newsletter

Pular para o conteúdo principal

Clipping do dia

As matérias para serem lidas e comentadas.

Sem votos
81 comentário(s)

Comentários

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.
+81 comentários

Acabo de ler esta notícia e fiquei impressionado. Não com a fala de Dilma (que quero conferir tão logo seja postada), mas com o teor dos comentários. Falar que este assunto não passa de artifício retórico para conquistar popularidade, que a ditadura não existiu, que as indenizações (de 20 mil reais!) são verbas milionárias que alimentam a corrupção. Não tem comissão da verdade que dê jeito neste tipo de visão. É o horror. Espero que este tipo de trolagem seja, de fato, algo que possamos apenas dar risada como fez o Chico Buarque neste vídeo que vem a calhar.

 

Dilma diz que nunca quis saber identidade de seus torturadores 

RIO - Com a voz embargada e contendo a emoção, a presidente Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira, em entrevista coletiva no encerramento da Conferência da Rio + 20, que nunca quis saber a identidade de seus torturadores. Ao comentar a publicação de um dos de seus depoimentos durante a prisão, na década de 70, disse que muitos dos que a torturaram não tinham nomes verdadeiros, que há elocubrações sobre suas identidades, mas disse que nunca quis saber, porque a questão não é o torturador, mas a tortura, que o torturador é apenas um agente. Por isso criou a Comissão da Verdade, para virar a página dessa história do país, e não deixar que se repita nunca mais.

- Quero dizer que o problema não é o torturador, é a tortura. O torturador é um agente. O probelma é em que condições a tortura é estabelecida e operada. Isso todos nós sabemos. E todos nós temos o compromisso de jamais deixar que volte a acontecer. Com o passar dos anos, o melhor que me aconteceu foi não ter me fixado nas pessoas e nem ter por essas pessoas qualquer tipo de sentimento de ódio, mágoa ou vingança. Mas tampouco perdão! - disse Dilma.

- Querer vingança ou sentir mágoa ou ódio, é ficar dependente de quem queremos vingar, magoar ou odiar. Isso não é um bom sentimento para ninguém - disse Dilma, segurando para não chorar.

Dilma disse que trata-se de buscar a verdade, com a comissão da Verdade, para virar a página dessa parte da história do Brasil.

- A verdade não se esquece. Mas não se esquece do ponto de vista histórico, não do ponto de vista individual

http://br.noticias.yahoo.com/dilma-diz-quis-saber-identidade-torturadores-211304353.html

 

Oswaldo Alves

Oi, Nassif ... coloca aí pra gente se divertir

O causa da biclicleta

http://www.youtube.com/watch?v=igCkwonKUog&feature=related

 

9. Senado paraguaio destitui Lugo e golpe relâmpago é consolidado

Parlamento do país decidiu por 39 votos a 4 pelo impeachment

8. Para Dilma, o que acontece no Paraguai é inaceitável

Chanceler brasileiro levará a Assunção "forte mensagem" da presidenta em defesa da democracia e da institucionalidade

7. Manchetes dos jornais: Impeachment relâmpago pode cassar presidente do Paraguai

Isolado no Congresso, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, pode ser cassado hoje, num processo de impeachment relâmpago, informam os jornais desta sexta-feira

6. Dilma chama Lula de 'meu presidente e meu líder' em jantar - Yahoo

RIO - Em jantar oferecido na quinta-feira a noite aos chefes de Estado e governo da África que participam da Conferência Rio + 20, a presidente Dilma Rousseff ...

5. Ex-presidente Lula foi vigiado por militares durante 15 anos

Documentos abertos nesta semana à consulta pública demonstram que o ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi alvo de vigilância dos militares da ...

4. Dilma reforça laços com África "livre das práticas coloniais"

RIO DE JANEIRO, 22 Jun (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff reforçou a intenção do Brasil de fortalecer a parceira com as nações africanas, refletindo a mudança na política externa brasileira, em um jantar oferecido na quinta-feira a delegações da...

3. Lula e FHC enterram a repercussão da aliança entre PT e Maluf

A repercussão final da aliança entre o PT e o PP, dos ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado federal Paulo Maluf (SP), respectivamente, ganhou ...

2. Relator da CPI tem acesso a novas escutas

O relator da CPI do Cachoeira, depudado federal Odair Cunha (PT), esteve na Justiça Federal em Goiânia, na noite desta sexta-feira (21). Ele saiu de lá com um envelope sigiloso, contendo transcrições de novas escutas da Operação Monte Carlo.

1. Lugo é destituído da presidência do Paraguai

Em sessão extra, nesta sexta-feira, Senado destitui mandatário por 39 votos; quatro senadores votaram contra o impeachment do presidente

 

http://www.cloudnews.com.br

 

Noticia importante!!!

 

Lugo é destituído da presidência do Paraguai

Depois de cerca de uma hora de sessão extra, o Senado do Paraguai decidiu pelo impeachment do presidente Fernando Lugo.

O resultado da votação anotou 39 votos a favor da destituição de Lugo e 4 contra. Dois senadores estiveram ausentes.

Com a decisão, o vice-presidente, Federico Franco, será empossado como novo presidente do país.



© 2000 – 2012. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A. . Verifique nossos Termos de Uso em http://www.valor.com.br/termos-de-uso. Este material não pode ser publicado, reescrito, redistribuído ou transmitido por broadcast sem autorização do Valor Econômico. 

Leia mais em:

http://www.valor.com.br/internacional/2725348/lugo-e-destituido-da-presidencia-do-paraguai#ixzz1yYqk96Ww

 

Da Reuters

 

 Potências do euro concordam em estimular crescimento


 Por Gavin Jones e Emmanuel Jarry

Photo

 

ROMA, 22 Jun (Reuters) - Os líderes de Alemanha, França, Itália e Espanha concordaram nesta sexta-feira com um pacote de 130 bilhões de euros (156 bilhões de dólares) para tentar reanimar o crescimento econômico na Europa, mas diferem sobre o lançamento de títulos conjuntos para combater a crise da dívida da zona do euro.

Após o encontro entre os líderes dos países em Roma, o primeiro ministro italiano, Mario Monti, disse que a União Europeia deve adotar uma série de medidas de crescimento equivalentes a cerca de 1 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) da região em um encontro na próxima semana.

"Crescimento só pode ter sólidas raízes se houver disciplina fiscal, mas disciplina fiscal só pode ser mantida se houver crescimento e criação de empregos", disse Monti em entrevista à imprensa depois de conversas que duraram uma hora e quarenta minutos.

As medidas de crescimento, já sendo trabalhadas em Bruxelas, incluem aumentar o capital do Banco de Investimentos Europeu, redirecionar fundos não gastos regionais da UE e lançar títulos para cofinanciar importantes programas de investimento público.

Não foram anunciadas novas medidas nesta sexta-feira.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, que lidera a economia mais poderosa da Europa e principal contribuidor dos fundos de resgate, aprovou o pacote de crescimento, mas não fez nenhuma menção de qualquer movimento em direção à mutualização da dívida da zona do euro ou novos empréstimos.

O presidente da França, François Hollande, pareceu impaciente com a relutância de Berlim, dizendo que não se deve demorar 10 anos para criar eurobônus conjuntos.

Ele disse que uma maior solidariedade é necessária entre os Estados membros antes que eles cedam mais soberania para as instituições da UE.

"Eu considero os eurobônus uma opção... Mas não em 10 anos", disse Hollande em um desafio direto a Merkel. "Não pode haver transferência de soberania se não houver uma melhora na solidariedade."

Merkel argumentou que os 17 membros união monetária têm que transferir controle sobre orçamentos nacionais e políticas econômicas para Bruxelas ante da Alemanha considerar uma emissão comum da dívida.

As declarações contrastantes deixaram muito trabalho para diplomatas produzirem um projeto convincente para uma união fiscal e bancária na cúpula da UE que irá ocorrer nas próximas quinta e sexta-feira, considerada por Monti um momento decisivo na crise.

A expectativa é que esse plano inclua os primeiros passos na direção de uma união bancária, começando por colocar o Banco Central Europeu a cargo de supervisionar bancos grandes dentro da zona do euro.

RESGATE ESPANHOL?

Custos de empréstimos perigosamente altos para recuaram um pouco devido às expectativas no mercado de iniciativas políticas na cúpula em Bruxelas em 28 e 29 de junho. Se a reunião não tiver sucesso, os dois países podem ficar ainda mais perto de precisarem de resgates soberanos.

Sem um resultado satisfatório, "haveria ataques especulativos progressivamente maiores a países específicos, com tormentos aos países mais fracos", disse Monti, em entrevista reproduzida em vários jornais europeus antes da reunião desta sexta-feira.

"Uma grande parte da Europa teria que continuar a tolerar taxas de juros bastante altas, o que impactaria nos Estados e indiretamente nas empresas. Isso é exatamente o oposto do que é necessário para crescimento econômico", completou Monti.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, prestes a pedir até 100 bilhões de euros em fundos de resgate da zona do euro para recapitalizar bancos, afirmou que os quatro concordaram em "usar qualquer mecanismo necessário para obter estabilidade financeira na zona do euro."

Uma auditoria divulgada na quinta-feira mostrou que os bancos espanhóis precisariam de até 62 bilhões de euros em capital extra para enfrentar as circunstâncias adversas.

(Reportagem adicional de Stephen Mangan em Londres)

http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE85L05920120622?sp=true

 

Demarchi

O PT/PSB em Pernambuco se agrava. O PT acaba de convocar coletiva para anunciar entrega de cargos no governo Eduardo Campos.  O que eles esperam de Campos, se estão entre si em uma briga ferrenha ?

Acham que é papel do governador a esta altura das coisas tomar partido de algum dos lados e definitivamente entregar a prefeitura de Recife à direita?

PT convoca coletiva para anunciar entrega dos cargos no governo Eduardo CamposPOSTADO ÀS 16:44 EM 22 DE JUNHO DE 2012 

O presidente estadual do PT, Pedro Eugênio, deve condecer entrevista coletiva daqui a pouco, na sede estadual do partido, para comunicar oficialmente o rompimento com o governo Eduardo Campos, que decidiu lançar candidato próprio na disputa eleitoral deste ano, com a apresentação do nome do ex-secretário de Desenvolvimento Econômico Geraldo Júlio.

Os petistas informam que todos os cargos no governo Eduardo Campos serão entregues. No primeiro escalão do governo socialista, o PT controla pelo menos duas importantes secretarias, de Transportes (com Isaltino Nascimento) e de Cultura (com Fernando Duarte). O maior loetamento ocorre na Fundarpe.

Além do anúncio da debandada, existe a expectativa de que o presidente do PT divulgue um documento respondendo a carta do PSB apresentando Geraldo Júlio, nesta quinta, aos partidos da Frente Popular.

http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2012/06/22/pt_convoca_coletiva_para_anunciar_entrega_dos_cargos_no_governo_eduardo_campos_133108.php?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

 

Toni

O "republicano" governo de São Paulo:

do Estado

PARTIDOS22.junho.2012 16:40:49PF abre inquérito para investigar filiações tucanas

A Polícia Federal abriu um inquérito, de número 71/2012, para investigar suposto crime eleitoral nas filiações feitas pelo PSDB paulistano em bairros da zona leste da capital. A investigação foi aberta após publicação de reportagem feita pelo Estado em janeiro, segundo a qual a lista de filiados do partido continha pessoas que alegavam não ter conhecimento da vinculação partidária.

O inquérito foi instaurado a pedido do promotor eleitoral da 389ª zona eleitoral, Alfredo Mainardi Neto. O delegado responsável pelo caso, Fernando Reis, está colhendo depoimento de testemunhas.

Os advogados do PSDB municipal, que faz convenção no domingo para lançar José Serra como pré-candidato a prefeito, informaram que não foram notificados sobre o assunto.

--------------------------------------------------------

A Reportagem que gerou a investigação

'Filiados' tucanos desconhecem partidoMoradores de áreas de baixa renda de São Paulo citam entidades que distribuem leite como possíveis responsáveis por adesão ao PSDB

 

29 de janeiro de 2012 | 3h 03 DANIEL BRAMATTI, JULIA DUAILIBI - O Estado de S.Paulo

Entre os filiados tucanos aptos a votar nas prévias que definirão o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo há pessoas que sequer conhecem o partido e que dizem ter passado seus dados eleitorais a entidades das quais recebiam leite distribuído pelo governo estadual, administrado pela legenda. Até simpatizantes do PT estão na lista oficial tucana.

Ao entrar em contato com 40 integrantes da "base" do PSDB nas regiões leste e sul, áreas de baixa renda onde há concentração de "tucanos", o Estado encontrou moradores que ignoravam a condição de filiados.

Cinco mulheres da zona eleitoral Vila Jacuí apontaram entidades associadas ao programa Vivaleite, da Secretaria de Desenvolvimento Social do governo estadual, como possível explicação para seu vínculo com o partido.

Foram citadas a Associação para Qualificação Profissional e Social dos Moradores do Jardim Pedro Nunes (Aqualiprof), dirigida por Wellington Machado, presidente do diretório do PSDB da Vila Jacuí, e a Assocam, presidida por Idevanir Arcanjo de Souza, também filiado ao partido.

A Vila Jacuí - zona eleitoral com maior concentração de tucanos "de carteirinha", conforme mapeamento publicado pelo Estado na semana passada - é região de grande influência do vereador Adolfo Quintas (PSDB).

No final de 2009, o parlamentar participou de um evento de Natal com Idevanir na região onde foram feitas as filiações. Também há mensagem de Wellington Machado elogiando-o em site ligado ao partido. Nas prévias, Idevanir diz que irá apoiar o deputado Ricardo Tripoli. Machado declarou apoio ao secretário Bruno Covas (Meio Ambiente).

Mais de 20 mil pessoas poderão votar nas prévias, marcadas para março. Líderes tucanos temem que a filiação de pessoas sem vínculos com o partido favoreça determinado candidato - estão também na disputa os secretários Andrea Matarazzo (Cultura) e José Aníbal (Energia).

"Não sabia que estava filiada", disse Ana Luiza Miranda Berlink (leia depoimentos nesta página). "Mandaram um cartãozinho com uns folhetos. Como eu faço muito cadastro de casa própria, pensei que fosse isso. E meus filhos recebiam leite daquele programa. Pode ter sido alguma dessas vezes", declarou.

Outros dez eleitores se surpreenderam ao ser apontados como filiados. "Às vezes a gente preenche uma ficha e nem sabe o que é", disse Sandra Regina Militão da Silva, que vota no Itaim Paulista, no extremo leste.

Para o cientista político Celso Roma, a ausência de vínculo do PSDB com parte de seus próprios filiados está relacionada à origem da legenda. "É um partido de quadros, que concentra as decisões na cúpula e relega ao segundo plano a participação das bases", afirmou.

Alguns entrevistados atribuíram a terceiros a iniciativa de conectá-los ao PSDB. "Um amigo me filiou sem que eu soubesse", contou Emerson Saturnino.

Há relatos de filiações feitas por telefone ou internet, sem a assinatura do eleitor. Adélio Lopércio Barbosa disse que tentou se filiar ao PSDB em 2011, pela internet, mas desistiu ao saber que precisaria ir ao diretório para assinar uma ficha. Ficou surpreso ao saber que poderá votar nas prévias. "Não assinei nada, não sabia que tinham aceitado."

Daniela Lessa dos Santos, professora, conta ter se filiado por telefone: "Trabalho numa creche e um dos chefes vai se candidatar. Ligaram e perguntaram se queria". "Não assinei nada", diz.

O Estatuto do PSDB afirma que a filiação pode ser feita através de fichas ou "outros meios". O presidente municipal do partido, Julio Semeghini, disse que, nos últimos anos, apenas fichas de adesão assinadas têm sido aceitas pela legenda. A Justiça Eleitoral declarou que cabe ao partido controlar as filiações.

  

 

 

Gilberto .    @Gil17

  por que a demora para agir , desde janeiro é conhecido o fato , é possível terem eliminado evidências antes de investigação ?

 

Estádios novos, miséria antiga

 

Do Estado de S.Paulo - 22 de junho de 2012

Milton Hatoum

 

 

A arquibancada do Parque Amazonense era um treme-treme, o esqueleto de madeira podia desabar antes do primeiro gol, mesmo assim eu não perdia uma partida do clássico Rio Negro x Nacional. Quando chovia ou ventava, mangas maduras caíam na arquibancada e eram disputadas pelos torcedores. Como não havia drenagem no campo, a chuva torrencial transformava o gramado num parque aquático, o jogo era cancelado, e aproveitávamos para brincar na piscina formada pela natureza.

 

O Parque, situado num bairro humilde e arborizado de Manaus, era um dos destinos de quem gostava de futebol. No fim dos anos 60 foi construído o estádio Vivaldo Lima, vulgo Tartarugão, projetado por Severiano Mário Porto. Formado no Rio, esse arquiteto mineiro se mudou em 1966 para Manaus, onde viveu por mais de 30 anos. O projeto do Vivaldo Lima ganhou o prêmio Nacional de Arquitetura; outros projetos de Severiano foram premiados no Brasil e na Argentina.

Ele fez dezenas de projetos que, a meu ver, traduzem uma compreensão profunda de Manaus e da região amazônica. As soluções técnicas para proteção do sol e da chuva, o uso consciencioso da madeira na estrutura, janelas, portas, escadas e painéis, um sentido estético que integra a estrutura à fachada e ao espaço interior, tudo isso fez dos projetos desse mineiro-carioca-amazonense um lugar para se viver e trabalhar com conforto.

Inaugurado em abril de 1970, o Tartarugão chegou a receber mais de 50 mil torcedores em uma partida em 1980. Era um projeto grandioso, mas essa grandiosidade tinha fundamento: o arquiteto havia previsto, para as próximas três décadas, um crescimento demográfico incomum, explosivo de Manaus. Para os jogos da Copa do Mundo em 2014, o Tartarugão poderia ser restaurado e tornar-se um estádio perfeitamente adaptado aos torcedores amazonenses. Mas de nada adiantou o olhar visionário de Severiano Porto. O estádio foi demolido para dar lugar a uma obra gigantesca, caríssima, faraônica, com capacidade para 47 mil torcedores.

Destruir um patrimônio da arquitetura amazônica é um lance de extrema crueldade e ignorância. O que há por trás dessa crueldade e incultura? A ganância, a grana às pencas, o ouro sem mineração, sem esforço. O Tribunal de Contas da União já descobriu um superfaturamento na demolição do Vivaldo Lima e em todas as etapas da construção do novo estádio. Aos R$ 580 milhões do orçamento previsto, será acrescido um valor astronômico. Afora o superfaturamento e a demolição de uma obra premiada, há outra questão, demasiadamente humana: Manaus é uma das metrópoles brasileiras mais carentes de infraestrutura. Os serviços públicos são péssimos, na zona leste da cidade proliferam habitações precárias (eufemismo de favelas), a violência atinge níveis alarmantes. Depois da Copa, o novo estádio será um monumento vazio, ou um desperdício monumental. Quem paga a fatura (ou a superfatura) são os mais pobres, que necessitam de serviços públicos eficientes, e não de obras grandiosas.

Isso vale para Manaus e para as outras cidades que vão sediar os jogos da Copa. Vale para o Recife e Rio, e também para São Paulo, cuja prefeitura optou pela renúncia fiscal para ajudar a construir o tal do Itaquerão. E isso numa cidade em que faltam centenas de creches, mais de 1 milhão de habitantes sobrevivem em favelas e cortiços, milhões sofrem diariamente com a precariedade e o caos do transporte público.

Mas agora é tarde. Sim, impludam todos os estádios! Construam obras colossais e faturem montanhas de ouro! Superfaturem tudo: desde a demolição até a pintura dos camarotes da CBF e patrocinadores! Joguem no entulho e nos esgotos a céu aberto a dignidade e a esperança do povo brasileiro. Enterrem de uma vez por todas a promessa de cidadania! Caprichem na maquiagem urbana e escondam (pela milésima vez) a miséria brasileira, bem mais antiga que o futebol. E quando a multidão enfurecida cobrar a dignidade que lhe foi roubada, digam com um cinismo vil que se trata de uma massa de baderneiros e terroristas.

Digam qualquer mentira, mas aí talvez seja tarde. Ou tarde demais.

 

[Enquanto isso, no Egito, tudo muda para ficar no mesmo... Será que o povo vai permitir? A foto da manifestação da Irmandade Muçulmana mostra que não vai ser tão fácil a transição (vazia) para o mesmo estado.]

Ahmed Shafik é declarado vencedor no Egito ::. Ex-premiê no governo de Mubarak poderá ser nomeado presidente no próximo domingo, diz agência semi-oficial ::.
Estadão: 22 de junho de 2012 | 14h 06

  

Texto atualizado às 15h30

Partidários de Mohamed Mursi protestam - Bernat Armangue/APBernat Armangue/APPartidários de Mohamed Mursi protestam

CAIRO - O candidato dos militares Ahmed Shafik foi declarado nesta sexta-feira, 22, vencedor das eleições no Egito, de acordo com a CNN. Shafik poderá ser oficialmente nomeado no domingo, de acordo com a rede de TV, que cita como fonte a agência de notícias semi-oficial do Egito Al Ahram.

Veja também:

link Human Rights Watch critica excesso de poder da Junta Militar do Egito

link Islamitas egípcios fazem protesto contra militares na praça Tahrir

O Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito criticou o anúncio não oficial do resultado das eleições no país e afirmou que atuará com "firmeza" contra qualquer ataque ao que for de interesse público. De acordo com a nota, o anúncio causou tensão nas ruas.

Com informações da AFP

 

"Seja realista: exija o impossível"

UFSCAR LANÇA SOFTWARE PARA TEVÊ INTERATIVAAparato permite exibir na web programas multimídia interativos produzidos para tevê digitalpublicado em 18/06/2012 19:01 | Da Redação

O Departamento de Computação (DC) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) lançou nesta segunda-feira (18) um software inovador para tevê interativa que permite a exibição de programas multimídia interativos produzidos para tevê digital ou IPTV (tevê sobre IP) na web, tablets e smartphones.
O equipamento faz parte dos diversos resultados de projetos em tevê Interativa fomentados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Rede Nacional de Ensino (RNP), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior  (Capes) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e  Tecnológico (CNPq).,
O software já foi testado com sucesso em dispositivos iPad, iPhone,  tablets e smartphones Android, além dos navegadores Chrome, Firefox e  Opera, em sistemas Windows, Linux e Mac OSX. Com WebNCL, as emissoras de tevê podem disponibilizar na web os mesmos programas e comerciais interativos produzidos para difusão.

 

http://www.portalk3.com.br/Artigo/tecnologia/ufscar-lanca-software-inovador-para-tv-interativa

 

DILMA APARECE COMO 'SENHORA DOS ANÉIS' EM CAMPANHA

'O poder de salvar o planeta está em suas mãos', diz o anúncio

DILMA Senhora dos Anéis

ONG quer chamar a atenção para papel da presidente para pedir o fim do subsídio aos combustíveis fósseis

Estadao.com.br - 22 de junho de 2012 | 14h 21 - http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,dilma-aparece-como-senhora-dos-aneis-em-campanha,890086,0.htm

A ONG Avaaz, uma organização que conta com 15 milhões de membros no mundo, publica na edição do jornal Financial Times desta sexta-feira, 22, um anúncio em que a presidente Dilma aparece como "Senhora dos Anéis". Na imagem, ela está ao lado de líderes como os presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, e Vladimir Putin, da Rússia e do primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron.

O objetivo da mensagem é chamar a atenção para o papel central da presidente na Rio+20 e pedir o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis. A organização pede mais investimentos em energia limpa até 2015.

Segundo a Avaaz, os negociadores elaboraram um texto 'perigosamente fraco', sem compromissos ou prazos. Dilma, anfitriã do encontro, tem o poder de reabrir discussões", diz a ONG.

"A presidente Dilma é a única mulher que pode fazer a ponte entre países desenvolvidos e subdesenvovidos para conduzir o mundo para longe da dependência dos combustíveis fósseis. Dilma ficará com as pessoas ou com os poluidores?', diz Ricken Patel, diretor executivo da Avaaz.

 

Hey You !

[No Paraguai um golpe branco, na Bolívia motim de policiais. Pode não ter nada a ver, mas é bom observar.]

Policiais fazem motim por aumento de salário na Bolívia ::.
Saques e protestos se espalharam pelo país e unidades foram tomadas; Palácio Presidencial em La Paz mantém portas fechadas

iG São Paulo | 22/06/2012 15:39:28

 

Um motim de policiais de baixa patente, exigindo aumentos salariais do presidente Evo Morales, se estendeu nesta sexta-feira a cerca de 20 unidades e quartéis da Bolívia, enquanto os revoltosos saqueavam seus próprios locais de trabalho a uma quadra do Palácio Presidencial.

Diplomacia: Presidente do Irã se reúne com Evo na Bolívia antes de participar da Rio+20

Os militares tomaram à força na quinta-feira a Unidade Tática de Operações Especiais e outras oito unidades em todo o país, e nesta sexta-feira saquearam dois gabinetes da instituição a uma quadra da Praça de Armas, onde estão situados os gabinetes do presidente Morales.

APPoliciais protestam por maiores salários queimando documentos do lado de fora de um escritório da polícia em La Paz

O presidente estava em seu gabinete durante os incidentes, havia informado mais cedo a direção de comunicação presidencial, realizando uma reunião com um sindicato de mineradores privados, já que o conflito policial estava sob a atenção do ministro do Interior, Carlos Romero.

As portas do palácio presidencial estão fechadas e em seu interior a segurança está a cargo de militares fortemente armados, segundo a agência France Presse, e não houve nenhuma reação oficial sobre os graves incidentes.

Leia também:

Os policiais exigem um salário mínimo de 2 mil bolivianos (cerca de U$S 287, quase 70% mais em comparação com o que recebem), uma aposentadoria com 100% de seus salários e a anulação de uma lei que os proíbe de opinar publicamente.

De acordo com o jornal boliviano La Razón, o presidente da Associação Nacional de Suboficiais, Sargentos, Classes e Policiais (Anssclapol), Edgar Ramos, anunciou na manhã desta sexta-feira que o setor negou a proposta do governo sobre um benefício mensal de 200 bolivianos para solucionar o conflito.

“Rechaçamos a proposta do governo e agora informarei às bases para que tomem outras unidades”, disse Ramos ao sair da reunião com o Comando Nacional da Polícia.

Capital

A violência em La Paz começou cedo nesta sexta-feira, quando cerca de 200 policiais, à paisana e com os rostos cobertos, atacaram com fúria a Direção Nacional de Inteligência, onde também se encontra o Tribunal Disciplinar da Polícia, a uma quadra da Praça de Armas.

"Motim, motim, motim policial!", gritaram os policiais, que retiraram do local principalmente documentos, móveis, computadores e até bandeiras e os queimaram nos arredores das duas unidades policiais.

A fúria aumentou quando no interior do Tribunal Disciplinar foram encontradas centenas de latas de cerveja, que também foram destruídas. "Aqui os chefes policiais bebem, mas nos punem quando apenas chegamos com bafo (de álcool no hálito)", disse um policial.

"Não temos medo, não temos medo!", gritavam os policiais à paisana, que agrediam qualquer pessoa de quem desconfiassem, inclusive verbalmente os jornalistas mobilizados no local.

O motim e a tomada de quartéis e comandos policiais se estenderam para nove das dez principais cidades do país:La Paz, Oruro, Cochabamba, Santa Cruz, Potosí, Tarija, Sucre, Trinidad e Cobija. Apenas El Alto, vizinha aLa Paz, aparentava normalidade.

"O protesto é em todo o país, estamos aquartelados e em vigília, até que o governo nos ouça", afirmou o sargento Omar Huayllana, líder dos policiais de baixa patente de Cochabamba.

Prisões

A situação era mais tensa nas prisões de La Paz e Santa Cruz, onde centenas de militares, embora não estejam amotinados, permanecem em vigília, fechando as portas de entrada para impedir a visita dos familiares aos presos.

Após protestos: Bolívia coloca militares nas ruas para combater crime

Não há vigilância policial nas principais ruas da Bolívia, embora eles tampouco tenham deixado desguarnecidas as unidades bancárias, onde o atendimento ao público foi normal.

Os conflitos tiveram início na quinta-feira, quando cerca de 50 esposas de policiais iniciaram uma greve de fome, apoiando as exigências de seus cônjuges.

Nenhuma autoridade do Poder Executivo saiu para dar uma posição pública e, e apenas o comandante nacional da Polícia, coronel Víctor Maldonado, se pronunciou. "Estamos pedindo calma a nossos irmãos camaradas, porque há avanços no diálogo", informou Maldonado, que disse que foi aberta uma mesa de diálogo com o sindicato de sargentos, embora não tenha fornecido detalhes das negociações.

*Com AFP e AP

 

"Seja realista: exija o impossível"

do iG

Acidente deixa ao menos dois mortos em obra do Metrô em São PauloGrua caiu em obra do Metrô na região da avenida Ibirapuera, em Moema, na zona sul da capital paulista

iG São Paulo | 22/06/2012 14:35:30 - Atualizada às 22/06/2012 14:42:56

  •  

Texto:

Pelo menos duas pessoas morreram e cinco ficaram feridas após a queda de uma grua em uma obra da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) na região da avenida Ibirapuera, em Moema, na zona sul da capital paulista.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, 14 agentes estão trabalhando do atendimento da ocorrência. Não há confirmação se as vítimas são operários que trabalhavam na obra ou pessoas que passavam pela região.

A Polícia Militar (PM) informou que recebeu o chamado para atender a ocorrência às 12h57 e o helicóptero Águia foi direcionado para o local e fez o resgate de uma pessoa

 

 mal contada a história , e pouco provável acidente com transeuntes , mais provável e operário trabalhando irregularmente sem registro em carteira. qual o sentido de passar informação deste geito ?

 

Nassif, hoje mais uma empresa brasileira vai para controle estrangeiro, e não consigo deixar de lembrar do amigo Raí...


Casino assume comando do Pão de Açúcar nesta sexta-feira
Após assembleias durante o dia, oficialização deverá ser anunciada.
Novo conselho terá 8 membros do Casino, 3 de Diniz e 4 independentes.

 

Nesta sexta-feira (22), termina o prazo para que o empresário Abilio Diniz passe o comando societário do Grupo Pão de Açúcar para grupo francês Casino, que comprou em 2005 o direito a ter o controle da companhia brasileira a partir deste ano.

Às 9h, teve início a assembleia extraordinária por meio da qual será nomeado o presidente do Conselho de Administração da Wilkes, posição para a qual o Casino indicou seu presidente-executivo, Jean Charles Naouri. Hoje, o cargo é ocupado por Diniz.

Mais tarde, às 14h, em nova assembleia, deverá ser definida a troca da composição do Conselho de Administração. O Casino havia indicado, no início de junho, os nomes de Eleazar de Carvalho Filho, Luiz Augusto de Castro Neves e Roberto Oliveira de Lima para compor o Conselho da varejista.

Na nova composição, haverá, no total, oito representantes do Casino, três de Abilio Diniz e quatro independentes. Apesar de ter participação menor no conselho, Diniz seguirá como presidente.

Em março, o varejista francês Casino informou que havia enviado uma notificação ao empresário brasileiro Abilio Diniz sobre a decisão de exercer o direito de nomear o presidente do Conselho de Administração da Wilkes, holding de controle do Grupo Pão de Açúcar (GPA) - dando início aos procedimentos para tornar-se o único acionista controlador do grupo Pão de Açúcar no Brasil.

Vitórias e derrotas
O grupo francês conseguiu em julho do ano passado derrotar Abilio Diniz e seu rival Carrefour, que desejavam uma fusão das atividades das empresas no Brasil. O Carrefour anunciou na ocasião ter recebido uma proposta da empresa brasileira Gama, controlada pelo fundo BTG Pactual, supostamente com o apoio financeiro do BNDES, para criar uma coempresa com as atividades locais do Carrefour e GPA.

A fusão criaria um gigante brasileiro do setor de distribuição, com vendas anuais de 40 bilhões de dólares. Mas o conselho de administração do Casino rejeitou a oferta de fusão e o BNDES não confirmou o apoio, o que impediu o avanço do projeto de fusão.

Na ocasião, o Casino argumentou que a fusão teria o objetivo de impedir que o grupo assumisse o controle do Pão de Açúcar em 2012, como prevê acordos assinado em 2005.

do G1

 

"[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]" - Mia Couto

da Carta Capital

Mino CartaEditorial22.06.2012 10:11



Lamentáveis peculiaridades

Raro exemplo. Erundina, honrada e coerente. Foto: André Dusek/AE

 

 

Se Paulo Maluf fosse de outra terra, já estaria há tempo na cadeia, ou teria sido trucidado pela turba enfurecida, ou teria sido pendurado de cabeça para baixo em uma bomba de gasolina. Ou teria sofrido, na melhor das hipóteses para ele, o ostracismo político. Paulo Maluf é, porém, brasileiro. E de cadeia para ricos e de turba enfurecida, nem sombra.

O Brasil é bastante peculiar, como alguns sabem, outros fingem não saber e outros mais simplesmente ignoram porque vivem no Limbo. A sociedade nativa não prima pelo caráter e não cultiva a memória. Refiro-me aos brasileiros que poderiam e deveriam ter a consciência da cidadania. O Brasil é o país onde uma Lei da Anistia imposta manu militari pela ditadura continua em vigor, embora acreditemos usufruir de uma democracia plena.

É apenas um exemplo do nosso atraso político, cívico, cultural, moral. O Brasil é o país onde um oligarca como José Sarney, feudatário do estado mais infeliz da Federação, pode tornar-se presidente da República. E é o país onde, diante da indiferença geral, 50 mil conterrâneos são assassinados anualmente e 64% da população não conta com saneamento básico. E é o país onde a casa-grande e a senzala ainda estão de pé e, embora dono do sexto PIB do mundo, ombreia-se com as mais miseráveis nações africanas em matéria de péssima distribuição de renda.

O Brasil é também o país onde pululam os políticos corruptos, prontos a entender que o poder lhes entrega o bem público qual fosse privado, e onde os partidos nunca deixaram de ser clubes recreativos de grupelhos de senhores dispostos a funcionar como bandeirolas. Houve, por algum tempo, uma exceção, o Partido dos Trabalhadores, nascido à sombra do sindicalismo liderado por um certo Luiz Inácio da Silva, dito Lula. Partia de uma plataforma radical e seu ideólogo chamava-se, pasmem, Francisco Weffort.

Até aqui, coisas do Brasil. Peculiaridades. A situação evoluiu. Enquanto Weffort aderia à sua verdadeira natureza e alegremente tucanava, o PT ganhava contornos mais contemporâneos para assumir a linha de um partido de esquerda afinado com os tempos. Depois de três tentativas frustradas de chegar à Presidência, Lula, enfim no sobrenome, emplacou a quarta. O PT, contudo, revelou outra face e no poder portou-se como os demais que o precederam. Nos últimos dez anos, o Brasil deu importantes passos à frente, tanto do ponto de vista social quanto na independência da sua política exterior, mas não os devemos ao PT e sim a Lula e agora a Dilma Rousseff.

Nada de surpresas. A atuação de um líder no Brasil sempre foi mais determinante do que a de um partido ou de uma ideologia. De resto, a população está acostumada a votar naqueles, autênticos ou falsos, em lugar deste e muito menos desta. Peculiaridades. Grandes e tradicionais partidos, obviamente estrangeiros, cuidaram sempre de manter constante contato com os eleitores para convencê-los, tempo adentro, da qualidade das suas propostas e da validade da sua linha política. Setores da Igreja Católica realizaram esse gênero de aproximação em tempos da ditadura e mostraram em vão o caminho, sem imaginar que viria João Paulo II. Hoje contamos com a ação capilar e exitosa das confissões evangélicas, visceralmente desinteressadas em doutrinação política. Muito bem-sucedidas, no entanto. Nada parecido o PT soube ou quis realizar.

Isso tudo explica inclusive como e por que o Brasil é ingovernável sem que alianças de ocasiões sejam seladas ao sabor do oportunismo contingente. As agremiações políticas lembram-se dos eleitores somente às vésperas do pleito e a combinação que resulta está longe do ideal, infinitamente longe. Observem o comportamento mais recente da bandeirola Maluf. Apoiou Marta Suplicy contra José Serra em 2004 na eleição à prefeitura paulistana. Apoiou Serra em 2010 contra Dilma na eleição presidencial e logo bandeou seu PP para a base de sustentação do governo. Agora posta-se ao lado do candidato Fernando Haddad depois de ter ameaçado apoiar novamente Serra.

Nefandas peculiaridades, tradicionais. Parece, no entanto, que outra está em xeque, aquela que periodicamente conclama à chamada “conciliação das elites”. Claro está que Lula enxerga no pleito municipal da maior cidade do País um embate decisivo para os destinos da guerra contra a reação, tão bem representada pela candidatura de José Serra e pela mídia nativa. Neste sentido, tranca-se a porta da conciliação, e Lula e Dilma confirmam escapar à regra.

No confronto paulistano, CartaCapital escolhe Haddad. Entende e louva, entretanto, a atitude de Luiza Erundina, honrada, coerente, rara personagem em meio às peculiaridades, assim como lamenta o aperto de mão de Lula com Maluf à sombra da coleção de porcelana da Companhia das Índias que decora a mansão (esta sim, mansão, prezados perdigueiros da informação) do único político brasileiro procurado pela Interpol, com lugar de honra no hall of fame da corrupção, organizado pelo Banco Mundial.

Resta ver qual é o limite do pragmatismo desta nossa peculiar realpolitik. No caso, dói engoli-la.

 

Gilberto .    @Gil17

22/06/2012 - 12h31 - No UOL


 


Produção industrial cresce em maio, segundo CNI
 

PRISCILLA OLIVEIRA
DE BRASÍLIA


 


A produção industrial registrou leve alta em maio, segundo a sondagem da CNI (Confederação Nacional da Indústria). O índice de atividade subiu de 45,3 em abril para 51,6 no mês passado. Na sondagem, que varia de 0 a 100 pontos, níveis acima de 50 significam crescimento.


A produção foi puxada pelo setor extrativo, que registrou 54,4 pontos e compensou a estagnação da indústria de transformação, cujo índice foi de 50,4 pontos. Segundo a CNI, dos 28 setores da indústria de transformação, 15 registraram queda na produção em maio comparativamente a abril.


Para a entidade, o cenário ainda é de desaquecimento. "Mesmo com um pequeno crescimento na atividade, concentrado na indústria extrativa e nas grandes empresas, a utilização da capacidade instalada está baixa e os estoques estão aumentando", explica o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca


A indústria operou em média com 73% da sua capacidade de produção, o chamado UCI (Utilização da Capacidade Instalada). O nível é superior ao registrado em abril (71%), mas ainda está abaixo (74%) do mesmo período do ano passado.


Em relação ao número de empregados na indústria a pesquisa revelou que houve queda pelos segundo mês consecutivo. Em maio o índice ficou em 48,7 pontos causando preocupação no setor. "Isso preocupa, porque na medida em que o emprego industrial recua, há uma sinalização ruim para o resto da economia e a confiança baixa", assinalou em nota gerente-executivo da CNI.


A pesquisa Sondagem Industrial foi realizada com 2.010 empresas entre os dias 1º e 18 últimos, das quais 699 de pequeno porte, 790 médias e 521 grandes.


 

 

Aécio e Newton juntos. Mas sem fotografias...Aécio e Newton juntos. Mas sem fotografias...Foto: Edição/247

MUDANÇA EM CONTAGEM, TERCEIRO MAIOR COLÉGIO ELEITORAL MINEIRO: O POLÊMICO EX-GOVERNADOR NEWTON CARDOSO (PMDB) ABANDONA A CANDIDATURA DO PC DO B E FECHA COM OS TUCANOS. ACORDO FOI FECHADO COM DANILO DE CASTRO, ARTICULADOR POLÍTICO DE AÉCIO NEVES EM MINAS. PRECAVIDAS, PORÉM, AS PARTES NÃO REPETEM O ERRO DE LULA COM O TAMBÉM POLÊMICO MALUF, E NÃO POSAM PARA FOTOS

21 de Junho de 2012 às 20:55

Minas 247 - Uma mudança que altera o quadro das eleições deste ano em Contagem e, de quebra, em toda Minas Gerais. O polêmico ex-governador de Minas Newton Cardoso está muito próximo de fechar apoio ao candidato do PSDB na cidade. A aliança, se confirmada, é surpreendente, já que Newton caminhava para fechar apoio ao PCdoB. Além disso, o ex-governador mineiro é inimigo político - ou era - do atual senador Aécio Neves, maior liderança dos tucanos em Minas Gerais. Precavidas, porém, as duas partes evitam repetir o erro cometido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao fechar o apoio do igualmente polêmico Paulo Maluf em São Paulo: nada de fotografias.

O acordo ainda não foi fechado oficialmente, pois ainda depende de entendimentos maiores entre as cúpulas dos dois partidos em Contagem e, sobretudo, em Minas Gerais.

Mas o 247 apurou que as conversas entre as partes ganharam intensidade nos últimos dias e praticamente chegaram a um denominador comum. Newton, que até há poucos dias estava muito próximo a fechar apoio ao candidato do PCdoB, o deputado estadual Carlin Moura - indicaria o seu filho, o empresário Newton Júnior, como vice -, acertou estar ao lado do ex-inimigo político local Ademir Lucas (PSDB).

O acerto entre as partes ocorreu no último fim de semana. O atual secretário de governo na gestão Antonio Anastasia (PSDB) e braço-direito do senador Aécio Neves, Danilo de Castro, fez as partes dos tucanos na conversa. O próprio Newton falou pelos peemedebistas. Os dois foram vistos juntos na casa do ex-governador mineiro, que também já foi prefeito de Contagem, terceiro maior colégio eleitoral do estado (disputa em quase igualdade a segunda posição com Uberlândia, no Triângulo Mineiro), com quase 500 mil eleitores.

Perguntado pelo 247 sobre o assunto, o deputado estadual Carlin Moura confirmou a perda do seu quase aliado nas eleições. “A única coisa que sei é que o Newton me informou, de repente, que não daria para conversar mais sobre o apoio porque a tendência seria pelo apoio ao PSDB”, diz o deputado, que figura em segundo lugar nas últimas pesquisas eleitorais - em primeiro está o próprio Ademir Lucas.

O apoio de Newton Cardoso divide opiniões. Ele é interessante aos políticos locais devido ao peso do PMDB e também pela questão financeira na campanha - o ex-governador e atual deputado federal é muito rico. Além do mais, o apoio peemedebista renderia preciosos minutos na propaganda eleitoral da TV - não se sabe ainda, contudo, se Contagem terá o horário gratuito próprio ou apenas repetirá o de Belo Horizonte.

Por outro lado, a figura de Newton desperta muita rejeição no eleitorado. Em 2002, ele tentou voltar ao Palácio da Liberdade, mas não chegou sequer ao segundo turno - foi derrotado, inclusive, pelo próprio Aécio Neves, a quem desferiu pesados ataques naquela campanha. Quatro anos depois, tentou o Senado, mas foi igualmente derrotado, desta vez por Eliseu Rezende. O deputado peemedebista também sofre com frequentes denúncias de corrupção. Segundo levantamento feito em 2009 pelo O Globo, seu patrimônio inclui mais de 100 fazendas, aviões, imóveis, contas em paraísos fiscais e até um hotel em Paris.

 

http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/65980/A%C3%A9cio-e-Newton-juntos-Mas-sem-fotografias.htm

 

10. Lula e FHC enterram a repercussão da aliança entre PT e Maluf

A repercussão final da aliança entre o PT e o PP, dos ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado federal Paulo Maluf (SP), respectivamente, ganhou ...

9. Impeachment é "assalto à democracia", diz ministro de Lugo

Em entrevista exclusiva à Rádio Brasil Atual, autoridade paraguaia afirma que imprensa do país estimula ambiente de violência

8. CPI do Cachoeira tem acesso à integra das gravações da Polícia ...

Assuntos relacionados: dci, cpi do cachoeira, polícia federal, carlinhos ... a ligação do contraventor Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados.

7. BC reduz projeção de déficit em conta corrente para 2012

O Banco Central reduziu a previsão para o déficit em transações correntes em 2012 de US$ 68 bilhões para US$ 56 bilhões. A mudança foi anunciada na nota do setor externo divulgada na manhã desta sexta-feira pela autoridade monetária. Entre as causas ...

6. HTC encerra operações no Brasil - Computerworld

População no País era baixa, além dos orçamentos para ações de marketing serem pequenos. Na maioria das operadoras o share já era praticamente insignificante. A empresa High Tech Computer Corporatio, conhecida como HTC, fabricante taiwanesa de ...

5. Relator da CPI tem acesso a novas escutas

O relator da CPI do Cachoeira, depudado federal Odair Cunha (PT), esteve na Justiça Federal em Goiânia, na noite desta sexta-feira (21). Ele saiu de lá com um envelope sigiloso, contendo transcrições de novas escutas da Operação Monte Carlo.

4. Paraguai: movimentos sociais ocupam capital em defesa de Lugo

Para camponeses, deputados que querem cassar presidente do Paraguai não passam de golpistas

3. CPMI recebe gravações que podem revelar novos envolvidos com ...

O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, ... com o esquema montado por Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

2. Moody’s rebaixa 15 maiores bancos globais

Citigroup, Deutsche Bank, Crédit Suisse e Morgan Stanley fazem parte da lista. Decisão deve levar ainda mais nervosismo aos mercados

1. UE: Imposto sobre transações financeiras na agenda do Ecofin - Diário Digital

Os ministros das Finanças da União Europeia reúnem-se hoje, no Luxemburgo, num encontro que deve ser dominado pelo projeto de um imposto sobre as transações financeiras, após a crise na zona euro ter sido analisada no Eurogrupo da véspera.

 

http://www.cloudnews.com.br


 

Artigo de Mauro Santayana:

 Coisas da Política

Hoje às 06h12

A crise no Paraguai e a estabilidade continental Jornal do BrasilMauro Santayana +A-AImprimir

PUBLICIDADE

Toda unanimidade é burra, dizia o filósofo nacional Nelson Rodrigues. Toda unanimidade é suspeita, recomenda a lucidez política. A unanimidade da Câmara dos Deputados do Paraguai, em promover o processo de impeachment contra o presidente Lugo, seria  fenômeno político surpreendente, mas não preocupador se não estivesse relacionado com os últimos fatos no continente.

Na Argentina, a presidente Cristina Kirchner enfrenta uma greve de caminhoneiros, em tudo por tudo semelhante à que, em 1973, iniciou o processo que levaria o presidente Salvador Allende à morte e ao regime nauseabundo de Augusto Pinochet. Hoje, todos nós sabemos de onde partiu o movimento. Não partiu das estradas chilenas, mas das maquinações do Pentágono e da CIA. Uma greve de caminhoneiros paralisa o país, leva à escassez de alimentos e de combustíveis, enfim, ao caos e à anarquia. A História demonstra que as grandes tragédias políticas e militares nascem da ação de provocadores.

 As grandes tragédias políticas e militares nascem da ação de provocadores 

O Paraguai, neste momento, faz o papel do jabuti da fábula maranhense de Vitorino Freire. Ele é um bicho sem garras e sem mobilidade das patas que o faça um animal arbóreo. Não dispõe de unhas poderosas, como a preguiça, nem de habilidades acrobáticas, como os macacos. Quando encontrarmos um quelônio na forquilha é porque alguém o colocou ali.

No caso, foram o latifúndio paraguaio — não importa quem disparou as armas — e os interesses norte-americanos. Com o golpe, os ianques pretendem puxar o Paraguai para a costa do Pacífico, incluí-lo no arco que se fecha, de Washington a Santiago, sobre o Brasil.  Repete-se, no Paraguai, o que já conhecemos, com a aliança dos interesses externos com o que de pior há no interior dos países que buscam a igualdade social. Isso ocorreu em 1954, contra Vargas, e, dez anos depois, com o golpe militar.

Não podemos, nem devemos, nos meter nos assuntos internos do Paraguai, mas não podemos admitir que o que ali ocorra venha a perturbar os nossos atos soberanos, entre eles os  compromissos com o Mercosul e com a Unasul. Mais ainda: em consequência de uma decisão estratégica equivocada do regime militar, estamos unidos ao Paraguai pela Hidrelétrica de Itaipu. O lago e a usina, sendo de propriedade binacional, se encontram sob uma soberania compartida, o que nos autoriza e nos obriga a defender sua incolumidade e o seu funcionamento, com todos os recursos de que dispusermos.

Esse é um aspecto do problema. O outro, tão grave quanto esse, é o da miséria, naquele país e em outros, bem como em bolsões no próprio território brasileiro. Lugo pode ter, e tem, todos os defeitos, mas foi eleito pela maioria do povo paraguaio. Como costuma ocorrer na América Latina, o povo concentrou seu interesse na eleição do presidente, enquanto as oligarquias cuidaram de construir um Parlamento reacionário. Assim, ele nunca dispôs de maioria no Congresso, e não conseguiu realizar as reformas prometidas em campanha.

Lugo tem procurado, sem êxito, resolver os graves problemas da desigualdade, da qual se nutriram líderes como Morínigo e ditadores como Stroessner. Por outro lado, o Parlamento está  claramente alinhado aos Estados Unidos — de tal forma que, até agora, não admitiu a entrada da Venezuela no Tratado do Mercosul.

O problema paraguaio é um teste político para a Unasul e o conjunto de nações do continente. As primeiras manifestações  —  entre elas, a da OEA  —  são as de que não devemos admitir golpes de Estado em nossos países. Estamos, a duras penas, construindo sistemas democráticos, de acordo com constituições republicanas, e eleições livres e periódicas.

Não podemos, mais uma vez, interromper esse processo a fim de satisfazer aos interesses geopolíticos dos Estados Unidos, associados à ganância do sistema financeiro internacional e das corporações multinacionais, sob a bandeira do neoliberalismo.

Os incidentes na fronteira do Paraguai com o Brasil, no choque entre a polícia e os camponeses que ocupavam uma fazenda de um dos homens mais ricos do Paraguai, Blas Riquelme, são o resultado da brutal desigualdade social naquele país. Como outros privilegiados paraguaios, ele recebeu terras quase de graça, durante o governo corrupto e ditatorial de Stroessner e de seus sucessores.

Entre os sem-terra paraguaios, que entraram na gleba, estavam antigos moradores na área, que buscavam recuperar seus lotes. Muitos deles pertencem a famílias que ali viviam há mais de cem anos,  e foram desalojados depois da transferência ilegítima da propriedade para o político liberal. E há, ainda, uma ardilosa inversão da verdade.

A ação policial contra os camponeses era, e é, de interesse dos oligarcas da oposição a Lugo, mas eles dela se servem para acusar o presidente de responsável direto pelos incidentes e iniciar o processo de impeachment. É o cinismo dos tartufos, semelhante ao dos moralistasdo Congresso brasileiro, de que é caso exemplar um senador de Goiás.

 Tudo pode ocorrer no Paraguai  —  e o que ali ocorrer nos afeta 

Quando encerrávamos estas notas, a comissão de chanceleres da Unasul, chefiada pelo brasileiro Antonio Patriota, estava embarcando para Assunção a fim de acompanhar os fatos. Notícias do Paraguai davam conta de que os chanceleres não serão bem recebidos pelos que armaram o golpe parlamentar contra Lugo, e que se apressam para tornar o fato consumado  —  enquanto colunas do povo afluem do interior para Assunção a fim de defenderem o que resta do mandato de Lugo.

Tudo pode ocorrer no Paraguai  —  e o que ali ocorrer nos afeta;  obriga-nos a tomar todas as providências necessárias a fim de preservar a nossa soberania, e assegurar o respeito à democracia republicana no continente.

http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2012/06/22/a-crise-no-paraguai-e-a-estabilidade-continental/  

 

Como estamos em meio a um Golpe de Estado no Paraguai e à espera de uma decisão do Equador quanto ao asilo a Assange, segue entrevista com o Correa feita em 2010, 1 mês depois da tentativa de golpe que por muito pouco não o assassinou. Segue também mini-documentário (vídeo) da tentativa de Golpe no Equador em set/2010.

http://www.dhi.uem.br/labtempo/index.php?option=com_content&view=article&id=140%3Atodos-os-quadros-de-inteligencia-trabalhavam-para-a-cia&catid=1%3Alabtempo&Itemid=61

----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Todos os quadros de inteligência trabalhavam para a CIA

 Em entrevista, o presidente Rafael Correa conta, em detalhes, como foi a tentativa de golpe levada a cabo em 30 de setembro

 27/10/2010 Blanche Petrich

La Jornada

 O presidente Rafael Correa chega com um pouco de atraso a seu escritório no Palácio de Carondelet, onde havia marcado com o La Jornada, porque tinha ido visitar, no hospital infantil, um menino de 11 anos que, no dia 30 de setembro, entre o caos e a violência desatada, recebeu um disparo de bala expansiva na perna. O menino sofreu duas paradas cardíacas, mas, finalmente, quase um mês depois dos acontecimentos, se restabelece satisfatoriamente.

 Durante a entrevista, Correa se expressa, algumas vezes, com uma franqueza pouco comum em chefes de Estado: “estamos cegos, zerados, em matéria de inteligência para a segurança interna”. Mostra-se indignado com os setores que participaram na conspiração, incluídas as organizações indígenas que, diz ele, agora fazem política em aliança com a oposição de direita. E cauteloso antes de avalizar a lealdade das Forças Armadas a seu governo: “se portaram profissionalmente. Não todos, mas em geral. Lá também há infiltração”. Leia, a seguir, a entrevista:

 Depois do golpe contra Manuel Zelaya, em Honduras, o senhor declarou: “eu sou o próximo”. Quais sinais o senhor via na ocasião?

Rafael Correa – Desde o primeiro dia de meu governo, vivemos uma conspiração permanente, como todos os governos da mudança na América Latina. Que casualidade que fomos nós – Venezuela, em 2002; Bolívia, em 2008; Honduras, em 2009: e Equador, em 2010 – que sofremos tentativas de golpe. A possibilidade de que isso seja casualidade é nula. Por quê? Porque estamos mudando as coisas.

 Surpreende a forma com que o senhor reconhece que as estruturas de inteligência foram penetradas pela CIA.

É que isso é verdade. Quando cheguei ao governo, sinceramente, por minha origem acadêmica, esse tema não era sequer prioridade. Foi meu grande erro. O que me devolveu à realidade? O dia 1° de março de 2008, quando tivemos evidências de que as instâncias de segurança do Estado equatoriano tomaram conhecimento, com antecipação, do ataque colombiano a Angostura e não nos informaram. Avisaram a Embaixada dos Estados Unidos. Então, nos demos conta de que essas unidades recebiam recursos dos EUA. Formou-se uma comissão, que passou a investigar, e, entre suas recomendações, está o desmantelamento dessas instâncias. Temos evidências de que seu chefe, o coronel Mario Pazmiño, era funcionário da CIA. Quando o despedi e decidimos que nós que iríamos nomear a diretoria da unidade, a Embaixada dos EUA decidiu levar embora os equipamentos que havia doado. Mas os diretores não lhes deram apenas os equipamentos, suas caminhonetes, seus computadores, mas, também, a informação dos computadores! Veja que servilismo dessa gente.

 Qual o tamanho do estrago que foi feito na segurança interna?

Ficamos zerados. Todos os quadros de inteligência trabalhavam para a CIA. Tivemos que buscar quadros alternativos, algo que não se forma da noite para o dia. Em 2009, conseguimos aprovar a lei do sistema nacional de inteligência.

 Essa debilidade foi o que se manifestou no dia 30 de setembro?

Claro. Houve traição de certos setores de inteligência da polícia.

 E das Forças Armadas?

Também. O Partido Sociedad Patriótica esteve envolvido. Sua origem é militar. Há núcleos duros que, segundo consta no informe da Comissão da Verdade, atentaram contra os direitos humanos e se sentem identificados com esses partidos.

 Você confia na lealdade das Forças Armadas?

Bem, eles se portaram profissionalmente. Não todos. Em geral, eles têm uma gratidão por este governo, já que duplicamos seus salários, os equipamos. Quando chegamos, os encontramos em um estado de impotência. Apenas 7 mil policiais, de 42 mil, tinham armas. Os dotamos de patrulhas, munições, equipamentos de telecomunicações. O mesmo aconteceu na Força Aérea. No princípio, não tínhamos praticamente nada, nem helicópteros. Agora, já temos 14 Super Tucanos. Mas há grupos duros, com vinculação política, que não se interessam nem pela Força Aérea nem pela democracia, e sim por manter seus privilégios e condutas repressivas.

 Quais os mecanismos que a cidadania possui para se defender de conspirações desse tipo?

Nisso, Hugo Chávez e Evo Morales levam vantagem sobre nós. Chávez tem uma formação militar, conhece disso e transformou o imenso capital político que tem em estruturas organizadas. Evo vem dos movimentos sociais, de uma longa luta, e tem o apoio de todas essas bases. No Equador, o projeto da Alianza País [partido governista] é uma reação da cidadania diante de tanto desastre e saques. E, sinceramente, não sou especialista em questões militares o policiais. O desafio da revolução cidadã é transformar o apoio popular que temos em estruturas mobilizadas como a melhor maneira de dissuadir essas tentativas.

 O senhor vem da academia, mas da mão de um movimento popular. O Equador, nos anos 1990, foi pioneiro na participação do movimento indígena. Essa já não é a base de seu governo?

Temos o apoio de muitos movimentos sociais, mas, cuidado: tem-se usado muito o nome de movimento social. Agora, qualquer coisa é movimento social, quando muitos de seus dirigentes são, na verdade, políticos fracassados que perderam as eleições e fazem política a partir de suas estruturas, para impor sua agenda. Há um movimento social e indígena que está com o status quo, com a direita. Deve-se separar o joio do trigo. A senhora tem razão quando diz que o despertar do movimento indígena do Equador nos anos 1990 foi o movimento social mais importante da América Latina. E nós estamos com eles. Mas essa pureza inicial tem sido muito distorcida. Esse movimento fez um partido político, o Pachakutik. Sua diretoria está tomada por certos líderes que votam com a direita, e no dia 30 de setembro pediam a renúncia do presidente. É uma pena enorme. A Conaie e o Pachakutik perderam totalmente o norte.

 O primeiro pronunciamento do Conaie foi de rechaço ao golpe.

Depois se retrataram. Os assembleístas do Pachakutik estiveram e estão com os golpistas. Há alguns dias, Lourdes Tibán [uma das assembleístas do movimento] usou expressões muito grosseiras. Disse que se o presidente tivesse morrido, não seria por ser corajoso, e sim por ser imbecil. Seu irmão, por acaso, é policial, e está preso.

 O senhor descarta um reencontro com esses setores?

Não. Estou aberto a isso. Mas, atenção: movimento indígena como processo histórico de emancipação, nisso estamos totalmente de acordo. Nosso governo é dos indígenas. Nas eleições passadas, nossa maior votação foi na província de Embaburo, que tem a maior população indígena do país. Com os dirigentes da Conaie, com sua miopia, com as barbaridades que disseram – me chamaram de genocida, xenófobo, etnocida –, com eles, vai ser muito difícil.

 O senhor fala da penetração da CIA, mas não do governo estadunidense. Qual foi seu papel nesse episódio?

Como governo, eu acredito que os EUA, dessa vez, não intervieram. Não excluímos a participação de certos setores que atuam, inclusive, contra o presidente Barack Obama. Não tenho nenhuma prova, mas não excluo a possibilidade de que tenham intervindo de algum modo. Quem eu excluo, pela confiança que tenho neles, é Hillary Clinton e o presidente Obama.

 Então sua relação com Obama é de confiança?

Ele me ligou duas vezes depois do dia 30 de setembro. Muito cortês, preocupado pelo que se dizia em certas publicações. Assegurou-me que não teve nada a ver. Respondi-lhe que ele não tinha que me dar explicações. É uma boa pessoa, mas não conseguiu mudar a inércia de grande parte do aparato político dos EUA.

 A versão de que no dia 30 de setembro não houve uma tentativa de golpe encontrou muito eco. O que se pretende com a negação das evidências?

A ignorância da direita e de certos meios de comunicação é tal que nem sequer conhecem que uma das categorias básicas de sociologia política latino-americano diz que qualquer levante de força pública já é considerado um golpe de Estado. O que houve foi uma agenda política posta em marcha desde o momento em que eu cheguei ao Regimento Quito e cercaram a caravana presidencial. Lá estava o lugar-tenente do coronel Lucio Gutiérrez [ex-presidente golpista e derrocado ao mesmo tempo, fundador do partido opositor Sociedad Patriótica], Fidel Araujo, com colete à prova de balas, dirigindo a operação [Araujo foi detido sem direito a fiança no dia 5 de outubro]. Em suas declarações, ele disse que estava lá porque havia ido visitar sua mamãezinha, que estava perto.

 Por que essa estratégia?

Porque tentam nos desacreditar. Negam a tentativa de assassinato, que estive sequestrado. Aí estão as provas, os mortos, os registros das telecomunicações das rádio-patrulhas com a ordem “matem o Correa”. Em um protesto policial por melhorias salariais, você tenta tomar as antenas de televisão, a televisão oficial, você fecha o aeroporto? Acho que, com essas mentiras, estão caindo no ridículo. Enfim.

 Esses dias, a propósito do plano B, o do magnicídio, há quem tenha lembrado o livro La hoguera bárbara, sobre o brutal assassinato, há um século, de Eloy Alfaro.

Não vou me comparar a Eloy Alfaro, o único que fez uma verdadeira revolução neste país e que, para nós, é uma inspiração. Mas isso que aconteceu no dia 30 de setembro teve, sim, muito de bárbaro. Vim de uma visita a um menino que, a três quarteirões daqui, foi ferido nesse dia. Esses desalmados deram 17 tiros numa ambulância, feriram o motorista e o assistente, e, nisso, uma bala atravessou a perna do menor.

 O que passou pela sua cabeça? Achou realmente que poderia morrer?

Sim, claro. Não em um, mas em vários momentos. Agora, sei que, quando me levavam ao hospital, entre os gases e os sublevados que me batiam, o diretor do Hospital da Polícia [César Carrión] mandou pôr cadeados para que não pudéssemos entrar. Minha equipe de segurança teve que rastrear a área, foi por outro lado, tirou os cadeados e abriram as portas. Depois, o diretor declarou à CNN que eu não estive sequestrado, mas que havia sido perfeitamente atendido. A verdade é que quando nos levaram para a sala de emergência, não nos deixaram sair. Tivemos que nos refugiar no terceiro andar, com a pouca segurança que havia naquele momento, e fechar a porta. Quiseram-na derrubar. Estivemos o tempo todo encurralados, até que chegou uma unidade de elite para nos dar resguardo. Houve três ou quatro momentos em que senti a morte muito próxima. Um deles foi quando esses selvagens batiam na porta do terceiro andar, para nos buscar. Não vinham dar um oi, não é? E, depois... [Correa se detém por alguns segundos, dá um grande suspiro. É notório que está revivendo momentos de grande intensidade. Repõe-se instantaneamente e continua] Depois veio meu segurança e diz que havia interceptado comunicações com a ordem de me matar, que já estavam vindo, que franco-atiradores estavam subindo. Ouvia-se o tiroteio. A única coisa que fiz foi rezar um pai-nosso e deitar no chão do cômodo onde estava. Outro momento foi durante o resgate. Balas por todos os lados. Chegaram a resgatar-me em uma cadeira de rodas... tenho 25 pontos no joelho da última operação. Não se podia sair pela porta principal. Tiveram que me esconder por uns dez minutos em um quartinho de limpeza, escuro. Deram a ordem de sair por trás, e lá também atiraram em nós. Sentíamos a morte muito próxima, mas houve muita serenidade.

 Desculpe a pergunta, mas, o que sentiu?

Mais que medo, uma indignação enorme com a traição. E tristeza. Se eu morresse, deixaria este processo na metade, deixaria minha família, meus filhos. Houve cinco mortes e dezenas de feridos do meu lado. É um verdadeiro milagre que eu esteja vivo, porque... como atiraram em nós!

Politicamente, como o senhor se sente agora? Quais são as perspectivas de seu projeto?

Dizem que no dia 30 de setembro houve uma vitória, porque aumentou nosso índice de popularidade. Mas eu me sinto um perdedor. Renunciaria a esses pontos de popularidade se pudesse fazer voltar à vida esses jovens que morreram nesse dia infeliz. Um dos homens de minha escolta está em um hospital nos EUA. Deus queira que não fique paraplégico. Todos perdemos.

 É hora de mudar, de frear a revolução, ou, pelo contrário, de radicalizar algumas medidas?

Claro que radicalizar. Mudar o que, por que, se temos mais apoio do que nunca? Não podemos claudicar diante de balas assassinas. Seria trair os que morreram nesse dia, essa cidadania heroica que saiu desarmada a defender a democracia. Reconciliar com criminosos é impossível, isso seria permitir a impunidade. Vamos continuar. Mais ainda: radicalizaremos a revolução.

 Tradução: Igor Ojeda

----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

http://www.youtube.com/watch?v=3dsV-jsYlw8&feature=related

 

 

 

Não é uma matéira, apenas uma observação...

O público do blog polarizou de uma maneira meio extremada nos últimos tempos, não se pode falar uma virgula fora do padrão 'esquerda ideologica virgem hailhail' que já sobram pedradas. Não reclamo por mim, mas pelo que ando lendo, e pelas reações contra 'novatos'.

Sei que o blog sofre ataques frequentes de trollagem profissional, mas isso não justifica.

Se formou uma panela geralmente chata e com frequencia simploria. Eles vetam o debate aberto pela repetição e pela simples falta de lógica. Isso aqui está virando um novo noticias.terra, com uma lista enorme de comentários, nenhum digno de nota.

Aos frequentadores assíduos - e quem mais gostar deste espaço: o exercício do senso de ridículo pode ajudar muito mais este blog do que os comentários feitos por debaixo das orelhas.

Abraço,

 

Boa observação . Sinto que esta tendência vai piorar com a proximidade das eleições 

 

10. Presidente do Paraguai diz que está a ser vítima de um “golpe de ... - Público.pt

O Presidente do Paraguai disse à cadeia teleSUR que enfrenta um “golpe de Estado sumário” por parte do Congresso. Fernando Lugo está a ser alvo de um processo de destituição pelo Congresso paraguaio após os confrontos durante um desalojamento forçado...

9. Após 60 anos, chega ao fim a era Diniz no GPA

Às 9 horas desta sexta-feira, o francês de origem argelina, Jean-Charles Naouri, presidente do Casino, assume o comando da rede brasileira. Depois de uma tentativa frustrada de passar uma rasteira no sócio, a derrota de Abilio Diniz é anunciada como ...

8. Lei de Acesso recebeu dez mil pedidos de informação

Para a Controladoria-Geral da União, números foram surpreendentes e bem superiores ao que se esperava inicialmente e demonstram uma adesão do cidadão à iniciativa de transparência pública. Governo respondeu a 70% das demandas

7. A crise no Paraguai ea estabilidade continental

Toda unanimidade é burra, dizia o filósofo nacional Nelson Rodrigues. Toda unanimidade é suspeita, recomenda a lucidez política. A unanimidade da Câmara dos Deputados do Paraguai, em promover o processo de impeachment contra o presidente Lugo, ...

6. OEA pede diálogo para manter 'paz interna' no Paraguai

O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, pediu nesta quinta-feira um diálogo para manter "a paz interna" no Paraguai, depois de o Congresso ter aprovado um pedido de julgamento político contra o presidente ...

5. Moody's rebaixa nota de 15 bancos globais

A Moody's sinalizou nesta quinta-feira que não só os bancos europeus estão frágeis por conta da recuperação lenta da economia e da crise na dívida dos países da zona do euro. A agência rebaixou a nota de 15 instituições financeiras no mundo todo, ...

4. Senado paraguaio decide esta tarde o futuro político de Lugo

O Senado paraguaio decide na tarde desta sexta-feira o futuro do presidente Fernando Lugo. Os senadores vão se pronunciar sobre o processo de impeachment já aprovado pela Câmara. Fernando Lugo é acusado de promover conflitos entre ricos e pobres e .....

3. Gurgel ainda não decidiu se Toffoli será suspenso do mensalão

Procurador-geral da República afirmou que não tem convicção formada sobre a conveniência da participação do ministro no julgamento do caso. Toffoli foi chefiado por um dos réus do processo, o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, de 2003 a 2005

2. Moody’s rebaixa 15 maiores bancos globais

Citigroup, Deutsche Bank, Crédit Suisse e Morgan Stanley fazem parte da lista. Decisão deve levar ainda mais nervosismo aos mercados

1. UE: Imposto sobre transações financeiras na agenda do Ecofin - Diário Digital

Os ministros das Finanças da União Europeia reúnem-se hoje, no Luxemburgo, num encontro que deve ser dominado pelo projeto de um imposto sobre as transações financeiras, após a crise na zona euro ter sido analisada no Eurogrupo da véspera.

 

http://www.cloudnews.com.br

 

Petróleo cai abaixo de US$ 80, menor nível desde outubro


21 de junho de 2012 | 17h 17...RENAN CARREIRA - Agencia Estado/As informações são da Dow Jones.

NOVA YORK - Os contratos futuros de petróleo fecharam nesta quinta-feira abaixo de US$ 80 por barril pela primeira vez desde outubro - e a commodity do tipo Brent encerrou o dia abaixo de US$ 90 por barril pela primeira vez desde dezembro de 2010 -, pressionados por uma série de fatores, incluindo novos sinais de fraca atividade industrial, que mantém os temores de baixa demanda pelo produto.

O contrato do petróleo WTI para agosto caiu US$ 3,25 (3,99%) e fechou em US$ 78,20 por barril, no maior declínio, em termos porcentuais, desde meados de dezembro. Na plataforma ICE, o Brent para agosto recuou US$ 3,46 (3,73%) e fechou a US$ 89,23 o barril.
O recuo ocorre no momento em que os estoques de petróleo globais e nos EUA permanecem altos, em face da fraca demanda. A queda também é reflexo da decisão de ontem do Federal Reserve, de não adotar uma nova rodada de compras de títulos do Tesouro dos EUA. Os participantes do mercado esperavam que o banco central estimularia a economia, reforçando a demanda por petróleo.

Nesta quinta-feira, nos EUA, foi divulgado que o índice de atividade industrial do Federal Reserve da Filadélfia caiu para -16,6 em junho, de -5,8 em maio. Os economistas ouvidos pela Dow Jones previam uma leitura de 0,0. Além disso, as vendas de moradias usadas no país diminuíram em maio, sugerindo que os obstáculos econômicos e a falta de propriedades a preços baixos disponíveis podem estar impedindo a recuperação do mercado imobiliário. A queda foi de 1,5%, na comparação com abril, segundo a Associação Nacional dos Corretores de Imóveis.

Na Europa, a atividade do setor privado da zona do euro teve contração pelo quinto mês consecutivo em junho, de acordo com dados preliminares da Markit. O índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) composto da região ficou inalterado em 46,0, o menor nível desde junho de 2009. As duas maiores economias do bloco, Alemanha e França, também registraram contração na atividade.
Já na China, o PMI preliminar, medido pelo HSBC, caiu para 48,1 em junho, em comparação com a leitura final de 48,4 em maio. As informações são da Dow Jones.

 

2014---distribuição de renda

.....No acumulado do ano, as contratações apresentaram alta de 2,32%, com o acréscimo de 877.909 postos de trabalho, sendo que, em 12 meses, o aumento foi de 1.607.209 vagas, correspondendo à elevação de 4,32%. ....Maio registra abertura de 139.679 empregos com registro em carteira

Segundo o Caged, Agricultura foi responsável pelas maiores contratações no mês: 46.261 postos

Ministério do Trabalho e Emprego....Brasilia, 21/06/2012

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) mostram que no mês de maio foram gerados 139.679 empregos formais, correspondendo ao crescimento de 0,36% em relação ao estoque do mês anterior. Entre os meses de janeiro a maio, houve expansão de 2,32% no nível de emprego, equivalente ao acréscimo de 877.909 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 1.607.209 postos de trabalho, correspondendo à elevação de 4,32%. O resultado geral está disponível aqui. Também estão disponíveis saldos por municípios e estaduais.

No acumulado do ano, as contratações apresentaram alta de 2,32%, com o acréscimo de 877.909 postos de trabalho, sendo que, em 12 meses, o aumento foi de 1.607.209 vagas, correspondendo à elevação de 4,32%. No período de janeiro de 2011 a maio de 2012, o crescimento foi de 8,05%, com o  aumento de 2.888.749 postos de trabalho. Em maio , foram declaradas 1.785.075 admissões e 1.645.396 desligamentos correspondendo, nos dois casos, ao segundo maior número para o período.

Setores – Em maio, sete dos oito setores de atividade econômica registraram alta no nível de emprego, e um deles registrou relativa estabilidade. Os setores que mais contribuíram para o comportamento positivo no mês foram: Agricultura (+46.261 postos ou +2,94%, a maior taxa de crescimento entre todos os setores e subsetores); Serviços (+44.587 postos ou +0,28%); Indústria de Transformação (+20.299 postos ou +0,25%); Construção Civil (+14.886 postos ou +0,49%) e Comércio (+9.749 postos ou +0,11%). A Administração Pública também se destacou, ao apresentar um aumento de 2.660 postos ou +0,32%, o terceiro melhor desempenho para o mês;  Extrativa Mineral contabilizou (1.251 vagas).  O setor de Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) foi o que registrou relativa estabilidade no mês (-14 postos ou 0,00%).

A Agricultura, além de liderar a geração de empregos em maio, apresentou o seu melhor desempenho no; o bom dinamismo do setor foi associado às atividades vinculadas à presença de fatores sazonais na região Sudeste, como o cultivo de café (+25.995 postos) e de cana-de-açúcar (+12.250 postos).

No setor de Serviços, houve crescimento do emprego em todos os segmentos que o integram: Serviços de Alojamento e Alimentação (+10.212 postos ou +0,19%); Serviços Médicos e Odontológicos (+9.024 postos ou +0,56%, o segundo maior saldo para o período); Serviços de Comércio e Administração de Imóveis (+8.968 postos ou +0,20%); Serviços de Transportes e Comunicações (+8.539 postos ou +0,41%); Ensino (+7.107 postos ou +0,49%) e Instituições Financeiras (+737 postos ou +0,11%).

Na Indústria de Transformação (+20.299 postos ou +0,25%), os desempenhos positivos foram registrados na Indústria de Produtos Alimentícios (+17.856 postos ou +0,96%); Indústria Química (+6.781 postos ou +0,72%); Indústria da Borracha, Fumo e Couros (+1.975 postos ou +0,55%); Indústria Têxtil (+840 postos ou +0,08%) e na Indústria de Produtos Minerais Não Metálicos (+669 postos ou +0,14%).

Regiões - Todas as cinco regiões registraram expansão do emprego: Sudeste (+101.876 postos ou 0,49%); Centro-Oeste (+13.473 postos ou +0,46%), Sul (+9.913 postos ou 0,14%); Nordeste (+9.060 postos ou +0,15%) e Norte (+5.357 postos ou +0,31%).

Por Unidades da Federação (UF), vinte elevaram o emprego; seis registraram declínio e uma apresentou relativa estabilidade (Piauí: -1 posto ou 0,00%). Os destaques positivos foram: São Paulo (+52.624 postos ou +0,43%); Minas Gerais (+32.684 postos ou +0,79%); Rio de Janeiro (+12.030 postos ou +0,33%); Paraná (+11.738 postos ou +0,46%) e Goiás (+8.013 postos ou +0,71%).

Merecem destaque também, os estados de Rondônia (+2.478 postos ou 1,02%), Paraíba (+2.224 postos ou +0,64%) e Maranhão (+1.730 postos ou +0,40%), que obtiveram o terceiro melhor desempenho para o mês e evidenciaram uma reação em relação aos resultados obtidos em maio de 2011.

No conjunto das nove Áreas Metropolitanas, houve crescimento de 0,14%, equivalente ao aumento de 23.049 postos de trabalho. As Áreas Metropolitanas que mais se destacaram foram: Rio de Janeiro (+7.463 postos ou +0,27%); São Paulo (+7.312 postos ou +0,11%); Belo Horizonte (+4.477 postos ou +0,28%); Recife (+3.196 postos ou +0,37%) e Curitiba (+2.176 postos ou +0,21%).

No Interior desses aglomerados urbanos, o emprego cresceu 0,67% (+93.453 postos de trabalho). Os Interiores dos estados dos aglomerados urbanos que mais geraram emprego foram: São Paulo (+45.312 postos ou +0,78%) e Minas Gerais (+28.207 postos ou +1,12%).

Re: Clipping do dia
Re: Clipping do dia
Re: Clipping do dia
 

2014---distribuição de renda

Do Blog da cidadania:

FHC fez sumir a foto que tirou com Maluf; Lula conseguiria?

Buzz ThisPost to Google BuzzBookmark this on DeliciousBookmark this on DiggShare on FriendFeedShare on FacebookShare on LinkedIn

 

A foto que emoldura este texto é rara. Foi preciso esforço para encontrá-la. E não foi achada em arquivo de algum órgão de imprensa, mas perdida em alguma página esquecida da internet. É de 1998, durante um dos vários encontros públicos que Fernando Henrique Cardoso e Paulo Maluf tiveram naquele ano. A foto de um deles foi parar em um outdoor que a campanha malufista ao governo do Estado espalhou pelas ruas de São Paulo.

Não há paulista que não se lembre dos outdoors em que FHC, Maluf e o seu candidato a vice, Luiz Carlos Santos, apareciam perfilados e sorridentes. Havia um outdoor daqueles em cada esquina. Todavia, na internet, onde a história mais recente do país está registrada em incontáveis milhões de fotos, não se acha uma só imagem de cena que agora que se deu com Lula poderá ser encontrada daqui a um século de tantas reproduções que já recebeu.

Àquela época, apesar de alguns raros textos jornalísticos terem tocado no assunto, nenhum veículo estampou a imagem de FHC e Maluf com destaque sequer parecido com o que foi dado à foto de Lula com Maluf tirada durante esta semana. É mais do que óbvio que há registros daquela imagem, ao menos pela imprensa. Porém, algum interesse levou a grande mídia a sumir com ela. Que interesse será, não?

Não acredito que Lula venha a tentar apagar esse momento de sua biografia – Lula não é dado a esse tipo de covardia. Mas, se quisesse, certamente não conseguiria. Não só por sua foto ao lado de Maluf, à diferença da de FHC com o mesmo Maluf, ter ido parar na primeira página dos principais jornais do país, mas, também, porque eles não fariam pelo petista o que fizeram pelo tucano.

Em benefício da memória do país é preciso corrigir tal distorção. Não tirando a foto de Lula e Maluf dos arquivos dos jornais, mas trazendo para a internet imagem que mostra FHC indo muito mais longe do que o petista ao apoiar a eleição do mesmo Maluf – e, ainda por cima, contra o candidato do PSDB que o enfrentava, Mario Covas. Não se pode permitir que a imprensa partidarizada e políticos covardes mutilem a memória do país.

—-

Aqui, mais fotos dos amigos FHC e Maluf à época

 

 

 

http://www.blogdacidadania.com.br/2012/06/fhc-fez-sumir-a-foto-que-tirou-com-maluf-lula-conseguiria/

 

Da Carta Maior

"Não nos venceram na Segunda Guerra e também não nos derrotarão agora"

 

Aos 94 anos, Manolis Glezos é um herói europeu e nacional. Em 1941, em plena ocupação nazista da Grécia e com apenas 18 anos, subiu na Acrópole de Atenas, arriou a bandeira nazista e içou a grega. Os historiadores localizam seu gesto como o primeiro ato de resistência contra a ocupação nazista da Europa do Sul. Glezos acaba de ser eleito deputado pela coalizão de esquerda radical Syriza. "Os anos não contam. O que conta é ganhar a próxima batalha". A reportagem é de Eduardo Febbro, direto de Atenas.

Atenas - Manolis Glezos não tem tempo para escrever suas memórias. Poderia rechear vários volumes, mas prefere viver. Os 94 anos que marca o relógio do tempo não detém nem suas ânsias, nem sua força, nem suas convicções políticas inalteráveis desde aquela madrugada de maio de 1941 quando, em plena ocupação nazista da Grécia e com apenas 18 anos, subiu na Acrópole de Atenas, arriou a bandeira nazista e içou a grega.

Manolis Glezos é um herói europeu e nacional. Os historiadores localizam seu gesto como o primeiro ato de resistência contra a ocupação nazista da Europa do Sul. Nada parece deter este homem enérgico que atravessou um século XX em rebeldia constante e agora, neste nascente século XXI, acaba de ser eleito deputado pela coalizão de esquerda radical Syriza.

Detido, liberado, preso, condenado, foragido, torturado e sempre livre. A história de Manolis Glezos é o relato de uma insubmissão sem rendição. Junto a Mikis Theodorakis, Glezos foi uma das cabeças mais visíveis do combate contra a ditadura dos coronéis (1969 a 1974). Mais recentemente, o agora deputado da Syriza foi um dos primeiros em chamar os gregos a se manifestar quando a Grécia caiu no precipício dos planos de austeridade. A memória dos povos costuma ser infiel com seus heróis.

Cabe a Manolis Glezos viver nestes dias um episódio incomum: quanto ingressar no Parlamento como deputado terá que compartilhar esse berço da democracia com os deputados do partido neonazista Aurora Dourada. Com 7% dos votos, a formação que reivindica Hitler como herança e seus valores como método foi legitimada nas urnas. Glezos conviverá no Parlamento com os herdeiros daqueles que ele combateu toda sua vida. A sombra daquela bandeira nazista que arriou da Acrópole em 1941 segue seus passos. Entretanto, não se detém em lamentos, muito pelo contrário.

Por isso escolheu a batalha política e as ideias da Syriza para vencer seus dois inimigos: Aurora Dourada e os planos de austeridade promovidos pela União Europeia, em especial pela Alemanha. Da mesma forma que a Syriza, Glezos denuncia “os bancos internacionais, as agências de classificação de risco e os fundos de investimentos que assentam seu poder na Europa e no mundo e se preparam para destruir os Estados e a democracia utilizando a arma da dívida”. A atitude agressiva e humilhante da Alemanha – entre outros insultos Berlin chamou os gregos de vagabundos — deu a Manolis Glezos uma nova dimensão. Como ele mesmo diz: os anos não contam. O que conta é ganhar a próxima batalha.

- Tantas e tantas décadas depois, o que sente ao ver os neonazistas ingressar ao Parlamento?

- É algo triste o que aconteceu, mas acho que devemos analisar estes eventos e ver por que ocorreram. Em primeiro lugar me dá tristeza e raiva. Apesar de nossa grande história ainda existem traidores no nosso país. Sinto pena de ver como tem gente que pode chegar a este ponto. Também sinto raiva porque nosso sistema político alimenta estes fenômenos, os fortalece. Durante a ocupação da Grécia pelos nazistas tivemos traidores e colaboradores. Dissemos a muitos desses colaboradores: vocês são gregos, tem que trabalhar para a Grécia. Fizemos um trabalho tão forte que muitos deles passaram logo a formar parte da Frente de Liberação Nacional.

É preciso fazer um trabalho similar com aqueles que votam pelos neonazistas. Hoje também é preciso olhar de perto as bandeiras e as políticas que estas organizações promovem. Dizem que estão contra o capital, contra os protocolos de austeridade, dizem que estão a favor da Pátria e contra os imigrantes. É curioso constatar que durante a ocupação, uma das primeiras organizações criadas por gregos traidores e alemães se chamava ESPO, Organização Social Nacionalista Patriótica. Pois a ESPO defendia os mesmos temas que os neonazistas de hoje: o nacional, o patriótico e o socialismo. O mesmo que agora: patriótico contra o protocolo, social contra o capital e contra os imigrantes pela nação. O que nos cabe fazer, então, é revelar ao povo os planos desta gente e demonstrar que os problemas do povo não podem se resolver com o fascismo. Para mim, não se trata de saber o que eu sinto, mas como enfrentar esse problema sem sentimentalismo, com lógica. Para a Grécia, o mais importante é recuperar sua independência nacional. Neste momento nos levaram a ser quase um protetorado sob o domínio da Alemanha.

- Quando subiu na Acrópole para tirar a bandeira nazista e colocar a grega em seu lugar, você era muito jovem, tinha apenas 18 anos. Por que escolheu fazer esse ato?

- Baixei a bandeira na madrugada de 30 a 31 de maio de 1941. Escolhemos esse dia porque havíamos escutado na rádio que Adolf Hitler, em um discurso que pronunciou no Reichstag, disse que com a ocupação da ilha de Creta toda a Europa estava liberada. O que quis dizer é que a Europa estava completamente sob o poder do fascismo. Então, nós decidimos mostrar-lhes que a luta começava recém agora, que a Europa não estava liberada como ele dizia. É dado a esse gesto um valor histórico. Eu não concebo assim. Este foi só um dos muitos atos que fizemos durante esta luta. Desse momento até agora nunca deixei de lutar. Nunca baixarei os braços.

- Se fizermos uma comparação histórica, que bandeira teria que ser baixada hoje do mastro que ocupa?

- Teria que baixar a bandeira dos súditos e içar a bandeira da independência e da soberania nacional. Agora me lembro de uma coisa que Goebbels, o ministro de Informação do Hitler, escreveu em um artigo que apareceu durante a Segunda Guerra Mundial. Goebbels disse que no ano 2000 veríamos uma Europa dominada pela cultura alemã. Só errou em 10 anos. Hoje a Alemanha domina política e economicamente toda a Europa.

- Sente-se humilhado com a atitude depreciativa e degradante que a Alemanha teve com a Grécia durante todo este período da crise da dívida?

- Nós combatemos os alemães durante a Segunda Guerra Mundial e continuamos combatendo agora, mas de outra maneira. É outro tipo de guerra. Mas há uma coisa que é certa: naquele momento não nos venceram e também não nos derrotarão agora. Durante a Segunda Guerra Mundial os vencemos com as armas, hoje os venceremos de outra maneira.

- A Grécia votou no domingo passado sob uma imensa pressão exterior, começando pela da Alemanha. A Europa pôs a Grécia no banco dos réus, a fez parecer como um país de vagabundos que só podia reparar seu erro de uma maneira: não votando na esquerda. Como julga estas eleições e as condições em que foram realizadas?

- Na véspera das eleições e pela primeira vez na história do nosso país, os jornais alemães, os políticos e outros dirigentes da Europa se meteram diretamente na política grega. Foi algo incrível! No entanto, em que pese tudo isso, nós, a coalizão de esquerda radical Syriza, saímos como a segunda força política do país. Isto representa uma das maiores vitórias deste último período. Prometo uma coisa: quando houver eleições na Alemanha eu vou ir lá. Aí Angela Merkel vai saber o que realmente significa a palavra intervenção!

- E quanto ao resultado da eleição, em que pese a Syriza não ter vencido, passou a ser o primeiro grupo de oposição no Parlamento. Isso é inédito, e não só na Grécia, mas também na Europa. É a primeira vez que um partido à esquerda da socialdemocracia é majoritário.

- Nós teríamos vencido as eleições se não fossem por dois fatores: primeiro, a intervenção exterior, que foi determinante: em segundo lugar, as enormes dificuldades que tiveram muitos de nossos eleitores para regressar a seus povoados e votar. Não tinham dinheiro para pagar a viagem. De qualquer forma, o essencial é que o terrorismo dos meios de comunicação conseguiu assustar as pessoas, por isso a direita ganhou.

Tradução: Libório Junior

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20426

 

webster franklin

Do Congresso em Foco

Bicheiro amigo de juiz avisou Cachoeira da Operação

Foi Olímpio Queiroga, dono de máquinas caça-níqueis, quem alertou Carlinhos Cachoeira da existência da Operação Monte Carlo. Ele é amigo do juiz Leão Aparecido Silva. Cachoeira, porém, não deu crédito à informação

POR EDUARDO MILITÃO | 21/06/2012 

RLia de Paula/Senado

Ele não acreditou. Cachoeira teve todas as informações sobre a existência da operação da PF que terminou com a sua prisão e duvidou delas

Quase um mês antes de estourar a Operação Monte Carlo, o bicheiro José Olímpio de Queiroga Neto de alguma maneira ficou sabendo das investigações e avisou ao seu chefe na organização criminosa: o também bicheiro Carlinhos Cachoeira. Dono de máquinas caça-níqueis instaladas em cidades do entorno de Brasília, Queiroga é amigo do juiz titular da 11ª Vara Federal de Goiás, Leão Aparecido Alves. Não se pode assegurar que tenha sido por ele que Queiroga foi informado da existência da operação, mas o próprio juiz Leão pediu para ser investigado por conta do vazamento. O fato é que 27 dias antes da Operação Monte Carlo prender o próprio Queiroga, Cachoeira e mais outras 80 pessoas, ele demonstrou, numa conversa por telefone, ter detalhes do que ocorria. Numa conversa interceptada pela Polícia Federal, obtida peloCongresso em FocoQueiroga fala da existência da ação policial, fala que ela se chama Operação Monte Carlo, diz quem é o juiz responsável pelo caso e menciona até a possibilidade de envolvimento do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO). A operação só pode ter sucesso porque Cachoeira, após checar com dois outros informantes, não acreditou no que ele dizia.

Foi o próprio Leão quem admitiu sua amizade com Olímpio Queiroga. Ele alegou a existência dessa relação com o bicheiro para não aceitar cuidar da Monte Carlo depois que o juiz responsável, Paulo Augusto Moreira Lima, pediu para ser afastado do caso, alegando que sua família vinha sendo ameaçada. Na quarta-feira (20), Leão teve uma conversa com a corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon. O juiz não atendeu aos pedidos de entrevista feitos pelo Congresso em Foco. Ele, porém, nega qualquer responsabilidade pelo vazamento, e pediu para ser investigado.

Graças à descrença de Cachoeira, o vazamento não impediu que a operação acontecesse. Mas causou preocupação ao juiz Paulo Augusto Moreira Lima, que considerou “assustador” o alcance da organização criminosa de Cachoeira. “O presente trabalho somente prosperou devido à extrema habilidade dos procuradores da República e policiais federais e ao descrédito dos criminosos de que poderiam ter seus rádios importados interceptados, tendo em vista os supostos vazamentos ocorridos na investigação, como a existência da própria operação, seu nome, objeto e qual o juiz responsável, sem contar descoberta de escuta ambiental”, escreveu ele na ordem de prisão. Alegando estar com a segurança em risco, Moreira Lima deixou o caso e passa a ter esquema de proteção pessoal, assim como o novo responsável pela Operação, Alderico Rocha.

“Uma bosta”

Foi no fim da tarde do dia 2 de fevereiro que Queiroga informou à quadrilha de Cachoeira o que sabia sobre a Operação Monte Carlo. Ele pede para se encontrar em um shopping center de Brasília com o ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, araponga e braço operacional do esquema. Precisa falar com urgência. É nessa conversa, não gravada, que Olímpio conta a Dadá sobre a operação.

Depois do encontro, Dadá, às 22h14 do mesmo dia, telefona para Cachoeira e informa a ele o que Olímpio Queiroga contou. O ex-sargento porém, duvida. Os dois acreditam que Queiroga mente ao dizer que sua fonte seria uma mulher, funcionária da Justiça Federal. “Um bosta”, classifica Cachoeira, para duvidar que a tal mulher pudesse ter a informação. Também duvidam da informação de que a investigação acontecia em Brasília, e não em Goiânia, como seria o natural. A investigação da PF estava na capital porque havia envolvimento de policiais federais de Goiás na quadrilha. “Eu quero dar um esculacho nele agora: ‘Ô, Olímpio, você está tumultuando, rapaz’”, prometeu Cachoeira.

“Gordinho”

Três minutos depois, às 22h17, Dadá e Cachoeira conversam de novo. Reforçam a sua descrença a partir de outra informação trazida por Queiroga, a de que Demóstenes Torres, a quem chamam de “Gordinho”, também estava sendo investigado. Na verdade, o nome do parlamentar aparece em um relatório à parte que seria remetido à Procuradoria Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal (STF) por conta do que os policiais chamam de “encontros fortuitos”: ele apareceu cerca de 300 vezes nas conversas grampeadas pela Polícia Federal ao investigar a quadrilha. Cachoeira e Dadá duvidam que possa haver menção a Demóstenes justamente por conta de seu foro privilegiado.

“Se o Gordinho estivesse numa parada dessa, o negócio estaria no Supremo [Tribunal Federal]. Não tava em juiz de primeira instância, não”, afirmou o araponga Dadá. “Ah, não, mas tem um relatoriozinho falando dele”, desdenhou Dadá, reproduzindo, sem dar crédito, a frase de Olímpio para contar sobre o “auto circunstanciado de encontros fortuitos” feito pela PF a respeito de Demóstenes. Dadá diz que o jeito é esperar o Olímpio ir a Goiânia de novo.

Olímpio Queiroga, o informante em que Cachoeira não confiava, acertou até a Vara onde o processo corria. E Cachoeira, mesmo não acreditando muito, foi checar a informação com o delegado da Polícia Federal Fernando Byron, outro preso na Operação Monte Carlo. Em 3 de fevereiro, às 8h29, Byron tranquiliza o chefe da organização. Ele afirma existir uma investigação na 11ª Vara, mas não sobre jogos ilegais, e sim de corrupção, de outras pessoas. “Não tem nada a ver com a gente, não, ok, guerreiro? Pode ficar tranquilo”, afirmou Byron.

Perto de descobrirem

O que fez Cachoeira duvidar de Olímpio Queiroga foi o fato de que ele não era alguém considerado pelo bicheiro como bem informado sobre o que acontecia na Justiça e na polícia. Cachoeira tinha fontes melhor posicionadas e em quem confiava mais, como Dadá e Byron. No dia 2 de fevereiro, às 18h30, o braço operacional de Cachoeira, Lenine Araújo de Souza, também conversa com Dadá sobre a eventual existência da Operação e sobre o envolvimento de Demóstenes, o “Gordinho”. Outra vez, o araponga argumenta que, se o senador estivesse no processo, o caso “subiria” para algum tribunal superior. De qualquer modo, na conversa, Dadá demonstra já ter informações de que o caso poderia estar com o juiz Paulo Augusto Moreira. E acrescenta saber que ele tinha sido delegado da PF antes. “É. Agora o problema é… essa história toda de… Tem que ver mesmo se esse juiz de lá foi delegado também, né?”, afirma na conversa o ex-sargento da Aeronáutica.

Três dias depois, o próprio Cachoeira vai procurar informações sobre um tal Paulo, da PF. Em 6 de fevereiro, às 22h15, ele liga para uma pessoa chamada Valmir. Ele quer saber o nome do delegado amigo de um tal de Elion. Valmir diz ao bicheiro que “a denúncia” partiu de Goiânia. “Não tem um tal de Paulo, não?”, questiona Cachoeira. No mesmo dia, às 10h17, Valmir afirma que Elion tem um amigo com o nome de Paulo. “Mas ele é federal?”, questiona Cachoeira, que insiste em saber a profissão do tal Paulo.

Origem em Valparaíso

A quadrilha também já suspeitava que pudesse haver uma investigação originada na cidade de Valparaíso (GO), como realmente aconteceu, conforme mostrou o Congresso em Foco. Era em Valparaíso que Olímpio Queiroga operava o jogo ilegal. Em 3 de fevereiro, às 22h53, Dadá liga para Cachoeira, conversa na qual o bicheiro se mostra preocupado com mais essa informação prestada por Olímpio. O aliado de Cachoeira disse que o caso foi remetido a Goiânia, por causa do envolvimento de dois delegados. O líder da organização lembra a Dadá que eles realmente recebem ajuda de dois delegados, Fernando Byron e Deuselino Valadares. Mas o araponga diz que checou com suas fontes e não apurou nada semelhante, só uma investigação sobre receptação. “O material colhido até agora não tem nada que indique um crime de repercussão”, disse Dadá.

Por causa do envolvimento de delegados de Goiânia, as escutas eram feitas e analisadas na Superintendência da PF em Brasília. Em duas ocasiões, em fevereiro de 2011 e de 2012, os procuradores do Ministério Público Lea Batista de Oliveira, Daniel de Resende Salgado e Marcelo Ribeiro pedem “expressamente” à Justiça que as informações do caso não cheguem ao conhecimento da Superintendência da Polícia Federal em Goiás por causa dos “contínuos vazamentos” de investigações contra a organização de Cachoeira.

Certidão negativa

Para garantir não sofrer nenhum processo, os advogados de Cachoeira vão à Justiça Federal e pedem uma certidão de nada consta contra o bicheiro. O funcionário do Judiciário disse que, se for inquérito fora das Varas, não haveria como dizer, mas, em caso de processo, poderia fornecer o documento. Com a certidão negativa em mãos, Cachoeira liga para Olímpio Queiroga em 8 de fevereiro, às 16h09, e comemora o fato de obter o documento. Ainda assim, Olímpio Queiroga desconfia: “Deus ouça que ele esteja falando a verdade.”

No dia seguinte, o aliado de Cachoeira busca o mesmo documento. Em 9 de fevereiro, ele fala com um interlocutor de nome Arnaldo, que acha que o juiz mente quando diz inexistirem processos. Queiroga concorda, mas afirma que o bicheiro está confiante. E se resigna com a situação: “Às vezes ele está certo, mas não custa nada a gente se prevenir”. Para infelicidade de Olímpio Queiroga, naquele momento quem estava certo não era Carlinhos Cachoeira. Era ele.

 

zanuja

Do iG

STF suspende análise de habeas corpus de acusado de matar Celso DanielCaso começou a ser discutido nesta quinta, mas acabou suspenso porque três ministros tinham sessão no TSE; Corte adiou o debate para a próxima semana

Valor Online | 21/06/2012 19:47:54

  •  

Texto:

Em menos de 20 minutos, o Supremo Tribunal Federal (STF) chamou o caso envolvendo Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, para julgamento e, pouco depois, suspendeu a análise do processo, nesta quinta-feira. Sombra é suspeito de participação na morte de Celso Daniel, que era prefeito de Santo André (SP), em janeiro de 2002. Os advogados dele recorreram ao STF, alegando que o Ministério Público produziu indevidamente provas adicionais ao trabalho da polícia. Eles pediram a anulação das investigações.

Leia mais: Sob expectativa, STF julga habeas corpus de acusado de matar Celso Daniel

Leia também: Justiça condena três por morte do ex-prefeito Celso Daniel

O caso começou a ser discutido depois das 17h30, no STF, mas foi logo suspenso em razão do adiantado da hora. Como três ministros do STF têm sessão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 19h, a Corte preferiu adiar o debate para a próxima quinta-feira.

O caso Sombra foi julgado em meio aos debates que os ministros do STF travaram a respeito do poder investigatório do Ministério Público. No início da sessão, eles analisaram um recurso de um ex-prefeito de Ipanema, no interior de Minas Gerais, que queria anular as investigações feitas pelo MP contra ele porque foram feitas em complemento às apurações da polícia. Peluso e o ministro Ricardo Lewandowski foram contrários à atuação complementar do MP.Durante o curto período em que o caso foi debatido, o ministro Cezar Peluso foi contrário ao pedido de Sombra. Ele concluiu que o MP incluiu depoimentos colhidos pela polícia, além de escutas telefônicas que foram autorizadas pela Justiça, mas não refez a investigação policial. Dada a hora avançada, os demais ministros ainda não proferiram votos.

O caso da cidade mineira de Ipanema vai ter repercussão geral para todos os demais em que o tema é discutido. Se os votos de Peluso e Lewandowski prevalecerem, os procuradores não vão poder fazer investigações penais após a polícia realizar esses procedimentos. Haveria apenas algumas exceções em que o MP poderia atuar, como nos casos em que os investigados são os próprios policiais, mas a regra seria a de que a polícia investiga e o MP promove a ação judicial de maneira separada.

 

zanuja

Do iG

Ministros do STF votam por esvaziamento do poder de investigação do MPCezar Peluso e Ricardo Lewandowski foram os únicos a se manifestar em julgamento desta quinta-feira, que foi interrompido após os dois votos; sessão será retomada semana que vem

Agência Brasil | 21/06/2012 20:48:46

  •  

Texto:

Agência Brasil

Os ministros Cezar Peluso e Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram nesta quinta-feira (21) a favor do esvaziamento dos poderes de investigação criminal do Ministério Público. O julgamento foi suspenso após os dois votos, porque alguns ministros precisaram sair para participar da sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que começaria em seguida.

Caso a opinião de Peluso e Lewandowski prevaleça, somente a polícia poderá reunir provas contra suspeitos, o que segundo o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, seria “uma amputação” do Ministério Público. “Se este for o entendimento predominante, com todo o respeito devido, certamente teremos um Ministério Público apequenado e incapaz de cumprir suas atribuições”, disse o procurador.


Para Cezar Peluso, relator do caso, as funções da polícia e do Ministério Público não devem se confundir. Ele defendeu que o MP deve conduzir o inquérito judicial – ou seja, classificar cada conduta comprovada pela polícia com o crime correspondente. Caso haja necessidade de novas investigações, Peluso entende que os procuradores devem pedir diretamente à polícia.Os ministros analisaram recurso de um ex-prefeito de Minas Gerais que foi investigado pelo Ministério Público local porque não pagou uma dívida municipal reconhecida pela Justiça, o que foi considerado crime de responsabilidade fiscal. Os advogados do prefeito acionaram o STF alegando que o Ministério Público extrapolou suas funções e atuou como polícia, o que consideram ilegal.

“A Constituição da República não conferiu ao Ministério Público a função de apuração preliminar de infrações penais, de modo que seria fraudá-las todas extrair a fórceps essa interpretação”, disse Peluso. O ministro entende que o MP só deve investigar sem a ajuda da polícia em casos excepcionais – quando os investigados forem policiais, membros do Ministério Público ou quando a polícia ficar inerte ao tomar conhecimento de suposto crime.

Peluso entendeu, ainda, que há problemas nas investigações conduzidas pelo Ministério Público porque elas não seguem as mesmas garantias das investigações policiais. Ele citou, como exemplo, a necessidade de respeito a determinados prazos, a liberação de provas do processo para os investigados tomarem conhecimento e supervisão das apurações por um juiz, o que nem sempre acontece nas ivestigações criminais do MP.

O voto foi acompanhado integralmente pelo ministro Ricardo Lewandowski. Apesar de não terem votado, os ministros Carlos Ayres Britto, Gilmar Mendes e Celso de Mello já sinalizaram que concordam apenas em parte com o voto de Peluso, pois acreditam que a Constituição autoriza o Ministério Público a conduzir inquérito criminal, desde que as mesmas regras e garantias do inquérito policial sejam seguidas.

O recurso foi aceito com a classificação de "repercussão geral", o que significa que a decisão do Supremo será aplicada em todos os processos semelhantes. Antes de suspender a sessão, o presidente Ayres Britto garantiu que a análise do caso será retomada na próxima semana.

Na mesma sessão, os ministros começaram a analisar um recurso do empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, que pedia a anulação processo sobre a morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel . Ele reclamava do fato de os promotores do caso decidirem iniciar uma investigação própria após a polícia ter concluído que se tratava de um crime comum de sequestro seguido de morte. O MP afirma que a morte de Celso Daniel teve motivação política.

 

zanuja

 

Tadeu Breda, Rede Brasil Atual

Publicado em 21/06/2012, 20:10

Última atualização às 20:15

Familiares repudiam negativa do Estado em investigar morte de Vladimir Herzog

País se escuda na Lei de Anistia e pede à Comissão Interamericana de Direitos Humanos que não receba denúncia de familiares do jornalista morto nos porões da ditadura em 1975. Provas físicas e testemunhos recentes fortelecem a versão de assassinato, não suicídio

São Paulo – Apesar de o país ter aprovado recentemente uma Lei de Acesso à Informação e nomeado uma Comissão Nacional da Verdade para apurar as graves violações aos direitos humanos cometidas entre 1946 e 1988, o Estado brasileiro continua se evadindo à responsabilidade de investigar e julgar pessoas acusadas por assassinatos políticos ocorridos durante o regime militar. Mesmo nos casos mais notórios e conhecidos.

Prova disso é a resposta do Itamaraty à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que, no último mês, pediu explicações sobre a passividade da Justiça nacional em elucidar a morte do jornalista Vladimir Herzog. Vlado, como era conhecido, perdeu a vida nos porões da ditadura, em 1975, após ter sido preso e torturado. Na época, a Justiça militar, controlada pelo regime, sustentou a versão do suicídio. Foi até hoje a única investigação realizada sobre o caso.

Os familiares do jornalista jamais aceitaram a versão oficial. Nos anos 1980 e 1990, duas novas tentativas de elucidar judicialmente a morte de Vladimir Herzog esbarraram na Lei de Anistia. No entendimento da Justiça brasileira, a legislação editada em 1979 exime de responsabilidade – e, portanto, de punição – todas as pessoas que cometeram crimes políticos durante a ditadura, fossem militares ou guerrilheiros lutando por democracia.

“Mas existe uma norma de ouro do sistema interamericano: graves violações dos direitos humanos e crimes praticados durante ditaduras são imprescritíveis”, argumenta Beatriz Affonso, diretora do Centro pela Justiça e o Direito Internacional (Cejil), que representa o jornalista assassinado e seus familiares perante a CIDH. “Além disso, é amplamente conhecido que a lei não anistiou os crimes de sangue.”

Em entrevista coletiva concedida hoje (21) no Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, Beatriz se disse surpresa com a resposta do Estado brasileiro à Comissão Interamericana. “Dizem que a Lei de Anistia é um obstáculo, que teria esgotado os recursos internos e por isso ninguém mais pode fazer nada a respeito”, lamentou. “Nosso descontentamento é absoluto, porque o Estado brasileiro acaba de receber uma sentença da CIDH esclarecendo que não se pode considerá-la um obstáculo.”

Essa interpretação nasceu de outra denúncia movida em 1995 pelas organizações de direitos humanos brasileiras ao sistema interamericano, esta referente às execuções e desaparecimentos durante a guerrilha do Araguaia. Ao ser acionado, naquele então, o país tirou o corpo fora com argumentos semelhantes. “É muito frustrante que, depois de 17 anos de trâmite judicial interamericano, o Estado dê a mesma resposta que deu pro caso Araguaia”, afirmou a diretora do Cejil. “O Brasil está pedindo à CIDH não admitir o caso de Vladimir Herzog.”

Provas abundantes

Agora, Beatriz Affonso acredita que o Estado brasileiro esteja tentando driblar as determinações interamericanas por meio da Comissão da Verdade, que deverá elucidar muitos casos de tortura, assassinato e desaparecimento político cometidos durante a ditadura – e sobre os quais ainda não há provas. “Mas a morte de Vlado já possui evidências suficientes para uma investigação objetiva que leve à determinação de responsabilidades”, disse. “Já se conhecem as pessoas envolvidas. Temos a lista de todos os policiais. Uma investigação é necessária para apurar exatamente quem participou da morte ou ocultou os fatos.”

O que mais revoltou os familiares e seus representantes foi o Estado brasileiro ter utilizado como justificativa para a ausência de investigações a indenização de R$ 100 mil paga à família, a aprovação da Lei 9.140/1995 (que concedeu atestados de óbitos para as vítimas da ditadura), o livro Memória e Verdade (escrito pelos parentes e amigos dos mortos e desaparecidos) e o apoio que o governo tem prestado ao Instituto Vladimir Herzog. A resposta também cita um prêmio atribuído à entidade pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

“É realmente uma resposta muito ruim, e eu gostaria de ouvir o quanto antes um pedido de desculpas do Estado brasileiro”, diz Ivo Herzog, órfão do jornalista e diretor do Instituto Vladimir Herzog. “A entidade foi criada por amigos do meu pai para celebrar sua vida e contar a história recente do Brasil. Este é um país livre, e qualquer pessoa pode montar uma entidade sem fins lucrativos. Da maneira como colocam no documento, parece que recebemos uma bênção especial do Estado.”

Ivo lembra ainda que após quase 30 anos de redemocratização, o atestado de óbito do seu pai ainda indica o suicídio como causa da morte. “Cada dia que o Estado brasileiro não emite um novo atestado que corrija essa mentira, ele está sendo cúmplice de um crime.” O filho de Herzog acredita que o governo deveria canalizar sua força política para uma mudança de postura frente aos familiares das vítimas da ditadura. Como primeiro gesto, sugere, poderia dar o verdadeiro atestado de óbito aos parentes.

"Se o Estado continuar negando-se a cumprir as determinações da comissão, é bastante provável que o caso Vladimir Herzog ultrapasse a competência da CIDH e seja enviado à Corte Interamericana de Direitos Humanos", prevê Beatriz Affonso, diretora do Cejil. Os representantes da família do jornalista têm um mês para contestar a argumentação do Brasil.

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2012/06/familiares-rep...

 

“Contra ratos não há argumentos.” (Palmério Dória)

De Carta Capital

Ajuda a haitianos chegou ao limite, diz secretário de Justiça do estado3 

Por Marcos Chagas*

Brasília – A chegada de aproximadamente 180 haitianos à cidade peruana de Iñapari – fronteira com Assis Brasil (Acre) – preocupa o governo acriano. O secretário de Justiça e Direitos Humanos do estado, Nilson Mourão, já avisou ao Ministério da Justiça que esgotaram os recursos para proporcionar ajuda humanitária a esses imigrantes, que vivem em acampamentos, caso atravessem a fronteira.

“A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Acre chegou ao limite. Já desembolsamos aproximadamente 2 milhões de reais em ajuda humanitária aos 2,6 mil haitianos que entraram no país pelo Acre, de janeiro a abril deste ano”, enfatizou. Com um orçamento para 2012 de 1,5 milhão de reais, Mourão disse que está antecipando restos a pagar dos recursos de novembro e dezembro de 2011. Além disso, tem usado os duodécimos que recebe a cada mês para quitar dívidas com fornecedores que estão em atraso.

Ele acrescentou que, do total gasto pela secretaria, o governo federal reembolsou 360 mil reais e 8 toneladas de alimentos, basicamente os que integram cestas básicas. Mesmo com o pagamento de aproximadamente 2 milhões de reais, o governo do Acre ainda deve a fornecedores 350 mil reais. A estratégia para priorizar os ressarcimentos tem sido quitar as dívidas de empresas que estão em situação financeira mais difícil.

Dos haitianos acampados em Iñapari, a Polícia Federal já autorizou a entrada no Brasil de 46. Mesmo assim, disse o secretário, eles ainda não atravessaram a fronteira. Em permanente contato com o Ministério da Justiça, Mourão disse que só tem como prestar ajuda humanitária aos imigrantes, caso o governo federal assuma integralmente os gastos.

Outro problema que tem de enfrentar é o receio da população de municípios como Brasileia de serem preteridos nos atendimentos prestados pelo serviço público. Os acrianos se preocupam, especialmente, com o atendimento médico no centro de saúde local. A ajuda humanitária envolve, além de fornecimento de comida e abrigo, exames médicos e vacinação dos imigrantes.

O grupo que está na fronteira peruana começou a se formar no fim de abril, alguns dias depois de o governo brasileiro permitir o ingresso de 245 haitianos que estavam na mesma cidade havia três meses. Segundo Altenord Roomeluf, um dos porta-vozes dos imigrantes, a situação dos haitianos em Iñapari é “desesperadora”. “Não temos mais comida, só sobraram alguns sacos de farinha”, disse à BBC Brasil.

Roomeluf, mestre de obras de 27 anos, disse que a nova leva é formada em sua maioria por haitianos que viviam na República Dominicana, país que faz fronteira com o Haiti. Eles não se enquadram, portanto, na resolução do Conselho Nacional de Imigração (CNIg) que, a partir de janeiro, passou a autorizar a emissão de 100 vistos de trabalho mensais para que haitianos residentes no Haiti se mudassem ao Brasil. Após a resolução do CNIg, a Polícia Federal passou a barrar nas fronteiras haitianos sem visto. As medidas buscavam ordenar a migração do grupo ao Brasil.

Segundo o CNIg, desde o terremoto que arrasou o país caribenho, em 2010, cerca de 6 mil haitianos migraram para o Brasil. No início de abril, porém, o governo decidiu acolher os haitianos que estavam em trânsito quando editou a resolução. Segundo Roomeluf, os haitianos que estão em Iñapari não souberam da alteração nas regras migratórias brasileiras. “A informação não chegou à República Dominicana e nem ao interior do Haiti.”

O grupo, integrado por cerca de 25 mulheres (uma grávida) e duas crianças, tem dormido em escritórios cedidos por um empresário local. Cada cômodo é dividido por, pelo menos, 20 pessoas. Apesar das condições, Roomeluf diz que não pretende voltar. “Viemos de muito longe e aqui aguardaremos. Esperamos que o Brasil nos receba, queremos trabalhar.”

 

zanuja

da página do MCT

Brasil e China assinam acordos e elevam nível de parceria

21/06/2012 - 22:07

Durante encontro entre a presidenta Dilma Rousseff e o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, nesta quinta-feira (21), na Rio+20, os governos brasileiro e chinês elevaram o nível de sua parceria para “estratégica global”. Eles assinaram acordos no âmbito do Plano Decenal de Cooperação 2012-2021, nas áreas de ciência, tecnologia, inovação, cooperação espacial, energia, mineração, infraestrutura, transporte, indústria, financeira, econômico-comercial, cultural, educacional e intercâmbio entre sociedades civis.

Os dois mandatários ratificaram que a ênfase ao plano está diretamente ligada à cooperação nos setores da ciência, tecnologia e inovação, considerada fundamental para a promoção do bem-estar de seus povos e a inserção internacional adequada de ambos os países na economia do conhecimento. O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, participou da assinatura.

As novas iniciativas conjuntas englobam segmentos como nanociência e nanotecnologia, meteorologia, meio ambiente, mudanças do clima, tecnologias do bambu, energias limpas, renováveis e economia verde, biotecnologia e tecnologias agrícolas, tecnologia da informação e das comunicações (TICs) e promoção do diálogo entre parques tecnológicos, com vistas a associações entre pequenas e médias empresas de base tecnológica de ambos os países.

A assinatura dos acordos estabelece a criação dos centros virtuais conjuntos Brasil-China de Satélites Meteorológicos e de Biotecnologia, que poderão contemplar atividades de pesquisa conjunta em áreas como informação meteorológica, alerta sobre desastres naturais, biomedicina, bioinformática e biomateriais.

Satélites

No encontro, as autoridades confirmaram a decisão de ampliar os esforços conjuntos com vistas ao lançamento dos satélites sino-brasileiros de recursos terrestres CBers-03, em 2012, e CBers-04, em 2014, e concordaram quanto ao interesse em estimular o trabalho conjunto para a distribuição internacional dos dados daqueles satélites.

A colaboração se estende ao Programa Ciência Sem Fronteiras (CsF). Inicialmente, cerca de 200 bolsas de estudo, destinadas para estudantes e pesquisadores brasileiros, devem ser disponibilizadas pelo governo chinês, isentas de mensalidades e taxas de matrícula. O acordo prevê ainda, que universidades brasileiras ofereçam aulas de mandarim, e as chinesas, o português.

Confira os atos assinados e o comunicado conjunto dos dois países.

 

De BBC Brasil

Morre mãe do primeiro bebê de provetaAtualizado em  21 de junho, 2012 - 08:53 (Brasília) 11:53 GMT

 PA

O doutor Robert Edwards, Lesley Brown, a filha Louise Brown e o neto Cameron em 2008, na celebração dos 30 anos da primeira fertilização in vitro com êxito

A mulher que deu à luz o primeiro bebê de proveta no mundo morreu aos 64 anos na Grã-Bretanha.

Lesley Brown, 64 anos, que morava em Bristol, fez história em julho de 1978, quando sua filha Louise nasceu no Hospital Geral de Oldham, no norte da Inglaterra.


Ela concebeu com sucesso após o tratamento pioneiro, conduzido pelos médicos Patrick Steptoe e Edwards Robert.Na época em que fez o tratamento para ter um bebê, Lesley tentava ficar grávida de seu marido John havia nove anos.

Lesley morreu no Royal Infirmary de Bristol em 6 de junho, com sua família a seu lado.

Ela deixa as filhas Louise e Natalie, ambas nascidas após o tratamento de fertilização in vitro, a enteada Sharon e cinco netos.

Seu marido morreu há cinco anos.

Louise Brown disse: "Minha mãe era uma pessoa muito tranquila e privada, que acabou no palco do mundo porque queria muito uma família".

"Estamos todos sentindo falta dela terrivelmente."

História

Lesley Brown é parte da história da medicina. Quando em 1978 ela deu à luz seu "bebê de proveta", também deu à luz ao tratamento de fertilização in vitro trazendo esperança a milhões de casais no mundo inteiro.

Sua filha Louise foi a primeira dos cerca de quatro milhões de crianças nascidas por fertilização in vitro desde então.

Em uma entrevista em 2008, Lesley disse que estava tão desesperada para ter um bebê que toparia qualquer coisa.

Suas trompas de falópio eram bloqueadas, o que impossibilitava qualquer tentativa de engravidar naturalmente.

Em 1976, ela ouviu falar sobre as novas pesquisas de Patrick Steptoe e Robert Edwards, e concordou em se submeter ao procedimento experimental.

Embora outras mulheres tivessem recebido ovos fertilizados, Lesley foi a primeira a manter a gravidez para além de algumas semanas.

A atenção em torno de sua gravidez trouxe preocupações com a segurança do bebê.

Edwards disse em uma entrevista em 2008: "Nós estávamos preocupados que ela perdesse o bebê, porque a imprensa estava perseguindo Lesley por toda Bristol, onde ela morava."

"Então, secretamente Patrick Steptoe escondeu Lesley em seu carro e a levou para a casa de sua mãe na cidade de Lincoln."

Robert Edwards ganhou o Nobel de Medicina em 2010 pelo experimento que resultou na inseminação de Lesley.

 

zanuja

De BBC Brasil

Unasul vê 'ameaça de ruptura democrática' no Paraguai

Paulo Cabral

Enviado especial da BBC Brasil ao Rio de Janeiro

 

Atualizado em  21 de junho, 2012 - 18:16 (Brasília) 21:16 GMT

 France Presse)

Chanceler Antonio Patriota afirma que Unasul pode usar sanções para evitar ruptura democrática

A Unasul (União de Nações Sul-Americanas) enviará ainda nesta quinta-feira uma comissão de chanceleres ao Paraguai com o objetivo de ajudar a preservar a ordem democrática no país após a abertura de um processo de impeachment contra o presidente Fernando Lugo.

A missão se baseia em um protocolo da Unasul que dá aos seus membros a possibilidade de impor sanções a um país em caso "de ruptura ou ameaça de ruptura da ordem democrática", de acordo com o documento.


O protocolo foi citado pelo chanceler brasileiro Antonio Patriota após reunião extraordinária de líderes da Unasul reunidos no Rio de Janeiro por ocasião da Rio+20.Um dos artigos prevê até mesmo o fechamento das fronteiras do Paraguai. ( CliqueVeja o documento)

"Os presidentes consideram que os países da Unasul conquistaram com muito esforço a democracia e nesse sentido nós todos devemos ser defensores extremados da integridade democrática na América do Sul", disse Patriota.

O chanceler disse ainda que os líderes da Unasul "expressaram sua convicção de que se deve preservar a estabilidade e o pleno respeito à ordem democrática, observar o pleno cumprimento dos dispositivos constitucionais e assegurar o direito de defesa e ao devido processo."

Patriota e secretário-geral da Unasul, o venezuelano Alí Rodrigues, estão entre os membros da missão que se dirige ao Paraguai.

A situação política no país se deteriorou rapidamente após a morte, na última sexta-feira, de 18 pessoas, entre policiais e camponeses sem-terra, em um confronto em uma fazenda em Curuguaty, no Departamento (Estado) de Canindeyú, próximo à fronteira com o Paraná.

O episódio derrubou ministros do governo, como Carlos Filizzola (Interior), e agora ameaça o próprio Lugo.

Julgamento

Os deputados aprovaram a abertura do processo de impeachment por 73 votos contra um em uma votação relâmpago também transmitida pelas televisões paraguaias nesta quinta-feira.

No Paraguai, as regras para impeachment são diferentes das do Brasil, onde as duas casas do Congresso precisam aprovar a abertura do processo.

Segundo a imprensa paraguaia, ainda nesta quinta-feira um grupo de deputados deverá expôr as acusações contra o presidente em uma sessão extraordinária na Câmara.

Lugo e seu equipe terão então 18 horas para elaborar sua defesa. Ele deverá apresentá-la em uma sessão de apenas duas horas, marcada para o meio dia de sexta-feira no Senado paraguaio.

Em seguida, opositores devem apresentar supostas provas contra o mandatário e fazer alegações finais. A decisão final sobre o impeachment deve ocorrer a partir das 16h30 (17h30 de Brasiília). O Senado paraguaio é dominado por opositores de Lugo.

Reações

O anúncio do processo de impeachment surpreendeu o país a nove meses do fim do mandato de Lugo. As eleições presidenciais estão marcadas para abril de 2013, e a Constituição não permite a reeleição presidencial.

O presidente deu declarações em cadeia de TV desmentindo rumores de que pretenderia renunciar.

"Não renunciarei ao cargo para o qual fui eleito pelo voto popular. Não interromperei um processo democrático e me submeterei ao processo político, como mandam as leis paraguaias, com todas as suas consequências, como indica a Constituição paraguaia", afirmou o presidente.

Afirmou ainda que se submeterá ao julgamento e todas as suas consequências.

"A vontade popular expressada nas urnas em abril de 2008 (data da eleição de Lugo) está sendo alvo de ataques de misericórdia por parte de setores que sempre foram contra as mudanças e se opuseram a que o povo pudesse ser protagonista da sua democracia. O povo não esquecerá que se pretende interromper um processo democrático histórico a apenas nove meses das eleições gerais ", disse.

Lugo, um ex-bispo católico ligado a movimentos sociais, tornou-se em 2008 o primeiro presidente a quebrar a hegemonia de seis décadas do Partido Colorado no poder, incluindo os 35 anos do regime militar comandado por Alfredo Stroessner (1954-1989).

Moradores e comerciantes de Assunção temem que a situação política dê origem a protestos de rua como os desencadeados em 1999 pelo assassinato do vice-presidente Luis Maria Argana, do partido Colorado.

Surpresa

Ouvido pela BBC Brasil, o analista político e amigo de Lugo, Alfredo Boccia, que também é médico particular do presidente, disse que o pedido de impeachment surpreendeu a todos.

"Uma surpresa desagradável para o país, que vive um momento de recuperação econômica histórica e que vinha enfrentando seus piores problemas que são a pobreza e a desigualdade social", disse.

"Há comoção porque ninguém esperava uma ação assim. A maioria opositora no Congresso sempre foi um desafio para Lugo. mas ninguém sabe agora o que vai acontecer ", acrescentou.

Para Boccia, o Paraguai vive momentos de incerteza, mas a expectativa é de que o Senado decida sobre o afastamento do presidente nos próximos dias. Na opinião dele, como a oposição tem ampla maioria no Senado, o impeachment, se nada mudar, seria apenas uma formalidade.

Com pouco mais de 6 milhões de habitantes, o Paraguai tem uma trajetória política e economica marcada pelas incertezas e golpes militares. Segundo Boccia, a diferença é que desta vez o processo politico está previsto na Constituição.

A legislação prevê que o vice, Federico Franco, assuma o cargo caso seja aprovada a destituição do presidente. Franco é opositor de Lugo desde o rompimento da coalizão nos primeiros anos do governo.

Colaborou Márcia Carmo, de Buenos Aires


 

zanuja

do CounterPunch.org (Com ajuda do google tradutor)

Mangabeira Unger: "Obama deve ser derrotado"

 

June 20, 2012 Ex-professor de Direito de Obama declara: "Obama falhou com a causa progressista."Por que Obama deve ser derrotadopor RUSSELL MOKHIBER

Nem Ralph Nader. Nem Amy Goodman. Nem Noam Chomsky. Nem Chris Hedges. Nem Cornel West. Nem Alexander Cockburn. Nenhum dos grandes críticos de esquerda nos Estados Unidos ousou dizer o que o professor da Harvard Law School, Roberto Mangabeira Unger, disse na última semana. “O presidente Obama deve ser derrotado nas próximas eleições.”

Em 1976, com 29 anos, Roberto Unger tornou-se o mais jovem professor titular (tenured professor) na Harvard Law School. Obama fez duas disciplinas dadas por Unger – Jurisprudence e Reinventing Democracy. Durante a campanha de 2008, Unger esteve em contato frequente com o candidato Barack Obama via email e Blackberry.

Mas aqui está ele dizendo hoje que o “President Obama deve ser derrotado nas próximas eleições.”

Por quê?

“Ele falhou em avançar a causa progressista nos Estados Unidos,” disse Unger em um grave vídeo editado e postado no YouTube mês passado. “Ele gastou trilhões de dólares para resgatar os juros dos endinheirados (moneyed interests) e deixou trabalhadores e proprietários de casas à própria mercê. Ele subordinou a ampliação das oportunidades econômicas e educacionais ao importante, mas secundário, problema de acesso a cuidados de saúde (health care) na crença equivocada de que ele seria poupado de uma luta.”

“Ele disfarçou sua rendição com um discurso vazio de justiça fiscal (tax justice). Ele entregou a política da democracia às regras do dinheiro. Ele reduziu justiça em caridade.”

“Sua política se resume a confiança financeira e vales-refeição (food stamps). Ele invocou uma política de dar as mãos (hand holding). Mas ninguém muda o mundo sem uma luta (struggle).”

“A menos que ele seja derrotado, não pode haver uma disputa (contest) pela reorientação do partido Democrata como o veículo de uma alternativa progressista no país,” disse Unger. “Haverá um custo por sua derrota nas nomeações (appointments)  judiciais e administrativas.”

“O risco de uma aventura militar, entretanto, sob o comando de seus oponentes, não será maior do que seria sob o dele.”

“Apenas uma reversão política pode permitir que a voz da profecia democrática fale mais uma vez na vida americana. Seu discurso é sempre perigoso. Seu silêncio é sempre fatal.”

Russell Mokhiber edita o Corporate Crime Reporter.

 

O original em inglês.

June 20, 2012

Obama's Former Law Prof Declares: "Obama has failed the progressive cause."Why Obama Must be Defeatedby RUSSELL MOKHIBER

Not Ralph Nader. Not Amy Goodman. Not Noam Chomsky. Not Chris Hedges. Not Cornel West. Not Alexander Cockburn. Not one of the great left critics in the United States have dared say what Harvard Law School Professor Roberto Unger said last week. “President Obama must be defeated in the coming election.”

In 1976, at age 29, Roberto Unger became the youngest tenured professor at Harvard Law School. Obama took two classes from Unger – Jurisprudence and Reinventing Democracy. During the 2008 campaign, Unger was reportedly in frequent contact with candidate Barack Obama via email and Blackberry.

But here he is today saying that “President Obama must be defeated in the coming election.”

Why?

“He has failed to advance the progressive cause in the United States,” Unger said in a heavily edited video posted on YouTube last month. “He has spent trillions of dollars to rescue the moneyed interests and left workers and homeowners to their own devices. He has subordinated the broadening of economic and educational opportunities to the important but secondary issue of access to health care in the mistaken belief that he would be spared a fight.”

“He has disguised his surrender with an empty appeal to tax justice. He has delivered the politics of democracy to the rule of money. He has reduced justice to charity.”

“His policy is financial confidence and food stamps. He has evoked a politics of hand holding. But no one changes the world without a struggle.”

“Unless he is defeated, there cannot be a contest for the re-orientation of the Democratic Party as the vehicle of a progressive alternative in the country,” Under said. “There will be a cost for his defeat in judicial and administrative appointments.”

“The risk of military adventurism, however, under the rule of his opponents, will be no greater than it would be under him.”

“Only a political reversal can allow the voice of democratic prophesy to speak once again in American life. It’s speech is always dangerous. It’s silence is always fatal.”

Russell Mokhiber edits the Corporate Crime Reporter.

 

 

Com Unger eh assim...  uma burrada atraz da outra.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

De Carta Maior

O depoimento dos índios Suruís sobre a Guerrilha do AraguaiaOs Suruís, do sul do Pará, habitantes da região do Araguaia e Sororó, sofreram uma era de terror, na década de 1970, quando os guerrilheiros do Partido Comunista do Brasil, montaram uma base na região. A versão oficial que é divulgada dá conta dos índios como bate-paus, guias, dos militares que combateram os guerrilheiros, ajudando a esquartejar corpos, enterrar as partes. Agora, os mais jovens estão resgatando a história de seu povo.

Rio de Janeiro - Essa é mais outra história traumática sobre o período da ditadura. Os Suruís, do sul do Pará, habitantes da região do Araguaia e Sororó, até a década de 1960, quando o antropólogo Rock Laraia, fez os primeiros contatos, sofreram uma era de terror, na década de 1970, quando os guerrilheiros do Partido Comunista do Brasil, montaram uma base na região. A versão oficial que é divulgada dá conta dos índios como bate-paus, guias, dos militares que combateram os guerrilheiros, ajudando a esquartejar corpos, enterrar as partes, enfim, estavam ao lado dos militares.

Agora os mais jovens, que participam de um Conselho da Juventude, com todas as tribos da região de Marabá – Sorte, Xicrin, Guarani, Guajajara, Assurinin, entre outros -, estão resgatando a histórias de seus povos, da destruição e tomada de seus territórios, e da destruição das suas culturas.

No caso Suruí, das aldeias So’ó e Itamy, cerca de 490 pessoas, morando perto de São Geraldo do Araguaia, com um trecho da BR-153, cortando os 26 mil hectares da reserva, a situação é bem complicada. Trechos da reserva, com cemitérios antigos e onde faziam suas danças e produziam matérias para suas atividades, foram loteadas pelo INCRA, transformada em assentamentos. Outra parte foi ocupada por fazendeiros. São 11 mil hectares ocupados, deixando espaço para invasores, local de descarga de lixo, inclusive hospitalar, que estão contaminando os igarapés, onde eles pescam.

Uelton John Sorte é um cacique, filho de Tibakw, criado em São Paulo, retornou à reserva no momento em que os militares chegaram de helicóptero e cercaram a aldeia. Não foi o caso de um seqüestro, foi coletivo. Ninguém da aldeia podia sair pelo mato. Nem as crianças. Tibakw não permitiu que os militares transformassem a aldeia na base de ação contra a guerrilha. Deslocaram-se para uma área chamada de Bacaba, onde hoje existe a vila Santana.

No começo da história dos Suruís, um funcionário do Serviço de Proteção ao Índio (órgão anterior a FUNAI), atuava como o chefe do posto, na verdade era um militar infiltrado. Convenceu os índios de que alguns amigos dele procuravam algumas pessoas no mato. Quando o Exército teve as coordenadas gerais da localização, baixou em peso na aldeia. Obrigou Tibaw, que tinha feito um curso de enfermagem, a pegar uma arma e seguir com o pelotão de enfrentamento.

Os militares descobriram que o índio cacique havia se alistado no Rio de Janeiro, antes de voltar ao Araguaia. A partir daí o terror foi implantado. Mulheres foram estupradas, os Suruís desconfiam que até o tipo étnico característico de eles mudou. Os pais são altos, fortes, os filhos bem mais baixos. Existem vários casos de descendentes com sangue branco, uma miscigenação empurrada goela baixo.

A situação era muito simples de imaginar: em plena era da Lei de Segurança Nacional, cercados de mato, longe de qualquer contato, com pouca convivência com brancos, os Suruís passaram por um período negro. Comeram carne crua de caça, ou até mesmo, de jaboti. Não podiam fazer fogo. As crianças não podiam brincar, ou fazer barulho. As mulheres foram usadas porque não havia prostitutas disponíveis no mato.

Táxi um dos 14 sobreviventes, dos combatentes do Araguaia, como eles foram definidos, sem saber em que guerra estavam metidos. Foram oficialmente 18 guias. Quatro já morreram. Tawé disse aos mais jovens que eles apanham em fila, para comer carne crua. Um deles, do grupo de 14, está perturbado mentalmente, outro está surdo. Nenhum deles gosta de falar. Mesmo para os descendentes mais jovens. O antropólogo Oswaldo Calheiros, presente na entrevista, morou 18 meses com os Suruí. Esta fazendo a sua tese de mestrado para o Museu Nacional , que deverá se chamar Sapura-hay, a dança do povo.

Os Suruís tem canção para todas as suas atividades cotidianas, inclusive na alegria e na tristeza. Eles eram conhecidos por ser um “povo de cantores”. Isso na região mais violenta da Amazônia que é o sul do Pará. Uma região que foi desmantelada em termos de direitos e de legislação, de garantias, de funcionamento do Ministério Público, tanto estadual como federal. A herança da ditadura está presente ainda hoje no povo da região, principalmente quem teve alguma ligação com a Guerrilha do Araguaia.

Foi criada a Associação dos Torturados em São Domingos, onde os índios tentam uma reparação contra o que sofreram durante esse período. Uelton John Suruí e seu irmão Clelton, estão na Rio+20 deram o depoimento para CARTA MAIOR. A responsabilidade do movimento agora é deles. Os mais velhos estão cansados e não querem falar. A não ser que fossem ouvidos por autoridades reconhecidas, como a Comissão da Verdade, que vai repassar o período da ditadura, mas ainda não tocou no assunto dos indígenas.

Não somente Suruís, mas também Waimiri-atroaris e Araras, somente dois outros exemplos de aldeias que estavam no caminho de estradas abertas pelo Exército, como no caso da Manaus Caracaraí e na Transamazônica.

- “Nós ficamos sem nada, conta Uelton. Nossa terra, nossa cultura, invasão, hoje em dia até corpos são jogados na nossa área, contaminação dos igarapés. Na verdade nós vivemos ameaçados por fazendeiros, com queimadas no verão. Não podemos andar à vontade no mato, nem armados, porque a região é muito tensa. Queremos reparar essa situação. Queremos indenização pelo que sofremos. Ou então vamos fechar a estrada.” 

A BR-153 já foi fechada em fevereiro. Os índios deram prazo de 90 dias para o governo do Pará e o governo federal se pronunciarem. Querem cercar, pelo menos, um trecho da estrada, porque os animais da região estão morrendo atropelados. Os Suruís ainda caçam e pescam. No dia 25 de junho está marcado novo bloqueio. Os índios que participam da Rio+20 estão preocupados porque o ônibus deles quebrou. Levaram três dias e meio para chegar ao Rio.

Entre 2009-2010, uma advogada do Centro de Direitos Humanos, que eles não lembram o nome, procurou a comunidade, porque o pai dela, um cubano foi morto no Araguaia, e seu corpo nunca apareceu. Logo que essa informação vazou no Pará, apareceu um coronel com um aparato militar, querendo que Tibakw mostrasse o local, ou os locais, onde existem vestígios de corpos. Alguns já foram retirados, dizem os índios, em outras covas, o que ficou são partes de esqueletos.

Como a época mudou, os Suruís não concordaram. Mesmo assim, pagando um rancho para outra liderança, os militares cavaram em algumas áreas. Uelton e Clelton, os filhos de Tibakw, que ainda está vivo, é um dos 14, sabe onde estão enterrados os vestígios. O pai mostrou o local para eles. 

-“ Mas nós só vamos mostrar se repararem o que sofremos. Queremos nossa terra – TUAPEKUA KWAWERA – e o direito de falarmos. Até hoje, tudo o que saiu sobre a Guerrilha do Araguaia não teve a participação dos Suruís, e temos muitos dos nossos parentes, meus tios, meu avô que participaram de tudo. Meu pai sempre me disse que não era para contarmos, porque um dia essa história ia ajudar o nosso povo. Queremos nossa terra para manter a vida do nosso povo”, reforçaram por mais de uma vez os dois filhos de Tibakw.

Pedi para eles anotarem alguns dos nomes dos participantes da guerrilha que ainda vivem nas duas aldeias Suruí. São eles: Tibakw, Umassú, Warny, Mikwá, Mittó, Jawara’á,Waywera, Morrahy, Apy, Tiremé, Tawé.

Muitos deles não conseguem nem ver alguém desossando um porco do mato, tirando a pele, ou cortando a cabeça de uma galinha. Oswaldo Calheiros lembra que o índice de câncer de estômago e pâncreas, entre os Suruís é quatro maior vezes a média do estado, por isso desconfia que estejam jogando lixo hospitalar na região.

O grupo dos jovens estuda no Instituto Federal do Pará, ficam 15 dias em Marabá e voltam, permanecendo outros 20 na aldeia, onde repassam os ensinamentos aos outros membros da comunidade. Estão estudando Agroecologia, num curso de 3,5 anos. Outros sete, vão completar o curso superior no mesmo tema. Agora o assunto está em discussão. A hora é da verdade, completa, não só um pedaço.



Fotos: Da esquerda para a direita: Uelton Jonh Surue (etnia Suruí); Paulo (etnia Guajajara), Najar Tubino, Cleiton Surue (etnia Suruí) e Osvaldo Calheiros (antropólogo). 

 

zanuja

De Carta Maior

O Paraguai e a legalização de um golpePara líderes políticos que apoiam o presidente paraguaio Fernando Lugo, país vive golpe de Estado. Segundo eles, não há violência explícita. Busca-se dar aparência constitucional a uma tomada do poder pela força. Com rito acelerado, se não houver novidades, a decisão final será tomada pelo Congresso até sábado. A expectativa desses ativistas ouvidos pela Carta Maior é que haja protestos populares e isolamento internacional.

O Paraguai vive um golpe de Estado com coreografia legal, de acordo com o líder camponês Ramón Molina. A Câmara dos Deputados aprovou a abertura do processo de impedimento do presidente da República, Fernando Lugo, em rito sumário no final da manhã desta quinta-feira (21). No início da tarde o roteiro adentrava o Senado. Os prazos são curtíssimos. A acusação está sendo feita nesta noite e a defesa deve acontecer na sexta (22). A decisão final – se nenhum fato novo ocorrer – pode ser aprovada no sábado (23).

A depender dos votos parlamentares, Lugo é carta fora do baralho. A votação na Câmara foi de 73 votos contra o governo e um a favor. A maioria dos 45 senadores – mesmo os do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), da coligação governista – quer abreviar o mandato do chefe do Executivo.

O conflito entre os representantes parlamentares da elite local e o mandatário arrasta-se há pelo menos três anos. Na raiz de tudo está a resistência de Lugo em reprimir abertamente movimentos de camponeses sem terra que se enfrentam com grandes proprietários, entre eles vários brasileiros.

Até o início da noite de quinta não havia tanques nas ruas ou violência aberta. Há – segundo ativistas locais que conversaram com Carta Maior – uma crescente resistência popular. É a grande esperança dos partidários de Lugo para manter a normalidade democrática.

A seguir apresentamos os depoimentos de Najib Amado, secretário-geral do Partido Comunista Paraguaio, Ramón Molina, líder camponês e dirigente do Partido Popular da Convergência Socialista e Martin Almada, ativista de direitos humanos.

Najib Amado
(Secretário-geral do Partido Comunista Paraguaio)
“O processo de impeachment foi aprovado de forma acelerada. Isso deixa claro que se trata de um golpe de Estado. Há muita gente chegando do interior para resistir. O governo tem apoio nos setores populares. O golpe não representa nem mesmo a base social dos partidos de direita. Já estão em Assunção representantes do Foro de São Paulo (articulação de partidos de esquerda da América Latina) e logo mais chegam os ministros das Relações Exteriores da Unasul (Brasil, Equador, Bolívia, Colômbia e Uruguai). Os meios de comunicação fazem coro com os golpistas. Ao longo das últimas semanas difundiram notícias alarmistas e deram voz apenas aos parlamentares que tentam derrubar o presidente. Até agora, pelo menos oficialmente, as forças armadas não se pronunciaram. A polícia montou um aparato de segurança em torno do Congresso, mas não há violência nas ruas”.

Ramón Molina
(Secretário do Partido Popular Convergência Socialista e dirigente camponês)
“Estamos diante de um golpe de Estado patrocinado pelos grandes proprietários de terra do país. Mas começa a haver protestos em todo o país. No final da tarde já havia cerca de duas mil pessoas em frente ao Congresso, que está fortemente policiado. É uma mobilização pacífica. O presidente está no palácio, com seus auxiliares, avaliando a situação. Uma garantia ele já deu: não renunciará. Faltam dez meses para o final do mandato. Nossa maior esperança é conseguirmos aumentar a mobilização popular, isolar os golpistas internacionalmente e mostrarmos que se pretende interromper um processo iniciado com a eleição de Fernando Lugo, em 2008”.

Martin Almada
(Ativista de direitos humanos)
“O Paraguai vive um golpe de Estado de direita. O processo foi aprovado na Câmara dos Deputados e chegou ao Senado de forma acelerada. O senador colorado Juán Carlos Galaverna, de oposição, pressiona para apressar os fatos. A intenção é clara: evitar que camponeses ou defensores do governo resistam ao golpe. As traições à Aliança Patriótica (frente que elegeu Lugo em 2008) são escandalosas. Carlos Filizzolla, ex-ministro do Interior (que caiu após os conflitos de terra da semana passada), acaba de se reintegrar ao Senado e fez uma firme defesa do governo. O tempo regulamentar até a decisão é, agora, de dois dias. Trata-se de uma grande jogada do vice-presidente Frederico Franco (do PLRA) para ficar com o poder”.



Fotos: Arquivo 

 

zanuja

Do G1

Procuradoria cobra servidores e Delta por desvio na FunasaMPF no Distrito Federal abriu ação por irregularidades em contrato de 2005.
Procuradoria quer que suspeitos devolvam ao menos R$ 740 mil aos cofres. 

Do G1, em Brasília

 Comente agora

Ministério Público Federal no Distrito Federal abriu ação contra a empresa Delta e três servidores da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) por irregularidades na execução de contrato em 2005.

A Procuradoria pediu ainda o bloqueio de bens dos envolvidos, para tentar assegurar o ressarcimento de ao menos R$ 740 mil aos cofres públicos.  A Justiça acatou parcialmente o pedido e decretou a indisponibilidade dos bens.

A Delta foi contratada por licitação para realizar serviços de operação, manutenção preventiva e corretiva das instalações elétricas e sanitárias, dos sistemas de ar condicionado, proteção contra incêndio e pequenas reformas civis e de reparos de bens, com o fornecimento de toda a mão de obra e material necessários.

O Ministério Público confirmou ter havido o pagamento de serviços em valores superiores ao contratado, a execução de reforma predial sem previsão contratual, a inexistência de termo de recebimento provisório e definitivo das obras realizadas e, ainda, a realização de despesas sem orçamento necessário.

Apesar de o contrato ser regular e ter sido firmado após licitação, ao entrar na fase de execução dos serviços, houve um distanciamento do conteúdo acordado, gerando irregularidades que foram detectadas, inicialmente, em auditoria da Controladoria Geral da União (CGU). As informações foram confirmadas pela Funasa, por meio de sindicância, convertida em processo administrativo disciplinar.

O contrato firmado com a Delta Engenharia previa o pagamento mensal de aproximadamente R$ 70 mil reais. Segundo auditoria da CGU, os gestores repassaram valores superiores ao contratado, totalizando o recebimento indevido de mais de R$ 740 mil pela empresa.

Outra ilegalidade supostamente praticada pelos gestores da Funasa foi a autorização para que a empresa Delta executasse serviços não inclusos em seu termo contratual.

Caso a Justiça atenda ao pedido do Ministério Público, os acusados terão que ressarcir integralmente, além de perder a função ou cargo público, ter os direitos políticos suspensos e, ainda, ficar impedidos de contratar com o poder público e de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, além de pagar multa.

 

zanuja

Do G1

China oferecerá a brasileiros 5 mil vagas em universidades do paísAcordo foi assinado em reunião da presidente Dilma com premiê chinês.
Serão oferecidas anualmente 250 bolsas de estudo pelo governo da China.

 

Nathalia PassarinhoDo G1, no Rio

 14 comentários

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou nesta terça-feira (21) que a China oferecerá a estudantes brasileiros beneficiários do Programa Brasil Sem Fronteiras cinco mil vagas em universidades do país asiático entre 2012 e 2015. O acordo foi firmado em reunião da presidente Dilma Rousseff com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, no Rio de Janeiro, onde participam da Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.

A China oferecerá anualmente 250 bolsas de estudo. “Além disso, serão oferecidas pelo governo chinês 600 vagas nas universidades chinesas sem nenhum custo aos estudantes brasileiros do Programa Ciência sem Fronteira”, disse Mercadante. As demais vagas serão custeadas pelo governo brasileiro.

As bolsas serão oferecidas em áreas consideradas prioritárias pelo Ministério da Educação como engenharias, ciências da natureza e energia renováveis. As bolsas são para cursos de graduação, graduação sanduíche e pós-graduação, em instituições que ofereçam aulas em inglês.

China e Brasil também firmaram acordo para a criação de um centro de cultura brasileira na China, e um centro de cultura chinesa no Brasil.

  

 

zanuja

Do G1

Unasul chega ao Paraguai para apurar impeachment de LugoSenado do Paraguai vai julgar nesta sexta-feira (22) futuro do presidente.
Paraguai sofre pressão do Congresso após 17 mortes em conflito agrário. 

Da France Presse

 2 comentários 

Os chanceleres dos países integrantes da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) chegaram na noite desta quinta-feira (21) ao Paraguai para defender o processo democrático, no momento em que o presidente Fernando Lugo enfrenta um impeachment sumário.

Os ministros viajaram de emergência procedentes do Rio de Janeiro, onde participavam da cúpula do desenvolvimento sustentável Rio+20. Liderados pelo chanceler brasileiro, Antonio Patriota, o grupo seguiu do aeroporto de Assunção para a residência oficial de Lugo.

Lugo é acusado "de mau desempenho de suas funções em razão de ter exercido o cargo de maneira imprópria, negligente e irresponsável, trazendo o caos e a instabilidade política a toda a República".


"O mau desempenho de suas funções aparece em sua atitude de desprezo pelo direito e pelas instituições republicanas, minando os cimentos do Estado Social de Direito proclamado em nossa Carta Magna", afirma a ata de acusação.

A origem do pedido de impeachment promovido pela Câmara dos Deputados foi a morte de 11 trabalhadores sem-terra e de 6 policiais em um confronto armado na sexta-feira passada, em Curuguaty, 250 km a nordeste de Assunção, durante a desocupação de uma fazenda.

Em um processo relámpago, Lugo terá menos de 24 horas para preparar sua defesa, e a destituição poderá ocorrer já na tarde desta sexta, após votação no Senado.

Diante do risco de conflito, os bispos católicos do Paraguai pediram ao presidente Lugo querenuncie ao cargo "pelo bem do país" e evite atos de violência.

"Falamos com muita sinceridade e franqueza para pedir que ele renuncie ao cargo e acabe com esta tensão", disse à imprensa o bispo Claudio Giménez, secretário-geral da Conferência Episcopal Paraguaia (CEP), após se encontrar com Lugo, um ex-bispo católico.

 AFP)O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, faz pronunciamento nesta quinta-feira (21) no palácio do governo, em Assunção, sobre o processo de impeachment (Foto: AFP)

Delegação
A delegação da Unasul é integrada por Antonio Patriota e pelos chanceleres Héctor Timerman (Argentina), Luis Almagro (Uruguai), Alfredo Moreno (Chile), Nicolás Maduro (Venezuela), Rafael Roncagliolo (Peru), Ricardo Patiño (Equador) e María Angela Olguín (Colômbia), pela ministra de Desenvolvimento Rural da Bolívia, Nemesia Achacollo, e pelo secretário-geral da Unasul, Ali Rodríguez.

Protestos
Os manifestantes pró-governo tomaram o local após a saída de partidários do impeachment do presidente, enquanto as forças policiais assumiam posições estratégicas em torno do Congresso, incluindo atiradores de eleite.

"Estamos aqui para protestar contra esse julgamento do nosso presidente, um representante genuíno do povo", gritava Manuel Martinez, um manifestante que se dizia ser um dos coordenadores da manifestação.

 

zanuja

Que salada.

Da Folha de São Paulo

DEM oficializa apoio a pré-candidato do PT à Prefeitura de São Luís (MA)

PUBLICIDADE

REYNALDO TUROLLO JR.
DE SÃO PAULO

O DEM oficializou o apoio ao pré-candidato do PT à Prefeitura de São Luís (MA), o vice-governador Washington Luiz de Oliveira.

Para firmar a aliança, os democratas maranhenses tiveram de submetê-la à aprovação de uma comissão executiva nacional. Isso porque uma resolução do partido, de abril deste ano, proíbe o DEM de se aliar ao PT e ao PSD em municípios com mais de 200 mil habitantes e com repetidora de TV.

"No Maranhão, o DEM e o PT pertencem ao mesmo grupo político, desde a eleição da governadora Roseana [Sarney, do PMDB]. Nunca tivemos afinidade nenhuma com o PSDB", disse o presidente do diretório municipal dos democratas e secretário estadual de Minas e Energia, Ricardo Guterres.

O PSDB terá como candidato à reeleição o atual prefeito João Castelo.

Nas últimas eleições para prefeito, em 2008, o DEM teve candidato próprio no primeiro turno --o hoje deputado estadual Raimundo Cutrim (PSD)-- e não apoiou oficialmente nenhum candidato no segundo turno, de acordo com Guterres.

No início desta semana, o presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN), disse à Folha que, se a aliança se efetivasse, seria em apoio ao projeto de Roseana, e não ao PT. A aliança foi selada ontem.

Segundo José Agripino, o caso de São Luís deverá ser a única "exceção" entre as capitais do país nas eleições municipais deste ano.

Além de Guterres, que integra o governo estadual, o DEM comanda a Secretaria Estadual da Casa Civil, com Luis Fernando Silva.

"A nacional do DEM entendeu nossa situação política", disse Guterres. "As negociações [com a executiva nacional para costurar a aliança] tiveram participação da própria Roseana."

O presidente do diretório municipal do PT, Fernando Silva, espera a convenção do partido, no próximo dia 28, para anunciar todos os partidos que estarão na coligação. No começo da semana, ele adiantou que há grandes chances de o vice na chapa ser do PMDB, do PV ou do PTB.

Hoje, com a aliança oficializada, Guterres disse que "não está descartado o próprio DEM indicar o vice".

 

zanuja

Da Folha de São Paulo

ONG publica anúncio com Dilma Rousseff no Financial Times

MARCO ANTÔNIO MARTINS
DO RIO

A ONG Avaaz publica nesta sexta-feira (22) no jornal Financial Times anúncios em que a presidente Dilma Rousseff é chamada de "Senhora dos Anéis". A ideia é chamar atenção para o poder de negociação da presidente e alertar que a poucas horas do fim da Rio+20 ela pode convencer os líderes mundiais a acabar com subsídios a empresas que produzem combustíveis fósseis.

"Não queremos dizer o que deu errado. É a tentativa que ainda dê certo. Espero que os líderes mundiais não tenham vindo apenas tirar fotos. A gente tem que parar de dar dinheiro para a produção de combustíveis fósseis. Fico muito assustado com os governos que dão dinheiro para empresas privadas poluírem. Dizem que energia limpa é cara. O mundo e o Brasil, principalmente, não podem regredir neste quesito", afirma Pedro Abramovay, da Avaaz, no Brasil.

 Divulgação ONG publica anúncio com Dilma Rousseff no Financial TimesONG publica anúncio com Dilma Rousseff no Financial Times

Em uma das peças que estará publicada no jornal, a presidente está cercada por líderes de países produtores de petróleo como Vladimir Putin, da Rússia, e Hugo Chávez, da Venezuela. Entre eles, uma mão surge segurando um anel ao lado de Dilma Rousseff numa referência ao filme "Senhor dos Anéis".

A Avaaz é uma organização global com cerca de 15 milhões de membros. No Brasil, o número de integrantes passa de 1 milhão. Financiada apenas por pessoas físicas, a Avaaz organizou na internet a campanha "Veta, Dilma" sobre o Código Florestal.

 

zanuja

Do Uol

Embraer assina acordo para fabricar jatos executivos na China Do UOL, em São PauloComentários16

A Embraer assinou um acordo com a a Aviation Industry Corporation of China (Avic) para fabricar na China os jatos executivos Legacy 600/650. Serão usados infraestrutura, recursos financeiros e mão-de-obra da joint venture Harbin Embraer Aircraft Industry (Heai), que iniciou operações em 2002. O primeiro avião deve estar pronto no final de 2013.

O acordo foi assinado durante a visita do primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, ao Brasil para a Conferência Rio+20.

Ver em tamanho maiorConheça os jatos executivos Legacy, da Embraer  

   Foto 1 de 19 - Jato executivo Legacy 600, da Embraer Mais Divulgação/Embraer
Segundo a Embraer, o projeto "baseia-se no entendimento de ambas as partes quanto ao potencial de demanda do crescente mercado de aviação executiva na China e no desejo de continuar a parceria".

"O anúncio representa mais um marco no compromisso de longo prazo da Embraer com a China e nas relações bilaterais Brasil-China. Esta nova fase da parceria entre a Avic e a Embraer corrobora o que já foi chamado por líderes do governo de ambos os países de ‘um modelo de cooperação sul-sul’", disse Frederico Fleury Curado, diretor-presidente da Embraer.

"A concretização da cooperação China-Brasil no campo da aviação é produto dos esforços conjuntos de líderes governamentais e da indústria do setor nos dois países. A cooperação na fabricação de jatos executivos, dando continuidade ao que as duas partes já realizaram por meio da joint venture, atende aos objetivos de desenvolvimento estratégico de ambos os parceiros", disse Tan Ruisong, presidente da Aviation Industry Corporation of China.

A Embraer está presente na China desde 2000, quando inaugurou seu escritório de representação em Pequim. Em junho de 2010, devido à crescente base de clientes, a
empresa estabeleceu a primeira subsidiária integral na China, a Embraer (China) Aircraft Technical Services, focada em suporte pós-vendas.

Até o momento, a Embraer tem 154 encomendas confirmadas no mercado chinês, com 116 aeronaves já entregues. A Embraer detém cerca de 78% do mercado de aviação regional da China.

 

zanuja

Do Estadão

PSDB paulistano aprova chapa com aliados na eleição para vereadorA decisão é uma vitória para Serra e para o PSD do prefeito Gilberto Kassab; tucanos vão dividir com os partidos aliados o número de vagas para seus candidatos a vereador

22 de junho de 2012 | 0h 15

Bruno Boghossian, do estadão.com.br

 

O PSDB de São Paulo aprovou a formação de uma chapa única de vereadores com os partidos que apoiam a candidatura de José Serra à Prefeitura da capital paulista. A decisão é uma vitória para Serra e para o PSD do prefeito Gilberto Kassab, que deve ganhar espaço para seus candidatos na disputa pela Câmara Municipal. 

 

Em uma reunião na noite de quinta-feira, 21, os dirigentes do PSDB paulistano aprovaram a coligação com o PSD, o DEM, o PR e possivelmente o PV, por 41 votos a 27. Com a decisão, os tucanos vão dividir com os partidos aliados o número de vagas para seus candidatos a vereador.

 

"Deixamos claro que os partidos não têm como aderir à chapa do Serra sem a coligação para vereador. Eles não concordam", disse o presidente municipal do PSDB, Julio Semeghini.

 

 

O grupo também delegou para a cúpula do partido a escolha do vice de Serra.

 

zanuja

De passagem: as notícias sobre articulação para vereadores mostram que os caciques de determinados partidos já fazem uma lista fechada, um bloco a ser apresentado ao eleitor, mas resistem se isso for colocado como norma, aberta e democraticamente -- tem que ser no conchavo. (Cadê a reforma política?)

 

"Seja realista: exija o impossível"

Do Estadão

Tribunal do Distrito Federal decide manter Cachoeira presoPedido de habeas corpus havia sido feito pela Operação Saint-Michel, que investiga fraudes em licitações21 de junho de 2012 | 17h 12

 Agência Estado

A Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) negou nesta quinta-feira, 21, o pedido de habeas corpus ao contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O pedido de soltura se refere à Operação Saint-Michel, da Polícia Civil do DF, que desbaratou um esquema de fraudes de licitação da bilhetagem eletrônica no transporte público do DF.


Cachoeira ao lado de seu advogado, o ex-ministro Marcio Thomaz Bastos - Dida Sampaio/AEDida Sampaio/AECachoeira ao lado de seu advogado, o ex-ministro Marcio Thomaz Bastos

Na semana passada, o desembargador federal Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª região havia concedido liberdade a Cachoeira em um pedido relacionado à Operação Monte Carlo, que investiga indícios de corrupção, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais em Goiás e no Distrito Federal. Mas ele continuou preso por conta do decreto de prisão relativo à Operação Saint-Michel.

Este não é o primeiro habeas corpus pedido pelo contraventor. Em 26 de março, a 3ª. Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª. Região rejeita o primeiro pedido de habeas corpus para sua liberação. Em 12 de abril, a defesa de Cachoeira, comandada por Márcio Thomaz Bastos, tem negado o segundo habeas corpus para a soltura do seu cliente.

Na semana passada, o desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, concedeu liberdade a Cachoeira, em pedido relacionado à Operação Monte Carlo, que investiga esquema de jogos ilegais em Goiás e sob o argumento que os motivos que levaram à prisão do contraventor com base na Operação Monte Carlo já não existiam mais. Entretanto, outro decreto de prisão, da Operação Saint Michel, ainda não revogado, manteve Cachoeira preso.

Organização. Enquanto Cachoeira teve o seu pedido negado, a Justiça concedeu liberdade a Gleyb Ferreira da Cruz, suposto braço direito do contraventor. O desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal (TRF1), que se manifestara contra as provas obtidas na investigação Monte Carlo, inclusive as escutas, afirmou que jogo de azar é contravenção e não um crime e que têm o apoio da população. "Veja-se que muitos setores da sociedade defendem a legalização dos jogos de azar, visto que a prática é largamente aceita pela sociedade em geral, ainda que seja ilegal", afirmou.

 

zanuja