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Como avaliar governantes

Quem foi melhor administrador, Lula ou Alckmin? A bem da verdade, é quase impossível saber. Não há metodologias consagradas para medir a eficiência de um governante. O máximo que se consegue é saber alguns programas que foram lançados com maior ou menor imaginação, e algumas estatísticas precárias.

Como realidades complexas, é possível levantar dez itens em que o governo Lula se saiu bem, e outro tanto em que ele se deu mal. O mesmo pode se fazer com o governo Alckmin.

O problema é que o Brasil está na pré-história em termos de sistemas de avaliação de governo. Por exemplo, o ex-Secretário de Ciência e Tecnologia de Alckmin, João Carlos Meirelles, se gabava de ter criado 45 Arranjos Produtivos Locais. No fundo, o que fazia era organizar um evento, juntar empresários de um mesmo setor em uma determinada região, e decretar a fundação do APL. E mais nada.

Esse tipo de jogada estatística também foi aplicada por Lula. Apresentam-se dados numéricos, sem entrar nos qualitativos. Fica-se, então, na mesma história do elefante e dos sete cegos, cada qual apalpando apenas uma parte do bicho para tirar conclusão.

Lula tem um mérito insofismável: a universalização das políticas sociais. E um erro imperdoável: o aparelhamento da máquina pública.

Alckmin tem um mérito inquestionável: a manutenção dos quadros técnicos do governo do estado. E um erro imperdoável: a falta de decisão e de ações estruturantes.

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