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Dilma diz que fará o impossível para aumentar o PIB

Dilma quer "o maior crescimento possível" em 2013 e defende redução de impostos

Danilo Macedo e Luana Lourenço
Repórteres da Agência Brasil

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (27) que está fazendo “o possível e o impossível” para que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano seja o maior possível. Para ela, a retomada da economia mundial, principalmente dos Estados Unidos e da China, deve beneficiar o Brasil. Dilma disse ainda que não pretende fazer mudanças no comando do Ministério da Fazenda. “O Mantega [Guido Mantega] não tem a menor hipótese de sair do meu governo, a não ser que queira”.

“O ano de 2013 terá um ambiente melhor, que também vai ser propício ao Brasil. Mas nós somos uma economia que pode caminhar pelos seus pés”, disse a presidenta, durante café da manhã com jornalistas. “O Brasil tem que ter crescimento sustentável e contínuo, com grau de sustentação muito alto. Este foi o ano de buscar a competitividade. É algo que teremos que fazer permanentemente a partir de agora, mas a partida foi dada neste ano”, acrescentou.

Entre as medidas que levaram a essas condições, Dilma listou a redução de juros, a taxa de câmbio “mais realista” e investimentos pesados em infraestrutura. No entanto, cobrou veementemente a redução de impostos e mudanças na estrutura tributária, que, segundo ela, tem que ser mais racional.

“O Brasil precisa reduzir impostos. Quando diminui a carga de juros, possibilita reduzir impostos. O Brasil precisa de uma mudança na sua estrutura tributária. Não falo em reforma, porque é mais fácil criar um mosaico do que fazê-la abruptamente. O Brasil precisa de uma estrutura tributária mais racional”.

Perguntada sobre interferência no setor privado, a presidenta foi enfática ao responder que agiu para garantir condições de empréstimos de longo prazo para investimentos. “Ninguém investe com financiamento de sete anos. Interferi sim para ter financiamento de 20, 30 anos e brigo ainda. Sou umas das pessoas mais preocupadas com financiamento a longo prazo".

Dilma defendeu a criação de outras formas de financiamento a longo prazo no país, como fundos que aceitem debêntures como ações, e a maior participação de bancos privados no setor. “Precisamos que bancos privados participem do financiamentos, e não apenas o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social]. Hoje tudo recai sobre o BNDES e não pode ser assim. O setor privado vai dar musculatura”, ponderou.

A presidenta evitou comentar a expectativa de novas quedas na taxa de juros ou outros indicadores econômicos. “Não me manifesto sobre juros e câmbio”.

Edição: Graça Adjuto

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Ninguem aqui no Brasil precisa de ajuda de governo, precisamos apenas de parar ser atrapalhados pelo estado incompetente . corrupto e hiprócita, enquanto o cambio continuar nesse patamar de 2,10 ate 2,50(No brasil se ataca as consequencias mas nunca a causa), veremos nossa industria se fragilizar ainda mais, ficando a cadeia produtiva ainda mais dependente das importações e por conseguinte mais vulneravel a inflação em uma desejavel desvalorização do real, quanto mais tempo demorar para esta mudança no cambio mais nossa economia vai ficar vulneravel a ataques especulativos mais a frente. Com o  aniquilamento de nosso parque  industrial não teremos mais como substituir esses elos de importados em nossa cadeia produtiva em uma provavel mudança de patamar do cambio, isso vai terminal muito mal, alias acho que ja está se tornando irreversivel.

Ps: Tenho certeza que alguns comentarios de alguns xiitas de esquerda aqui vão descer a lenha nos empresarios brasileiros disendo que eles  são isso ou aquilo, mas geralmente esses que criticam os empresarios nunca geraram um emprego, nunca pagaram um IPI na vida, vai produzir neste pais que verão a realidade.

 

Eles não deveriam precisar do governo mesmo, mas sempre o fizeram em detrimento dos demais. Além do mais o que sonegam em impostos e multas não pagam, não está em gibi algum. No comércio, ninguem dá nota fiscal p/ nada, mas reclamam dos ambulantes.

 

vc tem razão empresario não deveria existir, a proposito vc tem quantos empregados? vc gera muitos empregos e impostos? vc paga todos os seus impostos integralmente?

 

Eu não sou contra empresário, vc distorceu minhas palavras. Sou contra a eterna choradeira deles, pq pagam impostos, como se nós que somos empregados não pagássemos também. Nós, ao contrário dos empresários não temos como fraudar. Não me referi a vc, falei de modo geral, pois todos nós sabemos o quanto de imposto é fraudado no Brasil, ou vc acha que isto é uma mentira? Quantos vivem "pendurados" no BNDS, mesmo sendo ricos, pois os juros dele são menores do que ganham em outras aplicações. Quantas dívidas de grandes agricultores foram perdoadas?

Tudo bem, a choradeira é grátis.

 

Não precisa fazer o impossível. Basta que o Estado resolva assumir o investimento que a "iniciativa privada" se recusa a fazer. Só é difícil porque o governo federal comprometeu, até outubro de 2010, 48% da sua despesa com o pagamento da dívida pública, isto é, a módica quantia de R$ 708.930.796.294.

Mas quem, aqui, vai botar o guizo no pescoço do gato?

 

 

Isso dai nao está correto, não é despendido 48% do orçamento com pagamento de dívida, neste número estão incluídos refinanciamentos da própria dívida. O valor correto do dispendio líquido é bem menor, tavez não cheque a 10%.

 

@DanielQuireza

Então por favor sinta-se à vontade para desmentir a informação do sítio para o qual a ligação foi dada. Com dados, s'il te plaît. A propósito, tanto faz se há desembolso real ou não. A fração esterilizada - isto é - contabilmente carimbada para o pagamento de encargos relacionados à dívida - segue sendo a mesma. E se é desembolso contábil, que se faça como Michael Hudson propõe: "emita-se" dinheiro para quitar os títulos. Quer dizer, estou supondo que você já leu alguma coisa de Michael Hudson. Senão, sugiro fortemente que o faça; pode começar por aqui.

 

Nossa presidenta precisa olhar com muito carinho para as microempresas pois elas são a mola propulsora da economia.

Sugiro que baixe os impostos das microempresas em pelo menos 50% (até porque esse número é o que é sonegado pela esmagadora maioria);

Sugiro também viabilizar mais cursos de capacitação (vide o EMPRETEC do Sebrae), pois julgo que tem o poder de mudar radicalmente nossa ótica acerca de negócios;

Sugiro trocar horas de capacitação por bônus nos impostos;

e finalmente ampliar as parcerias para que escolas de capacitação possam preparar melhor nossos empreendedores. 

 

Uma sugestão também baseada em seu comentário, seria o governo viabilizar uma linha de crédito para pequenas empresas que estão em dificuldades financeiras, as vezes devido há um calote financeiro sofrido ou uma tomada de decisão errada que resulta num desfalque em caixa e consequetemente a falta de pagamentos aos fornecedores, vindo com isso varios titulos protestdados, fica muito dificil levantar crédito de uma hora para outra para honrar os compromissos e continuar operando no negócio. Essa linha não seria dada de mão beijada direto ao micrempresário, seria uma negociação entre o banco emprestador do cliente e seus credores, assim a pequena empresa recupera o folego e o crédito na praça para se manter e atender as encomendas de seus clientes. Isso lógico estudando caso a caso, como tempo de CNPJ, movimentação financeiras, relação com fornecedores, etc. Acho que seria uma boa pois falo por experiência própria, tenho clintes bons que só compram faturado e a encomenda muitas vezes temos que arcar a vista,  deixando o caixa zerado, ai fica dificil ir acertando os atrasados devido aos custos fixos, e outros.

 

Tem algo que não me sai da cabeça, se crescemos menos de 1% este ano e estamos praticamente a pleno emprego, o que vai ocorrer quando crescermos a taxas de 3% á 4%? Vai faltar mão de obra?

 

Franklin.

Pleno emprego?

 

Esta não é bem a realidade. Para cargos operacionais, há muita demanda sim, mas para escalão gerencial em empresas de grande porte, não. Especialmente se tratarmos dos mercados que não estão aquecidos artificialmente (como a construção civil, indústria automobilística e de linha branca).

Eu que ocupava posição de gerente no meu último emprego estou desempregado há 1 ano. Sou formado em faculdade pública, tenho MBA, curso no exterior, experiência.... o currículo não é um problema, o problema é que não há vaga, ou quando abre, muitas vezes é fechada durante o processo. Já participei de alguns processos de seleção onde durante o processo os candidatos foram informados do cancelamento da vaga.

Esta minha situação acontece também com alguns colegas (não sou o único nesta situação), e se considerar o pessoal próximo a casa dos 50 anos,a situação deles é pior. E nem é questão de salário, é falta de vaga mesmo. Há vagas em empresas médias/pequenas, mas se eu migrar para este perfil de empresa, depois dificilmente o mercado das empresas de maior porte me aceitará de volta.

Conheço até empresas que cancelaram programas de trainee para 2013. Isso no estado de SP. Há alguns locais que pontualmente estão melhores.

É também o problema do mercado de engenharia. Fala-se muito de que falta engenheiro no mercado, mas tirando algumas situações pontuais (como a construção civil), o mercado não tem como absorver os profissionais formados atualmente. Há também o caso das vagas abertas para engenheiro que querem pagar bem menos que o salário piso da profissão.

 

O tipo de mão de obra que o mercado diz que falta é o profissional de ensino técnico com boa formação. Hoje todo mundo busca uma faculdade, mas pouca gente procura uma boa formação técnica. Técnicos em eletrônica, técnicos em mecânica, técnicos em contabilidade, entre outros tem emprego garantido se forem competentes, e estão conseguindo salários muito maiores que há 6 anos. Nos países de 1o mundo a diferença salarial e prestígio entre um bom técnico e um profissional de formação superior é pequena, e pra atingirmos esta situação, precisaríamos de uma melhoria na qualidade deste ensino.

 

O governo precisa tratar a questão do incentivo à economia além das reduções de IPI de automóveis e linha branca ou reduzir juros de empréstimo. O Brasil já cresceu o que podia apostando nesta tática. Está na hora de investir em infraestrutura para o país ser mais competitivo, otimizar o uso da verba pública e pensar em simplificar o sistema tributário para diminuir as distorções causadas pela guerra fiscal entre estados ou municípios e facilitar a vida dos empresários e cidadãos que querem seguir as leis. E este tipo de coisa não vai ser a Dilma dando murro na mesa que vai resolver.

 

Espero que 2013 seja um ano diferente do que 2012, que para muita gente foi um ano perdido.

 

A taxa de desemprego aberto no Brasil é no mínimo tão mentirosa quanto o tamanho da força de trabalho "informal", isto é, que subsiste à margem da proteção do Estado. Claro que ninguém mais fala nisso, então parece que o problema não existe. Assim como ninguém fala nas pessoas que desistiram de procurar emprego, que não trabalham em tempo integral porque não conseguem empregos que prestem, da precarização cada vez maior dos empregos formais, etc. etc. Decreta-se que está tudo bem: então, por definição, está. E o governo popular ainda acha que tem má imprensa.

 

Tenho lido de todas as fontes sobre a economia brasileira, vindo de nomes conhecidos.

Você foi o único que fez esta pergunta que me parece fundamental!

Não sou estudioso do mercado de trabalho, mas acho que teremos muita gente trocando de emprego para um melhor ($$$), e  me parece que o que vai acontecer é a necessidade das empresas formar sua propria mão de obra.

Para cargos mais técnicos, acho que teremos cada vez mais estrangeiros aqui...

 

Será que ela conseguirá o pibão grandão em 2013?

 

 Dilminha pode contar com minha humilde colaboração. Juntei uns caraminguas para gastança nesse ano de 2013.

 Quero ajudar a roda da economia a girar e girar menina!

 E quero ajudar também no programa Brasil carinhoso. Só estou esperando o governador construir algumas creches perto de casa para ser voluntária.

 Nassif, olha que coisa legal que o Agnelo vem fazendo na SE. Esse ano de 2013 as crianças terão colonia de férias custeado pelo GDF. Muitos professores contratados para 2013 que ficarão ociosos nesse janeiro estão sendo qualificados para esses programa.  Se eu não tivesse que trabalhar nas férias em projetos particulares seria voluntária nesse programa. Muitas mães trabalham em janeiro e não podem deixar seus filhos  sob guarda de ¨responsa¨.

 O projeto BRASIL CARINHOSO é uma idéia que quem é mulher sabe o quanto  é importante.

 

 

   Para uma injustiça durar basta apenas que os bons fiquem calados

É fácil ser voluntária sabendo que os seus serviços não serão necessários. Contar com o Agnelo construíndo alguma coisa é de uma ingenuidade... Será que o projeto virá de Cingapura?

 

Acho que vc confundiu os Agnelos...