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Documentário sobre a vida e morte de Leonardo Pareja

Por Guilherme Coelho 

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Leonardo Pareja, era delinquente e exibicionista.Inteligência  é uma ferramenta poderosa nesse meio,rodeado de cutrucos e psicopatas primitivos que  o cercavam.Faltou-lhe,para  saber ocultá-l.Exibi-la  pode ser  fatal.E,foi.Delegado,   algoz, chamado  Hitler Mussolini,requer prudência dos seus desafetos e até, de quem o nomeou para o cargo.

 

rique

Ah, se algo em que o Pareja tinha completa razão, era a diferença entre a Polícia Militar e a Polícia Civil.



Se nao me engano, nesse documentário aí (que vi há alguns anos) tem a opinião dele a respeito das duas polícias.

 

O documentário foi dirigido por Régis Faria, filho do ator Reginaldo Faria (narrador), que nos anos 70 viveu no cinema outro bandido bem articulado, vindo de família da classe média e que marcou a crônica policial da época assim como Pareja (Lúcio Flávio).

 

 

Como sempre os esquerdistas glorificando criminosos...


Se os que o prenderam e depois supostamente o mataram eram bandidos também, ISSO NÂO FAZ DO LEONARDO PAREJA UM SANTO, UM MÁRTIR!


Caso realmente seus algozes eram criminosos como estão alegando, foi mais um capítulo da novela: "BANDIDO MATA BANDIDO".


O falecido Leonardo Pareja apresenta características do que chamamos psicopatia:

"A psicopatia é um distúrbio mental grave caracterizado por um desvio de caráter, ausência de sentimentos genuínos, frieza, insensibilidade aos sentimentos alheios, manipulação, egocentrismo, falta de remorso e culpa para atos cruéis e inflexibilidade com castigos e punições."

 

Um ótimo texto sobre os tais "bandidos sociais":

Jaime Sautchuk: Hobsbawm e o Brasil

 

Esse britânico Eric Hobsbawm, o mesmo que segue sendo uma referência para o pensamento marxista mundo afora, tem importante contribuição para o entendimento da história do Brasil. A começar pela sua tese de doutorado, sobre o que ele classificou de “bandidos sociais”, em que incluiu o nosso Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. 

Por Jaime Sautchuk *


Eu tive a sorte de conhecê-lo, muitos anos atrás, e com ele conversar durante não sei quantos minutos, mas que foi um encontro que guardo como uma eternidade até hoje. 

Hobsbawm sempre trocou figurinhas com os chamados “marxistas americanos”, como Paul Sweeze, Paul Baran, Leo Huberman e uma resma de outros que marcaram um período do pensamento de esquerda no mundo. É uma corrente que ainda mantêm permanente 
debate marxista nos Estados Unidos e mundo afora, sempre bastante atualizado. 

Em seu livro “Primitive Lebels” (Rebeldes Primitivos), Hobsbawm parte de bandidos europeus, mas recorre a exemplos de várias outras partes do mundo, inclusive Lampião. Seu interesse pelo caso brasileiro era tanto que ele orientou um discípulo seu a fazer sua tese de doutorado sobre o cangaço nordestino. 

Esse seguidor é o americano Billy Jaynes Chandler, que passou oito anos no Brasil e escreveu, entre outros, o livro “Lampião, o rei dos cangaceiros”, obra indispensável para quem quiser entender esse aspecto da nossa história. Ou mesmo nossa história inteira. 

Temos, por aqui e mundo afora, um monte de porcarias escritas sobre Lampião e sobre essa importante manifestação social que é o cangaço. Mesmo Luis da Câmara Cascudo, em seu exuberante “Dicionário do Folclore Brasileiro”, apresenta uma concepção um tanto desfocada, vista no olhar da classe dominante. 

Cascudo até percebe o caráter social do cangaço, mas, ao citar nomes de cangaceiros famosos, como Brilhante e Lampião, entra em divagações que nada têm a ver com a realidade. Diz, por exemplo, que Brilhante era doce com as mulheres, mas que Lampião as agredia e matava. Um absurdo completo. 

Lampião sabia ser duro, severo e até violento quando as situações exigiam. Mas no cotidiano era um homem delicado, que carregava consigo uma máquina de costura, na qual confeccionava suas roupas. 

É atribuída a ele a criação do chapéu de cangaceiro, baseado nos modelos triangulares dos colonizadores holandeses, só que aplicando couro e subtraindo uma das pontas. É esse chapéu nordestino que a gente conhece. 

Além do mais, tinha uma bela companheira, a Maria Bonita, que ele respeitava divinamente. Viveram juntos de 1930 até a morte de ambos, em 38, na famosa matança da Fazenda Angicos, no Sergipe, e suas cabeças foram expostas da escadaria de uma igreja de Piranhas, em Alagoas, às margens do rio São Francisco. 

Rio acima, sob a cachoeira de Paulo Afonso, há uma gruta onde o bando de Lampião passou bons tempos, sob a proteção do empresário alagoano Delmiro Gouveia. O próprio Delmiro era um rebelde, pois em lugar de exportar algodão, montou uma indústria têxtil na boca do sertão e sofreu muita pressão, até ser assassinado. Sua cidade hoje tem seu nome. 

Essa relação demonstra o estilo diplomático de Lampião, que sabia muito bem quem eram os inimigos do povo. Aliás, essa habilidade dele é mais clara ainda nas suas relações com o padre Cí¬cero Romão Batista, vigário de Juazeiro do Norte, no Ceará. 

Em 1924, quando a coluna Prestes iria passava pela Bahia, a pedido do coronel Floro Bartolomeu (o ACM de então), Cí¬cero procurou Lampião e lhe forneceu armas para que combatesse a marcha. Lampião recebeu as armas (em especial aqueles rifles 
winchester muito conhecidos dos filmes de cangaço, com muita munição), mas nunca combateu a coluna. Essas armas eram o forte do seu bando até sua morte. Com a benção do padre. 

Mas ele nunca brigou com o político padre Cícero. Este, ao contrário, levou duas irmãs do cangaceiro, ameaçadas de morte em Pernambuco, para morarem nas dependências da igreja de Juazeiro. Elas viveram ali até morrerem. 

O casal Lampião e Maria Bonita teve uma filha em 1932, que viveu no cenário do cangaço. Ela teve uma filha, que é o que oficialmente resta da famí¬lia dos avós. Essa neta, uma jornalista conhecida como Verinha Lampião, cuida da memória da famí¬lia e do cangaço com muita competência. 

Como diz Chandler, para o filho do sertanejo, ser cangaceiro tinha o mesmo significado que para os filhos da burguesia pernambucana havia na pretensão de ser médico ou advogado. E, depois de Maria Bonita, ser mulher de cangaceiro era o sonho maior das mocinhas dos sertões. 

Mas, Lampião era, também, compositor (“Mulher Rendeira”e outras) e inventou o xaxado, uma dança separada, em que pode dançar homem com homem, mulher com mulher, batendo e arrastando botas e sandálias no chão. Só não pode haver toque corporal. No cangaço tinha muito mais homens que mulheres, mas era preciso dançar. Daí¬... 

Há, porém, uma infinidade de trabalhos importantes de autores brasileiros sobre Lampião e o cangaço. A começar pelo de Maria Isaura Pereira de Queiroz, que escreveu “Os Cangaceiros”. Ou pelos quatro volumes de Frederico Bezerra Maciel, em “Lampião, seu tempo e seu reinado”, um retrato com rigor cientí¬fico, que vai fundo nas coisas do cangaço, no estilo de 
vida e relações sociais daquela gente. 

A rigor, contudo, foi Hobsbawn quem retirou preconceitos das análises sobre essas manifestações de anseios de mudanças sociais e econômicas, mas com um viés primitivo. 

Ou seja, gente que, mesmo que aparentemente desprovida de base teórica para dar vazão a seus anseios, colocaram em suas ações um sentido revolucionário. 

Robin Hood, na Inglaterra, Jesse James, nos Estados Unidos, Janosik, na Polônia e Eslováquia, Diego Corrientes, na Espanha, são alguns dos mais renomados. Mas há exemplos em todos os continentes, em tempos diferentes. Inclusive no Brasil. E aí é que entra a perspicácia de Hobsbawm. 

Hoje, já na faixa dos 90 anos, o filósofo britânico ainda escreve muito e ganha destaque na mídia por dar opiniões a governantes e grandes empresários que têm dúvidas sobre o futuro da humanidade. 

Mas, sempre consciente de que o verdadeiro bandido não está nos sertões, e sim em gabinetes muito refinados.


* Jaime Sautchuk trabalhou nos principais órgãos da imprensa, Estado de S. Paulo, Globo, Folha de S.Paulo e Veja. E na imprensa de resistência, Opinião e Movimento. Atuou na BBC de Londres, dirigiu duas emissoras da RBS

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=156217&id_secao=11

 

MAR

Não é glorificar criminosos meu amigo.

A polícia que o torturou era muito mais criminosa, depois Pareja provou ser muito mais inteligente que a polícia.

 

"A polícia que o torturou era muito mais criminosa, depois Pareja provou ser muito mais inteligente que a polícia."

Ser mais "inteligente" o absolve dos seus crimes?

Bandido é bandido, seja ele burro ou um pouco acima disso.



OBS.: Alguém que assalta, rouba carros, sequestra e despreza as leis democráticas, jamais será conmsiderado inteligente.

Mas é cada uma... 

 

OBS.: Alguém que assalta, rouba carros, sequestra e despreza as leis democráticas, jamais será conmsiderado inteligente.

E aonde entra sua lógica no que diz respeito a estes que roubam bilhões e que nada lhes acontece, a mídia nem comenta? Pq assaltam sem matar? Pareja também não matou ninguém na sua bandidagem. Estes que roubam bilhões também não matam, a não ser de fome, falta de educação, falta de cultura... Mas gente fina é outra coisa.

Pois sou mais estes bandidos tipo Pareja do que estes deste livro

‘A Privataria Tucana’, de Amaury Ribeiro Jr.

 

Não é nada disso...

Apenas abomino métodos medievais de interrogatórios e investigação.

Goste ou não, Pareja era um talento desperdiçado.

Quanto a Polícia, durante muito tempo em nosso país foi acostumada a ser Capitão do Mato, do que servir bem o cidadão.

 

"Goste ou não, Pareja era um talento desperdiçado."

Amigo, voce é familiar do Leonardo Pareja?

Talento desperdiçado? O cara nasceu em familia abastada (que posteriormente perdeu ons bens), teve acesso a tudo de bom e do melhor, bons colégios etc.

O próprio Leonardo "se desperdiçou", jogou na lata do lixo as chances que a vida lhe deu, entrou no crime porque QUIS! 

 

Você esqueceu também dos planos econômicos que contribuiram para dinamitar o patrimônio da família de Pareja.

Claro que não é apenas culpa do governo, o pai dele administrou mal e foi roubado por gente influente. Numa entrevista naquela época, Pareja disse que um fazendeiro do Mato Grosso (terra de Gilmar Mendes) teria enganado seu pai e contribuído para sua falência.

Com a morte do pai, Pareja se tornou um revoltado, que entrou para o mundo do crime. Muitos brasileiros prejudicados ou não pelo sistema se identificaram com ele, que soube usar isso muito bem a seu favor e contra os corruptos do poder.

Não sou parente dele, mas vivi uma situação um pouco parecida (ainda que a comparação seja descabida).

Fui criança nos anos 80, uma infância feliz, tive muitos brinquedos, apesar da alta inflação o governo Sarney não deixava a economia ter queda no PIB (Recessão).

Quando veio o Collor aí que a situação piorou, o país cresceu ainda menos (E a inflação não acabou), senti as dificuldades na minha família, meu pai teve a poupança confiscada e quase perdeu o seu emprego. Mas não virei bandido...

 

Ele  era muito inteligente  e informado.  Não  foi  a toa  que o mataram.

 

 

Na parte 3 do documentário há uma afirmação do Diretor Geral da Polícia Civil de Goias de que não há tortura na polícia comandada por ele .

Nome do Delegado ?

Hitler Mussolini

 

" A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos." - Barão de Montesquieu

 

Ele morreu pq?

1- Namorava filha de poderoso

2- Ameaçou a liderança do traficante Leonardo Dias Mendonça

3- Com os contatos que tinha com a mídia poderia estragar o corrupto sistema penal goiano ao expor o presídio e suas engrenagens, a podridão que veio a público por conta da Operação Dimante

4- Humilhou a imprensa ao se dispor, ao seu bel prazer, dos meios de comunicação

5- Com as informações que tinha se tornou uma ameaça às autoridades

6- Todas as alternativas

 

MAR

7- No sequestro em Feira de Santana/BA, além de humilhar a mal preparada polícia local, ele sequestrou a sobrinha do então Senador Antônio Carlos Magalhães. O que serviu para ganhar os holofotes...

 

Lendo "Abusado", de Caco Barcellos (a despeito do fato de Marcinho VP ser muito mais perigoso que o Pareja), dá pra gente sentir que essas razões elencadas por você se aplicam também ao VP...

 

- De poste em poste o Brasil vai se iluminando...

 

Nº 3

O Pareja já estava começando a detonar a podridão da polícia comandada pelo Delegado Hitler Mussolini (Diretor Geral da Polícia Cívil)

 

" A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos." - Barão de Montesquieu