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Na Exame

 

Exportações do agronegócio brasileiro batem recorde em maio

 

No acumulado dos últimos 12 meses, as exportações brasileiras do agronegócio cresceram 17,9%, chegando a US$ 97,4 bilhõesDanilo Macedo, da

Plantação de soja

Sozinho, o complexo soja exportou US$ 4,9 bilhões, equivalente a 47,7% dos embarques feitos em maio

Brasília – O agronegócio brasileiro conseguiu, em maio, seu melhor resultado em exportações, com vendas de US$ 10,26 bilhões. O valor é 21,2% maior que o resultado de maio ano passado e supera o recorde anterior, que tinha sido conquistado em agosto de 2011, de US$ 9,84 bilhões. Com a redução de 14,1% nas importações, que ficaram em US$ 1,34 bilhão, o saldo comercial do setor fechou maio em US$ 8,92 bilhões.

No acumulado dos últimos 12 meses, as exportações brasileiras do agronegócio cresceram 17,9%, chegando a US$ 97,4 bilhões. As importações aumentaram 13,9% e fecharam em US$ 17,4 bilhões, resultando em saldo comercial, entre junho de 2011 e maio de 2012, de US$ 80 bilhões, de acordo com Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, do Ministério da Agricultura.

Segundo relatório produzido pela secretaria, “o recorde das exportações do agronegócio em maio foi obtido, principalmente, em função da ampliação das exportações do complexo soja”, que aumentou suas vendas em US$ 1,52 bilhão e respondeu por cerca de 90% do incremento total das exportações do agronegócio, que foi US$ 1,79 bilhões. Sozinho, o complexo soja exportou US$ 4,9 bilhões, equivalente a 47,7% dos embarques feitos em maio.

O segundo setor que mais vendeu para o exterior foi o de carnes, com US$ 1,45 bilhão; seguido pelo complexo sucroalcooleiro (açúcar e etanol), com US$ 1,08 bilhão; produtos florestais, com US$ 771 milhões; e café, com US$ 495 milhões. Juntos, os cinco produtos mais vendidos tiveram participação de 84,7% no valor total das vendas do agronegócio. Os dois últimos apresentaram redução nas vendas em relação a maio de 2011, de 8,6% e 30,6%, respectivamente.

A China, maior comprador dos produtos do agronegócio brasileiro, aumentou suas compras em 57,8% na comparação de maio de 2011 com o mesmo mês deste ano, com US$ 3,4 bilhões em compras. Em seguida, mas com valores bem menores, aparecem os Países Baixos (US$ 537,6 milhões), Estados Unidos (US$ 530,8 milhões) e a Rússia (US$ 419,9 milhões).

Além da China, os países que mais se destacaram pelo aumento das importações de produtos do agronegócio brasileiro, no mês de maio, foram o Egito (189%), Vietnã (96,7%), a Venezuela (62,4%), Coreia do Sul (53,5%) e Argélia (53%).

http://exame.abril.com.br/economia/agronegocio/noticias/exportacoes-do-a...

 

Demarchi

11 de Junho de 2012 - 19h12 - No Vermelho


PT protocola pedido para CPI do Cachoeira ouvir Serra

 


O PT apresentou requerimento, na semana passada, para ouvir o ex-prefeito de São Paulo José Serra (PSDB) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira. De acordo com o deputado Dr. Rosinha (PT-PR), autor do requerimento, o objetivo é ouvir Serra sobre os contratos firmados entre a prefeitura de São Paulo e a construtora Delta - que está no epicentro das investigações envolvendo os laços do empresário Carlinhos Cachoeira com políticos e empresas - durante a gestão do tucano.


A proposta inclui também o ex-diretor da empresa Desenvolvimento Rodoviário (Dersa) Paulo Vieira, conhecido como Paulo Preto. Durante a campanha eleitoral de 2010, Paulo Preto foi alvo de denúncias sobre um suposto esquema de corrupção em obras viárias do governo paulista.

Segundo reportagem da revista Isto É, Vieira teria fugido com R$ 4 milhões arrecadados para a campanha de Serra ao Palácio do Planalto. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o engenheiro negou ter arrecadado recursos para o PSDB, mas disse ter criado as melhores condições para que houvesse aporte de recursos em campanha, ao dar a palavra final e fazer os pagamentos no prazo às empreiteiras terceirizadas que atuaram nas grandes obras de São Paulo.

De acordo com o autor do requerimento, a proposta não precisa ter apreciação imediata pelos deputados. "Pretendo fazer o debate ao longo da CPI", afirmou. Dr. Rosinha reconheceu que é normal haver controvérsias em uma comissão parlamentar. "Sempre há disputas políticas. Essa CPI não é diferente", declarou. Procurada, a liderança do PSDB na Câmara dos Deputados não quis comentar o caso.

Carlinhos Cachoeira

Acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012.

Escutas telefônicas realizadas durante a investigação da PF apontaram contatos entre Cachoeira e o senador democrata Demóstenes Torres (GO). Ele reagiu dizendo que a violação do seu sigilo telefônico não havia obedecido a critérios legais.

Nos dias seguintes, reportagens dos jornais Folha de S.Paulo e O Globo afirmaram, respectivamente, que o grupo de Cachoeira forneceu telefones antigrampos para políticos, entre eles Demóstenes, e que o senador pediu ao empresário que lhe emprestasse R$ 3 mil em despesas com táxi-aéreo.

Pressionado, Demóstenes pediu afastamento da liderança do DEM no Senado em 27 de março. No dia seguinte, o Psol representou contra o parlamentar no Conselho de Ética e, um dia depois, em 29 de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski autorizou a quebra de seu sigilo bancário.

O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), anunciou em 2 de abril que o partido havia decidido abrir um processo que poderia resultar na expulsão de Demóstenes, que, no dia seguinte, pediu a desfiliação da legenda, encerrando a investigação interna. Mas as denúncias só aumentaram.

Após a publicação de suspeitas de que a construtora Delta faça parte do esquema de Cachoeira, a empresa anunciou a demissão de um funcionário e uma auditoria. O vazamento das conversas apontam encontros de Cachoeira com outros políticos, como o governador Marconi Perillo (PSDB), de Goiás. Em 19 de abril, o Congresso criou a CPI mista do Cachoeira.

Com Terra


 


 

 

A insofismável sapiência do Prof. Hariovaldo.

 

Alvíssaras!!

http://www.hariovaldo.com.br/site/2012/06/10/glossario-dos-homens-bons/

 

"Semanas antes, o então editor havia demitido o jornalista Celso de Castro Barbosa após divergências relacionadas a uma resenha escrita por ele sobre o livro "A Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Jr., publicada no site da revista."

"Em um de seus trechos, a resenha diz que o livro joga "uma pá de cal na aura de honestidade de certos tucanos". Em outro, afirma que José Serra "é quem tem a imagem mais chamuscada, para não dizer estorricada, ao fim da 'Privataria Tucana'"."

"O texto gerou protestos públicos do PSDB e foi tirado do ar, mas, segundo a Sabin, nem a demissão de Castro Barbosa por Figueiredo nem a deste pela sociedade tiveram qualquer componente de pressão política."

11/06/2012 - 13h13

Conselho editorial da Revista de História da Biblioteca Nacional anuncia renúncia coletiva

DE SÃO PAULO

Os dez membros do conselho editorial da Revista de História, publicada pela Biblioteca Nacional, anunciaram nesta segunda-feira (11) que renunciam aos seus cargos. O pedido foi anunciado em uma carta assinada pelos dez intelectuais, entre professores e escritores, que compunham o colegiado.

Nomes como Alberto da Costa e Silva, membro da Academia Brasileira de Letras, Lília Moritz Schwarcz, professora da USP e Ronaldo Vainfas, professor da Universidade Federal Fluminense, alegaram conflitos com Jean-Louis de Lacerda Soares, presidente da Sabin (Sociedade dos Amigos da Biblioteca Nacional) que gere os recursos que permitem publicar a revista.

As rusgas entre o conselho e a presidência da sociedade vêm sendo expostas desde a demissão do editor Luciano Figueiredo, supostamente por retaliação política.

Galeno Amorim, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, a quem os conselheiros anunciaram a renúncia dos seus cargos nesta segunda-feira

Os conselheiros já haviam ameaçado renunciar após a Sabin demitir Figueiredo "por razões administrativas internas" não especificadas, sem consultar o conselho.

Semanas antes, o então editor havia demitido o jornalista Celso de Castro Barbosa após divergências relacionadas a uma resenha escrita por ele sobre o livro "A Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Jr., publicada no site da revista.

Em um de seus trechos, a resenha diz que o livro joga "uma pá de cal na aura de honestidade de certos tucanos". Em outro, afirma que José Serra "é quem tem a imagem mais chamuscada, para não dizer estorricada, ao fim da 'Privataria Tucana'".

O texto gerou protestos públicos do PSDB e foi tirado do ar, mas, segundo a Sabin, nem a demissão de Castro Barbosa por Figueiredo nem a deste pela sociedade tiveram qualquer componente de pressão política.

Leia a carta de renúncia na íntegra:

"Aos leitores, amigos e financiadores da Revista de História da Biblioteca Nacional,

Há algum tempo, o Conselho Editorial da RHBN está em conflito com a presidência da Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin). A Revista foi ideada pela Biblioteca, cujo presidente, à época de sua criação, nomeou o Conselho e o editor. À Sabin coube sempre a tarefa de administrar os recursos da Revista e de produzi-la. No entanto, seu presidente arrogou-se o direito de demitir e contratar o editor e de vetar nomes para o Conselho.

De administradora, a Sabin tornou-se a proprietária e controladora da Revista. O Conselho não aceita esta subordinação que lhe tira a autonomia necessária para dirigir uma Revista séria e de qualidade. Os esforços do presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Dr. Galeno Amorim, no sentido de encontrar uma solução, resguardando ao mesmo tempo o papel da BN na escolha dos conselheiros e a prerrogativa do Conselho de escolher o editor, chocaram-se sistematicamente com a intransigência do presidente da Sabin.

Diante do impasse, e recusando abrir mão de sua independência, os membros do Conselho, abaixo assinados, decidiram por unanimidade entregar ao Dr. Galeno Amorim seu pedido de demissão.

É com pesar que nos vemos forçados a abandonar um projeto de que muito nos orgulhamos. Por sete anos, sem remuneração, em reuniões mensais com uma redação dedicada, levamos a mais de cem mil leitores a melhor revista de divulgação de História, dirigida por historiadores, jamais feita no Brasil e que nada fica a dever a suas congêneres no exterior.

Agradecemos o apoio recebido da presidência da Biblioteca Nacional, de leitores, amigos e financiadores, sobretudo do MEC, do Minc, da Petrobrás e do BNDES.

Alberto da Costa e Silva, membro da Academia Brasileira de Letras
Caio César Boschi, professor titular da PUC-BH
João José Reis, professor titular da UFBA
José Murilo de Carvalho, professor emérito da UFRJ, membro da Academia Brasileira de Letras
Laura de Melo e Souza, professora titular da USP
Lília Moritz Schwarcz, professora titular da USP
Luciano Figueiredo, professor associado da UFF
Marieta de Moraes Ferreira, professora titular da Fundação Getulio Vargas
Ricardo Benzaquen, professor assistente da PUC-RJ
Ronaldo Vainfas, professor titular da UFF"

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1102958-conselho-editorial-da-rev...

Dica @tiagoportoc  

 

11/06/2012 - 13h13

Conselho editorial da Revista de História da Biblioteca Nacional anuncia renúncia coletiva

DE SÃO PAULO

Os dez membros do conselho editorial da Revista de História, publicada pela Biblioteca Nacional, anunciaram nesta segunda-feira (11) que renunciam aos seus cargos. O pedido foi anunciado em uma carta assinada pelos dez intelectuais, entre professores e escritores, que compunham o colegiado.

Nomes como Alberto da Costa e Silva, membro da Academia Brasileira de Letras, Lília Moritz Schwarcz, professora da USP e Ronaldo Vainfas, professor da Universidade Federal Fluminense, alegaram conflitos com Jean-Louis de Lacerda Soares, presidente da Sabin (Sociedade dos Amigos da Biblioteca Nacional) que gere os recursos que permitem publicar a revista.

As rusgas entre o conselho e a presidência da sociedade vêm sendo expostas desde a demissão do editor Luciano Figueiredo, supostamente por retaliação política. Marcos Michael/Folhapress

Galeno Amorim, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, a quem os conselheiros anunciaram a renúncia dos seus cargos nesta segunda-feira


Os conselheiros já haviam ameaçado renunciar após a Sabin demitir Figueiredo "por razões administrativas internas" não especificadas, sem consultar o conselho.

Semanas antes, o então editor havia demitido o jornalista Celso de Castro Barbosa após divergências relacionadas a uma resenha escrita por ele sobre o livro "A Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Jr., publicada no site da revista.

Em um de seus trechos, a resenha diz que o livro joga "uma pá de cal na aura de honestidade de certos tucanos". Em outro, afirma que José Serra "é quem tem a imagem mais chamuscada, para não dizer estorricada, ao fim da 'Privataria Tucana'".

O texto gerou protestos públicos do PSDB e foi tirado do ar, mas, segundo a Sabin, nem a demissão de Castro Barbosa por Figueiredo nem a deste pela sociedade tiveram qualquer componente de pressão política.

Leia a carta de renúncia na íntegra:

"Aos leitores, amigos e financiadores da Revista de História da Biblioteca Nacional,

Há algum tempo, o Conselho Editorial da RHBN está em conflito com a presidência da Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin). A Revista foi ideada pela Biblioteca, cujo presidente, à época de sua criação, nomeou o Conselho e o editor. À Sabin coube sempre a tarefa de administrar os recursos da Revista e de produzi-la. No entanto, seu presidente arrogou-se o direito de demitir e contratar o editor e de vetar nomes para o Conselho.

De administradora, a Sabin tornou-se a proprietária e controladora da Revista. O Conselho não aceita esta subordinação que lhe tira a autonomia necessária para dirigir uma Revista séria e de qualidade. Os esforços do presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Dr. Galeno Amorim, no sentido de encontrar uma solução, resguardando ao mesmo tempo o papel da BN na escolha dos conselheiros e a prerrogativa do Conselho de escolher o editor, chocaram-se sistematicamente com a intransigência do presidente da Sabin.

Diante do impasse, e recusando abrir mão de sua independência, os membros do Conselho, abaixo assinados, decidiram por unanimidade entregar ao Dr. Galeno Amorim seu pedido de demissão.

É com pesar que nos vemos forçados a abandonar um projeto de que muito nos orgulhamos. Por sete anos, sem remuneração, em reuniões mensais com uma redação dedicada, levamos a mais de cem mil leitores a melhor revista de divulgação de História, dirigida por historiadores, jamais feita no Brasil e que nada fica a dever a suas congêneres no exterior.

Agradecemos o apoio recebido da presidência da Biblioteca Nacional, de leitores, amigos e financiadores, sobretudo do MEC, do Minc, da Petrobrás e do BNDES.

Alberto da Costa e Silva, membro da Academia Brasileira de Letras
Caio César Boschi, professor titular da PUC-BH
João José Reis, professor titular da UFBA
José Murilo de Carvalho, professor emérito da UFRJ, membro da Academia Brasileira de Letras
Laura de Melo e Souza, professora titular da USP
Lília Moritz Schwarcz, professora titular da USP
Luciano Figueiredo, professor associado da UFF
Marieta de Moraes Ferreira, professora titular da Fundação Getulio Vargas
Ricardo Benzaquen, professor assistente da PUC-RJ
Ronaldo Vainfas, professor titular da UFF"

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1102958-conselho-editorial-da-rev...

Dica @tiagoportoc  

 

Ministros do STF (Britto e Mendes), participam de seminário organizado pela Globo. E se o evento fosse organizado peloa Carta Capital ou pela TV Record, o que diria a velha mídia? Pressão sobre os ministros do STF?

Seg, 11 de Junho de 2012 11:29

Globo organiza seminário sobre liberdade de imprensa e independência do Judiciário

Priscila Fonseca

As Organizações Globo e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) realizam nesta terça-feira, 12, uma palestra sobre liberdade de imprensa e independência do Judiciário, no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília. O seminário contará com a presença de quatro pesquisadores, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O presidente do STF, Carlos Ayres Britto será o responsável pela abertura do evento. Na sequência, o ministro Gilmar Mendes, também do Supremo participará do debate “Direito da Informação e sua Importância para a Legitimação do Estado Democrático”. Durante as últimas semanas, Mendes foi personagem de pautas para veículos de comunicação devido a suposta pressão que teria sofrido pelo ex-presidente Lula para adiar o julgamento dos réus do mensalão.

A atuação da imprensa será tema para mais dois debates do evento. “Reparação do Dano Moral em Razão de Matéria e Publicação de Sentença”, é o assunto do qual Paulo de Tarso Vieira Sanseverino, do STJ, abordará. O encerramento do evento será realizado pelo juiz Sidnei Beneti, também do STJ, que comentará sobre a “Liberdade de Expressão e Proteção do Direito Autoral na Internet”. O encontre será realizado das 9h30 e vai até às 14h15.

http://portal.comunique-se.com.br/index.php/editorias/4-novas-midias/688...

 

http://resistir.info/moriente/siria_golpe_iminente.htmlIminente golpe de Estado na Síria
- A NATO prepara uma vasta operação de intoxicação

por Thierry Meyssan

Os estados membros na NATO e do CCG preparam um golpe de Estado e um genocídio sectário na Síria. Caso pretendam opor-se a estes crimes, ajam quanto antes; façam circular estes artigos na Net e alertem os vossos conhecidos.

Dentro de poucos dias, talvez a partir de sexta-feira 15 de Junho ao meio-dia, os sírios que pretenderem ver as cadeias de televisão nacionais terão estas substituídas nos écrans por televisões criadas pela CIA. Imagens realizadas em estúdio mostrarão cadáveres imputados ao governo, manifestações populares, ministros e generais apresentarão a sua demissão, o presidente el-Assad tratando de fugir, os rebeldes reunindo-se no coração das grandes cidades e um novo governo instalando-se no palácio presidencial. Esta operação, diretamente monitorizada a partir de Washington por Ben Rhodes, conselheiro adjunto da segurança nacional dos Estados Unidos, visa desmoralizar os sírios e preparar um golpe de Estado. A NATO, que esbarrou no duplo veto da Rússia e da China, conseguiria assim conquistar a Síria sem ter de a atacar ilegalmente. Qualquer que seja o julgamento sobre os atuais acontecimentos na Síria, um golpe de Estado poria fim a toda a esperança de democratização.

De maneira absolutamente formal, a Liga Árabe pediu aos operadores de satélite Arabsat e Nilesat para cortarem a transmissão dos media sírios, públicos e privados (Syria TV, Al-Ekbariya, Ad-Dounia, Cham TV, etc.). Existe um precedente, dado que a Liga Árabe tinha já procedido à censura de televisão líbia de forma a impedir os dirigentes da Jamahiriya de comunicarem com o seu povo. Não existe rede hertziana na Síria, onde as televisões são exclusivamente captadas por satélite. Mas este corte não deixaria os écrans apagados. De facto, esta decisão é apenas a parte emersa do iceberg. Segundo informações de que dispomos, diversas reuniões internacionais foram levadas a cabo na semana passada para coordenar a operação de intoxicação. As duas primeiras, de natureza técnica, tiveram lugar em Doha (Qatar), a terceira, política ocorreu em Riade (Arábia Saudita).

Uma primeira reunião juntou os oficiais de guerra psicológica “embedded” em certas cadeias de satélite, entre as quais Al-Arabiya, Al-Jazeera, BBC, CNN, Fox, France 24, Future TV, MTV. Sabe-se que desde 1998 os oficiais da United States Army's Psychological Operations Unit (PSYOP) foram incorporados na redação da CNN; a partir daí, esta prática foi estendida pela NATO a outras estações estratégicas. Redigiram antecipadamente falsas informações, segundo um “storytelling” elaborado pela equipa de Ben Rhodes na Casa Branca. Um procedimento de validação recíproca foi posto em marcha, cada media devendo citar os outros de forma a contribuir para torná-los credíveis aos ouvidos dos telespectadores. Os participantes decidiram igualmente requisitar não apenas as cadeias da CIA para a Síria e o Líbano (Barada, Future TV, MTV, Orient News, Syria Chaab, Syria Alghad), mas também outras quarenta cadeias religiosas wahhabitas, as quais apelarão ao massacre confessional aos gritos de “Os cristãos para Beirute, os alauitas para o túmulo!”

A segunda reunião juntou engenheiros e realizadores, visando planear a fabricação de imagens de ficção, misturando uma parte em estúdio a céu aberto e uma parte de imagens de síntese. Os estúdios foram arranjados durante as últimas semanas na Arábia Saudita, de modo a reconstituir aos dois palácios presidenciais sírios e os principais lugares de Damasco, Alepo e Homs. Já havia estúdios deste tipo em Doha, mas eram insuficientes.

A terceira reunião agrupou o general James B. Smith, embaixador do EUA, um representante do Reino Unido e o príncipe Bandar Bin Sultan (a quem o presidente George Bush pai designou como seu filho adotivo, ao ponto de a imprensa norte-americana o ter designado como “Bandar Bush”). Tratava-se de coordenar a ação dos media e a do “Exército Sírio Livre”, do qual os mercenários do príncipe Bandar formam o grosso dos efetivos.

A operação, em gestação desde há meses, foi precipitada pelo conselho de segurança nacional dos EUA, depois de o presidente Putin ter notificado a Casa Branca de que a Rússia se oporia pela força a toda a intervenção militar ilegal da NATO na Síria.

Essa operação compreende dois vetores simultâneos: por um lado, diversificar as falsas contra-informações; por outro lado, censurar toda e qualquer a possibilidade de lhes responder.

A interdição das TVs por satélite como forma de conduzir uma guerra não é uma novidade. De facto, sob pressão de Israel, os EUA e a União Europeia impuseram sucessivas interdições a cadeias libanesas, palestinianas, iraquianas e líbias. Nenhuma censura foi imposta a cadeias de satélite provenientes de outras partes do mundo.

Tão-pouco a difusão de notícias falsas constitui uma estreia. Entretanto, quatro novos passos significativos foram dados na arte da propaganda durante o decurso das últimas décadas:

- Em 1994 uma estação de música Pop, a “Radio Libre des Mille Collines” (RTML) deu o sinal para o genocídio no Ruanda apelando a “Matar as baratas!”.
- Em 2001 a NATO utilizou os media para impor uma interpretação dos atentados de 11 de Setembro e justificar os ataques ao Afeganistão e ao Iraque. Nesta altura, já Ben Rhodes tinha sido encarregado pela administração Bush de redigir o relatório da Comissão Kean/Hamilton sobre os atentados.
- Em 2002 a CIA utilizou cinco cadeias, Televen, Globovision, Meridiano, ValeTV et CMT, para fazer crer que manifestações monstruosas tinham forçado o presidente eleito da Venezuela, Hugo Chávez, a demitir-se, dado que tinha sido vítima de um golpe de Estado.
- Em 2011, aquando da batalha de Trípoli, a NATO fez realizar em estúdio e difundir pela Al-Jazeera e pela Al-Arabiya imagens de rebeldes líbios entrando na praça central da capital enquanto eles realmente ainda se encontravam longe da cidade, de forma que os habitantes, persuadidos de que a guerra estava perdida, cessaram toda a resistência.

Doravante, os media já não se contentam em apoiar a guerra, eles praticam-na diretamente. Este dispositivo viola os princípios básicos do direito internacional, a começar pelo artigo 19 de Declaração Universal dos Direitos do Homem relativo ao facto de “receber e difundir, sem consideração de fronteiras, as informações e as ideias por qualquer meio de informação”. Sobretudo, ele viola também as resoluções da Assembleia-Geral da ONU, adotadas no final da Segunda Guerra Mundial, para evitar as guerras. As resoluções 110, 381 e 819 interdizem “os obstáculos à livre troca de informações e de ideias” (no caso vertente, o corte das cadeias sírias) e “a propaganda de natureza a provocar ou encorajar toda a ameaça à paz, rotura da paz ou outro ato de agressão”.

No direito, a propaganda da guerra é um crime contra a paz, o mais grave dos crimes, dado que ele torna possíveis os crimes de guerra e os genocídios.

10/Junho/2012

O original encontra-se em www.domenicolosurdo.blogspot.pt/... . Tradução de JCG.

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ . 11

 

Perillo terá claque para dar ‘show’ e intimidar CPI
Perillo terá claque para dar ‘show’ e intimidar CPI Foto: DIVULGAÇÃO

Governador de Goiás prepara caravana de apoiadores e pensa no momento seguinte: estrutura de propaganda vai vender a ideia de que venceu algozes na CPI; ordem é intimidar; até deputados da comissão goiana vão como tropa de elite; integrantes do movimento #ForaMarconi marcarão presença

11 de Junho de 2012 às 11:11


Colunista

Pra não deixar de falar em Obama
Hélio Doyle



Vassil Oliveira _Goiás 247 – O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), prepara caravana de apoiadores para ocupar espaço em Brasília, nesta terça, 12, quando vai depor na CPI mista do Cachoeira. O objetivo é mostrar respaldo popular, força política e, indiretamente, intimidar os parlamentares que vão se ocupar das perguntas – os seus algozes, numa definição que corre os corredores do Palácio das Esmeraldas. E, depois, comemorar. Comemorar o fim de um momento difícil de questionamentos, dúvidas e críticas no Estado e fora.


Seus apoiadores, no entanto, vão esbarrar no contraponto que tem lhe tirado o sono em Goiás: os integrantes do movimento #ForaMarconi. Sem dinheiro, sem respaldo político da oposição – que está silenciosa e inativa, como se nada estivesse acontecendo –, por conta própria, eles também se organizam para marcar presença na capital federal e deixar sua marca.


A estrutura do governador é maior e profissional. Vai preparada para dar show, segundo revelou um nada animado integrante ao 247. Ele foi ‘escalado’, vai cumprir ordem. O show vai se estender ao pós depoimento, em uma ação concatenada e estratégica de comunicação pensada por equipe de fora – já que a local tem cometido deslizes que vem complicando a vida do tucano.


Por essa estratégica, foi montada estrutura preparada para já no momento em que Marconi começar a responder às perguntas, ‘vender’ a ideia de que o governador esclareceu todas as dúvidas e que, apesar de tentarem aniquilá-lo, ele não se deixou abater por Lula e todos os inimigos. Serão usadas as redes sociais e todos os veículos de comunicação alimentados com farta verba públicas nas últimas semanas.


É neste sentido que a propaganda vai trabalhar: vítima de ódio, ainda assim Marconi Perillo venceu. Daí em diante, será ‘inaugurado’ um novo momento no governo, com uma arrancada já preparada para mostrar que essa guerra estaria superada e que Marconi está olhando para a frente. Não à toa, o governador já deixou vazar até que até o final do ano vai fazer as mudanças que vem adiando e que, dessa vez, montará o “seu” governo, com nomes que escolherá sem a amarra das alianças políticas.


A estrutura dos contrários preparada para a CPI é constituída em sua maioria de jovens. Vai para marcar presença, “fazer barulho”- nas palavras de um dos organizadores do #ForaMarconi. Não há expectativa de que conseguirá mais do que isso. Há menos de duas semanas participantes do movimento foram alvo de ação violenta da polícia do governador em Itumbiara (leia aqui)


A do tucano contará ainda com um grupo de elite: auxiliares do governo, líderes escolhidos a dedo e, para completar, deputados estaduais integrantes da CPI do Cachoeira versão Goiás. Os parlamentares da comissão – e outros, por conta própria – vão oficialmente acompanhar a sessão.


São os mesmos que, responsáveis por investigar a participação de políticos goianos com o contraventor, assinaram documento de apoio a Marconi Perillo, como mostrou reportagem do Goiás 247 com a íntegra desse documento e a relação de todas as assinaturas, 28 no total (leia aqui).


A expectativa dos deputados goianos pode ser resumida nesta declaração do presidente da CPI goiana, deputado Helio de Sousa (DEM), dada à Agência Assembleia de Notícias na semana passada: “É uma data importante, na qual o governador esclarecerá dúvidas que foram levantadas de suposta relação com o empresário Carlos Cachoeira.”


É isso: os membros da CPI do Estado ‘não têm dúvidas’ de que o governador esclarecerá ‘as dúvidas’. Até agora, a CPI goiana nem cogitou ouvir Perillo, apesar de ser ele o maior envolvido nas investigações que resultaram na prisão de Cachoeira. Depois de cinco sessões (começou dia 10 de maio), nas próximas semanas deverão ser ouvidas 19 pessoas, nenhuma de destaque no caso.


As ações programadas para o dia do depoimento do governador goiano deverão, no entanto, se restringir a pontos específicos e corredores do Congresso, porque à sala mesmo da sessão da CPI dificilmente os manifestantes dos dois lados terão acesso. Para os governistas, porém, isso não é problema, e foi pensado.


É aí que o profissionalismo dos apoiadores do governador vai se sobressair: haverá a turma do barulho, mas haverá também a dos de terno e gravata para avançar o mais próximo possível do local onde estará Marconi Perillo. Uma ação coordenada e com foco no resultado.


O governador está preparado para a guerra com os seus algozes. E não aceita outro resultado senão vencê-los.


 


 

 

há 19 minutos por Sem Fronteiras


No Terra 


 
Mensalão”. Gilmar Mendes e Dias Toffoli podem ser barrados do julgamento por parcialidade

 



 
No Supremo Tribunal Federal (STF) está acertado que o julgamento do processo conhecido por “Mensalão” começará no dia 1º.de agosto. E o presidente do STF projetou o final do julgamento para o começo de setembro, antes da aposentadoria do ministro Cezar Peluso, em 3 de setembro.
 
Um julgamento, como bem sabem os operadores do Direito, tem dia e hora para começar, mas, com relação aos feitos complexos e com muitos réus, as previsões sobre o seu término dificilmente são confirmadas.
 
No processo do “Mensalão” teremos, certamente, duas importantes arguições sobre a falta de parcialidade dos ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
 
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, poderá,  —-apesar do desgaste e do desprestígio experimentado especialmente pelo inexplicável engavetamento do inquérito Vegas (caso Cachoeira, Demóstenes Torres e Construtora Delta) —-, arguir a suspeição do ministro Dias Tóffoli. Isso por ser público e notório os  laços de Tóffoli com o Partido dos Trabalhadores e o apoio que ele recebeu de José Dirceu, um dos réus, para obter uma cadeira no STF. Fora isso, a convivente de Toffóli é advogado e atuou na defesa de um dos réus.
 
Por outro lado, qualquer dos 38 réus, por seus advogados, poderão excepcionar Gilmar Mendes, notoriamente sem condições de imparcialidade. O ministro Mendes, poucos dias atrás, insinuou que gangsteres e bandidos  estão a serviço de réus no Mensalão. Ora, ele formulou antecipadamente juízo negativo sobre os réus.
 
Todas as exceções sobre suspeição de parcialidade  têm prazo para respostas e para decisões de aceitação ou indeferimento. 
 
Fora isso, existem outras ocorrências muito comuns e que geram adiamentos. Dois exemplos ajudam a entender: 1) um réu que resolva, no dia 1º.de agosto (data marcada para o início do julgamento), trocar de advogado-defensor ou 2) um defensor que não queira mais defender o réu por divergir da estratégia na sustentação oral.
 
Nesses dois exemplos, o processo é suspenso e outro defensor é constituído ou nomeado. E o novo defensor precisará de prazo para estudar os autos. Ou seja, precisrá de prazo para conhecer o conteúdo de 234 volumes e 495 apensos. Ele terá de ler e reler 50.119 páginas.
 
Se tudo passar de 3 de setembro, o STF terá, em face da aposentadoria compulsória do ministro Cezar Peluso, de decidir se prosseguirá o julgamento, — com risco de empate–, ou se aguardará a nomeação de um outro. Se der empate, valerá o “in dubio pro reo” (na dúvida, decide-se em favor do réu, pois ele é presumidamente não culpado). No caso de espera, a escolha do novo ministro é da presidência Dilma e o indicado será sabatinado no Senado Federal. Em resumo, caberá ao Senado, pela maioria absoluta, aprovar a indicação feita pela presidente Dilma.
 
Com efeito. O julgamento final poderá acontecer apenas depois das eleições. Mas, o que importa é o STF, à luz dos autos, não deixar impunes os crimes e não punir os inocentes.
 
–Wálter Fanganiello Maierovitch–  
 
 

Atuação de procuradores-gerais de Justiça é questionada
 

 

SÃO PAULO - Quase um terço (oito) dos atuais procuradores-gerais de Justiça do país chegou pela primeira vez ao cargo sem ter sido o mais votado na eleição interna do Ministério Público. Frente a esse quadro, a possibilidade de os governadores escolherem o nome daquele que poderá ou não investigá-los tem colocado a atuação dos chefes do MP em xeque. Há casos de engavetamento precoce de inquéritos, falta de iniciativa em assuntos sensíveis aos governos estaduais e omissão em relação a contratações irregulares.


Pela Constituição, o procurador-geral é a única autoridade que pode propor ação civil contra governadores, presidentes de assembleias legislativas e tribunais de justiça. A escolha do ocupante é feita pelo governador a partir de uma lista tríplice formada em uma eleição interna do MP, e ele não é obrigado a escolher o mais votado, o que tem levantado suspeitas sobre a atuação dos procuradores em vários estados.


Em Minas, os deputados Rogério Correa (PT) e Sávio Souza Cruz (PMDB) abriram uma representação em maio deste ano contra o procurador-geral Alceu José Torres Marques no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), acusando-o de não investigar repasses do governo a empresas de comunicação que têm integrantes da família do ex-governador e senador Aécio Neves (PSDB) como sócios. Há pelo menos um ano, os parlamentares pediam ao procurador-geral que investigasse o tema, especialmente as atribuições do Núcleo Gestor de Comunicação Social do Governo do Estado, coordenado pela irmã de Aécio, Andrea Neves, sócia nas empresas de comunicação. Alceu não levou o procedimento adiante.


No início de 2010, Alceu prometeu encerrar em seis meses investigação criminal sobre abusos cometidos por deputados estaduais no uso da verba indenizatória, mas a apuração ainda se arrasta. No início de 2011, ele também se recusou a investigar manobra do então presidente da Assembleia Legislativa de Minas e atual vice-governador, Alberto Pinto Coelho (PP), para reembolso de gastos maiores que o permitido em restaurantes de luxo da capital.


Alceu assumiu pela primeira vez em 2008, pelas mãos do então governador Aécio Neves, apesar de ter ficado em segundo na lista. Foi reconduzido em 2010 por Antonio Anastasia (PSDB), como primeiro da lista. Ele disse que só se pronunciará ao CNMP.


No Maranhão, o primeiro lugar na votação interna em 2010, o procurador Raimundo Nonato foi preterido pela governadora Roseana Sarney, que preferiu indicar ao cargo Maria de Fátima Cordeiro, segundo lugar. Em outras ocasiões como procurador-geral de Justiça, Nonato determinou ações de fiscalização em secretarias e causou antipatia junto ao governo e empresários.


- Para ser escolhido, o candidato tem que fazer arranjos internos. De todo modo, o PGJ estaria mais livre para agir se não fosse indicado pelo chefe do Executivo. O fiscalizador não pode ser devedor do fiscalizado - disse o procurador de Justiça maranhense José Henrique Marques Moreira.


O deputado Marcelo Ramos (PSB), do Amazonas, reclamou que, apesar de sucessivos escândalos, nenhuma ação de improbidade foi apresentada pelos procuradores-gerais que passaram nos últimos anos pelo cargo.


- Quando representamos e os processo não viram ações judiciais, credito isso à falta de independência do MP - disse o deputado, que denunciou irregularidades na construção de um monumento e a contratação de professores temporários pelo governo estadual


Primeiro colocado da lista por duas vezes, o procurador Francisco Cruz não foi escolhido em anos anteriores porque não tinha boas relações com o governador Eduardo Braga (PMDB). Só chegou ao cargo em 2010, quando outro governador assumiu e ele ficou em segundo lugar na lista tríplice.


- Sempre defendi eleição direta,sem interferência de outro poder - disse Cruz, que negou má vontade com pedidos de investigação .


No Rio Grande do Sul, segunda colocada na eleição do MP em 2009, Simone da Rocha foi nomeada pela governadora Yeda Crusis (PSDB). Durante a crise da gestão Yeda, ela foi causada por petistas de arquivar representações contra o governo. No ano passado, ela concorreu à reeleição e foi a primeira colocada, mas o governador era o petista Tarso Genro, que escolheu o segundo da lista, Eduardo de Lima Veiga. Simone também tem um histórico de ações contra a atuação do MST no estado.


- Encaminhei todas as representações. O resultado depende de avaliação - disse Simone.


Em São Paulo, em abril, o governador Geraldo Alckmin escolheu o segundo mais votado na lista tríplice, Marcos Elias Rosa. O caso acarretou uma divisão dentro do Ministério Público.


- Ficou claro que o governo quis alguém dócil. Não estou dizendo que quem foi escolhido é ou será dócil - afirmou Saad Mazloun, da Promotoria do Patrimônio Público de São Paulo.


Até quando o primeiro colocado da lista é indicado há suspeitas. É o caso do procurador-geral de Justiça Benedito Torres, nomeado pelo governador de Goiás, Marconi Perillo, que aparece nas conversas entre o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), irmão do procurador, e Carlinhos Cachoeira. Os diálogos gravados durante a Operação Monte Carlo da Polícia Federal mostram Cachoeira solicitando a Demóstenes que interceda junto ao irmão em favor de interesse de seus negócios. O procurador-geral nega envolvimento com a quadrilha.


 


 


 

 

 

 

Enquanto as Organizações Globo surfa na "onda ambiental" proveniente da Conferência Rio+20 ....

 

 

Do Blog do Saraiva

Essa notícia não sairá no Jornal Nacional

Essa notícia não sairá no Jornal Nacional, nem no Globo Ecologia e nem merecerá comentários do André Trigueiro no Jornal da Globo

Mansão da família Marinho, dona da Globo, construída em reserva ambiental proibida, sem autorização.Segundo o Bloomberg são "1,300-square-meter mansion just off Santa Rita beach"A família Marinho, dona da TV Globo, assim como outros milionários brasileiros, foram alvos de reportagem da Bloomberg, dizendo que "Ricos brasileiros não tem vergonha de construírem suas casas em áreas de preservação ambiental".Um trecho diz que os Marinho violaram leis ambientais para construir, sem permissão, uma mansão de 1300 metros quadrados em Paraty (RJ), além de anexarem uma área pública na praia e desmatarem floresta protegida para construir um heliporto (local para pouso de helicópteros).Graziela Moraes Barros, inspetora do ICMBio (Instituto Chico Mendes), que participou de uma autuação na propriedade movida pelo Ministério Público, foi ouvida na reportagem. Ela disse:"Essa casa é um exemplo de um dos mais sérios crimes ambientais que nós vimos na região...... muitas pessoas dizem que os Marinhos mandam no Brasil. A casa de praia mostra que a família certamente pensa que está acima da lei...... Dois seguranças armados com pistolas patrulham a área, espantando qualquer um que tenta usar a praia pública", diz ela.Mansão da família Marinho, dona da Globo, construída em reserva ambiental proibida, sem autorização. Juiz mandou demolir. Os Marinhos apelaram da decisãoUm juiz federal, em novembro de 2010, ordenou a família demolir a casa e todos os outros edifícios na área. Os Marinhos apelaram e o recurso na justiça ainda não foi julgado. (Com informações da Bloomberg, em inglês: http://www.bloomberg.com/news/2012-03-08/brazil-s-rich-build-homes-in-na... )

 

 

" A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos." - Barão de Montesquieu

 

 

Enquanto as Organizações Globo hipocritamente surfa na "onda ambiental" proveniente a Rio+20 ...

 

Do Blog do Saraiva

 

Essa notícia não sairá no Jornal Nacional

 

 

 


Essa notícia não sairá no Jornal Nacional, nem no Globo Ecologia e nem merecerá comentários do André Trigueiro no Jornal da GloboMansão da família Marinho, dona da Globo, construída em reserva ambiental proibida, sem autorização.Segundo o Bloomberg são "1,300-square-meter mansion just off Santa Rita beach"A família Marinho, dona da TV Globo, assim como outros milionários brasileiros, foram alvos de reportagem da Bloomberg, dizendo que "Ricos brasileiros não tem vergonha de construírem suas casas em áreas de preservação ambiental".Um trecho diz que os Marinho violaram leis ambientais para construir, sem permissão, uma mansão de 1300 metros quadrados em Paraty (RJ), além de anexarem uma área pública na praia e desmatarem floresta protegida para construir um heliporto (local para pouso de helicópteros).Graziela Moraes Barros, inspetora do ICMBio (Instituto Chico Mendes), que participou de uma autuação na propriedade movida pelo Ministério Público, foi ouvida na reportagem. Ela disse:"Essa casa é um exemplo de um dos mais sérios crimes ambientais que nós vimos na região...... muitas pessoas dizem que os Marinhos mandam no Brasil. A casa de praia mostra que a família certamente pensa que está acima da lei...... Dois seguranças armados com pistolas patrulham a área, espantando qualquer um que tenta usar a praia pública", diz ela.Mansão da família Marinho, dona da Globo, construída em reserva ambiental proibida, sem autorização. Juiz mandou demolir. Os Marinhos apelaram da decisãoUm juiz federal, em novembro de 2010, ordenou a família demolir a casa e todos os outros edifícios na área. Os Marinhos apelaram e o recurso na justiça ainda não foi julgado.

 

Enquanto as Organizações Globo surfa na "onda ambiental" irradiada pela Rio+20, vejam esta notícia do Blog do Saraiva oriunda de um artigo da Bloomberg (Brazil’s Rich Show No Shame Building Homes in Nature Preserves) :

Fantástica hipocrisia: Juiz mandou donos da Globo demolirem mansão construída em área proibida, de preservação ambiental

 

   Mansão da família Marinho, dona da Globo, construída em reserva ambiental proibida, sem autorização. Juiz mandou demolir. Os Marinhos apelaram da decisão. Essa notícia não sairá no Jornal Nacional:A família Marinho, dona da TV Globo, assim como outros milionários brasileiros, foram alvos de reportagem da Bloomberg, dizendo que "Ricos brasileiros não tem vergonha de construírem suas casas em áreas de preservação ambiental".Um trecho diz que os Marinho violaram leis ambientais para construir, sem permissão, uma mansão de 1300 metros quadrados em Paraty (RJ), além de anexarem uma área pública na praia e desmatarem floresta protegida para construir um heliporto (local para pouso de helicópteros). Graziela Moraes Barros, inspetora do ICMBio (Instituto Chico Mendes), que participou de uma autuação na propriedade movida pelo Ministério Público, foi ouvida na reportagem. Ela disse: "Essa casa é um exemplo de um dos mais sérios crimes ambientais que nós vimos na região...
... muitas pessoas dizem que os Marinhos mandam no Brasil. A casa de praia mostra que a família certamente pensa que está acima da lei...... Dois seguranças armados com pistolas patrulham a área, espantando qualquer um que tenta usar a praia pública", diz ela.
Um juiz federal, em novembro de 2010, ordenou a família para demolir a casa e todos os outros edifícios na área. Os Marinhos apelaram a recurso na justiça ainda não julgado. (Com informações da Bloomberg, em inglês)

 

 

Tal qual se perguntou aqui no blog ao Ministro Ayres Brito, também aqui é necessário saber: em que mundo vive Márcio Thomaz Bastos? Quer dizer então que "a imprensa tomou um pouco de partido nessa questão do mensalão"? Só um pouco Dr. Márcio? ah, que bom que foi só um "pouco" e não foi muito, nem foi escancaradamente não é mesmo?

 

Do blog do Josias de Souza

11/06/2012 - 5:35

Márcio Thomaz Bastos: ‘Imprensa tomou partido no mensalão; ênfase dada a jugamento é errada’ 

“A grande imprensa tomou um pouco de partido nessa questão do mensalão”, disse o advogado Márcio Thomaz Bastos. “Ela elevou a um ponto simbólico muito forte esse mensalão que vai ser julgado [do PT], deixando de lado os outros mensalões [do PSDB de Minas e do DEM de Brasília].”

Thomaz Bastos discorreu sobre o tema numa entrevista televisiva à repórter Mônica Bergamo e ao sociólogo Antonio Lavareda. Pode ser assistida aqui. Durou 34min17s. O mensalão entrou na conversa aos 18min04s.

Ex-ministro de Lula e defensor de um ex-dirigente do Banco Rural que compõe o rol de 38 réus do mensalão, Thomaz Bastos declarou-se “a favor da liberdade de imprensa” e contra “o controle social” da mídia. Porém…

O advogado afirmou que a imprensa “deve ser criticada quando erra”. E, na opinião dele, “essa ênfase que está se dando a esse julgamento [da ação penal do mensalão] parece errada.”

Ele disse que já advogou “dos dois lados” –“Tanto já defendi casos em que tinha a opinião publica e publicada a meu favor, é uma delícia você fazer isso, como já enfrentei a contramaré. Já fui o sujeito que estava absolutamente na minoria, pegando a mão do réu no fim da escada, quando ele já estava crucificado.”

Acha que a influência da mídia sobre os tribunais “é uma questão que tem que ser examinada e tem que ser revolvida no Brasil.” Citou um par de exemplos: “Esse julgamento dos pais que mataram a menina [o caso Isabella Nardoni, que resultou na condenação, em 2010, de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá] , é exemplo típico de um julgamento que não houve, isso foi um justiçamento.”

“Aquele outro caso mais antigo, da Daniela Perez [filha da autora de telenovelas Daniela Perez, assassinada em 1992], quando houve uma pressão enorme… Então, o julgamento se torna um não-julgamento. O julgamento se torna uma farsa.”

Perguntou-se a Thomaz Bastos: acha que isso está ocorrendo no mensalão? E ele: “Não, não estou querendo dizer [isso]. Tenho medo que ocorra. Tenho medo que haja uma publicidade opressiva, como dizia o Nélson Hungria. Será que é possível fazer um julgamento com uma publicidade opressiva em cima?”

Recordou-se ao ex-ministro que, num país como o Brasil, em que os acordos de gabinete por vezes prevalecem sobre os autos, a vigilância da imprensa é importante. Ele concordou: “Acho fundamental a vigilância da imprensa…” Mas só até certo ponto: “Agora, algumas vezes ela [a mídia] erra. No caso Nardoni, por exemplo, eu acho que foi um erro terrível.”

Acrescentou: “Nesse caso da Daniela Perez, em que eram dois os réus, se um deles fosse inocente ou menos culpado que o outro, não fazia diferença. É uma máquina que vai empurrando tudo. É como se fosse uma tragédia grega. Tudo já aconteceu. Só vai fazer a encenação e chancelar o veredicto que já aconteceu lá atrás. Isso é a negação da Justiça.[...]”

Perguntou-se a Thomaz Bastos também como se sente no papel de advogado de defesa de Carlinhos Cachoeira e de um réu do mensalão. “É um desafio muito estimulante”, ele respondeu.

Acredita que sua atuação ajuda a potencializar “um valor constitucional que também é importante se queremos implantar no Brasil um Estado democrático de direito, que é o direito de o sujeito ser ouvido antes de ser condenado.”

Evocou um célebre compositor popular: “É como dizia Herivelto Martins, o marido da Dalva de Oliveira: primeiro é precico julgar para depois condenar. E no Brasil tem havido uma inversão muito forte disso.”

Repisou: “Eu tenho defendio gente na contramáre com alguma frequência. E acho que o direito de defesa acaba sendo desprezado, acaba correndo riscos. E a gente tem que procurar fazer valer ele de todo jeito, porque é uma coisa fundamental, tão importante quanto a liberdade de imprensa.”

Instado a comentar o contraste entre sua atividade atual e a imagem de ex-ministro da Justiça, chefe da Polícia Federal, Thomaz Bastos afirmou: “Fui advogado durante 50 anos. Aí, parei quatro [anos] para ser ministro da Justiça. Saí de lá faz cinco anos. Voltei a fazer o que eu fazia.”

Comparou-se a outros ex-ministros: “É como os ministros da Saúde que saem e voltam a operar, como o Adib Jatene; como os ministros da Educação que saem e vão ser reitores; como os ministros de Fazenda, que vão trabalhar no mercado de capitais. Por que só eu não posso?”

Não considera adequado que confudam o advogado com seus clientes. “Acho que isso não faz o menor sentido. Quanto mais complexa, quanto mais sofisticada é uma sociedade, maior é o número de papéis que você pode exercer.”

Lançou no ar um repto: “Enquanto estive no ministério da Justiça, eu desafio que alguém me aponte a defesa de um interesse privado. Eu tive uma lealdade às instituições e ao presidente da República. Agora não, voltei a ser o que eu era: um defensor dos interesses privados, do direito de defesa, da liberdade das pessoas. Quero ter liberdade para poder defender a liberedade dos outros. Esse é o meu papel. Estou absolutamente tranquilo em relação a isso.”

Considera-se o protagonista de “uma cruzada” pela valorização do direito de defesa. “Se comigo acontece isso, que sou um advogado com 55 anos, um advogado que todo mundo mais ou menos conhece, imagine com um pobre de um recém-formado, coitado, que vai enfrentar um juiz e o juiz resolve que o cliente dele é culpado e tenta impedir o exercício do direito de defesa. Acho que isso tem que ser brigado fortemente. A OAB tem que entrar com mais força nessa luta, porque é fundamental para o país, para a democracia e para o Estado Republicano.”

Nesse ponto, a entrevista escorregou de novo para o mensalão. Inquirido sobre suas expectativas em relação ao julgamento, Thomaz Bastos disse: “Eu tenho absoluta convicção de que o Supremo vai fazer um julgamento técnico, um julgamento levando em conta o que existe dentro das provas.”

Voltou a falar do “peso que a imprensa tem na opinião pública e do peso que a opinião pública e a imprensa têm nos julgamentos.” Disse que a influência é maior nas sentenças proferidas pelos tribunais de júri e pelos juízes singulares. Mas realçou que os tribunais superiores não estão livres do fenômeno.

“O juiz lê jornal, assiste televisão. O juiz não é marciano, mora na Terra, no Brasil. Realmente, essa é uma questão que volta, que é recorrente. [...] Agora mesmo eu estou vivendo um caso que, se não fosse uma defesa, o réu já estava fuzilado sem apelação e sem possibilidade de defesa.”

Que caso? O caso de Carlinhos Cachoeira. “Tivemos que ir ao Supremo duas vezes e ao TRF, em Brasília, várias vezes. Inclusive para impedir uma audiência na qual ele já estaria, com certeza, condenado se essa audiência tivesse havido desse jeito. Num processo de 100 volumes, com uma denúncia de 200 páginas, queriam fazer debates orais de 15 minutos, 20 minutos.”

Como ministro da Justiça, Thomaz Bastos influiu na indicação de pelo menos seis dos 11 ministros que integram o quadro atual do STF. Perguntou-se a ele se realmente acredita que esse colegiado pode sujeitar-se às pressões da mídia e da opinião pública.

Thomaz Bastos respondeu assim: “Todo mundo sofre influência.” Ponderou: “Acredito piamente que o Supremo vai fazer julgamento equilibrado e técnico.” Revelou uma ponta de receio: “Mas que sofre influência… E essa influência em si não é um mal. A publicidade opressiva é um mal, mas a influência sobre o juiz, o que ele lê de manhã, o que ele conversa com a mulher, ajuda ele a fazer um juízo.”

O problema, declarou Thomaz Bastos, é “quando se começa a martelar, a oprimir, todo mundo de um lado só. [...] Aí é uma coisa que torna perigoso o julgamento.” Voltou a relativizar: “Não no Supremo. O Supremo, na minha opinião, é infenso a isso. O Supremo Tribunal brasileiro tem uma história brilhante. Ele não se derrotou, não se curvou mesmo em momentos difíces da história do Brasil.”

Voltou a martelar: “A imprensa tem uma dificuldade muito grande de se criticar, de aceitar que ela possa ter defeitos. Então, imagino que, num julgamento como esse do mensalão, [...] há a influência, sem dúvida. Mas essa influência, em relação ao Supremo, chega muito esbatida, vem muito de longe, porque eles são homens experimentados, são homens preparados, são homens probos e homens capazes de fazer um julgamento técnico e que se aproxime o mais possível da justiça.”

Ministro na época em que o mensalão explodiu, em 2005, Thomaz Bastos engrossou o coro dos que consideram equivocada a decisão do STF de marcar para 1o de agosto o início do julgamento. “Haverá consequências eleitorais, sem dúvida, dependendo de como o julgamento ocorre. Não acredito que tenha sido uma boa solução fazer esse julgamento antes da eleição.”

O ex-ministro, voz respeitável, está coberto de razão na defesa que faz do sacrossanto direito de defesa dos réus. O usufruto do contraditório não pode e não deve ser negado nem ao mais indefensável dos bandidos.

Impossível deixar de reconhecer, porém, a ironia da cena: uma pessoa que até ontem respondia pela pasta da Justiça agora comparece às varas e aos tribunais para se contrapor ao trabalho da Polícia Federal que se jacta de ter reaparelhado para combater a corrupção. No caso de Cachoeira, até o amigo Lula, em privado,  considerou esquisito.

No mais, convém não perder de vista que a Constituição não diferencia o direito de defesa dos réus do direito do cidadão de ter livre acesso às informações. Se um juiz julga pelos jormais, de costas para os autos, não faz jus à toga. Deve-se bloquear o magistrado, não o fluxo das notícias.

Recorde-se, por oportuno, que o caso do mensalão provavelmente nem existiria não fosse o trabalho da imprensa. São decorridos sete anos desde que os malfeitos foram pendurados nas manchetes. Só agora o julgamento vai começar. Imagine-se o que sucederia se a imprensa não imprensasse.

Desnecessário lembrar, de resto, que, quando o julgamento ocorre no júri ou na sala de um juiz singular, a legislação brasileira assegura aos réus condenados mais de 40 recursos. A imprensa, obviamente, erra. Mas num sistema assim, tão permissivo, se uma sentença injusta não for reformada nas instâncias superiores, o erro do Judiciário se sobrepõe a qualquer equívoco que o noticiário possa cometer.

 

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Entenda o empréstimo para salvar os bancos da Espanha

Os países da zona do euro ajudarão a Espanha com um empréstimo de até 100 bilhões de euros (cerca de R$ 251,5 bilhões) para a recapitalização do setor bancário do país. Mas o governo do país faz questão de dizer que não se trata de um pacote de resgate, como os que receberam Grécia, Irlanda e Portugal, mas um empréstimo.

Diante da cifra milionária, muitos se perdem na discussão semântica, mas será que importa como a ajuda é chamada?

Após idas e vindas nas últimas semanas, o ministro da Economia da Espanha, Luis de Guindos, confirmou no final da tarde de sábado o que já se comentava há tempos nos bastidores.

A Espanha pediu ajuda financeira para sanear seu sistema bancário. Os países da zona do euro (que têm o euro como moeda comum) aceitam colocar à disposição do governo espanhol uma quantidade de até 100 bilhões de euros, sem impôr condições macroeconômicas nem fiscais à Espanha.

Essa diferença de conceito entre o que ocorreu neste sábado e o que passou anteriormente com Grécia, Irlanda e Portugal é o que faz com que o governo do primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy diga que isso é um empréstimo, ajuda ou apoio financeiro, enquanto a oposição afirma que se trata claramente de um resgate.

Cenário previsto

Uma equipe formada por representantes da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) viajará a Madri para avaliar as necessidades do setor bancário espanhol, segundo confirmou um porta-voz da zona do euro à BBC.

Ainda não se sabe qual é a quantidade exata que a Espanha receberá. Isso será decidido após serem conhecidos os resultados de várias análises especializadas.

As primeiras cifras serão divulgadas no dia 21 de junho, quando serão publicadas as conclusões do relatório das consultorias independentes Roland Berger e Oliver Wyman, contratadas para levantar os dados sobre as necessidades de capitalização do sistema bancário espanhol. Cada uma das consultorias emitirá um relatório.

Ambas as empresas usarão dois cenários para seus cálculos - o primeiro com base na situação "mais provável" e o segundo, uma previsão com um cenário mais "pressionado", em que se assume uma conjuntura econômica pior e uma queda mais significativa dos preços dos ativos imobiliários.

Além disso, quatro empresas auditoras, PwC, Deloitte, Ernst & Young e KPMG, estão avaliando as carteiras de crédito dos bancos espanhóis, não somente as imobiliárias, mas também as de crédito ao consumo, às empresas e às famílias, para avaliar os ajustes necessários.

A previsão é que essas empresas terminem seu trabalho no dia 31 de julho. Esse será o momento em que o governo espanhol terá que decidir sobre o volume de recursos que pedirá à Europa.

Como os bancos de debilitaram

O dinheiro servirá para dar um impulso às finanças dos bancos espanhóis com mais dificuldades, que sofreram perdas de bilhões de euros com os chamados "créditos podres" resultantes do estouro da bolha imobiliária e à recessão que se seguiu.

Alguns desses bancos pediram emprestadas grandes quantidades de dinheiro aos mercados internacionais para, por sua vez, poder conceder créditos a construtores e compradores de imóveis, uma estratégia que era mais arriscada do que financiar os empréstimos com depósitos de poupanças.

Quando chegou a crise de crédito, o setor financeiro espanhol se viu envolvido no que o FMI descreveu como "uma crise sem precedentes".

Os bancos precisavam se desfazer de cerca de 200 mil propriedades hipotecadas em um momento em que os preços dos imóveis haviam caído, em média, 25%.

O governo já injetou mais de 33 bilhões de euros no sistema bancário para tentar reforçá-lo, segundo o FMI. Além disso, nacionalizou o Bankia, o quarto maior banco do país, que no mês passado solicitou uma ajuda de mais de 18 bilhões de euros.

De onde vem o dinheiro

O governo espanhol vem se esforçando para assegurar que qualquer ajuda externa seja direcionada aos bancos, e não ao governo central.

Como resultado, os empréstimos serão feitos à agência de reestruturação bancária, o chamado Fundo de Reestruturação Ordenada Bancária (FROB), que funciona como agente intermediário do governo. Ainda assim, o crédito será considerado de todas as formas como dívida pública, segundo afirmou o ministro Luis de Guindos.

Em seu comunicado, o grupo de países da zona do euro declarou: "O FROB, que atua como agente do governo espanhol, poderia receber os fundos e repassá-los às instituições financeiras envolvidas. O governo espanhol manterá a total responsabilidade pela ajuda financeira".

O dinheiro virá de dois fundos criados para ajudar os membros da zona do euro que se encontram em dificuldades financeiras: o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), já em funcionamento, e o Mecanismo de Estabilidade Europeu (MEE), que entra em vigor no mês que vem.

O ministro da Economia espanhol não soube afirmar que proporção será coberta por cada um desses fundos, já que alguns parlamentos de países da zona do euro ainda não ratificaram a criação do MEE.

O fato de que o empréstimo será repassado através do FROB faz com que as taxas de juros e os prazos de devolução do dinheiro sejam extremamente favoráveis, segundo o ministro.

Resgate?

Segundo observa o correspondente da BBC em Madri Tom Burridge, a maior parte dos analistas e especialistas qualificariam o anunciado neste sábado como um resgate financeiro.

Burridge reconhece, porém, que é um resgate diferente do que receberam Grécia, Portugal e Irlanda, já que a Espanha não será submetida a condições tão duras e o dinheiro será gerenciado pelo FROB.

Mas, considerando que o FROB é uma instituição pública, a dívida contraída por esse empréstimo acabará contabilizada nas contas do governo espanhol.

As autoridades espanholas recusavam comentar a possibilidade do empréstimo até o último momento. Alguns ministros, inclusive, negaram no próprio sábado que a Espanha fosse pedir ajuda.

"A impressão que temos é que a Espanha é conduzida por uma mão externa para acelerar o processo de pedido de ajuda internacional", conclui Burridge.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/06/120609_espanha_empresti...

 

Advogados denunciam a Abril ao Ministério Público

O Coletivo Advogados para a Democracia protocolou na última quarta-feira (06/06) uma representação ao Ministério Público contra a Editora Abril.

Há algumas semanas recebemos a informação de que a empresa circulava por escolas estaduais de São Paulo distribuindo pacotes de figurinhas e bonecos em miniaturas pertencentes a um álbum produzido por ela em uma prática covarde e criminosa de induzir crianças e adolescentes ao consumismo infantil.

Como se isso não bastasse, funcionários devidamente vestidos com camisas com o logotipo da empresa adentraram às escolas sem que a direção dessas escolas consentissem.

Os produtos distribuídos gratuitamente não possuem nenhuma relação com o ambiente escolar, tratando-se apenas de publicidade voltada a seres humanos em fase de formação.

Entendemos que a Editora, com esta prática socialmente condenável, age ilegalmente, pois fere a vulnerabilidade do consumidor, os valores sociais básicos e a própria sociedade como um todo reforçando valores meramente mercadológicos no processo de socialização de crianças e adolescentes, senão vejamos:

- As crianças e os adolescentes não têm maturidade suficiente para discernir que aqueles produtos recebidos não são parte do universo escolar. A Editora se utiliza da vulnerabilidade dos alunos;

- Ao invés das tradicionais propagandas da televisão (fiscalizadas pelo Ministério Público e outras entidades), a Editora se utiliza de subterfúgios para atingir um consumidor vulnerável e protegido pela Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Código de Defesa do Consumidor, o Código Brasileiro de Auto-regulamentação Publicitária e tantas outras normas que dispõem a respeito;

- É impossível não reconhecer que o local para tal publicidade é inapropriado e está absolutamente desvinculado do contexto do ambiente escolar além de atrapalhar o andamento normal das atividades escolares desviando a atenção dos alunos para os produtos;

- Além disso, ficou explícita a relação de competitividade criada entre os educandos. Aqueles que receberam mais figurinhas e miniaturas se colocavam como superiores a outros que receberam uma quantidade menor. Ato contínuo, nos dias subsequentes, a mesma relação surgiu com os alunos que puderam comprar o álbum e mais figurinhas e miniaturas nas bancas de jornal com aqueles que, por não ter a mesma possibilidade financeira, não puderam fazer o mesmo. Trata-se de uma lógica perversa de socialização entre crianças e adolescentes em processo de formação;

- É necessário perceber a dor, humilhação, sofrimento e constrangimento daqueles cujos pais não têm condições financeiras de comprar o álbum e as demais figurinhas para completá-lo. Eles passam a ser alvo de gozações diárias surgindo a nefasta prática do bullying;

- Para além do universo escolar, é fundamental lembrar do possível conflito que pode existir no âmbito familiar quando um aluno chega em casa com tais produtos pedindo aos pais que comprem o álbum sendo que eles não possuem poder econômico para tanto.

É preciso reiterar que o Estatuto da Criança e do Adolescente adotou, em consonância com a Constituição Federal, o sistema da proteção integral, sempre ressaltando a condição de ser humano em formação e por isso merecedor de cuidados especiais e a Editora Abril com essa prática simplesmente ignora de forma vil todas as legislações que garantem os direitos fundamentais de cidadãos em desenvolvimento.

Ressalte-se que estes menores, alvos do agressivo marketing publicitário da citada empresa, gozam de tripla proteção: como crianças e adolescentes, como consumidores e como usuários dos serviços públicos.

Diante de tais fatos fomos a campo atuando na defesa da criança e do adolescente contra a lógica voraz do mercado que não tem qualquer preocupação social, apenas empresarial.

http://www.viomundo.com.br/denuncias/advogados-denunciam-abril-ao-minist...

 

Mais uma sobre a crise Européia: um minuto para a meia noite na União Européia? Do El País.

http://economia.elpais.com/economia/2012/06/08/actualidad/1339182933_906945.html

¿Queda un minuto para la medianoche en Europa?

Nos tememos que la política del Gobierno alemán de hacer algo que sirve ya de poco y llega demasiado tarde corre el riesgo de provocar precisamente una repetición de la crisis de mitad del siglo XX que la integración europea pretendía evitar.

Nos resulta extraordinario que sea Alemania, precisamente, la que parezca no haber aprendido de la historia. Obsesionada con la inexistente amenaza de la inflación, da la impresión de que la Alemania actual otorga más importancia al año 1923 (el año de la hiperinflación) que a 1933 (el año en que murió la democracia). A los alemanes no les vendría mal recordar que una crisis bancaria europea ocurrida dos años antes de 1933 contribuyó de forma directa a la descomposición de la democracia, no solo en su propio país, sino en todo el continente.

MÁS INFORMACIÓN

Llevamos más de tres años advirtiendo de que Europa continental necesitaba limpiar los lamentables balances de sus bancos. No hicieron prácticamente nada. Mientras tanto, desde hace dos años se está extendiendo un pánico silencioso entre los bancos de la periferia de la eurozona: se han reducido los servicios financieros transfronterizos, interbancarios y generales, y se han sustituido por financiación del BCE; y el dinero inteligente —grandes depósitos no asegurados de personas con altos ingresos— ha abandonado las costas de Grecia y otros bancos mediterráneos.

Pero ahora el público está perdiendo la confianza, y el pánico puede extenderse a depósitos sin asegurar más pequeños. Si Grecia saliera del euro, se produciría una congelación de depósitos, y los depósitos en euros se convertirían en nuevos dracmas: por tanto, un euro en un banco griego no equivale a un euro en un banco alemán. Los griegos han retirado más de 700 millones de euros de sus bancos en el último mes.

Más preocupante es que el mes pasado también hubo un aumento de las retiradas de dinero de algunos bancos españoles. La torpe operación de rescate de Bankia llevada a cabo por el Gobierno solo ha servido para incrementar la inquietud de la población. En una visita reciente a Barcelona, a uno de nosotros le preguntaron varias veces si era seguro tener dinero en un banco español. Este tipo de proceso puede ser explosivo. Lo que hoy es una tranquila visita al banco puede convertirse en una carrera de sálvese quien pueda. Si se produjera la salida de Grecia, las personas racionales se preguntarían: ¿quién va a continuación?

Como se debatió en una reunión del Nicolas Berggruen Institute celebrada la semana pasada en Roma, la forma de salir de esta crisis parece clara.


Resulta extraordinario que sea Alemania la que parezca no haber aprendido de la historia

En primer lugar, es preciso establecer un programa de recapitalización —mediante acciones preferentes sin derecho a voto— de los bancos de la eurozona, tanto en la periferia como en el centro, directa a través del Instrumento Europeo de Estabilidad Financiera (IEEF) y su sucesor, el Mecanismo de Estabilidad Financiera (MEE).

La estrategia actual de recapitalizar los bancos a base de que los Estados pidan prestado a los mercados nacionales de bonos —o al IEEF— ha resultado desastrosa en Irlanda y Grecia: ha provocado una explosión de deuda pública y ha hecho que el Estado fuera todavía más insolvente, al tiempo que los bancos se convierten en un riesgo mayor en la medida en que más parte de la deuda pública está en sus manos.

Segundo, para evitar el pánico en los bancos de la eurozona —un fenómeno seguro en el caso de salida de Grecia y muy probable en cualquier caso— es necesario crear un sistema europeo de garantía de depósitos.

Con el fin de reducir el riesgo subjetivo (además del riesgo del precio de las acciones y el riesgo crediticio asumidos por los contribuyentes de la eurozona), también habría que tomar otras medidas:

1. El programa de garantía de depósitos debe financiarse con los gravámenes bancarios apropiados: podría ser un impuesto de transacciones financieras o, mejor aún, un impuesto sobre todos los pasivos bancarios.

2. Es necesario poner en práctica un programa de resolución bancaria en el que los acreedores no asegurados —tanto mayoritarios como minoritarios— sean los primeros que paguen, antes de recurrir al dinero de los contribuyentes para cubrir las pérdidas de un banco.

3. Deben tomarse medidas para limitar el tamaño de los bancos con el fin de evitar el problema de las entidades demasiado grandes para caer.

4. También somos partidarios de un sistema de supervisión y regulación para toda la UE.


Un euro en un banco griego no equivale a un euro en un banco alemán

Es cierto que el fondo europeo de garantía de depósitos no funcionará si existe el riesgo continuo de que un país se salga de la eurozona. Garantizar los depósitos en euros sería muy caro, porque el país en cuestión necesitaría convertir toda la deuda a una nueva moneda nacional, que enseguida se depreciaría respecto al euro. Por otra parte, si el seguro de depósito solo tiene validez mientras el país no abandone el euro, será incapaz de impedir un pánico bancario. Por consiguiente, es necesario tomar más medidas para reducir las probabilidades de que se produzcan abandonos de la eurozona.

Hay que acelerar las reformas estructurales que estimulan el crecimiento de la productividad. Entre las políticas que pueden conseguirlo están una mayor flexibilización monetaria por parte del BCE, un euro más débil, algún estímulo fiscal en el núcleo duro, más gasto en infraestructuras que reduzcan los cuellos de botella y faciliten el abastecimiento en la periferia (a ser posible, con una regla de oro para las inversiones públicas) e incrementos salariales por encima de la productividad en el centro para impulsar los ingresos y el consumo.

Por último, dado el volumen insostenible de las deudas públicas y los costes de endeudamiento de varios Estados miembros, no vemos alternativa posible a algún tipo de mutualización de la deuda.

En la actualidad existen varias propuestas de eurobonos. Entre ellas, la que preferimos es la de un Fondo Europeo de Redención que hace el Consejo Alemán de Asesores Económicos, no porque sea la mejor, sino porque es la única capaz de aliviar la inquietud alemana sobre la perspectiva de asumir un riesgo crediticio excesivo.

El FER es un programa provisional que no derivará en un sistema de eurobonos permanentes. Cuenta con los avales suficientes y la antigüedad adecuada, además de tener unas condiciones muy firmes. El principal peligro es que cualquier propuesta que sea aceptable para Alemania supondría tal pérdida de soberanía fiscal para los Estados que sería inaceptable para a periferia de la eurozona, en especial Italia y España.

Ceder parte de la soberanía es inevitable. Sin embargo, existe una diferencia entre federalismo y neocolonialismo, como nos dijo un veterano político en la reunión del NBI en Roma.


Dado el volumen insostenible de las deudas, no vemos alternativa posible a algún tipo de mutualización

Hasta hace poco, la postura de Alemania sobre estas propuestas ha sido siempre negativa. Es comprensible la preocupación alemana sobre el riesgo subjetivo. Será difícil de justificar el hecho de que se ha arriesgado el dinero de los alemanes si en la periferia no se llevan a cabo unas reformas sustanciales. Pero es inevitable que esas reformas tarden aún cierto tiempo. La reforma estructural del mercado de trabajo alemán no fue precisamente un éxito de la noche a la mañana. Por el contrario, la crisis bancaria europea es un riesgo financiero que podría dispararse en cuestión de días.

Los alemanes deben comprender que la recapitalización bancaria, el seguro europeo de depósitos y la mutualización de la deuda no son opcionales. Son medidas esenciales para evitar una desintegración irreversible de la unión monetaria europea. Si todavía no están convencidos, deben entender que los costes de la ruptura de la eurozona serían astronómicos, para Alemania tanto como para el resto del mundo.

Al fin y al cabo, la prosperidad actual de Alemania es en gran parte una consecuencia de la unión monetaria. El euro ha dado a los exportadores alemanes un tipo de cambio mucho más competitivo que el viejo marco. Y el resto de la eurozona sigue siendo el destino del 42% de las exportaciones alemanas. Sumir a la mitad de ese mercado en una depresión no puede ser beneficioso para Alemania.

A la hora de la verdad, como reconoció la canciller Merkel la semana pasada, la unión monetaria siempre tuvo implícita en ella una mayor integración en una unión fiscal y política.

Pero antes de que Europa piense en dar este paso histórico, debe demostrar que ha aprendido las lecciones del pasado. La UE se creó para no repetir los desastres de los años treinta. Ya es hora de que los dirigentes europeos —y en especial los alemanes— sean conscientes de que están peligrosamente cerca de caer en ello.

Niall Ferguson es catedrático de la Universidad de Harvard; su último libro es Civilización: Occidente y el resto. Nouriel Roubini es catedrático en la Universidad de Nueva York y presidente de Roubini Global Economics. Ambos son miembros del Consejo para el Futuro de Europa del Nicolas Berggruen Institute.

Traducción de María Luisa Rodríguez Tapia.

 

Lembrando um pouco o caótico governo Yeda Crusius no RS:

Da Carta Maior (?)

http://rsurgente.opsblog.org/2011/09/29/os-10-pecados-capitais-do-governo-yeda-ou-a-farsa-do-deficit-zero/

Os 10 pecados capitais do governo Yeda (ou: A Farsa do Déficit Zero)Sep 29th, 2011 by Marco Aurélio Weissheimer.

Por Paulo Muzell

Todo jornalista gaúcho que escreve sobre economia e política deveria ter como leitura obrigatória as mais de 500 páginas que integram o volume do “Relatório das Contas do Governador”, anualmente elaborado e disponibilizado no site do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RS). Neste início de setembro o TCE tornou pública a análise das Contas de 2010 da ex-governadora Yeda Crusius. Leitura longa, pesada, técnica, mas que vale a pena porque contém uma análise completa das principais ações (ou omissões!) do governo no exercício anterior, contendo informações preciosas, na sua grande maioria desconhecidas do grande público. E este Relatório/2010 tem sua importância acrescida porque completa o ciclo de quatro anos de um governo, registrando os dados finais da gestão 2007/2010, revelando, também, a situação encontrada pelo governo que assumiu a nova gestão.

Os especialistas em marketing – atividade que sempre considerei duvidosa – mas que, sem qualquer dúvida, altamente valorizada nas assessorias políticas, afirmam com convicção que mais importante do que aquilo que um governo faz é a sua capacidade em constituir símbolos que construam uma marca que identifique o governo e que consolide a sua desejada imagem positiva no imaginário da população. Yeda escolheu como sua marca o “déficit zero”, símbolo e idéia síntese da desejada recuperação financeira do Estado.

A mídia local, especialmente a RBS com especial destaque para a colunista política da página 10 de ZH, contribuiu decisivamente para consolidar a falsa marca do governo Yeda, o déficit zero. Algo que, todas as pessoas medianamente informadas sabem, nunca existiu. Tivemos no Rio Grande do Sul no quadriênio 2007/2010 um “governo zero”. E a sua marca verdadeira foi o “déficit moral”.

Compra de uma casa cujo valor e a origem dos recursos foram questionados e até hoje não devidamente explicados, mobiliada e decorada com recursos públicos foi apenas o começo de uma longa escalada de um sem número de escândalos, de acusações de desvios de recursos públicos, de licitações fraudadas e de superfaturamento de contratos. O badalado saneamento financeiro nunca existiu, nem sequer foi buscado. O Relatório 2010 do TCE/RS torna absolutamente claro que este foi um governo que:

1º) Beneficiou e protegeu os grandes: a prova disso é que, em 2006, as 500 maiores empresas foram responsáveis por 76% do ICMS arrecadado; em 2010 este percentual se reduziu para apenas 63%;

2º) Cerceou as ações fiscalizadoras do Controle Externo, fato da maior gravidade pois impediu a apuração das concessões e fruições de benefícios fiscais, moeda de troca dos partidos para obtenção de recursos de empresas;

3°) Encerrou 2010 com uma dívida fundada que, somada às dívidas de INSS com prazo superior a 12 meses e mais os precatórios a pagar, atingiu a astronômica cifra de 55,5 bilhões de reais;

4º) Que deixou de aplicar os 35% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLTI), desviando 4 bilhões de reais que deveriam ser destinados à educação;

5º) Que destinou em 2010 apenas 6,8% da RLTI para a saúde pública, despendendo 925 milhões a menos do valor que deveria ter sido aplicado;

6º) Deixou no final de 2010 um saldo negativo de 4,6 bilhões de “saques a descoberto” do SIAC (conta caixa único) montante que deve ser acrescido de outros 612 milhões de reais do saldo pendente de remuneração dos valores das contas;

7º) Que terminou seu período de governo com um déficit previdenciário de 4,8 bilhões de reais. Este déficit segundo as projeções atuariais crescerá até 2027, quando atingirá o valor de 7 bilhões/ano. Nas próximas décadas o caixa da fazenda estadual deverá a cada dez anos despender, em média, 40 bilhões de reais para atender o déficit das aposentadorias e pensões;

8º) Que desviou 719 milhões do FUNDEB;

9º) Que em 2010 não empenhou 127 milhões de pagamento de integralidade de pensões e mais 82 milhões de débitos com hospitais e médicos;

10º) Que fechou 2010 devendo 1,7 bilhões de créditos fiscais dos contribuintes exportadores.

Além destes dez “pecados capitais”, há no Relatório TCE muitos outros. A lista é por demais extensa: o espaço de um artigo é insuficiente e se citássemos todos certamente esgotaríamos a paciência do nosso leitor. Foram motivos suficientes e determinantes para que o Procurador-Geral do Ministério Público de Contas, Geraldo Da Camino, através do Parecer 7012/2011, dia 21 de julho passado se manifestasse contrário à aprovação das contas da governadora Yeda. Alguns dias depois o Conselheiro Marco Peixoto, um ex-deputado do PP, partido da base do governo Yeda, encaminhou novo Parecer propondo a aprovação e que obteve maioria de votos no Pleno do Tribunal.

Fica uma importante indagação: como explicar que um governo com este pífio desempenho foi ao longo de seus quatro anos tão carinhosa e amistosamente tratado e retratado pela mídia? Desinformação? Falta do necessário espírito investigativo e da busca do contraditório, pilares do verdadeiro jornalismo?

Nada disso. A resposta está no próprio Relatório TCE/2010. O governo Yeda gastou, a preços atuais, a “bagatela” de 664 milhões em publicidade, ou seja, quase 170 milhões de reais por ano. Três quartos deste montante com recursos das empresas estatais e quase dois terços pagos pelo Banrisul. O banco estadual gastou 411 milhões em publicidade e deste montante, apenas 7% de publicidade legal, obrigatória, 93% foram aplicados em publicidade promocional do banco e dos programas do governo. Só em 2010 o banco gastou 108 milhões, valor que correspondeu a 14% do seu lucro no exercício. Boa parte desta despesa feita de forma irregular, sem autorização legislativa. E, também, em campanhas publicitárias que estão sendo investigadas – pela existência de fortes por indícios de superfaturamento e de desvios – objeto da operação Mercari, em andamento na Polícia Federal.

O acionista do Banrisul assistiu – passivo – um festim pago com recursos que deveriam ser destinados a pagar os dividendos a que tem direito E os milhares e milhares de correntistas agora sabem porque pagaram ao banco taxas e mais taxas e juros tão elevados.

 

http://arnobiorocha.com.br/2012/06/08/crise-2-0-operacao-resgate-da-espanha/ Crise 2.0: Operação Resgate da Espanha8 de junho de 2012By arnobiorochainShare1  

 

 

 


Protestos contra os bancos na Espanha

Mais uma semana estressante para o Governo espanhol, acompanho, quase diariamente, a movimentação dele, aqui série sobre a  Crise 2.0, pois, o ponto mais frágil da Europa, se chama Espanha, mais especificamente seu setor bancário. Explicamos, em posts passados, como a situação espanhola e de seus bancos embiocaram por este caminho selvagem, destrutivo ao país e põe em risco toda a Zona do Euro, a época das meias medidas acabou, momento espanhol não aguarda outra saída que não seja um amplo resgate, terão dinheiro?

 

Neste fim de semana, aparentemente a Espanha vai finalmente pedir arrego, há rumores bem fundamentados que vai pedir ajuda externa, mas com uma pequena “manobra”, que seria ajuda aos bancos, não ao governo. Ora, algo assim, é apenas para inglês ver, não se pode falar em “ajuda apenas aos bancos”, o tamanho do rombo causado por eles atinge toda a Espanha, em particular o governo, pois a maioria dos títulos públicos espanhóis, considerados como “créditos podres”, estão justamente na mão da banca local, que malandramente pegou dinheiro do BCE a baixos juros(1% ao ano) e utilizou para especular com títulos espanhóis que pagam até 7% ano, os Yelds de 10 anos. Além disto com os créditos baixos, criaram uma ampla bolha imobiliária no país, que agora vive uma imensa inadimplência das famílias.

 

Hoje, no Estadão, dar conta que no sábado, haverá o anúncio oficial, provavelmente para evitar nova corrida de saques aos bancos, ou retirada de mais dinheiro da Espanha, neste ano, números de março, tinha saído 100 bilhões de euros, e contabilizando em 1 ano, mais 250 bilhões, mais 17% do PIB local. Vejamos o que eles escreveram:

“Fontes do governo da Alemanha e da União Europeia afirmaram que a Espanha pedirá um pacote de ajuda para o sistema bancário do país na tarde de sábado, segundo a agência Reuters. No entanto, em resposta à reportagem, uma porta-voz do governo espanhol reiterou que o país vai esperar até que o Fundo Monetário Internacional (FMI) e duas empresas de auditoria anunciem seu veredicto sobre a situação dos bancos. ”O governo espanhol não comenta rumores”, declarou a porta-voz”.

A Espanha contratou duas empresas de auditoria, a Roland Berger Strategy Consultants, da Alemanha, e a Oliver Wyman, dos EUA, para avaliar os bancos do país. O FMI também está fazendo uma análise. O governo da Alemanha não quis comentar uma reportagem que afirmou que a Espanha deverá fazer um pedido de ajuda para os bancos do país neste sábado. Uma porta-voz de Berlim disse que é o governo espanhol quem tem de tomar essa decisão. “Se a Espanha decidir, os mecanismos europeus estarão prontos para isso”, afirmou a porta-voz alemã.

Autoridades da zona do euro e ministros de Finanças da União Europeia conversarão sobre como dar suporte para a Espanha em uma teleconferência na manhã deste sábado, afirmou uma fonte da zona do euro. A conversa provavelmente será seguida por uma teleconferência entre os ministros de Finanças da zona do euro no mesmo dia. A fonte afirmou que não está claro se a Espanha pedirá formalmente uma ajuda antes da primeira teleconferência, mas observou que o mais provável é que isso aconteça depois. Segundo a fonte, ainda não foi tomada qualquer decisão sobre a forma, o momento ou o montante da ajuda. “Alguma atitude precisa ser tomada, mas, nesse momento, não está claro o que será feito”, disse”. (Estadão, 08/06/2012)

 

Mas a nota que realmente é destruidora da Espanha é da Agência de riscos Fitch, primeiro rebaixou o país em 3 níveis, segundo, divulgou uma avaliação sombria demais, digamos assim, a mais próxima da verdade, leiamos: “a erosão dramática do perfil de crédito soberano e dos ratings da Espanha ao longo do último ano reflete, em parte, erros de políticas em nível europeu que, na opinião da Fitch, agravaram os desafios econômicos e financeiros diante da Espanha, à medida que o país tenta reequilibrar e reestruturar sua economia. A intensificação da crise da zona do euro na última metade do ano passado levou a região e a Espanha de volta à recessão, exacerbando preocupações quanto à solvência soberana e dos bancos. A ausência de uma visão de uma união monetária reformada e de uma ‘firewall’ financeira com credibilidade deixou a Espanha e outros países da chamada periferia vulneráveis a fugas de capital e reduziu seu acesso a financiamento fiscal sustentável. A Espanha tem sido particularmente vulnerável a uma piora da crise europeia, por causa de seu alto grau deendividamento externo (cerca de 90% do PIB) e da confiança frágil em sua capacidade de implementar a consolidação fiscal e a reestruturação bancária no ritmo necessário“. (fonte: Agência Dow Jones, via Estadão, 08/06/2012 –  grifo nosso).

 

Lembro ainda, que alertei para basófia do Senhor Botín, Presidente do Santander, no início da semana, vestido de Chapolin Colorado, ao lado do “fanfarão real”,  caçador de elefantes , o sem ironia, D Juan Carlos. Disse o Sr Botín, que “com 40 bilhões de Euros”, o sistema bancário espanhol estaria limpo. Imediatamente comentei que o Bankia ao ser resgatado se previu gastar 9 bilhões de Euros, e duas semanas depois a conta chegou ao 23,5 Bilhões, então desconfiava que estes 40 bilhões era apenas cortina de fumaça. Hoje, a mesma Fitch, confirmou que apenas o resgate imediato dos bancos espanhóis, deverá atingir os 100 bilhões de Euros.

 

Ou seja, a Bolsa-Banqueiro é um saco de depósito, que o céu não é o limite.

 

 

Do blog Cinema e outras artes, por Maurício Caleiro - A falência da Espanha:

 

http://cinemaeoutrasartes.blogspot.com.br/2012/06/falencia-da-espanha-e-seus-disfarces.html

 

A falência da Espanha e seus disfarces A Espanha quebrou, faliu. Este é o fato, a terrível realidade que se esconde por detrás de uma operação discursiva que lança mão de termos amenos, humanistas e solidários como “ajuda”, “resgate” e “operação de salvamento”.  Trata-se, na verdade, de uma intervenção na economia e na soberania espanholas, para benefício do mercado financeiro e com duras consequências para a população.   Rajoy questionadoTendo imposto suas demandas ao governo do conservador Mariano Rajoy sob sua relutância apenas aparente, a batalha que os arautos do neoliberalismo ora travam é de ordem discursiva: em primeiro lugar, trata-se de convencer os espanhóis que é não apenas aceitável, mas para seu próprio bem desejável que paguem, com carestia, desemprego, cortes nos salários, nas aposentadorias e no acesso a saúde e educação – em suma, com o que resta do Estado de bem-estar social à europeia – as dezenas (talvez centenas) de bilhões de euros que serão utilizadas para tirar as instituições financeiras do buraco por elas mesmas cavado. A julgar pelas reportagens na imprensa espanhola, agora está ficando claro para muitos de seus ingênuos eleitores que Rajoy - que há dez dias declarou taxativamente que não haveria resgate aos bancos - mentiu. E, a bem da verdade, continua a fazê-lo, já que é lugar-comum entre economistas que cem bilhões de euros são um mero paliativo, e que o setor financeiro, com as cartas na mão, demandará de quatro a oito vezes esse valor para cobrir seus rombos - com a imposição dos cortes sociais correspondentes.Não foi por falta de aviso Consequências psicológicas“A intervenção é um golpe psicológico que constitui um marco na história de nossas relações com a Europa. Em um país onde a identidade nacional e os sentimentos de autoestima coletiva têm estado sempre tão estreitamente vinculados aos feitos alcançados no âmbito europeu, custa crer que tenhamos chegado a este ponto. Entender como e por quê e o que ocorrerá a partir de agora mostra-se imprescindível”, aquiesce uma voz favorável ao "resgate". Desse quadro decorre um segundo movimento da citada operação discursiva, desta feita para salvaguardar o orgulho nacional, que a menção à condição de quarta economia da Europa costuma alimentar. Nela pontifica, de novo, a promoção do contorcionismo verbal à maneira do 1984, de Orwell, com a adoção de uma novilíngua em que a tragédia torna-se pacto social; a bancarrota, ajuste mercadológico; a humilhação à soberania nacional, solução negociada com os parceiros de bloco. Nós, latino-americanos, já vimos algumas vezes esse filme, porém em versões em preto e branco, do final do século passado. Trata-se, com o perdão pela redundância, de uma chanchada de má qualidade, protagonizada por canastrões, com um roteiro que tem sérios problemas de verossimilhança e, pior, não tem final feliz: os vilões vencem.  Espanha x ArgentinaEssa autorreferência ao nosso continente nos leva ao terceiro movimento da estratégia discursiva neoliberal acima aludida, desta feita de caráter eurocêntrico e, naturalmente, pró-mercado, facilmente identificável no discurso da mídia brasileira relativo à crise espanhola: “Quando o resgate era de pais da periferia, a mídia chamava de falência, quebra. Quando é no centro: resgate, apoio, empréstimo. Ajuda”, resume o professor Emir Sader, em seu Twitter. Convido os(as) leitores(as) a compararem o tratamento que essa mesma mídia deu ao default argentino – que se recusou a seguir as imposições do sistema financeiro internacional - e o enfoque que ora dispensa à quebra da Espanha – que segue à risca o que manda a Troika. Recomenda-se, ainda, daqui a algum tempo, quando tivermos elementos sobre os desdobramentos da obediência espanhola à banca, que também se leve em conta, nessa comparação, a situação do país ibérico e a da Argentina – que, malgrado todas as ameaças de danação eterna a que fatalmente estava condenada por ousar enfrentar a cartolagem, tem apresentado, sob um governo de centro-esquerda, um desempenho econômico superlativo em meio à crise.  Confusão conceitualA persistência do neoliberalismo como modelo orientador das políticas econômicas da Zona do Euro - agravadas por sua prescrição como antídoto que só faz agravar sua maior crise, como se vê na Espanha - nos fornece a medida do quanto a constituição de blocos econômicos transnacionais, apregoada como imprescindível à sobrevivência na globalização, acabou por constituir-se em um fator determinante na submissão dos estados nacionais aos ditames do mercado financeiro. No âmago de tal problema está uma confusão conceitual, intencionalmente inoculada pelos arautos do neoliberalismo quando da ascensão histórica deste, ao longo dos anos 80, sob os  os eflúvios de Thatcher e Reagan: a concepção de globalização e neoliberalismo como termos indissociáveis e, em larga medida, intercambiáveis, marcados por uma relação pela qual a primeira, por seu caráter estruturante, imporia a adoção de políticas econômicas nos moldes ditados pelo segundo, sob a ameaça de expulsão da então chamada “nova ordem mundial” e decorrente aniquilamento do país enquanto ente autônomo. Essa confusão e essa crença são um lugar-comum na reflexão teórica sobre o período, levada a cabo inclusive por pensadores que continuam na linha de frente da crítica socioeconômica. É notável, no entanto, que tanto intelectuais brasileiros como Octávio Ianni e Milton Santos quanto uma certa tendência do pensamento franco-europeu agrupada em torno do Le Monde Diplomatique tenham desde sempre, em sua maioria, recusado a aferrar-se ao determinismo teórico do período.   O retorno da soberaniaEste, embora falho, é até certo ponto compreensível, posto que tardiamente desmentido factualmente, Pois, a rigor, a constatação de que a morte do Estado nacional era uma balela e que havia possibilidade de sobreviver – com crescimento, inclusão social e um Estado fortalecido, atuante e que conservasse um bom grau de independência a despeito da interdependência da economia global– só tem lugar com a ascensão e o sucesso das administrações de Lula, Chávez, Kirchner, Morales, Corea, entre outros, e, eventualmente, de Assim, ainda que devamos ter muito claros a persistência insidiosa do poder neoliberal sobre tais administrações, e os limites e eventuais equívocos e desacertos destas – como a insensibilidade do governo de Dilma Rousseff para com as demandas do funcionalismo público ora fornece um dentre tantos exemplos possíveis -, é preciso atentar com limpidez para as conquistas e as possibilidades propiciadas pelo realinhamento político-ideológico promovido pela democracia brasileira na última década -e lutar para efetivá-las e ampliá-las. O povo espanhol, por sua vez, já promete voltar a tomar as ruas e a Puerta del Sol, em protesto. Suerte.

 

Esquerda tem maioria em primeiro turno das eleições legislativas francesas

Do deutschewelle.com

http://www.dw.de/dw/article/0,,16013216,00.html

 

 

Do swissinfo.ch

Franco suíço volta a ser moeda refúgio

http://www.swissinfo.ch/por/economia/Franco_suico_volta_a_ser_moeda_refugio.html?cid=32813376

Com a contagem regressiva para as eleições legislativas na Grécia de 17 de junho, investidores se esforçam para encontrar portos seguros para o seu capital. Ao mesmo tempo, países como a Suíça tentam desesperadamente se defender contra o fluxo de capitais.

 

A possível saída da Grécia da zona euro e a propagação do pânico em relação à situação de outros países endividados ameaça transformar, mais uma vez, o franco suíço em um ímã para investidores estrangeiros.

Tendo conseguido evitar uma supervalorização da moeda suíça com uma taxa de câmbio fixa de SFr1.20 por euro desde setembro passado, o Banco Central Suíço (SNB, na sigla em alemão) está preocupado que a medida possa não ser suficiente por si só.

A medida tomada no ano passado afastou rapidamente os especuladores que compravam a moeda para fazer um dinheirinho rápido a partir de sua apreciação implacável. Com exceção de um ligeiro aumento antes da Páscoa, o SNB até agora tem sido capaz de defender a valorização do franco, sem os gastos maciços que jogaram o banco central no vermelho em 2010.

Mas a incerteza sobre a permanência da Grécia no euro e o medo em torno dos problemas da dívida da Espanha e de Portugal já teriam obrigado o SNB a agir novamente nas últimas semanas.

O banco central está começando a cochichar sobre outras - ainda indefinidas - medidas para reduzir o ingresso de ativos estrangeiros no país. Medidas que poderiam incluir a criação de um imposto sobre os investimentos estrangeiros que entram na Suíça.

 

Segurança e fiabilidade

 

Em tempos de dificuldades econômicas e financeiras, os investidores procuram sempre converter seus fundos em moedas menos voláteis, se contentando com retornos mais baixos para proteger seu capital de encolhimento.

O franco suíço é uma das principais moedas-refúgio que tem atraído volumes indesejados de investimentos estrangeiros desde o início da crise financeira. O problema é que essas entradas maciças distorcem a valorização da moeda, mexendo nas taxas de câmbio e no preço das mercadorias exportadas.

Encontrar um refúgio seguro e confiável nos últimos meses tem sido uma tarefa complicada para os investidores, já que outros países tentam de tudo para se tornarem locais pouco atraentes.

No final do ano passado, o Japão injetou 10 trilhões de ienes (126 bilhões de dólares) nos mercados, diluindo o valor de sua moeda.

O interesse também se voltou para a Coroa sueca e a Coroa norueguesa, mas o receio de uma falta de liquidez na Suécia e uma sucessão de cortes nas taxas de juro na Noruega impediu uma mudança geral de ativos para esses países.

 

Mercado de moedas e obrigações

 

Os sinais de uma recuperação econômica sustentada nos EUA têm fortalecido o dólar contra a maioria das principais moedas nas últimas semanas. O dólar tem sido tradicionalmente a maior moeda refúgio em tempos de volatilidade.

Na Europa, os ativos dos países do sul do continente estão sendo convertidos em títulos alemães e holandeses, propriedades londrinas e em libra esterlina.

Obrigações em países economicamente estáveis são "a classe de ativos clássica em tempos de recessão", de acordo com David Kohl, especialista monetário do banco Julius Bär.

A oposição da Alemanha em um adicional à dívida grega também aumentou a atratividade do país como refúgio na zona euro, de acordo com Daniel Kalt, especialista do banco UBS.

Segundo Kalt, enquanto a chanceler alemã Angela Merkel se mantiver contra a criação dos chamados eurobonds, os títulos alemães continuarão atraindo recursos.

"Se a Alemanha acabar concordando em assumir mais da carga da dívida do sul da Europa, então um dos maiores refúgios para os mercados de ativos na Europa terá desaparecido", disse Kalt à swissinfo.ch.

 

Refúgio suíço

 

David Kohl acredita que a libra esterlina deva desfrutar do status de moeda refúgio por pouco tempo. "A libra tem alguns aspectos de moeda de refúgio, mas talvez seja provavelmente um caso de valorização", disse à swissinfo.ch.

Já que os refúgios mudam o tempo todo, alguns observadores temem que o franco suíço volte a sofrer uma apreciação, apesar da determinação do SNB em impedir que isso aconteça.

Nos últimos dois anos, os investidores retiraram dezenas de bilhões de euros da Grécia, transferindo esses ativos para a Suíça e uma série de outros países, incluindo Chipre.

A Suíça tem sido até agora capaz de absorver esses ingressos de capital, mas o medo é que uma saída da Grécia do euro leve a uma corrida aos bancos que poderia se alastrar à Espanha, Portugal ou Itália, se o pânico se espalhar.

Nestas circunstâncias, o franco suíço poderia se transformar, mais uma vez mais, em um irresistível refúgio, apesar dos esforços do país para impedir que isto aconteça.

 

Matt Allen, swissinfo.ch
Adaptação: Fernando Hirschy

 

 

Brasil vai repatriar 400 veículos que estão na Bolívia

Do uol.com.br

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2012/06/08/brasil-vai-repatriar-400-veiculos-que-estao-na-bolivia.htm

 

 

Duas reportagens sobre escandalos de corrupção envolvendo construtoras e a compra de caças pelo governo canadense.

É interessante que eles se referem ao escândalo das construtoras como "crime organizado".

Fiquei pensando na nas semelhanças do escândalo das construtoras e da questão da compra dos caças e todas as suas implicações no Brasil.

Se alguém conseguir fazer os paralelos e comparações, penso que seria bem interessante. Como não domino os assuntos, só fica fácil entender os esquemas de corrupção que permeiam essas relações.

Infelizmente, as reportagens são recentes e não há legendas em português.

Escândalos dos caças: 

http://www.cbc.ca/video/#/Shows/The_National/1242568525/ID=2243482755

Escândalo das construções:

 http://www.cbc.ca/video/#/News/TV_Shows/The_National/1233408557/ID=2244323117

 

Fantastico, Jussara!  Na primeira reportagem ficamos sabendo antes de 1 minuto e meio que as agencias reguladoras falharam e que lobbies estao tomando conta do galinheiro.

Eh o golpe neoliberal de sempre.  Eh no mundo inteirinho.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Grata, Ivan, por colocar de forma tão simples e direta o que vai nessas reportagens.

Na segunda reportagem, se eu não estiver errada, tudo ficou parecendo muito com a organização criminosa do Carlinhos Cachoeira.

O neoliberalismo é, mesmo, uma "doutrina" que está bem enraizada nos tais países desenvolvidos. Os estragos são grandes e acredito que vai levar um bom tempo para limpar a sujeira que fizeram e continuam a fazer. Isto é, se isso for possível um dia, não é mesmo?

Os escândalos por aqui estão pipocando dia-a-dia, principalmente depois de alguns anos dos conservadores no poder.

Abraços!