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JN dá 19 minutos à acusação do mensalão e 8 segundos à defesa

Posted by eduguim on 01/08/12 • Eduardo Guimarães - Blog da Cidadania




O colunista da Folha de São Paulo Janio de Freitas usou em artigo de sua lavra publicado na Folha de São Paulo na terça-feira (31.07) uma alegoria da qual este blog tem se valido à exaustão. Os leitores desta página identificarão a semelhança de trecho daquele artigo – trecho que reproduzo abaixo – com o que aqui tem sido dito.

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“O julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal é desnecessário. Entre a insinuação mal disfarçada e a condenação explícita, a massa de reportagens e comentários lançados agora, sobre o mensalão, contém uma evidência condenatória que equivale à dispensa dos magistrados e das leis a que devem servir os seus saberes (…)”

Jânio de Freitas, O julgamento na imprensa, Folha de São Paulo, 31.07.12

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Os pistoleiros pagos a peso de ouro pela mídia oligopolista para assassinarem reputações de desafetos políticos dos patrões nem poderão dizer que esse jornalista é “mensaleiro”, pois é membro do conselho editorial do jornal Folha de S. Paulo.

Frase de Freitas sobre a imprensa, imortalizada na Wikipedia, resume a razão pela qual essa imprensa está promovendo legítimo linchamento de todos os réus do mensalão indistintamente, de forma que, como bem disse o jornalista, subentende-se que o julgamento será mera formalidade para uma condenação já decidida.

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“Os meios de comunicação brasileiros nunca deixaram de ser parte ativa nos esforços de conduzir o eleitorado. Sua origem e sua tradição são de ligações políticas, como agentes de facções ou partidos”

Janio de Freitas

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A comprovar a opinião do eminente jornalista de que a imprensa corporativa e oligopolista atua como agente de facções e partidos está o massacre que o principal telejornal da Globo, o Jornal Nacional, está promovendo contra os réus do mensalão desde segunda-feira, quando anunciou e principiou a ocupar imenso espaço com o julgamento que começa nesta quinta-feira.

Nos primeiros dois dias desta semana, o Jornal Nacional vem entrando no ar com extensas matérias sobre o mensalão. Na segunda-feira, rememorou o caso ao longo de 11 minutos e 30 segundos; na terça, a matéria ocupou 7 minutos e 41 segundos. Desses quase vinte minutos de acusações, o telejornal contrapôs inacreditáveis 8 segundos – e só na terça-feira – à defesa de um dos réus, José Dirceu, exibindo frase de seu advogado.

À primeira vista, fica difícil afastar a sensação de que essa meia dúzia de grandes órgãos de imprensa conseguirá que o Supremo Tribunal Federal se submeta aos seus ditames e condene, sem mais delongas, todos os 38 réus por todas as acusações que lhes foram assacadas. Todavia, já surgem indícios de que a Justiça pode não compactuar com a farsa.

O indício de que assim será vem do ministro do STF José Antonio Dias Toffoli, que vem sendo questionado pela mídia por ter servido ao governo Lula e advogado para petistas assim como o ministro Gilmar Mendes serviu ao governo Fernando Henrique Cardoso e advogou para tucanos.

O caso de Gilmar é mais sério, pois, há pouco, envolveu-se em polêmica com o ex-presidente Lula ao denunciar tardiamente, após longo período da ocorrência do fato, que se encontrou com ele e que, naquele encontro, teria sofrido pressão para absolver réus do mensalão. Além disso, a atuação de Gilmar ao longo do governo Lula foi marcada por reiteradas acusações a ele.

O indício de que o STF poderá dar nos autos a resposta à pressão injusta, ilegal e antidemocrática que vem sofrendo da mídia para condenar os réus como ela quer se encontra na decisão de Toffoli de participar do julgamento do mensalão à revelia do que pregam esses órgãos de imprensa.

Aliás, vale relatar que a Folha de São Paulo questionou Toffoli e este nem lhe deu resposta. Ainda assim, é pouco. Esse é só um indício, pois outros juízes podem ceder.

O cerceamento do direito de defesa dos réus do mensalão é flagrante. A mídia tenta criar um clima de fato consumado como o que estabeleceu em outros julgamentos que não passaram de mera formalidade, mas que, ao menos, tinham contra os réus daqueles processos não politizados, como por exemplo o casal Nardoni, provas inquestionáveis, o que inexiste contra parte dos acusados pelo mensalão.

Um blogueiro da Globo chegou a escrever que o STF “apressou” o julgamento do mensalão porque o ex-presidente Lula teria criado a CPI do Cachoeira. E asseverou que não se apressa um julgamento para absolver réus. Ou seja, acusou a Corte de ter agido por motivações políticas quando seu dever é o de atuar de maneira estritamente técnica.

Como se não bastasse, a Globo e seus satélites na grande imprensa vêm tratando o ex-presidente Lula em suas reportagens como se fosse um dos indiciados. O Jornal Nacional chegou a fazer uma montagem gráfica em que uma ficha do ex-presidente sai de um arquivo de onde estavam saindo fichas dos réus de fato no inquérito do mensalão.

A mera hipótese de a Suprema Corte de Justiça do país ser encurralada para decidir como querem grupos empresariais de comunicação constitui grave ameaça à democracia. Como aceitar que empresários, por mais poderosos que sejam, possam obrigar um dos três Poderes a tirar a liberdade e a destruir a honra de cidadãos que, até prova em contrário, são inocentes?

De onde virá a resistência a esse ataque inaceitável à democracia? Quem se levantará em defesa do Estado Democrático de Direito?

Sem imprensa para dar a acusados e acusadores as mesmas oportunidades, só restam as ruas aos setores da sociedade que não aceitam que seja levado a cabo o linchamento de todos os réus do mensalão, até porque quem conhece o caso sabe que, entre os 38 acusados, há prováveis culpados, sim, mas também há prováveis inocentes.

Em 2007, nasceu neste blog a ONG Movimento dos Sem Mídia. Esse Movimento foi criado justamente por conta da pressão da mídia contra o STF evidenciada por espionagem do jornal Folha de S. Paulo contra o ministro Ricardo Lewandowsky, que o jornal relatou que disse ao telefone que a Corte que integra aceitou o inquérito do mensalão sob pressão da mídia.

Infelizmente, por ter inscrito em seu Estatuto que não se financiaria com dinheiro público, a ONG não adquiriu musculatura para enfrentar um momento como este. Não temos condição de levar às ruas mais do que algumas centenas de cidadãos.

Todavia, essas pessoas que tantas vezes já acorreram ao chamado deste blog certamente estarão dispostas a integrar esforços que envolvam outros movimentos sociais como, por exemplo, a CUT, que já declarou que irá às ruas contra a manipulação do julgamento do mensalão.

Na opinião deste blog – e de todos os mais de 500 filiados ao Movimento dos Sem Mídia –, não há mais o que esperar. A manipulação já está ocorrendo. A imprensa oligopolista que age a serviço de facções, como diz Janio de Freitas, está promovendo um linchamento, retirando dos acusados pelo mensalão, indistintamente, o direito de defesa.

Custará muito caro ao país e a todos os que anseiam pela continuidade de seu soerguimento do buraco em que foi atirado pela direita demo-tucano-midiática a inação diante dessa barbaridade que está entrando todos os dias em nossas casas através de concessões públicas de televisão aberta.

Mesmo que os agentes de facções políticas citados por Janio de Freitas não atinjam seus objetivos eleitorais, assim como foi em 2006 e em 2010, condenar cidadãos brasileiros só porque meia dúzia de donos de jornais, revistas e televisões querem fará este país retroagir séculos, institucionalmente.

Para concluir, este blog exorta a todos os que entendem a gravidade do momento que vive o país a não se acomodarem e a se engajarem na resistência à mídia. A injustiça que se pretende fazer a alguns é ameaça que está sendo feita a todos, inclusive àqueles que querem conseguir na Justiça o que não conseguiram nas urnas.

Às ruas, brasileiros

 

Posted on agosto 1, 2012 by Caio Hostilio

Os seres humanos são hipócritas mesmo!!! E aí Lulu Santos? É como uma onda no mar!!! De repente o cara aparece na TV como sendo o camarada que desvendou os mais escabrosos crimes… Caramba!!! É um herói!!! Tudo para por uma pá de cal sobre o assunto… Ponto Final!!! Mentores intelectuais são ex-vendedores de panela e um bochechudo… Difícil para chegar nesse denominador comum!!!


Pois não é que a Polícia Federal está numa maior crise!!! Pessoal, a federação quer a demissão do diretor geral e até já surgiram denuncias de irregularidades na gestão do camarada… Antes o camarada era o melhor!!! Mas os delegados de São Paulo querem sua permanência… Por que será? Será por quê?  


O certo é que o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Marcos Wink, acusa o Departamento de Polícia Federal (DPF) de viver hoje uma crise, por conta da gestão de Leandro Daiello Coimbra e, entregou, na última sexta-feira (27), ao ministro José Eduardo Cardozo, várias denúncias contra o diretor, além de querer a saída do diretor geral.


Na nota que entregou ao assessor do ministro, na sexta-feira, o presidente da Federação fala da morte de 12 agentes de polícia – dois deles por suicídio – e de um grande número de feridos em razão da função policial, nos últimos 12 meses, período da gestão de Daiello. Segundo a nota encaminhada, inexiste  “amparo psicológico e assistencial aos policiais e seus familiares”.


Ela fala ainda de uma “estatística ‘não-oficial’ de policiais com problemas psicológicos”, extremamente grande e denuncia que “em muitos casos a ineficiência da gestão prefere encaminhar servidores doentes às corregedorias, para serem punidos”.  


Segundo o oficio encaminhado ao ministro, por conta da desmotivação, “somente no ano passado, quase 100 agentes federais abandonaram o cargo”, sem computar os que se aposentaram.


A federação também acusa Daiello de usar politicamente as 31 vagas oferecidas para um curso de Executivos de Polícia (LEEDS) na Academia da Federal Bureau of Investigation – FBI, em Quântico, na Virgínia (EUA). Todas elas, segundo a entidade que reúne agentes de polícia, foram preenchidas por delegados. Entre os beneficiados, “muitos exerciam na Polícia Federal atividades essencialmente administrativas e, com toda certeza, não iriam utilizar os conhecimentos adquiridos quando retornassem ao Brasil”.


É… Delegados não são corruptos… Suas ligações são sempre oficiais… Tudo é pela ordem…

 

Thomaz Bastos quer desplugar do Supremo 35 réus do Mensalão

 

 Les Gens de Justice

Charge. Honorè Daumier, morto em 1879. Obra: Les Gens de Justice

 O advogado Márcio Thomaz Bastos, já ministro da Justiça e ex-advogado de Cachoeira, acaba de transmitir uma Nota à Imprensa: abaixo, o inteiro teor da referida nota... Bastos informa que, aberta sessão pelo presidente Ayres Brito, irá arguir a incompetência do Supremo Tribunal Federal (STF) para julgar 35 dos 38 réus denunciados pela Procuradoria-geral da República, que é o órgão de cúpula do Ministério Público federal. Essa sua tese jurídica rechaçada pelo ministro-relator Joaquim Barbosa, não foi examinada pelos outros 10 ministros da Corte. Para Bastos, apenas os três deputados federais acusados, — Valdemar Costa Neto, Pedro Henry e João Paulo Cunha—, possuem foro privilegiado que é justificado, segundo a lei, pela prerrogativa de função. No caso de colar a tese de Bastos, e existem precedentes do STF, os 35 réus serão julgados por instâncias inferiores e, caso condenados, poderão recorrer para graus superiores de jurisdição e até chegar ao STF. Por evidente, aumenta o risco de extinção da punibilidade pela prescrição Os deputados federais, na hipótese de condenados definitivamente pelo STF, ficarão inelegíveis enquanto durarem os efeitos da condenação (art15,III, da Constituição). Mas, os mandatos em curso de deputados federais não são afetados em razão de condenação definitiva no STF. Apenas o Legislativo compete cassar mandatos em curso. Para Norberto Bobbio, ao tratar do poder Legislativo, a representação (o poder é do povo e a democracia é representativa) só pode ser tirada pelos parlamentares, como representantes do povo. A respeito, a Constituição, no artigo 55, inciso VI, parágrafo segundo, é clara. E para a perda do mandato exige, pela Câmara Federal, votação secreta e maioria absoluta. Quanto à tese de Bastos de “desplugar” ( ligação decorrente de conexão), poderá ser recusada porque a lei processual penal permite a “vis-atrativa”, para manter a unidade processual e evitar decisões judiciárias conflitantes. Essa será uma dificuldade para a defesa, apesar de, em outros casos, ter o STF determinado a separação dos processos. Um exemplo ajuda a entender. O STF tem determinado a separação dos processos “quando pelo excessivo número de acusados” e com base no artigo 80 do Código de Processo Penal. No caso do chamado Mensalão tucano, ocorreu desmembramento. Wálter Fanganiello Maierovitch. ……………Nota à imprensa Direito constitucional ao duplo grau de jurisdição embasa pedido de reconhecimento da inconstitucionalidade da extensão da competência do Supremo Tribunal Federal para julgar aqueles que não detêm prerrogativa de foro no caso “Mensalão” Jurisprudência do STF é favorável ao direito dos réus comuns, inclusive no caso congênere do “Mensalão mineiro”, que é fruto da mesma investigação e que, supostamente, segundo a Procuradoria Geral da República, teria o mesmo modus operandi do caso em julgamento. O advogado Márcio Thomaz Bastos solicitará, na sessão de abertura do julgamento do “Mensalão”, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) analise e reconheça a inconstitucionalidade da competência dessa Corte para processar e julgar seu cliente José Roberto Salgado, ex-executivo do Banco Rural, que não detém prerrogativa de foro, determinando-se o desmembramento do processo. Em favor de seu pedido, o advogado fará alusão à atual jurisprudência do Tribunal para casos semelhantes, e ao fato de que no processo congênere do chamado “Mensalão Mineiro”, que tramita perante a Corte Suprema sob a relatoria do mesmo Ministro Joaquim Barbosa, o pedido de desmembramento foi acolhido para os réus comuns. A proposta jamais foi apreciada à luz de institutos constitucionais como está sendo apresentada agora. A que foi recusada anteriormente pelos Ministros do STF ocorreu apenas à luz de institutos infraconstitucionais, sem qualquer exame acerca da inconstitucionalidade da extensão da competência do foro privilegiado a réus comuns.   A tese arguida pelo defensor sustenta que a decisão priva os réus comuns de dois direitos fundamentais do cidadão: o de ser julgado por seu juiz natural e o de poder recorrer das decisões, ou seja, a garantia do chamado “duplo grau de jurisdição”. Em favor de seu argumento, invoca a Constituição Federal e também a Convenção Americana de Direitos Humanos – Pacto de São José da Costa Rica, tratado internacional do qual o Brasil é signatário e que tem força supralegal, tendo sido promulgado pelo Decreto nº 678, de 1992. Em seu artigo 8º, preceitua a Convenção que “Toda pessoa acusada de delito tem direito a que se presuma sua inocência enquanto não se comprove legalmente sua culpa. Durante o processo, toda pessoa tem direito, em plena igualdade, às seguintes garantias mínimas: (…) h) direito de recorrer da sentença para juiz ou tribunal superior”. “O julgamento dos réus comuns pelo STF fulmina a garantia mínima, que é o direito de recorrer a juiz ou tribunal superior, uma vez que o Supremo é a última instância da estrutura judiciária brasileira”, diz Thomaz Bastos.Além disso, o pleito alega que a competência penal originária do STF é delimitada pela Constituição e não pode ser estendida para o julgamento de pessoas que não tenham prerrogativa de foro – a não ser por meio de norma também e necessariamente constitucional. Ao decidir pelo julgamento único, o STF baseou-se em artigos do Código de Processo Penal que recomendam esse procedimento quando há conexão e continência entre os casos. Ocorre que esses dispositivos, por serem infraconstitucionais, não têm força para expandir a competência originária do STF. Essa competência está precisamente delimitada nos termos das alíneas b e c, do inciso I do artigo 102 da Constituição, onde se lê que compete ao Supremo julgar, originariamente (ou seja, em lugar do juiz natural), nas infrações penais comuns, apenas o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso Nacional, os ministros e o Procurador-Geral da República, e nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, os membros dos Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente.  Em resumo, o que o pedido a ser submetido ao Plenário do STF como Questão de Ordem pretende é o reconhecimento da inconstitucionalidade da extensão da competência desta Corte para aqueles que não gozam de prerrogativa de foro com o consequente desmembramento do processo e remessa à primeira instância para imediato julgamento dos acusados comuns, preservando-se com isso o princípio constitucional do juiz natural e a garantia mínima do direito de recorrer da sentença para juiz ou tribunal superior.Antecipando-se a eventuais alegações no sentido de que essa medida reiniciaria o processo, a defesa de José Roberto Salgado destaca que o pretendido desmembramento não anulará as provas já produzidas nos autos, de modo que haverá o aproveitamento de todos os atos processuais já realizados pelo juízo de primeira instância.Também é importante afirmar que não há preclusão na discussão do tema, pois anteriormente abordou-se essa problemática tão-somente à luz de institutos e critérios confinados à legislação infraconstitucional, tais como a conexão e a continência, ou ainda da vantagem prática ou conveniência de eventual desmembramento processual. Atual jurisprudência do STF sobre a matériaPronunciamentos posteriores da corte à Questão de Ordem do INQ 2245 (Inquérito Policial que precedeu a APN 470) – que discutiu a questão do desmembramento apenas à luz de critérios infraconstitucionais – demonstram que oito dos atuais onze ministros já se manifestaram pelo desmembramento de Inquérito Policial, em casos semelhantes, em face da taxatividade constitucional das competências originárias do Supremo Tribunal Federal. São eles: MC no HC nº 91347, Tribunal Pleno, j. em 20/06/2007, HC nº 89056, 1ª Turma, j. em 12/08/2008, HC nº 89083, 1ª Turma, j. em 19/08/08. Lembrando que os outros três integrantes da corte – Ministro Dias Toffoli, Ministro Luiz Fux e Ministra Rosa Weber- ainda não tiveram oportunidade de se manifestar sobre o assunto.Vale destacar, por fim, que no chamado mensalão mineiro – que é um caso originado das mesmas investigações (INQ 2245) e que, supostamente, teria o mesmo modus operandi -, houve desmembramento e a decisão também é posterior à Questão de ordem do INQ 2245 (14 de maio de 2009). Assessoria de imprensaDr. Marcio Thomaz Bastos

http://terramagazine.terra.com.br/semfronteiras/blog/2012/08/01/thomaz-b...

 

Quando a diferença entre marginais e políciais é apenas o uniforme. E, em tempo, dá para omaginar como a polícia investiga.

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/08/inconformado-pai-investiga...

Um pai inconformado resolveu investigar por conta própria a morte do filho, registrada inicialmente há um mês como resistência a uma abordagem da polícia. Depois da investigação feita por Daniel de Oliveira, que é de Vargem Grande Paulista, na Grande São Paulo, cinco policiais militares suspeitos foram presos, como mostrou o Bom Dia São Paulo desta quarta-feira (1º).

O filho de Daniel, Cesar Dias de Oliveira, foi morto em uma abordagem policial feita na Vila Dalva, na Zona Oeste da capital paulista, na madrugada de 1º de julho, enquanto passava de moto na companhia de um amigo, que também foi assassinado. Os rapazes tinham 20 anos.

De acordo com a versão apresentada pelos policiais na delegacia, eles fizeram sinal para a moto parar. Os rapazes fugiram e o garupa fez disparos. Pouco depois, Cesar, que era o dono da moto e estava na direção, perdeu o controle, caiu e ainda atirou.

Durante a abordagem, Cesar tomou um tiro na virilha. A marca do disparo ficou no documento da moto que o rapaz costumava levar no bolso da frente da calça. Ele foi levado para um hospital em Osasco, na Grande São Paulo, mas o jovem chegou morto ao hospital, com mais quatro tiros.

A investigação do pai começou logo depois que o pai deixou o hospital para onde o filho foi levado. Ele foi até o local do crime e começou a juntar as pistas que contribuíram para a prisão dos PMs no início desta semana. À medida que as provas eram reunidas, a versão dos policiais ficou mais frágil.

Daniel tatuou o rosto do filho no braço. “Meu filho foi herói, porque ele não era bandido. No nosso coração, ele vai ser sempre o nosso meninão, humilde, com o coração de criança”, afirmou.

Os policiais militares presos atuavam na cidade de Osasco e abordaram os jovens na Zona Oeste da capital - um desses policiais é sargento. Em nota, a PM informou que a Corregedoria da corporação e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investigam o caso.

 

Do Opera Mundi
Bolívia anuncia falência de McDonald's e expulsa Coca-Cola de seu territórioSegundo chanceler, decisão faz parte das celebrações do fim do calendário maia 

Como resultado da oposição de Evo Morales ao que seu governo chama de imposições gastronômicas norte-americanas, McDonald’s e Coca-Cola encerrarão todas as suas atividades na Bolívia até o final deste ano.

Se, de um lado, a rede de fast foods McDonald’s anunciou sua falência após “14 anos de tentativas infrutíferas de se instalar na cultura local”, de outro, a Coca-Cola foi formalmente expulsa do território e terá até o próximo dia 21 de dezembro para encerrar totalmente sua operação.

WikiCommons

 

 

De acordo com o ministro das Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca, a decisão “estará em sintonia com o fim do calendário maia e fará parte das celebrações do fim do capitalismo e do início da cultura da vida”.

Ao lado do presidente Evo Morales, o chanceler acrescentou que "o dia 21 de dezembro de 2012 marca o fim do egoísmo e da divisão”. Por essa razão “o 21 de dezembro tem que ser o fim da Coca Cola e o começo do mocochinche (refresco de pêssego)”.

Além de critérios culturais, o governo também recorreu a questões de saúde pública, alegando que a Coca Cola, bem como a maioria dos refrigerantes industrializados, contém diversas substâncias capazes de gerar infartos e câncer.

Com a falência dos oito restaurantes que existiam no país, a Bolivia se tornará a segunda nação latino-americana a não possuir unidades do McDonald's e o primeiro país do mundo onde a companhia foi obrigada a fechar por conta de mais de uma década de contabilidade negativa. O primeiro país a extinguir a maior rede de fast-foods do mundo no continente foi Cuba.

A disputa entre Morales e Coca-Cola começou nos primeiros meses de 2010, quando o presidente anunciou o lançamento de uma bebida totalmente boliviana, a Coca-Colla. O projeto tinha como objetivo legitimar o consumo da folha de coca.

No que diz respeito ao caso do McDonald's, o modelo produtivista dos fast-foods nunca prosperou na Bolívia. No país, são muito fortes rituais gastronômicos que vão desde a decisão do que as famílias irão comer até o preparo conjunto dos alimentos.

 

Segundo clipping do dia:

 

   

10. Produção industrial brasileira retrocede 3,8% no 1º semestre

Rio de Janeiro, 1 ago (EFE).- A produção industrial brasileira reduziu 3,8% no primeiro semestre do ano frente ao mesmo período de 2011, apesar de em junho ter voltado a crescer após três meses de retrocesso. Com o mau desempenho do primeiro semestre...

9. Julgamento do processo da Apple contra Samsung começa nos EUA

Essa terça-feira marcou o início de uma batalha judicial envolvendo duas gigantes do setor de tecnologia: a Apple ea Samsung. O processo aberto pela gigante da maçã acusa a fabricante sul-coreana de ter copiado o design do iPhone e iPad nos seus ...

8. Bolsas da Europa encerram pregões dvididas .

1 de agosto de 2012 - As principais bolsas de valores da Europa encerraram os pregões desta quarta-feira divididas e com expectativa para as medidas do Banco Central Europeu (BCE) e do Federal Reserve (Fed- banco central americano).

7. Twitter vai abrir escritório no Brasil, confirma executivo

Um executivo do Twitter confirmou a jornalistas da Bloomberg em São Francisco, nos Estados Unidos, que a rede de microblogs planeja abrir um escritório no Brasil. "Estamos realmente encantados com o mercado de lá. O mercado digital no Brasil está viv...

6. Amazon atualiza serviço de música e acirra briga com iTunes

A Amazon se arma para competir na área de músicas com a Apple. Na última terça-feira (31/07), a empresa anunciou novidades importantes para o Cloud Player, seu serviço de armazenamento de canções na nuvem. Lançado há um ano, o produto apresentava dif...

5. Telefonia: Brasil quer padrão europeu

A MP (medida provisória) que estabelece as regras para a política de desoneração de impostos para equipamentos e obras necessárias à implantação de redes de banda larga deve ser votada no Senado a partir do dia 7 de agosto, segundo informações obtida...

4. Cachoeira presta depoimento hoje à Justiça do Distrito Federal

O empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, prestará depoimento hoje nesta quarta-feira no processo que investiga irregularidades no sistema de bilhetagem do transporte público da capital federal.

3. Procuradoria Eleitoral manda arquivar ação do PSDB sobre patrocínio a blogs

E agora Serra?

2. Senado segue Câmara e divulga salários, mas sem os nomes

O Senado divulgou na noite da última terça-feira (31) as remunerações pagas aos seus servidores efetivos e comissionados. Por decisão liminar do juiz federal Flávio Marcelo Sérvio Borges, da 17ª Vara do Distrito Federal, não foi feita a identificação...

1. Amaury diz que já tem os documentos para o Privataria II

Sequência será dedicada à lista de Furnas

 

http://www.cloudnews.com.br


 

Gasolina brasileira não é a mais cara do mundo, segundo sitePreço médio do litro no País é de R$ 3,47; Noruega lidera ranking de 55 regiões

Jair Oliveira | 1/8/2012 12:30

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Texto:Foto: DivulgaçãoAmpliar

Brasil tem a 36ª gasolina mais cara do mundo

Vocês, provavelmente, devem se sentir péssimos quando notam que o preço da gasolina subiu (de novo) na bomba de um posto de combustível, certo? Então saibam que, embora pareça mentira, existem outros 35 países em que o valor cobrado pela gasolina é bem mais alto que o do Brasil.

Os dados, divulgados pela Bloomberg – um dos principais provedores mundiais de informação para o mercado financeiro – mostram que, cobrando US$ 1,69 (R$ 3,47), o nosso país ocupa a 36ª posição num ranking de 55 regiões do mundo.

iG Carros andou no primeiro táxi elétrico do Brasil, o Nissan Leaf

Segundo o site, para colocar um galão de gasolina no carro (aproximadamente 4 litros), o brasileiro gasta em média R$ 13,28.

Na primeira colocação está a Noruega, que cobra US$ 2,56 pelo litro (R$ 5,25). Isso porque o país é um dos principais produtores de petróleo do mundo. No entanto, a justificativa para isso é que o governo de lá concentra os lucros obtidos com o combustível em serviços públicos, como o ensino superior gratuito de qualidade.

A Dinamarca ocupa o segundo lugar, cobrando US$ 2,48 (R$ 5,08). Enquanto a Itália e a Holanda dividem a terceira posição, com o litro de gasolina sendo vendido por US$ 2,47 (R$ 5,06). Outros países, como Hong Kong, Suécia, França, Japão, Coréia do Sul, Lituânia, Bulgária, Austrália e Chile também estão à frente do Brasil.

Em contrapartida, a nossa vizinha Venezuela foi classificada como o país que tem o menor preço de gasolina do ranking: US$ 0,02 (cerca de R$ 0,05 sem impostos).

 

PaísValor do litro em US$Valor do litro em R$Noruega2,56 5,25Dinamarca2,485,08Itália2,47 5,06Holanda2,475,06Grécia2,445,00Suécia2,374,86Hong Kong2,354,82Portugal2,344,79Reino Unido2,344,79Bélgica2,334,78França2,30 4,72Finlândia2,274,65Alemanha2,264,64Irlanda2,204,52Suíça2,104,31Eslováquia2,104,30Hungria2,034,17República Checa2,014,11Japão2,004,11Coréia do Sul2,004,10Espanha1,994,09Eslovênia1,994,08Áustria1,974,04Malta1,933,97Letônia1,923,93Luxemburgo1,913,92Lituânia1,913,92Estônia1,863,82Polônia1,853,80Chipre1,843,78Bulgária1,833,76Austrália1,783,66Cingapura1,773,63Romênia1,743,57Chile1,733,54Brasil1,693,47Índia1,603,28Canadá1,523,11África do Sul1,513,10Seicheles1,463,00Argentina1,442,95China1,402,88Tailândia1,312,69Estados Unidos1,112,27Indonésia1,092,23Rússia0,982,01Malásia0,921,89México0,851,73Irã0,731,51Nigéria0,621,26Emirados Árabes Unidos0,501,02Egito0,460,94Kuwait0,230,48Arábia Saudita0,160,33Venezuela0,020,05

 

 

Bom senso e praticidade: 

Nassif, pequenos gestos denunciam o pensamento das pessoas.

 

http://blogs.estadao.com.br/flavia-guerra/londres-2012-de-quando-dilma-pegou-o-metro-para-ir-a-tate/

De quando Dilma pegou o metrô para ir à Tate

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                                                Quer fugir do rush londrino? Assim como a Dilma, vá de metrô!

 

A blogueira que vos fala está em Londres para seguir parte dos milhares de eventos que compõem o London Festival, o braço cultural dos Jogos Olímpicos de  London 2012. Entre eles, o Rio Occupation London, a ação de ocupação dos artistas brasileiros na capital inglesa, da qual vou falar em post futuro.

Mas hoje, entre tantos, um fato é interessantíssimo de observar. Um colega comentou que a presidente Dilma, presente na capital inglesa para a ocasião olímpica, entre outras, em um belo dos dias do não tão belo verão inglês, teria cismado de ir à Tate Modern de metrô, e aberto mão de carro oficial e outros adereços que sempre são disponibilizados para os chefes de estado.

Faz sentido. Em dias em que a cidade está abarrotada e o trânsito londrino mais lembra o paulistano, ir de metrô, ainda que as linhas estejam também congestionadas e sofrendo ‘severe delays’ todo dia, o bom e velho Tube ainda é o jeito mais rápido de se chegar a qualquer lugar. Pois Dilma, dispensando grande comitiva, pegou o metrô, atravessou a Millenium Bridge e lá foi feliz para visitar a Tate.  Que tal se mais líderes brasileiros usassem mais o metrô no Brasil? 

 

quarta-feira, 1 agosto, 2012 07:08 am | Postado por senoticias

“Micareta Picareta”: Revista Veja é condenada a indenizar [Marcelo] Déda do PT, [Governador de Sergipe] em R$ 200 mil

por Eugenio Nascimento, Blog Primeira Mão

Revista Veja é condenada a indenizar Déda em R$ 200 mil. (Foto: arquivo/Agência ASN)

A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Sergipe aprovou, por unanimidade, a condenação da revista Veja a pagar R$ 200 mil ao governador Marcelo Déda e com direito a valores atualizados em função da publicação de uma matéria veiculada sob título “Micareta picareta”, em maio de 2006. Na 1ª instância, o juiz definiu uma indenização de R$ 80 mil. Mas nenhuma das partes ficou satisfeita.

Por causa da insatisfação, foram encaminhados recursos de ambas as partes e o da revista Veja foi julgado improcedente parcialmente, tendo reduzido os honorários advocatícios de 20% do valor da causa para 15%. O recurso de Déda obteve provimento para ampliar o valor de R$ 80 mil para R$ 200 mil. A decisão foi motivada tendo em vista a repercussão da notícia e as circunstâncias do hoje governador, que na época era prefeito de Aracaju.

A Veja publicou matéria denunciando que o governador Marcelo Déda teria bancado duas micaretas (carnavais fora de época) visando se promover para disputar o governo de Sergipe em 2006. A primeira festa teria sido o Pré-Caju e a outra a Veja chamou PTCaju. Teria Déda gastado muito dinheiro público. A matéria publicada pela revista teve grande repercussão e foi usada pelos opositores do governador na campanha.

http://senoticias.com.br/se/?p=38024

 

31/07/2012 - 19h59

Procuradoria recomenda arquivar pedido do PSDB sobre patrocínio a blogs

ERICH DECAT
DE BRASÍLIA 

Em parecer apresentado nesta terça-feira (31), a Procuradoria Geral Eleitoral pede o arquivamento da representação apresentada pelo PSDB na qual o partido levanta a suspeita sobre o financiamento com dinheiro público de sites e blogs políticos.

Segundo a representação tucana, a Caixa Econômica Federal, a Petrobras e o Ministério da Saúde estariam entre os patrocinadores de páginas na internet caracterizadas "por elogios excessivos ao PT e ao governo federal e por ataques à oposição".

PSDB pede investigação patrocínio de empresas públicas a blogs

O pedido para que a Procuradoria Eleitoral avaliasse suposta ilegalidade foi apresentado pela cúpula tucana na última segunda-feira (23). O parecer de hoje é de autoria do procurador regional da República Adjunto, José Jairo Gomes.

"A representação também não se fez acompanhar de começo de prova hábil a ensejar qualquer investigação de que houve desvio de recursos públicos em prol de blogueiros ou titulares de páginas na internet para que estes atuassem em prol ou contra candidaturas", diz Gomes em trecho do parecer.

Segundo Gomes, o PSDB fundamentou o pedido de investigação apenas em notícias vinculadas em jornais e revistas que não chegaram nem a ser anexadas junto ao requerimento encaminhado à PGE.

"Sequer se fez acompanhar de cópia das citadas notícias ou mesmo de informações completas de suas fontes", diz o procurador./

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1129399-procuradoria-recomenda-arquiv...

 

http://oglobo.globo.com/rio/pms-atiram-contra-bandido-que-ja-estava-imobilizado-apos-sequestro-relampago-na-barra-5644693

 

PMs atiram contra bandido que já estava imobilizado após sequestro-relâmpago na BarraPolícia, no entanto, sustenta versão de que houve perseguição e tiroteio

ANTÔNIO WERNECK

Publicado:31/07/12 - 16h12Atualizado:31/07/12 - 23h54

 TV Globo / Reprodução

PMs atiram contra bandido que já estava imobilizado após sequestro-relâmpago na BarraTV GLOBO / REPRODUÇÃO

RIO - Imagens de um cinegrafista amador levadas ao ar pelo “RJ-TV” da TV Globo revelam que os policiais militares 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) mentiram ao descrever como resolveram o sequestro-relâmpago sofrido por uma mulher de cerca de 50 anos e seu sobrinho, menor de idade, rendidos por quatro assaltantes na manhã desta terça-feira na Barra da Tijuca. Os bandidos, pelas imagens obtidas pela TV Rede Globo, já tinham sido presos e dominados, aparentemente num terreno baldio, quando os PMs simularam uma reação dos criminosos, alvejando um deles. (Veja as imagens do RJTV)

Primeiro os PMs aparecem com os assaltantes dominados, caminhando por uma rua. Depois, os policiais, já no terreno baldio, vasculham o local como se procurassem alguma coisa. Um dos PMs usa o revólver apreendido com um dos bandidos para atirar contra um muro, como se estivesse simulando uma troca de tiros. Mas a imagem mais chocante fica para o fim: um dos policiais pega sua arma da cintura e atira contra a perna esquerda de um dos criminosos. O ladrão cai, aparentemente gritando de dor.

Em nota divulgada na noite desta terça-feira, a Secretaria estadual de Segurança afirmou que “ao ver as imagens exibidas pelo RJ-TV sobre a atuação de policiais numa tentativa de sequestro na Barra da Tijuca, o secretário José Mariano Beltrame ordenou à PM a apuração rápida e exemplar do ocorrido”. Ainda segundo a nota, o secretário “determinou que os responsáveis sejam submetidos ao processo de expulsão sumária da corporação”. O texto termina afirmando: “Para o secretário, é inadmissível que uma polícia que busca a pacificação tenha policiais com esse tipo de conduta em suas fileiras”.

A Polícia Militar, que antes da divulgação das imagens vinha mantendo a versão dos agentes, também emitiu nota à noite, afirmando que a Corregedoria da PM e o comando do 31º BPM decidiram “lavrar auto de prisão em flagrante do policial identificado como autor do disparo que feriu a perna do criminoso participante de sequestro-relâmpago”.

PM instaura averiguação

A nota informou ainda que a PM iria “recolher à unidade prisional da PM o policial já identificado”. A PM anunciou ainda que instauraria uma averiguação sumária, onde será apurado se houve conivência ou prevaricação dos outros policiais que aparecem no vídeo. A nota termina afirmando que “ações como as que aparecem no vídeo não condizem com a Polícia Militar que hoje participa de forma ativa do processo de pacificação das comunidades do Rio”. Para a corporação, “fatos como esse devem ser punidos com os rigores da lei”.

Antes da exibição das imagens, os PMs contaram uma versão completamente diferente: em entrevista aos jornalistas que cobriam o caso, ainda na Barra da Tijuca, disseram que os bandidos foram surpreendidos por uma blitz, quando tentavam fugir após fazerem reféns uma motorista e seu sobrinho. Eles contaram ainda ter havido perseguição e troca de tiros. Um dos PMs chegou a dizer aos repórteres:

— Reagimos a uma injusta agressão.

Os PMs disseram ainda que a mulher dirigia acompanhada do sobrinho, pela Avenida Lúcio Costa, quando foi abordada por quatro homens que estavam em outro carro. Os homens saíram do veículo e fizeram os dois reféns, que não ficaram feridos.

O batalhão do caso desta terça-feira é o mesmo onde eram lotados os PMs suspeitos de participação no assassinato da engenheira Patrícia Amieiro, desaparecida desde junho de 2008, quando seu carro, com marcas de tiros, foi encontrado na Lagoa da Tijuca, na Barra. Os policiais são acusados por homicídio doloso qualificado e ocultação de cadáver.

A cena desta terça-feira lembra as imagens de 1995 captadas por um cinegrafista da TV Globo mostrando a execução do assaltante Cristiano Mesquita, em frente ao Shopping RioSul. O autor do crime, o cabo Flávio Ferreira Carneiro, sem saber que estava sendo filmado e já com o assaltante dominado, atira contra o homem. O PM acabou condenado a mais de 20 anos de prisão pela execução, mas ficou preso apenas três anos. Em novembro de 1998, ele ganhou liberdade condicional.

O cabo Flávio participava de uma blitz na frente do RioSul quando percebeu que um ladräo, com dois cúmplices, acabara de assaltar uma drogaria no interior do shopping. Houve perseguição e troca de tiros. Cristiano Moura Mesquíta, de 20 anos, já imobi1izado, foi arrastado para trás de uma Kombi e morto pelo cabo Flávio com três tiros. Ele ainda teve a cumplicidade de outros policiais que participavam da operação. A execuçäo ocorreu pouco depois da abertura do shopping e foi presenciada por dezenas de pessoas, inclusive por uma equipe da TV Globo, que gravou tudo.



Leia mais sobre esse assunto em 

 

Maior apagão do mundo afeta 684 milhões de pessoas

 1 de agosto de 2012 | 7h00

 Sílvio Guedes Crespo

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A Índia viveu na terça-feira 31 o que ficou configurado como “o maior apagão do mundo”, conforme noticiou o jornal The Times of India.

No total, 684 milhões de pessoas, ou 10% da população mundial, ficaram “sem energia e sem noção”, para usar uma tradução livre da manchete publicada no site do diário (“Powerless and clueless”, no original).

O incidente ocorreu após o rompimento de três linhas de energia arteriais por volta das 13h no horário local (5h em Brasília).

“O apagão rompeu com a vida normal”, afirmou o Times of India. As consequências foram as mais diversas: 300 mineiros ficaram presos em minas de carvão, mais de 300 trens deixaram de circular, o transporte aéreo ficou desativado e a produção industrial parou em vários setores.

Até o fechamento da edição do Times of India, ainda não havia sido identificado o motivo do rompimento das linhas e a energia havia sido restabelecida apenas em parte do país.

 

http://blogs.estadao.com.br/radar-economico/2012/08/01/maior-apagao-do-mundo-afeta-684-milhoes-de-pessoas/

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  VER TAMBÉM:

 Índia restabelece energia após apagão gigante  (no UOL, com imagens em slides)

 

 


www.iranews.com.br


ublicada em 01 de Agosto de 2012 ás 07:26:07


Mauro Santayana


Uma desfeita ao Brasil

 


 


A senhora Marina Silva é um caso típico de como as virtudes enganam. Ela surgiu na vida pública brasileira como a pobre menina da floresta, que se torna ativa militante da causa ambiental, entra para a política ainda muito jovem, dentro do PT; é eleita senadora pelo Acre; torna-se Ministra, e chega a candidatar-se, sem êxito, à Presidência da República. Trata-se de uma biografia virtuosa. Marina é militante de uma causa vista como nobre, a da defesa da natureza. Mas não se pode dizer, com o mesmo reconhecimento, de que se trata de uma boa brasileira. Marina é hoje, e é preciso dizer, uma patriota do mundo. Nenhum brasileiro, vivo ou morto, foi tão homenageado pelos mais poderosos governos estrangeiros e organizações não governamentais do que esta senhora, ainda relativamente jovem.


Ela, ao militar pela natureza universal, não tem servido realmente ao Brasil e à sua soberania. O Brasil, com o apoio, direto ou indireto, da senhora Silva, tem sido acusado de destruir a natureza. Quando seu companheiro de idéias, Chico Mendes, foi assassinado em Xapuri, o New York Times chegou a dizer que o mundo iria respirar pior, a partir de então. A tese do jornal, já desmentida pela ciência não engajada, era a de que a Amazônia é o pulmão do mundo. Assim, a cada árvore abatida, menos oxigênio estaria disponível para os seres vivos.


Marina Silva transita à vontade pelos salões da aristocracia européia e norte-americana. É homenageada, com freqüência, pelas grandes ongs, como a WWF, que contava, até há pouco, com o caçador de ursos e de elefantes, o Rei Juan Carlos, da Espanha, como uma de suas principais personalidades. Na melhor das hipóteses, a senhora Marina Silva é ingênua, inocente útil, o que é comum nas manobras políticas internacionais. Na outra hipótese, ela sabe que está sendo usada para enfraquecer a posição da nação quanto à defesa de sua prerrogativa de exercer plenamente a soberania sobre o nosso território.


Ainda agora, a ex-candidata a Presidente acaba de ser homenageada pelos organizadores londrinos dos Jogos Olímpicos, como convidada de destaque, ao lado de outras personalidades mundiais, a maioria delas diretamente ligadas às atividades esportivas, o que não é o seu caso. Para quem conhece os códigos da linguagem diplomática, tratou-se de uma desfeita ao Brasil, como país soberano, e, de forma bem clara, à Presidente Dilma Roussef. Dilma, com elegância, declarou-se feliz pela homenagem à sua adversária nas eleições presidenciais de 2010, e que permanece militando na oposição ao atual governo. A Chefe de Estado, que ali representava a nação inteira, e não ongs interessadas em retardar o desenvolvimento autônomo do Brasil, não assinou recibo pela aleivosia de uma Inglaterra decadente, contra um Brasil que cresce no respeito do mundo

 

Bancos públicos lideram captação de fundos no semestre

 

 Valor Econômico - 31/07/2012 

Apesar do cenário de volatilidade nos mercados e da tendência de queda da taxa básica de juros, o mercado de fundos de investimento registrou aumento de 46,3% da captação líquida no primeiro semestre, que somou R$ 74,434 bilhões. Os investidores privilegiaram as aplicações de maior liquidez e menor risco, como os fundos de renda fixa e de previdência.

As gestoras dos grandes conglomerados lideraram os aportes de recursos, com destaque para as instituições ligadas a bancos públicos como Caixa e a BB DTVM. Nessas casas, a captação foi impulsionada pelas alocações de investidores institucionais e do poder público, enquanto o Banco J.Safra liderou as saídas de recursos com resgates de R$ 14,373 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Na BB DTVM, que teve a maior captação líquida, com ingressos de R$ 10,495 bilhões, as aplicações se concentraram nas categorias previdência e curto prazo.

As alocações nos fundos de curto prazo, que somaram R$ 4,628 bilhões, foram lideradas pelos investidores institucionais e do poder público, que representam 63% do total sob gestão da BB DTVM, de R$ 447 bilhões.

Já os fundos de previdência captaram R$ 6,417 bilhões. "O aumento das aplicações nas carteiras de previdência compensou a saída que tivemos nos fundos DI em maio", afirma Carlos Massaru Takahashi, presidente da BB DTVM.

Com a perspectiva de queda da taxa básica de juros, hoje em 8%, os investidores do segmento varejo migraram parte das aplicações nos fundos DI para a caderneta de poupança e previdência. A categoria somou aporte líquido de R$ 15,4 bilhões no primeiro semestre.

Essa tendência também foi verificada no Bradesco. "Boa parte das aplicações do varejo foi destinada a planos de previdência, principalmente os VGBLs (Vida Gerador de Benefícios Livres)", diz Joaquim Levy, diretor-superintendente da Bradesco Asset Management (Bram).

O que tem atraído os investidores para essas carteiras de VGBL é o fato de a tributação sobre os rendimentos incidir apenas no momento do resgate, sem o desconto semestral dos fundos de investimento, o chamado come-cotas.

O maior fluxo de recursos na Bram, no entanto, foi registrado na categoria DI, liderado pelo segmento corporate, que envolve a gestão de recursos de grandes empresas. A categoria teve captação líquida de R$ 24,322 bilhões. Descontando, no entanto, o fluxo destinado à carteira Bradesco DI Performance, que aloca recursos do próprio grupo, a entrada líquida foi de R$ 3,322 bilhões.

Com isso, a Bram teve uma captação líquida de R$ 7,796 bilhões. "As companhias estão com muito caixa e aumentaram a parcela aplicada em fundos", explica Levy.

Diante do cenário de juros mais baixos, os investidores também aumentaram a alocação em fundos de renda fixa índices - que aplicam em títulos públicos prefixados e atrelados à inflação -, que acumulam ganho de 13,51% no ano.

O crescimento dos aportes nas carteiras de renda fixa ajudou a Caixa a registrar a segunda maior captação líquida da indústria, que somou R$ 8,02 bilhões, liderada pelos investidores institucionais e empresas.

No Itaú Unibanco, a categoria renda fixa também contribuiu para impulsionar a captação líquida na instituição, que somou R$ 7,045 bilhões, revertendo o resultado negativo registrado no mesmo período do ano passado.

A busca por taxas de retorno superiores ao CDI ainda favoreceu o aumento das aplicações nos multimercados com maior risco no BTG Pactual, como o High Yield Plus, que acumula ganho de 11,15% no ano, até 25 de julho. A categoria liderou os aportes líquidos na gestora do banco, que registrou crescimento de 6,5% no semestre, somando R$ 5,508 bilhões. "Esses fundos têm apresentado bom desempenho com as alocações no mercado de juros futuros e em títulos públicos atrelados à inflação", afirma João Scandiuzzi, estrategista-chefe da área de gestão de recursos do BTG Pactual.

Na casa, a alocação nesses portfólios foi sustentada pelos investidores do "private banking" e de distribuidores de carteiras.

Para outros bancos de investimento como o Banco J. Safra e o J.P. Morgan, no entanto, o primeiro semestre não foi bom. Ambos figuram entre as gestoras que registraram maior saída de recursos.

Na gestora do Safra, os resgates foram concentrados na categoria multimercados. Já no J.P. Morgan, os saques foram liderados pelos fundos de renda fixa, que registraram saída líquida de R$ 1,3 bilhão.

Os resgates nos fundos de renda fixa também impactaram os resultados da Votorantim Asset Management (VAM), que fechou o semestre com saídas líquidas de R$ 1,715 bilhão, concentradas no segmento voltado para grandes empresas. "Essa saída já era prevista, com algumas empresas sacando os recursos para realizar pagamentos, mas esperamos um retorno de parte desse dinheiro", afirma Lin Shiow, responsável pela área comercial da VAM.

Já na Vitória Asset Management, que tem como acionistas os controladores do Banco BVA, o resgate de R$ 1,325 bilhão é explicado pela transferência da gestão do fundo de participação FIP Florestal para a Plural Capital. A carteira, criada para investir na Eldorado Celulose e Papel, que tem como principal acionista a controladora do JBS, somava R$ 1,339 bilhão de patrimônio.

Com o cenário de juros mais baixos, os gestores afirmam que deve crescer a procura por fundos de crédito privado e de ações com foco em dividendos. "Captamos R$ 1,2 bilhão no fundo de crédito privado com carência de 90 dias que lançamos neste ano", afirma Levy, da Bram.

Na gestora do BTG Pactual, o fundo de ações com foco em dividendos também teve um aumento expressivo de captação, com o patrimônio líquido passando de R$ 50 milhões em 2009 para os R$ 550 milhões atuais. "Percebemos maior interesse por esse tipo de produto principalmente por parte dos investidores institucionais", afirma Scandiuzzi.

A responsável pela área comercial da gestora do Banco Votorantim também destaca o maior interesse por produtos estruturados como os Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs), fundos de private equity e imobiliários.

Autor(es): Por Silvia Rosa | De São Paulo

 

Bateu o desespero

Brasil S.A - Antônio Machado - Correio Braziliense - 31/07/2012

Em crise há quase três anos, no compasso das negaças da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, sacerdotisa do consenso germânico para curar com a receita única da austeridade fiscal os países da Zona do Euro encrencados com dívidas repelidas pelo mercado, a Europa dá sinais de desespero com o risco de que a situação saia de controle.
A reação começou com a declaração intempestiva do italiano Mario Draghi de que a entidade que dirige, o Banco Central Europeu (BCE), está pronta para "fazer o que for preciso para preservar o euro". Ele não ficou só. O presidente do Banco Central da Áustria, Ewald Nowotny, satélite dos interesses alemães, roeu a corda e ampliou o discurso, ao afirmar que há "argumentos favoráveis" para o fundo europeu de estabilidade, conhecido pela sigla ESM, em inglês, ter licença bancária do BCE. Por quê? Para acessar as burras do BCE e, assim, multiplicar sua dotação de 500 bilhões de euros para aplicar nos papéis de dívida ameaçados, como os da Espanha e da Itália.

Tal ideia provoca (ou provocava, não se sabe) urticária em Merkel, em seu ministro de Finanças, Wolfgang Schäuble, e especialmente no Bundesbank, banco central pautado pela extrema ortodoxia monetária desde o fim da Segunda Guerra, sugerindo sentimento de culpa pelo horror nazista, cuja ascensão nos anos 1930, segundo os historiadores, foi devida, em boa parte, à hiperinflação na década anterior. Continente de muita história, vários eventos modernos na Europa, com repercussões no mundo, têm origem em experiências traumáticas do passado. O euro mesmo foi concebido como uma obra de engenharia política — construída à revelia das ponderações dos economistas —, para servir de muro de contenção aos temores de uma Alemanha forte depois da reunificação com a parte comunista, em outubro de 1990.

É assim que surge a moeda única — como uma "abelha", na imagem do presidente do BCE, mais apropriada se falasse em besouro. "Esse é um mistério da natureza, porque não deveria voar, mas voou", disse Draghi, admitindo com uma metáfora o caráter incidental da união monetária. As pessoas devem perguntar-se, segundo ele, como isso foi possível. "Provavelmente, havia algo na atmosfera, no ar, que fez a abelha voar", continuou. "Agora, alguma coisa deve ter mudado no ar, e sabemos que (foi) depois da crise financeira."

A metáfora da abelha
A que serve tal história singela contada por um executivo esperto, ex-Goldman Sachs? Muitos tentam decifrá-la, até o economista Paul Krugman, polêmico colunista do New York Times. Draghi parece tentar conectar-se com seus pares do Bundesbank meio que desenhando o que é o euro, as circunstâncias que embasaram sua origem e o que ocorre depois da crise. Isso é: não houve motivação técnica, mas política, só que a "coisa" voou "muito bem por vários anos", como ele disse.

Em suma, a união monetária criou uma colmeia, virou enxame e não tem mais volta, só resta adaptar-se e avançar. "A abelha teria de mudar gradualmente para uma abelha rainha, e é isso o que estamos fazendo", afirmou. Abelha rainha? Se uma abelha é o euro, segundo sua linguagem cifrada, a sua prole deve ser a união bancária, a união fiscal e a união política. Draghi é realista ou ficcionista.

No "ponto de decisão"
O destaque das intervenções públicas de Draghi na semana passada foi a firmeza. "Acredite em mim, será suficiente", disse ele, em resposta ao ceticismo dos jornalistas que o ouviam, referindo-se à sua proclamação de que o BCE "fará o que for preciso". A ginástica será atender ao que Espanha e Itália precisam sem desagradar muito a Alemanha, maior contribuinte das iniciativas na Zona do Euro.

Como em coro, Jean-Claude Juncker, primeiro-ministro de Luxemburgo e também presidente do Euro Group, instância que reúne os ministros de Finanças dos 17 países da Zona do Euro, acentuou as preocupações de Draghi, afirmando que a Europa chegou ao "ponto decisivo". Para ele, "não há tempo a perder", "o mundo está falando sobre se a Zona do Euro continuará existindo em alguns meses". Retórica não falta à crise do euro. Mas nunca foi tão dramática e consensual como agora.

Grécia volta a furar
Os líderes europeus querem que Alemanha, Finlândia e Holanda — que formam uma coalizão pela ortodoxia do BCE e pela austeridade fiscal — não vetem o que Draghi se propõe. O BCE pode repetir o que fez em dezembro e fevereiro, quando emitiu 1 bilhão de euros e emprestou à banca para aliviá-la do fardo dos papéis de dívida encalhados.

Como ação cirúrgica, pode também expandir a compra de títulos que o mercado repele, como os da Espanha, que ainda está viva, enquanto Grécia, Portugal e Irlanda sofreram intervenção. Grécia é terminal, já que, apesar de dois pacotes de resgate, apresenta um furo de 20 a 50 bilhões de euros para não falir até setembro. Se a Espanha não for salva, Itália, França e sabe-se lá quem mais serão os próximos.

Ainda não será agora
Não há solução acabada para a crise da união monetária. Tudo o que foi pensado, da manutenção do euro à sua ruptura, implica um longo período de dor social, além das incertezas de que vai funcionar. A melhor solução, segundo Paul Krugman, é o BCE emitir euros até um ponto em que haja inflação em toda a Europa. Mas para funcionar, diz Krugman, a Alemanha tem de admitir que a inflação no país seja maior que no resto da Zona do Euro.

Inflação é anátema para os alemães. Se a saída técnica — ou a menos dolorida — for essa, então não há solução para o euro. Até a ideia de um calote organizado parece mais viável do que a inflação. Então, o que fazer? O que Draghi diz: o BCE vai emitir euros para resgatar parte das dívidas, mas não muito, para acalmar os alemães, nem pouco, para a Espanha poder respirar. E vão todos esperar que a Grécia faça o que eles não se encorajam a fazer.

 

O dilema de um juiz

Autor(es): » HELENA MADER » DENISE ROTHENBURG » DIEGO ABREU » JOSIE JERONIMO

Correio Braziliense - 31/07/2012

Ex-advogado do PT, o ministro José Dias Toffoli analisa a participação no julgamento do mensalão. Para juristas, antigas relações profissionais com réus do caso não seriam impeditivos para o magistrado analisar as acusações

A dois dias do início do julgamento do mensalão, advogados, representantes da Procuradoria Geral da República e os réus do escândalo ainda não sabem quantos magistrados vão de fato analisar o caso em plenário. A dúvida cresce na mesma proporção em que aumentam na cidade as especulações a respeito da participação do ministro José Antônio Dias Toffoli no julgamento. Juristas, advogados envolvidos no caso e integrantes do próprio Supremo Tribunal Federal (STF) se dividem sobre a participação de Toffoli na análise do processo. Isso porque o ministro já advogou para o Partido dos Trabalhadores — legenda de onde saíram os principais réus do caso do mensalão. Além disso, sua companheira, a advogada Roberta Rangel, fez a sustentação oral de defesa de um dos 38 acusados no início do caso. A pessoas próximas, Toffoli já revelou a determinação em participar do julgamento. Ele está estudando até mesmo votos de atuais e ex-ministros em casos que envolviam os interesses do governo que os havia indicado.

A companheira do ministro deixou a defesa do ex-deputado federal Professor Luizinho antes mesmo que ele virasse ministro do Supremo. Hoje, ela não tem mais relação profissional com nenhum dos réus. Mas alguns juristas citam o Artigo 252 do Código de Processo Penal como justificativa para pedir que Toffoli fique fora do caso. Esse trecho da lei diz que o magistrado não pode atuar nos processos em que o cônjuge ou parente de até terceiro grau já tenha participado como advogado. Roberta Rangel e Toffoli não são casados, mas alguns especialistas ouvidos pelo Correio acreditam que, hoje em dia, um relacionamento estável tem o mesmo peso legal do casamento.

Entre os que são contra a participação de Toffoli, outro argumento é a sua antiga ligação com o PT. Como ele também foi assessor jurídico da Casa Civil durante a gestão do ex-ministro José Dirceu, isso é citado como justificativa para os que defendem que ele fique de fora do julgamento do mensalão. Para o presidente da Associação dos Magistrados do Brasil, Nelson Calandra, uma antiga relação de trabalho não é justificativa para Toffoli deixar o caso. "A suspeição é prevista quando o magistrado é amigo íntimo do réu, por exemplo. O fato de um juiz ter, no passado, trabalhado junto com o acusado não implica na necessidade de suspeição", comenta Calandra.

No meio jurídico, existe até mesmo a especulação de que Toffoli poderia se declarar impedido de julgar alguns dos réus, como Dirceu ou Professor Luizinho, sem abrir mão do processo como um todo. Mas o ex-ministro do STF Carlos Velloso acredita que essa solução não seria possível. "Se houver declaração de suspeição, tem que ser para o processo todo. O STF não mandou o caso para o primeiro grau no caso dos réus que não têm foro privilegiado justamente porque as acusações se interligam, é preciso julgar o processo como um todo", comenta o jurista.

Indicativo
Dois ministros do STF ouvidos de forma reservada pelo Correio avaliam que Toffoli não deveria participar do julgamento, embora acreditem que ele decidirá por julgar a ação penal do mensalão. Entre os advogados, a maior parte manifesta-se no sentido de que não há impedimento ou suspeição para que Toffoli aprecie o processo. Defensor do empresário Marcos Valério, Marcelo Leonardo diz acreditar que o ministro paulista estará em plenário julgando o mensalão. "O ministro Toffoli já julgou dois agravos regimentais no curso dessa ação. É uma indicação de que não há nenhum obstáculo", afirmou o advogado de Valério.

O presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto, afirmou ontem que não cogita a possibilidade de algum ministro da Corte propor o impedimento de Toffoli nesse processo. "Ele pode decidir (se participará do julgamento) até o dia da sessão ou até durante a sessão, se essa questão for suscitada." Britto chegou a dizer, em entrevista a jornalistas na tarde de ontem, que o fato de Toffoli ter participado em plenário da análise de questões de ordem referentes ao mensalão "sinaliza a participação" dele no julgamento.

O presidente do STF, porém, retificou sua resposta na sequência. "Ninguém estabeleceu esse vínculo entre o fato de o ministro Toffoli participar da questão de ordem e a pré-disposição dele para participar do julgamento. Não me preocupa isso, ele saberá decidir", afirmou o presidente da Corte. Uma pessoa próxima ao ministro Toffoli revelou ao Correio que o ministro estudou outros casos polêmicos em que os magistrados não pediram afastamento. "Ele pegou casos que mostram como Maurício Corrêa se comportava em casos relacionados ao governo Itamar; processos do Celso de Mello com relação ao Saulo Ramos; ou do Ilmar Galvão no processo do Collor. São pessoas que não se julgaram impedidas de votar", comentou a fonte.

Pedido de suspeição
Ontem, o STF recebeu a primeira manifestação oficial a respeito da participação de Dias Toffoli no julgamento. O advogado de Mato Grosso do Sul Paulo Magalhães Araújo apresentou petição defendendo que o ministro se declare suspeito. O STF não deve acatar o pedido porque, como não é parte no processo, o advogado não teria legitimidade para apresentar a petição.

O que diz a lei

Código de Processo Penal a respeito de impedimento e suspeição:
» O magistrado não poderá julgar processo em que seu cônjuge ou parente de até terceiro grau tenha atuado como defensor, advogado, órgão do Ministério Público, autoridade policial, auxiliar da Justiça ou perito.

» Ele também não pode julgar os casos em que tiver desempenhado essas mesmas funções ou servido como testemunha

» O magistrado não pode atuar nos casos em que já trabalhou como juiz de outra instância

» É vedada a participação do juiz em um caso se ele próprio, seu cônjuge ou parente de até terceiro grau for parte ou diretamente interessado no feito

Código de Processo Civil:
» Não é permitido a um juiz exercer funções no processo de que for parte; em que interveio como mandatário da parte, oficiou como perito, atuou como órgão do Ministério Público, ou prestou depoimento como testemunha. Também é proibida a sua atuação nos casos em que atuou em outras instâncias ou quando seu cônjuge ou parente de até terceiro grau trabalhou como advogado da parte.

» Há suspeição de parcialidade do juiz quando ele for amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes; quando alguma das partes for credora ou devedora do juiz, de seu cônjuge ou de parentes ou quando ele receber presentes antes ou depois de iniciado o processo.

 

Liminar barra transparência

Autor: Leandro Kleber  -  Correio Braziliense - 31/07/2012

Decisão judicial proíbe a divulgação dos contracheques de servidores da Câmara, incluindo deputados, prevista para hoje

A divulgação dos salários dos parlamentares, servidores e comissionados da Câmara na internet, prevista para ocorrer hoje, foi suspensa por liminar concedida pela 21ª Vara Federal do DF. O Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis) questionou a legalidade da publicação de forma nominal e individualizada, e o juiz Hamilton de Sá Dantas acatou o pedido. Ele determinou ao órgão, na noite de ontem, que não publicasse os dados e adotasse outro critério de individualização das informações. Uma das opções sugeridas é que se disponibilizem os vencimentos por matrícula, cargo ou função, para cumprir o que determina a regulamentação da Lei de Acesso à Informação. Até o fechamento desta edição, o sindicato tentava obter outra liminar na 21ª Vara, para suspender a publicação dos salários do Senado.

"É uma decisão positiva e mostra que a matéria está sendo amadurecida a cada vez que se considera uma liminar. Desde o início, o sindicato se manifestou de forma favorável à ampla divulgação das informações, mas a divulgação nominal fere as garantias constitucionais", argumenta o presidente do Sindilegis, Nilton Paixão. Ele alega que a Justiça ainda não analisou o mérito da questão e só tomou decisões de forma liminar. "No fim, acredito que a tese vencedora será a do Sindilegis. Alertamos a nação brasileira sobre os riscos de se publicar os dados de forma a identificar os servidores. Isso fere as garantias constitucionais e, amanhã, pode descambar para outros abusos contra o texto constitucional", completa.

O juiz da 21ª Vara Federal do DF avaliou que a divulgação individualizada, com a utilização de outro elemento particularizador que não os nomes, como defende o Sindilegis, não prejudica a finalidade da norma editada pela Mesa Diretora da Câmara. "A grosso modo, (a norma da Câmara) visa oferecer informações gerais sobre a gestão e o gasto do dinheiro público, inexistindo, assim, real interesse público que justifique a exposição dos nomes dos servidores", explica o magistrado em sua decisão.
Além disso, juiz Hamilton de Sá Dantas entendeu que a divulgação dos vencimentos pagos aos ocupantes de cargos públicos, de maneira individual, não implica publicação dos dados nominais dos servidores. O juiz afirmou que o ato da Mesa Diretora que normatiza as informações relativas às remunerações e os benefícios de deputados e servidores fere as garantias constitucionais da inviolabilidade da intimidade, da honra e da vida privada das pessoas. "Assevera que não existe fundamento jurídico-constitucional, bem como interesse público ou razoabilidade que autorize ou justifique a exposição dos nomes dos substituídos na divulgação."

Supremo

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ayres Britto, já tomou decisão favorável à publicação dos salários de servidores públicos na internet de forma nominal, ao analisar recurso impetrado pela Advocacia-Geral da União (AGU) neste mês contra outra decisão liminar em primeira instância que suspendia a divulgação das informações referentes aos funcionários do Executivo. Os órgãos do Executivo foram obrigados a publicar os vencimentos de cada servidor na internet pelo decreto de regulamentação da Lei de Acesso à Informação, publicado em 16 de maio. Em seguida, Legislativo e Judiciário seguiram o exemplo e regulamentaram a questão entre as suas instituições.

Além desse processo na 21ª Vara Federal, tramitam nas 22ª e 16ª varas duas ações contrárias à publicação dos contracheques na internet. Uma da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) e outra do próprio Sindilegis, contra a disponibilização dos dados de forma individual no Tribunal de Contas da União (TCU). Os juízes ainda irão julgar o mérito da questão.

Os salários
dos militares

A Controladoria-Geral da União (CGU) divulgou ontem, no Portal da Transparência, os salários dos militares da ativa do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. O prazo para que o Ministério da Defesa enviasse os dados era ontem. Além da remuneração básica, que é composta pela soma das parcelas correspondentes ao soldo e aos adicionais relativos ao posto ou à graduação, o site informa também os descontos obrigatórios, como Imposto de Renda, Pensão Militar e Fundo de Saúde.

O Ministério da Defesa tem pouco mais de 377 mil servidores civis e militares com salários publicados no portal. Conforme os dados de junho, os três comandantes das Forças ganharam R$ 11,4 mil de salário bruto. Com remunerações eventuais, o general Enzo Peri e o tenente brigadeiro Juniti Saitto chegaram a receber R$ 14,4 mil. Já o almirante-de-esquadra Julio Soares de Moura Neto ganhou R$ 8,8 mil. Os valores são menores do que os pagos a ministros de Estado, por exemplo, que recebem o teto constitucional de R$ 26,7 mil.
No fim de agosto, a CGU promete disponibilizar no site os valores referentes às verbas indenizatórias, como auxílio-alimentação, auxílio-transporte e auxílio-creche de servidores civis e militares. Os Correios, empresa pública controlada pela União, também já divulga o salário de seus funcionários na internet.

 

Quadro de Medalhas da Olímpiada de Londres 2012

C - País - Ouro - Prata - Bronze - Total
1 - China (CHN) - 13 - 6 - 4 - 23
2 - Estados Unidos (USA) - 9 - 8 - 6 - 23
3 - França (FRA) - 4 - 3 - 4 - 11
4 - Coreia do Sul (KOR) - 3 - 2 - 3 - 8
5 - Coreia do Norte (PRK) - 3 - 0 - 1 - 4

6 - Cazaquistão (KAZ) - 3 - 0 - 0 - 3
7 - Itália (ITA) - 2 - 4 - 2 - 8
8 - Alemanha (GER) - 2 - 3 - 1 - 6
9 - Rússia (RUS) - 2 - 2 - 4 - 8
10 - África do Sul (RSA) - 2 - 0 - 0 - 2
11 - Japão (JPN) - 1 - 4 - 8 - 13
12 - Austrália (AUS) - 1 - 3 - 2 - 6
13 - Romênia (ROU) - 1 - 2 - 2 - 5
14 - Brasil (BRA) - 1 - 1 - 1 - 3
14 - Hungria (HUN) - 1 - 1 - 1 - 3
16 - Países Baixos (Holanda) (NED) - 1 - 1 - 0 - 2
17 - Ucrânia (UKR) - 1 - 0 - 2 - 3
18 - Geórgia (GEO) - 1 - 0 - 0 - 1
18 - Lituânia (LTU) - 1 - 0 - 0 - 1
18 - Eslovênia (SLO) - 1 - 0 - 0 - 1
21 - Grã-Bretanha (GBR) - 0 - 2 - 2 - 4
22 - Colômbia (COL) - 0 - 2 - 0 - 2
22 - México (MEX) - 0 - 2 - 0 - 2
24 - Indonésia (INA) - 0 - 1 - 1 - 2
25 - Cuba (CUB) - 0 - 1 - 0 - 1
25 - Dinamarca (DEN) - 0 - 1 - 0 - 1
25 - Egito - 0 - 1 - 0 - 1
25 - Polônia (POL) - 0 - 1 - 0 - 1
25 - Suécia (SWE) - 0 - 1 - 0 - 1
25 - Tailândia (THA) - 0 - 1 - 0 - 1
25 - Taipé Chinês (Taiwan) (TPE) - 0 - 1 - 0 - 1
32 - Canadá (CAN) - 0 - 0 - 3 - 3
33 - Eslováquia (SVK) - 0 - 0 - 2 - 2
34 - Azerbaijão (AZE) - 0 - 0 - 1 - 1
34 - Bélgica (BEL) - 0 - 0 - 1 - 1
34 - Catar (QAT) - 0 - 0 - 1 - 1
34 - Índia (IND) - 0 - 0 - 1 - 1
34 - Moldávia (MDA) - 0 - 0 - 1 - 1
34 - Mongólia (MGL) - 0 - 0 - 1 - 1
34 - Noruega (NOR) - 0 - 0 - 1 - 1
34 - Nova Zelândia (NZL) - 0 - 0 - 1 - 1
34 - Sérvia (SRB) - 0 - 0 - 1 - 1
34 - Uzbequistão (UZB) - 0 - 0 - 1 - 1

http://www.quadrodemedalhas.com/

 

Entrevista Gilson Dipp - Revolução no Código Penal

Ministro destaca a necessidade não apenas de atualizar o conjunto de leis criadas em 1940, mas de voltar os olhares para o futuro

Conhecido por combater a corrupção e trabalhar pela melhoria do sistema penal brasileiro, o ministro do Superior Tribunal de Justiça Gilson Dipp tem trabalhado mais de 15 horas por dia para conciliar as funções que acumula no STJ e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e também para exercer a sua mais nova atribuição: comandar a comissão de juristas que debatem a reforma do Código Penal no Senado. Em entrevista ao Correio, o ministro afirma que o anteprojeto que o grupo de trabalho deve apresentar até 25 de maio elenca uma série de novos crimes até então inexistentes no sistema penal brasileiro. Segundo ele, o texto atualizará o código em vigor, de 1940, época em que "não havia a banalização dos crimes contra o patrimônio público e os assaltos aos cofres públicos".

A comissão, composta por advogados, magistrados, membros do Ministério Público e professores, vai criminalizar o terrorismo, a homofobia e crimes cibernéticos, entre dezenas de outras práticas. "Queremos potencializar aquilo que é altamente lesivo à sociedade", afirma Gilson Dipp, que se credenciou para presidir a comissão após ter exercido por dois anos o cargo de corregedor nacional de Justiça .

"O Brasil está numa crise de assalto aos cofres públicos e temos aquela sensação absoluta de impunidade"

Qual é a meta da comissão que debate a reforma do Código Penal?
Adaptar um código de 72 anos, feito para uma sociedade que vivia outros parâmetros, que não tinha influência da televisão, de uma época em que não existiam as organizações criminosas transnacionais, em que não havia a banalização dos crimes contra o patrimônio público, os assaltos aos cofres públicos. Aquela sociedade jamais imaginaria que poderia surgir a era da informática, da internet. É um código que já deveria estar aposentado compulsoriamente, porque não serve mais de parâmetro na sociedade moderna, que tem outros valores e princípios, além do aparato tecnológico.

Mas algumas alterações foram feitas no código desde 1940...
Ele nunca foi reformado nesses 72 anos. Teve uma reforma parcial em 1984, mas depois começaram a vir leis pontuais, as chamadas leis extravagantes, que procuraram atualizá-lo de certa forma.

Quais os exemplos?
A lei dos crimes hediondos, a lei do colarinho branco, a lei dos crimes contra a ordem tributária, a lei dos crimes ambientais, a lei de lavagem de dinheiro. Isso tornou o sistema penal caótico, porque dificulta a visualização do direito penal e a própria compreensão dele como um sistema único.

Como levar para o código os tipos penais dessas leis extravagantes?
Pretendemos privilegiar aquilo que é realmente ofensivo à sociedade e tirar tudo o que não tem mais nenhum sentido de penalizar. Por exemplo, ser dono de casa de prostituição. Continua sendo crime explorar a prostituição de menores e forçar alguém a se prostituir. Mas manter casa de prostituição não é mais crime.

Por que não é crime?
Porque não tem mais lesividade à sociedade. Em 1940, isso era tratado como crime. Outro exemplo é a revogação da lei das contravenções penais. Vamos tirar aquilo que, lá em 1940, não era ofensivo à sociedade, como os jogos de azar. Isso quer dizer que jogo do bicho e a exploração de caça-níqueis passam a ser crimes. Hoje, sabemos que são ponto de partida para o cometimento de outros crimes mais graves, como lavagem de dinheiro, corrupção de agentes públicos, homicídios e tráfico de entorpecentes.

É o que mostrou a Operação Monte Carlo...
Sim. O serviço de inteligência da Polícia Federal disse que já estão infiltradas com essas pessoas que dominam os jogos de azar as máfias russas, israelenses e espanholas. Elas viram que a legislação é frágil e aqui é um campo propício para essas práticas.

Quais serão os destaques do código?
Queremos potencializar aquilo que é altamente lesivo à sociedade. Crime contra a vida, contra a saúde, crimes violentos e praticados com alta lesividade social, com abrangência para a corrupção. Um exemplo é o desvio da entrega de medicamentos para a rede pública hospitalar, quando se entrega remédios vencidos, falsificados ou em menor quantidade que a contratada. Isso tem uma alta lesividade social, mas não é um crime praticado com violência.

Como serão as punições?
Estamos privilegiando com pena de prisão apenas os crimes graves e gravíssimos, porque o sistema carcerário brasileiro não ressocializa ninguém.

O código também terá novidades em relação ao aborto?
Precisamos criar tipos penais que não existiam. O aborto continua sendo crime. Hoje, é permitido quando decorrer de estupro ou risco de vida. Agora, é possibilitado não só quando há risco de vida, mas risco à saúde da gestante e fetos anencefálicos. Também em caso de fetos que tenham graves e irreversíveis anomalias físicas ou mentais. Sempre a pedido da mãe. Outro ponto controvertido é a possibilidade de a gestante que não tem condição de ter uma gravidez adequada ou de criar o filho poder pedir até a 12ª semana de gestação a possibilidade de fazer aborto sem que isso seja crime. Claro que essa possibilidade precisará ser atestada por médicos e psicólogos.

É uma revolução em relação às normas em vigor...
É uma revolução? É. Se o parlamento vai aprovar? Não sei. Há entidades que pregam a descriminalização do aborto e religiosos que sustentam que isso é crime contra a vida. Mas essa é uma matéria que o parlamento vai decidir. Nossa questão é técnica. Tivemos a coragem de enfrentar, porque um dos princípios da comissão é de que não vamos nos omitir em relação a nenhum tabu.

A CNBB se diz preocupada com os capítulos que tratam de crimes contra a vida. Como o senhor vê isso?
Nas audiências públicas, essas posições já ficaram muito claras. A ONU, por exemplo, preconiza que o Brasil descriminalize o aborto, por ser uma questão de saúde pública. Nós não chegamos a tanto. Continua sendo crime, mas terá as exceções.

Quais os outros temas polêmicos?
Criamos o tipo penal da eutanásia, que é um homicídio privilegiado, com pena menor que o crime simples. Teremos ainda os crimes cibernéticos; os homofóbicos, que afetam hoje a sociedade de forma grave; e também do tráfico de pessoas. E vamos discutir a tipificação das milícias.

O terrorismo também terá pena específica?
Criamos a figura típica do terrorismo, porque o Brasil vai sediar grandes eventos internacionais. Independentemente da prática de outros crimes, o terrorismo terá pena de oito a 15 anos. Os crimes de trânsito também estarão no anteprojeto. Os meios de prova para quem dirigir sob efeito do álcool poderão ser testemunhais, filmagem e depoimento da autoridade. A pessoa acusada de dirigir sob o efeito de álcool poderá pedir o bafômetro ou o exame de sangue. Ou seja, inverte. Vai haver penas específicas também para quem participar de racha. Por outro lado, estamos diminuindo a penalização para o furto simples, alguém que entra no supermercado e retira mercadoria. Isso pode ser recomposto através da indenização do prejuízo, da reparação do dano.

Não há o risco de tornar os furtos recorrentes?
Se a pessoa for reincidente, fizer aquilo como modo de subsistência, cairá em qualificadoras e agravantes. Hoje, temos nas prisões brasileiras mais de 30% de presos por furto. Saem das cadeias pior do que entram.

Um destaque será a criminalização do enriquecimento ilícito?
Esse ponto está chamando mais a atenção da população porque o Brasil está numa crise de assalto aos cofres públicos e temos aquela sensação absoluta de impunidade.

O que na prática esse conjunto de medidas vai resultar em melhorias para a sociedade brasileira?
O que se pretende é ter uma lei com tipos penais claros para o cidadão, não só para os aplicadores do direito. Reunindo todas essas leis e tipificando-as adequadamente, nós teremos um sistema penal unificado, e não uma colcha de retalhos. Não basta aumentar as penas. É preciso haver uma efetiva aplicação da lei penal para dar uma resposta à sociedade. O que faz com que os crimes aconteçam é a sensação de impunidade. E aí é preciso também que o aparato de segurança pública seja mais bem equipado.

O caminho é longo até a aprovação do código no Senado e na Câmara?
O debate parlamentar e o trâmite da aprovação de leis no Brasil são complicados. Haverá discussões polêmicas. Mas é preciso que haja vontade política de criar um código penal moderno, voltado para hoje, mas com o olhar para o futuro. Evidentemente que não esperamos nem pensamos que o nosso anteprojeto não vá sofrer modificações. O legislador é o parlamento. Cabe à sociedade cobrar uma providência adequada. Que esse código seja debatido, votado e tornado lei em tempo razoável, porque é um projeto muito melhor que o código atual e o emaranhado de leis que circulam paralelamente.

http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/4/29/revol...

 

Educação, hstórias e sentido em Hannah Arendt

A Crise.

Durante muito tempo autoridade, religião e tradição garantiram um chão estável para a ação e o pensamento humanos. As pessoas tinham uma referência comum no seu modo de ver o mundo e de entender seu papel neste. Isso não significa que o mundo era bom ou justo, mas que mesmo havendo conflitos, todas as partes se remetiam e legitimavam seu ponto de vista a partir de um mesmo solo.

O mundo moderno perdeu as referências comuns: Sem mais nada sagrado nem auto-evidente, diz Arendt, somos confrontados de novo “com os problemas elementares da convivência humana”.
Perdemos as certezas e o apoio de uma tradição que nos oferecia categorias e valores que serviam de orientação para o pensamento. Numa sociedade atomizada, ainda existem grupos menores que compartilham “sentidos” – grupos que conservam tradições comunitárias, comunidades religiosas, movimentos sociais que fornecem uma moldura para a vida dos indivíduos – mas não ha um sentido abrangente com o qual possamos nos identificar. Não mais herdamos princípios e significados, por fazer parte de uma determinada comunidade, mas fazemos escolhas individuais.

Para Arendt, essa fragmentação do modo como nos inserimos no mundo, afeta, tanto o plano da ação quanto o plano do pensamento. No âmbito da ação, a satisfação de interesses particulares, de indivíduos ou grupos, se sobrepõe a qualquer preocupação com o mundo comum.

Precisamos fazer as perguntas primeiras sobre o sentido do mundo e da nossa participação neste – ou, então, simplesmente consumir alguma oferta. A perda de certezas esta diretamente ligada à crise na educação. Como introduzir as crianças no mundo sem a orientação de uma tradição que “selecione e nomeie, que transmita e preserve, que indique onde se encontram os tesouros e qual o seu valor”.

Arendt resume a crise na educação da seguinte maneira:

O problema da educação no mundo moderno está no fato de, por sua natureza, não poder esta abrir mão nem da autoridade, nem da tradição, e ser obrigada, apesar disso, a caminhar em um mundo que não é estruturado nem pela autoridade nem tampouco mantido coeso pela tradição.

Arendt aponta para o impasse, mas não nos oferece nenhuma solução. De fato, talvez não haja solução, a menos, que seja fácil e rápida, já que a crise na educação não pode ser dissociada da instalada no mundo moderno. A crise, no entanto, também representa uma oportunidade. Ela suscita a reflexão sobre a essência e o sentido das coisas. “O que é educar?” se pergunta a autora em seu ensaio sobre educação.

Como educar para pensar, quando os alunos são atores, vítimas ou testemunhas de acontecimentos que envolvem “seres supérfluos” e não pessoas? Como educar num mundo, onde não ha mais sentido herdado, nem certezas absolutas e onde somos obrigados a buscar o sentido das coisas por conta própria e, ao mesmo tempo, nos deparamos com acontecimentos aos quais não podemos atribuir nenhum sentido? A ausência de sentido produz estranhamento e alienação do mundo de modo que o

único lugar que nos pode oferecer um “lar na Terra” se torna um espaço hostil, um deserto, onde estamos SOS, já que não ha nada que nos possa unir aos outros. Precisamos salvar “a própria pele”, mas na luta pela sobrevivência não ha significados, da mesma forma que, no reino do consumo desenfreado, numa esfera onde somos o que consumimos, também não pode haver sentido. Onde nada mais faz sentido não podemos nos sentir em casa.

A fé no mundo e a reconciliação.

A educação, no entanto, tem a tarefa de acolher os novos – ainda estrangeiros – num mundo de significados compartilhados, e de familiarizá-los com ele, isto é, educar e fazer com que as crianças e os jovens possam “se sentir em casa” no mundo.

Em seu ensaio A Crise na Educação, Arendt mostra o impasse da educação num mundo inóspito. Radicalizando um pouco, podemos dizer que a autora aponta para duas alternativas diante desse problema: ou desistimos do mundo e das crianças ou resolvemos que, apesar de tudo, apostaremos no mundo e cuidamos dos novos. O dilema da educação e: Como introduzi-los num mundo fragmentado, isto e, sem autoridade e sem tradição? Arendt parece responder: Não sei, mas sei que não podemos abrir mão nem do mundo nem das crianças.

A educação e o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele e, com tal gesto, salvá-lo da ruína que seria inevitável não fosse a renovação e a vinda dos novos e dos jovens. A educação é, também, onde decidimos se amamos as nossas crianças o bastante para não expulsá-las de nosso mundo e abandoná-las a seus próprios recursos, e tampouco arrancar de suas mãos a oportunidade de empreender alguma coisa nova e imprevista para nós, preparando-as em vez disso com antecedência para a tarefa de renovar um mundo comum.

A educação é o ponto decisivo e no centro da nossa decisão está o amor mundi: ou esse se mostra mais relevante do que a ausência de sentido e as barbaridades cometidas ou abrimos mão do mundo comum. O amor mundi, entretanto, não deve ser confundido com otimismo de quem ingenuamente diz “Tudo vai ficar bem”, mas está relacionado a uma atitude básica de afirmação do mundo que faz com que, apesar de tudo, dele não desistamos. Esse acreditar no mundo e nos seres humanos que, a principio, são capazes de dar continuidade a ele, está relacionado à confiança de que podemos encontrar um sentido naquilo que acontece entre os homens.

Glenn Gray no artigo Winds of Thought (Os Ventos do Pensamento) mostra que a mesma Arendt, que constata que hoje ”nada mais parece fazer sentido”, não desiste da busca de sentido. Isso, a nosso ver, esta associado a uma atitude em relação ao mundo e as pessoas nele, que chamaremos de fé no mundo. O termo fé aqui não diz respeito a nada extra-mundano, mas esta intrinsecamente relacionada ao amor mundi, o qual “teima” em não abrir mão do mundo comum, mesmo contra qualquer probabilidade histórica de sucesso. O fundamento dessa fé talvez seja aquilo que ela mesma chamava de “gratidão básica por tudo que é como é”.

Podemos dizer que a confiança no mundo como ele é e a ação transformadora são interdependentes. Em seu ensaio “Que é liberdade?”, Arendt explica que a potência inerente à liberdade humana, “não e a vontade, e sim a fé”, que nas palavras do Evangelho é: “capaz de remover montanhas”.

Esse “dizer sim” ao mundo, ao se voltar para o futuro, representa a confiança na capacidade de agir e na possibilidade do enfrentar o imprevisto. Reconciliar-se com o mundo não é tudo aceitar, nem conformar-se com o que passou, mas significa que temos de entrar em algum acordo com este mundo do qual dependemos e o qual depende de nós. Talvez haja coisas que não podemos desculpar, mas essas não devem, a principio, nos fazer abrir mão da possibilidade de criar e preservar o espaço de convivência. Esse espaço depende do pensamento que pode lhe atribuir algum sentido. Isto é, a tentativa de compreender os acontecimentos no mundo nos ajuda a lidar com o ocorrido de modo que esse não destrua a possibilidade de continuarmos a conviver.

Tentar compreender e buscar a reconciliação com o mundo, porque somente quando os fatos fazem algum sentido, podemos aceitá-los. Isso não é resignação, mas é dizer que esse mundo continua sendo nosso, mesmo que não concordemos com muitas coisas nele. Ele não deixa de ser constitutivo para cada um de nós e não podemos desistir dele, sem perdermos a nós mesmos.

Podemos sim ajudar os alunos a encontrarem uma porta de entrada para as historias, partindo do pressuposto de que eles, a princípio, são capazes de compreender experiências humanas fundamentais, embora sua compreensão possa divergir da nossa.

Por Vanessa Sievers de Almeida - USP

http://assisprocura.blogspot.com.br/2011/05/pais-e-professores.html

 

Atuação desastrada de Andressa Mendonça eleva prejuízo de Cachoeira e da revista Veja

A incursão da socialite Andressa Mendonça ao gabinete do juiz da 11ª Vara Federal de Goiânia, Alderico Rocha Santos, além dos R$ 100 mil em dinheiro que precisará depositar nas próximas horas, custou também o pedido de demissão do advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. O escritório de Thomaz Bastos anunciou, nesta terça-feira, que ele deixa oficialmente a defesa do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A saída foi protocolada junto ao processo, no início desta tarde.

Para Thomaz Bastos, a detenção de Andressa Mendonça, ex-mulher do senador Wilder Morais (DEM-GO) e atual mulher de Cachoeira – após a tentativa de chantagem ao juiz Rocha Santos – foi a “gota d’água” em uma situação crítica que durava algumas semanas. Em uma das visitas ao réu, uma advogada do escritório de Thomaz Bastos, Dora Cavalcanti, foi agredida verbalmente por Cachoeira. Segundo advogados da equipe, não há previsão de ressarcimento ao cliente de parte dos R$ 15 milhões cobrados pelo patrocínio à causa do contraventor. Se houvesse, este seria um problema a menos para Andressa Mendonça que, além de encontrar dificuldades para reunir os recursos necessários ao pagamento da fiança, em juízo, poderá ser presa e sofrer um processo que resultaria na perda da guarda dos dois filhos, de 4 e 6 anos, que teve no casamento com o empreiteiro Wilder Morais, substituto do ex-senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) no cargo.

Veja no prejuízo

Mas o maior prejuízo na tentativa de corrupção ao magistrado goiano ficou mesmo com a Editora Abril, que publica a revista semanal de ultradireita Veja. Em nota oficial, o juiz Rocha Santos afirma que a mulher de Cachoeirateria lhe oferecido a chance de não ver seu nome exposto em uma matéria na publicação, que estaria de posse de uma espécie de dossiê contra ele e outras pessoas de seu convívio.

– Ela (Andressa) me procurou, no meu gabinete, e disse ter em seu poder um dossiê, preparado por jornalista de uma publicação de repercussão nacional. Ela disse, ainda, que se decidisse pela liberdade do Carlinhos Cachoeira, esse dossiê não seria publicado – disse o juiz a assessores de seu gabinete. Esta série de “informações desfavoráveis” ao juiz Rocha Santos seria publicado pelo repórter Policarpo Júnior, na revista Veja, segundo teria afirmado o juiz. “Foi com essa informação que ela pediu a audiência e entrou na sala do juiz, na semana passada. Outro juiz federal, Wilson Dias, também foi apontado por ela como alvo do dossiê”, afirma nota da PF.

Para evitar a publicação da matéria, Andressa Mendonça teria garantido ao magistrado que poderia segurar a publicação, mas para isso ele precisaria conceder “liberdade ao réu Carlos Augusto de Almeida Ramos” e o absolver “das acusações ofertadas pelo Ministério Público Federal (MPF)”, diz o texto da representação do MPF. Esse tipo de chantagem, segundo denúncia na Justiça, é uma prática corriqueira do contraventor, em conluio com a revista. Cachoeira responde a processo criminal na Justiça Federal, acusado de comandar um esquema de jogos ilegais e de corrupção de agentes públicos que envolveria a participação do jornalista Policarpo Júnior. Em nota distribuída na manhã desta terça-feira, a Editora Abrilafirma que a “direção da Veja afirmou que seu Departamento Jurídico está tomando providências para processar o autor da calúnia que tenta envolver de maneira criminosa a revista e seu jornalista com uma acusação absurda, falsa e agressivamente contrária aos nossos padrões éticos.”

Na CPMI

A resposta da organização jornalística controlada por Roberto Civita, no entanto, foi insuficiente para evitar o pedido de convocação do diretor da sucursal da revista Veja em Brasília, o jornalista Policarpo Junior. Uma vez aprovada em plenário da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os crimes cometidos pela organização criminosa chefiada pelo contraventor Carlinhos Cachoeira.

– Com os acontecimentos de hoje, está colocada a relação do jornalista com a organização criminosa. A convocação constará na pauta da primeira reunião da CPMI – afirmou o vice-presidente da Comissão, deputado Paulo Teixeira (PT-SP).

O parlamentar também ampara seu pedido de convocação do jornalista Policarpo Júnior para depor na CPMI nos grampos legais produzidos pelaOperação Monte Carlo. Em um deles, o bicheiro se vangloria de ter produzido todos os furos de reportagem publicados pelo jornalista. Isso inclui, por exemplo, o vídeo em que Maurício Marinho aparece recebendo uma propina de R$ 3 mil nos Correios – na origem do processo conhecido como ‘mensalão’. Em outra conversa gravada, Cachoeira e Policarpo falam diretamente sobre como uma reportagem de Veja poderia levar à queda do então ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. Em um terceiro grampo, a PF também identifica a presença de Veja em uma perseguição do ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, em um hotel de Brasília.

Na CPMI, o relator Odair Cunha já havia recebido uma demanda para que Júnior fosse convocado a depor, mas não colocou em votação os requerimentos. Segundo parlamentares, há uma pressão muito grande por parte dos grupos Abril, Folha e Globo para que a CPMI do caso Cachoeiranão se transforme em uma investigação mais ampla, sobre a atuação da mídia conservadora no emaranhado de crimes cometidos pela organização de Cachoeira e afins, agora com a participação até da mulher, Andressa Mendonça.

 

   

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Para depor na CPI do Cachoeira

3. Em julho, ao menos 158 servidores do Congresso ganharam acima do teto

O Congresso pagou a pelo menos 158 servidores, em julho, vencimentos líquidos acima do teto constitucional de R$ 26,7 mil. Desse total, 155 são funcionários da Câmara e outros três estão lotados no Senado. As Casas somam mais de 26 mil servidores.

2. Superavit primário cai para 50% da meta

Brasília, DF – A economia do setor público para o pagamento da sua dívida caiu quase 80% em junho ante o mesmo mês do ano anterior, sob o impacto da queda na arrecadação de impostos, e fechou o semestre pouco abaixo de 50% da meta estabelecida para o...

1. Entrada da Venezuela torna Mercosul 5ª economia mundial

A incorporação definitiva de Caracas ao Mercosul só ocorrerá juridicamente no dia 13 deste mês. Dilma ressaltou na solenidade que com o novo integrante, o bloco se torna a quinta economia mundial Os presidentes doBrasil, Dilma Rousseff; da Venezuela,...

 

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01/08/2012 01h39 - Atualizado em 01/08/2012 02h29

Morre o escritor americano Gore VidalVidal era romancista, mas escreveu sucessos da Broadway e para a televisão.
Escritor morreu de complicações de uma pneumonia. 

Do G1, com agências internacionais *

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O escritor norte-americano Gore Vidal morreu nesta terça-feira (31), aos 86 anos, em sua casa, em Hollywood Hills, Los Angeles, na Califórnia, Estados Unidos, informou seu sobrinho ao jornal “Los Angeles Times”.

“Vidal morreu em casa, de complicações de uma pneumonia”, afirmou ao jornal o sobrinho Burr Steers.

Gore Vidal nasceu na Academia Militar de West Point. Era filho de um pioneiro da aviação americana. Foi criado em Washington, D.C., onde seu pai trabalhou para o governo Roosevelt e seu avô foi o senador T. P. Gore. Estudou na Universidade de Nova Hampshire.

Ele ingressou na literatura quando adolescente, escrevendo contos e poemas. Publicou seu primeiro romance, “Williwaw”, aos 21 anos, ao servir às Forças Armadas durante a Segunda Guerra Mundial. O livro foi escrito a bordo de um navio.

Nos anos 50 passou a sofrer perseguições por parte dos conservadores liderados pelo senador McCarthy, pois era um crítico das posturas belicistas adotadas pelos dirigentes norte-americanos.

 Florida Keys News Bureau, Carol Tedesco/AP)Escritor é fotografado em uma sessão literária na Flórida, em 2009. (Foto: Florida Keys News Bureau, Carol Tedesco / AP Photo)

Gore Vidal foi romancista e ensaísta e residiu muitos anos em Ravello, na Itália. Ele escreveu livros e artigos para periódicos do mundo inteiro.

Vidal era um rolo compressor literário que escreveu 25 romances, incluindo obras históricas como “Lincoln” e “Burr” e sátiras como “Myra Breckinridge” e “Duluth”. Seus livros mais famosos são "À procura de um rei", "O julgamento de Paris" e "A era dourada".

Ele elogiou, criticou ou fez piadas de amigos e inimigos como Anais Nin, Tennessee Williams, Christopher Isherwood, Orson Welles, Truman Capote, Frank Sinatra, Jack Kerouac, Marlon Brando, Paul Newman, Joanne Woodward, Eleanor Roosevelt e a família Kennedys, entre outras celebridades.

Vidal fazia comentários ásperos sobre política, sexo e a cultura americana. Por várias vezes, se envolveu em polêmicas com outros escritores.

Ele também escreveu sucessos da Broadway, roteiros e dramas para a televisão.

Quando não estava escrevendo, aparecia em filmes, interpretando a si mesmo, como em “Roma de Fellini”.

(*) Com informações das agências de notícias Associated Press, Efe, France Presse e Reuters

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/08/morre-o-escritor-americano-gore-vidal.html

 

Observação inicial: não estou dizendo que o salário do técnico ou do graduado da Câmara Federal é alto demais e sim que o do professor universitário é desvalorizado demais. Não é uma questão de preconceito, é uma questão de justiça. Comparemos o salário de um técnico da Câmara dos Deputados (R$ 7.438,62), de quem se solicita ensino médio: é o mesmo de um professor adjunto de uma universidade pública, de quem se exige doutorado e curriculum exemplar. Quem doou mais tempo de sua vida aos estudos? Quem dedicou mais esforços ao refinamento do intelecto e técnico? Quantos prazeres não foram contidos ou quantas dores não foram enfrentadas nas horas a fio de estudos, pesquisas, escritas, orientações, reflexões? Quem carrega mais responsabilidades para com o futuro da sociedade? Quem contribui mais com a produção de insumos que possibilitam o desenvolimento social e humano? Agora, comparemos o salário de um analista legislativo, de quem se exige apenas graduação (R$14.825,69): é praticamente 15% superior ao de um professor titular, que passou quase trinta anos de sua vida dedicando à pesquisa, à docência e à extenção, e que se encontra no topo da carreira acadêmica. É uma questão de consciência é bom-senso: o professor universitário brasileiro merece continuar sofrendo esta desvalorização, desmoralização e este destrato tão aviltante? 

 

 

 

Câmara dos Deputados abre concurso

 

http://oglobo.globo.com/emprego/camara-dos-deputados-abre-concurso-5644957

RIO - A Câmara dos Deputados abriu concurso para 138 vagas, sendo 133 de analista legislativo (nível superior) e cinco de técnico legislativo (nível médio/técnico). As vagas são para o Departamento Médico da Câmara dos Deputados (Demed), o Centro de Documentação e Informação ou Espaço Cultural da Câmara dos Deputados, o Departamento de Taquigrafia, Revisão e Redação (Detaq) e os órgãos da Câmara dos Deputados relacionados ao Processo Legislativo. Os interessados podem se inscrever de 8 a 28 de agosto, no site do Cespe/UnB. Serão cobradas taxas de R$ 90 (analista) e de R$ 70 (técnico legislativo).

Os cargos de analista legislativo são para as seguintes especialidades: médico nas áreas de neurologia, ortopedia e traumatologia, otorrinolaringologia e radioimagem (seis vagas); museólogo (duas vagas); taquígrafo legislativo, que exige nível superior em qualquer área (14 vagas); técnica legislativa, que exige curso superior em qualquer área (111 vagas). Em todos os casos, o salário é de R$ 14.825,69.

Já os cargos de nível médio (técnico legislativo) são para agente de serviços legislativos e área de serviços paramédicos (técnico em radiologia e técnico em gesso), num total de cinco vagas, com salários de R$ 7.438,62. Os cargos de técnico em radiologia e de técnico em gesso exigem diploma de conclusão de ensino médio e diploma ou certificado ou atestado de conclusão do curso de técnico em radiologia.

A seleção terá provas objetivas para todos os cargos; prova discursiva para o cargo de analista legislativo — todas as atribuições, exceto para o cargo de analista legislativo — atribuição: taquígrafo; prova prática de análise textual e prova prática de apanhamento taquigráfico somente para o cargo de analista legislativo — atribuição: taquígrafo; prova prática somente para o cargo de técnico legislativo —atribuição agente de serviços legislativos — área: serviços paramédicos; avaliação de títulos para o cargo de analista legislativo — atribuições: médico e museólogo.

Todas as fases serão realizadas em Brasília. As provas objetivas e discursivas e a prova prática de análise textual serão realizadas no dia 30 de setembro. Os locais e o horário de realização das provas objetivas e das provas discursivas estarão disponíveis para consulta no site do Cespe/UnB, a partir da data provável de 24 de setembro.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/emprego/camara-dos-deputados-abre-concurso-5644957#ixzz22GS7Ia34 
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Faleceu Gore Vidal. Mais uma estrela que se apaga. Talvez seu trabalho mais conhecido tenha sido o roteiro de Ben-Hur.

Iconic Gay Author Gore Vidal Dies at 86 rip Aug 1, 2012 12:01 AM 1,434 14   Iconic Gay Author Gore Vidal Dies at 86 Louis Peitzman  

Groundbreaking gay author, screenwriter, political essayist, and playwright Gore Vidal died Tuesday at age 86, as reported on his official website.

Vidal's legacy includes penning The City and the Pillar, one of the first mainstream American novels to feature overtly gay characters. He is commonly regarded as an important figure in LGBT representation and sexual liberation.

Throughout his career, he continued to incorporate gay themes. In the documentary The Celluloid Closet, Vidal admitted he had added overt homosexual subtext to his screenplay for Ben-Hur.

His other works include the novels Myra Breckenridge, Lincoln, and Burr; his memoir Palimpsest; and the screenplays for Suddenly, Last Summer, Is Paris Burning, and Caligula. A revival of his play The Best Man is currently running on Broadway.

FONTE: http://gawker.com/5930733/iconic-gay-author-gore-vidal-dies-at-86?tag=rip

 

Gore Vidal, iconoclastic writer, has died at 86Sign up for alerts »

 

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Writer Gore Vidal, 86, has died

 

 

Gore Vidal has died.

Gore Vidal, pictured here in 2006, has died at age 86. (Genaro Molina / February 10, 2006)

by Elaine Woo

July 31, 2012, 9:02 p.m.

Gore Vidal, the iconoclastic writer, savvy analyst and imperious gadfly on the national conscience, has died. He was 86.

Vidal died Tuesday at his home in the Hollywood Hills of complications of pneumonia, said nephew Burr Steers.

Vidal was a literary juggernaut who wrote 25 novels, including historical works such as “Lincoln” and “Burr” and satires such as “Myra Breckinridge” and “Duluth.” He was also a prolific essayist whose pieces on politics, sexuality, religion and literature -- once described as “elegantly sustained demolition derbies” -- both delighted and inflamed and in 1993 earned him a National Book Award for his massive “United States Essays, 1952-1992.”

Threaded throughout his pieces are anecdotes about his famous friends and foes, who included Anais Nin, Tennessee Williams, Christopher Isherwood, Orson Welles, Truman Capote, Frank Sinatra, Jack Kerouac, Marlon Brando, Paul Newman, Joanne Woodward, Eleanor Roosevelt and a variety of Kennedys. He counted Jacqueline Kennedy Onassis and Al Gore among his relatives.

He also wrote Broadway hits, screenplays, television dramas and a trio of mysteries under a pseudonym that remain in print after 50 years.

When he wasn’t writing, he was popping up in movies, playing himself in “Fellini’s Roma,” a sinister plotter in sci-fi thriller “Gattaca” and a U.S. senator in “Bob Roberts.” In other spare moments, he made two entertaining but unsuccessful forays into politics, running for the Senate from California and Congress in New York, and established himself as a master of talk-show punditry who demolished intellectual rivals like Norman Mailer and William F. Buckley with acidic one-liners.

“Style,” Vidal once said, “is knowing who you are, what you want to say, and not giving a damn.” By that definition, he was an emperor of style, sophisticated and cantankerous in his prophesies of America’s fate and refusal to let others define him.

 

FONTE: http://www.latimes.com/features/books/jacketcopy/la-jc-writer-gore-vidal...

 

Ou o Brasil acaba com o PIG, ou o PIG acaba com o Brasil

"There can be no daily democracy without daily citizenship" Ralph Nader

 

Rafael Correa quer suspender publicidade oficial na grande mídia equatoriana

 

Presidente quer provar que grande mídia do país só quer fazer negócio com as informações. Medida aumenta pressão do governo para aprovação da Lei de Comunicação

Por: Redação da Rede Brasil Atual

Publicado em 31/07/2012, 13:35

 

 

Rafael Correa quer suspender publicidade oficial na grande mídia equatoriana

"Daqui pra frente, zero publicidade oficial aos meios mercantilistas", disse o presidente durante evento em Ibarra (Foto: Presidência do Equador)

 

São Paulo – No que depender do presidente equatoriano, Rafael Correa, os grandes jornais, revistas e canais de rádio e televisão do país já não poderão contar com as receitas da publicidade oficial para financiar sua programação. No último sábado (28), o mandatário anunciou que deixará de contratar anúncios pagos nos meios de comunicação comerciais.

“Não temos porquê, com o dinheiro dos equatorianos, beneficiar o negócio de seis famílias do país”, constatou o presidente, recomendando ao secretário de Comunicação, Fernando Alvarado, que retirasse imediatamente a grande mídia equatoriana da carta publicitária das empresas e instituições governamentais. “Daqui pra frente, zero publicidade oficial aos meios mercantilistas, para ver se fazem comunicação por vocação ou por negócio.”

A notícia veio durante a 282ª edição do programa Enlace Ciudadano, uma espécie de prestação de contas misturada com propaganda institucional que Rafael Correa realiza semanalmente em algum lugar do país – desta vez, o evento ocorreu em Ibarra, ao norte da capital, Quito. O presidente lembrou que seis semanas antes havia sugerido aos meios de comunicação privados que renunciassem à publicidade oficial, uma vez que criticam tanto o governo por não respeitar a liberdade de expressão.

De acordo com o mandatário, nenhum meio abriu mão da verba publicitária. Pelo contrário, o presidente da Associação Equatoriana de Editores de Jornais (AEDEP, na sigla em castelhano), Diego Cornejo, afirmou em uma emissora de rádio que nenhuma empresa de comunicação do Equador deixaria de veicular as rentáveis propagandas oficiais. Fazê-lo, argumentou, seria contrariar a lógica do negócio. “Maravilhoso que seja honesto”, exaltou Correa. “Reconhece que é um negócio, que sua lógica é fazer dinheiro.”

Batalha

A suspensão da publicidade oficial é apenas mais um capítulo da batalha política entre o governo e os meios de comunicação equatorianos. O último passo de Rafael Correa em direção à grande mídia do país havia sido desferido em junho, quando o presidente proibiu seus ministros de concederem entrevistas exclusivas aos veículos comerciais. Em contrapartida, os editoriais e artigos de opinião atacam constantemente a administração correista por não respeitar a liberdade de imprensa.

A mais recente decisão do presidente ganha peso devido à Lei de Comunicação, que tramita há dois anos na Assembleia Nacional do Equador. Depois de muita discussão, o projeto está pronto para ser votado em plenário. O problema é que nem governo nem oposição têm maioria para aprová-la ou rechaçá-la. Esperava-se que a lei fosse apreciada pelos deputados na semana passada, mas o presidente da Assembleia, Fernando Cordero, suspendeu a votação alegando falta de quórum.

Entre seus 120 artigos, a Lei de Comunicação pretende dividir as frequências de rádio e televisão entre meios de comunicação privados, públicos e comunitários. A proporção seria 33%, 33% e 34%. Os canais de rádio e televisão que acabam de perder a verba publicitária oficial se opõem ferrenhamente ao projeto. O governo é seu maior entusiasta.

“O texto determina expressamente que o governo deve distribuir a receita publicitária entre os meios privados, públicos e comunitários – e também entre os meios rurais e urbanos”, assegura Romel Jurado, assessor do deputado Mauro Andino, presidente da comissão que escreveu a Lei de Comunicação.

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/internacional/2012/07/rafael-cor...

 

Outras Palavras

 

Futebol: adeus ao direito de torcer sem grife?BY ADMIN – 31/07/2012POSTED IN: CULTURADESTAQUESFUTEBOL


No rastro da mercantilização do esporte, multinacionais e polícia unem-se contra um personagem emblemático dos estádios: vendedor de camisetas alternativas 

Por Irlan Simões*

Certas cenas e personagens são marcantes, no imaginário de quem frequenta estádios de futebol no Brasil. O isopor da cerveja, o churrasquinho no espeto, o carro de som tocando o hino do clube e até os cambistas. Neste universo, ocupa lugar de destaque o vendedor de camisas não-licenciadas, trabalhador informal que comercializa produtos não-licenciados — talvez produzidos sem a mesma qualidade dos oficiais, mas ao menos acessíveis ao torcedor comum.

Em 7 de julho, surgiu um sinal de que esta atividade está ameaçada. A Delegacia de Repressão a Crimes contra Propriedade Intelectual (DRCPIM), um órgão que vem ganhando notoriedade nos últimos meses, realizou duas operações que apreenderam materiais esportivos  considerados “piratas”. Deteve vendedores ambulantes. E promete ampliar essas medidas.

O tema da propriedade intelectual e dos direitos de comercialização está ganhando peso e força no Brasil. É algo que já se dava a nível internacional e avança, Pega carona nos processos de consolidação do futebol-negócio por aqui, e se alimenta principalmente com a aproximação da Copa do Mundo. No vácuo das “exigências” da FIFA para o torneio, as fornecedoras de material esportivo estão “sugerindo” posturas mais rígidas da Policia Civil na apreensão de artigos alternativos.

Questionar os supostos “direitos” de marca ainda é tabu no Brasil: há muita desinformação sobre o que significa o monopólio de uso de símbolos e desconhecimento acerca os efeitos negativos gerados por esse tipo de lógica. No futebol há, mesmo entre os torcedores, quem defenda, com unhas e dentes, a repressão à venda dos produtos não-oficiais. Seria uma forma de ajudar os clubes, permitindo que usufruam de uma fonte adicional de receitas: a venda de produtos licenciados, 

A verdade é outra. Ao ceder a uma fornecedora de material esportivo o direito de produzir seus uniformes, os clubes aceitam uma série de obrigações. Oferecem espaço em suas lojas oficiais para comercialização dos materiais “licenciados” e — acredite — contentam-se com algo em torno de 6% do lucro total das vendas. Os valores variam de clube para clube, de acordo com o que pesquisas de mercado informam a respeito do número de “potenciais consumidores” dos produtos.

Os artigos — meia, calção, camisa de jogo, camisa de treino, bandeira etc — são, em geral, muito caros. Mas das somas desembolsadas pelo torcedor para adquiri-los, uma parte ínfima é revertida ao clube. Dados de uma pesquisa recente peloValor Econômico apontaram que o Flamengo vende, por mês, cerca 100 mil camisas oficiais em todo o Brasil. Deste número só se aproximam Corinthians e Palmeiras: todos os outros clubes passam longe dessa marca. O que ganham nessa rubrica, ao longo do ano, não paga a folha salarial de um mês.

A relação entre as empresas e clubes é bem próxima do sistema de patrocínio. É a forte influencia dos fornecedores de material que leva à produção de “terceiros uniformes”. São quase sempre de gosto duvidoso, descaracterizando os padrões e as cores dos clubes. As empresas, porém, vêem-nos como um item a mais, capaz de gerar lucros. Assim como as chuteiras usadas pelos jogadores, cujos modelos e cores são igualmente escolhidos pelas grandes transnacionais do material esportivo.

Logo, a quem interessa essa “apreensão de produtos ‘falsificados’”? A medida tem vários perdedores e apenas um vencedor. 

O público que consome os produtos não-licenciados é composto, em grande parte, de torcedores que não têm condições de pagar pelo produto “oficial”. Se a perseguição aos alternativos for adiante, ficarão impossibilitados duplamente de ter uma camisa do time de que gostam: seja pelo preço do produto original, seja pela inexistência de material alternativo mais barato.

Há agravantes. O valor de cada camisa oficial de um time da Serie A do campeonato brasileiro gira em torno de 190 reais, quase um terço do salário-mínimo, renda de grande parte dos brasileiros — em especial os que vivem o futebol. Mas o pior aspecto da ofensiva é o que se abate sobre quem vende produtos não-licenciados. Estão sujeitos a ser presos milhares de brasileiros desempregados ou mal-empregados, que precisam do mercado informal para sustentar a vida e, em muitos casos, a família. Criminalizado, esse comerciante informal perde uma de suas poucas fontes de renda, num processo que mostra como ganham força, em tantas esferas da vida, a cultura proibicionista e a violência do Estado contra os economicamente empobrecidos.

Aliada a esses aspectos, entra a curiosa intimidade entre os órgãos de segurança do Estado e as grandes empresas fornecedoras. Energia e  recursos das forças de segurança pública estão sendo dispendidos para favorecer interesses privados, em ações que nada têm a ver com o combate à violência — e causam prejuízos e transtornos a milhares de brasileiros.

Entretenimento e marcas estão, ambos, relacionados à produção imaterial. A tentativa de envolver o Estado na repressão a camelôs e torcedores, assegurando direitos de exclusividade a um pequeno grupo de grandes empresas, revela, de certa modo, que as lutas sociais estão tomando novos rumos e assumindo aspectos rudes. Quando a FIFA exige do governo federal medidas mais rígidas, não está apenas seguindo seu interesse mesquinho e dos seus parceiros comerciais. Está reforçando uma lógica de lidar com a criação e a criatividade restritiva e anacrônica, que procura reduzir a riqueza da vida social à atividade limitada de consumir e lucrar.


*Irlan Simões
 é estudante de Comunicação Social e torcedor do Esporte Clube Vitória. Acha que o futebol deve ser jogado pela ala esquerda.

 

Agencia Brasil

 

Justiça suspende resoluções do Cremerj proibindo a participação de médicos no processo de partos em casa
30/07/2012 - 20h56
Justiça Saúde

Douglas Corrêa
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A Justiça Federal no Rio de Janeiro suspendeu os efeitos das resoluções do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) sobre a participação de médicos em todo o processo de execução de partos em casa. O juiz federal substituto Gustavo Arruda Macedo, da 2ª. Vara Federal, deferiu a liminar em favor do Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (Coren-RJ).

“Inicialmente, salta aos olhos a incompatibilidade entre as resoluções Cremerj nº 265 e 266, e o tratamento dado à matéria pelos diplomar normativos federais. Em termos práticos, as resoluções terminam por dificultar, senão inviabilizar, o exercício da atividade de parteiras, portanto ao mesmo tempo em que proíbem a atuação de médicos em partos domiciliares, com exceção das situações de emergência, também vedam a participação das aludidas profissionais em partos hospitalares”, declara o magistrado em sua decisão.

O juiz também afirma que “ a vedação à participação de médicos em partos domiciliares, ao que tudo indica, trará consideráveis repercussões ao direito fundamental à saúde, dever do Estado, porquanto a falta de hospitais fora dos grandes centros urbanos, muitas vezes suprida por procedimentos domiciliares, nos quais é indispensável a possibilidade de participação do profissional de medicina, sem que sobre ele recaia a pecha de infrator da ética médica”.

O presidente do Coren-RJ, Pedro de Jesus Silva comemorou a decisão da Justiça. “Tínhamos fé de que a liminar seria concedida, pois as resoluções do Cremerj não poderiam jamais incorrer em afronta à legislação. Confiamos na Justiça por defender o direito da mulher de ter o filho onde e da forma que escolher, de forma segura e sempre amparada por uma equipe multidisciplinar de saúde”, disse.

O Cremerj lamentou, em nota, a decisão. De acordo com a entidade, as resoluções do conselho visam a proteger mães e bebês e oferecer as melhores condições de segurança para o parto. “Os direitos de proteção à gestante e às crianças são assegurados pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, e as resoluções do Cremerj reforçam esses direitos. O conselho vai decorrer da decisão”.



Edição: Aécio Amado 

 

Correa suspende publicidade na mídia Por Altamiro Borges
 O presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou ontem (30) a suspensão de toda a publicidade oficial na mídia monopolista do país. "Não vamos mais usar o dinheiro do povo equatoriano para beneficiar negócios privados", explicou o mandatário durante uma solenidade. Em junho passado, ele já havia solicitado aos proprietários das emissoras de tevê e rádio e dos jornalões que rejeitassem, voluntariamente, os anúncios do governo. Como não recebeu qualquer resposta, Correa decidiu agora baixar um medida neste sentido.   Meia dúzia de barões da mídia A mídia local, a exemplo da brasileira, vive criticando os supostos ataques à liberdade de expressão no país, mas abocanha fartos recursos em publicidade do governo. Agora, ela engolirá do seu próprio veneno. Sem dinheiro público, ironizou Correa, ele terá ainda mais "liberdade" para atacar o governo e promover ações golpistas. A decisão do governo abalou os barões da mídia da nação vizinha. Diego Cornejo, presidente da Associação Equatoriana de Editores de Periódicos, disse que a medida "vai contra a lógica dos negócios". Para Rafael Correa, a mídia privada poderá agora comprovar se faz jornalismo por razões éticas ou por interesses econômicos e políticos mesquinhos: "Para quê vamos seguir enchendo os bolsos de meia dúzia de famílias quando claramente nos dizem que antepõem os seus negócios ao direito do público de estar bem informado". O secretário nacional de Comunicação, Fernando Alvarado, já foi orientado pelo presidente equatoriano a não enviar mais publicidade oficial para as seis famílias que monopolizam a mídia no país.  Se a moda pega no Brasil... A decisão do governo equatoriano deverá gerar uma gritaria infernal dos barões da mídia no mundo inteiro - inclusive no Brasil. Mas os ataques apenas revelarão a incoerência destes impérios. A mídia privada atua como partido de oposição aos governos progressistas e prega abertamente a redução do papel do Estado. No entanto, ela vive mamando nos cofres públicos, via isenções, subsídios e publicidade. Ela usa o dinheiro dos contribuintes para reforçar o seu monopólio, contrapondo-se à verdadeira liberdade de expressão. Agora, sem anúncios oficiais, ela terá mais dificuldades para exercer a sua ditadura midiática. Se a moda pega na América Latina, muitos veículos monopolistas sofrerão um bocado no falso "livre mercado". No Brasil, por exemplo, alguns veículos e colunistas amestrados serão obrigados a mudar de ramo. Segundo cálculos parciais, somente o governo federal e as estatais desembolsam cerca de R$ 1,5 bilhões ao ano em anúncios publicitários. Já os governos estaduais investem outros R$ 2 bilhões anuais.  Como ficariam a TV Globo, a Veja e outros veículos partidários do estado mínimo neoliberal sem estes R$ 3,5 bilhões anuais?

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/07/correa-suspende-publicidad...

 

Agencia Brasil

 

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes denuncia empresas por locaute e coação 

31/07/2012 - 20h11 

Nacional 

 

 Fernando César Oliveira

Repórter da Agência Brasil

 

 Curitiba – A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes (CNTT) denunciou hoje (31) a ocorrência de locaute (greve patronal) e de coação de caminhoneiros por parte de empresas do setor durante manifestações iniciadas no último dia 25 em rodovias de todo o país.

 

 "A paralisação em curso de caminhoneiros no território brasileiro é uma ação promovida pelos empresários do setor que querem suspender os efeitos da Lei 12.619/2012", diz trecho de ofício enviado pela entidade a órgãos governamentais e de fiscalização. "Esse movimento patronal objetiva impedir a aplicação da referida lei, que traz avanços importantes para os trabalhadores rodoviários."

 

 Segundo a assessoria da CNTT, o documento teria sido repassado hoje ao ministro dos Transportes, Paulo Passos, e ao secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. O mesmo ofício também foi remetido aos ministérios do Trabalho e Emprego e da Justiça, ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e à Organização Internacional do Trabalho (OIT).

 

 Filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), a CNTT reúne sindicatos e federações que representam mais de 1 milhão de trabalhadores nos setores rodoviário, aéreo, ferroviário e portuário.

 

 A confederação diz que, nos piquetes promovidos nas rodovias, a adesão dos trabalhadores à paralisação tem sido forçada. "[Trata-se de] coação exercida pelos empresários como forma de retirar importantes cláusulas da lei que favorecem aos trabalhadores", diz a CNTT.

 

 Entre os itens da nova legislação elogiados pela entidade estão o controle da jornada de trabalho, os descansos obrigatórios e a proibição da remuneração apenas por comissão ou qualquer tipo de vantagem vinculado ao valor, quilometragem ou quantidade de produto transportado.

 

 "Com a regulamentação, os trabalhadores terão mais tempo livre para desfrutar com a família, para estudar, para descansar, o que deve refletir imediatamente nas condições de saúde do trabalhador e na segurança das rodovias, com um número menor de acidentes”, diz a CNTT, que avisa que pretende mobilizar suas bases “caso a pressão patronal traga alguma alteração na lei”.

 

 Ontem (30), procuradores do Ministério Público do Trabalho (MPT) já haviam cogitado a possibilidade de investigar eventual participação de empresas nas manifestações. A prática de locaute é proibida por lei.

 

Reivindicações - Uma das reivindicações do Movimento União Brasil Caminhoneiro é o adiamento por um ano da vigência da Lei Federal 12.619. O movimento alega que as exigências impostas pela lei são "inviáveis por falta de infraestrutura nas estradas". Sancionada em abril deste ano, a lei torna obrigatório o controle de jornada de trabalho de todos os motoristas que trabalham no transporte rodoviário de cargas e passageiros.

 

 Conforme a nova legislação, os motoristas devem fazer uma jornada de trabalho de oito horas diárias, com no máximo duas horas extras, além de uma pausa de 30 minutos a cada quatro horas trabalhadas. A lei alterou artigos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e do Código de Trânsito Brasileiro.

 

 "Este boicote está ocorrendo em razão de que a nova legislação vai obrigar as empresas a contratarem mais e aumentarem a frota", afirma Paulo João Estausia, presidente da CNTT. "Não é verdade o discurso patronal de que os funcionários estão descontentes. Na realidade, os empresários não querem contratar mais motoristas para trabalhar em dupla, ou seja, não querem cumprir a lei."

 

Edição: Fábio Massalli

 

Essa é, perdoem o trocadilho, do arco da velha: (o coreano é segundo no ranking mundial!!)

http://esportes.terra.com.br/jogos-olimpicos/londres-2012/noticias/0,,OI6032092-EI19834,00-Apos+recorde+deficiente+visual+vai+as+oitavas+no+tiro+com+arco.html

 

Após recorde, deficiente visual vai às oitavas no tiro com arco
30 de julho de 2012  09h18  atualizado às 11h47

 

 AP

Coreano foi campeão olímpico por equipes em 2004 e 2008
Foto: AP

Após quebrar o recorde mundial do tiro com arco na última sexta-feira, o coreano Dong Hyum Im, considerado deficiente visual por possuir apenas 20/100 da visão no olho direito e 20/200 do esquerdo, segue na luta pela medalha de ouro da competição individual. Nesta sexta-feira, ele venceu dois duelos mata-mata e garantiu uma vaga na oitavas de final.

 

Segundo colocado no ranking mundial, Dong Hyum Im bateu Emanuele Guidi, de San Marino, número 394 do mundo, por 6 a 0. Depois, ele teve mais dificuldades para superar o taiwanês Cheng-Pang Wang, número 126 do mundo. A partida terminou 6 a 4 para o coreano. No mata-mata do tiro com arco, quem fizer seis pontos primeiro vence.

Nas oitavas de final, o adversário será o holandês Rick van der Ven, 20º colocado no ranking. Campeão olímpico por equipes em Atenas 2004 e Pequim 2008, Dong Hyum Im foi medalhista de bronze em 2012 nessa modalidade. A Coreia do Sul ficou atrás de Itália (ouro) e Estados Unidos (prata). Na fase classificatória do torneio individual, ele quebrou o recorde mundial ao conseguir 699 pontos.

Único brasileiro na disputa, Daniel Xavier, número 42 do mundo, disputará o primeiro mata nesta terça-feira contra o polonês Rafal Dobrowolski, 104º. O duelo acontecerá às 11h13 (de Brasília). Xavier terminou a primeira fase no 51º lugar.

Sobre Dong Hyum Im, o brasileiro disse que o problema visual não prejudica o desempenho do coreano na modalidade. "Ele tem um problema de visão e enxerga só as cores do alvo, mas não chega a ser um problema, tanto que bateu o recorde mundial. Ele atira muito bem", declarou.

 

 

 

http://www.cineclick.com.br/noticia/carregar/titulo/caio-blat-volta-atras-e-se-desculpa-com-a-globo/id/34721 Caio Blat volta atrás e se desculpa com a Globo

31/07/2012 12h12

O ator global Caio Blat (Xingu), que provocou umagrande polêmica ao lançar uma série de duras acusações à Globo Filmes, num desabafo que aconteceu num evento promovido pela prefeitura de Suzano, agora decidiu voltar atrás e se desculpou com a Globo.

A Central Globo de Comunicações divulgou uma nota para a Starlounge, na qual afirma que o ator tomou a iniciativa de escrever para a empresa pedindo desculpas pelo ocorrido. 

De acordo com eles, Caio escreveu “acabei avançando sobre temas dos quais não tinha conhecimento suficiente, misturei questões pertinentes e importantes com outras tantas generalizações, e acabei atingindo quem estava mais perto, ou seja, a Globo Filmes, parceira prioritária do cinema nacional, de forma injusta”.

Ainda de acordo com a emissora, “a Globo Filmes sequer atua no campo de distribuição, que os programas por ele citados não são de natureza jornalística, que os pacotes de promoção comercial só são implantados se forem de interesse da produção e que quanto maior for a bilheteria impulsionada pela nossa divulgação maior é a remuneração que pagamos pela posterior exibição do filme na própria Globo”.

Coincidentemente ou não, vale lembrar que o próximo filme do ator é em parceria com a Globo Filmes.


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Confira abaixo a carta de Caio Blat na íntegra:

Recentemente fui convidado a dar uma palestra para um grupo de produtores culturais da cidade de Suzano, em evento promovido pela Prefeitura de Suzano.

Na ocasião, falei sobre diversos assuntos, fiz uma retrospectiva da minha carreira e, em determinado momento, instigado pela audiência sobre o porquê de muitos filmes não chegarem até as salas de cinema das cidades pequenas, proferi uma crítica feroz ao sistema de distribuição das grandes distribuidoras de cinema. Nessa crítica, na verdade espécie de desabafo pela frustração diante de resultados recentes de alguns trabalhos, de forma impulsiva, acabei avançando sobre temas dos quais não tinha conhecimento suficiente, misturei questões pertinentes e importantes com outras tantas generalizações e acabei atingindo quem estava mais perto, ou seja, a Globo Filmes, parceira prioritária do cinema nacional, de forma injusta.

Tudo isso teria se resumido a uma reunião com pouco mais de 20 pessoas, não fosse a atitude da Secretaria de Comunicação daquela cidade de veicular minha fala na internet, quase três meses depois do evento, sem qualquer tipo de aviso ou autorização de minha parte, numa forma oportunista de autopromoção.

Ao tomar conhecimento dessa veiculação, entrei imediatamente em contato com os responsáveis pelo vídeo, pedindo sua retirada do ar. Para minha surpresa, a Secretária de Comunicação da Cidade de Suzano se recusou a fazê-lo de forma amigável, alegando que a repercussão de vídeo estava sendo boa para a Cidade. Pedi então, no dia de hoje, que meus advogados fizessem uma interpelação judicial e tomassem as medidas cabíveis para preservar minha imagem e das empresas onde trabalho.

Resta então uma atitude minha em relação a vocês, para expressar meu arrependimento por ter levado esse assunto ao público, quando, devido ao longo relacionamento que temos e a longa lista de grandes trabalhos realizados em parceria, devia tê-los procurado pessoalmente para discutir quaisquer dúvidas que eu tivesse ou mesmo levar minhas críticas, quando pertinentes. Deixo aqui meu pedido pessoal de desculpas, e reafirmo meu compromisso com os projetos que temos em parceria para futuros lançamentos e meu reconhecimento pelo trabalho generoso da Globo Filmes na promoção do cinema brasileiro.

Finalmente coloco-me a disposição para retratar-me sobre alguns equívocos que estão contidos na minha fala de então

Atenciosamente,

Caio Blat

 

Andressa Mendonça paga fiança de R$ 100 mil

 

 

 

Mulher de Carlinhos Cachoeira é acusada de tentar chantagear o juiz Alderico Rocha Santos

 

BRASÍLIA – Andressa Mendonça, atual mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira, pagou fiança de R$ 100 mil à Justiça Federal nesta terça-feira para não ser presa. Pela decisão do juiz Mark Yoshida Brandão, da 13ª Vara da Justiça Federal em Goiânia, Andressa tinha prazo até amanhã para quitar o débito. Ela é acusada de tentar chantagear o juiz Alderico Rocha Santos, da 5ª Vara Federal, responsável pelo processo em que Cachoeira e mais sete pessoas respondem por corrupção de agentes públicos, violação de sigilo e formação de quadrilha armada.

 

 

A Polícia Federal deverá concluir rapidamente o inquérito sobre a suposta chantagem. Para uma investigadora do caso, basta a conclusão do exame grafotécnico do bilhete com nome de três pessoas que Andressa entregou ao juiz na quinta-feira da semana passada, durante a suposta tentativa de chantagem.

No depoimento que prestou à PF na segunda-feira, Andressa não rebateu nenhuma das acusações que o juiz fez contra ela em relatório encaminhado ao Ministério Público Federal. Segundo a procuradora Léa Batista de Oliveira, a polícia não precisa nem mesmo ouvir o juiz.

- Ele ( Rocha Santos) fez um relatório bem detalhado. Todas as informações já estão lá – disse a procuradora ao GLOBO.

Cachoeira será ouvido no TJDFT

Cachoeira vai acompanhar amanhã à tarde audiência de instrução do processo em que foi denunciado por tentar assumir o controle da bilhetagem eletrônica do transporte coletivo do Distrito Federal. Primeiro serão ouvidas as testemunhas de acusação. Cachoeira e outros sete réus vão ser interrogados por último pela juíza da 5ª Vara Criminal de Brasília Ana Cláudia Barreto.

Os crimes foram investigados pela Operação Saint-Michel, da Polícia Civil do DF, realizada em abril - um desdobramento da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.

http://oglobo.globo.com/topico-cpi-do-cachoeira/andressa-mendonca-paga-f...

 

Do Estado de SP:

"Homem pede autógrafo a Serra no livro "A Privataria Tucana" -

http://tv.estadao.com.br/videos,HOMEM-PEDE-AUTOGRAFO-A-SERRA-NO-LIVRO-A-PRIVATARIA-TUCANA,177306,342,0.htm

 

A notícia original era homem pede autógrafo no livro "Privataria Tucana', mas foi editado há pouco para 

"petista pede autógrafo pede autógrafo no livro "Privataria Tucana'. 

 

Boa! E o Serra aplicou a velha "saída pela esquerda".

Está aí uma boa pauta para o Pânico ou para o CQC: correr atrás do José Serra com o livro Privataria para conseguir um autógrafo dele. Seria interessante assistir a isto.

 

http://www.youtube.com/watch?v=rHYC6SYI-9Q

Jean Sablon, ao lado de Charles Trenet, reis da canção francesa, circulou intensamente pelo Brasil nos anos da Guerra e do pós Guerra, cantou nos melhores cassinos e boites da moda, um dos personagens simbolos da musica dos anos 50.