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Considerações sobre a entrevista de Arruda à Veja

Atualizado às 10:16

Comentário

O repórter Diego Escosteguy foi o autor das reportagens sobre Erenice Guerra. Mas já vinha em processo de ruptura com a revista Veja, devido a conflitos pesados com o diretor de redação de Brasília, Policarpo Jr.

Na época, entrevistou José Roberto Arruda. Por razões variadas – dentre as quais a principal era o período eleitoral – a revista deixou a entrevista na gaveta.

Um episódio precipitou a ruptura, a tal matéria de capa sobre o suposto maço de dinheiro na gaveta do Planalto, a tal capa "Caraca! Que dinheiro é esse?".

Seu nome foi incluído na matéria, ao lado do repórter Otávio Cabral. Segundo comentou com amigos, a matéria foi inventada, ele não teve nenhuma participação e o episódio o constrangeu muitíssimo, pois colocava em risco sua reputação jornalística. A partir dali, o clima ficou insuportável para ele. Queria sair da revista antes que liquidassem com seu nome.

Logo depois, passou a ser sondado pela revista Época. Aceitou o convite para ser editor de Brasil. Pediu autorização da revista para publicar a entrevista na Época. A autorização foi dada mas, no meio da semana, o portal da Veja publicou a entrevista sem dar o crédito. Foi a maneira de detonar a matéria – isto é, matar sua divulgação sem dar o devido destaque. 

 Por Webster Franklin

Do Observatório da imprensa 

LEITURAS DE VEJA 

A entrevista escondida 

Por Washington Araújo em 22/3/2011

Existem notícias que nos fazem rever o conceito do valor-notícia. Estou com isto em mente após ler a entrevista que o ex-governador José Roberto Arruda (DF) concedeu em setembro de 2010 à revista Veja. Na entrevista, Arruda decidiu dar uma espécie de freio de arrumação em suas estripulias heterodoxas como governador do Distrito Federal: atuou como principal protagonista no festival de vídeos dirigido pelo ex-delegado de polícia Durval Barbosa e que tratavam de um único tema: a corrupção graúda correndo solta nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do Distrito Federal.

Na entrevista publicada na quarta-feira (17/3) no sítio de Veja encontramos o ex-governador desarrumando as biografias de seus antigos companheiros de partido, pessoas como os senadores Agripino Maia, Demóstenes Torres, Cristovam Buarque e até o sempre correto Marco Maciel. Não faltaram mísseis dirigidos aos deputados ACM Neto, Rodrigo Maia e Ronaldo Caiado. E também ao presidente do PSDB, o agora deputado Sérgio Guerra. Na fala de Arruda sobra ressentimento e, mesmo tendo passado alguns meses, ainda trai uma certa conotação de vingança.

Não. Não estou desmerecendo o valor de uma única palavra de Arruda nessa entrevista. Após ler os desmentidos de todos os novos citados no escândalo conhecido como o "panetone do DEM" (ver, neste Observatório, "Panetones na Redação" e "Mídia encara corrida de obstáculos"), confesso que nenhum me convenceu: a defesa esteve muito inferior ao ataque desferido e onde as palavras deveriam ser adjetivas conformaram-se como nada mais que substantivas. Naquele velho diapasão do "nada como tudo o mais além, ainda mais em se tratando deste assunto, muito pelo contrário". Ou seja, a bateria antimíssil deixou muito a desejar e, considerando a virulência verbal dos agora acusados de receberem apoio financeiro no mínimo com "origem suspeita", os desmentidos surgem como bolhas de sabão que tanto animam festas infantis. Desmancham-se no ar.

 

Miúdos e graúdos

 

O que me causou profunda estranheza nessa entrevista nem foi seu conteúdo, menos ainda seu personagem. O que me deixou perplexo, com todas as pulgas aninhadas em volta da orelha, foi otiming da publicação da entrevista. Por que Veja, tendo entrevistado o ex-governador em setembro de 2010, somente agora, quase 190 dias depois, resolveu levá-la ao conhecimento de seu público leitor? O ponto é que o mais robusto episódio de explícita corrupção, o único escândalo com tão formidável aparato midiático, com dezenas de vídeos reproduzidos nos principais telejornais do Brasil, merecia ter um tratamento realmente jornalístico: descobrindo-se novos fatos, novos meliantes, novas falcatruas, tudo teria que vir à luz, a tempo e a hora.

Convém refrescar a memória com essas autoexplicativas manchetes dos principais jornais brasileiros no dia 28/11/2009:

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O Globo: "Governador do DEM é suspeito de pagar propina a deputados". E diz que "PF grava José Roberto Arruda negociando repasse de dinheiro com assessor";

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Folha de S.Paulo: "Governo do DF é acusado de corrupção";

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O Estado de S.Paulo: "Polícia flagra ‘mensalão do DEM’ no governo do DF". E diz que o esquema "teria até mesmo participação do governador Arruda".

No dia seguinte, 29/11/2009, as manchetes continuaram com tintas denunciatórias:

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O Globo teve como manchete principal "PF: Arruda distribuía R$ 600 mil todo mês";

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Folha de S.Paulo optou por "Documento liga vice-governador do DF a esquema de corrupção";

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O Estado de S.Paulo não deixou por menos: "Em vídeo, Arruda recebe R$ 50 mil".

E, para concluir essa sessão "refresca memória", compartilho as manchetes dos jornalões no dia 30/11/2009:

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O Globo abriu sua edição com a manchete "Arruda: TSE vê indício de caixa 2";

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Folha de S.Paulo destacou na primeira página: "Vídeos mostram aliados de Arruda recebendo dinheiro";

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O Estado de S. Paulo abriu manchete com "Vídeos ‘letais’ levam DEM a preparar expulsão de Arruda", destacando em subtítulo que "Provas contundentes da PF deixam governador em situação insustentável".

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Até o fluminense Jornal do Brasil passou a tratar do assunto com a importância que o assunto requeria: "Aliados deixam Arruda isolado".

Tudo bem, este foi o início da divulgação do escândalo. E, como sempre acontece, o início de todo escândalo político tende a ser megapotencializado. É assim aqui no Brasil, na Itália, no Reino Unido, no mundo todo. No caso atual, pela primeira vez um governador no Brasil esteve trancafiado por tão longo tempo: 60 dias, de 11 de fevereiro a 12 de abril de 2010. A carceragem se deu na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Antes de completar um ano de sua divulgação, o escândalo produziu a cassação de mandatos de diversos deputados distritais, a renúncia de um senador da República, a instauração de diversos inquéritos para apurar responsabilidades de políticos miúdos e graúdos e também de procuradores do Ministério Público do Distrito Federal.

E foi nesse meio tempo que, segundo os advogados de Arruda, em setembro de 2010, o ex-governador concedeu a entrevista ao carro-chefe da Editora Abril. O que as teclas de meu micro querem saber é por que Veja escondeu comprometedora entrevista de Arruda.

 

Insidiosa, rastejante

 

Tenho exposto aqui neste Observatório minhas teses sobre a forma e o modus operandi de como a imprensa, a grande imprensa, tem se comportado como agremiação político-partidária. E essa defasagem de mais de seis meses entre a data da entrevista e a data de sua divulgação é de chamar a atenção.

Quais as reais motivações para que fosse esquecida, largada na gaveta de um editor aparentemente displicente? Por onde andaria aquele polvo-caçador-de-corruptos-no-Planalto que não deu a mínima trela para essa entrevista? Ninguém na redação de Veja considerou um mísero grama de valor-notícia para buscar a versão dos "novos acusados"? Ou seria mais um desserviço à campanha presidencial de José Serra? Desserviço que, com certeza, cobriria tal campanha de portentosa agenda negativa, incluindo sob suspeição até mesmo o presidente de seu partido.

Todos sabemos que o papel da imprensa é informar a população. Aprendemos isso ainda nos primeiros dias de aula de qualquer curso de jornalismo, mesmo aqueles chamados "meia-boca". Por que à população brasileira foram suprimidas tais informações?

É, não é necessário muitos decênios de madura experiência como analista da política brasileira para entender que dentre as mil possíveis razões para que ocorresse tal ocultação uma delas sobressai, insidiosa, sibilina, rastejante: a entrevista de Arruda, que hoje causa apenas perplexidade, publicada em setembro de 2010 traria em seu cerne forte componente explosivo capaz de desarrumar por completo o pleito presidencial de 2010.

Mas, como dizem nossos oráculos da imprensa... o leitor vem sempre em primeiro lugar.

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=634IMQ002

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Nassif, viu a carta aberta do Diego para você?

http://escosteguy.posterous.com/carta-aberta-a-luis-nassif

 

March 25, 2011
Carta aberta a Luis Nassif
Caro Luis Nassif,

Foi com profunda indignação que, alertado por amigos, li há pouco em seu blog uma nota intitulada "Considerações sobre a entrevista de Arruda a VEJA", publicada às 10h16 de ontem, dia 24 de março de 2011. Esclareço que, ao contrário do que você escreveu, eu:

1)  Nunca estive "em processo de ruptura" com a VEJA. Minha saída da revista foi amigável - não por acaso, alguns de meus melhores amigos continuam por lá. Apenas aceitei um excelente convite profissional: ser editor de Brasil na revista ÉPOCA. Nada além disso;
2)  Nunca tive "conflitos pesados" com o chefe da sucursal de Brasília da revista VEJA, Policarpo Junior, jornalista com o qual tive o privilégio de trabalhar por cinco anos. Muito aprendi com esse profissional extraordinário, certamente um dos mais brilhantes em atividade no país;
3)  Subscrevo integralmente - cada letra, cada vírgula, cada pontuação - da matéria de capa "Caraca! Que dinheiro é esse?", publicada na VEJA em setembro de 2010. Meu nome não foi "incluído" nessa matéria: eu assinei a reportagem porque a apurei exaustivamente e também a redigi, ao lado do jornalista Otávio Cabral, outro profissional de altíssimo nível e caráter irretocável. É, portanto, falsa a afirmação de que eu "comentei com amigos que a matéria foi inventada". Nunca tive qualquer contato com você, não lhe conheço, mas, se tivesse sido procurado para esclarecer essa suposta informação - como, aliás, determinam as regras do bom jornalismo - , teria lhe dito isso prontamente; e
4) Nunca "pedi autorização" da revista VEJA para publicar na revista ÉPOCA uma entrevista com o ex-governador José Roberto Arruda. Essa afirmação não é somente falsa como carece do mínimo nexo lógico com a realidade do jornalismo. As circunstâncias de minhas entrevistas com Arruda estão detalhadas na edição desta semana da revista ÉPOCA;

Ressalto, por fim, que tenho orgulho de todas as matérias que produzi durante meus cinco anos como repórter de VEJA. Elas resultaram de um trabalho jornalístico intenso e rigoroso, que muitas vezes demandava meses de apuração e criteriosa checagem. Ou seja: todas - repito: todas - minhas matérias foram norteadas tanto pelo padrão exigente que me imponho desde que comecei nesta profissão, há dez anos, quanto pelos cautelosos critérios que caracterizam o jornalismo praticado pela revista VEJA.

Atenciosamente,
Diego Escosteguy
Jornalista

 

 

Acho que não estou muito ruim como detetive via gúgol.

Olhem o que escrevi, aqui no Nassif, há quase uma semana:

 

sex, 18/03/2011 - 01:19  ................. GalileoGalilei

Pelo o que eu consegui entender, o Diego Escoteguy deve ir para a revista Época e seu primeiro trabalho na nova revista seria a publicação dessa entrevista.

Alguém furou o balão dele primeiro.

Em suma: briga de quadrilhas.

Não sei se essa versão procede ou não, uma vez que a vi em desses blogs calhordas onde se xinga todo o mundo e o que menos existe é algum tipo de análise serena.

O Nassif, certamente deve saber de algo.

 

Pra mim o "Escoteirinho" quer tirar o dele da reta.

Se fosse um jornalista probo tinha gritado, protestado e denunciado.  Tinha os blogs para fazer isso.

Milhões de pessoas ficariam sabendo da falcatrua "vejiniana".

Agora, depois de meses, "Escoteirinho" fica bravo pq o "prêmio" dele não saiu.

Pra mim é isso! Quem cala concente.

 

 

Nassif,

Qual teria sido o papel da mãe do guri nessa história?

O Dieguinho até que estava indo bem, gabava-se dos feitos.
Até que resolveu travessá o corguinho quando atacou o Pedrinho com aquela acusação do Tuminha.

Foi obrigado a retornar, com o traseiro molhado, para receber o corretivo materno aplicado de público pelo twitter:

"@diegoescosteguy. O Pedro A. e o Glberto sao pessoas sérias e corretas, nao merecem sere comparados com 1 bandido. O PSDB nao vai ganhar!"
http://twitter.com/kukaescoste/status/28530400164

 

 

 

 

A defasagem de mais de seis meses entre a data da entrevista e a data de sua divulgação é o fosso que separa o jornalismo decente do "jornalismo descente". No primeiro caso, temos o compromisso com o leitor, com os fatos, e com os direitos da sociedade à informação e à verdade. No outro,  temos os princípios éticos e profissionais rolando ladeira abaixo devido às  práticas correntes da turma da pilantragem.

O silêncio da Veja é autoexplicativo. O do jornalista Diego Escosteguy também.

 

a revista oia, não tem credibilidade nenhuma,mente discaradamente,igual a globo, a falha,e outros pig brasil afora,gostaria de saber porque ninguem faz nada.

 

A única forma de fazer algo que realmente atinja a revista é não adiquiri-la.

 

webster franklin

A Revista Veja mais uma vez mostra a sua verdadeira face.

Qual a razão para esconder a entrevista do Arruda por tanto tempo, certamente proteger a candidatura do José Serra e seus aliados como o Agripino Maia, Demóstenes Torres, ACM Neto, Sérgio Gerra, etc.

Demonstra sua mesquinhez quando "fura" o trabalho brilhante do repórter que estava de saída.

Isso é que é matar dois coelhos com uma só cajadada.

Anti ético, mas eficiente.

Depois ainda tem gente que diz que a expressão PIG é um exagero.

 

"Seu nome foi incluído na matéria, ao lado do repórter Otávio Cabral. Segundo comentou com amigos, a matéria foi inventada, ele não teve nenhuma participação e o episódio o constrangeu muitíssimo, pois colocava em risco sua reputação jornalística."

Nassif, essas suas considerações só podem estar equivocadas, sei não, mas sua fonte é muito ruim ou o jornalista um louco. Ele defendeu com unhas e dentes a máteria no twitter. Como pode agora renegá-la?

 

Acredito que a matéria não foi publicada, poucos dias antes da eleição, por que fizeram chantagem com o PSDB para que a matéria não fosse publicada por que detonaria o Serra.

 

A hipótese de chantagem contra o PSDB é plausível.

Mas não entendo por que a publicaram agora. Só para "detonar a matéria" que sairia na revista Época, como diz o Nassif ?

 

Sim. Dessa forma, esvaziam a Época e deixam de perder mais dinheiro.

 

A solução para a Época é jogar m... no ventilador:

"EXCLUSIVO - a reportagem que VEJA escondeu antes das eleições"

Afinal, essa é a matéria; e não a entrevista propriamente dita.

 

Será que os partidos da situação não irão à Justiça mostrar mais um pouco da podridão da revista Veja. Eu era assinante de O Globo, cancelei na eleição de 2006. A parcialidade era grande demais. Sou assinate da sky, mas já estou viabilizando o cancelamento para entrar na Embratel. O problema é que a Embratel deixa um pouco a desejar por não ter os canais Cine Sky. É a única coisa que ainda me prende a sky.

Deixei de ser assinante da Veja há mais de dez anos, nem de graça eu leio, aliás, não sou assinante de nenhuma revista semanal que fale de política.

A revista Veja deveria ser proibida, principalmente em época eleitoral, pois só tem o objetivo de fazer campanha para o PSDB e DEM, que eles apoiam, sem qualquer compromisso com jornalismo.

 

"O problema é que a Embratel deixa um pouco a desejar por não ter os canais Cine Sky. É a única coisa que ainda me prende a sky."

Nassif,

Que tal colocar um pequeno guia para pessoas que estão nessa mesma situação?

Como se livrar da TV a cabo e deixar de mandar dinheiro para o PIG.

Qual é a razão pela qual você assina a TV a cabo? A maioria das pessoas, para assistir filmes e séries.

Este guia mostrará como você pode se livrar da TV a cabo (desde que você tenha alguma outra forma de acesso rápido à internet).

O que você vai precisar:

1) Um computador conectado à internet

2) Um cliente de bittorrent ( Eu sugiro o uTorrent -- http://www.utorrent.com/ )

3) Opcional: um programa de Media Center, caso você ligue seu computador na TV. ( Eu recomendo o XBMC -- http://xbmc.org/ )

Como fazer

Filmes

Pense em um filme; por exemplo o filme "Sintel", que é licenciado sob a Creative Commons.

Procure no Google: "sintel movie torrent".

Você encontrará inúmeras opções. Entre em uma delas (normalmente a primeira) e baixe o arquivo .torrent.

O download do filme deverá iniciar automaticamente; se não começar, verifique se você instalou o cliente de bit torrent corretamente.

Séries de TV

Entre no site showRSS ( http://showrss.karmorra.info/?cs=feeds ) e procure a série de TV que você deseja.

 

Cada série tem seu próprio "feed", que nada mais é do que uma lista atualizada de episódios. Copie o endereço do feed que você deseja assinar.

Use o seu programa de bittorrent para assinar o feed; deixe o programa ligado, e ele baixará, automaticamente, todos os episódios recentes. (Se você quiser, pode baixar episódios antigos.)

Transformando seu computador em um Media Center

Se o seu computador estiver ligado na TV, você pode usar o XMBC para assistir aos filmes que você tem no HD.

Se quiser comprar um media center pronto e configurado, veja o Boxee ( http://www.boxee.tv/ ).

E diga adeus ao PIG e sua TV à cabo!

 

A VEJA parece que escolheu um só caminho: o da perdição. Se já periclitava sua credibilidade, com essa última ela cavou a própria sepultura. 

Provavelmente sobreviva através de contratos com os entes estatais sob à égide da oposição e nas ante-salas de clínicas médicas e odontológicas, locais impregnados por ansiedades o que faz o paciente ler qualquer porcaria. Fará um belo par com a revistas CARAS.

 

"Segundo comentou com amigos, a matéria foi inventada, ele não teve nenhuma participação e o episódio o constrangeu muitíssimo, pois colocava em risco sua reputação jornalística. A partir dali, o clima ficou insuportável para ele. Queria sair da revista antes que liquidassem com seu nome."

Ou seja: uma mentira é deliberadamente contada para mais de 1 milhão de (e)leitores; um crime é cometido pela maior revista em circulação do país, às vésperas de uma eleição presidencial, e o co-autor (involuntário, sabe-se agora) do crime ficou preocupado apenas com a própria reputação? Ora! E as reputações alheias? E os leitores enganados? E o compromisso de todo jornalista com a verdade?

Por que não pedir demissão no dia seguinte? Não digo convocar entrevista coletiva ou denunciar  em algum blog o crime cometido pelos ex-patrões, mas pelo menos ser capaz do ato corajoso - ainda que simbólico - de dizer: "Não".

Teria dado um belo exemplo a milhões de estudantes e jovens jornalistas, hoje confusos e/ou assustados com os rumos da profissão que escolheram.

 

joserezendejr

Lembro muito bem que na época da matéria o jornalista se gabava no twitter de sua proeza. Dizia que tinha feito um grande serviço ao país. Os coleguinhas jornalistas o elogiavam pela reportagem e ele faceiro da vida, agradecia. E agora vem essa? Muito estranho.

 

De fato.

Ele escreveu os artigos e foi premiado por isso, a famosa bolsa do Instituto Millenium. (O mesmo instituto que declarou, com todas as letras, que a mídia deveria agir como oposição nas eleições.)

O dinheiro acaba, mas a reputação manchada o acompanhará para sempre.

Diego Escosteguy participou de uma das mais tristes armações da história do jornalismo brasileiro. Triste e patética -- a sequência de matérias "O polvo no poder" deverá se tornar caso de estudo, junto com grandes erros como o Boimate e o caso da Escola Base. Com a diferença que a enganação, nesse caso, foi proposital.

Mas eu ainda tenho um pouco de fé nas pessoas, e acho que ele ainda poderá escrever a matéria de sua vida, onde contará tudo aquilo que viu e viveu enquanto trabalhava na VEJA.

Ele poderá, então, ajudar a transformar (para melhor) o jornalismo brasileiro.

 

só uma pergunta:vocês conhencem algum leitor da veja?se conhecem,tente conversar com

ele/ela e então verá que tipo de gente mantém esse lixo.

 

Com diz o grande Chaves - o do México: "isso, isso, isso !"

Tive o estupor de conviver com pessoas que liam essa revista, assinavam. As opiniões politicas delas me dão calafrio até hoje.

 

No meu Facebook tem às dúzias.

Quando falo mal da imprensa e publico posts dos blogs progressistas, sou praticamente crucificada, pq sou uma "petista radical" que "ama o sapo barbudo", defendo "petistas do mensalão", votei na "perereca ignorante", na "terrorista", na "guerrilheira", na "sequestradora", na "assaltante de bancos", no "poste de Lula" e outros que tais.

É muito triste para mim constatar que em meu círculo de amigos existe gente que por pouco não endossa as Mayara Petruso e o Prates da RBS da vida. Gente dita inteligente, esclarecida, informada, com acesso e meios, com boas condições sócio-econômicas. Mas que na hora de falar de política, preferem repetir as bobagens do PIG merdorrágico a favor dos tucanalhas-demoníacos, e contra os petistas e o governo social-trabalhista de Lula e Dilma.

Ora, mas qualquer papagaio na gaiola também repete qualquer bobagem que a gente ensina pra ele. Pensar dói, raciocinar dá trabalho. Mas, principalmente, essas pessoas "se libertarem" desse cabresto midiático, dessa lavagem cerebral perpetrada por PIGs escritos e falados, é o mais difícil. É admitir que têm errado em suas escolhas e posturas políticas, é admitir que são massa de manobra para manutenção de um status quo lamentável, compartilhado por apenas 3 ou 4% da população. A elitezinha branca neoburguesa, dos feudos e brioches, tão bem descrita pelo Lembo. Que acha que ainda estamos na época das Capitanias Hereditárias.

 

 caramba!estarrecedor esse adendo do nassif! 

 

A Veja se tornou uma revista ridícula, uma caricatura. Quem é de SP, vê claramente que a Veja é a cara da elite tosca, burra e preconceituosa daqui, uma revista deles feita para eles.

 

 

 

 

Abstenha-se de menosprezar as caricaturas e seus autores, como feito em sua opinião crítica. Caricaturas são obras de arte, com signifcado, verdade e conteúdo. Não vejo condições de compará-las com a publicação em questão.

 

E desconfio que para o Escosteguy ficar de boca fechada o Instituto Millenium, do qual o Civita da Abril faz parte, logo após a publicação da tal matéria deu bolsa de estudos nos EUA e mais US$ 45 mil para o jornalista - Azenha (@VIOMUNDO) "Adivinha quem ganhou bolsa do Millenium?" - http://migre.me/46G3c

 

Se esse Diego Escosteguy quiser se redimir, precisa fazer uma denúncia-bomba contando tudo o que acontece dentro da VEJA.

Ele estava lá, testemunhou (e participou) de tudo.

Seria uma reportagem histórica.

 

E acha que ele vai fazer isso tendo ido trabalhar em uma trincheira da família Marinho???

 

Só no dia que vampiro doar sangue,como dizia o grande Bezerra.

 

Poderá fazer um livro que lhe renderá muitos anos de trabalho na imprensa fajuta.

 

webster franklin

Acho que não !

Se ele fizer isso , tem vaga garantida na RECORD.

Não foi o que aconteceu com Azenha e Rodrigo Vianna ?

 

Pior, a bolsa e a grana foram dadas dois meses antes da entrevista.

 

Ótima matéira....devidamente copiada e colada...vamos divulgar....

Para o bem do Brasil...vamos acabar com a veja antes que a veja acabe com o Brasil!!!

 

 

#vaitercopa

Ué, que história é essa? O jornalista Escoteirinho está arrependido das maldades? Foi se confessar com o Padim Padi Cerra?

Sinto muito, mas esse cara só se redime quando, ao praticar um ato de salvamento de outro ser humano, der a própria vida. Aí, sim, ele vai estar quites. Até lá, nada mais é do que o "cavalo do bandido", que faz um monte de cocô para o PiG deitar e rolar.

 

Ele até ganhou bolsa do famigerado Instituto Millenium...

 

O pior de tudo foi ele afirmar que a reportagem do polvo foi inventada. Como assim inventada? Não era verdade? Porque não falou nada? Deviamos perguntar à VEJA porque ela inventa reportagens, como afirmou um de seus nobres para-jornalistas. Grande profissionalismo de M.

 

Essa revista sem credibilidade, tinha que morrer; por incrível que pareça depende do povo, mata-la definitivamente. Arrancar as entranhas dessa mídia  infame e alienígena que confabula contra o BRASIL  é muito necessário. Fazem um enorme estrago basta observar o  tempo perdido pelo BRASIL por conta de suas informações distorcidas, camufladas e tendenciosas. Mostram grande interesse em preservar os traidores, entreguistas, corrutos e malandros pois trabalham por: 'o qto. pior, melhor'. Escondem e mentem, publicam segundo seus interesses escusos. Aposto que não teriam publicado essa matéria, se a oposição estivesse no poder; iriam chantagear e tirar proveito mas o dem e o psdb estão esfacelados, acabados, então é melhor ver se salvam algo. Durante muitos anos fomos hipnotizados por ela, o povo brasileiro acordou, votou em LULA e os malandros estão morrendo como moscas. Se dependesse dessa mídia facciosa todos os safados, entreguistas  e corrutos ainda estariam mandando no Brasil.

As pessoas que ainda conseguem ler tais publicações agora devem sentir toda  a infâmia escondida em suas páginas. Por incrível que pareça, esse episódio só veio comprovar, mais ainda, o que todos sabiam: a mídia tupiniquim está podre e com fetidez cadavérica. 

Muito bom assunto! Parabéns!       

 

Vc está enganada!

O Grupo Abril NÃO depende da venda em banca das suas publicações, para viver.

Basta uma ligeira consulta na internet, e vc verá as dezenas - senão centenas - de milhões de R$ drenados de governos estaduais amigos com a compra de assinaturas. Em SP, p.e., Serra comprou uma assinatura de R$ 34 mi de uma revista voltada para educação, supostamente para ilustrar os professores das escolas públicas. A FGV tem revistas ótimas, muito mais baratas, e com certeza muito melhores, em termos científicos, do que as da Abril. Mas não publica uma revista semanal que esconde uma bomba eleitoral por mais de seis meses...

Enquanto estados ricos forem governados pela oposição, o Grupo Abril e suas "revistas" não vão desaparecer. E como eles se elegem por causa do que essa imprensa diz, vai demorar pra isso acabar...

 

O mensalão da Veja

http://www.youtube.com/watch?v=Us7hf5KYoVw

<iframe title="YouTube video player" width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/Us7hf5KYoVw" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>

 

É bom lembrar que no caso Erenice, o editorial da Não-veja dizia, que mesmo sabendo que aquela reportagem interferiria no pleito presidencial, não poderia sonegar ao leitor. Essa entrevista teria feito toda a diferença, por exemplo, sobre a eleição do Agripino.

 

Farinha do mesmo saco. Safra ruim...

 

O slogan da Veja: "Onde a verdade pode ser uma farsa e vice-versa.

 

Muito cuidado!

A Serpente ainda não está morta. E tem ovo sendo chocado.

 

Também acho...  É hora de prestar atenção e saber o que fazer com o "menino do rio"... 

 

Ah, só mais um comentário: É lógico que o PIG não teve como esconder o "escândalo", como gostam de chamar. Foi contra a vontade, mas, impostamente pelos fatos e imagens, tiveram que noticiar. A tarefa ficou mais árdua por se tratar do possível vice do Cerra. A manobra seguinte foi a descolar totalmente os episódios dos tucanalhas, partido queridinho e o qual são sócios, coniventes e cúmplices.

 

P.S.: Enquanto isso, tanto em Minas como em outros redutos demotucanos, a farra continua...

 

Para quem ainda se surpreende com isso, ou duvida de alguma acusação, deveria dar uma olhada na história política do nosso país e também mudar a fonte de informação. Um partido que pratica há décadas todo tipo de politicagem, que seus integrantes enriquecem rapidamente a olhos vistos e que tem quase toda a mídia do seu lado, não era de se esperar algo diferente. Enquanto a imprensa e a sociedade não realiarem seus focos para os verdadeiros trapaceiros políticos, não daremos um passo em direção a uma nova forma de se fazer política. Temos que começar a passar o país a limpo. Abstenho-me de comentar sobre as pessoas citadas nessa entrevista. Está na cara. Só não vê que não quer.

 

A corrupção é generalizada. Assim sendo, temo que você deva se abster de comentar não somente sobre as pessoas citadas na matéria, mas sobre todas as pessoas que fazem o panorama político do país.

 

Agora surge outro drama. Por que os outros jornalistas nunca quiseram entrevistar Arruda?

 

"surge outro drama. Por que os outros jornalistas nunca quiseram entrevistar Arruda?":

Porque as companias deles nao receberam dinheiro do governo do DF?  Alguem tem outra explicacao?

 

(Nassif, o blog esta quase impossivel de acessar hoje e varias paginas nao abrem de maneira nenhuma.)

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

A verdade é que muitos estão envolvidos com a corrupção do governo do DF DEM, PSDB, PPS, Assembleia legislativa, judiciário do DF, parte da impensa e outros bichos da fauna brasiliense. 

 

webster franklin

Prezado Nassif, favor levantar essa lebre. Vamos "escutar" os blogueiros. Grato.24/03/2011O Imperador da Vale esperneia 

Sua Majestade, D. Roger Agnelli I, o Eterno, perdeu a compostura.
Ontem, além do DEM, também o PSDB foi a luta para manter o “menino de ouro” do minério de ferro.
Sua Alteza, pessoalmente, disparou e-mails e mandou distrubuir entre os politicos material que tece loas à sua administração, cujo mandato já se encerrou e foi prorrogada, por acordo, no período eleitoral.
Mobilizou inclusive a alma penada de plantão, José “Bolinha” Serra. para dar declarações a seu favor e chamar de “aparelhamento” a ação do governo federal em tentar influir na escolha do novo presidente da empresa, da qual é acionista controlador, através do BNDES e dos fundos estatais de pensão.
Curiosa é a declaração de outro peso-pesado, o senador Francisco Dornelles dizendo que espera que o Governo não vá “utilizar os mecanismos que tem para intervir no seu processo decisório e na formação de sua diretoria”.
Ora, o que deveria o Governo, se tem mecanismos (legais e legítimos, estabelecidos na Lei Complementar 109) para influir no processo decisório?
Omitir-se? Deixar que D. Agnelli diga que “a Vale sou eu”?
O fato concreto, que já foi lido pelo mercado, é que D. Agnelli perdeu a cobertura do Bradesco, do qual era, como ex-funcionário, o homem de confiança na mineradora.
Tornou-se um problema para o banco, que só não o defenestrou, ainda, porque quer negociar sua saída.
D. Agnelli, porém, está possuido pela soberba e não consegue ver que foi para este cargo como um empregado do Bradesco, onde fez sua carreira.
Sua Alteza esqueceu que foi ao trono por conveniência e por conveniência será destronado por quem o coroou.
Quem está aparelhando politicamente a Vale não é o Governo, mas ele. Para se manter no “sacrificante” cargo, não hesita em partidarizar explicitamente sua permanência.
Ou seja, se tinha alguma boa chance de ficar, neste momento só conta com a possibilidade de que a “cara feia” dos políticos de oposição – ou apenas aderidos ao Governo – e as matracas dos colunistas de economia da grande imprensa fazerem medo ao Governo e impedirem o inevitável.
Improvável, mesmo com o apoio da “Globby”.

Postado por Brizola Neto