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Eduardo Campos e o significado de oposição

Comentário ao post "O jogo de xadrez da oposição para 2014"

Nassif e amigos do blog,

Tenho uma curiosa observação quando se "analisa" Eduardo Campos na oposição. Não me refiro aos cenários de alianças muito bem aqui elaborados e com riqueza comentados, mas no significado de "oposição" propriamente dito.

Um governo que bate recorde de recordes de aprovação e que é apoiado por 8 em cada 10 brasileiros passa-nos uma mensagem muito clara: a população não quer oposição, mas sim alternância de poder.

Quem em sã consciência poderia defender um programa de "oposição" num momento destes?

Ou que Campos ou qualquer outro da oposição decadente vai retomar os programas de privatização, esvaziamento do BNDES, fim das cotas, programas de erradicação da miséria, etc?

O que fez Geraldo Alckimin sobre as cotas na USP no fim do ano passado? Como ele tem se articulado com Fernando Haddad neste início de mandato? Alguém ainda acredita no "programa da oposição"?

Como disse Lula no evento no Anhembi (SP) mês passado: eles não têm propostas, não tem programas, não tem ideologia e não têm quem lidere essas propostas.

Indago assim: Por quê dizer que é o Campos quem se aproxima do PSDB/PPS/DEM e não o contrário? Hoje, ficando as coisas como estão, quem sobrevive no longo prazo? O que foi o movimento do PSD?

Sinceramente, quando leio os jornais me sinto como no filme "Adeus Lênin" - em que a mãe, dedicada professora do regime soviete, ao entrar em coma, não vê a unificação. Ao acordar (mas ainda frágil) seus filhos passam a "manter vivo" o regime soviético dentro de casa, como se nada houvesse mudado.

E assim fazem hoje os jornais: tentam manter acessa nas cabeças de seus (fiéis) leitores a impressão que nosso país, seus problemas e desafios são os mesmos de 11 anos atrás. E que o PSDB e companhia (e como já foi grande essa cia.!) possuem um programa mágico que vai resolver os problemas, desafios e demandas de nosso país que nem mesmo eles leitores são capazes de idenficar.

Assim, por "força do hábito" (conforme vc mesmo, Nassif, comentou sobre os jornalistas que cobriram a última reunião do copom) os articulistas tratam logo de jogar Campos ("aliado histórico do PT" - e assim o frisam!) na "oposição". Assim passam a idéia de que o governo foi derrotado ideologicamente, enfraquecem o discurso progressista e mantêm "Lênin" vivo.

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