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Cresce o contágio da aids no Brasil

Por Vera Passos

Do iG

Cresce o contágio da aids entre jovens gays e idosos

Homens deixam camisinha de lado e crescem nas estatísticas do HIV

Fernanda Aranda

 

Foto: Getty Images Ampliar

Jovens homossexuais e cinquentões heteros estão mais visíveis nas estatísticas da aids. Encontros são marcados em casas noturnas e bailes da terceira idade

Na sala escura da boate gay e nos encontros marcados após o baile da terceira idade, os homens brasileiros de todas as idades e orientações sexuais têm deixado a camisinha de lado e, por isso, crescido nas estatísticas da aids.

O novo boletim do Ministério da Saúde, que mapeia os casos de contaminação pelo vírus HIV, revela a vulnerabilidade generalizada, impulsionada pelo uso de drogas – seja o ecstasy ou o Viagra.

Saiba tudo sobre aids na Enciclopédia da Saúde

A proporção de registros entre homossexuais de 13 a 24 anos bateu recorde. Este grupo, em 2010, somou 35,1% do total de infecções masculinas na faixa etária, a maior taxa desde o início da epidemia, em 1980. Simultaneamente, entre os mais maduros, os heterossexuais são maioria dos infectados e acima dos 30 anos representam 43%.

“Não há orientação sexual de risco e sim comportamento perigoso para a aids, muito influenciado pelo abuso de álcool. E os homens, de forma geral, têm negligenciado bastante o preservativo. É um panorama alarmante”, afirma um dos principais infectologistas do País, Artur Timerman, que atua nas redes públicas e privadas de saúde. No último ano, entre seus pacientes, há um casal de 14 e 15 anos, ambos soropositivos e uma senhora de 82 que adquiriu o vírus do marido, de 78 anos.

Evolução de casos em homossexuais em homens entre 13 e 24 anos

Grupo etário está mais negligente com a camisinha. Dados em porcentagem:

Ministério da Saúde

Indiferenças

No início do mês, J.F, 31 anos, morreu e o atestado de óbito teve origem na infecção do vírus HIV, descoberta tarde demais para que os coquetéis de remédios fizessem efeitos e revertessem o quadro.

Homossexual - assumido para os amigos e escondido da família - ele sempre teve medo de fazer o teste para confirmar se as transas desprotegidas tinham mesmo resultado na infecção. Emagreceu, mas só quando as diarreias ficaram constantes procurou o médico.

Jovem bem sucedido na profissão de comunicação, solteiro, nunca foi promíscuo, mas também nunca exigiu proteção em suas relações sexuais eventuais, acertadas em maioria nos encontros no centro paulistano - uma das regiões com alta concentração de casas noturnas para o público gay.

 

Em uma destas boates, inclusive, que conta com o chamado “dark room” (sala escura em que tudo pode acontecer mas onde só entra quem quer) a falta de temor com as doenças sexualmente transmissíveis (DST) fica exposta no chão. “Eles (a casa) até distribuem camisinha para quem vai entrar. Mas os preservativos ficam fechados e lacrados, jogados no fim da noitada e recolhidos pelo pessoal da faxina”, conta um dos frequentadores.

A indiferença com a possibilidade de contrair aids ou qualquer outra DST também marca os encontros dos “cinquentões” heterossexuais. “Minha geração não aprendeu a usar camisinha. Eu, até descobrir ser soropositivo, nunca tinha usado uma vez sequer e tinha uma média de 18 parceiras por ano”, conta S.C., 59 anos, que trabalha com comércio exterior, mora na zona oeste paulistana e é um autodefinido “apaixonado pelas mulheres”.

Agora, ele não só aprendeu a usar medicamentos para a disfunção erétil, como após a ereção garantida, cobri-la com preservativo. “Podia ter aprendido antes. Mas tenho amigos que mesmo acompanhando de perto o meu caso continuam deixando a camisinha como um enfeite na carteira.”

Evolução de casos em heterossexuais em todas as idades

Homens que fazem sexo com mulheres ganham espaço nas estatísticas. Números em porcentagem:

Ministério da Saúde

Pré ou pós 80’s

Os maiores de 50 e os menores de 30 fazem parte de gerações que ou eram pequenos demais para lembrar os tempos mais árduos da aids ou já estavam maduros o suficiente para sentirem os impactos diretos que a epidemia provocou nos filhos dos anos 70.

Mas nesta primeira década dos anos 2000, os mais velhos e os mais novos foram colocados no alvo do HIV e, ao mesmo tempo, convivem com a falsa ideia de que para “tratar a doença só é preciso tomar um remedinho”, afirma o infectologista Jean Gorinchteyn do Instituto Emílio Ribas, uma das referências nacionais do tratamento da aids.

“O preservativo continua encarado como uma necessidade só para evitar gravidez, portanto desnecessário para quem tem relações homossexuais ou está fora da faixa da fertilidade”, completa Gorinchteyn, que coordena um ambulatório só para soropositivos maiores de 50 anos, onde 60% são homens e oito em cada dez casados com mulheres.

“Um erro perigoso, porque nem tratar a aids é fácil e nem a camisinha tinha de ser vista só como um método contraceptivo. Aids não tem cura, tem tratamento complicado e pode matar”, alerta o médico. No País, são 27,3 mortes diárias por aids.

Medo de falhar

O desdém com a camisinha também tem como combustível o medo de falhar. A falta de jeito e de hábito em colocar o preservativo podem atingir em cheio a potência. “Ninguém quer ter fama de broxa”, contou um jovem de 27 anos, consumidor de drogas e que marca “rapidinhas” sexuais pelo celular.

Mesma aflição foi relatada por um recém-viúvo, de 75 anos, que não tinha relações com penetração plena há 8 anos com a esposa e se viu no papel de adolescente quando uma mulher 20 anos mais jovem, conhecida no bailão do clube, deu a entender que gostaria - e aceitaria - ir para cama com ele.

Este temor tenta ser curado com remédios em prol da potência (para disfunção erétil) ou que prometem ampliar a sensibilidade (entorpecentes sintéticos), influenciando ainda mais no comportamento de risco. O resultado é a ampliação do desuso da camisinha. No Brasil, seis em cada dez homens admitem não utilizar a proteção em todas as relações sexuais, conforme contabilizou o Ministério da Saúde.

Embriagado

Entre os desprotegidos, estão os que sabem ser portadores do vírus HIV e ainda assim mantêm relações sexuais sem camisinha. “Eu contei a uma amiga que tinha o vírus e ela bateu o pé para a gente não transar de preservativo, porque era melhor”, conta S.C.

Sobre os “kamikazes” sexuais, o professor de clínica médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Paulo Olzon – e médico especializado em aids – diz que este comportamento revela falta de ética e preocupação com o outro, duas posturas típicas do novo tempo. “Precisamos rever como tratar estes casos. São como pessoas embriagadas, que pegam o automóvel e dirigem a 300 km por hora. Será mesmo que elas não sabem que vão fazer vítimas”, deixa Olson a pergunta no ar. 

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Comentários

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Não adianta tapar o sol com a peneira, os gays masculinos aindam são, sim, um grupo de risco. Claro que um casal gay que não traí é tão seguro quanto um casal hetero que também não traia, mas, por razão que desconheço, os gays tem uma propensão maior à promiscuidade. 

Além disso, a ciência já provou que sexo anal sem proteção é mais perigoso do que o vaginal sem, ou seja, até na irresponsabilidade um casal gay tem uma propensão biológica maior de contrair dst.

 

Vamos melhorar um pouco o discurso?

"os gays masculinos aindam são, sim, um grupo de risco. "

Não são. Não estigmatize um grupo todo por uma parte.

O comportamento de não usar preservativos é que é de risco. Você pode dizer que um percentual maior de gays masculinos adota comportamento de risco.

"por razão que desconheço, os gays tem uma propensão maior à promiscuidade."

Definamos primeiro promiscuidade como "maior variedade de parceiros sexuais", para retirar a conotação negativa do termo e considerações morais indevidas.

Talvez as razões sejam similares às que levam homens heterossexuais, mais que as mulheres, a recorrerem a profissionais do sexo e/ou amantes.

Uma coisa é pulsão, desejo, que podem ser universais a todas as orientações sexuais, outra coisa é a materialização desse desejo, que é circunscrita por normas pré-estabelecidas. A verdadeira pergunta seria por que tantos heterossexuais reprimem sua sexualidade. 

"até na irresponsabilidade um casal gay tem uma propensão biológica maior de contrair dst."

Lésbicas também formam "casais gays". Nesse caso use "casal gay masculino" (esse parece ser o foco) para não confundir.

"irresponsabilidade" e "propensão biológica" são preconceitos jogados a esmo sem fundamentação nenhuma. É tão pouco válido como alguém querer associar a gays a virtude de não serem políticos corruptos nem assassinos no volante tão somente porque não há casos sendo divulgados.

 

Se você pode sonhar, você pode fazer. Walt Disney

Vamos lá, vou apanhar mas vou dizer: a epidemia de AIDS é em boa parte decorrente do comportamento promíscuo e inconsequente da comunidade homossexual masculina, conforme descreveu a reportagem.

Estatísticas, com links, para eu não apanhar sozinho:

Homens heteros com HIV no Brasil: 0,8% 

Homens gays com HIV no Brasil: 1 em cada 10

Homens gays com HIV nos EUA: 1 em cada 5

 

http://www.webmd.com/hiv-aids/news/20100923/1-in-5-gay-bi-men-have-hiv-nearly-half-dont-know

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/06/17/hiv-ja-infectou-10-5-da-populacao-masculina-gay-maior-de-idade-aponta-pesquisa-916907195.asp

Por me atrever a dizer isso, embora esteja apenas citando dados de levantamentos públicos, vão dizer que eu sou filho do Mussolini ou do Hitler, pois esse é um tema tabu como falar mal de Israel. Mas são dados públicos, quem quiser contestar fique a vontade. 

 

"Excelente memória para homens bonitos"

Não sei se você quis insinuar alguma coisa com isso, outra tática comum além de taxar de "homofóbico" (chamar de "enrustido").

Partindo do pressuposto de que não foi essa sua intenção, como quero crer, certamente o Strazzer e o Renato Russo não eram bonitos, vai?

 

Fico realmente triste que você tenha caído no recurso fácil de me taxar de "homofóbico". Esperava isso de outros, mas não de você, com quem já travei respeitosos e saudáveis debates no passado. Você faz exatamente aquilo que a direita israelense faz com quem critica seu projeto colonial: taxa de "antissemita" e pronto, interdita-se o debate.

Não há como negar que o índice de contaminados entre os homossexuais masculinos é múltiplas vezes superior ao de heterossexuais. Se 0,8% da população masculina tem HIV, incluindo na conta os homossexuais, e 10% dos homossexuais tem o vírus, isso significa que o índice de contaminação entre os homos é pelo menos dez vezes superior do que entre os héteros. Considerando que essa contaminação toda não deve decorrer do uso de drogas injetáveis, resta a via sexual.

Utilizar táticas antidemocráticas para interditar o debate e desacreditar o interlocutor não vai alterar essa realidade.

 

"Vamos lá, vou apanhar mas vou dizer: a epidemia de AIDS é em boa parte decorrente do comportamento promíscuo e inconsequente da comunidade homossexual masculina, conforme descreveu a reportagem."

Vai apanhar sim (claro que não sozinho) pelo seguinte:

- a reportagem não diz isso, não descreve isso. Você está expressando um pensamento preconceituoso seu (coerente com suas participações nos posts sobre homofobia), tomando mínimas partes pelo todo;

- a reportagem diz "não há orientação sexual de risco e sim comportamento perigoso para a aids"

Independentemente de números é sabido que há percentual maior de gays masculinos infectados por comportamento de risco, mas se você mesmo aponta que 90% da "comunidade" é sadia... Logo deduzimos por um comportamento "consequente" da comunidade homossexual masculina por maioria absoluta. E mais no Brasil que nos EEUU.

 

 

 

Se você pode sonhar, você pode fazer. Walt Disney

Ainda assim, o índice de contaminação entre homens hétero é muito menor do que ente os homos, pois há cerca de 100 milhões de homens no país e o total de casos de HIV não chega a 700 mil, somados ambos os sexos. 

É portanto ainda inferior aos tais 0,8%, pois esse índice engloba todos os homens, inclusive os homossexuais.

 

"O número aponta que o risco de transmissão da Aids neste grupo é bem maior do que no restante da população - entre os homens brasileiros de todas as faixas etárias e orientações sexuais, com idade entre 15 e 49 anos, o índice de soropositivos é estimada em 0,8%.":

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

 

Acho que é por aí mesmo. Vamos pensar em termos de pessoas famosas: quantos portadores de HIV que se declaram hétero voce se lembra? Puxando lááá dos anos 80, lembro-me só do Magic Johnson e da Sandra Bréa. E dentre os homossexuais? Rocky Hudson, Freddie Mercury, Cazuza, Lauro Corona, Carlos Augusto Strazzer, Renato Russo, Thales Pan Chacon... 

 

Excelente memória para homens bonitos.

Que celebridade faleceu por AIDS após 1996?

 

Se você pode sonhar, você pode fazer. Walt Disney

Quer dizer que dos homens hetero no Brasil, 1 em cada 100 tem HIV.

Dos homens homo do Brasil, 1 em cada 10 tem HIV.

E dos homens homo nos EUA, 1, em cada 5 tem HIV.

Será que é isso mesmo, me parece muito hein. Se for verdade realmente a diferenca é muito grande, agora precisa ver como está o fluxo de contágio atual também.

 

@DanielQuireza

olha, eu acho que todo mundo já sabe que o não-uso da camisinha te expõe a dsts, mas pouca gente sabe exatamente os problemas que as dsts (principalmente a aids) causam. e as campanhas focam exclusivamente no uso de camisinha, quando poderiam focar nos efeitos terriveis dessas doenças. o impacto seria muito maior.

 

Não é brincadeira, não! Já ouvi garoto de no máximo nove anos falando em comprar camisinha. A campanha não é de prevenção às DSTs; é de consumo de camisinha, mesmo. É uma indústria. Desde a hiperepidemia de cólera que não houve de 1990 que virou moda essas campanhas de consumo. "Medo de tudo, medo do nada, medo da vida, assim engatilhada" como diz o RPM.

 

Por que não se usa mais o termo “grupo de risco”?  Já sei: É pra não incentivar o preconceito.

Mas existem grupos de risco, ou não existem? Se existem, então eu acho que o mal maior é não informar.

 

 

 

Este é um blog notadamente antipaulista! Paulistas, não se submetam docilmente a humilhações e manifestações de preconceito!! A internet é enorme.

Concordo, deveriam ter usado o "grupo de risco" ate mesmo pela obviedade da questao de saude publica:

"A proporção de registros entre homossexuais de 13 a 24 anos bateu recorde. Este grupo, em 2010, somou 35,1% do total de infecções masculinas na faixa etária, a maior taxa desde o início da epidemia, em 1980. Simultaneamente, entre os mais maduros, os heterossexuais são maioria dos infectados e acima dos 30 anos representam 43%"

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Tarkus, um homossexual que se previne e tem parceiro fixo corre ou gera riscos?

um usuário de heroína que não compartilha seringa corre ou gera riscos?

uma senhora de terceira idade faz parte de um grupo de risco? (como a do relato que vimos que foi infectada pelo marido)

Não se fala mais em grupo de risco porque se descobriu que o risco está no comportamento e não na personalidade.

 

 

"Tarkus, um homossexual que se previne e tem parceiro fixo corre ou gera riscos?"

Corre e gera menos riscos! Claro. Mas você há de convir comigo que são RAROS os casos de homossexuais que se previnem adequadamente e muito mais raro ainda, que têm um único parceiro.

 

"um usuário de heroína que não compartilha seringa corre ou gera riscos?"

É igualmente raro um usuário de drogas injetável que se cuida... Esses caras são loucos!

 Entendo que  se a pessoa se proteger estará menos exposta... Mas não é muito comum ver essas pessoas acima citadas se protegerem adequadamente. O que a gente vê é que eles utilizam até seringas usadas para aplicar a droga e, os homossexuais, em sua maioria,  têm vários parceiros.

 

 

 

Este é um blog notadamente antipaulista! Paulistas, não se submetam docilmente a humilhações e manifestações de preconceito!! A internet é enorme.

"Mas você há de convir comigo que são RAROS os casos de homossexuais que se previnem adequadamente e muito mais raro ainda, que têm um único parceiro."

Quem irá convir com esse preconceituoso pressuposto?

Um percentual maior de homossexuais que de heterossexuais pode adotar comportamento de risco, mas, mesmo assim, é a minoria no grupo.

 

Se você pode sonhar, você pode fazer. Walt Disney

Porque não existe grupo de risco. Na verdade nunca existiu um grupo de risco, mas sim comportamento de risco. Seja homo ou hetrossexual, jovem ou idoso, o comportamento sexual é que determina o risco de contrair o HIV. E por comportamento sexual entenda-se múltiplas relações sexuais sem o devido cuidado, como o uso do preservativo.

O fato de haver um aumento de incidência da infecção por HIV em grupos populacionais específicos reflete uma tendência de comportamento. Não se trata de não usar mais a expressão "grupo de risco" em razão de preconceito. Se de fato houvesse um grupo de risco, deveria haver alguma tese ou estudo que comprovasse que uns se infectam mais que outros em razão de sua orientação sexual e não do seu comportamento.

 

"O fato de haver um aumento de incidência da infecção por HIV em grupos populacionais específicos reflete uma tendência de comportamento."

 

Sim! É ao comportamento que eu me refiro quando cito os “grupos de risco”: Homossexuais, usuários de drogas injetáveis e até pessoas que precisam fazer hemodiálise periodicamente.

Nesse último caso não é um comportamento opcional, é obrigatório... mas, não deixa de ser “um comportamento”.

Perdi um amigo nessas condições. Ele precisava fazer hemodiálise mensalmente e numa dessas ele pegou o “bichinho”, começou a emagrecer  assustadoramente e se foi.

 

Este é um blog notadamente antipaulista! Paulistas, não se submetam docilmente a humilhações e manifestações de preconceito!! A internet é enorme.

Basta andar pela Farme de Amoedo durante o carnaval que dá para descobrir o porque do aumento.

 

No lugar onde trabalho reduziu; e muito.