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http://www.diariodocentrodomundo.com.br/?p=7569

Mino7th junho2012written by Paulo Nogueira

Mino Carta

 

Não conheço, pessoalmente, Mino Carta.

Enxergo nele, é claro, um grande jornalista – um dos maiores da história do jornalismo no país. A obra de Mino fala por si própria. Mino escreve bem, edita bem, comanda bem. É um jornalista completo. Foi um dos dois maiores diretores de redação da Veja. O outro foi seu sucessor, JR Guzzo.

Não obstante tudo isso, tenho restrições a ele, à distância.

Entendo que Mino se deixou escravizar mentalmente pela sua saída da Veja. Ele fala de Roberto Civita com um ódio inacreditavelmente fresco, dado que são fatos de quarenta anos atrás.  Vistas as coisas com objetividade, Mino deixou a Veja simplesmente porque se desentendeu com os donos, e isso é de uma banalidade avassaladora no mundo executivo. Quando patrão e empregado se desentendem, o empregado é demitido.  Da mesma forma, todas as vezes em que Mino e um subordinado brigaram, quem saiu foi o subordinado.

Na raiz da discórdia, na minha interpretação, estava o poder que o contrato negociado por Mino lhe dera como diretor de redação. Era um contrato dos sonhos para qualquer editor: os donos só opinavam depois que a revista estava pronta. Mas para os proprietários esse tipo de coisa é um pesadelo: tira uma coisa essencial no negócio da mídia – o poder, a influência. A mídia, como empreendimento, dá muito mais isso – prestígio, um senso de importância – do que propriamente dinheiro. Logo, não era um acordo destinado a durar muito. Nem sei como foi fechado, para falar a verdade. Considere que você é dono de um brinquedo, mas não pode brincar com ele. É mais ou menos isso.

Mino jamais conseguiu digerir o episódio. Nas inúmeras vezes em que o vi falar ou escrever sobre a saída da Veja, o tom era o mesmo: um ressentimento intransponível e estridente. Você tinha a sensação de que ele deixara a revista na véspera. Como é comum, o rancor parece ter feito muito mais mal a Mino do que a Roberto Civita.

A raiva imortal tem se mostrado nas últimas semanas. Mino, erradamente, comparou Roberto Civita a Rupert Murdoch. Se existiu uma versão nacional de Murdoch foi, claramente, Roberto Marinho com seu vale-tudo empresarial e administrativo. (Embora haja uma diferença grande: Murdoch é jornalista. Roberto Marinho só foi jornalista no título que se autooutorgou.)

De Londres, não acompanho de perto a Carta Capital. Mas minha lembrança é que a revista acabara se inclinando demasiadamente para o governo. Foi a maneira, imagino, de fazê-la sobreviver como negócio: os anúncios de estatais ajudam a pagar as contas. Mas o preço pode ter sido muito alto, em termos de independência editorial. Nos últimos anos, é possível que Mino tenha mais falado das virtudes editoriais do apartidarismo do que efetivamente praticado.

Mas mesmo assim. Com todas as restrições que possam ser feitas a Mino Carta, é um absurdo, um disparate, um ultraje à inteligência a tentativa de assassinato de caráter que os suspeitos de sempre vêm tentando fazer contra ele com base em textos do tempo em que Mino dirigiu a Veja.

Quem não muda em quarenta anos? Só os mentacaptos.

De resto, eram dias duros. Meu pai, editorialista da Folha, certa vez recebeu uma ordem de Frias para escrever um editorial no qual dissesse que não havia presos políticos, apenas presos comuns. Isso num momento em que havia uma greve de fome dos presos políticos. Meu pai recusou escrever – e foi encostado. Um outro jornalista – Claudio Abramo, um gigante da imprensa – escreveu o texto pedido por Frias. Isso diminui Claudio? Não. Ele cumpria uma ordem, pragmaticamente. Meu pai é que era uma criatura verdadeiramente incomum, um quixote idealista que colocava seus princípios acima dos interesses pessoais.

Em meu pequeno mundo, cansei de louvar Margaret Thatcher nos anos em que dirigi a Exame. Achava que ela era uma solução quando, como o tempo mostrou, era, na verdade, um problema – uma conservadora que não cuidou dos interesses senão de sua própria classe.

Fernando Henrique Cardoso foi sábio quando disse: “Esqueçam o que escrevi.” Stálin usou textos antigos de Trotsky quando quis desqualificá-lo como sucessor de Lênin. É o que estão fazendo com Mino Carta. Estranhamente, Mino Carta decidiu responder a ataques sem sentido – e no final opôs apenas tergiversação à má fé dos arqueologistas caluniadores.

Cada vez que, de Londres, vejo embates dessa natureza, fico mais e mais preocupado com a possibilidade de que o Brasil se transforme numa Venezuela, polarizado, dividido em duas facções que se odeiam e buscam a aniquilação uma da outra — num confronto insensato ao fim do qual é possível que existam apenas perdedores.

 

"Lo que los hombres realmente quieren no es el conocimiento sino la certidumbre ". - Bertrand Russell (1872-1970); filósofo y matemático inglés. (citação num boletim do av. Panda )

Morre idealizador do Madame Satã; veja doc sobre a casa

Triste coincidência. Estava preparando esse post sobre um novo doc do Madame Satã (já volto nele), seguindo uma dica do Magal, e veio a notícia do falecimento de Zé Cláudio, um dos idealizadores da casa.

Segundo essa nota do site do Leão Lobo, Zé Cláudio morreu de problemas respiratórios na madrugada desta segunda.

O Madame Satã foi uma das casas mais influentes da noite de São Paulo. Entre 83 e 86, foi o epicentro da agitação underground paulistana. Gente da música, artes, teatro, cinema, moda e jornalismo, punks, góticos, rockers, travestis, marginais, freaks e alternativos congregavam ao som dos DJs Magal e Marquinhos MS. Gente como Mau Mau, Claudia Wonder, Marcelona, Walter Rodrigues, Paulo Ricardo, João Gordo, Cazuza, Ezequiel Neves, Antônio Bivar, Nuno Ramos, Matinas Suzuki Jr e Pepe Escobar fez escola no Satã.

Era um espaço de transgressão e indivualidade. Espírito bem traduzido no nome do documentário que saiu agora pouco, O Importante É Ser Eu e Não o Outro.

Zé Cláudio foi peça fundamental na criação do Madame Satã, como lembra o texto de apresentação do doc:

Em vinte e um de outubro de 1983, na Rua Conselheiro Ramalho, 873, nasceu o Restaurante Cultural Madame Satã. Uma revolução na noite paulistana. A partir do sonho de dois irmãos – um deles ex-seminarista – e de duas irmãs, que participavam de teatro mambembe nas periferias da cidade, a casa começou a surgir.

Engajados no teatro, os quatro reuniram-se e decidiram criar um espaço que, mais tarde, culminou em uma inestimável contribuição para a disseminação de todo o tipo de arte. Márcia e Miriam Dutra, Wilson José e Williams Silva, sem saber, deram início ao que se tornaria um templo, um mito da noite paulistana. Com a ajuda de José Cláudio Mendes (Zé Cláudio) que, além de ser um engajado no assunto, tinha acabado de retornar de Nova Iorque, trazendo muitas ideias e inovações, o espaço passou de Restaurante Cultural a casa noturna e abrigou desfiles, shows, peças de teatro, performances e muitas histórias.

Aqui o filme na íntegra:

http://oesquema.com.br/bateestaca/2012/06/04/morre-idealizador-do-madame...

 

 

E apesar da queda do rendimento da caderneta de Poupança ...

 

Reuters - Reportagem de Tiago Pariz

 

Poupança tem captação líquida recorde de R$6,262 bi em maio--BC

 

BRASÍLIA, 6 Jun (Reuters) - A caderneta de poupança fechou o mês passado com captação líquida de 6,262 bilhões de reais, informou o Banco Central nesta quarta-feira, recorde para maio na série histórica, com início em 1995.

 

Somente no dia 31 de maio, segundo os dados do BC, a aplicação registrou entradas líquidas de 2,012 bilhões de reais, um dia depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a Selic de 9 para 8,50 por cento ao ano, recorde de baixa e levou à mudanças nas regras de remuneração da poupança.

 

No início de maio, o governo alterou o rendimento da caderneta conforme o patamar da taxa básica de juros: quando a Selic estiver igual ou inferior a 8,50 por cento ao ano, a remuneração da caderneta é de 70 por cento desse valor mais a Taxa Referencial (TR).

 

Acima desse patamar de juros, o rendimento volta a ser o antigo, de 0,50 por cento ao mês mais a TR. O governo mudou as regras da poupança para abrir mais espaço a novos cortes da Selic que, cada vez menor, deixava a remuneração da poupança melhor do que parte dos ativos de renda fixa.

 

Isso é ruim para o governo, entre outros, porque poderia tirar a atratividade de seus títulos atrelados à Selic sobre grandes investidores, que poderiam migrar para a poupança.

 

No acumulado do ano, ainda segundo o BC, a captação da poupança está positiva em 10,170 bilhões de reais, melhor desempenho para os primeiros cinco meses do ano também de acordo com a série histórica do BC. O resultado supera o recorde anterior de 2010, quando a diferença de depósitos e retiradas foi positiva em 8,063 bilhões de reais.

 

O saldo total da poupança, no mês passado, estava em 441,722 bilhões de reais.

 

(Reportagem de Tiago Pariz)

 

 

Demarchi

A nobreza de joelhos, porém "muito esperta"... Haja cara de pau!!!

São Paulo, quinta-feira, 07 de junho de 2012MercadoMercado 

Matriz do Santander quer parceria com BB

Presidente mundial propõe a Dilma no Planalto que banco brasileiro compre até 10% da instituição espanhola

Negócio não envolveria as operações brasileiras; procurados, Santander e Banco do Brasil não se pronunciam

JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
NATUZA NERY
DE BRASÍLIA

O presidente mundial do Santander, Emilio Botín, fez um pedido formal anteontem à presidente Dilma Rousseff para que o Banco do Brasil compre até 10% de participação na instituição espanhola, apurou a Folha no Palácio do Planalto.

Dois integrantes do Executivo brasileiro disseram à Folha que a proposta feita a Dilma na terça prevê parceria entre o Banco do Brasil e a matriz do Santander na Espanha, não as operações brasileiras.

Procurada ontem, a assessoria de comunicação da instituição espanhola disse que não comentaria o assunto e reforçou declarações dadas por Botín nesta semana de que as operações do Santander no Brasil não estão à venda e que o país é "estratégico para o grupo".

O Banco do Brasil, também procurado para comentar

a oferta, não quis se pronunciar.

Botín foi recebido por Dilma na terça, em audiência não prevista na agenda da presidente.

Ele havia conversado ao pé do ouvido com Dilma na segunda, no almoço no Itamaraty em homenagem ao rei da Espanha, Juan Carlos, em visita oficial ao país.

Segundo a Folha apurou, o governo brasileiro não concorda com a compra de ações do Santander pelo Banco do Brasil e já deu sinais de que não aprova a operação, que ocorreria em meio ao pessimismo internacional quanto ao futuro do sistema financeiro europeu.

De acordo com integrantes da equipe econômica do governo, o Brasil não teria como explicar uma injeção de dinheiro no Santander.

DIPLOMACIA

Apesar de a decisão de não fechar o negócio já ter sido tomada, a área técnica do Banco do Brasil ainda elaboraria uma explicação formal aos espanhóis, por razões diplomáticas.

O Brasil seria uma opção na busca do governo espanhol para resguardar seu sistema financeiro, já abalado pela crise europeia.

Anteontem, a Espanha anunciou temer uma crise ainda maior e fez um apelo à Europa pelo resgate de seus bancos, a fim de evitar que os problemas se espalhassem por todo o sistema financeiro do país.

 

Gilberto .    @Gil17

Adeus Mercosul.

Em tempo, as letras do Captcha estão muito pequenas.

 

"Calçados brasileiros vendidos para a Argentina fizeram "aniversário" neste mês aguardando licença para entrar no país vizinho.

 

Cerca de 12 mil pares permanecem estocados em depósitos pelo Rio Grande do Sul desde junho de 2011, segundo a Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados).

 

No total, 1,7 milhão de pares vendidos a comerciantes argentinos espera para sair do Brasil, diz a entidade.

 

A indústria afirma que a situação se agravou com as regras adotadas pelo governo de Cristina Kirchner em fevereiro, exigindo mais papéis dos importadores argentinos.

 

A venda de calçados e componentes à Argentina caiu 55% de janeiro a maio, em comparação com o mesmo período de 2011, segundo o Ministério do Desenvolvimento. A indústria fala em perdas de US$ 41 milhões.

 

Segundo a Abicalçados, o prejuízo acaba dividido entre exportadores brasileiros e comerciantes argentinos.

 

O diretor-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, diz que já há reflexos no nível de emprego do setor. A produção encolheu 6,6% só no Rio Grande do Sul em 2011.

 

"Agora são dois documentos concedidos de maneira independente. Tem empresa que tinha um e ficou sem outro. É um caos montado de propósito para frustrar negócios brasileiros", diz Klein.

 

Pelas regras da OMC (Organização Mundial do Comércio), as licenças não automáticas deveriam levar 60 dias para serem concedidas.

 

A fabricante de calçados masculinos Pegada, de Dois Irmãos (RS), por exemplo, decidiu desativar a equipe de vendas em Buenos Aires em dezembro após problemas com a liberação de produtos.

 

A mercadoria antes destinada ao comércio argentino agora é vendida no Brasil. "É melhor não vender e deixar quieto", afirma o diretor, Astor Ranft.

 

No fim da década passada, algumas empresas brasileiras decidiram abrir fábricas na Argentina para fugir das restrições.

 

O Ministério do Desenvolvimento disse que trabalha para remover as barreiras e que uma reunião com autoridades argentinas amanhã vai abordar o problema enfrentado por exportadores.

 

No mês passado, o governo federal retaliou e criou barreiras na entrada de vinhos e frutas importadas.

A Folha procurou a Embaixada da Argentina, mas não conseguiu respostas"

 

Faltaram titulos muito expressivos por sua "dispensabilidade"

Para contribuir:

".... da Arca perdida"

" Casablanca"

 

Brasil


7 de Junho de 2012 - 11h27 - No Vermelho

 Supremo marca data para julgar mensalão

Os ministros do STF marcam data para inicio do julgamento do "Mensalão"

O julgamento do “mensalão”

 

O “mensalão” foi uma ferramenta para sangrar o mandato do presidente Lula em 2005 e 2006; agora, com a oposição em dificuldades, aparece como um soro para reanimar a direita e os conservadores.

Por José Carlos Ruy


Há um dito futebolístico segundo o qual time que está mal no jogo comemora até escanteio. A reação da mídia conservadora ante a perspectiva do início do julgamento do chamado “mensalão” enquadra-se nesse figurino: um notório serviçal dos barões da mídia comemorou, na manhã desta quarta feira, não o eventual resultado daquele julgamento - que confessa não imaginar qual será - mas a marcação da data do julgamento! É uma derrota para Lula e José Dirceu, disse o blogueiro da revista Veja Reinaldo Azevedo num comentário publicado nesta manhã.

Ontem (6) o Supremo Tribunal Federal definiu a data para o inicio do julgamento do processo: 1º de agosto. Isso foi possível depois de ter sido definido o rito do julgamento e depois da garantia do ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo, de que entregará seu voto em junho.

A primeira etapa do julgamento terá sessões nos dias úteis, até 14 de agosto (com exceção do dia 3 de agosto), nas quais serão apresentados o relatório que resume o caso e as alegações do Ministério Público e dos advogados de defesa dos 38 acusados. A segunda fase terá os votos dos ministros; as sessões ocorrerão apenas nas segundas, quartas e quintas, começando às 14 horas mas sem previsão do horário de encerramento pois seguirão o ritmo do voto de cada ministro. Embora não haja previsão de data para o final do julgamento, muitos acreditam que ele irá até o final de setembro.

O assanhamento da imprensa conservadora e da oposição de direita e neoliberal centrada no PSDB é compreensível. No momento em que o PSDB está sangrando, como reconheceu um importante cacique tucano, o senador paranaense Álvaro Dias, um “escanteio” vem mesmo bem a calhar. Ele abre a perspectiva de um espetáculo midiático para, esperam os tucanos e a oposição conservadora, ajudar a afastar o foco que recai sobre as graves acusações que envolvem destacados políticos de seu campo numa CPI, a do Cachoeira, que pode - ela sim - desvendar e punir vínculos entre criminosos, a mídia conservadora, e dirigentes e mandatários políticos do campo conservador.

O julgamento do chamado “mensalão”, esta farsa montada pelo conluio entre políticos da direita e a imprensa conservadora, poderá dominar a pauta midiática nos próximos meses. O “mensalão” foi, em sua origem, instrumento da “tática do cangaceiro” com que o PSDB e seus comparsas quiseram sangrar até a morte o governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva. Não deu certo. Não provocou - nem podia - o clamor popular que a direita imaginava, como sempre, poder repetir naquele episódio a atuação moralista hipócrita que havia marcado outros momentos da República, como o “mar de lama” que levou ao suicídio de Getúlio Vargas em 1954, ou a campanha contra as reformas de base de João Goulart, que levou ao golpe de estado de 1964.

O “mensalão” foi uma ferramenta política contra Lula, os partidos que apoiam seu projeto de mudança, e contra as transformações que o Brasil começava a viver. O apelido publicitário surgiu exatamente há sete cinco anos, quando - em 6 de junho de 2005 - Roberto Jefferson, que era deputado do PTB, cunhou, em entrevista à Folha de S. Paulo, a expressão “mensalão” e acusou o governo Lula de desviar dinheiro público para o pagamento mensal de parlamentares que se alinhassem à base do governo.

A alegação ganhou força embora nunca tenha sido provada ou demonstrada a existência dos tais pagamentos mensais.

O que foi demonstrado e provado judicialmente atinge exatamente o campo direitista e neoliberal. Na véspera do anúncio do STF, do início do julgamento do chamado “mensalão”, a Justiça de Brasília proferiu a sentença que condenou (dia 5) a ex-deputada distrital Eurides Brito (PMDB) por improbidade administrativa e a devolver cerca de R$ 3,5 milhões desviados dos cofres públicos. Ela foi denunciada pela operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, que investigou o pagamento de propina a deputados aliados ao então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), no escândalo conhecido como mensalão do DEM. Ela foi condenada por ter recebido, entre 2006 e 2009, 31 parcelas mensais de 20 mil reais para apoiar o então governador tucano, uma mesada. A ex-deputada teve também seus direitos políticos cassados por dez anos.

Outro golpe severo contra a oposição de direita foi a condenação (dia 5), também às vésperas do anúncio pelo STF do início do julgamento do “mensalão”, do ex-prefeito do Rio de Janeiro, o destacado cacique do DEM César Maia, juntamente com ex-diretores Empresa Municipal de Urbanização (Rio Urbe). Todos por improbidade administrativa. Tiveram seus direitos políticos suspensos por cinco anos e foram condenados a devolver o dinheiro empregado ilicitamente.

A mídia conservadora e a direita neoliberal vão fazer de tudo para transformar o “escanteio” em gol nos meses que antecedem a eleição para prefeitos e vereadores. O “mensalão” serve agora não para sangrar um presidente como tentaram fazer com Lula em 2005 e 2006; serve de soro para um doente combalido que enfrenta o voto popular em condições difíceis.

 

Promotores querem prisão de ex-governador goiano

Atual prefeito da cidade de Aparecida de Goiás, o ex-governador e ex-senador Maguito Vilela é outro político goiano acusado de envolvimento com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira. Ele é acusado de beneficiar a Delta em contratos de recolhimento de lixo na cidade que administra

por Eduardo Militão | 07/06/2012 07:00 - No Congresso em Foco           

Para procuradores, Maguito direcionou licitação para beneficiar a Delta em Aparecida de Goiânia

Em mais um desdobramento das revelações da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que desmontou a quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira, o Ministério Público de Goiás abriu dois procedimentos que, se aceitos pela Justiça, podem levar à prisão e ao bloqueio de meio milhão de reais em bens e contas bancárias do ex-governador e ex-senador de Goiás Maguito Vilela (PMDB). Hoje prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito contratou a Delta Construção para fazer a coleta de lixo na cidade que administra, que é a segunda maior cidade do estado. De acordo com a PF e a Procuradoria Geral da República, Cachoeira e o senador Demóstenes Torres são sócios ocultos da empreiteira de Fernando Cavendish.

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Leia outros destaques de hoje no Congresso em Foco

Na avaliação de quatro promotores do Ministério Público de Goiás (MPGO), Maguito favoreceu a Delta numa licitação de “cartas marcadas”, com indícios de “um acordo monetário” e “espúrio” entre o prefeito e a construtora, que incluiu a prestação de serviços mesmo sem contrato.

Os promotores Élvio Vicente da Silva, Ana Paula Vieira Nery, Fernando Krebs e Villis Marra Gomes ajuizaram uma ação civil pública contra Maguito; a Delta; o ex-diretor da empresa no centro-oeste, Cláudio Abreu; a prefeitura, e uma série de servidores do município na Vara de Fazenda Pública de Aparecida de Goiânia. Pelo suposto favorecimento à empreiteira, eles pedem o cancelamento do contrato atual e a realização imediata de uma nova licitação. Mais: exigem que sejam bloqueados, liminarmente, R$ 20 milhões em bens e nas contas da Delta e R$ 3,5 milhões no patrimônio e contas de Maguito e dos outros acusados – meio milhão cada um. O Ministério Público ainda pede a cassação do mandato do prefeito, a suspensão dos seus direitos políticos dos demais acusados por cinco a oito anos, pagamento de multa e indenização, além da proibir todos de contratarem com o governo por cinco anos. O caso está nas mãos do juiz Gustavo Dalul Faria. Veja a íntegra da ação.

Como só um procurador de Justiça pode processar um prefeito, os promotores também enviaram uma representação criminal contra Maguito ao procurador-geral do MPGO, Benedito Torres, que a encaminhou ao órgão especializado em ajuizar ações contra prefeitos (íntegra do despacho). Pelos mesmos fatos narrados na ação civil, eles pedem a prisão do ex-governador. Entre os supostos delitos, estão dispensa ilegal de licitação (três a cinco anos de prisão), fraude em licitação (dois a quatro anos), crime de responsabilidade por deixar de prestar contas (três meses a três anos), prevaricação (três meses a um ano) e falsidade ideológica (um a cinco anos). A Procuradoria Especializada do MPGO analisa os documentos para decidir se oferece ou não denúncia criminal à Justiça.

Trabalho sem contrato

De acordo com um relatório da prefeitura de Aparecida de Goiânia, até 25 de novembro de 2010, a coleta de lixo era feita pela empresa Vital Engenharia Ambiental. Nessa data, a Vital Engenharia teria abandonado o trabalho, deixando a cidade sem o serviço de coleta. No relatório 21/2011, assinado em 2 de fevereiro de 2011, o diretor de Limpeza Urbana, Sebastião Ferreira, e o secretário de Meio Ambiente, Juliano Tadeu Cardoso, dizem que a Delta presta o serviço à cidade “há mais de dois meses”, em substituição à Vital.

O problema é que o contrato efetivo com a prefeitura só foi assinado em 30 de dezembro, como admite Maguito e o advogado terceirizado do município, Roberto Vilela. Houve ainda uma tentativa de contrato emergencial em 15 de dezembro de 2010. Mesmo assim, a Delta estaria trabalhando sem assinar qualquer contrato. Em depoimento à 9ª Promotoria de Justiça da cidade, Juliano Tadeu e Ferreira confirmaram que a Delta já trabalhava bem antes de assinar o contrato.

Roberto Vilela disse que foi a prefeitura quem fez, diretamente, a coleta de lixo a partir de 26 de novembro até 30 de dezembro de 2010, sem ajuda da Delta. Ele afirmou que Juliano Tadeu e Ferreira estavam “totalmente equivocados” ao prestarem as informações no documento e nos depoimentos ao Ministério Público.

De acordo com despacho da comissão de licitação, em 15 de dezembro passado, a Delta já havia vencido a licitação que hoje lhe garante coletar lixo na cidade até 2015, pelo preço de R$ 51,4 milhões ou R$ 857 mil por mês. Mas o advogado Roberto Vilela informa que as duas empresas que perderam a disputa, a Leão Leão Ambiental e a própria Vital Engenharia recorreram e suspenderam a contratação. Por isso, a prefeitura optou por contratar emergencialmente a Delta em 15 de dezembro.

Falsidade ideológica

Documentos colhidos pelo MPGO mostram que, num só dia, a administração de Maguito fez o convite à empreiteira, assinou o contrato e emitiu uma nota de empenho, que reserva dinheiro no orçamento para pagar o fornecedor. “Vários atos feitos mentirosamente num único dia – indícios de falsidade ideológica”, comentam os promotores de Justiça.

Mas tudo isso foi cancelado por Maguito. Segundo os promotores, o objetivo foi escapar da fiscalização do Tribunal de Contas dos Municípios, para quem deveria prestar contas do negócio. Enquanto isso, sustenta o MPGO, a Delta trabalhava e deixava a dívida, de R$ 604 mil, para depois. “A empresa não ficaria no prejuízo de mais de meio milhão de reais, gratuitamente, sem uma contrapartida”, analisam os promotores. A contrapartida seria ganhar a licitação definitiva, que realmente foi vencida pela Delta e cujo contrato foi assinado quinze dias depois. Houve “claras evidências e sintomas de que houve um direcionamento ou um favorecimento para que a empresa Delta fosse vencedora”.

O problema é que, de acordo com despacho da comissão de licitação, usado na própria denúncia do MPGO, a licitação principal já havia sido vencida pela empreiteira de Carlinhos Cachoeira e Fernando Cavendish. A reportagem procurou um dos promotores do caso na noite de quarta-feira (6), mas não obteve retorno dos telefonemas e mensagens.

“Conversas de bastidores”

Para os promotores, na contratação emergencial, “a escolha da Delta (…) foi feita a partir de “‘conversas de bastidores’ entre o prefeito e ‘alguém’ da Delta”. O advogado Roberto Vilela afirma que o cancelamento do negócio emergencial se deveu ao julgamento dos recursos da Leão Leão e da Vital no processo de licitação definitiva. Com isso, passou a ser desnecessário a contratação de emergência. Bastava assinar o definitivo, o que aconteceu em 30 de dezembro. Até lá, garante o defensor da prefeitura, a Delta não trabalhou – o que seria ilegal.

A licitação foi vencida pela Delta ao preço de R$ 51,4 milhões, enquanto a segunda colocada, a Leão Leão, ofereceu preço de R$ 52,6 milhões. Mas a prefeitura aumentou o valor do contrato da Delta para R$ 56,4 milhões, superior ao preço da segunda classificada. Maguito disse ao site que esse aditamento não existiu. Afirmou que o valor seria aumentado, sim, mas desde que a Delta fizesse um serviço extra de compactação de lixo nas ruas onde não há asfalto em Aparecida de Goiânia. De acordo com o prefeito, esse trabalho adicional não foi feito e, portanto, nada foi pago além do contratado na licitação.

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30 filmes para MORRER antes de ver

Revista Bula

Gosto se discute? Para inaugurar o novo servidor

Depois da polêmica sobre os Livros Para Morrer Antes de Ler, convidei leitores, amigos do Fa­cebook, e seguidores do Twitter — escritores, jornalistas, publicitários, professores — a responder quais eram os piores filmes que haviam visto ou pelo menos tentado ver. Cada participante poderia indicar entre um e dez filmes, brasileiros ou estrangeiros, tendo como critério principal o gosto pessoal, não importando se um determinado filme era oscarizado ou desconhecido, cultuado ou blockbuster. O objetivo da lista não é zombar ou ofender o gosto alheio, é, sobretudo, uma divertimento e reflete apenas a opinião dos participantes consultados. Se podemos ter a lista de nossas preferências, por que não podemos ter a lista daquilo que não gostamos? Na lista, aparecem nomes de diretores consagrados como Guy Ritchie, Glauber Rocha, Andrei Tarkovski, Woody Allen, James Cameron, Michelangelo Antonioni, Robert Bresson, Roman Polanski e Brian de Palma. Eis o resultado baseado no número de citações. 

O Sacrifício
Andrei Tarkovski

Jules e JimFrançois Truffaut
Striptease Andrew Bergman
Je Vous Salue, MarieJean-Luc Godard
Batman & RobinJoel Schumacher
Fim dos TemposM. Night Shyamalan

O Apanhador de SonhosLawrence Kasdan
Terra em TranseGlauber Rocha
GodzillaRoland Emmerich
Destino InsólitoGuy Ritchie
O Despertar do MalUwe Boll
Matrix RevolutionsAndy Wachowski e Lana Wachowski
Le Diable Probablement Robert Bresson
A ReconquistaRoger Christian
Bufallo 66 Vincent Gallo

Planeta dos Macacos — A Origem 
Rupert Wyatt

Titanic 
James Cameron

O Escorpião de JadeWoody Allen~
Paris Nos PertenceJacques Rivette
A Fogueira das Vaidades Brian de Palma 
Solaris Andrei Tarkovski
Contato de RiscoMartin Brest
Todos Dizem Eu Te Amo Woody Allen
A Ilha do Dr. MoreauJohn Frankenheimer, Paul Rubell e Adam P. Scott
Mary PoppinsRobert Stevenson
O Bebê de RosemaryRoman Polanski
Juventude TransviadaNicholas Ray
Blow Up — Depois Daquele BeijoMichelangelo Antonioni
O Paciente InglêsAnthony Minghella
Deus e o Diabo na Terra do SolGlauber Rocha

 

"Só merece a liberdade e a vida quem luta por elas cada dia." Goethe

Câmara aprova prazo para início de tratamento de câncer pelo SUS

Texto também prevê prioridade de acesso a analgésicos para pacientes com dor provocada pelo câncer.


Da Agência Câmara


http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/SAUDE/419309-CAMARA-APROVA-PRAZO-PARA-INICIO-DE-TRATAMENTO-DE-CANCER-PELO-SUS.html

Renato Araújo
Movimentação de parlamentares durante sessão
Plenário aprovou prazo máximo de 60 dias, contados do diagnóstico, para o paciente começar a ser tratado.

O Plenário aprovou nesta terça-feira (5) proposta que estabelece o prazo máximo de 60 dias, contados do diagnóstico médico, para o paciente começar a receber o tratamento contra câncer no Sistema Único de Saúde (SUS).


O texto aprovado é o de uma emenda do relator pela Comissão de Seguridade Social e Família, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), ao Projeto de Lei 3887/97, do Senado. Devido a mudanças no projeto, a matéria retorna ao Senado.


O prazo para começo do tratamento poderá ser menor, conforme a necessidade terapêutica do caso. Esse prazo será considerado cumprido quando se iniciar efetivamente o primeiro tratamento (cirurgia, radioterapia ou quimioterapia).


Segundo Perondi, o objetivo da proposta é acelerar o início do tratamento. Ele ressaltou que, atualmente, uma paciente com câncer de mama pode levar até seis meses para começar a ser tratada. "Nesse período, o que era um nódulo já avançou para uma fase mais grave, e a chance de cura cai de 80% para 10%", disse.


Perondi afirmou, no entanto, que a aprovação do projeto não garante bom atendimento no SUS. “Temos de lutar para que essa lei não fique no papel. Do jeito que está o financiamento da saúde, perdemos para os países africanos”, disse.


A emenda de Perondi foi elaborada com base em outra emenda, de autoria das deputadas Carmen Zanotto (PPS-SC) e Flávia Morais (PDT-GO).


Carmen Zanotto lembrou que o prazo de 60 dias foi um acordo possível com o governo para começar o procedimento necessário, mas afirmou que a intervenção poderá ocorrer em tempo menor, de acordo com o diagnóstico médico.

Beto Oliveira
Dep. Darcísio Perondi (PMDB-RS)
Perondi: objetivo da proposta é acelerar o início do tratamento.

Para Flávia Morais, conforme o tipo de tratamento, nem a metade dos que procuram o SUS conseguem realizá-lo. “Auditoria do Tribunal de Contas da União [TCU] revelou que a média de espera pela radioterapia é de três meses”, afirmou.


Segundo ela, os dados também revelaram que, dos que deveriam ter sido atendidos com cirurgia, apenas 46% conseguiram passar pelo procedimento.


Revisão periódica
De acordo com o texto aprovado, a padronização de terapias do câncer, cirúrgicas e clínicas deverá ser revista e atualizada sempre que necessário para se adequar ao conhecimento científico e à disponibilidade de novos tratamentos comprovados.


Medicamentos contra dor
O principal ponto em torno do qual versava o projeto original do Senado permaneceu no texto, mas de maneira mais simplificada, prevendo que os pacientes com dor provocada pelo câncer terão prioridade na prescrição e no acesso gratuito a analgésicos opiáceos ou correlatos.


O texto do Senado especificava os medicamentos, registros para sua liberação ao paciente e penalidade para a venda irregular.


Unidades de tratamento
Outra novidade da emenda aprovada é a obrigatoriedade de os estados elaborarem planos regionais de instalação de serviços especializados em oncologia. O objetivo é contemplar áreas que não tenham acesso a esses serviços.


“A partir desse projeto de lei, teremos outro olhar para os municípios nos quais não há acesso aos tratamentos contra o câncer”, afirmou a deputada Carmen Zanotto.


O deputado João Ananias (PCdoB-CE) criticou, no entanto, a falta de definição dos meios para garantir a expansão das unidades de tratamento de câncer. "Quem vai prover isso nos municípios pobres?”, questionou.


Para o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), a melhoria no tratamento do câncer depende de investimentos do governo. Para ele, os recursos atuais têm sido insuficientes.

Íntegra da proposta:


Reportagem – Eduardo Piovesan e Carol Siqueira
Edição – Pierre Triboli

 

A interessante pesquisa divulgada hoje pela Folha na coluna de Mônica Bergamo:

 CABO ELEITORAL

É Dilma Rousseff, e não Lula, o personagem que preocupa a campanha de José Serra (PSDB-SP) em SP. Na análise da equipe tucana, o ex-presidente pode levar seu candidato, Fernando Haddad, a um patamar de até 40% dos votos. Mas tem teto na cidade, onde nunca venceu eleição. Já Dilma poderia fazer a diferença na classe média.

CABO 2
E a estratégia do PT para tentar reverter o favoritismo de Serra será mesmo esta: usar a imagem de Lula à exaustão no primeiro turno. E, caso chegue ao segundo, colar Haddad em Dilma, que então entraria na campanha.

PRIMEIRA VEZ
Será o primeiro teste de Dilma na transferência de prestígio eleitoral. Segundo o Datafolha, 31% dos paulistanos votariam em quem ela indicasse; 44% seguiriam Lula, 31%, Alckmin -e só 14%, Gilberto Kassab.

 

Gilberto .    @Gil17

Nostalgia pelo que não vivi!!! Ou vivi pouquinho....

Como eram bons os cinemas de ruas...

 

http://sul21.com.br/jornal/2012/05/a-migracao-dos-cinemas-de-porto-alegr...

http://sul21.com.br/jornal/2012/06/a-migracao-dos-cinemas-de-porto-alegr...

 

A migração dos cinemas de Porto Alegre (Parte 1 – Centro)

Foto: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul21

Milton Ribeiro

Anarene é a pequena cidade retratada pelo diretor Peter Bogdanovich no clássico A última sessão de cinema, de 1971. O filme é melancólico e utiliza de forma muito hábil a fragilidade do cinema frente a televisão naquela cidade onde tudo parece estar acabando, à exceção dos olhares vigilantes da vizinhança. No filme, o encerramento das atividades de um certo cinema Royal representa a tristeza e a situação da cidade decadente e de seus habitantes. Naquele tempo, era apenas a TV. Hoje, também temos a internet e a violência, porém, se formos realistas, só podemos reclamar do fim dos cinemas nas cidades pequenas. Enquanto elas ficaram quase sem salas e o governo cria  projetos como o Projeto Cinema da Cidade para incentivá-las a uma reação, o ano de 2011 bateu o recorde de vendas de ingressos. Nas grandes cidades, não houve o fim dos cinemas, mas uma migração deles cinemas em direção aos shoppings, Casas de Cultura, Sindicatos, etc.

O Sul21 não pretende fazer uma matéria triste ou apocalíptica, mas um pouco de nostalgia é inevitável, pois vamos mostrar como estão os locais onde antes havia cinemas. Vamos começar por 18 cinemas do Centro de Porto Alegre. Havia mais alguns ainda mais antigos, em clubes e até em circos. Vamos repassar os mais conhecidos.

As fotos antigas foram retiradas de diversos, sites, blogs e do Facebook, normalmente sem o autor da foto. Talvez haja direitos reservados e esperamos ser avisados se tal fato ocorrer. As fotos dos locais atuais são de Bernardo Jardim Ribeiro.

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Victória, na esquina da Andrade Neves com a Borges de Medeiros, foi fundado em 1940 com o nome de Vera Cruz. Tornou-se Victória após uma reforma realizada em 1952. Em 1957, foi o primeiro cinema de Porto Alegre a receber “Ar Condicionado Perfeito”.

A foto abaixo é do final dos anos 50. Jovem, bonita e sonhadora, Sarita Montiel cantava para distrair seus fregueses. Até que um dia, sua voz encantadora chama a atenção de um jovem e rico aristocrata. Era La Violetera.

Abaixo, uma bela foto do início dos anos 60. Estava passando Psicose, de Alfred Hitchcock.

As calças boca de sino mostram que chegamos aos anos 70, vez de passar Tubarão (1975), de Steven Spielberg. Havia uma fila imensa e carros subindo a Borges desde o Mercado Público. O Victória gostava de artigos, tanto que chama o filme de O Tubarão.

Hoje, há a Casa das Lâmpadas na esquina.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul21

Alguns não sabem, mas o Victória ainda existe. Sua enorme sala foi dividida em duas. A entrada é logo ali, descendo um pouquinho a Borges.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul21

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O Capitólio, na esquina da Borges de Medeiros com Demétrio Ribeiro,  foi inaugurado em 1928. No final dos anos 60, o prédio passou por uma reforma e mudou de nome para Premier. No início nos anos 80, sofreu outra remodelação e voltou a se chamar Capitólio. Com este nome encerrou as atividades em 1994.

O Capitólio em 1928.

Na virada do século, após o fechamento.

O prédio foi tombado pelo IPHAE em 2006, após solicitação do Instituto Estadual de Cinema. O objetivo é o de reunir ali grande parte do acervo audiovisual do Rio Grande do Sul. Porém, apesar do patrocínio da Petrobras, o projeto caminha lentamente. O Capitólio hoje.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul21

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O Cacique é de 1957 e era localizado na Rua da Praia. O Scala foi construído em 1969 a partir do mezanino do Cacique. Ficava, portanto, no andar de cima.

Era imenso e tinha pinturas de inspiração indígena em suas paredes. Era o Cacique, claro.

Hoje não se vê quase nada dele.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul21

Fechado desde 1994 e sem as pinturas, parcialmente destruídas por um incêndio em 1996, o Cacique é hoje uma garagem. O restaurante Per Tutti ocupa o ex-Scala. Com alguma imaginação, estando lá dentro, pode-se “montar” o ex-cinema, com sua tela e cadeiras.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul21

Para se chegar ao restaurante, a escadaria do Scala ainda é utilizada.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul21

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O Carlos Gomes da Rua Vigário José Inácio é de 1923. Por décadas, foi o local do cinema erótico em Porto Alegre.  Tinha sessões contínuas que iniciavam pela manhã e adentravam a noite.

Atualmente, abriga uma filial das Lojas Pompéia.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul21

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O São João ficava na mesma Vigário José Inácio, fazendo esquina com a Salgado Filho. Nasceu luxuosamente em 1968 para morrer em 1994.

Hoje é uma agência do Banco do Brasil.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul21

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O Rex foi inaugurado em 1936 e tem história muito mais longa. Nasceu na Rua da Praia, quase na esquina com a Rua da Ladeira, atual Gal. Câmara.

Então, em 1960, foi posto abaixo para dar lugar à Galeria Di Primio Beck, que está no local até hoje com seu Banco Itaú.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul21

Mas não morreu. Transferiu-se para a Sete de Setembro (clique na imagem abaixo para ampliar).

De onde foi retirado para dar lugar… a outra agência do Itaú. A página ao lado foi retirada do blog de Emílio Pacheco e mostra a Folha da Tarde anunciando a possibilidade de uma segunda reabertura em “qualquer ponto da cidade” ao mesmo tempo que ostenta, ao lado, um anúncio de Tubarão (sem o artigo), no Cine Victória. O jornalista recebera a informação de outra garagem ou galeria. Não contava com o Itaú. É uma bela e longa agência. O cinema pode ser pressentido em cada canto.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul21

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O Imperial e o Guarani ficavam lado a lado na Andradas em frente a Praça da Alfândega e têm belas fotos. Nos anos 50.

Nos 60.

O Guarani é de 1913 e era muito bonito (prédio à esquerda na foto).

Sua arquitetura era utilizada para promover os filmes, como fez com o grandioso Os Dez Mandamentos..

O edifício do Guarani ainda está lá, belíssimo. O prédio foi vendido nos anos 1980 para o Banco Safra. A velha fachada está restaurada. A construção menor, ao lado, é a das Farmácia Carvalho.


Banco Safra - Divulgação

Em sua longa decadência, o Imperial (1931) programou filmes de gosto duvidoso.

Em 1987, o Guarani foi reaberto no mezanino do Imperial. O novo Guarani morreu em 2005, assim como o colega. Ambos aguardam de forma muito feia e paciente um Centro Cultural da Caixa Econômica Federal, em fase de segunda licitação. A primeira foi anulada em razão da lentidão das obras.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul21

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O Lido da Borges de Medeiros, é o ex-Continente, de 1956. Assim como o Carlos Gomes, teve um final de vida pontuado pelo erotismo.

Hoje está em obras. Abriga várias pequenas lojas.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul21

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Não conseguimos fotos do Marabá, enorme casa para 1800 lugares, mas de seu antecessor, o Palácio, de 1920.  O Marabá foi inaugurado em 1947 e nada tinha ver com o prédio do Palácio.

Local propenso à destruição, hoje ostenta um prédio moderno.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul21

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Não sabemos quando nasceu o pornográfico Apolo da Av. Voluntários da Pátria, mas sabemos que fechou em 2009.

Dando lugar à loja Gallego.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul21

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O Áurea fica na Av. Júlio de Castilhos e é um irmão sobrevivente do pequeno Apolo. Abaixo, em 2009.

E hoje.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul21

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A Julio de Castilhos também abriga o Atlas, que era bem simples em 2009. Como diferencial, a casa misturava filmes com sexo ao vivo.

Ainda mistura. E parece ter crescido com a fórmula.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul21

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Os cinemas novos: a Sala Paulo Amorim dentro da Casa de Cultura Mario Quintana.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul21

A Sala Eduardo Hirtz, no mesmo local.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul21

E, ainda no mesmo prédio, mas de frente para a Rua da Praia, a Sala Norberto Lubisco.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul21

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Há também o Cine Santander Cultural, dentro do Centro Cultural de mesmo nome.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul21

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O charmoso CineBancários.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul21

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Os dois cinemas do Shopping Rua da Praia, os Arcoíris 1 e 2.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul21

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A briosa Sala P.F. Gastal, dentro da Usina do Gasômetro.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul21

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E já quase fora do centro da cidade, a Sala Redenção do Campus Centro da UFRGS.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro / Sul21

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Na próxima semana, pretendemos visitar os bairros. Utilizamos várias fontes, as principais estão listadas abaixo:

http://cinemasportoalegre.blogspot.com.br/
http://lealevalerosa.blogspot.com.br/2010/05/outros-angulos-de-porto-alegre.html
http://ronaldofotografia.blogspot.com.br/2011/02/cinema-imperial.html

 

A migração dos cinemas de Porto Alegre (Parte 2 – alguns bairros)

Milton Ribeiro

No dia 27 de maio, há pouco mais de uma semana, publicamos A migração dos cinemas de Porto Alegre (Parte 1 – Centro). Ali, explicávamos que não houve o fim dos cinemas, mas uma migração deles em direção aos shoppings, Casas de Cultura, Sindicatos, etc. Tanto foi assim que o ano de 2011 marcou um novo recorde de vendas de ingressos.

Repetimos aqui que pretendemos fazer uma matéria apocalíptica, mas que um pouco de nostalgia é inevitável. Afinal, estamos mostrando como estão hoje alguns locais onde antes havia cinemas. Nossa coleção de cinemas do Centro da cidade revelou-se incompleta e nesta Parte 2 não esgotaremos os cinemas de bairro.

As fotos antigas foram retiradas de diversos, sites, blogs e do Facebook. Normalmente não são informados os autores destas fotos.

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O lento ocaso do Astor é das coisas mais tristes para a paisagem de nossa cidade. Localizado na Avenida Benjamin Constant, 1891, bairro Floresta, foi inaugurado em 6 de outubro de 1923. Abaixo, seu aspecto nos anos 20, em foto retirada daqui.

Foi reformado em 1963,  ganhando o nome de Astor. A sala de 1.395 lugares fechou em 1994, década da foto abaixo.

Em 2007, o fotógrafo Diego de Leão Pufal fez belas fotos do que sobrou de sua fachada.

Hoje, o Astor é um estacionamento.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

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Logo adiante, ainda na Benjamim, no nº 1773, temos o Presidente. Ele foi inaugurado em 15 de novembro de 1958 pelo filme A Mais Bela Mulher do Mundo, com Gina Lollobrigida.

Atualmente abriga o Centro de Avivamento para as Nações, uma igreja evangélica. Não é primeira igreja a alugar o prédio do velho Cine Teatro.


Foto:Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

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Em 1928, foi aberto o Rosário, Av. Benjamin Constant,  nº 305.

Este velho cinema de 1.180 lugares foi simplesmente pulverizado.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

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No bairro Floresta, havia o Cine Theatro Ypiranga. Ficava na Cristóvão Colombo, 772. A sala tinha 1.159 cadeiras.

Transformou-se em garagem.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

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Um importante cinema de Porto Alegre era o Vogue. A primeira sessão foi O Velho e o Mar, em 1º de agosto de 1959. Ficava na Av. Independência, nº 640 , no bairro Independência. Nos anos 70, mudou de nome para Cinema 1 - Sala Vogue. Durante anos, esta foi a sala dos filmes de arte em Porto Alegre. A foto abaixo, que anuncia  O Gato, de Julien Bouin, é de 1971.

A foto abaixo, do filme Fanny e Alexandre, de Ingmar Bergman, é de 1982. Aqui, ele já é o Cinema 1.

Hoje, em lugar de Bergman, é um buffet livre / buffet kilo.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

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Se o Vogue era cult, o que dizer da dupla Baltimore e Bristol? Os pranteados Baltimore e Bristol ficavam na Av. Osvaldo Aranha, nos números 1048 e 1058. O Baltimore nasceu em 3 de setembro de 1931. Em 1970, foi inaugurado o Mini Baltimore, no piso superior. Esta sala passou a se chamar Cine Bristol em 1º de maio de 1975.

A foto mais embaixo mostra a platéia do Baltimore e foi publicada na Revista do Globo em fevereiro de 1950.

Depois, a enorme sala do Baltimore, foi dividida em três cinemas menores. O Bristol permaneceu. As lotações das 4 salas de cinema eram: Baltimore 1, seiscentos lugares; Baltimore 2, duzentos e sessenta e quatro lugares; Baltimore 3, ex-Bristol, cento e oitenta e quatro lugares e Baltimore 4, com cento e trinta e oito lugares. Em 2000, a última sala de cinema deixou de funcionar.

No inicio de 2003, o prédio foi demolido, ficando apenas a fachada. A foto abaixo é de maio de 2003 quando restava apenas a fachada do prédio; essa fachada acabou desabando no Natal do mesmo ano.

No local será construído centro comercial com dezesseis andares que ocupará toda a extensão do Baltimore e do não menos lendário Bar do João. Tanto o cinema quanto o bar representaram, por muito tempo, a cena cultural não apenas do Bom Fim, mas de boa parte dos porto-alegrenses. Hoje é um canteiro de obras.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

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Ah, as matinês do velho Rio Branco da Av. Protásio Alves.

Todas as famílias levavam seus filhos para ver filmes de entretenimento aos sábados, domingos e feriados à tarde. À noite, a coisa mudava.

Hoje, o Rio Branco é mais um dos pulverizados.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

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É uma dificuldade conseguir fotos do grande, enorme Cinema Coral na 24 de outubro.

As fotos encontradas já são de sua decadência.

Hoje, o velho cinema é um Centro de Eventos.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

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O Avenida é muito antigo. Foi inaugurado como América em 1923. Porém, uma ventania ocorrida durante uma exibição do filme mudo O Barqueiro do Volga (1926) deixou a sala bastante danificada, além de um morto e 5 feridos. Provavelmente, a foto abaixo retrate o prédio do cinema após a ventania, pois vê-se que há peças de madeira sustentando as paredes. O novo prédio do Cine Avenida foi inaugurado em 6 de junho de 1929.

O preferido da elite porto-alegrense anunciava suas atracções no jornal.

E hoje, após ter se dividido em Avenida 1 e 2 e de passar um período como bingo, procura compradores.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

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O velho ABC parecia o modelo para o túnel do seriado O  Túnel do Tempo. Tanto que seu melhor lugar era na primeira fila. No início, era chamado cinema Garibaldi. Foi inaugurado no dia 8 de dezembro de 1914 na rua Venâncio Aires, nº 77, bairro Cidade Baixa. Foi reinaugurado em 1º de janeiro de 1969 com o nome de ABC. Fechou definitivamente suas portas no dia 10 de julho de 1994.

Hoje, é uma galeria de lojas.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

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O cinema Castelo, na av. Azenha, nº 666, no bairro Azenha, foi inaugurado no dia 27 de abril de 1939. Funcionou por cerca de 40 anos, fechando em 1979. Era um imenso cinema. Teve dias gloriosos ao sediar os eventos e programas da Rádio Farroupilha. Destaque absoluto para shows de uma jovem cantora: Elis Regina. Depois, por mais de duas décadas, passou somente filmes B.

O prédio pintado e adornado pela parada de ônibus no meio da Azenha.

Hoje, há um prédio de apartamentos no local.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

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A casa abaixo foi destruída para dar lugar ao cinema Roma, inaugurado em 24 de setembro de 1960. Não encontramos fotos desta época.

Hoje está fechado, disponível para aluguel ou venda.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

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O dia 6 de setembro de 1948 marcou a inauguração do cinema Ritz, na Av. Protásio Alves, nº 2557, no bairro Petrópolis. O Ritz fechou em1994 e o prédio foi demolido em 2002…

… dando lugar a um edifício sem maior personalidade.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

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Em 11 de setembro de 1960, tivemos a inauguração do cinema Atlas em um prédio localizado na esquina da av. Protásio Alves e rua Alcides Cruz, no bairro Petrópolis. A foto abaixo mostra a esquina em julho de 1997.

O Atlas era muito bonito por dentro, com escadarias que levavam ao mezanino.

É mais um cinema que foi substituído por um edifício.


Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

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Utilizamos várias fontes, as principais estão listadas abaixo:

http://cinemasportoalegre.blogspot.com.br/
http://www.carlosadib.com.br/poa_fatos.html
http://lealevalerosa.blogspot.com.br/2010/05/outros-angulos-de-porto-alegre.html
http://ronaldofotografia.blogspot.com.br/

 

Para Delfim, a ideia de BC independente já acabou


"Política econômica tem de ser de uma integração entre a monetária, a fiscal e a cambial"
16 de maio de 2012 | 3h 07...DANIELA AMORIM/RIO, RICARDO LEOPOLDO/SÃO PAULO - O Estado de S.Paulo

A nova realidade econômica impõe um diálogo maior entre o Banco Central e o governo, não apenas no Brasil mas também no resto do mundo.
Como resultado, a independência total do Banco Central já não existe mais, defendeu Antonio Delfim Netto, ex-ministro e professor emérito da Faculdade de Economia e Administração da USP. Em entrevista à Agência Estado, ele também considerou inócua a polêmica em torno do câmbio flutuante.

"Não existe câmbio flutuante em lugar nenhum do mundo. Só um idiota pode dizer que existe câmbio flutuante", disparou. Sem reservas, usou o mesmo estilo direto para desqualificar a discussão atual sobre a independência do Banco Central. "A política econômica tem de ser de uma integração entre a política monetária, a fiscal e a cambial. Essa ideia de que o BC é independente já acabou. É coisa ridícula, de pessoas que provavelmente desde a crise de 2008 não leram um artigo sobre a tragédia do Fed."

A independência do BC vem sendo questionada após sucessivos cortes na taxa básica de juros, alguns acima da expectativa do mercado. Na visão de alguns economistas há um movimento casado com a meta do governo da presidente Dilma Rousseff de redução dos juros. Dilma teria a intenção de transformar a cruzada contra os juros em uma marca de sua gestão. Os bancos oficiais, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, são os instrumentos para forçar a queda dos juros nas instituições financeiras privadas.

Incompreensão. Segundo Delfim, é preciso esquecer a discussão sobre a perda de independência do BC e considera saudável uma interlocução entre a autoridade monetária e a presidente Dilma, e também com o Ministério da Fazenda. "Há uma enorme incompreensão sobre as relações do governo com o Banco Central. O BC hoje é tão independente quanto foi no passado. Simplesmente tem mais conversa, porque o mundo é muito mais complexo. Você acha que o Bernanke (Ben Bernanke, presidente do Fed) é independente do Obama (Barak Obama, presidente dos EUA)? Você acha que o Draghi (do BCE) não conversa com ninguém?", questionou.

Quanto à taxa básica de juros, a Selic, o economista prefere não fazer previsões, mas concorda que ainda há espaço para corte de um ponto porcentual: "O (presidente do BC, Alexandre) Tombini já provou que está muito mais antenado com a realidade brasileira e com a realidade internacional. Vai conversar com seus companheiros do Copom e ver onde podem ir."

O economista acredita que a forte desvalorização do real em relação ao dólar nas últimas semanas foi resultado da atuação do governo, que permitiu que a moeda brasileira ficasse supervalorizada por muito tempo, em parte devido aos juros altos. Na avaliação dele, no entanto, ainda é difícil definir uma taxa de câmbio ideal para o País.

Entretanto, ele não acredita em uma pressão inflacionária mais forte como consequência da mudança no câmbio. "A passagem do câmbio para os preços evidentemente existe. Mas a economia tem outros fatores. Seguramente, um aumento de câmbio de 10%, 15%, 20% se transfere como um aumento de preços talvez em 1%, 2%, ou 3%, mas ao longo de 12, 15 meses", calculou.

O ex-ministro disse mais pessimista com o crescimento do PIB este ano e revisou a previsão de crescimento para 3,2% ou 3,3%.

 

2014---distribuição de renda

Fux diz que nunca sofreu pressão do PT por mensalão

 

 

 

Agencia Estado - 6/06/2012 - 21:48

 

 

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quarta que nunca sofreu qualquer tipo de extorsão ou foi pressionado por petistas por causa do julgamento do mensalão. 

Nesta quarta, nota publicada na coluna Panorama Político, do jornal O Globo, atribuiu ao ministro Gilmar Mendes a informação sobre a extorsão. "É coisa de canalha, de gângster mesmo. Passar isso (conteúdo de escutas) para mídia é coisa de fascistas. Eles (os petistas) estavam extorquindo o Toffoli e o Fux. Oprimindo os dois. Estou indignado com essa estória de Berlim. Não vamos tratar como normal o que não é normal. Estamos lidando com bandidos". Procurado pelo Grupo Estado, Gilmar não quis se manifestar. O ministro Dias Toffolli estava em viagem.

Reportagem da revista Veja desta semana revelou a existência de um documento preparado pela liderança do PT para orientar as ações dos parlamentares do partido na CPI do Cachoeira. Do roteiro, consta um resumo do noticiário e do inquérito da Monte Carlo vazado sobre alguns personagens-chave, entre eles o próprio Gilmar e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

O documento destina quatro tópicos a Gilmar Mendes, que, segundo relatou o ministro, foi pressionado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a trabalhar pelo adiamento do julgamento do mensalão. Para tanto, segundo versão do integrante do STF, Lula teria oferecido uma blindagem na CPI do Cachoeira. 

São dedicados a Mendes quatro tópicos: 'O processo da Celg no STF', 'Satiagraha, Fundos de Pensão, Protógenes', 'Filha de Gilmar Mendes' e 'Viagem a Berlim'. 

O documento do PT também contém passagens com citações que envolvem personagem da base, até petistas. O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, por exemplo, é mencionado no dossiê. 

No documento feito pelos petistas empregados na liderança do partido no Congresso, Gurgel é acusado de engavetar o caso conhecido como Operação Vegas, em que a Polícia Federal investigou o jogo ilegal no Brasil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


 

Presidente mais pobre do mundo ainda anda de fusca e doa 90% do salário 

 

Como prometido antes da eleição, o presidente do Uruguai José Pepe Mujica ainda mora em sua pequena fazenda em Rincon del Cerro, nos arredores de Montevidéu. A moradia não poderia deixar de ser modesta, já que o dirigente acaba de ser apontado como o presidente mais pobre do mundo.

Pepe recebe 12.500 dólares mensais por seu trabalho à frente do país, mas doa 90% de seu salário, ou seja, vive com 1.250 dólares ou 2.538 reais ou ainda 25.824 pesos uruguaios. O restante do dinheiro é distribuído entre pequenas empresas e ONGs que trabalham com habitação.

“Este dinheiro me basta, e tem que bastar porque há outros uruguaios que vivem com menos”, diz o presidente.

Aos 77 anos, Mujica vive de forma simples, usando as mesmas roupas e desfrutando a companhia dos mesmos amigos de antes de chegar ao poder.

Além de sua casa, seu único patrimônio é um velho Volkswagen cor celeste avaliado em pouco mais de mil dólares. Como transporte oficial, usa apenas um Chevrolet Corsa. Sua esposa, a senadora Lucía Topolansky também doa a maior parte de seus rendimentos.

 

Como o Governo Federal se põe freneticamente a ajudar os tucanos de SP a ganhar eleições:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-06-06/governo-federal-autoriza-emprestimo-de-us-115-bilhao-do-bid-para-rodoanel-de-sao-paulo

 

Força da ONU comandada pelo Brasil intensifica patrulhas devido a conflito na Síria

A força naval das Nações Unidas, comandada pelo Brasil, intensificou o patrulhamento no litoral norte do Líbano para impedir o contrabando de armas destinadas ao conflito na Síria.

"Obviamente a situação naquele país (Síria) eleva a nossa preocupação com relação a uma maior utilização desses espaços marítimos (mar do Líbano) para o transporte e escoamento de contrabando de armas", disse o contra-almirante Wagner Lopes de Moraes Zamith, de 53 anos (38 deles passados na Marinha).

O comandante da Força Tarefa Marítima do Líbano deu entrevista à BBC Brasil por telefone, do navio capitânia da esquadra, a fragata brasileira Liberal -, atualmente em patrulha no norte do mar do Líbano.

Ao menos dois carregamentos de armas, supostamente destinadas aos opositores do regime de Bashar al-Assad, foram apreendidos pela esquadra internacional e pela guarda costeira libanesa neste ano.

O primeiro foi em 27 de abril, quando a tripulação de um navio de guerra alemão integrante da frota da ONU desconfiou da carga de contêineres do cargueiro Lutfalla.

Zamith recomendou à guarda costeira do Líbano que o cargueiro fosse vistoriado - pois a esquadra da ONU só pode abordar navios suspeitos à força se os libaneses se declararem incapazes e solicitarem ajuda.

O navio foi invadido por militares libaneses que se aproximaram em lanchas rápidas. Uma grande quantidade de armas foi apreendida - ao todo 150 toneladas, segundo relatos da imprensa estatal da Síria.

Três dias depois, o cargueiro Grand Sicily foi encontrado pela fragata União se dirigindo para o porto de Trípoli. Por indicação brasileira, o navio foi abordado no porto e mais armas foram apreendidas.

Clique Leia também: Navio do Brasil grava 320 invasões aéreas de Israel no Líbano

Rotas

Segundo Zamith, o norte do mar territorial do Líbano é uma rota de entrada de armas usada por contrabandistas devido à proximidade com a fronteira síria.

Além disso, os portos do norte têm profundidade para receber navios maiores.

Segundo Zamith, em portos de águas mais rasas, como os do sul do país, as operações para descarregar os navios mercantes são mais demoradas e por isso mais arriscadas para os contrabandistas.

O contra-almirante disse, porém, que as patrulhas que visam interceptar armas destinadas à Síria não mudam a rotina da missão - cujo objetivo maior é apreender armas destinadas a extremistas do Líbano.

Segundo ele, pelo mandato da missão não é possível, por exemplo, fiscalizar rotas de contrabando que não passem pelo mar do Líbano - embora haja rotas que passam exclusivamente pelo mar territorial sírio.

Influência

O Brasil comanda desde o início do ano passado a força naval da Unifil, a missão da ONU no Líbano.

A chefia é fruto dos esforços diplomáticos brasileiros, iniciados no governo Lula, para aumentar a participação do país no cenário do Oriente Médio.

"O Brasil é o único país não europeu nem membro da Otan (aliança militar ocidental) a comandar a Força Tarefa Marítima (da ONU). Isso pode abrir portas para uma maior inserção do país não só na Unifil, mas em outras operações de paz das Nações Unidas", disse Zamith.

Desde novembro de 2011, a esquadra internacional conta com navios brasileiros. A primeira embarcação enviada foi a fragata União, substituída no mês passado pela Liberal.

Em quase sete meses, os navios realizaram 16.200 milhas de patrulha marítima e interrogaram cerca de 540 embarcações. Aproximadamente 200 delas acabaram sendo vistoriadas.

"A intensidade das patrulhas exige permanência média de 20 a 21 dias por mês no mar, o que é extremamente elevado", afirmou Zamith.

Ele disse também que durante esse período, cerca de 300 militares libaneses foram treinados pelos nove mergulhadores de elite que integram a tripulação da fragata.

Esse grupo de forças especiais da Marinha do Brasil, conhecido como MEC, passa por treinamentos inspirados nos dos Seals americanos, os responsáveis pela operação que matou o líder da rede al-Qaeda, Osama Bin Laden, no Paquistão no ano passado.

O treinamento no Líbano envolveu as cerca de 40 embarcações da Marinha libanesa e helicópteros da Força Aérea do país. Foram simuladas abordagens de navios suspeitos por meio de lanchas rápidas e invasões com helicópteros.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/06/120605_fragata_armas_si...

 

Entidades libanesas criticam pedido da Liga Árabe para bloquear canais de TV da Síria

Nesta quarta-feira (6/6), o Sindicato dos Editores de Imprensa do Líbano criticou o pedido da Liga Árabe para que as empresas de comunicação via satélite Arabsat e Nilesat bloqueassem a transmissão de canais de TV da Síria, informou a agência de notícias Prensa Latina.

A organização divulgou um comunicado dizendo que as empresas de comunicação deveriam ignorar a exigência feita pela Liga Árabe no último sábado (2/6) em que pedia o veto da "transmissão dos canais satelitais sírios, tanto os oficiais como os não oficiais". "Estamos irritados com esta decisão e a rechaçamos porque é um perigoso precedente que atinge o direito de expressar pontos de vista diferentes", disse o sindicato na nota.

O sindicato pediu que a Liga Árabe retifique sua posição e que não se envolva em lutas políticas, alegando que, se o bloqueio contra a Síria fosse adotado pelas empresas, elas "atacariam outros meios de imprensa em diferentes países".

Conselho Nacional de Meios Audiovisuais libanês também criticou a solicitação. "Recordamos a Arabsat e a Nilesat que se responderem a este chamado desistirão de seu profissionalismo e neutralidade. (Caso aceitem implementar a solicitação) eles se converterão em um órgão político para reprimir as liberdades", afirmou o Conselho.

http://portalimprensa.uol.com.br/noticias/internacional/50488/entidades+...

 

FASCISMO POTENCIAL6 de junho de 2012tags: , , ,  

PUBLICADO NA REVISTA CULT DE ABRIL DE 2012

Sobre a nossa personalidade autoritária de cada diaTheodor Adorno publicou em 1950 um estudo psicossociológico com a intenção de abordar o que surgia naquela época como um novo tipo subjetivo. Hoje nos acostumados a ele. A característica fundamental do que se chamou de “personalidade autoritária” era a combinação contraditória num mesmo indivíduo entre uma postura racional e idiossincrasias irracionais. Na visão de Adorno, a pessoa marcada por esta personalidade seria um tipo individualista e independente enquanto, ao mesmo tempo, teria uma propensão fortíssima a se submeter à autoridade.Naquele estudo, o objetivo era entender o que se chamou de tipo discriminatório. Se desejava desvendar os motivos do avanço do ódio ao outro em escala social que teria levado ao nazismo alemão. Preocupava a mesma tendência nos EUA onde estava exilados. O que Adorno e seus colegas de pesquisa chamaram de “fascismo potencial” seria a característica de indivíduos que teriam se mimetizado às tendências antidemocráticas da sociedade. Nesta formulação, o mais problemático seria entender o caráter antidemocrático comum em indivíduos cultos porque se conceberia a priori que a educação levaria a uma compreensão não apenas racional, mas também “razoável” das condições sociais.De onde viria a necessidade de submissão a um algoz, a um carrasco, a um líder paranóico, a uma tendência autoritária por parte de quem poderia entender estes mecanismos e, por isso mesmo, livrar-se deles?Essa questão colocada durante os anos da Segunda Guerra Mundial e que explicou o contentamento de grande parte da população brasileira na época da Ditadura Militar, ainda é a nossa. Poderíamos explicar o ódio ao outro na forma do racismo, da homofobia, do machismo, do ódio ao “comunista”, sempre pelo argumento da ignorância. Mas não existe uma ligacão direta entre o conhecimento como mera posse de informações eruditas e o senso ético. Vemos intelectuais fascistas agindo em diversos países, mascarando pela pompa aristocrática do “conservadorismo” o que muitas vezes não passa de ódio ao outro.Poderíamos usar o estudo de Adorno para medir o nosso potencial fascista, ou seja, nossa chance de submetermo-nos à força de uma tendência política ou moral preponderante apenas porque surge com mais força do que outras. Para entender por que tantos defendem aquilo que os oprime enquanto ao mesmo tempo são opressores. Para entender a vítima que elogia o sistema, que odeia quem, parecendo mais vítima do que ela, denuncia a inverdade na qual ele se sutenta. Ódio baratoHá um ódio barato vigente em nossa cultura. Ele é programado em direção aos pobres, aos tachados de loucos, às prostitutas, aos travestis, aos grupos de adolescentes que se vestem de modo inusitado ou pertencem a uma tribo que não a das roupas de marcas sempre aceitas e dos comportamentos estandartizados. Digo “ódio barato” porque é fácil de sentir e dirige-se a quem é marcado como descartável pelo sistema econômico, social e político. Ele se refere à todos aqueles que não se encaixam também no econômico sistema mental de explicações pré-estabelecidas ao qual o fascista serve. Daí que ele se realize com explicações econômicas e defenda-se com um lema também barato, um primor das falsas verdades do senso comum: as coisas são como são e não podem ser diferentes.Por meio de um último exemplo relativo às ruas das grandes cidades, não será difícil entender como pessoas “de bem”, corretas pagadoras de impostos e obedientes às leis possam ser portadoras desse ódio barato. Ele aparece no mau-humor geral contra motociclistas que trabalham entregando documentos e pizzas nas cidades grandes. Quem critica este tipo de trabalhador montado em seu instrumento de trabalho em geral se serve dele. Não é diferente o ódio crescente aos ciclistas por parte de uma população de “bons cidadãos” que olham o mundo no limite das carcaças de seus carros. Ao ocuparem a rua com outra alternativa do que a prescrita pela Indústria da Cultura Automobilística, os motociclistas e ciclistas denunciam – no lugar de vítimas – a burrice própria do sistema. O fascista, quem só conhece a si mesmo enquanto se confunde com o sistema, sente-se ferido narcisicamente pela necessidade ou pela imaginação dos outros. O modo do outro sobreviver sofrendo ou gozando, provoca raiva. A imaginação dos outros que permite transitar na cidade denuncia a falsidade dos sistema de transporte. Neste ponto, o fascista, descobrindo-se subjetivamente morto em sua mimetização ao sempre-igual, avança em seu ódio e pode nos atropelar.

http://filosofiacinza.wordpress.com/2012/06/06/fascismo-potencial/

 

da Folha.com


06/06/2012 - 18h13Google dispara aviões sobre cidades para mapear o mundo em 3D

DA REUTERS, EM SAN FRANCISCO


O Google está disparando uma frota de pequenos aviões equipados com câmeras para sobrevoar diversas cidades, no mais recente movimento da companhia rumo ao seu ambicioso, e às vezes controverso, plano de criar um mapa fotográfico do mundo.

A empresa planeja divulgar os primeiros mapas em terceira dimensão de diversas cidades até o final deste ano, afirmou o Google em coletiva de imprensa nesta quarta-feira.

 Reprodução Imagem do Google Earth em 3D exibida na conferência do Google MapsImagem do Google Earth em 3D exibida na conferência do Google Maps

A companhia não revelou os nomes das cidades, mas fez uma demonstração de um mapa 3D de San Francisco, nos EUA, no qual o usuário pode navegar tendo uma vista aérea da cidade.

"Estamos tentando criar a ilusão de estar sobrevoando a cidade, quase como se você estivesse no seu próprio helicóptero", disse Peter Birch, um dos gerentes de produto do Google Earth.

O diretor de engenharia do Google para este produto, Brian McClendon, afirmou que a empresa está usando uma frota de aviões terceirizada destinada exclusivamente à companhia.

Questionado sobre potenciais problemas envolvendo privacidade, ele disse que essas questões são similares a qualquer coleta de imagem aérea.

Durante anos o Google operou uma frota de veículos equipados com câmeras que cruzaram o planeta para capturar imagens panorâmicas de ruas para seu serviço de mapas. Esses veículos levaram a questionamentos de privacidade em alguns países.

Em 2012, o Google desvendou que tais veículos coletaram, inadvertidamente, e-mails, senhas e outros dados pessoais das redes sem fio das residências.

Os mapas das cidades em 3D vão integrar as ferramentas móveis do Google Earth, segundo a empresa, que também apresentou uma versão do atual serviço de mapas para smartphones com Android, que dispensa a conexão à internet.

 

da Agência Fapesp

Unesp lança biblioteca digital06/06/2012

Agência FAPESP – A Universidade Estadual Paulista (Unesp) acaba de lançar sua Biblioteca Digital, que reúne livros, periódicos e outros materiais pertencentes ao sistema de bibliotecas e aos centros de documentação da instituição.

De acordo com a Unesp, graças a parcerias com a Biblioteca Nacional, o Arquivo Público do Estado de São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade, foi possível também reproduzir parte do acervo dessas instituições.

A Biblioteca Digital da Unesp está dividida em quatro grandes núcleos: “Hemeroteca”, “Livros”, “História de São Paulo” e “Artes Visuais”. As obras foram agrupadas conforme o assunto e relevância, formando diferentes coleções. Há arquivos sobre “A Linguagem Matemática”, “Entomologia”, “Filósofos” e “Polêmicas Oitocentistas”, entre outras.

A “Hemeroteca” reúne publicações periódicas, sendo possível pesquisar por título ou por palavras. O núcleo “Livros” traz obras selecionadas dos acervos das bibliotecas da Unesp e de suas coleções especiais.

Já o núcleo sobre “História de São Paulo” dá acesso a documentos importantes para a reconstrução da trajetória paulista. Ele é inaugurado com a coleção “Documentos Interessantes para a história e costumes de São Paulo”, publicada pelo Arquivo do Estado de São Paulo.

“Artes Visuais” divulga imagens digitais de obras de arte públicas – arquitetura, escultura, pintura – para uso didático, sem fins lucrativos. As imagens em alta definição podem contribuir tanto para pesquisadores como para professores em todos os níveis, com o uso em conteúdos programáticos da história da arte.

Mais informações: http://unesp.br/bibliotecadigital

 

da Agência Brasil

Comissão de ministros discutirá aplicação da Lei de Acesso à Informação no STF06/06/2012 - 21h30

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A plena aplicação da Lei de Acesso à Informação no Supremo Tribunal Federal (STF) ainda pode demorar a ocorrer. Os ministros decidiram hoje (6), em sessão administrativa, que uma comissão interna irá estudar o assunto antes que as regras sejam aprovadas pelos demais ministros.

A comissão é formada pelos ministros Marco Aurélio Mello, Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski. Os dois últimos estão finalizando os votos do processo do mensalão na condição de relator e revisor, respectivamente. O STF começará a julgar o mensalão no dia 1º de agosto, logo após o recesso de um mês em julho.

Mesmo com a pauta do mensalão em destaque, os ministros do STF entenderam que a comissão da Lei de Acesso deve trabalhar “com urgência”. Em reunião administrativa no último dia 22 de maio, o STF decidiu divulgar, nominalmente, salários e vantagens recebidos pelos ministros e servidores da Corte, mas os dados ainda não estão disponíveis.

A regulamentação da Lei de Acesso à Informação no Supremo valerá apenas para a própria Corte, já que cada tribunal do país tem autonomia para decidir suas próprias regras. Nesta quarta-feira, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) informou que será o primeiro tribunal superior a divulgar salários de ministros e servidores.

Britto ensaiou discutir a Lei de Acesso à Informação no Judiciário na sessão de ontem (5) do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No entanto, como a reunião já durava muitas horas, ele preferiu deixar o assunto para a próxima sessão, daqui a duas semanas.
 

Edição: Rivadavia Severo

 

da Agência Brasil

Delegado Protógenes se defende pelo Twitter sobre admissibilidade de processo disciplinar06/06/2012 - 21h31

Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O deputado Delegado Protógenes (PCdoB-SP), por meio de seu Twitter, se manifestou hoje (6) sobreo parecer apresentado pelo deputado Amauri Teixeira (PT-BA), que recomenda a abertura de processo disciplinar contra ele no Conselho de Ética da Câmara. “Recebo com respeito e tristeza o parecer do deputado Amauri Teixeira, do PT. Contraria os depoimentos dos delegados e documentos que me inocentam. Vou me defender!”, disse.

Em mais uma declaração, também pelo twitter, o Delegado Protógenes se defende, dizendo que “talvez o erro ético maior foi requerer a CPMI do Cachoeira e revelar os ladrões desta Republica e aqueles que se revelam no processo”.

O deputado também acusa o relator da representação, movida contra ele pelo PSDB, de estar cumprindo acordo entre o PT e o PSDB para desviar as investigações da CPI da Delta. “Um passarinho me contou agora que o deputado Amauri Teixeira, do PT, cumpriu tarefa do PT em acordo com o PSDB. Querem desviar o foco da corrupção da Delta”.

Em outra mensagem "tuitada", o Delegado Protógenes diz ainda que recebeu telefonemas de petistas que lhe informaram que o parecer foi uma “traição”. “Recebi alguns telefonemas de colegas do PT falando que o parecer do deputado Amauri, do PT, foi uma traição”.

 

Edição: Aécio Amado

 

da Agência Brasil

Previdência cria cadastro único de servidores para evitar fraudes e irregulares com pagamento de benefícios06/06/2012 - 19h10

Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Ministério da Previdência apresentou hoje (6) um cadastro que vai reunir dados de todos os servidores públicos. Segundo o ministério, o banco de dados vai evitar fraudes e possíveis irregularidades, como pagamentos indevidos de benefícios da Previdência.

O cadastro entrará em vigor em 1º de setembro e está em fase de testes. Os estados que estão usando o sistema são a Paraíba, o Amapá, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal. As cidades de Fortaleza, Maceió e Cabo de Santo Agostinho (PE) também já aderiram ao sistema.

De acordo com o Ministério da Previdência, o cadastro poderá rastrear se um servidor têm vários vínculos funcionais, se ele tem mais de um benefício previdenciário em regimes diferentes ou se ainda consta o pagamento de benefício a um servidor que já morreu. O sistema poderá ainda verificar se, no momento da contratação, o servidor já tem algum vínculo contratual no serviço público.

Segundo o secretário de Políticas de Previdência do Ministério da Previdência, Leonardo Rolim, na fase de testes, o sistema pôde detectar pagamentos de benefícios para pessoas que estavam mortas. “Fizemos um censo no Distrito Federal que deu uma economia de R$ 27 milhões por ano. Na Paraíba, ainda não temos o dado definitivo, mas a estimativa preliminar é R$ 25 milhões de economia por ano. A União não fez o censo, mas faz o cruzamento de óbitos, e a estimativa é uma economia de R$ 150 milhões por ano com esses cruzamentos”, disse.

Rolim acrescentou que os ministérios da Previdência e do Planejamento estão fazendo contato com os estados e as maiores capitais e municípios para que possam aderir ao cadastro. A meta é que, até 31 de dezembro, todos os estados, as capitais e os 50 maiores municípios tenham aderido ao cadastro único.

Edição: Lana Cristina

 

do Brasil 247

 

Graça Foster admite correção no preço dos combustíveis 

06 de Junho de 2012 às 21:00

Agência Brasil - A valorização do dólar, embora interfira diretamente sobre o resultado financeiro da Petrobras, não é razão para um reajuste imediato dos combustíveis no Brasil, uma vez que o preço do petróleo no mercado internacional sofreu uma leve retração, disse hoje (06) a presidenta da Petrobras, Graça Foster. Ela participou do programa Brasil em Pauta, transmitido ao vivo pela NBR da sede da empresa, no Rio de Janeiro.

Não houve, segundo Graça Foster, nenhum anúncio sobre aumento do preço de combustíveis em nenhuma bomba, de nenhum posto revendedor, de qualquer bandeira. "O preço da gasolina é o mesmo há muitos e muitos anos, na porta das nossas refinarias". Mas, para ela, "a expectativa é que, em algum momento, não há esse prazo definido, nós façamos, sim, uma correção do preço da gasolina e do diesel". A presidenta da Petrobras deixou claro que não há previsão de prazo para que isso ocorra.

Indagada sobre a questão do conteúdo nacional na produção de bens e serviços para o setor de petróleo, ela esclareceu que cada área de operação da empresa tem um percentual de conteúdo local diferenciado, de acordo com os equipamentos usados. Daí, a impossibilidade de se fazer uma "generalização de conteúdo local".

Apesar disso, Graça Foster informou que para alguns segmentos, como gasodutos, por exemplo, o nível de conteúdo local já chegou a mais de 90%. Em outros equipamentos de produção, como sondas de perfuração offshore (alto-mar), entretanto, a empresa não fez nada ainda no Brasil. Ela alertou, porém, que a Petrobras tem 33 sondas de perfuração a serem construídas no país. "O conteúdo local varia em torno de 50% e 55%". Acrescentou que a orientação do governo federal e da Petrobras "é que nós façamos no Brasil tudo que pode ser construído no país". A presidenta da Petrobras considerou que atingir 70%, na média, em todas as áreas, é um número razoável.

Graça Foster disse estar torcendo para que seja aprovada a lei que trata dos royalties do petróleo e gás no Brasil, para não dificultar o processo de exploração na camada pré-sal, tendo em vista a realização nos próximos dois anos, no máximo, das licitações para novos blocos exploratórios. "Porque várias empresas operadoras não têm o mesmo portfólio, o mesmo número de oportunidades exploratórias, que a Petrobras tem. Por isso, nós torcemos para que seja resolvida, em tempo adequado, a questão da distribuição de royalties no Brasil".

Para atender aos planos de expansão da estatal, segundo a presidenta da Petrobras, o número de profissionais próprios qualificados, hoje da ordem de 70 mil, terá de ser ampliado em mais 15 mil funcionários, até 2014. Esse processo vai depender, porém, do "progresso da curva de produção", ressaltou. Ela lembrou, nesse sentido, dos empregos criados a partir da atividade da Petrobras, nos fornecedores e subfornecedores da empresa. "Para dar conta do nosso plano de negócio, alguma coisa em torno de 200 mil empregos deverão estar sendo gerados nos próximos anos, fora da Petrobras".

A empresa, de acordo com Graça Foster, está concluindo a revisão do plano atual de investimentos e negócios para o período 2011 e 2015, que prevê aplicação de recursos no valor de US$ 224,7 bilhões. "É o maior plano de investimentos de uma empresa de petróleo no mundo". Em algumas semanas, o plano revisado estará sendo submetido à apreciação do Conselho de Administração da estatal.

As reservas incorporadas da estatal alcançam 15,7 bilhões de barris de óleo equivalente e gás natural, e a expectativa é passar a ter 31 bilhões de barris de óleo equivalente. Do mesmo modo, informou a presidenta da empresa que a meta é passar dos atuais 2,5 milhões de barris de petróleo produzidos por dia para cerca de 6 milhões de barris de petróleo diários, dentro de oito ou dez anos, com a exploração do pré-sal.

Graça Foster negou a existência de desastres ambientais provocados por operações de petróleo no Brasil, de modo geral, ou pela empresa, em particular. A Petrobras, assegurou ela, trabalha com investimentos preventivos, para impedir a ocorrência de quaisquer acidentes nas atividades da estatal, tanto em terra, como no mar, nas áreas de exploração e produção. A orientação é combater o mínimo vazamento que seja, disse, dentro da meta estabelecida de vazamento zero. "Nós temos um imenso cuidado com o meio ambiente, zelamos pelo meio ambiente", declarou.

Segundo ela, todo projeto desenvolvido pela estatal discute previamente todas as questões ambientais nas reuniões de diretoria, em especial as ações preventivas. O mesmo ocorre em relação à correção e atuação rápida, caso suceda alguma perda ou vazamento de óleo.

 

 

do Brasil 247

PIS/Cofins únicoO IDEAL SERIA QUE A META DE UNIFICAÇÃO DAS DUAS CONTRIBUIÇÕES, POR PARTE DO GOVERNO, FOSSE REVISTA NO SENTIDO DE PREPARAR O CAMINHO PARA UMA REFORMA TRIBUTÁRIA QUE EFETIVAMENTE DESBUROCRATIZE A ESTRUTURA FISCAL

06 de Junho de 2012 às 11:48

Marcos Cintra

O PIS e a Cofins podem ser novamente alterados como parte do que Dilma Rousseff vem rotulando de reforma tributária fatiada. Provavelmente, o governo sente que não conseguirá levar adiante um projeto abrangente neste momento e, por isso, estuda fundir as duas contribuições para simplificar a estrutura fiscal. Essa fusão pode vir acompanhada de um leque maior de insumos que podem ser creditados na apuração do tributo a pagar.

Evidentemente, transformar dois tributos em um e reduzir as restrições de créditos são medidas que tornariam a rotina das empresas e do fisco um pouco mais simples. Apurar e pagar o PIS/Cofins único exigiria menor quantidade de guias, formulários e declarações por parte das firmas. Para a Receita Federal, a ampliação dos insumos que podem ser creditado proporcionaria mais facilidade em termos de fiscalização.

Cumpre dizer que o ideal seria a sociedade aprofundar o debate da reforma tributária e a partir daí fosse elaborado um projeto abrangente, inovador, convergente e sintonizado com as reais necessidades do País, diretrizes essas que os projetos apresentados pelos governos nos últimos 20 anos não foram capazes de atender. Prevaleceram propostas ortodoxas, de má qualidade, na linha do que o ex- senador Roberto Campos chamava de "aperfeiçoamento do obsoleto" e que não foram adiante por conta das divergências que surgiram entre os agentes envolvidos no processo.

Tudo indica que a presidente Dilma Rousseff atuará pontualmente na questão dos impostos até que se seja possível uma proposta abrangente. Sendo essa a linha que o governo pretende adotar, o ideal seria que a meta de unificação do PIS/Cofins fosse revista no sentido de preparar o caminho para uma reforma tributária que efetivamente  desburocratize a estrutura fiscal, reduza custos administrativos, minimize a carga individual de tributos, combata a evasão e elimine os tributos declaratórios.

O PIS/Cofins como está sendo proposto é uma ação tímida frente ao tamanho dos problemas tributários do País. Esse é um dos impostos mais complexos e de maior custo para o contribuinte. Mantida a proposta de unificação sobre o valor agregado, as empresas continuarão tendo que lançar informações para apurar o valor a recolher e a ampliação dos insumos sujeitos ao crédito vai majorar a já elevada alíquota de 9,25% das duas contribuições. Será um estímulo à sonegação, justamente uma das principais anomalias que a reforma tributária deve atacar.

A alternativa para o PIS/Cofins único sobre o valor agregado, uma base restrita e declaratória, seria a movimentação financeira realizada nos bancos, uma base universal e automática, que permitiria criar uma contribuição com alíquota de apenas 0,9%. A parafernália de guias, declarações e formulários seria abolida e o custo administrativo desse imposto para as empresas seria zerado.

Uma contribuição sobre a movimentação financeira como substituta do PIS/Cofins poderia ser um embrião para uma reforma tributária ampla mais à frente. Outros tributos complexos e de alto custo como essas duas contribuições poderiam ser substituídos gradualmente por esse tipo de tributo que se caracteriza por ser simples, barato e imune à evasão.

Marcos Cintra é doutor em Economia pela Universidade Harvard (EUA), professor titular e vice-presidente da Fundação Getulio Vargas

 

do JB online

06/06 às 19h48 - Atualizada em 06/06 às 19h55

Cesar Maia e outros três diretores da Rio Urbe são condenados por improbidadeConstituição proíbe uso de dinheiro público para a construção de templo de uma única religião Jornal do Brasil


O Juízo da 13ª Vara Empresarial da Capital julgou procedente o pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e condenou, nesta terça-feira (05/06) o ex-prefeito Cesar Epitácio Maia, os então diretores-executivos da Empresa Municipal de Urbanização (Rio Urbe), Jorge Roberto Fortes, Lourenço Cunha Lana e Gerônimo de Oliveira Lopes, por improbidade administrativa e a Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro por enriquecimento ilícito. 

Segundo a decisão, eles violaram a moralidade administrativa quando firmaram, em 2004, contrato no valor de R$ 149.432,40 com a empresa Studio G Construtora Ltda para construção da Igreja de São Jorge, em Santa Cruz, uma vez que a Constituição Federal não admite a utilização de dinheiro público para a construção de templo de uma única religião. A sentença determina a suspensão dos direitos políticos dos réus por cinco anos e os obriga a ressarcir aos cofres públicos o valor gasto com a obra.  

De acordo com ação civil pública, Jorge Roberto e Gerônimo Lopes agiram com o aval de Cesar Maia, que aprovou o projeto e autorizou a Rio Urbe a liberar a verba para construção da igreja.  Ainda segundo a ação, a Prefeitura não construiu nenhum outro templo religioso na região. “O réu, que detinha o poder político de autorizar ou não a construção do templo religioso, é notoriamente católico praticante e ligado à religião católica. Assim, configurado está o dolo de autorizar a realização da obra, bem como a liberação de verbas para a construção da Igreja Católica descrita nestes autos, violando princípio da Administração e causando dano ao erário”, narra o texto da ação. 

Jorge Roberto esteve ciente desde o início da construção do templo religioso, autorizou a abertura de licitação, participou das diversas etapas, homologou o resultado, foi um dos signatários do contrato. Já Lourenço Lana, como assessor-jurídico da Rio Urbe, foi o responsável pela aprovação da minuta do edital. “Agiu, portanto, no mínimo com culpa ou erro grosseiro, pois além de não fundamentar, deu parecer favorável a ato expressamente vedado pela Constituição”, ressalta a ação. Gerônimo Lopes, atuou como signatário do contrato 109/2004 e solicitou a emissão de empenho no uso de suas funções de gestão financeira e finalidade fiscalizatória. Por sua vez, de acordo com a ação, a Mitra Arquiepiscopal enriqueceu ilicitamente ao aceitar usar o imóvel construído pela Prefeitura com a utilização de verbas públicas
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Entrevistas

"Necessitamos de uma governança, não de governante". Entrevista especial com Stefano Zamagni

 

“A crise representa um perigo à unidade da Europa, em particular por causa da política da senhora Ângela Merkel, a premier da Alemanha, que faz uma política contra o interesse da União Europeia”, declara o economista italiano.

Confira a entrevista.


Em 1944, delegados membros de 44 nações se reuniram no Mount Washington Hotel, em Bretton Woods, para estabelecer as regras de funcionamento do sistema comercial e financeiro internacional entre os países mais industrializados do mundo. O encontro deu origem ao Acordo de Bretton Woods que, entre outras coisas, estabeleceu o dólar como moeda internacional.

Hoje, quase sete décadas depois, as soluções para a crise econômica e política dependem da realização de um novo acordo que defina as regras financeiras internacionais a serem seguidas daqui para frente, avalia o economista italiano Stefano Zamagni. “Não é possível que esse conselho seja formado apenas por representantes dos países ocidentais. Devem participar representantes de vários países, inclusive dos Brics [1], e o Brasil é o primeiro desse grupo de países que deve tomar decisões junto com os outros”, assegura.

Na entrevista a seguir, concedida por telefone à IHU On-Line, Zamagni também analisa as consequências da crise na Europa, especialmente na Itália, e menciona que as maiores implicações são em relação ao desemprego, pois o país ainda possui uma economia real forte. “Este é um verdadeiro perigo, porque o desemprego não é distribuído entre a população; ele está concentrado entre os jovens. E quando os jovens ficam desempregados, conhecemos as consequências”, alerta.

Com um extenso currículo, o economista italiano Stefano Zamagni (foto abaixo, quando este esteve no IHU, 05-06-2012) recentemente ganhou destaque mundial por ter sido um dos principais consultores e assessores do Papa Bento XVI na redação da encíclica Caritas in Veritate, publicada em 2009, acerca do “desenvolvimento humano integral”.

 

Zamagni esteve no Instituto Humanitas Unisinos – IHU, na manhã de ontem, onde ministrou a palestra Crise Econômica Global e a Economia Civil - possibilidades e desafios.

É professor da Universidade de Bolonha, na Itália, e já lecionou na Universidade de Parma e na Universidade Comercial Luigi Bocconi, em Milão. Desde 1991, é consultor do Conselho Pontifício “Justiça e Paz”, do Vaticano, e, entre 1994-1995, foi membro do comitê de iniciação da Pontifícia Academia das Ciências Sociais. É autor de inúmeros livros, dentre os quais destacamos Microeconomia (Ed. II Mulino, 1997), Profilo di Storia del Pensiero Economico (Ed. Nuova Italia Scientifica, 2004), Per una Nuova Teoria Economica della Cooperazione (Ed. Il Mulino, 2005) e L'Economia del Bene Comune (Ed. Città Nuova, 2007). Em português, publicou recentemente Economia Civil: Eficiência, Equidade e Felicidade (Ed. Cidade Nova, 2010), com coautoria de Luigino Bruni.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Quais são os efeitos políticos e econômicos da crise na Europa, especialmente na Itália?


Stefano Zamagni –
As consequências são muito sérias. Primeiro, porque a crise representa um perigo à unidade da Europa, em particular por causa da política da senhora Ângela Merkel, a premier da Alemanha, que faz uma política contra o interesse da União Europeia. Hoje em dia a Alemanha é um país muito desenvolvido e não tem a necessidade de defender a Comunidade Europeia.

Segundo, porque se trata também de uma crise política, uma crise de lideranças. Hoje, não existem líderes políticos capazes de adotar uma estratégia cooperativa entre os países. Tudo isso é, obviamente, amplificado em um país como a Itália, que tem um governo técnico, e não um governo político no sentido próprio da palavra. Isso significa que a classe política não é capaz de indicar uma mudança. Essa é a razão pela qual a sociedade civil da Itália, ou seja, associações, fundações e a Igreja, buscarão uma medida para sair da crise. Veremos que daqui alguns meses irá se produzir algo de novo na Itália. Estou seguro de que em setembro ou outubro algo de importante será produzido, porque a situação presente não é sustentável.

Enfim, a crise tem uma implicação maior sobre o ponto de vista do

Enfim, a crise tem uma implicação maior sobre o ponto de vista do desemprego. Existem muitos desempregados na Europa, e também na Itália. Este é um verdadeiro perigo, porque o desemprego não é distribuído entre a população; ele está concentrado entre os jovens. E quando os jovens ficam desempregados, conhecemos as consequências. Então, diria que no caso da Itália não há problema em relação à economia real, da estrutura econômica, porque a estrutura econômica é muito forte, mas a estrutura financeira é fraca. Esse é um ponto de diferença em relação à Espanha, Grécia e Portugal, os quais não têm uma estrutura econômica real.

IHU On-Line – A Comunidade Europeia surgiu com o objetivo de unir os países do bloco europeu, mas por conta da crise os países se dividem e as economias mais fortes defendem a austeridade fiscal. Qual a melhor medida a ser tomada em relação ao euro?

Stefano Zamagni
– Ainda não é possível avaliar o futuro do euro. É preciso aguardar umas duas semanas, porque o Conselho Europeu tem de tomar uma decisão muito importante em relação a ele. Estou otimista porque acredito que o Conselho irá tomar uma decisão em favor da manutenção da moeda, visto que ninguém quer que a Grécia abandone a União Europeia. Até porque essa atitude seria perigosa do ponto de vista econômico, cultural e político. Especialmente na Itália e na Espanha, as associações da sociedade civil estão pressionando os governos para obterem esse resultado em favor do euro.

IHU On-Line – O senhor concorda com as visões neokeynesianas de que é preciso regular o mercado? Como deveria ocorrer a regulação?

Stefano Zamagni
– Essa é uma questão fácil de compreender, mas difícil de aplicar, porque vivemos no período da globalização. Quer dizer, o mercado hoje em dia é global e sua política é universal. Mas as autoridades políticas são racionais. Então, alguns dizem que essa situação não é sustentável, porque os mercados e as economias globais não conseguem se autorregular.

Temos a necessidade de realizar uma reunião como a que aconteceu em 1944, quando o Bretton Woods [1] deu início à regulamentação internacional. Entretanto, tem-se que ter a seguinte condição: a de que não é possível ser esse conselho formado apenas por representantes dos países ocidentais. Devem participar representantes de vários países, inclusive dos Brics [2], e o Brasil é o primeiro deste grupo de países, que deve tomar decisões junto com os outros. Esta é a grande novidade hoje.

IHU On-Line – Filmes como Inside Job e Margin Call mostram que economistas que eram professores na academia sabiam da existência da crise. Como o senhor vê o comprometimento dos economistas acadêmicos neste caso?

Stefano Zamagni
– Hoje em dia, os economistas acadêmicos estão divididos em dois grupos: um grupo é particular da Escola de Chicago; são os neoliberais, que defendem a ideia de que o mercado tem a capacidade de se autorregular, e não há necessidade de as autoridades o regularem. Esse grupo é muito perigoso, porque não tem razão e sustenta uma ideologia perigosa.

O outro grupo de economistas, como Paul Krugman, dos EUA, dizem que o mercado não tem a capacidade de se autorregular e, portanto, há a necessidade de realizar o que chamam de um novo Bretton Woods. Estou seguro de que em curto prazo a segunda escola irá avançar, porque a primeira escola não tem capacidade de conseguir resultados.

IHU On-Line – A partir da sua compreensão de economia civil, como é possível pensar alternativas para a crise internacional atual?

Stefano Zamagni
– O paradigma da economia civil é uma forma de teoria econômica que considera um princípio de reciprocidade como essencial ao bom funcionamento do mercado. Mas a diferença está só aqui. A economia neoliberal considera que é suficiente a existência do Estado e do mercado. Para a economia civil, há a necessidade de ter o Estado, o mercado, mas também uma sociedade civil organizada. Isso tem um impacto muito grande sobre o princípio da democracia.

Temos de organizar a democracia novamente, pois não é suficiente votar a cada quatro anos. Há a necessidade de a população e as associações da sociedade civil se organizarem. Depois, há a necessidade de que as empresas que operam o mercado passem a considerar a sua responsabilidade, o que chamo de responsabilidade social da empresa. Porque não é possível aceitar que as empresas não se responsabilizem sobre o meio ambiente, sobre os trabalhadores etc. Estou convencido de que a perspectiva da economia civil irá se desenvolver futuramente.

IHU On-Line – Mas de que modo a economia civil pode dialogar com a ecologia? Ou uma economia civil também é antropocêntrica?

Stefano Zamagni
– Nunca será possível desenvolver o problema ecológico se não considerarmos a perspectiva da economia civil, porque o princípio básico da economia civil é o princípio de reciprocidade. O que é o problema ecológico? É um problema de reciprocidade entre a geração presente e a geração futura, entre a natureza e os homens que vivem na sociedade. Este é o ponto fundamental. E se não temos a capacidade de veicular o conceito de reciprocidade, o problema ecológico não será resolvido.

IHU On-Line – Hoje, o mercado tomou as rédeas da política, colocando em crise as instâncias supranacionais. Nesse contexto, é possível realmente estabelecer uma “autoridade pública global” com autoridade?

Stefano Zamagni
– Tudo depende de como se interpreta a autoridade. Existem duas interpretações: governantes e governança. Necessitamos de uma governança, não de governante. Mas quando se fala de autoridade política, este é um conceito ambíguo. Por isso há de se especificar o que é governança. Temos de especificar o que se quer. Se se entende uma autoridade no sentido da governança, minha resposta é sim, é possível estabelecer uma autoridade global. Mas se se entende no sentido de governante, minha resposta é não.

NOTA

 

[1] Brics: grupo político de cooperação formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China, e África do Sul. Não se trata de um bloco econômico ou uma associação de comércio formal, como no caso da União Europeia, mas os países membros do Brics, por seu crescente poder econômico, se reunem para ter maior influência geopolítica. Desde 2009, os líderes do grupo realizam cúpulas anuais.

 

Almeida

Solidariedade.

Do iG

Menina americana corta próprio cabelo para doar a amiga com câncerKatie  deixou o cabelo crescer por um ano antes de cortá-lo curtinho e doar para uma ONG que faz perucas para crianças com câncer

BBC | 06/06/2012 10:19:19

  •  

Texto:

 

Acervo pessoal/Marissa TindallAs amigas de cabelos curtos: apoio contra o câncer

 

Uma menina americana chamou a atenção de pessoas ao redor do mundo após doar seu cabelo a uma amiga com câncer. Katie Tindall, de 9 anos, decidiu que queria ajudar sua colega de classe Emily Pena, de 8 anos, após perceber que a garota tinha perdido o cabelo por causa de seu tratamento para combater um câncer

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"Katie ficou comovida pelo fato de que sua amiga precisava usar um chapéu para ir à escola", disse à BBC Brasil Marissa Tindall, mãe da menina que tem dois irmãos gêmeos. Ela deixou o cabelo crescer por cerca de um ano antes de cortá-lo e entregá-lo para o programa Wigs for Kids, que organiza doações e confecciona perucas para crianças com câncer de forma gratuita.

"Katie não precisou raspar a cabeça, mas ficou com o cabelo bem curtinho", disse a mãe da menina. Para ela, a mensagem mais importante da atitude da garota é que as crianças têm o poder de tomar decisões para ajudar umas às outras. "Como pais, queremos que nossos filhos façam o bem para os outros", acrescenta Marissa. 

Além da doação, Emily teve outro grande motivo de felicidade no fim de maio, quando recebeu a notícia de que estava curada do câncer contra o qual lutou por mais de um ano e meio. Wigs for Kids Baseada em Ohio, nos EUA, a organização Wigs for Kids recebe cerca de 178 inscrições de crianças com câncer que precisam de perucas todos os anos, e consegue atender em média 110 a 120 dos pedidos. 

Divina Elan, diretora da entidade, disse à BBC Brasil que para confeccionar uma peruca são necessárias entre 10 e 15 doações e que os recursos necessários para manter a ONG provêm de eventos beneficentes. 


Embora a maioria dos atendidos seja dos Estados Unidos, o programa já doou perucas para crianças do Oriente Médio e para países da América do Sul, entre eles o Equador. "Tudo começou nos anos 1980, com uma menina que teve leucemia e perdeu seu cabelo", conta Divina. 

A diretora da organização diz que não só crianças com câncer recebem as doações, mas também vítimas de acidente e outras doenças. "Gostamos de ressaltar que a doação de cabelo é um pequeno gesto que pode ter um grande impacto na vida de uma criança com câncer", disse. Ela destaca que crianças brasileiras também podem se inscrever e que é necessário traduzir as informações, já que todos os documentos devem ser preenchidos em inglês. 

Além disso, como cada peruca é customizada, um salão de cabeleireiros precisa mediar o contato, enviar medidas e se prontificar a receber o material e finalizar a entrega no país.

 

zanuja

Eita Perillo.

Do G1

Cachoeira fala em gravação sobre venda da casa de Perillo, aponta PFBicheiro preso discute preço da transação, segundo Polícia Federal.
Para governador, gravações editadas não podem se contrapor à realidade. 

Do G1, com informações do Jornal Nacional

 10 comentários 

Gravações da Polícia Federal mostram o bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso em fevereiro pela PF, discutindo o preço e as condições para a venda da casa do governador de Goiás, Marconi Perillo(PSDB).

Na próxima terça (12), Perillo tem depoimento marcado à CPI do Cachoeira, que apura o envolvimento do contraventor com políticos, autoridades e empresários.

Marconi Perillo afirmou que trechos de gravações "editados e desconectados dos fatos não podem se contrapor à realidade".

Em 6 de julho passado, a PF gravou com autorização judicial uma conversa entre Cachoeira e o ex-vereador de Goiânia Wladimir Garcez, um dos principais auxiliares do contraventor. Segundo documentos que estão na CPI, a casa de Perillo foi vendida seis dias depois.

Em depoimento à comissão em maio, Garcez disse que comprou a casa do governador e a revendeu ao professor Walter Paulo Santiago. Segundo Garcez disse à CPI, o pagamento foi feito com três cheques, emprestados por Cachoeira e por Cláudio Abreu, ex-diretor no Centro-Oeste da construtora Delta, empresa suspeita de ter vínculos com o esquema do bicheiro. O valor dos cheques, de acordo com o ex-vereador, foi de R$ 1,4 milhão.

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Em depoimento à CPI nesta quarta, Walter Paulo Santiago disse que comprou a casa pelo mesmo preço, só que em dinheiro vivo. "Não paguei com cheque, paguei em dinheiro, em moeda corrente, nota exclusiva de 50 e de 100", afirmou.

Na gravação, o preço mencionado é mais alto, R$ 2,2 milhões:

- Cachoeira: Fechou por dois e duzentos?
- Wladimir: Não, mas acho que vai morrer em dois e duzentos, viu?

Em outro trecho, Cachoeira e Wladimir mencionam o nome de Lúcio, que, segundo a Polícia Federal, é o assessor do governador Perillo Lúcio Fiúza Gouthier, exonerado nesta quarta.

- Cachoeira: Cê vai lá, chama o Lúcio. O Lúcio você conversa com ele. "Ó, Lúcio, é que eu vendi lá, então tô vendendo mobiliada já, por dois e tanto.

Integrantes da CPI dizem que os diálogos e o depoimento do professor Walter Paulo aumentam as dúvidas que cercam a transação de compra e venda da casa de perillo.

"Tem um cipoal de dúvidas e contradições. Precisamos ouvir o governador, sem pré-julgamento, para que as dúvidas sejam esclarecidas", afirmou o senador Pedro Taques (PDT-MT), integrante da CPI.

 

zanuja

Do G1

Senador diz ter sido procurado para conversa com Perillo; assessor negaRandolfe Rodrigues (PSOL-AP) diz que emissário sugeriu reunião privada.
Governador de GO depõe na terça à CPI; assessor de Perillo nega pedido. 

Iara LemosDo G1, em Brasília

 3 comentários

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) disse nesta quarta-feira (6) ter sido procurado por um emissário do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) que, segundo afirmou, teria proposto uma conversa com o governador antes do depoimento de Perillo à CPI do Cachoeira, marcado para terça-feira (12).

O encontro serviria para que Perillo "esclarecesse fatos" que pretenderia relatar no depoimento à CPI, da qual Randolfe Rodrigues é um dos integrantes.

A assessoria de imprensa do governador de Goiás negou que Perillo tenha feito algum pedido. "O governador não fez pedido algum. Se alguém fez, foi sem o consentimento dele", disse Isanulfo Cordeiro, do gabinete de imprensa do governador.

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"Fui procurado por um emissário do Perillo. Outros parlamentares também foram. Eles pediram uma reunião para que o governador esclarecesse fatos que vai falar na CPI [...] Eu não aceitei. Não acho prudente conversa isolada", afirmou Randolfe Rodrigues.

Perillo tem depoimento marcado para esta terça na CPI Mista que investiga as relações entre o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com políticos e empresários.

Nesta terça, o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), defendeu a quebra de sigilo do governador, que é suspeito de envolvimento com o contraventor.

A manifestação de Cunha foi feita logo após o fim do depoimento do empresário Walter Paulo Santiago. Aos integrantes da comissão, o empresário afirmou que pagou em dinheiro pela casa que comprou do governador de Goiás. Perillo afirmou que havia recebido o pagamento em cheques.

Nesta quarta, o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que representa o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), afirmou que o depoimento dado pelo empresário foi benéfico para o cliente.

"É tudo rigorosamente como o Marconi já havia dito. Não há contradição. A questão política pode até ser outra coisa, mas não há incoerência. O dinheiro que o Walter deu jamais chegou ao Perillo", afirmou o advogado.

O advogado reafirmou que Perillo recebeu o pagamento em cheques, repassados pelo ex-vereador Wladimir Garcez, um dos principais auxiliares de Cachoeira.

De acordo com o advogado, os cheques seriam do ex-diretor da Delta Cláudio Abreu, e, nas datas combinadas, Perillo apenas os depositou, sem se preocupar em saber de quem eram. Kakay confirmou que Perillo comparecerá à CPI. "Ele virá. Ele quer vir", declarou.

 

zanuja

Do Jornal Estado de São Paulo

União Europeia acusa Brasil de subsidiar indústriaLevantamento publicado nesta quarta-feira por Bruxelas revela que, desde 2008, o Brasil foi o quarto país a adotar o maior número de medidas protecionistas no mundo06 de junho de 2012 | 23h 17

 Jamil Chade, correspondente de O Estado de S. Paulo

GENEBRA - A União Europeia acusa o Brasil de "subsidiar" a indústria nacional e usar a crise econômica mundial como justificativa para elevar barreiras e implementar uma nova política industrial.

 

Um levantamento publicado nesta quarta por Bruxelas revela que, desde 2008, o Brasil foi o quarto país a adotar o maior número de medidas protecionistas no mundo. Muitas, segundo Bruxelas, não teriam relação com a crise e, apesar das promessas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou de Dilma Rousseff, nenhuma das medidas protecionistas ditas temporárias foi retirada.

A UE pede que o Brasil e outros emergentes uma "atitude responsável" para ajudar na recuperação da economia mundial, mantendo seus mercados abertos.

O levantamento da UE foi feito às vésperas da reunião do G-20, na semana que vem no México, e serve para alertar que países emergentes não cumpriram suas promessas de resistir às medidas protecionistas. Na verdade, seguiram um caminho inverso. China, Rússia, Índia, Brasil, África do Sul, Coreia do Sul e Indonésia lançaram pacotes bilionários para ajudar suas próprias indústrias.

Segundo Bruxelas, o número de barreiras tem aumentado de forma acelerada nesse período e alerta que, apesar de a crise atingir de forma mais dura os países ricos, são os emergentes que têm aumentado as barreiras ao comércio e dado privilégios às indústrias nacionais. Nos últimos oito meses, 20% de todas as medidas no mundo se referiram a pacotes de incentivo industrial em mercados emergentes.

O ataque da UE não ocorre por acaso. Tanto Bruxelas quanto Washington estão em uma campanha para convencer países em desenvolvimento a manter seus mercados abertos. Com a estagnação de suas economias, os europeus sabem que a recuperação depende das exportações. Mas, para isso, precisam garantir que os países emergentes mantenham suas taxas de importação sob controle. "O comércio será uma fonte vital de crescimento para a Europa", indica o relatório.

Subsídios. O alerta europeu vem acompanhado por uma denúncia. Desde o início da crise, em 2008, a Europa contabilizou 534 medidas protecionistas pelo mundo. A Argentina liderou com 119 medidas, entre elas a nacionalização da Repsol, seguida pela Indonésia e Rússia. O Brasil na quarta posição, adotou 38 medidas. Dessas, seis foram pacotes de estímulos à indústria brasileira. 

 

zanuja

Do Estado de São Paulo

José Dirceu sempre pediu para ser julgado, afirma defesaEmbora data não tenha surpreendido os advogados dos acusados do mensalão, dinâmica estabelecida para o julgamento é elogiada06 de junho de 2012 | 22h 30

 Fausto Macedo e Ricardo Brito

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de marcar o início do julgamento do Mensalão para 1.º de agosto não surpreendeu os defensores dos acusados, mas alguns demonstraram preocupação. "O ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) sempre pediu para ser julgado, jamais tomou qualquer atitude para protelar (o julgamento)", declarou o criminalista José Luís Oliveira Lima. "Ele (Dirceu) confia na Justiça e aguarda o julgamento com serenidade, com a garantia da ampla defesa e o respeito ao devido processo legal."

Márcio Thomaz Bastos, que defende José Roberto Salgado, ex-vice presidente do Banco Rural, declarou que espera que o tem esperança que se "faça Justiça" no julgamento. Já o criminalista Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, que defende Ayana Tenório, ex-vice presidente do Rural, afirmou considerar importante o fato de o julgamento não ter sido marcado de forma abrupta. "Temos prazo de dois meses para nos preparamos e isso atende a uma reivindicação dos advogados."

Embora elogie o tempo para preparação, ele critica a dinâmica definida pelo tribunal. "Eu acho contraproducente a realização de cinco defesas por dia. Cinco advogados irão falar durante 5 dias por semana. Vejo isso como uma restrição ao direito de defesa na medida em que o último advogado a falar pegará o tribunal cansado. Isso poderá prejudicar a defesa de seu cliente", pontuou. Oliveira afirmou ainda que "se o julgamento preencher 5 dias por semana, em duas semanas o STF vai parar".

O advogado Marcelo Leonardo, que defende o empresário Marcos Valério, é categórico. "A nós cabe aguardar o momento do julgamento. Se foi marcado para essa data vamos participar, para mim não faz diferença nenhuma." Para ele, o tom em que será levado o julgamento definirá a sentença. "Se o julgamento for realizado com base na prova constante do processo, produzida em juízo, não haverá condenação. Se o julgamento for político há sério risco de condenação."

O criminalista Alberto Zacharias Toron, que defende o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), disse que recebe "com um pouco de cautela essa decisão", porque dela não tomou parte o ministro Ricardo Lewandowski (revisor), que ainda não devolveu os autos do processo. "Também não ficou claro para mim quantas sessões vão fazer por semana. De qualquer modo, vamos aguardar a evolução dos fatos. Estamos preparados para o julgamento. Disseram que os advogados estavam procrastinando, mas em momento algum isso ocorreu. Acredito na absolvição do deputado João Paulo Cunha, as acusações são atípicas. Independentemente do problema da existência de prova, há acusações manifestamente descabidas."

O advogado Paulo Sérgio Abreu e Silva, que defende Rogério Tolentino - ex-advogado das empresas de publicidade de Marcos Valério - criticou a ordem para que a defesa e a acusação façam sustentações orais durante o julgamento. Para ele, o formato vai beneficiar a acusação, a cargo do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. "Ninguém vai se lembrar das sustentações dos advogados", reprova Abreu e Silva. Para ele, o ideal seria que se fizesse a sustentação do procurador-geral, depois do acusado e, em seguida, o julgamento de cada um.

 

zanuja

De Agência Brasil

Desemprego urbano diminui na América Latina e é o mais baixo desde o começo da década de 199006/06/2012 - 16h45

Da Agência Brasil

Brasília - O desemprego urbano na América Latina caiu de 7,3%, em 2010, para 6,7%, em 2011 atingindo o menor patamar desde o começo da década de 1990. Os dados foram divulgados hoje (6) pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) no relatório Coyuntura Laboral de América Latina y el Caribe.

As organizações estimam que o desemprego neste ano deverá continuar em queda, mas em ritmo mais lento do que em 2011. O relatório da Cepal e da OIT indica que há crescimento dos postos formais de trabalho e dos salários (ainda que inferior à produtividade) – com aumento de proteção social e queda de subempregos e da informalidade.

“A região necessita crescer mais e melhor. É necessário aumentar continuamente a produtividade na América Latina e no Caribe como base de melhoras sustentadas do bem-estar da população e para reduzir a brecha externa que separa as economias da América Latina e do Caribe das mais avançadas”, explicaram, em nota, a secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena, e a diretora regional do escritório da OIT para as Américas, Elizabeth Tinoco.

A inserção de mulheres e de jovens continua sendo um ponto nevrálgico no mercado de trabalho. Os grupos ainda são desfavorecidos e têm os indicadores trabalhistas mais baixos em relação aos homens e às faixas etárias mais altas.

“É relevante assumir esse duplo objetivo: avançar no crescimento da produtividade e fortalecer os mecanismos para uma distribuição dos ganhos correspondentes que estimule o investimento e fortaleça a renda dos trabalhadores e de seus domicílios”, disseram as dirigentes da Cepal e da OIT, sobre a redução da desigualdade na região.
 

Edição: Rivadavia Severo

 

zanuja

De Agência Brasil

Receita abre na sexta-feira consulta ao maior lote de restituição do Imposto de Renda da história06/06/2012 - 15h47

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Cerca de 1,8 milhão de contribuintes terão acesso ao maior lote de restituição do Imposto de Renda da história. A relação dos beneficiados estará disponível a partir desta sexta-feira (8) na página da Receita Federal na internet a partir das 9h, mas o dinheiro só será liberado no próximo dia 15.

Ao todo, foram contemplados 1.885.624 contribuintes – 1.844.621 que declararam o Imposto de Renda em 2012, além de 40.643 que declararam de 2008 a 2011 e haviam caído na malha fina. Ao todo, a Receita desembolsará R$ 2,5 bilhões – R$ 2,4 bilhões referentes ao Imposto de Renda deste ano e R$ 98 milhões referentes aos outros anos.

Para o exercício de 2012, as restituições terão correção de 1,74%, referente à variação da taxa Selic (juros básicos da economia) de maio a junho do ano passado. Para os lotes residuais, a correção corresponderá a 12,49% (2011), 22,64% (2010), 31,10% (2009) e 43,17% (2008), também equivalentes à variação acumulada dos juros básicos calculados de maio de cada respectivo exercício até junho de 2012.

Por causa do Estatuto do Idoso, os contribuintes idosos terão prioridade no recebimento das restituições e foram incluídos no primeiro lote de 2012. Do total de beneficiados, 1.467.209 contribuintes têm mais de 60 anos e receberão R$ 1,828 bilhão. Se for levado em conta apenas a restituição do ano corrente, esse é o segundo maior lote da história, perdendo somente para outubro do ano passado, quando a Receita liberou R$ 2,44 bilhões para contribuintes que haviam declarado em 2011.

A secretária adjunta da Receita Federal, Zayda Manatta, negou que o órgão tenha recebido orientação para antecipar as restituições em um momento de desaquecimento da economia. “A Receita havia processado essas declarações e havia disponibilidade de recursos para liberar as restituições neste momento”, justificou.

Além da página da Receita na internet, a consulta poderá ser feita por meio do Receitafone, no número 146. Caso o valor não seja creditado, o contribuinte deverá ir a qualquer agência do Banco do Brasil ou poderá ainda ligar para os telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (deficientes auditivos). Nesse caso, será possível agendar o crédito em qualquer banco, desde que a conta-corrente ou poupança esteja no nome do contribuinte.

Edição: Lana Cristina

 

zanuja

Da Agência Brasil

Mensalão começará a ser julgado no dia 1º de agosto06/06/2012 - 19h10

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O processo do mensalão começará a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 1º de agosto. O processo apura responsabilidades no suposto esquema de compra de votos de parlamentares revelado em 2005. A decisão foi tomada hoje, por unanimidade, em sessão administrativa da Corte. Não participaram da reunião os ministros Ricardo Lewandowski, revisor do processo, e Antonio Dias Toffoli.

A data do início do julgamento foi marcada a partir da garantia de que Lewandowski entregará seu voto ainda em junho. Como revisor do processo, ele é responsável por liberar a ação penal para a pauta do Supremo. Depois da reunião desta noite, a assessoria de Lewandowski voltou a dizer que o ministro entregará seu voto neste mês, mas ainda não definiu a data.

Os ministros também decidiram hoje que a primeira etapa do julgamento terá sessões de segunda a sexta-feira até 14 de agosto, com exceção do dia 3 de agosto. Nessa fase, serão apresentados o relatório resumindo o caso, as alegações do Ministério Público e as alegações dos advogados dos 38 reús. As sessões começarão às 14h e irão até as 19h. O Ministério Público terá direito a fazer a acusação por cinco horas, e os advogados dos réus falarão por uma hora cada um.

Na segunda fase, que terá os votos dos ministros, as sessões ocorrerão apenas nas tardes das segundas, quartas e quintas. As sessões também começarão às 14h, mas segundo o presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, não há previsão do horário de encerramento, já que essa fase seguirá o ritmo do voto de cada ministro.

O presidente do STF não fez previsão da data exata do final do julgamento, embora acredite que tudo termine até o final de setembro. Britto também disse que “há expectativa” da participação do ministro Cezar Peluso, embora ele tenha que se aposentar compulsoriamente no final de agosto por completar 70 anos.

O texto foi alterado para acréscimo de informação às 19h45

Edição: Rivadavia Severo

 

zanuja

De Opera Mundi

Gonorreia pode ser tornar incurável, alerta OMSA doença, transmitida principalmente via contato sexual, está mais resistente aos antibióticos disponíveis no mercado    

 


 

Wikicommons
A gonorreia, doença sexualmente transmissível que infecta milhões de pessoas todos os anos, está criando resistência aos antibióticos existentes e pode, em breve, se tornar incurável, alertou nesta quarta-feira (06/05) a OMS (Organização Mundial de Saúde).

[Aspecto típico de um esfregaço uretral com Neisseria gonorrhea]

O órgão da ONU (Organização das Nações Unidas) pediu a governos e médicos para que aumentem a vigilância sobre a resistência à doença aos antibióticos e aconselhou que novos remédios sejam desenvolvidos.

A gonorreia é uma doença infecciosa causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, ou gonococo, que provoca infecções, infertilidade, complicações na gravidez e, em casos extremos, a morte da mãe. Os bebês filhos de mães portadoras da doença têm 50% de probabilidades de desenvolver infecções oftalmológicas que podem levar à cegueira.

"Esta bactéria basicamente desenvolveu resistência a todos os medicamentos disponíveis", disse à Associated Press a cientista da OMS responsável pelo departamento de doenças sexualmente transmissíveis, Manjula Lusti-Narasimhan. Ela pediu para que os cientistas acelerem as pesquisas e apostem tudo na descoberta de uma nova cura para a doença.

"Não é um problema europeu ou africano, é mundial", ressaltou Lusti-Narasimhan. "Talvez não consigamos erradicar a gonorreia, mas podemos limitar a contaminação."

 

zanuja

De Opera Mundi

Rebeldes sírios criam nova organização armada para tentar derrubar AssadFrente islâmica diz ser formada apenas por civis; opositores no exílio afirmam ter arrecadado US$ 300 milhões    

 

 

O conflito armado na Síria ganhou um novo ator nesta semana, com a fundação da FRS (Frente dos Revolucionários da Síria), grupo rebelde de orientação islâmica cuja base de atuação no exterior fica na Turquia, um dos primeiros países a romper com o regime de Bashar Al Assad. 

Segundo Hamza Homsi, porta-voz da FRS na Turquia, a principal diferença deste grupo para o Exército Sírio Livre - até agora o principal grupo armado opositor - é que este é formado por desertores do Exército e dos serviços de segurança, enquanto a Frente é constituída por civis.

Integrante do Comitê Político do FRS, Homsi indicou que, além do centro de apoio criado na Turquia, a organização possui representação em outros países, embora tenha preferido não especificar onde estariam as outras bases.

Em um comunicado divulgado à imprensa ontem, a FRS especificou que sua constituição foi firmada "após quatro meses de trabalho". Neste mesmo comunicado, o grupo convidava todos os sírios a se unir contra Assad, cobrando um apoio "da nação islâmica" com dinheiro e armas.

Oposição fragmentada

Nesta quarta, Homsi disse que, por enquanto, o FRS "não recebe apoio oficial de nenhum Estado, seja árabe ou não", mas de "inúmeras pessoas e grupos em diferentes países, principalmente de sírios exilados".

A FRS não possui nenhuma relação direta com o Conselho Nacional Sírio, uma rede de intelectuais sírios exilados que durante os últimos meses tentou assumir o papel de porta-voz da oposição. No entanto, as disputas internas fragilizaram essa tentativa, o que desencadeou na recente renúncia de seu presidente, Burhan Ghalioun.

"O Conselho é uma entidade política formada no exterior da Síria; a Frente, uma entidade militar no interior. Elas não coincidem no campo de atuação, mas também não são adversárias. Todos estão trabalhando com o mesmo propósito: a queda do regime de Bashar Al Assad", concluiu Homsi. Nesta quarta-feira (06/06), o CNS anunciou que empresários sírios no exterior criaram um fundo de 300 milhões de dólares para apoiar os insurgentes armados, sendo que metade desse valor já foi utilizado.

O FRS também não possui uma relação direta com a Irmandade Muçulmana, a organização islamita que dominou os debates no Conselho Nacional Sírio, apesar da imagem laica que tentou passar. "Não nos enquadramos em uma ideologia concreta e somos apartidários. Nossa Frente está dirigida por uma assembleia consultiva islâmica bem ampla", explicou Homsi, sublinhando o papel do islã como base para o movimento e para sociedade síria.

A religiosidade da nova frente é óbvia, já que o grupo inicia e encerra sua carta de fundação com versículos do Alcorão. O logotipo do FRS, uma bandeira síria em forma de meia-lua, ressalta o aspecto islâmico do movimento. Sua breve carta de fundação também contém referências ao "compromisso com o islã" e à "pertinência árabe" da Síria, embora suavizadas pelo "respeito à diversidade religiosa".

Esta orientação claramente islamita é algo inovador no panorama da oposição síria, que sempre insistiu em manter o caráter "cidadão" e não religioso da luta contra o regime. Segundo Homsi, o FRS, até este momento, é composto apenas por muçulmanos, mas "a Frente trabalha para todos os sírios".

*Com informações da Efe e da Reuters.

 

zanuja

De Opera Mundi

 

Hollande revoga decisão de Sarkozy e franceses voltarão a se aposentar aos 60 anosPresidente cumpriu promessa de campanha e restabeleceu idade mínima para aposentadoria    

 


 

O presidente da França, François Hollande, cumpriu nesta quarta-feira (06/06) a promessa feita durante a campanha eleitoral e anunciou que os franceses poderão se aposentar aos 60 anos e não mais aos 62, como havia fixado o ex-presidente Nicolas Sarkozy. A mudança na faixa etária para a aposentadoria foi um dos temas polêmicos durante a campanha presidencial. A decisão foi anunciada pela ministra dos Assuntos Sociais, Marisol Touraine, depois da reunião do Conselho de Ministros.

A ministra disse que a medida deve beneficiar cerca de 110 mil trabalhadores até o final de 2013 e causar um impacto de 1,1 bilhão de euros apenas neste ano e chegar a 3 bilhões até 2017 – quando acaba o mandato do presidente Hollande.

De acordo com dados do governo, os franceses favorecidos pela mudança são aqueles que começaram a trabalhar antes dos 19 anos e sempre contribuíram com a Previdência Social. Na prática, a medida exige que o trabalhador tenha contribuído por, no mínimo, 41 anos com a Previdência Social.

A ministra disse que a decisão é “uma medida de justiça para aqueles que foram mais duramente penalizados com a reforma de 2010” – que elevou de 60 para 62 anos a idade mínima para a aposentadoria.

A reforma anunciada hoje autoriza ainda que as mulheres tenham uma licença-maternidade de seis meses, e o direito de os desempregados recebam benefícios por dois trimestres. Segundo a ministra, as medidas passam a valer a partir de novembro.

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, a Lusa.

 

 

zanuja

De BBC Brasil

Riscos da maconha são 'subestimados', dizem especialistasAtualizado em  6 de junho, 2012

 AFP

Jovens são grupo menos consciente sobre riscos associados ao uso da maconha

Especialistas alertam que o público perigosamente subestima os riscos de saúde ligados a fumar maconha.

A British Lung Foundation realizou um levantamento de 1.000 adultos e constatou que um terço erroneamente acredita que a cannabis não prejudica a saúde.


A British Lung Foundation afirma quer a falta de consciência é "alarmante".E 88% pensavam incorretamente que cigarros de tabaco seriam mais prejudiciais do que os de maconha - quando um cigarro de maconha traz os mesmos riscos de um maço de cigarros.

Amplamente utilizado

Os números mais recentes mostram que 30% das pessoas entre 16 e 59 anos de idade na Inglaterra e no País de Gales usaram cannabis em suas vidas.

Um novo relatório do BLF diz que há ligações científicas entre fumar maconha e a ocorrência de tuberculose, bronquite aguda e câncer de pulmão.

O uso de cannabis também tem sido associado ao aumento da possibilidade de o usuário desenvolver problemas de saúde mental, como a esquizofrenia.

Parte da razão para isso, dizem os especialistas, é que as pessoas, ao fumar maconha, fazem inalações mais profundas e mantêm a fumaça por mais tempo do que quando fumam cigarros de tabaco.

Isso significa que alguém fumando um cigarro de maconha traga quatro vezes mais alcatrão do que com um cigarro de tabaco, e cinco vezes mais monóxido de carbono, diz a BLF.

A pesquisa descobriu que particularmente os jovens desconhecem os riscos.

'Campanha pública'

Quase 40% dos entrevistados com até 35 anos de idade - a faixa etária mais propensa a ter fumado cannabis - acreditam que maconha não é prejudicial.

No entanto, cada cigarro de cannabis aumenta suas chances de desenvolver câncer de pulmão para o equivalente aos riscos de quem fuma um pacote inteiro de 20 cigarros de tabaco, a BLF advertiu.

A chefe-executiva da BLF, Helena Shovelton, disse: "É alarmante que, enquanto pesquisas continuam a revelar as múltiplas consequências para a saúde do uso de maconha, ainda há uma perigosa falta de sensibilização do público sobre o quão prejudicial esta droga pode ser."

"Este não é um problema de nicho - a cannabis é uma das drogas recreativas mais utilizadas no Reino Unido, já que quase um terço da população afirma ter provado."

"Precisamos, portanto, de uma campanha de saúde pública - à semelhança das que têm ajudado a aumentar a conscientização sobre os perigos de se comer alimentos gordurosos ou fumar tabaco - para finalmente acabar com o mito de que fumar maconha é de algum modo um passatempo seguro."

O relatório do BLF recomenda a adoção de um programa de educação pública para aumentar a conscientização do impacto de fumar maconha e um maior investimento na pesquisa sobre as consequências para a saúde de seu uso.

 

zanuja

De BBC Brasil.

Jogador de futebol palestino entra em 80º dia de greve de fome contra prisão

Guila Flint

De Tel Aviv para a BBC Brasil

 

Atualizado em  6 de junho, 2012 

Jogador palestino Al-Sarsak. Cortesia ONG Addameer

O meia Al-Sarsak foi preso há três anos, quanto tenttava seguir para a Cisjordânia

O jogador da seleção palestina de futebol, Mahmoud al-Sarsak, entrou em seu 80º dia de greve de fome em uma penitenciária israelense para protestar contra a chamada "prisão administrativa".

O caso reacendeu as discussões sobre a prática de detenção sem julgamento usada por Israel e considerada ilegal por organizações internacionais. Há três anos preso, Al-Sarsak sequer foi acusado formalmente de qualquer crime.


A União Europeia já criticou a prática de Israel de prender palestinos sem levá-los a um julgamento. Em nota, a UE disse que "prisioneiros têm o direito de ser informados sobre as razões de sua detenção e de ser levados a um julgamento justo", declarou o escritório da UE na Cisjordânia.A Anistia Internacional exigiu nesta quarta-feira que Israel pare de utilizar essa prática, que, segundo a organização, "serve para reprimir atividades legítimas e não violentas".

Em resposta, o governo israelense declarou que "utiliza a medida da prisão administrativa apenas quando há perigo para a segurança do público ou para a segurança da região".

De acordo com o advogado do jogador, Mohamad Jabarin, seu cliente já perdeu dez quilos e sofre de dores no corpo, fraqueza e deterioração da visão.

O meio-de-campo da seleção palestina vivia em um campo de refugiados de Rafah, na Faixa de Gaza. O jogador de 25 anos foi detido pelas autoridades israelenses em 2009, quando estava a caminho da Cisjordânia para participar de um jogo de futebol.

Sem ser levado a julgamento, Al-Sarsak foi qualificado pelas autoridades israelenses como "combatente ilegal" e detido sob "prisão administrativa", sem ser informado das acusações ou evidências contra ele.

Herança colonial

A prisão administrativa é uma sequela da época do Mandato Britânico - o território esteve sob dominio da Grã-Bretanha antes da fundação do Estado de Israel em 1948. A lei militar permite a detenção sem julgamento, por razões de segurança, e por tempo indeterminado.

Nas cadeias israelenses há 318 presos palestinos sob prisão administrativa, além de mais 5 mil que já foram julgados e condenados.

Al-Sarsak, que nega qualquer envolvimento com grupos armados palestinos, rejeitou o acordo firmado em 14 de maio que pôs fim à greve de fome de cerca de 2 mil prisioneiros palestinos.

Pelo acordo firmado entre os prisioneiros e as autoridades israelenses, com intermediação do Egito, Israel concordou em permitir visitas de familiares de moradores de Gaza aos detentos; aceitou retirar dezenas de presos da solitária e melhorar as condições nas cadeias.

Al-Sarsak é o único prisioneiro que continua com a greve de fome apesar do acordo e afirma que não vai voltar a se alimentar até ser libertado.

O jogador de futebol começou a carreira aos 14 anos, quando atuou pelo time local de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, e foi o jogador mais jovem da liga A.

Ele participou em diversas partidas da seleção nacional palestina, como meio-de-campo, inclusive em jogos no exterior.

De acordo com o Serviço Penitenciário de Israel, Al-Sarsak está recebendo cuidados médicos na enfermaria da prisão de Ramle e "se houver necessidade será transferido para um hospital".

 

zanuja

"governo israelense declarou que "utiliza a medida da prisão administrativa apenas quando há perigo para a segurança do público ou para a segurança da região"":

Ah, bom, agora entendi, as prisoes de um milhao de palestinos, um quinto da populacao, foram todas administrativas.

 

De BBC Brasil

Corrupção contribuiu para crise em zona do euro, diz Transparência Internacional

Marcia Bizzotto

De Bruxelas para a BBC Brasil

 

Atualizado em  6 de junho, 2012 

Protesto do movimento dos 'indignados' na Espanha

Segundo ONG, Grécia, Espanha, Itália e Portugal lideram lista de países com 'sérias deficiências'

A corrupção e a ineficácia dos sistemas públicos na Grécia, na Espanha, na Itália e em Portugal contribuíram para a crise fiscal que enfrentam atualmente esses países, afirma um relatório da organização Transparência Internacional (TI), publicado nesta quarta-feira em Bruxelas.

O estudo "Dinheiro, política, poder: os riscos da corrupção na Europa" investigou mais de 300 instituições de 25 países do continente e concluiu que "nenhum deles sai dessa revisão de integridade com uma ficha de saúde completamente limpa".


Por trás da criseGrécia, Espanha, Itália e Portugal lideram a lista dos que apresentam "sérias deficiências", como falta de transparência, ineficácia e abusos de autoridade "enraizados" na administração pública, que carece de mecanismos e vontade política para prevenir e punir casos de corrupção, de acordo com o relatório.

Segundo a TI, cerca de 2% dos funcionários públicos gregos já foram submetidos a um procedimento disciplinar, porcentagem inferior ao número de denúncias de corrupção existentes no país.

Em Portugal menos de 5% dos casos de corrupção levados à Justiça terminam com uma condenação.

"A relação entre a corrupção e a atual crise financeira e fiscal nesses países (junto com Espanha e Itália) já não pode ser ignorada", afirma o relatório, que ressalta que "não são apenas as tradicionais formas de corrupção, como o suborno, que estão relacionadas a um pobre desempenho macroeconômico".

Os quatro países que estão no centro da crise da zona do euro também sofrem com práticas consideradas legais mas não éticas, como tráfico de influência e uma relação muito estreita entre o poder público e o setor privado, derivada da falta de controle sobre os lobbies.

"Todos esses fatores resultaram em uma forma mais sutil de manipulação política que influencia a tomada de decisões para beneficiar a poucos em detrimento de muitos", analisa a organização.

Países ricos

O relatório também chama a atenção para problemas de corrupção nos países considerados ricos, como Suíça e Suécia, onde não há regras sobre o financiamento de partidos políticos e é possível realizar doações anônimas.

"Grandes doações privadas representam um risco para a democracia, particularmente quando envolvem companhias com grandes somas de dinheiro desenvolvendo uma estreita relação com partidos políticos e, portanto, ganhando significativa influência sobre as políticas de um país", adverte.

A França falha ao não tornar públicas as declarações de renda de deputados, o que a TI considera "altamente problemático, já que significa que (esses documentos) não têm realmente valor como mecanismo de transparência pública".

Já a Alemanha é, junto com a República Tcheca, o único país da União Europeia que não ratificou a convenção da ONU contra a corrupção, e seu sistema de financiamento de partidos políticos "está longe de ser exemplar", destaca o estudo.

"Muitos na Europa estimam que a corrupção existe apenas em outros países, particularmente naqueles em desenvolvimento. Essa complacência é mal informada (...) e significa que a prevenção da corrupção não é uma prioridade política em muitos países da região", adverte.

Para a TI, a crise "deveria servir como um alerta para que os países europeus reformem seus sistemas políticos de maneira que a corrupção e a má administração possam ser seriamente tratadas".


 

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quinta-feira, 7 de junho de 2012#Caixa2doDEMnoRN: Interferência federal derrubou pauta de O Globo No início da noite do dia 25 de maio, quando estava em Salvador para o Encontro Nacional de Blogueiros, recebi uma ligação desde Brasília. Era o jornalista Chico Gois, da sucursal do jornal O Globo na capital federal.
Chico estava interessado no conteúdo dos áudios que denunciavam o Cauxa 2 da campanha do PFL em 2006. Conversamos alguns minutos, ele estava interessado na matéria mas viajaria para cobrir uma pauta sobre Cachoeira no fim de semana. A matéria sobre o Caixa 2, caso saísse, sairia na semana seguinte. 
Suspeitei que a pauta viesse a ser derrubada por ingerência política. E foi justamente isso que aconteceu.
Sabedor do interesse de O Globo no assunto, Carlos Augusto Rosado pediu ajuda ao deputado federal Henrique Eduardo Alves, seu aliado e líder do PMDB na Câmara Federal. 
Foi Henrique que interferiu junto ao Globo para que a pauta, que já estava pronta para ser publicada, fosse derrubada a fim de proteger seus aliados no governo do Rio Grande do Norte. Postado por às 00:03

 

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De BBC Brasil.

Japão suspende contratatação de brasileiros para limpar lixo tóxico de Fukushima

Ewerthon Tobace

De Tóquio para a BBC Brasil

 

Atualizado em  6 de junho, 2012 

Usina de Fukushima (arquivo/Reuters)

A usina de Fukushima e seus arredores ainda tem muito entulho

 

A contratação de brasileiros para a perigosa tarefa de retirar lixo e entulho contaminado no entorno da usina nuclear de Fukushima, no Japão, foi cancelada após intervenção da Embaixada do Brasil em Tóquio.


"O presidente dessa empreiteira, ante a repercussão tão negativa, disse que havia rescindido o contrato com o empregador final e que, portanto, nenhum brasileiro será contratado para trabalhar na usina nuclear de Fukushima", disse Batalha.A polêmica oferta de emprego, que chamou a atenção pelo alto salário oferecido, cerca de R$ 22 mil reais por mês por no máximo duas horas de trabalho por dia, fez com que a embaixada entrasse em contato com a empresa de recrutamento, localizada em Osaka, para comunicar a insatisfação do governo brasileiro.

Os brasileiros seriam os primeiros estrangeiros a retirar o entulho e lixo tóxico da usina, atingida pelo terremoto e tsunami em 11 de março do ano passado. Até agora, somente japoneses estavam autorizados a fazer o serviço.

O diplomata contou que fez o contato por telefone e explicou ao presidente da empreiteira que a embaixada brasileira iria acompanhar o tema com preocupação e que tomaria as medidas necessárias para garantir a preservação da saúde dos brasileiros.

Segundo Batalha, o recrutamento preocupa "por tratar-se de zona de risco, em usina nuclear que sofreu grave acidente no ano passado".

O próprio empresário disse ao diplomata que sua empresa teria recebido diversos telefonemas, tanto de brasileiros como de japoneses, expressando semelhante preocupação.

Trabalho perigoso

De acordo com informações divulgadas pela própria empreiteira, 20 pessoas seriam recrutadas para o serviço.

Centenas de pessoas, no entanto, teriam se cadastrado para o emprego, após a publicação do anúncio em um jornal em português que circula na comunidade brasileira.

A oferta era de 30 mil ienes por dia, o que equivale a cerca de R$ 750. Por medida de segurança, os trabalhadores só podem ficar na área de 20 quilômetros em volta da usina por apenas duas horas diárias.

O trabalho, perigoso, requer roupa especial e autorização do governo. Os trabalhadores selecionados devem, ainda, passar por uma rígida avaliação de saúde.


 

zanuja

De BBC Brasil.

Navio do Brasil grava 320 invasões aéreas de Israel no Líbano

Luis Kawaguti

Da BBC Brasil em São Paulo

 

Atualizado em  6 de junho, 2012 

 Marinha/Divulgação

A fragata Liberal substituiu a fragata União na missão de paz no Líbano em maio

O navio de guerra brasileiro da missão de paz da ONU no Líbano registrou 320 invasões do espaço aéreo libanês por aviões militares de Israel nos últimos seis meses.

Segundo a diplomacia israelense, os voos têm caráter defensivo. Seu objetivo seria coletar informações sobre supostos foguetes do Hezbollah que poderiam atingir Israel.


As 320 invasões aconteceram entre novembro de 2011 e maio de 2012, segundo o contra-almirante Wagner Lopes de Moraes Zamith, comandante da Força Tarefa Naval da ONU . Em média, elas representam mais de 12 invasões por semana.Contudo, esses voos militares violam a resolução do Conselho de Segurança da ONU que estabeleceu um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah em 2006 e proíbe forças armadas estrangeiras de entrar no Líbano sem autorização do governo.

Os voos suspeitos foram registrados pelo radar da fragata brasileira "União" e também gravados em imagens pela tripulação. Foram flagrados principalmente aviões de caça, de reabastecimento e "drones" - os aviões militares não tripulados.

"As violações de espaço aéreo são frequentes. Nosso navio tem capacidade de detectar essa atividade aérea. Inclusive isso é uma atividade subsidiária nossa que é muito bem-vinda pela Unifil (missão de paz da ONU no Líbano)", afirmou Zamith à BBC Brasil.

Clique

Radares

Os sobrevoos irregulares de Israel sobre áreas libanesas acontecem ao menos desde a retirada das tropas israelenses do sul do Líbano em 2000.

Eles são registrados pela ONU por meio de um radar terrestre instalado no quartel general da Unifil em Naqoura, no norte do país.

Porém, segundo Zamith, o equipamento não tem alcance adequado para monitorar a região próxima à fronteira com Israel.

O posicionamento da fragata brasileira durante missões no litoral sul do Líbano desde o fim do ano passado ampliou a capacidade de detecção da missão e possibilitou o atual registro de flagrantes.

ReaçãoAvião de carga e reabastecimento Hércules, israelense

Avião israelense de reabastecimento e carga, Hércules C-130, sobrevoa Hebron

Depois de captadas, as informações sobre os voos suspeitos são analisadas pela Unifil - que verifica se de fato houve violação do espaço aéreo.

Em seguida, a missão faz protestos formais ao Conselho de Segurança da ONU, exigindo que as IDF (Forças de Defesa de Israel) parem com os abusos.

"Esses voos violam a resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU. Eles estão minando nossa credibilidade junto à população do sul do Líbano", afirmou à BBC Brasil Andrea Tenenti, o porta-voz da Unifil.

Segundo ele, a ação diplomática é a única reação possível da Unifil, pois seu mandato não permite o uso da força para impedir as violações israelenses - a menos em caso de ataque a capacetes azuis.

A Força Tarefa Naval da ONU existe desde 2006. Desde que o Brasil assumiu o comando da frota no ano passado, um único incidente envolvendo forças navais das Nações Unidas e aviões de Israel foi registrado, em 2011.

Um caça israelense invadiu o espaço aéreo libanês e sobrevoou um navio de guerra da esquadra internacional. Na linguagem naval, esse tipo de ação é considerada atitude hostil.

A ONU entrou em contato com Israel e o caso foi tratado como um mal-entendido.

Defesa de Israel

Segundo o diplomata Alon Lavi, porta-voz da embaixada israelense no Brasil, foi o Hezbollah quem violou a resolução do Conselho de Segurança da ONU com violência praticada dentro do Líbano.

Segundo ele, Israel teria informações de inteligência segundo as quais o grupo extremista xiita estaria estocando foguetes em áreas libanesas.

Outro motivo para os voos seriam "ameaças abertas" feitas por líderes do Hezbollah de atacar cidades israelenses.

"Israel tem a obrigação de obter informações de inteligência sobre esses foguetes porque eles estão apontados para a nossa população de novo", disse.

"É por isso que Israel tem feito voos no espaço aéreo do Libano, mas não temos propósitos ofensivos. A prova disso é que nenhum lugar no Líbano foi ameaçado ou atacado", disse.

Segundo ele, apesar de não haver registro de ataques recentes do Hezbollah, os voos israelenses continuam acontecendo com o caráter de monitoração.

Já para o diplomata Jimmy Douaihy, encarregado da embaixada libanesa, os voos violam a soberania do Líbano. Segundo ele, não há sentido na afirmação de que eles ocorrem em defesa contra o Hezbollah.

"Há tropas das Nações Unidas lá (sul do Líbano). Eles é que monitoram a área e não levantaram esse tipo de atividade", afirmou.

Ele também afirmou que as violações da soberania libanesa por Israel ocorreriam também pelas fronteiras terrestre e marítima. "Desde 2006 foram mais de 10 mil violações. Acontece quase todo dia. Já apresentamos várias queixas ao Conselho de Segurança (da ONU)", disse.

Ciclos

O contra-almirante Zamith afirmou que os voos israelenses têm características de ações de reconhecimento. Segundo ele, a atividade israelense no espaço aéreo libanês varia de acordo com a conjuntura política da região.

"As situações aqui são cíclicas, às vezes pioram e às vezes melhoram. Obviamente, nos momentos em que a situação do entorno regional se agrava, a tendência é que essas atividades aéreas também aumentem proporcionalmente", disse.

Lavi afirmou, por sua vez, que a relação entre as forças de Israel e os militares brasileiros atuando no Líbano é "muito boa e próxima".

 

zanuja