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Clipping do Dia

10. Silêncio de Cachoeira pode mudar rumo de CPI

Temendo que outras testemunhas também fiquem caladas, presidente da comissão vai conversar com relator para que requerimentos sejam apreciados antes – como o de quebra total dos sigilos da construtora Delta

9. Movimentos pró-cotas raciais de São Paulo participam de audiência pública

 

8. Começa primeira eleição presidencial livre na história do Egito

CAIRO, 23 Mai (Reuters) - Os egípcios fizeram fila pacientemente para votar nesta quarta-feira, ansiosos por escolher seu novo líder pela primeira vez numa história que remonta aos faraós. Não há pesquisas confiáveis, mas parece haver uma acirrada .....

7. Europa realiza reunião informal sobre crescimento, mas com foco em ...

Os dirigentes da União Europeia (UE) iniciaram nesta quarta-feira em Bruxelas os debates para explorar maneiras de reativar o crescimento econômico do bloco, informou o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, em uma reunião dominada pelos ...

6. Dilma deve antecipar em um dia do prazo máximo decisão sobre Código Florestal

 

5. TCU aprova, com ressalvas, contas do primeiro ano do governo Dilma - VNews

O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (23), por unanimidade mas com ressalvas, as contas do governo federal em 2011, primeiro ano de gestão da presidente Dilma Rousseff. O relator do processo, ministro José Múcio ...

4. OCDE rebaixa projeções e vê ameaça à recuperação mundial

Os Estados Unidos eo Japão estão liderando uma frágil recuperação econômica entre os países desenvolvidos que ainda pode sair do curso se a zona do euro não conseguir conter a crise de crescimento, afirmou nesta terça-feira a OCDE (Organização para ....

3. STF decide divulgar nomes e salários de ministros e servidores

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem (22) que irá divulgar, nominalmente, salários e vantagens recebidos pelos ministros e os servidores da Corte. Unânime, a decisão foi tomada em reunião administrativa para atender à Lei de Acesso à ...

2. Venício Lima: Jornalistas na CPI, por que não?

Interesse público, democracia e precedentes importantes

1. Google vence Oracle em disputa sobre patentes do Android

Em processo bilionário, Oracle acusava gigante das buscas de usar Java ilegalmente em seu sistema operacional móvel

http://www.cloudnews.com.br


 
 

Mário de Oliveira

 

Pontos de Cultura: agora em toda a América LatinaFonte: www.outraspalavras.net 

Criador de um programa que marcou MinC até 2010, Célio Turino conta como iniciativa, semi-interrompida no Brasil, está contagiando continente

Por Célio Turino*

“Uma notícia está chegando lá do exterior
Não deu no rádio no jornal ou na televisão”

Em minhas centenas de viagens aos Pontos de Cultura pelo interior do Brasil, sempre cantarolava a música “Notícias do Brasil” de Milton Nascimento com letra de Fernando Brant. Queria compartilhar este país que eu tinha oportunidade de ver com meus próprios olhos, um Brasil energizado e compartilhado pelos Pontos de Cultura, com gente criativa e valente, fazendo coisas diferentes na defesa do Bem Comum. De certa forma pude contar essas histórias no meu livro Ponto de Cultura, o Brasil de baixo para cima, tanto que abro o livro fazendo um diálogo com esta música e a história dos meninos e meninas de Araçuaí (Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais) e o presente que deram à sua cidade: um cinema.

Agora, distante há mais de dois anos do ministério da Cultura, me relembro da música e apenas faço uma mudança na letra, trocando “interior” por “exterior”. A vida tem me levado para fora do Brasil. Desde março de 2011, tenho recebido incontáveis convites para conferências e cursos em outros países, sobretudo América Latina, mas também Europa. No período em que estava trabalhando no ministério da Cultura, evitei as viagens oficiais ao exterior, pois tinha consciência de que, naquele momento, minhas responsabilidades estavam em dar conta de meu trabalho para o povo brasileiro, atendendo às milhares de entidades culturais comunitárias do Brasil, e assim fiz.

Agora, sem responsabilidades de governo, posso sair difundindo, não mais um programa governamental, mas teoria, conceitos e experiências que podem e devem ser compartilhadas. Com isso já estamos realizando uma campanha continental pela Cultura Viva Comunitária, que busca assegurar em lei um orçamento mínimo de 0,1% do orçamento público para o “fazer cultural” autônomo e protagonista, potencializando os Pontos de Cultura existentes em cada país. Esta é uma experiência de lei continental, que se estende da Terra Fogo ao Rio Grande (o rio seco que separa o México do estado norte-americano do Texas), unindo 21 países.

Uma primeira percepção com estas viagens: é tudo tão comum! Eu nos vejo quando estou na Guatemala, junto com a Caja Lúdica fundada por um casal de colombianos de Medellin. Neles encontro os tantos casais que diariamente levam adiante seus Pontos de Cultura no Brasil (entre os muitos Pontos de Cultura que conheci, aqui e no exterior, sempre encontro a presença dedicada e cúmplice de casais). Em verdade, a Caja Lúdica de Guatemala, atua como um Pontão de Cultura, articulando, capacitando e difundindo Pontos de Cultura por todo o país e mesmo entre seus vizinhos da América Central.

São 50 pessoas em trabalho diário, vivendo da caixa lúdica, sendo remunerados por ela (não muito, pois sabemos o quanto é dura a vida de quem opta para trabalhar em uma perspectiva do bem comum; mas suficiente para uma vida digna e feliz). Des-silenciam um povo silenciado pelos genocídios recentes (na guerra civil que assolou o país até o final do século XX, há mais de 50 mil desaparecidos e 200 mil mortos em genocídio, isto em um país com pouco mais de 14 milhões de habitantes) e passados (a Guatemala está no centro da civilização Maya), recuperando a medicina tradicional dos povos Maya, seus ritos e histórias; mobilizando jovens e difundindo a cultura paz no país com o segundo maior índice de homicídios do mundo (70 assassinatos para cada 100 mil habitantes – no Brasil a taxa é de 22 por 100 mil); recuperando brincadeiras infantis e ocupando as ruas e praças com teatro, dança e música.

Na Guatemala, eles não contam uma política pública como o Cultura Viva e obtêm recursos financeiros através de acordos de colaboração internacional; mas querem que o estado assuma sua responsabilidade reconhecendo a Cultura como um direito humano inalienável. Em agosto deste ano participei de uma Comparsa (passeata festiva) nas ruas da cidade de Guatemala, a capital; estávamos em mais de 500 manifestantes, gente em perna de pau (lá descobri que a perna de pau era usada pelos Mayas há milênios), com roupas diferentes, máscaras, e muito sorriso no rosto. O que queriam e querem? Pontos de Cultura como base e a Cultura Viva como alavanca para o desenvolvimento sustentável.

Em outro extremo da América, a Argentina, nova manifestação (foi em novembro de 2010, se bem me recordo): El Pueblo Hace Cultura! Igualmente, mais de 500 pessoas nas ruas. Grupos de Teatro do Oprimido se apresentando en las calles (com sotaque bem portenho, em que dois eles formam gê). As avenidas largas de Buenos Aires foram palco de uma linda manifestação com tambores e caminhões artísticos do Calderón Timbal (outro Pontão de Cultura que preenche a periferia da grande Buenos Aires com arte). Juntos, saímos do Congresso Nacional e fomos até a Casa Rosada (palácio presidencial), concentrando-nos na histórica Plaza de Mayo e provando que Crear vale la pena! (mais um Ponto de Cultura). E para lavar a festa, uma chuva de verão, com direito a sol e arco-íris. Na Argentina já há edital do governo para seleção de Pontos de Cultura e projeto de lei no Congresso.

Mais ao norte, no Peru, novas manifestações pela Cultura Viva por una Nueva Lima! O governo da capital já está implantando o programa como estratégia para o desenvolvimento local, e o ministério da Cultura, após a vitória do presidente Ollanta Humalla, definiu os Pontos de Cultura como prioridade; há até um slogan no site do ministério: Punto de Cultura, la identidad en la diversidad! Tudo começou com uma moça peruana que esteve presente na Teia de Fortaleza e que leva o nome de pomba: Paloma; mas hoje já são tantas as pessoas engajadas nas terras incas que nem é possível contá-las. Tudo em tão pouco tempo e já voam como a Cultura Viva que se espalha pelo mundo.

Atravessando os Andes, e regressando à América Central: Costa Rica. Pura Vida! É assim que eles definem a vida por lá, Pura Vida, um país de gente corajosa, que há 60 anos decidiu viver sem forças armadas e priorizar o investimento em cultura e educação. Um pais pequeno, com um povo feliz e educado; eles se autodefinem como “Ticos”, isso porque tem o hábito de se referir a tudo no diminutivo. O ministro da cultura é um músico entre o erudito, o tradicional e o jazz. Há anos sai recolhendo ritmos e sons da cultura popular da América Central, depois compõe em coisas novas com a orquestra da Papaya, pura mistura, como a realizada a partir dos prêmios do Interações Estéticas do Cultura Viva. Há redes de cultura no interior do país, na montanha, no litoral, entre vulcões, na capital. Surpreendam-se! em San Jose (a capital, com 1,5 milhão de habitantes), há vinte teatros com programação regular, de quarta a domingo. Todos querem ser Ponto de Cultura; ou melhor: PunTICOS de Cultura!

Mais ao norte: México. Um país-continente como o Brasil. A terra das cores vibrantes, das mil culturas, das pirâmides e da sabedoria ancestral ameríndia. O ponto de encontro foi a Cidade do México, enorme, e para lá foi gente de todo país. Na divisa com os Estados Unidos, uma cidade assolada pelos cartéis do trafico de drogas e a super exploração da mão de obra em fabricas maquiadoras de produtos importados, Ciudad Juarez, combate o genocídio de mulheres com biblioteca comunitária e ações de leitura e gênero; mais um Ponto de Cultura que já é. Há outros, na periferia da capital, nos estados de Oaxaca, Chiapas, falando em espanhol ou em idiomas indígenas. Além de um enorme interesse das universidades mexicanas por toda a experiência brasileira; na faculdade de economia da UNAM (Universidade Nacional Autônoma do México) a conferencia foi “Economia Viva e Economia Criativa?”, na IberoAmericana, sobre Cultura Digital e na Universidade do Distrito Federal, sobre Cultura e Direitos Humanos. Pura troca, em que fui acompanhado por um Ponto de Cultura do Brasil, o Vídeo nas Aldeias.

Unindo as partes desta América diversa e ensolarada, a Colômbia. Uma surpresa! Eu próprio, acostumado a combater estereótipos e preconceitos, me surpreendi com aquele país. Um povo tão gentil e amável. Como podem viver em meio a tanta violência? Narcotraficantes, contras, guerrilheiros. Como pode? Em sua cultura ancestral, vi uma das mais delicadas metalurgias, só trabalhos em ouro, com imagens de flores, pássaros, macacos, nenhuma arma, nenhuma cena de violência. Enquanto visitava esta bela ourivesaria no Museu do Ouro de Bogotá, comparava com a cultura grega, romana ou dos demais povos europeus ou asiáticos e lembrava das imagens de guerra e destruição, das armas e batalhas aterradoras. Com a arte dos primeiros habitantes do El Dorado (os conquistadores espanhóis supunham que a cidade de ouro estava no território da atual Colômbia) só vi beleza e paz.

Para eles, os Pontos de Cultura têm um significado: desesconder a Colômbia ancestral e religar o presente com a paz. Em Bogotá, há toda uma articulação da prefeitura municipal pela Cultura Viva; em Cali, mais de cem grupos a defender a defender os conceitos da Cultura Viva (autonomia, protagonismo e empoderamento social) e em Medellin, um dos mais instigantes laboratórios de tecnologias sociais no mundo. Uma cidade que se reinventa pela Cultura (5% do orçamento público vai para a pasta da Cultura), que faz lindas bibliotecas em meio a favelas, que estabelece um compromisso cidadão e trata bem ao seu povo; assim estão superando as marcas do narcotráfico e das desigualdades. Mas faltava um ponto a aproximar ainda mais governo e povo, um ponto de potência que só se encontra nas comunidades ativas. Quem fez este ponto e alavanca, foi um Ponto de Cultura que já é, Nuestra Gente, uma casa comunitária em meio à favela, com Jorge Blandon e tantos amigos gentis.

Nuestros hermanos, em todos os países, gente comum a todas as outras que conheci em cada viagem pelo interior do Brasil e agora por nuestra América.

 

Brasil continua sendo um dos maiores produtores de amianto do mundo

Correio do Brasil

 

amianto

Brasil é um dos maiores produtores de amianto, produto é cancerígeno

 

A auditora fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Fernanda Giannasi, afirma que o amianto continua sendo fabricado e comercializado “criminosamente” no Brasil. E que, o lobby pela produção do produto é tão forte que tem até Ações Diretas de Inconstitucionalidades (Adins) contra o veto pela comercialização do produto.

 

Procuradores e magistrados do trabalho – a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e as demais centrais sindicais inclusive – estão pressionando para que a ação de inconstitucionalidade movida contra a lei federal que trata do uso controlado do amianto seja julgado pelo STF até novembro deste ano.

 

A auditora disse, em entrevista à Rádio Brasil Atual, que ao contrário do que os representantes da indústria têm repetido, o efeito cancerígeno do amianto é conhecido desde o início do século passado. O contato com o material pode causar asbestose e câncer de pleura. “O Ministério da Saúde tem um número de mortalidade de 3 mil casos de mesotelioma. O número já começa a preocupar as autoridades de saúde e os que de alguma forma se envolvem nessas discussões”, afirmou.

 

Segundo Fernanda, os projetos para acabar com o uso deste grande mal no Brasil nunca entram em votação. “Nós estamos lutando com um lobby que tem muito dinheiro, que contrata ex-ministros do STF, do STJ, e que usam da sua expertise e do seu poder de influência para que não haja no Brasil uma lei que elimine de vez o uso do amianto na nossa sociedade”, disse a auditora.

 

Erro estratégico

 

O médico e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Rio de Janeiro, Hermano Castro, disse que debater os riscos do amianto em âmbito judicial é um retrocesso. “Um debate desse nível é científico e deve ser travado nos fóruns acadêmicos e não no fórum penal, civil. Não dá para deixar na mão do juiz julgar questões como essa”, afirmou, também à Rádio Brasil Atual.

 

A utilização de tecnologias menos nocivas foi recomendada na convenção 162 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ratificada pelo Brasil em 1991, e no critério de saúde ocupacional e ambiental de 1998 da OMS. Apesar de várias constatações dos riscos à saúde, apenas cinco estados brasileiros (Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Mato Grosso) proíbem a comercialização do amianto. Sessenta e seis países já baniram o uso da fibra, no entanto o Brasil não avançou no banimento total do amianto.

http://correiodobrasil.com.br/brasil-continua-sendo-um-dos-maiores-produ...

 

Demarchi

Nassif!

Seria interessante a discussão do motivo pelo qual os políticos do PSDB e da oposição estão, diariamente, colocando culpa em agentes externos, para qualquer corrupção, atrasos em obras e greves que acontecem dentro de suas administrações.

Ontem, o JOSÉ SERRA culpou o Plano Diretor da Marta pela existência de corrupção na aprovação de obras em São Paulo e culpou a diminuição dos investimentos na construção de novas estações do Metrô no ano passado à licença ambiental.

Hoje, o Governador Geraldo Alckmin disse que a greve no Metrô e na CPTM é causada por "grupelho" com motivação eleitoral. Veja a matéria do TERRA:

Alckmin: greve é causada por 'grupelho' com motivação eleitoral
23 de maio de 2012  08h51  atualizado às 09h04

 

  1. Notícia
  2. Fotos

 Paduardo/Futura Press

Desde as 5h, centenas de pessoas aguardavam nos pontos de ônibus em frente à estação de metrô Corinthians-Itaquera na tentativa de chegar ao trabalho
Foto: Paduardo/Futura Press

Comentar401 

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), cancelou os compromissos que tinha na manhã desta quarta-feira para acompanhar a greve dos trens e Metrô, que causou diversos transtornos hoje na cidade. O congestionamento chegou a mais de 200 km, recorde do ano, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Alckmin disse que a greve foi causada por um "grupelo, com motivação político-eleitoral", conforme o Bom Dia Brasil.

"Os grevistas não ouviram a proposta da juíza, porque deixaram a audiência. É um 'grupelho' radical, com motivação político-eleitoral, que está prejudicando a população trabalhadora de São Paulo. Nós vamos acompanhar junto à Justiça, para que se resolva rapidamente, e estamos 24 horas trabalhando para colocar os trens em circulação", afirmou o governador. Apesar da previsão de paralisação total nas linhas do Metrô na manhã de hoje, as linhas começaram a operar pouco depois do horário normal.


 

Nassif,

Em tempos em que se discute o poder da mídia, segue abaixo um texto (de 2004) que pode servir para instigar o senso crítico (o princípio da 'descrença') dos leitores.

Fonte:
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/seria-einstein-uma-fr...

 

Albert Einstein

 

Seria Einstein uma fraude?
Por Osório Barbosa em 20/07/2004

Por necessidade de serviço (estou escrevendo um romance sobre a história do Direito, onde, para melhor contá-la, senti necessidade de que o personagem viajasse no tempo), como já tinha ouvido falar e lido de relance sobre tal possibilidade, resolvi pesquisar na internet sobre o assunto, mais especificamente sobre a Teoria da Relatividade.

Para minha surpresa, deparei-me com a entrevista de César Lattes, intitulada: "Albert Einstein é uma farsa".

Mas quem é César Lattes?

Fiquei sabendo que é um físico brasileiro que esteve prestes a ganhar, por duas vezes, o Prêmio Nobel de Física, por ter descoberto o méson pi, que é uma partícula integrante do núcleo do átomo. Ela é apontada como uma das principais responsáveis pela integridade do núcleo, impedindo-o de desintegrar-se. Se o núcleo do átomo fosse formado apenas pelas partículas negativa e positiva, ele se desintegrava, me explicou mais tarde o professor da Unicamp.

Depois de ler a entrevista de Lattes, fui ler um livro de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, cujo título é Explicando a Teoria da Relatividade (Ediouro, 1997). Nele está dito:

"A medida do desvio da luz das estrelas ao passar próximo ao Sol.

O primeiro valor do desvio da luz, previsto por Einstein, em 1911, era de 0,875 segundo de arco. (p. 14) Neste intervalo, Einstein, ao rever sua teoria, duplicou a previsão: a deflexão deveria ser de 1,75 segundo de arco, e não de 0.875. A razão desta alteração deve-se ao fato de não ter sido considerada a curvatura de espaço no cálculo anterior, o que só foi possível com a conclusão da teoria da relatividade geral, em 1915.

Analisando a origem das idéias de Einstein, Feuer faz um paralelo com o matemático francês H. Poincaré (1854-1912), que tinha tudo para ser o criador da teoria da relatividade, como se pode deduzir da leitura de seus livros. Todavia, do ponto de vista pessoal, possuía o condicionamento do francês sempre prudente, comprometido com o establishment e os colegiados de professores. A grande diferença entre Poincaré e Einstein seria, segundo Feuer, o não-comprometimento, que o colocava numa posição de observador privilegiado. (p. 22)."

O parágrafo acima consta de uma nota de rodapé!

Resolvi, por intermédio de um conhecido (que tem laços com a Unicamp), tentar localizar o professor Lattes, a fim de ouvir dele se confirmava a entrevista e que me explicasse as razões de sua afirmação a respeito do renomado Einstein.

Meu conhecido me passou o telefone do professor Lattes. Ele me atendeu gentilmente e marcamos uma entrevista. Fui até sua casa em Campinas. Lá, ele não só confirmou a entrevista, como acrescentou outros pontos que não vêm ao caso. Perguntei ao professor Lattes de onde ele tirava tanta convicção para fazer aquelas afirmativas sobre Einstein (uma vez que um colega de trabalho me disse que poderia ser inveja, ou o dizer por dizer, sem provas. É claro que não disse isso ao físico).

Ele, então, me repassou duas fontes de suas afirmações:

1ª) Cópia de uma ata de 1906 onde Poincaré expôs a teoria, num congresso de cientistas, mais precisamente, Sur la dynamique de l’électron, publicado pelo Circolo Matematico di Palermo, t. 21, p. 129-176, em 1906. Se a publicação é de 1906, segundo Lattes, o trabalho de Poincaré é do ano anterior, portanto, de 1905.

Como Einstein apresentou seu trabalho em 1911, ou seja, seis anos após o de Poincaré (fato que é confirmado por Ronaldo Rogério), passei a observar as afirmações de Lattes.

2ª) Cópia do livro História das teorias do éter e da eletricidade, de Sir Edmundo Whittakker R.R.S. (Humanities Press, capítulo I, 1973, Nova York) o qual chega à mesma conclusão de Ronaldo Rogério. Este autor cita, abertamente, Lorentz e Poincaré, como os precursores. Poincaré, por exemplo, em 1900, já apresentava a famosa fórmula: E=mc2.

Diz, especificamente, Whittakker:

"Como foi visto, J. J. Thomson em 1881 chegou ao resultado que um condutor esférico carregado movendo-se em linha reta comporta-se como se tivesse uma quantidade de massa adicional (4/3 c2) vezes a energia de seu campo eletrostático. Em 1900 Poincaré, referindo-se ao fato que no éter livre o momento eletromagnético é (1/c2) vezes o fluxo Poynting de energia, sugeriu que energia eletromagnética pudesse possuir densidade de massa igual a (1/c2) vezes a densidade da energia: o que quer dizer, E= mc2 onde E é energia e m é massa: e ele apontou que se isto fosse assim, então um oscilador Hertz, o qual envia energia eletromagnética preponderantemente em uma direção, deveria recuar como os revólveres fazem quando são disparados. Em 1904 F. Hasenörl (1874-1915) considerou uma caixa oca com paredes perfeitamente reflexivas preenchida com radiação, e descobriu que quando estava em movimento, há uma adição aparente à sua massa, com valor (8/3c2) vezes a energia possuída pela radiação quando a caixa está em repouso: no ano seguinte ele corrigiu isto para (4/3c2) vezes a energia possuída pela radiação quando a caixa está em repouso; quer dizer, ele concordou com a equação E = 3/4mc2 de J. J. Thomson ao invés de com a fórmula E= mc2 de Poincaré. Em 1905 A. Einstein afirmou que quando um corpo está perdendo energia em forma de radiação sua massa é diminuída aproximadamente (isto é, desprezando quantidades da quarta ordem) por (1/c2) vezes a quantidade de energia perdida. Ele apontou que não é essencial que a energia perdida pelo corpo deveria consistir em radiação, e sugeriu a conclusão geral, em concordância com Poincaré, que a massa de um corpo é uma medida do seu conteúdo de energia: se a energia muda por E ergs, a massa muda no mesmo sentido por (E/c2)gramas. No ano seguinte ele alegou que esta lei é a condição necessária e suficiente e que a lei da conservação do movimento do centro de gravidade deveria ser válida para sistemas nos quais processos eletromagnéticos bem como mecânicos estejam ocorrendo.

Em 1908 G. N. Lewis provou, por meio da teoria da pressão radiativa, que um corpo que absorve energia radiante aumenta sua massa de acordo com a equação

dE = c2dm

e afirmou que a massa de um corpo é uma medida direta de sua energia total, de acordo com a equação

E = mc2.

Como vimos, Poincaré havia sugerido esta equação mas não havia praticamente dado prova, enquanto Einstein, que também a sugerira, havia feito prova (a qual, no entanto, foi divulgada somente como aproximada) para um caso particular: Lewis encarou-a como uma equação exata, mas sua prova não era de caráter geral. Lewis, no entanto, apontou que se este princípio é aceito, então na equação de Planck em 1906."

Depois disso, li um artigo do professor Marcelo Gleiser (publicados no caderno Mais!, da Folha de S. Paulo, de 30/5/04), intitulado: "Einstein, ícone da ciência".

Também na Folha (6/6/04) li na coluna do jornalista Luís Nassif que ele aponta o físico César Lattes como "um quase ganhador " do Prêmio Nobel.

As últimas afirmações embaralharam a posição que pretendo adotar!

Então resolvi trocar e-mails com o professor Gleiser, que gentilmente me respondeu. No entanto, apenas contribuiu para aumentar minhas dúvidas.

Enviei a ele os posicionamentos do professor Lattes e o apoio ao seu conhecimento por Nassif, concitando-o: se possível, gostaria que o senhor me explicasse o assunto, uma vez que todos só falam de Einstein como autor da citada teoria.

Recebi a seguinte resposta:

"caro sr., a discussão sobre a autoria da teoria da relatividade passa por altos e baixos. Não existe a menor dúvida que foi Einstein o autor da teoria. O que sabemos é que Lorenz e Poincaré estavam já pensando no assunto e obtiveram algumas das fórmulas que Einstein re-obteve. (Ele não sabia delas). Mas o que faltou a Poincaré e Lorenz foi a interpretação apropriada da teoria. Poincaré estava próximo, mas não existe um trabalho seu que se compare à clareza do de Einstein. Mais ainda, lembre-se que a teoria da relatividade tem 2 partes. O sr. está citando apenas a especial. A teoria geral, que levou à redefinição da gravidade como a curvatura do espaço, é completamente de autoria única do Einstein. abraço, Marcelo Gleiser."

Como a teoria é complicada para a maioria dos mortais, não consegui entender, confrontando a resposta com o disse Whittakker:

** Se não existe a menor dúvida de que foi Einstein o autor da teoria, por que a discussão sobre a autoria passa por altos e baixos?

** Se a famosa fórmula (E= mc2) data de 1900, por que ela é atribuída a Einstein em 1911?

** Re-obteve não significa obter algo já obtido?

** Mas o que faltou a Poincaré e Lorenz foi a interpretação apropriada da teoria; não é contraditório em relação ao que afirma Ronaldo Rogério quando diz: "Poincaré (1854-1912), que tinha tudo para ser o criador da teoria da relatividade, como pode se deduzir da leitura de seus livros. Todavia, do ponto de vista pessoal, possuía o condicionamento do francês sempre prudente, comprometido com o establishment e os colegiados de professores."

** Por fim, segundo Lattes, inexiste diferença entre as chamadas Teoria da Relatividade geral e especial, e que Einstein chegou a confundir: medida com grandeza.

Sei que é complicado para os que entendem a física explicar a neófitos conceitos que somente eles entendem. Muitos o fazem, até, para manter o hermetismo de seus saberes e assim não dividi-los; outros, como era o caso do meu professor de Física do cursinho em Manaus, não sabia mesmo, apenas aprendeu a deduzir umas fórmulas e assim ia ensinando aos candidatos das áreas de humanas no vestibular.

Muitas inquietudes

De qualquer modo, minhas dúvidas continuam sem respostas e, creio, aqueles que escrevem, especialmente em jornais e revistas, têm de ensinar aos seus leitores.

Outro ponto que me leva a um pedido de esclarecimento sobre Einstein é aquele, também trazido por Lattes, segundo o qual:

Einstein, após concitar o presidente americano Roosevelt a construir a bomba atômica, não participou dos trabalhos. Segundo Lattes, porque não sabia.

O contraditório disso é que depois se disse pacifista.

Numa resenha do livro Einstein – o viajante da relatividade na América do Sul (revista Scientific American Brasil, março 2004, p. 96), está dito:

a) "... Einstein, tentando romper com a tradição francesa..." (isso me remeteu a Poincaré);

b) "Nessa época a pesquisa científica na Argentina estava muito à frente do Brasil e o convite a Einstein era evidência disso. Mas lá, como aqui, enfrentou detratores desinformados da relatividade". Esse é um belo argumento de autoridade (detratores desinformados da relatividade). Quem não concorda é detrator e desinformado. Mas seria esse o caso de Lattes, Ronaldo Rogério e Whittakker?

c) "Einstein voltou ao Brasil na tarde de 4 de maio. As gafes não foram poucas nem perdoáveis. Na primeira conferência, no Clube de Engenharia, atulhado de gente, o calor ficou insuportável e as janelas foram abertas. A acústica que não era boa ficou pior, o que, na avaliação de Einstein, levou a uma exposição ininteligível". Isso me recordou do homem que falava javanês.

d) "No Brasil positivista Einstein enfrentou – e obviamente não respondeu – críticas ingênuas e desinformadas de autoridades intelectuais como o jurista Pontes de Miranda". Por que não esclarecer a quem não sabe? Quem critica é sempre ingênuo e desinformado?

e) Diogo Mainardi também resenhou o livro de Alfredo Tiomno Tolmasquim (revista Veja, nº 1.860, de 30/6/04), trazendo a informação de que "a teoria da relatividade ganhou sua primeira confirmação empírica na cidade cearense de Sobral, onde cientistas ingleses fotografaram algumas estrelas num eclipse solar". Essas fotos/provas, dizem, sumiram!

Sobre o ocorrido em Sobral/Ceará/Brasil e a fama de Einstein, veja-se o que disseram Lattes e Marcos Cesar Danhoni Neves, ao Jornal da Unicamp, nº 165, de agosto/2001:

"Danhoni – É essa adesão ao modelo tido como real. Quem fez a fama do Einstein foi o Arthur Eddington (astrônomo e físico inglês, 1882-1944).

Lattes – Esse é um palhaço puro.

Jornal da Unicamp – O Eddington é o inglês...

Danhoni – O Eddington mandou uma equipe para o Brasil em 1919, em Sobral, e outra acompanhou na Guiné os melhores pontos para se observar um eclipse. É só durante um eclipse que você vê as estrelas de fundo e pode comparar se elas estão no mesmo ponto ou se a luz delas está defletida ou não. Só que ele pegou as chapas com desvio acima ou abaixo do previsto por Einstein e desconsiderou. Fez uma análise estatística de erros observacionais e experimentais e aquilo se encaixava dentro do previsto por Einstein. Isso fez a fama de Einstein."

Será que ambos são irrelevantes e tolos?

Tudo isso fez aflorar outras dúvidas:

a) Dizem que a ex-esposa de Einstein (Mileva Maric) era quem fazia os cálculos matemáticos para ele. Após a separação do casal, nada mais foi produzido por ele.

b) Era incapaz de dirigir uma bicicleta, ou melhor, dava umas pedaladas depois de idoso.

c) Sempre se antecipa ou se justifica qualquer possível questionamento sobre o cientista, tanto assim que na Revista da Folha nº 627, de 4/7/04, na matéria intitulada "Escreveu, não leu", p. 9, colhe-se o seguinte:

"... a dislexia foi diagnosticada pela primeira vez em 1896, pelo neurologista inglês Pringle Morgan, que a chamou de cegueira visual."

"Entidade e associações costumam listar famosos supostamente vítimas do distúrbio, como o cientista Albert Einstein..."

A revista, nesse caso, foi crítica ao usar o "supostamente", já que outras dão como fato certo. Se a dislexia foi descoberta em 1896, e tendo Einstein falecido em 1955, teria sido possível que ele tenha se submetido ao diagnóstico? Seria interessante se quem sabe pudesse esclarecer e que não ficasse tudo na base do "é porque é".

Se em 1900, a fórmula já era E= mc2, por que em 1911 E= mc2 passou a ser diferente? Se Einstein não era fraudador, era, então, um plagiador? Por que a imprensa endeusa Einstein e ignora quase que totalmente César Lattes?

Essas, pois, são as inquietudes tolas de mais um bobo.

 

  todo o destaque dado ao enstein , foi para a criação de um mito , por especialistas em criar mitos, e usurpar a inteligência alheia , isto em todas as áreas da ciência ,artes com omusica , literatura , cinema etc , dão destaque a quem eles querem e escondem os outros , QUANDO USA-SE DE TODOS OS MEIOS , SEM DISCUSSÃO SÉRIA , PARA CRIAR MITOS É POR QUE A REALIDADE NÃO CORROBORARIA AO QUE LHE É ATRIBUIDO. (lembro-me de certo pai do real , e outro pai dos genéricos só para comparar )

 

 

 

Por que não liberar todos os salários?

 

06:17, 23/05/2012 Paulo Moreira Leite

Sei que a irritação de boa parte dos cidadãos com a má qualidade dos serviços públicos e a impressão geral (e errada) de que todo servidor não passa de um aproveitador estimula as leis que levaram o governo a divulgar os salários e demais rendimentos de funcionários.

É uma medida de caráter político.

Mas a medida tem uma justificativa, em nome da transparência das despesas do estado.

Só fico espantado quando se diz que quem assume um emprego público deve estar preparado para ter seus ganhos revelados, centavo por centavo, nome a nome.

Fica a sugestão de que os cidadãos que trabalham no setor privado não precisam prestar contas à sociedade.

Por que?

Nos Estados Unidos, divulga-se, todos os anos, os bônus e demais remunerações dos grandes executivos. A última relação mostra que o sucessor de Steve Jobs na Apple levou mais de 200 milhões de dólares para casa.

Qual a função dessa informação?

De um lado, é uma informação necessária a acionistas interessados em controlar ganhos e perdas de seus investimentos. Em última análise, eles definem esse tipo de remuneração. Mas não é uma informação que fica reservada, como um dado confidencial. Está em todos os jornais e revistas, na TV, na internet…

Essa informação também ajuda clientes – e funcionários – a ter uma noção e adequada sobre os compromissos reais de dirigentes que, de uma forma ou de outra, tem uma responsabilidade imensa pelo destino de milhões de famílias, dentro e fora da empresa.

Não custa recordar o papel dessa turma na preparação e desfecho da catástrofe do Lehman Brothers em 2008 e na armação da crise européia a partir dos anos seguintes.

Ficou claro que a economia mundial, que levou um tombo estimado em 20 trilhões de dólares, foi vítima de executivos que realizaram transações marotas e condenáveis com a única finalidade de fazer fortunas pessoais da noite para o dia.

É preciso ser muito ingênuo para falar em “fatalidades do mercado” ou “o capitalismo é assim mesmo”. Os derivativos foram invenções de alto risco, que driblavam a lei muitas vezes e quebraram o patrimônio de famílias que jamais foram alertadas devidamente para os riscos que corriam.

Enganaram autoridades, abusaram de direitos que não possuíam.

Levavam milhões de dólares para casa na mesma reunião em que programavam a destruição do patrimônio de seus clientes.

Como demonstra o Premio Nobel Joseph Stiglitz, os bônus absurdos de nossa época — obtidos no setor privado — estão por trás de boa parte da irresponsabilidade dos homens e mulheres que dirigem grandes corporações. Eles transformaram a economia num cassino, onde o público sempre perde e o dono nunca toma prejuízo — como observa o economista, de vez em quando os estabelecimento da máfia são obrigados a pagar a conta de um cliente muito felizardo.

O raciocínio é que a chance de tornar-se bilionário da noite para o dia e salvar a família por muitas e muitas gerações é irresistível para a maioria das pessoas, o que serve de estímulo para decisões aventureiras e irresponsáveis.

Há outro aspecto relevante nessa discussão. Um executivo que arrocha os vencimentos de funcionários e engorda os próprios rendimentos precisa dar uma explicação muito boa para isso ou então está dando uma demonstração definitiva sobre os compromissos reais da empresa que dirige – e os empregados têm todo direito de saber o que acontece.

Essa transparência teria pelo menos a serventia de substituir os contos de fada dos Erreagás por uma pimenta mais verdadeira de um reality show, não é mesmo?

O interesse público nessa informação é evidente. Ajuda a colocar o debate sobre distribuição de renda no mundo real e não naquele universo árido e impenetrável de estatísticas genéricas demais para ter algum significado.

 

 

 

Por que não liberar todos os salários?

 

06:17, 23/05/2012 Paulo Moreira Leite

Sei que a irritação de boa parte dos cidadãos com a má qualidade dos serviços públicos e a impressão geral (e errada) de que todo servidor não passa de um aproveitador estimula as leis que levaram o governo a divulgar os salários e demais rendimentos de funcionários.

É uma medida de caráter político.

Mas a medida tem uma justificativa, em nome da transparência das despesas do estado.

Só fico espantado quando se diz que quem assume um emprego público deve estar preparado para ter seus ganhos revelados, centavo por centavo, nome a nome.

Fica a sugestão de que os cidadãos que trabalham no setor privado não precisam prestar contas à sociedade.

Por que?

Nos Estados Unidos, divulga-se, todos os anos, os bônus e demais remunerações dos grandes executivos. A última relação mostra que o sucessor de Steve Jobs na Apple levou mais de 200 milhões de dólares para casa.

Qual a função dessa informação?

De um lado, é uma informação necessária a acionistas interessados em controlar ganhos e perdas de seus investimentos. Em última análise, eles definem esse tipo de remuneração. Mas não é uma informação que fica reservada, como um dado confidencial. Está em todos os jornais e revistas, na TV, na internet…

Essa informação também ajuda clientes – e funcionários – a ter uma noção e adequada sobre os compromissos reais de dirigentes que, de uma forma ou de outra, tem uma responsabilidade imensa pelo destino de milhões de famílias, dentro e fora da empresa.

Não custa recordar o papel dessa turma na preparação e desfecho da catástrofe do Lehman Brothers em 2008 e na armação da crise européia a partir dos anos seguintes.

Ficou claro que a economia mundial, que levou um tombo estimado em 20 trilhões de dólares, foi vítima de executivos que realizaram transações marotas e condenáveis com a única finalidade de fazer fortunas pessoais da noite para o dia.

É preciso ser muito ingênuo para falar em “fatalidades do mercado” ou “o capitalismo é assim mesmo”. Os derivativos foram invenções de alto risco, que driblavam a lei muitas vezes e quebraram o patrimônio de famílias que jamais foram alertadas devidamente para os riscos que corriam.

Enganaram autoridades, abusaram de direitos que não possuíam.

Levavam milhões de dólares para casa na mesma reunião em que programavam a destruição do patrimônio de seus clientes.

Como demonstra o Premio Nobel Joseph Stiglitz, os bônus absurdos de nossa época — obtidos no setor privado — estão por trás de boa parte da irresponsabilidade dos homens e mulheres que dirigem grandes corporações. Eles transformaram a economia num cassino, onde o público sempre perde e o dono nunca toma prejuízo — como observa o economista, de vez em quando os estabelecimento da máfia são obrigados a pagar a conta de um cliente muito felizardo.

O raciocínio é que a chance de tornar-se bilionário da noite para o dia e salvar a família por muitas e muitas gerações é irresistível para a maioria das pessoas, o que serve de estímulo para decisões aventureiras e irresponsáveis.

Há outro aspecto relevante nessa discussão. Um executivo que arrocha os vencimentos de funcionários e engorda os próprios rendimentos precisa dar uma explicação muito boa para isso ou então está dando uma demonstração definitiva sobre os compromissos reais da empresa que dirige – e os empregados têm todo direito de saber o que acontece.

Essa transparência teria pelo menos a serventia de substituir os contos de fada dos Erreagás por uma pimenta mais verdadeira de um reality show, não é mesmo?

O interesse público nessa informação é evidente. Ajuda a colocar o debate sobre distribuição de renda no mundo real e não naquele universo árido e impenetrável de estatísticas genéricas demais para ter algum significado.

 

do techtudo.com.br

Robert Moog é homenageado por Doodle do Google

 Por Ricardo Fraga

Google+ está comemorando, nesta quarta-feira (23/05), os 78 anos do nascimento deRobert Moog com um Doodle animado. Tido como pai do sintetizador, Moog fundou a empresa Moog Music Inc. com o objetivo de produzir sintetizadores utilizados por grandes artistas americanos.

Re: Clipping do dia
 

Mais uma contra os pobres dos Bancos!!

 

http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default.jsp?uf=2&local=18&section...

 

Tribunal de Justiça de SC determina que bancos devem cobrir cheques sem fundos de clientesPara o TJ, ao oferecer a modalidade de pagamento a pessoas com saldo insuficiente, instituições financeiras estão descumprindo a lei

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina definiu que os bancos são obrigados a cobrir cheques sem fundos emitidos pelos clientes. No entendimento do relator, o desembargador Fernando Carioni, ao oferecer a modalidade de pagamento ao correntista que não tem saldo suficiente, o banco descumpre a lei. Isso porque permite que o cliente possa causar prejuízo a outras pessoas. À decisão cabe recurso.

 

Carioni se baseou no Código de Defesa do Consumidor ao tomar a decisão. Para o desembargador, há uma relação de consumo entre bancos, clientes e terceiros prejudicados pela falta de crédito. O TJSC determinou ainda que, mesmo que o banco assuma a cobertura do cheque sem fundo, pode cobrar do correntista o prejuízo.

 

"Não há nenhuma dúvida de que a devolução de cheques sem provisão de fundos decorre da falha da prestação do serviço das instituições financeiras, pois os correntistas somente podem fazer uso desse título de crédito após autorizados por seu banco, que, antes, deve fazer cumprir todas as normas regulamentares relativas à conta-corrente", afirmou o relator na decisão.

DIÁRIO CATARINENSE

 

Do Publico.pt

Leilão em Lisboa

Escritor brasileiro arremata secretária e máquina de escrever de Pessoa por 80 mil euros

23.05.2012 - 00:57 Por Cláudia Carvalho

 As peças foram vendidas muito acima das estimativas mais altasAs peças foram vendidas muito acima das estimativas mais altas (Nuno Ferreira Santos)Quase 80 anos depois, a secretária e a máquina de escrever em que Fernando Pessoa trabalhou em 1934 e durante quatro anos, quando era empregado da Sociedade Portuguesa de Explosivos, deixaram de ser objectos de trabalho e passaram a ser adorados pela sua história. História essa que foi comprada pelo advogado e escritor brasileiro José Paulo Cavalcanti Filho que, nesta terça-feira à noite, comprou as duas peças no leilão de antiguidades, objectos e arte moderna e contemporânea da leiloeira World Legend, em Lisboa.

O leilão foi anunciado na semana passada e, a avaliar pelas cerca de 30 pessoas na sala, parece ter despertado a atenção dos interessados na vida e obra do escritor português. Se o leilão começou calmamente com as primeiras peças a serem leiloadas rapidamente e sem grandes disputas, no fim quando à praça foram obras de Paula Rego, seguidas então pela máquina de escrever e a secretária, foram várias as licitações. Notou-se que os últimos objectos eram os mais desejados, tendo superado em muito as estimativas da leiloeira.

Quanto ao lote 196, Clara Ferreira Marques, directora da leiloeira e que conduziu o leilão, disse finalmente ter chegado o momento mais esperado da noite, sentiu-se a agitação na sala. A máquina de escrever, da marca Royal, em que Fernando Pessoa terá escrito mais do que apenas o seu trabalho – como disse ao PÚBLICO Clara Ferreira Marques –, foi à praça por 3000 euros e acabou arrematada por 22 mil euros, muito acima da estimativa mais alta da leiloeira que apontava para os 5000 euros. A disputa foi renhida mas José Paulo Cavalcanti Filho, que não esteve na sala mas acompanhou o leilão por telefone, acabou por ganhar.

O mesmo aconteceu à secretária em mogno, com tampo de esteira, quatro gavetas de cada um dos lados, o interior forrado a pele verde e com diversos compartimentos. A peça foi à praça por 10.000 euros e foi vendida por 58 mil. A disputa foi novamente entre José Paulo Cavalcanti Filho e António Abreu de Guimarães, um particular que apenas foi ao leilão por causa destas duas peças e que desistiu quando percebeu que o brasileiro não o ia fazer.

Com o acréscimo da comissão da leiloeira e do IVA, o preço final das peças ficou a 26,059 euros a máquina de escrever e 68,701 euros a secretária.

“Eu não frequento muito isto mas vim aqui de propósito só para aquelas duas peças”, disse ao PÚBLICO António Abreu de Guimarães no fim do leilão, explicando que já esperava que a compra fosse difícil. "Tinha a percepção de que haveria dificuldades porque soube que tinha havido muitas consultas e interesse antes do leilão”, continuou António, que apenas queria as peças para ter em casa e “de vez em quando olhar para elas e mostrar à família”. “É por ser de quem é, Fernando Pessoa.”

Já os representantes de José Paulo Cavalcanti Filho, que recentemente editou o livro “Fernando Pessoa - Uma Quase Biografia”, não quiseram falar sobre os interesses do escritor mas destacaram: “Ele é um pessoano”. Um pessoano que comprou as estrelas do leilão.

Mais do que meros objectos de trabalho, estas duas peças carregam o peso da história de terem pertencido a um dos maiores autores portugueses.

A secretária e a máquina foram utilizadas por Fernando Pessoa quando trabalhou na Sociedade Portuguesa de Explosivos, no Largo do Corpo Santo, n.º28, na esquina com a Rua do Arsenal, em Lisboa, mas não fizeram parte do seu espólio.

Como contou Clara Ferreira Marques, as peças faziam parte da família do proprietário da empresa para a qual Fernando Pessoa trabalhou e terão passado de geração em geração. “O neto do primeiro dono do escritório sempre ouviu estas histórias. Aliás esta família acabou por acompanhar Fernando Pessoa nos seus momentos mais difíceis.”

Tanto a secretária como a máquina de escrever integraram a exposição dos 120 anos do nascimento de Fernando Pessoa, em 2008, organizada pela empresa de advogados ABBC e pela editora Assírio & Alvim.

Outro dos destaques do leilão foi um desenho a lápis sobre papel, assinado e autografado por Paula Rego. O desenho, “Emília”, foi à praça por 2500 euros e foi arrematado por 5400 euros. A estimativa mais alta da leiloeira apontava para os 4000 euros.

Notícia corrigida e actualizada às 12h35, acrescentados os valores finais das peças e corrigida a informação da exposição dos 120 do nascimento de Pessoa

 

Do Publico.pt

Leilão em Lisboa

Escritor brasileiro arremata secretária e máquina de escrever de Pessoa por 80 mil euros

23.05.2012 - 00:57 Por Cláudia Carvalho

 As peças foram vendidas muito acima das estimativas mais altasAs peças foram vendidas muito acima das estimativas mais altas (Nuno Ferreira Santos)Quase 80 anos depois, a secretária e a máquina de escrever em que Fernando Pessoa trabalhou em 1934 e durante quatro anos, quando era empregado da Sociedade Portuguesa de Explosivos, deixaram de ser objectos de trabalho e passaram a ser adorados pela sua história. História essa que foi comprada pelo advogado e escritor brasileiro José Paulo Cavalcanti Filho que, nesta terça-feira à noite, comprou as duas peças no leilão de antiguidades, objectos e arte moderna e contemporânea da leiloeira World Legend, em Lisboa.

O leilão foi anunciado na semana passada e, a avaliar pelas cerca de 30 pessoas na sala, parece ter despertado a atenção dos interessados na vida e obra do escritor português. Se o leilão começou calmamente com as primeiras peças a serem leiloadas rapidamente e sem grandes disputas, no fim quando à praça foram obras de Paula Rego, seguidas então pela máquina de escrever e a secretária, foram várias as licitações. Notou-se que os últimos objectos eram os mais desejados, tendo superado em muito as estimativas da leiloeira.

Quanto ao lote 196, Clara Ferreira Marques, directora da leiloeira e que conduziu o leilão, disse finalmente ter chegado o momento mais esperado da noite, sentiu-se a agitação na sala. A máquina de escrever, da marca Royal, em que Fernando Pessoa terá escrito mais do que apenas o seu trabalho – como disse ao PÚBLICO Clara Ferreira Marques –, foi à praça por 3000 euros e acabou arrematada por 22 mil euros, muito acima da estimativa mais alta da leiloeira que apontava para os 5000 euros. A disputa foi renhida mas José Paulo Cavalcanti Filho, que não esteve na sala mas acompanhou o leilão por telefone, acabou por ganhar.

O mesmo aconteceu à secretária em mogno, com tampo de esteira, quatro gavetas de cada um dos lados, o interior forrado a pele verde e com diversos compartimentos. A peça foi à praça por 10.000 euros e foi vendida por 58 mil. A disputa foi novamente entre José Paulo Cavalcanti Filho e António Abreu de Guimarães, um particular que apenas foi ao leilão por causa destas duas peças e que desistiu quando percebeu que o brasileiro não o ia fazer.

Com o acréscimo da comissão da leiloeira e do IVA, o preço final das peças ficou a 26,059 euros a máquina de escrever e 68,701 euros a secretária.

“Eu não frequento muito isto mas vim aqui de propósito só para aquelas duas peças”, disse ao PÚBLICO António Abreu de Guimarães no fim do leilão, explicando que já esperava que a compra fosse difícil. "Tinha a percepção de que haveria dificuldades porque soube que tinha havido muitas consultas e interesse antes do leilão”, continuou António, que apenas queria as peças para ter em casa e “de vez em quando olhar para elas e mostrar à família”. “É por ser de quem é, Fernando Pessoa.”

Já os representantes de José Paulo Cavalcanti Filho, que recentemente editou o livro “Fernando Pessoa - Uma Quase Biografia”, não quiseram falar sobre os interesses do escritor mas destacaram: “Ele é um pessoano”. Um pessoano que comprou as estrelas do leilão.

Mais do que meros objectos de trabalho, estas duas peças carregam o peso da história de terem pertencido a um dos maiores autores portugueses.

A secretária e a máquina foram utilizadas por Fernando Pessoa quando trabalhou na Sociedade Portuguesa de Explosivos, no Largo do Corpo Santo, n.º28, na esquina com a Rua do Arsenal, em Lisboa, mas não fizeram parte do seu espólio.

Como contou Clara Ferreira Marques, as peças faziam parte da família do proprietário da empresa para a qual Fernando Pessoa trabalhou e terão passado de geração em geração. “O neto do primeiro dono do escritório sempre ouviu estas histórias. Aliás esta família acabou por acompanhar Fernando Pessoa nos seus momentos mais difíceis.”

Tanto a secretária como a máquina de escrever integraram a exposição dos 120 anos do nascimento de Fernando Pessoa, em 2008, organizada pela empresa de advogados ABBC e pela editora Assírio & Alvim.

Outro dos destaques do leilão foi um desenho a lápis sobre papel, assinado e autografado por Paula Rego. O desenho, “Emília”, foi à praça por 2500 euros e foi arrematado por 5400 euros. A estimativa mais alta da leiloeira apontava para os 4000 euros.

Notícia corrigida e actualizada às 12h35, acrescentados os valores finais das peças e corrigida a informação da exposição dos 120 do nascimento de Pessoa

 

Da Agência Brasil

Cineasta brasileiro é aplaudido de pé em Cannes, na França23/05/2012 - 7h45

Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O cineasta brasileiros Nelson Pereira dos Santos, de 84 anos, foi aplaudido ontem (22) de pé pela plateia após a exibição do filme, dirigido por ele, A Música Segundo Tom Jobim, no Festival de Cannes, na França. A homenagem a Santos ocorreu no momento em que o Brasil foi escolhido pela direção do festival como convidado de honra desta edição. O filme foi feito em parceria com Dora Jobim, neta de Tom.

O documentário foi apresentado por Thierry Fremaux, um dos diretores do festival, que teceu uma série de elogios ao cineasta brasileiro. Fremaux lembrou que Santos foi um dos precursores do Cinema Novo. A homenagem a Santos foi acompanhada por vários cineastas, como Cacá Diegues, que preside o júri do Camera d’Or em Cannes, e Karim Ainouz, diretor do filme Madame Satã.

Dora, neta de Tom, disse que a maior dificuldade foi reunir as imagens. "Muita coisa nós só tínhamos no arquivo da família. Foi difícil selecionar. A ideia era que a música conduzisse a história", acrescentou.

Música Segundo Tom Jobim, documentário de Santos, conta em uma hora a trajetória do artista por meio de suas composições. Não há palavras, diálogos e depoimentos. O fio condutor do filme é a melodia dos clássicos de Tom Jobim. Ao longo do filme, as composições de Tom são tocadas por ele, Chico Buarque, Gal Costa,  Ella Fitzgerald e Diana Krall, entre outros.

Nas cenas do filme, há imagens com fotos, partituras, cartões postais, capas de discos e outros objetos que reconstituem a trajetória de Tom. O filme foi escolhido pela direção do festival para a sessão especial de ontem, mas a homenagem ao Brasil acaba apenas hoje (23) com uma grande festa no espaço Agora, na Croisette, uma das avenidas mais famosas de Cannes.

Dois filmes brasileiros também serão exibidos no Festival Cannes Classics, nesta edição. São eles Xica da Silva, de Cacá Diegues, e Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho. O filme Na Estrada, de Walter Salles, será exibido hoje e disputa a Palma de Ouro. O filme de Salles é considerado, segundo especialistas, um dos favoritos. A última vez que o Brasil ganhou o prêmio foi em 1962, com o filme O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte.

*Com informações da emissora pública de rádio da França, RFI//Edição: Graça Adjuto

 

Gilberto .    @Gil17

Da Agência Brasil

Trabalhadores comemoram aprovação da PEC do Trabalho Escravo e ruralistas querem mudanças no Senado22/05/2012 - 21h28

Iolando lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Trabalho Escravo, hoje (22), em segundo turno, repercutiu bem entre a maioria dos deputados, dos trabalhadores rurais e dos defensores dos direitos humanos. Para o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Marco Maia (PT-RS), a aprovação da PEC é uma demonstração de que o Parlamento não concorda com o trabalho escravo.

“O importante é a demonstração que o Parlamento passou ao Brasil que não é mais possível que convivamos com situação análoga ao trabalho escravo. Foram nove anos entre a votação do primeiro e do segundo turno da PEC”, disse Marco Maia. Ele informou que irá trabalhar para que a comissão formada por cinco deputados e cinco senadores, depois de acordo entre as duas Casas, produzam um texto a ser votado pelo Senado “diferenciando aquilo que é trabalho escravo e aquilo que é desrespeito à legislação trabalhista”.

“Precisamos ajustar melhor a legislação, inclusive, para estabelecer prazos, definir quem tem o poder de julgar as situações onde for necessária a desapropriação de terras em função de trabalho escravo”, disse o presidente da Câmara. Segundo ele, a intenção do acordo firmado com o Senado “é fazer um texto estabelecendo a diferença entre trabalho escravo e desrespeito à legislação trabalhista”.

Mas a avaliação positiva da PEC não foi unânime. Para o vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS), o que foi aprovado hoje “é o arbítrio dos fiscais”. Ele disse que os agricultores não concordam com o trabalho escravo, mas que votou contra a PEC porque não foram corrigidas as distorções nela existentes. “Tentamos, exaustivamente, um acordo até a hora da votação para uma proposta que alterasse o Código Penal, uma vez que essas questões constantes da PEC são trabalhistas e não de trabalho escravo. O assunto é puramente trabalhista. Esperamos que o Senado faça as correções que não conseguimos fazer aqui”.

A votação da PEC foi acompanhada por dezenas de representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e de outras entidades de trabalhadores favoráveis à aprovação da proposta. “É uma vitória histórica para os trabalhadores do campo”, disse a diretora da Contag, Alessandra Lunas.

O texto da PEC que será enviado ao Senado estabelece que as propriedades rurais e urbanas onde forem encontradas culturas ilegais de plantas psicotrópicas ou a exploração de trabalho escravo serão expropriadas e destinadas à reforma agrária e a programas de habitação popular, sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei.

A PEC também estabelece que todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico de entorpecentes e drogas afins e da exploração de trabalho escravo será confiscado e reverterá a fundo especial com destinação específica.

Edição: Lana Cristina

 

Gilberto .    @Gil17

Do Estado

‘Estado’ lança acervo completo nesta quarta na internet


Um dos mais ricos arquivos jornalísticos do País, com 2,4 milhões de páginas publicadas desde 1875, ganha versão digital  22 de maio de 2012 | 22h 50 


SÃO PAULO - O Estado lança hoje na internet a coleção completa de 137 anos do jornal com 2,4 milhões de páginas. A cerimônia de lançamento, no auditório do Ibirapuera, com apresentação do cantor e ex-ministro Gilberto Gil, será transmitida ao vivo no portal estadão.com.br.

Entre os convidados estão os ministros da Cultura, Ana de Hollanda; da Educação, Aloizio Mercadante; dos Esportes, Aldo Rebelo; o governador Geraldo Alckmin e o prefeito Gilberto Kassab, além de empresários, historiadores e vários artistas. A história do jornal será mostrada em uma apresentação multimídia, com destaque para os grandes acontecimentos que marcaram a cobertura jornalística desde os tempos do Império.

Ao longo da sua existência, o jornal acompanhou duas viradas de milênio, duas guerras mundiais e centenas de outros conflitos nacionais e internacionais, noticiou seis reformas constitucionais e nove trocas de moeda. No campo esportivo, o jornal registrou 19 copas mundiais de futebol.

No período republicano, enfrentou a ditadura do Estado Novo, a redemocratização e outra ditadura a partir de 1964. O portal do acervo na internet vai mostrar aos leitores mais de mil páginas censuradas pela ditadura militar, permitindo a comparação entre os textos originais e as páginas como foram publicadas, com versos de Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões.

Entre os destaques do acervo do Estado estão as páginas do escritor Euclides da Cunha, enviado pelo diretor do jornal, Julio Mesquita, para cobrir a revolta de Canudos. A série de reportagens deu origem, em 1902, ao livro Os Sertões, um clássico da literatura mundial. O livro narra como o Exército enfrentou os seguidores de Antônio Conselheiro, que resistiam à Proclamação da República. Euclides partiu de São Paulo no dia 1.º de agosto de 1897. Dono de um texto notável, o escritor apresenta não apenas aspectos físicos da região como analisa as estratégias do levante.

Outro acontecimento histórico noticiado nas páginas do Estado é a Abolição da Escravatura. No arquivo digital, será possível ler o conteúdo do editorial "Glória à Pátria", publicado no dia 13 de maio de 1888, no qual o jornal, então com 13 anos de existência, saúda o decreto da Abolição como o início de novos tempos no País.

O texto da época exalta o trabalho abolicionista de Américo de Campos e de Luís Gama, baiano, filho de escrava com branco português, vendido ainda criança em Salvador, que, em São Paulo, conquistou a liberdade e se transformou em um dos principais ativistas da abolição.

Modo de vida. Nas páginas da primeira década de vida do jornal, agora digitalizadas e oferecidas no site do acervo, é possível encontrar detalhes do modo de vida da época nos tempos do Império, fortemente marcado pela escravidão. Na seção de anúncios, donos de negros escravizados ofereciam recompensa para quem capturasse os escravos fugidos.

Lembrada como um dos principais acontecimentos do ano de 1875 na cronologia da obra maior de Joaquim Nabuco, Um Estadista do Império (Topbooks), a circulação do jornal é destaque no quadro de fatos contemporâneos citados na publicação.

Na obra, Nabuco, outro abolicionista convicto, descreve a história de seu tempo com base na atuação do pai, Nabuco de Araújo, conselheiro do imperador e figura central na campanha da legalidade no fim da escravidão.

Em um quadro na página 1.340, Um Estadista do Império destaca, além do nascimento do jornal, a falência dos bancos Mauá e Nacional como acontecimentos relevantes no País.

Nascido na Rua de Palácio, 14, em uma São Paulo que já vivia o crescimento com base em uma economia agrícola, o jornal apresenta no primeiro texto da edição número 1 outra marca que nortearia o futura da publicação - a defesa da liberdade de imprensa -, preceito que seria obrigado a enfrentar pelo caminho em pelo menos dois momentos cruciais no século 20: na ditadura de Getúlio Vargas e, mais recentemente, durante o governo militar dos anos 60 e 70.

"Não sendo orgam de partido algum nem estando em seus intuitos advogar os interesses de qualquer d'elles, e por isso mesmo collocando-se em posição de escapar ás imposições do governo, ás paixões partidarias e ás seduções inherentes aos que aspiram ao poder e seus proventos, conta a Província de São Paulo fazer da sua independencia o apanagio de sua força e a medida da severa moderação, sisudez, franqueza, lealdade e criterio em que fundará o salutar prestigio a que destina-se a imprensa livre e consciente", diz o texto.

 

Gilberto .    @Gil17

Do Estado

Discussão de bar deixa universitária morta e angolanos feridos no BrásApós ofender africanos, chamando-os de 'macacos', desconhecido voltou de carro e atirou23 de maio de 2012 | 5h 11Pedro da Rocha, do estadão.com.br

SÃO PAULO - Uma discussão de bar na Rua Cavalheiro, no Brás, região central de São Paulo, terminou com uma universitária angolana morta e três outros angolanos feridos na noite de terça-feira, 22. Até as 3h30 ninguém havia sido preso.

Segundo testemunhas contaram à polícia, os angolanos estavam bebendo em um bar, no número 80 da rua, quando dois outros clientes, brasileiros, teriam xingado o grupo, com termos como "macacos". Houve uma discussão e os brasileiros foram embora.

Cerca de 20 minutos depois, um dos brasileiros voltou, em um Golf prata, desceu do veículo e atirou contra o grupo de angolanos. Zumira de Souza Borges Cardoso, de 26 anos, estudante de engenharia na Uninove, foi atingida e morreu no local. Celina Bento Mendonça, de 34, grávida de cerca de oito meses, acabou ferida por pelo menos dois tiros, um deles na barriga. Gaspar Armando Mateus, de 27, foi baleado na perna.

Renovaldo Manoel Capenda, de 32, também foi atingido. Celina e Gaspar foram socorridos no Hospital João XXIII, na Barra Funda, e Renovaldo no Hospital Vergueiro, região centro-sul. O caso foi registrado no 8º Distrito Policial (DP), do Brás/Belém. O atirador ainda não foi identificado pela polícia.

 

Gilberto .    @Gil17

Do Estado

'Qualquer fala de Cachoeira seria perigosa', afirma Márcio Thomaz BastosAdvogado diz que atitude do contraventor de permanecer calado não caracterizou afronta à CPI22 de maio de 2012 | 23h 24Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - Advogado de defesa do contraventor Carlinhos Cachoeira, o criminalista Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, avalia que o silêncio que marcou a audiência desta terça-feira, 22, não caracterizou afronta à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as relações de seu cliente com políticos e autoridades. “É direito constitucional”, resume.

Veja também:
link STJ nega liberdade a Cachoeira
link Cachoeira vai à CPI, mas fica calado

Pouco depois de deixar o Congresso, Thomaz Bastos falou sobre a sessão no âmbito político. Segundo ele, são “três os requisitos” para que Cachoeira possa responder às indagações da CPI - um desses requisitos, ele diz, é aguardar julgamento do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região de uma demanda em que a defesa põe em xeque a legalidade dos grampos da Polícia Federal feitas no curso da Operação Monte Carlo. Enquanto isso, Cachoeira continua preso.

Qual a sua avaliação da audiência?

Eu entendo que tudo transcorreu como esperado, ele (Carlinhos Cachoeira) não ia falar mesmo. Estava anunciado. Enquanto a gente não tiver analisado a íntegra de todos os autos da investigação não dá para ele falar.

O que a defesa quer?

São três requisitos. Primeiro, temos de analisar os documentos, é muita coisa, agora vai chegando ao fim. Outra coisa: tem um habeas corpus que impetramos no Tribunal Regional Federal da 1.ª Região, questionando a legalidade das interceptações telefônicas (da Operação Monte Carlo). O terceiro obstáculo, talvez o mais importante, é que está marcada para o próximo dia 31 audiência (de Cachoeira) na Justiça (em Goiânia), audiência de instrução, debate e julgamento.

Antes disso ele não fala?

Antes disso, qualquer fala dele (Cachoeira) seria perigosa. Por isso eu acho que a comissão entendeu perfeitamente. (Cachoeira) Manteve o silêncio, um silêncio respeitoso, e a coisa correu bem.

Ele não afrontou a CPI ao permanecer calado?

De jeito nenhum. (O silêncio) não caracteriza (afronta). É direito constitucional. Inclusive, o ministro Celso de Mello (do Supremo Tribunal Federal), na decisão proferida ontem (segunda-feira) expressamente fez uma ressalva de que ele tem esse direito, o sujeito que é investigado tem esse direito de não falar. Ele (Cachoeira) não prestou o compromisso e o próprio presidente (da CPI) achou que não era o caso. (Cachoeira) Calou-se.

Não foi constrangedor?

Em nenhum momento, em nenhum momento. Ao contrário, foi uma coisa respeitosa. Correu tudo muito bem.

O próximo passo?

Estamos trabalhando para obter a liberdade dele (Cachoeira). É para isso que estamos trabalhando.

 

Gilberto .    @Gil17

Da Folha23/05/2012 - 07h29Com greve do metrô, São Paulo tem trânsito acima da média

DE SÃO PAULO

Com a greve no metrô e na CPTM, a cidade de São Paulo tinha trânsito acima da média por volta das 7h20 desta quarta-feira. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), eram 112 km de filas, o que representa 12,9% dos 868 km de vias monitoradas. A média do horário é de apenas 5,8%.

O rodízio de veículos está suspenso na cidade. Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, continuam valendo normalmente as restrições a caminhões e aos ônibus fretados. O sistema de estacionamento Zona Azul também está mantido.

A pior via era a marginal Pinheiros, com 10,7 km de lentidão na pista expressa, sentido Castello, desde a ponte Transamérica até a ponte Cidade Universitária. Já na pista local, havia mais 10 km de filas, também no sentido Castello, entre a Transamérica e a ponte Eusébio Matoso.

Segundo a CET, houve ainda um tombamento de caminhão na altura da ponte Bernardo Goldfarb, no sentido Castello. Com isso, duas faixas da pista expressa estão interditadas e o motorista deve optar pela pista local.

Outras vias com longos trechos de congestionamento era a Radial Leste (sentido centro), a avenida dos Bandeirantes (sentido marginal) e a marginal Tietê (sentido Castello Branco).

23/05/2012 - 07h08Greve deixa operação parcial no metrô de SP; linhas da CPTM param

A greve dos metroviários, iniciada à 0h desta quarta-feira, faz com que as linhas 1-azul, 2-verde e 3-vermelha do metrô de São Paulo operem parcialmente. As linhas 5-lilás e 4-amarela ocorrem normalmente.

Segundo o Metrô, a linha 1-azul opera entre as estações Ana Rosa e Luz, a linha 2-verde opera entre a Ana Rosa e Clínicas, e a linha 3-vermelha funciona entre as estações Bresser-Mooca e Santa Cecília.

As operações em todos esses trechos começou atrasado em decorrência da greve. A operação está sendo realizada com funcionários que não aderiram à greve e com seu quadro administrativo que auxilia nas estações e bilheterias.

Os metroviários decidiram entrar em greve na noite de ontem após audiência realizada com mediação da Justiça do Trabalho. Segundo o sindicato da categoria, cerca de 2.000 pessoas votaram pela greve. O Metrô ofereceu aumento real de 1,5% e 4,15% de correção, enquanto os funcionários pedem 5,37% de correção e 14,99% de aumento real.

Após a audiência no TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região), a desembargadora Anélia Li Chum decidiu que os funcionários devem manter 100% do efetivo nos horários de pico (das 5h às 9h e das 17h às 20h) e 85% nos demais horários --decisão que não será cumprida, segundo o sindicato.

Em caso de descumprimento, o sindicato terá que pagar multa diária de R$ 100 mil.

CPTM

As linhas 11-coral e 12-safira da CPTM também estão paradas nesta quarta-feira. As duas linhas ligam o centro de São Paulo a cidades da região metropolitana, passando pela zona leste. A categoria quer reajuste salarial superiores a 6,17% --valor oferecido pela CPTM-- e o aumento no vale refeição, entre outros pontos.

Com a paralisação, a SPTrans acionou o Paese, com ônibus extrar para atender os passageiros dessas linhas. Para atender a linha 1-coral há 30 ônibus operando entre as estações Brás e Guaianases. Já na linha 12-safira, há 30 ônibus entre o Brás e o Itaim Paulista.

Os funcionários das linhas 8-diamante e 9-esmeralda, também da CPTM, decidiram entrar em estado de greve, o que significa que a partir de hoje eles usarão coletes e distribuirão material informativo sobre a possibilidade de greve.

 

 

Gilberto .    @Gil17

Clipping do Dia

OCDE rebaixa projeções e vê ameaça à recuperação mundial

Os Estados Unidos eo Japão estão liderando uma frágil recuperação econômica entre os países desenvolvidos que ainda pode sair do curso se a zona do euro não conseguir conter a crise de crescimento, afirmou nesta terça-feira a OCDE (Organização para ....

Dono do Bahamas diz que Aref Saab pediu R$ 170 mil para liberar hotel

Depoimento de Oscar Maroni é a primeira acusação formal de corrupção feita na investigação sobre evolução de bens do ex- diretor da Prefeitura de São Paulo

Avança desconcentração da mídia na argentina

O grupo Clarín é o principal afetado pela decisão da Suprema Corte do país. As novas regras determinam a redução de 22 para 10 do número máximo de licenças de rádio e TV que podem ser controladas pela mesma empresa

Cidade de São Paulo amanhece com greve de metrô e trens

Foi marcada para o meio-dia de hoje uma assembleia para avaliar os rumos do movimento e negociar com a Companhia do Metropolitana de São Paulo. O rodízio municipal de veículos foi suspenso

Mantega diz que Brasil está preparado para piora da crise europeia

Em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o ministro Guido Mantega (Fazenda) disse nesta terça-feira (22) que o país "está preparado para o eventual agravamento da crise europeia". "Estamos ainda mais preparados que em 2008, ...

Advogado de Cachoeira: delação premiada está fora de cogitação

O advogado Márcio Thomaz Bastos afirmou que não há possibilidade de um acordo de delação premiada entre Carlinhos Cachoeira eo Ministério Público. "Isso não está em cogitação" disse o ex-ministro da Justiça nesta terça-feira após a reunião da CPI que...

A CPI do Cachoeira e a CPI da Privataria

  Em meados de dezembro do ano passado, o assunto do momento entre os simpatizantes do governo petista era o lancamento do livro A privataria tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr. Cerca de seis meses apos o estrondoso lancamento do livro, que log...

Em 10 minutos, STJ nega habeas corpus a Cachoeira

Por 3 x 1, o Supremo determinou que o contraventor Carlinhos Cachoeira deve permanecer preso; na semana passada, o desembargador Adilson Macabu pediu vista e suspendeu a sessão

Ações do Facebook continuam ladeira abaixo

Depois de fechar ligeiramente acima de 34 dólares por ação na segunda (21), as ações encerraram hoje a exatos 31 dólares; mínima do dia chegou a 30,7 dólares. Em seu terceiro dia de negociação, as ações do Facebook continuaram em queda, aumentando a ...

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Dólar não para de subir e fecha cotado a R$ 2084, apesar de ...

O dólar fechou em nova alta nesta terça-feira (22), mesmo após duas intervenções do Banco Central para frear a escalada da moeda norte-americana. O dólar comercial encerrou o pregão com valorização de 1,85% em relação ao fechamento de ontem, ...

Lula: Não quis terminar como Getúlio ou Jango

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CPI encerra depoimento de Cachoeira e deve reconvocá-lo em junho - Reuters Brasil

BRASÍLIA, 22 Mai (Reuters) - A CPI que investiga as relações do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados decidiu nesta terça-feira encerrar o depoimento do empresário, após uma série de negativas dele em...

Relator: análise de processo contra Demóstenes independe de provas

O senador Humberto Costa (PT-PE), relator do processo de cassação por quebra de decoro do mandato do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), disse que a ausência do advogado Ruy Cruvinel na audiência pública desta terça-feira praticamente não ...

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Ao atender nesta terça-feira (22) à convocação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, o empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, decidiu não responder às perguntas dos integrantes...

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Mantega: pacote quer evitar demissões no setor produtivo

O ministro da Fazenda afirmou que o intuito das medidas anunciadas nesta segunda-feira também é estimular a economia, que enfrenta baixo crescimento ante a crise financeira internacional

Cachoeira e Marconi queriam eleger prefeito de Goiânia

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PIB dificilmente irá crescer 4,5% em 2012, admite Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu nesta terça-feira que dificilmente a economia brasileira vai conseguir crescer os 4,5% previstos pelo governo. Em audiência no Senado para falar sobre as nova regras da poupança, Mantega deu um panorama d...


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Foi só Paulo Preto e Serra aparecerem no rolo da Delta, que a Folha virou a pauta para fantasmas  

Até ontem a tucanada dizia que precisava investigar a empreiteira Delta em todos os estados, desde já. A velha imprensa também dizia o mesmo.

O objetivo era constranger o PMDB, ao estabelecer como alvo um governador do partido, Sérgio Cabral, de forma a salvar um governador tucano, Marconi Perillo (PSDB-GO).

A manobra começou a desandar quando se deram conta de que Cabral não está no mesmo nível de Perillo, e sim de José Serra (PSDB-SP). Investigar a Delta nacional, o que poderá ocorrer com os desdobramentos da CPI, pegará o diretor da empreiteira em São Paulo, Heraldo Puccini Neto, atualmente foragido, com mandado de prisão. Este diretor assinou contratos milionários da Delta com Paulo Preto, na gestão de José Serra.

Quando o jornal "Folha de São Paulo" se deu conta disso, resolveu direcionar a pauta para outro lado, caçando fantasmas no gabinete do senador Vital do Rego (PB), também do PMDB, partido que a velha imprensa acha mais fácil de chantagear com notícias desfavoráveis, para impedir investigações sobre a revista Veja.

Funcionários fantasmas são deploráveis e devem ser repudiados, seja no Senado, seja em outros órgãos, por isso, bem feito que o senador Vital do Rego responda por essas nomeações. Aliás, vários vícios praticados no Senado são deploráveis, a ponto de se tornar defensável um regime unicameral. Mas causa estranheza a Folha jogar esse assunto em pauta misturando com CPI do Cachoeira, sabendo que, desde a crise dos atos secretos, a relação de servidores de cada senador é divulgada na Internet (aqui), e a Folha já poderia ter feito uma matéria destas há muito tempo, não só com este senador, como com outros, assim como o site Congresso em Foco fez com a farra das passagens aéreas.

Folha adota método Veja-Cachoeira de fazer "jornalismo"

A Paraíba tem dois outros senadores tucanos, que devem ter servido de fonte para a Folha. Se vasculhar o gabinete destes dois senadores, como fizeram com Vital do Rego, não deve causar surpresa se encontrar um ou outro fantasma.

Quando a Folha ataca seletivamente um grupo político para beneficiar outro, repete o esquema Veja-Cachoeira, cujo modus operandi era derrubar quem era obstáculo aos objetivos da organização criminosa, na expectativa de conseguir emplacar nomes que não ferissem os interesses da turma.

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/05/foi-so-paulo-pre...

 

"Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão"

Bezerra da Silva.

Em todos os partidos.

 

Bomba: Cachoeira ligado à fabulosa doadora de R$ 8,25 milhões ao PSDB Nacional


 Isso não sai no Jornal Nacional, nem na revista Veja:    

 

Do Relatório da PF da Operação Monte Carlo


Um diálogo entre dois altos membros da organização de Carlinhos Cachoeira mostra que ele teve negócios em parceria com o grupo empresarial de JC Gontijo.

A empresa é de José Celso Valadares Gontijo, que apareceu gravado no mensalão do DEM entregando pacotes de dinheiro (vídeo abaixo).

Ele é marido de Ana Maria Baeta Valadares Gontijo, ... a pessoa física que fez a maior doação de campanha do Brasil nas eleições de 2010: 


R$ 8,25 milhões. 


Tudo exclusivamente para a Direção Nacional do PSDB.

http://spce2010.tse.jus.br/spceweb.consulta.receitasdespesas2010/resumoReceitasByComite.action(necessário informar o nome da milionária no formulário)


O que o tucano José Serra (que foi candidato a presidente), e o deputado Sérgio Guerra, presidente do partido, tem a dizer?

A CPI do Cachoeira precisa verificar qual foi esse negócio com a JC Gontijo e seguir o rastro do dinheiro.

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/05/bomba-cachoeira-...

 

Principais bancos gregos receberão 18 bilhões de euros

Os quatro principais bancos gregos receberão nos próximos dias uma nova ajuda financeira de 18 bilhões de euros, anunciou hoje o Fundo Helênico de Estabilidade Financeira.

  Este dinheiro será entregue ao Alpha Bank, ao Banco Nacional da Grécia, ao Eurobank EFG e ao Banco do Pireo antes da próxima sexta-feira, e constitui uma parcela de uma quantia ainda maior que o governo que seja eleito no próximo 17 de junho deverá conceder, assegurou a mesma fonte.

As quatro entidades receberão esta recapitalização em forma de bônus do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, e posteriormente poderão retomar as operações de financiamento com o Banco Central Europeu (BCE).

O BCE suspendeu este tipo de operações com alguns bancos gregos na última semana devido a sua falta de liquidez, apesar de que desde 2008 receberam desta instituição europeia mais de 130 bilhões de euros.

As entidades financeiras alegam que se trata de uma questão técnica pela reestruturação da dívida, quando seu valor ficou muito reduzido pela troca de bônus gregos por outros com a metade do valor.

Enquanto os bancos esperam a recapitalização acertada através do plano de ajuda entre a Grécia e a troika, organismos estatais como o Fundo Estatal de Pensões de empregados públicos não consegue obter os 200 milhões de euros que precisa para garantir o pagamento aos aposentados a partir do próximo mês de julho.

http://www.prensalatina.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id...

 

Mesmo com o Banco Central Europeu (BCE) tendo injetado mais de 1 trilhão de euros (US$ 1,28 trilhão) em centenas de bancos do continente — na forma de crédito barato com vencimento em três anos...

Bancos europeus temem uma avalanche de saques

Fonte: WSJ

O fantasma da crise de liquidez volta a assombrar os bancos europeus.

Mesmo com o Banco Central Europeu (BCE) tendo injetado mais de 1 trilhão de euros (US$ 1,28 trilhão) em centenas de bancos do continente — na forma de crédito barato com vencimento em três anos —, o sistema financeiro da região continua exposto ao risco de que levas de clientes saquem seus depósitos de instituições consideradas frágeis.

Esse risco ganhou destaque na semana passada, quando num único dia o volume de saques em bancos gregos atingiu mais de 700 milhões de euros. A corrida aos bancos, uma reação à probabilidade cada vez maior de que a Grécia deixe a zona do euro, é uma dramática escalada em relação aos dois anos anteriores, quando o fluxo de fundos sacados do combalido sistema bancário do país e depositados no exterior foi lento, ainda que constante.

Agora, o medo entre um número crescente de governantes, investidores e analistas é que o sistema bancário de outros países da periferia da Europa possam viver crise parecida. Nesse caso, tudo indica que governos e bancos centrais teriam de sair de novo em socorro das instituições mais abatidas.

Se a Grécia deixar zona do euro, é quase certo que proíba correntistas de bancos de transferir fundos para fora do país. Isso poderia levar clientes em países em crise como Espanha e Portugal a pensar "se aconteceu na Grécia, pode acontecer aqui", disse Philippe Bodereau, diretor de pesquisa de crédito europeu na gestora de fundos de renda fixa Pimco.

Na semana passada, a boataria sobre o suposto êxodo de clientes de um grande banco espanhol colocou autoridades públicas e executivos do setor na incômoda posição de ter de negar que havia uma fuga de depósitos. No Reino Unido, correntistas sacaram cerca de 200 milhões de libras (US$ 316,4 milhões) do braço britânico do Banco Santander SA na sexta-feira. Na quinta, a classificação de crédito do banco foi rebaixada em meio a dúvidas sobre sua exposição aos problemas na Espanha. Os saques representam apenas 0,2% do total de depósitos do Santander U.K. PLC.

Dois meses atrás, o sistema bancário europeu parecia imune à possibilidade de uma crise de liquidez. O imenso programa de crédito do BCE, instituído no final de 2011 para evitar a escassez de recursos, injetou nos bancos dinheiro suficiente para a rolagem de dívidas a vencer por 2012 inteiro. Mas a volta do temor de que a Grécia deixará o euro e a crescente fragilidade dos bancos espanhóis puseram um rápido fim à lua de mel.

Depois de três meses de normalidade, os bancos europeus foram, de novo, basicamente banidos do mercado de crédito. Graças aos empréstimos do BCE, até podem enfrentar essa rejeição. Mas estão menos preparados para uma fuga em massa de depósitos, dizem analistas e investidores.

Para tentar conter essa ameaça, alguns dirigentes da União Europeia vêm estudando um plano pan-europeu de garantia a depósitos de correntistas, segundo pessoas a par do assunto. Tal plano complementaria garantias nacionais já estabelecidas. Não se sabe ao certo até que ponto a ideia já avançou.

Uma razão para o temor de investidores e analistas é que grande parte dos depósitos bancários na Espanha, em Portugal e na Itália pode, basicamente, ser sacada a qualquer instante. Não há muito que impeça um correntista nervoso de transferir a poupança de um banco num país da União Europeia para outra instituição nos 27 países do bloco.

Cerca de 30% do total dos recursos de pessoas físicas e jurídicas da Espanha estão em depósitos à vista, o que significa que podem ser sacados quando o cliente bem entender, segundo o Banco da Espanha. Na Itália, cerca de 48% dos depósitos domésticos podem ser sacados rapidamente; em Portugal, 21% dos depósitos de pessoas físicas, de acordo com dados dos respectivos bancos centrais.

Um analista do Citigroup, Stefan Nedialkov, calculou na semana passada que bancos na Irlanda, Itália, Portugal e Espanha poderiam rapidamente perder entre 90 bilhões de euros e 340 bilhões de euros em depósitos caso a Grécia deixe a zona do euro. Só na Espanha a sangria iria de 38 bilhões de euros a 130 bilhões de euros. As estimativas são baseadas, em parte, nos saques ocorridos na Argentina na crise logo depois de 2000.

A cifra equivale a quase 10% de todos os depósitos nos países em questão. Uma corrida aos bancos dessa dimensão normalmente teria consequências catastróficas. Sem dinheiro, certas instituições entrariam em colapso. Até o mais forte dos bancos teria de limitar drasticamente o crédito e se desfazer de ativos para poupar escassos recursos.

Nedialkov avalia, contudo, que a debandada não terminaria necessariamente em catástrofe. A seu ver, o BCE provavelmente sairia em socorro dos bancos com uma nova injeção de crédito barato através do mecanismo LTRO — para rolagem da dívida a longo prazo.

A saída seria polêmica, pois alimentaria o temor de que o sistema bancário europeu se torne permanentemente dependente de linhas de crédito do banco central e incapaz de se manter sozinho. Mas, já que a alternativa pode ser uma catástrofe financeira, "acho que a maioria das pessoas preferiria o LTRO", disse Nedialkov.

http://www.zwelangola.com/index-lr.php?id=8830

 

Acordão para enterrar CPI. Vaccarezza escreveu epitáfio

Por Bob Fernandes

A CPI começava e dissemos que uma investigação pode, ou não, acabar em pizza. Outras CPIs não terminaram no forno. Para lembrar: Collor se viu obrigado a renunciar no rastro de uma CPI e, em breve, o chamado Mensalão será julgado. Foi a CPI do Mensalão que produziu 38 réus. Se eles são culpados ou inocentes é o Supremo Tribunal Federal (STF) que decidirá. Portanto, a CPI, em 2005, cumpriu sua função.

Essa CPI de agora, a do Cachoeira e do Demóstenes, só escapará de um fim grotesco se surgirem novas revelações, e muito explosivas. Essa CPI já tem até um epitáfio. Nestes tempos eletrônicos, o epitáfio foi gravado não numa lápide, mas num celular.

A frase entrou para a história:

- A relação com o PMDB vai azedar na CPI. Mas não se preocupe, você é nosso e nós somos teu.

Como sabemos, esse foi um recado do deputado Cândido Vaccarezza para o governador Sérgio Cabral. Vaccarezza, ex-líder do governo na Câmara e integrante da CPI.

A CPI, que nasceu na busca das articulações criminosas feitas via celular, pode morrer, ou renascer, por conta dessa mensagem – via celular – do Vaccarezza . O que a frase explica é muito simples: está em andamento o ensaio de um acordão. Esse acordo é amplíssimo e pode ser resumido assim: vocês não pegam os nossos e nós não pegamos os seus.

Vamos recordar: o que a CPI deveria fazer? A CPI deveria investigar a empreiteira Delta e suas ramificações. A Delta tem bilhões em obras em 21 estados. Leia-se 21 governos estaduais, e governadores. A Delta disputou e ganhou licitações de bilhões em obras do PAC. Leia-se do governo federal.

O dono da Delta, Fernando Cavendish, era corpo, champanhe e guardanapos com o governador do Rio, Sérgio Cabral. Cabral é do PMDB. Cabral deve, ou deveria ser investigado pela CPI. O Cachoeira e o Demóstenes são telefone e casa com o governador de Goiás, o Perillo, do PSDB. Perillo deve, ou deveria ser investigado pela CPI.

Da mesma forma deve, ou deveria ser investigado o governador Agnelo, do PT de Brasília. Se vazou e se noticiou que a CPI investigaria também as obras de ampliação da Marginal do Rio Tietê. Obras do tempo do governo José Serra em São Paulo.

Percebam que tudo isso começa a ser esquecido. Já sumiu do noticiário. Sinal de que os acordos avançam na CPI.

Os acordos avançam porque nenhum dos grandes partidos sairia dessa sem se queimar. Se o acordão de fato for fechado, daqui a pouco virá a farsa seguinte: a da disputa sobre "Quem Matou a CPI".

Restará para os otários, nós todos, esse ridículo debate. E o histórico epitáfio: "Você é nosso, nós somos teu".

http://terramagazine.terra.com.br/bobfernandes/blog/2012/05/22/acordao-p...

 

 

 Nassif, veja essa transcrição da entrevista do presidente Rafael Correa (Equador) no Programa do Julian Assange (Russia Today) - e as semelhanças do cenário desse país com o nosso, em matéria de mídia tendenciosa e política. Destaco um trecho:

"...Isso praticamente não existe na América Latina, praticamente não há aqui nenhuma liberdade de expressão. Fala-se só de idealizações, de mitos. Vocês precisam entender que, por aqui, o poder “midiático” foi, e provavelmente ainda é, muito maior que o poder político. De fato, o poder “midiático” tem imenso poder político, em função de seus interesses, poder econômico, poder social. E, sobretudo, têm poder monopolístico para informar..."

 

link: http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2012/05/assange-entrevista-no-6-r...

Assange entrevista No. 6 – “Rafael Correa, presidente do Equador”

 

 

 

 

 

22/5/2012 (Episódio 6), Russia Today, 26’16 - “The World Tomorrow”,

 

 

Transcrição traduzida pelo pessoal da Vila Vudu

 

 

 

 

 

JULIAN ASSANGE: Com Chávez e Lula já deixando os principais holofotes, vai surgindo uma nova geração de governantes na América Latina.

 

 

 

Esta semana, está comigo o presidente do Equador , Rafael Correa. Correa é líder popular de esquerda, que mudou a cara do Equador. Mas, diferente dos presidentes que o antecederam, é doutor em Economia. Segundo os telegramas diplomáticos dos EUA que WikiLeaks divulgou, Correa é o presidente mais popular na história democrática do Equador.

 

 

 

Mesmo assim, em 2010, foi preso e feito refém, numa tentativa de golpe de Estado. A culpa pela tentativa de depô-lo, segundo Correa, foram os meios de comunicação corruptos. Correa pôs em marcha uma polêmica contraofensiva. Na avaliação de Correa, os meios de comunicação definem as reformas que seriam as únicas possíveis... para os próprios meios.

 

 

 

Quero saber se essa conclusão está correta e como vê a América Latina.

 

 

 

RAFAEL CORREA: Está me ouvindo?

 

 

 

JULIAN ASSANGE: Sim, presidente Correa.

 

 

 

RAFAEL CORREA: Prazer em conhecê-lo. Você está na Inglaterra?

 

 

 

JULIAN ASSANGE: Sim, na Inglaterra, numa casa de campo, em prisão domiciliar já há 500 dias. E sem nenhuma acusação formal contra mim.

 

 

 

RAFAEL CORREA: 500 dias... OK. [Para alguém ao lado] Melhor traduzir. [Em ing. “Prefiro o espanhol, ok?”].

 

 

 

JULIAN ASSANGE: [para a equipe] Acho que é possível. Todos prontos? Ação!

 

 

 

JULIAN ASSANGE: O que pensa o Equador, dos EUA, sobre o envolvimento dos EUA? Não lhe peço que faça alguma caricatura dos EUA. Mas... O que pensam os equatorianos sobre os EUA e o envolvimento dos EUA no Equador e na América?

 

 

 

RAFAEL CORREA: Como disse Evo Morales [presidente da Bolívia], os EUA são o único país que pode ter certeza de lá jamais haverá golpes de Estado – porque não há embaixada dos EUA nos EUA. [Assange e equipe riem].

 

 

 

Seja como for, quero dizer que uma das razões do mal-estar é que nós cortamos todo o financiamento que a Embaixada dos EUA pagava à polícia no Equador. Era assim, antes do nosso governo e continuou ainda, por um ano e pouco. Demoramos a corrigir isso. Havia unidades inteiras, setores chaves da Polícia, que eram completamente financiadas pela Embaixada dos EUA. Os chefes policiais eram selecionados pelo Embaixador dos EUA e pagos pelos EUA. A tal ponto, que aumentamos muitíssimo os soldos dos policiais, mas quase ninguém percebeu, porque recebiam soldos do outro lado. Acabamos com tudo isso. E há alguns que sentem saudades daqueles tempos. Mas são tempos que não voltarão ao nosso país e aos nossos países.

 

 

 

Quanto aos EUA, nossa relação sempre foi de muita amizade e carinho, mas sob um marco de respeito mútuo e de soberania. Eu, pessoalmente, vivi quatro anos nos EUA, estudei e graduei-me lá, tenho dois títulos acadêmicos norte-americanos, amo e respeito muito, muito, o povo norte-americano. Acredite que eu, de modo algum, jamais seria antiamericano. Mas sempre chamarei as coisas pelo nome. E se há políticas norte-americanas que são perniciosas para o Equador e para nossa América Latina, sempre as denunciarei abertamente e não permitirei que agridam a soberania do meu país.

 

 

 

JULIAN ASSANGE: Seu Governo fechou a base militar dos EUA em Manta. Pode dizer-me por que decidiu fechar aquela base?

 

 

 

RAFAEL CORREA: Ora... Você aceitaria uma base militar estrangeira no seu país? Como eu disse naquela época. Se é assunto tão simples, se não há problema algum em os EUA manterem uma base militar no Equador, ok, tudo bem: permitiremos que a base de inteligência permaneça no Equador, se os EUA permitirem que estabeleçamos uma base militar do Equador em Miami. Nessas condições, ok, sem problema. [Assange ouve a tradução e ri]. Fico feliz que você esteja se divertindo com essa entrevista. Também estou me divertindo.

 

 

 

JULIAN ASSANGE: Achei engraçadas as suas frases, presidente Correa [os dois riem]. Presidente Correa, por que o senhor pediu que revelássemos [que WikiLeaks revelasse] todos os telegramas diplomáticos?

 

 

 

RAFAEL CORREA: Porque quem nada deve nada teme. Nós nada temos a ocultar. De fato, os [telegramas divulgados por] WikiLeaks nos fortaleceram. A Embaixada dos EUA nos acusava [como se fosse crime] de sermos excessivamente nacionalistas e defendermos a soberania do governo equatoriano [os dois riem]. E é claro que somos nacionalistas! E é claro que defendemos a soberania do Equador! E os WikiLeaks, como mostrei há pouco [exibe um livro], falavam de todos os interesses que os EUA haviam investido nos meios de comunicação no Equador, dos grupos de poder que pediam ajuda, que marcavam hora para pedir ajuda em embaixadas estrangeiras.

 

 

 

Nós não tememos nada. Que publiquem tudo o que tenham a publicar sobre o governo do Equador. Não se encontrará nada contra nós. E veremos aparecer muitas informações sobre entreguismos, traições, acertos, feitos por muitos supostos opositores da revolução cidadã no Equador…

 

 

 

JULIAN ASSANGE: Posteriormente, o senhor expulsou do Equador a embaixadora dos EUA, como consequência da publicação dos telegramas de WikiLeaks. Por que a expulsou? Sempre acho mais interessante dizer ao embaixador... “Tenho esses telegramas desse embaixador. Já sei o que você pensa.” Não seria melhor manter lá o diabo que o senhor já conhecia?

 

 

 

RAFAEL CORREA: Ora, mas dissemos tudo isso à embaixadora. E ela respondeu – e com que arrogância! – que não nos devia explicações. Era inimiga absoluta de nosso governo, mulher de extrema direita, que permaneceu estacionada no marco da Guerra Fria dos anos 60. A gota d’água que fez transbordar o jarro foi WikiLeaks, que provava que o contato dela no Equador havia dito que o Chefe de Polícia era corrupto completo. E que eu, diziam os telegramas, o teria nomeado, mesmo sabendo que era corrupto, para controlá-lo.

 

 

 

Intimamos a embaixadora, para que prestasse explicações. E ela, arrogante, cheia de soberba e prepotência, com os ares imperiais que a caracterizavam, respondeu que não nos devia explicações. Como aqui no Equador, nós nos respeitamos e respeitamos nosso país, expulsamos imediatamente a referida senhora. 

 

 

 

Quero dizer que há um mês, poucos meses, depois de quase um ano de investigações, o Comandante Hurtado, que foi falsamente acusado nesse telegrama de WikiLeaks pela embaixadora, foi declarado inocente de todas aquelas acusações daquela embaixadora, saiu limpo de todas as investigações de que foi objeto, e que fizemos. É uma prova a mais de como funcionários incompetentes ou mal intencionados, do governo dos EUA, porque absolutamente não admitem e manifestam a mais flagrante má vontade contra governos progressistas, informam qualquer coisa ao governo dos EUA, sem procurar qualquer comprovação, sem qualquer investigação, sem qualquer prova, baseados, só, em boatos, intrigas dos seus ‘contatos’, muitas vezes, mentiras interessadas, que ouvem dos seus contatos, todos adversários de nosso governo. E esses contatos são, normalmente, escolhidos entre os opositores dos nossos governos.

 

 

 

JULIAN ASSANGE: Presidente Correa, como foi, para o senhor, tratar com os chineses? É um país grande e poderoso. Ao negociar com os chineses, o senhor não estaria trocando um demônio, por outro?

 

 

 

RAFAEL CORREA: Para começar, não trabalhamos com demônios. Se nos aparece algum demônio, agradecemos e despachamos: não, muito obrigado. [Assange ri] Em segundo lugar, você tem de ver aí um pouco do entreguismo, do snobismo, e até do neocolonialismo que anima as elites, por aqui, e alguns veículos de comunicação.

 

 

 

Quando 60% de nosso comércio e grande parte de nossos investimentos estavam concentrados nos EUA, e não nos davam 20 centavos para financiar o desenvolvimento do país, ninguém reclamou de demônio algum, era como se não houvesse problema. Agora, quando somos o país que mais recebe investimentos chineses na região – e talvez porque os chineses não são altos, louros, de olhos azuis, viram demônios e tudo é problema. Chega disso!

 

 

 

Se a China já está financiando até os EUA! Que bom que financie o Equador! Que bom que nos ajude para fazer aqui uma extração responsável, de petróleo! Minas, hidroelétricas. Mas não recebemos financiamentos só da China. Recebemos financiamento russo, brasileiro, diversificamos nossos mercados e nossas fontes de financiamento. Mas há gente que nasceu acabrestado, com sela e rédea, e quer continuar com a dependência de sempre. É só isso.

 

 

 

JULIAN ASSANGE: Presidente Correa, como o senhor sabe, luto, há muitos anos, a favor da liberdade de expressão, pelo direito de as pessoas se comunicarem, pelo dever de publicar e dar aos públicos informação verdadeira. O que o senhor fará, para que suas reformas não acabem com a liberdade de expressão?

 

 

 

RAFAEL CORREA: Bem... Você mesmo é ótimo amostra, Julian, de como é a imprensa, essas associações como a Sociedade Interamericana de Imprensa, que nada é além de um clube de donos de jornais na América Latina. Sobre seu WikiLeaks, publicaram-se muitos livros, o mais recente dos quais é de dois autores argentinos, no qual analisam país por país, Wiki Midia Leaks [1]. No caso do Equador, demonstra como, desavergonhadamente, os veículos não publicaram os telegramas que os prejudicavam. Por exemplo, disputas entre empresas de comunicações. E todos, afinal, decidiram não publicar suas próprias sujeiras, para não prejudicar nenhum deles. Leio para você a tradução, em espanhol, de um dos telegramas WikiLeaks que a imprensa nunca publicou no Equador.

 

 

 

RAFAEL CORREA: [lendo] “…o fato de que a imprensa sinta-se livre para criticar o governo, mas não um banqueiro fugitivo e os negócios da família do banqueiro, mostra muito sobre onde está o poder no Equador…” [Mostra as páginas do livro] E esses são os telegramas que WikiLeaks divulgou e jamais foram publicados na imprensa do Equador. Para que você entenda um pouco o que enfrentamos no Equador e na América Latina.

 

 

 

Nós acreditamos, que os únicos limites que devem pesar sobre a informação e a liberdade de expressão são os que já existam nos tratados internacionais, na Convenção Interamericana de Direitos Humanos: a honra e a reputação das pessoas; e a segurança das pessoas e do estado. Quanto a todo o resto, quanto mais gente saiba de tudo, melhor.

 

 

 

Você manifestou seu temor – o mesmo que sentem todos os jornalistas, de boa fé –, mas que não passam de estereótipos do medo de que o poder do estado limite a liberdade de expressão. Isso praticamente não existe na América Latina, praticamente não há aqui nenhuma liberdade de expressão. Fala-se só de idealizações, de mitos.

 

 

 

Vocês precisam entender que, por aqui, o poder “midiático” foi, e provavelmente ainda é, muito maior que o poder político. De fato, o poder “midiático” tem imenso poder político, em função de seus interesses, poder econômico, poder social. E, sobretudo, têm poder monopolístico para informar.

 

 

 

Os veículos têm sido, aqui, os maiores eleitores, os maiores legisladores, os maiores juízes, os que criam a alimentam a ‘agenda’ da discussão social, os que sempre submeteram governos, presidentes, cortes de justiça, tribunais.

 

 

 

Temos de tirar da cabeça essa ideia de que, de um lado, só haveria jornalistas pobres e perseguidos, empresas jornalísticas angelicais, empresas e veículos dedicados a informar a verdade dos fatos; e, de outro lado, só haveria ditadores, autocratas, tiranos que vivem para tentar impedir que a verdade chegue ao povo.

 

 

 

Os governos que trabalhamos para fazer algo pelas maiorias, somos – nós – violentamente perseguidos por jornalistas que entendem que, por ter uma pena ou um microfone, ganhariam algum direito de vingar-se dos desafetos pessoais. Porque, muitas vezes, caluniam, mentem, injuriam exclusivamente por alguma inimizade pessoal. Os veículos de comunicação são, aqui, instrumentos dedicados a defender interesses privados.

 

 

 

É importante, por favor, que o mundo todo entenda o que se passa na América Latina.

 

 

 

Quando tomei posse na presidência, havia aqui sete canais de televisão nacionais. Nenhum público; todos privados. Cinco pertenciam a banqueiros. Imagine a situação: eu queria tomar uma medida contra os bancos, para evitar, por exemplo, a crise e os abusos que, hoje, todos estão vendo acontecer na Europa, sobretudo na Espanha. E houve uma campanha violentíssima, pela televisão, para defender os interesses dos banqueiros empresários donos das empresas, dos proprietários dessas cadeias de televisão, todos banqueiros.

 

 

 

Que ninguém se engane mais. Temos de esquecer essas mentiras e estereótipos de governos ‘do mal’, que vivem a perseguir valentes e angelicais jornalistas e empresas e veículos de comunicação. Com muita frequência, Julian, acontece exatamente o contrário.

 

 

 

Essa gente travestida de jornalista vive de fazer política, só se interessa em desestabilizar nossos governos democráticos, para impedir qualquer mudança na nossa região. Porque, com mudança democrática, eles perdem o poder que sempre tiveram e ostentaram.

 

 

 

JULIAN ASSANGE: Presidente Correa, estou de acordo com o que o senhor diz do mercado dos veículos e meios. Já aconteceu exatamente assim, também conosco, mais de uma vez: grandes organizações jornalísticas, com as quais trabalhamos – Guardian, El País, o New York Times e Der Spiegel – censuraram o nosso material ao publicar, por motivos políticos, ou para proteger oligarcas como Tymoshenko da Ucrânia (que escondia sua fortuna em Londres); ou grandes empresas petroleiras italianas corruptas, que operavam no Cazaquistão. Temos provas disso tudo, porque sabemos o que há no documento original e o que publicaram, e o que foi omitido. Mas entendo que o melhor modo para enfrentar os monopólios e os duopólios e os cartéis num mercado é separá-los; ou criando melhores condições para que novas empresas entrem no mercado.

 

 

 

O senhor não tem interesse em criar um sistema que permita o fácil acesso ao mercado editorial, de modo a que empresas jornalísticas editoriais pequenas e indivíduos sejam protegidos (não regulados) e as grandes empresas editorais e grupos ‘midiáticos’ sejam separadas e reguladas?

 

 

 

RAFAEL CORREA: Julian, estamos tentando fazer exatamente isso. Há mais de dois anos discute-se uma nova lei de comunicação, para dividir o espectro radioelétrico, quer dizer, o espectro para TV e rádio, para que só 1/3 seja privado com finalidades comerciais; 1/3 para propriedade comunitária, sem finalidades comerciais; e 1/3 de propriedade do Estado – não só o governo nacional; também os governos locais, municipais, departamentais.

 

 

 

Mas a lei não avança. Há dois anos, apesar de haver ordem constitucional aprovada nas urnas em 2008, ratificada pelo povo equatoriano por consulta popular ano passado. Pois, apesar de tudo isso, a nova lei foi e continua a ser sistematicamente bloqueada pelas grandes empresas, nos grandes veículos. Para eles, é “lei da mordaça”. Para eles e pelos deputados e senadores assalariados que as empresas mantêm, a soldo, na Assembleia Nacional, e que lá estão para defender aqueles interesses.

 

 

 

O que estamos fazendo é claro: democratizar a informação, a comunicação social, a propriedade dos veículos e meios de comunicação. Por isso mesmo, obviamente, enfrentamos a acérrima oposição que nos fazem os proprietários dos veículos e meios de comunicação e dos seus corifeus alugados, que atuam em todo o espectro político no Equador.

 

 

 

JULIAN ASSANGE: Recentemente, nesse programa, entrevistei o presidente da Tunísia, e perguntei a ele, se o surpreendera o pouco poder que os presidentes têm, para mudar as coisas. O senhor também observou isso?

 

 

 

RAFAEL CORREA: Olhe... Muitos trabalham para satanizar os líderes políticos, porque uma das grandes crises pelas quais a América Latina passou nos anos 90, até o começo desse século, durante a longa e triste noite neoliberal, foi a crise de lideranças políticas.

 

 

 

Afinal, o que significa “ter liderança”, “ser líder”? Significa capacidade para influir sobre os demais. É claro que pode haver boas lideranças políticas, pessoas que usam a capacidade que têm para liderar, para servir a causa dos outros. E claro que também há maus líderes – dos quais, lamentavelmente, houve muitos na América Latina –, que utilizam a capacidade que têm, mas  apenas para servir-se dos demais.

 

 

 

Entendo que os líderes são importantes sempre, mais ainda em processos de mudança.

 

 

 

É possível imaginar a independência dos EUA, sem os comandantes que houve lá? Sem aqueles líderes? É possível imaginar a reconstrução da Europa depois da IIa. Guerra Mundial, sem os grandes líderes que houve lá? Contudo... Quando se trata de fazer oposição às mudanças na América Latina, onde há líderes fortes, mas líderes democráticos e democratizantes, inventam logo que a liderança é caudilhista, populista, sempre má liderança, nunca boa liderança.

 

 

 

JULIAN ASSANGE: Presidente Correa…

 

 

 

RAFAEL CORREA: Essa liderança é ainda mais importante... (Julian, permita-me concluir a ideia, por favor)... quando não se está administrando um sistema.

 

 

 

Na América Latina, no Equador, hoje, não estamos administrando um sistema: estamos mudando um sistema. Porque o sistema que nos acompanhou ao longo de séculos foi fracasso total. Fez de nós a região de maior desigualdade no mundo, onde só a miséria é muita, a pobreza, e numa região que tem tudo para ser a região mais próspera do mundo. As coisas aqui não são como nos EUA.

 

 

 

Que diferença há entre Republicanos e Democratas, nos EUA? Há mais diferença entre o que eu penso pela manhã e o que eu penso à noite, do que entre um Republicano e um Democrata norte-americano [Assange ri]. Isso acontece porque, lá, estão administrando um sistema.

 

 

 

Nós, aqui, estamos mudando um sistema. Aqui as lideranças são necessárias e importantes. Aqui, é indispensável o poder ser legítimo e democrático, para que a mudança seja legítima e democrática, para que se mudem as estruturas e a instituições e a institucionalidade nos nossos países, agora em função das grandes maiorias.

 

 

 

JULIAN ASSANGE: Minha impressão é que o presidente Obama não é capaz de controlar as enormes forças que se movem à volta dele. Será sempre assim, com todos os tipos de líderes? Como o senhor conseguiu introduzir tantas mudanças no Equador? Será sinal dos tempos que vivemos? Será resultado de sua liderança pessoal? Da força de seu partido? Que força, afinal – é o que quero saber – é essa, que permite que o senhor faça algo, no Equador, que Obama não consegue fazer, nos EUA?

 

 

 

RAFAEL CORREA: Permita-me começar pelo fim. O compromisso, as concessões, o consenso é desejável, mais não é um fim em si. Para mim, mais fácil seria conseguir algum consenso; chegaria mancando, cedendo, e satisfaria muita gente. Mas não mudaria coisa alguma. Satisfaria, principalmente, os poderes de fato nesse país. E tudo continuaria como antes. Há momentos em que o consenso é impossível. Às vezes, é necessário o confronto. Com a corrupção, por exemplo, não há consenso possível. A corrupção tem de ser enfrentada. O abuso do poder? Tem de ser enfrentando. Não há consenso possível, com a mentira; a mentira tem de ser desmascarada. Absolutamente não se pode fazer concessões a esses vícios sociais, tão graves para nossos países.

 

 

 

É erro imaginar que o que está sendo feito no Equador esteja sendo feito por mim. É erro. Os povos mudam, os países mudam. Não precisam de liderança para mudar. Talvez precisem de algum tipo de líder para coordenar. Mas se o país muda, é por vontade de todo o povo. Nosso governo foi levado ao poder pela indignação de todo o povo equatoriano.

 

 

 

Talvez aí esteja o que ainda falta, um pouquinho, ao povo norte-americano, para que o presidente Obama obtenha capacidade para promover mudanças reais no país. Que a indignação que já está nas ruas, esse “Occupy Wall Street”, esse protesto de cidadãos comuns, normais, contra o sistema, que ganhe impulso, que se torne mais orgânico, mais permanente. E que, nesse caso, dê forças ao presidente Obama para que possa fazer as mudanças pelas quais o sistema terá de passar, nos EUA.

 

 

 

JULIAN ASSANGE: Quero saber até que ponto o senhor acredita que o Equador irá, no longo prazo, até onde irá a América Latina. Acho que, até certo ponto, há boas coisas, como se sabe, a integração continental na América Latina, a melhoria nas condições de vida, e o fato de que os EUA e outros países têm, a cada dia, menos influência na América Latina. Mas... Onde o senhor acredita que estará, dentro de dez, vinte anos?

 

 

 

RAFAEL CORREA: Você disse bem: a influência dos EUA na América Latina está diminuindo – isso é bom. Por isso, precisamente, dizemos que a América Latina está passando, do “consenso de Washington”, para o consenso sem Washington.

 

 

 

JULIAN ASSANGE: [ri] Talvez venha a ser o Consenso de São Paulo.

 

 

 

RAFAEL CORREA: Um consenso sem Washington. Exatamente. E é bom, porque essas políticas que nos mandavam do norte não eram feitas em função das necessidades da nossa América, mas em função dos interesses daqueles países, e, sobretudo, dos capitais daqueles países. Se você analisa a política econômica – e, modéstia à parte, disso entendo um pouco –, até talvez tenham sido boas, em algum momento. Mas, tenham sido boas ou más, em certos momentos, todas tiveram o mesmo denominador comum: interessavam, primeiro de tudo, ao grande capital, e, sobretudo, ao capital financeiro. E isso, finalmente, está mudando.

 

 

 

Tenho muitas esperanças. Sou muito realista. Sei que avançamos muito, mas muito ainda temos de andar. Sei que o que já andamos não é irreversível, que podemos perder tudo, se os mesmos de sempre voltarem a dominar nossos países. Mas estamos muito otimistas.

 

 

 

Acreditamos que a América Latina está mudando e, se continuarmos por essa rota de mudança, a mudança será definitiva. Nossa América não está passando por uma época de mudança, mas por uma mudança de época. Se mantivermos nossas políticas de defesa da soberania, com políticas econômicas nas quais a sociedade controla o mercado, não que o mercado domina a sociedade e converte a própria sociedade, as pessoas, a vida, em mercadoria. Se mantivermos essas políticas de justiça e igualdade social, superando imensas injustiças, de séculos, sobretudo no que tenham a ver com os grupos nativos, os afrodescendientes, etc., a América Latina terá um grande futuro. É a região do futuro. Temos tudo para sermos a região mais próspera do  mundo. Se temos conseguido pouco, foi pelas políticas más, pelos maus dirigentes, maus governos. E isso está mudando nessa nossa América.

 

 

 

JULIAN ASSANGE: Obrigado, presidente Correa...

 

 

 

RAFAEL CORREA: Foi um prazer conhecê-lo, Julian, pelo menos por esse meio. E ¡Ánimo! ¡Ánimo! Seja bem-vindo ao clube dos perseguidos.

 

 

 

JULIAN ASSANGE: Obrigado. [risos] E cuide-se. Não deixe que o matem.

 

 

 

RAFAEL CORREA: Ah, sim. [risos] Evitar isso é trabalho de todos os dias. Gracias.

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http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=politi...

Governo planeja política para exploração de terras-raras

Com informações da Agência Brasil - 22/05/2012

 

Minerais de terras raras

Os ministérios de Minas e Energia (MME) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) estão unindo esforços na tentativa de criar uma política nacional para a exploração dos minerais de terras raras.

As terras raras são minerais compostos por 17 elementos químicos no grupo dos lantanídeos da Tabela Periódica, com números atômicos entre 57 e 71.

Em sua maioria da forma de óxidos, esses elementos apresentam propriedades químicas e físicas essenciais para várias aplicações em produtos de alta tecnologia.

Eles estão incorporados em aplicações como supercondutores, ímãs de alto desempenho, catalisadores, telas sensíveis ao toque, entre muitas outras.

Terras raras no Brasil

O Brasil tem uma das maiores reservas de terras raras do planeta, mas não as explora - o Brasil tem reservas estimadas em 40 mil toneladas cúbicas de terras raras, contra 36 milhões da China.

As ocorrências de terras raras no território nacional estão associadas a minerais radioativos, o que caracteriza a presença de outros elementos com valor comercial.

Segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), o país tem 164 pedidos para autorização de pesquisa de descoberta de lavras, mais de 50% deles na Bahia.

Terras raras no mundo

Cerca de 97% da produção de terras raras no mundo está concentrada na China. Essa situação permitiu ao país alterar bruscamente em 2010 os preços dos componentes e estabelecer cotas de exportação, colocando em ameaça o fornecimento para a indústria de todo o mundo.

Isso tem feito alguns analistas falarem na possibilidade da ocorrência futura de guerras minerais.

Como em outros mercados, nas terras raras a China adotou a estratégia do baixo preço, inibindo investimentos no setor em outros países.

Agora, com o setor de produtos de alta tecnologia já desenvolvido, o país restringe a exportação das matérias-primas para não criar concorrentes para sua indústria de bens acabados.

Estados Unidos, Japão e União Europeia já estão buscando alternativas para garantir o suprimento desses materiais, já tendo inclusive solicitado informações sobre o potencial de exploração e produção mineral das terras raras no Brasil.

Cadeia produtiva das terras raras

Esse interesse internacional nas reservas brasileiras parece coincidir com o interesse do governo brasileiro.

Carlos Augusto Moraes, que coordenou um estudo sobre usos e aplicações das terras raras no Brasil, afirmou que o interesse do governo brasileiro é dominar a cadeia produtiva de alguns produtos com componentes de terras raras e, para isso, atrair empresas estrangeiras e multinacionais.

Uma reunião com especialistas de todo o país, realizado pelo Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) no final do ano passado, concluiu que uma indústria mineral de terras raras no Brasil depende de uma indústria de alta tecnologia instalada aqui, de forma a consumir os minerais produzidos.

A nova política para a produção e exploração de terras raras está sendo elaborada dentro dos marcos do Plano Nacional de Mineração 2030.

A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado também está estudando a criação de legislação específica para a exploração desses minérios.

 

Por ESPN.com.br com Agência Estado, espn.com.br, Atualizado: 22/5/2012Ministério Público pede extinção de seis torcidas organizadas paulistas

Organizadas de Corinthians, Palmeiras, Ponte Preta e Guarani poderiam acabar. MP cita 'desvirtuamento de finalidades'


 

O Ministério Público, através da Promotoria de Justiça do Consumidor, entrou na última segunda-feira com ações civis que pedem a extinção de seis torcidas organizadas do futebol paulista. As uniformizadas citadas são Mancha Alviverde (Palmeiras), Gaviões da Fiel (Corinthians), Serponte e Jovem Amor Maior (ambas da Ponte Preta) e Guerreiros da Tribo e Fúria Independente (ambas do Guarani), "em razão do envolvimento dessas agremiações em atos de violência".

Na ação, o promotor Roberto Senise Lisboa defende a dissolução das seis organizadas para "garantir a segurança e sossego públicos, uma vez que houve o desvirtuamento de suas finalidades sendo as torcidas organizadas utilizadas para a promoção de atos e práticas ilícitas, inclusive ilícitos penais, com a ocorrência de atos de violência e tumultos a elas relacionados, causando enormes danos à sociedade, gerando a sensação de falta de segurança dentro e fora dos estádios".

"Ao invés de promover o amor e interesse pelo esporte, as torcidas organizadas passaram a praticar atos de violência contra o patrimônio e integrantes de outras torcidas organizadas além de torcedores de outros times", diz a ação do promotor. "A violência, ao invés do esporte, tornou-se o mote dessas torcidas organizadas, travestindo-se de associação com fins lícitos para entidade promotora de atos ilícitos, configurando-se em verdadeira atuação de quadrilha ou bando."

O promotor também pede a concessão de liminar para que as seis organizadas e seus integrantes sejam impedidos de entrar nos estádios, em todo o território nacional, até o julgamento dos processos. Ele justificou a presença de Mancha Alviverde, Gaviões da Fiel, Serponte, Jovem Amor Maior, Guerreiros da Tribo e Fúria Independente na ação pelos recentes e recorrentes atos de violência que seus integrantes têm protagonizado dentro e fora dos estádios do futebol paulista.

No caso das torcidas organizadas de Palmeiras e Corinthians, o promotor lembra da briga ocorrida no dia 25 de março, que deixou dois palmeirenses mortos, e também cita o conflito de agosto do ano passado, quando um corintiano morreu. "As ocorrências policiais envolvendo a Gaviões da Fiel e a Mancha Alviverde têm se tornado frequentes, eis que em boa parte dos jogos de futebol há tumultos ou atos de violência envolvendo seus integrantes", relatou a ação.

A ação também cita alguns episódios recentes de violência em Campinas para justificar o pedido de extinção das duas torcidas da Ponte Preta e das outras duas do Guarani. E lembra que "os confrontos físicos não se dão unicamente a torcedores de outras equipes: a violência é direcionada também aos policiais militares, posto que, sempre que intervém para fazer cessar as agressões e tumultos em curso, são atacados violentamente e se tornam o alvo das novas agressões."

 

zanuja

De Agência Brasil.

STF deve parar por mais de seis semanas para julgar o mensalão22/05/2012 - 20h21

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) deve parar por mais de seis semanas para se dedicar exclusivamente ao processo do mensalão. O cronograma do julgamento começou a ser costurado na sessão administrativa desta terça-feira (22), segundo proposta do relator Joaquim Barbosa.

Embora a data do julgamento não esteja definida, Barbosa sugeriu que o processo vá a plenário em três dias da semana, na segunda-feira, na quarta-feira e na quinta-feira, sempre à tarde. Essa solução levaria o plenário do Supremo a se dedicar integralmente ao mensalão por pelo menos seis semanas, já que os ministros se reúnem apenas nas tardes de quarta e quinta-feira.

A proposta de Barbosa não enfrentou resistência dos demais ministros. No entanto, o cronograma não é definitivo porque a reunião foi interrompida para que os integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se dirigissem à sessão desta noite. Uma nova sessão administrativa deve ocorrer na próxima semana para decidir os pontos que ficaram em aberto.

A proposta de Barbosa ganhou força entre os colegas pouco antes da sessão administrativa, quando o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, já tinha três cronogramas simulados, todos com início do julgamento previsto para 4 de junho. O presidente esclareceu que essa data é fictícia porque o processo só pode ser liberado para julgamento pelo revisor, ministro Ricardo Lewandowski. “O revisor tem que ser respeitado na sua autonomia de vontade”, disse.

As iniciativas do presidente foram deixadas de lado porque os ministros entenderam que as limitações de saúde do relator deveriam ser levadas em conta – Barbosa tem um grave problema na coluna e não pode ficar sentado por muitas horas. Apesar de Barbosa ter escolhido apenas o período da tarde, Britto disse várias vezes que as sessões podem se estender durante a noite, caso necessário.

As terças-feiras foram poupadas porque esse é o dia em que os ministros se reúnem nas turmas e também porque há sessões no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que segundo observou a presidente Cármen Lúcia, não pode parar no período eleitoral. As sextas-feiras ficariam livres para os ministros se dedicarem individualmente a outros processos.

Nos cronogramas de Britto, a proposta mais restritiva previa julgamento de segunda a sexta-feira, com conclusão em três semanas. A proposta mais flexível era semelhante à de Barbosa, com a diferença que na primeira semana o julgamento teria cinco dias. Os advogados de defesa também encaminharam proposta de cronograma com julgamentos em dois dias da semana.

Apesar da dedicação exclusiva ao mensalão, o STF poderá interromper o julgamento para apreciar casos urgentes, como um habeas corpus (pedido de liberdade).
 

Edição: Rivadavia Severo

 

zanuja

Da Agência Brasil.

Desvio de R$ 3 bilhões do FGTS serão investigados no Ministério do Trabalho22/05/2012 - 19h50

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto, determinou hoje (22) a abertura de sindicância interna no ministério para apurar responsabilidades sobre a denúncia de liberação irregular de R$ 3 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para incorporadoras imobiliárias, como revela relatório da Controladoria-Geral da União (CGU).

A investigação da CGU constatou a existência de um esquema irregular em benefício de representantes do conselho curador do FGTS e de funcionários da Caixa Econômica Federal, operadora dos recursos do fundo. O relatório assegura que servidores da Caixa participaram de empresas beneficiadas em operações com recursos do FGTS, o que caracteriza “conflito de interesses” na gestão de recursos públicos.

De acordo com Brizola Neto, uma empresa só, a Sscore, assessorou seis das sete emissões de debêntures de incorporadoras compradas pelo FGTS, em 2009 e 2010, fato que despertou a curiosidade da CGU. A investigação verificou, então, que uma funcionária da Caixa, dois integrantes do conselho curador do FGTS e um economista do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) foram sócios ou dirigentes da Sscore no período em análise.

Há duas semanas apenas no ministério, Brizola Neto disse que só tomou conhecimento do relatório da CGU no último fim de semana, e ontem mesmo procurou o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, com quem discutiu as medidas cabíveis, ora adotadas pela pasta do Trabalho, para esclarecer a denúncia e punir os envolvidos. Trabalho paralelo ao inquérito iniciado pela Procuradoria-Geral da República, no mês passado, também para investigar a denúncia.

Além da sindicância interna, Brizola Neto revelou a adoção de medidas também para garantir mais transparência às reuniões do conselho curador, como a divulgação das atas das reuniões. Medida que, por sinal, consta dentre as exigências da Lei de Acesso à Informação, que entrou em vigor na semana passada. O ministro anunciou, ainda, a convocação de reunião extraordinária do conselho, em data a ser definida, para debater uma política de aplicação dos recursos do FGTS.
 

Edição: Rivadavia Severo

 

zanuja

Da Agência Brasil

Ministério Público do Rio investiga transação de compra do QG da Polícia Militar pela Petrobras22/05/2012 - 21h15

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informou hoje (22) que está investigando a transação entre a Petrobras e a Polícia Militar estadual para a compra do prédio do Quartel General (QG) localizado na Rua Evaristo da Veiga, no centro da cidade. O negócio foi anunciado ontem (21), pelo governo do estado do Rio de Janeiro.

Em nota, o Ministério Público disse ter instaurado inquérito civil, no dia 3 de maio, na 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Cidadania da Capital, para apurar “a legalidade da operação”. O procedimento foi adotado depois que a Associação de Oficiais Militares Estaduais do Rio de Janeiro (AME-RJ) encaminhou representação ao MP. O Ministério Público ressalta que a Lei de Licitações prevê “a exigência de interesse público devidamente justificado, prévia avaliação e autorização legislativa para que a alienação de imóvel público seja concretizada”.

Outro argumento é que o Artigo 100 do Código Civil Brasileiro determina que bens de uso especial, categoria em que se enquadra o imóvel, “são inalienáveis enquanto conservarem esta qualificação, sendo imprescindível a prévia modificação da função do imóvel”.

A promotoria já encaminhou ofícios ao governo do estado do Rio de Janeiro, à Secretaria de Segurança, à Assembleia Legislativa, à Câmara dos Vereadores, ao Gabinete da Casa Civil, à Procuradoria-Geral do Estado e à Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro “para que prestem as informações necessárias”.

A Secretaria de Segurança Pública também se manifestou sobre a negociação. Segundo a secretaria, a venda do prédio é “apenas o primeiro passo de um amplo projeto de reestruturação dos batalhões e da sede administrativa da Polícia Militar do Rio de Janeiro”. O objetivo é dotar a Polícia Militar de instalações modernas e mais adequadas a seu trabalho. “Como a atual sede do QG está situada em terreno de alto valor de mercado, essa venda, após concretizada, permitirá a entrada de recursos financeiros que serão utilizados na viabilização de uma nova sede administrativa”.

A Petrobras declarou, por meio de sua assessoria de imprensa, que ainda não fechou a compra do prédio. A petrolífera disse ter “formalizado a intenção de compra do terreno do QG da PM, no centro, pelo valor de R$ 336 milhões” e acrescentou que “está dando prosseguimento aos trâmites legais e detalhamento das condições para a assinatura do contrato com o governo do Rio de Janeiro”.

Com a compra do prédio, a Petrobras quer centralizar as atividades da companhia, atualmente espalhada por mais de dez prédios em diversos bairros da cidade. O diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa, também negou a concretização da transação, que, segundo ele, encontra-se em fase de finalização.

Caso o negócio venha a ser fechado, a Petrobras pretende construir, no local, um edifício que abrigue as várias subsidiárias e setores da holding.

Edição: Lana Cristina

 

zanuja

Da Agência Brasil.

Cachoeira não vai depor a favor de Demóstenes no Conselho de Ética22/05/2012 - 19h07

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) terá que se defender sozinho no processo que responde no Conselho de Ética do Senado. Depois do advogado Rui Cruvinel ter faltado ao depoimento que prestaria como testemunha de defesa do senador, hoje (22) foi a vez do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, avisar que não irá depor a favor de Demóstenes.

O presidente do conselho, senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), recebeu no início da noite da noite um ofício dos advogados de Cachoeira comunicando que ele não irá comparecer ao depoimento marcado para amanhã (23). A defesa do empresário alega que ele não irá falar no Senado antes da audiência marcada para o dia 31 de maio na 11ª Vara Criminal Federal, em Goiânia, onde responde a processo por diversos crimes, entre eles, lavagem de dinheiro e corrupção.

Diante da ausência das duas testemunhas de defesa do senador, o presidente do conselho acha que Demóstenes precisará ser ainda mais convincente em seu depoimento para tentar escapar de um pedido de cassação do mandato. “As duas testemunhas arroladas decidiram não comparecer. O relator afirma que vai trabalhar com as provas de que ele dispõe. E tem o depoimento do senador que é muito importante. Ele [Demóstenes] vai ter que convencer”, disse Valadares à Agência Brasil.

O Conselho de Ética do Senado está processando Demóstenes Torres por causa das relações com Cachoeira. O senador goiano é acusado de ter agido em favor do empresário, suspeito de comandar um esquema de jogos ilegais, fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. O senador, que se declarou amigo íntimo do empresário, é suspeito de receber dinheiro e atuar no Senado em favor dos interesses da quadrilha descoberta pela Polícia Federal nas operações Monte Carlo e Vegas.

Edição: Vinicius Doria

 

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 Será discutido na Rio + 20 ?:

Aquecimento global está terminando, aponta estudo

 22/05/2012


Aleksandr Tsiganov, ITAR-TASS
De acordo com as previsões do Instituto de Física da Academia de Ciências da Rússia, o fenômeno de aquecimento global está chegando ao fim, o que resultará na queda de temperatura em todo o planeta ao longo dos próximos anos.   Aquecimento global está terminando, aponta estudoFoto: Flickr

“O processo de esfriamento global já começou”, disseram à agência ITAR-TASS os cientistas que trabalham na Estação de Pesquisa da cidade de Dolgoprúdni, nos arredores de Moscou, citando os resultados dos estudos realizados juntamente com seus colegas do Observatório Aerológico do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos.

Depois de um pico em 2005, a temperatura média da Terra diminuiu em 0,3 graus e voltou ao nível dos anos 1996 e 1997. 

Os cientistas acreditam que, até o início de 2015,  a temperatura cairá mais 1,5  décimos de grau, o que corresponde ao clima do início dos anos 80. 

Em 2020, os habitantes do hemisfério Norte irão se lembrar dos invernos rigorosos de 1978 e 1979 e, no início de 2040, nosso planeta começará a “congelar”, apresentando valores de temperatura abaixo dos médios registrados no período entre 1880 e 2006.

As pesquisas realizadas mostram que a causa dessas mudanças climáticas tem origem espacial e não decorre das atividades da civilização humana. 

Poeira espacial

Segundo cientistas, entre 400 e 1000 toneladas de poeira espacial atingem diariamente a atmosfera terrestre, provocando a condensação de vapor d’água. 

Assim, quanto mais poeira espacial cai na Terra, maior é a camada de nuvens que cobre o planeta e reflete a luz do sol no espaço. Como resultado, o clima torna-se mais frio. 

Verificou-se ainda que os períodos de aquecimento e esfriamento global coincidem com os períodos nos quais o planeta fica envolto em nuvens especialmente densas de sujeira interplanetária.

“A principal fonte de pó espacial são cometas”, diz Iúri Stojkov, do Instituto de Física. “Ao se aproximar do Sol, os cometas liberam seu ‘manto’ de pó e gás congelados, que entra na atmosfera terrestre e cai sobre a Terra”, explica.

Segundo o cientista, a quantidade de pó espacial precipitada depende das posições dos planetas. “A mudança na concentração de poeira cósmica e do clima da Terra deve, portanto, obedecer a periodicidades semelhantes às registradas nas posições do demais planetas”, disse Stojkov. 

Para verificar suas hipóteses, os cientistas confrontaram as periodicidades na posição de planetas pares e as periodicidades temporais da mudança do clima global da Terra e descobriram a relação entre os valores de temperatura e o tráfego de poeira cósmica. Com base nos resultados obtidos, os puderam elaborar uma previsão de mudanças climáticas nos próximos 50 anos. 

 Oscilações perenes

Esse não é o primeiro trabalho a descobrir a periodicidade de mudanças do clima global e a desmentir as previsões do aquecimento global, dizem os especialistas do Instituto de Física. 

Os resultados obtidos pelos cientistas russos foram inclusive confirmados pela análise das amostras de gelo extraídas de um poço perfurado na camada de gelo sobre o Lago Vostok, na Antártida. 

A análise da amostra permitiu conhecer as mudanças de temperatura ao longo de 420 mil anos. Nesse espaço de tempo, a Terra sofreu pelo menos quatro grandes oscilações de temperatura com uma amplitude de 8 graus. 

Ainda, os meteorologistas defendem que mesmo um grau de diferença já pode ser considerado demais quando se fala em clima global.

 

A FSP insistiu muito para que fosse quebrado o sigilo bancário e fiscal da Delta nacional. O problema é que ela descobriu que o dinheiro do Cachoeira vai chegar e Paulo Preto e consequentemente em Serra, então o que fez a FSP? Mudou o discurso e foi procurar empregado fantasmano cabinete do Presidente da CPMI com a ajuda prestimosa do Senador Cássio Cunha PSDB-PB, o mesmo que foi acusado de compra de voto e está lá graças  ao STF.

Do G1.

Jornal diz que presidente da CPI tem 'fantasma' no gabinete; ele negaSegundo 'Folha de S.Paulo', funcionária ganha mas não comparece.
Vital do Rêgo (PMDB-PB) diz que investigará, mas nega irregularidade.o 

O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que preside a CPI do bicheiro Carlinhos Cachoeira, respondeu nesta terça (22) à denúncia publicada pelo jornal "Folha de S.Paulo" de que teria contratado uma funcionária-fantasma para o gabinete dele.

Maria Eduarda Lucena dos Santos, de 20 anos, diz que é co-autora de uma música de grande sucesso - "Ai se eu te pego", cantada por Michel Teló, que ganhou repercussão internacional.

Vital do Rêgo negou irregularidade - mas disse que vai investigar a contratação. Ele é corregedor do Senado - responsável por analisar a conduta dos colegas senadores.

Segundo o jornal, o emprego para a jovem foi obtido pelo pai dela, o jornalista Adelson Barbosa. Ao jornal, ele admitiu que faz um trabalho para Vital do Rêgo, com outros dois colegas, no lugar da filha, que não é jornalista. De acordo com Barbosa, eles dividem o valor do salário para escrever reportagens favoráveis ao senador.

O jornalista afirmou à "Folha" que partiu do senador a sugestão de colocar uma pessoa no gabinete.

Há um ano e três meses, Maria Eduarda Lucena é assistente parlamentar no escritório de Vital do Rêgo na Paraíba. É dispensada de bater ponto e ganha cerca de R$ 3 mil por mês. Nesta terça, nem ela nem o pai quiseram comentar o assunto.


"Soube que a funcionária presta serviços ao meu gabinete. Abri uma sindicância, recebi já os relatórios e a presença da funcionária, todo o relatório sobre a sua assiduidade e é um fato absolutamente normal", declarou.O senador Vital do Rêgo negou qualquer irregularidade, disse que a funcionária comparece ao trabalho, mas afirmou que abriu uma investigação.

Parlamentares cobram esclarecimentos sobre a contratação da funcionária. "Tira a autoridade. Ninguém pode ser presidente de uma comissão parlamentar de inquérito do congresso nacional com esse tipo de fragilidade. Ele deve esclarecer imediato à sociedade brasileira e corrigir isso definitivamente", afirmou o deputado Rubens Bueno, líder do partido e integrante da CPI.

 

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Retificando: Gabinete.

 

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Da RFI
Público aplaude Nelson Pereira dos Santos de pé em Cannes

Taíssa Stivanin
Artigo publicado em 23 de Maio de 2012

O Brasil foi escolhido pela direção do Festival como o convidado de honra desta edição, e exibiu nesta terça-feira em sessão especial o documentário  "A Música Segundo Tom Jobim", do diretor Nelson Pereira dos Santos. O filme, feito em parceria com a neta do músico, Dora Jobim, foi aplaudido de pé pela plateia.

"A Música Segundo Tom Jobim", documentário de Nelson Pereira dos Santos, conta em uma hora a trajetória do ícone da bossa-nova através suas composições. Sem palavras, diálogos ou depoimentos. O fio condutor é a melodia dos clássicos deTom Jobim, tocados pelo próprio e por grandes interprétes brasileiros, como Chico Buarque e Gal Costa, e estrangeiros como Ella Fitzgerald ou Diana Krall. Um bálsamo para ouvidos mais treinados e um ritual de iniciação para quem só associa "Garota de Ipanema" a seu repertório. As cenas são entremeadas por fotos, partituras, cartões postais, capas de discos e outros objetos que reconstituem a trajetória de Tom.

Exibido pela primeira vez fora do Brasil, o filme foi escolhido pela direção de Cannes para a sessão especial desta terça-feira, e é o ponto alto da homenagem ao Brasil preparada para esta edição, que termina com uma grande festa hoje no espaço Agora, na Croisette, a famosa rua de Cannes. Pouco antes do início da sessão, o documentário foi apresentado por Thierry Fremaux, um dos diretores do Festival, que veio pessoalmente tecer elogios ao cineasta de 84 anos, precursor do Cinema Novo, diante de uma sala repleta de outros brasileiros famosos. Entre eles, Cacá Diegues, que neste ano preside o júri do Camera d’Or em Cannes e Karim Ainouz, diretor do filme Madame Satã. No final, Nelson foi ovacionado de pé durante mais de um minuto.

Feito em parceria com Dora Jobim, neta do músico, “A Música Segundo Tom Jobim” é o segundo documentário realizado por Nelson Pereira dos Santos dedicado ao compositor. Em 1985, ele dirigiu uma série sobre ele para a extinta TV Manchete, mas com a falência da empresa os arquivos esapareceram, como contou o cineasta à RFI. "Infelizmente tudo foi queimado, sumiu tudo jogaram fora....Ainda tenho uma cópia que pretendemos um dia restaurar", declara.

A neta de Tom Jobim, Dora, conta que a maior dificuldade foi juntar as imagens. "Muita coisa tínhamos no arquivo da família, difícil foi selecionar. A ideia era que a música conduzisse a história", explica.  Apresentado em Cannes como ‘rapsódia melódica’, o documentário Dora ressalta que a decisão de colocar apenas música no documentário foi justamente diferenciá-lo do formato tradicional."Mas o Nelson tem outro projeto com mulheres contando a vida do Tom, e aí serão só falas”, conta.

Cannes Classic e Palma de Ouro

Dois filmes brasileiros também serão exibidos no Festival Cannes Classics nesta edição: "Xica da Silva", do diretor Cacá Diegues, e "Cabra Marcado para Morrer", do documentarista Eduardo Coutinho. Nesta quarta-feira, o filme do diretor brasileiro Walter Salles, "Na Estrada", que disputa a Palma de Ouro, também será apresentado à imprensa. O longa está sendo considerado, por enquanto, um dos favoritos. A última vez que o Brasil ganhou o prêmio foi em 1962, com o filme "O Pagador de Promessas", de Anselmo Duarte.

 

 

De Opera Mundi.

Tradicional feudo da direita e da Frente Nacional, Marselha é conquistada por socialistas

Centro-esquerda pode vencer em até seis das sete circunsrições

 

 

Wikimedia Commons
 
Panorâmica do Velho Porto de Marselha, cidade onde o PS conquistou vitória inédita na última eleição presidencial

As eleições legislativas na França, que serão realizadas em dois turnos nos dias 10 e 17 de junho, devem, segundo as pesquisas, confirmar a vitória do Partido Socialista na eleição presidencial, vencida por François Hollande. Uma outra boa notícia para a centro-esquerda nas eleições desse ano é que, na cidade de Marselha, segunda maior do país, o partido deverá eleger a maioria dos deputados: das sete circunscrições, o PS tem chances de ganhar seis.

Pela primeira vez na história da Quinta República, os marselheses deram a vitória a um candidato à esquerda no segundo turno de uma eleição presidencial. Hollande teve 50,87% dos votos, mesmo que com apenas um ponto de diferença sobre Nicolas Sarkozy. 

Marselha é tradicionalmente governada pela direita. O prefeito, Jean-Claude Gaudin, está à frente do executivo municipal desde 1995. E também é onde a Frente Nacional (extrema-direita) consegue alguns de seus melhores desempenhos. Nesta eleição, Marine Le Pen obteve 21,22% dos votos no primeiro turno na cidade, disputado em 22 de abril.

Na última legislatura, definida em 2007, os deputados da UMP (União por um Movimento Popular, direita conservadora) dominaram cinco das oito circunscrições, e agora só tem chances em três.

Regulamento

Na França, o voto para a Assembleia Nacional é distrital. A eleição legislativa francesa elege cada um de seus 577 deputados por circunscrição. Se um deputado não obtiver a maioria absoluta em uma delas, ele terá de disputar um segundo turno, com um ou até dois adversários (nesse caso, a disputa é chamadas de triangular), caso cada candidato atinja mais de 12,5% dos votos.

A geografia eleitoral foi redesenhada e a cidade de Marselha perdeu uma circunscrição para a eleição deste ano. Agora, o PS terá agora grande chance de obter uma vitória em uma nova região criada acerca do Velho Porto.
 

Examinando o desempenho dos partidos em cada uma das sete circunscrições na eleição presidencial, Nicolas Sarkozy, da UMP, venceu em apenas três (a 1ª, a 2ª e a 6ª), enquanto Hollande venceu nas outras quatro. A Frente Nacional conseguiu ultrapassar a barreira dos 20% em quatro dos setores e, embora não consigam chegar a vitória em nenhum deles, são fundamentais para tirar o voto da direita em eventuais casos de segundo turno triangular.

O quinto distrito deverá contar com um confronto de um ex-ministros com uma ministra recém-empossada: Renaud Muselier, do UMP, antigo secretário de Estado do Ministério de Relações Exteriores (com status ministerial)no governo de Jacques Chirac, que tenta seu quinto mandato consecutivo, e Marie-Arlette Carlotti (PS), ministra delegada aos portadores de deficiência.

Caso o PS não consiga maioria na Câmara de Deputados (ou 289 assentos), o país terá que ser governado por um governo de coabitação, com um primeiro-ministro de direita. Algumas disputas nos territórios ultramarinos serão disputados com uma semana de antecedência.

 

 

zanuja

De Opera Mundi.

Justiça autoriza busca em casa de militar envolvido em crimes da ditadura argentina

Jorge Eugenio O'Higgins é acusado de envolvimento na morte de ex-secretário de Perón

  

A Justiça argentina autorizou nesta segunda-feira (21/05) uma busca na residência do general reformado Jorge Eugenio O’Higgins. Ele é suspeito de participar do assassinato de Bernardo Alberte, outro militar e ex-secretário pessoal do ex-presidente Juan Domingo Perón, em 24 de março. O crime ocorreu em 24 de março de 1976, dia do golpe que instaurou a ditadura civil-militar no país (1976-1983).

De acordo com informações da rede estatal Telam, a medida foi realizada por determinação do juiz federal Daniel Rafecas, em uma ação ajuizada pela família de Alberte. A ação foi recentemente integrada em uma causa conjunta de crimes contra a humanidade durante o período.

Telam  
O ex-secretário de Juan Domingo Perón e militante justicialista, Bernardo Alberte

Durante a busca, realizada por funcionários da Justiça e da Polícia Federal, foram apreendidos documentos da época que podem complicar a situação de O’Higgins, que na época do crime trabalhava como chefe da Inteligência do Exército, informou a advogada da família de Alberte, Elizabeth Gómez Alcorta.

Alberte dormia ao lado de sua mulher no prédio em que morava, no bairro da Recoleta. Poucos minutos depois do golpe ter sido estabelecido, um grupo de militares, transportados por um comboio de 14 veículos, invadiu seu apartamento arrombando a porta, aos gritos, afirmando que iriam matá-lo por vingança. Ele tentou resistir com seu revólver de uso pessoal, mas foi dominado pelo grupo e jogado do sexto andar do prédio, morrendo na hora.

Além do assassinato, os militares roubaram a correspondência que Alberte trocou com Perón entre os anos de 1967 e 1968, época em que estiveram mais próximos.

O’Higgins é acusado de ter ficado com a posse dessas cartas, que foram encontradas no lixo por um de seus vizinhos, em 1982.
 

Na medida judicial, expedida inicialmente em junho de 1976 e reaberta após a revogação das leis de impunidade (equivalentes à Leis de Anistia brasileira, ainda em vigor), a família Alberte acusa o general Oscar Enrique Guerrero como chefe da comissão militar que cometeu o assassinato. Guerrero era o então chefe de operações do Exército e chefe da polícia de Buenos Aires.  

Alberte, histórico militante peronista, é considerado a “primeira vítima simbólica” da ditadura argentina por seus familiares. Na versão deles, sua esposa foi deitada de bruços e teve uma espingarda apontada para a sua boca. Sua filha Lídia, à época com quatro anos, presenciou a ação e quase foi levada pelo grupo de militares, que mudaram de ideia na última hora.

 

 

 

 

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Da Agência Câmara.

Ministro garante conclusão de transposição do São Francisco até 2015 

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, garantiu a entrega da transposição do rio São Francisco até 2015, apesar dos atuais problemas contratuais. A afirmação foi feita em audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira da Câmara. Segundo o ministro, o eixo leste será concluído até dezembro de 2014 e do eixo norte, no segundo semestre de 2015.

Alexandra MartinsFernando Bezerra (ministro da Integração Nacional) e dep. Edmar Arruda (PSC-PR)Fernando Bezerra (E): haverá novas licitações entre junho e setembro.

Hoje, a transposição tem 36% do empreendimento executado, mas quatro dos 16 lotes de obras estão paralisados. Segundo o ministro, as reestimativas oficiais no valor total passaram de R$ 4,8 bilhões, em 2007, para R$ 8,2 bilhões neste ano. Este acréscimo teria ocorrido obretudo devido a reajustes contratuais e aumento das despesas com compensações socioambientais.

Bezerra explicou que, atendendo a orientação da presidente Dilma Roussef de não autorizar aditivos superiores a 25% do valor dos contratos, os saldos remanescentes de obras vão passar por novas licitações entre junho e setembro. "A complexidade é arrumar todos os contratos e definir os objetos dos contratos existentes e dos novos. Mas estamos na perspectiva de concluir a licitação dos saldos remanescentes e ter frentes de serviço abertas em todas as áreas da transposição", destacou. O valor total desses saldos remanescentes é de R$ 1,3 bilhão.

Má gestão
Autor do pedido de audiência pública, o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), disse que, apesar dos esclarecimentos do ministro, fica claro o que ele chama de "má gestão" nas obras do São Francisco. "Já foram mais de quatro ministros que passaram pelo ministério e a obra se arrastou ao longo do tempo. O que houve, na verdade, foi uma total falta de planejamento e uma incapacidade total de gestão. Ela praticamente dobrou de preço", afirmou.

Balanço atual da transposição do rio São Francisco, segundo o Ministério da Integração Nacional
CUSTOS (valores de maio/2012):
* Custo total do empreendimento: R$ 8,2 bilhões
* Obras civis: R$ 6 bilhões
* Compensações socioambientais: R$ 968 milhões
* Eletromecânica: R$ 692 milhões
* Supervisão/gerenciamento: R$ 405,3 milhões

REESTIMATIVAS OFICIAIS
* 2007: R$ 4,8 bilhões
* 2011: R$ 6,9 bilhões
* 2012: R$ 8,2 bilhões

ANDAMENTO
* Execução total do empreendimento: 36,12%
* Obras civis: 30%
* Compensações socioambientais: 36%
* Eletromecânica: 69%
* Projetos executivos: 88,5%
* Supervisão/gerenciamento: 51%
* Trabalhadores mobilizados: 4.500

Reportagem – José Carlos Oliveira 
Edição – Rachel librelon

 

zanuja

Da Agência Câmara.

 

Aprovado projeto que permite registro de candidato que teve contas rejeitadas

Proposta será encaminhada ao Senado.

O Plenário aprovou nesta terça-feira (22) o Projeto de Lei 3839/12, que estabelece novas regras para a expedição da certidão de quitação eleitoral. Esse documento é um dos exigidos pela legislação para que uma pessoa possa garantir a sua candidatura. O projeto é de autoria do deputado Roberto Balestra (PP-GO) e altera a Lei Eleitoral (9.504/97).

Diógenis Santos

Arthur Lira

Arthur Lira apresentou parecer favorável ao projeto.

A proposta tem como principal objetivo mudar a interpretação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a emissão da certidão. Segundo o autor da proposta, a corte tem entendido que a certidão não será emitida para candidato que tiver contas de campanha eleitoral anteriores rejeitadas.

Para Balestra, a jurisprudência foi além do que determina a Lei Eleitoral, que exige, como um dos critérios para a emissão, apenas a apresentação das contas, sem menção à rejeição. O texto aprovado determina que a certidão será entregue “ainda que as contas sejam desaprovadas”.

Multa
Segundo o projeto, a decisão que desaprovar as contas sujeitará o candidato unicamente ao pagamento de multa no valor equivalente ao das irregularidades detectadas, acrescida de 10%. Os recursos arrecadados com o pagamento da multa serão destinados ao Fundo Partidário.

O projeto recebeu parecer favorável do relator, deputado Arthur Lira (PP-AL). O texto vai agora ao Senado.

 

 

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da Agência Brasil

 

Jovens do campo pedem políticas públicas próprias e reclamam da falta de acesso à tecnologia e comunicação22/05/2012 - 19h33

Da Agência Brasil

Brasília – Jovens de áreas rurais apontam que faltam políticas específicas para atendê-los e queixam-se também de falta de acesso à tecnologia. Essas foram as principais demandas apresentadas no segundo dia do 1º Seminário Nacional de Juventude Rural e Políticas Públicas, que prossegue até a próxima quinta-feira (24).

Participam do evento cerca de 40 organizações sociais de todo o país. O objetivo do encontro é fortalecer a articulação entre o governo federal e a sociedade civil para debater e elaborar um conjunto de políticas públicas destinada aos jovens que vivem no campo.

Segundo dados da Secretaria Nacional de Juventude, que promove o encontro, cerca de 8 milhões de jovens, com idades entre 15 e 29 anos, vivem na área rural.

Douglas Cenci, de 24 anos, coordenador estadual da Juventude da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (Fetraf-Sul) reclamou da falta de perspectivas no mercado de trabalho. “Noventa por cento dos jovens que terminaram o ensino médio no meu município vão para a cidade para ter mais oportunidades, tanto de estudo quanto de qualidade de vida. Existem dois grandes problemas: são poucas as políticas públicas que existem e as que existem não funcionam”, disse. Douglas queixa-se ainda das taxas de juros para o financiamento de terras e da dificuldade de acesso à internet e à telefonia.

Já Hildebrando de Andrade, de 25 anos, coordenador da Juventude e Comunicação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Rio Grande do Norte, o importante é colocar em prática as ações discutidas. “Viemos cobrar políticas públicas para manter o jovem no campo, incentivo para que eles permaneçam nos assentamentos. O importante não é só o debate, mas, principalmente, que tudo o que for decidido aqui seja colocado em prática. O desafio é fazer com que as propostas sejam concretizadas”, destacou.

Há jovens que reclamam da falta de incentivo para que permaneçam no campo. A representante da Pastoral da Juventude Rural da cidade de Descanço (SC), Daniele Casagranda, de 24 anos, enfatizou que os jovens gostam de viver no campo. “Falta incentivo à educação. Além disso, poucos têm acesso à informação, por meio da internet, direito que deveria ser de todos. Sem contar que a maioria dos programas já existentes é muito burocrática e de difícil acesso. O campo é onde nos criamos e onde gostamos de viver.”

A secretária nacional de Juventude, Severine Macedo, esclareceu que o seminário servirá para fortalecer o tema e dar visibilidade a essas demandas, além de avançar na síntese de políticas públicas para atender aos jovens que vivem na área rural. “A participação social nas discussões do seminário é o diferencial do evento. Com ela, pretendemos apontar alternativas para esses jovens, além de reforçar as especificidades de cada grupo e melhorar a vida deles”, observou.

Edição: Lana Cristina

 

 

Situação escandalosa da justiça do Rio de Janeiro (será que o mesmo ocorre por todo país?):

 Justiça do Rio garante pensão de R$ 43 mil para filha de desembargadorAs 32 mil “filhas solteiras” de servidores são 34% das pensionistas e custam ao Estado R$ 447 milhões por ano. Para não perder benefício, muitas se casam de fato, mas não de direito

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro                 

Foto: Reprodução do Facebook de Márcia Couto Ação popular questiona as duas pensões, de R$ 43 mil, que Márcia Couto recebe do Estado

Uma ação popular questiona o direito de uma mulher de 52 anos receber duas pensões, no total de R$ 43 mil mensais, pela morte do pai, desembargador do Rio de Janeiro, mesmo após ter sido casada, por ao menos três anos.

Leia também: Pensionista dá versões distintas sobre casamento em ações diferentes

A dentista Marcia Maria Couto casou-se em cerimônia religiosa e festa para 200 pessoas, em 1990, e teve dois filhos com o marido, mas sempre se declarou solteira, para efeitos de pensão. O iG teve acesso ao processo público, que está no Tribunal de Justiça do Rio e será julgada em breve. Por ora, um desembargador manteve os pagamentos.

Filha do desembargador José Erasmo Brandão Couto, morto em 1982, Márcia recebe duas pensões do Estado do Rio – uma do Fundo Especial do Tribunal de Justiça (R$ 19.200) e outra do RioPrevidência (R$ 24.116) –, no total de cerca de R$ 43 mil mensais.

Em um ano, os cofres públicos lhe pagam cerca de R$ 559 mil, ou R$ 2,8 milhões, em cinco anos.

Pagamentos de pensão a “filhas solteiras” somam R$ 2,24 bilhões em cinco anos

A ação popular, movida por Thatiana Travassos de Oliveira Lindo, questiona o direito de Márcia aos pagamentos e espera sentença do Tribunal de Justiça. O Estado do Rio paga benefícios do gênero a cerca de 32 mil “filhas solteiras” de funcionários públicos mortos, no gasto total de R$ 447 milhões por ano, ou R$ 2,235 bilhões, em cinco anos.

As autoridades desconfiam que muitas dessas 32 mil mulheres, como Márcia, formam família mas evitam se casar oficialmente, com o único objetivo de não perder a pensão. Segundo a lei 285/79, o matrimônio “é causa extintiva do recebimento de pensão por filha solteira”. O expediente é visto como uma “fraude à lei” pela ação popular e pela Procuradoria do Estado.

No Estado do Rio, as 32.112 “filhas solteiras” representam mais de um terço (34%) do total de 93.395 pensionistas, ao custo de R$ 34,4 milhões mensais, ou R$ 447 milhões por ano – e R$ 2,235 bilhões em cinco anos -, segundo o Rio Previdência.

No caso de Márcia, o desembargador Pedro Saraiva Andrade Lemos garantiu o pagamento da pensão mensal de R$ 43 mil, mesmo depois de o Rio Previdência tê-lo cortado administrativamente, em 2010.

“Os atos lesivos ao patrimônio que se comprovam com esta ação popular são as situações das filhas maiores de servidores falecidos que se habilitam e passam a receber pensões pagas com recursos dos cofres públicos mesmo estando casadas ou vivendo em união estável, sem dependência econômica, contrariando a legislação regente. Não se pode ter essa prodigalidade com os cofres públicos, quando o particular, maior, capaz e apto para o trabalho, tem o dever e a obrigação legal e moral de se autossustentar. Não se pode conferir o ‘parasitismo social’. São pessoas capazes de prover o próprio sustento, mas transferem os ônus e encargos para toda a coletividade, muitas das vezes, até com fraude à lei”, afirma a autora popular, que não quis dizer ao iG por que move a ação.

Esse benefício, originário do tempo em que as mulheres não estavam no mercado de trabalho, tem o objetivo de garantir a subsistência e a proteção financeira da filha do funcionário morto até que comece a trabalhar ou se case. Márcia tem 52 anos e é dentista, o que faz a pensão perder o sentido, na opinião da autora popular e da PGE – as duas circunstâncias são impeditivas do pagamento.

Após reincluir beneficiária, RioPrevidência corta benefício e pede dinheiro de volta

Foto: Reprodução da internet Após suspensão, o TJ do Rio mandou o RioPrevidência voltar a pagar pensão a Márcia, filha do desembargador José Erasmo Couto

Após a morte do pai, em 1982, Márcia passou a dividir com a mãe as pensões do Fundo Especial do TJ e do Iperj (atual RioPrevidência). De acordo com a lei no ano da morte do desembargador, só era previsto o pagamento de pensão previdenciária para as filhas maiores até a idade-limite de 25 anos e desde que fossem solteiras. Assim, quando Márcia fez 25 anos, em 1985, deixou de fazer jus ao benefício, que ficou apenas para a viúva do magistrado.

A dentista continuou, porém a receber 50% do montante do Fundo Especial do TJ. Casou-se no religioso, em 1990, na Paróquia Nossa Senhora do Brasil, na Urca, em união da qual nasceram dois filhos (um em 91 e outro em 93). “Para ludibriar os sistemas previdenciários do antigo Iperj e do Fundo Especial, o casamente só foi realizado no âmbito religioso, não tendo sido comunicado para as instituições previdenciárias”, afirma a ação popular. O casal ficou unido entre três e nove anos - o período varia de acordo com o interlocutor - e se separou nos anos 90.

Após a morte da viúva, em 2004, Márcia pediu administrativamente e obteve a reversão da pensão de sua mãe no Fundo Especial. “Se a ré nem sequer tinha direito a receber o benefício que vinha recebendo, não poderia jamais ter deferida a reversão da cota-parte recebida por sua genitora”, protesta a autora da ação, Thatiana Travassos.

No ano seguinte, requereu a reinclusão na pensão do RioPrevidência – após ter sido excluída 30 anos antes –, novamente alegando ser solteira. Embora tivesse mais de 25 anos e não seja possível voltar a ter o benefício quem já foi excluído do sistema, ela também voltou a receber integralmente a pensão que vinha sendo paga à mãe.

De acordo com a autora popular, Márcia não preenchia nenhum dos requisitos das concessões do benefício, segundo a lei, em 2004: era maior de 21 anos, independente economicamente, não era estudante universitária de até 24 anos, interditada ou inválida, não tinha dependência econômica – era dentista – e não era mais solteira, porque já tinha se casado.

Ao tomar ciência da ação popular, o RioPrevidência – inicialmente réu – reviu a decisão ao constatar que a concessão estava “viciada”: cortou o benefício e pede o fim dos pagamentos e a devolução do montante pago nos últimos cinco anos. Intimada, Márcia foi ao órgão apresentar defesa, mas optou por não assinar termo de ciência. “Naquela ocasião, afirmou, assumindo inteira responsabilidade pela veracidade das informações prestadas, que o seu estado civil era o de solteira. Perceba-se, desde já, o ardil empregado pela ré, que omitiu o seu casamento celebrado anos antes”, diz o RioPrevidência.

“Vida nababesca”

Foto: AE Márcia Couto recebe pensões do RioPrevidência e do Tribunal de Justiça, do pai desembargador

No entanto decisão do desembargador Pedro Lemos obrigou o órgão a retomar o pagamento. Em recurso ao tribunal, Márcia alegou que “a subsistência e a independência financeira de sua família receberam duro golpe”. Para o órgão previdenciário, a argumentação é “para dizer o mínimo, melodramática, porque ela já recebe de pensão especial do TJ mais cerca de R$ 20 mil. A manutenção da pensão proporciona à filha do desembargador uma vida nababesca, à custa dos contribuintes do Estado do Rio de Janeiro”.

A PGE cita frase de outro desembargador, Horácio dos Santos Ribeiro Neto, segundo quem “lamentavelmente, há no país a crença de que pensão por morte é herança e deve ser deixada para alguém porque, em caso contrário, ‘fica para o governo’”.

A ação lembra que o entendimento da Constituição Federal é de igualdade de tratamento entre união estável e casamento, em relação às pensões e benefícios previdenciários, de modo que Márcia perdeu a condição de solteira em 1990 para continuar a receber os benefícios previdenciários que recebe. A autora Thatiana Travassos afirma que Márcia teve “má-fé”, ao usar “expedientes maliciosos” e “mecanismos espúrios” de só casar no religioso “com o único e específico intuito de não perder a condição de beneficiária como filha solteira” e de “ludibriar para impedir a aplicação de preceito imperativo da lei” – o que se caracterizaria como “fraude à lei”.

A ação popular afirma que levantamento de casos como o de Márcia, no Distrito Federal, identificou pagamento indevido de pensão a 2.879 filhas de servidores públicos mortos do Executivo maiores de 21 anos que só teriam direito ao benefício se continuassem solteiras. A fraude, aponta, custou aos cofres públicos cerca de R$ 30 milhões por ano – R$ 150 milhões, em cinco anos, e R$ 300 milhões, em dez anos.

No Rio, não há previsão de o RioPrevidência fazer uma investigação semelhante em sua base de dados.

Autora da ação não quer falar; TJ e advogado de Márcia não respondem

O iG falou por telefone com Thatiana Travassos, autora da ação popular que pede o cancelamento das pensões de Márcia Couto. Ela não quis informar o motivo por que moveu a ação nem quis dar entrevista sobre o assunto.

A reportagem ligou e enviou e-mail à assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, para ouvi-la a respeito do pagamento da pensão a Márcia pelo Fundo Especial do TJ. Também questionou o tribunal se a decisão de um desembargador em favor da filha de um outro desembargador não poderia parecer corporativista tendo em vista os fatos. O TJ não respondeu.

O iG deixou mensagem às 13h de sexta-feira (18) no celular do advogado José Roberto de Castro Neves, que representa Márcia. Às 13h10, o repórter deixou recado com a secretária Maíra, no escritório de que é sócio no Rio, mas não teve resposta até esta segunda (21).

 

Mais uma Maitê da vida...

 

De Agência Senado.

Advogado de Cachoeira diz que delação premiada está fora de cogitação

 

Anderson Vieira, Isabela Vilar

 

O advogado Márcio Thomaz Bastos afirmou que não há possibilidade de um acordo de delação premiada entre Carlinhos Cachoeira e o Ministério Público. Nesse tipo de acordo, o acusado que aceita colaborar com a investigação e revelar informações sobre outros envolvidos recebe benefícios legais, como redução da pena.

– Isso não está em cogitação – disse o ex-ministro da Justiça nesta terça-feira (22), em entrevista após a reunião da CPI que investiga Cachoeira.

A sugestão foi feita por parlamentares durante a reunião da CPI em que Cachoeira seria ouvido. Orientado pelo advogado, o investigado usou o direito constitucional de permanecer calado para não produzir provas contra si e não respondeu às questões sobre a possibilidade de delação premiada feitas pelos integrantes da comissão.

Delegado licenciado da Polícia Federal, o deputado Fernando Francischini  (PSDB-PR) afirmou que Cachoeira poderia ajudar o país a “passar a vassoura” no Congresso Nacional e na política dos estados caso aceitasse um acordo. A sugestão também foi feita pelo deputado Domingos Sávio (PSDB-MG).

– Pense na delação premiada. E que seu advogado considere isso. Nós vamos acompanhar de perto. Não havendo a delação, não poderá ser reduzida uma fração do que o senhor terá de pagar – sugeriu.

Conflito

Questionado sobre a possibilidade de haver “problema ético” no fato de defender Cachoeira, Thomaz Bastos negou qualquer constrangimento. Durante a reunião, os deputados Chico Alencar (PSOL-RJ) e Miro Teixeira (PDT-RJ) ressaltaram o fato de o advogado ter sido Ministro da Justiça no governo Lula.

– Passei 45 anos de minha vida como advogado, fiquei quatro anos no Ministério e faz cinco anos que saí de lá. Portanto, não há nenhum impedimento - disse.

Ante o silêncio de Cachoeira na CPI, Miro Teixeira, que foi ministro das Comunicações também no governo Lula, disse esperar reencontrar Márcio Thomaz Bastos em uma “situação mais agradável”.

Já o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) elogiou o advogado, destacando seu papel como ministro da Justiça, quando, segundo ele, teria contribuído para fortalecer a Polícia Federal.

Agência Senado

 

 

 

 

 

zanuja

do Fazendo Media

 

CARTA DA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES E PESCADORES DA VILA AUTÓDROMO EM RESPOSTA AO JORNAL O GLOBOPor Redação, 21.05.2012

 

 

 

 

A Associação de Moradores e Pescadores da Vila Autódromo – AMPVA, CNPJ 30.122.410/001-76, situada na Avenida do Autódromo n. 16, baixada de Jacarepaguá, na cidade do Rio de Janeiro, através de seu presidente Altair Guimarães, e os demais moradores (as), repudia a matéria veiculada no jornal O Globo publicada no dia 10 de maio de 2012, quinta-feira, no caderno Barra (n. 2.242).

A matéria, assinada por Leandra Lima, deturpa e distorce as informações cedidas gentilmente pelo presidente da AMPVA, bem como da moradora Sandra Isidoro. Altair Guimarães jamais disse que aceitariam ser transferidos para o Parque Carioca, muito menos, declarou que o problema nesse processo seria o “temor que residentes de outras comunidades também sejam transferidos” (p. 13) para lá. A remoção não é um caminho aceito pelos moradores do bairro, assim como nenhum deles disse que não pretendem dividir o espaço com moradores de outras comunidades. A edição do O Globo, não demonstra fidelidade às informações fornecidas por Altair Guimarães, utilizou o discurso da liderança de modo incorreto ao realizar comparações indevidas da Vila Autódromo com outras comunidades do Rio de Janeiro. Os moradores da Vila Autódromo são conhecidos por sua resistência e pelo respeito às comunidades menos favorecidas da cidade que, como eles, lutam pelos seus direitos.

Não existe, entre os moradores da Vila Autódromo, nenhum tipo de problema com relação aos moradores de outros bairros citados na reportagem já que muitos deles os frequentam pelo simples fato ser o endereço de seus familiares, como é o caso, por exemplo, da Cidade de Deus, Morro dos Macacos e Santa Cruz. E o presidente da AMPVA não considera, como a matéria leva a crer, que o tráfico de drogas ou milícia são consequências da falta de organização dos moradores dos outros bairros, pois estes também são vítimas dessa situação.

Além disso, a resistência dos moradores não se faz em função do limitado tamanho das moradias impostas pela Prefeitura no futuro condomínio Parque Carioca, como também consta na mesma matéria do jornal O Globo. O fato de permanecer no bairro articula a luta por direitos, a luta por participação das decisões sobre a organização dos espaços da cidade e, por fim, a luta pela afirmação da dignidade humana.

A matéria de Leandra Lima foi uma tentativa de diminuir a complexidade que incorpora a Vila Autódromo. A permanência na Vila Autódromo é legítima e uma luta que atravessa décadas. Ali se reivindica a permanência do bairro com a urbanização do lugar onde seus moradores pagam impostos, trabalham, se organizam, propõem e cobram do poder público.

Por isso, a AMPVA tem elaborado conjuntamente com o Núcleo Experimental de Planejamento Conflitual (ETTERN/IPPUR/UFRJ) o “Plano Popular da Vila Autódromo”, que propõe a urbanização como saída democrática e mais barata à remoção. O plano contem os seguintes projetos: habitacional, de educação, saneamento e meio ambiente, economia local, transporte e desenvolvimento cultural. Cabe lembrar que a equipe técnica do Plano Popular da Vila Autódromo, formado por especialistas do Núcleo Experimental do Planejamento Conflitual (ETTERN/IPPUR/UFRJ), garante o desenho urbanístico do bairro como ocupação consolidada, ao contrário do que indica a reportagem. Para a efetivação do citado Plano a pequena parcela dos moradores que moram na faixa de 15 metros da Lagoa de Jacarepaguá propuseram, eles próprios, a mudança de suas casas para outra região do bairro.

Os moradores da comunidade não são contra a realização da Copa e das Olimpíadas, só reivindicam o direito de continuarem morando no lugar onde construíram suas histórias e seus vínculos afetivos.

A Vila Autódromo é um bairro marcado para Viver!
Viva a Vila Autódromo!

ASSOCIAÇÃO DE MORADORES E PESCADORES DA VILA AUTODROMO – AMPVA.

Rio de Janeiro, 16 de maio de 2012.

 

De R7.

Comissão de Anistia nega por unanimidade indenização a Cabo Anselmo


Agência Estado

Redação Folha Vitória

Brasília - A Comissão de Anistia negou nesta terça-feira por unanimidade pedido de indenização de José Anselmo dos Santos, 70 anos, que entrou para a história do Brasil como Cabo Anselmo, protagonista de uma revolta de marinheiros dias antes do golpe contra o presidente João Goulart e, depois, participante de reuniões de militantes de esquerda e agente duplo da repressão contra ex-colegas de farda e perseguidos políticos.

Em reunião que começou à tarde e se estendeu até o início da noite, Nilmário Miranda, relator do processo do ex-militar, afirmou em seu voto que Cabo Anselmo tornou-se parte "explícita" do regime militar, atuando em ações que resultaram na tortura e na morte de adversários da ditadura, em especial a própria companheira, Soledad Barret Viedma. Nilmário Miranda sustentou a versão de que Cabo Anselmo já era agente duplo nas agitações na Marinha nos primeiros meses de 1964. Uma das versões mais difundidas é a de que ele teria se tornado aliado do regime a partir de 1971, quando foi preso.

O presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, ressaltou que o fato de Cabo Anselmo passar a atuar como um agente repressor inviabilizava, constitucionalmente, a reparação. A concessão da anistia, na avaliação de Abrão, não se deveria aplicar ao caso do agente duplo. "Abrir um precedente de uma anistia para um agente repressor é distorcer o instituto da reparação e os preceitos dos Estado democrático de direito", afirmou.

Durante o encontro, Genivalda Melo da Silva fez um relato sobre a morte do marido, o ex-marinheiro José Manoel da Silva, uma das vítimas do massacre do sítio São Bento, em Abreu e Lima, Pernambuco, nos anos 1970. Num depoimento emocionado, ela acusou Anselmo de entregar José Manoel à repressão. "Eu perdoo de todo coração a ditadura, mas conceder anistia a Cabo Anselmo será uma vergonha para o País", disse.

Genivalda emocionou os 12 integrantes da comissão e a plateia ao relatar que fi torturada e violentada sexualmente por agentes da repressão logo após a morte do marido. Ela lamentou que Cabo Anselmo não estava presente. O advogado dele, Juliano Brandi, tentou convencer a comissão de que o seu cliente foi obrigado a virar agente duplo.

Na reunião desta terça, os integrantes da Comissão de Anistia aprovaram a condição de anistiado e o pedido de pagamento de indenização de Ana Lúcia Valença de Santana Oliveira, que receberá um valor único de R$ 100 mil, e Anivaldo Pereira Padilha, que receberá uma parcela de R$ 229 mil e um benefício mensal de R$ 2.484. Anivaldo é pai do atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

 

 

 

 

 

zanuja

Do Balaio do Kotscho.

CPI da Delta ou CPI da Veja? Por que não as duas?

ok CPI da Delta ou CPI da Veja? Por que não as duas?

A revista Veja e seus aliados na oposição e na imprensa, abrigados no Instituto Millenium, o clube dos barões da imprensa montado para defender sua própria "liberdade de expressão", querem porque querem transformar a CPI do Cachoeira na CPI da Delta, a empreiteira que tem como seu maior cliente as obras do PAC do governo federal.

De outro lado, setores do PT e da imprensa, que não fazem parte do clube, querem fazer da CPI do Cachoeira a CPI da Veja para investigar as relações da revista com o contraventor goiano reveladas pela Operação Monte Carlo da Polícia Federal.

Por que, então, não investigar, ao mesmo tempo, tanto a Delta de Fernando Cavendish como a Veja de Roberto Civita? Afinal, as empresas de ambos aparecem nas investigações sobre o capo do crime organizado, que fez parcerias nas mais variadas áreas, da polícia ao judiciário, das empreiteiras à imprensa, sempre com a ajuda do seu braço político, o quase ex-senador Demóstenes Torres.

Já está mais do que provado que, assim como os negócios de Cachoeira com a Delta não se limitavam ao centro-oeste, o alvo da CPI, as relações da equipe do contraventor com o diretor de Veja em Brasília, Policarpo Júnior, iam muito além do que habitualmente ocorre entre fonte e repórter.

Havia interesses comuns: o "empresário de jogos" usava a revista para plantar notícias contra quem pudesse prejudicar seus negócios, e o repórter se aproveitava do aparato de arapongas de Cachoeira para fazer suas matérias "investigativas" contra membros do governo petista, o eterno alvo de Civita.

Dos dois lados, bombeiros entraram logo em ação para limitar as investigações e blindar governadores, políticos em geral, empresários e jornalistas. "Você é nosso e nós somos teus" — como escreveu Vaccareza, o Cândido, para o governador Sérgio Cabral, aquele da turma do guardanapo — é a frase que melhor resume o momento político do País.

Apenas um mês depois de instalada, a CPI do Cachoeira começou a fazer água e os dois protagonistas do início da história, o "Doutor" e o "Professor", correm o risco de virar figurantes de um espetáculo mambembe que ameaça terminar antes mesmo de começar.

Como disse o marqueteiro João Santana, em encontro de comunicação do PT, semana passada, em Porto Alegre, "política é teatro, mas não ficção". Há controvérsias. Nem o mais alucinado ficcionista, é verdade, seria capaz de criar uma história tão mirabolante com personagens tão inverossímeis como estes que desfilam na chamada CPI do Cachoeira, dirigidos por advogados da melhor qualidade, que só trabalham para clientes inocentes, como já disse um deles.

Que diferença faz, a esta altura do campeonato, se Carlinhos Cachoeira vai ou não sair da cadeia para comparecer à CPI, na tarde desta terça-feira, se vai ou não abrir a boca? Depois de todos os crimes denunciados com provas no inquérito da Polícia Federal, tanto o "Professor", como seu amigo "Doutor", que ainda passeia como um fantasma pelo Congresso Nacional querem apenas ganhar tempo, aproveitando-se das brechas do Código Penal, das prerrogativas constitucionais e dos regimentos da Câmara e do Senado.

Para ir mais fundo e revelar como funcionam as engrenagens do poder no Brasil, os interesses que ligam personagens de diferentes setores da sociedade com o crime organizado e qual o papel de cada um deles nesta história, a CPI teria que acabar com todas as blindagens, convocar quem tiver que ser convocado para prestar depoimentos e encaminhar suas conclusões para as devidas providências do Poder Judiciário.

Quem ainda acredita nisso? Talvez esta desesperança esteja na raiz de um clima de mal estar generalizado, um sentimento difuso que se espalha em diferentes ambientes, no momento em que o STF se prepara para colocar em julgamento o processo do mensalão, a inflação e o dólar sobem, o PIB cai, a Comissão da Verdade já começa dividida e falando demais, os militares voltando ao noticiário, a crise sem fim da Grécia que ameaça levar o mundo junto — e ainda tem esta danada da gripe que não vai embora...

Se o caro leitor tiver uma notícia boa para espantar o baixo astral, por favor conte para a turma do Balaio. Estamos precisando.

Atchiiiim!

 

 

zanuja

da Carta Capital


A tensão paira sobre o baronato da mídiaRoberto Amaral

 

O baronato  das comunicações anda tenso, preocupado. É fácil de perceber um certo nervosismo apenas folheando as revistas e os jornalões, pelo que dizem e pelos grandes espaços de silêncio. Assusta-os a CPI do Cachoeira, porque já revelou as relações pelo menos perigosas entre a grande imprensa e o crime organizado – a ponto de interferir (ditando linhas de  ‘investigação’) na pauta de uma grande revista semanal. Ou, dito de outra forma, sem amenizar a gravidade dos fatos, sabe-se que muitas reportagens “investigativas” foram levadas a cabo para atender a interesses nada republicanos de um criminoso hoje na cadeia e à espera de processo e julgamento. Na bacia das almas, empresas e meliante (também ele empresário…) já entregaram aos leões o Catão do Serrado, do qual se serviram para defender interesses indefensáveis, e atacar os adversários de sempre. O grande paladino da moral e dos bons costumes enquanto no Senado e nas folhas brandia a espada na luta cívica contra a corrupção, nos desvãos da Esplanada (nela incluídos tribunais superiores), advogava os negócios do crime, em uma malha tão profunda que talvez jamais venha a ser de todo destrinchada.

Seja por isso, seja por aquilo, as grandes empresas de comunicação olham de lado, desconfiadas, para a CPMI. Contestam como insinceros os motivos de sua convocação e anunciam todo santo dia, como se estivessem fazendo uma denúncia, mas na verdade exprimindo um desejo, o inevitável fracasso dela. Acham normalíssimo o procurador geral da República, beneficiando criminosos, quedar-se três anos com um inquérito em sua gaveta, e o aplaudem por se negar a comparecer à comissão para prestar os esclarecimentos que deve ao país. Mas seus donos ficam eriçados, orelhas em pé, pelo arrepiado, garras expostas, quando deputados “insolentes” (e logo acusados de estar a serviço dos “mensaleiros”) pretendem ouvir, não o poderoso Cidadão Kane, mas o simples preposto que fazia a intermediação entre o crime e a revistona.

Por práticas similares, o grande Ruppert Murdoch teve de prestar satisfações ao parlamento britânico, e ninguém, nenhum jornal, nem lá nem aqui, arguiu ofensa à liberdade de imprensa. Aqui é tamanho o incômodo que Roberto Civita foi brindado com editorial de um grande matutino de empresa “concorrente”, no qual se afirma que ele não é Murdoch. E não é mesmo! Jornalista estrangeiro especialista em “ligações perigosas” é chamado para falar em seminário e explica que não há nada de mais repórter e fonte criminosa andarem conluiados.

A inquietação também ocorre relativamente à Comissão da Verdade, finalmente instalada. No dia mesmo da solenidade no Palácio do Planalto os editoriais clamavam contra os “riscos de revanchismo”, e os mais audaciosos já defendiam a “bilateralidade da apuração”, ou seja, “a investigação de atos praticados por grupos de esquerda que se opuseram ao regime militar”. Outros, estão preocupadíssimos em assegurar-se de  que não haverá punições. Quer saber a grande imprensa se o Ministério Público pode utilizar os resultados das investigações para tentar condenar militares (absoluta indiferença relativamente aos criminosos civis) “que cometeram violações”. No Globo do dia 17, o coronel da reserva João Batista Fagundes, representante das Forças Armadas na Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, é chamado a falar:

“A Comissão da Verdade é oportuna mas não pode se enveredar pela questão criminal dos agentes do passado. A Lei da Anistia está em vigência e a própria lei que criou a comissão não prevê condenações. No meio das Forças Armadas, o receio é que se abram processos já albergados sob o pálio refletor da anistia.”

Em editorial do dia 12, o mesmo jornal afirma que “a escolha de nomes acima de qualquer suspeita para a Comissão da verdade”(…) ‘…serve de garantia de que a Comissão não extrapolará os limites da Lei da Anistia, já referendada pelo Supremo”.

Esses temores e esses condicionantes  talvez expliquem tanto a demora na aprovação da lei (ora, já lá se vão 27 anos desde quando o último general presidente deixou o Palácio do Planalto pela porta dos fundos!), quanto a demora na escolha (elogiada por gregos e troianos) de seus integrantes. Não podendo impedir a apuração (mas tendo podido nesse longo período destruir documentação e provas) busca-se limitar ao máximo o alcance da Comissão. O intuito declarado de impedir o eficaz funcionamento da Comissão já ficara claro quando o legislador estipulou o período de apurações começando em 1946, misturando democracia com ditadura, e alargando o objeto propositalmente, na expectativa de que assim tão amplo ele se tornasse inalcançável, donde, apuração nenhuma.

O que a nação deseja e quer é conhecer os crimes praticados pelo regime militar, e esses crimes começam com a própria ruptura democrática de primeiro de abril de 1964. Naquele momento as Forças Armadas, que como instituição existem para garantir a integridade territorial, a soberania nacional e a segurança de nosso povo, aquele que paga seus salários, soldos e tudo o mais, traíram seu chefe supremo, rasgaram a Constituição e deram início a uma escalada de arbítrios que surrupiou pela violência centenas de mandatos eletivos, milhares de empregos, cortou carreiras profissionais, sepultou esperanças, exilou e desterrou brasileiros, suprimiu a liberdade física de milhares de cidadãos e transformou em letra morta direitos e garantias individuais, a começar pelo direito à expressão livre, e impôs a indignidade da censura prévia, até de livros científicos. Tudo o mais que a história contará é mera consequência. Devem elas, sim, pelo que fizeram, um pedido público de desculpas à Nação, para voltarem a desfrutar do respeito que merecem pelo exercício das suas nobres funções. Estará assim, aberto o caminho para a superação de desconfianças mútuas que ainda estão a toldar, pelo silêncio-tabu, o congraçamento entre civis e militares.

Tudo será possível, menos censurar a História, menos reescrevê-la, menos adulterá-la, pois o tempo, sempre, trará a lume a verdade. Assim, também se contará a História, a aliança entre empresários da comunicação, políticos e militares na preparação do golpe. A história também contará o papel de uma imprensa que, com raríssimas exceções, participou da conspiração, defendeu o golpe e os atos tenebrosos que  ele desencadeou, até se ver diante da inevitabilidade de aderir ao irresistível movimento de massas pela democracia que tomou impulso a partir de 1974. Mas isso foi opção ideológica e não passará pela peneira da Comissão.

A palavra final, porém,  não será dada nem pelo governo, nem pela imprensa, nem pelos militares, mas pela sociedade, apesar da imprensa. Se a sociedade cruzar os braços, der-se por satisfeita com a simples constituição da Comissão, pouca esperança teremos de resultados satisfatórios. Esta é a hora de as organizações civis voltarem à liça, reaglutinarem-se os perseguidos, os torturados e as famílias dos assassinados. Da força de sua demanda dependerá a profundidade do que será esclarecido.

http://www.cartacapital.com.br/politica/tensao-paira-sobre-o-baronato-da-midia/?autor=593

 

 


 


VÂNIA.


 


Excelente artigo do SITE ‘CARTA MAIOR’ vai na mesma direção e coloca que a mídia prá chegar hoje onde chegou foi evoluindo com o tempo sempre com a certeza da impunidade e protegida por interesses obscuros:


(mídia: principalmente rede globo e seus pinduricalhos, folha, veja, estadão, no PARANÁ retransmissora da globo RPC, e outros BRASIL afora).


 


 


CACHOEIRA: O CRIME E  A DIREITA POLÍTICA 


A lista de sordidez e atrocidades  incluída no livro 'Memórias de uma guerra suja', do ex-delegado do DOPS, Claudio Guerra, converge  para um denominador normalmente pouco pesquisado e menos ainda divulgado pela mídia conservadora: a absoluta ausência de escrúpulos da direita nativa em recorrer à expertise do crime comum para perseguir, atacar e, se possível, eliminar fisicamente, sem pistas,  a militância de esquerda que resistiu à ditadura militar. Ao permanecer resguardada da opinião pública essa simbiose entre bandidos e direita política criou raízes e se reciclou no ambiente democrático. A truculência assumiu novas formas para persistir no mesmo objetivo de eliminar o adversário e suas idéias. A principal revista semanal brasileira, cuja especialidade editorial é articular campanhas difamatórias contra movimentos sociais, partidos e lideranças populares, ademais de ter sido o auto-falante da tentativa de transformar o obscuro episódio denominado de 'mensalão' em clamor pelo impeachment do Presidente Lula, agora se sabe, arrendou uma quadrilha criminosa para 'apurar' pautas de seu interesse. A oportunidade para exorcizar essas práticas na vida política nacional está nas mãos dos integrantes da CPI do Cachoeira e daqueles da recém-criada Comissão da Verdade. (LEIA MAIS AQUI


(Carta Maior; 3ª feira/22/05/2012)