newsletter

Pular para o conteúdo principal

Clipping do dia

As matérias para serem lidas e comentadas.

Sem votos
55 comentário(s)

Comentários

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.
+55 comentários

Da BBC.

lracaConforme eu disse ontem, olha só o que o Assange já está começando a provocar: os olhos do Mundo começam a se voltar para a Máfia Midiática que permeia a América-Latina. Já imaginaram fotos do Assange tomando café com os "terroristas-democráticos" Chavez e Kirchner? É de dar nó na cabeça do povão.

Coloquei a melhor parte em negrito (no final).

"É preciso ver se Assange corre risco de morte", diz Correa

 

 AP

Rafael Correa disse o Equador é soberano para analisar o pedido de asilo de Julian Assange

O presidente do Equador, Rafael Correa, disse que avaliará se há "perigo de morte" para decidir sobre o pedido de asilo que o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, fez ao seu país. "É preciso ver as causas (do pedido)", afirmou em entrevista à BBC Mundo no Rio de Janeiro, onde participa da Rio+20. "O Equador defende o direito à vida; é preciso ver se há perigo de morte (para Assange)."

O australiano fundador do WikiLeaks está desde a noite de terça-feira na Embaixada do Equador em Londres. O ativista, cujo site vazou milhares de documentos secretos, esperava extradição para a Suécia, onde é acusado de agressão sexual. Ele alega perseguição política.

Questionado se acha que poderia existir risco para Assange, Correa respondeu que "isso é o que se tem dito, que pelo tipo de delitos (de que o fundador do WikiLeaks é acusado) ele pode ser condenado à pena de morte nos EUA". Assange teme ser enviado da Suécia aos EUA, para responder por acusações de ter vazado, pelo WikiLeaks, informações secretas do país.

Decisão soberana
Na entrevista à BBC Mundo, Correa descartou a possibilidade de abrir negociações para decidir sobre o futuro de Assange - disse que será uma decisão "soberana" do Equador e que vai analisar se "ocorreu o devido processo" nas ações judiciais contra o australiano. Mas ressaltou que, por "consideração", pode consultar outros países antes de tomar uma decisão.

"O Equador rejeita as perseguições de índole política, que atentem contra os direitos políticos das pessoas", declarou o presidente equatoriano. "É preciso ver se houve algum rompimento ou infração nesse sentido. Se houve descumprimento da lei (por parte de Assange), que ele seja julgado por isso. Mas (é preciso) cuidado para se estão inventando coisas para uma perseguição indevida. Isso é o que precisamos analisar."

Correa sustentou que as revelações do WikiLeaks - que incluem documentos oficiais relacionados às guerras do Iraque e do Afeganistão, vídeos comprometedores e milhares de telegramas do Departamento de Estado americano - "evidenciaram descumprimentos da lei muito maiores, profundos e graves".

Durante uma conversa via satélite que tiveram em abril, Correa deu a Assange as boas vindas "ao clube dos perseguidos". Questionado pela BBC Mundosobre o que quis dizer com essa afirmação, Correa disse apenas que "não quer adiantar os critérios (de sua decisão) até que acabe a análise do pedido de asilo do senhor Assange".

Liberdade de imprensa no Equador

 

"É engraçado como sempre derrubam as mentiras da imprensa corrupta (do Equador)", respondeu. "Vocês não imaginam o que é a imprensa latino-americana. Quando uma pessoa não se submete a seus interesses, seus privilégios, seus abusos, dizem que somos ditadores, que não há liberdade de expressão."

Correa declarou que o pedido de asilo de Assange é "a melhor resposta" a essas acusações. "(Assange) disse claramente que gostaria de seguir com sua missão de liberdade de expressão sem limites, num território de paz comprometido com a justiça e a verdade, como é o Equador."

Questionado se pode-se deduzir que ele defende a liberdade de expressão de Assange, mas limita a liberdade da imprensa equatoriana, Correa respondeu: "Convido você ao meu país para ver se de alguma forma se limita a liberdade de expressão. O que certa imprensa quer é a liberdade de extorsão, liberdade de manipulação sem responsabilidade".

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5849907-EI8140,00-E+preciso+ver+se+Assange+corre+risco+de+morte+diz+Correa.html

 

Nassif, ainda ontem coloquei umas considerações no "Fora de Pauta" falando do impacto na Mídia Latina com a vinda do Assange para o Equador. Pois é, conforme eu disse, olhe só o olhos do Mundo começando a se virar para a Máfia Midiática que aqui se encontra. Vem da BBC de Londres, aquela que adora fazer documentário de temas controversos como este. Espero que aceitem o convite de Correa para uma visita e umas filamgens. (Hehehe)

Liberdade de imprensa no Equador

 Correa riu quando a BBC Mundo lhe colocou que o pedido de asilo de Assange ocorre quando o próprio presidente do Equador é acusado de promover uma ofensiva contra os meios de comunicação de seu país e de limitar a liberdade de imprensa.
 
"É engraçado como sempre derrubam as mentiras da imprensa corrupta (do Equador)", respondeu. "Vocês não imaginam o que é a imprensa latino-americana. Quando uma pessoa não se submete a seus interesses, seus privilégios, seus abusos, dizem que somos ditadores, que não há liberdade de expressão."
 
Correa declarou que o pedido de asilo de Assange é "a melhor resposta" a essas acusações. "(Assange) disse claramente que gostaria de seguir com sua missão de liberdade de expressão sem limites, num território de paz comprometido com a justiça e a verdade, como é o Equador."

Questionado se pode-se deduzir que ele defende a liberdade de expressão de Assange, mas limita a liberdade da imprensa equatoriana, Correa respondeu: "Convido você ao meu país para ver se de alguma forma se limita a liberdade de expressão. O que certa imprensa quer é a liberdade de extorsão, liberdade de manipulação sem responsabilidade".

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5849907-EI8140,00-E+preciso+ver+se+Assange+corre+risco+de+morte+diz+Correa.html

 

Pinheirinho:juristas acusam violação à comunidade internacional

21/6/2012 16:21, - No Correio do Brasil 


 
//

Ato será realizado nesta sexta-feira, às 11 horas, na Sala do Estudante da Faculdade de Direito da USP para divulgação da denúncia e detalhamento a respeito de seu conteúdo


A desocupação do Pinheirinho, ocorrida no dia 22 de janeiro último, constituiu-se em brutal violação dos mais elementares direitos da pessoa humana. Aproximadamente 6 mil pessoas foram atingidas, grande parte delas perdendo todos os seus bens de uso pessoal, documentos e o mínimo necessário para a sobrevivência. Até o presente o Estado não ofereceu condições para que essas pessoas retomassem suas vidas com um mínimo de dignidade. Foram e continuam sendo tratados como brasileiros de segunda classe.


Para que fatos como esse nunca mais se repitam, para que jamais o Estado, beneficiando um único proprietário, por meio de uma ordem judicial ilegítima, atinja tão duramente homens, mulheres, crianças de todas as idades, idosos e enfermos, apresentamos à Comissão Interamericana de Direitos Humanos uma denúncia.


Pedimos medidas legislativas e políticas públicas urgentes para que o Direito brasileiro não permita mais episódios como esse.
Pedimos indenizações materiais e morais para todas as vítimas da brutalidade do Estado


Pedimos apuração de responsabilidades das autoridades envolvidas, incluindo o governador do Estado de São Paulo e o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.


Convidamos todos para o ato que será realizado no dia 22 de junho próximo, às 11 horas, na Sala do Estudante da Faculdade de Direito da USP para divulgação da denúncia e detalhamento a respeito de seu conteúdo.


Assinam, entre outros:


Fabio Konder Comparatto
Sindicato dos Advogados de São Paulo
Rede Social de Justiça e Direitos Humanos
Associação dos Moradores do Pinheirinho
José Geraldo de Souza Junior (reitor da UnB)


 

Vanderlan Nader: RIO+20: 100 Chefes de Estado no Maior Evento da ONU.

21/6/2012 15:29,  Por Vanderlan Nader - No Correio do Brasil


 
//

RIO+20: O Mundo de Olho no Brasil, Cerca de 100 Chefes de Governo e 193 Delegações, num total de 50.000 visitantes, incluindo Diplomatas, Políticos, Jornalistas, Empresários e Ativistas Ambientais, participaram durante 10 dias no Rio de Janeiro do  Maior Evento da ONU.

RIO+20: Conferência de Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável.
Durante 10 dias o Rio de Janeiro foi o Centro do Mundo, no Maior evento da ONU, em número de participantes com a Presença de mais de 100 Chefes de Estado e de Governo, além de 193 delegações presentes, num total de 50.000 visitantes, incluindo Diplomatas, Jornalistas, Empresários, Políticos e Ativistas Ambientais. Para Sha Zukang, Secretario-Geral da ONU, a Conferência será histórica, este é o maior evento organizado pela ONU, importante demais para fracassar.
Líderes, Chefes de Estado e de Governo, posam para a foto Oficial da RIO+20
A Presidente Dilma Rousseff, foi escolhida pelos Chefes de Estado presentes a RIO+20, para presidir a Conferência das Nações Unidas, nesta Quarta-feira (20)
A Conferência do RIO+20, tem aproximadamente 50.000 participantes, que lutam para salvar o Planeta.
A Conferência foi oficialmente aberta pelo Secretário-Geral da ONU: Ban Ki-Moon e pela Presidente do Brasil Dilma Rousseff, que também presidiu a Conferência.
Ban Ki-Moon: Secretário Geral da ONU.
Os Grandes Momentos da Conferência das Nações Unidas: RIO+20.
O Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes e  Sha Zukang: Secretario-Geral da ONU para a RIO+20
Camila Pitanga e o Ator Norte-Americano Edward Norton (O Legado de Bourne), São os apresentadores do Prêmio Equatorial da ONU, um evento paralelo da RIO+20.
No Centro do RIO:: Mais de 100.000 pessoas participaram da  “Marcha Global da Cúpula dos Povos”, nesta quarta-feira (20) evento paralelo a RIO+20, que acontece no Aterro do Flamengo
Durante 10 Dias o Rio de Janeiro foi o Centro do Mundo com a RIO+20
Todos na Luta para proteger o Planeta TERRA!!!


 


 

 

Bicheiro amigo de juiz avisou Cachoeira da Operação

Foi Olímpio Queiroga, dono de máquinas caça-níqueis, quem alertou Carlinhos Cachoeira da existência da Operação Monte Carlo. Ele é amigo do juiz Leão Aparecido Silva. Cachoeira, porém, não deu crédito à informação

por Eduardo Militão | 21/06/2012 07:00- No Congresso em Foco

 


Lia de Paula/Senado

Ele não acreditou. Cachoeira teve todas as informações sobre a existência da operação da PF que terminou com a sua prisão e duvidou delas

Quase um mês antes de estourar a Operação Monte Carlo, o bicheiro José Olímpio de Queiroga Neto de alguma maneira ficou sabendo das investigações e avisou ao seu chefe na organização criminosa: o também bicheiro Carlinhos Cachoeira. Dono de máquinas caça-níqueis instaladas em cidades do entorno de Brasília, Queiroga é amigo do juiz titular da 11ª Vara Federal de Goiás, Leão Aparecido Alves. Não se pode assegurar que tenha sido por ele que Queiroga foi informado da existência da operação, mas o próprio juiz Leão pediu para ser investigado por conta do vazamento. O fato é que 27 dias antes da Operação Monte Carlo prender o próprio Queiroga, Cachoeira e mais outras 80 pessoas, ele demonstrou, numa conversa por telefone, ter detalhes do que ocorria. Numa conversa interceptada pela Polícia Federal, obtida pelo Congresso em Foco, Queiroga fala da existência da ação policial, fala que ela se chama Operação Monte Carlo, diz quem é o juiz responsável pelo caso e menciona até a possibilidade de envolvimento do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO). A operação só pode ter sucesso porque Cachoeira, após checar com dois outros informantes, não acreditou no que ele dizia.

 


Juiz pede para ser investigado por vazamento
Tudo sobre o caso Cachoeira


Outros destaques de hoje no Congresso em Foco


Foi o próprio Leão quem admitiu sua amizade com Olímpio Queiroga. Ele alegou a existência dessa relação com o bicheiro para não aceitar cuidar da Monte Carlo depois que o juiz responsável, Paulo Augusto Moreira Lima, pediu para ser afastado do caso, alegando que sua família vinha sendo ameaçada. Na quarta-feira (20), Leão teve uma conversa com a corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon. O juiz não atendeu aos pedidos de entrevista feitos pelo Congresso em Foco. Ele, porém, nega qualquer responsabilidade pelo vazamento, e pediu para ser investigado.


Graças à descrença de Cachoeira, o vazamento não impediu que a operação acontecesse. Mas causou preocupação ao juiz Paulo Augusto Moreira Lima, que considerou “assustador” o alcance da organização criminosa de Cachoeira. “O presente trabalho somente prosperou devido à extrema habilidade dos procuradores da República e policiais federais e ao descrédito dos criminosos de que poderiam ter seus rádios importados interceptados, tendo em vista os supostos vazamentos ocorridos na investigação, como a existência da própria operação, seu nome, objeto e qual o juiz responsável, sem contar descoberta de escuta ambiental”, escreveu ele na ordem de prisão. Alegando estar com a segurança em risco, Moreira Lima deixou o caso e passa a ter esquema de proteção pessoal, assim como o novo responsável pela Operação, Alderico Rocha.


“Uma bosta”


Foi no fim da tarde do dia 2 de fevereiro que Queiroga informou à quadrilha de Cachoeira o que sabia sobre a Operação Monte Carlo. Ele pede para se encontrar em um shopping center de Brasília com o ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, araponga e braço operacional do esquema. Precisa falar com urgência. É nessa conversa, não gravada, que Olímpio conta a Dadá sobre a operação.


Depois do encontro, Dadá, às 22h14 do mesmo dia, telefona para Cachoeira e informa a ele o que Olímpio Queiroga contou. O ex-sargento porém, duvida. Os dois acreditam que Queiroga mente ao dizer que sua fonte seria uma mulher, funcionária da Justiça Federal. “Um bosta”, classifica Cachoeira, para duvidar que a tal mulher pudesse ter a informação. Também duvidam da informação de que a investigação acontecia em Brasília, e não em Goiânia, como seria o natural. A investigação da PF estava na capital porque havia envolvimento de policiais federais de Goiás na quadrilha. “Eu quero dar um esculacho nele agora: ‘Ô, Olímpio, você está tumultuando, rapaz’”, prometeu Cachoeira.




“Gordinho”


Três minutos depois, às 22h17, Dadá e Cachoeira conversam de novo. Reforçam a sua descrença a partir de outra informação trazida por Queiroga, a de que Demóstenes Torres, a quem chamam de “Gordinho”, também estava sendo investigado. Na verdade, o nome do parlamentar aparece em um relatório à parte que seria remetido à Procuradoria Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal (STF) por conta do que os policiais chamam de “encontros fortuitos”: ele apareceu cerca de 300 vezes nas conversas grampeadas pela Polícia Federal ao investigar a quadrilha. Cachoeira e Dadá duvidam que possa haver menção a Demóstenes justamente por conta de seu foro privilegiado.


“Se o Gordinho estivesse numa parada dessa, o negócio estaria no Supremo [Tribunal Federal]. Não tava em juiz de primeira instância, não”, afirmou o araponga Dadá. “Ah, não, mas tem um relatoriozinho falando dele”, desdenhou Dadá, reproduzindo, sem dar crédito, a frase de Olímpio para contar sobre o “auto circunstanciado de encontros fortuitos” feito pela PF a respeito de Demóstenes. Dadá diz que o jeito é esperar o Olímpio ir a Goiânia de novo.




Olímpio Queiroga, o informante em que Cachoeira não confiava, acertou até a Vara onde o processo corria. E Cachoeira, mesmo não acreditando muito, foi checar a informação com o delegado da Polícia Federal Fernando Byron, outro preso na Operação Monte Carlo. Em 3 de fevereiro, às 8h29, Byron tranquiliza o chefe da organização. Ele afirma existir uma investigação na 11ª Vara, mas não sobre jogos ilegais, e sim de corrupção, de outras pessoas. “Não tem nada a ver com a gente, não, ok, guerreiro? Pode ficar tranquilo”, afirmou Byron.


Perto de descobrirem


O que fez Cachoeira duvidar de Olímpio Queiroga foi o fato de que ele não era alguém considerado pelo bicheiro como bem informado sobre o que acontecia na Justiça e na polícia. Cachoeira tinha fontes melhor posicionadas e em quem confiava mais, como Dadá e Byron. No dia 2 de fevereiro, às 18h30, o braço operacional de Cachoeira, Lenine Araújo de Souza, também conversa com Dadá sobre a eventual existência da Operação e sobre o envolvimento de Demóstenes, o “Gordinho”. Outra vez, o araponga argumenta que, se o senador estivesse no processo, o caso “subiria” para algum tribunal superior. De qualquer modo, na conversa, Dadá demonstra já ter informações de que o caso poderia estar com o juiz Paulo Augusto Moreira. E acrescenta saber que ele tinha sido delegado da PF antes. “É. Agora o problema é… essa história toda de… Tem que ver mesmo se esse juiz de lá foi delegado também, né?”, afirma na conversa o ex-sargento da Aeronáutica.


Três dias depois, o próprio Cachoeira vai procurar informações sobre um tal Paulo, da PF. Em 6 de fevereiro, às 22h15, ele liga para uma pessoa chamada Valmir. Ele quer saber o nome do delegado amigo de um tal de Elion. Valmir diz ao bicheiro que “a denúncia” partiu de Goiânia. “Não tem um tal de Paulo, não?”, questiona Cachoeira. No mesmo dia, às 10h17, Valmir afirma que Elion tem um amigo com o nome de Paulo. “Mas ele é federal?”, questiona Cachoeira, que insiste em saber a profissão do tal Paulo.


Origem em Valparaíso


A quadrilha também já suspeitava que pudesse haver uma investigação originada na cidade de Valparaíso (GO), como realmente aconteceu, conforme mostrou o Congresso em Foco. Era em Valparaíso que Olímpio Queiroga operava o jogo ilegal. Em 3 de fevereiro, às 22h53, Dadá liga para Cachoeira, conversa na qual o bicheiro se mostra preocupado com mais essa informação prestada por Olímpio. O aliado de Cachoeira disse que o caso foi remetido a Goiânia, por causa do envolvimento de dois delegados. O líder da organização lembra a Dadá que eles realmente recebem ajuda de dois delegados, Fernando Byron e Deuselino Valadares. Mas o araponga diz que checou com suas fontes e não apurou nada semelhante, só uma investigação sobre receptação. “O material colhido até agora não tem nada que indique um crime de repercussão”, disse Dadá.


Por causa do envolvimento de delegados de Goiânia, as escutas eram feitas e analisadas na Superintendência da PF em Brasília. Em duas ocasiões, em fevereiro de 2011 e de 2012, os procuradores do Ministério Público Lea Batista de Oliveira, Daniel de Resende Salgado e Marcelo Ribeiro pedem “expressamente” à Justiça que as informações do caso não cheguem ao conhecimento da Superintendência da Polícia Federal em Goiás por causa dos “contínuos vazamentos” de investigações contra a organização de Cachoeira.


Certidão negativa


Para garantir não sofrer nenhum processo, os advogados de Cachoeira vão à Justiça Federal e pedem uma certidão de nada consta contra o bicheiro. O funcionário do Judiciário disse que, se for inquérito fora das Varas, não haveria como dizer, mas, em caso de processo, poderia fornecer o documento. Com a certidão negativa em mãos, Cachoeira liga para Olímpio Queiroga em 8 de fevereiro, às 16h09, e comemora o fato de obter o documento. Ainda assim, Olímpio Queiroga desconfia: “Deus ouça que ele esteja falando a verdade.”


No dia seguinte, o aliado de Cachoeira busca o mesmo documento. Em 9 de fevereiro, ele fala com um interlocutor de nome Arnaldo, que acha que o juiz mente quando diz inexistirem processos. Queiroga concorda, mas afirma que o bicheiro está confiante. E se resigna com a situação: “Às vezes ele está certo, mas não custa nada a gente se prevenir”. Para infelicidade de Olímpio Queiroga, naquele momento quem estava certo não era Carlinhos Cachoeira. Era ele.


 


 

 

Prezado Elio Gaspari, sabedor de que você é leitor assíduo deste blog, ponho aqui 2 informações que certamente irão chamar sua atenção:

(1) Do jornal Die Zeit, edição 06/06/2012, p. 66: "Por que o novo best seller escândalo da Itália, o livro Sua Santità, que contém até facsímiles de atas sigilosas do Vaticano, não foi proibido? E por que o indiscreto mordomo papal foi preso, mas não o autor do livro, Gianluigi Nuzzi? (...) Porque temos liberdade de imprensa. Na Europa não se pode ser processado pela publicação de documentos sigilosos, a menos que se esteja obrigado à preservar o sigilo" Ou seja, quem publicou não sofre punição, mas, sim, quem tornou disponíveis os documentos sob sua guarda.

(2) "O paraíso deve ser muito parecido com meus tempos de juventude" (Papa Bento XVI no encontro mundial das famílias, respondendo à pergunta de uma menina sobre como ele imagina o Paraíso). Do jornal Die Zeit, edição 06/06/2012, p.2.

Acontece que a Wikipedia em inglês retrata assim seus anos de juventude:
"Following his 14th birthday in 1941, Ratzinger was conscripted into the Hitler Youth—as membership was required by law for all 14-year-old German boys after December 1939[10]—but was an unenthusiastic member who refused to attend meetings, according to his brother.[11] In 1941, one of Ratzinger's cousins, a 14-year-old boy with Down syndrome, was taken away by the Nazi regime and killed during the Action T4campaign of Nazi eugenics.[12] In 1943, while still in seminary, he was drafted into the German anti-aircraft corps as Luftwaffenhelfer (air force child soldier).[11] Ratzinger then trained in the German infantry.[13] As the Allied front drew closer to his post in 1945, he deserted back to his family's home in Traunstein after his unit had ceased to exist, just as American troops established their headquarters in the Ratzinger household.[14] As a German soldier, he was put in a POW camp but was released a few months later at the end of the war in the summer of 1945"

 

Nassif, depois daquela reportagem porca e mentirosa sobre as "novas drogas sintéticas" (sem provas, sem estudos, só com a opinião de policiais), que tal reproduzir um artigo favorável à pesquisa com LSD (uma das primeiras e mais populares drogas sintéticas) que saiu na, pasmem, revista Época:

http://revistaepoca.globo.com/ideias/noticia/2012/06/portas-reabertas-pa...

Portas reabertas para o LSDDroga símbolo dos anos 1960, o ácido lisérgico está de volta às pesquisas acadêmicas, com resultados promissores para a cura de problemas como a depressão

MARCELO OSAKABE E MARCELO MOURA

   inShare1 Enviar por e-mail | Imprimir | Comentários   Alvis Upitis/Getty Images)VIAGEM SEM VOLTA
Timothy Leary em Millbrook, recanto onde morou com seus seguidores em 1967. Ele dedicou a vida ao LSD (Foto: Alvis Upitis/Getty Images)

Califórnia, Estados Unidos, 1971. Um detento da prisão de San Luis Obispo sobe até o telhado e, pendurado em cabos de telefonia, atravessa o pátio e pula o muro. Do lado de fora, um carro o aguardava. Dias depois, ele chegou à Argélia, sob os cuidados do grupo revolucionário Panteras Negras. O fugitivo era Timothy Leary, doutor em psicologia formado pela Universidade Berkeley e professor de Harvard. Ou, nas palavras do então presidente dos EUA, Richard Nixon, “o homem mais perigoso da América”. Leary foi o principal ativista dos usos medicinais e recreativos do alucinógeno LSD, na década de 1960. Quando a droga foi proibida pelo governo americano em 1970, até para pesquisas científicas, Leary decidiu seguir sua campanha como um fora da lei. A imagem de Leary se confunde com a do ácido: aceito socialmente nos anos 1950 e 1960, maldito a partir da década de 1970 – e atualmente em processo de redenção. Há cerca de 20 estudos em andamento no mundo sobre LSD, um renascimento do uso terapêutico da droga.

Leary entrou em contato com o LSD como pesquisador da Universidade Harvard, em 1960. Ele integrou os esforços para explorar o potencial do LSD-25 (25ª variação descoberta do Lysergsäurediethylamid, que em alemão significa “dietilamida do ácido lisérgico”), droga sintetizada pelo cientista suíço Albert Hoffman em 1938. Em 1943, Hoffman ingeriu alguns cristais da substância e descobriu suas propriedades alucinógenas. “Fiquei tonto”, disse. “De olhos fechados, via uma torrente de cores, como um caleidoscópio.” Dono da patente da substância, o laboratório suíço Sandoz distribuiu a droga para pesquisadores, como Leary, em busca de utilidades que motivassem seu comércio. Não havia nada de subversivo nisso. No fim dos anos 1960, mais de 700 pesquisas no mundo avaliavam o emprego de alucinógenos como o LSD em terapias contra esquizofrenia e depressão, além de aumento da criatividade. Só o serviço secreto de inteligência dos Estados Unidos (CIA) conduziu mais de 400 projetos com drogas, a maior parte com LSD, ao custo estimado em US$ 25 milhões, segundo um artigo de 1977 da revista especializada Psicology Today.

A mensagemPara a sociedade
Proibições refletem a época em que foram impostas. Suas razões devem ser repensadas com frequência

Para a ciência
A interdição de uma pesquisa muda para sempre a produção de conhecimento

Na forma de cápsulas e ampolas, com o nome Delysid, o ácido chegou às farmácias. Como ocorre hoje com remédios como o Rivotril, a exigência de receita médica era mera formalidade. Psicólogos e pacientes estavam ávidos por experimentar o medicamento capaz de abrir as “portas da percepção” – expressão associada ao efeito dos alucinógenos que batizou um livro do escritor Aldous Huxley e inspirou o nome da banda The Doors. Os atores Jack Nicholson e Cary Grant se ofereceram como voluntários das pesquisas. Grant disse que se tornou uma nova pessoa graças ao LSD. “Encontrei quem eu era por trás de todos os disfarces, hipocrisias e vaidades. Me desfiz deles, camada por camada.” Segundo a revista americana Vanity Fair, cerca de 40 mil pessoas no mundo todo experimentaram o LSD entre 1950 e 1965.

Leary tornou-se um apóstolo do LSD depois de uma viagem ao México, em 1960. “Foi a experiência religiosa mais profunda de minha vida”, disse. Ele viu nas drogas o potencial de curar pessoas e a própria sociedade. Pela universidade, pesquisou a droga em detentos de uma colônia penal e num grupo de seminaristas. Os estudos de Leary foram interrompidos em 1963, quando a diretoria de Harvard descobriu que estudantes consumiam o estoque da droga destinado à pesquisa. Leary foi expulso. Fora da academia, passou a defender abertamente o uso recreativo da droga, circulando entre celebridades da contracultura, como os escritores Aldous Huxley, Jack Kerouac e Allen Ginsberg.

A pregação de Leary influenciou os Beatles, que devem algumas canções ao LSD. “‘Day tripper’ é uma delas”, disse Paul McCartney, em 2004. “‘Lucy in the sky’ é outra, obviamente.” Autor de “Lucy in the sky with diamonds” (“Lucy no céu com diamantes”), John Lennon, em vida, negou que o título da música fosse uma referência às iniciais LSD. “Lucy era uma amiga de meu filho Julian”, disse. Mas Lennon não escondia sua intimidade com o ideólogo do ácido. Leary é uma das vozes na gravação do hino pacifista Give peace a chance, de Lennon. O LSD inspirou outras estrelas, como Eric Clapton e Jim Morrison, e desconhecidos que chegariam à fama décadas depois, como o fundador da Apple, Steve Jobs. “Tomar LSD foi uma das duas ou três coisas mais importantes de minha vida”, disse Jobs.

O consumo desmedido de alucinógenos, defendido por Leary, era temerário. Sem limites, mesmo substâncias legalizadas, como bebidas alcoólicas, trazem consequências desastrosas. “O LSD pode danificar o sistema neurológico, se for tomado sem responsabilidade”, diz Amanda Beckley, criadora da fundação Beckley, que apoia pesquisas com drogas alucinógenas. “A dose de LSD era cinco a dez vezes maior que a aplicada hoje.” Não tardou para que relatos de pessoas que pularam de prédios ou desenvolveram algum tipo de psicose começassem a ganhar visibilidade. Em março de 1966, a revista americana Life publicou na capa a reportagem “LSD: a ameaça explosiva da droga que saiu do controle”. Quando Richard Nixou conquistou a Presidência dos Estados Unidos, em 1968, o combate às drogas foi um dos motes de sua campanha vitoriosa. “Espero salvar centenas de milhares de vidas que, expostas ao vício, poderiam ser moral, física e mentalmente destruídas”, afirmou Nixon, em 1969, ao propor ao Congresso americano uma lei mais dura contra os entorpecentes.

Aprovada em 1970, a Comprehensive Drug Abuse Prevention and Control Act enquadrou o LSD e outros alucinógenos na categoria das drogas mais perigosas, proibidas não apenas para consumo, como também para pesquisa. No ano seguinte, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu proibição semelhante, em nível mundial. “Nixon buscou erradicar o consumo de drogas proibindo até a pesquisa e o uso medicinal”, diz Pedro Abramovay, professor de Direito da Faculdade Getulio Vargas. A proibição na ONU acabou por igualar traficantes e cientistas e fechou as torneiras de recursos em países onde ainda era permitido pesquisar. “Depois de 1972, ficou impossível conseguir financiamento para novos estudos”, afirma Richard Doblin, doutor em políticas públicas pela Universidade Harvard e fundador da Associação Multidisciplinar de Estudos Psicodélicos (Maps).

O futuro da droga do passadoNovos estudos científicos sugerem que terapias com LSD podem resolver problemas atuaisDepressão
O pesquisador suíço Peter Gasser concluiu no ano passado o primeiro estudo com LSD feito em 35 anos. Ele afirma que o consumo de ácido lisérgico, associado à psicoterapia, reduziu os níveis de ansiedade dos 12 participantes de sua análise. O teste será refeito com grupos maiores Alcoolismo
Pesquisadores da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia e de Harvard analisaram seis estudos com LSD feitos nos anos 1960, para tratar de alcoolismo. “Surgiram evidências claras do benefício do LSD”, disse o jornal da PsicofarmacologiaDor de cabeça
O psiquiatra John Halpern, de Harvard, testou com sucesso o tratamento de dores de cabeça com bromo-LSD, uma variante não alucinógena do ácido. Sem encontrar interesse de grandes laboratórios, Halpern fundou uma empresa, a Entheogen, para produzir um remédio

 As portas da pesquisa com alucinógenos só foram reabertas na década de 1990, quando a Food and Drug Administration (FDA), autoridade de saúde dos Estados Unidos, igualou a classificação das drogas psicodélicas à de substâncias como ópio e anfetamina, livres para estudo. Os resultados da liberação começam a aparecer. Em 2011, o doutor em psiquiatria Peter Gasser concluiu uma pesquisa de LSD no tratamento para depressão (leia o quadro ao lado). Foi o primeiro estudo completo, após quatro décadas de proibição. “Diante de efeitos benéficos tão evidentes, é intrigante por que terapias com LSD foram tão abertamente ignoradas”, afirmou o neurocientista norueguês Pal-Orjan Johansen, autor de uma pesquisa sobre o uso do LSD no combate ao alcoolismo.

Uma das explicações para a longa proibição do LSD é a influência decisiva das questões morais no curso das descobertas científicas. A história do LSD é um capítulo do histórico conflito entre o racionalismo científico e os dogmas que permeiam o senso comum da sociedade. Quando propôs a proscrição do LSD, Nixon tinha argumentos objetivos a seu favor, como altos índices de violência associada a drogas, mas não escondeu que aquela era, sobretudo, uma cruzada moral. São essas questões que fazem os governos interferir no trabalho dos laboratórios, autorizando e proibindo procedimentos, concedendo e negando recursos. Outro exemplo da influência das questões morais na evolução da ciência é a polêmica na autorização de pesquisas com células-tronco embrionárias. Promissoras no tratamento de doenças hoje incuráveis do sistema nervoso, mas combatidas por religiosos, elas só foram liberadas no Brasil em 2008.

O debate sobre moral e os limites da ciência é necessário, mas traz lentidão e até prejuízos ao desenvolvimento científico. As duas décadas de intervalo entre proibição e liberação das pesquisas com drogas alucinógenas não significaram apenas um atraso no desenvolvimento de novas terapias. Os estudos que poderiam ter ocorrido na década de 1970 jamais serão retomados, uma vez que as patentes dessas substâncias já caíram em domínio público. “Nenhum grande laboratório financia pesquisas sem a perspectiva de monopolizar o mercado”, diz Amanda. “Eles não querem descobrir no LSD um rival para remédios que já têm.”

As novas pesquisas com alucinógenos são financiadas por doadores sem finalidades comerciais, como o cantor Sting ou o fundador do Napster, Sean Parker. Gente de mente e bolsos abertos também bancou os últimos dias de Timothy Leary. Após sua fuga espetacular da prisão, em 1971, ele entrou em acordo com o governo americano, cumpriu pena de três anos e moderou suas ações. Morto em 1996, vítima de câncer, ele durou o bastante para ver a retomada dos estudos com a droga a que dedicou a vida. Após a cremação, 7 gramas de suas cinzas foram embarcados no foguete espacial Pegasus, que ficou em órbita por seis anos até se desintegrar na atmosfera. Timothy e seus cristais de LSD ficaram no céu, como a Lucy da música psicodélica.

 Michael Ochs Archives/Getty Images, Vinnie Zuffante/Michael Ochs Archives/Getty Images, Daniel Mordzinski/AP e Murray Garrett/Getty Images)(Fotos: Michael Ochs Archives/Getty Images, Vinnie Zuffante/Michael Ochs Archives/Getty Images, Daniel Mordzinski/AP e Murray Garrett/Getty Images)

 

http://www.receita.fazenda.gov.br/AutomaticoSRFsinot/2012/06/20/2012_06_20_11_17_16_91511686.html

A Receita Federal do Brasil e a Polícia Federal deflagraram hoje (20/6) operação conjunta para reter doze aeronaves de luxo e executar Mandados de Busca e Apreensão de documentos, computadores e componentes de armazenamento eletrônicos de dados em hangares e empresas do meio aeronáutico. As ordens judiciais foram concedidas pela Justiça Federal.

 

O valor total estimado das aeronaves ultrapassa os R$ 560 milhões. Apenas um dos jatos tem valor avaliado em cerca de R$ 100 milhões. O mais barato não custa menos de R$ 2 milhões.

 

Até às 10h da manhã de hoje, sete aeronaves já haviam sido retidas.

 

O trabalho começou há mais de um ano na Receita Federal. Na época, os servidores  descobriram que jatos executivos utilizados por pessoas e empresas brasileiras eram declarados como se pertencessem a empresas estrangeiras. Os importadores buscavam se aproveitar de acordos internacionais que permitem que aeronaves estrangeiras de empresas a serviço ou de cidadãos estrangeiros em viagens de turismo possam passar até 60 dias no País sem pagar impostos.

Leia mais, no link.

 

Nassif, olha esse link

http://www.outraspalavras.net/2010/01/06/dossie-a-preparacao-de-um-golpe...

é um EM Observação, mas trata-se de matéria de 2010 sobre a preparação de um golpe nos moldes do de hoje  no Paraguai... no minimo esquisito

Dossiê: a preparação de um golpe no ParaguaiBY ANTONIO MARTINS – 06/01/2010POSTED IN: AMÉRICA LATINAMUNDO

Está em marcha tentativa de derrubar Lugo no Congresso (Elementos para pesquisa e preparação de matéria)

Talvez um dos grandes desafios da blogosfera seja examinar, produzir e difundir informações sobre os fatos que a mídia convencional não quer investigar. Este post sugere um esforço comum para apurar em detalhes o que está ocorrendo no Paraguai — onde há sinais nítidos de um golpe de estado em preparação. Como os planos atuais são de aplicá-lo em silêncio — no Legislativo, e sob aparência de legalidade –, faz parte da lógica evitar que a opinião pública internacional compreenda, em detalhes, o que se passa.

Por isso, alguns fatos são ainda obscuros e precisam ser melhor investigados. O país viveu ontem (5/5) mais um dia de crise entre os poderes da República. Congresso e Judiciário estão em conflito devido à suspensão de três juízes da Suprema Corte — que o Legislativo exige e a Suprema Corte rejeita. Houve manifestações populares diante das sedes das duas instituições. Nosso dossiê (disponível aqui) reproduz matérias, imprecisas, a respeito.

O mais revelador é: líderes da oposição ao presidente Fernando Lugo afirmaram que, por trás dos atritos, está uma manobra do chefe de Estado para criar um precedente jurídico que afaste a possibilidade de seu próprio “impeachment”. Ao fazê-lo, tornaram ainda mais claros seus objetivos. Embora um pedido de destituição do presidente não tenha, ainda, sido formalizado, a proposta foi ventilada, no final do ano passado, pelo senador Alfredo Luís Jaeggli, do Partido Liberal. Dias depois, o próprio vice de Lugo, Frederico Franco, declarou-se pronto a assumir. Também estas informações constam do dossiê.

Uma interessante explicação para a trama está em entrevista que dois dirigentes políticos paraguaios ( Najeeb Amado secretário-geral do Partido Comunista e Ernesto Benítez, líder de agricultores) concederam em 17 de dezembro ao jornal argentino Página 12. Eles relatam basicamente o seguinte:

> A sustentação parlamentar ao presidente está declinando de modo acelerado. A ampla coalizão que o apoiou se desfez. Permanecem leais a Lugo apenas uma pequena minoria de congressistas, tanto na Câmara quanto no Senado;

> O presidente, empossado há pouco mais de um ano (e depois de décadas de controle total do poder pelas oligarquias) enfrenta, desde o início, um bloqueio quase absoluto à execução de seu programa. Propôs a reforma agrária, mas mesmo o esforço do Estado para identificar os donos das propriedades rurais é considerado medida “subversiva” e não pôde avançar. Até o momento, não conseguiu pôr em prática quase nada do que propunha;

> Estas dificuldades acabaram desencadeando divisões também à esquerda, onde há impaciência e gestos sectários. Há alguns meses, começou a atuar um auto-denominado “Exército do Povo Paraguaio”, que promove sequestros de empresários e exige resgates. A mídia usa aparição do agrupamento para tentar desgastar ainda mais o presidente. Afirma que tudo é resultado do “esquerdismo” de Lugo.

> Ainda que as mudanças tardem, há uma forte sensação de empoderamento, por parte das maiorias. Elas enxergam a eleição do presidente com um sinal de mudança nas relações de poder, de possíveis avanços futuros. O processo de organização dos “de baixo”, resultado desta sensação, é o que hoje incomoda a elite paraguaia, e a leva a conspirar contra o presidente.

> Na agenda política imediata, são fatos relevantes: a) o surgimento do grupo que promove sequestros, e tem sua ação multiplicada pela mídia; b) o início (muito tímido) da distribuição de terras, que motivou denúncia de suposto favorecimento de Lugo a uma associação de agricultores. Este seria o pretexto mais provável para o impeachment; c) os diversos de paternidade do presidente, igualmente transformados em escândalo pelos jornais.

Para concluir, um sinal de esperança. Um artigo do correspondente internacional Pablo Stefanoni (ver dossiê) aponta que, cercado pelas oligarquias, o presidente Lugo reuniu, no final de dezembro, movimentos sociais e um amplo arco de forças de esquerda para articular a resistência ao golpe. Este movimento teria refreado, por algum tempo, as tentativas de afastá-lo do governo.

Outras Palavras sugere um mutirão para apurar em detalhes o que se passa no Paraguai.

 

Ficção ou Realidade ?

 

Do Estadão

 

 Bancos de desenvolvimento vão investir US$ 175 bilhões em transporte sustentável


Ônibus híbrido H2+2, movido a hidrogênio, já apresentado durante a Rio+20


Giovana Girardi – O Estado de S. Paulo

Os oito maiores bancos multilaterais de desenvolvimento do mundo anunciaram nesta quarta-feira, 20, um compromisso voluntário de investir US$ 175 bilhões em 10 anos para financiar sistemas sustentáveis de transporte.

Haruhiko Kuroda, presidente do Banco de Desenvolvimento da Ásia, fez o anúncio nesta manhã no Riocentro, onde ocorre a Rio+20. Ele afirmou que a iniciativa foca o que chamou de um dos problemas para críticos para o desenvolvimento sustentável, considerando os congestionamentos, a poluição, acidentes e em especial a emissões de gases de efeito estufa.

Segundo ele, esses elementos podem representar de 5% a 10% do PIB global por ano. E a expectativa é que até 2035 o setor de transporte se torne o maior emissor de gases-estufa, com 46% das emissões globais, chegando a 80% em 2050.

“A Rio+20 é toda sobre implementação. Então vamos implementar juntos esse componente-chave para o desenvolvimento sustentável”, disse. Prioritariamente, o destino do dinheiro deve ser os governos nacionais, mas, segundo Kuroda, governos municipais e o setor privado também poderão  ser requisitados.

http://blogs.estadao.com.br/rio-20/bancos-de-desenvolvimento-vao-investi...

 

Demarchi

Desemprego em maio é o menor para o mês, diz IBGE

 
<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>

A taxa de desemprego de 5,8% registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no mês de maio, e divulgada nesta quinta-feira, foi a menor para o mês desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), em março de 2002.


O número de desocupados somou 1,4 milhão, patamar considerado estável quando comparado a abril. Em relação a maio de 2011, o total de desocupados recuou 7,1%, o equivalente a menos 107 mil pessoas.


Já o total de ocupados chegou a 23 milhões, aumento de 1,2% sobre o mês de abril. Em relação a maio de 2011 houve aumento de 2,5% nesse segmento, o equivalente a 554 mil ocupados a mais.


O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegou a 11,2 milhões, sem variação na comparação com abril. Na comparação com maio de 2011, houve aumento de 3,9%, que corresponde a um adicional de 427 mil postos de trabalho com carteira assinada em um ano.


Renda


A massa de renda real habitual dos ocupados no País somou R$ 40,0 bilhões em maio, aumento de 1,2% em relação a abril. Na comparação com maio de 2011, a massa cresceu 7,5%. O rendimento médio recuou para R$ 1.725,60 em maio, após ter registrado R$ 1.727,88 em abril.


Já a massa de renda real efetiva somou R$ 39,6 bilhões em abril, uma alta de 0,7% em relação a março. Na comparação com abril de 2011, entretanto, houve aumento de 6,9% na massa de renda efetiva.


 

 

Do canal Dialplus via blog O Pensador da Aldeia - 14/06/2012

Collor: "Há uma quadrilha instalada na Revista Veja. A Editora Abril se transformou em um coito de bandidos. O senhor Policarpo Júnior é um criminoso. O senhor Procurador Geral da República tem que ser apeado da sua posição, pelos crimes que ele cometeu que estão aqui elencados". 

 

IPCA-15 de junho fica em 0,18% e IPCA-E em 1,12%

... Considerando os últimos doze meses, o índice situou-se em 5,00%, abaixo dos doze meses anteriores (5,05%)....

IBGE...21 de junho de 2012

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) teve variação de 0,18%, em junho, bem abaixo da taxa de 0,51% de maio. Com isto, a variação do IPCA-E (acumulado do IPCA 15) no segundo trimestre ficou em 1,12%, abaixo do mesmo trimestre de 2011 (1,71%), fechando o primeiro semestre de 2012 com 2,58%, abaixo do resultado de igual período do ano anterior (4,10%). Considerando os últimos doze meses, o índice situou-se em 5,00%, abaixo dos doze meses anteriores (5,05%). Em junho de 2011, a taxa havia ficado em 0,23%. Os dados completos do IPCA-15 podem ser acessados na página

 

www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/defaultinpc.shtm.

 

Desta vez, somente o grupo dos alimentos, com 0,66%, superou, mas pouco, o resultado do mês anterior, cuja alta havia sido de 0,62%. Refletindo, nos preços, o período de menor oferta provocado, principalmente, por fatores climáticos adversos, ficou ainda mais caro comprar tomate (19,48%), cebola (16,22%), batata inglesa (6,70%), hortaliças (3,29%), óleo de soja (3,20%) e arroz (2,02%), além de outros produtos.

 

Excluindo-se educação, que, em geral, apresenta relativa estabilidade após o reajuste sazonal de cada ano, nos demais grupos foram registrados resultados bem abaixo dos verificados em maio, situando os não alimentícios em 0,04%, significativamente abaixo da taxa de 0,48% do mês anterior. A seguir, encontram-se os grupos de produtos e serviços pesquisados.

 

 

Transportes (de –0,25% para –0,77%) foi o grupo que mais contribuiu para a forte redução do índice de um mês para o outro. Com o IPI em zero a partir de 21 de maio, os preços dos automóveis novos caíram em 3,50%, com –0,12 ponto percentual, o mais baixo impacto no mês, influenciando o mercado de usados, cujos preços ficaram 2,62% mais baratos, com impacto de –0,04 ponto. Juntos, novos e usados causaram impacto de -0,16 ponto percentual no índice do mês.

 

Ainda nos Transportes, destaca-se, em queda, o etanol, com –1,51%, tendo em vista as baixas cotações da cana-de-açúcar. Seguindo o comportamento de preços do etanol, a gasolina também se apresentou em queda, com –0,37%.

 

Entre outros itens em queda, mobiliário (-0,65%), telefone fixo (-0,54%), gás de botijão (-0,42%) e cigarro (-0,72%) merecem destaque.

 

Do ponto de vista das altas, os principais impactos, cada um com 0,03 ponto percentual, foram tomate (19,48%), aluguel residencial (0,68%), refeição em restaurante (0,57%) e taxa de água e esgoto (2,26%).

 

Quanto aos índices regionais, apenas a região metropolitana de Belém (0,47%) não mostrou redução de maio para junho. A região de Porto Alegre (-0,12%) chegou a apresentar resultado com sinal negativo, sob influência dos automóveis novos (-5,77%) e usados (-6,26%). O maior índice foi o de Salvador (0,53%), embora inferior a maio (0,80%), devido a diversos fatores, dentre eles o reajuste de 12,89% em 1º de maio, nas tarifas de água e esgoto (6,64%) e de 6,15% nas de energia elétrica (1,85%), a partir de 22 de abril, além de aumento de 12% nos preços das passagens do ônibus urbano (4,00%), em 4 de junho, e de 8% nas do ônibus intermunicipal (1,90%), em 12 de junho.

 

 

Para o cálculo do IPCA-15 os preços foram coletados no período de 15 de maio 13 junho de 2012 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 14 de abril a 14 de maio de 2012 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços.

 

2014---distribuição de renda

Telefonemas suspeitos para sócio do bicheiro

O Globo - 20/06/2012

BRASÍLIA. A Polícia Federal investiga o suposto envolvimento da mulher e de uma assessora do juiz Leão Aparecido Alves, titular da 11 Vara Criminal, no vazamento de informações da Operação Monte Carlo. Leão, que deveria assumir o comando do processo contra o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, renunciou ao caso. Ontem à tarde, ele alegou suspeição e se declarou impedido de ocupar o lugar que, até quinta-feira passada, era do juiz substituto Paulo Augusto Moreira Lima.

A polícia descobriu o envolvimento do nome da mulher de Aparecido Alves por acaso, quando rastreava um telefone flagrado em várias ligações para José Olímpio de Queiroga Neto, um dos principais sócios de Cachoeira. Os policiais pediram autorização para acessar o extrato da conta e descobriram que entre os possíveis usuários do telefone estavam a mulher e uma auxiliar do juiz. Numa conversa interceptada em fevereiro desse ano, Cachoeira menciona a operação que estaria sendo preparada em sigilo pela polícia e faz referência a uma mulher como suposta fonte da informação.

O vazamento teria chegado inicialmente a Queiroga. O empresário, um dos presos na Operação Monte Carlo, é acusado de controlar a exploração ilegal de máquinas caça-níqueis no entorno do Distrito Federal em parceria com Cachoeira. As ligações entre familiares de Leão Aparecido Alves e Queiroga são anteriores ao ingresso do empresário na exploração de jogos.

http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/6/20/telefonemas-suspeitos-para-socio-do-bicheiro

 

‘Haddad saiu vencedor com a renúncia da ex-vice’

 

PARA O JORNALISTA JÂNIO DE FREITAS, O PETISTA SE LIVROU DOS "PREVISÍVEIS EMBARAÇOS PROVOCADOS PELA MANEIRA IRASCÍVEL, GROSSEIRA E INDIVIDUALISTA QUE ERUNDINA SE PERMITE A PRETEXTO DE POLÍTICA"

 

 O pré-candidato à prefeitura de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, saiu vencedor com a renúncia de Luiza Erundia de sua chapa. É o que acredita o colunista da Folha Jânio de Freitas. Para o jornalista, Erundina é inconvivível politicamente e só causaria problemas para o petista. Leia:

A sorte de Haddad

FERNANDO HADDAD ganhou, e não foi pouco, com a renúncia de Luiza Erundina a vice em sua candidatura a prefeito paulistano. Não tardaria a que o problema para Haddad, e não pequeno, fosse superar os previsíveis embaraços provocados pela maneira irascível, grosseira e individualista que Erundina se permite a pretexto de política.

Luiza Erundina é inconvivível politicamente. Já em seus últimos tempos no PT, a recusa rígida que manteve, diante de dirigentes do partido, ao exame das divergências, deixou mais do que frustração. Há ressentimentos pessoais inapagados até hoje. E motivadores de muitas das reações negativas, nos quadros mais altos do PT, à entrega da vice a Erundina.

Ao menos desde o governo Itamar Franco, que a homenageou com um cargo no governo por escolha sua, de presidente, ficou claro o que significa a proximidade política com Erundina. Do início ao fim de seu breve trânsito pelo governo, Erundina mais pareceu da oposição dura.

Até o rompante final em que exibiu arrogância e presunção incapazes de poupar mesmo a quem a homenageara.

Fernando Haddad não teria a esperar senão problemas de convivência com a vice, da vice com a campanha e, bem provável, com segmentos do eleitorado. Mas no PT e no PSB isso não era -não poderia ser- ignorado por nenhum dos que produziram a "ideia" de dar a vice a Luiza Erundina.

A ansiedade de Lula de impor o seu plano para Recife, cassando ao prefeito João Costa o direito à possível reeleição, pode explicar parte da escolha. Mas nada explica que ao ato autoritário, com que atendeu o governador Eduardo Campos, Lula sobrepusesse falta de lucidez a ponto de aceitar Erundina, tão bem conhecida por ele, para representar o PSB junto a Haddad.

O desgaste maior recai sobre Lula, ainda mais por ser o caso Erundina caudatário do acordo com Paulo Maluf. Mas Fernando Haddad também recebe a sua quota. Por mais sorte sua, o episódio se dá quando nem campanha há ainda. É daqueles que tendem a evaporar sozinhos, se os planos estaduais de Lula permitirem.

Ao esquentar da campanha, também o acordo com Paulo Maluf não será o prato saboroso que o PSDB de José Serra espera.

Há muito noticiário impresso e gravado, muitas declarações e evidências de que o acerto com Maluf era buscado também pelos peessedebistas. E negociado pelo próprio governador Geraldo Alckmin, cuja administração conta com um afilhado de Maluf. Matéria-prima abundante para respostas (senão ataques) contundentes.

Fernando Haddad é o único que nada perdeu com a renúncia de Luiza Erundina. E ganhou, no mínimo, a oportunidade de uma companhia na chapa mais ao seu estilo.

 

Ministério Público de São Paulo determina a volta das sacolinhas nos supermercados


  O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do Ministério Público que havia banido a distribuição de sacolas plásticas nos supermercados de São Paulo foi suspenso ontem pelo Conselho Superior do próprio órgão. De acordo com a decisão, a regra coloca o "consumidor em desvantagem exagerada diante do fornecedor". Com o fim das sacolinhas, os mercados vendiam embalagens não descartáveis. A medida de acabar com as sacolas foi proposta pela Associação Paulista de Supermercados (Apas) e o acordo foi firmado há cerca de três meses com o MP, com apoio do Procon e da Secretaria do Estado de Meio Ambiente. No entanto, o Conselho Superior, que deveria homologar o documento, decidiu não validá-lo em decisão unânime.

 

 

Erundina diz que “chantagem” de Maluf foi a gota d’água

Segundo deputada federal, Maluf exigiu que Lula comparecesse ao anúncio em sua casa

do R7

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Record News nesta quarta-feira (20), a deputada federal Luiza Erundina (PSB) afirmou que o encontro de Lula com Paulo Maluf para selar o acordo com o Partido Progressista (PP) pelo apoio ao candidato à Prefeitura pelo PT, Fernando Haddad, foi um dos principais motivos para sua saída da chapa. “Foi a gota d’água”, afirmou Erundina, que anunciou nesta terça-feira (19) que não mais seria a candidata à vice-prefeita.

Segundo ela, o também deputado federal teria chantageado Lula para que ele comparecesse até sua mansão no dia do anúncio da aliança à imprensa, na segunda-feira (18). “Há informações seguras de que por exigência do Maluf, ele só anunciaria seu apoio ao candidato com o Lula na sua casa”, afirmou. “Inclusive, ele ameaçou adiar o anúncio da aliança com o PT caso o Lula não comparecesse à sua residência para celebrar o acordo.”

Depois disso, conta Erundina, ela recebeu diversas manifestações por telefone, e-mail e pela imprensa questionando se ela continuaria, mesmo que a contragosto, na chapa. Nesse momento, ela decidiu deixar a candidatura. “Se tornou uma situação constrangedora”, diz.

Ela também não poupou críticas ao controverso ex-prefeito de São Paulo. “Não se trata da aliança com o PP, mas com o Maluf. Segundo ele, ele e o partido são os mesmos”, diz. “Maluf é nefasto, perverso, um atraso. É o passado mais triste deste País.”

Ainda segundo Erundina, a maneira como arquitetou o anúncio da aliança com o PT foi uma estratégia para ressurgir no cenário político nacional.

Alianças

 

A ex-prefeita também criticou o atual sistema de política de alianças: “Isto não é razoável, é um atraso na concepção da política que já está há tempos superada. Temos muito a melhorar no processo eleitoral, e isso só virá com uma reforma política.”

Ela também questionou as vantagens da aliança com o PP para ganhar alguns minutos na propaganda na televisão. “Acho absurdo subordinar certas questões, como alianças com essa figura e desta forma, por causa de alguns segundos a mais no horário eleitoral”, diz. “É superestimar um meio que não é absolutamente definitivo para o resultado da eleição.”

Assista ao vídeo:

http://noticias.r7.com/brasil

 

Odonir Oliveira

Como falei ontem e não canso de repetir: governo tucano é ditadura  

 

Estudantes são presos por filmar protesto de camponeses


Registro da mobilização faz parte de pesquisa da Universidade Federal de Uberlândia sobre as condições de trabalho nas usinas de cana

18/06/2012



Solange Engelmann,

de Ituiutaba (MG)



Os estudantes do curso de Geografia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), do campus Pontal, Fernando Alves, 23, e Rogério Gonçalves, 33, foram presos pela Polícia Militar na sexta-feira (15), por volta das 18h, no trevo de acesso a Ituiutaba, no Triangulo Mineiro (MG).
Trabalhadores rurais bloquearam a estrada - Foto: Emílio Ferreira


A prisão ocorreu após a dupla fazer filmagens e fotografar a mobilização de um grupo de cerca de 200 trabalhadores rurais que bloquearam a BR-365, que dá acesso à MG-154, no Pontal do Triângulo. Os camponeses, que trabalham no corte de cana-de-açúcar nas usinas do Grupo João Lyra, reivindicam o pagamento de salários atrasados, alguns há cerca de 90 dias.

Os estudantes, que se estavam no acostamento da BR no momento da prisão, relatam que o objetivo da PM foi confiscar o material com o registro da ação policial, que dispersou os manifestantes com balas de borrachas. “Na hora da abordagem os policiais estavam querendo pegar os instrumentos que a gente estava utilizando, tipo câmera, gravador”, explica Alves.

A abordagem da PM aos estudantes ocorreu de forma rápida e truculenta. “Foi muito grosseira, nos pegaram de costas, sem qualquer tipo de reação, colocando os braços para trás e algemando”, denuncia Gonçalves.

Na ação, a filmadora, o gravador e a câmera fotográfica, além dos pertencem pessoais dos estudantes, foram apreendidos pelos policias militares. Os equipamentos só foram liberados após a presença de professores, advogado e representantes da UFU na delegacia.

Além dos dois estudantes, sete trabalhadores que participavam dos protestos foram presos e três ficaram feridos.

Segundo o soldado Lázaro, da assessoria de imprensa da PM, os trabalhadores presos foram acusados de desobediência à ordem de desobstrução da pista. Todos foram liberados após prestar depoimento e assinar um termo para comparecer a uma audiência no Juizado especial, em 01 de agosto deste ano.

A manifestação ocorreu a partir de iniciativa espontânea dos próprios trabalhadores para pressionar as empresas a pagar os salários atrasados, mas teve o apoio do sindicato dos trabalhadores rurais de Ituiutaba, Capinópolis e Canápolis, localizadas no Triângulo Mineiro.



Atraso de salários

João Francisco de Souza, ferido com bala de borracha

Foto: Solange Engelmann


Muitos trabalhadores rurais da região estão há três meses sem salário. Esse é o caso do cortador de cana João Francisco de Souza, 25 anos, que durante a manifestação foi ferido por um tiro de bala de borracha na barriga e preso em seguida. Segundo ele, sem salário sua família está vivendo em condições precárias. “Está tudo atrasado: aluguel atrasado, feira atrasada. Eu não sei mais o fazer”, reclama.

Segundo o advogado do sindicato dos trabalhadores de Ituiutaba, Daniel Severiano Oliveira, em audiência realizada na sexta-feira entre o Ministério Público, os representantes dos trabalhadores da cana e representantes da usinas Vale do Paranaíba, de Capinópolis, e Triálcool, de Canápolis, que pertencem ao Grupo João Lyra, ficou acertado que uma parte dos salários atrasados será paga na próxima sexta-feira (22).

Porém, conforme relato do técnico de planejamento da usina Triálcool, Luiz Carlos, em dois meses essa é a segunda vez que as empresas adiam o pagamento de salários dos trabalhadores, que deveriam ter sido pagos na última quinta-feira (14).



Estudantes integram grupo de pesquisa

A professora do curso de Geografia da UFU, campus do Pontal, Joelma Cristina dos Santos, afirma que os estudantes foram até o local com o objetivo de registrar a manifestação dos trabalhadores e colher depoimentos para um projeto de pesquisa da universidade do qual fazem parte.

O projeto, que é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de Minas Gerais (Fapemig), pesquisa a expansão da cana–de-açúcar e as condições de trabalho dos camponeses no corte e na indústria canavieira na microrregião geográfica de Ituiutaba. Ao final da pesquisa será produzido um documentário sobre o assunto.

“O objetivo da pesquisa é observar a precarização das relações de trabalho desses trabalhadores, buscando mostrar como são explorados por essas agroindústrias que, de modo geral, não têm os respeitado. Procurando constatar como são as condições de trabalho dessas pessoas”, explica a professora e coordenadora do projeto, Joelma.



Empresário é investigado pelo STF



Protesto contra o proprietário do Grupo João Lyra

Foto: Joelma Santos


O usineiro e proprietário do grupo João Lyra, João José Pereira de Lyra, é deputado federal do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) pelo estado de Alagoas.

Conforme notícia do portal G1 (Rede Globo), publicada em 01/02/2011, João Lyra (PTB-AL) responde a três ações penais pelos crimes de redução de trabalhadores a condições análogas ao trabalho escravo, calúnia, difamação, injúria e crimes de imprensa.

Ele é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por trabalho análogo à escravidão e aliciamento de trabalhadores em uma usina de cana-de-açúcar de sua propriedade no interior de Alagoas.

Porém, ao mesmo tempo, o deputado é um dos mais afortunados do Congresso. Em matéria publicada pelo portal de notícias R7 (Rede Record), em 25/03/2011, em levantamento feito pelo site Congresso em Foco, o deputado liderou a lista do ranking dos dez parlamentares mais ricos do Congresso em 2010. Sua fortuna declarada foi de R$ 240,3 milhões.

 

do jornal O Dia

Salário mínimo no ano que vem será de R$ 667

Brasília -  O relatório preliminar da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) foi aprovado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) da Câmara, garantindo inicialmente um reajuste de 7,36% para o salário mínimo em 2013. O documento eleva o piso nacional para R$667,75, a partir de janeiro do ano que vem. Pelo menos 20 milhões de aposentados e pensionistas do INSS serão beneficiados com o novo valor.

O projeto da LDO elaborado pela equipe econômica do governo projeta ainda um salário mínimo de R$ 729,20 para 2014 e de R$ 803,93 para o ano seguinte, resultando em aumento de 29% acumulados até 2015.

O relatório prevê que os congressistas, as comissões permanentes da Câmara dos Deputados e Senado e as bancadas estaduais poderão apresentar emendas à proposta orçamentária. O prazo para envio termina no dia 28 de junho. Nenhum parlamentar poderá fazer mais de uma emenda que contemple a mesma ação orçamentária.

 

da Agência Brasil

Governo estuda medidas para aumentar velocidade da internet popular

 

20/06/2012 - 15h20

 

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O governo federal está estudando medidas para aumentar a velocidade do tráfego de dados da internet no Brasil. De acordo com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a ideia é criar condições para que esses benefícios sejam estendidos também à internet popular, uma das vitrines do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

“Queremos começar a fazer ações visando a acelerar a velocidade média da internet. Para isso, podemos inclusive trabalhar a questão da velocidade mínima na internet popular. Queremos melhor preço, melhor qualidade, mais velocidade e achamos que, para isso, são necessários muitos investimentos”, disse Paulo Bernardo hoje (20), no Congresso Brasileiro de Radiodifusão.

Segundo ele, esses investimentos já são incentivados pelo governo. “Tiramos os impostos para construção de redes de telecomunicações e vamos tirar os impostos dos smartphones [celulares com funções de computador], que são os celulares usados pelas pessoas para se conectar à internet”.

Estimulada com o PNBL, a internet popular oferece conexão com velocidade de 1 megabit por segundo (Mbps), com limite de recebimento de dados [download] de 300 megabytes (MB) por mês para internet fixa e de 150 MB para internet móvel. “O problema são os limites de download”, disse Paulo Bernardo. “Pode ser que, em 2014, ninguém queira mais 1 Mbps por R$35. Ou [as empresas] vão ter de baixar o preço ou terão de aumentar a oferta, porque o quadro [a demanda] está aumentando muito rapidamente”.

O ministro informou que, em maio, a internet móvel de terceira geração (3G) registrou um aumento de 2,12 milhões conexões. “Isso é um problema porque a 3G está sobrecarregada e precisa de investimento”. De janeiro de 2011 para cá, acrescentou Paulo Bernardo, o número de conexões de internet mais que dobrou no país. “E queremos chegar a 2014 com 70% dos domicílios conectados”, reiterou.

Edição: Vinicius Doria

 

do Jornal O Dia (RJ)

Previdência vai reduzir valor de pensões do INSS

Ministro antecipa a O DIA que projeto com minirreforma já está pronto. Ajuste em benefícios de viúvas é apontado como solução para resolver déficit do sistema

POR Aline Salgado

Rio -  Depois de alterar as regras da aposentadoria dos novos servidores da União, o Ministério da Previdência Social vai atacar as pensões do INSS. Uma minirreforma previdenciária planejada pelo governo prevê reduzir direitos, especialmente, das viúvas mais novas. Elas receberiam apenas 50% do valor do salário médio de contribuição do companheiro e o período de recebimento do benefício seria limitado à idade, podendo até deixar de receber a pensão.

O ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, confirmou, em entrevista exclusiva a O DIA na segunda-feira, em evento da Rio+20, que o pré-projeto da minirreforma já está pronto e será apresentado a um núcleo estratégico ministerial, que é formado pela Fazenda, Planejamento e Casa Civil. Segundo Garibaldi, é improvável que o projeto seja discutido ainda este ano, por causa da crise financeira internacional.

“No momento a mudança nas pensões está sendo apenas estudada pelo governo, não é prioridade para a presidência. A presidenta Dilma está preocupada apenas com os efeitos da crise”, concluiu.

Para o ministro, a mudança é necessária face aos altos gastos do governo com o benefício, em torno de R$ 992 milhões anuais, ou 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do ano de 2010.

“O Funpresp (Fundo de Previdência Complementar do Servidor Público Federal) vai dar resultados sim, mas as contas da Previdência Social serão sanadas só daqui a 30 anos. Se as pensões fossem mexidas, traria uma economia imediata para o governo, especialmente por causa da sombra da crise financeira internacional”, afirmou Garibaldi.

Principais pontos das mudanças

O projeto da minirreforma da Previdência foi apresentado oficialmente às centrais sindicais ainda no ano passado. Conforme O DIA noticiou, as viúvas seriam as mais prejudicadas pelas mudanças. Elas teriam direito a apenas 50% do valor do salário médio de contribuição do companheiro e teriam o período de recebimento do benefício limitado à idade.

A quantia a receber aumentaria apenas em 10% de acordo com o número de dependentes. Depois de atingir à maioridade, os filhos deixariam de ter direito ao benefício e o adicional voltaria ao INSS.

Aposentadoria por invalidez

Outro ponto polêmico do projeto da minirreforma da Previdência é o corte em 30% no valor dos benefícios de aposentados por invalidez. Eles teriam as aposentadorias calculadas com base em 70% do salário de benefício, acrescido de apenas de 1% para cada ano de contribuição a mais. Sendo limitado até o máximo de 30%.

Para o assessor jurídico da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas (Cobap), Pedro Dornelles, a nova reforma vem para beneficiar apenas a Previdência Privada. “Como apresentada, ela é absurda. O segurado perde direito fundamentais, sendo as pensionistas, as mais prejudicadas”, avalia.

 

  Absurdo , impossivel isso virar realidade , sou aposentado , contribui a maior parte do tempo sobre 30 salários minimos , veio a mudança do fhc e estabeleceram teto de dez salarios minimos , , daqui a algum tempo ,pelo andar da carruagem estarei recebendo o mesmo salário minimo , o que tem que ser cortado são aposentadorias milionárias de quem ficou poucos meses como senador , governador , filhas de militares que recebem aposentadorias milionarias de forma fraudulenta , juizes , promotores , até os juizes pego com a boca na botija recebem aposentadoria milionária , antes de se pensar em mexer na parca aposentadoria do trabalhador , deveria-se abrir a caixa preta das aposentadorias , dos citados acima que nunca produziram nada para o pais , e grande parte nunca honrou fazer honestamente o que foi bem pago para fazer.

 

Concordo plenamente. Vamos extender a transparência dos salários públicos para também as aposentadorias públicas de senadores, militares, políticos e judiciário.

 

Quando eu digo que o capitalismo ruiu, acabou as pessoas não acreditam. Não querem acreditar.

A teoria capitalista se apóia no crescimento perpétuo que assim como o moto perpétuo não existe.

Espero que tenhas mais sorte que eu e que pelo menos alguns te escutem.

Como fazê-las aceitar que aquilo em que acreditaram a vida inteira, furou?

 

  Esta se fechando um ciclo, o capital acima de tudo acabou, as pessoas  passaram a ver mais o proximo, sao mais ativas politicamente, podem opinar sobre seus destinos, um novo mundo esta comecando, gracas a net que permitiu divulgar a realidade e nao o que nos era imposto pelos donos do mundo, so nao ve quem nao quer ver.

 

A ALEMANHA VAI QUEBRAR? 

George Soros avisa: "Dou três meses de vida para o Euro, porque a economia Alemã vai QUEBRAR". O bilionário húngaro George Soros dos EUA está de volta para dar a sua visão apocalíptica sobre o futuro econômico da Europa, dando um período de tempo muito curto para a sobrevivência do euro.

Em um discurso neste fim de semana, Soros disse que "as autoridades têm três meses durante o qual eles ainda podem corrigir seus erros e inverter as atuais tendências . " 

"Quando me refiro às autoridades, primeiro eu quero dizer o Governo alemão e do Bundesbank , numa crise, pois os credores têm o poder e nada pode ser feito sem o apoio da Alemanha ", continua ele. 

No entanto, Soros acredita que "nos próximos três meses, a economia alemã também irá enfraquecer e ainda mais difícil para a chanceler Ângela Merkel para convencer o público alemão a assumir responsabilidades adicionais em relação à Europa. "

Fonte: <http://www.eleconomista.es/http://www.eleconomista.es

 

Follow the money, follow the power.

Se quebrar dentro de três meses ele vai dizer "eu não disse?". E se não quebrar ele dirá que as autoridades tomaram as medidas necessárias - ou que o euro teve uma "sobrevida inesperada".

Já conheço bem estes tipos dados a prever do fim do mundo a cada semana - vide Miriam Leitão...

 

- A população em geral não sabe o que está acontecendo, e nem mesmo sabe que não sabe (Noam Chomsky)

Do JC On line

FRENTE RACHADAPSB de Eduardo decide lançar candidatura de Geraldo JúlioGovernador já decidiu pela candidatura do ex-secretário, independentemente da conversa que terá com LulaPublicado em 21/06/2012, às 00h57Sheila Borges  

O PSB já decidiu: vai lançar mesmo candidato próprio à Prefeitura da Cidade do Recife (PCR), avalizado pela maioria dos partidos que integram a Frente Popular. O governador Eduardo Campos anuncia nesta sexta (22) que o nome é o do ex-secretário Geraldo Júlio, que tem agradado a todos os setores da coligação governista com o perfil de “gerentão da cidade”. E isso ocorrerá mesmo que Eduardo não consiga conversar com o ex-presidente Lula sobre a sucessão do Recife e explicar os motivos que levaram o PSB a encabeçar uma chapa alternativa à do PT.

Nesta quarta (20), Eduardo e Lula se encontraram rapidamente no Rio de Janeiro, em um seminário da Conferência Rio+20, mas não trataram do assunto. O governador, presidente nacional do PSB, voltou à noite ao Recife e nesta quinta tentará, mais uma vez, falar com Lula, por telefone. Se não conseguir, a conversa ficará para a próxima semana.

Nesse momento, o mais importante é acalmar a base governista, já que faltam apenas dez dias para o prazo final das convenções que homologam as chapas majoritárias e proporcionais. Além do mais, Eduardo se comprometeu com os aliados que não iria viajar para os Estados Unidos no domingo (24) – para recebe um prêmio –, sem apresentar uma definição para o imbróglio do Recife.

Com Geraldo Júlio, o PSB pretende reproduzir na capital o modelo de gestão do governo do Estado, que tem rendido alta popularidade a Eduardo. Na vice, o PTB é uma opção, mas não se descarta a entrada do PCdoB.

Os comunistas ainda não oficializaram nenhuma posição, mas, nos bastidores, a legenda já estaria de malas prontas para também desembarcar no palanque que está sendo construído por Eduardo. E isso passou por uma longa conversa que o governador manteve terça (19) com o prefeito de Olinda, Renildo Calheiros (PCdoB), candidato à reeleição. A dobradinha PSB-PCdoB, assim, pode ser concretizada no Recife e em Olinda. E isso deixaria o PT completamente isolado com a candidatura do senador Humberto Costa.

 

zanuja

Do Estadão

Russomano vira réu por falsidade ideológicaEle é acusado de simular contrato para mudar seu domicílio eleitoral e concorrer a prefeito de Santo André, em 2000

20 de junho de 2012 | 19h 13

RICARDO BRITO - Agência Estado

BRASÍLIA - Pré-candidato do PRB à prefeitura de São Paulo, o jornalista Celso Russomano tornou-se réu por falsidade ideológica no Supremo Tribunal Federal (STF). Russomano é acusado pelo Ministério Público Federal de ter simulado um contrato de imóvel para mudar seu domicílio eleitoral de forma a concorrer ao cargo de prefeito de Santo André, em 2000.

 

 

O processo foi distribuído na terça-feira, dia 19, ao ministro Luiz Fux, mas seguirá para a Justiça de primeira instância em razão de ele ter perdido o foro especial de deputado federal que tinha até 2010. Dois anos atrás, ele concorreu pelo PP ao governo de São Paulo, terminando a disputa em terceiro lugar.

 

O caso chegou ao Supremo há praticamente dez anos. Em 2003, o ex-procurador-geral da República Geraldo Brindeiro denunciou o então deputado por ele ter, em junho de 1999, simulado um contrato de aluguel de um apartamento em Santo André. Três meses depois, o parlamentar pediu à Justiça Eleitoral sua transferência de domicílio, de São Paulo para a cidade no ABC paulista, para se candidatar.

 

Na ocasião, segundo o Ministério Público, a Justiça Eleitoral comprovou que Russomano não chegou a morar no imóvel. Para o MP, um "indício seguro" para atestar essa situação é o de que não houve consumo de energia entre julho e agosto daquele ano, e apenas 12 KW/h em setembro. "Não é possível ninguém morar num apartamento sem que haja consumo de energia elétrica, indispensável para o banho, iluminação, funcionamento dos eletrodomésticos, etc.", afirmou o juiz eleitoral citado na denúncia do MP.

 

Russomano terminou a disputa de 2000 em segundo lugar, numa eleição que reelegeu o petista Celso Daniel - assassinado dois anos depois. Em junho de 2008, os ministros do Supremo foram unânimes em seguir o voto do então relator, Eros Grau. Eles rejeitaram pedido da defesa para extinguir qualquer tentativa de puni-lo no caso sob o argumento da prescrição e decidiram que o então deputado vai responder a processo.

 

Após quatro anos de recursos, o caso virou uma ação penal no Supremo, mas será remetido para a primeira instância.

 

zanuja

Do Estadão

Uruguai quer plantar e vender maconhaGoverno de Mujica pretende frear comércio de pasta-base de cocaína, golpear o narcotráfico e assumir a produção em fazendas estatais20 de junho de 2012 | 18h 55

 Ariel Palacios - Correspondente


 droga teria imposto específico - El ObservadorEl ObservadorEm Montevidéu, jovem pede liberação da maconha: droga teria imposto específico

O governo do presidente José "Pepe" Mujica anunciou nesta quarta-feira, 20, o envio de um projeto de lei ao Congresso para legalizar a venda estatal da maconha no Uruguai. O objetivo é combater o consumo da pasta-base de cocaína - droga que o governo do país vizinho considera que está provocando um aumento da criminalidade -, por meio do deslocamento do consumo para a maconha, menos nociva.

O governo Mujica pretende, dessa forma, infligir duro golpe ao crescente narcotráfico, uma vez que o negócio da maconha ficaria nas mãos do Estado uruguaio, que plantaria a Cannabis sativa em fazendas próprias. O ministro da Defesa, Eleutério Fernández Huidobro, afirmou que o plano é controlar produção e comercialização. "Consideramos que a proibição de certas drogas está criando mais problemas à sociedade que a própria droga."

O projeto de lei prevê que o produto da colheita seja industrializado em forma de cigarros. Eles seriam posteriormente vendidos por uma rede de quiosques estatais. Atualmente, há no Congresso três projetos de diferentes partidos para legalizar o cultivo de Cannabis para consumo próprio, mas o governo desestimulou o debate. "Foi para não afetar países vizinhos nem sermos acusados de ser uma espécie de centro de fabricação e distribuição internacional de drogas", disse Huidobro.

Ele destacou, porém, que o país passará a defender internacionalmente a legalização da maconha. "É preciso eliminar esse veto à maconha, iniciado em 1971 por uma errônea decisão do presidente dos Estados Unidos (Richard) Nixon. Ela provocou todo esse desastre que vivemos, declarando uma guerra às drogas que foi ganha pelos narcotraficantes."

O ministro estimou que só o mercado interno de maconha uruguaio represente atualmente um negócio ilegal de US$ 75 milhões/anuais. "Por isso nos inclinamos mais para o controle estrito do Estado da distribuição e produção dessa droga."

Os preços da maconha estatal uruguaia seriam regulados e teriam impostos específicos. A venda não seria livre. Só maiores de 18 anos, que se registrarem em uma lista oficial de consumidores, poderão adquirir os "porros" (gíria para os cigarros de maconha nos países de idioma espanhol). A cota, por pessoa, seria de 40 cigarros por mês. Quem ultrapassar esse número será obrigado a fazer tratamento contra dependência de drogas.

Tratamento. Em caso de aprovação do projeto, os impostos arrecadados com a venda dos cigarros de maconha serão destinados ao financiamento de tratamentos para recuperação dos dependentes de drogas. Segundo dados da Junta Nacional de Drogas, divulgados no mês passado, 8,3% dos 3,2 milhões de residentes uruguaios declararam ter consumido maconha no ano passado. O número de usuários frequentes estaria entre 127 mil e 150 mil.

O governo destaca, porém, que as novas medidas não têm a intenção de transformar o Uruguai em uma versão sul-americana da Holanda, país onde a comercialização de determinadas drogas está liberada também para os turistas. No caso uruguaio, o projeto implicaria venda destinada exclusivamente a cidadãos residentes. Representantes do governo ainda não definiram uma data exata para o envio do projeto de lei ao Congresso Nacional.

Além de elogios e críticas - incluindo o apoio público do governo da Guatemala -, nas redes sociais o projeto do governo foi encarado com ironia, incluindo fotomontagens do presidente Mujica com os dreadlocks do cantor jamaicano Bob Marley, um apologista do uso da maconha. Caso seja aprovado o projeto de lei sobre a Cannabis sativa, o Uruguai será o único país em todo o mundo onde o Estado distribui a maconha. / Com agências internacionais.

 

zanuja

Da Agência Brasil

Justiça marca depoimento de Cachoeira para 24 de julho20/06/2012 - 20h31

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O depoimento do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, na Justiça Federal em Goiás, foi marcado para o dia 24 de julho, às 9h. A data foi marcada pelo juiz Alderico Rocha Santos, da 5ª Vara Federal em Goiás, que assumiu ontem (19) a ação penal. Ele ficou responsável pelo processo depois que dois juízes da 11ª Vara Federal, onde está o caso, renunciaram.

No final de maio, uma liminar do desembargador Fernando Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), suspendeu a oitiva do empresário e de outros réus do processo.

Tourinho suspendeu os depoimentos alegando que faltavam algumas diligências no processo em relação a dados telefônicos. Ele também determinava que Cachoeira tinha direito a pelo menos quatro horas de conversa reservada com seus advogados no Presídio da Papuda, em Brasília, onde está detido.

Segundo a Procuradoria Regional da República da Primeira Região, não houve recurso contra a liminar de Tourinho. No entanto, o órgão informa que a decisão que impedia as audiências pode cair automaticamente se as exigências determinadas pelo juiz forem cumpridas.
 

Edição: Rivadavia Severo

 

zanuja

Da Agência Câmara

Comissão especial aprova teto salarial único para os Três Poderes Brizza CavalcanteMauro LopesLopes: PEC garante independência das câmaras municipais.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 5/11, que iguala os subsídios do presidente da República, do vice-presidente, dos ministros de Estado, dos senadores, dos deputados federais, do procurador-geral da República e do defensor público-geral federal aos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), foi aprovada nesta quarta-feira pela comissão especial criada para analisar o assunto. A proposta ainda precisa ser votada em dois turnos pelo Plenário da Câmara, antes de ir para o Senado.

Atualmente, os ocupantes desses cargos já recebem a mesma remuneração, por força do Decreto Legislativo 805/10. Entretanto, o decreto não prevê o reajuste automático, quando os vencimentos dos ministros do STF aumentarem.

A PEC deixa claro no texto da Constituição que esse subsídio, hoje fixado em R$ 26,7 mil, será o teto salarial único do funcionalismo público. O limite valerá para ocupantes de cargos, funções e empregos de qualquer dos Poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Mauro Lopes (PMDB-MG), à PEC 5/11, do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP).

Marquezelli, que participou da reunião, disse que a PEC acabará com o “constrangimento” de os deputados aumentarem o próprio salário. “Os 11 ministros do STF é que terão a responsabilidade, daqui para a frente, de promover qualquer aumento no teto salarial brasileiro”, afirmou. 

As propostas de reajuste que forem feitas pelo STF continuarão passando pelo Congresso.

Vereadores
O substitutivo também exige lei municipal para fixar o subsídio dos vereadores. Atualmente, a Constituição estabelece que esses subsídios serão fixados pelas câmaras municipais, observando limites máximos vinculados aos subsídios dos deputados estaduais. A PEC mantém a exigência do limite máximo.

Os vereadores são os únicos, entre os ocupantes de cargos eletivos, cujos vencimentos não são fixados em lei. A Constituição já estabelece que os subsídios dos governadores, vice-governadores e deputados estaduais serão fixados por lei de iniciativa das assembleias legislativas, e que os subsídios dos prefeitos e vice-prefeitos serão fixados por lei de iniciativa das câmaras municipais.

Segundo Mauro Lopes, a medida garantirá a independência das câmaras. “O subsídio não fica mais atrelado ao vencimento dos deputados estaduais e dos deputados federais. Evita-se o efeito cascata”, observou.

Ao mesmo tempo, reforçou Nelson Marquezelli, a nova regra evitará salários de vereadores de um pequeno município superiores aos de políticos de cidades maiores. “Cada câmara municipal vai ter seu projeto de lei de aumento de salário, sem vincular com Brasília ou com a capital dos estados. Cada um terá seu salário de acordo com a capacidade de arrecadação”, disse.

 

zanuja

da Agência Brasil

Comissão da Câmara aprova PEC que permite salários acima do teto constitucional

 

20/06/2012 - 20h08

 

Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou hoje (20) a possibilidade de que servidores públicos recebam proventos que superem o teto constitucional que corresponde ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atualmente em R$ 26,7 mil. O dispositivo consta na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 05/2011, que muda as regras para reajuste do funcionalismo público permitindo a cumulatividade.

Entre outras mudanças, o texto aprovado hoje suprime do Inciso 11 do Artigo 37 da Constituição Federal a expressão “cumulativamente ou não” da norma constitucional o que, na prática, permite aos funcionários públicos acumularem mais de um provento e, com isso, superar o salário dos ministros do STF. Além disso, a PEC também suprime da Constituição os subtetos salariais que correspondem aos salários dos prefeitos, no caso dos municípios, e dos governadores, nos estados.

A proposta ainda atrela os subsídios do presidente da República, do vice-presidente, dos ministros de Estado, dos senadores, dos deputados federais, do procurador-geral da República e do defensor público-geral federal aos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Hoje, os ocupantes desses cargos já recebem a mesma remuneração dos ministros do Supremo devido ao Decreto Legislativo 805/10. Contudo, o decreto não prevê o reajuste automático, quando os vencimentos dos ministros do STF aumentarem.

A PEC também retira a prerrogativa presidencial de sancionar os projetos de lei para fixar os subsídios dos ministros do STF, do presidente da República, do vice-presidente, dos ministros de Estado, do procurador-geral da República e do defensor público-geral federal. Isso na prática possibilita aos parlamentares aprovarem reajustes salariais, que entrarão em vigor sem a chancela do presidente da República.

O substitutivo do deputado Mauro Lopes (PMDB-MG) à PEC apresentada pelo deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), foi aprovado pela comissão especial em votação simbólica, após vários membros do colegiado deixarem a reunião. O texto ainda precisa ser votado em dois turnos pelo plenário da Câmara, onde poderá ser modificado. Só depois de aprovado pelos deputados a PEC será encaminhada à apreciação e votação do Senado também em dois turnos de votação. Se aprovada pelas duas Casas Legislativas será promulgada e passará a integrar a Constituição.
 

Edição: Rivadavia Severo

 

Do Estadão

Vazamento de Operação Monte Carlo será investigadoJuiz ameaçado alertou que grupo de Cachoeira tinha informações a respeito de ação pelo menos um mês antes20 de junho de 2012 | 22h 30

 Felipe Recondo - O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - O vazamento de informações da Operação Monte Carlo será investigado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região e pela Polícia Federal. A suspeita de envolvimento do juiz federal Leão Aparecido Alves e as ameaças feita ao juiz que estava no caso, Paulo Moreira Lima, levaram a corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, a convocar uma reunião ontem com os dois magistrados e o ex-corregedor do TRF1 Cândido Ribeiro.

Além das ameaças que sofria por comandar o processo contra Carlinhos Cachoeira, o juiz Moreira Lima reclamava da suspeita levantada pelos colegas de que as provas obtidas nas investigações seriam ilegais. Falava ainda em pressão interna e vazamento de informações da Operação Monte Carlo antes que fosse deflagrada.

As suspeitas pelo vazamento pesam sobre a mulher do juiz Leão Aparecido Alves e sobre uma servidora que seria da confiança do magistrado que é titular da vara onde atuava Moreira Lima. O vazamento foi confirmado pelo magistrado ao CNJ em março, conforme revelou ontem o Estado. A Polícia Federal detectou o vazamento de informações, informou o magistrado e passou a investigar para encontrar o responsável.

Ao mesmo tempo em que o vazamento era descoberto, o juiz Leão Aparecido Alves soube que um telefone que estava em seu nome estava sendo monitorado. Por isso, o juiz encaminhou à Corregedoria-Geral do Tribunal Regional Federal da 1ª Região uma representação contra Moreira Lima.

No dia seguinte à representação, o corregedor-geral do TRF1, Cândido Ribeiro, foi a Goiânia ouvir Moreira Lima. Conforme relato feito ao CNJ, este teria ouvido críticas à sua conduta e a afirmação de que deveria abandonar a tarefa, pois estaria "apaixonado pela causa".

Moreira Lima foi então a Brasília pedir o respaldo da corregedora Eliana Calmon. Para solucionar a crise interna, um juiz auxiliar do CNJ foi a Goiânia mediar uma conversa entre Leão Aparecido Alves e Moreira Lima. O embate poderia comprometer a Operação Monte Carlo, que seria deflagrada semanas depois.

As críticas feitas pelo juiz federal do TRF1 Tourinho Neto, no julgamento de habeas corpus a favor de Cachoeira, também incomodaram Moreira Lima. "Não pode haver a banalização das interceptações, que não podem ser o ponto de partida de uma investigação, sob o risco de grave violação ao Estado de Direito", afirmou Tourinho Neto.

Ameaças. Além desses problemas, Moreira Lima passou a ser ameaçado, o que pesou decisivamente para sua saída do caso. Uma de suas razões era a segurança da família, que chegou a ser procurada por policiais (ver matéria abaixo)"por policiais que gostariam de conversar a respeito do processo atinente a Operação Monte Carlo". Segundo ele, os policiais mostraram que sabiam quem era cada um de seus familiares e onde moram".

O juiz que julgará o processo contra Cachoeira, Alderico Rocha Santos, informou em nota que começará a analisar o caso em julho e prometeu celeridade. "Diante da repercussão dos fatos, tenho certeza de que tanto os acusados como a sociedade têm interesse no esclarecimento dos mesmos o mais breve possível", disse ele.

  

 

zanuja

De Justiça em foco

Ministro diz que julgamento do mensalão será técnico e terminará em agostoShare on orkutShare on emailMore Sharing Services Gostei 4571 pessoas gostaram. A A A 

 

20/06/2012 Quarta-Feira, Dia 20 de Junho de 2012 as 23h:18

Ministro diz que julgamento do mensalão será técnico e terminará em agosto 

Rio de Janeiro – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, confirmou (20/6) que o julgamento do mensalão deverá terminar ainda no mês de agosto. Ayres Britto disse que o julgamento será técnico, apesar de haver pressões políticas. O cronograma depende ainda do ministro Ricardo Lewandowski. Como revisor do processo, ele é responsável por liberar a ação penal para a pauta do Supremo.

 

 

“A se confirmar a liberação do processo para a pauta de julgamento agora neste mês de junho, o cronograma já estabelecido será aplicado”, disse o ministro, durante visita ao estande do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na Rio+20. Ainda segundo Ayres Britto, “o empenho de todos é para que, no próprio mês de agosto, o processo se ultime e seja julgado definitivamente, com a coleta dos votos dos ministros a partir do voto do relator”.

 

 

Ayres Britto rebateu a possibilidade de o julgamento vir a ser contaminado pela política. “Todos nós temos essa compreensão, que corresponde a um dever de ofício, de que por mais intensa e densa que seja a ambiência política de um processo, o julgamento só pode ser técnico, em cima das provas dos autos, objetivamente”, afirmou.

 

 

Ainda segundo o ministro, a isenção é um princípio fundamental da magistratura. “Um juiz deve usar de sua técnica e serenidade, primando por imparcialidade. Porque não pode deixar de ser. Se não for assim, um juiz se deslegitima e trai sua própria função. Lá no STF os julgamentos só podem ser técnicos, em cima das provas dos autos”.

 

 

O presidente do STF voltou a comentar as ameaças sofridas pelo juiz Paulo Augusto Moreira Lima, responsável pela prisão de Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, e outros denunciados que foram investigados pela Operação Monte Carlo. O juiz pediu para deixar o caso por temor à segurança pessoal e de sua família, após ameaças.

 

 

“Repudiamos aquele quadro de coação. É absolutamente intolerável e inadmissível que se coloque sob ameaça de morte um magistrado. Se já merece de nossa parte todo repúdio ameaçar qualquer ser humano, no caso do Judiciário a gente coloca mais ênfase pela função que desempenha”, disse o presidente do STF.

 

 

Sobre a Rio+20, Ayres Britto reconheceu que a Justiça pode ser mais rápida na punição de crimes ambientais e disse que a conferência vai influenciar positivamente os juízes a se dedicarem mais ao tema. “Essas conferências têm como mérito maior dar sequência a  um processo de conscientização coletiva, inclusive de magistrados. É preciso que a cultura da impunidade seja totalmente erradicada na questão do meio ambiente”.

 


Fonte: Vladimir Platonow/ABr

 

zanuja

De Justiça em foco

Para relator, Justiça deve explicações sobre segurança de juizShare on orkutShare on emailMore Sharing Services  

 


Para relator, Justiça deve explicações sobre segurança de juiz 

Brasília - O relator da Comissão Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), disse (19/4) que a Corregedoria do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) tem que esclarecer se tomou medidas para proteger a integridade do juiz Paulo Augusto Moreira Lima, afastado do processo que apura o suposto esquema criminoso comandando pelo empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira.

 

 

O juiz pediu afastamento da 11ª Vara Federal em Goiás e alegou estar sofrendo ameaças de pessoas ligadas ao grupo de Cachoeira.

 

 

"É importante que a Corregedoria do TRF seja chamada a dizer que tipo de proteção deu ao juiz", disse o relator, que lamentou a saída de Moreira Lima do caso. "É preciso lamentar a saída dele, até porque essa saída se deu antes da instrução do processo. Ele não conseguiu fazer nem as audiências. É claro que isso causará um atraso nas investigações", disse.

 

 

Hoje o relator foi à Goiânia pegar pessoalmente a íntegra das gravações realizadas pela Polícia Federal. Na semana passada o juiz Moreira Lima atendeu ao pedido feito pelo relator e autorizou o acesso da comissão às gravações, sem cortes, feitas pela Polícia Federal no âmbito das operações Vegas e Monte Carlo.

 

 

"Ele deu acesso à CPMI a todos os áudios brutos. Pedi na semana passada e ele deferiu de pronto", elogiou.

 

 

Cunha disse que não chegou a conversar com Moreira Lima, mas acredita que sua ida à comissão, defendida por alguns integrantes, pode servir para aumentar os riscos para ele e sua família.

 

 

"Levar o juiz à CPMI é aumentar o sofrimento dele e sua exposição. Ele já contribuiu muito em todo processo de investigação e tem as razões dele para pedir o afastamento. Com o depoimento, ele seria mais exposto. Agora, o TRF tem que dizer que medidas tomou para proteger o juiz", disse o relator.

 

 

No entanto, Odair evitou fechar um posicionamento em relação à convocação do juiz. "Entendo que quem tem que falar agora é o TRF, mas ainda devo analisar melhor. O mais importante não é a fala dele. Ele já disse, já se expôs, prestou um brilhante serviço ao país", disse o deputado.

 

 

Com a saída de Moreira Lima, o caso deveria ser encaminhado ao titular da vara, juiz Leão Aparecido Alvez. No entanto, ele é suspeito de ter ligação com um dos investigados. Nesta terça-feira (19), a Corregedoria Nacional de Justiça divulgou que a Polícia Federal identificou um telefonema do número do magistrado para uma pessoa que integra a suposta quadrilha.

 

 

O relator também evitou falar sobre o juiz Aparecido Alves. "Acho até que ele já se colocou como impedido" , disse o relator.


Fonte: Luciana Lima/ABr

 

zanuja

De Justiça em foco

Em decisão, desembargador diz que sociedade aceita atividades ilegais de CachoeiraShare on orkutShare on emailMore Sharing Services Gostei 321 pessoas gostaram. A A A 

 

20/06/2012 Quarta-Feira, Dia 20 de Junho de 2012 as 23h:02

  

Brasília – Na decisão em que manda soltar Gleyb Ferreira da Cruz, suposto braço direito do empresário Carlinhos Cachoeira na exploração ilegal de jogos no Centro-Oeste do país, o desembargador Fernando Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), relativizou a suposta atividade ilegal do grupo. Segundo Tourinho, mesmo ilegais, os jogos de azar são “largamente aceitos” pela sociedade.

 

 

O desembargador disse que o estado de Goiás editou duas leis que autorizavam a exploração de jogos de azar e que só em 2007 o STF derrubou a prática. “Veja-se que muitos setores da sociedade defendem a legalização dos jogos de azar, visto que a prática é largamente aceita pela sociedade em geral, ainda que seja ilegal”, ressalta em trecho da decisão.

 

 

Tourinho também entende não existe crime de formação de quadrilha para pessoas que exploram jogos de azar, lembrando que o principal crime imputado a Gleyb é justamente o da contravenção. Segundo apurações da Polícia Federal, o auxilar de Cachoeira era “laranja” em empreendimentos do empresário e era considerado seu braço direito.

 

 

Apesar de ter conseguido habeas corpus no TRF, Gleyb da Cruz não poderá ser solto porque é alvo de outro mandado de prisão, segundo confirmou o Ministério Público do Distrito Federal. Ele é acusado de participar de esquema de fraude na área de transporte público no Distrito Federal. É a mesma situação vivida por Cachoeira, que continua preso em Brasília após ter conseguido alvará de soltura da Justiça Federal.


Fonte: Débora Zampier/ABr

 

zanuja

Mesmo ilegal cabe ao juiz deferir em favor da ordem constitucional  e juridica e não alimentar o ilicito. Assim o juiz ao relativar o ilicito motiva o avanço da ilegalidade.

Ja pensaram se um juiz acha normal ou relativa  que a sociedade faça justiça pelas proprias mãos?

 

Da Agência Senado

A poluição que ninguém vê avança contra a saúde

Enviar notícia por e-mail Imprimir

  

Márcio Maturana (Jornal do Senado)


A Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, não dedica na versão inicial de seu Esboço Zero, documento que será entregue até amanhã aos chefes de Estado participantes, nenhuma linha à poluição sonora. Ano passado, essa poluição ultrapassou a da água para ocupar o segundo lugar como maior causadora de doenças. Nesse preocupante ranking da Organização Mundial da Saúde (OMS), a poluição sonora fica atrás apenas da atmosférica.Sem destaque nas discussões da Rio+20, poluição sonora cresce nas grandes cidades e já ocupa o segundo lugar como maior causadora de doenças, segundo a Organização Mundial da Saúde, à frente até da poluição da água

— Temos amplos temas de discussão onde esse assunto pode vir a ser abordado, de acordo com os participantes, mas no programa do debate Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável não foi criado um tópico sobre poluição sonora — admitiu a diplomata responsável pela coordenação dos diálogos na conferência, Patrícia Leite.

Mas a população tem demonstrado sua atenção ao problema: a poluição sonora foi um dos primeiros temas sugeridos no Portal e-Cidadania do Senado, onde desde o mês passado todo cidadão pode apresentar ideias para projetos de lei. Afinal, é comum nas grandes cidades os habitantes serem submetidos a diversas agressões sonoras ao mesmo tempo: buzinas, motores, anunciantes de loja, música alta em carros ou no vizinho, animais domésticos, templos religiosos, construções, grevistas, fábricas, aeroportos e ferrovias.

Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado, acredita que a poluição sonora não ganha a dimensão de outros assuntos ambientais nos fóruns internacionais porque seus efeitos são locais.

— A poluição sonora é diferente de problemas como mudanças climáticas, desmatamento e poluição de rios, que têm consequências mundiais — disse o senador, que está no Rio de Janeiro participando do encontro mundial sobre desenvolvimento sustentável.

Pesquisas recentes, no entanto, demostram que a poluição sonora também causa danos a florestas e mares. Em março, o Centro Nacional de Síntese Evolucionária, dos Estados Unidos, revelou que a reprodução de vegetais é afetada porque ruídos de tráfego intenso de veículos afastam aves que distribuem pólen entre flores e mamíferos roedores que germinam sementes de espécies como pinheiros. Antes, a Organização Nações Unidas (ONU) já havia apontado risco à sobrevivência das espécies submarinas.

Na ocasião, o diretor de Ciência da Sociedade para a Preservação dos Golfinhos e Baleias, Mark Simmonds, disse que o barulho submarino feito pelo homem já provocou uma espécie de nevoeiro acústico e uma cacofonia de som em muitas partes dos mares e oceanos do mundo.

Um milhão de anos

Nas pessoas, além de zumbidos e perdas auditivas, existem efeitos no sistema nervoso central e em todos os órgãos neurovegetativos, como os do sistema cardiovascular e gastrointestinal. O psiquismo também sofre e existem alterações de sono, de atenção, irritabilidade e perda de memória. A pesquisa da OMS que avançou a poluição sonora no ranking revelou também que a população da Europa perde um milhão de anos de vida a cada ano em decorrência de problemas de saúde desencadeados — ou agravados — por exposição excessiva a ruídos.

— São males silenciosos.

A poluição atmosférica causa problemas respiratórios rapidamente evidentes, e a poluição visual é mais fácil de perceber. A exposição ao ruído só se sente individualmente e a longo prazo, muitas vezes sem se dar conta — disse a presidente da Comissão de Saúde do Conselho Federal de Fonoaudiologia, Maria Cristina Pedro Biz.

A fonoaudióloga Ana Claudia Fiorini, professora da PUC-SP, da Unifesp e ex-presidente da Academia Brasileira de Audiologia (ABA), está trabalhando em trazer para o Brasil o programa internacional Dangerous Decibels. O objetivo é, por meio de uma campanha com foco em crianças em idade escolar, conscientizar sobre a necessidade da redução de ruídos para a saúde auditiva.

— Pretendemos oficializar esse programa no país através de parceria entre a ABA e o Ministério da Educação. Por enquanto, iniciativa semelhante acontece principalmente no Dia Internacional Conscientização Sobre o Ruído, 15 de abril, quando diversas entidades científicas promovem campanhas de conscientização - explicou Ana Claudia.

Amparo contra barulho está espalhado na legislação

Criou-se uma ideia errada de que o Brasil tem uma “Lei do Silêncio” que proíbe abusar de ruídos antes das 8h e depois da 22h. Na verdade, não existe essa lei nacional e não se pode fazer barulho em horário nenhum. O que existe de fato é um conjunto de normas desde a Constituição federal (Artigo 225) até convenções de condomínio, além de políticas urbanas envolvendo órgãos federais, estaduais e municipais. Tudo varia de estado para estado e de município para município.

Mas a lei nacional pode nascer. Desde 2007, o Congresso discute o Projeto de Lei da Câmara 263, que estabelece diretrizes, critérios e limites na emissão de sons e ruídos de qualquer natureza. A ele foram apensados outros três projetos, e atualmente tudo está em análise na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.

— Nossa cultura legalista faz a gente precisar de leis, mas é importante conscientizar o cidadão de que mesmo ruídos que ele despreza, como o de um ventilador durante a noite toda, podem causar problemas quando são constantes — alertou a fonoaudióloga Maria Cristina Biz.

Da legislação federal em vigor, além da Constituição, aplicam-se à poluição sonora a Lei 9.605/95 (Crimes Ambientais), o Decreto-Lei 3.688/41 (Lei das Contravenções Penais), a Lei 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro) e a Lei 10.406/02 (Código Civil).

Resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estabelecem critérios e limites para ruídos de carros, motos e eletrodomésticos, por exemplo. As principais são as 1 e 2, de 1990. Mas é raro ver a aplicação de algumas ações. O Programa Nacional de Educação e Controle de Poluição Sonora (Silêncio), por exemplo, prevê a introdução do tema, por municípios e estados, no ensino médio, entre outras coisas. O selo Ruído, também de acordo com as resoluções, teria que ser fixado em todos os eletrodomésticos que geram ruído, para o consumidor escolher o menos barulhento.

Devido à diversidade de leis, as polícias militar ou civil sempre devem ser procuradas para informações sobre o que fazer ou para registrar queixa e impedir que o problema continue. O contraventor ou criminoso (dependendo de o fato atingir a tranquilidade ou a saúde) pode ser multado, condenado a indenizar a vítima ou até preso.

Trabalhadores correm risco pela exposição constante

 

Depois de sete anos dando cerca de seis horas diárias de aulas de ginástica com música alta, para estimular o exercício dos alunos, o preparador físico João Adala começou a ouvir um zumbido constante e sentir irritabilidade. Exames revelaram que ele perdeu 12% da audição devido à forma como exercia a profissão.

— Hoje só trabalho com musculação, sem música alta, e faço exames de seis em seis meses. Os 12% não aumentam mais, mas continuam. É irreversível — disse João.

A poluição sonora pode atacar profissionais das mais diversas categorias: operários, motoristas, bancários, funcionários de aeroporto, qualquer uma. Para evitar isso, o Ministério do Trabalho determina, em sua Norma Regulamentadora 15/78, que o nível médio máximo para uma jornada de oito horas seja de 85 decibéis.

— A cada 5 decibéis de acréscimo, o tempo máximo permitido se reduz à metade. Ou seja, para uma exposição de 90 decibéis, o máximo será de quatro horas e assim por diante. A perda auditiva acontece nos casos de exposição continuada, muito comum no ambiente de trabalho — disse Ana Claudia Fiorini.

Em alguns casos, devem ser fornecidos protetores ¬auriculares aos trabalhadores. A fonoaudióloga adverte, porém, que o problema pode não ter relação com o trabalho, mas sim com atividades como o uso constante de fones em alto volume ou frequência de locais com música amplificada.

Para trabalhadores da indústria, é comum a perda auditiva induzida pelo ruído.

— Quando há um som constante no ambiente de trabalho, a pessoa acaba de adaptando e deixa de se incomodar, mas o organismo segue sofrendo. Isso abre as portas para as doenças — alertou a especialista Maria Cristina Biz.

Ela explica também que, muitas vezes, a dificuldade de se comunicar num ambiente de poluição sonora gera ainda problema de voz, porque o profissional acaba aumentando o volume ao falar.

Conheça um pouco mais sobre a legislação relativa à poluição sonora:

Agência Senado

 

zanuja

Da Agência Senado

TCU entrega à Justiça Eleitoral lista de gestores com contas irregulares

Enviar notícia por e-mail Imprimir

  

Da Redação

Já está no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a relação de gestores públicos que tiveram suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), devido a irregularidades. A critério da Justiça Eleitoral, todos podem ser enquadrados na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/2010) e ficar inelegíveis pelos próximos oito anos.

A lista foi entregue à presidente do TSE, ministra Carmem Lúcia, nesta terça-feira (19), pelo presidente do TCU, Benjamin Zymler. Essa formalidade está prevista na Lei das Eleições (9.504/1997), que obriga o TCU a apresentar a listagem à Justiça Eleitoral até 5 de julho do ano em que ocorrem eleições. A partir daí, a lista será atualizada diariamente até o último dia do ano – o que significa que novos nomes podem ser incluídos.

De acordo com a Lei de Inelegibilidades (64/1990), que foi ampliada pela Lei da Ficha Limpa, os gestores que tiverem suas contas julgadas irregulares pelo TCU não podem se candidatar a cargos eletivos, como os de prefeitos e vereadores. A sentença do tribunal vale pelos oito anos seguintes, a não ser nos casos em que for suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário, ao qual o TCU não está vinculado por ser um órgão auxiliar do Poder Legislativo.

Segundo Benjamin Zymler, a lista contém cerca de 7 mil nomes de gestores públicos federais, estaduais e municipais que tiveram contas rejeitadas pelo TCU em decisões definitivas, irrecorríveis, nos últimos oito anos. Zymler observou que “o TCU oferece grandes oportunidades de defesa durante o processo administrativo” e acrescentou que a lista “representa um conjunto de responsáveis que, infelizmente, não tiveram a oportunidade e a capacidade de prestarem contas dos dinheiros públicos”.

A presidente do TSE disse que agora cabe à Justiça Eleitoral julgar se, na relação apresentada, existem atos que possam gerar a inelegibilidade desses administradores. Carmem Lúcia explicou que isso ocorrerá nos julgamentos de eventuais processos em andamento relativos a esses casos. Ela informou que a relação do TCU será encaminhada aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para ser levada ao conhecimento dos juízes.

Cármen Lúcia ressaltou que a Lei da Ficha Limpa (135/2010) é “uma das grandes aquisições cívicas” da sociedade brasileira. A ministra afirmou que a Justiça Eleitoral pretende “nessa eleição dar plena efetividade jurídica e social a essa lei, para que a gente tenha o aperfeiçoamento das instituições democráticas”.

A Justiça Eleitoral informa em seu site que partidos políticos, coligações ou candidatos podem utilizar as informações da lista, disponível na página do TSE na internet, por meio do link “Contas irregulares-TCU”, para impugnar o pedido de registro de candidaturas de seus concorrentes, num período de cinco dias após a publicação do edital do pedido.

Com informações da Agência de Notícias da Justiça Eleitoral.

Agência Senado

 

zanuja

Da Agência Senado

CPI marca nove depoimentos para a próxima semana

Enviar notícia por e-mail Imprimir

  

Anderson Vieira


 

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que investiga as relações de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados deverá ouvir o depoimento de nove pessoas na próxima semana. Os três primeiros, marcados para a terça-feira (26), às 10h15, serão questionados sobre a venda da casa onde o contraventor foi preso em fevereiro deste ano. O imóvel, num condomínio de luxo em Goiânia, pertenceu ao governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

Serão ouvidos o ex-assessor de Perillo, Lúcio Fiúza Gouthier, que teria presenciado o pagamento do imóvel; Écio Antônio Ribeiro, um dos sócios da empresa Mestra Administração e Participações, em nome da qual a casa foi registrada num cartório em Trindade (GO); e Alexandre Milhomen, arquiteto que trabalhou na reforma da residência.

Na quarta-feira (27), também às 10h15, serão ouvidas outras três pessoas ligadas ao governador de Goiás ou que alegam ter tido relação com ele:

- Jayme Eduardo Rincón: ex-tesoureiro da campanha de Perillo ao governo do estado em 2010, é presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop) e foi citado em ligações telefônicas interceptadas pela Polícia Federal. Segundo as investigações, foram depositados R$ 600 mil pelo grupo de Cachoeira na conta da empresa Rental Frota Ltda., que tem Jayme como um dos sócios, com 33% de participação. A Rental já confirmou o pagamento, mas diz que se refere à venda de 28 veículos usados. Da primeira vez que foi convocado, em 30 de maio, Jayme alegou problemas de saúde para não comparecer.

- Eliane Gonçalves Pinheiro: ex-chefe de gabinete de Marconi Perillo, é acusada de repassar informações sobre operações policiais. Segundo a PF, ela avisou Geraldo Messias, prefeito de Águas Lindas (GO), que agentes fariam uma operação de busca na casa dele numa operação de combate a fraudes contra a Receita Federal em Goiás. Logo que as denúncias vieram à tona, ela pediu exoneração. Da primeira vez que foi convocada, Eliane conseguiu habeas corpus para ter o direito de permanecer em silêncio e também alegou problemas de saúde para não comparecer.

- Luiz Carlos Bordoni: o radialista afirmou, em entrevista à imprensa, ter recebido dinheiro da Alberto & Pantoja Construções para prestar serviço à campanha de Marconi Perillo ao governo de Goiás em 2010. Segundo a Polícia Federal, a Alberto & Pantoja é uma empresa de fachada de Carlinhos Cachoeira para lavar dinheiro da empreiteira Delta. Parte do pagamento, no valor de R$ 45 mil, foi feito em um depósito na conta da filha do radialista, Bruna Bordoni, que já trabalhou no gabinete do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). Também à imprensa, o radialista afirmou que outra parte do pagamento foi feito diretamente por Perillo, que negou o fato por meio de nota oficial, informando que "jamais fez pagamentos a quem quer que seja" e que sempre recebeu jornalistas em seu escritório, incluindo Bordoni, mas para conversas sobre temas políticos da época. Agora, Bordoni está sendo processado por Perillo.

Na quinta-feira (28), às 10h15, a CPI colhe depoimentos para buscar esclarecer fatos relacionados ao governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). Serão ouvidos:

- Cláudio Monteiro: ex-chefe de gabinete do governador do Distrito Federal,  foi citado em escutas telefônicas como possível facilitador do esquema de Cachoeira no governo do DF. À CPI, Agnelo afirmou não ter conhecimento sobre qualquer proximidade de Monteiro com Cachoeira e defendeu seu ex-subordinado.

- Marcello de Oliveira Lopes: Também conhecido como Marcelão, é ex-assessor da Casa Militar do DF. Segundo a Polícia, estava envolvido na tentativa de conseguir a nomeação de um aliado de Cachoeira no Serviço de Limpeza Urbana (SLU) da capital. Segundo Agnelo relatou à CPI, logo depois que se tornaram públicas as denúncias, Marcelão foi afastado.

- João Carlos Feitoza: ex-subsecretário de Esportes do Distrito Federal, também conhecido como Zunga, é suspeito de receber dinheiro do grupo de Cachoeira e também de ser uma espécie de contato entre o governador Agnelo e o contraventor.

As reuniões da CPI mista são realizadas na sala 2 da Ala Nilo Coelho, no Senado Federal, e podem ser acompanhadas pela internet, no link: http://www.senado.gov.br/noticias/tv/.

A relação completa dos requerimentos já votados e a serem examinados pela comissão de inquérito também está na internet:

http://www.senado.gov.br/atividade/comissoes/comissao.asp?origem=CN&com=1589

Agência Senado

 

zanuja

pragmatismopolitico

Paciência esgotada: quatro países realizam maior exercício militar do Oriente Médio

Postado em: 20 jun 2012 às 17:51 | Guerra injustificável

Os exércitos de Irã, Rússia, China e Síria atuarão conjuntamente em território sírio dentro de duas semanas

As investidas de Estados Unidos, Israel e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) contra a Síria e o Irã parecem ter esgotado a paciência das potências mundiais que estão do “outro lado” no espectro político mundial. Depois de resistir ao assédio de estadunidenses e israelenses, que defendem ações militares na Síria e no Irã – mais ou menos nos moldes daquelas que a OTAN fez para destruir a Líbia e que ainda custa a vida de milhares de civis –, Rússia e China decidiram dar demonstrações de força. E, para isso, nada melhor do que unir-se aos dois países que, no Oriente Médio, não se colocam sob as ordens dos Estados Unidos – e que são penalizados por isso, com sanções ao Irã e desestabilização política, social e econômica na Síria, palco de massacres que comovem e revoltam o mundo.

Se as potências ocidentais tomarem a Síria e o Irã, China e Rússia sabem que serão os próximos alvos. Ao menos é esse o roteiro traçado pelos serviços secretos de EUA e Israel muito antes da chamada Guerra ao Terror, cujo lançamento oficial aconteceu dias depois da queda das torres gêmeas e da torre 7 do World Trade Center, em 11 de setembro de 2001.

É essa a informação repassada por ex-funcionários graduados da CIA e analistas políticos com acesso a fontes importantes dentro das agências de inteligência do Ocidente.

Os exercícios militares (wargames) dos quatro países orientais acontecerão na costa e em território sírio. Serão 90 mil forças entre pessoal de mar, ar e terra, além de unidades de defesa aérea e de lançamento de mísseis, de acordo com a agência iraniana de notícias Fars News. O Egito dará apoio estratégico permitindo a passagem de 12 navios de guerra chineses pelo Canal de Suez, que devem aportar na Síria em duas semanas. Na mesma data chegarão ao país árabe navios de guerra, submarinos atômicos e destroyers russos, além de navios e submarinos iranianos. Um número estimado em mil tanques e 400 aviões também participará dos exercícios.

Se eles fizerem o governo israelense tremer, já estará de bom tamanho. Quem sabe assim o primeiro ministro Benjamin Netanyhau, seu gabinete e os parlamentares de direita parem de insistir no ataque ao Irã e resolvam deter também a atual investida contra os palestinos. Afinal, tanto eles como Barack Obama e a direita estadunidense saberão que não reinam sozinhos no planeta Terra.

Baby Siqueira Abrão, Brasil de Fato

 

Zuraya

Erundina fala à RecordNews sobre a sua saída da chapa de Haddad como vice:

 

http://noticias.r7.com/jornal-da-record-news/videos/?idmedia=4fe2722f92bba325305b58b4

 

Da Agência Brasil

François Hollande anuncia fundo para garantir ações de desenvolvimento sustentável20/06/2012 - 20h16

Renata Giraldi e Vitor Abdala
Repórteres da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Em posição contrária à adotada pela maioria dos negociadores da União Europeia (UE) na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, o presidente da França, François Hollande, defendeu hoje (20) mais financiamentos para as propostas que estão no documento final. Hollande se disse decepcionado com o resultado das negociações e prometeu que o governo francês tentará um fundo próprio para garantir as ações de desenvolvimento sustentável.

“Sempre há um pouco de decepção. Mas se eu vim aqui é porque quero falar da minha esperança”, disse Hollande em entrevista coletiva. Depois, ao discursar para os chefes de Estado e Governo, ele suavizou o tom da crítica. “Os resultados significativos ainda estão aquém das responsabilidades e expectativas.”

Ao ser perguntado como avalia o resultado das negociações que levaram ao texto do documento final, o presidente francês disse que “o copo pode ser considerado metade cheio e metade vazio. A ideia é progredir. Não podemos ocultar o que não está no texto”.

Para Hollande, é fundamental não só apontar, de forma clara e objetiva, os meios de financiamentos para as ações, como também criar um organismo independente e autônomo, integrando o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Um dos discursos mais esperados do dia, o presidente francês indicou que pretende ser exemplo na proteção ambiental e desenvolvimento sustentável.

“A França deve mostrar o exemplo. Gostaria de adotar compromissos em nome da França, favorecendo os debates da declaração final, gostaria também de contar com a boa vontade de todos os países”, disse Hollande, lembrando que houve avanços nas propostas de fortalecimento do Pnuma, da preservação dos oceanos e nos debates sobre economia verde, além da erradicação da pobreza e da fome.

Hollande apelou para que todos contribuam nos esforços para o desenvolvimento sustentável com inclusão social e combate à pobreza. “Temos que lutar conjuntamente. Do contrário, perderemos todos. Não podemos fomentar a divisão Norte-Sul [ricos e pobres]. O desenvolvimento sustentável é causa planetária. É uma questão vital para todo o mundo. Não pode ser Norte contra Sul ou Ocidente contra Oriente”, disse.

O presidente da França ressaltou ainda que os impactos da crise econômica internacional não podem afetar as propostas e os compromissos para o desenvolvimento sustentável. Segundo ele, seu esforço será para taxar os impostos de transações internacionais para financiar um fundo que será destinado a manter os projetos relativos ao desenvolvimento sustentável.

“Evidentemente, existe crise na Europa. Se não dermos os financiamentos, não atingiremos os objetivos”, observou. “A França quer instituir, com os que desejarem, um imposto sobre transações financeiras. Uma parte dessas receitas será dedicada ao desenvolvimento sustentável”, acrescentou. “O desenvolvimento sustentável não é entrave, é oportunidade.”

 

zanuja

De Reuters Brasil

Texto da Rio+20 não será mais alterado, diz embaixadorquarta-feira, 20 de junho de 2012 21:31 BRT Imprimir[-Texto [+Manifestante protesta durante uma marcha da Cúpula do Povo, na Rio+20, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira. 20/06/2012 REUTERS/Ricardo Moraes1 de 1Versão na íntegra

RIO DE JANEIRO, 20 Jun (Reuters) - O negociador brasileiro na Rio+ 20, embaixador Luiz Figueiredo afirmou que o texto já acertado pelos países não será mais alterado, apesar de ainda faltarem dois dias para o fim da conferência.

"O que existe é o documento que se consta e que já está negociado e fechado. Ele irá para adoção pela conferência ", disse o embaixador.

Ao ser questionado sobre as declarações do presidente da França, François Hollande, que pouco antes se disse decepcionado com o texto final da conferência e com a falta de propostas para aumentar o financiamento de projetos ambientais, Figueiredo disse que sem ambição de financiamento não há ambição de ação.

"Não se pode exigir ambição de ação se não há ambição de financiamento. Quem exige ambição de ação e não põe dinheiro sobre a mesa está sendo pelo menos incoerente", declarou ele.

O francês também lamentou o fato de o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) não ter se tornado um órgão mais autônomo da ONU.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, reforçou a posição brasileira. " O caminho que foi construído foi a definição de uma estratégia. É interessante ver países desenvolvidos querendo colocar recursos e um debate agora mesmo, a África do Sul colocou 2 bilhões de dólares no FMI para ajudar os europeus", disse ela.

"Essas contradições tem ser expostas. Uma coisa é dizer que vai colocar dinheiro e outra é dizer que precisava melhorar os meios de implementação. Houve dificuldade sim para que países desenvolvidos colocassem dinheiro cumprindo o que deveria ser feito desde 1992", afirmou.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

 

zanuja

De Reuters Brasil

Especialistas acham anticorpo que 'sufoca' vírus da denguequarta-feira, 20 de junho de 2012 19:43 BRT Imprimir[-Texto [+

Por Tan Ee Lyn

HONG KONG, 20 Jun (Reuters) - Cientistas isolaram num paciente de Cingapura um poderoso anticorpo capaz de sufocar e matar o vírus da dengue, e esperam que isso possa resultar em uma nova arma para o combate à doença.

Não existe atualmente cura para a dengue, que mata 20 mil pessoas por ano, muitas delas crianças. O tratamento se restringe a combater os sintomas.

O anticorpo isolado em Cingapura estava entre 200 mil exemplares colhidos junto a cem pacientes que tiveram a doença e se recuperaram. Ele parecia capaz de matar todas as cepas conhecidas do subtipo 1 do vírus da dengue, segundo estudo a ser publicado na quinta-feira pela revista Science Translational Medicine.

Há quatro subtipos diferentes do vírus da dengue, doença que provoca febre e dores intensas.

Lok Shee-Mei, da Escola de Pós-Graduação Médica Duke-NUS e integrante da equipe responsável pela pesquisa, disse que o anticorpo “"mata o vírus da dengue antes mesmo que ele tenha a chance de infectar qualquer célula".

Em experimentos com ratos, os pesquisadores viram que o anticorpo se estica sobre as proteínas superficiais do vírus, sufocando-o e isolando-o.

"Quando o vírus quer infectar células, ele precisa respirar e se expandir, então suas proteínas superficiais passam por ligeiras mudanças (...), mas esse anticorpo se amarra às proteínas superficiais, de modo que as proteínas não conseguem mudar de forma alguma. O vírus é incapaz de contaminar", disse Lok por telefone, de Cingapura.

Em comparação a outros compostos químicos que estão sendo desenvolvidos contra a dengue, o anticorpo matou mais vírus e agiu mais rapidamente, segundo Paul MacAry, autor principal do estudo, que é professor-associado de microbiologia da Universidade Nacional de Cingapura.

Os pesquisadores planejam em breve realizar testes clínicos em Cingapura com o anticorpo em pessoas contaminadas com a dengue tipo 1.

Enquanto isso, a equipe está vasculhando sua biblioteca e espera encontrar anticorpos igualmente poderosos, especialmente contra os subtipos 2, 3 e 4.

MacAry disse que sua equipe já achou o anticorpo contra o subtipo 2, mas que ele ainda está em fase preliminar de testes.

Segundo ele, "90 por cento de toda a dengue em Cingapura é do tipo 1 ou 2. Isso significa que dentro de seis meses a um ano teremos dois anticorpos que nos permitirão tratar a maioria dos pacientes em Cingapura".

 

zanuja

De Reuters Brasil

Infraestrutura na África traz chance bilionária ao Brasil-estudoquarta-feira, 20 de junho de 2012 20:13 BRT Imprimir[-Texto [+

SÃO PAULO, 20 Jun (Reuters) - A demanda por projetos de infraestrutura em países africanos representa oportunidades de investimentos de entre 185 bilhões a 200 bilhões de dólares, nos quais o Brasil pode ter posição privilegiada em função da língua em comum, aponta estudo da consultoria Roland Berger.

O estudo mostra que os mercados emergentes, incluindo as nações africanas, demandam pouco mais de 850 bilhões de dólares em investimentos para o fornecimento de energia elétrica, abastecimento de água e saneamento, transporte, telecomunicações e irrigação.

"Existe oportunidade para as empresas que já estão presentes (na África) alargarem suas presenças, há oportunidades para novas empresas em áreas como telecomunicações, energia, saneamento entre outros", disse Jorge Pereira da Costa, sócio e especialista em transporte e logística da consultoria.

Ele acrescentou ainda que existe a possibilidade de os grandes grupos brasileiros que já atuam no continente africano criarem condições para a entrada de empresas parceiras e de menor dimensão.

Atualmente, entre as grandes empresas brasileiras do setor de mineração, petróleo e construção estão em países africanos, estão a Vale, Petrobras e Odebrecht .

"A questão que se coloca aqui é: além destas empresas, porque outras também não podem participar?", ressaltou Costa. Ele cita empresas como Eletrobras, Cemig, CPFL, Oi entre outras que teriam condições de participar nos investimentos necessários em infraestrutura nestes países.

"Não só este é um trabalho a ser feito pelos Estados, como a China, que tem intensos programas de desenvolvimento nestes países, particularmente na África,... mas depende também de investidores privados", observou.

Estimativa da consultoria aponta que os temores de investidores privados com os riscos "macroagregados" - como estabilidade política, desenvolvimento econômico e risco de mercado, mudanças na estrutura interna dos países e de pagamentos - representaram à África a perda de 9 bilhões de dólares em investimentos no ano passado.

"Para o Brasil tem um aspecto extremamente importante, por ser um país que fala português e tem que tem influência em países africanos que também falam português", acrescentou, citando Angola, Moçambique e, mesmo com uma certa instabilidade, a Guiné.

Em sua avaliação, estes países podem servir como base para o Brasil ampliar sua participação no continente africano. E ressaltou a Angola que tem presença importante na região do Golfo da Guiné e no sul da África e Moçambique são países que, anualmente, tem importância expressiva na África Austral.

"São áreas com necessidade de investimento, mas também com desenvolvimento significativo", observou.

Ele conclui que o Brasil, como sexta economia do mundo, também tem obrigações para ajudar a contribuir com o desenvolvimento dos países emergentes, mas ao mesmo tempo, neste processo, também pode estar criando importantes mercados.

(Reportagem Fabíola Gomes)

 

zanuja

De Reuters Brasil

Dilma pede medidas firmes e ambição na Rio+20quarta-feira, 20 de junho de 2012 20:38 BRT Imprimir[-Texto [+A presidente Dilma Rousseff discursa durante a cerimônia de abertura protocolar da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira. 20/06/2012 REUTERS/Divulgação/Roberto Stuckert Filho1 de 1Versão na íntegra

Por Maria Pia Palermo e Hugo Bachega

RIO DE JANEIRO, 20 Jun (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff cobrou nesta quarta-feira, no discurso de abertura da Rio+20, medidas "firmes" dos países para o desenvolvimento sustentável e disse que as conquistas feitas pelo Brasil permitem exigir maior comprometimento dos ricos, apesar da crise econômica.

"Sabemos que o custo da inação será maior que o das medidas necessárias por mais que estas provoquem resistência e se revelem politicamente trabalhosas", disse a presidente na abertura da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável. Ela admitiu a necessidade de renovar ideias e processos "absolutamente necessários para enfrentar os dias difíceis em que hoje vive ampla parte da humanidade".

Dilma reconheceu, diante de uma plateia de dezenas de líderes mundiais e delegados, que a crise econômica "dá significação especial à Rio+20", e fez um apelo aos chefes de Estado para que não permitam que agendas locais numa situação de fragilidade econômica comprometam as discussões da conferência.

A atual crise ofuscou as expectativas do encontro e se tornou justificativa de países ricos para rejeitar compromissos de novos aportes para programas de desenvolvimento sustentável.

A criação de um fundo, por exemplo, proposta por países em desenvolvimento, foi rejeitada e o documento final, redigido pelo Brasil, cita apenas o uso de fontes variadas de financiamento, sem mencionar valores.

"Em um momento como este, de incertezas em relação ao futuro da economia internacional, é forte a tentação de tornar absolutos os interesses nacionais. A disposição política para acordos vinculantes fica muito fragilizada. Não podemos deixar isto acontecer."

Dilma voltou a criticar a adoção de medidas de austeridade como via de saída para as turbulências econômicas e criticou o que chamou de "modelos de desenvolvimento que esgotaram sua capacidade de responder aos desafios contemporâneos".

"Nossa experiência... mostra que políticas indutoras do crescimento e do emprego constituem a única via segura para a recuperação da economia", afirmou.

A presidente usou, como credenciais para o país poder exigir mais ação de seus colegas ricos, a queda nas taxas de desmatamento no Brasil, o avanço da produção agrícola, sem grande aumento da área plantada graças à inovação em tecnologia e insumos. Além disso, lembrou do compromisso voluntário do país, assumido em 2009, de reduzir as emissões em gases-estufa entre 36 por cento e 39 por cento até 2020.

"Isso nos autoriza a demandar maiores contribuições dos países desenvolvidos para o esforço global."

Vinte anos depois da conferência ambiental realizada no Rio, a Eco-92, Dilma reconheceu o atual papel dos emergentes, hoje cobrados a ter maior participação, mas disse que uma solução deve envolver todos.

"É certo que os países em desenvolvimento passaram a responder por parcela cada mais significativa do desenvolvimento mundial, mas estamos conscientes e temos certeza que a recuperação, para ser estável, tem que ser global", defendeu.

MAIS AMBIÇÃO

O acordo para o texto final, chamado de "O Futuro que Queremos", só foi fechado na terça-feira, após intensas negociações. A presidente Dilma Rousseff disse que o documento foi o "possível", e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, reconheceu que o resultado poderia ter sido mais ambicioso.

O Brasil pressionou para a aprovação do texto antes da reunião de alta cúpula e simplificou a redação, eliminando trechos que causavam grandes divergências. Algumas delegações criticaram o documento, e grupos ambientalistas apontaram falta de ambição na versão aprovada.

Dilma, que foi eleita presidente da Conferência mais cedo, defendeu o documento, e disse que ele "consagra avanços importantes", mas não deixou de cobrar ambição de seus colegas.

"Nossa conferência deve gerar compromissos firmes para o desenvolvimento sustentável, temos de ser ambiciosos", disse. "Não basta manter as conquistas do passado, temos de construir sobre esse legado."

Além de rejeitar a criação de um fundo de financiamento, o texto não atendeu às expectativas quanto à transferência de tecnologia e o fortalecimento do Programa das Nações Unidas para Meio Ambiente (Pnuma), temas que também resultaram em divergências.

(Reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier e Sabrina Lorenzi)

 

zanuja

A Presidenta Dilma propõe um fundo de ajuda aos países pobres para o qual o Brasil destinará fundos e enquanto isso exige dos produtores rurais brasileiros que recuperem o meio ambiente com dinheiro deles? Ajudar aos outros e penalizar os nossos.

 

Exatamente. Qual o problema dos ricos ajudarem os pobres numa questão que interssa a todos?