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Crise no Banco do Nordeste

http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=340977&modulo=968

 

Banco do Nordeste muda diretoria após queda de presidente e gestor de desenvolvimento

Eduardo Buchholz | 20h05m | 20.06.2012

Após o presidente do Banco do Nordeste (BNB), Jurandir Santiago, deixar o cargo; e de José Sydrião de Alencar Júnior, diretor de Gestão de Desenvolvimento da instituição, ser exonerado do Banco, nesta quarta-feira (20), o Conselho de Administração do BNB decidiu reformular sua diretoria e nomear Paulo Sérgio Rebouças Ferraro como presidente interino da instituição.

O novo mandatário do Banco do Nordeste ocupa a função de diretor de Negócios e irá acumular provisoriamente os dois cargos. O Conselho decidiu substituir os diretores Isidro Moraes de Siqueira e José Sydrião de Alencar Júnior e transferir o diretor Stélio Gama Lyra Júnior da Diretoria Administrativa e de Tecnologia da Informação para a Diretoria de Gestão do Desenvolvimento.

Outra mudança ocorre na Diretoria Administrativa e de Tecnologia da Informação, que passará ao comando de Nelson Antônio de Souza. Manoel Lucena dos Santos será responsável pela Diretoria de Controle e Risco.

Crise na presidência

A situação de Jurandir Santiago se complicou após seu nome ser incluído como réu na denúncia-crime que havia sido feita contra o prefeito do município de Ipu, Sávio Pontes.

A ação trata das irregularidades em dois convênios firmados em 2009 entre a Secretaria de Cidades, que à época era comandada interinamente por Santiago, e a Prefeitura de Ipu para a construção de 2.108 kits sanitários.

Para o deputado federal Eudes Xavier (PT-CE), a queda de Jurandir Alencar é natural e compreensível, além de servir para tentar livrar o BNB deste escândalo.

"Por conta das denúncias contra o presidente do Banco do Nordeste, a saída dele (Jurandir Santiago) acaba sendo um processo natural. Jurandir terá que se defender e o Banco tem que preservar sua imagem e credibilidade, algo que não aconteceria com a manutenção da presidência", avaliou o deputado.

Nova baixa

Durante a tarde, o segundo nome a cair no BNB foi o do diretor de Gestão do Desenvolvimento, José Sydrião de Alencar Júnior, que teve seu nome envolvido em uma série de denúncias feitas pelo ex-chefe de Gabinete do Banco do Nordeste, Robério Gress.

Ambos têm nomes ligados a uma investigação da Polícia Federal, que apura o desvio de mais de R$ 100 milhões do Banco do Nordeste.

Para Eudes Xavier, a manutenção de Alencar era impensável, uma vez que ele está com a "imagem fragilizada depois das denúncias do ex-chefe de gabinete e faz sentido pelo o que vem sendo apurado".

Eudes ainda ressalta que espera que "as mudanças no Banco do Nordeste sejam técnicas e não políticas".

"O BNB tem uma importância ímpar para o povo e economia do Nordeste. O Banco deve ter seua imagem preservada e deve retomar sua credibilidade, uma vez que é fundamental devido aos seus programas de combate a estiagem e a pobreza na região", finalizou.

 

20/06/2012

 

Para Hollande e Lula, saída para a crise é o crescimento

 

  Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula 

Lula e Hollande se encontraram na manhã desta quarta-feira

Ambos concordaram que é preciso propor medidas corajosas e vencer os desafios sociais, políticos e econômicos que se colocam ao mundo

  

  • Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

O presidente da França, François Hollande, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se reuniram hoje (20) num encontro de amigos. Hollande veio trazer ao ex-presidente brasileiro votos de pronta recuperação da saúde. Lula parabenizou o presidente francês por sua vitória nas eleições de maio, que o levaram à Presidência, e nas eleições legislativas que deram a ele maioria no parlamento.

Para ver mais imagens e baixar fotos em alta resolução, visite o Picasa do Instituto Lula.

No encontro, além dos temas da Conferência Rio+20, Lula e Hollande debateram a gravidade da crise financeira e o papel das esquerdas europeias e latinoamericanas na definição de alternativas políticas e econômicas para a superação das dificuldades colocadas por décadas de domínio de políticas conservadoras.

O ex-presidente Lula considerou que a vitória de Hollande favorece a adoção de medidas para enfrentar os desafios que se colocam para o mundo em geral, e para a Europa em particular, após esse período prolongado de imposição de soluções ortodoxas para uma crise que decorre fundamentalmente da desregulamentação do capital financeiro mundial. Reiterou sua opinião de que políticas de austeridade não são suficientes para equacionar os problemas que a Europa acumulou nos últimos anos. Ambos concordaram que é preciso propor medidas corajosas e vencer os desafios sociais, políticos e econômicos que se colocam ao mundo: resolver a crise do emprego, combater a pobreza e dar à juventude esperança de futuro.

O presidente francês elogiou os governos progressistas da América Latina, que adotaram medidas para a superação da crise sem comprometer o crescimento e distribuindo renda. Lula, por sua vez, considerou que a vitória de Hollande abre uma nova perspectiva para a esquerda europeia, que deve aproveitar esse momento e rediscutir o seu papel no continente.

 

Presidente do PT: D´Urso não foi convidado para ser vice de Haddad, no Terra  POR MARINA DIAS O presidente do PT paulistano, vereador Antonio Donato, afirmou a Terra Magazine que o presidente licenciado da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo, Luiz Flávio D'Urso, não foi convidado para ser vice na chapa do petista Fernando Haddad à Prefeitura. "O convite, se existiu, não partiu nem do candidato nem da coordenação da campanha. Se alguém fez alguma sondagem, foi meramente pessoal", afirmou Donato, que é também o coordenador-geral da campanha de Haddad. Segundo informações do site Consultor Jurídico, em entrevista aos repórteres Marcos de Vasconcellos e Rodrigo Haidar, D'Urso disse que foi procurado pelo PT e que estava "honrado" por ter recebido o convite após a desistência da deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), que ficou irritada após a aliança entre o PT e o PP de Maluf. Mas Donato desmentiu a versão. D'Urso é pré-candidato do PTB à Prefeitura e afirmou que já é o quarto convite para ser vice de um concorrente. "Já fomos procurados pelo [José] Serra (PSDB), pelo [Gabriel] Chalita (PMDB), pelo [Celso] Russomano (PRB) e, agora, pelo Haddad", disse o advogado. Nos bastidores, porém, petistas afirmam que D'Urso viu a desistência de Erundina como oportunidade de levar o PTB para a chapa de Haddad, já que os vereadores de seu partido estão preocupados com um eventual "chapão" caso se aliem ao candidato tucano José Serra.http://terramagazine.terra.com.br/bobfernandes/blog/2012/06/20/presidente-do-pt-durso-nao-foi-convidado-para-ser-vice-de-haddad/

 

 Spin

Pesquisa dá ampla vantagem de Obama sobre Romney
 


  • A pesquisa da Bloomberg dá uma vantagem importante a Obama sobre Romney

    A pesquisa da Bloomberg dá uma vantagem importante a Obama sobre Romney

DESTAQUES EM MUNDO


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    Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira pela televisão americana Bloomberg dá uma vantagem de 13 pontos ao atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre o candidato republicano Mitt Romney para a eleição presidencial do próximo mês de novembro.


    Esta previsão contraria outras pesquisas realizadas anteriormente, que apontavam resultados muito mais apertados.


    Entre os 1.002 potenciais eleitores sondados de 15 a 18 de junho (com margem de erro de 3,1 pontos), 53% disseram que pretendem apoiar reeleição de Obama, enquanto 40% preferem dar seu voto a Romney.


    Sobre o tema da economia, 49% dos entrevistados afirmam estar de acordo com a estratégia de Obama para melhorar a situação econômica dos Estados Unidos, contra 33% que preferem a visão do ex-governador de Massachussets.


    O tema da economia tem sido um dos pontos-chave da campanha, em um país cuja taxa de desemprego continua alta.


    Os partidários de Obama descrevem Romney como um multimilionário que desconhece as realidades do país, enquanto os simpatizantes do candidato republicano criticam os resultados do atual presidente.


    A pesquisa da Bloomberg também revela que apenas 39% das pessoas entrevistadas têm uma opinião favorável sobre Romney, contra 48% que dizem ter uma opinião desfavorável.


    Além disso, 55% pensam que o candidato republicano está mais desconectado da realidade do que seu rival democrata, contra 36% que pensam o contrário.


    Apesar de ser mais favorável ao atual presidente, a pesquisa também aponta que a população continua preocupada com a situação econômica do país: 62% acreditam que o país está no caminho certo, enquanto 45% pensam que seus filhos terão um nível de vida inferior ao deles.


     

     

    O BRASIL DIANTE DE DOIS INIMIGOS

     

     

     


    Mauro Santayana 

    Em discurso recente no Senado, Pedro Simon advertiu contra o perigo de que o crime organizado se aposse das instituições do Estado. Até o caso Cachoeira, disse o parlamentar gaúcho, havia sido comprovada a corrupção de setores da burocracia dos governos, mas não a da estrutura do Estado.

     

    O governador Marconi Perillo se esquivou, com habilidade, das questões mais graves, em seu depoimento na CPMI. Registre-se que ele se encontrava mais do que tranqüilo, mesmo respondendo às indagações precisas do relator, até que chegou a vez do deputado Miro Teixeira. O experiente homem público, mesmo tendo como ponto de partida o caso menor, que é o da venda da casa de Perillo, deixou, na argúcia de suas perguntas, graves suspeitas.

     

    Como pôde o governador receber o dinheiro de uma empresa e passar a escritura a um particular? Também ficou claro a quem ouviu o governador ser difícil que ele ignorasse as atividades ilícitas do apontado contraventor; ele conhecia, com intimidade, a sua vida empresarial, social e familiar.

     

    O caso Cachoeira – e a advertência de Pedro Simon é importante – mostra como a nação está acossada por um inimigo interno insidioso, que é o crime organizado. Os recursos públicos são desviados para alimentar um estado clandestino, que está deixando de ser paralelo, para constituir o núcleo do poder, em alguns municípios, em muitos estados e na própria União. Essa erosão interna da nacionalidade brasileira, que se assemelha a uma gangrena, coincide com o cerco internacional contra o nosso país.

     

    Enquanto parte da opinião nacional acompanha, indignada, as revelações do esquema Cachoeira, articula-se eixo internacional entre os Estados Unidos, a Espanha e todos os países da Costa do Pacífico, com a exceção do Equador e da Nicarágua, contra o nosso povo, mediante a Aliança do Pacífico. Não há qualquer dissimulação.

     

    Como informa a publicação Tal Cual, da oposição venezuelana, o foro funciona ativamente e já celebrou seis reuniões de alto nível. “Os quatro países signatários da nova Aliança do Pacífico – revela a publicação – têm, todos eles, governos de centro ou centro-direita, crêem no capitalismo, são amigos dos Estados Unidos, e favorecem os tratados de livre comércio e o princípio do livre-comércio em geral. Une-os sobretudo um temor comum e impulso defensivo frente à ascendente potência hegemônica ou neo-imperial que é o Brasil”. E termina: “sentimo-nos satisfeitos e aliviados pelo surgimento do muro de contenção à expansão brasileira, que é a Aliança do Pacífico”.

     

    Assim, os Estados Unidos cuidam de retomar a sua influência e presença militar na América Latina. Nesse sentido, procuram valer-se da Aliança do Pacífico para estabelecer bases militares cercando o Brasil, da Colômbia ao sul do Chile. Leon Paneta, o Secretário de Defesa dos Estados Unidos, acaba de acertar com o presidente do Chile, Sebastián Piñera, o estabelecimento de uma base norte-americana em Fuerte Aguayo, nas proximidades de Valparaíso. Entre outras missões dos militares americanos está a de treinar os carabineiros chilenos, a fim de coibir manifestações populares. Há, ao mesmo tempo, uma orquestração da imprensa e dos meios políticos e empresariais, a fim de reabilitar a figura do ditador Pinochet.

     

    Os Estados Unidos, que mantêm uma base no Chaco paraguaio, quiseram também ocupar o aeroporto de Resistência, na província argentina do Chaco, e o governador Capitanich assentiu, mas o governo de Cristina Kirchner vetou o acordo.

     

    A participação da Espanha nesse novo cerco ao Brasil é evidente. Em Madri, os embaixadores dos quatro paises maiores envolvidos (México, Colômbia, Peru e Chile) se reuniram, para defender a nova aliança, e coube ao embaixador do Chile, Sergio Romero, ser bem explícito. Ao afirmar que o bloco não nasce contra o Brasil, nem contra o Mercosul, aclara, no entanto, que o grupo recebe de braços abertos os investimentos europeus, especialmente da Espanha e dos Estados Unidos - que poderiam formalmente participar da Aliança.

     

    Limpemos os nossos olhos, vejamos os perigos que ameaçam diretamente a nossa sobrevivência como nação independente, nas vésperas do segundo centenário do Grito do Ipiranga. Não temos que ficar abrindo mais divisões internas, e devemos nos unir para enfrentar, ao mesmo tempo, o inimigo interno, que é o crime organizado e suas teias nas instituições do Estado, e os inimigos externos.

     

    Esses, sempre que estivemos avançando no desenvolvimento social e econômico, procuraram quebrar as nossas pernas, contando com traidores brasileiros. Não é preciso recuar muito no passado. Basta lembrar o cerco contra Vargas, em 1954, a tentativa de golpe de 1955, repetida em 1961 e, por fim, o golpe de 1964, com as conseqüências conhecidas. Registre-se que, apesar da vinculação com os Estados Unidos, durante o governo Castelo Branco, e a famosa doutrina das “fronteiras ideológicas”, vigente durante o governo Médici, a partir de Geisel os militares brasileiros não mantiveram a mesma subserviência diante de Washington.

     

    Enfim, espera-se que o Itamaraty mantenha o governo da Sra. Dilma Roussef a par dessas manobras anti-brasileiras, comandadas a partir de Madri e de Washington, e que a CPMI vá até o fundo, nas investigações em curso. Elas não devem parar nas imediações de Anápolis, mas chegar a todo o Brasil, conforme os indícios surjam. É bom conhecer a verdade do passado, mediante a Comissão formada para isso. E se faz também necessário conhecer a verdade do presente, e impedir que o crime tome conta das instituições nacionais, como está ocorrendo no México de Calderón.

     

    E não nos devemos esquecer que o sistema financeiro mundial é também uma forma – superior e mais poderosa – de crime organizado. E muito bem organizado.

     

     

    Postado por Mauro Santayana

    http://grupobeatrice.blogspot.com.br/2012/06/o-brasil-diante-de-dois-ini...

     

     Do Observatório de ImprensaELEIÇÕES PAULISTANAS

     

    A tuitada de Erundina

     

    Por Luciano Martins Costa em 20/06/2012 na edição 699

    Comentário para o programa radiofônico do OI, 20/6/2012

     

    A decisão da deputada Luiza Erundina, do PSB, de não aceitar a candidatura a vice-prefeito na chapa liderada pelo Partido dos Trabalhadores, em São Paulo, é o principal destaque das edições de quarta-feira (20/6) dos jornais paulistas.

    A atitude de Erundina se dá em protesto contra a forma como o ex-presidente Lula da Silva e o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, candidato a prefeito, festejaram a adesão do deputado Paulo Maluf, do Partido Popular, à aliança. Segundo a deputada, existe uma incompatibilidade insuperável entre suas convicções políticas e Paulo Maluf, a quem acusa de corrupto e ex-aliado da ditadura militar.

    A notícia foi tratada de maneiras diversas pelos dois principais jornais da capital paulista.

    Estado de S. Paulo se concentra na firmeza de convicções de Luiza Erundina, critica explicitamente o ex-presidente Lula, em editorial, por admitir a aliança com Maluf, e aposta que o Partido dos Trabalhadores var perder votos por conta dessa decisão. Já a Folha de S. Paulo entende que a desistência de Erundina “agrava a crise na campanha petista”, sem no entanto explicar de que crise se trata, uma vez que não havia crise alguma, apenas o processo normal de negociações para a formação de uma chapa. Tanto aFolha está errada que a própria Erundina anunciou que, mesmo não sendo candidata, continuará apoiando Fernando Haddad.

    Estômago sensível

    Pela forma como são compostas as reportagens sobre política, muitas vezes o leitor tem dificuldades para entender o sentido real dos acontecimentos. Em geral, o destaque exagerado para declarações – que podem ser selecionadas em extensão e significado pelos guardiães do jornalismo – acaba condicionando o entendimento dos fatos.

    Pode acontecer, por exemplo, de o aspecto mais importante de uma reportagem sobre política não ter uma relação direta com política. No caso das campanhas eleitorais, por exemplo, a fase de formação das chapas é definida por matemática simples, a chamada conta de padeiro, sobre o tempo que se pode obter na propaganda obrigatória conforme a composição de partidos da aliança.

    A desistência de Luiza Erundina se transforma em notícia importante não porque essa conta tenha sido alterada – afinal, o PSB segue aliado da candidatura de Fernando Haddad, ao lado do partido de Maluf, garantindo mais tempo de rádio e televisão para a chapa. O que a torna interessante é o fato de que alguém ainda tenha estômago sensível para essas alianças, que se tornam negócios cada vez mais distantes dos perfis ideológicos que se imaginam nos partidos políticos.

    Erundina simplesmente não suportaria ter que dividir o palanque com Paulo Maluf, e isso surpreende a imprensa.

    A voz dos eleitores

    Interessante notar como o jogo democrático se tornou tão amoral e pragmático que o fato de alguém se negar a engolir como aliado um adversário figadal como é o caso de Erundina com Maluf pode ser tido como causador de crise.

    Erundina fez o que era esperado dela. No mais, como se diz nas transmissões de futebol, segue o jogo, e o jogo é esse mesmo ao qual estamos habituados e ao qual a imprensa aderiu há muito tempo – não mais como observadora distanciada, mas como protagonista.

    Mas o aspecto que provavelmente escapa do leitor mais distraído é que Erundina pautou sua decisão em dois movimentos. Primeiro, fez o seu protesto formal contra a maneira como Lula e Haddad se dispuseram a festejar Maluf. Procurada pelos caciques do PT e do PSB, chegou a se acalmar e manteve a candidatura. Mas no segundo momento decidiu que não poderia participar dessa aliança, e desistiu da candidatura.

    E o que a moveu no segundo momento não foram declarações, artigos ou editoriais de jornais: foram as manifestações de seus eleitores nas redes sociais digitais. Esse é um dos aspectos mais importantes desse episódio.

    Claro que a deputada deve ter levado em conta a reação da imprensa tradicional, que certamente iria se dedicar a cobrar dela a coerência política que a obrigaria a rejeitar a aliança com Maluf. Mas não foi a imprensa que a moveu – foram as manifestações espontâneas de cidadãos através da internet.

    O episódio marca o momento em que as novas mídias se sobrepõem à mídia tradicional numa disputa eleitoral no Brasil. Trata-se de um aspecto que não vai estar em manchetes do tipo “mensagens no twitter levam Erundina a desistir de candidatura”. Mas que todos sabem que vai marcar a política, como marca a vida social.

     

    Gilberto .    @Gil17

    Mujica quer legalizar venda e controle da maconha pelo Estado no Uruguai

    Da Redação

    Os principais veículos de comunicação do Uruguai afirmam que hoje à noite o presidente José Mujica irá anunciar um pacote de 16 medidas que fazem parte da guerra deflagrada pelo governo ao consumo e ao tráfico de cocaína, que tem gerado um aumento da violência no país. Uma dessas medidas será o controle e a comercialização da maconha por parte do Estado, como forma de fazer com que os usuários não tenham que recorrer a bocas de fumo para adquirir a substância e, assim, financiarem esses traficantes e ficarem suscetíveis à oferta de cocaína e outras drogas mais pesadas.

    Mujica já vinha elaborando um projeto de lei nesse sentido junto a integrantes do seu gabinete de segurança e a um conjunto de técnicos de outras áreas. O texto ainda precisará passar por votações no Senado e na Câmara dos Deputados. O site de notícias Subrayado antecipou a informação nesta terça-feira (19) e detalhou as intenções do governo.

    O projeto pretende criar um cadastro nacional de usuários de maconha, que poderiam comprar de forma legal e a preços acessíveis até 40 cigarros por mês para consumo individual – limite estabelecido por médicos, segundo o governo uruguaio. O Estado exerceria o controle de qualidade da substância e sobretaxaria os cigarros com um imposto destinado destinado à reabilitação de dependentes químicos. Ainda não se sabe, porém, onde serão vendidos os cigarros de maconha.

    Em uma entrevista concedida no dia 25 de maio ao jornal Brecha, o presidente José Mujica disse que, pessoalmente, não tem uma posição favorável à legalização da maconha, mas considerou que não tem autoridade moral para impedir o uso, já que sempre fumou cigarro. “Não tenho uma posição favorável, mas não tenho autoridade moral para impedir que se cultive, já que fumei tabaco durante toda a minha vida. Vou agora ser um velho conservador? Mas, como tudo na vida, deve haver limites. Não há problema em se fumar um par de baseados, mas, claro, não é o mesmo que passar o dia inteiro chapado”, disse o presidente na ocasião.

    http://sul21.com.br/jornal/2012/06/mujica-quer-legalizar-venda-e-control...

     

     

    http://www.opovo.com.br/app/economia/2012/06/20/noticiaseconomia,2862507/jurandir-santiago-deixa-banco-do-nordeste.shtml

     

    Depois de ter o nome incluído nas investigações do escândalo dos banheiros e em plena crise do Banco do Nordeste, o presidente do Banco, Jurandir Santiago, colocou o cargo à disposição do Ministro da Fazenda, Guido Mantega. A informação ainda não foi confirmada oficialmente pelo BNB.

    Uma fonte do banco explicou que o governo deverá nomear um presidente interino até formar nova diretoria do banco. O nome cotado, segundo a fonte, é o do Diretor Administrativo e de Tecnologia da Informação, Stélio Gama Lyra Júnior.

    Escândalo dos banheiros

    Jurandir Santiago teve seu nome incluído em denúncia do escândalo dos banheiros, como O POVO adiantou. A inclusão deverá ser protocolada no início da manhã desta quarta-feira, 20.

    Parte do dinheiro que seria destinado à construção de kits sanitários para famílias carentes do município de Ipu (294km de Fortaleza) foi parar, em 2009, na conta de um posto de gasolina em Fortaleza, cujos sócios eram o atual presidente do Banco do Nordeste, Jurandir Santiago, a então mulher, Silvia Marta Rubens Bezerra, e o engenheiro civil do município de Ipu, Tácito Guimarães de Carvalho, preso na última sexta-feira.

    O procurador-geral de Justiça do Estado do Ceará, Ricardo Machado, decidiu, no início da noite de terça-feira, 19, pela inclusão do nome do atual presidente do Banco do Nordeste (BNB) Jurandir Vieira Santiago no rol dos denunciados no chamado “escândalo dos banheiros”.

    Machado foi notificado às 11 horas desta terça-feira da decisão do desembargador Francisco Darival Beserra Pinto sobre o processo relativo ao caso dos “kits sanitários” do município do Ipu, 294 km de Fortaleza. Desde segunda-feira, 18, segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público, os órgãos responsáveis pelo caso estão analisando, também, provas complementares (Relatório de Inspeção) remetidas pelo Tribunal de Contas do Ceará (TCE).

    Redação O POVO Online

     

     

    PT ‘expulsa’ Erundina pela segunda vez


    Nunca me filiei ao PT, ou melhor aos 16 anos recebi uma filiação simbólica já que em princípio da década de 1980, antes da Constituição de 1988, menores de 16 não podiam votar ou se filiar a partido.

    Mas o fato de não ser filiada nunca me impediu de fazer campanha desde a fundação, de torcer para o PT, de vibrar com as vitórias de Lula e Dilma e de me emocionar com a vitória de Luiza Erundina como a primeira prefeita do PT em São Paulo.

    Sei que o PT dia a dia se torna cada vez mais pragmático e nos últimos dois anos chega a assustar o nível de concessões e alianças: cede para religiosos fundamentalistas e recua  nos direitos humanos: crescimento da homofobia sem reações concretas do governo federal; concessões e mais concessões ao vaticano e à bancada evangélica em relação aos direitos reprodutivos fazendo do nosso corpo uma moeda de troca política, distanciamento dos movimentos sociais…. a lista da realpolitik é longa.

    Mas em São Paulo, parece-me que o PT é ainda mais complicado em seus paradoxos. O pragmatismo do PT torna quem é esquerda ideológica algo anacrônico. Hoje, chegou às raias da loucura: o PT, a chapa de Haddad e São Paulo perderam uma candidata dos movimentos sociais, uma pessoa íntegra, coerente e de luta e ficou com o pulha do Maluf.

    Hoje me lembrei de 15 de novembro de 1988 quando, pela primeira vez, São Paulo elegeu uma prefeita oriunda de um partido de esquerda, esse partido era o PT.

    Me lembrei também de 1 de janeiro de 1992. Ficamos todos em São Paulo em solidariedade a Erundina pra não deixá-la só na hora de transferir a faixa de prefeita ao procurado pela Interpol, Paulo Maluf, que havia derrotado Suplicy nas eleições. Nós não nos referíamos ao evento como ‘posse do Maluf’, mas ‘transmissão de cargo’.

    Estava ao lado de Lélia Abramo quando a tropa de choque dos leões de chácara do Paulo Maluf chegou ao estilo dos gangsters. Lélia do alto de suas inúmeras décadas vividas nos dizia “Não aceitem provocações, desfralllllldem as suas bandeiras.”

    Não adiantou, leões de chácara acostumados a  proteger gângsters não se preocupam com bons modos e empurraram violentamente Lélia que, ao cair, arranhou os joelhos a ponto de sangrarem. Minha gana era a de dar umas voadoras naquele bando de covardes. Mas perto daqueles bandidos legalizados éramos muito frágeis. Ajudei Lélia a se levantar e prometi a mim mesma que viveria pra ver a derrocada daquela política de coronéis.

    Pouco depois,  por participar do governo de Itamar Franco, Erundina foi expulsa do PT, numa época em que o PT era avesso a alianças.

    Hoje Erundina foi ‘expulsa’ pela segunda vez, expulsa pela realpolitik da luta pela hegemonia.

    Hoje, o PT endossou Paulo Maluf que diz: “Não há mais direita e esquerda, o que há são segundos de TV”.

    Hoje foi difícil não dar razão ao que diz o ‘comunista’ Paulo Maluf: “Quem mudou foi o PT. Perto do que o PT ajudou os banqueiros, eu, o industrial Paulo Maluf, me sinto comunista

     

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    3. Análise: saída de Erundina é um "desastre"

    A deputada federal Luiza Erundina (PSB) não aceitou a aliança entre PT e Paulo Maluf (PP) e desistiu na terça-feira de ser vice na chapa de Fernando Haddad, em São Paulo. A decisão, de acordo com a cientista política Roseli Aparecida Martins Coelho, ...

    2. Justiça Federal escolhe novo juiz para o caso Cachoeira

    O presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, desembargador federal Mário César Ribeiro, designou um novo juiz para cuidar do processo envolvendo o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Alderico Rocha Santos, titular da 5ª Vara Federal Criminal de ...

    1. Designado novo juiz federal para o caso Carlinhos Cachoeira - Boa Informação

    SÃO PAULO – O presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da Primeira Região, desembargador federal Mário César Ribeiro, atendendo à solicitação do corregedor regional da Justiça Federal de 1.º Grau da Primeira Região, Carlos Olavo, designou, ...

     

    http://www.cloudnews.com.br

     

    "3. Análise: saída de Erundina é um "desastre"":

    Ela pode comentar o dia que tive alguma coisa a mostrar das proprias palavras o dia que Arruda "saiu" da campanha de Serra.  Nem um segundo antes.  Ela falou o que entao?

    Ah, sim, agora lembrei...  Nada.

     

    ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

    Jornalismo e direitos humanos.

    Quais são os limites do trabalho jornalístico? Que direitos tem a fonte, qualquer que seja ela? É obrigação do profissional de comunicação a observância dos direitos humanos ou não? A ele é dado o direito de humilhar o preso, de abusar de sua suposta superioridade intelectual? Qual a linha divisória entre o jornalismo e a atividade policial? Essas perguntas, entre tantas, surgiram recentemente como conseqüência de matéria jornalística de uma repórter entrevistando e humilhando de maneira grosseira um jovem negro, preso, acusado de ser um estuprador.

    A jornalista, na entrevista, ultrapassou largamente os limites éticos minimamente razoáveis, e não digo apenas limites éticos da profissão, mas aqueles que regem as relações humanas civilizadas. Não se admite que nenhum cidadão possa ser tratado de forma tão desrespeitosa por ninguém, e menos ainda uma pessoa em condições tão desfavoráveis, já que preso.

    Gozado que não se veja isso quando se trata de presos brancos, de maior poder aquisitivo, protegidos por seus advogados. O mínimo de isonomia cobraria que todos fossem tratados da mesma maneira, de acordo com a lei, que ninguém fosse desrespeitado em seus direitos.

    Quem quer que tenha assistido à matéria, terá ficado enojado pela arrogância da menina branca, pretensamente culta, microfone quase enfiado pela goela do jovem negro, querendo cobrar dele um conhecimento que ele não tinha, ironizando sua ausência de conhecimentos médicos, e querendo quase que obrigá-lo a confessar o estupro, veementemente negado por ele, quase às lágrimas.

    Já disse em outro artigo, em outro momento, polícia é polícia, jornalista é jornalista. As atividades, legítimas as duas, não podem se confundir, e se há confusão, se elas se interpenetram, dá nisso: em desrespeito aos direitos humanos.

    Não creio que se deva olhar esse episódio de modo isolado. Há críticas sérias a um tipo de jornalismo que vem crescendo no país, sobretudo televisivo, onde se associam a visão racista da sociedade, a raiva contra jovens negros, um acentuado viés policialesco, a defesa de uma pena de morte que não está na legislação, a tolerância com grupos de extermínio e com a tortura, tudo isso devidamente espetacularizado, e em combinação com a própria polícia.

    Insisto: polícia tem uma missão indispensável na sociedade, como o jornalismo, mas são atividades bastante diversas e não podem conviver como se fossem a mesma coisa, como tem ocorrido em tantos programas diários de televisão, que substituem antigos jornais, que se compraziam com a morte, com os assassinatos, com o sangue vertendo de suas páginas.

    A cobertura policial, para além naturalmente de contribuir, se puder, com o trabalho responsável de reportagem, para esclarecer crimes, deve servir como instância de vigilância do trabalho da polícia que deve estar fundado sempre na lei, inclusive na observância dos direitos humanos. O uso da força, por parte da polícia, não deve ser a rotina. E o preso, já que guardado pelo Estado, deve ter seus direitos respeitados.

    Não pode ser humilhado por ninguém, muito menos pela imprensa, que deveria ser guardiã atenta de direitos, e não algoz de seres humanos, como alguns programas o fazem com alguma dose de sadismo e completo desrespeito às normas constitucionais.

    Não penso que punições isoladas resolvam o problema. Nem demonizações singulares. Creio que uma discussão responsável sobre as funções do jornalismo se impõe. O jornalismo impresso, penso, de há muito, tomou mais consciência de sua missão civilizatória, e tem contribuído para uma relação saudável com a polícia – e por saudável, entenda-se também a crítica a abusos que ela porventura cometa.

    Os programas voltados para a espetacularização do crime, para o desrespeito aos direitos dos presos, para o estímulo à violência, para a valorização da sordidez humana, estes, imagino precisam rever suas práticas. Não se trata apenas de punir esta ou aquela repórter, mas de uma reviravolta de concepção. Jornalismo existe, também, para educar a sociedade para a não-violência. E não para fomentá-la. Para semear a paz. Não o ódio. Simples assim.

    http://www.oreconcavo.com.br/2012/06/18/jornalismo-e-direitos-humanos-po...

     

    O baile dos fanáticos do mercado

    Se a Europa fosse um laboratório e os cidadãos do Velho Mundo pudesse ser vistos como camundongos num ensaio científico, a cena poderia ser descrita como como demonstração do fracasso das políticas de austeridade.

    Há cinco anos a economia européia não pára de afundar. Os governos caem, um após o outro. O desemprego aumenta e a falta de perspectiva real faz crescer a sombra do fascismo.

    Quem acreditou que o problema europeu era a Grécia se decepcionou. Nem mesma a pressão alemã dos últimos dias conseguiu garantir uma votação clara a favor dos partidos favoráveis ao programa de austeridade e desmanche do bem-estar social. O país está dividido e o recado das urnas está longe de apontar para uma saída.

    O partido de ultra-esquerda teve 27% dos votos, apenas 2% a menos do que a direita, que ficou em primeiro lugar. Se os social-democratas ficaram um pouco abaixo, o neo-nazismo acumulou 18%. A esquerda tradicional – fora os socialistas – teve pouco mais de 6%.

    Isso quer dizer que nada está resolvido e todo esforço para impor medidas que impliquem em novos sacrifícios irá enfrentar resistência. É por isso que as bolsas caem e os governos hesitam.

    A única utilidade da pressão alemã foi desmascarar a boa vontade do Banco Europeu com a Espanha. Vinte e quatro horas depois da contagem de votos em Atenas, descobriu-se que a ajuda de 100 bilhões de euros a Espanha era um presente de grego. Só queria dar a impressão de que a austeridade representa uma saída.

    O pacote espanhol sequer está resolvido e parece claro que terá poucos efeitos práticos para tirar o país do precipício.  Querem salvar os bancos — mas não querem incentivar o consumo, nem o emprego.

    Numa demagogia de hospício, o governo conservador da Espanha apoia medidas que favorecem demissões de trabalhadores porque acha que isso vai ajudar nas constratações. É como se as empresas fossem dirigidas por executivos angelicais, que não tem interesses nem metas financeiras para entregar no cassino continental.

    Isso não quer dizer que os governos europeus não sabem o que fazer. Sabem sim. Querem promover um show chamado “destruição criadora”, pela qual as crises do capitalismo destroem forças produtivas, esmagam conquistas sociais e, sobre uma paz de cemitério, iniciam uma reconstrução em novas bases.

    O sonho dos fanáticos do mercado é um mundo sem conquistas sociais nem direitos, onde as corporações e os mercados estejam livres para submeter os assalariados a uma regressão social como poucas vezes se viu na história.  Algo como uma Idade Média com internet — se ainda houver luz elétrica, claro.

    Faz parte dessa visão até mesmo neutralizar instituiçõies do Estado, criadas após a última grande destruição criadora – a crise de 1929 – e assim permitir um grande salto para trás. Por isso querem acabar com os bancos centrais, instrumentos para uma política econômicas capazes de fazer o contraciclo e estimular uma retomada.

    O jogo está iniciado e a única pergunta consiste em saber até onde haverá resistência da população. O resto é retórica, desemprego e retrocesso.

    http://colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreiraleite/2012/06/19/o-bai...

     

    Levante promove no Rio "esculacho" contra torturador de jornalista

     

    Por: Vanessa Ramos, da Rede Brasil Atual

     

    Publicado em 19/06/2012, 12:40

     

      Levante promove no Rio "esculacho" contra torturador de jornalista

    Jovens foram até a casa do ex-torturador, na zona sul do Rio de Janeiro (Foto: Paulo Rodrigo Iannone/Creative Commons)

    São Paulo – Juventude e movimentos sociais fizeram hoje (19) mais um ato de “esculacho”. O alvo da vez foi Dulene Aleixo Garcez dos Reis que, segundo o movimento, participou de tortura contra o jornalista Mario Alves, secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) à época. 

    A atividade foi organizada por ativistas do Levante Popular da Juventude, em conjunto com a Articulação Nacional pela Memória, Verdade e Justiça e da Via Campesina. A ação ocorreu durante a Cúpula dos Povos, atividade paralela à Conferência sobre o Desenvolvimento Sustentável da ONU, a Rio+20.

    Pela manhã, os jovens foram até a frente da casa do ex-torturador, na zona sul do Rio de Janeiro, para realizar os protestos. Segundo o Levante, Dulene chegou atuar, em 1970, na Infantaria do Exército e, no ano seguinte, no Batalhão de Infantaria Blindada de Barra Mansa (município no sul do Rio). 

    Segundo Júnior Rocha, do movimento Levante, esse foi o primeiro "esculacho" em conjunto com outros movimentos e divulgado previamente. “Nesse momento, queremos também dar visibilidade para a importância da Comissão da Verdade e da revisão da Lei da Anistia”, disse. “A tendência é que os esculachos continuem em todo o Brasil, com a participação da juventude e de todos os setores da sociedade. Queremos avançar cada vez mais”, afirmou.

    http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2012/06/esculacho-no-r...

     

    “Contra ratos não há argumentos.” (Palmério Dória)

    As negociações para o término da rodada de Doha são a única medida concreta desta reunião do G20 para reequilibrar o planeta, sem acordo iremos para um período muito difícil.

     

     

     

     

     

     

    A Dilma quando insiste num prazo definido para o reinicio e término das conversções mostra uma lucidez muito grande sobre o que está em jogo, será uma tarefa difícil de conseguir mudar a atual situação confortável dos países que estão se locupletando, mas não existe outra solução. 

    Dilma, sê persistente em seu pleito, os resultados positivos serão colhidos mais adiante.

    Business leaders advocate trade to fix globaleconomy

     

     

     

     

    Updated: 2012-06-19 14:57

     

    Despite tough economic times including the euro zone crisis and slower growth from emergingeconomies, business leaders on Monday pressed the world's governments to focus onpromoting trade and investment, which they say is the lifeblood of the global economy.

    At a meeting billed as B20 - coinciding with a gathering of heads of state from the Group of 20industrialized and developing countries - more than 300 businesspeople began two days ofdiscussion on issues including food and security, "green" growth, employment, and trade andinvestment. Their goal is to draft recommendations for the G20 to consider when during thegovernment leaders' meeting Monday and Tuesday in the same Mexican resort of Los Cabos.

    "What really counts at the end of the day is the real economy - that's people's jobs, how peopleconsume, and global trade and investment," said Victor Fung, chairman of Hong Kong-based Li& Fung Group, which has subsidiaries engaged in trading, logistics, distribution and retailing.

    Fung, who co-leads a B20 task force on the subject, has been advocating for the past two suchperipheral meetings to make trade and investment a "permanent" item on the G20's agenda.Trade liberalization will boost the global economy without countries printing money or taking onmore debt, he said.

    "Trade and investment is at the heart of the real economy globally, and what we must do hereis to see how the business community can build on it," said Fung, adding that G20 leadersshould focus more on investments that can generate growth despite the bleak economicpicture.

    "Trade and investment are not separable - they are two sides of the same coin," said Fung. Hebelieves a "multilateral trade system" should be set up to govern the movements of foreigndirect investment, or FDI.

    "Today if you take China as an example, it is both an investor and a taker of investments. Eventhe US, as a big investor, is very much looking for foreign direct investments."

    The World Trade Organization, he said, should consider expanding its remit to includeinvestment or create a parallel organization that would monitor FDI activity.

    Fung suggested there be more "pragmatic" ways to achieve trade agreements, a reference tothe WTO's principle of "single undertaking," meaning participants have to accept or reject theoutcome of multiple negotiations in a single package rather than selecting among them.

    This approach of "nothing is agreed until everything is agreed" needs flexibility in today'seconomy, Fung insisted. "That rule is very difficult to apply today" and stands in the way of theWTO's resuming its long-stalled round of negotiations begun in Doha, Qatar, in late 2001.

    The Doha round was intended to lower trade barriers among different countries but have beendeadlocked due to disputes between and among developed and developing countries onissues involving industrial tariffs, services, intellectual property and non-tariff impediments suchas agricultural subsidies provided to European and US farmers.

    Although G20 leaders at their 2010 summit in Seoul called for bringing the Doha round to "asuccessful, ambitious, comprehensive and balanced conclusion", the talks remain stalled.

    On Monday, Fung said: "If we simply start implementing the trade facilitation part of Dohanegotiations, it will result in a reduction of a cost of doing international trade from 10 percent to5 percent."

    His B20 task force on trade and investment has also been pushing the G20 to recognize theharmful effects on the global economy from trade protectionism. "There is a tendency forprotectionism to rise, hence we must focus on how we can hold the line on protectionism," Fungsaid.

    The Open Markets Index, which monitors countries' openness to trade and investment, set upby the International Chamber of Commerce, showed that most G20 countries fall behind exceptfor Germany, which ranked 19th. The G20, which represents over 80 percent of the world'stotal economic output, as a group ranked average out of 75 countries for its openness to trade.

    WTO Director-General Pascal Lamy recently warned that recent trade-protection measureshave reduced world trade by 1 percent to 2 percent. Attending the B20 summit on Monday,Lamy said trade issues require political commitment from all involved.

    ***************

    CORRECTED-UPDATE 1-G20 extends free trade vow despite split 

    (Corrects to Mexico and Canada in final paragraph)

    * G20 leaders extend freeze on protectionist measures pledge

    * Deal sealed only in final minutes of meeting

    * Hold-out Brazil counters with Doha call

    By Krista Hughes

    LOS CABOS, Mexico, June 19 (Reuters) - World leaders extended by one year their vow not to put up new trade barriers at the Group of 20 summit on Tuesday in a last-minute deal that exposed deep rifts over protectionism.

    The agreement to refrain from new protectionist measures until the end of 2014 as part of world leaders' efforts to foster global growth was included in the final G20 communique.

    Mexican President Felipe Calderon said it was hard won and struck only at the very end of two-day talks in the Pacific resort of Los Cabos.

    "There was resistance from some countries but beyond that we did manage to get a consensus and arrive at an agreement," he told a news conference after the meeting.

    Brazil, Argentina and South Africa had resisted extending the trade pledge beyond its current expiry at the end of 2013, while other countries wanted to push it back to 2015, a diplomat with knowledge of the G20 trade talks said. The deadlock was broken by Russian President Vladimir Putin, the diplomat said.

     

    ALARM RISING

    Ahead of the summit, Japan and the European Union had sent strong warnings that free trade was under threat as some countries respond to slowing growth by trying to protect their domestic industries.

    "The EU is sounding the alarm regarding a worrisome rise in protectionism," EU President Jose Manuel Barroso said as G20 members arrived in Los Cabos.

    Japan's Prime Minister Yoshihiko Noda called for world leaders to stamp out any efforts to lessen free trade. "I see signs of protectionism emerging in the G20 debate, so we should deliver a message to counter (that)," he told reporters.

    Fearful that trade protectionism would slow global growth, G20 leaders at the height of the financial crisis in November 2008 first pledged to refrain from erecting any new trade barriers, often used to shield domestic businesses from world competition at times of economic stress.

    Despite that effort, a World Bank report released on Sunday found that G20 nations have accounted for the vast majority of the more than 1,000 new protectionist measures that have been introduced between November 2008 and March 2012.

    Brazil, for instance, has outraged fellow G20 partner Mexico by renegotiating a car export agreement earlier this year, and is also mulling steps to protect its tiny domestic wine industry which may raise tariffs on many imported wines from countries including Chile, France and Spain.

    And it is not alone: Argentina, another G20 country, has slapped tough controls on imports in a bid to keep factories open and prop up the trade surplus in Latin America's third-biggest economy.

    The United States has complained to the World Trade Organization that China is backsliding on the path of trade openness and economic reform that marked its entry to the World Trade Organization in 2001.

    Brazilian President Dilma Rousseff launched a counter-offensive on trade at the G20 summit by proposing to re-open by 2014 the stalled Doha round of global negotiations to lower trade barriers. The idea failed to win traction with other G20 leaders.

    "Some countries have agricultural subsidies, some countries think that there is protectionism in services, others saw problems in industry," she told reporters. "It's obvious that there is a lot of resistance to reopening the Doha round."

    The Doha round was launched more than 10 years ago with the goal of helping poor countries prosper through trade. However, bitter divisions over how much developed countries should cut farm tariffs and subsidies in exchange for developing countries opening their markets have prevented a deal.

    Business lobby group the International Chamber of Commerce warned that the increasingly protectionist climate could derail efforts to stimulate to world economic growth and development, a message shared by business leaders meeting on the sidelines of the G20 summit.

    "We believe in free trade and free investment, and that's key to promote growth in the global economy," said Kimberly Clark Mexico chief executive Pablo Gonzalez.

    "We should all combat those decisions and commit ourselves to open trade and to open investment."

    Meanwhile, the United States pushed ahead on several trade initiatives on the sidelines of the G20 summit. U.S. President Barack Obama said that America and the European Union took the next steps toward broadening their trade relationship. The two sides are working on a possible trans-Atlantic trade pact.

    Mexico and Canada also joined the Trans-Pacific Partnership, an initiative championed by the United States aimed at creating a new free-trade zone. (Additional reporting by Louise Egan,Tetsushi Kajimoto, Luis Rojas, William Schomberg and Gleb Bryanski)

     

    Follow the money, follow the power.

    Do Observatório da Imprensa

    ELEIÇÕES NO MÉXICO - Milhares protestam contra candidato queridinho da mídia

    19/06/2012 na edição 699

    Tradução e edição: Leticia Nunes    

    Milhares de pessoas compareceram a um protesto na Cidade do México, na semana passada, contra o candidato presidencial Enrique Peña Nieto. Os manifestantes – de ativistas da esquerda radical a estudantes – alegam que o favorito na disputa presidencial vem sendo beneficiado por uma cobertura midiática positiva. A passeata crítica a Peña Nieto teve início algumas horas antes do segundo e último debate entre os candidatos – a eleição ocorre no início de julho.

    Há algumas semanas, o candidato do Partido Revolucionário Institucional (PRI) já havia sido vaiado durante uma visita a uma universidade. Partidários afirmaram, na ocasião, tratar-se de uma vaia armada pela oposição, que teria contratado manifestantes para se passar por alunos da universidade, mas os próprios estudantes postaram um vídeo na internet se identificando. Os jovens também têm feito bastante uso das redes sociais para criticar o que identificam como uma manipulação crônica da cobertura política pelas duas emissoras de TV – Televisa e TV Azteca – que controlam praticamente toda a programação aberta no país.

    Mocinho de novela

    “Queremos um presidente de verdade, não um ator de novelas”, dizia um dos cartazes no protesto na capital. Peña Nieto é visto pelos críticos como um jovem e bem apessoado político que construiu sua popularidade com a ajuda da imagem de “mocinho de novela” promovida pela Televisa. Em outro cartaz, a mensagem “A revolução não será televisionada” ressaltava a pouca cobertura recebida pelo movimento contrário ao candidato.

    O PRI, que comandou o México por sete décadas, está há 12 anos fora do poder. A maior parte das pesquisas de opinião lista Peña Nieto com mais de 10 pontos à frente do segundo lugar, o candidato de esquerda Andrés Manuel López Obrador. Informações de Jo Tuckman [Guardian.co.uk, 10/6/12].

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    Leia também

    As eleições e o poder da TV

    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed699_milhares_prote...

     

    “Contra ratos não há argumentos.” (Palmério Dória)

    Do Terra

    Haddad quer conversa pessoal com Erundina para manter chapa
    19 de junho de 2012  01h43  atualizado às 04h06

     

    1. Notícia




     

    O candidato do PT para a prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse, em entrevista à TV Bandeirantes, que tentará convencer a deputada federal Luiza Erundina (PSB) a seguir em sua chapa nas eleições municipais, após polêmica criada pela oficialização da entrada do PP, do deputado federal Paulo Maluf, na coligação. Erundina declarou à imprensa, nesta segunda-feira, que pretendia rever a posição de participar da campanha eleitoral, mas que só irá se pronunciar sobre a possível desistência após se reunir com a direção de seu partido.

    "Eu não estava com ela quando a desistência foi cogitada, preciso conversar pessoalmente com a Erundina sobre as perspectiva que foram colocadas", declarou Haddad, que defendeu a aliança entre o PT e o PP: "não fazemos alianças com pessoas, fazemos com partidos. Em janeiro eu disse que queria o maior apoio possível da base aliada do governo Dilma, da qual o PP faz parte. Estava incomodado com o apoio que o Kassab queria nos dar, porque ele não é da base e aquela mudança parecia impraticável. Com critério, em uma democracia, procuramos sempre formar um governo de maioria. Eu conveso com todo mundo para o bem do país. Tem dois projetos no Brasil: um representado pelo PT e outro pelo PSDB e seus aliados. Os partidos se alinham e o PP é aliado do governo federal desde 2004", analisou o petista, que também apontou desentendimentos em candidaturas de outros partidos. "Vamos dar tempo ao tempo, é natural, nem começamos a campanha eleitoral ainda. As brigas também acontecem entre tucanos e kassabistas", destacou.

     

    zanuja

    De Terra Magazine

     bobfernandes

         

    PSB indicará substituto de Erundina até sexta-feira, diz presidente

    POR MARINA DIAS

    Adeputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) avisou, no início da noite desta terça-feira (19), que desistiu de ser vice na chapa de Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de São Paulo. O presidente municipal do PSB, vereador Eliseu Gabriel, disse a Terra Magazine que a decisão foi tomada em uma reunião entre Erundina e a Executiva Nacional do partido, na tarde desta terça, em Brasília.

    "Luiza Erundina desistiu de ser vice de Haddad e ficamos de conversar e escolher outro nome até o fim desta semana", explicou o dirigente. 

    Com a declaração, o presidente do PSB paulistano contraria a versão de que seu partido teria deixado a decisão nas mãos de Haddad. "Pelo menos é isso que ficou combinado: nós, do PSB, iremos escolher outro nome entre hoje e amanhã".

    Erundina havia antecipado que pretendia rever sua decisão de disputar a eleição municipal depois de o PT ter fechado acordo eleitoral com o PP, de Paulo Maluf. Ela se disse "constrangida" de estar na mesma chapa que seu adversário histórico. Segundo petistas, a deputada ficou contrariada com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na casa de Maluf para a costura do acordo, já que ele não compareceu à cerimônia que a oficializou vice de Haddad, na última sexta-feira.

     

    zanuja

    Da Folha.com

    Folha passa a cobrar por conteúdo digital

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    DE SÃO PAULO

    A partir de quinta-feira, a Folha passará a cobrar pelo acesso frequente ao seu site, que ganhará todo o conteúdo da versão impressa, incluindo os colunistas.

    Assinantes do jornal impresso continuarão tendo acesso irrestrito a todos os formatos do jornal --na internet, em tablets e em celulares. Quem assina o pacote digital também pode ler o jornal em qualquer tela.

    Visitantes do site poderão ler até 20 textos por mês gratuitamente. A partir disso, será pedido o preenchimento de um breve cadastro, que dará acesso a mais 20 notícias ou colunas gratuitamente. Do quadragésimo-primeiro texto em diante, o visitante será convidado a fazer uma assinatura paga.

    Assinantes do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, seguem com acesso às notícias do site da Folha, mas não à réplica da edição impressa do jornal.

    A mudança entra em vigor depois de amanhã e envolve também o nome do site do jornal. Ele passará a ter o logotipo Folha de S.Paulo no lugar do atual, Folha.com, que deixará de existir.

    Uma campanha publicitária criada pela agência África divulgará as novidades a partir de quinta, entre elas o preço promocional da assinatura, de R$ 1,90 no primeiro mês e R$ 29,90 nos meses seguintes.

    O modelo que o jornal usará em seu site segue uma tendência mundial. Tem sido adotado por diversos veículos como meio de remunerar o jornalismo de qualidade que fornecem.

    Conhecido pelo nome de "paywall/muro de pagamento poroso", ele busca aumentar o conforto e a oferta de conteúdo para quem gosta de ler o jornal sem barrar o internauta eventual.

    Folha já é pioneira no uso desse sistema no Brasil. Ele está em vigor desde janeiro no aplicativo para tablets e celulares, e o jornal é agora o primeiro no país a utilizá-lo também em seu site. Outros diários brasileiros trabalham para adotar um modelo de negócios semelhante.

    "Com essa medida, o jornal reforça sua primazia em termos de inovação no cenário brasileiro e completa a integração entre impresso e digital", afirma o diretor de Redação da Folha, Otavio Frias Filho.

    "A diferença entre jornal impresso pago e online gratuito, existente desde o inicio da internet, dá lugar a um modelo que reflete as mudanças na forma de produzir, distribuir e consumir noticia", diz Antonio Manuel Teixeira Mendes, diretor-superintendente da empresa.

    O caso mais notório desse modelo é o do jornal norte-americano "The New York Times". Adotado em março de 2011, ele obteve, em um ano, 454 mil assinantes digitais para o diário nova-iorquino.

    O sistema da Folha, criado e implantado pelo setor de tecnologia do jornal, será flexível. O acesso a algumas partes do site não será contado.

    Entre essas páginas, estão a capa (www.folha.com ) e projetos como o Folha Transparência (conjunto de iniciativas do jornal para trazer a público documentos que estão sob a guarda do Estado).

    Folha tem na internet a mesma posição de liderança de que desfruta na versão impressa. Seu site é o de maior audiência entre os jornais brasileiros. No mês passado, somou 242 milhões de páginas vistas e 19 milhões de visitantes únicos.

    Em dezembro passado, o jornal se tornou o primeiro grande veículo do país a lançar um aplicativo com tecnologia HTML5, que permite adaptar o conteúdo a diferentes formatos de tablets e celulares. Ele pode ser acessado a partir do navegador de internet do aparelho, no endereço app.folha.com.

    Em março, o diário estreou um programa de televisão, o "TV Folha", transmitido pela Cultura aos domingos, às 20h, com reprise à 0h.

    "A Redação do jornal do futuro será um centro produtor de notícias 24 horas por dia para diversas plataformas", diz Sérgio Dávila, editor-executivo do jornal. "A Folha dá mais um passo nessa direção."

     

    zanuja

    "Folha passa a cobrar por conteúdo digital":

    Que conteudo?!?!

    Eu nem sequer visito o site da folha ha dois anos.  Nao senti uma gota de falta ainda.

     

    ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

    De Folha.com

    Demóstenes viajou no mesmo voo que Cachoeira para os EUA

    PUBLICIDADE

    DE BRASÍLIA

    O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) viajou para os Estados Unidos no mesmo voo que o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

    Por conta de sua relação com Cachoeira, apontado pela Polícia Federal como chefe de um esquema de corrupção, Demóstenes é investigado pelo Conselho de Ética do Senado por quebra de decoro parlamentar.

    A Procuradoria Geral da República também investiga se o senador participava do esquema de Cachoeira.

    A informação sobre as viagens consta de documento enviado à CPI pelo Ministério da Justiça.

    A comissão solicitou todos os voos internacionais de 2001 a 2012 feitos por Cachoeira, Demóstenes e a mulher do senador, Flávia Torres. Em 26 de janeiro do ano passado, os três embarcaram no voo JJ 8042 com destino aos Estados Unidos.

    O documento revela que o senador passou a viajar para o exterior com mais frequência em 2011, quando se casou com Flávia.

    De casamento, o senador ganhou de presente de Cachoeira um fogão e uma geladeira.

    Entre 2004 e 2007, o senador fez apenas um voo em cada ano para o exterior. Em 2008, foram 8 viagens; em 2009, 7 viagens; em 2010, 6 viagens; e em 2011, foram 14 viagens.

    Os destinos, na maioria das vezes, eram a Europa e os Estados Unidos.

    O advogado de Demóstenes, Antonio Carlos de Almeida Castro, não foi localizado pelaFolha.

     

    zanuja

    De Folha.com

    Liminar libera reajuste salarial de 194% para subprefeitos em SP

    ELVIS PEREIRA
    DE SÃO PAULO

    Um dos "legados" da gestão Gilberto Kassab (PSD) está novamente garantido. O governo municipal recuperou na Justiça o direito de reajustar o salário de subprefeitos, secretários-adjuntos e chefes de gabinete.

    O aumento havia sido barrado em fevereiro deste ano por meio de uma ação civil do Ministério Público.

    Alessandro Shinoda - 26.jul.2010/FolhapressO prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), ao lado do subprefeito da Sé, Nevoral Bucheroni, que voltou a receber com reajustePrefeito Gilberto Kassab (PSD) ao lado do subprefeito da Sé, Nevoral Bucheroni, que voltou a receber com reajuste

    A fonte de toda a discussão é a lei municipal 15.509, aprovada no fim de 2011. De uma vez só, ela elevou a quantia paga a funcionários em cargos de comissão e de confiança --ambos não concursados.

    À época, Kassab defendeu o reajuste como um "legado importante para a cidade", pois as novas quantias atrairiam profissionais qualificados. O impacto da mudança no erário foi estimado em R$ 19 milhões por ano.

    Com a lei, desde janeiro, subprefeitos passaram a receber R$ 19,2 mil. Um pouco a mais em relação a secretários-adjuntos e chefes de gabinete, cujos salários subiram para R$ 18,3 mil e R$ 17,3 mil, respectivamente.

    O Ministério Público viu duas possíveis irregularidades ali. Primeira: o regime de pagamento escolhido para a mudança foi o de subsídio. Na avaliação da Promotoria, só o prefeito, o vice dele, secretários e funcionários de carreira podem ser pagos por meio desse regime.

    Em segundo lugar, o percentual do reajuste é contestado. Todos os salários ao menos dobraram. "Ela [a prefeitura] deu 0,01% para alguns funcionários e mais de 200% para outros. Isso viola o princípio da impessoalidade", diz o promotor César Dario Mariano, autor da ação.

    Em 7 de fevereiro, a juíza Simone Viegas de Mores, da 8ª Vara da Fazenda Pública, concordou com os argumentos. A seu ver, o reajuste afronta princípios da "legalidade, moralidade e eficiência do serviço público".

    O novo salário foi bloqueado. Mas durou pouco. Trinta dias depois, ao analisar um recurso da prefeitura, o desembargador Ferraz de Arruda, da 13ª Câmara de Direito Público, derrubou a liminar, permitindo o reajuste.

    No Portal Transparência, o salário dos 31 subprefeitos aparece atualizado, assim como o dos chefes de gabinete e o dos adjuntos. Procurada, a assessoria de imprensa da prefeitura confirmou os pagamentos, mas não se posicionou em relação aos questionamentos da Promotoria.

    Mariano espera, agora, o novo julgamento do processo --não há data prevista. Se houver outra decisão desfavorável, ele deve insistir. "Vamos até o Supremo [Tribunal Federal], disso pode ter certeza."

    A disputa deve se estender por um bom tempo, em razão das divergências na interpretação da lei. "É um terreno escorregadio", diz a professora Odete Medauar, da Faculdade de Direito da USP. "Não há clareza na legislação. Você pensa que é até proposital para não ter como pegar. Se ninguém contesta, fica, mesmo que seja ilegal."

     

    zanuja

    "Com a lei, desde janeiro, subprefeitos passaram a receber R$ 19,2 mil":

    Nao da pra brasileiro ter um pouco mais nocao de proporcao nao?

    Em quantos paises do mundo eles acham que "subprefeitos" ganham quase 10 mil dolares por mes?

     

    ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

    Do Estadão

    Rui Falcão diz que saída de Erundina não atrapalhaPresidente do PT disse que desistência causou um percalço momentâneo19 de junho de 2012 | 20h 21

     JOÃO DOMINGOS - Agência Estado

    O presidente do PT, deputado estadual Rui Falcão, afirmou que a saída de Luíza Erundina (PSB-SP) da vice na chapa que vai disputar a prefeitura de São Paulo causou um percalço momentâneo, mas não vai atrapalhar a campanha do ex-ministro Fernando Haddad. "A aliança com o PSB está mantida e a própria Erundina disse que vai participar da campanha. Agora temos de buscar um vice entre os partidos aliados".


     - André Dusek/AEAndré Dusek/AE

     

     

    Ele anunciou que o PC do B deverá também fechar com a candidatura de Haddad, embora tenha até agora insistido na candidatura própria, com o vereador Netinho. "A campanha do Haddad vai bem. Ele cresceu mais de 160% entre a penúltima e a última pesquisa", disse Falcão. Para ele, assim que o horário eleitoral começar e Haddad ficar exposto na TV, o candidato petista deverá mostrar competitividade para disputar o segundo turno.

     

    Em relação à rejeição de Erundina ao ex-governador Paulo Maluf, Falcão disse que há uma aliança nacional com o PP, para o qual foi destinado o Ministério das Cidades desde o primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva. "É natural que essa aliança se repita nos municípios", disse ele. Quanto a Maluf, ele afirmou que o PT tem discordâncias das ideias dele, mas há concordância quanto ao diagnóstico e as soluções para os problemas de São Paulo. Na opinião de Rui Falcão, esses problemas se concentram no transporte urbano, na falta de escolas e de creches.

     

    Acordo com o PMDB

     

    Rui Falcão e o presidente interino do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), anunciaram nesta terça um acordo de procedimentos para o segundo turno das eleições municipais. A ideia será fazer com que o PT apoie o PMDB caso este último passe para o segundo turno, ou o contrário. "É o que vai acontecer em São Paulo. Se o deputado Gabriel Chalita passar para o segundo turno, e nós não, vamos apoiá-lo; se ocorrer o contrário, ele é que vai nos apoiar", disse Falcão. 

     

    zanuja

    Recordar é viver.

    Do Estadão

    Alckmin convida partido de Maluf para comandar CDHUO PP, do deputado Paulo Maluf, compõe a base da presidente Dilma Rousseff e deverá indicar novo presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano14 de maio de 2011 | 8h 47

     Julia Duailibi e Alberto Bombig - O Estado de S. Paulo

    SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), convidou o PP, do deputado Paulo Maluf, para fazer parte do governo paulista. O partido, que também compõe a base governista da presidente Dilma Rousseff (PT), indicará o novo presidente da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano).

     

    O PP sugeriu para o cargo o economista Antonio Carlos do Amaral Filho, consultor e atual presidente do Instituto Milton Campos, ligado ao PP, em São Paulo. O nome foi submetido ao Palácio dos Bandeirantes, que o considerou um quadro "técnico" e acatou a sugestão. Alckmin, no entanto, ainda não anunciou a decisão, embora a informação já tenha sido repassada a integrantes do governo e aos próprios líderes do PP no Estado.

    O governador foi o primeiro a entrar em contato, por telefone, com Maluf, presidente do PP em São Paulo, para convidar a legenda a fazer parte do governo paulista. Encaminhou, então, as conversas para o secretário-chefe da Casa Civil, Sidney Beraldo, que recebeu os integrantes do partido no Palácio dos Bandeirantes. Os detalhes das negociações foram fechados semana passada.

    A entrada do PP no governo paulista deve amarrar o partido na aliança com os tucanos em torno da disputa pela Prefeitura de São Paulo, no ano que vem. Os tucanos temiam que o partido, com trânsito também com o PT nacional, pudesse apoiar o candidato a ser lançado pelo Palácio do Planalto. A articulação em torno da CDHU é uma tentativa de prestigiar a legenda e evitar que o PP engorde o tempo de TV de adversários do PSDB na campanha de 2012. 

     

    zanuja

    Do Estadão

     

    Novas drogas sintéticas induzem usuário a agressão extrema

     

    Nova geração de drogas inclui a maconha sintética, capaz de alterar mecanismos no cérebro que freiam impulsos  As autoridades quase não desconfiavam que no sul da Flórida (EUA) se consome drogas sintéticas que induzem o usuário a cometer atos de agressão extrema até que policiais observaram o que faziam dezenas de estudantes em um posto de gasolina da região.

    No estabelecimento, os jovens vendiam legalmente envelopes com incenso de ervas (maconha sintética) que, junto à "sais de banho", são uma nova geração de drogas que aparentemente tiveram influência nos chamados casos de "canibalismo" de Miami.

    "Eu não sabia que isto existia, é algo que ninguém sabia o que era. Os policiais averiguaram o local, se deram conta de que se tratava de maconha sintética e os detetives começaram a pesquisar na internet sobre esta droga. Isso aconteceu há dois ou três meses", disse à Agência Efe o prefeito de Sweetwater, Manuel Maroño.

    Sweetwater, em Miami-Dade, foi a primeira cidade deste condado a aprovar, em maio, uma lei que proíbe a venda da maconha sintética, conhecida como "Spice", "K-2", "Genio", "Fogo de Iucatã", "Krypto do rei", "O senhor boa gente", "Magia vermelha" e "super skunk".

    Miami-Dade e a cidade de Sunrise também adotaram posturas similares.

    "Estou extremamente preocupado, isto é novo. Esta droga é ainda mais perigosa do que a maconha original, e o tal 'sais de banho' também é mais forte que a cocaína. A longo prazo, não sabemos quais serão os efeitos", disse um servidor público.

    No caso do "canibal de Miami" Rudy Eugene, que devorou 75% do rosto do morador de rua Ronald Poppo na ponte da estrada MacArthur, que liga Miami Beach ao centro da cidade, as autoridades investigam se Eugene agiu sob os efeitos da "sais de banho", que é vendida como "Cloud 9" e "Ivory Wave".

    O psicoterapeuta Alfredo Hernández explicou à Agência Efe que esta droga é "como um tipo de cocaína superpoderosa produzida em laboratórios" que altera no cérebro os mecanismos que ajudam o ser humano a frear os impulsos.

    "A relação de controle e impulso que dispara estes mecanismos se perde porque esta droga altera o lóbulo frontal, que ajuda a medir as consequências; a amígdala dentro do cérebro, que leva ao impulso; e o hipocampo, que ajuda a não agir sob todos os impulsos", apontou.

    A "Cloud 9" e a maconha sintética produzem psicoses, delírios, alucinações auditivas e táteis.

    "Isto é muito comum com estas drogas. Tive vários pacientes que pensam que são Deus ou acham que têm poderes sobrenaturais", disse Hernández, administrador do centro de saúde mental Improving Lives de Miami.

    Ele preveniu que a "sais de banho" é "uma combinação muito perigosa, porque é uma droga que dá muita energia, altera a consciência e elimina a possível regulação das consequências dos atos".

    "Isso, unido a pessoas que possam ter uma predisposição de psicopatologia mais severa, como no caso da população de moradores de rua que têm histórico de bipolaridade, esquizofrenia e outros problemas mentais, é uma combinação mortal", acrescentou.

    Hernández alertou que possivelmente o sul da Flórida "verá outros casos similares" como o de Eugene, porque estas substâncias são fáceis de conseguir, baratas e representam "uma nova geração de droga".

    Maroño advertiu que os jovens se sentem atraídos por estas substâncias porque podem comprá-las legalmente e pelo fato de não serem detectadas no organismo quando são submetidos a exames de drogas.

    "Temos que nos preocupar muito com estas drogas sintéticas e assegurar que não sejam mais vendidas, e que as companhias produtoras não continuem inventando outras substâncias", disse.

    As autoridades confirmaram que no caso do mendigo Brandon de León, ele tinha consumido "Cloud 9".

    O homem, após ser detido no último sábado por conduta desordenada, ameaçou dois policiais e tentou mordê-los.

    "Brandon grunhia, abria e fechava a boca e rangia os dentes como se fosse um animal", indicaram agentes no relatório policial ao qual a Efe teve acesso.

    Eugene, de 31 anos, também ameaçou o policial que tentou prendê-lo quando arrancou o nariz, os olhos e parte da testa de Poppo com seus dentes. Um agente teve que atirar várias vezes e "o canibal" morreu.

    Yovonka Bryant, namorada de Eugene, assegurou recentemente que é "muito provável" que uma droga que lhe tenha sido "ministrada sem seu consentimento" o tenha levado a cometer o ataque.

    "Ele nunca ingeriu álcool, nem usou drogas perto de mim. O vi apenas uma vez fumando um cigarro de maconha. Rudy e eu nunca falamos sobre canibalismo", disse.

    Ela e sua advogada, Gloria Allred, salientaram a importância de o público estar muito informado sobre o risco do uso de certas "drogas que podem levar que os seres humanos a cometerem canibalismo".  http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,novas-drogas-sinteticas-induzem-usuario-a-agressao-extrema,888502,0.htm

     

    Demarchi

    Do Estadão

    Esquema de Cachoeira sabia da Operação Monte Carlo, afirma juizPaulo Lima disse que grupo foi informado da operação um mês antes e que é vítima de ameaças de morte19 de junho de 2012 | 22h 30

     Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo

    BRASÍLIA - O juiz substituto da 11.ª Vara da Justiça Federal em Goiânia, Paulo Augusto Moreira Lima, disse em depoimento ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que a quadrilha do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, sabia das investigações da Polícia Federal um mês antes de a Operação Monte Carlo ser deflagrada, em 29 de fevereiro deste ano.

    O magistrado, que se afastou do caso alegando ser vítima de ameaças de morte, revelou em depoimento à Corregedoria do conselho que, após o vazamento dos dados sigilosos, a organização, com influência nos três Poderes, planejava neutralizar a ação dos órgãos encarregados das apurações e da Justiça.

    Moreira Lima contou que os criminosos tiveram notícia de qual juiz estava encarregado do caso, do nome da operação e da lista de investigados, bem como de que haveria pedidos de busca e prisão sendo analisados. Eles também foram informados de detalhes da rotina do juiz e de que ele estava trabalhando quase que exclusivamente na elaboração das decisões contra a quadrilha de Cachoeira.

    Num diálogo, citado pelo magistrado no depoimento, Olímpio Queiroga, apontado como número dois da máfia dos caça-níqueis, fala com Cachoeira sobre as investigações e sugere uma retaliação: "Muita gente do nosso negócio tá. Nós temos que tomar alguma providência", alerta. "Temos que fazer a nossa parte, entendeu? Ir pra cima (de) todo mundo", acrescenta.

    O CNJ foi chamado a interceder na Justiça Federal em Goiás em razão das suspeitas de que o telefone do juiz titular da 11.ª Vara, Leão Aparecido Alves, foi grampeado por ordem de Moreira Lima, que comandava, como substituto, o processo da Operação Monte Carlo.

    Leão tem relações com a família de Queiroga e, ontem, se declarou suspeito para julgar o caso. Ele chegou a representar contra o colega na Corregedoria-Geral do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF-1). No dia seguinte, o então corregedor Cândido Ribeiro foi a Goiânia para ouvir Moreira Lima.

    Pressão. Na conversa reservada com a corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, Moreira Lima disse que seu trabalho estava sendo desqualificado, especialmente em razão da contestação da legalidade das escutas telefônicas. Além disso, relatou que se sentia pressionado por colegas e que temia por sua segurança.

    Eliana Calmon designou um de seus assessores para mediar um entendimento entre os magistrados em Goiás. Na conversa, conforme relatado ao Estado, Moreira Lima afirmou que a Polícia Federal e o Ministério Público eram responsáveis pelas investigações.

    Ao final das discussões, ficou claro que o telefone do juiz Leão Alves estava no rol das escutas porque sua mulher, Maria do Carmo Alves, teria conversado com pessoas que estavam sob investigação.

    Oficialmente, o CNJ registrou as declarações de Moreira Lima. A íntegra, à qual o Estadoteve acesso, mostra que a participação de suspeitos de homicídio no grupo de Carlinhos Cachoeira o preocupava.

    Investigação. Dentre os 82 investigados há 40 policiais. Segundo Moreira Lima, Queiroga é alvo de ao menos dez inquéritos por suposta participação em diversos crimes, tem quatro armas em seu nome e é acusado de homicídio.

    No depoimento, ele disse ainda que o réu é citado na CPI do Narcotráfico por participação, no Espírito Santo, em atividades da Escuderia Le Coq, associação de policiais criada no rio na década de 1960 e que ganhou, no passado, o estigma de "esquadrão da morte".

     

    zanuja

    Do Estadão

    PSDB dá poder a sua cúpula para decidir sobre vice de Serra e coligaçãoPartido abre brecha para adiar escolha e delegar definição para executiva municipal

    19 de junho de 2012 | 17h 14

    Bruno Boghossian, do estadão.com.br

    O PSDB paulistano abriu uma brecha para que a cúpula do partido tenha o poder de escolher o vice de José Serra e as coligações da sigla na disputa pela Prefeitura de São Paulo. Com a manobra, o partido pretende adiar a decisão sobre a escolha do vice de Serra e sobre a formação de uma aliança eleição para vereador. Os dois pontos são motivo de polêmica dentro do PSDB e com as legendas aliadas.

    Veja também:
    linkAlckmin defende união de PSDB a aliados na chapa de vereadores
    linkSerra: 'tempo de TV para vereador não tem importância'
    linkSem Maluf, Serra busca 'tempo de TV' do PTB

    O edital de convocação da convenção do partido - que vai oficializar a candidatura tucana no próximo domingo, 24 - também delega competência à executiva municipal da legenda para decidir se formará uma coligação com PSD, DEM, PR e possivelmente o PV na eleição para vereador.

    O texto assinado nesta terça-feira, 19, pelo presidente municipal do PSDB, Julio Semeghini, coloca na pauta da convenção a nomeação do vice e a decisão sobre as coligações, mas prevê uma "delegação de competência à Comissão Executiva Municipal" para a "escolha de candidatos a vice-prefeito e vereador", além de uma "deliberação sobre outras coligações". O edital será publicado no Diário Oficial na quinta-feira, 21.

     

    Os tucanos temem que não haja consenso no partido para a escolha do companheiro de chapa de Serra até o dia da convenção. A definição do partido que vai indicar um nome para a vaga depende de um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que pode determinar se o PSD, do prefeito Gilberto Kassab, tem direito a uma fatia maior do fundo partidário e de tempo de TV na propaganda eleitoral.

    O julgamento está previsto para quinta-feira. Caso o PSD vença o embate jurídico, ganhará capital para exigir a vice e indicar o ex-secretário municipal de Educação Alexandre Schneider. Nesse cenário, o DEM seria prejudicado e perderia espaço na TV e no fundo partidário. Por outro lado, se o PSD for derrotado, o DEM vai insistir em indicar Rodrigo Garcia para a vice.

    Ao abrir espaço para que a executiva municipal decida sobre a coligação de vereadores, a cúpula do PSDB também quer evitar um revés para Serra na convenção do partido. Ao receber o apoio do PSD, do DEM, do PR e do PV, a equipe do pré-candidato prometeu a esses partidos a formação de uma chapa única na eleição para a Câmara Municipal - o que beneficiaria os aliados.

    Grupos tucanos - entre eles um time de aliados do secretário estadual de Energia, José Aníbal - faz uma campanha interna contra a coligação de vereadores e ameaça barrar a proposta de formação de uma chapa única na convenção. Eles alegam que o PSDB perderia vagas na Câmara Municipal caso precisem dividir espaço com os partidos aliados. Nesse tipo de coligação, o número de vereadores eleitos por chapa é calculado a partir da soma de votos recebidos pelos partidos que integram a chapa.

    Serra pediu que o governador Geraldo Alckmin agisse para impedir uma derrota de sua candidatura dentro do partido, mas ainda não há consenso.

     

    zanuja

    Do Estadão

    MP pede o sequestro de bens de ArefEx-diretor do Departamento de Aprovação das Edificações (Aprov) é suspeito de receber propina para aprovar empreendimentos imobiliários19 de junho de 2012 | 16h 48

     O Estado de S. Paulo

    SÃO PAULO - O Ministério Público de São Paulo pediu o sequestro dos bens de Hussain Aref Saab, ex-diretor do Departamento de Aprovação das Edificações (Aprov), da Prefeitura de São Paulo. Ele é suspeito de receber propina para aprovar empreendimentos imobiliários na capital paulista.

    O dinheiro teria sido pago entre 2008 e 2010 para a liberação de obras irregulares. Aref foi afastado da Prefeitura de São Paulo em maio. Ele nega as acusações de enriquecimento ilícito e corrupção.

    O prefeito Gilberto Kassab disse que a Prefeitura vai investigar a denúncia feita por Daniela Gonzales, ex-diretora da empresa Brookfield Gestão de Empreendimentos, de que o grupo pagou propina a Aref para liberar obras dos shoppings Higienópolis e Paulista. Foi aberto inquérito para apurar o pagamento de propina por parte dos shoppings Vila Olímpia, Raposo, West Plaza, Paulista e Higienópolis.

    A Brookfield nega o pagamento de propina e diz que Daniela foi demitida em 2010 por irregularidades na gestão. A ex-diretora nega ter praticado irregularidades e se diz vítima de perseguição.

    Aref comprou 106 apartamentos durante o tempo que esteve no Aprov. Segundo o MP, 95% do seu patrimônio foi adquirido nesse período. No último dia 14, a Polícia Civil e o MP apreenderam documentos em uma casa e em um escritório de Aref. O advogado do ex-diretor da Prefeitura considerou a medida desnecessária.

     

    zanuja

    Do Estadão

    Ministério Público vai investigar 5 shoppingsSuspeita é de que eles foram beneficiados por pagar propina a ex-diretor da Prefeitura19 de junho de 2012 | 22h 27

     Rodrigo Burgarelli - O Estado de S. Paulo

    SÃO PAULO - O Ministério Público Estadual vai abrir inquéritos para investigar cinco shoppings da capital suspeitos de pagar propina a agentes públicos em troca de vantagens. Além do Shopping Higienópolis, cujo processo de cassação de alvará pela Prefeitura já foi iniciado na segunda-feira, 18, serão investigados o West Plaza, o Raposo, o Pátio Paulista e o Vila Olímpia. Os empreendimentos negam irregularidades.

    Os cinco shoppings que serão investigados possuem como sócio a Brookfield Gestão de Empreendimentos (BGE), empresa cuja ex-diretora financeira, Daniela Gonzales, denunciou ter pago propina ao o ex-diretor do Departamento de Aprovação de Edificações (Aprov) Hussain Aref Saab e ao vereador Aurélio Miguel (PR).

    Além dela, outros dois ex-funcionários da empresa e um prestador de serviços prestaram depoimento à Promotoria afirmando que a BGE teria subornado funcionários públicos para conseguir vantagens indevidas para os cinco empreendimentos.

    Segundo o promotor Sílvio Marques, que investiga Aref por suspeita de enriquecimento ilícito, corrupção e lavagem de dinheiro, os pagamentos de propina teriam ocorrido entre 2008 e 2012. O objetivo seria conseguir a aprovação irregular de projetos para ampliação, execução de obras sem cumprir o previsto nas leis municipais e diminuição do pagamento das contrapartidas devidas à Prefeitura.

    O objetivo da Promotoria do Patrimônio Público e Social é determinar se houve enriquecimento ilícito ou lesão aos cofres públicos nesses casos. Serão investigados tantos os gestores dos shoppings quanto funcionários públicos envolvidos nos supostos esquemas. Caso as denúncias sejam confirmadas, os envolvidos poderão ter de ressarcir a Prefeitura. Também serão abertos inquéritos na esfera criminal, que podem culminar com o pedido de prisão dos envolvidos. A Polícia Civil também investiga as denúncias.

    Histórico. Na semana passada, a ex-diretora financeira da BGE afirmou ao Ministério Público que a empresa teria pago ao menos R$ 1,6 milhão em propinas para conseguir vantagens para os Shoppings Higienópolis e Pátio Paulista. Entre elas, estariam a liberação do estacionamento do Higienópolis mesmo com menos vagas que o necessário e a diminuição no valor da outorga onerosa devida pelo Pátio Paulista à Prefeitura por causa de uma ampliação, passando de R$ 15 milhões para R$ 9 milhões.

    Já as denúncias contra os outros três shoppings - Raposo, West Plaza e Vila Olímpia - foram feitas por outras duas ex-funcionárias da BGE, também em depoimento à Promotoria. Até o ano passado, a empresa era a administradora de todos eles, com exceção do Vila Olímpia. No fim do ano passado, a direção do Higienópolis passou às mãos de outros sócios, que agora dizem que "não podem responder por eventuais irregularidades que tenham sido cometidas pela gestão anterior".

    O Pátio Paulista, ainda administrado pela BGE, diz apenas que vai prestar todas as informações exigidas pelo Ministério Público. Os outros três shoppings negam irregularidades. O Raposo e a West Plaza, ambos na zona oeste, afirmam trabalhar sempre "assegurando o respeito à legislação vigente, razão pela qual desconhece a prática de supostos atos de corrupção envolvendo autoridades públicas". Já o Vila Olímpia disse que "o empreendimento foi construído de forma absolutamente regular e estará à disposição das autoridades para esclarecimentos".

    Hussain Aref também nega atividades ilícitas. Assim como Aurélio Miguel, que, em nota, disse ter pedido abertura de inquérito policial contra Daniela Gonzales, por injúria e difamação, e qualquer um que use seu nome para angariar vantagens ilícitas. / Colaborou Juliana Deodoro.

     

    zanuja

    "Suspeita é de que eles foram beneficiados por pagar propina a ex-diretor da Prefeitura":

    Eh, tambem tenho muita suspeita di ki, mas eh mundial esse problema.  Prefeituras vendem TUDO, sempre atravez de corrupcao.

    Nao vai dar em nada, me conte fora da plateia pra esse tipo de lixo.

     

    ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

    Da Agência Câmara

    Corregedor: sindicância contra envolvidos com Cachoeira será concluída antes do recesso 

    O corregedor da Câmara, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), acredita que sindicância contra parlamentares acusados de envolvimento com esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, será concluída antes do recesso parlamentar, que se inicia em 17 de julho.

    Os deputados citados nas interceptações telefônicas da operação Vegas, da Polícia Federal, foram Carlos Alberto Leréia (PSDB) e Sandes Júnior ( PP), ambos de Goiás.

    Há ainda a representação contra Rubens Otoni (PT-GO), acusado de receber dinheiro para a campanha eleitoral de 2004, quando era candidato a prefeito de Anápolis.

    Os depoimentos dos deputados na comissão de sindicância estão sendo confrontados com os documentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do Cachoeira.

    Eduardo da Fonte acha que os casos desses três deputados, que já apresentaram defesa e que os relatores já estão encerrando seus pareceres, estarão concluídos na primeira quinzena de julho.

    O deputado Maurício Quintela Lessa (PR-AL) ficou com o caso de Sandes Junior; o deputado Evandro Milhomen (PCdoB-AP) relata a representação contra Rubens Otoni; e Jerônimo Goergen (PP-RS) ficou com o caso de Carlos Alberto Leréia. Também integra a comissão de sindicância o deputado Odair Cunha (PT-MG).

    Stepan Nercessian 
    Fonte ressalva que apenas o caso do deputado Stepan Nercessian (PPS-RJ) ficará para agosto. O corregedor disse que Nercessian já foi citado e deverá apresentar sua defesa em cinco dias úteis.

    Segundo Fonte, o relator desse caso deve ser o deputado Vicente Candido (PT-SP).

    Os deputados já apresentaram suas defesas. 

    Da Redação/ RCA

     

    zanuja

    O deputado tchutchuca e a censura ao PHA

    Francischini fala sobre censura a PHA Por Esmael Morais, em seu blog: O deputado federal Fernando Francischini, do PSDB, daqui do Paraná, conhecido nacionalmente como “valentão do PIG”, entrou em contato há pouco com este blogueiro para explicar seu pedido de censura ao jornalista Paulo Henrique Amorim (PHA), do blog Conversa Afiada.

    O valentão do PIG estava mansinho. Defendeu a decisão do juiz José Roberto Pinto Junior, da 8ª Vara Cível de Curitiba, que censurou PHA.


    Para quem não sabe, PIG significa Partido da Imprensa Golpista. O termo foi popularizado pelo próprio PHA e adotado pela blogosfera progressista nacional para se referir à velha mídia.

    Pois bem, o parlamentar tucano, que é delegado licenciado da Polícia Federal, afirmou ao blog que “não censurou ninguém e que foi a Justiça quem viu exageros nas postagens do jornalista”.

    No meu ponto de vista, exagero é qualquer forma de censura. Somente o Supremo Tribunal Federal (STF), como defendeu o próprio PHA no encontro de blogueiros em Salvador, deve ter o poder para “retirar” uma matéria da internet. É a tal liberdade de expressão — lembra valentão do PIG? — que está registrada na Constituição Federal.

    Francischini disse que não se importa com as críticas de cunho político, mas “acusações infundadas” ele não pode admitir.

    “Ele [PHA] pegou um email qualquer com um relatório da Anistia Internacional e atribuiu os supostos cadáveres a mim. Aquilo não é verdade. Tenho que defender a minha honra”, justifica-se o tucano, o mais novo bate-pau do PIG.

    Renovo a minha solidariedade ao jornalista Paulo Henrique Amorim. O valentão do PIG poderia – como fez – até pedir reparação judicial, o que é justo e de seu direito. Agora, a censura é algo abominável e repugnante. Não pode censurar, não pode censura. http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/06/francischini-fala-sobre-censura-pha.html 

     

    @DanielQuireza

    O substituto do Demóstenes.

    Da Agência Senado

    Randolfe quer impedir Ciro Nogueira e esposa de votarem em questões relativas à Delta

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    Anderson Vieira

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    Julgamento de Demóstenes no Conselho de Ética fica para o dia 25

     

    Miro Teixeira: integrantes da CPI podem ter se encontrado com Cavendish em Paris

     

    O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) pediu à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que investiga as relações de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados a declaração de impedimento do senador Ciro Nogueira (PP-PI) e da mulher dele, a deputada federal Iracema Portella (PP-PI), quando se tratar de decisões relativas à construtora Delta e ao ex-presidente da empresa, Fernando Cavendish.  O pedido foi apresentado na tarde desta segunda-feira (18) por meio de uma questão de ordem, na qual Randolfe aponta a suspeição dos dois parlamentares.

    Na semana passada, Ciro Nogueira admitiu ter se encontrado casualmente em Paris com o empresário Fernando Cavendish. Uma das maiores empreiteiras do país, a Delta é acusada de participação no esquema de Cachoeira, preso desde fevereiro por exploração ilegal de jogos de azar, corrupção, tráfico de influência, escutas ilegais e outros crimes.

    Regimento Interno

    A questão de ordem apresentada por Randolfe está baseada no artigo 306 do Regimento Interno do Senado, que diz: “Nenhum Senador presente à sessão poderá escusar-se de votar, salvo quando se tratar de assunto em que tenha interesse pessoal, devendo declarar o impedimento antes da votação, sendo a sua presença computada para efeito de quorum”.

    – É incompatível com qualquer investigação o investigador ser amigo do investigado e não se julgar suspeito para investigá-lo – argumentou Randolfe Rodrigues, lembrando também que, na última reunião da CPI, Ciro Nogueira fez um discurso e votou contra a convocação de Cavendish.

    Ainda de acordo com o questionamento de Randolfe, a deputada Iracema Portella confirmou em entrevista que o casal mantém amizade com Cavendish e disse que essa relação não atrapalharia a atuação dos dois parlamentares na CPI.

    Código de Processo Penal

    A afirmação não convenceu Randolfe, que formulou sua questão de ordem baseando-se também no artigo 254, I, do Código de Processo Penal. O dispositivo determina a suspeição do juiz se este for “amigo íntimo ou inimigo capital” de qualquer uma das partes.

    Uma vez protocolado na secretaria da comissão parlamentar de inquérito, a questão de ordem vai ser analisada pelo presidente, Vital do Rêgo (PMDB-PB), a quem cabe decidir sobre o assunto.  A decisão, segundo o Regimento Interno é irrecorrível, salvo se estiver relacionada a dispositivo constitucional.

    Agência Senado

     

    zanuja

    Da Agência Senado

    Baixo nível de execução de projetos do governo preocupa TCU

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    Djalba Lima


     

    O baixo percentual de execução, de apenas 20% das ações relacionadas como prioritárias na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), é uma das ressalvas apontadas noparecer do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as contas do governo federal em 2011. Elaborado pelo ministro José Múcio Monteiro, o documento relativo ao primeiro ano de governo da presidente Dilma Rousseff foi entregue nesta terça-feira (19) ao presidente do Senado, José Sarney.

    O TCU constatou execução de despesa sem suficiente dotação no orçamento de investimento de diversas empresas estatais e fez recomendações a vários ministérios, órgãos e agências reguladoras. Uma delas é para que sejam efetivamente priorizadas as ações definidas no Plano Plurianual (PPA) 2012-2015 para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Plano Brasil sem Miséria (PBSM).

    Outra recomendação, dirigida às agências reguladoras e aos órgãos de fiscalização, é para que adotem medidas que priorizem a cobrança de multas nos âmbitos administrativo e judicial, principalmente nos casos cuja prescrição seja iminente. O objetivo é evitar prejuízos ao Tesouro Nacional.

    Renúncia fiscal

    O relatório do TCU afirma que, em 2011, a renúncia de receita cresceu 30% e os R$ 187,3 bilhões a ela associados ultrapassaram a soma dos orçamentos da saúde, educação e assistência social. Entretanto, segundo o documento, as prestações de contas deficientes e com “análise intempestiva”, além da ausência de indicadores da efetividade do uso desses recursos, dificultam a real mensuração de seu impacto em benefício do crescimento sustentável.

    O problema levou o relator a sugerir à Casa Civil que os projetos de lei ou medidas provisórias que contemplem a concessão ou ampliação de benefícios tributários, previdenciários, financeiros e creditícios contenham a identificação do órgão gestor da renúncia. Além disso, devem indicar os objetivos, metas, indicadores, formas de avaliação de resultados e prazos de vigência desses benefícios.

    Qualidade do gasto

    O documento do TCU sugere, como medida necessária ao aperfeiçoamento da qualidade do gasto público, o estabelecimento de indicadores capazes de medir a eficiência e a efetividade da ação governamental. O tribunal apontou vários problemas, como deficiências nos sistemas de planejamento e monitoramento das ações governamentais, altos valores inscritos em restos a pagar e crescente passivo de prestações de contas de convênios não avaliadas pelos órgãos repassadores.

    A expectativa do TCU é de que o novo modelo adotado no PPA 2012-2015 melhore a coordenação do sistema de planejamento e orçamento federal. Além disso, espera que o Sistema de Informação de Custos (SIC), criado em 2010, constitua ferramenta indispensável ao aperfeiçoamento da gestão pública.

    Atrasos no PAC

    O ritmo de execução das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é outro problema apontado. O relatório nota que as conclusões da hidrelétrica de Belo Monte e do Trem-Bala, por exemplo, inicialmente previstas para 2014, passaram para 2019. Esses atrasos, segundo o documento, não são isolados nem restritos aos grandes empreendimentos. No setor de transportes, ainda de acordo com o TCU, a diferença média entre os prazos repactuados no PAC 2 e os prazos estimados ao final do PAC 1 é de 437 dias por ação.

    Uma das razões para essas dificuldades, na avaliação do tribunal, é a baixa capacidade do governo de gerenciar grandes obras de engenharia e projetos complexos. Outro problema, conforme o relatório, decorre da baixa qualidade dos projetos básicos elaborados como referência para os processos licitatórios, o que requer revisões durante as obras e, consequentemente, afeta seu cronograma e custo.

    Obras da Copa

    Quanto às obras para a Copa de 2014, o TCU identificou “situações não condizentes com o planejamento e os cronogramas traçados”, que podem resultar em custos adicionais aos cofres públicos e, até mesmo, na não conclusão de determinados projetos.

    O tribunal diz que sua fiscalização tem provocado a correção dos problemas detectados em todas as fases de desenvolvimento das ações do governo e contribuído para expressiva redução de gastos, calculada em aproximadamente R$ 500 milhões até maio de 2012.

    Concessões

    O TCU alerta ainda para riscos relacionados à falta de definição de diretrizes sobre as concessões do setor elétrico cujos contratos vencerão a partir de 2015. Esses contratos representam 18% de toda a geração de energia elétrica do país, 84% da rede básica de transmissão, além de afetarem 37 distribuidoras de energia elétrica das 63 existentes.

    Quanto aos transportes, o TCU constatou a falta de consolidação dos planos setoriais. O Plano Aeroviário Nacional, o Plano Nacional de Logística Portuária e o Plano Hidroviário Estratégico ainda não foram concluídos, o que, na avaliação do tribunal, prejudica a intermodalidade e a integração da malha multimodal, “imprescindíveis ao equilíbrio da matriz de transporte de cargas”.

    Desigualdade regional

    O relatório considera a Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) insuficiente para combater o conjunto de causas que contribuem para a desigualdade. O tribunal advertiu que, até o fim de 2011, não haviam sido criados os planos de desenvolvimento do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste, previstos na Constituição Federal.

    A inexistência dos planos, ainda segundo o TCU, impede que a atuação governamental ocorra “de forma organizada e pautada por diagnósticos e objetivos acurados, com a identificação adequada das necessidades de cada área e das ações que possam contribuir para atendê-las”.

     

    zanuja

    O TCU é responsável por mais da metade das paralisações das obras do PAC.

     

    zanuja

    De Agência Brasil

    TSE aprova criação do Partido Ecológico Nacional20/06/2012 - 0h05

    Débora Zampier
    Repórter da Agência Brasil

    Brasília - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou no final da noite desta terça (19), por 6 votos a 1, o pedido de registro do Partido Ecológico Nacional (PEN). A decisão criou a 30ª sigla brasileira. O único voto contrário foi do ministro Marco Aurélio Mello, que viu falha no procedimento burocrático para criação do partido.

    Em sua página oficial, o PEN anuncia que irá "preencher um espaço vazio no cenário político brasileiro". Segundo o presidente, Adilson Barroso, falta continuidade nas políticas voltadas ao meio ambiente, pois os governantes se limitam a ações pontuais. Ele ainda afirma que os ideais da sigla "afastam-se do campo político para aproximarem-se do campo ecológico".

    A sigla não poderá participar das eleições municipais de 2012 porque a legislação eleitoral exige prazo mínimo de um ano para mudanças no cenário eleitoral. Apesar de só ter conseguido o registro agora, a ata de fundação do PEN é de junho de 2006.

    Edição: Fábio Massalli

     

    zanuja

    De Agência Brasil

    Mais de 6 mil políticos que ocupam cargo no serviço público estão inelegíveis, diz TCU19/06/2012 - 12h41

    Marcos Chagas
    Repórter da Agência Brasil

    Brasília - Mais de 6 mil políticos que ocupam algum cargo de gestão no serviço público já estão inelegíveis por oito anos a contar das eleições municipais de outubro. Essas pessoas tiveram suas contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e, por isso, serão atingidos pela Lei da Ficha Limpa.

    A informação é do presidente do TCU, Benjamim Zymler, que hoje entrega a lista completa dos gestores, às 17 horas, à presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia. “Este é um momento muito importante porque dá consequência concreta ao julgamento das contas irregulares do TCU”, destacou o presidente do tribunal.

    Zymler acrescentou que além da punição por multas e quitação dos débitos pendentes por causa de má gestão de recursos públicos, essas pessoas estarão inelegíveis. O ministro lembrou que todos os gestores tiveram suas contas julgadas em caráter definitivo, prerrogativa para que uma pessoa seja enquadrada na Lei da Ficha Limpa.

    “Realmente essa é uma consequência importante, e muito bem-vinda a possibilidade de tornar inelegíveis aqueles que não souberam lidar com o dinheiro público de forma adequada”, ressaltou Benjamim Zymler. O presidente do TCU lembrou que esses gestores tiveram direito, até a última instância, à ampla defesa.

    O presidente do TCU entregou hoje (19) ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o relatório de análise das contas do governo federal. As ações da presidenta Dilma Rousseff em seu primeiro ano de gestão foram aprovadas com 25 ressalvas e 40 recomendações, já encaminhadas ao Executivo. O relator, ministro José Múcio Monteiro, destacou que todas as ressalvas estão relacionadas a aspectos de conformidade da receita pública, da dívida pública, da execução do orçamento e das demonstrações contábeis.

    Edição: Talita Cavalcante

     

    zanuja

    De Agência Brasil

    Marco Maia vai pedir investigação sobre comércio de emendas na Câmara dos Deputados19/06/2012 - 16h12

    Roberta Lopes
    Repórter da Agência Brasil

    Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), disse hoje (19) que vai pedir à Corregedoria da Casa que investigue a denúncia de esquema de venda de emendas na Câmara dos Deputados, ilegalidade que seria liderada pelo deputado federal João Carlos Bacelar (PR-BA).  A decisão atende pedido feito pelo PSol por meio de ofício protocolado nessa manhã.

    “Ainda não recebi esse ofício, mas assim que receber vou encaminhar à Corregedoria para que ela faça a análise cabível”, disse. Marco Maia afirmou ainda que é comum parlamentares “conversem” sobre as emendas, para que um município não tenha um número maior de emendas do que outro.

    “Não há crime nisso. É comum acontecer. Há situações em que o prefeito vem aqui depois das eleições e pede a todos os deputados que destinem emendas ao município ou alguma organização não governamental e, mesmo não tendo voto naquele local, destina-se a emenda”, disse.  

    “Agora, temos que investigar para saber que tipo de negócio há na indicação das emendas, mas isso só uma investigação mais aprofundada”, acrescentou.

    Apesar da denúncia, Marco Maia negou que haja um esquema de compra e venda de emendas na Câmara dos Deputados. “Não há um esquema de compra e venda de emendas aqui na Câmara, o que há é uma denúncia localizada de um parlamentar da Bahia com mais outros dois deputados, que precisamos investigar para saber se isso de fato aconteceu”.

    A denúncia de venda de emendas parlamentares foi apresentada em reportagem do jornal O Globo, publicada domingo (17), baseada em conversas gravadas nas quais a ex-mulher de Bacelar, Isabela Suarez, descreve o esquema.  De acordo com a gravação, o deputado, que é empresário na Bahia, comprava emendas de outros deputados federais. Bacelar já é investigado na Câmara por outras denúncias.

    Edição: Davi Oliveira

     

    zanuja

    Da Agência Brasil

    Parlamentares apoiam juiz que pediu afastamento do caso Cachoeira e Miro quer que ele deponha na CPMI19/06/2012 - 18h25

    Mariana Jungmann
    Repórter da Agência Brasil

    Brasília - Senadores que integram a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira fizeram hoje (19) um desagravo ao juiz Paulo Moreira Lima, que pediu afastamento do caso depois de alegar que está recebendo ameaças de policiais supostamente ligados ao empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) manifestou apoio ao magistrado e disse que irá colocar em votação requerimentos para que as ameaças sejam apuradas.

    “A CPMI se manifesta, por meio de seus membros, desagravando toda e qualquer pressão que possa ser imposta contra a magistratura nacional. Nós entendemos que a magistratura tem que ter a liberdade de ação, que é pré-requisito ou prerrogativa máxima do Poder Judiciário. Eu tenho que, disciplinadamente, colocar em votação os requerimentos que possam tratar dessa matéria”, disse o senador.

    O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), também defendeu que a CPMI investigue as denúncias de ameaças ao juiz Moreira Lima. Na opinião dele, o próprio juiz deveria dar depoimento aos parlamentares para contar o que ocorreu. “Se o juiz afirma que membros da sua família estão sendo ameaçados por policiais, é bom que ele preste depoimento à comissão parlamentar de inquérito”, defendeu. Para Dias, o Estado tem condições de oferecer proteção aos magistrados, mas está lidando com um “caso excepcional” que requer mais atenção, inclusive do ministro da Justiça.

    Em discurso no plenário do Senado, Pedro Taques (PDT-MT), que também é membro da CPMI, comparou a ameaça ao magistrado aos casos que ocorriam na Colômbia dos cartéis de drogas e na Itália dos mafiosos. “Aqui é a Colômbia daqueles momentos terríveis? Aqui é a Itália, onde se matavam juízes? Será que daqui a pouco vão ameaçar os parlamentares que participam da CPMI? Nós não podemos permitir que esse magistrado, Paulo Moreira Lima, e esses dois procuradores [que comandam o caso] Léa Batista e Daniel Salgado, sejam, daqui a pouco tempo, nomes de estradas e monumentos”, disse o senador.

    Taques cobrou das autoridades ações para proteger o juiz e membros do Judiciário envolvidos com o caso Cachoeira. “O Ministério Público Federal tem que tomar providências. O Poder Judiciário e o Ministério da Justiça também não podem ficar em silêncio. E, para nós, do Congresso Nacional, que estamos participando da CPMI do Cachoeira, esses fatos estão todos ligados. Nós estamos diante de uma organização criminosa que mata, que ameaça pessoas, que busca a intimidação através de arapongagens, do pagamento de propina, de ameaças como nós estamos aí a notar”, disse.

    O senador ainda criticou o desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Tourinho Neto, por ter concedido habeas corpus para libertar Carlinhos Cachoeira. “É uma decisão equivocada, tanto que os outros dois juízes não deram ouvidos ao desembargador Tourinho Neto. A questão não é essa decisão, a questão é proteção à vida desses magistrados, de membros do Ministério Público e policiais que estão combatendo o crime organizado enquanto aqui em Brasília alguns entendem que só existe crime organizado em filmes de péssima categoria”, reclamou.

    Na Câmara, o deputado Miro Teixeira (PTB-RJ) disse que o Congresso não pode aceitar como natural o afastamento de Moreira Lima do caso e que o Estado precisa garantir a integridade do magistrado. "Ele precisa receber do Estado brasileiro toda expressão da sua força, não da violência, para que ele continue desempenhando suas tarefas", disse o deputado, que também integra a CPMI do Cachoeira. Miro ressaltou que, com o afastamento do juiz, os acusados é que saem vitoriosos.

    Carlinhos Cachoeira, que está preso no Distrito Federal, é o principal investigado pela CPMI que está em andamento no Congresso. Ele é apontado pela Polícia Federal como chefe de um esquema de exploração de jogos ilegais, corrupção de agentes públicos e tráfico de influência.

    Segundo o juiz Moreira Lima, desde que assumiu a Operação Monte Carlo, ele vem recebendo informações de que pode ser alvo de atentados e que está obrigado a se submeter a um rígido esquema de segurança. Em um dos episídios citados pelo juiz, policiais procuraram parentes dele para falar sobre a Operação Monte Carlo, “em nítida ameaça velada, visto que mostraram que sabem quem são meus familiares e onde moram”.

    Edição: Vinicius Doria

     

    zanuja

    Da Agência Brasil

    Tribunal escolhe novo juiz para atuar no caso Cachoeira19/06/2012 - 23h05

    Débora Zampier
    Repórter da Agência Brasil

    Brasília –A ação penal contra o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, e outros denunciados pela Operação Monte Carlo já tem novo magistrado responsável. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) anunciou nesta noite que o juiz federal Alderico Rocha Santos, atual titular da 5ª Vara Federal, conduzirá o caso, mas sem deixar seu posto de origem.

    A medida foi tomada pelo presidente do TRF1, desembargador Mário César Ribeiro, depois que o juiz substituto Paulo Moreira Lima pediu afastamento da 11ª Vara Federal em Goiás, onde corre o processo contra Cachoeira. Moreira Lima alegou sofrer ameaças de pessoas ligadas ao empresário e também disse que ficou desmotivado com a falta de apoio de colegas sobre a validade das provas colhidas no processo.

    Com a saída de Moreira Lima, o juiz titular da 11ª Vara, Leão Aparecido Alves, que deveria assumir o caso,declarou-se suspeito e alegou foro íntimo para não julgar a ação. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, Leão recebeu ligação de um dos suspeitos de integrar a quadrilha liderada por Cachoeira.

    Alderico Santos já atua na área criminal. Um de seus feitos mais lembrados é de 2002, quando mandou prender o hoje senador Jader Barbalho (PMDB-PA) por fraudes contra a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Na época, o juiz pertencia à Justiça Federal em Tocantins e foi criticado pelo desembargador Fernando Tourinho Neto, do TRF1, que mandou soltar Barbalho. Hoje, Tourinho é relator de todos os recursos sobre o caso Cachoeira que chegam ao tribunal.

    Edição: Fábio Massalli

     

    zanuja

    De Agência Brasil

    Representantes de organizações da sociedade civil propõem campanha global a favor da criação da Taxa Robin Hood19/06/2012 - 20h13

    Da Agência Brasil

    Rio de Janeiro - Com a finalidade de apoiar a criação da Taxa Internacional sobre as Transações Financeiras, a chamada de Taxa Robin Hood, representantes de organizações de defesa do meio ambiente, do setor de saúde, sindicalistas de várias partes do mundo entre outros, que participam de eventos paralelos à Rio+20, se reuniram hoje (19), na capital fluminense, para uma mobilização global a favor da taxa.

    A campanha tem como objetivo pressionar os chefes de Estado a se comprometerem com a criação do imposto, que será destinado à promoção de postos de trabalho dignos e sustentáveis; ao combate à pobreza e a desigualdades; ao fortalecimento das ações contra as mudanças climáticas; além da promoção de serviços públicos, como de saúde e educação. De acordo com estudo da Confederação Sindical Internacional (CSI), feita em 13 países, 63% das pessoas consultadas apoiam a criação da Taxa Robin Hood.

    Para o secretário regional da InterAméricas da Internacional de Serviços Públicos (ISP), Jocélio Drummond, “esse seria um imposto sobre o capital que é usado para a especulação e investimentos, e que não gera nada de positivo, a não ser o lucro para o seu proprietário”, ressaltou.

    O economista da organização não governamental Conselho Latino Americano e Caribenho de Organizações com Serviços em Aids, Cláudio Fernandes, disse que os recursos obtidos por meio da taxa também poderiam ampliar o tratamento e a prevenção da aids nos países mais necessitados, que atualmente só recebem investimentos maciços na época do carnaval.

    “Nosso objetivo é conseguir a aprovação deste imposto, e depois vinculá-lo ao desenvolvimento humano e ambiental sustentável. Com a taxa, as contribuições deixariam de ser filantrópicas para se tornarem políticas públicas internacionais, de forma sistêmica”, disse.

     

    Edição: Aécio Amado
     

     

    zanuja

    De BBC Brasil

    Chá pode aumentar risco de câncer de próstata, indica pesquisaAtualizado em  19 de junho, 2012 - 08:47 (Brasília) 11:47 GMT

    Chá

    Pesquisa foi feito com participantes de 21 a 75 anos de idade

    Homens que cultivam o hábito de beber chá preto várias vezes por dia estão mais sujeitos a desenvolver câncer de próstata, afirma uma nova pesquisa.

    Uma equipe da Universidade de Glasgow, na Escócia, fez um acompanhamento do estado de saúde de 6 mil voluntários do sexo masculino ao longo de 37 anos.

     

     

     

     

    Eles descobriram que homens que bebiam sete xícaras de chá preto por dia - consumo relativamente normal nos países da Comunidade Britânica - tinham 50% a mais de chance de desenvolver câncer de próstata do que aqueles que não tomavam chá.

    O câncer de próstata é causa de câncer mais comuns entre homens na Escócia e casos registrados de pessoas com a doença no país tiveram um aumento de 7,4% entre 2000 e 2010.

    A pesquisa teve início em 1970 e analisou dados de 6.016 voluntários com idades que variavam entre 21 e 75 anos.

    Estudo

    Os participantes do estudo tinham de responder um questionário sobre seus hábitos de consumo de chá, café, álcool, cigarro e suas condições gerais de saúde.

    Menos de um quarto dos participantes do estudo eram consumidores regulares de grandes quantidades de chá. Destes, 6.4% desenvolveram câncer de próstata ao longo de 37 anos.

    Pesquisadores descobriram que homens que bebem mais que sete xícaras de chá por dia tinham um risco muito maior de desenvolver câncer de próstata do que os que não bebiam chá ou que consumiam menos de quatro xícaras por dia.

    O estudo foi comandado por Kashif Shafique, do Instituto de Saúde e Bem Estar da Universidade de Glasgow.

    Shafique afirmou que ''estudos anteriores haviam indicado uma relação direta entre o consumo de chá preto e o câncer de próstata ou ainda um efeito preventivo do chá verde''.

    "Descobrimos que os bebedores 'pesados' de chá são mais propensos a não consumir álcool, não serem obesos e terem níveis mais saudáveis de colesterol".

    ''Não sabemos se o chá em si é um fator de risco ou se os consumidores de chá são geralmente mais saudáveis e vivem até mais tarde, quando o câncer de próstata é, de toda forma, mais comum''.

    Mas ele afirmou ainda que ''no entanto, fizemos ajustes levando em conta esses detalhes em nossas análises e ainda assim levantamos que os homens que mais bebiam chá tinham mais riscos de desenvolver câncer de próstata''.


     

    zanuja

    De BBC Brasil

    Brasil quer data para concluir Rodada Doha a partir de 2014

    Pablo Uchoa

    Enviado especial da BBC Brasil a San José del Cabo, México

     

    Atualizado em  19 de junho, 2012 - 20:49 (Brasília) 23:49 GMT

     Reuters)

    Dilma diz que crise não pode ser 'biombo' para prorrogação de situação de desequilíbrio global no comércio’

    O Brasil quer estabelecer uma data de conclusão para a rodada de negociações de abertura comercial conhecida com Rodada Doha, quando o processo for retomado, a partir de 2014.

    Falando a jornalistas em Los Cabos, durante a reunião do G20 – o grupo das principais economias avançadas e emergentes do planeta –, a presidente Dilma Rousseff disse que a Rodada Doha "reconhecia a existência de desequilíbrios e colocava na pauta que havia necessidade de se abrir negociações entre os países para recompor essas situações de desequilíbrio".


    "Na crise de 2008 e 2009, nós acertamos uma prorrogação da situação vigente, sem ficar discutindo esses desequilíbrios. O que estamos propondo é que não dá mais para ficar prorrogando, porque é como dar um cheque em branco, é como se você não reconhecesse a existência de desequilíbrios."Entretanto, a presidente lembrou que a retomada do processo tão cedo vai contra "interesses muito grandes" e encontra "muita resistência" dentro do G20.

    Na esteira do fracasso das negociações de liberalização do comércio mundial, em 2008, os países do G20 concordaram em não levantar novas barreiras protecionista e remover aquelas erguidas no início da crise. O prazo para esse congelamento do status quo vigora até o fim de 2013.

    Dilma deu a entender que durante as negociações do G20, aqui em Los Cabos, alguns países desenvolvidos quiseram incluir uma cláusula para estender a situação até o fim de 2014 ou até 2015 – mas a mudança não vingou e o texto da declaração final, divulgada na terça-feira, mantém o prazo do final de 2013.

    "Estamos propondo que em 2014 se reabra a Rodada Doha e se dê prazo para fechar, para evitar prorrogamentos de interesses muito grandes de países que são privilegiados por subsídios agrícolas, por práticas de competição indevidas no momento atual", disse Dilma.

    "A crise não pode ser biombo para a prorrogação de uma situação de desequilíbrio global no que se refere ao comércio internacional."

    A presidente defendeu que "já deu tempo suficiente para as coisas baixarem (na crise global) e todo mundo sabe quais são os desequilíbrios globais."

    "Temos de discutir Doha, porque se não discutir, se só prorrogar, aí não tem Doha, never more."

    'Free lunch'

    Segundo argumento da delegação brasileira, os países ricos registram na Organização Mundial do Comércio (OMC), fórum das negociações, tarifas mais altas que praticam. Assim, sem violar regras, podem subir e baixar as tarifas.

    Para Dilma, o adiamento das negociações de Doha beneficia “os países que não têm de acabar com os subsídios na área agrícola, que não têm de tratar de temas em toda a sua economia, que podem fazer sua política de desvalorização monetária, da moeda que quiserem”.

    "É extremamente vantajoso", queixou-se Dilma. "Trata-se de uma interessante forma de free lunch, de lanche gratuito. Lanche não, almoço, ou jantar, se você quiser, ou café da manhã."

    Dilma defendeu que, quando retomado, o processo não seja reiniciado do zero – a rodada começou em 2001 e deveria ser encerrada em 2006 –, mas leve em conta a experiência acumulada em sete anos de negociações.

    "Tem gente que diz que a Rodada Doha não pode ser nos mesmos termos dos acordos anteriores. Perfeitamente. Outros não acham isso. Mas há que se retomar a Rodada Doha sem desconsiderar que fizemos uma série de avanços e que se parte do acúmulo e se modifica", opinou.

     

    zanuja

    "Brasil quer data para concluir Rodada Doha a partir de 2014":

    Falando em vaca que nao para de cacarejar, voltemos aa Doha de novo e de novo e de novo...

     

    ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

    De BBC Brasil

    G20 termina devolvendo crise do euro para Europa

    Pablo Uchoa

    Enviado especial da BBC Brasil a San José del Cabo, México

     

    Atualizado em  19 de junho, 2012 - 22:58 (Brasília) 01:58 GMT

    AFP/Getty Images)

    Grupo enfatiza necessidade de crescimento, mas deixa para UE decisões para resolver seus próprios problemas

    O encontro do G20, o grupo das principais economias avançadas e emergentes do planeta, terminou nesta terça-feira em Los Cabos, no México, devolvendo para a Europa o problema da crise na zona do euro.

    O documento final do G20 exorta seus membros que também estão na zona do euro a tomar "todas as medidas necessárias para salvaguardar a integridade e a estabilidade da área", e recomenda que as nações que adotam a moeda comum "trabalhem em parceria com o próximo governo grego para garantir que (a Grécia) permaneça no caminho da reforma e sustentabilidade dentro da zona".


    A diferença entre esta declaração final e as posições anteriores é o que o presidente francês, o socialista François Hollande, definiu como "um consenso em torno do crescimento".Que a Europa será o principal responsável por tirar os seus países da crise, não é novidade. E que a instabilidade na zona do euro tem tido efeitos na economia dos outros países – por exemplo, causando desaceleração nos EUA, na China e inclusive no Brasil – e por isso diz respeito ao G20, também não.

    'Evolução'

    Líderes e assessores que participaram dos encontros também notaram uma mudança importante em relação à semana passada: uma "evolução", nas palavras da presidente Dilma Rousseff, na postura da chanceler Angela Merkel, que lidera o país em melhor posição de liderar as medidas de estímulo no continente, e no entanto o mais enfático na austeridade.

    "Eu percebi (em Merkel) uma grande preocupação da chanceler e uma determinação, um sentido de resolver a crise", disse Dilma, que se encontrou com a líder europeia nesta terça-feira.

    A presidente brasileira disse que a colega alemã não falou em austeridade e mostrou "uma percepção da importância da consolidação fiscal com a questão do crescimento".

    A declaração final do G20 é enfática ao dizer que "as economias avançadas vão garantir que o ritmo da consolidação fiscal é apropriado para apoiar a recuperação, levando em consideração especificidades de cada país" e que, se as condições econômicas se deteriorarem, os países com mais espaço fiscal devem "estar preparados para coordenar e implementar medidas fiscais para apoiar a demanda doméstica, conforme o apropriado".

    Decisão europeia

    Por estarem no epicentro da crise atual, os líderes europeus estiveram sob pressão aqui em Los Cabos para tomar medidas rápidas de resolução da crise. Tanto que, no primeiro dia do encontro, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, teve de dizer que não tinha vindo ao encontro para "receber lições de ninguém".

    Nesta terça-feira, em uma pergunta dirigida a François Hollande, um jornalista francês expressou incômodo com as discussões sobre o futuro do seu continente no G20,"como se a Europa precisasse do G20" para resolver seus problemas.

    Hollande foi enfático: "Sim", precisamos do G20. "Em breve temos a reunião do Conselho Europeu (nos dias 28 e 29 de junho) e é mais uma obrigação que temos", disse o presidente francês. "Não queremos que a Europa seja o problema, queremos ser a solução."

    Particularmente em relação ao problema da instabilidade na Grécia, Hollande disse que o G20 foi importante para forjar uma ação de via dupla: por um lado, que o governo de Atenas mantenha seus compromissos com credores – algo que o partido vencedor nas eleições de domingo já indicou. Por outro, que os líderes europeus ajudem a Grécia a reviver sua economia.

    Ainda durante o encontro, a União Europeia indicou que os países da zona do euro vão aprofundar a sua união bancária, fiscal e política. O comunicado do G20 afirma que apoia "a intenção (da UE) de considerar passos concretos para uma arquitetura financeira mais integrada, que inclua supervisão bancária, recuperação e recapitalização (dos bancos), e seguros de depósito".

    A própria chanceler Angela Merkel informou a jornalistas que o grupo discutiu "as linhas básicas para ter as mesmas normas sobre garantias de depósito e reestruturação dos bancos".

    O documento também fala da necessidade de agir para reduzir os altos custos de financiamentos pagos pelos governos da zona do euro – uma ideia que sugere uma maior inclinação de Merkel à maior intervenção no mercado de títulos soberanos, mas permanece sem detalhes.

    'Solidariedade' dos emergentes

    O encontro também foi marcado pela definição de quanto os países emergentes chamados de Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – contribuirão para aumentar o caixa anticrise do Fundo Monetário Internacional (FMI).

    O grupo dará US$ 75 bilhões, sendo que Brasil, Índia e Rússia darão US$ 10 bilhões cada um, a China entrará com US$ 43 bilhões e a África do Sul, US$ 2 bilhões.

    O dinheiro foi disponibilizado sob a condição de que o FMI conclua a reforma de cotas, aprovada em 2010, que daria mais voz aos emergentes no órgão.

    No total, o Fundo afirmou ter levantado US$ 456 bilhões – sem a ajuda de Estados Unidos ou Canadá, que se recusaram a contribuir com um fundo para resgatar a Europa, uma das regiões avançadas do planeta.

    A maior parte dos recursos veio dos próprios países da União Europeia.

    Para a presidente Dilma Rousseff, entretanto, o aporte ao FMI demonstra "solidariedade grande com os países da Europa". Ela destacou o caso da África do Sul – "um país africano dando uma contribuição para um firewall (muro de contenção) europeu".

    "Eu acho que é uma grande demonstração de solidariedade."

     

    zanuja

    De Opera Mundi

    Racismo nas arquibancadas volta a assombrar EurocopaUEFA multou nesta terça-feira a Federação Croata de Futebol pela conduta racista de seus torcedores    

     

    Femen.org

    Femen, movimento feminista ucraniano, protesta contra Eurocopa

    A Federação Croata de Futebol foi multada nesta terça-feira (19/06) em 80 mil euros pela conduta racista de seus torcedores na Euro2012, anunciou a Uefa que também move processo contra a Alemanha. Os torcedores de ambos os países entoaram cânticos e exibiram símbolos nazistas durante partida da Eurocopa deste ano. 

    Nesta semana, a deputada socialista holandesa, Ermine Bozkurt, denunciou que em um treino na Polônia, jogadores negros da seleção de seu país foram insultados por espectadores que imitaram sons de macaco. 

    As práticas discriminatórias de torcedores na Eurocopa também chamaram a atenção do relator especial da ONU sobre Racismo, Xenofobia e Intolerância, Mutuma Ruteere. O funcionário pediu nesta terça-feira (19/06) aos governos e federações esportivas para combaterem os grupos racistas nos estádios.

    No entanto, casos de discriminação e racismo em estádios europeus não são novos; pelo contrário, diversas torcidas organizadas no continente são assumidamente neonazistas.  

    Em 2006, em amistoso contra a Itália em Livorno, cerca de 100 torcedores da Croácia formaram uma suástica humana. Esta mesma torcida entoa saudações nazistas durante os jogos de sua seleção. Na Croácia, a torcida organizada do Dinamo Zagreb tem como símbolo um pitbull em cima da cruz do “orgulho branco” (imagem abaixo).

    Em março do ano passado, o jogador brasileiro Roberto Carlos foi insultado por torcedores russos que lhe ofereceram bananas.

    Os países-sede do campeonato europeu, Polônia e Ucrânia, são famosos pelas torcidas de extrema direita.                                                                                                                                                                                                                                                                

    Durante o campeonato ucraniano deste ano, um grupo de torcedores do time Metalist Kharkiv agrediu estudantes asiáticos que assistiam a partida e apoiadores do Chornomorets Odesa realizaram a saudação nazista. 

    Na Polônia, a torcida “Legião Branca” do time Legia e a do Lech Poznan exibem símbolos e imagens nazistas e do movimento internacional “orgulho branco” (Foto à esquerda). O jornal The Guardian denunciou torcidas polonesas que cantam “morte aos judeus” em estádios. 

    Antes mesmo do início da Eurocopa, jogadores negros anteciparam o problema. 

    Mario Balotelli, da seleção italiana, afirmou que caso sofresse algum tipo de discriminação em campo, abandonaria a partida. “Fiquem em casa, assistam na TV. Nem arrisquem... porque você pode acabar voltando em um caixão”, aconselhou o ex-jogador de futebol inglês, Sol Campbell, em programa de televisão. 

     

    zanuja

    De Opera Mundi

    "Seja bem-vindo ao clube dos perseguidos", disse presidente do Equador a AssangeRafael Correa concedeu entrevista em maio ao fundador do Wikileaks que apresentou série de programas na TV russa    

     

     

    O convidado de uma das edições do programa de entrevistas que Julian Assange passou a gravar este ano para a emissora russa RTV foi o presidente do Equador, Rafael Correa.

    No encontro, os dois debateram a influência diplomática e militar dos EUA na América do Sul, bem como o efeito das reformas do Governo Correa sobre princípios básicos de liberdade de imprensa e expressão.

    A série de dez programas terá início no meio do mês de março e se dedicará ao tema “o mundo de amanhã”. Na nota, ele afirma que “essa é uma oportunidade animadora para discutir a visão dos convidados em um novo modelo de programa capaz de examinar suas filosofias e anseios de uma maneira mais densa e clara”.

    Assange tornou-se mundialmente célebre ao romper com o segredo de negociações diplomáticas e publicar no site Wikileaks a íntegra de milhares de documentos sigilosos de estado. Em menos de um ano de funcionamento, o portal já disponibilizava a seus leitores mais de 1,2 milhões de arquivos confidenciais de todo o mundo.

    Leia a transcrição (*) em português da entrevista de Rafael Correa a Julian Assange:

     

    Julian Assange: Com Chávez e Lula já a deixar os principais holofotes, vai surgindo uma nova geração de governantes na América Latina.

    Esta semana, está comigo o presidente do Equador , Rafael Correa. Correa é um líder popular de esquerda, que mudou a cara do Equador. Mas, diferentemente dos presidentes que o antecederam, é doutor em Economia. Segundo os telegramas diplomáticos dos EUA que a WikiLeaks divulgou, Correa é o presidente mais popular na história democrática do Equador.

    Mesmo assim, em 2010, foi preso e feito refém, numa tentativa de golpe de Estado. A culpa pela tentativa de depô-lo, segundo Correa, foram os meios de comunicação corruptos. Correa pôs em marcha uma polémica contraofensiva. Na avaliação de Correa, os meios de comunicação definem as reformas que seriam as únicas possíveis... para os próprios meios.

    Quero saber se essa conclusão está correta e como vê a América Latina.

    Rafael Correa: Está me a ouvir?

    Julian Assange: Sim, presidente Correa.

    Rafael Correa: Prazer em conhecê-lo. Você está na Inglaterra?

    Julian Assange: Sim, na Inglaterra, numa casa de campo, em prisão domiciliar já há 500 dias. E sem nenhuma acusação formal contra mim.

    Rafael Correa: 500 dias... OK. [Para alguém ao lado] Melhor traduzir. [Em ing. “Prefiro o espanhol, ok?”].

    Julian Assange: [para a equipe] Acho que é possível. Todos prontos? Ação!

    Julian Assange: O que pensa o Equador, dos EUA, sobre o envolvimento dos EUA? Não lhe peço que faça alguma caricatura dos EUA. Mas... O que pensam os equatorianos sobre os EUA e o envolvimento dos EUA no Equador e na América?

    Rafael Correa: Como disse Evo Morales [presidente da Bolívia], os EUA são o único país que pode ter a certeza de lá jamais haverá golpes de Estado – porque não há embaixada dos EUA nos EUA. [Assange e equipe riem].

    Seja como for, quero dizer que uma das razões do mal-estar é que nós cortámos todo o financiamento que a Embaixada dos EUA pagava à polícia no Equador. Era assim, antes do nosso governo e continuou ainda, por um ano e pouco. Demorámos a corrigir isso. Havia unidades inteiras, setores chaves da Polícia, que eram completamente financiadas pela Embaixada dos EUA. Os chefes da polícia eram selecionados pelo Embaixador dos EUA e pagos pelos EUA. A tal ponto, que aumentámos muitíssimo os vencimentos dos polícias, mas quase ninguém percebeu, porque recebiam soldos do outro lado. Acabámos com tudo isso. E há alguns que sentem saudades daqueles tempos. Mas são tempos que não voltarão ao nosso país e aos nossos países.

    Quanto aos EUA, a nossa relação sempre foi de muita amizade e carinho, mas sob um marco de respeito mútuo e de soberania. Eu, pessoalmente, vivi quatro anos nos EUA, estudei e graduei-me lá, tenho dois títulos académicos norte-americanos, amo e respeito muito, muito, o povo norte-americano. Acredite que eu, de modo algum, jamais seria antiamericano. Mas sempre chamarei as coisas pelo nome. E se há políticas norte-americanas que são perniciosas para o Equador e para a nossa América Latina, sempre as denunciarei abertamente e não permitirei que agridam a soberania do meu país.

    Julian Assange: O seu Governo fechou a base militar dos EUA em Manta. Pode dizer-me por que decidiu fechar aquela base?

    Rafael Correa: Ora... Você aceitaria uma base militar estrangeira no seu país? Como eu disse naquela época. Se é assunto tão simples, se não há problema algum em os EUA manterem uma base militar no Equador, ok, tudo bem: permitiremos que a base de segurança permaneça no Equador, se os EUA permitirem que estabeleçamos uma base militar do Equador em Miami. Nessas condições, ok, sem problema. [Assange ouve a tradução e ri]. Fico feliz que você se esteja a divertir com esta entrevista. Também me estou a divertir.

    Julian Assange: Achei engraçadas as suas frases, presidente Correa [os dois riem]. Presidente Correa, por que o senhor pediu que revelássemos [que WikiLeaks revelasse] todos os telegramas diplomáticos?

    Rafael Correa: Porque quem nada deve nada teme. Nós nada temos a ocultar. De facto, os [telegramas divulgados por] WikiLeaks nos fortaleceram. A Embaixada dos EUA acusava-nos [como se fosse crime] de sermos excessivamente nacionalistas e defendermos a soberania do governo equatoriano [os dois riem]. E é claro que somos nacionalistas! E é claro que defendemos a soberania do Equador! E os WikiLeaks, como mostrei há pouco [exibe um livro], falavam de todos os interesses que os EUA haviam investido nos meios de comunicação no Equador, dos grupos de poder que pediam ajuda, que marcavam hora para pedir ajuda em embaixadas estrangeiras.

    Nós não tememos nada. Que publiquem tudoo que tenham a publicar sobre o governo do Equador. Não se encontrará nada contra nós. E veremos aparecer muitas informações sobre entreguismos, traições, acertos, feitos por muitos supostos opositores da revolução cidadã no Equador…

    Julian Assange: Posteriormente, o senhor expulsou do Equador a embaixadora dos EUA, como consequência da publicação dos telegramas de WikiLeaks. Por que a expulsou? Sempre acho mais interessante dizer ao embaixador... “Tenho esses telegramas desse embaixador. Já sei o que você pensa.” Não seria melhor manter lá o diabo que o senhor já conhecia?

    Rafael Correa: Ora, mas dissemos tudo isso à embaixadora. E ela respondeu – e com que arrogância! – que não nos devia explicações. Era inimiga absoluta do nosso governo, mulher de extrema direita, que permaneceu estacionada no marco da Guerra Fria dos anos 60. A gota de água que fez transbordar o copo foi a WikiLeaks, que provava que o contacto dela no Equador havia dito que o Chefe de Polícia era completamente corrupto. E que eu, diziam os telegramas, o teria nomeado, mesmo sabendo que era corrupto, para controlá-lo.

    Intimámos a embaixadora a que prestasse explicações. E ela, arrogante, cheia de soberba e prepotência, com os ares imperiais que a caracterizavam, respondeu que não nos devia explicações. Como aqui no Equador, nós nos respeitamos e respeitamos o nosso país, expulsamos imediatamente a referida senhora.

    Quero dizer que há um mês, poucos meses, depois de quase um ano de investigações, o Comandante Hurtado, que foi falsamente acusado nesse telegrama de WikiLeaks pela embaixadora, foi declarado inocente de todas aquelas acusações daquela embaixadora, saiu limpo de todas as investigações de que foi objeto, e que fizemos. É uma prova a mais de como funcionários incompetentes ou mal intencionados, do governo dos EUA, porque absolutamente não admitem e manifestam a mais flagrante má vontade contra governos progressistas, informam qualquer coisa ao governo dos EUA, sem procurar qualquer comprovação, sem qualquer investigação, sem qualquer prova, baseados, só, em boatos, intrigas dos seus ‘contactos’, muitas vezes, mentiras interessadas, que ouvem dos seus contactos, todos adversários de nosso governo. E esses contactos são, normalmente, escolhidos entre os opositores dos nossos governos.

    Julian Assange: Presidente Correa, como foi, para o senhor, tratar com os chineses? É um país grande e poderoso. Ao negociar com os chineses, o senhor não estaria a trocar um demónio, por outro?

    Rafael Correa: Para começar, não trabalhamos com demónios. Se nos aparece algum demónio, agradecemos e despachamos: não, muito obrigado. [Assange ri] Em segundo lugar, você tem de ver aí um pouco do entreguismo, do snobismo, e até do neocolonialismo que anima as elites, por aqui, e alguns veículos de comunicação.

    Quando 60% do nosso comércio e grande parte dos nossos investimentos estavam concentrados nos EUA, e não nos davam 20 centavos para financiar o desenvolvimento do país, ninguém reclamou de demónio algum, era como se não houvesse problema. Agora, quando somos o país que mais recebe investimentos chineses na região – e talvez porque os chineses não são altos, louros, de olhos azuis, viram demónios e tudo é problema. Chega disso!

    Se a China já está a financiar até os EUA, que bom que financie o Equador! Que bom que nos ajude para fazer aqui uma extração responsável, de petróleo! Minas, hidroelétricas. Mas não recebemos financiamentos só da China. Recebemos financiamento russo, brasileiro, diversificamos os nossos mercados e as nossas fontes de financiamento. Mas há gente que nasceu encabrestado, com sela e rédea, e quer continuar com a dependência de sempre. É só isso.

    Julian Assange: Presidente Correa, como o senhor sabe, luto, há muitos anos, a favor da liberdade de expressão, pelo direito de as pessoas comunicarem, pelo dever de publicar e dar aos públicos informação verdadeira. O que o senhor fará, para que as suas reformas não acabem com a liberdade de expressão?

    Rafael Correa: Bem... Você mesmo é uma ótima amostra, Julian, de como é a imprensa, essas associações como a Sociedade Interamericana de Imprensa, que nada é além de um clube de donos de jornais na América Latina. Sobre a sua WikiLeaks, publicaram-se muitos livros, o mais recente dos quais é de dois autores argentinos, no qual analisam país por país, Wiki Midia Leaks. No caso do Equador, demonstra como, desavergonhadamente, os veículos não publicaram os telegramas que os prejudicavam. Por exemplo, disputas entre empresas de comunicações. E todos, afinal, decidiram não publicar as suas próprias sujeiras, para não prejudicar nenhum deles. Leio para você a tradução, em espanhol, de um dos telegramas WikiLeaks que a imprensa nunca publicou no Equador.

    Rafael Correa: [lendo] “…o facto de que a imprensa se sinta livre para criticar o governo, mas não um banqueiro fugitivo e os negócios da família do banqueiro, mostra muito sobre onde está o poder no Equador…” [Mostra as páginas do livro] E esses são os telegramas que WikiLeaks divulgou e jamais foram publicados na imprensa do Equador. Para que você entenda um pouco o que enfrentamos no Equador e na América Latina.

    Nós acreditamos, que os únicos limites que devem pesar sobre a informação e a liberdade de expressão são os que já existam nos tratados internacionais, na Convenção Interamericana de Direitos Humanos: a honra e a reputação das pessoas; e a segurança das pessoas e do estado. Quanto a todo o resto, quanto mais gente saiba de tudo, melhor.

    Você manifestou o seu temor – o mesmo que sentem todos os jornalistas, de boa fé –, mas que não passam de estereótipos do medo de que o poder do estado limite a liberdade de expressão. Isso praticamente não existe na América Latina, praticamente não há aqui nenhumaliberdade de expressão. Fala-se só de idealizações, de mitos.

    Vocês precisam entender que, por aqui, o poder “mediático” foi, e provavelmente ainda é, muito maior que o poder político. De facto, o poder “mediático” tem imenso poder político, em função dos seus interesses, poder económico, poder social. E, sobretudo, têm poder monopolístico para informar.

    Os veículos têm sido, aqui, os maiores eleitores, os maiores legisladores, os maiores juízes, os que criam e alimentam a ‘agenda’ da discussão social, os que sempre submeteram governos, presidentes, tribunais de justiça, tribunais.

    Temos de tirar da cabeça essa ideia de que, de um lado, só haveria jornalistas pobres e perseguidos, empresas jornalísticas angelicais, empresas e veículos dedicados a informar a verdade dos factos; e, de outro lado, só haveria ditadores, autocratas, tiranos que vivem para tentar impedir que a verdade chegue ao povo.

    Os governos que trabalhamos para fazer algo pelas maiorias, somos – nós – violentamente perseguidos por jornalistas que entendem que, por ter uma pena ou um microfone, ganhariam algum direito de vingar-se dos desafetos pessoais. Porque, muitas vezes, caluniam, mentem, injuriam exclusivamente por alguma inimizade pessoal. Os veículos de comunicação são, aqui, instrumentos dedicados a defender interesses privados.

    É importante, por favor, que o mundo todo entenda o que se passa na América Latina.

    Quando tomei posse na presidência, havia aqui sete canais de televisão nacionais. Nenhum público; todos privados. Cinco pertenciam a banqueiros. Imagine a situação: eu queria tomar uma medida contra os bancos, para evitar, por exemplo, a crise e os abusos que, hoje, todos estão a ver acontecer na Europa, sobretudo em Espanha. E houve uma campanha violentíssima, pela televisão, para defender os interesses dos banqueiros empresários donos das empresas, dos proprietários dessas cadeias de televisão, todos banqueiros.

    Que ninguém se engane mais. Temos de esquecer essas mentiras e estereótipos de governos ‘do mal’, que vivem a perseguir valentes e angelicais jornalistas e empresas e veículos de comunicação. Com muita frequência, Julian, acontece exatamente o contrário.

    Essa gente travestida de jornalista vive de fazer política, só se interessa em desestabilizar os nossos governos democráticos, para impedir qualquer mudança na nossa região. Porque, com mudança democrática, eles perdem o poder que sempre tiveram e ostentaram.

    Julian Assange: Presidente Correa, estou de acordo com o que o senhor diz do mercado dos veículos e meios. Já aconteceu exatamente assim, também connosco, mais de uma vez: grandes organizações jornalísticas, com as quais trabalhámos – Guardian, El País, o New York TimeseDer Spiegel – censuraram o nosso material ao publicar, por motivos políticos, ou para proteger oligarcas como Tymoshenko da Ucrânia (que escondia a sua fortuna em Londres); ou grandes empresas petrolíferas italianas corruptas, que operavam no Cazaquistão. Temos provas disso tudo, porque sabemos o que há no documento original e o que publicaram, e o que foi omitido. Mas entendo que o melhor modo para enfrentar os monopólios e os duopólios e os cartéis num mercado é separá-los; ou criar melhores condições para que novas empresas entrem no mercado.

    O senhor não tem interesse em criar um sistema que permita o fácil acesso ao mercado editorial, de modo a que empresas jornalísticas editoriais pequenas e indivíduos sejam protegidos (não regulados) e as grandes empresas editoriais e os grupos ‘mediáticos’ sejam separados e regulados?

    Rafael Correa: Julian, estamos a tentar fazer exatamente isso. Há mais de dois anos discute-se uma nova lei de comunicação, para dividir o espectro radioelétrico, quer dizer, o espectro para TV e rádio, para que só 1/3 seja privado com finalidades comerciais; 1/3 para propriedade comunitária, sem finalidades comerciais; e 1/3 de propriedade do Estado – não só o governo nacional; também os governos locais, municipais, departamentais.

    Mas a lei não avança. Há dois anos, apesar de haver ordem constitucional aprovada nas urnas em 2008, ratificada pelo povo equatoriano por consulta popular ano passado. Pois, apesar de tudo isso, a nova lei foi e continua a ser sistematicamente bloqueada pelas grandes empresas, nos grandes veículos. Para eles, é “lei da mordaça”. Para eles e pelos deputados e senadores assalariados que as empresas mantêm, a soldo, na Assembleia Nacional, e que lá estão para defender aqueles interesses.

    O que estamos a fazer é claro: democratizar a informação, a comunicação social, a propriedade dos veículos e meios de comunicação. Por isso mesmo, obviamente, enfrentamos a acérrima oposição que nos fazem os proprietários dos veículos e meios de comunicação e dos seus corifeus alugados, que atuam em todo o espectro político no Equador.

    Julian Assange: Recentemente, nesse programa, entrevistei o presidente da Tunísia, e perguntei-lhe, se o surpreendera o pouco poder que os presidentes têm, para mudar as coisas. O senhor também observou isso?

    Rafael Correa: Olhe... Muitos trabalham para satanizar os líderes políticos, porque uma das grandes crises pelas quais a América Latina passou nos anos 90, até ao começo deste século, durante a longa e triste noite neoliberal, foi a crise de lideranças políticas.

    Afinal, o que significa “ter liderança”, “ser líder”? Significa capacidade para influir sobre os demais. É claro que pode haver boas lideranças políticas, pessoas que usam a capacidade que têm para liderar, para servir a causa dos outros. E claro que também há maus líderes – dos quais, lamentavelmente, houve muitos na América Latina –, que utilizam a capacidade que têm, mas apenas para servir-se dos demais.

    Entendo que os líderes são importantes sempre, mais ainda em processos de mudança.

    É possível imaginar a independência dos EUA, sem os comandantes que houve lá? Sem aqueles líderes? É possível imaginar a reconstrução da Europa depois da IIª Guerra Mundial, sem os grandes líderes que houve lá? Contudo... Quando se trata de fazer oposição às mudanças na América Latina, onde há líderes fortes, mas líderes democráticos e democratizantes, inventam logo que a liderança é caudilhista, populista, sempre má liderança, nunca boa liderança.

    Julian Assange: Presidente Correa…

    Rafael Correa: Essa liderança é ainda mais importante... (Julian, permita-me concluir a ideia, por favor)... quando não se está a administrar um sistema.

    Na América Latina, no Equador, hoje, não estamos a administrarum sistema: estamos a mudarum sistema. Porque o sistema que nos acompanhou ao longo de séculos foi um fracasso total. Fez de nós a região de maior desigualdade no mundo, onde só a miséria é muita, a pobreza, e numa região que tem tudo para ser a região mais próspera do mundo. As coisas aqui não são como nos EUA.

    Que diferença há entre Republicanos e Democratas, nos EUA? Há mais diferença entre o que eu penso pela manhã e o que eu penso à noite, do que entre um Republicano e um Democrata norte-americano [Assange ri]. Isso acontece porque, lá, estão a administrar um sistema.

    Nós, aqui, estamos a mudar um sistema. Aqui as lideranças são necessárias e importantes. Aqui, é indispensável o poder ser legítimo e democrático, para que a mudança seja legítima e democrática, para que se mudem as estruturas e a instituições e a institucionalidade nos nossos países, agora em função das grandes maiorias.

    Julian Assange: A minha impressão é que o presidente Obama não é capaz de controlar as enormes forças que se movem à volta dele. Será sempre assim, com todos os tipos de líderes? Como o senhor conseguiu introduzir tantas mudanças no Equador? Será sinal dos tempos que vivemos? Será resultado da sua liderança pessoal? Da força do seu partido? Que força, afinal – é o que quero saber – é essa, que permite que o senhor faça algo, no Equador, que Obama não consegue fazer, nos EUA?

    Rafael Correa: Permita-me começar pelo fim. O compromisso, as concessões, o consenso é desejável, mais não é um fim em si. Para mim, mais fácil seria conseguir algum consenso; chegaria mancando, cedendo, e satisfaria muita gente. Mas não mudaria coisa alguma. Satisfaria, principalmente, os poderes de facto nesse país. E tudo continuaria como antes. Há momentos em que o consenso é impossível. Às vezes, é necessário o confronto. Com a corrupção, por exemplo, não há consenso possível. A corrupção tem de ser enfrentada. O abuso do poder? Tem de ser enfrentado. Não há consenso possível, com a mentira; a mentira tem de ser desmascarada. Absolutamente, não se pode fazer concessões a esses vícios sociais, tão graves para os nossos países. É erro imaginar que o que está a ser feito no Equador esteja a ser feito por mim. É erro. Os povos mudam, os países mudam. Não precisam de liderança para mudar. Talvez precisem de algum tipo de líder para coordenar. Mas se o país muda, é por vontade de todo o povo. O nosso governo foi levado ao poder pela indignação de todo o povo equatoriano.

    Talvez aí esteja o que ainda falta, um pouquinho, ao povo norte-americano, para que o presidente Obama obtenha capacidade para promover mudanças reais no país. Que a indignação que já está nas ruas, esse “Occupy Wall Street”, esse protesto de cidadãos comuns, normais, contra o sistema, que ganhe impulso, que se torne mais orgânico, mais permanente. E que, nesse caso, dê forças ao presidente Obama para que possa fazer as mudanças pelas quais o sistema terá de passar, nos EUA.

    Julian Assange: Quero saber até que ponto o senhor acredita que o Equador irá, a longo prazo, até onde irá a América Latina. Acho que, até certo ponto, há boas coisas, como se sabe, a integração continental na América Latina, a melhoria nas condições de vida, e o facto de que os EUA e outros países têm, a cada dia, menos influência na América Latina. Mas... Onde o senhor acredita que estará, dentro de dez, vinte anos?

    Rafael Correa: Você disse bem: a influência dos EUA na América Latina está a diminuir – isso é bom. Por isso, precisamente, dizemos que a América Latina está a passar, do “consenso de Washington”, para o consenso semWashington.

    Julian Assange: [ri] Talvez venha a ser o Consenso de São Paulo.

    Rafael Correa: Um consenso sem Washington. Exatamente. E é bom, porque essas políticas que nos mandavam do norte não eram feitas em função das necessidades da nossa América, mas em função dos interesses daqueles países, e, sobretudo, dos capitais daqueles países. Se você analisar a política económica – e, modéstia à parte, disso entendo um pouco –, até talvez tenham sido boas, em algum momento. Mas, tenham sido boas ou más, em certos momentos, todas tiveram o mesmo denominador comum: interessavam, primeiro de tudo, ao grande capital, e, sobretudo, ao capital financeiro. E isso, finalmente, está a mudar.

    Tenho muitas esperanças. Sou muito realista. Sei que avançámos muito, mas muito ainda temos de andar. Sei que o que já andámos não é irreversível, que podemos perder tudo, se os mesmos de sempre voltarem a dominar os nossos países. Mas estamos muito otimistas.

    Acreditamos que a América Latina está a mudar e, se continuarmos por essa rota de mudança, a mudança será definitiva. A nossa América não está a passar por uma época de mudança, mas por uma mudança de época. Se mantivermos as nossas políticas de defesa da soberania, com políticas económicas nas quais a sociedade controla o mercado, não que o mercado domina a sociedade e converte a própria sociedade, as pessoas, a vida, em mercadoria. Se mantivermos essas políticas de justiça e igualdade social, superando imensas injustiças, de séculos, sobretudo no que tenham a ver com os grupos nativos, os afrodescendentes, etc., a América Latina terá um grande futuro. É a região do futuro. Temos tudo para sermos a região mais próspera do mundo. Se temos conseguido pouco, foi pelas políticas más, pelos maus dirigentes, maus governos. E isso está a mudar nesta nossa América.

    Julian Assange: Obrigado, presidente Correa...

    Rafael Correa: Foi um prazer conhecê-lo, Julian, pelo menos por este meio. E ¡Ânimo! ¡Ânimo!Seja bem-vindo ao clube dos perseguidos.

    Julian Assange: Obrigado. [risos] E cuide-se. Não deixe que o matem.

    Rafael Correa: Ah, sim. [risos] Evitar isso é trabalho de todos os dias. Gracias.

    (*) Transcrição originalmente publicada em esquerda.net

     

    zanuja

    Nassif, o blogueiro Mello, o do Rio de Janeiro, recuperou entrevista dada por Erundina ao Estadão que prova que todo o esperneio de Erundina contra a aliança com Maluf não passa de jogo de cena. Ela sabia que havia uma negociação em curso com Maluf e mesmo assim aceitou a indicação para compor a chapa de Haddad.

    TERÇA-FEIRA, 19 DE JUNHO DE 2012Lembro aos defensores da atitude de Erundina como ética que isto implica em afirmar que Lula é aético 

     

    Não há meio termo nem espaço para tergiversação. O presidente Lula, que saiu do governo como o presidente mais popular da história do Brasil e elegeu "um poste", como a presidenta Dilma era considerada pela mídia serrista, poderia estar em casa ou dando palestra e recebendo fortunas pelo mundo, mas colocou a mão na m... massa e resolveu apostar na candidatura de Fernando Haddad, para que São Paulo se juntasse ao projeto vitorioso do Brasil.

    Para tanto, Lula julgou que seria importante a presença do PSB na campanha. E julgou também que seria importante a presença do PP de Paulo Maluf, como antes julgara a do PSD de Kassab. O objetivo era (e é) trazer a experiência vitoriosa do governo federal para a prefeitura de São Paulo.

    Quando a deputada Erundina assumiu o compromisso de ser vice na chapa de Haddad, conforme acordo com seu partido, já sabia das negociações anteriores com Kassab e de outra em curso com o PP de Maluf. E não se opunha a ela, como fica claro neste trecho de umaentrevista que ela deu ao Estadão em 16 de junho (há três dias) e que reproduzo a seguir [destaque em negrito é meu]:

    Estado: A sra. combateu o deputado Paulo Maluf durante parte muito importante de sua carreira política. Que avaliação a sra. faz da entrada dele na campanha?
    Luiza Erundina: Foi uma decisão dos partidos que não passou nem passaria por mim. Provavelmente teria dificuldade de aceitar essa decisão. Meu partido deve ter sido consultado sobre isso. As responsabilidades de alianças são da direção nacional.

    Estado: Tivesse sido consultada, diria ‘não’?
    Luiza Erundina: Faria minhas ponderações. Não vou estar confortável no mesmo palanque com o Maluf. Com certeza não. Até acho que ele nem vai enfrentar a reação da massa, que é o nosso povo, com quem a gente vai ganhar as eleições e governar a cidade. Com esse povo a gente consegue manter a coerência.

    Estado: A sra. foi surpreendida pelo apoio?
    Luiza Erundina: Fui, quando o jornalista me mostrou uma mensagem eletrônica. Agora eu entendo o pragmatismo de ter uns minutos a mais numa disputa acirrada, esses minutos, segundos, devem fazer diferença. Agora não sei se o custo político compensa a vantagem do tempo de televisão. Mas acho que a campanha não sou eu e nem Maluf individualmente. É um processo muito mais amplo, complexo, plural. Isso se dilui, a meu ver. Claro que não é confortável. Pra mim não será confortável estar no mesmo palanque com o Maluf. Não que eu tenha nada contra a pessoa dele. Inclusive a gente convive no Congresso numa boa. Ele sabe o que eu penso, eu sei o que ele pensa. A gente convive no mesmo espaço e tem que saber distinguir a pessoa daquilo que ela pensa e faz na política.
    Portanto, Erundina sabia da possibilidade de Maluf na campanha e, se confessava que lhe era desconfortável,  aceitava a decisão da direção nacional de seu partido e da campanha.

    Mas, a tal foto de Maluf com Lula e Haddad, mais o violento ataque vindo da mídia serrista e até de vários simpatizantes e militantes do PT ou do governo mudaram a decisão de Erundina, que, segundo o presidente do PSB, teria desistido da candidatura.

    Está sendo elogiadíssima pela mídia serrista, por outros partidos de oposição ao governo e até por militantes que odeiam o Maluf e apoiam a "decisão ética" da deputada. Imaginem José Serra, então...

    Pergunto: Se ela já sabia da possibilidade da aliança e concordava com ela,  por que mudou de ideia? Por que colocou sua imagem pessoal à frente de um projeto político com o qual ela dizia concordar?

    Pergunto também aos militantes, aos petistas e admiradores do presidente Lula que enaltecem a posição de Erundina:

    - É certo lançar o presidente Lula às feras, colocá-lo como antiético ouaético, em oposição a uma ética Erundina? 

    Eu não acho.http://blogdomello.blogspot.com.br/2012/06/lembro-aos-defensores-da-atitude-de.html

     

    "Se você quer saber o que Deus acha do dinheiro, olhe para as pessoas a quem

    A Erundina não parou para pensar que o PT mineiro está tendo que aceitar tucanos na chapa do PSB de Belo Horizonte?