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Dilma muda o presidencialismo de coalizão, diz Vianna

Do Valor Econômico

"Dilma será constrangida à infidelidade"

Por Cristian Klein | Do Rio

Raros analistas, transcorrido apenas um ano de observação, afirmam de modo tão categórico que a presidente Dilma Rousseff conduz um governo essencialmente diferente ao de seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva. Para o sociólogo Luiz Werneck Vianna, de 73 anos, professor da PUC-Rio, Dilma realiza mudanças profundas que abrem novos caminhos na prometida marcha de continuidade à era Lula. Dilma separa-se do padrinho nos direitos humanos, na relação com os sindicatos - "a armação que Lula concebeu e fez funcionar está destruída" - e será cada vez mais impelida à infidelidade. Montará um governo com cara própria e o tocará sob a égide da racionalidade; e não para atender aos caprichos dos amigos e aliados. Dilma, afirma o pesquisador, já está introduzindo uma guinada no presidencialismo de coalizão brasileiro, com ministérios sem "porteira fechada". A tendência, prevê, é de uma coalizão mais programática.

A "estatolatria" de Lula, que significou uma volta ao varguismo e ao regime militar, dá espaço a uma presidente sintonizada com a agenda internacional de uma nova época em emergência, onde o Estado-nação perde força. Dilma é, e será, diferente de Lula, em primeiro lugar, por chegar ao poder em circunstâncias distintas - num mundo em mutação e em crise financeira - e, em segundo lugar, por estar dotada, com sua formação universitária em economia, da capacidade de calcular os riscos por ela mesma.

"É uma inflexão importante. Dilma está introduzindo uma mudança de fundo no presidencialismo de coalizão"

Ex-militante do Partidão, o PCB, quando foi aluno de curso de formação de quadros comunistas internacionais na então União Soviética, em 1974, Luiz Werneck Vianna mantém a posição em causas consideradas polêmicas. Defende as férias de 60 dias dos magistrados e critica o acerto de contas com o regime autoritário, nos moldes realizados pelos vizinhos sul-americanos: "Os direitos humanos dizem respeito aos vivos", afirma o sociólogo, que considera o empresário Eike Batista e a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) símbolos do capitalismo brasileiro em expansão. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida por Werneck Vianna ao Valor:

Valor: Qual é a sua avaliação do primeiro ano de Dilma Rousseff?

Luiz Werneck Vianna: Mudou em relação ao governo anterior, em que pese a própria Dilma.

Valor: Como assim?

Werneck Vianna: Independentemente de querer ser fiel ao patrono, ela vai ser constrangida à infidelidade. Já está montando um governo com cara própria. Caíram seis ministros, por denúncias de corrupção, sendo que o sétimo, o Nelson Jobim [ex-ministro da Defesa], era absolutamente chave. Foi uma perda imensa. Os outros significavam bem essa política do presidencialismo de coalizão do Lula. E essa é uma inflexão importante. A Dilma está introduzindo uma mudança de fundo na arquitetura do presidencialismo de coalizão no Brasil: [o ministério] não vai ser de porteira fechada. Tende a ser uma coalizão programática, o que nunca ocorreu no Lula. Era "Vem cá meu bem, que para você tem" e com isso você pode atender seu partido, seus amigos. A primeira implicação é uma mudança no sentido de partidos que parecem mais estruturados do que nossa filosofia admite. Para que o presidencialismo de coalizão programático funcione é preciso que os partidos estejam mais estruturados do que estão.

Valor: Quais são as evidências?

Werneck Vianna: Ela está conversando mais com os secretários-executivos sobre a realização de programas de governo. Na reforma ministerial, isso vai aparecer de forma mais definida.

Valor: A reforma vai ser importante para dar a cara dela.

Werneck Vianna: Vai definir qual será a natureza do presidencialismo de coalizão. Porque não há sociedade que tolere, com esse sistema de freios e contrapesos, e porque não há recursos para esses gastos perdulários. Tende a enxugar, tende a racionalizar. Essa é uma tendência do governo Dilma: racionalização.

Valor: O desafio é encontrar uma fórmula que não desagrade tanto a classe política, como a contenção de emendas parlamentares.

Werneck Vianna: E nem [desagrade] embaixo. Dependendo de como ela manobre, podemos ter turbulências. Politicamente, ela não tem ninguém relevante do lado dela. Perdeu o [Antonio] Palocci [ex-ministro da Casa Civil] e o Nelson Jobim. São quadros que ela não tem como recuperar.

Valor: O senhor critica uma certa "estatolatria" que haveria no Brasil. Dilma mudou em relação a Lula?

Werneck Vianna: Com ela, tende a diminuir. Se eu estiver certo, nós vamos ver nos próximos meses um progressivo distanciamento dos sindicatos e dos movimentos sociais em relação ao governo. O MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra] já começou.

Valor: Isso é bom?

Werneck Vianna: Dá mais autonomia para a sociedade.

"Eike Batista e Kátia Abreu são os novos personagens do capitalismo brasileiro. Vigorosos, sem ostentação"

Valor: Por que Dilma abriria mão do arranjo político que foi tão bem sucedido com Lula?

Werneck Vianna: Porque ela está vivendo um outro mundo, onde terá que fechar o cofre. E porque nós estamos vivendo uma mudança de época. O mundo mudou. Sabemos do que estamos nos afastando, mas ainda não pressentimos para onde vamos.

Valor: De que nos afastamos?

Werneck Vianna: Do que se poderia caracterizar, como no diagnóstico da [filósofa] Nancy Fraser, de um paradigma keynesiano-westfaliano. Estamos indo para um mundo onde temas centrais da vida moderna são tratados por organismos que exercem jurisdição internacional, por exemplo os que mexem com economia, meio ambiente e terrorismo. Exemplo forte é o da Justiça internacional, com o Tribunal Penal, acima dos Estados nacionais. É uma época de inovação, de criação.

Valor: O Brasil, com o recente fortalecimento do peso do Estado, não seria um contraponto à tendência?

Werneck Vianna: Esse deslizamento está acontecendo numa escala mundial. O Estado-nação perde força. E as ideologias, comportamentos e atitudes que vieram com ele vêm se esmaecendo. Mas no segundo mandato de Lula, houve uma mirada no retrovisor. Foi um momento de forte adesão ao paradigma keynesiano-westfaliano, no momento em que esse paradigma no mundo perde força.

Valor: Como isso se deu?

Werneck Vianna: Houve um retorno a um repertório dos anos 30, do Estado Novo, do regime militar, do "Brasil país grande potência". O tema [westfaliano] da grandeza nacional foi um retorno quanto à política do regime militar, especialmente a do governo Geisel. Esse eixo Getulio-JK-regime militar se projetou inteiro no segundo mandato de Lula. Isso envolvendo políticas e valores do nacional-desenvolvimentismo. [O economista] Celso Furtado [1920-2004] foi guindado a uma figura ícone do governo. Agora mesmo, um navio importante recebeu o nome dele. Na política externa, teve acompanhamento, especialmente, nas relações com o mundo árabe, América Latina... Para não falar da forte "estatalização" do movimento sindical.

Valor: A relação com os sindicatos mudou muito?

Werneck Vianna: A Dilma herda esse eixo, mas só que o mundo deslizou, vem deslizando. A armação que Lula concebeu e fez funcionar está destruída. Este sindicalismo não tem mais o velho lugar, quando sentava com o presidente da República e deliberava como ia ser o salário mínimo futuro - tanto de produtividade, tanto de inflação - e que virou lei agora. Isso foi feito com Lula e eles. Não tem mais Dilma e eles.

Valor: Ter os sindicatos por perto não seria uma medida mais racional para Dilma?

Werneck Vianna: Mas a conta também é alta. Passa pela Previdência, pelo salário mínimo, ajuste fiscal, custo Brasil, não dá mais. Essa crise está limpando a névoa, está obrigando a que o argumento econômico seja mais respeitado. Há exemplos de fora: Itália, Espanha. As medidas dela não terão como objeto os que estão em cima, as elites econômicas, mas quem está embaixo. Você continua a viver num condomínio entre governo e elites econômicas do país. Sempre disse isso.

Valor: O combate à pobreza e a ascensão de uma nova classe média não contradizem essa ideia?

Werneck Vianna: Está sendo importante. Mas são processos que requerem muita maturação.

Valor: Que outras diferenças marcam o estilo Dilma?

Werneck Vianna: Há uma diferença irremovível: ela tem formação universitária e numa área determinada, em economia. Alguma coisa de economia ela entende. O Lula, não. Delegava. A crise chega com a presidente no olho do furacão, sabendo ler, interpretar e calcular os riscos por ela mesma.

Valor: O país está em boas mãos?

Werneck Vianna: Não estou avaliando se é melhor ou pior. Só sei que quando os sindicatos chegam, com as suas pretensões, ela tem objeções a fazer, como fez na época da votação do salário mínimo. "Isso eu não posso dar". Ela sabe que não pode dar. E em outras coisas, como Previdência, saúde, ela é obrigada a se adaptar a uma agenda mais racional-legal do que Lula, por razões econômicas e por razões de fortalecimento de um sistema de freios e contrapesos que foi se tornando cada vez mais importante, além da mídia.

Valor: Nestes termos weberianos, Dilma busca legitimar seu poder no mundo da técnica enquanto a fonte de Lula era o carisma?

Werneck Vianna: Pode-se dizer. Mas, independentemente desse cálculo, há constrangimentos que fazem com que ela seja orientada para esta direção, e não outra. Não tem como não aderir a este movimento. A cognição política pode ser a mesma, o que muda é a circunstância, é a "fortuna", para ficar na imagem cediça do Maquiavel. E, aí, a "virtù" tem que mudar também. O tema dos direitos humanos ganhou uma projeção no governo Dilma, que não teve no governo Lula. O movimento sindical sofreu - a meu ver foi uma ferida funda - um abalo, com a saída desse ministro [Carlos Lupi, do PDT], que vinha do atraso sindical.

Valor: Qual é a consequência?

Werneck Vianna: O movimento sindical vai conhecer a divisão real entre as centrais, por exemplo, entre CUT, Força...

Valor: Mais competitividade?

Werneck Vianna: Sim, e também mais independência em relação ao governo. Com o Lupi, houve a ampliação da vida sindical em torno dos projetos governamentais. O sindicalismo foi se expandindo, com todos os sindicatos se arregimentando ao governo.

Valor: Fora o acesso aos recursos do imposto sindical.

Werneck Vianna: E Lupi dando carta sindical para todo mundo e tudo isso aparelhado com ONGs. Mas, independentemente disso, o Lupi não caiu por causa da Dilma.

Valor: Por que ele caiu?

Werneck Vianna: Porque as instituições democráticas se reforçaram no país.

Valor: A Comissão de Ética da Presidência da República ganhou um peso que não tinha.

Werneck Vianna: A Comissão de Ética era para ter um outro papel, mais dócil. E não teve.

Valor: A recomendação de saída do ministro deixou a presidente numa saia-justa.

Werneck Vianna: Para ela, destituir a Comissão seria um desastre, nem poderia fazer. A Comissão teve uma importância inesperada. E mais: deixou uma raiz, um sedimento, deixou, digamos, uma jurisprudência.

Valor: Foi o nascimento de uma nova instituição de controle?

Werneck Vianna: Isso ao lado da Controladoria Geral da União e desses mecanismos todos que foram criados pela Constituinte ou depois dela, para que a sociedade pudesse fiscalizar o Executivo. Era tudo nominal, no papel. A esquerda em 1988 - consideradas as forças que mais tarde fundaram o PSDB e o PT, que já existia - não tinha a menor ideia do papel que essa institucionalidade iria ter. A presença dessas instituições e do Judiciário na vida política brasileira não foi algo que surgisse daquela intelligentsia e daquela esquerda. Isso não estava na cabeça do Fernando Henrique [Cardoso, ex-presidente], não estava na do Lula, do Ulysses [Guimarães, ex-presidente da Câmara dos Deputados e da Assembleia Nacional Constituinte].

Valor: Estava em quem?

Werneck Vianna: Parece que foi uma associação entre juristas e [o ex-governador de São Paulo] Mário Covas, especialmente o José Afonso da Silva [constitucionalista, ex-secretário de Segurança Pública de 1995 a 1999 e principal assessor jurídico de Covas quando ele era senador, na Constituinte].

Valor: Como deve ser a sucessão no Ministério do Trabalho?

Werneck Vianna: É difícil. Porque também não dá para entregar para um petista, que vem com a agenda prontinha lá daquele fórum de 2004 [o Fórum Nacional do Trabalho], com uma carga doutrinária sobre o assunto e a defesa da pluralidade sindical. Não pode entregar a um [Ricardo] Berzoini [ex-ministro do Trabalho, do PT, entre 2004 e 2005].

Valor: O PT no Ministério do Trabalho é um complicador?

Werneck Vianna: Acho impossível [a nomeação de um petista]. Ele é obrigado a fazer reforma. O Berzoini tentou. Fez uma emenda constitucional.

Valor: O senhor costuma mencionar em suas análises o processo de expansão do capitalismo no país. Quem o lidera e para onde ele vai?

Werneck Vianna: Vai sem projeto, politicamente desarmado. Mas tem sua energia, é voraz. Esse Eike Batista [presidente do grupo EBX e oitavo homem mais rico do mundo] pode ser considerado uma figura emblemática. Tem essa ética, com uma vida de monge, não é um homem de consumo conspícuo. Vive para servir à riqueza, à acumulação, como se fosse um herói calvinista. Ele é bem representativo. E os homens do agronegócio também. A [senadora] Kátia Abreu [do PSD de Tocantins e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)] é outra. São os novos personagens do capitalismo brasileiro. Vigorosos, sem fraquezas, sem ostentação. Os Matarazzo [de São Paulo] tinham uma vida mais aristocrática.

Valor: Seu trabalhos sobre judicialização da política são referência. Como o senhor avalia as críticas às tentativas de se podar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ)?

Werneck Vianna: Isso vai na esteira do mesmo processo de intensificação do mecanismo de controle [das instituições brasileiras].

Valor: O CNJ é importante?

Werneck Vianna: Freios e contrapesos fazem parte de uma dinâmica que tem funcionado cada vez mais.

Valor: Prerrogativas dos magistrados, como férias de 60 dias, são justificáveis?

Werneck Vianna: É uma atividade terrível. Há determinadas profissões que também têm férias mais extensas, escafandristas, esse tipo de coisa. A sociedade é que tem que estabelecer isso.

Valor: A Comissão da Verdade não chega tardiamente?

Werneck Vianna: A minha posição não acompanha as posições majoritárias aí na intelligentsia. Acho que a gente deve recuperar a história, mas o passado passou. Página virada. Cada país fez, em circunstâncias diferentes. Você, à esta altura, rasgar a Lei da Anistia, seria jogar o país numa crise, não sei para quê.

Valor: E para conhecer as circunstâncias das mortes, sem punição, como aprovado?

Werneck Vianna: Isso deve existir, com estes limites.

Valor: Os militares recorrem sempre à acusação de revanchismo.

Werneck Vianna: Mas, vem cá, as grandes lideranças que nos trouxeram à democracia tiveram muito clara essa questão: anistia real, geral e irrestrita. As forças derrotadas, ou seja, a luta armada, querem reabrir esta questão? Não foram elas que nos trouxeram à democracia. Nos momentos capitais, ela não estava à frente, na luta eleitoral, na luta política, na Constituinte. Era um outro projeto.

Valor: Por isso ela é menos legítima para reivindicar investigações sobre o período?

Werneck Vianna: É politicamente anacrônica. O país foi para frente. Tem uma ex-prisioneira política na Presidência da República. Altos dignitários da administração têm a mesma origem que ela.

Valor: Os direitos humanos não deveriam estar além do conflito entre projetos à esquerda ou à direita?

Werneck Vianna: Os direitos humanos dizem respeito aos vivos. Aos mortos, o velho direito de serem enterrados como Antígona [protagonista da tragédia grega de Sófocles] quis enterrar o irmão em solo pátrio. É o que esta Comissão da Verdade está fazendo.

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os comentaristas acima já disseram tudo, é uma tristeza ver o werneck falando esse tipo de coisa, perdido, perdido... não adianta ser professor, tem que militar também, esse aí já esqueceu há muito tempo isso...

 

Kátia Abreu símbolo do capitalismo brasileiro? Não seria símbolo das degradação do solo brasileiro?

É claro que as pessoas que participaram da guerrilhas contra a ditadura civil-militar não poderiam trazer democracia a esse país, estavam mortas ou exiladas seu estúpido!

 

Eu, da mesma forma quer vários outros comentaristas aqui, parei de ler depois do elogio do sujeito ao Jobin.

 

Como assim Eike sem ostentação? E a coleira com o nome dele na Luma? É como disse o outro: dá uma preguiça de ler. Infelizmente fui longe.

 

Tem gente entusiasmada demais com o lulismo militante, e conhecedora de menos do debate da teoria social brasileira. A defesa de Lula ao estilo torcidsa organizada embota o pensamento, e qualquer critica e' rasteiramente desqualificada  como se fosse ignorancia, direitismo ou oportunismo. Werneck Vianna nao e' nenhuma dessas coisas.

 

Heroi calvinista....o playboy que casou com a Luma e gostava de competir com lanchas offshore...o professor Werneck Vianna parece que tá ficando gagá

 

Ah, os militantesd do pecebão! Sempre perdendo o bonde da história! rsrsrs

 

 


Não sei por que, mas todas as vezes em que deparo com textos de Ferreira Gullar, Bob Freire, Werneck Vianna e companhia bela, vem invariávelmente à mente a figura da araponga, martelo sem foice, mas com bigorna.   

 

Não é por nada que essas figuras sobreviveram incólumes à ditadura. A pulga atrás da orelha me diz que algo há que diferencia esses "sobreviventes" dos herois que morreram ou foram torturados. De Judas, Silvérios dos Reis e Calabares a história está cheia.

 

"estatolatria" do governo Lula é o máximo.

Me lembra o Boris Casoy, na transmissão da posse da Dilma, vociferando a cada 60 segundos a boquirrotice do Lula, que teria agido como um palhaço de circo durante todo  oseu governo.

Mas devemos nos congratular com estimado cientista, por seu esforço hercúleo de tentar enxergar algo diferente através da bruma ideológica em que está imerso.

 

Para apontar todas as besteiras e platitudes exaradas nessa entrevista teríamos que fazer um comentário que tranquilamente estouraria o servidor do blog. Quanta arrogância intelectual! 

Ao lê-lo tem-se a impressão que a história do mundo ocidental não divide-se mais em AC/DC  e, sim, antes do LWV e depois do LWV. A maturidade subiu-lhe à cabeça.

Isto posto, replico o último período que bem representa o quão esse senhor procura amoldar a realidade as suas "novas" visões pós conversão ao maravilhoso mundo do racionalismo:

Valor: Os direitos humanos não deveriam estar além do conflito entre projetos à esquerda ou à direita?

Werneck Vianna: Os direitos humanos dizem respeito aos vivos. Aos mortos, o velho direito de serem enterrados como Antígona [protagonista da tragédia grega de Sófocles] quis enterrar o irmão em solo pátrio. É o que esta Comissão da Verdade está fazendo.

Direitos não se esgotam, findam, com a extinção do sujeito, maxime quando está em jogo crimes contra a humanidade, como é o caso da tortura ou o assassinato político. A humanidade é o todo humano, o conjunto de todos os Homens, perene e eterno. O próprio direito positivo tornou imprescritíveis cometidos contra ela. Nesse sentido, não só o Tribunal da História, de resto mais simbólico, se encarrega de julgar e punir aqueles que cometem os crimes lesa-humanidade. A jurisprudência de Nuremberg nos legou isso.

Punir crimes contra a humanidade, portanto, é menos resgatar injustiças passadas e mais lembrar aos vivos infratores  que não importa quando nem como, mas um dia eles pagarão pelas suas infâmias.  

 

 

Foi uma entrevista muito infeliz.

Acabou entrando num assunto e não conseguiu sair dele de forma honrosa.

 

A unica novidade é a direita " costeando o alambrado", tão louco pra pular no colo da Dilma, mas pra salvar as aparencias devem destacar que Dilma "traiu" Lula.

Quem acredita nisso acredita em tudo.

Em tempo: 

o Nelson Jobim [ex-ministro da Defesa], era absolutamente chave. Foi uma perda imensa.

Qua, qua, qua qua

 

Gostei muito. Especialmente quando a sumidade do antigo partidão diz:  "Há uma diferença irremovível ela tem formação universitária e numa área determinada, em economia. Alguma coisa de economia ela entende. O Lula, não."

 

Ainda bem que o Lula nada entendia de economia. Do contrário, estariamos lascados, inclusive, a própria Dilma. Hoje, no máximo, a candidata derrotada pelo Serra estaria ocupando uma secretaria do governo do RGS.

Orlando

PS:  Até aqui, deu. Mas, depois de ler o resto da derradeira pergunta, tive que sair pra vomitar...


Valor: Os direitos humanos não deveriam estar além do conflito entre projetos à esquerda ou à direita?

Werneck Vianna: Os direitos humanos dizem respeito aos vivos. Aos mortos, o velho direito de serem enterrados como Antígona [protagonista da tragédia grega de Sófocles] quis enterrar o irmão em solo pátrio. É o que esta Comissão da Verdade está fazendo.

 

Faltou falar que ela está regredindo nos direitos humanos, especiamente o das mulheres. Enquanto países da América Latina avançam nos direitos das mulheres, a Dilma envia um MP 557, onde desqualifica a mulher, retira direitos, segue na contramão, com texto inclusive inconstitucional. E contrariando acordos internacionais assinados pelo Brasil.

 

    Quando leio um texto igual a este, fico eu com meus zípers, calça jeans, a pensar o que faço em sala de aula quando tento orientar meus alunos a pensar, falar, discutir, argumentar sobre o que era o Brasil ditadura e o Brasil atual ( bebê na democracia). O nosso querido país é um fraldinha, acabou de sair das fraldas, por favor vamos dar oportunidade as novas gerações a escolher os novos representantes políticos, é claro que nós devemos mostrar os dois caminhos, mas acredito que a maioria da população jovem e adulta deste meu país já provou o que deseja.

 

  A quantidade de ex-comunistas pregando absurdos que fazem inveja aos lunáticos da Praça da Sé me dá uma impressão cada vez mais forte: quando caiu o Muro de Berlim muitos deles estavam logo abaixo, e vários tijolos acertaram suas cabeças. Infelizmente o estrago foi permanente. Lamento é pela família de um Werneck Vianna, condenada a abrigar uma pessoa evidentemente desequilibrada e ainda em idade produtiva. 

 

Êita cara sabonete!...

A resposta à "O país está em boas mãos?" é um primor de escorregadismo sabonetoso graxento...

 

Tem analistas que jogam no ar seus verdadeiros interesses e de uma parcela da sociedade para ver se cola. Não seria o caso do sociólogo da PUC Luiz Werneck Vianna? Tomara que a Presidenta Dilma não dê ouvidos a esses analistas movidos pelo próprio interesse. Dizer que o governo perdeu o "falastrão" Nelson Jobim, é demais! Me deu enjôo.

 

O homem é um alienado. O Lula e a Dilma se complementam, afinal o ex-presidente a escolheu por conhecê-la, sabia o seu potencial. Todas essas análises atravessadas e ressentidas no fundo ajudam o PT, fica mais fácil continuar no poder com gente que não consegue ver um palmo à frente do nariz.

 

Franklin.

Esta publicação acrescenta alguma coisa à nossa compreensão de mundo??? Senhores editores do blog, vamos ter mais critérios...

 

O alarme disparou quando li que o sociólogo "considera o empresário Eike Batista e a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) símbolos do capitalismo brasileiro em expansão...".


Ignorei o mau pressentimento, mas não consegui continuar depois de : "Caíram seis ministros, por denúncias de corrupção, sendo que o sétimo, o Nelson Jobim [ex-ministro da Defesa], era absolutamente chave. Foi uma perda imensa". Isso, segundo a matéria, saiu da própria boca do sujeito.


Perda imensa?! Perda imensa foram os preciosos segundos da minha vida que eu gastei lendo isso e que não voltam mais! Nem me interessa o que ele falou depois.

 

Bom dia Nassif e todos que fizeram suas considerações, que foram muito boas. O nosso privilégio como povo é termos, intelectuais na grande maturidade que nunca abandonaram suas idéias e continuam a  nos presentear com maravilhosas análises, como a professora Maria da Conceição Tavares, o professor Carlos Lessa e tantos que contribuem para o avanço políco,social e econômico do nosso grande Brasil.

 

Lindo texto, mas alguem acredita que o congresso ira deixar a Presidenta trabalhar? Como ficou evidente nestes quase 20 anos de democracia (rssrsrsrsrsrsr) o congresso é o entrave ao progresso do Brasil como nação soberana, onde pressupõem-se a independencia dos 3 poderes.... tudo esta camihando do jeito que sempre foi... grupos, clãs, ouso taxa-los de "bando" cuidando de seus proprios narizes.... o pouco que a sociedade recebe é mero teatrinho para ingles ver...

 

De quem é esse jegue...

 

PUC do Rio  é um repósitório de intelectuais de fazer inveja ao Instituto Pestalozzi.

 

EU NÃO ESTAVA ERRADO: em 02/01/2011 às 00:10 hs. comentei em Forta de Pauta:

Comentário I

“AVE DILMA”;  FELIZ ANO NOVO, BRASIL !!!

Embora a avaliação dos petistas radicais, sobre o primeiro ano de governo da Presidente Dilma Rousseff, não tenha sido muito boa, em termos políticos,  penso que ela agiu com a prudência e a sabedoria de quem sabe que, “onde há fumaça, muito difícil não haver fogo”. E, as estatísticas estão aí: os números não falham. Então, não arriscou, jogou água em cima da fumaça. E, parece, sua intuição não a enganou. Assim, desnecessário o desgaste dos militantes, expressado pelo patrulhamento errático, sobre a sua atuação nos episódios dos Ministros afastados. Para esses, uma vitória da “grande mídia/PIG”; a mesmice.

Mas, Dilma olhava lá na frente, e não queria obstáculos no caminho; agiu “sem medo de ser feliz”, pensando grande e em um Brasil maior. O Mundo em crise e, sob sua responsabilidade, o país mais rico do mundo, em reservas naturais, e com um povo forte, ávido por produzir, crescer e desenvolver-se.

E, mesmo diante de tudo o que, até então, ouvimos sobre as “imprevisíveis consequências inflacionárias” de um aumento real do Salário Mínimo, não teve dúvidas: sacramentou corajosos 14%. Ela é sábia e sabe que o mercado interno precisa crescer para o Brasil enfrentar a crise que afeta os países europeus e os EUA que, com certeza, terá reflexos negativos importantes em nossas exportações, em especial de manufaturados e semimanufaturados. E, não podemos culpá-la pelos “insossos”  6,6% em 2011, eis que, já “costurado” e programado pelo seu antecessor. O exemplo do “Bolsa Família”, mesmo que incorreto, diante das “rigorosas e inflexíveis teorias econômicas”, revelou-se poderoso no contexto de um país com extensão continental. Antes, com dezenas de milhões na pobreza absoluta, contrastando com a não exploração de imensas terras produtivas, parque industrial subutilizado, comércio em declínio e mão de obra ociosa, pronta e rogando para produzir e gerar um subproduto óbvio e natural,  que já se fgez presente: um comércio vigoroso e prestadores de serviços se multiplicando às dezenas de milhares (típico de economias em pleno crescimento sustentável), criando milhões e  milhões de novos empregos, que, com o tempo, se ajustará e permitirá que, não só os jovens, mas, toda a população adulta e de cabelos barncos, se beneficie da sua exuberância.

Inútil, os mais extremados da esquerda, querer rotular DILMA ROUSSEFF de fraca, por “não ter enfrentado a grande mídia”. Argumentos como este são infantis, pois, mesmices de extrema fragilidade e sem nenhum embasamento concreto, diante da sagacidade, visão de futuro e perspicácia política da Presidente DILMA ROUSSEFF. 


Comentário II (em "A música que consolava Dilma) 08/01/2011 - 17,10 hs.)

O ser humano e grande mulher, DILMA ROUSSEF, é portadora da dádiva divina de ser altamente espiritualizada. Sua sensibilidade para captar e lidar com o desconhecido é (pode-se dizer), única; e, isto tem muito a ver com os sofrimentos que lhes foram impostos. Mas, podem crer; a prazeirosa missão de conduzir este povo, de cerca de 200 milhões de almas, lhe é tão gratificante, que, gradual e definitivamente, ela vem apagando um pedaço de um triste passado, de sua mente.

AVE DILMA!

Que Deus lhe dê longa vida !!!


 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

Esse Eike Batista [presidente do grupo EBX e oitavo homem mais rico do mundo] pode ser considerado uma figura emblemática. Tem essa ética, com uma vida de monge (????), não é um homem de consumo conspícuo. Vive para servir à riqueza, à acumulação, como se fosse um herói calvinista.

Mas o que ha com sociologos brasileiros que se tornam anacrônicos, reacionarios e não sabem interpretar o momento em que estão vivendo ? Mas o professor Vianna é de uma cegueira excepcional para sua formação. 

 

 Entrevista cancerígena.

 

Gente,

suspeito que o Luna está morrendo de rir!

Fui.

 

Putz!!

Esses caras querem, porque querem, separar Dilma de Lula, de qualque jeito, na marra, elês não se conformam que o "poste" lançado por Lula está dando certo, aí começam teorizar um monte de besteira.

Elês não percebem que Lula e Dilma é criador e criatura, mas com  uma condição, a criatura tem luz propria, não precisa ser manipulada.

È isso que incomoda algumas pessoas, o vôo solo da Dilma com total liberdade.

 

n existe nada pior no pensamento político brasileiro do q ex-comunista fazendo análise do governo lula, ou dilma ou do pt. já disseram isso acima e é vdd. é um saco! o nassif , faz o q pode, repercute, coloca em discussão. o nível é baixo, ele n pode responder a isso tb.

 

É de pasmar a visão do entrevistado. Notável sua vontade de fazer com que Dilma busque o regaço da "massa cheirosa"!

 

Belíssimo post. Mais um comunista de #@%&* resgatado pelo Professor Ariovaldo Alemeida Prado e transformado num homem de bem. Ave São Sarapião!!!

 

Aos reclamantes( de que o Nassif dá espaço demais para estes sociólogos retógrados)

O que o dono do blog faz, é "levantar a bola" destes famosos(embora imerecidos) sociólogos, para que os seus comentaristas deixem suas impressões pessoais e analíticas, sobre as opiniões daqueles.

Quando o post é irrelevante, o debate morre no nascedouro, porem quando a pauta é quente, ela é debatida e comentada por todos, e essa é a razão da existencia do blog, provocar discussões e destas discussões extrair subsídios para a vida política do Brasil.

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

Este senhor não afirmou o dito, faltou o preâmbulo:"I have a dream".

 

Ai está a história de alguem que mostra que o rei esta nu .  O populismo arcaico e retrógado marca dos caudilhos latinos tem que ser enterrados para sempre , Lula desempenhou seu papel  naquela hora mas não poderiamos ficar amarrado para sempre nesta figura paternalista que nem sempre faz o certo  pois estão presos a compromissos de eleição com figuras nefastas chefes de grupos e familias que se perpetuam no poder e tem como ideologia o fisiologismo  e quase sempre vem de estados mais pobres da federação ,  onde sugam as verbas públicas e o povo continua no atraso ...

 

Me lembrou o Bob Freire, bela retórica mas com a profundidade de uma moeda (deitada, diga-se).

 

Dilma 2014, Padilha 2018, Haddad 2023...

E o cara ganha para isso.

 

Pedro

Caro Nassif, era necessário?


Esse sujeito é uma piada, o ser imutável. Eu sei do que ele gosta......Parece artigo do Merval.

 

Mudanças porque a administração é dinamica.

O que o sociólogo Luiz Werneck Vianna não disse, é que a mudança gradual que a Presidente Dilma está fazendo na administração federal, é uma necessidade para que o país continue avançando.

A aceitação de um governo de coalizão, tanto nas adms. Lula, quanto neste 1º ano do governo Dilma, deveu-se às dificuldades que o Executivo teria que conviver, se resolvesse governar, apenas com quadros do partido, e comprometidos com as mudanças a qualquer custo.

Com as alianças, que em troca de cargos no 1º e 2º escalão federal, o Executivo passa a ter condições de enviar seus projetos ao Congresso, com chances de serem aprovados na íntegra, ou com pequenas alterações, e assim cumprir os compromissos de campanha.

Tropêços aconteceram, culpa exclusiva das posturas pouco ortodoxas de alguns ministros, defenestrados de seus cargos em tempo, e sem que ficassem sequelas incuráveis.

A partir deste 2º ano de administração, e já mais segura no que concerne à relação com o Legislativo, a Presidente vai começar a por em prática seu plano inicial de governo, desligando-se dos umbigos contaminados e contaminadores das Centrais Sindicais, e dos partidos aliados, que só pensam em cargos e verbas federais para suas bases e seus bolsos.

O suporte que as urnas deram a Dilma, e a crescente popularidade que seu governo atnge a cada dia, alem da sua postura íntegra e distante das picuínhas do poder, é que lhe darão a coragem de ousar, e libertar-se destas amarras, que estão dificultando a administração a pleno vapor.  

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

"Werneck Vianna: Ela está conversando mais com os secretários-executivos sobre a realização de programas de governo."

Quando Lula escolheu Dilma como candidata a sua sucessão, o ex-presidente sabia, profundamente, com quem estava lidando. Escolheu Dilma exatamente por sua maneira de ser. O comportamente que WV atribui a Dilma como novidade, a ex-ministra da Casa Civil fazia rotineiramente durante o governo Lula.  Lula apoiava e admirava a postura da ministra e, claro, deve estar adorando sua performance como presidenta.

 

 

Agora, imaginem um chutador desses jogando bola, de verdade. Que tragédia. Mas não deixa de ser divertido.

 

Claudionor Damasceno

 


No começo dos anos 90 se pensava assim, e muitos continuiam ainda, Werneck Vianna, Sonia Leitão, Veja, Estad.., Folh...Glob....se consumindo lentamente.

 

Logo na primeira resposta esta a chave do militante de direita. O Jobim era a chave: Uma perda imensa para a direita infiltrada no governo ( Alias quem nomeou o General Jobim foi o Lula, mas um pouco de non sense sempre faz parte dessas analises "cientificas" principalmente vinda de um cientista do partidão e órfão da União Sovietica)

 

Desde 1º de janeiro de 2011 que a mídia apregoa uma suposta reforma ministerial a ser promovida por Dilma em janeiro de 2012. Ninguém nunca disse ter ouvido isso da própria Dilma, mas todos papagaiam como se fossem favas contadas, algo como " em junho de 2012 teremos as festas juninas".

 

Afeee. Mas é lógico que o governo dela não será igual ao do Lula. Isso se chama processo histórico. Lula foi um, por conta de sua capacidade e articulação políticas, aliados à sensibilidade e tremenda oratória. Ela será certamente diferente pois ao contrário do que queriam, não é um poste. Nos porquês é que o professor se embanana.

 

Mauricio Machado

Como já disse alhures, este blog já viveu dias melhores.


Só posso deduzir que o blogueiro elege este tipo de post para avaliar como andam seus frequentadores e colher algum argumento oposicionista que preste. 


Mas, cá pra nós, fazer seus leitores perderem minutos preciosos de suas vidas  acessando esta PORCARIA é demais. Mais uma vez, (está ficando comum por aqui), o título induz a uma falsa percepção do conteúdo do texto.


Repito pela milésima vez: quantidade de textos não faz a qualidade do blog.

 

Prometeu, não sou advogado do blog, mas se você procura um Blog do Noblat às avessas não vai encontrar aqui. O mouro tem uma seleção de pautas que estimula o debate, e para quem não costuma ler a velha mídia por preocupações hapáticas pode ler aqui uma síntese do que eles pensam. Felizmente o Nassif não faz seleção ideológica de posts e a gente tem a oportunidade de rebater as besteiras que eles escrevem. O que o Noblat e seus aseemelhados da velha mídia fazem não é jornalismo, é dar ração aos porcos. 

 

Visitem o Blog Ponto & Contraponto. Twitter: @len_brasil Robozinho do blog: @pontoXponto

Meu caro,


Obviamente não se trata de pauta ideológica, mas de qualidade do texto. Quando algumas das zilhões de notícias diárias são alçadas à condição de post, imaginamos que exista algo de importante e que, ao menos, induza a uma reflexão, seja para que lado for.


Alguma dúvida que o texto foi mal selecionado? Só serviu para demonizar/linchar o seu autor por aqui. Seria esta a intenção do blogueiro? Tenho certeza que não.


Sou frequentador deste blog há uns bons anos e me sinto no direito/dever de chamar a atenção para coisas que, apesar de aparentemente pequenas ou insignificantes, podem afastá-lo daquilo que sempre se propôs: ser um veículo onde se busca a verdade e o debate para o aprimoramento da democracia.