ao grupo, pois a facilidade que os prefeitos e seus secretários municipais encontram para gastar/desperdiçar $$$ ainda é enorme. A preocupação em relação à adoção de práticas de gestão administrativa é assunto inteiramente desconhecido para, no mínimo, 4 mil daqueles prefeitos, sendo as terceirizações( que estão presentes desde o fornecimento de papel higiênico e água nem sempre mineral até à contratação de projeto e execução das maiores obras municipais) um dos mais eficientes instrumentos para a ampliação da gastança sem limite e, em muitas oportunidades, sem sofrer eficiente fiscalização.

Em minha opinião, não caberia a Paulo Ziulkoski, na qualidade de presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), pedir pela aprovação do Código Florestal sem qualquer veto, pois nada indica que esta postura seja consensual, possivelmente nem mesmo majoritária no grupo que estava ali representando.

Em relação ao sobrecarregamento $$$ dos municípios em função das creches para as pobres criancinhas, confesso ter ficado dominado pela emoção. Como diz o outro, é melhor ler isto do que ser cego. 

Quanto à opinião do presidente PZiuloski a respeito da distribuição dos royalties do petróleo, é coerente com a da maioria de seus representados, e sobre as críticas ao Congresso, perfeitas, aliás, não sei como ele conseguiu esquecer sobre o que ocorre nas entranhas de ordem política dos municípios de norte a sul do país.

 

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Dilma é vaiada em encontro com prefeitos

Prefeitos não gostaram do recado da presidenta sobre royalties. 'Lutem pela distribuição de hoje para a frente", afirmou Dilma irritada

iG São Paulo | 15/05/2012 14:57:21 - Atualizada às 15/05/2012 21:32:21

 

 

A presidenta Dilma Rousseff foi vaiada ao encerrar o seu discurso, durante a cerimônia de abertura da 15ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, que ocorre em um hotel de luxo em Brasília. Quando o discurso da presidente estava próximo do fim, os prefeitos começaram a cobrar uma declaração de Dilma sobre royalties. "Royalties! Royalties", gritavam. "Vocês não vão gostar do que eu vou dizer", respondeu Dilma. "Petróleo vocês não vão gostar. Então eu vou falar uma coisa, não acreditem que vocês conseguirão resolver a distribuição de hoje para trás. Lutem pela distribuição de hoje para a frente", afirmou a presidente, encerrando abruptamente o discurso, demonstrando irritação. 

Assim que terminou sua fala visivelmente irritada, Dilma saiu em direção do presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, apertou sua mão e, em seguida, apontou o dedo em riste falando com ele como se estivesse dando uma bronca. Dilma já vinha sendo cobrada pelos prefeitos desde o início, com o discurso de Ziulkoski.

"Vejo o Congresso há anos debatendo a reforma política, há anos falando de reforma tributária e eu diria que precisamos fazer a bisavô das reformas, que é a reforma da Federação. Enquanto isso não for feito, vivemos um estrangulamento federativo", afirmou Ziulkoski. 

Dirigindo-se à presidenta, acrescentou: "Tenho a certeza que, como dizia o presidente Lula, 'quero chegar ao final do meu mandato e passar uma fita métrica', saber o que evoluiu, o que não evoluiu, o que não melhorou. Tenho certeza que na sequência a senhora também tem esse objetivo. E estamos aqui para ser parceiro, mas para ser parceiro às vezes precisamos dizer alguma coisa". 

Ziulkoski também cobrou a sanção do Código Florestal, tal como aprovado na Câmara dos Deputados, e questionou a distribuição dos royalties do petróleo: "Não existe município nem Estado produtor. O que tem é confrontante. Duzentos quilômetros de extensão, o que aquele Estado fez (para ter o petróleo)? Aquilo é nosso, da União, é de todos, não é produtor coisa nenhuma", disparou. 

O presidente da CNM questionou como está sendo feita a política de construção de creches públicas no País, que estaria sobrecarregando as contas municipais. "Só nós estamos gastando. Um cálculo de um custo de R$ 600 por criança, estamos colocando do orçamento do município R$ 400. Vamos colocar por ano mais de R$ 4 bilhões, como vamos fazer isso?". "O que existe hoje entre Estado e União é montaria, não parceria", concluiu.

 

 

 

 

 

Do PT.

15/05/12 - 21h15Ferro “Veja deve explicar suas relações com rede criminosa de Cachoeira”O vice-líder da Bancada do PT na Câmara, defendeu a convocação, pela CPI Mista do Cachoeira, do diretor da sucursal da revista Veja em Brasília, Policarpo Junior.

O vice-líder da Bancada do PT na Câmara, deputado Fernando Ferro (PE),  defendeu no plenário,  a convocação, pela CPI Mista do Cachoeira, do diretor da sucursal da revista Veja em Brasília, Policarpo Junior, para explicar suas relações e o envolvimento da publicação com a rede criminosa liderada pelo contraventor Carlos Cachoeira. 

As investigações da Polícia Federal que desvendaram os tentáculos da organização criminosa de Cachoeira mostram claramente seus vínculos com a revista, à qual eram fornecidas gravações clandestinas para a produção de “reportagens”.

“A verdade é que a trama foi desmontada e está aí a CPMI para investigar”, disse Ferro. Ele contestou a tentativa de Veja de mostrar que a liberdade de imprensa estaria sendo atacada.  “ Que liberdade de imprensa? A Veja faz parte do jornalismo militante de direita, que nunca teve a coragem de assumir que tem um lado político.”

Para Ferro, o semanário tem que ser chamado à CPI Mista porque “feriu não foi a ética mas sim o Código Penal, ao se associar com bandidos, com delinquentes, como foi identificado na Operação Monte Carlo, da Policia Federal”. Para ele, a revista se pôs a serviço do crime e a ele se associou. “A democracia não pode admitir esse tipo de comportamento”, frisou o parlamentar.

Ferrou lembrou que Veja representa os segmentos mais reacionários da sociedade brasileira e nunca se conformou com a vitória e o sucesso dos governos do PT a partir de 2003. “ A Veja aparece como principal interlocutora de uma tentativa golpista de sustar o avanço popular no Brasil.”

Ele lembrou que a revista da editora Abril nunca atacou o governo FHC (1995-2002) e passou a criar a ideia de que a corrupção no Brasil foi inventada no governo Lula.  “Ora,  foi com o governo do PT que a Polícia Federal e o Ministério Público passaram a ter liberdade para investigar e pegar os ladrões. Isso é exatamente o avanço da democracia.”, disse.

CRIMINOSOS -  As interceptações telefônicas feitas ao longo das operações Vegas e Monte Carlo, da PF, mostram que Policarpo era interlocutor assíduo de Cachoeira e outros integrantes de seu esquema criminoso. O jornalista já depôs, em 2005, no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, em defesa de Cachoeira.

Para Ferro, é a oportunidade de se passar a limpo as relações entre imprensa e fontes. “Por isso defendemos que essa apuração se aprofunde. Não estamos pedindo para facilitar para político de partido que seja, quem tiver envolvimento tem que responder. É assim a democracia. E não tem jornalismo acima da lei também não, todos são iguais perante a lei. Políticos e jornalistas, se tiverem de prestar contas, têm que prestar contas.”

Ferro elogiou também o editorial intitulado “Eternos chapa-branca”, da revista Carta Capital desta semana, no qual o jornalista Mino Carta critica a grande mídia por defender a revista Veja e e seu intimo relacionamento com a rede criminosa liderada pelo contraventor goiano Carlos Cachoeira.

Ferro pediu que o texto seja inserido nos Anais da Câmara, já que questiona o corporativismo dos barões da mídia, numa atitude que contraria os preceitos da democracia.

(Equipe Informes)

 

zanuja

Do PT.

16/05/12 - 00h16Jilmar Tatto: “Veja deve explicações à sociedade”Em artigo publicado na revista Teoria e Debates, da Fundação Perseu Abramo, o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), defendeu a convocação, pela CPI Mista do Cachoeira, do jornalista Policarpo Junior, diretor da sucursal da revista Veja em Brasília.

“Um dos méritos das investigações da Polícia Federal que desvendaram os tentáculos da organização criminosa do contraventor goiano Carlos Cachoeira é mostrar claramente o que já se sabia ou suspeitava: as relações íntimas da revista Veja com a arapongagem clandestina. Afora as inúmeras matérias inventadas – como as supostas ligações das Farcs com o PT –, a revista, desde 2003, especializou-se em utilizar gravações clandestinas com fins políticos, eleitorais e ideológicos. Em alguns casos, usou até supostos grampos sem áudio – como o que teria feito de conversa entre uma das principais fontes da revista, o senador Demóstenes Torres (ex-DEM) e um ministro do STF. A PF comprovou depois que o suposto grampo nunca existiu, mas os danos já estavam feitos. Criou-se uma grave instabilidade institucional, em 2008, e chamuscou-se a biografia de pessoas honradas.

Com o histórico do semanário e as interceptações telefônicas feitas ao longo das operações Vegas e Monte Carlo, da PF, fica evidente a necessidade de convocação do diretor da sucursal de Veja em Brasília, Policarpo Júnior, interlocutor assíduo de Cachoeira e outros integrantes de seu esquema criminoso. O jornalista, chamado pelos criminosos, em alguns momentos, como PJ, Poli ou Caneta, é testemunha-chave nos trabalhos da CPI Mista que procura ampliar as investigações da PF sobre as ligações de Cachoeira com agentes públicos e privados.

Uma das dúvidas refere-se aos limites das relações entre jornalista e fonte. Escutas telefônicas feitas pela PF na Operação Monte Carlo revelam a troca de duzentos telefonemas entre o contraventor e Policarpo, para a discussão de pautas favoráveis ao esquema do criminoso. Essas gravações exigem esclarecimentos do funcionário da Editora Abril, que edita a Veja. Não virá como réu, mas na condição de convocado. O fato de ser jornalista não o coloca acima dos interesses da sociedade, que exige transparência também da imprensa.

Além do mais, é preciso lembrar que Policarpo já testemunhou a favor de Cachoeira, em uma representação que envolvia o nome do bicheiro no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, em janeiro de 2005. Na ocasião, Cachoeira acusava um parlamentar de tentar extorqui-lo, por causa das investigações da CPI da Loterj, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Policarpo foi depôr a favor do bicheiro na Câmara dos Deputados, mas naquela época – ao contrário de hoje – ninguém questionou e afirmou que se tratava de uma “ameaça” à liberdade de imprensa. Por que, agora que se mostram vínculos obscuros entre ele e o bicheiro, haveria problema em ouvi-lo na CPI Mista? Ou será que outros meios de comunicação também teriam vínculos com a mesma organização criminosa?

Na semana passada, o depoimento, na CPI, do delegado federal Matheus Mela Rodrigues, coordenador da Operação Monte Carlo, jogou luzes sobre o caso e complicou a situação da revista, embora a cobertura da mídia diária tenha tentado salvar a pele da publicação dos Civita.  Segundo o policial,  Policarpo Junior tinha conhecimento da relação entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o senador Demóstenes Torres. O depoimento contraria a versão de que o repórter e a publicação, assim como muitos eleitores, foram enganados pelo senador, alçado em suas páginas a “mosqueteiro da ética” e paladino da moralidade. Como lembra Carta Capital: “Veja não só não denunciou um parlamentar envolvido até o último fio de cabelo com um contraventor como o promoveu a ídolo da fatia conservadora do eleitorado brasileiro. Ao promover Torres, a revista manteve um meliante no Parlamento”.

A revista avançou o sinal em várias ocasiões e terá que se explicar. O delegado Rodrigues revelou também que as câmeras que filmaram os corredores do Hotel Naoum, em Brasília, para a reportagem “O poderoso chefão”, na qual Veja lança suspeitas sobre o encontros do ex-chefe da Casa Civil José Dirceu com integrantes do governo, não eram as do circuito interno. O delegado afirmou que as câmeras teriam sido trocadas a pretexto de levar as originais ao conserto. Em resumo: as gravações que serviram de base para a reportagem foram flagrantemente ilegais, o que configura invasão de privacidade, direito assegurado na Constituição brasileira.

Um debate que se faz necessário é sobre a liberdade de imprensa. O PT surgiu tendo como bandeira a liberdade de imprensa. Hoje, veículos que querem nos impingir a pecha de censores ou cerceadores da liberdade de imprensa, esquecem-se que, durante a ditadura militar (1964-85), apoiaram os golpistas que durante 21 anos usurparam o poder e vilipendiaram a democracia no Brasil.

Na Inglaterra, há sete jornalistas presos por terem usado grampos ilegais para fazer matérias que mancharam a honra alheia. O Parlamento inglês empreende uma investigação para apurar métodos criminosos das organizações do magnata das comunicações Rupert Murdoch. O objetivo é coibir essas práticas e fortalecer a liberdade de imprensa e a democracia. Em nenhum momento se questiona o Parlamento inglês por supostamente ameaçar os pilares da democracia. No Brasil, entretanto, o assunto parece tabu e os barões da mídia se colocam como os donos da liberdade de imprensa e verdadeiros arautos do que seria o verdadeiro interesse público.

Para a Veja, aparentemente, liberdade de imprensa resume-se ao que faz desde 2003, com ataques, mentiras e invenções contra o PT, movimentos sociais e setores progressistas. A revista agora ataca os blogs de esquerda por veicularem material em que o jornalismo marrom da editora Abril é desmascarado. A mesma revista que sempre condenou a proposta do PT de democratizar os meios de comunicação – incluindo a descentralização na distribuição de verbas publicitárias públicas e estatais – agora passou a atacar os blogs de esquerda e a internet. Isso porque, na semana passada, sofreu um “tuitaço” que a colocou pela terceira vez nos termos mais citados do Twitter mundial, com a hashtag #vejapodrenoar. A revista, agora, como nas ditaduras, prega uma “governança mundial” para a internet, já que se sente atacada na rede. Na realidade, deixa claro que faz um movimento de autodefesa diante da eventual convocação de Policarpo Junior.

Os trabalhos da CPI do Cachoeira poderão dar um basta a relações promiscuas entre alguns jornalistas brasileiros e criminosos. Liberdade de imprensa não é manter relações íntimas com o crime organizado e contraventores como Cachoeira.
Lamentavelmente, até o momento, parte da grande mídia tem ignorado as consequências perversas, para o jornalismo brasileiro, dos métodos operados por Veja e a quadrilha de Cachoeira para a fabricação de matérias. A democracia brasileira merece muito mais do que um jornalismo pautado por criminosos. E a sociedade espera os esclarecimentos necessários de quem usou expedientes obscuros, com ajuda do submundo do crime, para fazer “reportagens” para favorecer interesses políticos, econômicos e ideológicos.”

(artigo publicado originalmente na Revista Teoria e Debate)

 

zanuja

A oposição não quer investigar nada e muito menos levar a CPMI a sério. Segue a relação das pessoas que a oposição quer convocar para depor, incluíram Waldomiro Diniz, Buratti e até a presidente da Petrobras. Uma verdadeira orgia da oposição.

Do UOL.

CPI do Cachoeira

 

15/05/201218h47

Parlamentares da CPI do Cachoeira pedem convocação de 70 pessoas, de ministros a microempresário

Maurício Savarese
Do UOL, em Brasília

 

Até a tarde desta terça-feira (15), pedidos para convocação de até 70 pessoas chegaram aos técnicos da CPI do Cachoeira, que investiga relações entre autoridades e o crime organizado. Os parlamentares sugerem convocações que vão de governadores implicados no esquema, passando pela presidente da Petrobras e desembocando em desconhecidos que tiveram diálogos ocasionais com o pivô do escândalo, hoje preso na capital federal.

Minoria na comissão, os oposicionistas são responsáveis pela maioria das sugestões de convocação. Além de personagens envolvidos nas denúncias de corrupção junto ao bicheiro e empresário Carlinhos Cachoeira, eles também querem ouvir Waldomiro Diniz --ex-assessor especial da Casa Civil cujo envolvimento com o contraventor causou a primeira crise do governo Luiz Inácio Lula da Silva.

Os adversários da presidente Dilma Rousseff também querem ouvir a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, porque a construtora Delta --envolvida no escândalo-- faz obras para a estatal. Eles querem ainda ouvir o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o advogado Rogério Buratti, que se tornou famoso ao patrocinar uma mansão para lobistas em Brasília, frequentada pelo então ministro da Fazenda, Antonio Palocci.

Ex-presidente da República que renunciou em meio a uma onda de corrupção, o senador Fernando Collor (PTB-AL) patrocinou sugestões polêmicas. Quer a convocação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por não ter arquivado nem enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) as suspeitas sobre parlamentares colhidas na Operação Vegas, da Polícia Federal.

Collor também pede a convocação de Roberto Civita, dono da Editora Abril, e de Policarpo Júnior, chefe da revista em Brasília. O jornalista tinha Cachoeira como fonte de várias reportagens. O senador acredita que a relação entre os dois era "espúria" e que precisa ser investigada pela CPI.

Aos parlamentares não escapou nem a JBS, empresa que comprou a Delta --construtora que teria Cachoeira como sócio oculto, segundo membros da CPI. Também foi sugerida a convocação do ex-diretor-geral da Polícia Federal Luiz Fernando Corrêa, porque estava à frente da corporação durante a Operação Vegas.

Há também vários pedidos repetidos, entre os quase 200 feitos até esta tarde, para convocação de personagens já conhecidos no escândalo. Exemplos disso são os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). Ainda aparecem deputados goianos como Carlos Alberto Leréia (PSDB), Rubens Otoni (PT) e Sandes Júnior (PP), entre outros.

Confira abaixo quem os parlamentares desejam convocar para depor na CPI. A presença do nome dessas pessoas não implica culpa no esquema de corrupção nem garante que elas chegarão a se manifestar diante da comissão.

Adriano Aprígio de Souza
Agnelo Queiroz
Alex Sandro Klein Fonseca
Alexandre Lourenço
Aluísio Alves de Souza
Alvaro Ribeiro da Silva
Anderson Aguiar Drummond
André Teixeira Jorge
Andréa Aprígio de Souza
Andressa Mendonça
Antônio Lourenço
Arnaldo Ribeiro Júnior
Benedito Torres
Carlos Alberto Lereia
Carlos Alberto Lima
Carlos Alberto Verdini
Carlos Antônio Nogueira
Carlos Pacheco
Cláudia Sampaio Marques
Cláudio Abreu
Cláudio Monteiro
Deuselino dos Santos
diretores estaduais da Delta
Edemundo Dias
Edgardo Mendonça Guimarães
Edson Coelho dos Santos
Fernando Cavendish
Fernando Hereda
Heraldo Puccini Neto
Jayme Rincon
Joaquim Gomes Thomé Neto
Joaquim Guedes Martins
João Carlos Feitoza
Joesley Batista
José Augusto Quintella
José Eduardo Cardozo
Jovair Arantes
Luiz Antônio Pagot
Luiz Fernando Corrêa
Marcelo Henrique Limírio Gonçalves
Marcelo de Oliveira Lopes
Marcelo Vieira da Silva
Marco Antônio Almeida Ramos
Marco Aurélio Bezerra da Rocha
Marconi Perillo
Maria das Graças Foster
Olavo Noleto
Paulo de Almeida Ramos
Policarpo Júnior
presidentes do grupo JBS
Sandes Júnior
Sebastião de Almeida Ramos Júnior
Sérgio Cabral
Stepan Nercessian
Rafael de Aguiar Barbosa
Raul Alexandre Souza
Roberto Civita
Roberto Coppola
Roberto Gurgel
Rodrigo Moral Dall Agnol
Rogério Buratti
Rogério Diniz
Romênio Machado
Rosalvo Simprini Cruz
Rosely Pantoja da Silva
Rossine Aires Guimarães
Rubens Otoni
Waldomiro Diniz
Walter Paulo Santiago
William Vitorino

 

zanuja

De Carta Maior.

Complica-se a situação do casal Gurgel

 

O delegado da PF, Raul Alexandre Souza, responsável pela Operação Vega, falou em sessão secreta do Conselho de Ética do Senado nesta 3ª feira; se perguntado o delegado iria confirmar o teor da nota emitida pela Polícia Federal nesta 2ª feira, que complica ainda mais a situação do casal Gurgel, respectivamente o procurador-geral da República, Roberto Gurgel e a esposa, subprocuradora Claudia Sampaio. 

A nota da PF desmente declarações recentes da subprocuradora. Ela afirmara à imprensa, na semana passada, que o delegado Raul, responsável pela Operação Vega --investigação que em 2009 já oferecia provas da ação criminosa de Demóstenes Torres e da quadrilha Cachoeira--, teria pedido que a PGR não abrisse inquérito sobre o caso, para não atrapalhar as investigações. 

O comunicado da PF diz elegantemente que Claudia Sampaio mentiu e reitera: houve três encontros entre o delegado e a subprocuradora; em nenhum deles Raul teria sugerido o "arquivamento ou o não envio da Operação Vegas ao STF"; o engavetamento do caso foi uma decisão deliberada e unilateral do casal Gurgel. 

Pior que isso: ao atribuí-lo a um pedido do delegado a subprocuradora implicitamente admite que não haveria outra justificativa para o que ocorreu. E o que ocorreu adiou por três anos o indiciamento e a prisão de um grupo político-criminoso diretamente implicado nos acontecimentos que deram origem às denúncias do chamado processo do 'mensalão'. O caso envolveu o governo do PT, ex-ministros e lideranças do partido, que agora serão acusados justamente pelo procurador-geral, Roberto Gurgel. 

Não se trata mais de uma "acusação dos mensaleiros", como deu a entender o Procurador Geral em recente entrevista. Quando uma sombra paira sobre a isenção não basta emitir bordões sob medida para o desfrute da mídia conservadora. O casal Gurgel deve explicações. Não a supostos mensaleiros, à sociedade brasileira. Nesta 3ª feira, a CPI deu cinco dias de prazo para o procurador enviar essas explicações à comissão, por escrito.

Postado por Saul Leblon às 21:40

 

zanuja

da Agência USP de Notícias

 

Livro traz retrato da imigração árabe no BrasilPor Valéria Dias - valdias@usp.br
 Publicado em 15/maio/2012 |  Editoria : Sociedade | Imprimir Imprimir | Quando os pioneiros chegaram ao Brasil, criaram uma propaganda positiva do país

Algumas crenças ligadas a imigração libanesa no Brasil foram sendo construídas ao longo do tempo. Uma delas diz que os mascates libaneses sempre enriquecem e se transformam em “doutores”. Já outra crença aponta que Dom Pedro II teria sido um grande incentivador dessa imigração. Ao estudar o tema em seu mestrado, a pesquisadora Samira Adel Osman constatou que essas crenças não passam de mitos.

“Essa história de que todo libanês que trabalha no Brasil como mascate acaba enriquecendo não é verdadeira. Segundo o mito, a primeira geração de libaneses foi trabalhar como mascate. A segunda geração se tornou comerciante. E a terceira, doutor. Apesar de existirem alguns casos em que isso realmente aconteceu, muitos deles ainda ganham a vida exercendo a função de mascate”, aponta a pesquisadora, que atua como professora de História da Ásia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

A pesquisa foi realizada no Núcleo de Estudos em História Oral (NEHO) da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, sob a orientação do professor José Carlos Sebe Bom Meihy. O resultado do mestrado é o livro recentemente lançado “Imigração Árabe no Brasil: história de vida de libaneses muçulmanos e cristãos” (Editora Xamã) com apoio do NEHO/FFLCH. A obra traz o relato de vida de libaneses que saíram do Oriente Médio a partir de 1950 em busca de melhores condições de vida, e também de seus descendentes, nascidos aqui no Brasil.

No próximo dia 05 de junho, a partir das 17 horas, haverá um novo lançamento do livro, seguido de mesa-redonda, no Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos (Diversitas USP), localizado na Avenida Lineu Prestes, 159, Cidade Universitária, na Casa de Cultura Japonesa. Na ocasião também haverá o lançamento da obra “As mil e uma noites mal dormidas: a formação da Republica Islâmica do Irã”, de autoria do pesquisador Murilo Sebe Bom Meihy, historiador, doutorando em Estudios Árabes e Islámicos pela Universidade Autónoma de Madrid. O evento acontecerá no auditório e contará com a presença dos autores dos livros e também dos professores Zilda Márcia Grícoli Iokoi, coordenadora do Diversitas e do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades da USP, e de José Carlos Sebe Bom Meihy, coordenador do NEHO.

Samira conta que o Líbano é um país basicamente agrícola. As famílias árabes (tanto cristãs como muçulmanas) se organizam em verdadeiros “clãs”, onde além do pai, da mãe e dos filhos, há também os tios, os primos, os avós. A pesquisadora explica que, quando o jovem chega a vida adulta, ele percebe que não há terra para todo mundo. Além disso, a terra de lá é limitada e não é tão fértil. Então, ele sai em busca de melhores condições, pensando em retornar posteriormente para melhorar a vida da família, ou seja, pensando em uma imigração provisória. “O principal destino era a América, tanto os Estados Unidos como o Brasil. O pouco de dinheiro ganho era enviado para o Líbano e representava muito para os que recebiam”, diz.

Segundo a pesquisadora, essa questão de sair do Líbano em busca de melhores condições de vida já era visível no final do seculo 19. Com o final do Império Otomano, houve uma grande perseguição religiosa aos cristãos. No século 20, tivemos a 1ª e 2ª guerras mundiais, além da Guerra Civil de 1975”, conta Samira. “Esses aspectos econômicos foram importantes para que ocorressem as imigrações. Sempre que ocorre algum conflito lá, ou algum outro tipo de problema, muitos vem para o Brasil.”

 

Quebrando mitos: mascate nem sempre enriquece e Dom Pedro II não incentivou a imigração libanesa

 

Mascates
As imigrações libanesas do final do século 19 tiveram como destino o sudeste, especialmente São Paulo e Rio de Janeiro, para trabalhos nas lavouras de café, e na região norte, onde a borracha e a lavoura foram as atividades principais. “Outros chegaram ao Brasil e já começaram a trabalhar como mascates”, explica. A figura do mascate aliás, ainda não deixou de existir, segundo Samira: nas levas mais recentes, muitos vieram exercer o ofício.

Numericamente, os libaneses que atualmente exercem tal função não é tão expressiva, mas Samira constatou outras áreas de atuação como pequeno comércio e indústria têxtil, sobretudo de jeans, e movelar. Segundo ela, quando os pioneiros chegaram ao Brasil, criaram uma propaganda positiva do país e divulgaram entre os familiares, se tornando referência para os outros. “De uma certa maneira, quando se diz que o mascate virou “doutor” é um modo de confirmar o sucesso de uma imigração”, destaca a pesquisadora.

Dom Pedro II
Para averiguar se Dom Pedro II havia mesmo incentivado a vinda de libaneses para o Brasil, a pesquisadora foi pesquisar os diários do imperador no Arquivo do Museu Imperial, em Petrópolis. “Não encontrei nenhum material que confirmasse isso ”, diz. De acordo com Samira, o incentivo de D. Pedro II a imigração libanesa pode ser encontrada em alguns livros não acadêmicos escritos por imigrantes. “Alguns grupos repetiram tanto esta ideia como se ela fosse uma verdade. Por isso, muitos acreditam. Quando o ex-presidente Lula foi ao Oriente Médio, esse mito foi recuperado”, lembra.

As entrevistas foram feitas com 3 grupos familiares muçulmanos, totalizando 10 pessoas, e 2 grupos familiares cristãos, totalizando 7 pessoas.

Para os primeiros imigrantes que chegaram ao Brasil, uma das dificuldades iniciais foi entender a Língua Portuguesa. Mas uma forma interessante de aprendizado se deu por meio do contato com outros imigrantes, vizinhos de origem italiana e portuguesa por meio das atividades do cotidiano.

Samira destaca também o papel das mulheres, tanto nos libaneses cristãos como nos muçulmanos. A restrição ao trabalho delas era geral, mas muitas ajudavam seus maridos nas atividades de mascate. “Mas o grande destaque delas foi na filantropia. O Hospital Sírio-Libanês originou-se a partir da iniciativa de mulheres da comunidade libanesa”, finaliza a pesquisadora.

Imagem com montagem das bandeiras: Igor Máia/USP Imagens

Imagem da capa do livro: cedida pela pesquisadora

 

do Envolverde

 

Vacinação não basta para reduzir mortalidade infantil 


por Jonathan Migneault e Jamila Akweley Okertchiri, da IPS

e37 Vacinação não basta para reduzir mortalidade infantilAcra, Gana, 15/5/2012 – Gana deu um passo importante para reduzir a mortalidade de menores de cinco anos, ao se converter no primeiro país africano a introduzir duas novas vacinas contra o rotavírus e a doença pneumocócica. Contudo, isto não é suficiente. Um funcionário do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) neste país disse que esta medida não bastará para cumprir o quarto dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que propõe reduzir em dois terços a mortalidade nessa faixa etária até 2015, tendo por base os indicadores de 1990.

Atualmente, 80 em cada mil crianças não passam dos cinco anos de vida em Gana. Segundo o Unicef, a Somália tem a maior proporção de mortalidade de bebês, com 180 mortes em cada mil nascidos vivos. Para conseguir a quarta meta do milênio Gana deverá reduzir a mortalidade de menores de cinco anos para 40 mortes para cada mil. “Gana está fazendo muito, mas não creio que seja suficiente”, disse Anirban Chatterjee, chefe de saúde e nutrição do Unicef neste país. Desta forma se referiu aos esforços de Gana com as novas vacinas, e a campanha do Serviço de Saúde para educar as mães em matéria nutricional.

O rotavírus e doença pneumocócica são as principais causas de diarreia e pneumonia entre os menores em Gana. Combinadas, estas duas enfermidades representam cerca de 25% das mortes de menores de cinco anos, ficando atrás apenas da  malária. As duas vacinas são aplicadas atualmente em bebês com menos de quatro meses. A medida é implementada em todo o país e em hospitais específicos em Acra.

A Aliança Gavi, uma associação público-privada mundial dedicada à saúde, ajuda a financiar as vacinas, que estão disponíveis gratuitamente para todas as crianças de Gana. Espera-se que mais de 400 mil meninos e meninas deste país de 25 milhões de habitantes sejam imunizados contra as duas doenças. A previsão é de que as duas novas vacinas previnam 12 mil mortes relacionadas com pneumonia e outras dez mil vinculadas à diarreia, disse Antwi Adjei, titular do programa expandido de imunização no Serviço de Saúde de Gana.

O ministro da Saúde, Alban S. K. Bagbin, declarou, em um comunicado de 26 de abril, que as novas vacinas darão ao país o impulso extra necessário para cumprir o quarto objetivo do milênio. Entretanto para o Unicef os esforços para melhorar a saúde nutricional das crianças e para vaciná-las têm que ser simultâneos, a fim de reduzir a mortalidade dos menores de cinco anos.

Segundo Chatterjee, a desnutrição pode, às vezes, duplicar ou triplicar as possibilidades de morrer por uma doença como diarreia ou pneumonia. “As crianças desnutridas são as que têm maior suscetibilidade para contrair a doença, ter suas formas severas e também a morrer da mesma”, explicou. O bebê alimentar-se nos primeiros seis meses de vida exclusivamente do leite materno é uma maneira de prevenir a desnutrição nesse período crucial.

O Unicef promove a amamentação porque também ajuda a criar imunidade contra doenças que podem ser mortais, como pneumonia e diarreia. Em Gana, 63% das crianças se alimentam exclusivamente de leite materno nesse período. No entanto, muitas mulheres não o fazem porque não estão conscientes dos benefícios que isto representa, ou por trabalharem em um contexto, como o setor informal, onde é difícil amamentar.

Segundo Adjei, o Serviço de Saúde de Gana conta com uma cooperação regular entre departamentos, como os de vacinação e nutrição. Os vários departamentos da entidade atualmente coincidem na Semana de Promoção da Saúde Infantil para desenvolver novas estratégias e novos programas vinculados a eles. Um grande desafio será chegar a todas as crianças com as vacinas contra rotavírus e pneumococo. Cerca de 87% dos menores de um ano em Gana foram imunizados contra tuberculose, poliomielite, tétano, hepatite B, sarampo e outras doenças. Porém, chegar aos 13% restantes é difícil.

“Onde houver uma pessoa, temos a responsabilidade de chegar a ela e vaciná-la. E os altos custos também tornam isso cada vez mais difícil”, destacou Adjei. Por exemplo, só se pode chegar de bote a algumas comunidade isoladas em torno do Lago Volta, centro do país. Sai muito mais caro para o Serviço de Saúde estar presente nessas pequenas comunidades do que atender as populações urbanas.

Uma pequena quantidade de ganeses não se vacina devido a crenças religiosas ou tradicionais. Segundo Adjei, o dialeto local twi tem uma só palavra para “medicina”, e não diferencia entre vacinas preventivas e medicamentos usados para tratar doenças. É difícil superar essas crenças, afirmou, acrescentando que, “felizmente, estes são casos isolados”.

O Hospital Geral de Acra foi uma das primeiras instituições a oferecer as vacinas no dia 4, na capital. Cerca de 40 mães se reuniram ali, com seus bebês, esperando a vez para vaciná-los. Gladys Otabil foi uma delas, com seu filho Gabriel, de dois meses. “Tudo o que entendo sobre as duas vacinas é que protegerão meu filho das doenças”, disse, acrescentando que também foi aconselhada a amamentar durante os primeiros seis meses de vida. Nas próximas semanas a campanha se estenderá a outros hospitais de Acra e do resto do país. Envolverde/IPS

 

 

do `Pragmatismo Politico

 

Negros morrem mais cedo que os brancos, revela relatório da UnicampPostado em: 15 mai 2012 às 11:59 | Racismo nãoDados da Unicamp mostram que a discriminação racial explica a desvantagem dos negros também no acesso aos serviços de saúderacismo brasil

Pesquisadora Estela Maria Garcia coordena Núcleo de Estudos da População. (Foto: UNICAMP)

O risco de morte por desnutrição é 90% maior entrecrianças negras do que entre brancas. Entre os adultos, as chances de morrer por tuberculose é 70% maior na população negra. E o número de consulta no pré-natal é quase 50% menor entre as gestantes pretas ou pardas. Os dados são do Núcleo de Estudos da População (Nepo), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que há 25 anos subsidia a implementação de programas e políticas públicas para reverter uma realidade em que nascimentos prematuros, mortalidade infantil, adulta e materna, entre outros agravos, apresentam altas disparidades quando relacionados à raça e cor.

Segundo a socióloga e demógrafa Estela Maria Garcia Pinto da Cunha, que coordena o núcleo, a discriminação racial presente na sociedade determina diferentes padrões de atendimento e tratamento de saúde para a população negra no país. Conforme afirmou, “existe uma posição de desvantagem da população negra com relação à branca justificada por uma condição social inferior, mas não somente por isso. Há um componente de discriminação racial também”.

Leia mais

Outro indicador da desvantagem é a transição demográfica pela qual o Brasil vem passando, com a queda na taxa de fecundidade feminina. Um relatório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), feito com participação de pesquisadores do Nepo, mostra que a taxa de fecundidade total das mulheres brancas é 34% inferior à das negras. De acordo com o núcleo, a manutenção deste diferencial reflete as desigualdades no acesso aos serviços de saúde da mulher e a contraceptivos. Ainda segundo a pesquisadores da Unicamp, a histórica vulnerabilidade social da população negra, desde a época da escravidão, permanece sobretudo na saúde.

Rede Brasil Atual e Jornal da Unicamp

 

do Brasilde Fato

 

EUA instalam novas bases militares na América do Sul  

Bases estão sendo inauguradas na Argentina e no Chile

15/05/2012

Indira Carpio Olivo e Ernesto J. Navarro 

Em 24 de março de 2012, a página web aporrea.org , publicou uma nota de 4 dias antes, de matrizur.org , na qual afirma que o governador da Província de El Chaco, outorgava permissão para a instalação de uma base militar do Comando Sul nesse território argentino. 
Diz o texto: “O edifício, que será inaugurado este mês, está localizado no prédio do aeroporto de Resistência – capital da Província do norte do Chaco – e encontra-se em sua etapa final de construção, será assim, o primeiro centro de operações na Argentina. Só falta equipá-lo com tecnologia de informática e ceder o lugar para, em seguida, concluir com uma capacitação de pessoal”, disse o comandante estadunidense Edwin Passmore, do Comando Sul, que reuniu-se semanas antes com o governador Jorge Capitanich”. 
Dias mais tarde, em 05 de abril, o Chile de Sebastián Piñera abria as portas a esse mesmo Comando Sul. 
Um complexo militar, localizado no Forte Aguayo da comunidade de Concón, região de Valparaíso, a uns 130 quilômetros a noroeste da capital Santiago, foi inaugurado com honras.
Frente aos protestos, quem aparece é o Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, afirmando que não é uma base militar operada por seu país, mas sim uma base chilena para treinamento de forças de paz das Nações Unidas. 
Atualmente o Comando Sul opera bases militares no Paraguai, El Salvador, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Colômbia e Peru. 
Em entrevista ao programa de rádio La Brújula del Sur, Walter Goobar, escritor editor do semanário dominical Miradas al Sur e colunista do diário Tiempo Argentino, comentou que o Governo dos Estados Unidos já não chama “bases militares” a essas instalações financiadas pelo Comando Sul, agora em seu novo discurso são denominadas: Deslocamento Cooperativo de Segurança, CSL (iniciais em inglês) ou Deslocamento Adiantado Operativo, FOL. 
“O Comando Sul está tentando penetrar em diferentes países com programas que não sejam militares (ajudas para catástrofes, emergências, etc) com os quais se pode evitar as autorizações dos congressos, ou das autoridades nacionais”, afirma Goobar.
Apesar de o Governador da Província de El Chaco, Jorge Capitanich, negar rotundamente que a instalação cedida ao exército dos EUA seja uma base militar Goobar assinala: “Para mim é óbvio que se trata de instalações militares, financiadas pelo Comando Sul. Quem aparece da parte dos EUA, assinando acordos com o governador do Chaco, é o comandante Edwin Passmore um homem conhecido na Venezuela já que foi expulso por realizar atividades de espionagem, é um homem da inteligência estadunidense”. 
 
Controle da Tríplice Fronteira
O escritor e analista argentino assegura que a província de El Chaco é altamente transcendental por várias razões, “neste caso específico (uma base) se permite ao Comando Sul o controle de uma zona estratégica que é para onde convergem as fronteiras da Argentina, Brasil e Paraguai e por onde corre o famoso Aqüífero Guarani”. 
Ao perder a dianteira política na América do Sul, os Estados Unidos tem uma necessidade de controle do tipo territorial, Goobar agrega que “a instalação de bases em El Chaco e no Chile, permitirá também recrutar forças locais para tê-las sob suas ordens e em sua folha de pagamento”. 
Consultado sobre as razões do governador de El Chaco para outorgar a permissão, Walter Goobar nos disse: “Pessoalmente creio que o governador Capitanich está tratando de conduzir uma espécie de política exterior por conta própria. Está contradizendo os postulados básicos da política exterior de Néstor e Cristina Kirchnner”. 
 
Cercados?
Em seus artigos, Goobar analisa o deslocamento militar do Comando Sul e considera que “sim há razões para preocupar-se. Este deslocamento militar anda de mãos dadas ou no mesmo passo que o deslocamento da Grã-Bretanha no Atlântico Sul, nas ilhas Malvinas, com naves de tipo nuclear”. 
“Parte deste deslocamento tem a ver com o Pentágono prevendo algum tipo de crise nos países da Alba e também com um eventual ataque por parte de Israel e/ou Estados Unidos contra o Irã e a necessidade de ter sob controle seu próprio pátio traseiro”.
 
Desembarque militar
A base oferecida ao Comando Sul na Argentina pelo governador de El Chaco sob o eufemismo de “base de ajuda a emergências” está localizada no aeroporto principal da região. 
A razão? Walter Goobar explica: “Neste momento, a principal arma dos Estados Unidos são 7.500 aviões não tripulados chamados drones, e para operar estes aviões não é necessário o desembarque de fuzileiros, o único deslocamento militar necessário é um joystick, 14 telas de computador e um piloto que seja capaz de voar 3 drones ao mesmo tempo”. 
 
Passmore
O Coronel cumpriu “tarefas humanitárias” na invasão ao Afeganistão comandando suas tropas. Além disso, foi assessor de Inteligência do ministro da Defesa do Kuwait durante a invasão do Iraque. 
Desde 2005 serviu como adido militar na embaixada dos Estados Unidos na Venezuela, país do qual foi expulso por atividades de espionagem no ano de 2008. 
Em fevereiro de 2011, Edwin Passmore foi protagonista da introdução das valises diplomáticas “secretas” que continham aparatos para comunicações secretas, codificação e interceptação de comunicações, equipamentos de posicionamento global (GPS), pacotes de software (suporte lógico) e uma grande lista de substâncias narcóticas e psicotrópicas.”

 

 

do Envolverde

 

 

Integração energética à brasileira para a América do Sul 


por Mario Osava, da IPS

e17 300x225 Integração energética à brasileira para a América do Sul

Represa de Canoa Quebrada no Rio Verde, norte de Mato Grosso. Foto: Mario Osava/IPS

São Paulo, Brasil, 15/5/2012 – A integração energética da América do Sul será uma realidade “no médio ou longo prazos”, impulsionada pela hidreletricidade e aproveitando a experiência do Brasil, prevê Altino Ventura Filho, secretário de Planejamento do Ministério de Minas e Energia. A promoção do sistema integrado regional, que seria “um exemplo para o mundo”, faz parte da política brasileira, afirmou Ventura na Segunda Cúpula Latino-Americana de Hidreletricidade, realizada em São Paulo nos dias 9 e 10 deste mês pela Business News Americas, uma empresa de informação econômica com sede em Santiago, no Chile.

Esse processo já começou pelo Mercado Comum do Sul (Mercosul, formado por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai), com projetos binacionais e interconexões que “evitam conflitos” e proporcionam maior segurança energética e redução de custos, compensando com juros os investimentos em linhas de transmissão e unidades de conexão, segundo Ventura.

O Brasil prevê concluir uma integração plena com o Uruguai em 2013. Com a Argentina haverá um grande avanço com a construção de duas hidrelétricas binacionais, Garabí e Panambi, no fronteiriço e trinacional Rio Uruguai, que fornecerão 2.200 megawatts de capacidade antes do final desta década.

O Uruguai estará pronto para a conexão total em novembro de 2013, afirmou Gonzalo Casaravilla, presidente da estatal Administração Nacional de Usinas e Transmissões Elétricas desse país. Dessa forma se reduzirá a vulnerabilidade do sistema uruguaio que, ao depender da hidreletricidade gerada em solos dos rios, sofre duramente o impacto da escassez de chuvas, pois deve elevar sua importação de hidrocarbonos, acrescentou.

As conexões já existentes entre Brasil e Uruguai são parciais, e agora se trata de reforçá-las a ponto de unir os sistemas nacionais. “No inverno precisaremos de energia do Brasil e na primavera a ofereceremos”, explicou Casaravilla. Ele prevê uma boa redução de custos para fornecer eletricidade à população desse país, de 3,3 milhões de habitantes.

A América do Sul, “única região com autossuficiência energética”, por sua abundância de rios, petróleo, gás, ventos e sol, pode otimizar seus recursos, ao promover uma integração na eletricidade, a partir de dois “arcos” de interligação, afirmou Sinval Zaidan Gama, superintendente de Operações no Exterior da empresa estatal Eletrobras.

O Arco Norte compreende Guiana, Guiana Francesa e Suriname, pequenos territórios no extremo setentrional no Mar do Caribe. Trata-se de integrá-los à América do Sul, desenvolvendo suas grandes potencialidades hidrelétricas e interligando-os, segundo Gama. Como consomem pouca energia, gerariam muitos excedentes para exportar aos vizinhos. O Arco Virtual Sul teria maior peso na integração regional, pois incluiria grandes países, ricos em recursos hídricos, como os do Mercosul e os andinos.

Elevar o aproveitamento de rios no Peru poderia servir para alimentar sua região sul, menos desenvolvida e carente de energia, em lugar de atender o norte do vizinho Chile. Seria “um bom projeto para os dois países”, e também se trataria de ‘”limpar a matriz energética do Chile”, especialmente em sua zona norte, onde predominam combustíveis fósseis, detalhou Gama. Por seu lado, o Chile poderia exportar para a Argentina a hidreletricidade de seus rios austrais. A transmissão seria mais barata e eficiente, com linhas de 200 quilômetros de extensão, em lugar dos milhares de quilômetros que devem ser estendidos para chegar aos grandes centros consumidores nacionais, destaca o executivo da Eletrobras.

De fato, o Chile seria muito beneficiado por essas interligações, já que seu potencial hidrelétrico se concentra no sul e sua maior demanda está no centro, em torno da capital Santiago, a dois mil quilômetros de distância, e no norte mineiro, mais distante ainda, explicou à IPS o subgerente de estudos de novas tecnologias da empresa privada de transmissão Transelec, Gabriel Olguín. A transmissão constitui o grande déficit do sistema elétrico chileno, admitiu. Este país geograficamente singular, estreito e muito alongado de norte a sul, encarece essa atividade por exigir um tronco muito largo.

Entre os países do Mercosul, as interligações estão mais avançadas, com acordos de intercâmbios e centrais hidrelétricas binacionais como Itaipu, que o Brasil compartilha com o Paraguai, Yacireta, que é argentino-paraguaia, e Salto Grande, a primeira construída por dois países sul-americanos associados, Argentina e Uruguai, na década de 1970. Construir uma hidrelétrica já é difícil dentro de um país”, e mais ainda se exige um acordo entre dois países, o que requer respeitar regulações e autonomias nacionais, mas se trata de um “seguro natural” e de uma forma “inteligente” de fazer uso mais sustentável dos recursos, destacou Gama.

A Eletrobras coordena 117 empresas estatais brasileiras e ainda controla grande parte da geração, transmissão e distribuição de eletricidade no Brasil. Perdeu força no período de privatização da década de 1990, mas o governo decidiu fortalecê-la nos últimos anos para atuar no exterior, entre outros objetivos. Está presente com 42 projetos em 16 países, mas “muitos são embrionários”, e somente entre 30% e 40% se concretizariam, admitiu Gama.

O Brasil desenvolveu um sistema integrado nacional que interliga suas geradoras e distribuidoras de eletricidade em todo o país, com exceção de umas poucas áreas isoladas, como o norte amazônico, em parte abastecido pela Venezuela. Isto permite economizar 20% em geração, disse o secretário de Planejamento do Ministério de Minas e Energia. Esses benefícios se estenderiam à América do Sul, cuja “vocação natural” é atender entre 65% e 70% de sua demanda elétrica por fontes hídricas, afirmou.

A hidreletricidade tem uma vantagem pouco mencionada: seus investimentos são amortizados durante o período de concessão de uma central, que no caso do Brasil é de 30 anos. Depois, nos muitos anos restantes de vida útil, os gastos com operação e manutenção são muito baixos, o que barateia a energia para toda a sociedade durante décadas, enfatizou Ventura. Há centrais que operam há mais de um século. Entretanto, os projetos binacionais não necessariamente beneficiam os dois sócios. Itaipu, a maior central da região, fez do Paraguai um país rico em uma hidreletricidade que, no entanto, quase não usufrui, 28 anos depois da inauguração dessa gigantesca central.

Ainda agora a participação dessa fonte na matriz elétrica paraguaia limita-se a 14%, informou Carlos Colombo Cuevas, coordenador do Comitê Gestor do Sistema de Transmissão, que está sendo construído para levar eletricidade de Itaipu até a Grande Assunção por um linhão de 348 quilômetros, que estará pronto em 2013. Esta obra, de US$ 555 milhões financiados por um fundo do Mercosul e da própria Itaipu, inaugurará uma “nova era” no Paraguai, pois permitirá sua industrialização, melhorar a qualidade de vida da população e sustentar o crescimento econômico do país, que em 2010 foi de 15%. Esta linha não foi construída antes por “falta de uma política de Estado”, indicou Colombo à IPS, e isso impediu o país de aproveitar sua melhor parte, a metade dos 14 mil megawatts de capacidade de Itaipu, para impulsionar seu desenvolvimento. Envolverde/IPS

 

Um dos maiores defensores da integração energética sulamericana é o Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães. Nos seus pronunciamentos ele pontuava que integração energética como grande agente aglutinador para as economias nacionais sulamericanas.

 

do Brasil de Fato

 

Acordo põe fim à greve de fome dos presos políticos palestinos  

Acordo, mediado pelo Egito, encerra greve de fome de dois presos palestinos, após 78 dias

Baby Siqueira Abrão

Correspondente no Oriente Médio

 

Um acordo entre autoridades de segurança de Israel e representantes dos presos políticos palestinos foi assinado nas primeiras horas da manhã de segunda-feira, 14 de maio. O acordo, que contou com a mediação do Egito, obteve o sinal verde de todas as facções e partidos da Palestina.

Mesmo assim, os prisioneiros levaram um dia inteiro discutindo os detalhes do documento antes de aceitá-lo, no começo da noite de segunda-feira. Parentes de Bilal Diab e Thaer Halahleh, há 78 dias em greve de fome, informaram ter recebido telefonemas de ambos, confirmando o fim da greve de fome. Pelo acordo, os mais de 2 mil grevistas têm 72 horas para voltar a ingerir alimentos, mesmo prazo que as autoridades sionistas têm para implementar as mudanças prometidas.

Em relação aos detidos sem acusação e sem direito a defesa, o compromisso é instaurar processo, nos casos em que houver acusação real, ou libertá-los assim que terminar o atual período da detenção administrativa. Israel não renovará esse período indefinidamente, como costuma fazer. Isso significa que grande parte dos detidos voltará para casa até agosto de 2012. Os seis homens em greve há mais tempo, e em risco de morte imimente – Bilal Diab (77 dias sem comer em 14 de maio), Thaer Halahla (77 dias), Jaafar Izz Addin (54 dias), Omar Shalal (69), Hasan Safadi (71) e Mahmoud Sirsik (54) –, serão encaminhados a um hospital civil israelense, para recuperação.

Israel se comprometeu a tirar das solitárias os presos em confinamento, a suspender o “decreto Shalit”, que tornou mais duras as regras prisionais após a captura do soldado Gilad Shalit pelo Hamas. Shalit foi libertado em outubro de 2011, mas as autoridades israelenses mantiveram o “decreto”, apesar das promessas de revogá-lo. Pelo acordo de agora, os prisioneiros poderão voltar a ler e a estudar, e os originários de Gaza receberão visitas de familiares, o que estava proibido pelas autoridades israelenses.

 

"Pelo acordo, os mais de 2 mil grevistas têm 72 horas para voltar a ingerir alimentos, mesmo prazo que as autoridades sionistas têm para implementar as mudanças prometidas":

Mostre me UM acordo com palestinos cumprido pelas "autoridades sionistas".  So umzinho.

Eles estao mentindo descaradamente.  Um quinto da populacao palestina -um milhao- ja foi preso por eles com acusacoes tao falsas como sempre foram.

Eles estao mentindo.  De novo.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

da Agência Senado

 

Marta Suplicy pede que população se posicione quanto a projeto que criminaliza homofobia

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Da Redação

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) pediu em Plenário nesta terça-feira (15) que os eleitores se posicionem diante dos deputados e senadores que ajudaram a eleger quanto ao Projeto de Lei da Câmara 122/2006, que criminaliza a homofobia. Para a senadora, a sociedade já está sensível à questão, mas os parlamentares ainda temem desagradar os eleitores votando favoravelmente ao projeto.

- A maioria dos deputados e senadores nunca levou o tema para seus eleitores, porque não é um tema pertinente para a maioria dos senadores e, muitas vezes, também para os eleitores. Então, cria-se um clima de dificuldade, de certo receio, de como é que o meu eleitor vai se posicionar. Mas ele [o senador] não sabe que seu eleitor não é contra, que acharia muito bom que acabasse essa violência no Brasil e que a lei fosse realmente implementada – defendeu a senadora.

Marta Suplicy contou que recebeu na manhã desta terça-feira, das mãos da comunidade LGBT, a proposta de que o PLC 122/2006 retorne ao texto original apresentado pela ex-senadora Fátima Cleide. Relatora da matéria na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), a senadora acredita ser mais “razoável”, no entanto, voltar ao texto aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), uma vez que as negociações para um projeto de consenso não estão progredindo.

A senadora afirmou que ninguém no Congresso e na sociedade é a favor da violência. Até mesmo aqueles que são contra o projeto não são a favor da violência. Na prática, porém, a violência contra homossexuais tem aumentado, seja com assassinatos, pancadaria, discriminação, boicote. A senadora destacou que a proposta conta com o apoio forte da mídia – novelas, comoInsensato Coração, exibida pela TV Globo, tratou do assunto homofobia em seus capítulos.

- Sabemos que é um assunto polêmico, no Brasil, para deputados, senadores, para os políticos. E acredito que a grande transformação virá na hora em que tivermos a sociedade se posicionando – afirmou.

A senadora participa nesta terça do seminário “Diferentes, mas iguais”, promovido pelo Senado para discutir o papel do Estado na construção de uma sociedade de respeito à diversidade; políticas positivas de combate à homofobia e aspectos constitucionais e legais da criminalização da homofobia, entre outros temas.

 

do Envolverde

 

Desigualdade territorial se faz visível na América Latina 


por Marianela Jarroud, da IPS

e47 300x199 Desigualdade territorial se faz visível na América Latina

Teófila Anchahua cria coelho da índia em Sierra Sur, no Peru, com ajuda do microcrédito. Foto: Julio Angulo/IPS

Santiago, Chile, 15/5/2012 – As zonas rurais menos povoadas e com maior presença indígena ou afrodescendente da América Latina são as que mostram um atraso de desenvolvimento mais acentuado em relação à média de cada país, revela o Informe Latino-Americano sobre Pobreza e Desigualdade 2011. Segundo o estudo, apresentado no dia 9 em Santiago, pelo Centro Latino-Americano para o Desenvolvimento Rural, a desigualdade territorial constitui uma das facetas menos abordadas do problema da desigualdade, e tem impacto especialmente forte nos setores rurais da região.

Desta forma, não é o mesmo nascer ou viver em qualquer lugar de um país, porque o local de residência determina a condição socioeconômica e as possibilidades de acesso a bens que garantem o bem-estar, diz o documento. Afirma, também, que na região (que continua sendo uma das mais desiguais do mundo) pode haver países com um desenvolvimento relativamente baixo, mas nos quais não há territórios particularmente atrasados nem adiantados em relação à média nacional. Por outro lado, países com desenvolvimento médio relativamente alto abrigam apenas uns poucos territórios com resultados satisfatórios e o resto aparece muito defasado.

Para este diagnóstico foram coletadas informações em El Salvador, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guatemala, México, Nicarágua e Peru a respeito de seis dimensões socioeconômicas diferentes: saúde, educação, dinamismo econômico e emprego, renda e pobreza, segurança social e igualdade de gênero.

“Um dos dados mais consistentes indica que praticamente em todos os países da região se replicam as mesmas desigualdades, as mesmas brechas e no mesmo tipo de territórios”, explicou à IPS a socióloga Ignacia Fernández, coordenadora do estudo. “A exceção se dá em matéria de desigualdade de renda e segurança social, onde são os territórios urbanos e densamente povoados os mais afetados”, explicou Fernández, doutora em sociologia pela Universidade de Barcelona.

A principal conclusão diz que as análises dos números ou médias nacionais não fornecem o desenho nem a implantação de políticas públicas que se contraponham a pobreza e desigualdade, já que neles não se analisam as particularidades de territórios, comunidades ou regiões. Isto pode significar que algumas políticas públicas, em lugar de ajudar na solução, mantenham ou aprofundem o problema. “A tirania das médias o que faz, no fim das contas, é esconder diferenças muito importantes. Um caso relevante é o Chile que, em geral, mantém uma boa média em relação à região. Porém, tem comunidades com indicadores semelhantes à Nigéria e outras como a Suíça. Há dispersões muito grandes que normalmente não se vê”, disse Fernández. As respostas de políticas e soluções vão à média e, portanto, “há muito conformismo”, afirmou.

O economista Pablo González, coordenador do Informe de Desenvolvimento Humano da Organização das Nações Unidas (ONU) disse que se deve pensar a política desde o território e gerar, a partir deste, uma proposta de desenvolvimento em que as pessoas possam expressar suas necessidades. “Estamos em um dos continentes com maiores desigualdades do mundo, junto com países do sul da África, e essa desigualdade tem uma expressão territorial importante que vai desde localidades na região que são comparáveis aos polos mais desenvolvidos do mundo, até localidades que estão em níveis de maior atraso”, observou à IPS o funcionário do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

González explicou que há brechas que também expressam problemas de gestão, principalmente nos enfoques setoriais, sem que exista uma coordenação. “Seria muito diferente se o enfoque fosse de baixo para cima, centrado em uma unidade de território que pode ser o projeto de vida das pessoas, a comunidade, a família, e há referências internacionais que fazem disso”, afirmou. “Os temas complexos da política do futuro têm de ser feitos assim, e não setorialmente. Temas como igualdade de gênero, por exemplo, exigem um trabalho multissetorial, e a unidade que tem vantagens comparativas para fazê-lo é o território”, ressaltou.

O informe destaca três políticas setoriais com impactos territoriais diferenciados: a educação descentralizada do Chile, o programa de desenvolvimento rural do México e o Bônus de Desenvolvimento Humano do Equador. Embora tais iniciativas tenham propósitos e alcances diferentes, coincidem em um aspecto: seus resultados de conjunto são positivos, mas, quando “estes são analisados de maneira desagregada espacialmente, se revelam importantes desigualdades em seus resultados e impactos”, diz o informe.

Na prática, “acaba-se aprofundado o problema porque incluem soluções que não estão na medida de soluções particulares com problemáticas particulares e diferentes”, alertou Fernández. “Por exemplo, “se alguém olhar os números agregados no México nos últimos 20 anos verá que a desigualdade em nível geral diminui, a desigualdade em nível urbano diminui, mas em nível rural aumenta, apesar de terem existido recursos por meio de um programa especificamente dedicado aos setores rurais”, indicou Fernández.

Em contraste, o estudo expõe dois bons exemplos de gestão local para a superação da pobreza: o Projeto de Desenvolvimento Sierra Sur, no Peru, e Território Solidário das Províncias do Sul de Santander, departamento do nordeste da Colômbia.

O projeto Sierra Sur, iniciado em 2005 com financiamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), se baseia em apoiar iniciativas de 230 organizações camponesas para melhorar a qualidade produtiva de seus recursos naturais e iniciativas de negócios rurais para outras 300 organizações, mediante um processo transparente, local e no qual incidem as comunidades participantes.

A experiência de Território Solidário inclui 52 municípios do departamento de Santander, onde a economia solidária se desenvolveu enraizada na forte tradição social, cultural e econômica do cooperativismo, que começou nos anos 1960 impulsionada pela Pastoral Social da Igreja Católica.

Para González, “os dois modelos são interessantes de olhar”. Em sua opinião, trata-se de “superar enfoques que enfatizam questões unidimensionais, como renda, critérios de eficiência ou mesmo a forma como tradicionalmente se mede a pobreza. Deve-se perguntar às pessoas o que consideram valioso e os resultados que vão obter. Assim pode-se relegitimar a ação política e as políticas públicas”. Envolverde/IPS

 

Como a Folha publica comentários de beócios e censura leitores que questionam sua posição

 

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Meu comentário censurado: Porque a Folha defende o Gurgel que sentou sobre a investigação da PF?

O meu comentário não pode ser publicado mas de outro comentarista pode, nos seguintes termos:

E ficou a imagem que o PT era o Paladino da moral e da ordem de justiça.Ele não permitiu 9 CPIs nos 9 Ministérios que desviram dinheiro público em conjunto com seus parceiros ONGs.O caso do Palocci e sua consultoria, foi blindado pelo PT e ele não disse quem são os seus clientes que pagarão para el em 4 anos 20 milhões.O caso do Fernando Pimentel também foi esqucido.E os cartões corporativos quando dinheiro roubado.O turismo para Buenos Aires da Benedita.E os 30 barcos da Ideli, como vão ficar!

Ok, ok...vou tentar mais uma vez...sou persistente, pois acredito piamente que nossa imprensa cumpre enorme papel na democracia, etc., etc., etc.,

Atenção

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Osvaldo Ferreiraescreveu (00h39) há 1 minuto:

Eu não entendo como há uma enorme omissão pelos órgãos de informação privados sobre as 200 ligações entre a Veja e os criminosos do esquema Cachoeira...

FOLHA com esconde isso dos seus leitores?

 

 

Osvaldo Ferreira

Não deveria, mas vou tentar te explicar. Essa primeira moderaçao é feita por um script ou seja um programa de computador. Então algumas palavras sao 'sensuradas' tipo Lula, Prostitutas, etc... Então voce deve editar seu comentarios e mudar a palavra Lula para Lu-la, etc... Vai mudando a forma de escrever as palavras e vc vai com o tempo descobrindo quais sao sensuradas.

Obs. Internet explorer é um lixo, pior ainda sendo versão 4... Atualiza isso ou entao mude para Google Chrome ou Firefox.

 

do Ministerio Publico Federal

 

Procuradores solicitam ser ouvidos pela CPMI após 31 de maio Imprimir15/5/2012 

Procuradores da República Daniel Resende e Lea Batista de Oliveira participarão de audiência de instrução e julgamento da ação penal do caso Monte Carlo no dia 31 de maio

 

Os procuradores da República Daniel Resende Salgado e Lea Batista de Oliveira solicitaram à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga Carlos Cachoeira que sejam ouvidos após o dia 31 de maio. Nesse dia, será realizada a audiência de instrução e julgamento da ação penal do caso Monte Carlo, operação que resultou na denúncia pelo Ministério Público Federal de 80 pessoas, dentre elas 29 policiais militares, sete policiais civis e três policiais federais.

Os procuradores foram convidados a auxiliar os trabalhos desenvolvidos pela CPMI no dia 10 de maio, tendo sido a reunião suspensa e remarcada para o dia 17 de maio. No ofício, que tem a chancela da Associação Nacional dos Procuradores da República, eles argumetam que o adiamento tem o objetivo de "assegurar a eficiência e a higidez da persecução penal."

Os procuradores também foram convidados a colaborar com os trabalhos do Conselho de Ética do Senado, e pediram em ofício que a reunião de trabalho com o Conselho também seja marcada em data posterior a 31 de maio. Nos dois documentos, os procuradores reiteram o desejo de cooperar com o "pleno êxito dos trabalhos", tanto da CPMI quanto do Conselho de Ética.

Confira a íntegra do ofício à CMPI e do ofício ao Conselho de Ética do Senado.

 

Secretaria de Comunicação
Procuradoria Geral da República
(61) 3105-6404/6408

 

Do blog do Cleuber Carlos.

http://cleubercarlos.blogspot.com.br/2012/05/carlinhos-cachoeira-arquite...

*** 

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=qdYVnECg7OY

Carlinhos Cachoeira arquitetou a derrubada do delegado Geral de Polícia Civil do Estado de Goiás Edmundo Dias. O grupo de Cachoeira não estava contente com o trabalho de Edmundo Dias e para derruba-lo Cachoeira teve como aliado o Corregedor da Polícia Civil Aredes Pires que ficava monitorando Edemundo. Cachoeira usou a principal jornalista política do Jornal O Popular Fabiana Pulcineli para atingir os seus objetivos e explodir o que lhe interessava. É o que revela áudios gravados da Operação Monte Carlo. No dia 14/06/2011 Aredes e Cachoeira conversaram sobra as mudanças no comando da polícia. Carlinhos Cachoeira revela que já entregou para a Fabiana Pulcineli o "negócio do rapaz" e diz vamos ver se explode aí. Aredes está revoltado com Edmundo Dias que estava tirando férias em São Luiz do Maranhão e reclama com Cachoeira dizendo que eles são devagar demais.

DIÁLOGO:


(...)
CARLINHOS: uai, quem vai pra ANÁPOLIS?


AREDES: TEIXEIRA.


CARLINHOS: aquele lá de CATALÃO?


AREDES: é aquele que foi regional em CATALÃO aquela época e por ultimo agora tava na CPP e também é, o por ultimo, por ultimo mesmo ele tava na DOT, é ele que vai pra lá. Ele que na época foi até cotado pra ser Delegado Geral, o JOÃO CAMPOS indicou o nome dele lá naquela época.


CARLINHOS: eu sei ele é bom né?


AREDES: é gente boa, cara bacana bom colega, firme duro, mas bacana, bom, trabalhador, de acordo o que precisa, agora bom mesmo foi o da PM rapaz, até que em fim vai salvar a PM viu?


CARLINHOS: quem que é o JAPONES voltou?


AREDES: é o KATAGRAMA vai voltar rapaz, foram La em RIO VERDE e buscaram ele até que em fim, o seu amigo NONATO deu uma dentro aí, por que ele tava caminhando pro brejo, com a cordinha no pescoço, agora com o KATAIAMA vai melhorar bastante, é perigoso até ele motivar a tropa rapaz, o povo gosta dele, os Policiais gostam dele, então acaba motivando, vai acabar salvando a administração do NONATO aqui.


CARLINHOS: é verdade, então ta deixa eu te falar, entreguei pra FABIANA Pulcineli viu o negócio do rapaz aí, vamos ver se explode aí.


AREDES: eu vou falar pra você, vocês são bonzinho demais, o homem ta de férias em SÃO LUIS DO MARANHÃO, o mundo ta pegando fogo, cinqüenta e três homicídios no mês uatro furto de veículo num dia, os Delegados sendo mudados a torto e a direito, o cara ta de férias lá em SÃO LUIS DO MARANHÃO, quinze dias de férias depois de cinco mês de serviço, ninguém fala nada, vocês num tão com nada não, vocês são devagar demais, ta doido.


CARLINHOS: não uai, terça feira ele foi no avião do LEREIA fazer um culto evangélico lá em MINAÇU, num foi, terça feira passada, ai depois disso ele saiu de férias?


AREDES: ele chegou, no outro dia ele não trabalhou, no outro, que ele tava preparando a mala, no outro dia ele saiu de férias pra SÃO LUIS DO MARANHÃO meu amigo, depois de cinco meses desgastantes ele ta de férias em SÃO LUIS DO MARANHÃO rapaz, o mundo aqui ta pegando fogo, ta caindo a cabeça de todo mundo, segurança pública ta indo pro lixo, rapaz, eu fiquei até injuriado por que na época do ERNESTO, o ERNESTO foi no encontro de Secretário Nacional, vocês batem nele aí pra valer, dizendo que ele no encontro Nacional por que tava tendo vinte homicídios por mês em GOIÂNIA, agora tem cinqüenta e três rapaz, e vocês, não ta tudo bem ta tudo certo, ah ta protegendo o homem ele deve ta bom.


CARLINHOS: ah num sabia disso não, tem que falar poxa, essas coisas tem que falar, passei pra FABIANA lá, vamos ver se ela explode lá, agora (ininteligível) melhora ainda ta bom? Precisamos encontrar aí.


AREDES: falou, então ta bom, ele ta desde a semana passada ele foi sexta feira parece quinta, num sei se ele foi pra SÃO LUIS, ele e a mulher, tão lá de férias, por que depois de cinco meses assim trabalhando já te esgotado. Ta fudido, esse pais nosso, vamos ver se sai alguma vírgula aí.


CARLINHOS: tem que chamar o WLADMIR aí e apresentar o TEIXEIRA pra ele pode ser?


AREDES: não... o TEIXEIRA eu administro num precisa nem apresentar não eu converso com ele ta, tranqüilo.


CARLINHOS: ta o WLADMIR vai aí, um abraço tchau, obrigado.


AREDES: uma abraço.

 

***

No dia 27/06/2011 Carlinhos Cachoeira e Aredes Correia voltam a conversar sobre o assunto Edemundo Dias e falam da nota da Fabiana Pulcineli que saiu no Blog dela. Fabiana publicou a seguinte nota:

 

" Troca na DGPC

Em nova mudança na cúpula da Segurança Pública, o governo estadual avalia tirar Edemundo Dias de Oliveira da Delegacia Geral de Polícia Civil. A avaliação é que o cargo exige um perfil mais firme, "linha dura", precisa ser um xerifão mesmo avalia um governista. Há a possibilidade de Edemundo ser remanejado para a Agência Goiana de Sistema de Execução Penal (Agsep), mas o acerto tem que passar plo deputado federal João Campos. aliado do atual titular da agência Edilson de Brito. Edemundo foi secretário de Justiça nas gestões do Governador Marconi Perillo (PSDB) e de Alcides Rodrigues (PP), cargos responsável pelos presídios.

Na semana passada chegou-se a especular o nome do ex-diretor -geral da Polícia Civil Marcos Martins para o lugar de Edmundo, mas a indicação foi descartada nos bastidores, Marcos Martins está na Goiás Gás.

As especulações são de que Marconi está decidido a bater o martelo sobre a mudança na DGPC, faltando apenas os acertos políticos. O Secretário de Segurança João Furtado nega que a troca esteja em cogitação.

"Estamos todos bem onde estamos. É uma fase de início de projetos e não pensamos em mudanças", diz.

Edemundo tirou licença de oito dias este mês. Segundo Furtado, foi para tratar de problemas particulares.

"Como é funcionário efetivo, tinha férias e resolveu tirar, pra fazer exames médicos, diz.
Em março, houve a troca do comando da Rotam, em meio aos reflexos da operação Sexto Mandamento, que prendeu 19 policiais militares. O governador também demitiu em fevereiro, o subcomandante-geral da da Polícia Militar, o coronel Carlos Cézar Macário, preso na operação. "

 *****

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=mNO7CtuI21M

Na conversa gravada pela Polícia Federal com autorização da Justiça. Aredes comenta com Carlinhos Cachoeira sobre a nota de Fabiana Pulcineli:

Aredes relata que está monitorando Edemundo Dias e comenta sobre a nota da Fabiana no face e logo é corrigido por Cachoeira: "É no blog é tudo informação precisa" continua Cachoeira. Aredes diz que entendeu tudo e cai na gargalhada para em seguida sugerir o nome de Rogério para Cachoeira. No dia 25 de novembro o governador Marconi Perillo promoveu a troca do comando da polícia civil saindo Edemundo Dias que foi substituído pela Delegada Adriana Accorsi. No dia 30 de novembro Edemundo Dias assumiu a agência prisional.

 ***

Fabiana Pulcineli também foi citada em uma conversa entre o Carlinhos Cachoeira com o jornalista João Unes, ex-editor do O Popular e atual dono do jornal A Redação. O blog do Cleuber mostrou o áudio com exclusividade:

http://www.youtube.com/watch?v=U-bobQN29zM 

 

Agencia Senado

Roberto Gurgel prestará informações à CPI por escrito

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Elina Rodrigues Pozzebom

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, deve prestar esclarecimentos por escrito à CPI mista que investiga as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados. De acordo com o requerimento aprovado nesta terça-feira (15), Gurgel terá cinco dias úteis para esclarecer dúvidas levantadas sobre a atuação da Procuradoria Geral da República (PGR) nos inquéritos das operações Vegas e Monte Carlos, da Polícia Federal, que investigaram Cachoeira.

Os parlamentares querem esclarecer o motivo da falta de continuidade das investigações da operação Vegas. Iniciada em 2008, a operação teve os autos enviados à PGR devido ao envolvimento de pessoas com foro privilegiado. Um mês depois, a subprocuradora da República Cláudia Sampaio, esposa de Gurgel, teria respondido à Polícia Federal que não havia elementos suficientes para denunciar os envolvidos com prerrogativa de função.

O pedido de informações por escrito foi apoiado pela maior parte dos integrantes da CPI, sob os protestos do senador Fernando Collor (PTB-AL), que vinha defendendo a presença de Gurgel na comissão. Para Collor, as declarações de Gurgel – que acusa parlamentares de tentar convocá-lo para pressioná-lo e desviar atenção do julgamento do Mensalão no STF – demonstrariam que ele tem algum problema e não quer enfrentar a CPI.

- Eu absolutamente não concordo com o requerimento aprovado na CPI porque isso aqui não é local para apresentar requerimento. A pessoa deve estar presente – afirmou o senador.

Durante a discussão, parlamentares, como o senador Pedro Taques (PDT-MT), avaliaram que Gurgel não poderia falar à CPI e que, se fosse convocado, não compareceria, amparado pela Constituição. Deputados e senadores também lembraram que a CPI não pode perder o foco da investigação, que não é a Procuradoria Geral da República.

- É importante nós termos clareza de que não estamos investigando a conduta de qualquer membro do Ministério Público federal. Nós estamos investigando, e é preciso que repitamos isso muitas vezes, a organização criminosa criada pelo senhor Carlos Cachoeira e suas ramificações – lembrou o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG).

Balança

O deputado Fernando Francischini  (PSDB-PR) se disse frustrado com o andamento dos trabalhos da CPI. Para ele, a “balança” está pesando para o lado errado, já que a comissão gastou tempo em excesso discutindo a convocação de Gurgel.

- Do outro lado da balança nós temos desvio de dinheiro público, corrupção de altos funcionários, um senador e deputados federais, formação de quadrilha, fraude em licitação lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de divisas. É essa a balança que a opinião pública brasileira está assistindo.

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) observou que a CPI ainda não produziu nada de novo. O senador criticou o fato de arquivos que deveriam estar disponíveis aos parlamentares estarem na sala secreta da CPI, exigirem acesso por senhas. Além disso, criticou, há material desnecessário em excesso, como gravações de ligações que foram atendidas pela caixa postal.

- Rogo e apelo para que se criem as condições para que possamos investigar.

Teor

O requerimento aprovado pela CPI questiona em que circunstâncias chegou à Procuradoria Geral da República a investigação da operação Vegas. Também questiona em qual data isso ocorreu. E quais foram as providências adotadas pela Procuradoria à época, já que o nome do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) já era mencionado nessa investigação, realizada em 2009.

Além disso, questiona em que data e em quais circunstâncias a Procuradoria Geral da República teve conhecimento da operação Monte Carlo, realizada neste ano, e quais as providências foram adotadas.

Agência Senado

 

da Rede Brasil Atual

 

Ex-presidentes comparecerão à instalação da Comissão da Verdade, nesta quarta

 

Por: Redação da Rede Brasil Atual

Publicado em 15/05/2012, 18:18

Última atualização às 18:18

  

São Paulo – Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor e José Sarney confirmaram hoje (15) que comparecerão à cerimônia de instalação da Comissão da Verdade, em Brasília. O colegiado investigará as violações aos direitos humanos cometidas pelo Estado brasileiro entre 1946 e 1988. 

Os sete integrantes são o advogado José Carlos Dias (ex-presidente da Comissão de Justiça e Paz de São Paulo, secretário estadual da Justiça no governo Franco Montoro e ministro da Justiça durante o governo Fernando Henrique Cardoso), o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp, a advogada Rosa Maria Cardoso, que defendeu Dilma Rousseff durante a ditadura (1964-85), o procurador da República Cláudio Fonteles, a psicanalista Maria Rita Kehl, o advogado José Paulo Cavalcanti Filho, secretário-geral do Ministério da Justiça no governo de José Sarney, e o professor Paulo Sérgio Pinheiro, secretário de Direitos Humanos do governo Fernando Henrique Cardoso e atual presidente da Comissão Internacional Independente de Investigação da ONU para a Síria.

De acordo com o projeto de Lei número 12.528, que criou a Comissão,  o objetivo central é “efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional”. Além de investigar o passado, será atribuição do colegiado adotar medidas para e políticas públicas para prevenir violação de direitos humanos, além de assegurar a sua não repetição.

Para executar os trabalhos, a Comissão da Verdade poderá receber todos os documentos, testemunhos e informações, garantindo o anonimato das fontes. A requisição de qualquer dado público também está permitida. Ao final, todas as informações deverão se tornar públicas, exceto os nomes mantidos em sigilo por vontade do depoente.

 

do Vi o Mundo

 

Comitê Paulista Memória Verdade e Justiça quer Gilson Dipp fora da Comissão da Verdade

publicado em 15 de maio de 2012 às 19:45

NOTA DO COMITÊ PAULISTA MEMÓRIA VERDADE E JUSTIÇA

Sobre a composição da Comissão Nacional da Verdade 
e declarações preocupantes de alguns de seus membros

O Comitê Paulista Memória Verdade e Justiça (CPMVJ), diante dos últimos fatos relacionados à constituição e ao início do funcionamento da Comissão Nacional da Verdade, vem a público externar o seguinte:

1. O CPMVJ reitera seu apoio à Comissão, espera que seus trabalhos comecem imediatamente após a posse dos seus membros, e coloca-se à sua disposição para contribuir com as investigações das violações praticadas pelos agentes da Ditadura Militar (1964-1985).

2. O CPMVJ considera que o sr. Gilson Dipp, ministro do Superior Tribunal de Justiça, não reúne as condições necessárias para integrar a Comissão, por haver atuado como perito do Estado brasileiro na Corte Interamericana de Direitos Humanos, tendo atuado contra os familiares dos guerrilheiros do Araguaia cujos corpos encontram-se desaparecidos até a presente data. A presença de Gilson Dipp, portanto, compromete a isenção da Comissão, nos termos do artigo 2º,  §1 inciso II do projeto de lei que a criou: “Não poderão participar da Comissão Nacional da Verdade aqueles que (…) não tenham condições de atuar com imparcialidade no exercício das competências da Comissão”. Desse modo, exortamos a Exma. Sra. Presidenta da República, Dilma Rousseff, a revogar a nomeação do sr. Gilson Dipp.

3. O CPMVJ estranha e repele declarações de alguns membros da recém-nomeada Comissão Nacional da Verdade que contrariam o elementar sentido de sua criação. Tratando-se de uma Comissão que tem por objetivo a verdade, espanta que a própria verdade de sua criação seja obscurecida por alguns de seus membros. A Comissão instala-se para esclarecer violações de direitos humanos e crimes contra a Humanidade de responsabilidade do Estado brasileiro. Nisto não há “outro lado”.  Tentativas de desvio desta clara e única finalidade devem ser imediatamente denunciadas como um golpe contra a consciência democrática do país. Não deveria ser necessário dizer que somente se pode buscar a verdade que está oculta: quem são os responsáveis e quais são todos os fatos e circunstâncias relativos às barbáries praticadas pelo Estado contra opositores políticos no período da Ditadura Militar. É isto que a sociedade não sabe. No plano ético, a consciência democrática do país não aceitará mais que a apuração de crimes contra a Humanidade, que marcam indelevelmente a história de um país e jogam sombras sobre as futuras gerações, seja obscurecida por mistificações que somente atendem os que têm medo do que o passado vai revelar e do que o futuro lhes reservará quando a verdade ganhar a luz do dia.

4. O CPMVJ também repudia firmemente as inoportunas e intempestivas declarações de membros da Comissão Nacional da Verdade de que é “impossível” a revisão da Lei de Anistia. Convém lembrar que a persecução criminal aos responsáveis por crimes contra a Humanidade — assassinatos, torturas, violações, desaparecimentos — é hoje obrigação assumida pelo Estado brasileiro perante a ordem jurídica internacional e que, neste momento, decorrido o prazo fixado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, o Brasil somente pode ser reputado Estado fora da lei. A criação da Comissão representa, apenas e tão somente, o acatamento pelo Estado brasileiro do primeiro ponto daquela decisão. É inaceitável, assim, que precisamente membros da Comissão desinformem a sociedade e se ponham a serviço de interesses que não são os da democracia.

São Paulo, 15 de maio de 2012

Comitê Paulista Memória Verdade e Justiça

PS do Viomundo: O Comitê Paulista Memória Verdade e Justiça é formado por ex-presos políticos, parentes de mortos e desaparecidos e ativistas de direitos humanos. Entre os integrantes,  os jornalistas  Rose Nogueira, Denise Fon, Pedro Pomar e Antonio Carlos Fon, o procurador Marcio Sotelo Felippe e o advogado Aton Fon Filho.

 

De Carta Maior

Cachoeira: “O Policarpo, ele confia muito em mim, viu?” Ligação interceptada pela Operação Monte Carlo fornece mais indícios sobre a proximidade do esquema do contraventor Carlos Cachoeira e a revista Veja. Esta ligação, na qual Cachoeira relata encontro com Policarpo Júnior, já havia sido divulgada pela imprensa, porém, omitiu-se a maior parte dela. De acordo com o bicheiro, o editor da Veja queria sua ajuda para provar que o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, havia ajudado a Delta a “entrar em Brasília” durante a gestão do ex-governado do Distrito Federal, José Roberto Arruda.

Brasília - Uma conversa telefônica entre o contraventor Carlos Cachoeira e do então diretor da construtora Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, interceptada às 14:43 do dia 10 de maio de 2011 durante a Operação Monte Carlo da Polícia Federal (PF), fornece mais indícios sobre a proximidade da quadrilha investigada e da revista Veja.

Trechos desta gravação já foram divulgados pela imprensa há quase um mês atrás, entretanto de forma seletiva, como fez esta reportagem do G1 . Nela, o veículo destaca apenas o trecho em que Cachoeira diz a Claudio Abreu que "plantou" na imprensa – sem citar o nome da revista e do jornalista - informações contra o ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot:

"Eu plantando em cima dele igual o que eu plantei do Pagot aquela hora. Ele anotou tudo, viu. Tá uma beleza agora. O Pagot tá (...) com ele".

Entretanto, no áudio da conversa, ao qual a reportagem de Carta Maior teve acesso, Cachoeira relata ao ex-diretor da Delta outros assuntos tratados com o editor da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior, em encontro realizado horas antes.

De acordo com o bicheiro, o editor da Veja queria sua ajuda para provar que o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, havia ajudado a Delta a “entrar em Brasília” durante a gestão do ex-governado do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Policarpo ainda teria afirmado que o acordo foi fechado em uma reunião em Itajubá e que estaria atrás de um flagrante da entrega de “dinheiro vivo”. Por sua vez, Cachoeira teria dito a Policarpo que “não existiu essa reunião”. 

Cláudio afirmou que as informações eram “furadas”:

“Na hora que eu estiver com você eu vou te contar porque o nosso chefe teve uma vez só com o cara, vou te contar como e porque que conhece o cara, tem nada a ver com a gente.”

Perguntado por Cláudio se Policarpo iria “alivar”, Cachoeira respondeu que o editor da Veja “não alivia nada, mas também não te põe em roubada”. Duas frases do contraventor, pouco depois, tranqüilizam o diretor da Delta:

“Garanto pra você que ele esqueceu.”

“O Policarpo, ele confia muito em mim, viu?”


De fato, nada foi publicado pela Veja neste sentido até então.

Antecedentes
No final de semana anterior, a revista Veja publicou a reportagem “O segredo do sucesso”, assinada por Hugo Marques, relacionando o crescimento da empresa Delta com os serviços de consultoria de José Dirceu. 

Os documentos da operação Monte Carlo revelam que desde o dia 7 de maio a quadrilha de Cachoeira trocava telefonemas, preocupada com a reportagem, e discutia estratégias. Em uma ligação no dia 8 de maio, às 19:58, Cachoeira disse a Cláudio Abreu que o senador Demóstenes Torres trabalharia nos bastidores do Senado para abafar a reportagem. 

Em outra ligação, no dia 11, às 09:59, Idalberto Matias de Araujo, o Dadá, tido pela PF como braço direito de Cachoeira, conta ao bicheiro que conversou com o repórter da Veja, Hugo Marques, que lhe revelou que o alvo de sua reportagem era “Zé Dirceu e não a Delta”.

Sobre Lula
Outro indício da proximidade entre o esquema de Cachoeira e a revista Veja está no final da gravação iniciada às 14:43 do dia 10 de maio de 2011.

Cachoeira e Cláudio Abreu citam um homem apelidado de “Lula” que não seria bem visto por Policarpo e “não entra bem na Veja”: 

“Não sei se é uma boa deixar, utilizar ele dentro da Veja não. É só entrar, é tran...(ligação cortada) ...é...”

Pela análise dos documentos da operação Monte Carlo, o Lula com o qual integrantes do esquema de Cachoeira mantiveram contato é Luís Costa Pinto, também citado como “Lulinha” em outros trechos da investigação. Ele já trabalhou no Jornal do Commercio, na Revista Veja, O Globo, Folha de São Paulo, Correio Braziliense e Revista Época. Há alguns anos passou a se dedicar à atividade de consultoria privada de comunicação e análise política. 

Em 2010, Luís Costa Pinto coordenou a comunicação e a formulação de estratégia da campanha de Agnelo Queiroz (PT) ao governo do Distrito Federal.

Escute aqui o áudio

Leia a transcrição aqui:

Claudio: Oi

Cachoeira: Claudio, pode falar aí?

Cláudio: Fala

Cachoeira: Aquela hora eu tava com Policarpo, rapaz, antes do almoço ele me chamou para conversar. Mil e uma pergunta, perguntou se a Delta tinha gravação, defendi pra caralho vocês, viu. Mas não fala para o Lula não.

Cláudio: Tá, pode deixar. Quem chamou?

Cachoeira: Policarpo, po. Aquela hora que você me ligou, você lembra que eu te fiz umas perguntas do Pagot? Enfiei tudo no rabo do Pagot, aquela hora o Policarpo tava na minha frente. 

Cláudio: Ah ta. Mas eu não ia falar pro Lula que tava com você. 

Cachoeira: Fiquei com medo de você falar, por isso que eu não falei que ia ta com ele. Que ele ia almoçar com o Lula, então o Lula ia falar pra ele, e eu não gosto, gosto disso preservado, (ininteligivel).

Cláudio: Pois é, o...(ininteligível, parece “segredo”) cê falou pro Policarpo?

Cachoeira: Não, moço. Mil e uma histórias, me contou. Rapaz, falei “vocês erraram, Zé Dirceu não tava”. “Tem sim e eu to atrás de uma coisa só, ô Carlin”, é... teve uma reunião em Itajubá do Fernando com o Zé Dirceu e o Arruda, os três juntos,viu? Itajubá. Foi aí que fechou para Delta entrar em Brasília. Foi pedido. O Zé Dirceu pediu para o Arruda para o Fernando entrar em Brasília.

Cláudio: Ah... Essa informação ta totalmente furada, eu conheço bem a história. Não tem nada disso, cara. O que é? Esses caras tão indo por um caminho que tem nada a ver. A hora que eu encontrar com você eu vou te contar porque a relação, vou te falar.

Cachoeira: Cê me fala depois, mas não fala para ninguém que eu to conversando com...eu posso ajudar demais, mas por fora ta? Eu plantando em cima dele igual o que eu plantei do Pagot aquela hora. Ele anotou tudo, viu. Uma beleza agora, Pagot ta fudido com ele. 

Cláudio: Pois é, pô. E vai sair mais alguma coisa?

Cachoeira: Ele ta, o Lula, mas num fala pro Lula não, mas o Lula deve contar a mesma história, ta? Essa de Itajubá. E com o Lula quem marcou não foi o... Júnior, Policarpo, o Lula que ligou para ele para marcar o almoço.

Cláudio: Uai, quem que marcou o almoço deles?

Cachoeira: O Lula ligou para o Policarpo para marcar. Você tinha me falado que o Policarpo que ligou pro Lula.

Cláudio: Ah, sei lá. Mas hein, me fala uma coisa aqui. O cara vai aliviar pra cima da gente?

Cachoeira: Não, não fala que eu te falei ta? Mas a história ta em cima de Itajubá, ta na reunião, que aquilo lá já deu, esquece ô Claudio, esquece, falei mil e uma coisa. É perguntou se tinha fita, a história que ta lá na Veja, sabe até o local que foi, o encontro do pessoal do Agnelo com o Fernando, é... que foi gravado dando dinheiro vivo. Eu falei “ô Policarpo, você acredita mesmo nisso?” Ele: “acredito”. Então, “pelos meus filhos eu to falando pro cê, não existiu essa reunião, esqueça, esqueça”, entendeu?

Cláudio: Pois é, ta vendo como as informações são furadas. Na hora que eu estiver com você eu vou te contar porque o nosso chefe teve uma vez só com o cara, vou te contar como e porque que conhece o cara, tem nada a ver com a gente, tem nada a ver. 

Cachoeira: E ele tem tanta confiança em mim que é (inintelígivel) verdade, sabe, minha pra ele, que eu sei que é um cara que, tipo assim: o Policarpo é o seguinte, ele não alivia nada, mas também não te põe em roubada, entendeu? Eu falei, eu sei, ó: “inclusive vou te apresentar depois, Policarpo, o Cláudio, eu sou amigo”, eu falei que era amigo do cê de infância. “Então, ele trabalha na sua empresa”, falou assim, “vai me contar que você tem ligação com ele”. Sabia de tudo. “Eu não vou esconder nada de você não, Policarpo, o Cláudio é meu irmão, rapaz”. “Agora, eu te falo que não tem nenhuma ordem, eu lido com isso 24 horas, eu nunca ouvi falar dele na empresa lá, e o cara sabe de tudo, ligação com Zé Dirceu. Esqueça”. Aí ele virou e falou assim “enfim, então, isso aí você não sabe, foi numa reunião em Itajubá’, entendeu?

Cláudio: Ham, pode falar para ele também esquecer isso aí, esquecer, esquece, cara. Vou te contar depois. É... 

Cachoeira: Mas a história é essa, viu, o cara veio doidinho atrás da fita onde tava o Fernando dando dinheiro pro povo do Agnelo, foi filmado, (inteligível) a história até ele falou diferente, outra história. 

Cláudio: Mas esqueça isso, tem nada disso não.

Cachoeira: Cê me garante? Eu “garanto, rapaz”. Você confia nele? “Confio”. Garanto pra você que ele esqueceu. Mas ele veio sequinho falando que aquilo era a verdade.

Cláudio: Pois é, ta vendo, ele contava um negócio desse aí, porque o cê mesmo sabe qual que é a verdade. Aí o cara falando dessa história, sabe até o local onde foi nós com o Agnelo, ta vendo? Tem nada a ver, porra.

Cachoeira: Ele falou que tem uma fonte aí que falou isso para ele, mas isso é fonte falsa, fonte furada, ô, ô, esqueça isso, tá bom? O Policarpo, ele confia muito em mim, viu? Vô ter que mostrar a mensagem que ele mandou antes, 10 horas da manhã para mim encontrar aqui em Brasília, eu tava aqui fui me encontrar com ele. Aí vou te mostrar depois, mas aí ele não pode saber que eu falei isso pro cê não, ta? Guarda aí, nem o Lula, não conta pro Lula não, se não o Lula acaba espalhando.

Cláudio: Tá. Cê quer encontrar com o chefe?

Cachoeira: Não, com o governador?

Cláudio: Com o Fernando, pô. 

Cachoeira: Precisa não, fala pra ele que nós tamo olhando tudo, ta? Outra coisa, eu não senti que o (corte na ligação) gosta muito do Lula não, ta? 

Cláudio: É né? 

Cachoeira: O Lula, eu to descobrindo umas coisas aqui, o Lula manda muito no Correio Braziliense, viu? Entra. Entra no Correio, sabe tudo. Então, a Veja, assim, um pé atrás com ele, né? Ele atacou a Veja uma época aí. Você sabe da história, então? Ele não entra bem na Veja não, viu? Não sei se é uma boa deixar, utilizar ele dentro da Veja não. É só entrar, é tran...(ligação cortada) ...é...?

Cláudio: Ta ok. Ta ok.

Cachoeira: Policarpo mesmo não é muito fã não, mas não fala que eu te falei isso não, nem pro Fernando, ta?

 

zanuja

De Opera Mundi

Ex-consultor, Romney defende banco acusado de fraude financeira nos EUA

Para pré-candidato republicano, rombo de US$2 bi do JPMorgan não é crime, mas sim “riscos da economia de livre mercado”

 

O agora único pré-candidato do Partido Republicano à Presidência dos EUA partiu em defesa do banco de investimentos JPMorgan Chase & Co alegando que as suspeitas de fraudes financeiros levantadas pelo Federal Reserve nada mais são do que meramente “riscos da economia de livre mercado”.

Em entrevista à emissora norte-americana NBC nesta terça-feira (15/05), Eric Fehrnstrom, principal assessor de Mitt Romney, disse que o pré-candidato é favorável a um certo nível de regulação sobre a economia do país mas que, ao mesmo tempo, não concorda que regras sobre Wall Street, o coração financeiro do planeta, desestimule investimentos.

Nas palavras de seu assessor, Romney, político que trabalhou a vida inteira dentro do mercado financeiro e já foi responsável pela administração de quatro bilhões de dólares em ativos de clientes da corretora BainCapital, se opõe à “punição de companhias” já que “não havia dinheiro de contribuintes em risco”.

Um dia após o JPMorgan anunciar a demissão de sua chefe de investimentos e de o atual presidente e candidato à reeleição Barack Obama defender novamente uma reforma do sistema financeiro e fiscal dos EUA, o principal nome da campanha de Romney argumentou “todos os prejuízos acabaram nas mãos dos investidores” e que “é dessa forma que funciona o mercado público".

Frente à crise da contabilidade e da credibilidade do maior banco de investimentos do mundo, até mesmo o presidente do Federal Reserve, Timothy Geithner, partiu em defesa de profundas reformas de Wall Street. Em uma conferência em Washington, disse que “a falha na administração de ativos de risco representa um caso muito poderoso em favor de uma reforma financeira".

Mas Fehrnstrom insiste: "Mitt Romney não está defendendo ausência de regulação mas sim regras racionais e não incômodas” para as grandes corporações norte-americanas.

 

 

zanuja

TODA santa vez que voce precisar desse cara ele vai estar do lado dos ricos e corruptos.  Nao vai falhar uma unica vez...

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

De Opera Mundi

FBI investiga prejuízo de US$2 bi em operações de risco do JPMorgan

Para presidente do Federal Reserve, caso pode levar a reforma do sistema financeiro dos EUA

 

O FBI (Polícia Federal dos EUA) instaurou nesta terça-feira (15/05) um inquérito para investigar a suposta distorção dos cálculos de operações de alto risco pelo banco de investimentos JPMorgan Chase & Co. Após anunciar prejuízo de dois bilhões de dólares, a corporação foi acusada pelo Federal Reserve de fraudar a metodologia de seus investimentos em derivativos, isto é, contratos futuros de compra e venda de ativos.

Na última quinta-feira (10/05), a cúpula do banco de investimentos já havia se reunido no Estado da Flórida para prestar contas a acionistas sobre o rombo da instituição. Nessa mesma semana, a Comissão de Segurança e Câmbio do Federal Reserve inauguraria uma investigação sobre os supostos procedimentos irregulares de contabilidade empregados pela companhia.

No início de abril, Jamie Dimon, chefe do Departamento de Investimentos do JPMorgan, já tentava acalmar as suspeitas levantadas pela imprensa norte-americana sobre os prejuízos de sua empresa, alegando que tudo não passava de “uma tempestade num copo d’água”. Durante o encontro anual de acionistas, contudo, o tom de suas revelações foi mais sóbrio e o executivo confessou que o banco cometeu “erros escandalosos” sob sua administração.

A investigação do FBI pretende examinar as mudanças adotadas pelo JPMorgan nos cálculos de suas operações com derivativos, contratos futuros de alta volatilidade. Existe a suspeita de que essas alterações maquilaram os elevados riscos característicos desse tipo de aplicação financeira.

Agência Efe

Ação Disciplinar

Durante o encontro na Flórida, Dimon recebeu o apoio dos acionistas do JPMorgan, que votaram em favor da manutenção das atribuições pelas quais o executivo já é responsável. Ele aproveitou a oportunidade para garantir aos sócios que reforçará as ações disciplinares sobre os responsáveis pelo prejuízo. Em entrevista coletiva, após a reunião, ele disse que o banco "tomará as decisões certas, que incluirão, muito provavelmente, restituições" aos seus sócios.

Nesta segunda-feira (14/05), o JPMorgan confirmou a demissão da diretora de investimentos Ina Drew. Em comunicado, Dimon partiu em defesa da executiva, alegando que, apesar das recentes perdas na divisão de investimentos, "Ina prestou enorme contribuição à companhia e não deveria se envergonhar do ocorrido".

Dennis Hong, diretor da Altimeter Capital, uma das maiores corretoras dos EUA, conversou com o portal norte-americano Huffington Post e disse que todas essas suspeitas afetam sua “opinião sobre toda a indústria financeira". Responsável pelo gerenciamento de 250 milhões em fundos de clientes, considera o caso extremamente "chocante, porque o JPMorgan é conhecido como um dos bancos mais conservadores em termos da administração de seus negócios de risco".

Reforma financeira

Em um evento patrocinado pela Peterson Foundation, instituição que pleiteia reformas fiscais nos EUA, o secretário do Tesouro do país, Timothy Geithner, disse que os prejuízos provocados pela suposta ingerência do JPMorgan reforçam a necessidade de uma profunda modificação do sistema financeiro norte-americano.

"Eu penso que a falha na administração de ativos de risco representa um caso muito poderoso em favor de uma reforma financeira", disse. Analisando o que seria um contexto crucial para esse tipo de mudança macroeconômica, propôs que todos se questionassem se “essas falhas de instituições privadas colocam em risco a economia mais ampla, o sistema financeiro ou os contribuintes do país".

 

 

 

zanuja

De Agência Brasil.

Rio Grande do Sul autoriza travestis e transexuais a usarem nome social em documentos15/05/2012 

Da Agência Brasil


Brasília – Os travestis e os transexuais do Rio Grande do Sul poderão, a partir do dia 17, escolher o nome que querem usar em documentos de identidade. Por enquanto, os novos documentos, chamados de Carteira de Nome Social, só serão válidos no estado. No dia 17 se comemora o Dia Estadual de Combate à Homofobia.

A decisão do governo do Rio Grande do Sul foi tomada depois de uma longa negociação entre autoridades estaduais e representantes de organizações não governamentais (ONGs). A iniciativa está no Decreto nº 48.118, de 17 de maio de 2011.

A diretora do Departamento de Direitos Humanos e Cidadania da Secretaria de Justiça e Direitos Huma, Tâmara Biolo Soares, disse que a decisão é o primeiro passo para conquista da cidadania plena. Segundo ela, a iniciativa reduz também situações de desconforto e até mesmo preconceito sofrido por transexuais, transgêneros e travestis.

“O reconhecimento do nome social pelo Poder Público é muito importante para promover uma cidadania concreta para os travestis e transexuais. A não consideração do nome social gerava um ambiente propício ao preconceito”, disse Tâmara.

A diretora acrescentou ainda que, com esse direito garantido, os transexuais deverão obter também mais condições de acesso a serviços públicos. Segundo Tâmara Biolo, muitos transexuais deixavam de buscar esses espaços por medo de constrangimento.

A transexual Luísa Sten, militante da ONG Igualdade do Rio Grande do Sul, enfrentou uma longa batalha judicial para garantir a mudança de nome nos documentos. Ela comemorou o pioneirismo gaúcho. “É uma grande conquista. No meu caso, eu consegui pelo Poder Judiciário, mas para aqueles que não têm condições é uma oportunidade. Já há uma procura muito grande. Não é preciso se submeter a um psiquiatra nem a um processo judicial.”

Na semana passada, o Congresso da Argentina aprovou medida semelhante, mas com a diferença de que a mudança dos documentos para o nome social é válida em todo território. A aprovação da lei foi comemorada por organizações não governamentais do país e do exterior.

 

 

Edição: Lílian Beraldo

 

zanuja

De Agência Brasil.

População mundial já consome 50% mais recursos naturais que a capacidade do planeta15/05/2012 

Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A população mundial está consumindo 50% mais recursos naturais do que o planeta pode oferecer. Segundo o Relatório Planeta Vivo, divulgado hoje (15), pela rede ambiental WWF, o crescimento da população e o consumo excessivo são os maiores responsáveis pela pressão sobre o meio ambiente. O Brasil está acima da média mundial na relação entre a demanda e a capacidade de regeneração do ambiente.

Segundo o documento, todas as economias emergentes do Brics – grupo que compreende o Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul – aumentaram o consumo per capita de recursos naturais. A elevação ficou em 65% nos últimos 50 anos. No caso brasileiro, a agricultura e a pecuária foram as atividades que responderam por dois terços do consumo medido, seguidas pela pesca, emissão de carbono, uso florestal e áreas construídas em cidades.

“Temos a maior área para pecuária e uma das menos produtivas. Enquanto a pegada ecológica [índice de consumo] da atividade no Brasil tem taxa de 0,95, na Argentina, o índice é 0,62 e a média mundial, 0,21. Na agricultura, o problema está voltado para outras questões, como o grande volume de consumo de água nas lavouras”, explicou a secretária-geral da WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito.

Para ela, o Brasil precisa se posicionar sobre questões polêmicas, como o Código Florestal, para continuar exercendo papel importante na reversão desses cenários e ser visto como modelo durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

“O Brasil pode perder credibilidade no debate sobre conservação se a presidenta Dilma [Rousseff] vetar parcialmente ou aprovar o texto. A presidenta precisa identificar que a pegada ecológica no país está na agropecuária e o debate é em torno de uma visão retrógrada, diante de tudo que já sabemos”, observou Maria Cecília.

Para os técnicos do WWF, o veto total, considerado “uma ação de responsabilidade”, terá melhor impacto para o Brasil na conferência internacional, do que os resultados sobre redução do desmatamento. “O que fica mal para o Brasil [na Rio+20] é não dar garantia de leis. Você vai investir em um país que não cumpre suas regras e dá anistia a quem cometeu crimes ambientais?”.

Relatório Planeta Vivo, divulgado hoje (15) em vários países, mediu as mudanças dos ecossistemas em 9 mil populações. Segundo o documento, a biodiversidade continua apresentando declínio, principalmente nas regiões tropicais. Os países de maior renda, como o Catar, Kwait, os Emirados Árabes e Estados Unidos, consomem, em média, três vezes mais recursos naturais do que os países de menor renda. Apesar disso, foi nos países de renda mais baixa que o declínio da biodiversidade foi maior. “O que demonstra como as nações mais pobres e mais vulneráveis subsidiam o estilo de vida dos mais ricos”, destacou a WWF no relatório.

Edição: Lana Cristina

 

zanuja

Não conhecia nem a metade dessa história do Adhemar, o nosso bi medalhista olímpico. Nossos heróis esquecidos. Hoje os “heróis” são os BBB da vida.

De BBC Brasil.

Momentos Olímpicos: Para 1º brasileiro bicampeão, palmas em derrota foi seu instante mais memorável

Rodrigo Durão Coelho

Da BBC Brasil em São Paulo

Atualizado em  15 de maio, 2012

 

 

Arquivo Uni Sant’Anna

Adhemar iniciou a tradição brasileira no salto triplo

Adhemar Ferreira da Silva , o mais bem sucedido esportista brasileiro da história das pistas, o único bicampeão olímpico do Brasil em atletismo - no salto triplo - teria eleito como seu maior momento nos Jogos curiosamente sua pior participação, segundo o jornalista especializado em esportes amadores Alberto Chammas.

"Em Roma, em 1960, ele enfrentava problemas físicos e não conseguiu boas marcas. Ao deixar o estádio, ouviu aplausos e pensou que eram para algum outro atleta, mas ao ver que eram para ele, foi até o alambrado", diz o jornalista, que também foi amigo pessoal de Adhemar.

 

"Aos poucos, o estádio todo começou a aplaudi-lo. Adhemar então deu a volta, cumprimentando a todos. No dia seguinte, os jornais italianos deram destaque a essa 'volta olímpica'. Ele mesmo me disse que esse foi seu maior momento, a 'medalha' mais importante", conta Chammas.

"Porque ser ovacionado quando se está no pódio, após um feito, é compreensível. Mas após um fracasso, é um sinal enorme de reconhecimento. Não é para qualquer um", completa.

De fato o termo "especial" pode ser aplicado a Adhemar sem medo. Muitos inclusive creditam a ele a criação da primeira volta olímpica, em 1952, na Olimpíada de Helsinque.

Após conquistar o ouro – quebrando três recordes olímpicos nesse processo – Adhemar foi para perto do público que o aplaudia, circundando o estádio enquanto acenava, dando origem, segundo alguns relatos, para a expressão.

Estrelas

Arquivo Uni Sant’Anna

Ele foi o primeiro a romper a marca dos 16 metros, considerada o ´limite humano' na época

Quatro anos depois, o atleta voltou a ser o melhor, nos Jogos de Melbourne. Demorou outros 48 anos para que o Brasil voltasse a ter bicampeões olímpicos, com os iatistas Robert Scheidt,Torben Grael e Marcelo Ferreira e os jogadores de vôlei Giovanni e Maurício, em Atenas 2004.

"Adhemar era um cara muito especial. Extremamente sério. Parte do seu sucesso, além de ter um corpo predisposto ao esporte, era se empenhar totalmente aos treinos", diz Chammas.

Adhemar Ferreira seguiu durante toda a carreira as orientações do exigente técnico alemão Dietrich Gerner, primeiro no São Paulo, depois no Vasco da Gama. As duas estrelas douradas presentes no distintivo do clube paulistano são pelos ouros olímpicos de seu ex-atleta.

"Ele se ressentia de que a torcida do São Paulo nem sabia quem ele era. Muitos achavam que as estrelas eram por causa dos Mundiais em Tóquio", afirma Chammas.

Aliás, sua lista de conquistas é extensa: foi dez vezes campeão brasileiro, pentacampeão sulamericano e tricampeão panamericano. Ao todo são mais de 40 troféus.

Chammas diz que o ex-atleta costumava lembrar das dificuldades de seu tempo, afirmando que, se tivesse disponíveis os recursos de preparação dos atletas atuais, seria praticamente "imbatível".

"Ele dizia que em sua época de atleta, não tinha essas coisas de suplementos alimentares, vitaminas, mas comia as refeições feitas por sua mãe, à base de arroz com chuchu", diz o jornalista.

Feitos

Fora das pistas, Adhemar atuou no filme Orfeu Negro, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1960.

Passou três anos como adido cultural brasileiro na Nigéria, em meados da década de 1960.

Poliglota, era fluente em francês e inglês. Ainda como atleta, formou-se técnico em escultura e depois como professor de educação física. Posteriormente, conseguiu ainda os diplomas superiores de direito e relações públicas.

Chammas diz que, além da ovação de 1960, Adhemar costumava lembrar de quando venceu o ouro em 1952, na Finlândia.

"Ele dizia que muita gente do público o chamava para cumprimentá-lo e, em particular uma menina pequena. Ao se aproximar, ela disse que sua família o acolheria, que ele podia morar na casa deles", relata.

Arquivo Uni Sant’Anna

Adhemar era poliglota

"Ao voltar ao Brasil, Adhemar soube que um jornal de São Paulo havia feito reportagens sobre sua falta de recursos financeiros e organizado uma coleta para comprar uma casa para ele", diz.

"Adhemar ficou com medo de que o COI (Comitê Olímpico Internacional) julgasse que ele havia deixado de ser amador e fez a mãe devolver a casa. Ela teria dito a ele: 'Não se preocupe, porque um dia você terá uma casa em cada local do mundo'."

"Pouco antes da olimpíada de 2000 em Sydney, Adhemar me disse ter recebido uma carta de uma senhora finlandesa que dizia ser ela a menina de Helsinque em 1952, que tinha visto uma reportagem sobre ele e suas condições financeiras. E que tinha em sua casa um quarto vago e ele poderia hospedar-se lá", conta.

"Ele ficou feliz de ver a profecia de sua mãe realizada", diz Alberto Chammas.

Desde 2012, Adhemar Ferreira da Silva, que morreu em 2001 aos 73 anos, tornou-se o único brasileiro a integrar o hall da fama da Federação Internacional do Atletismo (FIA).


 

zanuja

A mídia ignora o envolvimento de Eduardo Siqueira Campos, filho do governador tocantinense e administrador do Estado, com Carlinhos Cachoeira. No caso referente ao DFTrans acharam os secretários e o coreano, mas não acharam o Eduardo.

Todos sabem que Cachoeira tentou vencer a licitação no DFTrans para a exploração de bilhetes do transporte coletivo. Milton Martins de Lima, diretor administrativo-financeiro do DFTrans foi até mesmo afastado por ser citado nas conversas grampeadas.

Mas há uma série de fatos totalmente ignorados pela mídia nesse caso que mereceram essa postagem. Isso também aconteceu na Infraero, mesmo após a denúncia feita nesse blog não houve um progresso do assunto na net e nem explicações das autoridades envolvidas.

Essas conversas que serão postadas mostram como Eduardo Siqueira Campos agia em dos negócios de Carlinhos Cachoeira e atuou junto de Alex Son Chung, um importante representante das grandes empresas coreanas no Brasil.

O negócio favoreceria a empresa coreana EB Card. O secretário de transportes, José Walter Vazquez Filho, só não teria favorecido o grupo de Cachoeira por conta de uma greve que atrapalhou os planos. José Walter Vasquez explicou que, de fato se reuniu com representantes da Delta e da empresa coreana, a pedido de Valdir dos Reis, como fez também com outros representantes de empresas interessadas em apresentar tecnologia.

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Alex Chung, representando os coreanos, queria que a EB Card tivesse participação direta no negócio, mas Carlinhos Cachoeira tinha um plano melhor, pra ele. A exploração dos bilhetes, que renderia R$ 60 milhões por mês, ficaria com a Delta e a EB Card e Alex Chung receberia por sua contribuição nos negócios.

Numa das conversas, Carlinhos diz que estava com Siqueira Campos, Eduardo. Gleyb diz que estava no Troia com Júlio e João, duas pessoas importantes dentro do poder judiciário. Júlio é um desembargador e João um ministro de uma corte.



Alex Chung foi a Goiânia encontrar com o governador Marconi Perillo, provavelmente para conversar sobre a implantação de um projeto de VLT em Goiânia. Eduardo Siqueira Campos foi mandado para Goiânia para conversar com Alex sobre o DFTrans. No dia seguinte Alex Son Chung e San Wook Park estariam reunidos com José Walter Vasquez – secretário de transportes de Brasília – e Marco Antonio Campanella – diretor do DFTrans.

 

Duas semanas antes Carlinhos diz que depositou R$ 1 mil reais na conta da garota de programa com quem Eduardo Siqueira Campos teve um encontro. Esse programa foi uma forma de incentivo para Eduardo colaborar com os negócios de Claúdio, da Delta. 

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Alex Chung é um homem importante e é chamado de "embaixador" coreano pelo grupo. Ele foi o responsável pelo desenvolvimento da marca Samsung no Brasil. No Brasil representa não só a Samsung como a Hyundai, Dohwa, Daelin, Daewoo, EB Card e outras empresas. Atualmente é presidente da Câmara de Comércio Brasil-Ásia. Não há negócios entre grandes empresas coreanas e os governos brasileiros sem participação direta do Sr. Chung, já que ele é o intérprete e porta-voz do grupo de empresas coreanas, além de ser sempre o homem convidado a explicar os negócios na mídia.

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Esse caso, e as conversas envolvendo os senadores Ataídes(PSDB-TO) e  Wellington Dias(PT-PI) e Mario Couto (PSDB-PA) podem ser encontrados no blog:

http://cachoeiradedados.wordpress.com/

 

 

De R7.

Operações da PF registraram 416 diálogos 
entre Demóstenes e Cachoeira

Telefone de Demóstenes era pago pela organização do contraventor

Marina Marquez, do R7, em Brasília

 

As operações Vegas e Monte Carlo da Polícia Federal, realizadas entre 2008 e 2011, registraram 416 diálogos entre o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) e o bicheiro Carlinhos Cachoeira. 

A informação é o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que acompanhou o depoimento dos delegados da PF (Polícia Federal) responsáveis pelas operações, Raul Alexandre Marques e Matheus Mella Rodrigues, no Conselho de Ética do Senado Federal. 

De acordo com o senador, são 416 ligações em pouco mais de um ano. A Operação Vegas gravou o bicheiro durante 45 dias em 2008 e a Operação Monte Carlo durante 11 meses e meio entre 2010 e 2011.

Na primeira operação, Demóstenes fala com o contraventor 63 vezes, na segunda, 353. Além disso, Demóstenes conversa com outros 25 investigados nas operações e outros 293 diálogos entre integrantes do grupo de Cachoeira citam o senador goiano. 

— Nossos questionamentos eram em dois sentidos. Primeiro se havia atuação legislativa do Demóstenes pautada pelos interesses da organização, o que ficou muito claro, e se ele tinha relação direta com a organização criminosa, o que também, com os números e dados apresentados, é inquestionável. 

Segundo o senador, um dos diálogos mostra Demóstenes falando com o bicheiro sobre um projeto do ex-deputado Maguito Vilela (PMDB-GO) sobre regularização dos jogos de azar. Depois de divergirem sobre o assunto, o senador teria dito que "não concordava, mas faria o que ele quisesse". 

Randolfe disse que os delegados apresentaram pontos da investigação sobre o grupo do bicheiro que mostram uma relação "no mínimo muito estreita" com o senador. Mostraram que o telefone Nextel de Demóstenes era pago pela organização do contraventor e que ele recebeu dinheiro de Gleyb Ferreira, contador de Cachoeira e do ex-diretor da Delta, Cláudio Abreu. 

— Eles citaram o diálogo em que o Gleyb está na porta da casa do Demóstenes com R$ 20 mil e liga para Cachoeira. Diz que está com o dinheiro do Demóstenes e o bicheiro diz para entregar para ele. 

Defesa 

O senador do PSOL afirmou ainda que a estratégia usada pela defesa de Demóstenes no Conselho de Ética durante o depoimento é tentar mostrar que as operações da PF investigaram o senador indevidamente, já que ele tem foro privilegiado. 

No entanto, os delegados apontaram que Demóstenes não era alvo ou investigado e que não houve irregularidade.

O advogado do senador Demóstenes Torres, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que "é inquestionável que houve uma burla constitucional" durante as investigações. Segundo ele, o senador foi grampeado sim e o depoimento dos delegados reforça isso. 

– É absolutamente claro que há burla na Constituição. O senador da República foi investigado nas operações Vegas e Monte Carlo e não há dúvida disso. Houve uma investigação ilegal e vamos acrescentar a degravação do depoimento de hoje no questionamento que estamos fazendo no STF. 

Kakay disse ainda que espera que o bicheiro Carlinhos Cachoeira vá ao Conselho de Ética para depor como testemunha para Demóstenes, mas que a decisão final cabe ao advogado do contraventor. 

O relator do processo disciplinar contra Demóstenes, senador Humberto Costa (PT-PE), disse que o depoimento dos delegados foi "esclarecedor" e vai ajudar na produção final do relatório. 

O petista disse que também espera que Cachoeira vá ao Conselho, mas que, caso não vá, é possível analisar as denúncias sem o depoimento do bicheiro. No entanto, na opinião dele, não comparecer ou silenciar, "vai prejudicar a defesa". 

 

zanuja