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Valeu mermão !

 

Prezado Nassif, Favor deletar a mensagem que mandei as 18:01. Quando faz o download abre minha pagina de mensagens no yahoo. URGENTE E OBRIGADO.

 

Editorial II: JÁ FOI ASSIM 

Por Geraldo Elísio

“Seus clientes menos satisfeitos são sua maior fonte de aprendizado”. - Bill Gates

O velho repórter, diante de tanta indigência política cultural, dedicou o final de semana à leitura do livro “Tancredo Neves – Pensamentos e fatos – editado pela Fundação Ulisses Guimarães, o ícone das Diretas-Já, razão pela qual ficou conhecido como “O Senhor Diretas”, destacando trecho do discurso “Princípio para restaurar a democracia”, pronunciado em sessão plenária do Senado Federal, Brasília, em outubro de 1980, pelo então senador Tancredo Neves. Matou um pouco a saudade dos grandes pensamentos e oradores. Leiam o seguinte trecho:

“A história recente na Grécia, na Península Ibérica e no nosso atormentado continente revelou, de maneira inconcussa, que os regimes autoritários, quando divorciados da verdadeira justiça social não resolvem nenhum problema, apenas adiam e tornam ainda mais catastróficos os conflitos não desfeitos ou absorvidos “(...)

(...) Todos desejamos as reformas no palco amplo e iluminado da democracia. Mas havemos de convir de que a implantação de uma democracia autêntica, que não exija respeito somente ao seu aparato e ritual liberal, mas, sobretudo, à criação de condições de acesso do povo ao poder econômico e aos benefícios da civilização, esta democracia é temida pelas elites e classes dominantes em nosso País, que vêem, no avanço social das massas por mais segurança econômica e justiça social, uma ameaça aos seus monopólios e privilégios erigidos sobre a violência e a injustiça.

Não basta o desenvolvimento econômico para corrigir os desníveis sociais. Se ele é comandado pelo espírito do autoritarismo como está ocorrendo entre nós, verifica-se que não se trata de um desenvolvimento econômico para o povo, mas para segmentos privilegiados e minoritários nacionais.

Essas camadas, que se situam no topo de nossa pirâmide social, cercadas de toda a proteção e se locupletando da quase totalidade do trabalho de todos, devem se convencer de que seu apego aos seus interesses e privilégios, no processo de profundas transformações por que passa o País, as coloca em risco de soçobrarem na avalanche revolucionária que fatalmente, as levará de roldão, se persistirem as estruturas políticas e sociais iníquas que as sustentam.

Robert Mac Namara, insuspeito pela sua clarividente fidelidade à filosofia do mundo capitalista, adverte, com a força de sua penetrante lucidez:

“Quando as pessoas altamente privilegiadas passam a ser poucas e as extremamente pobres muitas, e quando as diferenças entre as primeiras e as outras tendem a aumentar, a necessidade de uma opção definitiva entre o custo político da reforma e o risco político da rebelião é apenas uma questão de tempo”. (...)

Uma pena que ninguém aprendeu nada dessa lição.

Este espaço é permanentemente aberto ao democrático direito de resposta a todas as pessoas e instituições aqui citadas.

geraldo.elisio@novojornal.com

http://www.novojornal.com/editorial/ja-foi-assim-16-08-2012.html

 

18/08/2012 - 8:00

Dilma perde popularidade em capitais

A popularidade da presidente Dilma Rousseff continua altíssima (aqui, todas as avaliações), mas em capitais de Estado ela tem perdido pontos.

O Ibope vem pesquisando a taxa de popularidade presidencial junto com seus levantamentos sobre intenção de voto para prefeito. Em períodos variados, Dilma tem perdido terreno em grandes centros urbanos.

Em São Paulo, a aprovação ao governo Dilma caiu 10 pontos percentuais de maio até agora, no início de agosto.

No Rio e em Recife, a queda de Dilma foi de 6 pontos percentuais (em períodos distintos). Em Curitiba, a baixa foi de 14 pontos.

O que isso quer dizer? Ainda não dá para saber. Pode ser a economia crescendo pouco, o efeito das greves dos servidores públicos federais. Os institutos de pesquisa poderiam indagar mais a respeito em suas novas pesquisas.

Aqui, coluna de hoje (18.ago.2012) na Folha sobre o assunto: Dilma desacelera.

Abaixo, os dados das pesquisas Ibope em algumas capitais para as quais os dados sobre a popularidade de Dilma estão disponíveis:

 

A vida é curta demais para se beber cerveja barata!!

A folha é contra a corrupção no pt, no psdb não!!!

 Frede69

Morre a fotógrafa Martine Franck, viúva de Henri Cartier-Bresson

Morreu ontem (17/08), aos 74 anos, a fotógrafa belga Martine Franck, viúva de Henri Cartier-Bresson. Martine era presidente da Fundação Henri Cartier-Bresson, fundada em 2002. Em comunicado, a ministra de Cultura da França Aurélie Filippetti destacou que Martine encantou o mundo "com um belo e lúcido olhar, o olhar de uma testemunha que também era uma artista". Martine será enterrada em Luberon, no sudeste da França, ao lado de seu marido Henri Cartier-Bresson, falecido em 2004.

 

Nassif como seu admirador ,quero parabeniza-lo por essa luta dificilima que voce trava todos oa dias contra oPIG,mas sem suaviza- la com perolas musicais , aceitar opiniões contrarias, o que não acontece nos blogs oposicionistas.

venho aqui hoje denunciar e solicitar a voce e aoutros participantes do blog a campanha covarde  que a veja vem lançando nos ùltimos dias ,mandando reportagens pre julgadoras do julgamento do dito mensalão que eu tive que marcar como spam para parar o recebimento destas mensagens nojentas e,naminha opinião ,ilegais.peço a outros que como eu estejam recebendo as mensagens ,que lancem o assunto no blog e iniciem uma discussão e um combate o mais rapido possivel junto aos outros blogs ¨sujos¨e dombardeiem a revista e sua editora com tudo que puserem utilizar para faze-la parar com esta campanha nojenta. espero que voce Nassif nos lidere nesta luta dificil pois so agora acredito que o julgamento é apenas para chancelar o que já está decidido

Eugenio Santos

 

....No primeiro semestre de 2011, vivíamos um descompasso entre oferta e demanda na economia, o que levou o Governo a por em prática uma ampla e consistente coordenação de ações de política econômica com o objetivo de conter as pressões conjunturais e assegurar a inflação baixa no médio e longo prazos. A moderação do crescimento rumo a um ritmo sustentável já estava em curso, mas foi impactada de forma brusca pela deterioração do cenário internacional em agosto do ano passado.
A nossa resposta foi tempestiva.
Diante de um balanço de riscos mais favorável à inflação, o Banco Central deu início, ainda em agosto de 2011, a um ciclo de flexibilização das condições monetárias. E o Governo adotou diversas outras iniciativas para estimular a atividade econômica,
principalmente no âmbito tributário.
Os efeitos dos estímulos já introduzidos ainda não se manifestaram plenamente sobre a atividade. Mas a economia já vem parcialmente respondendo a eles; e essa resposta tende a se aprofundar....
.....Atualmente a dinâmica dos preços sofre a influência de um choque de oferta, decorrente tanto de eventos climáticos, que afetaram a produção de grãos em importantes regiões produtoras mundiais, quanto de um ciclo irregular de chuvas em regiões brasileiras que afetaram a produção de alimentos in natura. Neste momento, precisamos aguardar informações adicionais que nos permitam fazer uma avaliação mais precisa da intensidade e da duração desse choque...
No caso brasileiro, uma análise atenta pelo lado da oferta e da demanda por crédito sugere haver espaço para que este continue se expandindo de forma sustentável nos próximos anos......

Discurso do presidente Alexandre Tombini no 22º Congresso da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores Fenabrave  (PDF - 64 KB)
Banco Central do Brasil...São Paulo, 17 de Agosto de 2012....Textos recentes

Senhoras e senhores
É com grande satisfação que participo deste 22o Congresso da Federação Nacional da
Distribuição de Veículos Automotores - Fenabrave.
A cadeia da indústria automobilística representa um importante segmento da economia
brasileira. Diretamente, pelo valor que agrega ao produto, pelos empregos e renda que
gera, pelos investimentos e difusão de tecnologias, e pelo vasto alcance geográfico,
estando representada pelas concessionárias em parcela significativa dos municípios
brasileiros. Indiretamente, por fomentar inúmeros outros segmentos produtivos e
contribuir para o desenvolvimento econômico e social do nosso País.
Nesse contexto, a cadeia da indústria automobilística tem profundas implicações sobre
a conjuntura macroeconômica e, por isso, é objeto de cuidadoso acompanhamento
pelo Banco Central. No caso específico do segmento da distribuição de veículos
automotores, a atenção do Banco Central é ainda maior. O financiamento de veículos
representa uma fatia importante do crédito às famílias, o que se insere no escopo das
implicações macroeconômicas que mencionei, mas também com reflexos diretos no
desenvolvimento e estabilidade do sistema financeiro.
Por isso, senhoras e senhores, além da satisfação de participar deste evento,
considero esta uma oportunidade ímpar de compartilhar a visão do Banco Central em
relação às perspectivas da economia brasileira e internacional, destacando as medidas
que o Governo está adotando para aumentar a produtividade e a competitividade da
nossa economia. Por fim, falarei do sistema financeiro nacional e, em particular, do
mercado de crédito, o qual reúne condições pelo lado da oferta e da demanda para
continuar se expandindo de forma sustentável, pelos próximos anos.

Senhoras e senhores
O crescimento econômico do País irá se acelerar ao longo dos próximos trimestres, e
os nossos sólidos fundamentos macroeconômicos ratificam a perspectiva de
crescimento sustentável pelos anos que virão.
O Brasil segue atualmente o curso natural de um ciclo econômico.

No primeiro semestre de 2011, vivíamos um descompasso entre oferta e demanda na
economia, o que levou o Governo a por em prática uma ampla e consistente
coordenação de ações de política econômica com o objetivo de conter as pressões
conjunturais e assegurar a inflação baixa no médio e longo prazos. A moderação do
crescimento rumo a um ritmo sustentável já estava em curso, mas foi impactada de
forma brusca pela deterioração do cenário internacional em agosto do ano passado.


A nossa resposta foi tempestiva.
Diante de um balanço de riscos mais favorável à inflação, o Banco Central deu início,
ainda em agosto de 2011, a um ciclo de flexibilização das condições monetárias. E o
Governo adotou diversas outras iniciativas para estimular a atividade econômica,
principalmente no âmbito tributário.]


Os efeitos dos estímulos já introduzidos ainda não se manifestaram plenamente sobre
a atividade. Mas a economia já vem parcialmente respondendo a eles; e essa resposta
tende a se aprofundar.
Por isso, as estimativas dos próprios participantes de mercado e dos organismos
internacionais apontam para a aceleração do crescimento ao longo dos próximos
trimestres. E esse cenário irá se materializar em ambiente de preços sob controle, com
inflação convergindo para a meta, embora esse não seja um processo linear.

Atualmente a dinâmica dos preços sofre a influência de um choque de oferta,
decorrente tanto de eventos climáticos, que afetaram a produção de grãos em
importantes regiões produtoras mundiais, quanto de um ciclo irregular de chuvas em
regiões brasileiras que afetaram a produção de alimentos in natura. Neste momento,
precisamos aguardar informações adicionais que nos permitam fazer uma avaliação
mais precisa da intensidade e da duração desse choque.

Já o cenário internacional continua sujeito a um elevado grau de incerteza, e as
perspectivas de crescimento mundial para os próximos anos se mantêm abaixo de sua
tendência de longo prazo. É importante ressaltar, no entanto, que, em um cenário
adverso, várias economias, principalmente da zona do euro, estão adotando amplas
reformas estruturais, o que as tornarão mais competitivas no futuro próximo.
O governo brasileiro está atento a esse processo e, por isso, tem uma ampla agenda
de medidas para aumentar a produtividade e a competitividade da nossa economia, e
fomentar a realização de novos investimentos produtivos.
O Governo tem avançado em medidas tributárias, como a desoneração da folha de
pagamentos e dos investimentos.
Instituiu também o regime tributário diferenciado para debêntures com o propósito de
financiar projetos de infraestrutura ou de produção econômica intensiva em pesquisa,
desenvolvimento e inovação. Atualmente já há vários projetos em análise para
enquadramento, principalmente nos segmentos de transporte e energia.
E nesta semana foi anunciado o Programa de Investimentos em Logística visando
aumentar a escala dos investimentos públicos e privados em infraestrutura de
transportes. Esta primeira etapa prevê a aplicação de R$ 133 bilhões em 9 trechos de
rodovias e em 12 trechos de ferrovias. Nas próximas etapas serão anunciados os
investimentos em aeroportos e portos.
E o governo está ainda analisando a desoneração do preço da energia elétrica e outras
medidas de simplificação e redução da carga tributária.
A expectativa, com todas essas iniciativas, é de que sejam realizados vultosos
investimentos nos próximos anos, o que irá contribuir para aumentar a competitividade
da nossa economia.
Em síntese, a perspectiva para os próximos trimestres é de aceleração do crescimento.
E o conjunto de medidas para o aumento da competitividade e produtividade, e
estímulo ao investimento produtivo, darão suporte ao crescimento sustentável nos
próximos anos.
Senhoras e senhores
Crescimento econômico e sistema financeiro sólido são, naturalmente, condições
essenciais para o desenvolvimento de qualquer mercado de crédito. No caso brasileiro,
uma análise atenta pelo lado da oferta e da demanda por crédito sugere haver espaço
para que este continue se expandindo de forma sustentável nos próximos anos.


Pelo lado da oferta, ressalto os seguintes pontos:
Primeiro, as instituições bancárias têm capacidade financeira para ampliar a oferta de
crédito.
O Sistema Financeiro Nacional apresenta elevados níveis de liquidez e, principalmente,
de capital, o que permite a expansão do crédito sem comprometer a solvência.
Segundo, as taxas de juros estruturalmente mais baixas irão impor uma realocação dos
ativos e ampliarão as fontes de recursos para novas concessões, inclusive para
segmentos econômicos ainda pouco atendidos.
Nesse novo ambiente, deveremos observar mudanças na forma de atuar do sistema
financeiro e dos próprios agentes econômicos. Por um lado, linhas de crédito que
demandam horizontes mais largos deverão crescer fortemente. Por outro, investidores
institucionais, como fundos de pensão e seguradoras, ampliarão a demanda por ativos
privados, provendo assim recursos para que novas concessões de crédito sejam
realizadas. Nesse contexto, emergirá uma interligação mais intensa entre o mercado
bancário e o de capitais.
Terceiro, ainda pelo lado da oferta, a competição no âmbito do sistema financeiro
contribuirá para a expansão do crédito.
Em outra perspectiva, as instituições financeiras precisarão aperfeiçoar produtos e
melhorar a qualidade dos serviços ofertados, visando manter os atuais clientes ou
mesmo conquistar novos. A concessão de crédito, em condições mais favoráveis, será
um instrumento de atração e mesmo manutenção desses clientes.
Por fim, o aperfeiçoamento dos modelos de avaliação de risco, a melhor compreensão
do perfil dos clientes e o acesso a um rol maior e de melhor qualidade de informações,
permitirão que os bancos ampliem as concessões de crédito com segurança.
Para tanto, os bancos contam desde março deste ano com a nova central de crédito do
Banco Central, um banco de dados que contém informações detalhadas de operações
que representam 99% do total de crédito. Some-se a isso os cadastros positivos
privados, cuja regulamentação será finalizada em breve, conferindo maior segurança
para que esses instrumentos possam se desenvolver e contribuir para a expansão do
mercado de crédito.


Já pelo lado da demanda, em especial, das famílias, destaco os seguintes pontos que
sugerem haver espaço para que o crédito continue se expandindo de forma
sustentável:
Primeiro, a economia brasileira gera empregos e a renda está em ascensão.
Com a criação de novos postos de trabalho, mais pessoas passam a ter condições de
acessar linhas de crédito. E com a renda em expansão, aumenta a capacidade de
tomar crédito com segurança.
Segundo, o endividamento das famílias brasileiras não é elevado quando comparado
com o de outras economias, e as dívidas são de mais curto prazo, o que facilita uma
rápida recomposição dos balanços.
Nesse ponto, gostaria de lembrar que as últimas informações disponíveis já apontam
retração da inadimplência.
No que se refere ao financiamento de veículos, as concessões realizadas desde o
segundo semestre de 2011 apresentam menores níveis de inadimplência. E tal fato irá
se refletir, com mais intensidade, ao longo dos próximos meses, o que nos permite
afirmar que o nível de inadimplência nesse segmento irá se normalizar.
Em síntese, os prognósticos são positivos para a expansão do crédito nos próximos
anos. O importante é que essa expansão ocorra de forma sustentável. Esse novo
ambiente, de taxas de juros em patamares mais baixos, de redução dos spreads e de
competição no âmbito do sistema financeiro, ao mesmo tempo em que abre novas
oportunidades, exigirá também atenção redobrada, não só dos agentes do mercado
financeiro, mas também das empresas que dependem do crédito para a realização de
seus negócios.
O Banco Central está atento a esse processo, e não hesitará em adotar medidas
necessárias quando identificar qualquer tipo de risco à estabilidade do sistema
financeiro e da própria economia.

Senhoras e Senhoras
Nas duas últimas semanas participei de várias reuniões com investidores e
empresários em Londres e Nova Iorque. E posso afirmar: a expectativa em relação ao
Brasil é positiva.
O Brasil reúne hoje as condições para crescer de forma sustentável nos próximos
anos. Temos bons fundamentos econômicos; nosso sistema financeiro é solido;
estamos reduzindo a pobreza e a desigualdade; e o Governo está adotando medidas
importantes para aumentar a produtividade e a competitividade da nossa economia.
Tudo isso irá fomentar a realização de novos investimentos, dando suporte ao
crescimento nos próximos anos. E o resultado final será a melhoria do nível de bem
estar da nossa sociedade.
Este é o cenário que temos pela frente. Obstáculos existem. Mas tenho convicção de
que com o empenho de todos – governo e iniciativa privada – conseguiremos superá-
los e tornar este cenário a nossa realidade.
Encerro minhas palavras agradecendo à Fenabrave, mais uma vez, o convite para
participar desse evento.
Agradeço a todos a atenção.
Boa tarde.

 

2014---distribuição de renda

Penso que a deteriorização do cenário internacional face aos problemas do sistema financeiro, conhecidos mas não combatidos tanto no Brasil como no Exterior, tem levado ao Governo Dilma a estas ações descoordenadas, desencontradas e atabalhoadas que vêm divulgando, pois como dormiu em berço esplêndido na época em que teria podido fazer os ajustes necessários para colocar o povo e a nação brasileira forar do alcance da debacle que hora se avizinha, agora, face a escalada das tensões, com o rompimento da ordém institucional e legal em várias frentes em diversos pontos do planeta, fica evidente a incompetência da sua direção no governo do país, bêm como a inapitidão para produzir uma política favorável ao espoliado e sofrido povo e dilapidada nação do Brasil.

Acorda, Dilma!

 

Follow the money, follow the power.

A conspirata neoliberal

Da Carta Capital

Em toda parte estamos assistindo a uma epidemia de comportamentos criminosos e corruptos nos vértices do capitalismo. Os escândalos bancários não representam exceções nem erros, são fruto de fraudes sistêmicas, de uma avidez e arrogância sempre mais difundidas.”

A autor dessa declaração, poucas semanas atrás, não é um líder bolivariano ou um jovem contestador do movimento Occupy Wall Street. Trata-se do renomado professor americano Jeffrey Sachs, economista que outrora flertou com o neoliberalismo, consultor do BM, FMI e ONU, entre outros atributos. Por sorte, Sachs não está só na batalha de ideias que ocorre, finalmente, contra o modelo econômico dominante: numerosas vozes do mundo acadêmico e da intelligentzia internacional, protestos dos jovens, alguns governos do Hemisfério Sul e, mais recentemente, parte da Europa, fazem parte da minoritária tropa. Já é alguma coisa, mas é dramaticamente pouco para domar a fera do capitalismo selvagem.

Resulta particularmente perigoso é que, paralelamente, foi desencadeado um ataque sem precedentes à evolução democrática do chamado Ocidente. Nestas cruciais semanas de agosto, acho importante conferir uma leitura política, precisa e sem nuances, aos acontecimentos econômico-financeiros europeus, de sorte a aumentar a atenção sobre os riscos deste momento, inclusive nas nossas latitudes.

O epicentro da guerra em curso – que não utiliza armas de destruição física, mas visa igualmente a férrea submissão de homens a outros homens – encontra-se hoje na Europa, com ataques especulativos furiosos contra os países mais frágeis do Euro. O objetivo estratégico, evidentemente, não é a falência deste ou daquele país, mas o fracasso ruinoso da experiência da moeda única e do processo de integração europeia.

Uma vez superado o momento agudo da crise bancária em 2008, graças ao socorro providencial dos governos centrais, o sistema financeiro neoliberal conseguiu evitar qualquer satisfação à pressão da Administração Obama para o estabelecimento de novas regras e controles. Diante da aliança lobista entre Wall Street, a City londrina, Fundos Hedge e bancos de investimento americanos que administram, entre outros, os imensos tesouros dos paraísos fiscais, até mesmo o mais poderoso governo do planeta teve de baixar a crista. Ainda assim, foi dado o sinal de que a política quer enfrentar o problema. Juntamente com um novo clima geral, os donos dos mercados (vale lembrar: poucas dezenas de grupos de poder multinacional) perceberam recentemente outros sinais “subversivos”, como a vitória socialista na França e a onda de críticas teórico-ideológicas, inimaginável na fase precedente do pensamento único.

Qual ocasião melhor que a derrubada do Euro, para reverter a própria momentânea fraqueza em um sucesso histórico? A inadequada arquitetura do sistema político e financeiro da Europa tem se manifestado de forma patente, com lutas e contradições internas que podem provocar paralisia fatal. Resulta claro que a sobrevivência do Euro se liga de forma indissolúvel à aceleração da união política federal, fortalecimento que representaria ameaça gravíssima para os senhores das finanças. Por outro lado, se a zona da moeda europeia precipitar-se em uma depressão ainda mais aguda – comprometendo a fraca recuperação americana –os donos dos mercados alcançariam o primeiro objetivo de curto prazo: a derrota de Obama pelo reacionário integralista Romney, aliado político por definição. Uma vez eliminado o inimigo principal, seria mais fácil o ataque final à moeda antagônica e, com essa, a definitiva humilhação do quanto resta do modelo social europeu.

Enormes lucros especulativos, dizem os especialistas, escondem-se por trás da constante conspiração de Wall Street & cia. contra o Euro. A possível explosão da União Europeia e a volta às antigas moedas nacionais, ademais, abriria pradarias a novas incursões bárbaras, com compras de bens, territórios e almas do Velho Continente a preços de saldo.

Fantapolítica, como dizem os italianos? A realidade dos fatos nos diz que a bandidagem do capitalismo contemporâneo supera as piores fantasias.

A integração europeia, com todos os limites, representa um exemplo decisivo para similares processos como o Mercosul, uma experiência democrática e um modelo de pacificação acompanhados por crescimento econômico e políticas sociais sem paralelo. A desgraçada hipótese de sua derrota pode representar uma involução da civilização ocidental com consequências inimagináveis no mundo inteiro. A manutenção e possível evolução virtuosa de tal experiência enfrenta inimigos mortais e, hoje, necessita da aliança vitoriosa entre progressistas e federalistas europeus. Seria importante que os aliados destes, se existem, se manifestassem já.

http://www.cartacapital.com.br/internacional/a-conspirata-neoliberal/

 

Paulo Kliass: A pressa de Dilma e os riscos de mais privatização

Se os recursos existem e estão disponíveis, não há razão para oferecê-los graciosamente ao setor privado. O Estado brasileiro teria todas as condições de iniciar os projetos necessários, bastando para isso a sinalização da vontade política por parte da Presidenta.

por Paulo Kliass, em Carta Maior, sugestão de Marco Aurélio

Há uma verdade na dinâmica da política que parece inquestionável. Sempre que a economia começa a apresentar sinais de dificuldade ou de debilidade, os dirigentes governamentais passam a se sentir incomodados e ameaçados. É claro que isso deve ser analisado com todas as nuances segundo o tipo de crise, a especificidade da conjuntura, a formação social considerada, etc. Mas o fato é que o receio de amplificação dos efeitos proporcionados pelo simples anúncio de números indesejados na economia deixa o núcleo do poder em situação de alerta. É a síndrome da perda da popularidade.

E aqui, agora, estamos tratando da divulgação em série de indicadores não muito alentadores a respeito da atividade econômica em nosso País. A primeira surpresa já veio lá do ano passado, quando o PIB cresceu apenas 2,7% – um desempenho muito fraco, principalmente quando comparado à performance apresentada por países vizinhos, pelos demais da América Latina e pelos similares dos BRICS. Primeiro ano de governo, herança de decisões adotadas pela equipe precedente, efeitos da crise financeira internacional. Enfim, muitos foram os argumentos apresentados pela Presidenta, em sua tentativa de se justificar perante a sociedade a respeito do ocorrido ao longo de 2011.

Baixa da SELIC e a oportunidade perdida

No entanto, quando a maioria esperava justamente uma mudança de rota a partir de tais resultados colhidos ao longo do primeiro ano de seu mandato em termos da economia, eis que Dilma inicia 2012 com a mesma lenga-lenga da ortodoxia conservadora: esforço fiscal para geração de superávit primário e contenção de despesas orçamentárias essenciais.

Apesar de ela ter revelado uma atuação importante no sentido de provocar a reversão da taxa oficial de juros (SELIC), isso só começou a ocorrer muito tarde, a partir de 1 de setembro de 2011. Os efeitos recessivos da continuidade da mais alta taxa de juros de mundo continuaram a se fazer presentes. E eram ainda mais potencializados pela conjuntura de crise financeira internacional, que mantinha um fluxo expressivo de recursos externos na direção de nossas praias, em busca da rentabilidade segura e elevada proporcionada pelo governo brasileiro.

Ao invés de aproveitar a oportunidade que se abriu com a redução da taxa SELIC e com o conseqüente impacto positivo provocado sobre as despesas financeiras da dívida pública, a opção do governo foi na linha de recuperar o espírito do “bom mocismo” frente ao capital, como nos tristes tempos de Lula, Palocci e Meirelles.

Logo no início desse ano, apresentou um plano de cortes orçamentários de R$ 50 bi e reforçou o discurso de austeridade fiscal a todo custo. Com isso dissipou-se a visão otimista daqueles que achavam que os eventos negativos de 2011 eram passageiros e que em 2012 a economia iria mesmo se recuperar. Afinal, imaginava-se que Dilma e sua equipe econômica compunham o campo das correntes mais alinhadas com a perspectiva do desenvolvimentismo.

Frente a esse cenário de indefinição da crise internacional, da continuidade da recessão nos países mais industrializados e da política de contenção de gastos públicos no Brasil, ficaram seriamente comprometidas as possibilidades de se observar um crescimento econômico de maior envergadura em nosso País. As projeções para o crescimento do PIB deste ano foram sendo reduzidas a cada mês. Saíram do patamar de 4,5% anuais e foram baixando até os atuais 1,9%. Realmente muito pouco para as nossas necessidades e para o que seria se possível, caso a opção da Presidenta fosse realmente pelo desenvolvimento e não pela retração das atividades econômicas.

A pressa em reverter o baixo PIB de 2012

Esse quadro apresenta um alto risco do governo apresentar um conjunto de medidas impelido exclusivamente pela pressa. Com a aceleração do calendário político e o desgaste provocado pela passividade registrada até então, compreende-se a vontade de reverter a conjuntura pessimista e sair com a chamada “agenda positiva”. Porém, como diz a sabedoria popular, a pressa é inimiga da perfeição. O governo não tem como alegar que não sabia das dificuldades na esfera da economia e que foi pego de surpresa – oh! azar – pelas más notícias. Não, de modo algum! O que se fez foi uma opção política pelo imobilismo, uma decisão de não tomar nenhuma atitude mais incisiva e deixar a bola rolando, na esperança de as coisas entrassem nos trilhos lá na frente. Triste e equivocada ilusão.

Aliás, é no mínimo curioso constatar a mudança de postura da Presidenta no equacionamento desse tipo de questão. Ela sempre foi apresentada como a “gerontona” e com um perfil mais técnico e voltado para a obtenção de resultados para as políticas públicas. Porém, em vários quesitos ela não tem correspondido a tal figurino, deixando importantes decisões serem empurradas para debaixo do tapete.

Assim foi com a greve e com as justas reivindicações salariais dos professores das universidades federais e demais carreiras dos funcionários públicos. O governo foi enrolando a negociação, recusando-se a reconhecer a legitimidade das reivindicações e das entidades. E, agora, quase três meses depois do início do movimento encontra-se com um enorme abacaxi para descascar. Entre o elogio de FHC e a crítica das centrais sindicais, seus apoiadores não sabem muito por onde caminhar.

O mesmo ocorreu com as obras previstas para Copa do Mundo em 2014. Era público e notório o atraso de boa parte dos projetos em execução – desde os estádios até os empreendimentos paralelos previstos para as cidades-sede, a exemplo dos sistemas de transporte urbano e dos aeroportos. Quando começaram a pipocar artigos e estudos sobre a inviabilidade de serem concluídos nos prazos previstos, a reação do governo foi imediata e insensata: privatizar os aeroportos de Brasília, Guarulhos e Viracopos. Uma loucura! O modelo de concessão desse serviço público à iniciativa privada foi considerado bastante polêmico e pouco eficiente. A empresa pública federal encarregada da gestão dos aeroportos – a Infraero – foi incorporada como sócia minoritária nas empresas constituídas na linha da famosa fórmula da “parceria público-privada”. Ou seja, a continuidade de nossa prática tupiniquim de assegurar o máximo retorno para o setor privado, cabendo ao Estado o ônus e todos os riscos da empreitada.

O ritmo de andamento das obras do PAC vai, também, na mesma toada. Lentidão, pouca cobrança de metas executadas e as conseqüências previsíveis das contenções de recursos orçamentários. A ponto de muitos se permitirem questionar se seriam efetivamente considerados como projetos prioritários pelo governo. Afinal, que prioridade é essa em que os projetos demoram a sair do papel e os canteiros de execução não avançam de acordo com as exigências do País?

Rodovias e ferrovias: R$ 133 bi para o setor privado

Agora, a realidade parece confirmar aquilo que os assessores econômicos de Dilma talvez não quisessem considerar há meses. A economia vai mal, muito abaixo do possível e pode comprometer mais uma vez a janela de oportunidade que se abria para o Brasil com a crise financeira internacional. E de repente surge a “óbvia idéia milagrosa”: atrair o setor privado para retomar os níveis de investimento, oferecendo a ele – mais uma vez – o filé mignon dos serviços públicos. Depois da recusa em receber os representantes sindicais, Dilma abre a pompa do cerimonial para acolher em Palácio “la crème de la crème” dos representantes do grande capital.

O mote do convescote foi o anúncio de mais um pacotaço de benesses dirigido às grandes corporações empresariais. Nada mais, nada menos do que a bagatela de R$ 133 bi a serem distribuídos generosamente, a juros subsidiados e facilidades diversas, para os investimentos em setores estratégicos de nossa infra-estrutura. E vejam que se trata apenas de uma parte de um conjunto mais amplo de bondades para o setor privado e de maldades para a maioria do povo brasileiro. Essa primeira etapa do anúncio refere-se apenas a rodovias e ferrovias. Mais à frente virão os portos, hidrovias e outros aeroportos.

As palavras do mega-empresário Eike Batista – especialista em abocanhar áreas públicas para apropriação e acumulação privadas – não poderiam ser mais eloqüentes. No entender do bilionário, encantado com a novidade, o pacote anunciado por Dilma revela-se como um verdadeiro “kit felicidade”.

Ora, aqui resta pouco a acrescentar. A Presidenta optou, mais uma vez, pela privatização dos serviços públicos. Sempre haverá quem, no afã de justificar o injustificável, venha com a surrada desculpa da “diferença essencial” entre concessão e privatização. Conversa prá boi dormir.

Quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) estabeleceu a concessão de exploração de poços de petróleo para as empresas privadas, ele foi – corretamente, aliás! – acusado de promover a privatização do setor. Agora, quando Dilma pretende conceder a exploração de ferrovias, rodovias e portos ao capital privado – eh, bem, nesse caso – trata-se tão somente de concessão. Nada como um dia após o outro!

É sabido que os processos de privatização comportam diferentes modalidades de transferências entre o setor público e o setor privado. A mais evidente de todas é a alienação do patrimônio do Estado para o setor privado, em geral a venda de uma empresa estatal. Mas outras medidas fazem parte da mesma essência, tais como: i) a transferência de gestão sem transferência de propriedade; ii) as inúmeras formas de parceria público-privada; iii) as concessões de exploração de serviços públicos; iv) a concessão de exploração de minérios e do subsolo; entre tantas outras formas dessa complexa relação entre o público e o privado. O destino oferecido pelo governo para a operacionalização do transporte ferroviário e rodoviário encaixa-se perfeitamente nessa moldura.

Privatização com recursos públicos

Porém, o anúncio da Presidenta não veio acompanhado do mais importante: os detalhes das modalidades operacionais. E é justamente aí que reside o pulo do gato, onde mora o perigo. Alguns elementos já vieram a público: os contratos de concessão poderão chegar a 30 anos, os juros serão francamente subsidiados pelo Tesouro Nacional, as empresas serão majoritariamente controladas pelo capital privado. No entanto, quase nada foi dito acerca das políticas de tarifas a serem cobradas, das penalidades em caso de ruptura das obrigações por parte das empresas, das contrapartidas exigidas do setor privado, do destino do patrimônio construído, das obrigações de investimento ao longo do período, etc. Imagine-se o cenário de uma ferrovia em 2042, quando deverá ser renovado o contrato de concessão de exploração do serviço. Uma loucura!

Ou esse tipo de transporte não será mais usado daqui a 3 décadas ou então ninguém duvide da capacidade do grupo privado obter a renovação do contrato. E o que dizer da renovação da eventual concessão de um importante porto exportador em 2037?

O receio da perda de popularidade pela economia em baixa e o desejo de parecer confiável aos olhos do grande capital levaram Dilma a cometer mais esse equívoco profundo em sua política de governo. Nesses momentos de agradar ao empresariado, o discurso da falta de recursos some de cena. Aquilo que sempre é negado aos setores mais necessitados (saúde, educação, previdência social, salários do funcionalismo, entre outros) agora aparece em abundância extrema para os representantes das elites, sob a forma de mais de uma centena de bilhões de reais. Os investimentos em infra-estrutura são essenciais para o desenvolvimento do Brasil – isso é inegável. No entanto, a opção por privatizar esse tipo de serviço público só faz aprofundar ainda mais o ciclo iniciado por FHC com telefonia, eletricidade, petróleo, sistema financeiro, saneamento e outras áreas estratégicas. Em troca de alguns míseros pontos percentuais de crescimento no PIB de 2012, o governo arrisca o comprometimento estratégico e o futuro do País, retirando a capacidade do poder público de influenciar setores essenciais da atividade econômica.

Se os recursos existem e estão disponíveis, não há razão para oferecê-los graciosamente ao setor privado. O Estado brasileiro teria todas as condições de iniciar os projetos necessários, bastando para isso a sinalização da vontade política por parte da Presidenta. Se os representantes do capital privado estiverem interessados em investir, eles serão muito bem vindos a acompanhar a iniciativa pública com seus próprios recursos. É necessário ter muita cautela com toda e qualquer forma de privatização. Afinal, os sucessivos escândalos nas áreas de telecomunicações e energia elétrica demonstram que os critérios de eficiência da gestão privada de serviços públicos nem sempre redundam em melhoria da qualidade e tarifas mais reduzidas. E que as agências reguladoras tendem a defender os interesses das empresas reguladas, em detrimento dos usuários. A prioridade, nesse caso, é sempre o retorno máximo sob a ótica do lucro privado. Você aí perguntou algo a respeito do atendimento às necessidades da população? Ora, mas isso é apenas um detalhe secundário da operação…

Paulo Kliass é especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, carreira do governo federal e doutor em Economia pela Universidade de Paris 10.

http://www.viomundo.com.br/politica/paulo-kliass-a-pressa-de-dilma-e-os-riscos-de-mais-privatizacao.html

 

Com votação fatiada, Peluso deve ficar sem julgar Dirceu, Delúbio e Genoino

 

Fatiamento do voto vai impedir que o ministro participe da votação dos principais réus antes de sua aposentadoria

A decisão de fatiar o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal tornou inviável a participação do ministro Cezar Peluso até o fim do processo. Com apenas mais seis sessões até sua aposentadoria, no dia 3 de setembro, quando completa 70 anos, Peluso não julgará os principais réus da ação penal, como o ex-ministro José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-presidente do PT José Genoino.

A participação de Peluso já era, de fato, uma incógnita e motivou discussões entre integrantes da Corte. O fatiamento estabelecido pelo relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, apenas confirmou o que alguns ministros já antecipavam. O tribunal julgará vários réus da ação penal com dez integrantes - o que não vai gerar problemas para o julgamento, a não ser que algumas votações terminem empatadas.

O cronograma estabelecido para o julgamento já era exíguo. Se tudo corresse como calculou o presidente do tribunal, Carlos Ayres Britto, Peluso teria a sessão do dia 30 reservada para que proferisse seu voto. Caso o prazo não fosse cumprido, Britto já preparava a convocação de uma sessão extraordinária para o dia 31, apenas para que Peluso julgasse o caso.

Com o fatiamento dos votos, esse cronograma dificilmente será cumprido. Ao menos, afirmou um dos integrantes, Peluso poderá participar do julgamento de alguns itens do processo. Se a metodologia estabelecida por Joaquim Barbosa não fosse seguida, argumentou um dos ministros, Peluso não participaria de nada.

Manobras. A partir de agora, somente uma manobra poderia garantir que Peluso julgasse todos os réus: ele teria de ler a íntegra de seu voto, antecipando-se ao relator do caso e ao ministro revisor, Ricardo Lewandowski. A antecipação geraria novos conflitos e um ministro adiantou que Peluso não se disporia a isso.

Além disso, o revisor do processo, depois de ouvir apelos de colegas, terá de fatiar seu voto para seguir a sistemática definida pelo relator da ação penal. Não teria sentido, diz outra integrante do tribunal, que Peluso pudesse fazer o que Lewandowski não pôde - ler a íntegra de seu voto de uma só vez.

Em evento na sexta-feira, 17, organizado pelo Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público Estadual do Rio, o ministro Ayres Britto evitou falar na possibilidade de antecipar o voto de Peluso. "Qualquer tribunal gostaria de contar com a participação do ministro Peluso, porque honra, qualifica, adensa qualquer decisão. Não se pode antecipar se ele terá condições de votar, depende muito do tempo de coleta dos votos. Se o cronograma for observado e cumprirmos o calendário, vai dar tempo", afirmou.

Outra possibilidade - remota, conforme membros da Corte - seria o ministro Joaquim Barbosa inverter a ordem do julgamento. Pelo roteiro estipulado pelo relator do caso, repetindo o que fez quando analisada a denúncia em 2007, o tribunal julgará inicialmente as acusações contra o deputado João Paulo Cunha (PT), o empresário Marcos Valério, pivô do escândalo, e seus sócios Cristiano Paz e Ramon Hollerbach. / COLABOROU LUCIANA NUNES LEAL

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,com-votacao-fatiada-peluso-d...

 

   

10. Governo continuará com desonerações, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo deve, "gradualmente", continuar incluindo outros setores nas medidas de desonerações em folha de pagamento, que neste ano somarão R$ 45 bilhões. Nesta conta entram as reduções do Imposto sob...

9. Recuperação econômica vem no curto prazo, diz Tombini

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que a economia brasileira está em pleno processo de recuperação, o que vai se manifestar no curto prazo . "O crescimento irá se acelerar nos próximos trimestres", comentou em palestra durante ...

8. Dilma e Mantega veem pacote como 'primeira fase' e prometem novos investimentos

Em Alagoas, presidenta agradece empresários que investem e informa que fará incentivos em portos e aeroportos, além de reduzir os custos com energia elétrica

7. Equador quer apoio internacional perante "ameaça" do R. Unido

O governo do Equador quer o apoio internacional perante o que considera uma "ameaça" do Reino Unido pelo caso do fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, que apesar do asilo concedido pelo país sul-americano não pode deixar a embaixada em Londres ...

6. Duração do julgamento é “incógnita”

Rio de Janeiro, RJ – O presidente do STF, ministro Carlos Ayres Brito, disse que é uma “incógnita” saber se o julgamento do mensalão irá, ou não, atrasar. Ayres Brito comentou que o atraso vai depender da extensão do voto de cada um dos ministros que...

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A ação do Facebook ficou a um centavo de valer U$ 19 pela primeira vez, o que significa quase a metade da cotação de US$ 38 na oferta inicial realizada em maio. O novo piso de US$ 19,01 é atingido um dia depois do vencimento de regras que impediam .....

4. Decisão 'fatiada' racha STF e revisor ameaça renunciar

O relator do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, apresentou ontem sua proposta de "fatiar" o julgamento do mensalão e instalou uma crise nos bastidores do Supremo Tribunal Federal. Barbosa quer dar seu voto por trechos da denúncia da Procuradoria-Ger...

3. Votação do mensalão será por núcleo temático, diz Britto

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto, disse nesta sexta-feira, 17, que "é meio incógnita" e "não tem como fazer previsão" se a votação fatiada do processo do mensalão vai atrasar o cronograma inicial do julgamento.

2. O Brasil combate a crise estimulando o investimento, afirma presidenta Dilma

A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (17), em Marechal Deodoro (AL), durante cerimônia de inauguração da nova unidade industrial de PVC da Braskem, que o Brasil é um dos países que mais vai crescer por ter uma postura de combater a crise ampliand...

1. Mantega alerta bancos privados a acelerar redução de juros

Ministro afirmou que o governo continuará fazendo desonerações para estimular a economia

 

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Rio Acre atinge níveis cada vez mais extremos na seca e na cheia

Estudos hidrológicos feitos por técnicos da Secretaria de Meio Ambiente do Acre (Sema) em parceria com a Agência Nacional de Água (ANA) demonstram que o Rio Acre tem apresentado níveis cada vez mais extremos, tanto nas enchentes quanto nas secas. Em 2011, o rio atingiu uma lâmina d’água de 1,5 metro, a segunda pior em 40 anos. A tendência é que a seca deste ano, que vai de agosto a outubro, a situação seja ainda pior.

A assessora técnica e engenheira florestal da Sema, Vera Reis, disse que as medições do nível do rio chegaram a 2,05 metros no início da estiagem. “Até meados de setembro, a tendência é que ele continue baixando”, acrescentou.

Segundo a técnica, os estudos apontam que as “alterações extremas” do Rio Acre são causadas pelo desmatamento, por ocupações irregulares, pelas queimadas e pela expansão das estradas. No período de estiagem, o rio é abastecido por lençóis freáticos que ficam comprometidos por essas ações.

“Nesta fase temos problemas de desabastecimento fortíssimo”, ressaltou Vera Reis. “Todas essas ações predatórias, além de outras, comprometem a vazão do Rio Acre ajudando na provocação de cheias que atingem boa parte da capital acriana”, disse.

Outro problema é a pouca informação sobre o comportamento hidrológico do rio. Em 2011, por exemplo, os técnicos da Sema consideravam que não haveria estiagem forte devido o longo período de cheia do rio, com fase crítica em abril. “Em 11 de setembro, tivemos a maior seca dos últimos 40 anos”, contou Vera Reis.

Em janeiro de 2012, o alagamento atingiu 17,6 metros, enquanto que o nível médio é 7,5 metros. O estado de alerta, segundo a técnica, é dado quando o nível do rio atinge 13,5 metros, momento em que água começa a entrar e alagar casas de moradores em bairros ribeirinhos.

Para melhorar a avaliação preventiva de cheias e secas, foi montada uma Unidade de Situação na Universidade Federal do Acre. Em parceria com a ANA, a unidade deve iniciar o funcionamento a partir deste ano, estima a técnica.

“Esta unidade moderniza nossa rede de hidrometeorologia que recebe informações sobre ocorrências de chuvas, níveis do rio e quando elas atingirão as cidades”, disse Vera Reis. O monitoramento permitirá aos bombeiros e à Defesa Civil adotar medidas preventivas capazes de minimizar as consequências das enchentes.

Estão sendo tomadas também medidas de conservação e preservação do Rio Acre. Entre elas, a recuperação de nascentes e plantio de mudas frutíferas em habitações ribeirinhas. A técnica informou que já foram plantadas 3 milhões de mudas para a recuperação de matas ciliares e nascentes do rio.

A falta de saneamento básico em bairros na beira do rio, como o Taquari na capital Rio Branco, é outro desafio a ser enfrentado. Ao visitar o bairro, a reportagem da Agência Brasil constatou derramamento de esgoto não tratado nas margens do rio. Os moradores não têm água potável, nem rede de esgoto.

Dada a forte estiagem em alguns pontos, é possível atravessar a pé o rio de uma margem à outra. A dona de casa e moradora do Taquari, Maria das Dores de Santana, 67 anos, reconhece que, apesar da poluição, usa a água do rio para cozinhar.

“Às vezes, eu uso a água do rio para cozinhar. Eu trato, coloco hipoclorito e uso. Graças a Deus até hoje não deu problema de saúde”, contou a moradora, que no período das cheias foi obrigada a deixar a casa onde vive. Para beber, ela disse que a filha compra galões de água potável.

Antônio Ferreira de Oliveira, pedreiro, 35 anos, também mora no bairro. Porém, pagou cerca de R$ 400 para construir um poço, chamado de cacimbão. Ribeirinho desde que nasceu, Antônio reconhece que “antigamente” o comportamento do rio nos períodos de chuvas e de estiagem não era tão severo.

“Ninguém sabe o que está acontecendo, o clima tá muito quente, amigo”, disse Antônio. O vizinho dele, Raimundo Lima Rebouças, 67 anos, teme que seu poço fique seco em um mês por causa do agravamento da seca. Diante da falta de água, o auxiliar de portaria de uma escola pública disse que compra 500 litros do caminhão-pipa.  A quantidade dá para beber, cozinhar, tomar banho e lavar roupa durante quatro ou cinco dias.

A cada compra, Raimundo Lima desembolsa R$10. Para quem tem caixa d'água com capacidade de mil litros, o custo dobra – o que movimenta uma verdadeira indústria de caminhões-pipa que vendem água nas comunidades pobres.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-08-17/rio-acre-atinge-niveis-cada-vez-mais-extremos-na-seca-e-na-cheia

 

LIGEIRAS NOTAS SOBRE O CAPITALISMO BRASILEIRO

O capitalismo já teria cumprido ou realizado suas etapas de desenvolvimento, no Brasil, em que pese haver alguns problemas ou atrasos de caráter regional, fruto, porém, da própria característica do desenvolvimento desigual do capitalismo, em nosso País. Como a crise capitalista é estrutural e mundial, pois já sangra o coração do imperialismo estadunidense e europeu, só nos resta tirar a conclusão de que a estratégia da revolução social brasileira só pode ser socialista.

Fundamentos do capitalismo brasileiro

I. O Estado burguês brasileiro é moderno e principalmente ágil na defesa dos interesses do Capital, administrando, de maneira secundária, as demandas populares, revelando sua natureza de classe, isto é, Estado da classe dominante.

CARACTERÍSTICAS DA PRODUÇÃO ECONÔMICA

II. O espaço da produção econômica do setor primário foi reorganizado, a partir de uma divisão social do trabalho que contempla majoritariamente os interesses do grande Capital (concentração da propriedade da terra e produção privilegiada para o agronegócio).

Poucos grupos econômicos respondem, atualmente, pela grande produção nacional de produtos extrativos, agrícolas e pecuários, voltados, notadamente, para a exportação. Essa nova realidade econômica no campo repercutiu fortemente nas relações do trabalho, transformando meeiros, posseiros e semiescravos no moderno assalariado rural.

Isto nos indica que os trabalhadores rurais terão de redobrar esforços para levar adiante a pauta da reforma agrária de caráter popular, buscando apoio junto ao proletariado urbano, esclarecendo-o como uma reforma agrária de caráter popular beneficiaria indiretamente a todos os trabalhadores nacionais. Sozinhos, talvez, não consigam, pois a burguesia ligada à posse da terra e dos frutos que dela colhe é muito forte.

III. Quanto à produção e oferta de bens do setor secundário da economia, pode-se afirmar que ela é diversificada. A burguesia instalada no Brasil supre o mercado nacional em cem por cento dos bens de consumo e quase a totalidade dos bens de capital. Há, naturalmente, carência de pesquisas tecnológicas em alguns setores de ponta, explicada, porém, pelo fato de grande parte dos grupos econômicos que operam no Brasil ser multinacional, e, em razão dessa característica do Capital, suas pesquisas se realizarem nos países de origem.

IV. A produção e a comercialização da produção nacional e importada estão concentradas principalmente nas capitais estaduais. O comércio é diversificado e atende a demanda nacional diretamente ou por meio de redes de distribuição localizadas em cidades-polos e capitais regionais.

A MALHA DOS TRANSPORTES E A COMUNICAÇÃO DE MASSA

IV. A malha dos transportes e a comunicação de massa estenderam-se para todas as regiões do país. A rede de energia elétrica e a telefonia celular já alcançou o rural do longínquo Sertão. Este termo, aliás, é uma forma reduzida de Desertão, que perdeu significado como região distante, lugar ermo. O capitalismo integrou o mercado nacional e o Sertão virou Interior. Essas transformações, ainda de caráter recente, certamente terá impacto sobre a lentíssima transformação das forças produtivas no Campo. E no processo da luta de classes, teremos o embate dialético entre a elevação do nível de consciência dos trabalhadores e o poder de cooptação ideológica da classe dominante.

VALORES CULTURAIS BURGUESES

V. Os valores culturais são burgueses, sedimentados pelo conteúdo educacional direcionado prioritariamente para a formação profissional. Os cursos de nível superior são, geralmente, de período integral, caríssimos, inacessíveis à grande maioria do proletariado. A educação fundamental predominantemente pública tem baixo nível de aproveitamento por parte da clientela proletária. E o ensino médio, quando profissionalizante, se resume a apreensão de técnicas necessárias ao desempenho do operário junto às empresas capitalistas privadas e estatais.

Fora do âmbito educacional propriamente dito, temos a predominância ideológica burguesa reafirmada diariamente por meio da mídia escrita e rádio-televisiva. Os conteúdos dos noticiários são retrabalhados, tendo em vista o cuidado de não contribuir para a elevação do nível de consciência do Homer Simpson, apelido atribuído ao proletário brasileiro pelo jornalista âncora do jornal Nacional da rede Globo. Se não bastasse isso, temos ainda de ouvir a incansável cantilena de insensatos pregadores, vinculados às diferentes correntes metafísicas que atuam no Brasil.

REPARTIÇÃO DO PRODUTO INTERNO BRUTO - PIB

VI. Uma característica do capitalismo brasileiro é a grande concentração da renda em mãos de uma parcela minoritária da população. A mais-valia e a produtividade do fator trabalho são rateadas entre a burguesia nacional e a internacional, na proporção exata do nível de associação ou dependência existente entre elas. Decorre, em parte, dessa associação espúria, a péssima distribuição da renda nacional.

A repartição da mais-valia se daria, teoricamente, da seguinte forma: uma parte para os sócios diretos; outra para pagamento de royalties sob a forma de compra ou licença de tecnologia estrangeira; ainda outra para pagamento de juros ao capital financeiro, e, por último, transferência a título de doação às entidades filantrópicas. E do pouco salário que recebe o proletário, uma parte vai para pagamento de juros, quando se compra a prazo. Com relação aos tributos arrecadados pelo Estado, observa-se que boa parte da arrecadação é repassada para aplicadores em títulos da dívida pública, revelando, neste caso, o aprisionamento dos Estados nacionais aos grandes grupos econômicos e financeiros. Aliás, o capitalismo atual não se sustentaria sem o apoio financeiro, fiscal e político do aparelho de Estado, fenômeno já estudado e nomeado como capitalismo monopolista de Estado.

Como se vê, a estrutura de poder do capitalismo brasileiro inviabiliza a distribuição equitativa da renda nacional no presente, bem como nega a possibilidade futura de melhoria das condições de vida dos trabalhadores, pois é da natureza mesma do sistema capitalista brasileiro seu viés excludente.

 

INSERÇÃO SUBALTERNA DO CAPITALISMO BRASILEIRO

NO CONCERTO DAS NAÇÕES IMPERIALISTAS

A internacionalização de algumas empresas instaladas em nosso país pode ser tomada como indicativo do amadurecimento do capitalismo brasileiro. Preenchido os espaços do mercado nacional para os níveis de renda existentes, as empresas buscaram o mercado externo. O processo iniciou-se com a diversificação da pauta do comércio exterior, prosseguindo com a consolidação do MERCOSUL, e mais recentemente com a integração no G-20, e dentro deste, com a criação do bloco dos cinco países denominados de emergentes (BRICs).

Quando, porém, falamos de empresas instaladas no Brasil, queremos dizer que o capitalismo brasileiro é multinacional, não há mais diferença jurídica entre nacional e estrangeiro, para efeito de atuação das empresas em nosso território, e até mesmo quanto ao acesso às fontes de financiamento ao Capital. É multinacional e cada vez mais ocorrem compras de empresas nacionais, fusões e outras formas de associação ao capital estrangeiro. Ontem (25/04/2012), tomei conhecimento de uma pesquisa da consultoria KPMG sobre o assunto: Aquisições e fusões elevam desnacionalização em 700%, nos últimos anos, e de 118%, só no primeiro trimestre de 2012.

O capitalismo brasileiro já se expressa como a sétima economia do mundo, e, em razão desta realidade, almeja e luta por uma representação permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O capitalismo como conceito de modo de produção com desenvolvimento desigual concentrou todo o poder em poucas nações imperialistas (basicamente o G-8), fechando a possibilidade das demais nações de se desenvolverem. A quase totalidade dos países jamais cumprirá as etapas de desenvolvimento do capitalismo em seus países. Estes são, atualmente, campo de caça do imperialismo que tudo fará para manter seu nível de vida à custa do trabalho alheio e dos recursos energéticos das demais nações. As intervenções violentas do imperialismo têm demonstrado isso. Outra característica dessa expansão imperialista diz respeito à geopolítica, com a instalação de bases militares no mundo todo. Somente os Estados Unidos possuem 1001 bases (veja texto Império das bases militares, no meu modesto site, endereço abaixo).

Esse cenário, ao que tudo indica, levará ao acirramento da disputa pelo domínio do mercado mundial e suas fontes de recursos naturais, especialmente entre USA, China, Rússia, Japão, União Europeia e mais recentemente Índia e Brasil. Somente o proletariado em cada um desses países poderá impedir que as contradições se transformem em antagonismo, evitando, assim, o canibalismo e a eclosão da 3a Guerra mundial.

 

NÍVEL DE ORGANIZAÇÃO DOS TRABALHADORES BRASILEIROS

 

Pode-se dizer, grosso modo, que os trabalhadores brasileiros ainda estão organizados sob a forma de antigas estruturas de poder legadas pelo passado. O tempo histórico da prática democrática do proletariado brasileiro ainda é muito recente. Da Independência à proclamação da República e desta até a Constituinte de 1946, foram diminutos os espaços para a prática democrática dos trabalhadores. Da redemocratização burguesa de 1946 até aos primeiros anos da década de 1960, foi, na realidade, o momento mais ativo dos trabalhadores em sua luta por melhores condições de vida. A Ditadura militar burguesa, implantada ao longo dos 21 anos que se seguiram, sepultou não só o movimento de organização proletária, mas seus principais dirigentes. Mas, agora, estamos retomando! É só perguntar: de que lado você está, amigo?

Texto extraído do artigo: http://notassocialistas.vilabol.uol.com.br/mundotrab.html

 

Barbosa ameaça deixar corte antes do fim do julgamento
O ministro relator da ação penal 470, Joaquim Barbosa, ameaçou abandonar a corte antes do término do julgamento, caso os ministros não adotem a metodologia de votação em blocos, proposta por ele. O ministro revisor, Ricardo Lewandowiski, reagiu e defendeu a votação integral por cada ministro. Para colocar fim ao impasse, o presidente da Corte, Ayres Brito, sugeriu que cada um vote como quiser. E a maioria concordou. “Será uma Babel”, avaliou o ministro Marco Aurélio de Mello.

Brasília - O ministro relator da ação penal 470, Joaquim Barbosa, ameaçou abandonar a corte antes do término do julgamento do mensalão, caso os ministros não adotem a metodologia de votação em blocos, proposta por ele. Barbosa não deixou claro, entretanto, se o motivo seria seu conhecido problema de saúde ou suas divergências com os demais colegas, especialmente com o ministro revisor do processo, Ricardo Lewandowyski. “Advirto que corremos o risco de não ter o relator até o final”, afirmou, no calor da discussão.

O impasse que dividiu a corte começou quando Barbosa, ao dar início ao seu voto, informou que iria estruturá-lo em oito blocos, tal como consta na denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF). Entretanto, ao invés de lê-lo na integralidade, como é prática da corte, propôs que, ao final de cada bloco, o ministro revisor também proferisse seu voto, seguido pelos demais, mas restringindo-se apenas aos réus e crimes abordados naquela etapa.

Lewandowyski reagiu imediatamente. Segundo ele, a metodologia proposta afronta o devido processo legal previsto no regimento interno do Supremo Tribunal Federal (STF), que obriga cada ministro a apresentar seu voto na integralidade. “Não há nenhuma menção ao fatiamento”, rebateu. Ele argumentou também que trabalhou arduamente no seu voto, sempre com a perspectiva de fazê-lo na integralidade. “Eu analisei a conduta de cada réu, de forma a individualizar as condutas, como manda a constituição”, argumentou.

Em defesa do revisor, o ministro Marco Aurélio de Mello rechaçou a proposta de Barbosa. Segundo Mello, ela contraria a prática da corte e abre um precedente perigoso: a quebra do equilíbrio processual. “Isso vai propiciar que alguns réus sejam julgados por onze ministros e outros por apenas dez, já que o ministro Cezar Peluzzo se aposentará no dia 3/9, antes do término do julgamento”, explicou. Peluzzo é tido pelos advogados como voto certo pela condenação dos réus.

Para por fim à polêmica, o presidente da corte, ministro Ayres Brito, propôs que cada ministro adotasse a metodologia que julgasse mais conveniente para proferir o seu voto. A proposta saiu vitoriosa, por maioria dos votos. E causou ainda mais perplexidade e insegurança para advogados e até mesmo ministros, já que ninguém entendeu precisamente como ela irá funcionar. “Imagine se o relator votar um bloco e o revisor votar na integralidade. O relator vai acabar virando o revisor do revisor”, exemplificou Mello. “Se cada ministro votar como melhor lhe convir, será uma verdadeira Babel”, acrescentou.

Arbitrariedade no ordenamento dos réus
O início, de fato, da leitura do voto do relator causou ainda mais surpresa na corte. Apesar de afirmar que seguiria a metodologia proposta pela denúncia, Barbosa decidiu alterar a ordem dos blocos. E começou pela análise dos crimes decorrentes das relações entre o ex-presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), e os proprietários das agências de publicidade SMP&B e DNA, Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Holerbach, terceiro item no ordenamento apresentado pela acusação.

Barbosa votou pela condenação do ex-presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e dois peculatos. Também votou pela condenação dos proprietários das agências de publicidade DNA e SBP&M, Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Holerbach, pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

O advogado Alberto Toron, que representa João Paulo Cunha, sequer estava no plenário, tamanha confiança de que o curso do julgamento obedeceria à ordem natural do processo. Já o advogado Marcelo Leonardo, responsável pela defesa de Valério, não quis comentar a escolha aleatória dos primeiros réus e crimes. Em nome dos pares, o advogado José Carlos Dias subiu à tribuna para manifestar a perplexidade geral com o encaminhamento metodológico que, segundo ele, quebraria a unidade do processo. Mas como não se tratava de questão processual, o presidente da corte lhe cassou o direito à voz.

O ministro relator considerou Cunha culpado de corrupção passiva por receber da SMP&B a quantia de R$ 50 mil para beneficiar a empresa em licitação da Câmara. Os proprietários da agência foram enquadrados pelo crime contrário: corrupção ativa. Barbosa afirmou que o dinheiro foi sacado pela esposa da Cunha na agência do Banco Rural do Brasília Shopping, um dia após Marcos Valério ter tomado café da manhã na residência do casal e onze dias antes do edital sobre a licitação para os serviços de comunicação da Câmara ter sido assinado. Posteriormente, a SMP&B venceu a licitação, pela modalidade melhor qualidade técnica.

Por conta desse encadeamento de fatos, Barbosa considerou Cunha, Valério, Paz e Hollerbach culpados também pelo crime de lavagem de dinheiro. Segundo ele, a SMP&B emitiu um cheque nominal a ela mesma, da Agência do Banco Rural em Belo Horizonte para outra em Brasília, como forma de tentar dissimular a origem, localização, propriedade e a natureza do dinheiro.

O relator também considerou Cunha culpado por permitir que a SMP&B desviasse recursos públicos da Câmara, através do contrato de publicidade. Conforme ele, a SMP&B executou apenas serviços no valor de R$ 17 mil, de um contrato no valor total de R$ 10,9 milhões. Porém, embolsou mais quase R$ 2 milhões em comissões por veiculação de campanhas. “A SMP&B recebeu comissão até por campanhas criadas por servidores públicos”, destacou. Além disso, subcontratou empresas que prestaram serviços não relacionados ao contrato, como os de arquitetura e de pesquisa de opinião, além de assessoria pessoal ao ex-presidente da casa, fato que lhe imputou o segundo crime de peculato.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20736

 

Artigo de Samuel Pinheiro Guimaraes para a Carta Maior.

 

Mercosul versus a nova Alca versus a ChinaHoje, o embate político, econômico e ideológico na América do Sul se trava entre os Estados Unidos, a maior potência do mundo; a crescente presença chinesa, com suas investidas para garantir acesso a recursos naturais, ao suprimento de alimentos e de suas exportações de manufaturas; e as políticas dos países do Mercosul, que ainda entretém aspirações de desenvolvimento soberano, pretendem atingir níveis de desenvolvimento social elevado e que sabem que, para alcançar estes objetivos, a ação do Estado, é indispensável. O artigo é de Samuel Pinheiro Guimarães.

1. Todo o noticiário sobre Mercosul, Aliança do Pacífico, Parceria Transpacífica e China tem a ver com um embate ideológico entre duas concepções de política de desenvolvimento econômico e social. 

2. A primeira dessas concepções afirma que o principal obstáculo ao crescimento e ao desenvolvimento é a ação do Estado na economia.

3. A ação direta do Estado na economia, através de empresas estatais, como a Petrobrás, ou indireta, através de políticas tributárias e creditícias para estimular empresas consideradas estratégicas, como a ação de financiamento do BNDES, distorceria as forças de mercado e prejudicaria a alocação eficiente de recursos.

4. Nesta visão privatista e individualista, uma política de eliminação dos obstáculos ao comércio e à circulação de capitais; de não discriminação entre empresas nacionais e estrangeiras; de eliminação de reservas de mercado; de mínima regulamentação da atividade empresarial, inclusive financeira; e de privatização de empresas estatais conduziria a uma eficiente divisão internacional do trabalho em que todas as sociedades participariam de forma equânime e atingiriam os mais elevados níveis de crescimento e desenvolvimento.

5. Esta visão da economia se fundamenta em premissas equivocadas. Primeiro, de que todos os Estados partem de um mesmo nível de desenvolvimento, de que não há Estados mais e menos desenvolvidos. Segundo, de que as empresas são todas iguais ou pelo menos muito semelhantes em dimensão de produção, de capacidade financeira e tecnológica e de que não são capazes de influir sobre os preços. Terceiro, de que há plena liberdade de movimento da mão de obra entre os Estados. Quarto, de que há pleno acesso à tecnologia que pode ser adquirida livremente no mercado. Quinto, de que todos os Estados, inclusive aqueles mais desenvolvidos, seguem hoje e teriam seguido passado esse tipo de políticas.

6. Como é obvio, estas premissas não correspondem nem à realidade da economia mundial, que é muito, muito mais complexa, nem ao desenvolvimento histórico do capitalismo.

7. Historicamente, as nações hoje altamente desenvolvidas utilizaram uma gama de instrumentos de política econômica que permitiram o fortalecimento de suas empresas, de suas economias e de seus Estados nacionais. Isto ocorreu mesmo na Inglaterra, que foi a nação líder do desenvolvimento capitalista industrial, com a Lei de Navegação, que obrigava o transporte em navios ingleses de todo o seu comércio de importação e exportação; com a política de restrição às exportações de lã em bruto e às importações de tecidos de lã; com as restrições à exportação de máquinas e à imigração de “técnicos”.

8. Políticas semelhantes utilizaram a França, a Alemanha, os Estados Unidos e o Japão. Países que não o fizeram naquela época, tais como Portugal e Espanha, não se desenvolveram industrialmente e, portanto, não se desenvolveram.

9. Se assim foi historicamente, a realidade da economia atual é a de mercados financeiros e industriais oligopolizados em nível global por megaempresas multinacionais, cujas sedes se encontram nos países altamente desenvolvidos. A lista das maiores empresas do mundo, publicada pela revista Forbes, apresenta dados sobre essas empresas cujo faturamento é superior ao PIB de muitos países. Das 500 maiores empresas, 400 se encontram operando na China. Os países altamente desenvolvidos protegem da competição estrangeira setores de sua economia como a agricultura e outros de alta tecnologia. Através de seus gigantescos orçamentos de defesa, todos, inclusive a Alemanha e o Japão, que não poderiam legalmente ter forças armadas, subsidiam as suas empresas e estimulam o desenvolvimento cientifico e tecnológico. Com os programas do tipo “Buy American” e outros semelhantes, privilegiam as empresas nacionais de seus países; através da legislação e de acordos cada vez mais restritivos de proteção à propriedade intelectual, dificultam e até impedem a difusão do conhecimento tecnológico. Através de agressivas políticas de “abertura de mercados” obtém acesso aos recursos naturais (petróleo, minérios etc) e aos mercados dos países periféricos, em troca de uma falsa reciprocidade, e conseguem garantir para suas megaempresas um tratamento privilegiado em relação às empresas locais, inclusive no campo jurídico, com os acordos de proteção e promoção de investimentos, pelos quais obtém a extraterritorialidade. Como é sabido, protegem seus mercados de trabalho através de todo tipo de restrição à imigração, favorecendo, porém, a de pessoal altamente qualificado, atraindo cientistas e engenheiros, colhendo as melhores “flores” dos jardins periféricos.

10. A segunda concepção de desenvolvimento econômico e social afirma que, dada a realidade da economia mundial e de sua dinâmica, e a realidade das economias subdesenvolvidas, é essencial a ação do Estado para superar os três desafios que tem de enfrentar os países periféricos, ex-colônias, algumas mais outras menos recentes, mas todas vítimas da exploração colonial direta ou indireta. Esses desafios são a redução das disparidades sociais, a eliminação das vulnerabilidades externas e o pleno desenvolvimento de seu potencial de recursos naturais, de sua mão de obra e de seu capital.

11. As extremas disparidades sociais, as graves vulnerabilidades externas, o potencial não desenvolvido caracterizam o Brasil, mas também todas as economias sul-americanas. A superação desses desafios não poderá ocorrer sem a ação do Estado, pela simples aplicação ingênua dos princípios do neoliberalismo, de liberdade absoluta para as empresas as quais, aliás, levaram o mundo à maior crise econômica e social de sua História: a crise de 2007. E agora, Estados europeus, pela política de austeridade (naturalmente, não para os bancos) que ressuscita o neoliberalismo, atacam vigorosamente a legislação social, propagam o desemprego e agravam as disparidades de renda e de riqueza. Mas isto é tema para outro artigo.

12. Assim, neste embate entre duas visões, concepções, de política econômica, a aplicação da primeira política, a do neoliberalismo, levou à ampliação da diferença de renda entre os países da América do Sul e os países altamente desenvolvidos nos últimos vinte anos até a crise de 2007. Por outro lado, é a aplicação de políticas econômicas semelhantes, que preveem explicitamente a ação do Estado, que permitiu à China crescer à taxa média de 10% a/a desde 1979 e que farão que a China venha a ultrapassar os EUA até 2020. Ainda assim, há aqueles que na periferia não querem ver, por interesse ou ideologia, a verdadeira natureza da economia internacional e a necessidade da ação do Estado para promover o desenvolvimento. Nesta economia internacional real, e não mitológica, é preciso considerar a ação da maior Potência.

13. A política econômica externa dos Estados Unidos, a partir do momento em que o país se tornou a principal potência industrial do mundo no final do século XIX e em especial a partir de 1945, com a vitória na Segunda Guerra Mundial, e confiante na enorme superioridade de suas empresas, tem tido como principal objetivo liberalizar o comércio internacional de bens e promover a livre circulação de capitais, de investimento ou financeiro, através de acordos multilaterais como o GATT, mais tarde OMC, e o FMI; de acordos regionais, como era a proposta da ALCA e de acordos bilaterais, como são os tratados de livre comércio com a Colômbia, o Chile, o Peru, a América Central e com outros países como a Coréia do Sul. E agora as negociações, altamente reservadas, da chamada Trans-Pacific Partnership - TPP, a Parceria Transpacífica, iniciativa americana extremamente ambiciosa, que envolve a Austrália, Brunei, Chile, Malásia, Nova Zelândia, Peru, Singapura, Vietnã, e eventualmente Canadá, México e Japão, e que, nas palavras de Bernard Gordon, Professor Emérito de Ciência Política, da Universidade de New Hampshire, “adicionaria bilhões de dólares à economia americana e consolidaria o compromisso político, financeiro e militar dos Estados Unidos no Pacifico por décadas”. O compromisso, a presença, a influência dos Estados Unidos no Pacifico isto é, na Ásia, no contexto de sua disputa com a China. A TPP merece um artigo à parte.

14. Através daqueles acordos bilaterais, procuram os EUA consagrar juridicamente a abertura de mercados e obter o compromisso dos países de não utilizar políticas de desenvolvimento industrial e de proteção do capital nacional. Não desejam os Estados Unidos ver o desenvolvimento de economias nacionais, com fortes empresas, capazes de competir com as megaempresas americanas, por razões óbvias, entre elas a consequente redução das remessas de lucros das regiões periféricas para a economia americana. Os lucros no exterior são cerca de 20% do total anual dos lucros das empresas americanas!

15. Nas Américas, a política econômica dos Estados Unidos teve sempre como objetivo a formação de uma área continental integrada à economia americana e liderada pelos Estados Unidos que, inclusive, contribuísse para o alinhamento político de cada Estado da região com a política externa americana em seus eventuais embates com outros centros de poder, como a União Européia, a Rússia e hoje a China.

16. Assim, já no século XIX, em 1889 , no mesmo ano em que Deodoro da Fonseca proclamou a República, na Conferência Internacional Americana, em Washington, os Estados Unidos propuseram a criação de uma união aduaneira continental. Esta proposta, que recebeu acolhida favorável do Brasil, no entusiasmo pan-americano da recém-nascida república, foi rejeitada pela Argentina e outros países.

17. Com a I Guerra Mundial, a Grande Depressão, a ascensão do nazismo e a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos procuraram estreitar seus laços econômicos com a América Latina, aproveitando, inclusive, a derrota alemã e o retraimento francês e inglês, influências históricas tradicionais.

18. Em 1948, na IX Conferência Internacional Americana, em Bogotá, propuseram novamente a negociação de uma área de livre comércio nas Américas; mais tarde, em 1988, negociaram o acordo de livre comércio com o Canadá, que seria transformado em Nafta com a inclusão do México, em 1994; e propuseram a negociação de uma Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA, em 1994.

19. A negociação da ALCA fracassou em parte pela oposição do Brasil e da Argentina, a partir da eleição de Lula, em 2002 e de Kirchner, em 2003 e, em parte, devido à recusa americana de negociar os temas de agricultura e de defesa comercial, o que permitiu enviar os temas de propriedade intelectual, compras governamentais e investimentos para a esfera da OMC, o que esvaziou as negociações.

20. O objetivo estratégico americano, todavia, passou a ser executado, agora com redobrada ênfase, através da negociação de tratados bilaterais de livre comércio, que concluíram com o Chile, a Colômbia, o Peru, a América Central e República Dominicana, só não conseguindo o mesmo com o Equador e a Venezuela devido à eleição de Rafael Correa e de Hugo Chávez e à resistência do Mercosul às investidas feitas junto ao Uruguai.

21. Assim, a estratégia americana tem tido como resultado, senão como objetivo expresso, impedir a integração da América do Sul e desintegrar o Mercosul através da negociação de acordos bilaterais, incorporando Estado por Estado na área econômica americana, sem barreiras às exportações e capitais americanos e com a consolidação legal de políticas econômicas internas, em cada país, nas áreas de propriedade intelectual, compras governamentais, defesa comercial, investimentos, em geral com dispositivos chamados de OMC – Plus, mais favoráveis aos Estados Unidos do que aqueles que conseguiram incluir na OMC, que, sob o manto de ilusória reciprocidade, beneficiam as megaempresas americanas, em especial neste momento de crise e de início da competição sino-americana na América Latina.

22. Na execução deste objetivo, de alinhar econômica, e por consequência politicamente, toda a América Latina sob a sua bandeira contam com o auxílio dos grupos internos de interesse em cada país que, tendo apoiado a ALCA no passado, agora apoiam a negociação de acordos bilaterais ou a aproximação com associações de países, tais como a Aliança do Pacífico, que reúne países sul-americanos e mais o México, que celebraram acordos de livre comércio com os EUA.

23. Hoje, o embate político, econômico e ideológico na América do Sul se trava entre os Estados Unidos da América, a maior potência econômica, política, militar, tecnológica, cultural e de mídia do mundo; a crescente presença chinesa, com suas investidas para garantir acesso a recursos naturais, ao suprimento de alimentos e de suas exportações de manufaturas e que, para isto, procuram seduzir os países da América do Sul e em especial do Mercosul com propostas de acordos de livre comércio; e as políticas dos países do Mercosul, Argentina, Brasil, Venezuela, Uruguai e Paraguai que ainda entretém aspirações de desenvolvimento soberano, pretendem atingir níveis de desenvolvimento social elevado e que sabem que, para alcançar estes objetivos, a ação do Estado, i.e. da coletividade organizada, é essencial, é indispensável.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20737

 

 

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=modelo...

Cientistas simulam microrganismo completo em computador

Guilherme Gorgulho - 10/08/2012

A simulação exige o funcionamento de 128 computadores para demonstrar interações entre 28 categorias de moléculas.[Imagem: Karr et al./Cell]


Vida simulada

Cientistas da Universidade de Stanford (EUA) elaboraram pela primeira vez um modelo computacional completo de um organismo vivo.

Utilizando dados de mais de 900 artigos científicos, eles reproduziram virtualmente todas as formas de interação molecular no seu ciclo de vida.

Segundo informe da universidade norte-americana divulgado para a imprensa, a realização "representa um ponto de partida para o uso do desenho auxiliado por computador na bioengenharia e na medicina".

A equipe de pesquisadores, liderada pelo professor de bioengenharia Markus Covert, da qual também fazem parte cientistas do Instituto J. Craig Venter, reproduziu com ferramentas da informática o funcionamento da bactéria Mycoplasma genitalium, que vive no trato genital e nas vias respiratórias dos seres humanos.

Essa bactéria é o organismo de vida independente com o menor número de genes conhecido, apenas 525.

A descoberta permitirá, no futuro, acelerar a busca por novos medicamentos para diversas doenças, com maior segurança e exatidão.

Interações computacionais

A simulação criada pelo software exige o funcionamento simultâneo de 128 computadores para demonstrar as interações entre 28 categorias de moléculas, como DNA, RNA, proteínas e metabólitos gerados no processo de funcionamento da célula.

De acordo com Markus Covert, a simulação da divisão celular de apenas uma célula leva cerca de dez horas para ser processada no sistema de computadores e gera meio gigabyte de dados.

Esse é o mesmo tempo que a M. genitalium leva para se dividir em seu ambiente natural.

Outra bactéria tradicionalmente utilizada nos laboratórios de pesquisa, a Escherichia coli, por exemplo, possui 4.288 genes e demandaria um tempo de processamento muitas vezes maior.

Modelos computacionais

Para o diretor da Divisão de Coordenação de Programas dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, James M. Anderson, a pesquisa fornece uma abordagem transformadora para a busca de respostas sobre processos biológicos fundamentais.

"Modelos computacionais abrangentes de células inteiras têm o potencial de fazer avançar nossa compreensão da função celular e, por fim, proporcionar novas abordagens para diagnóstico e tratamento de doenças", afirmou Anderson.

O grande número de estudos da área da biologia nas últimas duas décadas levou à produção de vasta gama de informações sobre o funcionamento das células, mas a falta de dados experimentais era uma barreira para o avanço das pesquisas.

Na maioria dos experimentos biológicos realizados até agora a alternativa era bloquear o funcionamento de apenas um gene por vez para observar o comportamento do organismo.

No entanto, a maioria dos problemas propostos pelas pesquisas é resultado de complexas interações de centenas ou milhares de genes simultaneamente. 

 

http://noticias.r7.com/internacional/noticias/conheca-george-obama-o-irm...

Conheça George Obama, o irmão do presidente dos EUA que mora em uma favela no Quênia

Filho do mesmo pai de Barack, George vive em uma favela no Quênia
Do R7
Reprodução/dailymail.co.uk

George Obama, em sua casa em Nairóbi, no Quênia


O irmão dele é um dos homens mais poderosos do mundo, que convive com a alta sociedade norte-americana. Ele, no entanto, leva uma vida pobre em uma favela em Nairóbi, no Quênia. Essa é a história de George Hussein Obama, meio-irmão do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

George apareceu nos noticiários internacionais após concordar em participar de um documentário sobre a vida do irmão. O filme, chamado 2016, é inspirado no livro de Dinesh D'Souza, jornalista conservador indo-americano, que também dirige o filme ao lado de Gerald Molen. Segundo o tabloide britânico Daily Mail, George não irá criticar o irmão no documentário.

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O meio-irmão do presidente já escreveu um livro chamado Homeland (Pátria, em tradução livre), em que conta por que escolheu viver na favela onde mora até hoje. No livro, George diz que optou por morar no gueto onde “trabalha para ajudar os moradores, principalmente as crianças a ultrapassar os obstáculos” da vida.

“Meu irmão passou a ser o líder de um dos países mais poderosos do mundo. Aqui no Quênia, meu objetivo é ser líder entre o povo mais pobre do mundo: aqueles que vivem na favela” diz George em seu livro, que conta também os esforços de George para criar um time de futebol na região onde mora.

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Apesar da dedicação de George à sua comunidade, o jornalista responsável pela matéria do Daily Mail, Andrew Malone, afirmou que a decisão de George de permanecer na favela vai além de suas boas ações:

“Não há nada de heroico ou altruísta nos motivos dele para viver na favela. Sua razão principal é que a conta da luz é barata e disponível aqui, assim como a cocaína, a heroína e a maconha”.

Malone afirma que George, na verdade, vive no local pela facilidade de conseguir bebidas e drogas, dois vícios do irmão de Barack.

“A decisão de George de ficar na favela, chamada Huruma e conhecida pelo alcoolismo, consumo de drogas e violência, significa que seu próprio comportamento destrutivo chama pouca atenção”, informa a reportagem do Daily Mail.

Ainda segundo Malone, George bebe “do momento em que acorda até ficar inconsciente”.

O jornalista passou dias acompanhando a vida de George e afirmou que, após convidar Obama para almoçar em seu hotel, ele “não saiu de perto do frigobar, convidou meninas e amigos para jantar às minhas custas e se comportou como se fosse famoso”.

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O jornalista diz também que George se diz “estar sob pressão” para seguir os passos políticos do irmão e que Barack não envia dinheiro para ele.

Barack Obama cita o meio-irmão em sua autobiografia A Minha Herança (Dreams From My Father, no original). O presidente afirma que George é um “menino lindo”, mas admite que, quando se encontrou com o irmão já adulto, “era como se estivesse se encontrando com um completo estranho”.

Barack e George têm o mesmo pai, que tinha o mesmo nome do presidente. Barack, que nasceu no Havaí, é fruto do segundo casamento de seu pai. Já George nasceu no Quênia e é fruto do quarto casamento do pai dos Obama, que morreu em um acidente de carro quando os filhos ainda eram crianças. 

 

http://noticias.r7.com/economia/noticias/atividade-economica-brasileira-...

Expansão das riquezas do País em junho é a maior desde março de 2011

Prévia do PIB mostrou avanço de 0,75% na atividade econômica, aponta BC
Da Agência Brasil


A atividade econômica brasileira registrou crescimento de 0,75% em junho, na comparação com maio deste ano. É o que mostra a prévia do PIB (Produto Interno Bruto), calculada pelo IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central).

A taxa de 0,75% é dessazonalizada (ajustada para o período), o que é considerado mais adequado pelos economistas para esse tipo de comparação.

O crescimento em junho é o maior desde março de 2011, quando houve expansão de 1,47%. Em relação a junho do ano passado, sem ajustes, houve crescimento de 0,99%.

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Apesar do resultado positivo, os dados indicam que o ritmo de expansão da atividade econômica acabou sendo menor no segundo trimestre deste ano, ao atingir 0,38%, ante o período de janeiro a maio deste ano. Na comparação do primeiro trimestre deste ano com o quarto trimestre do ano passado, o crescimento havia chegado a 0,63%.

Na comparação entre o segundo trimestre deste ano e igual período de 2011, houve crescimento de 0,68%, de acordo com os dados sem ajustes.

No primeiro semestre deste ano, o IBC-Br cresceu 0,87% (sem ajustes), na comparação com igual período de 2011. Em 12 meses encerrados em junho, o IBC-Br, sem ajustes, registrou crescimento de 1,2%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar e antecipar como está a evolução da atividade econômica brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível da atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária.

O acompanhamento do indicador é considerado importante pelo BC para que haja maior compreensão da atividade econômica e contribui para as decisões do Copom (Comitê de Política Monetária), responsável por definir a taxa básica de juros, a Selic. O Copom tem reduzido a taxa básica como uma forma de estimular a atividade econômica brasileira, que enfrenta efeitos da crise econômica internacional. Os cortes têm sido feito desde agosto do ano passado. Atualmente, a Selic está em 8% ao ano.

O governo também tem adotado outras medidas de estímulo. Na última quarta-feira (15), foi lançado um programa de concessões de rodovias e ferrovias. Na última quinta-feira (16), o Ministério da Fazenda anunciou o aumento de R$ 42,2 bilhões no limite de contratação de operação de crédito para 17 Estados.

Neste ano, o governo também reduziu impostos para estimular a venda de eletrodomésticos, móveis e carros e anunciou medidas para agilizar as compras governamentais. Também houve redução da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), usada em financiamentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), de 6% para 5,5%.

A economia em ritmo mais lento tem levado à revisão das estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos no País. Em junho, o BC revisou a projeção para este ano de 3,5% para 2,5%. Já a de instituições financeiras consultadas todas as semanas pelo BC caiu de 1,85% para 1,81%, este ano. 

 

Nassif.

Prá aliviar o figado filosofia de boteco.

Sobre o amor. O que é o amor?

O universo é uma energia única e indivisivel? E será que ele usa esta energia do amor?

Será que o universo nos ama?

E se ele nos ama? Como podemos ver nossas atribulações?

Será que realmente ele é infinito em grandeza e bondade e pode nos prover infinitamente em tudo o que necessitamos?

PQP. Não é pouca coisa não.....tem mais....me aguardem......

O STF e seus membros por mais que queiram ser deuses são insignificantes. Eles passam e nós passarinho.......

 

Do iG

Ceará forma primeira travesti doutora do BrasilLuma Nogueira Andrade defendeu tese sobre travestis matriculadas na rede estadual de ensino do Ceará, que narra os maus-tratos sofridos por elas no ambiente escolar

Daniel Aderaldo - iG Ceará | 17/08/2012 20:32:22

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Durante a infância, Luma Nogueira Andrade sofreu com o preconceito de colegas e professores na escola. Mais tarde, já formada e funcionária pública concursada, teve de enfrentar novamente esse mau e no mesmo ambiente. Nesta sexta-feira (17), a protagonista desse histórico de discriminação se tornou a primeira travesti do País a obter um título de doutorado.

Em março deste ano, o i G contou como foi a vida de Luma desde a infância na pequena cidade de Morada Nova, no interior do Ceará, até ingressar no doutorado em Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC) . Cinco meses depois, a reportagem acompanhou o dia da defesa da tese em um auditório do câmpus do Benfica, em Fortaleza, lotado por amigos, ex-alunos e colegas pesquisadores.

Bastante elogiada pela banca, a tese de Luma foi indicada para publicação. Contudo, antes de trabalhar para ver sua pesquisa em forma de livro, ela vai tentar se eleger vereadora pelo PT no município de Russas, onde lecionou por muitos anos. 


Com o título “Travestis na escola: Assujeitamento ou resistência à ordem normativa”, a pesquisa faz um levantamento das travestis matriculadas na rede estadual de ensino do Ceará e narra os maus-tratos sofridos por elas no ambiente escolar. Ao longo do trabalho, os relatos das entrevistadas se confundem com o que foi vivido pela própria pesquisadora, num cruzamento de autobiografia e etnografia.

“Eu ia percebendo em minhas interlocutoras que, na verdade, existe uma diversidade de formas de travestis e que a realidade que elas vivem não é a mesma que eu vivi”, contou, durante a apresentação.

Com o estudo, Luma concluiu que falta aos professores e gestores uma formação que vá além do conteúdo das disciplinas e dê conta das questões de gênero não apenas para tratar da homossexualidade no currículo, mas principalmente lidar com as especificidades de cada pessoa.

“Eu percebi uma verdadeira confusão. Eu vi que os gestores não sabiam identificar os travestis”, disse.

Para o antropólogo Alexandre Fleming Câmara Vale, um dos professores a participar da banca examinadora, a tese de Luma é um “marco” para os estudos sobre travestis. “É a primeira vez que uma travesti escreve sobre a experiência das próprias travestis”.

“O trabalho da Luma é uma chamada para a reflexão dos educadores e ao mesmo tempo tem esse lado político, por ela ter um envolvimento direto com o tema”, avaliou a orientadora de Luma, a doutora em Educação, Celecina de Maria Veras Sales.

 

Daniel AderaldoTravesti Luma Nogueira Andrade defende tese e é elogiada

 

zanuja

Da Agência Senado

CPI ouve quatro depoentes na próxima semana

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Anderson Vieira e Isabela Vilar

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) que investiga as relações de Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados deve ouvir na próxima semana quatro depoentes. Entre eles estão os dois procuradores responsáveis pelas investigações decorrentes das operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal.


 

Daniel Rezende Salgado e Lea Batista de Oliveira já haviam sido chamados pela CPI no início dos trabalhos, em maio. Seus depoimentos, no entanto, foram adiados porque falar à CPI antes da audiência na Justiça poderia fazer com que eles fossem impedidos de prosseguir atuando no caso. Ainda não foi decidido se os depoimentos dos procuradores serão secretos. O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente da CPI, disse que a decisão será tomada pelos integrantes da comissão.

- Há parlamentares que entendem que esse tipo de depoimento, pela delicadeza e menções a determinados fatos que incidem no processo judicial, e serão determinantes para uma sentença, podem e devem ser colhidos em regime de sigilo. Se assim for necessário, haveremos de fazê-lo - garantiu.

Os depoimentos dos procuradores estão marcados para terça-feira (22), às 10h15. No dia seguinte, também às 10h15, serão ouvidos o presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas, Jayme Eduardo Rincón, e o ex-corregedor da Polícia Civil de Goiás Aredes Correia Pires.

Ex-tesoureiro da campanha do governador de Goiás, Marconi Perillo, Rincón é sócio de uma empresa que teria recebido R$ 600 mil do grupo de Cachoeira. Para garantir o direito ao silêncio na comissão, ele impetrou habeas corpus nesta semana. O relator do pedido no Supremo Tribunal Federal é o ministro Joaquim Barbosa. Jayme Rincón já havia sido convocado pela CPI por duas vezes, mas alegou problemas de saúde para não comparecer.

O outro convocado, Aredes Correia Pires, seria ouvido na quarta-feira (15), mas não foi localizado pela comissão, motivo pelo qual seu depoimento foi adiado para o dia 22. Segundo a Polícia Federal, ele teria recebido um dos aparelhos de rádio Nextel distribuídos pelo grupo de Cachoeira na tentativa de evitar “grampos” telefônicos.

Agência Senado

 

zanuja

Da Agência Senado

Cavendish impetra ‘habeas corpus’ para não comparecer à CPI

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Da Redação

O dono e ex-presidente do Conselho de Administração da Delta Construções, Fernando Cavendish, impetrou habeas corpus com pedido de liminar para não comparecer à CPI do Cachoeira no dia 29 de agosto. No pedido, os advogados alegam que Cavendish perdeu a mulher em acidente de helicóptero há cerca de um ano e que, assim, será exposto a situação “desrespeitosa, humilhante e atentatória a sua integridade psicológica, já tão abalada”.


Outro motivo da convocação, lembrado diversas ocasiões pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR), é a suposta afirmação feita por Cavendish de que seria possível comprar parlamentares. Em um dos requerimentos de convocação, os deputados Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e Mendonça Prado (DEM-SE), lembram que o dono da Delta, em conversas gravadas por ex-sócios, teria afirmado que “com seis milhões de reais é possível comprar um senador” e “com trinta milhões de reais, você é convidado para muitas coisas”.Cavendish, que depois da eclosão do Caso Cachoeira teria tentado vender a empresa, sem sucesso, foi convocado como testemunha após a aprovação de 11 requerimentos, assinados por 14 parlamentares. Os requerimentos foram aprovados por unanimidade pela comissão, com 28 votos favoráveis, no início de julho. Atualmente em regime de recuperação financeira judicial, a empresa Delta é suspeita de fazer repasses à organização criminosa de Carlinhos Cachoeira por meio de empresas de fachada para obter benefícios em obras.

No habeas corpus, os advogados citam trechos dos requerimentos de convocação e alegam que, pelo teor das acusações que vêm sendo feitas por parlamentares, a condição do empresário não é de testemunha, mas sim de investigado. Por esse motivo, ele não seria obrigado a comparecer à comissão. Ainda assim, pedem que, caso não haja a dispensa, seja assegurado a ele o direito de permanecer em silêncio para não se autoincriminar.

Regionais

Além disso, a defesa lembra que as irregularidades apontadas se concentram em apenas duas das nove regionais da empresa: a do Centro-Oeste e a do Distrito Federal. Para eles, os argumentos usados para convocar Cavendish representam desvio do fato determinado que justificou a instauração da CPI, relacionado às atividades apenas nas duas regionais.

Em entrevista na última quarta-feira, o presidente da comissão, senador Vital do Rêgo, disse que não esperava muito do depoimento, já que Cavendish não virá como colaborador da CPI. Para ele, o depoimento do ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antonio Pagot, pode trazer informações novas à comissão.

Pagot, que falará no dia 28 de agosto, já havia declarado sua disposição de colaborar com a CPI. Ele deixou o Dnit em 2011, após denúncias de irregularidades e atribui a pressão pela sua saída ao grupo comandado por Cachoeira, que teria interesse de defender interesses da Delta no órgão. Em entrevistas, Pagot disse que era procurado por partidos para captar doações ilegais com empreiteiras para campanhas políticas.

Outros depoentes

Na mesma semana dos depoimentos de Pagot e Cavendish, também serão ouvidos o empresário Adir Assad e o ex-diretor da Dersa, empresa responsável pelo desenvolvimento Rodoviário em São Paulo, Paulo Vieira de Souza. Assad, que será ouvido no dia 28, é apontado como agente usado pela Delta e outras empresas para lavar dinheiro. Já Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto deve falar no dia 29 sobre os contratos firmados entre a Dersa e a construtora Delta.

Agência Senado

 

zanuja

Agência Brasil

Lixão de Gramacho será polo de reciclagem

17/08/2012 - 12h22

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Um convênio firmado hoje (17) entre a Secretaria Estadual do Ambiente, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Fundação Banco do Brasil e a Petrobras deu início às obras de construção do Polo de Reciclagem de Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

De acordo com o secretário do Ambiente, Carlos Minc, serão investidos R$ 12 milhões para a montagem do polo. Até o primeiro semestre de 2013, quando a usina recicladora estiver funcionando plenamente, 400 ex-catadores estarão trabalhando no local.

Para o secretário, o fechamento do aterro sanitário de Gramacho acaba com uma dívida social. “O antigo catador contaminado vai ter dignidade, saúde e vai se converter em um reciclador. O lixo é matéria-prima fora do lugar, você impede que prejudique rios e canais, gera empregos de mais qualidade e fornece matéria prima semi-elaborada para a indústria”, destacou.

Carlos Minc informou que a secretaria estuda a implantação de mais dois polos de reciclagem, um na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro e outro em São Gonçalo, município da região metropolitana, que também teve seu aterro sanitário fechado.

O Aterro Sanitário de Gramacho foi fechado em junho deste ano, após 34 anos de uso. O cotidiano das cerca de 1,8 mil pessoas que encontravam no aterro o seu sustento alcançou repercussão internacional e motivou a criação de filmes, como o documentário Lixo Extraordinário, indicado ao Oscar em 2011.

 

Edição: Beto Coura

 

Do Outras Palavras

Mapas interativos permitem acompanhar estado da Amazônia


 Imagem mostra desmatamento no entorno da BR 163, no Pará. Áreas em vermelho são dados mensais de alertas de desmatamento. Em amarelo, o acumulado histórico. Clique para ir a mapa interativo.

Imagem mostra desmatamento no entorno da BR 163, no Pará. Áreas em vermelho são dados mensais de alertas de desmatamento. Em amarelo, o acumulado histórico. Clique para ir a mapa interativo.

 

Lançada pelo site “O Eco”, nova plataforma permite monitorar desmatamento com riqueza de dados e interatividade, além de agregar notícias de diversos meios de comunicação

 

Por Gustavo Faleiros, no InfoAmazonia

 

Nas últimas semanas, o projeto de mapas interativos InfoAmazonia realizou sua primeira atualização nos dados sobre desmatamento e fogo. O usuário da plataforma pode encontrar ali os números de alertas de desmatamento de janeiro a julho deste ano no Brasil. Os dados de focos de calor cobrem os nove países da Amazônia e mostram em grande detalhe as queimadas do último mês de julho, além do índice de frequência de queimadas. Todos os dados são abertos e estão disponíveis para download (clique aqui – http://infoamazonia.org/pt/dados/)

 

O projeto InfoAmazônia é uma parceria de ((o))eco com a ONG Internews e apoio da Climate and Development Knowlege Network (CDKN) e da Knight International Journalism Fellowship. A plataforma agrega notícias de diversos meios de comunicação sobre a maior floresta tropical do planeta e faz cruzamento com dados compartilhados por governos, universidades e institutos dos países amazônicos.

 

Os dados do desmatamento, provenientes do sistema Deter do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), são destacados em vermelho para distinguir das bases de dados que mostram o desmatamento histórico. No Brasil, o Deter é utilizado para gerar alertas de desmatamento mensais. Já o sistema Prodes – que em InfoAmazonia é vizualizado pela cor amarela — fornece os dados verificados, a conhecida taxa anual de desmatamento. Já os dados sobre fogo são disponibilizados pela NASA através do sistema FIRMS. Ele são visuliazados em três formas: número de focos mensais, um agregado da frequência de incêndios por áreas do mapa entre 2000 e 2012 (julho) e os focos mais intensos também no mesmo período.

 

Clique para interagir no mapa abaixo e ler a notícia sobre os novos dados do desmatamento, divulgados pelo governo brasileiro. São 795 áreas desde janeiro, das quais 606 são de abril a julho (julho foi o mês com mais incidência de áreas desmatadas: 299. Áreas medidas em hectares
Download de dados do Deter

 

A equipe de ((o))eco já vinha trabalhando na atualização de notícias sobre os mapas interativos desde o lançamento de InfoAmazonia durante a Rio+20. Mas o desafio maior foi garantir a melhor visualização de bases de dados bastante extensas. Notícias e dados serão sempre atualizados para permitir o cruzamento de informações como este abaixo.

 

Clique para interagir no mapa do fogo. Os pixels em vermelho representam os focos de calor de julho de 2012. Foram registrados 31666 focos no mês na área representada pelo mapa, uma média de 1005 focos por dia.

 

Download dos dados do FIRMS

 

As bases de dados são disponibilizadas, pelo INPE e pela NASA, em diferentes formatos, como KML, utilizado no Google Earth, ou tabelas Excel. Em InfoAmazonia as atualizações foram feitas através de arquivos Shapefile (SHP). A visualização dos dados no site InfoAmazonia é feita através do API da plataforma de mapas MapBox, produzida pela companhia americana Development Seed, que trabalhou em parceria com o time de ((o)) eco no desenvolvimento e atualização dos mapas.

 

Colabore para melhorar a informação sobre a Amazônia

 

O InfoAmazonia agrega notícias relevantes sobre as questões ambientais da floresta. Se você ler em seu site ou blog favorito informações que digam respeito a alguma localidade da Amazônia em seus nove países, envie o link da notícia que você quer compartilhar e nós vamos geolocaliza-la em nossos mapas.

Para ver outras mapas, vai o link com a matéria completa :

http://ponto.outraspalavras.net/2012/08/17/rota-da-queimada/

 

Demarchi

Ainda a violência nas minas sa África

 

Carta Maior

 


As conflituosas relações da China na ÁfricaO homicídio do supervisor de uma mina chinesa durante uma greve na Zâmbia expôs a conflituosa relação entre o país asiático e a África. As acusações de neoimperialismo chinês estão na ordem do dia, algo que é captado pelos partidos de oposição de diferentes países africanos que vêm incluindo um forte discurso anti-chinês em sua plataforma programática. A China é hoje o principal sócio comercial da África. Como ocorreu nos últimos 12 anos com outras regiões do planeta, seu comércio com o continente disparou, triplicando desde 2006. O artigo é de Marcelo Justo.

O homicídio do supervisor de uma mina chinesa durante uma greve na Zâmbia expôs a conflituosa relação entre o país asiático e a África. O governo apressou-se em assegurar aos investidores estrangeiros e à comunidade chinesa que “não há nada a temer” e, em uma tentativa de despolitizar o fato, o ministro do trabalho da Zâmbia, Fackson Shamenda, atribuiu-o a “um grupo criminoso que se aproveitou do protesto”. A história da mina, da Frente Patriótica do ministro Shamenda e dos detalhes do incidente não abonam essa tese.

A mina chinesa de carvão Collum tem uma longa história de conflitos sindicais na Zâmbia. Em 2006, o então governo da Zâmbia não hesitou em acusá-la de tratar seus trabalhadores “como porcos tratados a socos de pontapés como se não fossem humanos”. Em outubro de 2010, dois gerentes da mina dispararam indiscriminadamente contra uma manifestação ferindo doze trabalhadores. Alguns meses mais tarde, já em 2011, foram absolvidos pela justiça da Zâmbia, um fato que enfureceu a população. Em setembro deste ano, a Frente Patriótica ganhou as eleições com uma retórica claramente anti-chinesa, mas uma coisa são as campanhas eleitorais e outra a realidade do governo.

A Frente Patriótica enfrentou logo de saída um problema similar ao que ocorre em outros países africanos. Os investimentos da China na África constituem cerca de 20% do PIB nacional. As empresas chinesas de cobre e carvão são cruciais: o cobre constitui 75% das exportações nacionais. O primeiro encontro que o presidente eleito Michal Sata teve foi com o embaixador da China na Zâmbia.

O diretor de uma organização em Londres dedicada à análise dos investimentos chineses na África, Merlin Linehan, disse à Carta Maior que Michael Sata não tinha muita margem de manobra. “Sata teve que se adaptar a essa realidade. A China é demasiado importante. O que ocorreu na mina é lamentável, mas não creio que seja um símbolo do que se passa entre China e África. A maioria dos projetos chineses na África é exitosa para ambas as partes”, assinalou Lineghan.

É possível, mas as acusações de neoimperialismo chinês estão na ordem do dia, algo que é captado pelos partidos de oposição de diferentes países africanos que vêm incluindo um forte discurso anti-chinês em sua plataforma programática.

O Novo Poder
A China é hoje o principal sócio comercial da África. Como ocorreu nos últimos 12 anos com outras regiões do planeta, seu comércio com o continente disparou, triplicando desde 2006. Nem sequer a atual crise econômica parece afetar a saúde do intercâmbio lateral: nos primeiros cinco meses deste ano registrou um salto de 20%.

À primeira vista, este intercâmbio repete o velho esquema colonial de exploração de matéria prima em troca de investimento. Um terço do petróleo consumido pela China vem da África, sobretudo de Angola. Cerca de 20% do algodão que necessita para sua indústria têxtil vem de Mali, Benin e Burkina Fasso. Em uma reunião de cúpula em Beijing, da qual participaram 50 chefes de estado da África no mês passado, o presidente Hu Jintao prometeu créditos de 20 bilhões de dólares para investimentos em estrutura e “desenvolvimento sustentável”.

A China rechaça a acusação de neoimperialismo, sustentando que há um equilíbrio na balança comercial e que seus empréstimos são a taxas baixíssimas e sem as condicionalidades (duros programas de ajuste) impostas pelo Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial.

O êxito destes empréstimos é indiscutível. Em um continente com urgentes necessidades de investimento em infraestrutura, a China substituiu, em 2010, o Banco Mundial como principal fonte de financiamento. Mas um informe da Human Right Watch sobre as condições de trabalho nas minas da Zâmbia, publicado em 2011, pinta um quadro de exploração colonial. O título do informe é eloquente: “Se você se nega, está despedido”.

O próprio Merlin Linehan reconhece que as relações trabalhistas na Zâmbia estão abertas a todo tipo de abusos. “O salário muitas vezes está abaixo do salário mínimo nacional. As condições de segurança e de saúde não são as estabelecidas por lei. Há uma clara intolerância e repressão da atividade sindical. Mas o certo é que isso também ocorre na China”, assinala Linehan.

O modelo chinês
Na China os sindicatos são apêndices de um Partido Comunista que há muito deixou de honrar seu nome. Em 1982, como parte do “Gaige kaifang” (reforma e abertura econômica), tão aplaudida no Ocidente, Deng Xiao Ping suprimiu o direito de greve consagrado na Constituição chinesa. Nas minas de carvão, que abastecem 70% das necessidades energéticas do país, as condições de trabalho são provavelmente piores que na África. Segundo cifras oficiais, a média de mortes causadas por acidentes gira em torno de 2.600 pessoas por ano.

Estas cifras não são casualidade. Com a “Gaige Kaifang” dos anos 80, a China se converteu em um lugar onde a regra social mais importante passou a ser a máxima de Deng Xiao Ping: “enriquecer primeiro está bem”. A profunda desregulação do setor minerador dos anos 90 levou a uma proliferação de milhares de aventureiros, estimulados pela crescente demanda produzida pelo vertiginoso crescimento econômico chinês. Em seu momento de apogeu, havia cerca de 30 mil pequenos empreendimentos. Em 2002, mais de seis mil trabalhadores chineses perderam suas vidas nas minas.

A posse, em 2002, do presidente Hu Jintao e do primeiro ministro Wen Jiabao levou a um ajuste das normas regulatórias em um país profundamente descentralizado onde as regiões têm a última palavra a respeito da implantação dessas regras. As empresas, acostumadas a ignorar as regulações na China com acordos de todo tipo com autoridades locais, se comportam da mesma maneira no exterior. Seguindo declarou o semanário britânico The Economist, o ministro do Meio Ambiente de Zimbawe, as multinacionais chineses operam como “piratas atrás de ouro”. A petroleira chinesa Sinopec não pensou muito ao iniciar explorações nada mais nada menos do que no Parque Nacional do Gabão.

Mas o conflito na África não se limita às grandes corporações. Dezenas de milhares de empreendedores chineses emigraram para o continente, alguns com escassos fundos, como Wang Jinfu, que chegou a África do Sul com sua esposa, uns três mil dólares de capital e uma vontade de ferro. 

Entrevistado pela The Economista, Wanh Jinfu defendeu-se dizendo que, longe de ser escravista, trabalha em sua empresa muito mais que seus empregados e em condições mais precárias: Wang e sua esposa dormem em um colchão no interior de sua fábrica.

Esta sacrificada presença é visível até nas feiras. Na de Lusaka, a competição com comerciantes chineses fez o preço do frango baixar pela metade e o do repolho em 65%. Na capital comercial da Tanzânia, Dar es Salaam, os comércios locais forçaram uma medida drástica para não perder sua clientela: os chineses foram proibidos de seguir vendendo em seus mercados.

Ética laboral chinesa ou superexploração
A proverbial ética do trabalho chinesa (“trabalhar como um chinês”) reduz preços no puro suor da face (e baixa qualidade do produto). O conselheiro econômico da embaixada da China na Zambia, Wang You, acredita que esta diferença cultural explica os focos de tensão. “Algumas empresas chinesas me dizem que quando oferecem pagamento especial por trabalho nos finais de semana, os africanos não o aceitam. Na China estariam felizes. Aqui querem desfrutar a vida”, observa Wang You.

O contraste cultura é indiscutível. Na China, o rígido código confunciano que governa a vida familiar disciplina o trabalhador em sua vida laboral. A coluna vertebral do milagre chinês, os 200 milhões de trabalhadores migrantes internos, é composta por camponeses que vão às cidades para conseguir o que trabalho que houver, sejam quais forem as condições, para cumprir seu sagrado dever com pais e filhos. De fato, os salários que aceitam na China são muitas vezes menores que os que as empresas chinesas pagam na África.

No entanto, a taiwanesa Hsiao-Hung Pai, autora de “Chinese Wispers” e “Scattered Sand”, dois estudos chave sobre a migração interna e externa chinesa, destaca que este aparente traço cultural se dá no contexto de condições socioeconômicas extremas. “Estes trabalhadores não têm aposentadoria nem cobertura de saúde ou educacional. Não têm direitos sindicais reconhecidos. O fato de que, nestas condições, baixem a cabeça e só pensem em enviar dinheiro a suas famílias não é estranho. Não ocorre o mesmo na América Latina?”, disse Pai à Carta Maior. Em outras palavras, o problema não é o tão alardeado determinismo cultural, mas sim as relações de poder que a China estabeleceu em sua turbulenta história contemporânea.

Tradução: Katarina Peixoto

 

Da Agência Camara

CPMI do Cachoeira ouve quatro depoentes na próxima semana

Dois procuradores foram responsáveis pelas investigações decorrentes das operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as relações do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados deve ouvir na próxima semana quatro depoentes. Entre eles estão os dois procuradores responsáveis pelas investigações decorrentes das operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal.

Os procuradores Daniel Rezende Salgado e Lea Batista de Oliveira já haviam sido chamados pela CPMI no início dos trabalhos, em maio. Seus depoimentos, no entanto, foram adiados porque falar à CPMI antes da audiência na Justiça poderia fazer com que eles fossem impedidos de prosseguir atuando no caso. Ainda não foi decidido se os depoimentos dos procuradores serão secretos.

O presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), disse que a decisão será tomada pelos integrantes da comissão. “Há parlamentares que entendem que esse tipo de depoimento, pela delicadeza e menções a determinados fatos que incidem no processo judicial, e serão determinantes para uma sentença, podem e devem ser colhidos em regime de sigilo. Se assim for necessário, haveremos de fazê-lo”, garantiu.

Os depoimentos dos procuradores estão marcados para terça-feira (21), às 10h15.

Campanha de Perillo
No dia seguinte, também às 10h15, serão ouvidos o presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas, Jayme Eduardo Rincón, e o ex-corregedor da Polícia Civil de Goiás Aredes Correia Pires.

Ex-tesoureiro da campanha do governador de Goiás, Marconi Perillo, Rincón é sócio de uma empresa que teria recebido R$ 600 mil do grupo de Cachoeira. Para garantir o direito ao silêncio na comissão, ele impetrou habeas corpus nesta semana. O relator do pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) é o ministro Joaquim Barbosa. Jayme Rincón já havia sido convocado pela CPMI por duas vezes, mas alegou problemas de saúde para não comparecer.

Não localizado
Outro convocado, o policial aposentado Aredes Correia Pires, seria ouvido na quarta-feira (15), mas não foi localizado pela comissão, motivo pelo qual seu depoimento foi adiado para quarta (22). Segundo a Polícia Federal, ele teria recebido um dos aparelhos de rádio Nextel distribuídos pelo grupo de Cachoeira na tentativa de evitar “grampos” telefônicos.

Cavendish
O ex-presidente da Construtora Delta, Fernando Cavendish, impetrou habeas corpus no STF nesta sexta-feira pedindo para não comparecer à CPMI. O depoimento de Cavendish está marcado para o próximo dia 29, no dia seguinte ao depoimento do ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot. Os dois depoimentos vêm sendo cobrados por integrantes da CPMI.

 

zanuja

Canal iBase

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 Tragédia expõe cisão da sociedade sul-africana

de Amandla

Uma tragédia brutal que nunca deveria ter acontecido

Nenhum evento, desde o fim do Apartheid, resume a superficialidade da transformação neste país como o massacre de Marikana. O que aconteceu será debatido por anos. Já está claro que os mineiros serão apontados como os culpados por terem sido violentos. Os mineiros serão retratados como selvagens. No entanto, o fato é que policiais fortemente armados com munições letais atiraram e mataram brutalmente mais de 35 mineiros. Muitos outros estão feridos. Alguns vão morrer por causa de seus ferimentos. Outros 10 trabalhadores já haviam sido mortos pouco antes deste massacre.

Esta não foi uma ação de policiais desonestos. Este massacre foi resultado de decisões tomadas no topo das estruturas policiais. A polícia prometeu responder com força e voltou armada com munição de verdade. Eles se comportaram do mesmo modo que a polícia do Apartheid ao enfrentar os levantes de Soweto, Sharpeville, em 1976, e os protestos de 1980, quando muitos foram mortos.

A resposta agressiva e violenta da polícia a protestos comunitários tem seu eco e reverberação neste massacre.

Ele representa uma mancha de sangue na nova África do Sul.

Ele representa um fracasso de liderança. É um fracasso da liderança do governo: de seus ministros do Trabalho e de Recursos Minerais, que se abstiveram durante todo esse episódio; do seu ministro da Segurança, que defende que essa não é uma questão política, mas sim uma mera disputa trabalhista e apoia a ação da polícia; uma falha do Presidente, que só emite discursos prontos diante da crise e não mobiliza o governo e seus enormes recursos para dar uma resposta imediata às preocupações dos mineiros e – agora – de seus familiares em luto.

O massacre é um fracasso e uma traição da gerência da mina de Lonmin, que se recusou a levar adiante esforços junto aos líderes sindicais para atender os trabalhadores e suas queixas. A gerência cambaleia entre concordar em negociar com os trabalhadores e renegar as negociações, afirmando que os trabalhadores têm um acordo de dois anos junto à União Nacional de Mineiros (NUM, National Union of Mineworkers).

Infelizmente, esse também é um fracasso das lideranças sindicais: Primeiramente, o NUM considera qualquer oposição à sua liderança como criminosa, e afirma que tal oposição deve ser necessariamente estabelecida pela Câmara de Minas. Isso obviamente não é verdade. É também um fracasso da liderança do Sindicato da Associação da Mineração e Construção (AMCU, Association of Mining and Construction Union), que age de forma oportunista em um esforço para recrutar membros descontentes da NUM, mobilizando trabalhadores por meio de demandas irrealistas e falhando em condenar a violência de seus membros.

O nível de violência em nossas minas demonstra as profundas divisões e a polarização da sociedade sul-africana. Mineiros são empregados em condições extremas de pobreza, muitas vezes vivendo na miséria, em acampamentos sem serviços básicos. Os mineiros são frequentemente empregados por meio de recrutadores que os deixam na informalidade, sem condições de trabalho decentes.

A “greve selvagem” (como outras greves semelhantes em minas) que desencadeou os eventos que levaram ao massacre é uma resposta à violência estrutural do sistema de mineração da África do Sul. No entanto, é também resposta para outra coisa, a qual ousamos não ignorar.

Donos de minas enriquecidos com a experiência de cooptação da Black Economic Empowerment [política que estimula a representatividade negra no setor econômico]veem a oportunidade de provocar uma cisão entre líderes sindicais razoáveis e trabalhadores. Eles seduzem os sindicatos com relações emocionais que os separam dos trabalhadores em geral. A raiva nas minas é profundamente atrelada à gestão das minas, que está progressivamente levando lideranças sindicais à conformidade e ao fracasso em defender e representar os interesses dos trabalhadores.

 A alienação de sindicalistas e lideranças sindicais é um fator que está por trás do que aconteceu na Lonmin, e também do que está acontecendo em outras minas de platina.

 Todavia, o massacre de mais de 35 mineiros é resultado da violência de Estado, especificamente da polícia. No mínimo, o ministro Mthethwa deve assumir a responsabilidade e renunciar.

Tradução: Mariana Werneck

 

Esquerda.net

 

Polícia sul africana massacra mineiros em Marikana Esta quinta feira, a polícia sul-africana disparou rajadas de metralhadoras sobre mineiros que estavam em greve na mina de Marikana, a cerca de 100 quilómetros de Joanesburgo. O massacre, que causou pelo menos 30 mortes, foi filmado por várias estações de televisão.ARTIGO | 17 AGOSTO, 2012 - 01:36Foto EPA/Lusa.

Na passada sexta-feira, cerca de 3000 mineiros iniciaram uma greve, que foi considerada ilegal pela Lonmin, a empresa britânica proprietária da mina. Os mineiros, que reivindicam aumentos salariais, recusaram desmobilizar, ainda que tenham sido alvo de várias pressões, quer pela administração da empresa e pelas forças policiais, como pelo próprio Sindicato Nacional dos Mineiros (NUM).

“Somos explorados, nem o Governo nem os sindicatos nos ajudam”, disse um dos mineiros, Thuso Masakeng, citado pelo jornal Público. “As empresas mineiras fazem dinheiro à custa do nosso trabalho e não nos pagam quase nada”, adiantou ainda.

Um verdadeiro “massacre”

Na quarta feira, um contingente de cerca de 3000 mil policiais foi enviado para as imediações da mina, alegadamente para pôr cobro aos confrontos entre o NUM e a Associação dos Mineiros e da Construção (AMCU), que, desde o início do protesto, já tinham resultado na morte de 10 pessoas.

Esta quinta feira, os policiais, fortemente armados e com o apoio de veículos blindados e de helicópteros, tentaram retirar as barricadas que foram montadas ao redor da mina. Ao serem confrontados por um grupo de grevistas munidos de catanas e paus, os policias dispararam rajadas de metralhadora que, segundo as autoridades sul africanas, causaram, pelo menos, 30 mortes.

O NUM culpabiliza a AMCU, formada por um grupo dissidente desta estrutura sindical, pelos acontecimentos registados esta quinta feira.

No início do dia, o presidente da AMCU, Joseph Matunjwa, afirmou que os mineiros não iriam recuar nas suas reivindicações. "Estamos preparados para morrer aqui se for necessário", sublinhou o dirigente sindical. Após o ataque contra os mineiros, a AMCU já veio acusar a polícia de promover um verdadeiro massacre.

O porta-voz da polícia nacional, capitão Dennis Adriao, e o Ministro da Polícia, Nathi Mthethwaalega, alegam, por sua vez, que os agentes dispararam em auto-defesa.

Mario Oriani-Ambrosini, deputado do Partido da Liberdade – Inkatha afirmou que "este horror não deve apenas chocar-nos. Deve fazer-nos pensar também na quantidade de vezes em que neste país se recorre à violência para lidar com os conflitos".

A Aliança Democrática apelou ainda a todos que "travem a escalada do conflito" e adiantou que "as famílias de todos os envolvidos, e a nação, merecem saber como e por que é que este banho de sangue aconteceu." Também o Congresso do Povo  já solicitou uma investigação independente sobre os acontecimentos.

Nic Borain, um analista político independente, afirmou que não se lembra “de outro confronto entre manifestantes e policiais desde 1994 que tenha chegado a esse ponto”.

Segundo a administração da Lonmin, a paralisação já resultou na perda de produção de 15 mil onças de platina, sendo que o preço da platina nos mercados mundiais registou um aumento de 15% esta semana.

 

De Opera Mundi

Vitória de Chávez é irreversível, diz parlamentar venezuelanoPelas últimas pesquisas, se todos os indecisos votarem em Caprilles, Chávez ainda será reeleito    

 


Às vésperas da eleição presidencial da Venezuela, o atual chefe de Estado Hugo Chávez já é considerado vitorioso por sua base de apoio e agora se dedica principalmente à captação de votos entre o eleitorado indeciso.

Responsável pela pesquisa de intenção de voto mais recente, o instituto Interlaces situa Chávez na marca dos 51%. Isso equivale a uma vantagem de 19 pontos percentuais com relação a seu principal opositor, o candidato da coligação MUD (Mesa da Unidade Democrática, na sigla em espanhol), Henrique Caprilles, que possui 32% das intenções de voto.

“Chegamos a um ponto em que a vitória de Chávez é irreversível”, disse ao Opera Mundi o parlamentar venezuelano Roy Daza, do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), durante uma visita a São Paulo. A seu ver, resta agora “tentar buscar os votos de indecisos para evitar que a direita cresça e recorra a métodos violentos”. Isso porque “já não é possível modificar uma tendência de crescimento de Chávez que existe desde fevereiro”.

 

 


Questionado se a direita ganhou espaço entre eleitores neste ano, Daza relembra a candidatura de Manuel Rosales em 2006 e alega que, naquele momento, setores mais conservadores da população “conseguiram impactar e unificar a oposição”. “Hoje, para ele, boa parte do problema está no candidato. Muitos outros partidos oposicionistas se sentiram relegados pela a campanha eleitoral do PJ (Primeira Justiça)”, o partido ao qual é filiado Caprilles e que lidera a MUD.

Economia

O sucesso eleitoral de Chávez seria resultado, em sua maior parte, da política econômica de seu governo, em especial, do intenso processo de elevação do salário mínimo venezuelano ao longo dos últimos cinco anos. A partir de maio de 2012, o piso salarial no país foi fixado em pouco mais de 414 dólares – 66 dólares superior ao brasileiro, que em janeiro atingiu a marca de 348 dólares.

Mais além, Daza ressalta a relevância do ingresso de seu país no Mercosul. A seu ver, essa é “uma das vitórias mais ressonantes da diplomacia venezuelana” ao longo dos últimos anos. “É algo que pleiteamos desde 1999, que se formaliza em 2006 e que se concretiza apenas agora”, explica, alegando que seu governo teve “a paciência necessária para cobrir esse processo”.

O parlamentar não nega que Caracas deve agora conduzir adaptações em seu projeto macroeconômico para melhor se integrar ao bloco. Como boa parte do capitalismo venezuelano se sustenta a partir do setor petrolífero, Daza argumenta que “é necessário incrementar a vertente produtiva do segmento de derivados de petróleo, que hoje tem condições de produzir 186 produtos de alta demanda no mundo”.

Outros problemas que também estão pendentes e que agora encontram o terreno apropriado para serem solucionados dizem respeito à produção local de alimentos e as proporções reduzidas do parque industrial nacional.

A eleição presidencial venezuelana será realizada no dia 7 de outubro em turno único. O ganhador governará o país pelos próximos seis anos.
 

 

zanuja

Agência Brasil

 

Brasil está entre os maiores doadores de alimentos do mundo17/08/2012 - 20h36

Danilo Macedo e Renata Giraldi
Repórteres da Agência Brasil

Brasília – Ao doar apenas até agosto deste ano, US$ 75 milhões em comida para os países que enfrentam situações de crise, o Brasil passa a ser considerado um dos maiores colaboradores do Programa Mundial de Alimentos (PMA) da comunidade internacional. Em 2011, o governo brasileiro doou mais de 300 mil toneladas de comida para 35 países. Paralelamente, o Brasil é apontado como uma das nações que mais se destacam no apoio à ajuda humanitária.

Em comunicado, o PMA ressaltou a atuação do Brasil tanto na doação de alimentos como na assistência humanitária internacional, por meio de parcerias. O governo brasileiro comunicou que manterá as doações de alimentos não só até dezembro como também em 2014.

A ideia é distribuir até o fim do ano 90 mil toneladas de arroz para a Bolívia e Honduras, na América Latina, e Burundi, Congo, Etiópia, Gâmbia, Uganda, Moçambique, Níger, Senegal e Zimbábue, na África.

O Brasil colabora com missões de paz no Haiti, país cujo governo atua para buscar a estabilidade política, econômica e social, e na Síria, que há 17 meses enfrenta confrontos internos devido às divergências entre o presidente, Bashar Al Assad, e a oposição.

O Ministério das Relações Exteriores informou que o Brasil mantém uma série de parcerias com vários países para estimular a produtividade agrícola e o desenvolvimento rural, na tentativa de buscar a segurança alimentar.

"As experiências em programas de alimentação escolar, em que os alimentos são comprados a partir de pequenos agricultores locais podem enriquecer o debate entre o Brasil e os governos africanos em torno da promoção do direito à alimentação", disse o diretor do Centro de Excelência do Programa Mundial de Alimentos para a África, Daniel Balaban, que atua em parceria com o Brasil.

Só no Haiti, o país mais pobre das Américas, mais de 24 mil toneladas de arroz e feijão brasileiros foram distribuídas para os moradores que sofreram com o terremoto de janeiro de 2010. Os custos de distribuição foram cobertos pela Espanha. Na África, mais de 65 mil toneladas de milho e feijão brasileiros foram doados para países, como a Somália.
 

Edição: Rivadavia Severo

 

Agencia FAPESP

 

EspeciaisPapel das redes sociais na superação da pobreza é tema de livro de pesquisador brasileiro lançado no Reino Unido15/08/2012

Por Karina Toledo

Agência FAPESP – O papel das redes sociais na superação da pobreza e da segregação é o tema do livro Opportunities and Deprivation in the Urban South, lançado recentemente no Reino Unido pela editora Ashgate.

A obra é baseada na tese de livre-docência de Eduardo Cesar Leão Marques, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador do Centro de Estudos da Metrópole (CEM) – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP e também um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT). Para a realização do livro a coleta de dados foi ampliada e complementada por pesquisa qualitativa sobre o uso das redes no cotidiano dos indivíduos.

A pesquisa partiu do pressuposto – amplamente aceito na literatura científica nacional e internacional – de que segregação espacial tende a produzir segregação social. Segundo Marques, isso quer dizer que, embora duas pessoas possam ter a mesma renda, uma delas pode ter piores condições de vida e perspectivas de futuro se estiver isolada espacialmente, com menos acesso a serviços públicos, à informação e a contatos com outros grupos sociais diferentes do seu.

O objetivo do estudo foi investigar de que forma as redes de relacionamento de indivíduos em situação de pobreza poderiam influenciar essa equação. “Nossa hipótese era que haveria diferentes graus de isolamento de acordo com os tipos de redes sociais que as pessoas possuem”, disse Marques.

Para testar a teoria, pesquisadores do CEM analisaram as redes sociais de 210 pessoas em sete diferentes regiões pobres de São Paulo. “Selecionamos moradores de favelas segregadas, favelas situadas perto de bairros ricos e em distritos industriais, conjuntos habitacionais e cortiços. Também foram investigadas as redes de 30 pessoas de classe média, apenas para ter um padrão de comparação”, disse Marques.

As informações levantadas foram então relacionadas com uma série de indicadores sociais. Isso permitiu identificar, por exemplo, a influência que as redes de relacionamento tinham sobre a renda dos entrevistados e sobre a probabilidade de estarem empregados e conquistarem empregos com algum grau de proteção e estabilidade.

“Percebemos que as pessoas com grande parte de sua rede social em ambientes organizacionais – como empresas, associações comunitárias, igrejas e organizações políticas – tinham melhores condições de vida quando comparadas a indivíduos com redes muito locais, centradas na vizinhança, nos amigos e na família”, disse Marques.

Segundo os resultados do estudo, o contato com pessoas diferentes facilita a superação da pobreza porque promove a circulação da informação, de recursos econômicos e de repertórios culturais.

“O tamanho da rede social não fez tanta diferença. Ela pode ter um tamanho médio, mas não pode ser muito local e homogênea. Se uma pessoa pobre tem contato apenas com gente igualmente pobre e desempregada, as chances de conseguir sair daquela situação são pequenas”, disse Marques.

São Paulo e Salvador

Após a identificação das redes de pior e melhor qualidade, os pesquisadores do CEM selecionaram 40 entrevistados anteriormente para participar de uma pesquisa qualitativa sobre os usos das redes. “Queríamos entender como as pessoas mobilizavam esses contatos, como essas redes se configuram e mudam ao longo do tempo”, disse Marques.

Os resultados da investigação já haviam sido publicados em um livro, lançado no Brasil em 2010 pela editora da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Segundo Marques, no entanto, a obra recém-lançada no Reino Unido não se resume a uma simples versão da pesquisa para o inglês.

“O objetivo principal do livro em português era introduzir no debate nacional a ideia de que a pobreza é produzida também por padrões de inter-relação, não apenas por características individuais e pelos padrões de decisão dos indivíduos. Na Europa e nos Estados Unidos já existe vasta literatura sobre esse tema. O livro em inglês, portanto, dialoga com uma série de outras hipóteses presentes no debate internacional ligadas aos diferentes efeitos de redes sociais diversas, assim como à associação entre redes sociais e segregação”, explicou.

No dia 20 de agosto será lançado Redes sociais no Brasil: Sociabilidade, organizações civis e políticas públicas. Com organização de Marques, o livro compara os dados da pesquisa feita em São Paulo com resultados de outro braço do estudo realizado em Salvador, na Bahia, onde foram entrevistadas 153 pessoas.

“Salvador é uma cidade com estrutura social muito diferente de São Paulo. A pobreza é diferente, o mercado de trabalho é diferente e a sociabilidade é diferente. Mas as redes sociais são parecidas e o efeito delas sobre a pobreza também é semelhante”, disse Marques.

O lançamento ocorrerá a partir de 18h30 na Livraria da Vila, unidade Jardins, Av. Lorena 1731, em São Paulo.

 

De Opera Mundi

Legisladores se recusam a participar de evento político internacional no ParaguaiEncontro da União Interparlamentar foi cancelado    

 


A senadora paraguaia Ana Mendoza de Acha afirmou nesta quinta-feira (16/08) que a UIP (União Interparlamentar) suspendeu um encontro anual sobre infância que seria sediado pelo país em novembro. Segundo ela, legisladores da América do Sul teriam se negado a participar de um evento sediado no Paraguai, devido à recente crise política do país.

Acha, encarregada da preparação do encontro, diz ter sido avisada do cancelamento do evento por meio de uma ligação de Anders Johnson, secretário-geral do organismo internacional vinculado à ONU (Organização das Nações Unidas), com sede em Genebra, na Suíça, que considerava a possibilidade de uma ausência massiva e sugeria a transferência do evento para Lima, capital peruana.

 

 


"Com muita pena ele me dizia que agradecia a disposição do parlamento [paraguaio] para o evento, mas os organizadores viam com muita preocupação que vários dos legisladores da região da América do Sul tenham manifestado que não compareceriam ao evento se este fosse realizado no Parlamento do Paraguai”, comunicou Acha, durante uma sessão legislativa.

Apesar de esclarecer que as nacionalidades dos legisladores que se ausentariam não foram reveladas, Acha disse acreditar que se tratam de Brasil, Argentina, Bolívia e Uruguai. O secretário teria proposto que os legisladores paraguaios participassem da próxima sessão da UIP, em outubro, no Canadá, para dar sua versão dos fatos que levaram à destituição do ex-presidente Lugo e, assim, fortalecer os laços no organismo.

A senadora lamentou a suspensão, criticando os legisladores que “pretendem ideologizar também a UIP, tentando gerar posturas falsas dentro da mesma”. Segundo ela, o presidente do Congresso paraguaio, Jorge Oviedo Matto, também foi contatado pelo secretário-geral do organismo, que o esclareceu que a decisão sobre a UIP não se atribui à situação política do Paraguai.

A suspensão do evento se dá na mesma semana em que a imprensa local anunciou a suspensão do atual chanceler paraguaio, José Félix Fernández Estigarribia, da ALDHU (Associação Latino-Americana de Direitos Humanos), sediada no Chile, por sua inclusão no gabinete de Federico Franco, presidente paraguaio desde a destituição de Lugo.
 

 

zanuja

De Opera Mundi

OEA aprova convocação de chanceleres sobre conflito diplomático no caso AssangeEncontro vai discutir inviolabilidade da embaixada equatoriana; EUA são contra a reunião    

 


A OEA (Organização dos Estados Americanos) decidiu nesta sexta-feira (17/08) convocar uma reunião extraordinária com todos os ministros de Relações Exteriores de seus países-membros para discutirem o conflito diplomático entre Equador e Reino Unido em torno do jornalista Julian Assange. Ela está marcada para daqui a uma semana, no dia 24 de agosto na sede da entidade, em Washington. As informações são da agência France Presse.

A pedido do governo equatoriano, a reunião foi aprovada por 23 votos (incluindo todos os sul-americanos e o México) a favor e três contra (dos Estados Unidos, Canadá e Trinidad e Tobago). Panamá, Honduras, Barbados, Jamaica e Bahamas, que se abstiveram. Participaram da votação os representantes diplomáticos dos países na entidade. O tema da discussão será para tratar da “inviolabilidade dos locais diplomáticos do Equador no Reino Unido”.

Para EUA e Canadá, contrários a discutir o assunto, este tema “é de competência exclusiva dos governos de Londres e Quito”, cabendo à entidade somente chamá-los para o diálogo. "Acreditamos que uma reunião de chanceleres não será útil e poderá ser prejudicial para a reputação da OEA", afirmou a embaixadora dos EUA na organização, Carmen Lomellin".

O pedido de reunião extraordinária pelo Equador foi realizado diante das ameaças do governo britânico de tirar Julian Assange à força da embaixada do Equador em Londres, uma dia antes de o país sul-americano ter concedido asilo diplomático ao fundador do site Wikileaks.

O Equador anunciou a concessão do asilo por considerar que existem riscos para sua integridade e sua vida em consequência das informações vazadas pelo Wikileaks, extremamente prejudiciais ao governo dos Estados Unidos. Quito aceitou os argumentos de Assange, que denuncia uma perseguição política de vários países devido à divulgação de centenas de milhares de comunicados diplomáticos e documentos dos EUA – em especial às que fornecem informações sobre as guerras e ocupações no Iraque e no Afeganistão.

Assange, que lançou o Wikileaks em 2010, é procurado pela Justiça da Suécia para responder por um suposto crime sexual, no qual ainda não foi acusado nem indiciado. No Reino Unido, ele travou uma longa batalha jurídica contra sua extradição para o país escandinavo, que se recusava a interrogá-lo em solo britânico. No entanto, a Suprema Corte do Reino Unido decidiu que ele deveria ser extraditado. No dia 19 de junho, o jornalista buscou asilo na Embaixada do Equador em Londres, em uma jogada classificada como “tenaz” pela imprensa local.

Assange teme que, após ser preso na Suécia, os Estados Unidos peçam sua extradição, onde poderá ser julgado por crimes como espionagem e roubo de arquivos secretos.

 

zanuja

De BBC Brasil

Britânico com suicídio assistido negado vai recorrer, mas considera parar de comerAtualizado em  17 de agosto, 2012 - 07:10 (Brasília) 10:10 GMT

Tony Nicklinson

Tony Nicklinson diz que sua vida virou pesadelo após síndrome do enclausuramento

Um homem que ficou paralítico e perdeu todos os movimentos do corpo abaixo do pescoço vai recorrer na Justiça após ter negado o seu pedido pelo direito de morrer nas mãos de seus médicos.

A esposa do britânico Tony Nicklinson disse que caso tenha o recurso negado, ele terá apenas duas opções: esperar morrer por causas naturais ou parar de comer e morrer por inanição.


Nicklinson, que tem 58 anos e dois filhos, ficou paralítico após sofrer um derrame durante uma viagem de negócios à Grécia em 2005. Desde então, ele diz que sofre fortes dores e que sua vida se tornou um "pesadelo".Ele comunica-se apenas piscando os olhos. O britânico sofre da síndrome do enclausuramento, uma condição neurológica que deixa o indivíduo paralisado, apesar de consciente.

"Nosso próximo passo será recorrer da decisão. Com sorte, conseguiremos uma audiência até o Natal. Isso significa mais tempo de espera para o Tony", disse a sua esposa, Jane Nicklinson.

"Tony vai ter que continuar vivendo assim até morrer de causas naturais, ou terá que morrer por inanição. Essas são as únicas duas alternativas. Nós poderíamos ir para a Suíça, mas isso é muito caro, e ele não vê motivos para ir a um país estrangeiro para morrer no meio de um prédio industrial", afirmou Jane, em referência à clínica suíça Dignitas, que é autorizada a executar pedidos de suicídio assistido.

Tony Nicklinson disse a jornalistas que está "arrasado" com a decisão judicial.

"Pensei que se o tribunal me visse como estou, totalmente miserável em minha vida, sem poderes para fazer nada a respeito por causa de minha incapacidade, os juízes então aceitariam o meu argumento de que não quero continuar e de que eu tenho o direito a uma morte digna", disse.

"Não cabe ao tribunal decidir se a lei sobre morte assistida deve ser mudada"

Juiz Roger Toulson

"Fico triste que a lei me condene a uma vida de indignidade e miséria crescentes."

Justiça

O juiz Roger Toulson, que tomou a decisão, disse que o tribunal se sensibilizou bastante com o caso, mas que a Justiça só pode interpretar e aplicar a lei vigente na Grã-Bretanha. Caberia ao Parlamento alterar a legislação para permitir a morte de Nicklinson.

"Uma decisão que acatasse o pedido dele teria consequências muito maiores do que apenas no caso específico. Para fazer o que Tony quer, o tribunal estaria promovendo uma grande alteração na lei", disse o juiz.

"Não cabe ao tribunal decidir se a lei sobre morte assistida deve ser mudada e, se for, quais salvaguardas deveriam ser adotadas."

O juiz disse que qualquer pessoa que ajudasse Nicklinson a morrer poderia ser condenada por assassinato.

ElogiosJane e Tony Nicklinson

Jane e Tony Nicklinson brigam na Justiça pelo direito ao suicídio assistido de Tony

A decisão judicial foi elogiada pelo grupo britânico Society for the Protection of the Unborn Child (Spuc), que faz campanha contra eutanásia e aborto.

"Compaixão e solidariedade são respostas humanas e ternas à síndrome do enclausuramento. Legalizar o assassinato daqueles que sofrem afetaria muitas e muitas pessoas", afirmou o porta-voz da entidade, Paul Tully.

"Nós confiamos que o julgamento de hoje [segunda-feira] vai ajudar a por fim a esta campanha nos tribunais britânicos para mudar a lei sobre suicídio assistido e eutanásia."

A Associação Britânica dos Médicos (BMA, em inglês) também parabenizou a Justiça pela decisão.

"A BMA não acredita que é do interesse da sociedade que médicos possam legalmente por fim à vida dos pacientes. A BMA é contra a legalização da morte assistida e nós não estamos fazendo lobby para qualquer mudança na lei britânica", disse Tony Calland, do conselho de ética da associação.

 

zanuja

Agência Brasil

 

Transporte de passageiros em novas ferrovias será opção para operadores17/08/2012 - 17h54

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Parte dos 10 mil quilômetros de ferrovias que serão construídas nos próximos anos poderá ser utilizada para transportar passageiros. Para o diretor da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça, o novo modelo de concessão apresentado pelo governo poderá despertar o interesse dos operadores em fazer o transporte de pessoas.

“É interessante para aqueles que quiserem investir. Nosso objeto de concessão é carga, mas com as linhas novas, o transporte ferroviário de passageiros será uma questão natural, em virtude da tecnologia empregada na construção, manutenção e operação dessa malha”, disse Vilaça à Agência Brasil.

Segundo ele, a nova tecnologia que será utilizada, com centros de controle, equipamentos e softwaresespecíficos, vai permitir que os trens circulem em uma velocidade maior com segurança. Enquanto os trens de carga circulam em uma velocidade média de 80 quilômetros por hora (km/h), os trens de passageiros poderão chegar a 150 km/h, com o modelo de bitola larga que será adotado.

Na última quarta-feira (15), o governo federal anunciou que nos próximos anos devem ser investidos R$ 91 bilhões para a construção de 10 mil quilômetros de ferrovias. O modelo utilizado será o de parceria público-privada, na qual o governo concede à iniciativa privada, por meio de licitação, a construção da ferrovia, e depois compra a capacidade de operação. Em um segundo momento, o governo irá oferecer essa capacidade para usuários privados e operadores independentes.

No dia do lançamento, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, disse que as novas ferrovias poderão servir para transportar passageiros, mas que isso vai depender da demanda e do interesse de empresas em oferecer o serviço.

Para Vilaça, o Programa de Investimentos em Logística, que também prevê a concessão de 7,5 mil quilômetros de rodovias, é um novo paradigma para a infraestrutura de transporte e logística do país. Ele chama a atenção, no entanto, para a necessidade de transparência na hora em que o governo for vender a capacidade de operação das novas linhas.

 

Edição: Rivadavia Severo

 

Rede Brasil Atual

OEA convoca chanceleres para discutir ameaças do Reino Unido ao Equador

Organização dos Estados Americanos é o terceiro fórum diplomático regional a discutir asilo concedido pelo Equador ao criador do WikiLeaks. Unasul e Alba se reúnem neste fim de semana

Por: Tadeu Breda, Rede Brasil Atual

Publicado em 17/08/2012, 19:09

Última atualização às 19:12

  OEA convoca chanceleres para discutir ameaças do Reino Unido ao Equador

Apenas EUA, Canadá e Trinidad Tobago se opuseram à reunião de ministros para discutir o impasse diplomático (Foto: Juan Manuel Herrera/OAS)

São Paulo – O conselho permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) convocou para a próxima sexta-feira (24) uma reunião extraordinária em Washington com a presença dos chanceleres dos 35 países-membros do grupo para discutir as ameaças feitas pelo Reino Unido de que, se fosse preciso, invadiria a embaixada do Equador em Londres para deter o criador do WikiLeaks, Julian Assange, e extraditá-lo à Suécia.

Também hoje (17), o presidente do Equador, Rafael Correa, foi a público para comentar pela primeira vez o asilo concedido por seu governo ao fundador do WikiLeaks e os problemas diplomáticos que a decisão vem ocasionando. “O fator fundamental pelo qual se deu o asilo diplomático a Julian Assange é que não foi garantida sua não extradição a um terceiro país”, expressou. “Jamais quisemos tentar interromper as investigações da justiça sueca sobre um suposto delito, jamais.”

“Vocês devem estar conscientes de que existe uma base legal no Reino Unido – a Lei sobre Instalações Diplomáticas e Consulares de 1987 – que nos permitiria tomar ações para prender o sr. Assange nas instalações da embaixada”, diz o documento enviado pelo governo britânico à diplomacia equatoriana na última terça-feira. “Sinceramente, esperamos não ter de chegar a esse ponto, mas se vocês não podem resolver o assunto, esta é uma opção válida para nós.”

O tom do comunicado irritou o governo do Equador, que, por meio de sua delegação na OEA, propôs aos demais países do continente americano uma reunião de chanceleres para discutir uma possível violação da embaixada equatoriana pelas autoridades britânicas. Após dois dias de discussões, a proposta foi aceita pela maioria dos embaixadores da região por configurar-se um atentado à Convenção de Viena, assinada pela comunidade em 1961 para garantir, entre outros direitos, a imunidade das instalações diplomáticas em todo o mundo.

“As acusações de que o Reino Unidos estava prestes a invadir a embaixada do Equador não têm qualquer fundamento”, defendeu Philip Barton, observador britânico no conselho permanente da OEA, para quem a decisão do governo equatoriano em circular o que era uma notificação privada acabou provocando confusão e tirando as frases de contexto. "A concessão de asilo ao Julian Assange não anula as obrigações legais do Reino Unido, que é extraditá-lo.”

Os embaixadores dos Estados Unidos, Canadá e Trinidad Tobago foram os únicos que se opuseram à realização de uma reunião dos ministros de relações exteriores da OEA para discutir o assunto, pois acreditam que se trata de uma questão bilateral envolvendo equatorianos e britânicos. A representação canadense lembra ainda que o Reino Unido não faz parte da OEA e que, por isso, não há razões para o grupo imiscuir-se na peleja diplomática.

“Se ainda agora prevalece essa mentalidade de ameaçar uma embaixada, a embaixada do Equador em Londres, se equivocam”, rebateu hoje o presidente da Bolívia, Evo Morales, durante ato no departamento de Pando, segundo informou a Agência EFE. “Essa ameaça, essa agressão não é apenas ao Equador, mas à Bolívia, à América do Sul e a toda América Latina.”

A União de Nações Sul-Americanas (Unasul) irá reunir seus ministros de relações exteriores no próximo domingo (19) na cidade equatoriana de Guayaquil para discutir o caso. O Brasil será representado pelo subsecretário-geral para América do Sul, Central e Caribe, Antonio Simões. A Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), coalização formada por Venezuela, Equador, Bolívia, Cuba e Nicarágua, República Dominicana, San Vicente e Granadinas e Antigua e Barbuda, também se encontrará em Guayaquil, mas no sábado (18).

Famoso por ter facilitado o vazamento de documentos diplomáticos dos Estados Unidos no final de 2010 através de seu saite, WikiLeaks, Julian Assange teme que sua extradição à Suécia, onde será investigado sobre crimes sexuais, seja apenas uma escala rumo aos tribunais norte-americanos. O ativista não acredita que será submetido a um julgamento justo e prevê que, uma vez enviado aos Estados Unidos, sua vida estaria em sério risco.

 

Agência Senado

 

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17/08/2012 - 13h44 Projetos - Atualizado em 17/08/2012 - 13h44

Médicos poderão ser proibidos de receber benefícios da indústria da saúdeEnviar notícia por e-mail Imprimir  

Iara Farias Borges

Médicos e sociedades médicas poderão ficar proibidos de receber benefícios da indústria e comércio de produtos para a saúde. É o que propõe projeto de lei apresentado pela senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE).

A intenção da senadora com o projeto de lei do senado (PLS 225/2012) é preservar a autonomia profissional do médico ao prescrever ou indicar medicamentos ou tratamentos. Para isso, a proposta modifica a lei dos Conselhos de Medicina (Lei 3.268/1957) para exigir que o Código de Ética Médica ou Código de Deontologia Médica contenham dispositivos que impeçam os profissionais de receberem quaisquer tipos de pagamentos, incentivos ou benefícios dos setores da indústria e comércio de produtos para a saúde.

Maria do Carmo explicou, ao justificar a proposta, que a iniciativa do projeto deveu-se ao “retrocesso” do posicionamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) quanto à relação entre médicos e indústria de produtos médico-farmacêuticos. A senadora ressaltou que foi instigada a apresentar o projeto de lei a partir de artigo da presidente da Academia Sergipana de Medicina e professora de Ética Médica (Universidade Federal de Sergipe), Deborah Pimentel, que relata essa relação, denominada por ela de “promíscua”.

O texto Conselho Federal de Medicina se rende à indústria, informou a senadora, aponta as sucessivas decisões do CFM no que se refere ao assunto. Para a doutora Deborah Pimentel, o maior avanço aconteceu em 2010 ao ser inserido no novo Código de Ética Médica proibição de que médicos recebam brindes, viagens, inscrições em congressos, livros, equipamentos, bem como a montagem de consultórios.

No entanto, ressaltou a senadora, o artigo da professora informa que, em fevereiro de 2012, acordo entre o CFM e associações médicas permitiu que indústrias financiem viagens de médicos a congressos, o que inclui inscrição, transporte, refeição e hospedagem.

Ainda que o acordo determine que a seleção dos convidados deva ser feita por critérios objetivos e não pela quantidade de prescrição dos produtos pelo profissional, a senadora considera um “retrocesso” tal permissão.

O referido acordo, explica ainda a presidente da Academia Sergipana de Medicina, manteve a proibição de distribuição de brindes mais baratos, como canetas e blocos, mas permitiu o oferecimento aos médicos de presentes no valor de até R$ 200,00.

Outro retrocesso, na avaliação da senadora, foi a mudança na resolução que estabelece as regras de publicidade médica para retirar a proibição de venda de selos de aprovação em produtos. Essa é uma prática adotada por algumas sociedades, explicou Maria do Carmo, como a Sociedade Brasileira de Cardiologia, que aprova cerca de 35 produtos, entre eles, margarinas, grelhas elétricas, sanduíches e sucos. A sociedade Brasileira de Pediatria, informa, já decidiu não renovar os selos que aprovam sabonetes bactericidas e calçados.

“A especialista em ética médica considera o acordo do CFM como uma rendição vergonhosa ao poder econômico, apresentando como fato inquestionável e provado que a relação estabelecida entre a indústria e os profissionais compromete a autonomia dos médicos na escolha de medicamentos, órteses, próteses e outros produtos para seus pacientes” - disse a senadora Maria do Carmo.

O projeto aguarda designação do relator na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde receberá decisão terminativa.

Agência Senado

 

Agência Brasil

 

Incêndio em favela deixa 280 desabrigados na zona oeste de São Paulo17/08/2012 - 18h47

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Um incêndio na Favela Areão, zona oeste paulistana, deixou desabrigadas cerca de 280 pessoas, segundo estimativa do Corpo de Bombeiros. De acordo com o coordenador do 4º Agrupamento da corporação, major Sílvio Antão Fernandes, o fogo começou às 15h30 e atingiu 92 barracos, aproximadamente um terço da comunidade. Foram usadas dez viaturas, com 35 bombeiros, para combater o incêndio, que foi controlado às 16h50.

Segundo o coronel da Defesa Civil, Jair Paca, os desalojados estão sendo cadastrados e deverão ser encaminhados a alojamentos da prefeitura. Os desabrigados ocuparam a via próxima à favela com a mobília e objetos pessoais que conseguiram salvar do fogo. A pista está fechada por geladeiras, botijões de gás e bicicletas retiradas dos barracos.

De acordo com Paca, relatos de moradores indicam que o fogo pode ter começado na residência de um morador que tinha o costume de esquentar comida queimando madeira e papelão.

O morador Antônio Luiz Santos, 58 anos, disse à Agência Brasil que percebeu o incêndio quando sentiu um forte cheiro de queimado e os gritos da vizinhança. Logo em seguida deixou a sua casa sem pegar nada. “Na hora não pensei em nada, só acordei a minha filha e fomos para a rua. Por sorte o fogo não destruiu a nossa casa”, disse.

Aparecido Aurélio Silva, que vive há doze anos na favela, teve a casa destruída pelo fogo. Ciço, como é conhecido, declarou que nem chegou a sentir o cheiro de queimado antes de o fogo atingir sua moradia. “Não teve cheiro. Quando vi, a porta já estava pegando fogo. Os bombeiros demoraram para chegar, e quando chegaram não deixaram a gente ajudar a apagar”, disse.

Ele ressaltou que, apesar de sua casa ter sido totalmente queimada, vai continuar morando no local. "Não vou sair. Hoje vou durmir onde era minha casa, e amanhã começo a construir de novo", completou.

 

Edição: Fábio Massalli

 

Técnica "Sandra Cavalcanti" de renovação urbana...

 

Joaquim Aragão

Novamente? de novo? outra vez? Que coisa

 

zanuja

Nassif,

Muito tem se falado sobre a eleição para prefeito de São Paulo, mas o PT pode estar incorrendo num grande erro ao centralizar esse momento político apenas em São Paulo (acho que esta estratégia está bastante óbvia). O que o Molon fala, aqui, é muito pertinente. 

 

Deputado Alessandro Molon (PT-RJ) critica o próprio partido por estratégia de abrir mão de postulação no RJ.

“No médio prazo, pode ser que o PT não tenha a mesma força que tem hoje. Infelizmente essa prática, que começou no governo do estado e agora se estendeu para a prefeitura da capital, está fazendo com que a oposição no Rio de Janeiro fique cada vez mais minguada”, afirmou.

 

De BBC Brasil

Confronto público entre líderes israelenses acirra debate sobre ataque ao Irã

Guila Flint

De Tel Aviv para a BBC Brasil

 

Atualizado em  17 de agosto, 2012 - 16:56 (Brasília) 19:56 GMT

 AFP/Getty Images)

Confronto entre Peres e Netanyahu ocorre em meio a aumento de rumores sobre possivel ataque ao Irã

A troca de farpas entre o presidente de Israel, Shimon Peres, e o premiê, Binyamin Netanyahu, sobre um possivel ataque ao Irã sem a concordância dos Estados Unidos acirra o debate na sociedade israelense acerca das medidas que o país deve tomar diante do projeto nuclear iraniano.

Diante das especulações sobre um ataque preventivo ao Irã, Peres afirmou que Israel não deve "agir sozinho" contra o projeto nuclear iraniano, mas sim "ir junto com os Estados Unidos".


Netanyahu reagiu e respondeu duramente o presidente, criando uma crise sem precedentes nas relações dos dois líderes."Está claro que não podemos fazer isto sozinhos, podemos só adiar", afirmou o presidente, ecoando a declaração do general Martin Dempsey, chefe das Forças Armadas americanas, que disse há poucos dias que Israel "não tem a capacidade para destruir o projeto nuclear iraniano, só para retardá-lo".

"Peres esqueceu qual é a função do presidente", afirmou Netanyahu, em referência ao fato de que em Israel o cargo do chefe de Estado não tem caráter executivo.

Plano de ataque

O debate em Israel sobre um possível ataque ao Irã tornou-se público há cerca de um ano, quando a imprensa local divulgou um suposto plano de autoria de Netanyahu e do ministro da Defesa, Ehud Barak.

Até então a possibilidade de tal ataque era discutida apenas nos bastidores do poder.

O confronto público entre Peres e Netanyahu ocorre em meio a um aumento dos rumores sobre um possivel ataque israelense ao Irã antes das eleições nos Estados Unidos, previstas para 6 de novembro.

Durante as últimas semanas, a questão iraniana tomou a maior parte do espaço na mídia israelense e a possibilidade de um ataque às instalações nucleares do país persa é discutida diariamente em todos os grandes veículos de comunicação.

A mídia local tem dado bastante destaque aos riscos que os civis em Israel correriam se o Irã respondesse a um ataque israelense com um lançamento massivo de mísseis.

Prevenção aos ataques

Os preparativos para defesa dos civis em caso de ataque aumentam a preocupação da população, já temerosa em relação a um novo conflito.

A prefeitura de Tel Aviv divulgou uma lista de 60 estacionamentos subterrâneos particulares que serão transformados em bunkers públicos em caso de guerra. Os abrigos improvisados têm capacidade para abrigar cerca de 800 mil pessoas.

O governo firmou um acordo com as empresas de telefonia celular segundo o qual as companhias cederão serviços de mensagens de texto para toda a população, para que as autoridades possam alertar cada cidadão se houver um ataque de mísseis contra Israel.

Analistas militares também mencionam a possibilidade de que a milícia xiita libanesa Hezbollah entre na guerra no caso de Israel atacar o Irã.

O Hezbollah, supeito de ser financiado e armado pelo Irã, possui dezenas de milhares de foguetes que poderiam ser lançados contra Israel.

Nesse caso, um conflito entre Israel e Irã poderia assumir rapidamente proporções regionais.

Para o ministro da Defesa, Ehud Barak, os riscos de uma ação militar contra o Irã seriam menores do que o perigo de o país persa possuir armas nucleares.

"Se o Irã tiver uma bomba atômica a situação será muito mais complicada, complexa e perigosa", afirmou Barak.


 

zanuja

De Reuters

Saga de Assange ofusca causa da liberdade de expressãosexta-feira, 17 de agosto de 2012 20:15 BRT Imprimir[-Texto [+

Por Estelle Shirbon e Alessandra Prentice

LONDRES, 17 Ago (Reuters) - Os defensores de Julian Assange fora da embaixada do Equador em Londres dizem que ele está sendo perseguido por dizer a verdade aos poderosos, mas outros ativistas da liberdade de expressão argumentam que o fundador do WikiLeaks se perdeu no caminho e está prejudicando a causa.

O australiano está há oito semanas refugiado na embaixada do Equador, para evitar que a Grã-Bretanha o extradite para a Suécia, onde é investigado por supostos crimes sexuais.

Uma dúzia de ativistas, envolvidos em causas como liberdade na Internet e combate ao capitalismo, mantinham uma vigília na sexta-feira em frente à embaixada, abastecidos com pizzas enviadas por um simpatizante anônimo do WikiLeaks no Canadá.

"Na minha humilde opinião, eles gostam de calar as pessoas, e não me surpreenderia se ele (Assange) fosse morto. Assange está se mantendo longe das janelas da embaixada, e não o culpo", disse a ativista Tammy, integrante do movimento anticapitalista 'Ocupe'.

Assange diz que a Suécia seria uma mera escala numa posterior extradição para os EUA, onde ele teme ser condenado à morte. Em 2010, ele irritou o governo norte-americano ao divulgar pelo WikiLeaks milhares de documentos diplomáticos sigilosos.

Os EUA negam ter solicitado a extradição de Assange.

Na quinta-feira, o Equador concedeu asilo político a Assange, mas a Grã-Bretanha se recusou a lhe conceder um salvo-conduto para deixar o país e seguir para Quito. Ao se refugiar na embaixada, Assange violou as regras da prisão domiciliar à qual estava submetido enquanto aguardava o processo de extradição.

Alguns grupos de defesa da liberdade de expressão estranharam a escolha do Equador como possível refúgio do hacker australiano. "Ele ironicamente está indo para um país que prende jornalistas frequentemente. É uma ironia bastante sombria", disse Padraig Reidy, da entidade Index on Censorship, que em 2008 concedeu ao WikiLeaks o seu novo prêmio de mídia.

O Comitê para a Proteção de Jornalistas publicou um artigo intitulado "O Equador não está em condições de defender a liberdade de expressão". O texto cita intimidações contra jornais e o fechamento de emissoras de rádio.

Vaughan Smith, apoiador britânico de Assange que o hospedou em sua casa durante um ano de prisão domiciliar, defendeu a decisão do amigo. "Certamente não vou defender que o Equador bata em jornalistas. Não acho que seja defensável. Mas não acho que invalide a posição deles de que Julian é um refugiado político", disse Smith à Reuters.

Ele lembrou que a Grã-Bretanha e os Estados Unidos aparecem respectivamente em 28o e 47o lugar num ranking da entidade Repórteres Sem Fronteiras sobre os países com maior liberdade de imprensa.

A situação nesses dois países, admitiu ele, é melhor do que no Equador, na 104a colocação, mas não chega a ser suficiente para que Londres e Washington deem lições de moral no mundo.

(Reportagem adicional de Mohammed Abbas em Londres e Mark Hosenball em Washington)

 

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