Revista GGN

Assine

Especialistas dissecam o Custo Brasil

Entenda o Custo Brasil

Por João Paulo Caldeira, no Brasilianas.org
Da Agência Dinheiro Vivo 

A diferença dos custos de produção entre o Brasil e outros países, o chamado Custo Brasil, torna os produtos nacionais menos competitivos nos mercados externo e interno e é causado por diversos fatores como a infraestrutura precária, os impostos, as altas taxas de juros e o câmbio apreciado. Diminuir esta diferença é fundamental para aumentar a competitividade e incentivar a atividade industrial no país.

O programa Brasilianas.org da última segunda-feira (29) abordou este tema com a presença dos convidados Mário Bernardini, diretor da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Odilon Guedes, professor da FAAP e membro do Conselho Regional de Economia de São Paulo, e Fábio Gallo, professor da FGV e especialista em finanças corporativas, na TV Brasil.

Bernardini explicou que, vinte anos atrás, a Abimaq fez um estudo comparando os custos de produção entre as subsidiárias estrangeiras e suas matrizes. “Naquela ocasião, chamei este diferencial de fator Brasil. Não disse “custo” porque era um fator que podia ser positivo ou negativo”. Segundo Bernardini, à época do estudo o fator Brasil era de menos de 20%, e hoje, no setor de bens de capital, atinge 43%. “Ao invés de melhorar a competitividade do país ao longo dessas duas décadas, ela piorou sensivelmente”.

Taxa de juros

Todos os convidados foram unânimes em apontar a alta taxa de juros como um dos principais fatores do Custo Brasil. “A taxa de juros tem um reflexo no conjunto da economia, porque ela é referência de lucro”, afirmou Odilon Guedes. Além disso, o professor pontuou a questão do custo de oportunidade, quando o investidor prefere investir no mercado financeiro ao invés da produção. “Por que investir na produção se eu posso ganhar dinheiro no banco?”

Fábio Gallo lembrou que a taxa de juros no Brasil é a mais alta do mundo, e Bernardini apontou que os juros custaram ao país uma média de 6% do PIB ao ano, na última década. Em muitos países, os juros giram em torno de 2,5%. “Na maioria dos paises do mundo, que tem uma dívida maior sobre o PIB do que o Brasil, paga-se menos da metade do que o Brasil paga com uma dívida que é a metade [do valor da dívida dos outros países].”

Este alto gasto com os juros da dívida acabam desviando recursos que poderiam ser investidos em áreas fundamentais para reduzir o próprio Custo Brasil. Segundo Odilon Guedes, “de 2000 a 2007, dados do IPEA, o Brasil pagou de juros R$ 1,157 trilhão, e investiu R$ 98 bilhões”.

Política Tributária

A carga tributária também é tratada como um dos fatores que encarecem a produção no Brasil e diminuem a competividade dos nossos produtos. Os convidados apontaram que o problema não são apenas os altos impostos, mas sim a forma como são cobrados. “Nos EUA e OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Economico), a maior carga tributária é sobre a renda, sobre a propriedade, sobre a herança e sobre riqueza. No Brasil é o contrário: a maior parte da carga tributária é indireta”, afirmou o professor da FAAP. Com isso, há uma distorção, na qual quem ganha até dois salários mínimos paga 53% de tributos, e quem ganha mais de 30 salários mínimos, 29% vão para os impostos, segundo dados do IPEA.

“A Reforma Tributária não vai para frente porque ela implica numa redistribuição da arrecadação”, disse Bernardini, mostrando que o modelo de arrecadação, e não a carga tributária, é que está errado: “não temos bitributação, temos tritributação ou quadritributação, porque imposto é cobrado sobre imposto”. Fábio Gallo também afirmou a necessidade da Reforma: “temos que desonerar toda a estrutura de cobrança de tributos, fazer uma reforma tributária realmente importante.”

Infraestrutura, câmbio e cartelização da economia

A rede deficitária de hidrovias e ferrovias, além das estradas mal-conservadas, são outro ponto que encarece a produção no Brasil. Odilon Guedes citou um levantamento que fez na área de transportes e descobriu que seriam necessários R$ 275 bilhões em investimentos para complementar e recuperar as malhas já existentes (ferrovias, hidrovias e rodovias, incluindo também aeroportos) “Daria um ano e meio de juros [da dívida brasileira]”, afirmou o professor.

Fábio Gallo ressaltou que os problemas de logística e infraestrutura são mais acentuados em um país com dimensões continentais como o Brasil: “[Os problemas de infraestrutura] aumentam o custo de toda a cadeia produtiva”.

Quanto ao câmbio valorizado, Bernardini explicou: “Hoje, o câmbio está sobrevalorizado, no mínimo, em 40%. Então, o meu produto custa 40% a mais pelo custo brasil e 40% a mais pelo dólar. Se eu multiplicar 1,4 por 1,4, meu produto custa duas vezes o produto lá fora.” Com este custo a mais, os produtos não conseguem ser exportados e perdem espaço no mercado interno. “A indústria de transformação está perdendo mercado e está deixando de fabricar e produzir para substituir por produto importado”, o que provoca a desindustrialização.

Finalmente, a cartelização é outro fator que encarece a produção no país. Segundo Bernardini, 20% do Custo Brasil vem de matérias-primas, como o aço. “Os monopólios ou oligopólios se valem de sua força e da proteção que o mercado interno tem e  colocam preços que são 30% mais altos, 40% mais altos que no mercado internacional”, prejudicando toda a cadeia produtiva. Odilon Guedes também lembrou das taxas da energia elétrica e da telefonia, segundo ele, a primeira e a segunda mais caras do mundo, respectivamente.

Para diminuir o impacto do Custo Brasil nos produtos, uma das soluções apontadas é a defesa do mercado interno: “A Inglaterra fez isso, os Estados Unidos, a Coréia. É uma política macroeconômica de defesa de interesses estratégicos no país”, afirmou Odilon.

Sem votos
24 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.
CAPTCHA
Esta questão é para testar se você é um visitante humano e impedir submissões automatizadas por spam.
+24 comentários

It's wodnreful to have you on our side, haha!

 

Como explicar o fato do honda city ser fabricado no Brasil e custar no México 28 mil reais e aqui o dobro... choramingar que o preço do aço, impostos, encargos trabalhistas é alto, todos sabemos que sim, mas não justifica essa roubalheira.   Quando essas informações que estão sendo geradas nas redes sociais e blogs chegarem ao grande público, vai ser um deus-nos-acuda pra essas empresas que vivem explorar o ingênuo consumidor Brasileiro.   Quero ver como vão empurrar um hyundai ix35 por 88 mil reais, um kia sportage por 83mil reais, um camaro por 180 mil reais,etc

 

E sobre o lucro exAGERADO PRATICADO PELA MAIORIA? Nenhuma palavra?

 

Interessante notar como o brasileiro é "campeão" em tudo o que não presta:

Maiores juros do planeta (portanto paraíso do cassino financeiro)

Surrealismo tributário (nem os responsáveis por cobrá-los conseguem entender)

Sucateamento de infraestrutura que em países "sérios" é reconhecida como estratégica (para quê hidrovias e ferrovias, vamos fazer tudo da forma mais burra e cara possível)

"Capitalismo à brasileira", onde cartel, indiferença com o consumidor, golpes, falcatruas e etc são norma ao invés de exceção.

E sem contar ainda as tentativas deliberadas (e até agora bem-sucedidas) de simples sabotagem....

Sinceramente pessoal, para ser franco que país consegue ir para frente com tudo isso?

 

Caro Nassif

Qual o motivo deles só falarem do capital?! Que tal discutirem também distribuição de rendas?

Qual o motivo deles não comentarem a diferença salarial entre o Brasil, com EUA, Alemanha etc etc?!

Qual seria a reação internacional se o  governo brasileiro rompesse com o pagamento da divida interna, tão bem alinhavada, com o plano real?!

Reuniu dois economistas de mercado ele já irão falar de reduzir impostos, custo Brasil, tão a gosto da minoria que vive disto.

Saudações

 

Uldorico=Troll.

Mais um.

 

Caro Nassif, esse é um dos artigos mais angustiantes que li no seu blog. Sinceramente, existe algum mecanismo rápido para solucionar essas desfunções, além da sugestão do professor Odilon?

obs.: enquanto isso, o Minístro da Saúde sugere aumento de impostos dos cigarros, bebidas alcoólicas e...  carros (será que não leu os artigos do jornalista Joel Leite?).

 

"existe algum mecanismo rápido para solucionar essas desfunções, além da sugestão do professor Odilon?":

Historicamente?  Nao.  Ciclo da borracha, ciclo do ouro, ciclo do cafe, ciclo mediatico de espionagem, ciclo do ECAD, etc.

Tudo no Brasil so funciona por ciclos "capitalistas"  (o que eh dizer, colonialistas) e so se esborracha contra a parede quando precos melhores de produtos superiores aparecem nas importacoes ou no mercado exterior.  Entao a industria em questao inteirinha, do comeco ao fim, colapsa.

Essa eh a historia da colonizacao brasileira.

 

Com relação aos monopólios e oligopólios do aço, que oneram os preços em até 40%, o governo pode adotar medidas que minimizem essa diferença, basta taxar as exportações de forma regressiva, tomando como base o minério de ferro até se chegar ao incentivo para os manufaturados de ponta.

Com relação às importações agir em sentido oposto, isso faria com que as Usinas Siderúrgicas dessem mais importância ao mercado interno e perdessem o interesse em tentar dominar a cadeia de produção dos principais derivados, principal motivo do desalinhamento de preços e do aumento das importações.

abçs

 

Muito interessante o tal Custo Brasil. mas me expliquem o seguinte como é que com a chegada dos carros chineses a indústria automobilística conseguiu o milagre de, apesar dos "Custo Brasil", diminuir  o preço final dos carros? dou como exemplo o Tiguan ( VW ), era vendido por 125 mil e por este milagre foi para 98 mil!!!

20%, vejam que milagre operou a VW e este milagre continua se repetindo com modelos de todas as faixas emontadoras brasileiras.

Custo Brasil é realmente um fator a ser analisado com mais critério.

 

"dou como exemplo o Tiguan ( VW ), era vendido por 125 mil e por este milagre foi para 98 mil!!!":

Gozado, eu nao conheco uma unica pessoa nos EUA que tem carro de 60 mil dolares...  A pessoa que tem o carro mais caro que eu conheco, de 37 mil dolares, eh...

Bom, eh eu!

Dinheiro brasileiro deve crescer em arvores...  Nao vai ser MEU dinheiro que eu vou gastar la.

 

Ivan, sabe quanto pagam por um Camaro zero aqui no Mato Grosso? R$ 280 mil reais,  dá uns 175 mil dólares que compra ai um Porsche Panamera Turbo zero e ainda sobra troco, uns 30 mil dólares, me esqueci este Panamera custa aqui um pouco a mais, só R$750 mil reais ( 470 mil dólares ). E sabe que tem fila pra comprar? Brincadeira? Uma Toyota Hilux SW4 sai por R$170 mil ( 106 mil dólares ) e vende...daria pra comprar ai uma Porsche Cayenne zero (80 mil dólares ai) e sobraria muito troco. Com as commodities nas alturas vamos começar a andar de Cayenne sim , mas aqui ela chegou por R$550 mil a unidade. Isso tá uma loucura, loucura, loucura!

 

Já pensou em quanto mais o preço poderia cair se a correção se iniciar pela base, ou seja pelo aço.

abçs

 

Será mesmo? Há setores em que um destes custos ou a maioria deles faz até sentido, mas o que dizer da diferença dos preços dos carros no Brasil, no Nercosul ou nos EUA?

Aqui o brasileiro paga sem reclamar contas de serviços públicos indexadas ao IGPm...

 

Pfui

 

Em relação também com o tema , existe uma proposta do Sen Randolfe Rodrigues:

 

/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:"Tabela normal";
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-parent:"";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin:0cm;
mso-para-margin-bottom:.0001pt;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:10.0pt;
font-family:"Times New Roman";
mso-ansi-language:#0400;
mso-fareast-language:#0400;
mso-bidi-language:#0400;}

qua 29 junho, 2011 |: blogdorandolfe

Artigo enviado ao colunista da Revista Veja.com, Ricardo Setti, em resposta ao seu comentário sobre a emenda de autoria de Randolfe, aprovada na CCJ do Senado

Randolfe Rodrigues – Senador – PSOL/AP

Em seu artigo na página da Revista Veja na internet, de 27/6/2011, o colunista Ricardo Setti alega que a minha emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2012, pleiteando o fim do superávit primário, seria um projeto “estapafúrdio, próximo do ridículo”, e ainda pede que eu “tenha juízo, e não minhoca na cabeça!”.

Porém, é preciso esclarecer que minha emenda foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, para ser apresentada à Comissão de Orçamento, ou seja, já é um projeto de toda a CCJ, e não só meu. Além do mais, para garantir o pagamento da questionável dívida pública e o cumprimento da meta de “superávit primário”, as pessoas morrem nas filas dos hospitais, se apertam em ônibus que mais parecem latas de sardinha, sofrem com a má qualidade do ensino público, esperam indefinidamente pela garantia do direito de acesso a terra, etc.

Segundo o colunista, caso o superávit primário fosse extinto, “o país e todos os bancos quebrariam imediatamente, centenas de milhares de brasileiros levariam um monumental calote, os investidores estrangeiros sairiam correndo, haveria desemprego em massa e a paralisação da economia e o Brasil levaria uns 10 anos, ou mais, para voltar aos patamares de hoje.”.

Porém, os EUA e a União Européia não têm metas de superávit, mas praticam imensos déficits, e nem por isso seus bancos quebram, ou há crise. Na verdade, há uma grande crise global sim, mas causada pela irresponsabilidade dos próprios bancos, que tiveram de ser salvos pelo próprio Estado, à custa do povo, gerando, aí sim, uma imensa dívida pública, que está sendo paga à custa da grande retirada de direitos dos trabalhadores europeus.

No Brasil, os bancos também são sustentados pelo Estado. A maior parte dos títulos da dívida interna (63%) se encontra não mão de bancos e grandes investidores, que assim ganham a maior taxa de juros do mundo. Outros 21% estão na mão dos chamados “Fundos de Investimento”, o que completa o percentual de 84% da dívida, principalmente na mão de grandes investidores.

Apesar de muitos analistas argumentarem que tais “Fundos de Investimento” teriam como principais beneficiários os pequenos investidores, a recente CPI da Dívida na Câmara dos Deputados (proposta pelo Deputado Ivan Valente – PSOL/SP) desmascarou esta informação. Respondendo a requerimento oficial da CPI, que solicitava o perfil (tamanho) dos principais credores da dívida via tais Fundos e outras aplicações bancárias, o governo afirmou simplesmente que não dispunha desta informação.

Interessante ressaltar que o próprio articulista diz que os brasileiros credores da dívida seriam “centenas de milhares”, ou seja, não chegam a um milhão, representando no máximo 0,5% da população.

Na realidade, sabemos que são os grandes investidores os principais beneficiários da dívida pública que, conforme mostrou a CPI possuem diversos e graves indícios de ilegalidade, tais como juros sobre juros, falta de documentos e informações, a não autorização do Senado em operações de dívida externa, e até mesmo a realização de reuniões entre o Banco Central e “analistas independentes” – que, na realidade são, em sua maioria, rentistas – para definir variáveis como inflação e juros, depois usadas pelo COPOM na definição da taxa Selic, que beneficia os próprios rentistas.

Até mesmo o Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, criticou os superávits do governo, criticando as metas anteriores e futuras.

Dessa maneira, a dívida e seus credores agem como verdadeiras minhocas na maçã, e vão fazendo tuneis no desenvolvimento brasileiro, acarretando o corte nos investimentos sociais e concentrando renda e riqueza na mão de poucos.

Lembremos que a principal justificativa do corte de R$50 bi no orçamento do governo federal neste ano, que atingiu centralmente as áreas sociais e estratégicas do País teve como objetivo o ajuste fiscal para cumprir as metas do superávit primário que só nos quatro primeiros meses do ano alcançou em tempo recorde o valor de R$ 57,3 bilhões, o que equivale a 49% da meta para 2011. O objetivo para este ano foi fixado em termos nominais, em R$ 117,9 bilhões. Ou seja, enquanto cortava dos investimentos sociais o governo em um terço do ano, fez a metade da meta de pagamentos ao capital financeiro.

Mas a maior ilegalidade da dívida é o descumprimento do Art. 26 das Disposições Transitórias da Constituição de 1988, que prevê a Auditoria da Dívida, jamais realizada, e que poderia apurar a fundo todos estes fatos, mostrando que dívida é essa, como cresceu absurdamente, e se realmente devemos ou não.

A auditoria da dívida foi executada recentemente com grande sucesso pelo governo do Equador, que assim pôde provar a ilegalidade da dívida, e impor aos rentistas a anulação de 70% do débito com os bancos privados internacionais. Nem por isso houve crise ou desemprego, mas sim, um grande aumento dos gastos sociais.

Auditar a dívida é conquistar a soberania do país frente ao setor financeiro, que no Brasil continua sugando a maior parcela do orçamento, em detrimento da garantia dos direitos sociais.


 

 Justiça Trabalhista. As aventuras de maus "trabalhadores" que já entram na empresa pensando em processá-la mais adiante é o ralo mais desprezível do custo Brasil. As firmas gastam muito para se defender dessas aventuras e não tem como prevenir o esbulho.

 

Ulderico

Caro Ulderico

Voce tem algum estudo sobre esse assunto? Que tal disponibilizar?

Saudações

 

 O Brasil tem dois milhões de processos trabalhistas ao ano, a França e os EUA setenta mil, o Japão dois mil e quinhentos. ( Brasil Econômico - 08/07/2011)

 

Ulderico

Extamente como um carro similar custa bem menos nos EUA do que no Brasil. Será a mão-de-obra barata dos americanos?

E não é o imposto, não é o juros. É a margem de lucro.

 

Acho interessante tb discutir o lucro brasil, vide montadoras de veiculos.

 

Eu venho, vez por outra, tocando neste assunto. Se imaginarmos os reflexos na cadeia produtiva pelo custo dos automóveis, e não estou falando somente de carros, mas também de cominhões e onibus, imaginem se o preço aqui fosse igual aos da ARGENTINA OU CHILE, etc.

Jorge

 

Engraçado

eu tenho uma interpretação diferente do que foi dito no programa

Bernardini disse que metade do custo brasil se deve ao alto preço dos insumos no Brasil

Insumos que, segundo eu entendi, ele disse que aumentaram nos setores privatizados: aço, enegia, telefonia

ele, educadamente, ao meu ver, criticou educadamente o lucro excessivo dos oligopólios, que inclusive não sofrem concorrência internacional, citando o aço como exemplo

creio, ainda, que ele disse que em segundo lugar, com 14 dos 40% dos custos, o custo do capital, isto é, o setor financeiro

e ele afirmou, embora mais tarde tenha concordado que a carga tributária é alta, que por um lado, os impostos respondem por 6 dos tias 40%.

 

 

E não nos esqueçamos da petrobrás. Ou acham que o lucro (extraordinário ?) é só gestão?

 

Concordo, eu também tive essa interpretação.

abçs