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Como o sistema financeiro mundial criou a dívida

Nassif. Este artigo da Carta Maior de 31/07/2011 está atualíssimo e tema constante aqui no blog. Vale a pena postar mais uma vez.

Como o sistema financeiro mundial criou a dívida

Marco Antonio Moreno - El Blog Salmón

Artigo publicado em El Blog Salmón, traduzido por Ana Bárbara Pedrosa paraesquerda.net

Ao contrário da crença popular, o dinheiro que circula pelo mundo não é criado pelos governos, mas sim pela banca privada em forma de empréstimos, que são a origem da dívida. Este sistema privado de criação de dinheiro tornou-se tão poderoso nos últimos dois séculos que passou a dominar os governos em nível mundial. No entanto, este sistema contém em si próprio a semente da sua destruição e é o que estamos experimentando na crise atual. Dados os seus níveis colossais, trata-se de uma dívida impagável.

O colapso econômico é iminente. Os países mais industrializados do mundo enfrentam uma grande crise da dívida provocada pela crise do crédito de 2008, após a crise das hipotecas imobiliárias e a queda do Lehman Brothers. Estas crises originadas por um colapso do crédito costumam ser muito mais prolongadas e profundas que as crises desencadeadas por um surto inflacionário. Grande parte do mundo enfrenta este tsunami da dívida à beira da bancarrota, como acontece com Grécia, Irlanda e Portugal. No entanto, podemos falar de bancarrota quando estes países possuem enormes riquezas em capital humano e recursos produtivos? De acordo com o atual sistema financeiro, sim. E é por isso que os serviços públicos estão sendo cortados e os bens públicos privatizados.

Ao contrário da crença popular, o dinheiro que circula pelo mundo não é criado pelos governos, mas sim pela banca privada em forma de empréstimos, que são a origem da dívida. Este sistema privado de criação de dinheiro tornou-se tão poderoso nos últimos dois séculos que passou a dominar os governos em nível mundial. No entanto, este sistema contém em si próprio a semente da sua destruição e é o que estamos a experimentar na crise atual: a destruição do sistema financeiro que temos conhecido, dado que não tem nenhum tipo de saída pelas vias convencionais. Dados os seus níveis colossais, trata-se de uma dívida impagável.

Para compreender isto, há que referir que o sistema financeiro tem funcionado sempre como um gigantesco esquema ponzi, onde os novos devedores permitem manter a velocidade do crédito. Se se produz um colapso dos novos devedores, o sistema fica sem a opção de conceder mais crédito e, à medida que esta opção se cristaliza com o tempo, o sistema inteiro entra em colapso e requer injeções de liquidez na esperança de que os fluxos voltem à normalidade. A habituação do dna coletivo à dependência do crédito produziu este retorno à normalidade durante várias décadas. Mas até o dna acusa fadiga e nesta co-dependência ao crédito recorda os sintomas da escravatura: é a escravatura da dívida.

A criação de dinheiro através do sistema de reserva fracionada
Os bancos centrais são os responsáveis pela oferta monetária primária, ou base monetária, conhecida também como dinheiro de alto poder expansivo. Este dinheiro de alto poder expansivo é o que chega aos bancos privados, que são quem o reproduz pela via do crédito. A reprodução do dinheiro original depende da taxa de encaixe, ou reservas mínimas requeridas, que produz o efeito inverso: quanto menor é a exigência de reservas, maior é a quantidade de dinheiro que a banca privada cria. Isto conhece-se como o multiplicador monetário e a sua fórmula, muito simples, é m=1/r, onde m é o multiplicador monetário e r o nível de reservas exigidas em percentagem.

Deste modo, perante um nível de reservas de 50% (r=0,5 na equação), o multiplicador monetário é 2, como era nas origens da banca inglesa no ano de 1630. Se o nível de reservas é de 20%, o multiplicador monetário é 5 e se as reservas exigidas são de 10%, o multiplicador é 10 (m=1/0,1), o que indica que está a multiplicar-se dez vezes a quantidade de dinheiro real oferecida pelo banco central.

Grande parte da desregulamentação financeira promovida desde os anos 80 consistiu em dar aos bancos a maior das liberdades para o montante das suas reservas. Deste modo, a clássica norma de reservas em torno de 10% ou 20% foi reduzida a níveis de 1%, e mesmo inferiores, como aconteceu com Citigroup, Goldman Sach. JP Morgan e Bank of America, que, nos momentos mais sérios, afirmavam ter uma taxa de encaixe de 0,5%, com o qual o multiplicador (m=1/0,005) permitia criar 200 milhões de dólares com um só milhão em depósito. E no período da bolha, as reservas chegaram a ser inferiores a 0,001%, o que indica que por cada milhão de dólares em depósito real, se criavam 1.000 milhões do nada.

Esta foi a galinha dos ovos de ouro para a banca. Uma galinha que era de todas as formas insustentável e que foi assassinada pela própria cobiça dos banqueiros que se aproximaram do crescimento exponencial do dinheiro até que este entrou em colapso, demonstrando que toda a ficção se asfixia na conjectura e nada é senão o que é. A solução que os bancos centrais ofereciam era muito simples: mal havia um aumento da inflação, elevavam a taxa de juro para assim encarecerem o crédito e bloquearem os potenciais novos empréstimos (cortando, desta forma, potenciais novos empréstimos) e incentivando, a taxas mais altas, o “aforro” seguro dos prestamistas.

Entende-se agora o abismo em que estamos e por que razão governos e bancos centrais correm a tapar esses enormes buracos que o dinheiro falsamente criado deixou? Entende-se por que razão a Fed e o BCE correm a resgatar o lixo dos ativos tóxicos criado neste tipo de operações? Se ainda há dúvidas, deixo aqui este vídeo (ver acima) que pode ajudar a compreender parte importante deste fenômeno. Este documento foi realizado em 2006 e contém sérias advertências que não foram ouvidas nem pelos governos nem pelas pessoas. Por algo será.




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Para enriquecer esta discussão, sugiro que assistam o filme The Money Masters (se já não assistiram) e depois voltem ao assunto.

 

Muita confusão por nada.

O atual sistema ficou obsoleto porque os signatários de Breton Woods já não representam os que realmente tem força e poder no mundo atual.

Os que controlam as finanças são um blefadores profissionais, não têm mais poder coercitivo sobre as nações do planeta.

Um novo acordo sobre um dinheiro internacional que seja reserva de valor, meio de pagamento e unidade de conta se faz absolutamente necessário, este acordo será feito e um novo grupo irá dar as cartas no cassino financeiro global. Sem as finanças modernas muito do progresso que hoje desfrutamos não acontece, assim, acaba o planeta mas não abdicamos como humanidade de poder viver melhor.

A escola austríaca advoga o uso do ouro, mas por outro lado não reconhece velocidade da moeda e define inflação-deflação de maneira totalmente arbitrária, fora da realidade, isto porque desconhecem o Logos Babylonico e o acordo fundador da economicização do sexo para o desenvolvimento da civilização moderna. Fugiram da escola, mas eu não tenho nada com isto.

 

Follow the money, follow the power.

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Direct yen-yuan forex deal to start in June

Japan and China will likely initiate a foreign exchange system in which the yen and the yuan can be directly exchanged starting in June at the earliest, sources have said.

The Japanese and Chinese governments have entered the final phase of negotiations to establish foreign exchange markets in Tokyo and Shanghai, and will likely reach an official agreement soon.

Currently the two countries' currencies are exchanged via the U.S. dollar and thus foreign exchange commissions are relatively high.

If the direct exchange system is realized, transaction commissions can be cut and the exchange procedure will be simpler. Some economists expect it will expand trade between Japan and China and make trade processing smoother.

The two governments agreed to establish the system in December last year when a Japan-China summit meeting was held in Beijing.

Since February, working-level panels from each country have been discussing the issue.

Currently, a system for exchanging the yen and the yuan is possible, but exchange markets are not well developed. Financial institutions have also not established respective systems for the exchange.

Unlike exchange deals for the yen and dollar, China does not employ a floating exchange rate in which a currency's value is determined by the market. Exchange rates between the yuan and U.S. dollar fluctuate within a limited range that the People's Bank of China announces every morning.

With the new bilateral exchange system, it is possible the exchange rate between the two currencies will be decided freely by market forces.

If the exchange rate fluctuates wildly, however, some economists believe the Chinese authorities will stabilize it with market intervention.

In fiscal 2011, Japan's exports to China amounted to 12.48 trillion yen, accounting for 19 percent of the nation's total exports.

Imports from China were 14.78 trillion yen, accounting for 21 percent of total domestic import value.

If the Japanese and Chinese currencies are traded directly, foreign exchange commissions from U.S. dollar transactions will disappear.

This will reduce the costs of trade and the two countries will be able to avoid exchange rate fluctuation risks associated with the U.S. dollar.

Companies doing business with China will experience significant cost reductions and bilateral trade will become easier.

From the Chinese side, an increase in the volume of exchange deals with Japan will result in increased circulation of the yuan outside China.

China likely aims to strengthen its currency's international influence, economists said.

(May. 27, 2012)

 

Follow the money, follow the power.

Esse sistema de reservaem ouro nunca funcionou. Então a liquidez do mundo dependeria da quantidade de ouro estocado? Então se se achasse uma enorme reserva os preços iriam disparar? Os Estado (principalmente EUA) mentiam sobre a quantidade de reservas.

Deve-se melhorar a regulação e não deixar os banqueiros administrarem os órgãos reguladores (tarefa difícil, pois os criadores de leis tem suas campanhas financiadas pelos bancos). Além disso, deveria se criar uma moeda para transações internacionais que não fosse o dólar.

 

 

 

O ouro servia como reserva de valor há 100 anos, hoje todo o estoque de ouro do mundo não chega a 1% da liquidez internacional, portanto o ouro não é mais viavel como reserva para o tamanho da economia mundial. O dolar continua sendo a reserva para o qual todos correm em tempo de crise por razões intrinsecas que nenhuma outra moeda possue.

O dolar subsiste como moeda internacional por absoluta falta de alterbativa disponivel.

O sistema de Bretton Woods sobreviverá enquanto outro sistema não for colocado no lugar e não há à vista nenhum outro mecanismo sendo construido.

Bretton Woods foi possivel por causa do desfecho de uma guerra mundial, um acontecimento que ocorreu duas unicas vezes em um século. Foi um momento unico, aonde claros vencedores puderam impor sua vontade ao resto do mundo. Aonde existem hoje semelhantes condições para um acordo consensual de tal magnitude?

Hoje é dificil fazer 3 paises entrarem de acordo, imagine 200.

 

 

Que coisa, criou a divida e criou a LIQUIDEZ que jorrou sobre o Brasil e sobre o Governo Lula ou acham que os dolares que entraram no Brasil e constituem hoje as reservas internacionais vieram de onde? De Cuba? Não, vierram do mesmo sistema financeiro internacional que gerou a divida, uma coisa está ligada na outra, é um conjunto de mecanismos que se engrenam no topo, para haver o ""carrinho zero" do povão e as sondas da Petrobras é preciso que o demoniaco sistema financeiro internacional dê liquidez

aos bancos, fundos, financistas, mercado de bonus e emprestimos, Bolsa de Nova York, é um circuito de dutos que irrigam os afluentes nacionais, a divida não é um ENTE que sai do nada e se cria no vacuo,, é o sangue de um sistema de vasos que possibilitam ao Brasil se integrar à economia global. A divida é a contraparte dos PAC, das fabricas, dos oleodutos, dos navios, das siderurgicas, do financiamento a bens de consumo, dos tratores, caminhões, trens e aviões que integram nosso dia a dia. Se não querem divida ficam em suas casinhas quietinhos comendo a sopinha e ouvindo o radio, a vida simples de nossos avós.

 

A verdadeira liquidez deve ser contruida atraveís da poupança e não "criando dinheiro do nada".

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

Então vamos voltar ao pré-mercantilismo?

A poupança é produto do investimento e não o contrário. Para se ter crescimento é preciso alguém gastar mais que ganha.

 

Concordo contigo nessa André.

Engraçado que o pessoal fica tentando achar culpados fáceis para os problemas do mundo.

E desses fetichistas do dinheiro - que acham que o problema é a moeda, as reservars fracionárias e a alvancagem dos bancos - vão desde esquerdistas extremos até direitistas ultra-liberais.

Não sei o que pensam, será que acham que se secar a liquidez, retirar dinheiro da economia a coisa vai melhorar ? Na minha opinião o tombo seria muito maior.

É claro que precisa haver regulação do sistema financeiro e da alavancagem dos bancos e há, mas daí a elimiar isso tudo, acho que meio impossível.

 

@DanielQuireza

Caro Daniel, fiquei curioso para saber o que é um fetichista do dinheiro?

Por outro lado dinheiro e moeda não são a mesma coisa, moeda é o dinheiro que tem curso legal em um país.

Existem alguns suspeitos que são mais suspeitos do que outros em alguns problemas, por exemplo, quando é a humanidade e o mundo todo que mostram sinais de stress em suas relações internacionais financeiras, não dá para falar de unha encravada, mas o dinheiro e em especial o dinheiro de trocas internacional que se usa como moeda de trocas internacionais geralmente é um dos primeiros suspeitos.

Olvidar isto é enfiar a cabeça na areia e pensar que o problema acabou.

 

Follow the money, follow the power.

Eu também fiquei...

Essa curiosa liquidez que pode ser obtida até com mera impressão de dinheiro (como se fosse mercadoria).

E no Brasil de Lula, parece que essa mercadoria choveu do céu! Ou veio embutida em algum meteorito!

Eu pensava que tivesse sido pagamento de produtos e serviços (inclusive financeiros

E de outra virtualidade econômica: o câmbio.

 

Progresso Econômico Nacional
João Paulo Filgueiras
O Brasil encontra-se em um dos seus melhores momentos econômicos, após décadas de crises inflacionárias, dívida externa e dependência financeira de outras nações, finalmente estamos nos acertando e emergindo como a potência equivalente aos nossos recursos naturais e humanos. A crise econômica dos países ricos antecipou em algumas décadas a ascensão dos países emergentes o que nos leva a uma pergunta óbvia: somos nós que estamos melhorando ou são eles que estão em declínio? Claro que a resposta obviamente é: as duas coisas! Embora os BRICS estejam em um momento de euforia, não podemos esquecer a distância que afasta suas rendas, IDH , e recursos tecnológicos dos EUA, UE e Japão.
A China pode se tornar em poucos anos a maior potência mundial, superando os Estados Unidos no PIB , além do território de 9,5 milhões de quilômetros quadrados (contra 9,3 dos americanos) os mais de 1,3 bilhões de habitantes (os EUA possuem pouco mais de 300 milhões) o que a tornará a grande potencia mesmo com uma renda per capita mais baixa. Outro gigante populacional, a Índia, (com cerca de 1,2 bilhões) também apresenta um grande crescimento econômico devendo se tornar outra grande economia. A Rússia antiga potência da Guerra Fria, quando fazia parte da URSS, apesar de possuir cerca de 140 milhões de habitantes, possuí o maior território do mundo, 17 milhões que quilômetros quadrados (quase uma America do Sul) e tecnologia militar de ponta. A África do Sul, única representante do seu continente, é um país relativamente avançado, embora não tenha o mesmo potencial que os demais representantes.
O Brasil deve o seu crescimento, além dos fatores já citados, aos programas de distribuição de renda e aos avanços educacionais das últimas décadas que fortaleceram o mercado interno e qualificaram a mão de obra, e também ao crescimento do comercio com a China, grande consumidor de matéria prima para sua imensa força industrial.
Infelizmente, o país está se desindustrializando com as parcerias que criou com o gigante asiático, o que compromete o nosso futuro.
A história nos ensina que o nosso país cresce quando ocorre uma mudança nas grandes potências hegemônicas, mas quando a nova ordem mundial é restabelecida, voltamos a um papel de subordinação. Com a Primeira Grande Guerra, criamos as bases de nosso desenvolvimento industrial, na Segunda Guerra, avançamos o parque industrial, mas a ascensão dos Estados Unidos reprimiu nosso desenvolvimento social, criou uma ditadura e tornou a nosso parque industrial subordinado das multinacionais americanas.
O Brasil, mesmo que consiga se tornar uma grande economia se encaminha para assumir o papel de fornecedor de matérias primas para o mercado asiático, o que em algumas décadas nos tornará um país dependente industrial e tecnologicamente. A China será uma grande potência com uma economia muito superior poder político e militar.
O correto a fazer seria proteger nosso mercado interno da concorrência dos produtos chineses ou desenvolver a industrial de alimentos, de cosméticos e remédios, aeroespacial, eletroeletrônico e têxtil. Esses setores estão de acordo com a nossa vocação natural e poderiam agregar valor aos produtos que hoje são exportados.
Estamos em um bom momento, mas se não aproveitarmos poderemos ao invés de ascender ao potencial que nossos políticos e economistas alardeiam voltar a uma situação colonial bem mais dura que a anteriormente experimentada. Depende de nossas decisões no presente o futuro que será construído.

 

Não sei quantas vezes já coloquei texto com  o mesmo teor.

Lembrando que o MONOPÓLIO DA MOEDA pertence ao estado, reservas fracionárias somente funcionam com um BC.

Em uma economia livre os bancos que utilizarem reservas fracionárias muito altas ficariam insolventes dai a necessidade de um banco dos bancos (BC) para coordenar esta alavancagem e sendo o garanditor final.

A moeda não pode ser monopólio do estado e durante 6 mil anos TODAS as culturas escolheram o ouro como moeda de troca.

O estado tem interesse em manter o monopólio da moeda e de manter as reservas fracionárias pq é um meio de financiamento de seus deficits.

Reservas fracionárias em si não é um pecado desde que não seja feita um cartel e que fique explicito os riscos aos correntistas e este que em ultima estancia é o regulador do sistema.

Qual é a alavancagem do seu banco vc sabe?

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

O Estado poderia se financiar por emissões diretas do seu banco central ou via crédito dos bancos públicos. A banca privada entra no esquema para dar mais "credibilidade" e auferir seus lucros.

 

    Todos os bancos brasileiros, de acordo com o BACEN, estão com suas operações de tesouraria (próprias) com o coeficiente de alavancagem bem abaixo do exigido pela Convenção de Basiléia, portanto extremamente conservadores.


     Mas, pode ocorrer que algumas carteiras de investimento em derivativos, tenham altissima alavancagem, o que é normal no mercado, mas estas carteiras não são do Banco, que apenas é o agente financeiro da operação.


     Portanto cuidado quando seu gerente oferece um "produto" financeiro, pois mesmo sendo vendido pelo seu Banco, este "produto" pode ser uma aposta, tem até CNPJ diferente, e as vezes o próprio "vendedor" joga contra este "produto".


      Lembre-se sempre, gerente de banco (agência), é apenas um vendedor comissionado de produtos, na maioria das vezes ele sabe apenas o que está no "folder" relativo ao produto, e tem metas a cumprir - vc. é o alvo destas metas. 

 

junior50

Caro Aliança, ainda que as motivações do autor do texto (e do Assis) sejam diferentes das suas, elas convergem neste aspecto de critica ao dinheiro de vento. Realmente, esta na raiz de muitos dos males dos nossos tempos, mas o que não faltam são prêmios Nobel de Economia que vão defender o sistema até a morte, desde que "regulado". Ou seja, ele não é insustentavel por um vicio de origem, mas porque falta "regulação", essa palavrinha magica tão ao gosto dos economisticos.

 

Sim ambas as correntes de pensamento criticam a "falsa moeda".

Se for para usar a reservas fracionárias e com BC tem que haver MUITA regulação a questão é que os estados SEMPRE são cooptados pelos bancos.

Eu prefiro a extinção do BC e o fim do monopólio da moeda por parte do estado e a regulação seja por meio direto pelo usuáro por meio do livre mercado.

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

Aí que os bancos vão deitar e rolar mesmo. No sistema atual os usuários também poderiam regular. Por que isso não se dá? Assimetria de informações. 99,9% das pessoas não compreenderiam um balanço de um banco. Do 0,1% que conseguem entender um balanço, 99,9% não teria condições e informações suficientes para detectar uma fraude.

Esse seu espírito liberal só funciona num mundo idealizado com todo mundo honesto, com acesso a todas as informações e com capacidade de processá-la instantâneamente.

O mundo real não é assim.

 

Certa feita e na iminência de fazer uma pergunta alguém disse para nunca inquirir sem ter e saber da resposta.


Pelo histórico a salvação financiaria do mundo esta nas tuas boas mãos.