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Um trecho do impagável texto de José Ribamar Bessa Freire no blog do Altino:

O impoluto senador Collor, com o dedo em riste – essas coisas doidas de sonho – fez uma exigência que, embora insólita, foi aplaudida por todos os membros da CPI. Só eu, que estava sonhando, achava absurdo, mas todo mundo encarou como normal. Usando uma palavra vulgar, ele desafiou:

- Exijo que o depoente conjugue, no presente do indicativo, o verbo peidar.

Foi! Foi isso mesmo! Um silêncio profundo tomou conta da sala da CPI. Todo mundo conteve a respiração, numa espécie de "habeas flatus" preventivo. Os parlamentares e a imprensa aguardavam aquilo que seria a revelação-bomba. A expectativa era enorme. O depoente, então, pigarreia, olha os parlamentares, faz um gesto abarcando todos os integrantes da CPI, aponta pra eles e responde:

- Vós peidais!

O impoluto senador Collor insiste:

- Só isso? Repilo! O depoente está escondendo informação. Conjugue o verbo em todas as pessoas ou poderá sair daqui preso!!!

http://altino.blogspot.com.br/2012/05/cpi-ouve-ratinhos-e-dispensa-gatos.html

 

Gabeira já desmentiu aquele texto que está girando pelo Brasil e que insistem em dizer que foi ele que escreveu? Se foi ele mesmo quem escreveu, o que se passa??

http://tarauacanoticias.blogspot.com.br/2012/03/floresflores-para-os-mortos.html

(um trecho, abaixo. O resto está aí no link).

O pequeno bloco também tem idéias. Por exemplo: comparar a ditadura com o governo Lula. Uma neutralizou o Congresso pelo medo; o outro, pelo pagamento de mesada. Ditadura e governo Lula compartilham o mesmo desprezo pela democracia, ambos violentaram a democracia reduzindo o Parlamento a uma ruína moral.

Os militares prepararam sua saída de forma organizada. Nem muito devagar para não parecer provocação nem muito rápido para não parecer que estavam com medo. Já o núcleo duro do governo Lula parece perdido, batendo cabeça, ou melhor, enfiando-a na areia, sem perceber que a polícia está chegando e, daqui a pouco, alguém vai gritar na porta do Planalto: "Se entrega, Corisco".

 

Regular a internet

 

Editorial da Folha de SP de hoje - OBSERVEM O GRIFOS EM NEGRITO, onde nem mesmo os Frias sabem o que querem (leiam com atençaõ) - eu não etendí pois num parágrafo, eles dizem: "O texto é enxuto e ponderado"  para no outro prágrafo fazer o contraditório: "A proposta contém exageros"

Situações criadas pelas novas tecnologias precisam ser normatizadas, mas controle não deve ficar concentrado nas mãos do Poder Executivo

A exposição da nudez da atriz Carolina Dieckmann recolocou a regulação da internet na pauta do Congresso e da sociedade.

Como resultado imediato do drama da estrela de TV, a Câmara dos Deputados aprovou, a toque de caixa, um projeto de lei que tipifica alguns crimes cibernéticos.

Apresentada no final do ano passado, a proposta, que trata de apenas quatro artigos ao Código Penal, segue agora para o Senado.

O texto é enxuto e ponderado, mas, com tramitação muito rápida, foi votado na Câmara antes até do que seus autores pretendiam. O ideal é que legislações específicas somente fossem aprovadas após a criação do Marco Civil da Internet, ainda em discussão no Congresso.

O Marco Civil tem a finalidade de delimitar deveres e responsabilidades de prestadores de serviços e definir o papel do poder público na rede mundial de computadores. Ou seja, vai abarcar a internet como um todo. Deveria vir antes de outras normas, para evitar a aprovação desarticulada de leis.

Fixados os princípios gerais, merece particular atenção outra proposta, que visa disciplinar criação e uso de bancos de dados com informações pessoais. A medida, de iniciativa do Executivo, atingirá catálogos como os mantidos por prestadoras de serviços, empresas varejistas e redes sociais na internet.

Embora a Constituição proteja a intimidade dos indivíduos, o país ainda não dispõe de legislação especial para a proteção dos dados fornecidos pelos cidadãos.

Informações pessoais prestadas a empresas ou portais na internet são armazenadas em grandes bancos de dados e, por vezes, trocadas e vendidas sem autorização ou conhecimento dos interessados.

Esse trânsito pode expor a privacidade individual, facilitar a clonagem de documentos e a realização de fraudes financeiras e sujeitar os consumidores ao incômodo assédio de ações publicitárias.

É, portanto, necessário regular o crescente uso dessas informações por parte de grandes corporações. Deve ficar bem assentado o princípio de que os dados contidos em bancos privados ou públicos não podem ser usados para finalidade distinta da autorizada.

A proposta contém exageros, porém. Criar um órgão específico para fiscalizar os bancos de dados só tem sentido se sua atuação tiver limites claros e não ficar só em mãos do Executivo. Temas como mensagens eletrônicas de marketing podem ser disciplinados por autorregulamentação do setor, maior interessado em evitar abusos.

O país precisa de um arcabouço normativo capaz de dar conta das situações criadas pelas novas tecnologias. O desafio é conciliar a necessidade de regulação com os direitos e garantias já previstos na Constituição.

 

Clipping do Dia

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Ex-ministro da Agricultura critica 'radicalização' de ruralistas

Reinhold Stephanes prevê veto de Dilma Rousseff a dois pontos do Código Florestal aprovado na Câmara, dá razão à presidenta, mas cobra diálogo com deputados

http://www.cloudnews.com.br

 

Em um ano, dobra acesso à banda larga no BrasilEm um ano, dobra acesso à banda larga no BrasilFoto: DIVULGAÇÃO

AGORA, SÃO 72 MILHÕES DE LIGAÇÕES; CERCA DE 6 MILHÕES DE FAMÍLIAS QUE NÃO TINHAM ACESSO À INTERNET EM CASA PASSARAM A CONTAR COM O SERVIÇO POR MEIO DO PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA; PRESIDENTE DILMA SAUDOU CRESCIMENTO EM PROGRAMA DE RÁDIO

21 de Maio de 2012 às 12:00

247 com Agência Brasil - A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que o acesso à internet banda larga no país quase dobrou desde o início do ano passado, totalizando mais de 72 milhões de ligações. Segundo ela, cerca de 6 milhões de famílias que não tinham acesso à internet em casa passaram a contar com o serviço por meio do Plano Nacional de Banda Larga.

A presidente destacou, em seu programa matinal, que o governo planeja investir, por meio da Telebras, na ampliação das redes que garantam o acesso à internet a todas as regiões do Brasil. "Ao mesmo tempo, temos cobrado das empresas privadas que aumentem o investimento para permitir que, a cada dia, o acesso à internet seja mais rápido e vendido a um preço justo – aquele que a população possa pagar e que, também, remunere o investidor."

De acordo com Dilma, 95% das escolas públicas de ensino fundamental no Brasil já contam com conexão de internet banda larga, atingindo um total de 32 milhões de estudantes e 1,5 milhão de professores. Para a presidenta, levar o serviço para dentro das escolas de rede pública é garantir igualdade de condições de desenvolvimento e de aprendizado.

Sobre o acesso à internet banda larga nas universidades, hospitais universitários e escolas técnicas, a previsão do governo é que a Rede Nacional de Educação e Pesquisa permita a inclusão de 735 campi brasileiros até 2014.

"O Brasil já é o terceiro maior mercado de computadores do mundo, o que significa que mais pessoas estão buscando entrar no mundo do conhecimento e da informação por meio da internet. Graças a uma série de medidas do governo federal, como corte de impostos, os computadores e os notebooks e até mesmo alguns modelos de tablets estão cada vez mais baratos", disse.

 

http://brasil247.com/pt/247/midiatech/60206/Em-um-ano-dobra-acesso-%C3%A0-banda-larga-no-Brasil.htm

 

 

Chrome bate o Internet Explorer e se torna o rei dos navegadoresTECMUNDO 21/05/2012 12h00 
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O navegador mais odiado do planeta acaba de perder o seu reinado. O Chrome finalmente bateu o Internet Explorer e tornou-se o navegador mais usado no mundo, de acordo com informações do StatCounter. É a primeira vez que o navegador da Google fica em primeiro lugar no ranking de tráfego durante a medição de uma semana inteira – antes o Chrome batia o IE apenas nos finais de semana.

A liderança foi conquistada na semana passada, entre os dias 14 e 20 de maio. Neste período, o Chrome liderou com participação de 32,76%, enquanto o Internet Explorer manteve uma fatia de 31,94%. Uma diferença muito pequena, mas que deve ser ampliada devido ao crescimento vertiginoso do Chrome que rouba cada vez mais usuários do navegador da Microsoft.

Enquanto isso, os demais navegadores mantém uma relativa estabilidade. O Firefox detém 25,47% do mercado, o Safari 7,08% e o Opera, 1,74%. Nunca é demais lembrar que o Chrome tem apenas três anos e meio de vida, o que faz o IE parecer jurássico, com seus 17 anos de existência.

 

Diferenças regionais gigantescas

A Google deve agradecer principalmente a América do Sul pelo bom desempenho de seu navegador. O Chrome domina praticamente metade dos acessos por aqui, com uma fatia de 49,65%, contra 26,35% do IE. Na Ásia o navegador também tem uma boa vantagem, com 37,82% dos acessos, contra 32,56% do navegador da Microsoft.

Na América do Norte, o Internet Explorer ainda mantém a liderança – 37 a 26 por cento. Já na Europa a disputa pelo primeiro lugar é bem equilibrada entre os três primeiros colocados: O Chrome detém 29,45% do mercado regional e o IE 28,4% – ambos atrás do líder Firefox, com 30,69%.

Na Oceania, o IE tem uma grande vantagem sobre o Chrome (34,32% contra 26,03%), que está em segundo lugar, e na África o domínio é do Firefox (40,78%), que se mantém a frente dos dois grandes rivais (29,79% de participação do Chrome e 23,49% do IE).

 

http://www.correiodoestado.com.br/noticias/chrome-bate-o-internet-explorer-e-se-torna-o-rei-dos-navegad_149818/

 

 

 

Salvador e RMS atingem marca de mil homicídios, um mês antes do que em 2011.

http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/homicidios-em-salvador-e-rms-aumentam-27-com-relacao-a-2011/

 

Mais um mico que vai ser proibido de aportar nos portos chineses. Eu não entendo como a Vale continua comprando navios da China, não seria o caso dela romper os contratos e deixar a briga ir parar na Corte Internacional?

Apesar dos protestos, Vale recebe nova embarcação dos estaleiros chineses

 

Xangai (China), 21 mai (EFE).- Apesar dos inúmeros protestos gerados, os maiores estaleiros privados da China, do Grupo Indústria Pesada Rongsheng, entregaram à Companhia Vale do Rio Doce uma embarcação de 380 mil toneladas de peso morto, a primeira de uma encomenda de 12.

Segundo o jornal "Shanghai Daily", a Associação Barqueiras da China se posicionou contra essa transação porque uma embarcação de tal porte nas mãos da mineira brasileira poderia prejudicar seus interesses, além de ameaçar a segurança da maioria dos portos chineses, que, segundo a associação, não estão preparados para trabalhar com um navio dessas dimensões.

No entanto, os protestos não anularam à entrega do "Vale Dalian", um navio que leva o nome de um dos principais portos chineses (nordeste). A nova embarcação, a terceira deste porte fabricada pela Rongsheng, é a primeira de uma série de 12 encomendada pela Vale, que, por sua vez, assinou um contrato no valor de US$ 1,6 bilhão em 2008.

Para reduzir os custos de exportações de ferro à China, o principal consumidor mundial do mineral, e buscar outros mercados no continente asiático, a mineradora brasileira espera operar 35 navios deste porte até o final de 2013, sendo que entre oito e dez deverão ser entregues pela Rongsheng neste mesmo ano.

No início do ano, o Ministério de Transporte da China chegou a proibir o tráfego de navios com mais de 350 mil toneladas de peso morto em seus portos. Mesmo com a proibição, a Vale assegurou que espera que seus navios tenham essa permissão "em questão de meses".

Dentro dessa mesma estratégia, em janeiro, a mineradora também adquiriu uma embarcação reformada nos estaleiros estatais de Jiangsu Xinrong (província de Jiangsu, ao norte de Xangai). A ideia é aumentar o alcance de sua provisão ao extremo oriente, já que essa poderá carregar e descarregar navios menores.

Essa embarcação - intitulada o "Ore Fabrica", de 280.815 toneladas de peso morto -, foi transformada em uma plataforma flutuante de troca de carga capaz de carregar outros navios sem precisar usar um porto. Após a reforma, o navio passou a contar com cinco guindastes.

A embarcação pertence à companhia Seamar Shipping, filial do grupo brasileiro, e compartilha a base de operações na baía de Súbic, no litoral oeste da ilha de Luzon, nas Filipinas, com outros dois grandes navios de propriedade da Vale, o "Vale China", de 400.606 toneladas de peso morto, e o "Vale Brazil", de 402.347.

A Associação Barqueira da China, diretamente ligada à Companhia de Transporte Oceânico da China (Cosco), protesta desde 2008 contra um suposto monopólio da Vale no continente asiático, já que a mineradora opera com seus próprios navios e também regula o peso de suas cargas.

Segundo a associação, a ação da Vale supõe um "monopólio", uma "concorrência desleal" e ainda prejudica os interesses das barqueiras da China, Coreia do Sul, Japão e Taiwan".

 

Demóstenes diz que está com medo de ser preso. Pois eu acho que é apenas teatrinho, ele sabe que tem um Gilmar Mendes para soltá-lo em menos de 24 horas.


GRAMPO COM ÁUDIO

O senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), que vai depor no Comitê de Ética do Senado no dia 28, foi aconselhado por seus advogados a não falar sobre os grampos em que foi flagrado conversando com Carlinhos Cachoeira. É que a defesa dele tenta desqualificar as gravações no STF (Supremo Tribunal Federal), argumentando que não podem ser usadas como prova contra ele.

BEM ALTO

A tendência de Demóstenes, até agora, é falar.

FANTASMA

E o senador revelou a colegas que o procuram que seu temor maior, caso perca o mandato e o foro privilegiado no STF, é o de ser preso. Há precedente: Jader Barbalho (PMDB-PA) renunciou ao mandato de senador em 2001 e foi preso em 2002.

 

Herrera se recusa a pedir música no Fantástico e vira sucesso na Internet

Rio - Herrera estava mesmo inspirado neste domingo. Depois de marcar três gols na vitória do Botafogo sobre o São Paulo no Engenhão, o atacante virou sucesso na Internet ao se recusar a pedir música para o Fantástico, programa da TV Globo.


"Música? Para quê? Não vou pedir música não. Fica sem música mesmo", disse o argentino, na saída de campo. Geralmente, os jogadores que marcam três vezes numa partida pedem uma música, que toca no programa global.

A recusa do atacante logo virou hit nas redes sociais. O nome de Herrera ficou nos tópícos mais comentados do Twitter e os internautas não perderam tempo para ironizar a Globo.
Até mesmo os famosos comentaram a a titude do hermano. O humorista Marcelo Adnet, torcedor fanático do Glorioso, brincou com o fato. "Goool! Herrera faz Botafogo 1 x 0 Imprensa", escreveu.

 

O nó dos juros elevados
Taxas não são a causa dos problemas da economia, mas são um sintoma do desequilíbrio do estado
Istoé Dinheiro...FINANÇAS...Nº edição: 732 | Informe Especial | 14.OUT.11 - 21:00 | Atualizado em 26.11 - 09:37
 
Os juros brasileiros são muito altos e prejudicam a oferta de crédito. Isso ninguém discute. “Todos temos de concordar que o Brasil tem uma taxa de juro inaceitável”, afirma o economista Mailson da Nóbrega. O problema é que inaceitável não é a mesma coisa que evitável. Muitos especialistas temem que o relaxamento monetário que o Banco Central iniciou com o corte da taxa Selic de 12,5% para 12% em agosto seja uma aposta arriscada, que dependa muito de sorte para dar certo. “Juro alto é um sintoma dos males do Brasil, não uma causa”, diz o economista Eduardo Giannetti da Fonseca. Sintoma, no caso, das enormes necessidades de financiamento do setor público. Segundo ele, o volume de recursos destinados a tributos ou ao carregamento da dívida pública, que equivalem a algo como 38% do Produto Interno Bruto (PIB), elimina oportunidades para as empresas privadas e limita a velocidade de crescimento potencial do País.
 
Empresários como Luiz Aubert Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), queixam-se de que as taxas de juros brasileiras resultam numa enorme transferência de recursos para o sistema financeiro, recursos que poderiam ser mais bem aproveitados no setor produtivo. Nos 17 anos dos governos Fernando Henrique, Lula e agora Dilma, diz ele, o Brasil pagou R$ 2 trilhões em juros. Mailson, porém, insiste que o problema do juro alto é bem mais complexo. “Não é questão de promiscuidade entre o Banco Central e os bancos”, afirma. Entre a miríade de causas, aponta, estão o fato de o governo gastar mais de 90% do que arrecada, o desperdício com a corrupção e uma visão do Judiciário que tende a prejudicar os credores e beneficiar os devedores. São problemas difíceis de atacar e que tomarão tempo. “É um enorme desafio trazer os juros aos níveis dos países com os quais nos comparamos”, diz.
 
Tanto Mailson quanto Giannetti da Fonseca batem na tecla de que não basta ter vontade para baixar juros, é preciso ter os meios de fazê-lo. Eles não acreditam que o BC dispusesse desses meios quando resolveu reverter sua política monetária e cortou a taxa básica em meio ponto.

A crença do BC é de que a crise da dívida na Europa e o cenário de lento crescimento na economia mundial criam um ambiente que não alimenta a inflação. Além disso, há uma percepção de que o aperto monetário anterior pode ter sido exagerado.

Para Mailson, se a crise europeia realmente se deteriorar a ponto de provocar calotes além dos países periféricos, o BC pode ter acertado. No entanto, isso é uma aposta, e não caberia à autoridade monetária fazer apostas. Por enquanto, ele não crê que a situação internacional piore a ponto de fazer com que a inflação brasileira convirja para o centro da meta oficial, de 4,5%.

Giannetti da Fonseca, de fato, diz acreditar que o BC terá de dar nova meia-volta e retomar o aperto monetário no primeiro semestre do ano que vem.

 

2014---distribuição de renda

"Para Mailson, se a crise europeia realmente se deteriorar a ponto de provocar calotes além dos países periféricos, o BC pode ter acertado. No entanto, isso é uma aposta, e não caberia à autoridade monetária fazer apostas. Por enquanto, ele não crê que a situação internacional piore a ponto de fazer com que a inflação brasileira convirja para o centro da meta oficial, de 4,5%.

Giannetti da Fonseca, de fato, diz acreditar que o BC terá de dar nova meia-volta e retomar o aperto monetário no primeiro semestre do ano que vem."

 

Para Mailson, o governo "aposta", o que não deveria fazer. Já o Giannetti "acredita". Que tal, reverter os verbos: o BC "acredita", e o Gianetti "aposta"?

Bom acho que o governo poderá, eventualíssimamente, retomar o aperto, talvez não no primeiro semestre, mas no segundo do próximo ano. Mas isso depois de baixar ainda muito mais o juro, e, quando necessário, apertar 1%, de forma a que se volte a um juro ainda civilizado (2% real)...

 

Joaquim Aragão

'Credibilidade do BC está em xeque'


Para o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, 'a grande dúvida saber se a instituição tem autonomia na política monetária'
02 de setembro de 2011 | 0h 00....Ricardo Leopoldo - O Estado de S.Paulo

O ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola afirmou ontem que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de baixar os juros de 12,50% ao ano para 12% foi "equivocada" e mostrou certa imprudência do colegiado do BC.
"A grande dúvida hoje é saber se o Banco Central tem autonomia na política monetária", comentou, referindo-se a eventual capitulação do Copom a pressões políticas vindas do Palácio do Planalto e do Ministério da Fazenda para que fosse iniciado imediatamente um ciclo de redução da Selic. "A credibilidade do BC está em xeque", apontou.

Para Loyola, o sistema de metas de inflação puro, que persegue um objetivo central, aparentemente está abalado. "Ninguém sabe mais qual é a meta de inflação, se é 4,5% ou mais", afirmou. Segundo ele, a Tendências Consultoria Integrada, da qual é sócio, prevê que o IPCA chegará a 6,6% este ano e a 5,4% em 2012, mas com a redução inesperada dos juros ele acredita que certamente a taxa subirá. "A inflação pode agora chegar a 6% em 2012", apontou.

Na avaliação de Loyola, o presidente do BC, Alexandre Tombini, tem uma visão privilegiada sobre o cenário de crise internacional, até porque participou do encontro de presidentes de BCs realizado na semana passada em Jackson Hole, EUA. Contudo, ele ponderou que seria mais adequado que a autoridade monetária brasileira tivesse utilizado mecanismos de comunicação para informar aos agentes econômicos que uma recessão mundial é inevitável no curto prazo. "O BC não convenceu. Não há evidências de que o mundo vai entrar em recessão tão rapidamente. Além disso, a inflação está acima da meta e as expectativas para o próximo ano apontam que ela também está distante dos 4,5%", comentou Loyola

Também crítico, o ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman afirmou que a decisão tomada pelo Copom foi "errada" e deve fazer com que a curva de juros futuros fique "empinada" nos próximos dias. "A credibilidade foi arranhada", comentou. "O BC terá problemas para coordenar expectativas de inflação de agora em diante", disse, destacando o curto prazo.

Segundo Schwartsman, as projeções de agentes econômicos para o índice de inflação devem subir nos próximos dias.

Antes da reunião do BC, ele calculava que o IPCA subiria 5,3% em 2012, com a taxa de juros entre 12,50% e 12,75% até o fim do próximo ano. Mas agora, com este "impulso monetário" que poderá ficar abaixo de dois pontos porcentuais, ele estima que o índice deve ficar entre 5,5% e 6% em 2012. Para Schwartsman, a queda dos juros adotada pelo BC baseia-se num cenário de "colapso" externo, com uma recessão mundial tão forte ou maior do que a de 2008. Na avaliação dele, não há evidências objetivas de dados econômicos que indiquem que a economia global vai entrar num período de retração tão vigoroso no curto prazo.

 

2014---distribuição de renda

Planos poderão ser obrigados a pagar tratamento de câncer em casa


Da Agência Senado


http://www12.senado.gov.br/noticias/jornal/edicoes/2012/05/21/planos-poderao-ser-obrigados-a-pagar-tratamento-de-cancer-em-casa


A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou na quarta-feira uma série de projetos para melhorar a saúde da população. Entre eles, a obrigação de que os planos de saúde cubram o tratamento domiciliar de câncer por via oral.


Ao apresentar o projeto (PLS 352/11), no ano passado, a senadora Ana Amélia (PP-RS) argumentou que cerca de 40% dos tratamentos oncológicos empregam medicamentos de uso domiciliar, substituindo a internação hospitalar ou ambulatorial. Também citou a previsão de que esse percentual suba para 80% nos próximos 15 anos.


Ana Amélia ressaltou que, além de não cobrirem esse tipo de tratamento, os planos de saúde transferem parte desses pacientes e seus respectivos custos assistenciais para o Sistema Único de Saúde (SUS).


De acordo com o texto, os planos de saúde que incluem atendimento ambulatorial terão de cobrir o tratamento de quimioterapia oncológica domiciliar de uso oral, incluindo os medicamentos para controle de efeitos adversos.
Já os planos que incluem internação hospitalar terão de cobrir a quimioterapia oncológica ambulatorial e domiciliar e os procedimentos radioterápicos para tratamento de câncer e hemoterapia, garantindo a continuidade da assistência prestada durante a internação.


Qualidade de vida


A senadora avalia que, com o atendimento em casa, haverá uma melhoria na qualidade de vida dos pacientes.


Ela disse em pronunciamento em Plenário, na quinta, que a quimioterapia convencional é agressiva e, ao exigir internação, deixa a pessoa suscetível a contaminações, além de ocupar vagas de hospital que poderiam ser usadas para atendimentos de emergência.


Ana Amélia reconheceu que o projeto representa um encargo adicional para os planos de saúde. Por isso, ela disse esperar que a indústria farmacêutica entenda o espírito da iniciativa e reduza preços, “para que haja um compartilhamento de responsabilidade social” entre fabricantes, planos de saúde e os próprios médicos que prescrevem os remédios.


A proposta de Ana Amélia altera a Lei 9.656, de 1998, que trata dos planos de saúde. O texto contou com parecer favorável de Waldemir Moka (PMDB-MS), que é médico. Agora, a matéria segue para a Câmara dos Deputados.

 

A Procuradoria Geral tarda, e tarda, por Elio Gaspari

Elio Gaspari, O Globo

Em outubro de 2010, o estudante Marco Paulo dos Santos, um negro evangélico de 24 anos, estagiário no Superior Tribunal de Justiça, foi à agência do Banco do Brasil que funciona no prédio e esperava sua vez para usar um terminal.

Pela sua narrativa, havia um senhor operando a máquina e ele aguardava sua vez atrás da linha demarcatória. A certa altura, o cidadão voltou-se, dizendo: “Quer sair daqui?”.

Marco explicou-lhe que estava no lugar adequado, mas não o convenceu: “Como eu não saí, ele se apresentou: ‘Sou Ari Pargendler, presidente do STJ, e você está demitido. Isso aqui para você acabou.’”. Pargendler teria puxado o crachá do rapaz para ver seu nome. Uma hora depois, Marco recebeu uma carta de demissão por ter cometido “falta gravíssima de respeito”.

Marco Paulo deu queixa na 5ª Delegacia da Polícia Civil e uma testemunha corroborou sua versão. Pargendler, presidente do “Tribunal da Cidadania”, não se pronunciou.

O processo contra o doutor por agressão moral foi remetido ao Supremo Tribunal Federal, sob sigilo. Felizmente, o ministro Celso de Mello tirou-o do segredo e remeteu os autos à Procuradoria Geral da República, para que verificasse “a exata adequação típica dos fatos narrados neste procedimento penal.”

No dia 17 de dezembro de 2010, o processo foi para as mãos da subprocuradora-geral Claudia Sampaio Marques. Cadê?

Quando completou um ano de espera, Marco Paulo disse ao repórter Frederico Vasconcelos que “entregou o caso nas mãos de Deus”. Fez muito bem, porque, em condições normais, a Procuradoria teria cumprido sua tarefa em dois meses.

No dia 7 de março, a doutora Sampaio Marques devolveu o processo e, no dia 14 de abril ele foi redistribuído para o procurador-geral Roberto Gurgel, seu marido. Explicação? Nem pensar.

Eremildo é um idiota e, ao lembrar que a Operação Vegas ficou com o doutor Gurgel durante quase três anos, convenceu-se de que não se deve falar do caso de Marco Paulo, pois isso é coisa de “pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do mensalão”.

 

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/05/20/a-procuradoria-gera...

 

Erick

As prévias do PT em Pernambuco

 

O prefeito João da Costa venceu as prévias do Partido dos Trabalhadores que irá eleger o candidato da legenda para a corrida à PCR. Com todas as 13 zonas apuradas, João da Costa obteve 7.503 (51,9%), contra 6.950 (48,1%) de Maurício Rands. Uma diferença de 553 votos.

O resultado oficial ainda não foi comunicado pelo partido. Mais cedo, dirigentes do PT afirmaram que a vitória não seria homologada neste domingo, mesmo com o resultado das urnas. Ele será avaliado pela executiva nacional do PT e deve ser divulgado no próximo dia 28.



João da Costa venceu prévias do PT
Professor Edgar Bom Jardim - PE / jconline.com

 

Ivanisa Teitelroit Martins

Igreja cenário da única Palma de Ouro do Brasil está abandonada em SalvadorA Igreja do Santíssimo Sacramento do Passo, palco do filme "O Pagador de Promessas", está fechada desde 1998 e não há projetos concretos para restauração

João Paulo Gondim, iG Bahia | 20/05/2012 07:00:34

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2012-05-20/igreja-cenario-da-unica-palma-de-ouro-do-brasil-esta-abandonada.html

Do alto da sua escadaria de 55 degraus, ela surge imponente. Mas quando se vê de perto, decadente. Construída em 1736 para ser a matriz da freguesia criada 18 anos antes, a igreja do Santíssimo Sacramento do Passo, no Centro Histórico de Salvador, está trancada desde 1998. Naquele ano, telhas e forro, devorados por cupins, caíram sobre o retábulo e o altar, atingindo cinco imagens sacras.

A partir de então, está de portas fechadas, quebradas e sujas o templo eternizado em um filme de Anselmo Duarte (1920-2009, que há 50 anos - 23 de maio de 1962 - causou furor emCannes, dando ao Brasil a sua única Palma de Ouro: "O Pagador de Promessas".

Procurando locações para a versão cinematográfica da peça homônima de Dias Gomes (1922-1999), Duarte e o produtor Oswaldo Massaini (1920-1994) se encantaram com a escada, aberta no século XIX para ligar o imóvel à rua do Passo. Nem se importaram com o fato de a igreja não ser a de Santa Bárbara, como o texto da peça exige. Para ambos, a vasta escadaria, ladeada por oito centenários postes de ferro gusa ingleses (hoje, inexplicavelmente trocados por postes de ferro comum) serviria como cenário ideal para a via-crucis de Zé do Burro, o roçeiro que percorreu 42 quilômetros com uma cruz de madeira nas costas, e a mulher a tiracolo, para pagar a promessa que restituiu saúde ao animal do apelido, seu melhor amigo.

Por isso, é recorrente o espanto de turistas - e até mesmo baianos - ao serem informados que o nome daquela construção é Santíssimo Sacramento. "Então não é Santa Bárbara? Mas na minissérie dizia que era", aturdia-se a psicóloga paulista Vera Santos, 45, em alusão ao seriado da TV Globo sobre a mesma história, em 1988. Se a verdadeira identidade da igreja causou surpresa para Vera, outro sentimento veio à tona quando ela se aproximou da porta: tristeza. "Que ruim estar tudo assim, largado", lamenta.

O abandono se dá em toda parte. Das grades enferrujadas da escadaria com degraus com lixo espalhado e quebrados a portas enfeitadas com adesivo de candidato em eleições passadas. De folhas que nascem nas torres dos sinos a paredes descascadas e sujas.

Mais notícias da Bahia

"Para mim, esta é a igreja mais bonita da Bahia. É horrível ver essas portas fechada. De quê adianta igreja sem missa, sem padre, sem fiéis?", questiona a comerciante Wilma Rocha, 66, vizinha do santuário desde que nasceu. "Eu vi Glória Menezes, Othon Bastos, Geraldo Del Rey...", lista o elenco da fita laureada na França. "E daqui acompanhei as gravações da minissérie, José Mayer, Walmor Chagas, essa gente toda", relembra.

A comerciante diz ter ouvido boatos de que o Santíssimo Sacramento do Passo vai ter um novo perfil, em data incerta. "Estão falando que quando acabarem de pintar a frente dessas casas todas [ela mostra a vizinhança]

, vão pintar a fachada da igreja e transformá-la em centro cultural", conta Wilma.

Próximo ao templo, funcionários a serviço da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) pintam paredes de imóveis do entorno. Um engenheiro da companhia, que preferiu não se identificar, afirma que recebeu ordens para "limpar, e não pintar" a fachada da igreja. "Agora, o que vão fazer lá dentro eu não sei", diz. A reportagem questionou os planos da Conder em relação ao templo, mas não obteve resposta.

Se a estatal não confirma se tem ou não ações planejadas para um dos símbolos de Salvador, o cantor Geronimo, há oito anos, já mostrou quais as suas: transformar, toda terça-feira, a escadaria em um palco a céu aberto.

"Em todo dia de show, passam por aqui aproximadamente três mil pessoas. Esse local é ideal para a cultura do nosso Estado, procuramos reativá-lo com nosso trabalho", afirma o artista, que acha a igreja maltratada e faz uma revelação.

"Na década de 1970, quando fizeram obras de recuperação no Centro Histórico, o Ipac depositou os entulhos dentro da igreja", afirma, referindo-se ao Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia, do governo do Estado, que não tombou o santuário, e afirma desconhecer esse episódio.

A manutenção da igreja é de responsabilidade da Arquidiocese de Salvador. Segundo a Mitra, há um projeto de recuperação do espaço para serviços religiosos - missas, casamentos, batizados, entre outros tramitando, "devagar", no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que tombou o templo. A Arquidiocese não informa se tem outros planos.

Para qualquer intervenção ser feita em um patrimônio protegido, deve-se ter a autorização do Iphan. A superintendência baiana do instituto afirma desconhecer pedidos da Arquidiocese sobre o templo.

Segundo o historiador Cid Teixeira, a igreja tem esse nome porque era parada obrigatória de fiéis nas procissões das Sextas-Feiras Santas, Em tais ocasiões, havia, na sua porta, a exposição da imagem do Senhor dos Passos - a representação de Cristo ferido, chicoteado à caminho da Cruz.

Esse jogo de empurra-empurra de responsabilidade breca a recuperação de uma igreja histórica, que mesmo vista do alto, está abandonada.

 

Retorno de moeda grega seria doloroso e apressado


Dracma

Dracma grego deixou de circular em 2002

Se e quando os estrategistas políticos finalmente decidirem que a Grécia deverá deixar o euro, a saída pode ser tão rápida que as “novas cédulas da dracma” poderiam não ser impressas a tempo.

A princípio, algumas das consequências a longo prazo de Atenas deixar o bloco monetário não deixam de ser atraentes. A zona do euro não teria mais que se preocupar com o que sempre foi seu elo mais fraco. Embora uma nova moeda grega certamente iria ter seu valor derrubado assim que fosse emitida, ao fazê-lo tornaria a economia grega muito mais competitiva.

Mas os efeitos a curto prazo seriam brutais, tanto internamente quanto na economia global. Uma Grécia pós-euro poderia se encontrar lutando para importar alimentos e combustível, com a vida cotidiana reduzida à troca de bens e serviços e o governo incapaz de pagar aos trabalhadores em qualquer coisa que eles gostariam de receber.

- Seria o caos – diz Marios Efthymiopoulos, acadêmico visitante do Centro Avançado para Estudos Internacionais da Universidade John Hopkins e presidente da Global Strategy, entidade sediada em Thessaloniki.

- Os bancos entrariam em colapso e seria preciso nacionalizá-los. Você não seria capaz de pagar ninguém, a não ser em cupons. Há apenas uma impressora (de moeda) na Grécia. Está no museu de Atenas e não funciona mais.

O custo de administrar o que está sendo chamado de grexit -com sua saída resultando em turbulência no mercado global e presão financeira colossal sobre a Espanha e a Itália- poderia diminuir a despesa de manter a Grécia em um sistema de suporte financeiro.

Mas com os Estados do norte da Europa -e seus eleitorados- ficando cansados de resgates financeiros, a probabilidade está claramente aumentando.

 

Do Brasil247

Entenda por que a mídia não quer que Policarpo se expliqueA RELAÇÃO ENTRE POLICARPO E CACHOEIRA DUROU PELO MENOS UMA DÉCADA. EM TODO ESSE TEMPO, NEM O JORNALISTA NEM A VEJA JAMAIS DESCONFIARAM DE NADA?

20 de Maio de 2012 às 11:00

Eduardo Guimarães

Chega a ser espantoso alguém ter que dizer isto. Escrever o que vai adiante equivale a dizer que o Sol é amarelo: é imperioso que a CPMI do Cachoeira convoque o diretor da revista Veja Policarpo Júnior porque é imensa a suspeita de que ele tinha conhecimento de que o bicheiro dirigia um esquema criminoso envolvendo políticos, empresários e autoridades.

É óbvio ou não? Policarpo, Veja e seus protetores negam que o jornalista tivesse conhecimento de que sua fonte estava cometendo crimes do porte dos que vão se tornando de conhecimento público? Se for assim, nunca disseram.

Veja, seus blogueiros, sua direção e os meios de comunicação que os defendem afirmam que a relação entre Cachoeira e sua quadrilha com Policarpo nada mais era do que relação entre jornalista e sua fonte. Ok, mas alguém leu ou escutou afirmação de que esse jornalista não sabia dos crimes que suas fontes estavam cometendo?

A grande questão que se coloca, portanto, é a seguinte: um jornalista pode manter relações com criminosos, sabendo que são criminosos, a fim de obter informações sobre outros supostos criminosos? Pode esconder os crimes de uns para obter informações contra outros?

Veja deveria ter denunciado o esquema de Cachoeira. A única forma de a publicação se safar da acusação de cumplicidade será negando que sabia dos crimes. Até hoje, isso não ocorreu. Essa explicação tem que ser dada. É absurdo que queiram poupar Veja e o próprio Policarpo de darem essa resposta à sociedade.

A questão que se coloca, repito, é a seguinte: a relação entre Policarpo e Cachoeira durou pelo menos uma década. Em todo esse tempo, nem o jornalista nem a Veja jamais desconfiaram de nada? É isso? Um esquema desse tamanho, com tal ramificação, com envolvimento de uma grande empreiteira, com nomeações mil para o governo de Goiás e a revista e seu diretor "não sabiam"? E o que é pior: a despeito de Policarpo ser um jornalista investigativo?

Gravações mostram que Policarpo sabia da relação entre um senador da República e o bicheiro. O delegado da Polícia Federal Matheus Mela Rodrigues, responsável pela Operação Monte Carlo, disse à CPMI do Cachoeira, quinta-feira retrasada (10), que o jornalista sabia que Demóstenes Torres e o bicheiro tinham profunda relação.

Gravações publicadas pelo site Carta Maior mostram Cachoeira conversando com o ex-diretor da Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, e deixam claro que Policarpo sabia da ligação do contraventor com a empreiteira. Mas, segundo Cachoeira, Policarpo não iria divulgar nada. Está gravado.

Em um dos trechos, Cachoeira diz que Policarpo não "colocaria em roubada" os criminosos apesar de que ele "sabia de tudo", ou seja, da relação de Cláudio Abreu, da Delta, com o bicheiro. Leia, abaixo, a transcrição do grampo da Polícia Federal.

— O Policarpo é o seguinte: ele não alivia nada, mas também não te põe em roubada, entendeu? Eu falei, eu sei, ó: "Inclusive vou te apresentar depois, Policarpo, o Cláudio, eu sou amigo", eu falei que era amigo do cê de infância. E ele: "Então, ele trabalha na sua empresa", falou assim, "vai me contar que você tem ligação com ele". Ele [Policarpo] sabia de tudo. "Eu não vou esconder nada de você não, Policarpo, o Cláudio é meu irmão, rapaz".

Policarpo "Sabia de tudo", diz Cachoeira. Tudo o quê? Quem disse "tudo" foi o bandido. "Tudo" inclui atividades criminosas? Essa explicação não tem que ser dada? Como alguém pode exigir que não se peçam explicações sobre Policarpo e Veja saberem ou não de um esquema do tamanho que todos estão vendo?

É muito simples: se Policarpo sabia que seus informantes estavam corrompendo, roubando e fraudando desbragadamente, há que perguntar se Veja também sabia e por que não denunciou. Foi só para obter denúncias contra o PT? Ora, se assim for, Veja cometeu um crime associando-se ao bandido. Contribuiu para que continuasse delinqüindo.

Acobertar um esquema criminoso desse porte não se justifica pelo sigilo da fonte. Esse sigilo até pode ser usado quando o jornalista divulga informação que recebeu de um bandido, mas isso não o exime de denunciá-lo. O jornalista não tem que contar quem lhe deu aquela informação sobre outro esquema criminoso, mas isso não o impede de denunciar crimes de seu informante que nada têm que ver com a informação que ele lhe deu.

Se ficar provado que Policarpo sabia que sua "fonte" estava cometendo tantos crimes e nada disse a fim de manter a fonte informando-o, não resta dúvida alguma de que cometeu um crime, de que foi cúmplice do criminoso. E se Veja também sabia, idem. Não existe nenhum advogado, nenhum juiz, nenhum especialista em código penal que negará isso.

É uma enormidade o que a grande imprensa, em um surto de corporativismo, está propondo. A proposta é a de que jornalistas possam acobertar esquemas criminosos do porte do de Carlinhos Cachoeira a fim de obterem informações sobre outros supostos esquemas criminosos. E de que essa proteção possa se estender por anos.

Assim sendo, esquemas criminosos se perpetuarão e apenas alguns outros esquemas criminosos serão desbaratados. Ou seja: querem dar à imprensa uma licença para ela dar outra licença a bandidos para cometerem seus crimes. Estes bandidos-informantes seguiriam cometendo crimes gravíssimos sem ser incomodados.

A única saída para Policarpo e para seus empregadores é negarem conhecimento de que Cachoeira fosse um criminoso. Para isso, terão que depor e explicarem essa questão. Todavia, se fizerem isso e aparecerem gravações ou alguma outra prova do contrário, estarão perdidos. Por isso a mídia não quer que Policarpo se explique na CPMI.

Eduardo Guimarães tem 52 anos, é paulistano, comerciante, blogueiro e presidente da ONG Movimento dos Sem Mídia

 

Isolamento pode fazer Angela Merkel recuar em relação à UE

 

A chanceler alemã Angela Merkel não pode mudar drasticamente seu discurso em defesa do pacto fiscal assinado pelos países europeus em março – afinal 59% dos eleitores alemães rejeitam que medidas voltadas ao crescimento econômico sejam tomadas mediante mais tolerância com o endividamento público.

Por Antonio Barbosa Filho, no blog Outras Palavras


Mantendo seu tom intransigente, no entanto, Merkel sabe que está ficando isolada na União Européia e que aos poucos seus próprios eleitores estão se deixando contaminar pelos clamores de fleixibilização das metas implacáveis que estão levando vários países ao limite do sacrifício. Nos últimos dias, a Espanha entrou numa zona de risco que poderá obrigá-la a um pedido de “ajuda” aos organismos financeiros da UE, ao Banco Europeu e ao FMI – a chamada troika. A Itália enfrenta os mesmos problemas. Na Holanda o governo liberal do primeiro-ministro Mark Rutte renunciou – ficará no poder até as eleições de setembro – por não conseguir impor mais cortes orçamentários, e quem lhe resistiu foi a extrema-direita liderada pelo temido Geert Wilders, desta vez alegando que os cortes de 16 bilhões de euros retirariam poder aquisitivo aos holandeses.

De Portugal só nos chegam más notícias econômicas, enquanto o Partido Socialista já discursa como aspirante a suceder o governo de centro-direita de Passos Coelho, sujeito a um voto de desconfiança que a cada dia parece mais provável. O ex-presidente Mário Soares, um dos políticos mais respeitados no país e, certamente, o mais acatado dentro do PS, nunca foi tão requisitado para entrevistas e para escrever artigos, nos quais critica cada vêz mais acidamente as medidas recessivas do governo. No jornal Público, tratando do 25 de Abril (a Revolução dos Cravos que muitos hoje consideram traída pelos conservadores), Soares escreveu: “A austeridade, imposta pela Troika e pela ideologia do atual Governo (o FMI já percebeu que a continuar será um desastre) não nos leva a parte alguma ou, para ser mais preciso, conduz-nos, cada ano, de mal a pior. (…) Mas tenhamos esperança. O Povo português é um grande Povo. Não vai deixar, pacificamente, espero, de reagir”.

Sustos Eleitorais


Os povos europeus mais afetados pela “crise” (as aspas são porque as pessoas sentem mais diretamente os efeitos das terapias do que os da chamada crise que, no fundo, é a insolvência de bancos e governos que abusaram de financiamentos de risco e endividamento, respectivamente; a “bolha” só dói quando explode…) estão mandando recados eleitorais aos diversos governos.

François Sarkozy foi apenas mais um de uma lista de governantes, nos últimos dois anos, derrotados pela aplicação das políticas impositivas da UE. A França historicamente sempre foi um contraponto às posições da Alemanha, e Sarkozy ousou ignorar esta tradição. A fórmula “Merkozy”, significando a identidade entre seu governo e as vontades da chancelar alemã, lhe foi fatal – e deu à esquerda socialista a chance que muitos esperavam, de empurrar a economia continental na direção do crescimento possível. A austeridade não oferece a esperança que os eleitores querem pelo menos vislumbrar no fim da atual recessão. Agora caberá ao presidente Hollande enfrentar o desemprego e o endividamento em seu país, para o que já adiou por um ano o cumprimento pela França das metas européias de déficit. Mas ele quer mais: quer renegociar os termos do tratado fiscal em vigor. Ao nível dos discursos oficiais, isso significa um confronto direto com sua colega alemã. Mas há uma política que se desenvolve num escalão inferior e mais distante das luzes da mídia. Neste patamar, assessores de Merkel já dão sinais de que ambos os países chegarão a um meio-termo.

Angela Merkel tem ainda um ano e meio de governo, e sabe que sua segunda reeleição estará em risco caso persista na defesa de uma austeridade que debilite toda a estrutura da União Européia e até leve alguns países a deixarem a Eurozona. A UE tem 27 membros, a Eurozona 17, mas a Grécia já começa a ser vista como fora desta última. Será apenas uma primeira defecção do bloco? Que líder político gostaria de passar à História como causador do fim da experiência unitária na Europa?

E os eleitores alemães (aqueles que realmente interessam a Merkel) já derrotaram seu partido, o CDU democrata-cristão em seis eleições estaduais. A chanceler, apoiando candidatos, perdeu na sua terra natal, e agora perdeu no maior Estado, a Renânia do Norte-Vestifália, que quase sempre foi um indicador de tendências depois confirmadas nas eleições federais. Em todos os Estados, desde sua segunda posse em 2009, o partido de Merkel tem tido dificuldades para ultrapassar os 20% de votos. Quem tem crescido é o Partido Os Verdes, hoje visto com reais possibilidades de fazer o próximo primeiro-ministro numa coligação com os socialistas ou outras forças à esquerda.

Merkel mantém o discurso duro. O FMI e o Banco Central Europeu dão mais prazo para a Espanha, Portugal e outros países endividados limitarem o crescimento do déficit público em 3%. Mais, admitem até mais inflação e algum aumento salarial na própria Alemanha. Para usar uma expressão popular bem brasileira: enquanto um morde, os outros assopram…

Portanto, há algum afrouxamento cauteloso, mas que indica uma ligeira alteração nos dogmas financeiristas até agora proclamados por quase todos os governos e pelo Conselho da UE. Tudo isso forçado pelos eleitores dos diversos países quando chamados a opinar, e pelos cidadãos indignados que ocupam as praças em diversas cidades, como acaba de ocorrer novamente. De um jeito ou de outro, os políticos sempre são forçados a darem ouvidos à “voz rouca das ruas”…

*Antonio Barbosa Filho é jornalista e escritor, autor de A Bolívia de Evo Morales e A Imprensa x Lula – golpe ou sangramento? (All Print Editora). Em viagem pela Europa, acompanha as consequências da crise financeira pós-2008 e da onda corte de direitos sociais (‘políticas de austeridade’) iniciada em 2010

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=183666&id_secao=9

 

Obama pressiona Europa por medidas pró-crescimento


A mensagem emitida pela cúpula do G-8 refletiu as próprias preocupações do anfitrião, o presidente dos EUA, Barack Obama, de que um contágio da zona euro – que ameaça o futuro do bloco monetário único de 17 países – possa afetar a frágil recuperação estadunidense e suas possibilidades de ser reeleito nas eleições presidenciais de novembro. “Nos comprometemos a dar todos os passos necessários para reforçar e revigorar nossas economias e para combater as tensões financeiras”, disseram os líderes no comunicado final.

Os líderes do G-8 (grupo que reúne os oito países mais poderosos do mundo) definiram como prioridade para a saída da crise a promoção do crescimento e a criação de empregos, além da estabilização fiscal. Além disso, manifestaram o interesse em que a Grécia permaneça dentro da zona euro, desde que respeite seus compromissos. “Coincidimos no reconhecimento da importância para a estabilidade e recuperação global de uma zona euro forte e coesa e afirmamos nosso interesse em que a Grécia permaneça na eurozona desde que respeite seus compromissos”, disseram os líderes do G-8 ao término das sessões de trabalho, centradas na economia em geral e na crise da eurozona em particular.

O comunicado final do G-8 – que frequentemente resulta em documentos anódinos – não foi usual ao mencionar uma nação pequena. Mas o temor da situação política na Grécia, que poderia levar o país do Mediterrâneo a deixar a união monetária da Europa com efeitos imprevisíveis para o sistema financeiro, tem aterrorizado os mercados globais. A declaração final também expressou as diferenças de estratégias entre os países do G-8. As medidas necessárias (para implementar o crescimento e abater o déficit) não são as mesmas para cada um dos países, reconheceram os líderes. A cúpula do G-8 – que agrupa os maiores economias do mundo: Estados Unidos, Alemanha, Japão, Canadá, Grã-Bretanha, França, Itália e Rússia – foi realizada em Camp David, a residência de repouso do presidente dos EUA, situada a 100 quilômetros de Washington.

O tema da dívida na Europa foi o primeiro assunto abordado no segundo e último dia de encontros que concluíram a favor de um impulso para equilibrar a austeridade europeia – uma postura defendida a longo tempo pela chanceler alemã, Ângela Merkel – com uma nova dose de estímulo ao estilo estadunidense considerado vital para sanear as combalidas economias europeias.

Ao concluir a reunião de cúpula, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que a crise da dívida da zona euro ameaça a economia mundial. Obama, que pressionou a Europa por mais medidas promotoras do crescimento como aqueles que ele aplicou nos EUA, lembrou aos líderes da zona euro que há muito em jogo e que se eles fracassarem isso pode significar custos enormes para a economia global. O crescimento e os empregos devem ser nossa máxima prioridade, comentou Obama, reafirmando sua visão de que a Europa tem a capacidade de enfrentar esse desafio.

No entanto, ficou claro que permanecem algumas divisões. “Nos comprometemos a tomar todas as medidas necessárias para fortalecer e revigorar nossas economias e combater as tensões financeiras, reconhecendo que não são as mesmas para todos nós”, disseram os líderes em um comunicado conjunto.

A mensagem emitida pela cúpula refletiu as próprias preocupações do anfitrião, o presidente dos EUA, Barack Obama, de que um contágio da zona euro – que ameaça o futuro do bloco monetário único de 17 países – possa afetar a frágil recuperação estadunidense e suas possibilidades de ser reeleito nas eleições presidenciais de novembro. “Nos comprometemos a dar todos os passos necessários para reforçar e revigorar nossas economias e para combater as tensões financeiras”, acrescentaram.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20177

 

Dilma se reúne com ministros no Alvorada para se posicionar sobre Código Florestal


Os possíveis vetos ao novo texto do Código Florestal foi tema de reunião que presidenta Dilma Rousseff teve até por volta das 19h30 deste sábado (19) com vários ministros, no Palácio da Alvorada. Ao longo da semana, Dilma e a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, já haviam se reunido três vezes para tratar do tema.

A presidenta Dilma tem até o dia 25 deste mês para sancionar ou vetar – parcial ou totalmente – o texto do novo Código Florestal, aprovado pela Câmara dos Deputados. O texto do Congresso Nacional chegou à Casa Civil no último dia 7.

Na reunião de ontem no Palácio da Alvorada estiveram presentes as ministras do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; da Comunicação Social, Helena Chagas; e os ministros Pepe Vargas, do Desenvolvimento Agrário; Mendes Ribeiro, da Agricultura; e Luís Inácio Adams, da Advocacia-Geral da União.

O texto do novo Código Florestal aprovado pelos deputados desagradou ambientalistas e não era a versão que o Palácio do Planalto esperava aprovar. Durante a tramitação no Senado, o governo conseguiu chegar a um texto mais equilibrado, mas a bancada ruralista na Câmara alterou o projeto e voltou a incluir pontos controversos.

Entre os pontos polêmicos da nova redação da lei florestal está, por exemplo, a possibilidade de anistia a quem desmatou ilegalmente e a redução dos parâmetros de proteção de áreas de preservação permanente (APPs).

O veto presidencial pode ocorrer por razões políticas, quando o projeto ou parte dele é considerado contrário ao interesse nacional, ou por motivos jurídicos, quando o texto ou parte dele for inconstitucional. O veto é analisado pelo Congresso Nacional e pode ser derrubado se houver maioria absoluta no Senado e na Câmara.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-05-20/dilma-se-reune-com-mi...

 

Conferência sobre transparência e controle social defende financiamento público de campanhas

O financiamento exclusivamente público de campanhas eleitorais foi a recomendação que mais votos recebeu na 1ª Conferência Nacional sobre Transparência e Controle Social (Consocial), encerrada hoje (20), em Brasília, com 80 propostas votadas eletronicamente por cerca de 1,1 mil delegados que participaram do evento.

Conforme a proposta, um valor limitado e igual para todos os partidos deve ser estabelecido a partir de um fundo público, “sendo passível de suspensão dos direitos políticos aquele que usufruir de financiamentos privados e com multa para empresas, pessoas físicas e/ou entidades que financiarem essas campanhas”. A sugestão acrescenta que “deve haver efetiva fiscalização e redução do número de partidos políticos, com dados disponibilizados nos portais de transparência”.

A proposta integra o eixo da prevenção e do combate à corrupção, que recebeu o maior número de recomendações na preparação da Consocial: mais de 5,7 mil propostas desde as consultas municipais; 28% do total recebido.

Além do combate à corrupção, outro assunto em destaque foi a Lei de Acesso à Informação que, segundo uma das recomendações aprovadas, deve ser aplicada “com severidade e rigor como forma de auxiliar o acesso à informação e combater a corrupção”.

“Para tanto, os governos devem implantar sistemas informacionais com códigos livres, padronizados e interligados entre os seus setores; criar em suas páginas links de acesso às contas das despesas e investimentos municipais de forma simples e inteligível aos cidadãos, onde se publiquem em tempo real toda a tramitação dos processos em tribunais de contas e controladorias, assim como dos atos administrativos em geral”, descreve o documento final da Consocial.

Na opinião da diretora de Prevenção da Corrupção da Controladoria-Geral da União (CGU), Vânia Vieira, “é uma feliz coincidência” que a Consocial tenha ocorrido na semana que entrou em vigor a Lei de Acesso à Informação. Para ela, a preparação da conferência, que mobilizou cerca de 1 milhão de pessoas nas etapas municipais, regionais e estaduais (cerca de 2,5 mil conferências), favoreceu a implementação da nova lei, “pois serviu para colocar o tema de transparência e do acesso à informação na agenda pública”.

A divulgação da lei e a mobilização da sociedade são consideradas estratégicas pelo governo. “Pode ter portal de transparência, dado aberto na internet e conselhos funcionando, mas é fundamental que haja participação. A transparência só vai adquirir potência de modificar [a cultura política do país] na medida em que houver participação social”, acrescenta Pedro Pontual, diretor de Participação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Para o secretário-executivo da CGU, Luiz Navarro, a nova lei é “uma revolução” e a Consocial colaborou com o “processo de amadurecimento” institucional do país e com o exercício dos direitos da cidadania. Entre eles, o direito à informação que todos os Poderes e todas unidades da Federação deverão respeitar. “Quem não estiver preparado vai ter que se preparar”, advertiu ele, antes de ponderar que os avanços de alguns setores do Estado forçarão os demais a avançar também. “Aquilo que for avançando vai ser cobrado no mesmo nível dos três Poderes”.

Ao fim da Consocial, Navarro leu uma mensagem da presidenta Dilma Rousseff. Ela avaliou que o país passou a ter “um novo patamar de participação da sociedade na vida pública, na formulação das políticas públicas e na vigilância sobre a sua execução (…)" e que "essas são condições essenciais para vencermos velhos problemas – na infraestrutura, na saúde, na educação”.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-05-20/conferencia-sobre-tra...

 

Tribunais absolvem acusados de sexo com menor, apesar de nova lei


Em 2009, lei tornou crime qualquer ato sexual com menor de 14 anos.
Levantamento do G1 mostra decisões de 2ª instância que livraram réus.

Desde 2009, todo ato de cunho sexual praticado com menor de 14 anos, mesmo com consentimento, é considerado crime de estupro de vulnerável. Levantamento do G1 junto às decisões dos Tribunais de Justiça de todo o país mostra que, mesmo após alterações do Código Penal, juízes e desembargadores continuam absolvendo réus.

A questão voltou a ser discutida depois que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) absolveu um acusado de estupro de uma menina de 13 anos porque ela se prostituía. Para criminalistas, o entendimento estava correto porque o caso ocorreu antes da edição da nova lei do estupro. Se tivesse ocorrido depois, a absolvição já não mais se justificaria (Entenda a discussão abaixo).

 Arte/G1)

Magistrados, no entanto, continuam aplicando o entendimento antigo aos casos novos.

Levantamento do G1 com 752 decisões de segunda instância disponíveis nos Tribunais de Justiça de todo o país (parte está em segredo de Justiça ou não foi  publicada) mostra decisões que absolveram réus mesmo para casos ocorridos após a Lei 12.015/2009. Em primeira instância, esses processos correm em segredo de justiça.

É permitido aos juízes dar novas interpretações às leis, o que, na prática, acaba criando direitos. Nas decisões, os desembargadores criticam a legislação atual, que impede, segundo eles, o bom senso nos julgamentos.

O descontentamento foi um dos motivos para a proposta de alteração do estupro de vulnerável no Código Penal, segundo o procurador da República Luiz Carlos Gonçalves, relator do anteprojeto de reforma no Senado. “Estamos concordando em parte com essa crítica e reduzindo a idade de consentimento para 12 anos”, afirmou ele ao G1.

Entenda a polêmica
A Lei 12.015/2009 criou no Código Penal a figura do ‘estupro de vulnerável’, tornando crime qualquer ato de cunho sexual com menores de 14, incluindo um simples beijo na boca. Pela lei, mesmo sem violência, as vítimas são consideradas, pela idade, desprotegidas, vulneráveis.

Antes, a discussão era sobre se houve violência no ato: uma corrente defendia a presunção relativa (a aparência, conhecimento, vida sexual anterior e o consentimento da vítima poderiam absolver o réu) e outra a absoluta (qualquer caso deveria levar à condenação, pela presumida violência).

mudanças no código penal

“A nova lei inteligentemente fala em praticar ato sexual com vítima vulnerável. Ela pode ter capacidade de entender o que está fazendo, mas, mesmo sabendo, não importa”, afirma o procurador de Justiça licenciado Fernando Capez. “Não há o que se falar em presumir ou não violência, essa expressão ficou ultrapassada.”

Para Fábio Aguiar Munhoz Soares, juiz da 17ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, a lei atual é “exagerada” e não é impassível de interpretação. “Se fosse levar a lei ao pé da letra, teria que condenar e ponto final. Mas temos que pensar: para que serve o juiz? Ele é um mero aplicador da lei? Se pensarmos assim, estaremos desprezando a função de julgar”, afirma. “Toda vez que a lei fixa a situação de idade, cabe ao juiz dizer. Assim ajuda a fazer a lei.”

Aos 13 anos
A maioria das vítimas nos processos consultados pelo G1 tem 13 anos e sofreu o abuso dentro de casa, pelo pai ou padrasto, ou denunciou uma pessoa conhecida: um vizinho, o professor, o motorista do transporte escolar ou um amigo próximo da família.

O G1 encontrou 46 decisões para crimes ocorridos após a lei, contendo algum tipo de discussão sobre as alterações no Código Penal. São os primeiros processos que começam a chegar aos Tribunais de Justiça. Para que um caso seja julgado por um grupo de desembargadores, primeiro é preciso que o Ministério Público denuncie o acusado, que ele se torne réu, seja julgado por um juiz, que profere uma sentença para absolver ou condenar, e um recurso seja apresentado. O trâmite pode levar anos.

 Arte/G1)

Do total de 46 acórdãos, 26 foram para condenar os réus e 15 foram para absolver. O restante se refere a medidas socioeducativas (a punição aplicada a menores). Na faixa entre os 12 e 13 anos, está a maior parte das absolvições que levam em conta o consentimento. Foram 14 condenações e 8 réus absolvidos porque a vítima consentiu a prática. Em quatro acórdãos, o acusado havia sido condenado em primeira instância.

Menino consentiu
Uma das decisões é de 20 de abril, em que foi vencedor o voto do desembargador Guilherme de Souza Nucci, do Tribunal de Justiça-SP, que absolveu um homem porque o menino de 13 anos consentiu os beijos e o sexo oral e afirmou gostar do réu. O acórdão (decisão tomada por um colegiado) não foi unânime. Leia mais sobre o caso

Em Mato Grosso do Sul, um escrivão de polícia foi absolvido porque o juiz entendeu que a menina de 13 anos consentiu a prática. E recebeu dinheiro pelo sexo: R$ 30 e R$ 50. No processo, ela afirmou não ser mais virgem. “Foram 5 pessoas [antes do réu].”

"De fato, forçoso concluir que procede o inconformismo da defesa", escreveu na decisão do dia 30 de janeiro de 2012, o juiz Francisco Gerardo de Sousa, relator. "Apesar da tenra idade, restou sobejamente demonstrado nos autos que a vítima não só consentiu os atos como também tinha a plena consciência deles.”

Namorados
Os desembargadores também criticam ter que condenar os acusados quando as próprias famílias os defendem. No Paraná, a mãe de uma menina de 12 anos denunciou o namorado da filha, de 29 anos, mas depois se arrependeu. “Um homem trabalhador, boa pessoa, sem vícios”, disse ao juiz. Já a menina afirmou que “teve relação sexual com seu namorado porque quis, sendo que foi ela quem convidou ele para tal coisa”.

“O novo sistema adotado pelo Código Penal para os crimes sexuais dificulta um tanto o uso desta válvula de escape para o bom senso", escreveu o relator, desembargador Miguel Pessoa, em decisão de 8 de março de 2012. "Em suma, na aplicação da nova lei, deve o julgador verificar com esmero se houve realmente um estupro ou apenas um inocente namoro.”

Para Pessoa, o juiz não pode “levar a lei ao pé da letra, e sim, ao interpretá-la, sentenciar buscando os verdadeiros interesses sociais, haja vista as profundas mudanças ocorridas no que toca a descoberta da sexualidade”.

O novo sistema adotado pelo Código Penal para os crimes sexuais dificulta um tanto o uso desta válvula de escape para o bom senso"Miguel Pessoa, desembargador do TJ do Paraná

Adolescentes
Já quando os casos referem-se a dois menores de idade, os acórdãos mostram entendimentos ainda mais contraditórios. Em alguns, o Ministério Público recorre pedindo punição pelo ato infracional análogo a estupro, enquanto desembargadores pedem cautela. Em outros, ocorre o oposto.

No Rio Grande do Sul, o MP perdeu um recurso para punir um jovem de 16 anos e 2 meses por ter feito sexo com a namorada de 13 anos e 4 meses. Segundo uma testemunha, o casal “voltava abraçado do colégio”. Os desembargadores consideraram o fato de a menina ingerir anticoncepcionais e pedir camisinhas ao ex-namorado.

Em Santa Catarina, foi aplicada a medida socioeducativa contra um jovem menor de 18 anos porque engravidou uma menina de 13 anos, sua vizinha e colega de classe. Em primeira instância, o adolescente havia sido absolvido. “Basta que a vítima seja menor de 14 anos", escreveu em 8 de novembro de 2011 o relator, desembargador Alexandre D'Ivanenko. O adolescente deveria cumprir a prestação de serviços à comunidade por 6 meses, mas a punição prescreveu.

Basta que a vítima seja menor de 14 anos"Alexandre D'Ivanenko, desembargador do TJ de Santa Catarina

No Rio Grande do Norte, o desembargador relator, Virgílio Macedo Jr., tomou decisão contrária: "Não é prudente, nem mesmo razoável, que o juiz atenha-se somente às letras da lei, pois a valoração maior está na preponderância da justiça”. “Presumir de maneira absoluta a vulnerabilidade em fatos onde ela não existe, pode fazer surgir certas injustiças irreparáveis, como por exemplo, subtrair a liberdade de ir e vir de uma pessoa inocente.”

O caso era de um jovem de 20 anos, absolvido depois de ter sido condenado em primeira instância a uma pena de 8 anos de reclusão. Ele namorava uma menina de 13 anos e 9 meses. Segundo o processo, ele alegou que “cedeu à paixão e ao amor, pois suas intenções foram e são as melhores possíveis, inclusive com a intenção de casamento”.

Não é prudente, nem mesmo razoável, que o juiz atenha-se somente às letras da lei, pois a valoração maior está na preponderância da justiça"Virgílio Macedo Jr., desembargador do TJ do Rio Grande do Norte

Diminuição da pena
O entendimento dos tribunais também reflete a discussão de criminalistas quando a lei entrou em vigor: uma lei penal mais severa, ou seja, que aumenta a pena para determinados crimes, não pode ser aplicada para casos anteriores. Mas se o réu recorrer pode ter a pena diminuída com base nessa legislação mais benéfica. O levantamento mostra que nenhuma decisão prejudicou os condenados.

Houve divergência, no entanto, entre os desembargadores em casos em que o estupro estava descrito como uma carícia por cima da roupa da vítima, uma tentativa que não chegou a ser finalizada com o ato sexual ou algo de brevíssima duração. Algumas decisões desclassificaram o crime de estupro para tentativa ou contravenção penal de importunação ofensiva ao pudor, crimes menos graves. "É o direito do condenado", afirma Munhoz Soares.

Palavra da vítima
Ainda segundo o juiz de São Paulo, que trata diariamente desse tipo de processo, o depoimento das vítimas é avaliado como de relevância maior do que em qualquer outro. Isso porque o crime nem sempre deixa rastro e é cometido às escondidas. "Em regra, a palavra da vítima tem muita força sim”, afirma.

Em regra, a palavra da vítima tem muita força sim"Fábio Aguiar Munhoz Soares, juiz da 17ª Vara Criminal do TJ-SP

Ainda assim, o G1 encontrou mais de uma decisão em que o juiz ou desembargador não confiou no que dizia a vítima. Em Campinas, um juiz chega a ser advertido sobre o modo como teria interrogado uma menina de 11 anos, que acusava um homem de 64 de molestá-la. “(...) advertiu-a [a vítima] diversas vezes, além de utilizar termos chulos com a garota”, escreveu o relator, desembargador Silmar Fernandes.

O desembargador transcreveu parte das perguntas feitas pelo juiz: “Ele queria que você pusesse a boca no p... dele? ‘L: Não.’ (...) Ele chegou a por o p... pra fora da calça dele?” O réu estava em semiaberto, mesmo condenado a pena de 8 anos, quando a regra é o inicial fechado. O nome do juiz não aparece na decisão.

Em Piracicaba (SP), o juiz Wander Pereira Rossette Júnior absolveu um réu do estupro de um menino com 9 anos de idade, portador de deficiência física e mental, que a mãe disse ter presenciado. “Não iria acusar um inocente sem mais nem menos”, escreveu o relator do recurso, Luiz Soares de Mello, para reformar a sentença e condenar o agressor a 8 anos de reclusão em regime fechado. Procurado pelo G1, o juiz informou que não se pronunciaria sobre casos em andamento.

http://g1.globo.com/brasil/noticia/2012/05/tribunais-absolvem-acusados-d...

 

O ponto de vista de Zé Dirceu sobre a CPMI

247 – O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, que, na semana passada, foi procurado pelo presidente da Abril, Fabio Barbosa, em busca de uma possível pacificação, nega que tenha havido acordo na CPI do Cachoeira para evitar que a comissão entre em temas mais polêmicos. Leia, abaixo, artigo de Dirceu, publicado em seu blog:

CPMI: versão adotada pela mídia do ‘acordão’ PT-PMDB-PSDB é um equívoco

A mídia adotou uma linha equivocada ao insistir que houve um acordão entre PT-PMDB-PSDB na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga o caso Carlos Cachoeira. Segundo tal versão o objetivo de pretenso acordo seria, entre outras coisas, o de não convocar os governadores até agora citados nos grampos do bicheiro e seu círculo de relações. Pretende-se vender a falsa ideia de que algo que mal começou teria terminado em pizza.
 
Minha avaliação é outra. Entendo que o roteiro adotado pela Comissão de Inquérito é correto e objetivo: estudar todos os autos e áudios, ouvir os delegados responsáveis pelos inquéritos que deram origem à CPI – como já fez –, convocar os auxiliares dos governadores e da Delta. É o caminho certo para decidir se, em seguida, convoca ou não os três governadores, como quer o PSDB, ou apenas Marconi Perillo, como querem PT e PMDB.
 
O prosseguimento da linha de trabalho adotada pela CPI mista do Congresso vai permitir, também, que se tome decisões sobre a convocação ou não de procuradores e jornalistas. Se se investiga ou não a revista VEJA e sua relação com o esquema Carlos Cachoeira-Demóstenes Torres.
 
Diversionismo
 
Não podemos e não devemos nos deixar levar por incidentes como o da não convocação dos governadores nesta semana e o torpedo do deputado Cândido Vaccarezza para o governador Sérgio Cabral – um incidente incapaz de definir o destino de uma CPMI. É um erro confundir tais incidentes com indícios, provas e elementos para investigar o crime organizado e suas ramificações nos três poderes do país.
 
Há indícios sim, e são muito fortes, sobre a participação decisiva no esquema criminoso de um senador que foi líder do DEM e da oposição. Um senador que foi membro do Ministério Público e que se apresentava como representante das demandas corporativas dos procuradores e do Judiciário, seja junto ao Legislativo, seja diante do Executivo.
 
Também são ridículas, risíveis mesmo, as tentativas de apresentar a relação do governador de Goiás com Carlos Cachoeira no mesmo nível das do Governador do Rio de Janeiro com o controlador da Delta. Em Goiás o crime organizado capturou o Estado e, neste caso, os elementos, indícios e provas já existentes mais do que justificam um investigação pela CPMI.
 
Mais diversionismo
 
Não vamos esquecer que no início do noticiário sobre a operação Monte Carlo, lá atrás, certa mídia fez de tudo para trazer de volta o caso Waldomiro Diniz. Naquela ocasião, a citação do meu nome era permanente, às vezes com mais destaque que a própria CPMI. Mas, com o aparecimento da participação do senador Demóstenes Torres no esquema, esta sim uma verdadeira bomba atômica que deixou muita gente desnorteada, a manobra diversionista ficou desmoralizada.


Depois vieram as tentativas de envolver membros do Governo Federal, como Olavo Noleto e até o ministro Alexandre Padilha. Depois, outra tentativa diversionista, pretendendo-se desviar o foco principal da CPMI para Brasília e a empresa Delta. E agora, finalmente, essa polêmica sobre a convocação dos governadores.
 
Indícios há, e são muitos. Insisto que a CPMI deve manter seu plano de trabalho. Aí sim, tendo as informações, vai decidir por exemplo se convoca ou não os jornalistas. Não adianta que certa mídia levante o argumento surrado da ameaça à liberdade de imprensa diante dos indícios que já apareceram.
 
Falou-se, por exemplo, em mais de 200 telefonemas entre o diretor da revista VEJA em Brasília e a dupla Carlos Cachoeira-Demóstenes Torres. Na troca de informações pela publicação de matérias de interesse de um esquema criminoso. No conluio para o uso de gravações obtidas ilegalmente. São coisas que precisam ser esclarecidas. E as informações já estão lá, nos inquéritos das operações Vegas e Monte Carlo. É preciso levantá-las em sua totalidade e, em seguida, divulgá-las.
 
E também não vamos nos esquecer da tentativa de aumentar ainda mais a confusão e a cortina de fumaça, insistindo com a versão de que o necessário esclarecimento da decisão da Procuradoria Geral da República de não investigar o esquema Carlos Cachoeira-Demóstenes Torres em 2009, como afirmou a Polícia Federal, seria algo envolvendo o PT e relacionando-o com o julgamento da Ação Penal 470 no Supremo Tribunal Federal, chamada de mensalão.
 
Se a CPMI seguir seu roteiro de buscar e dar transparência a todas as informações, nada do que a mídia está prevendo acontecerá. Ao contrario, será uma das CPIs mais importantes dos últimos 30 anos e cumprirá um papel extraordinário na vida política do país.

 

Oswaldo Alves

LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA

A estadista em construção

Muitos serão os desafios que Dilma enfrentará; não sabemos quanta fortuna terá, mas que terá 'virtù'

Primeiro, foi a demissão de ministros comprometidos com a corrupção; depois, a firmeza que vem mostrando em baixar os juros, enfrentando para isso muitos interesses, inclusive os dos seus eleitores, pequenos poupadores; há alguns dias, foi o discurso na instalação da Comissão da Verdade em que fez uma bela defesa dos direitos humanos e do seu caráter suprapartidário; agora, é sua decisão histórica de, aplicando a Lei de Acesso à Informação, publicar os salários dos servidores do Executivo.

Todos atos que mostram coragem e firmeza, sugerindo que a presidente brasileira é uma estadista em construção.

Sua decisão que me levou a esta conclusão foi a da última semana -a de tornar pública a remuneração dos servidores públicos. Saber quanto recebem os servidores públicos eleitos e não eleitos é um direito inconteste dos cidadãos. Mas é um direito que sempre foi negado aos brasileiros.

Quando fui ministro da Administração Federal, decidi publicar os vencimentos dos servidores públicos no "Diário Oficial". Caiu uma tempestade sobre mim. Servidores indignados vieram me falar sobre seu "direito à privacidade".

Nas democracias, em relação ao dinheiro público, não há direito à privacidade; não há o "direito" de receber valores absurdos que nada têm a ver com o nível de seu cargo.

Alguns poderão dizer que meu entusiasmo em relação à presidente é apressado. De fato, é cedo para dizermos que Dilma Rousseff preenche as condições muito raras que definem um estadista. Mas estou dizendo que ela está "se construindo" como estadista. Ela está demonstrando a firmeza e a coragem que são necessárias.

Mas não basta isso. Conforme disse classicamente Maquiavel, além da "virtù", o príncipe necessita da fortuna. "Virtù" não significa apenas virtude, e sim competência para governar, discernimento ao tomar decisões, capacidade de fazer compromissos e, finalmente, bom êxito em seu governo. O que depende também da sorte -da fortuna.

Estadista é o governante que tem a visão do todo, olha para o futuro e tem a coragem de buscá-lo, confrontando os interesses de muitos, inclusive dos seus seguidores. É quem conhece seu país, sabe quais são seus grandes problemas e contribui para resolvê-los.

Os estadistas são geralmente identificados nas guerras em defesa de seu país, mas podem sê-lo em momentos decisivos de seu desenvolvimento econômico e social.

O estadista brasileiro do século 20 foi Getúlio Vargas, porque comandou a revolução nacional e industrial brasileira. A presidente Dilma poderá ser uma nova estadista, agora em um contexto democrático, se lograr vencer os dois grandes males brasileiros: a corrupção de suas elites e a armadilha da alta taxa de juros e do câmbio sobrevalorizado.

Em seu discurso na instalação da Comissão da Verdade, a presidente declarou: "A verdade é algo tão surpreendentemente forte que não abriga nem o ressentimento, nem o ódio, nem tampouco o perdão... é, sobretudo, o contrário do esquecimento". Deixo essa bela frase como fecho desta coluna. Muitos serão ainda os desafios que Dilma terá que enfrentar; não sabemos quanta fortuna terá, mas já sabemos que terá "virtù".

 

Vânia,

Que bom tê-la de volta comentando. Agora faltam a Claudia, a Nilva, a Priscila, a Ivanise....Voltem meninas, este blog é muito chato sem vocês.

 

O discurso de Dilma foi, sem medo de cair no desgaste que esta palavra sofre, histórico. Merece um comentário, aliás, muitos comentários, à parte. Vale a pena ser visto, postado, repostado, divulgado. A presidenta foi perfeita na escolha das palavras, dos simbolismos e da crítica ao autoritarismo. Eu, que nunca estive nas filas do que subestimaram a Dilma, mesmo assim, fiquei impressionado com a força do seu discurso naquele 16 de maio.

 

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=5yPBt3GSJuM

 

Oswaldo Alves

Obama pressiona Europa por medidas pró-crescimento

 

A mensagem emitida pela cúpula do G-8 refletiu as próprias preocupações do anfitrião, o presidente dos EUA, Barack Obama, de que um contágio da zona euro – que ameaça o futuro do bloco monetário único de 17 países – possa afetar a frágil recuperação estadunidense e suas possibilidades de ser reeleito nas eleições presidenciais de novembro. “Nos comprometemos a dar todos os passos necessários para reforçar e revigorar nossas economias e para combater as tensões financeiras”, disseram os líderes no comunicado final.

 

Os líderes do G-8 (grupo que reúne os oito países mais poderosos do mundo) definiram como prioridade para a saída da crise a promoção do crescimento e a criação de empregos, além da estabilização fiscal. Além disso, manifestaram o interesse em que a Grécia permaneça dentro da zona euro, desde que respeite seus compromissos. “Coincidimos no reconhecimento da importância para a estabilidade e recuperação global de uma zona euro forte e coesa e afirmamos nosso interesse em que a Grécia permaneça na eurozona desde que respeite seus compromissos”, disseram os líderes do G-8 ao término das sessões de trabalho, centradas na economia em geral e na crise da eurozona em particular.

O comunicado final do G-8 – que frequentemente resulta em documentos anódinos – não foi usual ao mencionar uma nação pequena. Mas o temor da situação política na Grécia, que poderia levar o país do Mediterrâneo a deixar a união monetária da Europa com efeitos imprevisíveis para o sistema financeiro, tem aterrorizado os mercados globais. A declaração final também expressou as diferenças de estratégias entre os países do G-8. As medidas necessárias (para implementar o crescimento e abater o déficit) não são as mesmas para cada um dos países, reconheceram os líderes. A cúpula do G-8 – que agrupa os maiores economias do mundo: Estados Unidos, Alemanha, Japão, Canadá, Grã-Bretanha, França, Itália e Rússia – foi realizada em Camp David, a residência de repouso do presidente dos EUA, situada a 100 quilômetros de Washington.

O tema da dívida na Europa foi o primeiro assunto abordado no segundo e último dia de encontros que concluíram a favor de um impulso para equilibrar a austeridade europeia – uma postura defendida a longo tempo pela chanceler alemã, Ângela Merkel – com uma nova dose de estímulo ao estilo estadunidense considerado vital para sanear as combalidas economias europeias.

Ao concluir a reunião de cúpula, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que a crise da dívida da zona euro ameaça a economia mundial. Obama, que pressionou a Europa por mais medidas promotoras do crescimento como aqueles que ele aplicou nos EUA, lembrou aos líderes da zona euro que há muito em jogo e que se eles fracassarem isso pode significar custos enormes para a economia global. O crescimento e os empregos devem ser nossa máxima prioridade, comentou Obama, reafirmando sua visão de que a Europa tem a capacidade de enfrentar esse desafio.

No entanto, ficou claro que permanecem algumas divisões. “Nos comprometemos a tomar todas as medidas necessárias para fortalecer e revigorar nossas economias e combater as tensões financeiras, reconhecendo que não são as mesmas para todos nós”, disseram os líderes em um comunicado conjunto.

A mensagem emitida pela cúpula refletiu as próprias preocupações do anfitrião, o presidente dos EUA, Barack Obama, de que um contágio da zona euro – que ameaça o futuro do bloco monetário único de 17 países – possa afetar a frágil recuperação estadunidense e suas possibilidades de ser reeleito nas eleições presidenciais de novembro. “Nos comprometemos a dar todos os passos necessários para reforçar e revigorar nossas economias e para combater as tensões financeiras”, acrescentaram.

Tradução: Katarina Peixoto

http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20177

 

Acaba de sair a notícia do falecimento do Robin Gibb dos Bee Gees:

http://www.guardian.co.uk/music/2012/may/21/robin-gibb-pioneer-disco-die...

Robin Gibb, pioneer of disco, dies at 62

Bee Gee who notched up dozens of hits both with his brothers and solo dies after a protracted struggle against cancer
• Obituary: high notes and harmonies
• Bob Stanley: a tribute in words and music
• Life in pictures

Robin Gibb of The Bee GeesRobin Gibb of the Bee Gees performs in Los Angeles. The singer has died after a long battle with cancer. Photograph: Rose Prouser/Reuters

Robin Gibb, one-third of the Bee Gees and a singer-songwriter who helped to turn disco into a global phenomenon by providing the core of the soundtrack to Saturday Night Fever, has died from cancer.

With his distinctive, quavering voice, Gibb notched up dozens of hits and sold more than 200m records as a performer and writer along with his twin brother Maurice, who died in 2003, and elder brother Barry.

The siblings, whose catalogue includes Massachusetts, I've Gotta Get a Message to You, How Deep Is Your Love and Stayin' Alive, established their pop legacy by placing their falsetto harmonies at the centre of the 70s disco boom.

It was an era whose look they also captured, posing for the cover of the Saturday Night Fever album with toothy smiles, bouffant hair and tight white outfits.

Born on the Isle of Man to English parents on 22 December, 1949, Gibb started out performing alongside his brothers as a child act encouraged by their father Hugh, a band leader, and their mother Barbara, a former singer.

The family moved to Australia in 1958, where the brothers continued to perform and took the name Bee Gees, an abbreviation of brothers Gibb. Seeking to move beyond the Australian market, they returned to the UK in the mid-60s and had their first major hit with New York Mining Disaster 1941, which reached the Top 20 in both the UK and US.

A later single, To Love Somebody, was co-written by Robin, but the lead vocals were taken by Barry. This led to tension and Robin quit the group in 1969.

The Bee Gees regrouped in 1970 and enjoyed their first US No 1, Lonely Days. The following year they had another hit with How Can You Mend a Broken Heart, later covered by soul legend Al Green.

Their manager, Robert Stigwood, brought them on board for Saturday Night Fever, a film he was producing, and the songs were written in little over a weekend. Disco was already established but the music and the film combined to give it even greater popularity.

The band's sales took a hit with the end of the disco boom and they concentrated on solo material and producing hits for other artists before staging a comeback in 1987.

Gibb, a sensitive, teetotal vegetarian, was described last night as "a musical giant" by the British singer songwriter Mick Hucknall, one of a number of celebrities paying tribute to him.

The DJ Mike Read, who was a family friend, said the singer had an "incredible voice", adding: "Robin had the voice, the pathos, and he was a great writer."

"In his head he could come up with some great melodies. I was delighted to work with him. He had a gift for melody and a gift for lyrics and left a phenomenal legacy, a phenomenal catalogue."

The former deputy prime minister, John Prescott, tweeted: "Just heard about Robin Gibb. A good friend, a brilliant musician and a man who turned all of us into wannabe Travoltas!"

In recent years, Gibb had found it particularly hard to come to terms with the 2003 death of his twin. In an interview seven months later, he said: "He was part of the fabric of my life. We were kids together, and teenagers. We spent the whole of our lives with each other because of our music. I can't accept that he's dead. I just imagine he's alive somewhere else."

He was later to contract the same bowel condition that led to his brother's death, leading to his own protracted bout of ill health.

In 2011 he finished recording his first solo album in seven years, a collection tentatively titled 50 St Catherine's Drive.

Doctors performed surgery on his bowel 18 months ago but a tumour was discovered and he was diagnosed with cancer of the colon and subsequently of the liver.

He fell into a coma last month after contracting pneumonia but his family later said he had "beaten the odds" just days after doctors said he "was in God's hands". His family announced his death yesterday in a statement "with great sadness".

He last performed on stage in February, supporting injured servicemen and women at the Coming Home charity concert held at the London Palladium and had been due to premiere his classical work The Titanic Requiem in April with son Robin-John, but the event went ahead without him due to his poor health.

 

 

Ou o Brasil acaba com o PIG, ou o PIG acaba com o Brasil

"There can be no daily democracy without daily citizenship" Ralph Nader

 

Cutrale é processada. Cadê a mídia?

Por Altamiro Borges

Na semana passada, o Ministério Público do Trabalho (MPT) protocolou na Justiça de Araraquara, no interior de São Paulo, uma ação contra a empresa Cutrale - uma das maiores produtoras de suco de laranja do mundo - por cometer vários abusos contra os seus funcionários, desrespeitando a legislação trabalhista. Entre outros crimes, a empresa efetua descontos salariais abusivos e não garante estabilidade às gestantes.

A Procuradoria do Trabalho solicitou da Cutrale o pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos. A ação teve início a partir da demissão de uma trabalhadora durante a gravidez. A Justiça do Trabalho enviou uma sentença ao MPT sobre o caso. Na decisão, o juiz considerou que houve discriminação da funcionária gestante, condenando a empresa ao pagamento de indenização por dano moral.

Mídia protege a empresa

Esta não é a primeira vez que a poderosa empresa é condenada na Justiça. Ela é conhecida por desrespeitar a legislação trabalhista, por cometer inúmeros crimes ambientais e por estrangular financeiramente os pequenos produtores de laranja. Além disso, a empresa já foi denunciada por invadir terras devolutas do Estado. Apesar deste histórico tenebroso, a mídia comercial evita dar destaque para os seus crimes. Afinal, a Cutrale gasta fortunas com publicidade nos jornalões, revistonas e emissoras de rádio e televisão.

Bem diferente é a atitude da mídia venal quando os trabalhadores lutam contra os abusos desta empresa. A recente decisão do MPT de processar a Cutrale não foi destaque em nenhuma TV. Já quando os sem-terra ocuparam uma terra grilada pela empresa no interior de São Paulo, o assunto foi manchete nos jornalões e a cena dos tratores destruindo alguns pés de laranja foi repetida dezenas de vezes pelas emissoras, principalmente pela TV Globo. Só mesmo os laranjas acreditam em neutralidade da mídia!

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/05/cutrale-e-processada-cade-midia.html

 

PrevaricaçãoMauricio Dias

Prevaricação I
Embora o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, tenha se interposto na história, a subprocuradora, Cláudia Sampaio, mulher dele, terá de sair sozinha do buraco em que se meteu. A versão dela para não ter tomado providências ao receber o relatório da Operação Vegas, em 2009, foi formal e cabalmente desmentida pela Polícia Federal.

Sampaio, por meio da assessoria, diz que só não arquivou o caso para atender a um pedido do delegado Raul Alexandre. Ao retardar ou deixar de praticar ato de ofício, ela cometeu crime de “Prevaricação” (artigo 319 do Código Penal).

Prevaricação II
Ao receber o relatório, da Procuradoria de Goiás, Cláudia Sampaio tinha quatro opções:

a.
 Ao alegar a inexistência de indícios contra Demóstenes, deveria devolver os autos para prosseguir contra os incriminados sem direito a foro especial.
b. Como não alegou incompetência é porque, em princípio, admitiu o envolvimento do senador. Logo, deveria requerer novas diligências ao STF.
c. Diante da falta de indícios contra o parlamentar, ela não poderia arquivar. O MP não dá a palavra final em inquérito criminal. Deveria, então, pedir arquivamento ao STF e restituir os autos a Goiás para prosseguir a investigação no primeiro grau.
d. Entendeu que havia indícios para oferecer denúncia junto ao STF. Alegou que não o fez a pedido do delegado e, assim, prevaricou.

A propósito

Por que o procurador-geral, Roberto Gurgel, evitou comparecer à CPI e concordou em responder a perguntas por escrito? Tem gato na tuba.


Obs: A imagem não é da Carta, foi acrescentada por mim (Vânia)

http://www.cartacapital.com.br/politica/prevaricacao/

Re: Clipping do dia
 


Comissão da Verdade e CPIWálter MaierovitchCasal desorientado, dupla atrapalhada

Foi muita coisa para tão pouco tempo. Primeiro, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e a sua esposa, a subprocuradora Cláudia Sampaio, livraram-se de comparecer, para tentar explicar o inexplicável, à CPI do Cachoeira. Depois, os ex-ministros Nelson Jobim e José Carlos Dias, este da Comissão da Verdade, ignoraram a vinculante decisão condenatória do Brasil pela Corte Interamericana de Direitos Humanos e o consagrado pela Corte Europeia de Direitos Humanos e pelo Tribunal Penal Internacional. Essas cortes de jurisdição internacional não admitem a autoanistia voltada a conferir impunidade aos agentes do Estado envolvidos em crimes de lesa-humanidade.

Os ex-ministros sustentam a tese, com apoio no canhestro voto condutor dado no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo então ministro Eros Grau, da bilateralidade da anistia de 1979. Assim entendem dever a Comissão da Verdade promover “apurações bilaterais”: investigar atos de terrorismo de Estado e, também, as condutas dos resistentes à ditadura e que optaram pela luta armada.

A nossa Constituição obriga o cumprimento das decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos e ela não admite a autoanistia, caso típico da lei brasileira de 1979, concebida em plena ditadura e por um Legislativo biônico.

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Jobim, que em livro laudatório confessou ter inserido na Constituição dispositivos subtraídos da apreciação dos seus pares constituintes, fala, como partícipe, de um acordo não escrito sobre investigações “dos dois lados”. O tal acordo foi negado pelo ex-secretário nacional de Direitos Humanos Paulo Vannuchi.

Na Comissão da Verdade, Rosa Maria Cardoso, Paulo Sérgio Pinheiro e Maria Rita Kehl não aceitam a tese de Jobim-Dias. Os demais integrantes ainda não se manifestaram, mas sabe-se que o ministro Gilson Dipp, muito ligado a Nelson Jobim, já defendeu, como representante do governo do Brasil, a tese da anistia ampla e bilateral no âmbito da Corte Interamericana.

Por outro lado, a CPI apequenou-se diante da negativa do procurador Gurgel de comparecer para esclarecimentos. Gurgel recebeu, em setembro de 2009, os autos do inquérito policial iniciado com a chamada Operação Vegas e fornecedor de notícia criminal da participação do senador Demóstenes Torres.

Segundo o Código de Processo Penal, o procurador tem um prazo de 15 dias para propor a ação penal, solicitar novas diligências policiais ou pedir o arquivamento. No gabinete de Gurgel, o inquérito ficou engavetado até abril de 2012, quando a mídia começou a divulgar comprometedoras conversas telefônicas entre Cachoeira e Torres.

Na primeira explicação, Gurgel partiu para o diversionismo e falou em pressão por parte de mensaleiros a tremer de medo. O certo é que a sua atuação no inquérito Vegas foi nenhuma, para felicidade de Torres. O procurador só resolveu atuar diante do vazado na mídia e extraído do inquérito começado com a Operação Monte Carlo, que apurou a jogatina eletrônica bancada por Cachoeira. Esse inquérito deveu-se à requisição de três promotores da comarca de Valparaíso, no interior de Goiás, que nada sabiam do inquérito congelado no gabinete de Gurgel.

Gurgel procurou os refletores para disparar que Torres agia como sócio oculto da Delta e de modo a afastar suspeitas de acordo com o senador. Este, para forçar a manutenção do inquérito Vegas no freezer, opinava contra a recondução de Gurgel ao cargo de procurador-geral. De repente, Torres mudou a postura e votou pela aprovação da recondução. Depois disso, o inquérito permaneceu no congelador da PGR.

Com o prestígio do procurador-geral em queda livre, entrou na trapalhada, e no papel de biombo do marido, Cláudia Sampaio. Ela mencionou um pedido policial não escrito para evitar o arquivamento do inquérito Vegas. Tudo como se fosse possível um delegado pedir, “na moita”, o cometimento de uma ilegalidade a uma subprocuradora.

O delegado a desmentiu e contou com nota esclarecedora da direção da Polícia Federal. Do episódio, e noves fora, sobrou a confissão de ilegalidade. Mais ainda: a subprocuradora tropeçou na tosca justificativa sobre o salutar não arquivamento do inquérito. Uma das súmulas do STF permite, no caso de prova nova (inquérito Monte Carlo), o desarquivamento de inquérito.

Não bastasse o quadro de Procuradoria-Geral de república bananeira, Gurgel ignora que democracia significa um regime po–lítico pelo qual o povo (demos) tem o comando, o poder (kratos). E esse comando é exercitado pelos seus representantes, eleitos li-vremente. Ora, os representantes do povo, no Parlamento e reunidos em CPI, detêm legitimação para convocar Gurgel e exigir de-le explicações sobre o engavetamento do inquérito. Numa verdadeira democracia é assim, embora Gurgel não saiba.

http://www.cartacapital.com.br/politica/casal-desorientado-dupla-atrapalhada/

 

da Rede Brasil Atual

 

'Não basta ser honesto, tem que participar', propõe ativista anticorrupção

Advogado do Piauí fala sobre a atuação da Força Tarefa Popular, que há 11 anos caminha pelo estado monitorando aplicação de verbas federais. Marcha terá sua 12ª edição em julho

Por: Tadeu Breda, Rede Brasil Atual

Publicado em 20/05/2012, 16:26

Última atualização às 16:49

  'Não basta ser honesto, tem que participar', propõe ativista anticorrupção

O advogado Arimateia, durante entrevista a emissora de rádio do Piauí, na defesa da transparência do poder público (Foto: Fábio Brito/tvcanal13.com)

Brasília – Arimateia Dantas tem 50 anos. É advogado, já foi vereador no Piauí, onde vive, e veio a Brasília participar da Conferência Nacional de Transparência e Controle Social (Consocial), que conclui seus trabalhos hoje (20).

Nos pavilhões do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, onde ocorrem os debates, Arimateia distribui panfletos pedindo a instituição do Dia do Orgasmo. “É importante para a democracia”, argumenta. Mas sua presença entre os 1,5 mil delegados e observadores da Consocial não se deve à militância no terreno da sexualidade: o advogado é um dos criadores da Força Tarefa Popular, que botou o Piauí no mapa internacional da luta contra a corrupção.

No final dos anos 90, o Brasil soube da existência do coronel José Viriato Correia Lima, um policial militar reformado nascido no Ceará, mas que estabeleceu no estado vizinho um esquema de corrupção que desviou pelo menos 100 milhões de reais das prefeituras piauienses. Eram recursos repassados pelo governo federal para arcar com despesas municipais de saúde e educação, principalmente. A quadrilha do coronel arrebanhava políticos, policiais e prefeitos. Os governantes que não aceitavam suas ofertas eram ameaçados de morte. Alguns efetivamente acabaram executados.

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Quando Correia Lima foi preso, em 1999, a Polícia Federal e o Ministério Público criaram uma força tarefa para desmembrar a oganização. Mas o alcance das autoridades era restrito. “Só o povo consegue estar ao mesmo tempo em todo lugar”, define Arimateia. Era o mote para a criação de outra força tarefa, a popular, que começou a articular entidades e cidadãos nos municípios piauienses para realizar ações concretas de combate à corrupção. “Começamos monitorando as prestações de contas das prefeituras junto ao Tribunal de Contas”, lembra.

Quando um prefeito estava em atraso ou simplesmente não esclarecia as despesas públicas, a Força Tarefa Popular pressionava o Ministério Público para que fizesse cumprir a lei. “Fazíamos isso através do que chamamos petições de cidadania ativa, encaminhando petições pelos Correios para todos os promotores, com Aviso de Recebimento, para que servisse de prova de que as autoridades tinha sido acionadas”, explica Arimateia. Inicialmente, a tática não deu muito resultado. Mas, como estavam de posse de documentos atestando a morosidade da promotoria, a Força Tarefa Popular procurou instâncias superiores e denunciou também o Ministério Público.

Caminhando e denunciando

Mas o grupo começou mesmo a chamar a atenção do Piauí quando decidiu pegar a estrada. Em 2001, cerca de 15 pessoas caminharam os 320 km entre as cidades de Picos e Teresina. Detinham-se em cada localidade, dando aulas públicas de cidadania, verificando projetos empacados na Câmara Municipal e visitando obras realizadas – ou que deveriam ter sido realizadas – com dinheiro federal. A experiência foi exitosa, e se repete todos os anos desde então. “Já andamos mais de 2,5 mil km e passamos por 40 municípios do estado”, contabiliza Arimateia.

A Força Tarefa Popular, porém, não nasceu pronta e acabada. “Ao longo dos anos, fomos aperfeiçoando a marcha.” O lançamento do Portal da Transparência, que a Controladoria-Geral da União (CGU) mantém desde 2004 com todos os gastos do governo federal, tem sido uma importante ferramenta. “Antes de empreender caminhada, acessamos o site, pegamos uma lista das obras e discutimos com nossos parceiros em cada município para saber se a obra existe”, explica o advogado. Só então o grupo parte para a ação. “Se a obra foi feita, tudo bem. Se não, fotografamos, colhemos dados e fazemos denúncia. E assim vamos.”

Nessa toada, já foram mais de 50 denúncias. Algumas marcaram Arimateia, como quando a Força Tarefa Popular descobriu que, em Picos, a prefeitura não estava aplicando recursos federais repassados para a construção de poços artesianos na localidade de Mirolândia. As 30 famílias do local dependiam de caminhões pipa, sobretudo no verão. Reclamavam, mas ouviam sempre a mesma ladainha: não há verbas. Mas não era bem esse o problema. “A empresa que transportava água era ligada à família do prefeito”, expõe Arimateia. “Com o poço jorrando, o carro pipa acabaria.” A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público e, em menos de dois meses, o poço foi inaugurado. “Hoje há água escorrendo em todas as casas, e tudo por conta de uma única informação.”

Em algumas situações, porém, nem é preciso recorrer à Justiça. “Você chegar para alguém que mora em rua de terra e mostrar a ele um documento dizendo que a via está asfaltada, com assinatura do prefeito, já basta. Não precisa de mais nada”, conta Arimateia, resgatando na memória o momento decisivo em que a indignação aflora no rosto das pessoas. “É a desconstituição da legitimidade do gestor público de uma forma não violenta, pacífica.” Depois que a informação chega e começa a circular, Arimateia diz que os prefeitos costumam realizar a obra imediatamente, “porque é melhor entregar logo e se ver livre dessa situação. Em cidade pequena, todo mundo se conhece.”

A Força Tarefa Popular já virou tese de pós-graduação na Universidade Federal do Piauí e foi reconhecida pela ONG Transparência Internacional, em 2006, como uma das três melhores experiências do mundo em controle social e combate à corrupção. Arimateia também já foi indicado para receber honrarias, como o Prêmio Integridade Internacional. Porém, expica que o grupo não está alheio a dificuldades. “O grande desafio é manter a indignação acesa”, admite. “E deixar em cada cidade um núcleo de pessoas que possa dar continuidade a essa luta.”

Por isso, além de propagar o exemplo da Força Tarefa Popular e fazer campanha pela instituição do Dia do Orgasmo, Arimateia está engajado numa cruzada contra as pessoas que chama de “honestas” – aquelas que se negam a tomar partido em causas sociais. “Os honestos não se arriscam, não estão determinados a ter um país decente, não correm risco. A grande maioria trabalha, paga impostos e fica com a consciência tranquila”, categoriza. “Inquietar a consciência dos honestos tem sido agora meu grande objetivo.” Para isso, elaborou até um slogan: “Não basta ser honesto, tem que participar.” É seu primeiro mandamento para uma sociedade mais justa – e sem corrupção.

 

Museu lança Censo da Biodiversidade da Amazônia

20/5/2012 12:02,  Por Redação, com ABr - de Brasília

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O Censo da Biodiversidade, lançado em Belém pelo Museu Goeldi, já relaciona todas as 3,8 mil espécies pesquisadas pela instituição

Informações sobre as milhares de espécies de animais e plantas da Amazônia começaram a ser organizadas em um levantamento que pode ajudar pesquisadores e gestores ambientais a acompanhar os avanços da biodiversidade e definir estratégias de conservação para a região. O Censo da Biodiversidade, lançado em Belém pelo Museu Goeldi, já relaciona todas as 3,8 mil espécies pesquisadas pela instituição.

A lista inclui dados como nome científico, família e, em alguns casos, a categoria de ameaça de extinção de cada espécie. “Queremos atualizar o conhecimento para poder, por meio dos dados, planejar a conservação biológica e o uso da biodiversidade. A intenção é seguir no mesmo sentido do censo [demográfico] do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], que levanta informações sobre a sociedade, usadas pelos governos para planejar políticas públicas de saúde, educação e transporte, por exemplo”, explicou Ulisses Galatti, pesquisador e coordenador de Pesquisa e Pós- Graduação do Museu Goeldi.

Segundo Gallati, a expectativa é que, até o fim do ano, o levantamento inclua levantamentos de outras instituições que pesquisam a biodiversidade amazônica. “Estamos conversando com outros grupos, como universidades e institutos de pesquisa, que atuam na região da Amazônia, para que também forneçam dados oficiais que serão atualizados constantemente”.

http://correiodobrasil.com.br/museu-lanca-censo-da-biodiversidade-da-ama...

 

Demarchi

da Agência Brasil

 

Comissão do CNPq que analisará fraudes em pesquisas científicas investiga primeiras denúncias20/05/2012 - 10h41

Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil

Brasília – No próximo mês, a Comissão de Integridade na Atividade Científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) vai examinar quatro denúncias de fraude em pesquisas científicas no Brasil. Essa será a primeira reunião da comissão instituída no ano passado e que funcionará como auxiliar à diretoria executiva do CNPq.

Os processos estão sendo analisados sob sigilo pelas áreas técnicas do CNPq. A comissão foi criada para apurar se ocorreram, em pesquisas conduzidas no país, casos de falsificação e invenção de dados, plágio e autoplágio (quando o autor repete texto escrito e publica como fosse inédito).

De acordo com Paulo Sérgio Lacerda Beirão, coordenador da comissão e diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde do CNPq, o problema “sempre existiu”, mas “deixou de ser pontual e passou a ser um problema que as agências e os institutos de pesquisa têm que cuidar”.

Beirão avalia que a aparição dessas denúncias já é efeito da criação da comissão e destaca que o número de acusações é baixo levando-se em conta que o CNPq lida com 21 mil bolsistas. “Não é um número proporcionalmente significativo, mas é significativo que haja denúncias”, avaliou.

Se for comprovado algum problema em parecer técnico apreciado pela comissão, poderá ser sugerida à direção do CNPq desde a advertência do autor e correção de erro até a suspensão de bolsas e financiamentos concedidos pelo conselho.

Eventualmente, um processo administrativo poderá ser levado à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Tribunal de Contas da União (TCU) para tomada de contas especial, que apura responsabilidades (com direito de resposta) por ocorrência de dano e visa ao ressarcimento à administração pública. Responsáveis pelo problema poderão até ser inscritos no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin).

Segundo Beirão, as fraudes nas pesquisas tendem a ser desmascaradas. “A virtude da ciência é que nada é tomado como definitivo, sempre estão verificando”, apontou. Ele ponderou, no entanto, que, até a descoberta da fraude, a produção científica pode ser induzida ao erro. “Isso implica custo, desvio. [A pesquisa] Começa a investigar uma linha que, na verdade, está errada. Está desperdiçando recurso humano, tempo, dinheiro”.

O diretor do CNPq observa que a ocorrência de fraudes em pesquisas científicas existe há alguns anos e em várias partes do mundo, não é algo novo. “A pesquisa científica é uma atividade sujeita às grandezas e vilezas [baixeza] do ser humano”, enfatizou.

Relatório da comissão de integridade disponível no site do CNPq enumera vários casos de fraude pelo mundo, entre eles o caso do Homem de Pitdown, “uma montagem de ossos humanos e de orangotango [falsamente descoberta no início do século 20, na Inglaterra] convenientemente manipulados, que alegadamente, seria 'o elo perdido' na evolução da humanidade”. A farsa foi descoberta na década de 1950, quando foi possível fazer a datação da mandíbula e do crânio por meio de carbono radioativo e descobrir que os ossos tinham origens diferentes.

O CNPq faz parte, como membro da comissão executiva, do Global Research Council, órgão internacional recentemente criado pelas principais agências de fomento à pesquisa no mundo para, entre outras funções, tratar de problemas de integridade das investigações científicas em todo o planeta. Em maio do ano que vem, em Berlim, a capital alemã, o Global Research Council elaborará um documento que poderá servir para todas as agências como referência de normas contra a fraude científica.

Além de Beirão, fazem parte da comissão Jailson Bittencourt de Andrade (Universidade Federal da Bahia); Silke Weber (Universidade Federal de Pernambuco); Alaor Silvério Chaves (Universidade Federal de Minas Gerais); e Walter Colli (Universidade de São Paulo).

As diretrizes básicas para a integridade na atividade científica estão disponíveis no site do CNPq, no linkhttp://www.cnpq.br/web/guest/diretrizes.


Edição: Lana Cristina

 

Do Instituto Humanitas Unisinos

 

Cerejeiras em flor em Fukushima 

Dr. Noguchi, cujo belo rosto adorna a nota de 1.000 ienes, nasceu em família de agricultores pobres em 1876. Ele se queimou seriamente quando caiu em uma fogueira, e ainda assim cursou medicina em Tóquio e na Pensilvânia, tornou-se um bacteriologista renomado do Instituto Rockefeller em Nova York e viajou pelo mundo em busca da cura de doenças infecciosas. Ele morreu aos 51, derrubado pela febre amarela, que ele contraiu durante uma expedição de pesquisa pela África Ocidental.

Perseverante, brilhante e otimista até o fim, há memoriais em homenagem ao doutor Noguchi em campus universitários em muitos países. Há ruas, parques, escolas e clínicas batizadas com o nome dele.

Seu tipo de otimismo é fortemente necessário neste momento em Fukushima.

A reportagem é de Nassrine Azimi, assessor do Instituto de Treinamento e Pesquisa em Hiroshima da Organização das Nações Unidas, e publicada pelo jornal International Herald Tribune e reproduzida pelo Portal Uol, 20-05-2012.

No final de semana do dia 5 de maio, o último dos 50 reatores nucleares em operação no Japão - o reator de número três de Tomari em Hokkaido - fechou para manutenção. Ao menos temporariamente, o Japão é uma nação livre de energia nuclear pela primeira vez em 42 anos. Mesmo que já estejam ocorrendo batalhas em torno da possível reabertura de outras usinas nucleares, este é um limite simbólico.

Alguns de nós de Hiroshima fomos visitar Fukushima e certas partes da região de Tohoku há duas semanas. Foi reconfortante ser lembrado que nem mesmo desastres sem precedentes podem inteiramente destruir a resolução desta nação. As pessoas estão voltando a caminhar com as próprias pernas, e a maior parte da região de Tohokuestá lentamente voltando à vida. Apesar de todo o impasse político em Tóquio, os fundos de reconstrução estão sendo repassados e estão até criando uma espécie de bolha econômica local.

A burocracia também tem se mexido. A assistência de outras prefeituras e municípios do país foi pródiga e valiosa. O sistema de rotação do serviço público japonês tornou possível enviar equipes para assistir colegas em áreas atingidas pelo desastre. Só a cidade de Hiroshima despachou dezenas de especialistas por períodos de um ano - arquitetos, especialistas em sistemas hidráulicos, engenheiros civis, planejadores. Encontrei alguns deles na semana passada.

Comunidades danificadas em torno de FukushimaMiyagi Iwate, os três municípios costeiros mais atingidos pelo terremoto e pelo tsunami do dia 11 de março de 2011, estão desenhando novos planos de uso de terra, e as ideias abundam. Tudo - desde transformar as regiões atingidas em reservas naturais, parques industriais, fazendas de painéis solares ou trilhas de caminhada - está sendo pensado.

Acadêmicos, empresários, jornalistas, mães, jovens, arquitetos e voluntários estão finalmente ousando se envolver. Tudo isso é uma boa notícia para a sociedade civil geralmente tímida e desengajada do Japão.

O conserto da infraestrutura de transporte, linhas de transmissão, portos e aeroportos também avançou. A rede pública de televisão, NHK, fez sua parte, mantendo o público envolvido. Diferente de outros canais comerciais, a NHKteve a capacidade e os recursos para manter viva a história dos desastres - e com isso o sentido de solidariedade da nação. Muitos artistas continuam organizando eventos para a região e na região.

Ainda assim, e apesar desses e de muitos outros desdobramentos animadores, a situação em Fukushima, especialmente se comparada com o resto de Tohoku, continua sombria. A causa é evidente: Fukushima Daiichi, a usina nuclear.

Nem mesmo os japoneses tão positivos e propensos ao trabalho conseguem lidar com a agonizante incerteza em torno da situação nuclear. A pressão mental é constante, quebrando comunidades e casas. Nas últimas semanas, novas preocupações com o combustível exposto e o lixo atômico acumulado na piscina voltaram a lembrar os moradores de como são precárias as condições e que devem continuar assim por anos e talvez até décadas, como diz o próprio relatório do governo. Terremotos pequenos, mas frequentes, tampouco são animadores.

É claro que nem mesmo em Fukushima as pessoas estão resignadas. Em Iwaki City, a 50 km ao sul da usina, jovens mães contaram que estavam administrando, com a ajuda da prefeitura, um centro comunitário para medir diariamente a radiação no lanche escolar.

Mas, quando uma delas, mãe de cinco filhos, foi perguntada se eles também treinavam os meninos para estarem alertas a picos de radiação ambiental, sua fachada de bravura quase desmoronou. Ela disse que as crianças não deveriam ficar constantemente atormentadas com os perigos da radiação - que isso era responsabilidade dos adultos. Nenhum pai, disse ela tristemente, gosta de ver os filhos neuróticos com cada partícula de ar, solo, água ou alimento a sua volta.

Em nosso último dia em FukushimaAkiko-san, jovem arquiteta de Hiroshima City, nos levou para orar na praia deMinamisoma. A cidade de 75 mil habitantes, duramente atingida pela tsunami, fica a apenas 25 km ao norte da usina prejudicada. Mais tarde, enquanto nos dirigíamos para as barreiras de segurança, fui lembrado, ao nos aproximarmos dos reatores, dos dragões feridos do Quarteto de Terramar de Ursula Le Guin - o menor movimento da terra e dos céus parecia terrivelmente ameaçador para eles.

Em Fukushima, tentamos ver a famosa Takizakura, a cerejeira que é um tesouro nacional de mil anos, que estava em plena floração na época. Muitos contaram como os moradores de unidades de habitação temporária estavam encontrando consolo nesta beleza milenar. É claro que o lugar estava tão lotado que desistimos.

Em vez disso, naquela noite visitamos uma cerejeira mais jovem, em um vale próximo, um gigante gentil de 400 anos. Ela ficava ao lado de um riacho e deixava cair pétalas cor de rosa no pequeno templo ao lado. O perfume da primavera estava em toda parte, e pude ouvir o coaxar das rãs.

Os moradores não pareciam saber porque havia tantas cerejeiras antigas em Fukushima, mas todos pareciam concordar que seu município era lindo. Eles ficavam repetindo, como um mantra, o mesmo refrão que ouvi em toda a viagem: enquanto nossas árvores, águas e ar e montanhas viverem, estaremos bem.

Precisamente.

 

do Opera Mundi

OTAN confirma saída de suas tropas no Afeganistão para 2014Aliança se reunirá neste domingo, em Chicago, para discutir estratégias de evacuação    

 

 

Mais de 50 lideranças da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) vão se reunir neste domingo (20/05), em Chicago, para um encontro paralelo às negociações do G8, em Camp David.

Enquanto o grupo das oito nações mais ricas do planeta discute soluções para a crise financeira da Zona do Euro e novas sanções econômicas contra o Irã, a aliança militar das grandes potências ocidentais quer planejar a saída de suas tropas no Afeganistão.

A ideia é deixar o país até o fim de 2014, quando Cabul passará a ter, em tese, plena autonomia para combater as ações do grupo fundamentalista Talibã.

O secretário geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, conversou com a emissora britânica BBC e revelou que a aliança está "em um processo de gradual entrega de responsabilidades às forces de segurança do Afeganistão”.  Ele garantiu que “esse processo será concluído até o final de 2014 e, ao longo dele, haverá a saída das tropas e uma mudança de combate para apoio”.

 

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Confirmaram presença nos debates 28 nações que integram a OTAN. Além de suas autoridades, também comparecerão o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai e seu colega paquistanês, Asif Ali Zardari.

François Hollande, socialista recém-eleito presidente da França, prometeu Durante sua campanha eleitoral que retiraria os 3.400 militares franceses do Afeganistão até o final deste ano. Em um de seus últimos debates ao lado do então cadidato à reeleição Nicolas Sarkozy, alegou que a França já havia cumprido suas tarefas no Afeganistão.

Mas Rasmussen acrescentou que a decisão de Hollande já estava prevista “como parte dos planos”.

 

da Agência Brasil

 

Conferência sobre transparência e controle social defende financiamento público de campanhas20/05/2012 - 18h14

Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O financiamento exclusivamente público de campanhas eleitorais foi a recomendação que mais votos recebeu na 1ª Conferência Nacional sobre Transparência e Controle Social (Consocial), encerrada hoje (20), em Brasília, com 80 propostas votadas eletronicamente por cerca de 1,1 mil delegados que participaram do evento.

Conforme a proposta, um valor limitado e igual para todos os partidos deve ser estabelecido a partir de um fundo público, “sendo passível de suspensão dos direitos políticos aquele que usufruir de financiamentos privados e com multa para empresas, pessoas físicas e/ou entidades que financiarem essas campanhas”. A sugestão acrescenta que “deve haver efetiva fiscalização e redução do número de partidos políticos, com dados disponibilizados nos portais de transparência”.

A proposta integra o eixo da prevenção e do combate à corrupção, que recebeu o maior número de recomendações na preparação da Consocial: mais de 5,7 mil propostas desde as consultas municipais; 28% do total recebido.

Além do combate à corrupção, outro assunto em destaque foi a Lei de Acesso à Informação que, segundo uma das recomendações aprovadas, deve ser aplicada “com severidade e rigor como forma de auxiliar o acesso à informação e combater a corrupção”.

“Para tanto, os governos devem implantar sistemas informacionais com códigos livres, padronizados e interligados entre os seus setores; criar em suas páginas links de acesso às contas das despesas e investimentos municipais de forma simples e inteligível aos cidadãos, onde se publiquem em tempo real toda a tramitação dos processos em tribunais de contas e controladorias, assim como dos atos administrativos em geral”, descreve o documento final da Consocial.

Na opinião da diretora de Prevenção da Corrupção da Controladoria-Geral da União (CGU), Vânia Vieira, “é uma feliz coincidência” que a Consocial tenha ocorrido na semana que entrou em vigor a Lei de Acesso à Informação. Para ela, a preparação da conferência, que mobilizou cerca de 1 milhão de pessoas nas etapas municipais, regionais e estaduais (cerca de 2,5 mil conferências), favoreceu a implementação da nova lei, “pois serviu para colocar o tema de transparência e do acesso à informação na agenda pública”.

A divulgação da lei e a mobilização da sociedade são consideradas estratégicas pelo governo. “Pode ter portal de transparência, dado aberto na internet e conselhos funcionando, mas é fundamental que haja participação. A transparência só vai adquirir potência de modificar [a cultura política do país] na medida em que houver participação social”, acrescenta Pedro Pontual, diretor de Participação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Para o secretário-executivo da CGU, Luiz Navarro, a nova lei é “uma revolução” e a Consocial colaborou com o “processo de amadurecimento” institucional do país e com o exercício dos direitos da cidadania. Entre eles, o direito à informação que todos os Poderes e todas unidades da Federação deverão respeitar. “Quem não estiver preparado vai ter que se preparar”, advertiu ele, antes de ponderar que os avanços de alguns setores do Estado forçarão os demais a avançar também. “Aquilo que for avançando vai ser cobrado no mesmo nível dos três Poderes”.

Ao fim da Consocial, Navarro leu uma mensagem da presidenta Dilma Rousseff. Ela avaliou que o país passou a ter “um novo patamar de participação da sociedade na vida pública, na formulação das políticas públicas e na vigilância sobre a sua execução (…)" e que "essas são condições essenciais para vencermos velhos problemas – na infraestrutura, na saúde, na educação”.

Edição: Vinicius Doria

 

Não é Cachoeira nem Veja, mas são milhares de jovens lutando pra sair na mídia - inclusive de blog que, ao que parece, estão boicotando suas iniciativas. Primeiro perfil foi removido do Face. Alegaçõa: nao era um Fanpage. MAs existem milhares e nada é feito pelo Facebook. PElo visto a censura já chegou ali também.\

Contatos com blogs, mesmo os progressists, tem dado em nada. A velha posiçao da esquerda festiva de que universidade é para quem pode. E, para quem vem de escola ´publica, o subemprego tá bom. MEsmon os blogs progressistas os pedidos foram ignorados. Uma pena. Para onde estes jovens devem pedir ajuda??

 

Corre na internet (twitter e face) intensa campanha para salvar o Pré-VEstibular da UFSC - público e gratuito e  que mais aprova no BRasil. Moviemtno tenta ganhar ajuda de famosos pra sair na grande méidia e influenciar o governador Raimundo Colobo que espera o segundo semestre para assinar o convenio. Até lá, milhares de jovesn de ensino público ficam sem poder fazer um curso que os leva para as universidades públicas de SC. Só em 2011 dos 900 aprovados na UFSC, vindos de escola pública, 641 estudaram no PRé-vestibular da UFSC.

LEiam depoimento de jovens e se manifestem em prol do ensino de boa qualidade.

Oi Luciano, admiro seu trabalho! e queria pedir um favor.. aqui em Santa Catarina, o nosso governador bloqueou a verba do Pré Vestibular da Universidade Federal de Santa Catarina, programa este que ajudava alunos que não tinham condições de pagar um pré-vestibular a se prepararem para o vestibular! Só que este ano com a verba bloqueada, quase cinco mil alunos vão ficar sem preparação para o vestibular.. Eu fui aluna do pré em 2010, fui aprovada no vestibular e com isto tive condições de cursar engenharia na UFSC, assim com vários dos meus colegas, que hoje estão na faculdade graças a este programa.. peço encarecidamente a você que apoie a nossa causa, que nos ajude a fazer com que o governador do estado renove o convenio com o Pré-Vestibular da Ufsc.. aqui esta o site para você conhecer um pouco mais sobre este projeto: http://www.prevestibular.ufsc.br/site2/.. Por favor Luciano, apoie nossa causa, apoie o movimento Salve O Pré-Vestibular da UFSC, para que os catarinenses possam ter um futuro melhor! Orbigada! Jaqueline da Silva

 

O São Paulo "Homofóbico"

Enviado por Tarkus, dom, 20/05/2012 - 20:14

--> Autor:

O São Paulo “Homofóbico”

Recente matéria da Agência Brasil, órgão noticioso do Governo Federal, informou o número de registros de denúncias diárias de violência praticada contra homossexuais.

Interessante essa matéria! Ela simplesmente arrebenta com um mito construído com muita difamação, bairrismo e principalmente mentiras!

São Paulo, Estado com aproximadamente 45 milhões de habitantes detém a fama - na verdade, a má fama -, de Estado homofóbico, ou Estado com maior índice de ocorrências de homofobia.

É interessante e REVELADOR notar que o estudo publicado aqui indica um número de 210 ocorrências de casos de homofobia em SP, enquanto que o Estado do Piauí, com aproximadamente APENAS 3 milhões de habitantes registra 113 ocorrências, o Estado da Bahia com APENAS 15 milhões de habitantes registra 105 ocorrências, o Estado do Rio de Janeiro, com aproximadamente APENAS 16 milhões de habitantes registra 96 ocorrências e Minas Gerais, com aproximadamente APENAS 20 milhões de habitantes registra 105 ocorrências.
Segundo o estudo publicado aqui, São Paulo é o Estado MENOS homofóbico entre os elencados!!!

QUAL É O ESTADO DA FEDERAÇÃO QUE É MAIS HOMOFÓBICO MESMO???

Espero que agora essa injustiça estabelecida em cima de preconceitos, politicalha baixa e mentiras seja reparada!!! Os difamadores devem um pedido de desculpas a São Paulo!!!

E tem mais: A notícia não divulgou os números de todos os Estados, se os números de todos os Estados forem apresentados, tenho certeza que SP cairá mais ainda nesse ranking!!

Quem quiser ler a matéria na íntegra pode acessar o endereço abaixo:
Início--> Brasil registra, em média, 3,4 denúncias de homofobia por dia
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-05-17/brasil-registra-em-media-34-denuncias-de-homofobia-por-dia

E
não é só quanto à homofobia não!! São Paulo é injustamente acusado de ser antinordestino e, eu ainda não vi nenhum estudo sobre isso. Mas com certeza um estudo desses seria extremamente complicado, uma vez que a Capital paulista é a cidade que tem mais nordestinos fora do Nordeste! Além disso 46% de cidadãos entre 30 e 60 anos que residem na região metropolitana da cidade de Sampa são de outros estados. Vejam o gráfico abaixo:

Re: Clipping do dia
 

Este é um blog notadamente antipaulista! Paulistas, não se submetam docilmente a humilhações e manifestações de preconceito!! A internet é enorme.

20/05/201222h02

Médicos de Natal (RN) usam Twitter para denunciar falta de vagas a bebês e crianças em UTIs


Aliny Gama
Do UOL, em Maceió
Local em que os bebês do hospital Januário Cicco, em Natal (RN), estão internados. A imagem foi publicada no Twitter de uma médicaLocal em que os bebês do hospital Januário Cicco, em Natal (RN), estão internados. A imagem foi publicada no Twitter de uma médica

Seis bebês e duas crianças estão à espera de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em hospitais de Natal. O problema foi exposto por médicos plantonistas neste domingo (20) na internet.

Na maternidade Escola Januário Cicco (MEJC), cinco bebês em estado grave estariam recebendo cuidados em uma sala improvisada do centro cirúrgico. Um dos bebês pesa apenas 800 gramas e nasceu de parto prematuro na madrugada deste domingo (20).

Segundo os médicos da Maternidade de Natal, como também é conhecida a MEJC, a unidade está superlotada e há carência de pessoal.

“Deixar bebê prematuro de 800 gramas sem assistência intensiva adequada por falta de leitos de UTI neonatal é criminoso”, criticou, via Twitter, o médico anestesista José Madson Vidal, que esteve de plantão, neste domingo, na unidade. “Até quando a sociedade vai ficar anestesiada, permitindo que, diariamente, bebês agonizem pela desassistência neonatal?”, questionou.

Também no microblog, a pediatra Uelma Medeiros publicou uma foto do local em que os cinco bebês estão internados e lamentou a situação a que pacientes e médicos vêm se submetendo nos últimos meses devido a problemas enfrentados pela saúde pública no Rio Grande do Norte. “Estamos (MEJC) trabalhando há muito acima da nossa capacidade! Ninguém vai se recusar a dar assistência, mas não tem como dar a tanta gente!”, postou a médica.

No site da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), a maternidade Januário Cicco é citada como referência para residência médica e pós-graduação. O texto sobre a maternidade a descreve como “hospital de referência terciária do SUS [Sistema Único de saúde] e funciona como um campo de ensino e aplicação prática para as profissões da área da saúde, cumprindo um meritório trabalho de ensino, pesquisa e atenção à população pobre.”

Leia mais :

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/05/20/medicos...

 

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Que outros médicos sigam o exemplo, assim como todos os profissionais da área de saúde.  Há muito o que denunciar.

 

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