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Clipping do dia

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Interessante: no governo FHC, com o ministro Paulo Renato, uma greve de mais de 100 dias nas federais ficou invisível, na imprensa. Agora, no primeiro dia está em destaque no UOL e deve sair ou já saiu na FSP (não sei, faz tempo que cortei a assinatura); e no G1 a notícia tem muito mais detalhes. Interessante 2: aqueles comentários ignóbeis dos leitores, habitualmente encontrados nas matérias do UOL, estão quase-quase ausentes.

 

17/05/2012

Greve nacional dos professores das universidades federais começa nesta quinta

Do UOL, em São Paulo

Começa nesta quinta-feira (17) a greve geral dos professores de universidades federais organizada pelo Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior). O sindicato deve divulgar até as 15h de hoje um balanço oficial com a adesão ao movimento. Segundo o Andes-SN, a categoria luta pela reestruturação da carreira de docente e por melhores condições de trabalho.

A paralisação na UFPR (Universidade Federal do Paraná) começa oficialmente às 18h, para cumprir a exigência legal de aviso prévio de 72 horas à reitoria. Segundo a Apufpr (Associação dos Professores da UFPR), a universidade conta com cerca de 2 mil professores ativos e a greve deve afetar todos os campi: Litoral, Centros do Mar, Palotina e Curitiba.

Os alunos da UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco) já iniciaram o dia sem aulas. A paralisação dos docentes foi decidida em assembleia nesta terça-feira (15) e segue por tempo indeterminado. A Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco) também está em greve.

Na UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), os docentes também decidiram iniciar greve.

Além deles, os professores da UFU (Universidade Federal de Uberlândia) aderiram à paralisação. De acordo com a Adufu (Associação dos Docentes da UFU), houve um ato público hoje pela manhã e no período da noite deve acontecer outro. A associação informou que antes da greve geral também ocorreram três paralisações de 24 horas.

Os professores da UFPB (Universidade Federal da Paraíba), UFCG (Universidade Federal de Campina Grande), Ufal (Universidade Federal de Alagoas) e UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) também votaram pela greve a partir de hoje. Algumas instituições ainda podem definir se participarão do movimento.

Use o espaço dos comentários para contar se os professores da sua instituição de ensino também estão em greve.

http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/05/17/professores-de-29-universidades-e-institutos-federais-entraram-em-greve-diz-sindicato.htm

G1:

http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2012/05/greve-de-professores-comeca-nesta-quinta-feira-nas-universidades-federais.html

 

FHC defende a regulação dos meios de comunicação

(Carta Maior )

Em um seminário promovido pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente defendeu a regulação da mídia como condição da democracia: "não há como regular adequadamente a democracia sem regular adequadamente os meios de comunicãção", afirmou FHC. “Os meios de comunicação no Brasil não trazem o outro lado. Isso não se dá por pressão de governo, mas por uma complexidade de nossa cultura institucional,” acrescentou.

João Brant (*) - Especial para Carta Maior

O título, o ambiente e o programa sugeriam que o seminário “Meios de comunicação e democracia na América Latina”, realizado no último dia 15 no Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC), seria um palco para a cantilena contra a regulação do setor e de crítica feroz às iniciativas em curso em países da região. Não foi esse o tom predominante.

Com a participação de ex-presidentes da Bolívia e do Equador e um ex-porta voz da presidência do México, além do jornalista brasileiro Eugênio Bucci, o debate foi marcado principalmente por duas preocupações. De um lado, o desafio de manter um jornalismo investigativo independente em um cenário de enfraquecimento dos meios tradicionais. De outro, uma afirmação quase uníssona sobre a necessidade de regulação democrática do setor, resumida pelo ex-presidente brasileiro, presente ao evento: “não há como regular adequadamente a democracia sem regular adequadamente os meios de comunicação”.

(continua no site de Carta maior):

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20167&boletim_id=1194&componente_id=19179   

 

"Lo que los hombres realmente quieren no es el conocimiento sino la certidumbre ". - Bertrand Russell (1872-1970); filósofo y matemático inglés. (citação num boletim do av. Panda )

 

Buffett compra mais jornais e se torna um dos maiores do setor
17 de maio de 2012 • 13h29 • atualizado 14h19

Warren Buffett comprou a maioria dos jornais da Media General por US$ 142 milhões

A Berkshire Hathaway, do investidor Warren Buffett, comprou a maioria dos jornais da Media General por US$ 142 milhões em dinheiro, aumentando as apostas em jornais. O negócio anunciado nesta quinta-feira significa que Buffett terá 25 jornais nos Estados Unidos e se tornará um dos maiores empresários do setor editorial do país.



A Berkshire também emprestará à Media General US$ 400 milhões e dará uma linha de crédito de US$ 45 milhões. A editora vai emitir garantias de aproximadamente 4,6 milhões de ações classe A, o equivalente a 19,9% das ações em circulação.



Às 13h05 (de Brasília), as ações da Media General saltavam 36,9%, para US$ 4,6, depois de chegarem a 38,2% e alcançarem o maior nível em seis semanas. A companhia, dona de 63 publicações diárias e semanais, tinha anunciado em fevereiro que considerava a venda dos jornais. 

http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=20120517162...

 

Pela primeira vez número mundial de turistas vai superar um bilhão
Um sétimo da humanidade deve viajar durante o ano de 2012

AFP | 16/05/2012 15:15:14



Texto:
Foto: Divulgação
Em 2011, o número de turistas chegou a 980 milhões em todo o mundo

O número mundial de turistas internacionais superará pela primeira vez a marca de um bilhão este ano, anunciou o secretário-geral da Organização Mundial do Turismo (OMT), Taleb Rifai, durante uma reunião dos ministros do setor nos países do G20.

Veja também: Viaje pelo mundo com James Bond

"Este ano teremos mais de um bilhão de turistas. Isto significa um sétimo da humanidade. Isto nunca havia acontecido na história", afirmou Rifai na reunião que acontece em Mérida, leste do México.

Rifai disse que os resultados são mais positivos que os inicialmente previstos e no primeiro trimestre do ano apontam um crescimento de 5,8% no fluxo de turistas, acima das estimativas de entre 3% e 4% para todo o ano. Em 2011, o número de turistas chegou a 980 milhões.

O secretário-geral da OMT destacou que o número positivo também representa um desafio para os governos e autoridades, que devem utilizar "o poder e a capacidade da indústria de viagens para expandir o bem-estar entre a população geral". 

http://turismo.ig.com.br/2012-05-16/pela-primeira-vez-numero-mundial-de-...

 

Mais uma que se vai...

 

http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/musica/2012-05-17/donna-summer-morre-vitima-de-cancer.html

Donna Summer morre vítima de câncerConsiderada uma das principais estrelas da disco music, cantora tinha 63 anos

Uma das principais estrelas da disco music, a cantora Donna Summer morreu nesta quinta-feira (dia 17), vítima de câncer. Ela tinha 63 anos.

A informação foi confirmada à agência Associated Press pela família da artista.



 

LN, Donna Summer  morreu hoje, estou triste, muito triste  pois  ela  embalou minha juventude   na época das  discotecas.

Rainha da disco music, Donna Summer morre aos 63 anos vítima de câncer

  • Show de Donna Summer para mostrar a turnê do disco Crayons em São Paulo

    Show de Donna Summer para mostrar a turnê do disco "Crayons" em São Paulo

 

Responsável por alguns dos maiores hits da disco music, Donna Summer morreu na manhã desta quinta-feira (17), aos 63 anos. A cantora sofria de câncer e estava vivendo na Flórida, nos Estados Unidos. A família da artista divulgou um comunicado confirmando a morte.

 

"Enquanto choramos sua morte, celebramos em paz sua extraordinária vida e seu contínuo legado. As palavras realmente não podem expressar o quanto agradecemos por suas orações e seu amor por nossa família neste delicado momento", disse a família em nota.

 

Segundo o site "TMZ", ela sofria de câncer de pulmão e há poucas semanas a publicação foi informada que a saúde de Donna Summer não estava tão ruim, e que sua preocupação era finalizar o novo disco em que estava trabalhando.

 

Donna Summer esteve no Brasil em 2009 com a turnê do disco "Crayons", seu primeiro álbum de inéditas em 17 anos, cujo single "Stamp Your Feet" colocou a cantora novamente no topo da parada norte-americana.

As músicas de seu último álbum deixaram de lado a disco music de 30 anos atrás, que fez de Donna Summer um ícone pop, e soaram mais próximas de faixas de cantoras que frequentam as paradas atuais, como Rihanna, Beyoncé ou Pink.

http://musica.uol.com.br/ultnot/2012/05/17/rainha-da-disco-music-donna-s...

 
Re: Clipping do dia
 

Hey You !

Donna Summer morre aos 63 anos

Donna Summer acreditava ter ficado com câncer na garganta por causa da inalação de partículas tóxicas no atentado de 11 de setembro.

A rainha da disco estava com câncer Donna Summer 

De acordo com o site TMZ, morreu na manhã desta quinta, 17, na Flórida, a cantora Donna Summer. A rainha da disco estava com câncer, de acordo com o veículo.

Donna estava com 63 anos. Vencedora de cinco prêmios Grammy, ela fez muito sucesso nos anos 70 com hits como "Last Dance", "Hot Stuff" e "Bad Girls".

Na década seguinte, continuou nas paradas, lançando faixas como "She Works Hard for the Money" e "This Time I Know It's for Real", tendo sido um nome de muita importância para a proeminente disco music da época.

Summer se casou com o vocalista do Brooklyn Dreams, Bruce Sudano, nos anos 80 e eles tiveram duas filhas.

 

 

Dilma, uma presidente que não esconde as emoções


Dilma, uma presidente que não esconde as emoções
AOS POUCOS, OS BRASILEIROS DESCOBREM UMA MULHER SURPREENDENTE; A FRIA MINISTRA-CHEFE DA CASA CIVIL DO GOVERNO LULA SE TRANSFORMOU NUMA PRESIDENTE QUE REAGE QUANDO VAIADA E NÃO RELUTA EM CHORAR EM PÚBLICO; A JULGAR PELA APROVAÇÃO POPULAR, O BRASIL ESTÁ GOSTANDO

17 de May de 2012 às 08:42

247 – Como era de se esperar, a presidente Dilma Rousseff não gostou das vaias que recebeu durante a Marcha dos Prefeitos, organizada na última terça-feira 15, em Brasília. Tanto não gostou que cobrou, de dedo em riste, o organizador do evento, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, após a cerimônia que desagradou os prefeitos no que diz respeito à posição do governo em relação à redistribuição dos royalties do petróleo. Um dia depois da indisposição, a mesma Dilma que partiu para cima depois das vaias, voltou a chorar em público durante a instalação da Comissão da Verdade. Era essa a Dilma que você esperava?

Nada naquela rígida ministra-chefe da Casa Civil do governo Lula levava a crer que Dilma Rousseff poderia se permitir chorar em público. Com as lágrimas contidas a custo nesta quarta-feira, já são seis as vezes em que a presidente chorou diante das câmeras desde sua posse – quando ela também se emocionou –, em janeiro de 2011. E é assim, indo de um extremo a outro e, mais do que isso, impondo agenda própria, que a presidente vai consolidando sua popularidade.

É difícil dizer exatamente o quanto do comportamento de Dilma é responsável pela aprovação de 64% de seu governo – a aprovação pessoal chega a quase 80%, ambos recordes desde a redemocratização –, mas é certo que ele não desagrada à população. Dilma instalou nesta quarta-feira, em meio a uma CPI capaz de desestabilizar qualquer governo, uma comissão para apurar os crimes da ditadura. Impôs sua agenda, assim como vem fazendo em relação às quedas sucessivas nas taxas de juros, e não demonstra dar qualquer bola para o jogo político da CPI do Cachoeira – se dá bola, é outra história.

A mulher forte, que conduz as reuniões fechadas com pulso firme e não tem paciência para a política rasa, atinge seu equilíbrio ao se permitir emoções quando os assuntos de lhe afetam pessoalmente, como no caso desta quarta-feira, quando a antiga militante se defrontou com o próprio passado. Dilma é uma presidente que se mostra autêntica. Pelo menos por enquanto o brasileiro parece satisfeito.

 

NASSIF, Vale a pena divulgar amplamente este artigo de SILVIO GUEDES CRESPO, publicado ontem, no  Radar Econômico do Estadão: Zona do euro gerou US$ 1 tri para a Alemanha em comércio exterior

16 de maio de 2012 | 12h54

Sílvio Guedes Crespo

Mais de US$ 1 trilhão entrou na Alemanha desde a criação da moeda única (1999) até 2010 por meio do comércio de bens com seus colegas do euro, mostram dados da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) compilados pelo Radar Econômico. O número indica que a nação germânica foi a mais beneficiada pela moeda comum no comércio exterior, em valores absolutos.

Em 1998, quando os alemães ainda usavam o marco, seu superávit comercial junto às nações que mais tarde adotariam o euro era de apenas US$ 29 bilhões. Em 2008, já com a divisa comum, o saldo atingiu US$ 177 bilhões, número sete vezes maior. O valor caiu a partir de 2009 por causa da crise originada nos Estados Unidos, mas ainda assim permaneceu bem acima do nível verificado nos tempos do marco, como mostra o gráfico abaixo.

alemanha_euro01.JPG

Não por mera coincidência, a escalada das exportações alemãs ocorreu principalmente em cima de países que mais tarde se tornaram o foco da crise europeia. De 1998 a 2008, o superávit comercial da Alemanha com a Espanha aumentou 11 vezes; com a Itália, 8,6 vezes; com Portugal, 7 vezes; com a Grécia, 3,5.

Somente em cima da Espanha, a Alemanha ganhou US$ 270 bilhões no comércio de bens de 1999 a 2010. Sobre a França, os alemães acumularam um saldo de US$ 328 bilhões (No entanto, os franceses são a segunda maior economia da zona do euro e por isso não sentiram tanto essa perda.)

Abaixo, quanto a Alemanha ganhou em superávit comercial com outros países da zona do euro, de 1999 a 2010.

alemanha_euro02.JPG

Não é à toa, portanto, que a Alemanha não defendeu, até agora, a saída de nenhum país da zona do euro. Isso só ocorrerá se a situação ficar insustentável, ou seja, se o país achar que o que ele ganha no comércio exterior não compensa o que perde no caso de ser contaminado por uma crise financeira originada nos seus vizinhos.

Alguém pode se perguntar como a Irlanda, um país fortemente atingido pela crise, conseguiu impor um déficit comercial à Alemanha. O Wall Street Journal já explicou isso. A ilha atrai empresas de toda a Europa por causa de impostos baixos. As multinacionais transferem dinheiro para suas subsidiárias irlandesas como se estivessem importando delas, o que infla a balança comercial do país. Depois, trazem o mesmo dinheiro de volta para a matriz na forma de remessa de lucro. Os números do comércio exterior da Irlanda, portanto, ficam distorcidos.

Austeridade insuficiente

Os dados mostram por que a austeridade fiscal, sozinha, não salva nenhum país da crise do euro. A Espanha, por exemplo, mantinha suas contas públicas em ordem desde a criação da moeda europeia. Na verdade, a partir de 2002 tornou-se mais prudente até do que a Alemanha. Foi somente em 2008, após a crise dos Estados Unidos, que a Espanha descambou.

alemanha_euro04.jpg

Briga entre desiguais

A criação da zona do euro colocou na mesma arena economias completamente desiguais. Enquanto existiam moedas diferentes, a taxa de câmbio ajudava os mais fracos a manter algum grau de competitividade. Quando a Espanha começava a importar muito da Alemanha, a peseta se desvalorizava em relação ao marco. Com isso, os produtos alemães ficavam mais caros para os consumidores espanhóis, de modo que estes passavam a importar menos.

Com o euro, no entanto, os espanhóis, entre outros europeus da periferia, continuavam com poder de compra alto mesmo enquanto sua indústria perdia espaço para as empresas alemãs. Tanto as empresas como os consumidores de países periféricos conseguiam tomar dinheiro emprestado facilmente no mercado, com as taxas relativamente baixas determinadas pelo Banco Central Europeu. Isso mantinha a produção e o consumo em um ritmo razoável, sustentando o Produto Interno Bruto.

Com moeda forte, os países da periferia europeia passaram a importar mais também de nações não europeias. O gráfico abaixo mostra que a Alemanha reina isolada quando o assunto são as contas externas. O país é o único, entre as grandes economias europeias, que conta com um superávit nas transações com o resto do mundo. Note-se que esse saldo positivo aumentou barbaramente depois da adesão ao euro. Inversamente, nas demais economias esse saldo ficou negativo.

alemanha_euro05.JPG

Quando veio a crise de 2008 o crédito secou, num momento em que as companhias e as famílias da periferia europeia estavam endividadas. Até se poderia dizer que elas foram imprudentes ao tomar dinheiro no mercado, mas o fato é que o Banco Central Europeu mantinha taxas de juros em níveis relativamente baixos. Mas quando os bancos pararam de emprestar, as companhias ficaram com dificuldade para rolar a dívida. Ainda, o financiamento imobiliário caiu, derrubando os preços dos imóveis e revelando o estouro de uma bolha.

O governo espanhol, até então disciplinado e austero, teve que escolher entre deixar o mercado se equilibrar por si só – com todas as consequências sociais previsíveis e imprevisíveis – ou abrir os cofres públicos. Optou por injetar 146 bilhões de euros no mercado financeiro, arcar com o aumento de gastos sociais – por exemplo, para suprir o aumento da demanda por auxílio-desemprego – e ainda lançar pacotes para estimular a economia.

Com isso, o governo da Espanha, que em 2007 gastava menos do que arrecadava, em 2009 desembolsou 117 bilhões de euros a mais do que arrecadou. Isso fez as contas públicas do país piorarem, gerando medo, nos mercados, de um calote na dívida do Estado. A consequência é que os investidores passaram a cobrar juros mais altos para emprestar à Espanha, tornado ainda mais difícil, para o país, rolar sua dívida.

Situação parecida enfrentou a Grécia, mas a Espanha é um exemplo mais interessante porque mostra que o bom aluno também é punido. Para usar a moeda europeia, não basta fazer a lição de casa da austeridade fiscal. É preciso estar preparado para enfrentar a competitiva indústria alemã. Mas se aparecer alguém à altura, o país germânico é que se tornará a próxima vítima. Um caminho mais sensato seria uma união fiscal, se nenhum europeu se importasse em ver seus impostos sendo usados para cobrir gastos em outros países.

http://blogs.estadao.com.br/radar-economico/2012/05/16/alemanha-e-o-pais-mais-beneficiado-pelo-euro-no-comercio-exterior/

  • http://blogs.estadao.com.br/radar-economico/2012/05/16/alemanha-e-o-pais-mais-beneficiado-pelo-euro-no-comercio-exterior/
 

Cachoeira pagou garota para filho de governador

Grampos da Operação Monte Carlo mostram que o bicheiro contratou uma garota de programa para Eduardo Siqueira Campos, filho do governador do Tocantins, informa Leandro Mazzini, na Coluna Esplanada

  

PF: Cachoeira pagou garota de programa para filho de governador

O inquérito da Operação Monte Carlo traz um trecho revelador dos expedientes que eram usados pela quadrilha para obter vantagens nas suas aproximações de governos. Como a empreiteira Delta Construções tinha interesse em fechar contratos no Tocantins, o contraventor Carlinhos Cachoeira pagou um jantar e contratou uma garota de programa para acompanhar Eduardo Siqueira Campos, o então secretário de Planejamento do Tocantins e filho do governador Siqueira Campos (PSDB). De acordo com o relatório da Polícia Federal, o jantar de Eduardo Siqueira Campos, ex-deputado e ex-senador, com a garota de programa aconteceu no dia 19 de maio de 2011, em Goiânia. No dia seguinte, segundo interceptação telefônica que consta do inquérito, Cachoeira conversou com o ex-diretor da Delta para a região Centro-Oeste, Cláudio Abreu, sobre o ‘arranjo’ para agradar ao secretário. Cachoeira reclama do valor da conta, R$ 1 mil, e Abreu o ironiza: “Você deu para vir de Brasília só para tomar vinho, bem feito!”

 

 

Roosevelt Pinheiro/Senado

Agrado de Cachoeira a quem "realmente manda no Tocantins": R$ 1 mil com jantar e garota de programa para Eduardo Siqueira Campos

Seus trens…

 

E Cachoeira continua: “Mas precisava disso, né? Para você ganhar seus trens, meus trens, é que tô fodido, né?”, numa referência aos supostos interesses seus e da Delta no Tocantins.

..Meus trens
Uma outra conversa gravada pela Polícia Federal no dia 19 de maio mostra que foi Cachoeira mesmo quem contratou a moça. O grampo mostra o contraventor conversando com a mulher, fechando um agrado para “quem realmente governa” no Tocantins.

Tragédia familiar
Procurado pela coluna, Eduardo Siqueira Campos disse que passou por tragédia familiar no ano passado, quando perdeu um filho, e que foi a Goiânia na ocasião para conhecer um médium. Disse também que está com problemas de saúde na família, mas não negou as informações.

Em defesa
Hoje secretário de Relações Institucionais, Siqueira diz que a Delta não tem qualquer contrato com o governo do estado que passe por sua gestão ou conhecimento. E emendou que a conversa gravada pela PF “é uma citação de terceiros” sobre seu nome.

 

17/05/2012 - 12h37Cantora Donna Summer morre aos 63 anos, diz site

  • Show de Donna Summer para mostrar a turnê do disco "Crayons" em São Paulo

A cantora Donna Summer morreu na manhã desta quinta-feira (17), aos 63 anos, informou o site TMZ. Ela sofria de câncer e estava vivendo na Flórida.

Donna Summer esteve no Brasil em 2009 com a turnê do disco "Crayons", seu primeiro de inéditas em 17 anos, cujo single "Stamp Your Feet" colocou a cantora novamente no topo da parada norte-americana. As músicas novas deixaram de lado a disco music de 30 anos atrás, que fez de Donna Summer um ícone pop, e soaram mais próximas de faixas de cantoras que frequentam as paradas atuais, como Rihanna, Beyoncé ou Pink.

Boa parte do sucesso de Donna Summer nos anos 1970 é dividido com o produtor italiano Giorgio Moroder, com quem a cantora gravou sucessos como "Last Dance", "Love to Love You Baby", "I Feel Love" e "Bad Girls", entre outras.

O trabalho da dupla ajudou a definir a era disco e serve até hoje de influência para nomes da música eletrônica que bebem na fonte do estilo, como o produtor norueguês Lindstrom. A parceria com Moroder foi encerrada na década de 1980.

Donna Summer foi apelidada de "Rainha do Disco" nos anos de 1970, quando lançou série de singles de sucesso. O título, porém, foi zombado pela própria cantora em seu último disco. "Foi um jeito de rir do fato dessa imagem de rainha ter prevalecido por tanto tempo", disse ela na época do lançamento sobre a música "The Queen is Back".

A carreira de Donna Summer foi coroada com cinco Grammy, incluindo os de melhor performance vocal feminina em rock e melhor gravação dance.

 

Nassif, veja a sentença sobre o caso de racismo no twitter:

16/05/12 – Jovem acusada por prática de racismo no Twitter é condenada

Preconceito contra nordestinos ocorreu em 2010; pena de reclusão foi convertida em prestação de serviços à comunidade e multa; juíza determinou também reparação de danos à coletividade, fixada em R$ 500. MPF vai recorrer

A 9ª Vara Federal Criminal de São Paulo condenou a ex-estudante de direito M.P.P. à pena de prestação de serviços à comunidade e ao pagamento de multa de R$ 620 por veicular mensagem de preconceito e discriminação contra nordestinos no Twitter. A jovem foi condenada ainda ao pagamento de uma indenização por danos à sociedade, fixada em R$ 500. O MPF recorrerá da decisão por considerar as penas insuficientes. No dia 31 de outubro de 2010, a jovem publicou em seu perfil, na rede social, mensagem de incitação à discriminação ou preconceito de procedência nacional. Motivada pela divulgação oficial do resultado do segundo turno das eleições para a escolha do Presidente da República, a jovem publicou a seguinte mensagem em sua página do Twitter: “Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado!”.  Na sentença, assinada pela juíza federal Monica Aparecida Bonavina Camargo, a jovem foi condenada, com base no artigo 20 da lei 7.716/89, à pena de um ano, cinco meses e 15 dias de reclusão em regime aberto e ao pagamento de 8 dias-multa (cada dia-multa foi fixado em 1/30 do salário mínimo, o que dará cerca de R$ 165). A pena privativa de liberdade foi transformada em multa, no valor de um salário mínimo (R$ 620), e prestação de serviços à comunidade. A juíza responsável pelo caso sugeriu que a sentenciada seja encaminhada para “serviço em entidade que possa contribuir para seu processo pessoal de recuperação emocional”. Além disso, a ré foi condenada também ao pagamento de R$ 500,00 a título de reparação dos danos causados à sociedade. O dinheiro será destinado à ONG Safernet, que atua na prevenção de crimes cibernéticos, e deverá ser utilizado em campanhas educativas. A sentença deixa claro que “não se trata de julgar a pessoa” e sim de “julgar um fato por ela praticado”. A juíza aponta a existência de uma “atitude preconceituosa” na publicação e reconhece que “as conseqüências do crime foram graves socialmente, dada a repercussão que o fato teve nas redes sociais e na mídia”. A juíza Mônica Camargo, no entanto, refutou a ideia de aplicar uma punição exemplar à jovem que, no curso do processo, acabou sofrendo também uma punição moral. “Houve conseqüências especialmente graves para a própria M., que perdeu seu emprego, abandonou a faculdade, até hoje tem medo de dizer o nome da empresa na qual trabalha e que lhe abriu as portas, viveu seis meses reclusa em sua casa, com medo de sair à rua, situações extremamente difíceis e graves para uma jovem de sua idade”, afirma na sentença. A frase publicada pela então estudante de Direito teve ampla repercussão nacional e até internacional. A sentença deixa claro que “a palavra tem grande poder, externando um pensamento ou um sentimento e produz muito efeito, como se vê no caso em tela, em que milhares de mensagens ecoaram a frase da acusada”. A juíza federal também considera importante que “a sociedade seja conscientizada quanto à neutralidade que as questões de diferenças entre as pessoas devem envolver, não sendo a origem, a religião, o gênero, a cor da pela, a condição física, a idade, etc., motivo para atitudes agressivas”. Íntegra da sentença judicial, conforme publicada pela Justiça Federal de São Paulo:http://www.jfsp.jus.br/assets/Uploads/administrativo/NUCS/decisoes/2012/120516preconceitomayara.pdf Procuradoria da República no Estado de S. PauloMais informações à imprensa: Elaine Martinhão e Marcelo Oliveira11-3269-5068ascom@prsp.mpf.gov.brwww.twitter.com/mpf_sp

 

Sforza MM

A lição da Grécia, por Paulo Moreira Leite

08:47, 16/05/2012Paulo Moreira LeitePolítica, economia Tags: ,

Tratados como europeus de segunda classe, os gregos deram uma lição de democracia.

Mais fortes do que governos e instituições estrangeiras que tentaram transformar o país numa colônia, os gregos foram às urnas e recusaram a oferta de comprometer seu futuro e o das próximas gerações para manter o bônus dos grandes bancos e o luxo dos amigos.

Deram um “não” à austeridade.  Mandaram para casa políticos que se submeteram aos banqueiros e, meses atrás, deram um golpe na democracia ao impedir o país de fazer um plebiscito sobre o pacote econômico do Goldman Sachs, do governo de Angela Merkel e do FMI.

As eleições poderiam ter sido antecipadas já naquele tempo mas evitou-se a acorrida às urnas na esperança de diminuir a indignação.

A situação política do país confirma uma velha lição, atribuída a Abraham Lincoln, o político que aboliu a escravidão nos Estados Unidos: é até possível enganar algumas pessoas por muito tempo e também é possível enganar todas por algum tempo – mas não é possível enganar todo mundo por todo tempo.

A maioria dos analistas acredita que a Grécia pode deixar a zona do euro e os mercados já vivem um ambiente de alarme em função disso.

Parece provável. É o preço pela arrogância de quem imaginou que seria possível aplicar uma política econômica medieval sem provocar a reação da população.

Depois de invadir o país com seus créditos baratos e mercadorias capazes de destruir a já frágil produção local, os governos europeus queriam convencer a Grécia a sacrificar-se sem levar nada em troca — nem agora nem amanhã.

A reação veio na primeira oportunidade, num dos países mais pobres do Velho Mundo, habitado por cidadãos que, preconceituosamente, foram chamados de aproveitadores e preguiçosos.

Num continente onde oito (ou já foram nove?) governos foram derrubados depois da crise, o caso grego é um recorde. O novo governo caiu antes de ser formado.

A reação grega é um exemplo do que pode ocorrer na Europa, caso a política de austeridade seja mantida, como deseja o governo alemão, o Goldman Sachs e todos aqueles amigos de sempre.

 

Estive ausente por mais de 20 dias, internado no HC.

Não sei se esse tema já foi colocado.

Lá pude ouvir dos funcionarios sobre a transformação do Hospital das Clinicas em uma AUTARQUIA.

Isso é bom ou ruim?

O que é uma autarquia?

Obs:  hospital, médicos me deram um tratamento muito bom porém pude constatar a falta de auxiliares e tecnicos de enfermagem para atender os pacientes, principalmente os pacientes que exigem uma atenção e cuidados mais especificos, aliás é uma reclamação de todos que lá trabalham.

 

 

Do Ig

terça-feira, 15 de maio de 2012

Mercado financeiro | 08:04

Setúbal descarta a reeleição de Dilma?

 


 

 


Setúbal: falha na retórica (Foto: AE)

O presidente do Itau, Roberto Setúbal, está fazendo o maior esforço para ficar de boa com Dilma Rousseff depois dessa trapalhada toda da Febraban.

Mas precisa tomar cuidado para não ser traído pelo subconsciente. Ele anda dizendo por aí, quando entrevistado sobre a sua sucessão, que deixará o banco – nas palavras dele – “depois de Dilma deixar o governo”.

Setúbal é obrigado, pelo estatuto, a sair do comando da instituição aos 60 anos, que ele completa em 2015.

Ou ele errou na data ou a reeleição de Dilma Rousseff está fora do cenário do Itau.

 

Virada Cultural: base de Kassab impede depoimentos de envolvidos

Vereadores governistas não compareceram à reunião extraordinária da Comissão de Finanças

Por Mario Henrique de Oliveira

Estava marcada para esta quarta-feira, às 11 horas, na Câmara Municipal de São Paulo, uma reunião extraordinária da Comissão de Finanças e Orçamento em que os acusados do suposto esquema de fraudes na Virada Cultural seriam ouvidos pelos vereadores. Mas uma manobra da base governista, a poucos minutos do início da sessão, impediu que Ricardo de Paula Eduardo e Luciano Bonilha Daoud, sócios da Entre Produções, falassem, por falta de quórum. A Comissão conta com nove vereadores e era preciso a presença de pelo menos cinco para que a reunião acontecesse. No momento do início da reunião, apenas os vereadores Antônio Donato (PT), Francisco Chagas (PT), Adilson Amadeu (PTB) e Aurélio Miguel (PR).


Virada Cultural continua sem investigação (Foto: Flickr Expansão Cultural)

O presidente da Comissão, vereador Milton Leite (DEM), presidia a audiência pública que acontecia antes da reunião extraordinária. A dois minutos do início da reunião, ele passou a presidência para o vereador Aurélio Miguel (PR), pois, segundo ele, precisaria ir ao banheiro e logo voltaria. Não voltou. O vereador Wadih Mutran (PP), membro da Comissão, apareceu no plenário por volta do meio-dia, quando a sessão já estava sendo encerrada. Segundo ele, quando chegou ainda estava em curso a audiência pública, saiu para ir ao gabinete e, ao voltar, já haviam indicado que não havia quórum.

Assim que ficaram sabendo que não precisariam mais falar, Ricardo de Paula e Luciano Daoud foram embora. José Mauro Gnaspini, diretor de programação da Virada Cultural e que também tinha sido convocado, não compareceu. Enviou ofício dizendo que estaria ocupado no momento da reunião.

O vereador Donato lamentou o ocorrido. “Infelizmente, a base governista é maioria e eles conseguem usar esses artifícios. É uma pena porque eles poderiam usar o espaço para debater e defender a posição da prefeitura”, afirma. “Agora, tenho que consultar o [departamento] jurídico para ver se a convocação continua valendo para a próxima reunião ou se vai ser necessário uma nova. Se for preciso fazer novamente, é possível não aprovarem mais uma convocação, obstruindo qualquer apuração”, avalia.

Donato ainda disse que a ação “levou ao chão todas as promessas que transparência dessa gestão, porque como foi visto não há transparência”. Ele, no entanto, já protocolou pedido para o Tribunal de Contas do Município e para o Ministério Público abrirem uma investigação sobre o caso.

A assessoria de imprensa da Entre disse que seus sócios se mostraram solícitos quando pedido, que não têm nada para esconder e negou todas as irregularidades. De acordo com o comunicado, todas as acusações são levianas e sem credibilidade por terem sido feitas de maneira anônima.

O advogado da Entre, Walter Beltrame Filho, negou que haja outras empresas que serviriam de “laranjas”. “Isso não é verdade e eles [Ricardo de Paula e Luciano Daoud] respondem apenas pela Entre”, disse ele, que também se apoiou no fato da denúncia ter sido feita de forma anônima. “É uma denúncia vazia, anônima. Vivemos em um Estado democrático de Direito, onde nosso sistema jurídico não permite esse tipo de acusação, a pessoa que acusa tem que se identificar. Nós não estamos na fase de Inquisição”, completou.

Beltrame, porém, mostrou pouco conhecer sobre seus clientes. Admitiu que Daoud tem uma outra empresa, a LR, mas não soube responder se ela presta o mesmo tipo de serviço que a Entre. Completou dizendo que seus clientes usavam mais a Virada Cultural como vitrine para conseguir serviços na iniciativa privada, tendo “quase nenhum lucro com a Virada”.

http://www.spressosp.com.br/2012/05/virada-cultural-base-de-kassab-imped...

 

Noblat confessa que sente saudade das CPI´s comandadas pela oposição (Heráclito Fortes, Alvaro Dias, Mão Santa, Artur Virgílio, Heloísa Helena, ACM tampinha, Raul Jungman... )

Esqueça Noblatblabla, este poder não mais vos pertence  .

 

Blog do Noblat - 17.5.2012 / 08:02m

Comentário
Saudades das antigas CPIs, por Ricardo Noblat

Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ou Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) é instrumento da minoria para atanazar a vida da maioria. Sempre foi assim e sempre será em qualquer parte onde haja democracia - para valer ou de mentirinha.

CPI dos Correios (2005)
Então Lula, ainda sob o efeito dos remédios que tomou para se curar do câncer na laringe, trocou o sinal e inventou a CPI da maioria para incomodar uma minoria que não faz mal a ninguém - muito menos ao governo. Por incompetente, só faz mal a ela mesma.

Lula queria pegar Marconi Perillo (PSDB), governador de Goiás e seu desafeto pessoal; a VEJA, a quem acusa de ter inventado escândalos para derrubar o seu governo; e retardar o julgamento do mensalão.

Coberto de escoriações, Perillo pediu que a Justiça investigasse suas ligações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Ofereceu-se para depor na CPI. Sairá machucado. Mas como controla a Assembléia Legislativa do seu Estado, preservará o mandato.

Delegados da Polícia Federal disseram na CPI não ter encontrado nada demais nas conversas entre Cachoeira e Policarpo Jr., repórter da VEJA. O Partido da Imprensa Governista (PIG) na internet não se conformou com a palavra deles.

Se não desse para retardar o julgamento do mensalão, a CPI deveria servir pelo menos para dividir com ele a atenção do distinto e manipulável público. Era o que imaginava Lula. Deu errado. A CPI apressou o julgamento.

CPI de minoria é uma zorra atraente e tropical. Há muitas brigas e intensos debates. A maioria tenta liquidá-la de cara. E quando não consegue faz tudo para que avance aos tropeções.

Às vezes a CPI escapa do fracasso porque o acaso lhe presenteia com um motorista de boa memória, uma secretária das mais certinhas, a ex-mulher repleta de mágoas ou um documento comprometedor.

CPI da maioria, como esta do Cachoeira, é de um comportamento exemplar. E por isso chatíssima. Sem grandes emoções. Tudo segue sob o controle exclusivo do governo.

Do governo, não, que dona Dilma faz de conta que nada tem a ver com a CPI. Nega que tenha cedido ao apelo de Lula para vê-la instalada.

Para não irritar dona Dilma: tudo segue sob o controle exclusivo dos partidos que por "coincidência" apoiam o governo. Melhor assim?

Sem essa de permitir a divisão da CPI em sub-relatorias, como sugeriu a oposição. Pegaria mal para os partidos do governo indicar todos os sub-relatores. Fiquemos, portanto, apenas com um relator.

Sem essa de dividir com a oposição o comando da CPI, como no passado remoto. Bons tempos aqueles. O governo emplacava o presidente ou o relator da CPI. O cargo que sobrasse era da oposição.

Agora, não. O presidente é do PMDB chapa branca. A relatoria, do PT da confiança irrestrita de Dilma.

Bons tempos também foram aqueles onde as informações circulavam livremente entre os integrantes da CPI - e deles acabavam vazando para os jornalistas.

Antes que me esqueça: o direito à informação não é dos jornalistas, é do público. Que se tivesse consciência disso brigaria mais por ele.

Adiante. As informações recebidas pela CPI do Cachoeira são tratadas como segredos de Estado. Ou segredos nucleares. Ou algo do gênero.

O grosso do que uma CPI como essa teria de apurar já foi apurado pela Polícia Federal e o Ministério Público. Não se espere que ela progrida na base de confissões espontâneas ou forçadas. Nem por isso lhe faltará serviço se quiser pegar no pesado.

E a Delta, hein? Cachoeira era sócio do diretor da Delta no Centro-Oeste. E Fernando Cavendish, dono da Delta, levou um susto quando soube. Dá para acreditar?

A Delta está caindo de madura no colo da CPI. Bem como a verdade a respeito de uma eventual parceria entre Cachoeira e Cavendish.

De resto, por que um frigorífico onde o BNDES injetou dinheiro está para comprar sem desembolsar um tostão a empreiteira que mais cresceu no país nos últimos anos? Que tem obras em todos os Estados?

Cavendish conformou-se em perder o império que construiu?

Toda essa história cheira muito mal. Seria um prato cheio para CPIs ao estilo das de antigamente.


 

" A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos." - Barão de Montesquieu

 

Derrocada total das coisas "de antigamente" . VIVA O BRASIL !

 

Clipping do Dia

A sobrevida do “jornalismo fiteiro”

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do Globo.com

Espanhola Repsol estuda novos investimentos na Bolívia

 

LA PAZ — O grupo espanhol Repsol avaliará o potencial de dois blocos de hidrocarbonetos na Bolívia e definirá em um prazo de dez meses para possíveis investimentos nesses locais, informou nesta quarta-feira a petroleira estatal YPFB.

O governo boliviano entregou à Repsol, para um estudo, os blocos Carahuaicho e Casira um dia depois de a YPFB anunciar que negociará com a Petrobras contratos de exploração de três áreas de gás nas quais a estatal brasileira fez estudos preliminares no último ano.

A Petrobras, seguida eventualmente pela Repsol, se converteria na primeira empresa estrangeira a investir em projetos iniciados depois que o governo do esquerdista Evo Morales nacionalizou em 2006 a indústria de petróleo, colocando-a sob a direção da YPFB.

 

da BBC Brasil

Anistia não impediu punições de militares na América Latina

Ruth Costas

Da BBC Brasil em Londres

 

Atualizado em  16 de maio, 2012 - 13:33 (Brasília) 16:33 GMT Junta Militar argentina. WikimediaCommons

A Junta Militar argentina foi julgada após a redemocratização do país, nos anos 1980

A ideia de que anistias a violações aos direitos humanos ocorridas durante regimes autoritários bloqueiam a possibilidade de julgamentos já é passado na maior parte da América Latina, como explica Marcie Mersky, diretora do International Center for Transitional Justice (ICTJ).

Especialista em comissões da verdade, Mersky trabalhou na comissão da Guatemala, apoiada pela ONU e, no ano passado, participou de uma série de projetos junto ao Ministério da Justiça brasileiro para ajudar Brasília a entender a experiência de outros países na área.

"Quando as primeiras comissões da verdade foram criadas na América Latina, nos anos 1990, acreditava-se que as leis de anistia bloqueavam totalmente a possibilidade de investigações criminais", diz Mersky.

"Essas noção foi jogada por água com o tempo por uma série de casos como o da Argentina, em que alguns grupos conseguiram driblar a anistia sugerindo interpretações criativas ou explorando brechas."

Segundo a especialista, o papel de comissões da verdade como a que foi inaugurada no Brasil é alimentar um debate na sociedade sobre o que ocorreu no passado. lsso, em muitos casos, favoreceu indiretamente a abertura de julgamentos, mas, salvo uma exceção (no Peru), comissões não têm sido responsáveis por estabelecer responsabilidades criminais.

Crimes em continuidade

Na Argentina e no Chile, comissões da verdade foram inauguradas logo após a redemocratização, mas ambos os países também acabaram aprovando perdões aos militares (no caso argentino, depois que um período inicial, em que foram julgados generais de alta patente, acabou gerando inquietação entre os militares).

Com o tempo, nos dois países, advogados de organizações ligadas à defesa dos direitos humanos conseguiram fazer a Justiça aceitar a interpretação de que "desaparecimentos" eram crimes "em continuidade" - portanto, não cobertos pelas suas anistias.

A Argentina anulou duas leis de anistia em 2003. No Chile, o perdão aos militares ainda está vigente, mas desde que a nova interpretação foi aceita pela Suprema Corte do país, em 2004, mais de 500 pessoas foram levadas à Justiça.

No Uruguai (que derrubou a anistia definitivamente no ano passado), a Justiça ordenou em 2006 a prisão de Juan María Bordaberry, líder do país no período de exceção, pelo assassinato de parlamentares uruguaios na Argentina, aceitando o argumento de que a anistia de 1986 só cobria crimes cometidos em solo uruguaio.

E na Guatemala, a Comissão para o Esclarecimento Histórico ajudou organizações da sociedade civil a reunirem evidências para apoiar acusações de genocídio - não cobertas pela anistia guatemalteca - contra o general Efraím Rios Montt, que governou o país no período mais violento do conflito civil, entre 1982 a 1983.

Em janeiro, um juiz aceitou o indiciamento de Rios Montt, acusado de responsabilidade em dezenas de milhares de mortes de indígenas guatemaltecos.

Em todos esses casos, o papel das comissões da verdade foi ajudar a munir advogados de direitos humanos com evidências para construir seus casos e abrir um debate na sociedade sobre as violações de direitos humanos ocorridas em períodos autoritários, criando um clima favorável para decisões da Justiça a favor da flexibilização das anistias.

No Brasil, alguns grupos estão tentando seguir os passos latino-americanos, mas até agora tentativas de driblar a anistia com interpretações alternativas tiveram pouco sucesso.

Recomendações

O Brasil é um dos últimos países na América Latina a estabelecer uma comissão da verdade oficial para investigar os crimes do regime militar.

Ao fato de a comissão brasileira não ter poderes de remeter casos para julgamento, para Mersky isso não é necessariamente uma desvantagem.

"Se o objetivo é levantar casos para julgamento, a comissão têm de se concentrar na responsabilidade individual de cada agente do Estado", explica a especialista. Já se o objetivo é reconstruir o que aconteceu, pode-se usar uma variedade maior de métodos de investigação e detectar mais facilmente padrões de violação, responsabilidades institucionais e inclusive casos de cooperação (entre os regimes dos países da região)."

Além disso, segundo Mersky, a comissão da verdade brasileira poderá fazer recomendações - e uma delas pode ser justamente que a anistia não é "construtiva" e que a Justiça brasileira deveria abrir alguns casos.

"Estabelecer as responsabilidades criminais é papel dos tribunais e não acho que seja interessante ter uma comissão da verdade substituindo o papel de outras instituições do Estado", diz.

 

do Estadão.com.br

Lei de Acesso à Informação mobiliza busca por dados de ex-ministros

 

Leonencio Nossa e Rafael Moraes Moura, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - No primeiro dia de vigência da Lei de Acesso à Informação, órgãos federais evitaram divulgar documentos inéditos. A lei contempla que, além de o cidadão poder formular pedidos de dados, os governos podem ter papel ativo e divulgar informações inéditas. Os ministérios se limitaram a divulgar um link para a Corregedoria-Geral, onde poderia ser acessado um portal sobre a lei.

Veja também:
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link Baixe o formulário e envie o seu pedido
link Lei tem tudo para ser um sucesso, diz especialista

Os gastos dos ex-ministros da Casa Civil José Dirceu e Erenice Guerra com cartão corporativo - ambos varridos do Executivo após a explosão de escândalos - e dados sobre os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso monopolizaram as atenções daqueles que foram ao Serviço de Informação ao Cidadão (SIC) instalado no Palácio do Planalto.

A sala, de quarenta metros quadrados, tem seis computadores e quatro câmeras de vigilância. Quatro funcionários da Secretaria de Administração da Secretaria-Geral da Presidência da República foram treinados pela Controladoria-Geral da União (CGU) para orientar os interessados. Até as 16h30 desta quarta-feira, 16, o SIC do Planalto havia registrado 17 solicitações de informação.

O SIC do Planalto atende o cidadão que for atrás de informações do Gabinete de Segurança Institucional, da Casa Civil, da Secretarias Geral, de Relações Institucionais e de Comunicação Social e da vice-presidência da República.

À tarde, o sistema eletrônico de recebimento de pedidos da CGU apresentou problemas técnicos. Já os SICs de boa parte dos ministérios ficaram vazios durante o dia e receberam poucos pedidos por e-mail.

A Polícia Federal foi um dos órgãos que ainda não divulgaram material novo. No site do órgão estão disponíveis apenas relatórios policiais de 2008, amplamente divulgados na época. A assessoria da Polícia Federal argumenta que o sistema ainda está em fase de implementação e, nas próximas semanas, novos dados poderão ser divulgados.

Os SICs das pastas da Justiça e da Indústria, Desenvolvimento e Comércio receberam poucos pedidos de informação. Pela internet, cinco servidores fizeram pedidos à Justiça. O SIC da Indústria e Comércio recebeu quatro e-mails e cinco telefonemas com pedidos de informação. Todas as pessoas que procuram os ministérios eram servidores. As duas pastas já exibiam na internet portais de transparência antes da entrada em vigor da lei.

Diferentemente de outras pastas, o Ministério das Relações Exteriores registrou um número “elevado” de pedidos. Ao longo do dia, 30 pessoas pediram informações sobre documentos diplomáticos, como vistos e prazos de obtenção de passaportes. 
À tarde, o ministro Antonio Patriota visitou a unidade do SIC, localizado na entrada principal do prédio do Itamaraty. O ministério ainda está organizando o seu portal de transparência. Relatórios de auditorias internas, por exemplo, foram divulgados no começo da noite.

Recorde. O SIC do Ministério da Saúde bateu recorde de pedidos. Foram 46 até o final da tarde. Funcionários da pasta, no entanto, lamentaram que boa parte dos pedidos não se enquadravam no espírito da nova lei. Houve pedido de telefone de maternidade e até dicas para parar de fumar, além de pedidos de esclarecimentos sobre ações da pasta. O ministério já dispõe do Disque Saúde, telefone 136, que repassa dados sobre seus programas.

Um dos empecilhos para o êxito da lei será a cultura do funcionalismo. Pesquisa da CGU em parceria com a Unesco apontou que para 55,5% dos servidores há dados e fatos que devem ser eternamente mantidos sob sigilo.

 

da Folha.com

Banco privado eleva tarifas de serviços após cortar juros

 

MARCELO ALMEIDA

Os bancos privados subiram algumas das tarifas de serviços mais usados pelos consumidores após anunciarem as reduções nas taxas de juros para empréstimos.

Levantamento feito com dados do Banco Central comparando as tarifas cobradas em 2 de abril e em 14 de maio, após os cortes nos juros, mostra que as tarifas cobradas para saques de conta corrente e poupança (feitos no guichê além do mínimo permitido gratuitamente) subiram 11,88%.

Os extratos mensais feitos no caixa ou por outras formas de atendimento pessoal (após o mínimo oferecido gratuitamente) tiveram alta de 14,21% na média.

A tarifa que mais aumentou foi a cobrada para venda de cheque de viagem ou emissão de cartão pré-pago em moeda estrangeira. A tarifa mais que dobrou: passou de R$ 21,2 para R$ 42,67 (aumento de 101,27%).

Somadas todas as tarifas, o aumento médio foi de 1,56%.

Segundo a Pro Teste, os bancos condicionam a oferta dos juros menores no crédito à adesão a um pacote com tarifas mais elevadas.
"A diferença de tarifa mensal no empréstimo pode dar um valor expressivo, em alguns casos até tornar o empréstimo mais caro do que nas condições anteriores", aponta Verônica Dutt-Ross, economista da associação.

A Pro Teste aponta ainda que os reajustes em serviços muito utilizados pelos clientes é suficiente para gerar um aumento de receita considerável.

Segundo a Febraban, no ano passado, quase todas as tarifas sofreram reajuste médio abaixo da inflação, de 6,5%.

O Santander diz que não alterou as tarifas de seus produtos e que comunica previamente ao cliente qualquer mudança. HSBC, Itaú e Bradesco não comentaram.

VEJA A VARIAÇÃO NAS TARIFAS DOS BANCOS

SERVIÇOTARIA MÉDIA 2.abr.12TARIA MÉDIA 14.mai.12VARIAÇÃOCadastro                                                             Confecção de cadastro para início de relacionamento392,44431,8410,04%Conta de depósitos                                                       Cheque - Exclusão do Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundo (CCF) 30,330,871,88%Cheque - Contra-ordem e oposição ao pagamento de cheque               12,1712,331,31%Cheque - Fornecimento de folhas de cheque                             4,684,751,50%Cheque - Cheque Administrativo                                        101,21101,710,49%Cheque - Cheque Visado                                                15,1415,713,76%Saque de conta de depósitos à vista e de poupança - Saque pessoal     2,022,2611,88%Saque de conta de dep. à vista e de poupança - Saque correspondente   1,762,3935,80%Depósito Identificado                                      2,462,470,41%Fornecimento de extrato de um periodo conta dep. à vista e poupança - pessoal3,664,1814,21%Forn. de ext. de um periodo conta dep. à vista e poup. - correspondente bancário2,94,3148,62%Ext. mensal de conta de dep. à vista e poup. p/um período - pessoal3,734,2915,01%Ext. mensal de conta de dep. à vista e poup. p/um período - correspondente bancário2,583,9854,26%Fornecimento de cópia de microfilme, microficha ou assemelhado        8,028,738,85%Tranferência de recursos           Transferência agendada por meio de DOC/TED - agendado pessoal 84,1484,280,17%Transferência agendada por meio de DOC/TED - agendado internet      97,297,380,19%Transferência entre contas na própria instituição- pessoal60,6360,750,20%Transferência entre contas na própria instituição - eletrônico/internet76,1676,310,20%Ordem de Pagamento                               97,7397,58-0,15%Transferência por meio de DOC - pessoal                           81,2981,70,50%Transferência por meio de DOC - eletrônico                        111,19111,670,43%Transferência por meio de DOC - internet                          130,7128,54-1,65%Transferência por meio de TED - TED pessoal                           81,4481,820,47%Transferência por meio de TED - TED eletrônico                        116,3116,90,52%Transferência por meio de TED - TED internet                          137,51135,03-1,80%Operações de crédito de arrendamento mercantil   Concessão de adiantamento a depositante96,8897,460,60%Pacote padronizado Pessoa Física28,6929,131,53%Cartão de crédito                                         Utilização de canais de atend. para retirada em espécie - no país     12,9112,75-1,24%Pagamento de contas utilizando a função crédito em espécie            4,934,84-1,83%Avaliação emergencial de crédito                                      13,3113,692,85%Utilização de canais de atend. para retirada em espécie - no exterior 17,4117,27-0,80%Operação de câmbio manual                                 Venda de moeda estrangeira - espécie                                  139,25140,080,60%Venda de moeda estrangeira - cheque de viagem                         21,242,67101,27%Venda de moeda estrangeira - cartão pré-pago - emissão e carga        21,242,67101,27%Venda de moeda estrangeira - cartão pré-pago - recarga                21,242,67101,27%Compra de moeda estrangeira - espécie                                 105,92109,313,20%Compra de moeda estrangeira - cheque de viagem                        33,8251,6952,84%Compra de moeda estrangeira - cartão pré-pago                         21,242,67101,27%Talão - dez folhas                                                       2,822,66-5,67%Talão - 20 folhas (segundo talão no mês)                                12,7812,931,17%Cheque administrativo                                                 18,2118,622,25%Cheque avulso                                                         5,45,471,30%Cheque devolvido por insuficiência de fundos                          13,8614,081,59%Oposição/sustação de pagamento de cheque                              10,8710,84-0,28%Inclusão no Cadastro de Cheques sem Fundo                             17,7317,870,79%Exclusão do Cadastro de Cheques sem Fundo                             23,3223,741,80%Cheque TB (Transferência Bancária sem CPMF)                           2,312,320,43%Conta Corrente                                                           Adiant. a deposit., incl. excesso limite de ch. especial              111,54111,90,32%Concessão de cheque especial/conta garantida                          227,99231,831,68%Movimentação de Recursos                                                 Saque em caixa automática externa/banco 24 horas                      1,511,637,95%Emissão de DOC - crédito                                                      16,0916,20,68%Emissão de DOC - débito20,620,710,53%Ordem de Pagamento                                                    27,0927,310,81%Transferência Eletrônica Disponível (TED)                             16,316,380,49%Em terminal  eletrônico                                               2,252,291,78%Por outros meios                                                      5,285,30,38%Cópias de microfilmes, microfichas ou assemelhados                    5,285,381,89%Cobrança                                                                 Entrada por borderô (listagem de titulos)                             15,4615,470,06%Entrada por meio magnético                                            5,385,390,19%Entrada sem registro - por boleto emitido pelo cliente                4,574,60,66%Envio para protesto                                                   13,2413,270,23%Sustação de protesto                                                  13,3713,420,37%Devolução de título                                                   6,056,080,50%Créditos                                                                 Abertura de crédito                                                   1809,791812,620,16%Renegociação de dívida                                                556,79559,540,49%Outros Serviços                                                          Segunda via de documento                                              48,0348,070,08%Envelopamento de documentos                                           7,657,70,65%Pagamento de funcionários via relação                                 2,192,16-1,37%Pagamento de funcionários via meio magnético                          1,931,91-1,04%Capitais Estrangeiros e Câmbio                                           Exportação: Edição de Contrato de Câmbio                              245,14244,56-0,24%Exportação: Edição de Contrato de Câmbio via Internet                 205,94203-1,43%Exportação: Liquidação com Ordem de Pagamento                         140,11140,260,11%Exportação: Conferência de Documentos                                 227,47229,781,02%Exportação: Câmbio Simplicado (todas as despesas do cliente no Banco) 197,57199,050,75%Importação: Edição de Contrato de Câmbio                              247,95247,35-0,24%Importação: Emissão de Ordem de Pagamento                             157,14158,080,60%Importação: Câmbio Simplificado(Todas as despesas do cliente no Banco)188,98190,480,79%Financeiro -Ingresso de Recursos: Edição de Contrato de Câmbio        240,61240,04-0,24%Financeiro-Ingresso de Recursos:Edição de Cont. de Câmbio Via Internet218,97215,84-1,43%Financeiro -Ingresso de Recursos: Liquidação com Ordem de pagamento   179,31177,82-0,83%Financeiro - Ingresso de Recursos: Confecção de ROF                   623,63620,4-0,52%Financeiro - Ingresso de Recursos : Confecção de esquema de ROF       493,1489,87-0,66%Financeiro - Ingresso de Recursos: Confecção de Cadastro no Cademp    310,39306,88-1,13%Financeiro -Remessa de Recursos: Edição de Contrato de Câmbio         242,12241,51-0,25%Financeiro-Remessa de Recursos: Edição de Cont. de Câmbio Via Internet189,1185,87-1,71%Financeiro - Remessa de Recursos: Emissão de Ordem de Pagamento       147,66148,630,66%Financeiro - Remessa de Recursos: Alteração de ROF                    355,42353,67-0,49%

Fonte: Banco Central

 

Veja fez parte da engrenagem de Cachoeira e tem que ser investigada


A revista, em sua defesa, pode até alegar que foi usada de forma involuntária. Só não pode se negar a contribuir com a CPI para debelar uma organização criminosa

 

 

Nesta quinta-feira (17) deve ser apresentado requerimento para convocação do jornalista Policarpo Júnior, da revista Veja, para depor na CPI do Cachoeira.

 

A CPI tem a função de compreender o esquema criminoso para desmantelá-lo. Está claro que, em alguns casos, havia um ciclo do crime que passava por desalojar pessoas de cargos, que representavam obstáculos para a organização criminosa, com o objetivo ou expectativa de que o sucessor no cargo pudesse ser cooptável, ou pelo menos mais dócil aos interesses da turma de Cachoeira. E este ciclo se fechava com o elo das reportagens na revista Veja, produzidas por Cachoeira ou seus arapongas.

 

Logo é impossível parlamentares alegarem que investigar a revista foge do foco da CPI. Sem a revista, o ciclo do crime não fecharia, em alguns casos.

 

A revista, em sua defesa, pode até alegar que foi usada de forma involuntária. Só não pode se negar a contribuir com a CPI para debelar uma organização criminosa, pois se não colaborar soa como confissão de que é integrante. Aliás tem sido este o comportamento da revista ao se colocar indevidamente como vítima de suposto cerceamento à liberdade de imprensa.

 

E isso nada tem a ver com cercear a liberdade de imprensa. Pelo contrário, a revista continua livre para publicar o que bem entende, e o jornalista Policarpo Júnior poderá usar até a audiência na CPI para exercer a liberdade de expressão em sua plenitude. O mesmo ocorre com o dono da revista, Roberto Civita.

 

Se o jornalista apenas exerceu seu ofício, não há por que espernear. Na verdade, deveria ser uma honraria contribuir com uma CPI que procura desmantelar uma organização criminosa com ramificações no poder público. Os repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein, do Washington Post, certamente não se oporiam a depor na comissão do Senado que investigou o Watergate. Falariam sobre quaisquer fatos que tivessem conhecimento, só não diriam quem contou, para preservar a fonte que exigiu anonimato.

 

Por isso, parlamentares membros da CPI que votarem contra a convocação do jornalista e do dono da revista, só poderão ter interesses escusos. Se não querem investigar um elo da corrente da organização criminosa, é porque não querem investigar todo o esquema e, em vez de investigadores, talvez seja melhor passar para o lado de investigados, já que a bancada de Cachoeira pode ser maior do que os nomes já vazados. Nas interceptações telefônicas, nem todas foram analisadas e transcritas, e mesmo nas transcritas, ainda tem muitos HNI (homem não identificado) para serem reconhecidos.

 

http://www.redebrasilatual.com.br/blog/helena/veja-fez-parte-da-engrenag...

 

 

Clipping do Dia

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Delegados: Demóstenes beneficiou Cachoeira durante seu mandato

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Com seus antecessores, Dilma chora ao empossar membros - Destak Jornal

A presidente Dilma Rousseff chorou ontem ao empossar a Comissão da Verdade, incumbida de investigar abusos e crimes de agentes da ditadura militar. Ela disse que o objetivo é "mostrar o que aconteceu, sem camuflagem, sem vetos" e que "O Brasil merece...

Mais de 64% dos brasileiros não sabe ou não quer utilizar a web

A exclusão digital no Brasil tem facetas que vão além da dificuldade de se adquirir um computador ou de ter acesso à internet. Mais de 64% dos brasileiros não acham a ferramenta necessária ou simplesmente não sabem utilizá-la.

Juros: votos do Copom agora serão públicos - Destak Jornal

Para seguir a nova Lei de Acesso à Informação (leia mais em Brasil), o Banco Central passará a divulgar a partir da próxima reunião do Copom, no dia 30, os votos de cada diretor sobre a trajetória da taxa básica de juros da economia, a Selic.

Queda dos juros do cheque especial e do empréstimo pessoal ainda é pequena

Redução da Selic ainda não reflete na taxa média dos juros para a pessoa física, segundo a Fundação Procon/SP

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Patrimônio de Cachoeira é incompatível com renda - Último Segundo - iG

Documentos fiscais sigilosos obtidos pelo Valor apontam que o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, informou à Receita Federal patrimônio incompatível com os rendimentos revelados pela Operação Monte Carlo da Polícia Federal.

Receita abre procedimento contra Cachoeira por sonegação fiscal - O Documento

De acordo com relatório encaminhado pelo Ministério da Fazenda à CPI do Cachoeira, o empresário Carlos Augusto Ramos, preso desde 19 de fevereiro, está em débito com a Receita Federal. O órgão abriu procedimento contra Cachoeira, por sonegação fiscal...

 

Gilberto Gil celebra 70 anos

Gabriele Galvão Repórter

 

 

 O cantor e compositor baiano Gilberto Gil celebra seus 70 anos de vida com o espetáculo “Concerto de Cordas & Máquinas de ritmos”, nesta sexta-feira e sábado, às 21h, na Sala Principal do Teatro Castro Alves, Campo Grande.

No show ele toca ao lado do quarteto formado pelo maestro Jaques Morelenbaum no violoncelo, pelo violinista Nicolas Krassik, pelo percussionista Gustavo di Dalva e pelo seu filho, Bem Gil, no violão. A festa conta ainda com a participação da Orquestra Sinfônica da Bahia, com um programa sob a regência dos maestros Jaques Morelenbaum e Carlos Prazeres. Ingressos entre R$100 e R$200. Mais informações: (71) 3535-0600.

No projeto, “Concerto de Cordas e Máquinas de Ritmo”, Gilberto Gil busca no som lúdico das cordas a inspiração para um espetáculo de arranjos originais e intimistas. “A ideia do show surgiu quando o músico se apresentava com o espetáculo de voz e violão “Gil Luminoso” (2006), que recebeu o reforço do violão de Bem Gil”, contou Gil, observando que, o encontro entre pai e filho foi ainda registrado no álbum “Banda Dois” (2009).
 Mas foi o convite ao mestre do violoncelo Jaques Morelenbaum, uma verdadeira orquestra de um homem só, que originou o show “Concerto de Cordas”.  “O projeto confere a oportunidade de apreciar um repertório de grandes sucessos com uma roupagem mais sofisticada e erudita”, explica Gil.
 Para ele, a trilha sonora impecável do trio ganhou um tom ainda mais desafiador com a chegada do violinista Nicolas Krassik, herdeiro da famosa tradição francesa de violinistas de jazz dedicados à música brasileira, e do percussionista Gustavo di Dalva, músico que aos 15 anos já o acompanhava, e trouxe para o som do conjunto um universo rítmico de máquinas eletrônicas. “Um encontro entre o moderno e o antigo, entre o pop e o regional, uma subversão original e irresistível”, adianta.
 O repertório lapidado em ensaios intensos no Rio de Janeiro passeia por sucessos como “Superhomem”, “Esotérico”, “Chiclete com Banana”, “Panis et Circense” e “Lamento Nordestino”, de Dominguinhos. Gilberto Gil promete fazer um convite à imersão de sua voz marcante, em frases musicais melódicas, na bela união entre músicos de diversas gerações.
 Com 57 álbuns gravados, e oito Grammys em 49 anos de carreira, Gilberto Gil é um dos mais importantes artistas da Música Popular Brasileira e desfia em seu repertório toda a tradição musical do País, com ritmos como o baião, samba e bossa-nova, misturada ainda com influências como rock, reggae, e funk, formando uma linguagem própria, reconhecida no mundo inteiro, tendo influenciado várias gerações de compositores brasileiros e estrangeiros.
 Depois de Salvador, o Gil segue com o show para o Palácio das Artes, em Belo Horizonte, no dia 25 e 26/05 e depois para o Theatro Municipal, no Rio de Janeiro.  Ainda deverão ser confirmadas outras cidades.http://www.tribunadabahia.com.br/news.php?idAtual=115484

 

Faeb divulga avaliação dos prejuízos da seca bahia

Enfrentando um dos piores períodos de estiagem dos últimos 40 anos, a Bahia já sente os prejuízos causados ao setor agropecuário. A FAEB - Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia divulgou um documento com as principais cadeias atingidas pela forte seca.

LEITE - A produção de leite na Bahia já apresenta uma queda aproximada de um terço, o que representa cerca de 1,5 milhão de litros/dia. Como exemplo, a captação de leite do Laticínio Valedourado na região de Ipirá, que caiu de 100 mil litros de leite/dia, para 18 mil/dia. Itapetinga, Jequié e Itabuna: 60%; Coaraci 65%; Gandú 30%; Miguel Calmon 40%. 

PECUÁRIA DE CORTE - A Pecuária de corte que vem sofrendo muito com a seca, já dá sinais fortes de redução de oferta de animais para abate.

Na avaliação da FAEB, em torno de 90 dias, as pequenas cidades do interior baiano vão começar a sentir sinais de desabastecimento de carne bovina. Salvador, Feira de Santana, Juazeiro, Vitória da Conquista, Jequié, dentre outros, que dispõem de armazenamento (frigoríficos) em condições de receber carnes de outros estados, poderão ter o abastecimento normalizado. A redução de oferta é sentida com o aumento na cotação do preço do boi nas últimas semanas. 
 Em 2013 haverá uma menor oferta de bois prontos para o abate, devido a antecipação de animais que só seriam ofertados no próximo anoEssa antecipação está sendo a única maneira que o pecuarista vem encontrando para reduzir o seu prejuízo. O reflexo da desestruturação da pecuária será sentido com mais intensidade nos próximos anos, pois as matrizes (vacas) em estado debilitados só deverão entrar no ciclo reprodutivo em 2013, além da redução que ocorrerá no ano de 2012.  CACAU - A produção cacaueira já começa a sofrer com baixo índice pluviométrico, principalmente na região de transição, que engloba os municípios de Ipiaú, Ubatã, Ibirataia, Itagibá, Dário Meira, Jitaúna, Gongogi, dentre outros. Com a falta de umidade no solo, as plantas sofrem com o estresse hídrico, o que deverá concorrer para redução da safra temporã desse ano.  A PERDA NA PRODUÇÃO - Desconsiderando a produção de milho já colhida no Oeste, o  Litoral Norte (Adustina, Paripiranga, Ribeira do Pombal e outros), reconhecidos tradicionalmente como responsáveis por 80% da produção do feijão na Bahia, pode se considerar perda total da safra, pois, com a estiagem, não houve condições de plantio. 
Nos municípios de Tapiramutá, Baixa Grande, Mundo Novo, Mairi, Rui Barbosa e outros, como também, grandes produtores de safra de inverno, a situação é semelhante: não houve condições de plantio. Com essa quebra de safra, o abastecimento no Estado deverá ser proveniente de Minas Gerais e Paraná.  FRUTICULTURA - Com exceção da região do São Francisco, onde não está havendo ainda problemas de irrigação, a Fruticultura também corre sérios riscos. O governo deliberou a suspensão de outorgas da água para fins comerciais e os recursos hídricos estão sendo destinados exclusivamente para abastecimento da população.  
 Com isso, a produção de frutas, com exceção do Vale do São Francisco, sofrerá grave impacto. A produção de abacaxi na região de Itaberaba já teve uma queda drástica com o comprometimento da safra de 2012 e retardamento do plantio de safra de 2013.
 Esta avaliação, apesar de ser sumária sobre os efeitos da seca, retrata o estado crítico e desarticulador da agropecuária baiana.http://www.tribunadabahia.com.br/news.php?idAtual=115503

Em uma solenidade marcada por emoção, a presidente Dilma Rousseff empossou, nesta quarta-feira, 16, os sete integrantes da Comissão da Verdade: Cláudio Fonteles, Gilson Dipp, José Carlos Dias, José Paulo Cavalcanti, Maria Rita Kehl, Paulo Sérgio Pinheiro e Rosa Maria Cardoso. Depois assinou o decreto da Lei 12527, de 18 de novembro de 2011, que regulamenta a Lei de Acesso à Informação.

Em seu discurso, Dilma destacou a colaboração de governos que a antecederam e disse que todos trabalharam para a criação da comissão. No fim de seu discurso, com a voz embargada, Dilma pediu que o Brasil não fique à totalidade de sua história. “A ignorância não é pacífica, pelo contrário, mantém latentes, mágoas e controles. A sombra e a mentira não são capazes de prover a concórdia”, disse ela e emocionada citou as vítimas da ditadura e seus parentes. “A força pode esconder a verdade, o medo pode adiá-la, mas o tempo pode trazê-la à luz. Hoje esse tempo chegou.

Antes de Dilma, falaram o representante das Nações Unidas, Américo Incalcaterra e José Carlos Dias, um dos membros da Comissão da Verdade. Incalcaterra destacou a importância para a democracia de um país. “O desenvolvimento (da comissão) é um passo essencial para curar as feridas do País”, afirmou. Ele no entanto, pontuou que as investigações são “decisivas para impulsionar reformas de direitos humanos no futuro mas não substituem o julgamento dos crimes”.

Já José Carlos Dias destacou que “se bem conduzidos, os trabalhos representarão uma institucionalizada memória coletiva”. “Haveremos de encontrar um caminho próprio para oferecer à nação. Ela se dá bem tarde perto da data em que (os fatos) ocorreram, mas acontecem depois de três presidentes que sofreram os abusos daquela época”, afirmou em referência à FHC, Lula e Dilma. Em tom eloquente, Dias afirmou que “jovens daquela época viveram o sonho da contestação, o que não justifica os atos de violência praticandos por agentes do Estado”. Por fim, mandou um recado à nação brasileira e fez um paralelo à obra de Dom Paulo Evaristo Arns, Brasil Nunca Mais, que traz relatos de crimes de tortura: “podem confiar, presidentes e nação brasileira, honraremos o pedido. Não somos os donos da verdade, mas nos comprometemos a dar ao nosso trabalho o Esforço Nunca Mais”.

Solenidade. O evento que empossou o grupo da Comissão da Verdade contou com a presença de todo o corpo ministerial do governo Dilma, dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Collor (PTB), Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e José Sarney (PMDB), familiares de desaparecidos políticos e militantes de direitos humanos.

O grupo deve iniciar ainda nesta quarta a primeira reunião para discutir o plano de trabalho para os dois anos de investigação. De acordo com dados publicados no documento Direito à Memória e à Verdade, do governo, são 150 casos de opositores do regime militar que, depois de presos ou sequestrados por agentes do Estado, desapareceram. A prisão deles não foi registrada em nenhum tribunal ou presídio, os advogados não foram notificados e os familiares até hoje procuram esclarecimentos.

Em uma solenidade marcada por emoção, a presidente Dilma Rousseff empossou, nesta quarta-feira, 16, os sete integrantes da Comissão da Verdade: Cláudio Fonteles, Gilson Dipp, José Carlos Dias, José Paulo Cavalcanti, Maria Rita Kehl, Paulo Sérgio Pinheiro e Rosa Maria Cardoso. Depois assinou o decreto da Lei 12527, de 18 de novembro de 2011, que regulamenta a Lei de Acesso à Informação.

Em seu discurso, Dilma destacou a colaboração de governos que a antecederam e disse que todos trabalharam para a criação da comissão. No fim de seu discurso, com a voz embargada, Dilma pediu que o Brasil não fique à totalidade de sua história. “A ignorância não é pacífica, pelo contrário, mantém latentes, mágoas e controles. A sombra e a mentira não são capazes de prover a concórdia”, disse ela e emocionada citou as vítimas da ditadura e seus parentes. “A força pode esconder a verdade, o medo pode adiá-la, mas o tempo pode trazê-la à luz. Hoje esse tempo chegou.

Antes de Dilma, falaram o representante das Nações Unidas, Américo Incalcaterra e José Carlos Dias, um dos membros da Comissão da Verdade. Incalcaterra destacou a importância para a democracia de um país. “O desenvolvimento (da comissão) é um passo essencial para curar as feridas do País”, afirmou. Ele no entanto, pontuou que as investigações são “decisivas para impulsionar reformas de direitos humanos no futuro mas não substituem o julgamento dos crimes”.

Já José Carlos Dias destacou que “se bem conduzidos, os trabalhos representarão uma institucionalizada memória coletiva”. “Haveremos de encontrar um caminho próprio para oferecer à nação. Ela se dá bem tarde perto da data em que (os fatos) ocorreram, mas acontecem depois de três presidentes que sofreram os abusos daquela época”, afirmou em referência à FHC, Lula e Dilma. Em tom eloquente, Dias afirmou que “jovens daquela época viveram o sonho da contestação, o que não justifica os atos de violência praticandos por agentes do Estado”. Por fim, mandou um recado à nação brasileira e fez um paralelo à obra de Dom Paulo Evaristo Arns, Brasil Nunca Mais, que traz relatos de crimes de tortura: “podem confiar, presidentes e nação brasileira, honraremos o pedido. Não somos os donos da verdade, mas nos comprometemos a dar ao nosso trabalho o Esforço Nunca Mais”.

Solenidade. O evento que empossou o grupo da Comissão da Verdade contou com a presença de todo o corpo ministerial do governo Dilma, dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Collor (PTB), Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e José Sarney (PMDB), familiares de desaparecidos políticos e militantes de direitos humanos.

O grupo deve iniciar ainda nesta quarta a primeira reunião para discutir o plano de trabalho para os dois anos de investigação. De acordo com dados publicados no documento Direito à Memória e à Verdade, do governo, são 150 casos de opositores do regime militar que, depois de presos ou sequestrados por agentes do Estado, desapareceram. A prisão deles não foi registrada em nenhum tribunal ou presídio, os advogados não foram notificados e os familiares até hoje procuram esclarecimentos.

Em uma solenidade marcada por emoção, a presidente Dilma Rousseff empossou, nesta quarta-feira, 16, os sete integrantes da Comissão da Verdade: Cláudio Fonteles, Gilson Dipp, José Carlos Dias, José Paulo Cavalcanti, Maria Rita Kehl, Paulo Sérgio Pinheiro e Rosa Maria Cardoso. Depois assinou o decreto da Lei 12527, de 18 de novembro de 2011, que regulamenta a Lei de Acesso à Informação.

Em seu discurso, Dilma destacou a colaboração de governos que a antecederam e disse que todos trabalharam para a criação da comissão. No fim de seu discurso, com a voz embargada, Dilma pediu que o Brasil não fique à totalidade de sua história. “A ignorância não é pacífica, pelo contrário, mantém latentes, mágoas e controles. A sombra e a mentira não são capazes de prover a concórdia”, disse ela e emocionada citou as vítimas da ditadura e seus parentes. “A força pode esconder a verdade, o medo pode adiá-la, mas o tempo pode trazê-la à luz. Hoje esse tempo chegou.

Antes de Dilma, falaram o representante das Nações Unidas, Américo Incalcaterra e José Carlos Dias, um dos membros da Comissão da Verdade. Incalcaterra destacou a importância para a democracia de um país. “O desenvolvimento (da comissão) é um passo essencial para curar as feridas do País”, afirmou. Ele no entanto, pontuou que as investigações são “decisivas para impulsionar reformas de direitos humanos no futuro mas não substituem o julgamento dos crimes”.

Já José Carlos Dias destacou que “se bem conduzidos, os trabalhos representarão uma institucionalizada memória coletiva”. “Haveremos de encontrar um caminho próprio para oferecer à nação. Ela se dá bem tarde perto da data em que (os fatos) ocorreram, mas acontecem depois de três presidentes que sofreram os abusos daquela época”, afirmou em referência à FHC, Lula e Dilma. Em tom eloquente, Dias afirmou que “jovens daquela época viveram o sonho da contestação, o que não justifica os atos de violência praticandos por agentes do Estado”. Por fim, mandou um recado à nação brasileira e fez um paralelo à obra de Dom Paulo Evaristo Arns, Brasil Nunca Mais, que traz relatos de crimes de tortura: “podem confiar, presidentes e nação brasileira, honraremos o pedido. Não somos os donos da verdade, mas nos comprometemos a dar ao nosso trabalho o Esforço Nunca Mais”.

Solenidade. O evento que empossou o grupo da Comissão da Verdade contou com a presença de todo o corpo ministerial do governo Dilma, dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Collor (PTB), Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e José Sarney (PMDB), familiares de desaparecidos políticos e militantes de direitos humanos.

O grupo deve iniciar ainda nesta quarta a primeira reunião para discutir o plano de trabalho para os dois anos de investigação. De acordo com dados publicados no documento Direito à Memória e à Verdade, do governo, são 150 casos de opositores do regime militar que, depois de presos ou sequestrados por agentes do Estado, desapareceram. A prisão deles não foi registrada em nenhum tribunal ou presídio, os advogados não foram notificados e os familiares até hoje procuram esclarecimentos.

 

Açúcar pode emburrecer, alertam cientistas americanos


Agência Estado

 

WASHINGTON - Comer açúcar demais pode consumir toda a sua energia cerebral, revelaram cientistas americanos que publicaram um estudo nesta terça-feira no Journal of Physiology, demonstrando como uma dieta com base em xarope de milho rico em frutose afetou a memória de cobaias.

Cientistas da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) alimentaram dois grupos de ratos com uma solução contendo xarope de milho rico em frutose - um ingrediente comum em alimentos processados - e água potável durante seis meses.

Um grupo de ratos tomou também um suplemento de ácidos-graxos ricos ômega-3, que estimula a memória, na forma de óleo de linhaça ou ácido docosahexaenóico (DHA), enquanto o outro grupo não fez o mesmo.

Antes do início da ingestão de açúcar, os ratos passaram por um treinamento de cinco dias em um complexo labirinto. Os roedores foram colocados novamente no labirinto seis semanas depois de ingerirem a solução doce para ver como se saíam.

"Os animais que não tomaram DHA foram mais lentos e seus cérebros demonstraram um declínio na atividade sináptica", afirmou Fernando Gomez-Pinilla, professor de neurocirurgia na Escola de Medicina David Geffen, na UCLA.

"Suas células cerebrais tiveram dificuldade em enviar sinais entre si, prejudicando sua capacidade de pensar com clareza e lembrar o caminho que tinham aprendido seis semanas antes", acrescentou.

Uma análise mais detalhada nos cérebros dos ratos revelou que aqueles que não foram alimentados com suplementos de DHA também desenvolveram sinais de resistência à insulina, hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue e regula a função cerebral.

"Uma vez que a insulina consegue penetrar a barreira sangue-cérebro, o hormônio pode sinalizar os neurônios, gerando reações que comprometem o aprendizado e causam perda de memória", disse Gomez-Pinilla.

Em outras palavras, comer frutose demais pode interferir na capacidade da insulina de regular como as células usam e armazenam açúcar, o que é necessário para o processamento de pensamentos e emoções.

"A insulina é importante no corpo para controlar o açúcar no sangue, mas pode desempenhar um papel diferente no cérebro, onde parece afetar a memória e o aprendizado", disse Gomez-Pinilla.

"Nosso estudo demonstra que uma dieta rica em frutose afeta tanto o cérebro quanto o corpo. Isto é algo novo", acrescentou.

"Nossas descobertas ilustram que o que você come afeta como você pensa", emendou Gomez-Pinilla.

"Ingerir uma dieta rica em frutose a longo prazo altera a capacidade do cérebro de aprender e lembrar informações. Mas adicionar ácidos-graxos ômega-3 nas refeições pode ajudar a minimizar os danos", acrescentou.

O xarope de milho rico em frutose é comumente encontrado em refrigerantes, condimentos, molho de maçã, comida de bebê e lanches processados.

Ao ano, o americano médio consome mais de 18 quilos de xarope de milho rico em frutose, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. http://www.em.com.br/app/noticia/tecnologia/2012/05/16/interna_tecnologia,294695/acucar-pode-emburrecer-alertam-cientistas-americanos.shtml

 

Tenho odio mortal desse xarope, Marcia.  Ce acredita que ate pra comprar kielbasa nos EUA voce tem que ler os ingredientes pra ver se tem?  Dificil eh achar sem essa porcaria --salsicha com xarope de milho!

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Entidades contra o tráfico de pessoas denunciam Governo de São Paulo na OEA

Fabiana Barreto Nunes - 16/05/2012 - 14h14

 

O MCTP (Movimento contra o Tráfico de Pessoas), constituído por 100 entidades da sociedade civil brasileira protocolou uma denúncia na OEA (Organização dos Estados Americanos) relatando a falta de assistência às vítimas do tráfico de pessoas no estado de São Paulo.

 

 

Entre as irregularidades apontadas, as entidades destacam a extinção do plantão exclusivo para o recebimento de denúncias do tráfico de pessoas — disponível por 24 horas, com apoio integral dos profissionais capacitados no tema — e a desmobilização da rede estadual de enfrentamento ao tráfico de pessoas, que atuou de forma integrada nos últimos cinco anos no âmbito estadual e federal.

A Secretaria Estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania, responsável pelo NETP (Núcleo do Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Estado de São Paulo) alega ter substituído o plantão de denúncias pelo canal público 181

  De acordo com as entidades o novo disque denúncia (181) não tem conexão com NETP. "Desde o bloqueio do plantão 24h, o Núcleo não foi informado sobre nenhum caso até o momento, além disso, o atendimento às vítimas de tráfico não pode ser feito de maneira aleatória. É um serviço que requer articulação e capacitação dos funcionários nesta área".

A reportagem do Última Instância em contato com o disque denúncia constatou que o serviço recebe a denúncia, que segundo a atendente será encaminhada à Polícia Militar e Civil. No caso em que o denuciante é vítima a orientação da atendente é de que seja feito um Boletim de Ocorrência, pois o serviço de denúncia é anônimo. Ainda, segundo a funcionária, nenhum tipo de assistência é oferecida à vítima.

Anterior ao serviço 181, as denúncias eram recebidas através de um número Nextel amplamente divulgado pelo Núcleo atráves de cartazes. Entre janeiro de 2007 a maio de 2011, período anterior à suspensão dos serviços de apoio, o NETP realizou mais de 700 atendimentos às vítimas das diversas modalidades de tráfico de pessoas, além de diversas buscas ativas e forças tarefas, envolvendo Ministério Público, Poder Judiciário, Ministério do Trabalho e Polícias Civil e Federal.

De acordo com as entidades existe uma desconstrução desta política pública. "O NETP tornou-se um escritório burocrático, desrespeitando o Protocolo de Palermo e a Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas".

Na convenção internacional contra o crime organizado,subscrita pelo Brasil em 1999, o País está obrigado oferecer proteção integral e reprimir este tipo de crime.

O documento também aponta que o Governo do Estado de São Paulo foi um dos últimos no País a instalar a COETRAE (Comissão para a Erradicação do Trabalho Escravo).

Segundo o MCTP, a Comissão para a Erradicação do Trabalho Escravo não tem nenhuma função prática, limitando-se à realização de reuniões burocráticas, sem a análise de casos concretos.

A denúncia também foi encaminhada para a OIT (Organização Internacional do Trabalho); Ministério Público Estadual e Federal; e representações diplomáticas na Europa, EUA e América Latina.

Casos emblemáticos

As entidades destacam casos emblemáticos que evidenciam a falta de assistência do Estado a estas vítimas: o caso dos bolivianos encontrados em condição de trabalho escravo na indústria têxtil (Caso Zara); o episódio  garoto haitiano vítima de tráfico de órgãos; e o recente caso de estupro envolvendo uma mulher boliviana vítima de trabalho escravo que, por negligência do Governo Estadual, não se encontrava inserida no sistema de proteção a vítimas, apesar da gravidade do caso.

Outro fato recente, como o caso da aliciadora Maria José Rodrigues, de 53 anos, que vendia bebês para o mercado nacional e internacional,  que não contou com a participação ou intervenção do Núcleo do Tráfico de Pessoas do Estado de São Paulo.

Três milhões de pessoas traficadas por ano

A OIT (Organização Internacional do Trabalho), afirma ser o tráfico humano a segunda fonte ilegal de renda do mundo, perdendo apenas para o tráfico de armamentos, com uma renda anual de 32 bilhões de dólares. Segundo a organização, são traficados por ano cerca de dois milhões e 800 mil seres humanos para o trabalho escravo, exploração sexual e venda de órgãos e tecidos. Deste total, 83% são de mulheres e crianças do gênero feminino.

Dados da ONU revelam que o Brasil é o maior fornecedor de jovens mulheres, adolescentes e crianças nas Américas traficadas para a indústria do sexo nos países do primeiro mundo.

http://ultimainstancia.uol.com.br/conteudo/noticias/56165/entidades+cont...

 

Juro do cheque especial é o menor desde março de 2008, diz Procon-SP Taxa média caiu de 9,52% ao mês para 8,46% em maio, mostra pesquisa. No empréstimo pessoal, juro médio caiu para 5,43%, o menor desde 2011

Do G1, em São PauloA taxa média de juros do cheque especial e do empréstimo pessoal voltaram a cair em maio, mostra pesquisa divulgada nesta quarta-feira (16) pela Fundação Procon-SP. No cheque especial, a queda foi de 1,06 ponto percentual, passando de 9,52% ao mês para 8,46%. Segundo o órgão, é a menor taxa média mensal desde março de 2008, quando registrou 8,20% ao mês.

No empréstimo pessoal, houve queda de 0,35 ponto percentual na taxa média, passando de 5,78% ao mês, em abril, para 5,43% em maio - a menor desde março de 2011, quando registrou 5,42% ao mês.

A pesquisa foi realizada em 2 de maio. Dos sete bancos pesquisados pelo Procon (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander), quatro baixaram a taxa do empréstimo pessoal e dois baixaram a taxa do cheque especial. Veja a íntegra da pesquisa no site do Procon.

Apesar do movimento de redução da taxa básica de juros (Selic) e dos juros praticados pelos bancos, o Procon recomenda cautela diante da publicidade em relação a oferta crédito ao consumidor. A orientação é para que, antes de qualquer contratação, o consumidor pesquise bem, compare as taxas mais adequadas ao seu perfil, e avalie o custo total da operação e da sua capacidade de pagamento.

“O crédito traz vantagens quando utilizado com cautela e planejamento. O consumidor pode se valer destes juros reduzidos na quitação de débitos pendentes ou na antecipação de financiamentos mais caros”, afirma a diretora de estudos e pesquisa da Fundação Procon-SP, Valéria Rodrigues Garcia.

Entenda o movimento de redução dos juros

O movimento de reduções de juros dos bancos começou em abril, após o governo anunciar um pacote de R$ 60 bilhões para estimular a produção da indústria brasileira, na terça-feira (3). O Governo Federal vem pressionando os bancos para reduzirem o "spread" – a diferença entre o que o banco "paga" para captar recursos e quanto ele cobra para emprestar – e, assim, reduzir as taxas de juros cobradas no país. Com a redução dos juros dos bancos estatais o governo estaria buscando acirrar a concorrência e, assim, forçar os bancos privados a também baixarem as taxas cobradas.

Com a redução da Selic de 9,75% para 9% ao ano, os bancos voltaram a anunciar novas reduções nas taxas de juros para as operações de crédito. Em seu esforço para reduzir as taxas de juros, o governo anunciou, inclusive, mudanças nas regras do rendimento da caderneta de poupança.

A presidente Dilma Rousseff tem defendido publicamente a redução dos juros no Brasil. Em pronunciamento em rede nacional no dia 1º de maio, ela cobrou redução maior nas taxas de juros por parte dos bancos privados e classificou como "inadmissível" que o Brasil, com "um dos sistemas financeiros mais sólidos e lucrativos, continue com um dos juros mais altos do mundo".    

 

do Pragmatismo Politico

 

Globo demitiu Ricardo Boechat pelas mesmas razões que defende a revista VejaPostado em: 16 mai 2012 às 19:02 | Mídia desonestaPor que as organizações Globo não viram nada de grave nas relações de Policarpo Jr. com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira, mas demitiram Ricardo Boechat por relação com empresário Nelson Tanure, sendo que as relações de Policarpo Jr. com Cachoeira são muito mais profundas do que aquelas entre Boechat e Tanure?ricardo boechat band

Ricardo Boechat foi demitido de O Globo em 2011. (Foto: Reprodução)

Como se sabe, o jornal O Globo publicou um comovente editorial em defesa de Roberto Civita, dono da editora Abril (ver aqui). Em matéria de delírio, o diário carioca da família Marinho só foi superado pela própria Veja de Civita, que neste fim de semana conseguiu unir em um mesmo texto aranhas, robôs e comunistas (confira aqui). Parecia um roteiro de terror B. Já o editorial de O Globo recorria ao surrado bordão imprensa chapa-branca vs. imprensa livre (livre de quem?) e tentava ressuscitar um animal extinto, os radicais do PT.

Em resumo: O Globo não viu nada de grave nas relações de Policarpo Jr., diretor da sucursal de Brasília de Veja, com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira. E afirmou existir uma “campanha” contra a revista dos Civita.

Outros tempos?

Em 2001, a família Marinho demitiu sem pestanejar o jornalista Ricardo Boechat por considerar impróprias suas relações com uma fonte.

Boechat era um profissional celebrado e em ascensão nas Organizações Globo. Editava no jornal uma coluna de notas políticas e econômicas de muito prestígio e fazia comentários na tevê do grupo. Grampos atribuídos ao banqueiro Daniel Dantas, que disputava o controle de duas operadoras de telefonia com os canadenses da TIW, foram publicados pela Veja (coincidência!!!). Em alguns deles, Boechat conversa com Paulo Marinho, assessor do empresário Nelson Tanure, representante dos canadenses na disputa contra Dantas e dono do Jornal do Brasil.

A reportagem de Veja à época descreve: “Em um dos diálogos, ocorrido em 15 de abril, Boechat conta a (Paulo) Marinho os termos da reportagem que está escrevendo para revelar manobras do Opportunity e que seria publicada no dia seguinte em O Globo. Pela conversa, fica evidente que a direção do jornal não foi informada sobre o grau de ligação do jornalista com Nelson Tanure…” E por aí vai. Neste caso, Veja, ao acusar uma trama para favorecer um dos lados de uma disputa empresarial, agiu para favorecer o outro, o de Dantas.

Leia mais

Pelo que se viu até agora e pelo que se comenta a respeito do que virá, as relações de Policarpo Jr. com Cachoeira são muito mais profundas do que aquelas entre Boechat e Tanure. A começar por um fato: Tanure é um empresário controverso, geralmente odiado por seus funcionários, mas não é um contraventor como Cachoeira. Desconhece-se, por exemplo, o uso de expedientes sujos (arapongas, rede de prostituição etc.) por Tanure.

Uma década atrás, O Globo enxergou um problema ético suficientemente grave para demitir seu funcionário. Hoje, defende sem um átimo de dúvida, sem aquele saudável distanciamento de quem não estava presente no exato momento dos fatos, uma empresa na qual não figura entre os acionistas. Como a família Marinho pode ter tanta certeza a respeito da lisura do comportamento de Veja sem ter conhecimento do teor completo dos telefonemas entre Policarpo Jr. e o bicheiro? Nem sobre os métodos cotidianos da editora?

 

O inusitado

 


por Cristiana Lôbo |  

 

No almoço que a presidente Dilma Rousseff ofereceu aos antecessores no Palácio da Alvorada, após instalar a Comissão da Verdade em cerimônia no Palácio do Planalto, todos se esmeraram em elogios à anfitriã.

José Sarney disse que aquele encontro de ex-presidentes era “um presente da democracia”.

Fernando Henrique Cardoso foi mais longe e disse que, com aquele gesto, Dilma estava “construindo a unidade nacional”.

Fernando Collor foi o mais surpreendente: pediu autógrafo a todos no cardápio do almoço.

No decorrer do almoço, as conversas eram sobre política externa, cada um contando passagens de viagens ao exterior.

Lula e Fernando Henrique, amigos, conversaram tão longamente que nem parecia que andaram se estranhando nos últimos anos.

Collor se destacou pelo silêncio.

http://g1.globo.com/platb/cristianalobo/

 

" Lula e Fernando Henrique, amigos," - Isso é que é forçar o xuxu na marmita.

"DESCONJURO, PÉ DE PATO MANGALÔ TRÊS VEZES"

 

'Fernando Collor foi o mais surpreendente: pediu autógrafo a todos no cardápio do almoço.'

hahahhahahaaaa Ri gostoso agora! Uma coisa ninguém pode negar, o Collor é mestre em surpreender. Para o bem ou para o mal. Mas essa foi ótima!

 

Câmara aprova punição para juiz de futebol que manipular resultadosProposta, que regulamenta a profissão de árbitro, segue para o Senado.
Texto prevê pena de até dois anos de detenção para árbitro que fraudar

Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília

  

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (16) projeto de lei que regulamenta a profissão de árbitro de futebol e criminaliza a manipulação dos resultados de partidas. O projeto, de autoria do deputado André Figueiredo (PDT-CE), prevê detenção de seis meses a dois anos, além de multa, para o juiz de futebol que realizar arbitragem de partida esportiva de forma "fraudulenta".

"Entende-se por arbitragem fraudulenta interferir, dolosamente, no resultado natural da partida", diz o texto. A proposta agora segue para votação no Senado. Se aprovada, será encaminhada para a Presidência, que pode vetar ou sancionar a matéria.

  O projeto também especifica as atribuições do árbitro: "dirigir as partidas fazendo cumprir as regras futebolísticas, intervindo no andamento normal do jogo sempre que, a seu juízo, restarem violados o regulamento e os princípios a que está submetido o esporte."

Para o deputado André Figueiredo, o projeto garante "proteção jurídica" aos árbitros de futebol. "Hoje é um dia histórico, fazemos um reconhecimento legítimo e explícito de uma profissão tão importante que é a de árbitro de futebol", afirmou em discurso no plenário.

A proposta autoriza os árbitros e auxiliares de arbitragem a constituir entidades nacionais, estaduais e do Distrito Federal, com o objetivo de recrutar e formar profissionais.

O texto proíbe aos árbitros "qualquer vínculo empregatício com as entidades desportivas diretivas onde atuarem." Com isso, essas entidades deverão remunerar os árbitros sem assumir qualquer responsabilidade trabalhista, securitária ou previdenciária.

http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/05/camara-aprova-punicao-para-...

 

16/05/2012 13h47 - Atualizado em 16/05/2012 17h58

Integrantes da Comissão da Verdade divergem sobre foco de investigaçõesGilson Dipp, coordenador da comissão, diz que 'toda violação' será apurada.
Ex-PGR, Cláudio Fonteles afirma que só agentes do Estado serão alvo. 

Priscilla Mendes e Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília

  

Integrantes da Comissão da Verdade, instalada nesta quarta-feira (16) pela presidente Dilma Rousseff em cerimônia no Palácio do Planalto, divergiram sobre o foco das investigações que serão feitas na comissão. Para o coordenador dos trabalhos, Gilson Dipp, "toda violação" deve ser apurada. Para o ex-procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, só agentes do Estado devem ser investigados.

A Comissão da Verdade vai apurar violações aos direitos humanos cometidas entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar.

 

 Roberto Stuckert Filho / Presidência)Integrantes da Comissão da Verdade ao lado da presidente Dilma Rousseff (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

Perguntado se o trabalho da comissão abrangeria inclusive crimes cometidos por grupos de esquerda, Dipp – que é ministro do STJ e do TSE – respondeu: “O artigo primeiro da lei refere que toda a violação a direito humanos poderá ser examinada pela comissão”.

  Mais cedo, outro membro da comissão, o ex-procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, disse que o colegiado se limitará a investigar crimes cometidos por funcionários do Estado e que ex-guerrilheiros não deverão ser objeto de análise.

"Essa comissão é fruto de uma lei que reconheceu que o Estado brasileiro violou direitos humanos através de servidores públicos", disse Fonteles. "Se essa lei mostrou esse quadro assim, então nós temos de cuidar de avaliar as condutas dos servidores públicos, que violaram direitos humanos. É ser fiel à lei", concluiu.

Fonteles minimizou a reação dos clubes militares que classificam a criação da comissão de "revanchismo". "Isso é democracia. A gente tem de se acostumar a conviver com a diferença. Agora, em nível elevado, assentados à mesa, com tranquilidade. Não tem problema nenhum, não. Isso faz parte da democracia", disse.

José Paulo Cavalcanti Filho, outro integrante da comissão, preferiu não dar sua opinião sobre a apuração de crimes praticados por grupo de esquerda. Ele afirmou que o colegiado ainda não “sentou para conversar” e que a primeira reunião formal será nesta tarde. Os sete membros se reuniram pela primeira vez na última quinta-feira (10) durante jantar oferecido pela presidente Dilma no Palácio da Alvorada.

 

  “Não tivemos tempo para conversar. Vamos ficar em silêncio e vamos sentar para acertar as divergências, para não haver divergência entre nós”, afirmou Cavalcanti. “A gente acertou que a gente vai primeiro produzir consenso, então tá errado falar antes de haver esse consenso”.

 Roberto Stuckert / PR)Os ex-presidentes Collor, Sarney, Lula e Fernando Henrique com Dilma, no Palácio da Alvorada, onde foram recebidos em almoço após a cerimônia de instalação da Comissão da Verdade (Foto: Roberto Stuckert / PR)

Lei da Anistia
Gilson Dipp lembrou ainda que o resultado das apurações realizadas pela comissão não poderá servir para processo judiciais, nem mesmo por parte do Ministério Público. “Nós não temos esse poder. A lei não permite. Não temos na comissão caráter jurisdicional”.

Perguntado ainda se a instalação da Comissão da Verdade poderia ser um passo para se fazer uma revisão da Lei da Anistia, Dipp afirmou que o grupo não pretende sair do terreno de atuação. “Essa é uma missão acima de qualquer suspeita de que nós adentremos a um terreno em que a lei não nos permite”, afirmou.

Trabalho da comissão
Gilson Dipp foi escolhido para coordenar os trabalhos na comissão durante a fase de instalação. Não existirá um presidente e todos os membros deverão se revezar na coordenação do grupo. A primeira reunião será nesta quarta-feira, às 16h, na Casa Civil.

De acordo com Dipp, a primeira fase do trabalho será operacional, na qual vai se elaborar um regimento interno e um cronograma de atividades.

“Vamos tomar conhecimento, tomar pé do que existe à disposição e aí sim vamos começar a escolher depoimentos, informações, entregas de documentos e principalmente colaboração com outros órgãos públicos, outras instituições e outras comissões já instaladas como a comissão dos mortos e desaparecidos, como a Comissão de Anistia”, afirmou.

http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/05/integrantes-da-comissao-da-...

 

Estudante é condenada por ofensa a nordestinos no Twitter

DANIEL RONCAGLIA
DE SÃO PAULO 

 A Justiça Federal de São Paulo condenou a estudante Mayara Penteado Petruso a 1 ano, 5 meses e 15 dias de prisão pelo crime de racismo.

O crime da estudante foi ofender nordestinos por meio da rede social Twitter. A ofensa foi publicada no dia 31 de outubro de 2010, logo após a vitória eleitoral da petista Dilma Rousseff sobre o tucano José Serra. Os maiores índices de votação de Dilma na ocasião foram registrados na região Nordeste.

"Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a Sp: mate um nordestino afogado!", escreveu a estudante em sua página. 

 A pena contra ela foi convertida em prestação de serviço comunitário e pagamento de multa. A decisão foi tomada pela juíza da 9ª Vara Federal Criminal em São Paulo, Mônica Aparecida Bonavina Camargo.

Em sua defesa, Mayara admitiu a publicação da mensagem e disse que foi motivada pelo resultado das eleições presidenciais.

Ela afirmou que não tinha a intenção de ofender, que não é preconceituosa e que não esperava tamanha repercussão. De acordo com o processo, Mayara disse estar envergonhada e arrependida.

A reportagem procurou o advogado dela na tarde desta terça-feira, mas não foi atendida.

Estudante de direito em uma universidade da capital paulista, Mayara perdeu o emprego em um escritório de advocacia após o episódio. Ela também mudou de cidade e abandonou o curso.

"O que se pode perceber é que a acusada não tinha previsão quanto à repercussão que sua mensagem poderia ter. Todavia, tal fato não exclui o dolo", afirma a juíza na decisão.

A juíza estabeleceu a pena abaixo do mínimo legal, já que Mayara sofreu consequências com a infração. "Foram situações extremamente difíceis e graves para uma jovem", diz Bonavina Camargo. 

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1091324-estudante-e-condenada-por-ofe...

 

Ex-delegado do Dops diz ter sofrido atentado e pode ter escolta

ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER
DA COLUNA MÔNICA BERGAMO

O ex-delegado do Dops Cláudio Guerra, que disse em livro ser responsável pela morte de presos políticos na ditadura militar (1964-1985), poderá ter escolta policial.

Hoje pastor evangélico, ele afirmou ao senador Paulo Paim (PT-RS) ter sofrido tentativa de assassinato na madrugada desta quarta-feira (16).

Em plenário, o parlamentar pediu para o Ministério da Justiça segurança redobrada ao delegado --que considera um "arquivo vivo" para depor na Comissão da Verdade, instalada hoje pela presidente Dilma Rousseff para investigar violações de direitos humanos durante o regime militar.

Paim disse à coluna que, após discursar na tribuna, recebeu um telefonema do ministro José Eduardo Cardozo (Justiça).

O ministro afirmou que a pasta está "acompanhando esse caso há dias" e que o ex-delegado Guerra "não quer ficar no programa de proteção a testemunhas", segundo Paim.

Como está respondendo processo, a segurança do delegado dependeria da decisão de um juiz, teria dito Cardozo ao senador petista.

Mesmo assim, o ministro teria enviado um delegado hoje à tarde para falar com o ex-agente da ditadura. Se ele aceitasse, ganharia direito à escolta.

Personagem até pouco desconhecido, Guerra ganhou projeção ao relatar, no livro "Memórias de uma Guerra Suja" (Topbooks), ter participado de chacinas na ditadura, como a morte de dirigentes do PC do B em 1976.

"Ele se dispõe a depor [na Comissão da Verdade]", diz Paim. A convocação foi feita para amanhã. Com o atentado, Guerra teria se recusado a ir a Brasília. Figura polêmica do Espírito Santo, ele disse ao senador ser alvo de ameaças.

"As pessoas estavam ao lado da casa dele, dizendo que iam atirar. Ele pediu socorro. Veio o segurança, e as pessoas saíram", afirma Paim.

Coautor de "Memórias", o jornalista Marcelo Netto diz que Guerra, na verdade, estava dormindo num asilo. "Esse [lugar] foi invadido, e houve conversas no sentido de provocar a saída [de Guerra] do quarto. Pessoas discutindo, dizendo 'vamos espocar, vamos espocar'."

O nome de Guerra já foi envolvido em outros crimes pós-regime militar, de torturas a assassinatos --inclusive o da ex-mulher. Também foi condenado a 42 anos de prisão por um atentado a bomba quando disputava o controle do bicho em Vitória.

Recentemente, foi acusado de colaborar com o desvio de R$ 6 milhões em dízimos recolhidos pela Assembleia de Deus em Serra (ES), onde atuava como integrante do conselho fiscal. 

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1091523-ex-delegado-do-dops-diz-ter-s...

 

PSDB-SP divulga manifesto contrário à doação de terreno ao Instituto LulaRepresentantes da sigla na capital paulista questionam projeto da Prefeitura de SP por conceder área pública a entidade privada; local tem valor estimado em R$ 20 mi

O diretório do PSDB em São Paulo criticou em manifesto, divulgado nesta terça-feira, 24, a doação de um terreno da Prefeitura de São Paulo ao Instituto Lula. A área, localizada na região central, próxima à cracolândia, é avaliada em R$ 20 milhões. A proposta criada pelo prefeito Gilberto Kassab foi aprovada em primeira votação na Câmara, na semana passada.  

"Está claro que um imóvel desapropriado por utilidade pública, deve receber destinação pública, geradora de benefícios concretos e claros para a sociedade e, em hipótese alguma, poderá favorecer pessoas de direito privado, ou seja, não pode favorecer o Instituto Lula", diz o manifesto. O diretório entende que é preciso debater publicamente alternativas possíveis para o uso da área e as contrapartidas exigidas.

O terreno de 4,4 mil metros quadrados vai abrigar o Memorial da Democracia, uma espécie de museu em homenagem ao ex-presidente. A proposta de Kassab, apresentada em fevereiro, ocorreu num momento em que o prefeito buscava se aproximar do PT na tentativa de articular alianças políticas para as eleições municipais.

O manifesto questionou ainda as intenções políticas do instituto: "Além de um argumento legal deveras consistente, devemos considerar também a falta de moral, a pretensiosidade e a usurpação da história que estão por trás da criação de um Instituto que se propõe nascer como 'Memorial da Democracia', sendo que privilegiará a mitificação de uma só pessoa, o senhor Luis Inácio da Silva".

Na semana passada, após a sessão de votação, o prefeito afirmou que a concessão não fere regras administrativas e que o instituto terá de apresentar as contrapartidas necessárias para ter direito à concessão. "Não existe nenhuma vinculação partidária, nem ideológica nessa questão", afirmou.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,psdb-sp-divulga-manifesto-co...

 

Câmara de São Paulo aprova concessão de terreno público para o Instituto Lula

SÃO PAULO - A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quarta-feira, 16, a concessão ao Instituto Lula de um terreno de 4,3 mil metros quadrados, avaliado em R$ 20 milhões. O projeto enviado ao Legislativo pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD) recebeu 37 votos a favor, oito contrários e uma abstenção.

Na proposta, está prevista a criação de um memorial à democracia na área, no centro da capital paulista. O Instituto Lula terá direito a explorar a área por 99 anos. O texto segue agora para a sanção de Kassab.

O projeto recebeu oposição principalmente dos vereadores do PSDB - que integra a base de Kassab na Câmara, mas rejeita o favorecimento ao instituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Para os tucanos, a concessão do terreno não prioriza o interesse público e beneficia a imagem do líder petista às vésperas da eleição municipal.

"Consideramos ilegal a transferencia de um terreno público a um instituto privado", disse o líder do PSDB na Câmara, vereador Floriano Pesaro. "Além disso, não podemos dar ao PT a prerrogativa de contar a história da democracia."

Os petistas e a base aliada do prefeito sustentam que o memorial deverá representar diversos líderes políticos e poderá receber o acervo do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso.

"O Instituto Lula deixou claro que pode acolher tudo o que diz respeito à democracia", afirmou o vereador José Américo (PT). "O ex-presidente Lula está tomando a iniciativa de construir em uma área degradada da cidade, que vai ajudar a levantar aquela região."

O presidente da Câmara, José Police Neto, destacou que o texto exige que o conteúdo do memorial seja aprovado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico (Conpresp) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (Condephaat).

O projeto de lei 29/2012 foi enviado por Kassab no início de fevereiro, quando o prefeito negociava com Lula uma aliança eleitoral em torno da candidatura de Fernando Haddad (PT) à Prefeitura. O projeto foi mantido quando o ex-governador José Serra (PSDB) entrou na disputa e Kassab passou a apoiá-lo. O PSD, partido do prefeito, no entanto, continua próximo dos petistas no governo federal.

O projeto era o quarto item da pauta da Câmara nesta quarta-feira, 16, mas foi levado à votação no início da sessão por iniciativa do líder do governo, Roberto Tripoli (PV). Kassab tem maioria no plenário e, apesar de ter perdido o apoio do PSDB nesta proposta, recebeu os votos do PT. Os tucanos alegam que não havia acordo para realizar a votação e chamaram a manobra de "golpe".

O líder do PSDB apresentou, sem sucesso, uma proposta para tentar abrir uma licitação para o terreno. "Se o Instituto Lula quisesse, poderia participar da licitação", afirmou Pesaro.

Seis manifestantes protestaram contra a aprovação do projeto. Na primeira discussão da proposta, no dia 18 de abril, um grupo maior provocou confusão ao criticar os vereadores governistas. Naquela ocasião, o projeto foi aprovado por 37 votos a 10.

O PPS também apresentou um projeto para tentar substituir a concessão ao instituto. O texto previa a criação de um centro de tratamento de dependentes químicos naquele terreno, que fica na cracolândia.

Em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, berço político de Lula, uma proposta de construção de um Museu do Trabalhador também provocou polêmica. O projeto receberá recursos do Ministério da Cultura e da prefeitura do município, comandada por Luiz Marinho (PT). Ele afirma que o museu não privilegiará o ex-presidente.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,camara-de-sao-paulo-aprova-c...

 

Com mais um governador na mira, CPI terá nesta quarta primeiro embate políticoOposição quer convocação de Cabral (PMDB) e Queiroz (PT); governistas querem restringir apurações a Perillo

BRASÍLIA - Governistas e oposição vão travar nesta quarta-feira, 2, sua primeira grande batalha na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira com um novo personagem no epicentro da luta política, até a semana passada restrita a petistas e tucanos, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). Ele é mais um chefe de Executivo estadual a ter o nome envolvido no esquema de contravenção e o terceiro a entrar na mira da comissão parlamentar. 

Na sessão marcada para às 10h30 os integrantes da comissão irão receber os 40 volumes do inquérito que investigou o esquema do contraventor e suas ligações com agentes públicos e privados. PMDB e PT pretendem fazer de tudo para blindar Cabral e Agnelo Queiroz (Distrito Federal) e evitar que sejam convocados a depor na CPI a respeito de supostas ligações com o contraventor Carlinhos Cachoeira e o empresário Fernando Cavendish, que se afastou na semana passada da direção da Delta Construções S.A. 

Ao mesmo tempo, o PT defende a convocação do governador de Goiás, o tucano Marconi Perilo, sob o argumento de que os grampos feitos pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo escancararam as ligações dele com Carlinhos Cachoeira. "Não quero fazer prejulgamentos, mas todas as conversas gravadas pela PF e que envolvem o governador Marconi Perillo apontam para uma séria relação dele com o bando do Cachoeira", disse ao Estado o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP). "É muito diferente do que ocorreu com o governador Agnelo, que é vítima da organização criminosa."

O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), rebateu Tatto. "Nós, do PSDB, já pedimos a convocação do governador Marconi, que concorda em comparecer à CPI para dar explicações. Agora, se o PT e o PMDB querem usar de dois pesos e duas medidas para proteger os seus governadores, nós não vamos aceitar", afirmou. "Se tem três governadores que são suspeitos de ligação com o Cachoeira e com a Delta, que esclareçam tudo à CPI. É isso que defendemos. Não tem de proteger ninguém", disse ainda o senador.

A convocação de Sérgio Cabral será proposta por requerimento do deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), que é delegado da Polícia Federal. A sugestão para que ele apresentasse o requerimento de convocação é do deputado tucano Otávio Leite (RJ), que antes pediu a intermediação do presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE). Francischini acusa o governador Agnelo Queiroz de ter montado uma rede de grampos ilegais. Por isso, requereu ao Ministério Público a prisão de Agnelo.

Ao defenderem Cabral dos ataques da oposição, os dirigentes do PMDB afirmam que o governador está sendo vítima de uma briga particular com o ex-governador e deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ). Na semana passada, Garotinho postou em seu blogfotos de Cabral, Cavendish e secretários na Avenida Champs-Elysées, em Paris, durante viagem oficial, e no Restaurante Luis XV, no Hotel de France, em Mônaco, em 2009. O deputado também veiculou um vídeo de um jantar – ocorrido em Paris ou em Mônaco – com Cabral, o secretário de Saúde Sérgio Côrtes, Cavendish e suas respectivas mulheres.  

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,com-mais-um-governador-na-mi...

 

Lei de Acesso à Informação mobiliza busca por dados de ex-ministrosGoverno não mostra informações novas; no Planalto houve procura por gastos de Dirceu e Erenice 

BRASÍLIA - No primeiro dia de vigência da Lei de Acesso à Informação, órgãos federais evitaram divulgar documentos inéditos. A lei contempla que, além de o cidadão poder formular pedidos de dados, os governos podem ter papel ativo e divulgar informações inéditas. Os ministérios se limitaram a divulgar um link para a Corregedoria-Geral, onde poderia ser acessado um portal sobre a lei. 

Os gastos dos ex-ministros da Casa Civil José Dirceu e Erenice Guerra com cartão corporativo - ambos varridos do Executivo após a explosão de escândalos - e dados sobre os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso monopolizaram as atenções daqueles que foram ao Serviço de Informação ao Cidadão (SIC) instalado no Palácio do Planalto.

A sala, de quarenta metros quadrados, tem seis computadores e quatro câmeras de vigilância. Quatro funcionários da Secretaria de Administração da Secretaria-Geral da Presidência da República foram treinados pela Controladoria-Geral da União (CGU) para orientar os interessados. Até as 16h30 desta quarta-feira, 16, o SIC do Planalto havia registrado 17 solicitações de informação.

O SIC do Planalto atende o cidadão que for atrás de informações do Gabinete de Segurança Institucional, da Casa Civil, da Secretarias Geral, de Relações Institucionais e de Comunicação Social e da vice-presidência da República.

À tarde, o sistema eletrônico de recebimento de pedidos da CGU apresentou problemas técnicos. Já os SICs de boa parte dos ministérios ficaram vazios durante o dia e receberam poucos pedidos por e-mail.

A Polícia Federal foi um dos órgãos que ainda não divulgaram material novo. No site do órgão estão disponíveis apenas relatórios policiais de 2008, amplamente divulgados na época. A assessoria da Polícia Federal argumenta que o sistema ainda está em fase de implementação e, nas próximas semanas, novos dados poderão ser divulgados.

Os SICs das pastas da Justiça e da Indústria, Desenvolvimento e Comércio receberam poucos pedidos de informação. Pela internet, cinco servidores fizeram pedidos à Justiça. O SIC da Indústria e Comércio recebeu quatro e-mails e cinco telefonemas com pedidos de informação. Todas as pessoas que procuram os ministérios eram servidores. As duas pastas já exibiam na internet portais de transparência antes da entrada em vigor da lei.

Diferentemente de outras pastas, o Ministério das Relações Exteriores registrou um número “elevado” de pedidos. Ao longo do dia, 30 pessoas pediram informações sobre documentos diplomáticos, como vistos e prazos de obtenção de passaportes.
À tarde, o ministro Antonio Patriota visitou a unidade do SIC, localizado na entrada principal do prédio do Itamaraty. O ministério ainda está organizando o seu portal de transparência. Relatórios de auditorias internas, por exemplo, foram divulgados no começo da noite.

Recorde. O SIC do Ministério da Saúde bateu recorde de pedidos. Foram 46 até o final da tarde. Funcionários da pasta, no entanto, lamentaram que boa parte dos pedidos não se enquadravam no espírito da nova lei. Houve pedido de telefone de maternidade e até dicas para parar de fumar, além de pedidos de esclarecimentos sobre ações da pasta. O ministério já dispõe do Disque Saúde, telefone 136, que repassa dados sobre seus programas.

Um dos empecilhos para o êxito da lei será a cultura do funcionalismo. Pesquisa da CGU em parceria com a Unesco apontou que para 55,5% dos servidores há dados e fatos que devem ser eternamente mantidos sob sigilo.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,lei-de-acesso-a-informacao-m...

 

Calote do consumidor tem a maior alta em dez anos

Patrícia França e agências

A inadimplência do consumidor aumentou 4,8% em abril, na comparação com março, puxada por dívidas não pagas de cartões de crédito, dívidas com financeiras e outros compromissos não bancários, informou nesta quarta, 16, a Serasa Experian. Foi a maior variação mensal para abril do Indicador de Inadimplência do Consumidor desde 2002. Em relação a abril de 2011, a alta foi de 23,7%. A expansão no encerramento do primeiro quadrimestre chegou a 19,6% ante a mesma base de comparação de 2011.

A inadimplência não bancária (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) subiu 8,8% ante março e foi a maior responsável pelo avanço do índice em abril. Esse item contribuiu com 3,5 pontos percentuais do aumento de 4,8% observado no mês. Também puxaram o indicador para cima as dívidas com bancos, que apresentaram alta de 4,3%.

Já títulos protestados e emissão de cheques sem fundos recuaram, respectivamente, 13,7% e 7,4% em abril ante março. A Serasa Experian explicou, em nota distribuída à imprensa, que o endividamento crescente e as dificuldades do consumidor em honrar as despesas de início de ano se estenderam para além de março, considerado o mês mais crítico.

O valor médio das dívidas cresceu no acumulado do ano até abril ante o mesmo período de 2011. A maior alta (23,8%) foi observada entre os compromissos não bancários, que tiveram o valor médio elevado de R$ 312,44 para R$ 386,70.

Cautela - Em um cenário de grande oferta de crédito no comércio, o economista Francis Brode, especialista em educação financeira, diz que o consumidor deve ficar atento na hora de comprar um bem para não impactar  a renda. O ideal, ensina ele, é que os gastos no cartão e com prestações comprometam entre 15% e 20% do rendimento mensal.

“Importante é saber, também, se aquele bem é urgente ou se pode ser adquirido mais adiante à vista, sem necessidade de contrair dívida”, acrescenta o especialista.

A queda dos juros nas operações bancárias, anunciada pelos bancos públicos e que deve ser seguida pelos privados, é, na avaliação de Brode, boa oportunidade para “trocar” uma dívida por outra. “É vantajoso pegar um empréstimo com taxa de juro e prestação menores para quitar outro financiamento que está pesando no orçamento doméstico”, diz ele.

O superintendente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Salvador, Carlos Roberto Oliveira, reforça que o momento, em função da redução dos juros, é ideal para o consumidor sanear as dívidas. “É a hora de buscar o credor e propor uma redução nas taxas. Há quem aceite receber apenas o principal da dívida, abrindo mão dos juros e encargos”, diz Oliveira.

Ele assinala, ainda, que a crescente inadimplência desde dezembro tem levado o comércio a ser mais conservador na concessão de crédito.

http://atarde.uol.com.br/economia/noticia.jsf?id=5837372&t=Calote+do+con...

 

De JB online.

Parlamentares mostram apoio à posição de Dilma sobre os royalties do petróleoPresidente foi vaiada por prefeitos de todo o país, na última terça, em Brasília

Jornal do Brasil

 

Ao fim do seu discurso na Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, a presidente Dilma Rousseff comentou sobre a partilha de royalties do petróleo no país deixando clara sua intenção de proteger os contratos firmados e as áreas já em exploração. O posicionamento não agradou parte dos políticos presentes que vaiaram a presidente. Nesta quarta-feira(16), no entanto, parlamentares mostraram apoio à decisão de Dilma.

Quase 4 mil prefeitos estavam reunidos na capital, a grande maioria favorável a partilha dos royalties. Antes do encerramento de seu discurso os políticos pediram para que a presidente falasse sobre a distribuição. Dilma foi vaiada ao enfrentar a platéia afirmando:

"Petróleo, vocês não vão gostar do que eu vou dizer. Não acreditem que vocês conseguirão resolver a distribuição de hoje para trás. Lutem pela distribuição de hoje para frente". 

Dilma foi vaiada ao defender royalties para produtores

 

Dilma foi vaiada ao defender royalties para produtores

Parlamentares elogiaram a postura da presidente de honrar as licitações já firmadas. O deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), enxerga que o atual momento é propicio a mudanças no modelo de distribuição de royalties para contratos futuros.

“Com a perspectiva do pré-sal  o modelo atual tem que ser readequado a essas novas realidades, mas garantindo os direitosdaqueles estados que são mais do que confrontantes, são produtores e sofrem os impactos [da exploração]” analisou.

Chico Alencar, no entanto,  defendeu a presidente e criticou a postura dos que vaiaram.

“Eu estou na contramão dos papudos. A presidente disse muito corretamente.  Será que eles querem inclusive fazer o Rio de Janeiro devolver o que já recebeu?”, criticou.

No plenário o senador Magno Malta(PR-ES) comentou a postura da presidente.

“Só uma Estadista enfrenta a maioria para aplicar a justiça. Critiquei as ações que visavam prejudicar o Espírito Santo, mas nossa presidenta cumpriu e honrou a promessa dada na campanha em Vitória. Estou na Tribuna para parabenizar nossa Presidenta que cumpriu a Constituição Federal e não violou o artigo 60” frisou Magno.

O deputado federal Miro Teixeira(PDT-RJ), enalteceu a firmeza da presidente lembrando que a constituição prevê o cumprimento de contratos:

“Graças a Deus nós temos uma presidente que defende a constituição contra os que se movem pela ganância, porque a constituição assegura o cumprimento dos contratos”

Alguns congressistas ao defender a divisão dos royalties argumentam que as regiões produtoras não são muito afetadas pela exploração, uma vez que o petróleo é retirado em alto mar. Miro Teixeira confronta esse argumento lembrando que as cidades produtoras precisam fazer uma série de investimentos em infraestrutura, saneamento e controles ambientais, além de receberem milhares de pessoas. O deputado citou como exemplo de cidade produtora, Macaé, na região norte do Rio de Janeiro.

“Quando se olha a cidade de Macaé você vê quanto o município teve que investir nas vias urbanas, no sistema de saúde, em escolas. Porque o trafego aumenta, a população aumenta. Os royalties não são um prêmio, são uma indenização”, explicou.

Assim como Alencar, Teixeira mostrou-se favorável a uma nova discussão sobre a partilha de royalties, desde que assegurando a manutenção dos contratos já firmados.

“Discutir o que vem daqui pra frente é plenamente civilizado agora, fazer retroagir a discussão vai causar insegurança jurídica até em investidores de outras áreas. O país fica sobre a desconfiança de não cumprir contratos”, concluiu.

 

 

 

zanuja

Estados Unidos podem ter testes de HIV de farmácia   BBC

Estados Unidos devem decidir até o final do ano
se exame de HIV pode ser vendido em farmácia

Os Estados Unidos estão um passo mais perto de permitir que as pessoas chequem seu status de HIV em casa, com testes simplificados comprados em farmácias.

Um painel de especialistas diz que o exame OraQuick In-Home é seguro e eficiente e que seu potencial de prevenir o contágio é maior do que o risco de resultados falsos.

  

O FDA, agência americana responsável pela regulação de alimentos e medicamentos, deve decidir ainda neste ano se aprova ou não o teste, que deve custar cerca de US$ 60.

O exame, que leva 20 minutos, tem exatidão de 93% para resultados positivos e 99,8% para negativos, indica o fabricante.

Atualmente os EUA têm cerca de 1,2 milhão de pessoas infectadas pelo vírus HIV e aproximadamente 50 mil novos casos são registrados todos os anos.

Mudança

Os especialistas do Comitê de Recomendações de Produtos Sanguíneos votaram pela comercialização do teste por unanimidade, com 17 votos a favor e zero contra.

Na visão do painel, o teste ajudaria as pessoas que descobrirem ter o vírus a conseguir acesso a tratamentos médicos e serviços sociais.

Eles recomendaram à OraSure, fabricante do exame, que a embalagem do produto contenha alertas visíveis sobre a possibilidade de resultados negativos falsos.

Também foi feita a recomendação de que a embalagem contenha um telefone gratuito de atendimento às pessoas cujo resultado for positivo.

Carl Schmidt, vice-diretor do Instituto de Aids, disse que a aprovação pode representar um marco importante na luta contra a doença.

"Estamos sempre procurando por grandes mudanças positivas, e acreditamos que esta é uma delas. Não só (o teste) vai ajudar a reduzir o número de infecções mas também levará mais pessoas a buscar tratamento e cuidados", avaliou.

Truvada

Recentemente outro comitê que aconselha a FDA apoiou um medicamento para evitar a contaminação pelo HIV.

 BBC

Medicamento aprovado por especialistas para reduzir infecção por HIV aguarda liberação do FDA

Os especialistas aprovaram o uso do Truvada, um comprimido de uso diário que deve ser usado por pessoas não infectadas que estariam correndo risco maior de contrair o vírus da Aids.

O uso do medicamento foi aprovado pelo comitê, com 19 votos a favor e três contra, para que seja receitado para o grupo considerado de maior risco, homens não infectados que têm relações sexuais com múltiplos parceiros também homens.

Também foi aprovada, por maioria dos votos, a prescrição do Truvada para pessoas não infectadas que têm parceiros portadores do HIV e para outros grupos considerados em risco de contrair o vírus através de atividade sexual.

O uso do Truvada já foi aprovado pela FDA para pessoas que já têm o vírus HIV, e é tomado junto com outros medicamentos.

Estudos realizados em 2010 mostraram que a droga reduziu o risco de infecção pelo HIV entre 44% e 73% em homossexuais masculinos saudáveis e entre heterossexuais saudáveis que são parceiros de portadores do vírus HIV

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/05/120516_hiv_testes_jp.shtml

 

Anistia não impediu punições de militares na América Latina

Ruth Costas

Da BBC Brasil em Londres

 

  Junta Militar argentina. WikimediaCommons

A Junta Militar argentina foi julgada após a redemocratização do país, nos anos 1980

A ideia de que anistias a violações aos direitos humanos ocorridas durante regimes autoritários bloqueiam a possibilidade de julgamentos já é passado na maior parte da América Latina, como explica Marcie Mersky, diretora do International Center for Transitional Justice (ICTJ).

Especialista em comissões da verdade, Mersky trabalhou na comissão da Guatemala, apoiada pela ONU e, no ano passado, participou de uma série de projetos junto ao Ministério da Justiça brasileiro para ajudar Brasília a entender a experiência de outros países na área.

    

"Quando as primeiras comissões da verdade foram criadas na América Latina, nos anos 1990, acreditava-se que as leis de anistia bloqueavam totalmente a possibilidade de investigações criminais", diz Mersky.

"Essas noção foi jogada por água com o tempo por uma série de casos como o da Argentina, em que alguns grupos conseguiram driblar a anistia sugerindo interpretações criativas ou explorando brechas."

Segundo a especialista, o papel de comissões da verdade como a que foi inaugurada no Brasil é alimentar um debate na sociedade sobre o que ocorreu no passado. lsso, em muitos casos, favoreceu indiretamente a abertura de julgamentos, mas, salvo uma exceção (no Peru), comissões não têm sido responsáveis por estabelecer responsabilidades criminais.

Crimes em continuidade

Na Argentina e no Chile, comissões da verdade foram inauguradas logo após a redemocratização, mas ambos os países também acabaram aprovando perdões aos militares (no caso argentino, depois que um período inicial, em que foram julgados generais de alta patente, acabou gerando inquietação entre os militares).

Com o tempo, nos dois países, advogados de organizações ligadas à defesa dos direitos humanos conseguiram fazer a Justiça aceitar a interpretação de que "desaparecimentos" eram crimes "em continuidade" - portanto, não cobertos pelas suas anistias.

A Argentina anulou duas leis de anistia em 2003. No Chile, o perdão aos militares ainda está vigente, mas desde que a nova interpretação foi aceita pela Suprema Corte do país, em 2004, mais de 500 pessoas foram levadas à Justiça.

No Uruguai (que derrubou a anistia definitivamente no ano passado), a Justiça ordenou em 2006 a prisão de Juan María Bordaberry, líder do país no período de exceção, pelo assassinato de parlamentares uruguaios na Argentina, aceitando o argumento de que a anistia de 1986 só cobria crimes cometidos em solo uruguaio.

E na Guatemala, a Comissão para o Esclarecimento Histórico ajudou organizações da sociedade civil a reunirem evidências para apoiar acusações de genocídio - não cobertas pela anistia guatemalteca - contra o general Efraím Rios Montt, que governou o país no período mais violento do conflito civil, entre 1982 a 1983.

Em janeiro, um juiz aceitou o indiciamento de Rios Montt, acusado de responsabilidade em dezenas de milhares de mortes de indígenas guatemaltecos.

Em todos esses casos, o papel das comissões da verdade foi ajudar a munir advogados de direitos humanos com evidências para construir seus casos e abrir um debate na sociedade sobre as violações de direitos humanos ocorridas em períodos autoritários, criando um clima favorável para decisões da Justiça a favor da flexibilização das anistias.

No Brasil, alguns grupos estão tentando seguir os passos latino-americanos, mas até agora tentativas de driblar a anistia com interpretações alternativas tiveram pouco sucesso.

Recomendações

O Brasil é um dos últimos países na América Latina a estabelecer uma comissão da verdade oficial para investigar os crimes do regime militar.

Ao fato de a comissão brasileira não ter poderes de remeter casos para julgamento, para Mersky isso não é necessariamente uma desvantagem.

"Se o objetivo é levantar casos para julgamento, a comissão têm de se concentrar na responsabilidade individual de cada agente do Estado", explica a especialista. Já se o objetivo é reconstruir o que aconteceu, pode-se usar uma variedade maior de métodos de investigação e detectar mais facilmente padrões de violação, responsabilidades institucionais e inclusive casos de cooperação (entre os regimes dos países da região)."

Além disso, segundo Mersky, a comissão da verdade brasileira poderá fazer recomendações - e uma delas pode ser justamente que a anistia não é "construtiva" e que a Justiça brasileira deveria abrir alguns casos.

"Estabelecer as responsabilidades criminais é papel dos tribunais e não acho que seja interessante ter uma comissão da verdade substituindo o papel de outras instituições do Estado", diz.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/05/120516_marcie_comissaov...

 

Governo fecha acordo com hotéis para redução de preços na Rio+20   AP)

Medida deverá reduzir valores de hospedagem no Rio em entre 25% e 60%

O governo brasileiro anunciou nesta quarta-feira um acordo para reduzir as tarifas de hotéis no Rio durante a Rio+20, a conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável que será realizada na cidade entre 13 a 22 de junho.

Segundo o governo, a medida deverá reduzir os preços de hospedagem em entre 25% e 60%.

 

 

O acordo foi fruto de uma negociação entre a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio (ABIH-RJ), a Terramar, agência operadora da Rio+20, e representantes de redes hoteleiras que atuam na cidade.

Em nota divulgada à imprensa, o governo diz que a decisão de intermediar as negociações foi tomada após a divulgação "dos altos valores cobrados e também das exigências da compra de pacotes fechados, com número mínimo de diárias".

Uma comissão formada pelo presidente da Embratur, Flavio Dino, o secretário-executivo do Ministério do Turismo, Valdir Simão, e o secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Vinícius Marques de Carvalho, foi estabelecida para acompanhar o cumprimento do acordo.

Mudanças

Os preços altos cobrados por hotéis durante a Rio+20 e a política de vender pacotes fechados para o período do evento fizeram com que algumas delegações estrangeiras decidissem reduzir o número de representantes enviados ao Brasil.

A delegação do Parlamento europeu chegou a citar especificamente os altos preços de hospedagem na cidade como um dos motivos pelos quais decidiu não comparecer ao evento.

Com o acordo, fica determinado o fim das comissões cobradas pela operadora sobre as diárias das comitivas. A partir de agora, a remuneração será feita pelos hotéis, sem ônus aos hóspedes.

A expectativa é de que essa medida, aliada a descontos concedidos por alguns hotéis, reduza o valor das diárias entre 25% e 35%.

O acordo prevê ainda o fim da obrigatoriedade da compra de pacotes fechados com um número mínimo de diárias, o que prejudicava os participantes que ficariam poucos dias na cidade. Com isso, espera-se que os custos de hospedagem caiam entre 30% e 40%.

"Somadas, as medidas podem superar 60% de desconto em relação aos valores anteriormente praticados", diz a nota do governo.

De acordo com o governo, delegações que já pagaram as diárias terão o valor excedente devolvido, assim como participantes que compraram pacotes fechados com um número de dias superior ao que pretendem permanecer na cidade.

 

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/05/120516_rio20_hoteis_gov...

 

Thor Batista é denunciado pelo MP por atropelamento e morte de ciclista 

Rio -  O Ministério Público vai denunciar Thor Batista à Justiça pelo atropelamento e morte do ciclista Wanderson Pereira dos Santos, de 30 anos, no dia 18 de março, na BR-040, na Rodovia Washington Luis, altura de Xerém, na Baixada Fluminense. O filho de Eike Batista deverá responder por homicídio culposo. Por medida cautelar, o MP também requereu a suspensão da carteira de motorista do empresário. O caso está na 2ª Vara Cívil de Duque de Caxias. Caso condenado, Thor Batista poderá cumprir de 2 a 4 anos de prisão.

Ainda segundo a denúncia, Thor ultrapassou um ônibus da empresa Única Fácil, da linha Petrópolis-Nova Iguaçu, pela faixa da direita e, em seguida, momentos antes de atingir a vítima, repetiu a manobra irregular ao ultrapassar outro carro, identificado como um Ford Fiesta, violando os preceitos legais de segurança no trânsito.   
 
A suspensão da carteira de motorista de Thor foi requerida com base nas informações prestadas pelo Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (DETRAN). O órgão registra 11 infrações de trânsito na habilitação do denunciado, sendo nove delas por excesso de velocidade. Thor é habilitado para dirigir desde o dia 16/12/2009.  

No dia 17 de março deste ano, Thor dirigia um Mercedes-Benz, SLR McLaren, quando atropelou Wanderson Pereira dos Santos, que trafegava em sua bicicleta, por volta das 19 horas, na altura do Km 101 da BR-040. A vítima morreu depois de ser arremessada, pelo impacto do carro, a uma distância de aproximadamente 65 metros.

 Reprodução InternetCarro ficou com o vidro quebrado após acidente | Foto: Reprodução Internet

Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) constataram, na última sexta-feira, que Thor dirigia acima do limite de velocidade permitida na BR-040 quando atropelou o ciclista. De acordo com a perícia da Polícia Civil, o rapaz estava a 135 km/h no momento do acidente. A velocidade permitida no trecho é de 110 km/h. Com estes resultados, a polícia resolveu indiciar Thor por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A investigação ainda aponta que, antes do acidente, Thor ultrapassou um ônibus e um carro pela direita, o que é proibido pelas leis de trânsito.

De acordo com o delegado da 61ª DP (Xerém), Mario Roberto Arruda, o caso da morte de Wanderson incorre em "culpa concorrente", pois os dois são considerados responsáveis já que o ciclista havia ingerido álcool e teria atravessado de forma perigosa na rodovia. Os resultados ainda mostram que a vítima foi arremessada a 65 metros de distância do local do choque.

De acordo com o MP, a suspensão da carteira de motorista de Thor foi requerida com base nas informações prestadas pelo Detran. O órgão registra 11 infrações de trânsito na habilitação do denunciado, sendo nove delas por excesso de velocidade. Thor é habilitado para dirigir desde 2009. Caso condenado, Thor Batista poderá cumprir de 2 a 4 anos de prisão.

 Carlo Wrede / Agência O DiaFoto: Carlo Wrede / Agência O Dia

Advogados contestam

Em nota, os advogados do filho de Luma de Oliveira, Márcio Thomas Bastos e Celso Vilardi disseram ser impossível compreender como os peritos chegaram ao resultado. De acordo com laudo particular apresentado por eles, a Mercedes de Thor estaria entre 87,1 a 104,4 Km/h na hora do acidente. Os advogados afirmaram que confiam no arquivamento do inquérito policial.

Bate-boca no Twitter

Thor bateu boca na tarde desta quinta, no Twitter, após comentar notícia de acidente semelhante àquele em que se envolveu. Uma internauta não gostou do que o filho mais velho do empresário Eike Batista escrevera e o criticou, dando início à discussão virtual.

Thor, que no Twitter usa o nome @Thor631, postou link de reportagem sobre acidente em Vitória, no Espírito Santo. Uma mulher, embriagada e sem carteira de habilitação, atropelara um ciclista no bairro Ilha do Príncipe. Ao lado do atalho para a matéria, escreveu, em caixa alta: “Em dois dias não será publicada mais uma notícia sequer”.

Minutos depois, a internauta Annaclara Velasco (@AnnaVelasco) reagiu, citando o nome de usuário de Thor — o que, no Twitter, equivale a responder diretamente ao autor. “Mas essa mulher certamente será punida pelo que fez, ao contrário do que aconteceu com você...”, atacou Annaclara.

 Reprodução InternetFoto: Reprodução Internet

Logo Thor se defendeu, usando quatro postagens, também citando o nome da internauta: “Ela estava bêbada (eu fiz bafômetro, deu 0,0, tenho o comprovante), ela não tem CNH”, disse.

‘Troca-troca’ de infrações

Thor prosseguiu em sua defesa no Twitter. “Minha carteira continua válida até o dia em que o Detran instaurar processo e suspendê-la. Isso ainda não ocorreu”, afirmou, referindo-se às multas em seu nome que não foram processadas até hoje. Em 20 de março, O DIA mostrou que Thor acumulara 44 pontos em um ano — o que, pelo Código de Trânsito, deveria suspender a habilitação. Na época, ele atribuiu a quantidade de multas a ‘troca-troca’ de carros e motoristas.

O jovem encerrou a discussão ressaltando que prestou socorro ao ajudante de caminhão Wanderson dos Santos. “Ela (a atropeladora de Vitória) tentou fugir”. Após a troca de mensagens, Thor e Annaclara não postaram mais nada até as 20h desta quinta.

No acidente de Vitória, Adeir de Jesus atropelou um vendedor de peixe. Sua habilitação fora suspensa há mais de um ano por embriaguez. O homem foi internado em observação.

http://odia.ig.com.br/portal/rio/thor-batista-%C3%A9-denunciado-pelo-mp-...