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Dilma, exclusivo: vamos defender a indústria brasileira

Quem imaginava uma presidente emocionalmente abalada, depois de chorar em público pela saída de um assessor, pode desistir. A Dilma Rousseff que entrou no salão do Palácio Alvorada para tomar café vinha lépida, feliz, rejuvenescida e entusiasmada com a visita a Hannover, Alemanha, para participar da Feira de Tecnologia.

Lá, conferiu os stands alemães, quase todos apenas com filiais de empresas coreanas.

Depois, os brasileiros, com sistemas criativos, inovadores. “Todo mundo tinha coisa bem legalzinha”, conta a mineira Dilma. Entusiasmou-se com o sistema de controle de voo da Embraer, com a apresentação de Marcos Stefanini, de uma empresa brasileira de TI, que mostrou o grande diferencial brasileiro: jeitinho, criatividade.

Foram 90 minutos de entrevista, interrompida por um telefonema de Lula que mostrou ter recuperado a voz.

A seguir, os trechos principais da entrevista. Nela, diz que a preocupação número um do governo, daqui para diante, será com o tsunami monetário e os riscos que traz para a indústria brasileira. “As condições do mercado mudaram”, avisa ela. E analisa também as marolas em torno da suposta crise da base política.

Como os países ricos estão tratando a crise

É importante analisar como os países ricos tratam a crise.

Comecemos pelos Estados Unidos. O governo Barack Obama assumiu que queria política de crescimento imediato e correção de rumos fiscais no médio prazo. O problema foi a derrota no Congresso que o obrigou a optar pelo "quantitative easing" (programa de expansão monetária). Empurraram a crise com a barriga, aumentaram a quantidade de dinheiro nos bancos, mas não rolaram as dívidas das famílias, o que poderia ter destravado o mercado interno. Só agora nas eleições, depois de quatro anos de crise, começam a rolar as dívidas das famílias.

O "quantitative easing" é um mix de política macro, com taxas de juros lá embaixo, expansão monetária acelerada e objetivo de segurar o lado fiscal. É evidente que por trás dela há a intenção de desvalorizar o dólar e melhorar o emprego interno.

O governo Obama foi levado a isso politicamente.

No caso da Europa, não: optaram por isso. O último relatório do BIS (o banco central dos bancos centrais) mostra que a estratégia visa dois objetivos principais: impede a crise bancária e ganha tempo para dois mecanismos: desvalorizar o euro e jogar a conta sobre países emergentes que têm câmbio flutuante. Mas, por outro lado, pode estar criando uma enorme bolha monetária.

Não há unanimidade no governo alemão com respeito ao tamanho da liquidez. Para eles foi importante para evitar um Lehman Brothers alemão, mas só isso. Não existe unanimidade na Alemanha nem sobre isso nem em relação à Grécia.

Por trás da expansão das bolhas, há o medo da inflação, pelo histórico alemão com a hiperinflação. Medo que nós compartilhamos.

A arbitragem com países de câmbio flutuante

No filme "Muito Grande para Falir", na cena final o Secretário do Tesouro Paulson pergunta a Ben Bernanke se estava satisfeito com o fato dos grandes bancos terem absorvido os empréstimos para rolar dívidas. Bernanke, quieto, responde: não tenho certeza se eles vão emprestar. De fato, não emprestaram: uma parte ficou depositada no próprio FED, outra parte foi devolvida.

No caso da Europa, são um trilhão de euros emprestados a 1% ao ano, que em breve entrarão na ciranda financeira. Irão investir em títulos da Itália e Espanha, aumentando sua exposição? Não: virão fazer arbitragem aqui e em outros países. Tem uma enorme bolha a caminho.

O problema é que essa desvalorização cambial artificial é a forma de protecionismo mais feroz que se tem. Há um discurso dos países centrais, de que são defensores do livre comércio. Mas praticam o protecionismo mais feroz que se tem. E essa desvalorização artificial da moeda não está regulada pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Então não venham reclamar de algumas medidas absolutamente defensivas que o Brasil toma.

Hoje em dia, via tsunami monetária, está em curso no mundo a prática das desvalorizações competitivas, o que se chama de "empobreça seu vizinho".

É uma situação esquizofrênica na Europa, que não consegue uma solução de crescimento.

Muitos países estão com graus de desemprego do ponto de vista político incompatível com sistemas democráticos abertos. A dívida grega não é financiável, assim como a de Portugal. Como conviver com nível de desemprego que chega a atingir 45% dos jovens? Destrói o tecido social, tira das pessoas a esperança.

A estratégia brasileira

No Brasil, vamos ter que perceber duas coisas:

Primeiro, as condições do mercado internacional mudaram. Estamos vivendo situação diferenciada. Não se pode perder a consciência do tsunami monetário. Tem que fazer avaliação sobre as estratégias a serem tomadas, e não se faz de forma abrupta e apaixonada. Com muita cautela, frieza, tranquilidade, iremos acompanhar o desenrolar da situação e tomar as medidas cabíveis.

Não tenho como adiantar as medidas cabíveis, mas para o governo brasileiro esta é a questão principal.

Se perguntar hoje qual é o maior cuidado do governo, respondo: é acompanhar como o Brasil se defende dessas políticas que são abertamente protecionistas praticadas pelos governos desenvolvidos.

A necessidade do investimento no Brasil

A própria China está promovendo uma transição do modelo de exportações para o mercado interno. Não vão parar de importar, mas irão se situar de forma diferente no mundo.

Por todas as manifestações que lemos: acho que os chineses se sentiram muito fragilizados diante da crise dos seus maiores mercados. Não podem mais confiar só no mercado externo.

Wen Jiabao disse que o modelo era desequilibrado, insustentável, eminentemente desequilibrado: levará a impasses que terão que ser resolvidos.

A China caiu na armadilha do sobre investimento elevado, o que cria rigidez econômica muito forte. Agora, tentam fazer a versão.

No Brasil, ainda estamos na fase de acelerar investimento. Em breve pretendo fazer uma reunião pessoal com os maiores empresários do país sobre a questão do investimento. Uma parte da decisão depende da expectativa, do que Delfim gosta de chamar de "espírito animal". O Brasil oferece todas as condições.

Em todos os lugares que vamos são as mesmas avaliações dos empresários internacionais. No último dia na Alemanha tivemos reunião com Angela Merkel na ABDI (o equivalente à nossa Confederação Nacional da Indústria).

A reunião foi para que nos falassem como pretender investir no Brasil. Havia uma porção de setores, quase uma rodada de negócios. E todos eles vinham, diziam que tinham empresa tal, na área tal, e todo interesse em investir no Brasil. Hoje em dia a maior parte da população alemã é de aposentados e crianças. E o Brasil tem o bônus demográfico. Eles olham para isso, para nosso mercado, para a estabilidade macroeconômica e política, para nossa tradição de respeitar contratos.

Revertendo a queda na indústria

Aqui não temos dúvida de que a economia mundial caminha para recessão com excesso de liquidez. A China reduzirá crescimento para 7,5% com a clara intenção de reverter o modelo para dentro. Outros grandes países vão perseguir esse fortalecimento do mercado interno, com a possível exceção da Índia que tem um déficit externo muito complicado.

Temos que ter consciência disso.

A situação atual não é a mesma de 2011. Nós tínhamos absorvido a expansão monetária dos Estados Unidos que de uma forma ou outra foi encaixada. Agora é absolutamente diferente, é recessão com uma gigantesca expansão monetária acumulada e uma tendência a uma volta aos mercados domésticos.

Vamos ter uma política clara em relação ao Brasil, da qual o melhor exemplo é a revisão do acordo automotivo com o México. Foi feito em 2002, em outra conjuntura, na qual cabia o acordo. E está em vigor até agora, em condições não adequadas ao Brasil.

O Brasil vai institucionalmente tomar medidas para garantir que nosso mercado interno não seja canibalizado. Tem queda na indústria, mas dá para reverter. Não daria se deixássemos continuar por dois, três anos. Agora dá e vamos fazer o possível e o impossível para defender a indústria nacional.

O papel da redução dos juros pelo BC

A redução dos juros, pelo Banco Central, não é só para esquentar a economia brasileira. Cumprimento o BC porque a intenção maior é equilibrar a taxa interna com a internacional. Hoje em dia esse diferencial é responsável pela maior arbitragem que existe no mundo.

Iremos fazer isso sem comprometer a luta contra a inflação. 

Os fantasmas das falsas crises políticas

Existe uma forma quase fantasmagórica de cobrir a política. A imprensa vem falando em crise com a base aliada. Não existe crise. Os conflitos - que sempre existirão - têm a ver com os processos pelos quais exercemos o nosso presidencialismo. Tem que ser de coalizão, mas não deixa de ser presidencialismo.

No caso do Brasil, alcançamos grande maturidade nas relações executivo-legislativo e executivo-judiciário. Podemos nos vangloriar de ter certa estabilidade.

Por aqui seria inconcebível uma relação Executivo-Congresso do tipo democrata-republicano As diferentes opiniões que se estruturam dentro da sociedade brasileira não permitiriam isso.

Temos tradição de sermos obrigados, como políticos que somos, a olhar o interesse de todos: o que nos EUA às vezes me parece que não é o caso.

Ninguém aqui pode durante muito tempo só defender seus interesses específicos sem que haja  reação da parte da sociedade.

É sempre bom que tanto Executivo quanto Legislativo e Judiciário saibam que essa é exigência de postura de todos: presidentes, ministros, deputados, senadores e juízes. Esse é aspecto importante da nossa democracia e explica também porque, mesmo tendo eleições bastante atritadas, em alguns casos até duras, logo depois da eleiçao há como uma pacificação geral.

Ai do presidente que não falar em nome de todos os brasileiros e brasileiras. Em outros países do mundo não se vê isso.

Ao lado da coalizão há questão do interesse de todos, balanço do presidencialismo que fala em nome de todos e coalizão que são interesses partidários. É normal que se reivindique e se debata. É intrínseco a esse processo.

E partidos não podem arcar com ônus de inviabilizar acordos: são partes do acordo. Quando votam contra governo, são pontos muito específicos. Não tem desvio, conduta inadequada: que eles façam assim é da regra do jogo, que façamos de outro é da regra do jogo.

 

 

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+191 comentários

Roberto da Cruz dos Santos,SAIU SIM:

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/12/brasil-ja-e-sexta-maior-economia-do-mundo-segundo-consultoria-britanica.html

 

gadosb

Eu creio que o governo dilma está no caminho certo.defender nossa economia é o único jeito dela não virar suco.

 

Adoro a Dilma, até mais do que o Lula, mas há falhas em sua assessoria. O Brasil NÃO vai se defender da invasão de produtos chineses com "meia dúzia" de fiscais alfandegários e "um ou dois" aspones do MDIC. Tudo que entra no Brasil (ou 99% pra ser generoso) está subfaturado, alguns casos grotescamente, com o produto final "custando" mais do que a matéria-prima utilizada na fabricação do mesmo produto. Uma camisa custa menos do que o fio utilizado na confecção, um núcleo de motor custa menos que a chapa de aço, pra nomear poucos. E assim a China vai invadindo o Brasil, sem disparar um tiro, mas matando milhares de empregos. E o Brasil acha que está "abafando" no cenário internacional...

 

Choro da Dilma? Têm-se dúvida o porque? Dar posse à aquela criatura chamada Crivella não é de chorar? Até o Serra choraria!

 

Caro Nassif, e a integra da entrevista ?

 

LN, senti que vc deveria ter dado um espaço maior, no texto, entre um assunto e outro, para facilitar a visualização dos temas e a leitura, mas isso é o de menos, é que a gente é muito cri cri, valeu pela entrevista

 

Prezado Nassif,

Gostaria de saber mais sobre o crescimento econômico voltado para o mercado interno.

Sou economista formado pela UERJ no início da ofensiva neoliberal tucana e esta é uma lacuna,

creio eu, nas escolas brasileiras. Seria um debate interessante para o blog.

Parabéns

 

Só um comentário arespeito da chacina praticada por um soldado norte americano , imaginem se fosse um soldado do Brasil ou de outro país , que vergonha ficaria de ser brasileiro .


Não consigo imaginar a pressão e ações que o Governo pudesse ter para minimizar os prejuizos ao Afeganistão e aplacar a indignação popular interna, é negão teu emprego não é mole não , pior na mão dos republicanos........ 

 

Parece mais uma entrevista com  diretor do banco central do que uma Presidenta da Republica. Apesar de ter votado nela. Nao da para deixar observar que ela age e fala como uma tecnica de um ministerio. Esta longe de uma fala de uma Presidenta.

 

Caro Nota falsa.

Mais do que uma Presidente política, neste atual momento da administração financeira brasileira, precisamos mesmo, é de alguem com conhecimentos técnicos, e que tenha a coragem de ouzar e administrar pensando mais no desenvolvimento do que na carreira política e/ou no partido.

O Brasil sempre foi dirigido por tecnocratas e/ou políticos, que ou pensavam mais na elite ou na segurança nacional, do que na qualidade de vida dos seus habitantes, e foi por isso, que sempre fomos "o país do futuro" um futuro, que jamais chegava a ser presente. Foi preciso que 2 pessoas que são oriundas de setores tão diferentes, como o Lula do setor metalúrgico, e a Dilma do setor de educação, para que aqueles "velhos" valores fossem revertidos. 

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

Excelente!

A iniciativa, a abertura da presidente e o principal, seu domínio sobre as questões relevantes da economia do país.

Ronald

 

O que a entrevista mostra é que a Dilma esta inteirada de todo o problema econômico do país, e da ênfase ao principal que é o cambio que destrói nossa indústria. A questão agora é se o governo saberá salvar a indústria nacional, sem fazer uma desvalorização abrupta do real.  Este tipo de desvalorização é que acabou com FHC politicamente, pelo menos para o povo brasileiro. Pelo que entendi nos textos do Nassif ele não acredita que o governo consiga salvar a indústria nacional sem uma desvalorização forçada, o governo pelo que a presidenta mostra em sua fala busca por outros meios proteger a indústria. A conclusão a que se pode chegar é que se o governo não conseguir por outros meios salvar a indústria, será obrigado a desvalorizar o real frente ao dólar e terá de arcar com o ônus político dessa atitude.

 

Franklin.

Muito boa a entrevista da Presidenta Dilma, analisando todos os tópicos abordados por ela fico tranquilo com os rumos do Brasil em meio a tormente financeira mundial e a administração dos nossos problemas, ela está plenamente atenta e alerta para todos os grandes problemas que podem afetar nosso país.


Entendo que a Presidenta Dilma devia dar mais entrevistas desse nível e com essa amplitude de aborgadem de temas, que vai da indústria, mercado interno, economia nacional/mundial e gestão politica nacional.


Foca com precisão os grandes problemas economicos/políticos mundiais e os do Brasil  e sinaliza possíveis soluções.


Isso é política em alto nível e não o "fla x flu" diário que a grande imprensa nacional faz contra o governo federal e contra o Brasil, este é o maior mal das ações de uma imprensa que se assumiu como partido político de oposição, pois turba e só confunde  uma visão clara dos nossos problemas e possíveis soluções.


Já que a imprensa nacional não dá sinais de voltar a fazer jornalismo de verdade e discutir com seriedade e isenção os grande problemas nacionais, preferindo tratar de picuinhas politicas, esta mais que na hora do governo brasileiro discutir a regulação legal dos meios de comunicação, não podemos ter uma imprensa que se comporta como verdadeira 5a. coluna dos interesses estrangeiros no Brasil e partido político de oposição.


Entrevista de Estadista de nível internacional essa da Presidenta Dilma, está mostrando a que veio.


Enquanto isso, o grande nome da oposição política brasileira, o tucano José Serra está preocupado com assuntos paroquiais no seu curral eleitoral, onde se candidata a protagonizar mais  um estelionato eleitoral contra os paulistanos.  Cada um com seus problemas, felizmente.

 

Eu queria ler a entrevista da presidenta no estado bruto, nao esta versao que foi editada pelo nassif. Do jeito que esta aqui parece mais uma nota da assessoria de imprensa do que uma entrevista. Afinal, dada a clareza de pensamento de nossa presidenta, trnho certeza que nao ha' nada a temer.

 

Nassif, poe o áudio por favor

 

Espero também que em breve (isso é urgente!) a nossa presidenta diga: "Vamos defender a floresta brasileira". E seus rios. E o povo pobre que vive nela.

 

 

Nassif,

 

Não seria o caso do Brasil ir além na questão industrial podendo inclusive criar empresas públicas ou sociedades de economia mista em áreas estratégicas de indústria? 

 

Até agora, mesmo logado, estou sem condições de ver/ler a íntegra da entrevista. Depois de logado, há a mensagem de que não estou autorizado...:-(

Re: Dilma, exclusivo: vamos defender a indústria brasileira
 

"A Dilma Rousseff que entrou no salão do Palácio Alvorada para tomar café vinha lépida, feliz, rejuvenescida e entusiasmada..."


Não faz muito sentido. O primeiro ano de mandato trouxe enormes retrocessos e resultados pífios. O governo segue a risca as políticas neoliberais e conservadoras.

Não chega a ser fhc... mas o governo Dilma, até o momento, é muito ruim.

 

Nassif, parabéns por esse patrimônio que você construiu: sua credibilidade. 

(Não se esqueça de orar muito por si mesmo, pois para a concorrência foi um duro golpe)

 

Vai escrever novela na Globo. Que horror.

 

Percebo que a presidente sabe que o capital sobrevive se movimentando entre setores econômicos e entre países e regiões mas que o governo não tem um projeto específico para enfrentar a nova crise do capitalismo.

 

 

 

Prezados,

muito interessante todo o conteúdo da entrevista. A postura da Presidenta em relação à crise internacional e seus efeitos no Brasil é muito responsável. Muita coisa já se perdeu ao longo dos últimos anos (a tal "desintegração de alguns elos da cadeia") por conta do emprego da sobrevalorização do Real como forma de controle da inflação (âncora empregada desde o governo FHC, pelo menos).

Mas também é notável que o ex-Presidente Lula tenha ligado para ela em meio a uma entrevista anunciada 1 dia antes (na sexta feira). Foi uma forma de expressar (melhor e mais efetivo do que ELA dizer...) que "Lula e eu estamos juntos..." .

Isto é importante por vários motivos. Por exemplo, porque o PMDB armou uma rebelião às vésperas da organização para a eleição, com ameaça de entregar todos os cargos (alguém já viu o PMDB fazer isto antes?) e vai pressionar para obter mais espaço. Também porque no domingo iria sair a coluna do Cláudio Humberto com uma suposta indisposição entre Lula e Dilma por conta da demissão do Prof. Sérgio Gabrielli da Presidência da Petrobrás (ver texto abaixo).

Neste caso, é interessante questionar quem teria levado ao Cláudio Humberto a notícia. Pela sequência, parece que foi alguém que tem relações próximas tanto com Lula quanto com o próprio Gabrielli. E que teria ficado frustrado com a troca Gabrielli-Foster. Muitos se encaixam neste perfil.

 

Saulo B.

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http://www.odiariodigital.com/claudio-humberto-6/

"Demissão de Gabrielli afastou Lula de Dilma
O ex-presidente Lula ficou tão irritado com a substituição, à sua revelia, de Sergio Gabrielli por Graça Foster na presidência da Petrobras, que desde então parou de procurar a presidenta Dilma para conversar. Ela o visitou em São Bernardo (SP), na véspera da posse do ministro Marcelo Crivella (Pesca), e foi recebida friamente. Isso estaria por trás do abatimento e emoção dela na despedida do ex-ministro Luiz Sérgio.

Abatimento
Assessor que a acompanha há anos diz que Dilma ficou abatida após a visita a Lula, mas achava que era por causa da doença dele. Não era.

Ceder é preciso
Em seu discurso, Dilma embargou a voz ao lembrar que às vezes é preciso ceder a imposições políticas em nome dos interesses do País.

Novo emprego
Sergio Gabrielli assumiu sexta (9) a Secretaria de Planejamento do governo de Jaques Wagner, na Bahia, nomeado a pedido de Lula.

Força de padrinho
Na posse festiva, teve até mensagem de Lula saudando Sergio Gabrielli como “verdadeiro responsável” pela descoberta do pré-sal."

 

 

Domingo, 20:30 hs, no Faustão, Globo:    "PAGUE O SEU ESPECIAL DE R$ 12.000,00 COM O CREDICARD E VOCÊ PODE PARCELAR EM 36 PRESTAÇÕES DE R$ 844,00".

Então, o infeliz (igual a mim), entra nessa e deixa de consumir por 36 meses pizzas; sapatos; viagens, etc.....

E a nossa indústria, além da concorrência externa, ainda tem que concorrer com o sistema financeiro!

Só para conferir: 36X844,00 =  30.l84,00!

 

Nessa "entrevista", duas considerações preocupam: 

"No Brasil, ainda estamos na fase de acelerar investimento. Em breve pretendo fazer uma reunião pessoal com os maiores empresários do país sobre a questão do investimento, Uma parte da decisão depende da expectativa, do que Delfim gosta de chamar de "espírito animal". O Brasil oferece todas as condições."

A história passada e presente mostra que o empresariado brasileiro só investe se governo garantir, facilitar, co-financiar e havendo retorno em menos de 3 meses, portanto, pode fazer trocentas reuniões com esse empresariado, que desse mato não sairá o coelho que anabolizará o investimento necessário e desejado, pois o "espírito animal", em terras brasilis, está a muito, domesticado pelo ganho financeiro. 

"Ninguém aqui pode durante muito tempo só defender seus interesses específicos sem que haja  reação da parte da sociedade. É sempre bom que tanto Executivo quanto Legislativo e Judiciários saibam que essa é exigência de postura de todos: presidentes, ministros, deputados, senadores e juízes. Esse é aspecto importante da nossa democracia e explica também porque, mesmo tendo eleições bastante atritadas, em alguns casos até duras, logo depois da eleiçao há como uma pacificação geral"

Fala sério, a realidade política do Brasil nada tem a ver com equilíbrio nos interesses específicos e pacificação após as eleições, muíto pelo contrário, a partir de 2002 a selvageria intensificou-se, com a mídia inclusive declararando-se partido, através de Dona Judith, passando a fazer política deletéria, 24 horas por dia, 365 dias por anos.

Onde, "logo depois da eleição há como uma pacificação geral"?

Afinal, sonhamos que essa turma detonou a CPMF, só para sacanear o governo?

Sonhamos a pressão para defenestrar um ministro, após outro, no primeiro ano do governo Dilma?

Que surto de Poliana é esse?

Ou pirei e não percebi?

PS: "o viciado perde o pêlo, mas não perde o vício". Acreditar que essa conversa de lourenço, muda essa hereditária e indiferenciada gente, é sonho de verão.  Estamos entrando no outono e logo chega o inverno. Acordem. 

 

Plagiando o Chinês Deng Chiao Ping : Não importa a cor do gato(indústria de brasileiros ou estrangeira) o importante é que coma o rato(que produza aqí exigindo alto conteúdo nacional e que utilize a plataforma nacional,universidades,centro de pesquisas) .


Tem um problema sério: Alguns Industriais parece que andam com uma "jararaca no bolso" e não poe nada de seu dinheirinho em inovação e pesquisa e nem fazem convênio com universidades, a VALE e a PETROBRÁS fazem isso.


Tem indústrial que pra ele o melhor dos mundos seria imposto zero, financiamento estatal a juros quaze zero


e com Prefeituras e Estados dando terreno terraplanado com dezena de anos de iss zero.


Reclamam do público mas querem que o público financie tudo e se der errado não quer pagar , Querem também risco zero,


ASSIM NÃO DÁ , ESSE TIPO DE INDUSTRIAL A SOCIEDADE BRASILERA NÃO ACEITA MAIS.

 

Parabéns Nassif!! Belo gol de placa. Um abraço grande. Edna

 

Nassif!

Não li nenhum dos 150 comentários postados até agora para não me influenciar

Contudo, para 90 minutos de entrevista, o disponibilizado aqui é muito pouco

Realço o positivo da entrevista em si que é uma distinção merecida ao blogueiro, uma avaliação de mérito que não se deve esperar dos seus invejosos e adversários juramentados, mas dos que lhe admiram a pessoa pelos valores agregados que ela possui e também a capacidade profissional de fazer coisas únicas, mesmo sob circunstâncias turbulentas, dos quais são exemplos o Blog, o Portal LN e sua expressiva e diversificada comunidade.

Sobre o que faltou na entrevista, apenas um item relevante para exemplificar: a criminalidade assustadora que vem se ampliando no País por conta, a meu ver, da nossa legislação pusilânime e condescendente.

Por último, lamento que não tenha nos brindado com um post avaliando o pronunciamento da Presidenta por ocasião do Dia Internacional da Mulher. Acheio-o fantástico!

 

A Dilma é uma autoridade que preocupa muito com a desigualdade social no Brasil, mas ápos essa afirmação ela mostrou que está preocupada também com a situação econômica do Brasil, que é um sinal muito bom. Concordo totalmente com ela, pois as indústrias para um país como o Brasil é mais do que importante é essecial. As indústrias que determinam a maior parte do PIB e do IDH do Brasil, sem as indústrias um país não apresenta movimentação na econômia, resultando em uma possivel crise. Defender as indústrias é uma maneira inteligente de encaminhar o Brasil para o sucesso.

 

A Dilma é uma autoridade que preocupa muito com a desigualdade social no Brasil, mas ápos essa afirmação ela mostrou que está preocupada também com a situação econômica do Brasil, que é um sinal muito bom. Concordo totalmente com ela, pois as indústrias para um país como o Brasil é mais do que importante é essecial. As indústrias que determinam a maior parte do PIB e do IDH  do Brasil, sem as indústrias um país não apresenta movimentação na econômia, resultando em uma possivel crise. Defender as indústrias é uma maneira inteligente de encaminhar o Brasil para o sucesso.

 

Melhor presidente que já tivemos e vimos emoldurada com liberdade positiva, sem dúvida alguma...

graças ao excelente trabalho do Nassif

Inteligente, tranquila e sempre ligadona, e que raramente pensa com a cabeça dos outros, mesmo que do PT

Sabe muito bem que as manobras dos principais atores internacionais, principalmente quando abrangentes, nem sempre são  para facilitar os relacionamentos entre todos ou de todos com o grupo, histórico, mas sim e muitas vezes apenas para mostrar poder; confirmar obediência ou não

 

que são poderosos não se discute; que precisamos manter bom relacionamento todos concordam, mas Dilma faz questão que não seja mais da forma servil com a qual eles sempre puderam contar em outros governos, principalmente com militares e com o psdb.

 

tem mais é que proteger nossa indústria mesmo, crucial, no entender de especialistas do ramo, não no entender dos especialistas de sempre, guiados pela leitura servil dos que atuam pela tv.

é o que estão fazendo, todos

 

 

o que mais revolta é que sabem muito bem que o que o que pode ser rompido ou não, afetado, não é uma boa  relação de capital, passa muito longe disso quando todos ganham, pois o que se rompe, se for, é um consenso altamente prejudicial a todos e, pior, um consenso de outra época; da época de um Brasil mais que endividado; da época de um Brasil praticamente anulado e entregue de bandeja e por encomenda dos mesmos atores internacionais

 

 

Pode até ser que a fábrica de panelas de herr Shindler queira vir para o Brasil com toda a boa vontade, mas isso não tem nada a ver com a atitude feroz dos alemães no campo financeiro. Eles olham muito para o Brasil porque tem população jovem e disposta? Os Moloch também olhariam com o mesmo olhar para os Eloi. O que temos a fazer é exigir forte batismo brasileiro para investidores de nações como Alemanha e, principalmente, reforçar os laços entre as nações em desenvolvimento. Os laços de negócios também. Principalmente entre nossos vizinhos. O que mais desejarão nesta guerra, e esta gente só sabe ver as coisas como se guerra fosse, é separar e dividir, semear até a discórdia, entre os países menos desenvolvidos, para  devorar-nos com facilidade um por um. Juntos, entretanto, deles prescindiremos e não ousarão nos atacar.  Talvez já antevendo este trágico amanhã, triunfal para eles, é que os britânicos (tagarelas) andam falando por seus jornais que o atual crescimento do Brasil “não passa de um vôo de galinha” (Guardian). O que eles estão querendo dizer, maquiavélicos, é que “estes brasileiros metidos a besta não perdem por esperar!”

 

Dizia a minha avó, "O papel aceita tudo". É verdade, isso serve para qualquer software processador de textos, você pode escrever o que quiser, dentro do código ASCII. Lemos e ouvimos pessoas fracassadas, quando administraram o país, falar em "desindustrialização". Qual foi a maior produção industrial no governo FHC? Por valor agregado ou por volume? E qual foi a menor produção industrial dos anos Lula, considerando 2004 em diante? A menor de Lula foi maior do que a maior de FHC. Então, quando optarem por asneiras elegantes, citem números, citem fontes, citem estudos que mereçam algum respeito. Em tempo: podem consultar o site do IBGE para conferir quem diz coisas ligeiras. Se desconfiam do site porque é oficial, pesquisem nos sites da FIESP e da CNI.

 

 A matéri a colada abaixo  de autoria de CELSO MING peca qdo  defende  a industrialização FAZENDO APOLOGIA do capital industrial que dá aval e poder total aos empresários,considerando inclusive o poder de gestão dos empesários superior ao poder regulador do Estado. Para tanto defende a desoneração da folha, impondo o trabalho escravo industrial no Brasil com custo quase zero para o empresários, querendo que o Brasil volte a a era da revolução indisutrial inglesa do seculo XVIII.  É claro que a Dilma vai usar a desonaração da folha para ter mais barganha com as entidades que defendem os empresários que sobrevivem da relação de trabalho imposta na industria nacional que não coloca distribuição de lucro como base de motivação e incremento da inovação dentro do patio da industria. Temos que separar as coisas qdo falamos em processo de desindustrialização. Uma coisa é defender o emprego com valorização da qualidade de vida do trabalhador da industria. Ooutra coisa é defender o lucro do industrial que se reveste da figura de investidor e empresário levando o lucro de suas industrias em forma de capital financeiro  para os paraisos fiscais. A reforma do processo de valorização e defesa da industria nacional passa pela defesa do trabalhador como principal proyagonista no processo de industralização. Tratar o trabalhador como máquina descartavel ou tratar o trabalhador como fator de custo menor do que a matéria prima usada como fator de produção decartável é fazer da industrialização um sistema de escravidão industrial no mesmo molde que ocorre na China e ocorria na Inglaterra do século XVIII.  Nem da ideologia de Max Weber se cogita solução etica para amenizar as forças de atrito provenientes deste cenário onde a "mais valia de K. Marx" fica, de modo paradoxal,dimensionada por conta de variáveis determinadas pelo Estado totalitário, que se comunica,via interfaces macroeconomicas do comercio internacional, ao sistema dinamico do capital finaceiro globalizado, alavancado pelas bolsas de valores e Bancos Centrais de todas as Mecas Financeiras do Mundo capitalista.  Por sua vez, estas Mecas de capital financeiro, longe do setor produtivo industrial,  constituem a engrenagem do sistema do mercado capitalista  financeiro  globalizado, que subsistem pela existencia de um sistema de escravidão  de mão de obra  distribuidos  pelos países que dependem de uma equação política que tem como incongnita economica exponencial proporcional a  ocupação de sua massa demográfica na razão direta da ordem de grandeza de bilhões vinculada ao pleno emprego, sob pena de provocar uma desordem social gigantesca da ordem de mais de bilhões de desocupados dentro do  mundial mapa democráfico mundial. Resumindo  Celso Ming erra ao dizer que é a industria definhando, quando o que se vê é um sintoma que aponta e denuncia a ponta deum iceberg dentro de um processo de rendição do trabalho ao capital, cujo modelo se desdobra no que chamamos  de  formato da globalização mundial.http://www.youtube.com/watch?v=yRsRH4Pky18  CELSO MING - O Estado de S.Paulohttp://www.estadao.com.br/noticias/impresso,e-a-industria-definhando-,846889,0.htm

Os decepcionantes resultados da indústria em janeiro podem ter sido agravados pela crise externa ou por fator sazonal atípico. Mas não foram causados por eles. São resultado das omissões deste governo e dos anteriores.

 

A queda da produção física em janeiro sobre o mês anterior foi de 2,1%, como apontou o IBGE na última quarta-feira. E a redução em 12 meses terminados em janeiro, de 0,2%. Alegações de que o mês foi atípico, por causa das férias coletivas da indústria, não têm cabimento. Embora também tenha sido atípico, janeiro de 2011 apontou produção industrial física 2,3% maior do que a de janeiro deste ano.

O desempenho ruim deste início de ano vem quando o consumo avança perto dos 5% - mostraram as Contas Nacionais - e há pleno emprego. Ou seja, quando o mercado interno cresce vigorosamente, mas não consegue ser plenamente atendido pela indústria. Outro sinal de que o setor perde competitividade.

O governo ainda aposta em que o aumento dos investimentos na área, a partir deste ano, melhorarão seu desempenho. Mas os obstáculos de base continuam aí.

Como pode a indústria enfrentar o jogo duro da crise global se arca com carga tributária de 36% do PIB? Ainda nessa sexta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reconhecia que era preciso levar adiante a desoneração dos encargos sociais que incham as folhas de pagamentos. E, no entanto, já em fevereiro de 2011, a presidente Dilma prometia prioridade à tal desoneração, adiada indefinidamente e, ainda assim, quando sair, será por período relativamente curto.

Como a indústria do Brasil pode competir se, num país em que quase 80% da matriz energética é de fonte hídrica (ou seja, tem custo zero de matéria-prima), lhe é cobrada a quarta mais alta tarifa por quilowatt/hora do mundo?

Os dados do Banco Central mostram que as empresas pagaram, em fevereiro, custo (médio) de 40,9% ao ano nos juros para desconto de duplicatas; de 55,8% ao ano para desconto de notas promissórias; de 26,o% ao ano para financiamentos de capital de giro; e de 109,1% ao ano para financiamentos de conta garantida. Que empresa enfrenta impunemente essas despesas financeiras? Ou, perguntado de outra forma, de quanto precisa ser o lucro para enfrentar essas contas?

Há um mês, a consultoria MB Associados apontou que os custos de logística estão em 20% do PIB no Brasil. Enquanto isso, são de 10,5%, nos Estados Unidos; de 12,0%, no Canadá; de 13,0%, na Alemanha; e de 20,0%, no México.

Essa baixa competitividade não começou anteontem. Vem lá de trás, dos tempos de substituição de importações e das políticas industriais distorcidas. Mas vinha sendo compensada com generosas desvalorizações da moeda nacional, que barateavam em dólares o produto exportado e encareciam em moeda nacional o produto importado.

Não dá mais para prosseguir com esse arranjo. E, no entanto, o governo federal não tem nenhum plano firme e abrangente destinado a atacar com coragem as reformas que fortificarão a indústria.

 

Felizmente temos também, muitas vantagens comparativas:


A- O grande crescimento da produção de petróleo com mais de sessenta por cento de produtos nacionais ativará todos os ramos industriais.


B- Na medida que tiver-mos mais navios nacionais diinuiremos o fretamento de transportadoras e navios internacionais,isso pesa muito na balança de pagamentos atualmente.


C-Quaze todo o deficit de habitação , hospitais, estradas , ferrovias água e esgoto pode ser tocado quaze totalmente com produtos da indústria nacional , podemos dinamizar isso é só opção política.


D- Não iludamos , os bilhoes de seres humanos da China e da Índia pressionarão seus governos por mais alimento em suas mesas , a globalização também ativa a pressão governamental e na área de alimentos o Brasil nada de braçadas almentando a oferta de produtos por um preço sem concorrente internacional.pois. temos terra, água , sol (somos dos trópicos) e pesquisa de novas variedades e novos processos de produção, temos bons centros de pesquisa e o agronegócio ativa a indústria de máquinas e equipamentos e a renda do campo ativa o comercio das cidades , é um círculo virtuoso. 


     Parece que tem gente falando mal do SUS pensando que o SUSsó é acionado por "GENTE POBRE", quanta ignorância , o problema do SUS é o atendimento de emergência,mas, MAIS DE NOVENTA POR CENTO DOS TRANSPLANTS(O BRASIL É CAMPEAO MUNDIAL) É PAGO PELO SUS E USADO POR TODAS AS CLASSES SOCIAIS. A MAIOR PARTE DAS CIRURGIAS COMPLEXAS E COM ALTO USO DE UTI É REALIZADA NO SUS" PARA TODAS AS CLASSES SOCIAIS. OS PLANOS DE SAÚDE EMPURRAM PRO SUS OS DOENTES CUJA HOSPITALIZAÇÃO VAI FICANDO CARO PRA ELES, SE NÃO FOR ABRIGADO PELO SUS O "DOUTOR" MORRE.


OS REMÉDIOS DE USO CONTINUADO E CAROS SÃO FORNECIDOS PELO SUS , É UM DIREITO DE QUALQUER CIDADÃO) NAS FAMÁCIAS POPULARES PARAM CARRÔES PARA PEGAREM SEUS REMEDINHOS DE 100 , 500 OU MAIS DE MIL REAIS MENSAIS PAGAMOS IMPOSTOS E TEMOS DIREITOS.


VAMOS FAZER CAMPANHA PARA QUE VALORIZEMOS O SUS ,POIS, DEPENDER DOS PLANOS PRIVADOS EM DOENÇAS COMPLEXAS ´´E UMA TEMERIDADE PARA QUALQUER CIDADÃO CONSCIENTE E NINGUÉM SABE O QUE PODE ACONTECER.


 

 

Bom dia Luna, amigos,

não pude ler ainda a grande maioria dos comentários.

Assim, posso estar sendo redundante, mas a mim ficou evidente o alinhamento de posições da nossa Presidente com aquelas do velho mestre Delfim.

Parabéns, amigo!

Aguardo a entrevista integral.

Abraços.  

 

 Com todo respeito aos comentários postados, acho que uma observação bem simples se faz necessária: Os brasileiros que conseguem enxergar  ao menos um pouquinho alem da ponta do próprio nariz, deveriam lembrar do seguinte, até  a dez anos atrás este país estava estagnado e sem perspectiva nenhuma, a unica preocupação do  des-governante da época era pensar na melhor maneira de nos entregar  - o que restou- para os grupinhos internos e externos da melhor maneira possível. Aceitem ou não, o governo  do   metalúrgico nordestino começou a por ordem no galinheiro, começamos a caminhar para algum lugar, e agora  ficamos reclamando que falta isso e aquilo. Que muito precisa ser feito não temos dúvidas. A nossa situação atual  era completamente inimaginável a dez anos atras, ou não???

 

O capital está em uma crise estrutural profunda e permanente. A crise é sistêmica e eclode com mais força a cada período. Daqui para a frente é derrocada, por isso não adianta paliativo. Mas é claro que a cegueira dos economistas escolásticos não permitem ver isso, eles estão só na superfície do mundo, estão no início do século XIX até hoje. Hoje, mais do que no passado, é absolutamente primordial pensarmos em uma superação do capital, ou então só restará a barbárie total. Hoje, é totalmente válido o lema que trago no fim de meus comentários.

 

Exemplos de imprensa lulista: Conversa Afiada, Brasil de Fato, Carta Maior, Carta Capital, Luis Nassif Online. Mas, cuidado! Caso fale isso, seu IP pode ser banido. 

 

Ué,

Eu não entendo porque tanta babação de ovo, já que o que ela promete é o que se esperaria de um governante de qualquer país.

Ela vai defender..? Porque ainda não o fez..? Esqueceram de perguntar..?

Que não demore muito, se não não vai sobrar muita gente para contar a história.

 

Tanta babação de ovários (no caso de Dilma Vana Vanda Roussef Linhares, o opção mais correta)?

Sabe por que meu caro?

Até 2002 éramos uma nação subserviente, Luís Inácio (O Metalúrgico de Garanhuns-PE) nos inseriu na história do Século XXI como nação soberana e senhora de seu destino e depois iluminou , com seu feeling adquirido em décadas de lutas sindicais e políticas, seu "poste" para que ela continuasse seu legado para auto-afirmação de todos nós brasileiros, inclusive íncrédulos críticos a la mirian-leitão como você.

Abraços babentos.

 

 A PIG está preocupada em encontrar amigos petistas do Cachoeira, para que o Demóstenes Torres seja esquecido.

 

Luis, pelo visto, uma exclusiva é Diamante, você o é.  realmente, sobre economia, desde que fundara esse espaço, você sempre defendeu o que a Presidenta defendeu. Do ponto de vista econônico, você acertou. Continuo apostando no LUIS. Você fez um Gol de Placa. Parabéns! de Belo Horizonte

 

Depois de entregar o Brasil a pirataria,Dilma tem a cara de pau de dizer que vai defender a indústria nacional. Preparem-se,porque aí vem chumbo grosso contra os trabalhadores. 

 

A desindustrialização é fato que vem sendo denunciado pela FIESP e outros  foruns econômicos e acadêmicos  de discussão da performance da industria nacional. Mas,o assunto nunca foi levado a sério pelo governo. Nestes últimos anos de governos de FHC,Lula e Dilma  a industria nacional tem sido alvo de dumping,  alvo de concorrência desleal em razão do tsunami da pirataria e sofrendo prejuízos e falências pela queda do dólar. Mas, de repente a Dilma fala que pretende proteger a industria nacional. Só espero que este discurso de proteção da industria brasileira não seja pretexto para tirar as conquistas CONTIDAS na Consolidação da LEIS TRABALHISTAS, direitos inalienáveis dos trabalhadores brasileiros. Porque o que não falta nos discursos do atual governo são eufemismos e economês para justificarem medidas de arrocho dos trabalhadores,cortes de verba da educação e saúde, implantando paradigmas que alavancam o neoliberalismo contemporâneo.Neste pacote de "valorização da industria nacional", diga-se de passagem expressão que é puro eufemismo midiático,está embutida a desoneração da folha de pagamentos. A corda sempre arrebenta para o lado mais fraco. como foi feito nas várias Reformas da Previdências. Já vi este filmes n vezes. Quem vai carregar o peso destas medidas neoliberais é  o peão de chão de fábrica, que terá que se contentar em comparar seu salário com as colmeias e formigueiros industriais dos chineses e países asiáticos.

Dilma, exclusivo: vamos defender a indústria brasileira

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/dilma-exclusivo-vamos-defender-a-industria-brasileira   Veja estes comentários:
sab, 10/03/2012 - 18:48Juliano Santos

Proteger a indústria para proteger o país ou a Fiesp?

O Miguel do Rosário vem sendo uma das poucas vozes da blogosfera que contesta a tese da "desindustrialização" como algo que está jogando o Brasil de volta ao subdesenvolvimento.

Argumenta e oferece dados. Não é achismo.

http://www.ocafezinho.com/2012/03/09/o-brasil-nao-voltou-aos-anos-50/

Abaixo porcentagem da indústria no PIB em cada país.

 vamos defender a indústria brasileira

Juliano Santos

 

sab, 10/03/2012 - 12:31

João Aguiar

Pô Ivan, pode ser a retomada de investimentos na produção industrial e de investimentos em pesquisa pra não ficar preso no pagamento de royalties. Agora, se os caras vão baixar os preços aí já é outra conversa porque o "Mercado" aqui é puro "Oligopólio" na indústria automobilística, cimento e mais umas 38 que dá canseira de pesquisar. Até um desses jornalões da área econômica já citaram os nossos carrinhos de 50 mil dólares e as pizzas de 40 (dólares). Fora do setor industrial, os bancos, incluídos os estatais Banco do Brasil e Caixa Econômica, cobram juros de deixar russo envergonhado e isto vai repercutindo em cadeia na produção. Dá pra ser otimista?

água mole em pedra dura tanto bate que a água acaba

 

 

sab, 10/03/2012 - 22:11

Walber F. dos Santos

João Aguiar falou tudo. Aqui no Brasil tudo é caro. Acrescento para completar seu comentário os preços do cubículos do "Programa minha casa minha vida" são um absurdo. Os lucros que o empresários faturam com as vendas de moradias do "Programa Minha Casa Minha Vida" são estratosféricos.Só tem esperto no pedaço se enriquecendo com o discurso da  ideologia da  miseria  porque é um meio imediatista de ganhar voto e eleição. Funciona como massa de manobra pra ganhar voto e dar lucro para a corrupção de papeis  e exigencias que são escamoteadas com grana paga na hora de fechar o negocio.É o vale tudo do sistema habitacional brasileiro. Por outro lado, a classe média tem que comprometer mais da metade de sua renda gravada como capital de giro, para ter um cubliculo como moradia financiado por mais de 30 anos.

Sem hospitais públicos e sem escolas públicas o Brasileiro se orgulha ser classe média na estatistica do IBGE.

"O ECO DISTANTE DA TORMENTA  ( texto retirado do Correio da Cidadania)

SEXTA, 24 DE FEVEREIRO DE 2012

 O eco da grande tormenta que abala até o centro do mundo ainda não chegou ao Brasil. Ainda navegamos no mar calmo das economias prósperas. Até quando?

 Ninguém desconhece que a dinheirama depositada diariamente em nosso Banco Central evaporar-se-á em menos de 24 horas se as economias dos países ricos experimentarem um leve respiro.

A consciência dessa probabilidade deveria servir para aproveitar esse tempo emprestado a fim de preparar-se para a hora da inevitável explosão. Mas o que se vê não é isso, e sim o estímulo governamental a um consumismo irresponsável.

Estimulam-se pessoas de baixa renda a adquirir bens de consumo outrora acessíveis apenas a pessoas das classes médias e altas. O iludido membro da ‘classe C’ imagina, ao adquirir uma geladeira ou uma passagem aérea, que ascendeu à classe B.

 Pura ilusão, pois, no mesmo dia em que a geladeira entra na sua casa, seus filhos estão em escolas públicas que não ensinam, selando, desse modo, um futuro de maus empregos e baixos salários.

 

 Ao subir, faceiro, no avião, o deslumbrado passageiro de primeira viagem não se dá conta de que, sem um plano médico (que não tem condições de pagar) será obrigado a buscar tratamento na rede pública, levará meses para conseguir uma consulta e mais de ano para fazer uma operação.

 O pior é que, inconsciente dessa realidade, atribui a causa de seu presente bem-estar a quem não tem absolutamente nada a ver com ele. Com efeito, a atual bonança econômica é o efeito contraditório da própria crise, e não das políticas econômicas do governo. É que, sem oportunidade de investir em seus países devido à recessão que sobre eles se abateu, esses capitais buscam desesperadamente valorização financeira nos países subdesenvolvidos. Como o Brasil pratica a maior taxa de juros do mundo, eles correm para cá.

 Mas a massa despolitizada é incapaz de compreender as sutilezas da economia; toma a nuvem por Juno. E, desse modo, Lula torna-se uma liderança política imbatível, capaz de eleger quem lhe der na telha. Não há democracia possível nessas condições."

Por outro lado, não temos oposição forte para combater e denunciar a ideologia da miséria,utilizados tanto pelos Governos de direita quanto de esquerda. Veja como atua a oposição http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6872:submanchete030312&catid=22:waldemar-rossi&Itemid=90

 Este  cenário estrutural de miséria gigantesca nacional possibilita a  qualquer Governo fazer a maioria votante do povo brasileiro de massa de manobra. A ARTE DA MANIPULAÇÃO DA MISÉRIA, via programas sociais paliativos de cunho meramente eleitorais e imediatistas,constitui a plataforma de construção do neoliberalismo brasileiro. A inserção do Brasil no mundo globalização tem um preço alto pago para maquiar os dados estatísticos e econômicos com o fim de não mostar as consequências da desindustrialização brasileira,cuja força motriz  tem sua engrenagem principal no lucro produzido pelo capital financeiro, sem lastro de produção industrial real, que esmaga e exclui a industria nacional do capitalismo globalizado

 

A eterna crítica do Pres. da Fiesp à política industrial brasileira, feita diuturnamente pelo Paulo Skaff, não convence a mais ninguem.

Se ele foi incompetente o suficiente, para "falir" enquanto era proprietário de um cotonifício, devo lembrar a todos, que enquanto 1/2 dúzia de maus empresários deste setor, "quebravam" o ex-vice-Presidente José de Alencar, alavancava seu cotonifício, e transformava-o, num dos maiores do mundo, e sem os incentivos fiscais, que os seus pares, tanto pediam, ao governo, e mesmo enfrentando os chineses, jamais perdeu qualquer "partida" contra estes "gigantes".

O Paulo Skaff, deveria presidir a entidade que representa, não inventando "impostômetros" e sim trabalhando.    

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

Ter dinheiro é bom, o ruim é o que se faz com ele. Seria bom pensar, "aqui e agora",  como irão pagar a conta lá na frente!

 

Gostei muito da entrevista e do modo como foi transcrita para o Blog.

 

Nassif,

Parabéns, isso é o fruto da seriedade com você dirige este blog.

Tem uma cambada que está se corroendo. Eles podem até ter grana, mas não tem o que temos aqui.

A Dilma deu exclusividade a você Nassif e com certeza ela vai acompanhar os comentários postados aqui.

Ela é uma estadista, democrática e não vai fazer nada alguns frequentadores piguentos, xexelentos, pois aqui é um espaço democráticos. Podem ficar traquilos viu: Rebolla, AA, Leonidas, Weber e tantos outros babacas que fazem de tudo para nos contrariar.

 

João Aguiar falou tudo. Aqui no Brasil tudo é caro. Acrescento para completar seu comentário os preços do cubiculos de inha casa monha vida são um absurdo. Só tem esperto no pedaço se enriquecendo com o discurso da  ideologia da  miseria  porque é um meio imediatista de ganhar voto e eleição.

Sem hospitais públicos e sem escolas públicas o Brasileiro se orgulha ser classe média na estatistica do IBGE   O ECO DISTANTE DA TORMENTASEXTA, 24 DE FEVEREIRO DE 2012

 

O eco da grande tormenta que abala até o centro do mundo ainda não chegou ao Brasil. Ainda navegamos no mar calmo das economias prósperas. Até quando?

 

Ninguém desconhece que a dinheirama depositada diariamente em nosso Banco Central evaporar-se-á em menos de 24 horas se as economias dos países ricos experimentarem um leve respiro.

 

A consciência dessa probabilidade deveria servir para aproveitar esse tempo emprestado a fim de preparar-se para a hora da inevitável explosão. Mas o que se vê não é isso, e sim o estímulo governamental a um consumismo irresponsável.

http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6872:submanchete030312&catid=22:waldemar-rossi&Itemid=90

 

Estimulam-se pessoas de baixa renda a adquirir bens de consumo outrora acessíveis apenas a pessoas das classes médias e altas. O iludido membro da ‘classe C’ imagina, ao adquirir uma geladeira ou uma passagem aérea, que ascendeu à classe B.

 

Pura ilusão, pois, no mesmo dia em que a geladeira entra na sua casa, seus filhos estão em escolas públicas que não ensinam, selando, desse modo, um futuro de maus empregos e baixos salários.

 

Ao subir, faceiro, no avião, o deslumbrado passageiro de primeira viagem não se dá conta de que, sem um plano médico (que não tem condições de pagar) será obrigado a buscar tratamento na rede pública, levará meses para conseguir uma consulta e mais de ano para fazer uma operação.

 

O pior é que, inconsciente dessa realidade, atribui a causa de seu presente bem-estar a quem não tem absolutamente nada a ver com ele. Com efeito, a atual bonança econômica é o efeito contraditório da própria crise, e não das políticas econômicas do governo. É que, sem oportunidade de investir em seus países devido à recessão que sobre eles se abateu, esses capitais buscam desesperadamente valorização financeira nos países subdesenvolvidos. Como o Brasil pratica a maior taxa de juros do mundo, eles correm para cá.

 

Mas a massa despolitizada é incapaz de compreender as sutilezas da economia; toma a nuvem por Juno. E, desse modo, Lula torna-se uma liderança política imbatível, capaz de eleger quem lhe der na telha. Não há democracia possível nessas condições.

 

ONTEM DEU NA TV GLOBAL CENTENA DE MILHARES DE EMPREGOS NOS EUA ANIMRAM OBAMA!!


DA BOCA DESSE MPESSOAL QUANDO OA TAX A DE EMPREGO MENSAL NO BRASIL SAIU DE DUZENTOS MIL PARA CENTO E POUCOS MIL ELES DISSERAM QUE O EMPREGO DIMINUIU ,NA VERDADE O AUMENTO FOI DE CENTENA DE MILHARES(LOUVADO QDO NOS EUA) E NÃO DUZENTOS MIL.


A MANEIRA COMO ALGUMAS MÍDIAS ACOMPANHA A ECONOMIA BRASILEIRA E REPRODUZIDA COM COMENTARISTAS  É DE DESAFIAR A NOSSA CONSCIENCIA.


TEMOS QUE REALMENTE ACELERAR AS OBRAS DO PAC.


TEMOS QUE MELHORAR AS LEIS E A GESTÃO PÚBLICA(MUITO TRAVADA AINDA) QUALUER PROCURADOR ,AUDITOR OU BIÓLOGO PODE FAZER UM RELATÓRIO E PARAR UMA OBRA ,MAS, PARA FAZER BONS PROJETOS  E TOCAR BEM AS OBRAS AÍ É UM PARTO!


DESONERAÇÃO DA INDÚSTRIA DE MANEIRA MAIS GENERALISTA E NÃO PONTUAL!


PARAR COM A TOLICE DE RECLAMAR EXPORTAÇÃO DE COMODITIES(SE TRIPLICAR-MOS SERIA UMA MARAVILHA),POIS, A SOJA , O MILHO , A CARNE TEM TECONOLOGIA EMBARCADA TEM GENÉTICA DE PROCESSOS DE PRODUÇÃO DE ÚLTIMA GERAÇÃO , TEM BIOTECNOLOGIA DA EMBRAPA E ÓRGÃOS DE PESQUISA ESTADUAIS, TEM MAQUINÁRIO INOVADO E PRODUZIDO NO BRASIL(O PROGRAMA MAIS ALIMENTO VENDEU MUITO TRATOR PARA O PEQUENO AGRICULTOR).


AGRICULTOR TAMBÉM USA GELADEIRA, ROUPAS , CARRO, VIAJA ,ETC


VAMOS INCENTIVAR  O QUE TÁ BOM(COMODITIES) E RENOVAR OS PROCESSOS INDUSTRIAIS COM INOVAÇÃO E PESQUISA TECNOLÓGICA,DEIXEM DE FALAR E IMPLANTEM LOGO A EMBRAPI(EMPRESA DE PESQUISA INDUSTRIAL).


A LOGÍSTICA PARA A AGRICULTURA E A INDÚSTRIA ESTÁ SOFRÍVEL ( É UM CUSTO BRASIL QUE O PRÓPRIO NOME DIZ TUDO, SÓ DEPENDE DE NÓS E NÃO DOS CONCORRENTES INTERNACIONAIS E NEM DO CÂMBIO)