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Como Reagan ignorou a AIDS


Texto original (em alemão); http://orf.at/stories/2061076/2061071/

Como Reagan "permitiu" a AIDS

Em um artigo de 5 de Junho de 1981, vários médicos descreveram a doença de cinco jovens homossexuais (homens) em Los Angeles. Eles sofriam de uma inflamação pulmonar muito rara. Dois dos pacientes já estavam mortos quando publicaram o primeiro relatório científico, 30 anos atrás, sobre a doença fatal de deficiência imunológica. Ninguém sabia ainda que o vírus desconhecido era a causa.

A história da AIDS é também a história de uma omissão grave. A homofobia e a ignorância asseguraram o desenvolvimento sem impedimentos da doença durante décadas. Desde então a doença já fez mais de 25 milhões de vítimas fatais, o que foi significativamente mais do que todas as vítimas civis e militares da Primeira Guerra Mundial.

"A vingança da natureza contra os gays"

Principalmente o Presidente Ronald Reagen - quando em seu primeiro mandato a doença ficou conhecida - ignorou o perigo de uma epidemia de AIDS.

Pelo contrário, a doença era perfeita para sua visão de mundo homofóbica e foi utilizada por ele para atender a sua base eleitoral cristã-fundamentalista-conservadora-de-direita e seus preconceitos e aversões a homossexuais. Segundo o jornal "San Francisco Chronicle", o porta voz do presidente Reagan, Pat Buchnan, chamou a AIDS literalmente de: "a vingança da natureza contra os gays".

Apesar, mês após mês, do aumento assustador das taxas de infecção e do pedido de pesquisadores e profissionais de todos os níveis da área de saúde para fornecer dinheiro para a pesquisa da doença, o governo Reagan reagiu com indiferença.

Longo silêncio de Reagan

Mesmo em 1 de Fevereiro de 1983, quando já haviam sido registrados 1.025 casos de AIDS e, pelo menos, 394 mortos somente nos EUA, Reagan permaneceu calado. Cerca de um ano mais tarde, o Centro Americano de Controle e Prevenção de Epidemias relatava 4.177 doentes de AIDS e 1.807 mortos - mas Reagan permaneceu em silêncio.

Em um jantar na Casa Branca, a primeira dama Nancy Reagan mostrou-se preocupada com um de seus convidados que, aparentemente, teve uma perda enorme de peso - em Julho de 1985 foi anunciado que a estrela de Hollywood Rock Hudson era doente de AIDS. Assim, a epidemia ganhou pela primeira vez um rosto conhecido mundialmente. Mas Reagan continuou sem falar nada sobre essa doença que se espalhava rapidamente.

 

Em 1985, o congressista democrata Henry Waxman escreveu no Washington Post que "é surpreendente que o presidente fique calado apesar de 6.000 americanos morrerem, e que ele possa ignorar a existência de uma epidemia. Talvez seus conselheiros estão convencidos de que ele não tem escolha, porque a Nova Direita juntou fundos justamente através de um sentimento anti-gay"

 

Seis anos perdidos

 

A administração Reagan - diretamente questionada sobre o tema em 1982 - levou tudo para o ridículo, para a piada. Enquanto isso o Centro Americano de Controle e Prevenção de Epidemias tinham pouquíssimos recursos disponíveis para lutar efetivamente contra a propagação da doença nos EUA (salon.com). E faltava também um plano geral de controle da epidemia.

 

Somente no final do seu segundo mandato - maio de 1987 - Reagan deu suas primeiras palavras sobre o tema na 3. Conferência Internacional sobre AIDS, em Washington. Naquele momento 36.058 cidadãos americanos já haviam sido diagnosticados com AIDS e 20.849 já tinham morrido em decorrência do vírus HIV. A doença já havia se espalhado para 113 países e matara mais de 50.000 pessoas.

 

Elisabeth Taylor havia anteriormente, em uma carta quase que implorado e frisado a Reagan, que suas palavras ajudariam "demais na libertação da doença de seu estigma arcaico (doença de homossexuais) e no esclarecimento das pessoas de que não era mais uma doença de uma minoria. Pode acontecer com todos. Não é culpa de ninguém e um problema de todos".

 

De "piada de mau gosto" a "inimigo de Estado"

 

Demorou 13 anos até que o então presidente dos EUA, Bill Clinton, declarou a AIDS como um "inimigo de Estado" dos EUA. A epidemia podia derrubar governos, criar caos na economia mundial e provocar conflitos étnicos, assim explicou Clinton sua decisão. Seu governo disponibilizou amplos fundos para a pesquisa e prevenção da AIDS. Mas de certa forma já era, naquele momento, tarde demais: Anos a fio de recusa deliberada do governo americano sob o comando de Reagan em reconhecer seu perigo para a população, facilitou a propagação da epidemia de forma significativa.

 

Tradução livre K.T.

 

Links:

 

San Francisco Chronicle

Salon.com-Artikel

Elizabeth Taylors Brief an Reagan

Aids-Bericht 2010 (UNAIDS)

Aids (Wikipedia)

 

 

 

 

Rock Hudson - já com AIDS - em 1984 na Casa Branca com os Reagans
Elisabeth Taylor, uma das pioneiras na luta contra a AIDS implorou ajuda a Reagan.
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Caros, tem um livro (antigo) sobre a luta pela identificação da doença pelo CDC nos EUA e a forma de sua disseminação: "Paciente Zero". É a história de um comissário de bordo canadense, Gaëtan Dugas - ele foi o principal vetor de disseminação da doença, de acordo com a obra; dos cem primeiros casos registrados pelo CDC, TODOS tinham tido relações sexuais diretas com o comissário ou com alguém que tinha tido relações com Dugas. O levantamento hoje é contestado e a teoria de um paciente zero foi bastante minimizada, mas vale a leitura para notar a realidade social à época, o desconhecimento dos médicos sobre a doença e seu processo de identificação. Vale ainda notar que, à época, quem desenvolvia o Sarcoma de Kaposi (um dos primeiros sinais de deterioração do sistema imunológico pela AIDS) levava a pecha de ter o "câncer gay". O livro tem o título em inglês And the Band Played On, e foi escrito por Randy Shilts's.  Abs.

 

O Reagan pagou seu preço: desenvolveu doença de Alzheimer depois de seus mandatos. 

 

Existe um filme excelente sobre o início da epidemia de AIDS, que aborda inclusive o comportamento do governo Reagan. Trata-se de "E a vida continua"(And the band played on), de de Roger Spottiswoode.

Vale muito a pena assitir. Muito mesmo.

Quem já viu há de concordar comigo. Para quem não assitiu, fica a dica.

 

Também vale a pena ver esse documentário do programa Frontline, da PBS.

 

The Age of Aids

http://www.pbs.org/wgbh/pages/frontline/aids/view/

(fui conferir, está com um problema na tela... mas ainda sim, vale - ou baixar por aí)

 

Esse site precisa começar a ocultar comentarios podres... ou nem aprovar.

Tira a vontade entrar aqui e encontrar os comentarios retardados que infestaram ultimamente. Eu já não entro no terra nem na folha pq sei q os comentários sao feitos por dinossauros, agora aqui também? Difícil...

 

Reagan foi ator em Hollywood e lider do sindicato de atores (o único presidente estadunidense que foi presidente de sindicato). Com certeza tinha muitos amigos assumidamente gays.

O filho mais novo de Reagan era bailarino profissional. No mínimo tinha vários amigos e colegas de trabalho gays.

Então não pode haver gays de direita? Não existe o grupo Gay Republicans?

http://www.gayrepublicans.org/

Os republicanos em geral podem ter sido contra dos direitos civis dos homossexuais, mas afirmar que o Reagan descuidou da AIDS por motivos ideológicos é fazer propaganda do partido Democrata.

A razão do descuido é que ninguém sabia o que era a AIDS quando ela surgiu. Aliás, foi a doença infecciosa humana que surgiu e se espalhou mais rapidamente em toda a História. Também foi a que mais rapidamente se descobriram a causa e o tratamento. Sou otimista, logo se terá a cura também.

 

Um dos grandes erros de certos setores da esquerda é querer condicionar algo que é inato a seguir uma determinada ideologia, quase que numa base de "fulano com característica inata que interessa à minha luta maior e que não segue meu corolário é de duas, uma: ignorante ou não é fulano com característica inata que interessa à minha luta maior". Isso é um obstáculo criado que os tais setores da esquerda e ninguém mais criam para eles próprios e que muito lembra o clássico comportamento de seita de "se não segue meu corolário, então o que segue meu corolário não existe enquanto na condição que ele declara". E, neste caso, assim como seguem existindo os que as seitas dizem não existir, seguirão existindo, por mais que certos setores da esquerda não queiram admitir a existência, pessoas cuja característica inata é de interesse da luta maior de certos setores da esquerda que seguem vieses centristas, direitistas, pragmáticos ou apolíticos.

Por que isso? Porque são pessoas e, por serem pessoas, obviamente são animais racionais e perfeitamente capazes de fazer escolhas, acreditar ou não nisto ou naquilo, pensar e refletir em cima dos dados que recebem e, segundo sua forma de refletir em cima daqueles dados, escolher este ou aquele caminho. E, claro, podem inclusive ter a opção de demonstrar o desperdício dessa capacidade e serem completamente alienados e burros, por única e exclusiva escolha. De qualquer forma, o ato de ser pessoa é em si de riqueza e complexidade muito maior do que a pobreza de espírito se querer restringir a identidade de alguém à cor de pele que tem, ancestralidade que possua ou aquilo que faça em quatro paredes.

Portanto, passou da hora de erradicar tal ranço, senão ficarão na base do profeta do apocalipse que fica bradando na praça que o fim do mundo está próximo: você respeita a liberdade de expressão dele, e nada mais além disso, o que significa que ele seguirá falando sozinho e acreditando que a meia dúzia de gatos pingados que porventura amealhou são parcelas significativas de uma multidão de milhões de pessoas e legítimos representantes desses milhões de pessoas, mesmo que esses milhões de pessoas não tenham passado qualquer procuração para esses gatos pingados as representarem.

 

Rastreado 24 horas/dia via patrulha ideológica

Andre, você acusa os outros daquilo que mais você é condicionado, sua ideologia!

Antes de taxar algo de esquerda veja a origem do texto, pelo menos isso já te ajudaria a ver as coisas um pouco melhor! O site da ORF é estatal da Austria, e não é nem de longe verde (esquerda) como você gostaria muito que fosse! Se trata de uma empresa bem direitista na realidade!

Outra, no texto se faz uma crítica que acho bem consistente, em 7 ANOS de mandato o presidente dos EUA nunca havia pronunciado a palavra AIDS, nunca jamais havia falado sobre a doença e muito menos liberado verbas consistentes para isso, acho que já é bem sintomatico como uma doença que àquela época já matava tantos americanos e tão rapidamente virou epidemia o presidente do país não se pronunciar!

Mas para você, é melhor querer desqualificar a reportagem chamando de esquerda e pronto, já tá resolvido!

Depois quem é fanatico ideológico são os outros... então tá!

 

“O que me amedronta, não é o grito dos maus, mas o silêncio dos justos” Martin Luther King

Só para facilitar o inferimento pelo contexto, segue o que o colega escreveu e que gerou meu comentário:

Então não pode haver gays de direita? Não existe o grupo Gay Republicans?

http://www.gayrepublicans.org/

E aí, já com o contexto inferido, segue o que comentei antes, que, reitero, refere-se ao tal trecho do que o colega disse:

Um dos grandes erros de certos setores da esquerda é querer condicionar algo que é inato a seguir uma determinada ideologia, quase que numa base de "fulano com característica inata que interessa à minha luta maior e que não segue meu corolário é de duas, uma: ignorante ou não é fulano com característica inata que interessa à minha luta maior". Isso é um obstáculo criado que os tais setores da esquerda e ninguém mais criam para eles próprios e que muito lembra o clássico comportamento de seita de "se não segue meu corolário, então o que segue meu corolário não existe enquanto na condição que ele declara". E, neste caso, assim como seguem existindo os que as seitas dizem não existir, seguirão existindo, por mais que certos setores da esquerda não queiram admitir a existência, pessoas cuja característica inata é de interesse da luta maior de certos setores da esquerda que seguem vieses centristas, direitistas, pragmáticos ou apolíticos.

Por que isso? Porque são pessoas e, por serem pessoas, obviamente são animais racionais e perfeitamente capazes de fazer escolhas, acreditar ou não nisto ou naquilo, pensar e refletir em cima dos dados que recebem e, segundo sua forma de refletir em cima daqueles dados, escolher este ou aquele caminho. E, claro, podem inclusive ter a opção de demonstrar o desperdício dessa capacidade e serem completamente alienados e burros, por única e exclusiva escolha. De qualquer forma, o ato de ser pessoa é em si de riqueza e complexidade muito maior do que a pobreza de espírito se querer restringir a identidade de alguém à cor de pele que tem, ancestralidade que possua ou aquilo que faça em quatro paredes.

Portanto, passou da hora de erradicar tal ranço, senão ficarão na base do profeta do apocalipse que fica bradando na praça que o fim do mundo está próximo: você respeita a liberdade de expressão dele, e nada mais além disso, o que significa que ele seguirá falando sozinho e acreditando que a meia dúzia de gatos pingados que porventura amealhou são parcelas significativas de uma multidão de milhões de pessoas e legítimos representantes desses milhões de pessoas, mesmo que esses milhões de pessoas não tenham passado qualquer procuração para esses gatos pingados as representarem.

++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Espero não mais ter de obrigar os outros a inferir pelo contexto ou pararem de ler picotadamente as coisas e falarem algo baseado em retalhos e não no texto inteiro e no contexto em que foi escrito, pois ainda confio na capacidade do ser humano de entender os textos com o sentido que realmente têm, e não pelo sentido que alguns leitores querem que eles tenham, mas que jamais terão.

 

Rastreado 24 horas/dia via patrulha ideológica

Eva, não estou falando do texto, mas sim foi um comentário ao colega Wandihkleysson Piragibe sobre algo que ele comentou. Textos, quando inferidos pelo contexto, ganham o sentido que eles realmente têm, e não aquele que um terceiro que não escreveu o texto quer que eles tenham. E, claro, é mais do que normal que comentários ganhem ramificações que não obrigatoriamente digam respeito àquilo que está no texto, mas sim sobre derivações do debate que aquele texto gerou. É tão simples quanto 2 e 2 são 4, capisce?

 

Rastreado 24 horas/dia via patrulha ideológica

A teoria  da conspiração  tendo  AIDS como vetor   de um  provável  teste biológico,que   supostamente    seria empregado como  arma idem,começa no Haiti.É lá ,que  um grupo de  pesquisadores escolhe como experiência  de campo para um vírus  experimental desenvolvido

pelo Pentágono.A guerra do Vietnã  estava perdida , guerra fria esquentava com os desafios dos mísseis intercontinentais,satélites  militares   em órbita geoestacionária sobre a URSS, e a multiplicação insana  dos artefatos nucleares. O teste sobre os  "voluntários " haitianos  ,deu em nada.O curto prazo de  avaliação não permitiu verificar  manifestações patológicas que despertassem interesse dos pesquisadores. Esse  "grupo de controle",dispersou-se , muitos emigraram para a África e outros, tangidos pela penúria crônica  haitiana,dedicaram-se à  doação de sangue,recolhida por laboratórios hemoterápicos americanos.

Bem, o resto fica por conta de cada  um deduzir,crer ou seduzir-se  por mais uma  das tantas  teorias vagantes,sobre  tudo , sobre todos e sobre qualquer coisa.

 

Fala do Reagan tem que aparecer os defensores, né?

 

Não sei se querem defender o Reagan, mas com certeza atacar os homossexuais.... daqui a pouco solto um "bingo".... são sempre os mesmos!!!!

 

“O que me amedronta, não é o grito dos maus, mas o silêncio dos justos” Martin Luther King

É que o Blaya tirou o dia de folga hoje.

 

ah, tá explicado então!

 

“O que me amedronta, não é o grito dos maus, mas o silêncio dos justos” Martin Luther King

Eta, complexo. Até onde sei a aids é uma questão internacional, não apenas da casa branca. Por quê o Reagan seria o responsável pelos que fizeram sexo promíscuo sem proteção ou compartilharam seringas para o consumo de drogas, que eram a grande maioria dos aidéticos nos anos 80? O Estado é o culpado pelo que cada um faz por livre e espontânea vontade?

Desde que o vírus foi isolado as pesquisas para a vacina ou a cura sempre foram as que mais receberam recursos dentre as doenças transmissíveis.

Outro detalhe: Eva, a aids recebe mais recursos para pesquisas e tratamentos que a lepra, a malária, a tuberculose e demais doenças de pobres juntas. Se a aids não atingisse o beautiful people teria muito menos recursos. Um doente de aids no Brasil vale 130 vezes mais que um diabético. Pesquise qual delas possui mais portadores, mata mais e deixa mais sequelas na população brasileira.

Caso ela não vitimasse personalidades, ficasse restrita aos joões ninguém, duvido que existissem sequer os retrovirais.

 

sexo promiscuo? depois quem tem complexo são os outros.... afff!

E por favor, depois de tanto tempo "visitanto" esse blog não deu para perceber que não fui eu quem escrevi? Então por favor, pare de ficar mandando eu pesquisar melhor, mais ou seja lá o que for, o texto original é da empresa estatal de telecomunições da Austria (ORF), não é de minha autoria, quer mandar alguém "pesquisar" "melhor" faça diretamente para quem escreveu.

No mais, você -para variar- não merece que me dê ao trabalho de responder, mas enfim....

 

“O que me amedronta, não é o grito dos maus, mas o silêncio dos justos” Martin Luther King

Reagan ignorou a AIDS e foi responsavel pela morte de milhares, Reagan cortou verbas de assistência social para veteranos de guerra do vietnam e permitiu a morte de centenas que estavam doentes nos hospitais americanos e tambem cortou a fisioterapia e deixou milhares em cadeiras de roda, Reagan cortou o auxilio habitação para os pobres obrigando os pobres americanos a morarem em imoveis apertados e insalubres resultando no reaparecimento de diversas doenças principalmente a tuberculose transmitida pelo ar e foi o responsavel pela morte de milhares, Reagan cortou o auxilio alimentação dos pobres americanos jogando milhões de crianças na miseria matando milhares fazendo com que os EUA dentre os paises ricos seja o de maior porcentagem de pobreza infantil, Reagan congelou durante 8 anos de seu governo o salario minimo americano e jogou milhões na pobreza obrigando os pobres principalmente os negros a se alimentarem de produtos baratos- açucar e farinha - causando uma epidemia de diabetes entre os negros norte-americanos e fazendo com que expectativa de vida deles seja menor do que os africanos, Reagan cortou verbas da saude  provocando a falencia de diversos hospitais publicos milhares ficaram doentes e outros tantos morreram sem assistencia e no caso dos hospitais psiquiatricos que pararam de atender os doentes em NY para cada hospital fechado uma cadeia era  aberta para acolher os doentes mentais que sem tratamento praticavam algum crime, Reagan cortou a verba da educação principalmente as escolas frequentadas pelos pobres que dependiam da ajuda do governo federal, Reagan com as suas guerras pelo mundo foi o responsavel pela morte de milhôes.

Reagan foi um bom norte- americano!

Barack Obama já declarou que Reagan é um exemplo de bom presidente, um estadista, um exemplo para ele 

  

 

É uma critica carregada de ideologia. Nenhum governo do mundo tinha grande conhecimento ou capacidade de ação sobre essa doença em 1981. A consciencia sobre AIDS demorou mundialmente a crescer em função do aumento exponencial do numero de casos. Reagan fez o que seria normal e possivel fazer nas circunstancias, agiu no timing que coincidiu com a percepção mundial do drama da AIDS. Ao contrario, Nancy Reagan foi uma das primeiras ativistas a favor de atenção e pesquisas sobre a epidemia, o filho do casal, Ron, era bailarino e o meio em que os dois viveram e aonde tinham grande relacionamento, o meio cinematografico de Hollywood, foi dos primeiros grupos a ter multiplas ocorrencias de casos de AIDS.  Essa teoria da letargia de Reagan é velha, tem muito a ver com campanhas politicas e com o lobby da comunidade gay nos EUA, que é fortissimo, com as criticas dos Democratas sobre o descaso dos Republicanos com os programas de saude. Pode-se analisar muita coisa no tema mas é preciso conhecer os contextos e depurar teorias conspirativas tolas, ninguem mais que os Reagan tinham amigos na area de risco da AIDS, a começar pelo filho deles.

 

 

http://www.pbs.org/newshour/nancy-reagan/2011/01/other-headline-9.html

 

Oops. Você copiou meu pensamento.

Agora, dizer que o filho bailarino do Reagan tinha um grande risco do contrair AIDS é sugerir que ... ele pudesse ter um caso com uma bailarina que tivesse AIDS?

Nunca vi nenhum comentário sobre a orientação sexual do filho bailarino do Reagan.

 

É a velha crença de que todo bailarino é gay. Aliás, o texto do cidadão também traz embutido o mesmo preconceito-crença de que o número de gays no meio artístico é substancialmente maior do que nos outros grupos sociais.

Um primor de informações em o menor fundamento...

 

Primeiramente: FORA TEMER! E pra encerrar: FORA TEMER!

Claro que é texto com carga ideológica ... e qual o problema ? De outros pontos de vista não existe também ideologia ? Você acha que um Reagan, um Bush, não defendiam (e hoje tem alguém que defende) uma determinada linha de pensamento para a sociedade ? É engraçado como alguém que claramente tem posições ideológicas sobre (quase (dou-lhe uma folguinha)  ) tudo critica os outros quando este se posicionam ideologicamente.

O mundo está longe de superar as ideologias ...

 

Acho que o Nassif deveria abrir um post sobre "o que é ideologia", enquanto categoria sociológica mesmo. Nos comentários aqui no blog percebo que a palavra ideologia é (quase) sempre uma referência ao modo de pensar da esquerda ou afins. Algo ligado a minorias discriminadas.

Parece que quem é supostamente ou verdadeiramente sério intelectualmente não tem ideologia, quem é de direita ou de centro não tem ideologia, quem integra uma maioria ou defende o pensamento predominante também não.

E sobretudo, parece que as pessoas terem uma "ideologia" já as desqualifica automaticamente. Ideologia parece coisa de satã ou de comunistas comedores de criancinhas.

Vamos colocar essa questão nos eixos.

Todos os que vivem em sociedade tem uma ideologia, seja ela oriunda da própria vida que vivem, das familias nas quais nasceram, nas escolas nas quais estudaram, etc., ou advinda de leituras, experiências e reflexões sobre a vida e o mundo. Ideologia é uma palavra que tem sido muito mal empregada na mídia, nos livros, na TV, escola, como se ter uma fosse um pecado sem perdão.

A mídia sempre nos passou a idéia de que "idológicos" são apenas os que contrariam os interesses das classes dominantes, como se estas, em sua pureza de intenções, não a tivessem.

 

Lembrei do meu professor de história quando comecou a falar sobre as "ideologias" no séc XX, basicamente ele tentou explicar que o termo era mais abrangente, que praticamente tudo que voce faz ou assiste carrega uma certa ideologia, mas que ele não conhecia nenhum termo melhor e mais específico para se referir ao que ele ia explicar, que então ia chamar de "ideologia" mesmo, como todo mundo faz. Acho que o ponto é que essa palavra não tem mais o mesmo significado de quando surgiu, acho importante saber o significado original da palavra, mas isso não quer dizer que seja o único significado possível e de fato o termo ideologia usado comumente nunca vai ser o mesmo do usado originalmente.

Quanto ao modo como a mídia usa essa palavra, parece que ela conseguiu transformar o significado desta em "radicalismo político" e virou mais uma palavra de ódio em seu discurso. E é legal de ver que a palavra passa a ser usada de todo tipo de maneira, trocando-se algum termo ruim (como enviesado, tendencioso ou radical) por ideologia.

 

Naquele Filme com o Tom Hanks, Filadelfia, há o momento exato em que o reagan faz o discurso do

"Vc vai contra a natureza recebe punições"...

 

 

Denilson J. da Silva
[email protected]
Agente de Pesquisa e Mapeamento IBGE
 

Sobre os conservadores americanos e a AIDS, existe uma teoria conspiratória bem convincente que afirma que o HIV é uma arma biológica e que sua cura não é tão difícil.

No início dos anos 70, os conservadores americanos estavam horrorizados com a contracultura e a liberalização sexual da sociedade pós-pílula anticoncepcional. Os falcões da CIA teriam então desenvolvido um vírus e espalhado inicialmente nos homossexuais que durante muito tempo foram o principal grupo de risco, como forma de repúdio a "promiscuidade" existente na época.

Depois do assasinato de Kennedy e o obscurantismo da era Bush nada se pode duvidar.

 

A tradução omite a origem da AIDS no continente africano. "Ermöglicht" significa "possibilitou". Nada a ver com "permitiu", como se a doença precisasse de sua chancela, ou "ignorou" como se  ele fosse um desinformado qualquer. Outros links nos levam a sites da militância homossexual. Os títulos dos parágrafos, para o mal leitor, nos induz a pensar que as ciotações foram feitas pelo próprio presidente, o que não foram.

Pergunto: é para levar a sério?

 

"A tradução omite a origem da AIDS no continente africano":

PQP!!!!!!!  So agora notei isso!

Diga nos qual foi a "origem" da Aids no continente africano" entao, ou declare abertamente que Aids comecou porque alguem fodeu um macaco.  Mas nao deixe no ar nao porque eh outra prova de sua cara de pau.

 

Antes de tudo, abaixe o facho voce, Ivan. Primeiro voce critica e depois vai ler o texto? Então tá. Se voce ainda não percebeu, os links que mencionei estão no próprio texto. Parece que a menção à origem na doença no continente africano voce já decifrou no texto original. Quem menciona é o texto e quem faz interpretação seletiva são voces. Assim: "Reagan  "permitiu" a doença mas a África não tem nada a ver com isso". Querem levar o texto a sério? Perguntem aos autores a origem desta informação sobre a África e tirem suas conclusões depois.

Mais uma coisa: o texto faz parte de uma série de debates da emissora pública austríaca (não "governamental", viu Eva?) ÖRF sobre a AIDS (http://debatte.orf.at/stories/1683374/) sob aspectos sociais e econômicos.

Eva: eu não disse que o texto original foi manipulado. A tradução foi. Minha reclamação é com isso, não é nada pessoal. O link na frase anterior também faz referências a dois outros artigos sobre o tema, partes deste debate.

Ivan, conheço alemão e, melhor ainda, o português suficientes para perceber (também no sentido de entender, viu?) as diferenças entre um texto e sua tradução. Só não entro em nenhum "'pissing contest" sobre o domínio de outro idiomas como voce mesmo já fez neste espaço. Traduções erradas (manipuladas?) para defender um ponto de vista devem, sim, ser desmascaradas. Senão vira informação ruim (versão benevolente) ou manipulação (versão realista), o que é pior que desinformação.

Sobre as "mentiras": o link http://www.thebody.com/content/art62016.html é o que? Militância religiosa fundamentalista? Quem usou a frase "vingança da natureza contra os gays" foi Path Buchanan, porta-voz do governo (não do presidente, mas tenho certeza que vc. sabe disso) não Reagan em pessoa.

Finalmente, a pergunta sobre levar a sério é esta: voces acham mesmo que o governo de um único país, ou de um governante em particular, pode ser responsabilizado por este flagelo que nos assombra há 30 anos? Querem outra pergunta de difícil resposta? Os países ricos (EUA incluídos, por óbvio) já conseguiram um relativo sucesso nos tratamentos com os retrovirais. E os pobres? Como vão se virar? É disso que se trata o debate mencionado.

 

Então você reclama, reclama e aparentemente continua falando como se não tivesse lido o texto!

No texto é bem claro e na tradução também que a declaração "vingança da natureza contra os gays" foi feita por Pat Buchnan, onde no texto ou na tradução se diz o contrário? Não está claro nesse parágrafo; "Segundo o jornal "San Francisco Chronicle", o porta voz do presidente Reagan, Pat Buchnan, chamou a AIDS literalmente de: "a vingança da natureza contra os gays"."

Outra coisa, você fala dos links, como se a tradutora fosse a responsável, e ainda diz que são links para sites de militancia gays.... UN Bericht? WIKIPEDIA? San Francisco Chronicle? Salon.com? Tem certeza disso? O único link que você colocou dizendo ser de militancia gay é a transcrição de uma entrevista e você leu de onde é a fonte? Aqui está;

"This transcript was quoted at the beginning of Jon Cohen's book, Shots in the Dark: The Wayward Search for an AIDS Vaccine, 2001.
ISSN # 1052-4207 "

E diz sim que foi eu ou a tradutora que manipulou para dar nesses sites, o que não é verdade, os links são do texto original. E se chama Österreichischer Rundfunk, mas a sigla é ORF, não ÖRF!

Coloquei o link do texto original, porque você faz questão de dizer o contrário? A informação que faz parte de uma conjunto de matérias não era necessário, a matéria em si tem começo meio e fim, os outros textos falam de outros questionamentos sobre o problema que é bem amplo. Mas em nenhum momento eu ou o tradutor ou mesmo o texto original disse ou intui o contrário, isso é a sua visão e por honestidade deverias dizer isso com suas palavras.

Sobre o parágrafo que você está esperniando; "Mittlerweile forderte die von einer Krankheit im afrikanischen Busch zu einer weltweiten Seuche gewandelte Krankheit bereits mehr als 25 Millionen Todesopfer und damit deutlich mehr als alle zivilen und militärischen Opfer im 1. Weltkrieg."

Se trata sim de uma omissão, não voluntária, ela simplesmente na hora da tradução não viu, só isso, mas se quiser faço agora, sem problemas e vamos ver se muda alguma coisa ou se faz a tradução ser algo manipulada.

Desde então a doença - de uma doença das selvas africanas transformada em uma epidemia mundial-  já fez mais de 25 milhões de vítimas fatais, o que foi significativamente mais do que todas as vítimas civis e militares da Primeira Guerra Mundial.

Aliás, erros simples como esse, que também não alteram em nada no que o texto quer passar são resgardados pela frase "tradução livre", mas como tem o texto original qualquer pessoa pode ir lá verificar, não há má fé alguma ai, má fé é você dizer que esse erro totalmente ínfimo faz com que a mensagem do texto seja desqualificada, a única coisa que mostra aqui é seu ego, querer se mostrar um grande conhecedor da lingua , mais uma vez clap clap clap!

Outra coisa, a chamada do post quem dá é o Nassif, ele lê o texto e faz a chamada, e acho que nisso ele não é ruim. Se você acha que não condiz com a verdade, que Reagan não ignorou, isso é outra história, a chamada se refere ao texto e é isso que o texto fala, exatamente do silencio de Reagan diante da epidemia que se espalhava rapidamente (enfim, é uma epidemia!!!).

Seja honesto você, e faça críticas sem mentiras, por favor!

 

“O que me amedronta, não é o grito dos maus, mas o silêncio dos justos” Martin Luther King

Eva, tá difícil. Releia o que escrevi. Como assim, não li o texto? Voce é quem diz que esta matéria em si é hermética e conclusiva e dispensa a leitura dos outros artigos que fazem parte do debate. Eu os li e repito as duas perguntas que fiz no final de meu comentário, ainda sem respostas. Sobre as frases que poderiam ser atribuídas ao Reagan: eu ressalvei desde o início: "PARA O MAL LEITOR". Vá lá e releia.

"E diz sim que foi eu ou a tradutora que manipulou para dar nesses sites, o que não é verdade, os links são do texto original." Onde eu disse isso?

Outra: o link que mencionei aparece na frase "- zog das Ganze ins Lächerliche.. basta passar o mouse por cime da frase. Sobre o idioma: dispenso os "elogios". Aprendizado é tarefa diuturna. Só lembrando: Ö = Oe.

Só acho que voce quer fazer um cavalo de batalha a partir de uma matéria pinçada de um debate muito mais amplo.

E parem de me acusar de mentiroso sem apontar onde menti!

 

Ai Ai, vamos lá de novo!

Você não sabe é fazer uma crítica de forma clara, mistura tudo num paragrafo só dando ao leitor (bom ou mal) a enorme impressão de se tratar (sua opinião) de um erro de tradução.

Outra coisa, minha crítica acima fala exatamente desse link que está na frase, mas pelo que vejo você nem mesmo se deu ao trabalho de ler, viu o nome GLTB e já foi acusando de serem links de militancia (e por isso sem crédito), por isso me dei ao trabalho de vir aqui e colocar a fonte da transcrição da entrevista que se encontra exatamente no tal site que você "acha" que eu não sei de qual se trata. Alias, o seu comentário "outros links nos levam a sites da militância homossexual" não foi nada específico, não é mesmo? Mas a intenção sim!

cavalo de batalha quem está querendo fazer aqui é você!

 

“O que me amedronta, não é o grito dos maus, mas o silêncio dos justos” Martin Luther King

Vai abaixando o facho, camarada.

"A tradução omite a origem da AIDS no continente africano":

Mostre nos esse paragrafo no original entao.

"Ermöglicht" significa "possibilitou". Nada a ver com "permitiu", como se a doença precisasse de sua chancela, ou "ignorou" como se  ele fosse um desinformado qualquer":

Duas palavras:  "cri" e "cri".  Seu senso de traducao eh atroz, e voce provavelamente nao sabe alemao.  O tradutor nao queria falar alemao, queria falar ingles:  Reagan PERMITIU MESMO que a AIDS se espalhasse, tanto que o artigo oferece ponto apos ponto di ki Reagan se recusou a falar a palavra "AIDS" ate 87 porque nao se interessava pelo desfecho do caso.  Aprenda alemao.

"Outros links nos levam a sites da militância homossexual":

Mentira deslavada.  Quais sao esses links do artigo que "levam a sites da militancia homosexual" entao?  Mostre os pra nos.

"Os títulos dos parágrafos, para o mal leitor, nos induz a pensar que as ciotações foram feitas pelo próprio presidente, o que não foram":

Mentira tambem.

 

Para isso existem duas informações muito importantes que para um "bom leitor" se tornam fundamentais, primeiro a informação do link com o texto original, que é uma tradução livre do site da ORF, empresa de telecomunicações da Austria (governamental). Por isso talvez o engano do "possibilitou" e "permitiu", o que no texto se mostram muito semelhantes, já que a omissão do presidente permitiu a propagação da doença. Mas fora demonstrar seu alto grau de conhecimento da lingua alemã (clap clap clap) você não pode reclamar com o tradutor e nem comigo sobre os links que -na sua opinião - dão para "sites de militancia homossexuais", já que são os links do texto original, sem nenhuma diferença.

Você pode até não dar crédito ao site da ORF, mas dizer que foi manipulado isso é no mínimo má vontade!

 

“O que me amedronta, não é o grito dos maus, mas o silêncio dos justos” Martin Luther King

Estive nos EUa nesta época e não se falava em aids.

Diz aí, Ivan... terrível!

Minto, o pessoal da Varig falava, sim.

Reagan... tá... nego acaba elegendo o Fagundes... Antônio.

E ainda diz, depois, que a culpada foi a Mayara.............

heheh..

Bora, gente!