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Nassif, o Congresso está dando um passo importante para a atualização do arcabouço legal em relação à lavagem de capitais:

"http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2012/05/30/lei-mais-rigida-para-crime-de-lavagem-de-dinheiro-passa-na-ccj"

 

30/05/2012 - 11h52 Comissões - Constituição e Justiça - Atualizado em 30/05/2012 - 12h20

Lei mais rígida para crime de lavagem de dinheiro passa na CCJ

Enviar notícia por e-mail Imprimir

 

Iara Guimarães Altafin

No momento em que o Congresso busca desvendar, por meio de uma CPI, a rede de negócios de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, alimentados com recursos ilícitos, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (30) projeto que reforça o combate a crimes de lavagem de dinheiro. Os senadores acolheram substitutivo da Câmara ao PLS 209/2003, tornando mais eficiente a Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei 9.613/1998). O texto vai a Plenário, com pedido de urgência.

O relator, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), destacou, entre os avanços a partir da mudança na lei, a possibilidade de punição por lavagem de dinheiro proveniente de qualquer origem ilícita. Hoje, o crime só é admitido quando os bens forem adquiridos com recurso do tráfico de drogas, terrorismo, contrabando de armas, sequestro, crimes praticados por organização criminosa e crimes contra a administração pública e o sistema financeiro.

– [A mudança proposta] igualaria nossa legislação à de países como Estados Unidos, México, Suíça, França, Itália, entre outros, pois passaríamos de uma legislação de ‘segunda geração’ (rol fechado de crimes antecedentes) para uma de ‘terceira geração’ (rol aberto) – ressaltou o relator.

Delação premiada e ‘laranjas’

A proposição aprimora a possibilidade de delação premiada, determinando que esse recurso poderá acontecer “a qualquer tempo”. Caso a lei seja modificada nesse sentido, o juiz, mesmo depois do julgamento, poderá deixar de aplicar a pena quando o criminoso colaborar com a Justiça.

Entre as alterações propostas à lei em vigor está a possibilidade de apreensão de bens que os criminosos registrarem em nome de terceiros, os chamados “laranjas”, para ocultar o patrimônio real. Atualmente, a lei prevê essa possibilidade de apreensão, no curso do inquérito ou da ação penal, apenas para bens ou valores que estiverem em nome do acusado de lavagem de dinheiro.

Eduardo Braga considera também “muito importante a alteração no sentido de estender aos estados e ao Distrito Federal o direito de receber bens objeto de perda em razão de condenação penal”. O projeto prevê que valores arrecadados nos leilões desses bens se destinem a uma conta vinculada. No caso de absolvição, retornariam para os réus e, em caso de condenação, iriam para o erário.

Celeridade

O texto também propõe mecanismos para tornar mais célere o processo judicial e a consequente punição dos culpados. O julgamento do réu, por exemplo, poderá passar a ser feito à revelia, por meio de defensor dativo. O juiz também poderá determinar a alienação antecipada de bens obtidos com recurso de atividades ilícitas, quando houver risco de deterioração dos mesmos ou quando for onerosa sua manutenção.

Outra inovação é a ampliação da lista de instituições que ficam obrigadas a identificar clientes e informar às autoridades sobre operações suspeitas, colaborando com o sistema de prevenção à lavagem de dinheiro.

A medida alcança, por exemplo, empresas que comercializam imóveis, artigos de luxo ou que agenciam atletas e artistas, além de empresas de transporte de valores. O projeto prevê que a multa para o descumprimento da medida passará dos atuais R$ 200 mil para R$ 20 milhões.

Em seu voto, Eduardo Braga resgatou dispositivo que foi suprimido na Câmara, o qual confere ao Ministério Público e à autoridade policial “acesso, exclusivamente, aos dados cadastrais do investigado que informam qualificação pessoal, filiação e endereço, independentemente de autorização judicial”, resguardando cláusula constitucional que garante a inviolabilidade do conteúdo da correspondência, das comunicações telegráficas, telefônicas e de dados.

– A previsão agiliza as investigações, permitindo, com o devido resguardo constitucional, a descoberta do modus operanti de organizações criminosas e minuciosa análise da rede de ‘lavagem’ dos valores – frisou o relator.

O relator também resgatou a possibilidade de a Justiça acolher denúncia de lavagem de dinheiro, ainda que já tenha sido prescrito ou que não haja comprovação do crime que gerou o recurso ilícito (tráfico de drogas, desvio de recurso público ou contrabando, por exemplo).

O texto aprovado nesta quarta-feira na CCJ resultou da composição de vários projetos de lei. Para o autor de um desses projetos, senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), as mudanças na lei em vigor irão conferir mais eficiência ao Estado brasileiro no enfrentamento do crime organizado. Para Valadares, o combate à lavagem de dinheiro é considerado umas das formas mais eficientes de enfrentar crimes graves, como tráfico de drogas e de armas, sonegação tributária e corrupção.

O Senador Pedro Simon (PMDB-RS) apresentou voto em separado, recusando as mudanças feitas pelos deputados ao projeto enviado pelo Senado, mas o voto não chegou a ser votado, uma vez que a comissão aprovou o relatório de Eduardo Braga. Para Simon, o substitutivo da Câmara é juridicamente inferior ao que foi construído no Senado e representa retrocesso, enfraquecendo a legislação.

Agência Senado

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

 

Sforza MM

Nassif, o Congresso está dando um passo importante para a atualização do arcabouço legal em relação à lavagem de capitais:

"http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2012/05/30/lei-mais-rigida-para-crime-de-lavagem-de-dinheiro-passa-na-ccj"

 

30/05/2012 - 11h52 Comissões - Constituição e Justiça - Atualizado em 30/05/2012 - 12h20

Lei mais rígida para crime de lavagem de dinheiro passa na CCJ

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Iara Guimarães Altafin

No momento em que o Congresso busca desvendar, por meio de uma CPI, a rede de negócios de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, alimentados com recursos ilícitos, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (30) projeto que reforça o combate a crimes de lavagem de dinheiro. Os senadores acolheram substitutivo da Câmara ao PLS 209/2003, tornando mais eficiente a Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei 9.613/1998). O texto vai a Plenário, com pedido de urgência.

O relator, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), destacou, entre os avanços a partir da mudança na lei, a possibilidade de punição por lavagem de dinheiro proveniente de qualquer origem ilícita. Hoje, o crime só é admitido quando os bens forem adquiridos com recurso do tráfico de drogas, terrorismo, contrabando de armas, sequestro, crimes praticados por organização criminosa e crimes contra a administração pública e o sistema financeiro.

– [A mudança proposta] igualaria nossa legislação à de países como Estados Unidos, México, Suíça, França, Itália, entre outros, pois passaríamos de uma legislação de ‘segunda geração’ (rol fechado de crimes antecedentes) para uma de ‘terceira geração’ (rol aberto) – ressaltou o relator.

Delação premiada e ‘laranjas’

A proposição aprimora a possibilidade de delação premiada, determinando que esse recurso poderá acontecer “a qualquer tempo”. Caso a lei seja modificada nesse sentido, o juiz, mesmo depois do julgamento, poderá deixar de aplicar a pena quando o criminoso colaborar com a Justiça.

Entre as alterações propostas à lei em vigor está a possibilidade de apreensão de bens que os criminosos registrarem em nome de terceiros, os chamados “laranjas”, para ocultar o patrimônio real. Atualmente, a lei prevê essa possibilidade de apreensão, no curso do inquérito ou da ação penal, apenas para bens ou valores que estiverem em nome do acusado de lavagem de dinheiro.

Eduardo Braga considera também “muito importante a alteração no sentido de estender aos estados e ao Distrito Federal o direito de receber bens objeto de perda em razão de condenação penal”. O projeto prevê que valores arrecadados nos leilões desses bens se destinem a uma conta vinculada. No caso de absolvição, retornariam para os réus e, em caso de condenação, iriam para o erário.

Celeridade

O texto também propõe mecanismos para tornar mais célere o processo judicial e a consequente punição dos culpados. O julgamento do réu, por exemplo, poderá passar a ser feito à revelia, por meio de defensor dativo. O juiz também poderá determinar a alienação antecipada de bens obtidos com recurso de atividades ilícitas, quando houver risco de deterioração dos mesmos ou quando for onerosa sua manutenção.

Outra inovação é a ampliação da lista de instituições que ficam obrigadas a identificar clientes e informar às autoridades sobre operações suspeitas, colaborando com o sistema de prevenção à lavagem de dinheiro.

A medida alcança, por exemplo, empresas que comercializam imóveis, artigos de luxo ou que agenciam atletas e artistas, além de empresas de transporte de valores. O projeto prevê que a multa para o descumprimento da medida passará dos atuais R$ 200 mil para R$ 20 milhões.

Em seu voto, Eduardo Braga resgatou dispositivo que foi suprimido na Câmara, o qual confere ao Ministério Público e à autoridade policial “acesso, exclusivamente, aos dados cadastrais do investigado que informam qualificação pessoal, filiação e endereço, independentemente de autorização judicial”, resguardando cláusula constitucional que garante a inviolabilidade do conteúdo da correspondência, das comunicações telegráficas, telefônicas e de dados.

– A previsão agiliza as investigações, permitindo, com o devido resguardo constitucional, a descoberta do modus operanti de organizações criminosas e minuciosa análise da rede de ‘lavagem’ dos valores – frisou o relator.

O relator também resgatou a possibilidade de a Justiça acolher denúncia de lavagem de dinheiro, ainda que já tenha sido prescrito ou que não haja comprovação do crime que gerou o recurso ilícito (tráfico de drogas, desvio de recurso público ou contrabando, por exemplo).

O texto aprovado nesta quarta-feira na CCJ resultou da composição de vários projetos de lei. Para o autor de um desses projetos, senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), as mudanças na lei em vigor irão conferir mais eficiência ao Estado brasileiro no enfrentamento do crime organizado. Para Valadares, o combate à lavagem de dinheiro é considerado umas das formas mais eficientes de enfrentar crimes graves, como tráfico de drogas e de armas, sonegação tributária e corrupção.

O Senador Pedro Simon (PMDB-RS) apresentou voto em separado, recusando as mudanças feitas pelos deputados ao projeto enviado pelo Senado, mas o voto não chegou a ser votado, uma vez que a comissão aprovou o relatório de Eduardo Braga. Para Simon, o substitutivo da Câmara é juridicamente inferior ao que foi construído no Senado e representa retrocesso, enfraquecendo a legislação.

Agência Senado

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

 

Sforza MM

Nassif, o Congresso está dando um passo importante para a atualização do arcabouço legal em relação à lavagem de capitais:

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30/05/2012 - 11h52 Comissões - Constituição e Justiça - Atualizado em 30/05/2012 - 12h20

Lei mais rígida para crime de lavagem de dinheiro passa na CCJ

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Iara Guimarães Altafin

No momento em que o Congresso busca desvendar, por meio de uma CPI, a rede de negócios de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, alimentados com recursos ilícitos, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (30) projeto que reforça o combate a crimes de lavagem de dinheiro. Os senadores acolheram substitutivo da Câmara ao PLS 209/2003, tornando mais eficiente a Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei 9.613/1998). O texto vai a Plenário, com pedido de urgência.

O relator, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), destacou, entre os avanços a partir da mudança na lei, a possibilidade de punição por lavagem de dinheiro proveniente de qualquer origem ilícita. Hoje, o crime só é admitido quando os bens forem adquiridos com recurso do tráfico de drogas, terrorismo, contrabando de armas, sequestro, crimes praticados por organização criminosa e crimes contra a administração pública e o sistema financeiro.

– [A mudança proposta] igualaria nossa legislação à de países como Estados Unidos, México, Suíça, França, Itália, entre outros, pois passaríamos de uma legislação de ‘segunda geração’ (rol fechado de crimes antecedentes) para uma de ‘terceira geração’ (rol aberto) – ressaltou o relator.

Delação premiada e ‘laranjas’

A proposição aprimora a possibilidade de delação premiada, determinando que esse recurso poderá acontecer “a qualquer tempo”. Caso a lei seja modificada nesse sentido, o juiz, mesmo depois do julgamento, poderá deixar de aplicar a pena quando o criminoso colaborar com a Justiça.

Entre as alterações propostas à lei em vigor está a possibilidade de apreensão de bens que os criminosos registrarem em nome de terceiros, os chamados “laranjas”, para ocultar o patrimônio real. Atualmente, a lei prevê essa possibilidade de apreensão, no curso do inquérito ou da ação penal, apenas para bens ou valores que estiverem em nome do acusado de lavagem de dinheiro.

Eduardo Braga considera também “muito importante a alteração no sentido de estender aos estados e ao Distrito Federal o direito de receber bens objeto de perda em razão de condenação penal”. O projeto prevê que valores arrecadados nos leilões desses bens se destinem a uma conta vinculada. No caso de absolvição, retornariam para os réus e, em caso de condenação, iriam para o erário.

Celeridade

O texto também propõe mecanismos para tornar mais célere o processo judicial e a consequente punição dos culpados. O julgamento do réu, por exemplo, poderá passar a ser feito à revelia, por meio de defensor dativo. O juiz também poderá determinar a alienação antecipada de bens obtidos com recurso de atividades ilícitas, quando houver risco de deterioração dos mesmos ou quando for onerosa sua manutenção.

Outra inovação é a ampliação da lista de instituições que ficam obrigadas a identificar clientes e informar às autoridades sobre operações suspeitas, colaborando com o sistema de prevenção à lavagem de dinheiro.

A medida alcança, por exemplo, empresas que comercializam imóveis, artigos de luxo ou que agenciam atletas e artistas, além de empresas de transporte de valores. O projeto prevê que a multa para o descumprimento da medida passará dos atuais R$ 200 mil para R$ 20 milhões.

Em seu voto, Eduardo Braga resgatou dispositivo que foi suprimido na Câmara, o qual confere ao Ministério Público e à autoridade policial “acesso, exclusivamente, aos dados cadastrais do investigado que informam qualificação pessoal, filiação e endereço, independentemente de autorização judicial”, resguardando cláusula constitucional que garante a inviolabilidade do conteúdo da correspondência, das comunicações telegráficas, telefônicas e de dados.

– A previsão agiliza as investigações, permitindo, com o devido resguardo constitucional, a descoberta do modus operanti de organizações criminosas e minuciosa análise da rede de ‘lavagem’ dos valores – frisou o relator.

O relator também resgatou a possibilidade de a Justiça acolher denúncia de lavagem de dinheiro, ainda que já tenha sido prescrito ou que não haja comprovação do crime que gerou o recurso ilícito (tráfico de drogas, desvio de recurso público ou contrabando, por exemplo).

O texto aprovado nesta quarta-feira na CCJ resultou da composição de vários projetos de lei. Para o autor de um desses projetos, senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), as mudanças na lei em vigor irão conferir mais eficiência ao Estado brasileiro no enfrentamento do crime organizado. Para Valadares, o combate à lavagem de dinheiro é considerado umas das formas mais eficientes de enfrentar crimes graves, como tráfico de drogas e de armas, sonegação tributária e corrupção.

O Senador Pedro Simon (PMDB-RS) apresentou voto em separado, recusando as mudanças feitas pelos deputados ao projeto enviado pelo Senado, mas o voto não chegou a ser votado, uma vez que a comissão aprovou o relatório de Eduardo Braga. Para Simon, o substitutivo da Câmara é juridicamente inferior ao que foi construído no Senado e representa retrocesso, enfraquecendo a legislação.

Agência Senado

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

 

Sforza MM

Vejam o que o Marcelo Tas twitou ontem, se desnudando completamente:

 

@Marcelotas
Maré tá braba pro "cumpanheroLulagringos do Jonnie Walker compram a cachaça YpiocaAssim não há marketeiro que dê jeito.

 

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1096772-o-eurocentrismo-morreu-di...

29/05/2012 - 07h01

"O eurocentrismo morreu", diz historiador Robert Darnton

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LUCIANA COELHO
DE WASHINGTON

O historiador americano Robert Darnton está elétrico. Seu trabalho atual --dirigir a maior rede de bibliotecas universitárias do planeta, a de Harvard-- passa por uma revolução diante da missão de criar uma megacoleção de livros e documentos on-line sediada nos EUA e aberta ao mundo.

"Aqui, temos 17 milhões de volumes e 350 línguas. É algo não somente para os estudantes e professores da universidade, mas algo que devemos ao país e como um depósito internacional de conhecimento", afirma. "Por isso minha maior missão é abri-la e dividi-la com o mundo."

Como estudioso da Revolução Francesa e da cultura da Europa, esse autor prolífico de 73 anos assiste aos desdobramentos da crise na União Europeia sobre a produção cultural do continente, na qual ele vê exaustão.

No Oriente Médio, observa a Primavera Árabe, passar do "fervor utópico" à consolidação e à construção. "É menos dramático, mas é promissor."

Antes de embarcar para o Brasil para um congresso cultural nesta semana, Darnton conversou com a Folha por telefone sobre livros, crises e leis autorais. Leia a seguir.

FOLHA - A crise na Europa parece ter fermentado uma clara sensação de insatisfação política, que já derrubou governos, e, aparentemente, afeta a psique europeia. Como o sr. avalia o momento histórico no continente e quais seriam os paralelos?
ROBERT DARNTON - Acho justo dizer que há uma crise de confiança na Europa. Claro, há uma base econômica, com o desemprego em alta e bancos quebrando ou com risco de quebrar. Mas a questão vai além: há dúvidas sobre o futuro da Europa em si.
Há sinais de descontentamento nas pequenas comunidades -- imagine a fragmentação espiritual no norte da Itália, no leste da Espanha ou mesmo nos Bálcãs -- com as unidades políticas fundamentais, sejam nacionais ou europeias, questionadas. É uma balcanização fora dos Bálcãs.
As pessoas estão refletindo sobre a Europa e seu lugar no mundo, e, ao fazer isso, pensam em países como o Brasil, a Turquia, a China e as novas potências emergindo. Quando eu vou à Europa, noto uma sensação de exaustão, de estar ficando para trás na corrida.
No norte da Europa, as coisas vão bem. Mas é claro que o ressentimento dos gregos em relação aos alemães e dos alemães em relação aos gregos mostra que algo está fora de sincronia. Portanto é justo dizer que os europeus estão questionando a Europa.

 Leticia Moreira/Folhapress O historiador americano Robert Darnton na Flip de 2010O historiador americano Robert Darnton na Flip de 2010

A percepção de importância europeia persiste, mas a auto-estima parece afetada. Faz sentido?
Eu concordo, é uma sensação de ter sido ultrapassado e não estar mais no "fast track" da história. E não só na economia, quando eles veem a qualidade da literatura, do cinema, da música que vêm da América Latina, aparece essa exaustão, e a vitalidade desse outro lado do mundo os ofusca. Há lados positivos, há um centro de estudos brasileiros em Paris florescendo, por exemplo.
Mas o eurocentrismo morreu. A noção de que a Europa dita o ritmo na vida cultural não é mais verdade. Não que a cultura europeia tenha se esgotado, mas hoje os americanos -- tanto os norte-americanos quanto os latinos -- são mais centrais para a cultura.

Ainda há literatura europeia florescendo.
Verdade, há coisas boas. Há essa frase do [filósofo alemão do século 18] Hegel, "a coruja de Minerva abre suas asas após o anoitecer", que quer dizer que a cultura floresce quando os países parecem estar em declínio. As pessoas que conheço lá, jornalistas, críticos literários, seguem produzindo. Mas quando vou ao México ou ao Brasil, sinto uma vitalidade que não sinto mais em Paris ou Londres -- há Berlim, claro, que é uma cidade vibrante.

A exaustão, além da economia, vem de onde?
É difícil apontar, mas acho que um dos pontos de dificuldade é a educação superior. As universidades estão sofrendo na Europa inteira.
As universidades italianas estão no caos, e os estudantes que obtêm doutorados na Europa partem para os EUA ou a América Latina porque lá não há lugar para eles, seja em física ou em filosofia. A Alemanha, que tinha um ótimo sistema, está tentando manter tudo em pé e manter seus centros de excelência, mas as universidades alemãs estão oferecendo seminários para turmas de cem pessoas, o que é inviável. As universidades francesas estão em má forma, sem o financiamento adequado, e na Inglaterra, que tem o melhor sistema, o financiamento afundou. Há um declínio na aprendizagem, e isso se reflete na sociedade. A Europa está sem recursos para manter esse maravilhoso sistema de universidades funcionando.

É o dilema do ovo e da galinha, o declínio na educação afetará a economia.
É um círculo vicioso, e há provas de que investimentos em educação melhoram a economia em vários aspectos, não só tecnológico, mas ao produzir uma força de trabalho que tenha domínio da linguagem, por exemplo. Quando eu vejo as pessoas na Europa cometerem erros de gramática, eu me preocupo. Pode soar pedante, besta, mas a deterioração da gramática é um sintoma da deterioração cultural.

Qual seria o papel cultural dos emergentes, quase sempre deixados em segundo plano nos altos círculos?
Há mais interesse nos EUA pela América Latina. Na Europa, sempre houve uma certa condescendência. Mas nos EUA eu diria que é mais ignorância do que outra coisa. Temos tanta coisa em comum com o Brasil que há uma abertura para a experiência latina nos EUA do que na Europa, embora a ignorância esteja lá ainda. Muitos amigos e alunos meus hoje falam espanhol, alguns falam português e há gente interessada em mandarim. Houve uma mudança no centro de gravidade cultural, e acho que haverá cada vez mais colaboração entre a América do Norte e a do Sul. Temos muito a aprender, e deveríamos começar tirando vantagem dessa nova habilidade linguística.
O português não se disseminou tanto [nos EUA como o espanhol], mas há uma vitalidade cultural popular no Brasil que fascina os americanos. Eu acho que vamos ver aumentar o intercâmbio cultural entre o norte e o sul nas Américas e menos na Europa, embora eu fique impressionado com a sofisticação das pessoas em São Paulo que sempre sabem a última novidade da Rive Gauche. Vocês têm uma intelligentsia que não existe nos EUA, onde o prestígio de ser um intelectual é menor do que em outros lugares.

Em Harvard, onde o sr. está, isso não parece verdade.
Ah sim, os professores de Harvard se levam a sério demais, mas eu tento evitar... Mas acho que as universidades deveriam querer ter cada vez mais estrangeiros participando de sua vida.

Tem sido uma meta, mas não sei se é um desejo genuíno de atrair o melhor ou uma questão financeira.
É genuíno, as universidades prosperam com talento, e muitos desses talentos estão fora dos EUA. Por causa disso, o MIT [Massachusetts Institute of Technology] é um lugar mais vibrante do que Harvard, achou eu, embora estejamos trabalhando com eles em vários projetos, inclusive nas bibliotecas...

Qual o futuro das bibliotecas, com a digitalização?
O futuro é o acesso aberto. Abrir os tesouros intelectuais guardados nas nossas grandes bibliotecas de pesquisa, como a de Harvard, para o mundo. Eu recebi a incumbência de criar a Biblioteca Pública Digital da América, e há dois anos estamos trabalhando para criar um novo tipo de biblioteca. Vamos pegar coleções digitais de todas as grandes bibliotecas do país e usá-las como base de uma grande coleção de livros, manuscritos, filmes, gravações e canções que ficarão disponíveis de graça para todo mundo no mundo. Vamos estrear em abril do ano que vem. Será uma versão preliminar, mas vai crescer até um dia, eu acho, superar a Biblioteca do Congresso, a maior do mundo.

Quantos títulos estarão disponíveis em abril?
Não sei ainda, depende de quantas pessoas conseguirmos mobilizar. Hoje há cerca de 2 milhões de títulos de domínio público, que não estão mais vinculados a direitos autorais, e coleções especiais. A maioria das bibliotecas tem, além de livros raros, coleções específicas -- aqui temos os escritos de Emily Dickson. Isso será digitalizado e disponibilizado on-line. Com os anos, a riqueza intelectual acumulada será enorme. E nós temos dinheiro para fazer. Tecnologicamente, o Google nos mostrou o caminho, e em termos de financiamento, não dependemos de dinheiro público, do Congresso. Estamos arrecadando com fundações privadas.

Quanto custa o projeto?
Ainda não temos o orçamento para o futuro ainda, mas preparar as bases da biblioteca nos custou US$ 5 milhões, com instalações modestas aqui, um secretariado e uma pequena equipe, além de seis forças-tarefa pelo país que trabalham nos diferentes aspectos do projeto, como a questão dos direitos autorais. Porque queremos repeitar os direitos autorais, mas queremos ter na biblioteca livros cobertos por direitos autorais mas com a edição esgotada. E isso envolve milhões de livros, o século 20 inteiro, fora o 21. O Google tentou tentou disponibilizar esses livros em uma biblioteca comercial online, mas os tribunais vetaram. Acho que a nossa tentativa vai prosperar, porque estamos comprometidos com o bem comum, não visamos lucro. A questão é como fazer.

O debate sobre direitos autorais hoje é um dos mais intrincados e difíceis...
Pois é, estou ansioso para saber como está no Brasil, porque espero que possamos cooperar. A ideia é de uma biblioteca internacional com base nos EUA, e já assinamos um acordo com a Europeana, que é a tentativa pan-europeia de fazer o mesmo.
Mas você tem razão, a contenda da propriedade intelectual é enorme, e tem sido dominada pelo lobby de Hollywood, preocupado com filmes e música, não com a herança cultural do país. Temos de arrumar uma forma de disponibilizar essa riqueza intelectual. Temos professores de direito aqui e em outros lugares estudando formas legítimas de fazer isso. Um jeito é por meio dos processos de "fair use" (uso justo) -- esperamos ampliar a extensão dele.

Estudando a lei americana, é inevitável achar que ela precisa mudar.
Eu também acho. A primeira lei americana, de 1790, seguia o exemplo britânico, que era de 14 anos renováveis por mais 14. Hoje, a vida do autor mais 70 anos, é mais do que um século, um absurdo. A questão é como mudar isso com esse Congresso. O país está desiludido com a capacidade desse Congresso de fazer qualquer coisa. Então estamos tentando mudar nos tribunais. E não pode ser tijolo a tijolo, pois queremos milhões de livros na biblioteca. Precisamos de uma estratégia que abra caminho para a digitalização em massa na comunicação.

O sr. deu uma entrevista à minha colega da Folha Claudia Antunes, no ano passado, na qual mostrava otimismo com a Primavera Árabe. Como se sente mais de um ano depois?
Como um estudioso da Revolução Francesa, eu estava esperando sintomas de liberação em todas as frentes, e hoje estou procurando sintomas de reação, que é o que acontece em tempos revolucionários. O lugar mais excitante é o Egito. É claro que houver reações, é interessante ver como o aumento de criminalidade e a desordem foi explorado por alguns candidatos à Presidência.

Parece ser tudo sobre o que eles falam hoje.
Eles também falam do movimento islâmico, da Irmandade Muçulmana, que foi parte do movimento desde o início. O que parece estar menos forte é o radicalismo secular.
Acho que estamos agora em 1791 [da Revolução Francesa],e não em 1789, quando há um período de profunda preocupação com a ordem e a necessidade de se construir uma nova estrutura civil, com uma nova Constituição.
Estou acompanhando o noticiários obre as eleições, atentamente, e há espaço para otimismo cauteloso. A Irmandade Muçulmana deve ganhar poder, o que é normal -- afinal, é um país muçulmano. Há muito medo do islã e incompreensão nos EUA.
Mas eu sinto que o momento de fervor utópico passou e deu lugar ao momento de construção e consolidação. É menos dramático, mas é muito promissor. Só o fim da tortura, das prisões arbitrárias e, espero, da corrupção são um passo enorme adiante.

 

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1096772-o-eurocentrismo-morreu-diz-historiador-robert-darnton.shtml"O eurocentrismo morreu", diz historiador Robert Darnton

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LUCIANA COELHO
DE WASHINGTON

O historiador americano Robert Darnton está elétrico. Seu trabalho atual --dirigir a maior rede de bibliotecas universitárias do planeta, a de Harvard-- passa por uma revolução diante da missão de criar uma megacoleção de livros e documentos on-line sediada nos EUA e aberta ao mundo.

"Aqui, temos 17 milhões de volumes e 350 línguas. É algo não somente para os estudantes e professores da universidade, mas algo que devemos ao país e como um depósito internacional de conhecimento", afirma. "Por isso minha maior missão é abri-la e dividi-la com o mundo."

Como estudioso da Revolução Francesa e da cultura da Europa, esse autor prolífico de 73 anos assiste aos desdobramentos da crise na União Europeia sobre a produção cultural do continente, na qual ele vê exaustão.

No Oriente Médio, observa a Primavera Árabe, passar do "fervor utópico" à consolidação e à construção. "É menos dramático, mas é promissor."

Antes de embarcar para o Brasil para um congresso cultural nesta semana, Darnton conversou com a Folha por telefone sobre livros, crises e leis autorais. Leia a seguir.

FOLHA - A crise na Europa parece ter fermentado uma clara sensação de insatisfação política, que já derrubou governos, e, aparentemente, afeta a psique europeia. Como o sr. avalia o momento histórico no continente e quais seriam os paralelos?
ROBERT DARNTON - Acho justo dizer que há uma crise de confiança na Europa. Claro, há uma base econômica, com o desemprego em alta e bancos quebrando ou com risco de quebrar. Mas a questão vai além: há dúvidas sobre o futuro da Europa em si.
Há sinais de descontentamento nas pequenas comunidades -- imagine a fragmentação espiritual no norte da Itália, no leste da Espanha ou mesmo nos Bálcãs -- com as unidades políticas fundamentais, sejam nacionais ou europeias, questionadas. É uma balcanização fora dos Bálcãs.
As pessoas estão refletindo sobre a Europa e seu lugar no mundo, e, ao fazer isso, pensam em países como o Brasil, a Turquia, a China e as novas potências emergindo. Quando eu vou à Europa, noto uma sensação de exaustão, de estar ficando para trás na corrida.
No norte da Europa, as coisas vão bem. Mas é claro que o ressentimento dos gregos em relação aos alemães e dos alemães em relação aos gregos mostra que algo está fora de sincronia. Portanto é justo dizer que os europeus estão questionando a Europa.

 Leticia Moreira/Folhapress O historiador americano Robert Darnton na Flip de 2010O historiador americano Robert Darnton na Flip de 2010

A percepção de importância europeia persiste, mas a auto-estima parece afetada. Faz sentido?
Eu concordo, é uma sensação de ter sido ultrapassado e não estar mais no "fast track" da história. E não só na economia, quando eles veem a qualidade da literatura, do cinema, da música que vêm da América Latina, aparece essa exaustão, e a vitalidade desse outro lado do mundo os ofusca. Há lados positivos, há um centro de estudos brasileiros em Paris florescendo, por exemplo.
Mas o eurocentrismo morreu. A noção de que a Europa dita o ritmo na vida cultural não é mais verdade. Não que a cultura europeia tenha se esgotado, mas hoje os americanos -- tanto os norte-americanos quanto os latinos -- são mais centrais para a cultura.

Ainda há literatura europeia florescendo.
Verdade, há coisas boas. Há essa frase do [filósofo alemão do século 18] Hegel, "a coruja de Minerva abre suas asas após o anoitecer", que quer dizer que a cultura floresce quando os países parecem estar em declínio. As pessoas que conheço lá, jornalistas, críticos literários, seguem produzindo. Mas quando vou ao México ou ao Brasil, sinto uma vitalidade que não sinto mais em Paris ou Londres -- há Berlim, claro, que é uma cidade vibrante.

A exaustão, além da economia, vem de onde?
É difícil apontar, mas acho que um dos pontos de dificuldade é a educação superior. As universidades estão sofrendo na Europa inteira.
As universidades italianas estão no caos, e os estudantes que obtêm doutorados na Europa partem para os EUA ou a América Latina porque lá não há lugar para eles, seja em física ou em filosofia. A Alemanha, que tinha um ótimo sistema, está tentando manter tudo em pé e manter seus centros de excelência, mas as universidades alemãs estão oferecendo seminários para turmas de cem pessoas, o que é inviável. As universidades francesas estão em má forma, sem o financiamento adequado, e na Inglaterra, que tem o melhor sistema, o financiamento afundou. Há um declínio na aprendizagem, e isso se reflete na sociedade. A Europa está sem recursos para manter esse maravilhoso sistema de universidades funcionando.

É o dilema do ovo e da galinha, o declínio na educação afetará a economia.
É um círculo vicioso, e há provas de que investimentos em educação melhoram a economia em vários aspectos, não só tecnológico, mas ao produzir uma força de trabalho que tenha domínio da linguagem, por exemplo. Quando eu vejo as pessoas na Europa cometerem erros de gramática, eu me preocupo. Pode soar pedante, besta, mas a deterioração da gramática é um sintoma da deterioração cultural.

Qual seria o papel cultural dos emergentes, quase sempre deixados em segundo plano nos altos círculos?
Há mais interesse nos EUA pela América Latina. Na Europa, sempre houve uma certa condescendência. Mas nos EUA eu diria que é mais ignorância do que outra coisa. Temos tanta coisa em comum com o Brasil que há uma abertura para a experiência latina nos EUA do que na Europa, embora a ignorância esteja lá ainda. Muitos amigos e alunos meus hoje falam espanhol, alguns falam português e há gente interessada em mandarim. Houve uma mudança no centro de gravidade cultural, e acho que haverá cada vez mais colaboração entre a América do Norte e a do Sul. Temos muito a aprender, e deveríamos começar tirando vantagem dessa nova habilidade linguística.
O português não se disseminou tanto [nos EUA como o espanhol], mas há uma vitalidade cultural popular no Brasil que fascina os americanos. Eu acho que vamos ver aumentar o intercâmbio cultural entre o norte e o sul nas Américas e menos na Europa, embora eu fique impressionado com a sofisticação das pessoas em São Paulo que sempre sabem a última novidade da Rive Gauche. Vocês têm uma intelligentsia que não existe nos EUA, onde o prestígio de ser um intelectual é menor do que em outros lugares.

Em Harvard, onde o sr. está, isso não parece verdade.
Ah sim, os professores de Harvard se levam a sério demais, mas eu tento evitar... Mas acho que as universidades deveriam querer ter cada vez mais estrangeiros participando de sua vida.

Tem sido uma meta, mas não sei se é um desejo genuíno de atrair o melhor ou uma questão financeira.
É genuíno, as universidades prosperam com talento, e muitos desses talentos estão fora dos EUA. Por causa disso, o MIT [Massachusetts Institute of Technology] é um lugar mais vibrante do que Harvard, achou eu, embora estejamos trabalhando com eles em vários projetos, inclusive nas bibliotecas...

Qual o futuro das bibliotecas, com a digitalização?
O futuro é o acesso aberto. Abrir os tesouros intelectuais guardados nas nossas grandes bibliotecas de pesquisa, como a de Harvard, para o mundo. Eu recebi a incumbência de criar a Biblioteca Pública Digital da América, e há dois anos estamos trabalhando para criar um novo tipo de biblioteca. Vamos pegar coleções digitais de todas as grandes bibliotecas do país e usá-las como base de uma grande coleção de livros, manuscritos, filmes, gravações e canções que ficarão disponíveis de graça para todo mundo no mundo. Vamos estrear em abril do ano que vem. Será uma versão preliminar, mas vai crescer até um dia, eu acho, superar a Biblioteca do Congresso, a maior do mundo.

Quantos títulos estarão disponíveis em abril?
Não sei ainda, depende de quantas pessoas conseguirmos mobilizar. Hoje há cerca de 2 milhões de títulos de domínio público, que não estão mais vinculados a direitos autorais, e coleções especiais. A maioria das bibliotecas tem, além de livros raros, coleções específicas -- aqui temos os escritos de Emily Dickson. Isso será digitalizado e disponibilizado on-line. Com os anos, a riqueza intelectual acumulada será enorme. E nós temos dinheiro para fazer. Tecnologicamente, o Google nos mostrou o caminho, e em termos de financiamento, não dependemos de dinheiro público, do Congresso. Estamos arrecadando com fundações privadas.

Quanto custa o projeto?
Ainda não temos o orçamento para o futuro ainda, mas preparar as bases da biblioteca nos custou US$ 5 milhões, com instalações modestas aqui, um secretariado e uma pequena equipe, além de seis forças-tarefa pelo país que trabalham nos diferentes aspectos do projeto, como a questão dos direitos autorais. Porque queremos repeitar os direitos autorais, mas queremos ter na biblioteca livros cobertos por direitos autorais mas com a edição esgotada. E isso envolve milhões de livros, o século 20 inteiro, fora o 21. O Google tentou tentou disponibilizar esses livros em uma biblioteca comercial online, mas os tribunais vetaram. Acho que a nossa tentativa vai prosperar, porque estamos comprometidos com o bem comum, não visamos lucro. A questão é como fazer.

O debate sobre direitos autorais hoje é um dos mais intrincados e difíceis...
Pois é, estou ansioso para saber como está no Brasil, porque espero que possamos cooperar. A ideia é de uma biblioteca internacional com base nos EUA, e já assinamos um acordo com a Europeana, que é a tentativa pan-europeia de fazer o mesmo.
Mas você tem razão, a contenda da propriedade intelectual é enorme, e tem sido dominada pelo lobby de Hollywood, preocupado com filmes e música, não com a herança cultural do país. Temos de arrumar uma forma de disponibilizar essa riqueza intelectual. Temos professores de direito aqui e em outros lugares estudando formas legítimas de fazer isso. Um jeito é por meio dos processos de "fair use" (uso justo) -- esperamos ampliar a extensão dele.

Estudando a lei americana, é inevitável achar que ela precisa mudar.
Eu também acho. A primeira lei americana, de 1790, seguia o exemplo britânico, que era de 14 anos renováveis por mais 14. Hoje, a vida do autor mais 70 anos, é mais do que um século, um absurdo. A questão é como mudar isso com esse Congresso. O país está desiludido com a capacidade desse Congresso de fazer qualquer coisa. Então estamos tentando mudar nos tribunais. E não pode ser tijolo a tijolo, pois queremos milhões de livros na biblioteca. Precisamos de uma estratégia que abra caminho para a digitalização em massa na comunicação.

O sr. deu uma entrevista à minha colega da Folha Claudia Antunes, no ano passado, na qual mostrava otimismo com a Primavera Árabe. Como se sente mais de um ano depois?
Como um estudioso da Revolução Francesa, eu estava esperando sintomas de liberação em todas as frentes, e hoje estou procurando sintomas de reação, que é o que acontece em tempos revolucionários. O lugar mais excitante é o Egito. É claro que houver reações, é interessante ver como o aumento de criminalidade e a desordem foi explorado por alguns candidatos à Presidência.

Parece ser tudo sobre o que eles falam hoje.
Eles também falam do movimento islâmico, da Irmandade Muçulmana, que foi parte do movimento desde o início. O que parece estar menos forte é o radicalismo secular.
Acho que estamos agora em 1791 [da Revolução Francesa],e não em 1789, quando há um período de profunda preocupação com a ordem e a necessidade de se construir uma nova estrutura civil, com uma nova Constituição.
Estou acompanhando o noticiários obre as eleições, atentamente, e há espaço para otimismo cauteloso. A Irmandade Muçulmana deve ganhar poder, o que é normal -- afinal, é um país muçulmano. Há muito medo do islã e incompreensão nos EUA.
Mas eu sinto que o momento de fervor utópico passou e deu lugar ao momento de construção e consolidação. É menos dramático, mas é muito promissor. Só o fim da tortura, das prisões arbitrárias e, espero, da corrupção são um passo enorme adiante.

 

Mais duas colunas ou posts sobre o desfecho do caso Bianca Abinader:

 

http://omalfazejo2.wordpress.com/2012/05/30/manaus-e-diferente-mesmo-anibal/

MANAUS É DIFERENTE MESMO, ANÍBAL30 maio, 2012 · by  · in Letras. ·

Mais do que mostrar, à luz do dia e em praça pública, o que a mistura de bandidos endinheirados e instituições apodrecidas pode fazer à sociedade, o espetáculo grotesco da demissão da Bianca Abinader é importante por outro feito marcante: ter mostrado mais sobre a plateia do que sobre o que ocorria no palco.

Nunca vimos, com tanta riqueza de detalhes, o que o grupo político que domina o Amazonas já fez tantas vezes antes, sempre e sempre com o uso da máquina pública. O escandaloso do caso da Bianca é que o martírio se deu no horário nobre e sem cortes. Todos viram o rosto do agressor, o assistiram golpeando a vítima, jurando-a de morte, ameaçando sua família.

Mas bandidos comuns fazem crimes comuns. Falar da agressão é celebrizar o crime, e o problema não é o crime. Esse nasceu no Éden e vai perdurar até o fim dos dias. Ou, como diria Juca Chaves, neste país todo dia morre um ladrão e nascem dois. O agressor da médica um dia morre, e o mundo terá de se preocupar com outros dois. O problema, prezados amazonenses, é quando o poder público se alia ao crime ou, para ser bem ingênuo, se deixa usar por bandidos.

Tentei convencer a Bianca a pensar bem, não pedir sua demissão. Viramos amigos por causa do mesmo inferno. Eu de um lado, respondendo a uma dezena de processos, ela do outro, como vítima do maior crime jornalístico e político da recente história de Manaus. Hoje nossos filhos brincam juntos, e não há nada que ilustre melhor uma amizade do que isso.

Não adiantou. Quando percebi que não era mais um impulso, não insisti. A Bianca desistiu, depois de três anos de martírio solitário, sem que ninguém, na Rede Globo, nos ministérios públicos, estadual e federal, se dignasse a defendê-la. Poucas pessoas viram tão de perto esse inferno como eu. Vi essa moça em pele e osso, nos primeiros meses de agressão, falar que sua família estava destroçada. Vi seus pais chorando, ora de medo, ora de desânimo, ao ver a filha e as netas naquela situação. Vi seu marido atônito, tentando segurar a barra e, ao mesmo tempo, suportando pressões no próprio emprego, por causa da esposa.

Mas é como eu disse: essas são coisas corriqueiras de uma cena de crime. Sempre há parentes chorando, gritos de desespero etc. O que me choca até hoje é a covardia coletiva, o descrédito nas instituições e a falta de confiança da sociedade numa máquina que existe para proteger os cidadãos de bem, não persegui-los. Todos sabem que Bianca foi vítima de um crime. Donos, editores, repórteres e até porteiros dos jornais sabem. Promotores, advogados, médicos, pacientes, todos sabem. Mas uma realidade sempre pintada sobre as cercanias das bocas de fumo de periferia, que enfeitam os jornais populares, a famosa Lei do Silêncio, chegou ao mundo civilizado das redações, dos escritórios.

Ninguém podia mostrar a verdade, os documentos, denunciar a Prefeitura. Todos, e é bom repetir, todos têm o que esconder, e o criminoso sabe disso. É só mexer com ele, que o inferno chega a galope. Aliado a isso, todos, e é bom repetir, todos pagam seus funcionários com dinheiro público, repassado às enxurradas pela Prefeitura. O fim do processo não pode ser outro: jornais mantidos com dinheiro público não têm interesse em brigar com criminosos tão ferozes quanto ricos. Jornalistas têm medo de, no mínimo, perder o emprego.

É, portanto, outro dos aspectos claros do caso Bianca Abinader. Mas há um ainda pior, que é a criminalização da vítima. Nos três anos em que foi agredida pela própria Prefeitura, a médica não precisou apenas segurar as lágrimas e a família. Era preciso se defender de quem, além de saber a verdade e não conta-la, optou por aceitar o crime, por comodismo ou pior, conveniência pessoal. Eu poderia citar ao menos oito casos de pessoas que viram o crime, tinham ferramentas legais para impedi-lo, mas preferiram, além de não evita-lo, colaboraram para que ele continuasse. Gente muito boa, que conseguiu dar férias até para a inteligência, e disse que psicopata e louca era a vítima.

A gente não se decepciona com aqueles de quem a gente não espera nada de bom. Também vítima do mesmo banditismo paraestatal, eu sei do que bandidos ricos, ajudados por instituições públicas apodrecidas, são capazes. Minha decepção é com o indivíduo, com pessoas específicas que conheço e com a elite intelectual amazonense. Esta, feita de excelentes professores, filósofos, sociólogos, advogados, médicos, empresários e formadores de opinião, preferiu fingir que nada via.

E viu tudo.

Com seu pedido de demissão, Bianca não desiste de brigar com o bandido, desiste de esperar pelo mocinho. Perseguida implacavelmente pela própria Prefeitura, como poderia se defender de um processo absurdo, baseado em provas inexistentes e patrocinado pela cúpula de sua própria ‘empresa’, a Prefeitura de Manaus?

Tentei convencê-la a não desistir, mas ela já havia decidido. No fim, foi ela quem me convenceu de que era a coisa certa a fazer. Jovem, estudiosa, extremamente inteligente, já planeja como será sua nova vida, pós-Prefeitura, muito provavelmente pós-Manaus. Gosto demais da Bianca, por isso quero vê-la bem longe daqui. Se uma frase dessas não denuncia a situação da cidade, não sei mais o que denuncia. Bianca não é a primeira vítima de Manaus, e se tanta gente hoje quer ir embora, é porque não acreditam mais que será a última.

Tenho amigos, como todos têm, que desistiram de Manaus. Não abandonaram a cidade pela falta de perspectiva e de colhões de sua elite, um grupelho de punheteiros culturais ou científicos, intelectuais pagos para não pensar, não enxergar e não comentar o estupro de sua própria cultura, de sua própria gente e do seu próprio futuro. Não foi pela falta de educação pública, esgoto ou transporte público. Não foi pelo provincianismo nem pela feiúra da cidade – e ela é feia e provinciana. Foi porque não acreditavam mais em suas instituições, fossem elas o governo, a polícia ou a justiça. Manaus não iria pra frente com seus velhos preguiçosos e babões. Sua única chance vinha dos jovens, cérebros novos, com uma nova ética e uma vontade de repovoar a cidade, faze-la se dar ao respeito e crescer, finalmente. Hoje, diante da completa falência moral de suas instituições, esses jovens fogem, vão criar seus filhos onde dá gosto olhar pela janela.

Há alguns anos, quando comecei a escrever, gastei boas horas na internet, em fóruns de discussão, defendendo o Amazonas daqueles que xingavam nossas moças, nossa educação, nossa jequice e nosso atraso cultural. Hoje olho para a cidade que meu querido Aníbal Beça tanto amou e me pergunto como puderam e podem, tantos escritores, intelectuais e poetas, gostar dela. Beça chegou a dizer que “Manaus é uma cidade diferente, porque ao invés de a gente morar nela, é ela que mora na gente”.

Não, Aníbal. Manaus é diferente porque, enquanto acolhe bandidos que ninguém mais quis, expulsa engenheiros de TI, como meu amigo Paulo, ou engenheiros químicos, como meu amigo William, ou médicos, como minha amiga Bianca, ou advogados, como meu compadre Sérgio. Gente jovem e pronta para crescer em estados ou países que acolham sua paixão pela correção, por seu senso de coletividade, pela ética profissional e pela crença no poder público. Essa gente, que não tem um passado sombrio, que não tem contratos suspeitos, que nunca fraudou nada na vida, que nunca falsificou, traficou, abusou, roubou, chantageou nem ameaçou ninguém, essa gente precisa se unir, se sentir acompanhada. É natural, quase biológico, que os semelhantes se aproximem. Cansei de ter que explicar como me tornei amigo de pessoas de bem como a Bianca, e há algum tempo passei a responder com um ríspido “Ué, é só bandido que pode fazer amizade em Manaus?”.

Sim, nós gostamos de gente que não tem um passado sombrio, que não tem contratos suspeitos, que nunca fraudou nada na vida, que nunca falsificou, traficou, abusou, roubou, chantageou nem ameaçou ninguém. Diante do quadro atual da cidade, precisamos perguntar se ainda temos esse direito?

Infelizmente, o mercado de amizades para os bandidos anda mais generoso do que para essa gente, que aqui é apelidada de ‘metida a mártir’ ou ‘dona da verdade’, e em outros lugares é chamada apenas de ‘normal’. O resultado é certeiro: essa gente normal vai embora.

Manaus é diferente por isso, Aníbal. Porque não oferece um futuro às pessoas normais. Só aos bandidos.

 

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http://www.parcialmenteimparcial.com.br/a-medica-os-canalhas-e-as-marionetes/ Pessoal | 30 de maio de 2012A médica, os canalhas e as marionetes

Conheço a Bianca Abinader há anos. Conheço boa parte da sua família. Marido, irmãos, primos são velhos conhecidos há mais de uma década. Estes contatos já seriam motivos suficientes pra defender seu caráter, sua integridade e postura. Profissional competente, com grande sensibilidade as causa sociais, que com sua personalidade conseguiu mobilizar pessoas nestas ações. Foi assim na páscoa solidária, e é assim em ações sociais da sua família.

As perseguições começaram ao participar de um protesto político. Interesses de canalhas foram feridos. Lógico que não poderiam ficar por baixo e começaram os ataques. E os canalhas começaram a usar suas marionetes criando histórias, depois calando políticos, personalidades e principalmente a imprensa, impedindo que todo esse processo de desmoralização voltasse contra seus próprios autores, os canalhas citados no começo do parágrafo.

Dar este gostinho de vitória a quem não merece certamente incomoda, mas entendo os motivos da Bianca. Se afastando do serviço público, ela acaba cobrindo seu telhado com concreto, substituindo algo que era de vidro pela fragilidade com que seus superiores poderiam manipular situações e decisões. Na situação atual, o serviço público tem trazido todo tipo de situação, menos a estabilidade e segurança a que se propõe. Um gostinho de vitória que desmoraliza o poder público, expondo toda sua fragilidade diante de interesses de canalhas.

Sinto pelas pessoas que a Bianca atende. Pessoas humildes, que precisam dos seus serviços, os verdadeiros prejudicados com esta história. Pessoas que deveriam recorrer aos canalhas caluniadores que a fizeram tomar esta decisão.

Toda esta história está explicada no site O Caso Bianca Abinader, com relatos e documentos que comprovam a safadeza montada para prejudicá-la.

Vale lembrar que NENHUMA das acusações foi comprovada.

Conte com este espaço para o que precisar. Conte comigo. Tenho orgulho de ser seu amigo.

Saúde e sucesso sempre.

 

É preciso colocar pingos nos ‘is’, diz corregedora do CNJ sobre Lula e Mendes

 

Eliana Calmon defendeu atuação do ministro do STF em trazer à tona o encontro com o ex-presidente, mas acha que mensalão deve ser adiado

A corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, defendeu nesta quarta-feira a atuação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, no episódio do encontro no qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o teria pressionado para adiar o julgamento do mensalão.

A corregedora, no entanto, defende que o caso seja julgado depois das eleições municipais, em um ambiente político mais tranquilo

Eliana evitou fazer juízo de valor sobre quem está dizendo a verdade, mas disse considerar positivo o fato de Mendes ter trazido o fato à tona.“É preciso colocar os pingos nos ‘is’ pois ficou muita coisa no ar. Nessas horas a melhor coisa é a transparência, é quando as coisas vêm à tona, e isso está sendo feito pelo ministro Gilmar”, disse ela ao iG.

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2012-05-30/e-preciso-colocar-pin...

 

Nassif e amigos isso é uma vergonha!! Que país é esse?



Extraído do Blog da Cidadania, do Edu Guimarães:


Jornal O Globo promove campanha contra Lula no Twitter


Ontem ocorreu um fato espantoso que explica bem por que a grande imprensa brasileira é chamada de PIG – sigla que significa “Partido da Imprensa Golpista”, uma sigla cunhada pelo deputado federal pelo PT de Pernambuco Fernando Ferro que se popularizou sobremaneira na internet.

A dita “mídia” é chamada de partido por boas razões. Uma delas é a de que tem militância exatamente como um partido. Centenas de pessoas defendem ferozmente as ações de Globo, Folha de São Paulo, Veja e Estado de São Paulo contra o Partido dos Trabalhadores e o governo federal.


Essas pessoas se escondem sob o anonimato e chegam ao ponto de fazer ameaças de assassinato ou de tortura contra quem se mostre simpatizante do PT e do governo, sobretudo se for blogueiro. Quando menos, promovem campanhas anônimas de difamação, atacam família etc.


Mas, ontem, a atuação da mídia como partido político chegou ao impensável. O jornal O Globo, em sua campanha incansável, interminável e eterna contra Lula, lançou mão de um recurso que só militâncias de partidos usam.


Tuitaço é o envio de múltiplas mensagens pela rede social Twitter para fazer “subir” frases sobre algum assunto ao que se convencionou chamar de Trending Topics, o ranking dos dez assuntos mais comentados no Brasil ou no mundo.


A revista Veja tem sido alvo de tuitaços de militantes petistas e de outros partidos de esquerda. E não é que O Globo, como prova de que é um partido político disfarçado de jornal, decidiu instigar tuiteiros militantes do PIG a promoverem uma campanha contra o ex-presidente Lula?


A imagem acima mostra que o perfil de O Globo no Twitter foi responsável pela “subida” da frase “Lula mente” ao topo dos Trending Topics.


O Globo tem mais de 500 mil “seguidores” no Twitter. Como as campanhas de militantes de oposição ao governo Lula – ou militantes da mídia – para levar frases aos Trending Topics vinham fracassando, o perfil do jornal naquela rede social resolveu dar uma ajudinha veiculando hashtag contra Lula para suas centenas de milhares de seguidores


Assim, O Globo conseguiu colocar no primeiro lugar dos Trending Topics aquela frase. Mas foi só por alguns minutos.


O que o Globo não sabia é que seguir o seu perfil no Twitter não significa apoiar o que faz. Este blogueiro mesmo “segue” o perfil @JornalOGlobo e nem por isso compartilha suas posições políticas. Muito pelo contrário.


Quando descobri que o Globo é que estava por trás da “subida” de #LulaMente ao topo dos Trending Topics, entrei no tuitaço de reação. Rapidamente, em questão de minutos, os simpatizantes de Lula e do PT desbancaram a hashtag #LulaMente, substituindo-a por #BrasilComLula, que permaneceu por mais de uma hora nos Trending Topics.


Então, leitor, se faltava algo para a grande imprensa brasileira comprovar que se converteu em partido político, não falta mais. O segundo (?) maior jornal do país lançou mão do recurso mais banal da política contemporânea para um grupo político atacar outro. O que será que o TSE acha disso?






 

 

Nassif e Amigos isso é uma vergonha!! Que país é esse?


Extraído do Blog da Cidadania, do Edu Guimarães:

Jornal O Globo promove campanha contra Lula no Twitter
Ontem ocorreu um fato espantoso que explica bem por que a grande imprensa brasileira é chamada de PIG – sigla que significa “Partido da Imprensa Golpista”, uma sigla cunhada pelo deputado federal pelo PT de Pernambuco Fernando Ferro que se popularizou sobremaneira na internet.
A dita “mídia” é chamada de partido por boas razões. Uma delas é a de que tem militância exatamente como um partido. Centenas de pessoas defendem ferozmente as ações de Globo, Folha de São Paulo, Veja e Estado de São Paulo contra o Partido dos Trabalhadores e o governo federal.

Essas pessoas se escondem sob o anonimato e chegam ao ponto de fazer ameaças de assassinato ou de tortura contra quem se mostre simpatizante do PT e do governo, sobretudo se for blogueiro. Quando menos, promovem campanhas anônimas de difamação, atacam família etc.

Mas, ontem, a atuação da mídia como partido político chegou ao impensável. O jornal O Globo, em sua campanha incansável, interminável e eterna contra Lula, lançou mão de um recurso que só militâncias de partidos usam.

Tuitaço é o envio de múltiplas mensagens pela rede social Twitter para fazer “subir” frases sobre algum assunto ao que se convencionou chamar de Trending Topics, o ranking dos dez assuntos mais comentados no Brasil ou no mundo.

A revista Veja tem sido alvo de tuitaços de militantes petistas e de outros partidos de esquerda. E não é que O Globo, como prova de que é um partido político disfarçado de jornal, decidiu instigar tuiteiros militantes do PIG a promoverem uma campanha contra o ex-presidente Lula?

A imagem acima mostra que o perfil de O Globo no Twitter foi responsável pela “subida” da frase “Lula mente” ao topo dos Trending Topics.

O Globo tem mais de 500 mil “seguidores” no Twitter. Como as campanhas de militantes de oposição ao governo Lula – ou militantes da mídia – para levar frases aos Trending Topics vinham fracassando, o perfil do jornal naquela rede social resolveu dar uma ajudinha veiculando hashtag contra Lula para suas centenas de milhares de seguidores

Assim, O Globo conseguiu colocar no primeiro lugar dos Trending Topics aquela frase. Mas foi só por alguns minutos.

O que o Globo não sabia é que seguir o seu perfil no Twitter não significa apoiar o que faz. Este blogueiro mesmo “segue” o perfil @JornalOGlobo e nem por isso compartilha suas posições políticas. Muito pelo contrário.

Quando descobri que o Globo é que estava por trás da “subida” de #LulaMente ao topo dos Trending Topics, entrei no tuitaço de reação. Rapidamente, em questão de minutos, os simpatizantes de Lula e do PT desbancaram a hashtag #LulaMente, substituindo-a por #BrasilComLula, que permaneceu por mais de uma hora nos Trending Topics.

Então, leitor, se faltava algo para a grande imprensa brasileira comprovar que se converteu em partido político, não falta mais. O segundo (?) maior jornal do país lançou mão do recurso mais banal da política contemporânea para um grupo político atacar outro. O que será que o TSE acha disso?




 

Em nota, Thomaz Bastos considera processo contra ele um ‘retrocesso autoritário’

O advogado criminalista Márcio Thomaz Bastos, que já atuou como defensor do ex-presidente Lula, foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (1987) e exerceu o cargo de ministro da...
2012-05-29 20:02:00 / Leia mais


http://correiodobrasil.com.br/em-nota-thomaz-bastos-considera-processo-contra-ele-um-retrocesso-autoritario/461202/comment-page-1/#comment-33344


MEU COMENTÁRIO:


Ao se apresentar à Nação com um sorriso cínico e debochado na defesa de Cachoeira, além de aceitar como honorários o seu dinheiro sabidamente sujo, vez que oriundo de crimes vários como os que vêm sendo divulgados, Tomaz Bastos denigre a liturgia do cargo de Ministro da Justiça que ocupou, demonstrando na prática que não estava à altura do mesmo quando o exerceu. Que indivíduo mais repugnante, esse! A ele dedico, no que couber, o soneto “Mal Secreto, de Raimundo Correia.

 

Os desafios do mercado de mídia brasileiro

 

O mercado brasileiro do setor de mídia deve crescer R$ 10 bilhões a menos do que o previsto

 

 

Nesta sexta-feira, 1º de junho, comemora-se o Dia da Imprensa. Em meio a desafios provocados por suas próprias decisões no cenário de grandes rupturas tecnológicas e importantes mudanças na sociedade brasileira, as empresas nacionais de comunicação enfrentam dificuldades para alcançar o desempenho registrado nos últimos anos por outros setores da economia.

 

As projeções dos profissionais de mídia para 2016 indicam que o mercado brasileiro do setor deve crescer R$ 10 bilhões a menos do que o previsto. Em março deste ano, a Associação Brasileira das Agências de Publicidade havia anunciado que o mercado apresentaria um salto para R$ 80 bilhões nos próximos quatro anos. Nesta quarta-feira, 30, revela-se que o valor será de R$ 70 bilhões.

 

Há apenas dois meses, esperava-se para 2012 um faturamento de R$ 39,9 bilhões, que, com um crescimento inédito estimulado pelos grandes eventos esportivos programados para 2014 e 2016, chegaria a dobrar nesse período. No entanto, segundo lembra a publicação especializada Adnews, o investimento das empresas em publicidade ficará em R$ 30 bilhões neste ano e já se constata uma previsão de crescimento mais modesta. Alguns fatores indicam que a Copa do Mundo e as Olimpíadas do Rio de Janeiro não irão produzir o milagre da multiplicação de anúncios que se esperava.

 

As informações citadas pela Adnews foram retiradas do Mídia Dados 2012, lançado terça-feira durante o 5º Congresso Brasileiro da Indústria da Comunicação, realizado em São Paulo entre os dias 28 e 30. O anuário do setor, que neste ano sai em um calhamaço de mais de 850 páginas, acompanha a evolução do mercado publicitário desde 1998, e permite observar o desenvolvimento do negócio que representa a principal fonte de receita das empresas de comunicação. Embora essa análise exija muita dedicação e tempo, um olhar sobre os gráficos revela que as chamadas mídias tradicionais estão travadas, muito provavelmente por causa de questionamentos em relação ao custo, diante da ampla oferta de meios representada pela tecnologia digital.

 

Como diz uma das profissionais entrevistadas para o Mídia Dados: “Mídia é dinheiro. A chance de um cliente questionar determinada ação é grande – e você precisa ter todos os argumentos, os técnicos, os estratégicos, os criativos”.

 

O lugar do lugar comum

 

A questão das escolhas sobre onde vai o dinheiro da comunicação das empresas anunciantes torna-se central num cenário que se mostra progressivamente mais diversificado e, portanto, mais competitivo. Como em todas as circunstâncias de mudança, aquilo que já está estabelecido precisa constantemente confrontar o novo. E, no caso da mídia, a tradição está com jornais, revistas e TV aberta. O rádio, que se caracteriza como um meio “líquido”, no conceito desenvolvido pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, transita com mais facilidade pelas mudanças tecnológicas e de costumes.

 

O problema da transição presente é que as novas tecnologias provocam, pela primeira vez desde o surgimento da imprensa – forma primária de publicização –, o questionamento do próprio conceito de mediação. Como se pode observar em algumas das entrevistas apresentadas no anuário Mídia Dados, muitas empresas estão retomando para seus quadros o controle estratégico da decisão sobre onde colocar o dinheiro da comunicação.

 

Percebe-se uma tendência em agregar as funções antes destinadas separadamente à publicidade, marketing e aquilo que se convenciona chamar comunicação corporativa, ou relações com a imprensa. O alto custo da mídia faz com que muitas organizações estejam repensando seus investimentos em publicidade tradicional e passem a avaliar o potencial das mídias digitais.

 

Nesse sentido, hipoteticamente, alguns meios tradicionais como jornais e revistas poderiam se apresentar como elementos de ancoragem das mensagens institucionais, usando o prestígio de suas marcas para propor ações combinadas entre campanhas publicitárias do tipo tradicional e interações diretas com o público, através das redes sociais da internet.

 

Mas, para isso, as empresas de comunicação jornalística precisariam estar dispostas a abrir mão de seu discurso centralizador e verticalizado, o que exigiria mudanças na configuração das redações, em processos decisórios e até mesmo na linguagem. Além disso, é preciso, como sempre, surpreender o público. Mas, presos a modelos conservadores, os meios tradicionais de comunicação se tornaram o lugar do lugar comum.

 http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/os_desafios_do_mercado_de_midia_brasileiro 

 

Nassif, sei que vc já alertou, mas o GM a cada hora dá uma versão; Nãohavia falado sozinho com o LULA na cozinha, agora o Jobim tava junto tb:

Há 11 horas e 17 minutos 4
Gilmar Mendes diz que Lula e Jobim tentaram constrangê-lo em encontro

 

 Daniel Wainstein/Valor - 28/11/2011 / Daniel Wainstein/Valor - 28/11/2011Gilmar Mendes: "Na conversa, Jobim perguntou: e Paulo Lacerda?"

 


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse ao Valor que, durante o encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que conversaram sobre o mensalão, o ex-ministro da Justiça Nelson Jobim também lhe fez perguntas que poderiam sugerir pressões para atrasar o julgamento do processo. Mendes evitou, no entanto, classificar o episódio como chantagem. O ministro mostrou comprovantes de voos de sua viagem a Berlim, cujo trecho oficial foi pago pelo STF e o restante por ele, e contou que viajou em outras duas ocasiões em aviões oferecidos pelo senador Demóstenes Torres (sem partido, GO), com quem disse ter relações "funcionais". Em entrevista coletiva mais cedo, Mendes afirmou que Lula estaria funcionando como uma "central de divulgação" de boatos contra ele e que insinuações falsas envolvendo seu nome seriam "coisa de bandido".


Valor: Há uma versão de que o senhor teria feito uma defesa antecipada ao relatar a conversa com Lula, para evitar o surgimento de fatos novos na CPI.


Gilmar Mendes: Não, eu estou revelando isso já há algum tempo. Revelei no dia que saí de lá. Revelei ao Agripino Maia, e no dia seguinte ao Sigmaringa Seixas, que teria informado a [presidente] Dilma [Rousseff]. Eu falei inclusive com jornalistas que vieram me contar que o presidente Lula estava divulgando essas notícias.


Valor: O senhor não temeu que Lula e Jobim negassem essa versão?


Mendes: Isso não tem a menor relevância.


Valor: O senhor quis se antecipar à possível divulgação de áudios relatando conversas com Demóstenes?


Mendes: Não. Claro que o que as pessoas podem dizer... Mas eu só posso ser responsável pelo que faço.


Valor: Por que teriam escolhido o senhor, e não outro ministro, para esse tipo de pressão?


Mendes: Eu tenho a impressão de que alguém concebeu um projeto de trazer o Judiciário para esse mar de corrupção. E imaginaram: "Ele se encontrava com o Demóstenes". Mas eu me encontrava publicamente com o Demóstenes, fui à formatura da mulher dele em Goiânia, mas isso está estampado nos jornais. Ele esteve no aniversário da minha mulher, isso está estampado nas colunas sociais.


Valor: O senhor viajou de São Paulo para Goiânia em avião financiado pelo Cachoeira?


Mendes: Hoje distribuí comprovantes da minha viagem a Berlim. Fui em viagem oficial a Granada e depois, com desdobramento de voos, fui até Praga, e de lá fui de trem pra Berlim. Fui a Praga a passeio, me encontrei com o Demóstenes. Eles estavam indo a Praga, e nós também, no mesmo período de Páscoa, logo depois do evento que tive em Granada. Tem uma conversa do Cachoeira com alguém dizendo que o Demóstenes estava chegando e pedindo um avião, dizendo que ele estava em Berlim com o Gilmar. Mas estou inclusive com os tíquetes e as milhas da TAM do meu voo de Guarulhos pra cá.


Valor: O senhor viajou com o senador Demóstenes em outras ocasiões?


Mendes: Com ele não sei, eu fui a duas ocasiões a convite dele a Goiânia. Uma vez em 2010, com o Jobim e o [ministro do STF Dias] Toffoli, em que o senador colocou a disposição uma aeronave - imagino, de empresas de taxi aéreo. Não me lembro qual era o evento, tivemos um jantar. E uma outra vez para um evento de formatura da Flavinha, a esposa dele, em que fomos Toffoli, eu, [a ministra do Superior Tribunal de Justiça] Fátima Nancy Andrighi. Éramos paraninfos da turma. Isso foi em abril do ano passado, se não me engano com a empresa Voar.


Valor: O senhor tem relação de amizade com Demóstenes Torres?


Mendes: De amigo, não. Temos um relacionamento funcional, normal, uma relação de camaradagem. Tanto é que o senador aparece falando em uma das gravações que ele precisava deixar de ter um encontro em Goiânia com o Cachoeira porque precisava manter proximidade com a gente, ir ao aniversário da minha mulher.


Valor: Petistas sugeriram que o senhor teria tido contato com Roberto Gurgel, para evitar a abertura de inquérito contra Demóstenes Torres...


Mendes: Você consegue imaginar um absurdo maior que esse? Que relação eu tenho para pedir ao procurador-geral que não faça isso? Veja onde essa gente está com a cabeça. É um misto de irresponsabilidade com despreparo. Isso não tem nada a ver com o Supremo, nem chega aqui.


Valor: Haveria uma tentativa de retaliação por parte do ex-diretor da PF Paulo Lacerda, demitido depois que o senhor denunciou grampos em seu gabinete?


Mendes: Não tenho a menor ideia. Lá atrás, um jornalista me disse que setores estavam dizendo que o Paulo Lacerda teria um acerto de contas comigo. Nessa mesma conversa agora, o Lula me perguntou se eu não achava que o grampo tinha sido objeto de alguma articulação, se não era coisa do Cachoeira, do Demóstenes, ou da "Veja". Eu disse: presidente, não posso saber, acredito que não.


Valor: O nome do Paulo Lacerda foi mencionado na conversa?


Mendes: Nessa conversa, Jobim perguntou: e Paulo Lacerda? Agora, as coisas passam a ter sentido.


Valor: Seria uma demonstração de que se tratava de chantagem?


Mendes: Pode ser. Interpretem como quiser.


Valor: Ou seja, que o próprio Jobim participou de uma tentativa de chantagem?


Mendes: Era uma conversa absolutamente normal, nós repassamos vários assuntos. Nós falamos sobre o Supremo, recomposição do Supremo, PEC da Bengala, a má articulação hoje entre o Judiciário e o Executivo. O Jobim participou da conversa inteira. Nesse contexto, cai uma ficha.


Valor: Que ficha caiu, de que seria uma estratégia?


Mendes: Isso é possível, vamos constrangê-lo com Paulo Lacerda. Não sei se é isso.




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Mais uma mentira de Gilmar Mendes cai por terra

 

Aos poucos, cada um dos elementos da acusacao de Veja/Gilmar vao sendo desmentidos.

 

Um dos ultimos elementos que precisava ser desmentido era o de que Lula estaria "espalhando" boatos sobre a viagem de Gilmar Mendes com Demostenes Torres a Berlim.

 

Aqui esta' a prova de que Lula nao tem nada a ver com isso: quem deu a pista para o caso foi o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), em 4 de abril desse ano -- 20 dias antes do encontro de Lula com Gilmar:

 

Quem é o “juiz muito importante” que foi a Berlim?

 

O PoderOnLine, do IG, blog comandado pelo jornalista Tales Faria, publicou uma nota curiosa. Vejam:

 

“O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) prevê que surgirão novas revelações, caso a defesa de Demóstenes Torres insista em anular, no Supremo Tribunal Federal, as provas do envolvimento do senador com o bicheiro Carlinhos Cachoeira já obtidas pela Polícia Federal :

 

– O que Demóstenes precisa é revelar, antes que uma CPI o faça, os nomes de todos os que se aproveitaram da malha de poder e dinheiro do Cachoeira. Inclusive contar detalhes daquela viagem que ele e Cachoeira fizeram à Alemanha, na qual esteve presente um juiz muito importante do Brasil.

 

===

 

Hum…

 

Parece que o Judiciário também se banhou na Cachoeira.

 

Mas, digam, quem é o “juiz muito importante” que costumava falar com Demóstenes?

 

Não consigo lembrar…

 

http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/quem-e-o-juiz-importante-...

 

 

O proprio Nassif comecou a juntar as pistas no dia seguinte:

 

As viagens de Demóstenes e Gilmar

 

Enviado por luisnassif, qui, 05/04/2012 - 08:04

 

Em Construção

 

Os dados abaixo são meros indícios, sem valor de denúncia. Vamos usar o trabalho colaborativo da Internet para construir essa matéria.

 

Há enorme possibilidade de que sejam apenas algumas coincidências, que possam ser desmanchadas com novas informações.

 

De qualquer modo, aí vai:

 

1. De 14 a 19 de novembro de 2008 (logo após a farsa do "grampo em áudio"), o Ministro Gilmar Mendes esteve em um evento na Alemanha (clique aqui).

 

2. De 30 de outubro a 10 de novembro de 2008, o senador Demóstenes Torres esteve em outro evento, em Nova York (clique aqui).

 

3. Embora o evento de NY tivesse se encerrado em 10 de novembro, o senador só retoma as votações no Senado no dia 25 de novembo (clique aqui).

 

Entraremos em contato com a assessoria do Senado e do senador para saber de seu paradeiro nesse período.

 

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/as-viagens-de-demostenes-e-gilmar

 

 

Resumindo:

 

Lula nao precisava divulgar boato nenhum, pois a associacao de Demostenes/Gilmar/Cachoeira era uma informacao de dominio publico 20 dias antes do encontro, e 50 dias antes da publicacao da "denuncia" da Veja.

 

E assim, mais uma mentira da dupla Veja/Gilmar cai por terra.

 

 

Dalmo Dallari sobre Gilmar Mendes: “Eu não avisei?”  

Há dez anos, o jurista e professor da USP publicou artigo que gerou polêmica em que sustentava: “Gilmar Mendes no STF é a degradação do Judiciário”. Agora, em entrevista ao 247, ele reafirma e diz mais: “Há algo errado quando um ministro do Supremo vive na mídia”

29 de Maio de 2012 às 09:35

Heberth Xavier_247 - Há dez anos, exatamente em 8 de maio de 2002, a Folha de S. Paulo publicava um artigo que geraria grande polêmica. Com o título “Degradação do Judiciário”, o artigo, escrito pelo jurista e professor da Faculdade Direito da USP, Dalmo de Abreu Dallari, questionava firmemente a indicação do nome de Gilmar Mendes para o Supremo Tribunal Federal (STF). A nomeação se daria dias depois, mesmo com as críticas fortes de Dallari, ecoadas por muita gente da área e nos blogs e sites da época.

Desde então, Mendes esteve no centro das atenções em inúmeras polêmicas. Em 2009, participou de famosa e áspera discussão em pleno plenário do tribunal com o colega Joaquim Barbosa. Dallari, que conhece pessoalmente muitos ministros do STF (foi professor de Ricardo Lewandowski, deu aulas a Cármen Lúcia e orientou Eros Grau), comparou o fato a uma “briga de moleques de rua”: “Os dois poderiam evitar o episódio, mas a culpa grande é do presidente do STF, Gilmar Mendes, que mostra um exibicionismo exagerado, uma busca dos holofotes, da imprensa. Além da vocação autoritária, que não é novidade.

Um ano depois, em 2010, na véspera das eleições presidenciais, o Supremo se reuniu para julgar a exigência da apresentação de dois documentos para votar nas eleições. O placar estava 7 a 0 quando o ministro Gilmar Mendes pediu vista do processo. O julgamento foi interrompido. Mais tarde, circulou a informação, confirmada depois em reportagem da Folha de S. Paulo, de que a decisão de Mendes foi tomada depois de conversar com o então candidato do PSDB, José Serra, por telefone. Na época, Dallari não quis comentar sobre a conversa ou não com o candidato tucano e suas implicações (“Como advogado, raciocino em cima de provas”), mas contestou a atitude de Mendes: “Do ponto jurídico, é uma decisão totalmente desprovida de fundamento. O pedido de vistas não tinha razão jurídica alguma, não havia dúvida a ser dirimida”.

Mas a maior polêmica é a atual, envolvendo o político mais popular do Brasil, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusado por Mendes de chantagem e pressão ao STF. Procurado pelo 247, a quem concedeu entrevista, Dallari não deixa de reconhecer: “Eu não avisei?”

Veja alguns pontos destacados pelo jurista na entrevista ao 247:

STF NA MÍDIA

“Eu acho muito ruim para a imagem do Supremo que um de seus ministros fique tanto tempo exposto na mídia, sempre em polêmicas. Não que eu considere bom ficar enclausurado, pelo contrário. É interessante que você dê publicidade às ações do STF, para a população ser melhor informado do processo de decisões no tribunal. Mas há algo errado quando um ministro do Supremo vive na mídia, e sempre em polêmicas.

VERDADE OU MENTIRA?

“Não posso fazer um julgamento categórico sobre o que disse o ministro Gilmar Mendes. Não se sabe onde está a verdade. Se tivesse mais segurança quanto aos fatos ocorridos poderia dizer melhor. Mas, de qualquer maneira, dá para afirmar de cara duas coisas: a primeira é que não dá, definitivamente, para um ministro do Supremo sair polemizando toda hora para a imprensa, e num nível que parece confronto pessoal. É algo que não faz parte das funções de um ministro do Supremo. A outra coisa é que as acusações de Gilmar são extremamente duvidosas. Feitas com atraso e sem o mais básico, que é a confirmação da única testemunha. Pelo contrário: o ministro Jobim (Nelson Jobim, que foi ministro de FHC, de Lula e do próprio STF) negou o conteúdo do que foi denunciado.

PREVISÃO

“Não avisei? Naquele artigo para a Folha, eu já mostrava, com fatos, os problemas que o Judiciário brasileiro enfrentaria com o Gilmar Mendes no Supremo. Não há surpresas, pelo menos para mim. Na época de sua nomeação, já havia informações, por exemplo, de que ele contratou, como procurador-geral da República, pessoal para seu cursinho de Direito. Um detalhe interessante é que o Gilmar Mendes teve 14 votos contrários à sua nomeação para o STF. Isso quebrou uma tradição de unanimidade que existia no Senado brasileiro. Enfim, ele não é, definitivamente, uma personagem altamamente confiável a ponto de representar um posto tão importante.

IMPLICAÇÕES JURÍDICAS

“Primeiramente é preciso lembrar que, fosse verdadeira a nova afirmação de Gilmar Mendes, se tivesse realmente sido vítima de chantagem, o caminho natural seria uma denúncia ao Ministério Público, imediatamente. Por que só agora? Dito isso, cabem dúvidas da extensão realmente do que supostamente foi dito. Ainda que Lula tenha feito referências ao mensalão, é duvidoso se isso teria tanta implicação jurídica, pois parece ter sido numa conversa informal, feita na casa de um amigo comum dos dois. Volto a frisar dois aspectos: é difícil determinar com certeza, pois não há evidência nenhuma de que Gilmar Mendes diz a verdade, apenas a sua palavra; e, tivesse a seriedade que alguns querem pintar, a denúncia teria que ser feita na hora. Ou não é?

 

Dalmo Dallari sobre Gilmar Mendes: “Eu não avisei?”  

Há dez anos, o jurista e professor da USP publicou artigo que gerou polêmica em que sustentava: “Gilmar Mendes no STF é a degradação do Judiciário”. Agora, em entrevista ao 247, ele reafirma e diz mais: “Há algo errado quando um ministro do Supremo vive na mídia”

29 de Maio de 2012 às 09:35

Heberth Xavier_247 - Há dez anos, exatamente em 8 de maio de 2002, a Folha de S. Paulo publicava um artigo que geraria grande polêmica. Com o título “Degradação do Judiciário”, o artigo, escrito pelo jurista e professor da Faculdade Direito da USP, Dalmo de Abreu Dallari, questionava firmemente a indicação do nome de Gilmar Mendes para o Supremo Tribunal Federal (STF). A nomeação se daria dias depois, mesmo com as críticas fortes de Dallari, ecoadas por muita gente da área e nos blogs e sites da época.

Desde então, Mendes esteve no centro das atenções em inúmeras polêmicas. Em 2009, participou de famosa e áspera discussão em pleno plenário do tribunal com o colega Joaquim Barbosa. Dallari, que conhece pessoalmente muitos ministros do STF (foi professor de Ricardo Lewandowski, deu aulas a Cármen Lúcia e orientou Eros Grau), comparou o fato a uma “briga de moleques de rua”: “Os dois poderiam evitar o episódio, mas a culpa grande é do presidente do STF, Gilmar Mendes, que mostra um exibicionismo exagerado, uma busca dos holofotes, da imprensa. Além da vocação autoritária, que não é novidade.

Um ano depois, em 2010, na véspera das eleições presidenciais, o Supremo se reuniu para julgar a exigência da apresentação de dois documentos para votar nas eleições. O placar estava 7 a 0 quando o ministro Gilmar Mendes pediu vista do processo. O julgamento foi interrompido. Mais tarde, circulou a informação, confirmada depois em reportagem da Folha de S. Paulo, de que a decisão de Mendes foi tomada depois de conversar com o então candidato do PSDB, José Serra, por telefone. Na época, Dallari não quis comentar sobre a conversa ou não com o candidato tucano e suas implicações (“Como advogado, raciocino em cima de provas”), mas contestou a atitude de Mendes: “Do ponto jurídico, é uma decisão totalmente desprovida de fundamento. O pedido de vistas não tinha razão jurídica alguma, não havia dúvida a ser dirimida”.

Mas a maior polêmica é a atual, envolvendo o político mais popular do Brasil, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusado por Mendes de chantagem e pressão ao STF. Procurado pelo 247, a quem concedeu entrevista, Dallari não deixa de reconhecer: “Eu não avisei?”

Veja alguns pontos destacados pelo jurista na entrevista ao 247:

STF NA MÍDIA

“Eu acho muito ruim para a imagem do Supremo que um de seus ministros fique tanto tempo exposto na mídia, sempre em polêmicas. Não que eu considere bom ficar enclausurado, pelo contrário. É interessante que você dê publicidade às ações do STF, para a população ser melhor informado do processo de decisões no tribunal. Mas há algo errado quando um ministro do Supremo vive na mídia, e sempre em polêmicas.

VERDADE OU MENTIRA?

“Não posso fazer um julgamento categórico sobre o que disse o ministro Gilmar Mendes. Não se sabe onde está a verdade. Se tivesse mais segurança quanto aos fatos ocorridos poderia dizer melhor. Mas, de qualquer maneira, dá para afirmar de cara duas coisas: a primeira é que não dá, definitivamente, para um ministro do Supremo sair polemizando toda hora para a imprensa, e num nível que parece confronto pessoal. É algo que não faz parte das funções de um ministro do Supremo. A outra coisa é que as acusações de Gilmar são extremamente duvidosas. Feitas com atraso e sem o mais básico, que é a confirmação da única testemunha. Pelo contrário: o ministro Jobim (Nelson Jobim, que foi ministro de FHC, de Lula e do próprio STF) negou o conteúdo do que foi denunciado.

PREVISÃO

“Não avisei? Naquele artigo para a Folha, eu já mostrava, com fatos, os problemas que o Judiciário brasileiro enfrentaria com o Gilmar Mendes no Supremo. Não há surpresas, pelo menos para mim. Na época de sua nomeação, já havia informações, por exemplo, de que ele contratou, como procurador-geral da República, pessoal para seu cursinho de Direito. Um detalhe interessante é que o Gilmar Mendes teve 14 votos contrários à sua nomeação para o STF. Isso quebrou uma tradição de unanimidade que existia no Senado brasileiro. Enfim, ele não é, definitivamente, uma personagem altamamente confiável a ponto de representar um posto tão importante.

IMPLICAÇÕES JURÍDICAS

“Primeiramente é preciso lembrar que, fosse verdadeira a nova afirmação de Gilmar Mendes, se tivesse realmente sido vítima de chantagem, o caminho natural seria uma denúncia ao Ministério Público, imediatamente. Por que só agora? Dito isso, cabem dúvidas da extensão realmente do que supostamente foi dito. Ainda que Lula tenha feito referências ao mensalão, é duvidoso se isso teria tanta implicação jurídica, pois parece ter sido numa conversa informal, feita na casa de um amigo comum dos dois. Volto a frisar dois aspectos: é difícil determinar com certeza, pois não há evidência nenhuma de que Gilmar Mendes diz a verdade, apenas a sua palavra; e, tivesse a seriedade que alguns querem pintar, a denúncia teria que ser feita na hora. Ou não é?

 

Matéria do site Brasil 247: parece que a máscara caiu...

Ala do STF suspeita de Lacerda contra Gilmar

Ala do STF suspeita de Lacerda contra GilmarFoto: Folhapress_Fellipe Sampaio/STF/Divulgação

Segundo integrantes do STF, ex-diretor da Polícia Federal e da Abin, Paulo Lacerda estaria recolhendo e distribuindo informações contra o ministro Gilmar Mendes; acusado nega; ele caiu da Abin num episódio que envolveu Gilmar

30 de Maio de 2012 às 07:03


Colunista

Pra não deixar de falar em Obama
Hélio Doyle



Claudio Julio Tognolli_247 - O ex-presidente do Supremo, Ministro Gilmar Mendes, disse nesta terça-feira que são “bandidos” os que passam informações a seu respeito ao ex-presidente Lula. Não são bandidos: é gente bem qualificada, suspeitam os ministros.

O PT teria montado há pouco mais de quinze dias uma central de informações para distribuir, na mídia eletrônica e no twitter, informações contra ministros do Supremo que capitaneiam votos de condenação aos ditos mensaleiros. Participam dessa central, além de redatores midiáticos, um publicitário, dois advogados classicamente aliados ao PT, e de pouco nome na praça.

Mas quatro ministros do STF foram informados que duas pessoas bem manjadas na Polícia Federal estariam levantando dados sobre a mais alta corte do país: o ex-diretor do órgão, delegado Paulo Lacerda, e seu ex-patrão: o advogado Rodolpho Ramazzini, da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF). Ramazzini tem bom nome na mídia: é ele a apontar sempre que 85% dos pirateados que chegam ao Brasil são cópias fabricadas na China.

Na semana passada, três dias antes de Veja eclodir com as diatribes de Gilmar Mendes contra o ex-presidente Lula, Paulo Lacerda estava lá, em Brasília. Era um ouvinte, um teleguiado do PT, para o evento do lançamento de uma publicação no Superior Tribunal de Justiça. Chegou mudo e saiu calado. Foi trajando seu habitual paletó poule de cocq e sapatenis preto. Ficou ao lado de uma cortina, contra a parede. Após dez minutos hirto, numa posição que alguns classificaram de totêmica, teve de fazer enfim o seu solitário “shake hands” da noite: seu outro ex-chefe, o ex-ministro da justiça Marcio Thomaz Bastos, foi-lhe prestar mesuras. Ficaram lá os dois, como Cosme e Damião, isolados no cenário das cortinas bufantes. Não tinha quem não olhasse.

Paulo Lacerda aufere hoje cerca de RS$ 20 mil mensais como consultor de uma federação do ramo de segurança privada. E também investiu-se com seu ex-patrão, o advogado Ramazzini, na urdidura encomendada pelo PT: levantarem tudo o que podem contra o ministro Gilmar Mendes e contra o PSDB. Mais pra frente, pediu o PT, ficam os dois com o encargo de pegar também o ministro Marco Aurélio, do STF. Esse é o informe coletado pelos ministros. Mas ninguém lhes deu prova material de que tudo isso pode ser verdade.

Uma única vertente é fato: Paulo Lacerda tem Gilmar atravessado na garganta: desde que este conseguiu derrubá-lo da direção da PF. Gilmar brandiu ao ex-presidente Lula a história de um grampo no STF. Caiu Lacerda. O grampo jamais surgiu. Opositores de Gilmar chamam ao episódio de “o grampo sem áudio.

Antes de virar o diretor da PF, sob boa parte da octaetéride de Lula, Paulo Lacerda fazia levantamentos para Rodolpho Ramazzini, da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF). Tal militância fez com que os dois, Lacerda como diretor, Ramazzini como “informante do bem”, como era conhecido na PF de São Paulo, fossem responsáveis pelas maiores operações da PF.

Só para lembrar: as operações da PF aumentaram quinze vezes durante o governo Lula. Pularam, por exemplo, de 16 em 2003 para 143 até agosto de 2009. De 2003 para 2010 o número de funcionários da PF pulou de 9.231 para 14.575, um crescimento de 58%. Lula botou nas ruas, na maioria das vezes sob Marcio Thomas Bastos, 1.244 operações, o que representa 25 vezes mais do que as 48 tocadas pela PF no governo Fernando Henrique Cardoso.

Não tenha dúvida que Lacerda e Ramazzini foram os czares da maior parte disso. Ramazzini era quem mostrava quais lojas deveriam ser estouradas, quais empresas, quais cervejarias, quais manufaturas e semi-manufaturas. Lacerda agradecia. “Quase tudo já chegava pronto em pastas, entregues na superintendência da Lapa de Baixo, com fotos acondicionadas, dicas, tudo”, diz um agente. Ramazzini era um xamã: suas dicas rendiam operações da PF republicana com altas doses de octanagem midiática.

Lacerda e Ramazzini foram também os maiores informantes oficiais do ex-deputado Medeiros, na CPI da Pirataria tocada em 2003. (Confira aqui)

Agora os dois estão de volta, cochicharam aos ministros. Mas há um terceiro elemento que lhes ajudaria, e muito: o ex-superintendente da PF em São Paulo, Jaber Makul Saad –aliás ano passado comissionado como analista-informante judicial adivinhem de que escritório? Do de Márcio Thomaz Bastos.

Gilmar disse ainda que Lacerda tinha como missão lhe destruir (leia aqui).

Em entrevista para o Estadão, Lacerda negou que presta assessoria para o PT e disse que o ministro Gilmar Mendes está desinformado. (Leia aqui)

 

Gilmar, o falastrão!

http://oglobo.globo.com/pais/gilmar-mendes-diz-que-intuito-trazer-stf-vala-comum-5062901

Gilmar Mendes diz que ‘intuito é trazer STF à vala comum’

Por CAROLINA BRÍGIDO e SERGIO FADUL

BRASÍLIA- Indignado com o que afirma ser uma sórdida ação orquestrada para enfraquecer o Supremo, levar o tribunal para a vala comum, fragilizar a instituição e estabelecer a nulidade da Corte, o ministro Gilmar Mendes afirmou nesta terça-feira, em entrevista no seu gabinete no início da noite, que o Brasil não é a Venezuela de Chávez, onde o mandatário, quando contrariado, mandou até prender juiz. Gilmar acredita que por trás dessa estratégia está a tentativa de empurrar o julgamento do mensalão para pegar o STF num momento de transição, com três juízes mais jovens, recém-nomeados, dois dos mais experientes para sair, uma presidência em caráter tampão. Gilmar, que afirma ter ótima relação pessoal com Lula, conta que se surpreendeu com a abordagem recente do ex-presidente na casa do ex-ministro Nelson Jobim. Gilmar afirma que há estresse em torno do julgamento do mensalão e diz que os envolvidos estão fazendo com que o julgamento já esteja em curso. Ironicamente, diz, as ações para abortar o julgamento estão tendo efeito de precipitá-lo.

 

O GLOBO: Como foi a conversa com o presidente Lula?

GILMAR MENDES: Começou de forma absolutamente normal. Aí eu percebi que ele entrava insistentemente com tema da CPMI, dizendo do controle, do poder que tinha. Na terceira ou quarta vez que ele falou, eu senti-me na obrigação de dizer pra ele: “Eu não tenho nenhum temor de CPMI, eu não tenho nada com o Demóstenes”.

Isso soou a ele como provocação?

GILMAR: Isso. A reação dele foi voltar para a cadeira, tomou um susto. E aí ele disse: “E a viagem a Berlim? Não tem essa história da viagem a Berlim?” Aí eu percebi que tinha uma intriga no ar e fiz questão de esclarecer.

Antes disso ele tinha mencionado o mensalão?

GILMAR: É. Aqui ocorreu uma conversa normal. Ele disse que não achava conveniente o julgamento e eu disse que não havia como o tribunal não julgar neste ano. Visões diferentes e sinceras. É natural que ele possa ter uma avaliação, um interesse de momento de julgamento.

Isso é indício de que o presidente Lula não se desprendeu do cargo?

GILMAR: Não tenho condições de avaliar. Posso dizer é que ele é um ente político, vive isso 24 horas. E pode ser que ele esteja muito pressionado por quem está interessado no julgamento.

Na substituição de dois ministros, acha que as nomeações podem atender a um critério ideológico?

GILMAR: É uma pressão que pode ocorrer sobre o governo. Toda minha defesa em relação ao julgamento ainda este semestre diz respeito ao tempo já adequado de tramitação desse processo. O presidente Ayres Britto tem falado que o processo está maduro. Por outro lado, a demora leva à ausência desses dois ministros que participaram do recebimento da denúncia e conhecem o processo, que leva à recomposição do tribunal sob essa forte tensão e pressão, o que pode ser altamente inconveniente para uma corte desse tipo, que cumpre papel de moderação.

A partir da publicação da conversa do presidente Lula com o senhor, os ministros do STF estariam pressionados a condenar os réus, para não parecer que estão a serviço de Lula?

GILMAR: Não deve ser isso. O tribunal tem credibilidade suficiente para julgar com independência (...) O que me pareceu realmente heterodoxo, atípico, foi essa insistência na CPMI e na tentativa de me vincular a algo irregular. E de forma desinformada.

Quem está articulando o adiamento do mensalão dá um tiro no pé?

GILMAR: Acho que sim. E talvez não reparar que o Brasil não é a Venezuela de Chávez... ele mandou até prender juiz. Um diferencial do Brasil é ter instituições estáveis e fortes. Veja a importância do tribunal em certos momentos. A gente poderia citar várias. O caso das ações policialescas é o exemplo mais evidente. A ação firme do tribunal é que libertou o governo do torniquete da polícia. Se olharmos a crise dos jogos, dos bingos, era um quadro de corrupção que envolvia o governo. E foi o Supremo que começou a declarar a inconstitucionalidade das leis estaduais e inclusive estabeleceu a súmula. Eu fui o propositor da súmula dos bingos.

Depois que o ministro Jobim o desmentiu, o senhor conversou com ele?

GILMAR: Sim. O Jobim disse que o relato era falso. Eu disse: “Não, o relato não é falso”. A “Veja” compôs aquilo como uma colcha de retalhos, a partir de informações de várias pessoas, depois me procuraram. Óbvio que ela tem a interpretação. O fato na essência ocorreu. Não tenho histórico de mentira.

O julgamento já está em curso?

GILMAR: Sim, de certa forma. Por ironia do destino, talvez essas tentativas de abortar o julgamento ou de retardá-lo acabou por precipitá-lo, ou torná-lo inevitável.

O momento é de crise?

GILMAR: Está delicado. O país tem instituições fortes, isso nos permite resistir, avançar.

Tem uma ação deliberada de tumultuar processos em curso?

GILMAR: Ah, sim.

Existe fixação da figura do senhor?

GILMAR: Isso que é sintomático. Ficaram plantando notícias.

Qual o motivo disso?

GILMAR: Tenho a impressão de que uma das razões deve ser a tentativa de nulificar as iniciativas do tribunal em relação ao julgamento desse caso.

Mas por que o senhor?

GILMAR: Não sei. Eu vinha defendendo isso de forma muito enfática (o julgamento do mensalão o quanto antes). Desde o ano passado venho defendendo isso. O tribunal está passando por um momento muito complicado. Três juízes mais jovens, recém-nomeados, dois dos mais experientes para sair, uma presidência em caráter tampão. Isso enfraquece, debilita a liderança. Já é um poder em caráter descendente.

Um tribunal com ministros mais recentes é mais fraco que um com ministros mais experientes?

GILMAR: Não é isso. Mas os ministros mais recentes obviamente ainda não têm a cultura do tribunal, tanto é que participam pouco do debate público, naturalmente.

Dizem que os réus do mensalão querem adiar o julgamento para depois das substituições.

GILMAR: Esse é um ponto de ainda maior enfraquecimento do tribunal. Sempre que surge nova nomeação sempre vêm essas discussões acerca de compromissos, que tipo de compromissos teria aceito. Se tivermos esse julgamento, além do risco de prescrição no ano que vem, vamos trazer para esses colegas e o tribunal esta sobrecarga de suspeita.

Haverá suspeita se a indicação deles foi pautada pelo julgamento?

GILMAR: Vai abrir uma discussão desse tipo, o que é altamente inconveniente nesse contexto.

O voto do senhor na época da denúncia não foi dos mais fortes...

GILMAR: Não. É uma surpresa. Por que esse ataque a mim? Em matéria criminal, me enquadro entre os mais liberais. Inclusive arquei com o ônus de ser relator do processo do Palocci, com as críticas que vieram, fui contra o indiciamento do Mercadante, discuti fortemente o recebimento da denúncia do Genoino lá em Minas. Ninguém precisa me pedir cautela em termos de processo criminal. Combato o populismo judicial, especialmente esse em processos criminais, denuncio isso.

Todas as figuras que o senhor citou são petistas proeminentes. Por que querem atacar o senhor agora?

GILMAR: Desde o início desse caso há uma sequência de boatos, valendo-se inclusive desse poder perverso, essa associação de vazamentos, Polícia Federal, acesso de CPI. Como fizeram com o (procurador-geral da República, Roberto) Gurgel, de certa forma.

Um ex-presidente empenhado em pressionar o STF não mostra alto grau de desespero com a possibilidade de condenação no mensalão?

GILMAR: É difícil classificar. A minha indignação vem de que o próprio presidente poderia estar envolvido na divulgação de boatos. E a partir de desinformação, esse que é o problema.

Ele pode ter sido usado?

GILMAR: Sim, a sobrecarga... Ele não está tendo tempo de trabalhar essas questões, está tratando da saúde. Alguém está levando esse tipo de informação. Fui a Berlim em viagem oficial. Por conta do STF. Pra que ficar cultivando esse tipo de mito? São historietas irresponsáveis. Qualquer agente administrativo saberia esclarecer isso.

Esses ataques não atingem o STF?

GILMAR: Claro, evidente. O intuito, obviamente, não é só me atingir, é afetar a própria instituição, trazê-la para essa vala comum.

 

O embargo dos EUA e da UE ao Irã pode custar caro às moedas destas economias decadentes

http://www.cubadebate.cu/opinion/2012/05/29/la-guerra-economica-contra-iran/

El poder militar que posee Irán y la unión de los dirigentes con su pueblo, influyeron a los países occidentales, encabezados por Estados Unidos, Gran Bretaña y Francia, a desechar por el momento los tambores de guerra y en su lugar imponerle un fuerte bloqueo económico en aras de debilitar al gobierno y, de esa forma, encontrar una brecha para adueñarse del país y de sus grandes reservas petroleras.

Hasta ahora esa táctica no le ha dado resultado pues Teherán ha logrado evadir las sanciones y continuar adelante con su desarrollo económico-científico-social.

Los bloqueos económicos han sido las primeras medidas utilizadas en estos últimos tiempos por Washington para adueñarse de zonas estratégicas del Medio Oriente y del norte de África. Seguidamente lanzan, bajo cualquier pretexto, invasiones y ocupaciones de países como ocurrió en Afganistán, Irak o Libia, por citar los más conocidos.

En cuanto a la República Islámica de Irán, tercer exportador mundial de petróleo, Estados Unidos e Israel(este último poseedor de más de 200 armas nucleares y principal enemigo de Irán) lo acusan de llevar adelante un programa no pacífico de energía nuclear, lo que han negado en reiteradas ocasiones las autoridades de Teherán.

Las sanciones impuestas contra la nación persa no han funcionado en la medida en que lo ansiaban los países occidentales debido a que varios importantes países importadores de crudo como China, India y Corea del Sur, han continuado comerciando con Irán.

La Unión Europea concertó eliminar todos los intercambios con esa nación a partir de julio y prohibirá que aseguradoras y reaseguradoras del viejo continente cubran a buques que llevan crudo iraní a cualquier parte del mundo, lo que amenaza con reducir los envíos y elevar los costos de los principales compradores. Mientras, Estados Unidos anunció que ha puesto en lista negra a los países que a partir de ese mes mantengan relaciones comerciales con Teherán.

Ante la decisión europea el gobierno de Mahmud Ahmadinejad acordó hace dos meses eliminar los suministros petroleros a España, Italia y Grecia, lo que ha significado un duro golpe para esos países.

Italia, España y Grecia tienen al país persa como suministrador fundamental. Para Madrid, Irán fue en 2011 el principal vendedor con un 14,6% del total y a Italia le representó el 13,1%.

Pero el mayor impacto recayó sobre Grecia pues el pasado año, el país heleno obtuvo en torno al 18% de su petróleo de Irán en condiciones ventajosas pues se lo entregaba sin exigir garantías financieras pese a la crisis económica helena.

Aunque no es menos cierto que las sanciones adoptadas representan perjuicios y molestias para Irán (subida de los productos básicos y la inflación) al tener que reducir sus exportaciones de petróleo, esto se ha compensado ligeramente con los altos precios internacionales del combustible.

Entre las soluciones, Irán ha aceptado yuanes chinos y rupias indias por petróleo, monedas que después utiliza para adquirir bienes y servicios de ambos países.

Otra relevante situación a tener en cuenta es que al privar Estados Unidos y la UE a Irán de acceso al sistema bancario internacional (SWIFT) mediante el cual se efectúa la mayoría de los pagos denominados en dólares en todo el mundo, podrían haber cometido un error estratégico.

Teherán considera la posibilidad de introducir los llamados “vales de energía” a través de los cuales el país persa salda en los últimos años sus cuentas con Turkmenistán y a otros proveedores de gasolina y electricidad. Como esos bonos dependen aún de los precios mundiales de la energía, muchos podrían optar por no gastarlos y esperar tiempos mejores.

Al tener Irán que cumplir con las obligaciones para garantizar el valor de los vales, estos pueden ser aceptados también por otros países y se convertirían en una “divisa de energía”. Si Teherán vincula su moneda nacional a los precios del petróleo, el rial podría ser entonces la primera “moneda de energía” y por ende fortalecería la economía del país.

Pero mientras encuentra variantes, la República Islámica continúa su desarrollo y anunció recientemente un ambicioso proyecto de construcción de pequeñas refinerías (gasolina, gasóleo y queroseno) que tendrán capacidad para procesar 10 000 barriles diarios cada una.

Las usinas se instalarán por todo el país a un costo de 100 millones de dólares y sus producciones pueden ser utilizadas para satisfacer las necesidades internas y para la exportación.

Asimismo, se anunció la puesta en explotación de nuevos depósitos de crudo en el Golfo Pérsico que permitirán alcanzar una capacidad total de almacenamiento de 4,7 millones de barriles.

Teherán acaba de adquirir el barco petrolero más grande del mundo con un tonelaje de 2,2 millones de barriles y a un costo de 300 millones de dólares. Este año recibirá otros siete superbanqueros y cuatro llegarán en 2013.

La madre naturaleza también ha favorecido a Irán que en abril y mayo ha hallado, según las autoridades, los mayores yacimientos de oro negro en la historia del país, situado en el sur de la provincia de Juzestán y en el mar Caspio.

En todo el territorio iraní se han descubierto 18 yacimientos y sus reservas de crudo sobrepasan los 154 000 millones de barriles.

El petróleo es una necesidad imperiosa para la gran mayoría de los países del mundo que no lo poseen y por tanto Irán es un ente importante en su producción y comercialización. Pero a la par occidente sabe que es un hueso muy duro de roer por medio de la guerra.

Por tanto, será mejor llegar a acuerdos de comprensión e intercambios comerciales pacíficos que iniciar un conflicto de imprevisibles consecuentes que podría significar el inicio de una Tercera Guerra Mundial. Todos saldríamos perdiendo.

 

Leider Lincoln

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=trem-b...

MecânicaTrem bala a vapor atingirá 210 km/h

Redação do Site Inovação Tecnológica - 29/05/2012

Trem bala a vapor queimará biocarvão e será neutro em carbono
Esta é a locomotiva que poderá se transformar no primeiro trem-bala a vapor do mundo. [Imagem: SRI] 

Maria-fumaça bala

Engenheiros da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, anunciaram os planos para construir a primeira locomotiva a vapor de alta velocidade.

E com um detalhe ambientalmente auspicioso: a locomotiva será neutra em termos de emissão de carbono.

O projeto, chamado Coalização para Ferrovias Sustentáveis tem um objetivo simples e direto: construir a locomotiva de passageiros mais limpa e de maior potência já feita, demonstrando a viabilidade dos biocombustíveis sólidos e da moderna tecnologia de locomotivas a vapor.

A iniciativa chama-se Projeto 130, uma referência à velocidade planejada para a "maria-fumaça bala": 130 milhas por hora, o equivalente a 209,2 km/h.

Biocarvão

A locomotiva será alimentada pelo que seus projetistas chamam de biocarvão, uma biomassa que passa por um processo de tratamento similar à torrefação do café.

O biocarvão têm a mesma densidade de energia e a mesma facilidade de manipulação que o carvão.

Mas, ao contrário do carvão, não possui metais pesados, produz menos cinza, fumaça e gases voláteis, e é neutro em emissão de carbono.

Segundo o projeto, a locomotiva a vapor de alta velocidade terá um custo de manutenção menor e consumirá menos combustível, além de apresentar vantagens de desempenho em relação às locomotivas diesel-elétricas atuais.

"Criar a primeira locomotiva neutra em carbono do mundo será apenas o início para esta tecnologia que, esperamos, será posteriormente usada para geração combinada de calor e eletricidade no mundo em desenvolvimento, assim como para a redução da dependência norte-americana do petróleo," disse Rod Larkins, um dos engenheiros do projeto.

Motor a vapor moderno

A tecnologia de motores a vapor foi posta de lado há quase um século.

Mas os engenheiros afirmam que, de posse do biocarvão, que lhes permitirá queimar um combustível sem impacto negativo para o meio ambiente, será possível alcançar uma potência significativamente maior em altas velocidades do que as locomotivas diesel-elétricas.

"Este projeto propõe um novo enfoque para o desenvolvimento de locomotivas, olhando para as tecnologias do passado para inspirar soluções para os desafios de sustentabilidade de hoje," disse Davidson Ward, da organização sem fins lucrativos SRI (Sustainable Rail International).

A SRI comprou de um museu uma locomotiva a vapor ano 1937, que será usada como plataforma de testes para a tecnologia de motores a vapor do século 21.

A locomotiva já recebeu o que os projetistas chamam de "restauração cosmética", e agora está sendo levada para uma ferrovia controlada para a SRI, onde serão feitos os testes de alta velocidade.

 

Rodrigo Vianna: Gilmar Mendes, "foi por medo de avião..."

 

Suarento e gaguejante, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes apareceu na tela da Globo na noite de segunda-feira. Confirmou o encontro com Lula e reafirmou que “houve a conversa sobre o Mensalão”.

Por Rodrigo Vianna, do Blog Escrevinhador



Suarento e gaguejante, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes apareceu na tela da Globo na noite de segunda-feira. Confirmou o encontro com Lula e reafirmou que “houve a conversa sobre o Mensalão”.

Ok. Mas em que termos? E o que isso teria a ver com a CPMI do Cachoeira/Veja? Gilmar respondeu no melhor estilo rocambole, o estilo de quem está todo enrolado: “Depreendi dessa conversa que ele [Lula] estava inferindo que eu tinha algo a dever nessa conversa da CPMI”.

“Depreendi”, “inferindo”. Hum…

De forma rocambolesca, Gilmar Mendes piscou. Pouco antes, Lula publicara nota em que manifesta “indignação” com o teor da reportagem…

PSDB/DEM/PPS e a velha mídia, numa estranha parceria com o PSOL, tentam transformar o encontro Lula/Mendes em notícia, para impedir que venham à tona fatos gravíssimos já de conhecimento de alguns integrantes da CPI Cachoeira/Veja.

Qualquer ser pensante pode concluir por conta própria: se Gilmar sentiu-se “chantageado” ou “pressionado” por um ex-presidente, por que levou um mês (a reunião entre ele e Lula teria ocorrido em 26 de abril) para revelar esse fato ao Brasil? E por que o fez pela “Veja”, em vez de informar seus pares no STF, como seria sua obrigação?

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=184505&id_secao=1

A explicação pode estar aqui, nos grampos que o tuiteiro Stanley Burburinho fez circular pela rede. Nesses grampos, depreende-se que um tal “Gilmar” (e o próprio agente da PF conclui que o citado parece ser ”Gilmar Mendes”) teria viajado num jatinho emprestado pelo bicheiro Cachoeira. Na companhia (ou compania?) de Demóstenes, o mosqueteiro da ética.

Parafraseando outro ministro do STF, Celso de Melo: “se” a viagem de Gilmar Mendes no jatinho do bicheiro se confirmar, estaríamos diante de um caso que não teria outra consequência possível, se não a renúncia ou o impeachment. Repito: “se” a viagem se confirmar. É preciso apurar. Os indícios são gravíssimos.

A entrevista para “Veja”, seguida do suarento balbuciar no JN da Globo, parece indicar desespero. Uma espécie de defesa antecipada. Fontes na CPI informam que haveria mais material comprometedor contra certo ministro do STF, nas escutas a envolver Cachoeira.

A entrevista à “Veja”, portanto, teria como explicação aquela velha canção: “foi por medo de avião… que eu peguei pela primeira vez na sua mão”.

Fonte: Blog Escrevinhador

 

Altamiro Borges: O cinismo do jagunço Demóstenes

 

Em seu patético depoimento na manhã de hoje ao Conselho de Ética do Senado, o ex-demo Demóstenes Torres, famoso assassino de reputações, pediu clemência aos seus pares. "Eu pude ver o quanto fui cruel com os outros. Isso fazia com que essas pessoas pudessem ficar com uma imagem ruim", desculpou-se, tentando sensibilizar os parlamentes vítimas de seus ataques que agora podem cassar o seu mandato.Por Altamiro Borges, em seu blog



"Eu não tinha lanterna da popa"

De um cinismo impressionante, o ex-paladino da ética jurou que desconhecia as atividades criminosas do amigo Carlinhos Cachoeira. Garantiu que só depois da prisão do mafioso e das revelações da Operação Monte Carlo é que tomou consciência da suas perigosas ligações.

"Eu não tinha uma lanterna da popa, não tinha como saber no que eu me relacionava com esse empresário e que ele mantinha relações com cinco governadores", disse Demóstenes. "Hoje, com essa lanterna na popa, eu dou conta de ver, mas antes, com essa lanterna na proa, eu não via", afirmou, na maior caradura.

"Eu redescobri Deus"

Durante todo o depoimento, ele usou um tom emocional para convencer os parlamentares da sua inocência. O ex-demo apelou até para os céus. "Eu redescobri Deus. Parece um fato pequeno, mas minha atuação era mais pautada pelos homens que pela fé". Piegas e choroso, Demóstenes tentou se passar por vítima.

"Devo dizer aos senhores que vivo o pior momento da minha vida, que eu jamais imaginaria passar por isso. A partir de 29 de fevereiro desse ano [quando a Operação Monte Carlo foi deflagrada pela PF], eu passei a enfrentar algo que nunca tinha passado em toda minha vida. Depressão, remédio para dormir que não funciona, fuga dos amigos. É talvez a campanha sistemática mais orquestrada da história do Brasil".

O "senador ficha limpa", que até pouco tempo era bajulado pela mídia demotucana, não explicou nenhum de seus crimes - o seu vertiginoso enriquecimento, o tráfico de influência junto aos poderes da República, suas relações sinistras com empresários e setores da imprensa. O Conselho de Ética ouvirá agora as acusações que pesam contra Demóstenes Torres. O jagunço de reputações parece caminhar para o fim de carreira.

Fonte: Blog do Miro

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=184504&id_secao=1

 

 

Do Blog da CidadaniaJornal O Globo promove campanha contra Lula no Twitter

Ontem ocorreu um fato espantoso que explica bem por que a grande imprensa brasileira é chamada de PIG – sigla que significa “Partido da Imprensa Golpista”, uma sigla cunhada pelo deputado federal pelo PT de Pernambuco Fernando Ferro que se popularizou sobremaneira na internet.

A dita “mídia” é chamada de partido por boas razões. Uma delas é a de que tem militância exatamente como um partido. Centenas de pessoas defendem ferozmente as ações de Globo, Folha de São Paulo, Veja e Estado de São Paulo contra o Partido dos Trabalhadores e o governo federal.

Essas pessoas se escondem sob o anonimato e chegam ao ponto de fazer ameaças de assassinato ou de tortura contra quem se mostre simpatizante do PT e do governo, sobretudo se for blogueiro. Quando menos, promovem campanhas anônimas de difamação, atacam família etc.

Mas, ontem, a atuação da mídia como partido político chegou ao impensável. O jornal O Globo, em sua campanha incansável, interminável e eterna contra Lula, lançou mão de um recurso que só militâncias de partidos usam.

Tuitaço é o envio de múltiplas mensagens pela rede social Twitter para fazer “subir” frases sobre algum assunto ao que se convencionou chamar de Trending Topics, o ranking dos dez assuntos mais comentados no Brasil ou no mundo.

A revista Veja tem sido alvo de tuitaços de militantes petistas e de outros partidos de esquerda. E não é que O Globo, como prova de que é um partido político disfarçado de jornal, decidiu instigar tuiteiros militantes do PIG a promoverem uma campanha contra o ex-presidente Lula?

A imagem acima mostra que o perfil de O Globo no Twitter foi responsável pela “subida” da frase “Lula mente” ao topo dos Trending Topics.

O Globo tem mais de 500 mil “seguidores” no Twitter. Como as campanhas de militantes de oposição ao governo Lula – ou militantes da mídia – para levar frases aos Trending Topics vinham fracassando, o perfil do jornal naquela rede social resolveu dar uma ajudinha veiculando hashtag contra Lula para suas centenas de milhares de seguidores

Assim, O Globo conseguiu colocar no primeiro lugar dos Trending Topics aquela frase. Mas foi só por alguns minutos.

O que o Globo não sabia é que seguir o seu perfil no Twitter não significa apoiar o que faz. Este blogueiro mesmo “segue” o perfil @JornalOGlobo e nem por isso compartilha suas posições políticas. Muito pelo contrário.

Quando descobri que o Globo é que estava por trás da “subida” de #LulaMente ao topo dos Trending Topics, entrei no tuitaço de reação. Rapidamente, em questão de minutos, os simpatizantes de Lula e do PT desbancaram a hashtag #LulaMente, substituindo-a por #BrasilComLula, que permaneceu por mais de uma hora nos Trending Topics.

Então, leitor, se faltava algo para a grande imprensa brasileira comprovar que se converteu em partido político, não falta mais. O segundo (?) maior jornal do país lançou mão do recurso mais banal da política contemporânea para um grupo político atacar outro. O que será que o TSE acha disso?

 

 

"gilmar mentes".

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Do Blog Balaio do Kotscho.

Gilmar e Demóstenes, Cachoeira e “Veja”: tudo a ver

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 tudo a ver

Imagens: Agência Brasil/Montagem R7

 

Para entender este misterioso encontro de Lula com Gilmar Mendes no apartamento de Nelson Jobim, o novo escândalo denunciado pela revista "Veja" com o único objetivo de atingir o ex-presidente da República e o PT, uma verdadeira obsessão do seu proprietário, é preciso recuar um pouco no tempo.

3 de setembro de 2008. A mesma revista denunciou que o mesmo Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, foi grampeado numa conversa com um senador da República pela Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, então dirigida pelo delegado Paulo Lacerda.

E quem era o senador? Ninguém mais, ninguém menos do que Demóstenes Torres, que era do DEM de Goiás, promovido pela revista em suas "páginas amarelas" como caçador de corruptos, aquele mesmo que está depondo agora na manhã desta terça-feira na CPI do Cachoeira, o "empresário de jogos" que é seu amigo e parceiro nos negócios, como revelou a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.

Em 2008, como agora, também se criou uma enorme crise em Brasília, capaz de abalar os alicerces da República e ameaçar a independência entre os poderes. Gilmar chegou a marchar ao lado de outros ministros do STF até o Palácio do Planalto para "chamar o presidente Lula às falas".

Até hoje, o áudio do grampo não apareceu. A revista "Veja" nunca mais tocou no assunto. O delegado Paulo Lacerda, da Polícia Federal, que tinha comandado a prisão de PC Farias e a investigação que levou ao impeachment de Fernando Collor, foi suspenso das suas funções e depois perdeu o cargo, sendo obrigado a se exilar como adido policial da nossa embaixada em Portugal.

Lula terminou tranquilamente seu governo, após inúmeras outras crises políticas que nasceram e morreram na imprensa, com mais de 80% de aprovação popular, o maior índice já registrado por qualquer presidente da República.

Gilmar é amigo de Demóstenes, que é amigo de Carlinhos Cachoeira, o grande contraventor que é "fonte" das reportagens de "Veja", a ponta de lança do Instituto Millenium, que fornece munição para os demais veículos vindos a reboque.

Podem variar os enredos e os personagens, mas o "modus-operandi" da turma é sempre o mesmo. Conhecendo como conhece Gilmar Mendes e seus amigos na imprensa, que sempre darão a  versão dele sobre os fatos (ou não fatos), o que não consigo entender é como Lula entrou nesta fria aceitando um encontro secreto na casa do ex-ministro Nelson Jobim, amigo de ambos.

Só estavam os três no encontro e, até agora, não se falou em gravações de áudio ou vídeo, a especialidade da equipe de arapongas de Cachoeira comandada por Jairo Martins, cujo nome também apareceu no grampo sem áudio de 2008.

Lula e Jobim desmentiram a versão publicada pela "Veja", segundo a qual Gilmar Mendes teria sido "constrangido" pelo ex-presidente a adiar o julgamento do mensalão, em troca de uma blindagem do ministro do STF na CPI do Cachoeira.

Outro fato bastante estranho nesta história é que Gilmar Mendes tenha levado um mês curtindo sua perplexidade antes de chamar os repórteres da "Veja", a quem disse, depois de "decodificar" os recados: "Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lula".

O ex-presidente só respondeu à reportagem da revista na noite de segunda-feira, quando o assunto já havia tomado conta de todos os noticiários desde sábado.

"Meu sentimento é de indignação", reagiu Lula, que confirmou ter participado do encontro na casa de Jobim, mas qualificou de inverídica a versão publicada pela revista "Veja".

Tem certas coisas que a gente nunca vai saber como de fato aconteceram. Melhor seria, com certeza, se não tivessem acontecido.

 

 

zanuja

"Só estavam os três no encontro e, até agora, não se falou em gravações de áudio ou vídeo, a especialidade da equipe de arapongas de Cachoeira comandada por Jairo Martins, cujo nome também apareceu no grampo sem áudio de 2008":

Finalmente alguem desconfia do que eu ja estou desconfiado.  gilmar mentes foi ao encontro carregando grampo oculto, so que a gravacao nao deu em nada que prestava pra vazar.

Eh isso?

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Senado aprova ampliação de oito áreas ambientais

 

Agência Estado

O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira proposta que amplia a área de preservação de oito áreas ambientais no País. A Casa elevou, por meio da Medida Provisória 558/2012, em 20,9 mil hectares a região que abrange os Parques Nacionais da Amazônia, dos Campos Amazônicos e Mapinguari; das Florestas Nacionais de Itaituba I, Itaituba II, do Crepori e do Tapajós; e da Área de Proteção Ambiental (APA).

A matéria tinha que ser apreciada até a quinta-feira, sob pena de perder a validade. A MP, que no Senado virou Projeto de Lei de Conversão, é considerada importante para o governo porque regulariza a situação fundiária de famílias localizadas em áreas de proteção ambiental e trata da destinação de terras para alagamento por usinas hidrelétricas.

"A criação de espaços territorialmente protegidos pelo Poder Público, nos três níveis da Federação, constitui um dos instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente", disse a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), relatora da proposta em seu parecer. A matéria, que segue para sanção presidencial, foi aprovada no Senado sem alterações.

http://atarde.uol.com.br/brasil/noticia.jsf?id=5841222&t=Senado+aprova+a...

 

Do Blog O cafezinho do Miguel do Rosário.

Mídia e oposição tentam a última cartada29/05/2012 25 COMENTÁRIOS

Tudo leva a crer que a acusação de Gilmar Mendes à Lula foi uma jogada ensaiada com a oposição e Veja. O Clube Nextel tenta a última cartada contra a CPI do Cachoeira. Algumas observações:

  1. Nos dias que antecederam a criação da CPI, a mídia brandiu ameaças pesadas, nada sutis, contra o governo. A relação da Veja com o esquema já tinha vazado, junto com trechos do relatório da Polícia Federal, o que, seguramente, deflagrou movimentos e contatos desesperados entre editores da revista e caciques da oposição.
  2. Gilmar Mendes, logo após o encontro com Lula e Nelson Jobim, correu para o encontro do presidente do DEM, Agripino Maia, conforme relatado por Moreno.
  3. Mendes disse que ficou “perplexo”. Jobim declarou que Lula saiu antes e Gilmar não comentou nada com ele.
  4. Em matéria do Estadão publicada hoje, encontro a seguinte declaração de um membro da oposição:“Para o líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo (PE), o episódio desmoraliza os governistas na apuração do caso Cachoeira. “A CPI nascia contaminada e isso se confirma agora, com esse grau de ingerência. A maioria deve explicar se está disposta a seguir qualquer ordem de um ex-presidente”, provocou.”

Os jornalões desta terça-feira amanheceram com sangue na boca. Os colunistas políticos compraram, sem hesitar, a versão de Mendes e usam todas as velhas artimanhas para pintá-la como verdade absoluta, a começar pela desqualificação de Nelson Jobim, cujas declarações, que desmentem a Veja, atrapalham sua estratégia. O simples bom senso de termos a opinião de dois, Jobim e Lula; contra um, Mendes, não parece valer nada.

A artilharia disparou unida, como uma tropa organizada:  Editorial do Estadão, editorialda Folha, coluna de Merval, de Cantanhede, de Helio Schwartsman, de Dora Kramer.
No entanto, ficam várias suspeitas no ar:

  1. Por que o Globo ocultou a versão de Jobim em sua edição impressa de segunda-feira?
  2. Por que exigiu a Moreno que escrevesse uma matéria reconstruindo o encontro com base em “rastros de conversa”, e publicou-a no lugar de outra, que tinha muito mais valor, em termos jornalísticos, na qual Jobim nega, com firmeza, a veracidade da denúncia publicada em Veja?
  3. Por que Mendes escolheu justamente a Veja, órgão enrolado com a CPI do Cachoeira, para fazer sua denúncia?

Voltamos à teoria ventilada no início do post. Tudo leva a crer a um plano ensaiado da oposição. Gilmar relata a conversa com Lula a Agripino Maia, e diz que poderia, distorcendo aqui e ali, transformá-la numa “tentativa de chantagem”.

Até o chargista do Globo entrou na guerra de informação:

Repare uma coisa. A charge traz um erro. Segundo Gilmar, foi ele quem bateu no joelho de Lula, não o contrário. A versão de Mendes, contada por Moreno, é que Lula teria dado um tapinha nas costas de Gilmar, que retribuiu com um tapinha no joelho do ex-presidente. No afã de agradar o patrão, Chico sequer pensou nesse detalhe.

Agora assistam à entrevista de Gilmar Mendes ao Jornal Nacional, que é um pouco diferente daquela feita à Globo News.  E totalmente diferente do teor da reportagem da Veja, que fala em chantagem bastante explícita do ex-presidente. Repare que Gilmar recua. Agora afirma que não houve nenhum pedido específico de Lula para adiar o mensalão.

Enfim, todos os fatos convergem para uma tentativa de Gilmar Mendes de se blindar contra possíveis revelações da CPI contra sua pessoa, visto que ele sempre foi muito ligado a Demóstenes Torres.

Na verdade, Mendes tem vários rabos aparecendo na CPI do Cachoeira. Em inúmeras gravações, Demóstenes Torres e Cachoeira citam Gilmar como seu aliado. Sem esquecer que Gilmar Mendes, quando presidente do STF, trouxe Jairo Martins, principal operador de Cachoeira, para dentro da instituição, contratando-o como seu “personal araponga”. E que foi o tal “grampo sem áudio” da conversa entre Mendes e Demóstenes, o causador de uma grave crise institucional que teve como consequência a demissão de Paulo Lacerda, um dos mais brilhantes policiais da história da república, da direção da ABIN, a central de inteligência do governo federal.

O que vemos hoje, de qualquer forma, é um fato muito triste. A grande mídia, assustada com a CPI do Cachoeira, a qual tenta sistematicamente desqualificar, decidiu apelar para o sentimento antilulista de um determinado setor social. Lança-se uma suspeita no ar, produzindo um clima de conspiração e irracionalidade. Tentemos trazer um pouco de oxigênio à essa loucura irrespirável:

  1. O que está em jogo agora é a CPI do Cachoeira, não o mensalão. Ela traz criminosos de verdade, bandidões cinco estrelas, com envolvimento de um senador, deputados federais, vereadores, procuradores, governadores, empresas de mídia e uma grande construtora. Este é o assunto da ordem do dia.
  2. O mensalão é um processo já terminado. A data está inclusive marcada. Não há possibilidade de adiamento. A denúncia de Gilmar só teria sentido se o adiamento (que aliás não seria nenhuma monstruosidade jurídica) estivesse em discussão. Os réus já apresentaram sua defesa, e agora espera-se apenas a decisão dos juízes. Não há mais nenhuma polêmica.
  3. A quem interessa desqualificar a CPI, e associar o seu ímpeto investigativo à tentativa de “vingança” contra a mídia, ou ao esforço de “melar o mensalão”? Resposta: o DEM, envolvido por causa de Demóstenes Torres; o PSDB, atolado no crime organizado em função das ligações do seu governador, Marconi Perillo, com o esquema; a Veja, cuja relação de longa data com Cachoeira e Demóstenes gerou pesadas suspeitas de que incorreu em crime de formação de quadrilha; outros órgãos de mídia que pactuavam e pactuam com a Veja.

O deliberado envenenamento do ambiente político é uma ação de cunho antidemocrático. Lembro que estudei isso nos livros do professor Wanderley Guilherme dos Santos, que tratavam das crises políticas dos tempos de de Vargas até a ditadura. A oposição, sempre que não conseguia conduzir o debate político da forma convencional, através de argumentos e disputa eleitoral, apelava para a desqualificação moral do adversário. É uma tática espúria que provavelmente existe desde o início da democracia no mundo. Hitler não queria debater política com seus adversários, então mandou incendiar a sede do parlamento (o Reichstag) e botar a culpa nos comunistas. É sempre mais fácil chamar o adversário político de “terrorista”, ou de “chantageador”, do que participar de um debate político transparente.

Com isso, não há discussão de políticas públicas, não há debate sobre as razões que levam o povo a preferir este ou aquele candidato, nada é dito acerca das mazelas sociais, e se passa ao largo da difícil guerra que precisa ser feita para a superação do subdesenvolvimento. Discute-se apenas se fulano é honesto ou não. O país inteiro fica a mercê das suspeitas sobre a idoneidade de Getúlio Vargas ou Lula. Quanto ao mérito das ações de seu governo, não se fala nada. É uma estratégia antiga, ultraconservadora, que visa paralisar ou atrasar as mudanças. A mídia, e não só a radiofusão, que é concessão pública, mas também a imprensa escrita, que recebe milhões de reais de verbas públicas através de publicidade institucional, promovem o empobrecimento do debate político e cultural do país, degradando a democracia e retardando o debate urgente sobre medidas urgentes que devemos tomar para superar o atraso econômico e social.

Só que desta vez a mídia perdeu o monopólio do debate público. E suas estratégias, que já foram desmascaradas por historiadores que estudaram os golpes e as tentativas de golpes de 1954 até hoje, hoje estão ainda mais em evidência em função da internet. Crises como essa, criadas por Gilmar Mendes e Veja, apenas servem para incendiar a revolta e a indignação de milhões de brasileiros que não aceitam ver seu sonho, mais uma vez, ser interrompido. Ainda mais por esta verdadeira máfia política, um monstro híbrido, multicéfalo, comandado por setores golpistas e inescrupulosos da mídia, lideranças políticas conservadoras, membros corruptos do Judiciário, e chefões do crime organizado.

Eles venceram em outros momentos; desta vez, no pasarán. Ou como diria Quintana, traduzindo a engenhosidade e o sentimento com que os artistas (e os povos) se libertam de seus tiranos e abrem sua asas, ganhando a história:

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

 

zanuja

MG e BA lideram ranking de perda de Mata Atlântica

Agência Estado

O bioma Mata Atlântica perdeu 13.312 hectares de área em um ano no Brasil, o que corresponde a 133 quilômetros quadrados (km²), segundo o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe) e pela Fundação SOS Mata Atlântica, que analisa o período de 2010 para 2011. Minas Gerais liderou o desmatamento, com 6.339 hectares.

A Bahia ficou na segunda posição, com desflorestamento de 4.686 hectares. Na sequência vêm Mato Grosso do Sul (588), Santa Catarina (568), Espírito Santo (364), São Paulo (216), Rio Grande do Sul (111), Rio de Janeiro (92), Paraná (71) e Goiás (33).

O ritmo de desmatamento é inferior ao registrado no Atlas anterior, que analisou dois anos até 2010, quando o bioma perdeu ao todo 31.195 hectares.

Os Estados de Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo foram avaliados parcialmente no estudo, por causa da cobertura de nuvens que prejudicou a captação de imagens por satélite. O estudo analisou dez dos 17 Estados que possuem o bioma, que representam 93% da área total de Mata Atlântica.

"Embora tenha tido uma leve queda, provavelmente o índice apresentado hoje seria maior se não tivéssemos problemas com nuvens. O (ritmo de) desmatamento continua estável, o que é preocupante", disse a coordenadora do Atlas pelo SOS Mata Atlântica, Marcia Hirota, em referência a Minas Gerais e Bahia, que encabeçam o ranking dos que mais desmataram no período.

Em relação aos municípios, os pesquisadores alertam para a região que chamam de "triângulo do desmatamento", entre Bahia e Minas Gerais. No ranking dos municípios, cidades dos dois Estados ficam no topo.

Nos últimos 25 anos, a Mata Atlântica perdeu 1.735.479 hectares, ou 17.354 km², ficando reduzida a 7,9% de sua área original, se considerados os remanescentes florestais em fragmentos acima de 100 hectares, representativos para a conservação de biodiversidade.

http://atarde.uol.com.br/brasil/noticia.jsf?id=5841043&t=MG+e+BA+lideram...

 

Coaf: Carlinhos Cachoeira lavava dinheiro em empresasVitapan Indústria Farmacêutica recebeu R$ 128,3 milhões de 2005 a 2012

Jailton de Carvalho


BRASÍLIA - Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) em poder da CPMI do caso Cachoeira registra que a Vitapan Indústria Farmacêutica, uma das empresas do bicheiro, recebeu R$ 128,3 milhões de janeiro de 2005 a fevereiro de 2012 apenas em uma de suas contas.

Somente entre fevereiro de 2011 a fevereiro deste ano, a empresa de Cachoeira movimentou nada menos que R$ 12,1 milhões. O documento disponibilizado pelo Coaf mostra ainda uma pífia movimentação financeira em nome de Cachoeira, do ex-diretor da Delta Construções Cláudio Abreu, e do sargento Idalberto Matias, o Dadá, um dos chefes operacionais da organização do bicheiro.

Empresas criadas para justificar ativo

A baixa movimentação financeira pessoal dos acusados seria, para a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, mais um indicativo da lavagem de dinheiro do grupo. No texto, o Coaf reproduz trechos da denúncia em que o Ministério Público Federal de Goiás informa que Cachoeira e Cláudio Abreu são sócios “em diversas empresas”. Estas empresas seriam usadas “de forma sistemática e habitual, a dissimular ativos das atividades ilícitas do líder da organização criminosa, além de utilizar com igual frequência dos valores por ela movimentados”.

Cachoeira teve ‘movimentação incompatível’

No relatório, o Coaf informa que Carlinhos Cachoeira recebeu R$ 420 mil numa conta entre março de 2004 e dezembro de 2005. A movimentação foi apontada como “incompatível” com a capacidade econômica presumida do bicheiro. Os novos documentos começaram a chegar à CPI na segunda-feira. Para alguns parlamentares, as informações podem ajudar a comissão a abrir uma frente de apuração sobre os negócios do bicheiro e da Delta.

O relatório cita ainda vínculo entre a Vitapan e a Leão&Leão, empresa de coleta de lixo citada nas denúncias envolvendo o ex-ministro Antônio Palocci. O documento remetido à CPI menciona um negócio de R$ 10 mil entre a Vitapan e a Leão&Leão em 2005, mas não esclarece a natureza da transação.

“Nessa comunicação com valor simbólico de R$ 10 mil (em 16/09/2005) consta como única informação adicional que a empresa possuiria vínculo com a empresa Leão&Leão Ltda., sem especificar o tipo de relacionamento”, informa o relatório. O Coaf não aprofundou, no entanto, a análise das ligações financeiras entre as duas empresas. Na época em que o documento foi produzido, a CPI dos Bingos e a Polícia Civil de São Paulo investigavam relações do então ministro da Fazenda, Antônio Palocci, com supostas irregularidades em contrato da Leão&Leão para a coleta do lixo em Ribeirão Preto no período em que o ex-ministro era o prefeito da cidade.

No mesmo período, a polícia investigou supostas ligações de Palocci com dirigentes de bingos interessados em fazer doações para campanhas eleitorais. A Leão&Leão informou ontem que faria uma checagem em sua contabilidade para tentar identificar se essa transação de fato ocorreu

http://oglobo.globo.com/pais/coaf-carlinhos-cachoeira-lavava-dinheiro-em...







 

Advogados reprovam comentários sobre mensalãoDAIENE CARDOSO - Agência Estado

 

Especialistas em Direito Constitucional veem com preocupação os constantes comentários públicos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o julgamento do mensalão e o imbróglio envolvendo a suposta interferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva junto ao ministro Gilmar Mendes para adiar o julgamento do caso. Advogados ouvidos pela Agência Estado avaliam como negativa a superexposição dos ministros, uma vez que, tradicionalmente, um magistrado só se pronunciaria nos autos processuais. Os especialistas afirmam que, ao se manifestarem publicamente, os ministros dão indicações de como devem votar, abrindo assim espaço para interferências externas.

 

"Acho que (o julgamento do mensalão) já está contaminado. As pessoas já conhecem os votos pelas manifestações e entrevistas que dão e não deveria ser assim", avaliou Dirceo Torrecillas Ramos, presidente da Comissão de Direito Constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O professor de Direito Constitucional da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Oscar Vilhena afirma que o modelo onde os ministros se preservam de comentários públicos, como acontece na Corte dos Estados Unidos, é mais positivo. "O ritual do nosso Supremo está esgarçado. É inadequado que as pessoas falem tanto assim", observou. Vilhena lembra que nos bastidores, os magistrados conversam entre si sobre os processos o que, em sua opinião, seria saudável. "Nas boas Cortes os juízes se ouvem, reservadamente conversam. Hoje a gente ouve essas conversas em público", comentou.

 

O advogado Tércio Sampaio Ferraz explica que a "regra social" do Direito recomenda que as partes envolvidas nos processos (juízes, promotores e advogados) só falem através do autos, mas ressaltou que o comportamento nos tribunais mudou nos últimos anos. "Falar fora do processo vem se tornando quase usual para todos os agentes. Isso se tornou mais agravado desde a transmissão online direta das sessões do STF, criando uma exposição de todos os julgadores e participantes do julgamento", contou.

 

Para Ramos, ao seguir a "regra social" do Direito, o magistrado dá sinais de comprometimento com um julgamento isento e não influencia os colegas de Corte. "Eles não deveriam fazer comentários, deveriam falar só nos autos e cumprir assim sua função com independência. Na medida em que comentam, eles tomam uma decisão política", acrescentou Ramos.

Os advogados dos 38 réus acusados de envolvimento no mensalão poderão argumentar que, ao fazer declarações públicas, os ministros do STF fizeram antecipação de juízo, o que poderia impedi-los de julgar. "Os advogados podem criar obstáculos, mas não acho que isso poderia ser acolhido (pelo STF)", disse Ferraz. Os especialistas não acreditam que a suposta tentativa de interferência do ex-presidente Lula junto ao ministro de Gilmar Mendes deixe-o de fora do julgamento por estar envolvido na polêmica. "Isso dificilmente vai ocorrer", previu Ramos.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,advogados-reprovam-comentari...

 

 

 

 

 

Arquivo Estado

 


Há 10 anos, Demóstenes Torres era promessa de renovação

 

Quando desbancou favoritos e foi eleito senador por Goiás dez anos atrás, o senador Demóstenes Torres, que depôs no Conselho de Ética do Senado por causa das denúncias de envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, figurava como uma das promessas de renovação do quadro político no sempre desprestigiado Congresso Nacional.

 

A reportagem do enviado especial a Goiânia, João Unes, o apontava como o fenômeno eleitoral e dizia que ele unia três qualidades que foram essenciais para a vitória nas urnas: a novidade, a competência e a honestidade.

 

Acervo Estadão  – 13/10/2002

 

 

“O eleitor conhece meu passado”, dizia Demóstenes, cuja trajetória  e “passado limpo” eram apresentados na mesma página que outras novidades eleitas pelo País.

 

A reportagem terminava com o jovem político dizendo que que o fato de ser novato não o intimidaria em sua atuação no Senado e  que prometia priorizar projetos na área de segurança. “O que importa é que o eleitor teve empatia com minhas propostas e isso me traz grande responsabilidade.  Estou me preparando com um grande arsenal para não decepcionar o eleitor.”

Pesquisa e Texto: Edmundo Leite

http://blogs.estadao.com.br/arquivo/2012/05/29/ha-10-anos-demostenes-torres-era-promessa-de-renovacao/

 

TJ-SP decide nesta quarta destino dos desembargadores milionáriosAla radical pressiona por punição a juízes que ganharam antecipadamente acima de R$ 600 mil

 

Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo coloca em pauta nesta quarta-feira, 30, o destino dos desembargadores que receberam antecipadamente valores acima de R$ 600 mil, entre 2008 e 2010. A corrente mais radical do colegiado - formado por 25 desembargadores - exige inapelavelmente a cabeça dos magistrados e defende abertura de processo disciplinar contra eles por violação dos princípios da isonomia, moralidade e impessoalidade.

 

Tais condutas “tipificam infração aos deveres funcionais”, descritos no artigo 35 da Lei Orgânica da Magistratura (Loman), e podem ser passíveis de punição capital para a toga, a aposentadoria compulsória. Tecnicamente, algum magistrado do Órgão Especial pode pedir vista dos autos, adiando o veredicto.

O quadro é excepcionalmente grave para três desembargadores que estão no exercício da função e dela podem ser afastados - Alceu Penteado Navarro, que recebeu R$ 640,3 mil, Fábio Monteiro Gouvêa (R$ 713,2 mil) e Vianna Cotrim (R$ 631,6 mil) integravam a Comissão de Orçamento da corte.

Se o Órgão Especial decidir pela suspensão dos poderes jurisdicionais do grupo, um impasse histórico estará criado com relação a Navarro. Ele é desembargador do TJ, mas exerce a missão em corte de âmbito federal, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

A dúvida maior é se o Órgão Especial do TJ tem competência para fulminar o presidente de outro poder - ainda que o próprio colegiado tenha alçado Navarro, pelo voto, ao posto máximo da toga eleitoral.

Colegas sugerem a Navarro que abdique, mas ele não abre mão da cadeira que assumiu em dezembro de 2011. No mês passado, Navarro recebeu apoio de 23 advogados que se dedicam exclusivamente a causas eleitorais e defenderam sua permanência.O desembargador Vallim Bellocchi, que presidiu o TJ (2008/2009), recebeu R$ 1,44 milhão. Ele está aposentado. Uma ala do Órgão Especial sugere a cassação da aposentadoria. Outro ex-presidente do TJ, Vianna Santos (R$ 1,26 milhão), morreu em janeiro de 2001.

A sessão terá início com o voto do presidente do TJ, Ivan Sartori, relator nato da demanda que sangra a maior corte do País há quase cinco meses - o escândalo ofuscou todas as outras atividades do grande tribunal.

Imotivados. Na primeira manifestação que levou ao Órgão Especial, em abril, Sartori reconheceu que a verba era mesmo devida, porque de natureza alimentar - crédito relativo a férias e a licença prêmio acumuladas. Mas a mão de ferro ele usou para apontar administração paralela no TJ, desvios e abusos de poder.

Sartori descreve a ação dos investigados. “Vultosas antecipações de pagamentos em benefício próprio, deferimentos imotivados de pagamentos a funcionários a eles subordinados ou com os quais mantinham proximidade, concessão de antecipações extraordinárias de créditos para magistrados preferencialmente escolhidos, sem qualquer justificativa ou requerimento.”

Navarro, Gouvêa e Cotrim afirmam que não autorizavam pagamentos. Atribuem tal poder “à presidência”, alusão a Bellocchi - este assevera que os créditos eram liberados pela Comissão de Orçamento.

A defesa dos três desembargadores pede nulidade do processo. O advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira alega vazamento do voto de Sartori.

A defesa rebela-se contra o que classifica de quebra de isonomia - outros 41 magistrados receberam créditos antecipados superiores a R$ 100 mil, mas o Órgão Especial, aqui indulgente, cravou que a eles não cabe imputar infração disciplinar, nem ato de improbidade.

Se acolhida a tese da defesa o caso estará encerrado. Se for rejeitada, o processo disciplinar terá início e um novo relator será sorteado.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,tj-sp-decide-nesta-quarta-de...

 

De R7.

Folha Vitória.

Advogados reprovam comentários sobre mensalão 

Folha Vitória

Agência EstadoRedação Folha Vitória

São Paulo - Especialistas em Direito Constitucional veem com preocupação os constantes comentários públicos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o julgamento do mensalão e o imbróglio envolvendo a suposta interferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva junto ao ministro Gilmar Mendes para adiar o julgamento do caso. Advogados ouvidos pela Agência Estado avaliam como negativa a superexposição dos ministros, uma vez que, tradicionalmente, um magistrado só se pronunciaria nos autos processuais. Os especialistas afirmam que, ao se manifestarem publicamente, os ministros dão indicações de como devem votar, abrindo assim espaço para interferências externas.

"Acho que (o julgamento do mensalão) já está contaminado. As pessoas já conhecem os votos pelas manifestações e entrevistas que dão e não deveria ser assim", avaliou Dirceo Torrecillas Ramos, presidente da Comissão de Direito Constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O professor de Direito Constitucional da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Oscar Vilhena afirma que o modelo onde os ministros se preservam de comentários públicos, como acontece na Corte dos Estados Unidos, é mais positivo. "O ritual do nosso Supremo está esgarçado. É inadequado que as pessoas falem tanto assim", observou. Vilhena lembra que nos bastidores, os magistrados conversam entre si sobre os processos o que, em sua opinião, seria saudável. "Nas boas Cortes os juízes se ouvem, reservadamente conversam. Hoje a gente ouve essas conversas em público", comentou.

O advogado Tércio Sampaio Ferraz explica que a "regra social" do Direito recomenda que as partes envolvidas nos processos (juízes, promotores e advogados) só falem através do autos, mas ressaltou que o comportamento nos tribunais mudou nos últimos anos. "Falar fora do processo vem se tornando quase usual para todos os agentes. Isso se tornou mais agravado desde a transmissão online direta das sessões do STF, criando uma exposição de todos os julgadores e participantes do julgamento", contou.

Para Ramos, ao seguir a "regra social" do Direito, o magistrado dá sinais de comprometimento com um julgamento isento e não influencia os colegas de Corte. "Eles não deveriam fazer comentários, deveriam falar só nos autos e cumprir assim sua função com independência. Na medida em que comentam, eles tomam uma decisão política", acrescentou Ramos.

Os advogados dos 38 réus acusados de envolvimento no mensalão poderão argumentar que, ao fazer declarações públicas, os ministros do STF fizeram antecipação de juízo, o que poderia impedi-los de julgar. "Os advogados podem criar obstáculos, mas não acho que isso poderia ser acolhido (pelo STF)", disse Ferraz. Os especialistas não acreditam que a suposta tentativa de interferência do ex-presidente Lula junto ao ministro de Gilmar Mendes deixe-o de fora do julgamento por estar envolvido na polêmica. "Isso dificilmente vai ocorrer", previu Ramos.

 

zanuja

Da Carta Maior

 

A pretensão de pautar as urnas de 2012

 

 

Qualquer brasileiro tem o direito de dizer que considera inconveniente atropelar o processo eleitoral de 2012 com o julgamento do chamado mensalão. Não se pode subtrair a um líder político como Lula, que combateu a ditadura, liderou greves históricas, disputou, perdeu e ganhou eleições presidenciais, tendo sido conduzido duas vezes ao cargo máximo da Nação, a prerrogativa de externar idêntico ponto de vista. 

Mais que um direito, mais que uma avaliação com a qual muitos democratas concordam, é um dever de Lula contribuir para a ordenação da agenda política nacional. Outra coisa é se o ex-presidente acertou em participar de um encontro a três, sendo os outros dois quem são, Gilmar Mendes e Nelson Jobim. 

A resposta a essa questão pertinente não avaliza a indisfarçável sofreguidão dos que querem pautar a democracia brasileira, impondo como prioridade fazer o julgamento do chamado 'mensalão' incidir na campanha de 2012.

Reduzir as eleições municipais em 5.560 municípios a um plebiscito em torno desse episódio controvertido contempla forças que não se consideram habilitadas para enfrentar o debate municipal com propostas e, mais que propostas, com o legado de suas escolhas estratégicas pesado e medido pelo veredito da história recente.

A manifestação democrática de Lula nesse sentido, se houve, incomoda muito; mas é legítima. 

Derivar daí um enredo fantasioso, desmentido por testemunho insuspeito, de chantagem e ofertas de capangagem política é uma narrativa que ademais de caluniosa excreta o suor frio do desespero. Embora provoque desconcerto pela audácia, no fundo há coerência na tentativa de pautar a democracia brasileira.

A trajetória de certos personagens e veículos que se notabilizaram como a corneta mais estridente do conservadorismo nativo atingiu um beco sem saída. A dobra da história não lhes é favorável. A esmagadora eleição de Dilma Rousseff derrotou , pela terceira vez consecutiva, a aposta na manipulação midiática da opinião pública como receita de sucesso
eleitoral. O stress dos materiais é evidente no almoxarifado conservador. 

Faltam-lhe peças de reposição. Ferrugem e fuligem corroem seus discursos e agendas. No auge da crise de Cachoeira, quando seu mundo ruiu, Agripino Maia, o líder que sobrou aos demos, decidiu escafeder-se em busca ar fresco junto a aliados no exterior: foi parar na Espanha, onde equivalentes ibéricos dos demos assumiram o governo para dobrar a aposta neoliberal esfarelando a sociedade espanhola em desemprego e recessão 

A mídia aliada se desgasta no esforço de preencher o vácuo com factóides que vão sedimentando a sua irrelevância. Sintomático nesse sentido é o declínio da outrora relevante página 2 da Folha, hoje preenchida com dificuldade por personagens do segundo escalão jornalístico que sofrem para empilhar palavras em comentários previsíveis e frequentemente descartáveis. O conjunto todo clama por uma renovação que não parece capaz de brotar das entranhas do velho aparato agônico. 

À consagradora avaliação dos dois governos Lula - que deixou a presidência com 80% de aprovação - não sucedeu o vaticinado fracasso de Dilma. Ao contrário. A presidenta que caminha para o seu ano e meio de gestão desfruta de credibilidade e prestígio igual ou superior aos de seus antecessores em igual período. Dilma consolida, dilata e radicaliza conquistas trazidas do ciclo que ajudou a erigir: politizou corajosamente a agenda dos juros acossando o território sagrado da lógica rentista; afrontou dogmas da ditadura ao instituir uma Comissão da Verdade que, nascida frágil, rompe a esférica blindagem de uma agenda tabu e pode surpreender.

No plano internacional, esfarela-se o leque de referências econômicas que sustentaram a hegemonia do mercadismo tupiniquim. O tripé surrado feito de privatizações, Estado mínimo e supremacia das finanças desreguladas sobre a economia e a sociedade reduziu povos à condição de nações zumbis; destruiu o Estado do Bem-Estar Social; arrasta o mundo há quatro anos para uma espiral descendente igual ou pior que aquela produzida pela grande depressão dos anos 30. Quem, hoje, em pleno controle de suas faculdades mentais apresentar-se-ia ao eleitor com a proposta de impingir ao Brasil um projeto anacrônico de laissez-faire como o que esmaga nações europeias, entregues a versões locais do programa demotucano?

A bandeira da moralidade, ademais, foi-lhes definitivamente subtraída pelo estouro da roleta tentacular da quadrilha Cachoeira. 

Restou assim requentar o pão amanhecido do 'mensalão', tarefa frágil a qual dedicam-se os centuriões dos interesses derrotados nas urnas e na história nos últimos anos. Gilmar Mendes perfila entre eles. É uma constatação biográfica assumida, não um dedo acusador. Na ausência dos titulares da linha de frente , assoberbados por processos criminais e derrotas eleitorais humilhantes, o ex-presidente do STF assumiu o vácuo para protagonizar o enredo do desespero, generosamente ecoado por Veja e seus satélites. 

A agressiva manipulação dos fatos a partir do encontro ocorrido no escritório do ex-ministro Jobim evidencia o peso e a medida que os factóides passaram a ocupar na arquitetura de sal de um aparato retalhado pelos ventos da história. Pautar a democracia através do jogral midiático é um requisito para legitimar o derradeiro suspiro dessa lógica: fazer do mensalão' uma borracha histórica, capaz de eclipsar derrotas e desnudamentos, para postergar o funeral sem lágrimas da hegemonia conservadora no país.

Postado por Saul Leblon às 18:46

 

Pesquisa em SP indica que obesidade em idade militar triplicou em 30 anosDe 1978 a 2008, a quantidade de homens que, ao se alistarem no Exército, estava com sobrepeso em nível de obesidade subiu de 0,9% para 2,8%Agência Brasil

O número de jovens paulistas obesos mais que triplicou nos últimos trinta anos, segundo pesquisa divulgada nesta terça, 29, pelo Instituto Dante Pazzanese, unidade de referência em cardiologia da Secretaria da Saúde estadual. De 1978 a 2008, a quantidade de homens que, ao se alistarem no Exército, estava com sobrepeso em nível de obesidade subiu de 0,9% para 2,8%.

Levantamento analisou 2,54 milhões de  paulistas jovens que se  apresentam para o serviço militar - DivulgaçãoDivulgaçãoLevantamento analisou 2,54 milhões de paulistas jovens que se apresentam para o serviço militar

O levantamento analisou a ficha de alistamento de 2,54 milhões de paulistas, jovens que estão em início da vida adulta quando se apresentam para o serviço militar. Um adulto é considerado obeso quando atinge um índice de massa corpórea (IMC) maior do que 30. Esse resultado é obtido a partir da divisão do peso pela altura, elevada ao quadrado (IMC=P/H²).

Segundo o médico da Divisão de Nutrição Clínica do instituto, Daniel Magnoni, esse aumento se deve principalmente ao estímulo do aleitamento artificial, em detrimento do aleitamento materno, ao maior sedentarismo durante a infância e à elevação do consumo de fast food, com conseqüente redução da ingestão de alimentos mais saudáveis. “O jovem brasileiro deixou de comer arroz e feijão para se alimentar mais de massas e de doces”, disse o médico.

Magnoni lembra que, além de reduzir a qualidade e expectativa de vida desses jovens, a obesidade aumenta o risco do desenvolvimento de diabetes, hipertensão, doenças do coração e acidentes vasculares. Como sugestão para a solução deste problema, ele aponta a implantação da educação nutricional na pré-escola, o aumento de atividade física e a desoneração de imposto dos alimentos naturais, como frutas e verduras.

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,pesquisa-em-sp-indica-que-obesi...

 

PT pede união para desbaratar 'manobra' contra Lula

 

Em vídeo, presidente nacional da sigla, Rui Falcão, recomenda atenção à militância para tentativa da oposição de usar encontro com Gilmar Mendes para 'comprometer' o ex-presidenteDaiene Cardoso, da Agência Estado

 

O presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), pediu nesta terça-feira, 29, união da militância petista para "desbaratar" o episódio em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é acusado de tentar interferir no julgamento do mensalão através do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Para ele, trata-se de uma manobra da oposição para tirar o foco da possível convocação do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), pela CPMI do Cachoeira.

Em vídeo de dois minutos divulgado nesta tarde, Falcão diz que a polêmica sobre o encontro entre Lula e Mendes em abril ocorre no momento em que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira se prepara para convocar Perillo (PSDB).

Segundo Falcão, Perillo estaria "envolvido em graves denúncias de participar da organização criminosa". "Evidente que se tenta embaralhar as conclusões da CPMI do Cachoeira. Todos sabem que essa CPMI (...) pretende desvendar todos os crimes da organização criminosa que se formou com uma base muito forte no Estado de Goiás",

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,pt-pede-uniao-para-desbarata...

 

Planalto quer se manter longe da crise

 

Dilma Rousseff ordenou silêncio aos auxiliares e delegou ao PT a tarefa de dar respostas

BRASÍLIA - Preocupada com o acirramento dos ânimos às vésperas do julgamento do mensalão, a presidente Dilma Rousseff disse que o governo não entrará na briga entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

Dilma avalia que a situação é perigosa, tem potencial de estrago que beira a crise institucional nas relações entre Executivo e Judiciário, e transmitiu esse recado na conversa mantida nesta terça-feira, 29, com o presidente do STF, Ayres Britto. O encontro durou uma hora e dez minutos, no Planalto.

 

Embora petistas estejam fazendo desagravos públicos a Lula, a presidente ordenou silêncio aos auxiliares após falar com ele por telefone. A ordem é blindar o Planalto dos torpedos vindos da CPI do Cachoeira e dos ataques de Mendes.

 

Lula estará nesta quarta-feira, 30, em Brasília, onde fará uma palestra no 5.º Fórum Ministerial de Desenvolvimento, e vai se encontrar com Dilma. Pela estratégia definida até agora, o governo fará de tudo para se desviar da polêmica e repassará a tarefa das respostas políticas ao PT. O ministro do STF jogou nesta terça mais combustível na crise, ao responsabilizar Lula por uma “central de divulgação” de intrigas contra ele.

 

Embora dirigentes do PT saiam em defesa de Lula, a cúpula do partido avalia que é preciso calibrar o contra-ataque, porque qualquer reação intempestiva contra o Judiciário prejudicaria os réus do mensalão.

 

Fora do foco. “Não acreditamos que Mendes nem nenhum integrante do Supremo esteja ligado ao crime organizado de Carlinhos Cachoeira”, disse o deputado Jilmar Tatto (SP), líder do PT na Câmara. “A CPI não foi instalada para apurar possíveis desvios de conduta de ministros do Supremo, mas, sim, para desbaratar o crime organizado de Cachoeira. Quem alimenta esse tipo de polêmica quer desviar o foco da CPI e vamos dar um basta nisso, encerrando essa polêmica.”

Mesmo ressalvando que não baterá boca com Mendes, o deputado André Vargas (PR), secretário de Comunicação do PT, achou “estranha” a versão do magistrado sobre o encontro. “Por que Lula iria falar com um ministro que foi indicado pelo PSDB e não com os oito que ele indicou?”, questionou. “E por que Mendes só divulgou essa conversa um mês depois, às vésperas do depoimento de Demóstenes Torres no Conselho de Ética?

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,planalto-quer-se-manter-long...

 

Unicef: países ricos têm 30 milhões de crianças pobres Agência Brasil

 

Os 35 países mais ricos do mundo concentram 30 milhões de crianças pobres – 15% da população infantil assistida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Segundo relatório divulgado hoje, somente na Europa há 13 milhões de crianças pobres.

Para os especialistas, o relatório do Unicef é um alerta aos líderes dos países ricos. O estudo foi feito nos 27 países da União Europeia, além da Noruega, da Islândia, da Austrália, do Canadá, dos Estados Unidos, do Japão, da Nova Zelândia e da Suíça. As democracias escandinavas têm somente 3% de crianças pobres.

O Unicef definiu alguns critérios de comparação para estabelecer pobreza, entre eles, o acesso a três refeições por dia, com frutas e legumes frescos, livros, conexão à internet e um local calmo para fazer as atividades escolares.

De acordo com o relatório, um dos casos que chama a atenção é o da França. Para o Unicef, o país desperdiça dinheiro público. A França é o país que mais gasta verba pública em políticas familiares: 3,7% de seu Produto Interno Bruto (PIB) é investido no setor, ficando atrás apenas da  Itália.

Apesar dos investimentos, a França ocupa o 14° lugar no ranking de crianças pobres. O relatório informa que há cerca de 1,3 milhão de crianças francesas consideradas pobres, o equivalente a 8,8% da população infantil. Do total, a metade mora em locais insalubres e 20 mil crianças não têm domicílio fixo.

http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2012/05/29/unicef-paises-ric...

 

De Opera Mundi

Peru restringe liberdades civis em província após mortes em protesto contra mineradoraLima decretou estado de emergência por 30 dias em região onde empresa suíça Xstrata opera    

 

O governo do Peru declarou estado de emergência durante 30 dias na província de Espinar, depois de manifestações contra uma empresa mineira na segunda-feira (28/05) terem causado a morte de dois civis e mais de 50 feridos. O primeiro-ministro Oscar Valdes disse que o governo agiu para "restaurar a ordem" e garantir que estradas - bloqueadas pelos manifestantes - fossem desobstruídas para o tráfego. O estado de emergência permite que o governo suspenda liberdades civis.

O ministro do Interior, Wilver Calle, afirmou que entre os feridos encontram-se 30 policiais, mas não explicou como as mortes aconteceram. Os manifestantes dizem que a mina de cobre de Tinaya, propriedade da empresa suíça Xstrata, está contaminando os rios das proximidades e exigem um estudo ambiental. Eles também querem que a empresa aumente para 30% a atual contribuição voluntária de 3% dos lucros feita para o desenvolvimento econômico local.

 

 

Para o chefe do Gabinete de Gestão de Conflitos do Governo do Peru, Victor Caballero, há  intransigência de vários setores envolvidos no protesto. O grupo que se autodenomina Coalizão de Defesa diz que há má vontade do governo para negociar. Porém, o próprio presidente do Peru, Ollanta Humala, no ano passado, tentou mediar um acordo.

O homem morto no conflito ainda não foi identificado, disse o promotor Hector Herrera, acrescentando que oito feridos estavam sendo tratados no Hospital Espinar. Ontem foi o oitavo dia de confronto, que já deixou pelo menos 20 policiais e 24 manifestantes feridos, segundo autoridades peruanas. Os líderes do movimento prometem uma semana de manifestações até que as autoridades peruanas atendam suas reivindicações.

O presidente da Assembleia Nacional de Governos Regionais, Cesar Villanueva, pediu às autoridades de Espinar um esforço para tentar o diálogo com os manifestantes e negociar de forma pacífica o fim dos protestos. "Devemos manter a calma no país. Todos nós temos que resolver as coisas por meio do diálogo, pois as medidas de força não dão resultados e ferem a população", alertou o parlamentar. Ele lembrou que a mineração, quando feita com os cuidados e a tecnologia adequados, é “excelente opção”.

 

zanuja

Carta aberta à presidenta Dilma RousseffJornal do BrasilWander Lourenço de Oliveira 

 

Excelentíssima presidenta Dilma Rousseff, informo que não anseio por interferir em sua política educacional; todavia, conquanto por aproximadamente duas décadas exerça o árduo ofício do magistério – o que, por experiência, me outorgaria o direito de participar do debate –, solicito que estes escritos se resumam a um diálogo referente ao percurso das ideias que abarcam a realidade estudantil brasileira, que se direciona ao ensino superior. Por intermédio desta missiva, subscrevo-me para afirmar que pretendo discorrer a respeito da aprovação de um justo desagravo de cunho histórico, no tocante às cotas acadêmicas reservadas para negros, pardos, indígenas, deficientes físicos e alunos oriundos das escolas públicas nas universidades federais, sancionado, por alegórica unanimidade, pelo Supremo Tribunal Federal.

Todavia, quiçá não seja inoportuno ressaltar que, a partir de dados da assessoria de imprensa do Ministério da Educação, com a implantação deste sistema de inclusão, as instituições de ensino superior obterão plena autonomia para decidir se adotam ou não a medida de inserção social pelo viés da matrícula universitária. Por outro lado, paradoxalmente, dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que metade da população brasileira não possui o ensino fundamental completo; ou seja, cerca de cem milhões de brasileiros não conseguiram concluir os primeiros anos da educação básica. Prezada presidenta Dilma Rousseff, eis que aflora um abismo que se avulta ao patamar de sordidez congênita que, decerto, laureará os etnicamente desassistidos que não completaram o período inicial de estudo, com idênticas técnicas utilizadas pelos torturadores acobertados pela ditadura militar que, decerto, serão interceptados pela Comissão da Verdade.

A diferença crucial dos carcarás de farda e metralhadora das décadas de 60 e 70 e os abutres de colarinho branco detentores das chaves dos cofres públicos vem a ser que, enquanto uns se utilizaram dos instrumentos de opressão — o cárcere, o pau de arara e o choque elétrico —, outros se apropriaram das ferramentas do direito à aprendizagem: a capacidade de raciocínio crítico e a liberdade de pensamento. Aos incautos herdeiros deste massacre cerebral não coube sequer o ensejo da identificação dos invisíveis algozes, que lhes afanaram não só a distinção através de um certificado ou diploma como, também, a perspectiva de um digno percurso pautado por padrões mínimos de exigência intelectual. São abissais criaturas que se desequilibram por sobre os rastros sociológicos daqueles desterrados em seu próprio território, conforme diagnosticara Sérgio Buarque de Holanda, em Raízes do Brasil. O exílio que impuseram não lhes consentiu sequer as cicatrizes da nostalgia, simbolizada pela memória fincada na imagem da palmeira e do sabiá, por serem degredados de si mesmos, sem anistia ou indenização reparatória pela perseguição política.

Destarte, será que a antológica reparação de âmbito educativo por detrás das cotas quase étnicas irá ignorar a repugnante parcela da sociedade desprovida dos mais primordiais recursos de assimilação cognitiva? Se não houve investimento básico para que a população estudantil se habilitasse ao ensino médio, como se acenará com a resolução da dívida com aqueles elementos escravizados, analfabetos, empobrecidos e afins, quanto ao período que precede a incursão universitária? A resposta se coaduna com este grande faz de conta que se tornou a educação pública nacional, iniciado pelo era uma vez de alguns governantes que, sem cerimônia, por condenáveis práticas ilícitas, impunemente, se apoderam da mais valorosa relíquia humana: a formação de uma reflexão crítica pelo viés da educação.   

Se a dor da ignorância incomodasse tanto quanto a fome e a sede, o homem reivindicaria o dever de se educar e de se instruir, com um eficaz instrumento democrático – o voto – a afiançar-lhe a dignidade de expressão. Verdade seja dita que, aos inglórios torturados da educação, não restou possibilidade de utopia ou governo; porquanto, as quimeras foram castradas pelos malfeitores que jamais serão identificados de vez que,    flibusteiros do patrimônio humano deste Éden brasilis, carpiram a escolaridade destes indivíduos miscigenados ou não, qual Iracemas, Jecas Tatus, Macunaímas, Macabéas e Joões Grilos a reproduzirem, de cócoras, o refrão patriótico: “ – Ai!... Que preguiça!...”. 

* Wander Lourenço de Oliveira, doutor em letras pela UFF, é escritor e professor universitário. Seus livros mais recentes são ‘O enigma Diadorim’ (Nitpress) e ‘Antologia teatral’ (Ed. Macabéa).

http://www.jb.com.br/sociedade-aberta/noticias/2012/05/30/carta-aberta-a-presidenta-dilma-rousseff/


 

Quiça destarte eh impossivel ler isso.  O autor bem podia ter estudado, digamos...  letras, ne?

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Denúncia de Gilmar Mendes pode impedi-lo de participar do processo do mensalãoJornal do Brasil

 

As recentes declarações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, sobre o suposto pedido do ex-presidente Lula para que fosse adiado o julgamento do mensalão trouxeram luz ao seu posicionamento. A denúncia, feita pela revista Veja, acrescenta que Lula teria oferecido "blindagem" ao ministro na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o contraventor Carlinhos Cachoeira e seu envolvimento com políticos, empresários e funcionários do governo.

Ao optar por tornar pública a reunião com o ex-presidente e seu devido conteúdo, Mendes deu a entender sua opinião quanto à realização do julgamento do mensalão no prazo estipulado, posição considerada rigorosa, visto que evitaria a possível prescrição de alguns crimes. Além disso, a partir do momento em que o ministro se mostrou contrário à intervenção de Lula - aliado de longa data de muitos réus que serão julgados pelo processo - se posicionou em lado oposto ao ex-presidente e seus aliados pendendo, portanto, pela condenação dos acusados.

A dúvida que paira é se a atitude do ministro de divulgar o teor do encontro, e de certo modo emitir previamente opinião sobre o caso, está amparada pela legislação. De acordo com a legislação brasileira, um magistrado não pode pré-julgar ou emitir juízo antes de um processo em que votará, sob pena de suspeição de parcialidade, conforme disposto no artigo 135 do Código do Processo Civil. O Jornal do Brasil ouviu especialistas em Direito para averiguar qual o limite de exposição que um magistrado pode dar a um processo do qual participa.  

Para o presidente da seccional do Rio de Janeiro da Ordem de Advogados do Brasil (OAB-RJ), Wadih Damous, se um juiz antecipar um valor pessoal sobre o caso que vai julgar, comete um ato ilegal.

“Se o juiz emitir opinião sobre a ação que ele vai votar, ele se torna impedido [de votar no processo]. Ele não pode se pronunciar sobre o que ele acha do processo. Não deveria participar se antecipou um juízo. Isso é ilegal”, informou Damous.

O advogado e jurista Dalmo Dallari disse que o impedimento “depende de quanto avança a opinião” expressada pelo juiz. Segundo ele, o pré-julgamento caracterizaria a suspeição do magistrado.

“Se ele der pormenores e pré-julgar, ele fica impedido. O melhor é que ele não se pronuncie. Fica a dúvida até que ponto essa divulgação já é um julgamento. Porque, digamos, que ele só diga que é um caso importante, ele não pré-julgou”, afirmou Dallari.

O advogado e jurista do escritório Gandra Martins Advocacia, Ives Gandra Martins, afirmou que no caso de Gilmar Mendes, o ministro do STF apenas esclareceu uma reunião da qual participou.

“No caso do Gilmar Mendes, não faço análise do que pode ter ocorrido na reunião, mas a meu ver ele esclareceu o encontro”, disse Gandra. “Na minha opinião, não há nenhum impedimento.”

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2012/05/29/denuncia-de-gilmar-mendes-...

 

 Do Blog da Cidadania

Mensalão só foi denunciado ao STF porque Lula não interferiu

Se você anda espalhando por aí que acredita nessa denúncia de Gilmar Mendes contra Lula que a revista Veja publicou, ou é estúpido ou não tem um pingo de caráter. É possível a qualquer pessoa, mesmo não sendo muito inteligente, concluir, sem a menor sombra de dúvida, que tal denúncia não faz o menor sentido.

Lula foi acusado de tentar interferir no andamento do inquérito do mensalão propondo um escambo ao magistrado: ele postergaria o julgamento até depois das eleições em troca de indulgência da CPI do Cachoeira em relação a supostas evidências de seu envolvimento com Demóstenes Torres e Carlos Cachoeira.

Gilmar foi Advogado-Geral da União do Governo Fernando Henrique Cardoso. No último ano de seu mandato, FHC o indicou para ministro do Supremo Tribunal Federal. Naquele momento, o professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo Dalmo de Abreu Dallari teve um artigo publicado na Folha de São Paulo em que declarou o seguinte sobre tal indicação:

Se essa indicação (de Gilmar Mendes) vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. (…) o nome indicado está longe de preencher os requisitos necessários para que alguém seja membro da mais alta corte do país.

Gilmar tentou processar criminalmente o jurista Dallari por esse artigo, mas a Justiça recusou a instauração da ação penal que o agora ministro do STF pretendia mover. Dizia a sentença: “A crítica, como expressão de opinião, é a servidão que há de suportar (…) quem se encontrar catalogado no rol das figuras importantes

A previsão de Dallari se faria sentir cerca de seis anos após a nomeação de Gilmar. Em 2008, o magistrado concedeu habeas-corpus ao banqueiro Daniel Dantas. No mesmo dia, 42 procuradores da República, 134 juízes federais e a Associação de Delegados da Polícia Federal (ADPF) divulgaram documentos manifestando indignação com a soltura do banqueiro.

Alguns Procuradores Regionais da República estudaram até fazer um abaixo-assinado solicitando o impeachment de Gilmar. O senador Demóstenes Torres, então, já exibia suas relações com ele: classificou esse movimento dos Procuradores Regionais da República como “ridículo”.

Esses são apenas alguns fatos que deveriam ser considerados antes de pessoas subdotadas intelectualmente ou moralmente comprarem a acusação de Gilmar a Lula sem o menor questionamento, mas não são o cerne da questão. Servem apenas para lembrar quem é o sujeito que acusa o presidente mais querido da história do Brasil.

O cerne da questão é que os oito anos de mandato de Lula provam que ele jamais interferiu na Justiça com nenhum fim, muito menos para impedir o progresso do inquérito do mensalão. Venho dizendo isso desde 2010, quando publiquei um post contendo informação que desmonta completamente a tese de Gilmar sobre o ex-presidente.

Lula nomeou três procuradores-gerais da República enquanto que FHC manteve o mesmo, Geraldo Brindeiro, de 1995 a 2002, contrariando o Ministério Público Federal por oito anos seguidos.

Claudio Fonteles, que hoje integra a Comissão da Verdade, foi indicado por Lula em 2003 e ficou no cargo até 2005, quando o nome indicado pelo MP foi acatado por Lula novamente. Antonio Fernando de Souza denunciou o mensalão e foi reconduzido por Lula ao cargo. Ficou até 2009, quando Roberto Gurgel, o novo escolhido pelo MP, foi nomeado. O mesmo Gurgel que recentemente difamou o partido do ex-presidente na tevê.

Lula tinha o poder. Se não interferiu nem no Judiciário nem no Ministério Público naquela época, se não há uma só denúncia de outro ministro do STF de que tenha sofrido qualquer pressão do ex-presidente, por que ele escolheria começar a fazê-lo justo com Gilmar Mendes, que tantas vezes se mostrou um adversário político?

A história não se sustentaria só por isso, mas há mais. Nelson Jobim, ex-ministro do Supremo e ministro da Defesa de Lula e Dilma, saiu do governo dela descontente porque foi demitido por declarar publicamente que votou em seu adversário José Serra em 2010. Esse mesmo Jobim desmentiu a acusação de Gilmar a Lula.

É desolador o volume de desonestidade ou burrice que vêm sendo espargidas com ímpeto tão infatigável. Tudo isso produz uma reflexão: será possível que tanta canalhice venha a vingar? Até quando o Brasil será esbofeteado dessa forma? Em que tipo de país mentiras tão grosseiras ganham tal dimensão?

( O grifo é meu, não é do Eduardo Guimarães. )

http://www.blogdacidadania.com.br/2012/05/mensalao-so-foi-denunciado-ao-...

 

Demarchi

Justiça de MG concede liberdade condicional ao goleiro Bruno. STF decidirá


A justiça do estado de Minas Gerais concedeu a liberdade condicional ao goleiro Bruno Fernandes, condenado a quatro anos por cárcere privado e lesão corporal de Eliza Samudio. A decisão foi anunciada na tarde desta terça-feira (29/5) e depende da aprovação de um pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal. Bruno continua preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Belo Horizonte.

O atleta foi transferido para Minas em 8 de julho de 2010, ele se entregou à polícia do Rio de Janeiro por ser suspeito da morte da ex-modelo e ex-namorada, Eliza Samudio.

Em fevereiro de 2010, Eliza deu à luz a um menino que, segundo ela, seria filho do ex-goleiro. Em 15 de maio deste ano, o advogado de Bruno, Rui Pimenta, comunicou a imprensa que seu cliente pretendia legalizar as questões sobre a paternidade do filho que teve com Eliza. O menino tem hoje 2 anos e mora com a avó materna.

[SAIBAMAIS]De acordo com o inquérito policial, Luiz Henrique Romão e Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, teriam sequestrado Eliza e o filho no Rio de Janeiro e levado os dois para o sítio do atleta em Esmeraldas, Minas Gerais, em 4 de junho.

Eliza teria sido assassinada seis dias depois, em outro local. Bola, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, é apontado como executor do crime. http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2012/05/29/interna_brasil,304773/justica-de-mg-concede-liberdade-condicional-ao-goleiro-bruno-stf-decidira.shtml

 

O ventilador no esgoto de Demóstenes


Foto: Fabio Rodrigues Pozzeb

 

Por Altamiro Borges

 Após um depoimento meloso e patético à Comissão de Ética do Senado, em que apelou para Deus e para a clemência de seus pares, o ex-demo Demóstenes Torres foi alvo de uma bateria de perguntas. A partir daí o ventilador no esgoto do ex-paladino da ética e assassino de reputações começou a fazer suas vítimas. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e o editor da Veja, Policarpo Junior, aparecem entre elas.   Tentando se fingir de vítima inocente, que desconhecia as atividades criminosas do amigo mafioso Carlinhos Cachoeira, ele culpou o procurador-geral por não ter investigado as denúncias da Operação Vegas da PF, que depois se desdobrou na Operação Monte Carlo. "Ele [Gurgel] prevaricou", afirmou o senador com todas as letras. "Ele não tomou nenhuma ação, o que houve foi uma inação". Será que agora o procurador-geral será finalmente chamado para se explicar na CPI?   

A fonte da revista Veja

 Num outro importante momento, Demóstenes Torres confirmou as estranhas relações do crime organizado com a Veja. "Sei  que o senhor Cachoeira era fonte do senhor Policarpo", editor da revista. Ele até tentou aliviar a barra da publicação, que sempre o protegeu com tanto carinho. "Agora a ética em relação a isso tem que ser verificada", afirmou Demóstenes.    Neste ponto, o ex-demo está coberto de razão. Realmente esta relação precisa ser verificada. Nada melhor do que convocar Policarpo Junior e seu patrão, Bob Civita, para depor na CPI! Será que os parlamentares brasileiros vão ter a coragem dos seus pares britânicos, que colocaram Rupert Murdoch no banco de réus para dar explicações sobre os crimes do seu império midiático? A ver! http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/05/o-ventilador-no-esgoto-de-demostenes.html#more 

 

Demarchi

De Opera Mundi.

Estátua que representa Berlusconi morto é exposta no centro de RomaEx-primeiro-ministro surge com camisa desabotoada, calça entreaberta e pantufas do Mickey Mouse    

 

Agência Efe

Uma estátua realista de Silvio Berlusconi que retrata o ex-primeiro-ministro italiano como se estivesse morto está sendo exposta ao público no Palazzo Ferrajoli, imponente edifício do centro de Roma próximo ao Palácio Chigi, sede do Governo da Itália.

Lembrando peças encontradas em museus de cera, ela foi desenvolvida pelos artistas Antonio Garullo e Mario Ottocento. Segundo os dois, a ideia era associar Berlusconi ao que a maioria dos italianos supostamente desejam que ocorra com o ex-primeiro-ministro. Por essa mesma razão ela é intitulada "O sonho dos italianos".

De acordo com os autores, houve inspiração no mausoléu de líderes comunistas como Lênin e Mao Tsé-Tung. Eles convidam o público a uma grande reflexão sobre a "era berlusconiana". Representá-lo "adormecido" representaria "a mais profundo imaginário italiano". Mais além, Garullo e Ottocento afirmam que Berlusconi também costumava se apresentar desta forma nas famosas festas buga-buga que marcaram boa parte de seu mandato.

A obra foi idealizada em 2010 e concluída no final de 2011. Ela é constituída por uma caixa de vidro (espécie de caixão) e pela estátua de Berlusconi em tamanho real. Um dos pontos de maior destaque é o sorriso estampado na face do ex-político adormecido.

Com camisa desabotoada, calça entreaberta e duas pantufas do Mickey Mouse, o caricato torna-se ainda mais evidente. Em uma alusão aos diversos escândalos sexuais que o político protagonizou, sua mão esquerda é apoiada próxima ao zíper de sua calça. 

Após a polêmica levantada com esta obra, os dois trabalham agora em uma escultura do papa Bento XVI, que deverá seguir a mesma linha das personalidades "embalsamadas".

 

 

 

zanuja

Itália por ficar sem campeonato nacional de futebol por 02 ou 03 anos.

De Opera Mundi.

Primeiro-ministro sugere suspensão do campeonato italiano por “dois ou três anos”País vive novo escândalo de manipulação de resultados; Mario Monti vê futebol infestado de “deslealdade”, “ilegalidade” e “falsidade”    

 

Efe

Mario Monti diz que parada serviria para o amadurecimento do "Calcio"; escândalos na Itália vem desde os anos 1980

O primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, sugeriu nesta terça-feira (29/05) a suspensão “por dois ou três anos” do campeonato italiano de futebol, após o surgimento de mais um escândalo de manipulação de resultados para favorecer apostadores.

"Não é uma proposta minha e muito menos uma proposta do Governo. É um desejo”, disse Monti durante uma entrevista coletiva em Roma. O premiê, que se disse um apaixonado por futebol, argumentou que a parada poderia ser positiva para repensar o chamado “Cálcio”. “Me pergunto se não seria uma boa ideia a suspensão de dois ou três anos do esporte, para favorecer o seu amadurecimento", acrescentou.

Nomeado premiê no ano passado para tentar salvar a Itália da crise financeira que assola a Europa, Mario Monti se disse decepcionado com as reiteradas denúncias envolvendo o futebol no país. "É especialmente triste quando um mundo como o esporte, que deve ser uma expressão de altos valores, se apresenta como um concentrado de aspectos deploráveis, como a deslealdade, a ilegalidade, a falsidade".

 

 

 

Esta é a segunda vez, em menos de seis anos, que o futebol italiano é abalado por denúncias de fraudes em resultados de jogos para beneficiar esquemas de apostas. Em 2006, a tradicional Juventus, de Turim, foi rebaixada para a segunda divisão pelo envolvimento no esquema, que incluía entrega de jogos e armação na escolha da arbitragem.  

Na década de 1980, dois escândalos levaram ao rebaixado de Milan e Lazio, no caso conhecido como “totonero”. Um dos envolvidos no escândalo foi o atacante Paolo Rossi, que acabou pegando dois anos de suspensão - prazo que o permitiu a disputar a Copa do Mundo de 1982, na Espanha, quando foi decisivo para a eliminação do Brasil e a consequente conquista italiana.

Desde 2011, promotoria de Cremona conduz uma investigação sobre suposta trama de combinação de resultados e fraude em apostas esportivas. Entre os suspeitos, está o atual treinador da Juventus, Antonio Conte, o lateral-esquerdo Domenico Criscito, do Zenit, que acabou retirado da lista de convocados da seleção italiana. Além disso, o capitão da Lazio, Stefano Mauri, foi preso.

A denúncia é de junho do ano passado, quando foi ordenada a prisão de 16 pessoas na época. Com as novas prisões, esse número já superou o de 40 presos.

A investigação da justiça segue correndo, mas já resultou em um processo esportivo que a promotoria da Federação Italiana de Futebol encaminhou no último dia 9 para Siena, Atalanta, Novara, Sampdoria e mais 18 clubes. Além disso, nesse processo estão incluídos os nomes de 61 pessoas, entre eles os de 52 jogadores, por acertos em 33 jogos, da primeira e segunda divisão e da Copa da Itália.

A investigação aponta para a possibilidade de a trama ter ramificações fora do país, de onde vinham os pedidos de acertos de resultados, para a obtenção de lucro através de apostas.

 

zanuja

Da Agência Câmara

Deputado: governo vai criar adicional para policial de fronteira por meio de MP 

A presidente Dilma Rousseff deve editar, em 10 dias, uma medida provisória (MP) criando o adicional de fronteira para os policiais que atuam nessas regiões. A informação foi divulgada pelo deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), durante audiência pública, nesta terça-feira, solicitada por ele e realizada pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado para debater o assunto.

O secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo de Castro, informou que a medida está em análise no Ministério do Planejamento, onde estão sendo discutidos dois pontos específicos. O primeiro diz respeito à forma como o adicional de fronteira vai ser pago: se por meio de gratificação ou de indenização.

O segundo ponto é a definição de quem vai ter direito ao adicional. O Ministério da Justiça defende que recebam a indenização os policiais que trabalham em locais que ficam em até 150 quilômetros da fronteira. Entretanto, segundo Marivaldo de Castro, esse critério pode deixar de fora pessoas que trabalham em locais inóspitos, que também precisariam receber o adicional.

Tríplice fronteira
É um lugar inóspito que trabalha o delegado da Polícia Federal (PF) Gustavo Pivoto João. Ele é o chefe da Delegacia de Tabatinga, que fica no extremo oeste do estado do Amazonas, na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

Segundo ele, as dificuldades de se trabalhar na região amazônica têm início com a área sob a responsabilidade da PF. "Eu não estou falando de um estado do tamanho de Sergipe. Eu estou falando de um estado do tamanho do Amazonas, com mais de 2.500 quilômetros só de fronteira com países que têm histórico de narcoguerrilha, seja o Sendero Luminoso, que está ativo no Peru, sejam as Farcs, que estão ativas na Colômbia, na fronteira com o Brasil.”

Somado a isso, de acordo com o delgado, existe a questão dos custos para policiar a área. “A logística lá eleva demais os custos. É caro fazer polícia [nessa região] pois é muito grande a área sob a nossa responsabilidade."

Subcomissão de fronteiras
Durante a audiência o deputado Fernando Francischini defendeu a criação da Subcomissão de Fronteiras no âmbito da Comissão de Segurança Pública, posição também defendida pelo presidente da comissão, deputado Efraim Filho (DEM-PB).

"É uma iniciativa muito bem vinda, para que tenha um fórum específico e adequado para tratar desse tema, que hoje é de absoluta importância para a defesa nacional do País, e um dos pontos críticos da nossa segurança pública”, destaca Efraim.

Ele lembra que é pelas fronteiras que entram muitos dos produtos e armamentos contrabandeados, “que acabam abastecendo o tráfico não só de drogas, mas de diversos ilícitos que existem por aí."

Diminuição de efetivo
O representante do Departamento de Polícia Federal na audiência, delegado Luiz Carlos Nelson, destacou que 70% dos policiais lotados na fronteira deixam essas regiões no prazo de três a quatro anos. Com isso, de acordo com o delegado, perde-se o conhecimento dos que deixam as fronteiras, perde-se o processo de qualificação que foi feito para lotar os policiais nessas regiões, e ocorre a diminuição dos efetivos.

Na Polícia Rodoviária Federal ocorre o mesmo problema. O coordenador-geral de Recursos Humanos da instituição, Adriano Furtado, afirmou que a Polícia Rodoviária tem tido dificuldade para fixar os servidores nas regiões de fronteira, nas regiões inóspitas e nos locais de difícil acesso. Segundo ele, em Roraima, por exemplo, 66% dos servidores querem deixar o estado. No caso do Amazonas, esse percentual corresponde a 45%.

Reportagem – Renata Tôrres/Rádio Câmara 
Edição – Newton Araújo

 

zanuja

Da Agência Câmara.

Sancionada lei que criminaliza exigência de cheque-caução em hospitais Agência BrasilSaúde - hospitais - Pronto-socorro - HospitalPenas podem ser triplicadas, se o paciente morrer.

A presidente da República, Dilma Rousseff, sancionou nesta segunda-feira (28) a Lei12.653/12, que torna crime exigir cheque-caução em hospitais. O projeto que deu origem à nova lei foi aprovado pela Câmara no início deste mês.

A lei altera o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) para criar um novo tipo de crime específico relacionado à omissão de socorro (artigo 135). A partir de agora, quem exigir o cheque-caução poderá ser punido com detenção de três meses a um ano e multa. 

A pena poderá ser dobrada, se o paciente sofrer lesão corporal grave por causa da falta de atendimento; e até triplicada, se o paciente morrer.

Também será considerado crime exigir nota promissória ou o preenchimento prévio de formulários administrativos, como condição para o atendimento médico de emergência.

Os hospitais e as clínicas terão que afixar, em local visível, cartazes informando os pacientes de que é crime pedir cheque-caução, nota promissória ou preenchimento de formulários.

 

zanuja