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Clipping do dia

As matérias para serem lidas e comentadas.

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Clipping do Dia

10. Gilmar, Demóstenes e Marconi: trio de amigos

Na formatura de Direito do governador de Goiás, num curso montado especialmente para ele, o paraninfo foi Gilmar Mendes e o convidado de honra, Demóstenes Torres; a amizade, depois, se traduziu em ações concretas no plano judicial

9. Mantega defende alta de até 4,5% - Diário de Cuiabá

O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 0,2% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior, totalizando R$ 1,03 trilhão. O dado foi divulgado ontem pelo Instituto ...

8. Crise afetou investimentos e derrubou PIB

A queda nos investimentos foi uma das principais causas da estagnação econômica no primeiro trimestre. Com empresários retraídos diante das incertezas da crise internacional e da menor perspectiva de crescimento interno, os dados do Produto Interno ....

7. PIB agrícola tem maior recuo em 15 anos

Afetada por problemas climáticos como as estiagens no Sul e no Nordeste, a agropecuária teve a maior contribuição negativa para o crescimento do País no primeiro trimestre de 2012. A quebra da safra da soja - que tem um peso de 20% no setor - foi a ....

6. Folheando para tras

  O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes desapareceu das primeiras paginas dos jornais nesta sexta-feira, dia 1º. Folheando a semana para tras, o leitor atento ha de ficar atonito. Nem mesmo o ingresso do ex-presidente Fernando Henriqu...

5. Veja proclama vitória e diz que Lula deu tiro no pé

Segundo a revista, ex-presidente agiu como aloprado ao tentar chantagear Gilmar Mendes e a estratégia se voltou contra seu próprio Partido dos Trabalhadores, que agora terá que administrar a CPI da Delta; só que, até agora, quem realmente está vencen...

4. Brasil pode exportar componentes

A alta do dólar poderá levar o setor de eletroeletrônicos a buscar componentes nacionais para substituírem os importados usados na montagem de equipamentos. Na avaliação do presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abine...

3. Serra, diante das acusações de Pagot, entra na mira da CPMI do ...

Ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o engenheiro Luiz Antonio Pagot comandou a instituição desde 2007, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até 2011, quando foi demitido pela presidenta Dilma...

2. Cynara Menezes: Gilmar Mendes tentou usar Ayres Brito como escada

As 1.001 versões da trama

1. Marconi, um governador fora da zona de conforto

Busca frenética por informações da imprensa nacional sobre suas ligações com Cachoeira deixa o governador de Goiás, acostumado a uma imprensa aliada ou amedrontada, nervoso e agitado e agressivo, como mostram as cenas de terror vividas por estudantes...

http://www.cloudnews.com.br

 

Matéria do site do jornal O Globo. Uma excelente iniciativa, poderia generalizar-se.

 

Vogue bane modelos 'magras demais' e investe em Jennifer Lopez

ESTÁ NO editorial de Anna Wintour no número de junho da revista de moda mais importante do mundo. Os editores de todas as "Vogues" do planeta se uniram num pacto para construir a imagem de uma mulher mais saudável, já que o look descrito pela própria Wintour no texto como "magra demais" estaria causando stress desnecessário nas meninas que terminam por desenvolver algum transtorno alimentar. Para ilustrar a nova posição de Wintour e de todas as wannabes Wintour (o tempo está chegando para uma sucessora… com quem será… com quem será…?), a revista convidou Jennifer Lopez para estrelar um estonteante editorial de moda praia. É verão no Hemisfério Norte, e se depender de Lopez, um verão bem quentão. No vídeo, J.Lo diz que não faz tanto exercício físico quanto gostaria.

 

http://oglobo.globo.com/blogs/villardo/posts/2012/06/02/vogue-bane-model...

 

"Quando vejo um jovem protestando nas ruas, sinto que o que ele faz é mais importante do que o meu trabalho de arquiteto" OSCAR NIEMEYER

...Poderia se chamar Dicionário Hariovaldo...

Conheça o glossário definitivo da direita brasileiraNo Glossário definitivo da Direita Brasileira, ‘Favela’ é localidade habitada por traficantes, assaltantes e seus acoitadores, sob o estímulo de governantes populistas que sobreviveram ao AI-5.

direita brasileiraGustavo Moreira, em seu blog

A lista, sem dúvida, pode e deve ser enriquecida pelos leitores.

Amazônia - região que, antes representando quase metade do território nacional, deu lugar a acampamentos do MST, reservas indígenas e falsos quilombos, todos evidentemente dirigidos por fundações estrangeiras aliadas do Foro de São Paulo.

Analfabeto - indivíduo apto à execução de alguns trabalhos braçais, mas nocivo quando cadastrado em programas sociais do governo financiados com o dinheiro dos impostos pagos pela classe média.

Árabe – fanático religioso, com propensão média ou alta ao terrorismo, a ser contido ou eliminado pela aliança militar ocidental.

Brasília- cidade que, projetada pelo comunista Oscar Niemeyer, constitui a sede do estatismo brasileiro, sobretudo após sua tomada pelos petistas.

Bullying - termo difundido por pedagogos e psicólogos comunistófilos com o objetivo de cercear a liberdade de expressão das pessoas espontâneas, em regra conservadoras.

Capitalismo - conjunto de práticas econômicas naturais, esboçadas desde a Pré-História, consolidadas na Inglaterra da Idade Moderna e combatidas pelos coletivistas de todos os matizes.

Cinema Nacional - atividade criminosa que consiste na exaltação do consumo de drogas, do adultério, do homossexualismo, da pedofilia, do palavreado chulo e da estética da miséria.

Colonização - processo louvável, infelizmente em desuso, no qual populações selvagens eram treinadas para executar algumas tarefas úteis para as sociedades civilizadas.

Comunismo – sistema político cuja prioridade é a construção de campos de concentração nos quais pelo menos um quinto da população de cada país deverá ser exterminada.

Cuba – ilha do Caribe habitada por onze milhões de cortadores de cana, cem mil instrutores de terrorismo e dois velhos, mantidos vivos pelo Capeta, que enganam a todos os outros.

DEM – partido formado pelos herdeiros das forças de centro-esquerda que romperam com a candidatura oficial para apoiar, em 1985, Tancredo Neves, que já contava com os votos dos parlamentares comunistas e criptocomunistas.

Democracia – nome atribuído ao conjunto formado por todos os regimes que reconhecem, ou reconheceram, a livre iniciativa como motor da economia, entre eles o castelismo, o franquismo e o pinochetismo.

Doutrinação – atividade dos que, usurpando a denominação de educadores, desviam crianças e adolescentes dos salutares princípios conservadores.

Eleição – processo pelo qual as pessoas maiores de dezesseis anos devem renovar seu assentimento à direção esclarecida das elites.

Estados Unidos – país-sede da Civilização Ocidental, ao qual cabe a preservação da economia capitalista e do governo das elites em toda a superfície terrestre.

Favela – localidade habitada por traficantes, assaltantes e seus acoitadores, sob o estímulo de governantes populistas que sobreviveram ao AI-5.

Feminismo – conjunto de movimentos compostos por comunistas lésbicas, que pretendem, após a tomada do poder, relegar os homens heterossexuais aos serviços domésticos.

Greve – atividade criminosa que tem como finalidade o bloqueio da cadeia produtiva para favorecer a implantação do comunismo.

Homossexualismo – desvio de conduta que tem sido, nas últimas décadas, incentivado pelos políticos de esquerda, no intuito de dissolver as famílias conservadoras.

Império – período da História do Brasil em que as mulheres eram decentes, os políticos não roubavam e os negros, muito bem tratados, conheciam o seu lugar.

Imprensa Livre – empresas jornalísticas familiares, dirigidas por aristocratas honrados, que orientam corretamente a opinião pública nacional.

Índio – individuo selvagem, sem contato com o homem branco, que vive nu em alguns pontos da Floresta Amazônica; distinto do falso índio, estelionatário que, mesmo conhecendo a língua portuguesa e possuindo televisão, reivindica de má fé terras que devem ser destinadas à agricultura de exportação ou à produção de celulose.

Indigenismo – conjunto de movimentos que pretendem legalizar o consumo de carne humana e os sacrifícios de prisioneiros aos deuses pré-colombianos, criando uma organização econômica em que a principal atividade será a produção de cocaína.

Janismo – movimento político que, a princípio incorporando justas demandas da boa sociedade, descambou para a esquerda, culminando na vergonhosa condecoração do terrorista Che Guevara.

Judiciário – poder do Estado constituído em prol da segurança física e patrimonial das elites, nos últimos anos desfigurado para estabelecer privilégios em favor de ex-terroristas, sindicalistas, negros e gays.

KGB – diz-se, em sentido figurado, dos indivíduos e grupos que empregam seu tempo na elaboração de dossiês contendo os raros deslizes dos homens de bem.

Libertário – denominação aplicada ao elemento que, simulando ser adepto do sistema de livre mercado, defende a agenda cultural da esquerda, nela incluídos o casamento gay e a pedofilia.

Muçulmano – termo semelhante ao verbete “árabe”, porém mais empregado quando se enfatiza o papel de inimigo mortal do Ocidente.

Napalm – produto industrial de alto valor estratégico, podendo ser empregado tanto para queimar comunistas quanto para solucionar o problema da favelização das metrópoles.

Nudista – diz-se do indivíduo ou grupo, de tendência esquerdista, que visa à dissolução dos valores da sociedade ocidental por meio da generalização das posturas obscenas.

Organizações Globo – grupo empresarial mercenário que, tendo prestado alguns bons serviços à democracia a partir de 1964, vendeu-se posteriormente ao lulismo e ao dilmismo.

Pluralismo Político – situação medianamente aceitável, na qual operários, professores, estudantes, desempregados e outros tipos suspeitos falam o que querem, todavia aceitando de maneira expressa ou tácita que os representantes da indústria, do comércio e das finanças deem a última palavra.

Politicamente Correto – filosofia esquerdizante que tem como objetivo solapar as hierarquias sociais consagradas pela tradição, eliminando da língua os termos que qualificam os elementos superiores e os inferiores.

PSDB – partido socialista que, em conluio com o PT, pretende estabelecer o comunismo no Brasil, por meio da estratégia das tesouras.

PT – partido que, simulando aceitar a economia de mercado, forma o principal tentáculo do movimento comunista no país.

Quilombola – indivíduo que, se valendo da epiderme escura, reivindica terras que ao invés de cultivar pretende vender a terceiros.

Republicano – adepto do partido norte-americano que constitui a última resistência, ao lado do governo de Israel, à implantação do Estado Mundial comunista.

Sindicato – organização criminosa formada por pessoas que recebem salário sem trabalhar, propagandistas e instrutores de terrorismo e terroristas propriamente ditos.

Social-democrata – comunista envergonhado, disposto a tolerar, com indisfarçável má vontade, alguns tipos de propriedade privada.

Socialista – eufemismo gasto, empregado pelos comunistas que não gostam de se apresentar como tal.

Trabalhista – indivíduo semelhante ao social-democrata, em geral combina seu ódio à propriedade privada com táticas populistas.

Trabalho Escravo – expressão fraudulenta inventada por políticos marxistas que desejam abolir a propriedade rural, visto que desde a Lei Áurea nenhum brasileiro tem a posse sobre outro homem registrada em cartório.

Terrorista – termo aplicado a todos os indivíduos que participaram da resistência à Revolução Democrática de 1964, desde os que pegaram em armas efetivamente até os que escreveram redações escolares contra a ordem revolucionária.

Totalitário – diz-se do indivíduo, movimento ou partido que se opõe, ainda que pela via eleitoral, à abolição das relações econômicas naturais, que se materializam no capitalismo do tipo laissez-faire.

União Soviética – federação que depois de funcionar como sede do comunismo internacional foi maliciosamente dissolvida para facilitar ainda mais a difusão desta perversa doutrina.

Universidade Pública – centro que emprega o dinheiro dos impostos pagos pela classe média para sustentar professores que não trabalham e pregam o comunismo.

Veja – instituição constituída nos moldes de uma agência oficial de notícias, papel a ser desempenhado em futuro breve, após a passagem do eclipse petista.

 – título do falecido imperador do Irã, Reza Pahlavi, injustamente afastado do poder para dar lugar a clérigos cujo único propósito é construir bombas atômicas para lançar contra Israel.

 

PM de Marconi agride estudantes em Goiás

DEPOIS DE PERDER O CONTROLE DO GOVERNO, O RESPEITO DA POPULAÇÃO E FORÇA POLÍTICA, O GOVERNADOR MARCONI PERILLO AGORA PERDEU O JUÍZO. O RESULTADO É AGRESSÃO A ESTUDANTES EM ITUMBIARA (GO), COM CHUTE NAS COSTAS, OLHO ROXO E COSTELA MACHUCADA; REVOLTA SE ESPALHA NAS REDES SOCIAIS

02 de Junho de 2012 às 11:58

Vassil Oliveira_Goiás 247 – Estudantes de Itumbiara, sudeste de Goiás, estão revoltados, e alguns, machucados. Acusam seguranças do prefeito de Itumbiara, José Gomes da Rocha, e do governador de agredi-los nesta sexta-feira, 1o, em manifestação com gritos de “Fora Marconi” durante inauguração, na cidade, de sede da Universidade Estadual de Goiás (UEG).

José Gomes estava no palanque com o governador Marconi Perillo (PSDB), que teria apontado para os estudantes que gritavam embaixo do palanque. Um desses estudantes conta que já participou de outras manifestações e que o governador teria apontado diretamente para ele, reconhecendo-o. O dedo apontado, acredita, teria sido a senha para a ação truculenta que se seguiu.

Fotos e um vídeo mostram lances do acontecido. Neste sábado de manhã os estudantes foram a um hospital público e depois seguiram para a 2a Delegacia de Polícia de Itumbiara, para fazer Boletim de Ocorrência. Foram recebidos pelo delegado Ricardo Chuelli. No hospital, exames constataram olho roxo (resultado de um soco), luxação na costela e machucado de um chute nas costas.

O que o fato revela é que Marconi, depois de perder o controle do governo – não consegue nem trocar secretários, como gostaria –, perder o respeito dos cidadãos – o próprio #ForaMarconi mostra isso –, perder força política – o PSDB nacional acaba de deixa-lo sozinho com as explicações pouco convincente para suas ligações perigosas com o contraventor Carlinhos Cachoeira –, ele agora perdeu o juízo – não foi a primeira reação truculenta contra manifestantes; algo parecido já havia ocorrido nas edições do #ForaMarconi de Goiânia.

Cobrado, pressionado, criticado, em situação nunca antes vivida por ele, os erros de Marconi Perillo vão se multiplicando. As manifestações em Goiânia do #ForaMarconi – quatro em pouco mais de um mês – dão mostras de como está o ânimo da população com ele. E agora, a reação em Itumbiara, reforça a imagem de um governo e um governador perdidos. E sem apoio popular.

Em um blog, os manifestantes relataram o drama que viveram, e que teria começado já no aeroporto, na chegado do governador. O que veio depois é caso de revolta – pra começo de conversa. Acompanhe abaixo ou aqui:

 

Marconi promove perseguição e agressões a manifestantes

Após desembarcar no aeroporto de Itumbiara, para participar de showmício de inauguração de sede da UEG, o governador Marconi Perillo revelou mais uma vez sua face de ditador de extrema-direita. Ao apontar de cima do palco manifestantes do Movimento Fora Marconi, que se encontravam na plateia, cerca de 15 jovens passaram a sofrer agressões de PMs e de capangas suspeitos de serem ligados ao prefeito José Gomes da Rocha.

O grupo de jovens que estava no local para manifestar sua indignação com a corrupção instalada no seio da administração pública estadual acabou sendo atacado sem motivo algum, pela simples presença. Os relatos são de pânico e de desespero pela ultraviolência utilizada contra pessoas inocentes e indefesas.

Segundo a estudante Aymê Sousa, houve espancamento de manifestantes. "Fomos espancados aqui em Itumbiara a mando do Marconi. Nada fizemos. Fomos roubados: faixas, megafone, câmera digital, tudo", disse. "Eu como pessoa, como cidadã, me sinto humilhada. Fomos perseguidos até a saída, rasgaram nossa constituição, me humilharam! Gente isso é muito grave", reclamou.

Aymê pediu socorro por um celular emprestado de morador de Itumbiara. Desesperada e com a vida em perigo ela desabafou mais: "O coronel Marconi não deve e não pode acabar com a nossa sede de justiça. Um capanga falou abertamente que nos mataria e que se a gente voltasse para perto do palco esmagaria a cabeça de um dos nossos companheiros". 

O estudante Victor Hipólito contou que o grupo de manifestantes teve dificuldades para sair do local e acabaram se refugiando numa casa. "Estávamos no Fora Marconi em Itumbiara, fomos espancados e estávamos sendo perseguido.  O Marconi reconheceu e chamou um policial no palco e apontou para nós. Um dos capangas do prefeito da cidade me pegou e falou que quando eu sair da cidade ia esmagar minha cabeça. Estamos escondidos, estão atrás de nós, estou com medo. Estou com medo. Estamos cercados", disse.

Nas fotos, as imagens de agressões covardes cometidas contra manifestants pacíficos. Outro estudante teve uma costela quebrada.

Fontes:

 

 

Depois do Estadão, a Folha de S. Paulo publica um editorial com críticas a Gilmar Mendes.

É um bom sinal que a imprensa volte atrás; o ruim é que só voltou quando a mentira se tornou insustentável.

 

Observatório da Imprensa: Folheando para trás

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes desapareceu das primeiras páginas dos jornais nesta sexta-feira, dia 1º. Folheando a semana para trás, o leitor atento há de ficar atônito. Nem mesmo o ingresso do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na polêmica criada com a acusação de Mendes, de que se sentiu chantageado pelo ex-presidente Lula da Silva, foi suficiente para manter aceso o interesse da imprensa no acontecimento bizarro.

Então tudo aquilo não tinha o menor sentido? Onde foi parar, de repente, a absoluta credibilidade do ministro da Suprema Corte?

Em lugar das manchetes ruidosas, os jornais publicam sobre o assunto, além de uma frase de FHC, dita durante palestra a empresários na China, apenas uma declaração de Lula, feita em entrevista a um programa popular de televisão, segundo a qual “quem inventou a história que prove”. Aquilo que era manchete desde a segunda-feira, a partir de uma declaração de Gilmar Mendes à revista Veja, se desvanece no ar.

Os jornais teriam se convencido, de uma hora para outra, de que o ministro da Suprema Corte mentiu, exagerou, equivocou-se? Essa possibilidade transparece no editorial publicado nesta sexta-feira pela Folha de S. Paulo, no qual há uma clara condenação da atitude de Gilmar Mendes.

Criticando genericamente alguns episódios que provocaram crises no Supremo Tribunal Federal ao longo da última década, o jornal paulista afirma que a reunião cujo teor suscitou a controvérsia da semana foi uma impropriedade cometida pelos três protagonistas: o ex-presidente Lula da Silva, o ministro do STF Gilmar Mendes e o ex-ministro Nelson Jobim, anfitrião do encontro.

Mas as palavras mais pesadas caem do lado de Gilmar Mendes: o jornal pondera que ele não deveria ter buscado essa exposição, “em face da conjuntura politicamente aquecida pela vizinhança da CPI do caso Cachoeira, centrada na figura de um senador com quem o ministro Gilmar mantinha relacionamento próximo o bastante para aceitar caronas de avião”.

O que a Folha está declarando, implicitamente, é que o ministro do Supremo Tribunal Federal tem explicações a dar sobre suas relações diretas ou indiretas com o bicheiro e que o entrevero que provocou ao acusar o ex-presidente Lula não o exime dessa responsabilidade.

O jogo virou

Não se pode adivinhar o que a Folha tem em seus arquivos que possa comprometer um ministro do Supremo Tribunal Federal e se sua direção vai ou não autorizar a publicação. Mas, a julgar pelo tom do editorial, pode-se afirmar que essa decisão saiu das mãos do editor de Política do jornal, se é que ele algum dia teve autonomia para tratar desse tipo de assunto.

Como afirmou este observador durante esta semana, trata-se de mais um episódio patético que começa em crise e termina em anedota (Ver aqui e aqui). Mas, ao contrário de alguns casos anteriores, a imprensa não pode agora simplesmente virar as costas e fingir que nada aconteceu.

O ministro Gilmar Mendes colecionou desafetos em número e valor suficientes dentro do próprio Supremo Tribunal Federal para poder escapar da “insinuação escrachada” no editorial da Folha de S. Paulo sobre suas relações com o senador Demóstenes Torres.

Observe agora o leitor a mudança de rumo na lógica do episódio: se de fato o ex-presidente Lula da Silva tentou negociar um adiamento no julgamento do caso chamado “mensalão” em troca de blindar o ministro do Supremo com relação ao caso Demóstenes-Cachoeira, a própria imprensa tratou de romper o véu e acusar diretamente o ministro Gilmar Mendes – não em declarações de terceiros, mas em editorial! –  de manter com o senador acusado “relacionamento próximo o suficiente para aceitar caronas de avião”. Se houve, como disse o ministro do STF, uma chantagem para mantê-lo fora do caso Demóstenes-Cachoeira, o episódio acaba por lança-lo diretamente no fogo.

Virado o jogo, o que fazer, então, dos dias anteriores, que o leitor revisita quando resolve folhear os jornais para trás? Onde foram parar todas aquelas fichas apostadas na versão do ministro, agora que o seu movimento acaba por colocá-lo oficialmente entre os suspeitos de “relacionamento inapropriado” com alguém que é acusado de corrupção, formação de quadrilha e outras delinquências?

Já não se trata agora da credibilidade da imprensa, mas do respeito que se deve à Suprema Corte de Justiça.

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/folheando_para_tras

 

O ex-editor de Veja, Paulo Nogueira, sobre os ataques que recebeu de "Tio Rei", o mais reacionário e tresloucado dos blogueiros do esgoto do Tietê:


Dente lupus, cornu taurus petit, escreveu Horácio

 

E lá vem Reinaldo Azevedo de novo.

Eis que me contam que ele me atacou. Dou um Google, e é verdade. Não deveria responder, mas, em respeito aos eventuais leitores do Diário que tenham lido o texto dele, esclareço algumas coisas:

1) Jamais pedi sua cabeça. Ele afirma que pedi, obliquamente, ao criticá-lo em dois textos. É uma interpretação absurdamente pessoal. Eu estaria pedindo a cabeça de toda pessoa de quem discordasse, e ele, aliás, também. Mas entendo, não obstante, que o debate progredirá quando não houver articulistas que sejam tão raivosos e tão levianos e tão inconsequentes — e tão sem talento –como ele e seu fratello Diogo Mainardi.

2) Ele diz que sou da turma de Nassif, Paulo Henrique Amorim e Leonardo Attuch. Dos três, conheço pessoalmente apenas Attuch, dos tempos em que trabalhamos juntos na Exame, e que nos últimos vinte anos não vi nenhuma vez, aliás. Já deixei claro em alguns textos o quanto me incomoda, sobretudo em Paulo Henrique mas não só nele, o uso da expressão “PIG”, tão nociva quanto “petralha”.

Não pertenço a turma nenhuma: sou um blogueiro independente. Votei em Fernando Henrique várias vezes, em Lula uma. Optei por Dilma nas últimas eleições porque Serra é Serra, primeiro, e depois porque entendo que o Brasil precisa de um governo que dê foco ao combate à desigualdade social.

3) Reinaldo Azevedo diz que não li Horácio. Essa é uma afirmação que nem minha mulher poderia confirmar ou desmentir, e mostra o nível das afirmações de Reinaldo. Dente lupus, cornu taurus petit.O lobo ataca com dentes, o touro com os chifres, segundo Horácio. Reinaldo Azevedo ataca com o que tem: um ódio cego de alguém fanatizado. “Raiva é uma forma momentânea de loucura”, escreveu Horácio. E quando a raiva é presente em cada instante, como em Reinaldo Azevedo?

4) Afirma que quis ser diretor da Veja. Já escrevi sobre isso no livro “Minha Tribo”, e em resumo o que aconteceu foi o seguinte: fui seriamente cogitado, no final dos anos 1990, para dirigir a Veja. Quem me contou a história, com detalhes, foi meu chefe de então,  e inspirador e amigo de sempre, JR Guzzo. Acabei não sendo a escolha final. Na época, isso não me doeu – eu estava na melhor fase de minha carreira, como diretor da Exame. Bom salário, bons bônus, boa equipe. (Uma outra preterição, sim, mais tarde, esta administrativa e não editorial, me machucou. E acabou provocando, indiretamente, minha saída da Abril. Mas isso ficou muito para trás e tento olhar para a frente. Fiquei muito feliz ao reatar laços com a Abril na forma de colaborador de algumas revistas que Reinaldo Azevedo, orgulhosamente, informa que não lê.)

5) Diz que vai me dar leitores ao falar de mim. Horácio se envergonharia se alguém que de fato o leu fosse tomado de um espasmo de tamanha presunção. Aproveito para esclarecer: não trouxe. Vi agora as estatísticas do Diário e a média de leitura é rigorosamente a mesma.

6) Reinaldo Azevedo diz que bajulei Roberto Civita ao dizer que ele não é Murdoch. Dei minhas razões lá, e não me pesou ao escrever interesse nenhum porque, aos 56 anos, como já disse várias vezes, JAMAIS voltaria a ser executivo de uma empresa. Não tenho mais vontade, não tenho mais motivação, não tenho mais idade. E graças a Deus não preciso de dinheiro: fiz um bom pé de meia. Fazer um site de notícias – independente como o Diário — ao retornar ao Brasil? Aí, sim, meus olhos podem brilhar. Se a Reinaldo Azevedo eu ter dito que Roberto Marinho está muito mais para Murdoch do que Roberto Civita soou realmente como bajulação, talvez seja porque ele próprio esteja em dúvida.

7) Para quem não me lê, Reinaldo Azevedo escreve muito de mim. Alguns anos atrás, quando eu era diretor editorial da Globo, ele escreveu que eu era “a favor da Record e contra a TV Globo” porque na lista das 100 personalidades do Brasil publicada pela Época fora incluído Edir Macedo –ao lado, aliás, de Roberto Irineu Marinho e Roberto Civita, no bloco dos donos de mídia.

8)  Por fim: prometo não dar seguimento a este “debate”. Os leitores do Diário não merecem. E eu tenho coisas mais importantes a tratar. Não consigo erguer Reinaldo Azevedo, e nem quero me rebaixar. E, como Horácio, entendo que raiva é demência.

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/?p=7535

 

Toni

Argentina: o que há por trás de um jornal chamado Clarín (I)


No dia 7 de dezembro de 2012, o todo-poderoso grupo Clarín, que além do jornal de maior circulação da Argentina (e um dos maiores da América do Sul) detém, na prática, um império de comunicações no país, terá que começar a de desfazer de vários canais de televisão aberta e a cabo, além de um bom punhado de emissoras de rádio. O grupo tentou denunciar a nova legislação, aprovada por esmagadora maioria no Congresso, mas acumulou derrotas, inclusive da Suprema Corte argentina. O artigo é de Eric Nepomuceno.

Buenos Aires - O prazo final foi dado: dezembro. Ou, para quem aprecia precisão e detalhe, dia sete de dezembro de 2012, uma quarta-feira. É quando o todo-poderoso grupo Clarín, que além do jornal de maior circulação da Argentina (e um dos maiores da América do Sul) detém, na prática, um império de comunicações no país, terá de se enquadrar na nova legislação – ou seja, começar a de desfazer de vários canais de televisão aberta e a cabo, além de um bom punhado de emissoras de rádio. Num estranho neologismo, a questão é tratada, na Argentina, como ‘desenvestimento’. Ora, na verdade a questão é outra: o grupo terá de começar a se desfazer de um patrimônio que é ilegal. Terá de abrir mão de concessões de licenças para operar rádio AM, FM, televisão aberta e televisão fechada.

O grupo Clarín tentou, de todo jeito, denunciar essa nova legislação – aprovada, aliás, por esmagadora maioria no Congresso –, questionando sua constitucionalidade e alegando que atingia o direito à liberdade de expressão. A Suprema Corte disse que na nova legislação não há nenhum cerceamento à liberdade de expressão.

Denunciar atentados à liberdade de expressão cada vez que seus interesses empresariais são ameaçados é característica dos grupos de comunicação que, na América Latina, funcionam como grandes monopólios e, ao mesmo tempo, como ferozes escudeiros do poder econômico. Cada vez que um desses grupos se sente ameaçado, todos, em uníssono, denunciam que os governos estariam fazendo aquilo que, na verdade, esses mesmos grupos praticam descaradamente em seu dia a dia: o cerceamento à liberdade de expressão. À diversidade de informação.

O caso do grupo Clarín é típico do que ocorre em um sem-fim de países, a começar pelo Brasil, onde um seleto punhado de quatro ou cinco famílias controla ferreamente a distribuição de informação. Na Argentina, como no Brasil, esses conglomerados de comunicação funcionam como a verdadeira oposição ao governo. E não no sentido de vigiar, pressionar, denunciar erros e desvios, mas de lançar mão de todas as armas e ferramentas, por mais venais que sejam, para atacar qualquer governo que atente contra os seus interesses e os interesses de determinado poder econômico, que os monopólios das comunicações defendem movidos a ferro, fogo e ausência total de escrúpulos.

Vale a pena recordar como atua o grupo Clarín, fervoroso defensor do sacrossanto direito à liberdade de expressão. Sua prática, na defesa desse credo, é no mínimo esdrúxula: controla 56% do mercado de canais de televisão aberta e a cabo, e uma parcela ainda maior das emissoras de rádio; manipula contratos de publicidade impedindo que os anunciantes comprem espaço na concorrência; e, como se fosse pouco, ainda briga na Justiça para continuar exercendo o monopólio da produção e distribuição do papel de imprensa no país.

Não se trata de discutir o conteúdo – incrivelmente manipulado, aliás – dos meios de informação controlados pelo Clarín em todas as suas variantes. Trata-se apenas e tão somente de discutir até que ponto é lícito que um determinado grupo exerça semelhante controle sobre o volume de informação que chega aos argentinos.

Diante desse quadro, é fácil entender que o que fez o governo de Cristina Fernández de Kirchner é, para o grupo Clarín, algo inadmissível. Afinal, além da intervenção na fábrica Papel Prensa, fazendo com que o Estado assumisse o controle da produção, distribuição e venda de papel a jornais e revistas, o governo baixou uma lei, aprovada pelo Congresso, que dividiu o espaço da transmissão de televisão aberta e fechada em três partes iguais.

Um terço desse espaço permanece em mãos de grupos privados, como o próprio Clarín. Outro terço passa a ser dividido entre emissoras públicas (nacionais e estaduais), e o terço final passa a emissoras que estarão sob controle da sociedade civil, através de organizações sociais. Quem está atuando além desses limites terá de abrir mão de licenças e concessões, que na Argentina – como no Brasil – são públicas.

Além disso, quem for dono de canais abertos não poderá ser dono de distribuidoras de canais a cabo numa mesma região. O grupo Clarín tem superposição de canais abertos e fechados em Buenos Aires, Córdoba, Mar del Plata e Bahía Blanca. Vai ter de escolher. Além disso, ao fundir duas distribuidoras de canais a cabo, a Calevisión e a Multicanal, estourou todos os limites de concessões estabelecidos pela lei (são cerca de 225 canais em mãos do grupo, e isso, para não mencionar as estações de rádio AM e FM).

A nova legislação foi questionada, é claro, por várias corporações que foram e serão atingidos. A gigantesca Telefônica espanhola, por exemplo, controla nove canais de televisão aberta no país. Terá abrir mão de todos, a menos que aceite integrar alguma cooperativa junto a organizações sociais.

Ninguém, em todo caso, fez o estardalhaço que o grupo Clarín está fazendo. Há uma explicação: o grupo decidiu partir, altaneiro, para o tudo ou nada. Confiou no próprio poder e na fraqueza do governo.
Tropeçou feio: Cristina Kirchner se reelegeu em 2011, e agora a Justiça decidiu que a nova lei tem data, sete de dezembro de 2012, para que seja cumprida.

A fúria do Clarín é evidente e é compreensível. Fez todas as apostas erradas, e está perdendo uma por uma.

A mais delicada dessas apostas foi a que fez no segundo semestre de 1976, quando ganhou – na base de uma cumplicidade sórdida com a ditadura militar que sufocava o país – o controle da produção e da distribuição de papel de jornais e revistas na Argentina. Foi o auge de seu poder, que agora começa a ser rapidamente minado. Já não há torturadores e militares corruptos e sanguinários a quem recorrer. Restou recorrer à Justiça. Foi quando o grupo começou a perder.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20250

 

Segura que Cachoeira é teu

 

Modelo político, de eleições a cada dois anos aos caixas 2 que irrigam as campanhas, apodreceram a forma de construção da representação política no Brasil. Nesse cenário, Carlinhos Cachoeira não é isolado. É de todos nós

Diz o governador Jaques Wagner (PT) que o calendário eleitoral brasileiro, estabelecendo eleições a cada dois anos, uma para presidente da República, governadores, senadores e deputados, outra para prefeitos e vereadores, é perverso para o país.

A tese dele: alguém, como ele, assumiu o mandato Executivo estadual em 1º de janeiro de 2007 e nem bem começou a governar, já se começou a falar nas eleições de 2008. Passou 2008, o discurso mudou para o pleito de 2010, no qual ele tentou e conseguiu a reeleição. Mal começou 2011, começaram a falar em 2012 e agora, 2012 ainda nem se completou, já se fala em 2014, quando ele ainda tem dois anos e meio de mandato a cumprir.

Na tese de Wagner, falta tempo para governar, pensar na administração, nas políticas públicas. Eleição é bom, mas democracia não é só política eleitoral. Ele defende, como solução para a questão, um mandato de cinco anos para todos, num pleito só, de vereador a presidente.

É mais embaixo

Wagner está absolutamente certo, com um adendo: é isso e muito mais que isso. Um olhar sobre a evolução patrimonial dos nossos representantes públicos, a partir das declarações feitas à Justiça Eleitoral, mostra que todos eles sempre crescem. Quando muito, empatam. Redução, algo tão raro quanto o Cullinan, o maior diamante já encontrado na terra, com 3.106 quilates.

Aí vem a pergunta intrigante de resposta óbvia: se o mundo político encara eleições de dois em dois anos apoiando ou pedindo votos para si e o patrimônio dos atores nunca cai, de onde sai o dinheiro para as campanhas? Acertou, de nós mesmos, via caixa um, dois, três e o escambau.

Além de derrubar a máscara de Demóstenes Torres, o escândalo do bicheiro Carlinhos Cachoeira trouxe a tona tal situação. O DEM, junto com o PSDB, todo mundo como partido melado, querendo envolver o PT, também melado, via mensalão.

Em si, os fatos são distintos, lógico. Mensalão é mensalão, Demóstenes é Demóstenes. Misturar as duas coisas é uma boba tentativa de tirar o foco de Cachoeira é jogá-lo no julgamento do mensalão, que deve ocorrer ainda neste semestre. Mas para os olhares mais cuidadosos, ficará evidente a frenética disputa dos nossos políticos para ver quem é mais podre, cada um apontado o outro com os seus dedos sujos.

Na raiz da questão

Uma coisa tem a ver com outra na raiz, dos fatos e dos princípios em jogo. Dos fatos: foram arapongas a serviço de Cachoeira que gravaram o pagamento de suborno ao ex-diretor dos Correios Maurício Marinho, indicado pelo PTB, que deu origem ao escândalo do mensalão.
Cachoeira passou as informações para o jornalista Policarpo Júnior, da Veja, que gerou o rebu. Roberto Jefferson, então deputado federal e ainda hoje presidente do PTB, pensou tratar-se de obra de José Dirceu. E aí deu no que deu.

Hoje, fica o PT dizendo que não houve mensalão. A questão é de semântica. Como fluxo regular de pagamento mensal, não. Como um esquema torrencial de caixa 2, sem dúvida. E exibiu, às claras, como nossos políticos fazem dinheiro para enfrentar campanhas e até mesmo enriquecer.

O caso de Cachoeira tem alguns imbricamentos a mais. Trata-se de personagem que ganhou notoriedade praticando atividades criminosas que se infiltrou na máquina oficial para obter públicos e até ditando como era que um senador, no caso Demóstenes, o ex-paladino da moralidade, devia legislar.

Talvez por isso as primeiras denúncias contra Demóstenes tenha deixado o DEM, o PSDB e os adversários do governo perplexos. Não acreditavam que um dos seus ícones desmoronou. Na sequencia, forçados pelos fatos, reconheceram. E agora tentam embaralhar as coisas, a pretexto de dizer que o mensalão foi pior ou que o PT também está melado no caso de Cachoeira, o que resulta na lógica de que há bandidos em todos os lados.

Provavelmente é, mas convém botar as coisas no lugar: daí ao mensalão o que é do mensalão e a Cachoeira o que é de Cachoeira.

Dos princípios: que todos são farinha do mesmo saco, não se discute. Quando era oposição o PT pisou fundo no esquemão que tanto criticou. E seja lá quem for o protagonista da representação, vai entrar também.

O sistema político brasileiro, a julgar pela legalidade das movimentações financeiras em torno da construção das representações, é podre por natureza.

Sempre há caixa 2 movendo as campanhas, dinheiro surrupiado dos cofres públicos, na grande maioria das vezes, de grupos que doam por fora para comer por dentro.

Mensalão, Cachoeira, Roberto Arruda, e tais escândalos sempre virão à tona na medida em que a tecnologia, com as suas geringonças cada dia mais aprimoradas no mister de espionar a vida alheia vão se aprimorando, elas sendo utilizadas por meios legais, como faz a Polícia Federal, ou não, como fez Cachoeira.

Os atores desse jogo confiam, e em boa parte das vezes se dão bem, na incapacidade oficial de manter uma fiscalização rigorosa.

Em artigo publicado esta semana na revista Época Fernando Abrucio, doutor em ciência política e professor da Fundação Getúlio Vargas, comentando sobre a causa de fenômeno como Cachoeira e Demóstenes, cita tais fatos. Acrescenta também o excesso de cargos comissionados e a gula dos políticos em indicar para os tais pessoas inidôneas.

Ele sugere que convém ao bom senso desconfiar sempre daqueles que apontam as mazelas dos acusados sem propor mudanças no sistema.

Eleições, de cabo a rabo, a um só tempo, é uma das necessidades, como diz Wagner. Mudança no modelo de financiamento das campanhas também. A redução dos cargos comissionados, idem. E um melhor controle para as licitações também.
Ou isso acontece, e não há sinais de que vá acontecer, ou ficaremos sempre vendo um Cachoeira melando a todos e cada lado tentando empurrar para o outro.

No frigir dos ovos, não há muito o que discutir. Cachoeira é de todos. O sistema facilita o nascimento, o crescimento e a proliferação dele.

http://www.bahia247.com.br/pt/bahia247/poder/8035/Segura-que-Cachoeira-%...

 

A força da imagem do PT

Por Marcos Coimbra

Ao contrário do que se costuma pensar, o sistema partidário brasileiro tem um enraizamento social expressivo. Ao considerar nossas instituições políticas, pode-se até dizer que ele é muito significativo.

Em um país com democracia intermitente, baixo acesso à educação e onde a participação eleitoral é obrigatória, a proporção de cidadãos que se identificam com algum partido chega a ser surpreendente.

Se há, portanto, uma coisa que chama a atenção no Brasil não é a ausência, mas a presença de vínculos partidários no eleitorado. Conforme mostram as pesquisas, metade dos eleitores tem algum vínculo.

Seria possível imaginar que essa taxa é consequência de termos um amplo e variado multipartidarismo, com 29 legendas registradas. Com um cardápio tão vasto, qualquer um poderia encontrar ao menos um partido com o qual concordar. Mas não é o que acontece. Pois, se o sistema partidário é disperso, as identificações são concentradas. Na verdade, fortemente concentradas.

O Vox Populi fez recentemente uma pesquisa de âmbito nacional sobre o tema. Deu o esperado: 48% dos entrevistados disseram simpatizar com algum partido. Mas 80% desses se restringiram a apenas três: PT (com 28% das respostas), PMDB (com 6%) e PSDB (com 5%). Olhado desse modo, o sistema é, portanto, bem menos heterogêneo, pois os restantes 26 partidos dividem os 20% que sobram. Temos a rigor apenas três partidos de expressão.

Entre os três, um padrão semelhante. Sozinho, o PT representa quase 60% das identidades partidárias, o que faz que todos os demais, incluindo os grandes, se apequenem perante ele. Em resumo, 50% dos eleitores brasileiros não têm partido, 30% são petistas e 20% simpatizam com algum outro – e a metade desses é peemedebista ou tucana. Do primeiro para o segundo, a relação é de quase cinco vezes.

A proeminência do PT é ainda mais acentuada quando se pede ao entrevistado que diga se “simpatiza”, “antipatiza” ou se não tem um ou outro sentimento em relação ao partido. Entre “muita” e “alguma simpatia”, temos 51%. Outros 37% se dizem indiferentes. Ficam 11%, que antipatizam “alguma” coisa ou “muito” com ele.

Essa simpatia está presente mesmo entre os que se identificam com os demais partidos. É simpática ao PT a metade dos que se sentem próximos do PMDB, um terço dos que gostam do PSDB e metade dos que simpatizam com os outros.

Se o partido é visto com bons olhos por proporções tão amplas, não espanta que seja avaliado positivamente pela maioria em diversos quesitos: 74% do total de entrevistados o consideram um partido “moderno” (ante 14% que o acham “ultrapassado”); 70% entendem que “tem compromisso com os pobres” (ante 14% que dizem que não); 66% afirmam que “busca atender ao interesse da maioria da população” (ante 15% que não acreditam nisso).

Até em uma dimensão particularmente complicada seu desempenho é positivo: 56% dos entrevistados acham que “cumpre o que promete” (enquanto 23% dizem que não). Níveis de confiança como esses não são comuns em nosso sistema político.

 

Ao comparar os resultados dessa pesquisa com outras, percebe-se que a imagem do PT apresenta uma leve tendência de melhora nos últimos anos. No mínimo, de estabilidade. Entre 2008 e 2012, por exemplo, a proporção dos que dizem que o partido tem atuação “positiva na política brasileira” foi de 57% a 66%.

A avaliação de sua contribuição para o crescimento do País também se mantém elevada: em 2008, 63% dos entrevistados estavam de acordo com a frase “O PT ajuda o Brasil a crescer”, proporção que foi a 72% neste ano.

O sucesso de Lula e o bom começo de Dilma Rousseff são uma parte importante da explicação para esses números. Mas não seria correto interpretá-los como fruto exclusivo da atuação de ambos.

 

Nas suas três décadas de existência, o PT desenvolveu algo que inexistia em nossa cultura política e se diferenciou dos demais partidos da atualidade: formou laços sólidos com uma ampla parcela do eleitorado. O petismo tornou-se um fenômeno de massa.

Há, é certo, quem não goste dele – os 11% que antipatizam, entre os quais os 5% que desgostam muito. Mas não mudam o quadro.

Ao se considerar tudo que aconteceu ao partido e ao se levar em conta o tratamento sistematicamente negativo que recebe da chamada “grande imprensa” – demonstrado em pesquisas acadêmicas realizadas por instituições respeitadas – é um saldo muito bom.

É com essa imagem e a forte aprovação de suas principais lideranças que o PT se prepara para enfrentar os difíceis dias em que o coro da indústria de comunicação usará o julgamento do mensalão para desgastá-lo.

Conseguirá?

http://www.cartacapital.com.br/politica/a-forca-da-imagem-do-pt/?autor=39

 

Economia da Espanha afunda, responsáveis recebem indenizações milionárias


A economia de Espanha afunda-se com uma taxa de desemprego superior a 25% e com o número de desempregados a superar os 5 milhões de pessoas. O austeritarismo imposto pela UE e pelo FMI não resolve e aprofunda a crise bancária, provocada pelo estouro da bolha da especulação imobiliária. A dívida de Espanha atinge uma situação próxima da que levou aos pedidos de resgate de Grécia, Irlanda e Portugal. Porém, o país é muito grande para ser resgatado.

Na quarta feira, a bolsa de Madrid continuou a afundar caindo 2,58%, enquanto a taxa de juro dos títulos da dívida soberana chegou aos 6,703%, muito próxima dos valores que levaram aos pedidos de resgate da Grécia, da Irlanda e de Portugal. A taxa de risco de Espanha, diferencial entre a taxa da dívida de Espanha e a da Alemanha, chegou a 540 pontos, o mais elevado da história.

Na terça feira, o governador do Banco de Espanha Miguel Ángel Fernández Ordóñez (MAFO), destacado quadro do PSOE, pediu a antecipação do fim do seu mandato de 12 de julho para 10 de junho, depois do PP se ter oposto à sua ida ao Congresso de Madrid, que tinha sido proposta por ele, para dar explicações sobre o Bankia e a crise bancária.

Também na terça feira, foi noticiado pelo Financial Times que o Banco Central Europeu (BCE) recusara o plano do governo PP para o Bankia, de injeção de 19 bilhões de euros para salvar a entidade, através de novos títulos de dívida pública, que podiam ser usados como garantia em operações interbancárias ou no BCE.

De acordo com o Financial Times, o BCE teria respondido ao governo de Rajoy que é necessária uma injeção de capital adicional no Bankia, mas que o seu plano está próximo da violação da norma da UE sobre o financiamento monetário dos Estados. O jornal conclui que “a recusa do BCE torna as coisas difíceis à insistência de Madrid de que a única solução para esta crise que está a fazer aumentar os seus custos de financiamento é que o BCE se converta num prestamista de último recurso para os Governos”.

Na quarta feira, o governo de Espanha disse que não apresentou nenhum plano e o BCE declarou que não analisou nenhum plano e não tem posição sobre o plano do governo de Espanha para recapitalizar um grande banco. De acordo com o site do jornal “El Pais” desta quarta feira, “a comissão europeia defende uma união bancária e o uso direto do fundo de resgate para salvar a banca” e “dará mais um ano a Espanha para cumprir o déficit previsto em troca de mais sacrifícios”.

Entretanto, o governo e o PP opõem-se tenazmente e tentam tudo por tudo para impedir o debate do caso Bankia no Congresso de Madrid, perante o silêncio do PSOE e do seu secretário-geral Alfredo Rubalcaba. A Izquierda Unida propôs a criação de uma comissão de inquérito ao escândalo Bankia, mas o PP opõe-se. Os maiores responsáveis do caso são destacados quadros do partido governamental.

Enquanto governo e UE parecem preparar novas medidas de austeridade, são conhecidos vários casos de indenizações milionárias a diretores de entidades resgatadas pelo governo e, portanto, com dinheiros públicos. Segundo o El Pais, “são responsáveis diretos, com a conivência das camarilhas políticas regionais, das maiores falências da história do sistema financeiro espanhol. Financiaram projetos urbanísticos especulativos, obras públicas ruinosas como aeroportos vazios, alimentaram esquemas de corrupção e até chegaram a falsear as contas”.

O jornal cita diversos casos, entre os quais: Aurélio Izquierda, diretor-geral do Banco de Valência, filial da Bancaja, que recebeu 14 milhões de euros em pensões e indenização de pré-aposentadoria. Miguel Blesa, ex-presidente da Caja Madrid, que recebeu uma indenização de 2,8 milhões de euros, Rodrigo Rato 1,2 milhões de euros, José Luis Pego, diretor da Novacaixagalicia durante nove meses, 18,5 milhões.

A economia de Espanha afunda-se com uma taxa de desemprego superior a 25% e com o número de desempregados a superar os 5 milhões de pessoas. O austeritarismo imposto pela UE e pelo FMI não resolve e aprofunda a crise bancária, provocada pelo estouro da bolha da especulação imobiliária. A dívida de Espanha atinge uma situação próxima da que levou aos pedidos de resgate de Grécia, Irlanda e Portugal. Porém, o país é muito grande para ser resgatado.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20257&boletim_id=1213&componente_id=19548

 

...“Nós tivemos uma expansão da exportação de 0,2% no primeiro trimestre e aumento das importações de 1,1%. Portanto as importações, os bens e serviços importados levaram para fora uma parte do nosso crescimento. Isso é cerca de 30% do crescimento do trimestre. O que demonstra a necessidade de continuarmos adotado medidas de defesa comercial”......

Perspectiva é de PIB maior no segundo semestre
Mantega: resultado da indústria é o melhor após três trimestres negativos
Desempenho indica que medidas de estímulos são eficazes e farão com que indústria tenha melhor resultado em 2012, diz ministro.
Ministério da Fazenda....01/06/2012
Ministro afirma que crescimento modesto não afetou geração de emprego
Mantega: resultado da indústria é o melhor após três trimestres negativos
Desempenho indica que medidas de estímulos são eficazes e farão com que indústria tenha melhor resultado em 2012, diz ministro.

O ministro da Fazenda Guido Mantega disse nesta sexta-feira que o crescimento de 0,2% do PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre desse ano, divulgado pelo IBGE, demonstrou que não houve nem aceleração nem desaceleração da economia. “Ele repetiu o mesmo resultado do último trimestre de 2011”.
Na avaliação do ministro o desempenho do PIB nos três primeiros meses do ano só não foi melhor devido fraco desempenho da agricultura. “Ela representa apenas 5% do PIB, mas teve uma queda de 7,3% causada pela queda de algumas safras, como soja, arroz e fumo. Mas são fatores sazonais, porque a agricultura brasileira vai muito bem”, comentou na manha de hoje em São Paulo.

Mantega comemorou o resultado da indústria, que cresceu 1,7% no período (próximo de 6% anualizado). “A indústria cresceu bem, principalmente a indústria de transformação, que cresceu 1,9%.  Eu considero isso uma excelente  notícia porque é o primeiro resultado positivo depois de três trimestres negativos. Nos segundo, terceiro e quarto trimestres de 2011 a indústria tinha tido uma desaceleração”, destacou.
Para o ministro, o resultado da indústria indica que as medidas de estímulos que estão sendo adotadas pelo governo têm surtido efeito e farão com que a indústria em 2012 tenha um resultado melhor que em 2011.
Ele citou também os resultados positivos dos setores de serviços (+ 0,6% no trimestre ou cerca de 2,5% anualizado) e do consumo das famílias (1% no trimestre ou 4% anualizado). “O setor de serviços não cresceu mais porque um item importante, que é intermediação financeira (lucro dos bancos, financiamentos, entre outros), teve um resultado negativo”, observou.

Mantega avaliou que a intermediação financeira ainda está precária no País. “Ainda não conseguimos ter um aumento de crédito e redução das taxas de juros suficientes para estimular a economia. Porém, já estamos dando os primeiros passos nesta direção”.
O ministro apontou ainda o aumento de 1,5% das despesas de consumo da administração pública no primeiro trimestre (aproximadamente 6% anualizado). “O consumo das famílias e consumo da administração pública estão estimulando um crescimento maior da economia. Se mantido esse ritmo deverão propiciar um PIB maior”.

Investimento – Sobre o crescimento negativo da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) no primeiro trimestre, Mantega indicou que o resultado foi influenciado por dois fatores: a crise internacional, que afeta mais os investimentos, e a queda na produção e na venda de caminhões e ônibus.
“Houve a entrada em vigor do Euro 5 que exige caminhões e ônibus mais sofisticados, mais caros. O mercado ainda não está absorvendo  essa nova família”. O Euro 5 é uma norma estabelecida pela União Europeia, em vigor desde 2009, que limita a emissão de gases poluentes.
Conforme Guido Mantega, esse cenário será revertido a partir dos incentivos governamentais dados ao setor, com redução de custos e alongamento de prazos. Para comprar um caminhão hoje a taxa de juro é de 5,5% a.a. com 120 meses para pagar.

“Esse segmento vai voltar a funcionar, mas ele teve uma parada nesse primeiro momento, o  que influenciou os investimentos e a formação bruta de capital”.
O ministro da Fazenda destacou apesar do crescimento modesto da economia no primeiro trimestre o emprego foi muito bem no Brasil. “Se nós pegarmos os primeiros quatro meses do ano, tivemos a criação de 600 mil novos empregos, o que reflete o dinamismo da indústria, principalmente a construção civil, que teve um crescimento de 1,5% nesse trimestre e os serviços, que continuam indo bem e contratando mão-de-obra”.
Para Mantega é um dos melhores resultados do mundo em termos de geração de emprego. “Esse é um excelente indicador para o Brasil. Mantendo o emprego e o aumento do salário mínimo (aumento da massa salarial) nós temos um mercado consumidor que vai continuar estimulando o crescimento da economia brasileira”.

Ao comentar o aumento das importações em detrimento das exportações no primeiro trimestre, Mantega reforçou a necessidade de o governo continuar adotando medidas de defesa comercial.
“Nós tivemos uma expansão da exportação de 0,2% no primeiro trimestre e aumento das importações de 1,1%. Portanto as importações, os bens e serviços importados levaram para fora uma parte do nosso crescimento. Isso é cerca de 30% do crescimento do trimestre. O que demonstra a necessidade de continuarmos adotado medidas de defesa comercial”.

O ministro lembrou a elevação de IPI para produtos fabricados na Zona Franca de Manaus (ar condicionado, micro-ondas e motos). A medida foi anunciada ontem pela Receita Federal.
“Essa elevação de IPI  não afeta o produto fabricado no Brasil, que é zerado na Zona Franca. Atinge somente importações. Estamos garantindo que haverá um aumento de vendas de motos, ar condicionado  micro-ondas fabricados no Brasil”.
Mantega afirmou ainda que o pequeno crescimento das exportações  brasileiras reflete a crise internacional e citou que a Argentina, por exemplo, estabeleceu uma série de barreiras para importar produtos brasileiros.

Crise – O ministro traçou ainda um panorama da crise internacional e afirmou que esse ano alguns países dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) estão caminhando para a metade do crescimento que tiveram em 2011.
“Nós estamos diante de uma desaceleração de quase todos os países do mundo.  E o mais importante: uma desaceleração das economias chinesa e indiana e dos demais BRICs”.

A China, disse, está desacelerando fortemente. “O país vinha crescendo 10% em 2010, caiu para cerca de  9% em 2011 e agora em 2012 poderá crescer em torno de 7%, o que para o mundo faz um diferença.  A Índia também está desacelerando bastante (uns 30% do seu crescimento). Portanto, há um cenário de desaceleração dos países emergentes.
Para o Brasil, a expectativa do ministro é de em função das medidas de estímulo à indústria e ao crédito, e num cenário econômico mais favorável, a economia está acelerando. “ Esse primeiro semestre ficou para trás. Estamos olhando para o retrovisor, ou seja, dois meses atrás. A partir de maio o nível de atividade econômica no Brasil está acelerando”.
Ele adiantou que as vendas de veículos em maio na comparação com abril tiveram crescimento de 12,08%,. “É um grande crescimento e já demonstra o resultado das medidas de estímulos que demos ao setor automobilístico”.

Acrescentou que entre os setores da indústria que cresceram no primeiro trimestre estão aqueles que tiveram estímulos, como  linha branca e móveis. “Isso mostra que as medidas são eficazes”, reforçou.
Mantega acredita a partir do segundo trimestre será possível também perceber os impactos da redução da taxa de juros (Selic). “Temos hoje 8,5% de taxa básica de juros, a menor taxa da história.  Isso ajuda muito a economia”.

Além da queda da taxa Selic, o ministro citou o câmbio mais favorável para a indústria e os impactos do Brasil Maior, como a desoneração da folha de pagamento, como ações que terão impacto positivo no crescimento do PIB a partir do segundo semestre.
“A perspectiva que nós temos é de que no segundo trimestre a economia terá um crescimento maior do que o primeiro. Nós vamos chegar no segundo semestre com todas essas medidas de estímulo produzindo seus efeitos e com o crédito mais abundante”.

Mantega ponderou, entretanto, que o nível de crédito ainda não está num patamar adequado. Ele acredita que ele será restabelecido com mais capital de giro para as empresas e mais crédito para o consumidor brasileiro.
“No segundo semestre nós deveremos alcançar as taxas de crescimentos que nós gostaríamos para o ano todo, em torno de 4% e 4,5%. Poderemos atingir esse nível de crescimento que não conseguimos atingir no primeiro semestre”. 

 

2014---distribuição de renda

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Na formatura de Direito do governador de Goiás, num curso montado especialmente para ele, o paraninfo foi Gilmar Mendes e o convidado de honra, Demóstenes Torres; a amizade, depois, se traduziu em ações concretas no plano judicial

http://www.cloudnews.com.br

 

Repórter acusa Gilmar Mendes de montar esquema na mídia

O jornalista Leandro Fortes afirma que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), está montando um “esquema de repercussão na mídia”. A declaração do repórter da Carta Capital foi sobre a relação das denúncias de envolvimento do ex-presidente Lula em suposta tentativa de coerção ao integrante do STF, conforme noticiado na última edição da revista Veja.

Fortes avalia as notícias sobre o caso como “confusas”. Segundo o jornalista, a publicação da Editora Abril tem “cara de armação” e tem forte ligação com o ministro do Supremo. Para o repórter da Carta Capital, a imprensa está sendo “totalmente parcial” na cobertura sobre o encontro entre Mendes e o ex-presidente. “A mídia é contra o Lula”, diz.

Desde que a edição da Veja chegou às bancas no último sábado (26), com a matéria que relata a reunião entre os dois em abril, o ministro concedeu entrevistas para o Zero Hora e para o ‘Jornal Nacional’, da Globo, além da “coletiva” realizada na última terça-feira (29). Até o momento, Lula apenas comentou o caso por meio de uma nota enviada à imprensa na segunda-feira (28), na qual fala ter ficado indignado com a notícia de que estaria pressionando para o adiamento do julgamento dos réus do mensalão.

Sobre a estratégia adotada por ambas as partes, Fortes elogia a postura do ex-presidente e considera que ele não precisa falar. “O Gilmar quer chamar o Lula para um bate-boca, já o Lula não quer se envolver, não julgo a atitude dele”, argumenta o jornalista que ataca setores da comunicação. “A mídia é reacionária e observadora. Atualmente, em muitos casos ela está sendo lamentável e manipuladora, alguns até trabalham a favor de Gilmar Mendes”.

 

Bate-boca de Gilmar Mendes na mídia incomoda ministros do STF

 

É unânime o sentimento de repulsa dos magistrados que compõem o Supremo Tribunal Federal à exposição que a mais alta corte de Justiça do país tem passado com a atuação de um de seus ministros, segundo pesquisa informal realizada pelo Correio do Brasil nas últimas 48 horas. Nenhum dos 10 juristas que acompanham a trajetória do colega Gilmar Mendes se pronunciou oficialmente sobre os fatos e, dificilmente, o fará, por um entendimento de que a corte não deve se posicionar quanto aos fatos que cercam o encontro entre ele e o ex-presidente Lula. Predomina o entendimento de que o encontro entre Lula e Gilmar não foi um episódio institucional, mas pessoal e de interesses duvidosos.

Observadores da rotina dos ministros, em seus gabinetes, no entanto, atestaram ao CdB a mudança de humor dos magistrados quando o assunto é o número de entrevistas de Mendes aos veículos da mídia conservadora e a dificuldade dele se expressar sobre temas recorrentes, como o uso de aviões fretados por empresários e parlamentares, entre outros. A posição do ministro frente à corte e seus pares complica-se, a ponto de o comentarista Bob Fernandes, da TV Gazeta, considerar estranho o posicionamento de Gilmar Mendes, de desabafar sua indignação por uma suposta pressão exercida pelo ex-presidente Lula nos ombros da revista semanal de ultradireita Veja. Para ele, Gilmar deveria se dar por impedido de trabalhar no processo por já ter se manifestado a respeito.a em que teria sido pressionado a retardar o julgamento do processo do Mensalão.

Um dos principais críticos do ministro por sua tendência em usar a mídia no proveito de seus pontos de vista, o jurista Joaquim Barbosa, primeiro na escala de sucessão do STF, afirmou que não se pronunciará sobre as notícias acerca das ligações do colega Gilmar Mendes com o senador Demóstenes Torres e a possível aproximação do ministro com o esquema criminoso do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Também prefere guardar silêncio quanto à exposição do STF à mídia conservadora, no grau em que se encontra frente à proximidade de um desenlace no processo conhecido como ‘mensalão’.

Blogueiro sujo

Enquanto dissemina seu discurso nos veículos de comunicação de tendência conservadora, o ministro Gilmar Mendes também quer deter as críticas no conjunto da mídia progressista, conhecido como ‘blogosfera’. Em entrevista ao jornalista Jorge Bastos Moreno, do diário conservador carioca O Globo, Mendes partiu para o ataque. Avisou que pretende entrar com uma ação na Procuradoria-Geral da República, na qual solicitará o substrato das empresas estatais que, na tese dele, financiam os jornalistas e comentaristas de notícias que colocam em xeque a idoneidade moral, jurídica e financeira do magistrado.

– É inadmissível que esses blogueiros sujos recebam dinheiro público para atacar as instituições e seus representantes. Num caso específico de um desses, eu já ponderei ao ministro da Fazenda que a Caixa Econômica Federal (CEF), que subsidia o blog, não pode patrocinar ataques às instituições – disse, em uma aparente referência ao apresentador de um programa jornalístico na TV Record, Paulo Henrique Amorim, que edita oblog Conversa Afiada, no qual a CEF mantém um anúncio fixo.

Para Gilmar Mendes, não se trata, “nem de longe”, de uma censura imediata ao jornalista e um ataque direto à liberdade de expressão. Ele argumenta que é o contrário.

– O direito de crítica, de opinião, deve ser respeitado. Mas o ataque às instituições é intolerável – afirmou Mendes.

Na resposta de Amorim, publicada logo após o ataque de Gilmar, nesta tarde, em sua página na internet, o “blogueiro sujo” avisou que o troco será uma ação contra o adversário, no próprio STF, por “abuso de autoridade; obstrução de atividade comercial legal; tentativa de censura e delírio psicológico incontrolável, com manifestações patológicas óbvias, incompatíveis com a função que exerce”.

“Se for quem este blogueiro sujo está pensando, ele informou ao Conversa Afiada que vai entrar com um pedido de impeachment de “Gilmar Dantas” (em uma referência ao habeas corpus concedido por Gilmar Mendes ao banqueiro Daniel Dantas, condenado por formação de quadrilha, entre outros crimes) no Senado.

“Se for este bogueiro sujo mesmo, ele sugere ao “Gilmar Dantas”: renuncie, dispa-se da toga do “foro privilegiado” e venha para a arena da democracia.

“Vamos para o mano-a-mano”, aqui na planície, debater ideias e confrontar fatos – disse o blogueiro sujo, que falou com exclusividade a este Conversa Afiada.

“Se for quem este blogueiro sujo pensa, diz ele que falou assim: Ministro, saia detrás da Veja, do PiG (ou porco, na tradução em inglês da sigla de Partido da Imprensa Golpista), dessas colunas de mexerico.

“E sugeriu que Gilmar respondesse à pergunta: o que significa ‘o Gilmar mandou subir’ ?

“Se for quem este blogueiro sujo está pensando, ele pergunta, também: por que o ‘Gilmar Dantas’ não vai à PGR mover ação contra o Mauro Santayana, outro blogueiro sujo há muitos anos, que pediu ao Supremo para mandar o Gilmar embora?

“Num ponto o blogueiro sujo concorda com esse, em quem ele está pensando: não recomenda nada o Ministro ter dados dois HCs Canguru logo a quem, ao Daniel Dantas!

“Lá isso é verdade.

“Não orna”, respondeu Amorim.

 

"

É unânime o sentimento de repulsa dos magistrados que compõem o Supremo Tribunal Federal à exposição que a mais alta corte de Justiça do país tem passado com a atuação de um de seus ministros, segundo pesquisa informal realizada pelo Correio do Brasil nas últimas 48 horas. Nenhum dos 10 juristas que acompanham a trajetória do colega Gilmar Mendes se pronunciou oficialmente sobre os fatos e, dificilmente, o fará, por um entendimento de que a corte não deve se posicionar quanto aos fatos que cercam o encontro entre ele e o ex-presidente Lula. Predomina o entendimento de que o encontro entre Lula e Gilmar não foi um episódio institucional, mas pessoal e de interesses duvidosos.":

Ver tambem o post do Adamastor imediatamente abaixo.  Eles sao "unanimes" em seu silencio a respeito da falta de decoro do xuxu supremo por causa de "não deve se posicionar quanto aos fatos que cercam o encontro".  So que predomina o "entendimento" que o xuxu supremo falou a verdade.

gilmar dantas mentiu e nem eh a primeira vez.

Nunca pensei que juiz brasileiro fosse inteligente ou competente mas isso eh informacao demais pra cabeca de todos 10 deles?

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Para coronel, restaurantes têm de gastar com segurançaEle diz ainda que, além de analisar comida e higiene, cliente deve ver se local tem vigias

 

http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,para-coronel-restaurantes-tem...

E se não tiver vigia o que faço ? Levo um Pit Bull ?? Faço jejum ? Ou como um ovo frito em casa mesmo ?

Acho que nem vou ligar se o restaurante não tem higiene ou comida boa, dane-se,  o importante é ter vigia.

Melhor é ter diarréia por causa da comida...

Dos males o menor.

 

Se era pra ridicularizar o militar entrevistado, o estadao so teve sucesso com idiotas mesmo.  Nem sequer uma palavra do que a reportagem mostra oferece qualquer sombra de sustentacao aa ridicula chamada.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Do PT.

Brasil Sem Miséria completa um ano com 687 mil novas famílias incluídas no Bolsa Família Tereza Campello, ministra do Desenvolvimento Social (Foto: Ubirajara Machado/MDS)Além de transferência de renda, plano de superação da extrema pobreza tem ações de inclusão produtiva e amplia acesso a serviços básicos

O Plano Brasil Sem Miséria completa um ano em 2 de junho, com todas as suas metas iniciais superadas, com destaque para a busca ativa, que localizou e incluiu 687 mil famílias extremamente pobres no Programa Bolsa Família. “Conseguimos superar nossa expectativa de localizar 640 mil famílias até dezembro. Invertemos a lógica de esperar as pessoas baterem à porta do Estado para alcançar os mais pobres dos pobres”, destaca a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

“Só vamos ficar satisfeitos quando atingirmos de fato a meta de superação da extrema pobreza pelos 16,2 milhões de pessoas que se encontram nessa situação até 2014”, afirmou a ministra, em Brasília, ao apresentar retrospectiva e avaliação dos resultados de um ano de Plano Brasil Sem Miséria, nesta quinta-feira (31).

Além de Tereza Campello, participaram da coletiva os ministros Alexandre Padilha (Saúde), Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário), Fernando Bezerra (Integração Nacional) e José Henrique Paim (secretário executivo do Ministério da Educação).

A ministra acredita que será possível localizar as 800 mil famílias que, segundo o IBGE, atendiam aos critérios do Bolsa Família, mas não recebiam o beneficio em 2010. “Ainda não atingimos essa meta porque algumas cidades têm problemas de grandes territórios, como na região amazônica, e muitos municípios não se mobilizaram para ir atrás dessas pessoas”, explicou Tereza Campello. Ela observou que, ao contrário do que se acreditava, 75% das famílias localizadas moram em centros urbanos, cidades acima de 100 mil habitantes e no Nordeste. Mesmo assim, a estimativa superou a expectativa.

A ação Brasil Carinhoso vai ampliar os recursos do Bolsa Família para as famílias extremamente pobres com filhos de até 6 anos, garantindo renda mensal de R$ 70 por pessoa. A medida resultará, de imediato, em redução de 40% na extrema pobreza. “O impacto será ainda maior na primeira infância: 2,7 milhões de crianças extremamente pobres de 0 a 6 anos sairão da miséria”, assinala Tereza Campello. Os recursos começam a ser pagos em junho no cartão do Bolsa Família.

A ampliação de vagas em creches públicas e conveniadas, por meio do Brasil Carinhoso, outra prioridade do Brasil Sem Miséria, foi destacada pelo secretário executivo do Ministério da Educação (MEC), José Henrique Paim. “O governo está antecipando, para vagas novas, os valores do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) repassados por aluno/ano matriculados em creches públicas ou conveniadas”, acrescentou.

Também cresceram 50% os recursos destinados às crianças beneficiárias do Bolsa Família em creches públicas ou conveniadas. Elas receberão valor adicional de R$ 1.362 ao ano. Outra medida foi o reforço de 66% no valor repassado para alimentação escolar de todas as crianças matriculadas em creches públicas e conveniadas.

O secretário do MEC ressaltou ainda a parceria com o MDS visando ao Mais Educação, que prevê turno integral em escolas com maior número de alunos beneficiários do Bolsa Família. “Em 2011, eram 30% de instituições de ensino com esse programa. Este ano, chegamos a 60%”, revelou. A ação reforça a melhoria do ensino para os beneficiários do programa de transferência de renda.

Inclusão produtiva – Para qualificar a população pobre em idade economicamente ativa, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) Brasil Sem Miséria registou 123 mil inscrições em cursos de qualificação em todos os estados brasileiros. São cursos nas áreas de construção civil, serviços, hotelaria, comércio, indústria, bares, restaurantes e cuidados com idosos, entre outros.

Na área rural, o Brasil Sem Miséria está beneficiando mais de 250 mil famílias de agricultores – 1 milhão de pessoas extremamente pobres – com a oferta de assistência técnica, sementes e recursos para a aquisição de equipamentos, além de água para beber e produzir. O plano já entregou 111 mil cisternas em apenas um ano na região do Semiárido, contra média anual de 47 mil entre 2003 e 2010.

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, disse que não só o Bolsa Família, mas políticas como a correção do salário mínimo, aposentadoria rural e empregos gerados por obras de infraestrutura estão ajudando a população do Semiárido a enfrentar uma das piores secas dos últimos anos. Mesmo assim, acrescentou, o governo federal está adotando uma série de medidas para ajudar os 4 milhões que moram nas regiões afetadas pela seca.

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, adiantou que a meta de atendimento de 167 mil famílias com assistência técnica – prevista para 2013 – será antecipada para este ano. Essas ações significam tanto mais alimento de qualidade que impacta na segurança alimentar, explicou Vargas, quanto instrumentos para venda do excedente que gera renda e contribui com a produção. “O apoio à inclusão produtiva para transformar os moradores das áreas rurais em agricultores familiares é uma caminhada, mas é o nosso horizonte.”

Serviços públicos

Com o Brasil Sem Miséria, a expansão de políticas públicas de saúde, educação e assistência social, entre outras, passou a priorizar os territórios mais pobres, onde o governo federal promoveu, por exemplo, a instalação de 2.077 novas Unidades Básicas de Saúde.

O ministro da pasta, Alexandre Padilha, enfatizou que resultados como a redução de 21% dos óbitos maternos ocorreram devido à articulação da área de saúde com o Bolsa Família. “Existe essa relação direta por causa da exigência das condicionalidades, que aumentou o pré-natal entre as beneficiárias do programa.”

(Ascom/MDS)

 

zanuja

Do Estadão.

Condenados por corrupção e lavagem de dinheiro não passam de 500, aponta CNJLevantamento foi feito com base em informações encaminhadas pelos tribunais estaduais e federais do País01 de junho de 2012 | 18h 35

 Mariângela Gallucci, de O Estado de S.Paulo

 


Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que no ano passado 207 pessoas foram condenadas definitivamente pela Justiça brasileira por envolvimento com crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Outros 268 foram condenados de forma definitiva por participação em atos de improbidade administrativa.

"O número de condenações é ínfimo", afirmou o conselheiro do CNJ Gilberto Martins Valente, responsável pela divulgação dos dados. "Temos de verificar quais entraves o Judiciário enfrenta para julgar as ações", disse. "A estrutura não está funcionando e temos de saber os motivos."

O CNJ fez o levantamento com base em informações encaminhadas pelos tribunais estaduais e federais do País. De acordo com os dados disponibilizados pelos órgãos federais, em 2011 foram recebidas 229 denúncias por corrupção e lavagem de dinheiro. Na Justiça Estadual, as denúncias aceitas totalizaram 1.512.

Em relação às ações por improbidade administrativa, em 39% das condenações foi determinado o ressarcimento dos valores ao erário, num total de R$ 36 milhões. A maioria das condenações envolveu prefeitos e ex-prefeitos. "Na Justiça Federal, 23% terão de devolver até R$10.000,00 e 4% mais de R$ 500 mil, enquanto que na Justiça Estadual, 34% devolverão até R$10.000,00 e 6% mais de R$ 500 mil", informou o CNJ.

A maioria dos condenados por improbidade praticou atos contrários a princípios da administração pública. Mas também foram registradas condenações por enriquecimento ilícito e por prejuízos ao erário. "É uma lei inovadora, que merece todo aplauso. Mas no que se refere à sua efetividade, é motivo de preocupação para nós", disse Valente, durante a apresentação do levantamento num seminário realizado em Brasília nesta semana.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que também participou do seminário, disse que o sistema político-eleitoral brasileiro gera improbidade administrativa. "Esse sistema vai na direção contrária aos valores da Constituição Federal porque cria uma tal situação de promiscuidade no momento da captação dos recursos eleitorais que ela é geradora da improbidade, seja no momento da eleição, seja depois", afirmou o ministro.

Valente concorda. "Temos de melhorar o sistema eleitoral brasileiro, a forma de financiamento das campanhas e a transparência. Temos também de melhorar a lei processual civil e penal, que permitem inúmeros recursos", disse.

Conforme os dados do CNJ, o tempo médio de tramitação do processo até a condenação por improbidade foi superior à maioria dos mandatos eletivos. Na Justiça Federal, as ações demoraram em média 4 anos e 11 meses. Na Estadual, 6 anos e meio. "Observa-se que na Justiça Federal 21% das condenações foram proferidas em menos de dois anos, enquanto que na Justiça Estadual foram proferidas apenas 7% das condenações nesse período", ressaltou o CNJ.

O levantamento do conselho também abrange os processos existentes em tribunais contra autoridades. No Brasil, graças ao foro privilegiado, as autoridades somente podem ser investigadas e processadas perante tribunais. As ações penais existentes contra autoridades em 2011 totalizavam 1.357 na Justiça Federal e 26.259 na Estadual.

 

zanuja

"Condenados por corrupção e lavagem de dinheiro não passam de 500":

Tudo baixo clero tambem.  Nao vou cansar de repetir:  chegou no judiciario?  Ja era.  Ele EH ARQUITETADO PRA CORRUPCAO.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Do Estadão.

Mãe de vítima emociona na instalação da Comissão da Verdade de Pernambuco'Onde está meu filho?', pergunta Elzita Santa Cruz, 98 anos, dos quais 38 aguardando a resposta01 de junho de 2012 | 20h 44

 Angela Lacerda, da Agência Estado

RECIFE - Elzita Santa Cruz, 98 anos, representante dos mortos e desaparecidos no período da ditadura militar, deu o tom de emoção à instalação da Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Hélder Câmara, na tarde desta sexta-feira, 1º, nos jardins do Palácio do Campo das Princesas. "Onde está meu filho?" perguntou ela, que aguarda uma resposta há 38 anos, desde o desaparecimento de Fernando Santa Cruz, sequestrado no dia 23 de fevereiro de 1974, no Rio de Janeiro.


 

 

A solenidade contou com a presença do ex-governador, senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) - que está em processo de reaproximação com o governador Eduardo Campos (PSB) - da presidente da Comissão Parlamentar da Memória e da Verdade, Luiza Erundina, e do membro da Comissão nacional da Verdade, José Paulo Cavalcanti.

 

O arcebispo e Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, também prestigiou a instalação da comissão estadual, que deverá ter como um dos focos prioritários de trabalho a investigação do assassinato do padre Antonio Henrique Pereira Neto, em 1969. Auxiliar de Dom Hélder Câmara, padre Henrique foi seqüestrado, torturado e morto pelo Comando de Caça aos Comunistas (CCC). Nenhum dos acusados pelo crime foi condenado, apesar de provas e testemunhos. O pedido de investigação será feito por Saburido.

 

"É fundamental contar às novas gerações o que ocorreu para fortalecer democracia", disse o governador Eduardo Campos (PSB). "Não é tempo de revanche, mas de contar a verdade". Segundo ele, a comissão estadual vai atuar em sintonia com a comissão nacional.

 

zanuja

Do Estadão.

 

Perillo deve abrir próprio sigilo, diz petista após denúncia

Líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP), defende acesso de CPI às informações do governador de Goiás; jornalista diz que empresa ligada a Cachoeira pagou por serviço feito em campanha eleitoral

01 de junho de 2012

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Lilian Venturini, do estadão.com.br

A denúncia de que empresa ligada ao contraventor Carlinhos Cachoeira teria feito pagamento por serviços de campanha do governador goiano Marconi Perillo (PSDB) reforça a necessidade de quebra de sigilo do tucano, afirmou o líder do PT na Câmara, o deputado Jilmar Tatto (SP). "Como ele (Perillo) já se colocou à disposição (da CPI), espero que ele tome a iniciativa e disponibilize o sigilo dele", complementou o deputado.

Marconi Perillo (à dir.) entregou defesa por escrito ao presidente da CPI, senador Vital do Rêgo - Divulgação - 29.05.2012

Divulgação - 29.05.2012

Marconi Perillo (à dir.) entregou defesa por escrito ao presidente da CPI, senador Vital do Rêgo

Conforme reportagem do Estado publicada nesta sexta-feira, 1º, o jornalista Luiz Carlos Bordoni diz ter recebido R$ 45 mil da Alberto e Pantoja, empresa fantasma que segundo a Polícia Federal era controlada por Cachoeira, pelos serviços de publicidade realizados em 2010. O governo goiano afirmou desconhecer a dívida e que a empresa não pagou qualquer despesa de campanha de Perillo.

Em sessão da CPI realizada na quarta-feira, 30, parlamentares adiaram a votação da quebra dos sigilos telefônico, bancário e fiscal de Marconi Perillo. A oposição alegou que a liberação das informações só deveria ocorrer após a ida do governador à comissão, marcada para o dia 12 de junho. "Espero que a comissão, especialmente o PMDB, concorde com a quebra. Se não começa a ficar esquisito", disse Jilmar Tatto.

Na manhã desta sexta, em entrevista à Rádio Estadão ESPN, o presidente do PSDB, o deputado Sérgio Guerra (PE), afirmou desconhecer o teor da acusação feita pelo jornalista goiano, mas disse ter confiança de que Perillo esclarecerá o episódio. "Ele (o governador) tem disposição de ser investigado e de prestar depoimento. Ele tem nossa confiança e tem que esclarecer todos os fatos que forem levantados contra ele", afirmou.

 

 

zanuja

Do Estadão.

Coaf detecta dinheiro do governo de Goiás para Carlinhos Cachoeira

Relatório aponta que uma das empresas do contraventor tinha contrato no valor de R$ 1,3 mi

01 de junho de 2012 | 22h 46

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Fábio Fabrini, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda, mostra que uma das empresas do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, recebia dinheiro do governo de Goiás entre o primeiro e o segundo mandatos do governador Marconi Perillo (PSDB), que administrou o Estado de 1999 a 2002, reelegendo-se para o período de 2003 a 2006.

Suspeita de existir como empresa de fachada para evasão de divisas e lavagem de dinheiro, a BET Capital obteve R$ 1,3 milhão em depósitos da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop) entre 2002 e 2005. A CPI do Cachoeira pretende apurar se os recursos têm como origem serviços efetivamente prestados ao governo goiano.

Dono de participação societária da BET por meio da Teclogic Tecnologia Eletrônica, Cachoeira era o representante legal da empresa. As escutas da Operação Monte Carlo, desencadeada pela Polícia Federal já no terceiro mandato de Perillo (a partir de janeiro de 2011), mostram que o contraventor tinha influência na Agetop. Num dos grampos, ele informa ter feito empréstimo de R$ 600 mil ao presidente do órgão, Jayme Rincon, que nega ter recebido dinheiro.

A BET incorporou em 2003 a Capital Construtora e Limpeza Ltda., cujos sócios eram Lenine Araújo de Souza e Sebastião de Almeida Ramos Júnior, irmão de Cachoeira. Os dois são acusados de participação no esquema do contraventor.

De acordo com a Agetop, a Capital Construtora tocou duas obras para o órgão. A primeira, de 1999 a 2003, para a pavimentação da rodovia GO-338, ao custo de R$ 2,2 milhões. A segunda, entre 2001 e 2003, para a construção de uma ponte na GO-347, por R$ 1 milhão. A agência sustenta que os contratos foram firmados após concorrência e que os serviços foram prestados e pagos em sua integralidade.

O relatório do Coaf diz que a BET realizou movimentações financeiras incompatíveis com o patrimônio, a atividade econômica e a capacidade financeira. Além disso, foram identificadas operações em paraíso fiscal usado por empresas que querem lavar dinheiro. Entre 2002 e 2005, a empresa recebeu R$ 5,3 milhões em transações do exterior. Sua sócia majoritária, a BET CO., tem sede na Coreia do Norte.

Esquema. O Coaf registra também transferências frequentes a título de “doação”. A CPI quer investigar se a quadrilha enviou dinheiro ao exterior fazendo-o retornar às mãos dos donos por meio de empréstimos fictícios feitos pela BET. A empresa “emprestou” a Cachoeira, por exemplo, cerca de R$ 10 milhões, não declarados e não suportados pela sua contabilidade. “Parece ser uma triangulação entre os mesmos”, diz o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), integrante da comissão.

A BET também fez repasse vultoso a André Teixeira Jorge, o Deca, funcionário da Delta em Goiás, apontado pela PF como responsável por pagamentos a agentes públicos. À Receita Federal, ele declarou um incremento em seus bens e direitos, proveniente de um empréstimo de R$ 300 mil, feito em 2008. No mesmo ano, adquiriu cotas de três empresas de comunicação.

Deca trabalhou entre 2000 e 2006 no laboratório Vitapan, que seria de Cachoeira. Em 2010, foi contratado pela Delta, mas, conforme a PF, trabalharia para a organização criminosa.

 

 

zanuja

A  mesma matéria na Época sem Serra e o PSDB

Da Revista Época.

Tesoureiro do PT pediu ajuda a Pagot para campanha de DilmaJosé de Filippi Júnior (PT-SP) recorreu ao então diretor do Dnit, Luiz Antonio Pagot, em busca de doações de construtoras. Meses depois, Pagot foi demitido por suspeita de corrupção

MURILO RAMOS E LEANDRO LOYOLA

inShare10Enviar por e-mail|Imprimir|Comentários  Igo Estrela/ÉPOCA) Luiz Antonio Pagot: “Fui um colaborador espontâneo”  (Foto: Igo Estrela/ÉPOCA)

Durante a campanha eleitoral de 2010, o petista José de Filippi Junior, responsável por arrecadar dinheiro para a então candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, procurou Luiz Antônio Pagot, então diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit), em busca de ajuda para conseguir doações. Pagot disse a ÉPOCA que Fillipi pediu a ele que buscasse recursos junto a entidades do setor da construção civil e forneceu o número de contas bancárias. Como diretor do Dnit, Pagot tinha sob sua responsabilidade cerca de R$ 10 bilhões para gastar em milhares de obras em rodovias, executadas por empresas dessa área. Pagot tinha acesso privilegiado a diretores dessas empresas.

saiba mais

Pagot afirma que, após a conversa com Filippi, reuniu-se com seis sindicatos de empresas da construção civil. Entre eles estão os sindicatos de São Paulo e de Mato Grosso, seu estado de origem. Pagot diz ter se reunido também com representantes da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor). “Fui um colaborador espontâneo”, afirma Pagot. De acordo com Pagot, graças a seu trabalho, entre 20 e 30 empresas medianas colaboraram com a campanha de Dilma. Ele diz que Fillipi recebia boletos de depósitos de empreiteiras que se dispuseram a fazer doações para a campanha.

Em nota enviada por sua assessoria a ÉPOCA, o deputado federal José de Fillipi Júnior (PT-SP) afirma que foi apresentado a Pagot no comitê da campanha presidencial, antes do primeiro turno da eleição. Filippi diz que, naquela ocasião, Pagot ofereceu à campanha três aviões do então governador de Mato Grosso (atualmente senador), Blairo Maggi (PR), seu padrinho político. Mas a oferta de Pagot, segundo Fillipi, não se concretizou. O deputado federal Fillipi afirma, ainda, que teve um segundo encontro com Pagot, após as eleições. Segundo ele, o objetivo da conversa foi “buscar recursos para saldar as dívidas da disputa eleitoral”. Na ocasião, a campanha devia cerca de R$ 28 milhões.

Filippi diz que, como resultado do “esforço de Pagot”, as empresas da família do senador Blairo Maggi ajudaram o combalido caixa petista com R$ 1 milhão. A Amaggi Exportação e Importação Ltda doou R$ 700 mil no dia 25 de novembro. No dia seguinte, a Agropecuária Maggi compareceu com R$ 300 mil. Fillipi nega ter recebido boletos de depósitos das empreiteiras, como afirma Pagot. Diz ele, em uma nota: “todo o processo de doação eleitoral é eletrônico e identificado pelas instituições bancárias. Assim, a coordenação financeira tinha acesso “online” aos depósitos feitos”.

O Dnit é um dos órgãos mais cobiçados pelos políticos. Trata-se do braço do Ministério dos Transportes responsável por construir e reformar rodovias e ferrovias em todo o país. Seu orçamento este ano é de cerca de R$ 15 bilhões. Pagot chegou ao Dnit por indicação de Blairo Maggi, em um acordo entre o PR e o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, sabe-se que, em 2010, Pagot foi procurado pelo partido do governo para usar sua posição privilegiada no governo para conseguir dinheiro para a campanha da candidata do governo. Na versão de Filippi, Pagot teria oferecido ajuda financeira de seu padrinho político à campanha da candidata do governo.

Meses depois de ajudar na campanha, Pagot acabou demitido do Dnit. Ele foi acusado de participar de um esquema do PR, que consistia em propina a fornecedores do governo. Em entrevista a ÉPOCA em abril, Pagot afirmou que havia sido afastado da direção do Dnit “através de uma negociata de uma empreiteira com um contraventor”. Pagot se refere à construtora Delta e a conversas captadas pela Polícia Federal entre o bicheiro Carlos Augusto de Almeida Castro, o Carlinhos Cachoeira, e o então diretor da Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu. Nos diálogos, Cachoeira afirma ter plantado notícias contra Pagot na imprensa. Ele e Abreu comemoram a decisão da presidente Dilma Rousseff de afastar Pagot, e outros suspeitos de corrupção, do Ministério dos Transportes. Pagot resistiu a deixar o cargo. Ele afirma que Filippi nunca ligou para agradecer seu trabalho na campanha. “Não é o estilo dele”, diz. “O estilo dele é ‘usa e joga fora’”.

 

zanuja

Presa e torturada no Rio, presidente Dilma receberá pedido de desculpas de Sérgio Cabral

   Governador entregará carta para 120 pessoas por abusos sofridos na ditadura militar   

A presidente Dilma Rousseff (PT) faz parte da lista de 120 pessoas que receberão cartas com um pedido de desculpas do governador Sérgio Cabral (PMDB) pelos abusos contra os direitos humanos ocorridos durante a ditadura militar (1964-1985) no Rio. A cerimônia está marcada para a próxima segunda-feira (4) no estádio Caio Martins, em Niterói, região metropolitana.
 
O local serviu de prisão política após o golpe militar em 1964. A presidente, que foi presa e torturada por agentes da repressão no Rio, ainda não confirmou a sua presença no evento. 
 
Além das desculpas, os ex-presos políticos receberão uma indenização de R$ 20 mil. Segundo a Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, desde 2001, quando a Lei Estadual de reparação foi criada, 1.113 pessoas entraram com o pedido de indenização. 
 
Deste total, 650 indenizações já foram pagas e restam 245 até o fim de 2013.

http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/presa-e-torturada-no-rio-presidente-dilma-recebera-pedidos-de-desculpas-de-sergio-cabral-20120601.html


 

Da Revista IstoÉ

As confissões de PagotEm entrevista à ISTOÉ, o ex-diretor do DNIT, hoje consultor, denuncia caixa 2 na campanha do PSDB e conta que, em 2010, quando estava na direção do órgão, arrecadou junto às empreiteiras para a campanha do PTpor Claudio Dantas Sequeira

 

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"Todos os empreiteiros do Brasil sabiam que o
Rodoanel financiava a campanha do Serra"
Luiz Antônio Pagot

Desde o início do ano, o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) Luiz Antonio Pagot tem prestado consultoria em projetos de navegação fluvial. Os negócios vão bem, mas a incursão no setor privado ainda não foi suficiente para apagar a mágoa que guarda pela maneira como deixou o governo, no rastro do escândalo de corrupção no Ministério dos Transportes. Casado, pai de uma filha, o economista, que é oficial reformado da Marinha, considera-se um técnico competente, de confiança, e diz que nutria pelo governo uma fidelidade quase canina. Mas a demissão, que classifica como “traição mortal”, alimenta agora um sentimento de vingança. E motivou Pagot, nos últimos dois meses, a fazer uma série de depoimentos à ISTOÉ. Em três encontros com a reportagem num hotel em Brasília, todos gravados, Pagot contou detalhes sobre a forma como, no exercício do cargo, foi pressionado pelo governo de José Serra a aprovar aditivos ilegais ao trecho sul do Rodoanel. A obra, segundo ele, serviu para abastecer o caixa 2 da campanha de José Serra à Presidência da República em 2010. “Veio procurador de empreiteira me avisar: ‘Você tem que se prevenir, tem 8% entrando lá.’ Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin”, disse Pagot. Nas conversas com ISTOÉ, Pagot também afirmou ter ouvido do senador Demóstenes Torres um pedido para que o ajudasse a pagar dívidas de campanha com a Delta com a entrega de obras para a construtora. Mas nem o aditivo de R$ 260 milhões para o trecho sul do Rodoanel foi liberado pelo DNIT – embora tenha sido pago pelo governo de São Paulo – nem o favor a Demóstenes foi prestado, segundo Pagot. Porém, ele não resistiu ao receber uma missão do comitê de campanha do PT durante as eleições de 2010. Pagot disse que, quando ocupava a diretoria do órgão que administrava bilhões em obras públicas em todo o País, recebeu do tesoureiro da campanha do PT, deputado José De Filippi (SP), um pedido para arrecadar recursos junto às empreiteiras. “Cada um doou o que quis. Algumas enviavam cópia do boleto para mim e eu remetia para o Filippi. Outras diziam ‘depositamos’”, afirmou. As doações, no entanto, teriam sido feitas pelas vias legais, de acordo com o ex-diretor do DNIT.

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CAIXA 2
Segundo Pagot, empreiteiro confirmou que 8% da verba para o trecho
sul do Rodoanel era desviada para a candidatura de Serra ao Planalto

Os segredos que Pagot guardava até agora ajudam a explicar por que a CPI do Cachoeira adiou deliberadamente sua convocação. Ele diz que está pronto para falar tudo e desafia: “Duvido que me chamem. Muitos ali têm medo do que posso contar.” Nas entrevistas à ISTOÉ Pagot forneceu detalhes dos encontros com o tesoureiro do PT, José De Filippi. Ele contou que, em meados de 2010, foi chamado ao QG petista, no Lago Sul, onde foi apresentado a Filippi, que lhe pediu ajuda para passar o chapéu entre as empreiteiras. Dias depois, revelou, os dois voltaram a se reunir no DNIT, onde Pagot lhe apresentou uma lista com cerca de 40 empreiteiras médias e grandes que tinham contrato com o órgão. Ao analisar hoje a prestação de contas da campanha, Pagot identifica ao menos 15 empresas que abasteceram a campanha do PT a pedido seu: Carioca Engenharia, Concremat, Construcap, Barbosa Mello, Ferreira Guedes, Triunfo, CR Almeida, Egesa, Fidens, Trier, Via Engenharia, Central do Brasil, Lorentz, Sath Construções e STE Engenharia. Elas doaram cerca de R$ 10 milhões, segundo a prestação de contas apresentada pelo PT ao TSE. Filippi disse à ISTOÉ que realmente foi apresentado a Pagot no comitê da campanha durante o primeiro turno da eleição. “Mas a conversa tratou da proposta de Pagot de a campanha receber três aviões do Blairo Maggi”, disse Filippi, que negou ter recebido boletos de depósitos. “Num segundo encontro, depois da eleição de Dilma, ficou acertado que Pagot buscaria recursos para saldar dívidas da campanha eleitoral”, admite Filippi.

"Teve uma reunião no DNIT. O Paulo Preto (diretor da Dersa) apresentou
a fatura de R$ 260 milhões. Não aceitei e começaram as pressões"

Luiz Antônio Pagot

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PRESSÃO
Em 2009, o então diretor da Dersa, Paulo Preto, solicitou
uma audiência no DNIT. Queria um aditivo para o Rodoanel

Com os tucanos paulistas foi diferente. Os pedidos eram para um caixa 2 e ele se recusou a atendê-los. Pagot contou à ISTOÉ que recebeu pressões para liberar R$ 264 milhões em aditivos para a conclusão do trecho sul do Rodoanel. Segundo ele, em meados de 2009, o então diretor da Dersa, empresa paulista responsável pelas estradas, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, solicitou uma audiência no DNIT. Levou assessores, engenheiros e um procurador para tentar convencer Pagot a liberar a quantia. Até então, a obra tinha consumido R$ 3,6 bilhões, sendo R$ 1,2 bilhão em repasses da União. Acompanhado do diretor de Infraestrutura Rodoviária, Hideraldo Caron, Pagot disse que o governo não devia mais nada à Dersa. Quarenta dias depois, houve nova reunião, no Palácio dos Bandeirantes, na qual tentaram recolher sua assinatura num Termo de Ajuste de Conduta (TAC), apresentado pelo Ministério Público Federal. “A partir daí começaram as pressões”, diz Pagot. Ele diz que recebia telefonemas constantes, não só de Paulo Preto, mas do deputado Valdemar Costa Neto (PR/SP), do ministro Alfredo Nascimento e de seu secretário-executivo, hoje ministro Paulo Sérgio Passos. O caso foi parar no TCU, que autorizou a Dersa a assinar o TAC, condicionando novos aditivos à autorização prévia do tribunal e do MP. Pagot recorreu à AGU, que em parecer, ao qual ISTOÉ teve acesso, o liberou de assinar o documento.

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ARRECADAÇÃO PETISTA
De acordo com Pagot, o tesoureiro do PT, José De Filippi,
pediu para ele arrecadar junto às empreiteiras

Em meados de 2010, almoçando uma dobradinha no tradicional restaurante Francisco, em Brasília, o procurador de uma empreiteira adicionou para Pagot um elemento novo à já suspeita equação do Rodoanel. O interlocutor, segundo o ex-diretor do DNIT, revelou que no convênio haveria um percentual para abastecer a campanha de Serra. “Aquele convênio tinha um percentual ali que era para a campanha. Todos os empreiteiros do Brasil sabiam que essa obra financiava a campanha do Serra”, disse. Consulta ao TSE mostra que o comitê de Serra e do PSDB receberam das empreiteiras que atuaram no trecho sul do Rodoanel quase R$ 40 milhões, em cifras oficiais. O representante de uma empreiteira que participou do Rodoanel confirmou à ISTOÉ que manteve contatos com Pagot reivindicando o aditivo. 
Questionado por ISTOÉ, Valdemar Costa Neto confirmou os contatos. Disse que atua “junto à administração pública em favor da liberação de recursos para investimentos que beneficiem” sua região. Nascimento, por sua vez, admitiu ter sido procurado por dirigentes do governo de São Paulo para discutir o aditivo, mas garante que refutou o pedido. Passos negou qualquer pressão.

"Apresentei para Filippi (tesoureiro do PT) uma lista
de 40 empresas. Tinha que ter volume"

Luiz Antônio Pagot

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RESPALDO
A AGU, de Luis Adams, liberou o DNIT de assinar o aditivo para obra em São Paulo

A metralhadora giratória acionada por Pagot também atinge a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Ele diz que, em 2010, quando Ideli era candidata ao governo de Santa Catarina, ela pediu uma audiência no DNIT para tratar de três convênios do órgão no Estado, e, ao final do encontro, solicitou que a ajudasse também na arrecadação de recursos. “Ela queria que eu chamasse as empreiteiras e pedisse para pôr dinheiro na campanha dela”, afirma. Como se negou a ajudá-la, Pagot acha que Ideli ficou ressentida e passou a miná-lo quando chegou ao Planalto. Por meio de nota, Ideli negou que tenha recorrido a Pagot para solicitar recursos.

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VERBA PARA A CAMPANHA
Então candidata ao governo de Santa Catarina,
Ideli Salvatti também teria recorrido a Pagot

Mas as pressões em cima do diretor do DNIT não vinham apenas do PT e do PSDB. Outra confissão de Pagot diz respeito a um jantar que teve com Demóstenes (ex-DEM) e a cúpula da construtora Delta no ano passado. Ao final do encontro, Demóstenes teria chamado Pagot para uma conversa privada, num cômodo de sua casa. Na conversa, Demóstenes disse que estava com dívidas com a Delta e que precisava “carimbar alguma obra para poder retribuir o favor” que a construtora fez para ele na campanha. Como se vê, o DNIT era um tesouro cobiçado por muita gente.

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zanuja

Do Opera Mundi.

Retorno de partido de Pinochet aumenta pressão militar sobre PiñeraEles querem o reconhecimento de "méritos" da ditadura e o cumprimento de supostas promessas de campanha     

 

Reprodução
O único partido político no qual militou o ditador Augusto Pinochet durou apenas sete anos e em sua única eleição conseguiu apenas 57 mil votos. Vinte anos depois da dissolução, seus líderes voltaram a recolher assinaturas e pretendem anunciar em 10 de junho oficialmente a volta ao cenário político da Avançada Nacional, o partido ultranacionalista chileno.

O anúncio do retorno acontece durante um encontro organizado por militares retirados, onde acontecerá também uma homenagem a Pinochet do Clube Militar do Chile. O esquema de segurança deve ser reforçado, já que organizações ligadas aos direitos humanos convocaram manifestações de repúdio.

O retorno da Avançada Nacional é visto por especialistas entrevistados pelo Opera Mundi como uma forma de pressionar o governo de direita de Sebastián Piñera a reconhecer méritos econômicos e sociais da ditadura e cumprir com supostas promessas, feitas durante a campanha, de indultos a militares condenados por torturas e assassinatos.

Para a professora Francisca Quiroga, cientista política do IAP (Instituto de Assuntos Públicos da Universidade do Chile), a nova iniciativa dos ultranacionalistas é um reflexo da incapacidade do atual governo em impor o conceito de nova direita democrática difundido na última campanha presidencial.

Quiroga diz que não foi uma promessa vã, e que “a coalizão de Piñera vem tentando, desde o primeiro time ministerial, se desmarcar dos pinochetistas históricos”, mas a falta de habilidade política para resolver tanto os conflitos políticos internos como as crises sociais do país, “criou novas tensões, que permitem a esses grupos absolutamente minoritários, mas que possuem certo poder econômico, voltar a pressionar politicamente e tentar impor algumas bandeiras”.

Um dos principais ideólogos da direita chilena, o jornalista Hermógenes Pérez de Arce, que foi amigo pessoal de Pinochet, defendeu esta teoria em seu blog, ao se referir ao pedido de perdão feito pelo presidente chileno durante sua prestação de contas ao Congresso Nacional, em 21 de maio: “Para quem Piñera pediu perdão? Teria sido para a “família militar”, a quem ele prometeu velar por juízos que não se eternizassem e que se aplicassem as devidas prescrições e indultos? Assim espero, pois a pior de suas promessas não cumpridas foi a que fez aos presos políticos uniformados”.

O manifesto de refundação do partido, lançado recentemente na internet, fala com orgulho de Pinochet como o primeiro militante do partido. Um dos trechos do manifesto defende que “os partidos existentes têm sido reticentes e negativos ao se referirem aos grandes acertos do Governo Militar (...) a falta de intenções e trabalho político efetivo para dar respostas aos problemas públicos com visão de Estado fizeram com que problemas que requerem grande sensibilidade, como a falta de unidade, de reencontro dos chilenos com o nacionalismo, de probidade administrativa, além da delinquência, da imigração ilegal, entre outras desventuras, têm afetado profundamente a nossa sociedade”.

Segundo a professora Quiroga, o discurso da Avançada Nacional não tem apelo eleitoral, pois não tem grandes ambições nesse sentido. “Além disso, os ultranacionalistas sempre foram rivais da direita econômica, que está no poder hoje, o que torna difícil a incorporação formal do partido na aliança de governo”.

 

 

Quiroga vê a possível atuação do partido mais ligada a ações específicas em favor das ideias defendidas por seus militantes, citando inclusive alguns fatos recentes, como as homenagens a ex-militares condenados por torturas e assassinatos, as mudanças de conteúdos escolares que classificavam o regime de Pinochet como ditadura e as barreiras e questionamentos à nova lei antidiscriminação, que tramita atualmente no Congresso.

A história da Avançada

A Avançada Nacional nasceu em 1984, por iniciativa principalmente de militares. E é justamente de um deles que vem a iniciativa de reativar o partido. Ninguém menos que o antigo chefe de operações especiais da CNI (Central Nacional de Informações), o ex-major Álvaro Corvalán, condenado a prisão perpétua por crimes contra os direitos humanos, mas que, segundo rumores veiculados na imprensa chilena, seria um dos responsáveis por organizar o evento em homenagem a Pinochet, de dentro da prisão.

Durante a ditadura, a Avançada Nacional chegou a ter 73 prefeitos designados e alguns poucos ministérios. Os ultranacionalistas enfrentavam forte resistência da direita econômica, principalmente dos chamados “Chicago Boys” - ministros das áreas econômicas da ditadura chilena, todos pós-graduados em economia pela Universidade de Chicago com o professor Milton Friedman, um dos gurus do neoliberalismo -, que os consideravam estatistas.

Quando foi lançado o plebiscito de 1988, que terminaria com a vitória do “Não” e o fim da ditadura, a Avançada Nacional foi um das forças mais ativas na campanha do “Sim” à manutenção do regime. No lançamento dessa campanha, Pinochet dedicou elogios ao partido: “Esta Avançada eu vi nascer e hoje está madura e robusta, mas devemos semear mais energia, suficiente para que seja a primeira força, o primeiro partido político, o maior de todos”.

Na única experiência eleitoral do partido, em 1989 (então presidido por Álvaro Corvalán), não foi lançado um candidato presidencial próprio, e a participação se limitou ao pleito legislativo, no qual reuniram 57.574 votos, equivalentes a 0,85% do eleitorado, o que impediu a legenda de alcançar uma mínima representação parlamentária. Em 1991, os poucos remanescentes decidiram dissolvê-lo, por falta de apoio.

De lá para cá, poucos foram os ex-integrantes da Avançada Nacional que tiveram transcendência na política no política chilena - muitos deles, como Corvalán foram condenados pelos crimes da ditadura. Poucos dos que não foram processados após a abertura dos arquivos militares criaram o portal político Despierta Chile.

No governo atual também não há representantes ultranacionalistas, embora o atual ministro da Cultura, o ator Luciano Cruz-Coke, seja frequentemente citado como ex-membro da juventude do partido, fato que ele nega. Fotos mostram o ministro em reuniões de jovens usando a clássica insígnia do partido presa no paletó. Além disso, um dos que assinam o recente manifesto que pede apoio para o ressurgimento da legenda é o cantor Pedro Messone, ex-namorado de Violeta Parra e atual encarregado nacional de cultura. O pai de Luciano, o advogado e professor universitário Carlos Cruz-Coke, foi um dos principais acadêmicos ligados ao partido.

 

zanuja

Resposta do Deputado Federal José de Filippi Jr. do PT.

 

01.06.2012

NOTA À IMPRENSA – REPORTAGENS ÉPOCA E ISTOÉ

 

 

Em resposta às matérias publicadas nesta sexta-feira, 1º de junho, “Tesoureiro do PT pediu ajuda a Pagot para campanha de Dilma”, no site da Revista ÉPOCA, e As confissões de Pagot”, no site da Revista ISTO É, a Assessoria de Imprensa do deputado federal José de Filippi Jr. esclarece que:

 

  1. O deputado José de Filippi Jr. não é tesoureiro do PT. Foi coordenador financeiro da campanha presidencial da candidata Dilma Rousseff, em 2010, e teve as contas aprovadas pelo TSE.
  2. O senhor Luiz Antônio Pagot se apresentou voluntariamente no comitê de campanha, como ele mesmo afirma na matéria da ÉPOCA“Fui um colaborador espontâneo”. À ocasião estava acompanhado de alguns dirigentes do PR e ofereceu apoio logístico para a campanha, na forma da cessão de três aviões do senhor Blairo Maggi. Isto nunca se concretizou.
  3. Filippi não solicitou ao sr. Pagot que fizesse contato com empreiteiras e construtoras. Este trabalho era realizado por Filippi, na condição de coordenador financeiro da campanha.
  4. É incorreta a informação de que o sr. Pagot encaminhava para Filippi boletos de depósitos de empreiteiras, pois as doações eleitorais são eletrônicas e identificadas pelas instituições bancárias. Assim, a coordenação financeira tinha acesso online aos depósitos feitos.
  5. Esclarecemos ainda que a quase totalidade das empresas listadas como doadoras da campanha da Presidenta Dilma Rousseff na reportagem da ISTO É já mantinha contatos com a coordenação financeira, pois doaram para a campanha presidencial de 2006.

Estes são os fatos.

Atenciosamente,

Assessoria de Imprensa do Deputado Federal José de Filippi Jr.

 

 

zanuja

Do Opera Mundi

Itália pode desistir da Eurocopa em razão dos escândalos de corrupção


Técnico Cesare Prandelli cogitou a possibilidade, caso isso ajude a sanar o futebol do país

    

 

O técnico da seleção italiana, Cesare Prandelli, cogitou nesta sexta-feira (01//06) a possibilidade de a equipe desistir de participar da Eurocopa 2012, que será disputada na Ucrânia e na Polônia entre junho e julho. A hipótese é cogitada caso se mostre eficiente para ajudar a sanar a corrupção do futebol nacional, que enfrenta um escândalo sobre apostas e combinações de resultados de jogos. 

"Se nos disserem que, pelo bem do futebol nacional, não devemos ir para a Eurocopa, não seria um problema", afirmou Prandelli, um dia depois do nome do goleiro da seleção italiana e da Juventus, Gianluigi Buffon, aparecer em um relatório da Procuradoria de Turim.

O documento questiona uma movimentação bancária de Buffon equivalente a 1,5 milhão de euros entre janeiro e setembro de 2010. Fontes locais disseram, porém, que o jogador não consta na lista de pessoas investigadas por um suposto esquema de corrupção e apostas no futebol italiano. 

"No que se refere aos jogadores, continuamos a afirmar que aqueles que estão envolvidos [no escândalo] não jogarão a Eurocopa", disse o técnico.

Sobre Buffon, Prandelli comentou que o goleiro "é muito forte, tem uma grande personalidade, mas, apesar disso, também é uma pessoa comum e pode passar um momento difícil como este".

Quase 20 pessoas, entre jogadores, ex-atletas e cartolas, já foram presas sob acusação de participarem desse esquema na Itália. Entre os suspeitos, está o atual treinador da Juventus, Antonio Conte, o lateral-esquerdo Domenico Criscito, da equipe russa Zenit, que acabou cortado da seleção italiana. Além disso, o capitão da Lazio, Stefano Mauri, foi preso.

O primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, sugeriu na terça-feira (29/05) a suspensão “por dois ou três anos” do campeonato italiano de futebol.
 

 

zanuja

De Opera Mundi.

Brasil diz que não aceita intervenção militar na Síria após pressão dos EUANesta quinta-feira, diplomacia norte-americana cogitou agir à revelia das decisões do Conselho de Segurança da ONU    

 

Em meio a uma sessão extraordinária do Conselho de Direitos Humanos da ONU nesta sexta-feira (01/06), o Brasil anunciou sua decisão de votar contra qualquer resolução que proponha formas de intervenção militar na Síria.

Reunida com outras autoridades diplomáticas em Genebra, na Suíça, a embaixadora brasileira nas Nações Unidas, Maria Nazareth Farani Azevêdo, defendeu que o próprio governo sírio, de forma autônoma e independente, negocie uma solução para os confrontos entre civis e forças do regime de Bashar al Assad. De acordo com seus argumentos, a ONU deveria se ater às investigações de violações de direitos humanos no país, o que já está sendo feito por sua Comissão de Inquérito.

 

 

“Não há solução militar para a atual crise na Síria e o governo sírio é o principal responsável por criar as condições necessárias para que o plano de seis pontos negociado por Kofi Annan possa prosperar”, disse a diplomata. Ela acrescentou que os oficiais do Itamaraty estão extremamente preocupados com os relatos que descrevem a atual situação na Síria como uma “pré-guerra civil”.

A possibilidade de uma intervenção militar na Síria foi defendida nesta quinta-feira (31/05) por Susan Rice, embaixadora dos EUA nas Nações Unidas. Elevando seu tom de crítica à Rússia, país que tem o regime de Bashar al Assad como principal aliado no Oriente Médio, ela destacou que o Conselho de Segurança e a comunidade internacional estão diante de uma única alternativa: "avaliar se estão preparados para tomar decisões independentes do plano de paz do ex-secretário-geral Kofi Annan e da autoridade do organismo”.

Qualquer que seja o posicionamento da China e, principalmente, da Rússia sobre a forma de pressionar Al Assad pelo fim da violência contra civis, Rice deixou claro que os EUA estão dispostos a ignorar o Conselho de Segurança das Nações Unidas e agir da forma como bem entender sobre a questão.

Não é o que defende a embaixadora Maria Nazareth Azevedo, que reiterou a necessidade de a própria ONU investigar as acusações de crimes de violação de direitos humanos no país á. “Em conformidade com o nosso apoio a todas as resoluções anteriores sobre abusos de direitos humanos na Síria adotadas por este Conselho, pela Assembleia Geral da ONU e pela Unesco, o Brasil insta a Comissão de Inquérito a investigar as mortes e estabelecer responsabilidades por esses crimes”, frisou a diplomata.

O Brasil admite possuir um “senso de urgência” diante dos relatos de massacre e deixou claro que está consciente “dos assassinatos confirmados por observadores das Nações Unidas”.

“É imperativo que o governo sírio coopere plenamente com a Missão de Supervisão das Nações Unidas na Síria e ponha fim imediato ao movimento de tropas em direção às áreas urbanas”, concluiu Maria Nazareth.

 

zanuja

De Opera Mundi.

Com ajuda de Israel, Obama usa hackers para atacar programa nuclear iranianoNew York Times revela que vírus chegou a desligar até mil centrífugas nucleares da cidade de Natanz; estratégia avançou no governo do democrata    

 

 

Desde que Barack Obama assumiu a Presidência dos EUA, aumentou o volume de ataques secretos de hackers do governo contra a infra-estrutura do programa nuclear do Irã. De acordo com a edição desta sexta-feira (01/06) do jornal The New York Times, a Casa Branca, em parceria com Israel, ataca bancos de dados virtuais iranianos há pelo menos quatro anos e já conseguiu desligar até mil centrífugas nucleares.

A inteligência norte-americana teria criado um vírus que se espalhou a partir das plantas nucleares da cidade de Natanz e que conseguiu se disseminar graças a lacunas do sistema operacional Windows. O primeiro uso do chamado Stuxnet supostamente ocorreu ainda durante a presidência de George Bush.

Já em 2006, um programa sigiloso conseguiu se infiltrar nos bancos de dados de Natanz e passou a enviar informações sobre o funcionamento da base nuclear para a Agência de Segurança dos EUA. Contudo, foi com o início do Governo Obama que o país conquistou o auxílio de Israel e passou a disseminar o software.

Segundo o New York Times, Obama teria inclusive se encontrado secretamente com Bush, para explicar ao ex-presidente as razões de intensificar o emprego deste recurso sobre o programa nuvlear iraniano. Além de eficientes para retardar os avanços do projeto de Mahmoud Ahmadinejad, o presidente também teria chamado a atenção de seu colega para a possibilidade de evitar um ataque imediato de Israel contra Teerã.

 

 

De acordo com fontes da inteligência norte-americana, os cientistas iranianos não tinham conhecimento da operação e não sabia ao certo a razão pela qual diversas de suas centrífugas em Natanz estavam operando com velocidades irregulares. O governo teria se limitado a colocar alguns equipamentos sob quarentena e demitir técnicos que julgava responsáveis pelos defeitos.

Em 2010, devido a um erro de programação, o Stuxnet, uma variedade de cavalo de tróia, infectou o notebook de um cientista iraniano, que acabou disseminando-o involuntariamente pela internet. De acordo com a reportagem, o vírus conseguiu alcançar computadores localizados em países como índia e Indonésia.

O New York Times procurou autoridades do governo dos EUA para comentar as descobertas, mas nenhum reconheceu a existência de programas de desenvolvimento de armas de ataque virtual. O jornal conversou com fontes oficiais e apurou essas informações por mais de 18 meses.

 

 

zanuja

Da Agência Brasil.

Senador Vital do Rêgo, que preside a CPMI do Cachoeira, passa por cateterismo no Hospital Sírio-Libanês01/06/2012 - 20h47

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) irá permanecer pelo menos cinco dias em repouso, em Campina Grande (PB). Ele passou por um cateterismo hoje (1º) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Os médicos suspeitavam que o parlamentar poderia estar com uma artéria calcificada.

Os exames revelaram que não há problemas graves e a expectativa é que o senador receba alta na segunda-feira (4). Mesmo assim, por se tratar de um exame invasivo, a equipe que atendeu Vital do Rêgo recomendou o repouso.

Em nota divulgada à imprensa, o senador disse que cumprirá a determinação médica em casa e que espera voltar ao trabalho na próxima semana. O texto informa ainda que a suspeita de problema em uma artéria foi detectada por uma tomografia que o senador fez em Brasília, mas não foi confirmada no exame em São Paulo.

Vital do Rêgo preside a comissão parlamentar mista de inquérito que investiga as relações do empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados. Cachoeira é acusado pela Polícia Federal de cometer diversos crimes entre eles o de lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais.

 

Edição: Aécio Amado

 

zanuja

 o pmdb e suas raposas , primeiro o sarney , agora o presidente da cpmi , aí tem coisa , se a criatividade da corja fosse usada para o avanço do brasil iriamos muito longe.

 

Caso no dia 05 de junho ainda esteja de licença, a CPMI será presidida pelo PT.

 

zanuja

Da Agência Brasil.

Apesar do PIB fraco, Mantega prevê crescimento acima de 4% no segundo semestre01/06/2012 - 17h22

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência

São Paulo – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, acredita que as medidas de estímulo à economia vão surtir efeito a partir do segundo semestre. Apesar do fraco desempenho do Produto Interno Bruto no primeiro trimestre do ano, com crescimento de apenas 0,2%, Mantega disse, em São paulo, que a economia brasileira vai fechar o segundo semestre de 2012 com taxa de crescimento entre 4% e 4,5%. "No segundo semestre poderemos atingir esse nível de crescimento que não conseguimos atingir no primeiro semestre”, disse o ministro

Mantega disse que virão mais estímulos para o investimento, que também deve ser recuperar a partir da segunda metade do ano. “Reduzimos muito as taxas de financiamento para o investimento. O investimento do setor público, principalmente do governo central, está aumentando. No primeiro quadrimestre cresceu 28,9% em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado”.

O ministro ressaltou que, na visão dele, o governo não adotou medidas protecionistas, e sim, de defesa da indústria nacional, principalmente da automobilística. Para ele, os países exportadores é que estão adotando medidas protecionistas disfarçadas de estímulo para os próprios produtos, como a manipulação cambial. “Nós estávamos com o câmbio valorizado, o que prejudicava nossa produção e nossas exportações. Agora, já estamos com câmbio melhor. Os outros não consideram isso protecionismo. O que fizemos com relação ao setor automobilístico foi nos defender de subsídios disfarçados nos produtos exportados para o Brasil”.

Mantega destacou que a preocupação principal do governo não é com a taxa básica de juros (Selic), mas com os juros do mercado, dos bancos públicos e privados. Segundo ele, o principal fomento à economia é a redução dessas taxas com aumento do volume de crédito. “Os bancos se comprometeram a ter uma atitude menos restritiva."

Texto alterado às 19h para adição de informações

Edição: Vinicius Doria

 

zanuja

De Agência Brasil.

Falta de cooperação entre países dificulta combate ao tráfico de pessoas01/06/2012 - 20h59

Daniella Jinkings
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A falta de cooperação entre os países ainda é um desafio para a eficácia das políticas de enfrentamento ao tráfico de pessoas, segundo o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão. O combate a esse tipo de crime foi discutido no Seminário Internacional Brasil-União Europeia sobre Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, que terminou hoje (1º).

“O seminário demonstrou que ainda temos muitas tarefas para haver uma devida integração e cooperação jurídica internacional para enfrentar o tráfico de pessoas. Identificamos a necessidade de criar algum tipo de padronização na coleta de dados e de informações para subsidiar estatísticas que, por sua vez, servirão de base para formulação de políticas públicas”, disse Abrão.

A estimativa do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc) é que, por ano, 2,5 milhões de pessoas sejam vítimas de tráfico de pessoas. A exploração sexual representa 79% dos casos. De acordo com o Ministério da Justiça, todos os anos, aproximadamente 60 mil brasileiros são levados do país à força, sob ameaça ou enganados. As principais vítimas são jovens entre 15 e 25 anos. O ministério não tem dados mais específicos sobre os destinos mais comum a que são submetidas as pessoas que sofrem este tipo de crime.

Para o secretário, há a necessidade de se discutir mais o assunto para que conceitos e tipificações sobre tráfico de pessoas possam ser mais homogêneas entre os países. “Há visões distintas e o final [do seminário] apontou a perspectiva de criarmos mecanismos de retorno e assistência às vítimas, respeitando o princípio da vítima como centro das atenções de qualquer política de enfrentamento ao tráfico de pessoas”.

Os países querem dinamizar os processos de cooperação jurídica envolvendo o tráfico internacional de pessoas. “Vamos formular projetos comuns para dar conta desses desafios e dar resposta num breve período de tempo”, disse Abrão.

No Brasil, o enfrentamento ao tráfico de pessoas é articulado pelo Ministério da Justiça, por meio do Departamento de Justiça da Secretaria Nacional de Justiça. Atualmente essa rede conta com seis postos avançados de enfrentamento ao tráfico de pessoas e 15 núcleos. Em 2011, foram investidos R$ 3,8 milhões para a abertura de seis novos núcleos.

Os núcleos articulam, estruturam e consolidam a rede estadual de referência e atendimento às vítimas do tráfico de pessoas. Os postos avançados, por sua vez, estão situados nos principais locais de entrada e saída do Brasil para recepção a pessoas deportadas e não admitidas.

Edição: Fábio Massalli

 

zanuja

Da Agência Senado.

Testemunhas ligadas ao governador Marconi Perillo falam à CPI

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Elina Rodrigues Pozzebom

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga as relações de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados reúne-se terça-feira (5) para o depoimento de quatro pessoas ligadas ao governador de Goiás, Marconi Perillo. A reunião está marcada para as 10h15.


Os parlamentares também ouvirão Sejana Martins, uma das proprietárias da empresa Mestra Administração e Participações. É a essa empresa que a casa no condomínio Alphaville pertence de fato, no registro de imóveis. Além disso, a empresa nunca teve Walter Paulo Santiago em seu quadro societário. Parlamentares desconfiam que a empresa foi usada como “laranja” na negociação. Eles também estranharam o fato de, dois dias após a compra da casa, Sejana deixar a sociedade. Além disso, ela é diretora da Faculdade Padrão.O primeiro a ser ouvido será Walter Paulo Santiago, empresário e um dos proprietários da Faculdade Padrão, para quem o governador de Goiás, Marconi Perillo, teria vendido um imóvel no condomínio Alphaville Ipês, em Goiânia. Nesta casa, Carlinhos Cachoeira foi preso durante a operação Monte Carlo, da Polícia Federal, e há suspeitas de que ele seria o verdadeiro comprador, com Walter operando como intermediário para esconder a transação.

Écio Antônio Ribeiro, o único sócio remanescente da Mestra Administração e Participações, também será ouvido pela CPI. O outro sócio, Fernando Gomes Cardoso (a ser ouvido futuramente, pois já há requerimento aprovado nesse sentido), deixou a sociedade alguns meses depois.

Eliane Gonçalves Pinheiro, a ex-chefe de gabinete do governador Perillo, também foi convocada. Eliane mantinha contato com Cachoeira, e chegou a receber informações sobre investigações da Polícia Federal que beneficiavam políticos ligados ao investigado. Gravações telefônicas da PF mostram, por exemplo, que a ex-chefe de gabinete avisou ao prefeito de Águas Lindas, Geraldo Messias, um aliado de Perillo, de que a polícia faria uma busca na residência dele. Graças ao alerta, o prefeito não pode ser encontrado.

Na última quarta-feira (30), os integrantes da CPI aprovaram requerimento para convocar o próprio governador Marconi Perillo, além do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. Os depoimentos foram agendados pelo presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), para os dias 12 e 13, respectivamente.

Agnelo

Na última quinta-feira (31), os advogados do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, apresentaram requerimento à CPI do Cachoeira para pedir acesso amplo, total e irrestrito a toda a documentação referente às Operações Vegas e Monte Carlo, que subsidiam o trabalho da comissão.

O requerimento também pede permissão para que os advogados possam assistir a todas as sessões da CPI, inclusive as secretas.

Agência Senado

 

zanuja

Da Agência Senado.

Humberto Costa: sociedade estará atenta ao julgamento de Demóstenes

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Gorette Brandão


 

O senador Humberto Costa (PT-PE), relator do processo contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO)  no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, considerou pouco provável que seja bem sucedida qualquer articulação no sentido de absolver o investigado em Plenário. Conforme manchete do jornal O Globo desta segunda-feira (1º), um grupo de senadores estaria planejando esvaziar a sessão caso Demóstenes seja condenado no Conselho de Ética, o que levará o processo ao Plenário.

- Embora eu não tenha ainda juízo formado em relação ao caso Demóstenes Torres, não acredito que isso [o esvaziamento da sessão] vá acontecer, até porque a sociedade brasileira está inteiramente sintonizada com os fatos aqui no Senado e não vai admitir que, se for o caso de votar alguma punição ao senador, representantes se ausentem sem razões extremamente justificáveis – afirmou.

Humberto Costa disse ainda que o ideal, numa decisão em Plenário, seria a presença de todos os senadores, inclusive em sessão com voto aberto. De todo modo, disse procurar elaborar um “trabalho meticuloso, imparcial e, ao mesmo tempo, muito cuidadoso”. Por essa razão, conforme entende, também não haverá “grandes contestações” ao que ele irá apresentar no relatório.

Relatório

O relator evitou qualquer comentário sobre as conclusões do documento que irá apresentar ao Conselho de Ética. Explicou que nada pode antecipar porque isso equivaleria a um pré-julgamento, inclusive abrindo possibilidade para algum tipo de questionamento quanto à isenção ao trabalho que a ele compete realizar. O teor do relatório, portanto, só será conhecido no momento em que for apresentado ao Conselho de Ética.

- Acho que o Brasil, que está esperando há tanto tempo por essa decisão, tem paciência suficiente par aguardar que ela se faça agora no mês de junho e que ela seja absolutamente imune a qualquer tipo de questionamento – observou.

Questionado se o processo não poderia andar mais rápido, ele disse que os prazos concedidos à defesa são inalteráveis. No entanto, observou que outros referentes à tramitação podem ser modulados por decisão do presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e do Senado, pois se referem a números de dias para determinada decisão, atos que ocorrer dentro de qualquer data dentro do prazo-limite.

- Da minha parte, eu vou usar o tempo mínimo possível para apresentar meu relatório - adiantou.

Voto secreto

Quanto à iniciativa de alguns senadores de pressionar para que seja votada logo proposta para que todas as votações no Congresso sejam por voto aberto, ele considera que a tramitação ainda demorará, não havendo como a nova regra valer no processo de Demóstenes Torres. Ao mesmo, considerou legítima a iniciativa do senador Ricardo Ferraçõ (PMDB-ES) de recorrer ao Supremo Tribunal Federal, para que possam declarar seus próprios votos, mas que se trata de questão a ser analisada.

- Se o entendimento do Supremo indicar que isso não é possível, do ponto de vista constitucional pode-se abrir alguma brecha para alguém querer invalidar uma eventual votação aqui no Senado – salientou.

Tucano

Humberto Costa também considerou provável que o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, já convocado para prestar esclarecimentos à CPI mista do Cachoeira, seja questionado sobre denúncias que associam dirigente de sua campanha com recebimento de recursos de uma empresa vinculada ao esquema de Carlinhos Cachoeira.

Para ele, o governador já havia mostrado “grande desprendimento” ao dizer que viria depor espontaneamente, sendo natural que seja também questionado sobre essa nova informação. Ao mesmo tempo, como prova de “desprendimento absoluto e total”, sugeriu que Marconi também abra “espontaneamente” seu sigilo bancário fiscal e telefônico, para que a CPI possa identificar a origem desses recursos e, principalmente, as relações que ele eventualmente possa ter estabelecido por meio de telefone com pessoas supostamente ligadas ao grupo criminoso.

Sucessão presidencial

O senador comentou ainda entrevista em que o ex-presidente Lula se revelou disposto a disputar as próximas eleições presidenciais caso a presidente Dilma Rousseff não queira um novo mandato em 2014. Lula disse no Programa do Ratinho, do SBT, que não gostaria de ver um “tucano” de volta à Presidência. Para Humberto Costa, seu partido está numa situação especial, qualquer que seja o candidato, com “total chance de vencer”.

- Temos o privilégio de ter dois grandes nomes para qualquer embate nacional: a presidente Dilma, que vem fazendo um governo apoiada pela esmagadora maioria da população, e o presidente Lula, que mora no coração da população brasileira. Acho que eles não brigaram até agora e não vão brigar por isso – comentou.

 

zanuja

De BBC Brasil.

Será que chegou a hora de pararmos de chamar as pessoas de 'gordas'?

Vanessa Barford

BBC News Magazine

Atualizado em  1 de junho, 2012 

Para alguns, termos como 'obesidade' ou 'sobrepeso' estão carregados de preconceito

Um relatório sobre obesidade e corpo publicado recentemente por um membro do Parlamento britânico recomendou a adoção, na Grã-Bretanha, de uma linguagem neutra em relação a peso. Ou seja: palavras como "gordo" e até "obeso" deveriam ser eliminadas do vocabulário de profissionais de saúde, professores e a sociedade em geral, propõe o parlamentar.

Poucos discordariam de que chamar alguém de gordo é desagradável e ofensivo. Há quem diga também que o termo talvez não ajude se o objetivo é motivar o indivíduo a perder peso.

Mas será que abolir também termos como "obeso" e "acima do peso" não seria um pouco extremo?, rebatem alguns.

Os parlamentares envolvidos dizem que os termos têm impacto negativo sobre a imagem coletiva do corpo e a autoestima das pessoas. Eles sugerem que médicos substituam esse tipo de linguagem por discursos promovendo estilos de vida saudáveis e a saúde de maneira mais ampla.

A ideia é parte de um movimento mais amplo, que vem ganhando força há algum tempo em vários países.

Na sua raiz está uma noção de que a sociedade contemporânea teria adotado um conceito rígido e homogêneo de beleza baseado na magreza. E que haveria hoje um preconceito contra indivíduos que não se encaixam nesse padrão. Alguns usam até o termo fattism originado na palavra inglesa fat (gordo). Em tradução livre, "gordismo".

Ditadura da magreza

A ideia vem sendo debatida há algum tempo. Um estudo de janeiro da Universidade da Pensilvânia (EUA) considerou a palavra "obesidade" ofensiva, enquanto o Conselho da Cidade de Liverpool (Grã-Bretanha) debateu, em 2010, banir o termo em sua literatura destinada a crianças.

Mas nem todos concordam. Também em 2010, o Ministério inglês de Saúde Pública disse que os clínicos gerais deveriam deixar sua condição clara às pessoas obesas, na tentativa de motivá-las a perder peso.

Afinal, então, será que a terminologia ligada ao peso precisa ser repensada?

A médica Sarah Jarvis, apresentadora do programa de TV One Show, da BBC, diz que, em um contexto médico, as palavras "sobrepeso" e "obeso" são necessárias, principalmente porque elas simbolizam parâmetros do Índice de Massa Corporal (IMC).

"Não quero fazer com que as pessoas se sintam mal, e entendo que algumas possam ter problemas de autoestima, mas, no final das contas, como médico, se você é cauteloso demais, corre o risco de as pessoas não entenderem as implicações (de seu peso) à saúde", opina.

"O fato é que o IMC é o melhor indicador (da relação altura-peso) e, se você entra na categoria de obesidade, tem mais chances de morrer de uma condição relacionada a essa obesidade, como um mal cardíaco. E mesmo que seja acima do peso, tem mais chances de morrer cedo ou de desenvolver problemas de saúde."

Jarvis diz que, em algumas ocasiões, escolhe com cuidado o termo que vai usar. Por exemplo, ela nunca estimula as pessoas a fazer dieta - "já que 90% das pessoas que perdem peso em dietas tendem a recuperá-lo em um ano" -, mas sim a adotar um novo estilo de vida.

'Politicamente correto ao extremo'

Jarvis diz que nunca usaria a palavra "gordo" em sua prática médica, porque "traz associações a gozações de playgrounds", mas opina que banir o termo "acima do peso" é "levar o politicamente correto ao extremo da loucura".

"Entendo que é um equilíbrio delicado: de um lado, não queremos ser pejorativos ou maus; mas, ao mesmo tempo, o pêndulo não deve virar demais para o outro lado", afirma, citando que as sociedades modernas estão vendo a obesidade crescer e abranger uma parcela crescente de suas populações.

Nigel Mercer, presidente da Associação Britânica de Cirurgia Plástica Estética, concorda que, quando se trata de alguém seriamente acima do peso - ou seja, de uma questão médica -, "não tem como escapar da questão". Para ele, é preciso "usar a terminologia adequada para o uso adequado". Mas o dilema existe.

"Para uma sala de aula de aula infantil, é importante dizer que o sobrepeso leva à diabetes, mas é também uma questão psicológica. E crianças muitas vezes são cruéis", diz. Ao mesmo tempo, ele agrega, "sei que sou um cara grande, e não teria problemas em ouvir isso de um profissional da saúde. Mas seria diferente ouvir isso de alguém na rua".

O site Magazine da BBC já explorou o tema da discriminação relacionada à obesidade e ouviu da empresária Marsha Coupe, que pesava 139 kg, que ela acreditava que o "gordismo" estimulava ataques contra ela.

Para Susie Orbach, psicóloga e autora do livro Fat is a Feminist Issue (A gordura é um tema feminista, em tradução literal), o preconceito sofrido por pessoas como Coupe vem da ideia de que quem está acima do peso perdeu o autocontrole - algo que assusta a sociedade, já que há tanta pressão para se manter em forma.

Orbach também escreveu sobre o assunto no jornal Guardian, citando um novo estudo que ressalta a discriminação contra obesos no mercado de trabalho.

Ao mesmo tempo, Tara Parket-Pope, do New York Times, lembra que pesquisas sugerem que as pessoas nem sempre têm noção quando estão engordando, entrando em um estado de "negação" e muitas vezes subestimando os problemas que isso pode causar.

 

 

 

zanuja

O Cachoeira devia ser processado por chamar o Demóstenes de gordinho.