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Não bastasse as versões de, Noblat, Merval, Doutora Cantanhêde, Dora Kramer, enfim, de toda a turma da Judith, temos também agora o "MELÔ DO MILLENIUM" na voz do Ferreira Gular: 

É um circo ou não é?

Parece que a corrupção tomou conta do Estado brasileiro, que não há mais em quem confiar

Ultimamente, faço um esforço enorme para não perder a esperança em nosso país, em nossa capacidade de nos comportarmos com um mínimo de respeito pelo interesse público, pelos valores éticos, enfim, por construirmos uma nação digna deste nome.

É que, a cada dia, como você, fico sabendo de coisas que me desanimam. Parece que a corrupção tomou conta do Estado brasileiro, que não há mais em quem confiar. O que desanima não são apenas as falcatruas praticadas por parlamentares, ministros, governadores, prefeitos, juízes... O pior é que esses dados refletem uma espécie de norma generalizada que dita o comportamento das pessoas e o próprio funcionamento da máquina pública.

Um pequeno exemplo: o precatório. Se ganhas na Justiça uma ação que obriga o governo a te indenizar, ele está obrigado a te pagar, não? Só que ele não paga, não cumpre a decisão judicial, e fica por isso mesmo. A Justiça sabe que sua decisão não foi obedecida e nada faz.

Pior, às vezes esse dinheiro é apropriado por altos funcionários da própria Justiça. Enquanto isso, as pessoas que deveriam ser indenizadas esperam 20, 30 anos, sem nada receber. É como um assalto em via pública. Este é um fato corriqueiro num país dominado por uma casta corrupta.

E eu, burro velho, embora sabendo disso tudo, não paro de me surpreender. Acontece de tudo, até CPI criada pelo governo. Nunca se viu isto, já que CPI é um recurso da oposição; quer dizer, era, porque a de Cachoeira foi invenção do Lula e seu partido, e conta com o apoio da presidente Dilma. Isso porque, no primeiro momento, os implicados pareciam ser apenas adversários deles, a turma do mensalão.

Eis, porém, que novas revelações envolveram gente do PT e aliados do governo, sem falar numa empresa corrupta que é responsável por grande parte das obras do PAC, o Plano de Aceleração do Crescimento do governo federal.

Mas o que fazer, agora, se a CPI já estava criada? Voltar atrás seria impossível, e nem era preciso, uma vez que, dos 30 membros da CPI, apenas sete são da oposição, quer dizer, não decidirão nada.

Mas essas revelações punham em risco um dos principais objetivos de Lula, que era usar a CPI para desqualificar o processo do mensalão, prestes a ser julgado pelo STF. Essa intenção foi favorecida por um fato que envolve o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a quem caberá fazer a denúncia da quadrilha chefiada por José Dirceu.

O PT tentou desqualificá-lo, apresentando-o como ligado a Demóstenes Torres e, portanto, a Cachoeira. A jogada não deu certo e, além do mais, está aí a maldita imprensa, que insiste em criar problemas, por levar à opinião pública informações inconvenientes.

De qualquer modo, a CPI teria que ouvir Carlinhos Cachoeira, e só Deus sabe o que ele poderia revelar. Deus e nós também: nada, como se viu.

É que ele se valeu do direito, que a Constituição lhe concede, de permanecer calado para não produzir provas contra si mesmo. Quem quer que tenha inventado isso -sempre em defesa dos inocentes, claro- com frequência favorece aos culpados, uma vez que o inocente, por nada temer, faz questão de contar toda a verdade. Calar, portanto, é confissão de culpa.

De qualquer modo, Carlos Cachoeira, a conselho de seu advogado, não respondeu a nenhuma das perguntas que lhe foram feitas, deixando os parlamentares, que inutilmente o interrogavam, em situação constrangedora. Aquela sessão da CPI, em Brasília, só pode ser comparada a um espetáculo circense.

E quem é o advogado de Cachoeira? Nada menos que o ex-ministro da Justiça de Lula, Márcio Thomaz Bastos, que, sentado a seu lado, como um segurança jurídico, ouvia os deputados e senadores se referirem a seu constituinte como "bandido, chefe de uma quadrilha de ladrões". Estava ali por vontade própria ou por imposição do cliente? Não se sabe, mantinha-se indiferente, como se nada ouvisse.

Foi por saber Cachoeira culpado de todas aquelas falcatruas que o aconselhou a nada responder. Resta à CPI recorrer às provas documentais. Por isso mesmo, Thomaz Bastos já pediu a anulação delas. Cachoeira pode não ter razão, mas dinheiro não lhe falta. E o espetáculo continua...   

 

Clipping do Dia

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O deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) disse há pouco, na CPI do Cachoeira, que há indícios de envolvimento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, com o esquema de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

http://www.cloudnews.com.br


 

O que era para ser uma boa matéria tornou-se apenas um fanfleto neoliberal. Aproveitando-se do tradicional bairrismo e do preconceito regional, a matéria de capa do site O Globo visa apenas reforçar a idéia de que os estados fora das regiões sul/sudeste é composta de incompetentes e corruptos que vivem a amealhar milhões roubados dos pobres sulistas. 

A matéria não explica quais impostos foram analisados. Suponho que tenham feito uma análise rasteira, como é da índole dos atuais repórteres. Se o IPI faz parte da conta, é preciso entender, forçosamente, que os produtos geradores dessa receita são vendidos em todos os estados do país. Porque não haveriam de ser distribuídos?

A presença do contraditório resume-se a apenas 3 linhas, pinçadas do economista Fernando Lopreato, da Unicamp. Para dar ares de peça jornalística ao panfleto.

 

Rio só recebe de volta 10% do que repassa à União

Estado repassa R$ 141 bi por ano, mas recebe de volta só R$ 14,7 bi, diz estudo da FGV

GILBERTO SCOFIELD JR.

Publicado:

2/06/12 - 20h36

Atualizado:

2/06/12 - 22h06

 

SÃO PAULO - No ano passado, o Rio repassou, em forma de impostos e contribuições de pessoas físicas e empresas, R$ 141 bilhões para o governo federal. Em troca, recebeu de volta apenas R$ 14,7 bilhões em repasses constitucionais obrigatórios, investimentos e royalties do petróleo. É como se cada cidadão fluminense destinasse à União R$ 8.824 ao ano, mas recebesse de volta somente R$ 918, ou 10% do total. É o que revela um levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

O estudo mostra que, considerando os repasses totais de cada estado para a União, Rio e São Paulo são os que mais transferem recursos para o governo federal. São também as unidades da Federação que, junto com o Distrito Federal, proporcionalmente menos recebem de volta. No caso de São Paulo, o valor dos repasses e investimentos da União representa apenas 4% do que foi transferido. Para o Distrito Federal, volta menos de 1%. Receitas da Previdência não foram consideradas.

Num momento em que o Congresso discute um novo rateio para o Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE, o dinheiro dos impostos federais que retorna para os estados) e os novos critérios de distribuição dos royalties do petróleo, o levantamento mostra ainda que Rio e São Paulo, juntos, são a fonte de 60% dos R$ 698 bilhões das receitas federais.

De maneira inversa, estados do Norte e do Nordeste são os que mais recebem recursos federais em comparação com o que arrecadam. Em termos absolutos, Maranhão e Piauí foram os que mais receberam cada: R$ 2,5 bilhões acima do que arrecadaram ano passado. Na análise per capita, no entanto, são os moradores de Roraima que mais se beneficiaram do rateio: receberam R$ 3.168 em 2011 e pagaram R$ 806 em impostos.

Essa lógica da redistribuição de renda, conhecida no jargão político como pacto federativo, ocorre na maioria dos países onde se busca reduzir as diferenças entre estados e províncias ricos e pobres. No Brasil, ela é feita por meio do FPE e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), criados na década de 60 e revistos na Constituição de 1988. A ideia é transferir parte dos recursos produzidos nas unidades mais ricas para ajudar o desenvolvimento das mais pobres.

Mas há dois problemas. O primeiro é que a União continua abocanhando a maior parte dos recursos arrecadados, dinheiro que é gasto basicamente com folha de pagamento do funcionalismo e Previdência Social. Além disso, não há no Brasil nenhum mecanismo eficiente que ajude os estados do Norte e do Nordeste a melhorar suas arrecadações próprias e depender menos do dinheiro das transferências. Da mesma forma, pouco se faz para ajudar estes estados e seus municípios a melhorar a administração pública e evitar a corrupção.

— O que este levantamento mostra é que a discussão sobre pacto federativo precisa mudar, porque as economias dos estados do Norte e principalmente do Nordeste estão crescendo mais, porque a base de comparação é muito baixa e porque o país está crescendo como um todo, especialmente a arrecadação — diz Gabriel Leal de Barros, especialista em finanças públicas do Ibre/FGV e autor do levantamento. — O ideal seria condicionar o rateio a algum tipo de desempenho em termos de melhora de indicadores, principalmente os sociais. Caso contrário, corremos o risco de ver mais dinheiro ser gasto por governos que não possuem sequer um orçamento público decente.

— Tenho muito receio das discussões de governadores e políticos a respeito do FPE e dos royalties no Congresso — afirma Guilherme Mercês, gerente de Estudos Econômicos da Firjan. — Porque todo mundo quer mais dinheiro, mas ninguém fala em melhorar a administração pública nas regiões menos favorecidas. E essa administração é ruim.

— Os dados confirmam aquilo que se espera, a transferência de renda. Algo completamente diferente é o efeito das políticas públicas, ou seja, quando se olha o lado do gasto. Não há garantia de progresso, mesmo o Estado recebendo liquidamente mais dinheiro, em vista de políticas estaduais equivocadas — completa o economista Raul Velloso, especialista em finanças públicas.

— Há pouquíssimos exemplos internacionais de transferências regulares, como o nosso FPE, condicionadas a critérios de desempenho por parte das unidades políticas recebedoras. Tenho a impressão de que isso contraria nossa Constituição, embora, num sentido limitado, a condicionalidade já exista por conta do bloqueio das cotas de FPE e FPM para estados e municípios que não recolham o serviço de suas dívidas ao Tesouro — observa o economista Gustavo Maia Gomes, ex-diretor do Ipea.

— Condicionar transferências a desempenho gerencial é um pensamento de elite típico de “Casa Grande & Senzala”. Porque, se você reduzir o repasse, quem mais vai sofrer é a população dos estados já pobres — ressalva o economista Fernando Lopreato, da Unicamp.

Em fevereiro de 2010, o STF decidiu que o rateio do FPE, em vigor há mais de duas décadas, tornou-se inconstitucional porque não garante a igualdade na receita dos diferentes estados do país. Ele estabelece que 85% dos recursos devem ir para os estados de Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e 15%, para Sudeste e Sul. A revisão desses percentuais, que deveria ter ocorrido em 1991, nunca foi feita. O Supremo deu até o fim do ano para o Congresso resolver o impasse.

Ajuda não melhora gestão dos recursos

O fato de os estados e municípios do Norte e do Nordeste do Brasil se beneficiarem de uma partilha de recursos que os ajuda a complementar suas próprias arrecadações — com a transferência de dinheiro das unidades da Federação mais ricas — não significa que estejam melhorando, em termos de gestão pública, ao longo do tempo. De acordo com o Índice de Gestão Fiscal criado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e divulgado em março passado, analisando a qualidade da administração pública nos municípios brasileiros, nada menos que 83% das cidades (4.372 municípios) não arrecadam nem 20% de suas receitas.Ou seja, explica Guilherme Mercês, gerente de Estudos Econômicos do Sistema Firjan e um dos criadores do índice, na maioria das cidades do país, os prefeitos dependem do dinheiro das transferências, o que cria uma situação curiosa e preocupante:

— O sistema atual não estimula os municípios a serem mais eficientes. Ele permite que os prefeitos mantenham a arrecadação baixa porque os recursos estão garantidos pela Constituição. Com isso, eles são reeleitos. Por que tentar fazer as pessoas e empresas pagarem mais impostos e priorizar gastos que não rendem eleitoralmente, como escolas e saneamento, se os recursos estão aí? — pergunta Mercês.

Alguns dados coletados pela Firjan mostram a precariedade das administrações públicas das cidades do Norte e do Nordeste ainda hoje, apesar de toda a transferência de renda. Vejam-se os gastos com folhas de pagamento do funcionalismo, por exemplo, que, pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF, criada em 2000), estão limitados a 60% do orçamento público. Pelo estudo da Firjan, das 384 cidades que gastam mais de 60% com funcionalismo — desrespeitando a LRF —, 277 (72%) estão no Nordeste. Dois estados vão pior: na Paraíba, 36% das cidades estão acima deste limite, enquanto em Pernambuco são 39%. Isso dez anos após a entrada em vigor da LRF.

Outro ponto é o item conhecido como “restos a pagar”, as dívidas que uma prefeitura deixa para o ano seguinte (pela LRF, no caso de mudança de mandato, os prefeitos que saem do cargo só podem deixar dívidas para novos prefeitos se houver caixa para isso.) Nada menos do que 1.029 prefeituras viraram o ano de 2010 para 2011 no vermelho, pois tinham mais dívidas do ano anterior do que dinheiro em caixa. A metade delas estava no Nordeste.

 

 

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/rio-so-recebe-de-volta-10-do-que-repassa-un...

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"Quando vejo um jovem protestando nas ruas, sinto que o que ele faz é mais importante do que o meu trabalho de arquiteto" OSCAR NIEMEYER

Do Blog Cafezinho :

Vazou mais um vídeo secreto da mídia!03/06/2012 4 COMENTÁRIOS

A blogosfera e a imprensa adentraram o fim de semana disputando quem revela mais escândalos bombásticos. A CPI do Cachoeira engrenou de vez, e já se tornou uma generosa fornecedora de denúncias. O governador Marconi Perillo, ao que parece, foi rifado pelas principais forças políticas, incluindo o último bastião que o blindava: a mídia e seu próprio partido, o PSDB.

O caso Gilmar versus Lula criou uma quase unanimidade, no caso negativa, contra o ministro. Nem os jornalões aguentaram seu destempero histérico. Suas catilinárias contra blogs que o criticam varreram para longe a credibilidade que ele já não possuía.

Entretanto, o Cafezinho conseguiu mais um vídeo secreto. Trata-se de um comício realizado às escondidas entre o Líder Supremo do PUM (Partido Unificado da Mídia) com representantes da classe média tradicional (também conhecidos como “homens e mulheres bons”), vindos de várias partes do Brasil. Eles falam em alemão porque não gostam da língua portuguesa, considerada subdesenvolvida, o que me obrigou a um duro trabalho de tradução e legendagem.

Vale a pena conferir:

 

Do: www.brasil247.com -  O "bonde" está chegando. A CPMI tem que convocar o cidadão Bordini.

Elo entre Cachoeira e Marconi quer falar na CPIElo entre Cachoeira e Marconi quer falar na CPIFoto: Divulgação_Folhapress

O JORNALISTA LUIZ CARLOS BORDONI DIZ QUE NEGOCIOU COM O PRÓPRIO MARCONI PERILLO SUA PARTICIPAÇÃO NA CAMPANHA QUE O ELEGEU GOVERNADOR EM 2010; NA HORA DE RECEBER, O DINHEIRO VEIO DE UMA FIRMA LARANJA DE CARLOS CACHOEIRA; BORDONI É, PARA PERILLO, O QUE A FIAT ELBA FOI PARA COLLOR EM 1992

03 de Junho de 2012 às 10:10

247 – Marconi Perillo tem um problema. Um problemaço, na verdade, e ele se chama Luiz Carlos Bordoni. Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo (leia mais aqui), ele afirma que negociou com o próprio Perillo sua participação na campanha de 2010, que levou o tucano pela terceira vez ao Palácio das Esmeraldas em Goiás. “Nós sentamos e ele perguntou: ´Quanto é que você quer?´ Eu disse: ´Eu quero tanto´. Ele respondeu: ´Não posso pagar tanto´. Eu tinha pedido R$ 200 mil. Acertamos que seriam R$ 120 mil no primeiro turno e mais R$ 50 mil caso a campanha fosse vitoriosa”.

Da conversa entre o candidato e o jornalista, infere-se que Marconi queria Bordoni na sua campanha e vice-versa. Até aí nada demais se as despesas fossem pagas com recursos arrecadados legalmente, ou seja, sem o uso de caixa dois. De acordo com Bordoni, o pagamento foi feito por uma firma laranja de Carlos Cachoeira, a Alberto & Pantoja, que receberia recursos da Delta.

O jornalista é, portanto, a prova testemunhal de que o bicheiro Carlinhos Cachoeira pagou parte das despesas de campanhas de Perillo. Coincidência ou não, conseguiu nomear diversos aliados na área de segurança pública e até de desenvolvimento do estado de Goiás. Pagou, levou. O paralelo histórico é o da Fiat Elba, que conectou o ex-presidente Fernando Collor, alvo de um processo de impeachment há 20 anos, ao esquema do tesoureiro Paulo César Farias.

No caso goiano, a Construtora Delta, que era praticamente administrada por Cachoeira no Centro-Oeste, amealhou contratos de mais de R$ 250 milhões no governo de Marconi Perillo.

Bordoni já avisou que está disposto a ir a CPI, abrindo seu sigilo bancário, fiscal e telefônico, assim como o de sua filha, que recebeu os recursos pelo pagamento da campanha, por meio da Cachoeira. “Vamos ver então quem está faltando com a verdade. Se eles querem a briga neste nível, nós vamos brigar neste nível”.

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DEM vira pó em reduto do Carlismo

Autoritarismo do DEM em Salvador deixa partido sem vereador na capitalCandidatura de ACM Neto tentar reverter enfraquecimento da sigla; os únicos três eleitos em 2008 migraram de partido

João Paulo Gondim, iG Bahia | 03/06/2012 07:01:25

Com sua velha roupagem de PFL, o DEM deu as cartas na política baiana por 15 anos, elegendo três governadores nesse período. Hoje, por intransigência de dois caciques locais, o deputado federal ACM Neto e o presidente da executiva estadual José Carlos Aleluia, o partido sequer tem vereador em Salvador, dizem seus desafetos.

Na capital baiana, a hegemonia política do partido foi minguando progressivamente. Em 2000, quando a antiga versão do DEM detinha o controle das máquinas municipal e estadual, sete dos 30 candidatos pefelistas conseguiram se eleger. Quatro anos mais tarde, cinco entre 23 candidatos do partido à Câmara dos Vereadores foram eleitos.

Em 2008, já batizado de DEM, apenas três dos 22 filiados do partido conseguiram a eleição nas urnas. Três anos depois, a bancada virou pó.

iG tentou entrar em contato com três vereadores eleitos que deixaram o DEM na atual legislatura. A vereadora Andréa Mendonça, hoje no PV (abandonou seu antigo partido em setembro do ano passado), estava viajando e não pôde conversar com a reportagem.

Paulo Magalhães Júnior, desde setembro de 2009 no PSC, e Eronildes Vasconcellos Carvalho, conhecida como Tia Eron, que em setembro de 2011 migrou para o PRB, afirmaram ter saído da agremiação por causa de atitudes da direção do partido no Estado.

O vereador Paulo Magalhães Júnior acusou ACM Neto, seu primo, de autoritarismo. "Eu caminhei ao lado dele por muito tempo, desde que nós dois éramos da juventude do PFL", disse o vereador. "Eu sempre o admirei, acho que é o deputado mais competente da bancada baiana na Câmara, mas a relação com ele sempre foi muito difícil", revelou Magalhães Júnior, que criticou o comportamento de seu parente. "ACM Neto herdou do avô um enorme patrimônio político. Mas não sabe ser um líder de perfil afável", declarou o vereador. 

De acordo com ele, ACM Neto não dialoga com seus correligionários. Ao contrário do que diz o nome do partido, Democratas, Neto, ressalta Junior, quer se impôr pela força. Desse modo, acrescentou o vereador, o DEM "definhou". 

Outra decepção de Magalhães Júnior se refere a acordos políticos descumpridos pelo primo. "Houve eleição em que ACM Neto não me apoiou. Ele sabia, em 2006, que eu queria ser candidato a deputado estadual, e nada fez". O vereador também reclamou da indiferença em relação à candidatura de seu pai, Paulo Magalhães – hoje no PSD –, em 2010, para a Câmara dos Deputados. "Ele foi o último eleito do DEM", ressente-se Magalhães Júnior. "ACM Neto deveria tratar melhor as pessoas que são próximas a ele".

'Operação Salva DEM'

O vereador, que pediu votos em 2008 para ACM Neto, não vai apoiar neste ano o primo, pré-candidato do DEM à prefeitura. O PSC deve se juntar à coligação do PT, cujo nome na corrida eleitoral é o do deputado federal Nelson Pelegrino. Consciente do difícil momento que sua ex-agremiação passa em Salvador, Magalhães Júnior repete o que diz ter ouvido nos bastidores da política local: "Esta eleição é a da 'Operação Salva DEM'. É a sua última chance de sobrevivência". Indagado se o seu antigo partido está "na UTI", ele rebate, de imediato:"Está todo entubado".

Vereadora em seu terceiro mandato, Tia Eron disse, inicialmente, que teria permanecido no partido caso não tivesse lido na imprensa baiana algo que a desagradou. "Mudanças de partido fazem parte da dinâmica natural da política brasileira. Mas, no ano passado, li uma entrevista do presidente Aleluia ao jornal "Tribuna da Bahia", que acelerou a minha saída do DEM. Nas declarações, ele me atacava e dizia que eu estava fora da legenda. E afirmava que a minha saída não fazia diferença para o DEM".

Tia Eron falou ter se sentido atacada por José Carlos Aleluia. "Ele disse que eu nunca havia comungado da ideologia partidária do Democratas. Cometeu uma grande injustiça. Aleluia se equivocou e não se retratou", declarou a vereadora. "Qualquer pessoa teria a reação que tive após ser provocada: deixar o partido". Nas eleições deste ano, Tia Eron vai apoiar o pré-candidato a prefeito da sua legenda, o deputado federal Márcio Marinho.

Por sua vez, José Carlos Aleluia afirmou que na tal entrevista não atacou Tia Eron. "Eu disse que vereadores do DEM em todo o Estado têm a obrigação de seguir o partido. Receosa, já que não estava fazendo isso, Tia Eron quis deixar o partido. Essa decisão foi exclusivamente dela". Para ele, a vereadora não se engajava mais nas lutas da legenda.

Ações por perda de mandato

Por conta das saídas de Tia Eron e Andréa Mendonça, o Ministério Público Eleitoral abriu ações por perda de mandato. No entendimento do MP, houve desfiliação sem justa causa do partido pelo qual elas se elegeram. O vereador Paulo Magalhães Júnior escapou do processo porque a sua saída foi autorizada pelo então presidente do DEM na Bahia, Paulo Souto. As ações referentes às vereadoras ainda tramitam na Justiça Eleitoral.

Aleluia minimiza a representação nula dos demistas na Câmara dos Vereadores. "Na busca de integrar o novo governo, é natural que haja rompimento com o partido que vira oposição. O guarda-chuva da máquina do governo é enorme, abriga muita gente". Nestas eleições, Aleluia projeta a eleição de pelo menos cinco vereadores. "Prefiro não citar nomes", disse Aleluia. Mas internamente, o partido considera como trunfos os nomes de Heraldo Rocha, vice-presidente da agremiação na Bahia, e Kátia Alves, ex-secretaria estadual de Segurança Pública.

Chance do partido

Na avaliação do professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Paulo Fábio Dantas Neto, as eleições de 2012 são a tentativa do DEM de demarcar seu território no Estado. "É a chance da reconstrução do partido na Bahia". De acordo com Dantas Neto, o partido teve boa performance nas últimas eleições municipais no Estado, sobretudo no interior. O cientista político disse, porém, que após o pleito uma parte dos prefeitos baianos eleitos migraram para o PMDB, liderado por Geddel Vieira Lima, ex-ministro da Integração Nacional, pasta que repassa polpudos recursos aos municípios.

Além disso, prossegue o professor, em 2010 ACM Neto quis se firmar como a principal liderança da sigla no Estado, não se engajando muito para ajudar Paulo Souto na disputa pelo governo do Estado. "ACM Neto tinha a estratégia de fazer a sua campanha para se fortalecer". Com 328. 450 votos, foi o deputado federal mais votado na Bahia. "Mas essa foi uma vitória de Pirro", declarou Dantas Neto.

Ressentidos com o individualismo do atual pré-candidato a prefeito de Salvador, muitos demistas debandaram para o récem-criado PSD, do vice-governador, Otto Alencar, em busca do apoio da máquina do governo. Usufruir dos benefícios das máquinas _federal, estadual ou municipal - impulsiona a atividade do vereador.

O deputado federal ACM Neto não foi localizado para comentar o teor desta reportagem.

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2012-06-03/autoritarismo-do-dem-em-salvador-deixou-partido-sem-vereador-na.html


 


Operação na Cracolândia completa cinco meses e Ministério Público diz ter certeza de “desastre”

Para promotoria, operação resultou em perda para os serviços de saúde e assistência

Julia Carolina, do R7
Perto de concluir o inquérito que investiga a ação da Polícia Militar na região da Cracolândia (no centro de São Paulo), o promotor de Habitação e Urbanismo Maurício Antônio Ribeiro Lopes afirma que, se antes imaginava que a operação foi “desastrada e desastrosa”, agora tem certeza disso. Neste domingo (3), a Operação Centro legal, da PM, completa cinco meses. O objetivo é tirar o crack do centro de São Paulo.

Lopes afirmou ao R7 que a investigação do Ministério Público sobre o caso deve ser concluída nas próximas semanas. Ele diz que a operação não ofereceu aos dependentes químicos expulsos da Cracolândia serviços de saúde e de assistência social de qualidade.       — [A ação] Foi desastrada e desastrosa. No primeiro dia, tínhamos a impressão de que era desastrada, agora temos convicção. Desastrada porque faltou coordenação entre a PM e os demais órgãos. E ela foi desastrosa porque provocou uma perda de qualidade no atendimento que vinha sendo feito, em termos de saúde e assistência social.      A avaliação do Ministério Público é embasada ainda na pequena diferença entre o número de presos e o de pessoas levadas para internação. De acordo com o último boletim da operação, divulgado na quarta-feira (30), enquanto 553 pessoas foram detidas (439 presos em flagrante e 114 condenados capturados), 660 dependentes químicos foram levados para internação.  Anteriormente, o Ministério Público já havia afirmado que, além da força policial usada na ação, investigaria o perfil dos presos. A instituição queria saber se a polícia estava prendendo traficantes ou usuários que portavam pequenas quantidades de droga. O inquérito para apurar todas essas questões foi instaurado no dia 10 de janeiro deste ano.Outro ponto que chamou atenção da promotoria foi a criação do Complexo Prates, inaugurado no dia 27 de março. O local tem espaço de convivência para adultos com capacidade para atender até 1.200 pessoas por dia. Porém, segundo Lopes, em suas visitas ao local ele diz não ter visto grande procura dos usuários.

— Nós estivemos lá diversas vezes e é visível que ele [complexo] tem uma ociosidade. Eu acho que é uma bela fotografia do quão desastrada ela [Operação Centro Legal] foi, porque faltou articulação. 

O R7 procurou a Polícia Militar para comentar o assunto, mas a corporação informou que apenas a Secretaria de Justiça de São Paulo fala agora sobre o caso. A reportagem não conseguiu contato com a secretaria até a publicação desta notícia.

Balanço
De acordo com o mais recente boletim da Operação Centro Legal, foram feitas até a última quarta-feira, 72.112 abordagens sociais, de saúde e por guardas municipais. Além disso, 5.130 pessoas foram encaminhadas para serviços de saúde e 660 foram encaminhadas para internações para tratamento de dependentes químicos.

Ainda de acordo com o boletim, foram feitas 439 prisões em flagrante e 114 condenados foram recapturados nos cinco meses da operação. No total, a polícia apreendeu  66 kg de droga.

 

 

 

"[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]" - Mia Couto

Nanini sobre homossexualidade: “Não gosto de ter que colocar a estrela rosa”


Homenageado pelo Cine Ceará 2012, o ator conversou com a imprensa durante coletiva e falou sobre a decisão de ter assumido sua homossexualidade

Priscila Bessa, enviada a Fortaleza (CE)

Marco Nanini é o homenageado da 22ª edição do Cine Ceará, que começou nesta sexta-feira (1) e termina daqui uma semana. O ator esteve presente na abertura do festival e recebeu das mãos do diretor Luiz Carlos Barreto, em cerimônia realizada no Cine Theatro São Luiz, o troféu Eusélio Oliveira. Bem-humorado, Barreto disse que entregava a estatueta com desgosto. “Porque em 50 anos de produção nunca trabalhei com o Nanini”, afirmou o diretor. Nanini agradeceu e disse que se sentia honrado pela homenagem.

Durante a coletiva de imprensa com o ator, que aconteceu pouco antes da cerimônia de abertura, Nanini foi questionado sobre o motivo pelo qual decidiu assumir sua homossexualidade publicamente (o ator fez a declaração em 2011) e foi taxativo: “Tive vontade. Foi a simplicidade que saiu (a declaração)”. E completou: “Também porque há uma questão de homofobia que vem crescendo e é perigosa. Que não precisa ter”.

 

Foto: AgNews Marco Nanini recebe o troféu Eusélio Oliveira no Cine Theatro São Luiz 

Apesar de ter falado sobre o assunto abertamente, o ator disse que prefere evitar rótulos. “Não gosto da história de você ter que colocar a estrela rosa. Acho isso cafona (risos). Você botar um crachá para dizer (que é homossexual). O que interessa se você é gay, gordo ou magro?”, ponderou ele, que disse ter evitado o tema até então por não ser seu “perfil”.

“Havia sempre uma pressão de algum tipo de revista que precisa abordar esse assunto e eu não gosto de responder essa pergunta assim. Não é por nada, só não é do meu temperamento”, explicou. O ator reafirmou que o que o motivou foi a violência. “Achei que com esse momento de homofobia crescente eu precisava me colocar. Senti necessidade de me colocar. Era importante”, afirmou o ator.

“Também o que que interessa o que um senhor de 64 anos faz embaixo das cobertas? (risos) Interessa que você não pode humilhar nenhuma criatura e nem bater com uma chave de fenda seja em quem for. Isso que é esquisito. Bater porque é isso ou aquilo. Discriminar porque é pobre, ou é burro, ou porque não tem cultura, ou porque tem”, finalizou.

 

"[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]" - Mia Couto

Ausência de Marta em ato pró-Haddad causa irritação entre petistas

 POR MARINA DIAS


A ausência da senadora Marta Suplicy (PT-SP) no evento que marcou o lançamento da candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo irritou dirigentes petistas. Segundo eles, Marta já tinha confirmado presença no 18o Encontro Municipal do PT, que aconteceu neste sábado (2), em um centro de convenções na Zona Norte da capital paulista, mas não justificou sua ausência.  "Não fiquei sabendo o motivo pelo qual Marta não apareceu. Não sei a justificativa", afirmou o presidente nacional do PT, Rui Falcão. Durantes as mais de duas horas com discursos de vereadores, deputados federais e estaduais, ministros e também do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alguns parlamentares ainda tentavam entrar em contato com a assessoria da senadora. Sem resposta.   "Ninguém atende, ela não vem e ninguém sabe o por quê", disse um dos dirigentes do PT paulistano, visivelmente irritado. "Acho que ela não pode vir", disse o deputado federal Paulo Texeira (PT-SP) ao final do evento.  Nos bastidores, o clima entre os petistas foi de desconforto e irritação. Marta foi preterida por Lula e precisou retirar sua pré-candidatura na capital paulista em favor de Haddad em novembro do ano passado.  Desde então, a senadora não participou de nenhum evento pró-Haddad, de nenhuma das reuniões do conselho político da pré-campanha, do qual fazia parte, e chegou alfinetar o ex-ministro da Educação em um discurso, dizendo que "não bastava o novo" para ser prefeito de São Paulo.  No entanto, a campanha publicitária de Fernando Haddad, sob o comando do baiano João Santana, marqueteiro de Lula e da presidente Dilma Rousseff, focou exatamente nessa ideia. "O homem novo para um tempo novo" é um dos slogans utilizados. O jingle segue o mesmo tom e fala sobre "Haddad, o homem novo pra essa cidade".  E o evento deste sábado (2) serviu justamente para apresentar, em tecnologia digital, algumas das principais peças da campanha. Às 10h20, João Santana passou apressado entre os milhares de militantes petistas e se postou em frente à mesa principal de som, com doze monitores e cinco pessoas para ouvir suas ordens. "Coloca o jingle agora", falava o marqueteiro. "Aumenta um pouco, aumenta um pouco… Isso, agora tá bom".  Com olhos atentos e virando-se frequentemente para a mesa de som, Santana orquestrou as luzes e músicas que abriam e fechavam cada fase do evento. Na entrada de Lula e Haddad, os últimos a compor a mesa, o marqueteiro pediu para que pusessem imagens de fogos de artifício no telão, sincronizadas com o barulho que davam a impressão de estarem explodindo dentro da sala.  Fogos que talvez serviriam para acalmar os ânimos dos petistas mais tarde. Até pouco depois das 15h30, quase três horas após o discurso de Haddad, nenhum dirigente do PT havia conseguido falar com Marta ou com sua assessoria. O celular da senadora só caía na caixa postal.   Terra Magazine - Bob Fernandes

 

"[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]" - Mia Couto

http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=117&Numero=247&Caderno=0&Editoria=110&Noticia=429230

A fé de Lula em seu taco


Lula tem uma infinita fé no seu taco. Já transformou greve derrotada em vitória política. Em 2008 jogou o peso de sua presidência pedindo à população que consumisse, no auge da depressão mundial. Acertou e prevaleceu. Em janeiro passado deixou-se atrair pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que parecia disposto a aliar-se ao PT na eleição de outubro, apoiando a candidatura do ex-ministro Fernando Haddad. Lula contrariou uma parte de sua base e, sobretudo, a senadora Marta Suplicy. Passou-lhes o rolo compressor do Guia Genial dos Povos e armou até mesmo uma entrada triunfal de Kassab na cerimônia do 32 aniversário do PT. Um mês depois o prefeito aninhou-se com o tucanato. Consagrou sua fama de articulador com um título raro: passara a perna em Lula, que ficou com a carga de lutar pela eleição de um poste no qual deverá até mesmo atarraxar a lâmpada.

Ao encontrar-se com o ministro Gilmar Mendes para tratar do mensalão, com direito a comentários impróprios sobre juízes do STF, Lula sabia que corria riscos. Confiou no que supunha ser uma relação recíproca de amizade. (Nosso Guia e o ministro têm uma relação de afeto ofídico.) Deu no que deu. Essa autoconfiança vem de longe, do tempo em que, no meio de uma crise, ao fim de uma reunião com empresários, um deles pediu-lhe um autógrafo, pois prometera-o a um filho.

Em cinco meses, duas bolas fora, em casos onde prevaleceu o que acreditava ser o seu instinto infalível. No episódio de Kassab, pode ter atrapalhado o próprio partido, nada mais que isso. No de Gilmar Mendes, transbordou, e o encontro dos dois só serviu para criar um clima de feijoada no Supremo Tribunal Federal. Lula fez seu périplo pelos ministros sem discutir a tática com os réus do mensalão, ou com seus advogados. Quis levar a coisa no peito. A esta altura da vida, não é de se esperar que mude, mas seria o caso de ele próprio se perguntar se não está exagerando. Como ele já disse: "Quando a gente pensa que vira vanguarda, vira mesmo é desastre".

Leia mais da coluna do Elio Gaspari, no link

 

Do Blog "Os Amigos do Presidente Lula" sobre o evento de lançamento de Fernando Haddad à Prefeitura de SP:

Olha só que história bonita de superação de dificuldades, e que consciência política e garra a moça tem:

É por gente como a Janaína que temos a certeza de que brasileiro excluído só era problema para governo que não inclui.  É só estender a mão, dar uma chance para encontrar seu caminho, que vira solução, dá tudo certo e vai longe.

 

....Em substância, De Grauwe entende que o BCE tem sido “indevidamente influenciado” pela teoria de que a inflação deve ser a única preocupação de um banco central e defende que também a estabilidade financeira deve estar no seu radar.
“Com efeito, a maioria dos bancos centrais foi criada para resolver o problema endémico da instabilidade dos sistemas financeiros”, afirma, considerando que
“com o seu ilimitado poder de fogo, os bancos centrais são as únicas instituições capazes de estabilizar o sistema financeiro”.
Para De Grauwe, “é tempo de o BCE reconhecer esta velha verdade, em vez de fugir às suas responsabilidades”......


"Medo infundado" da inflação afecta políticas do BCE

Paul De Grauwe 11 | 10 | 2011   10.46H.....Destak/Lusa | destak@destak.pt

O economista Paul De Grauwe critica o “medo infundado” de um aumento da inflação, caso o Banco Central Europeu (BCE) se assuma como credor de última instância no mercado de dívida soberana, num documento de trabalho agora divulgado.
“Quando o BCE recentemente decidiu comprar obrigações de Espanha e Itália, anunciou que iria esterilizar o efeito destas compras na base monetária [grosso modo, notas e moedas em circulação], retirando liquidez do mercado”, exemplifica De Grauwe.
No texto, publicado pelo CESifo, um instituto alemão de investigação económica, o professor da Universidade Católica de Lovaina considera que “esta foi uma decisão infeliz”, uma vez que “não havia necessidade absolutamente nenhuma de o fazer.”
Em agosto, a instituição liderada por Jean-Claude Trichet comprou dívida soberana de Espanha e Itália para conter a escalada de juros da dívida pública destes dois países.

Paul de Grauwe defende, no texto intitulado 'The European Central Bank: Lender of Last Resort in the Government Bond Markets?', que o BCE deve assumir-se como credor de última instância nos mercados de dívida soberana, mas constata que são avançadas várias razões para que não o faça.

Para contrariar uma destas razões, a inflação, De Grauwe recorre a Milton Friedman, que considerou que
“a Grande Depressão [de 1929] foi tão intensa porque a Reserva Federal falhou no seu papel de credor de última instância e não aumentou suficientemente a base monetária dos Estados Unidos”.

Isto porque, explica, numa crise financeira, os agentes procuram deter dinheiro (e não títulos) por razões de segurança. Se o banco central decidir não fornecer moeda, transforma uma crise financeira numa recessão económica e provavelmente numa depressão.

Por outro lado, “se o banco central exercer a sua função de credor de última instância e fornecer mais base monetária, trava o processo deflacionário”, o que “não permite concluir que o banco central cria inflação”.

O professor, que é também conselheiro da Comissão Europeia e já foi candidato à vice-presidência do BCE, contesta também outros argumentos críticos da função de credor de última instância do BCE.

Sobre as alegadas consequências orçamentais (se os governos não cumprirem com as obrigações de dívida, o BCE terá perdas que terão de ser pagas pelos contribuintes), De Grauwe defende que
“o banco central deve proceder a operações (arriscadas) de mercado aberto”
e que “o facto de existirem perdas potenciais não deve detê-lo”,
uma vez que “as perdas podem ser necessárias, e até desejáveis, para garantir estabilidade financeira”.

O “risco moral”, que entende que, ao ser credor de último recurso, o BCE “incentiva os governos a emitir demasiada dívida”, é outro dos argumentos que De Grauwe contesta. Apesar de ser um “risco sério”, admite, ele também existe no sistema bancário e “seria um erro terrível se o banco central abandonasse o seu papel de credor de última instância no sistema bancário, porque existe um risco moral”.

Em substância, De Grauwe entende que o BCE tem sido “indevidamente influenciado” pela teoria de que a inflação deve ser a única preocupação de um banco central e defende que também a estabilidade financeira deve estar no seu radar.

“Com efeito, a maioria dos bancos centrais foi criada para resolver o problema endémico da instabilidade dos sistemas financeiros”, afirma, considerando que
“com o seu ilimitado poder de fogo, os bancos centrais são as únicas instituições capazes de estabilizar o sistema financeiro”.

Para De Grauwe, “é tempo de o BCE reconhecer esta velha verdade, em vez de fugir às suas responsabilidades”.

 

2014---distribuição de renda

The European Central Bank: Lender of Last Resort in the Government Bond Markets?(pdf 16 pgs)
Paul De Grauwe..University of Leuven Economics Department....Belgium
IDEAS is a RePEc service hosted by the Economic Research Division of the Federal Reserve Bank of St. Louis
SEPTEMBER 2011

Abstract
The sovereign debt crisis has made it clear that central banking is more than keeping inflation low. Central banks are also responsible for financial stability. An essential tool in maintaining financial stability is provided by the capacity of the central bank to be the lender of last resort in the banking system. In this paper I argue that the ECB should also be the lender of last resort in the government bond markets of the monetary union, very much like the central banks in countries that issue debt in their own currencies are. This is necessary to prevent countries from being pushed into bad equilibria by self-fulfilling fears of liquidity crises in a monetary union. I also survey the different arguments that have been formulated by opponents of the view that the ECB should be the lender of last resort in the government bond markets.

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2014---distribuição de renda

Como crítico contumaz de Janio de Freitas, tanto do estilo rococó quanto do conteúdo, por vezes excessivamente concessivo à ideologia anti-petista do dono do jornal, sinto-me na obrigação de tirar o chapeu para sua coluna na Folha de hoje, "Imprensa e democracia". Em linguagem direta, sem tergiversar, aponta o envolvimento da imprensa - na qual inclui também rádio e TV - com a ditadura militar e os lucros recordes e outros enriquecimentos advindos dessa relação. O fecho do artigo, então, é uma pérola: "A imprensa tem, de um lado, a democracia e, de outro, o regime de prepotência. O que vier estará bom. E exceção na imprensa, se houver, não passa de exceção."

Imprensa e democracia

Assim como a imprensa pode tirar a Constituição do papel, tira também o papel da Constituição

Já que o ministro Carlos Ayres Britto é do Supremo Tribunal Federal, mas não se sente sob perseguições, e muito menos imagina que queiram "destruí-lo", acredito não haver risco em negar a ideia que faz da imprensa. E nela, sobretudo, da relação entre imprensa e democracia.

O ministro falou no 5º Congresso Brasileiro da Indústria de Comunicação, no qual também esteve o bispo Desmond Tutu. Foi o presidente da Comissão da Verdade e Reconciliação criada na África do Sul, em 1995, por Nelson Mandela.

Espera da nossa Comissão da Verdade que busque "curar as feridas de uma nação traumatizada". A idade não lhe diminuiu a percepção nem a determinação de dizer as palavras adequadas.

Em seu tema, o ministro Ayres Britto não se limitou à esperança. Tem a convicção de que "a metáfora de que a imprensa e a democracia são irmãs siamesas não é exagerada. É, de fato, um vínculo umbilical, a ponto de que, se for cortado esse cordão, é a morte das duas -da imprensa e da democracia".

A relação siamesa entre imprensa e democracia não se ajusta, no entanto, aos 21 anos brasileiros entre 1964 e 1985, por exemplo.

Não só ao decorrer do período, mas também àquilo mesmo que lhe deu origem.

Durante os 21 anos sem nem sequer os seus mínimos componentes da democracia, a imprensa brasileira (vamos englobar assim jornais, TV, revistas e rádio) teve lucros e outros enriquecimentos maiores, muito maiores, do que em qualquer fase anterior na sua história.

A par desse benefício generalizado, quanto mais próximo e a serviço do regime antidemocrático, maior a compensação.

Tanto a proporcionada diretamente ou indiretamente por ligação ao poder, como pela preferência publicitária por meios de comunicação identificados com o regime. Do qual a publicidade foi instrumento fundamental, talvez decisivo.

Mais importante jornal em todos aqueles anos, o "Jornal do Brasil", como principal órgão criador de opinião pró iniciativas do regime ("milagre brasileiro", "Brasil grande", a designação de "terroristas" para os oposicionistas, nem todos armados, e muito mais) proporcionou o exemplo definitivo da ligação ideológica-econômica dos meios de comunicação com a antidemocracia.

Habituara-se tanto aos ganhos estupendos e fáceis com sua posição, que, vinda a democracia, foi rápido para o colapso. Não o único a seguir tal percurso.

"A censura à imprensa teve duração pequena" -é uma afirmação muito repetida sob variadas formas. E inverdadeira.

Todo o período ditatorial foi atravessado por uma modalidade de censura sem evidência pública: o afastamento, impositivo sobre as direções ou proprietários, de jornalistas profissionais.

A base da convicção "siamesa" de Ayres Britto está na ideia de que, "por ser a instância que oferta à população uma alternativa, uma explicação diferente da que o governo dá aos fatos, a imprensa tira a Constituição do papel, vitaliza a Constituição".

Está na história: assim como a imprensa pode tirar a Constituição do papel, tira também o papel da Constituição, na sociedade e no país. A força agitadora para a preparação do golpe de 64 foi a imprensa. Com agitação diuturna.

Todos os demais agentes foram insignificantes em comparação com a imprensa, e dependentes dela. Quando ganharam significação, já a imprensa e o golpismo estavam muito à sua frente, vindo apenas a aproveitar, para a consumação do seu propósito, os múltiplos e estimulantes erros da chamada "esquerda".

A Constituição vigente até 64 foi rasgada, muito antes, pela imprensa. A pregação de Carlos Lacerda, de brilho incomum, afrontava a democracia e, pelas leis de então, como seria pelas atuais, era crime indiscutível contra a Constituição já desde os primeiros anos 50.

E seus seguidores, só por sê-lo, puderam multiplicar a ação agitadora em jornais, TV, rádio e Forças Armadas tão sem incômodo quanto seu líder.

Se há siameses na relação de imprensa e democracia, então são trigêmeas. A imprensa tem, de um lado, a democracia e, de outro, o regime de prepotência. O que vier estará bom. E exceção na imprensa, se houver, não passa de exceção.

 

Clipping do Dia

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6. Cynara Menezes: Gilmar Mendes tentou usar Ayres Brito como escada

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Busca frenética por informações da imprensa nacional sobre suas ligações com Cachoeira deixa o governador de Goiás, acostumado a uma imprensa aliada ou amedrontada, nervoso e agitado e agressivo, como mostram as cenas de terror vividas por estudantes...

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O Brasil está muito atrasado em relação a outros países quando o assunto é implementação de políticas de regulação no campo da publicidade infantil. A avaliação é da professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do .....

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1. Obama e Romney aparecem empatados em pesquisa - NoticiasBR

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Quando o crescimento não é sinônimo de desenvolvimento.

África está crescendo sem gerar empregos, diz relatório

Fonte: WSJ

Os países africanos precisarão criar empregos mais rapidamente se quiserem sustentar o crescimento econômico, pois o número de jovens na região está aumentando, disse um relatório de importantes organizações internacionais divulgado na segunda-feira.

O número de africanos entre 15 e 24 anos vai dobrar até 2045, segundo o "Panorama Econômico Africano", divulgado pelo Banco de Desenvolvimento Africano, o Centro de Desenvolvimento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a Comissão Econômica da Organização das Nações Unidas para a África e o Programa de Desenvolvimento da ONU. No momento, até as principais economias africanas mostram poucos sinais de que estão preparadas para gerar empregos para essa juventude, disse o relatório.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho, o desemprego de muitos países africanos chega a 20%. Na África do Sul, maior economia do continente, o desemprego é de 25,2%. E ele é ainda pior para os jovens — 60% da população economicamente ativa e desempregada da África tem menos de 24 anos.

"O continente está vivendo um crescimento sem geração de emprego", disse o economista-chefe do Banco de Desenvolvimento Africano, Mthuli Ncube, num comunicado divulgado junto com o relatório. "É uma realidade inaceitável num continente com uma oferta tão impressionante de jovens talentosos e criativos."

O relatório prevê que a economia da África vai crescer 4,5% este ano e 4,8% em 2013. Mas boa parte desse crescimento será em países ricos em commodities, que têm assistido a um boom na exploração do petróleo, como Nigéria e Guiné Equatorial, ou em carvão e jazidas de gás natural, como Moçambique. Os resultados ainda não se traduziram numa melhoria geral do padrão de vida para a população jovem em franca expansão, o que ameaça a coesão social e a estabilidade política em países que não estão solucionando seus problemas de desemprego, disse o relatório.

Para corrigir a situação, o relatório recomenda que esses países incentivem o crescimento veloz do setor privado, especialmente na economia informal e em empregos agrícolas, que ainda dominam muitos países isolados da África.

Melhorar a educação também é crucial, disse o relatório, bem como a expansão dos setores industriais e de serviços para libertar esses países da receita insustentável proveniente das exportações de commodities.

"A diversificação das exportações além das matérias-primas e o desenvolvimento do setor privado são importantes para mitigar a suscetibilidade do continente a choques externos, mas isso leva tempo", disse Emmanuel Nnadozie, diretor de desenvolvimento econômico da Uneca, como a Comissão Econômica da ONU é conhecida.

Há indícios de que a África já está se diversificando mais, com os setores de telecomunicações, comércio e serviços apresentando forte crescimento a partir de uma base extremamente pequena, disse o relatório.

http://www.zwelangola.com/index-lr.php?id=8843

 

Tábua da Salvação da Delta e de Cabral nas mãos da ministra Weber do STF

A ministra Rosa Weber vai passar o final de semana na companhia do mandado de segurança interposto pela Construtora Delta contra ato da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que determinou a quebra dos seus sigilos fiscal, bancário e telefônico desde 1 de janeiro de 2002.

O maior torcedor para a concessão da segurança e liminarmente, fora a Delta, é o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, cujas digitais poderão aparecer nos dados que serão levantados.

No mandado de segurança existe pedido liminar de suspensão da determinação de quebra dos sigilos.

A Delta, –principal construtora das obras do PAC do governo Federal–, passa por uma crise de credibilidade e esse foi o motivo alegado pelo holding gerido pelo J&F para desistir, — como noticiado ontem–, da compra do seu controle acionário e administrativo.

Como todos lembrar, o deputado petista Cândido Vaccarezza, que fez juras de fidelidade canina ao enrolado governador Sérgio Cabral do Rio de Janeiro, foi o único a votar contra a quebra de sigilo da Delta.

Vaccarezza não queria que a Delta fosse investigada no Rio de Janeiro, por atos e movimentações saídos da sua sede-central fluminense. A sede da Delta fica no centro da cidade do Rio de Janeiro.

O deputado Vaccarezza, conhecido por suas poucos luzes e sabujismo ao governador Cabral, entende que os sigilos da Delta só devem ser quebrados, — como já foram–, na região Centro-Oeste do país.

Na cabeça de Vaccarezza, a apuração só interessa a partir de Goiania, (1) local de residência de Carlos Augusto Ramos (imóvel onde já morou e eprtenceu ao governador Marconi Perilo) , apelidado Carlinhos Cachoeira, e (2) área de atuação de Cláudio Abreu, que está preso e foi defenestrado da Delta quando eclodiu o escândalo.

Com efeito. Seguramente a ministra Rosa Weber não concederá a liminar para o efeito de impedir o conhecimento de dados da sede da Delta, no Rio de Janeiro.

Afinal, Rosa Weber, —que acabou de chegar no STF e já deu votos marcantes como, por exemplo, a admissão do controle correcional autônomo pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ)—, não vai querer se apresentar, em termos de trapalhadas a favorecer a impunidade e os potentes e poderosos, como um Gimar Mendes ou um Marco Aurélio de Mello.

No mencionado mandado de segurança tem um segundo pedido de liminar da construtora. E diz respeito ao espaço de tempo fixado para a coleta de dados. A CPMI determinou a quebra do sigilo a partir de janeiro de 2002.

Segundo os advogados da Delta, esse período é muito longo, pois, na CPMI, o foco seria a participação da construtora em custeio ilegal de campanhas políticos partidárias em 2010. Assim, entende a Delta que a questão deve ser circunscrita a 2010. Esse entendimento também deve ser o do governador fluminense Sérgio Cabral, que contratou, até sem licitação e para algumas obras, a Delta.

Quanto ao segundo pedido, a liminar, acreditam os Vaccarezzas da vida, pode ser concedida. Mas, esquecem os tais Vaccarezzas que dados, desde 2002, podem mostrar o “modus operandi” habitual da empresa. Ou seja, o passado também é importante numa investigação.

Pano rápido. Cabral é o único governador que, até agora, conseguiu blindagem. E o indeferimento da liminar, pela ministra Rosa Weber, representará um grande estrago na couraça protetiva colocada em Cabral.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

http://terramagazine.terra.com.br/semfronteiras/blog/2012/06/02/tabua-da...

 

Mark Weisbrot: Apostando na crise para justificar a ditadura dos bancos

O futuro econômico dos europeus foi sequestrado por perigosos ideólogos

Autoridades europeias, apoiadas pelo governo da Espanha, estão defendendo uma agenda política às custas da recuperação econômica

Mark Weisbrot, no diário britânico Guardian

Tenho argumentado faz algum tempo que a crise recorrente da zona do euro não é guiada por demandas dos mercados por austeridade em um período recessivo, como se ouve frequentemente. Em vez disso, a causa primária da crise e de seu prolongamento é a agenda política das autoridades europeias — lideradas pelo Banco Central Europeu (BCE) e pela Comissão Europeia.

Estas autoridades (as quais, se incluirmos o FMI, constituem a troica que define a política econômica da zona do euro) querem forçar mudanças políticas, particularmente nos países mais frágeis, mudanças nas quais os eleitores destes países nunca votariam.

Isso está se tornando claramente óbvio aqui na Espanha, onde o governo — do direitista Partido Popular — tem a mesma agenda das autoridades europeias, talvez mais até que o FMI. O governo do PP tirou vantagem da crise para impor mudanças nas leis trabalhistas, que facilitam para os empregados ficarem de fora de acordos coletivos.

O governo também acabou com o direito dos trabalhadores de questionar demissões injustas. O objetivo é enfraquecer o trabalhismo como parte de uma estratégia de longo prazo para atacar o estado do bem estar social; estas questões não têm relação com a resolução da crise atual, ou mesmo com a redução do déficit.

O governo também determinou grandes cortes nos gastos com saúde, de 7 bilhões de euros.

Isso é comparável a cortar 25% do Medicaid [programa de saúde] nos Estados Unidos, o que seria devastador para os pobres e politicamente impossível. Outros 3 bilhões de euros serão cortados dos gastos da Espanha com educação.

Naturalmente, a redução do déficit na Espanha vai tornar pior a atual recessão — o governo da Espanha estima que o corte de orçamento deste ano, em si, vai reduzir o PIB em 2,6% .

Num país que tem cerca de 25% de desemprego e mais da metade de seus jovens desempregados, isso deixará mais centenas de milhares de pessoas sem trabalho.

Os mercados financeiros têm um papel nesta confusão: ajudam a aumentar os custos de empréstimos da Espanha no momento em que investidores e especuladores vendem os papéis bancados pelo país.

A taxa de risco dos papéis da Espanha que vencem em dez anos atingiu 6,69%. Mas mesmo estas taxas não significam crise imediata e os mercados estão exagerando grandemente o risco de moratória.

A Espanha tem de rolar cerca de 85 bilhões de euros de sua dívida este ano, e mesmo que tivesse de emprestar tudo isso sob as taxas de juros atuais ou ainda maiores — o que é improvável — não faria grande diferença na sustentabilidade da dívida ou no pagamento de juros.

O pagamento de juros projetado para a Espanha este ano ainda está em 2,4% do PIB, o que é um valor moderado.

Muito mais importante, o Banco Central Europeu poderia facilmente intervir no mercado para derrubar as taxas de juros pagas pela Espanha, como fez em novembro passado e em outras ocasiões.

Isso não teria custo para os contribuintes europeus e requereria pequena intervenção, já que investidores privados e especuladores responderiam imediatamente, comprando papéis da Espanha se o valor deles aumentasse e a taxa de risco diminuisse.

O BCE não fará isso porque está usando a crise para forçar “reformas” direitistas em toda a zona do euro, — não apenas na Grécia, Portugal, Irlanda, Espanha e Itália — mesmo nos países mais ricos, que em dezembro assumiram o compromisso de equilibrar o orçamento de forma drástica, que seria politicamente impossível nos Estados Unidos.

Enquanto isso, o governo Obama mandou mais uma vez a subsecretária do Tesouro, Lael Brainard, para a Europa. Depois de dar uma dura na Grécia, ela vai tentar persuadir autoridades europeias a pelo menos reduzir o risco de um derretimento financeiro.

A crise na Europa, que tem o maior sistema bancário do mundo, está afetando os mercados financeiros e ameaça a campanha de reeleição de Barack Obama.

Tristemente, hoje em dia o governo Obama provavelmente tem mais influência na política econômica da zona do euro que os milhões de eleitores europeus cujo futuro econômico foi sequestrado por ideólogos perigosos.

Isso deixa claro o que a zona do euro e os governantes dela fizeram com um grupo de paises relativamente democráticos, que tinham uma população com renda ascendente.

http://www.viomundo.com.br/denuncias/apostando-na-crise-para-justificar-...

 

Relatório mostra que economia verde pode gerar em 20 anos até 60 milhões de novos empregos

Da Agência Brasil

Brasília - Se todos os países adotarem uma economia mais verde como modelo de desenvolvimento, em 20 anos seriam criados entre 15 e 60 milhões de novos empregos no mundo. A conclusão está no relatório Rumo ao Desenvolvimento Sustentável: Oportunidades de Trabalho Decente e Inclusão Social em uma Economia Verde, divulgado hoje (31) pela Iniciativa Empregos Verdes.

O grupo, que reúne especialistas do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização Internacional de Empregadores (OIE) e da Confederação Sindical Internacional (CSI), mostra que o atual modelo de desenvolvimento não é mais capaz de gerar emprego produtivo e trabalho decente.

“Se a situação continuar como hoje, os níveis de produtividade dos países em 2030 serão 2,4% menores do que os atuais. Em 2050, esses níveis cairiam 7,2%. Os índices coincidem com estimativas de estudos sobre danos econômicos produzidos pela degradação do meio ambiente e a redução dos ecossistemas básicos”, sugere o relatório.

Em contrapartida, considerando apenas os empregos relacionados a produtos e serviços ambientais nos Estados Unidos, 3 milhões de pessoas já se beneficiam do novo padrão. Na União Europeia, existem 14,6 milhões de empregos diretos e indiretos na proteção da biodiversidade e recuperação dos recursos naturais e florestas, sendo mais de meio milhão só na Espanha.

Na Colômbia e no Brasil, os organismos internacionais destacaram a formalização e organização de quase 20 milhões de catadores informais. Ampliando as possibilidades de ocupação, o relatório aponta que o Brasil já criou cerca de 3 milhões de empregos com iniciativas sustentáveis, o que representa aproximadamente 7% do emprego formal.

De acordo com o estudo, é possível obter ganhos líquidos na taxa de emprego entre 0,5% e 2% do emprego total existente hoje. Mas os especialistas alertam que, para que o novo modelo funcione, é preciso combinar políticas.

As orientações indicadas no relatório elencam incentivos financeiros para estimular a mudança de padrões nas empresas, a adoção de um diálogo permanente com os diversos setores da sociedade e a garantia de políticas de mercado de trabalho que complementem políticas econômicas e socioambientais.

“A Lei Nacional de Garantia de Emprego Rural na Índia e na habitação social e os programas de bolsas verdes no Brasil são bons exemplos de políticas de proteção social que contribuem para o desenvolvimento sustentável”, destaca o documento.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-05-31/relatorio-mostra-que-...

 

Vexame: Globo apaga caixa-2 de José Serra e Paulo Preto, da entrevista de Pagot 

A revista Época (da Globo) repete mais um episódio de parcialidade, manipulação e proteção a José Serra, semelhante à famosa bolinha de papel em 2010, quando contratou o perito Molina.

O ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) Luiz Antônio Pagot, deu entrevista à revista IstoÉ, contendo os trechos:

... me neguei a assinar um aditivo do Rodoanel (...) era empreitada global, não pode fazer aditivo.(...) Quando a obra chegou ao final, a Dersa veio me cobrar mais dinheiro (...) o Paulo Preto apresentou a fatura de R$ 260 milhões. Não aceitei.(...)O Paulo Preto (diretor da Dersa) me ligava toda hora. (...) todos os empreiteiros do Brasil sabiam que essa obra (o Rodoanel) financiava a campanha do Serra (...)Veio um procurador de empreiteira me avisar. "Você tem que se previnir. Tem 8% entrando lá!" Esse 8% era caixa 2. Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin.

Simultaneamente deu também entrevista à revista Época, das organizações Globo.

Esta revista da Globo deu o vexame de não publicar nada sobre o Rodoanel, José Serra, Paulo Preto, Alckmin e Kassab! Só publicou a parte da entrevista que ataca petistas (parte que também foi publicada na IstoÉ).


Em tempo: Pagot diz que ajudou a pedir doações para a campanha petista de 2010, junto a empresários que conhecia, porém dentro da lei e oficiais junto à justiça eleitoral, segundo afirma. Mostra-se ressentido de ter ajudado na campanha e ter sido descartado do governo, resultado de uma conspiração de Cachoeira com a Delta na revista Veja, segundo diz.

O deputado federal José de Filippi Jr emitiu nota de esclarecimento:

NOTA À IMPRENSA – REPORTAGENS ÉPOCA E ISTOÉ


Em resposta às matérias publicadas nesta sexta-feira, 1º de junho, “Tesoureiro do PT pediu ajuda a Pagot para campanha de Dilma”, no site da Revista ÉPOCA, e “As confissões de Pagot”, no site da Revista ISTO É, a Assessoria de Imprensa do deputado federal José de Filippi Jr. esclarece que:

1) O deputado José de Filippi Jr. não é tesoureiro do PT. Foi coordenador financeiro da campanha presidencial da candidata Dilma Rousseff, em 2010, e teve as contas aprovadas pelo TSE.

2) O senhor Luiz Antônio Pagot se apresentou voluntariamente no comitê de campanha, como ele mesmo afirma na matéria da ÉPOCA: “Fui um colaborador espontâneo”. À ocasião estava acompanhado de alguns dirigentes do PR e ofereceu apoio logístico para a campanha, na forma da cessão de três aviões do senhor Blairo Maggi. Isto nunca se concretizou.

3) Filippi não solicitou ao sr. Pagot que fizesse contato com empreiteiras e construtoras. Este trabalho era realizado por Filippi, na condição de coordenador financeiro da campanha.

4) É incorreta a informação de que o sr. Pagot encaminhava para Filippi boletos de depósitos de empreiteiras, pois as doações eleitorais são eletrônicas e identificadas pelas instituições bancárias. Assim, a coordenação financeira tinha acesso online aos depósitos feitos.

5) Esclarecemos ainda que a quase totalidade das empresas listadas como doadoras da campanha da Presidenta Dilma Rousseff na reportagem da ISTO É já mantinha contatos com a coordenação financeira, pois doaram para a campanha presidencial de 2006.

Estes são os fatos.

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/06/vexame-globo-apa...

 

Senadores propõem voto aberto na decisão sobre mandato de Demóstenes

O grupo de senadores que se uniram para evitar que o senadorDemóstenes Torres acabe absolvido em plenário espera ter até o início da próxima semana um estudo pronto que os permita votar abertamente pela cassação do seu mandato.

O senador Pedro Taques (PDT-MT), ex-procurador da República e responsável por elaborar a tese que dê sustentação ao voto aberto, já delineou a proposta. Ela se baseará na tese de que o voto é secreto para preservar o parlamentar de pressões, mas que não se trata de uma imposição. Assim, o senador que quiser poderá votar abertamente.

O código eleitoral (que prevê a anulação dos votos que forem abertos) faz uma previsão que não se aplica à Constituição. A previsão da Constituição é que deve se aplicar ao código, não o contrário — explicou Taques.

O senador deve concluir o estudo na próxima semana e pode até dispensar a ideia de entrar com uma medida no Supremo Tribunal Federal, como fez na quarta-feira o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES). Ferraço argumenta que a norma diminui a transparência da democracia representativa, ao obrigar o voto secreto para essas situações.  Já para Taques, a interpretação da Constituição é soberana e dispensa consultas à Corte.

A questão foi debatida na quinta-feira, no plenário do Senado, por Taques, Ana Amélia Lemos (PP-RS), Humberto Costa (PT-PE) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). Outros senadores como Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Ferraço devem se unir ao grupo na próxima semana.

Além da tentativa de liberar a abertura dos votos, há uma crescente preocupação com as ausências no dia da votação — que têm exatamente o mesmo valor do voto pela absolvição de Demóstenes.

Relator do processo por quebra de decoro parlamentar contra DemóstenesTorres no Conselho de Ética, Humberto Costa afirmou nesta sexta-feira que os fatos que pesam contra o colega são muito evidentes para que se articule uma manobra para salvá-lo. Preferiu minimizar a tentativa de acórdão para livrá-lo de uma eventual cassação.

“Não acredito que se fará um movimento neste sentido (de ausência em plenário para absolver Demóstenes). Os fatos são muito evidentes”, afirmou Costa nesta sexta-feira (1º).

Tomando o cuidado de dizer que ainda não concluiu seu relatório e ainda terá que finalizar sua convicção sobre o caso, Humberto Costa saudou a iniciativa dos colegas de tentarem garantir transparência na votação e cobranças para evitar ausências. Para ser cassado em plenário, é preciso que pelo menos 41 senadores votem a favor da medida.

““Sou inteiramente favorável a que nesses casos não exista votação secreta. Mas não vejo como aprovar o voto aberto neste período (antes da votação de Demóstenes). Por isso, sou a favor de tornar mais transparente essa questão. Se os colegas estão indo à Justiça para poder revelar seu voto, sou favorável”, disse.

Humberto Costa afirmou ainda que o processo contra Demóstenes deve ser concluído até o recesso parlamentar, em julho. “Se depender de mim, nós vamos votar inexoravelmente essa questão antes do recesso parlamentar”, afirmou.

Demóstenes é acusado de envolvimento com o esquema de corrupção e jogos ilegais comandado pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

PEC

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) afirmou que conversará com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), na próxima semana para tentar colocar em votação proposta de emenda à Constituição que põe fim ao voto secreto.

“O problema todo está numa maldição que se chama o voto secreto no Senado. Eu coloco a mão no fogo de que ele vai ser condenado quase com unanimidade no Conselho de Ética e pode ser absolvido no plenário porque o voto é secreto”, disse. Por se tratar de PEC, o mesmo texto da proposta teria que ser aprovado em dois turnos no Senado e na Câmara antes de ir à sanção.

Com O Globo e G1

 

Serra, diante das acusações de Pagot, entra na mira da CPMI do Cachoeira

 

Ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o engenheiro Luiz Antonio Pagot comandou a instituição desde 2007, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até 2011, quando foi demitido pela presidenta Dilma Rousseff, após uma série ruidosa de notícias veiculadas na mídia conservadora, capitaneada pela revista semanal de ultradireita Veja, com base em dados produzidos pela quadrilha do bicheiro Carlos Augusto Ramos, oCarlinhos Cachoeira, segundo provas recolhidas por agentes da Polícia Federal (PF). Pagot conversou longamente com repórteres da revista semanal de centro IstoÉ, que está em bancas, e denunciou a existência de uma rede de corrupção, comandada por integrantes do PSDB, com objetivo de drenar os recursos das obras do Rodoanel, em São Paulo, para a campanha presidencial de José Serra, em 2010.

Nesta manhã, parlamentares da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira disseram que pretendem convocar Pagot para depor na comissão. Segundo ele, o ex-presidente da estatal Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), Paulo Vieira de Sousa, vulgo Paulo Preto, responsável pelas obras do Rodoanel, pediu-lhe, em 2009, que aprovasse um aditivo de R$ 264 milhões para a obra viária. Pagot teria negado, alegando que o governo federal já havia pago sua parte na obra. Mas em seguida, segundo ele, os tucanos teriam conseguido a aprovação dos recursos sem a necessidade da aprovação do Dnit. Pagot diz que, na ocasião, o procurador de uma empreiteira denunciou o desvio de 8% dos recursos do trecho sul do Rodoanel.

– Veio procurador de empreiteira me avisar: ‘Você tem que se prevenir, tem 8% entrando lá’. Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin – afirmou.

Em 2010, Preto foi acusado de desviar recursos de um suposto caixa dois dos tucanos. Na época, ele negou as acusações e processou os acusadores. Serra primeiro negou que o conhecesse. Paulo Preto disse então, em tom de ameaça:

– Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro.

Logo em seguida, Serra foi à imprensa para dizer que se confundiu por conta do apelido quando questionado “se conhecia algum ‘Paulo Preto“.

A reportagem da revista apurou que o comitê de Serra recebeu R$ 40 milhões em doações oficiais de empreiteiras que construíram o Rodoanel. Pagot também disse que que o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) teria lhe pedido ajuda a pagar as dívidas contraídas por ele com a Delta Engenharia, como se estivesse cobrando a empreiteira. Ele ainda afirmou, categoricamente, que o desvio de verbas da obra para o caixa 2 da campanha de José Serra era amplamente conhecido nos meios empresariais.

– Todos os empreiteiros do Brasil sabiam que o Rodoanel financiava a campanha do Serra – afirmou Pagot.

Ele, porém, duvida do possível convite para falar ao Congresso, na CPMI doCachoeira e desdenha de seus participantes:

– Duvido que me chamem. Muitos ali têm medo do que posso contar – diz ele que, caso reafirme suas denúncias perante os deputados e senadores, poderá provocar a convocação de Serra para depor na CPMI, em plena campanha eleitoral.

Apoio a Dilma

Segundo Pagot. ainda na entrevista, o deputado federal José de Filippe, tesoureiro da campanha presidencial da então candidata Dilma, em 2010, também lhe pediu para arrecadar recursos junto a entidades do setor da construção civil e forneceu o número de contas bancárias da campanha. Neste caso, os recursos teriam entrado legalmente na campanha petista. O deputado federal do PT paulista, porém, respondeu à entrevista de Pagot dizendo que na campanha ele teria tido apenas um encontro com ex-diretor do Dnit quando este lhe ofereceu três aviões do então governador de Mato Grosso (atualmente senador), Blairo Maggi (PR), seu padrinho político. Mas que isso não se concretizou.

Filippe ainda disse que teve um segundo encontro com Pagot, após as eleições. Segundo ele, ”para buscar recursos para saldar as dívidas da disputa eleitoral”. Na ocasião, a campanha devia cerca de R$ 28 milhões.

Serra nega

Procurados pelo Correio do Brasil, assessores do ex-governador José Serra, hoje pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, afirmaram que tudo não passa “de uma calúnia pré-eleitoral aloprada”. “A acusação é inconsistente e a credibilidade dos envolvidos é zero”, disse o comitê de Serra, em nota distribuída à imprensa, neste sábado, na qual afirmam que o candidato tomará as “medidas judiciais” cabíveis.

Ainda na nota, o PSDB afirma que “a matéria é caluniosa. As campanhas do governador Geraldo Alckmin e de José Serra sempre contaram com doações declaradas à Justiça Eleitoral”.

Em outra nota, o prefeito Gilberto Kassab afirmou que a acusação é “improcedente e mentirosa” e que também acionará a Justiça. José Luiz de Oliveira Lima, advogado de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, foi pelo mesmo caminho e diz que também irá processar Pagot por “calúnia e difamação”.

 

Esta notícia tem uma inofrmação ue cabe ser acompanhada. Repare que os quatro,  Serra, Kassab, Paulo Preto e PSDB, afirmaram que processarão Pagot.

Serra já tomou pela testa com um processo de calunia contro o jornalista Amaury Ribeiro Jr.

Acompanhemos se realmente haverá o tal processo e em que termos.

 

Palavras podem ser como minúsculas doses de arsênico.

Não tenho autorização para defende-lo (PAGOT), mas, certamente o que ele disse tem como provar. Os quatro mencionados com certeza perderão a pretensão. Além do que, o que foi dito está "escriturado" em documentos oficiais e até mesmo pela mídia da época. (não é a revista).

 

De Direto da Redação

Rodolpho Motta Lima

Dilma vem para fazer História

 

Quem não se lembra da crônica política de dois anos atrás que, diante da iminência da vitória da candidata Dilma Roussef, rotulava-a como inexperiente, pronta para ser engolida, seja pela  previsível  subserviência ao que seria o seu inventor (Lula) seja pela matreirice corporativista de um congresso formado basicamente por raposas da política, por  aproveitadores e fisiológicos?  Quem não se recorda do conceito de “pau mandado” que lhe tentaram  impingir em relação ao ex-presidente, eminência parda para quem a presidenta eleita apenas esquentaria o lugar para um hipotético retorno do líder petista ?

Um mínimo de honestidade dessa turma de críticos, alicerçada nos atos e fatos que vêm marcando o governo Dilma, já deve estar mexendo com determinadas convicções então levantadas, ao menos por parte dos realmente bem intencionados. E não é por acaso que mesmo alguns setores da mídia que se pautam permanentemente pelas tentativas de desestabilizar o poder constituído pelo povo, mesmo esses estão mais cautelosos nas observações e análises sobre as posturas da Presidenta, que hoje desfruta dos mais altos índices de aceitação conferidos nos últimos anos a um mandatário nacional. E então, claro, voltam suas baterias para o Lula, contando com a cumplicidade de alguns golpistas e de muitos figurões da República. ... E elegem o “mensalão” petista (que, diga-se, tem mesmo que ser julgado e, se for o caso, punido) como o nosso mais sério delito de corrupção, esquecendo o seu irmão gêmeo mineiro, a compra de votos para a reeleição, as denúncias da Privataria Tucana e  tudo mais que, em nosso país, está se transformando numa cachoeira, ou, se quiserem, numa enxurrada .  Mas esse é um  outro assunto...

A Presidenta não titubeou no caso dos ministros que se viram envolvidos em denúncias de malversação, tráfico de influência  ou coisas do gênero. Com sabedoria de estadista, administrou as crises – que muitos pretendiam avassaladoras – e deixou que o bom senso (ou o rabo preso) dos  envolvidos encaminhasse as soluções de afastamento. Recusou o rótulo pejorativo de faxineira, e afirmou-se pela sobriedade e seriedade com que foi equacionando os problemas. Nas substituições que fez, deixou clara uma posição de independência em relação a muitos interesses da sua própria base política de apoio, apostando no técnico contra o político, na eficiência contra a demagogia.

É bem nítido que o nosso sistema político de composições para  a malfadada “governabilidade” tem impedido muitas vezes  a Presidenta de fazer valer seus propósitos. Mesmo assim, até pelas reações corajosas de Dilma, poucas vezes a sociedade brasileira pôde   perceber tão claramente esse jogo espúrio de pressões e contrapressões que ainda marcam o cenário nada republicano  de nossa política.     

De qualquer  forma, a Presidenta vem impondo sua marca, cada vez mais particular, na condução de assuntos  que, embora de interesse de todo o povo brasileiro, são (ou eram) tidos como intocáveis.  Um deles : os juros cobrados no sistema bancário. Dilma não economizou críticas – em horário nobre e rede nacional – às exorbitâncias praticadas e não apenas cobrou medidas da rede particular como usou os bancos oficiais como elementos de concorrência, em uma linguagem que o “mercado” certamente entende ...   

A criação da Comissão da Verdade , acompanhada da verdadeira profissão de fé da Presidenta , e a transparente Lei do Acesso, são ações que, embora tardias, finalmente surgem agora como irreversíveis conquistas da cidadania, marcas adicionais no perfil de estadista da Presidenta.

Se Dilma não pôde – como queriam os ambientalistas – vetar totalmente o escandaloso Código Florestal aprovado no Congresso, nem por isso cedeu aos ruralistas naquilo que considerou mais relevante para  a  preservação de nossas florestas e para a afirmação de princípios éticos como o da não anistia aos grandes  desmatadores.

São apenas alguns exemplos, dentre muitos , que justificam os números que as repetidas pesquisas estão revelando. Agora mesmo leio nos jornais a publicação, pelos Ministérios da Saúde e da Justiça, de lei que criminaliza a exigência, por parte de entidades de saúde particulares , de cheque-caução para atendimento médico  de urgência, tipificando a exigência como crime de omissão de socorro. Sabemos todos da “caixa preta” que envolve esse e outros assuntos ligados aos planos de saúde. 

Evidentemente, nem tudo são ou serão flores no âmbito federal. Há muitos desafios pela frente. Dilma reafirmou em recente pronunciamento que seu compromisso é com o crescimento econômico do país, com inclusão social e sustentabilidade.   Lamentavelmente,  a permanente tentativa dos nossos partidos de fazer valer a política do “toma lá dá cá”  não são práticas que desaparecerão em um repente, por milagre ou por espasmo. Dilma , nesse âmbito,  às vezes tem que empenhar-se em dobrar alguns dos seus próprios companheiros de partido...

Mas o caminho da Presidenta, esperamos  todos , deve ser o do  enfrentamento do fisiologismo reinante. Aproveitando-se dos exitosos índices que o país vem revelando no cenário mundial – que garante aos brasileiros uma relativa tranquilidade em meio à crise geral -penso que está na hora  de fazer valer sua merecida popularidade para  trocar, gradativamente, o comprometido  apoio de políticos discutíveis pelo indiscutível apoio popular. Nas ruas, se for o caso, quando necessário, na velha tradição das grandes causas públicas.  

 

zanuja

Do iG.

Dos 192 membros da ONU, 110 chefes de Estado confirmaram presença na Rio+20Presidente dos EUA, Barack Obama, ainda não confirmou presença. Angela Markel e James Cameron já informaram que não irão à Rio+20

Carolina Cimenti, especial para o iG de Nova York | 02/06/2012

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Texto:

O embaixador Luiz Alberto Figueiredo, secretário-executivo da Comissão Nacional para a Rio+20, disse neste sábado que entre 105 e 110 chefes de Estado já confirmaram presença na Rio+20. “Nós recebemos novas confirmações essa semana”, disse Figueiredo, que está em Nova York para a rodada extra de negociações para a criação da declaração final da conferência, a ser assinada por todos os países presentes no Rio de Janeiro.

O negociador chefe da delegação brasileira considera natural que alguns presidentes de países grandes, como o americano Barack Obama, deixem para decidir se vão ao Rio somente na última hora. “É muito natural, foi assim em 1992 também (durante a Rio92), quando o presidente George Bush anunciou sua ida somente na véspera”, afirmou o embaixador.

Além da dúvida em relação à participação de Obama, a primeira ministra alemã, Angela Markel, e o britânico, James Cameron, já informaram que não irão à Rio+20.

Quando questionado se algumas delegações haviam cancelado a ida ao Brasil, Figueiredo disse que muito pelo contrário. “Todos estão muito contentes com a ação do governo com a questão dos hotéis, eu tenho recebido várias manifestações de agradecimento”, disse ele. Semanas atrás, o governo brasileiro foi criticado por não atuar junto aos hotéis do Rio de Janeiro que estariam cobrando diárias extorsivas dos futuros participantes da Rio+20.

Em relação aos avanços das negociações em Nova York essa semana, Figueiredo se disse mais otimista porque a dinâmica de discussões mudou. Anteriormente, os ajustes ao texto eram feitos somente durante o trabalho da plenária com os países. Essa semana, os co-presidentes das negociações passaram a se reunir com pequenos grupos para definir pontos mais problemáticos. “Eu gostaria que fosse mais (o avanço), mas estou satisfeito com o que está acontecendo. Vamos ter trabalho a fazer no Rio, mas é natural que seja assim”, disse ele.

Novamente, o embaixador voltou a afirmar que, na declaração da Rio+20, não se deve esperar objetivos e metas de desenvolvimento sustentável, apenas uma ideia mais ampla de futuros objetivos (que serão então negociados entre 2013 e 2015). 

O que deve estar na declaração é: 
- A adoção da ideia sobre o que são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
- O lançamento de um processo negociador com tempo determinado para adoção desses objetivos e de metas numéricas em relação a eles
- Os princípios que irão reger esses objetivos, como, por exemplo, o princípio da universalidade (validade em todos os países), e o fato dos objetivos englobarem sempre as três dimensões do desenvolvimento sustentáveis (econômica, social e ambiental, não somente ambiental)

O tema mais complexo e menos consensual, segundo Figueiredo, continua sendo o financiamento do desenvolvimento sustentável em países pobres. Os países ricos tem reclamado que o G77+China (grupo de países em desenvolvimento, do qual o Brasil faz parte) participam pouco financeiramente do orçamento da ONU, por exemplo. Mas exigem que os países ricos financiem grande parte do plano de desenvolvimento sustentável do mundo.

As negociações em Nova York se encerram nesta sábado. No final da tarde, os co-presidentes recebem o mandato para escreverem um texto consolidado, que deverá ser distribuído nos próximos dias, trazendo as modificações realizadas essa semana. Esse texto será levado ao Rio de Janeiro para a rodada final de negociações entre 13 e 15 de junho. Após essa rodada final, a declaração da Rio+20 deverá estar praticamente pronta para que os líderes a discutam e assinem entre 20 e 22 deste mês.

 

zanuja

Do iG

PT lança Haddad em megaevento com ataques a SerraLula participou do evento e classificou o tucano de candidato "desgastado". Para Haddad, "São Paulo cansou de prefeitos de meio expediente"

Ricardo Galhardo, iG São Paulo | 02/06/2012 

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Texto:

O PT lançou a candidatura de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo com um megaevento neste sábado em São Paulo. Embora não tenha sido citado nominalmente, o ex-governador José Serra (PSDB) foi alvo de ataques de Haddad e seu padrinho político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que chamou o tucano de candidato “desgastado”. A declaração faz parte da estratégia de vender Haddad como o “novo” em contraposição ao veterano Serra.


Foto: AEFernando Haddad e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o 18º Encontro Municipal do Partido dos Trabalhadores

“Tem um candidato que já está desgastado. Nem sei porque ele quer ser candidato. Utilizou a cidade apenas como trampolim para ser governador. Achou que o governo era pouco, não completou o mandato e tomou uma tunda da companheira Dilma. E está desesperado porque o governador é o maior adversário dele aqui em São Paulo”, disse Lula.

O ex-presidente fez um histórico das vitórias e derrotas do PT na cidade para concluir que o partido não consegue ultrapassar o teto de 35% do eleitorado paulistano. Por isso, segundo Lula, o PT só terá chance de vitória com um nome novo, que consiga dialogar com outros setores.


 

“O objetivo é falar com os 15% ou 20% que não querem falar com o PT. Na minha opinião não são eleitores de esquerda. Não sei se são de direita. Então você tem a tarefa, Haddad, de juntar os diferentes”, afirmou Lula.

Além do ex-presidente, diversas lideranças petistas como o ex-ministro José Dirceu e quatro ministros (que supriram a ausência de Dilma) participaram do evento.

Sob o comando do publicitário João Santana, foram montados dois telões com mais de 50 metros em cada lado do palanque. Atrás da mesa de autoridades, um display luminoso mostrava a logomarca da campanha, a letra “H” com uma estrela vermelha.

Várias fotos e mensagens traziam símbolos de modernidade como a “#” usada no microblog Twitter. Com um tom emocional, o evento começou com o depoimento de Janaína Cristina, uma jovem ex-sem-teto bolsista do Pro-Uni prestes a se formar em pedagogia “graças ao Lula e ao Haddad”. O jingle, em ritmo de rap, tem como refrão: “Haddad, um nome novo para esta cidade”.

Uma equipe de fotógrafos contratados por R$ 1 mil a jornada de três horas (cinco vezes a média do mercado) fotografava os participantes e mostrava as fotos nos telões em tempo real.

Além do auditório principal, outros três salões foram ocupados pelos militantes que não conseguiram entrar mas acompanharam o evento por telões.

A ausência da ex-prefeita Marta Suplicy, no entanto, quase estragou a festa. Ela disse ao PT que iria mas não apareceu nem deu explicações.

O discurso de Haddad, repleto de frases de efeito “São Paulo quer ser a cidade que não pode parar e não a cidade que não pode se locomover”, foi pautado em três eixos: vinculação com Lula e Dilma, críticas à gestão Kassab e críticas indiretas a Serra.

Lula foi citado nove vezes. Dilma, seis. “Nós, paulistanos, sentimos dentro de casa os efeitos de uma forma humana e competente de governar, impulsionada pelas políticas de Lula e Dilma. E sentimos na rua, no corpo de nossa cidade, os efeitos de uma forma incompetente e insensível de gerir os problemas urbanos”, discursou.

Foto: AEFernando Haddad (segundo à esquerda), sua mulher, Ana Estela (e), e o ex-presidente Lula (segundo à direita) e sua mulher Marisa, no evento neste sábado

A gestão Serra/Kassab, foi tratada com palavras fortes. “Ao invés de tratar a cidade como morada, tratou-a como depósito, e apinhou ali os trastes de sua mediocridade”, disse Haddad. “A imagem é forte mas não me ocorre outra”, admitiu antes de continuar com os ataques. “Temos uma prefeitura que despreza os pobres, ignora a classe média e engana os ricos. É o triste democratismo do infortúnio”.
O candidato conseguiu levantar a plateia quanto explorou o fato de Serra ter abandonado a prefeitura com pouco mais de um ano de mandato.

“São Paulo cansou de prefeitos de meio expediente e de prefeitos de meio mandato. Ao contrário de alguns, eu vibro de felicidade só em pensar na possibilidade de ser prefeito da minha querida São Paulo. Não sou alpinista político nem profissional de eleições. Jamais usarei a prefeitura como trampolim ou degrau de interesses pessoais”.

O PT não informou o custo do evento. Questionado, o presidente municipal do partido, Antonio Donato, disse não saber o valor.

 

zanuja

Do iG.

 

Senado já tem 41 votos para cassar Demóstenes TorresReportagem do iG ouviu 61 dos 81 senadores. Do total, 20 disseram não saber como vão votar ou não quiseram opinar

Fred Raposo e Adriano Ceolin, iG Brasília | 02/06/2012 17:55:33

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Texto:Foto: André Dusek/AEDemóstenes no plenário, onde será decidido seu futuro

Quarenta um senadores já decidiram que vão votar a favor da cassação do mandato do colega Demóstenes Torres (sem partido-GO), acusado de ser o braço político do esquema do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

O número é resultado da enquete feita pelo iG na semana passada. A reportagem ouviu 61 senadores de quarta-feira a sábado. Em casos de cassação, a votação tem de ser secreta, por isso a maioria dos senadores só aceitou declarar o voto se houvesse identificação por nome.


Dos 61 senadores ouvidos pelo iG nenhum garantiu que vai poupar Demóstenes da cassação. Vinte senadores disseram que ainda não decidiram ou simplesmente não quiseram informar como vão votar. O iG não conseguiu falar com outros 20 senadores.

Antes de ser votada no plenário do Senado, a cassação do mandato de Demóstenes precisa ser aprovada pelo Conselho de Ética da Casa - onde o voto é aberto. Relator do caso do senador goiano, Humberto Costa (PT-PE) pretende apresentar o relatório esta semana.

Na terça-feira passada, depois de ouvir o depoimento de Demóstenes ao Conselho por mais de cinco horas, Costa afirmou haver “indícios suficientes” para cassar o mandato do colega goiano . “O Senado deve uma decisão antes do início do recesso”, disse.

Durante o depoimento, Demóstenes admitiu que ganhou um telefone Nextel do bicheiro Carlinhos Cachoeira e reconheceu ainda que a conta era paga pelo contraventor. O senador, porém, negou ter atuado a serviço de Cachoeira.

A maioria dos senadores não se convenceu e até adiantou publicamente o seu voto em penário. “Vou votar pela cassação”, disse a senadora Kátia Abreu (PSD-TO). “Minha posição e do PT são claras: pela cassação”, afirmou Walter Pinheiro (PT-BA), líder da bancada no Senado.

Na quinta-feira, Demóstenes foi chamado para prestar depoimentos à CPI do Cachoeira. Logo no início, ele requisitou o direito constitucional de permanecer calado, o que provocou um bate-boca entre o deputado Silvio Costa (PTB –PE) e o senador Pedro Taques (PDT-MT).

Costa atacou Demóstenes, acusando-o de demagogo e hipócrita. Disse ainda que o senador “não vai para o céu”. Taques interrompeu a fala do deputado e alegou que “qualquer cidadão merece ser tratado com dignidade”, como prevê a Constituição.

Alguns senadores acharam que o deputado tentou humilhar Demóstenes. “Vou votar tecnicamente, avaliar onde ele errou. Não vou cassá-lo só por ser amigo de bicheiro”, disse o senador Ivo Cassol (PP-RO), que não quis adiantar como deverá votar em plenário.

 

zanuja

Do Estadão

Supremo monta blindagem para evitar atrasos em julgamento do mensalãoMinistros preparam antídotos, como deixar defensores de sobreaviso para substituir advogados02 de junho de 2012 | 22h 24

 Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - O surgimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no radar do julgamento do mensalão alertou para um movimento subterrâneo detectado pelo Supremo Tribunal Federal (STF): manobras projetadas para embaraçar o processo e jogar a sentença final para depois das eleições.

Veja também:
link ALIÁS: Despresunção de inocência
link Lula insiste em minimizar mensalão, diz FHC

Diante disso, o presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, prepara em conjunto com os colegas alguns antídotos para anular estratégias que podem ser usadas pelos advogados dos réus do mensalão para retardar o julgamento do processo. Com 38 réus a serem julgados e número ainda maior de advogados envolvidos com o caso, os ministros sabem que todos os subterfúgios legais e chicanas poderão ser usados nas sessões de julgamento.

Britto pediu à Defensoria Pública que preparasse de cinco a sete defensores para que fiquem de sobreaviso. Eles serão sacados para atuar no julgamento caso algum dos advogados peça adiamento da sessão por estar doente ou se algum dos réus convenientemente destituir seu advogado e pedir prazo para contratar um novo defensor.

Problemas como esses poderiam provocar o adiamento da sessão por semanas. Esses defensores públicos estudam o caso desde abril e estarão, de acordo com integrantes do tribunal, prontos para defender os réus de imediato, sem permitir atrasos no julgamento do processo, que deve se alongar por dois meses.

Os ministros antecipam também estratégias para garantir a execução das penas daqueles que forem condenados. Terminado o julgamento, o tribunal precisa publicar o acórdão - com a íntegra do relatório do caso, os votos de cada ministro e os debates travados na sessão, e a ementa do julgamento.

Nessa etapa do processo, o Supremo costuma perder meses. Cada um dos ministros revê seus votos, lê os apartes que fez aos colegas durante a sessão, retira partes que considerar impróprias - caso haja, por exemplo, alguma discussão mais áspera em plenário - e só então o documento é publicado.

Enquanto o acórdão não é publicado, não é aberto o prazo para que os advogados recorram da decisão ou peçam esclarecimentos sobre determinados pontos. Os ministros imaginam que terão de enfrentar uma sequência de recursos - especialmente embargos de declarações, usados para contestar eventuais omissões ou contradições.

Todos precisam ser julgados para que enfim o processo transite em julgado e os que foram condenados comecem a cumprir as penas. De acordo com assessores, Britto deve discutir com o relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, uma forma de tornar mais ágil a publicação do acórdão. Uma possibilidade seria sugerir a Barbosa que deixe pronto um modelo de ementa com base no seu voto. Caso haja mudanças, o relator do processo iria, ao mesmo tempo, adaptando a ementa. Tudo para evitar que essa etapa posterior possa jogar o cumprimento das penas para o fim de 2013.

Rapidez. Paralelamente às estratégias contra chicanas, parte dos ministros pensa em procedimentos que acelerem a conclusão do julgamento. Antes mesmo de o processo estar liberado para ir a plenário, o presidente do STF e o relator do caso começaram a discutir com os colegas a formatação da sessão.

Joaquim Barbosa, por exemplo, propôs fazer leitura resumida do relatório de 122 páginas, o que foi aprovado pelos colegas.

Os ministros acertaram também que uma sessão extraordinária será feita semanalmente para acelerar os trabalhos. Mas os integrantes do Supremo precisam ainda discutir o calendário exato de sessões.

 

zanuja

  a sociedade civil organizada deve com urgência , fazer uma análise de como vem andando o proceesso do chamado mensalão do pt , e o mensalão mineiro do azeredo do psdb , POIS VEJO QUE HÁ DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS , na condução dos processos por parte da midia , dos procuradores e do judiciário . NUNCA VI TANTO EMPENHO POR PARTE DO JUDICIÁRIO NO CASO DO CHAMADO MENSALÃO , FATOS TOTALMENTE ATIPICOS POR PARTE DO JUDICÁRIO E DA IMPRENSA , no caso do mensalão do pt começou o processo em 2006 e apressam o julgamento em 2012 em vésperas de elição , sendo que a demora partiu do pgr em buscar o máximo de condições para acusar , e não dos réus para procastinar , já no caso do mensalão mineiro de 1998 , foi usado de todas as formas possíveis e o minimo de esforço por parte do pgr e ministério publico em acusar , mesmo com a fartura de provas e dados , pouca esforço de investigação foi feito para apuração em maior escala , havendo muitas irregularidades no processo favorecendo os réus ,PARA MIN ESTÁ EM ANDAMENTO UM GOLPE BRANCO , E Á NECESSÁRIO TODA A ATENÇÃO COM O T.S.E. E A ATUAÇÃO DOS SEUS MEMBROS , PARA QUE A LISURA DAS ELEIÇÕES SEJA GARANTIDA , A MIDIA DE MASSA ESCONDE DELIBERADAMENTO O MENSALÃO MINEIRO E PRESSIONA O STF DESCARADAMENTE . os blogs progressistas precisam agir com urgência no sentido de trazer a luz estas diferenças e a mudança de atitude do judiciário nestes dois casos , SOB PENA DE PERMITIR UM LINCHAMENTO , O STF TEM QUE SER LEMBRADO DO SEU PAPEL , FUNÇÃO E RESPONSABILIDADES , TEM QUE FAZE-LO MOSTRAR A CARA . E A VERDADEIRA SOCIEDADE TEM QUE MOSTRAR O QUE QUER E QUE ESTÁ ATENTA.

 

"O surgimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no radar do julgamento do mensalão alertou para um movimento subterrâneo detectado pelo Supremo Tribunal Federal (STF)":

Espere la, ne?

Esse "surgimento" de Lula no "radar do julgamento do mensalao" nao foi tirado do botao de gilmar dantas cachoeira mentes?

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Da Agência Brasil.

Patriota diz que ausência de Obama e Merkel não significa que EUA e Alemanha não estarão presentes na Rio+2002/06/2012 - 18h07

Douglas Corrêa
Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro – As ausências do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e da chanceler Alemã, Angela Merkel, na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, não significarão que os dois países não estarão presentes no encontro. A avaliação é do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

“Eles estarão participando, ativamente, pelo menos é o que nós esperamos. Nós não distinguiremos durante a Rio+20, entre delegações chefiadas por chefes de Estado e de Governo e delegação de outro nível, quando se trata de buscar em consideração as perspectivas no produto final”, ressaltou ao participar de um evento hoje (2) na capital fluminense.

Segundo Patriota, esse é um processo multilateral que envolve os 194 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU), inclusive o Brasil. De acordo com o ministro, diferentes vozes devem ser ouvidas e o país anfitrião procurará liderar um processo que leve a um consenso com objetivos mais ambiciosos possíveis.

Perguntado se a vinda do presidente do Irã, Mahmoud Armadinejad, para usar a Rio+20 como um palco para defender o direito de o seu país usar energia nuclear para fins não pacíficos, o chanceler brasileiro disse que no próximo dia 5 – Dia Mundial do Meio Ambiente – haverá uma cerimônia em Brasília, que transfere o Riocentro para as Nações Unidas.

“Isso significa que a Rio+20 será uma conferência das Nações Unidas no Brasil. Assim como o presidente do Irã e outros chefes de Estado e de Governo participam anualmente da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o presidente Armadinejad estará participando no Rio de Janeiro, de uma conferência sobre desenvolvimento sustentável. Ele terá direito à palavra como qualquer outro chefe de delegação”, declarou Patriota.

Sobre a questão dos conflitos na Síria, o ministro disse que o Brasil é contrário às sanções aplicadas ao país sem que haja a aprovação do Conselho de Segurança da ONU. “O Brasil, por definição, sempre incorpora o seu ordenamento jurídico às sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança [ONU]”, disse.

 

Edição: Aécio Amado
 

 

zanuja

Da Agência Brasil.

Área verde por habitante cai 26% no Rio com avanço de favelas e especulação imobiliária02/06/2012 - 13h00

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O Rio é uma das poucas cidades no mundo que pode se orgulhar de ter uma grande floresta em sua área urbana. Mas ela pode estar com os dias contados. O avanço das favelas e da especulação imobiliária está aos poucos mudando a imagem da cobertura vegetal da cidade que tem na Floresta da Tijuca o seu símbolo maior. Nos últimos 30 anos a cidade perdeu pelo menos 6,7 mil hectares de cobertura vegetal. De 39.802 hectares, em 1984, restavam 33.008 hectares em 2001, último dado disponível, o que representou uma perda de 17% de área verde.

Os números são da própria prefeitura e podem ser acessados no endereçowww.armazemdedados.rio.rj.gov.br, no link Estatísticas. Com a diminuição de suas áreas verdes, o índice de vegetação por habitante caiu ainda mais: em 1984 o carioca dispunha de 76,11 metros quadrados de cobertura vegetal por habitante, número que despencou para 56,28 metros quadrados em 2001, uma queda de 26%.

Embora a cidade ainda disponha de um índice invejável de área verde por habitante - cinco vezes superior ao mínimo sugerido pela Organização das Nações Unidas (ONU), de 12 metros quadrados por pessoa – a vegetação não é igualmente distribuída na região urbana. Enquanto alguns bairros próximos à Floresta da Tijuca têm 78% de cobertura por vegetação, como é o caso da Tijuca, outros bairros da zona norte têm apenas 6,5% de cobertura verde, como a Penha, onde estão localizados os complexos do Alemão e da Penha. No bairro, a taxa de urbanização chega a 93%.

A área verde urbana diminuiu no sentido oposto ao do crescimento das favelas e das construções de casas e edifícios. Segundo dados da prefeitura carioca, da área total da cidade, calculada em 122.456 hectares, a área urbana passou de 33.749 hectares, em 1984, para 42.023 hectares, em 2001, representando um crescimento de 24%.

Em outra série histórica disponível, é possível constatar o explosivo crescimento populacional da cidade desde 1960, especialmente nas favelas, onde a população mais que triplicou em 40 anos. Em 1960, os residentes em favelas eram 335.063, segundo estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano 2000, a população favelada chegava a 1.092.476.

Na cidade regularizada, também chamada de “asfalto”, houve igualmente forte crescimento populacional nesse intervalo, passando de 1.910.145 de habitantes, em 1960, para 4.765.428, em 2000. O resultado, aliado à falta de políticas habitacionais com a extinção do Banco Nacional de Habitação (BNH), em 1986, foi a expansão descontrolada do setor habitacional, empurrando famílias morro acima e rumo às áreas verdes em bairros distantes, em locais que originalmente abrigavam matas nativas.

Para a diretora de Gestão do Conhecimento da Fundação SOS Mata Atlântica, Márcia Hirota, o que ocorreu no Rio nas últimas décadas é um retrato do que aconteceu nas demais capitais e grandes cidades do país. Segundo ela, o esforço de muitas prefeituras com políticas de reflorestamento e retirada de invasores ainda é pouco diante do tamanho do problema.

“Apesar de haver esforço de muitas prefeituras em combater esses desmatamentos, com políticas de reflorestamento e retirada de invasores, as ações ainda estão abaixo do necessário. É uma situação complicadíssima no país todo, envolvendo falta de gente e estrutura para fiscalização.”

A diretora do SOS Mata Atlântica considera que falta planejamento às prefeituras para se antecipar às invasões de áreas verdes. “O Poder Público está sempre atrasado, vai lá para multar ou combater um dano que já ocorreu. Não consegue fazer um trabalho de monitoramento para que a coisa não aconteça”, disse.

Como consequência disso, Márcia Hirota aponta as tragédias ambientais, que acometem milhares de famílias todos os anos, atingidas por enchentes e deslizamentos a cada período de chuva. “As ocupações e invasões ocorrem em áreas inadequadas, não só em capitais, mas em qualquer cidade. Aí quando acontecem deslizamentos e inundações, com perdas de vidas, a gente fica lamentando. Mas a culpa é do Poder Público, que não faz esse planejamento e não retira as pessoas em áreas impróprias, que a legislação não permite. Aí quando acontece uma tragédia, todos ficam indignados”, ressaltou.

Para a ambientalista, a saída é a participação da sociedade, pressionando as autoridades e apontando desrespeitos ao meio ambiente. “É preciso o cidadão denunciar casos de agressão à natureza, em um esforço coletivo. É mais barato evitar que as pessoas ocupem áreas inadequadas do que fazer um trabalho posterior para recuperar a natureza”, alertou.

 

Edição: Aécio Amado

 

zanuja

De Opera Mundi

 

Crise e medidas de austeridade impactam a infância em PortugalSituação deverá se tornar ainda mais dramática a partir de 2013, diz relatório da ONU    

 

Começar as aulas sem ter tomado o café da manhã já é parte da vida cotidiana de milhares de meninos e meninas portugueses, que incluíram a palavra crise em seu ainda modesto vocabulário.

Entre o que ouvem de seus pais e o que veem na televisão, os menores também falam sobre a situação no país, recordando tempos melhores, sem medo das palavras quando, apesar da pouca idade, criticam os dirigentes políticos.

Em centenas de escolas públicas, meninas e meninos pobres perambulam sistematicamente ao redor dos balcões dos restaurantes, mas sem comprar nada, enquanto as autoridades escolares não podem oferecer mais do que um modesto desjejum para os mais necessitados, porque também seus orçamentos sofreram drásticos cortes.

A crise econômica que Portugal e muitos de seus vizinhos europeus enfrentam "tem impacto na vida das crianças deste país, e muitas delas cruzaram a linha de situação de risco", disse à IPS a presidente da organização não governamental Cidadãos do Mundo, Ana Filgueiras. A ativista teme que os drásticos cortes de fundos para as organizações não governamentais, decididos pelo governo do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, "agravarão ainda mais a dramática situação, especialmente dos mais carentes".

"Não é o Estado, mas as nossas ONGs que desenvolveram planos mais eficazes de proteção à infância", afirmou Filgueiras, natural de Lisboa e condecorada como "lutadora antifascista" contra a ditadura salazarista (1926-1974), que passou vários anos no Brasil, onde se destacou por denunciar, nas décadas de 1970 e 1980, os esquadrões da morte que assassinavam crianças de rua.

Os filhos de imigrantes em situação irregular "são os mais vulneráveis, já que lhes é negado acesso ao serviço nacional de saúde, o que pode gerar uma situação de extrema gravidade", indicou Filgueiras. Para mitigar os problemas da infância vulnerável "é preciso pensar no exemplo do Brasil, onde se ajuda de forma direta as famílias, num universo de 35 milhões de meninos e meninas", acrescentou. Neste sentido, "Portugal está muito atrasado, a anos luz do Brasil, onde nos últimos anos se avançou muito no campo social, enquanto aqui existem instituições do Estado, mas que não significam um processo de inclusão.

As críticas de Filgueiras são corroboradas pelo informe apresentado pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) referente aos países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos), que reúne entre seus 34 membros todos os países ricos. Em seu informe anual, com dados de 2009, apresentado no dia 29, o Unicef indica que mais de 27% dos menores de 16 anos em Portugal vivem em situações de dificuldade econômica. Este país ocupa o quinto pior lugar entre os membros da OCDE, superado apenas por Letônia, Hungria, Bulgária e Romênia.

No documento desta agência da ONU, intitulado Medição da Pobreza Infantil, estima-se que, para reunir condições mínimas de vida, uma criança deve consumir três refeições diárias e ter um lugar tranquilo para fazer suas tarefas, conexão com a internet, pelo menos dois pares de sapato e capacidade para comemorar ocasiões especiais, como aniversários.

Não é o caso de 46,5% das meninas e meninos portugueses que vivem apenas com o pai ou com a mãe, em uma situação de dificuldades materiais. Na Espanha, a título de comparação, esta porcentagem não ultrapassa os 15,3%. Pior ainda estão aquelas crianças portuguesas cujos pais estão desempregados: neste caso o índice de privação chega a 73,6%.

O Unicef também indica que 14,7% de portugueses menores de 16 anos vivem abaixo da linha da pobreza, isto é, em famílias cuja renda anual por adulto é 50% menor do que a média da distribuição da renda, cerca de 520 dólares mensais. O documento cita Portugal e a República Tcheca como países a serem comparados, com renda anual por pessoa aproximada de 32,5 mil dólares. A diferença destacada pelo Unicef é abismal: a taxa de pobreza infantil é três vezes maior em Portugal do que entre os tchecos.

 

A isto acrescenta-se o fato de "as medidas de apoio social em Portugal não serem tão eficazes, ou pelo menos não estarem chegando às crianças", como indicou Magdalena Marçal Grilo, diretora-executiva do Unicef em Lisboa. Ela destacou o impacto da austeridade na infância. Os indicadores de 2009 são os últimos coletados em nível internacional, "por isso não se pode medir o que está ocorrendo agora em termos de pobreza infantil como consequência da crise social e econômica dos últimos três anos", admitiu a agência.

Nesse sentido, as fortes medidas de austeridade, que levaram, por exemplo, a reduzir a ajuda social às famílias com renda menor, fazem com que agora estas devam consumir suas economias ou vender os poucos bens que possuem para mitigar o impacto da crise. Uma vez esgotados estes recursos, "a pobreza infantil voltará a disparar", alertam os autores do informe, segundo o qual essa ruptura se dará em 2013, com a estabilização relativa da pobreza infantil nos últimos dois anos. Dito de forma mais categórica e direta, "o pior ainda está por vir", prevê o Unicef.

As medidas draconianas de austeridade impostas por Passos Coelho incluem um substancial aumento dos impostos, altas nos gêneros de primeira necessidade, eliminação de feriados e dias de férias, aumento da jornada de trabalho e redução drástica dos salários, exceto dos quadros de direção, que foram elevados.

Desde que, há um ano, o governo conservador assumiu em Portugal, 80% da população perdeu um quinto do poder de compra e o desemprego cresceu de 11% para 16% da população economicamente ativa. Diante da impossibilidade de muitos pagarem seus créditos, cerca de quatro mil famílias por mês veem suas casas confiscadas pelos bancos, algo difícil de entender para uma criança que até então contava com a certeza de um teto seguro.

 

zanuja

De Opera Mundi

Pequim alerta EUA para “não perturbarem” Mar da China MeridionalAdvertência foi feita após declarações de Secretário de Defesa sobre reorganização de tropas americanas na região    

 

Através da nota de uma agência oficial, a China advertiu neste sábado (02/06) os Estados Unidos para não perturbarem o Mar da China Meridional. O alerta foi feito em comunicado da agência oficial Nova China, como resposta à decisão do governo norte-americano de remobilizar sua frota marítima no Oceano Pacífico e de uma declaração sobre o tema dada horas antes pelo secretário de Defesa, Leon Panetta, durante evento e Cingapura.

Wikimedia Commons
"É recomendado a alguns que não venham perturbar estas águas", adverte a nota. "Em relação à tensão no Mar da China meridional, alguns pretendentes, animados ou não pela nova postura dos Estados Unidos, acenderam o fogo e avivam as chamas". De acordo com o comunicado, o "verdadeiro desejo" de Pequim é converter a área em um "mar de Paz".

"O conceito muito supervalorizado de ''ameaça chinesa'' à liberdade de navegação no Mar da China meridional é uma pura invenção", acrescentou a agência.

Zona de várias disputas territoriais, a área compreende desde Cingapura e a ilha de Sumatra, ao sul, até o estreito de Taiwan, ilha considerada como uma província rebelde pelo governo de Pequim. O espaço marítimo é reivindicada pela China, Vietnã, Filipinas, Taiwan, Brunei e Malásia.

Veja as reivindicações no mapa acima, em inglês. Em azul claro estão as Ilhas Spratly, um pequeno arquipélago em disputa com pequenas porções de terra, recifes e atóis. Ellas são reivindicadas por todos esses países, que lá instalaram várias guarnições militares. O local é rico em recursos coo petróleo e gás natural, além de importante fonte para a pesca.
 

 


 

 

EUA

Horas antes, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, disse que os Estados Unidos irão mobilizar a maior parte de sua força naval em direção ao Oceano Pacífico até 2020, dentro da nova estratégia militar centrada na Ásia.

Panetta disse que Estados Unidos e China "não têm outra opção a não ser fortalecer sua relação militar para lidar com suas divergências. (...)Um diálogo sólido sobre segurança entre as duas potências é fundamental para a prosperidade da região Ásia-Pacífico”. O secretário participa do Diálogo de Segurança Shangri-La, uma cúpula envolvendo ministros de Defesa organizada todos os anos em Cingapura.

Seu discurso, segundo analistas, visa tranquilizar os aliados regionais dos EUA frente à demanda de soberania de Pequim sobre a maior parte da área, rica em petróleo. Panetta deixou claro que Washington se opõe a qualquer tentativa unilateral de Pequim em favor de seus direitos na região.

"Ambos compreendemos as divergências que temos, e os conflitos, mas também compreendemos que, na verdade, não nos resta outra alternativa a não ser nos envolvermos em nossa comunicação e melhorá-la, assim como nossa relação militar", disse.

(*) com agências de notícias internacionais

 

zanuja

Da BBC Brasil.

 

Quem se beneficia com o escândalo de documentos vazados no Vaticano?Atualizado em  2 de junho, 2012 - 17:02 (Brasília) 20:02 GMT

Papa/Reuters

O papa se mostrou compreensivelmente irritado com o vazamento

Um dos principais mistérios envolvendo o escândalo da correspondência papal que vazou é quem se beneficiaria com o ocorrido?

O Vaticano sempre foi alvo de espionagem, mas o escândalo atual supera em escala os episódios do passado.


Os responsáveis por vazar os documentos, apelidados de “corvos” pelos italianos, parecem não ter a intenção de desacreditar o papa, mas sim seu número dois, o cardeal Tarcisio Bertone.

Os documentos foram publicados no livro Sua Santitá de Gianluigi Nuzzi. A obra dá a impressão de que o Vaticano é uma organização com pouca coesão interna e com alguns egos muito frustrados.

Embora o Vaticano seja totalmente informatizado, com sua rede própria de telefonia celular segura, o próprio Papa não usa computador. Ele escreve a mão, rubricando a correspondência com uma letra "B" seguido pelo numeral romano "XVI".

papa

O mordomo (ao pé da foto) foi detido por causa do escândalo

O livro mostra que as cartas ao papa são entregues por intermediários ao seu secretário, sem chegar necessariamente pelo correio do Vaticano.

Suspeitos

Nuzzi disse ter usado pelo menos três fontes distintas dentro do Vaticano para escrever o livro.

O mordomo do papa já foi preso e estaria colaborando com os investigadores.

Portanto fazer uma lista de possíveis suspeitos não deve ser uma tarefa impossível para eles.

O Estado do Vaticano tem uma população residente pequena de menos de mil cardeais, bispos e funcionários, dormindo em seu interior quando os portões fecham todas as noites, logo após a 23:00.

Durante o dia, milhares de outros funcionários circulam pelo território do Vaticano, os mais antigos deles estacionando seus carros no imponente pátio Belvedere.

Uma dica interessante para entender o que se passa no Vaticano vem de um blogueiro italiano citando um alto cardeal em condição de anonimato, que diz que, no Estado Papal, os cardeais estão em guerra uns com os outros.

Em um almoço de aniversário Papa Bento 16 foi ouvido comentando: "estes italianos, por que eles estão sempre perturbando o papa com suas brigas italianas?"

O número de italianos no Colégio de Cardeais que vai eleger o sucessor do papa diminuiu na última vez que foram anunciadas promoções, mas eles ainda têm uma grande proporção de votos e influência na Igreja.

O papa tenta trazer mais estrangeiros, especialmente de fora da Europa, para o Colégio, para aumentar a possibilidade de que seu sucessor não seja italiano.

* Com informações de David Willey da BBC News em Roma


 

zanuja

Do R7.

 

Pedido de defesa da Delta 
pode atrasar trabalhos da CPI

 

Parlamentares ficam impossibilitados de acessar os dados da empreiteira

Do R7

 

Um movimento dos advogados da Delta Construções pode atrasar os trabalhos da CPI do Cachoeira. E empresa propôs no STF (Supremo Tribunal Federal) um mandado de segurança para solicitar a suspensão da quebra dos seus sigilos bancário, fiscal e telefônico determinados pela CPI. Até que o tribunal tome uma decisão, os parlamentares ficam impossibilitados de acessar os dados da empreiteira. 

Os advogados da empresa alegam que a decisão de quebra de sigilo carece de fundamentação quanto àquilo que investiga, limitação temporal da ordem e quanto à necessidade absoluta de se ter tomado tal medida. 

A construtora alega que as informações contidas na instauração, nos requerimentos e no plano de trabalho da CPI que apontaram para a investigação referem-se apenas a fatos relativos à Delta região Centro-Oeste. E foi determinada a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico da empresa em todo o território nacional. 

Os advogados também questionam a falta de fundamentação para a quebra do sigilo no período de 1º de janeiro de 2002 até o dia 31 de março deste ano. Argumentam que os requerimentos emitidos pela CPI apontam a construtora como “a maior recebedora de recursos do governo federal nos últimos três anos” ou que o ex-diretor da Delta Centro-Oeste seria suspeito de “arrecadação ilegal para custeio de campanhas eleitorais de 2010”, o que não fundamentaria a quebra do sigilo por um período tão longo. 

A necessidade absoluta da quebra do sigilo, de acordo com os advogados, careceria de fundamentação, porque não ficou demonstrado que o resultado da apuração não possa advir de nenhum outro meio ou fonte lícitos. 

No mandado de segurança, os advogados solicitam a suspensão da ordem de quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico da Delta emitida pela CPI, e requer a comunicação imediata da decisão ao Banco Central, à Receita Federal e à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Eles pedem ainda a declaração de nulidade do decreto de quebra dos sigilos.

 

zanuja

Vassil Oliveira_Goiás 247 

 Estudantes vivem dia de terror em Itumbiara

Estudantes de Itumbiara, sudeste de Goiás, estão revoltados, e alguns, machucados. Acusam seguranças do prefeito de Itumbiara, José Gomes da Rocha, e do governador de agredi-los nesta sexta-feira, 1o, em manifestação com gritos de “Fora Marconi” durante inauguração, na cidade, de sede da Universidade Estadual de Goiás (UEG).

 

José Gomes estava no palanque com o governador Marconi Perillo (PSDB), que teria apontado para os estudantes que gritavam embaixo do palanque. Um desses estudantes conta que já participou de outras manifestações e que o governador teria apontado diretamente para ele, reconhecendo-o. O dedo apontado, acredita, teria sido a senha para a ação truculenta que se seguiu.

Fotos e um vídeo mostram lances do acontecido. Neste sábado de manhã os estudantes foram a um hospital público e depois seguiram para a 2a Delegacia de Polícia de Itumbiara, para fazer Boletim de Ocorrência. Foram recebidos pelo delegado Ricardo Chuelli. No hospital, exames constataram olho roxo (resultado de um soco), luxação na costela e machucado de um chute nas costas.

O que o fato revela é que Marconi, depois de perder o controle do governo – não consegue nem trocar secretários, como gostaria –, perder o respeito dos cidadãos – o próprio #ForaMarconi mostra isso –, perder força política – o PSDB nacional acaba de deixa-lo sozinho com as explicações pouco convincente para suas ligações perigosas com o contraventor Carlinhos Cachoeira –, ele agora perdeu o juízo – não foi a primeira reação truculenta contra manifestantes; algo parecido já havia ocorrido nas edições do #ForaMarconi de Goiânia.

Cobrado, pressionado, criticado, em situação nunca antes vivida por ele, os erros de Marconi Perillo vão se multiplicando. As manifestações em Goiânia do #ForaMarconi – quatro em pouco mais de um mês – dão mostras de como está o ânimo da população com ele. E agora, a reação em Itumbiara, reforça a imagem de um governo e um governador perdidos. E sem apoio popular.

Em um blog, os manifestantes relataram o drama que viveram, e que teria começado já no aeroporto, na chegado do governador. O que veio depois é caso de revolta – pra começo de conversa.

 

Marconi promove perseguição e agressões a manifestantes

Após desembarcar no aeroporto de Itumbiara, para participar de showmício de inauguração de sede da UEG, o governador Marconi Perillo revelou mais uma vez sua face de ditador de extrema-direita. Ao apontar de cima do palco manifestantes do Movimento Fora Marconi, que se encontravam na plateia, cerca de 15 jovens passaram a sofrer agressões de PMs e de capangas suspeitos de serem ligados ao prefeito José Gomes da Rocha.

O grupo de jovens que estava no local para manifestar sua indignação com a corrupção instalada no seio da administração pública estadual acabou sendo atacado sem motivo algum, pela simples presença. Os relatos são de pânico e de desespero pela ultraviolência utilizada contra pessoas inocentes e indefesas.

Segundo a estudante Aymê Sousa, houve espancamento de manifestantes. "Fomos espancados aqui em Itumbiara a mando do Marconi. Nada fizemos. Fomos roubados: faixas, megafone, câmera digital, tudo", disse. "Eu como pessoa, como cidadã, me sinto humilhada. Fomos perseguidos até a saída, rasgaram nossa constituição, me humilharam! Gente isso é muito grave", reclamou.

Aymê pediu socorro por um celular emprestado de morador de Itumbiara. Desesperada e com a vida em perigo ela desabafou mais: "O coronel Marconi não deve e não pode acabar com a nossa sede de justiça. Um capanga falou abertamente que nos mataria e que se a gente voltasse para perto do palco esmagaria a cabeça de um dos nossos companheiros".

O estudante Victor Hipólito contou que o grupo de manifestantes teve dificuldades para sair do local e acabaram se refugiando numa casa. "Estávamos no Fora Marconi em Itumbiara, fomos espancados e estávamos sendo perseguido. O Marconi reconheceu e chamou um policial no palco e apontou para nós. Um dos capangas do prefeito da cidade me pegou e falou que quando eu sair da cidade ia esmagar minha cabeça. Estamos escondidos, estão atrás de nós, estou com medo. Estou com medo. Estamos cercados", disse.

Nas fotos, as imagens de agressões covardes cometidas contra manifestants pacíficos. Outro estudante teve uma costela quebrada.