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NOTÍCIAS :: 20120629_SAUIPE_COPA - Cliping Previ

Costa do Sauípe sediará sorteio da Copa do Mundo

O complexo hoteleiro Costa do Sauípe, empreendimento com 100% de participação da PREVI, localizado no município de Mata de São João, na Bahia, a 76 Km de Salvador, foi escolhido para sediar o evento de sorteio das chaves da Copa do Mundo de 2014, a ser realizada no Brasil. O anúncio foi feito pela FIFA e pelo Comitê Organizador Local (COL) nesta quinta-feira, 28/6.


O grande evento, que separa em chaves as 32 seleções classificadas, será realizado em dezembro de 2013 e deve reunir autoridades e personalidades do esporte, além de atrair a atenção de torcedores em todo o mundo.  


"A escolha reflete o reconhecimento da Bahia e do complexo hoteleiro como pólos de atração turística e também da estrutura do empreendimento como adequada para receber um evento deste porte, um dos mais esperados da Copa. Sauípe está preparada para isso", comemora o diretor de participações da PREVI, Marco Geovanne.


O complexo hoteleiro


A Costa do Sauípe é um complexo turístico com cinco hotéis e cinco pousadas, que oferece opções de hospedagem de acordo com o perfil do hóspede. Possui uma das maiores e mais completas estruturas de esportes e lazer, diversidade gastronômica, atrações culturais e espaços para eventos e congressos.


 

 

NOTÍCIA MUITO PREOCUPANTE ...

Homicídios em São Paulo disparam na capital: 127 mortes em junho  FONTE: O Estado de São Paulo - Sábado 30-06 Uma onda de homicídios passou a assustar os moradores das periferias da capital paulista nos últimos 11 dias, período em que os ataques contra policiais militares e os incêndios a ônibus se intensificaram. Entre a meia-noite do dia 17 e as 23h59 de quinta-feira, 127 pessoas morreram assassinadas em São Paulo. O total é 53% maior do que o total de homicídios nos 30 dias de junho no ano passado. Os dados são do Sistema de Informações Criminais (Infocrim) da Secretaria da Segurança Pública.  O crescimento da violência começou a se acelerar depois da onda de assassinatos que já matou seis policiais em São Paulo. A primeira execução ocorreu no dia 12, com a morte do soldado Valdir Inocêncio dos Santos, de 39 anos. Entre os dias 17 e 23, mais cinco policiais morreram. A comparação entre a proporção dos dados de homicídios na capital e no Estado revelam que o problema se concentra no município de São Paulo. Conforme dados do Infocrim, os 127 homicídios dos últimos 11 dias na capital representam 73% dos 174 assassinatos no Estado. Em junho do ano passado, os homicídios da cidade representaram 27% desse total. "É uma situação alarmante e mostra a fragilidade da redução da violência. A cidade parece estar novamente diante de um ciclo de vinganças. Trata-se de uma visão de guerra", afirma o antropólogo Paulo Malvasi, autor de uma tese de doutorado sobre o mercado de drogas na cidade. O Capão Redondo, na zona sul, foi o bairro que concentrou a maior quantidade de homicídios nos últimos dez dias. Entre a 0 hora do dia 17 e as 23h59 do dia 28, morreram 21 pessoas na área do 47.º DP. Em junho de 2011, morreram 38 pessoas no bairro. A situação também foi violenta na região central. No 1° DP, na região Sé, foram assassinadas 12 pessoas nos últimos dez dias. Em junho do ano passado, não houve nenhum assassinato na região.

 

Coluna do Paul KrugmanObamacare foi grande vitória para Obama, mas os verdadeiros vencedores foram os norte-americanos

 

Mark Wilson/Getty Images/AFP

  • Manifestação a favor da lei de saúde do governo Obama em frente à Suprema Corte

Então o Supremo Tribunal dos Estados Unidos – contradizendo várias expectativas – aprovou a Lei de Proteção ao Paciente e Serviços de Saúde Acessíveis, mais conhecida como Obamacare. Sem dúvida haverá muitas manchetes na imprensa declarando que esta foi uma grande vitória para o presidente Barack Obama. E de fato foi. Mas os verdadeiros vencedores foram os norte-americanos comuns – pessoas como você.

E de quantas pessoas nós estamos falando? Você poderia responder 30 milhões, o número de indivíduos adicionais que o Departamento de Orçamento do Congresso afirma que contarão com seguro saúde graças ao Obamacare. Mas isso subestima enormemente o número verdadeiro de vencedores, porque outros milhões de norte-americanos – incluindo muitos que se opõem à lei – teriam corrido o risco de se tornarem um desses 30 milhões.

Portanto, nós devemos acrescentar a esse grupo todos os norte-americanos que atualmente trabalham para uma companhia que oferece um bom plano de saúde, mas que correm o risco de perder o emprego (e quem não corre tal risco neste mundo atual de terceirizações e liquidações de equities privadas?); todos norte-americanos que acabariam não tendo como pagar mais seguro saúde, mas que agora receberão um auxílio financeiro crucial, todos os norte-americanos que já têm problemas de saúde e cuja cobertura seria sumariamente recusada em vários Estados.

Em suma, a menos que você pertença àquela minúscula classe de norte-americanos ricos que estão isolados e protegidos das realidades comuns vividas pela maioria das pessoas, os vencedores com esta decisão do Supremo Tribunal são os seus amigos, parentes, as pessoas com as quais você trabalha e, provavelmente, você próprio. Isso porque quase todos nós deveremos nos beneficiar com o fato de os Estados Unidos se tornarem uma sociedade mais compassiva e decente.

Mas, e quanto aos custos? Vejamos essa questão da seguinte forma: o departamento do orçamento estima que o custo das “provisões de cobertura” do Obamacare no decorrer da próxima década – basicamente, os subsídios necessários para fazer com que o seguro saúde seja acessível a todos – equivale a cerca de apenas um terço do custo das reduções de impostos, que favorecem preponderantemente os ricos, e que Mitt Romney está propondo para o mesmo período. É verdade que Romney afirma que compensaria esses custos, mas ele até agora não apresentou nenhuma explicação plausível sobre como faria isso. Já a Lei de Proteção ao Paciente e Serviços de Saúde Acessíveis é totalmente coberta por uma combinação explícita de aumentos de impostos e cortes de gastos em outros setores.

Portanto, a lei que o Supremo Tribunal aprovou é um ato de decência humana que é também fiscalmente responsável. Ela está longe de ser perfeita – afinal, esse é originalmente um plano republicano, elaborado muito tempo atrás como forma de sabotar a alternativa óbvia de estender a cobertura do Medicare para todos. Como resultado, essa é uma mistura esquisita de seguro saúde público e privado, e esta não é a maneira como uma pessoa elaboraria um sistema a partir da estaca zero. E haverá uma longa luta para aperfeiçoar essa lei, assim como aconteceu no caso do Social Security (reinstituam a opção pública!). Mas ainda assim este foi um grande passo rumo a uma sociedade melhor – e eu estou me referindo a uma sociedade moralmente melhor.

E isso nos faz pensar na natureza das pessoas que tentaram acabar com essa reforma do sistema de saúde. E sobre aqueles que, é claro, continuarão tentando fazer isso, apesar dessa inesperada derrota que acabaram de sofrer.

Sob um aspecto, o fato mais extraordinário da campanha movida contra a reforma foi a sua desonestidade. Quem não se lembra dos “comitês da morte”? Ou de como os oponentes da reforma também acusavam Obama de promover um governo grande e intervencionista e o acusavam de cortar verbas do Medicare? Políticos não são santos, mas, até mesmo nesta era de partidarismo radical, a natureza inescrupulosa da campanha contra a reforma foi excepcional. E, podem ter certeza, todas as velhas mentiras e provavelmente um conjunto de novas inverdades serão novamente propaladas após a decisão do Supremo Tribunal. Esperemos que os democratas estejam prontos para o ataque.

Mas o fato realmente chocante quanto aos indivíduos contrários a essa reforma foi e ainda é a crueldade deles. Seria diferente se, em algum momento, eles tivessem oferecido alguma proposta alternativa no sentido de ajudar os norte-americanos que já sofrem de problemas de saúde, os que simplesmente não tem como pagar por um seguro individual caro, e aqueles que, ao perderem o emprego, perdem também o seguro saúde. Mas há muito tempo ficou óbvio que o objetivo da oposição é simplesmente impedir a reforma, sem nenhuma preocupação quanto às consequências humanas disso. Todos nós deveríamos ser gratos pelo fato de, pelo menos por ora, os esforços deles terem fracassado.

E eu vou fazer um comentário final sobre o Supremo Tribunal.

Antes dos bate-bocas terem começado, o consenso absoluto entre os especialistas que não são conservadores radicais – e mesmo entre alguns que o são – era de que o Obamacare era claramente constitucional. E, no fim das contas, graças ao chefe de Justiça John Roberts Jr., o tribunal sustentou essa opinião. Mas quatro juízes discordaram, e fizeram isso de forma extremista, afirmando que não só o altamente controverso mandato individual, mas a lei inteira seria inconstitucional. Tendo em vista a opinião jurídica que prevaleceu, é difícil não enxergar nessa posição um mero exemplo de partidarismo tacanho.

O fato é que essa história ainda não acabou. Nem no que se refere ao sistema de saúde, nem ao formato mais amplo da sociedade norte-americana. A crueldade e a rudeza que fizeram com que esta decisão do tribunal adquirisse um caráter tão dramático não sairão de cena.

Mas, por ora, vamos comemorar. Esse foi um grande dia, e essa foi uma vitória da legalidade, da decência e do povo norte-americano.

Tradutor: UOL

 

Erundina organizará 'tropa de choque' por Haddad e diz que mal-estar passou

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1112514-erundina-organizara-tropa-de-choque-por-haddad-e-diz-que-mal-estar-passou.shtml

A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) disse nesta sexta-feira (29) que o mal-estar provocado pela aliança entre PT e PP para a disputa pela Prefeitura de São Paulo "é passado". Ela disse que vai "organizar sua tropa" para ajudar eleger Fernando Haddad e elogiou a escolha da nova vice Nádia Campeão (PC do B).

"Eu continuo apoiando Haddad. Vou organizar minha tropa para a gente ajudar na eleição dele. É o melhor candidato. O episódio é passado", disse a deputada.

Erundina abandonou a vice do petista, após a aliança com o PP do deputado Paulo Maluf, seu adversário político.

Segundo pesquisa Datafolha divulgada quarta-feira, o apoio de Maluf a Haddad é rejeitado por 62% dos eleitores de São Paulo. Entre os que declaram preferência pelo PT, a reprovação da aliança chega a 64%.

Ela disse esperar que não tenha restado nenhuma mágoa com Haddad. "Espero que não. Vou provar para ele que isso não foi dirigido a ele ou a sua candidatura vou dar minha contribuição para ajudá-lo a se eleger", afirmou.

A deputada afirmou que sua decisão de deixar a vice foi para mostrar que estava em sintonia com a sociedade. "Eu lamento que tenha tido que ser assim, mas política tem que passar a compreensão para a sociedade de que há interesse de que as coisas mudem."

Sobre Nádia Campeão, Erundina disse que foi uma "boa escolha". "É uma boa companheira, tem experiência."

 

Zero


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7. Conselho de Ética julga Protógenes com dois votos diferentes - Vermelho

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6. Prorrogação de desonerações custará R$ 684 mi ao governo

A extensão das desonerações para a linha branca, móveis, itens de decoração e massas alimentícias, anunciada nesta sexta-feira pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, custará R$ 684 milhões aos cofres federais. Segundo a pasta, esse é o montante que...

5. Lula é homenageado em reunião de cúpula do Mercosul - Diário do Grande ABC

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, usou seu discurso nesta sexta, durante reunião da Cúpula do Mercosul, para homenagear o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Nestor Kirchner, ex-presidente argentino com quem Cristina foi casada.

4. EXCLUSIVO-Amazon.com pretende entrar no Brasil no 4o trimestre

SÃO PAULO, 29 Jun (Reuters) - A Amazon.com planeja abrir sua loja digital de livros no Brasil no quarto trimestre de 2012, buscando obter uma fatia no mercado online de rápido crescimento do país que inspirou o nome da empresa.

3. Dilma estreia no comando de um Mercosul que ganha corpo com a ...

Natalia Kidd. Mendoza (Argentina), 29 jun (EFE).- A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, assumiu nesta sexta-feira sua primeira presidência rotativa em um Mercosul que tenta escapar da crise global, ganha corpo com a incorporação da Venezuela e ...

2. STF e TST seguem Executivo e divulgam salários de ministros na ... - Último Segundo - iG

O Supremo Tribunal Federal (STF) eo Tribunal Superior do Trabalho (TST) divulgaram nesta sexta-feira (29) os salários dos ministros e servidores que trabalham na Corte.A assessoria do TST informou que a instituição é "o primeiro tribunal brasileiro a...

1. Governo prorroga redução da linha branca por mais dois meses - O POVO Online

O governo prorrogou a redução da alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os setores de linha branca e móveis. O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ontem, em São Paulo. A desoneração, que acabaria hoje, ....

 

http://www.cloudnews.com.br

 

Da Folha de São Paulo

Tempo de julgamento do mensalão dependerá de 'condições físicas', diz relator

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AGUIRRE TALENTO
DE BELÉM

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, afirmou nesta sexta-feira (29) que a possibilidade de acelerar o julgamento do caso dependerá das "condições físicas" e do "cansaço intelectual" dos ministros.

Questionado sobre a proposta de adicionar novas sessões para julgar o processo até o final de agosto, o que está em estudo pelo STF, Barbosa alertou para a necessidade de "cuidado".

"Depende muito das condições físicas e de cansaço intelectual do colegiado. A experiência mostra que, a cada vez que avançamos à noite [nos julgamentos], no dia seguinte a capacidade de dar continuidade a esse trabalho fica bastante prejudicada", afirmou Barbosa.

"Como se trata de um julgamento complicado, um julgamento final que envolve a liberdade das pessoas, precisamos de muito cuidado", completou.

As afirmações foram feitas em entrevista antes de um evento do Conselho Federal de Enfermagem em Belém, onde o ministro esteve para dar uma palestra.

Ele considera que a entrega do voto do revisor, ministro Ricardo Lewandowski, um dia após o esperado não traz prejuízos.

"O cronograma está fixado, está tudo preparadinho, não há nada fora do script", disse.

Barbosa afirmou esperar "que a Justiça seja feita, de um lado ou de outro" e que a pressão da sociedade não influenciará o julgamento. "O Supremo não se deixa pressionar por pouca coisa".

 

zanuja

Da Revista Época

O espião com amigos demaisDadá, principal araponga de Carlinhos Cachoeira, fez um favor a um amigo encarregado de proteger documentos da CPI. A Polícia Federal gravou tudo

HUDSON CORRÊA

inShareEnviar por e-mail|Imprimir|Comentários  Sergio Lima/Folhapress)O ARAPONGA
O sargento Dadá, preso com Cachoeira e libertado em junho. Ele usava um amigo na PF para favorecer outras amizades (Foto: Sergio Lima/Folhapress)

A cada semana, chegam ao Congresso Nacional documentos sigilosos sobre a organização criminosa do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O material inclui gravações telefônicas, movimentação bancária de empreiteiras, Imposto de Renda dos suspeitos e relatórios da Polícia Federal (PF). Eles abastecem os integrantes da CPI encarregada de investigar os negócios do contraventor. O temido arsenal, de onde saiu munição contra o senador Demóstenes Torres e os governadores Marconi Perillo (PSDB-GO) e Agnelo Queiroz (PT-DF), é guardado em três salas no subsolo do Senado, monitorado por câmeras 24 horas por dia. Apenas integrantes da CPI podem consultar os documentos, entre as 9 e 20 horas. Celulares e outros aparelhos eletrônicos são retidos do lado de fora. Depois que as luzes se apagam, o local segue vigiado. Entram em cena os seguranças engravatados da Polícia Legislativa do Congresso Nacional, solicitada pelo presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), para vigiar a “sala cofre” da comissão, cômodo de acesso mais restrito, e as duas pequenas salas onde estão dez computadores repletos de arquivos confidenciais digitalizados.


Especialista em filmar, grampear pessoas ilegalmente e obter documentos sigilosos, o sargento e araponga Dadá tinha uma função primordial no bando de Cachoeira, segundo a PF. Ele descobria com antecedência operações policiais contra jogos ilegais para ajudar Cachoeira a escapar de flagrantes. Dadá mantinha uma rede de informantes em órgãos públicos. Um deles era o funcionário administrativo da Polícia Federal Anderson Aguiar Drumond, afastado do cargo assim que a PF descobriu sua atuação no esquema de vazamento para a quadrilha de Cachoeira. Drumond conseguia acelerar a liberação de passaportes, favor que Dadá costumava oferecer a amigos, de acordo com as conversas telefônicas monitoradas pela polícia.Na semana passada, ÉPOCA descobriu que no comando desses guardiões da noite está um amigo do principal espião de Cachoeira. O chefe do policiamento noturno, Yanko de Carvalho Paula Lima, de 43 anos, aparece nas escutas telefônicas da Polícia Federal na Operação Monte Carlo. Uma série de diálogos captados em abril de 2011 revela que ele pediu ajuda ao sargento da reserva da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, conhecido como Dadá, para furar a fila de emissão de passaportes da PF. O segurança precisava, o mais rápido possível, dos documentos dos filhos, um adolescente e uma bebê de poucos meses. A família, com viagem marcada para Las Vegas, nos Estados Unidos, tinha pressa. Dadá, conhecido personagem do submundo de Brasília cujo telefone era monitorado com autorização da Justiça, foi ao auxílio do amigo.

Por volta das 20 horas do dia 18 de abril de 2011, Dadá telefonou para Drumond. “Amanhã te passo o negócio lá do Yanko, dos filhos dele”, disse. “Ah, tá. Tá joia. Se quiser mandar por e-mail. Quer anotar aí?”, respondeu Drumond. O e-mail não chegou. Na manhã do dia seguinte, Dadá telefonou de novo e passou o número do protocolo do passaporte, o nome completo dos filhos de Yanko e o número do telefone celular dele para contato. Logo depois, Dadá ainda ligou mais uma vez para Yanko a fim de confirmar a exatidão dos dados repassados à polícia. Os áudios da gravação podem ser conferidos abaixo. Para preservar a identidade dos filhos e evitar a divulgação de dados pessoais, trechos foram suprimidos.

O araponga Dadá conseguiu que um amigo seu ajudasse o segurança da CPI a obter passaportes na PF
 

A troca de favores entre o funcionário da Polícia Federal, o araponga de Cachoeira e o policial legislativo chamou a atenção da polícia. Devido a esse episódio, a PF decidiu pedir à Justiça a prorrogação da escuta do telefone de Drumond, o funcionário dos passaportes. O relatório completo de monitoramento das conversas do bando de Cachoeira tem 36 volumes, cerca de 8 mil páginas e 250 mil horas de gravações. Os diálogos desconhecidos podem ser ainda mais reveladores sobre a proximidade de personagens que deveriam estar em lados opostos do balcão.

Yanko nega que, como guardião da “sala cofre”, possa favorecer o esquema do bicheiro. “A chave fica com o presidente da CPI. Minha relação com Dadá é só de amizade. Não tem nada a ver com minha função no Senado. O favor que pedi a ele foi há mais de um ano. Não houve pagamento de dinheiro”, disse. Yanko afirmou já saber que seu nome e o número de telefone aparecem no relatório da PF, mas nada comunicou a seus chefes imediatos. “Vou fazer isso agora”, afirmou, depois de ser procurado por ÉPOCA. Vital do Rêgo disse não ter gostado de saber da amizade dele com um dos principais investigados pela CPI. “Vou mandar imediatamente a Polícia do Senado apurar essa história”, afirmou. “Vou pedir providências. A gente manda afastar o rapaz.”

 reprodução)

Preso com Cachoeira em fevereiro, Dadá foi solto no início de junho por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. Em sua defesa, ele diz que apenas prestava serviços legais a Cachoeira, que continua detido na penitenciária de Papuda, na periferia de Brasília. A Polícia Federal tem outra avaliação do papel de Dadá. Afirma que, além de usar contatos no serviço público, Dadá negociava pagamento de propina pela construtora Delta e forjava provas contra adversários da organização de Cachoeira. Agora solto, nada se sabe sobre sua atual ocupação.

Dadá, auxiliar de Cachoeira, pede para Anderson acelerar liberação de passaportes na PF para os filhos de Yanko, chefe do policiamento noturno do Congresso

18 de abril de 2011 às 19h51 

 .............................................................................................................................................................19 de abril de 2011 às 10h41 

.............................................................................................................................................................19 de abril 2011 às 10h47 

 

zanuja

Da Agência Senado

Bucci: Indústria da imagem empobreceu o pensamento e aumentou promiscuidade na política

Enviar notícia por e-mail Imprimir

  

Nelson Oliveira e Paulo Cezar Barreto


 

A sétima palestra do Fórum Senado Brasil 2012, na noite de quinta-feira (28), teve a marca da ironia. Convidado a falar sobre a democracia-espetáculo e a imagem da política, o jornalista Eugênio Bucci foi tratado como celebridade e atendeu, visivelmente satisfeito, os pedidos de autógrafos e fotos ao final.

Professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), e presidente da Radiobras (atual EBC), durante o primeiro governo Lula, Bucci se apresenta como um crítico da imagem como mercadoria, num amplo espectro que vai da esfera comercial ao mundo da cultura e do entretenimento, mas que afeta sensivelmente o universo da política: justamente aquele que deveria ser resguardado pela austeridade e pela nobreza do pensamento reflexivo.

Para ele, dentro e fora da política, cada vez mais as imagens se sobrepõem às ideias:

- O marqueteiro substituiu o ideólogo. Os políticos precisam cada vez mais ser bons atores – constatou, dando como exemplo a eleição de Ronald Reagan, que saiu de Hollywood para a política e chegou a presidente dos Estados Unidos.

De acordo com Bucci, o mito da caverna de Platão, no qual os personagens são iludidos por sombras, segue muito atual num tempo em que acreditamos nas imagens como critério de verdade. No entanto, conforme frisou, a imagem nos afasta perigosamente das palavras, que é a base do pensamento capaz de formar juízos.

Bezerro de ouro

Embora o culto a imagens não seja uma novidade, como prova o bezerro de ouro da era bíblica, as facilidades da tecnologia, associadas ao modelo econômico, lançaram a humanidade num frenesi de consumo dominado pelo imaginário capaz de tornar acessória mesmo a concretude da infraestrutura.

- Antes os governantes se preocupavam em transformar o país num canteiro de obras. Agora eles se preocupam em parecer que estão transformando o país num canteiro de obras – observa Bucci, que é contrário à publicidade oficial, mesmo com as restrições que vão surgindo à divulgação de logomarcas.

- Um governo que não pode anunciar se diz amordaçado, e alvo das críticas da imprensa, mas o que vemos na atualidade no Brasil é a maior parte da imprensa dependente de verbas públicas de comunicação. A exceção seriam os grandes meios privados.

Para o professor da USP, criou-se a “convicção pétrea” dos agentes políticos de que imagem – traduzida também em tempo de televisão no horário eleitoral chamado gratuito - gera voto. Eis porque as composições políticas são feitas não em torno de programas ou de identidades políticas, mas com vistas a fatias de tempo. O caso recente mais emblemático, de acordo com o jornalista, foi o do acordo entre o PT de Lula e o PP de Paulo Maluf, que deu mais 90 segundos no horário eleitoral ao candidato petista à Prefeitura de São Paulo.

- Antes se dizia que tempo era dinheiro. Agora, imagem é poder e tempo [por causa da imagem] é poder.

Segundo Bucci, a publicidade estatal não é uma forma de o Estado cumprir o dever de informar o cidadão. É, antes, propaganda do partido que está no poder, o que se configura como promiscuidade entre público e privado. Ele citou vários números para provar que a publicidade é a rubrica orçamentária que mais tem crescido nos governos de todas as esferas no Brasil. A Prefeitura do Rio de Janeiro, por exemplo, teria gasto R$ 470 mil em 2009 contra R$ 74 milhões em 2011.

Conforme Bucci, a linguagem da propaganda eleitoral e a da publicidade do governo é a mesma – até a equipe de produção é a mesma. O logotipo do governo substitui o retrato do governante, criando uma identificação “inequívoca, ainda que indireta” - algo que, para Bucci, viola os princípios constitucionais.

- Não é razoável que o dinheiro de todos seja usado para ideias e imagens de uns poucos – protestou.

Em seu questionamento ao uso da mídia fora da propaganda eleitoral, Bucci estende sua crítica a programas como A Voz do Brasil e a veículos como a TV Senado e a TV CâmaraPara Bucci, é preciso discutir se esses canais de comunicação servem para aumentar a transparência sobre as atividades políticas ou como “palanque” para que os detentores de mandatos se promovam com vantagem sobre os que ainda não foram eleitos.

A propósito, o jornalista fez uma avaliação da sua passagem pela Radiobras. Ele acredita que buscou tornar independentes as emissoras oficiais do Executivo:

- Mas devo admitir, de forma positiva, que hoje a EBC é mais independente do que a Radiobras era quando estive lá.

Controle da mídia

Afirmando que “há controle social sobre tudo”, Bucci lamentou a conotação ideológica que acabou esvaziando o sentido do controle social da mídia. Ele defendeu parâmetros claros sobre concessões de rádio e televisão no Brasil, que nunca tiveram uma legislação que protegesse a diversidade e evitasse distorções monopolistas, poder excessivo de políticos e vínculos com igrejas. Porém, como ressaltou, a regulação não deve entrar no mérito do conteúdo:

- Regulação não é de esquerda nem de direita, mas uma necessidade da democracia – definiu.

Para Bucci, a classificação indicativa, que “todos os países adotam”, não constitui censura e não pode ser confundida com a regulação de mercado para evitar conflito de interesses. Conforme lembrou, o governo Lula centralizou equivocadamente na Secretaria de Comunicação (Secom) a discussão sobre regulação da mídia, já que a secretaria controlava a verba da publicidade oficial.

Agência Senado

 

zanuja

Da Agência Senado

Bucci: Indústria da imagem empobreceu o pensamento e aumentou promiscuidade na política

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Nelson Oliveira e Paulo Cezar Barreto


 

A sétima palestra do Fórum Senado Brasil 2012, na noite de quinta-feira (28), teve a marca da ironia. Convidado a falar sobre a democracia-espetáculo e a imagem da política, o jornalista Eugênio Bucci foi tratado como celebridade e atendeu, visivelmente satisfeito, os pedidos de autógrafos e fotos ao final.

Professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), e presidente da Radiobras (atual EBC), durante o primeiro governo Lula, Bucci se apresenta como um crítico da imagem como mercadoria, num amplo espectro que vai da esfera comercial ao mundo da cultura e do entretenimento, mas que afeta sensivelmente o universo da política: justamente aquele que deveria ser resguardado pela austeridade e pela nobreza do pensamento reflexivo.

Para ele, dentro e fora da política, cada vez mais as imagens se sobrepõem às ideias:

- O marqueteiro substituiu o ideólogo. Os políticos precisam cada vez mais ser bons atores – constatou, dando como exemplo a eleição de Ronald Reagan, que saiu de Hollywood para a política e chegou a presidente dos Estados Unidos.

De acordo com Bucci, o mito da caverna de Platão, no qual os personagens são iludidos por sombras, segue muito atual num tempo em que acreditamos nas imagens como critério de verdade. No entanto, conforme frisou, a imagem nos afasta perigosamente das palavras, que é a base do pensamento capaz de formar juízos.

Bezerro de ouro

Embora o culto a imagens não seja uma novidade, como prova o bezerro de ouro da era bíblica, as facilidades da tecnologia, associadas ao modelo econômico, lançaram a humanidade num frenesi de consumo dominado pelo imaginário capaz de tornar acessória mesmo a concretude da infraestrutura.

- Antes os governantes se preocupavam em transformar o país num canteiro de obras. Agora eles se preocupam em parecer que estão transformando o país num canteiro de obras – observa Bucci, que é contrário à publicidade oficial, mesmo com as restrições que vão surgindo à divulgação de logomarcas.

- Um governo que não pode anunciar se diz amordaçado, e alvo das críticas da imprensa, mas o que vemos na atualidade no Brasil é a maior parte da imprensa dependente de verbas públicas de comunicação. A exceção seriam os grandes meios privados.

Para o professor da USP, criou-se a “convicção pétrea” dos agentes políticos de que imagem – traduzida também em tempo de televisão no horário eleitoral chamado gratuito - gera voto. Eis porque as composições políticas são feitas não em torno de programas ou de identidades políticas, mas com vistas a fatias de tempo. O caso recente mais emblemático, de acordo com o jornalista, foi o do acordo entre o PT de Lula e o PP de Paulo Maluf, que deu mais 90 segundos no horário eleitoral ao candidato petista à Prefeitura de São Paulo.

- Antes se dizia que tempo era dinheiro. Agora, imagem é poder e tempo [por causa da imagem] é poder.

Segundo Bucci, a publicidade estatal não é uma forma de o Estado cumprir o dever de informar o cidadão. É, antes, propaganda do partido que está no poder, o que se configura como promiscuidade entre público e privado. Ele citou vários números para provar que a publicidade é a rubrica orçamentária que mais tem crescido nos governos de todas as esferas no Brasil. A Prefeitura do Rio de Janeiro, por exemplo, teria gasto R$ 470 mil em 2009 contra R$ 74 milhões em 2011.

Conforme Bucci, a linguagem da propaganda eleitoral e a da publicidade do governo é a mesma – até a equipe de produção é a mesma. O logotipo do governo substitui o retrato do governante, criando uma identificação “inequívoca, ainda que indireta” - algo que, para Bucci, viola os princípios constitucionais.

- Não é razoável que o dinheiro de todos seja usado para ideias e imagens de uns poucos – protestou.

Em seu questionamento ao uso da mídia fora da propaganda eleitoral, Bucci estende sua crítica a programas como A Voz do Brasil e a veículos como a TV Senado e a TV CâmaraPara Bucci, é preciso discutir se esses canais de comunicação servem para aumentar a transparência sobre as atividades políticas ou como “palanque” para que os detentores de mandatos se promovam com vantagem sobre os que ainda não foram eleitos.

A propósito, o jornalista fez uma avaliação da sua passagem pela Radiobras. Ele acredita que buscou tornar independentes as emissoras oficiais do Executivo:

- Mas devo admitir, de forma positiva, que hoje a EBC é mais independente do que a Radiobras era quando estive lá.

Controle da mídia

Afirmando que “há controle social sobre tudo”, Bucci lamentou a conotação ideológica que acabou esvaziando o sentido do controle social da mídia. Ele defendeu parâmetros claros sobre concessões de rádio e televisão no Brasil, que nunca tiveram uma legislação que protegesse a diversidade e evitasse distorções monopolistas, poder excessivo de políticos e vínculos com igrejas. Porém, como ressaltou, a regulação não deve entrar no mérito do conteúdo:

- Regulação não é de esquerda nem de direita, mas uma necessidade da democracia – definiu.

Para Bucci, a classificação indicativa, que “todos os países adotam”, não constitui censura e não pode ser confundida com a regulação de mercado para evitar conflito de interesses. Conforme lembrou, o governo Lula centralizou equivocadamente na Secretaria de Comunicação (Secom) a discussão sobre regulação da mídia, já que a secretaria controlava a verba da publicidade oficial.

Agência Senado

 

zanuja

da Rede Brasil Atual

Publicado em 29/06/2012

Enquanto o PCC atacava, secretário de Segurança de Alckmin torcia pelo Corinthians na Argentina Tags: , , ,

Por: Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual

 

  Enquanto o PCC atacava, secretário de Segurança de Alckmin torcia pelo Corinthians na Argentina

Diário Oficial mostra folga concedida a secretário Ferreira Pinto, que foi a jogo de futebol em meio a nova onda de violência

É comum autoridades interromperem férias quando estoura uma crise. Mas um Secretário de Segurança Pública tirar folga em meio a uma crise de segurança é inovação do “choque de gestão” tucano. Mas foi o que fez o Secretário de Segurança do governador de Geraldo Alckmin (PSDB-SP).

Há cerca de quinze dias, todas as indicações levam a crer que a organização criminosa PCC voltou a atacar, incendiando ônibus e executando policiais paulistas. Já foram assassinados nove policiais e queimados 10 ônibus. Ainda há os postos policiais atacados com tiros, sem vítimas, e a imposição do toque de recolher, inclusive em bairros paulistanos, quando os bandidos intimidam comerciantes, obrigando a fechar seus estabelecimentos.

Porém, mesmo com esse quadro de crise em curso, o secretário Antônio Ferreira Pinto pediu – e o governador autorizou – dois dias de folga, na quarta e na quinta-feira, 25 e 26. Depois ficamos sabendo o motivo: corintiano fanático, o secretário tucano não abriu mão de ir até a Argentina torcer pelo seu time contra o Boca Juniors, no primeiro jogo da final da copa Libertadores da América.

Só no dia da partida, seis ônibus haviam sido queimados em 24 horas. O jornal Estadão procurou o secretário para o entrevistar, e não o encontrava. Já corria a informação da viagem mas, estranhamente, ninguém no governo confirmava.

Só às 20h30, Ferreira Pinto ligou para o jornal: "Estou na Argentina. (...) Pela primeira vez, tirei licença de dois dias. (...) Está sob controle. Se houvesse qualquer risco real à segurança, nas ruas ou nos presídios, eu teria cancelado a viagem. O que existe é uma onda de boatos e casos isolados que estão sendo investigados pela polícia e os autores desses crimes, presos (…) mesmo de folga, estou em contato com todos, por meio do telefone, de e-mail. Acompanho a situação. Mas há pessoas que têm o interesse em desestabilizar a segurança e exploram essa informação. Fiz tudo dentro da legalidade. Pedi autorização e licença", disse Pinto.

O jornal engoliu a explicação sem maiores críticas. Será que a atitude seria a mesma se não o governo do estado não fosse tucano?

 

Tem que ver que é a primeira (e muito provavelmente a última) vez que o Corinthians chega a final da libertadores!!!

 

do Balaio do Kotscho

Como pode um garagista ganhar mais que Dilma?de rkotscho

camara municipal sp ok Como pode um garagista ganhar mais que Dilma?

Agora que o Portal da Transparência, graças à recém implantada Lei de Acesso à Informação, está divulgando os salários dos servidores públicos, a começar pela presidente Dilma Rousseff e seus ministros, estamos tomando conhecimento de alguns absurdos perpetrados com o nosso dinheiro, casos que já repercutiram até na revista inglesa "The Economist".

O exemplo mais escandaloso é o de um garagista da Câmara Municipal de São Paulo, o novo marajá Alexandre Camargo Pereira, 37 anos, que os repórteres do "Estadão" encontraram trabalhando como assessor parlamentar no gabinete do vereador Juscelino Gadelha (PSB).

O salário do servidor informado pelo site da Câmara é de inacreditáveis R$ 23.206,96. Ao receber o holerite, Alexandre não estranhou os valores depositados em sua conta. Deve ter achado tudo muito normal, e não reclamou, claro. Lá na Câmara, afinal, muita gente ganha altos salários há muito tempo e ninguém pergunta nada para ninguém.

O que mais me chocou nesta história foi comparar o salário do garagista com o da presidente da República divulgado pelo Portal da Transparência. Segundo a "Folha" desta quinta-feira, a presidente Dilma recebeu de salário, para cuidar do país, exatos R$ 19.818,49 em maio.

Num país normal, nenhum servidor público poderia ganhar mais do que a presidente da República, mas os ministros Guido Mantega e Miriam Belchior, por exemplo, ganham R$ 36,3 mil por mês por participarem de conselhos de estatais.

Claro que Alexandre não é um caso único. Assim que todas as repartições públicas e casas legislativas colocarem e abrirem os dados no Portal da Transparência, poderemos constatar que os abusos constituem a regra e não uma ou outra exceção.

Na própria família do garagista há outro caso: o coordenador dos motoristas da Câmara Municipal é Joaquim Nabuco Pereira, pai de Alexandre. Salário: R$ 17 mil por mês. Os 55 vereadores da Câmara Municipal de São Paulo têm um salário mensal de R$ 7,2 mil. Tem lógica isso?

Chamados de "gatos gordos" pela "The Economist", os garagistas da Câmara despertaram a atenção também do prefeito Gilberto Kassab, em final de mandato, já pensando numa nova ocupação após deixar o cargo. "Acho que vou arrumar um emprego de garagista na Câmara", brincou o prefeito.

É por isso que membros do Judiciário e associações de servidores de todas as áreas resistem à divulgação de seus salários, alegando riscos à segurança, e prometem ir à Justiça. Eles devem ganhar salários tão altos e fora dos padrões do mercado que certamente temem sofrer sequestros ou pedidos de ajuda de parentes, só pode ser isso.

O leitor há de perguntar como é possível chegarmos a valores como os que são pagos na garagem da Câmara Municipal? Ninguém controla isso? Como se chega a esta verdadeira festa do caqui no uso de recursos públicos? Os repórteres Diego Zanchetta e Rodrigo Burgarelli foram atrás das respostas e levantaram a história do marajá.

Alexandre foi contratado, sem prestar concurso, em 2005, como assessor parlamentar do vereador Juscelino Gadelha, mas nunca trabalhou para ele como motorista. Gadelha é um dos poucos vereadores que dirige seu próprio carro.

Então o que faz o dito cujo para justificar salário tão alto? Definido como um "faz-tudo", os colegas informam que ele "ajuda tanto a descarregar caixas que chegam como a elaborar ofícios". Ah, bom, que beleza..., como diria o Milton Leite.

E o que diz o seu chefe, o vereador Gadelha? "Foi um erro, um erro meu. Eu assumi o erro. Ele vai ganhar R$ 7 mil já a partir do próximo mês. Recebeu errado uns dois, três meses. Vou resolver isso agora (...) Se ele não quiser devolver, eu vou pagar do meu bolso".

O curioso é que Juscelino Gadelha só agora, depois de Alexandre ser encontrado pelos repórteres, descobriu que havia alguma coisa errada em seu gabinete. Não estranhou, por exemplo, a doação de R$ 2,5 mil que o garagista "faz-tudo" entregou para a sua campanha à reeleição como vereador, em 2008.

Aguarda-se agora que o Supremo Tribunal Federal, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal sigam o exemplo do presidente da Câmara Municipal de São Paulo, José Police Neto (PSDB), e coloquem os salários de todos os seus servidores no Portal da Transparência. A lei, afinal, é para todos. A Presidência da República já tomou esta providência.

Se isto realmente acontecer, ainda teremos, certamente, grandes surpresas.

 

da Ciência Hoje Online

O Brasil na lanternado Ciência hoje de Henrique Kugler

Embora a economia verde ainda seja um conceito abstrato, alguns países já se movimentam para alterar seus modelos de produção e consumo. E, nessa corrida, o Brasil largou nas últimas posições, segundo o economista brasileiro Cláudio Frishtak, diretor do Centro de Crescimento Internacional (IGC, na sigla em inglês).

“Somos uma potência ambiental em potencial, mas apenas em potencial”, afirmou Frishtak em debate organizado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) no início de junho. “Poderíamos estar na fronteira da sustentabilidade, mas não estamos”, lamentou o economista, que também é consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), além de presidente da Inter B Consultoria Internacional de Negócios.

“Dos gastos totais em P&D no Brasil no ano de 2010, apenas 2,64% foram destinados à construção de uma economia minimamente verde”

“Dos gastos totais em P&D no Brasil no ano de 2010, apenas 2,64% foram destinados à construção de uma economia minimamente verde”, disse. “Jamais seremos uma potência ambiental se esse quadro permanecer”, sentenciou.

Para exemplificar seu argumento, Frishtak afirmou que o Brasil direciona generosos fomentos para a ampliação contínua de bens individuais, enquanto observa-se subinvestimentos nos bens coletivos. “Belo exemplo é o caso dos transportes. Continuamos com investimentos maciços em tecnologias do passado, isto é, em transporte individual.”

Para o economista, é preciso analisar criticamente o fato de termos expressivos amparos fiscais à indústria automobilística e quase inexistentes incentivos à produção de energia solar.

Números modestos

Frishtak frisou que a pesquisa científica e a inovação são as únicas formas de ingressarmos na economia verde. “De todo o conhecimento em ecologia e meio ambiente produzido no mundo, apenas 3% têm origem no Brasil”, lamentou.

Quando o assunto é energia, os números também não contribuem para uma imagem ‘verde’ do nosso país. Em 2010, foram registradas no Escritório Europeu de Patentes (EPO, na sigla em inglês) 10.491 patentes resultantes de tecnologia em energia solar e eólica. A contribuição do Brasil, a despeito de seu potencial, foi de apenas 43, ou seja, 0,4%.

Energia eólica
Apenas 0,4% das patentes na área de energia solar e eólica registradas no Escritório Europeu de Patentes em 2010 vem do Brasil. (foto: Sxc.hu/ barun patro)

“Muitos brasileiros se gabam por termos mais de 40% de nossa eletricidade baseada na matriz hídrica, supostamente limpa; mas não poderemos contar vantagem por muito tempo”, alertou o economista. “O mundo gira, e estamos ficando para trás; ainda não temos sequer regulação sólida para o setor de energia solar, como já existe na Alemanha, que tem grandes redes de produção fotovoltaica descentralizada.”

Segundo Frischtak, a sonolência de nosso desenvolvimento ‘sustentável’ não para por aí. Mesmo na agricultura – em tese, uma vocação brasileira – nós estamos atrasados: temos pouquíssimas patentes relacionadas às tecnologias utilizadas em nossos cultivos (caso da cana-de-açúcar, da soja, da mandioca e do eucalipto, por exemplo).

Precisamente, das 1.246 patentes registradas no EPO entre 2006 e 2010 para esses produtos, somente 11 são brasileiras. Todas as demais ficam nas mãos de China, Estados Unidos, Alemanha e Japão – países que, mesmo sem grande tradição agrária, já estão anos-luz à nossa frente.

O Brasil hoje está muito atrasado na área de pesquisa e desenvolvimento em sustentabilidade urbana

Esses números, e muitos outros, estão compilados no documento ‘Vantagens comparativas, inovação e economia verde’, publicado recentemente pelo economista. No mesmo trabalho, ele também analisou o percentual de publicações de artigos científicos brasileiros entre 2007 e 2009 em periódicos indexados na base de dados Thomson Reuters (ISI) Web of Knowledge em relação ao resto do mundo – com resultados também pouco dignos de comemoração.

Para arrematar, Frischtak ressaltou que o Brasil hoje está muito atrasado na área de pesquisa e desenvolvimento em sustentabilidade urbana. “É claro que temos conhecimento sendo desenvolvido nesse campo, majoritariamente em departamentos isolados em universidades. Mas ainda é pífia a integração desses saberes com nossa realidade urbana.”

Henrique Kugler
Ciência Hoje On-line

 

da Ciência Hoje Online

Além do bagaçodo Ciência hoje de Sofia Moutinho

O Brasil é o segundo maior produtor mundial de etanol, atrás apenas dos Estados Unidos, que produz álcool de milho a um custo mais elevado. Aqui, o caldo da cana-de-açúcar é a principal matéria-prima desse combustível. Mas a perspectiva é que o país comece a usar cada vez mais também a palha e o bagaço da cana para produzir energia.

A previsão é da bioquímica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Elba Bon. O etanol de segunda geração (2G), nome dado ao álcool feito com os resíduos da cana, já é produzido em laboratórios e centros de pesquisa e, segundo Bon, tem tudo para ser incorporado pelas indústrias.

O etanol de segunda geração já é produzido em laboratórios e centros de pesquisa e tem tudo para ser incorporado pelas indústrias

A pesquisadora acredita que, dentro de cinco anos, o Brasil já vai estar produzindo o etanol 2G em larga escala e, por volta de 2022, o combustível estará disponível nos postos misturado ao etanol tradicional, de primeira geração. Durante a Rio+20, 40 minivans usadas para o transporte de comitivas foram abastecidas com etanol 2G produzido experimentalmente pela Petrobrás.

O etanol 2G torna a cadeia produtiva do álcool mais sustentável. Com o aproveitamento do bagaço da cana, que normalmente é descartado, e da palha, usada em parte como adubo, é possível dobrar a produção de etanol por hectare de plantação.

Bon estima que um hectare que produz cerca de oito mil litros de etanol de primeira geração pode render até 11 mil litros a mais, se aproveitada a palha para fazer etanol 2G.

Bomba de combustível
Segundo pesquisadora da UFRJ, a previsão é que, daqui a 10 anos, o etanol de segunda geração já esteja disponível nos postos de abastecimento misturado ao etanol tradicional. (foto: Jose Carlos Norte/ Flickr – CC BY-NC-SA 2.0)

Para a pesquisadora, a possibilidade de se extrair álcool da palha e do bagaço da cana encerra a discussão sobre o impacto dos bicombustíveis na produção de alimentos. “Não faz mais sentido colocar a questão ‘biocombustível versus alimentação’; o etanol pode muito bem ser um subproduto da cana usada para produzir açúcar”, afirma.

Aproveitamento máximo

As vantagens do aproveitamento dos resíduos da cana-de-açúcar não param por aí. Durante os processos de extração do etanol 2G em laboratório, feita por meio de ácidos, hidrólise ou enzimas produzidas por microrganismos, os pesquisadores obtêm como subproduto a lignina, substância três vezes mais energética que o bagaço da cana.

Bon propõe que a lignina seja reintroduzida na cadeia produtiva como combustível para as caldeiras das usinas de etanol. “São processos simples que podem fazer a diferença na produção do etanol, tornando-a mais sustentável”, comenta.

Além de gerar etanol 2G e lignina, o bagaço da cana ainda pode ser usado para produzir hidrogênio de forma limpa

Além de gerar etanol 2G e lignina, o bagaço da cana ainda pode ser usado para produzir hidrogênio de forma limpa. A substância vem sendo apontada por especialistas como alternativa sustentável para produção de energia e já é usada como combustível no ônibus ecológico H2+2, desenvolvido pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/ UFRJ) e apresentado durante a Rio+20.

“Estamos vivendo uma mudança de paradigma no mundo e é fundamental que o Brasil comece a formar recursos humanos preparados para lidar com recursos renováveis, como o etanol de segunda geração e o hidrogênio”, completa Bon.

Sofia Moutinho
Ciência Hoje On-line

 

Jornal O Globo

Sem Paraguai, Mercosul aprova entrada da Venezuela no blocoCom a incorporação ao bloco, governo venezuelano deve suspender sanção ao Paraguai
 Enrique Marcarian / Reuters

Presidente brasileira e argentina se cumprimentam antes da abertura da cúpula: países vão decidir sobre sanções ao novo governo paraguaioENRIQUE MARCARIAN / REUTERS

ASSUNÇÃO e MENDOZA, Argentina - A XLIII Cúpula de Presidentes do Mercosul, que aconteceu nesta sexta-feira na cidade argentina de Mendoza, teve como novidade a incorporação da Venezuela ao bloco econômico, segundo anunciou a presidente da Argentina, Cristina Kirchner. Com a mudança, o governo venezuelano deve voltar atrás e recuar na decisão de suspender o envio de diesel ao Paraguai. Segundo fontes, como futuro membro pleno do Mercosul, o país entendeu que a medida anunciada mais cedo iria na contramão da posição do bloco - que não vai aplicar sanções econômicas ao Paraguai. A decisão foi fortemente influenciada pela presidente brasileira Dilma Rousseff, de acordo com o colunista do G1 Gerson Camarotti.

A líder argentina adiantou ainda que será criada uma comissão da Unasul para acompanhar o processo eleitoral no Paraguai, suspenso do bloco até 2013, para garantir a democracia durante o processo. A Venezuela vinha negociando a entrada plena no Mercosul desde 2004 e, pela sintonia com os governos da região, viu o processo caminhar em tempo recorde. Em 2006, o protocolo de adesão já estava pronto e, logo depois, assinado pelos países-membros. O processo, no entanto, parou na recusa do Congresso paraguaio em ratificá-lo. O presidente Hugo Chávez, que não foi à cúpula na cidade argentina de Mendoza, celebrou a decisão, a ser selada no próximo dia 31 de julho, no Rio. Para o presidente venezuelano Hugo Chávez, a entrada do país no grupo é “uma decisão histórica”.


Mais cedo, a PDVSA, empresa estatal de petróleo da Venezuela, havia cancelado o convênio bilateral de abastecimento de combustível diesel ao Paraguai, em resposta à destituição do ex-presidente Fernando Lugo. O presidente da Petróleos Paraguaios (Petropar), Sérgio Escobar, havia anunciado que a “PDVSA instruiu a companha intermediária Trafigura para que não entregue 150 mil metros cúbicos de diesel até o próximo mês de dezembro, mas o corte não prejudicará o mercado local porque representa apenas 30% do consumo”. Mas, diante da pressão da presidente Dilma Rousseff e da ameaça de usar a Petrobras para suprir a demanda paraguaia, Caracas acenou com um recuo na decisão.- Foi o resultado de muito esforço. Tudo estava pronto há muitos anos, mas alguns entraves autoritários atrapalhavam o processo. É um dia para a história da integração, um exemplo de política verdadeira para esses enclaves autoritários, herdeiros das ditaduras burguesas - disse o líder venezuelano em entrevista à rede Telesur.

Os presidentes do Mercosul e da Unasul — que também realizou cúpula em Mendoza e igualmente suspendeu o Paraguai — decidiram criar uma comissão de alto nível para acompanhar as eleições paraguaias, marcadas para abril. Esta será, segundo fontes diplomáticas, a condição sine qua nonpara que o país possa retornar ao bloco.

Durante a cúpula, Dilma - que assumiu a presidência temporária do bloco - elogiou os líderes do Mercosul pela decisão de punir politicamente o Paraguai. Dilma afirmou que as convicções democráticas no Mercosul são fortes e, referindo-se à incorporação da Venezuela ao bloco, a presidente convidou os demais países presentes - Equador, Bolívia, Peru e Chile - a se unirem aos esforços de ampliar o grupo.

- Temos de fazer nossos melhores esforços para que as eleições de abril no Paraguai sejam democráticas, livres e justas.

Já a presidente argentina assegurou que os governos da região querem evitar novos “golpes suaves” em países do bloco, como aconteceu semana passada no Paraguai. Lembrando uma frase do escritor Jorge Luis Borges, a chefe de Estado argentina afirmou:

- Não nos une tanto o amor, mas sim o espanto.

Para Cristina, o “golpe suave” no Paraguai é um “movimento que debaixo da fachada de certa institucionalidade é, precisamente, o estilhaçamento da ordem constitucional”. Cristina lembrou que os presidentes do Equador, Rafael Correa, e da Bolívia, Evo Morales, também sofreram tentativas de golpes em seus respectivos países.

- Não é a primeira vez que a Unasul se reunirá para tratar situações de risco da vigência democrática - declarou a presidente argentina, que reiterou que o governo do presidente paraguaio, Federico Franco, excluído desta cúpula, não sofrerá sanções econômicas:

- Não acreditamos nas sanções econômicos porque nunca as pagam os governos, sempre as pagam os povos.

Hugo Chávez e Lugo foram os grandes ausentes da cúpula. Enquanto Chávez pode ter desistido de participar por recomendação médica, Lugo teria preferido não ir à província argentina para não influenciar a decisão do bloco sobre o novo governo paraguaio, explicou seu ex-chanceler, Jorge Lara Castro.

 

 

Franco diz que sanções do Mercosul ‘têm outros interesses’

O novo presidente do Paraguai, Federico Franco, disse nesta sexta-feira que a sanção que o Mercosul deve aplicar contra o país tem “outros interesses em jogo”, mas não especificou que interesses seriam. Na quinta-feira, os chanceleres do bloco concordaram com a suspensão do Paraguai até a realização de novas eleições presidenciais, mas sem impor sanções econômicas.

- A situação do Paraguai com respeito ao Mercosul tem que ser revertida aos poucos. O chanceler paraguaio tem instruções claras e precisas de atualizar as relações com os países vizinhos - afirmou o presidente em uma coletiva de imprensa após se reunir com o vice-presidente, Oscar Denis.

Franco disse ainda que, se suspenso, o Paraguai estará “liberado para tomar decisões”, mas que o governo vai analisar e fazer o que for melhor para os interesses do país. Uma possibilidade para driblar possíveis sanções econômicas seria negociar com EUA, China e outros países.



 

zanuja

Do Estadão

Justiça livra José Guimarães de investigação dos dólares na cueca

 

Sete anos depois – e às vésperas do julgamento do mensalão – o Superior Tribunal de Justiça (STJ) livrou o vice-líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), da acusação de envolvimento no episódio em que um assessor dele, José Adalberto Vieira, foi preso no Aeroporto de Congonhas em São Paulo com US$ 100 mil escondidos na cueca, e mais R$ 209 mil numa maleta de mão, quando embarcava para Fortaleza.

O fato ocorreu no dia 8 de julho de 2005, em meio aos desdobramentos do mensalão, e precipitou o afastamento do então deputado José Genoíno da presidência do PT.

Irmão de Guimarães, Genoíno era alvo de investigação da CPI dos Correios e cogitava deixar o comando do PT. Ele acabou renunciando ao cargo dois dias depois da prisão do assessor parlamentar de seu irmão, que na época era deputado estadual e presidente do PT no Ceará.

Hoje Genoíno é um dos 38 réus do mensalão, que será julgado a partir de agosto. Já Guimarães, em plena ascensão no PT, é coordenador da bancada do Nordeste e cotado para assumir a liderança da bancada federal em 2013.

A Primeira Turma do STJ – da qual faz parte o novo Corregedor Nacional de Justiça, ministro Francisco Falcão – acolheu, por unanimidade, no último dia 21 de junho, recurso para determinar que José Guimarães não figure mais como réu na ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal, em tramitação na 10a Vara Federal em Fortaleza, embora ainda não haja até hoje, sentença final de mérito e o processo ainda se encontre na fase das alegações finais.

“Tenho que tais circunstâncias, de relação de amizade e companheirismo político e partidário, não são o bastante para sustentar a instauração de uma ação de improbidade em relação ao recorrente”, diz o relator, Benedito Gonçalves, em seu voto.

A decisão surpreendeu o Ministério Público Federal, que havia opinado pela rejeição do recurso. “É uma decisão forte, eu não esperava que o tribunal chegasse a esse ponto”, disse o subprocurador da República Antônio Carlos Fonseca ao Estado.

Ele defendia que a investigação fosse concluída na primeira instância, a fim de que na sentença final o juiz avaliasse a responsabilidade de Guimarães no episódio, em meio a um amplo conjunto de provas. Fonseca adiantou que pretende recorrer da decisão.

A defesa de José Guimarães afirma que desde o início, não havia elementos que ligassem o deputado aos dólares apreendidos com seu assessor. O advogado Hélio das Chagas Leitão Neto afirma que indícios não bastam para processar o seu cliente.

Ele admite que Guimarães conhecia Vieira, até porque era assessor dele. “Mas isso não o responsabiliza”, argumenta. “Se o meu assessor comete um deslize, sou automaticamente responsabilizado?”, questiona.

Dinheiro de propina

A linha de investigação do Ministério Público é de que o dinheiro apreendido com Vieira seria de propina, fruto de vantagens ilegais obtidas pelo consórcio Sistema de Transmissão do Nordeste S/A, cujo acionista majoritário é a empresa Alusa (Companhia Técnica de Engenharia Elétrica S/A).

O consórcio conseguiu uma linha de crédito de R$ 300 milhões junto ao Banco do Nordeste (BNB) e venceu licitação para construir uma rede de transmissão de energia elétrica entre Fortaleza e Teresina (PI).

Este financiamento teria sido intermediado por Kennedy Moura Ramos, assessor especial da presidência do Banco do Nordeste, e ex-assessor e tesoureiro de José Guimarães, que o teria indicado para o cargo.

Até 2004, Kennedy foi chefe de gabinete do então presidente do BNB, Roberto Smith. Ambos figuram como réus na ação de improbidade, ao lado de Guimarães, Vieira, e de mais oito acusados, entre diretores do BNB e das empresas ligadas ao consórcio STN.

O MP atribui a Guimarães as indicações de Smith e Kennedy para a cúpula do Banco do Nordeste.

“Graças a Deus”

Na inicial da ação de improbidade, o Ministério Público apontou indícios da participação de Guimarães no episódio. Para os procuradores, ele seria “o mais forte elo de ligação entre Kennedy e Adalberto”.

Ao longo das investigações, que envolveram a quebra de sigilos telefônicos e outras provas, o MP verificou contatos pessoais e telefônicos entre Guimarães, Kennedy e Vieira. Os procuradores lembram que Guimarães “apresentou confusas versões” sobre o dinheiro apreendido. Pediu a Kennedy que assumisse a propriedade do dinheiro. E teria exclamado um “graças a Deus” ao ser informado de que Vieira não tinha falado nada sobre ele.

Militante histórico do PT, Vieira era assessor do gabinete de Guimarães na Assembleia Legislativa do Ceará desde 2001. Quando foi preso, portava um celular corporativo do partido. Deste aparelho, disparou a primeira ligação, após sua detenção, para Kennedy, que por sua vez, acionou advogados para livrá-lo.

Um dos indícios de que o dinheiro não pertenceria a Vieira, segundo os procuradores, eram os sinais exteriores de riqueza, incompatíveis com a renda dele. Na véspera da viagem a São Paulo, Vieira comprou um Corsa 1.8, zero quilômetro. A banca de advogados que o defendeu foi a mesma que advogou para empresários e políticos, como o deputado Paulo Maluf (PP-SP).

 

 

zanuja

Do Estadão

MPF poupa Roriz de denúncia enviada ao STJ sobre mensalão do DEMO ex-governador do DF José Roberto Arruda, o ex-vice, Paulo Octávio e mais 36 são denunciados29 de junho de 2012 | 17h 46

 Vannildo Mendes - Agência Estado

BRASÍLIA - O ex-governador do Distrito Federal (DF) José Roberto Arruda, o ex-vice, Paulo Octávio, deputados distritais, secretários e autoridades do governo local figuram na lista de 38 pessoas denunciadas ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta sexta-feira, 29, pelo Ministério Público Federal (MPF) por envolvimento no chamado mensalão do DEM. Joaquim Roriz, também ex-governador do Distrito Federal, chegou a entrar na lista, mas acabou sendo excluído. As informações foram dadas pelo procurador-geral Roberto Gurgel. Ele disse que os denunciados responderão pelos crimes de corrupção - ativa e passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, entre outros crimes.

"Estamos com uma acusação extremamente bem fundamentada, encaminhamos junto com a denúncia mais 70 caixas de documento em que se demonstra um dos corações do esquema criminoso", afirmou Gurgel, em entrevista, após participar da sessão de encerramento das atividades do semestre no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele disse que o esquema foi dos mais ousados e que inovou na criatividade. "A modalidade mais usual quando se trata de recursos públicos é dispensa de licitação, mas nesse esquema introduziu-se um novo método, que é o reconhecimento de dívida".

Por esse mecanismo, explicou Gurgel, o governo favorecia as empresas abastecedoras do propinoduto, reconhecendo dívida por serviços sem licitação que elas declaravam ter realizado. "O governo dizia que a empresa 'xis' vinha prestando determinado serviço no DF sem licitação, que era preciso reconhecer a dívida e assim fazia o pagamento", explicou. "Generosíssimos pagamentos eram feitos a diversas empresas, muitas do setor de informática e, claro, em retribuição aos pagamentos, os empresários e proprietários mantinham pagamentos regulares, mensais a diversas pessoas do governo", explicou.

Desvios

Desencadeada em novembro de 2009, a operação investigou uma rede de desvio de recursos públicos, cobrança de propina de empresários que tinham negócios com o governo e distribuição de dinheiro de caixa dois entre autoridades e políticos da base aliada. O esquema ficou conhecido como mensalão do DEM, partido do governador e do vice à época. Arruda passou dois meses preso e foi cassado em março de 2010. O inquérito corre no STJ porque um dos acusados, o conselheiro Domingos Lamoglia, do Tribunal de Contas do DF, tem direito a foro especial. O relator do processo é o ministro Arnaldo Esteves.

O procurador-geral informou que a denúncia demorou mais de dois anos a ser entregue porque o Ministério Público teve de refazer todo o inquérito da Polícia Federal, que só promoveu 13 indiciamentos e deixou de fora vários envolvidos, entre os quais os deputados distritais que aparecem em fitas de vídeo recebendo propina do ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa.

Entre os parlamentares denunciados estão o ex-presidente da Câmara Legislativa do DF, Leonardo Prudente, que aparece em vídeo colocando dinheiro de caixa dois nos bolsos e nas meias; o ex-corregedor da casa, Junior Brunelli, que figura em outro vídeo fazendo a oração da propina; além da ex-deputada distrital Eurides Brito. O autor dos vídeos, Durval Barbosa, também figura na lista de denunciados, mas poderá ser beneficiado por ter feito acordo de delação premiada. "Ele também era secretário e teve uma participação ativa em tudo isso", explicou. "A delação premiada é outra coisa".

O esquema desviou mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos de 2000 a 2009, quando foi desmantelado pela operação Caixa de Pandora, perpassando os governos de Joaquim Roriz e Arruda. Mas segundo Gurgel, o valor exato ainda será calculado. "Quando ao dinheiro, não tenho o volume, (mas) é muito grande, primeiro porque se processa por anos, depois envolve muitas empresas", afirmou Gurgel.

Ele explicou que não poderia retardar mais o oferecimento da denúncia em busca de outros elementos, mas nos autos estão todos os contratos celebrados no período da investigação, para que a análise prossiga. Os documentos mostram também os pagamentos e como era feita a divisão das propinas. "Secretário tal recebia 10%, o Arruda recebia 30%, Paulo Octavio 20%. Dependia do caso, variava de contrato para contrato", explicou.

Roriz

Segundo o procurador, Joaquim Roriz, ex-governador do Distrito Federal, chegou a figurar na lista de denunciados, mas foi retirado por causa da idade avançada - tem mais de 70 anos e nesses casos a prescrição cai pela metade. Mas Arruda não escapou. "O governador é acusado de corrupção passiva - levou propina - e lavagem de dinheiro". Contra Arruda há outras imputações mas, segundo Gurgel, essas são as principais. "Evidentemente, não se afasta que o esquema teria começado antes (com Roriz), pela prova colhida, mas tivemos que nos ater ao período anterior às eleições e à gestão do governador Arruda", explicou.

Em relação aos deputados distritais, afirmou Gurgel, "a coisa é um pouco diferente, porque os pagamentos eram feitos em busca de apoio político". O procurador fez um paralelo entre a Caixa de Pandora e o mensalão petista, escândalo de corrupção no primeiro mandato do ex-presidente Lula, cujo julgamento está marcado para agosto no Supremo Tribunal Federal. "Acho a prova do mensalão (do PT) extremamente contundente, mas, nesse caso, também, há provas contundentes", disse Gurgel.

As provas do inquérito 650, da Caixa de Pandora, estão fartamente amparadas em documentos, conforme o procurador, "não só por causa dos vídeos (31 no total), mas também pelos contratos". O esquema, destacou, "chegou a um nível tal que o governador Arruda editou um decreto prevendo a possibilidade de reconhecimento de dívidas", a principal fonte de sumidouro de dinheiro público para abastecer o propinoduto do GDF.

Gurgel detalhou como o esquema funcionava. "Era um negócio fantástico: Você conhece uma pessoa que é dona de uma empresa, aí afirma num despacho que essa empresa vem prestando serviços de limpeza para o DF. Não é necessário que ela tenha prestado esse serviço, desde que várias pessoas afirmem que ela vem prestando. Com isso, foi possível pagar valores extremamente generosos, obtendo futuramente a contrapartida".

 

zanuja

Do Estadão

CPI prepara convocação de Cavendish 29 de junho de 2012 | 8h 35

 EUGÊNIA LOPES - Agência Estado

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira deve aprovar, na semana que vem, requerimento de convocação do empresário Fernando Cavendish, principal acionista da Delta Construções. Com a convocação, a cúpula da CPI espera responder às críticas de que a comissão não investiga as relações da empresa com o esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

 

Declarada inidônea pela Controladoria-Geral da União, a Delta é a principal empreiteira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. A ideia é que o depoimento de Cavendish ocorra antes do início do recesso parlamentar, que começa no dia 18 de julho. Se aprovada a convocação na sessão administrativa da próxima quinta-feira, dia 5, a ida do empresário deverá ocorrer na semana seguinte, provavelmente entre os dias 10 e 12 de julho. "Estou tratando desse tema (convocação Cavendish) e vamos enfrentá-lo na próxima reunião administrativa", afirmou o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG).

 

Os partidos aliados do governo na CPI não devem, no entanto, permitir a aprovação da convocação do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot. Os governistas alegam que Pagot não tem ligação com o esquema de Cachoeira e, por isso, não há motivos para sua ida à CPI. Há duas semanas, os governistas impediram a convocação tanto de Cavendish quanto de Pagot. Na ocasião, o adiamento da convocação de Cavendish foi aprovado por margem apertada de votos: 16 a 13. A de Pagot foi por 17 a 13.

 

Com a provável aprovação da convocação do empresário, os integrantes da CPI esperam dar uma injeção de ânimo nos trabalhos da comissão. Esta semana foi considerada perdida pela CPI, pois a maior parte dos depoentes optou por ficar calada. E, os que falaram, pouco acrescentaram às investigações.

 

Ao longo da semana, a CPI serviu mais uma vez para palco de disputa política entre PT e PSDB. Os tucanos acusam o relator Odair Cunha de ser "parcial", ao afirmar que há provas de que integrantes do governo do tucano Marconi Perillo (Goiás) integravam o esquema criminoso de Cachoeira. Já os petistas alegam que o PSDB quer tapar o sol com a peneira ao não aceitar o envolvimento do governo tucano com o contraventor.

 

''Perseguição''

 

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Do Estadão

Declaração obtida por CPI mostra que Perillo dobrou patrimônio em 2011Governador tinha no fim de 2010 R$ 1.548.227 em bens e direitos; valor saltou para R$ 3.182.549 no fim de 201129 de junho de 2012 | 22h 30

 Alana Rizzo e Fábio Fabrini - O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - No ano em que assumiu o governo de Goiás e, segundo investigações da Polícia Federal, vendeu uma casa ao contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o governador Marconi Perillo (PSDB) dobrou seu patrimônio com a compra de imóveis e cotas de participação numa empresa. Suspeito de negociar a mansão no Condomínio Alphaville diretamente com o contraventor e por valor maior que o declarado, o tucano omitiu as transações realizadas em 2011 em depoimento à CPI do Cachoeira. Ano após ano, ele justifica a entrada de capital em suas contas graças a débitos contraídos com um de seus secretários.

Os dados constam das declarações de Imposto de Renda (IR) de Perillo, remetidas à comissão, às quais o Estado teve acesso. Segundo os documentos, o governador tinha em 31 de dezembro de 2010 R$ 1.548.227 em bens e direitos, valor que salta para R$ 3.182.549 em 31 de dezembro de 2011, após a venda da casa, no Condomínio Alphaville.

Nota técnica enviada pela Receita à CPI pondera que não há indícios, pelas declarações, de variação "patrimonial a descoberto", o que será aprofundado nas apurações solicitadas pelo Ministério Público Federal (MPF) e da comissão parlamentar.

As dívidas e ônus declarados somam R$ 2,2 milhões, sendo R$ 1,7 milhão de duas empresas em nome do secretário de Estado de Planejamento, Giuseppe Cecci. Uma delas, a Galula Empreendimentos e Participações, forneceu R$ 700 mil ao tucano em 2007, valor que vem sendo repetido pelo governador nas declarações ao Fisco.

A Diluca Hotelaria e Turismo emprestou mais R$ 570 mil a Perillo em 2008, cifra inalterada no IR referente a 2011. Não consta, no período, nenhum abatimento nos débitos.

Imóvel paulistano. Concluída a operação de venda investigada pela PF, o governador obteve R$ 800 mil em ações da empresa SCP Boa Esperança. Também comprou um apartamento de R$ 1,16 milhão para a filha, Isabella Jaime Perillo, no bairro Cerqueira César, área nobre da zona sul de São Paulo, próxima aos Jardins e à Avenida Paulista.

O governador usou um recurso comum para ocultar negócios: registrou o imóvel num cartório de Trindade, nos arredores de Goiânia, em vez de fazê-lo na capital de seu Estado, onde mora, ou na cidade em que ocorreu a compra.

A declaração ainda registra a aquisição de uma gleba de terras em Três Ranchos (GO) por R$ 14 mil, um investimento de R$ 101 mil na construção de uma casa em Palmeira de Goiás e outro, de R$ 32,8 mil, em melhorias na Fazenda Mateus Machado.

Em 2011, Perillo aumentou suas dívidas em R$ 839,7 mil. O grosso desse valor (R$ 580 mil) refere-se a pendência com o proprietário do apartamento vendido ao governador na capital paulista, André Luiz de Oliveira. Nesta sexta-feira, 29, o Estado não conseguiu contatá-lo.

As escutas da Operação Monte Carlo indicam que Perillo recebeu, em vez de R$ 1,4 milhão, como foi declarado à Receita, R$ 2,2 milhões pela venda da casa a Cachoeira. Além dos cheques emitidos por uma cunhada de Cachoeira, ele teria recebido R$ 500 mil em bois. Perillo nega. Em 2011, o governador declarou um rebanho de 1.488 cabeças. Segundo a Receita, ele vendeu 377.

Os dados da Receita mostram que o patrimônio do governador praticamente quintuplicou desde 2001, saltando de R$ 684 mil para os atuais R$ 3,1 milhões. Em 2011, ele recebeu R$ 240,5 mil de remuneração do governo de Goiás, o equivalente a R$ 20 mil mensais. Além disso, constam R$ 284 mil da atividade rural, R$ 158 mil de doação da mulher, Valéria Perillo, e R$ 552 mil de lucro pela suposta venda da casa a Cachoeira.

‘Caráter pessoal’. Em nota, o governador afirmou que sua evolução patrimonial é compatível com os rendimentos. O tucano negou ainda que tenha omitido informações à CPI. "Ele afirmou que seu patrimônio está declarado à Receita Federal", diz a nota do governo de Goiás. Sobre os empréstimos obtidos com o secretário Vecci, o texto afirma que todas essas operações têm "caráter pessoal".

Embora tenha adquirido vários bens no último ano, Perillo disse que não quitou os débitos porque não tinha como pagá-los. "É um assunto pessoal, que não diz respeito a suas atividades como governador", alegou o tucano, por meio da assessoria de imprensa do governo de Goiás. Perillo também se negou a informar as atividades da empresa SCP Boa Esperança e quem são seus sócios alegando questões pessoais.

 

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De Reuters

Situação na Síria piora, e corpos são enfileirados na ruasexta-feira, 29 de junho de 2012 14:05 BRT Imprimir[-Texto [+Moradores enterram caixões de vítimas que os manifestantes dizem terem sido mortos por bombardeios de forças leais ao presidente sírio Bashar al-Assad em Habeet, perto de Idlib. 28/06/2012 REUTERS/Shaam News Network/Divulgação1 de 1Versão na íntegra

Por Erika Solomon

BEIRUTE, 29 Jun (Reuters) - Moradores da sitiada cidade síria de Douma envolveram na sexta-feira corpos mutilados e ensanguentados em lençóis brancos, preparando-os para o sepultamento, conforme mostrou um vídeo divulgado pela Internet, após 190 pessoas serem mortas em um dos dias mais violentos nos 16 meses de rebelião no país.

Alguns ativistas disseram que mais de 50 das mortes da quinta-feira aconteceram em Douma, a cerca de 15 quilômetros de Damasco, a capital.

O vídeo publicado no YouTube mostrou fileiras de corpos envoltos nos lençóis, enfileirados em uma rua que ativistas disseram ser em Douma. O Observatório Sírio de Direitos Humanos relatou que 41 pessoas foram mortas na cidade, mas outros ativistas contabilizaram até 59 vítimas.

"Douma, manhã de 29 de junho de 2012. Este é o massacre cometido contra o povo de Douma. Deus é o nosso salvador. Duas famílias inteiras estão aqui (entre os mortos)... Deus nos ajude", disse o homem que filmava a cena.

Um homem segurou o corpo mutilado de uma menina, com a blusa rosa encharcada de sangue. "Este é mais um massacre dos massacres cometidos pelo (presidente Bashar al) Assad e sua polícia secreta", disse ele. "É mais um massacre dos massacres da comunidade internacional, todas as grandes nações têm conspirado contra o nosso povo."

Douma há semanas está sob cerco das forças de segurança leais a Assad. Ativistas dizem que há dias a cidade sofre ataques de foguetes, em meio a intensos combates entre rebeldes e forças governamentais. Um vídeo mostrou casas sem telhado e nuvens de poeira se erguendo de prédios destruídos.

Um ativista chamado Mohammed Doumany contou à Reuters por Skype que 22 pessoas de uma mesma família foram mortas.

"Dezenas de vítimas ainda estão esperando para serem enterradas, pois a cidade continua sob fogo", disseram ativistas em mensagem pela Internet, acrescentando que há muitos feridos em estado grave.

Nas últimas semanas, os combates na Síria estão se intensificando, pois os rebeldes aparentemente tiveram acesso a armas capazes de atacar tanques, impondo mais baixas às forças de Assad.

O Exército reagiu à altura, usando helicópteros para bombardear rebeldes e impondo um cerco a cidades rebeldes.

Ativistas de oposição acusam a comunidade internacional de inação. A diplomacia até agora não conseguiu alcançar um acordo entre potências ocidentais, favoráveis à oposição, e a Rússia, que usa seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU para barrar qualquer iniciativa de governos ocidentais e árabes contra Assad.

(Reportagem de Erika Solomon e Mariam Karouny)

 

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De Reuters

Parlamento alemão aprova fundo e pacto fiscal da UEsexta-feira, 29 de junho de 2012 20:00 BRT Imprimir[-Texto [+Uma funcionária carrega urnas para a votação do compacto fiscal da União Europeia na Câmara Baixa do Parlamento Europeu, a Bundestag, em Berlim, na Alemanha. 29/06/2012 REUTERS/Thomas Peter1 de 1Versão na íntegra

BERLIM, 29 Jun (Reuters) - O Parlamento alemão aprovou de forma esmagadora nesta sexta-feira o fundo de resgate permanente e as novas regras orçamentárias da zona do euro.

No entanto, impedimentos legais permanecem e as concessões da chanceler Angela Merkel à Itália e à Espanha, suas parceiras do bloco monetário, podem dificultar o caminho para superá-los.

O resultado da votação nunca foi seriamente colocado em dúvida após os partidos da oposição concordarem em apoiar as regulações orçamentárias, ou "compacto fiscal", em troca de medidas de crescimento e geração de empregos.

Merkel precisava desse apoio para atingir a maioria de dois terços exigida pela constituição do país.

"Hoje, a Alemanha, com a aprovação do pacto fiscal e do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (ESM, na sigla em inglês) por todos os partidos em ambas as câmaras do Parlamento, enviará um importante sinal (...) de que estamos superando a crise da dívida da zona do euro de uma maneira sustentável", disse Merkel aos membros da Bundestag (Câmara Baixa do Parlamento alemão), antes da votação na casa.

Na Bundestag, o placar da aprovação do ESM foi de 493 votos a favor, 106 votos contra e 5 abstenções. No caso do compacto fiscal, houve 491 votos favoráveis, 111 votos contra e seis abstenções. Horas depois, coube à Bundesrat (Câmara Alta) uma nova aprovação dos dois temas.

Merkel voltou ao país para os debates e o pleito após uma cúpula da União Europeia (UE) em Bruxelas, em que foi obtido um acordo para se conceder aos fundos de resgate da zona do euro mais flexibilidade para estabilizar os mercados de bônus e a capacidade de recapitalizar diretamente os bancos no futuro.

A ratificação de ambas as ferramentas de combate à crise de dívida pode também forçar a Alemanha a testar seu comprometimento com a Europa por meio de um referendo, enquanto aumenta a indignação local sobre seu auxílio a Estados em situação de maior dificuldade.

(Reportagem de Gareth Jones e Stephen Brown)

 

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De Reuters

EXCLUSIVO-Amazon.com pretende entrar no Brasil no 4o trimestresexta-feira, 29 de junho de 2012 18:47 BRT Imprimir[-Texto [+O presidente-executivo da Amazon, Jeff Bezos, segura um Kindle Fire numa entrevista coletiva em Nova York. A Amazon.com planeja abrir sua loja digital de livros no Brasil no quarto trimestre de 2012, buscando obter uma fatia no mercado online de rápido crescimento do país que inspirou o nome da empresa. 28/09/2011 REUTERS/Shannon Stapleton1 de 1Versão na íntegra

Por Esteban Israel

SÃO PAULO, 29 Jun (Reuters) - A Amazon.com planeja abrir sua loja digital de livros no Brasil no quarto trimestre de 2012, buscando obter uma fatia no mercado online de rápido crescimento do país que inspirou o nome da empresa.

O grupo de comércio eletrônico norte-americano, cujo nome é uma homenagem ao rio mais extenso da América Latina, quer conquistar um espaço na maior economia da América Latina com seu tablet, o Kindle, e um catálogo de livros digitais (ebooks) em português, disseram representantes de editoras locais e uma fonte da indústria a par dos planos da empresa à Reuters.

A abordagem totalmente digital permitirá que a Amazon minimize os riscos que uma estreia de maiores proporções implicaria num país com problemas notórios de infraestrutura e um sistema tributário complexo e custoso. A empresa ainda terá de enfrentar uma desaceleração do crescimento econômico do Brasil que ameaça arrefecer o consumo.

"O Brasil seria o primeiro país em que a Amazon entra apenas com produtos digitais, e essa decisão foi tomada por motivos logísticos e dificuldades tributárias", disse a fonte da indústria, que falou sob condição de anonimato.

"Ter uma operação completa de varejo? Esse é o objetivo", acrescentou.

Representantes de duas editoras locais disseram à Reuters que suas empresas têm feito encontros e videoconferências nos meses recentes para negociar contratos com o responsável por conteúdo do Kindle, Pedro Huerta.

"Eles nos disseram que o plano é iniciar entre outubro e novembro", disse um dos representantes sob condição de anonimato.

O porta-voz da Amazon Craig Berman recusou comentar o assunto.

Maior varejista online do mundo, a Amazon é a mais recente empresa norte-americana a buscar uma fatia do mercado de comércio via Internet brasileiro de 10,5 bilhões de dólares. Espera-se que o segmento cresça 25 por cento neste ano, impulsionado pela crescenta classe média do país. Outras companhias incluem a de serviços de filmes Netflix e a de aluguel de casas AirBnB.

Essa seria a mais recente incursão da Amazon em mercados emergentes, após ingressar na China em 2004 e na Índia mais cedo neste ano.

Mas a ofensiva ocorre em um momento de desaceleração da economia brasileira após uma década de forte expansão. Espera-se que a economia local cresça em 2012 menos que os 2,7 por cento do ano passado, levantando questões sobre se o momento é adequado para a chegada da Amazon.

Para o diretor da empresa de pesquisa eBit, com sede em São Paulo, Pedro Guasti, o mercado brasileiro online só atingiu agora proporções suficientes para representar algum interesse à Amazon.

"Neste ano devemos atingir 12 bilhões de dólares em vendas online, um nível que justifica a sua entrada. Se eles esperarem muito mais, o custo se tornará muito alto", disse.

SUPREMACIA DO KINDLE

A Amazon acredita que conseguirá dominar o mercado de ebooks do Brasil com seu dispositivo de leitura, o Kindle, impulsionando as vendas de livros virtuais para 15 por cento do mercado editorial no primeiro ano de operações, ante 0,5 por cento atualmente, disse a fonte com conhecimento dos planos da empresa.

A Amazon espera controlar 90 por cento do mercado de ebooks no Brasil, adicionou a fonte, parcialmente porque muitos brasileiros já baixam conteúdo de seu site utilizando dispositivos de leitura comprados no exterior.

Brasileiros respondem por 1 por cento do tráfego mundial aos sites da Amazon. Isso se compara a 2,3 por cento no Reino Unido e 1,3 por cento na Alemanha, onde a empresa já opera.

Para adquirir fatia de mercado rapidamente no Brasil, a Amazon provavelmente venderá o Kindle a um preço subsidiado de 500 reais (239 dólares) -três vezes mais caro que nos Estados Unidos, mas abaixo de produtos rivais no mercado brasileiro, segundo a fonte.

A estratégia de priorizar market share e não lucro tem sido adotada pela Amazon em outros mercados, levantando críticas à habilidade de a companhia obter retorno de seus investimentos no longo prazo.

A Amazon já assinou contrato com cerca de 30 editoras brasileiras e está correndo para estabelecer um portfólio de cera de 10 mil ebooks até a temporada de vendas no Natal, disse a fonte próxima aos planos.

Uma editora envolvida nas negociações disse que a Amazon planeja vender seus ebooks a cerca de 70 por cento do preço de capa, com uma margem de lucro de 40 a 50 por cento.

"As receitas para nós serão insignificantes, mas nós vemos essa possibilidade como um canal importante para promover nossos produtos e vender mais livros físicos", disse a editora, que pediu para não ser identificada porque as negociações com a Amazon ainda estão em andamento.

A manobra da Amazon pode incentivar outros competidores norte-americanos a estabelecer sites no Brasil.

Uma distribuidora disse que a Barnes & Nobles já estabeleceu contato com editoras brasileiras a respeito de seu dispositivo de leitura digital, o Nook. Uma porta-voz da companhia disse que há planos de expansão internacional, mas não fez comentários específicos sobre o Brasil.

LOGÍSTICA E CARGA TRIBUTÁRIA

Rumores da chegada da Amazon estão movimentando o mercado de comércio online brasileiro, com muitos participantes preparando plataformas para competir com a gigante dos EUA.

Apesar da penetração relativamente baixa da Internet, o Brasil recentemente superou a Índia como a segunda maior base de usuários do Facebook no mundo, e é um dos mercados de mais rápido crescimento para smartphones.

Mas editoras e redes de varejo online alertam que quando a Amazon expandir suas ofertas ela terá dificuldade de replicar seu eficiente modelo de negócios no Brasil, onde os custos trabalhistas são altos, os impostos são complexos e menos de 20 por cento das estradas são pavimentadas.

Redes de comércio online brasileiras criticam impostos interestaduais e problemas logísticos no vasto país, que grosso modo tem perto do tamanho dos EUA e onde o correio é entregue, às vezes, por meio de canoas. Impostos e intermediários encarecem produtos importados.

O chefe da associação de comércio online brasileira camara-e.net, Ludovino Lopes, disse que a Amazon terá de se adaptar. "Eles terão de tropicalizar seu modelo de negócios para enfrentar esses desafios."

Uma estratégia provável é a abordagem a longo prazo.

"Acredito que a Amazon dará pequenos passos inicialmente e então investirá em crescimento. A Amazon é uma empresa grande e poderia subsidiar suas operações no Brasil por anos antes de lucrar lá", disse o analista Colin Sebastian, do R.W. Baird, em San Francisco.

Competidores locais afirmam que a Amazon primeiro precisará provar que consegue competir nesse ambiente desafiador.

"Eles terão de enfrentar os mesmos problemas que nós sempre tivemos", disse o diretor da Livraria Cultura, uma das maiores redes de livrarias do Brasil, Sérgio Herz.

"Até agora, eles estavam no paraíso e nós no inferno. Venha ao inferno conosco, Amazon."

 

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De Reuters

Mercosul aceita entrada da Venezuela e suspende Paraguai até 2013sexta-feira, 29 de junho de 2012 21:39 BRT Imprimir[-Texto [+O chanceler da Venezuela, Nicolas Maduro, participa da reunião anual do Mercosul em Mendoza, na Argentina, nesta sexta-feira. A Venezuela se tornará o quinto membro pleno do Mercosul em 31 de julho. 29/06/2012 REUTERS/Enrique Marcarian1 de 1Versão na íntegra

Por Guido Nejamkis

MENDOZA, Argentina, 29 Jun (Reuters) - A Venezuela se tornará o quinto membro pleno do Mercosul no fim de julho, afirmou a Argentina nesta sexta-feira, somando as maiores reservas mundiais de petróleo a uma área integrada por alguns dos principais produtores globais de alimentos, enquanto o Paraguai permanecerá suspenso até 2013.

A adesão, que segundo analistas evidencia outra vez a perda de poder relativo dos Estados Unidos na América do Sul, foi anunciada pela presidente argentina, Cristina Kirchner, no fim da cúpula de mandatários do bloco integrado também por Brasil, Uruguai e Paraguai.

"Também foi decidido adotar a resolução de fixar a data para a incorporação ao Mercosul da República Bolivariana da Venezuela que acontecerá em 31 de julho no Rio de Janeiro", disse a presidente na cúpula realizada em Mendoza, na Argentina.

Também foi ratificada a decisão do Mercosul de suspender os direitos políticos do Paraguai no bloco em represália à decisão do Congresso paraguaio de destituir o presidente Fernando Lugo.

O país, que não será alvo de sanções comerciais, não recuperará a sua participação no bloco "até que aconteça o processo democrático que instale justamente nesse querido país a soberania popular, ou seja, eleições livres e democráticas", disse Cristina. O Paraguai terá eleições gerais em abril de 2013.

Mais tarde nesta sexta-feira, o bloco de nações sul-americanas Unasul também decidiu excluir o Paraguai até que se restaure a ordem democrática que, segundo o grupo, se perdeu.

A Venezuela, integrante da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e governada por Hugo Chávez, estava pronta há mais de seis anos para ingressar no bloco econômico sul-americano, mas o Congresso paraguaio mantinha essa possibilidade bloqueada.

Chávez comemorou a decisão, garantindo que constitui "uma derrota para o imperialismo" e "burguesias lacaias, incluindo a burguesia venezuelana que também conectada com a burguesia do Paraguai fez todo o possível para impedir a entrada da Venezuela no bloco".

A suspensão do Paraguai do Mercosul pela destituição do presidente Lugo permitiu que Argentina, Brasil e Uruguai decidissem pela entrada da Venezuela no bloco.

O Paraguai rejeitou a decisão de o Mercosul admitir a Venezuela. "O governo deplora que outros Estados tenham sancionado o governo e o Estado paraguaio para incorporar um novo membro", disse em Assunção o chanceler do Paraguai, José Felix Fernández Estigarribia.

A presidente Dilma Rousseff disse que espera que as eleições paraguaias sejam "democráticas, livres e justas".

Ela acrescentou que o Mercosul ainda é "uma das regiões do mundo menos afetadas pela crise" econômica global. Também indicou que no mundo "a segurança alimentar e energética têm cada vez mais relevância".

SINAL PODEROSO, MAS POLÊMICO

Um diplomata da região disse à Reuters que com a Venezuela, o bloco incorporará uma economia de peso, fortemente demandante e importadora de todo tipo de bens, especialmente alimentos, e serviços, o que tornará sua economia mais conectada com Brasil e Argentina.

A secretária-executiva da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal), Alicia Bárcena, considerou a adesão venezuelana ao Mercosul como um sinal muito poderoso.

"O Mercosul tem um terço das reservas de água do mundo, um terço das terras cultiváveis, mais de 45 por cento da produção de soja. É uma região muito forte e agora com a integração da Venezuela há expectativa que a integração energética possa ser maior no futuro", disse Bárcena.

O analista internacional Jorge Castro, do Instituto de Planejamento Estratégico da Argentina, considerou que o anúncio da incorporação da Venezuela põe novamente em evidência a perda de poder relativo dos Estados Unidos na América do Sul.

Mas o deputado uruguaio Daniel Peña, opositor do governo e quem integrou uma delegação de parlamentares em Mendoza, criticou a entrada da Venezuela no Mercosul.

"A Venezuela entra no bloco pela janela. Agora se entende porque suspenderam o Paraguai. É uma bagunça e com legalidade duvidosa", disse Peña a repórteres.

Antes de anunciar a adesão venezuelana, os presidentes do Mercosul fizeram uma análise jurídica da situação, acompanhados de autoridades de organismos especializados.

O bloco também concordou que convocará uma reunião com autoridades chinesas para "explorar conjuntamente mecanismos e ações para aumentar e facilitar o intercâmbio comercial".

A decisão acontece depois que o primeiro-ministro da segunda economia mundial, Wen Jiabao, disse que desejava avançar no acordo de livre comércio com o bloco.

(Reportagem adicional de Ana Flor, em Mendoza, de Andrew Cawthorne, em Caracas, e de Daniela Desantis, em Assunção)

 

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De Carta Maior

Samuel Pinheiro Guimarães deixa o Mercosul com uma advertência: ou muda ou fica irrelevante

 

Para ser o que dele se espera, uma alavanca progressista de desenvolvimento regional integrado, o Mercosul precisa enfrentar a sua hora da verdade. Essa hora é agora, no curso da maior crise capitalista desde os anos 30, que abriu brechas e desarmou interesses, colocando em xeque dogmas e forças que ordenaram a criação do bloco, em 1991, por iniciativa dos governos Menem, Collor, Rodrigues e Lacalle. 

Movia-os então a certeza de que o alinhamento regional às políticas preconizadas pelo Consenso de Washington, ancoradas em desregulação, privatização, livre trânsito de capitais e remoção de barreiras comerciais, seria suficiente para promover o desenvolvimento econômico e social. A concepção original e os alicerces a partir de então assentados não visavam o desenvolvimento econômico e social de cada Estado membro, menos ainda da região de forma associada. 

O Mercosul tinha em seu DNA a determinação de ser um ponto de passagem, uma alavanca de desobstrução de barreiras e soberania estatal, de modo a alcançar a plena inserção no espaço virtuoso dos mercados globais, conforme os preceitos do neoliberalismo. Esse vício de origem nunca foi corrigido de forma estrutural, tampouco a baixa densidade operacional daí decorrente foi superada a contento. 

O fosso aberto entre o passo seguinte da história e uma arquitetura desenhada para servir ao ciclo anterior, ora em colapso, ameaçam o Mercosul com o espectro da irrelevância. Esse ponto de saturação exige respostas corajosas e iniciativas urgentes diante dos desafios que a longa crise do neoliberalismo impõe aos governos e às nações em desenvolvimento.

Foi para sacudir a modorra política e burocrática do bloco, que ameaça miná-lo como instrumento histórico de integração regional, que o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, um dos estrategistas da política externa independente do governo Lula, renunciou nesta 5ª feira, ao cargo de Alto Representante Geral do Mercosul.

(Leia aqui o relatório apresentado por ele ao Conselho de Ministros do bloco)

Postado por Saul Leblon às 13:17

 

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De Opera Mundi

Novo presidente do Paraguai cogita buscar acordos comerciais fora do MercosulFederico Franco reafirmou a autonomia do país    

 

O novo presidente do Paraguai, Federico Franco, declarou nesta sexta-feira (29/06), diante da iminente suspensão do país como membro do Mercosul, que "acabou a tutela" das nações vizinhas sobre o Paraguai, e acenou com a possibilidade de buscar acordos comerciais com países de outras partes do mundo.

"A mensagem que estamos levando à comunidade internacional é de que este sempre foi um país livre e independente", afirmou Franco em entrevista coletiva após receber no palácio do governo o vice-presidente Óscar Denis, designado ontem pelo Parlamento.

 

 

O governante reiterou que seu "primeiro desafio" é "arrumar a casa" e "entregar um país com governabilidade e estabilidade" ao candidato que sair vencedor das eleições previstas para 2013.

"Depois trataremos mais profundamente da política externa", área em que o ministro das Relações Exteriores, José Félix Fernández Estigarribia, "tem orientações claras de normalizar as relações" com a região sul-americana.

Consultado sobre a rejeição que seu governo vem enfrentando entre os parceiros no Mercosul - Brasil, Argentina e Uruguai - e sobre a suposta tentativa de ingerência interna por parte da Venezuela, Franco respondeu que "acabou a tutela de países vizinhos e a imposição sobre o que a Constituição Nacional exige".

"Vamos agir respeitando rigorosamente a Constituição", ressaltou ao defender novamente a legalidade do julgamento político que destituiu no dia 22 o presidente Fernando Lugo e permitiu a ascensão de Franco, então vice-presidente, seguindo o processo de sucessão previsto na Constituição.

Franco afirmou que o Paraguai, um país que em âmbito econômico depende em vários aspectos de seus dois grandes vizinhos, Brasil e Argentina, estuda aprofundar relações comerciais com outros blocos do mundo, mas preferiu não se estender muito sobre a questão porque "esse é exatamente o jogo" no qual não quer "cair", disse.

"O Paraguai, ao ser suspenso, está obviamente liberado para tomar qualquer tipo de decisão", mas "vamos ponderar custos e benefícios" e "fazer o que for mais conveniente aos interesses da República do Paraguai", anunciou.

Os presidentes do Brasil, da Argentina e do Uruguai se reúnem hoje na cidade argentina de Mendoza para analisar, em uma reunião de cúpula do bloco, a crise do Paraguai, que não foi permitido a participar justamente pelo acontecido há uma semana com Fernando Lugo.

Em reunião prévia realizada ontem em Mendoza, os chanceleres do Mercosul acordaram a suspensão do Paraguai do bloco, provavelmente até as eleições de 2013.

Franco se referiu também à acusação lançada ontem por sua ministra da Defesa, María Liz García, contra o presidente da Venezuela, por haver supostamente tentado provocar uma revolta militar no Paraguai para salvar Lugo.

O governante recém-empossado disse que a ministra e o chanceler Fernández Estigarribia estão lidando diretamente com o assunto, que "é um tema complicado" e "delicado" porque "o país estava passando por momentos cruciais", anunciando ainda que seu país vai tomar medidas de acordo com o "direito e as leis do código militar".

Além disso, Franco anunciou que Fernández Estigarribia vai denunciar internacionalmente que o caso "se trata de uma clara intromissão nos assuntos internos do Paraguai".

 

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O cara era o "vice" do Lugo e chegou ao cargo com os votos deste.

O que o torna um Presidente novinho em folha, prepotente, com programa próprio e voz própria?

Os votos do povo foram para o programa de Lugo.

Está igual que o nosso "Franco" local, que praticamente traiu ao seu titular (Collor) ao aceitar o julgamento político que foi feito e, ainda, sob a mão dos EUA, pavimentou o caminho para os tucanos.

No Paraguai deve estar sendo seguida a mesma pauta e logo virá um pacote salvador dos EUA embaixo do braço do sucessor já escalado por Washington.

 

 

De Opera Mundi

Governo francês pretende legalizar casamento homossexual em 2013Ministra da administração de François Hollande afirmou que enviará proposta de lei na volta do recesso parlamentar    

 

 

Às vésperas da Parada do Orgulho Gay de Paris, a ministra da Família, Dominique Bertinotti, afirmou nesta sexta-feira (29/06) que o governo francês pretende aprovar em 2013 uma lei que permite o casamento de pessoas do mesmo sexo. Durante o anúncio oficial, Dominique afirmou que “os casais homossexuais poderão se casar até o final de 2013” porque “um projeto de lei será apresentado ao Parlamento na volta do recesso”.

Agência Efe

O presidente francês François Hollande se comprometeu a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

A ministra declarou que “será necessário consultar previamente o conselho superior de adoção e depois o conselho de Estado, antes de apresentar o texto ao Parlamento”. Apesar de o PS (Partido Socialista) possuir maioria na Assembléia nacional, Dominique enfatizou que “é necessário respeitar o tempo para a discussão da proposta”.

A legislação também poderia incluir uma seção sobre o estatuto jurídico de terceiros envolvidos na educação dos filhos, disse a ministra. “Nós temos a vontade de realizar este compromisso relativo ao casamento e também à adoção para todas as pessoas”, destacou Dominique, citando outra velha reivindicação da comunidade LGBT, a adoção de crianças por pessoas do mesmo sexo.

O projeto é o 31º compromisso do Calendário de Mudanças, lista de 60 itens políticos divulgada durante a campanha de François Hollande à Presidência.  O ex-presidente Nicolas Sarkozy era considerado hostil à ideia de casamento de pessoas do mesmo sexo, entretanto, a deputada europeia Rachida Dati, do UMP, afirmou que o partido de direita “jamais disse não” ao casamento homossexual.

“Que as pessoas do mesmo sexo que vivem juntas devem ter os mesmos direitos dos casais heterossexuais é uma evidência, é normal”, disse a deputada da mesma legenda de Sarkozy.

Uma pesquisa publicada em janeiro deste ano revelou que o casamento homossexual é aprovado por 63% dos franceses.

 

zanuja

De Opera Mundi

EUA inserem casas de câmbio em lista de ameaças terroristasTesouro norte-americano suspeita que instituições financeiras bancaram extremistas islâmicos    

 

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (29/06) a inclusão em sua lista de terroristas duas casas de câmbio que operam no Paquistão e Afeganistão e que teriam sido responsáveis pelo financiamento de talibãs.

As casas de câmbio sancionadas são a HKHS (Haji Khairullah Haji Sattar Money Exchange) e a RMX (Roshan Money Exchange), acusadas pelos EUA de guardar e movimentar dinheiro para extremistas islâmicos.

 

 

 

Além disso, o governo americano identificou Haji Abdul Sattar Barakzai e Haji Jairullah Barakzai, coproprietários da HKHS, por supostamente facilitarem transações financeiras em respaldo a atividades de narcotráfico e terrorismo praticadas pelo grupo.

"A decisão de hoje tem como objetivo desmontar dois centros financeiros fundamentais de apoio aos talibãs. Embora o respaldo financeiro aos talibãs aconteça por mecanismos menos formais que por estas casas de câmbio, continuaremos trabalhando para quebrar suas atividades financeiras ilícitas", indicou David S. Cohen, subsecretário de Terrorismo e Inteligência Financeira dos EUA.

Como resultado do anúncio, ficam congelados todos os ativos financeiros destes cidadãos afegãos nos EUA e estão proibidas suas transações com cidadãos americanos ou com as casas de câmbio destacadas.

O anúncio do Governo americano coincide com a inclusão por parte das Nações Unidas destas mesmas entidades e indivíduos em sua lista de ameaça à paz, estabilidade e segurança no Afeganistão.

 

zanuja

De BBC Brasil

Suprema Corte dá aval à polêmica reforma de saúde de Obama

Pablo Uchoa

Da BBC Brasil em Washington

 

Atualizado em  28 de junho, 2012 - 13:46 (Brasília) 16:46 GMT

 Getty

Em um julgamento histórico, a Suprema Corte americana confirmou nesta quinta-feira a validade da reforma de saúde aprovada em 2010 pelo governo do presidente Barack Obama – considerada o maior legado dos quatro anos de seu mandato.

Por cinco votos a quatro, os nove juízes ampararam o ponto mais polêmico da reforma, o chamado mandato individual, que obriga todo americano a comprar plano de saúde a partir de 2014, se já não o tiver através de seu empregador ou de um dos programas do governo.


Estima-se que 30 milhões de pessoas estão nesta situação. A penalidade será uma multa, que os juízes consideraram estar dentro dos poderes do Congresso estabelecer com base em sua prerrogativas de estabelecer impostos.

O governo diz que a obrigatoriedade traz mais gente para dentro do sistema e barateia os custos. O candidato republicano à Casa Branca nas eleições de novembro, Mitt Romney, diz que vai “repelir” a lei no seu primeiro dia de trabalho, se for eleito.

Com a espinha dorsal da lei mantida, os juízes não viram necessidade de derrubar o resto da legislação de 2.000 páginas, que, entre outras coisas, eleva para 26 anos a idade em que jovens podem permanecer cobertos pelo plano de saúde de seus pais.

A lei elimina ainda a possibilidade de alguém ser rejeitado por doença prévia e aumenta o gasto, de fato, dos operadores de planos na saúde dos seus clientes.

A lei cria uma espécie de “bolsa” de seguros no quais as empresas podem oferecer seus produtos a preços competitivos, e expande a cobertura do programa público de saúde conhecido como Medicaid .

Reações

Mal a decisão foi anunciada, partidários da lei reunidos em frente ao Supremo, em Washington, comemoraram com música, dança e palavras de ordem.

Reações começaram a pipocar nas caixas de mensagem dos jornalistas, com e-mails que iam de organizações de esquerda considerando o resultado um “golpe duro” contra o movimento de direita “Tea Party”, a grupos conservadores do “Tea Party” enxergando na “Obamacare” (um trocadilho pejorativo com o termo “health care”, ou cuidados da saúde) uma demonstração clara das tendências “socialistas” do presidente.

Apesar de a proposta de lei ter sido concebido por uma organização conservadora em 1989, a lei foi aprovada no Congresso em 2010 sem receber sequer um só voto republicano.

A lei gerou reações viscerais de parte da sociedade, que viu na legislação uma interferência “sem precedentes” do Estado na vida dos cidadãos. E utilizou rapidamente grande parte do capital político de Obama, eleito dois anos antes sob a plataforma da “mudança”.

Partidários da reforma da saúde a consideram o maior legado do presidente. “Com a decisão de hoje, a Suprema Corte reafirmou um princípio fundamental: que aqui na América, na nação mais rica do mundo, nenhum problema de saúde leve à ruína financeira de uma família”, disse Obama em pronunciamento.

Já o candidato republicano à Casa Branca, Mitt Romney, disse que a lei “coloca o governo entre você e o seu médico” e prometeu reverter o projeto se for eleito.

“O que a Corte não fez no seu último dia de trabalho, vou fazer no meu primeiro dia na Casa Branca: repelir e substituir a Obamacare”, disse Romney.

Justiça e economia

Analistas têm indicado que, para a indústria da saúde – que movimenta US$ 2,7 trilhões ou o equivalente a 17,9% da economia americana – a decisão remove uma grande interrogação em relação ao seu funcionamento e aos custos do futuro.

O resultado só foi possível depois que o juiz conservador John Roberts, cuja indicação em 2005 pelo ex-presidente George W. Bush foi criticada pelo então senador Barack Obama, cruzou as linhas partidárias e votou para desempatar a decisão.

Nesta semana, a Corte derrubou partes da dura lei de imigração do Estado do Arizona, favorecendo a postura de moderados, como o próprio Obama, no debate.


 

zanuja

De BBC Brasil

Nordeste e Sul são últimos 'bastiões' católicos do Brasil

Júlia Dias Carneiro

Da BBC Brasil no Rio de Janeiro

 

Atualizado em  29 de junho, 2012 - 10:11 (Brasília) 13:11 GMT

 Getty images

Mais de 70% da população das regiões Nordeste e Sul professam o catolicismo, diz IBGE.

O Nordeste e o Sul do Brasil são as únicas regiões onde a parcela da população católica ainda não caiu para um patamar inferior a 70%, registrando uma redução mais lenta do que no resto do país na última década.

O Censo 2010, divulgado pelo IBGE, confirmou a tendência de queda do contingente católico no Brasil, que baixou para 64,6% da população, e o aumento dos evangélicos, que hoje representam 22,2%.


Já no Nordeste e no Sul, a proporção de católicos é de 72,2% e 70,1%, respectivamente, a maior taxa do país, como ocorria no censo de 2000.Os resultados da pesquisa sobre o perfil religioso brasileiro, divulgados nesta sexta-feira, revelam que as regiões com a menor proporção de católicos no Brasil são o Sudeste e o Centro-Oeste, ambos com 59,5% de sua população autodeclarada católica.

Por trás desses números estão não só questões da fé, como também fatores sociais, econômicos e históricos da sociedade brasileira.

O aumento da população evangélica, por exemplo, acompanha a expansão da fronteira agrícola, evidenciando a influência de deslocamentos populacionais no fenômeno.

"A mudança se dá no processo migratório", afirma o cientista político Cesar Romero Jacob, professor da PUC-Rio. "O crescimento das igrejas evangélicas se dá basicamente na fronteira agrícola e mineral do país e nas favelas e municípios de regiões metropolitanas. O que há em comum entre esses dois elementos? Os migrantes", ressalta ele.

Jacob desenvolveu a pesquisa "Atlas da Filiação Religiosa" com base nos dados do censo de 2000.

Ele considera que a chegada de migrantes a periferias metropolitanas geram uma concentração de população em regiões onde há ausência tanto do estado quanto da Igreja Católica, " que não tem agilidade para deslocar padres e paróquias".

"Mas há as necessidades espirituais dos imigrantes e a presença dos evangélicos, que são mais ágeis. Essa combinação abre espaço para as pessoas aderirem a novas propostas religiosas", afirma Jacob.

 Júlia Dias Carneiro/BBC Brasil

Segundo Censo 2010, ramo evangélico é o que mais cresce no Brasil.

Para o pesquisador, as rupturas que ocorrem no processo migratório, onde pessoas se desenraízam de suas comunidades, geram uma abertura para mudar de religião.

O mesmo não ocorre em populações mais estabelecidas, seja nos grandes centros urbanos ou no interior rural.

"A tendência é as pessoas continuarem seguindo a mesma religião com a qual cresceram", diz.

Assim, o catolicismo continua mais solidamente implantado nas regiões de origem, e não de destino, de migrantes - como o interior do Nordeste e de Minas Gerais - e também em uma área extensa no Sul colonizada por comunidades católicas italianas.

De uma maneira geral, o contingente católico continua mais forte em áreas rurais, com 78% da população; outros 15% são evangélicos.

Já em áreas urbanas, 62% dos brasileiros são adeptos do catolicismo, enquanto 23,5% são evangélicos.

Os dados do censo mostram a evolução dos fiéis brasileiros desde 1872, quando a filiação à religião católica apostólica romana ainda era oficial no país, algo que perdurou até a Constituição da República de 1891.

No primeiro século de estado laico brasileiro, a mudança não foi grande: a proporção de católicos, que era de quase 100% nos tempos de Dom Pedro II, caiu para 91,8% em 1970.

Foi a partir de 1980 que a queda se acentuou, com o número de católicos baixando quase 10 pontos percentuais por década até o patamar atual de 64,6%.

"Acho que esse movimento ainda vai continuar por algum tempo", considera o jornalista Luiz Paulo Horta.

"Mas depois deve se estabilizar e pode até gerar alguma reação católica", acredita ele, autor de "A Bíblia: um diário de leitura" (Editora Zahar) e imortal da Academia Brasileira de Letras.

Assim como Jacob, Horta considera os aspectos sociológicos associados a essa mudança.

Destaques do Censo 2010 sobre o perfil religioso no Brasil

Católicos: Continuam sendo a maioria da população, mas baixaram de 73,6% em 2000 para 64,6% em 2010, ou 123 milhões de pessoas. 

Evangélicos: A população evangélica foi a que mais cresceu. Os fiéis passaram de 15,4% em 2000 para 22,2%, ganhando 16 milhões de adeptos. O Brasil tem hoje 42,3 milhões de evangélicos. 

Espíritas: O grupo aumentou de 1,3% para 2% na década, passando a abranger 3,8 milhões de brasileiros.

Sem religião: O número dos que se declararam sem religião cresceu de 7,4% para 8%, um aumento inferior ao registrado nas décadas anteriores. Em 1980, apenas 1,9% dos brasileiros se diziam sem religião. 

Ascensão e queda: A igreja que mais ganhou adeptos entre 2000 e 2010 foi a Assembleia de Deus, que passou de 8,4 milhões para 12,3 milhões de fiéis. Já a Igreja Universal do Reino de Deus perdeu quase 300 mil adeptos, passando de 2,1 milhões para 1,8 milhões.

Escolaridade: O ensino fundamental incompleto é mais comum entre os católicos (40%), os sem religião (39%) e os evangélicos pentecostais (42%). A menor proporção está entre os espíritas (15%), entre o nível superior completo é mais frequente (31,5%).

Dados do Censo 2010 do IBGE

Ele aponta para fatores como a movimentação demográfica e a criação de "bolsões de pessoas socialmente deslocadas" em cidades grandes ou médias, deslocadas de seus ambientes originais. E carentes de um senso de comunidade que os evangélicos foram mais ágeis em proporcionar.

"A Igreja Católica já sentiu o golpe. Está levando essa pancada e acho que pode ter efeitos positivos, porque pode passar a trabalhar com coisas mais autênticas e deixar de ser uma afiliação tão tradicional", diz.

Esta "sacudida" pode contribuir para tornar a igreja menos formal com o tempo, como já se vê com os padres carismáticos que, aponta Horta, fazem parte do processo de buscar uma linguagem nova.

Mas o declínio do peso do catolicismo na sociedade brasileira é de certa forma uma consequência de sua hegemonia no passado e está relacionado ao maior secularismo da sociedade atual, onde a religião ocupa um espaço menor do que no passado.

"Uma palavra-chave hoje é o pluralismo", diz Horta. Você tem mil ideias novas, cultos religiosos orientais, e as pessoas se sentem mais abertas para escolher de um cardápio variado."

Os resultados do censo também refletem essa pluralidade, com mais adeptos do espiritismo (hoje 2% da população brasileira); mais pessoas que afirmaram seguir "outras religiosidades" (2,7%); e um maior número de pessoas sem religião (8%). Dentre estes, pela primeira vez, o censo especificou o número de ateus no país, que chega hoje a 615 mil.


 

zanuja

De BBC Brasil

Arqueólogos descobrem pedaço mais antigo de cerâmica na China

Pallab Ghosh

Repórter de ciência da BBC News

 

Atualizado em  29 de junho, 2012 - 14:04 (Brasília) 17:04 GMT

Imagem cedida pela Science mostra o fragmento de cerâmica encontrado no sul da China (AFP/Getty)

Imagem cedida pela Science mostra o fragmento de cerâmica encontrado no sul da China

Arqueólogos dos Estados Unidos encontraram no sul da China o que pode ser o pedaço de cerâmica mais antigo do mundo, com 20 mil anos de idade. A descoberta foi divulgada na revista Science.

Os arqueólogos acreditam que os fragmentos encontrados são parte de um pote de 20 centímetros de altura e de 15 a 25 centímetros de diâmetro.


Até recentemente, a maioria dos cientistas acreditava que potes de cerâmica e recipientes para bebidas haviam sido inventados depois do surgimento da agricultura, quando os humanos começaram a permanecer em um mesmo lugar por períodos mais longos.Poderia ser um caldeirão usado para cozinhar alimentos ou para fermentação de bebidas alcoólicas.

A razão desta teoria é que objetos de cerâmica são grandes e podem se quebrar, portanto não seriam úteis para as sociedades de caçadores e coletores, que iam de um lugar para outro em busca de alimentos.

Mas, nos últimos dez anos, pesquisadores descobriram fragmentos de cerâmica de antes do surgimento da agricultura. Agora, acredita-se que os artefatos já eram utilizados 10 mil anos antes do que se pensava.

A última descoberta dos arqueólogos americanos ocorreu na caverna de Xianrendong, na Província de Jiangxi.

Segundo o chefe da pesquisa, Ofer Bar-Yosef, da Universidade de Harvard, cozinhar em caldeirões permitia que as pessoas conseguissem mais nutrientes dos alimentos.

"Caçadores e coletores estavam sob pressão para conseguir o alimento necessário", disse Bar-Yosef à BBC.

"Se a invenção é boa, se espalha rapidamente. E parece que naquela região do sul da China, a cerâmica se espalhou entre os caçadores e coletores em uma área grande", afirmou.

Motivos

Um dos possíveis motivos para a invenção da cerâmica é que, há 20 mil anos, a Terra passava pelo período mais frio em um milhão de anos.

O professor Gideon Shelach, da Universidade Hebraica de Jerusalém, especula que também pode haver um motivo mais social para a invenção.

"As pessoas estavam em grupos maiores e você precisava de atividades sociais para lidar com o aumento das tensões", disse Shelach à BBC.

"Talvez aquelas cerâmicas eram usadas para fermentação de bebidas alcoólicas."

O professor acrescenta que antes, "acreditava-se que o início da (fabricação da) cerâmica estava associado à agricultura e um estilo de vida sedentário".

Bar-Yosef quer descobrir o que estas pessoas cozinhavam há 20 mil anos. Ele acredita que, o que quer que seja, era cozinhado a vapor ou fervido na água.

"(O ato de) cozinhar com óleo começou mais tarde. (...) Pensamos que era usado para cozinhar com água, então é mais como um caldeirão", afirmou.

 

zanuja

De BBC Brasil

'Vacina contra o cigarro' bloqueia a nicotina no cérebro de ratos

James Gallagher

Correspondente de Saúde, BBC News

 

Atualizado em  29 de junho, 2012 - 07:23 (Brasília) 10:23 GMT

 PA

Vacinação pode ser usada para tratar dependência crônica da nicotina

Fumantes poderão um dia ser imunizados contra a nicotina para que deixem de sentir prazer com o hábito, segundo pesquisadores nos Estados Unidos.

Os especialistas do Weill Cornell Medical College, em Nova York, criaram uma vacina que leva o organismo do vacinado a produzir anticorpo que atacam a nicotina.


Serão necessários anos de pesquisa antes que a vacina possa ser testada em humanos. Entretanto, o coordenador do estudo, Ronald Crystal, está convencido de que haverá benefícios.O estudo, feito com ratos de laboratório e publicado na revista científica Science Translational Medicine, mostrou que os índices da nicotina no cérebro dos animais foram reduzidos em 85% após a vacinação.

"Parece-nos que a melhor forma de tratar a dependência crônica por nicotina associada ao fumo é ter esses anticorpos fazendo patrulha, limpando o sangue antes que a nicotina possa ter qualquer efeito biológico", ele disse.

Nova abordagem

Outras "vacinas contra o fumo", que treinam o sistema imunológico para produzir anticorpos que se acoplam à nicotina, foram desenvolvidas no passado. Esse é o mesmo método usado em vacinações contra doenças.

O desafio até agora tem sido conseguir produzir anticorpos suficientes para impedir que a droga entre no cérebro e produza a sensação de prazer.

Os cientistas do Weill Cornell Medical College, no entanto, usaram um caminho completamente diferente: eles optaram por criar uma vacina baseada em terapia genética que, segundo eles, é mais promissora.

Um vírus geneticamente modificado contendo instruções para a fabricação de anticorpos de nicotina é usado para infectar o fígado do vacinado. Isso transforma o órgão em uma fábrica desses anticorpos.

Após receber injeções de nicotina, ratos que haviam sido imunizados apresentaram 85% menos nicotina em seus cérebros do que um outro grupo de ratos que não havia sido vacinado.

Não se sabe se isso pode ser repetido em humanos ou se esse índice de redução seria suficiente para ajudar fumantes a abandonar o hábito.

Crystal disse que se tal vacina puder ser criada, "as pessoas saberão que se começarem a fumar novamente, não vão sentir prazer devido à vacina contra a nicotina e isso pode ajudá-las a abandonar o hábito".

"Temos muita esperança de que esse tipo de estratégia (de desenvolvimento da) vacina possa finalmente ajudar milhões de fumantes que tentaram parar, tentaram todos os métodos existentes no mercado hoje, mas sentem que a dependência por nicotina é tão grande que acaba derrotando todas essas abordagens atuais."

'Impressionante'

Também há questões relacionadas à segurança de terapias genéticas em humanos que precisarão ser respondidas.

Darren Griffin, professor de genética da University of Kent, na Inglaterra, disse que os resultados do estudo são "impressionantes e intrigantes, com grande potencial", mas avisou que ainda há muitas questões que precisam ser resolvidas.

Para ele, a questão principal é saber "se os efeitos bioquímicos nos ratos de laboratório se traduziriam em uma dependência reduzida em humanos, uma vez que essas dependências podem ser tanto físicas como psicológicas".

Simon Waddington, do University College London, disse: "A tecnologia em que se baseia a terapia genética está melhorando o tempo todo e é animador ver esses resultados preliminares sugerindo que (a terapia genética) poderia ser usada para resolver o problema da dependência por nicotina".

Se tal vacina fosse criada, poderia haver também questões éticas. Por exemplo, em relação à vacinação de pessoas na infância, antes de que começassem a fumar.

 

zanuja

Nassif,

li o seu post questionando as críticas ao Brasil Sem Miséria, o caso da família com 19 membros. Nesta fala, que a príncípio deveria centrar-se no problema dos impactos da seca, a ministra do MDS, Teresa Campello, responde às críticas. Aliás, responde de forma muito combativa. A Teresa é uma economista, talvez não tenha 1/10 de visibilidade dos ministros que foram defenestrados, entretanto, está sempre dialogando, apresentando planejamentos, ações, resultados, autocríticas e críticas. Nunca a vi com um discurso vazio, eleitoreiro, apenas ocupando espaço em qualquer palanque. Nesta fala ela critica veementemente o enfoque do jornal O Globo, o preconceito recrudescente contra os pobres. Vai o link:

 

Oswaldo Alves

Corte suprema nega pedido de empresas de mídia. (Tradução Bing)(29/06/12)

 

WASHINGTON-A Suprema Corte recusou-se a pedido de empresas de mídia para levantar a proibição de possuir um jornal e uma emissora de televisão no mesmo mercado.
Os juízes na sexta-feira negaram apelação das empresas sem comentário. Os meios de comunicação dizem que as restrições já não fazem sentido na era da Internet.
O recurso também tentou livrar-se de outros limites de propriedade, incluindo quantas televisão local estações uma empresa pode controlar.
As empresas dizem que as regras tornarão-lo mais difícil para as emissoras e jornais para fazer negócios e responder aos concorrentes na Internet, Televisão por satélite e cabo — entidades que não enfrentam as mesmas restrições.
Críticos da consolidação de mídia têm alertado dos perigos de muitos de meios de comunicação, caindo sob a posse de um punhado de grandes corporações.


http://www.msnbc.msn.com/id/48012643#.T-5JuJExPUs

 

Só lá, por aqui o bernardo continua sentado em cima da proposta do Franklin Martins... covardão de m... deixa pra lá.

sds