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Clipping do dia

As matérias para serem lidas e comentadas.

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Que estranho. Fiz hoje um comentário a respeito de uma matéria veiculada no jornal hoje, da rede globo, e ela não foi publicada.

Link do comentário: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/clipping-do-dia-646#comment-918790

Sem ofensas nem palavrões etc. Como solicita o moderador. O que pode ter acontecido?

 

PMs são suspeitos de esquartejar executivo-chefe em SP

Um grupo de policiais militares é investigado pelo DHPP (departamento de homicídios), da Polícia Civil de São Paulo, e também pela Corregedoria da PM sob suspeita de participar da morte do empresário Marcos Kitano Matsunaga, 40, CEO (executivo-chefe) da Yoki, uma das maiores empresas do ramo alimentício do país.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1100197-pms-sao-suspeitos-de-esquartejar-executivo-chefe-em-sp.shtml

 

 

“Alguns coleguinhas”

 

Do Blog DoLaDoDeLá

 

CRETINOS & CANALHAS

 

Fiquei pasmo ao saber que quem envenenou Gilmar Mendes (com a intriga de que Lula espalhava a viagem à Europa do ministro do STF com Demóstenes) tenham sido duas jornalistas, uma da TV Globo de Brasília e a outra também da Globo, mas do canal Globo News.

Entristece saber que colegas com carreiras de tantos anos de bons serviços prestados à profissão são capazes de se prestarem a este tipo de papel.

Trata-se de uma guerra suja, em que a vítima primeira é a verdade. Infelizmente, não posso revelar os nomes, ainda, mas posso dar pistas. Uma delas se associou ao agora candidato à prefeitura de Salvador pelo DEM, quanto este era deputado federal e vazava documentos sigilosos da CPI do mensalão. Tratava sua "fonte" carinhosamente de grampinho, história que já contei aqui.

A outra teve uma sólida carreira no jornal impresso das "Organizações", sempre na área de economia. Já deu muito plantão na porta de Ministério, sob sol e chuva. Agora tem um cargo importante, com ar condicionado, café trazido em bule de prata, condição que a aproxima dos poderosos de turno. Esta jornalista terá um papel muito importante nas próximas eleições presidenciais. Seguir seus passos será fundamental para entender o jogo da "firma".

Nunca estive tão convencido de que estar do outro lado neste jogo me faz realizado. Permite mapear todos os passos daqueles que usam o jornalismo para promoção pessoal, tráfico de influência, tramas sinistras e objetivos impublicáveis. Farei o que estiver ao meu alcance para desmascarar essa gente inescrupulosa, desonesta e maquiavélica. Podem contar comigo!

 

http://maureliomello.blogspot.com.br/2012/06/alguns-colegas.html#more

 

 

 

 

DE ONDE VEM A GRANA DOS HONORÁRIOS, DR BASTOS?

“A origem do dinheiro”
04.06.2012 10:05 – da CartaCapital

O advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos poderá ser investigado por defender o contraventor Carlinhos Cachoeira. Na terça-feira 29, o procurador da República no Rio Grande do Sul, Manoel Pestana, protocolou no Ministério Público Federal de Goiás uma representação que pede a investigação da origem do dinheiro recebido por Bastos em pagamento por seus honorários advocatícios.

Segundo o procurador, como Cachoeira não tem recursos lícitos ou patrimônio disponível para pagar pela defesa, o ex-ministro pode estar incorrendo nos crimes de lavagem de dinheiro ou receptação culposa, cujas penas podem somar 18 anos de prisão mais multa.

A representação pede a quebra do sigilo bancário do advogado. De acordo com o procurador, Cachoeira tem uma renda declarada de 200 mil reais por ano e por isso seria impossível arcar com os honorários de Bastos: 15 milhões de reais, segundo ele próprio noticiou à imprensa.

Como os bens do contraventor foram bloqueados pela Justiça, resta a suspeita de que os recursos usados no pagamento milionário têm origem ilegal.

Para Pestana, escritórios de advocacia que recebem dinheiro ilícito acabam atuando como
uma “grande lavanderia”. Bastos, que já presidiu a Ordem dos Advogados do Brasil (em 1987), divulgou nota para rebater a denúncia.

“Em seus quase 60 anos de atividade como advogado e defensor da causa do Estado democrático de Direito, jamais se defrontou com questionamentos desse calão, que atentam contra o livre exercício do direito de defesa, entre outros direitos e garantias fundamentais”, diz o texto assinado por seu escritório.

“Esse procurador confunde deliberadamente o réu e o advogado responsável por sua defesa, abusando do direito de ação.”

O procurador refutou as acusações de ter sido leviano ou de tentar intimidar a defesa de Cachoeira. “O exercício da advocacia não isenta o advogado, assim como qualquer profissional, de justificar que a renda recebida de seu trabalho provém de origem lícita. Não existe nenhum dispositivo legal que contemple o advogado com tal imunidade.

Até porque, se houvesse, tornaria a Lei de Lavagem de Dinheiro letra morta, pois bastaria o criminoso celebrar um contrato milionário com o advogado.”

http://www.cartacapital.com.br/politica/a-origem-do-dinheiro/

 

Clipping do Dia

10. Veja faz plágio do 247 e atribui documento ao PT

A reportagem de capa deste fim de semana da revista Veja produziu algo inacreditável: a revista copiou trechos de uma reportagem de abril deste ano do 247 e atribuiu “documento” ao PT; seria a prova de que o partido e o ex-presidente Lula teriam como...

9. Brasil detém 12% da água do planeta, mas recurso está mal ...

Brasília – O Brasil está em uma situação confortável em relação à disponibilidade de recursos hídricos comparado a outros países, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA). O documento Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil 2012, divulgado hoje (...

8. Dilma diz a Juan Carlos I que saída para crise mundial depende mais dos europeus

Em visita ao Brasil, o rei da Espanha disse que as dificuldades impostas à entrada dos brasileiros em seu país estão perto do fim

7. Dadá, braço-direito de Cachoeira, consegue habeas corpus

Liberdade do araponga depende, contudo, da inexistência de outros processos com pedidos de prisão contra ele

6. Rei da Espanha se reúne com Dilma para tentar ampliar relações ...

BRASÍLIA - O Rei espanhol estaria Disposto a desfazer o mal-estar causado pelas questões migratórias entre o Brasil ea Espanha... BRASÍLIA - O rei da Espanha, Juan Carlos I, se reúne nesta segunda-feira (4) com a presidente Dilma Rousseff e vários .....

5. Código Florestal já recebeu quase 200 emendas - Bom Dia Sorocaba

A definição de um novo Código Florestal para o Brasil retoma nesta terça-feira (5) a agenda do Congresso, com a escolha do senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) para assumir a relatoria na comissão especial mista destinada a analisar a ...

4. Crédito imobiliário cresce 5,2% no ano até abril, para R$23,3 bi

SÃO PAULO, 4 Jun (Reuters) - As concessões de crédito imobiliário pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) totalizaram 23,3 bilhões de reais nos quatro primeiros meses de 2012, montante 5,2 por cento maior ante igual período no ano ...

3. Dilma defende ação coordenada para enfrentar crise

BRASÍLIA, 4 Jun (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira que todos os países precisam atuar juntos para resolver os problemas da crise econômica e não se pode depender apenas dos emergentes.

2. STF vai manter decisão de quebrar sigilo da Delta, avalia Sarney

Na sexta-feira, os advogados da empresa deram entrada no Supremo com um mandado de segurança para tentar impedir a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico, conforme decisão da CPMI; presidente do Senado acredita que a companhia não tenha êxit...

1. Após PIB abaixo do esperado, Dilma diz que investimentos farão o ...

Após uma reunião pela manhã com os ministros da área econômica - que não estava prevista na agenda - a presidenta Dilma Rousseff afirmou, nesta segunda-feira, que os investimentos em infraestrutura farão o Brasil crescer. Dilma destacou que o Brasil ...

http://www.cloudnews.com.br


 

Do MidiaNews | Cuiabá

 

O jornalista José Marcondes dos Santos Neto, o "Muvuca", apresentou uma noticia crime contra o senador Pedro Taques (PDT), no Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 18 de maio.

......

 

Do Mídia News / Cuiabá

 

Jornalista aciona senador Taques, que revida com denúncias

 

Muvuca denuncia suposta ligação com máfia; defesa de Taques aponta furto e agressão à mãe

 

LAÍCE SOUZA, do MIDIAJUR

 

O jornalista José Marcondes dos Santos Neto, o "Muvuca", apresentou uma noticia crime contra o senador Pedro Taques (PDT), no Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 18 de maio. 

 

Ele requereu que fosse instaurada investigação para apurar as denúncias de suposta prática dos crimes de formação de cartel e ofensa à lei antitruste (dispõe sobre a prevenção e a repressão às infrações contra a ordem econômica), como por eventuais ilícitos eleitorais cometidos pelo parlamentar, durante campanha eleitoral em 2010. 

 

Muvuca acusa o senador de agir para defender interesses pessoais. “Apesar de, aparentemente, bem intencionadas e dotadas no afã de defender à coletividade, na verdade [as ações de Pedro Taques], buscavam apenas defender interesses particulares, dos grupos econômicos financiadores de sua campanha política e de seus gastos pessoais”, diz trecho da representação do jornalista. 

 

De acordo com Muvuca, ele tem como comprovar todas as alegações feitas junto ao Supremo Tribunal Federal. “Ele (senador) está tentando me parar com ações na Justiça. Está usando a Justiça para tentar me intimidar. E não vai. Já perdi emprego, fui ameaçado e não tenho vida social. Vou mostrar quem ele ‘não é’. Vou mostrar que ele não é isso que prega”, destacou. 

 

Ainda segundo o jornalista, “Mato Grosso sabe que o senador é financiado por uma das piores máfias que existe no país”. No documento entregue ao STF, Muvuca destaca que “Pedro Taques viaja por Mato Grosso em aeronave do presidente do sindicato dos combustíveis”. 

 

Entre os crimes que supostamente o senador teria cometido, o jornalista denunciou que ele incorreu em ilícito eleitoral. “Ele emprestou avião em período de campanha e não declarou isso na Justiça Eleitoral”, disparou. 

 

Muvuca ainda ressaltou que aguarda ansioso para ser notificado a comparecer às audiências dos processos que foram movidos pelo senador. 

 

“Sou conhecido e o oficial de Justiça pode me encontrar na minha casa. Vai ser uma oportunidade ímpar de provar e quero que o senador tenha a coragem de me enfrentar, porque eu sei coisas sobre ele”, afirmou. 

 

 

Outro lado 

 

O advogado Paulo Taques, que defende o senador, disse ao MidiaJur que já tem conhecimento do teor da representação de Muvuca no STF contra Taques. 

 

“Eu já li e são os mesmos absurdos que ele vem falando através de artigos veiculados na mídia. São os mesmos ataques ao senador: infundados, mentirosos, levianos, caluniosos e injuriosos. Esses mesmos argumentos ele já utilizou em artigos e nós já apresentamos seis ações contra ele. Três ações por crimes contra a honra e três de indenização por danos morais”, explicou o advogado. 

 

Segundo Taques, ele irá aguardar o Supremo se manifestar sobre o assunto. “Se o Supremo quiser que o senador esclareça algum fato, ele está absolutamente à disposição. Agora, é mais um processo que nós vamos ajuizar contra ele, dessa vez por denunciação caluniosa”, afirmou. 

 

O advogado destacou ainda que o texto apresentado ao STF é “desconexo, desprovido de coerência, sem qualquer tipo de embasamento fático e jurídico que possam comportar uma acusação”. 

 

 

Muvuca é acusado de bater na própria mãe, diz advogado

 

Conforme Paulo Taques, as críticas feitas pelo jornalista são contra a conduta moral do senador. "Quando alguém faz uma crítica de ordem moral contra uma pessoa, temos que saber se essa pessoa tem condição moral de fazer essas críticas. Porque quando alguém dizer que o outro não está tendo uma conduta ilibada, correta é uma crítica no campo de conduta e é preciso que essa pessoa também tenha uma conduta adequada até para saber se isso tem fundamento ou são coisas de algum tipo de interesse obscuro”, observou. 

 

Seguindo essa linha de entendimento, o advogado entregou para a reportagem documentos que comprovam a existência de dois inquéritos policiais contra o jornalista, e um processo criminal em que ele teria agredido a própria mãe. "Não sou eu quem estou acusando o senhor Muvuca, são fatos verídicos que tramitam na justiça”, destacou. (Veja os documentos abaixo)

“Isso não é revanchismo ou retaliação. Mas como se trata de críticas no campo da moral e da honra, nós precisamos mostrar quem é essa pessoa que está fazendo essa crítica”, pontuou. 

 

O primerio inquérito policial que Muvuca responde foi originário de uma prisão em flagrante por prática do crime de furto em Cuiabá, e em outro inquérito ele é investigado pela polícia civil de Aripuanã.

 

“Além disso, nós identificamos cinco ações que ele responde por calúnia, injúria e difamação contra outras pessoas. Esse é o cidadão que vem escrevendo artigos e atacando a honra do senador e chegou ao ponto de representar o senador no Supremo com acusações sem qualquer fundamento. Ao mesmo tempo em que essa pessoa faz isso, ela tem esse perfil criminoso e de dependente químico, uma pessoa que está sendo processada pela própria mãe por lesão corporal. O que leva essa pessoa a fazer isso? Ela está sendo utilizada? E se ela está sendo usada, e isso é no campo da hipótese, é uma covardia muito grande, primeiro com o senador e, depois, com ela própria. É preciso esclarecimento sobre o que motiva esse cidadão a fazer isso”, completou Paulo Taques.

 

 

Control C + Control Veja123

No centro do furacão desde que vieram à tona suas relações no mínimo pouco éticas com os bandidos da quadrilha de Carlinhos Cachoeira, a revista Veja parece ter perdido toda a noção de ridículo. Sua capa desta semana é uma farsa: o “documento” que a semanal da Abril alardeia ter sido produzido pelo PT como estratégia para a CPI de Cachoeira é, na verdade, um amontoado de recortes de reportagens de jornais, revistas e sites brasileiros.


O tiro no pé de Veja. Foto: Reprodução

Confira neste link (clique AQUI) os fac-símiles do suposto “documento” que a revista apresenta com “exclusividade” e compare com os outros links no decorrer deste texto.

Segundo a revista, os trechos que exibe fariam parte de um “documento preparado por petistas para guiar as ações dos companheiros que integram a CPI do Cachoeira”. Mas são na realidade pedaços copiados e colados diretamente (o manjado recurso Ctrl C+ Ctrl V dos computadores) de reportagens de terceiros, sem mudar nem uma vírgula. O primeiro deles: “Uma ala poderosa da Polícia Federal, com diversos simpatizantes nos meios de comunicação, não engole há muito tempo o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal” saiu de uma reportagem de 6 de abril do site Brasil 247, um dos portais de notícia, aliás, que os colunistas online de Veja vivem atacando com o apelido de “171″ (número do estelionato no código penal). Mas quem é que está praticando estelionato com os leitores, no caso? (confira clicando AQUI).

Outro trecho do “documento exclusivo” de Veja é um “copiar e colar” da coluna painel da Folha de S.Paulo do dia 14 de abril: “Gurgel optou por engavetar temporariamente o caso. Membros do próprio Ministério Público contestam essa decisão em privado. Acham que, com as informações em mãos, o procurador-geral tinha de arquivar, denunciar citados sem foro privilegiado ou pedir abertura de inquérito no STF”. (Confira AQUI)

Mais um trecho do trabalho de jornalismo “investigativo” com que a Veja brinda seus leitores esta semana: “Em uma conversa entre o senador Demóstenes Torres e o contraventor Carlinhos Cachoeira, gravada pela Polícia Federal (…)”, é o lead de uma reportagem do jornal O Estado de S.Paulo do dia 28 de abril (leia AQUI).

Pelo visto, os espiões da central Cachoeira de arapongagem, que grampeavam pessoas clandestinamente para fornecer “furos” à Veja, estão fazendo falta à semanal da editora Abril…

 

http://www.cartacapital.com.br/politica/control-c-control-veja/#.T80Hd37...

 

alexandre toledo

Paulo Teixeira: Ataque de Gilmar Mendes a Lula revela intranquilidade do ministro com a CPI

publicado em 4 de junho de 2012 às 14:54

por Conceição Lemes


Na semana passada, a CPI do Cachoeira aprovou:


1. A quebra de sigilos da matriz da Delta Construções e de outras empresas mencionadas nas investigações da Polícia Federal e supostamente ligadas aos negócios do bicheiro.


2. A quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico, de e-mail, SMS e skype do senador Demóstenes Torres (sem-partido GO).


3. A convocação dos governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e Distrito Federal, Agnello Queiroz (PT), para prestar esclarecimentos. Perillo confirmou para 12 de junho, Agnello, para 13.


Curiosamente, a julgar pelo noticiário, a CPI vai de mal a pior.  É tudo de ruim: vai acabar em pizza, é lerda, entre outras depreciações. O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), eleito na semana passada vice-presidente da CPI, discorda dessas avaliações.


Viomundo – Por quê?


Paulo Teixeira – Não há na CPI qualquer objetivo de fazer dela uma pizza. Pelo contrário. Ela está andando com precisão. A CPI já quebrou os sigilos fiscal, bancário e telefônico de empresas e pessoas envolvidas com a organização criminosa do Carlinhos Cachoeira.


Acontece que essa organização criminosa enredou setores importantes do PSDB e do Democrata, e a CPI inexoravelmente vai chegar mais fortemente na oposição do que já chegou.


Daí a grita de setores da sociedade, inclusive da grande mídia. Estão irritados justamente por causa do objeto da CPI — a organização criminosa do Carlinhos Cachoeira, as empresas e os agentes públicos envolvidos.


A grande mídia está contra, porque essa CPI implica a oposição, sua aliada, além de segmentos da própria mídia. Ao querer ridicularizar a CPI, a grande mídia revela a sua predisposição em relação à CPI.


Viomundo –  Há quem defenda que as acusações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes também sejam objeto da CPI do Cachoeira. Concorda? 


Paulo Teixeira – A fala do ministro Gilmar Mendes é muito estranha. Supondo que tivesse havido qualquer tipo de ameaça, de pressão, por parte do ex-presidente Lula, ele tinha a obrigação denunciar prontamente o que ele disse que teria havido. E não o fez. A conversa entre o ex-presidente Lula, o ex-ministro Jobim e o ministro Gilmar Mendes aconteceu no dia 26 de abril. Ele só falou sobre este tema um  mês depois.


Segundo, ele fala que depois da conversa com o ex- presidente Lula alguns jornalistas disseram-lhe que o ex-presidente Lula teria dito isso aquilo, aquilo outro.  Ou seja, ele pode ter sido enredado numa teia de fofocas, de boatos


Terceiro, há o precedente de que, no passado, o ministro Gilmar Mendes disse ter sido vítima de escuta telefônica, o que, de fato, não aconteceu. Portanto, a forma como o ministro Gilmar investiu contra o ex-presidente Lula demonstra desequilíbrio, confusão.


Viomundo – No seu entender, revela o quê?


Paulo Teixeira — Intranqüilidade do ministro Gilmar Mendes com a CPI, porque ele acaba se debruçando sobre o tema CPI longamente. Até porque dos três presentes à conversa, dois desmentiram o seu conteúdo.


Viomundo – Mas a CPI deveria ou não tratar desse fato?


Paulo Teixeira – Acho que não, a CPI tem coisas muito importantes para investigar. Além disso, eu não creio que o Supremo Tribunal Federal estivesse vulnerável a qualquer tipo de pressão, ainda que eu não acredite que tenha havido qualquer tipo de pressão por parte do ex-presidente Lula.


Na verdade, tanto a mídia quanto a oposição querem desviar o foco de si próprias. Eu creio que esse fato não deveria fazer parte da CPI. Esse fato terá espaço na política brasileira como um embate entre um ex-presidente da República e um ministro do STF.  Cada brasileiro fará o julgamento que achar desse ataque do ministro Gilmar Mendes ao ex-presidente Lula.


Consequentemente, na minha opinião, a CPI deve se preocupar com o seu foco inicial, que é o de investigar essa organização criminosa e dar conta dela e não se permitir o desvio de rota por conta desse fato.


Toda a crônica tem sido na direção de desacreditar a CPI, de forçá-la a desviar o seu foco. Afinal, o foco dela é, digamos assim, muito destrutivo, tendo em vista que revela uma grande maracutaia, um grande esquema envolvendo partidos de oposição com o crime organizado.


Insisto. O ministro Gilmar Mendes está dedicando muito tempo à CPI. Na verdade, na sua fala, ele dedica um grande tempo do seu ataque para explicar as suas relações  com o senador Demóstenes Torres.  Desse modo, caberá à sociedade brasileira julgar se essa relação era ou não adequada.


Na minha opinião, o Gilmar Mendes desferiu um ataque inaceitável ao ex-presidente Lula e agora ele não consegue mais controlar.

 

De Carta Capital.

Cynara MenezesVelha mídia04.06.2012 15:30Control C + Control Veja
 

No centro do furacão desde que vieram à tona suas relações no mínimo pouco éticas com os bandidos da quadrilha de Carlinhos Cachoeira, a revista Veja parece ter pedido toda a noção de ridículo. Sua capa desta semana é uma farsa: o “documento” que a semanal da Abril alardeia ter sido produzido pelo PT como estratégia para a CPI de Cachoeira é, na verdade, um amontoado de recortes de reportagens de jornais, revistas e sites brasileiros.


Manual da arte midiática nativa, incluídas mediocridadem parvoíce e ignorância

Confira neste link os fac-símiles do suposto “documento” que a revista apresenta com “exclusividade” e compare com os outros links no decorrer deste texto: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/o-manual-do-pt-para-instrumental...

Segundo a revista, os trechos que exibe fariam parte de um “documento preparado por petistas para guiar as ações dos companheiros que integram a CPI do Cachoeira”. Mas são na realidade pedaços copiados e colados diretamente (o manjado recurso Ctrl C+ Ctrl V dos computadores) de reportagens de terceiros, sem mudar nem uma vírgula. O primeiro deles: “Uma ala poderosa da Polícia Federal, com diversos simpatizantes nos meios de comunicação, não engole há muito tempo o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal” saiu de uma reportagem de 6 de abril do site Brasil 247, um dos portais de notícia, aliás, que os colunistas online de Veja vivem atacando com o apelido de “171″ (número do estelionato no código civil). Mas quem é que está praticando estelionato com os leitores, no caso?

Link: http://brasil247.com/pt/247/poder/52162/Movimento-na-web-tenta-intimidar...

Outro trecho do “documento exclusivo” de Veja é um “copiar e colar” da coluna painel da Folha de S.Paulo do dia 14 de abril: “Gurgel optou por engavetar temporariamente o caso. Membros do próprio Ministério Público contestam essa decisão em privado. Acham que, com as informações em mãos, o procurador-geral tinha de arquivar, denunciar citados sem foro privilegiado ou pedir abertura de inquérito no STF”.

Link (para assinantes): http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/36999-painel.shtml

Mais um trecho do trabalho de jornalismo “investigativo” com que a Veja brinda seus leitores esta semana: “Em uma conversa entre o senador Demóstenes Torres e o contraventor Carlinhos Cachoeira, gravada pela Polícia Federal (…)”, é o lead de uma reportagem do jornalO Estado de S.Paulo do dia 28 de abril.

Link: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,demostenes-tratou-de-process...

Pelo visto, os espiões da central Cachoeira de arapongagem, que grampeavam pessoas clandestinamente para fornecer “furos” à Veja, estão fazendo falta à semanal da editora Abril…

 

zanuja

Clipping do Dia

10. Mercado reduz ainda mais previsão sobre o crescimento do País

O mercado financeiro reduziu, pela quarta semana consecutiva, a previsão de crescimento da economia brasileira em 2012, desta vez de 2,99% para 2,72%, de acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira (4) pelo BC (Banco Central do Brasil).

9. Governo não vai permitir que as conquistas do povo nordestino se percam, diz Dilma sobre estiagem

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (4), em edição especial do programa de rádio Café com a Presidenta, que seu governo não vai permitir que as conquistas acumuladas pelo povo nordestino se percam por conta da seca. Para enfrentar os efeitos da es...

8. Quatro capitais pesquisadas pela FGV registram inflação mais ...

Rio de Janeiro - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC-S) aumentou em quatro das sete capitais pesquisadas, na última semana de maio, informou hoje (4) a Fundação Getulio Vargas (FGV). A maior alta foi observada em Salvador, ...

7. Número de trabalhadores escravizados no mundo cresce 57% nos últimos sete anos

 

6. CPI ouve nesta terça depoimento da ex-chefe de gabinete de Perillo - Extra Alagoas

Eliane Gonçalves e mais 4 pessoas falarão na condição de testemunhas. Comissão deve definir nesta segunda (4) votação de requerimentos A CPI criada para investigar a ligação do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários ouvirá nesta ...

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BRASÍLIA - O Rei espanhol estaria Disposto a desfazer o mal-estar causado pelas questões migratórias entre o Brasil ea Espanha... BRASÍLIA - O rei da Espanha, Juan Carlos I, se reúne nesta segunda-feira (4) com a presidente Dilma Rousseff e vários .....

4. Código Florestal já recebeu quase 200 emendas - Bom Dia Sorocaba

A definição de um novo Código Florestal para o Brasil retoma nesta terça-feira (5) a agenda do Congresso, com a escolha do senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) para assumir a relatoria na comissão especial mista destinada a analisar a ...

3. Chineses lembram Massacre da Paz Celestial e esperam por mudanças

O 23º aniversário do massacre de estudantes na Praça da Paz Celestial não escapou do controle e silêncio oficial reinante durante as duas últimas décadas na China, mas neste ano também foi marcado pela esperança dos familiares das vítimas que a ...

2. CPI do Cachoeira deve convocar assessor que denunciou Perillo - Último Segundo - iG

"Vamos cobrar a antecipação da vinda do Marconi porque ele é um governador, não um depoente qualquer que possa ficar sangrando", disse o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), titular tucano na comissão. Antecipar o depoimento para esta semana não será...

1. Os números de Dilma: “É a economia, estúpido”

Resultado do PIB no primeiro trimestre por um lado decepcionou; mas, por outro, já revela sinais de recuperação, também mostrada por três índices recordes: a queda da dívida pública, do desemprego e da taxa de juros

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Taxa selic, poupança e copa do mundo – o cidadão em segundo lugar 

Por Pedro Valadares

Na última semana, o Banco Central baixou a taxa selic para 8,5% ao ano. A selic vem caindo desde 2010 e chegou a seu patamar mais baixo. Esse processo é interessante pelo lado pedagógico, por evidenciar a importância de uma taxa de juros mais razoável.

Contudo, a forma como se chegou a esse nível é totalmente insustentável, tanto que muitos analistas já prevêm que em 2013 a selic voltará a subir e passará dos 10%. É por meio dessa taxa que o governo capta recursos no mercado para se financiar.

Como o estado não para de crescer, as pessoas percebem que ele precisará de mais dinheiro para se sustentar, então, como a demanda tende a aumentar, o juro tende a subir novamente.

Para remediar esse problema, o governo decidiu indexar a selic com a poupança. Dessa forma, se a selic desce abaixo de 9% o rendimento da poupança passa a ser de 80% da taxa. Muitos analistas tentaram explicar que as perdas para os poupadores serão mínimas.

Esse procedimento foi adotado para que as pessoas não deixassem de financiar o governo e colocassem seu dinheiro na poupança, onde ele seria mais rentável.

Ou seja, a decisão foi de reduzir o ganho dos pequenos poupadores e não de diminuir os gastos públicos. Dessa forma, os cidadãos são duplamente punidos, pois além de ganharem menos com a poupança, ainda têm que destinar quase um terço dos seus rendimentos para pagamento de tributos.

Enquanto isso, o tribunais de contas e o Ministério Público indicam que o orçamento da Copa já superou em dez vezes o planejado e que o torneio no Brasil será mais caro que as últimas três copas juntas. O governo custeará 99% desses custos. Como ele não é capaz de produzir dinheiro, adivinhe quem vai pagar?

 

Sarney recusa pedido de Dilma para barrar CPI

 

Pouco antes de a CPI do Cachoeira ser instalada no Congresso, Dilma Rousseff telefonou para o presidente do Senado, José Sarney.

Perguntou o que ele poderia fazer para barrar a comissão. Sarney respondeu que ele não podia fazer mais nada diante da articulação bem sucedida do PT e, principalmente, do ex-presidente Lula.

Aliás, Sarney está distante da comissão. Nem pretende entrar nessa seara. Afinal, como ele gosta de comparar, sua relação com o Palácio do Planalto hoje é bem distante.

- O Lula ainda enganava a gente, mas ela nem isso quer fazer -, costuma repetir o peemedebista.

http://colunistas.ig.com.br/poder-economico/2012/06/04/sarney-recusa-pedido-de-dilma-para-barrar-cpi/

Eles não têm jeito ( o iG e o Sarney).

 

Item eh tao plantado como o item de Jardim pouco acima desse.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Do Correio do Brasil

Submarinos alemães com capacidade nuclear, vendidos a Israel, complicam a vida de Merkel

3/6/2012 16:00,  Por Redação, com agências internacionais - de Berlim e Jerusalém

 Israel

A Marinha de Israel contaria com submarinos armados com mísseis nucleares, segundo a Der Spiegel

Os submarinos que a Alemanha fornece a Israel desde a década de 1990 estão equipados para transportar e disparar mísseis nucleares. A denúncia, publicada na edição deste domingo da revista semanal de maior circulação naquele país, a Der Spiegel, uma vez comprovada por setores independentes da Organização das Nações Unidas (ONU), tem tudo para minar de vez o desgastado governo conservador da chanceler Angela Merkel, que há anos nega a capacidade nuclear dos submarinos comercializados com o governo de direita do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Israel tem sido um dos principais opositores do programa nuclear iraniano, pacífico segundo as autoridades de Teerã.

A notícia cita uma pesada investigação sobre a “Operação Samson”, entre alemães e o Estado judeu. Em Jerusalém, o diário israelita Haaretz comenta que, “se a informação obtida por Der Spiegel for efetivamente correta, ela poderia causar um considerável embaraço à chanceler alemã Angela Merkel e ao seu governo, que têm repetidamente negado que sejam nucleares os submarinos fornecidos a Israel”.

Sem parecer preocupado com as consequências indesejadas que a revelação pode trazer a Angela Merkel, o ministro israelita da Defesa, Ebhud Barak, declarou à Der Spiegel:

– Os alemães podem orgulhar-se de ter assegurado a existência do Estado de Israel durante vários anos.

Os três primeiros submarinos alemães da classe Dolphin entregues a Israel foram-no na década de 1990, custeados pelo Estado alemão praticamente durante toda a construção. Peritos internacionais consideravam-nos, antes ainda das atuais revelações, capazes de transportar ogivas nucleares. Um quarto submarino da mesma classe foi entregue há um mês e deverá estar operacional a partir do próximo ano. Outros dois têm contratos assinados e serão entregues escalonadamente até 2017. Merkel teria condicionado a fabricação do armamento à suspensão das construções irregulares em território palestino, além da instalação de um sistema de tratamento de águas residuais na Faixa de Gaza, financiada com capital alemão.

Até agora, o governo de Netanyahu ignorou as duas exigências alemãs, fato que não impediu Berlim de assinar os contratos, subsidiar a fundo perdido um terço (135 milhões de euros) do preço dos submarinos e de abrir créditos a Israel para o restante até 2015.

Os submarinos desta classe podem permanecer submersos durante muito tempo e navegar longamente sem necessidade de reabastecerem os seus tanques de combustível. Eles podem operar visíveis ou invisíveis e têm um alcance de tiro até aos 1,5 mil quilômetros. Foram concebidos especialmente para operações no Mediterrâneo.

Ingenuidade

Segundo o chefe de redação de Der Spiegel, Georg Mascolo, “uma investigação de vários meses prova que os submarinos fornecidos pela Alemanha à Marinha israelita fazem uso de equipamento para transportar armas nucleares”. Mascolo acrescenta que “funcionários alemães admitem-no agora, desde que sabem o uso que Israel faz das armas alemãs”. Dois responsáveis políticos, o antigo secretário de Estado da Defesa Lothar Rühl e o ex-chefe do comité de planeamento Hans Rühle, assumiram em entrevistas à Der Spiegel que sempre suspeitaram que Israel iria equipar os submarinos com armas nucleares.

O programa nuclear israelita, nunca comentado por autoridades de Tel Aviv, é contudo conhecido dos alemães desde 1961, tendo sido objeto de negociações entre os dois governos em 1977, com o chanceler Helmut Schmidt de um lado e o então chefe da diplomacia israelita, Mosche Dayan, do outro.

Segundo o historiador militar israelita Martin van Creveld, o essencial da tecnologia que tornou Israel uma potência nuclear foi-lhe fornecido pelo Estado francês. Na Guerra de Yom Kippur, em 1973, Israel teria, segundo hipótese levantadas por van Creveld mas não sustentada em documentos, ameaçado a Síria com um ataque nuclear. Essa seria, segundo o historiador, a única explicação plausível para o exército sírio ter retirado os seus blindados num momento em que tinha praticamente ganha a batalha pela recuperação dos Montes Golan.

http://correiodobrasil.com.br/submarinos-alemaes-com-capacidade-nuclear-...

 

Demarchi

Da Carta Capital:

 

Pedro Serrano03.06.2012 10:05Contratos realmente “diferenciados”59 Antônio Cruz / ABr

Imagem mostra as obras no estádio de Brasília, em março. Foto: Antônio Cruz / ABr

Existem meandros da administração pública brasileira que, embora relevantes ao extremo para a cidadania, passam ao largo da atenção pública.

É nossa melhor tradição casa grande-senzala no âmbito da administração pública. Questões da gestão da maior parte do erário são tratados como assuntos destinados apenas a iniciados, “técnicos independentes”, mentes ilustradas conformadoras de nossa contemporânea aristocracia, que passa longe da gente “diferenciada” de nossas ruas.

Decisões que afetam o bolso de todos são tomadas em reuniões fechadas nas salas da alta burocracia técnica de Estado, insufladas por sugestões de representantes também técnicos de grandes empreendedores privados, interessados diretos nos assuntos em pauta. Mecanismos de corrupção sistêmica são urdidos e vêm embalados – ao serem apresentados a público – por conceitos inusuais no cotidiano da linguagem comum.

Ares de sofisticação técnica e jurídica são emprestados aos mais comezinhos processos de mau trato com o interesse público. O velho cambalacho vem agora sob as alcunhas de “flexibilização procedimental” e “administração gerencial”.

Como já tive oportunidade de dizer em artigo já publicado nesta coluna, tal categoria de perversões encontra seu início no governo de Fernando Henrique Cardoso, foi mantida no governo Lula e agora vem ampliada no governo Dilma Rousseff.

O governo Dilma tem mantido conquistas sociais únicas em nossa história estabelecidas na era Lula, recuou minimamente em significativos avanços nas relações exteriores de Lula, mas tem se diferenciado de Lula no âmbito de políticas públicas no qual, a nosso ver, o governo Lula mais deixou a desejar. E esta diferenciação, pasmem, tem sido para ainda pior.

Se Lula não teve a coragem cívica de alterar o regime de prestação de serviços públicos e o regime de contratações públicas, privilegiador dos interesses privados em detrimento dos interesses coletivos, estabelecido no governo FHC, Dilma ampliou estes mecanismos nefastos de corrupção sistêmica.

Se de um lado Dilma se põe como presidenta moralizadora pela demissão de ministros, de outro cria normas gerais que entregam à iniciativa privada a real gestão de contratos públicos. Abre mão da soberania estatal no âmbito das referidas contratações, inclusive criando mecanismos de fraudes sistêmicas aos valores isonômicos e éticos que deveriam nortear as licitações públicas.

Tal conduta já se observou no uso acrítico e na manutenção do regime de concessões públicas criado por FHC, que “flexibilizou” as prerrogativas do Poder Concedente, ou seja do Estado, no âmbito destas contratações, submetendo o interesse público ao jugo das decisões empresariais privadas, nas novas concessões entabuladas pelo governo federal desde o início do mandato Dilma.

Copa do Mundo e Jogos Olímpicos

Mas tal conduta se exacerba na medida em que se criou e agora inicia-se a aplicação de aspectos profundamente antiéticos e de constitucionalidade duvidosa da chamada Lei do RDC, ou seja do Regime Diferenciado de Contratações estabelecido para contratos relativos a obras e serviços para a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos.

Inegável que a maior parte dos dispositivos da aludida lei são positivos, implicam ganho de tempo e eficiência para a realização de obras e serviços essenciais para a realização dos grandes eventos.

Ocorre que no que tange a grandes obras e serviços de engenharia, ou seja em parte significativa das despesas que se realizarão para tais eventos, o governo tratou de estabelecer um regime de contratação desconhecido do grande público, mas que já vinha em parte sendo usado pela Petrobras há alguns anos, qual seja o da chamada “contratação integrada”.

Tal modelo de contratação implica deixar a cargo do contratado o chamado projeto básico do empreendimento, ou seja as decisões mais gerais quanto a método construtivo, materiais, planos de ataque da obra etc.,restando à administração apenas a realização de um sintético anteprojeto de engenharia.

Referido aspecto repercute em dois problemas graves no âmbito da isonomia e da moralidade pública: de um lado subtrai do órgão licitante a condição de realizar o cotejamento de propostas em disputa de forma objetiva, pela ausência de critérios uniformes de julgamento, possibilitando amplas formas de manipulação subjetiva do processo de escolha do contratante privado; de outro entrega à raposa o cuidado das galinhas, entrega a dimensão da obra como politica pública ao particular, soterrando mecanismos de controle estatal inerentes à soberania.

O aspecto da impossibilidade de cotejamento objetivo de propostas e sua inconstitucionalidade estão, no âmbito jurídico da questão, brilhantemente expostos na obra Regime Diferenciado de Contratações Públicas, coordenada por Marcio Cammarosano, Augusto Dal Pozzo e Rafael Valim. Aqui me atenho a dimensão política e ética de tal perversão legislativa.

O desvio de recursos que certamente se originará em tal forma de proceder é evidente.

Mais que isso, os dispositivos legais em questão estabelecem ainda como forma de julgamento a técnica e preço, forma de julgar inapelavelmente subjetiva, já que as notas atribuídas nos julgamentos técnicos necessariamente comportam variações exclusivamente subjetivas de juízo. Há sempre uma inafastável margem de avaliação subjetiva no interior da qual as manipulações de resultados são realizadas.

No mercado de obras públicas é cediço que edital com julgamento técnico é edital dirigido a alguma empresa amiga.

Leia também:
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Contratos com a Delta: romper ou não romper?
Nurembeg não investigou a resistência aos nazistas

Entregar este âmbito amplíssimo de definições e escolhas construtivas ao empreendedor privado implica evidente política de manipulação de licitações, escolhas direcionadas e posterior prejuízo aos cofres públicos por ausência de possibilidade de controle publico na execução destes contratos. E, diga-se, sem qualquer ganho de agilidade na licitação, contratação e execução do objeto contratado.

Tenho pelo governo Dilma, como tinha pelo governo Lula, a mais intensa simpatia. Acredito que no balanço geral de políticas públicas estabelecidas por tais governos a cidadania brasileira saiu vitoriosa, mas não há como deixar sem crítica esta relevantíssima dimensão da gestão administrativa do Estado.

A crítica possível à dimensão ética de tais medidas não se estriba em absurdos jornalísticos ou falsas impressões ocasionadas por matérias superficiais e direcionadas politicamente. Trata-se de avaliação sincera e objetiva de um tema que convivi por 25 anos de exercício profissional e vida acadêmica.

Creio como inaceitáveis tais medidas em especial quando adotadas por um governo democrático de esquerda. Só posso atribuir sua produção ao mau comportamento de assessorias “técnicas” e à influência pouco ética de interesses privados na burocracia pública.

O caso adquire contornos mais graves quando se anuncia a intenção governamental de transplantar tal forma escandalosa de contratação para os contratos de rotina. Quer-se transformar o mecanismo de corrupção operacional e ocasional de obras de grandes eventos em corrupção sistêmica permanente no âmbito das contratações públicas. É hora do governo Dilma efetivamente retomar a bandeira ética que nós de esquerda deixamos escapar das mãos por erros históricos.

Ter a coragem de revisar o todo da legislação de contratações publicas, relativa tanto às obras quanto aos serviços públicos, voltar corajosamente atrás na decisão de aplicar a contratação integrada às licitações de aeroportos e outras que o governo entabula.

Tenho ciência que o todo da cidadania sequer suspeita deste tipo de malfeito. Creio mesmo que a alta esfera de governo “assinou” sem consciência real dos efeitos de tais medidas. Mas a perversão existe e está para ser aplicada em obras relevantes e dispendiosas e ainda ameaça se tornar permanente como método de administração. Há que se impedir sua realização, é tarefa do governo e de todos nós.

 

 

Domínio econômico dos BRICS China - Brasil - Rússia - Índia

Um livro polêmico do estudioso Arvind Subramanian, da Peterson Institute for International Economics chamado "Eclipse: Living in the Shadow of China's Economic Dominance," que comenta sobre o domínio econômico da China, analisa as medições do PIB de acordo com índice de paridade de poder de compra (PPP) que de acordo com a média do domínio econômico, ou seja, a média ponderada dos países no PIB mundial, no comércio e nas exportações líquidas de capital, através deste conceito a China deve ultrapassar os EUA em 2012, apesar de no conjunto total da economia isto ocorrerá somente entre 2020 a 2030. Isto faz lembrar-me do caso do Brasil em que analistas internacionais comentavam que seria a 6ª economia mundial somente em 2037, o país é desde dezembro de 2011. Em termo de comércio, riqueza e finanças, não há dúvida da potencialidade da China que ocupa um lugar de destaque no cenário internacional e com maior reserva cambial do mundo, financiando ações em todos os continentes.

De acordo com o livro de Jim O'Neill, "The Growth Map - Economic Opportunity in The BRICs and Beyond", diz que o mapa do crescimento está no BRICs - Brasil, Rússia, Índia, China, a sigla inicial que a 10 anos atrás comportava estes 4 países, agora acrescentou S da África do Sul, no livro prevê o desenvolvimento destas 5 nações além do México e outros países da África. Os BRICS cresceram em 10 anos de US$ 3 trilhões para o total de US$ 13,6 trilhões, segundo Jim O'Neill, muito acima de suas expectativas iniciais.

Se analisarmos o Paper 99 de 1996, do Goldman Sachs, estudos econômicos até 2050, ele previa que o Brasil ultrapassaria o Reino Unido em 2036, o que ocorreu em 2011, neste estudo os EUA seriam ultrapassados pela China em 2045 e na atual conjuntura isto ocorrerá por volta entre 2019 a 2022. O Brasil cresce no efeito China com suas commodities, podendo ser beneficiado também a Rússia. Os BRICS são complementares em suas ações o que é um incentivo maior para o crescimento destes países. De acordo com este estudo o PIB será proporcional a sua população, como o caso da China e Índia. Ao verificar o Paper 204 do Goldman Sachs, as comparações de 2010 e as projeções para 2030 são:

 

Posição PIB

País

PIB 2010 *

País

PIB 2030**

1

EUA

14,614

CHINA

31,731

2

CHINA

5,633

EUA

22,920

3

JAPÃO

4,773

ÍNDIA

7,972

4

ALEMANHA

3,640

BRASIL

5,862

5

FRANÇA

2,866

JAPÃO

5,852

6

REINO UNIDO

2,582

RÚSSIA

4,730

7

ITÁLIA

2,295

ALEMANHA

4,441

8

BRASIL

1,990

FRANÇA

4,205

9

RUSSIA

1,689

REINO UNIDO

3,644

10

Canadá

1,583

MEXICO

2,991

*PIB em trilhões de dólares ** Projeções em trilhões de dólares

Segundo estudos e projeções do FMI, a China será a maior economia mundial com 27,9% do PIB em 2050, acompanhado em 2º lugar da Índia com 12,9% do PIB mundial, os EUA serão a 3ª maior potência econômica com 10,4% do PIB, o Brasil em 4º lugar com 4,5% do PIB mundial e a Rússia a 5ª economia com 2,9% do PIB mundial. Ou seja, 4 dos cinco primeiros serão dos BRICS. A arma secreta do desenvolvimento da China é a educação, do Brasil é o efeito China, atualmente o maior destino das exportações brasileiras (dados do IPEA). O crescimento da Rússia vinculado às commodities e o efeito China, mas sua população está envelhecendo e diminuindo o que influenciará a velocidade do desenvolvimento econômico. A Índia aumentou em 45% suas exportações em 2011, começando a despertar para o novo cenário econômico mundial.

O Brasil pode tornar-se a 5ª potência mundial entre 2012 a 2014, por vários motivos. A França é a 5ª maior potência mundial e terminou 2011 com um PIB da ordem de US$ 2,8 trilhões contra US$ 2,4 trilhões do Brasil.

Apesar de todas as projeções e estudos destas instituições, ressalto que existem variáveis que afetarão o desenvolvimento das nações. O mundo passará por transformações radicais, como os reflexos dos efeitos climáticos, ambientais como a falta de água, da produção de alimentos, do manejo das reservas florestas existentes, além do efeito tecnologia e conhecimento. Práticas de sustentabilidade e economia verde, atrelados à tecnologia inovadora mudarão a realidade. Neste contexto, na questão tecnologia pode ajudar o Brasil, os EUA, a Alemanha e a Índia, já as commodities que são moedas de troca favorecem a Rússia e o Brasil.

http://port.pravda.ru/busines/30-03-2012/33208-dominio_brics-0/

 

Cachoeira news:

Blogs e Colunistas

Lauro JardimRadar on-line

com Robson Bonin, Thiago Prado e Severino Motta

Assine o Feed RSSEscreva para Lauro Jardim: radaronline@abril.com.br 

domingo, 3 de junho de 2012

6:05 \ BrasilJogo sujo

Joaquim em risco

Na mesa de José Sarney, na presidência do Senado, está sob análise um pedido de impeachment de Joaquim Barbosa, relator do escândalo do mensalão. É, evidentemente, coisa de mensaleiro. Mas todo cuidado é pouco.

Por Lauro Jardim

Alguém sabe do que se trata?

 

"Alguém sabe do que se trata?":

De mentira.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Índios vão à OEA contra rodovia boliviana financiada pelo Brasil

Da Agência Reuters

Índios da Amazônia boliviana pediram à OEA no domingo que intervenha para frear o projeto de uma rodovia liderado pelo presidente Evo Morales, um plano que, segundo os indígenas, ameaça o equilíbrio ecológico e seus direitos de autodeterminação.

A denúncia verbal foi apresentada horas antes de a Organização dos Estados Americanos (OEA) iniciar na cidade de Cochabamba sua reunião anual de ministros de Relações Exteriores e enquanto centenas de moradores da região amazônica realizavam uma marcha de protesto de cerca de 600 quilômetros com destino a La Paz.

A OEA poderia promover um diálogo interno na Bolívia ou ativar seus mecanismos de proteção de direitos humanos, disseram líderes indígenas após uma audiência com o secretário-geral da organização, José Miguel Insulza.

Insulza se recusou a comentar o diálogo com representantes de organizações indígenas que lideram a segunda marcha em menos de um ano contra o projeto da rodovia de 306 quilômetros que corta a selva e tem custo de 420 milhões de dólares, financiados em grande parte pelo Brasil.

"Nós pedimos (a Insulza) que a partir de sua posição possa fazer arranjos para que todos os direitos que estão sendo violados, não só dos índios, mas de todo o povo boliviano, sejam respeitados", disse Fernando Vargas, líder das comunidades do parque nacional Tipnis.

Vargas sinalizou que o chefe da OEA se comprometeu a pedir explicações ao governo boliviano sobre a demora no esclarecimento de uma brutal repressão policial contra a marcha anterior contra a rodovia, em 2011.

http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE85203V20120603

 

Afetada pela crise, a classe média vai às ruas

Do Le Monde Diplomatique

Além do desejo dos manifestantes, podemos realmente reunir todas as manifestações de “indignados” em uma mesma categoria? De Cairo a Atenas, de Santiago do Chile a São Francisco, estaremos assistindo ao surgimento de um “povo mundial em luta”?

"Minha tenda está por ali, ao lado da do serviço técnico, onde cuidam da internet, das ligações com as outras ocupações, das atualizações no Facebook. Aqui está a cozinha, que serve café da manhã, almoço e jantar. E aqui é a tenda ‘chá e empatia’, com um piano, chá e café gratuitos!” Em Londres, diante da Catedral de Saint-Paul, no coração da cidade, dezenas de tendas floresceram desde 15 de outubro de 20111 e Amir Imran nos apresenta tudo como se fosse o dono do local.

Imran dorme aqui desde o começo e só deixa o acampamento dois dias por semana para assistir às suas aulas. Com 24 anos, ele chegou à capital britânica alguns meses antes para terminar seus estudos de jornalismo. Ele vem da Malásia, onde “há uma lei draconiana que autoriza prender qualquer um que seja suspeito de perturbar a harmonia e a ordem pública. Lá eu participava de movimentos pelo direito à liberdade de manifestação. Era necessária uma autorização para protestar. Aqui é mais simples, não?”. Foi natural para ele se unir aos militantes do Occupy the London Stock Exchange (Ocupar a Bolsa de Londres).

Lançado em Nova York, em 17 de setembro de 2011, o movimento Occupy (Ocupar) pretende se inscrever na linha dos “indignados” espanhóis e faria eco, à sua maneira, à Primavera Árabe. Se as situações diferem, se as reivindicações são às vezes nebulosas, de Londres a Nova York, de Madri a Tel-Aviv, encontramos o mesmo desconforto diante de uma ordem política que escapa ao controle dos cidadãos e de uma oligarquia que monopoliza as riquezas. E também há esse sentimento performático de pertencer a alguma coisa global. Mas, além do desejo dos manifestantes, podemos realmente reunir todas essas manifestações em uma mesma categoria? De Cairo a Atenas, de Santiago do Chile a São Francisco, estaremos assistindo ao surgimento de um “povo mundial em luta”?2

A questão é colocada para dois estudantes chilenos que, desde maio de 2011, participam do movimento por uma educação pública e gratuita, nesse país onde as universidades foram, em 1981, privatizadas pelo regime do general Pinochet.3 O Chile conheceu, durante 2011, as maiores manifestações populares desde o retorno da democracia. Os estudantes levaram consigo famílias e colegiais. Questionaram as desigualdades e a reforma tributária, mas também a representatividade do sistema político. Eles não se consideram ligados aos “indignados” nem à Primavera Árabe: construíram suas reivindicações com relação à situação de seu país, mas dizem expressar uma cólera que ultrapassa as fronteiras do Chile.

Para Andrés Muñoz Cárcamo, “é um fenômeno global contra a maneira como o sistema econômico produz lucro e destrói as estruturas sociais. No Chile, é com a educação; em outros lugares, é diferente”. Tomando o cuidado de salientar as diferenças entre todos esses movimentos, seu camarada Vicente Saiz reconhece a existência de uma “base comum” no fato de que “as pessoas lutam para tomar elas mesmas as decisões”. E é verdade que encontramos em todos os lugares essa vontade de recuperar um poder confiscado, o desejo de participar realmente da vida pública e da maneira como as sociedades são governadas.

Em Madri, a grande concentração que encheu a Puerta del Sol no dia 15 de maio de 2011 – e deu nascimento ao movimento 15-M – surpreendeu até mesmo os organizadores da manifestação, como Carlos Paredes. O movimento “Democracia real já!”, do qual ele é um dos porta-vozes, tinha sido criado alguns meses antes em torno de oito propostas que iam da supressão dos privilégios da classe política até a aplicação efetiva do direito à habitação e a reforma da lei eleitoral.4

Para Paredes, um empreendedor de 32 anos que exerce sua atividade nos serviços de informática, a motivação de ir para a rua é ao mesmo tempo mais profunda e menos precisa do que essas poucas propostas. Há na Espanha, ele explica, “um teto de vidro” que limita a realização pessoal e profissional da população. “Os que estão no alto ficam no alto, e os que estão embaixo caem cada vez mais. A impossibilidade de progredir econômica e socialmente me levou a procurar outras vias. Aí encontrei ‘Democracia real já!’” Ele não se diz de nenhum partido ou sindicato, não se refere a nenhuma ideologia política. Mas critica o sistema econômico cada vez mais desigual e uma democracia que não representaria mais ninguém, nem na Espanha nem na Europa. E fustiga os “golpes de Estado financeiros” que foram dados por três personalidades não eleitas e vindas do mundo das finanças para cargos importantes: Mario Draghi na chefia do Banco Central Europeu, Lucas Papademos na do governo grego e Mario Monti na presidência do conselho italiano.

Essa crise da representatividade impulsiona o surgimento de mecanismos de decisões por consenso. Foi por se sentirem excluídos da política que os “indignados” elaboraram as técnicas deliberativas mais inclusivas possíveis. A ocupação durou mais de um mês, pontuada por assembleias gerais, discussões e grupos de trabalho sobre diversos temas. Todas as pessoas – em Madri e em outros movimentos Ocupar – nos contaram com emoção sobre essas assembleias de milhares de pessoas. O filósofo José Luis Moreno Pestaña fala de um “prazer na discussão pública”.5

Ivan Ayala tem 31 anos. Preparando uma tese na Universidade Complutense sobre os fundamentos metodológicos da economia neoclássica, ele conta: “Participei em tempo integral do movimento. No começo, era impressionante. Havia grupos de trabalho que contavam com quinhentos membros! E era emocionante chegar à Sol e ver 4 mil pessoas na assembleia, discutindo como na ágora grega”. Por rejeitar o sistema partidário, o 15-M rejeita se definir como um movimento de esquerda. No entanto, sua crítica aos banqueiros, aos políticos, ao neoliberalismo e aos especuladores bem que constitui uma análise de esquerda, estima Ayala. Mas seu verdadeiro sucesso “é ser deliberativo, popular e maciço. Agora, em todos os bairros, em todas as cidadezinhas, assembleias estão sendo formadas”.

No dia 12 de junho de 2011, quando a ocupação da Puerta del Sol teve fim, a multiplicidade de pequenos cartazes pessoais exibidos na praça desapareceria dando lugar a uma grande faixa: “Nos vemos nos bairros”.

A diversificação geográfica do movimento provoca o surgimento de uma pluralidade de ações. Uma plataforma foi criada, por exemplo, para ajudar os moradores de aluguel ameaçados de expulsão. As famílias entram em contato com os “indignados”, e estes vêm em grande número no dia previsto para a expulsão e às vezes conseguem evitá-la ou adiá-la por diversos meses. Eles também ocupam prédios vazios para alojar famílias necessitadas.

O 15-M permite assim a mobilização e a visibilidade de questões que, ontem, eram bem menos percebidas, como a luta pela gestão da água. O município de Madri pretende privatizar a empresa pública Canal del Isabel II. Essa campanha contra a privatização, explica a advogada Liliana Pineda, “é um exemplo de colaboração entre o movimento e alguns partidos políticos. Graças aos ‘indignados’, houve muito mais gente nas manifestações do dia 8 de outubro, em muitas assembleias populares. E partidos políticos – Izquierda Unida e Equo – também participaram”. O evento é importante, pois o 15-M parecia até então recusar qualquer contato com os partidos políticos, mesmo os que podem estar próximos de suas posições.

Essa questão da relação com a política nunca foi tão espinhosa quanto nas eleições legislativas de 20 de novembro de 2011, que viram a vitória do Partido Popular (PP) de Mariano Rajoy (conservador). Que posição adotaria um movimento social que se diz não partidário diante de um momento eleitoral tão importante? Criar um partido para “acabar com o bipartidarismo” como alguns propuseram em junho de 2011? A ideia foi rapidamente enterrada. Abster-se? “Nunca aconselhamos a abstenção”, insiste Paredes. “Aconselhamos a votar em partidos minoritários, pois éramos contra o bipartidarismo do PP e do Psoe [Partido Socialista Operário Espanhol].” O objetivo consistia unicamente em identificar – graças a cálculos estudados – qual era o partido minoritário que tinha a maior chance, em cada departamento, de ganhar do candidato de um dos dois grandes partidos. Isso não impediu a direita de ganhar a maioria, mas permitiu apontar as falhas do sistema democrático espanhol. É para transformá-lo que Paredes e seus companheiros pensam hoje em um projeto de “democracia 4.0”, no qual os cidadãos poderiam votar pela internet nos projetos de lei submetidos ao Parlamento.

Dimensão global

Mas o verdadeiro sucesso do movimento, para além dessa inventividade permanente, é o peso que ele adquiriu no debate político. Como nos Estados Unidos e no Reino Unido, os “indignados” espanhóis afirmam que suas propostas agora estão na cena pública. E principalmente, ressalta Paredes, eles “conseguiram internacionalizar o movimento. Ocupar Wall Street [OWS] e os movimentos israelenses6 derivam de certa forma do 15-M”.

Como, no outono [do Hemisfério Norte] de 2011, um pequeno acampamento de manifestantes no sul de Manhattan poderia se transformar em uma “revolta global”7 num país em que as mobilizações populares pareciam pertencer à história?

O advogado Alexander C. Penley, um dos acampados em Nova York, lembra a importância dos predecessores que tornaram isso possível, como o movimento sindical do início de 2011 no estado do Wisconsin, e considera que a Primavera Árabe serviu de exemplo. “Se tal coisa acontecesse na França, não teria tido o mesmo impacto, porque vocês sabem, na França, na Europa, os norte-americanos dizem que são normais todas essas manifestações. Enquanto no Oriente Médio... Esses países eram conhecidos por serem tão fechados, bloqueados. Se funciona por lá, qualquer coisa pode acontecer aqui.”

Talvez seja a razão pela qual o chamado à ocupação de Wall Street, lançado na internet pela revista canadense Adbusters, conhecida por sua crítica radical à publicidade, tenha tido um impacto tão forte. No dia 17 de setembro, algumas centenas de pessoas vieram se manifestar no bairro financeiro de Nova York e finalmente se encontraram, quase que por acaso, no Zuccotti Park, uma praça espremida entre alguns arranha-céus, a dois passos de Wall Street e de Ground Zero.

“Alguém deu a ideia de fazer uma assembleia geral, como na Grécia ou na Espanha”, lembra David Graeber, antropólogo e anarquista, que dá aulas em Yale e participou do planejamento da ocupação. Nesse dia, coisa tão rara nos Estados Unidos, as pessoas começaram a falar de política, na rua, no espaço público. E surgiram diversas reivindicações, algumas sérias, outras estapafúrdias. Durante essa primeira assembleia geral do OWS, discutiu-se a anulação do Decreto Citizens United, da Corte Suprema, que reforça a capacidade de influência das empresas sobre o poder político;8 mas também o retorno da Lei Glass-Steagall, cuja revogação por Bill Clinton permitiu a expansão de uma finança sem controle. De maneira mais fantasiosa, alguns conclamaram o desmonte da estátua do touro, tão emblemática da potência de Wall Street.

Nos dias que se seguiram, os manifestantes tornaram-se mais numerosos, barracas apareceram, uma vida se instalou no Zuccotti Park. As assembleias gerais continuaram, organizaram-se grupos de trabalho, foi elaborada a “Declaração de ocupação de Nova York”. A praça agregou diversos tipos de pessoa. Além dos homens jovens brancos diplomados, também vieram os sem-teto, minorias e outras “vozes marginalizadas”, cuja inclusão é um desafio não necessariamente resolvido. Alguns se afirmam comunistas ou socialistas, ou designam o capitalismo como a causa do problema. Outros querem, ao contrário, conservar esse sistema e a economia de mercado, e pedem unicamente sua regulação.

Muitos estão desapontados com Barack Obama: “Votei nele, ele não fez nada, agora quem faz sou eu”. William P. York, jovem advogado participante do acampamento do Occupy Nashville, no Tennessee, diz: “Em 2008, eu estava engajado na campanha de Obama em Cleveland, Ohio. Era um estado importante para a batalha eleitoral. Tornei-me muito ativo politicamente, trabalhei muito para a campanha. Mas percebi rapidamente, depois de sua chegada ao poder, que ele era pouco diferente dos outros candidatos. Os dois partidos são, fundamentalmente, o mesmo. Ambos são cooptados por empresas que podem dar tanto dinheiro quanto quiserem aos candidatos. Na verdade, eles são comprados pelas empresas, pelas grandes companhias multinacionais”. A crítica ao poder das grandes empresas constitui um denominador comum do movimento OWS.

A ocupação dos espaços públicos foi o meio de fazer essa crítica ser ouvida. Para alguns, ela constitui a realização concreta da sociedade que eles desejam ver surgir, mas, como nos dirá Shane Patrick, um dos organizadores do OWS, “ninguém quer viver em uma sociedade igualitária no meio de Nova York em janeiro”.

A expulsão violenta dos acampados do Zuccotti Park pela polícia de Nova York na noite de 15 de novembro teve, para muitos, um efeito positivo. Antigo freelancer para a Newsweek e o The Los Angeles Times, que se tornou redator-chefe do The Occupied Wall Street Journal, Michael Levitin afirma: “Não precisávamos mais do Zuccotti Park. Era o melhor momento para parar. E a maneira como o prefeito nos expulsou foi perfeita: ele foi violento, as pessoas apanharam, foram presas, livros foram jogados, tudo ficou inacessível aos jornalistas”. Como para o 15-M em Madri ou Barcelona, a violência policial permitiu ao OWS ganhar a simpatia da opinião pública, e a expulsão obrigou os ocupantes a refletir sobre outras formas de ação, para entrar em uma nova fase do movimento.

Novas relações de poder

Assim, ligações foram criadas entre o OWS e organizações comunitárias presentes nos bairros populares de Nova York e de outros lugares. No dia 6 de dezembro, a plataforma Occupy our Homes (Ocupar nossas Casas) organizou uma ação em todos os Estados Unidos para recuperar habitações vazias tomadas pelos bancos. O bairro pobre de East New York constituiu o objetivo do dia. No começo, no centro do Brooklyn, os participantes eram majoritariamente brancos e diplomados. Durante a marcha, na plataforma do metrô, depois nas vias, os manifestantes distribuíam panfletos e informavam os passageiros sobre a taxa de expulsão dos alojamentos de East New York, a mais elevada da cidade. Alguns se uniam ao cortejo e retomavam o slogan do OWS: “Somos os 99%”, em referência ao “1% mais rico”.

Cerca de 2 mil pessoas – entre as quais militantes históricos das lutas em defesa das minorias, como Charles Barron, antigo membro dos Black Panthers, hoje conselheiro municipal de Nova York – marcharam no bairro. Outro conselheiro municipal, Ydanis Rodriguez, disse à multidão que o OWS se tornava “mais colorido”. Entenda-se: havia então mais negros e hispânicos, minorias.

Na altura do número 702 da Vermont Street, uma casa vazia foi finalmente ocupada, como em quarenta outras cidades nos Estados Unidos. A família de Alfredo Carrasquillo se instalou nela. Dias depois da manifestação uma dúzia de ocupantes permanecia no local para proteger a família em caso de tentativa de expulsão.

Max Berger pediu demissão do trabalho em uma organização não governamental para participar do movimento. “Ocupamos essa casa em nome de uma família. Sempre quis me engajar em ações que transformassem as relações de poder e lutassem em nome dos que são mais marginalizados na sociedade. E essa questão da habitação é perfeita: é a extensão natural do movimento OWS. As pessoas se sentem diretamente tocadas. Dúzias de famílias entram em contato conosco para que as ajudemos a encontrar uma casa ou para que as protejamos de uma expulsão.” E acrescenta: “O OWS tem a capacidade de criar um movimento de massa muito amplo, que vai mudar a política deste país”. De fato, o movimento não ficou confinado a Nova York e a algumas outras grandes cidades.9

Em Nashville, no coração da América cristã e conservadora, em dezembro de 2011 um acampamento se instalou diante do Congresso do estado. Eram dezenas de barracas que tinham conquistado o direito de ficar por alguns meses graças a uma vitória judicial em um tribunal estadual. O acampamento finalmente foi expulso pelos agentes da ordem em março de 2012, o que fez de Nashville uma das mais longas ocupações dos Estados Unidos. Aqui, reapropriar-se de um local público tem um sentido ainda mais profundo do que em Nova York. O acampamento, contam os ocupantes, criou ligações que esse urbanismo desumano tinha destruído.

Nashville se encontra no coração do “Cinturão da Bíblia”, região do sul dos Estados Unidos repleta de construções religiosas com cara de centros comerciais. Jim Palmer, pastor, declara: “Mais do que prestar atenção aos 10% mais pobres, as igrejas estão em uma dinâmica que as leva a construir edifícios maiores, ter mais programas, de maneira a ganhar de seus concorrentes. Desde meados dos anos 1970 o modelo de empresa se impôs aos pastores. As igrejas são administradas como empresas. O pastor é como um CEO, rodeado por um conselho de administração, e os paroquianos não têm mais voz na casa”. E Palmer, que lançou o grupo ecumênico Occupy Religion (Ocupar a Religião), lembra que “Jesus faz parte dos 99%”.

Alguns meses depois de seu lançamento, o OWS aparece como polimorfo e heterogêneo. Ele agrega em torno de si as iniciativas mais diversas e lança manifestações e ações sobre todos os assuntos: a habitação, o poder das multinacionais, as vendas internacionais de armamento por indústrias que “exportam a morte em nome da defesa”, ou ainda a dívida dos estudantes e a luta por uma educação gratuita. Outros ainda pensam em ocupar fazendas. O OWS terá então, em pouco tempo, conseguido trazer algumas questões essenciais – as desigualdades, a crise da representatividade do sistema político – para o centro do debate público norte-americano e será constituído como o “movimento dos movimentos”,10 capaz de atrair a atenção para mobilizações que não teriam tal impacto sem seu apoio.

Os estudantes chilenos construíram um movimento mais clássico. Combatem os efeitos de uma política neoliberal – a universidade chilena transformada por Pinochet fez da educação um bem de consumo cujo preço é elevado –; seu movimento é mais organizado, com eleições e dirigentes representativos e legítimos.

Apesar dessas diferenças de natureza, existem conexões com o OWS. “Durante nossa campanha, retomamos o slogando OWS: ‘Somos os 99%’”, diz Gabriel Boric, que acaba de ser eleito presidente da Federação dos Estudantes da Universidade do Chile (Fech), com o movimento Criando a Esquerda. O estudante de Direito, que se apoia em Antonio Gramsci, Toni Negri ou Slavoj Žižek, tem um discurso político claro: “Somos de esquerda, mas também dizemos que a esquerda, no século XX, fracassou. O mundo que ela imaginou não veio. Devemos aprender com esses erros”. Em dezembro de 2011, depois de um ano de mobilização, e com as grandes férias de verão chegando, ele insiste: “O movimento estudantil não acabou. Nós não ganhamos, mas não fomos vencidos”. Os estudantes aproveitaram o verão chileno para construir novas estratégias: eles se preparam para propor a nacionalização dos recursos naturais e uma reforma fiscal de maneira a financiar as universidades.

http://www.diplomatique.org.br/artigo.php?id=1161

 

FHC defende blogs 
e foge da Ley de Medios



Saiu no Estadão e no Globo, onde o PIG (*) gorjeia como em nenhum outro lugar, artigo de Fernando Henrique Cardoso sobre “Política e meios de comunicação – não basta mudar o espaço na mídia, é preciso haver vozes de oposição”.


(Ou seja, o PiG precisa ouvi-lo mais ainda, já que o Cerra, o Guerra, o Franceschini, o Alckmin, o Agripino, Aécio Never, o Álvaro Dias – isso tudo junto não dá em nada).

O ansioso blogueiro deu-se ao trabalho de ler duas vezes o citado artigo.

Tem mais colesterol que o estilo do de múltiplos chapéus.

São tantos os chapéus, que a clareza se perde nos malabarismos.

Na segunda leitura, o ansioso blogueiro entendeu (ou acha que entendeu).

O Farol de Alexandria, aquele que iluminava a Antiguidade e acabou num terremoto, ou aquele que presidiu a Privataria, esse mesmo defendeu a liberdade de expressão dos blogs.

O que seus mais conspícuos filhotes – Padim Pade Cerra e Gilmar Dantas (*) – não fariam com o mesmo entusiasmo.

( Até porque os três – Cerra, Gilmar e FHC – estão irremediavelmente ligados à Privataria e, nela, a Daniel Dantas, o “foi (sic) brilhante !”. Clique aqui para ver o vídeo em que ele fala do Daniel e do Gilmar.)

Disse o Farol, neste domingo, no PiG (*):

Nos dias que correm, sobretudo nos regimes democráticos, não há política sem comunicação; logo, é melhor tomar coragem para ler e ouvir tudo o que se diz, mesmo quando partindo de fontes suspeitas.
A precondição para que haja alternativas ao que aí está é manter a liberdade de expressão, mesmo que haja distorções. Isso não exclui uma luta constante contra estas, não para censurá-las, mas para confrontá-las com outras versões. Afastando por inaceitável qualquer tentativa de “controle social da mídia”, o acesso de opiniões divergentes aos meios de comunicação poderia criar um ambiente mais favorável à veracidade das informações.


Claro, amigo navegante, como é que ele poderia dar aquelas conferencias em francês, ao lado do Alain Toutinegra (**), e ser confundido com o Cerra e o Gilmar, que perseguem os blogs ?

Aí, o ansioso blogueiro debruçou-se pacientemente sobre o texto gordurento para procurar a reafirmação do que ele antes tinha dito: quero uma Ley de Médios !

Sim, essa adesão do Farol à luta por uma Ley de Médios provocou entusiasmo e ceticismo entre os blogueiros sujos, que nutrem especial afeto pelo Farol e deus dois ilustres descendentes.

O Miro Borges, presidente do Barão de Itararé estava no time cético: aí tem coisa.

FHC a favor de Ley de Médios ?

Hum …, e o Miro cofiava os bigodes.

O Miro estava certo.

O Farol recuou rapidinho.

Antes de ir por duas semanas ao Japão e à China, tratou de redimir-se.

Não há uma única menção à Ley de Médios, num texto em que se propôs a tratar de “politica e meios de comunicação”.

Os filhos do Roberto Marinho – eles não tem nome próprio – podem respirar aliviados.

Aquele que disse “Viva a Globo, viva o Brasil !”, nessa ordem, na inauguração de uma fábrica do Roberto Marinho, ele será, sempre, “um operário padrão”.

 

3 DE JUNHO DE 2012 - 5H35 - Veja no vermelho

Evo Morales inaugura Cúpula Social na Bolivia

 

O presidente boliviano, Evo Morales, inaugura hoje a Cúpula paralela à 42ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Cochabamba, da qual participam mais de dois mil representantes de organizações sociais latino-americanas.


O encontro dos movimentos sociais será aberto no Coliseu Municipal de Tiquipaya, com a presença de representantes do Peru, Chile, México, Argentina, Chile, Equador, Brasil, Venezuela e Bolívia, entre outros países, que instalarão cinco mesas de trabalho com temas específicos.

As delegações serão agrupadas nessas cinco mesas nas quais serão debatidos temas ligados à segurança e soberania alimentar, mudanças climáticas, segurança cidadã, integração dos povos e o aprofundamento da democracia no continente.

O encontro também analisará a demanda da Argentina sobre as Ilhas Malvinas, ocupadas pelo Reino Unido, e a demanda de uma saída marítima para a Bolívia através do Chile, que data de 1879, quando uma invasão de surpresa do Chile sobre a Bolívia cerceou a passagem desta para o mar.

Os movimentos sociais abordarão igualmente o pedido de despenalização do uso tradicional (mastigação) da folha de coca pelos povos andinos, tema promovido pela Bolívia, segundo anunciou o vice-ministro de Articulação com os Movimentos Sociais, César Navarro.

Na terça-feira (5), os presidentes das comissões entregarão as conclusões dos debates ao secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, José Miguel Insulza, a fim de que sejam levadas em consideração como parte das resoluções da 42ª Assembleia desse organismo multilateral.

Prensa Latina

 

"Seja realista: exija o impossível"

da Folha de S.Paulo em 02/06/2012

 “A EXPANSÃO, não a contração, é o momento certo para a austeridade.” Assim declarou John Maynard Keynes 75 anos atrás, e ele tinha razão. Mesmo que você tenha um problema de deficit em longo prazo -e quem não tem?-, cortar gastos em um período de depressão econômica profunda é uma estratégia derrotista, porque só serve para agravar ainda mais a depressão.A fase de expansão, e não a de contração, é o momento certo para o corte de gastos por parte do governo

Por que, então, o Reino Unido está fazendo exatamente o que não deveria? Ao contrário dos governos da Espanha ou da Califórnia, por exemplo, o britânico pode captar recursos livremente. Assim, por que está reduzindo o investimento e eliminando centenas de milhares de empregos no setor público, em lugar de esperar para fazê-lo quando a economia recuperar as forças?

Ao longo dos últimos dias, fiz essa pergunta a diversos partidários do governo do primeiro-ministro David Cameron, tanto em conversas privadas quanto na TV. E todos esses diálogos seguiram a mesma trajetória: começavam com uma má metáfora e terminavam com a revelação de motivos ulteriores.

A má metáfora equipara o problema da dívida nacional de uma economia aos problemas de dívida de uma família individual. Uma família que tenha acumulado dívidas demais, assim a história diz, precisa apertar os cintos. Portanto, se o Reino Unido como um todo acumulou dívidas demais, não deveria fazer o mesmo? O que há de errado nessa comparação?

A resposta é que uma economia não é uma família endividada. Nossa dívida consiste principalmente de dinheiro que devemos uns aos outros; ainda mais importante, nossa renda provém principalmente de vender coisas uns aos outros. Seu gasto é minha renda, e meu gasto é sua renda.

Assim, o que acontece se todo mundo reduzir gastos simultaneamente a fim de reduzir suas dívidas? A resposta: a renda de todos cai.

Quando o setor privado está se esforçando freneticamente para pagar dívidas, o setor público deveria fazer o oposto, gastando quando o setor privado não pode ou não quer fazê-lo. É claro que devemos equilibrar nosso orçamento quando a economia tiver se recuperado. A expansão, e não a contração, é o momento certo para a austeridade.

Como eu disse, nada disso é novidade. Assim, por que tantos políticos insistem em adotar medidas de austeridade em meio à crise? E por que não mudam de rumo mesmo depois que a experiência confirma as lições teóricas e históricas?

Assim, a campanha pela austeridade no Reino Unido não se refere na verdade a dívida e deficit.

Ela só usa o pânico com o deficit como desculpa para desmantelar programas sociais.

Tradução de PAULO MIGLIACCI

 

O retrato da saúde no Rio e em todo Brasil. Enquanto se enfeita a zona sul, a calamidade se espalha na periferia.Toda solidariedade a Dra. Ângela, por cumprir seu dever de cidadania e denunciar a canalha que ocupa o poder no seu estado.

 

Vejam a matéria Aqui:

 "Me senti no dever do cumprimento da cidadania", diz médica que desabafou por ajuda em hospital

Na última quarta-feira, Ângela era a única médica do Rocha Faria e gritou por socorro

 

A equipe da Rede Record voltou ao hospital Rocha Faria, onde, na última quarta-feira (30), a única médica que fazia o atendimento na unidade fez uma desabafo emocionante e se tornou símbolo da luta contra a falência do sistema público de saúde. Um dia após o desabafo, a doutora Ângela Maria Albuquerque falou com exclusividade ao programa Domingo Espetacular. Veja o vídeo abaixo.

Carioca de 58 anos e 23 de profissão, a doutora Ângela sempre trabalhou em hospitais públicos e há três anos está na emergência do Rocha Faria.

— Numa emergência só chegam pacientes graves. Não é consultório. Não é ambulatório.

Naquela noite, pelo menos três médicos deveriam estar no pronto-socorro. Mas a doutora Ângela estava sozinha.

— Deu entrada um infartado e um suicida. Então, são dois casos bem distintos e você tem que socorrer os dois ao mesmo tempo.

A médica contou que, sem conseguir trabalhar direito, ela precisou dar uma satisfação a quem esperava há horas por um médico.

— Eu me senti no lugar dos pacientes. O sofrimento desse povo marcado pelo descaso. Isso me tocou. Me revoltou.

Segundo Ângela, que ganha R$ 4.100 por mês, os médicos estão fugindo dos hospitais Públicos.

— Não existem médicos, os médicos não querem mais trabalhar. Pelo salário, pelo o que estão pagando, ninguém quer mais trabalhar. E muito desgaste. É estresse.

O sindicato dos médicos do Rio de Janeiro concorda com a médica. De acordo com o presidente, Jorge Darze, o baixo salário tem sido um fator que tem expulsado os médicos dos hospitais públicos.

— Esse médico da administração pública. somado ao ambiente de trabalho degradado que esse médico fica exposto a uma realidade completamente adversa do que nós chamamos do exercício etico profissional.

A médica informou também que até o momento está trabalhando normalmente e que por enquanto não foi chamada para dar explicações à direção do hospital. Para a doutora, o que ela fez não teve nada de heroísmo, foi apenas sinceridade.

E não me sinto corajosa, eu acho assim que eu me sinto mais no dever do cumprimento da cidadania. Não precisa ter coragem pra exercer a cidadania. Tem que exercer. Não precisa coragem.

A Secretaria Estadual de Saúde não quis se manifestar sobre as denúncias feitas pela médica, mas a direção do hospital Rocha Faria, através de uma nota, reconheceu a superlotação da unidade. Na quarta-feira passada, quando tudo aconteceu, foram feitos 497 atendimentos na emergência. O número é quatro vezes maior do que a capacidade, que é de 120 atendimentos por dia.

 

Assista ao vídeo:

 

Almeida

Da Agência Brasil

Cédulas de real usadas poderão ser aplicadas em projeto de recuperação do solo03/06/2012 - 12h07

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 

Brasília – O Banco Central (BC) estuda a viabilidade de projeto para uso de cédulas de real danificadas em produtos de recuperação de solo degradado. Segundo o chefe do Departamento do Meio Circulante, João Sidney, o BC está verificando a possibilidade de fazer um convênio com uma instituição e espera apresentar novidades em até dois anos.

Sidney não quis adiantar detalhes sobre esse projeto, mas lembrou que atualmente o BC já conta com um convênio com a Universidade Federal Rural do Amazonas (Ufra) e o governo do estado do Pará para usar cédulas de real velhas na produção de adubo orgânico. Segundo o professor da Ufra e coordenador do projeto, Carlos Augusto Costa, a expectativa é que ainda este ano o adubo orgânico com cédulas de real seja certificado. Atualmente, o produto está em fase de testes de eficiência e análise química. Depois de certificado, a ideia é distribuir o adubo para pequenos produtores do cinturão verde de Belém.

Costa explicou ainda que o convênio com o BC, de R$ 100 mil, prevê também a qualificação de pessoal e bolsas de mestrado. “Temos a preocupação de qualificar pessoal para que possam orientar pequenos produtores. A ideia é que os pequenos agricultores produzam o adubo orgânico”, disse.

Segundo Almeida, o adubo representa atualmente de 40% a 60% dos custos dos pequenos agricultores. “Isso vai diminuir para mais ou menos 10%, com o adubo orgânico”, prevê. Para ele, além da questão ambiental, com o aproveitamento das cédulas, o projeto tem também “apelo social”, ao atender os pequenos produtores.

O chefe do Departamento do Meio Circulante do BC lembrou que atualmente o Brasil produz 240 mil toneladas de lixo, por dia. Para ele, a contribuição do dinheiro tirado de circulação é pequena – 2 mil toneladas por ano. “É uma quantidade bastante pequena. Mas nossa obrigação é buscar uma solução para isso”, acrescentou.

Atualmente, o dinheiro recolhido vai para aterros sanitários. O gasto anual do BC para repor notas danificadas é de cerca de R$ 370 milhões. Isso representa 80% do custo para a emissão de notas. As notas são retiradas de circulação quando não podem mais ser utilizadas devido ao desgaste natural ou ao mau uso – cédulas rasgadas ou queimadas, por exemplo.

O adubo orgânico aproveita essas cédulas que não servem mais para o uso. O adubo é formado por 10% de cédulas, 50% palhada e 40% restos de hortifruti. Segundo Almeida, o projeto recebe atualmente, somente do escritório regional do BC em Belém, 13 toneladas por mês de cédulas descartadas. De São Paulo, saem 25 toneladas.

 

Edição: Lílian Beraldo

 

zanuja

Veja na TelesurTV

Irán advierte sobre ataque israelí en sus instalaciones nucleares

 

 

El guía supremo iraní, Alí Jamenei, reiteró este domingo su advertencia de que Israel puede atacar las instalaciones nucleares de Irán. También denunció que países como EE.UU. desvían la atención del mundo hacia el programa nuclear con el fin de esconder sus problemas económicos.

 

El Gobierno iraní reiteró este domingo su advertencia sobre la posibilidad de que Israel atente contra sus instalaciones nucleares justificando la supuesta “amenaza” que éstas representan.

La denuncia fue presentada por el guía supremo iraní, Alí Jamenei, quien advirtió que cualquier agresión israelí contra las instalaciones de Irán "recaerá como un rayo en la cabeza" del Estado hebreo.

Recientemente,  Israel y Estados Unidos volvieron a hablar de la posibilidad de una opción militar para bloquear el programa nuclear iraní.

Ante esta situación, el gobierno presidido por Mahmud Ahmadineyad continúa acusando a los occidentales de mentir sobre la amenaza nuclear iraní, puesto que ya se ha demostrado con varias investigaciones que los proyectos llevados a cabo por esa nación no son con fines de guerra.  

Con estas posiciones, el ministro iraní de Relaciones Exteriores, Ali Akbar Salehi, reconoció el viernes que las negociaciones de Moscú con las grandes potencias serían "difíciles" pero afirmó tener "buena esperanza" para evitar una ruptura que aumente fuertemente el riesgo militar.

Las grandes potencias, empezando por los occidentales, dicen que desde su parecer, Irán “esconde” un objetivo militar tras su programa nuclear.

Pese a este contexto, Jamenei insistió en que su país no "se detendrá en la vía del progreso político, científico o tecnológico" a pesar de las amenazas y sanciones internacionales que "no tienen ningún efecto y no pueden detener al pueblo iraní".

Desvío de atención
Por otro lado, con respecto a la cobertura mediáticas y a los debates internacionales, Jamenei, también denunció este domingo a Estados Unidos y a sus aliados en la comunidad internacional por desviar la atención del mundo hacia el programa nuclear de Irán con el objetivo de esconder los problemas económicos que atraviesan.

"Lo que los estadounidenses y los occidentales están haciendo es una idiotez. Magnifican el tema nuclear para cubrir sus propios problemas", aseveró.

También reiteró la posición que siempre ha mantenido la república islámica, que defiende que el programa nuclear se trata de un proceso de carácter exclusivamente civil y pacífico y no con fines bélicos, como tratan de hacer ver las grandes cadenas informativas.

“La cuestión nuclear de Irán ha sido priorizada en la lista de problemas mundiales. Pero ellos usan el término 'armas nucleares' de forma engañosa para desviar la atención de los problemas que existen en América y Europa", insistió.

 

 

 

http://www.telesurtv.net/articulos/2012/06/03/iran-advierte-sobre-ataque-israeli-en-sus-instalaciones-nucleares-8679.html

 

 

"Seja realista: exija o impossível"

Da Agência Brasil

Endividamento de consumidores e “financeirização da pobreza” preocupam especialistas03/06/2012 - 10h17


Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A alternativa escolhida pelo governo de estimular o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) por meio do consumo pode trazer consequências preocupantes, alertam especialistas.

Para a socióloga Cláudia Sciré, autora do livro Consumo Popular, Fluxos Globais, o que está ocorrendo é uma “financeirização da pobreza” e não a efetiva ascensão de uma nova classe média ou nova classe C, como apontam série de estudos lançados nos últimos anos pelos economistas Marcelo Néri (Fundação Getulio Vargas) e Ricardo Paes e Barros (Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República).

“É preciso prestar mais atenção nesse processo de financeirização da pobreza”, recomenda Cláudia, destacando que é necessário “olhar para mais itens”. “Eles deixaram de ser pobres? O acesso a bens culturais e à educação [de qualidade] continua muito difícil. O consumo sozinho não pode ser parâmetro”, critica, questionando a sustentabilidade da ascensão e o endividamento das camadas da população que tiveram aumento de renda e consumo na última década. “A gente não sabe o que vai acontecer de fato.”

A incerteza sobre a capacidade de endividamento e da eficácia do estímulo ao consumo também preocupa o economista Fábio Giambiagi, um dos autores do livro Além da Euforia - Riscos no Plano Econômico. “Apesar de os juros estarem caindo, esse endividamento nos outros países se dá com juros muito inferiores aos brasileiros. De tal forma que o mesmo endividamento tende a gerar, aqui no Brasil, um comprometimento da renda com o pagamento maior que nos outros países.”

Giambiagi pondera sobre a decisão do Ministério da Fazenda de estimular o consumo (por meio de isenção de impostos, como no caso do carro popular) para melhorar o Produto Interno Bruto (PIB) do país. “Esse pacote recente do governo aponta no sentido de estimular o consumo no sentido de melhorar o PIB este ano. A gente entende pela lógica do curto prazo. Mas, para o médio e longo prazo, o conselho seria aumentar os canais de investimento público e privado”.

A mesma receita foi utilizada de forma eficaz pelo governo, em 2009, para minimizar o impacto da crise financeira internacional que tevê o ápice em setembro de 2008. Além do resultado macroeconômico, o aumento do consumo entre as camadas mais populares “reconfigurou as hierarquias dentro da família”, disse Cláudia Sciré se referindo à diminuição e até inversão da submissão nas relações entre marido e mulher e também entre pais e filhos. “Esses [os filhos] começam a trabalhar e passam a ter maior autonomia perante as decisões de consumo. A mesma coisa ocorre entre mulher e marido, quando ocorre de ele estar com o nome sujo”, exemplificou.

Apesar dos efeitos econômicos e sociais positivos, a socióloga lembra que o acesso ao crédito pode ter consequências indesejadas na vida dos emergentes. “De uma hora para a outra as pessoas passam a lidar com uma série de mecanismos financeirizados que são muito complicados até para quem já está acostumado”, avalia.

“As pessoas às vezes se confundem, até porque o crédito oferecido é duas ou três vezes maior do que a renda. As pessoas acabam se endividando e a vida delas passa a ser gerida e pautada por esses prazos do mercado por essas dívidas que elas vão assumindo. Isso tem consequências graves como não conseguir visualizar um horizonte de possibilidades para além do mês seguinte”, alerta a socióloga.

Na opinião de Fábio Giambiagi, a “combinação zodiacal” que favorecia a manutenção do crescimento por meio mercado interno – que agora tende a crescer menos – mudou. O economista associa as dificuldades de perda do ritmo com a composição do endividamento das famílias brasileiras. “A grande diferença de endividamento do Brasil e dos outros países está associado ao componente habitação. A minha impressão é que seria desaconselhável estimular novos processos de endividamento que fossem além do ponto que a gente está”.

 

 

Edição: Lílian Beraldo

 

zanuja

Do Justiça em foco

OAB incluirá Filosofia do Direito no Exame de Ordem de 2013Share on orkutShare on emailMore Sharing Services 

03/06/2012 Domingo, Dia 03 de Junho de 2012 as 22h:28

  

Brasília – A diretoria do Conselho Federal da Ordem dos Advogados acolheu  proposição apresentada pela Coordenação do Exame de Ordem Unificado no sentido de reincluir ao conteúdo de disciplinas cobrado na primeira fase (prova objetiva) do exame questões relativas à Filosofia do Direito. A proposta foi decidida em reunião realizada na sede da OAB e implicará na inclusão, a partir do primeiro exame de 2013, de duas questões sobre os ramos de Ética e Hermenêutica da Filosofia do Direito, conteúdos da Filosofia do Direito e que dizem respeito diretamente à formação e exercício profissional do advogado.

 

 

A sugestão para que o Exame da OAB passe a aplicar questões sobre Filosofia do Direito foi feita por diversos coordenadores de cursos de Direito de várias localidades do país e debatida na última semana durante o Colégio de Presidentes das Comissões do Exame de Ordem pela Comissão constituída especialmente pela Diretoria da entidade, “para implementar as disciplinas do eixo fundamental do Exame de Ordem”.

 

 

O principal argumento em favor da implantação da Filosofia do Direito no conteúdo programático do Exame é o de que o mundo atual exige cada vez mais a formação de um advogado que não seja mero repetidor de leis e normas; e sim um profissional capaz de interpretar as normas – caso de que cuida a Hermenêutica – e que possua conduta reta e adequada – o que é tratado pela Ética.

 

 

Participaram da reunião de (28/5) todos os diretores do Conselho Federal da OAB, sob a condução do presidente nacional da entidade, Ophir Cavalcante. O  conteúdo do programa que passará a ser exigido será divulgado posteriormente.


Fonte: Da redação, com informações da OAB/Nacional 

 

zanuja

Do Justiça em foco.

CNJ votará cotas para índios e negros no JudiciárioShare on orkutShare on emailMore Sharing Services 

03/06/2012 Domingo, Dia 03 de Junho de 2012 as 22h:37

  

Brasília – Os concorridos concursos para ingresso na magistratura poderão ter um novo critério de seleção. Na próxima terça-feira (5), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve analisar a proposta de uma advogada indígena para que o Judiciário adote sistema de cotas raciais a fim de selecionar juízes e servidores.

 

No requerimento protocolado no início de maio, a advogada Juliene Cunha pede que o CNJ adote políticas afirmativas para ingresso de índios e negros na magistratura. Relator do processo, o conselheiro Jefferson Kravchychyn acredita que a discussão não poderá ser concluída no próprio CNJ, já que a proposta exige alterações legislativas.

 

“O requerimento é para que o CNJ determine cotas para ingresso na magistratura e servidores do Judiciário, mas a iniciativa depende de projeto de lei e alteração da própria Loman [Lei Orgânica da Magistratura], que é a regra seguida para ingresso na carreira de juiz”, explicou o conselheiro à Agência Brasil.

 

Segundo Kravchychyn, a votação no CNJ tem dois resultados possíveis. Se a proposta for rejeitada, o pedido da advogada é arquivado. Caso o requerimento seja aprovado, os conselheiros deverão montar um grupo de trabalho para analisar os critérios de um sistema de cotas segundo o cenário étnico do país.

 

“O assunto é complexo, pois teríamos que ver a questão de todas as minorias, não só de negros e índios. Além disso, teríamos que fazer um levantamento, pois não podemos instituir cotas para índios, por exemplo, se não houver um número suficiente deles formados em direito”, disse Kravchychyn.

  
A reserva de vagas para beneficiar grupos socialmente excluídos vem ganhando cada vez mais espaço nos últimos 20 anos. Uma das primeiras medidas de impacto veio com a Lei nº 8.213, de 1991, que criou cotas para contratação de pessoas com deficiência nas empresas. Nos anos 2000, várias universidades aderiram a sistemas de cotas raciais e sociais para ingresso de alunos. Em 2011, o Ministério das Relações Exteriores adotou cotas para negros no concurso para diplomata.


Fonte: Débora Zampier/ABr

 

zanuja

De Carta Maior.

Cartão vermelho para a privatização do MaracanãCerca de 50 pessoas participaram neste domingo (3) do protesto O Maraca é Nosso, contra a futura privatização do estádio do Maracanã e pela manutenção de setores e preços populares após a reinauguração de um dos símbolos do futebol mundial para a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014. O protesto foi organizado pelo Comitê Popular da Copa e da Olimpíada e pela Frente Nacional de Torcedores.

Rio de Janeiro - Cerca de 50 pessoas participaram neste domingo (3) do protesto O Maraca é Nosso, contra a futura privatização do estádio do Maracanã e pela a manutenção de setores e preços populares após a reinauguração de um dos símbolos do futebol mundial para a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014. O protesto, que foi organizado pelo Comitê Popular da Copa e da Olimpíada e pela Frente Nacional de Torcedores, seguiu a orla da praia de Ipanema até a Rua Aristides Espínola, no Leblon, quando os manifestantes fizeram um apitaço e mostraram vários cartões vermelhos em frente ao prédio onde mora o governador Sergio Cabral Filho.

“Destruíram sem nenhum tipo de consulta ou participação popular um estádio que era um patrimônio histórico e cultural reconhecido pelo Iphan. Aquele estádio a gente não tem como recuperar. O que a gente quer hoje é a garantia que esse novo estádio que está sendo construído se mantenha sob a gestão pública”, disse Gustavo Mehl, coordenador do grupo O Maraca é Nosso do Comitê Popular da Copa e Olimpíada.

O comitê acusa os últimos governos do estado de mau uso do dinheiro público no estádio. Em 1999 foram gastos R$ 237 milhões na reforma para o Mundial de Clubes da Fifa. Para os jogos Pan-americanos de 2007, e com a promessa de deixar o Maracanã pronto para a Copa de 2014, foram gastos mais R$ 397 milhões.

“Botar o estádio abaixo e gastar mais R$ 1 bilhão na reconstrução é o mesmo que jogar nosso dinheiro no lixo”, diz Mehl, que denuncia também que o palco da final da Copa do Mundo de 1950 está seguindo o script para ser mais uma vítima das perniciosas relações do governo Sergio Cabral com a iniciativa privada. “No meio de todas as denúncias de ligações íntimas e escusas de grupos empresariais com o governo do estado, o governador tem a coragem de iniciar um processo de entrega do estádio para um dos grupos mais próximos a ele, que é o grupo do Eike Batista, que foi a única empresa, e isso é bastante desconfiável, que apresentou projeto de viabilidade econômica do estádio”, diz ele em referência a proposta da IMX feita em abril, no mesmo mês em que a Delta Construções, à época controlada pelo empresário Fernando Cavendish, amigo de Cabral, deixou o consórcio responsável pelas obras após denúncias de envolvimento nos esquemas de corrupção do banqueiro do jogo do bicho Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal e atualmente alvo de CPMI. 

Mito e tragédia
Na passeata pela orla até a casa do governador, cânticos e rimas imortalizadas na geral e arquibancada do estádio reacenderam a paixão do torcedor pelo antigo estádio Mario Filho, e deram o tom do protesto. “Olê, lê, olá, lá...o maraca é nosso e não privatizar” despertou a atenção do ambulante que, possivelmente um sobrevivente dos percalços da vida, preferiu não revelar seu nome à Carta Maior. “Legal. Sou 100% a favor, deveria ser um movimento nacional pelo Maraca. Trabalhei muito lá, vendia mate, cerveja, amendoim. Agora parei, ultimamente nem tinha mais a permissão. E ainda tinha que ser aceito por uma empresa terceirizada, a Classic, que te dava a mercadoria deles e você ficava com 20% das vendas”. Botafoguense, o vendedor de biscoitos Globo ainda puxou da memória uma virada de 2x1 de seu time sobre o Atlético Mineiro como o seu momento futebolístico inesquecível no Maraca.

Rindo após escutar o refrão “explode o bueiro, não paga o bombeiro...mas tem dinheiro para empreiteiro!”, em alusão a Cabral, o colorado gaúcho Roberto Carvalho, 69 anos, se permitiu a cinco minutos de suas memórias no estádio também imortalizado pelos fatos e devaneios narrados pelo escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues. “Eu vi a eliminatória de 1969, tava naquele jogo do Brasil contra o Paraguai, com o gol de bico do Pelé que ‘explodiu’ o estádio”, disse ele em referência ao episódio de maior público do Maracanã, quando 189 mil pessoas assistiram ao timaço conhecido como “as feras do Saldanha” vencer o adversário por 1 X 0 e se classificar para a Copa do México de 1970. “Teve outro. Não me lembro se 72 ou 73, que tinha o Claudiomiro, centroavante do Inter, na seleção, era eliminatória de Copa também”, adicionou, já querendo emendar outra “epopeia” enquanto o protesto se distanciava.

Entre a conformação, a amargura e a melancolia, o técnico de computação Haroldo Araújo, 52 anos, também no calçadão de Ipanema, vendo a passeata (e o Maracanã) passar, sintetizou. “Acabou. Quem viveu, viveu. Sair da praia e ir com os amigos ver diversão boa e barata já era, nunca mais, não vai voltar”.

Contra esse ponto final é que o sanitarista Teo Cordeiro, também do Comitê Popular da Copa e da Olimpíada, vê nas mobilizações populares uma tentativa de salvação do velho espírito do Maracanã. “O governo do estado está organizando o edital para fazer a licitação. A concessão seria por um prazo de 30 anos, o que para nós é uma privatização. Essa licitação deve acontecer até julho. Então a nossa iniciativa é dar visibilidade para que a população saiba disso e os que defendem um Maracanã público e popular possam se manifestar”, afirmou.

Na frente do prédio do governador, que não apareceu ou mandou representantes para o diálogo com os contribuintes, os manifestantes reforçaram os pedidos para que o novo estádio pelo menos mantenha a tradição de um local de expressão popular. Para Gustavo Mehl, é importante “que seja garantido setores populares e preços acessíveis como uma forma de respeitar o jeito do povo se relacionar com o futebol, o jeito que construímos nossa identidade dentro do estádio, nossa forma de torcer, com bandeiras, coreografias e brincadeiras”.

1950 X 2014
Em uma comparação entre a final de Copa que o estádio recebeu e a que receberá, Mehl diz que as mais de 150 mil pessoas que lotaram o Maracanã em 1950 representavam cerca de 8% da população do Rio na época. “Construímos um estádio feito para a população, onde a Geral e a Arquibancada, setores de preço acessível, totalizavam 80% do estádio”, disse, criticando o perfil elitista e restritivo do novo Maracanã. “Hoje estão construindo um estádio encolhido, para turista, com padrões europeus que inviabilizam a participação popular, a festa das arquibancadas”.

Alerj
Ao fim do protesto os manifestantes anunciaram que o próximo passo na luta contra a privatização e elitização do estádio será uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), dia 28, quando a função social do Maracanã será debatida na comissão de esporte da casa. Passeando de skate próximo ao protesto, o deputado federal Alessandro Molon (PT) prometeu apoio à causa. “Eu considero um erro grave a obra que foi feita no Maracanã com toda a sua desfiguração, um desrespeito ao tombamento. E também a minha preocupação com todo esse gasto de dinheiro público para depois se falar em privatização. É um retrocesso grave. Vamos divulgar a audiência”.



Fotos: Fernanda Rabelo 

 

zanuja

Veja na TelesurTV

 

Se instala oficialmente en Bolivia 42 Asamblea General de la OEA

 

 

El 42 periodo de sesiones de la Asamblea General de la Organización de Estados Americanos (OEA) fue inaugurado oficialmente este domingo en Cochabamba (Bolivia) con la participación de 34 delegaciones que debatirán sobre temas comunes, especialmente sobre la soberanía alimentaria.

 

En su discurso inaugural, el secretario general de la OEA, José Miguel Insulza, enalteció la importancia del organismo internacional y aseguró que lo que se busca es “no solo convivir sino cooperar activamente en pos de valores comunes”.

 

La máxima autoridad del organismo multiestatal también instó a que en esta 42 Asamblea General, sean "especialmente cuidadosos" al debatir sobre el sistema interamericano de derechos humanos, que quiere ser reformulado por varios países del continente.

 

"Debemos ser especialmente cuidadosos en este aspecto, por cuanto la defensa de los derechos humanos es una de las funciones principales de esta Organización", señaló a la vez que dijo que este tópico dentro de la OEA tiene "un prestigio bien ganado", incluso en tiempos "duros de las dictaduras y las guerras internas".

 

Con estas declaraciones, Insulza no mantuvo la posición que días atrás presentó ante el presidente de Ecuador, Rafael Correa, de aceptar mejoras para la OEA, sino que contrariamente, habló de fortalecer el organismo, al que calificó como “indispensable”.

 

Además de Bolivia, varios países de la región, entre los que se encuentran Ecuador y Venezuela han levantado con anticipación voces para reformar la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH); organismo al que consideran un subordinado de las decisiones del Gobierno estadounidense y que no aboga por el verdadero bienestar de los pueblos de la región.

 



 

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Morales: la OEA o muere al servicio del imperio o renace al servicio de nuestros pueblos

 

 

El presidente de Bolivia, Evo Morales, reiteró este domingo su propuesta de que la Organización de Estados Americanos (OEA) debe refundarse, y aseguró que el organismo tiene dos caminos: morir al servicio del imperio estadounidense o renacer para servir a los pueblos latinoamericanos.

En su discurso inaugural del 42 período de debates de la Asamblea General de la OEA, Morales fue enfático en aseverar que así como el mundo ya no vive en la Guerra Fría, es necesario plantear cambios en los organismos internacionales para adaptarlos a los nuevos tiempos.

En este sentido, aseguró que “las transformaciones son una obligación” y recalcó, puntualmente hablando de la OEA, que son necesarios diversos cambios para garantizar no solo las disminuciones de desigualdades, sino el apoyo al progreso de los países suramericanos.

“Para la OEA hay dos caminos: O muere al servicio del imperio o renace al servicio de los pueblos de América”, aseveró.

El Presidente insistió en que el cambio que él propone es una refundación total del organismo y señaló que la misma, amerita la eliminación del Tratado Interamericano de Asistencia Recíproca, así como la Junta Interamericana de Defensa y la Escuela de las Américas.

A su vez, señaló la necesidad de reformular la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (Cidh), a fin de que supervise la protección de los DD.HH. no sólo en Latinoamérica sino también en Estados Unidos.

“Si no quieren cuidar los derechos humanos de EE.UU, es mejor que desaparezcan”, recalcó.

 

En el marco de solicitudes ante el bloque, Morales también subrayó la importancia de plantar una sola posición en pro de la soberanía de las Islas Malvinas, que desde el año 1982 están en poder de Inglaterra pero reclamadas por el Estado argentino.

 

Destacó además la necesidad de preservar los recursos naturales de la región así como también invocó la discusión sobre el derecho de su país para una salida soberana al Pacífico.

 

“Bolivia en 1825 nació con mar sobre el océano Pacífico, el pueblo boliviano jamás renunció y jamás renunciará al retorno del mar con soberanía (…) Ni las guerras ni las invasiones otorgan derechos, es un principio universal. Por tanto si estamos en una etapa de integración y desarrollo, ese problema histórico debe ser resuelto", sostuvo.

 

Previo al discurso del mandatario, el Secretario General del bloque, José Miguel Insulza, ofreció también una alocución inaugural en la que pese a que coincidió en la importancia de resolver asuntos comunes, no habló de reformas para la OEA sino del fortalecimiento de las instituciones existentes.

 

Para Insulza, la OEA sigue siendo “indispensable” para la región, y aseguró que a su juicio, son muchos más los países que acuden al organismo para resolver muchos diferenciados y problemas internos.

 

"Por esas y otras razones la OEA continúa siendo una institución indispensable” dijo el vocero que también admitió que varias naciones “critican a veces con buenas razones nuestra limitaciones y errores".

 



 

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http://www.telesurtv.net/ em 03/06/2012

 

 

"Seja realista: exija o impossível"

De Carta Maior.

A conexão goianaGilmar Mendes está demonstrando dificuldade em entender a realidade, em aceitar o jogo democrático que exige, como fundamento maior, a liberdade de expressão, que se concretiza na pluralidade da informação e de opinião. Essa dificuldade, se não for logo vencida, dará suspeição às decisões que ele tomar como juiz do STF.

Os meses a vir pedem aos homens públicos responsáveis, de todos os partidos, a combinação da firmeza com a paciência, a fim de conduzir a campanha e o pleito municipal deste ano. A oposição, instigada pelo julgamento do processo conhecido como mensalão, se encontra açulada por alguns de seus líderes menos sensatos. O presidente Lula, acossado pelos inimigos e em convalescença de um tratamento penoso, não se tem contido diante dos ataques que recebe e fez algumas declarações apressadas, como ocorreu em recente programa de televisão. Na Comissão Parlamentar de Inquérito sobre os negócios de Carlos Cachoeira, parlamentares perdem a compostura, e usam de linguagem chula e repulsiva, provocados pelo soberbo silêncio dos depoentes, entre eles o Senador Demóstenes Torres.

Os diálogos ásperos são normais nas casas parlamentares, desde que elas existem. Os registros do Senado Romano mostram como os debates já se valiam, naquele tempo, da ironia e do insulto – que deviam soar mais ferinos no latim republicano. A Câmara dos Comuns, a partir do confronto com os Stuarts, na primeira metade do século 17, reproduzia a linguagem vulgar dos pubs e das margens do Tamisa. No século seguinte, principalmente durante o reinado de George III, os insultos faziam parte habitual dos debates na Câmara dos plebeus. Entre os lordes, é claro, a coisa era outra: estavam todos de acordo contra o povo.

Em uma comissão parlamentar de inquérito, os ânimos são mais acesos. Mas conviria, tendo em vista a conjuntura política e econômica mundial, que os membros do comitê investigatório se contivessem em sua linguagem, na mesma medida em que se empenhassem, seriamente, na busca da verdade. O momento pede a coesão nacional, mas ela não pode ser construída na tolerância com o crime. 

Estamos diante de uma oportunidade singular, a de separar o que é público do que é privado na sociedade brasileira. Ainda que não consigamos tudo, alguma coisa que se consiga irá contribuir para a evolução positiva da democracia republicana em nosso país. 

O Sr. Gilmar Mendes continua arrostando a paciência nacional. A ligeireza com que acusa e com que retifica suas versões demonstra que o Ministro não está segurando as rédeas do raciocínio – e, em seu caso, não existe a atenuante de um agressivo tratamento de saúde.

Ainda agora ele mesmo revela que interferiu na autonomia do poder executivo, ao solicitar do Ministro da Fazenda que proiba a Caixa Econômica de anunciar em blogs independentes na internet. Como tive a oportunidade de escrever, em minha coluna no JB – reproduzida pelos blogs que ele quer silenciar – o ministro Gilmar Mendes não é uma instituição, não é o STF. E sua visita ao Ministro da Fazenda, com esse objetivo, é, sim, intromissão em outro poder e pode ser vista como intimidação. Todos os grandes veículos de comunicação do país recebem anúncios – e em valor e volume muito maiores do que a totalidade dos blogs – e exercem forte oposição ao governo. Tanto é assim que a presidente da Associação Nacional dos Jornais, Judith Brito, disse que a imprensa – os jornais que ela representa – desempenha o papel de um partido de oposição que, em seu juízo, não existe no Brasil. 

Gilmar Mendes está demonstrando dificuldade em entender a realidade, em aceitar o jogo democrático que exige, como fundamento maior, a liberdade de expressão, que se concretiza na pluralidade da informação e de opinião. É claro que essa dificuldade, se não for logo vencida, dará suspeição às decisões que ele tomar como juiz do STF. 

 

zanuja

De Carta Maior.

A maldição do superávit e de uma falsa ética empurrando a recessãoA ideologia nos diz que “o Governo tem que fazer poupança para pagar os juros” (terminologia da Globo para justificar o superávit primário), enquanto o suposto combate à corrupção paralisa o conjunto dos investimentos públicos, sobretudo em transportes, em nome da ética. Como consequência, o Governo retira da sociedade, sob a forma de impostos líquidos, mais do que lhe devolve em gastos públicos. A consequência é contração econômica. O artigo é de J. Carlos de Assis.

O crescimento da economia brasileira de pífios 0,2% no primeiro trimestre do ano não surpreendeu ninguém, exceto os ortodoxos. A queda da taxa básica de juros e a queda menos expressiva das taxas de aplicação do sistema bancário são um fenômeno recente demais para alterar o ritmo dos investimentos. Ao lado disso, a política fiscal de realização de superávits primários recorrentes é de natureza contracionista, ao que se acrescenta o fato de que o investimento público se contraiu 2 pontos percentuais este ano, sobretudo nos transportes.

Estamos sob a dupla maldição da ideologia neoliberal e de um desarranjado combate à corrupção. A ideologia nos diz que “o Governo tem que fazer poupança para pagar os juros” (terminologia da Globo para justificar o superávit primário), enquanto o suposto combate à corrupção paralisa o conjunto dos investimentos públicos, sobretudo em transportes - o setor que mais vinha investindo -, em nome da ética. Como consequência, o Governo retira da sociedade, sob a forma de impostos líquidos, mais do que lhe devolve em gastos públicos. A consequência é contração econômica.

Em economia política, todo princípio normativo rígido está condenado a falhar em algum momento. O ciclo é da natureza do sistema capitalista. Há sempre uma sucessão de períodos de boom e de recessão. Se for aplicada, na recessão, uma regra válida para os períodos de boom, o resultado pode ser desastroso. A regra da realização de superávits primários é uma boa regra para períodos de alto crescimento. Com suas receitas líquidas, o governo pode eliminar o déficit público e reduzir drasticamente a dívida pública, reduzindo ao mesmo tempo tensões inflacionárias.

Contudo, em períodos de recessão, o governo deve gastar mais do que arrecada, cobrindo a diferença com empréstimos ao setor privado estimulados pela taxa baixa de juros induzida pelo Banco Central. Nós estamos fazendo metade do dever de casa, ou seja, o Banco Central está reduzindo corretamente a taxa de juros. Entretanto, insistimos em fazer superávit primário. Uma justificativa é que ainda temos elevado déficit nominal. É verdade. Porém, enquanto as taxas de juros ainda estiverem em patamar elevado, os juros que se pagam ao setor privado continuarão girando na dívida pública, sem alimentar o investimento e a demanda, e portanto sem risco de gerar inflação.

A Europa está sob a maldição de ter que fazer elevados superávits orçamentários, o que a impede de voltar a uma trajetória de crescimento. Temos que tomar cuidado para não trilhar o mesmo caminho. Felizmente, estamos longe de estrangular o mercado interno como eles estão fazendo, mas isso acabará acontecendo se insistirmos na linha de fazer altos superávits primários. 

Os ortodoxos alegam que tivemos uma boa performance econômica a despeito dos elevados superávits primários da era Mantega. Acontece que nem a performance foi tão boa, nem faltaram fatores especiais que compensaram o superávit. Em termos de performance, se olharmos para a série histórica do PIB, veremos que os anos realmente bons foram 2004 – cujo crescimento foi logo abortado pelo BC de Meirelles, em nome de nos enquadrarmos a um fetichista produto potencial -, 2007 e 2010, este último de recuperação da crise. O resto da série são números medíocres, mascarados pelo oba oba dos BRICS.

O principal fator de crescimento, não apenas do produto mas das reservas, foi a expansão da produção e exportação de commodities, efetivada independentemente – como sempre acontece com commodities – da valorização cambial. A esta última devemos uma progressiva deterioração do setor produtivo industrial em tal escala que muitos, inclusive eu, falamos em desindustrialização. Ora, hoje, com o desaquecimento chinês, europeu e americano, temos pouca chance de vermos uma expansão significativa de aumento do valor das exportações de commodities. Por outro lado, perdemos parte de clientela industrial.

Diante disso, reforçar o mercado interno, como se pretende, não pode se limitar a cortar IPI e mesmo reduzir juros. Juros baixos, como se sabe desde a Grande Depressão dos anos 30, são como manipular uma pedra com um barbante: você puxa a pedra (com juros altos, fazendo recessão), mas não empurra (fazendo crescimento). É preciso, corajosamente, enfrentar os ideólogos internos e externos da austeridade burra expressa na realização de superávits primários elevados em tempo de recessão. 

Como gastar esse superávit? Simples: perdoando parte da dívida pública dos Estados condicionando essa redução à realização por eles de um programa consistente de investimentos públicos. Isso teria grandes vantagens: liberaria a maioria dos Estados de um injustificável sufoco financeiro que os estrangula há décadas, desconcentraria o investimento público e aceleraria o processo de investimento, mediante sua diversificação. Paralelamente, para os investimentos públicos próprios, o Governo teria que conciliar combate rigoroso à corrupção com manutenção de investimentos prioritários, sem o que uma ética falsa acabará por nos arrastar indefinidamente para a recessão.

 

zanuja

De Carta Capital

Maurício Dias.

Dilma vai à guerra134 

Após embate com o poderoso capital financeiro, a presidenta Dilma forçou e conseguiu a redução dos juros para um patamar histórico. A taxa de 8,5% ao ano, anunciada nos últimos dias, não só marca o aniversário dos primeiros 18 meses de administração dela como também consolida, para decepção dos céticos, a identidade de Dilma.


Fonte: CNI/Ibope

Ela não é mais tão somente uma invenção de Lula. E, com o perdão das feministas e para fazer escárnio dos machistas, o feito não é alcançado pelo fato de uma mulher ser responsável pelo sucesso nem por ela ser “durona como um homem”, como insistiria o frustrado.

O gênero não define nada. O que vem ocorrendo é resultado de coragem e determinação política.

Após superar a difícil fase de denúncias sobre assessores suspeitos de corrupção, ou malfeitos, como diz ela, Dilma foi em frente. Afastou ministros indicados pela base governista e deixou o Congresso baratinado, soltando grunhidos de insatisfação.

Chegou-se a pensar que ela faria uma faxina capaz de desestabilizar o governo, ou cederia. Não fez a faxina e não cedeu. Assim começou a imprimir suas digitais na administração. O Congresso cedeu.

Posteriormente, pressionada pela crise internacional, partiu resoluta para a queda de braço com os agentes do mundo financeiro. Eles esboçaram uma reação.

Esperavam o recuo e se surpreenderam com o avanço.

A presidenta exibiu a musculatura do braço estatal – Banco do Brasil e Caixa Econômica – e os agentes privados cederam.

Poucos, além de fanáticos torcedores partidários, acreditavam que a presidenta pudesse, sem o tutor político dela, ganhar identidade própria. Pensavam assim os próprios militantes, os órfãos de Lula e, naturalmente, a oposição, por elementar dever de ofício.

Dilma, neste curto período de ano e meio, contrariou os mais importantes atores políticos do País ou, quando menos, grupos influentes como os ambientalistas.

Ruralistas poderosos e ambientalistas influentes foram desagradados por Dilma a partir das decisões tomadas em relação aos vetos e propostas, nesse caso por via de medidas provisórias, do polêmico Código Florestal.

Para desespero dos profissionais de uma lógica superada, ela não desestabilizou a base governista que, contabilizadas as alianças formais, é formada por cerca de 350 parlamentares.

“Dilma fez tudo isso sem bravata e com a sobriedade que a função presidencial exige”, constata Carlos Augusto Montenegro, do Ibope.

Mas, sem dúvida, não teria sucesso sem um apoio maciço da população. Os porcentuais do índice de “Confiança no Presidente” (tabela) sustentam a estabilidade do governo malgrado os conflitos frequentes com a base governista no Congresso.

Ela só tem porcentual menor de confiança do que Lula tinha (80%) após três meses de governo no primeiro mandato. Mas no primeiro trimestre do segundo ano de governo comparado com Lula, seja no primeiro ou no segundo mandato, ela já deixou Lula para trás: 72% dela contra 60% de Lula no primeiro mandato e 68% no segundo.

Dilma contrariou também os militares com a formalização da Comissão da Verdade e irritou a burocracia ao promulgar a Lei de Acesso à Informação.

O Brasil está diante de uma importante transformação. E ela projeta uma mudança fundamental: o ambiente político-eleitoral que elegeu Dilma em 2010 já não será o mesmo. Em 2014, talvez não seja inteiramente outro, mas certamente será diferente.

Dilma deve, no entanto, a implantação de um novo código para o setor de comunicações. Para isso, no entanto, ainda virá a tempo.

 

zanuja

Agência Estado via Folha Vitória e R7

Bolívia quer nacionalizar setor de recursos naturais 

Folha Vitória

Agência EstadoRedação Folha Vitória

Tiquipaya, Bolívia - O presidente da Bolívia, Evo Morales, sinalizou neste domingo que poderá nacionalizar todas as indústrias que trabalham com recursos naturais. Morales já nacionalizou empresas de telecomunicações. Ele disse que serviços como eletricidade, água e telecomunicações nunca deveriam estar nas mãos de empresas privadas.

O presidente disse que os recursos naturais tem que estar nas mãos das pessoas "através da administração do Estado". Ele afirmou que desde que o governo assumiu a indústria de telecomunicações em seu mandato, a cobertura se expandiu para áreas rurais que nunca haviam sido conectadas.

A Bolívia, que agora é uma das principais fontes de lítio, utilizado para produção de baterias para carros elétricos e laptops, é um aliado importante do presidente da Venezuela, Hugo Chavez, e o principal líder de esqueda da América Latina. Morales tem imitado a política de Chavez de nacionalizar empresas consideradas estratégicas. Em maio, ele nacionalizou a companhia espanhola Red Eletrica. As informações são da Dow Jones.

 

zanuja

Do Estadão.

O enredo da crise da VulcabrásAumento do custo de mão de obra e valorização do real colocaram em xeque modelo de negócios da empresa, que teve de fechar seis fábricas e demitir 10 mil funcionários03 de junho de 2012 | 22h 00

 Cátia Luz e Raquel Landim, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - As negociações para a entrada do Pátria Investimentos na Vulcabrás acontecem logo após um dos anos mais difíceis da história da empresa. Em 2011, as vendas da companhia encolheram diante da concorrência com os importados. E a Vulcabrás deixou de gerar caixa. Na tentativa de voltar à rentabilidade, a empresa deu início a uma reestruturação, que levou à demissão de 10 mil funcionários e ao fechamento de seis fábricas na Bahia e da linha de produção de Parobé, no Rio Grande do Sul.

O ano foi complicado para todo o setor calçadista, que enfrentou uma redução de 8,6% na produção, apesar das medidas do governo para proteger a indústria local. Mesmo com a decisão de se sobretaxar os produtos chineses, as importações de calçados em 2011 atingiram 24,7 milhões de pares, volume apenas 2% inferior ao total que havia ingressado no País no ano anterior.

Mas os números da Vulcabrás se destacam negativamente na comparação com as outras empresas abertas do setor. A Vulcabrás foi a única a apresentar prejuízo no ano passado. E também a única a registrar um Ebitda, indicador que mede a capacidade de geração de caixa, negativo. Além disso, a empresa tem, de longe, o maior endividamento do grupo.

Para analistas do setor, falta eficiência na operação da empresa. Mesmo com os cortes, a Vulcabrás tem hoje 32 mil funcionários, para um faturamento de R$ 1,5 bilhão em 2011. É quase o dobro do quadro da Alpargatas, dona da maior receita do setor (R$ 2,6 bilhões ) e que conta com cerca de 17,5 mil empregados.

Mas há uma ressalva, já que as companhias têm diferenças no modelo de negócios. O carro-chefe da São Paulo Alpargatas é a Havaianas, sandália de borracha injetada, cuja produção exige menos mão de obra. A empresa também vende tênis da marca Mizuno, mas importa a maior parte.

A Vulcabrás, por outro lado, é a maior fabricante de tênis do País, com a marca Olympikus liderando as vendas em volume. A produção local permite a empresa acumular menos estoque e ser mais ágil na entrega e na mudança das coleções. A fabricação de tênis, no entanto, é intensiva em mão de obra. Com o aumento do custo de mão de obra no Brasil e com a valorização do real, o modelo de negócios da Vulcabrás entrou em xeque.

Além de demitir, a empresa foi obrigada a fazer o que sempre criticou nos concorrentes: produzir no exterior e importar. Desde o ano passado, a companhia está arrendando uma fábrica na Índia, onde são feitos os cabedais (parte superior) dos tênis.

Tropeços

Houve ainda apostas que se provaram equivocadas. Entre elas, a decisão da Vulcabrás de investir em um tênis Olympikus mais sofisticado, vendido a R$ 399. A valorização do real permitiu que as concorrentes baixassem os preços dos seus produtos e batessem de frente com o tênis. A Vulcabrás foi obrigada a encolher as margens de lucro e hoje um tênis com tecnologia semelhante é vendido por cerca de R$ 280.

O protecionismo da Argentina também prejudicou os resultados da Vulcabrás no ano passado. A empresa acumulou um estoque de 1 milhão de pares de tênis parados na fronteira com o país vizinho à espera de autorização para entrar. Após diversas conversas com o governo Kirchner, a companhia conseguiu reduzir esse volume para 300 mil.

Para Edson D’Aguano, consultor de varejo, há ainda a percepção de que as marcas da empresa não se renovaram. "A Vulcabrás aceitou a velhice. As marcas da empresa não têm um apelo de moda", diz. "Mas Olympikus e Azaleia são nomes fortes", completa. Segundo fontes próximas à operação entre Pátria e Vulcabrás, um dos planos para a fabricante de calçados é fortalecer a Olympikus para transformá-la em uma marca aspiracional para a classe C.

Quanto à intenção de se vender mais tarde a Vulcabrás para um investidor estratégico, a aproximação entre a empresa e multinacionais é complicada. Essas companhias quase não possuem fábricas e terceirizam a maior parte de sua produção.
Mesmo assim, a Adidas já pensou em fabricar no Brasil, mais precisamente em Manaus, mas os planos foram abortados pelo governo federal. O Ministério do Desenvolvimento não aprovou o Processo Produtivo Básico (PPB) proposto pela empresa, necessário para usufruir os benefícios fiscais da Zona Franca, como redução de imposto de importação de componentes.

Para voltar a crescer no País que é o terceiro maior produtor de calçados do mundo, a Vulcabrás conta agora com a ajuda do seu novo sócio na tentativa de se reinventar.

 

zanuja

Do Estadão

Bancos públicos aumentam oferta de crédito em ritmo maior que os privadosDados do Banco Central mostram crescimento de 1,9% na carteira das instituições estatais em abril em relação a março, mais que o dobro dos 0,7% verificados nos bancos privados03 de junho de 2012 | 22h 00

 Eduardo Cucolo e Fernando Nakagawa, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - Nos primeiros meses da ofensiva do governo para cortar os juros, os bancos públicos lideraram o aumento na oferta de crédito. Dados do Banco Central mostram crescimento de 1,9% na carteira das instituições estatais em abril em relação a março, mais que o dobro dos 0,7% verificados nos bancos privados.

Com isso, os bancos estatais seguem ganhando participação, movimento que vem sendo registrado desde a crise de 2008/2009, mas que havia perdido força em 2011. Em relação a abril do ano passado as instituições estatais registram crescimento de 25% no crédito e os bancos privados, de 13%.

Números do BC e dos próprios bancos mostram que o avanço estatal se deu em todos os segmentos: habitação, consumo e empresas. No crédito para pessoa física destinado ao consumo, que exclui as operações habitacionais, a carteira dos bancos públicos cresceu 1,6% em abril. Nos privados, a alta foi de 0,5%.

A menor diferença de crescimento entre os dois tipos de instituição se deu no crédito imobiliário, que avançou 2,5% nos públicos e 2% nos privados. Os dados do BC mostram ainda que os bancos públicos de varejo cresceram mais que o BNDES, que responde por cerca de 20% da carteira do setor financeiro estatal.

Consignado

A Caixa, por exemplo, ganhou mercado em todos os segmentos. Os empréstimos para consumo fecharam maio com volume 40% maior que o verificado na média do primeiro trimestre. No crédito consignado, o volume quase dobrou. A abertura de novas contas cresceu 20% na pessoa física e 32% na jurídica nos últimos dois meses.

"Estamos ganhando participação todos os meses, todos os anos, desde 2009, em todos os segmentos. A estratégia de se antecipar ao mercado tem dado resultado. E não é só reduzir juros. É reduzir juros com rentabilidade", disse o vice-presidente de Pessoa Física da Caixa, Fábio Lenza. "Agora, estamos crescendo ainda mais. Até mais que outros bancos públicos."

Nos 12 meses encerrados em abril, as carteiras comercial pessoa física e pessoa jurídica da Caixa cresceram cerca de 50%, acima dos 15% verificados na média do mercado. No Banco do Brasil, foram emprestados R$ 9,9 bilhões em maio para clientes pessoas físicas, novo recorde. O vice-presidente de negócios de varejo do BB, Alexandre Abreu, diz que, desde abril, cerca de 20% dos novos empréstimos têm sido tomados por clientes que não tinham nenhum produto de crédito.

No financiamento de veículos, o volume emprestado diariamente foi multiplicado por oito. Além disso, houve queda da inadimplência de 2,32% em março para 2,22% em abril no banco, ao contrário da média do setor, que registra inadimplência recorde de 5,9% na modalidade. Para Abreu, o calote no banco é menor especialmente porque a instituição empresta recursos de uma maneira diferente, com a concessão de empréstimos pré-aprovados conforme a renda e o perfil de cada cliente.

 

zanuja

Do Estadão.

Com rombo de R$ 1,3 bi, Cruzeiro do Sul sofre intervenção do Banco CentralInspeções detectaram fraudes parecidas com as do Banco Panamericano; família Índio da Costa será afastada da gestão03 de junho de 2012 | 23h 09

 David Friedlander, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO, 3 - SÃO PAULO - O Banco Central decreta nesta segunda-feira, 4, intervenção no Banco Cruzeiro do Sul. A instituição carioca será colocada sob o Regime de Administração Especial Temporária (Raet), o que significa que os controladores - a família Índio da Costa - serão afastados e a gestão será feita pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), instituição criada com objetivo de proteger os depósitos dos clientes do sistema financeiro no País em caso de quebra de algum banco.

Inspeções feitas no Banco Cruzeiro do Sul identificaram um rombo de cerca de R$ 1,3 bilhão. A princípio, foram detectadas fraudes parecidas com as do Banco Panamericano, instituição que pertencia ao Grupo Silvio Santos, com registro de créditos fictícios no balanço. O Cruzeiro do Sul tem um patrimônio líquido negativo de cerca de R$ 150 milhões.

O Cruzeiro do Sul, que tem como um dos focos principais o crédito consignado e vinha sendo há tempos alvo de rumores sobre dificuldades financeiras, interessava ao Banco BTG Pactual - atualmente controlador do próprio Panamericano. O BTG chegou a fazer oferta de compra. No sábado à noite, no entanto, essas negociações foram encerradas, já que os valores oferecidos foram considerados baixos.

Neste domingo, 3, o presidente executivo do Cruzeiro do Sul, Luis Octavio Índio da Costa, esteve reunido com representantes do FGC até cerca de 21h30 para definir o destino do seu banco. A saída, no entanto, acabou mesmo sendo a intervenção.

Problemas. Em março, a agência de classificação de risco Moody’s chegou a rebaixar o rating do Cruzeiro do Sul, alegando que ele tinha uma dependência muito grande de "depósitos com garantia e de acordo de securitização de ativos com o Fundo Garantidor de Crédito, que ao fim de 2011 representou mais de um terço da captação total". O FGC havia aberto uma espécie de linha de crédito de até R$ 3,8 bilhões para o Cruzeiro do Sul - que havia sacado R$ 625 milhões até o fim do ano passado.

No balanço do primeiro trimestre, o Cruzeiro do Sul recebeu uma ressalva da empresa de auditoria Ernst & Young - o que significava que, na análise dos números, os auditores haviam encontrado alguma inconsistência contábil.

Nas notas explicativas, a Ernst & Young ressaltava que o Cruzeiro do Sul fez um diferimento de despesas no primeiro trimestre que não estava de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Essas perdas foram decorrentes de renegociações de operações de crédito cedidas em exercícios anteriores. O Cruzeiro do Sul depende da venda de carteiras para captar recursos.

Em dezembro, o Cruzeiro do Sul chegou a comprar uma instituição financeira - o Banco Prosper. Pagou R$ 55 milhões por 88% da instituição, que estava descapitalizada e praticamente não conseguia mais operar.

 

zanuja

Família Índio da Costa?

Seria a mesma do ex-candidato a vice-presidente?

Já pensaram o que teria acontecido caso fôsse eleito?

Pois é...

 

Sandro Araújo

É o próprio. Olha aqui, veja o final desta matéria da Folha. Ali diz que ele namorou a filha do Salvatore Caciola:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/759696-saiba-mais-sobre-o-deputado-indio-da-costa-indicado-para-vice-de-serra.shtml

30/06/2010 - 16h03Saiba mais sobre o deputado Indio da Costa, indicado para vice de Serra

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BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
ANDREZA MATAIS
DE BRASÍLIA

Deputado federal de primeiro mandato, o carioca Antônio Pedro de Siqueira Indio da Costa (DEM-RJ), 39, começou a carreira política à sombra do ex-prefeito Cesar Maia, de quem ainda se define como seguidor.

Assumiu o primeiro cargo público em 1994, quando foi nomeado "prefeitinho" do Parque do Flamengo. Cuidava da manutenção de quadras esportivas e jardins de Burle Marx.

Dezesseis anos depois, deve a indicação para vice do presidenciável José Serra (PSDB) ao filho de Cesar: o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ).

 

Sérgio Lima/FolhapressDeputado Indio da Costa (DEM-RJ) foi escolhido como vice de José SerraDeputado Indio da Costa (DEM-RJ) foi escolhido como vice de José Serra na disputa presidencial

Vereador do Rio por três mandatos, Indio teve a única experiência no Executivo como secretário municipal de Administração, entre 2001 e 2006.

Foi alvo da CPI da Merenda na Câmara Municipal, que o acusou de favorecer uma empresa na compra de lanche para estudantes. Por ironia, teve o indiciamento pedido por uma tucana: a vereadora Andrea Gouvêa Vieira. Ele negou as acusações.

"Foi um grupo de vereadores que defendeu o cartel. O Ministério Público concluiu que não havia procedência na denúncia, porque a contratação resultou numa economia de 7%. Não houve processo", afirmou o deputado, nesta quarta-feira.

Como deputado, Indio se projetou nacionalmente em 2008, quando foi sub-relator da CPI mista dos Cartões Corporativos. Ganhou notoriedade como autor de algumas das principais denúncias de mau uso de verbas federais.

Na época, montou uma equipe formada por auditores para vasculhas a montanha de papel enviada pelo governo para a CPI.

Este ano, voltou ao noticiário como relator na Câmara do projeto Ficha Limpa, de iniciativa popular.

Numa entrevista ao Jô Soares, na TV Globo, o deputado chegou a dar o número do seu telefone celular.

Indio tentou se candidatar a prefeito do Rio em 2008, ao fim do terceiro mandato de Cesar Maia. Teve o sonho frustrado pelo próprio mentor, que optou pela também deputada Solange Amaral (DEM).

No ano passado, foi citado como possível candidato do partido ao governo do Rio. Mais uma vez, o plano não saiu do papel: Cesar preferiu apoiar Fernando Gabeira (PV), em troca de uma vaga na chapa para o Senado.

Apesar de a polêmica sobre o vice de Serra se arrastar há meses, Indio ainda não havia sequer aparecido na lista de possíveis indicados à vaga. Ele se preparava para disputar a primeira reeleição na Câmara.

Indio tem hábitos saudáveis, é preocupado com alimentação, além de ser vaidoso.

Divorciado, tem uma filha de seis anos que mora na Espanha, e é primo de Luís Octavio Indio da Costa, dono do banco Cruzeiro do Sul. Indio é de uma família de arquitetos premiados internacionalmente. Ele conta que namorou por um ano Rafaella Cacciola, filha do ex-banqueiro Salvatore Cacciola,

O banco Cruzeiro do Sul esteve envolvido nas denúncias contra o ex-diretor do Senado João Carlos Zoghbi (Recursos Humanos), que eclodiram no ano passado. Havia um contrato de empréstimo consignado para funcionários do Senado. Com o escândalo, o banco foi descredenciado.

A Folha apurou que Indio da Costa tentou no Senado que o Cruzeiro do Sul fosse novamente credenciado. No entanto, não houve sucesso na tentativa

 

Marque bem essas palavras, Zanuja:  daqui a 6 meses o Brasil vai ser informado que fizeram um errinho com o rombo, e que ele eh cinco vezes maior do que estao dizendo hoje.

Deu certo varias e varias vezes antes e vai continuar dando certo.  Dinheiro nenhum jamais eh recuperado, claro.  Impunidade eh garantida.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Mensalão mineiro entra na pauta do STF na quarta

 

Mensalão mineiro entra na pauta do STF na quartaFoto: Edição/247ESQUEMA DE MARCOS VALÉRIO FOI USADO PARA ALIMENTAR A CAMPANHA DO TUCANO EDUARDO AZEREDO À REELEIÇÃO EM 1998; RECURSOS SAÍRAM DE ESTATAIS MINEIRAS, COMO A COPASA E O BEMGE; RELATOR DO CASO É O MINISTRO AYRES BRITTO

03 de Junho de 2012 às 15:25

Fernando Porfírio _247-O fantasma que assombra os tucanos está previsto para entrar na pauta do Supremo Tribunal Federal da próxima quarta-feira (6). O chamado mensalão mineiro foi um suposto esquema de financiamento irregular – com recursos públicos e doações privadas ilegais – à campanha de reeleição, em 1998, do então governador mineiro e atual deputado federal Eduardo Azeredo. O esquema teria sido montado pelo empresário Marcos Valério. O relator é o ministro Ayres Britto.

Em denúncia apresentada em novembro de 2007 ao STF, o procurador-geral da República denunciou que o esquema criminoso, que veio a ser chamado de “valerioduto tucano”, foi “a origem e o laboratório” de outro escândalo que assombra a República e provocou o recente bate-boca entre o ex-presidente Lula e o ministro do STF Gilmar Mendes: o mensalão do PT.

O recurso que será julgado pela corte suprema é de natureza civil e envolve a acusação de mau uso de dinheiro público (improbidade administrativa). Foi apresentado por Eduardo Azeredo e pelo ex-presidente da Copasa, Ruy Lage. Os dois se debatem contra despacho que determinou a remessa à Justiça Estadual de Minas Gerais da ação civil pública por supostos atos de improbidade administrativa praticados em 1998 durante a campanha eleitoral de Azeredo.

No recurso, o que será discutido é se há ou não o chamado foro privilegiado (prerrogativa de foro) para os casos de autoridades que respondem ações cíveis de improbidade administrativa. Hoje, os casos de improbidade são julgados pela justiça estadual. Uma mudança no entendimento do Supremo provocaria efeitos não apenas no caso do mensalão mineiro, mas atingiria várias autoridades que respondem pela mesma infração, transferindo todos esses casos para o STF.

O Ministério Público Federal sustenta que a frustrada campanha à reeleição de Azeredo foi alimentada com recursos da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), Comig (Companhia Mineradora de Minas Gerais) e Bemge (Banco do Estado de Minas Gerais), captados a título de promoção de um evento esportivo, o “Enduro Internacional da Independência”.

Os recursos teriam saído principalmente da Copasa, estatal de saneamento mineira, repassados  às empresas de Marcos Valério, um dos donos das agências de publicidade e finalmente chegado à campanha tucana em Minas. Segundo a acusação, a SMP&B, agência de Marcos Valério levantou empréstimos junto ao Banco Rural para aplicar na campanha de Azeredo, e essas dívidas foram liquidadas com os recursos públicos.

Entre os réus apontados pelo MPF estão Marcos Valério, o então tesoureiro da campanha, Cláudio Mourão, e o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, atual presidente do PSB em Minas Gerais, que seria o coordenador da campanha de Azeredo - Walfrido nega. A defesa do ex-ministro alega que ele não participou da campanha. A de Valério diz que o empresário não recebeu dinheiro público.

O procurador-geral da República deu parecer contra recurso. O processo foi apresentado em mesa do STF para julgamento em 15 de dezembro de 2006. Poderia ter sido julgado pelo plenário na sessão de 16 de maio deste ano. Por maioria, o tribunal decidiu adiar, ficando vencido o ministro Marco Aurélio. Agora não dá mais para protelar o julgamento.