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Dados da Saúde no Brasil

Durante a campanha política, alguns candidatos propagandeiam como sendo suas as obras de outros administradores, omitem informações sobre atitudes do passado, maquiam dados, prometem mundos e fundos ao eleitorado e difamam adversários.

A Saúde é ponto crítico dos governos nas três esferas de poder, e comumente tem sido motivo de reclamação dos usuários do SUS. Por isso, vejamos alguns dados oficiais da Saúde no Brasil disponíveis na Internet.

Mortalidade infantil

Segundo o Datasus (1), a mortalidade infantil (óbitos de crianças menores de um ano) caiu de 81.572 para 43.638 casos no período de 1995 a 2008. A queda no índice foi de 27,7% nos oito anos do governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e de 24,1% nos primeiros seis anos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Dados preliminares relativos a 2009 apontam 41.167 óbitos em menores de um ano de idade (2).

Lembramos que para tratar da questão, o governo FHC implementou, em 1995, através do Ministério da Saúde, o Programa de Redução da Mortalidade Infantil. Por sua vez, em 2005 o governo Lula criou a Agenda de Compromissos com a Saúde Integral da Criança e a Redução da Mortalidade Infantil (3).

Apesar dos esforços já realizados, a chance de uma criança pobre morrer ainda é dobro da chance de uma criança rica, e a mortalidade infantil nas populações negra e indígena é, respectivamente, 40% e 138% maior do que na população branca (3).

 

Saúde da Família

            A iniciativa Saúde da Família foi implantada em 1994, atendendo a pouco mais de um milhão de pessoas, sobretudo nos pequenos e médios municípios nordestinos. Durante a gestão de José Serra no Ministério da Saúde (1998-2002), o programa quadruplicou a cobertura, passando de 10,3 milhões para 43,8 milhões de pessoas. No governo Lula, este alcance mais que dobrou. Em 2008, 93,9 milhões de brasileiros – aproximadamente metade da população - já dispunham da Saúde da Família.

            Em 1994, o programa contava com 29.098 agentes comunitários de saúde, mas não tinha nenhum cirurgião dentista. Em maio de 2008, o número desses profissionais saltou para 220.080 e 16.740 respectivamente. O número de consultas realizadas pelos médicos de família cresceu de 30 milhões em 2000 para 140 milhões em 2007 (3).

 

Saúde da mulher

O Painel de Indicadores do SUS é um relatório com dados extraídos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), feita pelo IBGE em 2003 (4).

De acordo com a pesquisa, ao nível nacional 34,4% das mulheres nunca haviam feito o exame clínico para prevenção do câncer de mama, sendo que 62% das maranhenses e alagoanas jamais haviam tido as mamas examinadas por um médico. Além disso, 49,7% das brasileiras nunca tinham se submetido à mamografia. Entre as brasileiras com 25 anos ou mais, apenas 68,7% haviam realizado exames de prevenção do câncer uterino. Entretanto, 61,8% das maranhenses e 54,2% das alagoanas nunca tinham feito tais exames.

Houve melhora desde então. Em 2008, 71% das brasileiras entre 50 e 69 anos residentes nas capitais e no Distrito Federal declararam ter feito a mamografia nos dois anos anteriores. No mesmo inquérito feito por telefone, a média nacional de realização do exame de Papanicolau para prevenção do câncer de colo uterino nas mulheres entre 25 e 59 anos foi de 80,9% nos três anos anteriores (5).

No SUS, a oferta de mamografias subiu de 2,02 milhões em 2003 para 2,9 milhões em 2008, o que corresponde a um aumento de 43% (6).

É desejável que a maior oferta de consultas ginecológicas, exames de Papanicolau e mamografia se estenda o quanto antes também às mulheres de populações rurais, ribeirinhas e indígenas.

 

Doenças infecciosas e parasitárias

            O Ministério da Saúde informa que a incidência de malária caiu 34,2% em toda a Amazônia e 76% no Estado do Pará em 2008 (7), embora a doença continue sendo um grave problema nas áreas endêmicas. Em 2009, foram confirmados 306.908 casos no País, dos quais 99,8% ocorreram na Região Amazônica. Cabe lembrar que o recorde de casos confirmados de malária (637.908) foi registrado em 1995 (8).

            A dengue continua afligindo os brasileiros de diversos estados. Só em 2008, a epidemia teve 776.000 casos confirmados. A taxa de internações hospitalares por dengue clássica e hemorrágica em 2008 foi oito vezes maior do que em 1998 (3). Felizmente, o número de óbitos por dengue hemorrágica em 2009 foi 33% inferior ao registrado no ano anterior (154 e 229 respectivamente) (9).

            De acordo com o Painel de Indicadores do SUS (4), a desigualdade racial ainda imprime marcas nas estatísticas de doenças infecciosas. Para compreender os dados, esclarecemos que o IBGE agrupa os indivíduos pretos e pardos como negros.

            Um indivíduo preto que adoecesse de tuberculose em 2003 tinha probabilidade de morrer 2,5 vezes maior do que um branco com a mesma moléstia. O risco de uma criança negra morrer por doenças infecciosas ou parasitárias antes de completar 5 anos de idade era 60% maior do que o de uma criança branca da mesma faixa etária.

 

Vigitel

            Pouco conhecido do público, o sistema de Vigilância de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) foi implantado em 2006 em todas as capitais e no Distrito Federal para coleta de dados sobre a saúde de uma amostra da população (10).

Graças a esse sistema, em 2009 foram feitas 54.367 entrevistas através de linhas telefônicas residenciais fixas sorteadas, traçando um perfil da prática de atividades físicas, hábitos alimentares, tagabismo e incidência de diabetes, obesidade, hipertensão arterial e outras doenças crônicas. Esse mapeamento é essencial para planejar políticas públicas de saúde.

 

Atendimento de saúde à população carcerária

            Em 2004 havia 76 equipes de saúde formadas por médico, dentista, enfermeiro, auxiliar de enfermagem, assistente social e psicólogo nos estabelecimentos prisionais. Em 2009, o programa chegou a 215 equipes em 188 penitenciárias do País, com investimentos de R$ 9,2 milhões pelos Ministérios da Saúde e da Justiça naquele ano (11).

O combate contínuo à tuberculose, AIDS e outras DSTs, a vacinação contra gripe e hepatite B e o tratamento dos transtornos mentais são algumas das principais necessidades da população carcerária.

 

Comentários

É nítido que a Saúde no Brasil está muito longe do ideal. Quem depende exclusivamente do SUS enfrenta filas para agendamento de consultas, exames e cirurgias, depara com instalações de saúde precárias e equipamentos quebrados e sabe que um dos maiores desafios do País é, justamente, melhorar a qualidade dos serviços públicos de saúde.

Todavia, é preciso reconhecer que ações importantes têm sido realizadas ao longo dos 20 anos de existência do SUS. Pena que o número de cidadãos beneficiados e as cifras investidas nem sempre sejam do conhecimento da maioria do público. Excetuando os medicamentos genéricos, as campanhas de vacinação, o SAMU e a Farmácia Popular do Brasil, a divulgação de diversas ações tem ficado restrita aos próprios profissionais da saúde e pacientes diretamente envolvidos.

O(A) próximo(a) Presidente da República e os novos governadores, junto com os congressistas, terão a imensa responsabilidade de corrigir as distorções do financiamento da Saúde, coibir o mau uso das verbas públicas e trabalhar arduamente para diminuir as desigualdades sociais e regionais.

Escolhamos em quem votar com consciência. Permaneçamos vigilantes para assegurar que os eleitos ofereçam, de fato, assistência de saúde integral, gratuita e digna aos 190 milhões de brasileiros.

Dra. Aracy P. S. Balbani é otorrinolaringologista, Doutora em Medicina pela USP. CRM-SP 81.725

Referências

(1) Datasus. http://tabnet.datasus.gov.br

(2) Datasus http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabnet.exe?pact2010/pactbr.def

(3) Ministério da Saúde. Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Brasil 2008: 20 anos de Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/caderno_setorial_36000.pdf

(4) Ministério da Saúde. Painel de Indicadores do SUS. 2006. http://www.fiocruz.br/redeblh/media/indicadsus1.pdf

(5) 71% das brasileiras fizeram exame de mamografia. 07//04/2009. http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/reportagensEspeciais/default.cfm?pg=dspDetalhes&id_area=931&CO_NOTICIA=10077

(6) Indicadores confirmam o êxito da política de saúde da mulher. 09/03/2009.

http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/reportagensEspeciais/default.cfm?pg=dspDetalhes&id_area=931&CO_NOTICIA=10005

(7) Casos de malária caem 76% no Pará. 04/02/2009. http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/reportagensEspeciais/default.cfm?pg=dspDetalhes&id_area=931&CO_NOTICIA=1980

(8) Casos confirmados de Malária. Brasil, Grandes Regiões e Unidades Federadas. 1990 a 2009

http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/tab_casos_confirmados_malaria_bra_gr_e_ufs_90a09.pdf

(9) Óbitos por Febre Hemorrágica da Dengue. Brasil, Grandes Regiões e Unidades Federadas. 1990-2009

http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/obitos_por_fhd_atual.pdf

(10) Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. 2010. Brasil 2009: Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/vigitel_2009_preliminar_web.pdf

(11) Ministério investe R$ 9,2 milhões no atendimento em saúde de presos. http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=33985&janela=1

 

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Pessoas que não passavam um dia sem ler muito, sem estudar demais, porque eram intelectuais de carteirinha. Portanto, não tem nada  ver exercício mental. Se os neurônios morrem, danou-se mesmo. como diz na bíblia, 'morre o tolo e morre o sábio' do mesmo jeito. any truth on that really?

dating tips

 
Re:

The home loans suppose to be useful for guys, which are willing to ground their career. In fact, that's not very hard to receive a financial loan.

 

 

Outra coisa que pouco se tem comentado sobre saúde, inclusive o próprio Ministro, que esteve nesta semana entrevistado por Marília Gabriela no canal GNT, é maior estímulo para que as universidades atentem mais para a geriatria e a gerontologia, visto que os idosos estão sofrendo muito mais por falta de médicos qualificados para atendê-los em seus reclamos. A demanda aumenta a cada dia com a longevidade que cresce substancialmente.

São inúmeras as enfermidades sofridas pelos idosos, e poucos os médicos capacitados para tratá-los. Só em matéria de reumatologia e ortopedia um sem-número de doenças atacam os velhos, que geralmente não encontram respostas dos especialistas. Tem artrose, artrite, osteoartrite, espondilite anquilosante, fibromialgia, entre outras. Aí, o médico reumatologista muitas vezes manda o cliente para o ortopedista e este faz o contrário, piorando o estado do paciente. Tudo falta de conhecimento científico. Eu mesma, que não sou tão velha assim, há décadas sofro de uma enfermidade que nenhum médico soube até hoje traduzir. Já ouvi diversos diagnósticos, sempre um médico desfazendo o que disse o outro.

Quanto a Alzheimer, quase nenhum médico sabe como tratar. Seria necessário mais estudos, um grande aprofundamento na matéria porque trata-se de um mal que está acometendo milhões de pessoas, que simplesmente se tornam mortas-vivas, enchendo os hospitais, ou em casa, junto aos parentes a espera da passagem. Aí, vemos alguns médicos dizerem que a gente deve exercitar a mente, fazendo palavras cruzadas, etc., o que não passa de uma besteirada. Outro dia morreu de Alzheimer charles Bronson. Embora desconheça qual teria sido o grau de escolaridade dele, sei, com certeza, que pra se ser ator, é necessário muita decoreba de texto, e nem por isso o cara se livrou da doença da falta de memória. Tenho conhecimento de muitas pessoa cultas, inteligentíssimas, que morreram dessa doença. Pessoas que não passavam um dia sem ler muito, sem estudar demais, porque eram intelectuais de carteirinha. Portanto, não tem nada  ver exercício mental. Se os neurônios morrem, danou-se mesmo. como diz na bíblia, 'morre o tolo e morre o sábio' do mesmo jeito.

 

 

 

Pelo visto, muito se tem feito a partir dos governos de FHC, Lula dando continuidade com a mesma ou maior seriedade, daí os números que não mentem.

Acontece que em matéria de saúde, nosso país está ainda um verdadeiro caos, e nem diria que apenas para as classes mais pobres e desassistidas, mas para todos os brasileiros.

A existência de hospitais sucateados, ou até em bom estado, mas com insuficiência de materiais para procedimentos básicos, falta de tecnologia de ponta para atendendimento aos necessitados de tomografias e reessonâncias, mamógrafos,etc., é um caso triste em quase todo o país, principalmente nas cidades do Norte e Nordeste. Aliás, no DF temos visto coisa que dá arrepios, como foi mostrado outro dia numa reportagem no Hospital Distrital, que pela falta de elevador, pessoas estavam sendo deslocadas de um andar a outro levadas por bombeiros.

As dificuldades são enormes para a maioria, também, pela falta de profissionais, que por ganharem salários miseráveis precisam de duas matrículas, estadual e federal, quando muitos desses ainda dão expedientes em suas clínicas particulares. Por aí se pode tirar a dificuldade para que nós, clientes, pacientes, possamos ter  atendimento devido. Sem contar que os médicos estão comercializando a Medicina, fazendo a gente perder tempo, dinheiro, e sair de seus consultórios sem resultados satisfatórios. Querem ganhar com aquela consulta, de preferência mais outra, sem contudo prestar o serviço na íntegra, muitas vezes por falta de conhecimento, o que os fazem nos encaminhar para outro colega, e assim por diante.

A questão do plano de saúde é outra porcaria. Se ligarmos pro consultório dizendo qual o nosso plano, podemos ter a consulta marcada para uma data distante. Refeita a ligação, dizemos que é consulta particular, podemos ser atendidos até no mesmo dia.

Outro dia, eu, que pago mais de mil reais de plano AMIL, ouvi um médico dizer que o atendimento por plano não é a mesma coisa que uma consulta particular. Assim eles pensam. Se duvidar, dão um tratamento integral a quem paga a consulta e pela metade se for por planos de saúde. Um caso para ser revisto pelo governo que vier.

É por tais observações que eu me pego pensando muitas vezes nos mais pobres. Se eu, que tenho meios para pagar consultas passo por essas dificuldades, calcule quem é pobre, semi-analfabeto, analfabeto, leigo total, oprimido pelas prórpias circunstâncias de suas vidas.

Portanto, o problema de saúde no nosso país é mesmo um caos. E, pra ser franca, não acho que os governos atentam para essa área como deveria. Nem mesmo FHC, nem mesmo Lula. ambos deixaram muito a desejar.

È necessário, urgentemente, se atentar para as questões relacionadas a saneamento e água potável livre de micróbios. O povo mais simples precisa disso, e precisa ter mais assistência por meio de propaganda e de programa, vindos das áreas federal, estadual e muncipal. Cada prefeito tem que ter compromissos com a população dos seus municípios, no sentido de trabalhar duro para implementar políticas com o fim de erradicar a dengue, a malária, a hanseníase, a tuberculose, e toda série de enfermidade que levam as pessoas a óbitos, por exemplo. Mas, tudo isso passa por um programa maior, que possa partir de políticas federais, destinando mais verbas com essas finalidades.

Do mesmo modo, nem que a vaca tussa, o governo federal não pode, sob nenhuma hipótese fazer vista grossa para a necessidade de mais unidades hospitalares, clínicas, postos de saúde, médicos de família, que dêem suas contribuições nos diversos municípios, praticando a medicina preventiva. Concomitantemente, há que se observar que nenhum médico jamais se prestará   bons serviços, em qualquer unidade federativa, se prosseguir ganhando igual a um profissional de terceira categoria. Há que se levar em conta quanto gastou esse profissional para concluir seus estudo, bem como o tempo dedicado para concluir sua formação...

No Brasil existe hospital publico de referência, como é o Sara em Brasília, onde os médicos ganham um ótimo salário para terem dedicação total à instituição. Por isso, são todos concursados, altamente qualificados, e a razão de ser o hospital uma referência na américa do sul.

Um conjunto de medidas teriam que ser tomadas para que o povo brasileiro se orgulhasse de ver o funcionamento da saúde do seu país. Para tanto, mister se faz que todos os governso estejam engajados, comprometidos com a população de seus municípios, enquanto caberia ao governo federal cobrar pelo uso, ou mal-uso das verbas...

Quando trato desses assuntos não acho que estou sonhando. Eu sei, com certeza, que é só uma questão de vontade política que pode alavancar as boas ideias. Promessas estão surgindo dos dois candidatos. Quem viver, verá.

 

José Serra adora dizer que foi "o melhor ministro da saúde" do Brasil,gostaria de saber os indicadores de saúde pública (mortalidade infantil,mortalidade materna,investimento em saúde etc.) especificamente no período em que ele foi ministro,comparado digamos...com o período do ministro atual.

Francamente não tenho experiência pra levantar estes dados,mas acho que seriam interessantes e esclarecedores.

 

Dados de mortalidade infantil segundo o Datasus:

1998 - 71.690

1999 - 69.345

2000 - 68.199

2001 - 61.943

2002 - 58.916

2003 - 57.540

2004 - 54.183

2005 - 51.544

2006 - 48.332

2007 - 45.370

2008 - 43.370

 

 

"Durante a campanha política, alguns candidatos propagandeiam como sendo suas as obras de outros administradores, omitem informações sobre atitudes do passado, maquiam dados, prometem mundos e fundos ao eleitorado e difamam adversários":

O judiciario LEGALIZOU TUDO.  O JUDICIARIO LEGALIZOU.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Há três dias que enviei uma mensagem ao portal da Dilma, o tal que anunciaram como a solução absoluta contra os ataques de baixaria do Serra e sua turma de neo-udenolacerdistas. Até agora, sequer um "Sua mensagem está sendo analizada", esse tipo de mensagem automática, eu recebi. Os jurássicos assessores da Dilma estão esperando que o Serra imponha a agenda, ganhe a eleição, f. com o Brasil e aí eles vão analizar. Vai ver estão todos aproveitando o fim de semana prolongado para fazer "reuniões de trabalho" em alguma praia por aí.

ACORDA, p...!!!

Como vou acreditar na competência de uma equipe que sequer tem um "auto" para mensagens enviadas pelos eleitores para o e-mail da candidata? Enquanto isso o PIG coordena o esgoto dos blogs de esgoto, as notícias do próprio PIG nos jornais, revistas e TV, e os plantadores de inferninhos no twitter e listas de e-mails spams com perfeição.

 

Agradeço sua participação.

Infelizmente, nem sempre as assessorias estão à altura dos candidatos.

Segue o link para os esclarecimentos do Ministério da Saúde, retificando informações da campanha do candidato do PSDB-DEM, cujo teor transcrevo abaixo.

 http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=124&CO_NOTICIA=11604

"Esclarecimentos - Ministério da Saúde

12/08/2010 , às 09h06

Em relação a declarações feitas pelo presidenciável José Serra, na noite desta quarta-feira (11), a respeito da realização de cirurgias eletivas, mutirões, prevenção de doenças e saúde da mulher na atual gestão, o Ministério da Saúde esclarece:

1) Não é verdade que houve redução no número de cirurgias eletivas. Os mutirões foram incluídos na Política Nacional de Cirurgias Eletivas, criada em 2004. Essa política incorporou aos quatro procedimentos que eram realizados até então (catarata, próstata, varizes e retinopatia diabética) outros 86 procedimentos, totalizando 90 tipos de cirurgias eletivas.

2) Com a ampliação, o número de cirurgias eletivas realizadas passou de 1,5 milhão, em 2002, para 2 milhões, em 2009.

3) Em 2009, a quantidade de cirurgias de catarata, por exemplo, foi maior que em 2002, tido como o ano auge dos mutirões. Naquele ano, foram 309.981. Em 2009, o SUS realizou 319.796 cirurgias. E, no decorrer de sete anos (de 2003 até 2009), a quantidade de cirurgias de catarata chegou a 1,9 milhão de procedimentos;

4) Também é incorreto dizer que a prevenção de doenças /ficou para trás/, como afirmou o candidato. Houve avanços inegáveis nesta área, como alguns exemplos a seguir: o Brasil interrompeu a transmissão do cólera (2005) e da rubéola (2009); a transmissão vetorial de Chagas, em 2006; e eliminou o sarampo, em 2007. Estamos próximos da eliminação do tétano e foram reduzidos as mortes em outras 11 doenças transmissíveis, como tuberculose, hanseníase, malária e Aids. O país realizou as duas maiores campanhas de vacinação do país e do mundo: a de rubéola, em 2008, e a contra a gripe H1N1, neste ano;

5) Ainda, em programas estruturantes de prevenção, a cobertura populacional do Saúde da Família cresceu 61% em todo o país – o número de equipes saltou de 19.068 (em 2003) para 30.782 (até março deste ano). Entre suas principais tarefas estão a promoção da saúde e prevenção de doenças. As equipes podem resolver até 80% dos agravos de saúde da população;

6) Em relação à saúde da mulher, para a qual o candidato afirma que há problemas, o Ministério da Saúde informa que a gravidez na adolescência caiu 20% entre 2003 e 2009, e o investimento no planejamento familiar aumentou 605%, totalizando R$ 72,2 milhões, em 2009, para a compra de pílulas e outros contraceptivos. Houve um aumento de 125% nas consultas pré-natal (total de 19,4 milhões em 2009). Na prevenção, o suplemento de saúde da PNAD 2008, feita pelo IBGE, apontou que a proporção de mulheres de 50 a 69 anos que se submetem a mamografia passou de 54,8% em 2003 para 71,5%, em 2008. "

Abraço.