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Como Barbosa foi tratado quando analisou o mensalão tucano

Por Eduardo Guimarães

Foi mal, Barbosa!

por Ricardo Noblat

É majoritária entre os ministros do Supremo Tribunal Federal a opinião de que foi medíocre o desempenho de Joaquim Barbosa (foto acima) como relator do caso do mensalão mineiro protagonizado pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

Cabia a Barbosa votar pelo acatamento ou recusa da denúncia oferecida pela Procuradoria Geral da República. Uma vez que ela fosse aceita pela maioria dos seus pares, só então se abriria processo contra o senador.

Mas o de Barbosa foi um voto de condenação prévia de Azeredo. De resto, ele conferiu importância excessiva a um recibo de dinheiro que Azeredo enfaticamente aponta como falso. Barbosa não pediu uma perícia do documento.

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ANTIFA!

Êsse Barbosa...hummmm!...

 

Finalmente alguém esclareceu que o processo do mensalão tucano chegou ao STF DEPOIS do mensalão petista, e que só por isso vai ser julgado depois. Acho que confundem a época em que os crimes ocorreram com a época em que foram denunciados. O mensalão tucano aconteceu antes do petista. Sim, uns cinco anos. Mas só veio a público DEPOIS, justamente por causa da eclosão do mensalão petista. Como a denúncia foi feita depois também, não havia como o STF julgá-lo antes. Espero que, quando forem criticar o STF novamente, que pelo menos parem de fazer essa acusação inverídica de dar preferência aos réus rucanos em detrimento dos petistas.

 

Eu gostaria que as condenações fossem em cima de provas. Mas se o relator foi imparcial em ambos os casos (mensalão tucano e petista) menos mal. A questão não deve ser levada para o lado pessoal, alguns tentam entender a psique do ministro, isso não importa. 

 

Franklin.

Não acho que é "menos mal" se ele estiver cego para as provas ou não provas do processo igualmente nos dois casos. Não é isso que se espera de um ministro do STF. Então, se ele for injusto igualmente, está bom?

 

Da Veja

11/09/2012  às 16:35

MENSALÃO TUCANO: este post é dedicado especialmente aos leitores que vivem cobrando que eu aborde o assunto



O ministro Joaquim Barbosa (seguido pela ministra Cármen Lúcia) chegando ao Supremo para mais uma sessão do mensalão: o outro caso também é com ele (Foto: José Cruz / Agência Brasil)

Amigas e amigos do blog, confesso que ando cansado de receber de leitores – muitos de boa fé, outros por pura provocação – cobranças enfáticas para que comente o chamado “mensalão tucano”, esquema de arrecadação irregular de dinheiro que segundo investigações oficiais teria surgido, com a participação do empresário Marcos Valério, na tentativa de reeleição do então governador de Minas Eduardo Azeredo, em 1998 (o eleito acabaria sendo o ex-presidente Itamar Franco).

Cobram que a imprensa cobre que o Supremo — onde está o caso desde o dia 13 de maio de 2010 — julgue o processo em que Azeredo é o principal, mas não o único, réu.

Não custa lembrar que o mensalão propriamente dito — o esquema de corrupção para comprar votos de parlamentares em apoio ao governo Lula — foi denunciado pelo procurador-geral da República em 2006, o Supremo aceitou receber a denúncia em 2007 e o julgamento somente começou, em agosto passado, SEIS ANOS após a denúncia e CINCO anos depois de recebida a denúncia.

O mensalão mineiro chegou há dois anos e quatro meses ao Supremo.

Obviamente não existe qualquer equivalência matemática em matéria de prazos entre diferentes processos: a complexidade, o número de réus, o número de crimes de que são acusados, sua qualificação pessoal e outros dados tornam cada processo único, e sua trajetória também é única.

Mesmo assim, convenhamos que, pela extensão do prazo de julgamento do mensalão petista, e pela importância dos envolvidos — sou daqueles que defende a tese de que o próprio Lula deveria ser também réu, para ser julgado (culpado ou inocento) ao lado de José Dirceu e outros integrantes do comando petista –, era EVIDENTE que a imprensa tinha o dever de cobrar que um dia o escândalo fosse finalmente julgado.

Mas vamos lá. Falemos do mensalão tucano.

  Celso Junior / AE)

Azeredo: sua expulsão do PSDB deveria ter ocorrido há anos (Foto: Celso Junior / AE)

Por que raios há leitores que imaginam que um colunista como eu não queira abordar o assunto?

Como todo brasileiro de bem, quero, SIM, que o mensalão mineiro seja julgado pelo Supremo, e que os que cometeram crimes — tucanos ou políticos e personalidades de qualquer plumagem — recebam as mais severas penas da lei. Se for cadeia, que seja cadeia. Vou celebrar!

Então aproveito para informar algumas coisas sobre o mensalão mineiro, já que pode haver leitores não cientes do estado do caso.

1. O processo chegou ao Supremo Tribunal Federal no dia 13 de maio de 2010.

2. No dia seguinte, 14 de maio, foi distribuído ao ministro Joaquim Barbosa — como se sabe à exaustão, o relator do mensalão propriamente dito — para que, também neste caso, exercesse a mesma função.

3. Desde então, o Supremo — muitas vezes criticado injustamente — vem trabalhando duro: entre cartas de ordem, ofícios, despachos, juntada de documentos, oitiva de testemunhas e um grande número de outras providências, foram praticados 227 atos diferentes no processo.

4. O último movimento no processo ocorreu no dia 17 de agosto passado.

5. Uma complicação no caso deve ocorrer em novembro próximo: o ministro Ayres Britto, presidente do Supremo, aposenta-se por atingir a idade-limite de 70 anos e seu sucessor, por ordem de antiguidade, será, justamente, o ministro-relator Joaquim Barbosa.

Regimento Interno do Supremo (artigo 13, inciso V, letra “c”) não prevê a hipótese de o presidente ser relator de uma ação penal como essa.

A designação de um novo relator e sua plena familiarização com o processo vão demandar tempo, talvez um longo tempo.

6. Os leitores que queiram conferir o andamento do processo (com muitas informações de difícil decodificação para quem não conhece seu teor) o link está aqui.

Já defendi a tese, que volto a expor, da maneira mais clara possível, de que o PSDB deveria já há muito tempo, há ANOS, mesmo antes de qualquer julgamento — e diante das evidências levantadas no processo –, haver EXPULSADO de seus quadros o atual senador Eduardo Azeredo. Até para poder falar com voz mais grossa do mensalão petista.

Sei, de viva voz, que altas personalidades do PSDB pensavam assim.

Por que não se agiu, não sei. O PSDB não costuma tomar qualquer medida drástica, mesmo quando elas são absolutamente necessárias — e este é um de seus inúmeros problemas.

Por essas e outras é que, nascido para ser “diferente” dos demais — de outra maneira, a mesma pretensão do PT –, acabou caindo no mesmo saco.

http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/mensalao-tucano...

 

Demarchi

 

Tá bom, seu Setti. Ai,que vontade de falar do mensalão tucano. Ai que loucura!

Então, bastaria expulsar Azeredo e o meio angelical tucano se reestabeleceria já que Azeredo concluiria que não presta e não merece conviver entre seres tão excelsos.

Que bonito!

 

O JB tem é uma gana enorme para acusar, condenar, seja de que partido for. Ele É um procurador nato e da procuradoria nunca deveria ter sido retirado. Para ele não interessa se há provas ou apenas indícios, se elas existirem melhor ainda, se não, não importa, vai dar um jeito de condenar. Acredito mesmo que ele terá a mesma gana de condenar o mesalão tucano, mas, tenho certeza, não encontrará o mesmo eco de agora por parte da imprensa velhaca.

 

 Impressiona a frivolidade com que o Noblat trata do "mensalão" tucano. Até então, no julgamento do petista, ele aplaudiu toda a performance de Barbosa, agora, quando o mesmo Ministro mostra-se implacavel, o dito jornalista acha que Barbosa foi precipitado, ja condenado previamente Azeredo (não seria a mesma forma de atuar que estamos assistindo no julgamento atual ?) e minimiza o caso do mensalão mineiro. Da pra levar a sério um jornalista desses ? Tem muita mula sem cabeça neste mundo. 

 

Não confio em poder judiciário de país sem tradição democrática e republicana como é o Brasil máxime quando a esquerda está no poder. O STF concedeu habeas corpus para Dantas, para o médico estuprador e para o latifundiário assassino da missionária, determinou o desmembramento do mensalão tucano e não fez o mesmo com o petista, marcou o julgamento em cima das eleições municipais, tudo com as bençãos da mídia golpista. Cada um acredita no que quer, da minha parte o tempo da ingenuidade passou há muito.

 

Barbosa vem sendo coerente. Aplica um só peso e uma só medida nos dois casos. E faz o Brasil avançar, combatendo a cultura da impunidade. Um grande juiz.

Noblat é só mais um funcionário das Organizações Globo. Sabe disso, e procura mostrar, sempre que pode, que merece a confiança que a família Marinho deposita em seu trabalho.

 

Concordo em parte, JV.

Acho que sobra arrogância nele e isto não é bom em um juiz.

 

Prova tênue no dos outros é refresco... *rs

 

De minha parte nunca partiu ataques à honra ou, como fizeram alguns, debitar suas ações a uma suposta vingança à título de auto-afirmação. Ao contrário: sempre repudieu essas ilações, a meu ver cretinas e improcedentes.

O que já escrevi reafirmo: 1) Tem um perfil, sim, mais de Promotor do que Juiz. 2) É grosseiro, arrogante,sensivo ao extremo e não gosta de ser contraditado. 3) O rigor inquisitório e os excessos de ênfases nessa Ação julgo também impulsionados em parte pelo suposto apego aos holofotes.

Nós nunca somos bons ou maus o tempo todo. Ninguém pode exigir de ninguém julgamentos ou avaliações uniformes. Cada caso é uma caso. 

Barbosa nem é herói, nem vilão. E apenas um Juiz com seus erros e acertos; pontos fracos e pontos fortes. 

 

 


JB Costa (terça-feira, 11/09/2012 às 17:02),


Creio que o melhor post sobre Joaquim Barbosa foi o originado de um post de Weden no blog dele e lá intitulado “Joaquim Barbosa, Azeredo e a imprensa” aqui no blog de Luis Nassif o post foi intitulado “Análise sobre o ministro Barbosa e sua relação com a mídia” de sexta-feira, 07/09/2012 às 12:08, e pode ser visto no seguinte endereço:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/analise-sobre-o-ministro-barbosa-e-sua-relacao-com-a-midia


A única falha que eu avalio que se possa dizer em relação ao texto de Weden é a ausência de uma análise sobre as indicações dos ministros do STF durante o governo de Lula. Análise que eu considero que se deveria também estender às indicações ocorridas durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.


Em minha avaliação as primeiras indicações de Lula privilegiaram a defesa dos interesses individuais e o combate a corrupção ou da defesa da ética nesse caso da defesa da ética, muito presente em advogados com forte formação religiosa. Dois traços característicos do antigo PT que tem em Márcio Thomaz Bastos um eminente baluarte (O traço religioso nas indicações puras de Márcio Thomaz Bastos – Eros Grau e Ricardo Lewandowski – não estavam presentes, mas estavam presentes nas indicações de antigos vínculos com o PT). O que diferenciam as indicações do período de Márcio Thomaz Bastos das antigas indicações que vieram do regime militar e perduraram até Fernando Collor de Mello foi que com Márcio Thomaz Bastos os ministros indicados além do perfil de defensores dos direitos individuais como também o eram os indicados desde a época dos militares, apresentavam também um perfil de defensores dos direitos sociais.


O Joaquim Barbosa foi para o STF para preencher duas finalidades. Primeiro ele entrava na cota de ser negro e da importância que um governo do PT que é um partido que pretende representar os mais excluídos da sociedade dava a esta questão e na cota de um procurador de justiça pelo que um representante assim poderia configurar na luta contra a corrupção. Depois é que Lula passou a fazer indicações com outras bases como foi a indicação de Carmen Lúcia. De certo modo, a análise das indicações de Lula desmente, no que tem de crítica às indicações de Lula, os textos de autoria de Andre Araujo e que se transformaram aqui no blog de Luis Nassif nos posts “A solução política da crise do Watergate” de quarta-feira,29/08/2012 às 10:48 e “Erros de Lula e Thomaz Bastos” de sábado, 01/09/2012 às 17:25.


O endereço do post “A solução política da crise do Watergate” é:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-solucao-politica-da-crise-do-watergate


E o endereço do post “Erros de Lula e Thomaz Bastos” é:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/erros-de-lula-e-thomaz-bastos


Junto ao primeiro comentário no post “As explicações para a nota de Dilma” de segunda-feira, 03/09/2012 às 19:38, aqui no blog de Luis Nassif, eu fiz várias considerações inclusive de elogio a comentário seu em que acertadamente você rebateu as teses que Andre Araujo levantou lá em “Erros de Lula e Thomaz Bastos”.


O endereço do post “As explicações para a nota de Dilma” é:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/as-explicacoes-para-a-nota-de-dilma


E no post “Erros de Lula e Thomaz Bastos”, o primeiro comentário junto ao qual eu fiz uma série de comentários foi o de Cariry que ele enviou segunda-feira, 03/09/2012 às 19:47.


E faço duas mais indicações. Há um ótimo post aqui no blog de Luis Nassif e que devia ser mais explorado. No meu entendimento ele deveria ficar presente na primeira página do blog para que se pudesse mais bem entender o que ocorreu em relação ao Banco Rural e os contratos do PT e a lavagem de dinheiro. Trata-se do post “As dúvidas sobre os empréstimos do Banco Rural” de quinta-feira, 06/09/2012 às 14:09, e originado de comentário de Mc feito junto ao post "A sanha de Barbosa vs as ponderações de Lewandowski". O endereço do post “As dúvidas sobre os empréstimos do Banco Rural” é:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/as-duvidas-sobre-os-emprestimos-do-banco-rural


Além da dúvida de Mc que ele havia expressado em um comentário e que foi transformado em post há quadros mostrando como estava sendo montada a acusação e há alguns comentários que tentam entrar em detalhes sobre as operações e as irregularidades praticadas e que me pareceram bastantes esclarecedores. Bastantes esclarecedores, mas não suficientemente esclarecedores e por isso eu achava que talvez se ficasse na primeira página por mais tempos outros acréscimos poderiam esclarecer as dúvidas ainda existentes.


E por fim faço a indicação do artigo “Lendas e equívocos do crime de lavagem de dinheiro” de autoria de Víctor Gabriel Rodríguez, professor doutor de direito penal da Universidade de São Paulo (USP/FDRP) e membro da União Brasileira de Escritores (E-mail victorgabrielr@hotmail.com). O artigo “Lendas e equívocos do crime de lavagem de dinheiro” foi publicado no Valor Econômico de 11/09/ 2012. Como tenho tido dificuldade em obter o endereço de textos no Valor Econômico e como o acesso ao texto integral é só para assinantes, deixo o link do artigo “Lendas e equívocos do crime de lavagem de dinheiro” junto ao site do Exército Brasileiro:


http://www.exercito.gov.br/web/imprensa/resenha/-/journal_content/56/18107/2079445


Quantas as indicações de links eram só os que eu já fiz. O que tenho a mais para dizer é um comparativo das indicações de Lula da primeira fase e que preenchiam o perfil de defesa dos direitos individuais e de defesa dos direitos sociais, com as indicações de Fernando Henrique Cardoso. As indicações de Fernando Henrique Cardoso desmentem um tanto a alegação que eu considero equivocada de que ele era um neoliberal. Fernando Henrique Cardoso se deixou atrair pela ideologia que vinha do norte, mas ele era um defensor do Estado, como instituição e as indicações dele para o STF foram nesse sentido.


Lembro apenas que Lula, no segundo mandato, aproximou mais do legado de Getúlio Vargas e assim o perfil das indicações foi mais na direção de defensores do Estado. O perfil de defensor do interesse do Estado vai sendo preenchido completamente pela presidenta Dilma Rousseff e se manifesta até na origem territorial das indicações que vem do sul do Brasil que me parece ser um povo mais conservador, mas ao mesmo tempo mais defensor dos valores do Estado seja por vínculos com a tradição germânica seja por vínculos com a tradição getulista.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 11/09/2012

 

Clever.

Excelente. Apenas lembrando a obrigatoriedade do "quinto" nas escolha dos ministros.

 

 


Enzo (quarta-feira, 12/09/2012 às 06:30),


Valeu o retorno e a generosidade do elogio.


Não dá para fazer a pesquisa agora, mas para o STF, eu afirmo com certeza, que não há necessidade de quinto. A minha dúvida é se o quinto é previsto para todos os demais órgãos colegiados do Poder Judiciário, tanto para os tribunais da União como para os tribunais dos Estados e do Distrito Federal.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 12/09/2012

 

Concordo com você Clever e o parabenizo elo rigor nas referências e fontes, coisa rara na Rêde.

 

 


JB Costa (quarta-feira, 12/09/2012 às 00:03),


Valeu pelo retorno e ressalvo que nem sempre há esse rigor. Ficou incorreta, por exemplo, a frase que vem logo após a indicação do endereço do post “As explicações para a nota de Dilma”. Na frase eu faço referência a comentário de Cariry e me engano sobre o post em que a frase se encontra. Assim, eu vez de dizer


"E no post “Erros de Lula e Thomaz Bastos”, o primeiro comentário junto ao qual eu fiz uma série de comentários foi o de Cariry que ele enviou segunda-feira, 03/09/2012 às 19:47".


O certo seria dizer:


"E no post “As explicações para a nota de Dilma”, o primeiro comentário junto ao qual eu fiz uma série de comentários foi o de Cariry que ele enviou segunda-feira, 03/09/2012 às 19:47".


O erro que cometi não foi proposital, ou seja, não teve o intuito de poder agora fazer referência aos meus comentários em que eu elogiava comentários de Cariry, mas aproveito para lembrar que você foi mencionado favoravelmente em um dos comentários de Cariry que eu elogio.


E também penso que caberia acertar a frase que eu transcrevo a seguir e retirada do terceiro parágrafo do meu comentário. No original a frase é:


“Em minha avaliação as primeiras indicações de Lula privilegiaram a defesa dos interesses individuais e o combate a corrupção ou da defesa da ética nesse caso da defesa da ética, muito presente em advogados com forte formação religiosa”.


Corrigindo os erros de português que eu percebi e acrescentando algumas palavras para deixar mais claro o sentido e retirando outras, a frase ficaria:


“Em minha avaliação, as primeiras indicações de Lula privilegiaram a defesa dos interesses individuais e o combate à corrupção ou a defesa da ética, e nesse caso da defesa da ética, o direcionamento da escolha do governo de Lula esteve muito presente na indicação de advogados com forte formação religiosa”.


E deixo aqui mais um link. Poderia ter deixado o link para um comentário ligeiro que eu enviei hoje, quarta-feira, 12/09/2012 às 12:34, para junto do comentário de Enzo que ele enviou quarta-feira, 12/09/2012 às 06:30, para junto do meu comentário mais antigo, mas eu ainda tinha este comentário seu para responder e não tinha tempo de fazer muitas pesquisas. Pesquisando para responder para você, lembrei de um texto que eu achei ao acaso e que trata sobre a escolha dos juízes e que penso vale bem incluir aqui neste comentário. Trata-se de artigo “Supremo Tribunal Federal Brasileiro, Suprema Corte Americana e Tribunal constitucional Federal Alemão: algumas notas sobre as distinções existentes”. O link para o artigo é:


http://www.luisrobertobarroso.com.br/wp-content/uploads/2011/08/STF-Suprema-Corte-Corte-Constitucional_Merval.pdf


A autoria do artigo é de Luís Roberto Barroso e o link do post no blog dele onde há o link para o artigo é:


http://www.luisrobertobarroso.com.br/?m=201108


O título do post no blog de Luís Roberto Barroso é “STF, Suprema Corte e Tribunal Constitucional Alemão” e foi publicado em 14/08/2011. O interessante é que ele fez o texto a pedido de Merval Pereira.


Outro fato de interesse foi que o Luís Roberto Barroso constituiu em tema do post “Luiz Roberto Barroso, o eterno candidato” de segunda-feira, 10/09/2012 às 20:59, aqui no blog de Luis Nassif, em decorrência da transformação em post de comentário de Onda Vermelha. A observar que no título do post o nome Luís foi grafado equivocadamente com “z”. O endereço do post “Luiz Roberto Barroso, o eterno candidato” é:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/luiz-roberto-barroso-o-eterno-candidato


Era minha intenção fazer a indicação deste link que eu achei quando estava elaborando um comentário que acabei não enviando  para o post “Erros de Lula e Thomaz Bastos” já mencionado com a indicação do link em meu comentário anterior para você. Não tinha atinado que o autor do texto “Supremo Tribunal Federal Brasileiro, Suprema Corte Americana e Tribunal constitucional Federal Alemão: algumas notas sobre as distinções existentes” que eu tinha encontrado ao acaso fosse o mesmo do post “Luiz Roberto Barroso, o eterno candidato” e nem me preocupei em fazer lá a indicação do mencionado artigo.


No post “Luiz Roberto Barroso, o eterno candidato”, o primeiro comentário é de Diogo Costa que sempre tem opiniões com bom embasamento na área jurídica. Para ele, Luís Roberto Barroso seria uma ótima indicação. Não conheço o Luís Roberto Barros, mas considero que talvez um jurista como dizem que seria o Luis Roberto Barroso sirva melhor ao STF como um formador de doutrina do que como um formador de jurisprudência. Assim, talvez fora do STF, ele seja mais útil ao país.


Aliás, talvez no artigo dele, “Supremo Tribunal Federal Brasileiro, Suprema Corte Americana e Tribunal constitucional Federal Alemão: algumas notas sobre as distinções existentes”, tenha faltado um detalhamento maior distinguindo os efeitos de uma Suprema Corte em um país de direito positivo como o Brasil e uma Suprema Corte em um país de direito consuetudinário como nos Estados Unidos. Onde será que se deve dar mais destaque para o jurista na Suprema Corte Americana ou na nossa Suprema Corte?


Ainda que se deva atentar para esta distinção entre direito positivo e direito consuetudinário na indicação de ministros da Suprema Corte, eu penso que a escolha do ministro do Supremo não deve ser muito voltada para os doutrinadores. Os grandes doutrinadores fazem o direito avançar. E uma Suprema Corte pode desempenhar esse papel, mas ela tem que ficar mais presa aos valores da sociedade na sua época, pois se ela avançar muito ela pode afastar a prestação da justiça feita pelo Poder Judiciário da realidade da sociedade em que o Poder Judiciário atua.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 12/09/2012

 

Falando em Ricardo Noblat, alguém tem alguma explicação para o ataque de hoje a um tal "Beto Ferreira Martins Vasconcelos", que eu sequer sabia que existia?.

Porque se não houver algum interesse desconhecido, de bastidores, para o post, fica todo o texto sem pé nem cabeça....:

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/09/11/o-sucessor-do-sucessor-de-peluso-por-ricardo-noblat-464769.asp

POLÍTICAO sucessor do sucessor de Peluso, por Ricardo Noblat

Teori Zavascki, ministro do Superior Tribunal de Justiça, escolhido, ontem, por Dilma para substituir Cesar Peluso no Supremo Tribunal Federal, só poderá ficar por lá durante seis anos. Com 64 anos de idade, será obrigado a se aposentar aos 70. É de lei.

Sem problema.

Caso Dima se reeleja ou Lula consiga seu terceiro mandato, o sucessor de Teori dificilmente não será Beto Ferreira Martins Vasconcelos, o atual Secretário Executivo da Casa Civil da presidência da República (foto abaixo).

 

 

Beto nasceu em Uberlândia, MG, em 1977.

Resumo do seu curriculum: é bacharel pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e pós-graduado em Direito Ambiental pela Universidade de São Paulo e em Biossegurança pela Universidade Federal de Santa Catarina. Atuou como advogado em São Paulo de 2000 a 2003.

No governo federal, ocupou os cargos de secretário substituto de Política de Informática e Tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia (2003-2004), assessor do ministro de Estado da Justiça (2004-2005), subchefe adjunto para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República (2005-2007), secretário-executivo do Conselho Nacional de Biossegurança (2006-julho/2010), e subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República.

É de absoluta confiança de Dilma, Lula e PT.

 

Não me surpreende a incoerência do colunista de O Globo, essa ira anterior contra Barbosa por se tratar de um tucano . Em certa época, ele poupava o senado, abria o espaço para Demostenes publicar um texto mordaz e autodeslumbrado. Explica-se: Noblat, durante muitos anos, ganhou verba do senado (uns 3 mil por mês) para ser o responsável na rádio Senado por um programa dedicado ao jazz. Isso mesmo. Que importância tem o jaz para opovo brasileiro pagar um programa a respeito? Ainda se fosse samba. E a rádio Senado não tem melhor programação para oferecer? O senado continua sendo uma das insitituições mais caras do Brasil, uma fonte de desperdício  de dinheiro e pouca produtividade. Mas o colunista de O Globo jamais mostrou a mesma indignação que demonstra quando se trata de casos sobre petistas e gente do executivo. POr que será?

 

O que os dois lados não querem enxergar:

 

Por Altamiro Borges em seu blog

A jornalista Mônica Bergamo publicou hoje [7/8] três notinhas reveladoras na página Ilustrada da Folha:

Olhos abertos

O ministro Joaquim Barbosa, relator do “mensalão do PT” no STF (Supremo Tribunal Federal), segue atento ao “mensalão mineiro”, que envolve líderes do PSDB. Ele pretende deter-se em providências que levem à rápida localização de testemunha considerada chave nas investigações e que tomou chá de sumiço em Minas Gerais.

Pedreira

Barbosa, que defendeu o desmembramento nos dois casos e foi voto vencido, acredita que o risco de prescrição no “mensalão mineiro” é até maior do que havia no “mensalão do PT”. E diz a interlocutores que, se no caso petista, tudo quase sempre foi aprovado por unanimidade no STF, no mineiro as dificuldades foram maiores.

Tem mais

Ele também questiona a imprensa. Quando procurado por repórteres para falar do processo contra petistas, provoca ao fim da entrevista: “E sobre o outro, vocês não vão perguntar nada?”. Recebe como resposta “sorrisos amarelos”. “A imprensa nunca deu bola para o ‘mensalão mineiro’”, diz ele.

 

O que se acusa em joaquim, hoje, é sua postura e suas palavras de um vocabulário cem vzs mais virulento do que esse aí; ninguém condena que se faça justiça mas ela precisa convencer de ser séria e imparcial. Hoje a postura desse senhor e suas palavras em nada se parecem com esse palavreado do vídeo, monótono, confuso, massante e sem as cores virulentas que imprime no atual julgamento. Tem consciência que não esta sob os holofotes, nesse vídeo, tal o tédio na postura. Hoje, usa jogos de cenas nunca vistos e com toques de impertinência   verbal, como se estivesse jogando para holofotes. Isto é que é intolerável no comportamento supremo.

 

"Cabia a Barbosa votar pelo acatamento ou recusa da denúncia oferecida pela Procuradoria Geral da República. Uma vez que ela fosse aceita pela maioria dos seus pares, só então se abriria processo contra o senador.

Mas o de Barbosa foi um voto de condenação prévia de Azeredo. De resto, ele conferiu importância excessiva a um recibo de dinheiro que Azeredo enfaticamente aponta como falso. Barbosa não pediu uma perícia do documento."

Embora o jornalista (ou Gornalista?) Ricardo Noblat já tenha perdido a credibilidade até de seus pares do PIG, está aí uma prova cristalina de sua "imparcialidade". Ressalta bem como o juiz deveria ter feito para abrir o processo, como se fosse ele, Noblat, a instância superior.  Até mesmo provas que Barbosa teria, tornam-se de importância "excessiva", além de em seguida frisar, ordenando, o que o juiz deveria ter fazer (periciar o documento). 

No atual julgamento ele não teve o trabalho ou a necessidade de investigar os autos e trazer aos seus leitoress uma prova sequer, periciada ou não, comprovando alguma coisa. Mas passa o tempo no seu site de clippings condenando réus e apontando até quem deveria ser réu e não está entre os acusados. 

Sem falar que Barbosa, de repente, tornou-se herói, para usar suas próprias palavras. 

Criticou Nassif esta semana, o que não é de admirar, partindo dele até um elogio, mas esquece que Nassif não engana seus leitores e deixa claro o seu lado e sua opinião sobre as coisas, sem alardear imparcialidade.

Por sinal, o movimento de internautas que rejeitam o pau-mandado dos Marinhos é bem maior do que se pensa, principalmente depois do surgimento de maracutaias que fazem a roda na internet, envolvendo seu nome e nomes muito próximos dele.


 

Toni

O Noblablat está cada vez mais enrolado..

 

Ayres Britto e Noblat, isso pode no CNJ? Subcontratação total, com rombo de R$ 1 milhão  
  No dia 28 de dezembro de 2011, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão de controle do poder judiciário, assinou contrato de Assessoria em Comunicação Social com a empresa Informe Comunicação Integrada SS Ltda que, coincidentemente, tem como sócia e fundadora a jornalista Rebeca Scatrut, mulher do jornalista Ricardo Noblat, ex-sócio da empresa. O contrato é de 1 ano no valor original de R$ 3.525.407,41, e já teve dois termos aditivos, justificados, elevando o valor em 12,41%, atingindo R$ 3.963.052,63. O CNJ é presidido pelo presidente do STF. Era Cesar Peluso na época da assinatura do contrato. Hoje, é Ayres Britto. Segundo o órgão, houve licitação por pregão presencial e, a princípio, não há nada de errado quanto a isso.
O problema parece ser outro. A empresa não atua propriamente como assessoria de imprensa neste contrato, e sim fornece mão-de-obra para o CNJ ter sua própria equipe completa de redação, com 24 profissionais, sendo 3 editores, 8 repórteres, 3 repórteres fotográficos, 2 diagramadores, 5 revisores de texto, 1 redator publicitário e 2 programadores visuais.

Logo, parece estar havendo subcontratação total dos serviços. Na Ação Penal 470, o ministro Ayres Britto e Cesar Peluso condenaram o ex-presidente da Câmara dos Deputados por peculato, em um caso semelhante.


Rombo no erário


Se o CNJ contratasse diretamente sua equipe, por concurso, mesmo através da CLT, a folha de pagamento, já com todos os encargos, incluindo férias e décimo-terceiro custaria em torno de R$ 2,57 milhões no ano.

Ao contratar a referida empresa, para ter os mesmos funcionários com os mesmos salários, a simples intermediação eleva o custo aos cofres públicos para R$ 3,58 milhões, produzindo um rombo de cerca de R$ 1 milhão.
 

Contratação sem concurso

 O CNJ poderia (deveria?) contratar diretamente esses profissionais através de concurso (mesmo sendo pela CLT, já que a contratação é por tempo determinado, nos termos do art. 37 inciso IX da Constituição Federal). Ao contratar empresa para apenas fornecer mão-de-obra com características de emprego público conflita com o art. 37 inciso II da Constituição Federal, que exige concurso. Em tempo: A íntegra do contrato e aditivos estão no link: http://goo.gl/0mYrZ  Fonte:Os Amigos do Presidente Lula

 

Depois o João P. Cunha é que é o trambiqueiro. Pimenta no olho do outro é refresco, né !!

 

As mãos de Noblat estão mais sujas do que se pensa.

Link para o artigo de Marco st acima:

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/09/ayres-britto-e-noblat-isso-pode-no-cnj.html

 

Toni

Isso que aqui parece como novo é o que o Globo disse em 2009. Para isso O Globo serve.

Continua aberta a caça ao Torquemada. 

 

Não sei quem é você, nem lhe dei confiança ou intimidade para me chamar de "malandrão". 

Pelo jeito, malandrão é você. 

E mais: não continuo o mesmo de 2009. Você certamente continua, porque é incapaz de sair do lugar. Só se for pra trás. 

 

 

Todos atacam a seriedade de Barbosa.

Barbosa não contempla.

Estamos todos muito mal acostumados.

 

Pois é...alguns criticam Barbosa apenas quando ele condena o mensalão tucano, outros apenas quando ele condena o mensalão petista.


Certo está ele, que é a favor da condenação os dois.


 

 

Não!

A favor da condenação dos culpados. Com culpa demonstrada nos autos e não com "provas tênues" de Ayres Britto.

E a investigação deve demonstrar uma verdade sólida e não uma "verdade quimérica" de Fux.

Seja lá contra quem for.

 

Pois é...alguns criticam Barbosa apenas quando ele condena o mensalão tucano, outros apenas quando ele condena o mensalão petista.

 

Certo está ele, que é a favor da condenação os dois.[2]

 

É verdade. Mas ficou estranho julgar o mensalão petista antes do mensalão tucano, já que o tucano era anterior. O desmembramento de apenas um deles também é esquisito. Só que não sei qual o papel do Ministro Barbosa nesses dois eventos. De qualquer forma, até agora não fiz elogios ou críticas a esse Ministro. Vou aguardar para ver como vai ser o julgamento do mensalão tucano (se é que vai ser julgado). Se não for julgado, ou for julgado com parâmetros diferentes, farei as críticas que tenho em mente, e que não são poucas.

 

O que estranho mesmo, Marianne, é ele atuar como uma espécie de promotor, fazendo libelo acusatório, além de ter participado da fase investigatória do processo - e já ter penas prontinhas para cada acusado, as quais foram 'por um lamentável equívoco', divulgadas para a grande mídia antes do fim do julgamento. Se aproxima muito, nesse aspecto, ao 'juicio express' do congresso paraguaio contra Lugo. Outra coisa que salta aos olhos é o agendamento do julgamento para a ante-véspera das eleições, tentando fazer coincidir seu fim (e a previsível condenação do núcleo petista) para a semana do pleito. Mais um fato gritante: se Marcos Valério atuou como operador financeiro do PSDB em eleições anteriores, por que tal fato não foi trazido à baila pelo relator e pelos demais ministros? Era o caso, se fosse mesmo ética a questão, de se chamar os envolvidos tucanos a julgamento também - ou só é mensalão quando se trata do PT? No caso de Minas eles afirmam que era 'Caixa 2': tratamento diferenciado, segundo o partido?


 
 

(2) - Voto com a relatora.

 

Se ele condenar alguém do "Mensalão Tucano" pode apostar que sai candidato a presidente em 2014.

Trata-se o PIG encontrando (ou supondo fazê-lo) uma esperança contra Dilma.

 

E o Ministro Barbosa foi o único, até agora, a provocar a imprensa por não cobrar o julgamento do mensalão tucano.

 

O quê,  mais uma vez, está errado....  Não cabe a um magistrado sair traçando paralelos entre escândalos diferentes.... Isso só comprova que o sujeito é totalmente despreparado. Não é atitude de um árbitro fazer comparações entre processos, nem mesmo emitir opinião avulsa...

A corte deveria ser destituída.. Eu venho dizndo isso há mais de uma década.. Bem antes de se sonhar com mensalão.....

 

Tudo é fajuto nessa corte... o mecanismo de escolha, composição, tempo de serviço, escopo jurídico, etc. O histórico de mandos e desmandos é escandaloso.. nenhum ministro do stf tem moral para julgar quem quer que seja... o casuismo de fazer coincidir com período eleitoral é a chave máxima para se ter a certeza de que foi tudo articulado em conlúio... Qualquer pessoa decente não aceitaria uma coisa dessas.. Vamos fazer o favor... Vamos argumentar dentro do que um cidadão médio aceita como moralmente correto e imparcial...

 

Marianne,


Ainda que o STF condene os envolvidos no mensalão tucano, nunca irá ter as mesmas consequências do mensalão petista. O motivo é que o petista ocorreu em nível federal, enquanto o tucano em Minas. Envolveu, portanto, figuras menos importantes do PSDB. Não há, por exemplo, um equivalente ao Zé Dirceu no mensalão tucano.


O reflexo político do mensalão petista é sobre o governo federal em que ele ocorreu, enquanto o do mensalão tucano é em relação ao governo mineiro da época.

 

Este é o caminho mais curto para institucionalizar o "dois pesos, duas medidas"...

Pra começo de conversa os atores da parte financeira e da parte publicitária são os mesmos, só que por decisão do STF o processo foi desmembrado, restando apenas Eduardo Azeredo (Governador que pretendia se reeleger em 1998) e Clésio Andrade (eterno presidente da CNT e atual senador) para julgamento no STF..quanto aos demais envolvidos terão o direito asegurado ao duplo grau de justiça..direito que a CF garante aos indivíduos  tidos como "petistas", e que o STF negou pura e simplesmente...2 pesos/ 2 medidas?

Só não viu e ouviu quem não teve olhos para ver nem ouvidos para ouvir quando o JN começou a exigir presa no julgamento da AP 470...ou então, quem se distraiu e deixou pra ligar a TV só na hora da novela!!! Quanto ao mensalão tucano-mineiro não tenho dúvidas que ainda veremos o Fantástico desconstruir todo o processo dos idos de 1998...e aí vou me lembrar que dois ex-líderes de bancada na Câmara dos Deputados estão citados nos respectivos processos, inclusive por terem sido aquinhoados com valores semelhantes: Professor Luizinho (PT) com 20000 reais e Custódio de Mattos (PSDB) com 25000 reais...valores que supostamente podem ter origem no Banco do Brasil em contratos de publicidade semelhantes que envolvem a mesma SMP&B de Marcos Valério. Pergunto porque serem tratados de forma diferente? Aliás, salvo engano de minha parte, qual a razão de Custódio de Matos não fazer companhia a Eduardo Azeredo no processo em curso no STF, se este cidadão sempre teve mandato de parlamentar? 2 pesos e 2 medidas???

Eduardo Azeredo e Custódio Mattos são tucanos de alta estirpe, sempre ocupando cargos e funções de destaque nacional no PSDB. Clésio Andrade por sua vez, ocupa posição proeminente no cenário nacional, como presidente quase eterno da CNT, sendo hoje senador na vaga deixada por Itamar Franco.

Seria possível comparar, em termos de importancia no parlamento, estes 3 senhores acima destacados com alguns dos parlamentares em julgamento na AP 470, que certamente faziam parte do chamado baixo clero? 

Por fim, disse recentemente o Ministro Joaquim Barbosa que indagou de jornalistas/reporteres se "não vão perguntar nada sobre o outro processo, o dos tucanos?"....e que nenhum dos perguntadores se interessou sobre o assunto.  

 

Clésio Andrade também e ra (creio que saiu (?) para se candidatar a vice na chapa do Azeredo) sócio proprietário da agencia de publicidade envolvida. O ministro JB informa isto no julgamento do mensalão tucano.

 

Marianne.

Na fase de instrução do processo Barbosa defendeu o desmembramento e foi voto vencido.