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Crise traz portugueses ao Brasil

Do Público

A avalanche dos novos portugueses no Brasil

Por Alexandra Lucas Coelho, no Rio de Janeiro, do Público 

Enquanto a crise em Portugal estiver feia, a pressão dos ilegais tenderá a crescer

Enquanto a crise em Portugal estiver feia, a pressão dos ilegais tenderá a crescer (Foto: Rui Gaudêncio)

Só na primeira metade deste ano, mais de 50 mil portugueses pediram residência no Brasil. E multiplicam-se os trabalhadores ilegais. Vistos e burocracia têm sido o grande travão. Arquitectos, engenheiros, gestores parecem dominar. Mas há quem chegue com o 12º ano.

Em Agosto de 2010, Cátia Almeida aterrou no Rio de Janeiro para participar no Campeonato Mundial de Capoeira. Foi campeã e não apanhou o voo de volta a Portugal. Uma filha já estava com ela. A outra veio depois com o pai. Estão todos a morar no Rio.

Algarvia de Albufeira, 30 anos, Cátia faz parte da avalanche de novos portugueses no Brasil, difícil de medir em números. Só entre Dezembro de 2010 e Junho de 2011, os pedidos de residência permanente aumentaram de 276.703 para 328.856 (dados do ministério brasileiro da Justiça).

Isto significa mais 52 mil portugueses em apenas meio ano, fora os vistos para trabalho temporário, estudantes e investigadores. Mas para ter uma dimensão justa da realidade, seria preciso somar ainda todos os ilegais. Os vistos são o grande entrave da nova corrida ao Brasil. Muitos dos portugueses em situação legal conhecem vários ilegais.

Mesmo Cátia não esperava que a burocracia fosse tão difícil. E as suas filhas são luso-brasileiras.

A história desta família, na verdade, conta as duas corridas que aconteceram entre Portugal e Brasil nos últimos 20 anos. Primeiro, a corrida de brasileiros para Portugal, quando o Brasil estava mal. Depois o contrário.

“Conheci o meu marido em Albufeira em 1998”, conta ao PÚBLICO. “Ele emigrara do Brasil para vir dar aulas de capoeira, tentar uma nova vida.” Rapaz de Niterói, 25 anos. Cátia tinha 17. Foi “mais ou menos amor à primeira vista”. Um ano depois já tinham uma filha, depois veio outra, depois Cátia investiu na capoeira. Em 2010 foi campeã nacional e campeã europeia. “E em Agosto a Câmara de Albufeira pagou-me a passagem para eu vir ao Mundial no Rio.”

Era a oportunidade que a família precisava para inverter a emigração. As coisas em Portugal não estavam boas. “Eu trabalhava como recepcionista num hotel em Albufeira, o meu marido era bombeiro profissional. Estávamos a viver para pagar as contas e já não dava, com duas filhas, a casa, água, luz, telefone. Numa dessas noites de insónia a gente resolveu: vamos embora.”

Cátia veio com a filha de 12 anos, que também é campeã de capoeira e teve direito a passagem. Mãe e filha esperaram pai e filha e foram morar para uma casa que a família dele tinha em Abolição, um subúrbio da Zona Norte. Não é o cartão-postal carioca, e Cátia arranjou um emprego de recepcionista num hotel da Barra da Tijuca, outro extremo da cidade. Longas viagens de autocarro todos os dias. Mas ela está satisfeita.

“O hotel paga-me vale de transporte e alimentação, dá-me seguro de saúde e seguro odontológico para mim e para os meus dependentes, uma cesta básica de 60 reais, estou a sentir-me superbem tratada.” Para a loucura de preços que tomou o Rio, o salário não é alto, 2000 reais (820 euros), com uma folga semanal apenas, mas o marido também já está contratado por uma ONG como professor de capoeira numa zona pobre.

“O custo de vida é alto em relação ao que ganhamos, telefone, luz, alimentação”, reconhece Cátia. “Mas lá metade do salário era para pagar a casa. Aqui o estilo de vida é bem melhor. Todo o fim-de-semana vamos um cinema, a um teatro. Em Portugal só assisti a teatro na escola. E gosto do trabalho, estou a conseguir destacar-me. Em Portugal nunca tinha feito uma faculdade, fui mãe muito cedo. E aqui já completei o primeiro semestre de Educação Física.”

Para ficar tranquila só falta o visto permanente. “De seis em seis meses tenho de ir à Polícia Federal colocar carimbos. Apesar das minhas filhas terem dupla nacionalidade, a burocracia não é tão fácil como se dizia: certidões de nascimento para aqui, o papel que afinal não serve para ali, pagar não sei o quê.” Tudo porque nunca casou no papel com o seu “marido” brasileiro. “Talvez fosse mais simples, mas se me obrigam a fazer uma coisa a que tenho direito é que não faço. Em Portugal já tínhamos uma filha e desconfiavam que era um casamento arranjado.” Não seria agora que iam casar. “Quero casar mas se me der vontade.”

Alta finança

André Nogueira juntou as duas coisas: a vontade e o visto. Ou melhor, a sua namorada brasileira juntou por ele. Propôs que casassem para arrumar o assunto.

Consultor financeiro em São Paulo, André tem exactamente a mesma idade da capoeirista-recepcionista Cátia, 30 anos, mas vem de um meio muito diferente. Só se conhecem, de raspão, por isto: sempre que André vem ao Rio em trabalho, a empresa aloja-o no hotel de luxo onde Cátia trabalha. Estão em lados opostos do balcão.

Em Março de 2008, André era um jovem consultor de gestão em Lisboa. “Foi quando começaram os sinais da crise internacional, e comecei a pensar em mudar algo na minha vida.” Um dos seus antigos colegas da Universidade Nova já estava a trabalhar no Brasil, André telefonou-lhe e ele indicou-o para um processo de recrutamento. Veio, foi contratado, voltou para tratar da mudança. “O visto foi a coisa mais difícil. Já tinha contrato e esperei quatro meses em Lisboa. É um processo inquietante. A empresa tem de provar que não existe um recurso que possa substituir-me.” Ou seja, um brasileiro que possa desempenhar as mesmas funções.

Já conhecia São Paulo? “Tinha vindo em trabalho e não gostei. Mas vim pela oportunidade. Era um país que estava a crescer muito. As pessoas não sabiam o que era a crise internacional. E depois gostei mais de São Paulo. Eles recebem muito bem, têm óptima disposição.”

Mora perto da Vila Mariana, um bairro simpático, “a seis estações de metro do trabalho ou 40 minutos de carro”, o que para São Paulo é óptimo. Tinha vários antigos colegas na cidade, integrou-se rapidamente. Certa noite uma amiga convidou-o para uma festa de queijo e vinho. “Aí conheci a minha mulher. Saí do elevador, vi-a, apaixonei-me imediatamente e ela também. Nunca mais nos largámos.” Passou de solteiro boémio a noivo. “Não estava à procura de nada, foi totalmente inesperado. Ela é do Rio Grande do Sul, está há sete anos em São Paulo a trabalhar como engenheira química.” Casaram um ano depois.

“Uma das razões foi o visto. Estávamos bem juntos e eu queria sair da empresa onde estava, mas o visto dependia do contrato. Então ela olhou para mim e disse: por que é que não te casas comigo?” Assim foi, sem cerimónia, em São Paulo, e este Verão, com cerimónia, em Lisboa.

Na empresa onde está agora, André dedica-se a petróleo e telecomunicações. O plano dele é aproveitar o mais possível os próximos anos de boom. E depois voltar à Europa.

A mulher tem o sonho de viver em Paris. “Fomos lá e ela tem um jeito tão especial com os franceses que eles se tornam seres suportáveis”, ironiza. “Estamos a pensar ficar no Brasil três anos, poupar dinheiro, e fugir assim que a Copa [de Futebol de 2014] termine, antes da ressaca das obras públicas.” É verdade que ainda haverá os Jogos Olímpicos de 2016, mas André não antecipa um paraíso económico. “A Agência Nacional de Petróleo está a fazer um bom trabalho mas não tem todos os recursos de que precisa. Acho que o dinheiro do pré-sal vai atrasar.”

O pré-sal é uma das esperanças brasileiras: uma faixa de mar com 800 quilómetros entre os estados do Espírito Santo e de Santa Catarina, onde foi descoberto petróleo a 7 mil metros de profundidade, por baixo de uma camada de sal, que segundo os geólogos assegura a sua qualidade. Extraí-lo será uma odisseia. André acautela: “É preciso alguma reserva no optimismo sobre o Brasil. O boom dos últimos anos foi à custa do aumento de preço das commodities, produtos que se podem encontrar em todo o mundo, minério de ferro, por exemplo. Como o Brasil tem muito, vende muito, e o volume de recursos a entrar é significativo. Mas pode ser que a crise na Europa afecte a economia mundial e faça cair os preços das commodities.”

A vantagem do Brasil é o seu tamanho. “O mercado nacional é muito grande e as políticas sociais têm dinamizado essa vantagem.” Trazendo para o mercado milhões de pessoas que antes não podiam consumir.

E enquanto isso, todo um Portugal vai desaguando no Brasil. “É impressionante a quantidade de pessoas que chega. Inimaginável. Ligam-me a perguntar como vir. E no fim de 2010 começaram a chegar famílias, criaram-se grupos no Facebook da nova geração no Brasil.”

Fala um ilegal

A geração anterior é a do cliché das padarias, dos restaurantes, portugueses geralmente sem formação universitária, que vinham “lá da terrinha”, como os brasileiros dizem.

Difícil saber exactamente quantos eram e quantos são agora. Os luso-descendentes ultrapassam 860 mil. Quanto ao número de cidadãos portugueses anda “entre 300 e 400 mil” nos registos consulares, disse ao PÚBLICO o assessor da embaixada em Brasília, Carlos Fino, ressalvando que “esse registo não é obrigatório e muita gente não o faz”.

Portanto o bolo será maior, e se a cada seis meses houver mais 50 mil pedidos de residência, vai crescer radicalmente. A demora dos vistos é uma consequência diplomática das demoras que os brasileiros enfrentaram em Portugal. Num contexto histórico, é o avesso de um império.

Por outro lado, enquanto a crise em Portugal estiver feia, a pressão dos ilegais tenderá a crescer. Gente que vem de férias e fica. Gente que vem para um estágio e fica.

Foi o que aconteceu ao jovem arquitecto Z., que não poderá ser identificado neste texto justamente por estar ilegal no Brasil. Num país que já é a 6.ª economia do mundo e vai ter dois mega-acontecimentos desportivos, finanças e construção são grandes empregadores. Além de gestores, muitos engenheiros e arquitectos portugueses têm vindo ou pensam vir.

Em Junho de 2010, Z. veio para um estágio em São Paulo. Tinha experiência de vários anos num dos maiores “ateliers” de Lisboa. Só conhecia o Rio e o Nordeste e nunca pensara instalar-se no Brasil. “15 dias antes do fim do estágio, comecei a perceber que queria ficar. Já se começava a dizer que as coisas estavam mal em Portugal. E seis meses não tinham chegado para esta escala. As possibilidades eram muito maiores do que em Lisboa. Apaixonei-me por esta coisa que ainda me escapa. Sentia que havia um universo de coisas. Emocionalmente gosto disto, de ser América Latina e lusófono, de poder ser português noutro lugar.”

Era “um desafio e era uma promessa”. Começar do zero. “Ninguém me conhecia.” Mas no Brasil isso é mais fácil do que nos Estados Unidos. Mesmo em São Paulo, sem o “jeitinho” carioca. “E São Paulo tinha coisas que o Rio não tinha. As coisas acontecem cá, há um profissionalismo maior, uma vontade de produzir. O Rio é mais doce e mais mole.”

Terminado o estágio, ligou a uma arquitecta brasileira que estagiara no “atelier” de Lisboa. Anos antes, fora ele a entrevistá-la. Agora era ela a ajudá-lo a conseguir uma entrevista. Ficou como avençado, salário de 5000 reais (dois mil euros), das 9h às 18h.

“Era um daqueles ‘ateliers’ grandes, bonitos, com pessoas simpáticas e interessantes que ditam o gosto vigente, moradias de gente rica, lojas caras.” A arquitectura europeia tem de dialogar com todo um património. “Mas São Paulo é uma cidade novíssima, tudo aconteceu nos anos 40 e 50 com o boom da indústria. É uma cidade que está sempre a mudar.” O que é interessante para um arquitecto. Mas o domínio do dinheiro novo domestica a ousadia. “A questão do dinheiro é muito visível. Moradias com sauna húmida, sauna seca, ginásios, garagens para não sei quantos carros, campos de golfe, campos de ténis.” Casas de vários milhões de reais. “Agora estou a fazer uma com 1900 metros quadrados. O projecto tem de se resolver sempre num determinado cenário. É quase um adocicar dos modelos modernistas, que na altura tinham um enquadramento político.” Niemeyer, um comunista. “É como se esses modelos hoje fossem usados só como imagem, demonstrações de poder, de riqueza.”

Sendo que o “atelier” que trabalha para todos estes milionários “tinha apenas três pessoas contratadas, duas empregadas de limpeza e uma secretária”. Z. não conseguiria um contrato lá para tratar de visto, então resolveu sair para um “atelier” semelhante, mas mais pequeno, que em Janeiro vai começar a resolver com ele o processo de contratação. Ganha agora 6000 reais (2460 euros).

Mas durante todo este ano estar ilegal foi uma tensão. “Dentro do Brasil pedem-me o passaporte só para identificar, mas fico stressado com isso. E não posso ir a Portugal, se não depois como é que entro? Se for apanhado cá dão-me uns dias para deixar o país e depois tenho de ficar seis meses sem voltar.”

Casar é uma opção? “Se estivesse a namorar com alguém, pensaria casar para ter o visto. Mas não casaria só para ter o visto, não montaria um teatro.” Conhece quem o tenha feito, e há sempre o risco das vistorias: vêem os armários, fotos de férias, falam com os porteiros.

Mas ao contrário de André, Z. quer ficar. “Não me importava de me tornar brasileiro. Há coisas de que sinto falta: uma comida, ou ir para uma esplanada sem ser como consumidor. Mas nada que me ocupe muita a cabeça.”

Ainda divide casa com mais dois portugueses, outro arquitecto e uma assessora de empresa. Quatro assoalhadas no chique Jardim Paulista pelas quais pagam 3900 reais (1600 euros). Em Portugal morava sozinho numa casa maior. Mas em Portugal, diz Z., fala-se em 40% de desemprego entre os arquitectos.

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O governo vende a idéia de que no Brasil está tudo as mil maravilhas jorrando empregos, atraindo gente como esses portugueses para cá, concorrendo com nossos cidadãos, um brasileiro nunca conseguiria um emprego qualificado em Portugal, então porque permitir a entrada desses profissionais desqualificados, já que Portugal não tem indústrias e construções, só demolições? seria um atraso de vida! Portugal trouxe para o Brasil escravidão, latifúndio, pobreza...

só que agora os pobres são eles!

 

Aí, já está rolando uma xenofobia básica em setores progressistas brasileiros?

 

O Brasil ainda não é dos brasileiros, (um dia será), mas de meia dúzia de ricos patriopanças cuja riqueza provém da especulação financeira e agiotagem legal que, carinhosamente aqui nesse país, apelidaram de 'bancos'.

 

Que bom, o país cresce - espero que para todos. Aqui há lugar para Haitianos, Angolanos, Iranianos, Iraquianos, Palestinos, Espanhóis, Portugueses, Norte Americanos, Norte coreanos, Sul Coreanos, Chineses, Japoneses, Argentinos, Uruguaios, Russos, Indianos, etc. Possuímos terras em abundância, riquezas que nem podemos mensurar, desde o petróleo ao minério de ferro e, a maior delas, seu povo - diverso, multi, criativo, batalhador, enfim.

 

Temos muito a fazer, muitos a alimentar, a educar, o que produzir. Precisamos de pessoas, sejam elas de onde forem. O Brasil, esta terra fantástica, ainda não é dos brasileiros...um dia será, com esforço, trabalho e - principalmente - a luta política de todos os que almejam um mundo socialmente mais justo, livre das guerras de poder, pelo poder, do ódio racial, de classe, de gênero - do ódio de fronteiras que alimenta a opressão pela divisão deste mesmo povo comum. 

 

Somos todos iguais.

 

 

 

 

 

 


Déficit de professores nas redes estaduais e municipais é de 300 mil

 


http://oglobo.globo.com/educacao/deficit-de-professores-nas-redes-estaduais-municipais-de-300-mil-3529875



 


 


 


 

 

Depois de fazer universidade, pós e mestrado, ninguém vai querer trabalhar por pouco mais de 1750 reais. Pessoal vai preferir um emprego de piloto de computador Lentiun 2000, de mesmo salário e que não requer todo aquele estudo.

 

E você acha que eles vao querer vir para trabalhar com o salário e as condiçoes de trabalho dos professores brasileiros? Ou para eles haverá salários e condiçoes especiais? Era só o que faltava!

 

...a história se repete, 11 milhões de pessoas morando em favela, elas terão educação adequada para concorre no mercado de trabalho????NÃO. Em um país racista, onde tudo conta para consegui um emprego, conta a idade, conta a cor, conta a origem , conta a região, conta o sexo, conta o sotaque ....é certo abrir o nosso mercado de trabalho??principalmente onde os brasileiros tem uma baixa escolaridade e os europeus já vêm preparados?, e o resultado será, mais pobreza, mais concentração de renda, mais desigualdade social e regional!. DAQUI A POUCO A EUROPA TODA ESTÁ DENTRO DO BRASIL SE BENEFICIANDO DE ALGO QUE NÓS BRASILEIROS NEM COMEÇAMOS A USUFRUIR!. 

 

Que sejam todos benvindos,  não se pode negar pão a quem tem fome, e nen emprego a quem quer trabalhar, se eles nos trataram mal ,  vamos dar aoutra face,  pois é perduando que se é perdoado,  bevenidos a todos!

 

 O certo seria, só abrir o mercado de trabalho brasileiro para extrangeiros, quando TODOS os brasileiros tivessem acesso a educação e com emprego garantido, ao contrario, irá acontecer a mesmo coisa que aconteceu com estravos  com a chegada dos europeus no Brasil!. 

 

Hora do brasileiro começar a ter orgulho de si e de seu país e dar o mesmo tratamento frio que recebe nas visitas ao "velho mundo", que de tão velho está a apodrecer. Quanto aos "irmãos portugueses", será muito educativo que recebam o mesmo tratamento dispensado aos brasileiros, que num passado não muito distante sofreram todo tipo de humilhação ao tentarem conseguir uma oportunidade de vida melhor em terras lusitanas.
Não esqueçamos também dos nossos queridos espanhóis. Para eles recomendo a construção de salas de recepção nos aeroportos tão "confortáveis" como aquelas que abrigaram viajantes brasileiros antes da deportação, estes muitas vezes apenas de passagem por seu país.

 

O Brasil deve priorizar nossos irmãos da América do Sul e África. Europeus que fiquem na europa ou vão para um país norte-africano que há pouco destruiram.

 

O Brasil está exportando empregos dentro do próprio país,  há algum tempo as empresas que vêm para o Brasil trazem consigo o 1° , 2° e até 3º escalão formados por de seus compatriotas para trabalhar aqui, os brasileiros só ficam com os cargos de baixo nível, sem falar que toda a área de empregos com baixíssimo escolaridade são terceirizado!.

 

Se vierem para cá uns 1.200.000.000 de imigrantes, poderemos bater a China em mercado consumidor e aí não vai ter para ninguem!

Seria milhares de novas grandes metrópoles.

Trilhões e trilhões de dólares para tamanha construção!

Emprego massivo para 4 gerações!

Louras, suecas, eslavas, africanas e tudo mais...

Teríamos terra, alimentos e amor...

Que paraiso seria isto aqui?

Que venham os imigrantes!

 

Agora confessa que você citou as africanas só pra disfarçar. Tá interessado mesmo é nas louras.

 

Não adianta colonizado é ph0da mesmo!

 

Acho que esse cara é o mesmo Marcao do Portal. O "humor" dele é sempre desse nível. E o machismo untuoso também.

 

Primeiro parágrafo:

"Só na primeira metade deste ano, mais de 50 mil portugueses pediram residência no Brasil. E multiplicam-se os trabalhadores ilegais. Vistos e burocracia têm sido o grande travão. Arquitectos, engenheiros, gestores parecem dominar. Mas há quem chegue com o 12º ano."

Enquanto isso arquitetos e engenheiros brasileiros chegam a se devorarem para acharar um emprego sem registro, sem CLT, por 2000 reais, ainda assumindo as despesas de transporte, alimentação e impostos sobre prestação de serviço. Sobre uns 1200 para levar para casa. E mesmo empregados veem uns aos outros como potenciais inimigos. Vejo isso ao longo dos anos.

Os senhores de engenhos.... ops, quiz dizer, o empresário brasileiro acha tudo isso "mó" legal.

 

A mulher tem o sonho de viver em Paris. “Fomos lá e ela tem um jeito tão especial com os franceses que eles se tornam seres suportáveis”, ironiza. “Estamos a pensar ficar no Brasil três anos, poupar dinheiro, e fugir assim que a Copa [de Futebol de 2014] termine, antes da ressaca das obras públicas."


Isso diz tudo sobre a natureza desse tipo. Fugir. Para essa gente, o Brasil é só um lugar para arrancar dinheiro fácil, preferem lavar banheiros em Paris do que ser classe média aqui.


 

Esse sujeito (André Nogueira) é um parasita. Vejam a visão que o sujeito tem do Brasil (como destacou o Leonardo no comentário). Não é por menos que vem do mercado financeiro, o mesmo que arruinou Portugal (!!!), de onde ele fugiu. Assim que a "onda" passar aqui no Brasil (e ele ganhar um bocado de dinheiro) ele foge novamente. Comparem essa visão com a da professora de capoeira e do arquiteto. Ao Nogueira não interessa o país: como bom capitalista, sabe que o capital não tem pátria. "Fugiu" para o Brasil por conta da língua.

 

Estamos recebendo a 'fina flor' da força de trabalho portuguesa, profissionais altamente qualificados, no auge da sua vida profissional (em torno dos 30 anos de idade) e que estão vindo para o Brasil a fim de trabalhar, casar, ter filhos, enfim, viver aqui, contribuindo para o crescimento do país nas próximas décadas.

 

Nos próximos anos, teremos Copa do Mundo, Olimpíadas, Pré-Sal a pleno vapor, o Etanol entrando livremente no maior mercado do mundo (os EUA) a partir de 2012 e em pouco tempo deveremos nos consolidar como a 5a. maior economia mundial. Portanto, temos tudo para dar continuidade ao atual processo de desenvolvimento econômico e social do país e por muitos anos, ainda.

 

Daqui a alguns anos o PIB brasileiro deverá ser ultrapassado pela Índia, com mais de 1 bilhão de habitantes e que também cresce rapidamente, mas em compensação iremos ultrapassar a França e, um pouco mais tarde, a Alemanha.

 

Em função disso, precisaremos de milhões de novos trabalhadores qualificados para construir uma nação brasileira verdadeiramente moderna, democrática, desenvolvida, justa e soberana.

 

Portanto, os portugueses, espanhóis, bolivianos, paraguaios, peruanos, etc, que estão vindo para cá, e que irão contribuir para isso, devem ser bem recebidos por todos nós e não discriminados, como muitos dizem por aí.

 

Essa história de querer tratar mal aos portugueses (ou qualquer outro povo) pelo fato de que eles fizeram isso com muitos brasileiros que foram trabalhar e viver lá, há alguns anos, é uma bobagem monumental,.

 

Entendo que um dos diferenciais desta Nação brasileira moderna e desenvolvida que estamos construindo, em relação a outros países com maior tradição de intolerância e xenofobia é, justamente, a de termos um grau maior de tolerância e de respeito para com estrangeiros que vem trabalhar e viver aqui. Temos pessoas preconceituosas, aqui, sim, mas penso que elas não são as mais numerosas em nossa sociedade.

 

E se reforçarmos essa postura, de respeito e tolerância para com os diferentes, daí sim o Brasil poderá se mostrar como um país ainda mais influente e respeitado no cenário mundial, da mesma forma que já acontece hoje, não por sermos uma potência militar brutal, violenta e agressiva, que invade e destrói com outros países (como são os EUA , principalmente) mas por nos constituirmos como uma Nação que sabe conviver e respeitar com os diferentes, venham de onde vierem  (Portugal, Espanha, Haiti, Peru, Bolívia, Nigéria, etc)  e independente de qual religião, sexo, cor de pele, tendência política, etc, estas pessoas forem.

 

Da mesma forma que, agora, o Brasil está sendo bem visto mundialmente porque criou programas sociais de combate à pobreza extrema que são altamente eficientes (como o Bolsa-Família, que está sendo adotado pelo mundo afora em um número crescente de países) e porque é um dos países que melhor tem resistido à pior crise econômica mundial desde a Grande Depressão dos anos 1930, poderemos também, se evitarmos a estupidez e a ignorância da idiótica 'lei de Talião', aumentar o respeito e a admiração do mundo pelo Brasil se conseguirmos construir uma Nação marcada pela inclusão pela tolerância e pela convivência respeitosa com pessoas do mundo inteiro e de todas as origens e características (cor de pele, religião, nacionalidades, etc).

 

O Brasil pode vir a se transformar no grande modelo de sociedade multicultural bem-sucedida do século XXI, caracterizada pela inclusão, respeito, tolerância e pela convivência pacífica entre os diferentes que aqui vivem e viverão.

 

Em um mundo  que ainda é, infelizmente, fortemente marcado pela intolerância, xenofobia, racismo e preconceitos de todos os tipos e gostos, temos plenas condições de nos distinguirmos justamente pelo oposto: respeito, tolerância e convivência pacífica entre os diferentes. 

 

Assim, poderemos vir a ser imitados e seguidos por outros povos e nações, construindo um modelo de sociedade multicultural que será respeitado e admirado pelo mundo. E este aspecto tem tudo para ser o grande diferencial e a grande contribuição do Brasil para a Humanidade. 

 

Que assim seja. 

 

 

Marcos Doniseti

Polianismo pouco é bobagem mesmo... Aceitar, sim, EXIGINDO RECIPROCIDADE. Sem isso, nada feito.

 

Prezados,

Às vezes, acho que meus estudantes de engenharia  vão estudar 5 anos e não vão conseguir emprego. Com certeza, o Brasil precisará de muitos engenheiros, mas com o Brasil abrindo as portas para todos, não sei se serão brasileiros que ocuparão os principais cargos.

Sei que seria muito bom se vivêssemos em um mundo perfeito, sem fronteiras, sem guerras, cheio de pessoas cosmopolitas. Mas essa não é a realidade. Vivemos em um mundo onde predominam sistemáticas capitalistas. Então, é cada um por si e Deus por todos.

Em outras palavras, o Brasil tem de criar regras para dificultar que estrangeiros tomem o cargo de arquitetos brasileiros como está sendo reportado nesse texto. Se há carência de profissionais, sou o primeiro a defender que facilitemos a contratação de estrangeiros, mas se não há carência (como, acredito, não é o caso da arquitetura) temos que coibir.

 

 Acho importante receber bem todo aquele que quer vir ao Brasil (temporario ou nao, mas acho que deve ter uma reciprocidade quanto ao processo de legalizacao (isso para que de certa maneira possa ajudar aos brasileiros que moram no exterior) sou brasileiro e vivo na Belgica, sei muito bem a Via- sacra que fazemos para obter um visto e assim entrar no mercado de trabalho.

Quando a fiscalizacao encontra alguem trabalhando sem ter o visto a (Empresa/Comercio) paga uma multa super salgada alem dos custos da deportacao do individuo, sendo este fator que mais conta  quando pensam em contratar um ilegal, Acho que é hora do Governo diante dessa situacao tomar medidas e renegociar ou ate fazer novos acordos com Portugal, como assim o dizem somos irmaos, que essa irmandade seja mutua e nao apenas venha favorecer um lado. Nos Brasileiros temos um coracao enorme e um espirito acolhedor imenso, que esse sentimento verdadeiro que e a nossa marca (palavras que ouvi de outras nacionalidades) nao seja visto como uma vantagem para outras nacionalidades mas como uma correlacao entre as mesmas que tenham interesses mutuos. Que melhor oportunidade seria se todos esses portugueses que estao querendo tentar um futuro melhor no Brasil colaborassem numa  campanha para melhorar a situacao dos Brasileiros em Portugal? O texto acima diz so na primeira metade do ano foram 50 mil?, sera que nao daria nehum impacto  junto as autoridades portuguesas??? Gostaria muito de ver uma demonstacao de Boa vontade do lado dos Portugueses que querem emigrar  para o Brasil! O que voces acham???

Estou torcendo para que tudo venha dar certo para OS DOIS LADOS!

 

 Acho importante receber bem todo aquele que quer vir ao Brasil (temporario ou nao, mas acho que deve ter uma reciprocidade quanto ao processo de legalizacao (isso para que de certa maneira possa ajudar aos brasileiros que moram no exterior) sou brasileiro e vivo na Belgica, sei muito bem a Via- sacra que fazemos para obter um visto e assim entrar no mercado de trabalho.

Quando a fiscalizacao encontra alguem trabalhando sem ter o visto a (Empresa/Comercio) paga uma multa super salgada alem dos custos da deportacao do individuo, sendo este fator que mais conta  quando pensam em contratar um ilegal, Acho que é hora do Governo diante dessa situacao tomar medidas e renegociar ou ate fazer novos acordos com Portugal, como assim o dizem somos irmaos, que essa irmandade seja mutua e nao apenas venha favorecer um lado. Nos Brasileiros temos um coracao enorme e um espirito acolhedor imenso, que esse sentimento verdadeiro que e a nossa marca (palavras que ouvi de outras nacionalidades) nao seja visto como uma vantagem para outras nacionalidades mas como uma correlacao entre as mesmas que tenham interesses mutuos. Que melhor oportunidade seria se todos esses portugueses que estao querendo tentar um futuro melhor no Brasil colaborassem numa  campanha para melhorar a situacao dos Brasileiros em Portugal? O texto acima diz so na primeira metade do ano foram 50 mil?, sera que nao daria nehum impacto  junto as autoridades portuguesas??? Gostaria muito de ver uma demonstacao de Boa vontade do lado dos Portugueses que querem emigrar  para o Brasil! O que voces acham???

Estou torcendo para que tudo venha dar certo para OS DOIS LADOS!

 

 Acho importante receber bem todo aquele que quer vir ao Brasil (temporario ou nao, mas acho que deve ter uma reciprocidade quanto ao processo de legalizacao (isso para que de certa maneira possa ajudar aos brasileiros que moram no exterior) sou brasileiro e vivo na Belgica, sei muito bem a Via- sacra que fazemos para obter um visto e assim entrar no mercado de trabalho.

Quando a fiscalizacao encontra alguem trabalhando sem ter o visto a (Empresa/Comercio) paga uma multa super salgada alem dos custos da deportacao do individuo, sendo este fator que mais conta  quando pensam em contratar um ilegal, Acho que é hora do Governo diante dessa situacao tomar medidas e renegociar ou ate fazer novos acordos com Portugal, como assim o dizem somos irmaos, que essa irmandade seja mutua e nao apenas venha favorecer um lado. Nos Brasileiros temos um coracao enorme e um espirito acolhedor imenso, que esse sentimento verdadeiro que e a nossa marca (palavras que ouvi de outras nacionalidades) nao seja visto como uma vantagem para outras nacionalidades mas como uma correlacao entre as mesmas que tenham interesses mutuos. Que melhor oportunidade seria se todos esses portugueses que estao querendo tentar um futuro melhor no Brasil colaborassem numa  campanha para melhorar a situacao dos Brasileiros em Portugal? O texto acima diz so na primeira metade do ano foram 50 mil?, sera que nao daria nehum impacto  junto as autoridades portuguesas??? Gostaria muito de ver uma demonstacao de Boa vontade do lado dos Portugueses que querem emigrar  para o Brasil! O que voces acham???

Estou torcendo para que tudo venha dar certo para OS DOIS LADOS!

 

Fora portugueses xenófobos, racistas!

E se puderem, levem os ainda colonizados junto com vocês para a xenófoba europa!

 

Tanto arquiteto brasileiro com dificuldades de encontrar emprego na profissao, tanta gente podendo ser gestor, e vêm esses portugueses querer encontar trabalho aqui, quando infernizaram os dentistas que foram para Portugal e tratam as brasileiras lá como putas? Somos uns idiotas mesmo, para permitir isso!  Nao sou contra o livre trânsito de trabalhadores, mas tem que haver RECIPROCIDADE. Nos trataram como cães. Pois que sejam assim tratados aqui.

 

Bobagem. Fica parecendo que o Brasil não impõe barreiras a profissionais estrangeiros qualificados que queiram trabalhar aqui, que é so chegar com seu diploma obtido no exterior e começar a trabalhar como engenheiro, médico, dentista, quando, de fato, o Brasil impõe MAIS barreiras do que paises europeus ou os EUA.

 

Nao é o que as notícias estao mostrando, nao é mesmo?

 

para facilitar a vida dos nossos ancestrais o correto seria emitir passaportes duplas-cidadanias. mas antevendo que mudarão-se se as coisas apertarem e irão para onde estiver melhor, o ideal seriam os passaportes tripla, quádrupla ou quem sabe até mesmo um quíntupla ou mais cidadanias.

 

Os cidadãos portugueses tinham prerrogativas em território brasileiro enormes (a recíproca era verdadeira).  Não precisavam de nada, podiam até se candidatar, como portugueses, a cargos eletivos. Perderam tudo quando Portugal foi aceito na Comunidade Européia e pressionado pelos países do norte, assustados com a possibilidade de entrada de muitos brasileiros pela “porta portuguesa”, viraram as costas para o Brasil.


 


A reciprocidade diplomática não é lei de talião, mas restabelece as relações equânimes entre estados soberanos.


 


Fica claro que um pequeno número de brasileiros se deslocando para Portugal, dado suas reduzidas dimensões, causariam, quer quisessem ou não, problemas. Já o caminho reverso, se Portugal inteira vier para o Brasil não vai dar nem para perceber...


 


Fizeram a aposta errada... Apostaram na Europa e perderam...

 

Os gringos que aqui chegam devem ser tratado com reservas. O verdadeiro caráter deles já foi mostrado quando O  BRASIL tava mal e os BRASILEIROS foram tratados como lixo na Europa e USA.

 

recebamos a todos muito bem. afinal, o brasil foi (e é) feito de todos com todos. daremos uma lição ao mundo. somos todos irmãos nessa mesma nave...

 

Mal ou bem, Portugal é mercado Europeu. Pode ser porta de entrada para o comércio brasileiro por lá. O Brasil deveria  agir mais firmemente junto a Portugal e tirar proveitos da situação. Moedas de troca.

Na verdade Portugal precisa desesperadamente destas pessoas pagado impostos por lá. Sobrarão apenas os idosos a se continuar nesta toada.O Brasil deveria constranger a vinda de Portugueses reforçando que sua pátria precisa deles e a "fuga" não será bem considerada.

Ao mesmo tempo acordos de comércio, cooperações e trocas  tecnologicas, além de alianças com empresas Portuguesas com brasileiros no comando já deveriam estar na pauta do nosso governo.

Os Portuguêses são bem vindos, mas amigos amigos, negócios a parte.

 

Me lembro que na época de Salazar, a economia portuguesa se valia tremendamente de recursos enviados do exterior de portugueses emigrados pelo mundo afora. Hoje em dia não tem como isto acontecer na escala que foi na época, mas, os imposto não pagos por portugueses por lá transformam-se em remessas de divisas, aliviando o impacto.

 

Não temos nenhum motivo para retaliar.


A Lei de Talião foi revogada por alguém muito mais importante há aproximadamente dois mil anos.


Que saibamos sempre - como bons brasileiros - demonstrar receptividade e coração aberto.


Nosso País tem imensas carências em serviço e infraestrutura. Toda a mão de obra qualificada é bem vinda.


Termos essa deficiência toda, antes de um defeito, é uma das nossas maiores qualidades. O Brasil não é desenvolvido AINDA, portanto, há muito espaço para crescer.


Se vamos levar até 20 anos para termos o mesmo nível de vida do Reino Unido, recém ultrapassado pelo número frio do PIB, este é só um exemplo de tudo que ainda temos para crescer e distribuir para nosso povo.


Especialmente nesta virada de ano, deixemos registrado em nossos corações que braços abertos e mãos estendidas são a receita para o verdadeiro sucesso.


Atitudes de retalização, vingança e egoísmo vão nos tornar cada vez mais parecidos com aqueles a quem tanto criticamos lá fora.


Vamos portanto saber crescer diferentes.


Sejamos de verdade o País do futuro.


E que o furuto seja feito de profunda fraternidade.

 

Ronaldo, concordo plenamente com você. Sejamos diferentes. Não vejo estritamente uma perspectiva de colonizado oferecer cargos de maior remuneração para estrangeiros. Vejo um aproveitamento de mão de obra qualificada. Quanto a uma parte deles querer voltar para seu país de origem, é um direito legítimo. Quantos brasileiros foram à Europa, EUA, Japão ganhar dinheiro e voltar para o Brasil, não é mesmo. Sonho com o dia que o último soldado retire o último mourão de fronteira (e um "viva" à minha ingenuidade, podem dizer...).


Abraços,


Luiz Augusto Abílio Silveira Rocha, 25 anos, jornalista (e servidor público), Ji-Paraná/RO.


 

 

Luiz Augusto A. S. Rocha, 28 anos, jornalista (e servidor público), São Francisco do Guaporé (RO).

Não compartilho dessa ideia de reciprocidade na base do olho por olho, dente por dente. Que venham quantos estrangeiros quiserem vir. Um país formado na base do sangue e do trabalho deveria se orgulhar agora de ser atrativo para cidadãos de outros lugares.


Lutemos para que nos respeitem quando lá estivermos. Acho uma ridícula brincadeira de mal gosto propor desrespeitar estrangeiros que cá chegam pelo fato de que brasileiros foram desrespeitados lá fora. Que venham, estabilizem-se, sejam felizes e contribuam para um Brasil mais justo. Civilidade ao que me lembro não inclui truculência.


Abraços,


 


Luiz Augusto Abílio Silveira Rocha, 25 anos, jornalista (e servidor público), Ji-Paraná/RO.

 

Luiz Augusto A. S. Rocha, 28 anos, jornalista (e servidor público), São Francisco do Guaporé (RO).

Vivi mais de 4 anos na França e fui sempre muito bem tratado por la. Conheci nao um, ou dois, mas dezenas de brasileiros. Muitos ilegais. Da França, pais que não é exatamente conhecido pelo povo caloroso, não ouvi reclamação. Conheci brasileiros que vivem na Espanha, na Italia e na Inglaterra e que não pensam mais em voltar pro Brasil, com crise ou sem crise. Onde esta essa terrivel discriminaçao contra brasileiros por europeus?

Alguém sempre vai passar pos situações discriminatorias em algum momento. Idiotas os ha em qualquer lugar do mundo, afinal. O que não da é pra tomar a discriminação, uma exceção, como regra, e usar isso como "argumento" pra alguma coisa. Nao, pelo menos, pra quem preza um pouco que seja a honestidade intelectual.

 

Você acompanha o Blog? Já viu quantos tópicos houve sobre tratamento discriminatório de brasileiros na Europa? Soube do caso do músico Guinga, a quem QUEBRARAM OS DENTES? O dos pesquisadores que estavam só de passagem, e foram deportados? E vários outros casos, esses foram os mais clamorosos, que estou lembrando de cor. E todos os obstáculos postos aos dentistas brasileiros em Portugal? Foram poucos casos, "exceçoes", na sua ilustre opiniao? E as mulheres brasileiras lá, a quem sao negados apartamentos para alugar, porque seriam todas putas? Acho que quem nao está prezando a honestidade intelectual é você... E ainda por cima vem com preceitos  religiosos (no comentário abaixo) como se fossem argumentos!

 

E o amigo acha que, se tratarmos bem os portugueses, eles vão nos tratar da mesma forma a partir de então?

Muito nobre a sua opinião. Mas a minha é Lex Talionis...

 

Idealista sua opinião caro Luiz, mas com bons valores. Esse seria o caminho correto para a lenta eliminação de qualquer tipo de chauvisnimo ou preconceitos nacionalistas.

 

Eu não sou NORTE-AMERICANO.

 

salarios de R$ 2 mil, R$ 5 mil, R$ 6 mil, tão bem por fora da realidade brasileira. se o texto retrata de forma fidedigna a realidade dos estrangeiros no brasil, então eles estão sendo privilegiados em detrimento dos nativos. tão ficando com os melhores empregos que existem no país. e se os seus objetivos forem iguais aos do segundo entrevistado, ganhar dinheiro e voltar pra casa, ouso dizer que estão nos saqueando mesmo. porque eu acompanho os movimentos politicos do exterior com relação ao brasil, e tenho percebido uma campanha surreal da midia e governos gringos que pinta o brasil como os novos eua e estimula os europeus e migrar temporariamente pra cá. isso reforça minha opinião de que os estrangeiros só tão vindo pra brasil mesmo embolsar o dinheiro que estamos fazendo e levar pra europa. e o governo tem que olhar pra isso, e impedir que o empresariado colonizado continue dando preferencia aos estrangeiros para cargos de maior importancia. porque o cenario que está sendo desenhado é igual ao dos periodos colonial e imperialista: uma maioria de nativos chefiada por uma minoria de europeus. e todos sabemos, pelos registros historicos, que essa relação nunca é boa para os nativos.

 

O problema é que falamos a mesma lingua deles e foram os primeiros europeus que aqui aportaram e foram bem recebidos pelos nossos nativos. Agora temos que ter a mesma postura recebendo - os bem para não destruir a mesma imagem que nossos silviculas fizeram. Os nossos quando foram prá lá foram maltratados mas nem porisso vamos maltratá-los, aqui há chances também para eles pois se vierem, serão em numero pequeno.

 

Os índios os receberam bem e a primeira medida que os portugueses tomaram foi ESCRAVIZAR OS ÍNDIOS. Porque vc esta esquecendo isso com seu bom mocismo?

 

Que os portugueses sejam bem-vindos!

 

Parece que é sina dos portugueses imigrarem.

Quando eu estava na España tive contato com muitos, e sei que eles estavam por toda europa.

Pois por aqui nao será diferente.

Bom sinal, sinal que nosso país, pelo menos economicamente, está indo pra frente.

Na questao de segurança e de bem estar social, estamos a anos luz, dos europeus

mas um dia chegaremos lá. Vai demorar, mas vamos chegar.

Agora, veremos o revanchismo estúpido de muitos. Nao sabem os mesmos

que eles , aos pouquinhos, vao se mostrar como realmente sao por dentro. Preconceituosos e

racistas. E com certeza nao serao´só contra os portugueses. Ou voces acham que um país desenvolvido

só atrai europeus quebrados?

Com certeza, em breve os agentes de imigraçao em nossos aeroportos , estarao agindo igualzinho aos agentes europeus. Será por que?

 

Lei de talião nelês.

Os médicos e dentistas brasileiro sofreram bastante na mão de alguns lusitanos.

Vorta pra terrinha, já

 

Consagre os seus sonhos e projetos ao Senhor, e eles serão bem sucedidos, creia.

gAS

Pelo que se percebe é a mesma classe( média-liberal) que vive azucrinando os brasileiros em portugal que agora vem aqui " tomar nossos empregos"  kkkkkkkkkkkkk

 

 

Pois é.....assunto "delicado" ninguém quer tocar nele.......mas é fato.  precisamos rever nossas políticas urgentemente...afinal...e nós com o kiko?? Já ajudamos, e por demais, a terrinha assim como outras terrinhas....agora é a hora de olharmos para o nosso umbigo....nosso ouro que o diga!!!

Haja padaria...rsrsrs!!!

 

Esse ano vai dar Dilma na cabeça!!

 


Portugueses no Brasil nunca precisaram desta papelada. Nem nunca foram considerados ilegais. Se agora estão nesta situação deve ser reciprocidade ao péssimo tratamento que deram aos brasileiros que foram para lá há alguns anos atrás.


De qualquer forma se sentir ameaçado de deportação em terras brasileiras deve ser pura paranóia. Os tratados, que ainda estão de pé, dão aos portugueses direitos bastante amplos, quando comparamos com as obrigações de outras nacionalidades.