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Decifrando o Datafolha

Conversei agora há pouco com Marcos Coimbra, do Vox Populi, para entender as discrepâncias entre os dados do Vox e do Datafolha e tirar as dúvidas finais sobre o tema.

A explicação é claríssima.

Dentre os diversos cortes a serem feitos no universo dos entrevistados, um deles é entre os com telefone e os sem telefone.

No caso do Vox Populi, as pesquisas pegam todo o universo de eleitores. No caso do Datafolha, há um filtro: só se aceitam entrevistados que tenham ou telefone fixo ou celular.

Há algumas razões de ordem metodológica por trás dessa diferença.

A pesquisa consiste de duas etapas. Na primeira, os entrevistadores preenchem os questionários com os entrevistados. Na segunda, há um trabalho de checagem em campo, para conferir se o pesquisador trabalhou direito.

No caso Vox Populi, o entrevistador vai até à casa do entrevistado. A checagem é simples. Sorteia-se uma quantidade xis de casas pesquisadas e o fiscal vai até lá, conferir se o entrevistado existe, se as respostas são corretas.

No caso Datafolha, é impossível. Por questão de economia, o Datafolha optou por entrevistar pessoas em pontos de afluxo. Como conferir, então, se o pesquisador entrevistou corretamente, se não inventou entrevistados?

Em geral, um pesquisador consegue fazer bem 20 entrevistas por dia. O Datafolha anunciou ter realizado 10.000 pesquisas em dois dias, 5.000 por dia. Dividido por 20, são 250 entrevistadores. Como conferir a consistência dos questionários? Só se tiver o telefone no questionário.

É por aí que o Datafolha escorrega. O campo telefone é de preenchimento obrigatório. Com isso, fica de fora uma amostragem equivalente a todos os sem-telefone.

Segundo Marcos Coimbra, do universo pesquisado pelo Vox Populi, 30% não têm telefone nem fixo nem celular. Se se fizer um corte dos entrevistados, para o universo dos que têm telefone, os resultados do Datafolha batem com os do Vox Populi – diferença de 1 ponto apenas.

Quando entram os sem-telefone, Dilma dispara e aí aparece a diferença.

É possível que, mesmo telefone sendo de preenchimento obrigatório, o Datafolha inclua os sem-telefones? A resposta tem que vir do Datafolha.

Se não incluir, está explicada a difença, o que compromete mais uma vez a reputação técnica do Instituto. Se diz que inclui, o caso pode ser mais grave e escapar das diferenças metodológicas.

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Pelo que leio, haveria um número enorme de usuários de celulares que justificaria o procedimento, enquanto de telefone fixos, so 40 milhões. Fico confuso e me pergunto se os números de celulares não seriam exagerados. As estatísticas de penetração de Internet, idem. Em qualquer caso, uma pesquisa com uma amostra sem chance igual para qualquer eleitor ser consultado tem viés, é natural.

Na Colômbia uns anos atrás, houve um PL que foi aberto a internautas para comentário e sugestões, com grande alarde. Olhem o quanto a gente é democratica-participativa! Mas a Internet alança < 30% dos Colombianos, uai.

Chame-se de democracia digital. Se você não está na rede, você não conta. Problema é que os sem-rede ainda votam.

 

Engraçado que esta questão das metodologias e, principalmente, dos resultados tão díspares em pesquisas de intenção de voto não interesse - espontaneamente - aos ministérios públicos do Brasil. Chega a ser piada que um determinado grupo de pessoas tenha que levar o caso a um MP para que eles percebam que alguém pode estar lesando toda a população civil do país.

 

Marcelo Idiarte

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Nassif, olha (eu não uso mais o verbo veja...hehe) essa matéria 2006 da Folha, afirmando que a vantagem de Lula nas pesquisas da época era menor entre os eleitores com telefone.  olha que a diferença caía de 22 para 5 pontos!

Cruzamento de dados feito pelo Datafolha mostra que é bem menor a vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para Geraldo Alckmin (PSDB) entre eleitores que têm telefone fixo.

Enquanto no geral Lula lidera por 50% a 28% e venceria no primeiro turno, entre os que têm telefone, a diferença cai de 22 pontos para apenas cinco: Lula tem 41%, e Alckmin, 36%.

Dos entrevistados pelo Datafolha nos dias 11 e 12 de setembro, 45% declararam ter telefone fixo, e 55%, que não têm.

A maioria do eleitorado de Alckmin tem telefone: 58%. Já entre os eleitores de Lula, apenas 37% possuem o aparelho.

O cruzamento ajuda a explicar o fato de os levantamentos internos feitos diariamente pela campanha de Alckmin, por telefone, produzirem sempre resultados mais favoráveis ao tucano do que os apontados pelas pesquisas em campo.

Link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u83142.shtml 

 

O caso pode ser bem mais grave, sim. No episódio dos dez pontos de diferença em favor de Serra, quando os outros institutos davam Serra e Dilma empatados, não é possível justificativa por apenas esta diferença de métodos. E aquele resultado do Datafolha afastou o clima de velório que antecedia o lançamento da candidatura do tucano. Foi, pois, coincidente com profundas necessidades de cunho político. Resta saber sobre os métodos do Ibope,  cujos resultados se assemelham aos do Datafolha.

 

O Datafolha e o Ibope fazem parte do Estado Maior das Forças Armadas Serristas...

assim, simples e direto

são parte do aparelho ideológico que da suporte ao candidato, não vão retroceder jamais

quando forem obrigados, pelas circunstâncias, a divulgar o real patamar de Serra na disputa próximo à eleição, que cá pra mim não deve chegar ao 32%, vão sumir com os votos da Dilma... o resultado vai ser algo assim: Dilma 33% Serra 34% Marina 14%

o que eu adoro mesmo são os "analistas" (a começar por Neumanni Pinto) no pós eleição

 

Não podemos aceitar as manipulações que estão ocorrendo nas pesquisas da Folha de São Paulo ( datafolha), em todos os levantamentos há favorecimento a Serra, precisamos nos mobilizar e demonstrar nossa indignação. Se preciso colocar a Polícia Federal e MP para ivestigar .Peço a Todos os Brasileiros " não aceitem isto", pois acabará induzindo no voto dos indecisos. 

 

O PSDB poderia incluir no seu governo o Bolsa-Telefone. Os beneficiados teriam os módicos 50 reais da conta pagos diretamente à telefônica. Seria bom para todos: mais alguns bilhões na conta das telefônicas, a suposta inclusão que as privatizações não deram e, de quebra, toda essa turma votaria neles. Uma proposta que o Alberto Carlos de Almeida, o Sardenberg e e Miriam Leitão assinariam em baixo.

 

Eu sei que vocês estão falando em bolsa-esmola em tom de brincadeira, mas esse tipo de conversa é levado a sério aos tucanos.

Definição de populismo segundo o PSDB: O Lula percebeu que alguns milhões de pessoas sobreviviam a base de farinha de mandioca. Lança-se o bolsa-família como plano para resgatar um pouco da dignidade daquelas pessoas. Agora eles podem se dar ao luxo de comer uma carne-seca, arroz, batata...

Na idéia deles, o lance é que isso é política pura, não existe nada de humanitário aí. Nem quero pensar qual seria o lado humanitário dos tucanos pra resolver esse problema...

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse uma Top model, o datafolha seria a sua passarela.

Se, ao invés de tucano, Serra fosse um saco, o datafolha seria o seu papai Noel.

 

Observações:

Os comentaristas tucanos do Blog não poderão me acusar de ter partido para baixaria contra Serra.

O fato é que Serra é tucano e o datafolha é apenas o seu Instituto de Pesquisas personalizado.

É óbvio que é um instituto mutante pois, assim como Serra, muda conforme os resultados contemplam Dilma como favorita e em elevação constante nas intenções de voto.

Conforme Serra se transforma nisso ou naquilo, o datafolha vai seguindo as mutações e seguindo no ritmo das transformações, a fim de preservar o candidato da Folha.

(O Médico E O Monstro
(R. L. Stevenson)

//
"O médico e o monstro" foi, em seu tempo, considerado um excelente livro de horror e suspense, que marcaria profundamente seus leitores. A história gira em torno do conceituado médico, Dr. Jekyll, que vem se comportando de maneira estranha, chamando atenção de seus empregados e amigos. Cada vez mais isolado em seu laboratório, Jekyll começa a preocupar Mr. Utterson, advogado e amigo do médico, principalmente quando de posse de seu intrigante testamento. Enquanto isso, na cidade, um sujeito curioso e de atitudes bizarras parece causando estrago e aterrorizando pessoas locais com suas atitudes bruscas e embrutecidas. Mr. Utterson suspeita do envolvimento de seu amigo com o estranho forasteiro, e não concorda com tamanha benevolência com que Dr. Jekyll vem tratando esse intrigante rapaz, chamado de Mr. Hide. O caso fica ainda mais complicada com a morte de Sir Davens, um ilustre membro do parlamento londrino. As suspeitas recaem sobre Mr. Hide, que é visto entrando diversas vezes no domicílio de Jekyll, e inclusive carrega um cheque em nome do médico. Achando o caso deveras intrigante, e temendo pela vida de ser amigo, Mr. Utterson decide tirar a limpo essa história e vai até a residencia do doutor, em busca de explicações. No surpreendente final, Dr. Jekyll revela ao amigo que na realidade ele e Mr. Hide eram um só, terrível resultado de uma experiência realizada em seus laboratórios. Ao tomar a fórmula ele próprio, Dr. Jekyll se dissociou em dois: um de personalidade amável (o próprio médico) e outro de personalidade essesncialmente má (Mr. Hide). Cada vez mais fraco, Jekyll não consegue lutar contra o jovem e audaz Hide e teme por sua própria morte. O livro mantém uma atmosfera assustadora durante todo o enredo, se tornando assim um clássico do mistério.)

Re: Decifrando o Datafolha
 

As pessoas tem mais preconceitos com quem recebe o bolsa familia da que um politico desonesto. Não entendo o porque a raiva das pessoas dessa ajuda a quem necessita, nem todos os locais do Brasil tem empresas e uma forte agricultura  que sirva de fonte de trabalho e de renda paras as pessoas como aqui no estado de São Paulo. Então porcausa disso os brasileiros menos favorecidos tem que morrer de fome? Sou um privilegiado, tenho um bom emprego, casa e tudo que eu quero e não vejo nada de errado em ajudar os menos favorecidos do nosso País.

 

Bom, graças à privatização, até minha empregada tem 2 celulares. No país, são exatamente 180 milhões de aparelhos. Acho que a possibilidade de alguém não ter telefone algum é a mesma de este alguém não ir à urna votar.

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse um padre, o datafolha seria a sua bíblia.

 

O que importa diante desses fatos é se o PT vai fazer alguma coisa. Tem prova suficiente para iniciar um processo contra o datafolha.

Cadê a dra. Cuareu? cadê o MPE? não vão fazer alguma investigação?

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse cabeludo, o datafolha o seu pente .

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse um banheiro, o datafolha seria o seu vaso sanitário.

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse uma sopa, o datafolha seria a mosca.

 

 

O "caso do telefone" (que ironia, se a privatização fosse mais bem sucedida, o Datafolha não passaria por isso) traz outros problemas para o PSDB: ele já não leva o Rio Grande do Sul, devido ao fator Yeda. Está difícil de levar Minas, mesmo com Aécio. O Congresso será mais petista-peemedebista do que nunca, e para desespero de FHC e Cia,  o partido terá que ir para um dramático segundo turno com Mercadante.

Imagina um partido que já foi a maior promessa da social democracia no país ficar alijado dos principais governos estaduais, da Câmara e do Senado.

Por sorte, eles têm Aécio, que pode ser um líder de projeção nacional e já estrelando em 2011 como uma promessa real para a Presidência.

Isso se Lula não pensar em voltar para mais oito anos.

Abaixo, uma homenagem aos gênios do Datafolha. A mensagem pode ser interpretada como uma ligação de Serra para os seus eleitores.

 

 

 

 

 

 

 

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse a revista Veja, o datafolha seria o Mainard.

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse um satiagraha, o datafolha seria o Gilmar Mendes.

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse um aeroporto, o datafolha seria o movimento Cansei.

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse uma mancha verde, o datafolha seria o Beluzzo.

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse um gavião, o datafolha seria um corintiano fanático.

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse um pescoço, o datafolha seria a sua gravata.

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse o presidente da república, o datafolha seria a sua faixa.

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse um cigarro, o datafolha seria o isqueiro.

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse uma unha, o datafolha seria o esmalte.

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse um tacape, o datafolha seria o Índio.

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse miúdos de porco, o datafolha seria a sua feijoada.

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse o Drácula, o datafolha seria o seu caixão.

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse a lua, o datafolha uivava.

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse o Smigal, o datafolha seria o seu anel.

 

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK...

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse uma lombriga, o datafolha seria a sua barriga.

 

Nos tempos dos mapas eleitorais o erro nas pesquisas tinha intenção de fraudar o resultado final das eleições, hoje deve ser para induzir a erro os desavizados, ou o que será que existe por traz de tais descrepâncias?

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse uma axila, o datafolha seria o seu desodorante.

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse uma pulga, o datafolha seria o seu cãozinho.

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse um morcego, o datafolha seria um banco de sangue.

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse um sorvete, o datafolha seria a língua.

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse um piolho, o datafolha seria uma cabeça cabeluda.

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse um jóquei, o datafolha seria seu cavalo.

 

Não só o Massa perdeu o respeito hoje: o dataFolha também.

 

Nassif, boa noite

 

Enviei e-mail neste instante, sendo que a outra data é de 08 de setembro de 2002

 

Nassif, boa noite

 

Enviei e-mail neste instante, sendo que a outra data é de 08 de setembro de 2002

 

Olha só, o Raildo de volta. Seja bem vindo.

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse um cangurú, o datafolha sairia pulando atrás dele.

 

Se, ao invés de tucano, Serra fosse um rato, o datafolha seria um queijo.

 

Mas então... Alguém notou que esta Datafolha de 23/07 é desfavorável para Serra se comparada com a de 01/07?

Sabemos que há as diferenças metodológicas do Datafolha. Uma ainda não comentada foi não fazer desta vez o cenário clássico (apenas 3 candidatos.) Os resultados 36 D/37 S/10 M não são plenamente comparáveis com os do Vox Populi (41 D/33 S/8 M) porque contam com 1% cada para PSTU e PSoL. Esses 2% não são prováveis para Serra. Seria mais prudente considerar os resultados para 2º turno e aí a diferença entre institutos, na conta “diferença entre candidaturas” cai de 9% para 7%.

Mais a mais, o fenômeno a ser medido é o mesmo, as trajetórias em direções opostas das candidaturas. Apenas os termômetros são diferentes.

Olhando somente as diferenças para 2º turno : na Vox de 26/06 Dilma (44) menos Serra (40) era 4%. Agora, Vox de 20/07, se fala em 8% (D = 46, S = 38). 4% de mudança em 24 dias.

Na Datafolha de 01/07 a diferença era 2% pró-Serra (este com 47%, Dilma com 45%) e agora (23/07) Dilma está 1% à frente (ela com 47%, Serra com 46%). 3% de mudança em 21 dias.

Não se fala, portanto, em “recuperação” da candidatura Serra. Ambas as pesquisas, dos dois institutos mais comentados, mostram Dilma subindo 2% nas 3 primeiras semanas de julho e Serra caindo 1 ou 2% no mesmo período. Se esta ou aquela pesquisa vai ajudar a angariar fundos de campanha ou estimular as militâncias não altera a realidade do cenário.

Vamos usar um gráfico conhecido (no caso já tinha pronto para 1º turno, mas isso não muda muito agora) e traçar uma seta envoltória para os pontos mais recentes (desde outubro) das duas campanhas em todos os institutos. Para tangenciar os pontos mais baixos de Serra e os mais altos de Dilma. A largura dessas setas é de 8%, ou seja, 4% a mais ou a menos em torno de uma média imaginária. Algo como uma margem de erro maior.

Tentando fazer mais simples as coisas: antes víamos as “bolinhas azuis” sempre acima das “bolinhas vermelhas” em distâncias que variavam; passamos para uma fase em que as bolinhas se misturam (maio, junho) e agora (desde 21/junho) em 4 das 6 vezes a bolinha vermelha fica acima da azul. Em nada mudando, é provável que daqui pra frente as bolinhas vermelhas ficarão mais frequentemente acima das azuis. O que importa é o caminho geral, não os desvios pontuais.

 

Do ponto de vista de torcidas : se a Datafolha, pesquisa que aparentemente favorece Serra, em função de sua metodologia, já aponta 47% a 46% com pequena vantagem para Dilma no 2º turno, então as demais (sendo que sai uma Ibope agora dia 31/jul.) muito provavelmente apenas mostrarão essa diferença ampliada.

A única questão relevante é se Dilma “na média” chegará no dia 03/out. aos 43% necessários para a eleição se definir em um turno (43% = [100% - 14% de B/N/I] / 2 ). Sua média atual de 4 pesquisas é 39% (em maio era 36%, em março era 32%), a de Serra é 37% (em maio era 37,5%, em março 38,5%). O que temos de concreto é que Dilma cresce mais rápido (quase 2% ao mês) do que Serra decresce (cerca de 0,5% ao mês.) Isso significa que Dilma aproveita bem mais a redução no percentual de indecisos (cuja média passou de 21% em março para os atuais 14%.)

Se houvesse previsão de fato novo pró-Serra com a campanha, isso teria alguma relevância.

Mas já sabemos que se a coligação PSDB/DEM tivesse propostas sedutoras estas já teriam sido mostradas. Também sabemos que a “campanha do medo” pela mídia só prega para os mesmos convertidos (e em função justamente de ausência de programa competitivo.) Repetir factóides de 4 ou 8 anos atrás não dará certo, principalmente porque não se prova nenhum, o que passa a impressão de amadorismo (até para os fiéis desses partidos, o que pode decepcioná-los.)  

Também é sabido que o tempo de TV será favorável a Dilma. O envolvimento direto de Lula também. O maior conhecimento das candidaturas, idem. A participação dos candidatos a governador vai pesar algo. Talvez o movimento que possa recuperar as chances de Serra seja um desempenho muito melhor nos debates.

 

Re: Decifrando o Datafolha
 

"Se você pode sonhar, você pode fazer" - Walt Disney

Se for assim o Datafolha está corretíssimo?

 

Qual o percentual de pessoas sem telefone celular no Brasil?

 

Não chega a 10% e não 30% conforme a metodologia que a Vox usa. Isso deixa claro que a empresa de Marcos Coimbra é tendencioso.

 

Cadê o GUNTER? Mas e a tese de que o datafalha mostra uma tendência com um mês de atraso? 

 

A tese continua. O Datafolha mostra uma piora relativa de 3% na candidatura Serra em 3 semanas. O Vox Populi mostra para o mesmo período 4%. As direções são as mesmas. Imagino que no fim de agosto o DF vai mostrar números parecidos com os de VP agora. (Se for isso mesmo quero uma caixa de Ferrero Rocher. De 25, não a de 18!)

A seguir escrevo sobre isso. Abs.

 

"Se você pode sonhar, você pode fazer" - Walt Disney